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Ementa e Acórdão 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.202 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ALICE DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) :DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :COMPANHIA PAULISTA DE TRENS METROPOLITANOS - CPTM ADV.(A/S) :MARCOS CALDAS MARTINS CHAGAS Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÕES DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA AJUIZADAS POR ANTIGOS FERROVIÁRIOS DA EXTINTA FEPASA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM ESTADUAL. JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido que compete à Justiça comum processar e julgar as ações de complementação de aposentadoria ajuizadas por antigos ferroviários e pensionistas de empresas incorporadas à FEPASA. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa (art. 1.021, § 4°, do CPC). A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F847-3362-31F3-6336 e senha 4C22-29B9-1083-337C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RE 1112202 AGR / SP multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F847-3362-31F3-6336 e senha 4C22-29B9-1083-337C Supremo Tribunal Federal RE 1112202 AGR / SP multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F847-3362-31F3-6336 e senha 4C22-29B9-1083-337C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.202 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ALICE DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) :DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :COMPANHIA PAULISTA DE TRENS METROPOLITANOS - CPTM ADV.(A/S) :MARCOS CALDAS MARTINS CHAGAS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por meio da qual dei provimento ao recurso extraordinário interposto pelo agravado. A agravante sustenta, em suma, que “a r. decisão recorrida violou o artigo 114, I, da Constituição Federal, que determina que à Justiça do Trabalho compete dirimir as controvérsias decorrentes da relação de trabalho, hipótese em que se enquadra o caso dos autos, eis que se está diante de situação em que o de cujus , ex-empregado da FEPASA, e não da Fazenda Pública do Estado de São Paulo, postula diferenças de complementação de aposentadoria, benefício que decorre do contrato de trabalho que existiu entre o obreiro e a extinta FEPASA” (pág. 6 do documento eletrônico 58; grifos no original). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7060-8313-DFF7-F8EC e senha E221-5515-D72B-5928 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.202 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ALICE DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) :DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :COMPANHIA PAULISTA DE TRENS METROPOLITANOS - CPTM ADV.(A/S) :MARCOS CALDAS MARTINS CHAGAS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por meio da qual dei provimento ao recurso extraordinário interposto pelo agravado. A agravante sustenta, em suma, que “a r. decisão recorrida violou o artigo 114, I, da Constituição Federal, que determina que à Justiça do Trabalho compete dirimir as controvérsias decorrentes da relação de trabalho, hipótese em que se enquadra o caso dos autos, eis que se está diante de situação em que o de cujus , ex-empregado da FEPASA, e não da Fazenda Pública do Estado de São Paulo, postula diferenças de complementação de aposentadoria, benefício que decorre do contrato de trabalho que existiu entre o obreiro e a extinta FEPASA” (pág. 6 do documento eletrônico 58; grifos no original). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7060-8313-DFF7-F8EC e senha E221-5515-D72B-5928 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.202 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, como consignado na decisão agravada, “[...] conforme jurisprudência desta Suprema Corte, compete à Justiça comum estadual processar e julgar pedidos de complementação de aposentadoria ajuizados por ferroviários da extinta FEPASA. Nesse sentido: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL, POR TEREM SIDO OPOSTOS COM EFEITO INFRINGENTE E PRETENSÃO DE REFORMA DA DECISÃO DO RELATOR. PRECEDENTES. A jurisprudência deste Tribunal assentou que compete à Justiça Comum processar e julgar as ações de complementação de aposentadoria ajuizadas por antigos ferroviários e pensionistas de empresas incorporadas à FEPASA. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (RE 631.049-ED/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM PARA PROCESSAR E JULGAR AS CAUSAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA DOS ANTIGOS FERROVIÁRIOS DA FEPASA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (RE 590.927-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2785-8643-DD41-A818 e senha 8006-74EF-3BEE-A093 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.202 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, como consignado na decisão agravada, “[...] conforme jurisprudência desta Suprema Corte, compete à Justiça comum estadual processar e julgar pedidos de complementação de aposentadoria ajuizados por ferroviários da extinta FEPASA. Nesse sentido: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL, POR TEREM SIDO OPOSTOS COM EFEITO INFRINGENTE E PRETENSÃO DE REFORMA DA DECISÃO DO RELATOR. PRECEDENTES. A jurisprudência deste Tribunal assentou que compete à Justiça Comum processar e julgar as ações de complementação de aposentadoria ajuizadas por antigos ferroviários e pensionistas de empresas incorporadas à FEPASA. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (RE 631.049-ED/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM PARA PROCESSAR E JULGAR AS CAUSAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA DOS ANTIGOS FERROVIÁRIOS DA FEPASA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (RE 590.927-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2785-8643-DD41-A818 e senha 8006-74EF-3BEE-A093 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 1112202 AGR / SP Isso posto, dou provimento ao recurso extraordinário, para reconhecer a competência da Justiça Comum estadual para processar e julgar a presente ação, proposta por pensionista de ex-ferroviário da extinta FEPASA” (documento eletrônico 55). Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, há muito, se firmou no sentido de que os antigos ferroviários e pensionistas de empresas incorporadas à FEPASA estão submetidos a uma relação estatutária de serviço público e não à Consolidação das Leis do Trabalho. Com esse entendimento, menciono as seguintes decisões, entre outras: AI 244.972-AgR/SP, de relatoria do Ministro Moreira Alves; RE 237.049-AgR/SP, de relatoria do Ministro Maurício Corrêa; e RE 211.984- AgR, de relatoria do Ministro Ilmar Galvão. Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa no valor de 3% (três por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4°, do CPC). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2785-8643-DD41-A818 e senha 8006-74EF-3BEE-A093 Supremo Tribunal Federal RE 1112202 AGR / SP Isso posto, dou provimento ao recurso extraordinário, para reconhecer a competência da Justiça Comum estadual para processar e julgar a presente ação, proposta por pensionista de ex-ferroviário da extinta FEPASA” (documento eletrônico 55). Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, há muito, se firmou no sentido de que os antigos ferroviários e pensionistas de empresas incorporadas à FEPASA estão submetidos a uma relação estatutária de serviço público e não à Consolidação das Leis do Trabalho. Com esse entendimento, menciono as seguintes decisões, entre outras: AI 244.972-AgR/SP, de relatoria do Ministro Moreira Alves; RE 237.049-AgR/SP, de relatoria do Ministro Maurício Corrêa; e RE 211.984- AgR, de relatoria do Ministro Ilmar Galvão. Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa no valor de 3% (três por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4°, do CPC). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2785-8643-DD41-A818 e senha 8006-74EF-3BEE-A093 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/12/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.202 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ALICE DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) : DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS (28486/BA, 19552/DF, 385577/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : COMPANHIA PAULISTA DE TRENS METROPOLITANOS - CPTM ADV.(A/S) : MARCOS CALDAS MARTINS CHAGAS (47104/BA, 35879/DF, 18353/ES, 47958/GO, 56526/MG, 14620-A/MS, 01930/PE, 77458/PR, 164734/RJ, 83640A/RS, 42978/SC, 303021/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DE6-A261-4F4E-28FD e senha B2AA-55CF-0C7E-4C38 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.202 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ALICE DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) : DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS (28486/BA, 19552/DF, 385577/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : COMPANHIA PAULISTA DE TRENS METROPOLITANOS - CPTM ADV.(A/S) : MARCOS CALDAS MARTINS CHAGAS (47104/BA, 35879/DF, 18353/ES, 47958/GO, 56526/MG, 14620-A/MS, 01930/PE, 77458/PR, 164734/RJ, 83640A/RS, 42978/SC, 303021/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DE6-A261-4F4E-28FD e senha B2AA-55CF-0C7E-4C38 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748990183
2018-12-14T00:00:00
2019-02-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÕES DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA AJUIZADAS POR ANTIGOS FERROVIÁRIOS DA EXTINTA FEPASA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM ESTADUAL. JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido que compete à Justiça comum processar e julgar as ações de complementação de aposentadoria ajuizadas por antigos ferroviários e pensionistas de empresas incorporadas à FEPASA. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa (art. 1.021, § 4°, do CPC).
sjur397348
- Acórdão(s) citado(s): (ANTIGOS FERROVIÁRIOS, PENSIONISTAS, RELAÇÃO ESTATUTÁRIA) AI 244972 AgR (2ªT), RE 237049 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 08/02/2019, BMP.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1112202
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1112202 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ALICE DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) : DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : COMPANHIA PAULISTA DE TRENS METROPOLITANOS - CPTM ADV.(A/S) : MARCOS CALDAS MARTINS CHAGAS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.202 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ALICE DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) :DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :COMPANHIA PAULISTA DE TRENS METROPOLITANOS - CPTM ADV.(A/S) :MARCOS CALDAS MARTINS CHAGAS Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÕES DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA AJUIZADAS POR ANTIGOS FERROVIÁRIOS DA EXTINTA FEPASA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM ESTADUAL. JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido que compete à Justiça comum processar e julgar as ações de complementação de aposentadoria ajuizadas por antigos ferroviários e pensionistas de empresas incorporadas à FEPASA. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F847-3362-31F3-6336 e senha 4C22-29B9-1083-337C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1112202 AGR / SP multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F847-3362-31F3-6336 e senha 4C22-29B9-1083-337C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1112202 AGR / SP multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F847-3362-31F3-6336 e senha 4C22-29B9-1083-337C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.202 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ALICE DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) :DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :COMPANHIA PAULISTA DE TRENS METROPOLITANOS - CPTM ADV.(A/S) :MARCOS CALDAS MARTINS CHAGAS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por meio da qual dei provimento ao recurso extraordinário interposto pelo agravado. A agravante sustenta, em suma, que “a r. decisão recorrida violou o artigo 114, I, da Constituição Federal, que determina que à Justiça do Trabalho compete dirimir as controvérsias decorrentes da relação de trabalho, hipótese em que se enquadra o caso dos autos, eis que se está diante de situação em que o de cujus , ex-empregado da FEPASA, e não da Fazenda Pública do Estado de São Paulo, postula diferenças de complementação de aposentadoria, benefício que decorre do contrato de trabalho que existiu entre o obreiro e a extinta FEPASA” (pág. 6 do documento eletrônico 58; grifos no original). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7060-8313-DFF7-F8EC e senha E221-5515-D72B-5928 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.202 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ALICE DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) :DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :COMPANHIA PAULISTA DE TRENS METROPOLITANOS - CPTM ADV.(A/S) :MARCOS CALDAS MARTINS CHAGAS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por meio da qual dei provimento ao recurso extraordinário interposto pelo agravado. A agravante sustenta, em suma, que “a r. decisão recorrida violou o artigo 114, I, da Constituição Federal, que determina que à Justiça do Trabalho compete dirimir as controvérsias decorrentes da relação de trabalho, hipótese em que se enquadra o caso dos autos, eis que se está diante de situação em que o de cujus , ex-empregado da FEPASA, e não da Fazenda Pública do Estado de São Paulo, postula diferenças de complementação de aposentadoria, benefício que decorre do contrato de trabalho que existiu entre o obreiro e a extinta FEPASA” (pág. 6 do documento eletrônico 58; grifos no original). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7060-8313-DFF7-F8EC e senha E221-5515-D72B-5928 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.202 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, como consignado na decisão agravada, “[...] conforme jurisprudência desta Suprema Corte, compete à Justiça comum estadual processar e julgar pedidos de complementação de aposentadoria ajuizados por ferroviários da extinta FEPASA. Nesse sentido: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL, POR TEREM SIDO OPOSTOS COM EFEITO INFRINGENTE E PRETENSÃO DE REFORMA DA DECISÃO DO RELATOR. PRECEDENTES. A jurisprudência deste Tribunal assentou que compete à Justiça Comum processar e julgar as ações de complementação de aposentadoria ajuizadas por antigos ferroviários e pensionistas de empresas incorporadas à FEPASA. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (Recurso Extraordinário 631.049-ED/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM PARA PROCESSAR E JULGAR AS CAUSAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA DOS ANTIGOS FERROVIÁRIOS DA FEPASA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (Recurso Extraordinário 590.927-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2785-8643-DD41-A818 e senha 8006-74EF-3BEE-A093 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.202 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, como consignado na decisão agravada, “[...] conforme jurisprudência desta Suprema Corte, compete à Justiça comum estadual processar e julgar pedidos de complementação de aposentadoria ajuizados por ferroviários da extinta FEPASA. Nesse sentido: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL, POR TEREM SIDO OPOSTOS COM EFEITO INFRINGENTE E PRETENSÃO DE REFORMA DA DECISÃO DO RELATOR. PRECEDENTES. A jurisprudência deste Tribunal assentou que compete à Justiça Comum processar e julgar as ações de complementação de aposentadoria ajuizadas por antigos ferroviários e pensionistas de empresas incorporadas à FEPASA. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (Recurso Extraordinário 631.049-ED/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM PARA PROCESSAR E JULGAR AS CAUSAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA DOS ANTIGOS FERROVIÁRIOS DA FEPASA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (Recurso Extraordinário 590.927-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2785-8643-DD41-A818 e senha 8006-74EF-3BEE-A093 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 1112202 AGR / SP Isso posto, dou provimento ao recurso extraordinário, para reconhecer a competência da Justiça Comum estadual para processar e julgar a presente ação, proposta por pensionista de ex-ferroviário da extinta FEPASA” (documento eletrônico 55). Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, há muito, se firmou no sentido de que os antigos ferroviários e pensionistas de empresas incorporadas à FEPASA estão submetidos a uma relação estatutária de serviço público e não à Consolidação das Leis do Trabalho. Com esse entendimento, menciono as seguintes decisões, entre outras: AI 244.972-AgR/SP, de relatoria do Ministro Moreira Alves; Recurso Extraordinário 237.049-AgR/SP, de relatoria do Ministro Maurício Corrêa; e Recurso Extraordinário 211.984- AgR, de relatoria do Ministro Ilmar Galvão. Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa no valor de 3% (três por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2785-8643-DD41-A818 e senha 8006-74EF-3BEE-A093 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1112202 AGR / SP Isso posto, dou provimento ao recurso extraordinário, para reconhecer a competência da Justiça Comum estadual para processar e julgar a presente ação, proposta por pensionista de ex-ferroviário da extinta FEPASA” (documento eletrônico 55). Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, há muito, se firmou no sentido de que os antigos ferroviários e pensionistas de empresas incorporadas à FEPASA estão submetidos a uma relação estatutária de serviço público e não à Consolidação das Leis do Trabalho. Com esse entendimento, menciono as seguintes decisões, entre outras: AI 244.972-AgR/SP, de relatoria do Ministro Moreira Alves; Recurso Extraordinário 237.049-AgR/SP, de relatoria do Ministro Maurício Corrêa; e Recurso Extraordinário 211.984- AgR, de relatoria do Ministro Ilmar Galvão. Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa no valor de 3% (três por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2785-8643-DD41-A818 e senha 8006-74EF-3BEE-A093 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/12/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.202 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ALICE DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) : DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS (28486/BA, 19552/DF, 385577/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : COMPANHIA PAULISTA DE TRENS METROPOLITANOS - CPTM ADV.(A/S) : MARCOS CALDAS MARTINS CHAGAS (47104/BA, 35879/DF, 18353/ES, 47958/GO, 56526/MG, 14620-A/MS, 01930/PE, 77458/PR, 164734/RJ, 83640A/RS, 42978/SC, 303021/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DE6-A261-4F4E-28FD e senha B2AA-55CF-0C7E-4C38 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.112.202 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ALICE DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) : DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS (28486/BA, 19552/DF, 385577/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : COMPANHIA PAULISTA DE TRENS METROPOLITANOS - CPTM ADV.(A/S) : MARCOS CALDAS MARTINS CHAGAS (47104/BA, 35879/DF, 18353/ES, 47958/GO, 56526/MG, 14620-A/MS, 01930/PE, 77458/PR, 164734/RJ, 83640A/RS, 42978/SC, 303021/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DE6-A261-4F4E-28FD e senha B2AA-55CF-0C7E-4C38 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 112 . 202", "Recurso Extraordinário 1112202 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1112202 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 112 . 202", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 112 . 202", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 112 . 202", "Recurso Extraordinário 631 . 049 - ED / DF", "Recurso Extraordinário 590 . 927 - AgR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 112 . 202", "Recurso Extraordinário 631 . 049", "-", "ED", "/", "DF", "Recurso Extraordinário 590 . 927 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 1112202 AGR / SP", "AI 244 . 972 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 237 . 049 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 211 . 984 - AgR", "Recurso Extraordinário 1112202 AGR / SP", "AI 244 . 972 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 237 . 049 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 211 . 984 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 114 , I , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 114 , I , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA PAULISTA DE TRENS METROPOLITANOS", "CPTM", "FEPASA", "Supremo Tribunal Federal", "FEPASA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA PAULISTA DE TRENS METROPOLITANOS", "CPTM", "FEPASA", "Fazenda Pública do Estado de São Paulo", "FEPASA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA PAULISTA DE TRENS METROPOLITANOS", "CPTM", "FEPASA", "Fazenda Pública do Estado de São Paulo", "FEPASA", "SEGUNDA TURMA", "FEPASA", "FEPASA", "Primeira Turma", "APOSENTADORIA", "FEPASA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FEPASA", "FEPASA", "Primeira Turma", "FEPASA", "Primeira Turma", "FEPASA", "Supremo Tribunal Federal", "FEPASA", "Supremo Tribunal Federal", "FEPASA", "Supremo Tribunal Federal", "FEPASA", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA PAULISTA DE TRENS METROPOLITANOS", "CPTM", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA PAULISTA DE TRENS METROPOLITANOS", "CPTM", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALICE DA SILVA OLIVEIRA", "DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS", "MARCOS CALDAS MARTINS CHAGAS", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALICE DA SILVA OLIVEIRA", "DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS", "MARCOS CALDAS MARTINS CHAGAS", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALICE DA SILVA OLIVEIRA", "DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS", "MARCOS CALDAS MARTINS CHAGAS", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Moreira Alves", "Maurício Corrêa", "Ilmar Galvão", "Moreira Alves", "Maurício Corrêa", "Ilmar Galvão", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALICE DA SILVA OLIVEIRA", "DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS", "MARCOS CALDAS MARTINS CHAGAS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALICE DA SILVA OLIVEIRA", "DENISE ARANTES SANTOS VASCONCELOS", "MARCOS CALDAS MARTINS CHAGAS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.442 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SERVICO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL SENAC ADV.(A/S) :ROBERTO MOREIRA DA SILVA LIMA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Acórdão do Tribunal de Contas da União. Exigência de que conste nos editais de licitação do SENAC o orçamento estimado em planilhas de quantitativos e custos unitários, bem como de critério de aceitabilidade. Desnecessidade. 3. Serviço Social Autônomo. Natureza privada. Não se submete ao processo licitatório previsto pela Lei 8.666/93. Necessidade de regulamento próprio. Procedimento simplificado que observe os princípios gerais previstos no art. 37, caput, CF. Atendimento. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental , nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 8 de fevereiro a 14 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570A-D004-8E69-32FB e senha E2C7-8144-F21A-3B50 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão MS 33442 AGR / DF 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570A-D004-8E69-32FB e senha E2C7-8144-F21A-3B50 Supremo Tribunal Federal MS 33442 AGR / DF 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570A-D004-8E69-32FB e senha E2C7-8144-F21A-3B50 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.442 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SERVICO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL SENAC ADV.(A/S) :ROBERTO MOREIRA DA SILVA LIMA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que concedeu a segurança pleiteada para anular acórdão do Tribunal de Contas da União que determinava ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) a inclusão, em seus editais de licitação, do orçamento estimado em planilhas de quantitativos e custos unitários, bem como de critérios de aceitabilidade dos preços unitários. A agravante afirma que todos os entes que recebem recursos públicos devem observar os princípios gerais que regem as licitações. Defende ainda que a medida adotada pelo TCU permite maior transparência e meios de controle popular sobre as contratações efetuadas pelo SENAC. O agravado apresentou contrarrazões, pugnando pela manutenção da decisão recorrida. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo desprovimento do recurso, em parecer ementado nos seguintes termos: “Agravo regimental em mandado de segurança. Serviço Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5A8-D4DE-7124-7F0B e senha 4F83-ABC3-2501-448B Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.442 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SERVICO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL SENAC ADV.(A/S) :ROBERTO MOREIRA DA SILVA LIMA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que concedeu a segurança pleiteada para anular acórdão do Tribunal de Contas da União que determinava ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) a inclusão, em seus editais de licitação, do orçamento estimado em planilhas de quantitativos e custos unitários, bem como de critérios de aceitabilidade dos preços unitários. A agravante afirma que todos os entes que recebem recursos públicos devem observar os princípios gerais que regem as licitações. Defende ainda que a medida adotada pelo TCU permite maior transparência e meios de controle popular sobre as contratações efetuadas pelo SENAC. O agravado apresentou contrarrazões, pugnando pela manutenção da decisão recorrida. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo desprovimento do recurso, em parecer ementado nos seguintes termos: “Agravo regimental em mandado de segurança. Serviço Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5A8-D4DE-7124-7F0B e senha 4F83-ABC3-2501-448B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório MS 33442 AGR / DF Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC. Imposição, pelo TCU, de que o SENAC inclua nos seus editais de licitação o orçamento estimado de custos e os critérios de aceitabilidade de preços unitários. Exigência incompatível com a autonomia administrativa de que gozam as entidades do ‘Sistema S’. Parecer pelo desprovimento do recurso”. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5A8-D4DE-7124-7F0B e senha 4F83-ABC3-2501-448B Supremo Tribunal Federal MS 33442 AGR / DF Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC. Imposição, pelo TCU, de que o SENAC inclua nos seus editais de licitação o orçamento estimado de custos e os critérios de aceitabilidade de preços unitários. Exigência incompatível com a autonomia administrativa de que gozam as entidades do ‘Sistema S’. Parecer pelo desprovimento do recurso”. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5A8-D4DE-7124-7F0B e senha 4F83-ABC3-2501-448B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.442 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, esta Corte firmou orientação no sentido de que as entidades do Sistema “S” têm natureza privada e possuem autonomia administrativa, motivo pelo qual não se submetem ao processo licitatório disciplinado pela Lei 8.666/93, sendo- lhes exigido apenas realizar um procedimento simplificado de licitação previsto em regulamento próprio, o qual deve observar os princípios gerais dispostos no caput do art. 37 da Constituição Federal. No caso dos autos, verifica-se que o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) possui regulamento próprio sobre licitações (Resolução 25/2012), que prevê expressamente a necessidade de observância dos princípios constitucionais da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhe são correlatos. Além disso, apesar de não constar em seus editais o orçamento estimado em planilhas de quantitativos e custos unitários e critério de aceitabilidade, as informações reputadas relevantes pelo Tribunal de Contas da União fazem parte do processo administrativo licitatório que, nos termos do art. 3º da Resolução 25/2012, é amplamente acessível ao público, salvo quanto ao conteúdo das propostas até a respectiva abertura. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7022-5787-A263-C19F e senha 9132-C307-0775-E175 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.442 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, esta Corte firmou orientação no sentido de que as entidades do Sistema “S” têm natureza privada e possuem autonomia administrativa, motivo pelo qual não se submetem ao processo licitatório disciplinado pela Lei 8.666/93, sendo- lhes exigido apenas realizar um procedimento simplificado de licitação previsto em regulamento próprio, o qual deve observar os princípios gerais dispostos no caput do art. 37 da Constituição Federal. No caso dos autos, verifica-se que o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) possui regulamento próprio sobre licitações (Resolução 25/2012), que prevê expressamente a necessidade de observância dos princípios constitucionais da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhe são correlatos. Além disso, apesar de não constar em seus editais o orçamento estimado em planilhas de quantitativos e custos unitários e critério de aceitabilidade, as informações reputadas relevantes pelo Tribunal de Contas da União fazem parte do processo administrativo licitatório que, nos termos do art. 3º da Resolução 25/2012, é amplamente acessível ao público, salvo quanto ao conteúdo das propostas até a respectiva abertura. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7022-5787-A263-C19F e senha 9132-C307-0775-E175 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 33442 AGR / DF Nesse sentido, confira-se trecho do parecer proferido pelo Subprocurador-Geral da República Paulo Gustavo Gonet Branco: “O decisório é compatível com a autonomia administrativa das entidades do “Sistema S”, reconhecida pelo Supremo Tribunal no RE 789.874/DF (rel. o Ministro Teori Zavascki, DJe 19.11.2014), julgado na sistemática da repercussão geral: (…) Vale ressaltar que o Supremo Tribunal, ao julgar a ADI 1.923/DF (rel. Ministro Ayres Britto, DJe 17.12.2015), assentou que entes privados que recebem recursos públicos devem conduzir suas contratações ‘de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CF, e nos termos do regulamento próprio a ser editado por cada entidade’. Assim, a autonomia do SENAC não autoriza que a gestão de recursos públicos sob sua responsabilidade deixe de observar os princípios previstos no caput do art. 37 da Constituição Federal. Essa preocupação, não obstante, foi observada no Regulamento de Licitações e Contratos do SENAC1, que estabelece os princípios básicos das contratações de obras, serviços, compras e alienações a cargo da entidade: Art. 2º - A licitação destina-se a selecionar a proposta mais vantajosa para o Senac e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhe são correlatos, inadmitindo-se critérios que frustrem seu caráter competitivo. O art. 13 do regulamento de contratações, por sua vez, confirma a alegação do SENAC de que as informações julgadas relevantes pelo Tribunal de Contas da União estarão contidas nos processos administrativos licitatórios, o que viabiliza o exercício do controle externo: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7022-5787-A263-C19F e senha 9132-C307-0775-E175 Supremo Tribunal Federal MS 33442 AGR / DF Nesse sentido, confira-se trecho do parecer proferido pelo Subprocurador-Geral da República Paulo Gustavo Gonet Branco: “O decisório é compatível com a autonomia administrativa das entidades do “Sistema S”, reconhecida pelo Supremo Tribunal no RE 789.874/DF (rel. o Ministro Teori Zavascki, DJe 19.11.2014), julgado na sistemática da repercussão geral: (…) Vale ressaltar que o Supremo Tribunal, ao julgar a ADI 1.923/DF (rel. Ministro Ayres Britto, DJe 17.12.2015), assentou que entes privados que recebem recursos públicos devem conduzir suas contratações ‘de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CF, e nos termos do regulamento próprio a ser editado por cada entidade’. Assim, a autonomia do SENAC não autoriza que a gestão de recursos públicos sob sua responsabilidade deixe de observar os princípios previstos no caput do art. 37 da Constituição Federal. Essa preocupação, não obstante, foi observada no Regulamento de Licitações e Contratos do SENAC1, que estabelece os princípios básicos das contratações de obras, serviços, compras e alienações a cargo da entidade: Art. 2º - A licitação destina-se a selecionar a proposta mais vantajosa para o Senac e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhe são correlatos, inadmitindo-se critérios que frustrem seu caráter competitivo. O art. 13 do regulamento de contratações, por sua vez, confirma a alegação do SENAC de que as informações julgadas relevantes pelo Tribunal de Contas da União estarão contidas nos processos administrativos licitatórios, o que viabiliza o exercício do controle externo: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7022-5787-A263-C19F e senha 9132-C307-0775-E175 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 33442 AGR / DF Art. 13 – O procedimento da licitação será iniciado com a solicitação formal da contratação, na qual serão definidos o objeto, a estimativa de seu valor e os recursos para atender à despesa, com a consequente autorização e a qual serão juntados oportunamente todos os documentos pertinentes, a partir do instrumento convocatório, até o ato final de adjudicação. O zelo da Corte de Contas da União com o controle democrático do processo licitatório também está contemplado no regulamento de contratações do SENAC, que estabelece o acesso público aos documentos pertinentes: Art. 3º – A licitação não será sigilosa, sendo acessíveis ao público os atos de seu procedimento, salvo quanto ao conteúdo das propostas até a respectiva abertura. Não procedem, assim, as críticas à decisão agravada”. Feitas essas considerações, não há o que prover quanto às alegações da agravante. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7022-5787-A263-C19F e senha 9132-C307-0775-E175 Supremo Tribunal Federal MS 33442 AGR / DF Art. 13 – O procedimento da licitação será iniciado com a solicitação formal da contratação, na qual serão definidos o objeto, a estimativa de seu valor e os recursos para atender à despesa, com a consequente autorização e a qual serão juntados oportunamente todos os documentos pertinentes, a partir do instrumento convocatório, até o ato final de adjudicação. O zelo da Corte de Contas da União com o controle democrático do processo licitatório também está contemplado no regulamento de contratações do SENAC, que estabelece o acesso público aos documentos pertinentes: Art. 3º – A licitação não será sigilosa, sendo acessíveis ao público os atos de seu procedimento, salvo quanto ao conteúdo das propostas até a respectiva abertura. Não procedem, assim, as críticas à decisão agravada”. Feitas essas considerações, não há o que prover quanto às alegações da agravante. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7022-5787-A263-C19F e senha 9132-C307-0775-E175 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 15/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.442 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SERVICO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL SENAC ADV.(A/S) : ROBERTO MOREIRA DA SILVA LIMA (00884/A/DF, 19993/SP) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E50-3829-27EB-6863 e senha E6BF-370C-655F-8813 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.442 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SERVICO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL SENAC ADV.(A/S) : ROBERTO MOREIRA DA SILVA LIMA (00884/A/DF, 19993/SP) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E50-3829-27EB-6863 e senha E6BF-370C-655F-8813 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749214377
2019-02-15T00:00:00
2019-02-22T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Acórdão do Tribunal de Contas da União. Exigência de que conste nos editais de licitação do SENAC o orçamento estimado em planilhas de quantitativos e custos unitários, bem como de critério de aceitabilidade. Desnecessidade. 3. Serviço Social Autônomo. Natureza privada. Não se submete ao processo licitatório previsto pela Lei 8.666/93. Necessidade de regulamento próprio. Procedimento simplificado que observe os princípios gerais previstos no art. 37, caput, CF. Atendimento. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental desprovido.
sjur398688
Número de páginas: 8. Análise: 06/03/2019, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
33442
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008666 ANO-1993\n LLC-1993 LEI DE LICITAÇÕES\n\n", "LEG-FED RES-000025 ANO-2012\n ART-00003\n RESOLUÇÃO DO SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL - SENAC" ]
MS-AgR
acordaos
MS 33442 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SERVICO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL SENAC ADV.(A/S) : ROBERTO MOREIRA DA SILVA LIMA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.442 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SERVICO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL SENAC ADV.(A/S) :ROBERTO MOREIRA DA SILVA LIMA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Acórdão do Tribunal de Contas da União. Exigência de que conste nos editais de licitação do SENAC o orçamento estimado em planilhas de quantitativos e custos unitários, bem como de critério de aceitabilidade. Desnecessidade. 3. Serviço Social Autônomo. Natureza privada. Não se submete ao processo licitatório previsto pela Lei 8.666/93. Necessidade de regulamento próprio. Procedimento simplificado que observe os princípios gerais previstos no art. 37, caput, Constituição Federal de 1988. Atendimento. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental , nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 8 de fevereiro a 14 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570A-D004-8E69-32FB e senha E2C7-8144-F21A-3B50 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão MS 33442 AGR / DF 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570A-D004-8E69-32FB e senha E2C7-8144-F21A-3B50 Supremo Tribunal Federal MS 33442 AGR / DF 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 570A-D004-8E69-32FB e senha E2C7-8144-F21A-3B50 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.442 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SERVICO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL SENAC ADV.(A/S) :ROBERTO MOREIRA DA SILVA LIMA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que concedeu a segurança pleiteada para anular acórdão do Tribunal de Contas da União que determinava ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) a inclusão, em seus editais de licitação, do orçamento estimado em planilhas de quantitativos e custos unitários, bem como de critérios de aceitabilidade dos preços unitários. A agravante afirma que todos os entes que recebem recursos públicos devem observar os princípios gerais que regem as licitações. Defende ainda que a medida adotada pelo TCU permite maior transparência e meios de controle popular sobre as contratações efetuadas pelo SENAC. O agravado apresentou contrarrazões, pugnando pela manutenção da decisão recorrida. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo desprovimento do recurso, em parecer ementado nos seguintes termos: “Agravo regimental em mandado de segurança. Serviço Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5A8-D4DE-7124-7F0B e senha 4F83-ABC3-2501-448B Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.442 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SERVICO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL SENAC ADV.(A/S) :ROBERTO MOREIRA DA SILVA LIMA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que concedeu a segurança pleiteada para anular acórdão do Tribunal de Contas da União que determinava ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) a inclusão, em seus editais de licitação, do orçamento estimado em planilhas de quantitativos e custos unitários, bem como de critérios de aceitabilidade dos preços unitários. A agravante afirma que todos os entes que recebem recursos públicos devem observar os princípios gerais que regem as licitações. Defende ainda que a medida adotada pelo TCU permite maior transparência e meios de controle popular sobre as contratações efetuadas pelo SENAC. O agravado apresentou contrarrazões, pugnando pela manutenção da decisão recorrida. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo desprovimento do recurso, em parecer ementado nos seguintes termos: “Agravo regimental em mandado de segurança. Serviço Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5A8-D4DE-7124-7F0B e senha 4F83-ABC3-2501-448B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório MS 33442 AGR / DF Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC. Imposição, pelo TCU, de que o SENAC inclua nos seus editais de licitação o orçamento estimado de custos e os critérios de aceitabilidade de preços unitários. Exigência incompatível com a autonomia administrativa de que gozam as entidades do ‘Sistema S’. Parecer pelo desprovimento do recurso”. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5A8-D4DE-7124-7F0B e senha 4F83-ABC3-2501-448B Supremo Tribunal Federal MS 33442 AGR / DF Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC. Imposição, pelo TCU, de que o SENAC inclua nos seus editais de licitação o orçamento estimado de custos e os critérios de aceitabilidade de preços unitários. Exigência incompatível com a autonomia administrativa de que gozam as entidades do ‘Sistema S’. Parecer pelo desprovimento do recurso”. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5A8-D4DE-7124-7F0B e senha 4F83-ABC3-2501-448B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.442 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, esta Corte firmou orientação no sentido de que as entidades do Sistema “S” têm natureza privada e possuem autonomia administrativa, motivo pelo qual não se submetem ao processo licitatório disciplinado pela Lei 8.666/93, sendo- lhes exigido apenas realizar um procedimento simplificado de licitação previsto em regulamento próprio, o qual deve observar os princípios gerais dispostos no caput do art. 37 da Constituição Federal. No caso dos autos, verifica-se que o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) possui regulamento próprio sobre licitações (Resolução 25/2012), que prevê expressamente a necessidade de observância dos princípios constitucionais da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhe são correlatos. Além disso, apesar de não constar em seus editais o orçamento estimado em planilhas de quantitativos e custos unitários e critério de aceitabilidade, as informações reputadas relevantes pelo Tribunal de Contas da União fazem parte do processo administrativo licitatório que, nos termos do art. 3... da Resolução 25/2012, é amplamente acessível ao público, salvo quanto ao conteúdo das propostas até a respectiva abertura. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7022-5787-A263-C19F e senha 9132-C307-0775-E175 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.442 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, esta Corte firmou orientação no sentido de que as entidades do Sistema “S” têm natureza privada e possuem autonomia administrativa, motivo pelo qual não se submetem ao processo licitatório disciplinado pela Lei 8.666/93, sendo- lhes exigido apenas realizar um procedimento simplificado de licitação previsto em regulamento próprio, o qual deve observar os princípios gerais dispostos no caput do art. 37 da Constituição Federal. No caso dos autos, verifica-se que o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) possui regulamento próprio sobre licitações (Resolução 25/2012), que prevê expressamente a necessidade de observância dos princípios constitucionais da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhe são correlatos. Além disso, apesar de não constar em seus editais o orçamento estimado em planilhas de quantitativos e custos unitários e critério de aceitabilidade, as informações reputadas relevantes pelo Tribunal de Contas da União fazem parte do processo administrativo licitatório que, nos termos do art. 3... da Resolução 25/2012, é amplamente acessível ao público, salvo quanto ao conteúdo das propostas até a respectiva abertura. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7022-5787-A263-C19F e senha 9132-C307-0775-E175 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 33442 AGR / DF Nesse sentido, confira-se trecho do parecer proferido pelo Subprocurador-Geral da República Paulo Gustavo Gonet Branco: “O decisório é compatível com a autonomia administrativa das entidades do “Sistema S”, reconhecida pelo Supremo Tribunal no Recurso Extraordinário 789.874/DF (rel. o Ministro Teori Zavascki, DJe 19.11.2014), julgado na sistemática da repercussão geral: (…) Vale ressaltar que o Supremo Tribunal, ao julgar a ADI 1.923/DF (rel. Ministro Ayres Britto, DJe 17.12.2015), assentou que entes privados que recebem recursos públicos devem conduzir suas contratações ‘de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da Constituição Federal de 1988, e nos termos do regulamento próprio a ser editado por cada entidade’. Assim, a autonomia do SENAC não autoriza que a gestão de recursos públicos sob sua responsabilidade deixe de observar os princípios previstos no caput do art. 37 da Constituição Federal. Essa preocupação, não obstante, foi observada no Regulamento de Licitações e Contratos do SENAC1, que estabelece os princípios básicos das contratações de obras, serviços, compras e alienações a cargo da entidade: Art. 2... - A licitação destina-se a selecionar a proposta mais vantajosa para o Senac e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhe são correlatos, inadmitindo-se critérios que frustrem seu caráter competitivo. O art. 13 do regulamento de contratações, por sua vez, confirma a alegação do SENAC de que as informações julgadas relevantes pelo Tribunal de Contas da União estarão contidas nos processos administrativos licitatórios, o que viabiliza o exercício do controle externo: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7022-5787-A263-C19F e senha 9132-C307-0775-E175 Supremo Tribunal Federal MS 33442 AGR / DF Nesse sentido, confira-se trecho do parecer proferido pelo Subprocurador-Geral da República Paulo Gustavo Gonet Branco: “O decisório é compatível com a autonomia administrativa das entidades do “Sistema S”, reconhecida pelo Supremo Tribunal no Recurso Extraordinário 789.874/DF (rel. o Ministro Teori Zavascki, DJe 19.11.2014), julgado na sistemática da repercussão geral: (…) Vale ressaltar que o Supremo Tribunal, ao julgar a ADI 1.923/DF (rel. Ministro Ayres Britto, DJe 17.12.2015), assentou que entes privados que recebem recursos públicos devem conduzir suas contratações ‘de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da Constituição Federal de 1988, e nos termos do regulamento próprio a ser editado por cada entidade’. Assim, a autonomia do SENAC não autoriza que a gestão de recursos públicos sob sua responsabilidade deixe de observar os princípios previstos no caput do art. 37 da Constituição Federal. Essa preocupação, não obstante, foi observada no Regulamento de Licitações e Contratos do SENAC1, que estabelece os princípios básicos das contratações de obras, serviços, compras e alienações a cargo da entidade: Art. 2... - A licitação destina-se a selecionar a proposta mais vantajosa para o Senac e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhe são correlatos, inadmitindo-se critérios que frustrem seu caráter competitivo. O art. 13 do regulamento de contratações, por sua vez, confirma a alegação do SENAC de que as informações julgadas relevantes pelo Tribunal de Contas da União estarão contidas nos processos administrativos licitatórios, o que viabiliza o exercício do controle externo: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7022-5787-A263-C19F e senha 9132-C307-0775-E175 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 33442 AGR / DF Art. 13 – O procedimento da licitação será iniciado com a solicitação formal da contratação, na qual serão definidos o objeto, a estimativa de seu valor e os recursos para atender à despesa, com a consequente autorização e a qual serão juntados oportunamente todos os documentos pertinentes, a partir do instrumento convocatório, até o ato final de adjudicação. O zelo da Corte de Contas da União com o controle democrático do processo licitatório também está contemplado no regulamento de contratações do SENAC, que estabelece o acesso público aos documentos pertinentes: Art. 3... – A licitação não será sigilosa, sendo acessíveis ao público os atos de seu procedimento, salvo quanto ao conteúdo das propostas até a respectiva abertura. Não procedem, assim, as críticas à decisão agravada”. Feitas essas considerações, não há o que prover quanto às alegações da agravante. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7022-5787-A263-C19F e senha 9132-C307-0775-E175 Supremo Tribunal Federal MS 33442 AGR / DF Art. 13 – O procedimento da licitação será iniciado com a solicitação formal da contratação, na qual serão definidos o objeto, a estimativa de seu valor e os recursos para atender à despesa, com a consequente autorização e a qual serão juntados oportunamente todos os documentos pertinentes, a partir do instrumento convocatório, até o ato final de adjudicação. O zelo da Corte de Contas da União com o controle democrático do processo licitatório também está contemplado no regulamento de contratações do SENAC, que estabelece o acesso público aos documentos pertinentes: Art. 3... – A licitação não será sigilosa, sendo acessíveis ao público os atos de seu procedimento, salvo quanto ao conteúdo das propostas até a respectiva abertura. Não procedem, assim, as críticas à decisão agravada”. Feitas essas considerações, não há o que prover quanto às alegações da agravante. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7022-5787-A263-C19F e senha 9132-C307-0775-E175 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 15/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.442 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SERVICO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL SENAC ADV.(A/S) : ROBERTO MOREIRA DA SILVA LIMA (00884/A/DF, 19993/SP) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E50-3829-27EB-6863 e senha E6BF-370C-655F-8813 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.442 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SERVICO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL SENAC ADV.(A/S) : ROBERTO MOREIRA DA SILVA LIMA (00884/A/DF, 19993/SP) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E50-3829-27EB-6863 e senha E6BF-370C-655F-8813 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS 33442 AGR / DF", "MS 33442", "MS 33442", "Recurso Extraordinário 789 . 874 / DF", "ADI 1 . 923 / DF", "Recurso Extraordinário 789 . 874 / DF", "ADI 1 . 923 / DF", "MS 33442 AGR / DF", "MS 33442 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "Lei 8 . 666 / 93", "art . 37 , caput , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 666 / 93", "art . 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 666 / 93", "art . 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "caput", "art . 37 da Constituição Federal de 1988", "caput", "art . 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 da Constituição Federal de 1988", "art . 37 da Constituição Federal", "Regulamento", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "SENAC", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal de Contas da União", "SENAC", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "SENAC", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "Tribunal de Contas da União", "Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial", "SENAC", "TCU", "SENAC", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SERVICO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL", "SENAC", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal de Contas da União", "Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial", "SENAC", "TCU", "SENAC", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "AGR", "/", "DF", "Nacional de Aprendizagem Comercial", "SENAC", "TCU", "SENAC", "Sistema", "Supremo Tribunal Federal", "Nacional de Aprendizagem Comercial", "SENAC", "TCU", "SENAC", "Sistema", "SEGUNDA TURMA", "Sistema “ S ”", "Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial", "SENAC", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Sistema “ S ”", "Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial", "SENAC", "Tribunal de Contas da União", "/", "Sistema S", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal", "SENAC", "Senac", "SENAC", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "MS", "AGR", "/", "Sistema S", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal", "SENAC", "SENAC1", "Senac", "SENAC", "Tribunal de Contas da União", "Corte de Contas da União", "SENAC", "Supremo Tribunal Federal", "Corte de Contas da União", "SENAC", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "SERVICO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL", "SENAC", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "SERVICO", "SENAC", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "ROBERTO MOREIRA DA SILVA LIMA", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ROBERTO MOREIRA DA SILVA LIMA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ROBERTO MOREIRA DA SILVA LIMA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Teori Zavascki", "Ayres Britto", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Teori Zavascki", "Ayres Britto", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ROBERTO MOREIRA DA SILVA LIMA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "ROBERTO MOREIRA DA SILVA LIMA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "15", "/", "02", "/", "2019", "8 de fevereiro", "14 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "11", ".", "2014", "17", ".", "12", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "11", ".", "2014", "17", ".", "12", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "8", ".", "2", ".", "2019", "14", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "2", ".", "2019", "14", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.560 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTÔNIO RODRIGUES FILHO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS . EXECUÇÃO PENAL. FALTA GRAVE. REGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. MATÉRIA NÃO ANALISADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. 1. A alegada violação à ampla defesa e ao contraditório, por ausência de oitiva judicial do condenado, não foi enfrentada pelo Superior Tribunal de Justiça. Logo, torna-se inviável a esta SUPREMA CORTE conhecer do tema originariamente, sob pena de indevida e, no caso, dupla supressão de instância e violação das regras constitucionais de repartição de competências. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0096-275B-0329-735D e senha 1539-07E8-CDB3-8A11 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão HC 163560 AGR / RO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0096-275B-0329-735D e senha 1539-07E8-CDB3-8A11 Supremo Tribunal Federal HC 163560 AGR / RO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0096-275B-0329-735D e senha 1539-07E8-CDB3-8A11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.560 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTÔNIO RODRIGUES FILHO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, por não vislumbrar ilegalidade na decisão que determinou a perda de 1/3 dos dias remidos e a regressão de regime prisional em razão do cometimento de falta grave. Consta dos autos, em síntese, que foi instaurado Processo Administrativo Disciplinar para apurar o cometimento de falta grave pelo paciente, que, em cumprimento de pena em regime semiaberto, evadiu-se da Colônia Penal Agrícola e praticou fato previsto como crime doloso (Doc. 3 – fls. 14/15). O Juízo das Execuções, com fundamento no art. 52 da Lei de Execução Penal, determinou a regressão ao regime fechado e a perda de 1/3 dos dias remidos (Doc. 2 – fls. 23/24). Irresignada, a defesa interpôs agravo de execução penal, ao qual o Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia negou provimento (Doc. 4 – fls. 18/21). Sucedeu-se interposição de recurso especial perante o Superior Tribunal de Justiça, ao qual o Ministro relator também negou provimento (Doc. 5 – fls. 35/38), em decisão mantida pelo colegiado no julgamento do subsequente agravo regimental. Eis a ementa do julgado: EXECUÇÃO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. FALTA GRAVE. FUGA E COMETIMENTO DE NOVO CRIME. PERDA DE 1/3 DOS DIAS REMIDOS. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA DO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18B2-C2A2-EF9C-557B e senha 50BD-0810-E86C-7D90 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.560 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTÔNIO RODRIGUES FILHO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, por não vislumbrar ilegalidade na decisão que determinou a perda de 1/3 dos dias remidos e a regressão de regime prisional em razão do cometimento de falta grave. Consta dos autos, em síntese, que foi instaurado Processo Administrativo Disciplinar para apurar o cometimento de falta grave pelo paciente, que, em cumprimento de pena em regime semiaberto, evadiu-se da Colônia Penal Agrícola e praticou fato previsto como crime doloso (Doc. 3 – fls. 14/15). O Juízo das Execuções, com fundamento no art. 52 da Lei de Execução Penal, determinou a regressão ao regime fechado e a perda de 1/3 dos dias remidos (Doc. 2 – fls. 23/24). Irresignada, a defesa interpôs agravo de execução penal, ao qual o Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia negou provimento (Doc. 4 – fls. 18/21). Sucedeu-se interposição de recurso especial perante o Superior Tribunal de Justiça, ao qual o Ministro relator também negou provimento (Doc. 5 – fls. 35/38), em decisão mantida pelo colegiado no julgamento do subsequente agravo regimental. Eis a ementa do julgado: EXECUÇÃO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. FALTA GRAVE. FUGA E COMETIMENTO DE NOVO CRIME. PERDA DE 1/3 DOS DIAS REMIDOS. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA DO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18B2-C2A2-EF9C-557B e senha 50BD-0810-E86C-7D90 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 163560 AGR / RO PATAMAR DE PERDA. ALEGADA FALTA DE AUDIÊNCIA DE JUSTIFICAÇÃO. INOBSERVÂNCIA DO DIREITO À AMPLA DEFESA E AO CONTRADITÓRIO. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. 1. Na hipótese, a fuga do sistema prisional e a prática de novo delito justificam concretamente a perda de 1/3 dos dias remidos. 2. No mais, configura inovação recursal trazer, no âmbito do agravo regimental, matéria não declinada nas razões do recurso especial. 3. Agravo regimental parcialmente conhecido e, nessa parte, desprovido. Indeferi a ordem de habeas corpus. Neste recurso, a defesa reitera a existência de violação à ampla defesa e ao contraditório, pois não foi realizada audiência de justificação, oportunizando-se ao apenado/paciente o direito de ser previamente ouvido pelo magistrado, conforme determina a lei (art. 118, §2º, da LEP). Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do recurso, para que seja parcialmente deferida a ordem pleiteada, determinando-se a realização de audiência de justificação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18B2-C2A2-EF9C-557B e senha 50BD-0810-E86C-7D90 Supremo Tribunal Federal HC 163560 AGR / RO PATAMAR DE PERDA. ALEGADA FALTA DE AUDIÊNCIA DE JUSTIFICAÇÃO. INOBSERVÂNCIA DO DIREITO À AMPLA DEFESA E AO CONTRADITÓRIO. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. 1. Na hipótese, a fuga do sistema prisional e a prática de novo delito justificam concretamente a perda de 1/3 dos dias remidos. 2. No mais, configura inovação recursal trazer, no âmbito do agravo regimental, matéria não declinada nas razões do recurso especial. 3. Agravo regimental parcialmente conhecido e, nessa parte, desprovido. Indeferi a ordem de habeas corpus. Neste recurso, a defesa reitera a existência de violação à ampla defesa e ao contraditório, pois não foi realizada audiência de justificação, oportunizando-se ao apenado/paciente o direito de ser previamente ouvido pelo magistrado, conforme determina a lei (art. 118, §2º, da LEP). Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do recurso, para que seja parcialmente deferida a ordem pleiteada, determinando-se a realização de audiência de justificação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18B2-C2A2-EF9C-557B e senha 50BD-0810-E86C-7D90 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.560 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. No que concerne à alegada violação à ampla defesa e ao contraditório, por ausência de oitiva judicial do condenado, o acórdão atacado não examinou o pleito. Logo, torna-se inviável a esta SUPREMA CORTE conhecer do tema originariamente, sob pena de indevida e, no caso, dupla supressão de instância e violação das regras constitucionais de repartição de competências (HC 132.864-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 18/3/2016; HC 136.452-ED, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 10/2/2017; HC 135.021-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 6/2/2017; HC 135.949, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/10/2016). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DD8-2130-2D6C-93C3 e senha 688B-CBD9-7B0A-EB3F Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.560 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. No que concerne à alegada violação à ampla defesa e ao contraditório, por ausência de oitiva judicial do condenado, o acórdão atacado não examinou o pleito. Logo, torna-se inviável a esta SUPREMA CORTE conhecer do tema originariamente, sob pena de indevida e, no caso, dupla supressão de instância e violação das regras constitucionais de repartição de competências (HC 132.864-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 18/3/2016; HC 136.452-ED, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 10/2/2017; HC 135.021-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 6/2/2017; HC 135.949, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/10/2016). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DD8-2130-2D6C-93C3 e senha 688B-CBD9-7B0A-EB3F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.560 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTÔNIO RODRIGUES FILHO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 90E7-4ACE-1D69-A4D9 e senha 094C-DA13-ECB6-FECE Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.560 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTÔNIO RODRIGUES FILHO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 90E7-4ACE-1D69-A4D9 e senha 094C-DA13-ECB6-FECE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.560 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ANTÔNIO RODRIGUES FILHO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 594B-32C5-58B3-C0CC e senha 169F-D71E-1AB7-D4F9 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.560 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ANTÔNIO RODRIGUES FILHO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 594B-32C5-58B3-C0CC e senha 169F-D71E-1AB7-D4F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749088302
2018-12-14T00:00:00
2019-02-06T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS . EXECUÇÃO PENAL. FALTA GRAVE. REGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. MATÉRIA NÃO ANALISADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. 1. A alegada violação à ampla defesa e ao contraditório, por ausência de oitiva judicial do condenado, não foi enfrentada pelo Superior Tribunal de Justiça. Logo, torna-se inviável a esta SUPREMA CORTE conhecer do tema originariamente, sob pena de indevida e, no caso, dupla supressão de instância e violação das regras constitucionais de repartição de competências. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur397679
- Acórdão(s) citado(s): (SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 132864 AgR (2ªT), HC 135949 (2ªT), HC 135021 AgR (1ªT), HC 136452 ED (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 13/02/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
163560
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 163560 AgR
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AGTE.(S) : ANTÔNIO RODRIGUES FILHO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.560 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTÔNIO RODRIGUES FILHO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS . EXECUÇÃO PENAL. FALTA GRAVE. REGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. MATÉRIA NÃO ANALISADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. 1. A alegada violação à ampla defesa e ao contraditório, por ausência de oitiva judicial do condenado, não foi enfrentada pelo Superior Tribunal de Justiça. Logo, torna-se inviável a esta SUPREMA CORTE conhecer do tema originariamente, sob pena de indevida e, no caso, dupla supressão de instância e violação das regras constitucionais de repartição de competências. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0096-275B-0329-735D e senha 1539-07E8-CDB3-8A11 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão HC 163560 AGR / RO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0096-275B-0329-735D e senha 1539-07E8-CDB3-8A11 Supremo Tribunal Federal HC 163560 AGR / RO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0096-275B-0329-735D e senha 1539-07E8-CDB3-8A11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.560 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTÔNIO RODRIGUES FILHO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, por não vislumbrar ilegalidade na decisão que determinou a perda de 1/3 dos dias remidos e a regressão de regime prisional em razão do cometimento de falta grave. Consta dos autos, em síntese, que foi instaurado Processo Administrativo Disciplinar para apurar o cometimento de falta grave pelo paciente, que, em cumprimento de pena em regime semiaberto, evadiu-se da Colônia Penal Agrícola e praticou fato previsto como crime doloso (Doc. 3 – fls. 14/15). O Juízo das Execuções, com fundamento no art. 52 da Lei de Execução Penal, determinou a regressão ao regime fechado e a perda de 1/3 dos dias remidos (Doc. 2 – fls. 23/24). Irresignada, a defesa interpôs agravo de execução penal, ao qual o Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia negou provimento (Doc. 4 – fls. 18/21). Sucedeu-se interposição de recurso especial perante o Superior Tribunal de Justiça, ao qual o Ministro relator também negou provimento (Doc. 5 – fls. 35/38), em decisão mantida pelo colegiado no julgamento do subsequente agravo regimental. Eis a ementa do julgado: EXECUÇÃO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. FALTA GRAVE. FUGA E COMETIMENTO DE NOVO CRIME. PERDA DE 1/3 DOS DIAS REMIDOS. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA DO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18B2-C2A2-EF9C-557B e senha 50BD-0810-E86C-7D90 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.560 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTÔNIO RODRIGUES FILHO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, por não vislumbrar ilegalidade na decisão que determinou a perda de 1/3 dos dias remidos e a regressão de regime prisional em razão do cometimento de falta grave. Consta dos autos, em síntese, que foi instaurado Processo Administrativo Disciplinar para apurar o cometimento de falta grave pelo paciente, que, em cumprimento de pena em regime semiaberto, evadiu-se da Colônia Penal Agrícola e praticou fato previsto como crime doloso (Doc. 3 – fls. 14/15). O Juízo das Execuções, com fundamento no art. 52 da Lei de Execução Penal, determinou a regressão ao regime fechado e a perda de 1/3 dos dias remidos (Doc. 2 – fls. 23/24). Irresignada, a defesa interpôs agravo de execução penal, ao qual o Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia negou provimento (Doc. 4 – fls. 18/21). Sucedeu-se interposição de recurso especial perante o Superior Tribunal de Justiça, ao qual o Ministro relator também negou provimento (Doc. 5 – fls. 35/38), em decisão mantida pelo colegiado no julgamento do subsequente agravo regimental. Eis a ementa do julgado: EXECUÇÃO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. FALTA GRAVE. FUGA E COMETIMENTO DE NOVO CRIME. PERDA DE 1/3 DOS DIAS REMIDOS. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA DO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18B2-C2A2-EF9C-557B e senha 50BD-0810-E86C-7D90 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 163560 AGR / RO PATAMAR DE PERDA. ALEGADA FALTA DE AUDIÊNCIA DE JUSTIFICAÇÃO. INOBSERVÂNCIA DO DIREITO À AMPLA DEFESA E AO CONTRADITÓRIO. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. 1. Na hipótese, a fuga do sistema prisional e a prática de novo delito justificam concretamente a perda de 1/3 dos dias remidos. 2. No mais, configura inovação recursal trazer, no âmbito do agravo regimental, matéria não declinada nas razões do recurso especial. 3. Agravo regimental parcialmente conhecido e, nessa parte, desprovido. Indeferi a ordem de habeas corpus. Neste recurso, a defesa reitera a existência de violação à ampla defesa e ao contraditório, pois não foi realizada audiência de justificação, oportunizando-se ao apenado/paciente o direito de ser previamente ouvido pelo magistrado, conforme determina a lei (art. 118, §2..., da LEP). Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do recurso, para que seja parcialmente deferida a ordem pleiteada, determinando-se a realização de audiência de justificação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18B2-C2A2-EF9C-557B e senha 50BD-0810-E86C-7D90 Supremo Tribunal Federal HC 163560 AGR / RO PATAMAR DE PERDA. ALEGADA FALTA DE AUDIÊNCIA DE JUSTIFICAÇÃO. INOBSERVÂNCIA DO DIREITO À AMPLA DEFESA E AO CONTRADITÓRIO. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. 1. Na hipótese, a fuga do sistema prisional e a prática de novo delito justificam concretamente a perda de 1/3 dos dias remidos. 2. No mais, configura inovação recursal trazer, no âmbito do agravo regimental, matéria não declinada nas razões do recurso especial. 3. Agravo regimental parcialmente conhecido e, nessa parte, desprovido. Indeferi a ordem de habeas corpus. Neste recurso, a defesa reitera a existência de violação à ampla defesa e ao contraditório, pois não foi realizada audiência de justificação, oportunizando-se ao apenado/paciente o direito de ser previamente ouvido pelo magistrado, conforme determina a lei (art. 118, §2..., da LEP). Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do recurso, para que seja parcialmente deferida a ordem pleiteada, determinando-se a realização de audiência de justificação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18B2-C2A2-EF9C-557B e senha 50BD-0810-E86C-7D90 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.560 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. No que concerne à alegada violação à ampla defesa e ao contraditório, por ausência de oitiva judicial do condenado, o acórdão atacado não examinou o pleito. Logo, torna-se inviável a esta SUPREMA CORTE conhecer do tema originariamente, sob pena de indevida e, no caso, dupla supressão de instância e violação das regras constitucionais de repartição de competências (HC 132.864-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 18/3/2016; HC 136.452-ED, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 10/2/2017; HC 135.021-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 6/2/2017; HC 135.949, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/10/2016). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DD8-2130-2D6C-93C3 e senha 688B-CBD9-7B0A-EB3F Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.560 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. No que concerne à alegada violação à ampla defesa e ao contraditório, por ausência de oitiva judicial do condenado, o acórdão atacado não examinou o pleito. Logo, torna-se inviável a esta SUPREMA CORTE conhecer do tema originariamente, sob pena de indevida e, no caso, dupla supressão de instância e violação das regras constitucionais de repartição de competências (HC 132.864-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 18/3/2016; HC 136.452-ED, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 10/2/2017; HC 135.021-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 6/2/2017; HC 135.949, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/10/2016). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DD8-2130-2D6C-93C3 e senha 688B-CBD9-7B0A-EB3F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.560 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTÔNIO RODRIGUES FILHO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 90E7-4ACE-1D69-A4D9 e senha 094C-DA13-ECB6-FECE Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.560 RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ANTÔNIO RODRIGUES FILHO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 90E7-4ACE-1D69-A4D9 e senha 094C-DA13-ECB6-FECE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.560 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ANTÔNIO RODRIGUES FILHO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 594B-32C5-58B3-C0CC e senha 169F-D71E-1AB7-D4F9 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.560 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ANTÔNIO RODRIGUES FILHO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 594B-32C5-58B3-C0CC e senha 169F-D71E-1AB7-D4F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 163 . 560", "HC 163560 AGR / RO", "HC 163560 AGR / RO", "HABEAS CORPUS 163 . 560 RONDÔNIA", "HABEAS CORPUS 163 . 560", "HC 163560 AGR / RO", "HC 163560 AGR / RO", "HABEAS CORPUS 163 . 560", "HC 132 . 864 - AgR", "HC 136 . 452 - ED", "HC 135 . 021 - AgR", "HC 135 . 949", "HABEAS CORPUS 163 . 560", "HC 132 . 864 - AgR", "HC 136 . 452 - ED", "HC 135 . 021 - AgR", "HC 135 . 949", "HABEAS CORPUS 163 . 560", "HABEAS CORPUS 163 . 560", "HABEAS CORPUS 163 . 560", "HABEAS CORPUS 163 . 560" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 52 da Lei de Execução Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 52 da Lei de Execução Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 118 , § 2 . . . , da LEP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 118 , § 2 . . . , da LEP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Colônia Penal Agrícola", "RONDÔNIA", "Colônia Penal Agrícola", "RONDÔNIA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMA CORTE", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "RONDÔNIA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTÔNIO RODRIGUES FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTÔNIO RODRIGUES FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTÔNIO RODRIGUES FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "PRIMEIRA", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RONDÔNIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTÔNIO RODRIGUES FILHO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTÔNIO RODRIGUES FILHO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTÔNIO RODRIGUES FILHO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANTÔNIO RODRIGUES FILHO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "18", "/", "3", "/", "2016", "10", "/", "2", "/", "2017", "6", "/", "2", "/", "2017", "24", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "18", "/", "3", "/", "2016", "10", "/", "2", "/", "2017", "6", "/", "2", "/", "2017", "24", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.627 PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LUIS ANTONIO DIAS AGTE.(S) :MILTON JOSE LOPES ADV.(A/S) :ALESSANDRO SILVERIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Crimes do artigo 50 caput c/c parágrafo único, inciso I, da Lei 6.766/79 (Lei de parcelamento de solo urbano); do artigo 171, §2º, IV, do Código Penal (fraude na entrega de coisa); do artigo 7º, VI, da Lei 8.137/90 (crime contra as relações de consumo); e do artigo 54, §2º, inciso IV, da Lei 9.605/98 (Lei ambiental federal). 3. Concurso material de crimes. 4. Denúncia apta. 5. Pedido de Trancamento de ação penal. Medida excepcional. 6. Precedentes do STF. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental , nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 8 de fevereiro a 14 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D8B-B937-0BF2-16E1 e senha DA96-F5B7-96BD-DE5F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.627 PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LUIS ANTONIO DIAS AGTE.(S) :MILTON JOSE LOPES ADV.(A/S) :ALESSANDRO SILVERIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 16) interposto contra decisão de minha lavra em que deneguei a ordem no habeas corpus (eDOC 15). Consta dos autos que, em 14.7.2016, os pacientes foram denunciados, pela suposta prática dos crimes previstos nos arts. 50, caput, c/c parágrafo único, inciso I, da Lei 6.766/79; 171, §2º, IV, do Código Penal; 7º, VI, da Lei 8.137/90; 54, §2º, inciso IV, da Lei 9.605/98 (eDOC 3, p. 1). Contra o recebimento da denúncia, impetrou-se habeas corpus no Tribunal de Justiça, cuja ordem foi denegada. (eDOC 5, p. 15) Daí a impetração do Habeas Corpus 445.775/PA no STJ, ao qual a Quinta Turma negou provimento. (eSTJ) Impetrou-se, então, habeas corpus nesta Corte, distribuído ao Ministro Celso de Mello, cujo pedido não foi conhecido. (HC 156.445, DJe 8.5.2018) Na sequência, foi interposto nesta Corte o Habeas Corpus 160.638/PA. Na oportunidade, concedi parcialmente a ordem, a fim de reconhecer a prescrição de todos os crimes e declarar extinta a punibilidade, apenas com relação aos pacientes João Paulo Silva Braga e Hermas Eurides Brandão, nos autos da Ação Penal 0007999-61.2016.8.14.0059, em trâmite na Vara Criminal de Paragominas/PA e, nas questões remanescentes, neguei seguimento ao writ. No mandamus impetrado nesta Corte, a defesa alega inépcia da denúncia porquanto manifestamente genérica e requer o trancamento da ação penal. Em 18 de outubro de 2018, deneguei a ordem no presente habeas corpus. (eDOC 15) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D7DF-153C-BFDA-E438 e senha A284-B520-4886-D113 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.627 PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LUIS ANTONIO DIAS AGTE.(S) :MILTON JOSE LOPES ADV.(A/S) :ALESSANDRO SILVERIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 16) interposto contra decisão de minha lavra em que deneguei a ordem no habeas corpus (eDOC 15). Consta dos autos que, em 14.7.2016, os pacientes foram denunciados, pela suposta prática dos crimes previstos nos arts. 50, caput, c/c parágrafo único, inciso I, da Lei 6.766/79; 171, §2º, IV, do Código Penal; 7º, VI, da Lei 8.137/90; 54, §2º, inciso IV, da Lei 9.605/98 (eDOC 3, p. 1). Contra o recebimento da denúncia, impetrou-se habeas corpus no Tribunal de Justiça, cuja ordem foi denegada. (eDOC 5, p. 15) Daí a impetração do Habeas Corpus 445.775/PA no STJ, ao qual a Quinta Turma negou provimento. (eSTJ) Impetrou-se, então, habeas corpus nesta Corte, distribuído ao Ministro Celso de Mello, cujo pedido não foi conhecido. (HC 156.445, DJe 8.5.2018) Na sequência, foi interposto nesta Corte o Habeas Corpus 160.638/PA. Na oportunidade, concedi parcialmente a ordem, a fim de reconhecer a prescrição de todos os crimes e declarar extinta a punibilidade, apenas com relação aos pacientes João Paulo Silva Braga e Hermas Eurides Brandão, nos autos da Ação Penal 0007999-61.2016.8.14.0059, em trâmite na Vara Criminal de Paragominas/PA e, nas questões remanescentes, neguei seguimento ao writ. No mandamus impetrado nesta Corte, a defesa alega inépcia da denúncia porquanto manifestamente genérica e requer o trancamento da ação penal. Em 18 de outubro de 2018, deneguei a ordem no presente habeas corpus. (eDOC 15) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D7DF-153C-BFDA-E438 e senha A284-B520-4886-D113 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 162627 AGR / PA No agravo regimental, a defesa reitera as teses anteriores. Alega que a denúncia extrai a responsabilidade penal dos pacientes única e exclusivamente a partir do quadro societário da pessoa jurídica e não a partir da conduta efetivamente praticada no caso concreto. Afirma que o trecho da contestação colacionado na denúncia e reproduzido na decisão agravada não cita, em nenhum momento, a participação dos pacientes, referindo-se apenas à pessoa jurídica e que o simples fato de determinada pessoa constar, no contrato social, como sócio de uma empresa não é elemento suficiente para caracterização de sua responsabilidade penal. Argumenta que a denúncia não indicou qual a norma integradora do tipo penal. Reitera, portanto, pedido de trancamento da Ação Penal 0007999- 61.2016.8.14.0039, que tramita perante a Vara Criminal da Comarca de Paragominas/PA. (eDOC 16) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D7DF-153C-BFDA-E438 e senha A284-B520-4886-D113 Supremo Tribunal Federal HC 162627 AGR / PA No agravo regimental, a defesa reitera as teses anteriores. Alega que a denúncia extrai a responsabilidade penal dos pacientes única e exclusivamente a partir do quadro societário da pessoa jurídica e não a partir da conduta efetivamente praticada no caso concreto. Afirma que o trecho da contestação colacionado na denúncia e reproduzido na decisão agravada não cita, em nenhum momento, a participação dos pacientes, referindo-se apenas à pessoa jurídica e que o simples fato de determinada pessoa constar, no contrato social, como sócio de uma empresa não é elemento suficiente para caracterização de sua responsabilidade penal. Argumenta que a denúncia não indicou qual a norma integradora do tipo penal. Reitera, portanto, pedido de trancamento da Ação Penal 0007999- 61.2016.8.14.0039, que tramita perante a Vara Criminal da Comarca de Paragominas/PA. (eDOC 16) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D7DF-153C-BFDA-E438 e senha A284-B520-4886-D113 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.627 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou provimento ao presente habeas corpus, nos termos do artigo 192, caput, do RISTF. Observo que, no agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, considero que a denúncia esclareceu a respeito da responsabilização criminal dos pacientes (eDOC 2, p. 111-112). E mais, a decisão que recebeu a denúncia confirmou que ela satisfaz os requisitos do artigo 41 do CPP. (eDOC 3, p. 6) Assim, a peça acusatória apresenta os elementos aptos à deflagração da persecução penal. Portanto, verifica-se que a denúncia preencheu os requisitos de validade, estando em estrita consonância com o disposto no Código de Processo Penal. Assim, não vislumbro, de logo, a alegada atipicidade da conduta, situação que será esclarecida ao longo da tramitação da referida ação penal que por ora se pretende trancar. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o trancamento de ação penal só é possível quando estiverem comprovadas, de logo, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Hipótese em que inexiste situação de teratologia, flagrante ilegalidade ou abuso de poder que autorize o encerramento prematuro do processo-crime. Nesse sentido, cito precedentes de ambas as Turmas: “Processual Penal. Agravo regimental em Habeas Corpus. Crime de Dispensa de Licitação. Trancamento da ação penal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFFC-BCA0-F760-6512 e senha 682E-3F49-307C-4E41 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.627 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou provimento ao presente habeas corpus, nos termos do artigo 192, caput, do RISTF. Observo que, no agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, considero que a denúncia esclareceu a respeito da responsabilização criminal dos pacientes (eDOC 2, p. 111-112). E mais, a decisão que recebeu a denúncia confirmou que ela satisfaz os requisitos do artigo 41 do CPP. (eDOC 3, p. 6) Assim, a peça acusatória apresenta os elementos aptos à deflagração da persecução penal. Portanto, verifica-se que a denúncia preencheu os requisitos de validade, estando em estrita consonância com o disposto no Código de Processo Penal. Assim, não vislumbro, de logo, a alegada atipicidade da conduta, situação que será esclarecida ao longo da tramitação da referida ação penal que por ora se pretende trancar. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o trancamento de ação penal só é possível quando estiverem comprovadas, de logo, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Hipótese em que inexiste situação de teratologia, flagrante ilegalidade ou abuso de poder que autorize o encerramento prematuro do processo-crime. Nesse sentido, cito precedentes de ambas as Turmas: “Processual Penal. Agravo regimental em Habeas Corpus. Crime de Dispensa de Licitação. Trancamento da ação penal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFFC-BCA0-F760-6512 e senha 682E-3F49-307C-4E41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 162627 AGR / PA Desclassificação da conduta. Impossibilidade. Inadequação da via eleita. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o trancamento de ação penal só é possível quando estiverem comprovadas, de logo, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Hipótese em que inexistente situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o encerramento prematuro do processo-crime. Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal tem entendimento no sentido de que o pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus por demandar aprofundado exame do conjunto fático-probatório da causa, e não mera revaloração (RHC 120.417, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC-AgR 136.823, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 8.5.2017) “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ANÁLISE DOS FUNDAMENTOS DA IMPETRAÇÃO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: POSSIBILIDADE DO REEXAME DO WRIT PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DENÚNCIA QUE CONTÉM A ADEQUADA INDICAÇÃO DAS CONDUTAS DELITUOSAS IMPUTADAS AO RECORRENTE. O RECEBIMENTO DA PEÇA ACUSATÓRIA É DE MERA DELIBAÇÃO E NÃO DE COGNIÇÃO EXAURIENTE. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL EM HABEAS CORPUS : MEDIDA EXCEPCIONAL A SER APLICADA SOMENTE EM CASOS DE MANIFESTA ATIPICIDADE DA CONDUTA, CAUSA DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE OU AUSÊNCIA DE INDÍCIOS MÍNIMOS DE AUTORIA E MATERIALIDADE DELITIVAS. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I Embora os ministros integrantes da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não tenham conhecido do writ, Suas Excelências, ao afastarem a possibilidade da concessão da ordem, de ofício, analisaram os fundamentos de mérito da impetração, o que autoriza o reexame do habeas corpus por esta Suprema Corte. II A 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFFC-BCA0-F760-6512 e senha 682E-3F49-307C-4E41 Supremo Tribunal Federal HC 162627 AGR / PA Desclassificação da conduta. Impossibilidade. Inadequação da via eleita. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o trancamento de ação penal só é possível quando estiverem comprovadas, de logo, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Hipótese em que inexistente situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o encerramento prematuro do processo-crime. Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal tem entendimento no sentido de que o pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus por demandar aprofundado exame do conjunto fático-probatório da causa, e não mera revaloração (RHC 120.417, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC-AgR 136.823, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 8.5.2017) “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ANÁLISE DOS FUNDAMENTOS DA IMPETRAÇÃO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: POSSIBILIDADE DO REEXAME DO WRIT PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DENÚNCIA QUE CONTÉM A ADEQUADA INDICAÇÃO DAS CONDUTAS DELITUOSAS IMPUTADAS AO RECORRENTE. O RECEBIMENTO DA PEÇA ACUSATÓRIA É DE MERA DELIBAÇÃO E NÃO DE COGNIÇÃO EXAURIENTE. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL EM HABEAS CORPUS : MEDIDA EXCEPCIONAL A SER APLICADA SOMENTE EM CASOS DE MANIFESTA ATIPICIDADE DA CONDUTA, CAUSA DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE OU AUSÊNCIA DE INDÍCIOS MÍNIMOS DE AUTORIA E MATERIALIDADE DELITIVAS. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I Embora os ministros integrantes da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não tenham conhecido do writ, Suas Excelências, ao afastarem a possibilidade da concessão da ordem, de ofício, analisaram os fundamentos de mérito da impetração, o que autoriza o reexame do habeas corpus por esta Suprema Corte. II A 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFFC-BCA0-F760-6512 e senha 682E-3F49-307C-4E41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 162627 AGR / PA denúncia contém a adequada indicação das condutas delituosas imputadas ao ora recorrente, a partir de elementos aptos a tornar plausível a acusação, o que lhe permite o pleno exercício do direito de defesa. III O juízo de recebimento da peça acusatória é de mera delibação, jamais de cognição exauriente. Não se pode, portanto, confundir os requisitos para o recebimento da denúncia com o juízo de procedência da imputação criminal. IV O trancamento da ação penal, em habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser aplicada nos casos de manifesta atipicidade da conduta, de presença de causa de extinção da punibilidade do paciente ou de ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas. V Recurso ao qual se nega provimento”. (RHC 140.008, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 26.4.2017) Tecidas as considerações pertinentes, não sobejam dúvidas quanto à improcedência do recurso, não merecendo reparo a decisão agravada. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFFC-BCA0-F760-6512 e senha 682E-3F49-307C-4E41 Supremo Tribunal Federal HC 162627 AGR / PA denúncia contém a adequada indicação das condutas delituosas imputadas ao ora recorrente, a partir de elementos aptos a tornar plausível a acusação, o que lhe permite o pleno exercício do direito de defesa. III O juízo de recebimento da peça acusatória é de mera delibação, jamais de cognição exauriente. Não se pode, portanto, confundir os requisitos para o recebimento da denúncia com o juízo de procedência da imputação criminal. IV O trancamento da ação penal, em habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser aplicada nos casos de manifesta atipicidade da conduta, de presença de causa de extinção da punibilidade do paciente ou de ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas. V Recurso ao qual se nega provimento”. (RHC 140.008, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 26.4.2017) Tecidas as considerações pertinentes, não sobejam dúvidas quanto à improcedência do recurso, não merecendo reparo a decisão agravada. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFFC-BCA0-F760-6512 e senha 682E-3F49-307C-4E41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 15/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.627 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LUIS ANTONIO DIAS AGTE.(S) : MILTON JOSE LOPES ADV.(A/S) : ALESSANDRO SILVERIO (27158/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAAC-FF4A-866C-EF59 e senha 2DCD-99C9-D626-4B38 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.627 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LUIS ANTONIO DIAS AGTE.(S) : MILTON JOSE LOPES ADV.(A/S) : ALESSANDRO SILVERIO (27158/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAAC-FF4A-866C-EF59 e senha 2DCD-99C9-D626-4B38 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749214388
2019-02-15T00:00:00
2019-02-22T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Agravo regimental em habeas corpus. 2. Crimes do artigo 50 caput c/c parágrafo único, inciso I, da Lei 6.766/79 (Lei de parcelamento de solo urbano); do artigo 171, §2º, IV, do Código Penal (fraude na entrega de coisa); do artigo 7º, VI, da Lei 8.137/90 (crime contra as relações de consumo); e do artigo 54, §2º, inciso IV, da Lei 9.605/98 (Lei ambiental federal). 3. Concurso material de crimes. 4. Denúncia apta. 5. Pedido de Trancamento de ação penal. Medida excepcional. 6. Precedentes do STF. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental desprovido.
sjur398699
- Acórdão(s) citado(s): (TRANCAMENTO DA AÇÃO, EXCEPCIONALIDADE) HC 136823 AgR (1ªT), RHC 140008 (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 06/03/2019, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
162627
[ "LEG-FED LEI-006766 ANO-1979\n ART-00050 PAR-ÚNICO INC-00001\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-008137 ANO-1990\n ART-00007 INC-00006\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009605 ANO-1998\n ART-00054 PAR-00002 INC-00004\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00171 PAR-00002 INC-00004\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00041\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00192 \"CAPUT\"\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 162627 AgR
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AGTE.(S) : LUIS ANTONIO DIAS AGTE.(S) : MILTON JOSE LOPES ADV.(A/S) : ALESSANDRO SILVERIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.627 PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LUIS ANTONIO DIAS AGTE.(S) :MILTON JOSE LOPES ADV.(A/S) :ALESSANDRO SILVERIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Crimes do artigo 50 caput c/c parágrafo único, inciso I, da Lei 6.766/79 (Lei de parcelamento de solo urbano); do artigo 171, §2..., IV, do Código Penal (fraude na entrega de coisa); do artigo 7..., VI, da Lei 8.137/90 (crime contra as relações de consumo); e do artigo 54, §2..., inciso IV, da Lei 9.605/98 (Lei ambiental federal). 3. Concurso material de crimes. 4. Denúncia apta. 5. Pedido de Trancamento de ação penal. Medida excepcional. 6. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental , nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 8 de fevereiro a 14 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D8B-B937-0BF2-16E1 e senha DA96-F5B7-96BD-DE5F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.627 PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LUIS ANTONIO DIAS AGTE.(S) :MILTON JOSE LOPES ADV.(A/S) :ALESSANDRO SILVERIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 16) interposto contra decisão de minha lavra em que deneguei a ordem no habeas corpus (eDOC 15). Consta dos autos que, em 14.7.2016, os pacientes foram denunciados, pela suposta prática dos crimes previstos nos arts. 50, caput, c/c parágrafo único, inciso I, da Lei 6.766/79; 171, §2..., IV, do Código Penal; 7..., VI, da Lei 8.137/90; 54, §2..., inciso IV, da Lei 9.605/98 (eDOC 3, p. 1). Contra o recebimento da denúncia, impetrou-se habeas corpus no Tribunal de Justiça, cuja ordem foi denegada. (eDOC 5, p. 15) Daí a impetração do Habeas Corpus 445.775/PA no Superior Tribunal de Justiça, ao qual a Quinta Turma negou provimento. (eSTJ) Impetrou-se, então, habeas corpus nesta Corte, distribuído ao Ministro Celso de Mello, cujo pedido não foi conhecido. (HC 156.445, DJe 8.5.2018) Na sequência, foi interposto nesta Corte o Habeas Corpus 160.638/PA. Na oportunidade, concedi parcialmente a ordem, a fim de reconhecer a prescrição de todos os crimes e declarar extinta a punibilidade, apenas com relação aos pacientes João Paulo Silva Braga e Hermas Eurides Brandão, nos autos da Ação Penal 0007999-61.2016.8.14.0059, em trâmite na Vara Criminal de Paragominas/PA e, nas questões remanescentes, neguei seguimento ao writ. No mandamus impetrado nesta Corte, a defesa alega inépcia da denúncia porquanto manifestamente genérica e requer o trancamento da ação penal. Em 18 de outubro de 2018, deneguei a ordem no presente habeas corpus. (eDOC 15) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D7DF-153C-BFDA-E438 e senha A284-B520-4886-D113 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.627 PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LUIS ANTONIO DIAS AGTE.(S) :MILTON JOSE LOPES ADV.(A/S) :ALESSANDRO SILVERIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 16) interposto contra decisão de minha lavra em que deneguei a ordem no habeas corpus (eDOC 15). Consta dos autos que, em 14.7.2016, os pacientes foram denunciados, pela suposta prática dos crimes previstos nos arts. 50, caput, c/c parágrafo único, inciso I, da Lei 6.766/79; 171, §2..., IV, do Código Penal; 7..., VI, da Lei 8.137/90; 54, §2..., inciso IV, da Lei 9.605/98 (eDOC 3, p. 1). Contra o recebimento da denúncia, impetrou-se habeas corpus no Tribunal de Justiça, cuja ordem foi denegada. (eDOC 5, p. 15) Daí a impetração do Habeas Corpus 445.775/PA no Superior Tribunal de Justiça, ao qual a Quinta Turma negou provimento. (eSTJ) Impetrou-se, então, habeas corpus nesta Corte, distribuído ao Ministro Celso de Mello, cujo pedido não foi conhecido. (HC 156.445, DJe 8.5.2018) Na sequência, foi interposto nesta Corte o Habeas Corpus 160.638/PA. Na oportunidade, concedi parcialmente a ordem, a fim de reconhecer a prescrição de todos os crimes e declarar extinta a punibilidade, apenas com relação aos pacientes João Paulo Silva Braga e Hermas Eurides Brandão, nos autos da Ação Penal 0007999-61.2016.8.14.0059, em trâmite na Vara Criminal de Paragominas/PA e, nas questões remanescentes, neguei seguimento ao writ. No mandamus impetrado nesta Corte, a defesa alega inépcia da denúncia porquanto manifestamente genérica e requer o trancamento da ação penal. Em 18 de outubro de 2018, deneguei a ordem no presente habeas corpus. (eDOC 15) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D7DF-153C-BFDA-E438 e senha A284-B520-4886-D113 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 162627 AGR / PA No agravo regimental, a defesa reitera as teses anteriores. Alega que a denúncia extrai a responsabilidade penal dos pacientes única e exclusivamente a partir do quadro societário da pessoa jurídica e não a partir da conduta efetivamente praticada no caso concreto. Afirma que o trecho da contestação colacionado na denúncia e reproduzido na decisão agravada não cita, em nenhum momento, a participação dos pacientes, referindo-se apenas à pessoa jurídica e que o simples fato de determinada pessoa constar, no contrato social, como sócio de uma empresa não é elemento suficiente para caracterização de sua responsabilidade penal. Argumenta que a denúncia não indicou qual a norma integradora do tipo penal. Reitera, portanto, pedido de trancamento da Ação Penal 0007999- 61.2016.8.14.0039, que tramita perante a Vara Criminal da Comarca de Paragominas/PA. (eDOC 16) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D7DF-153C-BFDA-E438 e senha A284-B520-4886-D113 Supremo Tribunal Federal HC 162627 AGR / PA No agravo regimental, a defesa reitera as teses anteriores. Alega que a denúncia extrai a responsabilidade penal dos pacientes única e exclusivamente a partir do quadro societário da pessoa jurídica e não a partir da conduta efetivamente praticada no caso concreto. Afirma que o trecho da contestação colacionado na denúncia e reproduzido na decisão agravada não cita, em nenhum momento, a participação dos pacientes, referindo-se apenas à pessoa jurídica e que o simples fato de determinada pessoa constar, no contrato social, como sócio de uma empresa não é elemento suficiente para caracterização de sua responsabilidade penal. Argumenta que a denúncia não indicou qual a norma integradora do tipo penal. Reitera, portanto, pedido de trancamento da Ação Penal 0007999- 61.2016.8.14.0039, que tramita perante a Vara Criminal da Comarca de Paragominas/PA. (eDOC 16) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D7DF-153C-BFDA-E438 e senha A284-B520-4886-D113 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.627 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou provimento ao presente habeas corpus, nos termos do artigo 192, caput, do RISTF. Observo que, no agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, considero que a denúncia esclareceu a respeito da responsabilização criminal dos pacientes (eDOC 2, p. 111-112). E mais, a decisão que recebeu a denúncia confirmou que ela satisfaz os requisitos do artigo 41 do CPP. (eDOC 3, p. 6) Assim, a peça acusatória apresenta os elementos aptos à deflagração da persecução penal. Portanto, verifica-se que a denúncia preencheu os requisitos de validade, estando em estrita consonância com o disposto no Código de Processo Penal. Assim, não vislumbro, de logo, a alegada atipicidade da conduta, situação que será esclarecida ao longo da tramitação da referida ação penal que por ora se pretende trancar. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o trancamento de ação penal só é possível quando estiverem comprovadas, de logo, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Hipótese em que inexiste situação de teratologia, flagrante ilegalidade ou abuso de poder que autorize o encerramento prematuro do processo-crime. Nesse sentido, cito precedentes de ambas as Turmas: “Processual Penal. Agravo regimental em Habeas Corpus. Crime de Dispensa de Licitação. Trancamento da ação penal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFFC-BCA0-F760-6512 e senha 682E-3F49-307C-4E41 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.627 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou provimento ao presente habeas corpus, nos termos do artigo 192, caput, do RISTF. Observo que, no agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, considero que a denúncia esclareceu a respeito da responsabilização criminal dos pacientes (eDOC 2, p. 111-112). E mais, a decisão que recebeu a denúncia confirmou que ela satisfaz os requisitos do artigo 41 do CPP. (eDOC 3, p. 6) Assim, a peça acusatória apresenta os elementos aptos à deflagração da persecução penal. Portanto, verifica-se que a denúncia preencheu os requisitos de validade, estando em estrita consonância com o disposto no Código de Processo Penal. Assim, não vislumbro, de logo, a alegada atipicidade da conduta, situação que será esclarecida ao longo da tramitação da referida ação penal que por ora se pretende trancar. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o trancamento de ação penal só é possível quando estiverem comprovadas, de logo, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Hipótese em que inexiste situação de teratologia, flagrante ilegalidade ou abuso de poder que autorize o encerramento prematuro do processo-crime. Nesse sentido, cito precedentes de ambas as Turmas: “Processual Penal. Agravo regimental em Habeas Corpus. Crime de Dispensa de Licitação. Trancamento da ação penal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFFC-BCA0-F760-6512 e senha 682E-3F49-307C-4E41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 162627 AGR / PA Desclassificação da conduta. Impossibilidade. Inadequação da via eleita. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o trancamento de ação penal só é possível quando estiverem comprovadas, de logo, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Hipótese em que inexistente situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o encerramento prematuro do processo-crime. Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal tem entendimento no sentido de que o pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus por demandar aprofundado exame do conjunto fático-probatório da causa, e não mera revaloração (RHC 120.417, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC-AgR 136.823, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 8.5.2017) “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ANÁLISE DOS FUNDAMENTOS DA IMPETRAÇÃO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: POSSIBILIDADE DO REEXAME DO WRIT PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DENÚNCIA QUE CONTÉM A ADEQUADA INDICAÇÃO DAS CONDUTAS DELITUOSAS IMPUTADAS AO RECORRENTE. O RECEBIMENTO DA PEÇA ACUSATÓRIA É DE MERA DELIBAÇÃO E NÃO DE COGNIÇÃO EXAURIENTE. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL EM HABEAS CORPUS : MEDIDA EXCEPCIONAL A SER APLICADA SOMENTE EM CASOS DE MANIFESTA ATIPICIDADE DA CONDUTA, CAUSA DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE OU AUSÊNCIA DE INDÍCIOS MÍNIMOS DE AUTORIA E MATERIALIDADE DELITIVAS. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I Embora os ministros integrantes da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não tenham conhecido do writ, Suas Excelências, ao afastarem a possibilidade da concessão da ordem, de ofício, analisaram os fundamentos de mérito da impetração, o que autoriza o reexame do habeas corpus por esta Suprema Corte. II A 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFFC-BCA0-F760-6512 e senha 682E-3F49-307C-4E41 Supremo Tribunal Federal HC 162627 AGR / PA Desclassificação da conduta. Impossibilidade. Inadequação da via eleita. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o trancamento de ação penal só é possível quando estiverem comprovadas, de logo, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Hipótese em que inexistente situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o encerramento prematuro do processo-crime. Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal tem entendimento no sentido de que o pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus por demandar aprofundado exame do conjunto fático-probatório da causa, e não mera revaloração (RHC 120.417, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC-AgR 136.823, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 8.5.2017) “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ANÁLISE DOS FUNDAMENTOS DA IMPETRAÇÃO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: POSSIBILIDADE DO REEXAME DO WRIT PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DENÚNCIA QUE CONTÉM A ADEQUADA INDICAÇÃO DAS CONDUTAS DELITUOSAS IMPUTADAS AO RECORRENTE. O RECEBIMENTO DA PEÇA ACUSATÓRIA É DE MERA DELIBAÇÃO E NÃO DE COGNIÇÃO EXAURIENTE. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL EM HABEAS CORPUS : MEDIDA EXCEPCIONAL A SER APLICADA SOMENTE EM CASOS DE MANIFESTA ATIPICIDADE DA CONDUTA, CAUSA DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE OU AUSÊNCIA DE INDÍCIOS MÍNIMOS DE AUTORIA E MATERIALIDADE DELITIVAS. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I Embora os ministros integrantes da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não tenham conhecido do writ, Suas Excelências, ao afastarem a possibilidade da concessão da ordem, de ofício, analisaram os fundamentos de mérito da impetração, o que autoriza o reexame do habeas corpus por esta Suprema Corte. II A 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFFC-BCA0-F760-6512 e senha 682E-3F49-307C-4E41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 162627 AGR / PA denúncia contém a adequada indicação das condutas delituosas imputadas ao ora recorrente, a partir de elementos aptos a tornar plausível a acusação, o que lhe permite o pleno exercício do direito de defesa. III O juízo de recebimento da peça acusatória é de mera delibação, jamais de cognição exauriente. Não se pode, portanto, confundir os requisitos para o recebimento da denúncia com o juízo de procedência da imputação criminal. IV O trancamento da ação penal, em habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser aplicada nos casos de manifesta atipicidade da conduta, de presença de causa de extinção da punibilidade do paciente ou de ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas. V Recurso ao qual se nega provimento”. (RHC 140.008, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 26.4.2017) Tecidas as considerações pertinentes, não sobejam dúvidas quanto à improcedência do recurso, não merecendo reparo a decisão agravada. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFFC-BCA0-F760-6512 e senha 682E-3F49-307C-4E41 Supremo Tribunal Federal HC 162627 AGR / PA denúncia contém a adequada indicação das condutas delituosas imputadas ao ora recorrente, a partir de elementos aptos a tornar plausível a acusação, o que lhe permite o pleno exercício do direito de defesa. III O juízo de recebimento da peça acusatória é de mera delibação, jamais de cognição exauriente. Não se pode, portanto, confundir os requisitos para o recebimento da denúncia com o juízo de procedência da imputação criminal. IV O trancamento da ação penal, em habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser aplicada nos casos de manifesta atipicidade da conduta, de presença de causa de extinção da punibilidade do paciente ou de ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas. V Recurso ao qual se nega provimento”. (RHC 140.008, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 26.4.2017) Tecidas as considerações pertinentes, não sobejam dúvidas quanto à improcedência do recurso, não merecendo reparo a decisão agravada. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFFC-BCA0-F760-6512 e senha 682E-3F49-307C-4E41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 15/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.627 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LUIS ANTONIO DIAS AGTE.(S) : MILTON JOSE LOPES ADV.(A/S) : ALESSANDRO SILVERIO (27158/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAAC-FF4A-866C-EF59 e senha 2DCD-99C9-D626-4B38 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 162.627 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LUIS ANTONIO DIAS AGTE.(S) : MILTON JOSE LOPES ADV.(A/S) : ALESSANDRO SILVERIO (27158/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAAC-FF4A-866C-EF59 e senha 2DCD-99C9-D626-4B38 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 162 . 627", "HABEAS CORPUS 162 . 627", "Habeas Corpus 445 . 775 / PA", "HC 156 . 445", "Habeas Corpus 160 . 638 / PA", "Ação Penal 0007999 - 61 . 2016 . 8 . 14 . 0059", "HABEAS CORPUS 162 . 627", "Habeas Corpus 445 . 775 / PA", "HC 156 . 445", "Habeas Corpus 160 . 638 / PA", "Ação Penal 0007999 - 61 . 2016 . 8 . 14", "HC 162627 AGR / PA", "Ação Penal 0007999 - 61 . 2016 . 8 . 14 . 0039", "HC 162627 AGR / PA", "Ação Penal 0007999", "-", "61", ".", "2016", "HABEAS CORPUS 162 . 627", "HABEAS CORPUS 162 . 627", "HC 162627 AGR / PA", "RHC 120 . 417", "HC", "-", "AgR 136 . 823", "HC 162627 AGR / PA", "RHC 120 . 417", "HC", "-", "AgR 136 . 823", "HC 162627 AGR / PA", "RHC 140 . 008", "HC 162627 AGR / PA", "RHC 140 . 008", "HABEAS CORPUS 162 . 627", "HABEAS CORPUS 162 . 627" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 50 caput c / c parágrafo único , inciso I , da Lei 6 . 766 / 79", "Lei de parcelamento de solo urbano", "artigo 171 , § 2 . . . , IV , do Código Penal", "artigo 7 . . . , VI , da Lei 8 . 137 / 90", "artigo 54 , § 2 . . . , inciso IV , da Lei 9 . 605 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 50 , caput , c / c parágrafo único , inciso I , da Lei 6 . 766 / 79", "171 , § 2 . . . , IV , do Código Penal", "7", ".", ". . , VI , da Lei 8 . 137 / 90", "54 , § 2 . . . , inciso IV , da Lei 9 . 605 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 50 , caput , c / c parágrafo único , inciso I , da Lei 6 . 766 / 79", "171 , § 2 . . . , IV , do Código Penal", "7", ".", ".", ". , VI , da Lei 8 . 137 / 90", "54 , § 2 . . . , inciso IV , da Lei 9 . 605 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 192 , caput , do RISTF", "artigo 41 do CPP", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 192 , caput , do RISTF", "artigo 41 do CPP", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.142.736 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JACKSON LUIZ DE LUNA ADV.(A/S) :EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR ADV.(A/S) :VINICIUS DANIEL CIM ADV.(A/S) :ORLEI BONAMIN NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. USO DE DOCUMENTO FALSO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5º, LIV, LV, 93, IX, E 109 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte, capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, fica dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFA4-6B6E-90C8-9F6F e senha E3F3-4A1F-F95C-160D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RE 1142736 AGR / PR 2. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas 282 e 356/STF: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”, bem como “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” 3. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, bem como a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 08 a 14 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFA4-6B6E-90C8-9F6F e senha E3F3-4A1F-F95C-160D Supremo Tribunal Federal RE 1142736 AGR / PR 2. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas 282 e 356/STF: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”, bem como “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” 3. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, bem como a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 08 a 14 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFA4-6B6E-90C8-9F6F e senha E3F3-4A1F-F95C-160D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.142.736 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JACKSON LUIZ DE LUNA ADV.(A/S) :EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR ADV.(A/S) :VINICIUS DANIEL CIM ADV.(A/S) :ORLEI BONAMIN NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera a afronta aos arts. 5º, LIV e LV, 93, IX, e 109 da Lei Maior. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PENAL. USO DE DOCUMENTO FALSO. ARTIGO 304, C/C ARTIGO 297, DO CÓDIGO PENAL. NULIDADE DA SENTENÇA. INOCORRÊNCIA. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. REDIMENSIONAMENTO DAS PENAS. 1. O fato de as informações coletadas pelo Juízo encontrarem-se disponíveis ao público em geral, mediante simples consulta na internet, elementos estes que objetivavam averiguar possível reiteração delitiva, o que acabou se confirmando, afasta a alegada ofensa ao contraditório pelo fato de terem sido utilizados os referidos dados na fundamentação da sentença sem abertura de vista às partes. 2. Depreende-se que a conclusão do Juízo, no sentido de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE86-9976-8378-D4DB e senha A676-1B31-FF64-5DA1 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.142.736 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JACKSON LUIZ DE LUNA ADV.(A/S) :EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR ADV.(A/S) :VINICIUS DANIEL CIM ADV.(A/S) :ORLEI BONAMIN NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera a afronta aos arts. 5º, LIV e LV, 93, IX, e 109 da Lei Maior. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PENAL. USO DE DOCUMENTO FALSO. ARTIGO 304, C/C ARTIGO 297, DO CÓDIGO PENAL. NULIDADE DA SENTENÇA. INOCORRÊNCIA. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. REDIMENSIONAMENTO DAS PENAS. 1. O fato de as informações coletadas pelo Juízo encontrarem-se disponíveis ao público em geral, mediante simples consulta na internet, elementos estes que objetivavam averiguar possível reiteração delitiva, o que acabou se confirmando, afasta a alegada ofensa ao contraditório pelo fato de terem sido utilizados os referidos dados na fundamentação da sentença sem abertura de vista às partes. 2. Depreende-se que a conclusão do Juízo, no sentido de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE86-9976-8378-D4DB e senha A676-1B31-FF64-5DA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RE 1142736 AGR / PR desconsiderar o documento juntado aos autos pela parte, restou fundamentada em diversos elementos, além da assinatura aposta, de forma que se revela despicienda a realização de perícia para fins de atestar sua inautenticidade. 3. Devidamente comprovadas a materialidade e a autoria delitiva na conduta descrita na denúncia, diante da apresentação de documentação falsa em procedimento licitatório, como forma de atestar aptidão técnica da empresa. 4. Ausentes nos autos elementos que possam amparar um juízo seguro acerca da personalidade do agente, não servindo as diversas condenações existentes contra o réu para tal propósito, sob pena de indevido bis in idem, a vetorial deve ser considerada neutra. 5. Redimensionamento das penas.” Recurso extraordinário interposto na vigência do CPC/1973. Agravo manejado sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE86-9976-8378-D4DB e senha A676-1B31-FF64-5DA1 Supremo Tribunal Federal RE 1142736 AGR / PR desconsiderar o documento juntado aos autos pela parte, restou fundamentada em diversos elementos, além da assinatura aposta, de forma que se revela despicienda a realização de perícia para fins de atestar sua inautenticidade. 3. Devidamente comprovadas a materialidade e a autoria delitiva na conduta descrita na denúncia, diante da apresentação de documentação falsa em procedimento licitatório, como forma de atestar aptidão técnica da empresa. 4. Ausentes nos autos elementos que possam amparar um juízo seguro acerca da personalidade do agente, não servindo as diversas condenações existentes contra o réu para tal propósito, sob pena de indevido bis in idem, a vetorial deve ser considerada neutra. 5. Redimensionamento das penas.” Recurso extraordinário interposto na vigência do CPC/1973. Agravo manejado sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE86-9976-8378-D4DB e senha A676-1B31-FF64-5DA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.142.736 PARANÁ V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) A matéria constitucional versada no art. 109 da Lei Maior não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco mencionada nos embargos de declaração opostos para satisfazer o requisito do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.142.736 PARANÁ V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) A matéria constitucional versada no art. 109 da Lei Maior não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco mencionada nos embargos de declaração opostos para satisfazer o requisito do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1142736 AGR / PR prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé." O exame de eventual ofensa aos princípios da presunção do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (v.g.: Inviável em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação infraconstitucional RE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Supremo Tribunal Federal RE 1142736 AGR / PR prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé." O exame de eventual ofensa aos princípios da presunção do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (v.g.: Inviável em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação infraconstitucional RE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1142736 AGR / PR 660.186 AgR/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 14.02.2012; Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais, quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária RE 642.408 AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 14.02.2012; Alegada afronta ao art. 5º, XXXVI, XL, LIV e LV, da Constituição da República ARE 738.398 AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 28.6.2013). Verifico, ainda, que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1º.8.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, verbis: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Por seu turno, a Corte de origem consignou: “Constata-se que os documentos juntados aos autos de ofício pelo Juízo singular referem-se ao resultado de busca efetivada na internet, dados que estão disponíveis a todo cidadão, que evidenciaram que a empresa do apelante fora inabilitada recentemente de processo licitatório por fatos semelhantes ao ora examinado, o que ensejou a decretação da prisão preventiva como forma de obstar a reiteração da prática criminosa. Nada obstante, cumpre ressaltar que eventual segregação ilegal da liberdade do acusado restou superada pela concessão 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Supremo Tribunal Federal RE 1142736 AGR / PR 660.186 AgR/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 14.02.2012; Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais, quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária RE 642.408 AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 14.02.2012; Alegada afronta ao art. 5º, XXXVI, XL, LIV e LV, da Constituição da República ARE 738.398 AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 28.6.2013). Verifico, ainda, que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1º.8.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, verbis: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Por seu turno, a Corte de origem consignou: “Constata-se que os documentos juntados aos autos de ofício pelo Juízo singular referem-se ao resultado de busca efetivada na internet, dados que estão disponíveis a todo cidadão, que evidenciaram que a empresa do apelante fora inabilitada recentemente de processo licitatório por fatos semelhantes ao ora examinado, o que ensejou a decretação da prisão preventiva como forma de obstar a reiteração da prática criminosa. Nada obstante, cumpre ressaltar que eventual segregação ilegal da liberdade do acusado restou superada pela concessão 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1142736 AGR / PR da ordem no Habeas Corpus nº 5030493- 61.2016.4.04.0000 julgado neste Tribunal, revogando-se a prisão preventiva decretada. Nestes termos, diante da suspeita do magistrado de que o réu reiterava na prática delitiva, circunstância que restou exacerbada pela apresentação neste processo de documento, em tese, igualmente falsificado, relacionado à suposta venda da propriedade da empresa a terceiro, ao qual o acusado atribuíra a autoria delitiva neste processo, o Juízo singular procedeu à referida pesquisa junto à rede mundial de computadores acerca de eventual participação em processo licitatório recente. Assim, o fato de as informações referentes à inabilitação da empresa do acusado em procedimento licitatório recente encontrarem-se disponíveis ao público em geral, mediante simples consulta na internet, não exigindo qualquer requerimento formal para sua coleta, elementos estes que objetivavam averiguar possível reiteração delitiva, o que acabou se confirmando, não implica ofensa ao contraditório pelo fato de terem sido utilizados os referidos dados na fundamentação da sentença sem abertura de vista às partes. Conforme já ressaltado, as provas coletadas unilateralmente pelo Juízo tinham como objetivo estancar suspeita de reiteração criminosa, elementos estes que foram utilizados essencialmente para fundamentar o decreto de prisão preventiva, constrição que restou mitigada pela concessão da ordem em habeas corpus. Em que pese efetivamente haja referência em outros pontos da sentença acerca dos elementos coletados de ofício pelo juízo, especialmente nos tópicos referentes à capitulação e autoria delitiva, constata-se que foram utilizados em caráter meramente acessório aos demais elementos de prova já existentes nos autos, não se revestindo de dados principais a amparar a convicção do magistrado, razão pela qual inexistem elementos suficientes a configurar qualquer invalidade do decreto condenatório. Desta forma, não procede a alegação de nulidade da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Supremo Tribunal Federal RE 1142736 AGR / PR da ordem no Habeas Corpus nº 5030493- 61.2016.4.04.0000 julgado neste Tribunal, revogando-se a prisão preventiva decretada. Nestes termos, diante da suspeita do magistrado de que o réu reiterava na prática delitiva, circunstância que restou exacerbada pela apresentação neste processo de documento, em tese, igualmente falsificado, relacionado à suposta venda da propriedade da empresa a terceiro, ao qual o acusado atribuíra a autoria delitiva neste processo, o Juízo singular procedeu à referida pesquisa junto à rede mundial de computadores acerca de eventual participação em processo licitatório recente. Assim, o fato de as informações referentes à inabilitação da empresa do acusado em procedimento licitatório recente encontrarem-se disponíveis ao público em geral, mediante simples consulta na internet, não exigindo qualquer requerimento formal para sua coleta, elementos estes que objetivavam averiguar possível reiteração delitiva, o que acabou se confirmando, não implica ofensa ao contraditório pelo fato de terem sido utilizados os referidos dados na fundamentação da sentença sem abertura de vista às partes. Conforme já ressaltado, as provas coletadas unilateralmente pelo Juízo tinham como objetivo estancar suspeita de reiteração criminosa, elementos estes que foram utilizados essencialmente para fundamentar o decreto de prisão preventiva, constrição que restou mitigada pela concessão da ordem em habeas corpus. Em que pese efetivamente haja referência em outros pontos da sentença acerca dos elementos coletados de ofício pelo juízo, especialmente nos tópicos referentes à capitulação e autoria delitiva, constata-se que foram utilizados em caráter meramente acessório aos demais elementos de prova já existentes nos autos, não se revestindo de dados principais a amparar a convicção do magistrado, razão pela qual inexistem elementos suficientes a configurar qualquer invalidade do decreto condenatório. Desta forma, não procede a alegação de nulidade da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1142736 AGR / PR sentença por ofensa ao contraditório.“ Observo que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: ARE 893.283-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 24.8.2015; e ARE 969.273-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.8.2016, cuja ementa transcrevo: “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A alegada ofensa aos incisos I, XXII, XXIX, XXXV, LIV e LV do art. 5º da CRFB reclama reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, impossível na via do recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. 2. Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do STF). A pretensão de revisão das razões que ensejaram a rejeição da queixa crime, principalmente no que toca à decadência, reclama revisão de fatos e provas, inviável na via estreita do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental desprovido.” Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Supremo Tribunal Federal RE 1142736 AGR / PR sentença por ofensa ao contraditório.“ Observo que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: ARE 893.283-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 24.8.2015; e ARE 969.273-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.8.2016, cuja ementa transcrevo: “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A alegada ofensa aos incisos I, XXII, XXIX, XXXV, LIV e LV do art. 5º da CRFB reclama reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, impossível na via do recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. 2. Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do STF). A pretensão de revisão das razões que ensejaram a rejeição da queixa crime, principalmente no que toca à decadência, reclama revisão de fatos e provas, inviável na via estreita do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental desprovido.” Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.142.736 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JACKSON LUIZ DE LUNA ADV.(A/S) :EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR ADV.(A/S) :VINICIUS DANIEL CIM ADV.(A/S) :ORLEI BONAMIN NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 560E-1BBA-41C5-5F5B e senha 9054-0CE2-24E0-0056 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.142.736 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JACKSON LUIZ DE LUNA ADV.(A/S) :EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR ADV.(A/S) :VINICIUS DANIEL CIM ADV.(A/S) :ORLEI BONAMIN NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 560E-1BBA-41C5-5F5B e senha 9054-0CE2-24E0-0056 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.142.736 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JACKSON LUIZ DE LUNA ADV.(A/S) : EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR (81960/PR) ADV.(A/S) : VINICIUS DANIEL CIM (80645/PR) ADV.(A/S) : ORLEI BONAMIN NETO (86334/PR) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D6B-5D7D-E30A-8FC1 e senha 3F84-3799-DFA2-9C39 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.142.736 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JACKSON LUIZ DE LUNA ADV.(A/S) : EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR (81960/PR) ADV.(A/S) : VINICIUS DANIEL CIM (80645/PR) ADV.(A/S) : ORLEI BONAMIN NETO (86334/PR) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D6B-5D7D-E30A-8FC1 e senha 3F84-3799-DFA2-9C39 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
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2019-02-15T00:00:00
2019-02-26T00:00:00
A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. USO DE DOCUMENTO FALSO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5º, LIV, LV, 93, IX, E 109 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte, capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, fica dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. 2. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas 282 e 356/STF: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”, bem como “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” 3. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, bem como a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur398791
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUETIONAMENTO) AI 743256 AgR (1ªT), AI 827894 AgR (1ªT). (DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA, CONTRADITÓRIO, COISA JULGADA) RE 660186 AgR (1ªT), RE 642408 AgR (1ªT), ARE 738398 AgR (2ªT), ARE 748371 RG. (SÚMULA 279/STF) ARE 893283 AgR (2ªT), ARE 969273 AgR (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 06/03/2019, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1142736
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009 ART-00102 INC-00003 \n LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00489 PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1142736 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JACKSON LUIZ DE LUNA ADV.(A/S) : EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR ADV.(A/S) : VINICIUS DANIEL CIM ADV.(A/S) : ORLEI BONAMIN NETO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.142.736 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JACKSON LUIZ DE LUNA ADV.(A/S) :EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR ADV.(A/S) :VINICIUS DANIEL CIM ADV.(A/S) :ORLEI BONAMIN NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. USO DE DOCUMENTO FALSO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5..., LIV, LV, 93, IX, E 109 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte, capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, fica dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFA4-6B6E-90C8-9F6F e senha E3F3-4A1F-F95C-160D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1142736 AGR / PR 2. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”, bem como “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” 3. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, bem como a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 08 a 14 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFA4-6B6E-90C8-9F6F e senha E3F3-4A1F-F95C-160D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1142736 AGR / PR 2. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”, bem como “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” 3. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, bem como a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 08 a 14 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AFA4-6B6E-90C8-9F6F e senha E3F3-4A1F-F95C-160D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.142.736 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JACKSON LUIZ DE LUNA ADV.(A/S) :EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR ADV.(A/S) :VINICIUS DANIEL CIM ADV.(A/S) :ORLEI BONAMIN NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera a afronta aos arts. 5..., LIV e LV, 93, IX, e 109 da Lei Maior. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PENAL. USO DE DOCUMENTO FALSO. ARTIGO 304, C/C ARTIGO 297, DO CÓDIGO PENAL. NULIDADE DA SENTENÇA. INOCORRÊNCIA. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. REDIMENSIONAMENTO DAS PENAS. 1. O fato de as informações coletadas pelo Juízo encontrarem-se disponíveis ao público em geral, mediante simples consulta na internet, elementos estes que objetivavam averiguar possível reiteração delitiva, o que acabou se confirmando, afasta a alegada ofensa ao contraditório pelo fato de terem sido utilizados os referidos dados na fundamentação da sentença sem abertura de vista às partes. 2. Depreende-se que a conclusão do Juízo, no sentido de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE86-9976-8378-D4DB e senha A676-1B31-FF64-5DA1 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.142.736 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JACKSON LUIZ DE LUNA ADV.(A/S) :EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR ADV.(A/S) :VINICIUS DANIEL CIM ADV.(A/S) :ORLEI BONAMIN NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera a afronta aos arts. 5..., LIV e LV, 93, IX, e 109 da Lei Maior. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PENAL. USO DE DOCUMENTO FALSO. ARTIGO 304, C/C ARTIGO 297, DO CÓDIGO PENAL. NULIDADE DA SENTENÇA. INOCORRÊNCIA. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. REDIMENSIONAMENTO DAS PENAS. 1. O fato de as informações coletadas pelo Juízo encontrarem-se disponíveis ao público em geral, mediante simples consulta na internet, elementos estes que objetivavam averiguar possível reiteração delitiva, o que acabou se confirmando, afasta a alegada ofensa ao contraditório pelo fato de terem sido utilizados os referidos dados na fundamentação da sentença sem abertura de vista às partes. 2. Depreende-se que a conclusão do Juízo, no sentido de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE86-9976-8378-D4DB e senha A676-1B31-FF64-5DA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 1142736 AGR / PR desconsiderar o documento juntado aos autos pela parte, restou fundamentada em diversos elementos, além da assinatura aposta, de forma que se revela despicienda a realização de perícia para fins de atestar sua inautenticidade. 3. Devidamente comprovadas a materialidade e a autoria delitiva na conduta descrita na denúncia, diante da apresentação de documentação falsa em procedimento licitatório, como forma de atestar aptidão técnica da empresa. 4. Ausentes nos autos elementos que possam amparar um juízo seguro acerca da personalidade do agente, não servindo as diversas condenações existentes contra o réu para tal propósito, sob pena de indevido bis in idem, a vetorial deve ser considerada neutra. 5. Redimensionamento das penas.” Recurso extraordinário interposto na vigência do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE86-9976-8378-D4DB e senha A676-1B31-FF64-5DA1 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1142736 AGR / PR desconsiderar o documento juntado aos autos pela parte, restou fundamentada em diversos elementos, além da assinatura aposta, de forma que se revela despicienda a realização de perícia para fins de atestar sua inautenticidade. 3. Devidamente comprovadas a materialidade e a autoria delitiva na conduta descrita na denúncia, diante da apresentação de documentação falsa em procedimento licitatório, como forma de atestar aptidão técnica da empresa. 4. Ausentes nos autos elementos que possam amparar um juízo seguro acerca da personalidade do agente, não servindo as diversas condenações existentes contra o réu para tal propósito, sob pena de indevido bis in idem, a vetorial deve ser considerada neutra. 5. Redimensionamento das penas.” Recurso extraordinário interposto na vigência do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE86-9976-8378-D4DB e senha A676-1B31-FF64-5DA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.142.736 PARANÁ V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) A matéria constitucional versada no art. 109 da Lei Maior não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco mencionada nos embargos de declaração opostos para satisfazer o requisito do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.142.736 PARANÁ V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) A matéria constitucional versada no art. 109 da Lei Maior não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco mencionada nos embargos de declaração opostos para satisfazer o requisito do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1142736 AGR / PR prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé." O exame de eventual ofensa aos princípios da presunção do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (v.g.: Inviável em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação infraconstitucional Recurso Extraordinário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1142736 AGR / PR prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé." O exame de eventual ofensa aos princípios da presunção do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (v.g.: Inviável em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação infraconstitucional Recurso Extraordinário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1142736 AGR / PR 660.186 AgR/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 14.02.2012; Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais, quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária Recurso Extraordinário 642.408 AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 14.02.2012; Alegada afronta ao art. 5..., XXXVI, XL, LIV e LV, da Constituição da República ARE 738.398 AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 28.6.2013). Verifico, ainda, que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1....8.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, verbis: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Por seu turno, a Corte de origem consignou: “Constata-se que os documentos juntados aos autos de ofício pelo Juízo singular referem-se ao resultado de busca efetivada na internet, dados que estão disponíveis a todo cidadão, que evidenciaram que a empresa do apelante fora inabilitada recentemente de processo licitatório por fatos semelhantes ao ora examinado, o que ensejou a decretação da prisão preventiva como forma de obstar a reiteração da prática criminosa. Nada obstante, cumpre ressaltar que eventual segregação ilegal da liberdade do acusado restou superada pela concessão 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1142736 AGR / PR 660.186 AgR/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 14.02.2012; Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais, quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária Recurso Extraordinário 642.408 AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 14.02.2012; Alegada afronta ao art. 5..., XXXVI, XL, LIV e LV, da Constituição da República ARE 738.398 AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 28.6.2013). Verifico, ainda, que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1....8.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, verbis: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Por seu turno, a Corte de origem consignou: “Constata-se que os documentos juntados aos autos de ofício pelo Juízo singular referem-se ao resultado de busca efetivada na internet, dados que estão disponíveis a todo cidadão, que evidenciaram que a empresa do apelante fora inabilitada recentemente de processo licitatório por fatos semelhantes ao ora examinado, o que ensejou a decretação da prisão preventiva como forma de obstar a reiteração da prática criminosa. Nada obstante, cumpre ressaltar que eventual segregação ilegal da liberdade do acusado restou superada pela concessão 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1142736 AGR / PR da ordem no Habeas Corpus n 5030493- 61.2016.4.04.0000 julgado neste Tribunal, revogando-se a prisão preventiva decretada. Nestes termos, diante da suspeita do magistrado de que o réu reiterava na prática delitiva, circunstância que restou exacerbada pela apresentação neste processo de documento, em tese, igualmente falsificado, relacionado à suposta venda da propriedade da empresa a terceiro, ao qual o acusado atribuíra a autoria delitiva neste processo, o Juízo singular procedeu à referida pesquisa junto à rede mundial de computadores acerca de eventual participação em processo licitatório recente. Assim, o fato de as informações referentes à inabilitação da empresa do acusado em procedimento licitatório recente encontrarem-se disponíveis ao público em geral, mediante simples consulta na internet, não exigindo qualquer requerimento formal para sua coleta, elementos estes que objetivavam averiguar possível reiteração delitiva, o que acabou se confirmando, não implica ofensa ao contraditório pelo fato de terem sido utilizados os referidos dados na fundamentação da sentença sem abertura de vista às partes. Conforme já ressaltado, as provas coletadas unilateralmente pelo Juízo tinham como objetivo estancar suspeita de reiteração criminosa, elementos estes que foram utilizados essencialmente para fundamentar o decreto de prisão preventiva, constrição que restou mitigada pela concessão da ordem em habeas corpus. Em que pese efetivamente haja referência em outros pontos da sentença acerca dos elementos coletados de ofício pelo juízo, especialmente nos tópicos referentes à capitulação e autoria delitiva, constata-se que foram utilizados em caráter meramente acessório aos demais elementos de prova já existentes nos autos, não se revestindo de dados principais a amparar a convicção do magistrado, razão pela qual inexistem elementos suficientes a configurar qualquer invalidade do decreto condenatório. Desta forma, não procede a alegação de nulidade da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1142736 AGR / PR da ordem no Habeas Corpus n 5030493- 61.2016.4.04.0000 julgado neste Tribunal, revogando-se a prisão preventiva decretada. Nestes termos, diante da suspeita do magistrado de que o réu reiterava na prática delitiva, circunstância que restou exacerbada pela apresentação neste processo de documento, em tese, igualmente falsificado, relacionado à suposta venda da propriedade da empresa a terceiro, ao qual o acusado atribuíra a autoria delitiva neste processo, o Juízo singular procedeu à referida pesquisa junto à rede mundial de computadores acerca de eventual participação em processo licitatório recente. Assim, o fato de as informações referentes à inabilitação da empresa do acusado em procedimento licitatório recente encontrarem-se disponíveis ao público em geral, mediante simples consulta na internet, não exigindo qualquer requerimento formal para sua coleta, elementos estes que objetivavam averiguar possível reiteração delitiva, o que acabou se confirmando, não implica ofensa ao contraditório pelo fato de terem sido utilizados os referidos dados na fundamentação da sentença sem abertura de vista às partes. Conforme já ressaltado, as provas coletadas unilateralmente pelo Juízo tinham como objetivo estancar suspeita de reiteração criminosa, elementos estes que foram utilizados essencialmente para fundamentar o decreto de prisão preventiva, constrição que restou mitigada pela concessão da ordem em habeas corpus. Em que pese efetivamente haja referência em outros pontos da sentença acerca dos elementos coletados de ofício pelo juízo, especialmente nos tópicos referentes à capitulação e autoria delitiva, constata-se que foram utilizados em caráter meramente acessório aos demais elementos de prova já existentes nos autos, não se revestindo de dados principais a amparar a convicção do magistrado, razão pela qual inexistem elementos suficientes a configurar qualquer invalidade do decreto condenatório. Desta forma, não procede a alegação de nulidade da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1142736 AGR / PR sentença por ofensa ao contraditório.“ Observo que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: ARE 893.283-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 24.8.2015; e ARE 969.273-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.8.2016, cuja ementa transcrevo: “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A alegada ofensa aos incisos I, XXII, XXIX, XXXV, LIV e LV do art. 5... da CRFB reclama reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, impossível na via do recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. 2. Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal). A pretensão de revisão das razões que ensejaram a rejeição da queixa crime, principalmente no que toca à decadência, reclama revisão de fatos e provas, inviável na via estreita do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental desprovido.” Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1142736 AGR / PR sentença por ofensa ao contraditório.“ Observo que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: ARE 893.283-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 24.8.2015; e ARE 969.273-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.8.2016, cuja ementa transcrevo: “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A alegada ofensa aos incisos I, XXII, XXIX, XXXV, LIV e LV do art. 5... da CRFB reclama reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, impossível na via do recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. 2. Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal). A pretensão de revisão das razões que ensejaram a rejeição da queixa crime, principalmente no que toca à decadência, reclama revisão de fatos e provas, inviável na via estreita do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental desprovido.” Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBC0-9C25-A5BE-9DD4 e senha BC11-E0E8-C837-0AAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.142.736 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JACKSON LUIZ DE LUNA ADV.(A/S) :EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR ADV.(A/S) :VINICIUS DANIEL CIM ADV.(A/S) :ORLEI BONAMIN NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 560E-1BBA-41C5-5F5B e senha 9054-0CE2-24E0-0056 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.142.736 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JACKSON LUIZ DE LUNA ADV.(A/S) :EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR ADV.(A/S) :VINICIUS DANIEL CIM ADV.(A/S) :ORLEI BONAMIN NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 560E-1BBA-41C5-5F5B e senha 9054-0CE2-24E0-0056 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.142.736 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JACKSON LUIZ DE LUNA ADV.(A/S) : EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR (81960/PR) ADV.(A/S) : VINICIUS DANIEL CIM (80645/PR) ADV.(A/S) : ORLEI BONAMIN NETO (86334/PR) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D6B-5D7D-E30A-8FC1 e senha 3F84-3799-DFA2-9C39 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.142.736 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JACKSON LUIZ DE LUNA ADV.(A/S) : EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR (81960/PR) ADV.(A/S) : VINICIUS DANIEL CIM (80645/PR) ADV.(A/S) : ORLEI BONAMIN NETO (86334/PR) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D6B-5D7D-E30A-8FC1 e senha 3F84-3799-DFA2-9C39 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 142 . 736", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1142736 AGR /", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 142 . 736", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 142 . 736", "AI 791 . 292 - QO - RG", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Recurso Extraordinário 1142736 AGR / PR", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "AI 743 . 256 - AgR / SP", "AI 827 . 894 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 2 Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1142736 AGR /", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "AI 743 . 256 - AgR / SP", "AI 827 . 894 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 1142736 AGR / PR 660 .", "Recurso Extraordinário 642 . 408 AgR / SP", "ARE 738 . 398 AgR / DF", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "Recurso Extraordinário 1142736 AGR / PR 660 . 186 AgR / RS", "Recurso Extraordinário 642 . 408 AgR / SP", "ARE 738 . 398 AgR / DF", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - 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Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "1", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", "1", ".", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "Pleno", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "1", ".", "2", ".", ".", ".", "Pleno", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "JACKSON LUIZ DE LUNA", "EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR", "VINICIUS DANIEL CIM", "ORLEI BONAMIN NETO", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "JACKSON LUIZ DE LUNA", "EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR", "VINICIUS DANIEL CIM", "ORLEI BONAMIN NETO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "JACKSON LUIZ DE LUNA", "EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR", "VINICIUS DANIEL CIM", "ORLEI BONAMIN NETO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "ROSA WEBER", "JACKSON LUIZ DE LUNA", "EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR", "VINICIUS", "ORLEI BONAMIN NETO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "JACKSON LUIZ DE LUNA", "EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR", "VINICIUS DANIEL CIM", "ORLEI BONAMIN NETO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "JACKSON LUIZ DE LUNA", "EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR", "VINICIUS DANIEL CIM", "ORLEI BONAMIN NETO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROSA WEBER", "JACKSON LUIZ DE LUNA", "EDGARD RODRIGUES ROCHA JUNIOR", "VINICIUS DANIEL CIM", "ORLEI BONAMIN NETO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "15 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "14 de fevereiro de 2019", "15 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "3", ".", "2012", "07", ".", "11", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "3", ".", "2012", "07", ".", "11", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "02", ".", "2012", "14", ".", "02", ".", "2012", "28", ".", "6", ".", "2013", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "02", ".", "2012", "14", ".", "02", ".", "2012", "28", ".", "6", ".", "2013", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "8", ".", "2015", "10", ".", "8", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "8", ".", "2015", "10", ".", "8", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "8", ".", "2", ".", "2019", "14", ".", "2", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "2", ".", "2019", "14", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.775 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :VINICIUS DE LIMA RODRIGUES ADV.(A/S) :GILBERTO ANTONIO LUIZ ADV.(A/S) :VINICIUS DINALLI VOSS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, §1º, DO RISTF. HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU TERATOLOGIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o agravo regimental que não impugna todos os fundamentos da decisão agravada. Precedentes. 2. O deferimento de habeas corpus do ofício constitui medida excepcional que somente se justifica quando a situação demonstrada nos autos representar, desde logo, manifesta ilegalidade ou decisão teratológica. 3.Não configura constrangimento ilegal a decisão do Tribunal local que justifica a escolha da fração de diminuição da pena, prevista no art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006, com base em elementos do caso concreto. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 8 a 14 de fevereiro de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3614-11EF-EB17-BF9B e senha 1039-1DEF-AAA8-0FA9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 1077775 AGR / SP regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3614-11EF-EB17-BF9B e senha 1039-1DEF-AAA8-0FA9 Supremo Tribunal Federal ARE 1077775 AGR / SP regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3614-11EF-EB17-BF9B e senha 1039-1DEF-AAA8-0FA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.775 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :VINICIUS DE LIMA RODRIGUES ADV.(A/S) :GILBERTO ANTONIO LUIZ ADV.(A/S) :VINICIUS DINALLI VOSS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 13) interposto em face de decisão em que não conheci do agravo no recurso extraordinário (eDOC 08), mas concedi a ordem de habeas corpus, de ofício, para fixar o regime inicial semiaberto para cumprimento da pena imposta, nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (eDOC 03, p. 106): Apelação criminal — Tráfico de drogas — Sentença absolvendo o acusado da imputação de ter cometido o crime de tráfico — Recurso Ministerial buscando a reforma da r. Sentença para que o apelado seja condenado como incurso no art. 33, caput, c.c. art. 40, inciso III, ambos da Lei 11.343/06, com a incidência da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, §4 do mesmo diploma legal e, subsidiariamente, a condenação para o delito previsto no art. 28 da Lei 11.343/06 — Apreensão de 13 porções de maconha pesando 42,82 gramas — Depoimentos dos policiais harmônicos entre si merecem credibilidade — Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.775 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :VINICIUS DE LIMA RODRIGUES ADV.(A/S) :GILBERTO ANTONIO LUIZ ADV.(A/S) :VINICIUS DINALLI VOSS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 13) interposto em face de decisão em que não conheci do agravo no recurso extraordinário (eDOC 08), mas concedi a ordem de habeas corpus, de ofício, para fixar o regime inicial semiaberto para cumprimento da pena imposta, nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (eDOC 03, p. 106): Apelação criminal — Tráfico de drogas — Sentença absolvendo o acusado da imputação de ter cometido o crime de tráfico — Recurso Ministerial buscando a reforma da r. Sentença para que o apelado seja condenado como incurso no art. 33, caput, c.c. art. 40, inciso III, ambos da Lei 11.343/06, com a incidência da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, §4 do mesmo diploma legal e, subsidiariamente, a condenação para o delito previsto no art. 28 da Lei 11.343/06 — Apreensão de 13 porções de maconha pesando 42,82 gramas — Depoimentos dos policiais harmônicos entre si merecem credibilidade — Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 1077775 AGR / SP Policiais Civis declararam que receberam uma denúncia, dando conta de que uma pessoa estaria escondendo entorpecentes no local dos fatos. Em deslocamento até o citado lugar, avistaram o apelado saindo do local. Efetuada a revista, nada de ilícito foi encontrado, contudo, seguindo as pegadas deixadas pelo acusado, estas os levaram até a exata localização dos entorpecentes. Policial assegura que o acusado era conhecido como o maior distribuidor de entorpecentes da cidade — De rigor a condenação pelo tráfico — A alegação de ser usuário não tem o condão de elidir a traficância — Autoria e Materialidade comprovadas — Dosimetria — Reconhecida a causa de aumento prevista no art. 40, inciso III da Lei de Drogas. Laudo Pericial atesta a proximidade dos fatos a Conduta de guardar os entorpecentes nas proximidades de locais em que há maior aglomeração de pessoas aumenta o risco de localização e disseminação de entorpecentes — Aplicação do §4º, do art. 33, da Lei de Drogas, eis que pleiteada em apelação pelo membro do Parquet — Fixado o regime fechado por ser mais adequado ao delito — Impossibilidade de substituição da privativa de liberdade por restritiva de direitos — Vedação legal — Sentença reformada — Recurso Ministerial provido. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 5º, XLVI, da Constituição Federal. Alega-se o acórdão recorrido violou os princípios da individualização da pena e da motivação ao: a) fixar o redutor do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006 na fração mínima; b) estabelecer regime inicial fechado com base na hediondez do crime. Requer, em suma, seja reduzida a pena na fração máxima do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006. A Presidência da Seção de Direito Criminal do TJSP, quanto ao art. 93, IX, da CF, julgou prejudicado o recurso e, no mais, inadmitiu-o por configurar ofensa reflexa e incidir o teor 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Supremo Tribunal Federal ARE 1077775 AGR / SP Policiais Civis declararam que receberam uma denúncia, dando conta de que uma pessoa estaria escondendo entorpecentes no local dos fatos. Em deslocamento até o citado lugar, avistaram o apelado saindo do local. Efetuada a revista, nada de ilícito foi encontrado, contudo, seguindo as pegadas deixadas pelo acusado, estas os levaram até a exata localização dos entorpecentes. Policial assegura que o acusado era conhecido como o maior distribuidor de entorpecentes da cidade — De rigor a condenação pelo tráfico — A alegação de ser usuário não tem o condão de elidir a traficância — Autoria e Materialidade comprovadas — Dosimetria — Reconhecida a causa de aumento prevista no art. 40, inciso III da Lei de Drogas. Laudo Pericial atesta a proximidade dos fatos a Conduta de guardar os entorpecentes nas proximidades de locais em que há maior aglomeração de pessoas aumenta o risco de localização e disseminação de entorpecentes — Aplicação do §4º, do art. 33, da Lei de Drogas, eis que pleiteada em apelação pelo membro do Parquet — Fixado o regime fechado por ser mais adequado ao delito — Impossibilidade de substituição da privativa de liberdade por restritiva de direitos — Vedação legal — Sentença reformada — Recurso Ministerial provido. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 5º, XLVI, da Constituição Federal. Alega-se o acórdão recorrido violou os princípios da individualização da pena e da motivação ao: a) fixar o redutor do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006 na fração mínima; b) estabelecer regime inicial fechado com base na hediondez do crime. Requer, em suma, seja reduzida a pena na fração máxima do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006. A Presidência da Seção de Direito Criminal do TJSP, quanto ao art. 93, IX, da CF, julgou prejudicado o recurso e, no mais, inadmitiu-o por configurar ofensa reflexa e incidir o teor 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório ARE 1077775 AGR / SP das Súmulas 284 e 279 do STF. É o relatório. Decido. Consabido, a admissibilidade dos recursos extraordinários é aferida tanto na origem quanto no destino. O agravo destinado ao Tribunal ad quem permite garantir o juízo de dupla admissibilidade dos recursos especial e extraordinário. Registre-se, contudo, que o agravo, enquanto recurso, também está sujeito à decisão de admissibilidade. Feitas essas observações, verifico que, in casu, o agravo sequer tem preenchidos os pressupostos processuais. De plano, constata-se que a negativa de seguimento do apelo extremo se baseou em mais de um fundamento. Entretanto, o agravante não impugna especificamente a incidência da Súmula 284. Sendo assim, torna-se inviável seu conhecimento, nos termos da Súmula 287 do STF. Não obstante seja o caso de não conhecer do agravo, verifico hipótese de constrangimento ilegal a autorizar a concessão do habeas corpus de ofício, nos termos do art. 654, § 2º, do CPP, no que se refere ao regime inicial para o cumprimento de pena. Enfatizo que, considerando a excepcionalidade de tal proceder, a ilegalidade deve ser reconhecida de plano, apta a oportunizar a atuação jurisdicional de ofício, como é a situação desses autos. Com relação ao regime inicial, o Tribunal Pleno desta Corte julgou inconstitucional a imposição ex lege (art. 2º, § 1º, da Lei 8.072/1990) de regime inicial fechado para cumprimento de pena decorrente de condenação pela prática de crimes hediondos e equiparados (HC 111.840/ES, Pleno, Rel. Min. Dias Toffoli). Sob a sistemática da repercussão geral, o STF reafirmou sua jurisprudência, tendo assentado que é inconstitucional a fixação do regime inicial fechado com fundamento exclusivo no art. 2º, §1º, da Lei 8.072/1990, por violar o princípio da individualização da pena (ARE 1.052.700, de minha relatoria, tema 972, julgado em 03.11.2017). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Supremo Tribunal Federal ARE 1077775 AGR / SP das Súmulas 284 e 279 do STF. É o relatório. Decido. Consabido, a admissibilidade dos recursos extraordinários é aferida tanto na origem quanto no destino. O agravo destinado ao Tribunal ad quem permite garantir o juízo de dupla admissibilidade dos recursos especial e extraordinário. Registre-se, contudo, que o agravo, enquanto recurso, também está sujeito à decisão de admissibilidade. Feitas essas observações, verifico que, in casu, o agravo sequer tem preenchidos os pressupostos processuais. De plano, constata-se que a negativa de seguimento do apelo extremo se baseou em mais de um fundamento. Entretanto, o agravante não impugna especificamente a incidência da Súmula 284. Sendo assim, torna-se inviável seu conhecimento, nos termos da Súmula 287 do STF. Não obstante seja o caso de não conhecer do agravo, verifico hipótese de constrangimento ilegal a autorizar a concessão do habeas corpus de ofício, nos termos do art. 654, § 2º, do CPP, no que se refere ao regime inicial para o cumprimento de pena. Enfatizo que, considerando a excepcionalidade de tal proceder, a ilegalidade deve ser reconhecida de plano, apta a oportunizar a atuação jurisdicional de ofício, como é a situação desses autos. Com relação ao regime inicial, o Tribunal Pleno desta Corte julgou inconstitucional a imposição ex lege (art. 2º, § 1º, da Lei 8.072/1990) de regime inicial fechado para cumprimento de pena decorrente de condenação pela prática de crimes hediondos e equiparados (HC 111.840/ES, Pleno, Rel. Min. Dias Toffoli). Sob a sistemática da repercussão geral, o STF reafirmou sua jurisprudência, tendo assentado que é inconstitucional a fixação do regime inicial fechado com fundamento exclusivo no art. 2º, §1º, da Lei 8.072/1990, por violar o princípio da individualização da pena (ARE 1.052.700, de minha relatoria, tema 972, julgado em 03.11.2017). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório ARE 1077775 AGR / SP Portanto, os crimes hediondos e equiparados devem obediência aos critérios de fixação do regime inicial estabelecidos no artigo 33 do Código Penal: Art. 33 - A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. A de detenção, em regime semiaberto, ou aberto, salvo necessidade de transferência a regime fechado. (…) § 2º - As penas privativas de liberdade deverão ser executadas em forma progressiva, segundo o mérito do condenado, observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais rigoroso: a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a cumpri-la em regime fechado; b) o condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto; c) o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde o início, cumpri-la em regime aberto. § 3º - A determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. 59 deste Código. Como se vê, o regime inicial será fixado à luz da pena concreta e com observância das circunstâncias judiciais, ou seja, exige-se fundamentação idônea, autônoma e compatível com a argumentação despendida ao longo da dosimetria da pena. Nesse sentido, as Súmulas 718 e 719/STF: Súmula 718: A opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena aplicada Súmula 719: A imposição de regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea. Na espécie, o TJSP refez a dosimetria da pena nestes 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Supremo Tribunal Federal ARE 1077775 AGR / SP Portanto, os crimes hediondos e equiparados devem obediência aos critérios de fixação do regime inicial estabelecidos no artigo 33 do Código Penal: Art. 33 - A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. A de detenção, em regime semiaberto, ou aberto, salvo necessidade de transferência a regime fechado. (…) § 2º - As penas privativas de liberdade deverão ser executadas em forma progressiva, segundo o mérito do condenado, observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais rigoroso: a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a cumpri-la em regime fechado; b) o condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto; c) o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde o início, cumpri-la em regime aberto. § 3º - A determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. 59 deste Código. Como se vê, o regime inicial será fixado à luz da pena concreta e com observância das circunstâncias judiciais, ou seja, exige-se fundamentação idônea, autônoma e compatível com a argumentação despendida ao longo da dosimetria da pena. Nesse sentido, as Súmulas 718 e 719/STF: Súmula 718: A opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena aplicada Súmula 719: A imposição de regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea. Na espécie, o TJSP refez a dosimetria da pena nestes 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório ARE 1077775 AGR / SP termos (eDOC 03, fls. 118/120): ‘Na primeira fase, atento aos critérios do art. 59, do Código Penal, bem como ao art. 42, da Lei de Drogas, ausentes circunstâncias desabonadoras ao apelado fixo a pena-base em cinco anos de reclusão, mais o pagamento de quinhentos dias-multa, estabelecendo-se o valor do dia- multa no mínimo legal. Na fase intermediária, ausentes circunstâncias agravantes e, reconhecida a atenuante da menoridade relativa, em atenção a Súmula 231 do STJ, a pena-base deve permanecer em seu patamar mínimo. Na derradeira etapa, presentes as causas de aumento de pena previstas no art. 40, incisos III (estabelecimento de ensino, entre outros) da Lei no 11.343/06, majoro a reprimenda em 1/6 (um sexto), perfazendo o montante de 5 anos e 10 meses de reclusão, e pagamento de 583 dias- multa, no piso. Tendo em vista o apelo Ministerial pugnando a condenação, mas com a incidência da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, §4, da Lei 11.343/06, aplico a redução em comento, e reduzo a pena em 1/6 (um sexto), redimensionando-a ao patamar de 04 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, mais o pagamento de 485 dias-multa, no mínimo, o que, à míngua de demais causas modificadoras, torno-a definitiva. Consigno não haver para o réu, direito adquirido para a redução da pena no patamar máximo. Ademais, a informação de que ele era o maior distribuidor de drogas da cidade, aliado a falta de atividade lícita denotam dedicação à atividade criminosa. Entretanto, como o apelo Ministerial pugnou também pela incidência do redutor, incabível seu afastamento. Quanto ao regime inicial de cumprimento de pena, fixo o fechado. Indiscutível que, para o delito de tráfico de drogas, o regime inicial é mesmo o fechado. Todo indivíduo que 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Supremo Tribunal Federal ARE 1077775 AGR / SP termos (eDOC 03, fls. 118/120): ‘Na primeira fase, atento aos critérios do art. 59, do Código Penal, bem como ao art. 42, da Lei de Drogas, ausentes circunstâncias desabonadoras ao apelado fixo a pena-base em cinco anos de reclusão, mais o pagamento de quinhentos dias-multa, estabelecendo-se o valor do dia- multa no mínimo legal. Na fase intermediária, ausentes circunstâncias agravantes e, reconhecida a atenuante da menoridade relativa, em atenção a Súmula 231 do STJ, a pena-base deve permanecer em seu patamar mínimo. Na derradeira etapa, presentes as causas de aumento de pena previstas no art. 40, incisos III (estabelecimento de ensino, entre outros) da Lei no 11.343/06, majoro a reprimenda em 1/6 (um sexto), perfazendo o montante de 5 anos e 10 meses de reclusão, e pagamento de 583 dias- multa, no piso. Tendo em vista o apelo Ministerial pugnando a condenação, mas com a incidência da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, §4, da Lei 11.343/06, aplico a redução em comento, e reduzo a pena em 1/6 (um sexto), redimensionando-a ao patamar de 04 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, mais o pagamento de 485 dias-multa, no mínimo, o que, à míngua de demais causas modificadoras, torno-a definitiva. Consigno não haver para o réu, direito adquirido para a redução da pena no patamar máximo. Ademais, a informação de que ele era o maior distribuidor de drogas da cidade, aliado a falta de atividade lícita denotam dedicação à atividade criminosa. Entretanto, como o apelo Ministerial pugnou também pela incidência do redutor, incabível seu afastamento. Quanto ao regime inicial de cumprimento de pena, fixo o fechado. Indiscutível que, para o delito de tráfico de drogas, o regime inicial é mesmo o fechado. Todo indivíduo que 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Relatório ARE 1077775 AGR / SP participa de o narcotráfico revela extrema periculosidade. O crime em tela intranquiliza a população e vem crescendo, causa problemas gravíssimos ao bom convívio familiar. Essa difusão há de ser coibida pelo Estado-Juiz, o qual, ao impor regime mais rigoroso, não só retirará o malfeitor perigoso do convívio social, mas também evitará que ele continue a exercer suas atividades ilícitas, viciando pessoas e destruindo famílias. Incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Sabemos que é vedada tal substituição, nos termos do art. 44, da Lei de Drogas, vez que se trata de crime equiparado a hediondo. Nesse sentido, é a jurisprudência: […] É bem verdade que o Senado Federal editou a Resolução no 05/2012, que dispõe: [...] No entanto, a decisão pela inconstitucionalidade do art. 44, da Lei no 11.343/06, deu-se incidentes tantum pelo C. Supremo Tribunal Federal, em maioria apertada, e a Resolução foi editada com o intuito de expandir os limites subjetivos do decisum. Não obstante, apesar da suspensão por inconstitucionalidade do contido no § 4º do art. 33, tem-se que o art. 44 da mesma lei continua em pleno vigor, o qual dispõe: […] Além disso, o tratamento mais rigoroso estabelecido na Lei no 11.343/06 é incompatível com a aplicação do referido benefício.’ Como se vê, o acórdão não descreve razões adequadas a justificar a escolha de regime inicial mais gravoso que o sugerido pela Lei Penal, pois fundamentou o regime com base na hediondez do crime e ilações genéricas acerca da gravidade em abstrato do delito. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Supremo Tribunal Federal ARE 1077775 AGR / SP participa de o narcotráfico revela extrema periculosidade. O crime em tela intranquiliza a população e vem crescendo, causa problemas gravíssimos ao bom convívio familiar. Essa difusão há de ser coibida pelo Estado-Juiz, o qual, ao impor regime mais rigoroso, não só retirará o malfeitor perigoso do convívio social, mas também evitará que ele continue a exercer suas atividades ilícitas, viciando pessoas e destruindo famílias. Incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Sabemos que é vedada tal substituição, nos termos do art. 44, da Lei de Drogas, vez que se trata de crime equiparado a hediondo. Nesse sentido, é a jurisprudência: […] É bem verdade que o Senado Federal editou a Resolução no 05/2012, que dispõe: [...] No entanto, a decisão pela inconstitucionalidade do art. 44, da Lei no 11.343/06, deu-se incidentes tantum pelo C. Supremo Tribunal Federal, em maioria apertada, e a Resolução foi editada com o intuito de expandir os limites subjetivos do decisum. Não obstante, apesar da suspensão por inconstitucionalidade do contido no § 4º do art. 33, tem-se que o art. 44 da mesma lei continua em pleno vigor, o qual dispõe: […] Além disso, o tratamento mais rigoroso estabelecido na Lei no 11.343/06 é incompatível com a aplicação do referido benefício.’ Como se vê, o acórdão não descreve razões adequadas a justificar a escolha de regime inicial mais gravoso que o sugerido pela Lei Penal, pois fundamentou o regime com base na hediondez do crime e ilações genéricas acerca da gravidade em abstrato do delito. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Relatório ARE 1077775 AGR / SP No caso em tela, considerando que as circunstâncias judiciais foram valoradas de forma positiva, bem como que o réu é primário e que o quantum de pena não recomenda sanção mais gravosa, não depreendo fundamento idôneo a amparar o regime estabelecido. Nessa ótica, a violação ao direito à decisão fundamentada configura constrangimento ilegal. A fundamentação deficiente invalida a decisão e, em tal medida, autoriza o cumprimento da pena em regime inicial semiaberto, conforme o art. 33, § 2º, “b”, do CP. No tocante à substituição da pena, apesar de o Tribunal invocar o art. 44 da Lei 11.343/2006, já declarado inconstitucional pelo STF, reconheço que o recorrente não faz jus a esse benefício, pois não preenche os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal, tendo em vista que a pena definitiva restou fixada em 04 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias de reclusão. Ante o exposto, não conheço do agravo, nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF. Contudo, nos termos do art. 654, § 2º, do CPP, concedo a ordem de habeas corpus, de ofício, para fixar o regime inicial semiaberto para cumprimento da pena imposta. Nas razões recursais, o agravante alega que a decisão recorrida não apreciou o pedido de aplicação do patamar máximo do redutor do art. 33, §4º, da Lei de Drogas. Repisa, ainda, os argumentos do apelo extremo, apontando que o Tribunal a quo não apresentou fundamentação idônea ao optar pela menor fração do art. 33, §4º, da referida lei. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Supremo Tribunal Federal ARE 1077775 AGR / SP No caso em tela, considerando que as circunstâncias judiciais foram valoradas de forma positiva, bem como que o réu é primário e que o quantum de pena não recomenda sanção mais gravosa, não depreendo fundamento idôneo a amparar o regime estabelecido. Nessa ótica, a violação ao direito à decisão fundamentada configura constrangimento ilegal. A fundamentação deficiente invalida a decisão e, em tal medida, autoriza o cumprimento da pena em regime inicial semiaberto, conforme o art. 33, § 2º, “b”, do CP. No tocante à substituição da pena, apesar de o Tribunal invocar o art. 44 da Lei 11.343/2006, já declarado inconstitucional pelo STF, reconheço que o recorrente não faz jus a esse benefício, pois não preenche os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal, tendo em vista que a pena definitiva restou fixada em 04 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias de reclusão. Ante o exposto, não conheço do agravo, nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF. Contudo, nos termos do art. 654, § 2º, do CPP, concedo a ordem de habeas corpus, de ofício, para fixar o regime inicial semiaberto para cumprimento da pena imposta. Nas razões recursais, o agravante alega que a decisão recorrida não apreciou o pedido de aplicação do patamar máximo do redutor do art. 33, §4º, da Lei de Drogas. Repisa, ainda, os argumentos do apelo extremo, apontando que o Tribunal a quo não apresentou fundamentação idônea ao optar pela menor fração do art. 33, §4º, da referida lei. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. EDSON FACHIN 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.775 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Verifico que o agravante não se desincumbiu do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, não restando preenchido o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1º, do RISTF. No caso concreto, não conheci do recurso em virtude do óbice da Súmula 287 do STF. Ocorre que o agravante limitou-se a requerer a reforma do acórdão do Tribunal de origem, sem desenvolver argumentos suficientes contrários à aplicação da súmula. Nesse sentido, a pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E63A-8F5E-60DC-A144 e senha 737D-0492-9853-BF47 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.775 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Verifico que o agravante não se desincumbiu do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, não restando preenchido o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1º, do RISTF. No caso concreto, não conheci do recurso em virtude do óbice da Súmula 287 do STF. Ocorre que o agravante limitou-se a requerer a reforma do acórdão do Tribunal de origem, sem desenvolver argumentos suficientes contrários à aplicação da súmula. Nesse sentido, a pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E63A-8F5E-60DC-A144 e senha 737D-0492-9853-BF47 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1077775 AGR / SP infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Precedente. 3. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 880.671-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 30.06.2015, grifei). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Fundamentos não impugnados. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não provido.” (ARE 870.404-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 13.08.2015, grifei). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: ÓBICE INTRANSPONÍVEL AO PROCESSAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 desta Corte. Precedentes. II [...] III Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 869.656-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 07.08.2015). No mesmo sentido: ARE 846.469 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 27.05.2015; RE 695.605 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 22.05.2015. Ademais, no que tange à concessão de habeas corpus de ofício, conforme consignei na decisão agravada, esta Suprema Corte tem admitido tal providência tão somente em casos absolutamente aberrantes 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E63A-8F5E-60DC-A144 e senha 737D-0492-9853-BF47 Supremo Tribunal Federal ARE 1077775 AGR / SP infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Precedente. 3. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 880.671-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 30.06.2015, grifei). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Fundamentos não impugnados. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não provido.” (ARE 870.404-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 13.08.2015, grifei). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: ÓBICE INTRANSPONÍVEL AO PROCESSAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 desta Corte. Precedentes. II [...] III Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 869.656-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 07.08.2015). No mesmo sentido: ARE 846.469 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 27.05.2015; RE 695.605 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 22.05.2015. Ademais, no que tange à concessão de habeas corpus de ofício, conforme consignei na decisão agravada, esta Suprema Corte tem admitido tal providência tão somente em casos absolutamente aberrantes 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E63A-8F5E-60DC-A144 e senha 737D-0492-9853-BF47 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1077775 AGR / SP e teratológicos, a fim de evitar flagrante constrangimento ilegal. Por essa razão, reconheci, de ofício, a ilegalidade quanto ao regime inicialmente fixado, tendo em vista que fora estabelecido o regime mais gravoso que o previsto em lei com base na hediondez do crime e em ilações genéricas acerca da gravidade em abstrato do delito. Contudo, no mais, não há ilegalidade na dosimetria da pena. Ao contrário do que sustenta o agravante, o Tribunal a quo apresentou fundamento idôneo para justificar, na terceira fase, a redução da pena em 1/6 (um sexto), especialmente considerando que o réu era “o maior distribuidor de drogas da cidade” (eDOC 03, p. 118). Destarte, nesse particular, como não se trata de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do STF, ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, não é o caso de concessão da ordem de ofício. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E63A-8F5E-60DC-A144 e senha 737D-0492-9853-BF47 Supremo Tribunal Federal ARE 1077775 AGR / SP e teratológicos, a fim de evitar flagrante constrangimento ilegal. Por essa razão, reconheci, de ofício, a ilegalidade quanto ao regime inicialmente fixado, tendo em vista que fora estabelecido o regime mais gravoso que o previsto em lei com base na hediondez do crime e em ilações genéricas acerca da gravidade em abstrato do delito. Contudo, no mais, não há ilegalidade na dosimetria da pena. Ao contrário do que sustenta o agravante, o Tribunal a quo apresentou fundamento idôneo para justificar, na terceira fase, a redução da pena em 1/6 (um sexto), especialmente considerando que o réu era “o maior distribuidor de drogas da cidade” (eDOC 03, p. 118). Destarte, nesse particular, como não se trata de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do STF, ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, não é o caso de concessão da ordem de ofício. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E63A-8F5E-60DC-A144 e senha 737D-0492-9853-BF47 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 15/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.775 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : VINICIUS DE LIMA RODRIGUES ADV.(A/S) : GILBERTO ANTONIO LUIZ (13880-A/MS, 76663/SP) ADV.(A/S) : VINICIUS DINALLI VOSS (355906/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7613-76D8-1694-28F1 e senha CAB5-CB22-D6FA-FDBB Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.775 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : VINICIUS DE LIMA RODRIGUES ADV.(A/S) : GILBERTO ANTONIO LUIZ (13880-A/MS, 76663/SP) ADV.(A/S) : VINICIUS DINALLI VOSS (355906/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7613-76D8-1694-28F1 e senha CAB5-CB22-D6FA-FDBB Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749215834
2019-02-15T00:00:00
2019-02-22T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, §1º, DO RISTF. HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU TERATOLOGIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o agravo regimental que não impugna todos os fundamentos da decisão agravada. Precedentes. 2. O deferimento de habeas corpus do ofício constitui medida excepcional que somente se justifica quando a situação demonstrada nos autos representar, desde logo, manifesta ilegalidade ou decisão teratológica. 3.Não configura constrangimento ilegal a decisão do Tribunal local que justifica a escolha da fração de diminuição da pena, prevista no art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006, com base em elementos do caso concreto. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur398717
- Acórdão(s) citado(s): ( IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO AGRAVADA) RE 695605 AgR (2ªT), RE 869656 AgR (TP), ARE 870404 AgR (2ªT), ARE 846469 AgR (2ªT), ARE 880671 AgR (1ªT). Número de páginas: 13. Análise: 27/02/2019, MJC.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1077775
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000287 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1077775 AgR
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AGTE.(S) : VINICIUS DE LIMA RODRIGUES ADV.(A/S) : GILBERTO ANTONIO LUIZ ADV.(A/S) : VINICIUS DINALLI VOSS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.775 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :VINICIUS DE LIMA RODRIGUES ADV.(A/S) :GILBERTO ANTONIO LUIZ ADV.(A/S) :VINICIUS DINALLI VOSS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, §1..., DO RISTF. HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU TERATOLOGIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o agravo regimental que não impugna todos os fundamentos da decisão agravada. Precedentes. 2. O deferimento de habeas corpus do ofício constitui medida excepcional que somente se justifica quando a situação demonstrada nos autos representar, desde logo, manifesta ilegalidade ou decisão teratológica. 3.Não configura constrangimento ilegal a decisão do Tribunal local que justifica a escolha da fração de diminuição da pena, prevista no art. 33, §4..., da Lei 11.343/2006, com base em elementos do caso concreto. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 8 a 14 de fevereiro de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3614-11EF-EB17-BF9B e senha 1039-1DEF-AAA8-0FA9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 1077775 AGR / SP regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3614-11EF-EB17-BF9B e senha 1039-1DEF-AAA8-0FA9 Supremo Tribunal Federal ARE 1077775 AGR / SP regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3614-11EF-EB17-BF9B e senha 1039-1DEF-AAA8-0FA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.775 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :VINICIUS DE LIMA RODRIGUES ADV.(A/S) :GILBERTO ANTONIO LUIZ ADV.(A/S) :VINICIUS DINALLI VOSS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 13) interposto em face de decisão em que não conheci do agravo no recurso extraordinário (eDOC 08), mas concedi a ordem de habeas corpus, de ofício, para fixar o regime inicial semiaberto para cumprimento da pena imposta, nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (eDOC 03, p. 106): Apelação criminal — Tráfico de drogas — Sentença absolvendo o acusado da imputação de ter cometido o crime de tráfico — Recurso Ministerial buscando a reforma da r. Sentença para que o apelado seja condenado como incurso no art. 33, caput, c.c. art. 40, inciso III, ambos da Lei 11.343/06, com a incidência da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, §4 do mesmo diploma legal e, subsidiariamente, a condenação para o delito previsto no art. 28 da Lei 11.343/06 — Apreensão de 13 porções de maconha pesando 42,82 gramas — Depoimentos dos policiais harmônicos entre si merecem credibilidade — Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.775 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :VINICIUS DE LIMA RODRIGUES ADV.(A/S) :GILBERTO ANTONIO LUIZ ADV.(A/S) :VINICIUS DINALLI VOSS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 13) interposto em face de decisão em que não conheci do agravo no recurso extraordinário (eDOC 08), mas concedi a ordem de habeas corpus, de ofício, para fixar o regime inicial semiaberto para cumprimento da pena imposta, nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (eDOC 03, p. 106): Apelação criminal — Tráfico de drogas — Sentença absolvendo o acusado da imputação de ter cometido o crime de tráfico — Recurso Ministerial buscando a reforma da r. Sentença para que o apelado seja condenado como incurso no art. 33, caput, c.c. art. 40, inciso III, ambos da Lei 11.343/06, com a incidência da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, §4 do mesmo diploma legal e, subsidiariamente, a condenação para o delito previsto no art. 28 da Lei 11.343/06 — Apreensão de 13 porções de maconha pesando 42,82 gramas — Depoimentos dos policiais harmônicos entre si merecem credibilidade — Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 1077775 AGR / SP Policiais Civis declararam que receberam uma denúncia, dando conta de que uma pessoa estaria escondendo entorpecentes no local dos fatos. Em deslocamento até o citado lugar, avistaram o apelado saindo do local. Efetuada a revista, nada de ilícito foi encontrado, contudo, seguindo as pegadas deixadas pelo acusado, estas os levaram até a exata localização dos entorpecentes. Policial assegura que o acusado era conhecido como o maior distribuidor de entorpecentes da cidade — De rigor a condenação pelo tráfico — A alegação de ser usuário não tem o condão de elidir a traficância — Autoria e Materialidade comprovadas — Dosimetria — Reconhecida a causa de aumento prevista no art. 40, inciso III da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Laudo Pericial atesta a proximidade dos fatos a Conduta de guardar os entorpecentes nas proximidades de locais em que há maior aglomeração de pessoas aumenta o risco de localização e disseminação de entorpecentes — Aplicação do §4..., do art. 33, da Lei de Drogas, eis que pleiteada em apelação pelo membro do Parquet — Fixado o regime fechado por ser mais adequado ao delito — Impossibilidade de substituição da privativa de liberdade por restritiva de direitos — Vedação legal — Sentença reformada — Recurso Ministerial provido. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 5..., XLVI, da Constituição Federal. Alega-se o acórdão recorrido violou os princípios da individualização da pena e da motivação ao: a) fixar o redutor do art. 33, §4..., da Lei 11.343/2006 na fração mínima; b) estabelecer regime inicial fechado com base na hediondez do crime. Requer, em suma, seja reduzida a pena na fração máxima do art. 33, §4..., da Lei 11.343/2006. A Presidência da Seção de Direito Criminal do TJSP, quanto ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, julgou prejudicado o recurso e, no mais, inadmitiu-o por configurar ofensa reflexa e incidir o teor 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Supremo Tribunal Federal ARE 1077775 AGR / SP Policiais Civis declararam que receberam uma denúncia, dando conta de que uma pessoa estaria escondendo entorpecentes no local dos fatos. Em deslocamento até o citado lugar, avistaram o apelado saindo do local. Efetuada a revista, nada de ilícito foi encontrado, contudo, seguindo as pegadas deixadas pelo acusado, estas os levaram até a exata localização dos entorpecentes. Policial assegura que o acusado era conhecido como o maior distribuidor de entorpecentes da cidade — De rigor a condenação pelo tráfico — A alegação de ser usuário não tem o condão de elidir a traficância — Autoria e Materialidade comprovadas — Dosimetria — Reconhecida a causa de aumento prevista no art. 40, inciso III da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Laudo Pericial atesta a proximidade dos fatos a Conduta de guardar os entorpecentes nas proximidades de locais em que há maior aglomeração de pessoas aumenta o risco de localização e disseminação de entorpecentes — Aplicação do §4..., do art. 33, da Lei de Drogas, eis que pleiteada em apelação pelo membro do Parquet — Fixado o regime fechado por ser mais adequado ao delito — Impossibilidade de substituição da privativa de liberdade por restritiva de direitos — Vedação legal — Sentença reformada — Recurso Ministerial provido. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 5..., XLVI, da Constituição Federal. Alega-se o acórdão recorrido violou os princípios da individualização da pena e da motivação ao: a) fixar o redutor do art. 33, §4..., da Lei 11.343/2006 na fração mínima; b) estabelecer regime inicial fechado com base na hediondez do crime. Requer, em suma, seja reduzida a pena na fração máxima do art. 33, §4..., da Lei 11.343/2006. A Presidência da Seção de Direito Criminal do TJSP, quanto ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, julgou prejudicado o recurso e, no mais, inadmitiu-o por configurar ofensa reflexa e incidir o teor 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório ARE 1077775 AGR / SP das Súmulas 284 e 279 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Decido. Consabido, a admissibilidade dos recursos extraordinários é aferida tanto na origem quanto no destino. O agravo destinado ao Tribunal ad quem permite garantir o juízo de dupla admissibilidade dos recursos especial e extraordinário. Registre-se, contudo, que o agravo, enquanto recurso, também está sujeito à decisão de admissibilidade. Feitas essas observações, verifico que, in casu, o agravo sequer tem preenchidos os pressupostos processuais. De plano, constata-se que a negativa de seguimento do apelo extremo se baseou em mais de um fundamento. Entretanto, o agravante não impugna especificamente a incidência da Súmula 284. Sendo assim, torna-se inviável seu conhecimento, nos termos da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Não obstante seja o caso de não conhecer do agravo, verifico hipótese de constrangimento ilegal a autorizar a concessão do habeas corpus de ofício, nos termos do art. 654, § 2..., do CPP, no que se refere ao regime inicial para o cumprimento de pena. Enfatizo que, considerando a excepcionalidade de tal proceder, a ilegalidade deve ser reconhecida de plano, apta a oportunizar a atuação jurisdicional de ofício, como é a situação desses autos. Com relação ao regime inicial, o Tribunal Pleno desta Corte julgou inconstitucional a imposição ex lege (art. 2..., § 1..., da Lei 8.072/1990) de regime inicial fechado para cumprimento de pena decorrente de condenação pela prática de crimes hediondos e equiparados (HC 111.840/ES, Pleno, Rel. Min. Dias Toffoli). Sob a sistemática da repercussão geral, o Supremo Tribunal Federal reafirmou sua jurisprudência, tendo assentado que é inconstitucional a fixação do regime inicial fechado com fundamento exclusivo no art. 2..., §1..., da Lei 8.072/1990, por violar o princípio da individualização da pena (ARE 1.052.700, de minha relatoria, tema 972, julgado em 03.11.2017). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Supremo Tribunal Federal ARE 1077775 AGR / SP das Súmulas 284 e 279 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Decido. Consabido, a admissibilidade dos recursos extraordinários é aferida tanto na origem quanto no destino. O agravo destinado ao Tribunal ad quem permite garantir o juízo de dupla admissibilidade dos recursos especial e extraordinário. Registre-se, contudo, que o agravo, enquanto recurso, também está sujeito à decisão de admissibilidade. Feitas essas observações, verifico que, in casu, o agravo sequer tem preenchidos os pressupostos processuais. De plano, constata-se que a negativa de seguimento do apelo extremo se baseou em mais de um fundamento. Entretanto, o agravante não impugna especificamente a incidência da Súmula 284. Sendo assim, torna-se inviável seu conhecimento, nos termos da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Não obstante seja o caso de não conhecer do agravo, verifico hipótese de constrangimento ilegal a autorizar a concessão do habeas corpus de ofício, nos termos do art. 654, § 2..., do CPP, no que se refere ao regime inicial para o cumprimento de pena. Enfatizo que, considerando a excepcionalidade de tal proceder, a ilegalidade deve ser reconhecida de plano, apta a oportunizar a atuação jurisdicional de ofício, como é a situação desses autos. Com relação ao regime inicial, o Tribunal Pleno desta Corte julgou inconstitucional a imposição ex lege (art. 2..., § 1..., da Lei 8.072/1990) de regime inicial fechado para cumprimento de pena decorrente de condenação pela prática de crimes hediondos e equiparados (HC 111.840/ES, Pleno, Rel. Min. Dias Toffoli). Sob a sistemática da repercussão geral, o Supremo Tribunal Federal reafirmou sua jurisprudência, tendo assentado que é inconstitucional a fixação do regime inicial fechado com fundamento exclusivo no art. 2..., §1..., da Lei 8.072/1990, por violar o princípio da individualização da pena (ARE 1.052.700, de minha relatoria, tema 972, julgado em 03.11.2017). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório ARE 1077775 AGR / SP Portanto, os crimes hediondos e equiparados devem obediência aos critérios de fixação do regime inicial estabelecidos no artigo 33 do Código Penal: Art. 33 - A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. A de detenção, em regime semiaberto, ou aberto, salvo necessidade de transferência a regime fechado. (…) § 2... - As penas privativas de liberdade deverão ser executadas em forma progressiva, segundo o mérito do condenado, observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais rigoroso: a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a cumpri-la em regime fechado; b) o condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto; c) o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde o início, cumpri-la em regime aberto. § 3... - A determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. 59 deste Código. Como se vê, o regime inicial será fixado à luz da pena concreta e com observância das circunstâncias judiciais, ou seja, exige-se fundamentação idônea, autônoma e compatível com a argumentação despendida ao longo da dosimetria da pena. Nesse sentido, as Súmulas 718 e 719/Supremo Tribunal Federal: Súmula 718: A opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena aplicada Súmula 719: A imposição de regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea. Na espécie, o TJSP refez a dosimetria da pena nestes 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Supremo Tribunal Federal ARE 1077775 AGR / SP Portanto, os crimes hediondos e equiparados devem obediência aos critérios de fixação do regime inicial estabelecidos no artigo 33 do Código Penal: Art. 33 - A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. A de detenção, em regime semiaberto, ou aberto, salvo necessidade de transferência a regime fechado. (…) § 2... - As penas privativas de liberdade deverão ser executadas em forma progressiva, segundo o mérito do condenado, observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais rigoroso: a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a cumpri-la em regime fechado; b) o condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto; c) o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde o início, cumpri-la em regime aberto. § 3... - A determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. 59 deste Código. Como se vê, o regime inicial será fixado à luz da pena concreta e com observância das circunstâncias judiciais, ou seja, exige-se fundamentação idônea, autônoma e compatível com a argumentação despendida ao longo da dosimetria da pena. Nesse sentido, as Súmulas 718 e 719/Supremo Tribunal Federal: Súmula 718: A opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena aplicada Súmula 719: A imposição de regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea. Na espécie, o TJSP refez a dosimetria da pena nestes 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório ARE 1077775 AGR / SP termos (eDOC 03, fls. 118/120): ‘Na primeira fase, atento aos critérios do art. 59, do Código Penal, bem como ao art. 42, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), ausentes circunstâncias desabonadoras ao apelado fixo a pena-base em cinco anos de reclusão, mais o pagamento de quinhentos dias-multa, estabelecendo-se o valor do dia- multa no mínimo legal. Na fase intermediária, ausentes circunstâncias agravantes e, reconhecida a atenuante da menoridade relativa, em atenção a Súmula 231 do Superior Tribunal de Justiça, a pena-base deve permanecer em seu patamar mínimo. Na derradeira etapa, presentes as causas de aumento de pena previstas no art. 40, incisos III (estabelecimento de ensino, entre outros) da Lei no 11.343/06, majoro a reprimenda em 1/6 (um sexto), perfazendo o montante de 5 anos e 10 meses de reclusão, e pagamento de 583 dias- multa, no piso. Tendo em vista o apelo Ministerial pugnando a condenação, mas com a incidência da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, §4, da Lei 11.343/06, aplico a redução em comento, e reduzo a pena em 1/6 (um sexto), redimensionando-a ao patamar de 04 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, mais o pagamento de 485 dias-multa, no mínimo, o que, à míngua de demais causas modificadoras, torno-a definitiva. Consigno não haver para o réu, direito adquirido para a redução da pena no patamar máximo. Ademais, a informação de que ele era o maior distribuidor de drogas da cidade, aliado a falta de atividade lícita denotam dedicação à atividade criminosa. Entretanto, como o apelo Ministerial pugnou também pela incidência do redutor, incabível seu afastamento. Quanto ao regime inicial de cumprimento de pena, fixo o fechado. Indiscutível que, para o delito de tráfico de drogas, o regime inicial é mesmo o fechado. Todo indivíduo que 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Supremo Tribunal Federal ARE 1077775 AGR / SP termos (eDOC 03, fls. 118/120): ‘Na primeira fase, atento aos critérios do art. 59, do Código Penal, bem como ao art. 42, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), ausentes circunstâncias desabonadoras ao apelado fixo a pena-base em cinco anos de reclusão, mais o pagamento de quinhentos dias-multa, estabelecendo-se o valor do dia- multa no mínimo legal. Na fase intermediária, ausentes circunstâncias agravantes e, reconhecida a atenuante da menoridade relativa, em atenção a Súmula 231 do Superior Tribunal de Justiça, a pena-base deve permanecer em seu patamar mínimo. Na derradeira etapa, presentes as causas de aumento de pena previstas no art. 40, incisos III (estabelecimento de ensino, entre outros) da Lei no 11.343/06, majoro a reprimenda em 1/6 (um sexto), perfazendo o montante de 5 anos e 10 meses de reclusão, e pagamento de 583 dias- multa, no piso. Tendo em vista o apelo Ministerial pugnando a condenação, mas com a incidência da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, §4, da Lei 11.343/06, aplico a redução em comento, e reduzo a pena em 1/6 (um sexto), redimensionando-a ao patamar de 04 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, mais o pagamento de 485 dias-multa, no mínimo, o que, à míngua de demais causas modificadoras, torno-a definitiva. Consigno não haver para o réu, direito adquirido para a redução da pena no patamar máximo. Ademais, a informação de que ele era o maior distribuidor de drogas da cidade, aliado a falta de atividade lícita denotam dedicação à atividade criminosa. Entretanto, como o apelo Ministerial pugnou também pela incidência do redutor, incabível seu afastamento. Quanto ao regime inicial de cumprimento de pena, fixo o fechado. Indiscutível que, para o delito de tráfico de drogas, o regime inicial é mesmo o fechado. Todo indivíduo que 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Relatório ARE 1077775 AGR / SP participa de o narcotráfico revela extrema periculosidade. O crime em tela intranquiliza a população e vem crescendo, causa problemas gravíssimos ao bom convívio familiar. Essa difusão há de ser coibida pelo Estado-Juiz, o qual, ao impor regime mais rigoroso, não só retirará o malfeitor perigoso do convívio social, mas também evitará que ele continue a exercer suas atividades ilícitas, viciando pessoas e destruindo famílias. Incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Sabemos que é vedada tal substituição, nos termos do art. 44, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), vez que se trata de crime equiparado a hediondo. Nesse sentido, é a jurisprudência: […] É bem verdade que o Senado Federal editou a Resolução no 05/2012, que dispõe: [...] No entanto, a decisão pela inconstitucionalidade do art. 44, da Lei no 11.343/06, deu-se incidentes tantum pelo C. Supremo Tribunal Federal, em maioria apertada, e a Resolução foi editada com o intuito de expandir os limites subjetivos do decisum. Não obstante, apesar da suspensão por inconstitucionalidade do contido no § 4... do art. 33, tem-se que o art. 44 da mesma lei continua em pleno vigor, o qual dispõe: […] Além disso, o tratamento mais rigoroso estabelecido na Lei no 11.343/06 é incompatível com a aplicação do referido benefício.’ Como se vê, o acórdão não descreve razões adequadas a justificar a escolha de regime inicial mais gravoso que o sugerido pela Lei Penal, pois fundamentou o regime com base na hediondez do crime e ilações genéricas acerca da gravidade em abstrato do delito. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Supremo Tribunal Federal ARE 1077775 AGR / SP participa de o narcotráfico revela extrema periculosidade. O crime em tela intranquiliza a população e vem crescendo, causa problemas gravíssimos ao bom convívio familiar. Essa difusão há de ser coibida pelo Estado-Juiz, o qual, ao impor regime mais rigoroso, não só retirará o malfeitor perigoso do convívio social, mas também evitará que ele continue a exercer suas atividades ilícitas, viciando pessoas e destruindo famílias. Incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Sabemos que é vedada tal substituição, nos termos do art. 44, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), vez que se trata de crime equiparado a hediondo. Nesse sentido, é a jurisprudência: […] É bem verdade que o Senado Federal editou a Resolução no 05/2012, que dispõe: [...] No entanto, a decisão pela inconstitucionalidade do art. 44, da Lei no 11.343/06, deu-se incidentes tantum pelo C. Supremo Tribunal Federal, em maioria apertada, e a Resolução foi editada com o intuito de expandir os limites subjetivos do decisum. Não obstante, apesar da suspensão por inconstitucionalidade do contido no § 4... do art. 33, tem-se que o art. 44 da mesma lei continua em pleno vigor, o qual dispõe: […] Além disso, o tratamento mais rigoroso estabelecido na Lei no 11.343/06 é incompatível com a aplicação do referido benefício.’ Como se vê, o acórdão não descreve razões adequadas a justificar a escolha de regime inicial mais gravoso que o sugerido pela Lei Penal, pois fundamentou o regime com base na hediondez do crime e ilações genéricas acerca da gravidade em abstrato do delito. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Relatório ARE 1077775 AGR / SP No caso em tela, considerando que as circunstâncias judiciais foram valoradas de forma positiva, bem como que o réu é primário e que o quantum de pena não recomenda sanção mais gravosa, não depreendo fundamento idôneo a amparar o regime estabelecido. Nessa ótica, a violação ao direito à decisão fundamentada configura constrangimento ilegal. A fundamentação deficiente invalida a decisão e, em tal medida, autoriza o cumprimento da pena em regime inicial semiaberto, conforme o art. 33, § 2..., “b”, do Código Penal Brasileiro. No tocante à substituição da pena, apesar de o Tribunal invocar o art. 44 da Lei 11.343/2006, já declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, reconheço que o recorrente não faz jus a esse benefício, pois não preenche os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal, tendo em vista que a pena definitiva restou fixada em 04 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias de reclusão. Ante o exposto, não conheço do agravo, nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF. Contudo, nos termos do art. 654, § 2..., do CPP, concedo a ordem de habeas corpus, de ofício, para fixar o regime inicial semiaberto para cumprimento da pena imposta. Nas razões recursais, o agravante alega que a decisão recorrida não apreciou o pedido de aplicação do patamar máximo do redutor do art. 33, §4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Repisa, ainda, os argumentos do apelo extremo, apontando que o Tribunal a quo não apresentou fundamentação idônea ao optar pela menor fração do art. 33, §4..., da referida lei. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Supremo Tribunal Federal ARE 1077775 AGR / SP No caso em tela, considerando que as circunstâncias judiciais foram valoradas de forma positiva, bem como que o réu é primário e que o quantum de pena não recomenda sanção mais gravosa, não depreendo fundamento idôneo a amparar o regime estabelecido. Nessa ótica, a violação ao direito à decisão fundamentada configura constrangimento ilegal. A fundamentação deficiente invalida a decisão e, em tal medida, autoriza o cumprimento da pena em regime inicial semiaberto, conforme o art. 33, § 2..., “b”, do Código Penal Brasileiro. No tocante à substituição da pena, apesar de o Tribunal invocar o art. 44 da Lei 11.343/2006, já declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, reconheço que o recorrente não faz jus a esse benefício, pois não preenche os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal, tendo em vista que a pena definitiva restou fixada em 04 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias de reclusão. Ante o exposto, não conheço do agravo, nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF. Contudo, nos termos do art. 654, § 2..., do CPP, concedo a ordem de habeas corpus, de ofício, para fixar o regime inicial semiaberto para cumprimento da pena imposta. Nas razões recursais, o agravante alega que a decisão recorrida não apreciou o pedido de aplicação do patamar máximo do redutor do art. 33, §4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Repisa, ainda, os argumentos do apelo extremo, apontando que o Tribunal a quo não apresentou fundamentação idônea ao optar pela menor fração do art. 33, §4..., da referida lei. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 399E-9161-3251-48B0 e senha 0C99-B988-CEAE-CE9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. EDSON FACHIN 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.775 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Verifico que o agravante não se desincumbiu do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, não restando preenchido o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1..., do RISTF. No caso concreto, não conheci do recurso em virtude do óbice da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Ocorre que o agravante limitou-se a requerer a reforma do acórdão do Tribunal de origem, sem desenvolver argumentos suficientes contrários à aplicação da súmula. Nesse sentido, a pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E63A-8F5E-60DC-A144 e senha 737D-0492-9853-BF47 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.775 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Verifico que o agravante não se desincumbiu do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, não restando preenchido o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1..., do RISTF. No caso concreto, não conheci do recurso em virtude do óbice da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Ocorre que o agravante limitou-se a requerer a reforma do acórdão do Tribunal de origem, sem desenvolver argumentos suficientes contrários à aplicação da súmula. Nesse sentido, a pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E63A-8F5E-60DC-A144 e senha 737D-0492-9853-BF47 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1077775 AGR / SP infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Precedente. 3. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 880.671-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 30.06.2015, grifei). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Fundamentos não impugnados. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não provido.” (ARE 870.404-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 13.08.2015, grifei). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: ÓBICE INTRANSPONÍVEL AO PROCESSAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 desta Corte. Precedentes. II [...] III Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 869.656-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 07.08.2015). No mesmo sentido: ARE 846.469 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 27.05.2015; Recurso Extraordinário 695.605 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 22.05.2015. Ademais, no que tange à concessão de habeas corpus de ofício, conforme consignei na decisão agravada, esta Suprema Corte tem admitido tal providência tão somente em casos absolutamente aberrantes 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E63A-8F5E-60DC-A144 e senha 737D-0492-9853-BF47 Supremo Tribunal Federal ARE 1077775 AGR / SP infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Precedente. 3. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 880.671-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 30.06.2015, grifei). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Fundamentos não impugnados. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não provido.” (ARE 870.404-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 13.08.2015, grifei). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: ÓBICE INTRANSPONÍVEL AO PROCESSAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 desta Corte. Precedentes. II [...] III Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 869.656-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 07.08.2015). No mesmo sentido: ARE 846.469 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 27.05.2015; Recurso Extraordinário 695.605 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 22.05.2015. Ademais, no que tange à concessão de habeas corpus de ofício, conforme consignei na decisão agravada, esta Suprema Corte tem admitido tal providência tão somente em casos absolutamente aberrantes 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E63A-8F5E-60DC-A144 e senha 737D-0492-9853-BF47 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1077775 AGR / SP e teratológicos, a fim de evitar flagrante constrangimento ilegal. Por essa razão, reconheci, de ofício, a ilegalidade quanto ao regime inicialmente fixado, tendo em vista que fora estabelecido o regime mais gravoso que o previsto em lei com base na hediondez do crime e em ilações genéricas acerca da gravidade em abstrato do delito. Contudo, no mais, não há ilegalidade na dosimetria da pena. Ao contrário do que sustenta o agravante, o Tribunal a quo apresentou fundamento idôneo para justificar, na terceira fase, a redução da pena em 1/6 (um sexto), especialmente considerando que o réu era “o maior distribuidor de drogas da cidade” (eDOC 03, p. 118). Destarte, nesse particular, como não se trata de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, não é o caso de concessão da ordem de ofício. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E63A-8F5E-60DC-A144 e senha 737D-0492-9853-BF47 Supremo Tribunal Federal ARE 1077775 AGR / SP e teratológicos, a fim de evitar flagrante constrangimento ilegal. Por essa razão, reconheci, de ofício, a ilegalidade quanto ao regime inicialmente fixado, tendo em vista que fora estabelecido o regime mais gravoso que o previsto em lei com base na hediondez do crime e em ilações genéricas acerca da gravidade em abstrato do delito. Contudo, no mais, não há ilegalidade na dosimetria da pena. Ao contrário do que sustenta o agravante, o Tribunal a quo apresentou fundamento idôneo para justificar, na terceira fase, a redução da pena em 1/6 (um sexto), especialmente considerando que o réu era “o maior distribuidor de drogas da cidade” (eDOC 03, p. 118). Destarte, nesse particular, como não se trata de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, não é o caso de concessão da ordem de ofício. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E63A-8F5E-60DC-A144 e senha 737D-0492-9853-BF47 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 15/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.775 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : VINICIUS DE LIMA RODRIGUES ADV.(A/S) : GILBERTO ANTONIO LUIZ (13880-A/MS, 76663/SP) ADV.(A/S) : VINICIUS DINALLI VOSS (355906/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7613-76D8-1694-28F1 e senha CAB5-CB22-D6FA-FDBB Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.775 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : VINICIUS DE LIMA RODRIGUES ADV.(A/S) : GILBERTO ANTONIO LUIZ (13880-A/MS, 76663/SP) ADV.(A/S) : VINICIUS DINALLI VOSS (355906/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7613-76D8-1694-28F1 e senha CAB5-CB22-D6FA-FDBB Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 077 . 775", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 077 . 775", "RECURSO", "ARE 1077775 AGR / SP", "ARE 1077775 AGR /", "ARE 1077775", "Súmulas 284", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "HC 111 . 840 / ES", "ARE 1 . 052 . 700", "ARE 1077775 AGR / SP", "Súmulas 284 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "HC 111 . 840 / ES", "ARE 1 . 052 . 700", "ARE 1077775 AGR / SP", "Súmulas 718", "Súmulas 718 e 719 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1077775 AGR / SP", "Súmula 231 do Superior Tribunal de Justiça", "ARE 1077775 AGR / SP", "Súmula 231 do Superior Tribunal de Justiça", "ARE 1077775 AGR / SP", "ARE 1077775", "ARE 1077775 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 077 . 775", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 077 . 775", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal 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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , inciso III da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei", "§ 4 . . . , do art . 33 , da Lei de Drogas", "art . 5 . . . , XLVI , da Constituição Federal", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , inciso III da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de", "§ 4 . . . , do art . 33 , da Lei de Drogas", "art .", "art . 5 . . . , XLVI , da Constituição Federal", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 654 , § 2 . . . , do CPP", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 1990", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 654 , § 2 . . . , do CPP", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 1990", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 , do Código Penal", "art . 42 , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de Drogas", "art . 40 , incisos III", "art . 33 , § 4 , da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 , do Código Penal", "art . 42 , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de Drogas", "art . 40 , incisos III", "art . 33 , § 4 , da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de", "art . 44 , da Lei no 11 . 343 / 06", "Lei no 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de", "Resolução no 05 / 2012", "art . 44 , da Lei no 11 . 343 / 06", "Lei no 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 2 . . . , “ b ” , do Código Penal Brasileiro", "art . 44 da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 44 do Código Penal", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 654 , § 2 . . . , do CPP", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de Drogas", "art . 33 , § 4 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 2 . . . , “ b ” , do Código Penal Brasileiro", "art . 44 da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 44 do Código Penal", "art . 654 , § 2 . . . , do CPP", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de Drogas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida 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"Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "VINICIUS DE LIMA RODRIGUES", "GILBERTO ANTONIO LUIZ", "VINICIUS DINALLI VOSS", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "VINICIUS DE LIMA RODRIGUES", "GILBERTO ANTONIO LUIZ", "VINICIUS DINALLI VOSS", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "VINICIUS DE LIMA RODRIGUES", "GILBERTO ANTONIO LUIZ", "VINICIUS DINALLI VOSS", "EDSON FACHIN", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "VINICIUS DE LIMA RODRIGUES", "GILBERTO ANTONIO LUIZ", "VINICIUS DINALLI VOSS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "VINICIUS DE LIMA RODRIGUES", "GILBERTO ANTONIO LUIZ", "VINICIUS DINALLI VOSS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "15", "/", "02", "/", "2019", "8", "14 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.973 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE ADV.(A/S) :ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI ADV.(A/S) :ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARCELO LUIZ MARIANO INTDO.(A/S) :ROBERTO MARIO CLAUSI JUNIOR ADV.(A/S) :JACINTO NELSON DE MIRANDA COUTINHO ADV.(A/S) :BRUNA ARAUJO AMATUZZI BREUS ADV.(A/S) :EDUARDO SANZ DE OLIVEIRA E SILVA EMENTA DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL. VALORAÇÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte, capazes de, em tese, influenciar no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A178-506A-8E9D-AC99 e senha 0B62-CB30-0A40-EFEF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 1169973 AGR / PR resultado da demanda, fica dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. 2. O entendimento adotado na decisão agravada reproduz a jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XLVI, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, bem como do revolvimento do quadro fático delineado na origem, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 08 a 14 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A178-506A-8E9D-AC99 e senha 0B62-CB30-0A40-EFEF Supremo Tribunal Federal ARE 1169973 AGR / PR resultado da demanda, fica dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. 2. O entendimento adotado na decisão agravada reproduz a jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XLVI, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, bem como do revolvimento do quadro fático delineado na origem, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 08 a 14 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A178-506A-8E9D-AC99 e senha 0B62-CB30-0A40-EFEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.973 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE ADV.(A/S) :ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI ADV.(A/S) :ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARCELO LUIZ MARIANO INTDO.(A/S) :ROBERTO MARIO CLAUSI JUNIOR ADV.(A/S) :JACINTO NELSON DE MIRANDA COUTINHO ADV.(A/S) :BRUNA ARAUJO AMATUZZI BREUS ADV.(A/S) :EDUARDO SANZ DE OLIVEIRA E SILVA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Carlos Eduardo Caminha Garibe . A matéria debatida, em síntese, diz com valoração das circunstâncias judiciais na fundamentação da fixação da pena-base. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 5º, XLVI, e 93, IX, da Lei Maior. A 7ª Turma do Tribunal Federal da 4ª Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PROCESSO PENAL. OPERAÇÃO CURAÇÃO. CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL. LAVAGEM DE DINHEIRO. OPERAÇÕES DÓLAR CABO. INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO. AFASTAMENTO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA. EXTRATERRITORIALIDADE DA LEGISLAÇÃO PÁTRIA. DUPLA INCRIMINAÇÃO. INVIABILIDADE. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-E95E-EC8E-D88E e senha 8C41-A60C-7A41-FAD8 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.973 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE ADV.(A/S) :ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI ADV.(A/S) :ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARCELO LUIZ MARIANO INTDO.(A/S) :ROBERTO MARIO CLAUSI JUNIOR ADV.(A/S) :JACINTO NELSON DE MIRANDA COUTINHO ADV.(A/S) :BRUNA ARAUJO AMATUZZI BREUS ADV.(A/S) :EDUARDO SANZ DE OLIVEIRA E SILVA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Carlos Eduardo Caminha Garibe . A matéria debatida, em síntese, diz com valoração das circunstâncias judiciais na fundamentação da fixação da pena-base. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 5º, XLVI, e 93, IX, da Lei Maior. A 7ª Turma do Tribunal Federal da 4ª Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PROCESSO PENAL. OPERAÇÃO CURAÇÃO. CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL. LAVAGEM DE DINHEIRO. OPERAÇÕES DÓLAR CABO. INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO. AFASTAMENTO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA. EXTRATERRITORIALIDADE DA LEGISLAÇÃO PÁTRIA. DUPLA INCRIMINAÇÃO. INVIABILIDADE. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-E95E-EC8E-D88E e senha 8C41-A60C-7A41-FAD8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 1169973 AGR / PR INDEFERIMENTO DE OITIVA DE TESTEMUNHA. CERCEAMENTO. NÃO OCORRÊNCIA. OFENSA À CORRELAÇÃO E À AMPLA DEFESA. INÉPCIA DA DENÚNCIA NÃO VERIFICADA. IMPRESTABILIDADE DA PROVA. VIOLAÇÃO À RESERVA DE JURISDIÇÃO. COOPERAÇÃO JURÍDICA INTERNACIONAL. POSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO À CADEIA DE CUSTÓDIA DA PROVA NÃO DEMONSTRADA. RÉUS ABSOLVIDOS. AUSÊNCIA DE PROVAS PARA CONDENAÇÃO. TIPICIDADE. EVASÃO DE DIVISAS. MANUTENÇÃO DE DEPÓSITOS NO EXTERIOR. ART. 22, PARÁGRAFO ÚNICO, PARTE FINAL DA LEI 7.492/86. PROGRESSÃO CRIMINOSA. CRIME ÚNICO. LAVAGEM DE DINHEIRO. ORIGEM ILÍCTA NÃO COMPROVADA. ABSOLVIÇÃO. GESTÃO FRAUDULENTA. PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE. OPERAÇÃO DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SEM AUTORIZAÇÃO. DOSIMETRIA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. VALORAÇÃO NEGATIVA. PLAUSIBILIDADE. CONTINUIDADE DELITIVA. INÚMERAS OPERAÇÕES. PERCENTUAL APLICADO JUSTIFICÁVEL.VALOR MÍNIMO PARA A REPARAÇÃO DOS DANOS. AFASTAMENTO. 1. Percebe-se dos autos a existência de conexão entre as condutas imputadas aos diversos réus nesta Operação e os crimes investigados nos inquéritos policiais e ações penais instaurados em decorrência do 'Caso Banestado', o que revela correta a distribuição por prevenção para o juízo sentenciante. 2. Não há qualquer violação a princípios constitucionais, porquanto os réus tiveram amplo acesso aos autos, permitindo- se que pleiteassem o que entendiam de direito. 3. Não se trata de extraterritorialidade ou caso de dupla incriminação, pois, em se tratando de operações dólar-cabo, à margem da fiscalização, abarcando transações no exterior e, em contrapartida, transações também no Brasil, inequívoca a jurisdição brasileira. 4. O não cumprimento detalhado de obrigação processual acarretou, acertadamente, o indeferimento da oitiva de testemunha, não havendo qualquer cerceamento. 5. A inicial 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-E95E-EC8E-D88E e senha 8C41-A60C-7A41-FAD8 Supremo Tribunal Federal ARE 1169973 AGR / PR INDEFERIMENTO DE OITIVA DE TESTEMUNHA. CERCEAMENTO. NÃO OCORRÊNCIA. OFENSA À CORRELAÇÃO E À AMPLA DEFESA. INÉPCIA DA DENÚNCIA NÃO VERIFICADA. IMPRESTABILIDADE DA PROVA. VIOLAÇÃO À RESERVA DE JURISDIÇÃO. COOPERAÇÃO JURÍDICA INTERNACIONAL. POSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO À CADEIA DE CUSTÓDIA DA PROVA NÃO DEMONSTRADA. RÉUS ABSOLVIDOS. AUSÊNCIA DE PROVAS PARA CONDENAÇÃO. TIPICIDADE. EVASÃO DE DIVISAS. MANUTENÇÃO DE DEPÓSITOS NO EXTERIOR. ART. 22, PARÁGRAFO ÚNICO, PARTE FINAL DA LEI 7.492/86. PROGRESSÃO CRIMINOSA. CRIME ÚNICO. LAVAGEM DE DINHEIRO. ORIGEM ILÍCTA NÃO COMPROVADA. ABSOLVIÇÃO. GESTÃO FRAUDULENTA. PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE. OPERAÇÃO DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SEM AUTORIZAÇÃO. DOSIMETRIA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. VALORAÇÃO NEGATIVA. PLAUSIBILIDADE. CONTINUIDADE DELITIVA. INÚMERAS OPERAÇÕES. PERCENTUAL APLICADO JUSTIFICÁVEL.VALOR MÍNIMO PARA A REPARAÇÃO DOS DANOS. AFASTAMENTO. 1. Percebe-se dos autos a existência de conexão entre as condutas imputadas aos diversos réus nesta Operação e os crimes investigados nos inquéritos policiais e ações penais instaurados em decorrência do 'Caso Banestado', o que revela correta a distribuição por prevenção para o juízo sentenciante. 2. Não há qualquer violação a princípios constitucionais, porquanto os réus tiveram amplo acesso aos autos, permitindo- se que pleiteassem o que entendiam de direito. 3. Não se trata de extraterritorialidade ou caso de dupla incriminação, pois, em se tratando de operações dólar-cabo, à margem da fiscalização, abarcando transações no exterior e, em contrapartida, transações também no Brasil, inequívoca a jurisdição brasileira. 4. O não cumprimento detalhado de obrigação processual acarretou, acertadamente, o indeferimento da oitiva de testemunha, não havendo qualquer cerceamento. 5. A inicial 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-E95E-EC8E-D88E e senha 8C41-A60C-7A41-FAD8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 1169973 AGR / PR delimita perfeitamente a matéria a ser conhecida pelo Juízo, bem como a individualização do pedido, permitindo a prolação da sentença em observância ao princípio da correlação e o exercício da defesa pelos réus. 6. Não há necessidade de a denúncia descrever cada operação de evasão ou lavagem de dinheiro, sendo suficiente remeter-se aos laudos que a acompanham. Inépcia afastada. 7. A utilização da documentação fornecida pelos Países Baixos, em razão de cooperação jurídica internacional, segue as leis e as regras vigentes naquele Estado, não havendo fundamento legal para condicionar o emprego daquelas informações a uma prévia autorização judicial brasileira. 8. Ausente qualquer indício a desacreditar a cadeia de custódia da prova, oriunda de cooperação jurídica internacional, tem-se que os atos das autoridades envolvidas (holandesas ou brasileiras) gozam de presunção de legitimidade. 9. Não há elementos suficientes para se modificar a absolvição de alguns réus, firmada pelo Julgador singular. 10. As transferências dólar-cabo operam- se através das mais variadas formas, inclusive, através de balanço contábil entre os doleiros, ficando a moeda 'trafegando', apenas, em dados virtuais, tornando prescindível a efetiva demonstração de saída física da moeda. 11. Incorrendo os demais réus nas condutas descritas no art. 22 da Lei n.º 7.492/1986, parágrafo único, primeira e segunda parte, haverá progressão criminosa ante a prática sucessiva das duas condutas tipificadas no aludido parágrafo, na linha de precedentes deste Tribunal. 12. Não demonstrando a acusação a procedência das verbas evadidas, não há como lhe conferir origem ilícita, impondo-se a absolvição, quanto ao delito inserto no art. 1º, da Lei nº 9.613/98. 13. Os atos de gestão fraudulenta não configuraram condutas autônomas, mas etapas do irregular envio de dinheiro ao exterior, mantendo-se a absolvição. 14. O sofisticado esquema utilizado pelos réus, administrando câmbio e captando recursos de terceiros, sem a devida autorização do Banco Central, caracteriza a figura inserta no art. 16, da Lei nº 7.492/86. 15. A valoração negativa das 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-E95E-EC8E-D88E e senha 8C41-A60C-7A41-FAD8 Supremo Tribunal Federal ARE 1169973 AGR / PR delimita perfeitamente a matéria a ser conhecida pelo Juízo, bem como a individualização do pedido, permitindo a prolação da sentença em observância ao princípio da correlação e o exercício da defesa pelos réus. 6. Não há necessidade de a denúncia descrever cada operação de evasão ou lavagem de dinheiro, sendo suficiente remeter-se aos laudos que a acompanham. Inépcia afastada. 7. A utilização da documentação fornecida pelos Países Baixos, em razão de cooperação jurídica internacional, segue as leis e as regras vigentes naquele Estado, não havendo fundamento legal para condicionar o emprego daquelas informações a uma prévia autorização judicial brasileira. 8. Ausente qualquer indício a desacreditar a cadeia de custódia da prova, oriunda de cooperação jurídica internacional, tem-se que os atos das autoridades envolvidas (holandesas ou brasileiras) gozam de presunção de legitimidade. 9. Não há elementos suficientes para se modificar a absolvição de alguns réus, firmada pelo Julgador singular. 10. As transferências dólar-cabo operam- se através das mais variadas formas, inclusive, através de balanço contábil entre os doleiros, ficando a moeda 'trafegando', apenas, em dados virtuais, tornando prescindível a efetiva demonstração de saída física da moeda. 11. Incorrendo os demais réus nas condutas descritas no art. 22 da Lei n.º 7.492/1986, parágrafo único, primeira e segunda parte, haverá progressão criminosa ante a prática sucessiva das duas condutas tipificadas no aludido parágrafo, na linha de precedentes deste Tribunal. 12. Não demonstrando a acusação a procedência das verbas evadidas, não há como lhe conferir origem ilícita, impondo-se a absolvição, quanto ao delito inserto no art. 1º, da Lei nº 9.613/98. 13. Os atos de gestão fraudulenta não configuraram condutas autônomas, mas etapas do irregular envio de dinheiro ao exterior, mantendo-se a absolvição. 14. O sofisticado esquema utilizado pelos réus, administrando câmbio e captando recursos de terceiros, sem a devida autorização do Banco Central, caracteriza a figura inserta no art. 16, da Lei nº 7.492/86. 15. A valoração negativa das 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-E95E-EC8E-D88E e senha 8C41-A60C-7A41-FAD8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 1169973 AGR / PR circunstâncias judiciais, na hipótese, encontra-se em consonância com o entendimento desta Corte. 16. A exasperação em razão do montante evadido na primeira fase da dosimetria, não guarda qualquer Relação com o número de operações realizadas de consideradas para efeito de continuidade delitiva. 17. Os delitos em comento foram cometidos em data anterior à vigência da Lei 11.719, publicada em 23- 06-2008, que deu a atual redação ao referido inciso IV do artigo 387 do Código de Processo Penal, sendo incabível sua aplicação retroativa.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-E95E-EC8E-D88E e senha 8C41-A60C-7A41-FAD8 Supremo Tribunal Federal ARE 1169973 AGR / PR circunstâncias judiciais, na hipótese, encontra-se em consonância com o entendimento desta Corte. 16. A exasperação em razão do montante evadido na primeira fase da dosimetria, não guarda qualquer Relação com o número de operações realizadas de consideradas para efeito de continuidade delitiva. 17. Os delitos em comento foram cometidos em data anterior à vigência da Lei 11.719, publicada em 23- 06-2008, que deu a atual redação ao referido inciso IV do artigo 387 do Código de Processo Penal, sendo incabível sua aplicação retroativa.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-E95E-EC8E-D88E e senha 8C41-A60C-7A41-FAD8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.973 PARANÁ V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, XLVI, e 93, IX, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.973 PARANÁ V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, XLVI, e 93, IX, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1169973 AGR / PR “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) Verifico que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800369 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-170 DIVULG 02-09-2014 PUBLIC 03-09-2014) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Supremo Tribunal Federal ARE 1169973 AGR / PR “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) Verifico que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800369 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-170 DIVULG 02-09-2014 PUBLIC 03-09-2014) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1169973 AGR / PR "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (AI 744656 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 21/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 174 DIVULG 03-09-2012 PUBLIC 04-09-2012) Ressalto que o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: "PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A alegada ofensa aos incisos I, XXII, XXIX, XXXV, LIV e LV do art. 5º da CRFB reclama reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, impossível na via do recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. 2. Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do STF). A pretensão de revisão das razões que ensejaram a rejeição da queixa crime, principalmente no que toca à decadência, reclama revisão de fatos e provas, inviável na via estreita do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental desprovido.” (ARE 969.273-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.8.2016) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Supremo Tribunal Federal ARE 1169973 AGR / PR "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (AI 744656 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 21/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 174 DIVULG 03-09-2012 PUBLIC 04-09-2012) Ressalto que o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: "PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A alegada ofensa aos incisos I, XXII, XXIX, XXXV, LIV e LV do art. 5º da CRFB reclama reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, impossível na via do recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. 2. Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do STF). A pretensão de revisão das razões que ensejaram a rejeição da queixa crime, principalmente no que toca à decadência, reclama revisão de fatos e provas, inviável na via estreita do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental desprovido.” (ARE 969.273-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.8.2016) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1169973 AGR / PR Acresço que esta Suprema Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relativa à valoração das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal na fundamentação da fixação da pena-base pelo juízo sentenciante no AI 742.460-RG/RJ: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal. Fixação da pena-base. Fundamentação. Questão da ofensa aos princípios constitucionais da individualização da pena e da fundamentação das decisões judiciais. Inocorrência. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que verse sobre a questão da valoração das circunstâncias judiciais previstas no art. 59, do Código Penal, na fundamentação da fixação da pena-base pelo juízo sentenciante, porque se trata de matéria infraconstitucional.” (AI 742460 RG, Relator(a): Min. Cezar Peluso, DJe 25.9.2009) Assim, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1º, do RISTF). ” Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Supremo Tribunal Federal ARE 1169973 AGR / PR Acresço que esta Suprema Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relativa à valoração das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal na fundamentação da fixação da pena-base pelo juízo sentenciante no AI 742.460-RG/RJ: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal. Fixação da pena-base. Fundamentação. Questão da ofensa aos princípios constitucionais da individualização da pena e da fundamentação das decisões judiciais. Inocorrência. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que verse sobre a questão da valoração das circunstâncias judiciais previstas no art. 59, do Código Penal, na fundamentação da fixação da pena-base pelo juízo sentenciante, porque se trata de matéria infraconstitucional.” (AI 742460 RG, Relator(a): Min. Cezar Peluso, DJe 25.9.2009) Assim, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1º, do RISTF). ” Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1169973 AGR / PR “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013). A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Supremo Tribunal Federal ARE 1169973 AGR / PR “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013). A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1169973 AGR / PR recurso extraordinário. Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Destaco que esta Suprema Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relativa à valoração das circunstâncias judiciais na fundamentação da fixação da pena-base pelo juízo sentenciante no AI 742.460-RG/RJ: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal. Fixação da pena-base. Fundamentação. Questão da ofensa aos princípios constitucionais da individualização da pena e da fundamentação das decisões judiciais. Inocorrência. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que verse sobre a questão da valoração das circunstâncias judiciais previstas no art. 59, do Código Penal, na fundamentação da fixação da pena-base pelo juízo sentenciante, porque se trata de matéria infraconstitucional.” (AI 742460 RG, Relator(a): Min. Cezar Peluso, DJe 25-09-2009) Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Supremo Tribunal Federal ARE 1169973 AGR / PR recurso extraordinário. Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Destaco que esta Suprema Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relativa à valoração das circunstâncias judiciais na fundamentação da fixação da pena-base pelo juízo sentenciante no AI 742.460-RG/RJ: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal. Fixação da pena-base. Fundamentação. Questão da ofensa aos princípios constitucionais da individualização da pena e da fundamentação das decisões judiciais. Inocorrência. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que verse sobre a questão da valoração das circunstâncias judiciais previstas no art. 59, do Código Penal, na fundamentação da fixação da pena-base pelo juízo sentenciante, porque se trata de matéria infraconstitucional.” (AI 742460 RG, Relator(a): Min. Cezar Peluso, DJe 25-09-2009) Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.973 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE ADV.(A/S) :ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI ADV.(A/S) :ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARCELO LUIZ MARIANO INTDO.(A/S) :ROBERTO MARIO CLAUSI JUNIOR ADV.(A/S) :JACINTO NELSON DE MIRANDA COUTINHO ADV.(A/S) :BRUNA ARAUJO AMATUZZI BREUS ADV.(A/S) :EDUARDO SANZ DE OLIVEIRA E SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11A5-A53A-C4A5-1E06 e senha 9651-B5C8-1E61-537A Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.973 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE ADV.(A/S) :ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI ADV.(A/S) :ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARCELO LUIZ MARIANO INTDO.(A/S) :ROBERTO MARIO CLAUSI JUNIOR ADV.(A/S) :JACINTO NELSON DE MIRANDA COUTINHO ADV.(A/S) :BRUNA ARAUJO AMATUZZI BREUS ADV.(A/S) :EDUARDO SANZ DE OLIVEIRA E SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11A5-A53A-C4A5-1E06 e senha 9651-B5C8-1E61-537A Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.973 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE ADV.(A/S) : ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI (33253/DF) ADV.(A/S) : ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA (112603/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MARCELO LUIZ MARIANO INTDO.(A/S) : ROBERTO MARIO CLAUSI JUNIOR ADV.(A/S) : JACINTO NELSON DE MIRANDA COUTINHO (25946/DF, 12645/PA, 08862/PR, 394655/SP) ADV.(A/S) : BRUNA ARAUJO AMATUZZI BREUS (57632/PR) ADV.(A/S) : EDUARDO SANZ DE OLIVEIRA E SILVA (38716/PR, 104647A/RS) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6053-0491-07E7-D2EC e senha EC53-EC1E-E79E-1985 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.973 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE ADV.(A/S) : ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI (33253/DF) ADV.(A/S) : ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA (112603/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MARCELO LUIZ MARIANO INTDO.(A/S) : ROBERTO MARIO CLAUSI JUNIOR ADV.(A/S) : JACINTO NELSON DE MIRANDA COUTINHO (25946/DF, 12645/PA, 08862/PR, 394655/SP) ADV.(A/S) : BRUNA ARAUJO AMATUZZI BREUS (57632/PR) ADV.(A/S) : EDUARDO SANZ DE OLIVEIRA E SILVA (38716/PR, 104647A/RS) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6053-0491-07E7-D2EC e senha EC53-EC1E-E79E-1985 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749235410
2019-02-15T00:00:00
2019-02-26T00:00:00
A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL. VALORAÇÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte, capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, fica dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. 2. O entendimento adotado na decisão agravada reproduz a jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XLVI, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, bem como do revolvimento do quadro fático delineado na origem, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur398799
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) AI 791292 QO-RG, ARE 721783 AgR (1ªT). (VALORAÇÃO, CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL) AI 742460 RG. Número de páginas: 14. Análise: 06/03/2019, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1169973
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009 ART-00489 PAR-00001\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-007492 ANO-1986\n ART-00016 ART-00022 PAR-ÚNICO\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00489 PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1169973 AgR
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AGTE.(S) : CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE ADV.(A/S) : ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI ADV.(A/S) : ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MARCELO LUIZ MARIANO INTDO.(A/S) : ROBERTO MARIO CLAUSI JUNIOR ADV.(A/S) : JACINTO NELSON DE MIRANDA COUTINHO ADV.(A/S) : BRUNA ARAUJO AMATUZZI BREUS ADV.(A/S) : EDUARDO SANZ DE OLIVEIRA E SILVA
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Ementa e Acórdão 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.973 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE ADV.(A/S) :ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI ADV.(A/S) :ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARCELO LUIZ MARIANO INTDO.(A/S) :ROBERTO MARIO CLAUSI JUNIOR ADV.(A/S) :JACINTO NELSON DE MIRANDA COUTINHO ADV.(A/S) :BRUNA ARAUJO AMATUZZI BREUS ADV.(A/S) :EDUARDO SANZ DE OLIVEIRA E SILVA EMENTA DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL. VALORAÇÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte, capazes de, em tese, influenciar no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A178-506A-8E9D-AC99 e senha 0B62-CB30-0A40-EFEF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 1169973 AGR / PR resultado da demanda, fica dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. 2. O entendimento adotado na decisão agravada reproduz a jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XLVI, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, bem como do revolvimento do quadro fático delineado na origem, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 08 a 14 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A178-506A-8E9D-AC99 e senha 0B62-CB30-0A40-EFEF Supremo Tribunal Federal ARE 1169973 AGR / PR resultado da demanda, fica dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. 2. O entendimento adotado na decisão agravada reproduz a jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XLVI, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, bem como do revolvimento do quadro fático delineado na origem, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 08 a 14 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A178-506A-8E9D-AC99 e senha 0B62-CB30-0A40-EFEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.973 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE ADV.(A/S) :ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI ADV.(A/S) :ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARCELO LUIZ MARIANO INTDO.(A/S) :ROBERTO MARIO CLAUSI JUNIOR ADV.(A/S) :JACINTO NELSON DE MIRANDA COUTINHO ADV.(A/S) :BRUNA ARAUJO AMATUZZI BREUS ADV.(A/S) :EDUARDO SANZ DE OLIVEIRA E SILVA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Carlos Eduardo Caminha Garibe . A matéria debatida, em síntese, diz com valoração das circunstâncias judiciais na fundamentação da fixação da pena-base. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 5..., XLVI, e 93, IX, da Lei Maior. A 7... Turma do Tribunal Federal da 4... Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PROCESSO PENAL. OPERAÇÃO CURAÇÃO. CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL. LAVAGEM DE DINHEIRO. OPERAÇÕES DÓLAR CABO. INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO. AFASTAMENTO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA. EXTRATERRITORIALIDADE DA LEGISLAÇÃO PÁTRIA. DUPLA INCRIMINAÇÃO. INVIABILIDADE. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-E95E-EC8E-D88E e senha 8C41-A60C-7A41-FAD8 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.973 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE ADV.(A/S) :ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI ADV.(A/S) :ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARCELO LUIZ MARIANO INTDO.(A/S) :ROBERTO MARIO CLAUSI JUNIOR ADV.(A/S) :JACINTO NELSON DE MIRANDA COUTINHO ADV.(A/S) :BRUNA ARAUJO AMATUZZI BREUS ADV.(A/S) :EDUARDO SANZ DE OLIVEIRA E SILVA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Carlos Eduardo Caminha Garibe . A matéria debatida, em síntese, diz com valoração das circunstâncias judiciais na fundamentação da fixação da pena-base. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 5..., XLVI, e 93, IX, da Lei Maior. A 7... Turma do Tribunal Federal da 4... Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PROCESSO PENAL. OPERAÇÃO CURAÇÃO. CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL. LAVAGEM DE DINHEIRO. OPERAÇÕES DÓLAR CABO. INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO. AFASTAMENTO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA. EXTRATERRITORIALIDADE DA LEGISLAÇÃO PÁTRIA. DUPLA INCRIMINAÇÃO. INVIABILIDADE. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-E95E-EC8E-D88E e senha 8C41-A60C-7A41-FAD8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 1169973 AGR / PR INDEFERIMENTO DE OITIVA DE TESTEMUNHA. CERCEAMENTO. NÃO OCORRÊNCIA. OFENSA À CORRELAÇÃO E À AMPLA DEFESA. INÉPCIA DA DENÚNCIA NÃO VERIFICADA. IMPRESTABILIDADE DA PROVA. VIOLAÇÃO À RESERVA DE JURISDIÇÃO. COOPERAÇÃO JURÍDICA INTERNACIONAL. POSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO À CADEIA DE CUSTÓDIA DA PROVA NÃO DEMONSTRADA. RÉUS ABSOLVIDOS. AUSÊNCIA DE PROVAS PARA CONDENAÇÃO. TIPICIDADE. EVASÃO DE DIVISAS. MANUTENÇÃO DE DEPÓSITOS NO EXTERIOR. ART. 22, PARÁGRAFO ÚNICO, PARTE FINAL DA LEI 7.492/86. PROGRESSÃO CRIMINOSA. CRIME ÚNICO. LAVAGEM DE DINHEIRO. ORIGEM ILÍCTA NÃO COMPROVADA. ABSOLVIÇÃO. GESTÃO FRAUDULENTA. PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE. OPERAÇÃO DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SEM AUTORIZAÇÃO. DOSIMETRIA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. VALORAÇÃO NEGATIVA. PLAUSIBILIDADE. CONTINUIDADE DELITIVA. INÚMERAS OPERAÇÕES. PERCENTUAL APLICADO JUSTIFICÁVEL.VALOR MÍNIMO PARA A REPARAÇÃO DOS DANOS. AFASTAMENTO. 1. Percebe-se dos autos a existência de conexão entre as condutas imputadas aos diversos réus nesta Operação e os crimes investigados nos inquéritos policiais e ações penais instaurados em decorrência do 'Caso Banestado', o que revela correta a distribuição por prevenção para o juízo sentenciante. 2. Não há qualquer violação a princípios constitucionais, porquanto os réus tiveram amplo acesso aos autos, permitindo- se que pleiteassem o que entendiam de direito. 3. Não se trata de extraterritorialidade ou caso de dupla incriminação, pois, em se tratando de operações dólar-cabo, à margem da fiscalização, abarcando transações no exterior e, em contrapartida, transações também no Brasil, inequívoca a jurisdição brasileira. 4. O não cumprimento detalhado de obrigação processual acarretou, acertadamente, o indeferimento da oitiva de testemunha, não havendo qualquer cerceamento. 5. A inicial 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-E95E-EC8E-D88E e senha 8C41-A60C-7A41-FAD8 Supremo Tribunal Federal ARE 1169973 AGR / PR INDEFERIMENTO DE OITIVA DE TESTEMUNHA. CERCEAMENTO. NÃO OCORRÊNCIA. OFENSA À CORRELAÇÃO E À AMPLA DEFESA. INÉPCIA DA DENÚNCIA NÃO VERIFICADA. IMPRESTABILIDADE DA PROVA. VIOLAÇÃO À RESERVA DE JURISDIÇÃO. COOPERAÇÃO JURÍDICA INTERNACIONAL. POSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO À CADEIA DE CUSTÓDIA DA PROVA NÃO DEMONSTRADA. RÉUS ABSOLVIDOS. AUSÊNCIA DE PROVAS PARA CONDENAÇÃO. TIPICIDADE. EVASÃO DE DIVISAS. MANUTENÇÃO DE DEPÓSITOS NO EXTERIOR. ART. 22, PARÁGRAFO ÚNICO, PARTE FINAL DA LEI 7.492/86. PROGRESSÃO CRIMINOSA. CRIME ÚNICO. LAVAGEM DE DINHEIRO. ORIGEM ILÍCTA NÃO COMPROVADA. ABSOLVIÇÃO. GESTÃO FRAUDULENTA. PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE. OPERAÇÃO DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SEM AUTORIZAÇÃO. DOSIMETRIA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. VALORAÇÃO NEGATIVA. PLAUSIBILIDADE. CONTINUIDADE DELITIVA. INÚMERAS OPERAÇÕES. PERCENTUAL APLICADO JUSTIFICÁVEL.VALOR MÍNIMO PARA A REPARAÇÃO DOS DANOS. AFASTAMENTO. 1. Percebe-se dos autos a existência de conexão entre as condutas imputadas aos diversos réus nesta Operação e os crimes investigados nos inquéritos policiais e ações penais instaurados em decorrência do 'Caso Banestado', o que revela correta a distribuição por prevenção para o juízo sentenciante. 2. Não há qualquer violação a princípios constitucionais, porquanto os réus tiveram amplo acesso aos autos, permitindo- se que pleiteassem o que entendiam de direito. 3. Não se trata de extraterritorialidade ou caso de dupla incriminação, pois, em se tratando de operações dólar-cabo, à margem da fiscalização, abarcando transações no exterior e, em contrapartida, transações também no Brasil, inequívoca a jurisdição brasileira. 4. O não cumprimento detalhado de obrigação processual acarretou, acertadamente, o indeferimento da oitiva de testemunha, não havendo qualquer cerceamento. 5. A inicial 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-E95E-EC8E-D88E e senha 8C41-A60C-7A41-FAD8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 1169973 AGR / PR delimita perfeitamente a matéria a ser conhecida pelo Juízo, bem como a individualização do pedido, permitindo a prolação da sentença em observância ao princípio da correlação e o exercício da defesa pelos réus. 6. Não há necessidade de a denúncia descrever cada operação de evasão ou lavagem de dinheiro, sendo suficiente remeter-se aos laudos que a acompanham. Inépcia afastada. 7. A utilização da documentação fornecida pelos Países Baixos, em razão de cooperação jurídica internacional, segue as leis e as regras vigentes naquele Estado, não havendo fundamento legal para condicionar o emprego daquelas informações a uma prévia autorização judicial brasileira. 8. Ausente qualquer indício a desacreditar a cadeia de custódia da prova, oriunda de cooperação jurídica internacional, tem-se que os atos das autoridades envolvidas (holandesas ou brasileiras) gozam de presunção de legitimidade. 9. Não há elementos suficientes para se modificar a absolvição de alguns réus, firmada pelo Julgador singular. 10. As transferências dólar-cabo operam- se através das mais variadas formas, inclusive, através de balanço contábil entre os doleiros, ficando a moeda 'trafegando', apenas, em dados virtuais, tornando prescindível a efetiva demonstração de saída física da moeda. 11. Incorrendo os demais réus nas condutas descritas no art. 22 da Lei n. 7.492/1986, parágrafo único, primeira e segunda parte, haverá progressão criminosa ante a prática sucessiva das duas condutas tipificadas no aludido parágrafo, na linha de precedentes deste Tribunal. 12. Não demonstrando a acusação a procedência das verbas evadidas, não há como lhe conferir origem ilícita, impondo-se a absolvição, quanto ao delito inserto no art. 1..., da Lei n 9.613/98. 13. Os atos de gestão fraudulenta não configuraram condutas autônomas, mas etapas do irregular envio de dinheiro ao exterior, mantendo-se a absolvição. 14. O sofisticado esquema utilizado pelos réus, administrando câmbio e captando recursos de terceiros, sem a devida autorização do Banco Central, caracteriza a figura inserta no art. 16, da Lei n 7.492/86. 15. A valoração negativa das 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-E95E-EC8E-D88E e senha 8C41-A60C-7A41-FAD8 Supremo Tribunal Federal ARE 1169973 AGR / PR delimita perfeitamente a matéria a ser conhecida pelo Juízo, bem como a individualização do pedido, permitindo a prolação da sentença em observância ao princípio da correlação e o exercício da defesa pelos réus. 6. Não há necessidade de a denúncia descrever cada operação de evasão ou lavagem de dinheiro, sendo suficiente remeter-se aos laudos que a acompanham. Inépcia afastada. 7. A utilização da documentação fornecida pelos Países Baixos, em razão de cooperação jurídica internacional, segue as leis e as regras vigentes naquele Estado, não havendo fundamento legal para condicionar o emprego daquelas informações a uma prévia autorização judicial brasileira. 8. Ausente qualquer indício a desacreditar a cadeia de custódia da prova, oriunda de cooperação jurídica internacional, tem-se que os atos das autoridades envolvidas (holandesas ou brasileiras) gozam de presunção de legitimidade. 9. Não há elementos suficientes para se modificar a absolvição de alguns réus, firmada pelo Julgador singular. 10. As transferências dólar-cabo operam- se através das mais variadas formas, inclusive, através de balanço contábil entre os doleiros, ficando a moeda 'trafegando', apenas, em dados virtuais, tornando prescindível a efetiva demonstração de saída física da moeda. 11. Incorrendo os demais réus nas condutas descritas no art. 22 da Lei n. 7.492/1986, parágrafo único, primeira e segunda parte, haverá progressão criminosa ante a prática sucessiva das duas condutas tipificadas no aludido parágrafo, na linha de precedentes deste Tribunal. 12. Não demonstrando a acusação a procedência das verbas evadidas, não há como lhe conferir origem ilícita, impondo-se a absolvição, quanto ao delito inserto no art. 1..., da Lei n 9.613/98. 13. Os atos de gestão fraudulenta não configuraram condutas autônomas, mas etapas do irregular envio de dinheiro ao exterior, mantendo-se a absolvição. 14. O sofisticado esquema utilizado pelos réus, administrando câmbio e captando recursos de terceiros, sem a devida autorização do Banco Central, caracteriza a figura inserta no art. 16, da Lei n 7.492/86. 15. A valoração negativa das 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-E95E-EC8E-D88E e senha 8C41-A60C-7A41-FAD8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 1169973 AGR / PR circunstâncias judiciais, na hipótese, encontra-se em consonância com o entendimento desta Corte. 16. A exasperação em razão do montante evadido na primeira fase da dosimetria, não guarda qualquer Relação com o número de operações realizadas de consideradas para efeito de continuidade delitiva. 17. Os delitos em comento foram cometidos em data anterior à vigência da Lei 11.719, publicada em 23- 06-2008, que deu a atual redação ao referido inciso IV do artigo 387 do Código de Processo Penal, sendo incabível sua aplicação retroativa.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-E95E-EC8E-D88E e senha 8C41-A60C-7A41-FAD8 Supremo Tribunal Federal ARE 1169973 AGR / PR circunstâncias judiciais, na hipótese, encontra-se em consonância com o entendimento desta Corte. 16. A exasperação em razão do montante evadido na primeira fase da dosimetria, não guarda qualquer Relação com o número de operações realizadas de consideradas para efeito de continuidade delitiva. 17. Os delitos em comento foram cometidos em data anterior à vigência da Lei 11.719, publicada em 23- 06-2008, que deu a atual redação ao referido inciso IV do artigo 387 do Código de Processo Penal, sendo incabível sua aplicação retroativa.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-E95E-EC8E-D88E e senha 8C41-A60C-7A41-FAD8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.973 PARANÁ V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XLVI, e 93, IX, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.973 PARANÁ V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XLVI, e 93, IX, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1169973 AGR / PR “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) Verifico que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800369 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-170 DIVULG 02-09-2014 PUBLIC 03-09-2014) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Supremo Tribunal Federal ARE 1169973 AGR / PR “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) Verifico que a análise efetuada pelo Tribunal a quo enfrentou o conjunto probatório para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. O recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 800369 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-170 DIVULG 02-09-2014 PUBLIC 03-09-2014) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1169973 AGR / PR "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (AI 744656 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 21/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 174 DIVULG 03-09-2012 PUBLIC 04-09-2012) Ressalto que o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: "PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A alegada ofensa aos incisos I, XXII, XXIX, XXXV, LIV e LV do art. 5... da CRFB reclama reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, impossível na via do recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. 2. Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal). A pretensão de revisão das razões que ensejaram a rejeição da queixa crime, principalmente no que toca à decadência, reclama revisão de fatos e provas, inviável na via estreita do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental desprovido.” (ARE 969.273-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.8.2016) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Supremo Tribunal Federal ARE 1169973 AGR / PR "RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.” (AI 744656 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 21/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 174 DIVULG 03-09-2012 PUBLIC 04-09-2012) Ressalto que o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: "PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A alegada ofensa aos incisos I, XXII, XXIX, XXXV, LIV e LV do art. 5... da CRFB reclama reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, impossível na via do recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. 2. Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal). A pretensão de revisão das razões que ensejaram a rejeição da queixa crime, principalmente no que toca à decadência, reclama revisão de fatos e provas, inviável na via estreita do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental desprovido.” (ARE 969.273-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.8.2016) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1169973 AGR / PR Acresço que esta Suprema Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relativa à valoração das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal na fundamentação da fixação da pena-base pelo juízo sentenciante no AI 742.460-RG/RJ: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal. Fixação da pena-base. Fundamentação. Questão da ofensa aos princípios constitucionais da individualização da pena e da fundamentação das decisões judiciais. Inocorrência. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que verse sobre a questão da valoração das circunstâncias judiciais previstas no art. 59, do Código Penal, na fundamentação da fixação da pena-base pelo juízo sentenciante, porque se trata de matéria infraconstitucional.” (AI 742460 RG, Relator(a): Min. Cezar Peluso, DJe 25.9.2009) Assim, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF). ” Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Supremo Tribunal Federal ARE 1169973 AGR / PR Acresço que esta Suprema Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relativa à valoração das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal na fundamentação da fixação da pena-base pelo juízo sentenciante no AI 742.460-RG/RJ: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal. Fixação da pena-base. Fundamentação. Questão da ofensa aos princípios constitucionais da individualização da pena e da fundamentação das decisões judiciais. Inocorrência. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que verse sobre a questão da valoração das circunstâncias judiciais previstas no art. 59, do Código Penal, na fundamentação da fixação da pena-base pelo juízo sentenciante, porque se trata de matéria infraconstitucional.” (AI 742460 RG, Relator(a): Min. Cezar Peluso, DJe 25.9.2009) Assim, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF). ” Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1169973 AGR / PR “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013). A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Supremo Tribunal Federal ARE 1169973 AGR / PR “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013). A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1169973 AGR / PR recurso extraordinário. Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Destaco que esta Suprema Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relativa à valoração das circunstâncias judiciais na fundamentação da fixação da pena-base pelo juízo sentenciante no AI 742.460-RG/RJ: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal. Fixação da pena-base. Fundamentação. Questão da ofensa aos princípios constitucionais da individualização da pena e da fundamentação das decisões judiciais. Inocorrência. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que verse sobre a questão da valoração das circunstâncias judiciais previstas no art. 59, do Código Penal, na fundamentação da fixação da pena-base pelo juízo sentenciante, porque se trata de matéria infraconstitucional.” (AI 742460 RG, Relator(a): Min. Cezar Peluso, DJe 25-09-2009) Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Supremo Tribunal Federal ARE 1169973 AGR / PR recurso extraordinário. Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Destaco que esta Suprema Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relativa à valoração das circunstâncias judiciais na fundamentação da fixação da pena-base pelo juízo sentenciante no AI 742.460-RG/RJ: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal. Fixação da pena-base. Fundamentação. Questão da ofensa aos princípios constitucionais da individualização da pena e da fundamentação das decisões judiciais. Inocorrência. Matéria infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. Agravo de instrumento não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que verse sobre a questão da valoração das circunstâncias judiciais previstas no art. 59, do Código Penal, na fundamentação da fixação da pena-base pelo juízo sentenciante, porque se trata de matéria infraconstitucional.” (AI 742460 RG, Relator(a): Min. Cezar Peluso, DJe 25-09-2009) Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBE8-11D6-3877-8273 e senha 7343-058F-223A-7111 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.973 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE ADV.(A/S) :ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI ADV.(A/S) :ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARCELO LUIZ MARIANO INTDO.(A/S) :ROBERTO MARIO CLAUSI JUNIOR ADV.(A/S) :JACINTO NELSON DE MIRANDA COUTINHO ADV.(A/S) :BRUNA ARAUJO AMATUZZI BREUS ADV.(A/S) :EDUARDO SANZ DE OLIVEIRA E SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11A5-A53A-C4A5-1E06 e senha 9651-B5C8-1E61-537A Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.973 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE ADV.(A/S) :ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI ADV.(A/S) :ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARCELO LUIZ MARIANO INTDO.(A/S) :ROBERTO MARIO CLAUSI JUNIOR ADV.(A/S) :JACINTO NELSON DE MIRANDA COUTINHO ADV.(A/S) :BRUNA ARAUJO AMATUZZI BREUS ADV.(A/S) :EDUARDO SANZ DE OLIVEIRA E SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11A5-A53A-C4A5-1E06 e senha 9651-B5C8-1E61-537A Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.973 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE ADV.(A/S) : ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI (33253/DF) ADV.(A/S) : ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA (112603/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MARCELO LUIZ MARIANO INTDO.(A/S) : ROBERTO MARIO CLAUSI JUNIOR ADV.(A/S) : JACINTO NELSON DE MIRANDA COUTINHO (25946/DF, 12645/PA, 08862/PR, 394655/SP) ADV.(A/S) : BRUNA ARAUJO AMATUZZI BREUS (57632/PR) ADV.(A/S) : EDUARDO SANZ DE OLIVEIRA E SILVA (38716/PR, 104647A/RS) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6053-0491-07E7-D2EC e senha EC53-EC1E-E79E-1985 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.973 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE ADV.(A/S) : ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI (33253/DF) ADV.(A/S) : ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA (112603/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MARCELO LUIZ MARIANO INTDO.(A/S) : ROBERTO MARIO CLAUSI JUNIOR ADV.(A/S) : JACINTO NELSON DE MIRANDA COUTINHO (25946/DF, 12645/PA, 08862/PR, 394655/SP) ADV.(A/S) : BRUNA ARAUJO AMATUZZI BREUS (57632/PR) ADV.(A/S) : EDUARDO SANZ DE OLIVEIRA E SILVA (38716/PR, 104647A/RS) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6053-0491-07E7-D2EC e senha EC53-EC1E-E79E-1985 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 169 . 973", "ARE 1169973 AGR / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 169 . 973", "ARE 1169973 AGR / PR", "ARE 1169973 AGR / PR", "ARE 1169973 AGR / PR", "ARE 1169973", "ARE 1169973 AGR / PR", "ARE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 169 . 973", "RECURSO", "AGRAVO 1 . 169 . 973", "ARE 1169973", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 800369 AgR", "ARE 1169973 AGR / PR", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 800369 AgR", "AI 744656 AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 969 . 273 - AgR", "ARE 1169973 AGR / PR", "AI 744656 AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 969 . 273 - AgR", "AI 742 . 460 - RG / RJ", "AI 742460 RG", "ARE 1169973 AGR / PR", "AI 742 . 460 - 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2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . .", "incisos XXXV e LX do art . 5 . . .", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "incisos I , XXII , XXIX , XXXV , LIV e LV do art . 5 . . . da CRFB", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "incisos I , XXII , XXIX , XXXV , LIV e LV do art . 5 . . . da CRFB", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "art . 59 do Código Penal", "art . 59 , do Código Penal", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma do Tribunal Federal da 4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "7", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Banco Central", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Banco Central", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Plenário Virtual", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE", "ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI", "ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA", "MARCELO LUIZ MARIANO", "ROBERTO MARIO CLAUSI JUNIOR", "JACINTO NELSON DE MIRANDA COUTINHO", "BRUNA ARAUJO AMATUZZI BREUS", "EDUARDO SANZ DE OLIVEIRA E SILVA", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE", "ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI", "ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA", "MARCELO LUIZ MARIANO", "ROBERTO MARIO CLAUSI JUNIOR", "JACINTO NELSON DE 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MARIO CLAUSI JUNIOR", "JACINTO NELSON DE MIRANDA COUTINHO", "BRUNA ARAUJO AMATUZZI BREUS", "EDUARDO SANZ DE OLIVEIRA E SILVA", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE", "ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI", "ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA", "MARCELO LUIZ MARIANO", "ROBERTO MARIO CLAUSI JUNIOR", "JACINTO NELSON DE MIRANDA COUTINHO", "BRUNA ARAUJO AMATUZZI BREUS", "EDUARDO SANZ DE OLIVEIRA E SILVA", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE", "ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI", "ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA", "MARCELO LUIZ MARIANO", "ROBERTO MARIO CLAUSI JUNIOR", "JACINTO NELSON DE MIRANDA COUTINHO", "BRUNA ARAUJO AMATUZZI BREUS", "EDUARDO SANZ DE OLIVEIRA E SILVA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROSA WEBER", "CARLOS EDUARDO CAMINHA GARIBE", "ALEXANDRE LUIZ AMORIM FALASCHI", "ERIC CWAJGENBAUM DE SANTIS SILVA", "MARCELO LUIZ MARIANO", "ROBERTO 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Ementa e Acórdão 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.044 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :EDUARDO COSENTINO DA CUNHA ADV.(A/S) :DELIO FORTES LINS E SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CAUTELAR. COMPARTILHAMENTO DE PROVAS PARA PROCEDIMENTOS DIVERSOS. ADMISSIBILIDADE. ENTENDIMENTO CONSOLIDADO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO MONOCRÁTICO. JUÍZO DE PERTINÊNCIA OBJETIVA A SER REALIZADO PELAS AUTORIDADES JUDICIÁRIAS DESTINATÁRIAS. INSURGÊNCIA DESPROVIDA. 1. Nos termos do art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, pode o relator negar seguimento a recurso manifestamente improcedente ou contrário à jurisprudência dominante do Tribunal. 2. O compartilhamento de provas produzidas em ações cautelares para outros procedimentos apuratórios, inclusive de natureza administrativa, é admitido pela jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. A prova compartilhada, assim como qualquer outra produzida em procedimentos jurisdicionais, deverá ser integrada ao processo destinatário, submetida ao contraditório e, ao final, valorada por parte da autoridade judicial competente à prolação da decisão de mérito na lide sub judice, razão pela qual a prévia autorização para a sua utilização em procedimento diverso não exige exame aprofundado do seu conteúdo. 4. A produção probatória é atividade de nítido interesse público, pois destinada à reprodução mais fiel possível dos fatos controvertidos, tanto em processos de natureza jurisdicional como administrativa. Assim, eventual indeferimento da pretensão de compartilhamento deve ser Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A97A-D3EE-87D0-C7F0 e senha D8D5-9FFF-F8D3-3C43 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 4698 Ementa e Acórdão AC 4044 AGR-AGR / DF lastreado em valores que justifiquem a restrição ao acesso aos elementos de prova já produzidos, o que não se verifica na hipótese em análise. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 8 a 14 de fevereiro de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A97A-D3EE-87D0-C7F0 e senha D8D5-9FFF-F8D3-3C43 Supremo Tribunal Federal AC 4044 AGR-AGR / DF lastreado em valores que justifiquem a restrição ao acesso aos elementos de prova já produzidos, o que não se verifica na hipótese em análise. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 8 a 14 de fevereiro de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A97A-D3EE-87D0-C7F0 e senha D8D5-9FFF-F8D3-3C43 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 4699 Relatório 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.044 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :EDUARDO COSENTINO DA CUNHA ADV.(A/S) :DELIO FORTES LINS E SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Eduardo Cosentino da Cunha contra a decisão de fls. 4.622-4.626, por meio da qual, com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, neguei seguimento a anterior insurgência da mesma natureza aviada em face de autorização para o compartilhamento, a pedido da Procuradoria-Geral da República, dos elementos de prova produzidos nesta Ação Cautelar com procedimentos em curso perante diversos juízos. Sustenta o agravante, em síntese, que a providência ora combatida, diferente do assentado na decisão agravada, acarretar flagrante prejuízo à sua defesa, diante da possibilidade de multiplicação de feitos em seu desfavor, assentando ser inviável o compartilhamento indiscriminado das informações aqui obtidas, as quais foram juntadas em 3 (três) ações penais distintas (Ação Penal n. 5053013-30.2017.4.04.7000 - 13ª Vara Federal da Seção Judiciária do Paraná; Ação Penal n. 60203- 83.2016.01.3400 - 10ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal; e Ação Penal n. 0805556-95.2017.4.05.8400 - 14ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Norte), nada obstante a afirmada impertinência com os respectivos objetos de apuração. Defende, ainda, que (i) as diligências executadas nestes autos, em cumprimento a decisão proferida pelo saudoso Min. Teori Zavascki, não possuem conexão com todos os processos e procedimentos contra si deflagrados; (ii) o compartilhamento deferido, em tais moldes, impõe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3C3-1B16-D3CE-3220 e senha 34A0-BEEC-9CD5-C83B Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.044 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :EDUARDO COSENTINO DA CUNHA ADV.(A/S) :DELIO FORTES LINS E SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Eduardo Cosentino da Cunha contra a decisão de fls. 4.622-4.626, por meio da qual, com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, neguei seguimento a anterior insurgência da mesma natureza aviada em face de autorização para o compartilhamento, a pedido da Procuradoria-Geral da República, dos elementos de prova produzidos nesta Ação Cautelar com procedimentos em curso perante diversos juízos. Sustenta o agravante, em síntese, que a providência ora combatida, diferente do assentado na decisão agravada, acarretar flagrante prejuízo à sua defesa, diante da possibilidade de multiplicação de feitos em seu desfavor, assentando ser inviável o compartilhamento indiscriminado das informações aqui obtidas, as quais foram juntadas em 3 (três) ações penais distintas (Ação Penal n. 5053013-30.2017.4.04.7000 - 13ª Vara Federal da Seção Judiciária do Paraná; Ação Penal n. 60203- 83.2016.01.3400 - 10ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal; e Ação Penal n. 0805556-95.2017.4.05.8400 - 14ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Norte), nada obstante a afirmada impertinência com os respectivos objetos de apuração. Defende, ainda, que (i) as diligências executadas nestes autos, em cumprimento a decisão proferida pelo saudoso Min. Teori Zavascki, não possuem conexão com todos os processos e procedimentos contra si deflagrados; (ii) o compartilhamento deferido, em tais moldes, impõe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3C3-1B16-D3CE-3220 e senha 34A0-BEEC-9CD5-C83B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 4700 Relatório AC 4044 AGR-AGR / DF ônus excessivo à defesa técnica, pois lhe incumbirá refutar dados e fundamentos que não interessam às respectivas causas nas quais for encartado o material; (iii) a inserção de elementos informativos dissociados dos processos destinatários pode macular a imparcialidade dos respectivos Juízos; (iv) os limites legais à produção probatória pelas partes, preceituados no art. 400, § 1º, do Código de Processo Penal, foram desrespeitados, pois se extrai da inteligência do dispositivo que “incumbe somente ao magistrado o controle da pertinência das provas produzidas” (fl. 4.639); (v) os foros processantes dos feitos a que o agravante responde decidirão “com base num conhecimento débil sobre o que fora apurado no bojo da Ação Cautelar n. 4044” (fl. 4.639); e (vi) as peças compartilhadas poderão culminar em duplicidade de investigações simultâneas pelos mesmos fatos, violando o princípio do ne bis in idem. Requer a reconsideração da decisão agravada ou a submissão da insurgência à deliberação do Órgão Colegiado, pugnando pelo provimento do agravo regimental para que “seja indeferido o compartilhamento de provas ante o caráter genérico do pedido formulado pelo douto Ministério Público Federal” (fl. 4.641). Em contrarrazões acostadas às fls. 4.648-4.652, a Procuradoria-Geral da República requer a manutenção da decisão agravada, asseverando que “além de carecer de pressuposto recursal por faltar interesse ao agravante em razão da ausência de prejuízo decorrente da decisão agravada, o recurso interposto é manifestamente inadmissível e contrário à jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, que autoriza o compartilhamento de provas em casos análogos ao presente” (fls. 4.650-4.651). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3C3-1B16-D3CE-3220 e senha 34A0-BEEC-9CD5-C83B Supremo Tribunal Federal AC 4044 AGR-AGR / DF ônus excessivo à defesa técnica, pois lhe incumbirá refutar dados e fundamentos que não interessam às respectivas causas nas quais for encartado o material; (iii) a inserção de elementos informativos dissociados dos processos destinatários pode macular a imparcialidade dos respectivos Juízos; (iv) os limites legais à produção probatória pelas partes, preceituados no art. 400, § 1º, do Código de Processo Penal, foram desrespeitados, pois se extrai da inteligência do dispositivo que “incumbe somente ao magistrado o controle da pertinência das provas produzidas” (fl. 4.639); (v) os foros processantes dos feitos a que o agravante responde decidirão “com base num conhecimento débil sobre o que fora apurado no bojo da Ação Cautelar n. 4044” (fl. 4.639); e (vi) as peças compartilhadas poderão culminar em duplicidade de investigações simultâneas pelos mesmos fatos, violando o princípio do ne bis in idem. Requer a reconsideração da decisão agravada ou a submissão da insurgência à deliberação do Órgão Colegiado, pugnando pelo provimento do agravo regimental para que “seja indeferido o compartilhamento de provas ante o caráter genérico do pedido formulado pelo douto Ministério Público Federal” (fl. 4.641). Em contrarrazões acostadas às fls. 4.648-4.652, a Procuradoria-Geral da República requer a manutenção da decisão agravada, asseverando que “além de carecer de pressuposto recursal por faltar interesse ao agravante em razão da ausência de prejuízo decorrente da decisão agravada, o recurso interposto é manifestamente inadmissível e contrário à jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, que autoriza o compartilhamento de provas em casos análogos ao presente” (fls. 4.650-4.651). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3C3-1B16-D3CE-3220 e senha 34A0-BEEC-9CD5-C83B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 4701 Voto - MIN. EDSON FACHIN 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.044 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Principio consignando que o julgamento monocrático pelo relator de recurso manifestamente improcedente ou contrário à jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal é expressamente autorizado pelo art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, não havendo falar, portanto, em ofensa ao devido processo legal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO DO RECURSO EM HABEAS CORPUS POR MEIO DE DECISÃO MONOCRÁTICA. AUTORIZAÇÃO DO ART. 38 DA LEI 8.038/1990 E DO ART. 21, § 1º, DO RISTF. IMPUGNAÇÃO DE DECISÃO DO STJ QUE NÃO CONHECEU DO PEDIDO. MERA REITERAÇÃO DE PLEITO JÁ JULGADO POR AQUELA CORTE SUPERIOR. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Não há falar em ofensa do princípio da colegialidade, já que a viabilidade do julgamento por decisão monocrática do relator se legitima quando se tratar de pedido ou recurso manifestamente incabível ou improcedente ou, ainda, que contrariar, nas questões predominantemente de direito, Súmula do respectivo Tribunal, nos termos do art. 38 da Lei 8.038/90. Ademais, eventual nulidade da decisão monocrática fica superada com a reapreciação do recurso pelo órgão colegiado, na via de agravo regimental. Precedentes. 2. O acórdão impugnado não conheceu dos pedidos, na consideração de que a pretensão veiculada constituía mera reiteração de outro pleito já julgado por aquela Corte Superior, oportunidade em que foi denegada a ordem ao recorrente. Assim, não há nenhuma ilegalidade da decisão ora atacada, pois é inadmissível a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.044 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Principio consignando que o julgamento monocrático pelo relator de recurso manifestamente improcedente ou contrário à jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal é expressamente autorizado pelo art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, não havendo falar, portanto, em ofensa ao devido processo legal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO DO RECURSO EM HABEAS CORPUS POR MEIO DE DECISÃO MONOCRÁTICA. AUTORIZAÇÃO DO ART. 38 DA LEI 8.038/1990 E DO ART. 21, § 1º, DO RISTF. IMPUGNAÇÃO DE DECISÃO DO STJ QUE NÃO CONHECEU DO PEDIDO. MERA REITERAÇÃO DE PLEITO JÁ JULGADO POR AQUELA CORTE SUPERIOR. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Não há falar em ofensa do princípio da colegialidade, já que a viabilidade do julgamento por decisão monocrática do relator se legitima quando se tratar de pedido ou recurso manifestamente incabível ou improcedente ou, ainda, que contrariar, nas questões predominantemente de direito, Súmula do respectivo Tribunal, nos termos do art. 38 da Lei 8.038/90. Ademais, eventual nulidade da decisão monocrática fica superada com a reapreciação do recurso pelo órgão colegiado, na via de agravo regimental. Precedentes. 2. O acórdão impugnado não conheceu dos pedidos, na consideração de que a pretensão veiculada constituía mera reiteração de outro pleito já julgado por aquela Corte Superior, oportunidade em que foi denegada a ordem ao recorrente. Assim, não há nenhuma ilegalidade da decisão ora atacada, pois é inadmissível a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 4702 Voto - MIN. EDSON FACHIN AC 4044 AGR-AGR / DF repetição de pedidos, sem inovação. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RHC 121.127 AgR, Rel.: Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 11.3.2014) “ARGÜIÇÃO DE IMPEDIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA, MONOCRATICAMENTE, DECIDIR SOBRE PEDIDOS MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTES OU CONTRÁRIOS À JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO TRIBUNAL. CAUSAS DE IMPEDIMENTO. ART. 252 DO CPP. TAXATIVIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Supremo Tribunal Federal, em diversas oportunidades, já se manifestou pela possibilidade de o relator, monocraticamente, decidir sobre pedidos manifestamente improcedentes ou contrários à jurisprudência predominante no Tribunal. 2. As causas de impedimento do julgador, listadas no art. 252 do CPP, são mesmo taxativas e jungidas a fatos diretamente relacionados à ação penal em que argüida a imparcialidade do julgador. Até porque o tratamento normativo-ordinário do impedimento e da suspeição do julgador não tem outro objetivo senão o de densificar as garantias do Juiz natural (inciso LIII do art. 5º da CF) e do devido processo legal (inciso LIV do art. 5º da CF). 3. Nesse sentido, as duas Turmas do Supremo Tribunal Federal já recusaram pedidos de uma mais larga interpretação das hipóteses de impedimento do magistrado, expressamente definidas no art. 252 do Diploma Processual Penal. 4. No caso, a decisão objeto da insurgência defensiva seguiu o entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal quanto à taxatividade das causas de impedimento do magistrado e, expressamente, reconheceu a distinção entre os fatos apurados na Ação Penal 470 e no Inquérito 2.280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (AImp 4 AgR, Rel.: Min. AYRES BRITTO (Presidente), Tribunal Pleno, julgado em 24.5.2012). Em continuidade, pontuo que esta insurgência volta-se, em essência, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Supremo Tribunal Federal AC 4044 AGR-AGR / DF repetição de pedidos, sem inovação. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RHC 121.127 AgR, Rel.: Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 11.3.2014) “ARGÜIÇÃO DE IMPEDIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA, MONOCRATICAMENTE, DECIDIR SOBRE PEDIDOS MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTES OU CONTRÁRIOS À JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO TRIBUNAL. CAUSAS DE IMPEDIMENTO. ART. 252 DO CPP. TAXATIVIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Supremo Tribunal Federal, em diversas oportunidades, já se manifestou pela possibilidade de o relator, monocraticamente, decidir sobre pedidos manifestamente improcedentes ou contrários à jurisprudência predominante no Tribunal. 2. As causas de impedimento do julgador, listadas no art. 252 do CPP, são mesmo taxativas e jungidas a fatos diretamente relacionados à ação penal em que argüida a imparcialidade do julgador. Até porque o tratamento normativo-ordinário do impedimento e da suspeição do julgador não tem outro objetivo senão o de densificar as garantias do Juiz natural (inciso LIII do art. 5º da CF) e do devido processo legal (inciso LIV do art. 5º da CF). 3. Nesse sentido, as duas Turmas do Supremo Tribunal Federal já recusaram pedidos de uma mais larga interpretação das hipóteses de impedimento do magistrado, expressamente definidas no art. 252 do Diploma Processual Penal. 4. No caso, a decisão objeto da insurgência defensiva seguiu o entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal quanto à taxatividade das causas de impedimento do magistrado e, expressamente, reconheceu a distinção entre os fatos apurados na Ação Penal 470 e no Inquérito 2.280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (AImp 4 AgR, Rel.: Min. AYRES BRITTO (Presidente), Tribunal Pleno, julgado em 24.5.2012). Em continuidade, pontuo que esta insurgência volta-se, em essência, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 4703 Voto - MIN. EDSON FACHIN AC 4044 AGR-AGR / DF contra a decisão que, a pedido da Procuradoria-Geral da República, autorizou o compartilhamento de elementos de informação produzidos na presente ação cautelar com outros juízos perante os quais tramitam procedimentos apuratórios e ações penais em detrimento do agravante. A pretensão gravita basicamente em torno de dois argumentos, quais sejam, a necessidade de demonstração da pertinência temática entre a prova compartilhada e o objeto do procedimento destinatário; e a dificuldade gerada ao agravante, com a medida ora combatida, para refutar o ingresso dessas mesmas provas em cada um dos processos em que figura como acusado ou investigado. De acordo com o raciocínio defensivo, competiria a esta Corte o juízo de pertinência do compartilhamento do produto desta Ação Cautelar com o objeto de cada procedimento destinatário, razão pela qual reputa ilegal a decisão agravada. Nada obstante, versando os autos sobre procedimento de produção de provas de natureza eminentemente cautelar, o juízo de pertinência do compartilhamento dos elementos produzidos limita-se aos aspectos inerentes aos interesses da investigação, cujo deferimento pressupõe a inexistência de prejuízo às apurações em curso. Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, o juízo de adequação do seu conteúdo com o objeto dos procedimentos investigativos ou ações penais, e por conseguinte, a autorização do efetivo ingresso de tais elementos nos autos de destino, é exclusivo da autoridade judiciária perante a qual estes tramitam, como corolário da independência funcional que lhe é garantida para o exercício da prestação jurisdicional. À luz desse quadro, o despacho que simplesmente faculta à Procuradoria-Geral da República o envio de elementos probatórios a outros órgãos constitui providência insuscetível, por si só, de causar gravame à parte. E mais, em 31.8.2016, o saudoso Ministro Teori Zavascki já havia deferido o pleito de levantamento do sigilo destes autos, cenário no qual a extração dessas cópias pelo Parquet nem sequer exigiria decisão judicial. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Supremo Tribunal Federal AC 4044 AGR-AGR / DF contra a decisão que, a pedido da Procuradoria-Geral da República, autorizou o compartilhamento de elementos de informação produzidos na presente ação cautelar com outros juízos perante os quais tramitam procedimentos apuratórios e ações penais em detrimento do agravante. A pretensão gravita basicamente em torno de dois argumentos, quais sejam, a necessidade de demonstração da pertinência temática entre a prova compartilhada e o objeto do procedimento destinatário; e a dificuldade gerada ao agravante, com a medida ora combatida, para refutar o ingresso dessas mesmas provas em cada um dos processos em que figura como acusado ou investigado. De acordo com o raciocínio defensivo, competiria a esta Corte o juízo de pertinência do compartilhamento do produto desta Ação Cautelar com o objeto de cada procedimento destinatário, razão pela qual reputa ilegal a decisão agravada. Nada obstante, versando os autos sobre procedimento de produção de provas de natureza eminentemente cautelar, o juízo de pertinência do compartilhamento dos elementos produzidos limita-se aos aspectos inerentes aos interesses da investigação, cujo deferimento pressupõe a inexistência de prejuízo às apurações em curso. Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, o juízo de adequação do seu conteúdo com o objeto dos procedimentos investigativos ou ações penais, e por conseguinte, a autorização do efetivo ingresso de tais elementos nos autos de destino, é exclusivo da autoridade judiciária perante a qual estes tramitam, como corolário da independência funcional que lhe é garantida para o exercício da prestação jurisdicional. À luz desse quadro, o despacho que simplesmente faculta à Procuradoria-Geral da República o envio de elementos probatórios a outros órgãos constitui providência insuscetível, por si só, de causar gravame à parte. E mais, em 31.8.2016, o saudoso Ministro Teori Zavascki já havia deferido o pleito de levantamento do sigilo destes autos, cenário no qual a extração dessas cópias pelo Parquet nem sequer exigiria decisão judicial. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 4704 Voto - MIN. EDSON FACHIN AC 4044 AGR-AGR / DF Não fosse isso, em situação análoga, este Supremo Tribunal Federal, analisando insurgência regimental contra o compartilhamento de peças informativas extraídas da “AC 4.195”, na qual também figurava como agravante Eduardo Consentino da Cunha, assim decidiu: “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CAUTELAR. BUSCA E APREENSÃO. COMPARTILHAMENTO DE ELEMENTOS DE INFORMAÇÃO PARA OUTRO INQUÉRITO. POSSIBILIDADE. DECISÃO JUDICIAL. NECESSIDADE. PERTINÊNCIA DA PROVA COM O OBJETO DA INVESTIGAÇÃO A SER VALORADA PELA AUTORIDADE DESTINATÁRIA. BIS IN IDEM. NÃO OCORRÊNCIA. INSURGÊNCIA DESPROVIDA. 1. O compartilhamento de elementos de informação é amplamente admitido pela jurisprudência desta Corte, providência que, por si só, não representa qualquer determinação para apuração de fatos e, portanto, não importa em duplicidade de procedimentos. Precedentes. 2. A prova compartilhada, assim como qualquer outra produzida em procedimentos jurisdicionais, deverá ser integrada ao processo destinatário, submetida ao contraditório e, ao final, valorada por parte da autoridade judicial competente para a prolação da decisão de mérito na lide sub judice, razão pela qual a prévia autorização para a sua utilização em procedimento diverso não exige exame aprofundado do seu conteúdo. 3. A produção probatória é atividade de nítido interesse público, pois destinada à reprodução mais fiel possível dos fatos controvertidos, tanto em processos de natureza jurisdicional como administrativa, razão pela qual eventual indeferimento da pretensão de compartilhamento deve ser lastreado em valores que justifiquem a restrição ao acesso aos elementos de prova já produzidos, o que não se verifica na hipótese em análise. 4. Eventual deflagração de procedimento investigatório sobre fatos que já são objeto de apuração, seja nesta Suprema 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Supremo Tribunal Federal AC 4044 AGR-AGR / DF Não fosse isso, em situação análoga, este Supremo Tribunal Federal, analisando insurgência regimental contra o compartilhamento de peças informativas extraídas da “AC 4.195”, na qual também figurava como agravante Eduardo Consentino da Cunha, assim decidiu: “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CAUTELAR. BUSCA E APREENSÃO. COMPARTILHAMENTO DE ELEMENTOS DE INFORMAÇÃO PARA OUTRO INQUÉRITO. POSSIBILIDADE. DECISÃO JUDICIAL. NECESSIDADE. PERTINÊNCIA DA PROVA COM O OBJETO DA INVESTIGAÇÃO A SER VALORADA PELA AUTORIDADE DESTINATÁRIA. BIS IN IDEM. NÃO OCORRÊNCIA. INSURGÊNCIA DESPROVIDA. 1. O compartilhamento de elementos de informação é amplamente admitido pela jurisprudência desta Corte, providência que, por si só, não representa qualquer determinação para apuração de fatos e, portanto, não importa em duplicidade de procedimentos. Precedentes. 2. A prova compartilhada, assim como qualquer outra produzida em procedimentos jurisdicionais, deverá ser integrada ao processo destinatário, submetida ao contraditório e, ao final, valorada por parte da autoridade judicial competente para a prolação da decisão de mérito na lide sub judice, razão pela qual a prévia autorização para a sua utilização em procedimento diverso não exige exame aprofundado do seu conteúdo. 3. A produção probatória é atividade de nítido interesse público, pois destinada à reprodução mais fiel possível dos fatos controvertidos, tanto em processos de natureza jurisdicional como administrativa, razão pela qual eventual indeferimento da pretensão de compartilhamento deve ser lastreado em valores que justifiquem a restrição ao acesso aos elementos de prova já produzidos, o que não se verifica na hipótese em análise. 4. Eventual deflagração de procedimento investigatório sobre fatos que já são objeto de apuração, seja nesta Suprema 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 4705 Voto - MIN. EDSON FACHIN AC 4044 AGR-AGR / DF Corte ou em qualquer outro Juízo, deve ser alvo de impugnação específica mediante a utilização dos instrumentos processuais adequados perante a autoridade judiciária competente, sendo inviável a tutela preventiva almejada nesta insurgência. 5. Agravo regimental desprovido” (PET 7.304, de minha relatoria, Segunda Turma, julgado em 21.11.2017 – destaquei). Extraio do voto condutor prolatado naquela assentada os seguintes fundamentos, aos quais acresço grifos: “(...) A prova compartilhada, assim como qualquer outra produzida em procedimentos jurisdicionais, deve ser integrada ao processo destinatário, submetida ao contraditório e, ao final, valorada por parte da autoridade judicial competente para a prolação da decisão de mérito na lide sub judice, razão pela qual a prévia autorização à sua utilização em procedimento diverso não exige exame aprofundado do seu conteúdo. De fato, a autorização detém por finalidade possibilitar a verificação da procedência de elementos de prova compartilhados, viabilizando-se o controle de legalidade na sua produção, dando-se, assim, efetividade à garantia constitucional ao devido processo legal. Não há razão, portanto, para se exigir do requerente da providência em análise a descrição minuciosa acerca de suas pretensões perante o juízo destinatário da prova, já que é este que realizará a valoração da pertinência do material probante com o objeto do processo que passará a integrar. Aliás, a produção probatória, é bom ressaltar, reveste-se de atividade de nítido interesse público, pois destinada à reprodução mais fiel possível dos fatos controvertidos, tanto em processos de natureza jurisdicional como administrativa, motivo pelo qual eventual indeferimento da pretensão de compartilhamento deve ser lastreado em valores que justifiquem a restrição ao acesso a elementos de prova produzidos, o que não se verifica na hipótese em análise. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Supremo Tribunal Federal AC 4044 AGR-AGR / DF Corte ou em qualquer outro Juízo, deve ser alvo de impugnação específica mediante a utilização dos instrumentos processuais adequados perante a autoridade judiciária competente, sendo inviável a tutela preventiva almejada nesta insurgência. 5. Agravo regimental desprovido” (PET 7.304, de minha relatoria, Segunda Turma, julgado em 21.11.2017 – destaquei). Extraio do voto condutor prolatado naquela assentada os seguintes fundamentos, aos quais acresço grifos: “(...) A prova compartilhada, assim como qualquer outra produzida em procedimentos jurisdicionais, deve ser integrada ao processo destinatário, submetida ao contraditório e, ao final, valorada por parte da autoridade judicial competente para a prolação da decisão de mérito na lide sub judice, razão pela qual a prévia autorização à sua utilização em procedimento diverso não exige exame aprofundado do seu conteúdo. De fato, a autorização detém por finalidade possibilitar a verificação da procedência de elementos de prova compartilhados, viabilizando-se o controle de legalidade na sua produção, dando-se, assim, efetividade à garantia constitucional ao devido processo legal. Não há razão, portanto, para se exigir do requerente da providência em análise a descrição minuciosa acerca de suas pretensões perante o juízo destinatário da prova, já que é este que realizará a valoração da pertinência do material probante com o objeto do processo que passará a integrar. Aliás, a produção probatória, é bom ressaltar, reveste-se de atividade de nítido interesse público, pois destinada à reprodução mais fiel possível dos fatos controvertidos, tanto em processos de natureza jurisdicional como administrativa, motivo pelo qual eventual indeferimento da pretensão de compartilhamento deve ser lastreado em valores que justifiquem a restrição ao acesso a elementos de prova produzidos, o que não se verifica na hipótese em análise. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 4706 Voto - MIN. EDSON FACHIN AC 4044 AGR-AGR / DF (...) Nessa ambiência é que foi deferido o pleito de compartilhamento formulado pelo Ministério Público Federal, não se constatando na providência qualquer malferimento a garantias individuais do agravante.” Veja-se que tal acórdão, proferido por este Órgão Colegiado em votação unânime, aplicou ao caso concreto entendimento já consolidado no âmbito do Supremo Tribunal Federal, conforme ilustra o seguinte precedente, da lavra do saudoso Ministro Teori Zavascki: “INQUÉRITO. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. PROVA EMPRESTADA. DECISÕES JUDICIAIS QUE AUTORIZARAM A MEDIDA E SEU COMPARTILHAMENTO JUNTADAS AOS AUTOS. AUSÊNCIA DE TRANSCRIÇÃO INTEGRAL DOS DIÁLOGOS E DISPONIBILIZAÇÃO DOS ÁUDIOS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. SUFICIÊNCIA DA DEGRAVAÇÃO DAS CONVERSAS ALUDIDAS NA EXORDIAL ACUSATÓRIA. COMPARTILHAMENTO COM AÇÃO PENAL RELATIVA A CRIME PUNIDO COM DETENÇÃO. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. INÉPCIA DA DENÚNCIA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DISPENSA INDEVIDA DE LICITAÇÃO MAJORADA (ART. 89, CAPUT, C/C ART. 84, § 2º, AMBOS DA LEI 8.666/1993). DOLO ESPECÍFICO DE CAUSAR DANO AO ERÁRIO OU ENRIQUECIMENTO ILÍCITO. NÃO DEMONSTRAÇÃO. ATIPICIDADE. IMPROCEDÊNCIA DA ACUSAÇÃO (ART. 6º, 2ª PARTE, DA LEI 8.038/1990). (…) 2. Esta Corte já assentou a legitimidade do compartilhamento de elementos probatórios colhidos por meio de interceptação telefônica autorizada judicialmente com processos criminais nos quais imputada a prática de crime punível com detenção (RE 810.906-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 14.9.2015; AI 626.214-AgR, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Supremo Tribunal Federal AC 4044 AGR-AGR / DF (...) Nessa ambiência é que foi deferido o pleito de compartilhamento formulado pelo Ministério Público Federal, não se constatando na providência qualquer malferimento a garantias individuais do agravante.” Veja-se que tal acórdão, proferido por este Órgão Colegiado em votação unânime, aplicou ao caso concreto entendimento já consolidado no âmbito do Supremo Tribunal Federal, conforme ilustra o seguinte precedente, da lavra do saudoso Ministro Teori Zavascki: “INQUÉRITO. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. PROVA EMPRESTADA. DECISÕES JUDICIAIS QUE AUTORIZARAM A MEDIDA E SEU COMPARTILHAMENTO JUNTADAS AOS AUTOS. AUSÊNCIA DE TRANSCRIÇÃO INTEGRAL DOS DIÁLOGOS E DISPONIBILIZAÇÃO DOS ÁUDIOS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. SUFICIÊNCIA DA DEGRAVAÇÃO DAS CONVERSAS ALUDIDAS NA EXORDIAL ACUSATÓRIA. COMPARTILHAMENTO COM AÇÃO PENAL RELATIVA A CRIME PUNIDO COM DETENÇÃO. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. INÉPCIA DA DENÚNCIA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DISPENSA INDEVIDA DE LICITAÇÃO MAJORADA (ART. 89, CAPUT, C/C ART. 84, § 2º, AMBOS DA LEI 8.666/1993). DOLO ESPECÍFICO DE CAUSAR DANO AO ERÁRIO OU ENRIQUECIMENTO ILÍCITO. NÃO DEMONSTRAÇÃO. ATIPICIDADE. IMPROCEDÊNCIA DA ACUSAÇÃO (ART. 6º, 2ª PARTE, DA LEI 8.038/1990). (…) 2. Esta Corte já assentou a legitimidade do compartilhamento de elementos probatórios colhidos por meio de interceptação telefônica autorizada judicialmente com processos criminais nos quais imputada a prática de crime punível com detenção (RE 810.906-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 14.9.2015; AI 626.214-AgR, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 4707 Voto - MIN. EDSON FACHIN AC 4044 AGR-AGR / DF Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 8.10.2010; HC 83.515, Rel. Min. NELSON JOBIM, Tribunal Pleno, DJ de 4.3.2005), e até mesmo com processos de natureza administrativa (RMS 28.774, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 25.8.2016). (...) 5. Acusação julgada improcedente” (INQ 3.967, Rel.: Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 22.11.2016 - destaquei) Ademais, o investigado terá à sua disposição, perante os juízos competentes, o acesso aos meios de impugnação previstos no ordenamento jurídico para a defesa de suas pretensões, seja em relação à pertinência da prova com o objeto dos autos destinatários, seja no tocante a eventual ocorrência da inadmissível dupla apuração de fatos idênticos sob a mesma esfera de responsabilização. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Supremo Tribunal Federal AC 4044 AGR-AGR / DF Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 8.10.2010; HC 83.515, Rel. Min. NELSON JOBIM, Tribunal Pleno, DJ de 4.3.2005), e até mesmo com processos de natureza administrativa (RMS 28.774, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 25.8.2016). (...) 5. Acusação julgada improcedente” (INQ 3.967, Rel.: Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 22.11.2016 - destaquei) Ademais, o investigado terá à sua disposição, perante os juízos competentes, o acesso aos meios de impugnação previstos no ordenamento jurídico para a defesa de suas pretensões, seja em relação à pertinência da prova com o objeto dos autos destinatários, seja no tocante a eventual ocorrência da inadmissível dupla apuração de fatos idênticos sob a mesma esfera de responsabilização. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 4708 Extrato de Ata - 15/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.044 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : EDUARDO COSENTINO DA CUNHA ADV.(A/S) : DELIO FORTES LINS E SILVA JUNIOR (A708/AM, 16649/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D67-E26A-C7A8-AC48 e senha 8B9D-0361-7661-D7E6 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.044 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : EDUARDO COSENTINO DA CUNHA ADV.(A/S) : DELIO FORTES LINS E SILVA JUNIOR (A708/AM, 16649/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D67-E26A-C7A8-AC48 e senha 8B9D-0361-7661-D7E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12 4709
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749227123
2019-02-15T00:00:00
2019-02-25T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019.
AG.REG. NO AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CAUTELAR. COMPARTILHAMENTO DE PROVAS PARA PROCEDIMENTOS DIVERSOS. ADMISSIBILIDADE. ENTENDIMENTO CONSOLIDADO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO MONOCRÁTICO. JUÍZO DE PERTINÊNCIA OBJETIVA A SER REALIZADO PELAS AUTORIDADES JUDICIÁRIAS DESTINATÁRIAS. INSURGÊNCIA DESPROVIDA. 1. Nos termos do art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, pode o relator negar seguimento a recurso manifestamente improcedente ou contrário à jurisprudência dominante do Tribunal. 2. O compartilhamento de provas produzidas em ações cautelares para outros procedimentos apuratórios, inclusive de natureza administrativa, é admitido pela jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. A prova compartilhada, assim como qualquer outra produzida em procedimentos jurisdicionais, deverá ser integrada ao processo destinatário, submetida ao contraditório e, ao final, valorada por parte da autoridade judicial competente à prolação da decisão de mérito na lide sub judice, razão pela qual a prévia autorização para a sua utilização em procedimento diverso não exige exame aprofundado do seu conteúdo. 4. A produção probatória é atividade de nítido interesse público, pois destinada à reprodução mais fiel possível dos fatos controvertidos, tanto em processos de natureza jurisdicional como administrativa. Assim, eventual indeferimento da pretensão de compartilhamento deve ser lastreado em valores que justifiquem a restrição ao acesso aos elementos de prova já produzidos, o que não se verifica na hipótese em análise. 5. Agravo regimental desprovido.
sjur398722
- Acórdão(s) citado(s): (MINISTRO RELATOR, DECISÃO MONOCRÁTICA) AImp 4 AgR (TP), RHC 121127 AgR (2ªT). (COMPARTILHAMENTO, PROVA) Inq 3967 (2ªT), Pet 7304 (2ªT). - Veja AC 4195 do STF. Número de páginas: 12. Análise: 25/04/2019, TLR.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
4044
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
AC-AgR-AgR
acordaos
AC 4044 AgR-AgR
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AGTE.(S) : EDUARDO COSENTINO DA CUNHA ADV.(A/S) : DELIO FORTES LINS E SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.044 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :EDUARDO COSENTINO DA CUNHA ADV.(A/S) :DELIO FORTES LINS E SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CAUTELAR. COMPARTILHAMENTO DE PROVAS PARA PROCEDIMENTOS DIVERSOS. ADMISSIBILIDADE. ENTENDIMENTO CONSOLIDADO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO MONOCRÁTICO. JUÍZO DE PERTINÊNCIA OBJETIVA A SER REALIZADO PELAS AUTORIDADES JUDICIÁRIAS DESTINATÁRIAS. INSURGÊNCIA DESPROVIDA. 1. Nos termos do art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, pode o relator negar seguimento a recurso manifestamente improcedente ou contrário à jurisprudência dominante do Tribunal. 2. O compartilhamento de provas produzidas em ações cautelares para outros procedimentos apuratórios, inclusive de natureza administrativa, é admitido pela jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. A prova compartilhada, assim como qualquer outra produzida em procedimentos jurisdicionais, deverá ser integrada ao processo destinatário, submetida ao contraditório e, ao final, valorada por parte da autoridade judicial competente à prolação da decisão de mérito na lide sub judice, razão pela qual a prévia autorização para a sua utilização em procedimento diverso não exige exame aprofundado do seu conteúdo. 4. A produção probatória é atividade de nítido interesse público, pois destinada à reprodução mais fiel possível dos fatos controvertidos, tanto em processos de natureza jurisdicional como administrativa. Assim, eventual indeferimento da pretensão de compartilhamento deve ser Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A97A-D3EE-87D0-C7F0 e senha D8D5-9FFF-F8D3-3C43 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 4698 Ementa e Acórdão AC 4044 AGR-AGR / DF lastreado em valores que justifiquem a restrição ao acesso aos elementos de prova já produzidos, o que não se verifica na hipótese em análise. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 8 a 14 de fevereiro de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A97A-D3EE-87D0-C7F0 e senha D8D5-9FFF-F8D3-3C43 Supremo Tribunal Federal AC 4044 AGR-AGR / DF lastreado em valores que justifiquem a restrição ao acesso aos elementos de prova já produzidos, o que não se verifica na hipótese em análise. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 8 a 14 de fevereiro de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A97A-D3EE-87D0-C7F0 e senha D8D5-9FFF-F8D3-3C43 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 4699 Relatório 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.044 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :EDUARDO COSENTINO DA CUNHA ADV.(A/S) :DELIO FORTES LINS E SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Eduardo Cosentino da Cunha contra a decisão de fls. 4.622-4.626, por meio da qual, com fundamento no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, neguei seguimento a anterior insurgência da mesma natureza aviada em face de autorização para o compartilhamento, a pedido da Procuradoria-Geral da República, dos elementos de prova produzidos nesta Ação Cautelar com procedimentos em curso perante diversos juízos. Sustenta o agravante, em síntese, que a providência ora combatida, diferente do assentado na decisão agravada, acarretar flagrante prejuízo à sua defesa, diante da possibilidade de multiplicação de feitos em seu desfavor, assentando ser inviável o compartilhamento indiscriminado das informações aqui obtidas, as quais foram juntadas em 3 (três) ações penais distintas (Ação Penal n. 5053013-30.2017.4.04.7000 - 13... Vara Federal da Seção Judiciária do Paraná; Ação Penal n. 60203- 83.2016.01.3400 - 10... Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal; e Ação Penal n. 0805556-95.2017.4.05.8400 - 14... Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Norte), nada obstante a afirmada impertinência com os respectivos objetos de apuração. Defende, ainda, que (i) as diligências executadas nestes autos, em cumprimento a decisão proferida pelo saudoso Min. Teori Zavascki, não possuem conexão com todos os processos e procedimentos contra si deflagrados; (ii) o compartilhamento deferido, em tais moldes, impõe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3C3-1B16-D3CE-3220 e senha 34A0-BEEC-9CD5-C83B Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.044 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :EDUARDO COSENTINO DA CUNHA ADV.(A/S) :DELIO FORTES LINS E SILVA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Eduardo Cosentino da Cunha contra a decisão de fls. 4.622-4.626, por meio da qual, com fundamento no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, neguei seguimento a anterior insurgência da mesma natureza aviada em face de autorização para o compartilhamento, a pedido da Procuradoria-Geral da República, dos elementos de prova produzidos nesta Ação Cautelar com procedimentos em curso perante diversos juízos. Sustenta o agravante, em síntese, que a providência ora combatida, diferente do assentado na decisão agravada, acarretar flagrante prejuízo à sua defesa, diante da possibilidade de multiplicação de feitos em seu desfavor, assentando ser inviável o compartilhamento indiscriminado das informações aqui obtidas, as quais foram juntadas em 3 (três) ações penais distintas (Ação Penal n. 5053013-30.2017.4.04.7000 - 13... Vara Federal da Seção Judiciária do Paraná; Ação Penal n. 60203- 83.2016.01.3400 - 10... Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal; e Ação Penal n. 0805556-95.2017.4.05.8400 - 14... Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Norte), nada obstante a afirmada impertinência com os respectivos objetos de apuração. Defende, ainda, que (i) as diligências executadas nestes autos, em cumprimento a decisão proferida pelo saudoso Min. Teori Zavascki, não possuem conexão com todos os processos e procedimentos contra si deflagrados; (ii) o compartilhamento deferido, em tais moldes, impõe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3C3-1B16-D3CE-3220 e senha 34A0-BEEC-9CD5-C83B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 4700 Relatório AC 4044 AGR-AGR / DF ônus excessivo à defesa técnica, pois lhe incumbirá refutar dados e fundamentos que não interessam às respectivas causas nas quais for encartado o material; (iii) a inserção de elementos informativos dissociados dos processos destinatários pode macular a imparcialidade dos respectivos Juízos; (iv) os limites legais à produção probatória pelas partes, preceituados no art. 400, § 1..., do Código de Processo Penal, foram desrespeitados, pois se extrai da inteligência do dispositivo que “incumbe somente ao magistrado o controle da pertinência das provas produzidas” (fl. 4.639); (v) os foros processantes dos feitos a que o agravante responde decidirão “com base num conhecimento débil sobre o que fora apurado no bojo da Ação Cautelar n. 4044” (fl. 4.639); e (vi) as peças compartilhadas poderão culminar em duplicidade de investigações simultâneas pelos mesmos fatos, violando o princípio do ne bis in idem. Requer a reconsideração da decisão agravada ou a submissão da insurgência à deliberação do Órgão Colegiado, pugnando pelo provimento do agravo regimental para que “seja indeferido o compartilhamento de provas ante o caráter genérico do pedido formulado pelo douto Ministério Público Federal” (fl. 4.641). Em contrarrazões acostadas às fls. 4.648-4.652, a Procuradoria-Geral da República requer a manutenção da decisão agravada, asseverando que “além de carecer de pressuposto recursal por faltar interesse ao agravante em razão da ausência de prejuízo decorrente da decisão agravada, o recurso interposto é manifestamente inadmissível e contrário à jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, que autoriza o compartilhamento de provas em casos análogos ao presente” (fls. 4.650-4.651). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3C3-1B16-D3CE-3220 e senha 34A0-BEEC-9CD5-C83B Supremo Tribunal Federal AC 4044 AGR-AGR / DF ônus excessivo à defesa técnica, pois lhe incumbirá refutar dados e fundamentos que não interessam às respectivas causas nas quais for encartado o material; (iii) a inserção de elementos informativos dissociados dos processos destinatários pode macular a imparcialidade dos respectivos Juízos; (iv) os limites legais à produção probatória pelas partes, preceituados no art. 400, § 1..., do Código de Processo Penal, foram desrespeitados, pois se extrai da inteligência do dispositivo que “incumbe somente ao magistrado o controle da pertinência das provas produzidas” (fl. 4.639); (v) os foros processantes dos feitos a que o agravante responde decidirão “com base num conhecimento débil sobre o que fora apurado no bojo da Ação Cautelar n. 4044” (fl. 4.639); e (vi) as peças compartilhadas poderão culminar em duplicidade de investigações simultâneas pelos mesmos fatos, violando o princípio do ne bis in idem. Requer a reconsideração da decisão agravada ou a submissão da insurgência à deliberação do Órgão Colegiado, pugnando pelo provimento do agravo regimental para que “seja indeferido o compartilhamento de provas ante o caráter genérico do pedido formulado pelo douto Ministério Público Federal” (fl. 4.641). Em contrarrazões acostadas às fls. 4.648-4.652, a Procuradoria-Geral da República requer a manutenção da decisão agravada, asseverando que “além de carecer de pressuposto recursal por faltar interesse ao agravante em razão da ausência de prejuízo decorrente da decisão agravada, o recurso interposto é manifestamente inadmissível e contrário à jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, que autoriza o compartilhamento de provas em casos análogos ao presente” (fls. 4.650-4.651). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3C3-1B16-D3CE-3220 e senha 34A0-BEEC-9CD5-C83B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 4701 Voto - MIN. EDSON FACHIN 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.044 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Principio consignando que o julgamento monocrático pelo relator de recurso manifestamente improcedente ou contrário à jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal é expressamente autorizado pelo art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, não havendo falar, portanto, em ofensa ao devido processo legal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO DO RECURSO EM HABEAS CORPUS POR MEIO DE DECISÃO MONOCRÁTICA. AUTORIZAÇÃO DO ART. 38 DA LEI 8.038/1990 E DO ART. 21, § 1..., DO RISTF. IMPUGNAÇÃO DE DECISÃO DO Superior Tribunal de Justiça QUE NÃO CONHECEU DO PEDIDO. MERA REITERAÇÃO DE PLEITO JÁ JULGADO POR AQUELA CORTE SUPERIOR. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Não há falar em ofensa do princípio da colegialidade, já que a viabilidade do julgamento por decisão monocrática do relator se legitima quando se tratar de pedido ou recurso manifestamente incabível ou improcedente ou, ainda, que contrariar, nas questões predominantemente de direito, Súmula do respectivo Tribunal, nos termos do art. 38 da Lei 8.038/90. Ademais, eventual nulidade da decisão monocrática fica superada com a reapreciação do recurso pelo órgão colegiado, na via de agravo regimental. Precedentes. 2. O acórdão impugnado não conheceu dos pedidos, na consideração de que a pretensão veiculada constituía mera reiteração de outro pleito já julgado por aquela Corte Superior, oportunidade em que foi denegada a ordem ao recorrente. Assim, não há nenhuma ilegalidade da decisão ora atacada, pois é inadmissível a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.044 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Principio consignando que o julgamento monocrático pelo relator de recurso manifestamente improcedente ou contrário à jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal é expressamente autorizado pelo art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, não havendo falar, portanto, em ofensa ao devido processo legal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO DO RECURSO EM HABEAS CORPUS POR MEIO DE DECISÃO MONOCRÁTICA. AUTORIZAÇÃO DO ART. 38 DA LEI 8.038/1990 E DO ART. 21, § 1..., DO RISTF. IMPUGNAÇÃO DE DECISÃO DO Superior Tribunal de Justiça QUE NÃO CONHECEU DO PEDIDO. MERA REITERAÇÃO DE PLEITO JÁ JULGADO POR AQUELA CORTE SUPERIOR. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Não há falar em ofensa do princípio da colegialidade, já que a viabilidade do julgamento por decisão monocrática do relator se legitima quando se tratar de pedido ou recurso manifestamente incabível ou improcedente ou, ainda, que contrariar, nas questões predominantemente de direito, Súmula do respectivo Tribunal, nos termos do art. 38 da Lei 8.038/90. Ademais, eventual nulidade da decisão monocrática fica superada com a reapreciação do recurso pelo órgão colegiado, na via de agravo regimental. Precedentes. 2. O acórdão impugnado não conheceu dos pedidos, na consideração de que a pretensão veiculada constituía mera reiteração de outro pleito já julgado por aquela Corte Superior, oportunidade em que foi denegada a ordem ao recorrente. Assim, não há nenhuma ilegalidade da decisão ora atacada, pois é inadmissível a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 4702 Voto - MIN. EDSON FACHIN AC 4044 AGR-AGR / DF repetição de pedidos, sem inovação. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RHC 121.127 AgR, Rel.: Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 11.3.2014) “ARGÜIÇÃO DE IMPEDIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA, MONOCRATICAMENTE, DECIDIR SOBRE PEDIDOS MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTES OU CONTRÁRIOS À JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO TRIBUNAL. CAUSAS DE IMPEDIMENTO. ART. 252 DO CPP. TAXATIVIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Supremo Tribunal Federal, em diversas oportunidades, já se manifestou pela possibilidade de o relator, monocraticamente, decidir sobre pedidos manifestamente improcedentes ou contrários à jurisprudência predominante no Tribunal. 2. As causas de impedimento do julgador, listadas no art. 252 do CPP, são mesmo taxativas e jungidas a fatos diretamente relacionados à ação penal em que argüida a imparcialidade do julgador. Até porque o tratamento normativo-ordinário do impedimento e da suspeição do julgador não tem outro objetivo senão o de densificar as garantias do Juiz natural (inciso LIII do art. 5... da Constituição Federal de 1988) e do devido processo legal (inciso LIV do art. 5... da Constituição Federal de 1988). 3. Nesse sentido, as duas Turmas do Supremo Tribunal Federal já recusaram pedidos de uma mais larga interpretação das hipóteses de impedimento do magistrado, expressamente definidas no art. 252 do Diploma Processual Penal. 4. No caso, a decisão objeto da insurgência defensiva seguiu o entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal quanto à taxatividade das causas de impedimento do magistrado e, expressamente, reconheceu a distinção entre os fatos apurados na Ação Penal 470 e no Inquérito 2.280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (AImp 4 AgR, Rel.: Min. AYRES BRITTO (Presidente), Tribunal Pleno, julgado em 24.5.2012). Em continuidade, pontuo que esta insurgência volta-se, em essência, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Supremo Tribunal Federal AC 4044 AGR-AGR / DF repetição de pedidos, sem inovação. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RHC 121.127 AgR, Rel.: Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 11.3.2014) “ARGÜIÇÃO DE IMPEDIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA, MONOCRATICAMENTE, DECIDIR SOBRE PEDIDOS MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTES OU CONTRÁRIOS À JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO TRIBUNAL. CAUSAS DE IMPEDIMENTO. ART. 252 DO CPP. TAXATIVIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Supremo Tribunal Federal, em diversas oportunidades, já se manifestou pela possibilidade de o relator, monocraticamente, decidir sobre pedidos manifestamente improcedentes ou contrários à jurisprudência predominante no Tribunal. 2. As causas de impedimento do julgador, listadas no art. 252 do CPP, são mesmo taxativas e jungidas a fatos diretamente relacionados à ação penal em que argüida a imparcialidade do julgador. Até porque o tratamento normativo-ordinário do impedimento e da suspeição do julgador não tem outro objetivo senão o de densificar as garantias do Juiz natural (inciso LIII do art. 5... da Constituição Federal de 1988) e do devido processo legal (inciso LIV do art. 5... da Constituição Federal de 1988). 3. Nesse sentido, as duas Turmas do Supremo Tribunal Federal já recusaram pedidos de uma mais larga interpretação das hipóteses de impedimento do magistrado, expressamente definidas no art. 252 do Diploma Processual Penal. 4. No caso, a decisão objeto da insurgência defensiva seguiu o entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal quanto à taxatividade das causas de impedimento do magistrado e, expressamente, reconheceu a distinção entre os fatos apurados na Ação Penal 470 e no Inquérito 2.280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (AImp 4 AgR, Rel.: Min. AYRES BRITTO (Presidente), Tribunal Pleno, julgado em 24.5.2012). Em continuidade, pontuo que esta insurgência volta-se, em essência, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 4703 Voto - MIN. EDSON FACHIN AC 4044 AGR-AGR / DF contra a decisão que, a pedido da Procuradoria-Geral da República, autorizou o compartilhamento de elementos de informação produzidos na presente ação cautelar com outros juízos perante os quais tramitam procedimentos apuratórios e ações penais em detrimento do agravante. A pretensão gravita basicamente em torno de dois argumentos, quais sejam, a necessidade de demonstração da pertinência temática entre a prova compartilhada e o objeto do procedimento destinatário; e a dificuldade gerada ao agravante, com a medida ora combatida, para refutar o ingresso dessas mesmas provas em cada um dos processos em que figura como acusado ou investigado. De acordo com o raciocínio defensivo, competiria a esta Corte o juízo de pertinência do compartilhamento do produto desta Ação Cautelar com o objeto de cada procedimento destinatário, razão pela qual reputa ilegal a decisão agravada. Nada obstante, versando os autos sobre procedimento de produção de provas de natureza eminentemente cautelar, o juízo de pertinência do compartilhamento dos elementos produzidos limita-se aos aspectos inerentes aos interesses da investigação, cujo deferimento pressupõe a inexistência de prejuízo às apurações em curso. Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, o juízo de adequação do seu conteúdo com o objeto dos procedimentos investigativos ou ações penais, e por conseguinte, a autorização do efetivo ingresso de tais elementos nos autos de destino, é exclusivo da autoridade judiciária perante a qual estes tramitam, como corolário da independência funcional que lhe é garantida para o exercício da prestação jurisdicional. À luz desse quadro, o despacho que simplesmente faculta à Procuradoria-Geral da República o envio de elementos probatórios a outros órgãos constitui providência insuscetível, por si só, de causar gravame à parte. E mais, em 31.8.2016, o saudoso Ministro Teori Zavascki já havia deferido o pleito de levantamento do sigilo destes autos, cenário no qual a extração dessas cópias pelo Parquet nem sequer exigiria decisão judicial. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Supremo Tribunal Federal AC 4044 AGR-AGR / DF contra a decisão que, a pedido da Procuradoria-Geral da República, autorizou o compartilhamento de elementos de informação produzidos na presente ação cautelar com outros juízos perante os quais tramitam procedimentos apuratórios e ações penais em detrimento do agravante. A pretensão gravita basicamente em torno de dois argumentos, quais sejam, a necessidade de demonstração da pertinência temática entre a prova compartilhada e o objeto do procedimento destinatário; e a dificuldade gerada ao agravante, com a medida ora combatida, para refutar o ingresso dessas mesmas provas em cada um dos processos em que figura como acusado ou investigado. De acordo com o raciocínio defensivo, competiria a esta Corte o juízo de pertinência do compartilhamento do produto desta Ação Cautelar com o objeto de cada procedimento destinatário, razão pela qual reputa ilegal a decisão agravada. Nada obstante, versando os autos sobre procedimento de produção de provas de natureza eminentemente cautelar, o juízo de pertinência do compartilhamento dos elementos produzidos limita-se aos aspectos inerentes aos interesses da investigação, cujo deferimento pressupõe a inexistência de prejuízo às apurações em curso. Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, o juízo de adequação do seu conteúdo com o objeto dos procedimentos investigativos ou ações penais, e por conseguinte, a autorização do efetivo ingresso de tais elementos nos autos de destino, é exclusivo da autoridade judiciária perante a qual estes tramitam, como corolário da independência funcional que lhe é garantida para o exercício da prestação jurisdicional. À luz desse quadro, o despacho que simplesmente faculta à Procuradoria-Geral da República o envio de elementos probatórios a outros órgãos constitui providência insuscetível, por si só, de causar gravame à parte. E mais, em 31.8.2016, o saudoso Ministro Teori Zavascki já havia deferido o pleito de levantamento do sigilo destes autos, cenário no qual a extração dessas cópias pelo Parquet nem sequer exigiria decisão judicial. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 4704 Voto - MIN. EDSON FACHIN AC 4044 AGR-AGR / DF Não fosse isso, em situação análoga, este Supremo Tribunal Federal, analisando insurgência regimental contra o compartilhamento de peças informativas extraídas da “AC 4.195”, na qual também figurava como agravante Eduardo Consentino da Cunha, assim decidiu: “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CAUTELAR. BUSCA E APREENSÃO. COMPARTILHAMENTO DE ELEMENTOS DE INFORMAÇÃO PARA OUTRO INQUÉRITO. POSSIBILIDADE. DECISÃO JUDICIAL. NECESSIDADE. PERTINÊNCIA DA PROVA COM O OBJETO DA INVESTIGAÇÃO A SER VALORADA PELA AUTORIDADE DESTINATÁRIA. BIS IN IDEM. NÃO OCORRÊNCIA. INSURGÊNCIA DESPROVIDA. 1. O compartilhamento de elementos de informação é amplamente admitido pela jurisprudência desta Corte, providência que, por si só, não representa qualquer determinação para apuração de fatos e, portanto, não importa em duplicidade de procedimentos. Precedentes. 2. A prova compartilhada, assim como qualquer outra produzida em procedimentos jurisdicionais, deverá ser integrada ao processo destinatário, submetida ao contraditório e, ao final, valorada por parte da autoridade judicial competente para a prolação da decisão de mérito na lide sub judice, razão pela qual a prévia autorização para a sua utilização em procedimento diverso não exige exame aprofundado do seu conteúdo. 3. A produção probatória é atividade de nítido interesse público, pois destinada à reprodução mais fiel possível dos fatos controvertidos, tanto em processos de natureza jurisdicional como administrativa, razão pela qual eventual indeferimento da pretensão de compartilhamento deve ser lastreado em valores que justifiquem a restrição ao acesso aos elementos de prova já produzidos, o que não se verifica na hipótese em análise. 4. Eventual deflagração de procedimento investigatório sobre fatos que já são objeto de apuração, seja nesta Suprema 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Supremo Tribunal Federal AC 4044 AGR-AGR / DF Não fosse isso, em situação análoga, este Supremo Tribunal Federal, analisando insurgência regimental contra o compartilhamento de peças informativas extraídas da “AC 4.195”, na qual também figurava como agravante Eduardo Consentino da Cunha, assim decidiu: “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CAUTELAR. BUSCA E APREENSÃO. COMPARTILHAMENTO DE ELEMENTOS DE INFORMAÇÃO PARA OUTRO INQUÉRITO. POSSIBILIDADE. DECISÃO JUDICIAL. NECESSIDADE. PERTINÊNCIA DA PROVA COM O OBJETO DA INVESTIGAÇÃO A SER VALORADA PELA AUTORIDADE DESTINATÁRIA. BIS IN IDEM. NÃO OCORRÊNCIA. INSURGÊNCIA DESPROVIDA. 1. O compartilhamento de elementos de informação é amplamente admitido pela jurisprudência desta Corte, providência que, por si só, não representa qualquer determinação para apuração de fatos e, portanto, não importa em duplicidade de procedimentos. Precedentes. 2. A prova compartilhada, assim como qualquer outra produzida em procedimentos jurisdicionais, deverá ser integrada ao processo destinatário, submetida ao contraditório e, ao final, valorada por parte da autoridade judicial competente para a prolação da decisão de mérito na lide sub judice, razão pela qual a prévia autorização para a sua utilização em procedimento diverso não exige exame aprofundado do seu conteúdo. 3. A produção probatória é atividade de nítido interesse público, pois destinada à reprodução mais fiel possível dos fatos controvertidos, tanto em processos de natureza jurisdicional como administrativa, razão pela qual eventual indeferimento da pretensão de compartilhamento deve ser lastreado em valores que justifiquem a restrição ao acesso aos elementos de prova já produzidos, o que não se verifica na hipótese em análise. 4. Eventual deflagração de procedimento investigatório sobre fatos que já são objeto de apuração, seja nesta Suprema 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 4705 Voto - MIN. EDSON FACHIN AC 4044 AGR-AGR / DF Corte ou em qualquer outro Juízo, deve ser alvo de impugnação específica mediante a utilização dos instrumentos processuais adequados perante a autoridade judiciária competente, sendo inviável a tutela preventiva almejada nesta insurgência. 5. Agravo regimental desprovido” (PET 7.304, de minha relatoria, Segunda Turma, julgado em 21.11.2017 – destaquei). Extraio do voto condutor prolatado naquela assentada os seguintes fundamentos, aos quais acresço grifos: “(...) A prova compartilhada, assim como qualquer outra produzida em procedimentos jurisdicionais, deve ser integrada ao processo destinatário, submetida ao contraditório e, ao final, valorada por parte da autoridade judicial competente para a prolação da decisão de mérito na lide sub judice, razão pela qual a prévia autorização à sua utilização em procedimento diverso não exige exame aprofundado do seu conteúdo. De fato, a autorização detém por finalidade possibilitar a verificação da procedência de elementos de prova compartilhados, viabilizando-se o controle de legalidade na sua produção, dando-se, assim, efetividade à garantia constitucional ao devido processo legal. Não há razão, portanto, para se exigir do requerente da providência em análise a descrição minuciosa acerca de suas pretensões perante o juízo destinatário da prova, já que é este que realizará a valoração da pertinência do material probante com o objeto do processo que passará a integrar. Aliás, a produção probatória, é bom ressaltar, reveste-se de atividade de nítido interesse público, pois destinada à reprodução mais fiel possível dos fatos controvertidos, tanto em processos de natureza jurisdicional como administrativa, motivo pelo qual eventual indeferimento da pretensão de compartilhamento deve ser lastreado em valores que justifiquem a restrição ao acesso a elementos de prova produzidos, o que não se verifica na hipótese em análise. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Supremo Tribunal Federal AC 4044 AGR-AGR / DF Corte ou em qualquer outro Juízo, deve ser alvo de impugnação específica mediante a utilização dos instrumentos processuais adequados perante a autoridade judiciária competente, sendo inviável a tutela preventiva almejada nesta insurgência. 5. Agravo regimental desprovido” (PET 7.304, de minha relatoria, Segunda Turma, julgado em 21.11.2017 – destaquei). Extraio do voto condutor prolatado naquela assentada os seguintes fundamentos, aos quais acresço grifos: “(...) A prova compartilhada, assim como qualquer outra produzida em procedimentos jurisdicionais, deve ser integrada ao processo destinatário, submetida ao contraditório e, ao final, valorada por parte da autoridade judicial competente para a prolação da decisão de mérito na lide sub judice, razão pela qual a prévia autorização à sua utilização em procedimento diverso não exige exame aprofundado do seu conteúdo. De fato, a autorização detém por finalidade possibilitar a verificação da procedência de elementos de prova compartilhados, viabilizando-se o controle de legalidade na sua produção, dando-se, assim, efetividade à garantia constitucional ao devido processo legal. Não há razão, portanto, para se exigir do requerente da providência em análise a descrição minuciosa acerca de suas pretensões perante o juízo destinatário da prova, já que é este que realizará a valoração da pertinência do material probante com o objeto do processo que passará a integrar. Aliás, a produção probatória, é bom ressaltar, reveste-se de atividade de nítido interesse público, pois destinada à reprodução mais fiel possível dos fatos controvertidos, tanto em processos de natureza jurisdicional como administrativa, motivo pelo qual eventual indeferimento da pretensão de compartilhamento deve ser lastreado em valores que justifiquem a restrição ao acesso a elementos de prova produzidos, o que não se verifica na hipótese em análise. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 4706 Voto - MIN. EDSON FACHIN AC 4044 AGR-AGR / DF (...) Nessa ambiência é que foi deferido o pleito de compartilhamento formulado pelo Ministério Público Federal, não se constatando na providência qualquer malferimento a garantias individuais do agravante.” Veja-se que tal acórdão, proferido por este Órgão Colegiado em votação unânime, aplicou ao caso concreto entendimento já consolidado no âmbito do Supremo Tribunal Federal, conforme ilustra o seguinte precedente, da lavra do saudoso Ministro Teori Zavascki: “INQUÉRITO. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. PROVA EMPRESTADA. DECISÕES JUDICIAIS QUE AUTORIZARAM A MEDIDA E SEU COMPARTILHAMENTO JUNTADAS AOS AUTOS. AUSÊNCIA DE TRANSCRIÇÃO INTEGRAL DOS DIÁLOGOS E DISPONIBILIZAÇÃO DOS ÁUDIOS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. SUFICIÊNCIA DA DEGRAVAÇÃO DAS CONVERSAS ALUDIDAS NA EXORDIAL ACUSATÓRIA. COMPARTILHAMENTO COM AÇÃO PENAL RELATIVA A CRIME PUNIDO COM DETENÇÃO. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. INÉPCIA DA DENÚNCIA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DISPENSA INDEVIDA DE LICITAÇÃO MAJORADA (ART. 89, CAPUT, C/C ART. 84, § 2..., AMBOS DA LEI 8.666/1993). DOLO ESPECÍFICO DE CAUSAR DANO AO ERÁRIO OU ENRIQUECIMENTO ILÍCITO. NÃO DEMONSTRAÇÃO. ATIPICIDADE. IMPROCEDÊNCIA DA ACUSAÇÃO (ART. 6..., 2... PARTE, DA LEI 8.038/1990). (…) 2. Esta Corte já assentou a legitimidade do compartilhamento de elementos probatórios colhidos por meio de interceptação telefônica autorizada judicialmente com processos criminais nos quais imputada a prática de crime punível com detenção (Recurso Extraordinário 810.906-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 14.9.2015; AI 626.214-AgR, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Supremo Tribunal Federal AC 4044 AGR-AGR / DF (...) Nessa ambiência é que foi deferido o pleito de compartilhamento formulado pelo Ministério Público Federal, não se constatando na providência qualquer malferimento a garantias individuais do agravante.” Veja-se que tal acórdão, proferido por este Órgão Colegiado em votação unânime, aplicou ao caso concreto entendimento já consolidado no âmbito do Supremo Tribunal Federal, conforme ilustra o seguinte precedente, da lavra do saudoso Ministro Teori Zavascki: “INQUÉRITO. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. PROVA EMPRESTADA. DECISÕES JUDICIAIS QUE AUTORIZARAM A MEDIDA E SEU COMPARTILHAMENTO JUNTADAS AOS AUTOS. AUSÊNCIA DE TRANSCRIÇÃO INTEGRAL DOS DIÁLOGOS E DISPONIBILIZAÇÃO DOS ÁUDIOS. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. SUFICIÊNCIA DA DEGRAVAÇÃO DAS CONVERSAS ALUDIDAS NA EXORDIAL ACUSATÓRIA. COMPARTILHAMENTO COM AÇÃO PENAL RELATIVA A CRIME PUNIDO COM DETENÇÃO. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. INÉPCIA DA DENÚNCIA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DISPENSA INDEVIDA DE LICITAÇÃO MAJORADA (ART. 89, CAPUT, C/C ART. 84, § 2..., AMBOS DA LEI 8.666/1993). DOLO ESPECÍFICO DE CAUSAR DANO AO ERÁRIO OU ENRIQUECIMENTO ILÍCITO. NÃO DEMONSTRAÇÃO. ATIPICIDADE. IMPROCEDÊNCIA DA ACUSAÇÃO (ART. 6..., 2... PARTE, DA LEI 8.038/1990). (…) 2. Esta Corte já assentou a legitimidade do compartilhamento de elementos probatórios colhidos por meio de interceptação telefônica autorizada judicialmente com processos criminais nos quais imputada a prática de crime punível com detenção (Recurso Extraordinário 810.906-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 14.9.2015; AI 626.214-AgR, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 4707 Voto - MIN. EDSON FACHIN AC 4044 AGR-AGR / DF Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 8.10.2010; HC 83.515, Rel. Min. NELSON JOBIM, Tribunal Pleno, DJ de 4.3.2005), e até mesmo com processos de natureza administrativa (RMS 28.774, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 25.8.2016). (...) 5. Acusação julgada improcedente” (INQ 3.967, Rel.: Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 22.11.2016 - destaquei) Ademais, o investigado terá à sua disposição, perante os juízos competentes, o acesso aos meios de impugnação previstos no ordenamento jurídico para a defesa de suas pretensões, seja em relação à pertinência da prova com o objeto dos autos destinatários, seja no tocante a eventual ocorrência da inadmissível dupla apuração de fatos idênticos sob a mesma esfera de responsabilização. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Supremo Tribunal Federal AC 4044 AGR-AGR / DF Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 8.10.2010; HC 83.515, Rel. Min. NELSON JOBIM, Tribunal Pleno, DJ de 4.3.2005), e até mesmo com processos de natureza administrativa (RMS 28.774, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 25.8.2016). (...) 5. Acusação julgada improcedente” (INQ 3.967, Rel.: Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 22.11.2016 - destaquei) Ademais, o investigado terá à sua disposição, perante os juízos competentes, o acesso aos meios de impugnação previstos no ordenamento jurídico para a defesa de suas pretensões, seja em relação à pertinência da prova com o objeto dos autos destinatários, seja no tocante a eventual ocorrência da inadmissível dupla apuração de fatos idênticos sob a mesma esfera de responsabilização. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BADB-D3F1-ABF0-BAD7 e senha 01B2-F6BA-A46B-305F Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 4708 Extrato de Ata - 15/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.044 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : EDUARDO COSENTINO DA CUNHA ADV.(A/S) : DELIO FORTES LINS E SILVA JUNIOR (A708/AM, 16649/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D67-E26A-C7A8-AC48 e senha 8B9D-0361-7661-D7E6 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 4.044 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : EDUARDO COSENTINO DA CUNHA ADV.(A/S) : DELIO FORTES LINS E SILVA JUNIOR (A708/AM, 16649/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D67-E26A-C7A8-AC48 e senha 8B9D-0361-7661-D7E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12 4709
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO CAUTELAR 4 . 044", "AC 4044", "Ação Penal n . 5053013 - 30 . 2017 . 4 . 04 . 7000 - 13", "Ação Penal n . 60203 - 83 . 2016 . 01 . 3400 - 10 .", "Ação Penal n . 0805556 - 95 . 2017 . 4 . 05 . 8400 - 14", "AÇÃO CAUTELAR 4 . 044", "Ação Penal n . 5053013 - 30 . 2017 . 4 . 04 . 7000 - 13", "Ação Penal n . 60203 - 83 . 2016 . 01 . 3400 - 10", "Ação Penal n . 0805556 - 95 . 2017 . 4 . 05 . 8400 - 14", "AC 4044 AGR - AGR / DF", "RHC 121 . 127 AgR", "Ação Penal 470", "Inquérito 2 . 280", "AImp 4 AgR", "RHC 121 . 127 AgR", "Ação Penal 470", "Inquérito 2 . 280 .", "AImp 4 AgR", "AC 4044 AGR - AGR / DF", "AC 4044 AGR - AGR / DF", "AC 4044 AGR - AGR / DF", "AC 4 . 195 ”", "PET 7 . 304", "PET 7 . 304", "AI 626 . 214 - AgR ,", "Recurso Extraordinário 810 . 906 - AgR", "AI 626 . 214 - AgR", "HC 83 . 515", "RMS 28 . 774", "INQ 3 . 967", "HC 83 . 515", "RMS 28 . 774", "INQ", "AÇÃO CAUTELAR 4 . 044", "AÇÃO CAUTELAR 4 . 044" ], "LEGISLACAO": [ "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 400 , § 1 . . . , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 400 , § 1 . . . , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "ART . 38 DA LEI 8 . 038 / 1990", "ART . 21 , § 1 . . . , DO RISTF", "art . 38 da Lei 8 . 038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "ART . 38 DA LEI 8 . 038 / 1990", "ART . 21 , § 1 . . . , DO RISTF", "art . 38 da Lei 8 . 038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 252 DO CPP", "art . 252 do CPP", "inciso LIII do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988", "art . 252 do Diploma Processual Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 252 DO CPP", "art . 252 do CPP", "inciso LIII do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988", "inciso LIV do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988", "art . 252 do Diploma Processual Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 41 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "ART . 89 , CAPUT , C / C ART . 84 , § 2 . . . ,", "LEI 8 . 666 / 1993", "ART . 6 . . . , 2 . . . PARTE , DA", "LEI 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 41 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "ART . 89 , CAPUT , C / C ART . 84 , § 2 . . .", "LEI 8 . 666 / 1993", "ART . 6 . . . , 2 . . . PARTE , DA", "LEI 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Vara Federal da Seção Judiciária do Paraná", "Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal", "Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Norte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "AG", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Vara Federal da Seção Judiciária do Paraná", "Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal", "Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Norte", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "EDUARDO COSENTINO DA CUNHA", "DELIO FORTES LINS E SILVA JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDUARDO COSENTINO DA CUNHA", "DELIO FORTES LINS E SILVA JUNIOR", "EDSON FACHIN", "Eduardo Cosentino da Cunha", "Teori Zavascki", "EDSON FACHIN", "EDUARDO COSENTINO DA CUNHA", "DELIO FORTES LINS E SILVA JUNIOR", "EDSON FACHIN", "Eduardo Cosentino da Cunha", "Teori Zavascki", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "TEORI ZAVASCKI", "AYRES BRITTO", "TEORI ZAVASCKI", "AYRES BRITTO", "EDSON FACHIN", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "EDSON FACHIN", "Eduardo Consentino da Cunha", "Eduardo Consentino da Cunha", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Teori Zavascki", "ROBERTO BARROSO", "Teori Zavascki", "ROBERTO BARROSO", "EDSON FACHIN", "JOAQUIM BARBOSA", "NELSON JOBIM", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "TEORI ZAVASCKI", "JOAQUIM BARBOSA", "NELSON JOBIM", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "TEORI ZAVASCKI", "EDSON FACHIN", "EDUARDO COSENTINO DA CUNHA", "DELIO FORTES LINS E SILVA JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "EDUARDO COSENTINO DA CUNHA", "DELIO FORTES LINS E SILVA JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "15 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "15 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "3", ".", "2014", "24", ".", "5", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "3", ".", "2014", "24", ".", "5", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "8", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "8", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "11", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "11", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "10", ".", "2010", "4", ".", "3", ".", "2005", "25", ".", "8", ".", "2016", 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Ementa e Acórdão 15/02/2019 PLENÁRIO SEGUNDOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.004 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :INDÚSTRIA DE COMPENSADOS POLIPLAC LTDA ADV.(A/S) :DEOCLECIO ADAO PAZ ADV.(A/S) :MARCO ANDRÉ DUNLEY GOMES EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :OS MESMOS Embargos de declaração em embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Feito à ordem. Anulação da decisão proferida no âmbito da Segunda Turma. Julgamento dos embargos de declaração pelo Plenário. 3. Tema 844 da sistemática da repercussão geral (RE-RG 398.365). Provimento do recurso extraordinário. 4. Embargos de declaração parcialmente acolhidos com efeitos infringentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, acolher, em parte, os embargos de declaração com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 08 a 14 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A18-1D16-59F3-9E96 e senha 6B82-8EC1-AB1F-E13E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 467 Relatório 15/02/2019 PLENÁRIO SEGUNDOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.004 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :INDÚSTRIA DE COMPENSADOS POLIPLAC LTDA ADV.(A/S) :DEOCLECIO ADAO PAZ ADV.(A/S) :MARCO ANDRÉ DUNLEY GOMES EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :OS MESMOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se originalmente de recurso extraordinário da União, em face de acórdão da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, ementado nos seguintes termos: “TRIBUTÁRIO. IPI. INDUSTRIALIZAÇÃO DE COMPENSADOS. EMPREGO DE MATÉRIAS-PRIMAS ISENTAS, NÃO-TRIBUTADAS OU REDUZIDAS À ALÍQUOTA ZERO. Em razão do princípio da não- cumulatividade, há que se aceitar os créditos impugnados”. (fl. 120) O apelo extremo foi admitido por decisão da Vice-Presidência do Tribunal de origem (fl. 224), e o processo remetido ao Supremo Tribunal Federal. Em juízo monocrático, o Min. Sydney Sanches negou seguimento ao recurso (fl. 236). Dessa decisão foi interposto agravo regimental (fls. 241- 249). O Plenário desta Corte, por oportunidade do julgamento do recurso, negou provimento ao regimental em acórdão assim ementado (fls. 372- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD32-9434-E75C-CF6D e senha 8345-ABA3-9955-D5E7 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 PLENÁRIO SEGUNDOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.004 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :INDÚSTRIA DE COMPENSADOS POLIPLAC LTDA ADV.(A/S) :DEOCLECIO ADAO PAZ ADV.(A/S) :MARCO ANDRÉ DUNLEY GOMES EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :OS MESMOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se originalmente de recurso extraordinário da União, em face de acórdão da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, ementado nos seguintes termos: “TRIBUTÁRIO. IPI. INDUSTRIALIZAÇÃO DE COMPENSADOS. EMPREGO DE MATÉRIAS-PRIMAS ISENTAS, NÃO-TRIBUTADAS OU REDUZIDAS À ALÍQUOTA ZERO. Em razão do princípio da não- cumulatividade, há que se aceitar os créditos impugnados”. (fl. 120) O apelo extremo foi admitido por decisão da Vice-Presidência do Tribunal de origem (fl. 224), e o processo remetido ao Supremo Tribunal Federal. Em juízo monocrático, o Min. Sydney Sanches negou seguimento ao recurso (fl. 236). Dessa decisão foi interposto agravo regimental (fls. 241- 249). O Plenário desta Corte, por oportunidade do julgamento do recurso, negou provimento ao regimental em acórdão assim ementado (fls. 372- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD32-9434-E75C-CF6D e senha 8345-ABA3-9955-D5E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 468 Relatório RE 327004 ED-SEGUNDOS / PR 389): “DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS. HIPÓTESES DE NÃO TRIBUTAÇÃO E DE ALÍQUOTA ZERO. CREDITAMENTO. PRECEDENTE DO PLENÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO. 1. Alguns temas suscitados no presente Agravo não foram prequestionados. 2. Quanto ao mais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em sessão de 18.12.2002, ao julgar o R.E. nº 350.446, Relator Ministro NELSON JOBIM, firmou entendimento no sentido de que o precedente referido na decisão agravada, sobre creditamento do I.P.I., na operação isenta, aplica-se, também, às hipóteses de não tributação e de alíquota zero. 3. Agravo improvido”. Opostos embargos de declaração pela União (fls. 394-403), foram os autos conclusos ao Min. Sydney Sanches, substituído supervenientemente, na forma do art. 38, IV, “a”, do RISTF, pelo Min. Cezar Peluso, conforme termo de substituição constante à fl. 404, que decidiu pelo sobrestamento do feito (fl. 417), na medida em que pendente de julgamento idêntica controvérsia dos autos no RE 566.819, Rel. Min. Marco Aurélio. Em 24 de abril de 2010, foi-me atribuída a relatoria do processo, nos termos do art. 38 do RISTF (fl. 418), oportunidade em que levei os aclaratórios a julgamento pelo colegiado. A Segunda Turma decidiu acolher o recurso para anular as decisões de fls. 236 e 372-389, tornar sem efeitos o sobrestamento de fl. 417 e determinar a remessa dos autos ao Tribunal de origem, na medida em que contida a discussão da espécie no tema 136 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o RE-RG 590.809, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 24.11.2014 (fls. 422-427). Em face desse provimento, insurgiu-se Indústria de Compensados 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD32-9434-E75C-CF6D e senha 8345-ABA3-9955-D5E7 Supremo Tribunal Federal RE 327004 ED-SEGUNDOS / PR 389): “DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS. HIPÓTESES DE NÃO TRIBUTAÇÃO E DE ALÍQUOTA ZERO. CREDITAMENTO. PRECEDENTE DO PLENÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO. 1. Alguns temas suscitados no presente Agravo não foram prequestionados. 2. Quanto ao mais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em sessão de 18.12.2002, ao julgar o R.E. nº 350.446, Relator Ministro NELSON JOBIM, firmou entendimento no sentido de que o precedente referido na decisão agravada, sobre creditamento do I.P.I., na operação isenta, aplica-se, também, às hipóteses de não tributação e de alíquota zero. 3. Agravo improvido”. Opostos embargos de declaração pela União (fls. 394-403), foram os autos conclusos ao Min. Sydney Sanches, substituído supervenientemente, na forma do art. 38, IV, “a”, do RISTF, pelo Min. Cezar Peluso, conforme termo de substituição constante à fl. 404, que decidiu pelo sobrestamento do feito (fl. 417), na medida em que pendente de julgamento idêntica controvérsia dos autos no RE 566.819, Rel. Min. Marco Aurélio. Em 24 de abril de 2010, foi-me atribuída a relatoria do processo, nos termos do art. 38 do RISTF (fl. 418), oportunidade em que levei os aclaratórios a julgamento pelo colegiado. A Segunda Turma decidiu acolher o recurso para anular as decisões de fls. 236 e 372-389, tornar sem efeitos o sobrestamento de fl. 417 e determinar a remessa dos autos ao Tribunal de origem, na medida em que contida a discussão da espécie no tema 136 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o RE-RG 590.809, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 24.11.2014 (fls. 422-427). Em face desse provimento, insurgiu-se Indústria de Compensados 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD32-9434-E75C-CF6D e senha 8345-ABA3-9955-D5E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 469 Relatório RE 327004 ED-SEGUNDOS / PR Poliplac Ltda. em embargos de declaração (fls. 430-435), alegando, em relevo, incompetência da Turma para modificar decisão do Plenário que negou provimento ao agravo regimental da União, proferida às fls. 372- 389. O pleito foi indeferido por decisão monocrática de minha lavra (fls. 438-440). Os autos voltaram à origem, onde ficaram sobrestados (fl. 442). Após julgamento do tema 136 da sistemática da repercussão geral, a Vice-Presidência do Tribunal Regional Federal da 4ª Região determinou a remessa dos autos ao Supremo Tribunal Federal, ao argumento de que esta Corte não teria se manifestado no mencionado tema sobre a questão dos autos (fl. 444). Recebido novamente o apelo extremo nesta Suprema Corte, proferi decisão monocrática determinando a devolução dos autos à origem, na forma do art. 543-B do Código de Processo Civil de 1973, porquanto contida a discussão da espécie no tema 844 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o RE-RG 398.365, de minha relatoria, DJe 22.9.2015 (fl. 452). Contra essa decisão, foi apresentado pedido de reconsideração, no qual se alega, em síntese, “error in procedendo em relação ao julgamento dos primeiros embargos de declaração, de fls. 394/403, cujo exame jamais poderia ter sido realizado por órgão colegiado diverso do que proferiu a decisão embargada, bem como ii) a impossibilidade de aplicação do precedente decorrente do julgamento do tema com repercussão geral a recurso que não ultrapassou a barreira da admissibilidade”. (fls. 448-461) É o minucioso relatório, eis que necessário ao enfrentamento da pretensão da parte insurgente. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD32-9434-E75C-CF6D e senha 8345-ABA3-9955-D5E7 Supremo Tribunal Federal RE 327004 ED-SEGUNDOS / PR Poliplac Ltda. em embargos de declaração (fls. 430-435), alegando, em relevo, incompetência da Turma para modificar decisão do Plenário que negou provimento ao agravo regimental da União, proferida às fls. 372- 389. O pleito foi indeferido por decisão monocrática de minha lavra (fls. 438-440). Os autos voltaram à origem, onde ficaram sobrestados (fl. 442). Após julgamento do tema 136 da sistemática da repercussão geral, a Vice-Presidência do Tribunal Regional Federal da 4ª Região determinou a remessa dos autos ao Supremo Tribunal Federal, ao argumento de que esta Corte não teria se manifestado no mencionado tema sobre a questão dos autos (fl. 444). Recebido novamente o apelo extremo nesta Suprema Corte, proferi decisão monocrática determinando a devolução dos autos à origem, na forma do art. 543-B do Código de Processo Civil de 1973, porquanto contida a discussão da espécie no tema 844 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o RE-RG 398.365, de minha relatoria, DJe 22.9.2015 (fl. 452). Contra essa decisão, foi apresentado pedido de reconsideração, no qual se alega, em síntese, “error in procedendo em relação ao julgamento dos primeiros embargos de declaração, de fls. 394/403, cujo exame jamais poderia ter sido realizado por órgão colegiado diverso do que proferiu a decisão embargada, bem como ii) a impossibilidade de aplicação do precedente decorrente do julgamento do tema com repercussão geral a recurso que não ultrapassou a barreira da admissibilidade”. (fls. 448-461) É o minucioso relatório, eis que necessário ao enfrentamento da pretensão da parte insurgente. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD32-9434-E75C-CF6D e senha 8345-ABA3-9955-D5E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 470 Voto - MIN. GILMAR MENDES 15/02/2019 PLENÁRIO SEGUNDOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.004 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Da detida análise do pedido de reconsideração (fls. 448-461), ora recebido na forma de embargos de declaração, verifico assistir parcial razão à embargante. 1) Da alegada ausência de prequestionamento Quanto à tese no sentido da “impossibilidade de aplicação do precedente decorrente do julgamento do tema com repercussão geral a recurso que não ultrapassou a barreira da admissibilidade” (fl. 450-451), melhor sorte não assiste à parte Indústria de Compensados Poliplac Ltda. No paradigma da repercussão geral, a controvérsia constitucional em debate diz respeito à interpretação do art. 153, § 3º, II, da Constituição Federal. Eis, a propósito, trecho de minha manifestação: “A controvérsia dos autos é de inegável relevância do ponto de vista jurídico, político e econômico e, certamente, não se limita aos interesses jurídicos das partes. Em síntese, discute-se se a possibilidade de creditamento de IPI pela aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero. A questão constitucional em debate diz respeito à interpretação do art. 153, § 3º, II, da Constituição Federal, que prevê o princípio da não cumulatividade do IPI com a compensação do que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores , no caso de aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero”. (grifo nosso) No caso, ao se analisar o pronunciamento do Tribunal de origem, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 PLENÁRIO SEGUNDOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.004 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Da detida análise do pedido de reconsideração (fls. 448-461), ora recebido na forma de embargos de declaração, verifico assistir parcial razão à embargante. 1) Da alegada ausência de prequestionamento Quanto à tese no sentido da “impossibilidade de aplicação do precedente decorrente do julgamento do tema com repercussão geral a recurso que não ultrapassou a barreira da admissibilidade” (fl. 450-451), melhor sorte não assiste à parte Indústria de Compensados Poliplac Ltda. No paradigma da repercussão geral, a controvérsia constitucional em debate diz respeito à interpretação do art. 153, § 3º, II, da Constituição Federal. Eis, a propósito, trecho de minha manifestação: “A controvérsia dos autos é de inegável relevância do ponto de vista jurídico, político e econômico e, certamente, não se limita aos interesses jurídicos das partes. Em síntese, discute-se se a possibilidade de creditamento de IPI pela aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero. A questão constitucional em debate diz respeito à interpretação do art. 153, § 3º, II, da Constituição Federal, que prevê o princípio da não cumulatividade do IPI com a compensação do que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores , no caso de aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero”. (grifo nosso) No caso, ao se analisar o pronunciamento do Tribunal de origem, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 471 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 327004 ED-SEGUNDOS / PR observa-se explicitamente prequestionado esse dispositivo constitucional. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do mencionado acórdão: “O recurso da ré consubstancia-se no argumento de que, se a não-cumulatividade do IPI implica na compensação do que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores, não havendo cobrança em razão da isenção tampouco deve haver crédito do imposto. Cumpre interpretar o art. 153, § 3º, inc. II da CR/88”. (fl. 116) (grifo nosso) Assim, improcedente no ponto a alegação da parte ora embargante. 2) Da necessidade de se chamar o feito à ordem Conforme relatado, o Tribunal Pleno desta Corte, por oportunidade do julgamento do recurso interno, interposto pela parte ora embargada, em face de decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, negou provimento ao regimental em acórdão assim ementado (fls. 372- 389): “DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS. HIPÓTESES DE NÃO TRIBUTAÇÃO E DE ALÍQUOTA ZERO. CREDITAMENTO. PRECEDENTE DO PLENÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO. 1. Alguns temas suscitados no presente Agravo não foram prequestionados. 2. Quanto ao mais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em sessão de 18.12.2002, ao julgar o R.E. nº 350.446, Relator Ministro NELSON JOBIM, firmou entendimento no sentido de que o precedente referido na decisão agravada, sobre creditamento do I.P.I., na operação isenta, aplica-se, também, às hipóteses de não tributação e de alíquota zero. 3. Agravo improvido”. (RE-AgR 327.004, Rel. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Supremo Tribunal Federal RE 327004 ED-SEGUNDOS / PR observa-se explicitamente prequestionado esse dispositivo constitucional. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do mencionado acórdão: “O recurso da ré consubstancia-se no argumento de que, se a não-cumulatividade do IPI implica na compensação do que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores, não havendo cobrança em razão da isenção tampouco deve haver crédito do imposto. Cumpre interpretar o art. 153, § 3º, inc. II da CR/88”. (fl. 116) (grifo nosso) Assim, improcedente no ponto a alegação da parte ora embargante. 2) Da necessidade de se chamar o feito à ordem Conforme relatado, o Tribunal Pleno desta Corte, por oportunidade do julgamento do recurso interno, interposto pela parte ora embargada, em face de decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, negou provimento ao regimental em acórdão assim ementado (fls. 372- 389): “DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS. HIPÓTESES DE NÃO TRIBUTAÇÃO E DE ALÍQUOTA ZERO. CREDITAMENTO. PRECEDENTE DO PLENÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO. 1. Alguns temas suscitados no presente Agravo não foram prequestionados. 2. Quanto ao mais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em sessão de 18.12.2002, ao julgar o R.E. nº 350.446, Relator Ministro NELSON JOBIM, firmou entendimento no sentido de que o precedente referido na decisão agravada, sobre creditamento do I.P.I., na operação isenta, aplica-se, também, às hipóteses de não tributação e de alíquota zero. 3. Agravo improvido”. (RE-AgR 327.004, Rel. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 472 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 327004 ED-SEGUNDOS / PR Min. Sydney Sanches, Tribunal Pleno, DJ 7.3.2003) Desse modo, não poderia a Segunda Turma ter decidido acolher os embargos de declaração da União (fls. 394-403), para anular as decisões de fls. 236 e 372-389, tornar sem efeitos o sobrestamento de fl. 417 e determinar a remessa dos autos ao Tribunal de origem (fls. 422-427), uma vez que oposto o recurso em face de decisão plenária. Isso porque, nos termos do disposto no art. 6º, IV, do RISTF, compete ao Plenário julgar, em grau de embargos, os processos por ele decididos. Assim, de rigor sejam os presentes aclaratórios levados ao Tribunal Pleno desta Corte para julgamento, a fim de que possa o feito ser colocado em ordem com: (i) a anulação da decisão de fls. 422-427 e de todo o iter processual transcorrido desde aquele momento; e (ii) com o julgamento dos embargos de declaração (fls. 394-403) da parte ora embargada em face do acórdão de fls. (fls. 372-389), o que se passa a fazer. 3) Dos embargos de declaração da União (fls. 394-403) No caso, trata-se de recurso de embargos de declaração (fls. 394-403) em face de acórdão do Tribunal Pleno desta Corte (fls. 372-389), no qual se alega omissão do provimento embargado quanto às razões fundadoras da apontada ausência de prequestionamento, bem como a distinção entre o precedente em que fundada a decisão embargada (RE 350.446) e a hipótese dos autos. Verifico que o assunto versado na espécie corresponde em verdade ao tema 844 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o RE- RG 398.365, de minha relatoria, DJe 22.9.2015. Na ocasião, esta Corte reafirmou sua jurisprudência, no sentido de que os princípios da não cumulatividade e da seletividade, previstos no art. 153, § 3º, I e II, do texto constitucional, não asseguram direito de crédito presumido de IPI para o contribuinte adquirente de insumos não tributados ou sujeitos à alíquota zero. Eis, a propósito, a ementa do mencionado paradigma: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Supremo Tribunal Federal RE 327004 ED-SEGUNDOS / PR Min. Sydney Sanches, Tribunal Pleno, DJ 7.3.2003) Desse modo, não poderia a Segunda Turma ter decidido acolher os embargos de declaração da União (fls. 394-403), para anular as decisões de fls. 236 e 372-389, tornar sem efeitos o sobrestamento de fl. 417 e determinar a remessa dos autos ao Tribunal de origem (fls. 422-427), uma vez que oposto o recurso em face de decisão plenária. Isso porque, nos termos do disposto no art. 6º, IV, do RISTF, compete ao Plenário julgar, em grau de embargos, os processos por ele decididos. Assim, de rigor sejam os presentes aclaratórios levados ao Tribunal Pleno desta Corte para julgamento, a fim de que possa o feito ser colocado em ordem com: (i) a anulação da decisão de fls. 422-427 e de todo o iter processual transcorrido desde aquele momento; e (ii) com o julgamento dos embargos de declaração (fls. 394-403) da parte ora embargada em face do acórdão de fls. (fls. 372-389), o que se passa a fazer. 3) Dos embargos de declaração da União (fls. 394-403) No caso, trata-se de recurso de embargos de declaração (fls. 394-403) em face de acórdão do Tribunal Pleno desta Corte (fls. 372-389), no qual se alega omissão do provimento embargado quanto às razões fundadoras da apontada ausência de prequestionamento, bem como a distinção entre o precedente em que fundada a decisão embargada (RE 350.446) e a hipótese dos autos. Verifico que o assunto versado na espécie corresponde em verdade ao tema 844 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o RE- RG 398.365, de minha relatoria, DJe 22.9.2015. Na ocasião, esta Corte reafirmou sua jurisprudência, no sentido de que os princípios da não cumulatividade e da seletividade, previstos no art. 153, § 3º, I e II, do texto constitucional, não asseguram direito de crédito presumido de IPI para o contribuinte adquirente de insumos não tributados ou sujeitos à alíquota zero. Eis, a propósito, a ementa do mencionado paradigma: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 473 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 327004 ED-SEGUNDOS / PR “Recurso extraordinário. Repercussão geral. 2. Tributário. Aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero. 3. Creditamento de IPI. Impossibilidade. 4. Os princípios da não cumulatividade e da seletividade, previstos no art. 153, § 3º, I e II, da Constituição Federal, não asseguram direito de crédito presumido de IPI para o contribuinte adquirente de insumos não tributados ou sujeitos à alíquota zero. Precedentes. 5. Recurso não provido. Reafirmação de jurisprudência”. (RE-RG 398.365, de minha relatoria, DJe 22.9.2015) Dessa orientação divergiu o Tribunal de origem ao reconhecer o direito do contribuinte ao crédito presumido de IPI proveniente de aquisição de matérias-primas isentas, não tributadas ou reduzidas à alíquota zero. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do referido acórdão: “Por conseguinte, há que compensar o imposto cobrado. Para que haja cobrança, deve haver obrigação. E esta pressupõe incidência da norma tributária. Assim, havendo imunidade ou isenção, que se constituem em espécies de não-incidência qualificada, respectivamente, pela Constituição e pela lei, não se poderia admitir crédito à compensação. Mas a rejeição desse crédito desnaturaria o princípio da não-cumulatividade porque o imposto não iria incidir apenas sobre o valor acrescido mas sobre o valor acumulado, tornando inócua a imunidade ou a isenção. Assim, em perspectiva finalística, há de se aceitar o crédito nessas hipóteses para assegurar o propósito do princípio da não-cumulatividade, que é, justamente, realizar a tributação pelo valor acrescido. O mesmo raciocínio vale para a hipótese de alíquota zero, esclarecendo-se que esta, ao contrário da imunidade e da isenção, implica em incidência da norma tributária, embora sem o reflexo econômico ou patrimonial. Em face do exposto, dou provimento à apelação da autora e nego provimento ao recurso da ré e à remessa ‘ex officio’, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Supremo Tribunal Federal RE 327004 ED-SEGUNDOS / PR “Recurso extraordinário. Repercussão geral. 2. Tributário. Aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero. 3. Creditamento de IPI. Impossibilidade. 4. Os princípios da não cumulatividade e da seletividade, previstos no art. 153, § 3º, I e II, da Constituição Federal, não asseguram direito de crédito presumido de IPI para o contribuinte adquirente de insumos não tributados ou sujeitos à alíquota zero. Precedentes. 5. Recurso não provido. Reafirmação de jurisprudência”. (RE-RG 398.365, de minha relatoria, DJe 22.9.2015) Dessa orientação divergiu o Tribunal de origem ao reconhecer o direito do contribuinte ao crédito presumido de IPI proveniente de aquisição de matérias-primas isentas, não tributadas ou reduzidas à alíquota zero. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do referido acórdão: “Por conseguinte, há que compensar o imposto cobrado. Para que haja cobrança, deve haver obrigação. E esta pressupõe incidência da norma tributária. Assim, havendo imunidade ou isenção, que se constituem em espécies de não-incidência qualificada, respectivamente, pela Constituição e pela lei, não se poderia admitir crédito à compensação. Mas a rejeição desse crédito desnaturaria o princípio da não-cumulatividade porque o imposto não iria incidir apenas sobre o valor acrescido mas sobre o valor acumulado, tornando inócua a imunidade ou a isenção. Assim, em perspectiva finalística, há de se aceitar o crédito nessas hipóteses para assegurar o propósito do princípio da não-cumulatividade, que é, justamente, realizar a tributação pelo valor acrescido. O mesmo raciocínio vale para a hipótese de alíquota zero, esclarecendo-se que esta, ao contrário da imunidade e da isenção, implica em incidência da norma tributária, embora sem o reflexo econômico ou patrimonial. Em face do exposto, dou provimento à apelação da autora e nego provimento ao recurso da ré e à remessa ‘ex officio’, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 474 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 327004 ED-SEGUNDOS / PR condenando a sucumbente no reembolso das custas dispendidas pela autora e nos honorários de advogado, à taxa de 10% sobre o valor atualizado da causa (CPC, art. 20, § 4º)”. (fls. 117-118) Ante o exposto, acolho parcialmente os embargos de declaração da parte Indústria de Compensados Poliplac Ltda. (fls. 448-461), dando-lhes efeitos infringentes nessa extensão, para anular a decisão de fls. 422-427 e todos os atos processuais subsequentes. Julgando os embargos de declaração da União (fls. 394-403), acolho-os, também com efeitos infringentes, no sentido de prover o recurso extraordinário (fls. 175-197), para afastar o direito do contribuinte ao creditamento de IPI referente à aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero (art. 932, V, b, do CPC). Invertidos os ônus de sucumbência. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Supremo Tribunal Federal RE 327004 ED-SEGUNDOS / PR condenando a sucumbente no reembolso das custas dispendidas pela autora e nos honorários de advogado, à taxa de 10% sobre o valor atualizado da causa (CPC, art. 20, § 4º)”. (fls. 117-118) Ante o exposto, acolho parcialmente os embargos de declaração da parte Indústria de Compensados Poliplac Ltda. (fls. 448-461), dando-lhes efeitos infringentes nessa extensão, para anular a decisão de fls. 422-427 e todos os atos processuais subsequentes. Julgando os embargos de declaração da União (fls. 394-403), acolho-os, também com efeitos infringentes, no sentido de prover o recurso extraordinário (fls. 175-197), para afastar o direito do contribuinte ao creditamento de IPI referente à aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero (art. 932, V, b, do CPC). Invertidos os ônus de sucumbência. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 475 Extrato de Ata - 15/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.004 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : INDÚSTRIA DE COMPENSADOS POLIPLAC LTDA ADV.(A/S) : DEOCLECIO ADAO PAZ (16519/PR) ADV.(A/S) : MARCO ANDRÉ DUNLEY GOMES (01230/A/DF, 57234/RJ, 111225/SP) EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) EMBDO.(A/S) : OS MESMOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, acolheu parcialmente os embargos de declaração da parte Indústria de Compensados Poliplac Ltda, dando-lhes efeitos infringentes nessa extensão, para anular a decisão de fls. 422-427 e todos os atos processuais subsequentes, e acolheu os embargos de declaração da União, também com efeitos infringentes, no sentido de prover o recurso extraordinário (fls. 175-197), para afastar o direito do contribuinte ao creditamento de IPI referente à aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero (art. 932, V, b, do CPC), invertidos os ônus de sucumbência, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B729-AEDA-2CEE-4A1D e senha 12B1-7923-3EAE-F1AE Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.004 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : INDÚSTRIA DE COMPENSADOS POLIPLAC LTDA ADV.(A/S) : DEOCLECIO ADAO PAZ (16519/PR) ADV.(A/S) : MARCO ANDRÉ DUNLEY GOMES (01230/A/DF, 57234/RJ, 111225/SP) EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) EMBDO.(A/S) : OS MESMOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, acolheu parcialmente os embargos de declaração da parte Indústria de Compensados Poliplac Ltda, dando-lhes efeitos infringentes nessa extensão, para anular a decisão de fls. 422-427 e todos os atos processuais subsequentes, e acolheu os embargos de declaração da União, também com efeitos infringentes, no sentido de prover o recurso extraordinário (fls. 175-197), para afastar o direito do contribuinte ao creditamento de IPI referente à aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero (art. 932, V, b, do CPC), invertidos os ônus de sucumbência, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B729-AEDA-2CEE-4A1D e senha 12B1-7923-3EAE-F1AE Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10 476
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749600923
2019-02-15T00:00:00
2019-04-15T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, acolheu parcialmente os embargos de declaração da parte Indústria de Compensados Poliplac Ltda, dando-lhes efeitos infringentes nessa extensão, para anular a decisão de fls. 422-427 e todos os atos processuais subsequentes, e acolheu os embargos de declaração da União, também com efeitos infringentes, no sentido de prover o recurso extraordinário (fls. 175-197), para afastar o direito do contribuinte ao creditamento de IPI referente à aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero (art. 932, V, b, do CPC), invertidos os ônus de sucumbência, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019.
SEGUNDOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Embargos de declaração em embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Feito à ordem. Anulação da decisão proferida no âmbito da Segunda Turma. Julgamento dos embargos de declaração pelo Plenário. 3. Tema 844 da sistemática da repercussão geral (RE-RG 398.365). Provimento do recurso extraordinário. 4. Embargos de declaração parcialmente acolhidos com efeitos infringentes.
sjur402062
Número de páginas: 10. Análise: 06/05/2019, MJC.
GILMAR MENDES
Tribunal Pleno
327004
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00153 PAR-00003 INC-00001 INC-00002\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932 INC-00005 LET-B\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00006 INC-00004\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RE-ED-segundos
acordaos
RE 327004 ED-segundos
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EMBTE.(S) : INDÚSTRIA DE COMPENSADOS POLIPLAC LTDA ADV.(A/S) : DEOCLECIO ADAO PAZ ADV.(A/S) : MARCO ANDRÉ DUNLEY GOMES EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) : OS MESMOS
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Ementa e Acórdão 15/02/2019 PLENÁRIO SEGUNDOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.004 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :INDÚSTRIA DE COMPENSADOS POLIPLAC LTDA ADV.(A/S) :DEOCLECIO ADAO PAZ ADV.(A/S) :MARCO ANDRÉ DUNLEY GOMES EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :OS MESMOS Embargos de declaração em embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Feito à ordem. Anulação da decisão proferida no âmbito da Segunda Turma. Julgamento dos embargos de declaração pelo Plenário. 3. Tema 844 da sistemática da repercussão geral (Recurso Extraordinário-RG 398.365). Provimento do recurso extraordinário. 4. Embargos de declaração parcialmente acolhidos com efeitos infringentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, acolher, em parte, os embargos de declaração com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 08 a 14 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A18-1D16-59F3-9E96 e senha 6B82-8EC1-AB1F-E13E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 467 Relatório 15/02/2019 PLENÁRIO SEGUNDOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.004 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :INDÚSTRIA DE COMPENSADOS POLIPLAC LTDA ADV.(A/S) :DEOCLECIO ADAO PAZ ADV.(A/S) :MARCO ANDRÉ DUNLEY GOMES EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :OS MESMOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se originalmente de recurso extraordinário da União, em face de acórdão da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, ementado nos seguintes termos: “TRIBUTÁRIO. IPI. INDUSTRIALIZAÇÃO DE COMPENSADOS. EMPREGO DE MATÉRIAS-PRIMAS ISENTAS, NÃO-TRIBUTADAS OU REDUZIDAS À ALÍQUOTA ZERO. Em razão do princípio da não- cumulatividade, há que se aceitar os créditos impugnados”. (fl. 120) O apelo extremo foi admitido por decisão da Vice-Presidência do Tribunal de origem (fl. 224), e o processo remetido ao Supremo Tribunal Federal. Em juízo monocrático, o Min. Sydney Sanches negou seguimento ao recurso (fl. 236). Dessa decisão foi interposto agravo regimental (fls. 241- 249). O Plenário desta Corte, por oportunidade do julgamento do recurso, negou provimento ao regimental em acórdão assim ementado (fls. 372- Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD32-9434-E75C-CF6D e senha 8345-ABA3-9955-D5E7 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 PLENÁRIO SEGUNDOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.004 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :INDÚSTRIA DE COMPENSADOS POLIPLAC LTDA ADV.(A/S) :DEOCLECIO ADAO PAZ ADV.(A/S) :MARCO ANDRÉ DUNLEY GOMES EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :OS MESMOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se originalmente de recurso extraordinário da União, em face de acórdão da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, ementado nos seguintes termos: “TRIBUTÁRIO. IPI. INDUSTRIALIZAÇÃO DE COMPENSADOS. EMPREGO DE MATÉRIAS-PRIMAS ISENTAS, NÃO-TRIBUTADAS OU REDUZIDAS À ALÍQUOTA ZERO. Em razão do princípio da não- cumulatividade, há que se aceitar os créditos impugnados”. (fl. 120) O apelo extremo foi admitido por decisão da Vice-Presidência do Tribunal de origem (fl. 224), e o processo remetido ao Supremo Tribunal Federal. Em juízo monocrático, o Min. Sydney Sanches negou seguimento ao recurso (fl. 236). Dessa decisão foi interposto agravo regimental (fls. 241- 249). O Plenário desta Corte, por oportunidade do julgamento do recurso, negou provimento ao regimental em acórdão assim ementado (fls. 372- Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD32-9434-E75C-CF6D e senha 8345-ABA3-9955-D5E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 468 Relatório Recurso Extraordinário 327004 ED-SEGUNDOS / PR 389): “DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS. HIPÓTESES DE NÃO TRIBUTAÇÃO E DE ALÍQUOTA ZERO. CREDITAMENTO. PRECEDENTE DO PLENÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO. 1. Alguns temas suscitados no presente Agravo não foram prequestionados. 2. Quanto ao mais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em sessão de 18.12.2002, ao julgar o R.E. n 350.446, Relator Ministro NELSON JOBIM, firmou entendimento no sentido de que o precedente referido na decisão agravada, sobre creditamento do I.P.I., na operação isenta, aplica-se, também, às hipóteses de não tributação e de alíquota zero. 3. Agravo improvido”. Opostos embargos de declaração pela União (fls. 394-403), foram os autos conclusos ao Min. Sydney Sanches, substituído supervenientemente, na forma do art. 38, IV, “a”, do RISTF, pelo Min. Cezar Peluso, conforme termo de substituição constante à fl. 404, que decidiu pelo sobrestamento do feito (fl. 417), na medida em que pendente de julgamento idêntica controvérsia dos autos no Recurso Extraordinário 566.819, Rel. Min. Marco Aurélio. Em 24 de abril de 2010, foi-me atribuída a relatoria do processo, nos termos do art. 38 do RISTF (fl. 418), oportunidade em que levei os aclaratórios a julgamento pelo colegiado. A Segunda Turma decidiu acolher o recurso para anular as decisões de fls. 236 e 372-389, tornar sem efeitos o sobrestamento de fl. 417 e determinar a remessa dos autos ao Tribunal de origem, na medida em que contida a discussão da espécie no tema 136 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o Recurso Extraordinário-RG 590.809, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 24.11.2014 (fls. 422-427). Em face desse provimento, insurgiu-se Indústria de Compensados 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD32-9434-E75C-CF6D e senha 8345-ABA3-9955-D5E7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 327004 ED-SEGUNDOS / PR 389): “DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS. HIPÓTESES DE NÃO TRIBUTAÇÃO E DE ALÍQUOTA ZERO. CREDITAMENTO. PRECEDENTE DO PLENÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO. 1. Alguns temas suscitados no presente Agravo não foram prequestionados. 2. Quanto ao mais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em sessão de 18.12.2002, ao julgar o R.E. n 350.446, Relator Ministro NELSON JOBIM, firmou entendimento no sentido de que o precedente referido na decisão agravada, sobre creditamento do I.P.I., na operação isenta, aplica-se, também, às hipóteses de não tributação e de alíquota zero. 3. Agravo improvido”. Opostos embargos de declaração pela União (fls. 394-403), foram os autos conclusos ao Min. Sydney Sanches, substituído supervenientemente, na forma do art. 38, IV, “a”, do RISTF, pelo Min. Cezar Peluso, conforme termo de substituição constante à fl. 404, que decidiu pelo sobrestamento do feito (fl. 417), na medida em que pendente de julgamento idêntica controvérsia dos autos no Recurso Extraordinário 566.819, Rel. Min. Marco Aurélio. Em 24 de abril de 2010, foi-me atribuída a relatoria do processo, nos termos do art. 38 do RISTF (fl. 418), oportunidade em que levei os aclaratórios a julgamento pelo colegiado. A Segunda Turma decidiu acolher o recurso para anular as decisões de fls. 236 e 372-389, tornar sem efeitos o sobrestamento de fl. 417 e determinar a remessa dos autos ao Tribunal de origem, na medida em que contida a discussão da espécie no tema 136 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o Recurso Extraordinário-RG 590.809, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 24.11.2014 (fls. 422-427). Em face desse provimento, insurgiu-se Indústria de Compensados 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD32-9434-E75C-CF6D e senha 8345-ABA3-9955-D5E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 469 Relatório Recurso Extraordinário 327004 ED-SEGUNDOS / PR Poliplac Ltda. em embargos de declaração (fls. 430-435), alegando, em relevo, incompetência da Turma para modificar decisão do Plenário que negou provimento ao agravo regimental da União, proferida às fls. 372- 389. O pleito foi indeferido por decisão monocrática de minha lavra (fls. 438-440). Os autos voltaram à origem, onde ficaram sobrestados (fl. 442). Após julgamento do tema 136 da sistemática da repercussão geral, a Vice-Presidência do Tribunal Regional Federal da 4... Região determinou a remessa dos autos ao Supremo Tribunal Federal, ao argumento de que esta Corte não teria se manifestado no mencionado tema sobre a questão dos autos (fl. 444). Recebido novamente o apelo extremo nesta Suprema Corte, proferi decisão monocrática determinando a devolução dos autos à origem, na forma do art. 543-B do Código de Processo Civil de 1973, porquanto contida a discussão da espécie no tema 844 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o Recurso Extraordinário-RG 398.365, de minha relatoria, DJe 22.9.2015 (fl. 452). Contra essa decisão, foi apresentado pedido de reconsideração, no qual se alega, em síntese, “error in procedendo em relação ao julgamento dos primeiros embargos de declaração, de fls. 394/403, cujo exame jamais poderia ter sido realizado por órgão colegiado diverso do que proferiu a decisão embargada, bem como ii) a impossibilidade de aplicação do precedente decorrente do julgamento do tema com repercussão geral a recurso que não ultrapassou a barreira da admissibilidade”. (fls. 448-461) É o minucioso relatório, eis que necessário ao enfrentamento da pretensão da parte insurgente. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD32-9434-E75C-CF6D e senha 8345-ABA3-9955-D5E7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 327004 ED-SEGUNDOS / PR Poliplac Ltda. em embargos de declaração (fls. 430-435), alegando, em relevo, incompetência da Turma para modificar decisão do Plenário que negou provimento ao agravo regimental da União, proferida às fls. 372- 389. O pleito foi indeferido por decisão monocrática de minha lavra (fls. 438-440). Os autos voltaram à origem, onde ficaram sobrestados (fl. 442). Após julgamento do tema 136 da sistemática da repercussão geral, a Vice-Presidência do Tribunal Regional Federal da 4... Região determinou a remessa dos autos ao Supremo Tribunal Federal, ao argumento de que esta Corte não teria se manifestado no mencionado tema sobre a questão dos autos (fl. 444). Recebido novamente o apelo extremo nesta Suprema Corte, proferi decisão monocrática determinando a devolução dos autos à origem, na forma do art. 543-B do Código de Processo Civil de 1973, porquanto contida a discussão da espécie no tema 844 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o Recurso Extraordinário-RG 398.365, de minha relatoria, DJe 22.9.2015 (fl. 452). Contra essa decisão, foi apresentado pedido de reconsideração, no qual se alega, em síntese, “error in procedendo em relação ao julgamento dos primeiros embargos de declaração, de fls. 394/403, cujo exame jamais poderia ter sido realizado por órgão colegiado diverso do que proferiu a decisão embargada, bem como ii) a impossibilidade de aplicação do precedente decorrente do julgamento do tema com repercussão geral a recurso que não ultrapassou a barreira da admissibilidade”. (fls. 448-461) É o minucioso relatório, eis que necessário ao enfrentamento da pretensão da parte insurgente. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD32-9434-E75C-CF6D e senha 8345-ABA3-9955-D5E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 470 Voto - MIN. GILMAR MENDES 15/02/2019 PLENÁRIO SEGUNDOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.004 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Da detida análise do pedido de reconsideração (fls. 448-461), ora recebido na forma de embargos de declaração, verifico assistir parcial razão à embargante. 1) Da alegada ausência de prequestionamento Quanto à tese no sentido da “impossibilidade de aplicação do precedente decorrente do julgamento do tema com repercussão geral a recurso que não ultrapassou a barreira da admissibilidade” (fl. 450-451), melhor sorte não assiste à parte Indústria de Compensados Poliplac Ltda. No paradigma da repercussão geral, a controvérsia constitucional em debate diz respeito à interpretação do art. 153, § 3..., II, da Constituição Federal. Eis, a propósito, trecho de minha manifestação: “A controvérsia dos autos é de inegável relevância do ponto de vista jurídico, político e econômico e, certamente, não se limita aos interesses jurídicos das partes. Em síntese, discute-se se a possibilidade de creditamento de IPI pela aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero. A questão constitucional em debate diz respeito à interpretação do art. 153, § 3..., II, da Constituição Federal, que prevê o princípio da não cumulatividade do IPI com a compensação do que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores , no caso de aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero”. (grifo nosso) No caso, ao se analisar o pronunciamento do Tribunal de origem, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 PLENÁRIO SEGUNDOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.004 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Da detida análise do pedido de reconsideração (fls. 448-461), ora recebido na forma de embargos de declaração, verifico assistir parcial razão à embargante. 1) Da alegada ausência de prequestionamento Quanto à tese no sentido da “impossibilidade de aplicação do precedente decorrente do julgamento do tema com repercussão geral a recurso que não ultrapassou a barreira da admissibilidade” (fl. 450-451), melhor sorte não assiste à parte Indústria de Compensados Poliplac Ltda. No paradigma da repercussão geral, a controvérsia constitucional em debate diz respeito à interpretação do art. 153, § 3..., II, da Constituição Federal. Eis, a propósito, trecho de minha manifestação: “A controvérsia dos autos é de inegável relevância do ponto de vista jurídico, político e econômico e, certamente, não se limita aos interesses jurídicos das partes. Em síntese, discute-se se a possibilidade de creditamento de IPI pela aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero. A questão constitucional em debate diz respeito à interpretação do art. 153, § 3..., II, da Constituição Federal, que prevê o princípio da não cumulatividade do IPI com a compensação do que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores , no caso de aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero”. (grifo nosso) No caso, ao se analisar o pronunciamento do Tribunal de origem, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 471 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 327004 ED-SEGUNDOS / PR observa-se explicitamente prequestionado esse dispositivo constitucional. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do mencionado acórdão: “O recurso da ré consubstancia-se no argumento de que, se a não-cumulatividade do IPI implica na compensação do que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores, não havendo cobrança em razão da isenção tampouco deve haver crédito do imposto. Cumpre interpretar o art. 153, § 3..., inc. II da CR/88”. (fl. 116) (grifo nosso) Assim, improcedente no ponto a alegação da parte ora embargante. 2) Da necessidade de se chamar o feito à ordem Conforme relatado, o Tribunal Pleno desta Corte, por oportunidade do julgamento do recurso interno, interposto pela parte ora embargada, em face de decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, negou provimento ao regimental em acórdão assim ementado (fls. 372- 389): “DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS. HIPÓTESES DE NÃO TRIBUTAÇÃO E DE ALÍQUOTA ZERO. CREDITAMENTO. PRECEDENTE DO PLENÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO. 1. Alguns temas suscitados no presente Agravo não foram prequestionados. 2. Quanto ao mais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em sessão de 18.12.2002, ao julgar o R.E. n 350.446, Relator Ministro NELSON JOBIM, firmou entendimento no sentido de que o precedente referido na decisão agravada, sobre creditamento do I.P.I., na operação isenta, aplica-se, também, às hipóteses de não tributação e de alíquota zero. 3. Agravo improvido”. (Recurso Extraordinário-AgR 327.004, Rel. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 327004 ED-SEGUNDOS / PR observa-se explicitamente prequestionado esse dispositivo constitucional. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do mencionado acórdão: “O recurso da ré consubstancia-se no argumento de que, se a não-cumulatividade do IPI implica na compensação do que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores, não havendo cobrança em razão da isenção tampouco deve haver crédito do imposto. Cumpre interpretar o art. 153, § 3..., inc. II da CR/88”. (fl. 116) (grifo nosso) Assim, improcedente no ponto a alegação da parte ora embargante. 2) Da necessidade de se chamar o feito à ordem Conforme relatado, o Tribunal Pleno desta Corte, por oportunidade do julgamento do recurso interno, interposto pela parte ora embargada, em face de decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, negou provimento ao regimental em acórdão assim ementado (fls. 372- 389): “DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS. HIPÓTESES DE NÃO TRIBUTAÇÃO E DE ALÍQUOTA ZERO. CREDITAMENTO. PRECEDENTE DO PLENÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO. 1. Alguns temas suscitados no presente Agravo não foram prequestionados. 2. Quanto ao mais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em sessão de 18.12.2002, ao julgar o R.E. n 350.446, Relator Ministro NELSON JOBIM, firmou entendimento no sentido de que o precedente referido na decisão agravada, sobre creditamento do I.P.I., na operação isenta, aplica-se, também, às hipóteses de não tributação e de alíquota zero. 3. Agravo improvido”. (Recurso Extraordinário-AgR 327.004, Rel. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 472 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 327004 ED-SEGUNDOS / PR Min. Sydney Sanches, Tribunal Pleno, DJ 7.3.2003) Desse modo, não poderia a Segunda Turma ter decidido acolher os embargos de declaração da União (fls. 394-403), para anular as decisões de fls. 236 e 372-389, tornar sem efeitos o sobrestamento de fl. 417 e determinar a remessa dos autos ao Tribunal de origem (fls. 422-427), uma vez que oposto o recurso em face de decisão plenária. Isso porque, nos termos do disposto no art. 6..., IV, do RISTF, compete ao Plenário julgar, em grau de embargos, os processos por ele decididos. Assim, de rigor sejam os presentes aclaratórios levados ao Tribunal Pleno desta Corte para julgamento, a fim de que possa o feito ser colocado em ordem com: (i) a anulação da decisão de fls. 422-427 e de todo o iter processual transcorrido desde aquele momento; e (ii) com o julgamento dos embargos de declaração (fls. 394-403) da parte ora embargada em face do acórdão de fls. (fls. 372-389), o que se passa a fazer. 3) Dos embargos de declaração da União (fls. 394-403) No caso, trata-se de recurso de embargos de declaração (fls. 394-403) em face de acórdão do Tribunal Pleno desta Corte (fls. 372-389), no qual se alega omissão do provimento embargado quanto às razões fundadoras da apontada ausência de prequestionamento, bem como a distinção entre o precedente em que fundada a decisão embargada (Recurso Extraordinário 350.446) e a hipótese dos autos. Verifico que o assunto versado na espécie corresponde em verdade ao tema 844 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o Recurso Extraordinário- RG 398.365, de minha relatoria, DJe 22.9.2015. Na ocasião, esta Corte reafirmou sua jurisprudência, no sentido de que os princípios da não cumulatividade e da seletividade, previstos no art. 153, § 3..., I e II, do texto constitucional, não asseguram direito de crédito presumido de IPI para o contribuinte adquirente de insumos não tributados ou sujeitos à alíquota zero. Eis, a propósito, a ementa do mencionado paradigma: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 327004 ED-SEGUNDOS / PR Min. Sydney Sanches, Tribunal Pleno, DJ 7.3.2003) Desse modo, não poderia a Segunda Turma ter decidido acolher os embargos de declaração da União (fls. 394-403), para anular as decisões de fls. 236 e 372-389, tornar sem efeitos o sobrestamento de fl. 417 e determinar a remessa dos autos ao Tribunal de origem (fls. 422-427), uma vez que oposto o recurso em face de decisão plenária. Isso porque, nos termos do disposto no art. 6..., IV, do RISTF, compete ao Plenário julgar, em grau de embargos, os processos por ele decididos. Assim, de rigor sejam os presentes aclaratórios levados ao Tribunal Pleno desta Corte para julgamento, a fim de que possa o feito ser colocado em ordem com: (i) a anulação da decisão de fls. 422-427 e de todo o iter processual transcorrido desde aquele momento; e (ii) com o julgamento dos embargos de declaração (fls. 394-403) da parte ora embargada em face do acórdão de fls. (fls. 372-389), o que se passa a fazer. 3) Dos embargos de declaração da União (fls. 394-403) No caso, trata-se de recurso de embargos de declaração (fls. 394-403) em face de acórdão do Tribunal Pleno desta Corte (fls. 372-389), no qual se alega omissão do provimento embargado quanto às razões fundadoras da apontada ausência de prequestionamento, bem como a distinção entre o precedente em que fundada a decisão embargada (Recurso Extraordinário 350.446) e a hipótese dos autos. Verifico que o assunto versado na espécie corresponde em verdade ao tema 844 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o Recurso Extraordinário- RG 398.365, de minha relatoria, DJe 22.9.2015. Na ocasião, esta Corte reafirmou sua jurisprudência, no sentido de que os princípios da não cumulatividade e da seletividade, previstos no art. 153, § 3..., I e II, do texto constitucional, não asseguram direito de crédito presumido de IPI para o contribuinte adquirente de insumos não tributados ou sujeitos à alíquota zero. Eis, a propósito, a ementa do mencionado paradigma: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 473 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 327004 ED-SEGUNDOS / PR “Recurso extraordinário. Repercussão geral. 2. Tributário. Aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero. 3. Creditamento de IPI. Impossibilidade. 4. Os princípios da não cumulatividade e da seletividade, previstos no art. 153, § 3..., I e II, da Constituição Federal, não asseguram direito de crédito presumido de IPI para o contribuinte adquirente de insumos não tributados ou sujeitos à alíquota zero. Precedentes. 5. Recurso não provido. Reafirmação de jurisprudência”. (Recurso Extraordinário-RG 398.365, de minha relatoria, DJe 22.9.2015) Dessa orientação divergiu o Tribunal de origem ao reconhecer o direito do contribuinte ao crédito presumido de IPI proveniente de aquisição de matérias-primas isentas, não tributadas ou reduzidas à alíquota zero. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do referido acórdão: “Por conseguinte, há que compensar o imposto cobrado. Para que haja cobrança, deve haver obrigação. E esta pressupõe incidência da norma tributária. Assim, havendo imunidade ou isenção, que se constituem em espécies de não-incidência qualificada, respectivamente, pela Constituição e pela lei, não se poderia admitir crédito à compensação. Mas a rejeição desse crédito desnaturaria o princípio da não-cumulatividade porque o imposto não iria incidir apenas sobre o valor acrescido mas sobre o valor acumulado, tornando inócua a imunidade ou a isenção. Assim, em perspectiva finalística, há de se aceitar o crédito nessas hipóteses para assegurar o propósito do princípio da não-cumulatividade, que é, justamente, realizar a tributação pelo valor acrescido. O mesmo raciocínio vale para a hipótese de alíquota zero, esclarecendo-se que esta, ao contrário da imunidade e da isenção, implica em incidência da norma tributária, embora sem o reflexo econômico ou patrimonial. Em face do exposto, dou provimento à apelação da autora e nego provimento ao recurso da ré e à remessa ‘ex officio’, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 327004 ED-SEGUNDOS / PR “Recurso extraordinário. Repercussão geral. 2. Tributário. Aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero. 3. Creditamento de IPI. Impossibilidade. 4. Os princípios da não cumulatividade e da seletividade, previstos no art. 153, § 3..., I e II, da Constituição Federal, não asseguram direito de crédito presumido de IPI para o contribuinte adquirente de insumos não tributados ou sujeitos à alíquota zero. Precedentes. 5. Recurso não provido. Reafirmação de jurisprudência”. (Recurso Extraordinário-RG 398.365, de minha relatoria, DJe 22.9.2015) Dessa orientação divergiu o Tribunal de origem ao reconhecer o direito do contribuinte ao crédito presumido de IPI proveniente de aquisição de matérias-primas isentas, não tributadas ou reduzidas à alíquota zero. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do referido acórdão: “Por conseguinte, há que compensar o imposto cobrado. Para que haja cobrança, deve haver obrigação. E esta pressupõe incidência da norma tributária. Assim, havendo imunidade ou isenção, que se constituem em espécies de não-incidência qualificada, respectivamente, pela Constituição e pela lei, não se poderia admitir crédito à compensação. Mas a rejeição desse crédito desnaturaria o princípio da não-cumulatividade porque o imposto não iria incidir apenas sobre o valor acrescido mas sobre o valor acumulado, tornando inócua a imunidade ou a isenção. Assim, em perspectiva finalística, há de se aceitar o crédito nessas hipóteses para assegurar o propósito do princípio da não-cumulatividade, que é, justamente, realizar a tributação pelo valor acrescido. O mesmo raciocínio vale para a hipótese de alíquota zero, esclarecendo-se que esta, ao contrário da imunidade e da isenção, implica em incidência da norma tributária, embora sem o reflexo econômico ou patrimonial. Em face do exposto, dou provimento à apelação da autora e nego provimento ao recurso da ré e à remessa ‘ex officio’, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 474 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 327004 ED-SEGUNDOS / PR condenando a sucumbente no reembolso das custas dispendidas pela autora e nos honorários de advogado, à taxa de 10% sobre o valor atualizado da causa (Código de Processo Civil, art. 20, § 4...)”. (fls. 117-118) Ante o exposto, acolho parcialmente os embargos de declaração da parte Indústria de Compensados Poliplac Ltda. (fls. 448-461), dando-lhes efeitos infringentes nessa extensão, para anular a decisão de fls. 422-427 e todos os atos processuais subsequentes. Julgando os embargos de declaração da União (fls. 394-403), acolho-os, também com efeitos infringentes, no sentido de prover o recurso extraordinário (fls. 175-197), para afastar o direito do contribuinte ao creditamento de IPI referente à aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero (art. 932, V, b, do Código de Processo Civil). Invertidos os ônus de sucumbência. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 327004 ED-SEGUNDOS / PR condenando a sucumbente no reembolso das custas dispendidas pela autora e nos honorários de advogado, à taxa de 10% sobre o valor atualizado da causa (Código de Processo Civil, art. 20, § 4...)”. (fls. 117-118) Ante o exposto, acolho parcialmente os embargos de declaração da parte Indústria de Compensados Poliplac Ltda. (fls. 448-461), dando-lhes efeitos infringentes nessa extensão, para anular a decisão de fls. 422-427 e todos os atos processuais subsequentes. Julgando os embargos de declaração da União (fls. 394-403), acolho-os, também com efeitos infringentes, no sentido de prover o recurso extraordinário (fls. 175-197), para afastar o direito do contribuinte ao creditamento de IPI referente à aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero (art. 932, V, b, do Código de Processo Civil). Invertidos os ônus de sucumbência. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B5F-462E-44D2-BE8C e senha 7CDE-76F3-E2D1-76CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 475 Extrato de Ata - 15/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.004 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : INDÚSTRIA DE COMPENSADOS POLIPLAC LTDA ADV.(A/S) : DEOCLECIO ADAO PAZ (16519/PR) ADV.(A/S) : MARCO ANDRÉ DUNLEY GOMES (01230/A/DF, 57234/RJ, 111225/SP) EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) EMBDO.(A/S) : OS MESMOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, acolheu parcialmente os embargos de declaração da parte Indústria de Compensados Poliplac Ltda, dando-lhes efeitos infringentes nessa extensão, para anular a decisão de fls. 422-427 e todos os atos processuais subsequentes, e acolheu os embargos de declaração da União, também com efeitos infringentes, no sentido de prover o recurso extraordinário (fls. 175-197), para afastar o direito do contribuinte ao creditamento de IPI referente à aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero (art. 932, V, b, do Código de Processo Civil), invertidos os ônus de sucumbência, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B729-AEDA-2CEE-4A1D e senha 12B1-7923-3EAE-F1AE Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327.004 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : INDÚSTRIA DE COMPENSADOS POLIPLAC LTDA ADV.(A/S) : DEOCLECIO ADAO PAZ (16519/PR) ADV.(A/S) : MARCO ANDRÉ DUNLEY GOMES (01230/A/DF, 57234/RJ, 111225/SP) EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) EMBDO.(A/S) : OS MESMOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, acolheu parcialmente os embargos de declaração da parte Indústria de Compensados Poliplac Ltda, dando-lhes efeitos infringentes nessa extensão, para anular a decisão de fls. 422-427 e todos os atos processuais subsequentes, e acolheu os embargos de declaração da União, também com efeitos infringentes, no sentido de prover o recurso extraordinário (fls. 175-197), para afastar o direito do contribuinte ao creditamento de IPI referente à aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero (art. 932, V, b, do Código de Processo Civil), invertidos os ônus de sucumbência, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B729-AEDA-2CEE-4A1D e senha 12B1-7923-3EAE-F1AE Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10 476
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327 . 004", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327 . 004", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327 . 004", "R", ".", "E", ". n 350 . 446", "Recurso Extraordinário 566 . 819", "Recurso Extraordinário - RG 590 . 809", "Recurso Extraordinário 327004 ED", "R", ".", "E", ". n 350 . 446", "Recurso Extraordinário 566 . 819", "Recurso Extraordinário - RG 590 . 809", "Recurso Extraordinário 327004 ED - SEGUNDOS / PR", "Recurso Extraordinário - RG 398 . 365", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327 . 004", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 327 . 004", "Recurso Extraordinário 327004 ED", "R", ".", "E", ". n 350 . 446", "Recurso Extraordinário - AgR 327 . 004", "Recurso Extraordinário 327004 ED - SEGUNDOS /", "o", "R", ".", "E", ". n 350 . 446", "Recurso Extraordinário - AgR 327 . 004", "Recurso Extraordinário 327004", "Recurso Extraordinário 350 . 446", "Recurso Extraordinário - RG 398 . 365", "Recurso Extraordinário 327004 ED - SEGUNDOS / PR", "Recurso Extraordinário 350 . 446", "Recurso Extraordinário - RG 398 . 365", "Recurso Extraordinário 327004 ED - SEGUNDOS / PR", "Recurso Extraordinário - RG 398 . 365", "Recurso Extraordinário - RG 398 . 365" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 , IV , “ a ” , do RISTF", "art . 38 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 , IV , “ a ” , do RISTF", "art . 38 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 153 , § 3 . . . , II , da Constituição Federal", "art . 153 , § 3 . . . , II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 153 , § 3 . . . , II , da Constituição Federal", "art . 153 , § 3 . . . , II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 153 , § 3 . . . , inc . II da CR / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . , IV , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . , IV , do RISTF", "art . 153 , § 3 . . . , I e II , do texto constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 153 , § 3 . . . , I e II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 153 , § 3 . . . , I e II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art", "art . 932 , V , b , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 20 , § 4 .", "art . 932 , V , b , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 932 , V , b , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 932 , V , b , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO SEGUNDOS", "INDÚSTRIA DE COMPENSADOS POLIPLAC LTDA", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SEGUNDOS", "INDÚSTRIA DE COMPENSADOS POLIPLAC LTDA", "DEOCLECIO", "UNIÃO", "União", "Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . 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Região", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SEGUNDOS", "Indústria de Compensados Poliplac Ltda", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SEGUNDOS", "Indústria de Compensados Poliplac Ltda", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "União", "Plenário", "Tribunal Pleno", "União", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "União", "Plenário", "Tribunal Pleno", "União", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Indústria de Compensados Poliplac Ltda .", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Indústria de Compensados Poliplac Ltda .", "União", "INDÚSTRIA DE COMPENSADOS POLIPLAC LTDA", "UNIÃO", "Indústria de Compensados Poliplac Ltda", "União", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO", "INDÚSTRIA DE COMPENSADOS POLIPLAC LTDA", "UNIÃO", "Indústria de Compensados Poliplac Ltda", "União", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "DEOCLECIO ADAO PAZ", "MARCO ANDRÉ DUNLEY GOMES", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARCO ANDRÉ DUNLEY GOMES", "GILMAR MENDES", "Sydney Sanches", "GILMAR MENDES", "DEOCLECIO ADAO PAZ", "MARCO ANDRÉ DUNLEY GOMES", "GILMAR MENDES", "Sydney Sanches", "NELSON JOBIM", "Sydney Sanches", "Cezar Peluso", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "NELSON JOBIM", "Sydney Sanches", "Cezar Peluso", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "NELSON JOBIM", "NELSON JOBIM", "GILMAR MENDES", "Sydney Sanches", "Sydney Sanches", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "DEOCLECIO ADAO PAZ", "MARCO ANDRÉ DUNLEY GOMES", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "GILMAR MENDES", "DEOCLECIO ADAO PAZ", "MARCO ANDRÉ DUNLEY GOMES", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "15", "/", "02", "/", "2019", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "12", ".", "2002", "24 de abril de 2010", "24", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "12", ".", "2002", "24 de abril de 2010", "24", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "12", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "12", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "3", ".", "2003", "22", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "3", ".", "2003", "22", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "8", ".", "2", ".", "2019", "14", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "2", ".", "2019", "14", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.880 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICIPIO DE VITORIA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITORIA AGDO.(A/S) :RENAN FRANCISCO GOMES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :KAILON MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ADC 16. RE 760.931. ART. 71, § 1º, DA LEI 8.666/93. TERCEIRIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. CULPA IN VIGILANDO. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. DESCABIMENTO DA RECLAMAÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. É inviável a reclamação quando o ato reclamado não possui aderência estrita ao paradigma apontado como afrontado. 2. Ao contrário do alegado, o ato impugnado não contraria as decisões proferidas na ADC 16 e no RE 760.931. 3. Não é cabível o manejo de reclamação para se obter o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 8 a 14 de fevereiro de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D186-1ADC-982D-5E2E e senha 79C5-4C70-04BE-7905 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 30880 AGR / ES taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D186-1ADC-982D-5E2E e senha 79C5-4C70-04BE-7905 Supremo Tribunal Federal RCL 30880 AGR / ES taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D186-1ADC-982D-5E2E e senha 79C5-4C70-04BE-7905 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.880 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICIPIO DE VITORIA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITORIA AGDO.(A/S) :RENAN FRANCISCO GOMES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :KAILON MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento à reclamação, com base nos seguintes fundamentos sintetizados (eDOC 14): “Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, ajuizada em face de acórdão mediante o qual o TRT da 17ª Região, nos autos do Processo 1334-30.2015.5.17.0007, manteve a condenação subsidiária do reclamante pelo pagamento de verbas trabalhistas de empregado de empresa prestadora de serviços (eDOC 9). Sustenta-se, em síntese, a violação à autoridade da decisão desta Corte na ADC 16 (...). (...) Da análise dos autos, verifico que o ato reclamado reconheceu a responsabilidade subsidiária do reclamante por débitos trabalhistas com base na culpa in vigilando da Administração, ao faltar com o dever de fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas por parte da devedora principal, conforme se depreende do trecho a seguir transcrito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D15C-7A93-141A-7330 e senha 7642-5F53-1F6A-9ACF Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.880 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICIPIO DE VITORIA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITORIA AGDO.(A/S) :RENAN FRANCISCO GOMES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :KAILON MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento à reclamação, com base nos seguintes fundamentos sintetizados (eDOC 14): “Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, ajuizada em face de acórdão mediante o qual o TRT da 17ª Região, nos autos do Processo 1334-30.2015.5.17.0007, manteve a condenação subsidiária do reclamante pelo pagamento de verbas trabalhistas de empregado de empresa prestadora de serviços (eDOC 9). Sustenta-se, em síntese, a violação à autoridade da decisão desta Corte na ADC 16 (...). (...) Da análise dos autos, verifico que o ato reclamado reconheceu a responsabilidade subsidiária do reclamante por débitos trabalhistas com base na culpa in vigilando da Administração, ao faltar com o dever de fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas por parte da devedora principal, conforme se depreende do trecho a seguir transcrito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D15C-7A93-141A-7330 e senha 7642-5F53-1F6A-9ACF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 30880 AGR / ES (eDOC 9, pp. 4-7): ‘A discussão acerca da responsabilização subsidiária do ente público pela quitação das obrigações inadimplidas no curso do contrato de trabalho, e a consequente aplicação do art. 71 da Lei nº 8.666/93, chegou à apreciação da Suprema Corte. Na ocasião, o STF, julgando a ADC nº 16, considerou o art. 71 da Lei nº 8.666/93 constitucional, de forma a vedar a responsabilização da Administração Pública pelos encargos trabalhistas devidos pela prestadora dos serviços, nos casos de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas por parte do vencedor de certame licitatório. Entretanto, firmou o STF o entendimento de que, nos casos em que restar demonstrada a culpa in vigilando da Administração Pública, viável se torna a sua responsabilização pelos encargos devidos ao trabalhador, tendo em vista que, nessa situação, responderá pela sua própria incúria. (...) É necessário, assim, averiguar no caso concreto dos autos se ocorreu falha na fiscalização do contrato realizado com o prestador de serviços, ensejadora da responsabilização subsidiária do 2º réu. Imprescindível, portanto analisar os documentos trazidos aos autos. O contrato Id's. 991341e, 8acddef, e525bdb, 028da61, 1a91f60 b16f988, de prestação de serviços entre o recorrente e a primeira reclamada, embora trouxesse previsão de fiscalização por parte do recorrente, cláusula 6.2.2. não foi objeto de efetiva fiscalização, pois o ora recorrente apresentou tão somente a cópia do contrato, não colacionando quaisquer outros que comprovassem ter existido, de fato, alguma fiscalização. Logo, a não apresentação da documentação implica em reconhecer o ente estatal que não cumpriu o previsto na lei. Importante dizer que a fiscalização não se demonstra 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D15C-7A93-141A-7330 e senha 7642-5F53-1F6A-9ACF Supremo Tribunal Federal RCL 30880 AGR / ES (eDOC 9, pp. 4-7): ‘A discussão acerca da responsabilização subsidiária do ente público pela quitação das obrigações inadimplidas no curso do contrato de trabalho, e a consequente aplicação do art. 71 da Lei nº 8.666/93, chegou à apreciação da Suprema Corte. Na ocasião, o STF, julgando a ADC nº 16, considerou o art. 71 da Lei nº 8.666/93 constitucional, de forma a vedar a responsabilização da Administração Pública pelos encargos trabalhistas devidos pela prestadora dos serviços, nos casos de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas por parte do vencedor de certame licitatório. Entretanto, firmou o STF o entendimento de que, nos casos em que restar demonstrada a culpa in vigilando da Administração Pública, viável se torna a sua responsabilização pelos encargos devidos ao trabalhador, tendo em vista que, nessa situação, responderá pela sua própria incúria. (...) É necessário, assim, averiguar no caso concreto dos autos se ocorreu falha na fiscalização do contrato realizado com o prestador de serviços, ensejadora da responsabilização subsidiária do 2º réu. Imprescindível, portanto analisar os documentos trazidos aos autos. O contrato Id's. 991341e, 8acddef, e525bdb, 028da61, 1a91f60 b16f988, de prestação de serviços entre o recorrente e a primeira reclamada, embora trouxesse previsão de fiscalização por parte do recorrente, cláusula 6.2.2. não foi objeto de efetiva fiscalização, pois o ora recorrente apresentou tão somente a cópia do contrato, não colacionando quaisquer outros que comprovassem ter existido, de fato, alguma fiscalização. Logo, a não apresentação da documentação implica em reconhecer o ente estatal que não cumpriu o previsto na lei. Importante dizer que a fiscalização não se demonstra 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D15C-7A93-141A-7330 e senha 7642-5F53-1F6A-9ACF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RCL 30880 AGR / ES com a mera apresentação de comprovantes de regularidade no processo licitatório, devendo, diferentemente, ser efetiva o suficiente para, se não evitar, pelo menos minimizar ao máximo o desrespeito às normas protetivas dos trabalhadores. No caso,o que se constata é que o 2º reclamado sequer adotou ações para a salvaguarda dos direitos dos autores, tanto é que foram dispensados sem receber parcelas salariais básicas, redundando num verdadeiro abandono dos reclamantes.’ Nesse quadro fático-normativo, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende não haver afronta à decisão proferida na ADC 16, a qual declarou a constitucionalidade do art. 71, § 1º, da Lei 8.666/93. (...) Ademais, a reclamação, obviamente, não constitui via adequada para debater premissas fáticas da decisão, como pretende o reclamante quando alega que os documentos e provas produzidos nos autos originários não conduzem à conclusão sobre a culpa do Município. Tal discussão deve ser veiculada nas vias próprias que permitam revolvimento de quadro fático-probatório, inviável nessa espécie processual.” Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, a ofensa da autoridade das decisões desta Corte na ADC 16 e no RE 760.931 (paradigma do Tema 246 da repercussão geral), porque “não restou assentada a existência de falha imputável à Administração Pública” (eDOC 15, p. 6), fundamentando-se a responsabilidade estabelecida apenas no inadimplemento no pagamento das verbas trabalhistas. Requer-se, em seguida, a reconsideração do pronunciamento impugnado ou o provimento do agravo. Não houve apresentação de contraminuta (eDOC 27). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D15C-7A93-141A-7330 e senha 7642-5F53-1F6A-9ACF Supremo Tribunal Federal RCL 30880 AGR / ES com a mera apresentação de comprovantes de regularidade no processo licitatório, devendo, diferentemente, ser efetiva o suficiente para, se não evitar, pelo menos minimizar ao máximo o desrespeito às normas protetivas dos trabalhadores. No caso,o que se constata é que o 2º reclamado sequer adotou ações para a salvaguarda dos direitos dos autores, tanto é que foram dispensados sem receber parcelas salariais básicas, redundando num verdadeiro abandono dos reclamantes.’ Nesse quadro fático-normativo, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende não haver afronta à decisão proferida na ADC 16, a qual declarou a constitucionalidade do art. 71, § 1º, da Lei 8.666/93. (...) Ademais, a reclamação, obviamente, não constitui via adequada para debater premissas fáticas da decisão, como pretende o reclamante quando alega que os documentos e provas produzidos nos autos originários não conduzem à conclusão sobre a culpa do Município. Tal discussão deve ser veiculada nas vias próprias que permitam revolvimento de quadro fático-probatório, inviável nessa espécie processual.” Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, a ofensa da autoridade das decisões desta Corte na ADC 16 e no RE 760.931 (paradigma do Tema 246 da repercussão geral), porque “não restou assentada a existência de falha imputável à Administração Pública” (eDOC 15, p. 6), fundamentando-se a responsabilidade estabelecida apenas no inadimplemento no pagamento das verbas trabalhistas. Requer-se, em seguida, a reconsideração do pronunciamento impugnado ou o provimento do agravo. Não houve apresentação de contraminuta (eDOC 27). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D15C-7A93-141A-7330 e senha 7642-5F53-1F6A-9ACF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.880 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Sem razão a parte agravante. A reclamação é o instrumento previsto pela Constituição, em seu art. 102, I, “l”, para a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal e garantia da autoridade de suas decisões. Nesse último caso, a decisão deve ter sido proferida com efeitos vinculantes, ou prolatada no caso concreto. A partir da vigência da Emenda Constitucional 45 também passou a ser cabível o ajuizamento de reclamação por violação de Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3º, da CF/88). Tem-se como requisito indispensável para o cabimento de reclamação a relação de pertinência estrita entre o ato reclamado e o parâmetro de controle, não sendo possível a sua utilização como sucedâneo recursal. Nesse sentido: Rcl 7.082 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 11.12.2014; Rcl 11.463 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 13.2.2015; e Rcl 15.956 ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 5.3.2015, entre outros. A matéria discutida no presente agravo regimental não é nova nesta Corte. A ADC 16 restou assim ementada: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art., 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.880 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Sem razão a parte agravante. A reclamação é o instrumento previsto pela Constituição, em seu art. 102, I, “l”, para a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal e garantia da autoridade de suas decisões. Nesse último caso, a decisão deve ter sido proferida com efeitos vinculantes, ou prolatada no caso concreto. A partir da vigência da Emenda Constitucional 45 também passou a ser cabível o ajuizamento de reclamação por violação de Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3º, da CF/88). Tem-se como requisito indispensável para o cabimento de reclamação a relação de pertinência estrita entre o ato reclamado e o parâmetro de controle, não sendo possível a sua utilização como sucedâneo recursal. Nesse sentido: Rcl 7.082 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 11.12.2014; Rcl 11.463 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 13.2.2015; e Rcl 15.956 ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 5.3.2015, entre outros. A matéria discutida no presente agravo regimental não é nova nesta Corte. A ADC 16 restou assim ementada: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art., 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 30880 AGR / ES art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995.” (ADC 16, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe de 09.09.2011) Examinando o ato reclamado, verifico que reconheceu a responsabilidade subsidiária da parte reclamante por débitos trabalhistas, em decorrência de sua culpa in vigilando, invertendo o ônus da prova da efetiva fiscalização (pela municipalidade). Confira-se (eDOC 9, pp. 4-7): “(...) firmou o STF o entendimento de que, nos casos em que restar demonstrada a culpa in vigilando da Administração Pública, viável se torna a sua responsabilização pelos encargos devidos ao trabalhador, tendo em vista que, nessa situação, responderá pela sua própria incúria. (...) É necessário, assim, averiguar no caso concreto dos autos se ocorreu falha na fiscalização do contrato realizado com o prestador de serviços, ensejadora da responsabilização subsidiária do 2º réu. Imprescindível, portanto analisar os documentos trazidos aos autos. O contrato Id's. 991341e, 8acddef, e525bdb, 028da61, 1a91f60 b16f988, de prestação de serviços entre o recorrente e a primeira reclamada, embora trouxesse previsão de fiscalização por parte do recorrente, cláusula 6.2.2. não foi objeto de efetiva fiscalização, pois o ora recorrente apresentou tão somente a cópia do contrato, não colacionando quaisquer outros que comprovassem ter existido, de fato, alguma fiscalização. Logo, a não apresentação da documentação implica em reconhecer o ente estatal que não cumpriu o previsto na lei. Importante dizer que a fiscalização não se demonstra com a mera apresentação de comprovantes de regularidade no processo licitatório, devendo, diferentemente, ser efetiva o suficiente para, se não evitar, pelo menos minimizar ao máximo o desrespeito às normas protetivas dos trabalhadores. No caso, o que se constata é que o 2º reclamado sequer adotou ações para a salvaguarda dos direitos dos autores, tanto é que foram 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Supremo Tribunal Federal RCL 30880 AGR / ES art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995.” (ADC 16, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe de 09.09.2011) Examinando o ato reclamado, verifico que reconheceu a responsabilidade subsidiária da parte reclamante por débitos trabalhistas, em decorrência de sua culpa in vigilando, invertendo o ônus da prova da efetiva fiscalização (pela municipalidade). Confira-se (eDOC 9, pp. 4-7): “(...) firmou o STF o entendimento de que, nos casos em que restar demonstrada a culpa in vigilando da Administração Pública, viável se torna a sua responsabilização pelos encargos devidos ao trabalhador, tendo em vista que, nessa situação, responderá pela sua própria incúria. (...) É necessário, assim, averiguar no caso concreto dos autos se ocorreu falha na fiscalização do contrato realizado com o prestador de serviços, ensejadora da responsabilização subsidiária do 2º réu. Imprescindível, portanto analisar os documentos trazidos aos autos. O contrato Id's. 991341e, 8acddef, e525bdb, 028da61, 1a91f60 b16f988, de prestação de serviços entre o recorrente e a primeira reclamada, embora trouxesse previsão de fiscalização por parte do recorrente, cláusula 6.2.2. não foi objeto de efetiva fiscalização, pois o ora recorrente apresentou tão somente a cópia do contrato, não colacionando quaisquer outros que comprovassem ter existido, de fato, alguma fiscalização. Logo, a não apresentação da documentação implica em reconhecer o ente estatal que não cumpriu o previsto na lei. Importante dizer que a fiscalização não se demonstra com a mera apresentação de comprovantes de regularidade no processo licitatório, devendo, diferentemente, ser efetiva o suficiente para, se não evitar, pelo menos minimizar ao máximo o desrespeito às normas protetivas dos trabalhadores. No caso, o que se constata é que o 2º reclamado sequer adotou ações para a salvaguarda dos direitos dos autores, tanto é que foram 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 30880 AGR / ES dispensados sem receber parcelas salariais básicas, redundando num verdadeiro abandono dos reclamantes.” (destacou-se) Ao ser declarada a constitucionalidade do art. 71, § 1º, da Lei 8.666/93, na ADC 16, com efeito vinculante, ficou vedada a responsabilização subsidiária automática da Administração Pública pelos débitos trabalhistas de empresa contratada em contrato de terceirização. Contudo, não se vedou o reconhecimento de responsabilidade subsidiária em casos como o presente, nos quais as instâncias ordinárias reconhecem a culpa in vigilando do Poder Público, porque não se desvencilhou do ônus de demonstrar a efetiva fiscalização e regularidade do contrato administrativo. Com efeito, especificamente quanto à possibilidade de inversão do ônus da prova da efetiva fiscalização (para constatar ou afastar a culpa in vigilando), ainda que nos autos da Reclamação nº 21.426, relatora a i. Ministra Cármen Lúcia, DJe 1º.10.2015, tenha se considerado ser ônus da reclamante a comprovação da ausência de fiscalização municipal, impossibilitando-se, dessa feita, a inversão desse dever probatório, tal especificidade não foi objeto da ADC 16, de forma a faltar, na espécie, aderência estrita. Igualmente, impossível tomar a citada reclamação (ainda que uma das partes seja a mesma), porque, em se tratando de processo de índole subjetiva, ambos os polos devem coincidir para que a decisão lá proferida possa atuar como parâmetro de controle. Não à toa, em situações como a presente, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende não haver violação da autoridade da decisão proferida na ADC 16, entendimento reiterado no RE 760.931. Confira-se: “AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO ENTE PÚBLICO. DEVERES DE FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS. DISTRIBUIÇÃO DO ÔNUS DA PROVA. AUSÊNCIA DE AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADC 16. PRECEDENTES. 1. O registro da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Supremo Tribunal Federal RCL 30880 AGR / ES dispensados sem receber parcelas salariais básicas, redundando num verdadeiro abandono dos reclamantes.” (destacou-se) Ao ser declarada a constitucionalidade do art. 71, § 1º, da Lei 8.666/93, na ADC 16, com efeito vinculante, ficou vedada a responsabilização subsidiária automática da Administração Pública pelos débitos trabalhistas de empresa contratada em contrato de terceirização. Contudo, não se vedou o reconhecimento de responsabilidade subsidiária em casos como o presente, nos quais as instâncias ordinárias reconhecem a culpa in vigilando do Poder Público, porque não se desvencilhou do ônus de demonstrar a efetiva fiscalização e regularidade do contrato administrativo. Com efeito, especificamente quanto à possibilidade de inversão do ônus da prova da efetiva fiscalização (para constatar ou afastar a culpa in vigilando), ainda que nos autos da Reclamação nº 21.426, relatora a i. Ministra Cármen Lúcia, DJe 1º.10.2015, tenha se considerado ser ônus da reclamante a comprovação da ausência de fiscalização municipal, impossibilitando-se, dessa feita, a inversão desse dever probatório, tal especificidade não foi objeto da ADC 16, de forma a faltar, na espécie, aderência estrita. Igualmente, impossível tomar a citada reclamação (ainda que uma das partes seja a mesma), porque, em se tratando de processo de índole subjetiva, ambos os polos devem coincidir para que a decisão lá proferida possa atuar como parâmetro de controle. Não à toa, em situações como a presente, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende não haver violação da autoridade da decisão proferida na ADC 16, entendimento reiterado no RE 760.931. Confira-se: “AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO ENTE PÚBLICO. DEVERES DE FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS. DISTRIBUIÇÃO DO ÔNUS DA PROVA. AUSÊNCIA DE AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADC 16. PRECEDENTES. 1. O registro da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 30880 AGR / ES omissão da Administração Pública quanto ao poder-dever de fiscalizar o adimplemento, pela contratada, das obrigações legais que lhe incumbiam a caracterizar a culpa in vigilando, ou da falta de prova acerca do cumprimento dos deveres de fiscalização de observância obrigatória, não caracteriza afronta à ADC 16. 2. Inviável o uso da reclamação para reexame de conjunto probatório. Precedentes. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (Rcl 25.385 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.12.2017) (grifou-se) “DIREITO DO TRABALHO E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PODER PÚBLICO. TERCEIRIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. SÚMULA VINCULANTE 10. 1. Decisão reclamada que afirma a responsabilidade subsidiária da Administração por débitos trabalhistas de suas contratadas, quando reconhecida a omissão da contratante na fiscalização da execução do contrato (culpa in eligendo ou in vigilando). 2. Inexistência de violação à autoridade da decisão proferida na ADC 16. 3. Inexistência de violação à súmula vinculante nº 10, devido ao órgão reclamado não efetuar análise de constitucionalidade. 4. Em reclamação, é inviável reexaminar o material fático-probatório dos autos, a fim de rever a caracterização da omissão do Poder Público. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 24.545 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 10.11.2016) Por fim, ressalto a impossibilidade de se reverter o entendimento constante do ato reclamado sobre a existência de culpa no caso concreto, porque, nos termos da jurisprudência desta Corte, não é cabível o manejo de reclamação para se obter o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, tampouco decidir sobre a inversão do ônus probatório nesta via, já que desborda do conteúdo dos parâmetros de controle invocados. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental. É o voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Supremo Tribunal Federal RCL 30880 AGR / ES omissão da Administração Pública quanto ao poder-dever de fiscalizar o adimplemento, pela contratada, das obrigações legais que lhe incumbiam a caracterizar a culpa in vigilando, ou da falta de prova acerca do cumprimento dos deveres de fiscalização de observância obrigatória, não caracteriza afronta à ADC 16. 2. Inviável o uso da reclamação para reexame de conjunto probatório. Precedentes. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (Rcl 25.385 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.12.2017) (grifou-se) “DIREITO DO TRABALHO E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PODER PÚBLICO. TERCEIRIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. SÚMULA VINCULANTE 10. 1. Decisão reclamada que afirma a responsabilidade subsidiária da Administração por débitos trabalhistas de suas contratadas, quando reconhecida a omissão da contratante na fiscalização da execução do contrato (culpa in eligendo ou in vigilando). 2. Inexistência de violação à autoridade da decisão proferida na ADC 16. 3. Inexistência de violação à súmula vinculante nº 10, devido ao órgão reclamado não efetuar análise de constitucionalidade. 4. Em reclamação, é inviável reexaminar o material fático-probatório dos autos, a fim de rever a caracterização da omissão do Poder Público. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 24.545 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 10.11.2016) Por fim, ressalto a impossibilidade de se reverter o entendimento constante do ato reclamado sobre a existência de culpa no caso concreto, porque, nos termos da jurisprudência desta Corte, não é cabível o manejo de reclamação para se obter o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, tampouco decidir sobre a inversão do ônus probatório nesta via, já que desborda do conteúdo dos parâmetros de controle invocados. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental. É o voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 30880 AGR / ES 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Supremo Tribunal Federal RCL 30880 AGR / ES 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 15/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.880 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICIPIO DE VITORIA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITORIA AGDO.(A/S) : RENAN FRANCISCO GOMES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : KAILON MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A72F-12D4-5536-B3E9 e senha 7EC0-A02E-6204-7606 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.880 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICIPIO DE VITORIA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITORIA AGDO.(A/S) : RENAN FRANCISCO GOMES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : KAILON MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A72F-12D4-5536-B3E9 e senha 7EC0-A02E-6204-7606 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749267436
2019-02-15T00:00:00
2019-03-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ADC 16. RE 760.931. ART. 71, § 1º, DA LEI 8.666/93. TERCEIRIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. CULPA IN VIGILANDO. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. DESCABIMENTO DA RECLAMAÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. É inviável a reclamação quando o ato reclamado não possui aderência estrita ao paradigma apontado como afrontado. 2. Ao contrário do alegado, o ato impugnado não contraria as decisões proferidas na ADC 16 e no RE 760.931. 3. Não é cabível o manejo de reclamação para se obter o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur399108
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 7082 AgR (1ªT), Rcl 15956 ED (2ªT), Rcl 11463 AgR (1ªT). (CONTRATO ADMINISTRATIVO, DÉBITO TRABALHISTA, RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA) ADC 16 (TP). (RECLAMAÇÃO, REEXAME, FATO, PROVA, REVISÃO, OMISSÃO, PODER PÚBLICO) RE 760931 (TP), Rcl 24545 AgR (1ªT). - Decisão monocrática citada: (CULPA "IN VIGILANDO", INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA) Rcl 21426. Número de páginas: 11. Análise: 18/03/2019, MJC.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
30880
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L ART-0103A \n PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000045 ANO-2004\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-008666 ANO-1993\n ART-00071 PAR-00001\n LLC-1993 LEI DE LICITAÇÕES" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 30880 AgR
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AGTE.(S) : MUNICIPIO DE VITORIA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITORIA AGDO.(A/S) : RENAN FRANCISCO GOMES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : KAILON MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.880 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICIPIO DE VITORIA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITORIA AGDO.(A/S) :RENAN FRANCISCO GOMES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :KAILON MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ADC 16. Recurso Extraordinário 760.931. ART. 71, § 1..., DA LEI 8.666/93. TERCEIRIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. CULPA IN VIGILANDO. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. DESCABIMENTO DA RECLAMAÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. É inviável a reclamação quando o ato reclamado não possui aderência estrita ao paradigma apontado como afrontado. 2. Ao contrário do alegado, o ato impugnado não contraria as decisões proferidas na ADC 16 e no Recurso Extraordinário 760.931. 3. Não é cabível o manejo de reclamação para se obter o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 8 a 14 de fevereiro de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D186-1ADC-982D-5E2E e senha 79C5-4C70-04BE-7905 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 30880 AGR / ES taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D186-1ADC-982D-5E2E e senha 79C5-4C70-04BE-7905 Supremo Tribunal Federal RCL 30880 AGR / ES taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D186-1ADC-982D-5E2E e senha 79C5-4C70-04BE-7905 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.880 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICIPIO DE VITORIA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITORIA AGDO.(A/S) :RENAN FRANCISCO GOMES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :KAILON MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento à reclamação, com base nos seguintes fundamentos sintetizados (eDOC 14): “Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, ajuizada em face de acórdão mediante o qual o TRT da 17... Região, nos autos do Processo 1334-30.2015.5.17.0007, manteve a condenação subsidiária do reclamante pelo pagamento de verbas trabalhistas de empregado de empresa prestadora de serviços (eDOC 9). Sustenta-se, em síntese, a violação à autoridade da decisão desta Corte na ADC 16 (...). (...) Da análise dos autos, verifico que o ato reclamado reconheceu a responsabilidade subsidiária do reclamante por débitos trabalhistas com base na culpa in vigilando da Administração, ao faltar com o dever de fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas por parte da devedora principal, conforme se depreende do trecho a seguir transcrito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D15C-7A93-141A-7330 e senha 7642-5F53-1F6A-9ACF Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.880 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICIPIO DE VITORIA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITORIA AGDO.(A/S) :RENAN FRANCISCO GOMES ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :KAILON MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento à reclamação, com base nos seguintes fundamentos sintetizados (eDOC 14): “Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, ajuizada em face de acórdão mediante o qual o TRT da 17... Região, nos autos do Processo 1334-30.2015.5.17.0007, manteve a condenação subsidiária do reclamante pelo pagamento de verbas trabalhistas de empregado de empresa prestadora de serviços (eDOC 9). Sustenta-se, em síntese, a violação à autoridade da decisão desta Corte na ADC 16 (...). (...) Da análise dos autos, verifico que o ato reclamado reconheceu a responsabilidade subsidiária do reclamante por débitos trabalhistas com base na culpa in vigilando da Administração, ao faltar com o dever de fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas por parte da devedora principal, conforme se depreende do trecho a seguir transcrito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D15C-7A93-141A-7330 e senha 7642-5F53-1F6A-9ACF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 30880 AGR / ES (eDOC 9, pp. 4-7): ‘A discussão acerca da responsabilização subsidiária do ente público pela quitação das obrigações inadimplidas no curso do contrato de trabalho, e a consequente aplicação do art. 71 da Lei n 8.666/93, chegou à apreciação da Suprema Corte. Na ocasião, o Supremo Tribunal Federal, julgando a ADC n 16, considerou o art. 71 da Lei n 8.666/93 constitucional, de forma a vedar a responsabilização da Administração Pública pelos encargos trabalhistas devidos pela prestadora dos serviços, nos casos de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas por parte do vencedor de certame licitatório. Entretanto, firmou o Supremo Tribunal Federal o entendimento de que, nos casos em que restar demonstrada a culpa in vigilando da Administração Pública, viável se torna a sua responsabilização pelos encargos devidos ao trabalhador, tendo em vista que, nessa situação, responderá pela sua própria incúria. (...) É necessário, assim, averiguar no caso concreto dos autos se ocorreu falha na fiscalização do contrato realizado com o prestador de serviços, ensejadora da responsabilização subsidiária do 2... réu. Imprescindível, portanto analisar os documentos trazidos aos autos. O contrato Id's. 991341e, 8acddef, e525bdb, 028da61, 1a91f60 b16f988, de prestação de serviços entre o recorrente e a primeira reclamada, embora trouxesse previsão de fiscalização por parte do recorrente, cláusula 6.2.2. não foi objeto de efetiva fiscalização, pois o ora recorrente apresentou tão somente a cópia do contrato, não colacionando quaisquer outros que comprovassem ter existido, de fato, alguma fiscalização. Logo, a não apresentação da documentação implica em reconhecer o ente estatal que não cumpriu o previsto na lei. Importante dizer que a fiscalização não se demonstra 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D15C-7A93-141A-7330 e senha 7642-5F53-1F6A-9ACF Supremo Tribunal Federal RCL 30880 AGR / ES (eDOC 9, pp. 4-7): ‘A discussão acerca da responsabilização subsidiária do ente público pela quitação das obrigações inadimplidas no curso do contrato de trabalho, e a consequente aplicação do art. 71 da Lei n 8.666/93, chegou à apreciação da Suprema Corte. Na ocasião, o Supremo Tribunal Federal, julgando a ADC n 16, considerou o art. 71 da Lei n 8.666/93 constitucional, de forma a vedar a responsabilização da Administração Pública pelos encargos trabalhistas devidos pela prestadora dos serviços, nos casos de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas por parte do vencedor de certame licitatório. Entretanto, firmou o Supremo Tribunal Federal o entendimento de que, nos casos em que restar demonstrada a culpa in vigilando da Administração Pública, viável se torna a sua responsabilização pelos encargos devidos ao trabalhador, tendo em vista que, nessa situação, responderá pela sua própria incúria. (...) É necessário, assim, averiguar no caso concreto dos autos se ocorreu falha na fiscalização do contrato realizado com o prestador de serviços, ensejadora da responsabilização subsidiária do 2... réu. Imprescindível, portanto analisar os documentos trazidos aos autos. O contrato Id's. 991341e, 8acddef, e525bdb, 028da61, 1a91f60 b16f988, de prestação de serviços entre o recorrente e a primeira reclamada, embora trouxesse previsão de fiscalização por parte do recorrente, cláusula 6.2.2. não foi objeto de efetiva fiscalização, pois o ora recorrente apresentou tão somente a cópia do contrato, não colacionando quaisquer outros que comprovassem ter existido, de fato, alguma fiscalização. Logo, a não apresentação da documentação implica em reconhecer o ente estatal que não cumpriu o previsto na lei. Importante dizer que a fiscalização não se demonstra 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D15C-7A93-141A-7330 e senha 7642-5F53-1F6A-9ACF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RCL 30880 AGR / ES com a mera apresentação de comprovantes de regularidade no processo licitatório, devendo, diferentemente, ser efetiva o suficiente para, se não evitar, pelo menos minimizar ao máximo o desrespeito às normas protetivas dos trabalhadores. No caso,o que se constata é que o 2... reclamado sequer adotou ações para a salvaguarda dos direitos dos autores, tanto é que foram dispensados sem receber parcelas salariais básicas, redundando num verdadeiro abandono dos reclamantes.’ Nesse quadro fático-normativo, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende não haver afronta à decisão proferida na ADC 16, a qual declarou a constitucionalidade do art. 71, § 1..., da Lei 8.666/93. (...) Ademais, a reclamação, obviamente, não constitui via adequada para debater premissas fáticas da decisão, como pretende o reclamante quando alega que os documentos e provas produzidos nos autos originários não conduzem à conclusão sobre a culpa do Município. Tal discussão deve ser veiculada nas vias próprias que permitam revolvimento de quadro fático-probatório, inviável nessa espécie processual.” Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, a ofensa da autoridade das decisões desta Corte na ADC 16 e no Recurso Extraordinário 760.931 (paradigma do Tema 246 da repercussão geral), porque “não restou assentada a existência de falha imputável à Administração Pública” (eDOC 15, p. 6), fundamentando-se a responsabilidade estabelecida apenas no inadimplemento no pagamento das verbas trabalhistas. Requer-se, em seguida, a reconsideração do pronunciamento impugnado ou o provimento do agravo. Não houve apresentação de contraminuta (eDOC 27). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D15C-7A93-141A-7330 e senha 7642-5F53-1F6A-9ACF Supremo Tribunal Federal RCL 30880 AGR / ES com a mera apresentação de comprovantes de regularidade no processo licitatório, devendo, diferentemente, ser efetiva o suficiente para, se não evitar, pelo menos minimizar ao máximo o desrespeito às normas protetivas dos trabalhadores. No caso,o que se constata é que o 2... reclamado sequer adotou ações para a salvaguarda dos direitos dos autores, tanto é que foram dispensados sem receber parcelas salariais básicas, redundando num verdadeiro abandono dos reclamantes.’ Nesse quadro fático-normativo, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende não haver afronta à decisão proferida na ADC 16, a qual declarou a constitucionalidade do art. 71, § 1..., da Lei 8.666/93. (...) Ademais, a reclamação, obviamente, não constitui via adequada para debater premissas fáticas da decisão, como pretende o reclamante quando alega que os documentos e provas produzidos nos autos originários não conduzem à conclusão sobre a culpa do Município. Tal discussão deve ser veiculada nas vias próprias que permitam revolvimento de quadro fático-probatório, inviável nessa espécie processual.” Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, a ofensa da autoridade das decisões desta Corte na ADC 16 e no Recurso Extraordinário 760.931 (paradigma do Tema 246 da repercussão geral), porque “não restou assentada a existência de falha imputável à Administração Pública” (eDOC 15, p. 6), fundamentando-se a responsabilidade estabelecida apenas no inadimplemento no pagamento das verbas trabalhistas. Requer-se, em seguida, a reconsideração do pronunciamento impugnado ou o provimento do agravo. Não houve apresentação de contraminuta (eDOC 27). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D15C-7A93-141A-7330 e senha 7642-5F53-1F6A-9ACF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.880 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Sem razão a parte agravante. A reclamação é o instrumento previsto pela Constituição, em seu art. 102, I, “l”, para a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal e garantia da autoridade de suas decisões. Nesse último caso, a decisão deve ter sido proferida com efeitos vinculantes, ou prolatada no caso concreto. A partir da vigência da Emenda Constitucional 45 também passou a ser cabível o ajuizamento de reclamação por violação de Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88). Tem-se como requisito indispensável para o cabimento de reclamação a relação de pertinência estrita entre o ato reclamado e o parâmetro de controle, não sendo possível a sua utilização como sucedâneo recursal. Nesse sentido: Rcl 7.082 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 11.12.2014; Rcl 11.463 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 13.2.2015; e Rcl 15.956 ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 5.3.2015, entre outros. A matéria discutida no presente agravo regimental não é nova nesta Corte. A ADC 16 restou assim ementada: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art., 71, § 1..., da Lei federal n 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.880 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Sem razão a parte agravante. A reclamação é o instrumento previsto pela Constituição, em seu art. 102, I, “l”, para a preservação da competência do Supremo Tribunal Federal e garantia da autoridade de suas decisões. Nesse último caso, a decisão deve ter sido proferida com efeitos vinculantes, ou prolatada no caso concreto. A partir da vigência da Emenda Constitucional 45 também passou a ser cabível o ajuizamento de reclamação por violação de Súmula Vinculante (art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88). Tem-se como requisito indispensável para o cabimento de reclamação a relação de pertinência estrita entre o ato reclamado e o parâmetro de controle, não sendo possível a sua utilização como sucedâneo recursal. Nesse sentido: Rcl 7.082 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 11.12.2014; Rcl 11.463 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 13.2.2015; e Rcl 15.956 ED, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 5.3.2015, entre outros. A matéria discutida no presente agravo regimental não é nova nesta Corte. A ADC 16 restou assim ementada: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art., 71, § 1..., da Lei federal n 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 30880 AGR / ES art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei n 9.032, de 1995.” (ADC 16, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe de 09.09.2011) Examinando o ato reclamado, verifico que reconheceu a responsabilidade subsidiária da parte reclamante por débitos trabalhistas, em decorrência de sua culpa in vigilando, invertendo o ônus da prova da efetiva fiscalização (pela municipalidade). Confira-se (eDOC 9, pp. 4-7): “(...) firmou o Supremo Tribunal Federal o entendimento de que, nos casos em que restar demonstrada a culpa in vigilando da Administração Pública, viável se torna a sua responsabilização pelos encargos devidos ao trabalhador, tendo em vista que, nessa situação, responderá pela sua própria incúria. (...) É necessário, assim, averiguar no caso concreto dos autos se ocorreu falha na fiscalização do contrato realizado com o prestador de serviços, ensejadora da responsabilização subsidiária do 2... réu. Imprescindível, portanto analisar os documentos trazidos aos autos. O contrato Id's. 991341e, 8acddef, e525bdb, 028da61, 1a91f60 b16f988, de prestação de serviços entre o recorrente e a primeira reclamada, embora trouxesse previsão de fiscalização por parte do recorrente, cláusula 6.2.2. não foi objeto de efetiva fiscalização, pois o ora recorrente apresentou tão somente a cópia do contrato, não colacionando quaisquer outros que comprovassem ter existido, de fato, alguma fiscalização. Logo, a não apresentação da documentação implica em reconhecer o ente estatal que não cumpriu o previsto na lei. Importante dizer que a fiscalização não se demonstra com a mera apresentação de comprovantes de regularidade no processo licitatório, devendo, diferentemente, ser efetiva o suficiente para, se não evitar, pelo menos minimizar ao máximo o desrespeito às normas protetivas dos trabalhadores. No caso, o que se constata é que o 2... reclamado sequer adotou ações para a salvaguarda dos direitos dos autores, tanto é que foram 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Supremo Tribunal Federal RCL 30880 AGR / ES art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei n 9.032, de 1995.” (ADC 16, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe de 09.09.2011) Examinando o ato reclamado, verifico que reconheceu a responsabilidade subsidiária da parte reclamante por débitos trabalhistas, em decorrência de sua culpa in vigilando, invertendo o ônus da prova da efetiva fiscalização (pela municipalidade). Confira-se (eDOC 9, pp. 4-7): “(...) firmou o Supremo Tribunal Federal o entendimento de que, nos casos em que restar demonstrada a culpa in vigilando da Administração Pública, viável se torna a sua responsabilização pelos encargos devidos ao trabalhador, tendo em vista que, nessa situação, responderá pela sua própria incúria. (...) É necessário, assim, averiguar no caso concreto dos autos se ocorreu falha na fiscalização do contrato realizado com o prestador de serviços, ensejadora da responsabilização subsidiária do 2... réu. Imprescindível, portanto analisar os documentos trazidos aos autos. O contrato Id's. 991341e, 8acddef, e525bdb, 028da61, 1a91f60 b16f988, de prestação de serviços entre o recorrente e a primeira reclamada, embora trouxesse previsão de fiscalização por parte do recorrente, cláusula 6.2.2. não foi objeto de efetiva fiscalização, pois o ora recorrente apresentou tão somente a cópia do contrato, não colacionando quaisquer outros que comprovassem ter existido, de fato, alguma fiscalização. Logo, a não apresentação da documentação implica em reconhecer o ente estatal que não cumpriu o previsto na lei. Importante dizer que a fiscalização não se demonstra com a mera apresentação de comprovantes de regularidade no processo licitatório, devendo, diferentemente, ser efetiva o suficiente para, se não evitar, pelo menos minimizar ao máximo o desrespeito às normas protetivas dos trabalhadores. No caso, o que se constata é que o 2... reclamado sequer adotou ações para a salvaguarda dos direitos dos autores, tanto é que foram 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 30880 AGR / ES dispensados sem receber parcelas salariais básicas, redundando num verdadeiro abandono dos reclamantes.” (destacou-se) Ao ser declarada a constitucionalidade do art. 71, § 1..., da Lei 8.666/93, na ADC 16, com efeito vinculante, ficou vedada a responsabilização subsidiária automática da Administração Pública pelos débitos trabalhistas de empresa contratada em contrato de terceirização. Contudo, não se vedou o reconhecimento de responsabilidade subsidiária em casos como o presente, nos quais as instâncias ordinárias reconhecem a culpa in vigilando do Poder Público, porque não se desvencilhou do ônus de demonstrar a efetiva fiscalização e regularidade do contrato administrativo. Com efeito, especificamente quanto à possibilidade de inversão do ônus da prova da efetiva fiscalização (para constatar ou afastar a culpa in vigilando), ainda que nos autos da Reclamação n 21.426, relatora a i. Ministra Cármen Lúcia, DJe 1....10.2015, tenha se considerado ser ônus da reclamante a comprovação da ausência de fiscalização municipal, impossibilitando-se, dessa feita, a inversão desse dever probatório, tal especificidade não foi objeto da ADC 16, de forma a faltar, na espécie, aderência estrita. Igualmente, impossível tomar a citada reclamação (ainda que uma das partes seja a mesma), porque, em se tratando de processo de índole subjetiva, ambos os polos devem coincidir para que a decisão lá proferida possa atuar como parâmetro de controle. Não à toa, em situações como a presente, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende não haver violação da autoridade da decisão proferida na ADC 16, entendimento reiterado no Recurso Extraordinário 760.931. Confira-se: “AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO ENTE PÚBLICO. DEVERES DE FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS. DISTRIBUIÇÃO DO ÔNUS DA PROVA. AUSÊNCIA DE AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADC 16. PRECEDENTES. 1. O registro da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Supremo Tribunal Federal RCL 30880 AGR / ES dispensados sem receber parcelas salariais básicas, redundando num verdadeiro abandono dos reclamantes.” (destacou-se) Ao ser declarada a constitucionalidade do art. 71, § 1..., da Lei 8.666/93, na ADC 16, com efeito vinculante, ficou vedada a responsabilização subsidiária automática da Administração Pública pelos débitos trabalhistas de empresa contratada em contrato de terceirização. Contudo, não se vedou o reconhecimento de responsabilidade subsidiária em casos como o presente, nos quais as instâncias ordinárias reconhecem a culpa in vigilando do Poder Público, porque não se desvencilhou do ônus de demonstrar a efetiva fiscalização e regularidade do contrato administrativo. Com efeito, especificamente quanto à possibilidade de inversão do ônus da prova da efetiva fiscalização (para constatar ou afastar a culpa in vigilando), ainda que nos autos da Reclamação n 21.426, relatora a i. Ministra Cármen Lúcia, DJe 1....10.2015, tenha se considerado ser ônus da reclamante a comprovação da ausência de fiscalização municipal, impossibilitando-se, dessa feita, a inversão desse dever probatório, tal especificidade não foi objeto da ADC 16, de forma a faltar, na espécie, aderência estrita. Igualmente, impossível tomar a citada reclamação (ainda que uma das partes seja a mesma), porque, em se tratando de processo de índole subjetiva, ambos os polos devem coincidir para que a decisão lá proferida possa atuar como parâmetro de controle. Não à toa, em situações como a presente, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende não haver violação da autoridade da decisão proferida na ADC 16, entendimento reiterado no Recurso Extraordinário 760.931. Confira-se: “AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO ENTE PÚBLICO. DEVERES DE FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS. DISTRIBUIÇÃO DO ÔNUS DA PROVA. AUSÊNCIA DE AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADC 16. PRECEDENTES. 1. O registro da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 30880 AGR / ES omissão da Administração Pública quanto ao poder-dever de fiscalizar o adimplemento, pela contratada, das obrigações legais que lhe incumbiam a caracterizar a culpa in vigilando, ou da falta de prova acerca do cumprimento dos deveres de fiscalização de observância obrigatória, não caracteriza afronta à ADC 16. 2. Inviável o uso da reclamação para reexame de conjunto probatório. Precedentes. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (Rcl 25.385 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.12.2017) (grifou-se) “DIREITO DO TRABALHO E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PODER PÚBLICO. TERCEIRIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. SÚMULA VINCULANTE 10. 1. Decisão reclamada que afirma a responsabilidade subsidiária da Administração por débitos trabalhistas de suas contratadas, quando reconhecida a omissão da contratante na fiscalização da execução do contrato (culpa in eligendo ou in vigilando). 2. Inexistência de violação à autoridade da decisão proferida na ADC 16. 3. Inexistência de violação à súmula vinculante n 10, devido ao órgão reclamado não efetuar análise de constitucionalidade. 4. Em reclamação, é inviável reexaminar o material fático-probatório dos autos, a fim de rever a caracterização da omissão do Poder Público. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 24.545 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 10.11.2016) Por fim, ressalto a impossibilidade de se reverter o entendimento constante do ato reclamado sobre a existência de culpa no caso concreto, porque, nos termos da jurisprudência desta Corte, não é cabível o manejo de reclamação para se obter o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, tampouco decidir sobre a inversão do ônus probatório nesta via, já que desborda do conteúdo dos parâmetros de controle invocados. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental. É o voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Supremo Tribunal Federal RCL 30880 AGR / ES omissão da Administração Pública quanto ao poder-dever de fiscalizar o adimplemento, pela contratada, das obrigações legais que lhe incumbiam a caracterizar a culpa in vigilando, ou da falta de prova acerca do cumprimento dos deveres de fiscalização de observância obrigatória, não caracteriza afronta à ADC 16. 2. Inviável o uso da reclamação para reexame de conjunto probatório. Precedentes. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (Rcl 25.385 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.12.2017) (grifou-se) “DIREITO DO TRABALHO E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PODER PÚBLICO. TERCEIRIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. SÚMULA VINCULANTE 10. 1. Decisão reclamada que afirma a responsabilidade subsidiária da Administração por débitos trabalhistas de suas contratadas, quando reconhecida a omissão da contratante na fiscalização da execução do contrato (culpa in eligendo ou in vigilando). 2. Inexistência de violação à autoridade da decisão proferida na ADC 16. 3. Inexistência de violação à súmula vinculante n 10, devido ao órgão reclamado não efetuar análise de constitucionalidade. 4. Em reclamação, é inviável reexaminar o material fático-probatório dos autos, a fim de rever a caracterização da omissão do Poder Público. 5. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 24.545 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 10.11.2016) Por fim, ressalto a impossibilidade de se reverter o entendimento constante do ato reclamado sobre a existência de culpa no caso concreto, porque, nos termos da jurisprudência desta Corte, não é cabível o manejo de reclamação para se obter o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, tampouco decidir sobre a inversão do ônus probatório nesta via, já que desborda do conteúdo dos parâmetros de controle invocados. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental. É o voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 30880 AGR / ES 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Supremo Tribunal Federal RCL 30880 AGR / ES 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7325-BF5B-0B92-BC77 e senha F0AD-0FB6-988B-2324 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 15/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.880 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICIPIO DE VITORIA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITORIA AGDO.(A/S) : RENAN FRANCISCO GOMES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : KAILON MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A72F-12D4-5536-B3E9 e senha 7EC0-A02E-6204-7606 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.880 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICIPIO DE VITORIA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VITORIA AGDO.(A/S) : RENAN FRANCISCO GOMES ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : KAILON MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A72F-12D4-5536-B3E9 e senha 7EC0-A02E-6204-7606 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADC 16", "Recurso Extraordinário 760 . 931", "ADC 16", "Recurso Extraordinário 760 . 931", "RECLAMAÇÃO 30 . 880", "Processo 1334 - 30 . 2015 . 5 . 17 . 0007", "ADC 16", "Processo 1334 - 30 . 2015 . 5 . 17 . 0007", "ADC 16", "ADC n 16", "ADC n 16", "RCL 30880 AGR / ES", "ADC 16", "ADC 16", "Recurso Extraordinário 760 . 931", "RCL 30880 AGR / ES", "ADC 16", "ADC 16", "Recurso Extraordinário 760 . 931", "Rcl 7 . 082 AgR", "Rcl 11 . 463 AgR", "Rcl 15 . 956 ED", "ADC 16", "Rcl 7 . 082 AgR", "Rcl 11 . 463 AgR", "Rcl 15 . 956 ED", "ADC 16", "RCL 30880 AGR / ES", "ADC 16", "RCL 30880 AGR /", "ADC 16", "Reclamação n 21 . 426", "ADC 16", "ADC 16", "Recurso Extraordinário 760 . 931", "ADC 16", "Reclamação n 21 . 426", "ADC 16", "ADC 16", "Recurso Extraordinário 760 . 931", "ADC 16", "RCL 30880 AGR /", "Rcl 25 . 385 AgR", "Rcl 24 . 545 AgR", "Rcl 25 . 385 AgR", "Rcl 24 . 545 AgR", "RCL 30880" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 71 , § 1 . . . , DA LEI 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 da Lei n 8 . 666 / 93", "art . 71 da Lei n 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 da Lei n 8 . 666 / 93", "art . 71 da Lei n 8 . 666 / 93", "Medida Provisória", "art . 71 , § 1 . . . , da Lei 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , § 1 . . . , da Lei 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Emenda Constitucional 45", "art . 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . , 71 , § 1 . . . , da Lei federal n 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Emenda Constitucional 45", "art . 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . , 71 , § 1 . . . , da Lei federal n 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 ,", "Lei federal n 8 . 666", "Lei n 9 . 032", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ES", "art . 71 , § 1 . . . , da Lei federal n 8 . 666", "Lei n 9 . 032", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , § 1 . . . , da Lei 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , § 1 . . . , da Lei 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESPÍRITO SANTO", "MUNICÍPIO DE VITORIA", "Brasília", "Brasília", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "VITORIA", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "VITORIA", "MUNICÍPIO DE VITORIA", "ESPÍRITO SANTO", "VITORIA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17 .", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17 . . . REGIÃO", "TRT da 17 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17 .", "TRT da 17 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "ES", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ES", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "ES", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17 .", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17 .", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "RENAN FRANCISCO GOMES", "KAILON MARTINS PEREIRA", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "RENAN FRANCISCO GOMES", "KAILON MARTINS PEREIRA", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "RENAN FRANCISCO GOMES", "KAILON MARTINS PEREIRA", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "EDSON FACHIN", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "EDSON FACHIN", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "EDSON FACHIN", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "EDSON FACHIN", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "RENAN FRANCISCO GOMES", "KAILON MARTINS PEREIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "RENAN FRANCISCO GOMES", "KAILON MARTINS PEREIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "15", "/", "02", "/", "2019", "8", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "11", ".", "12", ".", "2014", "13", ".", "2", ".", "2015", "5", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "11", ".", "12", ".", "2014", "13", ".", "2", ".", "2015", "5", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de junho de 1993", "1995", "09", ".", "09", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de junho de 1993", "1995", "09", ".", "09", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "12", ".", "2017", "10", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "12", ".", "2017", "10", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "8", ".", "2", ".", "2019", "14", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "2", ".", "2019", "14", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.032 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FIBRIA CELULOSE S/A ADV.(A/S) :IVES GANDRA DA SILVA MARTINS ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) :SUPERINTENDENCIA DO DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo e Tributário. 3. Anulação de laudos emitidos em desconformidade com a legislação. Matéria infraconstitucional. Súmula 279 do STF. 4. Afronta ao princípio do devido processo legal, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, traduz ofensa reflexa à Constituição Federal. ARE-RG 748.371 (tema 660). 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE48-235E-11B5-ED8C e senha F215-9703-957E-A67D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.032 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FIBRIA CELULOSE S/A ADV.(A/S) :IVES GANDRA DA SILVA MARTINS ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) :SUPERINTENDENCIA DO DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso. Eis um trecho desse julgado: “A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (a Medida Provisória n. 2.199-14/2001 e o Decreto n. 4.213/2002) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou ser inviável a convalidação dos atos de concessão de benefício fiscal. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Não impede o reconhecimento da nulidade do ato, com a cessação dos seus efeitos, o fato de as empresas estarem agindo, segundo alegam, de boa-fé, na medida em que é dever do administrador público suprimir os atos produzidos em desconformidade com a ordem jurídica, com mácula ao interesse público, insuscetível de reedição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A878-FDDD-C3C4-B1B9 e senha 96B2-313D-A593-58AB Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.032 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FIBRIA CELULOSE S/A ADV.(A/S) :IVES GANDRA DA SILVA MARTINS ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) :SUPERINTENDENCIA DO DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso. Eis um trecho desse julgado: “A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (a Medida Provisória n. 2.199-14/2001 e o Decreto n. 4.213/2002) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou ser inviável a convalidação dos atos de concessão de benefício fiscal. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Não impede o reconhecimento da nulidade do ato, com a cessação dos seus efeitos, o fato de as empresas estarem agindo, segundo alegam, de boa-fé, na medida em que é dever do administrador público suprimir os atos produzidos em desconformidade com a ordem jurídica, com mácula ao interesse público, insuscetível de reedição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A878-FDDD-C3C4-B1B9 e senha 96B2-313D-A593-58AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório RE 1100032 AGR / PE corrigida.’ (eDOC 14, p. 6) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO. BENEFÍCIO FISCAL. 1. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 2. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE EM NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (RE 677.989 AgR/PE, Min. Rel. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 2.9.2013) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS. NÃO CUMULATIVIDADE. ENTRADA TRIBUTADA E SAÍDA ISENTA. ANULAÇÃO DE CRÉDITO. REGRA CONSTITUCIONAL. PREVISÃO EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. BENEFÍCIO FISCAL. ORIGEM E ALCANCE DO BENEFÍCIO E ILEGALIDADE DAS CONDIÇÕES ESTABELECIDAS EM DECRETO REGULAMENTAR. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. IMPOSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DO QUADRO FÁTICO ADMITIDO NO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA Nº 279 DO STF. INCIDÊNCIA. MATÉRIA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A878-FDDD-C3C4-B1B9 e senha 96B2-313D-A593-58AB Supremo Tribunal Federal RE 1100032 AGR / PE corrigida.’ (eDOC 14, p. 6) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO. BENEFÍCIO FISCAL. 1. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 2. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE EM NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (RE 677.989 AgR/PE, Min. Rel. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 2.9.2013) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS. NÃO CUMULATIVIDADE. ENTRADA TRIBUTADA E SAÍDA ISENTA. ANULAÇÃO DE CRÉDITO. REGRA CONSTITUCIONAL. PREVISÃO EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. BENEFÍCIO FISCAL. ORIGEM E ALCANCE DO BENEFÍCIO E ILEGALIDADE DAS CONDIÇÕES ESTABELECIDAS EM DECRETO REGULAMENTAR. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. IMPOSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DO QUADRO FÁTICO ADMITIDO NO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA Nº 279 DO STF. INCIDÊNCIA. MATÉRIA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A878-FDDD-C3C4-B1B9 e senha 96B2-313D-A593-58AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RE 1100032 AGR / PE RESERVADA À LEI COMPLEMENTAR. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS Nº 282 E 356 DO STF. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.’ (RE 864.701 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 8.9.2015). Por fim, no tocante à suposta violação aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, verifico que o Supremo Tribunal Federal também já apreciou a matéria dos autos no julgamento do ARE-RG 748.371 (Tema 660), oportunidade em que rejeitou a repercussão geral, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, VIII, do NCPC c/c art. 21, §1º, do RISTF)”. (eDOC 23) No agravo regimental, reitera-se a ofensa direta aos arts. 5º, inciso XXXV e LV, e 93, inciso IX, do texto constitucional. Argumenta-se que a matéria discutida nos autos é unicamente de direito. Defende-se a impossibilidade de revogação de isenções concedidas por prazo fixo mediante condições onerosas. (eDOC 25) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, defendendo o acerto da monocrática. (eDOC 30) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A878-FDDD-C3C4-B1B9 e senha 96B2-313D-A593-58AB Supremo Tribunal Federal RE 1100032 AGR / PE RESERVADA À LEI COMPLEMENTAR. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS Nº 282 E 356 DO STF. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.’ (RE 864.701 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 8.9.2015). Por fim, no tocante à suposta violação aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, verifico que o Supremo Tribunal Federal também já apreciou a matéria dos autos no julgamento do ARE-RG 748.371 (Tema 660), oportunidade em que rejeitou a repercussão geral, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, VIII, do NCPC c/c art. 21, §1º, do RISTF)”. (eDOC 23) No agravo regimental, reitera-se a ofensa direta aos arts. 5º, inciso XXXV e LV, e 93, inciso IX, do texto constitucional. Argumenta-se que a matéria discutida nos autos é unicamente de direito. Defende-se a impossibilidade de revogação de isenções concedidas por prazo fixo mediante condições onerosas. (eDOC 25) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, defendendo o acerto da monocrática. (eDOC 30) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A878-FDDD-C3C4-B1B9 e senha 96B2-313D-A593-58AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.032 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o conhecimento do recurso extraordinário implicaria, obrigatoriamente, a prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Com efeito, o acórdão recorrido promoveu a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (a Medida Provisória 2.199-14/2001 e o Decreto 4.213/2002) e o conjunto probatório constante dos autos e consignou, no caso, ser inviável a convalidação dos atos de concessão de benefício fiscal. Nesse sentido: “A discussão sobre a qualificação como isenção onerosa e que, portanto, não podia ser livremente suprimido o ato concessório do benefício. No caso em comento, no entanto, analisando pormenorizadamente a matéria, findo por afastar o argumento de impossibilidade de supressão imediata do benefício previsto no art. 1º da Medida Provisória nº 2.199-4/2001. Primeiramente, sequer constam da inicial argumentos nesse sentido; por outro lado, ainda que as alegações tivessem sido articulados, revejo o posicionamento adotado anteriormente, por considerar que o benefício do art. 1º da Medida Provisória nº 2.1999-4/2001 não cuida de isenção onerosa. É certo que o preceito estabelecia pressupostos de enquadramento no âmbito de aplicação do benefício fiscal, mas a realização dos incentivos opera-se em caráter prévio, abstrato e hipotético, não se qualificando como ‘cumprimento de condições concretas para o gozo do benefício’. A Administração à época limitou-se a constatar a possibilidade de aplicação do incentivo – ainda que o tenha feito, eventualmente, de forma viciada ou equivocada. Difere, pois, do estabelecimento de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.032 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o conhecimento do recurso extraordinário implicaria, obrigatoriamente, a prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Com efeito, o acórdão recorrido promoveu a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (a Medida Provisória 2.199-14/2001 e o Decreto 4.213/2002) e o conjunto probatório constante dos autos e consignou, no caso, ser inviável a convalidação dos atos de concessão de benefício fiscal. Nesse sentido: “A discussão sobre a qualificação como isenção onerosa e que, portanto, não podia ser livremente suprimido o ato concessório do benefício. No caso em comento, no entanto, analisando pormenorizadamente a matéria, findo por afastar o argumento de impossibilidade de supressão imediata do benefício previsto no art. 1º da Medida Provisória nº 2.199-4/2001. Primeiramente, sequer constam da inicial argumentos nesse sentido; por outro lado, ainda que as alegações tivessem sido articulados, revejo o posicionamento adotado anteriormente, por considerar que o benefício do art. 1º da Medida Provisória nº 2.1999-4/2001 não cuida de isenção onerosa. É certo que o preceito estabelecia pressupostos de enquadramento no âmbito de aplicação do benefício fiscal, mas a realização dos incentivos opera-se em caráter prévio, abstrato e hipotético, não se qualificando como ‘cumprimento de condições concretas para o gozo do benefício’. A Administração à época limitou-se a constatar a possibilidade de aplicação do incentivo – ainda que o tenha feito, eventualmente, de forma viciada ou equivocada. Difere, pois, do estabelecimento de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1100032 AGR / PE condições como meio de contraprestação, tal como reconhecido, em exame sumário, nos autos do Mandado de Segurança nº 2005.83.00.006879-0. Afastado o enquadramento do benefício do rol das isenções onerosas, tenho como subtraído o fundamento único que justificaria a manutenção do status quo, com suspensão dos efeitos do ato anulatório, sobretudo quando resta demonstrado que o processo administrativo de anulação dos laudos constitutivos observou criteriosamente os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Mesmo considerando que o momento de cognição sumária não é adequado para decidir sobre a validade do laudo constitutivo, é de se reconhecer, ao menos, que a aferição dos pressupostos legais, para deferimento de incentivos fiscais constitui ato vinculado da Administração. Não se encontra demonstrado pela parte autora, ao menos neste exame perfunctório, que houve mera mudança de interpretação pela Administração, a afastar a eficácia retroativa do reconhecimento de nulidade, tendo em vista que a elaboração do laudo constitutivo efetivou-se por setores técnicos da Inventariança da SUDENE, inexistindo controle preventivo de legalidade ou emissão prévia de parecer por Órgão jurídico, no sentido de que seria adequada a extensão do benefício às empresas situadas no sul do Espírito Santo. Apenas o confronto da manifestação jurídica prévia com a análise posteriormente empreendida constituiria prova inequívoca da mudança de interpretação que intenta demonstrar.” (eDOC 14, p. 7-8) (realce atual) “ISENÇÃO ONEROSA (…) Contudo, é de se ver que tais precedentes não se aplicam ao caso em comento, haja vista que não se está tratando, propriamente, de revogação de isenção onerosa, mas sim de invalidação de laudos constitutivos emitidos em descompasso com as determinações legais, sendo esses documentos nulos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Supremo Tribunal Federal RE 1100032 AGR / PE condições como meio de contraprestação, tal como reconhecido, em exame sumário, nos autos do Mandado de Segurança nº 2005.83.00.006879-0. Afastado o enquadramento do benefício do rol das isenções onerosas, tenho como subtraído o fundamento único que justificaria a manutenção do status quo, com suspensão dos efeitos do ato anulatório, sobretudo quando resta demonstrado que o processo administrativo de anulação dos laudos constitutivos observou criteriosamente os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Mesmo considerando que o momento de cognição sumária não é adequado para decidir sobre a validade do laudo constitutivo, é de se reconhecer, ao menos, que a aferição dos pressupostos legais, para deferimento de incentivos fiscais constitui ato vinculado da Administração. Não se encontra demonstrado pela parte autora, ao menos neste exame perfunctório, que houve mera mudança de interpretação pela Administração, a afastar a eficácia retroativa do reconhecimento de nulidade, tendo em vista que a elaboração do laudo constitutivo efetivou-se por setores técnicos da Inventariança da SUDENE, inexistindo controle preventivo de legalidade ou emissão prévia de parecer por Órgão jurídico, no sentido de que seria adequada a extensão do benefício às empresas situadas no sul do Espírito Santo. Apenas o confronto da manifestação jurídica prévia com a análise posteriormente empreendida constituiria prova inequívoca da mudança de interpretação que intenta demonstrar.” (eDOC 14, p. 7-8) (realce atual) “ISENÇÃO ONEROSA (…) Contudo, é de se ver que tais precedentes não se aplicam ao caso em comento, haja vista que não se está tratando, propriamente, de revogação de isenção onerosa, mas sim de invalidação de laudos constitutivos emitidos em descompasso com as determinações legais, sendo esses documentos nulos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1100032 AGR / PE por beneficiarem empresas não abrangidas pela área de atuação da extinta SUDENE, de sorte que não deverão mais produzir os correspondentes efeitos (a isenção será alcançada, não porque tenha sido revogada, mas porque sustentada em ato administrativo nulo). Nestes casos [atos eficazes concretos], a invalidação quer eliminar – e com frequencia retroativamente o que ainda existe: a relação jurídica. Do ato não há mais cuidar, pois desapareceu com sua aplicação concreta, isto é, única. Não impede o reconhecimento da nulidade do ato, com a cessação dos seus efeitos, o fato de as empresas estarem agindo, segundo alegam, de boa-fé (Tal qual a empresa ARACRUZ CELULOSE S/A, observo eu), na medida em que é dever do administrador público suprimir os atos produzidos em desconformidade com a ordem jurídica, com mácula ao interesse público, insuscetíveis de reedição corrigida“. (eDOC 14, p. 16-17) (realce atual) Conforme se observa dos excertos acima transcritos, o Tribunal a quo, analisando a legislação infraconstitucional aplicável ao caso, entendeu que a isenção não fora concedida de forma onerosa, além de não ter sido objeto de revogação, mas de anulação. É que a referida isenção havia sido concedida por órgão incompetente e em ofensa às previsões legais, uma vez que a empresa estava em local não abrangido pela isenção fiscal. O quadro fático e jurídico, portanto, é diferente daquele em que a Súmula 544 desta Suprema Corte foi editada. Nesse sentido, também não merece prosperar a alegação de ofensa ao inciso I do art. 151 da Constituição Federal, uma vez que os incentivos fiscais regionais são concedidos na forma da lei. Em sendo assim, as condicionantes impostas na lei de regência não esvaziam o comando constitucional, ao revés, dão concretude ao referido comando. Entretanto, a análise dos requisitos para fruição dos benefícios fiscais é matéria infraconstitucional. Na realidade, a concessão do pedido conforme pleitado pela agravante faria com que o benefício fiscal fosse concedido em afronta à 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Supremo Tribunal Federal RE 1100032 AGR / PE por beneficiarem empresas não abrangidas pela área de atuação da extinta SUDENE, de sorte que não deverão mais produzir os correspondentes efeitos (a isenção será alcançada, não porque tenha sido revogada, mas porque sustentada em ato administrativo nulo). Nestes casos [atos eficazes concretos], a invalidação quer eliminar – e com frequencia retroativamente o que ainda existe: a relação jurídica. Do ato não há mais cuidar, pois desapareceu com sua aplicação concreta, isto é, única. Não impede o reconhecimento da nulidade do ato, com a cessação dos seus efeitos, o fato de as empresas estarem agindo, segundo alegam, de boa-fé (Tal qual a empresa ARACRUZ CELULOSE S/A, observo eu), na medida em que é dever do administrador público suprimir os atos produzidos em desconformidade com a ordem jurídica, com mácula ao interesse público, insuscetíveis de reedição corrigida“. (eDOC 14, p. 16-17) (realce atual) Conforme se observa dos excertos acima transcritos, o Tribunal a quo, analisando a legislação infraconstitucional aplicável ao caso, entendeu que a isenção não fora concedida de forma onerosa, além de não ter sido objeto de revogação, mas de anulação. É que a referida isenção havia sido concedida por órgão incompetente e em ofensa às previsões legais, uma vez que a empresa estava em local não abrangido pela isenção fiscal. O quadro fático e jurídico, portanto, é diferente daquele em que a Súmula 544 desta Suprema Corte foi editada. Nesse sentido, também não merece prosperar a alegação de ofensa ao inciso I do art. 151 da Constituição Federal, uma vez que os incentivos fiscais regionais são concedidos na forma da lei. Em sendo assim, as condicionantes impostas na lei de regência não esvaziam o comando constitucional, ao revés, dão concretude ao referido comando. Entretanto, a análise dos requisitos para fruição dos benefícios fiscais é matéria infraconstitucional. Na realidade, a concessão do pedido conforme pleitado pela agravante faria com que o benefício fiscal fosse concedido em afronta à 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1100032 AGR / PE legislação de regência e contrariamente ao entendimento deste Supremo Tribunal Federal na matéria. Confira-se: “A Constituição, na parte final do art. 151, I, admite a ‘concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do país’. A concessão de isenção é ato discricionário, por meio do qual o Poder Executivo, fundado em juízo de conveniência e oportunidade, implementa suas políticas fiscais e econômicas, e, portanto, a análise de seu mérito escapa ao controle do Poder Judiciário. Precedentes: RE 149.659 e AI 138.344 AgR. Não é possível ao Poder Judiciário estender isenção a contribuintes não contemplados pela lei, a título de isonomia (RE 159.026).” (RE 344.331, Rel. Min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 14.3.2003.) Ademais, para entender de forma diversa, faz-se imprescindível a revisão dos fatos e provas analisados, o que não é possível nos termos da Súmula 279. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes sobre temas correlatos: “Agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. IPI na importação. Princípio da isonomia. Operação de industrialização. Afronta reflexa. 1. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base na legislação infraconstitucional (arts. 46, I, II e III; e 51 do Código Tributário Nacional; arts. 4º, I; e 25 da Lei 4.502; e art. 226 do Decreto 7.212/2010), sendo certo que para rever essa decisão, seria necessário analisar a controvérsia à luz da referida legislação. 2. Eventual afronta ao texto constitucional, caso ocorresse, seria meramente reflexa ou indireta. 3. Agravo regimental não provido”. (RE-AgR-AgR 810.531, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 8.4.2015) “AGRAVO DE INSTRUMENTO - EMBARGOS DE 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Supremo Tribunal Federal RE 1100032 AGR / PE legislação de regência e contrariamente ao entendimento deste Supremo Tribunal Federal na matéria. Confira-se: “A Constituição, na parte final do art. 151, I, admite a ‘concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do país’. A concessão de isenção é ato discricionário, por meio do qual o Poder Executivo, fundado em juízo de conveniência e oportunidade, implementa suas políticas fiscais e econômicas, e, portanto, a análise de seu mérito escapa ao controle do Poder Judiciário. Precedentes: RE 149.659 e AI 138.344 AgR. Não é possível ao Poder Judiciário estender isenção a contribuintes não contemplados pela lei, a título de isonomia (RE 159.026).” (RE 344.331, Rel. Min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 14.3.2003.) Ademais, para entender de forma diversa, faz-se imprescindível a revisão dos fatos e provas analisados, o que não é possível nos termos da Súmula 279. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes sobre temas correlatos: “Agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. IPI na importação. Princípio da isonomia. Operação de industrialização. Afronta reflexa. 1. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base na legislação infraconstitucional (arts. 46, I, II e III; e 51 do Código Tributário Nacional; arts. 4º, I; e 25 da Lei 4.502; e art. 226 do Decreto 7.212/2010), sendo certo que para rever essa decisão, seria necessário analisar a controvérsia à luz da referida legislação. 2. Eventual afronta ao texto constitucional, caso ocorresse, seria meramente reflexa ou indireta. 3. Agravo regimental não provido”. (RE-AgR-AgR 810.531, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 8.4.2015) “AGRAVO DE INSTRUMENTO - EMBARGOS DE 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1100032 AGR / PE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO - RECURSO EXTRAORDINÁRIO E RECURSO ESPECIAL - MODALIDADES DE RECURSOS EXCEPCIONAIS QUE POSSUEM DOMÍNIOS TEMÁTICOS PRÓPRIOS - ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR QUE SE APÓIA EM VÁRIOS FUNDAMENTOS, DOS QUAIS ALGUNS POSSUEM CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL - PRECLUSÃO QUE SE OPEROU, NA ESPÉCIE, EM RELAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DE ÍNDOLE MERAMENTE LEGAL - SÚMULA 283/STF - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - O recurso extraordinário e o recurso especial são institutos de direito processual constitucional. Trata-se de modalidades excepcionais de impugnação recursal, com domínios temáticos próprios que lhes foram constitucionalmente reservados. Assentando-se, o acórdão emanado de Tribunal inferior, em vários fundamentos, dos quais alguns de índole meramente ordinária, e tendo em vista a plena autonomia e a inteira suficiência daqueles de caráter infraconstitucional, mostra-se inadmissível o recurso extraordinário em tal contexto (Súmula 283/STF), eis que a decisão contra a qual se insurge o apelo extremo revela-se impregnada de condições suficientes para subsistir autonomamente, considerada, de um lado, a preclusão que se operou em relação aos fundamentos de índole legal e, de outro, a irreversibilidade que resulta dessa específica situação processual. Precedentes”. (AI-ED 831.740, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 24.4.2012) Além disso, ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da parte recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional. Não vislumbro, portanto, ofensa ao 93, inciso IX, do texto constitucional. No tocante à suposta violação aos incisos XXXV e LV do art. 5º da 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Supremo Tribunal Federal RE 1100032 AGR / PE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO - RECURSO EXTRAORDINÁRIO E RECURSO ESPECIAL - MODALIDADES DE RECURSOS EXCEPCIONAIS QUE POSSUEM DOMÍNIOS TEMÁTICOS PRÓPRIOS - ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR QUE SE APÓIA EM VÁRIOS FUNDAMENTOS, DOS QUAIS ALGUNS POSSUEM CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL - PRECLUSÃO QUE SE OPEROU, NA ESPÉCIE, EM RELAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DE ÍNDOLE MERAMENTE LEGAL - SÚMULA 283/STF - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - O recurso extraordinário e o recurso especial são institutos de direito processual constitucional. Trata-se de modalidades excepcionais de impugnação recursal, com domínios temáticos próprios que lhes foram constitucionalmente reservados. Assentando-se, o acórdão emanado de Tribunal inferior, em vários fundamentos, dos quais alguns de índole meramente ordinária, e tendo em vista a plena autonomia e a inteira suficiência daqueles de caráter infraconstitucional, mostra-se inadmissível o recurso extraordinário em tal contexto (Súmula 283/STF), eis que a decisão contra a qual se insurge o apelo extremo revela-se impregnada de condições suficientes para subsistir autonomamente, considerada, de um lado, a preclusão que se operou em relação aos fundamentos de índole legal e, de outro, a irreversibilidade que resulta dessa específica situação processual. Precedentes”. (AI-ED 831.740, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 24.4.2012) Além disso, ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da parte recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional. Não vislumbro, portanto, ofensa ao 93, inciso IX, do texto constitucional. No tocante à suposta violação aos incisos XXXV e LV do art. 5º da 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1100032 AGR / PE Constituição Federal, ressalto que o Supremo Tribunal Federal já apreciou essa matéria dos autos no julgamento do ARE-RG 748.371 (tema 660), oportunidade em que rejeitou a repercussão geral quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Confira-se a ementa do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” (ARE-RG 748.371, minha relatoria, Pleno, DJe 1º.8.2013) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Supremo Tribunal Federal RE 1100032 AGR / PE Constituição Federal, ressalto que o Supremo Tribunal Federal já apreciou essa matéria dos autos no julgamento do ARE-RG 748.371 (tema 660), oportunidade em que rejeitou a repercussão geral quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Confira-se a ementa do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” (ARE-RG 748.371, minha relatoria, Pleno, DJe 1º.8.2013) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 12/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.032 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FIBRIA CELULOSE S/A ADV.(A/S) : IVES GANDRA DA SILVA MARTINS (SP011178/) ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA (SP303020/) AGDO.(A/S) : SUPERINTENDENCIA DO DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Juliano Baiocchi. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02CD-92F8-FDFE-E367 e senha 3575-BC0B-1082-527C Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.032 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FIBRIA CELULOSE S/A ADV.(A/S) : IVES GANDRA DA SILVA MARTINS (SP011178/) ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA (SP303020/) AGDO.(A/S) : SUPERINTENDENCIA DO DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Juliano Baiocchi. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02CD-92F8-FDFE-E367 e senha 3575-BC0B-1082-527C Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749430754
2019-03-12T00:00:00
2019-03-25T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 12.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo e Tributário. 3. Anulação de laudos emitidos em desconformidade com a legislação. Matéria infraconstitucional. Súmula 279 do STF. 4. Afronta ao princípio do devido processo legal, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, traduz ofensa reflexa à Constituição Federal. ARE-RG 748.371 (tema 660). 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur400302
- Acórdão(s) citado(s): (CONCESSÃO, ISENÇÃO TRIBUTÁRIA) RE 344331 (1ªT). (SÚMULA 279/STF) AI 831740 ED (2ªT), RE 810531 AgR-AgR (2ªT). (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, DEVIDO PROCESSO LEGAL ) ARE 748371 RG. Número de páginas: 11. Análise: 03/04/2019, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1100032
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009 ART-00151 INC-00001\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED MPR-002199 ANO-2001\n ART-00001\n MEDIDA PROVISÓRIA - REEDIÇÃO Nº 14\n\n", "LEG-FED DEC-004213 ANO-2002\n DECRETO\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000544 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1100032 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FIBRIA CELULOSE S/A ADV.(A/S) : IVES GANDRA DA SILVA MARTINS ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) : SUPERINTENDENCIA DO DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.032 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FIBRIA CELULOSE S/A ADV.(A/S) :IVES GANDRA DA SILVA MARTINS ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) :SUPERINTENDENCIA DO DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo e Tributário. 3. Anulação de laudos emitidos em desconformidade com a legislação. Matéria infraconstitucional. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. Afronta ao princípio do devido processo legal, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, traduz ofensa reflexa à Constituição Federal. ARE-RG 748.371 (tema 660). 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE48-235E-11B5-ED8C e senha F215-9703-957E-A67D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.032 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FIBRIA CELULOSE S/A ADV.(A/S) :IVES GANDRA DA SILVA MARTINS ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) :SUPERINTENDENCIA DO DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso. Eis um trecho desse julgado: “A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (a Medida Provisória n. 2.199-14/2001 e o Decreto n. 4.213/2002) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou ser inviável a convalidação dos atos de concessão de benefício fiscal. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Não impede o reconhecimento da nulidade do ato, com a cessação dos seus efeitos, o fato de as empresas estarem agindo, segundo alegam, de boa-fé, na medida em que é dever do administrador público suprimir os atos produzidos em desconformidade com a ordem jurídica, com mácula ao interesse público, insuscetível de reedição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A878-FDDD-C3C4-B1B9 e senha 96B2-313D-A593-58AB Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.032 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FIBRIA CELULOSE S/A ADV.(A/S) :IVES GANDRA DA SILVA MARTINS ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA AGDO.(A/S) :SUPERINTENDENCIA DO DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso. Eis um trecho desse julgado: “A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do recorrente. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (a Medida Provisória n. 2.199-14/2001 e o Decreto n. 4.213/2002) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou ser inviável a convalidação dos atos de concessão de benefício fiscal. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Não impede o reconhecimento da nulidade do ato, com a cessação dos seus efeitos, o fato de as empresas estarem agindo, segundo alegam, de boa-fé, na medida em que é dever do administrador público suprimir os atos produzidos em desconformidade com a ordem jurídica, com mácula ao interesse público, insuscetível de reedição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A878-FDDD-C3C4-B1B9 e senha 96B2-313D-A593-58AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE corrigida.’ (eDOC 14, p. 6) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO. BENEFÍCIO FISCAL. 1. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 2. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE EM NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (Recurso Extraordinário 677.989 AgR/PE, Min. Rel. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 2.9.2013) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS. NÃO CUMULATIVIDADE. ENTRADA TRIBUTADA E SAÍDA ISENTA. ANULAÇÃO DE CRÉDITO. REGRA CONSTITUCIONAL. PREVISÃO EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. BENEFÍCIO FISCAL. ORIGEM E ALCANCE DO BENEFÍCIO E ILEGALIDADE DAS CONDIÇÕES ESTABELECIDAS EM DECRETO REGULAMENTAR. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. IMPOSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DO QUADRO FÁTICO ADMITIDO NO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. MATÉRIA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A878-FDDD-C3C4-B1B9 e senha 96B2-313D-A593-58AB Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE corrigida.’ (eDOC 14, p. 6) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO. BENEFÍCIO FISCAL. 1. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 2. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE EM NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (Recurso Extraordinário 677.989 AgR/PE, Min. Rel. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 2.9.2013) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS. NÃO CUMULATIVIDADE. ENTRADA TRIBUTADA E SAÍDA ISENTA. ANULAÇÃO DE CRÉDITO. REGRA CONSTITUCIONAL. PREVISÃO EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. BENEFÍCIO FISCAL. ORIGEM E ALCANCE DO BENEFÍCIO E ILEGALIDADE DAS CONDIÇÕES ESTABELECIDAS EM DECRETO REGULAMENTAR. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. IMPOSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DO QUADRO FÁTICO ADMITIDO NO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. MATÉRIA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A878-FDDD-C3C4-B1B9 e senha 96B2-313D-A593-58AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE RESERVADA À LEI COMPLEMENTAR. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS n 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.’ (Recurso Extraordinário 864.701 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 8.9.2015). Por fim, no tocante à suposta violação aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, verifico que o Supremo Tribunal Federal também já apreciou a matéria dos autos no julgamento do ARE-RG 748.371 (Tema 660), oportunidade em que rejeitou a repercussão geral, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, VIII, do NCPC c/c art. 21, §1..., do RISTF)”. (eDOC 23) No agravo regimental, reitera-se a ofensa direta aos arts. 5..., inciso XXXV e LV, e 93, inciso IX, do texto constitucional. Argumenta-se que a matéria discutida nos autos é unicamente de direito. Defende-se a impossibilidade de revogação de isenções concedidas por prazo fixo mediante condições onerosas. (eDOC 25) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, defendendo o acerto da monocrática. (eDOC 30) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A878-FDDD-C3C4-B1B9 e senha 96B2-313D-A593-58AB Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE RESERVADA À LEI COMPLEMENTAR. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS n 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.’ (Recurso Extraordinário 864.701 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 8.9.2015). Por fim, no tocante à suposta violação aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, verifico que o Supremo Tribunal Federal também já apreciou a matéria dos autos no julgamento do ARE-RG 748.371 (Tema 660), oportunidade em que rejeitou a repercussão geral, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, VIII, do NCPC c/c art. 21, §1..., do RISTF)”. (eDOC 23) No agravo regimental, reitera-se a ofensa direta aos arts. 5..., inciso XXXV e LV, e 93, inciso IX, do texto constitucional. Argumenta-se que a matéria discutida nos autos é unicamente de direito. Defende-se a impossibilidade de revogação de isenções concedidas por prazo fixo mediante condições onerosas. (eDOC 25) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, defendendo o acerto da monocrática. (eDOC 30) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A878-FDDD-C3C4-B1B9 e senha 96B2-313D-A593-58AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.032 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o conhecimento do recurso extraordinário implicaria, obrigatoriamente, a prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Com efeito, o acórdão recorrido promoveu a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (a Medida Provisória 2.199-14/2001 e o Decreto 4.213/2002) e o conjunto probatório constante dos autos e consignou, no caso, ser inviável a convalidação dos atos de concessão de benefício fiscal. Nesse sentido: “A discussão sobre a qualificação como isenção onerosa e que, portanto, não podia ser livremente suprimido o ato concessório do benefício. No caso em comento, no entanto, analisando pormenorizadamente a matéria, findo por afastar o argumento de impossibilidade de supressão imediata do benefício previsto no art. 1... da Medida Provisória n 2.199-4/2001. Primeiramente, sequer constam da inicial argumentos nesse sentido; por outro lado, ainda que as alegações tivessem sido articulados, revejo o posicionamento adotado anteriormente, por considerar que o benefício do art. 1... da Medida Provisória n 2.1999-4/2001 não cuida de isenção onerosa. É certo que o preceito estabelecia pressupostos de enquadramento no âmbito de aplicação do benefício fiscal, mas a realização dos incentivos opera-se em caráter prévio, abstrato e hipotético, não se qualificando como ‘cumprimento de condições concretas para o gozo do benefício’. A Administração à época limitou-se a constatar a possibilidade de aplicação do incentivo – ainda que o tenha feito, eventualmente, de forma viciada ou equivocada. Difere, pois, do estabelecimento de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.032 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o conhecimento do recurso extraordinário implicaria, obrigatoriamente, a prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Com efeito, o acórdão recorrido promoveu a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (a Medida Provisória 2.199-14/2001 e o Decreto 4.213/2002) e o conjunto probatório constante dos autos e consignou, no caso, ser inviável a convalidação dos atos de concessão de benefício fiscal. Nesse sentido: “A discussão sobre a qualificação como isenção onerosa e que, portanto, não podia ser livremente suprimido o ato concessório do benefício. No caso em comento, no entanto, analisando pormenorizadamente a matéria, findo por afastar o argumento de impossibilidade de supressão imediata do benefício previsto no art. 1... da Medida Provisória n 2.199-4/2001. Primeiramente, sequer constam da inicial argumentos nesse sentido; por outro lado, ainda que as alegações tivessem sido articulados, revejo o posicionamento adotado anteriormente, por considerar que o benefício do art. 1... da Medida Provisória n 2.1999-4/2001 não cuida de isenção onerosa. É certo que o preceito estabelecia pressupostos de enquadramento no âmbito de aplicação do benefício fiscal, mas a realização dos incentivos opera-se em caráter prévio, abstrato e hipotético, não se qualificando como ‘cumprimento de condições concretas para o gozo do benefício’. A Administração à época limitou-se a constatar a possibilidade de aplicação do incentivo – ainda que o tenha feito, eventualmente, de forma viciada ou equivocada. Difere, pois, do estabelecimento de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE condições como meio de contraprestação, tal como reconhecido, em exame sumário, nos autos do Mandado de Segurança n 2005.83.00.006879-0. Afastado o enquadramento do benefício do rol das isenções onerosas, tenho como subtraído o fundamento único que justificaria a manutenção do status quo, com suspensão dos efeitos do ato anulatório, sobretudo quando resta demonstrado que o processo administrativo de anulação dos laudos constitutivos observou criteriosamente os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Mesmo considerando que o momento de cognição sumária não é adequado para decidir sobre a validade do laudo constitutivo, é de se reconhecer, ao menos, que a aferição dos pressupostos legais, para deferimento de incentivos fiscais constitui ato vinculado da Administração. Não se encontra demonstrado pela parte autora, ao menos neste exame perfunctório, que houve mera mudança de interpretação pela Administração, a afastar a eficácia retroativa do reconhecimento de nulidade, tendo em vista que a elaboração do laudo constitutivo efetivou-se por setores técnicos da Inventariança da SUDENE, inexistindo controle preventivo de legalidade ou emissão prévia de parecer por Órgão jurídico, no sentido de que seria adequada a extensão do benefício às empresas situadas no sul do Espírito Santo. Apenas o confronto da manifestação jurídica prévia com a análise posteriormente empreendida constituiria prova inequívoca da mudança de interpretação que intenta demonstrar.” (eDOC 14, p. 7-8) (realce atual) “ISENÇÃO ONEROSA (…) Contudo, é de se ver que tais precedentes não se aplicam ao caso em comento, haja vista que não se está tratando, propriamente, de revogação de isenção onerosa, mas sim de invalidação de laudos constitutivos emitidos em descompasso com as determinações legais, sendo esses documentos nulos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE condições como meio de contraprestação, tal como reconhecido, em exame sumário, nos autos do Mandado de Segurança n 2005.83.00.006879-0. Afastado o enquadramento do benefício do rol das isenções onerosas, tenho como subtraído o fundamento único que justificaria a manutenção do status quo, com suspensão dos efeitos do ato anulatório, sobretudo quando resta demonstrado que o processo administrativo de anulação dos laudos constitutivos observou criteriosamente os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Mesmo considerando que o momento de cognição sumária não é adequado para decidir sobre a validade do laudo constitutivo, é de se reconhecer, ao menos, que a aferição dos pressupostos legais, para deferimento de incentivos fiscais constitui ato vinculado da Administração. Não se encontra demonstrado pela parte autora, ao menos neste exame perfunctório, que houve mera mudança de interpretação pela Administração, a afastar a eficácia retroativa do reconhecimento de nulidade, tendo em vista que a elaboração do laudo constitutivo efetivou-se por setores técnicos da Inventariança da SUDENE, inexistindo controle preventivo de legalidade ou emissão prévia de parecer por Órgão jurídico, no sentido de que seria adequada a extensão do benefício às empresas situadas no sul do Espírito Santo. Apenas o confronto da manifestação jurídica prévia com a análise posteriormente empreendida constituiria prova inequívoca da mudança de interpretação que intenta demonstrar.” (eDOC 14, p. 7-8) (realce atual) “ISENÇÃO ONEROSA (…) Contudo, é de se ver que tais precedentes não se aplicam ao caso em comento, haja vista que não se está tratando, propriamente, de revogação de isenção onerosa, mas sim de invalidação de laudos constitutivos emitidos em descompasso com as determinações legais, sendo esses documentos nulos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE por beneficiarem empresas não abrangidas pela área de atuação da extinta SUDENE, de sorte que não deverão mais produzir os correspondentes efeitos (a isenção será alcançada, não porque tenha sido revogada, mas porque sustentada em ato administrativo nulo). Nestes casos [atos eficazes concretos], a invalidação quer eliminar – e com frequencia retroativamente o que ainda existe: a relação jurídica. Do ato não há mais cuidar, pois desapareceu com sua aplicação concreta, isto é, única. Não impede o reconhecimento da nulidade do ato, com a cessação dos seus efeitos, o fato de as empresas estarem agindo, segundo alegam, de boa-fé (Tal qual a empresa ARACRUZ CELULOSE S/A, observo eu), na medida em que é dever do administrador público suprimir os atos produzidos em desconformidade com a ordem jurídica, com mácula ao interesse público, insuscetíveis de reedição corrigida“. (eDOC 14, p. 16-17) (realce atual) Conforme se observa dos excertos acima transcritos, o Tribunal a quo, analisando a legislação infraconstitucional aplicável ao caso, entendeu que a isenção não fora concedida de forma onerosa, além de não ter sido objeto de revogação, mas de anulação. É que a referida isenção havia sido concedida por órgão incompetente e em ofensa às previsões legais, uma vez que a empresa estava em local não abrangido pela isenção fiscal. O quadro fático e jurídico, portanto, é diferente daquele em que a Súmula 544 desta Suprema Corte foi editada. Nesse sentido, também não merece prosperar a alegação de ofensa ao inciso I do art. 151 da Constituição Federal, uma vez que os incentivos fiscais regionais são concedidos na forma da lei. Em sendo assim, as condicionantes impostas na lei de regência não esvaziam o comando constitucional, ao revés, dão concretude ao referido comando. Entretanto, a análise dos requisitos para fruição dos benefícios fiscais é matéria infraconstitucional. Na realidade, a concessão do pedido conforme pleitado pela agravante faria com que o benefício fiscal fosse concedido em afronta à 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE por beneficiarem empresas não abrangidas pela área de atuação da extinta SUDENE, de sorte que não deverão mais produzir os correspondentes efeitos (a isenção será alcançada, não porque tenha sido revogada, mas porque sustentada em ato administrativo nulo). Nestes casos [atos eficazes concretos], a invalidação quer eliminar – e com frequencia retroativamente o que ainda existe: a relação jurídica. Do ato não há mais cuidar, pois desapareceu com sua aplicação concreta, isto é, única. Não impede o reconhecimento da nulidade do ato, com a cessação dos seus efeitos, o fato de as empresas estarem agindo, segundo alegam, de boa-fé (Tal qual a empresa ARACRUZ CELULOSE S/A, observo eu), na medida em que é dever do administrador público suprimir os atos produzidos em desconformidade com a ordem jurídica, com mácula ao interesse público, insuscetíveis de reedição corrigida“. (eDOC 14, p. 16-17) (realce atual) Conforme se observa dos excertos acima transcritos, o Tribunal a quo, analisando a legislação infraconstitucional aplicável ao caso, entendeu que a isenção não fora concedida de forma onerosa, além de não ter sido objeto de revogação, mas de anulação. É que a referida isenção havia sido concedida por órgão incompetente e em ofensa às previsões legais, uma vez que a empresa estava em local não abrangido pela isenção fiscal. O quadro fático e jurídico, portanto, é diferente daquele em que a Súmula 544 desta Suprema Corte foi editada. Nesse sentido, também não merece prosperar a alegação de ofensa ao inciso I do art. 151 da Constituição Federal, uma vez que os incentivos fiscais regionais são concedidos na forma da lei. Em sendo assim, as condicionantes impostas na lei de regência não esvaziam o comando constitucional, ao revés, dão concretude ao referido comando. Entretanto, a análise dos requisitos para fruição dos benefícios fiscais é matéria infraconstitucional. Na realidade, a concessão do pedido conforme pleitado pela agravante faria com que o benefício fiscal fosse concedido em afronta à 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE legislação de regência e contrariamente ao entendimento deste Supremo Tribunal Federal na matéria. Confira-se: “A Constituição, na parte final do art. 151, I, admite a ‘concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do país’. A concessão de isenção é ato discricionário, por meio do qual o Poder Executivo, fundado em juízo de conveniência e oportunidade, implementa suas políticas fiscais e econômicas, e, portanto, a análise de seu mérito escapa ao controle do Poder Judiciário. Precedentes: Recurso Extraordinário 149.659 e AI 138.344 AgR. Não é possível ao Poder Judiciário estender isenção a contribuintes não contemplados pela lei, a título de isonomia (Recurso Extraordinário 159.026).” (Recurso Extraordinário 344.331, Rel. Min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 14.3.2003.) Ademais, para entender de forma diversa, faz-se imprescindível a revisão dos fatos e provas analisados, o que não é possível nos termos da Súmula 279. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes sobre temas correlatos: “Agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. IPI na importação. Princípio da isonomia. Operação de industrialização. Afronta reflexa. 1. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base na legislação infraconstitucional (arts. 46, I, II e III; e 51 do Código Tributário Nacional; arts. 4..., I; e 25 da Lei 4.502; e art. 226 do Decreto 7.212/2010), sendo certo que para rever essa decisão, seria necessário analisar a controvérsia à luz da referida legislação. 2. Eventual afronta ao texto constitucional, caso ocorresse, seria meramente reflexa ou indireta. 3. Agravo regimental não provido”. (Recurso Extraordinário-AgR-AgR 810.531, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 8.4.2015) “AGRAVO DE INSTRUMENTO - EMBARGOS DE 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE legislação de regência e contrariamente ao entendimento deste Supremo Tribunal Federal na matéria. Confira-se: “A Constituição, na parte final do art. 151, I, admite a ‘concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do país’. A concessão de isenção é ato discricionário, por meio do qual o Poder Executivo, fundado em juízo de conveniência e oportunidade, implementa suas políticas fiscais e econômicas, e, portanto, a análise de seu mérito escapa ao controle do Poder Judiciário. Precedentes: Recurso Extraordinário 149.659 e AI 138.344 AgR. Não é possível ao Poder Judiciário estender isenção a contribuintes não contemplados pela lei, a título de isonomia (Recurso Extraordinário 159.026).” (Recurso Extraordinário 344.331, Rel. Min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 14.3.2003.) Ademais, para entender de forma diversa, faz-se imprescindível a revisão dos fatos e provas analisados, o que não é possível nos termos da Súmula 279. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes sobre temas correlatos: “Agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. IPI na importação. Princípio da isonomia. Operação de industrialização. Afronta reflexa. 1. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base na legislação infraconstitucional (arts. 46, I, II e III; e 51 do Código Tributário Nacional; arts. 4..., I; e 25 da Lei 4.502; e art. 226 do Decreto 7.212/2010), sendo certo que para rever essa decisão, seria necessário analisar a controvérsia à luz da referida legislação. 2. Eventual afronta ao texto constitucional, caso ocorresse, seria meramente reflexa ou indireta. 3. Agravo regimental não provido”. (Recurso Extraordinário-AgR-AgR 810.531, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 8.4.2015) “AGRAVO DE INSTRUMENTO - EMBARGOS DE 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO - RECURSO EXTRAORDINÁRIO E RECURSO ESPECIAL - MODALIDADES DE RECURSOS EXCEPCIONAIS QUE POSSUEM DOMÍNIOS TEMÁTICOS PRÓPRIOS - ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR QUE SE APÓIA EM VÁRIOS FUNDAMENTOS, DOS QUAIS ALGUNS POSSUEM CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL - PRECLUSÃO QUE SE OPEROU, NA ESPÉCIE, EM RELAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DE ÍNDOLE MERAMENTE LEGAL - SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - O recurso extraordinário e o recurso especial são institutos de direito processual constitucional. Trata-se de modalidades excepcionais de impugnação recursal, com domínios temáticos próprios que lhes foram constitucionalmente reservados. Assentando-se, o acórdão emanado de Tribunal inferior, em vários fundamentos, dos quais alguns de índole meramente ordinária, e tendo em vista a plena autonomia e a inteira suficiência daqueles de caráter infraconstitucional, mostra-se inadmissível o recurso extraordinário em tal contexto (Súmula 283/Supremo Tribunal Federal), eis que a decisão contra a qual se insurge o apelo extremo revela-se impregnada de condições suficientes para subsistir autonomamente, considerada, de um lado, a preclusão que se operou em relação aos fundamentos de índole legal e, de outro, a irreversibilidade que resulta dessa específica situação processual. Precedentes”. (AI-ED 831.740, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 24.4.2012) Além disso, ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da parte recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional. Não vislumbro, portanto, ofensa ao 93, inciso IX, do texto constitucional. No tocante à suposta violação aos incisos XXXV e LV do art. 5... da 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO - RECURSO EXTRAORDINÁRIO E RECURSO ESPECIAL - MODALIDADES DE RECURSOS EXCEPCIONAIS QUE POSSUEM DOMÍNIOS TEMÁTICOS PRÓPRIOS - ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR QUE SE APÓIA EM VÁRIOS FUNDAMENTOS, DOS QUAIS ALGUNS POSSUEM CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL - PRECLUSÃO QUE SE OPEROU, NA ESPÉCIE, EM RELAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DE ÍNDOLE MERAMENTE LEGAL - SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - O recurso extraordinário e o recurso especial são institutos de direito processual constitucional. Trata-se de modalidades excepcionais de impugnação recursal, com domínios temáticos próprios que lhes foram constitucionalmente reservados. Assentando-se, o acórdão emanado de Tribunal inferior, em vários fundamentos, dos quais alguns de índole meramente ordinária, e tendo em vista a plena autonomia e a inteira suficiência daqueles de caráter infraconstitucional, mostra-se inadmissível o recurso extraordinário em tal contexto (Súmula 283/Supremo Tribunal Federal), eis que a decisão contra a qual se insurge o apelo extremo revela-se impregnada de condições suficientes para subsistir autonomamente, considerada, de um lado, a preclusão que se operou em relação aos fundamentos de índole legal e, de outro, a irreversibilidade que resulta dessa específica situação processual. Precedentes”. (AI-ED 831.740, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 24.4.2012) Além disso, ressalto que, na espécie, o Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da parte recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional. Não vislumbro, portanto, ofensa ao 93, inciso IX, do texto constitucional. No tocante à suposta violação aos incisos XXXV e LV do art. 5... da 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE Constituição Federal, ressalto que o Supremo Tribunal Federal já apreciou essa matéria dos autos no julgamento do ARE-RG 748.371 (tema 660), oportunidade em que rejeitou a repercussão geral quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Confira-se a ementa do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” (ARE-RG 748.371, minha relatoria, Pleno, DJe 1....8.2013) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE Constituição Federal, ressalto que o Supremo Tribunal Federal já apreciou essa matéria dos autos no julgamento do ARE-RG 748.371 (tema 660), oportunidade em que rejeitou a repercussão geral quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Confira-se a ementa do referido julgado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” (ARE-RG 748.371, minha relatoria, Pleno, DJe 1....8.2013) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEEA-D38A-3B9F-5CC8 e senha 59C6-4A63-4363-6101 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 12/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.032 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FIBRIA CELULOSE S/A ADV.(A/S) : IVES GANDRA DA SILVA MARTINS (SP011178/) ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA (SP303020/) AGDO.(A/S) : SUPERINTENDENCIA DO DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Juliano Baiocchi. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02CD-92F8-FDFE-E367 e senha 3575-BC0B-1082-527C Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.100.032 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FIBRIA CELULOSE S/A ADV.(A/S) : IVES GANDRA DA SILVA MARTINS (SP011178/) ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA (SP303020/) AGDO.(A/S) : SUPERINTENDENCIA DO DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Juliano Baiocchi. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02CD-92F8-FDFE-E367 e senha 3575-BC0B-1082-527C Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 032", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 032", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 032", "Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 677 . 989 AgR / PE", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 677 . 989 AgR / PE", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS n 282", "Recurso Extraordinário 864 . 701 AgR", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "Recurso Extraordinário 1100032 AGR", "SÚMULAS n 282", "Recurso Extraordinário 864 . 701 AgR", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 032", "Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE", "Mandado de Segurança n 2005 . 83 . 00 . 006879 - 0", "Mandado de Segurança n 2005 . 83 . 00 . 006879 - 0", "Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE", "Súmula 544 desta Suprema Corte", "Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE", "Súmula 544 desta Suprema Corte", "Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 149 . 659", "AI 138 . 344 AgR", "Recurso Extraordinário 159 . 026", "Recurso Extraordinário 344 . 331", "Recurso Extraordinário - AgR - AgR 810 . 531", "Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 149 . 659", "AI 138 . 344", "Recurso Extraordinário 159 . 026", "Recurso Extraordinário 344 . 331", "Recurso Extraordinário - AgR - AgR 810 . 531", "Recurso Extraordinário 1100032", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "ED 831 . 740", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "ED 831 . 740", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "Recurso Extraordinário 1100032 AGR / PE", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 100 . 032" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n . 2 . 199 - 14 / 2001", "Decreto n . 4 . 213 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Provisória n . 2 . 199 - 14 / 2001", "Decreto n . 4 . 213 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "ART", "INC . 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FIBRIA CELULOSE S / A", "SUPERINTENDENCIA" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "IVES GANDRA DA SILVA MARTINS", "LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "IVES GANDRA DA SILVA MARTINS", "LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "IVES GANDRA DA SILVA MARTINS", "LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "FIBRIA CELULOSE S / A", "IVES GANDRA DA SILVA MARTINS", "LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Juliano Baiocchi", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "IVES GANDRA DA SILVA MARTINS", "LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA BICHARA", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Juliano Baiocchi", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "9", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "9", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "3", ".", "2003", "8", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "3", ".", "2003", "8", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "4", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "4", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "12", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.649 PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :EDSON PEDRINHO DE SOUZA LIMA IMPTE.(S) :LUCAS SA SOUZA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 433.995 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – PREJUÍZO. Ante a perda de objeto, cumpre declarar prejudicada a impetração. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em julgar prejudicada a impetração e tornar insubsistente a liminar implementada, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8679-D91F-06A1-662D e senha 7F86-E481-8DE3-6DE4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.649 PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :EDSON PEDRINHO DE SOUZA LIMA IMPTE.(S) :LUCAS SA SOUZA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 433.995 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da prisão preventiva determinada pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Novo Progresso/PA, ao acolher representação da autoridade policial no inquérito nº 20170329340910, ocorrida em 3 de agosto de 2017, ante o suposto cometimento das infrações previstas nos artigos 288 (associação criminosa), 157, § 3º (latrocínio), e 211 (ocultação de cadáver) do Código Penal. No mérito, buscam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 20 de março de 2018, acolheu o pedido de medida de urgência, estendendo os efeitos da decisão aos corréus Maiko Pergoretti Kronbauer, Jacksona Gaist e Geone Silva de Oliveira. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 21 de fevereiro de 2019, revelou que o Juízo, no processo-crime nº 0007374- 56.2017.8.14.0115, declarou a extinção da punibilidade pela morte do paciente. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AD0-DC57-1C7E-0FF9 e senha 2AB5-4F75-BA92-4985 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.649 PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :EDSON PEDRINHO DE SOUZA LIMA IMPTE.(S) :LUCAS SA SOUZA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 433.995 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da prisão preventiva determinada pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Novo Progresso/PA, ao acolher representação da autoridade policial no inquérito nº 20170329340910, ocorrida em 3 de agosto de 2017, ante o suposto cometimento das infrações previstas nos artigos 288 (associação criminosa), 157, § 3º (latrocínio), e 211 (ocultação de cadáver) do Código Penal. No mérito, buscam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 20 de março de 2018, acolheu o pedido de medida de urgência, estendendo os efeitos da decisão aos corréus Maiko Pergoretti Kronbauer, Jacksona Gaist e Geone Silva de Oliveira. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 21 de fevereiro de 2019, revelou que o Juízo, no processo-crime nº 0007374- 56.2017.8.14.0115, declarou a extinção da punibilidade pela morte do paciente. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AD0-DC57-1C7E-0FF9 e senha 2AB5-4F75-BA92-4985 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.649 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ante o reconhecimento da extinção da punibilidade do paciente, pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Novo Progresso/PA, no processo-crime nº 0007374-56.2017.8.14.0115, cumpre declarar o prejuízo da impetração, no que voltada ao afastamento da prisão preventiva, tornando insubsistente a liminar implementada. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33FF-61C8-AC33-F737 e senha CDB4-57E7-330A-D219 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.649 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ante o reconhecimento da extinção da punibilidade do paciente, pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Novo Progresso/PA, no processo-crime nº 0007374-56.2017.8.14.0115, cumpre declarar o prejuízo da impetração, no que voltada ao afastamento da prisão preventiva, tornando insubsistente a liminar implementada. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33FF-61C8-AC33-F737 e senha CDB4-57E7-330A-D219 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 152.649 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : EDSON PEDRINHO DE SOUZA LIMA IMPTE.(S) : LUCAS SA SOUZA (20187/PA) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 433.995 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, julgou prejudicada a impetração e tornou insubsistente a liminar implementada, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 20F2-838C-F846-E096 e senha E38F-4999-545C-851F Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 152.649 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : EDSON PEDRINHO DE SOUZA LIMA IMPTE.(S) : LUCAS SA SOUZA (20187/PA) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 433.995 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, julgou prejudicada a impetração e tornou insubsistente a liminar implementada, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 20F2-838C-F846-E096 e senha E38F-4999-545C-851F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749436984
2019-03-12T00:00:00
2019-03-26T00:00:00
A Turma, por unanimidade, julgou prejudicada a impetração e tornou insubsistente a liminar implementada, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019.
HABEAS CORPUS
HABEAS CORPUS – PREJUÍZO. Ante a perda de objeto, cumpre declarar prejudicada a impetração.
sjur400713
Número de páginas: 4. Análise: 09/04/2019, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
152649
null
HC
acordaos
HC 152649
[ "" ]
PACTE.(S) : EDSON PEDRINHO DE SOUZA LIMA IMPTE.(S) : LUCAS SA SOUZA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 433.995 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.649 PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :EDSON PEDRINHO DE SOUZA LIMA IMPTE.(S) :LUCAS SA SOUZA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 433.995 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – PREJUÍZO. Ante a perda de objeto, cumpre declarar prejudicada a impetração. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em julgar prejudicada a impetração e tornar insubsistente a liminar implementada, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8679-D91F-06A1-662D e senha 7F86-E481-8DE3-6DE4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.649 PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :EDSON PEDRINHO DE SOUZA LIMA IMPTE.(S) :LUCAS SA SOUZA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 433.995 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da prisão preventiva determinada pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Novo Progresso/PA, ao acolher representação da autoridade policial no inquérito n 20170329340910, ocorrida em 3 de agosto de 2017, ante o suposto cometimento das infrações previstas nos artigos 288 (associação criminosa), 157, § 3... (latrocínio), e 211 (ocultação de cadáver) do Código Penal. No mérito, buscam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 20 de março de 2018, acolheu o pedido de medida de urgência, estendendo os efeitos da decisão aos corréus Maiko Pergoretti Kronbauer, Jacksona Gaist e Geone Silva de Oliveira. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 21 de fevereiro de 2019, revelou que o Juízo, no processo-crime n 0007374- 56.2017.8.14.0115, declarou a extinção da punibilidade pela morte do paciente. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AD0-DC57-1C7E-0FF9 e senha 2AB5-4F75-BA92-4985 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.649 PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :EDSON PEDRINHO DE SOUZA LIMA IMPTE.(S) :LUCAS SA SOUZA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 433.995 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da prisão preventiva determinada pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Novo Progresso/PA, ao acolher representação da autoridade policial no inquérito n 20170329340910, ocorrida em 3 de agosto de 2017, ante o suposto cometimento das infrações previstas nos artigos 288 (associação criminosa), 157, § 3... (latrocínio), e 211 (ocultação de cadáver) do Código Penal. No mérito, buscam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 20 de março de 2018, acolheu o pedido de medida de urgência, estendendo os efeitos da decisão aos corréus Maiko Pergoretti Kronbauer, Jacksona Gaist e Geone Silva de Oliveira. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 21 de fevereiro de 2019, revelou que o Juízo, no processo-crime n 0007374- 56.2017.8.14.0115, declarou a extinção da punibilidade pela morte do paciente. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AD0-DC57-1C7E-0FF9 e senha 2AB5-4F75-BA92-4985 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.649 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ante o reconhecimento da extinção da punibilidade do paciente, pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Novo Progresso/PA, no processo-crime n 0007374-56.2017.8.14.0115, cumpre declarar o prejuízo da impetração, no que voltada ao afastamento da prisão preventiva, tornando insubsistente a liminar implementada. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33FF-61C8-AC33-F737 e senha CDB4-57E7-330A-D219 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.649 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ante o reconhecimento da extinção da punibilidade do paciente, pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Novo Progresso/PA, no processo-crime n 0007374-56.2017.8.14.0115, cumpre declarar o prejuízo da impetração, no que voltada ao afastamento da prisão preventiva, tornando insubsistente a liminar implementada. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33FF-61C8-AC33-F737 e senha CDB4-57E7-330A-D219 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 152.649 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : EDSON PEDRINHO DE SOUZA LIMA IMPTE.(S) : LUCAS SA SOUZA (20187/PA) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 433.995 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, julgou prejudicada a impetração e tornou insubsistente a liminar implementada, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 20F2-838C-F846-E096 e senha E38F-4999-545C-851F Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 152.649 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : EDSON PEDRINHO DE SOUZA LIMA IMPTE.(S) : LUCAS SA SOUZA (20187/PA) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 433.995 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, julgou prejudicada a impetração e tornou insubsistente a liminar implementada, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 20F2-838C-F846-E096 e senha E38F-4999-545C-851F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 152 . 649 PARÁ", "HC n 433 . 995", "HABEAS CORPUS 152 . 649 PARÁ", "HC n 433 . 995", "HABEAS CORPUS 152 . 649 PARÁ", "HC n 433 . 995", "processo", "crime n 0007374 - 56 . 2017 . 8 . 14 . 0115", "HABEAS CORPUS 152 . 649", "processo", "HABEAS CORPUS 152 . 649", "HABEAS CORPUS 152 . 649", "HC n 433 . 995", "HABEAS CORPUS 152 . 649", "HC n 433 . 995" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 288", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 288", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "PARÁ", "PARÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Vara Criminal da Comarca", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Vara", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Vara Criminal da Comarca de Novo Progresso / PA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Vara Criminal da Comarca de Novo Progresso / PA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "EDSON PEDRINHO DE SOUZA LIMA", "LUCAS SA SOUZA", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "EDSON PEDRINHO DE SOUZA LIMA", "LUCAS SA SOUZA", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "Maiko Pergoretti Kronbauer", "Jacksona Gaist", "Geone Silva de Oliveira", "MARCO AURÉLIO", "EDSON PEDRINHO DE SOUZA LIMA", "LUCAS SA SOUZA", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "Maiko Pergoretti Kronbauer", "Jacksona Gaist", "Geone Silva de Oliveira", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "EDSON PEDRINHO DE SOUZA LIMA", "LUCAS SA SOUZA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros", "MARCO AURÉLIO", "EDSON PEDRINHO DE SOUZA LIMA", "LUCAS SA SOUZA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "3 de agosto de 2017", "20 de março de 2018", "21 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "3 de agosto de 2017", "20 de março de 2018", "21 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "12", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Decisão sobre Repercussão Geral 14/03/2019 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.352 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL RECTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RECDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :ANA CAROLINA REIS MAGALHÃES E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI DISTRITAL 5.345/2014. INVERSÃO DAS FASES DO PROCEDIMENTO DE LICITAÇÃO REALIZADO POR ÓRGÃO OU ENTIDADE DO DISTRITO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE INVASÃO DA COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR SOBRE NORMAS GERAIS DE LICITAÇÃO. ARTIGO 22, INCISO XXVII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PACTO FEDERATIVO. PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA NAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC25-1D75-0DCF-2A00 e senha 9D98-5FAD-AFDD-BEFB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Decisão sobre Repercussão Geral RE 1188352 RG / DF Ministro LUIZ FUX Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC25-1D75-0DCF-2A00 e senha 9D98-5FAD-AFDD-BEFB Supremo Tribunal Federal RE 1188352 RG / DF Ministro LUIZ FUX Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC25-1D75-0DCF-2A00 e senha 9D98-5FAD-AFDD-BEFB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.352 DISTRITO FEDERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI DISTRITAL 5.345/2014. INVERSÃO DAS FASES DO PROCEDIMENTO DE LICITAÇÃO REALIZADO POR ÓRGÃO OU ENTIDADE DO DISTRITO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE INVASÃO DA COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR SOBRE NORMAS GERAIS DE LICITAÇÃO. ARTIGO 22, INCISO XXVII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PACTO FEDERATIVO. PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA NAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. MANIFESTAÇÃO: Trata-se de recurso extraordinário manejado com arrimo na alínea a do permissivo constitucional contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios que assentou, in verbis: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - LEI DISTRITAL N. 5.345, DE 20 DE MAIO DE 2014 - INVERSÃODAS FASES DO PROCEDIMENTO DE LICITAÇÃO REALIZADO POR ÓRGÃO OU ENTIDADE DO DISTRITO FEDERAL - VIOLAÇÃO À LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL (LODF) - VÍCIO MATERIAL - PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. 1. O art. 113 do Regimento Interno desta Corte de Justiça permite que o relator, em face da relevância da matéria e de seu especial significado para a ordem social e segurança jurídica, após informações e a manifestação do Procurador-Geral do D. F. e do Procurador-Geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios, submeta o processo diretamente ao Conselho Especial, que, por sua vez, terá a faculdade de julgar a ação em definitivo. 2. A Lei distrital impugnada, de autoria do Poder Executivo, ao dispor sobre as fases do procedimento de licitação realizado por órgão ou entidade do Distrito Federal, inverte fases do procedimento licitatório previsto na Lei Federal n. 8.666/1993. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.352 DISTRITO FEDERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI DISTRITAL 5.345/2014. INVERSÃO DAS FASES DO PROCEDIMENTO DE LICITAÇÃO REALIZADO POR ÓRGÃO OU ENTIDADE DO DISTRITO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE INVASÃO DA COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR SOBRE NORMAS GERAIS DE LICITAÇÃO. ARTIGO 22, INCISO XXVII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PACTO FEDERATIVO. PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA NAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. MANIFESTAÇÃO: Trata-se de recurso extraordinário manejado com arrimo na alínea a do permissivo constitucional contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios que assentou, in verbis: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - LEI DISTRITAL N. 5.345, DE 20 DE MAIO DE 2014 - INVERSÃODAS FASES DO PROCEDIMENTO DE LICITAÇÃO REALIZADO POR ÓRGÃO OU ENTIDADE DO DISTRITO FEDERAL - VIOLAÇÃO À LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL (LODF) - VÍCIO MATERIAL - PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. 1. O art. 113 do Regimento Interno desta Corte de Justiça permite que o relator, em face da relevância da matéria e de seu especial significado para a ordem social e segurança jurídica, após informações e a manifestação do Procurador-Geral do D. F. e do Procurador-Geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios, submeta o processo diretamente ao Conselho Especial, que, por sua vez, terá a faculdade de julgar a ação em definitivo. 2. A Lei distrital impugnada, de autoria do Poder Executivo, ao dispor sobre as fases do procedimento de licitação realizado por órgão ou entidade do Distrito Federal, inverte fases do procedimento licitatório previsto na Lei Federal n. 8.666/1993. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1188352 RG / DF 3. A Lei n. 8.666/1993 já declara, no artigo 1º, que todas as disposições nela contidas têm a natureza de normas gerais. E o artigo 118 do mesmo diploma legal determina aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios e às entidades da administração indireta a obrigatoriedade de adaptarem as suas normas sobre licitações e contratos ‘ao disposto nesta Lei’. Doutrina. 4. Se é certo, de um lado, que na repartição de competências estabelecida no art. 24 da Constituição Federal, reproduzida pela Lei Orgânica do Distrito Federal, a União Federal não dispõe de poderes ilimitados que lhe permitam transpor o âmbito das normas gerais, não é menos exato, de outro, que o Distrito Federal, no caso de normas gerais veiculadas em leis nacionais - como a Lei de licitações e contratos da Administração Pública (Lei n. 8.666/1993) - não pode ultrapassar os limites da competência meramente suplementar, pois, se tal ocorrer, o diploma legislativo distrital incidirá, diretamente, no vício da inconstitucionalidade. 5. A edição, pelo Distrito Federal, de lei que contrarie, frontalmente, critérios mínimos legitimamente veiculados em sede de normas gerais ofende, de modo direto, artigos da Lei Orgânica do Distrito Federal. A inversão de fases do procedimento licitatório previsto na Lei Federal n. 8.666/1996 invade a competência privativa da União. Impossível admitir a possibilidade de alteração de disposições e conceitos ali definidos, pois o Distrito Federal ‘no exercício de sua competência suplementar, observará as normas gerais estabelecidas pela União’ (§ 1º, art. 17, LODF), devendo observar fielmente a legislação federal quanto ao processo de licitação pública (art. 26, LODF). 6. Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada procedente.” (Vol. 4 – fls. 92-93). Nas razões do apelo extremo (vol. 6 fls. 34-59), sustentam os recorrentes preliminar de repercussão geral e, no mérito, que “[a] alteração das fases, como simplificadamente passou a ser denominada, insere-se indubitavelmente na competência para normalizar procedimentos, inclusive podendo ser perfeitamente classificável como procedimento operacional referido no artigo 115, da Lei 8.666/1993”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal RE 1188352 RG / DF 3. A Lei n. 8.666/1993 já declara, no artigo 1º, que todas as disposições nela contidas têm a natureza de normas gerais. E o artigo 118 do mesmo diploma legal determina aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios e às entidades da administração indireta a obrigatoriedade de adaptarem as suas normas sobre licitações e contratos ‘ao disposto nesta Lei’. Doutrina. 4. Se é certo, de um lado, que na repartição de competências estabelecida no art. 24 da Constituição Federal, reproduzida pela Lei Orgânica do Distrito Federal, a União Federal não dispõe de poderes ilimitados que lhe permitam transpor o âmbito das normas gerais, não é menos exato, de outro, que o Distrito Federal, no caso de normas gerais veiculadas em leis nacionais - como a Lei de licitações e contratos da Administração Pública (Lei n. 8.666/1993) - não pode ultrapassar os limites da competência meramente suplementar, pois, se tal ocorrer, o diploma legislativo distrital incidirá, diretamente, no vício da inconstitucionalidade. 5. A edição, pelo Distrito Federal, de lei que contrarie, frontalmente, critérios mínimos legitimamente veiculados em sede de normas gerais ofende, de modo direto, artigos da Lei Orgânica do Distrito Federal. A inversão de fases do procedimento licitatório previsto na Lei Federal n. 8.666/1996 invade a competência privativa da União. Impossível admitir a possibilidade de alteração de disposições e conceitos ali definidos, pois o Distrito Federal ‘no exercício de sua competência suplementar, observará as normas gerais estabelecidas pela União’ (§ 1º, art. 17, LODF), devendo observar fielmente a legislação federal quanto ao processo de licitação pública (art. 26, LODF). 6. Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada procedente.” (Vol. 4 – fls. 92-93). Nas razões do apelo extremo (vol. 6 fls. 34-59), sustentam os recorrentes preliminar de repercussão geral e, no mérito, que “[a] alteração das fases, como simplificadamente passou a ser denominada, insere-se indubitavelmente na competência para normalizar procedimentos, inclusive podendo ser perfeitamente classificável como procedimento operacional referido no artigo 115, da Lei 8.666/1993”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1188352 RG / DF O Tribunal a quo negou seguimento ao recurso extraordinário, ao argumento de que “a tese recursal exige a prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, delineando, assim, eventual ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, insuscetível de desafiar a instância extraordinária” (vol. 6 fl. 78). O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do recurso, em parecer que porta a seguinte ementa: Recurso extraordinário com agravo. Controle abstrato de constitucionalidade. Lei distrital n. 5.345/2014, que dispôs sobre a inversão de fases em procedimentos licitatórios. Ofensa à competência da União. Parecer pelo desprovimento do recurso. (vol. 6 fl. 121) Em 20/04/2018, proferi decisão na qual desprovi o agravo nos próprios autos objetivando a reforma de decisão que inadmitiu recurso extraordinário. Entretanto, à luz da argumentação expendida pelos recorrentes em seu agravo interno, realizei juízo de reconsideração para dar provimento ao ARE e determinar a sua conversão no presente recurso extraordinário. É o relatório. Ab initio, ressalte-se que foram devidamente observados os requisitos de admissibilidade do presente recurso extraordinário. A solução da controvérsia prescinde de revolvimento de matéria fático- probatória e as matérias constitucionais pertinentes foram suscitadas em sede de representação de inconstitucionalidade no âmbito estadual, tendo havido seu expresso enfrentamento por parte do Tribunal a quo. A questão trazida à apreciação desta Suprema Corte diz respeito à constitucionalidade de lei distrital que inverteu as fases de habilitação e de classificação no procedimento licitatório. Confira-se o teor da Lei distrital nº 5.345/2014, objeto da controvérsia: “Art. 1º O processo de licitação dos órgãos e das entidades do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal RE 1188352 RG / DF O Tribunal a quo negou seguimento ao recurso extraordinário, ao argumento de que “a tese recursal exige a prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, delineando, assim, eventual ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, insuscetível de desafiar a instância extraordinária” (vol. 6 fl. 78). O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do recurso, em parecer que porta a seguinte ementa: Recurso extraordinário com agravo. Controle abstrato de constitucionalidade. Lei distrital n. 5.345/2014, que dispôs sobre a inversão de fases em procedimentos licitatórios. Ofensa à competência da União. Parecer pelo desprovimento do recurso. (vol. 6 fl. 121) Em 20/04/2018, proferi decisão na qual desprovi o agravo nos próprios autos objetivando a reforma de decisão que inadmitiu recurso extraordinário. Entretanto, à luz da argumentação expendida pelos recorrentes em seu agravo interno, realizei juízo de reconsideração para dar provimento ao ARE e determinar a sua conversão no presente recurso extraordinário. É o relatório. Ab initio, ressalte-se que foram devidamente observados os requisitos de admissibilidade do presente recurso extraordinário. A solução da controvérsia prescinde de revolvimento de matéria fático- probatória e as matérias constitucionais pertinentes foram suscitadas em sede de representação de inconstitucionalidade no âmbito estadual, tendo havido seu expresso enfrentamento por parte do Tribunal a quo. A questão trazida à apreciação desta Suprema Corte diz respeito à constitucionalidade de lei distrital que inverteu as fases de habilitação e de classificação no procedimento licitatório. Confira-se o teor da Lei distrital nº 5.345/2014, objeto da controvérsia: “Art. 1º O processo de licitação dos órgãos e das entidades do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1188352 RG / DF Poder Executivo deve observar, na modalidade de concorrência e tomada de preço, as seguintes fases, nesta ordem: I – edital; II – classificação; III – habilitação; IV – homologação; V – adjudicação. § 1º A fase de habilitação pode preceder a fase de classificação mediante ato motivado e desde que expressamente previsto no edital. § 2º Os serviços continuados de terceirização de mão de obra devem ser licitados, prioritariamente, na modalidade de pregão presencial. § 3º Sempre que o objeto da licitação recomende análise mais detida da qualificação técnica dos interessados, aplica-se o disposto no art. 114 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, no que se refere à realização da pré-qualificação de licitantes. Art. 2º Os procedimentos de licitação regidos por esta Lei devem observar o seguinte: I – a classificação das propostas deve atender aos requisitos e especificações do edital, desclassificando-se as propostas não conformes ou incompatíveis; II – após classificadas, a comissão deve proceder à habilitação do licitante que apresentar a proposta mais vantajosa; III – se o licitante de que trata o inciso II desatender às exigências de habilitação, deve ser examinada a qualificação do licitante, na ordem de classificação, e assim sucessivamente, até a apuração de um que atenda ao edital, sendo o respectivo licitante declarado vencedor; IV – concluída a habilitação, nos termos do edital, os licitantes devem manifestar imediatamente e por escrito, na sessão pública de que trata o § 4º, a intenção de recorrer, quando lhes será concedido o prazo de cinco dias úteis para apresentar por escrito suas razões; V – manifestada a intenção de recorrer por pelo menos um dos licitantes, os demais ficam desde logo intimados para apresentar contrarrazões em até cinco dias, a contar do término do prazo do recorrente, sendo-lhes assegurada a vista imediata dos autos; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal RE 1188352 RG / DF Poder Executivo deve observar, na modalidade de concorrência e tomada de preço, as seguintes fases, nesta ordem: I – edital; II – classificação; III – habilitação; IV – homologação; V – adjudicação. § 1º A fase de habilitação pode preceder a fase de classificação mediante ato motivado e desde que expressamente previsto no edital. § 2º Os serviços continuados de terceirização de mão de obra devem ser licitados, prioritariamente, na modalidade de pregão presencial. § 3º Sempre que o objeto da licitação recomende análise mais detida da qualificação técnica dos interessados, aplica-se o disposto no art. 114 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, no que se refere à realização da pré-qualificação de licitantes. Art. 2º Os procedimentos de licitação regidos por esta Lei devem observar o seguinte: I – a classificação das propostas deve atender aos requisitos e especificações do edital, desclassificando-se as propostas não conformes ou incompatíveis; II – após classificadas, a comissão deve proceder à habilitação do licitante que apresentar a proposta mais vantajosa; III – se o licitante de que trata o inciso II desatender às exigências de habilitação, deve ser examinada a qualificação do licitante, na ordem de classificação, e assim sucessivamente, até a apuração de um que atenda ao edital, sendo o respectivo licitante declarado vencedor; IV – concluída a habilitação, nos termos do edital, os licitantes devem manifestar imediatamente e por escrito, na sessão pública de que trata o § 4º, a intenção de recorrer, quando lhes será concedido o prazo de cinco dias úteis para apresentar por escrito suas razões; V – manifestada a intenção de recorrer por pelo menos um dos licitantes, os demais ficam desde logo intimados para apresentar contrarrazões em até cinco dias, a contar do término do prazo do recorrente, sendo-lhes assegurada a vista imediata dos autos; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1188352 RG / DF VI – interposto recurso e apresentadas as contrarrazões, a comissão pode acolher as razões da impugnação, em até cinco dias, ou determinar, no mesmo prazo, a remessa dos autos para a autoridade competente; VII – a autoridade competente deve proferir a decisão do recurso no prazo de até cinco dias úteis, contado do seu recebimento; VIII – encerrado o julgamento dos recursos ou não havendo recurso e não sendo necessária qualquer diligência, a comissão deve encerrar a disputa e encaminhar os autos à autoridade competente para decidir sobre a homologação, a adjudicação do objeto da licitação e a contratação do licitante vencedor. § 1º Na contagem dos prazos estabelecidos nesta Lei, exclui-se o dia do início e inclui-se o do vencimento. § 2º É exigida como condição de participação dos licitantes a declaração de que atendem aos requisitos de habilitação do edital. § 3º Verificando-se falsa a declaração de que trata o § 2º, cabe à autoridade competente a aplicação das sanções contidas no instrumento convocatório, sem prejuízo daquelas previstas na legislação pertinente. § 4º A classificação, a habilitação e o anúncio do licitante vencedor são realizados em sessão pública, previamente designada, devendo ser lavrada ata circunstanciada assinada pelos licitantes presentes e pela comissão ou servidor responsável. § 5º É facultado à comissão ou à autoridade superior, em qualquer fase da licitação, desde que não seja alterada a substância da proposta, adotar medidas de saneamento destinadas a esclarecer informações, corrigir impropriedades na documentação de habilitação ou complementar a instrução do processo, vedada a inclusão posterior de documento que devesse constar originalmente da proposta ou da habilitação. § 6º É vedada a participação de uma única pessoa como representante de mais de um licitante. § 7º Iniciada a sessão de abertura das propostas, não pode ocorrer a desistência do licitante, salvo por motivo justo, decorrente de fato superveniente e aceito pela comissão ou por decadência do prazo de validade da proposta. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal RE 1188352 RG / DF VI – interposto recurso e apresentadas as contrarrazões, a comissão pode acolher as razões da impugnação, em até cinco dias, ou determinar, no mesmo prazo, a remessa dos autos para a autoridade competente; VII – a autoridade competente deve proferir a decisão do recurso no prazo de até cinco dias úteis, contado do seu recebimento; VIII – encerrado o julgamento dos recursos ou não havendo recurso e não sendo necessária qualquer diligência, a comissão deve encerrar a disputa e encaminhar os autos à autoridade competente para decidir sobre a homologação, a adjudicação do objeto da licitação e a contratação do licitante vencedor. § 1º Na contagem dos prazos estabelecidos nesta Lei, exclui-se o dia do início e inclui-se o do vencimento. § 2º É exigida como condição de participação dos licitantes a declaração de que atendem aos requisitos de habilitação do edital. § 3º Verificando-se falsa a declaração de que trata o § 2º, cabe à autoridade competente a aplicação das sanções contidas no instrumento convocatório, sem prejuízo daquelas previstas na legislação pertinente. § 4º A classificação, a habilitação e o anúncio do licitante vencedor são realizados em sessão pública, previamente designada, devendo ser lavrada ata circunstanciada assinada pelos licitantes presentes e pela comissão ou servidor responsável. § 5º É facultado à comissão ou à autoridade superior, em qualquer fase da licitação, desde que não seja alterada a substância da proposta, adotar medidas de saneamento destinadas a esclarecer informações, corrigir impropriedades na documentação de habilitação ou complementar a instrução do processo, vedada a inclusão posterior de documento que devesse constar originalmente da proposta ou da habilitação. § 6º É vedada a participação de uma única pessoa como representante de mais de um licitante. § 7º Iniciada a sessão de abertura das propostas, não pode ocorrer a desistência do licitante, salvo por motivo justo, decorrente de fato superveniente e aceito pela comissão ou por decadência do prazo de validade da proposta. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1188352 RG / DF § 8º Pode a autoridade competente, até a assinatura do contrato, excluir licitante, em despacho motivado, se tiver ciência de fato ou circunstância anterior ou posterior ao julgamento da licitação que revele inidoneidade ou falta de capacidade técnica ou financeira. Art. 3º O chefe do Poder Executivo expedirá regulamento para a execução desta Lei em até 90 dias de sua entrada em vigor. Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 5º Revogam-se as disposições em contrário.” Cuida-se, noutros termos, de saber se, ao determinar a adoção de procedimento licitatório com ordem de fases diversa daquela indicada pela Lei nº 8.666/1993, o Distrito Federal invadiu a competência legislativa privativa da União, à luz do artigo 22, XXVII, da Constituição Federal, que determina, ad litteram: Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: (...) XXVII - normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) Não se trata, como poderia sugerir uma primeira leitura dos autos, de matéria adstrita ao campo infraconstitucional. Pelo contrário, a interpretação quanto à repartição de competências legislativas é tarefa perfeitamente compatível com a atuação desta Corte. Como já afirmou o Tribunal, na ADI 2.903 (rel. Min. Celso de Mello, j. 1º-12-2005, P, DJE de 19-9-2008), “[a] edição, por determinado Estado-membro, de lei que contrarie, frontalmente, critérios mínimos legitimamente veiculados, em sede de normas gerais, pela União Federal ofende, de modo direto, o texto da Carta Política” (ADI 2.903, rel. Min. Celso de Mello, j. 1º-12-2005, P, DJE de 19-9-2008). É cediço que a baixa densidade da expressão norma geral, utilizada pelo texto constitucional, suscita dúvidas a respeito de quais 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal RE 1188352 RG / DF § 8º Pode a autoridade competente, até a assinatura do contrato, excluir licitante, em despacho motivado, se tiver ciência de fato ou circunstância anterior ou posterior ao julgamento da licitação que revele inidoneidade ou falta de capacidade técnica ou financeira. Art. 3º O chefe do Poder Executivo expedirá regulamento para a execução desta Lei em até 90 dias de sua entrada em vigor. Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 5º Revogam-se as disposições em contrário.” Cuida-se, noutros termos, de saber se, ao determinar a adoção de procedimento licitatório com ordem de fases diversa daquela indicada pela Lei nº 8.666/1993, o Distrito Federal invadiu a competência legislativa privativa da União, à luz do artigo 22, XXVII, da Constituição Federal, que determina, ad litteram: Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: (...) XXVII - normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) Não se trata, como poderia sugerir uma primeira leitura dos autos, de matéria adstrita ao campo infraconstitucional. Pelo contrário, a interpretação quanto à repartição de competências legislativas é tarefa perfeitamente compatível com a atuação desta Corte. Como já afirmou o Tribunal, na ADI 2.903 (rel. Min. Celso de Mello, j. 1º-12-2005, P, DJE de 19-9-2008), “[a] edição, por determinado Estado-membro, de lei que contrarie, frontalmente, critérios mínimos legitimamente veiculados, em sede de normas gerais, pela União Federal ofende, de modo direto, o texto da Carta Política” (ADI 2.903, rel. Min. Celso de Mello, j. 1º-12-2005, P, DJE de 19-9-2008). É cediço que a baixa densidade da expressão norma geral, utilizada pelo texto constitucional, suscita dúvidas a respeito de quais 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1188352 RG / DF mandamentos da Lei nº 8.666/1993 estão adstritos à esfera da União e quais devem ser observados por todos os entes federativos. Essa insegurança jurídica é ainda agravada pela postura inegavelmente maximalista assumida pelo legislador federal quando da edição da Lei nº 8.666/1993, cuja redação revela nítida pretensão de normatização exauriente da matéria em toda a federação, ao arrepio da disciplina constitucional. Exatamente por isso, noutras oportunidades o Plenário desta Corte foi também instado a se manifestar sobre o alcance do art. 22, XXVII da CRFB. Cito, exemplificativamente, a ADI 927 MC, Relator Min. Carlos Velloso, julgada em 03/11/1993; e o RE 423560, Relator Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, julgado em 29/05/2012. Lúcia Valle Figueiredo ensina que “as normas gerais têm como principais efeitos a legislação homogênea geral, não particularizante para as pessoas políticas, o cumprimento, ainda, dos princípios constitucionais expressos e implícitos, o coartamento da legislação dos entes federativos no que deve ser preservado homogeneamente, para se obter segurança e certeza jurídicas” (FIGUEIREDO, Lucia Valle. Competência administrativa dos Estados e Municípios. Revista de Direito Administrativo, Rio de Janeiro, v. 207, p. 1- 19, jan. 1997, p. 10). No entanto, a imposição constitucional de existência de um núcleo comum e uniforme de normas deve ser sopesada com a noção de laboratório da democracia (laboratory of democracy). É desejável que os entes federativos gozem de certa liberdade para regular assuntos de forma distinta, não apenas porque cada um deles apresenta peculiaridades locais que justificam adaptações da legislação federal, mas também porque o uso de diferentes estratégias regulatórias permite comparações e aprimoramentos quanto à efetividade de cada uma delas. Nas palavras do Justice Brandeis, “é um dos felizes incidentes do sistema federal que um único estado corajoso possa, se seus cidadãos assim decidirem, servir como laboratório, e tente experimentos sociais e econômicos inovadores sem riscos para o resto do país” (tradução livre, voto divergente em New State Ice Co. v. Liebmann, 285 U.S. 262, 311 (1932)). Sob este 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal RE 1188352 RG / DF mandamentos da Lei nº 8.666/1993 estão adstritos à esfera da União e quais devem ser observados por todos os entes federativos. Essa insegurança jurídica é ainda agravada pela postura inegavelmente maximalista assumida pelo legislador federal quando da edição da Lei nº 8.666/1993, cuja redação revela nítida pretensão de normatização exauriente da matéria em toda a federação, ao arrepio da disciplina constitucional. Exatamente por isso, noutras oportunidades o Plenário desta Corte foi também instado a se manifestar sobre o alcance do art. 22, XXVII da CRFB. Cito, exemplificativamente, a ADI 927 MC, Relator Min. Carlos Velloso, julgada em 03/11/1993; e o RE 423560, Relator Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, julgado em 29/05/2012. Lúcia Valle Figueiredo ensina que “as normas gerais têm como principais efeitos a legislação homogênea geral, não particularizante para as pessoas políticas, o cumprimento, ainda, dos princípios constitucionais expressos e implícitos, o coartamento da legislação dos entes federativos no que deve ser preservado homogeneamente, para se obter segurança e certeza jurídicas” (FIGUEIREDO, Lucia Valle. Competência administrativa dos Estados e Municípios. Revista de Direito Administrativo, Rio de Janeiro, v. 207, p. 1- 19, jan. 1997, p. 10). No entanto, a imposição constitucional de existência de um núcleo comum e uniforme de normas deve ser sopesada com a noção de laboratório da democracia (laboratory of democracy). É desejável que os entes federativos gozem de certa liberdade para regular assuntos de forma distinta, não apenas porque cada um deles apresenta peculiaridades locais que justificam adaptações da legislação federal, mas também porque o uso de diferentes estratégias regulatórias permite comparações e aprimoramentos quanto à efetividade de cada uma delas. Nas palavras do Justice Brandeis, “é um dos felizes incidentes do sistema federal que um único estado corajoso possa, se seus cidadãos assim decidirem, servir como laboratório, e tente experimentos sociais e econômicos inovadores sem riscos para o resto do país” (tradução livre, voto divergente em New State Ice Co. v. Liebmann, 285 U.S. 262, 311 (1932)). Sob este 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1188352 RG / DF prisma, impor ao Estado-membro a simples reprodução acrítica de norma federal, quando tal circunstância não decorre de mandamento constitucional ou de algum imperativo real de uniformidade nacional, inviabiliza uma das facetas do federalismo enquanto meio de, nos estritos limites das competências constitucionais de cada ente, inovar e evoluir na política regulatória. A esse respeito, tive a oportunidade de me manifestar quando do julgamento da ADI 3059, em cujo acórdão expus as possíveis implicações da interpretação do conceito das normas gerais para a preservação da autonomia dos entes federativos. In verbis: “O conceito de ‘norma geral’ é essencialmente fluido, de fronteiras incertas, o que, embora não o desautorize como parâmetro legítimo para aferir a constitucionalidade de leis estaduais, distritais e municipais, certamente requer maiores cautelas no seu manejo. Isso porque a amplitude com que a Suprema Corte define com conteúdo do que sejam ‘normas gerais’ influi decisivamente sobre a experiência federalista brasileira. Qualquer leitura maximalista do aludido conceito constitucional milita contra a diversidade e a autonomia das entidades integrantes do pacto federativo, em flagrante contrariedade ao pluralismo que marca a sociedade brasileira. Contribui ainda para asfixiar o experimentalismo local tão caro à ideia de federação. Nesse cenário, é preciso extrema cautela na árdua tarefa de densificar o sentido e o alcance da expressão ‘normas gerais’, limitando a censura judicial às manifestações nitidamente abusivas de autonomia.” Em síntese, a encampação de interpretações extremas do conceito de norma geral – seja para torná-la excessivamente ampla, seja para restringi-la em demasia – pode desencadear desequilíbrios indesejáveis no pacto federativo. Resta clara, portanto, a pertinência do enfrentamento da presente questão pelo Supremo Tribunal Federal, na medida em que apresenta repercussões concretas na autonomia dos entes federativos para dispor sobre o procedimento nas licitações públicas. Diga-se, aliás, que outros 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal RE 1188352 RG / DF prisma, impor ao Estado-membro a simples reprodução acrítica de norma federal, quando tal circunstância não decorre de mandamento constitucional ou de algum imperativo real de uniformidade nacional, inviabiliza uma das facetas do federalismo enquanto meio de, nos estritos limites das competências constitucionais de cada ente, inovar e evoluir na política regulatória. A esse respeito, tive a oportunidade de me manifestar quando do julgamento da ADI 3059, em cujo acórdão expus as possíveis implicações da interpretação do conceito das normas gerais para a preservação da autonomia dos entes federativos. In verbis: “O conceito de ‘norma geral’ é essencialmente fluido, de fronteiras incertas, o que, embora não o desautorize como parâmetro legítimo para aferir a constitucionalidade de leis estaduais, distritais e municipais, certamente requer maiores cautelas no seu manejo. Isso porque a amplitude com que a Suprema Corte define com conteúdo do que sejam ‘normas gerais’ influi decisivamente sobre a experiência federalista brasileira. Qualquer leitura maximalista do aludido conceito constitucional milita contra a diversidade e a autonomia das entidades integrantes do pacto federativo, em flagrante contrariedade ao pluralismo que marca a sociedade brasileira. Contribui ainda para asfixiar o experimentalismo local tão caro à ideia de federação. Nesse cenário, é preciso extrema cautela na árdua tarefa de densificar o sentido e o alcance da expressão ‘normas gerais’, limitando a censura judicial às manifestações nitidamente abusivas de autonomia.” Em síntese, a encampação de interpretações extremas do conceito de norma geral – seja para torná-la excessivamente ampla, seja para restringi-la em demasia – pode desencadear desequilíbrios indesejáveis no pacto federativo. Resta clara, portanto, a pertinência do enfrentamento da presente questão pelo Supremo Tribunal Federal, na medida em que apresenta repercussões concretas na autonomia dos entes federativos para dispor sobre o procedimento nas licitações públicas. Diga-se, aliás, que outros 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1188352 RG / DF entes da federação procederam a inovações normativas de teor similar àquele sub examine, como se deu no Estado da Bahia (Lei nº 9.433/2005); no Estado de Sergipe (Lei nº 5.848/2006); no Estado do Paraná (Lei nº 15.340/2006); e no Estado de São Paulo (Lei º 13.121/2008). Por fim, no caso concreto, também não se pode olvidar da importância da licitação como forma de promoção dos princípios setoriais que devem conformar a atuação da Administração Pública nacional, ex vi do art. 37 da CRFB. A licitação não representa um fim em si mesmo; é meio de promoção dos imperativos de impessoalidade, moralidade, eficiência e publicidade nas contratações promovidas pelo Estado. Como indica Victor Aguiar de Carvalho: “É difícil pensar em outra atividade governamental que ofereça mais riscos ou incentivos à corrupção do que as contratações públicas. Não bastasse o enorme volume financeiro em jogo, os objetivos das partes envolvidas no procedimento são diversos. O escopo da Administração na seara licitatória é o de promover a competição entre os interessados, de modo a adquirir ou contratar as obras, bens ou serviços por ela demandados sob as condições mais vantajosas possíveis. Já o interesse imediato do agente privado é outro: conquistar o contrato nos termos menos onerosos para si. É justamente nesse conflito de interesses entre Administração e particulares que surgem os incentivos à corrupção. O agente público pode identificar espaços para auxiliar algum dos proponentes em troca de benefícios pessoais” (CARVALHO, Victor Aguiar de. Corrupção nas contratações públicas: dois instrumentos analíticos para a detecção de indevidos incentivos. Revista Eletrônica da PGE-RJ, v. 1, p. 1-22, 2018, p. 5) O debate relativo à dita inversão das fases da licitação se insere justamente no contexto da busca pela otimização dos incentivos econômicos gerados pelo referido processo. Consoante aponta Carlos Ari Sundfeld, pela consagração da fase de habilitação como momento inicial da licitação, “não só se limita o número de propostas de preço que serão conhecidas, como, em virtude da rigidez formal e da extensão do procedimento no 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal RE 1188352 RG / DF entes da federação procederam a inovações normativas de teor similar àquele sub examine, como se deu no Estado da Bahia (Lei nº 9.433/2005); no Estado de Sergipe (Lei nº 5.848/2006); no Estado do Paraná (Lei nº 15.340/2006); e no Estado de São Paulo (Lei º 13.121/2008). Por fim, no caso concreto, também não se pode olvidar da importância da licitação como forma de promoção dos princípios setoriais que devem conformar a atuação da Administração Pública nacional, ex vi do art. 37 da CRFB. A licitação não representa um fim em si mesmo; é meio de promoção dos imperativos de impessoalidade, moralidade, eficiência e publicidade nas contratações promovidas pelo Estado. Como indica Victor Aguiar de Carvalho: “É difícil pensar em outra atividade governamental que ofereça mais riscos ou incentivos à corrupção do que as contratações públicas. Não bastasse o enorme volume financeiro em jogo, os objetivos das partes envolvidas no procedimento são diversos. O escopo da Administração na seara licitatória é o de promover a competição entre os interessados, de modo a adquirir ou contratar as obras, bens ou serviços por ela demandados sob as condições mais vantajosas possíveis. Já o interesse imediato do agente privado é outro: conquistar o contrato nos termos menos onerosos para si. É justamente nesse conflito de interesses entre Administração e particulares que surgem os incentivos à corrupção. O agente público pode identificar espaços para auxiliar algum dos proponentes em troca de benefícios pessoais” (CARVALHO, Victor Aguiar de. Corrupção nas contratações públicas: dois instrumentos analíticos para a detecção de indevidos incentivos. Revista Eletrônica da PGE-RJ, v. 1, p. 1-22, 2018, p. 5) O debate relativo à dita inversão das fases da licitação se insere justamente no contexto da busca pela otimização dos incentivos econômicos gerados pelo referido processo. Consoante aponta Carlos Ari Sundfeld, pela consagração da fase de habilitação como momento inicial da licitação, “não só se limita o número de propostas de preço que serão conhecidas, como, em virtude da rigidez formal e da extensão do procedimento no 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1188352 RG / DF tempo, abre-se oportunidade para recursos que eliminem mais participantes e também para negociações ocultas entre os remanescentes” (SUNDFELD, Carlos Ari. Contratações públicas e o princípio da concorrência. Contratações públicas e seu controle. São Paulo: Malheiros, 2013. pp. 22-23). Daí a tendência de edição de legislação federal esparsa que transpõe a fase da classificação das propostas para antes da habilitação – afastando-se neste ponto o regramento geral da Lei nº 8.666/1993 –, como meio de, em teoria, reduzir os problemas mencionados. Assim foi com a Lei do Pregão (Lei nº 10.520/2002), a Lei das Concessões (Lei nº 8.987/1995), a Lei do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (Lei nº 12.462/2011) e a Lei das Parcerias Público-Privadas (Lei nº 11.079/2004). Por conseguinte, faz-se necessário saber se a mesma providência pode ser tomada pelos demais entes federativos, pela via do exercício de sua competência legislativa suplementar. Em conclusão, a vexata quaestio posta à apreciação deste Supremo Tribunal Federal é eminentemente constitucional e apresenta relevância jurídica e econômica. Ex positis, nos termos do artigo 1.035, § 1º, do Código de Processo Civil/2015, combinado com o artigo 323 do RISTF, manifesto-me pela existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro LUIZ FUX Relator Documento assinado digitalmente 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal RE 1188352 RG / DF tempo, abre-se oportunidade para recursos que eliminem mais participantes e também para negociações ocultas entre os remanescentes” (SUNDFELD, Carlos Ari. Contratações públicas e o princípio da concorrência. Contratações públicas e seu controle. São Paulo: Malheiros, 2013. pp. 22-23). Daí a tendência de edição de legislação federal esparsa que transpõe a fase da classificação das propostas para antes da habilitação – afastando-se neste ponto o regramento geral da Lei nº 8.666/1993 –, como meio de, em teoria, reduzir os problemas mencionados. Assim foi com a Lei do Pregão (Lei nº 10.520/2002), a Lei das Concessões (Lei nº 8.987/1995), a Lei do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (Lei nº 12.462/2011) e a Lei das Parcerias Público-Privadas (Lei nº 11.079/2004). Por conseguinte, faz-se necessário saber se a mesma providência pode ser tomada pelos demais entes federativos, pela via do exercício de sua competência legislativa suplementar. Em conclusão, a vexata quaestio posta à apreciação deste Supremo Tribunal Federal é eminentemente constitucional e apresenta relevância jurídica e econômica. Ex positis, nos termos do artigo 1.035, § 1º, do Código de Processo Civil/2015, combinado com o artigo 323 do RISTF, manifesto-me pela existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro LUIZ FUX Relator Documento assinado digitalmente 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.352 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE. : GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL ADV. (A/S) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RECDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO. (AS) : CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV. (A/S) : ANA CAROLINA REIS MAGALHÃES E OUTO (A/S) PRONUNCIAMENTO PROCESSO – IMPEDIMENTO. 1. O assessor David Laerte Vieira prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário nº 1.188.352/DF, relator ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 22 de fevereiro de 2019, sexta-feira, sendo o último dia para manifestação 14 de março de 2019, quinta-feira. O Governador do Distrito Federal interpôs recurso extraordinário, com alegada base no artigo 102, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, contra acórdão mediante o qual o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, em processo objetivo, assentou a inconstitucionalidade da Lei Distrital nº 5.345/2014 por inverter as fases de habilitação e de classificação no procedimento licitatório definido na Lei Federal nº 8.666/1993. Afirma haver o Distrito Federal ultrapassado os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DB3-21DF-0B31-1160 e senha 4295-61C6-FED5-DC1F Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.352 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE. : GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL ADV. (A/S) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RECDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO. (AS) : CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV. (A/S) : ANA CAROLINA REIS MAGALHÃES E OUTO (A/S) PRONUNCIAMENTO PROCESSO – IMPEDIMENTO. 1. O assessor David Laerte Vieira prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário nº 1.188.352/DF, relator ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 22 de fevereiro de 2019, sexta-feira, sendo o último dia para manifestação 14 de março de 2019, quinta-feira. O Governador do Distrito Federal interpôs recurso extraordinário, com alegada base no artigo 102, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, contra acórdão mediante o qual o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, em processo objetivo, assentou a inconstitucionalidade da Lei Distrital nº 5.345/2014 por inverter as fases de habilitação e de classificação no procedimento licitatório definido na Lei Federal nº 8.666/1993. Afirma haver o Distrito Federal ultrapassado os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DB3-21DF-0B31-1160 e senha 4295-61C6-FED5-DC1F Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1188352 RG / DF limites da competência suplementar, adentrando a privativa da União para editar normas gerais de licitação. Sustenta a admissibilidade do recurso – no que preenchidos os requisitos indispensáveis ao trânsito. Assinala transgressão aos artigos 22, inciso XXVII, 24, e 37, inciso XXI, da Carta da República. Aduz a competência legislativa suplementar do Distrito Federal para dispor sobre matéria a envolver licitações e contratos. Versa a celeridade e eficiência a resultar da inversão de fases, sem se afastar dos princípios constitucionais ou específicos a licitação. Ressalta que a inversão de fases foi instituída com a criação do pregão, na Lei Geral de Telecomunicações, e que a Lei Federal nº 12.462/2011 – Regime Diferenciado de Contratações Públicas – prevê o fenômeno, razão pela qual os demais entes federativos também podem fazê-lo. Assevera ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista jurídico e político. O recurso não foi admitido na origem, seguindo-se a formalização de agravo, desprovido por decisão individual. Em 1º de fevereiro de 2019, o Relator reconsiderou o pronunciamento, dando provimento ao agravo e convertendo-o em extraordinário. Ao submeter o processo ao denominado Plenário Virtual, o Relator manifesta-se pela existência de repercussão geral da controvérsia. Alude à competência do Supremo para interpretar a repartição de competências legislativas e à jurisprudência a discutir a extensão do artigo 22, inciso XXVII, da Lei Maior – a estabelecer a competência legislativa privativa da União para dispor sobre normas gerais de licitação e contratação. Sublinha pertinente o enfrentamento da questão, na medida em que apresenta repercussões na autonomia dos entes federativos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DB3-21DF-0B31-1160 e senha 4295-61C6-FED5-DC1F Supremo Tribunal Federal RE 1188352 RG / DF limites da competência suplementar, adentrando a privativa da União para editar normas gerais de licitação. Sustenta a admissibilidade do recurso – no que preenchidos os requisitos indispensáveis ao trânsito. Assinala transgressão aos artigos 22, inciso XXVII, 24, e 37, inciso XXI, da Carta da República. Aduz a competência legislativa suplementar do Distrito Federal para dispor sobre matéria a envolver licitações e contratos. Versa a celeridade e eficiência a resultar da inversão de fases, sem se afastar dos princípios constitucionais ou específicos a licitação. Ressalta que a inversão de fases foi instituída com a criação do pregão, na Lei Geral de Telecomunicações, e que a Lei Federal nº 12.462/2011 – Regime Diferenciado de Contratações Públicas – prevê o fenômeno, razão pela qual os demais entes federativos também podem fazê-lo. Assevera ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista jurídico e político. O recurso não foi admitido na origem, seguindo-se a formalização de agravo, desprovido por decisão individual. Em 1º de fevereiro de 2019, o Relator reconsiderou o pronunciamento, dando provimento ao agravo e convertendo-o em extraordinário. Ao submeter o processo ao denominado Plenário Virtual, o Relator manifesta-se pela existência de repercussão geral da controvérsia. Alude à competência do Supremo para interpretar a repartição de competências legislativas e à jurisprudência a discutir a extensão do artigo 22, inciso XXVII, da Lei Maior – a estabelecer a competência legislativa privativa da União para dispor sobre normas gerais de licitação e contratação. Sublinha pertinente o enfrentamento da questão, na medida em que apresenta repercussões na autonomia dos entes federativos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DB3-21DF-0B31-1160 e senha 4295-61C6-FED5-DC1F Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1188352 RG / DF para dispor sobre o procedimento nas licitações pública. Observa a existência de leis federais a transpor a fase da classificação das propostas para antes da habilitação dos licitantes. Diz cuidar a controvérsia se, ao determinar a adoção do procedimento licitatório com ordem de fases diversa daquela indicada pela Lei nº 8.666/1993, o Distrito Federal invadiu competência legislativa privativa da União. 2. Surge o impedimento tal como descrito na ordem jurídica em vigor. Atuou no Órgão de origem, como julgadora, a desembargadora Sandra de Santis, com quem mantenho vínculo conjugal. 3. Declaro-me impedido de participar do julgamento deste processo. 4. Publiquem. Brasília, 27 de fevereiro de 2019. Ministro MARCO AURÉLIO Relator 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DB3-21DF-0B31-1160 e senha 4295-61C6-FED5-DC1F Supremo Tribunal Federal RE 1188352 RG / DF para dispor sobre o procedimento nas licitações pública. Observa a existência de leis federais a transpor a fase da classificação das propostas para antes da habilitação dos licitantes. Diz cuidar a controvérsia se, ao determinar a adoção do procedimento licitatório com ordem de fases diversa daquela indicada pela Lei nº 8.666/1993, o Distrito Federal invadiu competência legislativa privativa da União. 2. Surge o impedimento tal como descrito na ordem jurídica em vigor. Atuou no Órgão de origem, como julgadora, a desembargadora Sandra de Santis, com quem mantenho vínculo conjugal. 3. Declaro-me impedido de participar do julgamento deste processo. 4. Publiquem. Brasília, 27 de fevereiro de 2019. Ministro MARCO AURÉLIO Relator 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DB3-21DF-0B31-1160 e senha 4295-61C6-FED5-DC1F Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749417436
2019-03-14T00:00:00
2019-03-22T00:00:00
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Ministro LUIZ FUX Relator
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI DISTRITAL 5.345/2014. INVERSÃO DAS FASES DO PROCEDIMENTO DE LICITAÇÃO REALIZADO POR ÓRGÃO OU ENTIDADE DO DISTRITO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE INVASÃO DA COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR SOBRE NORMAS GERAIS DE LICITAÇÃO. ARTIGO 22, INCISO XXVII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PACTO FEDERATIVO. PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA NAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL.
repercussao-geral10402
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, STF, INTERPRETAÇÃO, PRINCÍPIO DA REPARTIÇÃO DAS COMPETÊNCIAS, COMPETÊNCIA LEGISLATIVA) ADI 2903 (TP). (ALCANCE, NORMA GERAL, LICITAÇÃO) ADI 927 MC (TP), RE 423560 (2ªT). (INTERPRETAÇÃO, NORMA GERAL, PRESERVAÇÃO, AUTONOMIA, ENTE FEDERADO) ADI 3059 (TP). - Decisões estrangeiras citadas: New State Ice Co. v. Liebmann, 285 U.S. 262, 311 (1932), da da Suprema Corte dos Estados Unidos. Número de páginas: 15. Análise: 09/04/2019, JRS.
LUIZ FUX
Tribunal Pleno
1188352
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00022 INC-00027 ART-00024 ART-00037\r\n INC-00021 ART-00102 INC-00003 LET-A \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED LEI-008666 ANO-1993\r\n LLC-1993 LEI DE LICITAÇÕES\r\n", "LEG-FED LEI-008987 ANO-1995\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED LEI-012462 ANO-1995\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED LEI-010520 ANO-2002\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED LEI-011079 ANO-2004\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\r\n ART-01035 PAR-00001 \r\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00323 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\r\n", "LEG-DIS LEI-005345 ANO-2014\r\n ART-00001 INC-00001 INC-00002 INC-00003\r\n INC-00004 INC-00005 PAR-00001 PAR-00002\r\n PAR-00003 ART-00002 INC-00001 INC-00002\r\n INC-00003 INC-00004 INC-00005 INC-00006\r\n INC-00007 INC-00008 PAR-00001 PAR-00002\r\n PAR-00003 PAR-00004 PAR-00005 PAR-00006\r\n PAR-00007 PAR-00008 ART-00003 ART-00004\r\n ART-00005\r\n LEI ORDINÁRIA, DF\r\n", "LEG-EST LEI-009433 ANO-2005\r\n LEI ORDINÁRIA, BA\r\n", "LEG-EST LEI-005848 ANO-2006\r\n LEI ORDINÁRIA, SE\r\n", "LEG-EST LEI-015340 ANO-2006\r\n LEI ORDINÁRIA, PR\r\n", "LEG-EST LEI-013121 ANO-2008\r\n LEI ORDINÁRIA, SP" ]
RE-RG
acordaos
RE 1188352 RG
[ "" ]
RECTE.(S) : GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL RECTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RECDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL ETERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL ETERRITÓRIOS INTDO.(A/S) : CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : ANA CAROLINA REIS MAGALHÃES E OUTRO(A/S)
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Decisão sobre Repercussão Geral 14/03/2019 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.352 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL RECTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RECDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO.(A/S) :CAMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :ANA CAROLINA REIS MAGALHÃES E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI DISTRITAL 5.345/2014. INVERSÃO DAS FASES DO PROCEDIMENTO DE LICITAÇÃO REALIZADO POR ÓRGÃO OU ENTIDADE DO DISTRITO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE INVASÃO DA COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR SOBRE NORMAS GERAIS DE LICITAÇÃO. ARTIGO 22, INCISO XXVII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PACTO FEDERATIVO. PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA NAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC25-1D75-0DCF-2A00 e senha 9D98-5FAD-AFDD-BEFB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Decisão sobre Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF Ministro LUIZ FUX Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC25-1D75-0DCF-2A00 e senha 9D98-5FAD-AFDD-BEFB Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF Ministro LUIZ FUX Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC25-1D75-0DCF-2A00 e senha 9D98-5FAD-AFDD-BEFB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.352 DISTRITO FEDERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI DISTRITAL 5.345/2014. INVERSÃO DAS FASES DO PROCEDIMENTO DE LICITAÇÃO REALIZADO POR ÓRGÃO OU ENTIDADE DO DISTRITO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE INVASÃO DA COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR SOBRE NORMAS GERAIS DE LICITAÇÃO. ARTIGO 22, INCISO XXVII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PACTO FEDERATIVO. PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA NAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. MANIFESTAÇÃO: Trata-se de recurso extraordinário manejado com arrimo na alínea a do permissivo constitucional contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios que assentou, in verbis: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - LEI DISTRITAL N. 5.345, DE 20 DE MAIO DE 2014 - INVERSÃODAS FASES DO PROCEDIMENTO DE LICITAÇÃO REALIZADO POR ÓRGÃO OU ENTIDADE DO DISTRITO FEDERAL - VIOLAÇÃO À LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL (LODF) - VÍCIO MATERIAL - PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. 1. O art. 113 do Regimento Interno desta Corte de Justiça permite que o relator, em face da relevância da matéria e de seu especial significado para a ordem social e segurança jurídica, após informações e a manifestação do Procurador-Geral do D. F. e do Procurador-Geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios, submeta o processo diretamente ao Conselho Especial, que, por sua vez, terá a faculdade de julgar a ação em definitivo. 2. A Lei distrital impugnada, de autoria do Poder Executivo, ao dispor sobre as fases do procedimento de licitação realizado por órgão ou entidade do Distrito Federal, inverte fases do procedimento licitatório previsto na Lei Federal n. 8.666/1993. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.352 DISTRITO FEDERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI DISTRITAL 5.345/2014. INVERSÃO DAS FASES DO PROCEDIMENTO DE LICITAÇÃO REALIZADO POR ÓRGÃO OU ENTIDADE DO DISTRITO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE INVASÃO DA COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR SOBRE NORMAS GERAIS DE LICITAÇÃO. ARTIGO 22, INCISO XXVII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PACTO FEDERATIVO. PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA NAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. MANIFESTAÇÃO: Trata-se de recurso extraordinário manejado com arrimo na alínea a do permissivo constitucional contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios que assentou, in verbis: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - LEI DISTRITAL N. 5.345, DE 20 DE MAIO DE 2014 - INVERSÃODAS FASES DO PROCEDIMENTO DE LICITAÇÃO REALIZADO POR ÓRGÃO OU ENTIDADE DO DISTRITO FEDERAL - VIOLAÇÃO À LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL (LODF) - VÍCIO MATERIAL - PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. 1. O art. 113 do Regimento Interno desta Corte de Justiça permite que o relator, em face da relevância da matéria e de seu especial significado para a ordem social e segurança jurídica, após informações e a manifestação do Procurador-Geral do D. F. e do Procurador-Geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios, submeta o processo diretamente ao Conselho Especial, que, por sua vez, terá a faculdade de julgar a ação em definitivo. 2. A Lei distrital impugnada, de autoria do Poder Executivo, ao dispor sobre as fases do procedimento de licitação realizado por órgão ou entidade do Distrito Federal, inverte fases do procedimento licitatório previsto na Lei Federal n. 8.666/1993. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF 3. A Lei n. 8.666/1993 já declara, no artigo 1..., que todas as disposições nela contidas têm a natureza de normas gerais. E o artigo 118 do mesmo diploma legal determina aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios e às entidades da administração indireta a obrigatoriedade de adaptarem as suas normas sobre licitações e contratos ‘ao disposto nesta Lei’. Doutrina. 4. Se é certo, de um lado, que na repartição de competências estabelecida no art. 24 da Constituição Federal, reproduzida pela Lei Orgânica do Distrito Federal, a União Federal não dispõe de poderes ilimitados que lhe permitam transpor o âmbito das normas gerais, não é menos exato, de outro, que o Distrito Federal, no caso de normas gerais veiculadas em leis nacionais - como a Lei de licitações e contratos da Administração Pública (Lei n. 8.666/1993) - não pode ultrapassar os limites da competência meramente suplementar, pois, se tal ocorrer, o diploma legislativo distrital incidirá, diretamente, no vício da inconstitucionalidade. 5. A edição, pelo Distrito Federal, de lei que contrarie, frontalmente, critérios mínimos legitimamente veiculados em sede de normas gerais ofende, de modo direto, artigos da Lei Orgânica do Distrito Federal. A inversão de fases do procedimento licitatório previsto na Lei Federal n. 8.666/1996 invade a competência privativa da União. Impossível admitir a possibilidade de alteração de disposições e conceitos ali definidos, pois o Distrito Federal ‘no exercício de sua competência suplementar, observará as normas gerais estabelecidas pela União’ (§ 1..., art. 17, LODF), devendo observar fielmente a legislação federal quanto ao processo de licitação pública (art. 26, LODF). 6. Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada procedente.” (Vol. 4 – fls. 92-93). Nas razões do apelo extremo (vol. 6 fls. 34-59), sustentam os recorrentes preliminar de repercussão geral e, no mérito, que “[a] alteração das fases, como simplificadamente passou a ser denominada, insere-se indubitavelmente na competência para normalizar procedimentos, inclusive podendo ser perfeitamente classificável como procedimento operacional referido no artigo 115, da Lei 8.666/1993”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF 3. A Lei n. 8.666/1993 já declara, no artigo 1..., que todas as disposições nela contidas têm a natureza de normas gerais. E o artigo 118 do mesmo diploma legal determina aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios e às entidades da administração indireta a obrigatoriedade de adaptarem as suas normas sobre licitações e contratos ‘ao disposto nesta Lei’. Doutrina. 4. Se é certo, de um lado, que na repartição de competências estabelecida no art. 24 da Constituição Federal, reproduzida pela Lei Orgânica do Distrito Federal, a União Federal não dispõe de poderes ilimitados que lhe permitam transpor o âmbito das normas gerais, não é menos exato, de outro, que o Distrito Federal, no caso de normas gerais veiculadas em leis nacionais - como a Lei de licitações e contratos da Administração Pública (Lei n. 8.666/1993) - não pode ultrapassar os limites da competência meramente suplementar, pois, se tal ocorrer, o diploma legislativo distrital incidirá, diretamente, no vício da inconstitucionalidade. 5. A edição, pelo Distrito Federal, de lei que contrarie, frontalmente, critérios mínimos legitimamente veiculados em sede de normas gerais ofende, de modo direto, artigos da Lei Orgânica do Distrito Federal. A inversão de fases do procedimento licitatório previsto na Lei Federal n. 8.666/1996 invade a competência privativa da União. Impossível admitir a possibilidade de alteração de disposições e conceitos ali definidos, pois o Distrito Federal ‘no exercício de sua competência suplementar, observará as normas gerais estabelecidas pela União’ (§ 1..., art. 17, LODF), devendo observar fielmente a legislação federal quanto ao processo de licitação pública (art. 26, LODF). 6. Ação Direta de Inconstitucionalidade julgada procedente.” (Vol. 4 – fls. 92-93). Nas razões do apelo extremo (vol. 6 fls. 34-59), sustentam os recorrentes preliminar de repercussão geral e, no mérito, que “[a] alteração das fases, como simplificadamente passou a ser denominada, insere-se indubitavelmente na competência para normalizar procedimentos, inclusive podendo ser perfeitamente classificável como procedimento operacional referido no artigo 115, da Lei 8.666/1993”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF O Tribunal a quo negou seguimento ao recurso extraordinário, ao argumento de que “a tese recursal exige a prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, delineando, assim, eventual ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, insuscetível de desafiar a instância extraordinária” (vol. 6 fl. 78). O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do recurso, em parecer que porta a seguinte ementa: Recurso extraordinário com agravo. Controle abstrato de constitucionalidade. Lei distrital n. 5.345/2014, que dispôs sobre a inversão de fases em procedimentos licitatórios. Ofensa à competência da União. Parecer pelo desprovimento do recurso. (vol. 6 fl. 121) Em 20/04/2018, proferi decisão na qual desprovi o agravo nos próprios autos objetivando a reforma de decisão que inadmitiu recurso extraordinário. Entretanto, à luz da argumentação expendida pelos recorrentes em seu agravo interno, realizei juízo de reconsideração para dar provimento ao ARE e determinar a sua conversão no presente recurso extraordinário. É o relatório. Ab initio, ressalte-se que foram devidamente observados os requisitos de admissibilidade do presente recurso extraordinário. A solução da controvérsia prescinde de revolvimento de matéria fático- probatória e as matérias constitucionais pertinentes foram suscitadas em sede de representação de inconstitucionalidade no âmbito estadual, tendo havido seu expresso enfrentamento por parte do Tribunal a quo. A questão trazida à apreciação desta Suprema Corte diz respeito à constitucionalidade de lei distrital que inverteu as fases de habilitação e de classificação no procedimento licitatório. Confira-se o teor da Lei distrital n 5.345/2014, objeto da controvérsia: “Art. 1... O processo de licitação dos órgãos e das entidades do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF O Tribunal a quo negou seguimento ao recurso extraordinário, ao argumento de que “a tese recursal exige a prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, delineando, assim, eventual ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, insuscetível de desafiar a instância extraordinária” (vol. 6 fl. 78). O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do recurso, em parecer que porta a seguinte ementa: Recurso extraordinário com agravo. Controle abstrato de constitucionalidade. Lei distrital n. 5.345/2014, que dispôs sobre a inversão de fases em procedimentos licitatórios. Ofensa à competência da União. Parecer pelo desprovimento do recurso. (vol. 6 fl. 121) Em 20/04/2018, proferi decisão na qual desprovi o agravo nos próprios autos objetivando a reforma de decisão que inadmitiu recurso extraordinário. Entretanto, à luz da argumentação expendida pelos recorrentes em seu agravo interno, realizei juízo de reconsideração para dar provimento ao ARE e determinar a sua conversão no presente recurso extraordinário. É o relatório. Ab initio, ressalte-se que foram devidamente observados os requisitos de admissibilidade do presente recurso extraordinário. A solução da controvérsia prescinde de revolvimento de matéria fático- probatória e as matérias constitucionais pertinentes foram suscitadas em sede de representação de inconstitucionalidade no âmbito estadual, tendo havido seu expresso enfrentamento por parte do Tribunal a quo. A questão trazida à apreciação desta Suprema Corte diz respeito à constitucionalidade de lei distrital que inverteu as fases de habilitação e de classificação no procedimento licitatório. Confira-se o teor da Lei distrital n 5.345/2014, objeto da controvérsia: “Art. 1... O processo de licitação dos órgãos e das entidades do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF Poder Executivo deve observar, na modalidade de concorrência e tomada de preço, as seguintes fases, nesta ordem: I – edital; II – classificação; III – habilitação; IV – homologação; V – adjudicação. § 1... A fase de habilitação pode preceder a fase de classificação mediante ato motivado e desde que expressamente previsto no edital. § 2... Os serviços continuados de terceirização de mão de obra devem ser licitados, prioritariamente, na modalidade de pregão presencial. § 3... Sempre que o objeto da licitação recomende análise mais detida da qualificação técnica dos interessados, aplica-se o disposto no art. 114 da Lei n 8.666, de 21 de junho de 1993, no que se refere à realização da pré-qualificação de licitantes. Art. 2... Os procedimentos de licitação regidos por esta Lei devem observar o seguinte: I – a classificação das propostas deve atender aos requisitos e especificações do edital, desclassificando-se as propostas não conformes ou incompatíveis; II – após classificadas, a comissão deve proceder à habilitação do licitante que apresentar a proposta mais vantajosa; III – se o licitante de que trata o inciso II desatender às exigências de habilitação, deve ser examinada a qualificação do licitante, na ordem de classificação, e assim sucessivamente, até a apuração de um que atenda ao edital, sendo o respectivo licitante declarado vencedor; IV – concluída a habilitação, nos termos do edital, os licitantes devem manifestar imediatamente e por escrito, na sessão pública de que trata o § 4..., a intenção de recorrer, quando lhes será concedido o prazo de cinco dias úteis para apresentar por escrito suas razões; V – manifestada a intenção de recorrer por pelo menos um dos licitantes, os demais ficam desde logo intimados para apresentar contrarrazões em até cinco dias, a contar do término do prazo do recorrente, sendo-lhes assegurada a vista imediata dos autos; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF Poder Executivo deve observar, na modalidade de concorrência e tomada de preço, as seguintes fases, nesta ordem: I – edital; II – classificação; III – habilitação; IV – homologação; V – adjudicação. § 1... A fase de habilitação pode preceder a fase de classificação mediante ato motivado e desde que expressamente previsto no edital. § 2... Os serviços continuados de terceirização de mão de obra devem ser licitados, prioritariamente, na modalidade de pregão presencial. § 3... Sempre que o objeto da licitação recomende análise mais detida da qualificação técnica dos interessados, aplica-se o disposto no art. 114 da Lei n 8.666, de 21 de junho de 1993, no que se refere à realização da pré-qualificação de licitantes. Art. 2... Os procedimentos de licitação regidos por esta Lei devem observar o seguinte: I – a classificação das propostas deve atender aos requisitos e especificações do edital, desclassificando-se as propostas não conformes ou incompatíveis; II – após classificadas, a comissão deve proceder à habilitação do licitante que apresentar a proposta mais vantajosa; III – se o licitante de que trata o inciso II desatender às exigências de habilitação, deve ser examinada a qualificação do licitante, na ordem de classificação, e assim sucessivamente, até a apuração de um que atenda ao edital, sendo o respectivo licitante declarado vencedor; IV – concluída a habilitação, nos termos do edital, os licitantes devem manifestar imediatamente e por escrito, na sessão pública de que trata o § 4..., a intenção de recorrer, quando lhes será concedido o prazo de cinco dias úteis para apresentar por escrito suas razões; V – manifestada a intenção de recorrer por pelo menos um dos licitantes, os demais ficam desde logo intimados para apresentar contrarrazões em até cinco dias, a contar do término do prazo do recorrente, sendo-lhes assegurada a vista imediata dos autos; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF VI – interposto recurso e apresentadas as contrarrazões, a comissão pode acolher as razões da impugnação, em até cinco dias, ou determinar, no mesmo prazo, a remessa dos autos para a autoridade competente; VII – a autoridade competente deve proferir a decisão do recurso no prazo de até cinco dias úteis, contado do seu recebimento; VIII – encerrado o julgamento dos recursos ou não havendo recurso e não sendo necessária qualquer diligência, a comissão deve encerrar a disputa e encaminhar os autos à autoridade competente para decidir sobre a homologação, a adjudicação do objeto da licitação e a contratação do licitante vencedor. § 1... Na contagem dos prazos estabelecidos nesta Lei, exclui-se o dia do início e inclui-se o do vencimento. § 2... É exigida como condição de participação dos licitantes a declaração de que atendem aos requisitos de habilitação do edital. § 3... Verificando-se falsa a declaração de que trata o § 2..., cabe à autoridade competente a aplicação das sanções contidas no instrumento convocatório, sem prejuízo daquelas previstas na legislação pertinente. § 4... A classificação, a habilitação e o anúncio do licitante vencedor são realizados em sessão pública, previamente designada, devendo ser lavrada ata circunstanciada assinada pelos licitantes presentes e pela comissão ou servidor responsável. § 5... É facultado à comissão ou à autoridade superior, em qualquer fase da licitação, desde que não seja alterada a substância da proposta, adotar medidas de saneamento destinadas a esclarecer informações, corrigir impropriedades na documentação de habilitação ou complementar a instrução do processo, vedada a inclusão posterior de documento que devesse constar originalmente da proposta ou da habilitação. § 6... É vedada a participação de uma única pessoa como representante de mais de um licitante. § 7... Iniciada a sessão de abertura das propostas, não pode ocorrer a desistência do licitante, salvo por motivo justo, decorrente de fato superveniente e aceito pela comissão ou por decadência do prazo de validade da proposta. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF VI – interposto recurso e apresentadas as contrarrazões, a comissão pode acolher as razões da impugnação, em até cinco dias, ou determinar, no mesmo prazo, a remessa dos autos para a autoridade competente; VII – a autoridade competente deve proferir a decisão do recurso no prazo de até cinco dias úteis, contado do seu recebimento; VIII – encerrado o julgamento dos recursos ou não havendo recurso e não sendo necessária qualquer diligência, a comissão deve encerrar a disputa e encaminhar os autos à autoridade competente para decidir sobre a homologação, a adjudicação do objeto da licitação e a contratação do licitante vencedor. § 1... Na contagem dos prazos estabelecidos nesta Lei, exclui-se o dia do início e inclui-se o do vencimento. § 2... É exigida como condição de participação dos licitantes a declaração de que atendem aos requisitos de habilitação do edital. § 3... Verificando-se falsa a declaração de que trata o § 2..., cabe à autoridade competente a aplicação das sanções contidas no instrumento convocatório, sem prejuízo daquelas previstas na legislação pertinente. § 4... A classificação, a habilitação e o anúncio do licitante vencedor são realizados em sessão pública, previamente designada, devendo ser lavrada ata circunstanciada assinada pelos licitantes presentes e pela comissão ou servidor responsável. § 5... É facultado à comissão ou à autoridade superior, em qualquer fase da licitação, desde que não seja alterada a substância da proposta, adotar medidas de saneamento destinadas a esclarecer informações, corrigir impropriedades na documentação de habilitação ou complementar a instrução do processo, vedada a inclusão posterior de documento que devesse constar originalmente da proposta ou da habilitação. § 6... É vedada a participação de uma única pessoa como representante de mais de um licitante. § 7... Iniciada a sessão de abertura das propostas, não pode ocorrer a desistência do licitante, salvo por motivo justo, decorrente de fato superveniente e aceito pela comissão ou por decadência do prazo de validade da proposta. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF § 8... Pode a autoridade competente, até a assinatura do contrato, excluir licitante, em despacho motivado, se tiver ciência de fato ou circunstância anterior ou posterior ao julgamento da licitação que revele inidoneidade ou falta de capacidade técnica ou financeira. Art. 3... O chefe do Poder Executivo expedirá regulamento para a execução desta Lei em até 90 dias de sua entrada em vigor. Art. 4... Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 5... Revogam-se as disposições em contrário.” Cuida-se, noutros termos, de saber se, ao determinar a adoção de procedimento licitatório com ordem de fases diversa daquela indicada pela Lei n 8.666/1993, o Distrito Federal invadiu a competência legislativa privativa da União, à luz do artigo 22, XXVII, da Constituição Federal, que determina, ad litteram: Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: (...) XXVII - normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1..., III; (Redação dada pela Emenda Constitucional n 19, de 1998) Não se trata, como poderia sugerir uma primeira leitura dos autos, de matéria adstrita ao campo infraconstitucional. Pelo contrário, a interpretação quanto à repartição de competências legislativas é tarefa perfeitamente compatível com a atuação desta Corte. Como já afirmou o Tribunal, na ADI 2.903 (rel. Min. Celso de Mello, j. 1...-12-2005, P, DJE de 19-9-2008), “[a] edição, por determinado Estado-membro, de lei que contrarie, frontalmente, critérios mínimos legitimamente veiculados, em sede de normas gerais, pela União Federal ofende, de modo direto, o texto da Carta Política” (ADI 2.903, rel. Min. Celso de Mello, j. 1...-12-2005, P, DJE de 19-9-2008). É cediço que a baixa densidade da expressão norma geral, utilizada pelo texto constitucional, suscita dúvidas a respeito de quais 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF § 8... Pode a autoridade competente, até a assinatura do contrato, excluir licitante, em despacho motivado, se tiver ciência de fato ou circunstância anterior ou posterior ao julgamento da licitação que revele inidoneidade ou falta de capacidade técnica ou financeira. Art. 3... O chefe do Poder Executivo expedirá regulamento para a execução desta Lei em até 90 dias de sua entrada em vigor. Art. 4... Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 5... Revogam-se as disposições em contrário.” Cuida-se, noutros termos, de saber se, ao determinar a adoção de procedimento licitatório com ordem de fases diversa daquela indicada pela Lei n 8.666/1993, o Distrito Federal invadiu a competência legislativa privativa da União, à luz do artigo 22, XXVII, da Constituição Federal, que determina, ad litteram: Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: (...) XXVII - normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1..., III; (Redação dada pela Emenda Constitucional n 19, de 1998) Não se trata, como poderia sugerir uma primeira leitura dos autos, de matéria adstrita ao campo infraconstitucional. Pelo contrário, a interpretação quanto à repartição de competências legislativas é tarefa perfeitamente compatível com a atuação desta Corte. Como já afirmou o Tribunal, na ADI 2.903 (rel. Min. Celso de Mello, j. 1...-12-2005, P, DJE de 19-9-2008), “[a] edição, por determinado Estado-membro, de lei que contrarie, frontalmente, critérios mínimos legitimamente veiculados, em sede de normas gerais, pela União Federal ofende, de modo direto, o texto da Carta Política” (ADI 2.903, rel. Min. Celso de Mello, j. 1...-12-2005, P, DJE de 19-9-2008). É cediço que a baixa densidade da expressão norma geral, utilizada pelo texto constitucional, suscita dúvidas a respeito de quais 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF mandamentos da Lei n 8.666/1993 estão adstritos à esfera da União e quais devem ser observados por todos os entes federativos. Essa insegurança jurídica é ainda agravada pela postura inegavelmente maximalista assumida pelo legislador federal quando da edição da Lei n 8.666/1993, cuja redação revela nítida pretensão de normatização exauriente da matéria em toda a federação, ao arrepio da disciplina constitucional. Exatamente por isso, noutras oportunidades o Plenário desta Corte foi também instado a se manifestar sobre o alcance do art. 22, XXVII da CRFB. Cito, exemplificativamente, a ADI 927 MC, Relator Min. Carlos Velloso, julgada em 03/11/1993; e o Recurso Extraordinário 423560, Relator Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, julgado em 29/05/2012. Lúcia Valle Figueiredo ensina que “as normas gerais têm como principais efeitos a legislação homogênea geral, não particularizante para as pessoas políticas, o cumprimento, ainda, dos princípios constitucionais expressos e implícitos, o coartamento da legislação dos entes federativos no que deve ser preservado homogeneamente, para se obter segurança e certeza jurídicas” (FIGUEIREDO, Lucia Valle. Competência administrativa dos Estados e Municípios. Revista de Direito Administrativo, Rio de Janeiro, v. 207, p. 1- 19, jan. 1997, p. 10). No entanto, a imposição constitucional de existência de um núcleo comum e uniforme de normas deve ser sopesada com a noção de laboratório da democracia (laboratory of democracy). É desejável que os entes federativos gozem de certa liberdade para regular assuntos de forma distinta, não apenas porque cada um deles apresenta peculiaridades locais que justificam adaptações da legislação federal, mas também porque o uso de diferentes estratégias regulatórias permite comparações e aprimoramentos quanto à efetividade de cada uma delas. Nas palavras do Justice Brandeis, “é um dos felizes incidentes do sistema federal que um único estado corajoso possa, se seus cidadãos assim decidirem, servir como laboratório, e tente experimentos sociais e econômicos inovadores sem riscos para o resto do país” (tradução livre, voto divergente em New State Ice Co. v. Liebmann, 285 U.S. 262, 311 (1932)). Sob este 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF mandamentos da Lei n 8.666/1993 estão adstritos à esfera da União e quais devem ser observados por todos os entes federativos. Essa insegurança jurídica é ainda agravada pela postura inegavelmente maximalista assumida pelo legislador federal quando da edição da Lei n 8.666/1993, cuja redação revela nítida pretensão de normatização exauriente da matéria em toda a federação, ao arrepio da disciplina constitucional. Exatamente por isso, noutras oportunidades o Plenário desta Corte foi também instado a se manifestar sobre o alcance do art. 22, XXVII da CRFB. Cito, exemplificativamente, a ADI 927 MC, Relator Min. Carlos Velloso, julgada em 03/11/1993; e o Recurso Extraordinário 423560, Relator Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, julgado em 29/05/2012. Lúcia Valle Figueiredo ensina que “as normas gerais têm como principais efeitos a legislação homogênea geral, não particularizante para as pessoas políticas, o cumprimento, ainda, dos princípios constitucionais expressos e implícitos, o coartamento da legislação dos entes federativos no que deve ser preservado homogeneamente, para se obter segurança e certeza jurídicas” (FIGUEIREDO, Lucia Valle. Competência administrativa dos Estados e Municípios. Revista de Direito Administrativo, Rio de Janeiro, v. 207, p. 1- 19, jan. 1997, p. 10). No entanto, a imposição constitucional de existência de um núcleo comum e uniforme de normas deve ser sopesada com a noção de laboratório da democracia (laboratory of democracy). É desejável que os entes federativos gozem de certa liberdade para regular assuntos de forma distinta, não apenas porque cada um deles apresenta peculiaridades locais que justificam adaptações da legislação federal, mas também porque o uso de diferentes estratégias regulatórias permite comparações e aprimoramentos quanto à efetividade de cada uma delas. Nas palavras do Justice Brandeis, “é um dos felizes incidentes do sistema federal que um único estado corajoso possa, se seus cidadãos assim decidirem, servir como laboratório, e tente experimentos sociais e econômicos inovadores sem riscos para o resto do país” (tradução livre, voto divergente em New State Ice Co. v. Liebmann, 285 U.S. 262, 311 (1932)). Sob este 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF prisma, impor ao Estado-membro a simples reprodução acrítica de norma federal, quando tal circunstância não decorre de mandamento constitucional ou de algum imperativo real de uniformidade nacional, inviabiliza uma das facetas do federalismo enquanto meio de, nos estritos limites das competências constitucionais de cada ente, inovar e evoluir na política regulatória. A esse respeito, tive a oportunidade de me manifestar quando do julgamento da ADI 3059, em cujo acórdão expus as possíveis implicações da interpretação do conceito das normas gerais para a preservação da autonomia dos entes federativos. In verbis: “O conceito de ‘norma geral’ é essencialmente fluido, de fronteiras incertas, o que, embora não o desautorize como parâmetro legítimo para aferir a constitucionalidade de leis estaduais, distritais e municipais, certamente requer maiores cautelas no seu manejo. Isso porque a amplitude com que a Suprema Corte define com conteúdo do que sejam ‘normas gerais’ influi decisivamente sobre a experiência federalista brasileira. Qualquer leitura maximalista do aludido conceito constitucional milita contra a diversidade e a autonomia das entidades integrantes do pacto federativo, em flagrante contrariedade ao pluralismo que marca a sociedade brasileira. Contribui ainda para asfixiar o experimentalismo local tão caro à ideia de federação. Nesse cenário, é preciso extrema cautela na árdua tarefa de densificar o sentido e o alcance da expressão ‘normas gerais’, limitando a censura judicial às manifestações nitidamente abusivas de autonomia.” Em síntese, a encampação de interpretações extremas do conceito de norma geral – seja para torná-la excessivamente ampla, seja para restringi-la em demasia – pode desencadear desequilíbrios indesejáveis no pacto federativo. Resta clara, portanto, a pertinência do enfrentamento da presente questão pelo Supremo Tribunal Federal, na medida em que apresenta repercussões concretas na autonomia dos entes federativos para dispor sobre o procedimento nas licitações públicas. Diga-se, aliás, que outros 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF prisma, impor ao Estado-membro a simples reprodução acrítica de norma federal, quando tal circunstância não decorre de mandamento constitucional ou de algum imperativo real de uniformidade nacional, inviabiliza uma das facetas do federalismo enquanto meio de, nos estritos limites das competências constitucionais de cada ente, inovar e evoluir na política regulatória. A esse respeito, tive a oportunidade de me manifestar quando do julgamento da ADI 3059, em cujo acórdão expus as possíveis implicações da interpretação do conceito das normas gerais para a preservação da autonomia dos entes federativos. In verbis: “O conceito de ‘norma geral’ é essencialmente fluido, de fronteiras incertas, o que, embora não o desautorize como parâmetro legítimo para aferir a constitucionalidade de leis estaduais, distritais e municipais, certamente requer maiores cautelas no seu manejo. Isso porque a amplitude com que a Suprema Corte define com conteúdo do que sejam ‘normas gerais’ influi decisivamente sobre a experiência federalista brasileira. Qualquer leitura maximalista do aludido conceito constitucional milita contra a diversidade e a autonomia das entidades integrantes do pacto federativo, em flagrante contrariedade ao pluralismo que marca a sociedade brasileira. Contribui ainda para asfixiar o experimentalismo local tão caro à ideia de federação. Nesse cenário, é preciso extrema cautela na árdua tarefa de densificar o sentido e o alcance da expressão ‘normas gerais’, limitando a censura judicial às manifestações nitidamente abusivas de autonomia.” Em síntese, a encampação de interpretações extremas do conceito de norma geral – seja para torná-la excessivamente ampla, seja para restringi-la em demasia – pode desencadear desequilíbrios indesejáveis no pacto federativo. Resta clara, portanto, a pertinência do enfrentamento da presente questão pelo Supremo Tribunal Federal, na medida em que apresenta repercussões concretas na autonomia dos entes federativos para dispor sobre o procedimento nas licitações públicas. Diga-se, aliás, que outros 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF entes da federação procederam a inovações normativas de teor similar àquele sub examine, como se deu no Estado da Bahia (Lei n 9.433/2005); no Estado de Sergipe (Lei n 5.848/2006); no Estado do Paraná (Lei n 15.340/2006); e no Estado de São Paulo (Lei 13.121/2008). Por fim, no caso concreto, também não se pode olvidar da importância da licitação como forma de promoção dos princípios setoriais que devem conformar a atuação da Administração Pública nacional, ex vi do art. 37 da CRFB. A licitação não representa um fim em si mesmo; é meio de promoção dos imperativos de impessoalidade, moralidade, eficiência e publicidade nas contratações promovidas pelo Estado. Como indica Victor Aguiar de Carvalho: “É difícil pensar em outra atividade governamental que ofereça mais riscos ou incentivos à corrupção do que as contratações públicas. Não bastasse o enorme volume financeiro em jogo, os objetivos das partes envolvidas no procedimento são diversos. O escopo da Administração na seara licitatória é o de promover a competição entre os interessados, de modo a adquirir ou contratar as obras, bens ou serviços por ela demandados sob as condições mais vantajosas possíveis. Já o interesse imediato do agente privado é outro: conquistar o contrato nos termos menos onerosos para si. É justamente nesse conflito de interesses entre Administração e particulares que surgem os incentivos à corrupção. O agente público pode identificar espaços para auxiliar algum dos proponentes em troca de benefícios pessoais” (CARVALHO, Victor Aguiar de. Corrupção nas contratações públicas: dois instrumentos analíticos para a detecção de indevidos incentivos. Revista Eletrônica da PGE-RJ, v. 1, p. 1-22, 2018, p. 5) O debate relativo à dita inversão das fases da licitação se insere justamente no contexto da busca pela otimização dos incentivos econômicos gerados pelo referido processo. Consoante aponta Carlos Ari Sundfeld, pela consagração da fase de habilitação como momento inicial da licitação, “não só se limita o número de propostas de preço que serão conhecidas, como, em virtude da rigidez formal e da extensão do procedimento no 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF entes da federação procederam a inovações normativas de teor similar àquele sub examine, como se deu no Estado da Bahia (Lei n 9.433/2005); no Estado de Sergipe (Lei n 5.848/2006); no Estado do Paraná (Lei n 15.340/2006); e no Estado de São Paulo (Lei 13.121/2008). Por fim, no caso concreto, também não se pode olvidar da importância da licitação como forma de promoção dos princípios setoriais que devem conformar a atuação da Administração Pública nacional, ex vi do art. 37 da CRFB. A licitação não representa um fim em si mesmo; é meio de promoção dos imperativos de impessoalidade, moralidade, eficiência e publicidade nas contratações promovidas pelo Estado. Como indica Victor Aguiar de Carvalho: “É difícil pensar em outra atividade governamental que ofereça mais riscos ou incentivos à corrupção do que as contratações públicas. Não bastasse o enorme volume financeiro em jogo, os objetivos das partes envolvidas no procedimento são diversos. O escopo da Administração na seara licitatória é o de promover a competição entre os interessados, de modo a adquirir ou contratar as obras, bens ou serviços por ela demandados sob as condições mais vantajosas possíveis. Já o interesse imediato do agente privado é outro: conquistar o contrato nos termos menos onerosos para si. É justamente nesse conflito de interesses entre Administração e particulares que surgem os incentivos à corrupção. O agente público pode identificar espaços para auxiliar algum dos proponentes em troca de benefícios pessoais” (CARVALHO, Victor Aguiar de. Corrupção nas contratações públicas: dois instrumentos analíticos para a detecção de indevidos incentivos. Revista Eletrônica da PGE-RJ, v. 1, p. 1-22, 2018, p. 5) O debate relativo à dita inversão das fases da licitação se insere justamente no contexto da busca pela otimização dos incentivos econômicos gerados pelo referido processo. Consoante aponta Carlos Ari Sundfeld, pela consagração da fase de habilitação como momento inicial da licitação, “não só se limita o número de propostas de preço que serão conhecidas, como, em virtude da rigidez formal e da extensão do procedimento no 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF tempo, abre-se oportunidade para recursos que eliminem mais participantes e também para negociações ocultas entre os remanescentes” (SUNDFELD, Carlos Ari. Contratações públicas e o princípio da concorrência. Contratações públicas e seu controle. São Paulo: Malheiros, 2013. pp. 22-23). Daí a tendência de edição de legislação federal esparsa que transpõe a fase da classificação das propostas para antes da habilitação – afastando-se neste ponto o regramento geral da Lei n 8.666/1993 –, como meio de, em teoria, reduzir os problemas mencionados. Assim foi com a Lei do Pregão (Lei n 10.520/2002), a Lei das Concessões (Lei n 8.987/1995), a Lei do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (Lei n 12.462/2011) e a Lei das Parcerias Público-Privadas (Lei n 11.079/2004). Por conseguinte, faz-se necessário saber se a mesma providência pode ser tomada pelos demais entes federativos, pela via do exercício de sua competência legislativa suplementar. Em conclusão, a vexata quaestio posta à apreciação deste Supremo Tribunal Federal é eminentemente constitucional e apresenta relevância jurídica e econômica. Ex positis, nos termos do artigo 1.035, § 1..., do Código de Processo Civil/2015, combinado com o artigo 323 do RISTF, manifesto-me pela existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro LUIZ FUX Relator Documento assinado digitalmente 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF tempo, abre-se oportunidade para recursos que eliminem mais participantes e também para negociações ocultas entre os remanescentes” (SUNDFELD, Carlos Ari. Contratações públicas e o princípio da concorrência. Contratações públicas e seu controle. São Paulo: Malheiros, 2013. pp. 22-23). Daí a tendência de edição de legislação federal esparsa que transpõe a fase da classificação das propostas para antes da habilitação – afastando-se neste ponto o regramento geral da Lei n 8.666/1993 –, como meio de, em teoria, reduzir os problemas mencionados. Assim foi com a Lei do Pregão (Lei n 10.520/2002), a Lei das Concessões (Lei n 8.987/1995), a Lei do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (Lei n 12.462/2011) e a Lei das Parcerias Público-Privadas (Lei n 11.079/2004). Por conseguinte, faz-se necessário saber se a mesma providência pode ser tomada pelos demais entes federativos, pela via do exercício de sua competência legislativa suplementar. Em conclusão, a vexata quaestio posta à apreciação deste Supremo Tribunal Federal é eminentemente constitucional e apresenta relevância jurídica e econômica. Ex positis, nos termos do artigo 1.035, § 1..., do Código de Processo Civil/2015, combinado com o artigo 323 do RISTF, manifesto-me pela existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro LUIZ FUX Relator Documento assinado digitalmente 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32F2-8CFE-5A5D-901E e senha 3D90-8FD4-3F0D-BA63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.352 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE. : GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL ADV. (A/S) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RECDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO. (AS) : CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV. (A/S) : ANA CAROLINA REIS MAGALHÃES E OUTO (A/S) PRONUNCIAMENTO PROCESSO – IMPEDIMENTO. 1. O assessor David Laerte Vieira prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário n 1.188.352/DF, relator ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 22 de fevereiro de 2019, sexta-feira, sendo o último dia para manifestação 14 de março de 2019, quinta-feira. O Governador do Distrito Federal interpôs recurso extraordinário, com alegada base no artigo 102, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, contra acórdão mediante o qual o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, em processo objetivo, assentou a inconstitucionalidade da Lei Distrital n 5.345/2014 por inverter as fases de habilitação e de classificação no procedimento licitatório definido na Lei Federal n 8.666/1993. Afirma haver o Distrito Federal ultrapassado os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DB3-21DF-0B31-1160 e senha 4295-61C6-FED5-DC1F Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.352 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE. : GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL ADV. (A/S) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RECDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS INTDO. (AS) : CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL ADV. (A/S) : ANA CAROLINA REIS MAGALHÃES E OUTO (A/S) PRONUNCIAMENTO PROCESSO – IMPEDIMENTO. 1. O assessor David Laerte Vieira prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário n 1.188.352/DF, relator ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 22 de fevereiro de 2019, sexta-feira, sendo o último dia para manifestação 14 de março de 2019, quinta-feira. O Governador do Distrito Federal interpôs recurso extraordinário, com alegada base no artigo 102, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, contra acórdão mediante o qual o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, em processo objetivo, assentou a inconstitucionalidade da Lei Distrital n 5.345/2014 por inverter as fases de habilitação e de classificação no procedimento licitatório definido na Lei Federal n 8.666/1993. Afirma haver o Distrito Federal ultrapassado os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DB3-21DF-0B31-1160 e senha 4295-61C6-FED5-DC1F Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF limites da competência suplementar, adentrando a privativa da União para editar normas gerais de licitação. Sustenta a admissibilidade do recurso – no que preenchidos os requisitos indispensáveis ao trânsito. Assinala transgressão aos artigos 22, inciso XXVII, 24, e 37, inciso XXI, da Carta da República. Aduz a competência legislativa suplementar do Distrito Federal para dispor sobre matéria a envolver licitações e contratos. Versa a celeridade e eficiência a resultar da inversão de fases, sem se afastar dos princípios constitucionais ou específicos a licitação. Ressalta que a inversão de fases foi instituída com a criação do pregão, na Lei Geral de Telecomunicações, e que a Lei Federal n 12.462/2011 – Regime Diferenciado de Contratações Públicas – prevê o fenômeno, razão pela qual os demais entes federativos também podem fazê-lo. Assevera ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista jurídico e político. O recurso não foi admitido na origem, seguindo-se a formalização de agravo, desprovido por decisão individual. Em 1... de fevereiro de 2019, o Relator reconsiderou o pronunciamento, dando provimento ao agravo e convertendo-o em extraordinário. Ao submeter o processo ao denominado Plenário Virtual, o Relator manifesta-se pela existência de repercussão geral da controvérsia. Alude à competência do Supremo para interpretar a repartição de competências legislativas e à jurisprudência a discutir a extensão do artigo 22, inciso XXVII, da Lei Maior – a estabelecer a competência legislativa privativa da União para dispor sobre normas gerais de licitação e contratação. Sublinha pertinente o enfrentamento da questão, na medida em que apresenta repercussões na autonomia dos entes federativos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DB3-21DF-0B31-1160 e senha 4295-61C6-FED5-DC1F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF limites da competência suplementar, adentrando a privativa da União para editar normas gerais de licitação. Sustenta a admissibilidade do recurso – no que preenchidos os requisitos indispensáveis ao trânsito. Assinala transgressão aos artigos 22, inciso XXVII, 24, e 37, inciso XXI, da Carta da República. Aduz a competência legislativa suplementar do Distrito Federal para dispor sobre matéria a envolver licitações e contratos. Versa a celeridade e eficiência a resultar da inversão de fases, sem se afastar dos princípios constitucionais ou específicos a licitação. Ressalta que a inversão de fases foi instituída com a criação do pregão, na Lei Geral de Telecomunicações, e que a Lei Federal n 12.462/2011 – Regime Diferenciado de Contratações Públicas – prevê o fenômeno, razão pela qual os demais entes federativos também podem fazê-lo. Assevera ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista jurídico e político. O recurso não foi admitido na origem, seguindo-se a formalização de agravo, desprovido por decisão individual. Em 1... de fevereiro de 2019, o Relator reconsiderou o pronunciamento, dando provimento ao agravo e convertendo-o em extraordinário. Ao submeter o processo ao denominado Plenário Virtual, o Relator manifesta-se pela existência de repercussão geral da controvérsia. Alude à competência do Supremo para interpretar a repartição de competências legislativas e à jurisprudência a discutir a extensão do artigo 22, inciso XXVII, da Lei Maior – a estabelecer a competência legislativa privativa da União para dispor sobre normas gerais de licitação e contratação. Sublinha pertinente o enfrentamento da questão, na medida em que apresenta repercussões na autonomia dos entes federativos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DB3-21DF-0B31-1160 e senha 4295-61C6-FED5-DC1F Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF para dispor sobre o procedimento nas licitações pública. Observa a existência de leis federais a transpor a fase da classificação das propostas para antes da habilitação dos licitantes. Diz cuidar a controvérsia se, ao determinar a adoção do procedimento licitatório com ordem de fases diversa daquela indicada pela Lei n 8.666/1993, o Distrito Federal invadiu competência legislativa privativa da União. 2. Surge o impedimento tal como descrito na ordem jurídica em vigor. Atuou no Órgão de origem, como julgadora, a desembargadora Sandra de Santis, com quem mantenho vínculo conjugal. 3. Declaro-me impedido de participar do julgamento deste processo. 4. Publiquem. Brasília, 27 de fevereiro de 2019. Ministro MARCO AURÉLIO Relator 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DB3-21DF-0B31-1160 e senha 4295-61C6-FED5-DC1F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF para dispor sobre o procedimento nas licitações pública. Observa a existência de leis federais a transpor a fase da classificação das propostas para antes da habilitação dos licitantes. Diz cuidar a controvérsia se, ao determinar a adoção do procedimento licitatório com ordem de fases diversa daquela indicada pela Lei n 8.666/1993, o Distrito Federal invadiu competência legislativa privativa da União. 2. Surge o impedimento tal como descrito na ordem jurídica em vigor. Atuou no Órgão de origem, como julgadora, a desembargadora Sandra de Santis, com quem mantenho vínculo conjugal. 3. Declaro-me impedido de participar do julgamento deste processo. 4. Publiquem. Brasília, 27 de fevereiro de 2019. Ministro MARCO AURÉLIO Relator 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DB3-21DF-0B31-1160 e senha 4295-61C6-FED5-DC1F Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 188 . 352", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 188 . 352", "Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF", "Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF", "Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF", "Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF", "Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF", "Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF", "Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF", "ADI 2 . 903", "ADI 2 . 903", "Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF §", "ADI 2 . 903", "ADI 2 . 903", "ADI 927 MC", "Recurso Extraordinário 423560", "Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF", "ADI 927 MC", "Recurso Extraordinário 423560", "ADI 3059", "Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF", "ADI 3059", "Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF", "Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF", "Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF", "Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 188 . 352", "recurso extraordinário n 1 . 188 . 352 / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 188 . 352", "recurso extraordinário n 1 . 188 . 352 / DF", "Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF", "Recurso Extraordinário 1188352 RG / DF", "Recurso" ], "LEGISLACAO": [ "LEI DISTRITAL 5 . 345 / 2014", "ARTIGO 22 , INCISO XXVII , DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI DISTRITAL 5 . 345 / 2014", "ARTIGO 22 , INCISO XXVII , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "LEI DISTRITAL N . 5 . 345", "LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL", "LODF", "Lei Federal n . 8 . 666 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI DISTRITAL 5 . 345 / 2014", "LEI DISTRITAL N . 5 . 345", "LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL", "LODF", "Lei Federal n . 8 . 666 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 666 / 1993", "art . 24 da Constituição Federal", "Lei Orgânica do Distrito Federal", "Lei de", "Lei n . 8 . 666 / 1993", "Lei Orgânica do Distrito Federal", "Lei Federal n . 8 . 666 / 1996", "artigo 115 , da Lei 8 . 666 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 666 / 1993", "art . 24 da Constituição Federal", "Lei Orgânica do Distrito Federal", "Lei de", "Lei n . 8 . 666 / 1993", "Lei Orgânica do Distrito Federal", "Lei Federal n . 8 . 666 / 1996", "art . 26 , LODF", "artigo 115 , da Lei 8 . 666 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei distrital n . 5 . 345 / 2014", "Lei distrital n 5 . 345 / 2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei distrital n . 5 . 345 / 2014", "Lei distrital n 5 . 345 / 2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 114 da Lei n 8 . 666", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 114 da Lei n 8 . 666", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 666 / 1993", "artigo 22 , XXVII , da Constituição Federal", "Emenda Constitucional n 19", "Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 666 / 1993", "artigo 22 , XXVII , da Constituição Federal", "Emenda Constitucional n 19", "Carta Política ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 666 / 1993", "Lei n 8 . 666 / 1993", "art . 22 , XXVII da CRFB", "Medida Provisória n 2 . 200", "Lei n 8 . 666 / 1993", "Lei n 8 . 666 / 1993", "art . 22 , XXVII da CRFB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 433 / 2005", "Lei n 5 . 848 / 2006", "Lei n 15 . 340 / 2006", "Lei 13 . 121 / 2008", "art . 37 da CRFB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 .", "/", "Lei n 5 . 848 / 2006", "Lei n 15 . 340 / 2006", "Lei 13 . 121 / 2008", "art . 37 da CRFB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 666 / 1993", "Lei do", "Lei n 10 . 520 / 2002", "Lei das Concessões", "Lei n 8 . 987 / 1995", "Lei do Regime Diferenciado de Contratações Públicas", "Lei n 12 . 462 / 2011", "Lei das Parcerias Público - Privadas", "Lei n 11 . 079 / 2004", "artigo 1 . 035 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 323 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 666 / 1993", "Lei do Pregão", "Lei n 10 . 520 / 2002", "Lei das Concessões", "Lei n 8 . 987 / 1995", "Lei do Regime Diferenciado de Contratações Públicas", "Lei n 12 . 462 / 2011", "Lei das Parcerias Público - Privadas", "Lei n 11 . 079 / 2004", "artigo 1 . 035 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 323 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso III , alínea “ a ” , da Constituição Federal", "Lei Distrital n 5 . 345 / 2014", "Lei Federal n 8 . 666 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso III , alínea “ a ” , da Constituição Federal", "Lei Distrital n 5 . 345 / 2014", "Lei Federal n 8 . 666 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 22 , inciso XXVII , 24 , e 37 , inciso XXI , da Carta 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Decisão sobre Repercussão Geral 14/03/2019 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.289 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :EDSON LUIZ VIVAN ADV.(A/S) :OLIR MARINO SAVARIS RECDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL JUROS DA MORA – REQUISIÇÃO OU PRECATÓRIO – PERÍODO DE INCIDÊNCIA – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ADEQUAÇÃO REPERCUSSÃO GERAL – CONFIGURADA. Possui repercussão geral controvérsia alusiva à incidência dos juros da mora no período compreendido entre a expedição do precatório ou requisição de pequeno valor e o efetivo pagamento. Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Ministro MARCO AURÉLIO Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 92EB-7BA4-9DEB-0065 e senha FABC-CFE7-A8C6-7B2C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.289 SANTA CATARINA PRONUNCIAMENTO JUROS DA MORA REQUISIÇÃO OU PRECATÓRIO PERÍODO DE INCIDÊNCIA RECURSO EXTRAORDINÁRIO ADEQUAÇÃO REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. O assessor Dr. David Laerte Vieira prestou as seguintes informações: Edson Luiz Vivan interpôs recurso extraordinário, com alegada base na alínea a do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal, contra acórdão mediante o qual a Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região afirmou limitados os juros da mora a partir da data da conta de liquidação até a de inscrição do precatório. Destaca diferir a questão do Tema nº 96 da sistemática da repercussão geral, que fixa os juros da conta de liquidação até a expedição do requisitório. Sustenta a incidência dos juros até o efetivo pagamento do débito. Aponta violado o artigo 100, § 12, da Lei Maior que prevê a atualização de valores de requisitórios no interregno entre a expedição e o efetivo pagamento inserido pela Emenda Constitucional nº 62/2009, considerando haver o Tribunal de origem se amparado em jurisprudência anterior. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE26-309F-5F2B-E1D5 e senha 58CA-1D0B-6914-AA30 Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.289 SANTA CATARINA PRONUNCIAMENTO JUROS DA MORA REQUISIÇÃO OU PRECATÓRIO PERÍODO DE INCIDÊNCIA RECURSO EXTRAORDINÁRIO ADEQUAÇÃO REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. O assessor Dr. David Laerte Vieira prestou as seguintes informações: Edson Luiz Vivan interpôs recurso extraordinário, com alegada base na alínea a do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal, contra acórdão mediante o qual a Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região afirmou limitados os juros da mora a partir da data da conta de liquidação até a de inscrição do precatório. Destaca diferir a questão do Tema nº 96 da sistemática da repercussão geral, que fixa os juros da conta de liquidação até a expedição do requisitório. Sustenta a incidência dos juros até o efetivo pagamento do débito. Aponta violado o artigo 100, § 12, da Lei Maior que prevê a atualização de valores de requisitórios no interregno entre a expedição e o efetivo pagamento inserido pela Emenda Constitucional nº 62/2009, considerando haver o Tribunal de origem se amparado em jurisprudência anterior. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE26-309F-5F2B-E1D5 e senha 58CA-1D0B-6914-AA30 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1169289 RG / SC Reporta-se à insistência do Colegiado local em adotar o decidido no recurso extraordinário nº 298.616, no que assentada a incidência de juros da mora após a expedição do precatório, na situação de não haverem sido os valores nele expressos adimplidos no exercício financeiro seguinte. Ressalta a perda da eficácia do verbete vinculante nº 17 da Súmula do Supremo, dizendo fundar-se em norma constitucional revogada. Realça a intenção do legislador constitucional de impedir o enriquecimento indevido do erário, dado o significativo lapso temporal. Menciona o voto do ministro Carlos Ayres Britto no julgamento das ações diretas de inconstitucionalidade nº 4.357 e 4.425, no sentido da incidência dos juros sobre os valores dos ofícios requisitórios após a expedição e até a efetiva quitação. Sublinha ter o Supremo declarado a inconstitucionalidade parcial do § 12 do artigo 100 da Constituição Federal, no tocante à expressão índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança, mantendo hígidos os dispositivos quanto aos juros. Assevera ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista econômico, político, social e jurídico, a envolver o interesse de todos os credores da Fazenda Pública. O Instituto Nacional do Seguro Social INSS não apresentou contrarrazões. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE26-309F-5F2B-E1D5 e senha 58CA-1D0B-6914-AA30 Supremo Tribunal Federal RE 1169289 RG / SC Reporta-se à insistência do Colegiado local em adotar o decidido no recurso extraordinário nº 298.616, no que assentada a incidência de juros da mora após a expedição do precatório, na situação de não haverem sido os valores nele expressos adimplidos no exercício financeiro seguinte. Ressalta a perda da eficácia do verbete vinculante nº 17 da Súmula do Supremo, dizendo fundar-se em norma constitucional revogada. Realça a intenção do legislador constitucional de impedir o enriquecimento indevido do erário, dado o significativo lapso temporal. Menciona o voto do ministro Carlos Ayres Britto no julgamento das ações diretas de inconstitucionalidade nº 4.357 e 4.425, no sentido da incidência dos juros sobre os valores dos ofícios requisitórios após a expedição e até a efetiva quitação. Sublinha ter o Supremo declarado a inconstitucionalidade parcial do § 12 do artigo 100 da Constituição Federal, no tocante à expressão índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança, mantendo hígidos os dispositivos quanto aos juros. Assevera ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista econômico, político, social e jurídico, a envolver o interesse de todos os credores da Fazenda Pública. O Instituto Nacional do Seguro Social INSS não apresentou contrarrazões. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE26-309F-5F2B-E1D5 e senha 58CA-1D0B-6914-AA30 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1169289 RG / SC O extraordinário foi admitido na origem. Atendeu-se aos pressupostos gerais de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. 2. Tem-se tema passível de repercutir em inúmeras relações jurídicas. Conforme consignado, o Tribunal de origem limitou os juros da mora ao período entre a conta de liquidação e a inscrição do precatório, aludindo ao artigo 100, § 12, da Constituição Federal. Cumpre ao Supremo examinar a questão, pacificando-a considerada a Lei Maior. 3. Pronuncio-me no sentido de estar configurada a repercussão geral da matéria veiculada no extraordinário. 4. Insiram o processo no denominado Plenário Virtual. 5. Ao Gabinete, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive quanto a processos que aguardem apreciação. Uma vez admitido o fenômeno, colham o parecer da Procuradoria-Geral da República. 6. Publiquem. Brasília, 20 de fevereiro de 2019. Ministro Marco Aurélio Relator 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE26-309F-5F2B-E1D5 e senha 58CA-1D0B-6914-AA30 Supremo Tribunal Federal RE 1169289 RG / SC O extraordinário foi admitido na origem. Atendeu-se aos pressupostos gerais de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. 2. Tem-se tema passível de repercutir em inúmeras relações jurídicas. Conforme consignado, o Tribunal de origem limitou os juros da mora ao período entre a conta de liquidação e a inscrição do precatório, aludindo ao artigo 100, § 12, da Constituição Federal. Cumpre ao Supremo examinar a questão, pacificando-a considerada a Lei Maior. 3. Pronuncio-me no sentido de estar configurada a repercussão geral da matéria veiculada no extraordinário. 4. Insiram o processo no denominado Plenário Virtual. 5. Ao Gabinete, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive quanto a processos que aguardem apreciação. Uma vez admitido o fenômeno, colham o parecer da Procuradoria-Geral da República. 6. Publiquem. Brasília, 20 de fevereiro de 2019. Ministro Marco Aurélio Relator 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE26-309F-5F2B-E1D5 e senha 58CA-1D0B-6914-AA30 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 1169289 RG / SC 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE26-309F-5F2B-E1D5 e senha 58CA-1D0B-6914-AA30 Supremo Tribunal Federal RE 1169289 RG / SC 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE26-309F-5F2B-E1D5 e senha 58CA-1D0B-6914-AA30 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749610376
2019-03-14T00:00:00
2019-04-16T00:00:00
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Ministro MARCO AURÉLIO Relator
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
JUROS DA MORA – REQUISIÇÃO OU PRECATÓRIO – PERÍODO DE INCIDÊNCIA – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ADEQUAÇÃO REPERCUSSÃO GERAL – CONFIGURADA. Possui repercussão geral controvérsia alusiva à incidência dos juros da mora no período compreendido entre a expedição do precatório ou requisição de pequeno valor e o efetivo pagamento.
repercussao-geral10482
REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO JULGADO - Acórdão(s) citado(s): (JUROS DE MORA, MOMENTO POSTERIOR, EXPEDIÇÃO, PRECATÓRIO) RE 298616 (TP). (EMENDA CONSTITUCIONAL 62 DE 2009, JUROS DE MORA) ADI 4357 (TP), ADI 4425 (TP). Número de páginas: 5. Análise: 23/04/2019, AMA.
MARCO AURÉLIO
Tribunal Pleno
1169289
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00100 PAR-00012 INCLUÍDO PELA EMC-62/2009 \r\n ART-00102 INC-00003 LET-A\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED EMC-000062 ANO-2009\r\n EMENDA CONSTITUCIONAL\r\n", "LEG-FED SUV-000017 \r\n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-RG
acordaos
RE 1169289 RG
[ "" ]
RECTE.(S) : EDSON LUIZ VIVAN ADV.(A/S) : OLIR MARINO SAVARIS RECDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Decisão sobre Repercussão Geral 14/03/2019 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.289 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :EDSON LUIZ VIVAN ADV.(A/S) :OLIR MARINO SAVARIS RECDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL JUROS DA MORA – REQUISIÇÃO OU PRECATÓRIO – PERÍODO DE INCIDÊNCIA – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ADEQUAÇÃO REPERCUSSÃO GERAL – CONFIGURADA. Possui repercussão geral controvérsia alusiva à incidência dos juros da mora no período compreendido entre a expedição do precatório ou requisição de pequeno valor e o efetivo pagamento. Decisão: O Tribunal, por unanimidade, reputou constitucional a questão. O Tribunal, por unanimidade, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. Ministro MARCO AURÉLIO Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 92EB-7BA4-9DEB-0065 e senha FABC-CFE7-A8C6-7B2C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.289 SANTA CATARINA PRONUNCIAMENTO JUROS DA MORA REQUISIÇÃO OU PRECATÓRIO PERÍODO DE INCIDÊNCIA RECURSO EXTRAORDINÁRIO ADEQUAÇÃO REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. O assessor Dr. David Laerte Vieira prestou as seguintes informações: Edson Luiz Vivan interpôs recurso extraordinário, com alegada base na alínea a do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal, contra acórdão mediante o qual a Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região afirmou limitados os juros da mora a partir da data da conta de liquidação até a de inscrição do precatório. Destaca diferir a questão do Tema n 96 da sistemática da repercussão geral, que fixa os juros da conta de liquidação até a expedição do requisitório. Sustenta a incidência dos juros até o efetivo pagamento do débito. Aponta violado o artigo 100, § 12, da Lei Maior que prevê a atualização de valores de requisitórios no interregno entre a expedição e o efetivo pagamento inserido pela Emenda Constitucional n 62/2009, considerando haver o Tribunal de origem se amparado em jurisprudência anterior. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE26-309F-5F2B-E1D5 e senha 58CA-1D0B-6914-AA30 Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.289 SANTA CATARINA PRONUNCIAMENTO JUROS DA MORA REQUISIÇÃO OU PRECATÓRIO PERÍODO DE INCIDÊNCIA RECURSO EXTRAORDINÁRIO ADEQUAÇÃO REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. O assessor Dr. David Laerte Vieira prestou as seguintes informações: Edson Luiz Vivan interpôs recurso extraordinário, com alegada base na alínea a do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal, contra acórdão mediante o qual a Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região afirmou limitados os juros da mora a partir da data da conta de liquidação até a de inscrição do precatório. Destaca diferir a questão do Tema n 96 da sistemática da repercussão geral, que fixa os juros da conta de liquidação até a expedição do requisitório. Sustenta a incidência dos juros até o efetivo pagamento do débito. Aponta violado o artigo 100, § 12, da Lei Maior que prevê a atualização de valores de requisitórios no interregno entre a expedição e o efetivo pagamento inserido pela Emenda Constitucional n 62/2009, considerando haver o Tribunal de origem se amparado em jurisprudência anterior. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE26-309F-5F2B-E1D5 e senha 58CA-1D0B-6914-AA30 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1169289 RG / SC Reporta-se à insistência do Colegiado local em adotar o decidido no recurso extraordinário n 298.616, no que assentada a incidência de juros da mora após a expedição do precatório, na situação de não haverem sido os valores nele expressos adimplidos no exercício financeiro seguinte. Ressalta a perda da eficácia do verbete vinculante n 17 da Súmula do Supremo, dizendo fundar-se em norma constitucional revogada. Realça a intenção do legislador constitucional de impedir o enriquecimento indevido do erário, dado o significativo lapso temporal. Menciona o voto do ministro Carlos Ayres Britto no julgamento das ações diretas de inconstitucionalidade n 4.357 e 4.425, no sentido da incidência dos juros sobre os valores dos ofícios requisitórios após a expedição e até a efetiva quitação. Sublinha ter o Supremo declarado a inconstitucionalidade parcial do § 12 do artigo 100 da Constituição Federal, no tocante à expressão índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança, mantendo hígidos os dispositivos quanto aos juros. Assevera ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista econômico, político, social e jurídico, a envolver o interesse de todos os credores da Fazenda Pública. O Instituto Nacional do Seguro Social INSS não apresentou contrarrazões. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE26-309F-5F2B-E1D5 e senha 58CA-1D0B-6914-AA30 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1169289 RG / SC Reporta-se à insistência do Colegiado local em adotar o decidido no recurso extraordinário n 298.616, no que assentada a incidência de juros da mora após a expedição do precatório, na situação de não haverem sido os valores nele expressos adimplidos no exercício financeiro seguinte. Ressalta a perda da eficácia do verbete vinculante n 17 da Súmula do Supremo, dizendo fundar-se em norma constitucional revogada. Realça a intenção do legislador constitucional de impedir o enriquecimento indevido do erário, dado o significativo lapso temporal. Menciona o voto do ministro Carlos Ayres Britto no julgamento das ações diretas de inconstitucionalidade n 4.357 e 4.425, no sentido da incidência dos juros sobre os valores dos ofícios requisitórios após a expedição e até a efetiva quitação. Sublinha ter o Supremo declarado a inconstitucionalidade parcial do § 12 do artigo 100 da Constituição Federal, no tocante à expressão índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança, mantendo hígidos os dispositivos quanto aos juros. Assevera ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista econômico, político, social e jurídico, a envolver o interesse de todos os credores da Fazenda Pública. O Instituto Nacional do Seguro Social INSS não apresentou contrarrazões. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE26-309F-5F2B-E1D5 e senha 58CA-1D0B-6914-AA30 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1169289 RG / SC O extraordinário foi admitido na origem. Atendeu-se aos pressupostos gerais de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. 2. Tem-se tema passível de repercutir em inúmeras relações jurídicas. Conforme consignado, o Tribunal de origem limitou os juros da mora ao período entre a conta de liquidação e a inscrição do precatório, aludindo ao artigo 100, § 12, da Constituição Federal. Cumpre ao Supremo examinar a questão, pacificando-a considerada a Lei Maior. 3. Pronuncio-me no sentido de estar configurada a repercussão geral da matéria veiculada no extraordinário. 4. Insiram o processo no denominado Plenário Virtual. 5. Ao Gabinete, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive quanto a processos que aguardem apreciação. Uma vez admitido o fenômeno, colham o parecer da Procuradoria-Geral da República. 6. Publiquem. Brasília, 20 de fevereiro de 2019. Ministro Marco Aurélio Relator 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE26-309F-5F2B-E1D5 e senha 58CA-1D0B-6914-AA30 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1169289 RG / SC O extraordinário foi admitido na origem. Atendeu-se aos pressupostos gerais de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. 2. Tem-se tema passível de repercutir em inúmeras relações jurídicas. Conforme consignado, o Tribunal de origem limitou os juros da mora ao período entre a conta de liquidação e a inscrição do precatório, aludindo ao artigo 100, § 12, da Constituição Federal. Cumpre ao Supremo examinar a questão, pacificando-a considerada a Lei Maior. 3. Pronuncio-me no sentido de estar configurada a repercussão geral da matéria veiculada no extraordinário. 4. Insiram o processo no denominado Plenário Virtual. 5. Ao Gabinete, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive quanto a processos que aguardem apreciação. Uma vez admitido o fenômeno, colham o parecer da Procuradoria-Geral da República. 6. Publiquem. Brasília, 20 de fevereiro de 2019. Ministro Marco Aurélio Relator 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE26-309F-5F2B-E1D5 e senha 58CA-1D0B-6914-AA30 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 1169289 RG / SC 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE26-309F-5F2B-E1D5 e senha 58CA-1D0B-6914-AA30 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1169289 RG / SC 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE26-309F-5F2B-E1D5 e senha 58CA-1D0B-6914-AA30 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 169 . 289", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 1169289 RG / SC", "recurso extraordinário n 298 . 616", "verbete vinculante n 17 da Súmula do Supremo", "ações diretas de inconstitucionalidade n 4 . 357", "Recurso Extraordinário 1169289 RG / SC", "recurso extraordinário n 298 . 616", "verbete vinculante n 17 da Súmula do Supremo", "ações diretas de inconstitucionalidade n 4 . 357", "Recurso Extraordinário 1169289 RG / SC", "Recurso Extraordinário 1169289 RG / SC", "Recurso Extraordinário 1169289 RG / SC" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea a do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigo 100 , § 12 , da Lei Maior", "Emenda Constitucional n 62 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea a do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigo 100 , § 12 , da Lei Maior", "Emenda Constitucional n 62 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 12 do artigo 100 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 100 , § 12 , da Constituição Federal", "Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 100 , § 12 , da Constituição Federal", "Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília" ], "ORGANIZACAO": [ "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Fazenda Pública", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Plenário Virtual", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Plenário", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "EDSON LUIZ VIVAN", "OLIR MARINO SAVARIS", "MARCO AURÉLIO", "David Laerte Vieira", "Edson Luiz Vivan", "David Laerte Vieira", "Edson Luiz Vivan", "Carlos Ayres Britto", "Carlos Ayres Britto", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio" ], "TEMPO": [ "14", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.107.246 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INSTITUTO DO PATRIMONIO HISTORICO E ARTISTICO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – PRECEDENTES – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 07 a 13 de dezembro de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 133F-88B6-8462-BA3A e senha 4E48-30DF-DD75-9450 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.107.246 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INSTITUTO DO PATRIMONIO HISTORICO E ARTISTICO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão, por mim proferida, no ponto em que não conheceu do recurso extraordinário deduzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, por manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA80-7F84-D1AF-B5E9 e senha 81EA-6E6C-354A-3EF8 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.107.246 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INSTITUTO DO PATRIMONIO HISTORICO E ARTISTICO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão, por mim proferida, no ponto em que não conheceu do recurso extraordinário deduzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, por manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA80-7F84-D1AF-B5E9 e senha 81EA-6E6C-354A-3EF8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.107.246 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 4ª Região, está assim ementado: “ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMÓVEL TOMBADO. DECRETO-LEI Nº 25/1937. LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. CONDENAÇÃO DO IPHAN À CONCLUSÃO DA EXECUÇÃO DO PROJETO DE RESTAURAÇÃO DO IMÓVEL. OBRIGAÇÃO DA UNIÃO DE ARCAR COM OS CUSTOS DA OBRA. Preconiza o art. 19 do Decreto-Lei nº 25/1937 que a restauração de bens tombados, quando o proprietário não dispõe de recursos suficientes, cabe ao IPHAN, às expensas da União. Não se está diante de um ato discricionário, mas sim, diante de um dever, não condicionado pelos critérios de conveniência e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F18-9704-FACD-D0A6 e senha 3874-84DE-F252-149D Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.107.246 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 4ª Região, está assim ementado: “ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMÓVEL TOMBADO. DECRETO-LEI Nº 25/1937. LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. CONDENAÇÃO DO IPHAN À CONCLUSÃO DA EXECUÇÃO DO PROJETO DE RESTAURAÇÃO DO IMÓVEL. OBRIGAÇÃO DA UNIÃO DE ARCAR COM OS CUSTOS DA OBRA. Preconiza o art. 19 do Decreto-Lei nº 25/1937 que a restauração de bens tombados, quando o proprietário não dispõe de recursos suficientes, cabe ao IPHAN, às expensas da União. Não se está diante de um ato discricionário, mas sim, diante de um dever, não condicionado pelos critérios de conveniência e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F18-9704-FACD-D0A6 e senha 3874-84DE-F252-149D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1107246 AGR / RS oportunidade. Dessa forma, não se permite que a Administração Pública escolha qual o momento mais adequado para promover as obras de conservação e recuperação do imóvel tombado.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar, desde logo, que que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário em questão. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o acórdão impugnado no recurso extraordinário em causa, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional (Decreto-lei nº 25/1937), circunstância essa que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo. Cabe referir, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F18-9704-FACD-D0A6 e senha 3874-84DE-F252-149D Supremo Tribunal Federal RE 1107246 AGR / RS oportunidade. Dessa forma, não se permite que a Administração Pública escolha qual o momento mais adequado para promover as obras de conservação e recuperação do imóvel tombado.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar, desde logo, que que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário em questão. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o acórdão impugnado no recurso extraordinário em causa, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional (Decreto-lei nº 25/1937), circunstância essa que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo. Cabe referir, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F18-9704-FACD-D0A6 e senha 3874-84DE-F252-149D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1107246 AGR / RS o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o E. Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em dispositivos de ordem meramente legal e em aspectos fático- -probatórios: “Examinados os autos e as alegações das partes, fico convencido do acerto da sentença de parcial procedência proferida pela juíza federal substituta Lenise Kleinübing Gregol, transcrevendo-a e adotando-a como razão de decidir, nestes termos: …................................................................................................... O art. 19 do Decreto-Lei nº 25/1937 dispõe que 'o proprietário de coisa tombada, que não dispuser de recursos para proceder às obras de conservação e reparação que a mesma requerer, levará ao conhecimento do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a necessidade das mencionadas obras, sob pena de multa correspondente ao dobro da importância em que for avaliado o dano sofrido pela mesma coisa.' …................................................................................................... No mesmo sentido da decisão supracitada, foi o teor do parecer exarado pelo MPF, o qual colaciono, em parte, a fim de melhor elucidar e fundamentar a questão dos autos: …................................................................................................... Ora, além da documentação anexa no processo, demonstrando as condições precárias da moradia dos proprietários, bem como da avançada idade associada aos gastos com os tratamentos médicos, a própria apelante já havia reconhecido a insuficiência financeira dos proprietários ao emitir o Parecer PGF nº 001/2005 da Procuradoria Jurídica do IPHAN/RJ, autorizando o custeio das despesas de recuperação da casa pela União (evento 37, PROCADM2, p. 11-45, PROCADM3, PROCADM5, p. 8-10), de forma que não merece respaldo a alegação.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F18-9704-FACD-D0A6 e senha 3874-84DE-F252-149D Supremo Tribunal Federal RE 1107246 AGR / RS o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o E. Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em dispositivos de ordem meramente legal e em aspectos fático- -probatórios: “Examinados os autos e as alegações das partes, fico convencido do acerto da sentença de parcial procedência proferida pela juíza federal substituta Lenise Kleinübing Gregol, transcrevendo-a e adotando-a como razão de decidir, nestes termos: …................................................................................................... O art. 19 do Decreto-Lei nº 25/1937 dispõe que 'o proprietário de coisa tombada, que não dispuser de recursos para proceder às obras de conservação e reparação que a mesma requerer, levará ao conhecimento do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a necessidade das mencionadas obras, sob pena de multa correspondente ao dobro da importância em que for avaliado o dano sofrido pela mesma coisa.' …................................................................................................... No mesmo sentido da decisão supracitada, foi o teor do parecer exarado pelo MPF, o qual colaciono, em parte, a fim de melhor elucidar e fundamentar a questão dos autos: …................................................................................................... Ora, além da documentação anexa no processo, demonstrando as condições precárias da moradia dos proprietários, bem como da avançada idade associada aos gastos com os tratamentos médicos, a própria apelante já havia reconhecido a insuficiência financeira dos proprietários ao emitir o Parecer PGF nº 001/2005 da Procuradoria Jurídica do IPHAN/RJ, autorizando o custeio das despesas de recuperação da casa pela União (evento 37, PROCADM2, p. 11-45, PROCADM3, PROCADM5, p. 8-10), de forma que não merece respaldo a alegação.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F18-9704-FACD-D0A6 e senha 3874-84DE-F252-149D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1107246 AGR / RS Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F18-9704-FACD-D0A6 e senha 3874-84DE-F252-149D Supremo Tribunal Federal RE 1107246 AGR / RS Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F18-9704-FACD-D0A6 e senha 3874-84DE-F252-149D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/12/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.107.246 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : INSTITUTO DO PATRIMONIO HISTORICO E ARTISTICO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0E9-4026-5332-5D65 e senha 072F-49C2-52F9-A9DD Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.107.246 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : INSTITUTO DO PATRIMONIO HISTORICO E ARTISTICO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0E9-4026-5332-5D65 e senha 072F-49C2-52F9-A9DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749138226
2018-12-14T00:00:00
2019-02-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – PRECEDENTES – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur398192
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA E FRONTAL) AI 113640 AgR (1ªT) - 120/912 AI 125934 AgR (1ªT) - 132/455. Número de páginas: 7. Análise: 28/02/2019, BMP.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1107246
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-000025 ANO-1937\n DECRETO-LEI\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1107246 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO DO PATRIMONIO HISTORICO E ARTISTICO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.107.246 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INSTITUTO DO PATRIMONIO HISTORICO E ARTISTICO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – PRECEDENTES – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 07 a 13 de dezembro de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 133F-88B6-8462-BA3A e senha 4E48-30DF-DD75-9450 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.107.246 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INSTITUTO DO PATRIMONIO HISTORICO E ARTISTICO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão, por mim proferida, no ponto em que não conheceu do recurso extraordinário deduzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, por manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA80-7F84-D1AF-B5E9 e senha 81EA-6E6C-354A-3EF8 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.107.246 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INSTITUTO DO PATRIMONIO HISTORICO E ARTISTICO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão, por mim proferida, no ponto em que não conheceu do recurso extraordinário deduzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, por manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA80-7F84-D1AF-B5E9 e senha 81EA-6E6C-354A-3EF8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.107.246 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 4... Região, está assim ementado: “ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMÓVEL TOMBADO. DECRETO-LEI n 25/1937. LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. CONDENAÇÃO DO IPHAN À CONCLUSÃO DA EXECUÇÃO DO PROJETO DE RESTAURAÇÃO DO IMÓVEL. OBRIGAÇÃO DA UNIÃO DE ARCAR COM OS CUSTOS DA OBRA. Preconiza o art. 19 do Decreto-Lei n 25/1937 que a restauração de bens tombados, quando o proprietário não dispõe de recursos suficientes, cabe ao IPHAN, às expensas da União. Não se está diante de um ato discricionário, mas sim, diante de um dever, não condicionado pelos critérios de conveniência e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F18-9704-FACD-D0A6 e senha 3874-84DE-F252-149D Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.107.246 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 4... Região, está assim ementado: “ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMÓVEL TOMBADO. DECRETO-LEI n 25/1937. LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. CONDENAÇÃO DO IPHAN À CONCLUSÃO DA EXECUÇÃO DO PROJETO DE RESTAURAÇÃO DO IMÓVEL. OBRIGAÇÃO DA UNIÃO DE ARCAR COM OS CUSTOS DA OBRA. Preconiza o art. 19 do Decreto-Lei n 25/1937 que a restauração de bens tombados, quando o proprietário não dispõe de recursos suficientes, cabe ao IPHAN, às expensas da União. Não se está diante de um ato discricionário, mas sim, diante de um dever, não condicionado pelos critérios de conveniência e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F18-9704-FACD-D0A6 e senha 3874-84DE-F252-149D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1107246 AGR / RS oportunidade. Dessa forma, não se permite que a Administração Pública escolha qual o momento mais adequado para promover as obras de conservação e recuperação do imóvel tombado.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar, desde logo, que que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário em questão. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o acórdão impugnado no recurso extraordinário em causa, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional (Decreto-lei n 25/1937), circunstância essa que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo. Cabe referir, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F18-9704-FACD-D0A6 e senha 3874-84DE-F252-149D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1107246 AGR / RS oportunidade. Dessa forma, não se permite que a Administração Pública escolha qual o momento mais adequado para promover as obras de conservação e recuperação do imóvel tombado.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre ressaltar, desde logo, que que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário em questão. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o acórdão impugnado no recurso extraordinário em causa, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional (Decreto-lei n 25/1937), circunstância essa que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo. Cabe referir, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F18-9704-FACD-D0A6 e senha 3874-84DE-F252-149D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1107246 AGR / RS o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o E. Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em dispositivos de ordem meramente legal e em aspectos fático- -probatórios: “Examinados os autos e as alegações das partes, fico convencido do acerto da sentença de parcial procedência proferida pela juíza federal substituta Lenise Kleinübing Gregol, transcrevendo-a e adotando-a como razão de decidir, nestes termos: …................................................................................................... O art. 19 do Decreto-Lei n 25/1937 dispõe que 'o proprietário de coisa tombada, que não dispuser de recursos para proceder às obras de conservação e reparação que a mesma requerer, levará ao conhecimento do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a necessidade das mencionadas obras, sob pena de multa correspondente ao dobro da importância em que for avaliado o dano sofrido pela mesma coisa.' …................................................................................................... No mesmo sentido da decisão supracitada, foi o teor do parecer exarado pelo MPF, o qual colaciono, em parte, a fim de melhor elucidar e fundamentar a questão dos autos: …................................................................................................... Ora, além da documentação anexa no processo, demonstrando as condições precárias da moradia dos proprietários, bem como da avançada idade associada aos gastos com os tratamentos médicos, a própria apelante já havia reconhecido a insuficiência financeira dos proprietários ao emitir o Parecer PGF n 001/2005 da Procuradoria Jurídica do IPHAN/RJ, autorizando o custeio das despesas de recuperação da casa pela União (evento 37, PROCADM2, p. 11-45, PROCADM3, PROCADM5, p. 8-10), de forma que não merece respaldo a alegação.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F18-9704-FACD-D0A6 e senha 3874-84DE-F252-149D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1107246 AGR / RS o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o E. Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em dispositivos de ordem meramente legal e em aspectos fático- -probatórios: “Examinados os autos e as alegações das partes, fico convencido do acerto da sentença de parcial procedência proferida pela juíza federal substituta Lenise Kleinübing Gregol, transcrevendo-a e adotando-a como razão de decidir, nestes termos: …................................................................................................... O art. 19 do Decreto-Lei n 25/1937 dispõe que 'o proprietário de coisa tombada, que não dispuser de recursos para proceder às obras de conservação e reparação que a mesma requerer, levará ao conhecimento do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a necessidade das mencionadas obras, sob pena de multa correspondente ao dobro da importância em que for avaliado o dano sofrido pela mesma coisa.' …................................................................................................... No mesmo sentido da decisão supracitada, foi o teor do parecer exarado pelo MPF, o qual colaciono, em parte, a fim de melhor elucidar e fundamentar a questão dos autos: …................................................................................................... Ora, além da documentação anexa no processo, demonstrando as condições precárias da moradia dos proprietários, bem como da avançada idade associada aos gastos com os tratamentos médicos, a própria apelante já havia reconhecido a insuficiência financeira dos proprietários ao emitir o Parecer PGF n 001/2005 da Procuradoria Jurídica do IPHAN/RJ, autorizando o custeio das despesas de recuperação da casa pela União (evento 37, PROCADM2, p. 11-45, PROCADM3, PROCADM5, p. 8-10), de forma que não merece respaldo a alegação.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F18-9704-FACD-D0A6 e senha 3874-84DE-F252-149D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1107246 AGR / RS Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F18-9704-FACD-D0A6 e senha 3874-84DE-F252-149D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1107246 AGR / RS Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F18-9704-FACD-D0A6 e senha 3874-84DE-F252-149D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/12/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.107.246 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : INSTITUTO DO PATRIMONIO HISTORICO E ARTISTICO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0E9-4026-5332-5D65 e senha 072F-49C2-52F9-A9DD Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.107.246 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : INSTITUTO DO PATRIMONIO HISTORICO E ARTISTICO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0E9-4026-5332-5D65 e senha 072F-49C2-52F9-A9DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 107 . 246", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 107 . 246", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 107 . 246", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 107 . 246", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 107 . 246", "Recurso Extraordinário 1107246 AGR / RS", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1107246 AGR / RS", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1107246 AGR / RS", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1107246 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1107246 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 107 . 246", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 107 . 246" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO", "-", "LEI n 25 / 1937", "Decreto", "-", "Lei n 25 / 1937", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO", "-", "LEI n 25 / 1937", "art . 19 do Decreto - Lei n 25 / 1937", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição", "Decreto", "-", "lei n 25 / 1937", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição", "Decreto", "-", "lei n 25 / 1937", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 19 do Decreto - Lei n 25 / 1937", "art . 19 do Decreto - Lei n 25 / 1937", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DO PATRIMONIO HISTORICO E ARTISTICO NACIONAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "UNIÃO", "UNIÃO", "SUCUMBÊNCIA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "UNIÃO", "UNIÃO", "Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DO PATRIMONIO HISTORICO E ARTISTICO NACIONAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "UNIÃO", "UNIÃO", "Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "UNIÃO", "IPHAN", "UNIÃO", "IPHAN", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional", "E", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "UNIÃO", "IPHAN", "UNIÃO", "IPHAN", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional", "MPF", "Procuradoria Jurídica do IPHAN /", "RJ", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MPF", "Procuradoria Jurídica do IPHAN / RJ", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DO PATRIMONIO HISTORICO E ARTISTICO NACIONAL", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Lenise Kleinübing Gregol", "Lenise Kleinübing Gregol", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "07", "13 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REQTE.(S) :PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. :CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CREMERJ ADV.(A/S) :LUCAS LAUPMAN FERRAZ LIMA E OUTRO(A/S) Ementa: MEDIDA CAUTELAR. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO N. 8.008/2018 (ART. 1º, §3º). VÍTIMAS DE ESTUPRO. MENORES DE IDADE DO SEXO FEMININO. PERITO LEGISTA MULHER. OBRIGATORIEDADE. ALEGA OFENSA À COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO (ART. 22, I, DA CFRB) E NORMAS GERAIS SOBRE PROCEDIMENTOS EM MATÉRIA PROCESSUAL (ART, 24, XI, DA CFRB). INEXISTÊNCIA. COMPETÊNCIA PREVISTA NO ART. 24, XV, DA CFRB. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL POR OFENSA AO DIREITO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE ACESSO À JUSTIÇA E AOS PRINCÍPIOS DA PROTEÇÃO INTEGRAL E DA PRIORIDADE ABSOLUTA (ARTS. 5º, XXXV, E 227, CAPUT, DA CRFB). SUSPENSÃO DA NORMA DEFERIDA. INTERPRETAÇÃO CONFORME À CONSTITUIÇÃO. DESDE QUE NÃO IMPORTE RETARDAMENTO OU PREJUÍZO DA DILIGÊNCIA. EFEITOS EX TUNC. 1. A Lei Estadual n.º 8.008/2018 do Rio de Janeiro, que impõe a obrigatoriedade de que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de estupro sejam examinadas por perito legista mulher, não padece do vício de inconstitucionalidade formal, porque a regra concerne Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC2B-8D52-3BDC-A957 e senha 7B3E-8AFF-CA68-5C3E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 63 Ementa e Acórdão ADI 6039 MC / RJ à competência concorrente prevista no art. 24, inciso XV, da CFRB, “proteção à infância e à juventude”. 2. Trata-se de regra que reforça o princípio federativo, protegendo a autonomia de seus membros e conferindo máxima efetividade aos direitos fundamentais, no caso, o direito da criança e da adolescente à absoluta prioridade na proteção dos seus direitos (CFRB, art. 227). Compreensão menos centralizadora e mais cooperativa da repartição de competências no federalismo brasileiro. A lei federal n. 13.431/2017 (Estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência) reservou espaço à conformação dos Estados. Inconstitucionalidade formal afastada. 3. Lei impugnada em sintonia com o direito fundamental à igualdade material (art. 5º, I, da CRFB), que impõe especial proteção à mulher e o atendimento empático entre iguais, evitando-se a revitimização da criança ou adolescente, mulher, vítima de violência. 4. Risco evidenciado pela negativa de realização de atos periciais às vítimas menores de idade do sexo feminino por legistas homens, o que compromete, concretamente e de modo mais urgente, o direito de crianças e adolescente de acesso à justiça (art. 39 da Convenção sobre os Direitos das Crianças) e os princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (arts. 5º, XXXV, e 227 da CRFB). Inconstitucionalidade material concreta. Necessidade de interpretação conforme à Constituição. Desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência. 5. Medida cautelar deferida. Suspensão da norma impugnada. Efeitos excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em conceder a medida cautelar tão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC2B-8D52-3BDC-A957 e senha 7B3E-8AFF-CA68-5C3E Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ à competência concorrente prevista no art. 24, inciso XV, da CFRB, “proteção à infância e à juventude”. 2. Trata-se de regra que reforça o princípio federativo, protegendo a autonomia de seus membros e conferindo máxima efetividade aos direitos fundamentais, no caso, o direito da criança e da adolescente à absoluta prioridade na proteção dos seus direitos (CFRB, art. 227). Compreensão menos centralizadora e mais cooperativa da repartição de competências no federalismo brasileiro. A lei federal n. 13.431/2017 (Estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência) reservou espaço à conformação dos Estados. Inconstitucionalidade formal afastada. 3. Lei impugnada em sintonia com o direito fundamental à igualdade material (art. 5º, I, da CRFB), que impõe especial proteção à mulher e o atendimento empático entre iguais, evitando-se a revitimização da criança ou adolescente, mulher, vítima de violência. 4. Risco evidenciado pela negativa de realização de atos periciais às vítimas menores de idade do sexo feminino por legistas homens, o que compromete, concretamente e de modo mais urgente, o direito de crianças e adolescente de acesso à justiça (art. 39 da Convenção sobre os Direitos das Crianças) e os princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (arts. 5º, XXXV, e 227 da CRFB). Inconstitucionalidade material concreta. Necessidade de interpretação conforme à Constituição. Desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência. 5. Medida cautelar deferida. Suspensão da norma impugnada. Efeitos excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em conceder a medida cautelar tão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC2B-8D52-3BDC-A957 e senha 7B3E-8AFF-CA68-5C3E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 63 Ementa e Acórdão ADI 6039 MC / RJ somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3º do art. 1º da Lei do Estado do Rio de Janeiro 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência, atribuindo à decisão excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino, nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Marco Aurélio, que concediam a cautelar em maior extensão. Brasília, 13 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC2B-8D52-3BDC-A957 e senha 7B3E-8AFF-CA68-5C3E Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3º do art. 1º da Lei do Estado do Rio de Janeiro 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência, atribuindo à decisão excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino, nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Marco Aurélio, que concediam a cautelar em maior extensão. Brasília, 13 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC2B-8D52-3BDC-A957 e senha 7B3E-8AFF-CA68-5C3E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 63 Relatório 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REQTE.(S) :PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. :CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CREMERJ ADV.(A/S) :LUCAS LAUPMAN FERRAZ LIMA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de ação direta proposta pela Procuradora-Geral da República a fim de que este Supremo Tribunal Federal declare a inconstitucionalidade da Lei do Estado do Rio de Janeiro 8.008/2018, que institui o Programa de Atenção às Vítimas de Estupro com o objetivo de dar apoio e identificar provas periciais. A inicial aponta a inconstitucionalidade formal e material do dispositivo constante do art. 1º, § 3º, da Lei, segundo o qual sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher. Alega que a norma ofende a competência privativa da União para legislar sobre direito processual penal e sobre normas gerais em procedimento em matéria processual. Além disso, sustenta que a lei ofende o direito das crianças e adolescentes ao acesso à justiça, assim como os princípios da proteção integral e da prioridade absoluta. Afirma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D67-75DF-1764-F5AC e senha 6150-10C2-46FB-2C9D Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REQTE.(S) :PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. :CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CREMERJ ADV.(A/S) :LUCAS LAUPMAN FERRAZ LIMA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de ação direta proposta pela Procuradora-Geral da República a fim de que este Supremo Tribunal Federal declare a inconstitucionalidade da Lei do Estado do Rio de Janeiro 8.008/2018, que institui o Programa de Atenção às Vítimas de Estupro com o objetivo de dar apoio e identificar provas periciais. A inicial aponta a inconstitucionalidade formal e material do dispositivo constante do art. 1º, § 3º, da Lei, segundo o qual sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher. Alega que a norma ofende a competência privativa da União para legislar sobre direito processual penal e sobre normas gerais em procedimento em matéria processual. Além disso, sustenta que a lei ofende o direito das crianças e adolescentes ao acesso à justiça, assim como os princípios da proteção integral e da prioridade absoluta. Afirma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D67-75DF-1764-F5AC e senha 6150-10C2-46FB-2C9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 63 Relatório ADI 6039 MC / RJ que, em virtude da restrição imposta pela norma, médicos legistas plantonistas não estão realizando as perícias no tempo adequado, o que prejudicaria a persecução penal. Com base nesses argumentos, requer, em sede de cautelar, a suspensão do dispositivo atacado. Nos termos do art. 10, §1º, da Lei n. 9.868/1999, ouvidas a Advocacia- Geral da União e a Procuradoria-Geral da República. A Advocacia-Geral da União, quanto ao fumus boni iuris, sustenta a inconstitucionalidade da norma por ofensa à repartição de competências legislativas, especificamente, o art. 22, II, da CRFB, que confere à União a competência para legislar, privativamente, sobre direito processual. Segundo ela, a legislação federal teria, inclusive, disciplinado questões concernentes à matéria no art. 249 do CPP e no art.18 da Lei n. 13.431/2017, sem optar pela restrição imposta pela lei estadual. O Supremo Tribunal Federal teria, em outras ocasiões, entendido que leis estaduais que versam sobre matéria probatória seriam inconstitucionais (ADI nº 3483; ADI 3896). Ademais, a primeira parte do art. 1º, §3º, da Lei n. 8.008/2018, seria suficiente para proteger as vítimas do sexo feminino de qualquer idade, sem que haja prejuízo à realização da prova pericial. Por fim, a Advocacia-Geral da União teria autonomia para contrapor-se à constitucionalidade das normas submetidas ao seu exame na jurisdição concentrada. Quanto ao periculum in mora, ressalta a notícia de recusa de peritos criminais homens de procederem à realização do ato pericial em virtude da vedação da lei impugnada, deixando as vítimas desassistidas. Requer a concessão da medida cautelar. A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, reitera o pedido inicial, salientando que não há, nem na lei federal sobre a matéria, Lei n. 13.431/2017, nem no Decreto n. 7.958/2013, qualquer restrição a respeito, estando, pois, vedada a disciplina pelos Estados. É, em síntese, o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D67-75DF-1764-F5AC e senha 6150-10C2-46FB-2C9D Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ que, em virtude da restrição imposta pela norma, médicos legistas plantonistas não estão realizando as perícias no tempo adequado, o que prejudicaria a persecução penal. Com base nesses argumentos, requer, em sede de cautelar, a suspensão do dispositivo atacado. Nos termos do art. 10, §1º, da Lei n. 9.868/1999, ouvidas a Advocacia- Geral da União e a Procuradoria-Geral da República. A Advocacia-Geral da União, quanto ao fumus boni iuris, sustenta a inconstitucionalidade da norma por ofensa à repartição de competências legislativas, especificamente, o art. 22, II, da CRFB, que confere à União a competência para legislar, privativamente, sobre direito processual. Segundo ela, a legislação federal teria, inclusive, disciplinado questões concernentes à matéria no art. 249 do CPP e no art.18 da Lei n. 13.431/2017, sem optar pela restrição imposta pela lei estadual. O Supremo Tribunal Federal teria, em outras ocasiões, entendido que leis estaduais que versam sobre matéria probatória seriam inconstitucionais (ADI nº 3483; ADI 3896). Ademais, a primeira parte do art. 1º, §3º, da Lei n. 8.008/2018, seria suficiente para proteger as vítimas do sexo feminino de qualquer idade, sem que haja prejuízo à realização da prova pericial. Por fim, a Advocacia-Geral da União teria autonomia para contrapor-se à constitucionalidade das normas submetidas ao seu exame na jurisdição concentrada. Quanto ao periculum in mora, ressalta a notícia de recusa de peritos criminais homens de procederem à realização do ato pericial em virtude da vedação da lei impugnada, deixando as vítimas desassistidas. Requer a concessão da medida cautelar. A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, reitera o pedido inicial, salientando que não há, nem na lei federal sobre a matéria, Lei n. 13.431/2017, nem no Decreto n. 7.958/2013, qualquer restrição a respeito, estando, pois, vedada a disciplina pelos Estados. É, em síntese, o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D67-75DF-1764-F5AC e senha 6150-10C2-46FB-2C9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 63 Voto - MIN. EDSON FACHIN 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Edson Fachin (Relator): A presente ação direta foi proposta pela Procuradora-Geral da República, a fim de que este Tribunal declare a inconstitucionalidade do art. 1º, § 3º, da Lei do Estado do Rio de Janeiro n. 8.008/2018,de no que estabelece a obrigatoriedade de as vítimas de estupro do sexo feminino menores de idade serem obrigatoriamente examinadas por perito legista mulher. O dispositivo tem o seguinte teor: “Art. 1.º. O Programa de atenção às vítimas de estupro visa a apoiar as vítimas e identificar provas periciais, que caracterizem os danos, estabelecendo nexo causal com o ato de estupro praticado. §3.º. Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher.” As inconstitucionalidades apontadas referem-se à invasão da competência privativa da União para legislar sobre direito penal (art. 22, I, da CRFB) e normas gerais sobre procedimentos em matéria processual (art. 24, XI, da CRFB). Além disso, alega-se inconstitucionalidade material por ofensa ao direito de crianças e adolescente de acesso à justiça e aos princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (arts. 5º, XXXV, e 227, caput, da CRFB). Os parâmetros de controle têm o seguinte teor: “Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;” “Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Edson Fachin (Relator): A presente ação direta foi proposta pela Procuradora-Geral da República, a fim de que este Tribunal declare a inconstitucionalidade do art. 1º, § 3º, da Lei do Estado do Rio de Janeiro n. 8.008/2018,de no que estabelece a obrigatoriedade de as vítimas de estupro do sexo feminino menores de idade serem obrigatoriamente examinadas por perito legista mulher. O dispositivo tem o seguinte teor: “Art. 1.º. O Programa de atenção às vítimas de estupro visa a apoiar as vítimas e identificar provas periciais, que caracterizem os danos, estabelecendo nexo causal com o ato de estupro praticado. §3.º. Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher.” As inconstitucionalidades apontadas referem-se à invasão da competência privativa da União para legislar sobre direito penal (art. 22, I, da CRFB) e normas gerais sobre procedimentos em matéria processual (art. 24, XI, da CRFB). Além disso, alega-se inconstitucionalidade material por ofensa ao direito de crianças e adolescente de acesso à justiça e aos princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (arts. 5º, XXXV, e 227, caput, da CRFB). Os parâmetros de controle têm o seguinte teor: “Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;” “Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 63 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 6039 MC / RJ Federal legislar concorrentemente sobre: (...) XI - procedimentos em matéria processual;” “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (…) XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;” “Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.” Ante a notícia de que peritos legistas homens têm se recusado a realizar exame em vítimas menores de idade do sexo feminino desde o advento da lei estadual, determinei a remessa ao Plenário para o exame do pedido de cautelar, a qual deve ser deferida. Registro, inicialmente, a plena cognoscibilidade da presente ação direta. Há legitimidade de parte, o ato normativo é lei estadual e a inicial apresenta de modo escorreito os argumentos pelos quais se examina a compatibilidade da lei em face da Carta da República. Quanto ao mérito, ressalto que a medida cautelar na ação direta, como decisão proferida em juízo de cognição sumária, deve ponderar o risco da (não) concessão da medida e a probabilidade do direito. O risco evidenciado pela negativa de realização de atos periciais às vítimas menores de idade do sexo feminino por legistas homens compromete, concretamente e de modo mais urgente, o direito de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ Federal legislar concorrentemente sobre: (...) XI - procedimentos em matéria processual;” “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (…) XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;” “Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.” Ante a notícia de que peritos legistas homens têm se recusado a realizar exame em vítimas menores de idade do sexo feminino desde o advento da lei estadual, determinei a remessa ao Plenário para o exame do pedido de cautelar, a qual deve ser deferida. Registro, inicialmente, a plena cognoscibilidade da presente ação direta. Há legitimidade de parte, o ato normativo é lei estadual e a inicial apresenta de modo escorreito os argumentos pelos quais se examina a compatibilidade da lei em face da Carta da República. Quanto ao mérito, ressalto que a medida cautelar na ação direta, como decisão proferida em juízo de cognição sumária, deve ponderar o risco da (não) concessão da medida e a probabilidade do direito. O risco evidenciado pela negativa de realização de atos periciais às vítimas menores de idade do sexo feminino por legistas homens compromete, concretamente e de modo mais urgente, o direito de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 63 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 6039 MC / RJ crianças e adolescente de acesso à justiça e os princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (arts. 5º, XXXV, e 227 da CRFB). Aqui a inconstitucionalidade é circunstancial, uma vez que não é a previsão abstrata da norma que parece ser inconstitucional, mas a sua aplicação concreta. De início, anoto não vislumbrar vício de inconstitucionalidade formal. Não se trata de regra de direito processual penal. Vale dizer: sua não adoção não implica qualquer nulidade processual. Trata-se, sim, de um dever do Estado, cuja inobservância pode implicar a sua responsabilidade em relação à vítima que não foi atendida sob os cuidados determinados pela lei. A regra concerne, na realidade, à competência concorrente prevista no art. 24, inciso XV – “proteção à infância e à juventude”. Venho insistido (ADI 3165, rel. Min. Dias Toffoli) na necessidade de reforçar o conteúdo do princípio federativo e suas consequências para o regime de repartição de competências legislativas. A repartição de competências é característica fundamental em um Estado federado para que seja protegida a autonomia de cada um dos seus membros e, por conseguinte, a convivência harmônica entre todas as esferas, com o fito de evitar a secessão. Nessa perspectiva, essa distribuição pode se dar em sentido horizontal ou vertical, levando em conta a predominância dos interesses envolvidos. Repartir competências compreende compatibilizar interesses para reforçar o federalismo em uma dimensão realmente cooperativa e difusa, rechaçando-se a centralização em um ou outro ente e corroborando para que o funcionamento harmônico das competências legislativas e executivas otimizem os fundamentos (art. 1º) e objetivos (art. 3º) da Constituição da República. Ao construir uma rede interligada de competências, o Estado se compromete a exercê-las para o alcance do bem comum e para a satisfação de direitos fundamentais. E nesse contexto, é necessário avançar do modo como a repartição de competências há tempos é lida a partir de um modelo estanque que se biparte no sentido horizontal ou 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ crianças e adolescente de acesso à justiça e os princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (arts. 5º, XXXV, e 227 da CRFB). Aqui a inconstitucionalidade é circunstancial, uma vez que não é a previsão abstrata da norma que parece ser inconstitucional, mas a sua aplicação concreta. De início, anoto não vislumbrar vício de inconstitucionalidade formal. Não se trata de regra de direito processual penal. Vale dizer: sua não adoção não implica qualquer nulidade processual. Trata-se, sim, de um dever do Estado, cuja inobservância pode implicar a sua responsabilidade em relação à vítima que não foi atendida sob os cuidados determinados pela lei. A regra concerne, na realidade, à competência concorrente prevista no art. 24, inciso XV – “proteção à infância e à juventude”. Venho insistido (ADI 3165, rel. Min. Dias Toffoli) na necessidade de reforçar o conteúdo do princípio federativo e suas consequências para o regime de repartição de competências legislativas. A repartição de competências é característica fundamental em um Estado federado para que seja protegida a autonomia de cada um dos seus membros e, por conseguinte, a convivência harmônica entre todas as esferas, com o fito de evitar a secessão. Nessa perspectiva, essa distribuição pode se dar em sentido horizontal ou vertical, levando em conta a predominância dos interesses envolvidos. Repartir competências compreende compatibilizar interesses para reforçar o federalismo em uma dimensão realmente cooperativa e difusa, rechaçando-se a centralização em um ou outro ente e corroborando para que o funcionamento harmônico das competências legislativas e executivas otimizem os fundamentos (art. 1º) e objetivos (art. 3º) da Constituição da República. Ao construir uma rede interligada de competências, o Estado se compromete a exercê-las para o alcance do bem comum e para a satisfação de direitos fundamentais. E nesse contexto, é necessário avançar do modo como a repartição de competências há tempos é lida a partir de um modelo estanque que se biparte no sentido horizontal ou 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 63 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 6039 MC / RJ vertical, ou ainda, em competência legislativa ou administrativa para um modelo em que o princípio informador seja a máxima efetividade dos direitos fundamentais como critério de distribuição destas competências, aqui, o direito da criança e da adolescente à “absoluta prioridade” na proteção dos seus direitos fundamentais (CFRB, art. 227). E não se está aqui a afirmar que a sistemática de repartição de competências não seja relevante para o Estado Federal brasileiro, mas não pode ser visto como único princípio informador, sob pena de resultar em excessiva centralização de poder na figura da União. E esta centralização leva a que Estados, Distrito Federal e Municípios, embora igualmente integrantes da República Federativa do Brasil, conforme comando normativo disposto no art. 1º, da Constituição da República, tenham suas respectivas competências sufragadas, assumindo um papel secundário na federação brasileira, contrariamente ao determinado pelo Texto Constitucional. No caso dos autos, a proteção da criança e da adolescente vítima de violência está densificada na norma estadual ora impugnada, impondo o dever do Estado de que ela seja atendida por legista mulher. Trata-se de uma verticalização da proteção prevista na Lei Federal n.º 13.431/2017 (Estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência), sem qualquer conflito aparente, numa teia concretizadora do direito previsto constitucionalmente. A lei federal dispõe, apenas: Art. 17. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão criar, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), serviços para atenção integral à criança e ao adolescente em situação de violência, de forma a garantir o atendimento acolhedor. Art. 18. A coleta, guarda provisória e preservação de material com vestígios de violência serão realizadas pelo Instituto Médico Legal (IML) ou por serviço credenciado do sistema de saúde mais próximo, que entregará o material para perícia imediata, observado o disposto no art. 5o desta Lei. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ vertical, ou ainda, em competência legislativa ou administrativa para um modelo em que o princípio informador seja a máxima efetividade dos direitos fundamentais como critério de distribuição destas competências, aqui, o direito da criança e da adolescente à “absoluta prioridade” na proteção dos seus direitos fundamentais (CFRB, art. 227). E não se está aqui a afirmar que a sistemática de repartição de competências não seja relevante para o Estado Federal brasileiro, mas não pode ser visto como único princípio informador, sob pena de resultar em excessiva centralização de poder na figura da União. E esta centralização leva a que Estados, Distrito Federal e Municípios, embora igualmente integrantes da República Federativa do Brasil, conforme comando normativo disposto no art. 1º, da Constituição da República, tenham suas respectivas competências sufragadas, assumindo um papel secundário na federação brasileira, contrariamente ao determinado pelo Texto Constitucional. No caso dos autos, a proteção da criança e da adolescente vítima de violência está densificada na norma estadual ora impugnada, impondo o dever do Estado de que ela seja atendida por legista mulher. Trata-se de uma verticalização da proteção prevista na Lei Federal n.º 13.431/2017 (Estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência), sem qualquer conflito aparente, numa teia concretizadora do direito previsto constitucionalmente. A lei federal dispõe, apenas: Art. 17. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão criar, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), serviços para atenção integral à criança e ao adolescente em situação de violência, de forma a garantir o atendimento acolhedor. Art. 18. A coleta, guarda provisória e preservação de material com vestígios de violência serão realizadas pelo Instituto Médico Legal (IML) ou por serviço credenciado do sistema de saúde mais próximo, que entregará o material para perícia imediata, observado o disposto no art. 5o desta Lei. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 63 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 6039 MC / RJ A própria lei confere espaço à conformação dos Estados para que legislem sobre a matéria com vistas ao atendimento acolhedor. Determinando-se a igualdade e equilíbrio entre os entes federativos, a Constituição ressalta a necessidade de maximização do exercício destas competências para que o Estado cumpra seu desiderato de pacificação e satisfação social. É este novo olhar que se propõe a partir da nova ordem inaugurada pela Constituição Federal de 1988. Uma mirada voltada para: a otimização da cooperação entre os entes federados; a maximização do conteúdo normativo dos direitos fundamentais; o respeito e efetividade do pluralismo com marca característica de um Estado Federado. E nesses múltiplos olhares, o meu direciona-se para uma compreensão menos centralizadora e mais cooperativa da repartição de competências no federalismo brasileiro. Então, estabeleceu-se no Rio de Janeiro o dever do Estado de realizar o ato pericial de forma mais acolhedora e empática, sem qualquer ofensa a regras de repartição de competência. E sem bulir com regras processuais, uma vez que o ato pericial, além dos requisitos processuais, deve obedecer a regras de outros ramos do direitos, tais como aquelas que orientam a atuação do servidor público e as regras da atividade profissional, como o Código de Ética Médica. Nem por isso essas regras concernem à matéria processual. No aspecto material, porém, ao menos em juízo de cognição sumária, as alterações promovidas na política de atendimento não podem ser de fato implementadas. Com efeito, o exame realizado por perito legista é a principal prova sobre a autoria de um crime gravíssimo, ofensivo aos direitos mais básicos da pessoa humana. A não realização desse procedimento de coleta de prova põe em risco a proteção a que as crianças têm direito com absoluta prioridade. Noutras palavras, conquanto salutar a iniciativa de proteger a criança, impedir ou retardar a realização do exame por médico legista pode acabar por deixá-la desassistida da proteção criminal, direito que 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ A própria lei confere espaço à conformação dos Estados para que legislem sobre a matéria com vistas ao atendimento acolhedor. Determinando-se a igualdade e equilíbrio entre os entes federativos, a Constituição ressalta a necessidade de maximização do exercício destas competências para que o Estado cumpra seu desiderato de pacificação e satisfação social. É este novo olhar que se propõe a partir da nova ordem inaugurada pela Constituição Federal de 1988. Uma mirada voltada para: a otimização da cooperação entre os entes federados; a maximização do conteúdo normativo dos direitos fundamentais; o respeito e efetividade do pluralismo com marca característica de um Estado Federado. E nesses múltiplos olhares, o meu direciona-se para uma compreensão menos centralizadora e mais cooperativa da repartição de competências no federalismo brasileiro. Então, estabeleceu-se no Rio de Janeiro o dever do Estado de realizar o ato pericial de forma mais acolhedora e empática, sem qualquer ofensa a regras de repartição de competência. E sem bulir com regras processuais, uma vez que o ato pericial, além dos requisitos processuais, deve obedecer a regras de outros ramos do direitos, tais como aquelas que orientam a atuação do servidor público e as regras da atividade profissional, como o Código de Ética Médica. Nem por isso essas regras concernem à matéria processual. No aspecto material, porém, ao menos em juízo de cognição sumária, as alterações promovidas na política de atendimento não podem ser de fato implementadas. Com efeito, o exame realizado por perito legista é a principal prova sobre a autoria de um crime gravíssimo, ofensivo aos direitos mais básicos da pessoa humana. A não realização desse procedimento de coleta de prova põe em risco a proteção a que as crianças têm direito com absoluta prioridade. Noutras palavras, conquanto salutar a iniciativa de proteger a criança, impedir ou retardar a realização do exame por médico legista pode acabar por deixá-la desassistida da proteção criminal, direito que 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 63 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 6039 MC / RJ decorre do disposto no art. 39 da Convenção sobre os Direitos das Crianças. Não faria sentido prever o atendimento respeitando diferenças de gênero, mas inviabilizar a instrução processual penal, ante a recusa na elaboração de perícia indispensável para a prova. Posta a questão nesses termos, há aparente conflito com o direito de acesso à justiça. E, na medida em que se nega o acesso à produção da prova na jurisdição penal, há também ofensa à proteção prioritária, prevista no art. 227, § 4º, da CRFB, porquanto afasta a efetividade da norma que exige a punição severa do abuso de crianças e adolescentes. Assim, há plausibilidade nas alegações apresentadas pela requerente ao menos a fim de autorizar a suspensão da legislação impugnada até o julgamento do mérito desta ação direta. Registro, porém, que o deferimento deverá implicar a atribuição de efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura já tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. Insisto que a inconstitucionalidade revela-se pela circunstância fática, a ser melhor aprofundada após a cognição plena e diálogo. A regra, ao impor que a criança ou adolescente mulher vítima de violência seja examinada por legista mulher vai ao encontro do direito fundamental à igualdade material (art. 5º, I, da CRFB), que impõe especial proteção à mulher, na mesma linha que informa também a Lei n.º 13.505/2017, a qual dispõe sobre o direito da mulher em situação de violência doméstica e familiar de ter atendimento policial e pericial especializado, ininterrupto e prestado, preferencialmente, por servidores do sexo feminino. Ainda que essa lei preveja o advérbio “preferencialmente”, a lei fluminense qualifica a proteção da criança e da adolescente, tal como a Constituição prescreve no art. 227, ao determinar a sua “absoluta prioridade”. Ou seja: prescreve-se a estas uma proteção sem ressalvas e, logo, o modal “deve ser”, enquanto “preferencialmente” ou “sempre que possível” contenta- se com o modal “pode ser”. Exige-se, assim, o atendimento empático entre iguais, evitando-se a revitimização da tão fragilizada: criança ou adolescente, mulher, vítima de violência. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ decorre do disposto no art. 39 da Convenção sobre os Direitos das Crianças. Não faria sentido prever o atendimento respeitando diferenças de gênero, mas inviabilizar a instrução processual penal, ante a recusa na elaboração de perícia indispensável para a prova. Posta a questão nesses termos, há aparente conflito com o direito de acesso à justiça. E, na medida em que se nega o acesso à produção da prova na jurisdição penal, há também ofensa à proteção prioritária, prevista no art. 227, § 4º, da CRFB, porquanto afasta a efetividade da norma que exige a punição severa do abuso de crianças e adolescentes. Assim, há plausibilidade nas alegações apresentadas pela requerente ao menos a fim de autorizar a suspensão da legislação impugnada até o julgamento do mérito desta ação direta. Registro, porém, que o deferimento deverá implicar a atribuição de efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura já tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. Insisto que a inconstitucionalidade revela-se pela circunstância fática, a ser melhor aprofundada após a cognição plena e diálogo. A regra, ao impor que a criança ou adolescente mulher vítima de violência seja examinada por legista mulher vai ao encontro do direito fundamental à igualdade material (art. 5º, I, da CRFB), que impõe especial proteção à mulher, na mesma linha que informa também a Lei n.º 13.505/2017, a qual dispõe sobre o direito da mulher em situação de violência doméstica e familiar de ter atendimento policial e pericial especializado, ininterrupto e prestado, preferencialmente, por servidores do sexo feminino. Ainda que essa lei preveja o advérbio “preferencialmente”, a lei fluminense qualifica a proteção da criança e da adolescente, tal como a Constituição prescreve no art. 227, ao determinar a sua “absoluta prioridade”. Ou seja: prescreve-se a estas uma proteção sem ressalvas e, logo, o modal “deve ser”, enquanto “preferencialmente” ou “sempre que possível” contenta- se com o modal “pode ser”. Exige-se, assim, o atendimento empático entre iguais, evitando-se a revitimização da tão fragilizada: criança ou adolescente, mulher, vítima de violência. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 63 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 6039 MC / RJ Essa obrigação tem promovido belas soluções como o projeto “Sala Lilás” do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, noticiado na inicial, espaço justamente “criado para prestar atendimento especializado e humanizado às mulheres vítimas de violência física e sexual, e funciona dentro do Instituto Médico Legal (IML)”. Não é permitido retroceder. Porém, por ora, apesar do mandamento constitucional de absoluta prioridade da proteção e assistência dessa vítima qualificada, concretamente, a exigência tem prejudicado outro direito fundamental, a tutela penal do bem jurídico lesado. Essa lesão concreta, no entanto, será objeto de análise aprofundada após as informações e, quiçá, a realização de audiência pública sobre o tema. A solução caminha, então, para a “interpretação conforme”, na linha dos termos do art. 249 do CPP (“Art. 249. A busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência.”), mantendo-se o dever estatal para fins de responsabilidade na proteção da criança, mas não para obstar a produção da prova. Ante o exposto, defiro a medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3º do art. 1º da Lei do Estado do Rio de Janeiro n. 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência. Atribuo efeitos excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ Essa obrigação tem promovido belas soluções como o projeto “Sala Lilás” do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, noticiado na inicial, espaço justamente “criado para prestar atendimento especializado e humanizado às mulheres vítimas de violência física e sexual, e funciona dentro do Instituto Médico Legal (IML)”. Não é permitido retroceder. Porém, por ora, apesar do mandamento constitucional de absoluta prioridade da proteção e assistência dessa vítima qualificada, concretamente, a exigência tem prejudicado outro direito fundamental, a tutela penal do bem jurídico lesado. Essa lesão concreta, no entanto, será objeto de análise aprofundada após as informações e, quiçá, a realização de audiência pública sobre o tema. A solução caminha, então, para a “interpretação conforme”, na linha dos termos do art. 249 do CPP (“Art. 249. A busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência.”), mantendo-se o dever estatal para fins de responsabilidade na proteção da criança, mas não para obstar a produção da prova. Ante o exposto, defiro a medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3º do art. 1º da Lei do Estado do Rio de Janeiro n. 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência. Atribuo efeitos excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 63 Antecipação ao Voto 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Senhor Presidente, cumprimentando a senhora Procuradora-Geral da República, vou procurar sumariar os dois horizontes que estão postos aqui em questão. O primeiro é esse debate de saber se a lei estadual, eventualmente, iria se projetar para além dos limites da competência estadual. Eu estou rechaçando essa argumentação da inconstitucionalidade formal, eis que aqui há a competência concorrente que advém expressamente do inciso XV do art. 24 da Constituição, para projetar sobre a possibilidade de legislação concorrente entre a União e o Estado- membro em matéria de proteção da infância e da juventude. De modo que esse argumento de natureza formal, à luz de um debate que, aliás, tem sido travado neste Colegiado sobre a dimensão cooperativada do federalismo, repartição de competências e essa rede interligada de atribuições entre os diversos entes da federação: União, Estados e Municípios. Portanto, esse argumento como consta do voto, que tomei a liberdade de fazer chegar às mãos de Vossas Excelências, eu estou a afastar até porque, em matéria de lei federal, a legislação que consta do Diploma 13.431 de 2017, e, portanto, de lei federal, já estabeleceu uma rede de proteção em face da qual essa lei federal, se materialmente constitucional, a rigor, ela está a verticalizar uma proteção que não é afastada pela legislação federal. Nós, de um modo geral, temos sustentado, aqui, a aplicação da regra segundo a qual a competência, em matéria de atuação concorrente do Estado, está afastada quando há uma regra federal explícita que não permita essa latitude legislativa do ente estadual, e não me parece que seja o caso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAA3-03CE-5DC1-8CAC e senha 9882-AAB5-4CA3-536B Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Senhor Presidente, cumprimentando a senhora Procuradora-Geral da República, vou procurar sumariar os dois horizontes que estão postos aqui em questão. O primeiro é esse debate de saber se a lei estadual, eventualmente, iria se projetar para além dos limites da competência estadual. Eu estou rechaçando essa argumentação da inconstitucionalidade formal, eis que aqui há a competência concorrente que advém expressamente do inciso XV do art. 24 da Constituição, para projetar sobre a possibilidade de legislação concorrente entre a União e o Estado- membro em matéria de proteção da infância e da juventude. De modo que esse argumento de natureza formal, à luz de um debate que, aliás, tem sido travado neste Colegiado sobre a dimensão cooperativada do federalismo, repartição de competências e essa rede interligada de atribuições entre os diversos entes da federação: União, Estados e Municípios. Portanto, esse argumento como consta do voto, que tomei a liberdade de fazer chegar às mãos de Vossas Excelências, eu estou a afastar até porque, em matéria de lei federal, a legislação que consta do Diploma 13.431 de 2017, e, portanto, de lei federal, já estabeleceu uma rede de proteção em face da qual essa lei federal, se materialmente constitucional, a rigor, ela está a verticalizar uma proteção que não é afastada pela legislação federal. Nós, de um modo geral, temos sustentado, aqui, a aplicação da regra segundo a qual a competência, em matéria de atuação concorrente do Estado, está afastada quando há uma regra federal explícita que não permita essa latitude legislativa do ente estadual, e não me parece que seja o caso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAA3-03CE-5DC1-8CAC e senha 9882-AAB5-4CA3-536B Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 63 Antecipação ao Voto ADI 6039 MC / RJ A questão, Senhor Presidente - e avançando para o aspecto material -, diz respeito precisamente a essa ordem de ideias que a eminente Procuradora-Geral da República traz à colação. Propósitos que merecem ser enaltecidos de todos os pontos de vista, inclusive da proteção, pode, do ponto de vista das suas consequências, se aplicado o conjunto desses instrumentos protetivos que são, a rigor, também, em determinadas hipóteses concretas, excludentes da proteção, podem levar ao objetivo oposto ao almejado. E, aí, que, ao menos, num juízo de cognição sumária nessa medida cautelar, estou a compreender que a iniciativa da lei estadual é efetivamente salutar, porque busca proteger a criança e o adolescente, e evidentemente deixá-la desassistida da proteção criminal, uma vez que tal direito, dentre outros diplomas, inclusive da nossa Constituição da República, decorre também do art. 39 da Convenção sobre Direitos das Crianças. De modo que a questão central que está aqui é a ideia, de um lado, de proteção integral da Criança e do Adolescente, e, de outro, do direito também fundamental de acesso à Justiça, porque a regra que está em questão - eu volto a repetir - é esta da segunda parte do § 3º do art. 1º da Lei Estadual 8.008, do Estado do Rio de Janeiro: Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher - e aqui, vem a questão -, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser obrigatoriamente examinado - aqui, quiçá, há um problema gramatical, mas enfim - que deverá ser obrigatoriamente examinado por legista mulher. A questão que se coloca é na ausência de legista mulher e, a rigor, o que há, do ponto de vista prático, é um retardamento do próprio atendimento e da realização do próprio acesso à Justiça. E creio que o julgador deve, até por conta do que está na Lei de Introdução de Normas do Direito Brasileiro, antiga Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro, pensar nas consequências das decisões e desses dispositivos legais cujos propósitos são evidentemente merecedores de enaltecimento. Por isso, Senhor Presidente, entendo que, à luz do § 4º do art. 227, da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAA3-03CE-5DC1-8CAC e senha 9882-AAB5-4CA3-536B Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ A questão, Senhor Presidente - e avançando para o aspecto material -, diz respeito precisamente a essa ordem de ideias que a eminente Procuradora-Geral da República traz à colação. Propósitos que merecem ser enaltecidos de todos os pontos de vista, inclusive da proteção, pode, do ponto de vista das suas consequências, se aplicado o conjunto desses instrumentos protetivos que são, a rigor, também, em determinadas hipóteses concretas, excludentes da proteção, podem levar ao objetivo oposto ao almejado. E, aí, que, ao menos, num juízo de cognição sumária nessa medida cautelar, estou a compreender que a iniciativa da lei estadual é efetivamente salutar, porque busca proteger a criança e o adolescente, e evidentemente deixá-la desassistida da proteção criminal, uma vez que tal direito, dentre outros diplomas, inclusive da nossa Constituição da República, decorre também do art. 39 da Convenção sobre Direitos das Crianças. De modo que a questão central que está aqui é a ideia, de um lado, de proteção integral da Criança e do Adolescente, e, de outro, do direito também fundamental de acesso à Justiça, porque a regra que está em questão - eu volto a repetir - é esta da segunda parte do § 3º do art. 1º da Lei Estadual 8.008, do Estado do Rio de Janeiro: Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher - e aqui, vem a questão -, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser obrigatoriamente examinado - aqui, quiçá, há um problema gramatical, mas enfim - que deverá ser obrigatoriamente examinado por legista mulher. A questão que se coloca é na ausência de legista mulher e, a rigor, o que há, do ponto de vista prático, é um retardamento do próprio atendimento e da realização do próprio acesso à Justiça. E creio que o julgador deve, até por conta do que está na Lei de Introdução de Normas do Direito Brasileiro, antiga Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro, pensar nas consequências das decisões e desses dispositivos legais cujos propósitos são evidentemente merecedores de enaltecimento. Por isso, Senhor Presidente, entendo que, à luz do § 4º do art. 227, da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAA3-03CE-5DC1-8CAC e senha 9882-AAB5-4CA3-536B Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 63 Antecipação ao Voto ADI 6039 MC / RJ Constituição da República, há plausibilidade nas alegações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República, no sentido de atribuir a esta matéria uma interpretação conforme que permita compreender, à luz da circunstância fática, inclusive, na própria instrução desta ação direta de inconstitucionalidade, um diálogo de índole constitucional e uma cognição plena que conjugue a proteção da Criança e do Adolescente, mulher vítima de violência e também o acesso ao pleno direito à realização da prestação jurisdicional. De modo que, nesse sentido, eu estou a dizer que, nessa matéria, aplica-se aquilo que na literatura jurídica, com alguma sensibilidade, tem sido denominado de atendimento empático entre iguais. Este é o fim evidente almejado em situações que suscitam esta sensibilidade, especialmente para evitar, até mesmo nesse tipo de procedimento, uma revitimização de quem já está fragilizado - e, no caso, da criança, adolescente e mulher vítima de violência. O próprio Tribunal de Justiça Estado Rio de Janeiro projetos tem alguns projetos - e eu anoto aqui no voto - nesse sentido e que demonstram um especial e sensível atendimento para evitar que o dano já sofrido seja gravado com o tipo de atendimento que eventualmente venha a ser realizado e, nesse caso, dentro das atribuições do Instituto Médico Legal. Por isso, nada obstante o mandamento constitucional de absoluta prioridade da proteção e assistência dessa vítima qualificada, que de todo a merece, a exigência, tal como posta, pode prejudicar outro direito fundamental, que é a tutela do bem jurídico lesado. Por essa razão, a solução caminha - e concluo, Senhor Presidente - para o que propõe a Procuradoria-Geral da República, ou seja, uma interpretação conforme no sentido do que já advém daquilo que consta do fio condutor do art. 249 do Código de Processo Penal, segundo o qual a busca será feita, tendo como destinatário a vítima mulher, por outra mulher se não importar retardamento ou prejuízo da diligência, mantendo-se o dever estatal para fins de responsabilidade na proteção da criança, mas não para obstar a produção da prova. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAA3-03CE-5DC1-8CAC e senha 9882-AAB5-4CA3-536B Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ Constituição da República, há plausibilidade nas alegações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República, no sentido de atribuir a esta matéria uma interpretação conforme que permita compreender, à luz da circunstância fática, inclusive, na própria instrução desta ação direta de inconstitucionalidade, um diálogo de índole constitucional e uma cognição plena que conjugue a proteção da Criança e do Adolescente, mulher vítima de violência e também o acesso ao pleno direito à realização da prestação jurisdicional. De modo que, nesse sentido, eu estou a dizer que, nessa matéria, aplica-se aquilo que na literatura jurídica, com alguma sensibilidade, tem sido denominado de atendimento empático entre iguais. Este é o fim evidente almejado em situações que suscitam esta sensibilidade, especialmente para evitar, até mesmo nesse tipo de procedimento, uma revitimização de quem já está fragilizado - e, no caso, da criança, adolescente e mulher vítima de violência. O próprio Tribunal de Justiça Estado Rio de Janeiro projetos tem alguns projetos - e eu anoto aqui no voto - nesse sentido e que demonstram um especial e sensível atendimento para evitar que o dano já sofrido seja gravado com o tipo de atendimento que eventualmente venha a ser realizado e, nesse caso, dentro das atribuições do Instituto Médico Legal. Por isso, nada obstante o mandamento constitucional de absoluta prioridade da proteção e assistência dessa vítima qualificada, que de todo a merece, a exigência, tal como posta, pode prejudicar outro direito fundamental, que é a tutela do bem jurídico lesado. Por essa razão, a solução caminha - e concluo, Senhor Presidente - para o que propõe a Procuradoria-Geral da República, ou seja, uma interpretação conforme no sentido do que já advém daquilo que consta do fio condutor do art. 249 do Código de Processo Penal, segundo o qual a busca será feita, tendo como destinatário a vítima mulher, por outra mulher se não importar retardamento ou prejuízo da diligência, mantendo-se o dever estatal para fins de responsabilidade na proteção da criança, mas não para obstar a produção da prova. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAA3-03CE-5DC1-8CAC e senha 9882-AAB5-4CA3-536B Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 63 Antecipação ao Voto ADI 6039 MC / RJ Assim, estou propondo deferimento da medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final desse § 3º do art. 1º da Lei 8.008/2018 do Estado do Rio de Janeiro, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino, vítimas de violência, deverão ser examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência. Portanto, a fim de resguardar perícias que tenham sido feitas, estou atribuindo efeitos para evitar que esta decisão se projete em qualquer tipo de nulidade de procedimento que já tenha sido realizado. Portanto, estou acolhendo a proposta de interpretação conforme, no sentido de acolher essa proteção especial, de o exame de criança e adolescente do sexo feminino, vítima de violência, ser realizado por mulher legista. Esta é a obrigação, desde que a falta de mulher legista para que esse exame seja feito não importe em retardamento ou prejuízo da diligência. É o que proponho, Senhor Presidente. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Com efeito ex tunc para eventuais exames feitos por médicos homens? O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Com efeito ex tunc. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAA3-03CE-5DC1-8CAC e senha 9882-AAB5-4CA3-536B Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ Assim, estou propondo deferimento da medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final desse § 3º do art. 1º da Lei 8.008/2018 do Estado do Rio de Janeiro, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino, vítimas de violência, deverão ser examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência. Portanto, a fim de resguardar perícias que tenham sido feitas, estou atribuindo efeitos para evitar que esta decisão se projete em qualquer tipo de nulidade de procedimento que já tenha sido realizado. Portanto, estou acolhendo a proposta de interpretação conforme, no sentido de acolher essa proteção especial, de o exame de criança e adolescente do sexo feminino, vítima de violência, ser realizado por mulher legista. Esta é a obrigação, desde que a falta de mulher legista para que esse exame seja feito não importe em retardamento ou prejuízo da diligência. É o que proponho, Senhor Presidente. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Com efeito ex tunc para eventuais exames feitos por médicos homens? O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Com efeito ex tunc. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAA3-03CE-5DC1-8CAC e senha 9882-AAB5-4CA3-536B Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 63 Debate 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO DEBATE A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, se me permite, o que estaríamos interpretando, na forma do voto de Vossa Excelência, seria: O exame será feito obrigatoriamente por mulher legista disponível para fazê-lo, e, na ausência, para não impedir que haja o processamento.... Esse "obrigatoriamente" fica valendo apenas no sentido de uma obrigação para o Estado criar essas condições, mas não para impedir que seja realizado. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Perfeitamente. A Ministra Cármen Lúcia bem captou o sentido. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro Fachin, eu estou chegando à mesma conclusão de Vossa Excelência. Parabenizo-o pelo voto que oferece, agora, para apreciação do Plenário. Na minha conclusão, sem prejuízo daquilo que Vossa Excelência concluiu, eu estaria dando opção à vítima de se deslocar para outra unidade que disponha de uma legista mulher, senão, ela fica quase que sem alternativa. Se houver uma unidade próxima com uma legista mulher à disposição, ela, ou quem de direito por ela, poderia optar para ser examinada por uma legista mulher, numa dependência especializada própria. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Creio que o sentido da expressão que utilizei, ao final da proposição, "desde que não importe em retardamento ou prejuízo da diligência", vai ao encontro da reflexão de Vossa Excelência e acho que estamos, portanto, na mesma direção. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Perfeito. Se isso estiver compreendido, eu acho que essa é uma opção importante, porque a vítima poderá dizer: Olha, embora só haja um legista homem, aqui numa delegacia próxima ou numa unidade médico-pericial existe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B164-1BB7-0E5F-20A8 e senha 38D8-25FA-5ACE-2001 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO DEBATE A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, se me permite, o que estaríamos interpretando, na forma do voto de Vossa Excelência, seria: O exame será feito obrigatoriamente por mulher legista disponível para fazê-lo, e, na ausência, para não impedir que haja o processamento.... Esse "obrigatoriamente" fica valendo apenas no sentido de uma obrigação para o Estado criar essas condições, mas não para impedir que seja realizado. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Perfeitamente. A Ministra Cármen Lúcia bem captou o sentido. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro Fachin, eu estou chegando à mesma conclusão de Vossa Excelência. Parabenizo-o pelo voto que oferece, agora, para apreciação do Plenário. Na minha conclusão, sem prejuízo daquilo que Vossa Excelência concluiu, eu estaria dando opção à vítima de se deslocar para outra unidade que disponha de uma legista mulher, senão, ela fica quase que sem alternativa. Se houver uma unidade próxima com uma legista mulher à disposição, ela, ou quem de direito por ela, poderia optar para ser examinada por uma legista mulher, numa dependência especializada própria. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Creio que o sentido da expressão que utilizei, ao final da proposição, "desde que não importe em retardamento ou prejuízo da diligência", vai ao encontro da reflexão de Vossa Excelência e acho que estamos, portanto, na mesma direção. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Perfeito. Se isso estiver compreendido, eu acho que essa é uma opção importante, porque a vítima poderá dizer: Olha, embora só haja um legista homem, aqui numa delegacia próxima ou numa unidade médico-pericial existe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B164-1BB7-0E5F-20A8 e senha 38D8-25FA-5ACE-2001 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 63 Debate ADI 6039 MC / RJ uma legista do sexo feminino, então eu prefiro ser examinada nessa unidade. Seria uma alternativa, mas eu vejo então que está compreendida no voto de Vossa Excelência, que eu acompanho desde logo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B164-1BB7-0E5F-20A8 e senha 38D8-25FA-5ACE-2001 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ uma legista do sexo feminino, então eu prefiro ser examinada nessa unidade. Seria uma alternativa, mas eu vejo então que está compreendida no voto de Vossa Excelência, que eu acompanho desde logo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B164-1BB7-0E5F-20A8 e senha 38D8-25FA-5ACE-2001 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 63 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Senhor Presidente, inicialmente, existe nesta lei um vício formal. Não em relação - e aí concordo com o eminente Relator - a ser competência privativa da União. Não se trata aqui, a meu ver, de norma processual. É uma norma de organização da própria polícia técnico-científica do Rio de Janeiro. Consequentemente, a organização da polícia técnico-científica do Rio de Janeiro só pode ser feita por lei estadual de iniciativa do governador do Estado. E aqui a iniciativa foi de um deputado estadual, Deputado Carlos Minc. Ou seja, iniciativa de um deputado que reorganizou a questão pericial. Aponto, portanto, um primeiro vício formal de inconstitucionalidade, o vício de iniciativa. Não é vício de competência, mas de iniciativa, porque na organização da polícia técnico-científica, para questões de perícia, não cabe a iniciativa a um deputado estadual. Agora, a lei vai mais longe. Apesar da boa intenção, a lei bagunçou totalmente a questão de perícia no Rio de Janeiro. Eu tive o cuidado de ligar para o delegado-geral do Rio de Janeiro, para o procurador-geral e para o presidente do Tribunal de Justiça, que me disseram - e me mandaram uma documentação - que o que estava ocorrendo era a total impossibilidade de realização de perícia, com prejuízo das vítimas. Nós temos que lembrar que é absolutamente impossível - eu falo por experiência própria, na Secretaria de Segurança - ter uma mulher legista em cada comarca. Não é possível isso. E o que estava ocorrendo? Estava ocorrendo que a vítima era apresentada, queria fazer a perícia - porque temos que lembrar que essas perícias têm que ser feitas rapidamente, não dá para se deslocar de uma comarca para outra; isso tem que ser feito rapidamente, até para a vítima poder já começar, várias vezes, o tratamento com medicação - a vítima queria realizar a perícia, mas o médico legista homem se recusava, para não ser responsabilizado. Isso resultou em três questões práticas no Estado do Rio de Janeiro. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F026-13F5-1343-FDA1 e senha ECC1-9EDA-2CB3-C62E Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Senhor Presidente, inicialmente, existe nesta lei um vício formal. Não em relação - e aí concordo com o eminente Relator - a ser competência privativa da União. Não se trata aqui, a meu ver, de norma processual. É uma norma de organização da própria polícia técnico-científica do Rio de Janeiro. Consequentemente, a organização da polícia técnico-científica do Rio de Janeiro só pode ser feita por lei estadual de iniciativa do governador do Estado. E aqui a iniciativa foi de um deputado estadual, Deputado Carlos Minc. Ou seja, iniciativa de um deputado que reorganizou a questão pericial. Aponto, portanto, um primeiro vício formal de inconstitucionalidade, o vício de iniciativa. Não é vício de competência, mas de iniciativa, porque na organização da polícia técnico-científica, para questões de perícia, não cabe a iniciativa a um deputado estadual. Agora, a lei vai mais longe. Apesar da boa intenção, a lei bagunçou totalmente a questão de perícia no Rio de Janeiro. Eu tive o cuidado de ligar para o delegado-geral do Rio de Janeiro, para o procurador-geral e para o presidente do Tribunal de Justiça, que me disseram - e me mandaram uma documentação - que o que estava ocorrendo era a total impossibilidade de realização de perícia, com prejuízo das vítimas. Nós temos que lembrar que é absolutamente impossível - eu falo por experiência própria, na Secretaria de Segurança - ter uma mulher legista em cada comarca. Não é possível isso. E o que estava ocorrendo? Estava ocorrendo que a vítima era apresentada, queria fazer a perícia - porque temos que lembrar que essas perícias têm que ser feitas rapidamente, não dá para se deslocar de uma comarca para outra; isso tem que ser feito rapidamente, até para a vítima poder já começar, várias vezes, o tratamento com medicação - a vítima queria realizar a perícia, mas o médico legista homem se recusava, para não ser responsabilizado. Isso resultou em três questões práticas no Estado do Rio de Janeiro. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F026-13F5-1343-FDA1 e senha ECC1-9EDA-2CB3-C62E Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 63 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADI 6039 MC / RJ A primeira: o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude, em conjunto com o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Criminais do Estado Rio de Janeiro, publicou um entendimento dizendo que, sobretudo nos municípios do interior do Estado, a realização dos exames que visam a identificação de provas periciais nos casos de estupro, ao exigir legista do sexo feminino para a realização da perícia em vítima menor de idade, estava inviabilizando totalmente a perícia. Ou seja, o Ministério Público se posicionou a esse respeito. Para evitar a continuidade dessa situação de caos, que foi gerada por essa lei absolutamente irrazoável, no dia 18 de fevereiro deste ano, a Desembargadora Suely Lopes Magalhães, coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, editou uma recomendação, porque, apesar dos pedidos do Ministério Público, dos juízes da Comarca, os peritos diziam: “Eu não vou realizar, pois eu vou ser responsabilizado depois”. Editou-se, agora, dia 18 de fevereiro, uma recomendação. Nos considerandos, a Procuradora-Geral colocou: Necessidade de garantir o acesso à Justiça, a prioridade e a proteção aos interesses da criança, a indispensabilidade do exame de corpo de delito, considerando que os vestígios de crimes sexuais não se perpetuam no tempo, considerando a recusa à realização de perícia - que estava ocorrendo. Passou-se a recomendar, e, só então, começou a ser normalizado agora, em 18 de fevereiro, um mês atrás. Recomendando que o exame médico legal em vítima menor de idade, do sexo feminino, seja sempre realizado, mesmo na ausência do perito do sexo feminino, desde que haja a autorização do responsável legal, do acompanhante maior de idade ou agente público - para tentar equacionar. E o próprio autor da lei - repito, há aqui, a meu ver, uma inconstitucionalidade formal por iniciativa -, o Deputado Estadual Carlos Minc, já apresentou no final do ano passado, enquanto a Assembleia 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F026-13F5-1343-FDA1 e senha ECC1-9EDA-2CB3-C62E Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ A primeira: o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude, em conjunto com o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Criminais do Estado Rio de Janeiro, publicou um entendimento dizendo que, sobretudo nos municípios do interior do Estado, a realização dos exames que visam a identificação de provas periciais nos casos de estupro, ao exigir legista do sexo feminino para a realização da perícia em vítima menor de idade, estava inviabilizando totalmente a perícia. Ou seja, o Ministério Público se posicionou a esse respeito. Para evitar a continuidade dessa situação de caos, que foi gerada por essa lei absolutamente irrazoável, no dia 18 de fevereiro deste ano, a Desembargadora Suely Lopes Magalhães, coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, editou uma recomendação, porque, apesar dos pedidos do Ministério Público, dos juízes da Comarca, os peritos diziam: “Eu não vou realizar, pois eu vou ser responsabilizado depois”. Editou-se, agora, dia 18 de fevereiro, uma recomendação. Nos considerandos, a Procuradora-Geral colocou: Necessidade de garantir o acesso à Justiça, a prioridade e a proteção aos interesses da criança, a indispensabilidade do exame de corpo de delito, considerando que os vestígios de crimes sexuais não se perpetuam no tempo, considerando a recusa à realização de perícia - que estava ocorrendo. Passou-se a recomendar, e, só então, começou a ser normalizado agora, em 18 de fevereiro, um mês atrás. Recomendando que o exame médico legal em vítima menor de idade, do sexo feminino, seja sempre realizado, mesmo na ausência do perito do sexo feminino, desde que haja a autorização do responsável legal, do acompanhante maior de idade ou agente público - para tentar equacionar. E o próprio autor da lei - repito, há aqui, a meu ver, uma inconstitucionalidade formal por iniciativa -, o Deputado Estadual Carlos Minc, já apresentou no final do ano passado, enquanto a Assembleia 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F026-13F5-1343-FDA1 e senha ECC1-9EDA-2CB3-C62E Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 63 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADI 6039 MC / RJ Legislativa do Rio já começou uma primeira discussão, no dia 12/11/2018, a alteração dessa lei, para alterar o texto, dizendo: "Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher." Ou seja, o próprio Legislativo, o autor da lei, percebeu que, apesar da boa intenção, é absolutamente impossível cumprir a lei sem prejuízo da própria vítima. Pois o que vinha ocorrendo, nos relatos por telefone que nos passaram, é que a vítima ia ao perito, que se recusava. E ela voltava à sua casa para tomar um banho e ser medicada, bem como para repousar. Ela não ficava esperando, pois é humilhante para a vítima ficar aguardando naquela situação. Ela vai tomar o medicamento, o coquetel antiaids, que se dá às vítimas de estupro. Não é possível aguardar que, da capital ou de algum lugar, venha uma legista. E isso está prejudicando a própria persecução penal. O Ministério Público concordou, e o próprio autor da lei. E o Judiciário, assim, editou essa recomendação para tentar já normalizar tal assunto. Há, ainda, por parte de segmentos da polícia, alguns peritos que, mesmo com essa recomendação, vêm se recusando, até que haja uma solução do caso. Consequentemente, Presidente e Ministro-Relator, a vida real mostra que, aqui, o princípio da razoabilidade, em todos os seus aspectos, foi descumprindo pela edição dessa lei. Não só há uma inconstitucionalidade formal, por mim apontada, como há uma inconstitucionalidade material por ausência absoluta de razoabilidade. Eu concedo, também, a medida cautelar; mas, aqui, com uma divergência - porque, na prática, isso pode fazer uma diferença muito grande. Queria até que refletíssemos juntos. Como seria a lei, se aprovado o texto, quanto ao "preferencialmente"? Porque, se nós criarmos algo que coloque muitos obstáculos, o que vai ocorrer não é que a vítima não queira a perícia; mas que o perito tenha medo de ser responsabilizado. Porque os vários obstáculos depois podem ser analisados, e alguém pode dizer: "Você não cumpriu isso! Poderia ter levado a vítima aqui à cidade ao lado". E os legistas vão continuar se recusando. Portanto, eu daria a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F026-13F5-1343-FDA1 e senha ECC1-9EDA-2CB3-C62E Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ Legislativa do Rio já começou uma primeira discussão, no dia 12/11/2018, a alteração dessa lei, para alterar o texto, dizendo: "Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher." Ou seja, o próprio Legislativo, o autor da lei, percebeu que, apesar da boa intenção, é absolutamente impossível cumprir a lei sem prejuízo da própria vítima. Pois o que vinha ocorrendo, nos relatos por telefone que nos passaram, é que a vítima ia ao perito, que se recusava. E ela voltava à sua casa para tomar um banho e ser medicada, bem como para repousar. Ela não ficava esperando, pois é humilhante para a vítima ficar aguardando naquela situação. Ela vai tomar o medicamento, o coquetel antiaids, que se dá às vítimas de estupro. Não é possível aguardar que, da capital ou de algum lugar, venha uma legista. E isso está prejudicando a própria persecução penal. O Ministério Público concordou, e o próprio autor da lei. E o Judiciário, assim, editou essa recomendação para tentar já normalizar tal assunto. Há, ainda, por parte de segmentos da polícia, alguns peritos que, mesmo com essa recomendação, vêm se recusando, até que haja uma solução do caso. Consequentemente, Presidente e Ministro-Relator, a vida real mostra que, aqui, o princípio da razoabilidade, em todos os seus aspectos, foi descumprindo pela edição dessa lei. Não só há uma inconstitucionalidade formal, por mim apontada, como há uma inconstitucionalidade material por ausência absoluta de razoabilidade. Eu concedo, também, a medida cautelar; mas, aqui, com uma divergência - porque, na prática, isso pode fazer uma diferença muito grande. Queria até que refletíssemos juntos. Como seria a lei, se aprovado o texto, quanto ao "preferencialmente"? Porque, se nós criarmos algo que coloque muitos obstáculos, o que vai ocorrer não é que a vítima não queira a perícia; mas que o perito tenha medo de ser responsabilizado. Porque os vários obstáculos depois podem ser analisados, e alguém pode dizer: "Você não cumpriu isso! Poderia ter levado a vítima aqui à cidade ao lado". E os legistas vão continuar se recusando. Portanto, eu daria a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F026-13F5-1343-FDA1 e senha ECC1-9EDA-2CB3-C62E Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 63 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADI 6039 MC / RJ interpretação conforme, para entender a lei "preferencialmente", não "obrigatoriamente". É assim como voto, Presidente. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F026-13F5-1343-FDA1 e senha ECC1-9EDA-2CB3-C62E Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ interpretação conforme, para entender a lei "preferencialmente", não "obrigatoriamente". É assim como voto, Presidente. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F026-13F5-1343-FDA1 e senha ECC1-9EDA-2CB3-C62E Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 63 Esclarecimento 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Presidente, apenas para salientar, creio que não há uma diferença substancial entre o voto do Ministro Alexandre de Moraes e o que eu estou propondo, mas há duas tênues percepções, que indicam sentidos distintos. A primeira - eu me permito manifestar no sentido diverso de Sua Excelência -, de entender que iniciativas para proteção de direitos, nomeadamente de mulheres, não estão restritas à iniciativa do Poder Executivo. Aqui, não se trata de alterar a estrutura do Estado. Aliás, a lei federal que trata dessa matéria, que é a Lei 13.505, foi de iniciativa de um parlamentar federal, portanto, no exercício de suas funções, embora isso não altere necessariamente a conclusão. Quanto à parte final do dispositivo, creio que a lei não é desarrazoada. Aliás, ao contrário, a lei tem um sentido que leva a efeito a proteção da Constituição. A cautelar, nos moldes solicitados pela Procuradoria-Geral da República - que eu estou acolhendo -, no sentido de evitar retardamento ou prejuízo da diligência - e nisso vai ao encontro da preocupação do Ministro Alexandre de Moraes -, creio que dá abertura suficiente para que os profissionais não se sintam constrangidos a não promover esse atendimento, mas, ao mesmo tempo, encontra um equilíbrio entre a proteção integral da criança e adolescente vítima do sexo feminino e o direito ao acesso à Justiça. Apenas, com essas observações, nós estamos aqui utilizando tijolos distintos, para construir a mesma ponte, para chegar do outro lado da margem desse rio, que é a conclusão da concessão da cautelar - apenas reafirmando essa ordem de ideias. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AECB-0772-99AF-E555 e senha D90A-60D0-69F3-5092 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Presidente, apenas para salientar, creio que não há uma diferença substancial entre o voto do Ministro Alexandre de Moraes e o que eu estou propondo, mas há duas tênues percepções, que indicam sentidos distintos. A primeira - eu me permito manifestar no sentido diverso de Sua Excelência -, de entender que iniciativas para proteção de direitos, nomeadamente de mulheres, não estão restritas à iniciativa do Poder Executivo. Aqui, não se trata de alterar a estrutura do Estado. Aliás, a lei federal que trata dessa matéria, que é a Lei 13.505, foi de iniciativa de um parlamentar federal, portanto, no exercício de suas funções, embora isso não altere necessariamente a conclusão. Quanto à parte final do dispositivo, creio que a lei não é desarrazoada. Aliás, ao contrário, a lei tem um sentido que leva a efeito a proteção da Constituição. A cautelar, nos moldes solicitados pela Procuradoria-Geral da República - que eu estou acolhendo -, no sentido de evitar retardamento ou prejuízo da diligência - e nisso vai ao encontro da preocupação do Ministro Alexandre de Moraes -, creio que dá abertura suficiente para que os profissionais não se sintam constrangidos a não promover esse atendimento, mas, ao mesmo tempo, encontra um equilíbrio entre a proteção integral da criança e adolescente vítima do sexo feminino e o direito ao acesso à Justiça. Apenas, com essas observações, nós estamos aqui utilizando tijolos distintos, para construir a mesma ponte, para chegar do outro lado da margem desse rio, que é a conclusão da concessão da cautelar - apenas reafirmando essa ordem de ideias. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AECB-0772-99AF-E555 e senha D90A-60D0-69F3-5092 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 63 Observação 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REQTE.(S) :PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. :CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CREMERJ ADV.(A/S) :LUCAS LAUPMAN FERRAZ LIMA E OUTRO(A/S) OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Só uma observação. Veja, a proteção integral da criança e do adolescente vítima de estupro não é diminuída porque um médico legista homem atende. É importante salientar isso. Óbvio, assim como as delegacias da mulher foram sendo compostas por equipes de mulheres, o ideal - até por ter um entendimento mais próximo - é a legista mulher. Mas dizer que é prejudicial à vítima ser atendida por um médico legista homem é ofensivo até aos próprios médicos legistas, porque, no País todo, 80% desse atendimento é feito por médicos legistas homens. Então eu não entendo que haja uma diminuição da proteção. A questão do vício de iniciativa, com o devido respeito à posição em contrário, nós temos que tomar cuidado com isso, porque amanhã também então pode um deputado oferecer um projeto de lei de que todos os casos de estupro cuja vítima seja mulher devem ser julgados por juízas - atravessando a organização judiciária -, que em todos os casos de estupros com vítimas mulheres quem deve oferecer a denúncia e analisar sejam promotoras. Isso fere, obviamente, a organização do Judiciário, fere a do Ministério Público, como fere, ao meu ver, a da polícia técnico- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD7-518D-F4A8-6780 e senha DF71-EDD8-877D-FCA7 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REQTE.(S) :PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. :CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CREMERJ ADV.(A/S) :LUCAS LAUPMAN FERRAZ LIMA E OUTRO(A/S) OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Só uma observação. Veja, a proteção integral da criança e do adolescente vítima de estupro não é diminuída porque um médico legista homem atende. É importante salientar isso. Óbvio, assim como as delegacias da mulher foram sendo compostas por equipes de mulheres, o ideal - até por ter um entendimento mais próximo - é a legista mulher. Mas dizer que é prejudicial à vítima ser atendida por um médico legista homem é ofensivo até aos próprios médicos legistas, porque, no País todo, 80% desse atendimento é feito por médicos legistas homens. Então eu não entendo que haja uma diminuição da proteção. A questão do vício de iniciativa, com o devido respeito à posição em contrário, nós temos que tomar cuidado com isso, porque amanhã também então pode um deputado oferecer um projeto de lei de que todos os casos de estupro cuja vítima seja mulher devem ser julgados por juízas - atravessando a organização judiciária -, que em todos os casos de estupros com vítimas mulheres quem deve oferecer a denúncia e analisar sejam promotoras. Isso fere, obviamente, a organização do Judiciário, fere a do Ministério Público, como fere, ao meu ver, a da polícia técnico- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD7-518D-F4A8-6780 e senha DF71-EDD8-877D-FCA7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 63 Observação ADI 6039 MC / RJ científica. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD7-518D-F4A8-6780 e senha DF71-EDD8-877D-FCA7 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ científica. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD7-518D-F4A8-6780 e senha DF71-EDD8-877D-FCA7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 63 Esclarecimento 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Antes de dar sequência à coleta dos votos, eu perguntaria ao Ministro Relator, Luiz Edson Fachin, diante dos debates, que já estão bastante aprofundados, se Sua Excelência não aceitaria uma proposta de já julgarmos o mérito da ação? O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Da minha parte, não há nenhum problema, Senhor Presidente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se o processo está aparelhado para julgamento, muito bem. Mas se não estiver... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A própria Procuradora-Geral, aqui ao lado, assim sugeriu. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Há um conjunto de manifestações nos autos... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os requeridos já se pronunciaram? O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Houve um conjunto de coleta de informações que me parece suficiente para apreciar a matéria de fundo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pergunto se os requeridos já se pronunciaram. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Na verdade, a rigor, houve a manifestação, pelo que pude colher, para pautar a cautelar, da Assembleia Legislativa do Estado. Essa manifestação, integralmente, não se tem nos autos. Há manifestações que coletei para apreciar a matéria. Talvez nesse sentido pudéssemos eventualmente apreciar apenas a cautelar. Da minha parte, a matéria está madura, mas evidentemente a Assembleia Legislativa poderá vir defender o seu ponto de vista em sentido diverso se acolher o argumento que o Ministro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C89C-1CB0-C40B-1D5E e senha 7FAE-4F7A-5D74-BE17 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Antes de dar sequência à coleta dos votos, eu perguntaria ao Ministro Relator, Luiz Edson Fachin, diante dos debates, que já estão bastante aprofundados, se Sua Excelência não aceitaria uma proposta de já julgarmos o mérito da ação? O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Da minha parte, não há nenhum problema, Senhor Presidente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se o processo está aparelhado para julgamento, muito bem. Mas se não estiver... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A própria Procuradora-Geral, aqui ao lado, assim sugeriu. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Há um conjunto de manifestações nos autos... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os requeridos já se pronunciaram? O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Houve um conjunto de coleta de informações que me parece suficiente para apreciar a matéria de fundo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pergunto se os requeridos já se pronunciaram. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Na verdade, a rigor, houve a manifestação, pelo que pude colher, para pautar a cautelar, da Assembleia Legislativa do Estado. Essa manifestação, integralmente, não se tem nos autos. Há manifestações que coletei para apreciar a matéria. Talvez nesse sentido pudéssemos eventualmente apreciar apenas a cautelar. Da minha parte, a matéria está madura, mas evidentemente a Assembleia Legislativa poderá vir defender o seu ponto de vista em sentido diverso se acolher o argumento que o Ministro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C89C-1CB0-C40B-1D5E e senha 7FAE-4F7A-5D74-BE17 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 63 Esclarecimento ADI 6039 MC / RJ Alexandre de Moraes acaba de expor, eventualmente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C89C-1CB0-C40B-1D5E e senha 7FAE-4F7A-5D74-BE17 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ Alexandre de Moraes acaba de expor, eventualmente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C89C-1CB0-C40B-1D5E e senha 7FAE-4F7A-5D74-BE17 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 63 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, primeiro cumprimento Vossa Excelência por ter pautado esta matéria que considero de particular relevância. Está aqui em discussão um parágrafo de um dispositivo de lei do Estado do Rio de Janeiro que cuida do Programa de Atenção às Vítimas de Estupro, que tem no § 3º do art. 1º a seguinte dicção: "§ 3º. Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher (...)" A regra geral é que, se a vítima for maior, sempre que possível. De modo que, se não for possível, não há dúvida de que o exame possa ser feito por um legista do sexo masculino. Com o complemento: "(...) exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher." De modo que o que a lei inova e está em discussão é saber se era legítimo ao legislador estadual do Rio de Janeiro impor que, no caso de vítima de violência sexual do sexo feminino menor, o exame ginecológico tivesse de ser feito por legista mulher. Esta é a discussão. Eu gostaria de dizer, pedindo todas as vênias ao Ministro Alexandre de Moraes, que não vejo inconstitucionalidade formal neste caso. Acho que não há inconstitucionalidade formal por vício de competência e acho que não há inconstitucionalidade formal por vício de iniciativa. Não há por vício de competência porque não acho que se esteja legislando sobre processo penal. Acho que aqui se está cuidando de uma questão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, primeiro cumprimento Vossa Excelência por ter pautado esta matéria que considero de particular relevância. Está aqui em discussão um parágrafo de um dispositivo de lei do Estado do Rio de Janeiro que cuida do Programa de Atenção às Vítimas de Estupro, que tem no § 3º do art. 1º a seguinte dicção: "§ 3º. Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher (...)" A regra geral é que, se a vítima for maior, sempre que possível. De modo que, se não for possível, não há dúvida de que o exame possa ser feito por um legista do sexo masculino. Com o complemento: "(...) exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher." De modo que o que a lei inova e está em discussão é saber se era legítimo ao legislador estadual do Rio de Janeiro impor que, no caso de vítima de violência sexual do sexo feminino menor, o exame ginecológico tivesse de ser feito por legista mulher. Esta é a discussão. Eu gostaria de dizer, pedindo todas as vênias ao Ministro Alexandre de Moraes, que não vejo inconstitucionalidade formal neste caso. Acho que não há inconstitucionalidade formal por vício de competência e acho que não há inconstitucionalidade formal por vício de iniciativa. Não há por vício de competência porque não acho que se esteja legislando sobre processo penal. Acho que aqui se está cuidando de uma questão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 63 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ADI 6039 MC / RJ puramente procedimental, em que a Constituição, no art. 24, XI, dá competência inequívoca ao Estado. E acho que não há vício de iniciativa porque, no rol do art. 24 da Constituição, que cuida da competência legislativa concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal, o inciso XV prevê a competência concorrente para a proteção da infância e da juventude, que, claramente, a meu ver, é a pretensão desta lei, sendo que, no inciso XVI, ainda diz ser competência concorrente a organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis. Como esse serviço integra uma atuação da polícia civil, eu acho que está legitimada a competência neste art. 24 de maneira inequívoca. De modo que assento, preliminarmente, a constitucionalidade formal desta lei. Assento, em segundo lugar, Presidente, dos três capítulos do meu voto, que inexiste inconstitucionalidade nesta lei no seu relato abstrato. Em tese, não vejo nenhum problema em que o legislador estadual estabeleça que o exame ginecológico em uma menor de idade vítima de violência sexual seja feito por uma legista do sexo feminino. Não só acho que é constitucional, como acho que é desejável. Portanto, não vejo nenhum problema de constitucionalidade no relato abstrato dessa norma. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Vossa Excelência me permite um aparte, Ministro Barroso? Apenas para vir ao encontro e, até mesmo, respondendo a uma indagação do eminente Ministro Marco Aurélio, Senhor Presidente, o Documento 21 que está nos autos foi trazido pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro - eu estou elucidando isto neste momento - em que diz precisamente o que Vossa Excelência vem de afirmar: não há que se falar em invasão de competência da União porque, neste caso, o Poder legislativo do Estado do Rio de Janeiro realizou sua obrigação de prover peritos, ou deve realizar a sua obrigação de prover peritos e peritas, em quantidade e distribuição adequadas pelos órgãos fluminenses responsáveis por tão relevantes exames. E, por isso, pugnou pela improcedência do pedido. Portanto, a Assembleia foi ouvida nesta hipótese e à luz do que Vossa Excelência está a se manifestar. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E o Governador foi 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ puramente procedimental, em que a Constituição, no art. 24, XI, dá competência inequívoca ao Estado. E acho que não há vício de iniciativa porque, no rol do art. 24 da Constituição, que cuida da competência legislativa concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal, o inciso XV prevê a competência concorrente para a proteção da infância e da juventude, que, claramente, a meu ver, é a pretensão desta lei, sendo que, no inciso XVI, ainda diz ser competência concorrente a organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis. Como esse serviço integra uma atuação da polícia civil, eu acho que está legitimada a competência neste art. 24 de maneira inequívoca. De modo que assento, preliminarmente, a constitucionalidade formal desta lei. Assento, em segundo lugar, Presidente, dos três capítulos do meu voto, que inexiste inconstitucionalidade nesta lei no seu relato abstrato. Em tese, não vejo nenhum problema em que o legislador estadual estabeleça que o exame ginecológico em uma menor de idade vítima de violência sexual seja feito por uma legista do sexo feminino. Não só acho que é constitucional, como acho que é desejável. Portanto, não vejo nenhum problema de constitucionalidade no relato abstrato dessa norma. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Vossa Excelência me permite um aparte, Ministro Barroso? Apenas para vir ao encontro e, até mesmo, respondendo a uma indagação do eminente Ministro Marco Aurélio, Senhor Presidente, o Documento 21 que está nos autos foi trazido pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro - eu estou elucidando isto neste momento - em que diz precisamente o que Vossa Excelência vem de afirmar: não há que se falar em invasão de competência da União porque, neste caso, o Poder legislativo do Estado do Rio de Janeiro realizou sua obrigação de prover peritos, ou deve realizar a sua obrigação de prover peritos e peritas, em quantidade e distribuição adequadas pelos órgãos fluminenses responsáveis por tão relevantes exames. E, por isso, pugnou pela improcedência do pedido. Portanto, a Assembleia foi ouvida nesta hipótese e à luz do que Vossa Excelência está a se manifestar. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E o Governador foi 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 63 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ADI 6039 MC / RJ ouvido? Porque há um processo legislativo. Ele atua nesse processo legislativo. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Nesse caso, eu estou me referindo ao documento da Assembleia, que acabo de fazer referência. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência acabou de afirmar que a Assembleia foi ouvida. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Exatamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E o Governador foi ouvido? O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Essa informação não consta dos autos ainda, sobre a oitiva do eminente Governador do Estado, que aliás sancionou a Lei. Não houve veto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não importa. Presidente, toda lei observa um processo legislativo. Em toda lei nós temos, em si, sanção do Presidente da República ou do Governador do Estado, e esse fato não nos levou jamais a dispensar as informações do Governador. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não, não, nós estamos só na cautelar, Ministro. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É que o Ministro Fachin deu-me resposta e estou retrucando o que colocou. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Eu apenas dei a resposta sobre a Assembleia Legislativa. E, no que concerne ao Governador, esta informação não está posta nos autos. Vossa Excelência, como de hábito, tem razão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, tenho razão segundo a minha ciência e o meu convencimento, apenas. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Retomando, então, Presidente. Eu assentei, em primeiro lugar, a constitucionalidade formal. Assentei, em segundo lugar, a constitucionalidade em abstrato do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ ouvido? Porque há um processo legislativo. Ele atua nesse processo legislativo. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Nesse caso, eu estou me referindo ao documento da Assembleia, que acabo de fazer referência. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência acabou de afirmar que a Assembleia foi ouvida. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Exatamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E o Governador foi ouvido? O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Essa informação não consta dos autos ainda, sobre a oitiva do eminente Governador do Estado, que aliás sancionou a Lei. Não houve veto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não importa. Presidente, toda lei observa um processo legislativo. Em toda lei nós temos, em si, sanção do Presidente da República ou do Governador do Estado, e esse fato não nos levou jamais a dispensar as informações do Governador. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não, não, nós estamos só na cautelar, Ministro. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É que o Ministro Fachin deu-me resposta e estou retrucando o que colocou. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Eu apenas dei a resposta sobre a Assembleia Legislativa. E, no que concerne ao Governador, esta informação não está posta nos autos. Vossa Excelência, como de hábito, tem razão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, tenho razão segundo a minha ciência e o meu convencimento, apenas. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Retomando, então, Presidente. Eu assentei, em primeiro lugar, a constitucionalidade formal. Assentei, em segundo lugar, a constitucionalidade em abstrato do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 63 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ADI 6039 MC / RJ preceito. E, agora, chego ao terceiro e último capítulo, que diz respeito ao que eu estou considerando a inconstitucionalidade de determinadas incidências concretas dessa norma. E aqui há uma questão, que é teórica, relativamente recente, mas que, de uma certa forma, já se tornou corrente, que é a normatividade dos fatos. Antigamente se entendia que as leis podiam ser interpretadas puramente em abstrato e, ali, se estabelecer o seu sentido e alcance de modo definitivo. Na interpretação constitucional contemporânea, é preciso levar em conta os fatos do mundo real e o impacto que eles produzem sobre o sentido e o alcance da norma. A norma pode ser válida em abstrato, mas quando você produz a norma concreta, que vai reger a hipótese, você constata que ela produz um resultado inconstitucional, porque incompatível com a Constituição. Acho que este é o caso aqui. A norma é válida no plano abstrato, mas, em algumas de suas incidências, ela será inconstitucional. Por que digo isso, Presidente? É preciso confrontar as normas em abstrato com as possibilidades e limites do mundo real. E, no mundo real, infelizmente, não existem legistas mulheres no Rio de Janeiro em quantidade suficiente para fazer cumprir a norma. Na prática, o que tem ocorrido – como foi ressaltado pela Doutora Raquel Dodge na sua concisa, mas contundente sustentação –, o que tem ocorrido é a impunidade pela impossibilidade de se dar continuidade às investigações e consumar a persecução criminal pela ausência da perícia necessária. E, portanto, a Lei, que foi concebida para proteger a autonomia da vítima, acaba protegendo a impunidade do autor do crime. Portanto, ninguém pode achar que esta seja uma incidência legítima dessa Lei. É claro que alguém poderia cogitar de se determinar a admissão de legistas mulheres em número suficiente para cumprir a Lei. E se nós estivéssemos em outro momento de realidade fiscal e social, eu talvez cogitasse dessa solução: determinar ao Estado do Rio de Janeiro que realizasse concurso para admissão de legistas mulheres. Mas, de novo, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ preceito. E, agora, chego ao terceiro e último capítulo, que diz respeito ao que eu estou considerando a inconstitucionalidade de determinadas incidências concretas dessa norma. E aqui há uma questão, que é teórica, relativamente recente, mas que, de uma certa forma, já se tornou corrente, que é a normatividade dos fatos. Antigamente se entendia que as leis podiam ser interpretadas puramente em abstrato e, ali, se estabelecer o seu sentido e alcance de modo definitivo. Na interpretação constitucional contemporânea, é preciso levar em conta os fatos do mundo real e o impacto que eles produzem sobre o sentido e o alcance da norma. A norma pode ser válida em abstrato, mas quando você produz a norma concreta, que vai reger a hipótese, você constata que ela produz um resultado inconstitucional, porque incompatível com a Constituição. Acho que este é o caso aqui. A norma é válida no plano abstrato, mas, em algumas de suas incidências, ela será inconstitucional. Por que digo isso, Presidente? É preciso confrontar as normas em abstrato com as possibilidades e limites do mundo real. E, no mundo real, infelizmente, não existem legistas mulheres no Rio de Janeiro em quantidade suficiente para fazer cumprir a norma. Na prática, o que tem ocorrido – como foi ressaltado pela Doutora Raquel Dodge na sua concisa, mas contundente sustentação –, o que tem ocorrido é a impunidade pela impossibilidade de se dar continuidade às investigações e consumar a persecução criminal pela ausência da perícia necessária. E, portanto, a Lei, que foi concebida para proteger a autonomia da vítima, acaba protegendo a impunidade do autor do crime. Portanto, ninguém pode achar que esta seja uma incidência legítima dessa Lei. É claro que alguém poderia cogitar de se determinar a admissão de legistas mulheres em número suficiente para cumprir a Lei. E se nós estivéssemos em outro momento de realidade fiscal e social, eu talvez cogitasse dessa solução: determinar ao Estado do Rio de Janeiro que realizasse concurso para admissão de legistas mulheres. Mas, de novo, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 63 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ADI 6039 MC / RJ olhando para a realidade fática, ninguém há de imaginar que, neste quadro de crise fiscal dramática do Estado do Rio de Janeiro, que já excede os gastos de pessoal, o Poder Judiciário pudesse determinar o incremento desses gastos. Também aqui a realidade fática condiciona a interpretação jurídica possível. Mandar o Estado contratar nessas circunstâncias seria mais antijurídico ainda porque agravaria a violação à lei de responsabilidade fiscal, que já é vulnerada em muitos estados da federação. Portanto, de novo, aqui há normatividade dos fatos. Presidente, por entender que a lei é válida no seu relato abstrato, eu não gostaria de puramente declará-la inconstitucional na parte em que determina que o exame seja feito por mulheres, porque acho que, sempre que seja possível, deve ser feito. Por essa razão, pedindo todas as vênias ao Ministro Alexandre de Moraes, embora ache que o efeito prático seja muito próximo, eu estou aderindo à sugestão do Ministro Luiz Edson Fachin, com o complemento do Ministro Ricardo Lewandowski, portanto eu acho que, sempre que haja a possibilidade alternativa de se fazer com uma legista mulher, deve- se seguir esta possibilidade. Eu até tinha cogitado – mas não gostaria de complicar mais a vida – que se pudesse determinar que a perícia fosse feita por legista mulher num hospital público ou no SUS, mas a investigação criminal já enfrenta tantas dificuldades que criar mais esse embaraço poderia ser contrário ao interesse público. Eu devo dizer, Presidente, que eu tenho, no meu gabinete, majoritariamente, assessoras mulheres, portanto, ouvi todas sobre a questão da consensualidade ou não do exame. E o grupo ficou dividido entre as que achavam que era uma violência fazer esse exame, contra a vontade da menor, por um médico do sexo masculino; e a outra parte, igualmente expressiva, entendendo que a vítima era melhor protegida, inclusive de si mesma, com a realização do exame. Só para demonstrar que, mesmo entre mulheres esclarecidas e bem informadas, há visões diferentes sobre esse assunto, o que me chamou a atenção. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ olhando para a realidade fática, ninguém há de imaginar que, neste quadro de crise fiscal dramática do Estado do Rio de Janeiro, que já excede os gastos de pessoal, o Poder Judiciário pudesse determinar o incremento desses gastos. Também aqui a realidade fática condiciona a interpretação jurídica possível. Mandar o Estado contratar nessas circunstâncias seria mais antijurídico ainda porque agravaria a violação à lei de responsabilidade fiscal, que já é vulnerada em muitos estados da federação. Portanto, de novo, aqui há normatividade dos fatos. Presidente, por entender que a lei é válida no seu relato abstrato, eu não gostaria de puramente declará-la inconstitucional na parte em que determina que o exame seja feito por mulheres, porque acho que, sempre que seja possível, deve ser feito. Por essa razão, pedindo todas as vênias ao Ministro Alexandre de Moraes, embora ache que o efeito prático seja muito próximo, eu estou aderindo à sugestão do Ministro Luiz Edson Fachin, com o complemento do Ministro Ricardo Lewandowski, portanto eu acho que, sempre que haja a possibilidade alternativa de se fazer com uma legista mulher, deve- se seguir esta possibilidade. Eu até tinha cogitado – mas não gostaria de complicar mais a vida – que se pudesse determinar que a perícia fosse feita por legista mulher num hospital público ou no SUS, mas a investigação criminal já enfrenta tantas dificuldades que criar mais esse embaraço poderia ser contrário ao interesse público. Eu devo dizer, Presidente, que eu tenho, no meu gabinete, majoritariamente, assessoras mulheres, portanto, ouvi todas sobre a questão da consensualidade ou não do exame. E o grupo ficou dividido entre as que achavam que era uma violência fazer esse exame, contra a vontade da menor, por um médico do sexo masculino; e a outra parte, igualmente expressiva, entendendo que a vítima era melhor protegida, inclusive de si mesma, com a realização do exame. Só para demonstrar que, mesmo entre mulheres esclarecidas e bem informadas, há visões diferentes sobre esse assunto, o que me chamou a atenção. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 63 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ADI 6039 MC / RJ Mas nós estamos falando aqui de uma perícia médica, portanto, é preciso, como regra geral, confiar na ética médica e na compostura do profissional de saúde que vai fazer o exame. A exceção é a conduta desviante. Portanto, eu acho que, onde não seja possível a realização por legista mulher, é legítimo que seja feito por legista do sexo masculino. De modo, Presidente, que estou acompanhando a posição do Relator para interpretar conforme a Constituição esse § 3 do art. 1 da Lei nº 8.008 do Estado do Rio de Janeiro, para assentar que somente quando não seja possível o exame por legista do sexo feminino é que se realize por legista do sexo masculino. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ Mas nós estamos falando aqui de uma perícia médica, portanto, é preciso, como regra geral, confiar na ética médica e na compostura do profissional de saúde que vai fazer o exame. A exceção é a conduta desviante. Portanto, eu acho que, onde não seja possível a realização por legista mulher, é legítimo que seja feito por legista do sexo masculino. De modo, Presidente, que estou acompanhando a posição do Relator para interpretar conforme a Constituição esse § 3 do art. 1 da Lei nº 8.008 do Estado do Rio de Janeiro, para assentar que somente quando não seja possível o exame por legista do sexo feminino é que se realize por legista do sexo masculino. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 63 Antecipação ao Voto 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO ANTECIPAÇÃO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, é muito bom votar depois do Ministro Luís Roberto porque ele faz a resenha de tudo o que já ocorreu no julgamento e me exime de ficar aqui a repetir. Trago voto escrito e requeiro a juntada aos autos. Digo, desde logo, que também, como Sua Excelência, pedindo todas as vênias ao Ministro Alexandre, acompanho o eminente Relator, que, de maneira muito percuciente, equacionou a matéria. Acompanho assim o Relator quando afasta a inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa. Entendo perfeitamente configurada a hipótese de competência concorrente, e essa compreensão decorre de preceito já bem destacado, art. 24, XI e XV, da Constituição Federal. Por outro lado, a imposição de obrigatoriedade de as vítimas de estupro do sexo feminino serem examinadas por legista mulher quando menores de idade, embora em perfeita consonância com o Texto Constitucional – o Ministro Luís Roberto acabou de definir como uma hipótese de constitucionalidade em abstrato –, na verdade esbarra nos fatos, esbarra na realidade, vale dizer, na impossibilidade de que esses exames sejam feitos sempre por mulheres, o que termina por importar em proteção ao infrator, atingindo resultado diverso daquele que foi perseguido pela Lei. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministra Rosa, até porque pode ser que, depois de amanhã, haja legistas do sexo feminino em número suficiente, e, aí, a Lei pode ser cumprida regularmente. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Entendo, por isso, e exatamente nessa linha, que a perícia deverá ser feita preferencialmente por legista mulher. Todavia, de forma alguma, podemos inviabilizar a realização desse crucial exame, porque a não realização virá justamente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7086-D9F5-BD81-DFD9 e senha 1C62-03FE-71B3-DB99 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO ANTECIPAÇÃO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, é muito bom votar depois do Ministro Luís Roberto porque ele faz a resenha de tudo o que já ocorreu no julgamento e me exime de ficar aqui a repetir. Trago voto escrito e requeiro a juntada aos autos. Digo, desde logo, que também, como Sua Excelência, pedindo todas as vênias ao Ministro Alexandre, acompanho o eminente Relator, que, de maneira muito percuciente, equacionou a matéria. Acompanho assim o Relator quando afasta a inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa. Entendo perfeitamente configurada a hipótese de competência concorrente, e essa compreensão decorre de preceito já bem destacado, art. 24, XI e XV, da Constituição Federal. Por outro lado, a imposição de obrigatoriedade de as vítimas de estupro do sexo feminino serem examinadas por legista mulher quando menores de idade, embora em perfeita consonância com o Texto Constitucional – o Ministro Luís Roberto acabou de definir como uma hipótese de constitucionalidade em abstrato –, na verdade esbarra nos fatos, esbarra na realidade, vale dizer, na impossibilidade de que esses exames sejam feitos sempre por mulheres, o que termina por importar em proteção ao infrator, atingindo resultado diverso daquele que foi perseguido pela Lei. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministra Rosa, até porque pode ser que, depois de amanhã, haja legistas do sexo feminino em número suficiente, e, aí, a Lei pode ser cumprida regularmente. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Entendo, por isso, e exatamente nessa linha, que a perícia deverá ser feita preferencialmente por legista mulher. Todavia, de forma alguma, podemos inviabilizar a realização desse crucial exame, porque a não realização virá justamente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7086-D9F5-BD81-DFD9 e senha 1C62-03FE-71B3-DB99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 63 Antecipação ao Voto ADI 6039 MC / RJ em detrimento da vítima e em benefício do infrator. Nessa linha, eu acompanho, na íntegra, o eminente Relator quanto à interpretação conforme que ele propõe. É como voto, Presidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7086-D9F5-BD81-DFD9 e senha 1C62-03FE-71B3-DB99 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ em detrimento da vítima e em benefício do infrator. Nessa linha, eu acompanho, na íntegra, o eminente Relator quanto à interpretação conforme que ele propõe. É como voto, Presidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7086-D9F5-BD81-DFD9 e senha 1C62-03FE-71B3-DB99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 63 Voto - MIN. ROSA WEBER 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Senhor Presidente, reporto-me ao bem lançado relatório da lavra do eminente Ministro Luís Edson Fachin. Apenas para concatenar as premissas do meu voto, digo que se trata, na hipótese, de ação direta de inconstitucionalidade proposta pela Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, buscando a declaração de inconstitucionalidade do artigo 1º, § 3º (segunda parte), da Lei Estadual do Rio de Janeiro n. 8.008/2018, no ponto em que dispõe sobre a obrigatoriedade de as vítimas de estupro do sexo feminino serem examinadas por legista mulher, quando menores de idade. O dispositivo impugnado tem a seguinte redação (destaquei a parte impugnada): Art. 1.º. O Programa de atenção às vítimas de estupro visa a apoiar as vítimas e identificar provas periciais, que caracterizem os danos, estabelecendo nexo causal com o ato de estupro praticado. [...] §3º Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher. A autora assenta sua pretensão nos argumentos de que a disciplina legal questionada configura norma processual (art. 22, inciso I, da CRFB1) e norma geral sobre procedimentos em matéria processual (art. 24, inciso XI, da CRFB2), invadindo a competência legislativa da União. Sustenta, além disso, inconstitucionalidade material consistente em ofensa ao 1 Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; 2 Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: (…) XI - procedimentos em matéria processual; Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Senhor Presidente, reporto-me ao bem lançado relatório da lavra do eminente Ministro Luís Edson Fachin. Apenas para concatenar as premissas do meu voto, digo que se trata, na hipótese, de ação direta de inconstitucionalidade proposta pela Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, buscando a declaração de inconstitucionalidade do artigo 1º, § 3º (segunda parte), da Lei Estadual do Rio de Janeiro n. 8.008/2018, no ponto em que dispõe sobre a obrigatoriedade de as vítimas de estupro do sexo feminino serem examinadas por legista mulher, quando menores de idade. O dispositivo impugnado tem a seguinte redação (destaquei a parte impugnada): Art. 1.º. O Programa de atenção às vítimas de estupro visa a apoiar as vítimas e identificar provas periciais, que caracterizem os danos, estabelecendo nexo causal com o ato de estupro praticado. [...] §3º Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher. A autora assenta sua pretensão nos argumentos de que a disciplina legal questionada configura norma processual (art. 22, inciso I, da CRFB1) e norma geral sobre procedimentos em matéria processual (art. 24, inciso XI, da CRFB2), invadindo a competência legislativa da União. Sustenta, além disso, inconstitucionalidade material consistente em ofensa ao 1 Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; 2 Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: (…) XI - procedimentos em matéria processual; Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 63 Voto - MIN. ROSA WEBER ADI 6039 MC / RJ direito de acesso à justiça por crianças e adolescente e aos princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (arts. 5º, XXXV3, e 2274 da CRFB). Forte nesses argumentos, formula pedido liminar de suspensão do dispositivo impugnado, aduzindo que o perigo na demora decorreria da recusa de peritos legistas homens em realizar exame em vítimas menores de idade do sexo feminino, desde o advento da lei estadual, gerando prejuízo à produção da prova em crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes do sexo feminino. No mérito, postula: Requer, ao final, que se julgue procedente o pedido, para declarar a inconstitucionalidade do art. 1.º–§3.º (segunda parte) da Lei estadual n.º 8.008/2018. Na eventualidade de não ser reconhecida a nulidade da norma, requer-se, com fundamento nos princípios da proteção integral e do melhor interesse da criança e do adolescente, seja fixada interpretação no sentido de que a segunda parte do art. 1.º–§3.º da Lei estadual n.º 8.008/2018 somente terá eficácia quando o Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro possuir, no seu quadro de pessoal, número suficiente de peritos legistas mulheres para atender toda a demanda de perícia em crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de estupro no Estado. Requer, ao final, que se julgue procedente o pedido, para declarar a inconstitucionalidade do art. 1.º–§3.º (segunda parte) da Lei estadual 3 Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (…) XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; 4 Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (…) § 4º A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança e do adolescente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ direito de acesso à justiça por crianças e adolescente e aos princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (arts. 5º, XXXV3, e 2274 da CRFB). Forte nesses argumentos, formula pedido liminar de suspensão do dispositivo impugnado, aduzindo que o perigo na demora decorreria da recusa de peritos legistas homens em realizar exame em vítimas menores de idade do sexo feminino, desde o advento da lei estadual, gerando prejuízo à produção da prova em crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes do sexo feminino. No mérito, postula: Requer, ao final, que se julgue procedente o pedido, para declarar a inconstitucionalidade do art. 1.º–§3.º (segunda parte) da Lei estadual n.º 8.008/2018. Na eventualidade de não ser reconhecida a nulidade da norma, requer-se, com fundamento nos princípios da proteção integral e do melhor interesse da criança e do adolescente, seja fixada interpretação no sentido de que a segunda parte do art. 1.º–§3.º da Lei estadual n.º 8.008/2018 somente terá eficácia quando o Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro possuir, no seu quadro de pessoal, número suficiente de peritos legistas mulheres para atender toda a demanda de perícia em crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de estupro no Estado. Requer, ao final, que se julgue procedente o pedido, para declarar a inconstitucionalidade do art. 1.º–§3.º (segunda parte) da Lei estadual 3 Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (…) XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; 4 Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (…) § 4º A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança e do adolescente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 63 Voto - MIN. ROSA WEBER ADI 6039 MC / RJ n.º 8.008/2018. Na eventualidade de não ser reconhecida a nulidade da norma, requer-se, com fundamento nos princípios da proteção integral e do melhor interesse da criança e do adolescente, seja fixada interpretação no sentido de que a segunda parte do art. 1.º–§3.º da Lei estadual n.º 8.008/2018 somente terá eficácia quando o Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro possuir, no seu quadro de pessoal, número suficiente de peritos legistas mulheres para atender toda a demanda de perícia em crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de estupro no Estado. 2. Bem ponderada a controvérsia constitucional, e presente a necessidade da presença dos requisitos da plausibilidade jurídica da pretensão deduzida e do perigo da demora, informadores da concessão de medida cautelar, concluo mereça ela apenas deferimento parcial, nos termos do voto do eminente Relator, somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3º do art. 1º da Lei do Estado do Rio de Janeiro de nº 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência, atribuindo à decisão excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino A alegação de inconstitucionalidade formal por ofensa à competência privativa da União para legislar sobre direito processual (art. 22, inciso I, CF/88) e sobre normas gerais de procedimento em matéria processual (art. 24, inciso XI, CF/88) nada colhe. A norma questionada em absoluto legisla sobre processo penal, apenas especificando o procedimento de atuação dos profissionais responsáveis pela realização de perícias técnicas, nos casos envolvendo a prática de crimes sexuais contra vítimas do sexo feminino, estabelecendo mecanismo de resguardo da dignidade humana de crianças e adolescentes, enquanto indivíduos em desenvolvimento especialmente protegidos pela Constituição Federal (art. 227). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ n.º 8.008/2018. Na eventualidade de não ser reconhecida a nulidade da norma, requer-se, com fundamento nos princípios da proteção integral e do melhor interesse da criança e do adolescente, seja fixada interpretação no sentido de que a segunda parte do art. 1.º–§3.º da Lei estadual n.º 8.008/2018 somente terá eficácia quando o Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro possuir, no seu quadro de pessoal, número suficiente de peritos legistas mulheres para atender toda a demanda de perícia em crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de estupro no Estado. 2. Bem ponderada a controvérsia constitucional, e presente a necessidade da presença dos requisitos da plausibilidade jurídica da pretensão deduzida e do perigo da demora, informadores da concessão de medida cautelar, concluo mereça ela apenas deferimento parcial, nos termos do voto do eminente Relator, somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3º do art. 1º da Lei do Estado do Rio de Janeiro de nº 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência, atribuindo à decisão excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino A alegação de inconstitucionalidade formal por ofensa à competência privativa da União para legislar sobre direito processual (art. 22, inciso I, CF/88) e sobre normas gerais de procedimento em matéria processual (art. 24, inciso XI, CF/88) nada colhe. A norma questionada em absoluto legisla sobre processo penal, apenas especificando o procedimento de atuação dos profissionais responsáveis pela realização de perícias técnicas, nos casos envolvendo a prática de crimes sexuais contra vítimas do sexo feminino, estabelecendo mecanismo de resguardo da dignidade humana de crianças e adolescentes, enquanto indivíduos em desenvolvimento especialmente protegidos pela Constituição Federal (art. 227). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 63 Voto - MIN. ROSA WEBER ADI 6039 MC / RJ Sem dúvida, em juízo de cognição sumária, não vislumbro a inconstitucionalidade material da norma nos limites propugnados. Os vetores principiológicos que compõem o regime jurídico protetivo das crianças e dos adolescentes, inaugurado pela Constituição Federal de 1988, apontam para a necessidade de sua proteção integral e para a priorização de seus direitos, impondo ao Estado um papel ativo em defesa de tais direitos. Transcrevo o teor do artigo 227 do texto constitucional: Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (Destaquei) A prioridade imposta pela norma constitucional está a indicar um juízo de ponderação realizado pelo próprio constituinte, do qual resultou a precedência prima facie dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo em conta sua especial condição de indivíduos em formação. Nesse contexto, a norma questionada concretiza o regime de especial proteção constitucional, impondo ao Estado a adoção de tratamento diferenciado a crianças e adolescentes já vitimados em sua dignidade de modo atroz pelos atos criminosos a que submetidos. Dito de outro modo, exige um papel ativo do Estado para impedir, na maior medida possível, o agravamento do situação de vilipêndio dos direitos das vítimas. 3. Apesar disso, a parte autora demonstrou que a incidência concreta da norma questionada pode gerar perplexidades, em vista da realidade fática vivenciada no espaço territorial de sua incidência. No particular, a narrativa inicial descreveu o inquietante cenário gerado com a entrada em vigor da norma contestada no âmbito do Estado do Rio de Janeiro: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ Sem dúvida, em juízo de cognição sumária, não vislumbro a inconstitucionalidade material da norma nos limites propugnados. Os vetores principiológicos que compõem o regime jurídico protetivo das crianças e dos adolescentes, inaugurado pela Constituição Federal de 1988, apontam para a necessidade de sua proteção integral e para a priorização de seus direitos, impondo ao Estado um papel ativo em defesa de tais direitos. Transcrevo o teor do artigo 227 do texto constitucional: Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (Destaquei) A prioridade imposta pela norma constitucional está a indicar um juízo de ponderação realizado pelo próprio constituinte, do qual resultou a precedência prima facie dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo em conta sua especial condição de indivíduos em formação. Nesse contexto, a norma questionada concretiza o regime de especial proteção constitucional, impondo ao Estado a adoção de tratamento diferenciado a crianças e adolescentes já vitimados em sua dignidade de modo atroz pelos atos criminosos a que submetidos. Dito de outro modo, exige um papel ativo do Estado para impedir, na maior medida possível, o agravamento do situação de vilipêndio dos direitos das vítimas. 3. Apesar disso, a parte autora demonstrou que a incidência concreta da norma questionada pode gerar perplexidades, em vista da realidade fática vivenciada no espaço territorial de sua incidência. No particular, a narrativa inicial descreveu o inquietante cenário gerado com a entrada em vigor da norma contestada no âmbito do Estado do Rio de Janeiro: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 63 Voto - MIN. ROSA WEBER ADI 6039 MC / RJ Assim que a norma entrou em vigor, deparamo-nos com um caso tenebroso de estupro de uma menina de 11 anos. A lei estadual foi aplicada e o desfecho acabou sendo pior que o crime. A menina foi levada a uma delegacia pela mãe, dizendo que o padrasto havia ejaculado nela. Lá só havia um perito homem, que se recusou a fazer o laudo pro causa da nova lei. Portanto, não foi possível fazer o exame de corpo de delito. Mãe e filha rodaram por quilômetros madrugada adentro, e nem mesmo no hospital conseguiram fazer o exame — médicos de hospitais não podem fazer perícia técnica. Receberam até mesmo uma recusa por escrito, sempre sob o argumento de que a Lei estadual 8.008/18 veda a atuação do perito do sexo masculino em vítima menor de idade de sexo feminino em casos de estupro. No desespero, a mãe se retirou da delegacia. Certamente foi para casa, juntamente com uma prova essencial para a materialidade delitiva. E não foi possível coletar o material. (…) No caso concreto, a criança apresentava sinais indicativos de fluido em suas pernas, compatível com a aparência de sêmen. Diante de tal circunstância, a providência salutar é a coleta desse material — certamente rico em material genético — durante o exame de corpo de delito, à luz do artigo 158, do CPP, que deverá ser acautelado para exame laboratorial, conforme o artigo 170 do CPP. Mas, com a recusa dos peritos e dos médicos, isso não foi possível. Em arremate, assentou a eminente Procuradora-Geral da República: Sabe-se, ainda, que o Instituto Médico Legal do Estado do Rio de Janeiro está em situação precária. Além da falta de insumos básicos e mesmo de serviço de limpeza, não há, no quadro de pessoal, número suficiente de peritos criminais e legistas. O baixo número de mulheres peritas, ademais, inviabiliza o atendimento nos termos da Lei estadual n.º 8.008/2018, prejudicando as crianças e adolescentes do sexo feminino que necessitam de exame pericial para comprovar a materialidade do crime de estupro por elas sofrido. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ Assim que a norma entrou em vigor, deparamo-nos com um caso tenebroso de estupro de uma menina de 11 anos. A lei estadual foi aplicada e o desfecho acabou sendo pior que o crime. A menina foi levada a uma delegacia pela mãe, dizendo que o padrasto havia ejaculado nela. Lá só havia um perito homem, que se recusou a fazer o laudo pro causa da nova lei. Portanto, não foi possível fazer o exame de corpo de delito. Mãe e filha rodaram por quilômetros madrugada adentro, e nem mesmo no hospital conseguiram fazer o exame — médicos de hospitais não podem fazer perícia técnica. Receberam até mesmo uma recusa por escrito, sempre sob o argumento de que a Lei estadual 8.008/18 veda a atuação do perito do sexo masculino em vítima menor de idade de sexo feminino em casos de estupro. No desespero, a mãe se retirou da delegacia. Certamente foi para casa, juntamente com uma prova essencial para a materialidade delitiva. E não foi possível coletar o material. (…) No caso concreto, a criança apresentava sinais indicativos de fluido em suas pernas, compatível com a aparência de sêmen. Diante de tal circunstância, a providência salutar é a coleta desse material — certamente rico em material genético — durante o exame de corpo de delito, à luz do artigo 158, do CPP, que deverá ser acautelado para exame laboratorial, conforme o artigo 170 do CPP. Mas, com a recusa dos peritos e dos médicos, isso não foi possível. Em arremate, assentou a eminente Procuradora-Geral da República: Sabe-se, ainda, que o Instituto Médico Legal do Estado do Rio de Janeiro está em situação precária. Além da falta de insumos básicos e mesmo de serviço de limpeza, não há, no quadro de pessoal, número suficiente de peritos criminais e legistas. O baixo número de mulheres peritas, ademais, inviabiliza o atendimento nos termos da Lei estadual n.º 8.008/2018, prejudicando as crianças e adolescentes do sexo feminino que necessitam de exame pericial para comprovar a materialidade do crime de estupro por elas sofrido. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 63 Voto - MIN. ROSA WEBER ADI 6039 MC / RJ A realidade fática revela o baixo número de legistas mulheres no Estado do Rio de Janeiro, o que repercute gravemente sobre a própria capacidade dos atores do sistema de justiça penal em coletar e produzir provas técnicas imprescindíveis ao descortino de crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes do sexo feminino. Nesse contexto, a norma protetiva, em sua incidência concreta, pode gerar um déficit de amparo dos direitos que pretende tutelar. O efeito prático daí decorrente é extremamente grave e não pode ser ignorado na análise da constitucionalidade da norma. É preciso, pelo contrário, compatibilizar as possíveis incidências da norma protetiva com a regra subsidiária prevista no artigo 159, § 1º, do Código de Processo Penal, a fim de que a perícia técnica em vítimas de crimes sexuais do sexo feminino possam ser realizadas por duas pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame, quando verificada a falta de perita oficial do mesmo sexo. Daí minha adesão ao voto do eminente Relator, no sentido da concessão de interpretação conforme à constituição, no ponto, de modo que a realização de perícia por legista mulher seja tida como preferencial, e em absoluto se inviabilize o exame – o que viria em benefício do infrator, e não da vítima -, na hipótese, v.g, por carência de quadro, da impossibilidade de ser efetuada por legista mulher. É o voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ A realidade fática revela o baixo número de legistas mulheres no Estado do Rio de Janeiro, o que repercute gravemente sobre a própria capacidade dos atores do sistema de justiça penal em coletar e produzir provas técnicas imprescindíveis ao descortino de crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes do sexo feminino. Nesse contexto, a norma protetiva, em sua incidência concreta, pode gerar um déficit de amparo dos direitos que pretende tutelar. O efeito prático daí decorrente é extremamente grave e não pode ser ignorado na análise da constitucionalidade da norma. É preciso, pelo contrário, compatibilizar as possíveis incidências da norma protetiva com a regra subsidiária prevista no artigo 159, § 1º, do Código de Processo Penal, a fim de que a perícia técnica em vítimas de crimes sexuais do sexo feminino possam ser realizadas por duas pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame, quando verificada a falta de perita oficial do mesmo sexo. Daí minha adesão ao voto do eminente Relator, no sentido da concessão de interpretação conforme à constituição, no ponto, de modo que a realização de perícia por legista mulher seja tida como preferencial, e em absoluto se inviabilize o exame – o que viria em benefício do infrator, e não da vítima -, na hipótese, v.g, por carência de quadro, da impossibilidade de ser efetuada por legista mulher. É o voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 41 de 63 Voto - MIN. LUIZ FUX 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, depois de tantas falas profundas, torna-se mais fácil partir imediatamente para o voto. Eu entendo, Senhor Presidente, também, que não há inconstitucionalidade formal, não só porque a Lei é procedimental, mas, se nós analisarmos a essência da Lei, ela é uma lei voltada à proteção da criança e do adolescente. Nós até abordamos isso no caso da revista íntima, onde verificamos que a proibição de revista íntima poderia, sim, ser estabelecida por lei estadual, na medida em que ela não feria, em essência, nenhuma lei federal; era uma lei salutar que não violava, de forma alguma, competência nenhuma da União e nem afrontava lei federal. Então, é uma lei essencialmente de proteção à criança e ao adolescente, proteção essa que veio consagrada na Constituição, e a própria Constituição estabelece que cabem a todos os entes da Federação a guarda da Constituição. Isso é um caso típico de guarda da Constituição, notadamente no que toca à criança e ao adolescente. Por outro lado, Senhor Presidente, é absolutamente inequívoco que o número de peritas mulheres é bem menor do que o dos peritos homens, tanto é assim que o próprio art. 249 do Código de Processo Penal admite, no caso da busca e apreensão, a busca nas mulheres por peritos do sexo feminino, desde que seja possível. E aqui a sistemática é exatamente a mesma. A minha preocupação é que a solução seja inconstitucional em decorrência do princípio da proteção deficiente encartado no princípio da razoabilidade. Isso porque o número reduzido de peritas é infinitamente menor do que o número de casos de violência sexual contra menor. Evidentemente que não se vai consultar a menor sobre qual é o perito da sua preferência, mas acontece que a violação pior já aconteceu Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91FA-9982-A137-B0D8 e senha D0FB-BD91-3212-9390 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, depois de tantas falas profundas, torna-se mais fácil partir imediatamente para o voto. Eu entendo, Senhor Presidente, também, que não há inconstitucionalidade formal, não só porque a Lei é procedimental, mas, se nós analisarmos a essência da Lei, ela é uma lei voltada à proteção da criança e do adolescente. Nós até abordamos isso no caso da revista íntima, onde verificamos que a proibição de revista íntima poderia, sim, ser estabelecida por lei estadual, na medida em que ela não feria, em essência, nenhuma lei federal; era uma lei salutar que não violava, de forma alguma, competência nenhuma da União e nem afrontava lei federal. Então, é uma lei essencialmente de proteção à criança e ao adolescente, proteção essa que veio consagrada na Constituição, e a própria Constituição estabelece que cabem a todos os entes da Federação a guarda da Constituição. Isso é um caso típico de guarda da Constituição, notadamente no que toca à criança e ao adolescente. Por outro lado, Senhor Presidente, é absolutamente inequívoco que o número de peritas mulheres é bem menor do que o dos peritos homens, tanto é assim que o próprio art. 249 do Código de Processo Penal admite, no caso da busca e apreensão, a busca nas mulheres por peritos do sexo feminino, desde que seja possível. E aqui a sistemática é exatamente a mesma. A minha preocupação é que a solução seja inconstitucional em decorrência do princípio da proteção deficiente encartado no princípio da razoabilidade. Isso porque o número reduzido de peritas é infinitamente menor do que o número de casos de violência sexual contra menor. Evidentemente que não se vai consultar a menor sobre qual é o perito da sua preferência, mas acontece que a violação pior já aconteceu Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91FA-9982-A137-B0D8 e senha D0FB-BD91-3212-9390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 42 de 63 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 6039 MC / RJ antecedentemente, que foi o delito sexual. E o perito vai atuar como se fosse um médico, com essa postura a que se referiu o Ministro Barroso. E entre as próprias mulheres, como também aqui foi assentado, há um desacordo moral, como se elas pudessem ser, digamos assim, periciadas por homens e por mulheres. Tanto quanto me consta, o número de ginecologistas homens é bem maior do que o número de ginecologistas mulheres. E isso não causa nenhum transtorno às pessoas do sexo feminino. A solução do Ministro Fachin é boa, muito boa, como sempre, mas eu entendo que a Lei diz mais do que ela queria; ela poderia dizer menos, porque, ao assentar que, sempre que possível, a perícia nesses casos será feita por peritos do sexo feminino, isso já resolveria a questão. Então, eu declararia a inconstitucionalidade com redução de texto, tirando essa segunda parte do "obrigatoriamente". Porque menor mulher é do sexo feminino, mulher maior é do sexo feminino. Então, sempre que possível, a mulher do sexo feminino... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Vossa Excelência me permite? Parece-me que, neste caso, a exceção protege a menor, não é apenas, como se tem, a vítima do sexo feminino. Deu-se uma proteção à menina, à menor, à adolescente, então acho que há uma diferença. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas essa proteção, no meu modo de ver, é deficiente, porque o número de casos de violência sexual... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim, eu apenas estou dizendo que, se tirar essa segunda parte, esta proteção específica à menina, à jovem, à adolescente, fica distinta quando deixamos a norma expondo apenas a vítima do sexo feminino, porque a maturidade, inclusive psicológica, não apenas cronológica, de uma mulher é diferente, e a gente sabe o que é adolescente, homens e mulheres, imagina da menina que tenha sofrido uma violência dessa natureza. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A declaração, Ministro Fux, de inconstitucionalidade impede que, amanhã, havendo número de legistas mulheres suficientes, você cumpra obrigatoriamente a norma. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91FA-9982-A137-B0D8 e senha D0FB-BD91-3212-9390 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ antecedentemente, que foi o delito sexual. E o perito vai atuar como se fosse um médico, com essa postura a que se referiu o Ministro Barroso. E entre as próprias mulheres, como também aqui foi assentado, há um desacordo moral, como se elas pudessem ser, digamos assim, periciadas por homens e por mulheres. Tanto quanto me consta, o número de ginecologistas homens é bem maior do que o número de ginecologistas mulheres. E isso não causa nenhum transtorno às pessoas do sexo feminino. A solução do Ministro Fachin é boa, muito boa, como sempre, mas eu entendo que a Lei diz mais do que ela queria; ela poderia dizer menos, porque, ao assentar que, sempre que possível, a perícia nesses casos será feita por peritos do sexo feminino, isso já resolveria a questão. Então, eu declararia a inconstitucionalidade com redução de texto, tirando essa segunda parte do "obrigatoriamente". Porque menor mulher é do sexo feminino, mulher maior é do sexo feminino. Então, sempre que possível, a mulher do sexo feminino... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Vossa Excelência me permite? Parece-me que, neste caso, a exceção protege a menor, não é apenas, como se tem, a vítima do sexo feminino. Deu-se uma proteção à menina, à menor, à adolescente, então acho que há uma diferença. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas essa proteção, no meu modo de ver, é deficiente, porque o número de casos de violência sexual... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim, eu apenas estou dizendo que, se tirar essa segunda parte, esta proteção específica à menina, à jovem, à adolescente, fica distinta quando deixamos a norma expondo apenas a vítima do sexo feminino, porque a maturidade, inclusive psicológica, não apenas cronológica, de uma mulher é diferente, e a gente sabe o que é adolescente, homens e mulheres, imagina da menina que tenha sofrido uma violência dessa natureza. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A declaração, Ministro Fux, de inconstitucionalidade impede que, amanhã, havendo número de legistas mulheres suficientes, você cumpra obrigatoriamente a norma. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91FA-9982-A137-B0D8 e senha D0FB-BD91-3212-9390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 43 de 63 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 6039 MC / RJ O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, porque aí sempre será possível. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas aí você vai ter retirado o "obrigatoriamente". O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas, sempre que possível, será feita por perita do sexo feminino. Então isso aí será possível e a perícia será feita. Agora, no meu modo de entender, essa solução - muito bem sugerida pelo Ministro Fachin -, no estágio atual, gera uma solução inconstitucional, porque o número de atos atentatórios às mulheres e até mesmo às menores é muito maior que o número de peritas. Então esta solução "sempre que possível, pessoas do sexo feminino serão examinadas por peritas do sexo feminino" engloba mulheres e meninas. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministro Fux, esse foi exatamente o meu posicionamento, ou seja, retira o "obrigatoriamente" e vale o "preferencialmente" para todas as mulheres. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Sempre que possível. Quando tiver concurso, sempre será possível. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Senão, nós vamos ter o problema prático de quem vai analisar os limites de todas as possibilidades, e não no "preferencialmente" para todas as mulheres. É exatamente esse o meu posicionamento. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - E outra coisa, o pior já aconteceu, que foi a violência sexual. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Então, só para compreensão da Presidência, o Ministro Luiz Fux e, agora, pelo que disse, o Ministro Alexandre de Moraes suspendem a segunda parte da norma. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu tinha dito isso antes já. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Sim. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu suspendo o "obrigatoriamente", fica "preferencialmente". 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91FA-9982-A137-B0D8 e senha D0FB-BD91-3212-9390 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, porque aí sempre será possível. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas aí você vai ter retirado o "obrigatoriamente". O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas, sempre que possível, será feita por perita do sexo feminino. Então isso aí será possível e a perícia será feita. Agora, no meu modo de entender, essa solução - muito bem sugerida pelo Ministro Fachin -, no estágio atual, gera uma solução inconstitucional, porque o número de atos atentatórios às mulheres e até mesmo às menores é muito maior que o número de peritas. Então esta solução "sempre que possível, pessoas do sexo feminino serão examinadas por peritas do sexo feminino" engloba mulheres e meninas. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministro Fux, esse foi exatamente o meu posicionamento, ou seja, retira o "obrigatoriamente" e vale o "preferencialmente" para todas as mulheres. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Sempre que possível. Quando tiver concurso, sempre será possível. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Senão, nós vamos ter o problema prático de quem vai analisar os limites de todas as possibilidades, e não no "preferencialmente" para todas as mulheres. É exatamente esse o meu posicionamento. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - E outra coisa, o pior já aconteceu, que foi a violência sexual. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Então, só para compreensão da Presidência, o Ministro Luiz Fux e, agora, pelo que disse, o Ministro Alexandre de Moraes suspendem a segunda parte da norma. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu tinha dito isso antes já. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Sim. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu suspendo o "obrigatoriamente", fica "preferencialmente". 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91FA-9982-A137-B0D8 e senha D0FB-BD91-3212-9390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 44 de 63 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 6039 MC / RJ O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Por outros fundamentos, acompanho o Ministro-Relator, mas com essas observações. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Está bem. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Acompanha a divergência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, mas defiro a cautelar. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Porque o Ministro-Relator interpreta conforme a Constituição; o Ministro Alexandre declarara a inconstitucionalidade do "obrigatoriamente". Então há posições diferentes. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas ambos concedem a cautelar. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - O Ministro Alexandre suspenderia o "obrigatoriamente". O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - O "obrigatoriamente", aplicando o "preferencialmente" para todas as mulheres. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - E o Ministro Fachin suspende qualquer outra que não seja a interpretação no sentido de que será preferencialmente enquanto essa situação prevalecer. Acho que é isso. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Agradeço ao Ministro Luiz Fux. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91FA-9982-A137-B0D8 e senha D0FB-BD91-3212-9390 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Por outros fundamentos, acompanho o Ministro-Relator, mas com essas observações. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Está bem. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Acompanha a divergência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, mas defiro a cautelar. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Porque o Ministro-Relator interpreta conforme a Constituição; o Ministro Alexandre declarara a inconstitucionalidade do "obrigatoriamente". Então há posições diferentes. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas ambos concedem a cautelar. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - O Ministro Alexandre suspenderia o "obrigatoriamente". O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - O "obrigatoriamente", aplicando o "preferencialmente" para todas as mulheres. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - E o Ministro Fachin suspende qualquer outra que não seja a interpretação no sentido de que será preferencialmente enquanto essa situação prevalecer. Acho que é isso. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Agradeço ao Ministro Luiz Fux. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91FA-9982-A137-B0D8 e senha D0FB-BD91-3212-9390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 45 de 63 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, começo por também elogiar Vossa Excelência, como fez o Ministro Alexandre de Moraes, por ter pautado este, que é um tema realmente que preocupa não apenas no Rio, mas em outros Estados, nos quais também se tentou estabelecer norma parecida. E também à Doutora Raquel Dodge, pela sustentação e pela arguição. Peço vênia ao Ministro Alexandre de Moraes, porque não vislumbro qualquer inconstitucionalidade formal. Parece-me que, aqui, é procedimento e forma de prestação de um serviço imprescindível. E também não vejo como exclusivo, por vício de iniciativa, o que seria, segundo Sua Excelência, uma invasão de competência. Também não vislumbro, Presidente, inconstitucionalidade material, no que se refere, como bem posto pelo Ministro Barroso, à norma em abstrato. Necessariamente, nós fazemos controle de constitucionalidade de norma, que seria em abstrato. A novidade, aqui, é que a norma em abstrato não parece conter - pelo menos no que se põe pela maioria até agora - uma inconstitucionalidade material, porém, a aplicação da norma em face de dados da realidade, incontornáveis neste momento, é que tem gerado uma inconstitucionalidade por outro direito, que é o do acesso à Justiça, que não estaria sendo devidamente protegido, acobertado. Nesse sentido, é que também tenho como inválida a obrigatoriedade que leva ao não cumprimento da realização do exame, que é necessário para que se chegue à imputação e ao eventual processamento do responsável, do agressor, mas, neste caso, apenas chamo a atenção para a circunstância de que não é apenas a intenção da norma que precisa ser valorizada, a própria norma gera uma situação nova. E acho que isso é importante até para vencer uma situação de muito preconceito, que sofrem não apenas as pessoas que passam por esse tipo de experiência, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0182-46EC-D492-67F7 e senha 894F-7CB5-D385-3CBC Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, começo por também elogiar Vossa Excelência, como fez o Ministro Alexandre de Moraes, por ter pautado este, que é um tema realmente que preocupa não apenas no Rio, mas em outros Estados, nos quais também se tentou estabelecer norma parecida. E também à Doutora Raquel Dodge, pela sustentação e pela arguição. Peço vênia ao Ministro Alexandre de Moraes, porque não vislumbro qualquer inconstitucionalidade formal. Parece-me que, aqui, é procedimento e forma de prestação de um serviço imprescindível. E também não vejo como exclusivo, por vício de iniciativa, o que seria, segundo Sua Excelência, uma invasão de competência. Também não vislumbro, Presidente, inconstitucionalidade material, no que se refere, como bem posto pelo Ministro Barroso, à norma em abstrato. Necessariamente, nós fazemos controle de constitucionalidade de norma, que seria em abstrato. A novidade, aqui, é que a norma em abstrato não parece conter - pelo menos no que se põe pela maioria até agora - uma inconstitucionalidade material, porém, a aplicação da norma em face de dados da realidade, incontornáveis neste momento, é que tem gerado uma inconstitucionalidade por outro direito, que é o do acesso à Justiça, que não estaria sendo devidamente protegido, acobertado. Nesse sentido, é que também tenho como inválida a obrigatoriedade que leva ao não cumprimento da realização do exame, que é necessário para que se chegue à imputação e ao eventual processamento do responsável, do agressor, mas, neste caso, apenas chamo a atenção para a circunstância de que não é apenas a intenção da norma que precisa ser valorizada, a própria norma gera uma situação nova. E acho que isso é importante até para vencer uma situação de muito preconceito, que sofrem não apenas as pessoas que passam por esse tipo de experiência, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0182-46EC-D492-67F7 e senha 894F-7CB5-D385-3CBC Inteiro Teor do Acórdão - Página 46 de 63 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 6039 MC / RJ mas a própria vítima, que tem até medo de ir ao médico-perito. Por isso é que foram criadas delegacias de mulheres, por isso é que vão sendo criadas outras situações. E entendo, Ministro Alexandre, que o preconceito é enorme contra nós mulheres e falo de cátedra! O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu concordo plenamente. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Apenas para chamar a atenção, não tenho dúvidas de que é de pleno conhecimento isso, mas o sofrimento que o preconceito impõe e, em situações como essa, a gente vê pessoas se perdendo por absoluta incapacidade até de superação. Então, quando Vossa Excelência afirma que, daqui a pouco, alguém vai cogitar de ser julgado só por mulheres, não é o caso, porque, como Vossa Excelência mesmo enfatizou, o princípio da razoabilidade é que há de nortear esse tipo de situação. Acho que aqui foi voltado para isso. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Sim, Ministra Cármen, mas é o caso, porque, em vários Estados, já há projetos de lei apresentados por deputados nesse sentido. Então, é a vida como ela é! A vida real! A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - E a vida como ela é, é feita por nós: uma sociedade preconceituosa, discriminatória, como a nossa, nós que fizemos. Há um poeta francês, poeta da negritude, o Damas, que diz sobre nós, os que sofrem preconceito: Nous les chiens nous les rien qu'attendons-nous de cette vie stupide et bête qui nous est faite O que nós podemos esperar dessa vida que nos é entregue e que, se a gente não mudar, vai continuar para sempre preconceituosa, discriminatória, violenta contra cada uma de nós? Violenta, porque - Vossa Excelência haverá de estar no CNJ e o hoje Presidente sabe disso, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0182-46EC-D492-67F7 e senha 894F-7CB5-D385-3CBC Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ mas a própria vítima, que tem até medo de ir ao médico-perito. Por isso é que foram criadas delegacias de mulheres, por isso é que vão sendo criadas outras situações. E entendo, Ministro Alexandre, que o preconceito é enorme contra nós mulheres e falo de cátedra! O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu concordo plenamente. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Apenas para chamar a atenção, não tenho dúvidas de que é de pleno conhecimento isso, mas o sofrimento que o preconceito impõe e, em situações como essa, a gente vê pessoas se perdendo por absoluta incapacidade até de superação. Então, quando Vossa Excelência afirma que, daqui a pouco, alguém vai cogitar de ser julgado só por mulheres, não é o caso, porque, como Vossa Excelência mesmo enfatizou, o princípio da razoabilidade é que há de nortear esse tipo de situação. Acho que aqui foi voltado para isso. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Sim, Ministra Cármen, mas é o caso, porque, em vários Estados, já há projetos de lei apresentados por deputados nesse sentido. Então, é a vida como ela é! A vida real! A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - E a vida como ela é, é feita por nós: uma sociedade preconceituosa, discriminatória, como a nossa, nós que fizemos. Há um poeta francês, poeta da negritude, o Damas, que diz sobre nós, os que sofrem preconceito: Nous les chiens nous les rien qu'attendons-nous de cette vie stupide et bête qui nous est faite O que nós podemos esperar dessa vida que nos é entregue e que, se a gente não mudar, vai continuar para sempre preconceituosa, discriminatória, violenta contra cada uma de nós? Violenta, porque - Vossa Excelência haverá de estar no CNJ e o hoje Presidente sabe disso, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0182-46EC-D492-67F7 e senha 894F-7CB5-D385-3CBC Inteiro Teor do Acórdão - Página 47 de 63 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 6039 MC / RJ quando trabalhamos - desde a gestão da Ministra Ellen e do Ministro Gilmar foram criadas as coordenadorias de mulher, e isso foi objeto de deboche e ainda há hoje. Trabalho permanentemente com juízes das poucas varas que ainda temos no Brasil, especializadas, tanto de Infância, quanto de combate à violência doméstica, e sabemos o que se passa ali dentro de preconceito ao vivo. Se não mudarmos, se não criarmos situações, essa vie estupide et bête qui nous est faite continuará por muito tempo. Por isso é que a norma em si, como diz o Ministro Barroso, em abstrato, não nos parece objeto de discriminação. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Mas acho que é importante deixar claro, como também o Ministro Barroso salientou, que não pode existir um preconceito a priori dos médicos legistas homens. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Nem estamos a dizer isso. Estamos dizendo que o que há é uma realidade. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Como o Ministro Fux levantou, há muito mais ginecologistas homens do que mulheres. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Há muito mais médicos no Brasil, porque há muito mais... O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Também nós temos que analisar a realidade. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Claro! Uma realidade que aí está. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Há preconceito? Há, mas o fato, simplesmente, de um homem realizar a perícia em uma mulher não significa preconceito. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Não, não se a gente considerar o lado do médico, mas, aqui, nós estamos considerando o lado da vítima e, como se põe, a vítima que, muitas vezes - e bem disse o Ministro Barroso -, mesmo em uma conversa entre mulheres, entre nós mulheres, não há qualquer preconceito a que se tenha o atendimento pelo homem. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0182-46EC-D492-67F7 e senha 894F-7CB5-D385-3CBC Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ quando trabalhamos - desde a gestão da Ministra Ellen e do Ministro Gilmar foram criadas as coordenadorias de mulher, e isso foi objeto de deboche e ainda há hoje. Trabalho permanentemente com juízes das poucas varas que ainda temos no Brasil, especializadas, tanto de Infância, quanto de combate à violência doméstica, e sabemos o que se passa ali dentro de preconceito ao vivo. Se não mudarmos, se não criarmos situações, essa vie estupide et bête qui nous est faite continuará por muito tempo. Por isso é que a norma em si, como diz o Ministro Barroso, em abstrato, não nos parece objeto de discriminação. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Mas acho que é importante deixar claro, como também o Ministro Barroso salientou, que não pode existir um preconceito a priori dos médicos legistas homens. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Nem estamos a dizer isso. Estamos dizendo que o que há é uma realidade. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Como o Ministro Fux levantou, há muito mais ginecologistas homens do que mulheres. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Há muito mais médicos no Brasil, porque há muito mais... O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Também nós temos que analisar a realidade. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Claro! Uma realidade que aí está. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Há preconceito? Há, mas o fato, simplesmente, de um homem realizar a perícia em uma mulher não significa preconceito. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Não, não se a gente considerar o lado do médico, mas, aqui, nós estamos considerando o lado da vítima e, como se põe, a vítima que, muitas vezes - e bem disse o Ministro Barroso -, mesmo em uma conversa entre mulheres, entre nós mulheres, não há qualquer preconceito a que se tenha o atendimento pelo homem. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0182-46EC-D492-67F7 e senha 894F-7CB5-D385-3CBC Inteiro Teor do Acórdão - Página 48 de 63 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 6039 MC / RJ O que nós estamos dizendo, neste caso, é que a norma, em abstrato, buscou uma modificação de uma situação que, a partir de dados - e agora os dados contrários, da realidade, por isso estamos dando essa interpretação conforme -, comprovou o desconforto ou o maior conforto da vítima, eventualmente, com o atendimento de alguém que tenha essa empatia por uma questão de imaginar que a outra é capaz de compreender. E, por isso mesmo, é que nós não estamos - pelo menos eu que estou já adiantando, acompanhando o Relator – não excluindo a norma nem suspendendo os efeitos por ela produzidos, mas a obrigatoriedade, apenas isso, para dizer que essa condição advém de uma circunstância fática, também vista de um lado. Claro que, diante de uma circunstância como essa, Vossa Excelência bem acentua, temos a maioria de médicos ginecologistas homens, temos a maioria de médicos homens no Brasil, pela singela circunstância de que pouquíssimas mulheres, até as décadas de 50 e 60, chegavam até às faculdades. No Direito também e em todos os campos de conhecimento chegamos há muito pouco tempo, relativamente pouco tempo na história da humanidade, a conseguir atingir os cargos. É isso. Mas de toda a sorte, com todo o respeito, e sabendo bem que, como Vossa Excelência mesmo enfatizou, como ex-Secretário de Segurança, teve os dados concretos para saber que, diante disso, melhor dar preferencialidade que simplesmente excluir uma situação de não realização desses exames, o que seria realmente ruim. Por isso, Presidente, estou acompanhando o Relator, com as vênias do Ministro Alexandre, no que se refere tanto à sustentação de uma inconstitucionalidade material quanto à exclusão do termo obrigatoriedade. É como voto, Presidente, acompanhando, portanto, o Relator. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0182-46EC-D492-67F7 e senha 894F-7CB5-D385-3CBC Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ O que nós estamos dizendo, neste caso, é que a norma, em abstrato, buscou uma modificação de uma situação que, a partir de dados - e agora os dados contrários, da realidade, por isso estamos dando essa interpretação conforme -, comprovou o desconforto ou o maior conforto da vítima, eventualmente, com o atendimento de alguém que tenha essa empatia por uma questão de imaginar que a outra é capaz de compreender. E, por isso mesmo, é que nós não estamos - pelo menos eu que estou já adiantando, acompanhando o Relator – não excluindo a norma nem suspendendo os efeitos por ela produzidos, mas a obrigatoriedade, apenas isso, para dizer que essa condição advém de uma circunstância fática, também vista de um lado. Claro que, diante de uma circunstância como essa, Vossa Excelência bem acentua, temos a maioria de médicos ginecologistas homens, temos a maioria de médicos homens no Brasil, pela singela circunstância de que pouquíssimas mulheres, até as décadas de 50 e 60, chegavam até às faculdades. No Direito também e em todos os campos de conhecimento chegamos há muito pouco tempo, relativamente pouco tempo na história da humanidade, a conseguir atingir os cargos. É isso. Mas de toda a sorte, com todo o respeito, e sabendo bem que, como Vossa Excelência mesmo enfatizou, como ex-Secretário de Segurança, teve os dados concretos para saber que, diante disso, melhor dar preferencialidade que simplesmente excluir uma situação de não realização desses exames, o que seria realmente ruim. Por isso, Presidente, estou acompanhando o Relator, com as vênias do Ministro Alexandre, no que se refere tanto à sustentação de uma inconstitucionalidade material quanto à exclusão do termo obrigatoriedade. É como voto, Presidente, acompanhando, portanto, o Relator. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0182-46EC-D492-67F7 e senha 894F-7CB5-D385-3CBC Inteiro Teor do Acórdão - Página 49 de 63 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vogal): Trata-se de ADI proposta pela Procuradoria-Geral da República – PGR contra a Lei Estadual 8.008/2018, do Estado do Rio de Janeiro, que, ao instituir o Programa de Atenção às Vítimas de Estupro, estabeleceu a obrigatoriedade de as vítimas do sexo feminino menores de idade serem examinadas por perito legista mulher. O dispositivo impugnado está assim redigido: “Art. 1º […] § 3º: Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher” (Grifei). A requerente arguiu ofensa à competência privativa da União para legislar sobre direito processual e à sua competência para legislar sobre normas gerais de procedimentos em matéria processual, bem como inconstitucionalidade material, malferindo direitos e garantias das crianças e adolescentes de acesso à Justiça, proteção integral e prioridade absoluta. O pedido ficou assim formulado: “É caso de concessão de medida cautelar, até por decisão monocrática do(a) Ministro(a) relator(a), para suspender os efeitos do art. 1.º–§3.º (segunda parte) da Lei estadual n.º 8.008/2018 até o julgamento definitivo desta ação. A plausibilidade jurídica do pedido (fumus boni juris) está suficientemente demonstrada nesta petição inicial. O perigo na demora processual (periculum in mora) está configurado na Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A718-7A15-813A-674E e senha D798-E0E4-F5EF-0156 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vogal): Trata-se de ADI proposta pela Procuradoria-Geral da República – PGR contra a Lei Estadual 8.008/2018, do Estado do Rio de Janeiro, que, ao instituir o Programa de Atenção às Vítimas de Estupro, estabeleceu a obrigatoriedade de as vítimas do sexo feminino menores de idade serem examinadas por perito legista mulher. O dispositivo impugnado está assim redigido: “Art. 1º […] § 3º: Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher” (Grifei). A requerente arguiu ofensa à competência privativa da União para legislar sobre direito processual e à sua competência para legislar sobre normas gerais de procedimentos em matéria processual, bem como inconstitucionalidade material, malferindo direitos e garantias das crianças e adolescentes de acesso à Justiça, proteção integral e prioridade absoluta. O pedido ficou assim formulado: “É caso de concessão de medida cautelar, até por decisão monocrática do(a) Ministro(a) relator(a), para suspender os efeitos do art. 1.º–§3.º (segunda parte) da Lei estadual n.º 8.008/2018 até o julgamento definitivo desta ação. A plausibilidade jurídica do pedido (fumus boni juris) está suficientemente demonstrada nesta petição inicial. O perigo na demora processual (periculum in mora) está configurado na Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A718-7A15-813A-674E e senha D798-E0E4-F5EF-0156 Inteiro Teor do Acórdão - Página 50 de 63 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 6039 MC / RJ notícia de que peritos legistas homens, no Estado do Rio de Janeiro, têm se recusado a examinar crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de estupro, prejudicando a coleta da prova da materialidade e da autoria do crime. Nota-se que, com a suspensão da segunda parte do art. 1.º–§3.º da Lei estadual n.º 8.008/2018, prevalecerá a regra de que “sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher” (primeira parte do art. 1.º–§3.º da Lei estadual n.º 8.008/2018 – grifei), suficiente para proteger todas as mulheres, adultas, crianças e adolescentes, sem que haja retardamento ou prejuízo da perícia. Requer, ao final, que se julgue procedente o pedido, para declarar a inconstitucionalidade do art. 1.º–§3.º (segunda parte) da Lei estadual n.º 8.008/2018. Na eventualidade de não ser reconhecida a nulidade da norma, requer-se, com fundamento nos princípios da proteção integral e do melhor interesse da criança e do adolescente, seja fixada interpretação no sentido de que a segunda parte do art. 1.º–§3.º da Lei estadual n.º 8.008/2018 somente terá eficácia quando o Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro possuir, no seu quadro de pessoal, número suficiente de peritos legistas mulheres para atender toda a demanda de perícia em crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de estupro no Estado”. É o breve relatório. Decido. Bem examinados os autos, rejeito a alegação de ofensa à competência privativa da União para legislar sobre direito processual por entender que incide, no caso, o disposto no art. 24, XI da Constituição, segundo o qual “compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre procedimentos em matéria processual”, o qual resguarda a iniciativa estatal em aspecto que, a meu ver, não invade a seara das normas gerais de competência da União. Uma questão inquietante diz respeito à possível infração ao art. 61, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A718-7A15-813A-674E e senha D798-E0E4-F5EF-0156 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ notícia de que peritos legistas homens, no Estado do Rio de Janeiro, têm se recusado a examinar crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de estupro, prejudicando a coleta da prova da materialidade e da autoria do crime. Nota-se que, com a suspensão da segunda parte do art. 1.º–§3.º da Lei estadual n.º 8.008/2018, prevalecerá a regra de que “sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher” (primeira parte do art. 1.º–§3.º da Lei estadual n.º 8.008/2018 – grifei), suficiente para proteger todas as mulheres, adultas, crianças e adolescentes, sem que haja retardamento ou prejuízo da perícia. Requer, ao final, que se julgue procedente o pedido, para declarar a inconstitucionalidade do art. 1.º–§3.º (segunda parte) da Lei estadual n.º 8.008/2018. Na eventualidade de não ser reconhecida a nulidade da norma, requer-se, com fundamento nos princípios da proteção integral e do melhor interesse da criança e do adolescente, seja fixada interpretação no sentido de que a segunda parte do art. 1.º–§3.º da Lei estadual n.º 8.008/2018 somente terá eficácia quando o Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro possuir, no seu quadro de pessoal, número suficiente de peritos legistas mulheres para atender toda a demanda de perícia em crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de estupro no Estado”. É o breve relatório. Decido. Bem examinados os autos, rejeito a alegação de ofensa à competência privativa da União para legislar sobre direito processual por entender que incide, no caso, o disposto no art. 24, XI da Constituição, segundo o qual “compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre procedimentos em matéria processual”, o qual resguarda a iniciativa estatal em aspecto que, a meu ver, não invade a seara das normas gerais de competência da União. Uma questão inquietante diz respeito à possível infração ao art. 61, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A718-7A15-813A-674E e senha D798-E0E4-F5EF-0156 Inteiro Teor do Acórdão - Página 51 de 63 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 6039 MC / RJ inc. II, a e c, da Constituição. Este aspecto deverá ser resolvido, porém, quando da apreciação do mérito desta ação. Por enquanto, em sede de liminar, acredito que podemos projetar para o futuro essa discussão. Neste momento processual, entendo que, a despeito das virtudes da lei, ela tem pode provocar situações de violação ao direito das vítimas, que não têm sido atendidas pela ausência de número suficiente de legistas mulheres. Transcrevo o trecho citado pela PGR em sua inicial, de autoria de Delegado de Polícia do Estado do Rio de Janeiro: “Assim que a norma entrou em vigor, deparamo-nos com um caso tenebroso de estupro de uma menina de 11 anos. A lei estadual foi aplicada e o desfecho acabou sendo pior que o crime. A menina foi levada a uma delegacia pela mãe, dizendo que o padrasto havia ejaculado nela. Lá só havia um perito homem, que se recusou a fazer o laudo por causa da nova lei. Portanto, não foi possível fazer o exame de corpo de delito. Mãe e filha rodaram por quilômetros madrugada adentro, e nem mesmo no hospital conseguiram fazer o exame — médicos de hospitais não podem fazer perícia técnica. Receberam até mesmo uma recusa por escrito, sempre sob o argumento de que a Lei estadual 8.007/18 veda a atuação do perito do sexo masculino em vítima menor de idade de sexo feminino em casos de estupro. No desespero, a mãe se retirou da delegacia. Certamente foi para casa, juntamente com uma prova essencial para a materialidade delitiva. E não foi possível coletar o material.”1 Suprimindo-se a parcela impugnada do dispositivo legal, prevalecerá a primeira parte do artigo, que estabelece a preferência pelo atendimento por legista mulher, que é suficiente para proteger as vítimas 1 Texto disponível na íntegra em: <http://www.adepolrj.com.br/adepol/noticia_dinamica.asp?id=21000>. Acesso: 11 de março de 2019. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A718-7A15-813A-674E e senha D798-E0E4-F5EF-0156 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ inc. II, a e c, da Constituição. Este aspecto deverá ser resolvido, porém, quando da apreciação do mérito desta ação. Por enquanto, em sede de liminar, acredito que podemos projetar para o futuro essa discussão. Neste momento processual, entendo que, a despeito das virtudes da lei, ela tem pode provocar situações de violação ao direito das vítimas, que não têm sido atendidas pela ausência de número suficiente de legistas mulheres. Transcrevo o trecho citado pela PGR em sua inicial, de autoria de Delegado de Polícia do Estado do Rio de Janeiro: “Assim que a norma entrou em vigor, deparamo-nos com um caso tenebroso de estupro de uma menina de 11 anos. A lei estadual foi aplicada e o desfecho acabou sendo pior que o crime. A menina foi levada a uma delegacia pela mãe, dizendo que o padrasto havia ejaculado nela. Lá só havia um perito homem, que se recusou a fazer o laudo por causa da nova lei. Portanto, não foi possível fazer o exame de corpo de delito. Mãe e filha rodaram por quilômetros madrugada adentro, e nem mesmo no hospital conseguiram fazer o exame — médicos de hospitais não podem fazer perícia técnica. Receberam até mesmo uma recusa por escrito, sempre sob o argumento de que a Lei estadual 8.007/18 veda a atuação do perito do sexo masculino em vítima menor de idade de sexo feminino em casos de estupro. No desespero, a mãe se retirou da delegacia. Certamente foi para casa, juntamente com uma prova essencial para a materialidade delitiva. E não foi possível coletar o material.”1 Suprimindo-se a parcela impugnada do dispositivo legal, prevalecerá a primeira parte do artigo, que estabelece a preferência pelo atendimento por legista mulher, que é suficiente para proteger as vítimas 1 Texto disponível na íntegra em: <http://www.adepolrj.com.br/adepol/noticia_dinamica.asp?id=21000>. Acesso: 11 de março de 2019. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A718-7A15-813A-674E e senha D798-E0E4-F5EF-0156 Inteiro Teor do Acórdão - Página 52 de 63 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 6039 MC / RJ de estupro do sexo feminino, em qualquer idade, sem que haja riscos de inviabilização da prova pericial. Ressalto que interpreto o “preferencialmente” da seguinte forma: se houver legista mulher na unidade de atendimento para a qual a vítima se dirigiu inicialmente, será ela que irá atender a referida vítima; não havendo legista do sexo feminino, a vítima poderá escolher entre ser atendida por um homem ou, alternativamente, deslocar-se a uma unidade que disponha de legista mulher. Assim, diante da noticiada inviabilidade de apuração de crimes praticados contra crianças dos sexo feminino, pela ausência de legistas mulheres em número suficiente para dar conta da demanda no Estado, estaria configurada a ofensa aos princípios invocados pela PGR de acesso à Justiça, proteção integral e prioridade absoluta. Ante o exposto, acompanho o relator para deferir a medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3º do art. 1º da Lei do Estado do Rio de Janeiro 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência. Acompanho Sua Excelência também na atribuição de efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A718-7A15-813A-674E e senha D798-E0E4-F5EF-0156 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ de estupro do sexo feminino, em qualquer idade, sem que haja riscos de inviabilização da prova pericial. Ressalto que interpreto o “preferencialmente” da seguinte forma: se houver legista mulher na unidade de atendimento para a qual a vítima se dirigiu inicialmente, será ela que irá atender a referida vítima; não havendo legista do sexo feminino, a vítima poderá escolher entre ser atendida por um homem ou, alternativamente, deslocar-se a uma unidade que disponha de legista mulher. Assim, diante da noticiada inviabilidade de apuração de crimes praticados contra crianças dos sexo feminino, pela ausência de legistas mulheres em número suficiente para dar conta da demanda no Estado, estaria configurada a ofensa aos princípios invocados pela PGR de acesso à Justiça, proteção integral e prioridade absoluta. Ante o exposto, acompanho o relator para deferir a medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3º do art. 1º da Lei do Estado do Rio de Janeiro 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência. Acompanho Sua Excelência também na atribuição de efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A718-7A15-813A-674E e senha D798-E0E4-F5EF-0156 Inteiro Teor do Acórdão - Página 53 de 63 Voto - MIN. GILMAR MENDES 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de medida cautelar, ajuizada pela Procuradora-Geral da República, em face do artigo 1º, § 3º (segunda parte), da Lei Estadual 8.008/2018-RJ, que, ao instituir o Programa de Atenção às Vítimas de Estupro, estabelece a obrigatoriedade de as vítimas de estupro do sexo feminino menores de idade serem examinadas por perito legista mulher. A Procuradora-Geral da República requer a concessão de medida cautelar para suspender os efeitos do artigo 1º, § 3º (segunda parte), da Lei Estadual 8.008/2018 até o julgamento definitivo desta ação. A AGU apresentou parecer pelo deferimento da medida cautelar pleiteada pela requerente. É o breve relatório. Voto: Eis o teor do dispositivo impugnado nesta ação: “LEI N. 8.008, DE 28 DE JUNHO DE 2018 INSTITUI O PROGRAMA DE ATENÇÃO ÀS VÍTIMAS DE ESTUPRO, COM OBJETIVO DE DAR APOIO E IDENTIFICAR PROVAS PERICIAIS. O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Faço saber que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1.º. O Programa de atenção às vítimas de estupro visa a apoiar as vítimas e identificar provas periciais, que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de medida cautelar, ajuizada pela Procuradora-Geral da República, em face do artigo 1º, § 3º (segunda parte), da Lei Estadual 8.008/2018-RJ, que, ao instituir o Programa de Atenção às Vítimas de Estupro, estabelece a obrigatoriedade de as vítimas de estupro do sexo feminino menores de idade serem examinadas por perito legista mulher. A Procuradora-Geral da República requer a concessão de medida cautelar para suspender os efeitos do artigo 1º, § 3º (segunda parte), da Lei Estadual 8.008/2018 até o julgamento definitivo desta ação. A AGU apresentou parecer pelo deferimento da medida cautelar pleiteada pela requerente. É o breve relatório. Voto: Eis o teor do dispositivo impugnado nesta ação: “LEI N. 8.008, DE 28 DE JUNHO DE 2018 INSTITUI O PROGRAMA DE ATENÇÃO ÀS VÍTIMAS DE ESTUPRO, COM OBJETIVO DE DAR APOIO E IDENTIFICAR PROVAS PERICIAIS. O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Faço saber que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1.º. O Programa de atenção às vítimas de estupro visa a apoiar as vítimas e identificar provas periciais, que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Inteiro Teor do Acórdão - Página 54 de 63 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6039 MC / RJ caracterizem os danos, estabelecendo nexo causal com o ato de estupro praticado. §1.º. O Programa será implantado nas Delegacias de Polícia, inclusive nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), Delegacia de Proteção do Adolescente (DPCA)/ Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) e IML (Instituto Médico Legal), em ação conjunta com os Centros Integrados de Atendimento à Mulher (CIAM’s) e com os Centros de Referência de Atendimento à Mulher do Estado do Rio de Janeiro. §2.º. A equipe será constituída por profissionais peritos, do quadro do funcionamento público, com capacitação técnica para o necessário estabelecimento do nexo de causalidade. §3.º. Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher”. A Procuradora-Geral da República sustenta, em síntese: a) inconstitucionalidade formal: ofensa à competência privativa da União para legislar sobre direito processual penal (artigo 22, inciso I, da CF) e à competência da União para legislar sobre normas gerais de procedimentos em matéria processual (artigo 24, inciso XI, da CF); e b) inconstitucionalidade material: ofensa ao direito das crianças e dos adolescentes de acesso à justiça (artigo 5º, inciso XXXV, da CF) e aos princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (artigo 227 da Constituição). A Constituição Federal estabelece no artigo 22, inciso I, a competência privativa da União para legislar sobre direito penal e processual. No artigo 24, inciso XI, fixa a competência concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal para legislar sobre procedimentos em matéria processual. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ caracterizem os danos, estabelecendo nexo causal com o ato de estupro praticado. §1.º. O Programa será implantado nas Delegacias de Polícia, inclusive nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), Delegacia de Proteção do Adolescente (DPCA)/ Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) e IML (Instituto Médico Legal), em ação conjunta com os Centros Integrados de Atendimento à Mulher (CIAM’s) e com os Centros de Referência de Atendimento à Mulher do Estado do Rio de Janeiro. §2.º. A equipe será constituída por profissionais peritos, do quadro do funcionamento público, com capacitação técnica para o necessário estabelecimento do nexo de causalidade. §3.º. Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher”. A Procuradora-Geral da República sustenta, em síntese: a) inconstitucionalidade formal: ofensa à competência privativa da União para legislar sobre direito processual penal (artigo 22, inciso I, da CF) e à competência da União para legislar sobre normas gerais de procedimentos em matéria processual (artigo 24, inciso XI, da CF); e b) inconstitucionalidade material: ofensa ao direito das crianças e dos adolescentes de acesso à justiça (artigo 5º, inciso XXXV, da CF) e aos princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (artigo 227 da Constituição). A Constituição Federal estabelece no artigo 22, inciso I, a competência privativa da União para legislar sobre direito penal e processual. No artigo 24, inciso XI, fixa a competência concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal para legislar sobre procedimentos em matéria processual. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Inteiro Teor do Acórdão - Página 55 de 63 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6039 MC / RJ No julgamento da ADI 2.922, de minha relatoria, o Pleno do STF reconheceu a importância da competência dos Estados e do Distrito Federal para legislar sobre procedimentos em matéria processual, por possibilitar que “novas e exitosas experiências sejam formuladas”. Cito trechos do voto por mim proferido: “A controvérsia constitucional cinge-se a saber se a Lei nº 1.504/1989, do Estado do Rio de Janeiro, trata de matéria relativa a direito civil e a direito processual civil e, portanto, padece de inconstitucionalidade formal, por violação ao art. 22, inciso I, da Constituição Federal. O Estado do Rio de Janeiro alega que, por meio da referida lei, estaria exercendo competência legislativa meramente suplementar, nos termos do art. 24, § 2º, da Constituição Federal. Da leitura da norma impugnada, verifica-se que o referido diploma, ao tratar da homologação de acordo, realmente estabelece um modelo procedimental complementar à sistemática processual dos Códigos Civil e de Processo Civil. Ainda que a legislação do Estado do Rio de Janeiro verse sobre homologação de acordo na prestação alimentícia, que inclui matérias que dizem respeito ao direito civil e processual civil, de competência privativa da União, não vislumbro vício formal e violação da estrutura de divisão de competências legislativas. A apreciação da diferença entre meramente definir critérios procedimentais, e, portanto, estar subsumido à competência concorrente prevista no art. 24, XI e XII da Constituição Federal, e regular matéria de direito civil e processo civil, cuja competência é privativa da União, é tarefa que deve ser cuidadosamente realizada. Processo é o instrumento pelo qual o Estado presta a jurisdição, ao passo que procedimento é a forma como o processo é desenvolvido e executado. O direito processual 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ No julgamento da ADI 2.922, de minha relatoria, o Pleno do STF reconheceu a importância da competência dos Estados e do Distrito Federal para legislar sobre procedimentos em matéria processual, por possibilitar que “novas e exitosas experiências sejam formuladas”. Cito trechos do voto por mim proferido: “A controvérsia constitucional cinge-se a saber se a Lei nº 1.504/1989, do Estado do Rio de Janeiro, trata de matéria relativa a direito civil e a direito processual civil e, portanto, padece de inconstitucionalidade formal, por violação ao art. 22, inciso I, da Constituição Federal. O Estado do Rio de Janeiro alega que, por meio da referida lei, estaria exercendo competência legislativa meramente suplementar, nos termos do art. 24, § 2º, da Constituição Federal. Da leitura da norma impugnada, verifica-se que o referido diploma, ao tratar da homologação de acordo, realmente estabelece um modelo procedimental complementar à sistemática processual dos Códigos Civil e de Processo Civil. Ainda que a legislação do Estado do Rio de Janeiro verse sobre homologação de acordo na prestação alimentícia, que inclui matérias que dizem respeito ao direito civil e processual civil, de competência privativa da União, não vislumbro vício formal e violação da estrutura de divisão de competências legislativas. A apreciação da diferença entre meramente definir critérios procedimentais, e, portanto, estar subsumido à competência concorrente prevista no art. 24, XI e XII da Constituição Federal, e regular matéria de direito civil e processo civil, cuja competência é privativa da União, é tarefa que deve ser cuidadosamente realizada. Processo é o instrumento pelo qual o Estado presta a jurisdição, ao passo que procedimento é a forma como o processo é desenvolvido e executado. O direito processual 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Inteiro Teor do Acórdão - Página 56 de 63 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6039 MC / RJ cuida da unidade, da série de atos pelos quais se dá a prestação jurisdicional. O procedimento, por sua vez, é a ordem como esses atos serão desenvolvidos, tem relação com sua dinâmica, incluindo-se aí o modo de postular, a estrutura da petição inicial, o modo como serão colhidas provas admitidas pela legislação processual. Na estrutura federativa brasileira, coube à União estabelecer privativamente normas processuais, válidas uniformemente em toda a Federação. À própria União, Estados e Distrito Federal foi concedida a competência concorrente de, utilizando-se de certo grau de autonomia, criar regras procedimentais para melhor execução da legislação processual federal. Os Entes federativos, portanto, têm a prerrogativa de definir a forma como a matéria processual será executada, de acordo com a maneira que julgar ser mais adequada para atender suas peculiaridades, consoante art. 24, §3º, da Constituição Federal. Assim, a Constituição Federal, ao incluir ao rol das competências concorrentes a edição de leis que versem sobre procedimentos em matéria processual, garantiu a preservação do poder de os Entes federativos editarem normas que atendam aos seus anseios e características locais, adequando o modo como se desenvolve o processo à sua realidade. Essa previsão está calcada em um principio basilar do sistema federativo, que é o respeito ao pluralismo federal”. Eis a ementa desse julgado: “Ação Direta de Inconstitucionalidade. 2. Lei Estadual que disciplina a homologação judicial de acordo alimentar firmado com a intervenção da Defensoria Pública (Lei 1.504/1989, do Estado do Rio de Janeiro). 3. O Estado do Rio de Janeiro disciplinou a homologação judicial de acordo alimentar nos casos específicos em que há participação da Defensoria Pública, não estabelecendo novo processo, mas a forma como este será 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ cuida da unidade, da série de atos pelos quais se dá a prestação jurisdicional. O procedimento, por sua vez, é a ordem como esses atos serão desenvolvidos, tem relação com sua dinâmica, incluindo-se aí o modo de postular, a estrutura da petição inicial, o modo como serão colhidas provas admitidas pela legislação processual. Na estrutura federativa brasileira, coube à União estabelecer privativamente normas processuais, válidas uniformemente em toda a Federação. À própria União, Estados e Distrito Federal foi concedida a competência concorrente de, utilizando-se de certo grau de autonomia, criar regras procedimentais para melhor execução da legislação processual federal. Os Entes federativos, portanto, têm a prerrogativa de definir a forma como a matéria processual será executada, de acordo com a maneira que julgar ser mais adequada para atender suas peculiaridades, consoante art. 24, §3º, da Constituição Federal. Assim, a Constituição Federal, ao incluir ao rol das competências concorrentes a edição de leis que versem sobre procedimentos em matéria processual, garantiu a preservação do poder de os Entes federativos editarem normas que atendam aos seus anseios e características locais, adequando o modo como se desenvolve o processo à sua realidade. Essa previsão está calcada em um principio basilar do sistema federativo, que é o respeito ao pluralismo federal”. Eis a ementa desse julgado: “Ação Direta de Inconstitucionalidade. 2. Lei Estadual que disciplina a homologação judicial de acordo alimentar firmado com a intervenção da Defensoria Pública (Lei 1.504/1989, do Estado do Rio de Janeiro). 3. O Estado do Rio de Janeiro disciplinou a homologação judicial de acordo alimentar nos casos específicos em que há participação da Defensoria Pública, não estabelecendo novo processo, mas a forma como este será 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Inteiro Teor do Acórdão - Página 57 de 63 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6039 MC / RJ executado. Lei sobre procedimento em matéria processual. 4. A prerrogativa de legislar sobre procedimentos possui o condão de transformar os Estados em verdadeiros ‘laboratórios legislativos’. Ao conceder-se aos entes federados o poder de regular o procedimento de uma matéria, baseando-se em peculiaridades próprias, está a possibilitar-se que novas e exitosas experiências sejam formuladas. Os Estados passam a ser partícipes importantes no desenvolvimento do direito nacional e a atuar ativamente na construção de possíveis experiências que poderão ser adotadas por outros entes ou em todo território federal. 5. Desjudicialização. A vertente extrajudicial da assistência jurídica prestada pela Defensoria Pública permite a orientação (informação em direito), a realização de mediações, conciliações e arbitragem (resolução alternativa de litígios), entre outros serviços, evitando, muitas vezes, a propositura de ações judiciais. 6. Ação direta julgada julgada improcedente”. No âmbito da competência concorrente, cabe à União legislar sobre as normas gerais sobre procedimentos em matéria processual, restando aos Estados e ao DF a competência suplementar. As normas sobre procedimentos em matéria processual editadas pelos Estados e pelo DF, além de respeitar as normas gerais estabelecidas pela União, não podem interferir no direito processual. Nesse juízo preliminar próprio das cautelares (juízo de cognição sumária), entendo, como bem ressaltou o eminente relator, que o dispositivo ora impugnado não restringe normas federais sobre procedimento e nem interfere em matéria processual. Examino, então, a apontada inconstitucionalidade material. Entendo presentes os requisitos autorizadores da concessão do 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ executado. Lei sobre procedimento em matéria processual. 4. A prerrogativa de legislar sobre procedimentos possui o condão de transformar os Estados em verdadeiros ‘laboratórios legislativos’. Ao conceder-se aos entes federados o poder de regular o procedimento de uma matéria, baseando-se em peculiaridades próprias, está a possibilitar-se que novas e exitosas experiências sejam formuladas. Os Estados passam a ser partícipes importantes no desenvolvimento do direito nacional e a atuar ativamente na construção de possíveis experiências que poderão ser adotadas por outros entes ou em todo território federal. 5. Desjudicialização. A vertente extrajudicial da assistência jurídica prestada pela Defensoria Pública permite a orientação (informação em direito), a realização de mediações, conciliações e arbitragem (resolução alternativa de litígios), entre outros serviços, evitando, muitas vezes, a propositura de ações judiciais. 6. Ação direta julgada julgada improcedente”. No âmbito da competência concorrente, cabe à União legislar sobre as normas gerais sobre procedimentos em matéria processual, restando aos Estados e ao DF a competência suplementar. As normas sobre procedimentos em matéria processual editadas pelos Estados e pelo DF, além de respeitar as normas gerais estabelecidas pela União, não podem interferir no direito processual. Nesse juízo preliminar próprio das cautelares (juízo de cognição sumária), entendo, como bem ressaltou o eminente relator, que o dispositivo ora impugnado não restringe normas federais sobre procedimento e nem interfere em matéria processual. Examino, então, a apontada inconstitucionalidade material. Entendo presentes os requisitos autorizadores da concessão do 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Inteiro Teor do Acórdão - Página 58 de 63 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6039 MC / RJ pedido de medida cautelar. O fumus boni juris e o periculum in mora estão suficientemente demonstrados na petição inicial. A PGR sustenta que, ao dificultar a realização da perícia, a lei estadual não apenas embaraça a investigação criminal e gera risco de anulação de feitos – e, consequentemente, de impunidade –, mas, principalmente, prejudica as crianças e os adolescentes do sexo feminino, que têm direito à especial e integral proteção do Estado, bem como à prioridade absoluta (artigo 227, caput, da Constituição). Na prática, os peritos legistas do sexo masculino estariam se recusando a realizar exames periciais em crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência sexual, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, inviabilizando a coleta de material indispensável à configuração da materialidade dos referidos crimes. A referida lei, portanto, estaria dificultando o acesso das vítimas à justiça. Observa-se, ainda, que os vestígios nos crimes sexuais devem ser coletados o quanto antes, pois não se perpetuam no tempo. Ainda, deferida a medida cautelar nos termos solicitados, subsistirá a regra de que “sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher” (primeira parte do artigo 1º, § 3º, da Lei 8.008/2018), suficiente para proteger todas as mulheres, adultas, crianças e adolescentes, sem que haja retardamento ou prejuízo da vítima. Presidente, também vou acompanhar integralmente o Ministro- Relator porque, de certa forma, atende à objeção levantada pelo Ministro Alexandre. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ pedido de medida cautelar. O fumus boni juris e o periculum in mora estão suficientemente demonstrados na petição inicial. A PGR sustenta que, ao dificultar a realização da perícia, a lei estadual não apenas embaraça a investigação criminal e gera risco de anulação de feitos – e, consequentemente, de impunidade –, mas, principalmente, prejudica as crianças e os adolescentes do sexo feminino, que têm direito à especial e integral proteção do Estado, bem como à prioridade absoluta (artigo 227, caput, da Constituição). Na prática, os peritos legistas do sexo masculino estariam se recusando a realizar exames periciais em crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência sexual, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, inviabilizando a coleta de material indispensável à configuração da materialidade dos referidos crimes. A referida lei, portanto, estaria dificultando o acesso das vítimas à justiça. Observa-se, ainda, que os vestígios nos crimes sexuais devem ser coletados o quanto antes, pois não se perpetuam no tempo. Ainda, deferida a medida cautelar nos termos solicitados, subsistirá a regra de que “sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher” (primeira parte do artigo 1º, § 3º, da Lei 8.008/2018), suficiente para proteger todas as mulheres, adultas, crianças e adolescentes, sem que haja retardamento ou prejuízo da vítima. Presidente, também vou acompanhar integralmente o Ministro- Relator porque, de certa forma, atende à objeção levantada pelo Ministro Alexandre. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Inteiro Teor do Acórdão - Página 59 de 63 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6039 MC / RJ De fato, na redação do texto, especialmente naquilo que se tem o advérbio obrigatoriamente, poderíamos chegar a um extremo de, ao invés de proteção, termos uma subproteção, a proteção insuficiente, como já apontada agora pelo Ministro Fux. Mas isso já está atendido na interpretação conforme, que propõe Sua Excelência, o que, de fato, no caso da menor de idade do sexo feminino, exige-se que o exame seja obrigatoriamente feito por legista mulher, o que sabidamente não pode ser atendido. Havendo outro tipo de encaminhamento, poderemos nos pronunciar no outro sentido quando do mérito da questão. Mas estou convencido de que o Relator contemplou todas as variantes a propósito da aplicabilidade da norma e as resolveu na interpretação conforme. Ante o exposto, acompanho o relator e voto pela concessão da medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3º do artigo 1º da Lei do Estado do Rio de Janeiro 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência, atribuindo à decisão excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ De fato, na redação do texto, especialmente naquilo que se tem o advérbio obrigatoriamente, poderíamos chegar a um extremo de, ao invés de proteção, termos uma subproteção, a proteção insuficiente, como já apontada agora pelo Ministro Fux. Mas isso já está atendido na interpretação conforme, que propõe Sua Excelência, o que, de fato, no caso da menor de idade do sexo feminino, exige-se que o exame seja obrigatoriamente feito por legista mulher, o que sabidamente não pode ser atendido. Havendo outro tipo de encaminhamento, poderemos nos pronunciar no outro sentido quando do mérito da questão. Mas estou convencido de que o Relator contemplou todas as variantes a propósito da aplicabilidade da norma e as resolveu na interpretação conforme. Ante o exposto, acompanho o relator e voto pela concessão da medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3º do artigo 1º da Lei do Estado do Rio de Janeiro 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência, atribuindo à decisão excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Inteiro Teor do Acórdão - Página 60 de 63 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Constato que a Advocacia-Geral da União insiste em substituir-se à Procuradoria-Geral da República, colocando em segundo plano, totalmente, o que previsto no § 3º do artigo 103 da Constituição Federal. Aliás, a manifestação da Advocacia-Geral da União, em se tratando de impugnação a lei estadual, somente se justifica para atuar como curadora, como defensora do ato normativo. Por outras palavras, a Procuradora-Geral da República, Doutora Raquel Dodge, apontou que o conteúdo da norma impugnada é politicamente correto. Mas não estamos a ser convocados nem para votar a partir de um feminismo barato, nem para votar levando em conta a perspectiva do politicamente correto. Somos convocados a nos pronunciar sobre a harmonia, ou não, do diploma, sob os pontos de vista formal e material, com a Lei das leis da República, com a Constituição Federal. É irrecusável, pelo menos sob o meu convencimento, a articulação de vício formal considerados dois ângulos do diploma atacado. Sob o da competência, a lei do Estado do Rio de Janeiro acabou por alterar o Código de Processo Penal, no que disciplina perícia, e o faz de forma exaustiva, não deixando espaço para, sob o argumento de que se estaria no campo da procedibilidade, dispor-se a respeito. Alterou também, aditando, o Estatuto da Criança e do Adolescente. Mas há mais. O fez com repercussão no campo administrativo, no campo administrativo jungido ao Executivo local, porque, a prevalecer o diploma, o que se tem? Tem-se a obrigatoriedade de arregimentação, mediante concurso público, de legistas mulheres. A lei peca em termos de conteúdo, tendo em conta princípio implícito na Constituição Federal, que é o da razoabilidade. Toda e qualquer distinção de gênero, para tratamento mais favorável a um dos sexos, é de início perniciosa. Em vez de o tratamento especial – parece Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5615-E544-1FA1-9338 e senha 5E4E-07B9-9305-3A6B Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Constato que a Advocacia-Geral da União insiste em substituir-se à Procuradoria-Geral da República, colocando em segundo plano, totalmente, o que previsto no § 3º do artigo 103 da Constituição Federal. Aliás, a manifestação da Advocacia-Geral da União, em se tratando de impugnação a lei estadual, somente se justifica para atuar como curadora, como defensora do ato normativo. Por outras palavras, a Procuradora-Geral da República, Doutora Raquel Dodge, apontou que o conteúdo da norma impugnada é politicamente correto. Mas não estamos a ser convocados nem para votar a partir de um feminismo barato, nem para votar levando em conta a perspectiva do politicamente correto. Somos convocados a nos pronunciar sobre a harmonia, ou não, do diploma, sob os pontos de vista formal e material, com a Lei das leis da República, com a Constituição Federal. É irrecusável, pelo menos sob o meu convencimento, a articulação de vício formal considerados dois ângulos do diploma atacado. Sob o da competência, a lei do Estado do Rio de Janeiro acabou por alterar o Código de Processo Penal, no que disciplina perícia, e o faz de forma exaustiva, não deixando espaço para, sob o argumento de que se estaria no campo da procedibilidade, dispor-se a respeito. Alterou também, aditando, o Estatuto da Criança e do Adolescente. Mas há mais. O fez com repercussão no campo administrativo, no campo administrativo jungido ao Executivo local, porque, a prevalecer o diploma, o que se tem? Tem-se a obrigatoriedade de arregimentação, mediante concurso público, de legistas mulheres. A lei peca em termos de conteúdo, tendo em conta princípio implícito na Constituição Federal, que é o da razoabilidade. Toda e qualquer distinção de gênero, para tratamento mais favorável a um dos sexos, é de início perniciosa. Em vez de o tratamento especial – parece Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5615-E544-1FA1-9338 e senha 5E4E-07B9-9305-3A6B Inteiro Teor do Acórdão - Página 61 de 63 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ADI 6039 MC / RJ que não teremos mais machismo no Brasil – favorecer o sexo feminino, acaba prejudicando-o. Peço vênia à maioria já formada, para acompanhar, de ponta a ponta – estamos nas pontas da bancada, à esquerda da Presidência – o voto proferido pelo ministro Alexandre de Moraes, deferindo a liminar, sob o ângulo do vício formal e também do material. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5615-E544-1FA1-9338 e senha 5E4E-07B9-9305-3A6B Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ que não teremos mais machismo no Brasil – favorecer o sexo feminino, acaba prejudicando-o. Peço vênia à maioria já formada, para acompanhar, de ponta a ponta – estamos nas pontas da bancada, à esquerda da Presidência – o voto proferido pelo ministro Alexandre de Moraes, deferindo a liminar, sob o ângulo do vício formal e também do material. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5615-E544-1FA1-9338 e senha 5E4E-07B9-9305-3A6B Inteiro Teor do Acórdão - Página 62 de 63 Extrato de Ata - 13/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REQTE.(S) : PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. : CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CREMERJ ADV.(A/S) : LUCAS LAUPMAN FERRAZ LIMA (137567/RJ) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por maioria, concedeu a medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3º do art. 1º da Lei do Estado do Rio de Janeiro nº 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência, atribuindo à decisão excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino, nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Marco Aurélio, que concediam a cautelar em maior extensão. Falou, pela requerente, a Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge, Procuradora-Geral da República. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Dias Toffoli. Plenário, 13.03.2019. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E39-680B-C609-10F6 e senha 9F23-F58C-D0B4-FFF2 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REQTE.(S) : PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. : CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CREMERJ ADV.(A/S) : LUCAS LAUPMAN FERRAZ LIMA (137567/RJ) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por maioria, concedeu a medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3º do art. 1º da Lei do Estado do Rio de Janeiro nº 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência, atribuindo à decisão excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino, nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Marco Aurélio, que concediam a cautelar em maior extensão. Falou, pela requerente, a Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge, Procuradora-Geral da República. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Dias Toffoli. Plenário, 13.03.2019. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E39-680B-C609-10F6 e senha 9F23-F58C-D0B4-FFF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 63 de 63
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750311354
2019-03-13T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
O Tribunal, por maioria, concedeu a medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3º do art. 1º da Lei do Estado do Rio de Janeiro nº 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência, atribuindo à decisão excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino, nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Marco Aurélio, que concediam a cautelar em maior extensão. Falou, pela requerente, a Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge, Procuradora-Geral da República. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Dias Toffoli. Plenário, 13.03.2019.
MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
Ementa: MEDIDA CAUTELAR. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO N. 8.008/2018 (ART. 1º, §3º). VÍTIMAS DE ESTUPRO. MENORES DE IDADE DO SEXO FEMININO. PERITO LEGISTA MULHER. OBRIGATORIEDADE. ALEGA OFENSA À COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO (ART. 22, I, DA CFRB) E NORMAS GERAIS SOBRE PROCEDIMENTOS EM MATÉRIA PROCESSUAL (ART, 24, XI, DA CFRB). INEXISTÊNCIA. COMPETÊNCIA PREVISTA NO ART. 24, XV, DA CFRB. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL POR OFENSA AO DIREITO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE ACESSO À JUSTIÇA E AOS PRINCÍPIOS DA PROTEÇÃO INTEGRAL E DA PRIORIDADE ABSOLUTA (arts. 5º, XXXV, e 227, caput, da CRFB). SUSPENSÃO DA NORMA DEFERIDA. INTERPRETAÇÃO CONFORME À CONSTITUIÇÃO. DESDE QUE NÃO IMPORTE RETARDAMENTO OU PREJUÍZO DA DILIGÊNCIA. EFEITOS EX TUNC. 1. A Lei Estadual n.º 8.008/2018 do Rio de Janeiro, que impõe a obrigatoriedade de que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de estupro sejam examinadas por perito legista mulher, não padece do vício de inconstitucionalidade formal, porque a regra concerne à competência concorrente prevista no art. 24, inciso XV, da CFRB, “proteção à infância e à juventude”. 2. Trata-se de regra que reforça o princípio federativo, protegendo a autonomia de seus membros e conferindo máxima efetividade aos direitos fundamentais, no caso, o direito da criança e da adolescente à absoluta prioridade na proteção dos seus direitos (CFRB, art. 227). Compreensão menos centralizadora e mais cooperativa da repartição de competências no federalismo brasileiro. A lei federal n. 13.431/2017 (Estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência) reservou espaço à conformação dos Estados. Inconstitucionalidade formal afastada. 3. Lei impugnada em sintonia com o direito fundamental à igualdade material (art. 5º, I, da CRFB), que impõe especial proteção à mulher e o atendimento empático entre iguais, evitando-se a revitimização da criança ou adolescente, mulher, vítima de violência. 4. Risco evidenciado pela negativa de realização de atos periciais às vítimas menores de idade do sexo feminino por legistas homens, o que compromete, concretamente e de modo mais urgente, o direito de crianças e adolescente de acesso à justiça (art. 39 da Convenção sobre os Direitos das Crianças) e os princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (arts. 5º, XXXV, e 227 da CRFB). Inconstitucionalidade material concreta. Necessidade de interpretação conforme à Constituição. Desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência. 5. Medida cautelar deferida. Suspensão da norma impugnada. Efeitos excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino.
sjur407564
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIO DA REPARTIÇÃO DAS COMPETÊNCIAS) ADI 3165 (TP). (COMPETÊNCIA LEGISLATIVA, ESTADO-MEMBRO, PROCEDIMENTO, MATÉRIA, ÂMBITO PROCESSUAL) ADI 2922 (TP). Número de páginas: 63. Análise: 17/10/2019, JRS.
EDSON FACHIN
Tribunal Pleno
6039
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00001 ART-00003 ART-00005 INC-00001 \n INC-00035 ART-00022 INC-00001 ART-00024 \n INC-00011 INC-00015 ART-00061 INC-00002 \n LET-A LET-C ART-00103 PAR-00003 \n ART-00227 \"CAPUT\" PAR-00004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013431 ANO-2017\n ART-00017 ART-00018\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013505 ANO-2017\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-INT CVC ANO-1989\n ART-00039\n CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00159 PAR-00001 ART-00249\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-004657 ANO-1942\n LINDB-1942 LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO (LICC-1942 LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL)\n\n", "LEG-FED DLG-000028 ANO-1990\n DECRETO LEGISLATIVO - APROVA A CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA\n\n", "LEG-FED DEC-099710 ANO-1990\n DECRETO - PROMULGA A CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA\n\n", "LEG-EST LEI-008008 ANO-2018\n ART-00001 PAR-00001 PAR-00002 PAR-00003\n LEI ORDINÁRIA, RJ" ]
ADI-MC
acordaos
ADI 6039 MC
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REQTE.(S) : PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. : CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CREMERJ ADV.(A/S) : LUCAS LAUPMAN FERRAZ LIMA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REQTE.(S) :PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. :CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CREMERJ ADV.(A/S) :LUCAS LAUPMAN FERRAZ LIMA E OUTRO(A/S) Ementa: MEDIDA CAUTELAR. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO N. 8.008/2018 (ART. 1..., §3...). VÍTIMAS DE ESTUPRO. MENORES DE IDADE DO SEXO FEMININO. PERITO LEGISTA MULHER. OBRIGATORIEDADE. ALEGA OFENSA À COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO (ART. 22, I, DA CFRB) E NORMAS GERAIS SOBRE PROCEDIMENTOS EM MATÉRIA PROCESSUAL (ART, 24, XI, DA CFRB). INEXISTÊNCIA. COMPETÊNCIA PREVISTA NO ART. 24, XV, DA CFRB. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL POR OFENSA AO DIREITO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE ACESSO À JUSTIÇA E AOS PRINCÍPIOS DA PROTEÇÃO INTEGRAL E DA PRIORIDADE ABSOLUTA (ARTS. 5..., XXXV, E 227, CAPUT, DA CRFB). SUSPENSÃO DA NORMA DEFERIDA. INTERPRETAÇÃO CONFORME À CONSTITUIÇÃO. DESDE QUE NÃO IMPORTE RETARDAMENTO OU PREJUÍZO DA DILIGÊNCIA. EFEITOS EX TUNC. 1. A Lei Estadual n. 8.008/2018 do Rio de Janeiro, que impõe a obrigatoriedade de que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de estupro sejam examinadas por perito legista mulher, não padece do vício de inconstitucionalidade formal, porque a regra concerne Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC2B-8D52-3BDC-A957 e senha 7B3E-8AFF-CA68-5C3E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 63 Ementa e Acórdão ADI 6039 MC / RJ à competência concorrente prevista no art. 24, inciso XV, da CFRB, “proteção à infância e à juventude”. 2. Trata-se de regra que reforça o princípio federativo, protegendo a autonomia de seus membros e conferindo máxima efetividade aos direitos fundamentais, no caso, o direito da criança e da adolescente à absoluta prioridade na proteção dos seus direitos (CFRB, art. 227). Compreensão menos centralizadora e mais cooperativa da repartição de competências no federalismo brasileiro. A lei federal n. 13.431/2017 (Estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência) reservou espaço à conformação dos Estados. Inconstitucionalidade formal afastada. 3. Lei impugnada em sintonia com o direito fundamental à igualdade material (art. 5..., I, da CRFB), que impõe especial proteção à mulher e o atendimento empático entre iguais, evitando-se a revitimização da criança ou adolescente, mulher, vítima de violência. 4. Risco evidenciado pela negativa de realização de atos periciais às vítimas menores de idade do sexo feminino por legistas homens, o que compromete, concretamente e de modo mais urgente, o direito de crianças e adolescente de acesso à justiça (art. 39 da Convenção sobre os Direitos das Crianças) e os princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (arts. 5..., XXXV, e 227 da CRFB). Inconstitucionalidade material concreta. Necessidade de interpretação conforme à Constituição. Desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência. 5. Medida cautelar deferida. Suspensão da norma impugnada. Efeitos excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em conceder a medida cautelar tão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC2B-8D52-3BDC-A957 e senha 7B3E-8AFF-CA68-5C3E Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ à competência concorrente prevista no art. 24, inciso XV, da CFRB, “proteção à infância e à juventude”. 2. Trata-se de regra que reforça o princípio federativo, protegendo a autonomia de seus membros e conferindo máxima efetividade aos direitos fundamentais, no caso, o direito da criança e da adolescente à absoluta prioridade na proteção dos seus direitos (CFRB, art. 227). Compreensão menos centralizadora e mais cooperativa da repartição de competências no federalismo brasileiro. A lei federal n. 13.431/2017 (Estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência) reservou espaço à conformação dos Estados. Inconstitucionalidade formal afastada. 3. Lei impugnada em sintonia com o direito fundamental à igualdade material (art. 5..., I, da CRFB), que impõe especial proteção à mulher e o atendimento empático entre iguais, evitando-se a revitimização da criança ou adolescente, mulher, vítima de violência. 4. Risco evidenciado pela negativa de realização de atos periciais às vítimas menores de idade do sexo feminino por legistas homens, o que compromete, concretamente e de modo mais urgente, o direito de crianças e adolescente de acesso à justiça (art. 39 da Convenção sobre os Direitos das Crianças) e os princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (arts. 5..., XXXV, e 227 da CRFB). Inconstitucionalidade material concreta. Necessidade de interpretação conforme à Constituição. Desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência. 5. Medida cautelar deferida. Suspensão da norma impugnada. Efeitos excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em conceder a medida cautelar tão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC2B-8D52-3BDC-A957 e senha 7B3E-8AFF-CA68-5C3E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 63 Ementa e Acórdão ADI 6039 MC / RJ somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3... do art. 1... da Lei do Estado do Rio de Janeiro 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência, atribuindo à decisão excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino, nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Marco Aurélio, que concediam a cautelar em maior extensão. Brasília, 13 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC2B-8D52-3BDC-A957 e senha 7B3E-8AFF-CA68-5C3E Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3... do art. 1... da Lei do Estado do Rio de Janeiro 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência, atribuindo à decisão excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino, nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Marco Aurélio, que concediam a cautelar em maior extensão. Brasília, 13 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC2B-8D52-3BDC-A957 e senha 7B3E-8AFF-CA68-5C3E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 63 Relatório 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REQTE.(S) :PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. :CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CREMERJ ADV.(A/S) :LUCAS LAUPMAN FERRAZ LIMA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de ação direta proposta pela Procuradora-Geral da República a fim de que este Supremo Tribunal Federal declare a inconstitucionalidade da Lei do Estado do Rio de Janeiro 8.008/2018, que institui o Programa de Atenção às Vítimas de Estupro com o objetivo de dar apoio e identificar provas periciais. A inicial aponta a inconstitucionalidade formal e material do dispositivo constante do art. 1..., § 3..., da Lei, segundo o qual sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher. Alega que a norma ofende a competência privativa da União para legislar sobre direito processual penal e sobre normas gerais em procedimento em matéria processual. Além disso, sustenta que a lei ofende o direito das crianças e adolescentes ao acesso à justiça, assim como os princípios da proteção integral e da prioridade absoluta. Afirma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D67-75DF-1764-F5AC e senha 6150-10C2-46FB-2C9D Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REQTE.(S) :PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. :CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CREMERJ ADV.(A/S) :LUCAS LAUPMAN FERRAZ LIMA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de ação direta proposta pela Procuradora-Geral da República a fim de que este Supremo Tribunal Federal declare a inconstitucionalidade da Lei do Estado do Rio de Janeiro 8.008/2018, que institui o Programa de Atenção às Vítimas de Estupro com o objetivo de dar apoio e identificar provas periciais. A inicial aponta a inconstitucionalidade formal e material do dispositivo constante do art. 1..., § 3..., da Lei, segundo o qual sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher. Alega que a norma ofende a competência privativa da União para legislar sobre direito processual penal e sobre normas gerais em procedimento em matéria processual. Além disso, sustenta que a lei ofende o direito das crianças e adolescentes ao acesso à justiça, assim como os princípios da proteção integral e da prioridade absoluta. Afirma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D67-75DF-1764-F5AC e senha 6150-10C2-46FB-2C9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 63 Relatório ADI 6039 MC / RJ que, em virtude da restrição imposta pela norma, médicos legistas plantonistas não estão realizando as perícias no tempo adequado, o que prejudicaria a persecução penal. Com base nesses argumentos, requer, em sede de cautelar, a suspensão do dispositivo atacado. Nos termos do art. 10, §1..., da Lei n. 9.868/1999, ouvidas a Advocacia- Geral da União e a Procuradoria-Geral da República. A Advocacia-Geral da União, quanto ao fumus boni iuris, sustenta a inconstitucionalidade da norma por ofensa à repartição de competências legislativas, especificamente, o art. 22, II, da CRFB, que confere à União a competência para legislar, privativamente, sobre direito processual. Segundo ela, a legislação federal teria, inclusive, disciplinado questões concernentes à matéria no art. 249 do CPP e no art.18 da Lei n. 13.431/2017, sem optar pela restrição imposta pela lei estadual. O Supremo Tribunal Federal teria, em outras ocasiões, entendido que leis estaduais que versam sobre matéria probatória seriam inconstitucionais (ADI n 3483; ADI 3896). Ademais, a primeira parte do art. 1..., §3..., da Lei n. 8.008/2018, seria suficiente para proteger as vítimas do sexo feminino de qualquer idade, sem que haja prejuízo à realização da prova pericial. Por fim, a Advocacia-Geral da União teria autonomia para contrapor-se à constitucionalidade das normas submetidas ao seu exame na jurisdição concentrada. Quanto ao periculum in mora, ressalta a notícia de recusa de peritos criminais homens de procederem à realização do ato pericial em virtude da vedação da lei impugnada, deixando as vítimas desassistidas. Requer a concessão da medida cautelar. A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, reitera o pedido inicial, salientando que não há, nem na lei federal sobre a matéria, Lei n. 13.431/2017, nem no Decreto n. 7.958/2013, qualquer restrição a respeito, estando, pois, vedada a disciplina pelos Estados. É, em síntese, o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D67-75DF-1764-F5AC e senha 6150-10C2-46FB-2C9D Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ que, em virtude da restrição imposta pela norma, médicos legistas plantonistas não estão realizando as perícias no tempo adequado, o que prejudicaria a persecução penal. Com base nesses argumentos, requer, em sede de cautelar, a suspensão do dispositivo atacado. Nos termos do art. 10, §1..., da Lei n. 9.868/1999, ouvidas a Advocacia- Geral da União e a Procuradoria-Geral da República. A Advocacia-Geral da União, quanto ao fumus boni iuris, sustenta a inconstitucionalidade da norma por ofensa à repartição de competências legislativas, especificamente, o art. 22, II, da CRFB, que confere à União a competência para legislar, privativamente, sobre direito processual. Segundo ela, a legislação federal teria, inclusive, disciplinado questões concernentes à matéria no art. 249 do CPP e no art.18 da Lei n. 13.431/2017, sem optar pela restrição imposta pela lei estadual. O Supremo Tribunal Federal teria, em outras ocasiões, entendido que leis estaduais que versam sobre matéria probatória seriam inconstitucionais (ADI n 3483; ADI 3896). Ademais, a primeira parte do art. 1..., §3..., da Lei n. 8.008/2018, seria suficiente para proteger as vítimas do sexo feminino de qualquer idade, sem que haja prejuízo à realização da prova pericial. Por fim, a Advocacia-Geral da União teria autonomia para contrapor-se à constitucionalidade das normas submetidas ao seu exame na jurisdição concentrada. Quanto ao periculum in mora, ressalta a notícia de recusa de peritos criminais homens de procederem à realização do ato pericial em virtude da vedação da lei impugnada, deixando as vítimas desassistidas. Requer a concessão da medida cautelar. A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, reitera o pedido inicial, salientando que não há, nem na lei federal sobre a matéria, Lei n. 13.431/2017, nem no Decreto n. 7.958/2013, qualquer restrição a respeito, estando, pois, vedada a disciplina pelos Estados. É, em síntese, o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D67-75DF-1764-F5AC e senha 6150-10C2-46FB-2C9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 63 Voto - MIN. EDSON FACHIN 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Edson Fachin (Relator): A presente ação direta foi proposta pela Procuradora-Geral da República, a fim de que este Tribunal declare a inconstitucionalidade do art. 1..., § 3..., da Lei do Estado do Rio de Janeiro n. 8.008/2018,de no que estabelece a obrigatoriedade de as vítimas de estupro do sexo feminino menores de idade serem obrigatoriamente examinadas por perito legista mulher. O dispositivo tem o seguinte teor: “Art. 1.. O Programa de atenção às vítimas de estupro visa a apoiar as vítimas e identificar provas periciais, que caracterizem os danos, estabelecendo nexo causal com o ato de estupro praticado. §3.. Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher.” As inconstitucionalidades apontadas referem-se à invasão da competência privativa da União para legislar sobre direito penal (art. 22, I, da CRFB) e normas gerais sobre procedimentos em matéria processual (art. 24, XI, da CRFB). Além disso, alega-se inconstitucionalidade material por ofensa ao direito de crianças e adolescente de acesso à justiça e aos princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (arts. 5..., XXXV, e 227, caput, da CRFB). Os parâmetros de controle têm o seguinte teor: “Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;” “Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Edson Fachin (Relator): A presente ação direta foi proposta pela Procuradora-Geral da República, a fim de que este Tribunal declare a inconstitucionalidade do art. 1..., § 3..., da Lei do Estado do Rio de Janeiro n. 8.008/2018,de no que estabelece a obrigatoriedade de as vítimas de estupro do sexo feminino menores de idade serem obrigatoriamente examinadas por perito legista mulher. O dispositivo tem o seguinte teor: “Art. 1.. O Programa de atenção às vítimas de estupro visa a apoiar as vítimas e identificar provas periciais, que caracterizem os danos, estabelecendo nexo causal com o ato de estupro praticado. §3.. Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher.” As inconstitucionalidades apontadas referem-se à invasão da competência privativa da União para legislar sobre direito penal (art. 22, I, da CRFB) e normas gerais sobre procedimentos em matéria processual (art. 24, XI, da CRFB). Além disso, alega-se inconstitucionalidade material por ofensa ao direito de crianças e adolescente de acesso à justiça e aos princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (arts. 5..., XXXV, e 227, caput, da CRFB). Os parâmetros de controle têm o seguinte teor: “Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;” “Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 63 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 6039 MC / RJ Federal legislar concorrentemente sobre: (...) XI - procedimentos em matéria processual;” “Art. 5... Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (…) XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;” “Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.” Ante a notícia de que peritos legistas homens têm se recusado a realizar exame em vítimas menores de idade do sexo feminino desde o advento da lei estadual, determinei a remessa ao Plenário para o exame do pedido de cautelar, a qual deve ser deferida. Registro, inicialmente, a plena cognoscibilidade da presente ação direta. Há legitimidade de parte, o ato normativo é lei estadual e a inicial apresenta de modo escorreito os argumentos pelos quais se examina a compatibilidade da lei em face da Carta da República. Quanto ao mérito, ressalto que a medida cautelar na ação direta, como decisão proferida em juízo de cognição sumária, deve ponderar o risco da (não) concessão da medida e a probabilidade do direito. O risco evidenciado pela negativa de realização de atos periciais às vítimas menores de idade do sexo feminino por legistas homens compromete, concretamente e de modo mais urgente, o direito de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ Federal legislar concorrentemente sobre: (...) XI - procedimentos em matéria processual;” “Art. 5... Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (…) XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;” “Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.” Ante a notícia de que peritos legistas homens têm se recusado a realizar exame em vítimas menores de idade do sexo feminino desde o advento da lei estadual, determinei a remessa ao Plenário para o exame do pedido de cautelar, a qual deve ser deferida. Registro, inicialmente, a plena cognoscibilidade da presente ação direta. Há legitimidade de parte, o ato normativo é lei estadual e a inicial apresenta de modo escorreito os argumentos pelos quais se examina a compatibilidade da lei em face da Carta da República. Quanto ao mérito, ressalto que a medida cautelar na ação direta, como decisão proferida em juízo de cognição sumária, deve ponderar o risco da (não) concessão da medida e a probabilidade do direito. O risco evidenciado pela negativa de realização de atos periciais às vítimas menores de idade do sexo feminino por legistas homens compromete, concretamente e de modo mais urgente, o direito de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 63 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 6039 MC / RJ crianças e adolescente de acesso à justiça e os princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (arts. 5..., XXXV, e 227 da CRFB). Aqui a inconstitucionalidade é circunstancial, uma vez que não é a previsão abstrata da norma que parece ser inconstitucional, mas a sua aplicação concreta. De início, anoto não vislumbrar vício de inconstitucionalidade formal. Não se trata de regra de direito processual penal. Vale dizer: sua não adoção não implica qualquer nulidade processual. Trata-se, sim, de um dever do Estado, cuja inobservância pode implicar a sua responsabilidade em relação à vítima que não foi atendida sob os cuidados determinados pela lei. A regra concerne, na realidade, à competência concorrente prevista no art. 24, inciso XV – “proteção à infância e à juventude”. Venho insistido (ADI 3165, rel. Min. Dias Toffoli) na necessidade de reforçar o conteúdo do princípio federativo e suas consequências para o regime de repartição de competências legislativas. A repartição de competências é característica fundamental em um Estado federado para que seja protegida a autonomia de cada um dos seus membros e, por conseguinte, a convivência harmônica entre todas as esferas, com o fito de evitar a secessão. Nessa perspectiva, essa distribuição pode se dar em sentido horizontal ou vertical, levando em conta a predominância dos interesses envolvidos. Repartir competências compreende compatibilizar interesses para reforçar o federalismo em uma dimensão realmente cooperativa e difusa, rechaçando-se a centralização em um ou outro ente e corroborando para que o funcionamento harmônico das competências legislativas e executivas otimizem os fundamentos (art. 1...) e objetivos (art. 3...) da Constituição da República. Ao construir uma rede interligada de competências, o Estado se compromete a exercê-las para o alcance do bem comum e para a satisfação de direitos fundamentais. E nesse contexto, é necessário avançar do modo como a repartição de competências há tempos é lida a partir de um modelo estanque que se biparte no sentido horizontal ou 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ crianças e adolescente de acesso à justiça e os princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (arts. 5..., XXXV, e 227 da CRFB). Aqui a inconstitucionalidade é circunstancial, uma vez que não é a previsão abstrata da norma que parece ser inconstitucional, mas a sua aplicação concreta. De início, anoto não vislumbrar vício de inconstitucionalidade formal. Não se trata de regra de direito processual penal. Vale dizer: sua não adoção não implica qualquer nulidade processual. Trata-se, sim, de um dever do Estado, cuja inobservância pode implicar a sua responsabilidade em relação à vítima que não foi atendida sob os cuidados determinados pela lei. A regra concerne, na realidade, à competência concorrente prevista no art. 24, inciso XV – “proteção à infância e à juventude”. Venho insistido (ADI 3165, rel. Min. Dias Toffoli) na necessidade de reforçar o conteúdo do princípio federativo e suas consequências para o regime de repartição de competências legislativas. A repartição de competências é característica fundamental em um Estado federado para que seja protegida a autonomia de cada um dos seus membros e, por conseguinte, a convivência harmônica entre todas as esferas, com o fito de evitar a secessão. Nessa perspectiva, essa distribuição pode se dar em sentido horizontal ou vertical, levando em conta a predominância dos interesses envolvidos. Repartir competências compreende compatibilizar interesses para reforçar o federalismo em uma dimensão realmente cooperativa e difusa, rechaçando-se a centralização em um ou outro ente e corroborando para que o funcionamento harmônico das competências legislativas e executivas otimizem os fundamentos (art. 1...) e objetivos (art. 3...) da Constituição da República. Ao construir uma rede interligada de competências, o Estado se compromete a exercê-las para o alcance do bem comum e para a satisfação de direitos fundamentais. E nesse contexto, é necessário avançar do modo como a repartição de competências há tempos é lida a partir de um modelo estanque que se biparte no sentido horizontal ou 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 63 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 6039 MC / RJ vertical, ou ainda, em competência legislativa ou administrativa para um modelo em que o princípio informador seja a máxima efetividade dos direitos fundamentais como critério de distribuição destas competências, aqui, o direito da criança e da adolescente à “absoluta prioridade” na proteção dos seus direitos fundamentais (CFRB, art. 227). E não se está aqui a afirmar que a sistemática de repartição de competências não seja relevante para o Estado Federal brasileiro, mas não pode ser visto como único princípio informador, sob pena de resultar em excessiva centralização de poder na figura da União. E esta centralização leva a que Estados, Distrito Federal e Municípios, embora igualmente integrantes da República Federativa do Brasil, conforme comando normativo disposto no art. 1..., da Constituição da República, tenham suas respectivas competências sufragadas, assumindo um papel secundário na federação brasileira, contrariamente ao determinado pelo Texto Constitucional. No caso dos autos, a proteção da criança e da adolescente vítima de violência está densificada na norma estadual ora impugnada, impondo o dever do Estado de que ela seja atendida por legista mulher. Trata-se de uma verticalização da proteção prevista na Lei Federal n. 13.431/2017 (Estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência), sem qualquer conflito aparente, numa teia concretizadora do direito previsto constitucionalmente. A lei federal dispõe, apenas: Art. 17. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão criar, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), serviços para atenção integral à criança e ao adolescente em situação de violência, de forma a garantir o atendimento acolhedor. Art. 18. A coleta, guarda provisória e preservação de material com vestígios de violência serão realizadas pelo Instituto Médico Legal (IML) ou por serviço credenciado do sistema de saúde mais próximo, que entregará o material para perícia imediata, observado o disposto no art. 5o desta Lei. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ vertical, ou ainda, em competência legislativa ou administrativa para um modelo em que o princípio informador seja a máxima efetividade dos direitos fundamentais como critério de distribuição destas competências, aqui, o direito da criança e da adolescente à “absoluta prioridade” na proteção dos seus direitos fundamentais (CFRB, art. 227). E não se está aqui a afirmar que a sistemática de repartição de competências não seja relevante para o Estado Federal brasileiro, mas não pode ser visto como único princípio informador, sob pena de resultar em excessiva centralização de poder na figura da União. E esta centralização leva a que Estados, Distrito Federal e Municípios, embora igualmente integrantes da República Federativa do Brasil, conforme comando normativo disposto no art. 1..., da Constituição da República, tenham suas respectivas competências sufragadas, assumindo um papel secundário na federação brasileira, contrariamente ao determinado pelo Texto Constitucional. No caso dos autos, a proteção da criança e da adolescente vítima de violência está densificada na norma estadual ora impugnada, impondo o dever do Estado de que ela seja atendida por legista mulher. Trata-se de uma verticalização da proteção prevista na Lei Federal n. 13.431/2017 (Estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência), sem qualquer conflito aparente, numa teia concretizadora do direito previsto constitucionalmente. A lei federal dispõe, apenas: Art. 17. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão criar, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), serviços para atenção integral à criança e ao adolescente em situação de violência, de forma a garantir o atendimento acolhedor. Art. 18. A coleta, guarda provisória e preservação de material com vestígios de violência serão realizadas pelo Instituto Médico Legal (IML) ou por serviço credenciado do sistema de saúde mais próximo, que entregará o material para perícia imediata, observado o disposto no art. 5o desta Lei. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 63 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 6039 MC / RJ A própria lei confere espaço à conformação dos Estados para que legislem sobre a matéria com vistas ao atendimento acolhedor. Determinando-se a igualdade e equilíbrio entre os entes federativos, a Constituição ressalta a necessidade de maximização do exercício destas competências para que o Estado cumpra seu desiderato de pacificação e satisfação social. É este novo olhar que se propõe a partir da nova ordem inaugurada pela Constituição Federal de 1988. Uma mirada voltada para: a otimização da cooperação entre os entes federados; a maximização do conteúdo normativo dos direitos fundamentais; o respeito e efetividade do pluralismo com marca característica de um Estado Federado. E nesses múltiplos olhares, o meu direciona-se para uma compreensão menos centralizadora e mais cooperativa da repartição de competências no federalismo brasileiro. Então, estabeleceu-se no Rio de Janeiro o dever do Estado de realizar o ato pericial de forma mais acolhedora e empática, sem qualquer ofensa a regras de repartição de competência. E sem bulir com regras processuais, uma vez que o ato pericial, além dos requisitos processuais, deve obedecer a regras de outros ramos do direitos, tais como aquelas que orientam a atuação do servidor público e as regras da atividade profissional, como o Código de Ética Médica. Nem por isso essas regras concernem à matéria processual. No aspecto material, porém, ao menos em juízo de cognição sumária, as alterações promovidas na política de atendimento não podem ser de fato implementadas. Com efeito, o exame realizado por perito legista é a principal prova sobre a autoria de um crime gravíssimo, ofensivo aos direitos mais básicos da pessoa humana. A não realização desse procedimento de coleta de prova põe em risco a proteção a que as crianças têm direito com absoluta prioridade. Noutras palavras, conquanto salutar a iniciativa de proteger a criança, impedir ou retardar a realização do exame por médico legista pode acabar por deixá-la desassistida da proteção criminal, direito que 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ A própria lei confere espaço à conformação dos Estados para que legislem sobre a matéria com vistas ao atendimento acolhedor. Determinando-se a igualdade e equilíbrio entre os entes federativos, a Constituição ressalta a necessidade de maximização do exercício destas competências para que o Estado cumpra seu desiderato de pacificação e satisfação social. É este novo olhar que se propõe a partir da nova ordem inaugurada pela Constituição Federal de 1988. Uma mirada voltada para: a otimização da cooperação entre os entes federados; a maximização do conteúdo normativo dos direitos fundamentais; o respeito e efetividade do pluralismo com marca característica de um Estado Federado. E nesses múltiplos olhares, o meu direciona-se para uma compreensão menos centralizadora e mais cooperativa da repartição de competências no federalismo brasileiro. Então, estabeleceu-se no Rio de Janeiro o dever do Estado de realizar o ato pericial de forma mais acolhedora e empática, sem qualquer ofensa a regras de repartição de competência. E sem bulir com regras processuais, uma vez que o ato pericial, além dos requisitos processuais, deve obedecer a regras de outros ramos do direitos, tais como aquelas que orientam a atuação do servidor público e as regras da atividade profissional, como o Código de Ética Médica. Nem por isso essas regras concernem à matéria processual. No aspecto material, porém, ao menos em juízo de cognição sumária, as alterações promovidas na política de atendimento não podem ser de fato implementadas. Com efeito, o exame realizado por perito legista é a principal prova sobre a autoria de um crime gravíssimo, ofensivo aos direitos mais básicos da pessoa humana. A não realização desse procedimento de coleta de prova põe em risco a proteção a que as crianças têm direito com absoluta prioridade. Noutras palavras, conquanto salutar a iniciativa de proteger a criança, impedir ou retardar a realização do exame por médico legista pode acabar por deixá-la desassistida da proteção criminal, direito que 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 63 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 6039 MC / RJ decorre do disposto no art. 39 da Convenção sobre os Direitos das Crianças. Não faria sentido prever o atendimento respeitando diferenças de gênero, mas inviabilizar a instrução processual penal, ante a recusa na elaboração de perícia indispensável para a prova. Posta a questão nesses termos, há aparente conflito com o direito de acesso à justiça. E, na medida em que se nega o acesso à produção da prova na jurisdição penal, há também ofensa à proteção prioritária, prevista no art. 227, § 4..., da CRFB, porquanto afasta a efetividade da norma que exige a punição severa do abuso de crianças e adolescentes. Assim, há plausibilidade nas alegações apresentadas pela requerente ao menos a fim de autorizar a suspensão da legislação impugnada até o julgamento do mérito desta ação direta. Registro, porém, que o deferimento deverá implicar a atribuição de efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura já tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. Insisto que a inconstitucionalidade revela-se pela circunstância fática, a ser melhor aprofundada após a cognição plena e diálogo. A regra, ao impor que a criança ou adolescente mulher vítima de violência seja examinada por legista mulher vai ao encontro do direito fundamental à igualdade material (art. 5..., I, da CRFB), que impõe especial proteção à mulher, na mesma linha que informa também a Lei n. 13.505/2017, a qual dispõe sobre o direito da mulher em situação de violência doméstica e familiar de ter atendimento policial e pericial especializado, ininterrupto e prestado, preferencialmente, por servidores do sexo feminino. Ainda que essa lei preveja o advérbio “preferencialmente”, a lei fluminense qualifica a proteção da criança e da adolescente, tal como a Constituição prescreve no art. 227, ao determinar a sua “absoluta prioridade”. Ou seja: prescreve-se a estas uma proteção sem ressalvas e, logo, o modal “deve ser”, enquanto “preferencialmente” ou “sempre que possível” contenta- se com o modal “pode ser”. Exige-se, assim, o atendimento empático entre iguais, evitando-se a revitimização da tão fragilizada: criança ou adolescente, mulher, vítima de violência. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ decorre do disposto no art. 39 da Convenção sobre os Direitos das Crianças. Não faria sentido prever o atendimento respeitando diferenças de gênero, mas inviabilizar a instrução processual penal, ante a recusa na elaboração de perícia indispensável para a prova. Posta a questão nesses termos, há aparente conflito com o direito de acesso à justiça. E, na medida em que se nega o acesso à produção da prova na jurisdição penal, há também ofensa à proteção prioritária, prevista no art. 227, § 4..., da CRFB, porquanto afasta a efetividade da norma que exige a punição severa do abuso de crianças e adolescentes. Assim, há plausibilidade nas alegações apresentadas pela requerente ao menos a fim de autorizar a suspensão da legislação impugnada até o julgamento do mérito desta ação direta. Registro, porém, que o deferimento deverá implicar a atribuição de efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura já tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. Insisto que a inconstitucionalidade revela-se pela circunstância fática, a ser melhor aprofundada após a cognição plena e diálogo. A regra, ao impor que a criança ou adolescente mulher vítima de violência seja examinada por legista mulher vai ao encontro do direito fundamental à igualdade material (art. 5..., I, da CRFB), que impõe especial proteção à mulher, na mesma linha que informa também a Lei n. 13.505/2017, a qual dispõe sobre o direito da mulher em situação de violência doméstica e familiar de ter atendimento policial e pericial especializado, ininterrupto e prestado, preferencialmente, por servidores do sexo feminino. Ainda que essa lei preveja o advérbio “preferencialmente”, a lei fluminense qualifica a proteção da criança e da adolescente, tal como a Constituição prescreve no art. 227, ao determinar a sua “absoluta prioridade”. Ou seja: prescreve-se a estas uma proteção sem ressalvas e, logo, o modal “deve ser”, enquanto “preferencialmente” ou “sempre que possível” contenta- se com o modal “pode ser”. Exige-se, assim, o atendimento empático entre iguais, evitando-se a revitimização da tão fragilizada: criança ou adolescente, mulher, vítima de violência. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 63 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 6039 MC / RJ Essa obrigação tem promovido belas soluções como o projeto “Sala Lilás” do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, noticiado na inicial, espaço justamente “criado para prestar atendimento especializado e humanizado às mulheres vítimas de violência física e sexual, e funciona dentro do Instituto Médico Legal (IML)”. Não é permitido retroceder. Porém, por ora, apesar do mandamento constitucional de absoluta prioridade da proteção e assistência dessa vítima qualificada, concretamente, a exigência tem prejudicado outro direito fundamental, a tutela penal do bem jurídico lesado. Essa lesão concreta, no entanto, será objeto de análise aprofundada após as informações e, quiçá, a realização de audiência pública sobre o tema. A solução caminha, então, para a “interpretação conforme”, na linha dos termos do art. 249 do CPP (“Art. 249. A busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência.”), mantendo-se o dever estatal para fins de responsabilidade na proteção da criança, mas não para obstar a produção da prova. Ante o exposto, defiro a medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3... do art. 1... da Lei do Estado do Rio de Janeiro n. 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência. Atribuo efeitos excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ Essa obrigação tem promovido belas soluções como o projeto “Sala Lilás” do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, noticiado na inicial, espaço justamente “criado para prestar atendimento especializado e humanizado às mulheres vítimas de violência física e sexual, e funciona dentro do Instituto Médico Legal (IML)”. Não é permitido retroceder. Porém, por ora, apesar do mandamento constitucional de absoluta prioridade da proteção e assistência dessa vítima qualificada, concretamente, a exigência tem prejudicado outro direito fundamental, a tutela penal do bem jurídico lesado. Essa lesão concreta, no entanto, será objeto de análise aprofundada após as informações e, quiçá, a realização de audiência pública sobre o tema. A solução caminha, então, para a “interpretação conforme”, na linha dos termos do art. 249 do CPP (“Art. 249. A busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência.”), mantendo-se o dever estatal para fins de responsabilidade na proteção da criança, mas não para obstar a produção da prova. Ante o exposto, defiro a medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3... do art. 1... da Lei do Estado do Rio de Janeiro n. 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência. Atribuo efeitos excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B9E-6460-1D06-4EAD e senha 0D40-633D-DEA9-0A09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 63 Antecipação ao Voto 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Senhor Presidente, cumprimentando a senhora Procuradora-Geral da República, vou procurar sumariar os dois horizontes que estão postos aqui em questão. O primeiro é esse debate de saber se a lei estadual, eventualmente, iria se projetar para além dos limites da competência estadual. Eu estou rechaçando essa argumentação da inconstitucionalidade formal, eis que aqui há a competência concorrente que advém expressamente do inciso XV do art. 24 da Constituição, para projetar sobre a possibilidade de legislação concorrente entre a União e o Estado- membro em matéria de proteção da infância e da juventude. De modo que esse argumento de natureza formal, à luz de um debate que, aliás, tem sido travado neste Colegiado sobre a dimensão cooperativada do federalismo, repartição de competências e essa rede interligada de atribuições entre os diversos entes da federação: União, Estados e Municípios. Portanto, esse argumento como consta do voto, que tomei a liberdade de fazer chegar às mãos de Vossas Excelências, eu estou a afastar até porque, em matéria de lei federal, a legislação que consta do Diploma 13.431 de 2017, e, portanto, de lei federal, já estabeleceu uma rede de proteção em face da qual essa lei federal, se materialmente constitucional, a rigor, ela está a verticalizar uma proteção que não é afastada pela legislação federal. Nós, de um modo geral, temos sustentado, aqui, a aplicação da regra segundo a qual a competência, em matéria de atuação concorrente do Estado, está afastada quando há uma regra federal explícita que não permita essa latitude legislativa do ente estadual, e não me parece que seja o caso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAA3-03CE-5DC1-8CAC e senha 9882-AAB5-4CA3-536B Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Senhor Presidente, cumprimentando a senhora Procuradora-Geral da República, vou procurar sumariar os dois horizontes que estão postos aqui em questão. O primeiro é esse debate de saber se a lei estadual, eventualmente, iria se projetar para além dos limites da competência estadual. Eu estou rechaçando essa argumentação da inconstitucionalidade formal, eis que aqui há a competência concorrente que advém expressamente do inciso XV do art. 24 da Constituição, para projetar sobre a possibilidade de legislação concorrente entre a União e o Estado- membro em matéria de proteção da infância e da juventude. De modo que esse argumento de natureza formal, à luz de um debate que, aliás, tem sido travado neste Colegiado sobre a dimensão cooperativada do federalismo, repartição de competências e essa rede interligada de atribuições entre os diversos entes da federação: União, Estados e Municípios. Portanto, esse argumento como consta do voto, que tomei a liberdade de fazer chegar às mãos de Vossas Excelências, eu estou a afastar até porque, em matéria de lei federal, a legislação que consta do Diploma 13.431 de 2017, e, portanto, de lei federal, já estabeleceu uma rede de proteção em face da qual essa lei federal, se materialmente constitucional, a rigor, ela está a verticalizar uma proteção que não é afastada pela legislação federal. Nós, de um modo geral, temos sustentado, aqui, a aplicação da regra segundo a qual a competência, em matéria de atuação concorrente do Estado, está afastada quando há uma regra federal explícita que não permita essa latitude legislativa do ente estadual, e não me parece que seja o caso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAA3-03CE-5DC1-8CAC e senha 9882-AAB5-4CA3-536B Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 63 Antecipação ao Voto ADI 6039 MC / RJ A questão, Senhor Presidente - e avançando para o aspecto material -, diz respeito precisamente a essa ordem de ideias que a eminente Procuradora-Geral da República traz à colação. Propósitos que merecem ser enaltecidos de todos os pontos de vista, inclusive da proteção, pode, do ponto de vista das suas consequências, se aplicado o conjunto desses instrumentos protetivos que são, a rigor, também, em determinadas hipóteses concretas, excludentes da proteção, podem levar ao objetivo oposto ao almejado. E, aí, que, ao menos, num juízo de cognição sumária nessa medida cautelar, estou a compreender que a iniciativa da lei estadual é efetivamente salutar, porque busca proteger a criança e o adolescente, e evidentemente deixá-la desassistida da proteção criminal, uma vez que tal direito, dentre outros diplomas, inclusive da nossa Constituição da República, decorre também do art. 39 da Convenção sobre Direitos das Crianças. De modo que a questão central que está aqui é a ideia, de um lado, de proteção integral da Criança e do Adolescente, e, de outro, do direito também fundamental de acesso à Justiça, porque a regra que está em questão - eu volto a repetir - é esta da segunda parte do § 3... do art. 1... da Lei Estadual 8.008, do Estado do Rio de Janeiro: Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher - e aqui, vem a questão -, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser obrigatoriamente examinado - aqui, quiçá, há um problema gramatical, mas enfim - que deverá ser obrigatoriamente examinado por legista mulher. A questão que se coloca é na ausência de legista mulher e, a rigor, o que há, do ponto de vista prático, é um retardamento do próprio atendimento e da realização do próprio acesso à Justiça. E creio que o julgador deve, até por conta do que está na Lei de Introdução de Normas do Direito Brasileiro, antiga Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro, pensar nas consequências das decisões e desses dispositivos legais cujos propósitos são evidentemente merecedores de enaltecimento. Por isso, Senhor Presidente, entendo que, à luz do § 4... do art. 227, da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAA3-03CE-5DC1-8CAC e senha 9882-AAB5-4CA3-536B Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ A questão, Senhor Presidente - e avançando para o aspecto material -, diz respeito precisamente a essa ordem de ideias que a eminente Procuradora-Geral da República traz à colação. Propósitos que merecem ser enaltecidos de todos os pontos de vista, inclusive da proteção, pode, do ponto de vista das suas consequências, se aplicado o conjunto desses instrumentos protetivos que são, a rigor, também, em determinadas hipóteses concretas, excludentes da proteção, podem levar ao objetivo oposto ao almejado. E, aí, que, ao menos, num juízo de cognição sumária nessa medida cautelar, estou a compreender que a iniciativa da lei estadual é efetivamente salutar, porque busca proteger a criança e o adolescente, e evidentemente deixá-la desassistida da proteção criminal, uma vez que tal direito, dentre outros diplomas, inclusive da nossa Constituição da República, decorre também do art. 39 da Convenção sobre Direitos das Crianças. De modo que a questão central que está aqui é a ideia, de um lado, de proteção integral da Criança e do Adolescente, e, de outro, do direito também fundamental de acesso à Justiça, porque a regra que está em questão - eu volto a repetir - é esta da segunda parte do § 3... do art. 1... da Lei Estadual 8.008, do Estado do Rio de Janeiro: Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher - e aqui, vem a questão -, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser obrigatoriamente examinado - aqui, quiçá, há um problema gramatical, mas enfim - que deverá ser obrigatoriamente examinado por legista mulher. A questão que se coloca é na ausência de legista mulher e, a rigor, o que há, do ponto de vista prático, é um retardamento do próprio atendimento e da realização do próprio acesso à Justiça. E creio que o julgador deve, até por conta do que está na Lei de Introdução de Normas do Direito Brasileiro, antiga Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro, pensar nas consequências das decisões e desses dispositivos legais cujos propósitos são evidentemente merecedores de enaltecimento. Por isso, Senhor Presidente, entendo que, à luz do § 4... do art. 227, da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAA3-03CE-5DC1-8CAC e senha 9882-AAB5-4CA3-536B Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 63 Antecipação ao Voto ADI 6039 MC / RJ Constituição da República, há plausibilidade nas alegações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República, no sentido de atribuir a esta matéria uma interpretação conforme que permita compreender, à luz da circunstância fática, inclusive, na própria instrução desta ação direta de inconstitucionalidade, um diálogo de índole constitucional e uma cognição plena que conjugue a proteção da Criança e do Adolescente, mulher vítima de violência e também o acesso ao pleno direito à realização da prestação jurisdicional. De modo que, nesse sentido, eu estou a dizer que, nessa matéria, aplica-se aquilo que na literatura jurídica, com alguma sensibilidade, tem sido denominado de atendimento empático entre iguais. Este é o fim evidente almejado em situações que suscitam esta sensibilidade, especialmente para evitar, até mesmo nesse tipo de procedimento, uma revitimização de quem já está fragilizado - e, no caso, da criança, adolescente e mulher vítima de violência. O próprio Tribunal de Justiça Estado Rio de Janeiro projetos tem alguns projetos - e eu anoto aqui no voto - nesse sentido e que demonstram um especial e sensível atendimento para evitar que o dano já sofrido seja gravado com o tipo de atendimento que eventualmente venha a ser realizado e, nesse caso, dentro das atribuições do Instituto Médico Legal. Por isso, nada obstante o mandamento constitucional de absoluta prioridade da proteção e assistência dessa vítima qualificada, que de todo a merece, a exigência, tal como posta, pode prejudicar outro direito fundamental, que é a tutela do bem jurídico lesado. Por essa razão, a solução caminha - e concluo, Senhor Presidente - para o que propõe a Procuradoria-Geral da República, ou seja, uma interpretação conforme no sentido do que já advém daquilo que consta do fio condutor do art. 249 do Código de Processo Penal, segundo o qual a busca será feita, tendo como destinatário a vítima mulher, por outra mulher se não importar retardamento ou prejuízo da diligência, mantendo-se o dever estatal para fins de responsabilidade na proteção da criança, mas não para obstar a produção da prova. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAA3-03CE-5DC1-8CAC e senha 9882-AAB5-4CA3-536B Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ Constituição da República, há plausibilidade nas alegações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República, no sentido de atribuir a esta matéria uma interpretação conforme que permita compreender, à luz da circunstância fática, inclusive, na própria instrução desta ação direta de inconstitucionalidade, um diálogo de índole constitucional e uma cognição plena que conjugue a proteção da Criança e do Adolescente, mulher vítima de violência e também o acesso ao pleno direito à realização da prestação jurisdicional. De modo que, nesse sentido, eu estou a dizer que, nessa matéria, aplica-se aquilo que na literatura jurídica, com alguma sensibilidade, tem sido denominado de atendimento empático entre iguais. Este é o fim evidente almejado em situações que suscitam esta sensibilidade, especialmente para evitar, até mesmo nesse tipo de procedimento, uma revitimização de quem já está fragilizado - e, no caso, da criança, adolescente e mulher vítima de violência. O próprio Tribunal de Justiça Estado Rio de Janeiro projetos tem alguns projetos - e eu anoto aqui no voto - nesse sentido e que demonstram um especial e sensível atendimento para evitar que o dano já sofrido seja gravado com o tipo de atendimento que eventualmente venha a ser realizado e, nesse caso, dentro das atribuições do Instituto Médico Legal. Por isso, nada obstante o mandamento constitucional de absoluta prioridade da proteção e assistência dessa vítima qualificada, que de todo a merece, a exigência, tal como posta, pode prejudicar outro direito fundamental, que é a tutela do bem jurídico lesado. Por essa razão, a solução caminha - e concluo, Senhor Presidente - para o que propõe a Procuradoria-Geral da República, ou seja, uma interpretação conforme no sentido do que já advém daquilo que consta do fio condutor do art. 249 do Código de Processo Penal, segundo o qual a busca será feita, tendo como destinatário a vítima mulher, por outra mulher se não importar retardamento ou prejuízo da diligência, mantendo-se o dever estatal para fins de responsabilidade na proteção da criança, mas não para obstar a produção da prova. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAA3-03CE-5DC1-8CAC e senha 9882-AAB5-4CA3-536B Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 63 Antecipação ao Voto ADI 6039 MC / RJ Assim, estou propondo deferimento da medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final desse § 3... do art. 1... da Lei 8.008/2018 do Estado do Rio de Janeiro, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino, vítimas de violência, deverão ser examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência. Portanto, a fim de resguardar perícias que tenham sido feitas, estou atribuindo efeitos para evitar que esta decisão se projete em qualquer tipo de nulidade de procedimento que já tenha sido realizado. Portanto, estou acolhendo a proposta de interpretação conforme, no sentido de acolher essa proteção especial, de o exame de criança e adolescente do sexo feminino, vítima de violência, ser realizado por mulher legista. Esta é a obrigação, desde que a falta de mulher legista para que esse exame seja feito não importe em retardamento ou prejuízo da diligência. É o que proponho, Senhor Presidente. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Com efeito ex tunc para eventuais exames feitos por médicos homens? O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Com efeito ex tunc. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAA3-03CE-5DC1-8CAC e senha 9882-AAB5-4CA3-536B Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ Assim, estou propondo deferimento da medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final desse § 3... do art. 1... da Lei 8.008/2018 do Estado do Rio de Janeiro, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino, vítimas de violência, deverão ser examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência. Portanto, a fim de resguardar perícias que tenham sido feitas, estou atribuindo efeitos para evitar que esta decisão se projete em qualquer tipo de nulidade de procedimento que já tenha sido realizado. Portanto, estou acolhendo a proposta de interpretação conforme, no sentido de acolher essa proteção especial, de o exame de criança e adolescente do sexo feminino, vítima de violência, ser realizado por mulher legista. Esta é a obrigação, desde que a falta de mulher legista para que esse exame seja feito não importe em retardamento ou prejuízo da diligência. É o que proponho, Senhor Presidente. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Com efeito ex tunc para eventuais exames feitos por médicos homens? O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Com efeito ex tunc. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAA3-03CE-5DC1-8CAC e senha 9882-AAB5-4CA3-536B Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 63 Debate 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO DEBATE A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, se me permite, o que estaríamos interpretando, na forma do voto de Vossa Excelência, seria: O exame será feito obrigatoriamente por mulher legista disponível para fazê-lo, e, na ausência, para não impedir que haja o processamento.... Esse "obrigatoriamente" fica valendo apenas no sentido de uma obrigação para o Estado criar essas condições, mas não para impedir que seja realizado. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Perfeitamente. A Ministra Cármen Lúcia bem captou o sentido. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro Fachin, eu estou chegando à mesma conclusão de Vossa Excelência. Parabenizo-o pelo voto que oferece, agora, para apreciação do Plenário. Na minha conclusão, sem prejuízo daquilo que Vossa Excelência concluiu, eu estaria dando opção à vítima de se deslocar para outra unidade que disponha de uma legista mulher, senão, ela fica quase que sem alternativa. Se houver uma unidade próxima com uma legista mulher à disposição, ela, ou quem de direito por ela, poderia optar para ser examinada por uma legista mulher, numa dependência especializada própria. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Creio que o sentido da expressão que utilizei, ao final da proposição, "desde que não importe em retardamento ou prejuízo da diligência", vai ao encontro da reflexão de Vossa Excelência e acho que estamos, portanto, na mesma direção. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Perfeito. Se isso estiver compreendido, eu acho que essa é uma opção importante, porque a vítima poderá dizer: Olha, embora só haja um legista homem, aqui numa delegacia próxima ou numa unidade médico-pericial existe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B164-1BB7-0E5F-20A8 e senha 38D8-25FA-5ACE-2001 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO DEBATE A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, se me permite, o que estaríamos interpretando, na forma do voto de Vossa Excelência, seria: O exame será feito obrigatoriamente por mulher legista disponível para fazê-lo, e, na ausência, para não impedir que haja o processamento.... Esse "obrigatoriamente" fica valendo apenas no sentido de uma obrigação para o Estado criar essas condições, mas não para impedir que seja realizado. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Perfeitamente. A Ministra Cármen Lúcia bem captou o sentido. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro Fachin, eu estou chegando à mesma conclusão de Vossa Excelência. Parabenizo-o pelo voto que oferece, agora, para apreciação do Plenário. Na minha conclusão, sem prejuízo daquilo que Vossa Excelência concluiu, eu estaria dando opção à vítima de se deslocar para outra unidade que disponha de uma legista mulher, senão, ela fica quase que sem alternativa. Se houver uma unidade próxima com uma legista mulher à disposição, ela, ou quem de direito por ela, poderia optar para ser examinada por uma legista mulher, numa dependência especializada própria. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Creio que o sentido da expressão que utilizei, ao final da proposição, "desde que não importe em retardamento ou prejuízo da diligência", vai ao encontro da reflexão de Vossa Excelência e acho que estamos, portanto, na mesma direção. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Perfeito. Se isso estiver compreendido, eu acho que essa é uma opção importante, porque a vítima poderá dizer: Olha, embora só haja um legista homem, aqui numa delegacia próxima ou numa unidade médico-pericial existe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B164-1BB7-0E5F-20A8 e senha 38D8-25FA-5ACE-2001 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 63 Debate ADI 6039 MC / RJ uma legista do sexo feminino, então eu prefiro ser examinada nessa unidade. Seria uma alternativa, mas eu vejo então que está compreendida no voto de Vossa Excelência, que eu acompanho desde logo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B164-1BB7-0E5F-20A8 e senha 38D8-25FA-5ACE-2001 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ uma legista do sexo feminino, então eu prefiro ser examinada nessa unidade. Seria uma alternativa, mas eu vejo então que está compreendida no voto de Vossa Excelência, que eu acompanho desde logo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B164-1BB7-0E5F-20A8 e senha 38D8-25FA-5ACE-2001 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 63 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Senhor Presidente, inicialmente, existe nesta lei um vício formal. Não em relação - e aí concordo com o eminente Relator - a ser competência privativa da União. Não se trata aqui, a meu ver, de norma processual. É uma norma de organização da própria polícia técnico-científica do Rio de Janeiro. Consequentemente, a organização da polícia técnico-científica do Rio de Janeiro só pode ser feita por lei estadual de iniciativa do governador do Estado. E aqui a iniciativa foi de um deputado estadual, Deputado Carlos Minc. Ou seja, iniciativa de um deputado que reorganizou a questão pericial. Aponto, portanto, um primeiro vício formal de inconstitucionalidade, o vício de iniciativa. Não é vício de competência, mas de iniciativa, porque na organização da polícia técnico-científica, para questões de perícia, não cabe a iniciativa a um deputado estadual. Agora, a lei vai mais longe. Apesar da boa intenção, a lei bagunçou totalmente a questão de perícia no Rio de Janeiro. Eu tive o cuidado de ligar para o delegado-geral do Rio de Janeiro, para o procurador-geral e para o presidente do Tribunal de Justiça, que me disseram - e me mandaram uma documentação - que o que estava ocorrendo era a total impossibilidade de realização de perícia, com prejuízo das vítimas. Nós temos que lembrar que é absolutamente impossível - eu falo por experiência própria, na Secretaria de Segurança - ter uma mulher legista em cada comarca. Não é possível isso. E o que estava ocorrendo? Estava ocorrendo que a vítima era apresentada, queria fazer a perícia - porque temos que lembrar que essas perícias têm que ser feitas rapidamente, não dá para se deslocar de uma comarca para outra; isso tem que ser feito rapidamente, até para a vítima poder já começar, várias vezes, o tratamento com medicação - a vítima queria realizar a perícia, mas o médico legista homem se recusava, para não ser responsabilizado. Isso resultou em três questões práticas no Estado do Rio de Janeiro. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F026-13F5-1343-FDA1 e senha ECC1-9EDA-2CB3-C62E Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Senhor Presidente, inicialmente, existe nesta lei um vício formal. Não em relação - e aí concordo com o eminente Relator - a ser competência privativa da União. Não se trata aqui, a meu ver, de norma processual. É uma norma de organização da própria polícia técnico-científica do Rio de Janeiro. Consequentemente, a organização da polícia técnico-científica do Rio de Janeiro só pode ser feita por lei estadual de iniciativa do governador do Estado. E aqui a iniciativa foi de um deputado estadual, Deputado Carlos Minc. Ou seja, iniciativa de um deputado que reorganizou a questão pericial. Aponto, portanto, um primeiro vício formal de inconstitucionalidade, o vício de iniciativa. Não é vício de competência, mas de iniciativa, porque na organização da polícia técnico-científica, para questões de perícia, não cabe a iniciativa a um deputado estadual. Agora, a lei vai mais longe. Apesar da boa intenção, a lei bagunçou totalmente a questão de perícia no Rio de Janeiro. Eu tive o cuidado de ligar para o delegado-geral do Rio de Janeiro, para o procurador-geral e para o presidente do Tribunal de Justiça, que me disseram - e me mandaram uma documentação - que o que estava ocorrendo era a total impossibilidade de realização de perícia, com prejuízo das vítimas. Nós temos que lembrar que é absolutamente impossível - eu falo por experiência própria, na Secretaria de Segurança - ter uma mulher legista em cada comarca. Não é possível isso. E o que estava ocorrendo? Estava ocorrendo que a vítima era apresentada, queria fazer a perícia - porque temos que lembrar que essas perícias têm que ser feitas rapidamente, não dá para se deslocar de uma comarca para outra; isso tem que ser feito rapidamente, até para a vítima poder já começar, várias vezes, o tratamento com medicação - a vítima queria realizar a perícia, mas o médico legista homem se recusava, para não ser responsabilizado. Isso resultou em três questões práticas no Estado do Rio de Janeiro. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F026-13F5-1343-FDA1 e senha ECC1-9EDA-2CB3-C62E Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 63 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADI 6039 MC / RJ A primeira: o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude, em conjunto com o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Criminais do Estado Rio de Janeiro, publicou um entendimento dizendo que, sobretudo nos municípios do interior do Estado, a realização dos exames que visam a identificação de provas periciais nos casos de estupro, ao exigir legista do sexo feminino para a realização da perícia em vítima menor de idade, estava inviabilizando totalmente a perícia. Ou seja, o Ministério Público se posicionou a esse respeito. Para evitar a continuidade dessa situação de caos, que foi gerada por essa lei absolutamente irrazoável, no dia 18 de fevereiro deste ano, a Desembargadora Suely Lopes Magalhães, coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, editou uma recomendação, porque, apesar dos pedidos do Ministério Público, dos juízes da Comarca, os peritos diziam: “Eu não vou realizar, pois eu vou ser responsabilizado depois”. Editou-se, agora, dia 18 de fevereiro, uma recomendação. Nos considerandos, a Procuradora-Geral colocou: Necessidade de garantir o acesso à Justiça, a prioridade e a proteção aos interesses da criança, a indispensabilidade do exame de corpo de delito, considerando que os vestígios de crimes sexuais não se perpetuam no tempo, considerando a recusa à realização de perícia - que estava ocorrendo. Passou-se a recomendar, e, só então, começou a ser normalizado agora, em 18 de fevereiro, um mês atrás. Recomendando que o exame médico legal em vítima menor de idade, do sexo feminino, seja sempre realizado, mesmo na ausência do perito do sexo feminino, desde que haja a autorização do responsável legal, do acompanhante maior de idade ou agente público - para tentar equacionar. E o próprio autor da lei - repito, há aqui, a meu ver, uma inconstitucionalidade formal por iniciativa -, o Deputado Estadual Carlos Minc, já apresentou no final do ano passado, enquanto a Assembleia 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F026-13F5-1343-FDA1 e senha ECC1-9EDA-2CB3-C62E Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ A primeira: o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude, em conjunto com o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Criminais do Estado Rio de Janeiro, publicou um entendimento dizendo que, sobretudo nos municípios do interior do Estado, a realização dos exames que visam a identificação de provas periciais nos casos de estupro, ao exigir legista do sexo feminino para a realização da perícia em vítima menor de idade, estava inviabilizando totalmente a perícia. Ou seja, o Ministério Público se posicionou a esse respeito. Para evitar a continuidade dessa situação de caos, que foi gerada por essa lei absolutamente irrazoável, no dia 18 de fevereiro deste ano, a Desembargadora Suely Lopes Magalhães, coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, editou uma recomendação, porque, apesar dos pedidos do Ministério Público, dos juízes da Comarca, os peritos diziam: “Eu não vou realizar, pois eu vou ser responsabilizado depois”. Editou-se, agora, dia 18 de fevereiro, uma recomendação. Nos considerandos, a Procuradora-Geral colocou: Necessidade de garantir o acesso à Justiça, a prioridade e a proteção aos interesses da criança, a indispensabilidade do exame de corpo de delito, considerando que os vestígios de crimes sexuais não se perpetuam no tempo, considerando a recusa à realização de perícia - que estava ocorrendo. Passou-se a recomendar, e, só então, começou a ser normalizado agora, em 18 de fevereiro, um mês atrás. Recomendando que o exame médico legal em vítima menor de idade, do sexo feminino, seja sempre realizado, mesmo na ausência do perito do sexo feminino, desde que haja a autorização do responsável legal, do acompanhante maior de idade ou agente público - para tentar equacionar. E o próprio autor da lei - repito, há aqui, a meu ver, uma inconstitucionalidade formal por iniciativa -, o Deputado Estadual Carlos Minc, já apresentou no final do ano passado, enquanto a Assembleia 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F026-13F5-1343-FDA1 e senha ECC1-9EDA-2CB3-C62E Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 63 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADI 6039 MC / RJ Legislativa do Rio já começou uma primeira discussão, no dia 12/11/2018, a alteração dessa lei, para alterar o texto, dizendo: "Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher." Ou seja, o próprio Legislativo, o autor da lei, percebeu que, apesar da boa intenção, é absolutamente impossível cumprir a lei sem prejuízo da própria vítima. Pois o que vinha ocorrendo, nos relatos por telefone que nos passaram, é que a vítima ia ao perito, que se recusava. E ela voltava à sua casa para tomar um banho e ser medicada, bem como para repousar. Ela não ficava esperando, pois é humilhante para a vítima ficar aguardando naquela situação. Ela vai tomar o medicamento, o coquetel antiaids, que se dá às vítimas de estupro. Não é possível aguardar que, da capital ou de algum lugar, venha uma legista. E isso está prejudicando a própria persecução penal. O Ministério Público concordou, e o próprio autor da lei. E o Judiciário, assim, editou essa recomendação para tentar já normalizar tal assunto. Há, ainda, por parte de segmentos da polícia, alguns peritos que, mesmo com essa recomendação, vêm se recusando, até que haja uma solução do caso. Consequentemente, Presidente e Ministro-Relator, a vida real mostra que, aqui, o princípio da razoabilidade, em todos os seus aspectos, foi descumprindo pela edição dessa lei. Não só há uma inconstitucionalidade formal, por mim apontada, como há uma inconstitucionalidade material por ausência absoluta de razoabilidade. Eu concedo, também, a medida cautelar; mas, aqui, com uma divergência - porque, na prática, isso pode fazer uma diferença muito grande. Queria até que refletíssemos juntos. Como seria a lei, se aprovado o texto, quanto ao "preferencialmente"? Porque, se nós criarmos algo que coloque muitos obstáculos, o que vai ocorrer não é que a vítima não queira a perícia; mas que o perito tenha medo de ser responsabilizado. Porque os vários obstáculos depois podem ser analisados, e alguém pode dizer: "Você não cumpriu isso! Poderia ter levado a vítima aqui à cidade ao lado". E os legistas vão continuar se recusando. Portanto, eu daria a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F026-13F5-1343-FDA1 e senha ECC1-9EDA-2CB3-C62E Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ Legislativa do Rio já começou uma primeira discussão, no dia 12/11/2018, a alteração dessa lei, para alterar o texto, dizendo: "Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher." Ou seja, o próprio Legislativo, o autor da lei, percebeu que, apesar da boa intenção, é absolutamente impossível cumprir a lei sem prejuízo da própria vítima. Pois o que vinha ocorrendo, nos relatos por telefone que nos passaram, é que a vítima ia ao perito, que se recusava. E ela voltava à sua casa para tomar um banho e ser medicada, bem como para repousar. Ela não ficava esperando, pois é humilhante para a vítima ficar aguardando naquela situação. Ela vai tomar o medicamento, o coquetel antiaids, que se dá às vítimas de estupro. Não é possível aguardar que, da capital ou de algum lugar, venha uma legista. E isso está prejudicando a própria persecução penal. O Ministério Público concordou, e o próprio autor da lei. E o Judiciário, assim, editou essa recomendação para tentar já normalizar tal assunto. Há, ainda, por parte de segmentos da polícia, alguns peritos que, mesmo com essa recomendação, vêm se recusando, até que haja uma solução do caso. Consequentemente, Presidente e Ministro-Relator, a vida real mostra que, aqui, o princípio da razoabilidade, em todos os seus aspectos, foi descumprindo pela edição dessa lei. Não só há uma inconstitucionalidade formal, por mim apontada, como há uma inconstitucionalidade material por ausência absoluta de razoabilidade. Eu concedo, também, a medida cautelar; mas, aqui, com uma divergência - porque, na prática, isso pode fazer uma diferença muito grande. Queria até que refletíssemos juntos. Como seria a lei, se aprovado o texto, quanto ao "preferencialmente"? Porque, se nós criarmos algo que coloque muitos obstáculos, o que vai ocorrer não é que a vítima não queira a perícia; mas que o perito tenha medo de ser responsabilizado. Porque os vários obstáculos depois podem ser analisados, e alguém pode dizer: "Você não cumpriu isso! Poderia ter levado a vítima aqui à cidade ao lado". E os legistas vão continuar se recusando. Portanto, eu daria a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F026-13F5-1343-FDA1 e senha ECC1-9EDA-2CB3-C62E Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 63 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADI 6039 MC / RJ interpretação conforme, para entender a lei "preferencialmente", não "obrigatoriamente". É assim como voto, Presidente. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F026-13F5-1343-FDA1 e senha ECC1-9EDA-2CB3-C62E Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ interpretação conforme, para entender a lei "preferencialmente", não "obrigatoriamente". É assim como voto, Presidente. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F026-13F5-1343-FDA1 e senha ECC1-9EDA-2CB3-C62E Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 63 Esclarecimento 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Presidente, apenas para salientar, creio que não há uma diferença substancial entre o voto do Ministro Alexandre de Moraes e o que eu estou propondo, mas há duas tênues percepções, que indicam sentidos distintos. A primeira - eu me permito manifestar no sentido diverso de Sua Excelência -, de entender que iniciativas para proteção de direitos, nomeadamente de mulheres, não estão restritas à iniciativa do Poder Executivo. Aqui, não se trata de alterar a estrutura do Estado. Aliás, a lei federal que trata dessa matéria, que é a Lei 13.505, foi de iniciativa de um parlamentar federal, portanto, no exercício de suas funções, embora isso não altere necessariamente a conclusão. Quanto à parte final do dispositivo, creio que a lei não é desarrazoada. Aliás, ao contrário, a lei tem um sentido que leva a efeito a proteção da Constituição. A cautelar, nos moldes solicitados pela Procuradoria-Geral da República - que eu estou acolhendo -, no sentido de evitar retardamento ou prejuízo da diligência - e nisso vai ao encontro da preocupação do Ministro Alexandre de Moraes -, creio que dá abertura suficiente para que os profissionais não se sintam constrangidos a não promover esse atendimento, mas, ao mesmo tempo, encontra um equilíbrio entre a proteção integral da criança e adolescente vítima do sexo feminino e o direito ao acesso à Justiça. Apenas, com essas observações, nós estamos aqui utilizando tijolos distintos, para construir a mesma ponte, para chegar do outro lado da margem desse rio, que é a conclusão da concessão da cautelar - apenas reafirmando essa ordem de ideias. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AECB-0772-99AF-E555 e senha D90A-60D0-69F3-5092 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Presidente, apenas para salientar, creio que não há uma diferença substancial entre o voto do Ministro Alexandre de Moraes e o que eu estou propondo, mas há duas tênues percepções, que indicam sentidos distintos. A primeira - eu me permito manifestar no sentido diverso de Sua Excelência -, de entender que iniciativas para proteção de direitos, nomeadamente de mulheres, não estão restritas à iniciativa do Poder Executivo. Aqui, não se trata de alterar a estrutura do Estado. Aliás, a lei federal que trata dessa matéria, que é a Lei 13.505, foi de iniciativa de um parlamentar federal, portanto, no exercício de suas funções, embora isso não altere necessariamente a conclusão. Quanto à parte final do dispositivo, creio que a lei não é desarrazoada. Aliás, ao contrário, a lei tem um sentido que leva a efeito a proteção da Constituição. A cautelar, nos moldes solicitados pela Procuradoria-Geral da República - que eu estou acolhendo -, no sentido de evitar retardamento ou prejuízo da diligência - e nisso vai ao encontro da preocupação do Ministro Alexandre de Moraes -, creio que dá abertura suficiente para que os profissionais não se sintam constrangidos a não promover esse atendimento, mas, ao mesmo tempo, encontra um equilíbrio entre a proteção integral da criança e adolescente vítima do sexo feminino e o direito ao acesso à Justiça. Apenas, com essas observações, nós estamos aqui utilizando tijolos distintos, para construir a mesma ponte, para chegar do outro lado da margem desse rio, que é a conclusão da concessão da cautelar - apenas reafirmando essa ordem de ideias. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AECB-0772-99AF-E555 e senha D90A-60D0-69F3-5092 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 63 Observação 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REQTE.(S) :PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. :CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CREMERJ ADV.(A/S) :LUCAS LAUPMAN FERRAZ LIMA E OUTRO(A/S) OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Só uma observação. Veja, a proteção integral da criança e do adolescente vítima de estupro não é diminuída porque um médico legista homem atende. É importante salientar isso. Óbvio, assim como as delegacias da mulher foram sendo compostas por equipes de mulheres, o ideal - até por ter um entendimento mais próximo - é a legista mulher. Mas dizer que é prejudicial à vítima ser atendida por um médico legista homem é ofensivo até aos próprios médicos legistas, porque, no País todo, 80% desse atendimento é feito por médicos legistas homens. Então eu não entendo que haja uma diminuição da proteção. A questão do vício de iniciativa, com o devido respeito à posição em contrário, nós temos que tomar cuidado com isso, porque amanhã também então pode um deputado oferecer um projeto de lei de que todos os casos de estupro cuja vítima seja mulher devem ser julgados por juízas - atravessando a organização judiciária -, que em todos os casos de estupros com vítimas mulheres quem deve oferecer a denúncia e analisar sejam promotoras. Isso fere, obviamente, a organização do Judiciário, fere a do Ministério Público, como fere, ao meu ver, a da polícia técnico- Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD7-518D-F4A8-6780 e senha DF71-EDD8-877D-FCA7 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REQTE.(S) :PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. :CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CREMERJ ADV.(A/S) :LUCAS LAUPMAN FERRAZ LIMA E OUTRO(A/S) OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Só uma observação. Veja, a proteção integral da criança e do adolescente vítima de estupro não é diminuída porque um médico legista homem atende. É importante salientar isso. Óbvio, assim como as delegacias da mulher foram sendo compostas por equipes de mulheres, o ideal - até por ter um entendimento mais próximo - é a legista mulher. Mas dizer que é prejudicial à vítima ser atendida por um médico legista homem é ofensivo até aos próprios médicos legistas, porque, no País todo, 80% desse atendimento é feito por médicos legistas homens. Então eu não entendo que haja uma diminuição da proteção. A questão do vício de iniciativa, com o devido respeito à posição em contrário, nós temos que tomar cuidado com isso, porque amanhã também então pode um deputado oferecer um projeto de lei de que todos os casos de estupro cuja vítima seja mulher devem ser julgados por juízas - atravessando a organização judiciária -, que em todos os casos de estupros com vítimas mulheres quem deve oferecer a denúncia e analisar sejam promotoras. Isso fere, obviamente, a organização do Judiciário, fere a do Ministério Público, como fere, ao meu ver, a da polícia técnico- Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD7-518D-F4A8-6780 e senha DF71-EDD8-877D-FCA7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 63 Observação ADI 6039 MC / RJ científica. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD7-518D-F4A8-6780 e senha DF71-EDD8-877D-FCA7 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ científica. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD7-518D-F4A8-6780 e senha DF71-EDD8-877D-FCA7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 63 Esclarecimento 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Antes de dar sequência à coleta dos votos, eu perguntaria ao Ministro Relator, Luiz Edson Fachin, diante dos debates, que já estão bastante aprofundados, se Sua Excelência não aceitaria uma proposta de já julgarmos o mérito da ação? O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Da minha parte, não há nenhum problema, Senhor Presidente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se o processo está aparelhado para julgamento, muito bem. Mas se não estiver... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A própria Procuradora-Geral, aqui ao lado, assim sugeriu. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Há um conjunto de manifestações nos autos... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os requeridos já se pronunciaram? O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Houve um conjunto de coleta de informações que me parece suficiente para apreciar a matéria de fundo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pergunto se os requeridos já se pronunciaram. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Na verdade, a rigor, houve a manifestação, pelo que pude colher, para pautar a cautelar, da Assembleia Legislativa do Estado. Essa manifestação, integralmente, não se tem nos autos. Há manifestações que coletei para apreciar a matéria. Talvez nesse sentido pudéssemos eventualmente apreciar apenas a cautelar. Da minha parte, a matéria está madura, mas evidentemente a Assembleia Legislativa poderá vir defender o seu ponto de vista em sentido diverso se acolher o argumento que o Ministro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C89C-1CB0-C40B-1D5E e senha 7FAE-4F7A-5D74-BE17 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Antes de dar sequência à coleta dos votos, eu perguntaria ao Ministro Relator, Luiz Edson Fachin, diante dos debates, que já estão bastante aprofundados, se Sua Excelência não aceitaria uma proposta de já julgarmos o mérito da ação? O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Da minha parte, não há nenhum problema, Senhor Presidente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se o processo está aparelhado para julgamento, muito bem. Mas se não estiver... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A própria Procuradora-Geral, aqui ao lado, assim sugeriu. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Há um conjunto de manifestações nos autos... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os requeridos já se pronunciaram? O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Houve um conjunto de coleta de informações que me parece suficiente para apreciar a matéria de fundo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Pergunto se os requeridos já se pronunciaram. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Na verdade, a rigor, houve a manifestação, pelo que pude colher, para pautar a cautelar, da Assembleia Legislativa do Estado. Essa manifestação, integralmente, não se tem nos autos. Há manifestações que coletei para apreciar a matéria. Talvez nesse sentido pudéssemos eventualmente apreciar apenas a cautelar. Da minha parte, a matéria está madura, mas evidentemente a Assembleia Legislativa poderá vir defender o seu ponto de vista em sentido diverso se acolher o argumento que o Ministro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C89C-1CB0-C40B-1D5E e senha 7FAE-4F7A-5D74-BE17 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 63 Esclarecimento ADI 6039 MC / RJ Alexandre de Moraes acaba de expor, eventualmente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C89C-1CB0-C40B-1D5E e senha 7FAE-4F7A-5D74-BE17 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ Alexandre de Moraes acaba de expor, eventualmente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C89C-1CB0-C40B-1D5E e senha 7FAE-4F7A-5D74-BE17 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 63 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, primeiro cumprimento Vossa Excelência por ter pautado esta matéria que considero de particular relevância. Está aqui em discussão um parágrafo de um dispositivo de lei do Estado do Rio de Janeiro que cuida do Programa de Atenção às Vítimas de Estupro, que tem no § 3... do art. 1... a seguinte dicção: "§ 3.... Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher (...)" A regra geral é que, se a vítima for maior, sempre que possível. De modo que, se não for possível, não há dúvida de que o exame possa ser feito por um legista do sexo masculino. Com o complemento: "(...) exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher." De modo que o que a lei inova e está em discussão é saber se era legítimo ao legislador estadual do Rio de Janeiro impor que, no caso de vítima de violência sexual do sexo feminino menor, o exame ginecológico tivesse de ser feito por legista mulher. Esta é a discussão. Eu gostaria de dizer, pedindo todas as vênias ao Ministro Alexandre de Moraes, que não vejo inconstitucionalidade formal neste caso. Acho que não há inconstitucionalidade formal por vício de competência e acho que não há inconstitucionalidade formal por vício de iniciativa. Não há por vício de competência porque não acho que se esteja legislando sobre processo penal. Acho que aqui se está cuidando de uma questão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, primeiro cumprimento Vossa Excelência por ter pautado esta matéria que considero de particular relevância. Está aqui em discussão um parágrafo de um dispositivo de lei do Estado do Rio de Janeiro que cuida do Programa de Atenção às Vítimas de Estupro, que tem no § 3... do art. 1... a seguinte dicção: "§ 3.... Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher (...)" A regra geral é que, se a vítima for maior, sempre que possível. De modo que, se não for possível, não há dúvida de que o exame possa ser feito por um legista do sexo masculino. Com o complemento: "(...) exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher." De modo que o que a lei inova e está em discussão é saber se era legítimo ao legislador estadual do Rio de Janeiro impor que, no caso de vítima de violência sexual do sexo feminino menor, o exame ginecológico tivesse de ser feito por legista mulher. Esta é a discussão. Eu gostaria de dizer, pedindo todas as vênias ao Ministro Alexandre de Moraes, que não vejo inconstitucionalidade formal neste caso. Acho que não há inconstitucionalidade formal por vício de competência e acho que não há inconstitucionalidade formal por vício de iniciativa. Não há por vício de competência porque não acho que se esteja legislando sobre processo penal. Acho que aqui se está cuidando de uma questão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 63 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ADI 6039 MC / RJ puramente procedimental, em que a Constituição, no art. 24, XI, dá competência inequívoca ao Estado. E acho que não há vício de iniciativa porque, no rol do art. 24 da Constituição, que cuida da competência legislativa concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal, o inciso XV prevê a competência concorrente para a proteção da infância e da juventude, que, claramente, a meu ver, é a pretensão desta lei, sendo que, no inciso XVI, ainda diz ser competência concorrente a organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis. Como esse serviço integra uma atuação da polícia civil, eu acho que está legitimada a competência neste art. 24 de maneira inequívoca. De modo que assento, preliminarmente, a constitucionalidade formal desta lei. Assento, em segundo lugar, Presidente, dos três capítulos do meu voto, que inexiste inconstitucionalidade nesta lei no seu relato abstrato. Em tese, não vejo nenhum problema em que o legislador estadual estabeleça que o exame ginecológico em uma menor de idade vítima de violência sexual seja feito por uma legista do sexo feminino. Não só acho que é constitucional, como acho que é desejável. Portanto, não vejo nenhum problema de constitucionalidade no relato abstrato dessa norma. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Vossa Excelência me permite um aparte, Ministro Barroso? Apenas para vir ao encontro e, até mesmo, respondendo a uma indagação do eminente Ministro Marco Aurélio, Senhor Presidente, o Documento 21 que está nos autos foi trazido pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro - eu estou elucidando isto neste momento - em que diz precisamente o que Vossa Excelência vem de afirmar: não há que se falar em invasão de competência da União porque, neste caso, o Poder legislativo do Estado do Rio de Janeiro realizou sua obrigação de prover peritos, ou deve realizar a sua obrigação de prover peritos e peritas, em quantidade e distribuição adequadas pelos órgãos fluminenses responsáveis por tão relevantes exames. E, por isso, pugnou pela improcedência do pedido. Portanto, a Assembleia foi ouvida nesta hipótese e à luz do que Vossa Excelência está a se manifestar. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E o Governador foi 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ puramente procedimental, em que a Constituição, no art. 24, XI, dá competência inequívoca ao Estado. E acho que não há vício de iniciativa porque, no rol do art. 24 da Constituição, que cuida da competência legislativa concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal, o inciso XV prevê a competência concorrente para a proteção da infância e da juventude, que, claramente, a meu ver, é a pretensão desta lei, sendo que, no inciso XVI, ainda diz ser competência concorrente a organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis. Como esse serviço integra uma atuação da polícia civil, eu acho que está legitimada a competência neste art. 24 de maneira inequívoca. De modo que assento, preliminarmente, a constitucionalidade formal desta lei. Assento, em segundo lugar, Presidente, dos três capítulos do meu voto, que inexiste inconstitucionalidade nesta lei no seu relato abstrato. Em tese, não vejo nenhum problema em que o legislador estadual estabeleça que o exame ginecológico em uma menor de idade vítima de violência sexual seja feito por uma legista do sexo feminino. Não só acho que é constitucional, como acho que é desejável. Portanto, não vejo nenhum problema de constitucionalidade no relato abstrato dessa norma. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Vossa Excelência me permite um aparte, Ministro Barroso? Apenas para vir ao encontro e, até mesmo, respondendo a uma indagação do eminente Ministro Marco Aurélio, Senhor Presidente, o Documento 21 que está nos autos foi trazido pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro - eu estou elucidando isto neste momento - em que diz precisamente o que Vossa Excelência vem de afirmar: não há que se falar em invasão de competência da União porque, neste caso, o Poder legislativo do Estado do Rio de Janeiro realizou sua obrigação de prover peritos, ou deve realizar a sua obrigação de prover peritos e peritas, em quantidade e distribuição adequadas pelos órgãos fluminenses responsáveis por tão relevantes exames. E, por isso, pugnou pela improcedência do pedido. Portanto, a Assembleia foi ouvida nesta hipótese e à luz do que Vossa Excelência está a se manifestar. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E o Governador foi 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 63 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ADI 6039 MC / RJ ouvido? Porque há um processo legislativo. Ele atua nesse processo legislativo. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Nesse caso, eu estou me referindo ao documento da Assembleia, que acabo de fazer referência. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência acabou de afirmar que a Assembleia foi ouvida. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Exatamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E o Governador foi ouvido? O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Essa informação não consta dos autos ainda, sobre a oitiva do eminente Governador do Estado, que aliás sancionou a Lei. Não houve veto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não importa. Presidente, toda lei observa um processo legislativo. Em toda lei nós temos, em si, sanção do Presidente da República ou do Governador do Estado, e esse fato não nos levou jamais a dispensar as informações do Governador. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não, não, nós estamos só na cautelar, Ministro. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É que o Ministro Fachin deu-me resposta e estou retrucando o que colocou. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Eu apenas dei a resposta sobre a Assembleia Legislativa. E, no que concerne ao Governador, esta informação não está posta nos autos. Vossa Excelência, como de hábito, tem razão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, tenho razão segundo a minha ciência e o meu convencimento, apenas. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Retomando, então, Presidente. Eu assentei, em primeiro lugar, a constitucionalidade formal. Assentei, em segundo lugar, a constitucionalidade em abstrato do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ ouvido? Porque há um processo legislativo. Ele atua nesse processo legislativo. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Nesse caso, eu estou me referindo ao documento da Assembleia, que acabo de fazer referência. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência acabou de afirmar que a Assembleia foi ouvida. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Exatamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E o Governador foi ouvido? O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Essa informação não consta dos autos ainda, sobre a oitiva do eminente Governador do Estado, que aliás sancionou a Lei. Não houve veto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não importa. Presidente, toda lei observa um processo legislativo. Em toda lei nós temos, em si, sanção do Presidente da República ou do Governador do Estado, e esse fato não nos levou jamais a dispensar as informações do Governador. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não, não, nós estamos só na cautelar, Ministro. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É que o Ministro Fachin deu-me resposta e estou retrucando o que colocou. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Eu apenas dei a resposta sobre a Assembleia Legislativa. E, no que concerne ao Governador, esta informação não está posta nos autos. Vossa Excelência, como de hábito, tem razão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, tenho razão segundo a minha ciência e o meu convencimento, apenas. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Retomando, então, Presidente. Eu assentei, em primeiro lugar, a constitucionalidade formal. Assentei, em segundo lugar, a constitucionalidade em abstrato do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 63 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ADI 6039 MC / RJ preceito. E, agora, chego ao terceiro e último capítulo, que diz respeito ao que eu estou considerando a inconstitucionalidade de determinadas incidências concretas dessa norma. E aqui há uma questão, que é teórica, relativamente recente, mas que, de uma certa forma, já se tornou corrente, que é a normatividade dos fatos. Antigamente se entendia que as leis podiam ser interpretadas puramente em abstrato e, ali, se estabelecer o seu sentido e alcance de modo definitivo. Na interpretação constitucional contemporânea, é preciso levar em conta os fatos do mundo real e o impacto que eles produzem sobre o sentido e o alcance da norma. A norma pode ser válida em abstrato, mas quando você produz a norma concreta, que vai reger a hipótese, você constata que ela produz um resultado inconstitucional, porque incompatível com a Constituição. Acho que este é o caso aqui. A norma é válida no plano abstrato, mas, em algumas de suas incidências, ela será inconstitucional. Por que digo isso, Presidente? É preciso confrontar as normas em abstrato com as possibilidades e limites do mundo real. E, no mundo real, infelizmente, não existem legistas mulheres no Rio de Janeiro em quantidade suficiente para fazer cumprir a norma. Na prática, o que tem ocorrido – como foi ressaltado pela Doutora Raquel Dodge na sua concisa, mas contundente sustentação –, o que tem ocorrido é a impunidade pela impossibilidade de se dar continuidade às investigações e consumar a persecução criminal pela ausência da perícia necessária. E, portanto, a Lei, que foi concebida para proteger a autonomia da vítima, acaba protegendo a impunidade do autor do crime. Portanto, ninguém pode achar que esta seja uma incidência legítima dessa Lei. É claro que alguém poderia cogitar de se determinar a admissão de legistas mulheres em número suficiente para cumprir a Lei. E se nós estivéssemos em outro momento de realidade fiscal e social, eu talvez cogitasse dessa solução: determinar ao Estado do Rio de Janeiro que realizasse concurso para admissão de legistas mulheres. Mas, de novo, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ preceito. E, agora, chego ao terceiro e último capítulo, que diz respeito ao que eu estou considerando a inconstitucionalidade de determinadas incidências concretas dessa norma. E aqui há uma questão, que é teórica, relativamente recente, mas que, de uma certa forma, já se tornou corrente, que é a normatividade dos fatos. Antigamente se entendia que as leis podiam ser interpretadas puramente em abstrato e, ali, se estabelecer o seu sentido e alcance de modo definitivo. Na interpretação constitucional contemporânea, é preciso levar em conta os fatos do mundo real e o impacto que eles produzem sobre o sentido e o alcance da norma. A norma pode ser válida em abstrato, mas quando você produz a norma concreta, que vai reger a hipótese, você constata que ela produz um resultado inconstitucional, porque incompatível com a Constituição. Acho que este é o caso aqui. A norma é válida no plano abstrato, mas, em algumas de suas incidências, ela será inconstitucional. Por que digo isso, Presidente? É preciso confrontar as normas em abstrato com as possibilidades e limites do mundo real. E, no mundo real, infelizmente, não existem legistas mulheres no Rio de Janeiro em quantidade suficiente para fazer cumprir a norma. Na prática, o que tem ocorrido – como foi ressaltado pela Doutora Raquel Dodge na sua concisa, mas contundente sustentação –, o que tem ocorrido é a impunidade pela impossibilidade de se dar continuidade às investigações e consumar a persecução criminal pela ausência da perícia necessária. E, portanto, a Lei, que foi concebida para proteger a autonomia da vítima, acaba protegendo a impunidade do autor do crime. Portanto, ninguém pode achar que esta seja uma incidência legítima dessa Lei. É claro que alguém poderia cogitar de se determinar a admissão de legistas mulheres em número suficiente para cumprir a Lei. E se nós estivéssemos em outro momento de realidade fiscal e social, eu talvez cogitasse dessa solução: determinar ao Estado do Rio de Janeiro que realizasse concurso para admissão de legistas mulheres. Mas, de novo, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 63 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ADI 6039 MC / RJ olhando para a realidade fática, ninguém há de imaginar que, neste quadro de crise fiscal dramática do Estado do Rio de Janeiro, que já excede os gastos de pessoal, o Poder Judiciário pudesse determinar o incremento desses gastos. Também aqui a realidade fática condiciona a interpretação jurídica possível. Mandar o Estado contratar nessas circunstâncias seria mais antijurídico ainda porque agravaria a violação à lei de responsabilidade fiscal, que já é vulnerada em muitos estados da federação. Portanto, de novo, aqui há normatividade dos fatos. Presidente, por entender que a lei é válida no seu relato abstrato, eu não gostaria de puramente declará-la inconstitucional na parte em que determina que o exame seja feito por mulheres, porque acho que, sempre que seja possível, deve ser feito. Por essa razão, pedindo todas as vênias ao Ministro Alexandre de Moraes, embora ache que o efeito prático seja muito próximo, eu estou aderindo à sugestão do Ministro Luiz Edson Fachin, com o complemento do Ministro Ricardo Lewandowski, portanto eu acho que, sempre que haja a possibilidade alternativa de se fazer com uma legista mulher, deve- se seguir esta possibilidade. Eu até tinha cogitado – mas não gostaria de complicar mais a vida – que se pudesse determinar que a perícia fosse feita por legista mulher num hospital público ou no SUS, mas a investigação criminal já enfrenta tantas dificuldades que criar mais esse embaraço poderia ser contrário ao interesse público. Eu devo dizer, Presidente, que eu tenho, no meu gabinete, majoritariamente, assessoras mulheres, portanto, ouvi todas sobre a questão da consensualidade ou não do exame. E o grupo ficou dividido entre as que achavam que era uma violência fazer esse exame, contra a vontade da menor, por um médico do sexo masculino; e a outra parte, igualmente expressiva, entendendo que a vítima era melhor protegida, inclusive de si mesma, com a realização do exame. Só para demonstrar que, mesmo entre mulheres esclarecidas e bem informadas, há visões diferentes sobre esse assunto, o que me chamou a atenção. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ olhando para a realidade fática, ninguém há de imaginar que, neste quadro de crise fiscal dramática do Estado do Rio de Janeiro, que já excede os gastos de pessoal, o Poder Judiciário pudesse determinar o incremento desses gastos. Também aqui a realidade fática condiciona a interpretação jurídica possível. Mandar o Estado contratar nessas circunstâncias seria mais antijurídico ainda porque agravaria a violação à lei de responsabilidade fiscal, que já é vulnerada em muitos estados da federação. Portanto, de novo, aqui há normatividade dos fatos. Presidente, por entender que a lei é válida no seu relato abstrato, eu não gostaria de puramente declará-la inconstitucional na parte em que determina que o exame seja feito por mulheres, porque acho que, sempre que seja possível, deve ser feito. Por essa razão, pedindo todas as vênias ao Ministro Alexandre de Moraes, embora ache que o efeito prático seja muito próximo, eu estou aderindo à sugestão do Ministro Luiz Edson Fachin, com o complemento do Ministro Ricardo Lewandowski, portanto eu acho que, sempre que haja a possibilidade alternativa de se fazer com uma legista mulher, deve- se seguir esta possibilidade. Eu até tinha cogitado – mas não gostaria de complicar mais a vida – que se pudesse determinar que a perícia fosse feita por legista mulher num hospital público ou no SUS, mas a investigação criminal já enfrenta tantas dificuldades que criar mais esse embaraço poderia ser contrário ao interesse público. Eu devo dizer, Presidente, que eu tenho, no meu gabinete, majoritariamente, assessoras mulheres, portanto, ouvi todas sobre a questão da consensualidade ou não do exame. E o grupo ficou dividido entre as que achavam que era uma violência fazer esse exame, contra a vontade da menor, por um médico do sexo masculino; e a outra parte, igualmente expressiva, entendendo que a vítima era melhor protegida, inclusive de si mesma, com a realização do exame. Só para demonstrar que, mesmo entre mulheres esclarecidas e bem informadas, há visões diferentes sobre esse assunto, o que me chamou a atenção. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 63 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ADI 6039 MC / RJ Mas nós estamos falando aqui de uma perícia médica, portanto, é preciso, como regra geral, confiar na ética médica e na compostura do profissional de saúde que vai fazer o exame. A exceção é a conduta desviante. Portanto, eu acho que, onde não seja possível a realização por legista mulher, é legítimo que seja feito por legista do sexo masculino. De modo, Presidente, que estou acompanhando a posição do Relator para interpretar conforme a Constituição esse § 3 do art. 1 da Lei n 8.008 do Estado do Rio de Janeiro, para assentar que somente quando não seja possível o exame por legista do sexo feminino é que se realize por legista do sexo masculino. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ Mas nós estamos falando aqui de uma perícia médica, portanto, é preciso, como regra geral, confiar na ética médica e na compostura do profissional de saúde que vai fazer o exame. A exceção é a conduta desviante. Portanto, eu acho que, onde não seja possível a realização por legista mulher, é legítimo que seja feito por legista do sexo masculino. De modo, Presidente, que estou acompanhando a posição do Relator para interpretar conforme a Constituição esse § 3 do art. 1 da Lei n 8.008 do Estado do Rio de Janeiro, para assentar que somente quando não seja possível o exame por legista do sexo feminino é que se realize por legista do sexo masculino. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E3-4C8C-BBBC-B68E e senha CE84-CE5A-B960-BD61 Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 63 Antecipação ao Voto 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO ANTECIPAÇÃO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, é muito bom votar depois do Ministro Luís Roberto porque ele faz a resenha de tudo o que já ocorreu no julgamento e me exime de ficar aqui a repetir. Trago voto escrito e requeiro a juntada aos autos. Digo, desde logo, que também, como Sua Excelência, pedindo todas as vênias ao Ministro Alexandre, acompanho o eminente Relator, que, de maneira muito percuciente, equacionou a matéria. Acompanho assim o Relator quando afasta a inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa. Entendo perfeitamente configurada a hipótese de competência concorrente, e essa compreensão decorre de preceito já bem destacado, art. 24, XI e XV, da Constituição Federal. Por outro lado, a imposição de obrigatoriedade de as vítimas de estupro do sexo feminino serem examinadas por legista mulher quando menores de idade, embora em perfeita consonância com o Texto Constitucional – o Ministro Luís Roberto acabou de definir como uma hipótese de constitucionalidade em abstrato –, na verdade esbarra nos fatos, esbarra na realidade, vale dizer, na impossibilidade de que esses exames sejam feitos sempre por mulheres, o que termina por importar em proteção ao infrator, atingindo resultado diverso daquele que foi perseguido pela Lei. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministra Rosa, até porque pode ser que, depois de amanhã, haja legistas do sexo feminino em número suficiente, e, aí, a Lei pode ser cumprida regularmente. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Entendo, por isso, e exatamente nessa linha, que a perícia deverá ser feita preferencialmente por legista mulher. Todavia, de forma alguma, podemos inviabilizar a realização desse crucial exame, porque a não realização virá justamente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7086-D9F5-BD81-DFD9 e senha 1C62-03FE-71B3-DB99 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO ANTECIPAÇÃO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, é muito bom votar depois do Ministro Luís Roberto porque ele faz a resenha de tudo o que já ocorreu no julgamento e me exime de ficar aqui a repetir. Trago voto escrito e requeiro a juntada aos autos. Digo, desde logo, que também, como Sua Excelência, pedindo todas as vênias ao Ministro Alexandre, acompanho o eminente Relator, que, de maneira muito percuciente, equacionou a matéria. Acompanho assim o Relator quando afasta a inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa. Entendo perfeitamente configurada a hipótese de competência concorrente, e essa compreensão decorre de preceito já bem destacado, art. 24, XI e XV, da Constituição Federal. Por outro lado, a imposição de obrigatoriedade de as vítimas de estupro do sexo feminino serem examinadas por legista mulher quando menores de idade, embora em perfeita consonância com o Texto Constitucional – o Ministro Luís Roberto acabou de definir como uma hipótese de constitucionalidade em abstrato –, na verdade esbarra nos fatos, esbarra na realidade, vale dizer, na impossibilidade de que esses exames sejam feitos sempre por mulheres, o que termina por importar em proteção ao infrator, atingindo resultado diverso daquele que foi perseguido pela Lei. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministra Rosa, até porque pode ser que, depois de amanhã, haja legistas do sexo feminino em número suficiente, e, aí, a Lei pode ser cumprida regularmente. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Entendo, por isso, e exatamente nessa linha, que a perícia deverá ser feita preferencialmente por legista mulher. Todavia, de forma alguma, podemos inviabilizar a realização desse crucial exame, porque a não realização virá justamente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7086-D9F5-BD81-DFD9 e senha 1C62-03FE-71B3-DB99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 63 Antecipação ao Voto ADI 6039 MC / RJ em detrimento da vítima e em benefício do infrator. Nessa linha, eu acompanho, na íntegra, o eminente Relator quanto à interpretação conforme que ele propõe. É como voto, Presidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7086-D9F5-BD81-DFD9 e senha 1C62-03FE-71B3-DB99 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ em detrimento da vítima e em benefício do infrator. Nessa linha, eu acompanho, na íntegra, o eminente Relator quanto à interpretação conforme que ele propõe. É como voto, Presidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7086-D9F5-BD81-DFD9 e senha 1C62-03FE-71B3-DB99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 63 Voto - MIN. ROSA WEBER 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Senhor Presidente, reporto-me ao bem lançado relatório da lavra do eminente Ministro Luís Edson Fachin. Apenas para concatenar as premissas do meu voto, digo que se trata, na hipótese, de ação direta de inconstitucionalidade proposta pela Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, buscando a declaração de inconstitucionalidade do artigo 1..., § 3... (segunda parte), da Lei Estadual do Rio de Janeiro n. 8.008/2018, no ponto em que dispõe sobre a obrigatoriedade de as vítimas de estupro do sexo feminino serem examinadas por legista mulher, quando menores de idade. O dispositivo impugnado tem a seguinte redação (destaquei a parte impugnada): Art. 1.. O Programa de atenção às vítimas de estupro visa a apoiar as vítimas e identificar provas periciais, que caracterizem os danos, estabelecendo nexo causal com o ato de estupro praticado. [...] §3... Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher. A autora assenta sua pretensão nos argumentos de que a disciplina legal questionada configura norma processual (art. 22, inciso I, da CRFB1) e norma geral sobre procedimentos em matéria processual (art. 24, inciso XI, da CRFB2), invadindo a competência legislativa da União. Sustenta, além disso, inconstitucionalidade material consistente em ofensa ao 1 Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; 2 Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: (…) XI - procedimentos em matéria processual; Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Senhor Presidente, reporto-me ao bem lançado relatório da lavra do eminente Ministro Luís Edson Fachin. Apenas para concatenar as premissas do meu voto, digo que se trata, na hipótese, de ação direta de inconstitucionalidade proposta pela Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, buscando a declaração de inconstitucionalidade do artigo 1..., § 3... (segunda parte), da Lei Estadual do Rio de Janeiro n. 8.008/2018, no ponto em que dispõe sobre a obrigatoriedade de as vítimas de estupro do sexo feminino serem examinadas por legista mulher, quando menores de idade. O dispositivo impugnado tem a seguinte redação (destaquei a parte impugnada): Art. 1.. O Programa de atenção às vítimas de estupro visa a apoiar as vítimas e identificar provas periciais, que caracterizem os danos, estabelecendo nexo causal com o ato de estupro praticado. [...] §3... Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher. A autora assenta sua pretensão nos argumentos de que a disciplina legal questionada configura norma processual (art. 22, inciso I, da CRFB1) e norma geral sobre procedimentos em matéria processual (art. 24, inciso XI, da CRFB2), invadindo a competência legislativa da União. Sustenta, além disso, inconstitucionalidade material consistente em ofensa ao 1 Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; 2 Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: (…) XI - procedimentos em matéria processual; Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 63 Voto - MIN. ROSA WEBER ADI 6039 MC / RJ direito de acesso à justiça por crianças e adolescente e aos princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (arts. 5..., XXXV3, e 2274 da CRFB). Forte nesses argumentos, formula pedido liminar de suspensão do dispositivo impugnado, aduzindo que o perigo na demora decorreria da recusa de peritos legistas homens em realizar exame em vítimas menores de idade do sexo feminino, desde o advento da lei estadual, gerando prejuízo à produção da prova em crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes do sexo feminino. No mérito, postula: Requer, ao final, que se julgue procedente o pedido, para declarar a inconstitucionalidade do art. 1.–§3. (segunda parte) da Lei estadual n. 8.008/2018. Na eventualidade de não ser reconhecida a nulidade da norma, requer-se, com fundamento nos princípios da proteção integral e do melhor interesse da criança e do adolescente, seja fixada interpretação no sentido de que a segunda parte do art. 1.–§3. da Lei estadual n. 8.008/2018 somente terá eficácia quando o Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro possuir, no seu quadro de pessoal, número suficiente de peritos legistas mulheres para atender toda a demanda de perícia em crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de estupro no Estado. Requer, ao final, que se julgue procedente o pedido, para declarar a inconstitucionalidade do art. 1.–§3. (segunda parte) da Lei estadual 3 Art. 5... Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (…) XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; 4 Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (…) § 4... A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança e do adolescente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ direito de acesso à justiça por crianças e adolescente e aos princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (arts. 5..., XXXV3, e 2274 da CRFB). Forte nesses argumentos, formula pedido liminar de suspensão do dispositivo impugnado, aduzindo que o perigo na demora decorreria da recusa de peritos legistas homens em realizar exame em vítimas menores de idade do sexo feminino, desde o advento da lei estadual, gerando prejuízo à produção da prova em crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes do sexo feminino. No mérito, postula: Requer, ao final, que se julgue procedente o pedido, para declarar a inconstitucionalidade do art. 1.–§3. (segunda parte) da Lei estadual n. 8.008/2018. Na eventualidade de não ser reconhecida a nulidade da norma, requer-se, com fundamento nos princípios da proteção integral e do melhor interesse da criança e do adolescente, seja fixada interpretação no sentido de que a segunda parte do art. 1.–§3. da Lei estadual n. 8.008/2018 somente terá eficácia quando o Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro possuir, no seu quadro de pessoal, número suficiente de peritos legistas mulheres para atender toda a demanda de perícia em crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de estupro no Estado. Requer, ao final, que se julgue procedente o pedido, para declarar a inconstitucionalidade do art. 1.–§3. (segunda parte) da Lei estadual 3 Art. 5... Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (…) XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; 4 Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (…) § 4... A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança e do adolescente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 63 Voto - MIN. ROSA WEBER ADI 6039 MC / RJ n. 8.008/2018. Na eventualidade de não ser reconhecida a nulidade da norma, requer-se, com fundamento nos princípios da proteção integral e do melhor interesse da criança e do adolescente, seja fixada interpretação no sentido de que a segunda parte do art. 1.–§3. da Lei estadual n. 8.008/2018 somente terá eficácia quando o Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro possuir, no seu quadro de pessoal, número suficiente de peritos legistas mulheres para atender toda a demanda de perícia em crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de estupro no Estado. 2. Bem ponderada a controvérsia constitucional, e presente a necessidade da presença dos requisitos da plausibilidade jurídica da pretensão deduzida e do perigo da demora, informadores da concessão de medida cautelar, concluo mereça ela apenas deferimento parcial, nos termos do voto do eminente Relator, somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3... do art. 1... da Lei do Estado do Rio de Janeiro de n 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência, atribuindo à decisão excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino A alegação de inconstitucionalidade formal por ofensa à competência privativa da União para legislar sobre direito processual (art. 22, inciso I, Constituição Federal de 1988/88) e sobre normas gerais de procedimento em matéria processual (art. 24, inciso XI, Constituição Federal de 1988/88) nada colhe. A norma questionada em absoluto legisla sobre processo penal, apenas especificando o procedimento de atuação dos profissionais responsáveis pela realização de perícias técnicas, nos casos envolvendo a prática de crimes sexuais contra vítimas do sexo feminino, estabelecendo mecanismo de resguardo da dignidade humana de crianças e adolescentes, enquanto indivíduos em desenvolvimento especialmente protegidos pela Constituição Federal (art. 227). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ n. 8.008/2018. Na eventualidade de não ser reconhecida a nulidade da norma, requer-se, com fundamento nos princípios da proteção integral e do melhor interesse da criança e do adolescente, seja fixada interpretação no sentido de que a segunda parte do art. 1.–§3. da Lei estadual n. 8.008/2018 somente terá eficácia quando o Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro possuir, no seu quadro de pessoal, número suficiente de peritos legistas mulheres para atender toda a demanda de perícia em crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de estupro no Estado. 2. Bem ponderada a controvérsia constitucional, e presente a necessidade da presença dos requisitos da plausibilidade jurídica da pretensão deduzida e do perigo da demora, informadores da concessão de medida cautelar, concluo mereça ela apenas deferimento parcial, nos termos do voto do eminente Relator, somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3... do art. 1... da Lei do Estado do Rio de Janeiro de n 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência, atribuindo à decisão excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino A alegação de inconstitucionalidade formal por ofensa à competência privativa da União para legislar sobre direito processual (art. 22, inciso I, Constituição Federal de 1988/88) e sobre normas gerais de procedimento em matéria processual (art. 24, inciso XI, Constituição Federal de 1988/88) nada colhe. A norma questionada em absoluto legisla sobre processo penal, apenas especificando o procedimento de atuação dos profissionais responsáveis pela realização de perícias técnicas, nos casos envolvendo a prática de crimes sexuais contra vítimas do sexo feminino, estabelecendo mecanismo de resguardo da dignidade humana de crianças e adolescentes, enquanto indivíduos em desenvolvimento especialmente protegidos pela Constituição Federal (art. 227). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 63 Voto - MIN. ROSA WEBER ADI 6039 MC / RJ Sem dúvida, em juízo de cognição sumária, não vislumbro a inconstitucionalidade material da norma nos limites propugnados. Os vetores principiológicos que compõem o regime jurídico protetivo das crianças e dos adolescentes, inaugurado pela Constituição Federal de 1988, apontam para a necessidade de sua proteção integral e para a priorização de seus direitos, impondo ao Estado um papel ativo em defesa de tais direitos. Transcrevo o teor do artigo 227 do texto constitucional: Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (Destaquei) A prioridade imposta pela norma constitucional está a indicar um juízo de ponderação realizado pelo próprio constituinte, do qual resultou a precedência prima facie dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo em conta sua especial condição de indivíduos em formação. Nesse contexto, a norma questionada concretiza o regime de especial proteção constitucional, impondo ao Estado a adoção de tratamento diferenciado a crianças e adolescentes já vitimados em sua dignidade de modo atroz pelos atos criminosos a que submetidos. Dito de outro modo, exige um papel ativo do Estado para impedir, na maior medida possível, o agravamento do situação de vilipêndio dos direitos das vítimas. 3. Apesar disso, a parte autora demonstrou que a incidência concreta da norma questionada pode gerar perplexidades, em vista da realidade fática vivenciada no espaço territorial de sua incidência. No particular, a narrativa inicial descreveu o inquietante cenário gerado com a entrada em vigor da norma contestada no âmbito do Estado do Rio de Janeiro: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ Sem dúvida, em juízo de cognição sumária, não vislumbro a inconstitucionalidade material da norma nos limites propugnados. Os vetores principiológicos que compõem o regime jurídico protetivo das crianças e dos adolescentes, inaugurado pela Constituição Federal de 1988, apontam para a necessidade de sua proteção integral e para a priorização de seus direitos, impondo ao Estado um papel ativo em defesa de tais direitos. Transcrevo o teor do artigo 227 do texto constitucional: Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (Destaquei) A prioridade imposta pela norma constitucional está a indicar um juízo de ponderação realizado pelo próprio constituinte, do qual resultou a precedência prima facie dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo em conta sua especial condição de indivíduos em formação. Nesse contexto, a norma questionada concretiza o regime de especial proteção constitucional, impondo ao Estado a adoção de tratamento diferenciado a crianças e adolescentes já vitimados em sua dignidade de modo atroz pelos atos criminosos a que submetidos. Dito de outro modo, exige um papel ativo do Estado para impedir, na maior medida possível, o agravamento do situação de vilipêndio dos direitos das vítimas. 3. Apesar disso, a parte autora demonstrou que a incidência concreta da norma questionada pode gerar perplexidades, em vista da realidade fática vivenciada no espaço territorial de sua incidência. No particular, a narrativa inicial descreveu o inquietante cenário gerado com a entrada em vigor da norma contestada no âmbito do Estado do Rio de Janeiro: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 63 Voto - MIN. ROSA WEBER ADI 6039 MC / RJ Assim que a norma entrou em vigor, deparamo-nos com um caso tenebroso de estupro de uma menina de 11 anos. A lei estadual foi aplicada e o desfecho acabou sendo pior que o crime. A menina foi levada a uma delegacia pela mãe, dizendo que o padrasto havia ejaculado nela. Lá só havia um perito homem, que se recusou a fazer o laudo pro causa da nova lei. Portanto, não foi possível fazer o exame de corpo de delito. Mãe e filha rodaram por quilômetros madrugada adentro, e nem mesmo no hospital conseguiram fazer o exame — médicos de hospitais não podem fazer perícia técnica. Receberam até mesmo uma recusa por escrito, sempre sob o argumento de que a Lei estadual 8.008/18 veda a atuação do perito do sexo masculino em vítima menor de idade de sexo feminino em casos de estupro. No desespero, a mãe se retirou da delegacia. Certamente foi para casa, juntamente com uma prova essencial para a materialidade delitiva. E não foi possível coletar o material. (…) No caso concreto, a criança apresentava sinais indicativos de fluido em suas pernas, compatível com a aparência de sêmen. Diante de tal circunstância, a providência salutar é a coleta desse material — certamente rico em material genético — durante o exame de corpo de delito, à luz do artigo 158, do CPP, que deverá ser acautelado para exame laboratorial, conforme o artigo 170 do CPP. Mas, com a recusa dos peritos e dos médicos, isso não foi possível. Em arremate, assentou a eminente Procuradora-Geral da República: Sabe-se, ainda, que o Instituto Médico Legal do Estado do Rio de Janeiro está em situação precária. Além da falta de insumos básicos e mesmo de serviço de limpeza, não há, no quadro de pessoal, número suficiente de peritos criminais e legistas. O baixo número de mulheres peritas, ademais, inviabiliza o atendimento nos termos da Lei estadual n. 8.008/2018, prejudicando as crianças e adolescentes do sexo feminino que necessitam de exame pericial para comprovar a materialidade do crime de estupro por elas sofrido. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ Assim que a norma entrou em vigor, deparamo-nos com um caso tenebroso de estupro de uma menina de 11 anos. A lei estadual foi aplicada e o desfecho acabou sendo pior que o crime. A menina foi levada a uma delegacia pela mãe, dizendo que o padrasto havia ejaculado nela. Lá só havia um perito homem, que se recusou a fazer o laudo pro causa da nova lei. Portanto, não foi possível fazer o exame de corpo de delito. Mãe e filha rodaram por quilômetros madrugada adentro, e nem mesmo no hospital conseguiram fazer o exame — médicos de hospitais não podem fazer perícia técnica. Receberam até mesmo uma recusa por escrito, sempre sob o argumento de que a Lei estadual 8.008/18 veda a atuação do perito do sexo masculino em vítima menor de idade de sexo feminino em casos de estupro. No desespero, a mãe se retirou da delegacia. Certamente foi para casa, juntamente com uma prova essencial para a materialidade delitiva. E não foi possível coletar o material. (…) No caso concreto, a criança apresentava sinais indicativos de fluido em suas pernas, compatível com a aparência de sêmen. Diante de tal circunstância, a providência salutar é a coleta desse material — certamente rico em material genético — durante o exame de corpo de delito, à luz do artigo 158, do CPP, que deverá ser acautelado para exame laboratorial, conforme o artigo 170 do CPP. Mas, com a recusa dos peritos e dos médicos, isso não foi possível. Em arremate, assentou a eminente Procuradora-Geral da República: Sabe-se, ainda, que o Instituto Médico Legal do Estado do Rio de Janeiro está em situação precária. Além da falta de insumos básicos e mesmo de serviço de limpeza, não há, no quadro de pessoal, número suficiente de peritos criminais e legistas. O baixo número de mulheres peritas, ademais, inviabiliza o atendimento nos termos da Lei estadual n. 8.008/2018, prejudicando as crianças e adolescentes do sexo feminino que necessitam de exame pericial para comprovar a materialidade do crime de estupro por elas sofrido. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 63 Voto - MIN. ROSA WEBER ADI 6039 MC / RJ A realidade fática revela o baixo número de legistas mulheres no Estado do Rio de Janeiro, o que repercute gravemente sobre a própria capacidade dos atores do sistema de justiça penal em coletar e produzir provas técnicas imprescindíveis ao descortino de crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes do sexo feminino. Nesse contexto, a norma protetiva, em sua incidência concreta, pode gerar um déficit de amparo dos direitos que pretende tutelar. O efeito prático daí decorrente é extremamente grave e não pode ser ignorado na análise da constitucionalidade da norma. É preciso, pelo contrário, compatibilizar as possíveis incidências da norma protetiva com a regra subsidiária prevista no artigo 159, § 1..., do Código de Processo Penal, a fim de que a perícia técnica em vítimas de crimes sexuais do sexo feminino possam ser realizadas por duas pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame, quando verificada a falta de perita oficial do mesmo sexo. Daí minha adesão ao voto do eminente Relator, no sentido da concessão de interpretação conforme à constituição, no ponto, de modo que a realização de perícia por legista mulher seja tida como preferencial, e em absoluto se inviabilize o exame – o que viria em benefício do infrator, e não da vítima -, na hipótese, v.g, por carência de quadro, da impossibilidade de ser efetuada por legista mulher. É o voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ A realidade fática revela o baixo número de legistas mulheres no Estado do Rio de Janeiro, o que repercute gravemente sobre a própria capacidade dos atores do sistema de justiça penal em coletar e produzir provas técnicas imprescindíveis ao descortino de crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes do sexo feminino. Nesse contexto, a norma protetiva, em sua incidência concreta, pode gerar um déficit de amparo dos direitos que pretende tutelar. O efeito prático daí decorrente é extremamente grave e não pode ser ignorado na análise da constitucionalidade da norma. É preciso, pelo contrário, compatibilizar as possíveis incidências da norma protetiva com a regra subsidiária prevista no artigo 159, § 1..., do Código de Processo Penal, a fim de que a perícia técnica em vítimas de crimes sexuais do sexo feminino possam ser realizadas por duas pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame, quando verificada a falta de perita oficial do mesmo sexo. Daí minha adesão ao voto do eminente Relator, no sentido da concessão de interpretação conforme à constituição, no ponto, de modo que a realização de perícia por legista mulher seja tida como preferencial, e em absoluto se inviabilize o exame – o que viria em benefício do infrator, e não da vítima -, na hipótese, v.g, por carência de quadro, da impossibilidade de ser efetuada por legista mulher. É o voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E13-FF6B-3FCA-A288 e senha 6DAA-E29E-2787-86CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 41 de 63 Voto - MIN. LUIZ FUX 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, depois de tantas falas profundas, torna-se mais fácil partir imediatamente para o voto. Eu entendo, Senhor Presidente, também, que não há inconstitucionalidade formal, não só porque a Lei é procedimental, mas, se nós analisarmos a essência da Lei, ela é uma lei voltada à proteção da criança e do adolescente. Nós até abordamos isso no caso da revista íntima, onde verificamos que a proibição de revista íntima poderia, sim, ser estabelecida por lei estadual, na medida em que ela não feria, em essência, nenhuma lei federal; era uma lei salutar que não violava, de forma alguma, competência nenhuma da União e nem afrontava lei federal. Então, é uma lei essencialmente de proteção à criança e ao adolescente, proteção essa que veio consagrada na Constituição, e a própria Constituição estabelece que cabem a todos os entes da Federação a guarda da Constituição. Isso é um caso típico de guarda da Constituição, notadamente no que toca à criança e ao adolescente. Por outro lado, Senhor Presidente, é absolutamente inequívoco que o número de peritas mulheres é bem menor do que o dos peritos homens, tanto é assim que o próprio art. 249 do Código de Processo Penal admite, no caso da busca e apreensão, a busca nas mulheres por peritos do sexo feminino, desde que seja possível. E aqui a sistemática é exatamente a mesma. A minha preocupação é que a solução seja inconstitucional em decorrência do princípio da proteção deficiente encartado no princípio da razoabilidade. Isso porque o número reduzido de peritas é infinitamente menor do que o número de casos de violência sexual contra menor. Evidentemente que não se vai consultar a menor sobre qual é o perito da sua preferência, mas acontece que a violação pior já aconteceu Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91FA-9982-A137-B0D8 e senha D0FB-BD91-3212-9390 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, depois de tantas falas profundas, torna-se mais fácil partir imediatamente para o voto. Eu entendo, Senhor Presidente, também, que não há inconstitucionalidade formal, não só porque a Lei é procedimental, mas, se nós analisarmos a essência da Lei, ela é uma lei voltada à proteção da criança e do adolescente. Nós até abordamos isso no caso da revista íntima, onde verificamos que a proibição de revista íntima poderia, sim, ser estabelecida por lei estadual, na medida em que ela não feria, em essência, nenhuma lei federal; era uma lei salutar que não violava, de forma alguma, competência nenhuma da União e nem afrontava lei federal. Então, é uma lei essencialmente de proteção à criança e ao adolescente, proteção essa que veio consagrada na Constituição, e a própria Constituição estabelece que cabem a todos os entes da Federação a guarda da Constituição. Isso é um caso típico de guarda da Constituição, notadamente no que toca à criança e ao adolescente. Por outro lado, Senhor Presidente, é absolutamente inequívoco que o número de peritas mulheres é bem menor do que o dos peritos homens, tanto é assim que o próprio art. 249 do Código de Processo Penal admite, no caso da busca e apreensão, a busca nas mulheres por peritos do sexo feminino, desde que seja possível. E aqui a sistemática é exatamente a mesma. A minha preocupação é que a solução seja inconstitucional em decorrência do princípio da proteção deficiente encartado no princípio da razoabilidade. Isso porque o número reduzido de peritas é infinitamente menor do que o número de casos de violência sexual contra menor. Evidentemente que não se vai consultar a menor sobre qual é o perito da sua preferência, mas acontece que a violação pior já aconteceu Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91FA-9982-A137-B0D8 e senha D0FB-BD91-3212-9390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 42 de 63 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 6039 MC / RJ antecedentemente, que foi o delito sexual. E o perito vai atuar como se fosse um médico, com essa postura a que se referiu o Ministro Barroso. E entre as próprias mulheres, como também aqui foi assentado, há um desacordo moral, como se elas pudessem ser, digamos assim, periciadas por homens e por mulheres. Tanto quanto me consta, o número de ginecologistas homens é bem maior do que o número de ginecologistas mulheres. E isso não causa nenhum transtorno às pessoas do sexo feminino. A solução do Ministro Fachin é boa, muito boa, como sempre, mas eu entendo que a Lei diz mais do que ela queria; ela poderia dizer menos, porque, ao assentar que, sempre que possível, a perícia nesses casos será feita por peritos do sexo feminino, isso já resolveria a questão. Então, eu declararia a inconstitucionalidade com redução de texto, tirando essa segunda parte do "obrigatoriamente". Porque menor mulher é do sexo feminino, mulher maior é do sexo feminino. Então, sempre que possível, a mulher do sexo feminino... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Vossa Excelência me permite? Parece-me que, neste caso, a exceção protege a menor, não é apenas, como se tem, a vítima do sexo feminino. Deu-se uma proteção à menina, à menor, à adolescente, então acho que há uma diferença. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas essa proteção, no meu modo de ver, é deficiente, porque o número de casos de violência sexual... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim, eu apenas estou dizendo que, se tirar essa segunda parte, esta proteção específica à menina, à jovem, à adolescente, fica distinta quando deixamos a norma expondo apenas a vítima do sexo feminino, porque a maturidade, inclusive psicológica, não apenas cronológica, de uma mulher é diferente, e a gente sabe o que é adolescente, homens e mulheres, imagina da menina que tenha sofrido uma violência dessa natureza. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A declaração, Ministro Fux, de inconstitucionalidade impede que, amanhã, havendo número de legistas mulheres suficientes, você cumpra obrigatoriamente a norma. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91FA-9982-A137-B0D8 e senha D0FB-BD91-3212-9390 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ antecedentemente, que foi o delito sexual. E o perito vai atuar como se fosse um médico, com essa postura a que se referiu o Ministro Barroso. E entre as próprias mulheres, como também aqui foi assentado, há um desacordo moral, como se elas pudessem ser, digamos assim, periciadas por homens e por mulheres. Tanto quanto me consta, o número de ginecologistas homens é bem maior do que o número de ginecologistas mulheres. E isso não causa nenhum transtorno às pessoas do sexo feminino. A solução do Ministro Fachin é boa, muito boa, como sempre, mas eu entendo que a Lei diz mais do que ela queria; ela poderia dizer menos, porque, ao assentar que, sempre que possível, a perícia nesses casos será feita por peritos do sexo feminino, isso já resolveria a questão. Então, eu declararia a inconstitucionalidade com redução de texto, tirando essa segunda parte do "obrigatoriamente". Porque menor mulher é do sexo feminino, mulher maior é do sexo feminino. Então, sempre que possível, a mulher do sexo feminino... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Vossa Excelência me permite? Parece-me que, neste caso, a exceção protege a menor, não é apenas, como se tem, a vítima do sexo feminino. Deu-se uma proteção à menina, à menor, à adolescente, então acho que há uma diferença. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas essa proteção, no meu modo de ver, é deficiente, porque o número de casos de violência sexual... A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim, eu apenas estou dizendo que, se tirar essa segunda parte, esta proteção específica à menina, à jovem, à adolescente, fica distinta quando deixamos a norma expondo apenas a vítima do sexo feminino, porque a maturidade, inclusive psicológica, não apenas cronológica, de uma mulher é diferente, e a gente sabe o que é adolescente, homens e mulheres, imagina da menina que tenha sofrido uma violência dessa natureza. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A declaração, Ministro Fux, de inconstitucionalidade impede que, amanhã, havendo número de legistas mulheres suficientes, você cumpra obrigatoriamente a norma. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91FA-9982-A137-B0D8 e senha D0FB-BD91-3212-9390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 43 de 63 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 6039 MC / RJ O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, porque aí sempre será possível. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas aí você vai ter retirado o "obrigatoriamente". O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas, sempre que possível, será feita por perita do sexo feminino. Então isso aí será possível e a perícia será feita. Agora, no meu modo de entender, essa solução - muito bem sugerida pelo Ministro Fachin -, no estágio atual, gera uma solução inconstitucional, porque o número de atos atentatórios às mulheres e até mesmo às menores é muito maior que o número de peritas. Então esta solução "sempre que possível, pessoas do sexo feminino serão examinadas por peritas do sexo feminino" engloba mulheres e meninas. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministro Fux, esse foi exatamente o meu posicionamento, ou seja, retira o "obrigatoriamente" e vale o "preferencialmente" para todas as mulheres. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Sempre que possível. Quando tiver concurso, sempre será possível. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Senão, nós vamos ter o problema prático de quem vai analisar os limites de todas as possibilidades, e não no "preferencialmente" para todas as mulheres. É exatamente esse o meu posicionamento. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - E outra coisa, o pior já aconteceu, que foi a violência sexual. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Então, só para compreensão da Presidência, o Ministro Luiz Fux e, agora, pelo que disse, o Ministro Alexandre de Moraes suspendem a segunda parte da norma. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu tinha dito isso antes já. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Sim. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu suspendo o "obrigatoriamente", fica "preferencialmente". 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91FA-9982-A137-B0D8 e senha D0FB-BD91-3212-9390 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, porque aí sempre será possível. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas aí você vai ter retirado o "obrigatoriamente". O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas, sempre que possível, será feita por perita do sexo feminino. Então isso aí será possível e a perícia será feita. Agora, no meu modo de entender, essa solução - muito bem sugerida pelo Ministro Fachin -, no estágio atual, gera uma solução inconstitucional, porque o número de atos atentatórios às mulheres e até mesmo às menores é muito maior que o número de peritas. Então esta solução "sempre que possível, pessoas do sexo feminino serão examinadas por peritas do sexo feminino" engloba mulheres e meninas. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministro Fux, esse foi exatamente o meu posicionamento, ou seja, retira o "obrigatoriamente" e vale o "preferencialmente" para todas as mulheres. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Sempre que possível. Quando tiver concurso, sempre será possível. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Senão, nós vamos ter o problema prático de quem vai analisar os limites de todas as possibilidades, e não no "preferencialmente" para todas as mulheres. É exatamente esse o meu posicionamento. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - E outra coisa, o pior já aconteceu, que foi a violência sexual. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Então, só para compreensão da Presidência, o Ministro Luiz Fux e, agora, pelo que disse, o Ministro Alexandre de Moraes suspendem a segunda parte da norma. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu tinha dito isso antes já. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Sim. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu suspendo o "obrigatoriamente", fica "preferencialmente". 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91FA-9982-A137-B0D8 e senha D0FB-BD91-3212-9390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 44 de 63 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 6039 MC / RJ O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Por outros fundamentos, acompanho o Ministro-Relator, mas com essas observações. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Está bem. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Acompanha a divergência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, mas defiro a cautelar. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Porque o Ministro-Relator interpreta conforme a Constituição; o Ministro Alexandre declarara a inconstitucionalidade do "obrigatoriamente". Então há posições diferentes. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas ambos concedem a cautelar. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - O Ministro Alexandre suspenderia o "obrigatoriamente". O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - O "obrigatoriamente", aplicando o "preferencialmente" para todas as mulheres. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - E o Ministro Fachin suspende qualquer outra que não seja a interpretação no sentido de que será preferencialmente enquanto essa situação prevalecer. Acho que é isso. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Agradeço ao Ministro Luiz Fux. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91FA-9982-A137-B0D8 e senha D0FB-BD91-3212-9390 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Por outros fundamentos, acompanho o Ministro-Relator, mas com essas observações. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Está bem. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Acompanha a divergência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, mas defiro a cautelar. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Porque o Ministro-Relator interpreta conforme a Constituição; o Ministro Alexandre declarara a inconstitucionalidade do "obrigatoriamente". Então há posições diferentes. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas ambos concedem a cautelar. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - O Ministro Alexandre suspenderia o "obrigatoriamente". O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - O "obrigatoriamente", aplicando o "preferencialmente" para todas as mulheres. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - E o Ministro Fachin suspende qualquer outra que não seja a interpretação no sentido de que será preferencialmente enquanto essa situação prevalecer. Acho que é isso. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Agradeço ao Ministro Luiz Fux. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91FA-9982-A137-B0D8 e senha D0FB-BD91-3212-9390 Inteiro Teor do Acórdão - Página 45 de 63 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, começo por também elogiar Vossa Excelência, como fez o Ministro Alexandre de Moraes, por ter pautado este, que é um tema realmente que preocupa não apenas no Rio, mas em outros Estados, nos quais também se tentou estabelecer norma parecida. E também à Doutora Raquel Dodge, pela sustentação e pela arguição. Peço vênia ao Ministro Alexandre de Moraes, porque não vislumbro qualquer inconstitucionalidade formal. Parece-me que, aqui, é procedimento e forma de prestação de um serviço imprescindível. E também não vejo como exclusivo, por vício de iniciativa, o que seria, segundo Sua Excelência, uma invasão de competência. Também não vislumbro, Presidente, inconstitucionalidade material, no que se refere, como bem posto pelo Ministro Barroso, à norma em abstrato. Necessariamente, nós fazemos controle de constitucionalidade de norma, que seria em abstrato. A novidade, aqui, é que a norma em abstrato não parece conter - pelo menos no que se põe pela maioria até agora - uma inconstitucionalidade material, porém, a aplicação da norma em face de dados da realidade, incontornáveis neste momento, é que tem gerado uma inconstitucionalidade por outro direito, que é o do acesso à Justiça, que não estaria sendo devidamente protegido, acobertado. Nesse sentido, é que também tenho como inválida a obrigatoriedade que leva ao não cumprimento da realização do exame, que é necessário para que se chegue à imputação e ao eventual processamento do responsável, do agressor, mas, neste caso, apenas chamo a atenção para a circunstância de que não é apenas a intenção da norma que precisa ser valorizada, a própria norma gera uma situação nova. E acho que isso é importante até para vencer uma situação de muito preconceito, que sofrem não apenas as pessoas que passam por esse tipo de experiência, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0182-46EC-D492-67F7 e senha 894F-7CB5-D385-3CBC Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, começo por também elogiar Vossa Excelência, como fez o Ministro Alexandre de Moraes, por ter pautado este, que é um tema realmente que preocupa não apenas no Rio, mas em outros Estados, nos quais também se tentou estabelecer norma parecida. E também à Doutora Raquel Dodge, pela sustentação e pela arguição. Peço vênia ao Ministro Alexandre de Moraes, porque não vislumbro qualquer inconstitucionalidade formal. Parece-me que, aqui, é procedimento e forma de prestação de um serviço imprescindível. E também não vejo como exclusivo, por vício de iniciativa, o que seria, segundo Sua Excelência, uma invasão de competência. Também não vislumbro, Presidente, inconstitucionalidade material, no que se refere, como bem posto pelo Ministro Barroso, à norma em abstrato. Necessariamente, nós fazemos controle de constitucionalidade de norma, que seria em abstrato. A novidade, aqui, é que a norma em abstrato não parece conter - pelo menos no que se põe pela maioria até agora - uma inconstitucionalidade material, porém, a aplicação da norma em face de dados da realidade, incontornáveis neste momento, é que tem gerado uma inconstitucionalidade por outro direito, que é o do acesso à Justiça, que não estaria sendo devidamente protegido, acobertado. Nesse sentido, é que também tenho como inválida a obrigatoriedade que leva ao não cumprimento da realização do exame, que é necessário para que se chegue à imputação e ao eventual processamento do responsável, do agressor, mas, neste caso, apenas chamo a atenção para a circunstância de que não é apenas a intenção da norma que precisa ser valorizada, a própria norma gera uma situação nova. E acho que isso é importante até para vencer uma situação de muito preconceito, que sofrem não apenas as pessoas que passam por esse tipo de experiência, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0182-46EC-D492-67F7 e senha 894F-7CB5-D385-3CBC Inteiro Teor do Acórdão - Página 46 de 63 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 6039 MC / RJ mas a própria vítima, que tem até medo de ir ao médico-perito. Por isso é que foram criadas delegacias de mulheres, por isso é que vão sendo criadas outras situações. E entendo, Ministro Alexandre, que o preconceito é enorme contra nós mulheres e falo de cátedra! O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu concordo plenamente. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Apenas para chamar a atenção, não tenho dúvidas de que é de pleno conhecimento isso, mas o sofrimento que o preconceito impõe e, em situações como essa, a gente vê pessoas se perdendo por absoluta incapacidade até de superação. Então, quando Vossa Excelência afirma que, daqui a pouco, alguém vai cogitar de ser julgado só por mulheres, não é o caso, porque, como Vossa Excelência mesmo enfatizou, o princípio da razoabilidade é que há de nortear esse tipo de situação. Acho que aqui foi voltado para isso. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Sim, Ministra Cármen, mas é o caso, porque, em vários Estados, já há projetos de lei apresentados por deputados nesse sentido. Então, é a vida como ela é! A vida real! A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - E a vida como ela é, é feita por nós: uma sociedade preconceituosa, discriminatória, como a nossa, nós que fizemos. Há um poeta francês, poeta da negritude, o Damas, que diz sobre nós, os que sofrem preconceito: Nous les chiens nous les rien qu'attendons-nous de cette vie stupide et bête qui nous est faite O que nós podemos esperar dessa vida que nos é entregue e que, se a gente não mudar, vai continuar para sempre preconceituosa, discriminatória, violenta contra cada uma de nós? Violenta, porque - Vossa Excelência haverá de estar no CNJ e o hoje Presidente sabe disso, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0182-46EC-D492-67F7 e senha 894F-7CB5-D385-3CBC Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ mas a própria vítima, que tem até medo de ir ao médico-perito. Por isso é que foram criadas delegacias de mulheres, por isso é que vão sendo criadas outras situações. E entendo, Ministro Alexandre, que o preconceito é enorme contra nós mulheres e falo de cátedra! O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu concordo plenamente. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Apenas para chamar a atenção, não tenho dúvidas de que é de pleno conhecimento isso, mas o sofrimento que o preconceito impõe e, em situações como essa, a gente vê pessoas se perdendo por absoluta incapacidade até de superação. Então, quando Vossa Excelência afirma que, daqui a pouco, alguém vai cogitar de ser julgado só por mulheres, não é o caso, porque, como Vossa Excelência mesmo enfatizou, o princípio da razoabilidade é que há de nortear esse tipo de situação. Acho que aqui foi voltado para isso. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Sim, Ministra Cármen, mas é o caso, porque, em vários Estados, já há projetos de lei apresentados por deputados nesse sentido. Então, é a vida como ela é! A vida real! A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - E a vida como ela é, é feita por nós: uma sociedade preconceituosa, discriminatória, como a nossa, nós que fizemos. Há um poeta francês, poeta da negritude, o Damas, que diz sobre nós, os que sofrem preconceito: Nous les chiens nous les rien qu'attendons-nous de cette vie stupide et bête qui nous est faite O que nós podemos esperar dessa vida que nos é entregue e que, se a gente não mudar, vai continuar para sempre preconceituosa, discriminatória, violenta contra cada uma de nós? Violenta, porque - Vossa Excelência haverá de estar no CNJ e o hoje Presidente sabe disso, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0182-46EC-D492-67F7 e senha 894F-7CB5-D385-3CBC Inteiro Teor do Acórdão - Página 47 de 63 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 6039 MC / RJ quando trabalhamos - desde a gestão da Ministra Ellen e do Ministro Gilmar foram criadas as coordenadorias de mulher, e isso foi objeto de deboche e ainda há hoje. Trabalho permanentemente com juízes das poucas varas que ainda temos no Brasil, especializadas, tanto de Infância, quanto de combate à violência doméstica, e sabemos o que se passa ali dentro de preconceito ao vivo. Se não mudarmos, se não criarmos situações, essa vie estupide et bête qui nous est faite continuará por muito tempo. Por isso é que a norma em si, como diz o Ministro Barroso, em abstrato, não nos parece objeto de discriminação. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Mas acho que é importante deixar claro, como também o Ministro Barroso salientou, que não pode existir um preconceito a priori dos médicos legistas homens. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Nem estamos a dizer isso. Estamos dizendo que o que há é uma realidade. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Como o Ministro Fux levantou, há muito mais ginecologistas homens do que mulheres. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Há muito mais médicos no Brasil, porque há muito mais... O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Também nós temos que analisar a realidade. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Claro! Uma realidade que aí está. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Há preconceito? Há, mas o fato, simplesmente, de um homem realizar a perícia em uma mulher não significa preconceito. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Não, não se a gente considerar o lado do médico, mas, aqui, nós estamos considerando o lado da vítima e, como se põe, a vítima que, muitas vezes - e bem disse o Ministro Barroso -, mesmo em uma conversa entre mulheres, entre nós mulheres, não há qualquer preconceito a que se tenha o atendimento pelo homem. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0182-46EC-D492-67F7 e senha 894F-7CB5-D385-3CBC Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ quando trabalhamos - desde a gestão da Ministra Ellen e do Ministro Gilmar foram criadas as coordenadorias de mulher, e isso foi objeto de deboche e ainda há hoje. Trabalho permanentemente com juízes das poucas varas que ainda temos no Brasil, especializadas, tanto de Infância, quanto de combate à violência doméstica, e sabemos o que se passa ali dentro de preconceito ao vivo. Se não mudarmos, se não criarmos situações, essa vie estupide et bête qui nous est faite continuará por muito tempo. Por isso é que a norma em si, como diz o Ministro Barroso, em abstrato, não nos parece objeto de discriminação. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Mas acho que é importante deixar claro, como também o Ministro Barroso salientou, que não pode existir um preconceito a priori dos médicos legistas homens. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Nem estamos a dizer isso. Estamos dizendo que o que há é uma realidade. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Como o Ministro Fux levantou, há muito mais ginecologistas homens do que mulheres. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Há muito mais médicos no Brasil, porque há muito mais... O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Também nós temos que analisar a realidade. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Claro! Uma realidade que aí está. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Há preconceito? Há, mas o fato, simplesmente, de um homem realizar a perícia em uma mulher não significa preconceito. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Não, não se a gente considerar o lado do médico, mas, aqui, nós estamos considerando o lado da vítima e, como se põe, a vítima que, muitas vezes - e bem disse o Ministro Barroso -, mesmo em uma conversa entre mulheres, entre nós mulheres, não há qualquer preconceito a que se tenha o atendimento pelo homem. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0182-46EC-D492-67F7 e senha 894F-7CB5-D385-3CBC Inteiro Teor do Acórdão - Página 48 de 63 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 6039 MC / RJ O que nós estamos dizendo, neste caso, é que a norma, em abstrato, buscou uma modificação de uma situação que, a partir de dados - e agora os dados contrários, da realidade, por isso estamos dando essa interpretação conforme -, comprovou o desconforto ou o maior conforto da vítima, eventualmente, com o atendimento de alguém que tenha essa empatia por uma questão de imaginar que a outra é capaz de compreender. E, por isso mesmo, é que nós não estamos - pelo menos eu que estou já adiantando, acompanhando o Relator – não excluindo a norma nem suspendendo os efeitos por ela produzidos, mas a obrigatoriedade, apenas isso, para dizer que essa condição advém de uma circunstância fática, também vista de um lado. Claro que, diante de uma circunstância como essa, Vossa Excelência bem acentua, temos a maioria de médicos ginecologistas homens, temos a maioria de médicos homens no Brasil, pela singela circunstância de que pouquíssimas mulheres, até as décadas de 50 e 60, chegavam até às faculdades. No Direito também e em todos os campos de conhecimento chegamos há muito pouco tempo, relativamente pouco tempo na história da humanidade, a conseguir atingir os cargos. É isso. Mas de toda a sorte, com todo o respeito, e sabendo bem que, como Vossa Excelência mesmo enfatizou, como ex-Secretário de Segurança, teve os dados concretos para saber que, diante disso, melhor dar preferencialidade que simplesmente excluir uma situação de não realização desses exames, o que seria realmente ruim. Por isso, Presidente, estou acompanhando o Relator, com as vênias do Ministro Alexandre, no que se refere tanto à sustentação de uma inconstitucionalidade material quanto à exclusão do termo obrigatoriedade. É como voto, Presidente, acompanhando, portanto, o Relator. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0182-46EC-D492-67F7 e senha 894F-7CB5-D385-3CBC Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ O que nós estamos dizendo, neste caso, é que a norma, em abstrato, buscou uma modificação de uma situação que, a partir de dados - e agora os dados contrários, da realidade, por isso estamos dando essa interpretação conforme -, comprovou o desconforto ou o maior conforto da vítima, eventualmente, com o atendimento de alguém que tenha essa empatia por uma questão de imaginar que a outra é capaz de compreender. E, por isso mesmo, é que nós não estamos - pelo menos eu que estou já adiantando, acompanhando o Relator – não excluindo a norma nem suspendendo os efeitos por ela produzidos, mas a obrigatoriedade, apenas isso, para dizer que essa condição advém de uma circunstância fática, também vista de um lado. Claro que, diante de uma circunstância como essa, Vossa Excelência bem acentua, temos a maioria de médicos ginecologistas homens, temos a maioria de médicos homens no Brasil, pela singela circunstância de que pouquíssimas mulheres, até as décadas de 50 e 60, chegavam até às faculdades. No Direito também e em todos os campos de conhecimento chegamos há muito pouco tempo, relativamente pouco tempo na história da humanidade, a conseguir atingir os cargos. É isso. Mas de toda a sorte, com todo o respeito, e sabendo bem que, como Vossa Excelência mesmo enfatizou, como ex-Secretário de Segurança, teve os dados concretos para saber que, diante disso, melhor dar preferencialidade que simplesmente excluir uma situação de não realização desses exames, o que seria realmente ruim. Por isso, Presidente, estou acompanhando o Relator, com as vênias do Ministro Alexandre, no que se refere tanto à sustentação de uma inconstitucionalidade material quanto à exclusão do termo obrigatoriedade. É como voto, Presidente, acompanhando, portanto, o Relator. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0182-46EC-D492-67F7 e senha 894F-7CB5-D385-3CBC Inteiro Teor do Acórdão - Página 49 de 63 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vogal): Trata-se de ADI proposta pela Procuradoria-Geral da República – PGR contra a Lei Estadual 8.008/2018, do Estado do Rio de Janeiro, que, ao instituir o Programa de Atenção às Vítimas de Estupro, estabeleceu a obrigatoriedade de as vítimas do sexo feminino menores de idade serem examinadas por perito legista mulher. O dispositivo impugnado está assim redigido: “Art. 1... […] § 3...: Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher” (Grifei). A requerente arguiu ofensa à competência privativa da União para legislar sobre direito processual e à sua competência para legislar sobre normas gerais de procedimentos em matéria processual, bem como inconstitucionalidade material, malferindo direitos e garantias das crianças e adolescentes de acesso à Justiça, proteção integral e prioridade absoluta. O pedido ficou assim formulado: “É caso de concessão de medida cautelar, até por decisão monocrática do(a) Ministro(a) relator(a), para suspender os efeitos do art. 1.–§3. (segunda parte) da Lei estadual n. 8.008/2018 até o julgamento definitivo desta ação. A plausibilidade jurídica do pedido (fumus boni juris) está suficientemente demonstrada nesta petição inicial. O perigo na demora processual (periculum in mora) está configurado na Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A718-7A15-813A-674E e senha D798-E0E4-F5EF-0156 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vogal): Trata-se de ADI proposta pela Procuradoria-Geral da República – PGR contra a Lei Estadual 8.008/2018, do Estado do Rio de Janeiro, que, ao instituir o Programa de Atenção às Vítimas de Estupro, estabeleceu a obrigatoriedade de as vítimas do sexo feminino menores de idade serem examinadas por perito legista mulher. O dispositivo impugnado está assim redigido: “Art. 1... […] § 3...: Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher” (Grifei). A requerente arguiu ofensa à competência privativa da União para legislar sobre direito processual e à sua competência para legislar sobre normas gerais de procedimentos em matéria processual, bem como inconstitucionalidade material, malferindo direitos e garantias das crianças e adolescentes de acesso à Justiça, proteção integral e prioridade absoluta. O pedido ficou assim formulado: “É caso de concessão de medida cautelar, até por decisão monocrática do(a) Ministro(a) relator(a), para suspender os efeitos do art. 1.–§3. (segunda parte) da Lei estadual n. 8.008/2018 até o julgamento definitivo desta ação. A plausibilidade jurídica do pedido (fumus boni juris) está suficientemente demonstrada nesta petição inicial. O perigo na demora processual (periculum in mora) está configurado na Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A718-7A15-813A-674E e senha D798-E0E4-F5EF-0156 Inteiro Teor do Acórdão - Página 50 de 63 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 6039 MC / RJ notícia de que peritos legistas homens, no Estado do Rio de Janeiro, têm se recusado a examinar crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de estupro, prejudicando a coleta da prova da materialidade e da autoria do crime. Nota-se que, com a suspensão da segunda parte do art. 1.–§3. da Lei estadual n. 8.008/2018, prevalecerá a regra de que “sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher” (primeira parte do art. 1.–§3. da Lei estadual n. 8.008/2018 – grifei), suficiente para proteger todas as mulheres, adultas, crianças e adolescentes, sem que haja retardamento ou prejuízo da perícia. Requer, ao final, que se julgue procedente o pedido, para declarar a inconstitucionalidade do art. 1.–§3. (segunda parte) da Lei estadual n. 8.008/2018. Na eventualidade de não ser reconhecida a nulidade da norma, requer-se, com fundamento nos princípios da proteção integral e do melhor interesse da criança e do adolescente, seja fixada interpretação no sentido de que a segunda parte do art. 1.–§3. da Lei estadual n. 8.008/2018 somente terá eficácia quando o Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro possuir, no seu quadro de pessoal, número suficiente de peritos legistas mulheres para atender toda a demanda de perícia em crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de estupro no Estado”. É o breve relatório. Decido. Bem examinados os autos, rejeito a alegação de ofensa à competência privativa da União para legislar sobre direito processual por entender que incide, no caso, o disposto no art. 24, XI da Constituição, segundo o qual “compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre procedimentos em matéria processual”, o qual resguarda a iniciativa estatal em aspecto que, a meu ver, não invade a seara das normas gerais de competência da União. Uma questão inquietante diz respeito à possível infração ao art. 61, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A718-7A15-813A-674E e senha D798-E0E4-F5EF-0156 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ notícia de que peritos legistas homens, no Estado do Rio de Janeiro, têm se recusado a examinar crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de estupro, prejudicando a coleta da prova da materialidade e da autoria do crime. Nota-se que, com a suspensão da segunda parte do art. 1.–§3. da Lei estadual n. 8.008/2018, prevalecerá a regra de que “sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher” (primeira parte do art. 1.–§3. da Lei estadual n. 8.008/2018 – grifei), suficiente para proteger todas as mulheres, adultas, crianças e adolescentes, sem que haja retardamento ou prejuízo da perícia. Requer, ao final, que se julgue procedente o pedido, para declarar a inconstitucionalidade do art. 1.–§3. (segunda parte) da Lei estadual n. 8.008/2018. Na eventualidade de não ser reconhecida a nulidade da norma, requer-se, com fundamento nos princípios da proteção integral e do melhor interesse da criança e do adolescente, seja fixada interpretação no sentido de que a segunda parte do art. 1.–§3. da Lei estadual n. 8.008/2018 somente terá eficácia quando o Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro possuir, no seu quadro de pessoal, número suficiente de peritos legistas mulheres para atender toda a demanda de perícia em crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de estupro no Estado”. É o breve relatório. Decido. Bem examinados os autos, rejeito a alegação de ofensa à competência privativa da União para legislar sobre direito processual por entender que incide, no caso, o disposto no art. 24, XI da Constituição, segundo o qual “compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre procedimentos em matéria processual”, o qual resguarda a iniciativa estatal em aspecto que, a meu ver, não invade a seara das normas gerais de competência da União. Uma questão inquietante diz respeito à possível infração ao art. 61, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A718-7A15-813A-674E e senha D798-E0E4-F5EF-0156 Inteiro Teor do Acórdão - Página 51 de 63 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 6039 MC / RJ inc. II, a e c, da Constituição. Este aspecto deverá ser resolvido, porém, quando da apreciação do mérito desta ação. Por enquanto, em sede de liminar, acredito que podemos projetar para o futuro essa discussão. Neste momento processual, entendo que, a despeito das virtudes da lei, ela tem pode provocar situações de violação ao direito das vítimas, que não têm sido atendidas pela ausência de número suficiente de legistas mulheres. Transcrevo o trecho citado pela PGR em sua inicial, de autoria de Delegado de Polícia do Estado do Rio de Janeiro: “Assim que a norma entrou em vigor, deparamo-nos com um caso tenebroso de estupro de uma menina de 11 anos. A lei estadual foi aplicada e o desfecho acabou sendo pior que o crime. A menina foi levada a uma delegacia pela mãe, dizendo que o padrasto havia ejaculado nela. Lá só havia um perito homem, que se recusou a fazer o laudo por causa da nova lei. Portanto, não foi possível fazer o exame de corpo de delito. Mãe e filha rodaram por quilômetros madrugada adentro, e nem mesmo no hospital conseguiram fazer o exame — médicos de hospitais não podem fazer perícia técnica. Receberam até mesmo uma recusa por escrito, sempre sob o argumento de que a Lei estadual 8.007/18 veda a atuação do perito do sexo masculino em vítima menor de idade de sexo feminino em casos de estupro. No desespero, a mãe se retirou da delegacia. Certamente foi para casa, juntamente com uma prova essencial para a materialidade delitiva. E não foi possível coletar o material.”1 Suprimindo-se a parcela impugnada do dispositivo legal, prevalecerá a primeira parte do artigo, que estabelece a preferência pelo atendimento por legista mulher, que é suficiente para proteger as vítimas 1 Texto disponível na íntegra em: <http://www.adepolrj.com.br/adepol/noticia_dinamica.asp?id=21000>. Acesso: 11 de março de 2019. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A718-7A15-813A-674E e senha D798-E0E4-F5EF-0156 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ inc. II, a e c, da Constituição. Este aspecto deverá ser resolvido, porém, quando da apreciação do mérito desta ação. Por enquanto, em sede de liminar, acredito que podemos projetar para o futuro essa discussão. Neste momento processual, entendo que, a despeito das virtudes da lei, ela tem pode provocar situações de violação ao direito das vítimas, que não têm sido atendidas pela ausência de número suficiente de legistas mulheres. Transcrevo o trecho citado pela PGR em sua inicial, de autoria de Delegado de Polícia do Estado do Rio de Janeiro: “Assim que a norma entrou em vigor, deparamo-nos com um caso tenebroso de estupro de uma menina de 11 anos. A lei estadual foi aplicada e o desfecho acabou sendo pior que o crime. A menina foi levada a uma delegacia pela mãe, dizendo que o padrasto havia ejaculado nela. Lá só havia um perito homem, que se recusou a fazer o laudo por causa da nova lei. Portanto, não foi possível fazer o exame de corpo de delito. Mãe e filha rodaram por quilômetros madrugada adentro, e nem mesmo no hospital conseguiram fazer o exame — médicos de hospitais não podem fazer perícia técnica. Receberam até mesmo uma recusa por escrito, sempre sob o argumento de que a Lei estadual 8.007/18 veda a atuação do perito do sexo masculino em vítima menor de idade de sexo feminino em casos de estupro. No desespero, a mãe se retirou da delegacia. Certamente foi para casa, juntamente com uma prova essencial para a materialidade delitiva. E não foi possível coletar o material.”1 Suprimindo-se a parcela impugnada do dispositivo legal, prevalecerá a primeira parte do artigo, que estabelece a preferência pelo atendimento por legista mulher, que é suficiente para proteger as vítimas 1 Texto disponível na íntegra em: <http://www.adepolrj.com.br/adepol/noticia_dinamica.asp?id=21000>. Acesso: 11 de março de 2019. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A718-7A15-813A-674E e senha D798-E0E4-F5EF-0156 Inteiro Teor do Acórdão - Página 52 de 63 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADI 6039 MC / RJ de estupro do sexo feminino, em qualquer idade, sem que haja riscos de inviabilização da prova pericial. Ressalto que interpreto o “preferencialmente” da seguinte forma: se houver legista mulher na unidade de atendimento para a qual a vítima se dirigiu inicialmente, será ela que irá atender a referida vítima; não havendo legista do sexo feminino, a vítima poderá escolher entre ser atendida por um homem ou, alternativamente, deslocar-se a uma unidade que disponha de legista mulher. Assim, diante da noticiada inviabilidade de apuração de crimes praticados contra crianças dos sexo feminino, pela ausência de legistas mulheres em número suficiente para dar conta da demanda no Estado, estaria configurada a ofensa aos princípios invocados pela PGR de acesso à Justiça, proteção integral e prioridade absoluta. Ante o exposto, acompanho o relator para deferir a medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3... do art. 1... da Lei do Estado do Rio de Janeiro 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência. Acompanho Sua Excelência também na atribuição de efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A718-7A15-813A-674E e senha D798-E0E4-F5EF-0156 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ de estupro do sexo feminino, em qualquer idade, sem que haja riscos de inviabilização da prova pericial. Ressalto que interpreto o “preferencialmente” da seguinte forma: se houver legista mulher na unidade de atendimento para a qual a vítima se dirigiu inicialmente, será ela que irá atender a referida vítima; não havendo legista do sexo feminino, a vítima poderá escolher entre ser atendida por um homem ou, alternativamente, deslocar-se a uma unidade que disponha de legista mulher. Assim, diante da noticiada inviabilidade de apuração de crimes praticados contra crianças dos sexo feminino, pela ausência de legistas mulheres em número suficiente para dar conta da demanda no Estado, estaria configurada a ofensa aos princípios invocados pela PGR de acesso à Justiça, proteção integral e prioridade absoluta. Ante o exposto, acompanho o relator para deferir a medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3... do art. 1... da Lei do Estado do Rio de Janeiro 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência. Acompanho Sua Excelência também na atribuição de efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A718-7A15-813A-674E e senha D798-E0E4-F5EF-0156 Inteiro Teor do Acórdão - Página 53 de 63 Voto - MIN. GILMAR MENDES 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de medida cautelar, ajuizada pela Procuradora-Geral da República, em face do artigo 1..., § 3... (segunda parte), da Lei Estadual 8.008/2018-RJ, que, ao instituir o Programa de Atenção às Vítimas de Estupro, estabelece a obrigatoriedade de as vítimas de estupro do sexo feminino menores de idade serem examinadas por perito legista mulher. A Procuradora-Geral da República requer a concessão de medida cautelar para suspender os efeitos do artigo 1..., § 3... (segunda parte), da Lei Estadual 8.008/2018 até o julgamento definitivo desta ação. A AGU apresentou parecer pelo deferimento da medida cautelar pleiteada pela requerente. É o breve relatório. Voto: Eis o teor do dispositivo impugnado nesta ação: “LEI N. 8.008, DE 28 DE JUNHO DE 2018 INSTITUI O PROGRAMA DE ATENÇÃO ÀS VÍTIMAS DE ESTUPRO, COM OBJETIVO DE DAR APOIO E IDENTIFICAR PROVAS PERICIAIS. O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Faço saber que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1.. O Programa de atenção às vítimas de estupro visa a apoiar as vítimas e identificar provas periciais, que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de medida cautelar, ajuizada pela Procuradora-Geral da República, em face do artigo 1..., § 3... (segunda parte), da Lei Estadual 8.008/2018-RJ, que, ao instituir o Programa de Atenção às Vítimas de Estupro, estabelece a obrigatoriedade de as vítimas de estupro do sexo feminino menores de idade serem examinadas por perito legista mulher. A Procuradora-Geral da República requer a concessão de medida cautelar para suspender os efeitos do artigo 1..., § 3... (segunda parte), da Lei Estadual 8.008/2018 até o julgamento definitivo desta ação. A AGU apresentou parecer pelo deferimento da medida cautelar pleiteada pela requerente. É o breve relatório. Voto: Eis o teor do dispositivo impugnado nesta ação: “LEI N. 8.008, DE 28 DE JUNHO DE 2018 INSTITUI O PROGRAMA DE ATENÇÃO ÀS VÍTIMAS DE ESTUPRO, COM OBJETIVO DE DAR APOIO E IDENTIFICAR PROVAS PERICIAIS. O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Faço saber que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1.. O Programa de atenção às vítimas de estupro visa a apoiar as vítimas e identificar provas periciais, que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Inteiro Teor do Acórdão - Página 54 de 63 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6039 MC / RJ caracterizem os danos, estabelecendo nexo causal com o ato de estupro praticado. §1.. O Programa será implantado nas Delegacias de Polícia, inclusive nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), Delegacia de Proteção do Adolescente (DPCA)/ Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) e IML (Instituto Médico Legal), em ação conjunta com os Centros Integrados de Atendimento à Mulher (CIAM’s) e com os Centros de Referência de Atendimento à Mulher do Estado do Rio de Janeiro. §2.. A equipe será constituída por profissionais peritos, do quadro do funcionamento público, com capacitação técnica para o necessário estabelecimento do nexo de causalidade. §3.. Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher”. A Procuradora-Geral da República sustenta, em síntese: a) inconstitucionalidade formal: ofensa à competência privativa da União para legislar sobre direito processual penal (artigo 22, inciso I, da Constituição Federal de 1988) e à competência da União para legislar sobre normas gerais de procedimentos em matéria processual (artigo 24, inciso XI, da Constituição Federal de 1988); e b) inconstitucionalidade material: ofensa ao direito das crianças e dos adolescentes de acesso à justiça (artigo 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal de 1988) e aos princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (artigo 227 da Constituição). A Constituição Federal estabelece no artigo 22, inciso I, a competência privativa da União para legislar sobre direito penal e processual. No artigo 24, inciso XI, fixa a competência concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal para legislar sobre procedimentos em matéria processual. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ caracterizem os danos, estabelecendo nexo causal com o ato de estupro praticado. §1.. O Programa será implantado nas Delegacias de Polícia, inclusive nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), Delegacia de Proteção do Adolescente (DPCA)/ Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) e IML (Instituto Médico Legal), em ação conjunta com os Centros Integrados de Atendimento à Mulher (CIAM’s) e com os Centros de Referência de Atendimento à Mulher do Estado do Rio de Janeiro. §2.. A equipe será constituída por profissionais peritos, do quadro do funcionamento público, com capacitação técnica para o necessário estabelecimento do nexo de causalidade. §3.. Sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher, exceto em caso de menor de idade do sexo feminino, que deverá ser, obrigatoriamente, examinado por legista mulher”. A Procuradora-Geral da República sustenta, em síntese: a) inconstitucionalidade formal: ofensa à competência privativa da União para legislar sobre direito processual penal (artigo 22, inciso I, da Constituição Federal de 1988) e à competência da União para legislar sobre normas gerais de procedimentos em matéria processual (artigo 24, inciso XI, da Constituição Federal de 1988); e b) inconstitucionalidade material: ofensa ao direito das crianças e dos adolescentes de acesso à justiça (artigo 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal de 1988) e aos princípios da proteção integral e da prioridade absoluta (artigo 227 da Constituição). A Constituição Federal estabelece no artigo 22, inciso I, a competência privativa da União para legislar sobre direito penal e processual. No artigo 24, inciso XI, fixa a competência concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal para legislar sobre procedimentos em matéria processual. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Inteiro Teor do Acórdão - Página 55 de 63 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6039 MC / RJ No julgamento da ADI 2.922, de minha relatoria, o Pleno do Supremo Tribunal Federal reconheceu a importância da competência dos Estados e do Distrito Federal para legislar sobre procedimentos em matéria processual, por possibilitar que “novas e exitosas experiências sejam formuladas”. Cito trechos do voto por mim proferido: “A controvérsia constitucional cinge-se a saber se a Lei n 1.504/1989, do Estado do Rio de Janeiro, trata de matéria relativa a direito civil e a direito processual civil e, portanto, padece de inconstitucionalidade formal, por violação ao art. 22, inciso I, da Constituição Federal. O Estado do Rio de Janeiro alega que, por meio da referida lei, estaria exercendo competência legislativa meramente suplementar, nos termos do art. 24, § 2..., da Constituição Federal. Da leitura da norma impugnada, verifica-se que o referido diploma, ao tratar da homologação de acordo, realmente estabelece um modelo procedimental complementar à sistemática processual dos Códigos Civil e de Processo Civil. Ainda que a legislação do Estado do Rio de Janeiro verse sobre homologação de acordo na prestação alimentícia, que inclui matérias que dizem respeito ao direito civil e processual civil, de competência privativa da União, não vislumbro vício formal e violação da estrutura de divisão de competências legislativas. A apreciação da diferença entre meramente definir critérios procedimentais, e, portanto, estar subsumido à competência concorrente prevista no art. 24, XI e XII da Constituição Federal, e regular matéria de direito civil e processo civil, cuja competência é privativa da União, é tarefa que deve ser cuidadosamente realizada. Processo é o instrumento pelo qual o Estado presta a jurisdição, ao passo que procedimento é a forma como o processo é desenvolvido e executado. O direito processual 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ No julgamento da ADI 2.922, de minha relatoria, o Pleno do Supremo Tribunal Federal reconheceu a importância da competência dos Estados e do Distrito Federal para legislar sobre procedimentos em matéria processual, por possibilitar que “novas e exitosas experiências sejam formuladas”. Cito trechos do voto por mim proferido: “A controvérsia constitucional cinge-se a saber se a Lei n 1.504/1989, do Estado do Rio de Janeiro, trata de matéria relativa a direito civil e a direito processual civil e, portanto, padece de inconstitucionalidade formal, por violação ao art. 22, inciso I, da Constituição Federal. O Estado do Rio de Janeiro alega que, por meio da referida lei, estaria exercendo competência legislativa meramente suplementar, nos termos do art. 24, § 2..., da Constituição Federal. Da leitura da norma impugnada, verifica-se que o referido diploma, ao tratar da homologação de acordo, realmente estabelece um modelo procedimental complementar à sistemática processual dos Códigos Civil e de Processo Civil. Ainda que a legislação do Estado do Rio de Janeiro verse sobre homologação de acordo na prestação alimentícia, que inclui matérias que dizem respeito ao direito civil e processual civil, de competência privativa da União, não vislumbro vício formal e violação da estrutura de divisão de competências legislativas. A apreciação da diferença entre meramente definir critérios procedimentais, e, portanto, estar subsumido à competência concorrente prevista no art. 24, XI e XII da Constituição Federal, e regular matéria de direito civil e processo civil, cuja competência é privativa da União, é tarefa que deve ser cuidadosamente realizada. Processo é o instrumento pelo qual o Estado presta a jurisdição, ao passo que procedimento é a forma como o processo é desenvolvido e executado. O direito processual 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Inteiro Teor do Acórdão - Página 56 de 63 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6039 MC / RJ cuida da unidade, da série de atos pelos quais se dá a prestação jurisdicional. O procedimento, por sua vez, é a ordem como esses atos serão desenvolvidos, tem relação com sua dinâmica, incluindo-se aí o modo de postular, a estrutura da petição inicial, o modo como serão colhidas provas admitidas pela legislação processual. Na estrutura federativa brasileira, coube à União estabelecer privativamente normas processuais, válidas uniformemente em toda a Federação. À própria União, Estados e Distrito Federal foi concedida a competência concorrente de, utilizando-se de certo grau de autonomia, criar regras procedimentais para melhor execução da legislação processual federal. Os Entes federativos, portanto, têm a prerrogativa de definir a forma como a matéria processual será executada, de acordo com a maneira que julgar ser mais adequada para atender suas peculiaridades, consoante art. 24, §3..., da Constituição Federal. Assim, a Constituição Federal, ao incluir ao rol das competências concorrentes a edição de leis que versem sobre procedimentos em matéria processual, garantiu a preservação do poder de os Entes federativos editarem normas que atendam aos seus anseios e características locais, adequando o modo como se desenvolve o processo à sua realidade. Essa previsão está calcada em um principio basilar do sistema federativo, que é o respeito ao pluralismo federal”. Eis a ementa desse julgado: “Ação Direta de Inconstitucionalidade. 2. Lei Estadual que disciplina a homologação judicial de acordo alimentar firmado com a intervenção da Defensoria Pública (Lei 1.504/1989, do Estado do Rio de Janeiro). 3. O Estado do Rio de Janeiro disciplinou a homologação judicial de acordo alimentar nos casos específicos em que há participação da Defensoria Pública, não estabelecendo novo processo, mas a forma como este será 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ cuida da unidade, da série de atos pelos quais se dá a prestação jurisdicional. O procedimento, por sua vez, é a ordem como esses atos serão desenvolvidos, tem relação com sua dinâmica, incluindo-se aí o modo de postular, a estrutura da petição inicial, o modo como serão colhidas provas admitidas pela legislação processual. Na estrutura federativa brasileira, coube à União estabelecer privativamente normas processuais, válidas uniformemente em toda a Federação. À própria União, Estados e Distrito Federal foi concedida a competência concorrente de, utilizando-se de certo grau de autonomia, criar regras procedimentais para melhor execução da legislação processual federal. Os Entes federativos, portanto, têm a prerrogativa de definir a forma como a matéria processual será executada, de acordo com a maneira que julgar ser mais adequada para atender suas peculiaridades, consoante art. 24, §3..., da Constituição Federal. Assim, a Constituição Federal, ao incluir ao rol das competências concorrentes a edição de leis que versem sobre procedimentos em matéria processual, garantiu a preservação do poder de os Entes federativos editarem normas que atendam aos seus anseios e características locais, adequando o modo como se desenvolve o processo à sua realidade. Essa previsão está calcada em um principio basilar do sistema federativo, que é o respeito ao pluralismo federal”. Eis a ementa desse julgado: “Ação Direta de Inconstitucionalidade. 2. Lei Estadual que disciplina a homologação judicial de acordo alimentar firmado com a intervenção da Defensoria Pública (Lei 1.504/1989, do Estado do Rio de Janeiro). 3. O Estado do Rio de Janeiro disciplinou a homologação judicial de acordo alimentar nos casos específicos em que há participação da Defensoria Pública, não estabelecendo novo processo, mas a forma como este será 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Inteiro Teor do Acórdão - Página 57 de 63 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6039 MC / RJ executado. Lei sobre procedimento em matéria processual. 4. A prerrogativa de legislar sobre procedimentos possui o condão de transformar os Estados em verdadeiros ‘laboratórios legislativos’. Ao conceder-se aos entes federados o poder de regular o procedimento de uma matéria, baseando-se em peculiaridades próprias, está a possibilitar-se que novas e exitosas experiências sejam formuladas. Os Estados passam a ser partícipes importantes no desenvolvimento do direito nacional e a atuar ativamente na construção de possíveis experiências que poderão ser adotadas por outros entes ou em todo território federal. 5. Desjudicialização. A vertente extrajudicial da assistência jurídica prestada pela Defensoria Pública permite a orientação (informação em direito), a realização de mediações, conciliações e arbitragem (resolução alternativa de litígios), entre outros serviços, evitando, muitas vezes, a propositura de ações judiciais. 6. Ação direta julgada julgada improcedente”. No âmbito da competência concorrente, cabe à União legislar sobre as normas gerais sobre procedimentos em matéria processual, restando aos Estados e ao DF a competência suplementar. As normas sobre procedimentos em matéria processual editadas pelos Estados e pelo DF, além de respeitar as normas gerais estabelecidas pela União, não podem interferir no direito processual. Nesse juízo preliminar próprio das cautelares (juízo de cognição sumária), entendo, como bem ressaltou o eminente relator, que o dispositivo ora impugnado não restringe normas federais sobre procedimento e nem interfere em matéria processual. Examino, então, a apontada inconstitucionalidade material. Entendo presentes os requisitos autorizadores da concessão do 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ executado. Lei sobre procedimento em matéria processual. 4. A prerrogativa de legislar sobre procedimentos possui o condão de transformar os Estados em verdadeiros ‘laboratórios legislativos’. Ao conceder-se aos entes federados o poder de regular o procedimento de uma matéria, baseando-se em peculiaridades próprias, está a possibilitar-se que novas e exitosas experiências sejam formuladas. Os Estados passam a ser partícipes importantes no desenvolvimento do direito nacional e a atuar ativamente na construção de possíveis experiências que poderão ser adotadas por outros entes ou em todo território federal. 5. Desjudicialização. A vertente extrajudicial da assistência jurídica prestada pela Defensoria Pública permite a orientação (informação em direito), a realização de mediações, conciliações e arbitragem (resolução alternativa de litígios), entre outros serviços, evitando, muitas vezes, a propositura de ações judiciais. 6. Ação direta julgada julgada improcedente”. No âmbito da competência concorrente, cabe à União legislar sobre as normas gerais sobre procedimentos em matéria processual, restando aos Estados e ao DF a competência suplementar. As normas sobre procedimentos em matéria processual editadas pelos Estados e pelo DF, além de respeitar as normas gerais estabelecidas pela União, não podem interferir no direito processual. Nesse juízo preliminar próprio das cautelares (juízo de cognição sumária), entendo, como bem ressaltou o eminente relator, que o dispositivo ora impugnado não restringe normas federais sobre procedimento e nem interfere em matéria processual. Examino, então, a apontada inconstitucionalidade material. Entendo presentes os requisitos autorizadores da concessão do 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Inteiro Teor do Acórdão - Página 58 de 63 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6039 MC / RJ pedido de medida cautelar. O fumus boni juris e o periculum in mora estão suficientemente demonstrados na petição inicial. A PGR sustenta que, ao dificultar a realização da perícia, a lei estadual não apenas embaraça a investigação criminal e gera risco de anulação de feitos – e, consequentemente, de impunidade –, mas, principalmente, prejudica as crianças e os adolescentes do sexo feminino, que têm direito à especial e integral proteção do Estado, bem como à prioridade absoluta (artigo 227, caput, da Constituição). Na prática, os peritos legistas do sexo masculino estariam se recusando a realizar exames periciais em crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência sexual, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, inviabilizando a coleta de material indispensável à configuração da materialidade dos referidos crimes. A referida lei, portanto, estaria dificultando o acesso das vítimas à justiça. Observa-se, ainda, que os vestígios nos crimes sexuais devem ser coletados o quanto antes, pois não se perpetuam no tempo. Ainda, deferida a medida cautelar nos termos solicitados, subsistirá a regra de que “sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher” (primeira parte do artigo 1..., § 3..., da Lei 8.008/2018), suficiente para proteger todas as mulheres, adultas, crianças e adolescentes, sem que haja retardamento ou prejuízo da vítima. Presidente, também vou acompanhar integralmente o Ministro- Relator porque, de certa forma, atende à objeção levantada pelo Ministro Alexandre. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ pedido de medida cautelar. O fumus boni juris e o periculum in mora estão suficientemente demonstrados na petição inicial. A PGR sustenta que, ao dificultar a realização da perícia, a lei estadual não apenas embaraça a investigação criminal e gera risco de anulação de feitos – e, consequentemente, de impunidade –, mas, principalmente, prejudica as crianças e os adolescentes do sexo feminino, que têm direito à especial e integral proteção do Estado, bem como à prioridade absoluta (artigo 227, caput, da Constituição). Na prática, os peritos legistas do sexo masculino estariam se recusando a realizar exames periciais em crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência sexual, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, inviabilizando a coleta de material indispensável à configuração da materialidade dos referidos crimes. A referida lei, portanto, estaria dificultando o acesso das vítimas à justiça. Observa-se, ainda, que os vestígios nos crimes sexuais devem ser coletados o quanto antes, pois não se perpetuam no tempo. Ainda, deferida a medida cautelar nos termos solicitados, subsistirá a regra de que “sempre que possível, a vítima do sexo feminino será examinada por perito legista mulher” (primeira parte do artigo 1..., § 3..., da Lei 8.008/2018), suficiente para proteger todas as mulheres, adultas, crianças e adolescentes, sem que haja retardamento ou prejuízo da vítima. Presidente, também vou acompanhar integralmente o Ministro- Relator porque, de certa forma, atende à objeção levantada pelo Ministro Alexandre. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Inteiro Teor do Acórdão - Página 59 de 63 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 6039 MC / RJ De fato, na redação do texto, especialmente naquilo que se tem o advérbio obrigatoriamente, poderíamos chegar a um extremo de, ao invés de proteção, termos uma subproteção, a proteção insuficiente, como já apontada agora pelo Ministro Fux. Mas isso já está atendido na interpretação conforme, que propõe Sua Excelência, o que, de fato, no caso da menor de idade do sexo feminino, exige-se que o exame seja obrigatoriamente feito por legista mulher, o que sabidamente não pode ser atendido. Havendo outro tipo de encaminhamento, poderemos nos pronunciar no outro sentido quando do mérito da questão. Mas estou convencido de que o Relator contemplou todas as variantes a propósito da aplicabilidade da norma e as resolveu na interpretação conforme. Ante o exposto, acompanho o relator e voto pela concessão da medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3... do artigo 1... da Lei do Estado do Rio de Janeiro 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência, atribuindo à decisão excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ De fato, na redação do texto, especialmente naquilo que se tem o advérbio obrigatoriamente, poderíamos chegar a um extremo de, ao invés de proteção, termos uma subproteção, a proteção insuficiente, como já apontada agora pelo Ministro Fux. Mas isso já está atendido na interpretação conforme, que propõe Sua Excelência, o que, de fato, no caso da menor de idade do sexo feminino, exige-se que o exame seja obrigatoriamente feito por legista mulher, o que sabidamente não pode ser atendido. Havendo outro tipo de encaminhamento, poderemos nos pronunciar no outro sentido quando do mérito da questão. Mas estou convencido de que o Relator contemplou todas as variantes a propósito da aplicabilidade da norma e as resolveu na interpretação conforme. Ante o exposto, acompanho o relator e voto pela concessão da medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3... do artigo 1... da Lei do Estado do Rio de Janeiro 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência, atribuindo à decisão excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2478-20C7-53A2-FCD4 e senha 71DC-8FB0-CBD4-2586 Inteiro Teor do Acórdão - Página 60 de 63 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Constato que a Advocacia-Geral da União insiste em substituir-se à Procuradoria-Geral da República, colocando em segundo plano, totalmente, o que previsto no § 3... do artigo 103 da Constituição Federal. Aliás, a manifestação da Advocacia-Geral da União, em se tratando de impugnação a lei estadual, somente se justifica para atuar como curadora, como defensora do ato normativo. Por outras palavras, a Procuradora-Geral da República, Doutora Raquel Dodge, apontou que o conteúdo da norma impugnada é politicamente correto. Mas não estamos a ser convocados nem para votar a partir de um feminismo barato, nem para votar levando em conta a perspectiva do politicamente correto. Somos convocados a nos pronunciar sobre a harmonia, ou não, do diploma, sob os pontos de vista formal e material, com a Lei das leis da República, com a Constituição Federal. É irrecusável, pelo menos sob o meu convencimento, a articulação de vício formal considerados dois ângulos do diploma atacado. Sob o da competência, a lei do Estado do Rio de Janeiro acabou por alterar o Código de Processo Penal, no que disciplina perícia, e o faz de forma exaustiva, não deixando espaço para, sob o argumento de que se estaria no campo da procedibilidade, dispor-se a respeito. Alterou também, aditando, o Estatuto da Criança e do Adolescente. Mas há mais. O fez com repercussão no campo administrativo, no campo administrativo jungido ao Executivo local, porque, a prevalecer o diploma, o que se tem? Tem-se a obrigatoriedade de arregimentação, mediante concurso público, de legistas mulheres. A lei peca em termos de conteúdo, tendo em conta princípio implícito na Constituição Federal, que é o da razoabilidade. Toda e qualquer distinção de gênero, para tratamento mais favorável a um dos sexos, é de início perniciosa. Em vez de o tratamento especial – parece Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5615-E544-1FA1-9338 e senha 5E4E-07B9-9305-3A6B Supremo Tribunal Federal 13/03/2019 PLENÁRIO MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Constato que a Advocacia-Geral da União insiste em substituir-se à Procuradoria-Geral da República, colocando em segundo plano, totalmente, o que previsto no § 3... do artigo 103 da Constituição Federal. Aliás, a manifestação da Advocacia-Geral da União, em se tratando de impugnação a lei estadual, somente se justifica para atuar como curadora, como defensora do ato normativo. Por outras palavras, a Procuradora-Geral da República, Doutora Raquel Dodge, apontou que o conteúdo da norma impugnada é politicamente correto. Mas não estamos a ser convocados nem para votar a partir de um feminismo barato, nem para votar levando em conta a perspectiva do politicamente correto. Somos convocados a nos pronunciar sobre a harmonia, ou não, do diploma, sob os pontos de vista formal e material, com a Lei das leis da República, com a Constituição Federal. É irrecusável, pelo menos sob o meu convencimento, a articulação de vício formal considerados dois ângulos do diploma atacado. Sob o da competência, a lei do Estado do Rio de Janeiro acabou por alterar o Código de Processo Penal, no que disciplina perícia, e o faz de forma exaustiva, não deixando espaço para, sob o argumento de que se estaria no campo da procedibilidade, dispor-se a respeito. Alterou também, aditando, o Estatuto da Criança e do Adolescente. Mas há mais. O fez com repercussão no campo administrativo, no campo administrativo jungido ao Executivo local, porque, a prevalecer o diploma, o que se tem? Tem-se a obrigatoriedade de arregimentação, mediante concurso público, de legistas mulheres. A lei peca em termos de conteúdo, tendo em conta princípio implícito na Constituição Federal, que é o da razoabilidade. Toda e qualquer distinção de gênero, para tratamento mais favorável a um dos sexos, é de início perniciosa. Em vez de o tratamento especial – parece Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5615-E544-1FA1-9338 e senha 5E4E-07B9-9305-3A6B Inteiro Teor do Acórdão - Página 61 de 63 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ADI 6039 MC / RJ que não teremos mais machismo no Brasil – favorecer o sexo feminino, acaba prejudicando-o. Peço vênia à maioria já formada, para acompanhar, de ponta a ponta – estamos nas pontas da bancada, à esquerda da Presidência – o voto proferido pelo ministro Alexandre de Moraes, deferindo a liminar, sob o ângulo do vício formal e também do material. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5615-E544-1FA1-9338 e senha 5E4E-07B9-9305-3A6B Supremo Tribunal Federal ADI 6039 MC / RJ que não teremos mais machismo no Brasil – favorecer o sexo feminino, acaba prejudicando-o. Peço vênia à maioria já formada, para acompanhar, de ponta a ponta – estamos nas pontas da bancada, à esquerda da Presidência – o voto proferido pelo ministro Alexandre de Moraes, deferindo a liminar, sob o ângulo do vício formal e também do material. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5615-E544-1FA1-9338 e senha 5E4E-07B9-9305-3A6B Inteiro Teor do Acórdão - Página 62 de 63 Extrato de Ata - 13/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REQTE.(S) : PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. : CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CREMERJ ADV.(A/S) : LUCAS LAUPMAN FERRAZ LIMA (137567/RJ) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por maioria, concedeu a medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3... do art. 1... da Lei do Estado do Rio de Janeiro n 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência, atribuindo à decisão excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino, nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Marco Aurélio, que concediam a cautelar em maior extensão. Falou, pela requerente, a Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge, Procuradora-Geral da República. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Dias Toffoli. Plenário, 13.03.2019. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E39-680B-C609-10F6 e senha 9F23-F58C-D0B4-FFF2 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6.039 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REQTE.(S) : PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AM. CURIAE. : CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CREMERJ ADV.(A/S) : LUCAS LAUPMAN FERRAZ LIMA (137567/RJ) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por maioria, concedeu a medida cautelar tão somente para dar interpretação conforme à parte final do § 3... do art. 1... da Lei do Estado do Rio de Janeiro n 8.008/2018, no sentido de reconhecer que as crianças e adolescentes do sexo feminino vítimas de violência deverão ser, obrigatoriamente, examinadas por legista mulher, desde que não importe retardamento ou prejuízo da diligência, atribuindo à decisão excepcionais efeitos ex tunc, a fim de resguardar as perícias que porventura tenham sido feitas por profissionais do sexo masculino, nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Marco Aurélio, que concediam a cautelar em maior extensão. Falou, pela requerente, a Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge, Procuradora-Geral da República. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Dias Toffoli. Plenário, 13.03.2019. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E39-680B-C609-10F6 e senha 9F23-F58C-D0B4-FFF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 63 de 63
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 039", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 039", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI n 3483", "ADI 3896", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI n 3483", "ADI 3896", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 3165", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 3165", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 039", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 039", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 039", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 039", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 039", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 039", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 039", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 039", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 039", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ n . 8 . 008 / 2018", "ADI 6039 MC / RJ n . 8 . 008 / 2018", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 039", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 039", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 039", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 2 . 922", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 2 . 922", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 039", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 039", "ADI 6039 MC / RJ", "ADI 6039 MC / RJ", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 039", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6 . 039" ], "LEGISLACAO": [ "LEI DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO N . 8 . 008 / 2018", "ART . 22 , I , DA CFRB", "ART , 24 , XI , DA CFRB", "ART . 24 , XV , DA CFRB", "ARTS . 5 . . . , XXXV , E 227 , CAPUT , DA CRFB", "Lei Estadual n . 8 . 008 / 2018", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 24 , inciso XV , da CFRB", "CFRB , art . 227", "lei federal n . 13 . 431 / 2017", "art . 5 . . . , I , da CRFB", "art . 39 da Convenção sobre os Direitos das Crianças", "arts . 5 . . . , XXXV , e 227 da CRFB", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 24 , inciso XV , da CFRB", "CFRB , art . 227", "lei federal n . 13 . 431 / 2017", "art . 5 . . . , I , da CRFB", "art . 39 da Convenção sobre os Direitos das Crianças", "arts . 5 . . . , XXXV , e 227 da CRFB", "Constituição", "Lei do Estado do Rio de Janeiro 8 . 008 / 2018", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei do Estado do Rio de Janeiro 8", ".", "008", "/", "2018", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei do Estado do Rio de Janeiro 8 . 008 / 2018", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei do Estado do Rio de Janeiro 8 . 008 / 2018", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 10 , § 1 . . . , da Lei n . 9 . 868 / 1999", "art . 22 , II , da CRFB", "art . 249 do CPP", "art . 18 da Lei n . 13 . 431 / 2017", "art . 1 . . . , § 3 . . . , da", "Lei n . 8 . 008 / 2018", "Lei n . 13 . 431 / 2017", "Decreto n . 7 . 958 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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"MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "EDSON FACHIN", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Alexandre de Moraes", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Alexandre de Moraes", "ROBERTO BARROSO", "EDSON FACHIN", "Barroso", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "Barroso", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "EDSON FACHIN", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "Fachin", "EDSON FACHIN", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "EDSON FACHIN", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "Fachin", "EDSON FACHIN", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Raquel Dodge", "Raquel Dodge", "ROBERTO BARROSO", "Alexandre de Moraes", "Luiz Edson Fachin", "Ricardo Lewandowski", "Alexandre de Moraes", "Luiz Edson Fachin", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "ROSA WEBER", "Luís Roberto", "Alexandre", "Luís Roberto", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Rosa", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Luís Roberto", "Alexandre", "Luís Roberto", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Rosa", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Luís Edson Fachin", "Raquel Dodge", "Rosa Weber", "Luís Edson Fachin", "Raquel Dodge", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Barroso", "Fachin", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Fux", "Barroso", "Fachin", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Fux", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "Fachin", "ALEXANDRE DE MORAES", "Fux", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIAS TOFFOLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "Fachin", "ALEXANDRE DE MORAES", "Fux", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIAS TOFFOLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Alexandre", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "Alexandre", "ALEXANDRE DE MORAES", "CÁRMEN LÚCIA", "Fachin", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Alexandre", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "Alexandre", "ALEXANDRE DE MORAES", "CÁRMEN LÚCIA", "Fachin", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Alexandre de Moraes", "Raquel Dodge", "Alexandre de Moraes", "Barroso", "CÁRMEN LÚCIA", "Alexandre de Moraes", "Raquel Dodge", "Alexandre de Moraes", "Barroso", "CÁRMEN", "LÚCIA", "Alexandre", "ALEXANDRE DE MORAES", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "Cármen", "CÁRMEN LÚCIA", "Damas", "Alexandre", "ALEXANDRE DE MORAES", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "Cármen", "CÁRMEN LÚCIA", "Damas", "CÁRMEN LÚCIA", "Ellen", "Gilmar", "Barroso", "ALEXANDRE DE MORAES", "Barroso", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "Fux", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "CÁRMEN LÚCIA", "Barroso", "Ellen", "Gilmar", "Barroso", "ALEXANDRE DE MORAES", "Barroso", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "Fux", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "CÁRMEN LÚCIA", "Barroso", "CÁRMEN LÚCIA", "Alexandre", "Alexandre", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Alexandre", "Alexandre", "GILMAR MENDES", "Fux", "Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Raquel Dodge", "MARCO AURÉLIO", "Raquel Dodge", "MARCO 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Ementa e Acórdão 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.891 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICIPIO DE PARDINHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PARDINHO ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO MARIANO ADV.(A/S) :RENATA DALBEN MARIANO AGDO.(A/S) :JOSE ANTONIO RAMOS AGDO.(A/S) :MARCELINA BATISTA PAES RAMOS ADV.(A/S) :OSVALDO BASQUES EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 03.07.2018. ILEGITIMIDADE PASSIVA DOS AGRAVADOS. INOVAÇÃO RECURSAL. ALEGAÇÃO DE SE TRATAR DE MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. INADMISSIBILIDADE. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 279 DO STF. PRECEDENTES. 1. A inovação de fundamentos no agravo regimental é incabível, ainda que se trate de matéria de ordem pública, pois a jurisprudência do STF é firme no sentido de que o prequestionamento é indispensável para possibilitar a abertura da instância extraordinária. 2. A responsabilidade objetiva se aplica às pessoas jurídicas de direito público pelos atos comissivos e omissivos, a teor do art. 37, § 6º, do Texto Constitucional. Precedentes. 3. O Tribunal de origem assentou a responsabilidade do Recorrente a partir da análise do contexto probatório dos autos e, para se chegar à conclusão diversa daquela a que chegou o juízo a quo, seria necessário o seu reexame, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAD9-AE2E-42A7-DC95 e senha B93F-A2F0-0E9E-468F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1137891 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAD9-AE2E-42A7-DC95 e senha B93F-A2F0-0E9E-468F Supremo Tribunal Federal ARE 1137891 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAD9-AE2E-42A7-DC95 e senha B93F-A2F0-0E9E-468F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.891 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICIPIO DE PARDINHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PARDINHO ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO MARIANO ADV.(A/S) :RENATA DALBEN MARIANO AGDO.(A/S) :JOSE ANTONIO RAMOS AGDO.(A/S) :MARCELINA BATISTA PAES RAMOS ADV.(A/S) :OSVALDO BASQUES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 7): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão da 8ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (eDOC 3, p. 50): “APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO ORDINÁRIA - DANOS MATERIAIS E MORAIS - Maus tratos perpetrados por motorista de transporte escolar do Município de Pardinho em aluna da rede pública municipal de ensino - Ato comissivo - Responsabilidade objetiva da administração a ensejar reparação do dano - Valores dos danos materiais e morais arbitrados com razoabilidade considerando compensar o mal sofrido e inibir conduta desidiosa da Administração - Ratificação dos fundamentos da r. sentença, cujos elementos de convicção não foram infirmados (art. 252 do RITJSP/2009) - Sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 900A-9621-CB69-BA88 e senha 3401-F694-9A0C-2ABB Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.891 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICIPIO DE PARDINHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PARDINHO ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO MARIANO ADV.(A/S) :RENATA DALBEN MARIANO AGDO.(A/S) :JOSE ANTONIO RAMOS AGDO.(A/S) :MARCELINA BATISTA PAES RAMOS ADV.(A/S) :OSVALDO BASQUES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 7): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão da 8ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (eDOC 3, p. 50): “APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO ORDINÁRIA - DANOS MATERIAIS E MORAIS - Maus tratos perpetrados por motorista de transporte escolar do Município de Pardinho em aluna da rede pública municipal de ensino - Ato comissivo - Responsabilidade objetiva da administração a ensejar reparação do dano - Valores dos danos materiais e morais arbitrados com razoabilidade considerando compensar o mal sofrido e inibir conduta desidiosa da Administração - Ratificação dos fundamentos da r. sentença, cujos elementos de convicção não foram infirmados (art. 252 do RITJSP/2009) - Sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 900A-9621-CB69-BA88 e senha 3401-F694-9A0C-2ABB Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 1137891 AGR / SP mantida - Recurso não provido.” Não foram opostos embargos de declaração. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 37, § 6º, da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, que, “diante do fraco acervo probatório, o nexo causal não foi devidamente demonstrado, sendo este necessário para a configuração da responsabilidade civil objetiva da municipalidade” (eDOC 4, p. 26). A Presidência da Seção de Direito Público do TJ/SP inadmitiu o recurso ao entendimento de que acórdão combatido contém fundamentação adequada para lhe dar respaldo, tampouco ficando evidenciado o suposto maltrato à norma constitucional enunciada (eDOC 4, p. 40). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento da apelação, asseverou (eDOC 3, p. 52): “... da leitura de todo o processado, bem ficou demonstrada a conduta comissiva da Administração, remanescendo inconteste a responsabilização da Prefeitura Municipal de Pardinho pelo evento danoso, sendo improcedentes suas razões de apelação para reforma da r. sentença.” Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos dos arts. 932, IV, a, do CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, do CPC, majoro em ¼ (um quarto) os honorários fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 900A-9621-CB69-BA88 e senha 3401-F694-9A0C-2ABB Supremo Tribunal Federal ARE 1137891 AGR / SP mantida - Recurso não provido.” Não foram opostos embargos de declaração. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 37, § 6º, da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, que, “diante do fraco acervo probatório, o nexo causal não foi devidamente demonstrado, sendo este necessário para a configuração da responsabilidade civil objetiva da municipalidade” (eDOC 4, p. 26). A Presidência da Seção de Direito Público do TJ/SP inadmitiu o recurso ao entendimento de que acórdão combatido contém fundamentação adequada para lhe dar respaldo, tampouco ficando evidenciado o suposto maltrato à norma constitucional enunciada (eDOC 4, p. 40). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento da apelação, asseverou (eDOC 3, p. 52): “... da leitura de todo o processado, bem ficou demonstrada a conduta comissiva da Administração, remanescendo inconteste a responsabilização da Prefeitura Municipal de Pardinho pelo evento danoso, sendo improcedentes suas razões de apelação para reforma da r. sentença.” Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos dos arts. 932, IV, a, do CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, do CPC, majoro em ¼ (um quarto) os honorários fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 900A-9621-CB69-BA88 e senha 3401-F694-9A0C-2ABB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 1137891 AGR / SP Sustenta-se, preliminarmente, ilegitimidade passiva dos agravados, diante da impossibilidade de se pleitear direito alheio em nome próprio, nestes termos (eDOC 8, p. 3): “Ocorre, Excelências, que como vemos na exordial, os pais da menor pedem, em nome próprio, indenização pelo dano moral sofrido por sua filha, sendo que os mesmos constituíram, em nome próprio, advogado nos autos para tanto. Todavia, tal atitude é contrária à nossa Legislação Processual, senão vejamos. Os artigos 17 e 18 do CPC de 2015 são claros com relação ao interesse processual e à proibição de pleitear direito alheio (...). Desta maneira, resta claro que os autores agem em desconformidade com a lei adjetiva civil, sendo que não possuem, portanto, legitimidade para figurarem no polo passivo, sendo que todos os atos processuais realizados até o momento são nulos de pleno direito. (...) Importante destacar que no parágrafo 3º de referido artigo, vemos que referida matéria deve ser conhecida de ofício pelo juiz, em qualquer tempo e grau de jurisdição, enquanto não houver o trânsito em julgado (...), Ora, resta claro que é pacífico o entendimento de que não cabe aos pais pleitear indenização por eventual dano moral que seus filhos tenham sofrido, sendo que cabe somente ao titular do direito pleitear seu próprio direito. Desta maneira, de rigor, o reconhecimento da nulidade existente nos autos, ante a falta de legitimidade para pleitear direito alheio, nos termos da fundamentação supra, devendo os presentes autos serem julgados extintos, sem resolução do mérito, nos termos do artigo 485, VI”. Quanto à questão de fundo, alega-se que não se pretende o reexame dos fatos e provas, mas uma revaloração destes elementos probatórios já existentes nos autos. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 900A-9621-CB69-BA88 e senha 3401-F694-9A0C-2ABB Supremo Tribunal Federal ARE 1137891 AGR / SP Sustenta-se, preliminarmente, ilegitimidade passiva dos agravados, diante da impossibilidade de se pleitear direito alheio em nome próprio, nestes termos (eDOC 8, p. 3): “Ocorre, Excelências, que como vemos na exordial, os pais da menor pedem, em nome próprio, indenização pelo dano moral sofrido por sua filha, sendo que os mesmos constituíram, em nome próprio, advogado nos autos para tanto. Todavia, tal atitude é contrária à nossa Legislação Processual, senão vejamos. Os artigos 17 e 18 do CPC de 2015 são claros com relação ao interesse processual e à proibição de pleitear direito alheio (...). Desta maneira, resta claro que os autores agem em desconformidade com a lei adjetiva civil, sendo que não possuem, portanto, legitimidade para figurarem no polo passivo, sendo que todos os atos processuais realizados até o momento são nulos de pleno direito. (...) Importante destacar que no parágrafo 3º de referido artigo, vemos que referida matéria deve ser conhecida de ofício pelo juiz, em qualquer tempo e grau de jurisdição, enquanto não houver o trânsito em julgado (...), Ora, resta claro que é pacífico o entendimento de que não cabe aos pais pleitear indenização por eventual dano moral que seus filhos tenham sofrido, sendo que cabe somente ao titular do direito pleitear seu próprio direito. Desta maneira, de rigor, o reconhecimento da nulidade existente nos autos, ante a falta de legitimidade para pleitear direito alheio, nos termos da fundamentação supra, devendo os presentes autos serem julgados extintos, sem resolução do mérito, nos termos do artigo 485, VI”. Quanto à questão de fundo, alega-se que não se pretende o reexame dos fatos e provas, mas uma revaloração destes elementos probatórios já existentes nos autos. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 900A-9621-CB69-BA88 e senha 3401-F694-9A0C-2ABB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 1137891 AGR / SP A parte agravada, devidamente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 13). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 900A-9621-CB69-BA88 e senha 3401-F694-9A0C-2ABB Supremo Tribunal Federal ARE 1137891 AGR / SP A parte agravada, devidamente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 13). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 900A-9621-CB69-BA88 e senha 3401-F694-9A0C-2ABB Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.891 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. De início, pontuo que é inviável a apreciação da questão atinente à ilegitimidade passiva dos recorridos, uma vez que a tese constitui inovação, tendo em vista que não foi aduzida em sede de recurso extraordinário. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nessa fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, vejam-se os seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (...) INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO” (ARE 1.094.576-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 12.04.2018). “O prequestionamento é requisito de admissibilidade recursal na via extraordinária, ainda que a questão debatida seja de ordem pública. 2. Além de ser de índole infraconstitucional, constitui inovação à discussão da lide controvérsia relativa à prescrição, não impugnada no apelo extremo. 3. Agravo regimental improvido” (AI 518.051-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 17.02.2006). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.891 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. De início, pontuo que é inviável a apreciação da questão atinente à ilegitimidade passiva dos recorridos, uma vez que a tese constitui inovação, tendo em vista que não foi aduzida em sede de recurso extraordinário. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nessa fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, vejam-se os seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (...) INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO” (ARE 1.094.576-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 12.04.2018). “O prequestionamento é requisito de admissibilidade recursal na via extraordinária, ainda que a questão debatida seja de ordem pública. 2. Além de ser de índole infraconstitucional, constitui inovação à discussão da lide controvérsia relativa à prescrição, não impugnada no apelo extremo. 3. Agravo regimental improvido” (AI 518.051-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 17.02.2006). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1137891 AGR / SP “Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Inovação recursal. Matéria não ventilada no recurso extraordinário. Preclusão. 4. Matéria de ordem pública. Ausência de prequestionamento. Não interposição de embargos de declaração. Súmula 356 do STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 937.975-ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 14.03.2016). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 8.3.2017. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. CONTRATO DE SEGURO. PRÊMIO. PAGAMENTO EM ATRASO.ALEGAÇÃO E OFENSA AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 DO STF. 1. A jurisprudência do STF é firme no sentido de que, mesmo que se trate de matéria de ordem pública, o prequestionamento é indispensável para possibilitar a abertura da instância extraordinária. Incidência da Súmula 282/STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Nos termos do artigo 85, §11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo (ARE 909.076-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 07.11.2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Concurso público. Nomeação. Alegação de crise financeira do Estado. Inovação recursal. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite, no agravo regimental, a inovação de fundamentos. 2. É inviável em sede de recurso extraordinário, o exame de fatos e provas. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Supremo Tribunal Federal ARE 1137891 AGR / SP “Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Inovação recursal. Matéria não ventilada no recurso extraordinário. Preclusão. 4. Matéria de ordem pública. Ausência de prequestionamento. Não interposição de embargos de declaração. Súmula 356 do STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 937.975-ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 14.03.2016). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 8.3.2017. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. CONTRATO DE SEGURO. PRÊMIO. PAGAMENTO EM ATRASO.ALEGAÇÃO E OFENSA AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 DO STF. 1. A jurisprudência do STF é firme no sentido de que, mesmo que se trate de matéria de ordem pública, o prequestionamento é indispensável para possibilitar a abertura da instância extraordinária. Incidência da Súmula 282/STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Nos termos do artigo 85, §11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo (ARE 909.076-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 07.11.2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Concurso público. Nomeação. Alegação de crise financeira do Estado. Inovação recursal. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite, no agravo regimental, a inovação de fundamentos. 2. É inviável em sede de recurso extraordinário, o exame de fatos e provas. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1137891 AGR / SP Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (RE 1.088.137-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 28.05.2018). Quanto à questão de fundo, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a responsabilidade objetiva se aplica às pessoas jurídicas de direito público pelos atos comissivos e omissivos, a teor do art. 37, § 6º, do Texto Constitucional. Nesse sentido os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Estabelecimento público de ensino. Acidente envolvendo alunos. Omissão do Poder Público. Responsabilidade objetiva. Elementos da responsabilidade civil estatal demonstrados na origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que as pessoas jurídicas de direito público respondem objetivamente pelos danos que causarem a terceiros, com fundamento no art. 37, § 6º, da Constituição Federal, tanto por atos comissivos quanto por omissivos, desde que demonstrado o nexo causal entre o dano e a omissão do Poder Público. 2. O Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que restaram devidamente demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade extracontratual do Estado. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 754.778-AgR, Rel. Min. Dias Toffolli, Primeira Turma, DJe 19.12.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Responsabilidade objetiva prevista no art. 37, § 6º, da Constituição Federal abrange também os atos omissivos do Poder Público. Precedentes. 3. Impossibilidade de reexame do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Supremo Tribunal Federal ARE 1137891 AGR / SP Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (RE 1.088.137-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 28.05.2018). Quanto à questão de fundo, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a responsabilidade objetiva se aplica às pessoas jurídicas de direito público pelos atos comissivos e omissivos, a teor do art. 37, § 6º, do Texto Constitucional. Nesse sentido os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Estabelecimento público de ensino. Acidente envolvendo alunos. Omissão do Poder Público. Responsabilidade objetiva. Elementos da responsabilidade civil estatal demonstrados na origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que as pessoas jurídicas de direito público respondem objetivamente pelos danos que causarem a terceiros, com fundamento no art. 37, § 6º, da Constituição Federal, tanto por atos comissivos quanto por omissivos, desde que demonstrado o nexo causal entre o dano e a omissão do Poder Público. 2. O Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que restaram devidamente demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade extracontratual do Estado. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 754.778-AgR, Rel. Min. Dias Toffolli, Primeira Turma, DJe 19.12.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Responsabilidade objetiva prevista no art. 37, § 6º, da Constituição Federal abrange também os atos omissivos do Poder Público. Precedentes. 3. Impossibilidade de reexame do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1137891 AGR / SP conjunto fático-probatório. Enunciado 279 da Súmula do STF. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 677.283-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 08.05.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE O DANO E A CONDUTA ESTATAL. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Conforme a Súmula 279/STF, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. II - Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, observados os limites legais. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa” (ARE 1.057.028-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 01.02.2018). Ademais, como ressaltado na decisão agravada, o Tribunal de origem assentou a responsabilidade do Recorrente a partir da análise do contexto probatório dos autos e, para se chegar à conclusão diversa daquela a que chegou o juízo a quo, seria necessário o seu reexame, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. NEXO DE CAUSALIDADE: SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Supremo Tribunal Federal ARE 1137891 AGR / SP conjunto fático-probatório. Enunciado 279 da Súmula do STF. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 677.283-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 08.05.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE O DANO E A CONDUTA ESTATAL. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Conforme a Súmula 279/STF, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. II - Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, observados os limites legais. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa” (ARE 1.057.028-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 01.02.2018). Ademais, como ressaltado na decisão agravada, o Tribunal de origem assentou a responsabilidade do Recorrente a partir da análise do contexto probatório dos autos e, para se chegar à conclusão diversa daquela a que chegou o juízo a quo, seria necessário o seu reexame, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. NEXO DE CAUSALIDADE: SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1137891 AGR / SP OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 1.100.588-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 18.04.2018). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade objetiva do Estado. Verificação dos elementos configuradores. 4. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental” (ARE 1.027.337-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 25.09.2018). Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental (eDOC 8, p. 1-9), bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Supremo Tribunal Federal ARE 1137891 AGR / SP OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 1.100.588-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 18.04.2018). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade objetiva do Estado. Verificação dos elementos configuradores. 4. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental” (ARE 1.027.337-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 25.09.2018). Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental (eDOC 8, p. 1-9), bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 14/12/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.891 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICIPIO DE PARDINHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PARDINHO ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO MARIANO (116357/SP) ADV.(A/S) : RENATA DALBEN MARIANO (131385/SP) AGDO.(A/S) : JOSE ANTONIO RAMOS AGDO.(A/S) : MARCELINA BATISTA PAES RAMOS ADV.(A/S) : OSVALDO BASQUES (69431/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10A9-F87C-CAA0-40AC e senha BF86-B65D-486D-2E8B Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.891 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICIPIO DE PARDINHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PARDINHO ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO MARIANO (116357/SP) ADV.(A/S) : RENATA DALBEN MARIANO (131385/SP) AGDO.(A/S) : JOSE ANTONIO RAMOS AGDO.(A/S) : MARCELINA BATISTA PAES RAMOS ADV.(A/S) : OSVALDO BASQUES (69431/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10A9-F87C-CAA0-40AC e senha BF86-B65D-486D-2E8B Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748971542
2018-12-14T00:00:00
2019-02-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 03.07.2018. ILEGITIMIDADE PASSIVA DOS AGRAVADOS. INOVAÇÃO RECURSAL. ALEGAÇÃO DE SE TRATAR DE MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. INADMISSIBILIDADE. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 279 DO STF. PRECEDENTES. 1. A inovação de fundamentos no agravo regimental é incabível, ainda que se trate de matéria de ordem pública, pois a jurisprudência do STF é firme no sentido de que o prequestionamento é indispensável para possibilitar a abertura da instância extraordinária. 2. A responsabilidade objetiva se aplica às pessoas jurídicas de direito público pelos atos comissivos e omissivos, a teor do art. 37, § 6º, do Texto Constitucional. Precedentes. 3. O Tribunal de origem assentou a responsabilidade do Recorrente a partir da análise do contexto probatório dos autos e, para se chegar à conclusão diversa daquela a que chegou o juízo a quo, seria necessário o seu reexame, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC.
sjur397423
- Acórdão(s) citado(s): (INOVAÇÃO RECURSAL) AI 518051 AgR (2ªT), ARE 937975 ED (2ªT), ARE 909076 AgR (2ªT), ARE 1094576 AgR (1ªT), RE 1088137 AgR (2ªT). (RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO) RE 677283 AgR (2ªT), ARE 754778 AgR (1ªT), ARE 1057028 AgR (2ªT), ARE 1100588 AgR (TP), ARE 1027337 AgR (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 07/02/2019, MJC.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1137891
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 PAR-00006\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1137891 AgR
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AGTE.(S) : MUNICIPIO DE PARDINHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PARDINHO ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO MARIANO ADV.(A/S) : RENATA DALBEN MARIANO AGDO.(A/S) : JOSE ANTONIO RAMOS AGDO.(A/S) : MARCELINA BATISTA PAES RAMOS ADV.(A/S) : OSVALDO BASQUES
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.891 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICIPIO DE PARDINHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PARDINHO ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO MARIANO ADV.(A/S) :RENATA DALBEN MARIANO AGDO.(A/S) :JOSE ANTONIO RAMOS AGDO.(A/S) :MARCELINA BATISTA PAES RAMOS ADV.(A/S) :OSVALDO BASQUES EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 03.07.2018. ILEGITIMIDADE PASSIVA DOS AGRAVADOS. INOVAÇÃO RECURSAL. ALEGAÇÃO DE SE TRATAR DE MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. INADMISSIBILIDADE. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. A inovação de fundamentos no agravo regimental é incabível, ainda que se trate de matéria de ordem pública, pois a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o prequestionamento é indispensável para possibilitar a abertura da instância extraordinária. 2. A responsabilidade objetiva se aplica às pessoas jurídicas de direito público pelos atos comissivos e omissivos, a teor do art. 37, § 6..., do Texto Constitucional. Precedentes. 3. O Tribunal de origem assentou a responsabilidade do Recorrente a partir da análise do contexto probatório dos autos e, para se chegar à conclusão diversa daquela a que chegou o juízo a quo, seria necessário o seu reexame, o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAD9-AE2E-42A7-DC95 e senha B93F-A2F0-0E9E-468F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1137891 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAD9-AE2E-42A7-DC95 e senha B93F-A2F0-0E9E-468F Supremo Tribunal Federal ARE 1137891 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EAD9-AE2E-42A7-DC95 e senha B93F-A2F0-0E9E-468F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.891 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICIPIO DE PARDINHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PARDINHO ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO MARIANO ADV.(A/S) :RENATA DALBEN MARIANO AGDO.(A/S) :JOSE ANTONIO RAMOS AGDO.(A/S) :MARCELINA BATISTA PAES RAMOS ADV.(A/S) :OSVALDO BASQUES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 7): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão da 8... Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (eDOC 3, p. 50): “APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO ORDINÁRIA - DANOS MATERIAIS E MORAIS - Maus tratos perpetrados por motorista de transporte escolar do Município de Pardinho em aluna da rede pública municipal de ensino - Ato comissivo - Responsabilidade objetiva da administração a ensejar reparação do dano - Valores dos danos materiais e morais arbitrados com razoabilidade considerando compensar o mal sofrido e inibir conduta desidiosa da Administração - Ratificação dos fundamentos da r. sentença, cujos elementos de convicção não foram infirmados (art. 252 do RITJSP/2009) - Sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 900A-9621-CB69-BA88 e senha 3401-F694-9A0C-2ABB Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.891 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICIPIO DE PARDINHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PARDINHO ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO MARIANO ADV.(A/S) :RENATA DALBEN MARIANO AGDO.(A/S) :JOSE ANTONIO RAMOS AGDO.(A/S) :MARCELINA BATISTA PAES RAMOS ADV.(A/S) :OSVALDO BASQUES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 7): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão da 8... Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (eDOC 3, p. 50): “APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO ORDINÁRIA - DANOS MATERIAIS E MORAIS - Maus tratos perpetrados por motorista de transporte escolar do Município de Pardinho em aluna da rede pública municipal de ensino - Ato comissivo - Responsabilidade objetiva da administração a ensejar reparação do dano - Valores dos danos materiais e morais arbitrados com razoabilidade considerando compensar o mal sofrido e inibir conduta desidiosa da Administração - Ratificação dos fundamentos da r. sentença, cujos elementos de convicção não foram infirmados (art. 252 do RITJSP/2009) - Sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 900A-9621-CB69-BA88 e senha 3401-F694-9A0C-2ABB Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 1137891 AGR / SP mantida - Recurso não provido.” Não foram opostos embargos de declaração. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 37, § 6..., da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, que, “diante do fraco acervo probatório, o nexo causal não foi devidamente demonstrado, sendo este necessário para a configuração da responsabilidade civil objetiva da municipalidade” (eDOC 4, p. 26). A Presidência da Seção de Direito Público do TJ/SP inadmitiu o recurso ao entendimento de que acórdão combatido contém fundamentação adequada para lhe dar respaldo, tampouco ficando evidenciado o suposto maltrato à norma constitucional enunciada (eDOC 4, p. 40). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento da apelação, asseverou (eDOC 3, p. 52): “... da leitura de todo o processado, bem ficou demonstrada a conduta comissiva da Administração, remanescendo inconteste a responsabilização da Prefeitura Municipal de Pardinho pelo evento danoso, sendo improcedentes suas razões de apelação para reforma da r. sentença.” Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos dos arts. 932, IV, a, do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) os honorários fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 900A-9621-CB69-BA88 e senha 3401-F694-9A0C-2ABB Supremo Tribunal Federal ARE 1137891 AGR / SP mantida - Recurso não provido.” Não foram opostos embargos de declaração. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 37, § 6..., da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, que, “diante do fraco acervo probatório, o nexo causal não foi devidamente demonstrado, sendo este necessário para a configuração da responsabilidade civil objetiva da municipalidade” (eDOC 4, p. 26). A Presidência da Seção de Direito Público do TJ/SP inadmitiu o recurso ao entendimento de que acórdão combatido contém fundamentação adequada para lhe dar respaldo, tampouco ficando evidenciado o suposto maltrato à norma constitucional enunciada (eDOC 4, p. 40). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento da apelação, asseverou (eDOC 3, p. 52): “... da leitura de todo o processado, bem ficou demonstrada a conduta comissiva da Administração, remanescendo inconteste a responsabilização da Prefeitura Municipal de Pardinho pelo evento danoso, sendo improcedentes suas razões de apelação para reforma da r. sentença.” Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos dos arts. 932, IV, a, do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) os honorários fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 900A-9621-CB69-BA88 e senha 3401-F694-9A0C-2ABB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 1137891 AGR / SP Sustenta-se, preliminarmente, ilegitimidade passiva dos agravados, diante da impossibilidade de se pleitear direito alheio em nome próprio, nestes termos (eDOC 8, p. 3): “Ocorre, Excelências, que como vemos na exordial, os pais da menor pedem, em nome próprio, indenização pelo dano moral sofrido por sua filha, sendo que os mesmos constituíram, em nome próprio, advogado nos autos para tanto. Todavia, tal atitude é contrária à nossa Legislação Processual, senão vejamos. Os artigos 17 e 18 do Código de Processo Civil de 2015 são claros com relação ao interesse processual e à proibição de pleitear direito alheio (...). Desta maneira, resta claro que os autores agem em desconformidade com a lei adjetiva civil, sendo que não possuem, portanto, legitimidade para figurarem no polo passivo, sendo que todos os atos processuais realizados até o momento são nulos de pleno direito. (...) Importante destacar que no parágrafo 3... de referido artigo, vemos que referida matéria deve ser conhecida de ofício pelo juiz, em qualquer tempo e grau de jurisdição, enquanto não houver o trânsito em julgado (...), Ora, resta claro que é pacífico o entendimento de que não cabe aos pais pleitear indenização por eventual dano moral que seus filhos tenham sofrido, sendo que cabe somente ao titular do direito pleitear seu próprio direito. Desta maneira, de rigor, o reconhecimento da nulidade existente nos autos, ante a falta de legitimidade para pleitear direito alheio, nos termos da fundamentação supra, devendo os presentes autos serem julgados extintos, sem resolução do mérito, nos termos do artigo 485, VI”. Quanto à questão de fundo, alega-se que não se pretende o reexame dos fatos e provas, mas uma revaloração destes elementos probatórios já existentes nos autos. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 900A-9621-CB69-BA88 e senha 3401-F694-9A0C-2ABB Supremo Tribunal Federal ARE 1137891 AGR / SP Sustenta-se, preliminarmente, ilegitimidade passiva dos agravados, diante da impossibilidade de se pleitear direito alheio em nome próprio, nestes termos (eDOC 8, p. 3): “Ocorre, Excelências, que como vemos na exordial, os pais da menor pedem, em nome próprio, indenização pelo dano moral sofrido por sua filha, sendo que os mesmos constituíram, em nome próprio, advogado nos autos para tanto. Todavia, tal atitude é contrária à nossa Legislação Processual, senão vejamos. Os artigos 17 e 18 do Código de Processo Civil de 2015 são claros com relação ao interesse processual e à proibição de pleitear direito alheio (...). Desta maneira, resta claro que os autores agem em desconformidade com a lei adjetiva civil, sendo que não possuem, portanto, legitimidade para figurarem no polo passivo, sendo que todos os atos processuais realizados até o momento são nulos de pleno direito. (...) Importante destacar que no parágrafo 3... de referido artigo, vemos que referida matéria deve ser conhecida de ofício pelo juiz, em qualquer tempo e grau de jurisdição, enquanto não houver o trânsito em julgado (...), Ora, resta claro que é pacífico o entendimento de que não cabe aos pais pleitear indenização por eventual dano moral que seus filhos tenham sofrido, sendo que cabe somente ao titular do direito pleitear seu próprio direito. Desta maneira, de rigor, o reconhecimento da nulidade existente nos autos, ante a falta de legitimidade para pleitear direito alheio, nos termos da fundamentação supra, devendo os presentes autos serem julgados extintos, sem resolução do mérito, nos termos do artigo 485, VI”. Quanto à questão de fundo, alega-se que não se pretende o reexame dos fatos e provas, mas uma revaloração destes elementos probatórios já existentes nos autos. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 900A-9621-CB69-BA88 e senha 3401-F694-9A0C-2ABB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 1137891 AGR / SP A parte agravada, devidamente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 13). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 900A-9621-CB69-BA88 e senha 3401-F694-9A0C-2ABB Supremo Tribunal Federal ARE 1137891 AGR / SP A parte agravada, devidamente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 13). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 900A-9621-CB69-BA88 e senha 3401-F694-9A0C-2ABB Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.891 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. De início, pontuo que é inviável a apreciação da questão atinente à ilegitimidade passiva dos recorridos, uma vez que a tese constitui inovação, tendo em vista que não foi aduzida em sede de recurso extraordinário. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nessa fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, vejam-se os seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (...) INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO” (ARE 1.094.576-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 12.04.2018). “O prequestionamento é requisito de admissibilidade recursal na via extraordinária, ainda que a questão debatida seja de ordem pública. 2. Além de ser de índole infraconstitucional, constitui inovação à discussão da lide controvérsia relativa à prescrição, não impugnada no apelo extremo. 3. Agravo regimental improvido” (AI 518.051-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 17.02.2006). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.891 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. De início, pontuo que é inviável a apreciação da questão atinente à ilegitimidade passiva dos recorridos, uma vez que a tese constitui inovação, tendo em vista que não foi aduzida em sede de recurso extraordinário. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nessa fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, vejam-se os seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (...) INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO” (ARE 1.094.576-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 12.04.2018). “O prequestionamento é requisito de admissibilidade recursal na via extraordinária, ainda que a questão debatida seja de ordem pública. 2. Além de ser de índole infraconstitucional, constitui inovação à discussão da lide controvérsia relativa à prescrição, não impugnada no apelo extremo. 3. Agravo regimental improvido” (AI 518.051-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 17.02.2006). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1137891 AGR / SP “Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Inovação recursal. Matéria não ventilada no recurso extraordinário. Preclusão. 4. Matéria de ordem pública. Ausência de prequestionamento. Não interposição de embargos de declaração. Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 937.975-ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 14.03.2016). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 8.3.2017. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. CONTRATO DE SEGURO. PRÊMIO. PAGAMENTO EM ATRASO.ALEGAÇÃO E OFENSA AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que, mesmo que se trate de matéria de ordem pública, o prequestionamento é indispensável para possibilitar a abertura da instância extraordinária. Incidência da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, §11, Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo (ARE 909.076-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 07.11.2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Concurso público. Nomeação. Alegação de crise financeira do Estado. Inovação recursal. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite, no agravo regimental, a inovação de fundamentos. 2. É inviável em sede de recurso extraordinário, o exame de fatos e provas. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Supremo Tribunal Federal ARE 1137891 AGR / SP “Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Inovação recursal. Matéria não ventilada no recurso extraordinário. Preclusão. 4. Matéria de ordem pública. Ausência de prequestionamento. Não interposição de embargos de declaração. Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 937.975-ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 14.03.2016). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 8.3.2017. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. CONTRATO DE SEGURO. PRÊMIO. PAGAMENTO EM ATRASO.ALEGAÇÃO E OFENSA AO ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que, mesmo que se trate de matéria de ordem pública, o prequestionamento é indispensável para possibilitar a abertura da instância extraordinária. Incidência da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, §11, Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo (ARE 909.076-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 07.11.2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Concurso público. Nomeação. Alegação de crise financeira do Estado. Inovação recursal. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite, no agravo regimental, a inovação de fundamentos. 2. É inviável em sede de recurso extraordinário, o exame de fatos e provas. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1137891 AGR / SP Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (Recurso Extraordinário 1.088.137-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 28.05.2018). Quanto à questão de fundo, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a responsabilidade objetiva se aplica às pessoas jurídicas de direito público pelos atos comissivos e omissivos, a teor do art. 37, § 6..., do Texto Constitucional. Nesse sentido os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Estabelecimento público de ensino. Acidente envolvendo alunos. Omissão do Poder Público. Responsabilidade objetiva. Elementos da responsabilidade civil estatal demonstrados na origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que as pessoas jurídicas de direito público respondem objetivamente pelos danos que causarem a terceiros, com fundamento no art. 37, § 6..., da Constituição Federal, tanto por atos comissivos quanto por omissivos, desde que demonstrado o nexo causal entre o dano e a omissão do Poder Público. 2. O Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que restaram devidamente demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade extracontratual do Estado. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 754.778-AgR, Rel. Min. Dias Toffolli, Primeira Turma, DJe 19.12.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Responsabilidade objetiva prevista no art. 37, § 6..., da Constituição Federal abrange também os atos omissivos do Poder Público. Precedentes. 3. Impossibilidade de reexame do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Supremo Tribunal Federal ARE 1137891 AGR / SP Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (Recurso Extraordinário 1.088.137-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 28.05.2018). Quanto à questão de fundo, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a responsabilidade objetiva se aplica às pessoas jurídicas de direito público pelos atos comissivos e omissivos, a teor do art. 37, § 6..., do Texto Constitucional. Nesse sentido os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Estabelecimento público de ensino. Acidente envolvendo alunos. Omissão do Poder Público. Responsabilidade objetiva. Elementos da responsabilidade civil estatal demonstrados na origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que as pessoas jurídicas de direito público respondem objetivamente pelos danos que causarem a terceiros, com fundamento no art. 37, § 6..., da Constituição Federal, tanto por atos comissivos quanto por omissivos, desde que demonstrado o nexo causal entre o dano e a omissão do Poder Público. 2. O Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que restaram devidamente demonstrados os pressupostos necessários à configuração da responsabilidade extracontratual do Estado. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 754.778-AgR, Rel. Min. Dias Toffolli, Primeira Turma, DJe 19.12.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Responsabilidade objetiva prevista no art. 37, § 6..., da Constituição Federal abrange também os atos omissivos do Poder Público. Precedentes. 3. Impossibilidade de reexame do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1137891 AGR / SP conjunto fático-probatório. Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 677.283-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 08.05.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE O DANO E A CONDUTA ESTATAL. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Conforme a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. II - Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa” (ARE 1.057.028-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 01.02.2018). Ademais, como ressaltado na decisão agravada, o Tribunal de origem assentou a responsabilidade do Recorrente a partir da análise do contexto probatório dos autos e, para se chegar à conclusão diversa daquela a que chegou o juízo a quo, seria necessário o seu reexame, o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. NEXO DE CAUSALIDADE: SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Supremo Tribunal Federal ARE 1137891 AGR / SP conjunto fático-probatório. Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 677.283-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 08.05.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE O DANO E A CONDUTA ESTATAL. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Conforme a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. II - Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa” (ARE 1.057.028-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 01.02.2018). Ademais, como ressaltado na decisão agravada, o Tribunal de origem assentou a responsabilidade do Recorrente a partir da análise do contexto probatório dos autos e, para se chegar à conclusão diversa daquela a que chegou o juízo a quo, seria necessário o seu reexame, o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. NEXO DE CAUSALIDADE: SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1137891 AGR / SP OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 1.100.588-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 18.04.2018). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade objetiva do Estado. Verificação dos elementos configuradores. 4. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental” (ARE 1.027.337-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 25.09.2018). Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental (eDOC 8, p. 1-9), bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Supremo Tribunal Federal ARE 1137891 AGR / SP OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 1.100.588-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 18.04.2018). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade objetiva do Estado. Verificação dos elementos configuradores. 4. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negativa de provimento ao agravo regimental” (ARE 1.027.337-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 25.09.2018). Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental (eDOC 8, p. 1-9), bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4543-E09B-BBEA-435F e senha 2307-1648-82C4-FE18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 14/12/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.891 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICIPIO DE PARDINHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PARDINHO ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO MARIANO (116357/SP) ADV.(A/S) : RENATA DALBEN MARIANO (131385/SP) AGDO.(A/S) : JOSE ANTONIO RAMOS AGDO.(A/S) : MARCELINA BATISTA PAES RAMOS ADV.(A/S) : OSVALDO BASQUES (69431/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10A9-F87C-CAA0-40AC e senha BF86-B65D-486D-2E8B Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.137.891 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICIPIO DE PARDINHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PARDINHO ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO MARIANO (116357/SP) ADV.(A/S) : RENATA DALBEN MARIANO (131385/SP) AGDO.(A/S) : JOSE ANTONIO RAMOS AGDO.(A/S) : MARCELINA BATISTA PAES RAMOS ADV.(A/S) : OSVALDO BASQUES (69431/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10A9-F87C-CAA0-40AC e senha BF86-B65D-486D-2E8B Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 137 . 891", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1137891 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1137891 AGR / SP", "ARE 1137891 AGR / SP", "ARE 1137891 AGR / SP", "ARE 1137891 AGR / SP", "ARE 1 . 094 . 576 - AgR", "AI 518 . 051 - AgR", "AGRAVO 1 . 137 . 891", "ARE 1 . 094 . 576 - AgR", "AI 518 . 051 - AgR", "ARE 1137891 AGR / SP", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 937 . 975 - ED", "SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 909 . 076 - AgR", "ARE 1137891 AGR / SP", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 937 . 975 - ED", "SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 909 . 076 - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1 . 088 . 137 - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 754 . 778 - AgR", "ARE 1137891 AGR / SP", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1 . 088 . 137 - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 754 . 778 - AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 677 . 283 - AgR", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 057 . 028 - AgR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 1137891 AGR / SP", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 677 . 283 - AgR", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 057 . 028 - AgR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 1137891 AGR /", "ARE 1", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 027 . 337 - AgR", "ARE 1137891", "ARE 1 . 100 . 588 - AgR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 027 . 337 - AgR", "AGRAVO 1 . 137 . 891" ], "LEGISLACAO": [ "Texto Constitucional", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 252 do RITJSP / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 252 do RITJSP / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "eDOC", "arts . 932 , IV , a , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "arts . 932 , IV , a , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 17 e 18 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 17 e 18 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 100 DA", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 100 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "art . 37 , § 6 . . . , do Texto Constitucional", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "art . 37 , § 6 . . . , do Texto Constitucional", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . DO", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PARDINHO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "PARDINHO", "MUNICÍPIO DE PARDINHO", "Município de Pardinho", "SÃO PAULO", "PARDINHO", "MUNICÍPIO DE", "PARDINHO", "Município de Pardinho", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PARDINHO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PARDINHO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "8", ".", ".", "Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "-", "2ABB", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "8", ". . . Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Presidência", "Seção de Direito Público do TJ / SP", "Prefeitura Municipal de Pardinho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Seção de Direito Público do", "TJ", "/", "SP", "Prefeitura Municipal de Pardinho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "CARLOS ALBERTO MARIANO", "RENATA DALBEN MARIANO", "JOSE ANTONIO RAMOS", "MARCELINA BATISTA PAES RAMOS", "OSVALDO BASQUES", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "CARLOS ALBERTO MARIANO", "RENATA DALBEN MARIANO", "JOSE ANTONIO RAMOS", "MARCELINA BATISTA PAES RAMOS", "OSVALDO BASQUES", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "CARLOS ALBERTO MARIANO", "RENATA DALBEN MARIANO", "JOSE ANTONIO RAMOS", "MARCELINA BATISTA PAES RAMOS", "OSVALDO BASQUES", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Luiz Fux", "Ellen Gracie", "EDSON FACHIN", "Luiz Fux", "Ellen Gracie", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "Dias Toffoli", "Dias Toffolli", "Dias Toffoli", "Dias Toffolli", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "CARLOS ALBERTO MARIANO", "RENATA DALBEN MARIANO", "JOSE ANTONIO RAMOS", "MARCELINA BATISTA PAES RAMOS", "OSVALDO BASQUES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "CARLOS ALBERTO MARIANO", "RENATA DALBEN MARIANO", "JOSE ANTONIO RAMOS", "MARCELINA BATISTA PAES RAMOS", "OSVALDO BASQUES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "03", ".", "07", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "12", ".", "04", ".", "2018", "17", ".", "02", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "12", ".", "04", ".", "2018", "17", ".", "02", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "03", ".", "2016", "8", ".", "3", ".", "2017", "07", ".", "11", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "03", ".", "2016", "8", ".", "3", ".", "2017", "07", ".", "11", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "05", ".", "2018", "19", ".", "12", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "05", ".", "2018", "19", ".", "12", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "05", ".", "2012", "01", ".", "02", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "05", ".", "2012", "01", ".", "02", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "04", ".", "2018", "25", ".", "09", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "04", ".", "2018", "25", ".", "09", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.181.521 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SERGIO LUIZ ZANNON PASSOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :THIAGO CARNEIRO ALVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBCD-12CF-CED6-DE6E e senha BED1-D0D7-7C6A-7CE2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1181521 AGR / SP tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR- segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). 3. A solução da controvérsia depende da análise do conjunto probatório dos autos e da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado nas Súmulas 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) e 280 do STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 4. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBCD-12CF-CED6-DE6E e senha BED1-D0D7-7C6A-7CE2 Supremo Tribunal Federal ARE 1181521 AGR / SP tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR- segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). 3. A solução da controvérsia depende da análise do conjunto probatório dos autos e da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado nas Súmulas 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) e 280 do STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 4. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBCD-12CF-CED6-DE6E e senha BED1-D0D7-7C6A-7CE2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.181.521 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SERGIO LUIZ ZANNON PASSOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :THIAGO CARNEIRO ALVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob o argumento de (a) demonstração deficiente da repercussão geral da matéria constitucional; e (b) aplicação das vedações expressas nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) fundamentou devidamente a repercussão geral nas razões do Apelo; (b) os óbices constantes dos Enunciados 279 e 280 do STF não podem ser aplicados ao caso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F78-5A81-7EE1-09F7 e senha 71E8-6C4D-62C1-FA62 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.181.521 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SERGIO LUIZ ZANNON PASSOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :THIAGO CARNEIRO ALVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob o argumento de (a) demonstração deficiente da repercussão geral da matéria constitucional; e (b) aplicação das vedações expressas nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) fundamentou devidamente a repercussão geral nas razões do Apelo; (b) os óbices constantes dos Enunciados 279 e 280 do STF não podem ser aplicados ao caso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F78-5A81-7EE1-09F7 e senha 71E8-6C4D-62C1-FA62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.181.521 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo em Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fl. 141, Vol. 2): “APELAÇÃO CÍVEL - MANDADO DE SEGURANÇA AGENTE FISCAL DE RENDAS - VENCIMENTOS Compreendem os impetrantes que sofrem incidência do teto e do subteto constitucional (artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal) e, além disso, de um terceiro redutor salarial, denominado “trava de quota” Exegese do artigo 16, § 4.º, da Lei Complementar Estadual n.º 1.059/08 Os vencimentos dos agentes fiscais de renda são compostos de duas parcelas: uma fixa e outra variável, ambas calculadas em quotas. O dispositivo legal impugnado, na verdade, estabelece um limite para o valor das quotas e não, como compreendem os apelantes, um redutor de vencimentos Trata-se da forma de cálculo adotada pela Administração Pública para a composição dos vencimentos dos agentes fiscais de renda e não propriamente um novo redutor, além daqueles já previstos na Constituição Federal. A própria LCE n.º 1.059/08 amparou a garantia de irredutibilidade dos vencimentos, na medida em que prevê que o valor unitário da quota, para fins de pagamento, não poderá ser inferior ao fixado para o mês anterior Segurança denegada Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5027-D3CB-B9FC-647B e senha B48A-DD13-8F53-0D63 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.181.521 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo em Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fl. 141, Vol. 2): “APELAÇÃO CÍVEL - MANDADO DE SEGURANÇA AGENTE FISCAL DE RENDAS - VENCIMENTOS Compreendem os impetrantes que sofrem incidência do teto e do subteto constitucional (artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal) e, além disso, de um terceiro redutor salarial, denominado “trava de quota” Exegese do artigo 16, § 4.º, da Lei Complementar Estadual n.º 1.059/08 Os vencimentos dos agentes fiscais de renda são compostos de duas parcelas: uma fixa e outra variável, ambas calculadas em quotas. O dispositivo legal impugnado, na verdade, estabelece um limite para o valor das quotas e não, como compreendem os apelantes, um redutor de vencimentos Trata-se da forma de cálculo adotada pela Administração Pública para a composição dos vencimentos dos agentes fiscais de renda e não propriamente um novo redutor, além daqueles já previstos na Constituição Federal. A própria LCE n.º 1.059/08 amparou a garantia de irredutibilidade dos vencimentos, na medida em que prevê que o valor unitário da quota, para fins de pagamento, não poderá ser inferior ao fixado para o mês anterior Segurança denegada Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5027-D3CB-B9FC-647B e senha B48A-DD13-8F53-0D63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1181521 AGR / SP Sentença confirmada Recurso não provido”. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a” e “c”, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve violação ao artigo 37, incisos XI, XIII e XV, da CF/88. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5027-D3CB-B9FC-647B e senha B48A-DD13-8F53-0D63 Supremo Tribunal Federal ARE 1181521 AGR / SP Sentença confirmada Recurso não provido”. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a” e “c”, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve violação ao artigo 37, incisos XI, XIII e XV, da CF/88. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5027-D3CB-B9FC-647B e senha B48A-DD13-8F53-0D63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1181521 AGR / SP Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, o Tribunal de origem solucionou a controvérsia com fundamento nos fatos e provas constantes dos autos, bem como na legislação local de regência (Lei Complementar Estadual n.º 1.059/08). A propósito, veja-se trecho do voto condutor do acórdão recorrido (fls. 148-149, Vol. 2): “Nessa linha de raciocínio, a Lei Complementar Estadual n.º 1.059/08 disciplinou os vencimentos dos agentes fiscais de renda em duas parcelas: uma fixa e outra variável. Ambas são calculadas em quotas, cujo valor é definido de acordo com a razão entre a arrecadação do mês de referência e a do mês anterior. A regra impugnada do § 4.º do artigo 16, na verdade, estabelece um limite para o valor das quotas e não, como compreendem os apelantes, um redutor de vencimentos. Trata-se, na verdade, da forma de cálculo adotada pela Administração Pública para a composição dos vencimentos dos agentes fiscais de renda e não propriamente um novo redutor, que viria a estabelecer outro patamar além do teto e do subteto previstos na Constituição Federal, com a finalidade de achatar ainda mais a remuneração dos servidores públicos. Dessa forma, os cálculos hipotéticos empreendidos pelos apelantes (fls. 179) não podem prevalecer, mormente porque estão em desacordo com a regra legal. Além disso, não se verifica que os parâmetros estabelecidos pela Lei Complementar Estadual afrontem as regras constitucionais ou tragam efetivo prejuízo às verbas remuneratórias da categoria”. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5027-D3CB-B9FC-647B e senha B48A-DD13-8F53-0D63 Supremo Tribunal Federal ARE 1181521 AGR / SP Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, o Tribunal de origem solucionou a controvérsia com fundamento nos fatos e provas constantes dos autos, bem como na legislação local de regência (Lei Complementar Estadual n.º 1.059/08). A propósito, veja-se trecho do voto condutor do acórdão recorrido (fls. 148-149, Vol. 2): “Nessa linha de raciocínio, a Lei Complementar Estadual n.º 1.059/08 disciplinou os vencimentos dos agentes fiscais de renda em duas parcelas: uma fixa e outra variável. Ambas são calculadas em quotas, cujo valor é definido de acordo com a razão entre a arrecadação do mês de referência e a do mês anterior. A regra impugnada do § 4.º do artigo 16, na verdade, estabelece um limite para o valor das quotas e não, como compreendem os apelantes, um redutor de vencimentos. Trata-se, na verdade, da forma de cálculo adotada pela Administração Pública para a composição dos vencimentos dos agentes fiscais de renda e não propriamente um novo redutor, que viria a estabelecer outro patamar além do teto e do subteto previstos na Constituição Federal, com a finalidade de achatar ainda mais a remuneração dos servidores públicos. Dessa forma, os cálculos hipotéticos empreendidos pelos apelantes (fls. 179) não podem prevalecer, mormente porque estão em desacordo com a regra legal. Além disso, não se verifica que os parâmetros estabelecidos pela Lei Complementar Estadual afrontem as regras constitucionais ou tragam efetivo prejuízo às verbas remuneratórias da categoria”. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5027-D3CB-B9FC-647B e senha B48A-DD13-8F53-0D63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1181521 AGR / SP A solução dessa controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Ademais, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5027-D3CB-B9FC-647B e senha B48A-DD13-8F53-0D63 Supremo Tribunal Federal ARE 1181521 AGR / SP A solução dessa controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Ademais, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5027-D3CB-B9FC-647B e senha B48A-DD13-8F53-0D63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.181.521 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : SERGIO LUIZ ZANNON PASSOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : THIAGO CARNEIRO ALVES (176385/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DFB2-2C99-2D51-2966 e senha A0AC-3131-588A-BA6E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.181.521 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : SERGIO LUIZ ZANNON PASSOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : THIAGO CARNEIRO ALVES (176385/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DFB2-2C99-2D51-2966 e senha A0AC-3131-588A-BA6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749397491
2019-03-12T00:00:00
2019-03-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). 3. A solução da controvérsia depende da análise do conjunto probatório dos autos e da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado nas Súmulas 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) e 280 do STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 4. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur400202
- Acórdão(s) citado(s): (PRELIMINAR, REPERCUSSÃO GERAL) AI 717821 AgR (2ªT), ARE 696263 AgR (1ªT), ARE 696347 AgR-segundo (2ªT), ARE 691595 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 02/04/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1181521
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LCP-001059 ANO-2008\n LEI COMPLEMENTAR, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1181521 AgR
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AGTE.(S) : SERGIO LUIZ ZANNON PASSOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : THIAGO CARNEIRO ALVES AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.181.521 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SERGIO LUIZ ZANNON PASSOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :THIAGO CARNEIRO ALVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBCD-12CF-CED6-DE6E e senha BED1-D0D7-7C6A-7CE2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1181521 AGR / SP tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR- segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). 3. A solução da controvérsia depende da análise do conjunto probatório dos autos e da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado nas Súmulas 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) e 280 do Supremo Tribunal Federal (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 4. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBCD-12CF-CED6-DE6E e senha BED1-D0D7-7C6A-7CE2 Supremo Tribunal Federal ARE 1181521 AGR / SP tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR- segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). 3. A solução da controvérsia depende da análise do conjunto probatório dos autos e da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado nas Súmulas 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) e 280 do Supremo Tribunal Federal (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário). 4. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBCD-12CF-CED6-DE6E e senha BED1-D0D7-7C6A-7CE2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.181.521 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SERGIO LUIZ ZANNON PASSOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :THIAGO CARNEIRO ALVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob o argumento de (a) demonstração deficiente da repercussão geral da matéria constitucional; e (b) aplicação das vedações expressas nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) fundamentou devidamente a repercussão geral nas razões do Apelo; (b) os óbices constantes dos Enunciados 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal não podem ser aplicados ao caso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F78-5A81-7EE1-09F7 e senha 71E8-6C4D-62C1-FA62 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.181.521 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SERGIO LUIZ ZANNON PASSOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :THIAGO CARNEIRO ALVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob o argumento de (a) demonstração deficiente da repercussão geral da matéria constitucional; e (b) aplicação das vedações expressas nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) fundamentou devidamente a repercussão geral nas razões do Apelo; (b) os óbices constantes dos Enunciados 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal não podem ser aplicados ao caso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F78-5A81-7EE1-09F7 e senha 71E8-6C4D-62C1-FA62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.181.521 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo em Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fl. 141, Vol. 2): “APELAÇÃO CÍVEL - MANDADO DE SEGURANÇA AGENTE FISCAL DE RENDAS - VENCIMENTOS Compreendem os impetrantes que sofrem incidência do teto e do subteto constitucional (artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal) e, além disso, de um terceiro redutor salarial, denominado “trava de quota” Exegese do artigo 16, § 4., da Lei Complementar Estadual n. 1.059/08 Os vencimentos dos agentes fiscais de renda são compostos de duas parcelas: uma fixa e outra variável, ambas calculadas em quotas. O dispositivo legal impugnado, na verdade, estabelece um limite para o valor das quotas e não, como compreendem os apelantes, um redutor de vencimentos Trata-se da forma de cálculo adotada pela Administração Pública para a composição dos vencimentos dos agentes fiscais de renda e não propriamente um novo redutor, além daqueles já previstos na Constituição Federal. A própria LCE n. 1.059/08 amparou a garantia de irredutibilidade dos vencimentos, na medida em que prevê que o valor unitário da quota, para fins de pagamento, não poderá ser inferior ao fixado para o mês anterior Segurança denegada Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5027-D3CB-B9FC-647B e senha B48A-DD13-8F53-0D63 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.181.521 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo em Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fl. 141, Vol. 2): “APELAÇÃO CÍVEL - MANDADO DE SEGURANÇA AGENTE FISCAL DE RENDAS - VENCIMENTOS Compreendem os impetrantes que sofrem incidência do teto e do subteto constitucional (artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal) e, além disso, de um terceiro redutor salarial, denominado “trava de quota” Exegese do artigo 16, § 4., da Lei Complementar Estadual n. 1.059/08 Os vencimentos dos agentes fiscais de renda são compostos de duas parcelas: uma fixa e outra variável, ambas calculadas em quotas. O dispositivo legal impugnado, na verdade, estabelece um limite para o valor das quotas e não, como compreendem os apelantes, um redutor de vencimentos Trata-se da forma de cálculo adotada pela Administração Pública para a composição dos vencimentos dos agentes fiscais de renda e não propriamente um novo redutor, além daqueles já previstos na Constituição Federal. A própria LCE n. 1.059/08 amparou a garantia de irredutibilidade dos vencimentos, na medida em que prevê que o valor unitário da quota, para fins de pagamento, não poderá ser inferior ao fixado para o mês anterior Segurança denegada Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5027-D3CB-B9FC-647B e senha B48A-DD13-8F53-0D63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1181521 AGR / SP Sentença confirmada Recurso não provido”. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a” e “c”, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve violação ao artigo 37, incisos XI, XIII e XV, da Constituição Federal de 1988/88. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5027-D3CB-B9FC-647B e senha B48A-DD13-8F53-0D63 Supremo Tribunal Federal ARE 1181521 AGR / SP Sentença confirmada Recurso não provido”. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a” e “c”, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve violação ao artigo 37, incisos XI, XIII e XV, da Constituição Federal de 1988/88. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5027-D3CB-B9FC-647B e senha B48A-DD13-8F53-0D63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1181521 AGR / SP Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, o Tribunal de origem solucionou a controvérsia com fundamento nos fatos e provas constantes dos autos, bem como na legislação local de regência (Lei Complementar Estadual n. 1.059/08). A propósito, veja-se trecho do voto condutor do acórdão recorrido (fls. 148-149, Vol. 2): “Nessa linha de raciocínio, a Lei Complementar Estadual n. 1.059/08 disciplinou os vencimentos dos agentes fiscais de renda em duas parcelas: uma fixa e outra variável. Ambas são calculadas em quotas, cujo valor é definido de acordo com a razão entre a arrecadação do mês de referência e a do mês anterior. A regra impugnada do § 4. do artigo 16, na verdade, estabelece um limite para o valor das quotas e não, como compreendem os apelantes, um redutor de vencimentos. Trata-se, na verdade, da forma de cálculo adotada pela Administração Pública para a composição dos vencimentos dos agentes fiscais de renda e não propriamente um novo redutor, que viria a estabelecer outro patamar além do teto e do subteto previstos na Constituição Federal, com a finalidade de achatar ainda mais a remuneração dos servidores públicos. Dessa forma, os cálculos hipotéticos empreendidos pelos apelantes (fls. 179) não podem prevalecer, mormente porque estão em desacordo com a regra legal. Além disso, não se verifica que os parâmetros estabelecidos pela Lei Complementar Estadual afrontem as regras constitucionais ou tragam efetivo prejuízo às verbas remuneratórias da categoria”. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5027-D3CB-B9FC-647B e senha B48A-DD13-8F53-0D63 Supremo Tribunal Federal ARE 1181521 AGR / SP Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, o Tribunal de origem solucionou a controvérsia com fundamento nos fatos e provas constantes dos autos, bem como na legislação local de regência (Lei Complementar Estadual n. 1.059/08). A propósito, veja-se trecho do voto condutor do acórdão recorrido (fls. 148-149, Vol. 2): “Nessa linha de raciocínio, a Lei Complementar Estadual n. 1.059/08 disciplinou os vencimentos dos agentes fiscais de renda em duas parcelas: uma fixa e outra variável. Ambas são calculadas em quotas, cujo valor é definido de acordo com a razão entre a arrecadação do mês de referência e a do mês anterior. A regra impugnada do § 4. do artigo 16, na verdade, estabelece um limite para o valor das quotas e não, como compreendem os apelantes, um redutor de vencimentos. Trata-se, na verdade, da forma de cálculo adotada pela Administração Pública para a composição dos vencimentos dos agentes fiscais de renda e não propriamente um novo redutor, que viria a estabelecer outro patamar além do teto e do subteto previstos na Constituição Federal, com a finalidade de achatar ainda mais a remuneração dos servidores públicos. Dessa forma, os cálculos hipotéticos empreendidos pelos apelantes (fls. 179) não podem prevalecer, mormente porque estão em desacordo com a regra legal. Além disso, não se verifica que os parâmetros estabelecidos pela Lei Complementar Estadual afrontem as regras constitucionais ou tragam efetivo prejuízo às verbas remuneratórias da categoria”. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5027-D3CB-B9FC-647B e senha B48A-DD13-8F53-0D63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1181521 AGR / SP A solução dessa controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Ademais, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5027-D3CB-B9FC-647B e senha B48A-DD13-8F53-0D63 Supremo Tribunal Federal ARE 1181521 AGR / SP A solução dessa controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Ademais, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5027-D3CB-B9FC-647B e senha B48A-DD13-8F53-0D63 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.181.521 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : SERGIO LUIZ ZANNON PASSOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : THIAGO CARNEIRO ALVES (176385/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DFB2-2C99-2D51-2966 e senha A0AC-3131-588A-BA6E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.181.521 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : SERGIO LUIZ ZANNON PASSOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : THIAGO CARNEIRO ALVES (176385/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DFB2-2C99-2D51-2966 e senha A0AC-3131-588A-BA6E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 181 . 521", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1181521 AGR / SP", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Súmulas 279", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Súmulas", "Súmulas 279", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Enunciados 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 181 . 521 SÃO", "AGRAVO 1 . 181 . 521", "ARE 1181521 AGR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR ,", "ARE 1181521 AGR / SP", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "ARE 1181521 AGR / SP", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 1181521 AGR / SP", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 1181521 AGR / SP", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 desta CORTE", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 181 . 521" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 37 , inciso XI , da Constituição Federal", "artigo 16 , § 4 . , da Lei Complementar Estadual n . 1 . 059 / 08", "Constituição Federal", "LCE n . 1 . 059 / 08", "Medida Provisória n 2 .", "artigo 37 , inciso XI , da Constituição Federal", "artigo 16 , § 4 . , da Lei Complementar Estadual n . 1 . 059 / 08", "Constituição Federal", "LCE n . 1 . 059 / 08", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” e “ c ” , da Constituição Federal", "artigo 37 , incisos XI , XIII e XV , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art", ".", "1 .", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” e “ c ” , da Constituição Federal", "artigo 37 , incisos XI , XIII e XV , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Estadual n . 1 . 059 / 08", "Lei Complementar Estadual n . 1 . 059 / 08", "Constituição Federal", "Lei Complementar Estadual", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Estadual n . 1 . 059 / 08", "Lei Complementar Estadual n . 1 . 059 / 08", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "/", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "SERGIO LUIZ ZANNON PASSOS", "THIAGO CARNEIRO ALVES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "SERGIO LUIZ ZANNON PASSOS", "THIAGO CARNEIRO ALVES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "SERGIO LUIZ ZANNON PASSOS", "THIAGO CARNEIRO ALVES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "SERGIO LUIZ ZANNON PASSOS", "THIAGO CARNEIRO ALVES", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "SERGIO LUIZ ZANNON PASSOS", "THIAGO CARNEIRO ALVES", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.742 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CLAUDIMIR COUTO ADV.(A/S) :CLAUDIMIR COUTO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :TURMA RECURSAL CÍVEL, CRIMINAL E FAZENDA PÚBLICA DO COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PEDIDO DE UNIFORMIZAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE LEI. ACÓRDÃO QUE ESTABELECEU QUAIS PARCELAS REMUNERATÓRIAS COMPORÃO A BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE QUALIFICAÇÃO PREVISTO NA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 1.217/2013. ALEGADA VIOLAÇÃO À SÚMULA VINCULANTE 4. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74E0-35B1-ED00-C763 e senha 60F5-BCA0-D377-FDEE Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RCL 32742 AGR / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74E0-35B1-ED00-C763 e senha 60F5-BCA0-D377-FDEE Supremo Tribunal Federal RCL 32742 AGR / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74E0-35B1-ED00-C763 e senha 60F5-BCA0-D377-FDEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.742 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CLAUDIMIR COUTO ADV.(A/S) :CLAUDIMIR COUTO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :TURMA RECURSAL CÍVEL, CRIMINAL E FAZENDA PÚBLICA DO COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática, que negou seguimento ao pedido em reclamação, diante da ausência de estrita aderência entre o ato impugnado e o paradigma de controle invocado. Sustenta a parte agravante, em síntese, que a decisão deve ser reformada, pois trata-se de matéria relativamente inédita nessa Colenda Corte – face as pesquisas feitas, (...) assim elegeu-se a Súmula Vinculante 4 por melhor se assemelhar ao caso, servindo apenas de sustentação – mutatis mutandis -, da fundamentação, como poderiam ser outras, por aproximação (doc. 19, fl. 4). Requer, ao final, a reconsideração da decisão recorrida ou que submeta o presente Agravo a julgamento da Turma / órgão colegiado (RISTF, §2º, art. 317 e CPC, § 2º, art. 1.021), incluindo-o na pauta, para ao final, ser provido determinando o prosseguimento na Reclamação como proposta (RISTF, art. 317, § 3º) (doc. 19, fl. 10). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BC0D-A511-C4C0-EE97 e senha EFFA-F200-8410-70BD Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.742 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CLAUDIMIR COUTO ADV.(A/S) :CLAUDIMIR COUTO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :TURMA RECURSAL CÍVEL, CRIMINAL E FAZENDA PÚBLICA DO COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática, que negou seguimento ao pedido em reclamação, diante da ausência de estrita aderência entre o ato impugnado e o paradigma de controle invocado. Sustenta a parte agravante, em síntese, que a decisão deve ser reformada, pois trata-se de matéria relativamente inédita nessa Colenda Corte – face as pesquisas feitas, (...) assim elegeu-se a Súmula Vinculante 4 por melhor se assemelhar ao caso, servindo apenas de sustentação – mutatis mutandis -, da fundamentação, como poderiam ser outras, por aproximação (doc. 19, fl. 4). Requer, ao final, a reconsideração da decisão recorrida ou que submeta o presente Agravo a julgamento da Turma / órgão colegiado (RISTF, §2º, art. 317 e CPC, § 2º, art. 1.021), incluindo-o na pauta, para ao final, ser provido determinando o prosseguimento na Reclamação como proposta (RISTF, art. 317, § 3º) (doc. 19, fl. 10). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BC0D-A511-C4C0-EE97 e senha EFFA-F200-8410-70BD Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.742 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada tem o seguinte teor: Trata-se de Reclamação, com pedido de liminar, contra decisão proferida pela Turma Recursal Cível, Criminal e Fazenda Pública do TJSP Colégio Recursal - Andradina, que teria violado o Enunciado Vinculante 4. Na inicial, o reclamante alega, em síntese, que: (a) foi instituído, pela Lei Complementar 1.217/2013, o Adicional de Qualificação AQ, destinado aos servidores do Tribunal de Justiça em razão de conhecimentos adicionais adquiridos (fl. 5); (b) o ato autorizativo que implantou o referido benefício estabeleceu no item 10, que: A base de cálculo do Adicional de Qualificação AQ será o valor da base de contribuição previdenciária do cargo em que o servidor estiver em exercício, considerado para tanto os vencimentos iniciais desse cargo em respeito ao artigo 37, inciso XIV da Constituição Federal e artigo 2º, § 4º da Lei Complementar nº 1217/2013 não incidindo recolhimento da contribuição previdenciária. (fl. 6); (c) contudo, a autoridade reclamada, em Pedido de Uniformização de Interpretação de Lei arguida pela Fazenda Pública de São Paulo, modificou a base de cálculo, firmando a tese de que o índice deve incidir apenas sobre o vencimento do servidor (salário base); (d) a LC nº 1.217/2013 jamais poderia ter sido modificada a base de cálculo, por decisão judicial, sob nenhum argumento, nem sequer de eventual violação da CF, pois acaba atuando como LEGISLADOR, o que é vedado (princípio da separação dos poderes); e (e) em suma, a decisão impugnada mutatis mutandis , viola a Súmula Vinculante nº 4-STF e os acórdãos trazidos à colação, estando, pois, em flagrante ilegalidade (fl. 23). Requer, liminarmente, a suspensão dos efeitos da decisão reclamada e, ao final, a cassação do ato atacado. Nos termos do art. 52, parágrafo único, do Regimento Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.742 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada tem o seguinte teor: Trata-se de Reclamação, com pedido de liminar, contra decisão proferida pela Turma Recursal Cível, Criminal e Fazenda Pública do TJSP Colégio Recursal - Andradina, que teria violado o Enunciado Vinculante 4. Na inicial, o reclamante alega, em síntese, que: (a) foi instituído, pela Lei Complementar 1.217/2013, o Adicional de Qualificação AQ, destinado aos servidores do Tribunal de Justiça em razão de conhecimentos adicionais adquiridos (fl. 5); (b) o ato autorizativo que implantou o referido benefício estabeleceu no item 10, que: A base de cálculo do Adicional de Qualificação AQ será o valor da base de contribuição previdenciária do cargo em que o servidor estiver em exercício, considerado para tanto os vencimentos iniciais desse cargo em respeito ao artigo 37, inciso XIV da Constituição Federal e artigo 2º, § 4º da Lei Complementar nº 1217/2013 não incidindo recolhimento da contribuição previdenciária. (fl. 6); (c) contudo, a autoridade reclamada, em Pedido de Uniformização de Interpretação de Lei arguida pela Fazenda Pública de São Paulo, modificou a base de cálculo, firmando a tese de que o índice deve incidir apenas sobre o vencimento do servidor (salário base); (d) a LC nº 1.217/2013 jamais poderia ter sido modificada a base de cálculo, por decisão judicial, sob nenhum argumento, nem sequer de eventual violação da CF, pois acaba atuando como LEGISLADOR, o que é vedado (princípio da separação dos poderes); e (e) em suma, a decisão impugnada mutatis mutandis , viola a Súmula Vinculante nº 4-STF e os acórdãos trazidos à colação, estando, pois, em flagrante ilegalidade (fl. 23). Requer, liminarmente, a suspensão dos efeitos da decisão reclamada e, ao final, a cassação do ato atacado. Nos termos do art. 52, parágrafo único, do Regimento Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32742 AGR / SP Interno do Supremo Tribunal Federal, dispenso a remessa dos autos à Procuradoria-Geral da República. É o relatório. Decido. A respeito do cabimento da reclamação para o Supremo Tribunal Federal, dispõe os arts. 102, I, l, e 103-A, caput e § 3º, ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando- a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil de 2015: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; O paradigma invocado é a Súmula Vinculante 4, que tem o seguinte teor: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Supremo Tribunal Federal RCL 32742 AGR / SP Interno do Supremo Tribunal Federal, dispenso a remessa dos autos à Procuradoria-Geral da República. É o relatório. Decido. A respeito do cabimento da reclamação para o Supremo Tribunal Federal, dispõe os arts. 102, I, l, e 103-A, caput e § 3º, ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando- a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil de 2015: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; O paradigma invocado é a Súmula Vinculante 4, que tem o seguinte teor: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32742 AGR / SP Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial. Importante ressaltar que o propósito desta CORTE, ao editar a Súmula Vinculante 4, foi vedar a concessão de aumento remuneratório automático atrelado a futuros reajustes do salário-mínimo, pois sua utilização como indexador é constitucionalmente proibida, conforme previsto no art. 7º, IV, da CF/88. Sob essas premissas, a reclamação é manifestamente improcedente, pois a presente hipótese não se ajusta ao contexto do parâmetro de controle acima transcrito. Isso porque não há aderência entre o objeto da Súmula Vinculante 4 e o acórdão reclamado que , sem vincular ou indexar a base de cálculo do adicional de qualificação ao salário mínimo vigente , apenas estabeleceu quais parcelas remuneratórias comporão a base de cálculo do adicional de qualificação previsto na Lei Complementar Estadual 1.217/13, explicitando que a base de cálculo do adicional de qualificação é o vencimento (padrão ou salário- base) do cargo atual exercido pelo servidor (base de cálculo da contribuição previdenciária), nele incluído apenas os décimos constitucionais efetivamente incorporados ao cargo, sem considerar quaisquer outras vantagens (inclusive adicionais temporais quinquênio e sexta-parte) (doc. 14, fl. 3). Eis a ementa resultante do acordão, ora impugnado, proferido em sede do Pedido de Uniformização de Interpretação de Lei 0000085- 87.2018.8.26.9044: JUÍZO DE RETRATAÇÃO. UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA: DIVERGÊNCIA ENTRE V. ACÓRDÃO DE TURMAS RECURSAIS DIFERENTES. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO. ADICIONAL DE QUALIFICAÇÃO. BASE DE CÁLCULO: VENCIMENTO (PADRÃO OU SALÁRIO BASE), NELE INCLUÍDO APENAS OS DÉCIMOS CONSTITUCIONAIS INCORPORADOS AO CARGO, SEM CONSIDERAR 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Supremo Tribunal Federal RCL 32742 AGR / SP Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial. Importante ressaltar que o propósito desta CORTE, ao editar a Súmula Vinculante 4, foi vedar a concessão de aumento remuneratório automático atrelado a futuros reajustes do salário-mínimo, pois sua utilização como indexador é constitucionalmente proibida, conforme previsto no art. 7º, IV, da CF/88. Sob essas premissas, a reclamação é manifestamente improcedente, pois a presente hipótese não se ajusta ao contexto do parâmetro de controle acima transcrito. Isso porque não há aderência entre o objeto da Súmula Vinculante 4 e o acórdão reclamado que , sem vincular ou indexar a base de cálculo do adicional de qualificação ao salário mínimo vigente , apenas estabeleceu quais parcelas remuneratórias comporão a base de cálculo do adicional de qualificação previsto na Lei Complementar Estadual 1.217/13, explicitando que a base de cálculo do adicional de qualificação é o vencimento (padrão ou salário- base) do cargo atual exercido pelo servidor (base de cálculo da contribuição previdenciária), nele incluído apenas os décimos constitucionais efetivamente incorporados ao cargo, sem considerar quaisquer outras vantagens (inclusive adicionais temporais quinquênio e sexta-parte) (doc. 14, fl. 3). Eis a ementa resultante do acordão, ora impugnado, proferido em sede do Pedido de Uniformização de Interpretação de Lei 0000085- 87.2018.8.26.9044: JUÍZO DE RETRATAÇÃO. UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA: DIVERGÊNCIA ENTRE V. ACÓRDÃO DE TURMAS RECURSAIS DIFERENTES. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO. ADICIONAL DE QUALIFICAÇÃO. BASE DE CÁLCULO: VENCIMENTO (PADRÃO OU SALÁRIO BASE), NELE INCLUÍDO APENAS OS DÉCIMOS CONSTITUCIONAIS INCORPORADOS AO CARGO, SEM CONSIDERAR 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32742 AGR / SP QUAISQUER OUTRAS VANTAGENS (INCLUSIVE ADICIONAIS TEMPORAIS) - RETRATAÇÃO OPERADA, PARA MODIFICAR PARCIALMENTE O ACÓRDÃO. Nessas circunstâncias, em que não há vinculação da base de cálculo do adicional de qualificação ao salário-mínimo, não se tem presente o contexto específico da Súmula Vinculante 4; não havendo, consequentemente, a estrita aderência necessária entre o ato impugnado e o paradigma invocado. É, portanto, inviável a presente reclamação. Dessa forma, a postulação não passa de simples pedido de revisão do entendimento aplicado na origem, o que confirma a inviabilidade desta ação. Esta CORTE já teve a oportunidade de afirmar que a reclamação tem escopo bastante específico, não se prestando ao papel de simples substituto de recursos de natureza ordinária ou extraordinária (Rcl 6.880-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Plenário, DJe de 22/2/2013). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. É pacífico o entendimento da CORTE no sentido de que a estrita aderência, entre o ato impugnado e o parâmetro de controle indicado como violado, é requisito essencial para a admissibilidade do instrumento constitucional da reclamação (Rcl 13237 AgR, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 23/05/2013). No caso, a presente reclamação é incabível. Conforme consignado na decisão agravada, não há aderência entre o objeto da Súmula Vinculante 4 e o acórdão reclamado que, sem vincular ou indexar a base de cálculo do adicional de qualificação ao salário mínimo vigente, apenas estabeleceu quais parcelas remuneratórias comporão a base de cálculo do adicional de qualificação previsto na Lei Complementar Estadual 1.217/13. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Supremo Tribunal Federal RCL 32742 AGR / SP QUAISQUER OUTRAS VANTAGENS (INCLUSIVE ADICIONAIS TEMPORAIS) - RETRATAÇÃO OPERADA, PARA MODIFICAR PARCIALMENTE O ACÓRDÃO. Nessas circunstâncias, em que não há vinculação da base de cálculo do adicional de qualificação ao salário-mínimo, não se tem presente o contexto específico da Súmula Vinculante 4; não havendo, consequentemente, a estrita aderência necessária entre o ato impugnado e o paradigma invocado. É, portanto, inviável a presente reclamação. Dessa forma, a postulação não passa de simples pedido de revisão do entendimento aplicado na origem, o que confirma a inviabilidade desta ação. Esta CORTE já teve a oportunidade de afirmar que a reclamação tem escopo bastante específico, não se prestando ao papel de simples substituto de recursos de natureza ordinária ou extraordinária (Rcl 6.880-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Plenário, DJe de 22/2/2013). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. É pacífico o entendimento da CORTE no sentido de que a estrita aderência, entre o ato impugnado e o parâmetro de controle indicado como violado, é requisito essencial para a admissibilidade do instrumento constitucional da reclamação (Rcl 13237 AgR, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 23/05/2013). No caso, a presente reclamação é incabível. Conforme consignado na decisão agravada, não há aderência entre o objeto da Súmula Vinculante 4 e o acórdão reclamado que, sem vincular ou indexar a base de cálculo do adicional de qualificação ao salário mínimo vigente, apenas estabeleceu quais parcelas remuneratórias comporão a base de cálculo do adicional de qualificação previsto na Lei Complementar Estadual 1.217/13. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32742 AGR / SP 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Diante do exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Supremo Tribunal Federal RCL 32742 AGR / SP 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Diante do exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.742 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CLAUDIMIR COUTO ADV.(A/S) : CLAUDIMIR COUTO (409005/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : TURMA RECURSAL CÍVEL, CRIMINAL E FAZENDA PÚBLICA DO COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C8E-DE0D-5B6F-9FF1 e senha AB60-A561-656F-34C7 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.742 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CLAUDIMIR COUTO ADV.(A/S) : CLAUDIMIR COUTO (409005/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : TURMA RECURSAL CÍVEL, CRIMINAL E FAZENDA PÚBLICA DO COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C8E-DE0D-5B6F-9FF1 e senha AB60-A561-656F-34C7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749397470
2019-03-12T00:00:00
2019-03-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PEDIDO DE UNIFORMIZAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE LEI. ACÓRDÃO QUE ESTABELECEU QUAIS PARCELAS REMUNERATÓRIAS COMPORÃO A BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE QUALIFICAÇÃO PREVISTO NA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 1.217/2013. ALEGADA VIOLAÇÃO À SÚMULA VINCULANTE 4. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur400181
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, REQUISITO, ADMISSIBILIDADE) Rcl 13237 AgR (TP). Número de páginas: 9. Análise: 03/04/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
32742
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-EST LEI-001217 ANO-2013\n LEI ORDINÁRIA, SP" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 32742 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CLAUDIMIR COUTO ADV.(A/S) : CLAUDIMIR COUTO AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : TURMA RECURSAL CÍVEL, CRIMINAL E FAZENDA PÚBLICA DO COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.742 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CLAUDIMIR COUTO ADV.(A/S) :CLAUDIMIR COUTO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :TURMA RECURSAL CÍVEL, CRIMINAL E FAZENDA PÚBLICA DO COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PEDIDO DE UNIFORMIZAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE LEI. ACÓRDÃO QUE ESTABELECEU QUAIS PARCELAS REMUNERATÓRIAS COMPORÃO A BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE QUALIFICAÇÃO PREVISTO NA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 1.217/2013. ALEGADA VIOLAÇÃO À SÚMULA VINCULANTE 4. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74E0-35B1-ED00-C763 e senha 60F5-BCA0-D377-FDEE Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RCL 32742 AGR / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74E0-35B1-ED00-C763 e senha 60F5-BCA0-D377-FDEE Supremo Tribunal Federal RCL 32742 AGR / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74E0-35B1-ED00-C763 e senha 60F5-BCA0-D377-FDEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.742 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CLAUDIMIR COUTO ADV.(A/S) :CLAUDIMIR COUTO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :TURMA RECURSAL CÍVEL, CRIMINAL E FAZENDA PÚBLICA DO COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática, que negou seguimento ao pedido em reclamação, diante da ausência de estrita aderência entre o ato impugnado e o paradigma de controle invocado. Sustenta a parte agravante, em síntese, que a decisão deve ser reformada, pois trata-se de matéria relativamente inédita nessa Colenda Corte – face as pesquisas feitas, (...) assim elegeu-se a Súmula Vinculante 4 por melhor se assemelhar ao caso, servindo apenas de sustentação – mutatis mutandis -, da fundamentação, como poderiam ser outras, por aproximação (doc. 19, fl. 4). Requer, ao final, a reconsideração da decisão recorrida ou que submeta o presente Agravo a julgamento da Turma / órgão colegiado (RISTF, §2..., art. 317 e Código de Processo Civil, § 2..., art. 1.021), incluindo-o na pauta, para ao final, ser provido determinando o prosseguimento na Reclamação como proposta (RISTF, art. 317, § 3...) (doc. 19, fl. 10). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BC0D-A511-C4C0-EE97 e senha EFFA-F200-8410-70BD Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.742 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CLAUDIMIR COUTO ADV.(A/S) :CLAUDIMIR COUTO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :TURMA RECURSAL CÍVEL, CRIMINAL E FAZENDA PÚBLICA DO COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática, que negou seguimento ao pedido em reclamação, diante da ausência de estrita aderência entre o ato impugnado e o paradigma de controle invocado. Sustenta a parte agravante, em síntese, que a decisão deve ser reformada, pois trata-se de matéria relativamente inédita nessa Colenda Corte – face as pesquisas feitas, (...) assim elegeu-se a Súmula Vinculante 4 por melhor se assemelhar ao caso, servindo apenas de sustentação – mutatis mutandis -, da fundamentação, como poderiam ser outras, por aproximação (doc. 19, fl. 4). Requer, ao final, a reconsideração da decisão recorrida ou que submeta o presente Agravo a julgamento da Turma / órgão colegiado (RISTF, §2..., art. 317 e Código de Processo Civil, § 2..., art. 1.021), incluindo-o na pauta, para ao final, ser provido determinando o prosseguimento na Reclamação como proposta (RISTF, art. 317, § 3...) (doc. 19, fl. 10). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BC0D-A511-C4C0-EE97 e senha EFFA-F200-8410-70BD Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.742 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada tem o seguinte teor: Trata-se de Reclamação, com pedido de liminar, contra decisão proferida pela Turma Recursal Cível, Criminal e Fazenda Pública do TJSP Colégio Recursal - Andradina, que teria violado o Enunciado Vinculante 4. Na inicial, o reclamante alega, em síntese, que: (a) foi instituído, pela Lei Complementar 1.217/2013, o Adicional de Qualificação AQ, destinado aos servidores do Tribunal de Justiça em razão de conhecimentos adicionais adquiridos (fl. 5); (b) o ato autorizativo que implantou o referido benefício estabeleceu no item 10, que: A base de cálculo do Adicional de Qualificação AQ será o valor da base de contribuição previdenciária do cargo em que o servidor estiver em exercício, considerado para tanto os vencimentos iniciais desse cargo em respeito ao artigo 37, inciso XIV da Constituição Federal e artigo 2..., § 4... da Lei Complementar n 1217/2013 não incidindo recolhimento da contribuição previdenciária. (fl. 6); (c) contudo, a autoridade reclamada, em Pedido de Uniformização de Interpretação de Lei arguida pela Fazenda Pública de São Paulo, modificou a base de cálculo, firmando a tese de que o índice deve incidir apenas sobre o vencimento do servidor (salário base); (d) a Lei Complementar n 1.217/2013 jamais poderia ter sido modificada a base de cálculo, por decisão judicial, sob nenhum argumento, nem sequer de eventual violação da Constituição Federal de 1988, pois acaba atuando como LEGISLADOR, o que é vedado (princípio da separação dos poderes); e (e) em suma, a decisão impugnada mutatis mutandis , viola a Súmula Vinculante n 4-Supremo Tribunal Federal e os acórdãos trazidos à colação, estando, pois, em flagrante ilegalidade (fl. 23). Requer, liminarmente, a suspensão dos efeitos da decisão reclamada e, ao final, a cassação do ato atacado. Nos termos do art. 52, parágrafo único, do Regimento Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.742 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada tem o seguinte teor: Trata-se de Reclamação, com pedido de liminar, contra decisão proferida pela Turma Recursal Cível, Criminal e Fazenda Pública do TJSP Colégio Recursal - Andradina, que teria violado o Enunciado Vinculante 4. Na inicial, o reclamante alega, em síntese, que: (a) foi instituído, pela Lei Complementar 1.217/2013, o Adicional de Qualificação AQ, destinado aos servidores do Tribunal de Justiça em razão de conhecimentos adicionais adquiridos (fl. 5); (b) o ato autorizativo que implantou o referido benefício estabeleceu no item 10, que: A base de cálculo do Adicional de Qualificação AQ será o valor da base de contribuição previdenciária do cargo em que o servidor estiver em exercício, considerado para tanto os vencimentos iniciais desse cargo em respeito ao artigo 37, inciso XIV da Constituição Federal e artigo 2..., § 4... da Lei Complementar n 1217/2013 não incidindo recolhimento da contribuição previdenciária. (fl. 6); (c) contudo, a autoridade reclamada, em Pedido de Uniformização de Interpretação de Lei arguida pela Fazenda Pública de São Paulo, modificou a base de cálculo, firmando a tese de que o índice deve incidir apenas sobre o vencimento do servidor (salário base); (d) a Lei Complementar n 1.217/2013 jamais poderia ter sido modificada a base de cálculo, por decisão judicial, sob nenhum argumento, nem sequer de eventual violação da Constituição Federal de 1988, pois acaba atuando como LEGISLADOR, o que é vedado (princípio da separação dos poderes); e (e) em suma, a decisão impugnada mutatis mutandis , viola a Súmula Vinculante n 4-Supremo Tribunal Federal e os acórdãos trazidos à colação, estando, pois, em flagrante ilegalidade (fl. 23). Requer, liminarmente, a suspensão dos efeitos da decisão reclamada e, ao final, a cassação do ato atacado. Nos termos do art. 52, parágrafo único, do Regimento Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32742 AGR / SP Interno do Supremo Tribunal Federal, dispenso a remessa dos autos à Procuradoria-Geral da República. É o relatório. Decido. A respeito do cabimento da reclamação para o Supremo Tribunal Federal, dispõe os arts. 102, I, l, e 103-A, caput e § 3..., ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 3... Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando- a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil de 2015: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; O paradigma invocado é a Súmula Vinculante 4, que tem o seguinte teor: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Supremo Tribunal Federal RCL 32742 AGR / SP Interno do Supremo Tribunal Federal, dispenso a remessa dos autos à Procuradoria-Geral da República. É o relatório. Decido. A respeito do cabimento da reclamação para o Supremo Tribunal Federal, dispõe os arts. 102, I, l, e 103-A, caput e § 3..., ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 3... Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando- a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil de 2015: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; O paradigma invocado é a Súmula Vinculante 4, que tem o seguinte teor: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32742 AGR / SP Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial. Importante ressaltar que o propósito desta CORTE, ao editar a Súmula Vinculante 4, foi vedar a concessão de aumento remuneratório automático atrelado a futuros reajustes do salário-mínimo, pois sua utilização como indexador é constitucionalmente proibida, conforme previsto no art. 7..., IV, da Constituição Federal de 1988/88. Sob essas premissas, a reclamação é manifestamente improcedente, pois a presente hipótese não se ajusta ao contexto do parâmetro de controle acima transcrito. Isso porque não há aderência entre o objeto da Súmula Vinculante 4 e o acórdão reclamado que , sem vincular ou indexar a base de cálculo do adicional de qualificação ao salário mínimo vigente , apenas estabeleceu quais parcelas remuneratórias comporão a base de cálculo do adicional de qualificação previsto na Lei Complementar Estadual 1.217/13, explicitando que a base de cálculo do adicional de qualificação é o vencimento (padrão ou salário- base) do cargo atual exercido pelo servidor (base de cálculo da contribuição previdenciária), nele incluído apenas os décimos constitucionais efetivamente incorporados ao cargo, sem considerar quaisquer outras vantagens (inclusive adicionais temporais quinquênio e sexta-parte) (doc. 14, fl. 3). Eis a ementa resultante do acordão, ora impugnado, proferido em sede do Pedido de Uniformização de Interpretação de Lei 0000085- 87.2018.8.26.9044: JUÍZO DE RETRATAÇÃO. UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA: DIVERGÊNCIA ENTRE V. ACÓRDÃO DE TURMAS RECURSAIS DIFERENTES. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO. ADICIONAL DE QUALIFICAÇÃO. BASE DE CÁLCULO: VENCIMENTO (PADRÃO OU SALÁRIO BASE), NELE INCLUÍDO APENAS OS DÉCIMOS CONSTITUCIONAIS INCORPORADOS AO CARGO, SEM CONSIDERAR 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Supremo Tribunal Federal RCL 32742 AGR / SP Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial. Importante ressaltar que o propósito desta CORTE, ao editar a Súmula Vinculante 4, foi vedar a concessão de aumento remuneratório automático atrelado a futuros reajustes do salário-mínimo, pois sua utilização como indexador é constitucionalmente proibida, conforme previsto no art. 7..., IV, da Constituição Federal de 1988/88. Sob essas premissas, a reclamação é manifestamente improcedente, pois a presente hipótese não se ajusta ao contexto do parâmetro de controle acima transcrito. Isso porque não há aderência entre o objeto da Súmula Vinculante 4 e o acórdão reclamado que , sem vincular ou indexar a base de cálculo do adicional de qualificação ao salário mínimo vigente , apenas estabeleceu quais parcelas remuneratórias comporão a base de cálculo do adicional de qualificação previsto na Lei Complementar Estadual 1.217/13, explicitando que a base de cálculo do adicional de qualificação é o vencimento (padrão ou salário- base) do cargo atual exercido pelo servidor (base de cálculo da contribuição previdenciária), nele incluído apenas os décimos constitucionais efetivamente incorporados ao cargo, sem considerar quaisquer outras vantagens (inclusive adicionais temporais quinquênio e sexta-parte) (doc. 14, fl. 3). Eis a ementa resultante do acordão, ora impugnado, proferido em sede do Pedido de Uniformização de Interpretação de Lei 0000085- 87.2018.8.26.9044: JUÍZO DE RETRATAÇÃO. UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA: DIVERGÊNCIA ENTRE V. ACÓRDÃO DE TURMAS RECURSAIS DIFERENTES. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO. ADICIONAL DE QUALIFICAÇÃO. BASE DE CÁLCULO: VENCIMENTO (PADRÃO OU SALÁRIO BASE), NELE INCLUÍDO APENAS OS DÉCIMOS CONSTITUCIONAIS INCORPORADOS AO CARGO, SEM CONSIDERAR 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32742 AGR / SP QUAISQUER OUTRAS VANTAGENS (INCLUSIVE ADICIONAIS TEMPORAIS) - RETRATAÇÃO OPERADA, PARA MODIFICAR PARCIALMENTE O ACÓRDÃO. Nessas circunstâncias, em que não há vinculação da base de cálculo do adicional de qualificação ao salário-mínimo, não se tem presente o contexto específico da Súmula Vinculante 4; não havendo, consequentemente, a estrita aderência necessária entre o ato impugnado e o paradigma invocado. É, portanto, inviável a presente reclamação. Dessa forma, a postulação não passa de simples pedido de revisão do entendimento aplicado na origem, o que confirma a inviabilidade desta ação. Esta CORTE já teve a oportunidade de afirmar que a reclamação tem escopo bastante específico, não se prestando ao papel de simples substituto de recursos de natureza ordinária ou extraordinária (Rcl 6.880-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Plenário, DJe de 22/2/2013). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. É pacífico o entendimento da CORTE no sentido de que a estrita aderência, entre o ato impugnado e o parâmetro de controle indicado como violado, é requisito essencial para a admissibilidade do instrumento constitucional da reclamação (Rcl 13237 AgR, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 23/05/2013). No caso, a presente reclamação é incabível. Conforme consignado na decisão agravada, não há aderência entre o objeto da Súmula Vinculante 4 e o acórdão reclamado que, sem vincular ou indexar a base de cálculo do adicional de qualificação ao salário mínimo vigente, apenas estabeleceu quais parcelas remuneratórias comporão a base de cálculo do adicional de qualificação previsto na Lei Complementar Estadual 1.217/13. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Supremo Tribunal Federal RCL 32742 AGR / SP QUAISQUER OUTRAS VANTAGENS (INCLUSIVE ADICIONAIS TEMPORAIS) - RETRATAÇÃO OPERADA, PARA MODIFICAR PARCIALMENTE O ACÓRDÃO. Nessas circunstâncias, em que não há vinculação da base de cálculo do adicional de qualificação ao salário-mínimo, não se tem presente o contexto específico da Súmula Vinculante 4; não havendo, consequentemente, a estrita aderência necessária entre o ato impugnado e o paradigma invocado. É, portanto, inviável a presente reclamação. Dessa forma, a postulação não passa de simples pedido de revisão do entendimento aplicado na origem, o que confirma a inviabilidade desta ação. Esta CORTE já teve a oportunidade de afirmar que a reclamação tem escopo bastante específico, não se prestando ao papel de simples substituto de recursos de natureza ordinária ou extraordinária (Rcl 6.880-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Plenário, DJe de 22/2/2013). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. É pacífico o entendimento da CORTE no sentido de que a estrita aderência, entre o ato impugnado e o parâmetro de controle indicado como violado, é requisito essencial para a admissibilidade do instrumento constitucional da reclamação (Rcl 13237 AgR, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 23/05/2013). No caso, a presente reclamação é incabível. Conforme consignado na decisão agravada, não há aderência entre o objeto da Súmula Vinculante 4 e o acórdão reclamado que, sem vincular ou indexar a base de cálculo do adicional de qualificação ao salário mínimo vigente, apenas estabeleceu quais parcelas remuneratórias comporão a base de cálculo do adicional de qualificação previsto na Lei Complementar Estadual 1.217/13. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32742 AGR / SP 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Diante do exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Supremo Tribunal Federal RCL 32742 AGR / SP 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Diante do exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA6-FDEB-F460-EB9B e senha F54F-7C6D-DD77-5BDF Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.742 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CLAUDIMIR COUTO ADV.(A/S) : CLAUDIMIR COUTO (409005/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : TURMA RECURSAL CÍVEL, CRIMINAL E FAZENDA PÚBLICA DO COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C8E-DE0D-5B6F-9FF1 e senha AB60-A561-656F-34C7 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.742 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CLAUDIMIR COUTO ADV.(A/S) : CLAUDIMIR COUTO (409005/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : TURMA RECURSAL CÍVEL, CRIMINAL E FAZENDA PÚBLICA DO COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C8E-DE0D-5B6F-9FF1 e senha AB60-A561-656F-34C7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 32", "RECLAMAÇÃO 32 . 742 SÃO", "Súmula Vinculante n 4 - Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 4 - Supremo Tribunal Federal", "RCL 32742 AGR", "RCL 32742", "RCL 32742 AGR / SP", "Pedido", "Súmula Vinculante 4", "Rcl 6 . 880 - AgR", "Rcl 13237 AgR", "RCL 32742", "Rcl 6 . 880 - AgR", "Rcl 13237 AgR", "RECLAMAÇÃO 32 . 742" ], "LEGISLACAO": [ "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 1 . 217 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "RISTF , § 2 . . . , art . 317", "Código de Processo Civil , § 2 . . . , art . 1 . 021", "RISTF ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "RISTF , § 2 . . . , art . 317", "Código de Processo Civil , § 2 . . . , art . 1 . 021", "RISTF , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 1 . 217 / 2013", "artigo 37 , inciso XIV da Constituição Federal", "artigo 2 . . . , § 4 . . . da Lei Complementar n 1217 / 2013", "Lei Complementar n 1 . 217 / 2013", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 1 . 217 / 2013", "artigo 37 , inciso XIV da Constituição Federal", "artigo 2 . . . , § 4 . . . da Lei Complementar n 1217 / 2013", "Lei Complementar n 1 . 217 / 2013", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 102 , I , l , e 103 - A , caput e § 3 . . . , ambos da Constituição Federal", "Constituição", "art . 988 , I , II e III , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 102 , I , l , e 103 - A , caput e § 3 . . . , ambos da Constituição Federal", "Constituição", "art . 988 , I , II e III , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 7 . . . , IV , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei Complementar Estadual 1 . 217 / 13", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 7 . . . , IV , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei Complementar Estadual 1 . 217 / 13", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Lei Complementar Estadual 1 . 217 / 13", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Lei Complementar Estadual 1 . 217 / 13", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "/", "PRIMEIRA TURMA", "COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TURMA RECURSAL CÍVEL", "COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA ADV", "PRIMEIRA TURMA", "Turma Recursal Cível , Criminal e Fazenda Pública do TJSP", "Colégio Recursal - Andradina", "Tribunal de Justiça", "Fazenda Pública de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Turma Recursal Cível , Criminal e Fazenda Pública do TJSP", "Colégio Recursal - Andradina", "Tribunal de Justiça", "Fazenda Pública de São Paulo", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "5BDF", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SP", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TURMA RECURSAL CÍVEL , CRIMINAL E FAZENDA PÚBLICA DO", "COLÉGIO RECURSAL DE ANDRADINA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "CLAUDIMIR COUTO", "CLAUDIMIR COUTO", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CLAUDIMIR COUTO", "CLAUDIMIR COUTO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CLAUDIMIR COUTO", "CLAUDIMIR COUTO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CLAUDIMIR COUTO", "CLAUDIMIR COUTO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "CLAUDIMIR COUTO", "CLAUDIMIR COUTO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "2", "/", "2013", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "2", "/", "2013", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.930 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :JOSÉ CARLOS FRANCÓI ADV.(A/S) :RUTH STEFANELLI WAGNER VALLEJO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE. ARTIGOS 1.043 E 1.044 DO CPC/2015. ARTS. 330 E 331 DO RISTF. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS JULGADOS CONFRONTADOS. COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL. IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE. AMBIGUIDADE, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO, COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O O Plenário do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 7 a 13.12.2018, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEB3-3C29-217E-C597 e senha 9AEE-9ED0-E140-731C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1088930 AGR-EDV-ED / SP Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEB3-3C29-217E-C597 e senha 9AEE-9ED0-E140-731C Supremo Tribunal Federal ARE 1088930 AGR-EDV-ED / SP Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEB3-3C29-217E-C597 e senha 9AEE-9ED0-E140-731C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.930 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :JOSÉ CARLOS FRANCÓI ADV.(A/S) :RUTH STEFANELLI WAGNER VALLEJO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por JOSÉ CARLOS FRANCÓI contra acórdão de minha relatoria assim ementado: “EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE. ARTIGOS 1.043 E 1.044 DO CPC/2015. ARTS. 330 E 331 DO RISTF. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS JULGADOS CONFRONTADOS. COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL. IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NÃO CONHECIDOS.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o presente recurso repisando as alegações do apelo extremo e, ao final, requerendo: "Face a todo o exposto, requer JOSÉ CARLOS FRANCÓI sejam conhecidos e providos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, declarando o sobrestamento do presente feito, haja vista que a r. decisão monocrática ora embargada foi omissa nesse sentido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E73-A16B-989B-5219 e senha 991E-D995-808D-CB15 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.930 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :JOSÉ CARLOS FRANCÓI ADV.(A/S) :RUTH STEFANELLI WAGNER VALLEJO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por JOSÉ CARLOS FRANCÓI contra acórdão de minha relatoria assim ementado: “EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE. ARTIGOS 1.043 E 1.044 DO CPC/2015. ARTS. 330 E 331 DO RISTF. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS JULGADOS CONFRONTADOS. COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL. IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NÃO CONHECIDOS.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o presente recurso repisando as alegações do apelo extremo e, ao final, requerendo: "Face a todo o exposto, requer JOSÉ CARLOS FRANCÓI sejam conhecidos e providos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, declarando o sobrestamento do presente feito, haja vista que a r. decisão monocrática ora embargada foi omissa nesse sentido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E73-A16B-989B-5219 e senha 991E-D995-808D-CB15 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1088930 AGR-EDV-ED / SP Assim decidindo Vossas Excelências estarão fazendo a costumeira JUSTIÇA! Por fim, requer esta defesa seja intimada quando do julgamento dos presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO”. (Doc. 65, Fl. 17) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E73-A16B-989B-5219 e senha 991E-D995-808D-CB15 Supremo Tribunal Federal ARE 1088930 AGR-EDV-ED / SP Assim decidindo Vossas Excelências estarão fazendo a costumeira JUSTIÇA! Por fim, requer esta defesa seja intimada quando do julgamento dos presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO”. (Doc. 65, Fl. 17) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E73-A16B-989B-5219 e senha 991E-D995-808D-CB15 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.930 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merece acolhida a pretensão da parte embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo interno, porém inadmitiu os embargos infringentes, uma vez que: i) restou evidente a impossibilidade de comprovação da divergência, com base na previsão do inciso III do artigo 1.043 do CPC/2015, mercê da falta de apreciação da questão de fundo do recurso extraordinário; e, ii) os embargos de divergência opostos são manifestamente incabíveis, uma vez que encontram óbice intransponível de conhecimento, qual seja, o descumprimento do disposto no art. 331 do RISTF (art. 1.044 do CPC/2015), mercê da falta de identidade das circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 619 do CPP. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, não se cogitando do cabimento destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa, enquanto o efeito modificativo pretendido somente é possível em situações excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6D1-C00C-1069-CA8A e senha C48D-FBC1-BB30-8F98 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.930 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merece acolhida a pretensão da parte embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo interno, porém inadmitiu os embargos infringentes, uma vez que: i) restou evidente a impossibilidade de comprovação da divergência, com base na previsão do inciso III do artigo 1.043 do CPC/2015, mercê da falta de apreciação da questão de fundo do recurso extraordinário; e, ii) os embargos de divergência opostos são manifestamente incabíveis, uma vez que encontram óbice intransponível de conhecimento, qual seja, o descumprimento do disposto no art. 331 do RISTF (art. 1.044 do CPC/2015), mercê da falta de identidade das circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 619 do CPP. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, não se cogitando do cabimento destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa, enquanto o efeito modificativo pretendido somente é possível em situações excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6D1-C00C-1069-CA8A e senha C48D-FBC1-BB30-8F98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1088930 AGR-EDV-ED / SP o que não se aplica ao caso sub examine, pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes julgados da Suprema Corte, in verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS - ACÓRDÃO - INEXISTÊNCIA DE VÍCIO - DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (RE 812.827-AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 26/3/2015) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por inadmissíveis.” (ARE 835.081-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 25/3/2015, grifos originais) Estando evidente o abuso do direito de recorrer, o que se verifica com a interposição de recursos protelatórios, impõe-se pôr termo ao processo, com a certificação do trânsito em julgado. A jurisprudência deste Tribunal é neste sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. CARÁTER 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6D1-C00C-1069-CA8A e senha C48D-FBC1-BB30-8F98 Supremo Tribunal Federal ARE 1088930 AGR-EDV-ED / SP o que não se aplica ao caso sub examine, pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes julgados da Suprema Corte, in verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS - ACÓRDÃO - INEXISTÊNCIA DE VÍCIO - DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (RE 812.827-AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 26/3/2015) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por inadmissíveis.” (ARE 835.081-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 25/3/2015, grifos originais) Estando evidente o abuso do direito de recorrer, o que se verifica com a interposição de recursos protelatórios, impõe-se pôr termo ao processo, com a certificação do trânsito em julgado. A jurisprudência deste Tribunal é neste sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. CARÁTER 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6D1-C00C-1069-CA8A e senha C48D-FBC1-BB30-8F98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1088930 AGR-EDV-ED / SP PROTELATÓRIO.1. Não há erro, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 1.022 do CPC/2015.2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente.3. Embargos de declaração rejeitados, determinando-se o trânsito em julgado e a baixa imediata dos autos à origem.” (RE 597.738-AgR-ED-EDv-AgR-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe de 25/10/2018) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. BAIXA IMEDIATA.1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão erro, omissão, contradição ou obscuridade, o que não ocorre no presente caso.2. Os embargantes buscam indevidamente a rediscussão da matéria, em manifesto intuito protelatório.3. O STF possui entendimento firme no sentido de que a presente situação autoriza a certificação do trânsito em julgado e baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes.4. Embargos de declaração não conhecidos, com a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão.” (ARE 905.680- AgR-ED-ED, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 18/10/2018) Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração e, uma vez evidenciado o abuso do direito de recorrer, determino seja CERTIFICADO O TRÂNSITO EM JULGADO, nesta data, e promovida a BAIXA IMEDIATA dos autos à origem, independentemente da publicação do acórdão. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6D1-C00C-1069-CA8A e senha C48D-FBC1-BB30-8F98 Supremo Tribunal Federal ARE 1088930 AGR-EDV-ED / SP PROTELATÓRIO.1. Não há erro, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 1.022 do CPC/2015.2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente.3. Embargos de declaração rejeitados, determinando-se o trânsito em julgado e a baixa imediata dos autos à origem.” (RE 597.738-AgR-ED-EDv-AgR-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe de 25/10/2018) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. BAIXA IMEDIATA.1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão erro, omissão, contradição ou obscuridade, o que não ocorre no presente caso.2. Os embargantes buscam indevidamente a rediscussão da matéria, em manifesto intuito protelatório.3. O STF possui entendimento firme no sentido de que a presente situação autoriza a certificação do trânsito em julgado e baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes.4. Embargos de declaração não conhecidos, com a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão.” (ARE 905.680- AgR-ED-ED, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 18/10/2018) Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração e, uma vez evidenciado o abuso do direito de recorrer, determino seja CERTIFICADO O TRÂNSITO EM JULGADO, nesta data, e promovida a BAIXA IMEDIATA dos autos à origem, independentemente da publicação do acórdão. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6D1-C00C-1069-CA8A e senha C48D-FBC1-BB30-8F98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/12/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.930 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : JOSÉ CARLOS FRANCÓI ADV.(A/S) : RUTH STEFANELLI WAGNER VALLEJO (111893/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3748-D8C9-8F91-30AD e senha 19A6-8177-AD8F-C529 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.930 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : JOSÉ CARLOS FRANCÓI ADV.(A/S) : RUTH STEFANELLI WAGNER VALLEJO (111893/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3748-D8C9-8F91-30AD e senha 19A6-8177-AD8F-C529 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749094175
2018-12-14T00:00:00
2019-02-07T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE. ARTIGOS 1.043 E 1.044 DO CPC/2015. ARTS. 330 E 331 DO RISTF. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS JULGADOS CONFRONTADOS. COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL. IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE. AMBIGUIDADE, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO, COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS.
sjur397784
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO PROTELATÓRIO, CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO) ARE 835081 ED (2ªT), RE 812827 AgR-ED (1ªT), RE 597738 AgR-ED-EDv-AgR-ED (TP), ARE 905680 AgR-ED-ED (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 15/02/2019, AMS.
LUIZ FUX
Tribunal Pleno
1088930
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01043 INC-00003 ART-01044\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00619\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00331 ART-00330\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR-EDv-ED
acordaos
ARE 1088930 AgR-EDv-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : JOSÉ CARLOS FRANCÓI ADV.(A/S) : RUTH STEFANELLI WAGNER VALLEJO EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.930 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :JOSÉ CARLOS FRANCÓI ADV.(A/S) :RUTH STEFANELLI WAGNER VALLEJO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE. ARTIGOS 1.043 E 1.044 DO Código de Processo Civil/2015. ARTS. 330 E 331 DO RISTF. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS JULGADOS CONFRONTADOS. COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL. IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE. AMBIGUIDADE, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO, COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O O Plenário do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 7 a 13.12.2018, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEB3-3C29-217E-C597 e senha 9AEE-9ED0-E140-731C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1088930 AGR-EDV-ED / SP Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEB3-3C29-217E-C597 e senha 9AEE-9ED0-E140-731C Supremo Tribunal Federal ARE 1088930 AGR-EDV-ED / SP Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEB3-3C29-217E-C597 e senha 9AEE-9ED0-E140-731C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.930 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :JOSÉ CARLOS FRANCÓI ADV.(A/S) :RUTH STEFANELLI WAGNER VALLEJO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por JOSÉ CARLOS FRANCÓI contra acórdão de minha relatoria assim ementado: “EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE. ARTIGOS 1.043 E 1.044 DO Código de Processo Civil/2015. ARTS. 330 E 331 DO RISTF. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS JULGADOS CONFRONTADOS. COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL. IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NÃO CONHECIDOS.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o presente recurso repisando as alegações do apelo extremo e, ao final, requerendo: "Face a todo o exposto, requer JOSÉ CARLOS FRANCÓI sejam conhecidos e providos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, declarando o sobrestamento do presente feito, haja vista que a r. decisão monocrática ora embargada foi omissa nesse sentido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E73-A16B-989B-5219 e senha 991E-D995-808D-CB15 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.930 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :JOSÉ CARLOS FRANCÓI ADV.(A/S) :RUTH STEFANELLI WAGNER VALLEJO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por JOSÉ CARLOS FRANCÓI contra acórdão de minha relatoria assim ementado: “EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE. ARTIGOS 1.043 E 1.044 DO Código de Processo Civil/2015. ARTS. 330 E 331 DO RISTF. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS JULGADOS CONFRONTADOS. COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL. IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NÃO CONHECIDOS.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o presente recurso repisando as alegações do apelo extremo e, ao final, requerendo: "Face a todo o exposto, requer JOSÉ CARLOS FRANCÓI sejam conhecidos e providos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, declarando o sobrestamento do presente feito, haja vista que a r. decisão monocrática ora embargada foi omissa nesse sentido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E73-A16B-989B-5219 e senha 991E-D995-808D-CB15 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1088930 AGR-EDV-ED / SP Assim decidindo Vossas Excelências estarão fazendo a costumeira JUSTIÇA! Por fim, requer esta defesa seja intimada quando do julgamento dos presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO”. (Doc. 65, Fl. 17) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E73-A16B-989B-5219 e senha 991E-D995-808D-CB15 Supremo Tribunal Federal ARE 1088930 AGR-EDV-ED / SP Assim decidindo Vossas Excelências estarão fazendo a costumeira JUSTIÇA! Por fim, requer esta defesa seja intimada quando do julgamento dos presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO”. (Doc. 65, Fl. 17) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E73-A16B-989B-5219 e senha 991E-D995-808D-CB15 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.930 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merece acolhida a pretensão da parte embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo interno, porém inadmitiu os embargos infringentes, uma vez que: i) restou evidente a impossibilidade de comprovação da divergência, com base na previsão do inciso III do artigo 1.043 do Código de Processo Civil/2015, mercê da falta de apreciação da questão de fundo do recurso extraordinário; e, ii) os embargos de divergência opostos são manifestamente incabíveis, uma vez que encontram óbice intransponível de conhecimento, qual seja, o descumprimento do disposto no art. 331 do RISTF (art. 1.044 do Código de Processo Civil/2015), mercê da falta de identidade das circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 619 do CPP. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, não se cogitando do cabimento destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa, enquanto o efeito modificativo pretendido somente é possível em situações excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6D1-C00C-1069-CA8A e senha C48D-FBC1-BB30-8F98 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.930 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merece acolhida a pretensão da parte embargante. O acórdão hostilizado, ao contrário do alegado pelo embargante, enfrentou os argumentos trazidos nas razões do agravo interno, porém inadmitiu os embargos infringentes, uma vez que: i) restou evidente a impossibilidade de comprovação da divergência, com base na previsão do inciso III do artigo 1.043 do Código de Processo Civil/2015, mercê da falta de apreciação da questão de fundo do recurso extraordinário; e, ii) os embargos de divergência opostos são manifestamente incabíveis, uma vez que encontram óbice intransponível de conhecimento, qual seja, o descumprimento do disposto no art. 331 do RISTF (art. 1.044 do Código de Processo Civil/2015), mercê da falta de identidade das circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 619 do CPP. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, não se cogitando do cabimento destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa, enquanto o efeito modificativo pretendido somente é possível em situações excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6D1-C00C-1069-CA8A e senha C48D-FBC1-BB30-8F98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1088930 AGR-EDV-ED / SP o que não se aplica ao caso sub examine, pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes julgados da Suprema Corte, in verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS - ACÓRDÃO - INEXISTÊNCIA DE VÍCIO - DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (Recurso Extraordinário 812.827-AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 26/3/2015) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por inadmissíveis.” (ARE 835.081-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 25/3/2015, grifos originais) Estando evidente o abuso do direito de recorrer, o que se verifica com a interposição de recursos protelatórios, impõe-se pôr termo ao processo, com a certificação do trânsito em julgado. A jurisprudência deste Tribunal é neste sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. CARÁTER 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6D1-C00C-1069-CA8A e senha C48D-FBC1-BB30-8F98 Supremo Tribunal Federal ARE 1088930 AGR-EDV-ED / SP o que não se aplica ao caso sub examine, pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes julgados da Suprema Corte, in verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS - ACÓRDÃO - INEXISTÊNCIA DE VÍCIO - DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (Recurso Extraordinário 812.827-AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 26/3/2015) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por inadmissíveis.” (ARE 835.081-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 25/3/2015, grifos originais) Estando evidente o abuso do direito de recorrer, o que se verifica com a interposição de recursos protelatórios, impõe-se pôr termo ao processo, com a certificação do trânsito em julgado. A jurisprudência deste Tribunal é neste sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. CARÁTER 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6D1-C00C-1069-CA8A e senha C48D-FBC1-BB30-8F98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1088930 AGR-EDV-ED / SP PROTELATÓRIO.1. Não há erro, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 1.022 do Código de Processo Civil/2015.2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente.3. Embargos de declaração rejeitados, determinando-se o trânsito em julgado e a baixa imediata dos autos à origem.” (Recurso Extraordinário 597.738-AgR-ED-EDv-AgR-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe de 25/10/2018) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. BAIXA IMEDIATA.1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão erro, omissão, contradição ou obscuridade, o que não ocorre no presente caso.2. Os embargantes buscam indevidamente a rediscussão da matéria, em manifesto intuito protelatório.3. O Supremo Tribunal Federal possui entendimento firme no sentido de que a presente situação autoriza a certificação do trânsito em julgado e baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes.4. Embargos de declaração não conhecidos, com a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão.” (ARE 905.680- AgR-ED-ED, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 18/10/2018) Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração e, uma vez evidenciado o abuso do direito de recorrer, determino seja CERTIFICADO O TRÂNSITO EM JULGADO, nesta data, e promovida a BAIXA IMEDIATA dos autos à origem, independentemente da publicação do acórdão. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6D1-C00C-1069-CA8A e senha C48D-FBC1-BB30-8F98 Supremo Tribunal Federal ARE 1088930 AGR-EDV-ED / SP PROTELATÓRIO.1. Não há erro, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 1.022 do Código de Processo Civil/2015.2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente.3. Embargos de declaração rejeitados, determinando-se o trânsito em julgado e a baixa imediata dos autos à origem.” (Recurso Extraordinário 597.738-AgR-ED-EDv-AgR-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe de 25/10/2018) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. BAIXA IMEDIATA.1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão erro, omissão, contradição ou obscuridade, o que não ocorre no presente caso.2. Os embargantes buscam indevidamente a rediscussão da matéria, em manifesto intuito protelatório.3. O Supremo Tribunal Federal possui entendimento firme no sentido de que a presente situação autoriza a certificação do trânsito em julgado e baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes.4. Embargos de declaração não conhecidos, com a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão.” (ARE 905.680- AgR-ED-ED, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 18/10/2018) Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração e, uma vez evidenciado o abuso do direito de recorrer, determino seja CERTIFICADO O TRÂNSITO EM JULGADO, nesta data, e promovida a BAIXA IMEDIATA dos autos à origem, independentemente da publicação do acórdão. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6D1-C00C-1069-CA8A e senha C48D-FBC1-BB30-8F98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/12/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.930 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : JOSÉ CARLOS FRANCÓI ADV.(A/S) : RUTH STEFANELLI WAGNER VALLEJO (111893/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3748-D8C9-8F91-30AD e senha 19A6-8177-AD8F-C529 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.088.930 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : JOSÉ CARLOS FRANCÓI ADV.(A/S) : RUTH STEFANELLI WAGNER VALLEJO (111893/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3748-D8C9-8F91-30AD e senha 19A6-8177-AD8F-C529 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 1088930 AGR", "ARE 1088930 AGR -", "Recurso Extraordinário 812 . 827 - AgR - ED", "ARE 835 . 081 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 812 . 827 - AgR - ED", "ARE 835 . 081 - AgR - ED", "ARE 1088930", "Recurso Extraordinário 597 . 738 - AgR", "ARE 905 . 680 - AgR - ED - ED", "ARE 1088930 AGR - EDV - ED / SP", "Recurso Extraordinário 597 . 738 - AgR - ED - EDv - AgR - ED", "ARE 905 . 680 - AgR - ED" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGOS 1 . 043 E 1 . 044 DO Código de Processo Civil / 2015", "ARTS . 330 E 331 DO RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 1 . 043 E 1 . 044 DO Código de Processo Civil / 2015", "ARTS", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 1 . 043 E 1 . 044 DO Código de Processo Civil / 2015", "ARTS . 330 E 331 DO RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso III do artigo 1 . 043 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 331 do RISTF", "art . 1 . 044 do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 619 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso III do artigo 1 . 043 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 331 do RISTF", "art . 1 . 044 do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 619 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "JOSÉ CARLOS FRANCÓI", "RUTH STEFANELLI WAGNER VALLEJO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "JOSÉ CARLOS FRANCÓI", "RUTH STEFANELLI WAGNER", "LUIZ FUX", "JOSÉ CARLOS FRANCÓI", "JOSÉ CARLOS FRANCÓI", "LUIZ FUX", "JOSÉ CARLOS FRANCÓI", "RUTH STEFANELLI WAGNER VALLEJO", "LUIZ FUX", "JOSÉ CARLOS FRANCÓI", "JOSÉ CARLOS FRANCÓI", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "LUIZ FUX", "JOSÉ CARLOS FRANCÓI", "RUTH STEFANELLI WAGNER VALLEJO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "JOSÉ CARLOS FRANCÓI", "RUTH STEFANELLI WAGNER VALLEJO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "7", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "3", "/", "2015", "25", "/", "3", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "3", "/", "2015", "25", "/", "3", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "10", "/", "2018", "18", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "10", "/", "2018", "18", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.079.683 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ICATU SEGUROS S/A AGTE.(S) :VANGUARDA COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA AGTE.(S) :ICATU CAPITALIZACAO S/A ADV.(A/S) :GIUSEPPE PECORARI MELOTTI ADV.(A/S) :FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGRAVO REGIMENTAL EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE LUCRO LÍQUIDO. MP 413/2008 E REEDIÇÕES. JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE. ISONOMIA TRIBUTÁRIA. 1. Constitui ônus do agravante a impugnação especificada dos fundamentos da decisão agravada. Art. 1.021, § 1º, do CPC. 2. São inadmissíveis os embargos de divergência, quando o paradigma apontado for decisão monocrática. 3. Cabe ao embargante, nos termos do art. 331 do RISTF, demonstrar o cotejo analítico entre o acórdão embargado e o paradigma invocado, para fins de uniformização da jurisprudência, não sendo suficiente para tanto a mera demonstração genérica da divergência entre as soluções dadas nas decisões embargada e paradigma. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com fixação de multa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária virtual de 7 a 13 de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E29-79F7-F927-2C6F e senha B319-7D29-901D-DF9B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RE 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com fixação de multa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio que não conhecia do recurso. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E29-79F7-F927-2C6F e senha B319-7D29-901D-DF9B Supremo Tribunal Federal RE 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com fixação de multa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio que não conhecia do recurso. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E29-79F7-F927-2C6F e senha B319-7D29-901D-DF9B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.079.683 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ICATU SEGUROS S/A AGTE.(S) :VANGUARDA COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA AGTE.(S) :ICATU CAPITALIZACAO S/A ADV.(A/S) :GIUSEPPE PECORARI MELOTTI ADV.(A/S) :FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em face de decisão em que não conheci dos embargos de divergência em razão de sua manifesta inadmissibilidade nestes termos (eDOC 87): Trata-se de embargos de divergência opostos em face de acórdão da Segunda Turma do STF, cuja ementa se reproduz a segui: “AAGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE LUCRO LÍQUIDO. MP 413/2008 E REEDIÇÕES. JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE. ISONOMIA TRIBUTÁRIA. 1. A existência de ação de controle objetivo pendente de julgamento não infirma a formação de jurisprudência dominante para os fins do art. 21, §1º, do RISTF, com esteio tão somente na expectativa de mudança jurisprudencial. Embora seja possível em posterior julgamento a alteração da compreensão jurisprudencial, vige no direito brasileiro o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.079.683 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ICATU SEGUROS S/A AGTE.(S) :VANGUARDA COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA AGTE.(S) :ICATU CAPITALIZACAO S/A ADV.(A/S) :GIUSEPPE PECORARI MELOTTI ADV.(A/S) :FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em face de decisão em que não conheci dos embargos de divergência em razão de sua manifesta inadmissibilidade nestes termos (eDOC 87): Trata-se de embargos de divergência opostos em face de acórdão da Segunda Turma do STF, cuja ementa se reproduz a segui: “AAGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE LUCRO LÍQUIDO. MP 413/2008 E REEDIÇÕES. JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE. ISONOMIA TRIBUTÁRIA. 1. A existência de ação de controle objetivo pendente de julgamento não infirma a formação de jurisprudência dominante para os fins do art. 21, §1º, do RISTF, com esteio tão somente na expectativa de mudança jurisprudencial. Embora seja possível em posterior julgamento a alteração da compreensão jurisprudencial, vige no direito brasileiro o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RE 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ postulado de que lei formal goza de presunção de constitucionalidade até declaração em sentido contrário. Art. 525, §§12, 14 e 15 do CPC/15. 2. A atribuição de alíquota diferenciada a determinada atividade econômica (instituições financeiras) não viola o princípio da igualdade, assim como não é dado o Poder Judiciário, por não dispor de função legislativa, equiparar cargas tributárias entre contribuintes distintos, com base no referido princípio. Precedentes. 3. A majoração de alíquota de CSLL por medida provisória não atrai a aplicação obstativa do art. 246 da Constituição da República. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC.” Aponta-se como paradigmas o ARE 1.074.163, de relatoria da Ministra Rosa Weber, DJe 22.10.2014, e o RE 676.932, de mesma relatoria. Nas razões recursais, alega-se que “ao sujeitar os Embargante à exação cuja constitucionalidade ainda não foi decidida por este E. Tribunal, quando, em sentido oposto, a Primeira Turma já decidiu pela suspensão dos feitos de idêntico objeto até o pronunciamento final desta Corte Superior, esta C. Segunda Turma vai de encontro à segurança jurídica, o que impõe o provimento destes embargos, enquanto medida que se presta a resguardar o princípio em questão.” É o relatório. A pretensão recursal não merece acolhida. De saída, registro que o art. 1.043, I, do CPC, preconiza que somente é embargável acórdão fracionário em face de qualquer outro órgão do mesmo tribunal, assim como o art. 1.044 da mesma legislação remete ao Regimento Interno de Tribunal a regulação da matéria. Por sua vez, o art. 330 do RISTF afirma que somente cabem embargos de divergência à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Supremo Tribunal Federal RE 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ postulado de que lei formal goza de presunção de constitucionalidade até declaração em sentido contrário. Art. 525, §§12, 14 e 15 do CPC/15. 2. A atribuição de alíquota diferenciada a determinada atividade econômica (instituições financeiras) não viola o princípio da igualdade, assim como não é dado o Poder Judiciário, por não dispor de função legislativa, equiparar cargas tributárias entre contribuintes distintos, com base no referido princípio. Precedentes. 3. A majoração de alíquota de CSLL por medida provisória não atrai a aplicação obstativa do art. 246 da Constituição da República. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC.” Aponta-se como paradigmas o ARE 1.074.163, de relatoria da Ministra Rosa Weber, DJe 22.10.2014, e o RE 676.932, de mesma relatoria. Nas razões recursais, alega-se que “ao sujeitar os Embargante à exação cuja constitucionalidade ainda não foi decidida por este E. Tribunal, quando, em sentido oposto, a Primeira Turma já decidiu pela suspensão dos feitos de idêntico objeto até o pronunciamento final desta Corte Superior, esta C. Segunda Turma vai de encontro à segurança jurídica, o que impõe o provimento destes embargos, enquanto medida que se presta a resguardar o princípio em questão.” É o relatório. A pretensão recursal não merece acolhida. De saída, registro que o art. 1.043, I, do CPC, preconiza que somente é embargável acórdão fracionário em face de qualquer outro órgão do mesmo tribunal, assim como o art. 1.044 da mesma legislação remete ao Regimento Interno de Tribunal a regulação da matéria. Por sua vez, o art. 330 do RISTF afirma que somente cabem embargos de divergência à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RE 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ Por conseguinte, os paradigmas apontados pela parte Embargante não possuem aptidão para instaurar a via processual dos embargos de divergência, por ausência de amparo legal. Mesmo que assim não fosse, a parte embargante se limita a articular abstratamente sobre a divergência entre diligências processuais levadas a efeito no acórdão embargado e na decisão paradigma, sem realizar qualquer esforço argumentativo no sentido de demonstrar a similitude entre as circunstâncias fáticas. Logo, compreendo que a parte Embargante não se desincumbiu do ônus processual de realizar o cotejo analítico do dissídio jurisprudencial, ainda que de índole processual, inviabilizando o conhecimento dos presentes embargos de divergência. Nesse sentido, vejam-se os seguintes julgados: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEMONSTRAÇÃO DA DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE DISSÍDIO ENTRE OS ACÓRDÃOS CONFRONTADOS. COTEJO ANALÍTICO. INEXISTÊNCIA. ART. 331 DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 829758 AgR-ED-EDv-AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 01/07/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 165 DIVULG 21-08-2015 PUBLIC 24-08-2015) “EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA INADMISSIBILIDADE DA INVOCAÇÃO, COMO PADRÃO DE DIVERGÊNCIA, DE DECISÕES MONOCRÁTICAS PROFERIDAS POR MINISTROS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DESCUMPRIMENTO, ADEMAIS, PELA PARTE EMBARGANTE, DO DEVER PROCESSUAL DE PROCEDER AO CONFRONTO ANALÍTICO DETERMINADO NO ART. 331 DO RISTF 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Supremo Tribunal Federal RE 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ Por conseguinte, os paradigmas apontados pela parte Embargante não possuem aptidão para instaurar a via processual dos embargos de divergência, por ausência de amparo legal. Mesmo que assim não fosse, a parte embargante se limita a articular abstratamente sobre a divergência entre diligências processuais levadas a efeito no acórdão embargado e na decisão paradigma, sem realizar qualquer esforço argumentativo no sentido de demonstrar a similitude entre as circunstâncias fáticas. Logo, compreendo que a parte Embargante não se desincumbiu do ônus processual de realizar o cotejo analítico do dissídio jurisprudencial, ainda que de índole processual, inviabilizando o conhecimento dos presentes embargos de divergência. Nesse sentido, vejam-se os seguintes julgados: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEMONSTRAÇÃO DA DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE DISSÍDIO ENTRE OS ACÓRDÃOS CONFRONTADOS. COTEJO ANALÍTICO. INEXISTÊNCIA. ART. 331 DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 829758 AgR-ED-EDv-AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 01/07/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 165 DIVULG 21-08-2015 PUBLIC 24-08-2015) “EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA INADMISSIBILIDADE DA INVOCAÇÃO, COMO PADRÃO DE DIVERGÊNCIA, DE DECISÕES MONOCRÁTICAS PROFERIDAS POR MINISTROS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DESCUMPRIMENTO, ADEMAIS, PELA PARTE EMBARGANTE, DO DEVER PROCESSUAL DE PROCEDER AO CONFRONTO ANALÍTICO DETERMINADO NO ART. 331 DO RISTF 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório RE 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMPETÊNCIA NORMATIVA PRIMÁRIA (CF/69, ART. 119, § 3º, c) POSSIBILIDADE CONSTITUCIONAL, SOB A ÉGIDE DA CARTA FEDERAL DE 1969, DE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DISPOR, EM SEDE REGIMENTAL, SOBRE NORMAS DE DIREITO PROCESSUAL RECEPÇÃO, PELA CONSTITUIÇÃO DE 1988, DE TAIS PRECEITOS REGIMENTAIS COM FORÇA E EFICÁCIA DE LEI (RTJ 147/1010 RTJ 151/278) PLENA LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 331 DO RISTF ACÓRDÃO EMBARGADO QUE NÃO APRECIA O MÉRITO DA QUESTÃO SUSCITADA NO APELO EXTREMO RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Não se revela admissível, em sede de embargos de divergência, para demonstração do conflito jurisprudencial, a invocação de decisão monocrática proferida por Ministro do Supremo Tribunal Federal, eis que a utilização dessa modalidade recursal pressupõe a comprovação de dissenso instaurado entre as próprias Turmas ou entre qualquer destas e o Plenário da Suprema Corte. Decisão monocrática, por isso mesmo, não se reveste de parametricidade, não podendo, em consequência, ser indicada como padrão de confronto para efeito de demonstração da divergência jurisprudencial. Precedentes. A parte embargante, sob pena de recusa liminar de processamento dos embargos de divergência ou de não conhecimento destes, quando já admitidos deve demonstrar, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial, impondo-se-lhe, para efeito de caracterização do conflito interpretativo, mencionar as circunstâncias que identificariam ou que tornariam assemelhados os casos em confronto. Precedentes. Não se mostram suscetíveis de conhecimento os embargos de divergência nos casos em que aquele que deles se utiliza descumpre a determinação contida no art. 331 do RISTF, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Supremo Tribunal Federal RE 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMPETÊNCIA NORMATIVA PRIMÁRIA (CF/69, ART. 119, § 3º, c) POSSIBILIDADE CONSTITUCIONAL, SOB A ÉGIDE DA CARTA FEDERAL DE 1969, DE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DISPOR, EM SEDE REGIMENTAL, SOBRE NORMAS DE DIREITO PROCESSUAL RECEPÇÃO, PELA CONSTITUIÇÃO DE 1988, DE TAIS PRECEITOS REGIMENTAIS COM FORÇA E EFICÁCIA DE LEI (RTJ 147/1010 RTJ 151/278) PLENA LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 331 DO RISTF ACÓRDÃO EMBARGADO QUE NÃO APRECIA O MÉRITO DA QUESTÃO SUSCITADA NO APELO EXTREMO RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Não se revela admissível, em sede de embargos de divergência, para demonstração do conflito jurisprudencial, a invocação de decisão monocrática proferida por Ministro do Supremo Tribunal Federal, eis que a utilização dessa modalidade recursal pressupõe a comprovação de dissenso instaurado entre as próprias Turmas ou entre qualquer destas e o Plenário da Suprema Corte. Decisão monocrática, por isso mesmo, não se reveste de parametricidade, não podendo, em consequência, ser indicada como padrão de confronto para efeito de demonstração da divergência jurisprudencial. Precedentes. A parte embargante, sob pena de recusa liminar de processamento dos embargos de divergência ou de não conhecimento destes, quando já admitidos deve demonstrar, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial, impondo-se-lhe, para efeito de caracterização do conflito interpretativo, mencionar as circunstâncias que identificariam ou que tornariam assemelhados os casos em confronto. Precedentes. Não se mostram suscetíveis de conhecimento os embargos de divergência nos casos em que aquele que deles se utiliza descumpre a determinação contida no art. 331 do RISTF, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório RE 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ que, mais do que o confronto analítico, exige que haja, entre os acórdãos confrontados, o necessário vínculo de pertinência temática, em ordem a permitir a constatação de efetiva existência de dissídio interpretativo no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. O Supremo Tribunal Federal, sob a égide da Carta Política de 1969 (art. 119, § 3º, c), dispunha de competência normativa primária para, em sede meramente regimental, formular normas de direito processual concernentes ao processo e ao julgamento dos feitos de sua competência originária ou recursal. Com a superveniência da Constituição de 1988, operou-se a recepção de tais preceitos regimentais, que passaram a ostentar força e eficácia de norma legal (RTJ 147/1010 RTJ 151/278), revestindo-se, por isso mesmo, de plena legitimidade constitucional a exigência de pertinente confronto analítico entre os acórdãos postos em cotejo (RISTF, art. 331). A inadmissibilidade dos embargos de divergência evidencia-se quando o acórdão impugnado sequer aprecia o mérito da questão suscitada no recurso extraordinário.” (ARE 853641 AgR-ED-EDv-AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 28/05/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 125 DIVULG 26-06-2015 PUBLIC 29-06-2015) Cito, ainda, casos semelhantes: RE-AgR-EDv 984.430, de minha relatoria, DJe 30.10.2017; e RE-AgR-EDv-AgR-segundos, de minha relatoria, j. 07.08.2018. Ante o exposto, não conheço dos embargos de divergência, por serem manifestamente inadmissíveis, nos termos dos arts. 21, § 1º, e 335, § 1º, do RISTF. Nas razões recursais (eDOC 90), alega-se que há similitude fática entre os acórdãos agravado e paradigmas, porquanto “a presente lide tem por objeto ver reconhecido o direito líquido e certo das Agravantes de não se submeterem à majoração da alíquota da CSLL para 15% (quinze por cento), promovida pela Lei nº 11.727/08, resultante da conversão da MP nº 413/08”. Acrescenta-se que o cotejo analítico também foi satisfatoriamente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Supremo Tribunal Federal RE 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ que, mais do que o confronto analítico, exige que haja, entre os acórdãos confrontados, o necessário vínculo de pertinência temática, em ordem a permitir a constatação de efetiva existência de dissídio interpretativo no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. O Supremo Tribunal Federal, sob a égide da Carta Política de 1969 (art. 119, § 3º, c), dispunha de competência normativa primária para, em sede meramente regimental, formular normas de direito processual concernentes ao processo e ao julgamento dos feitos de sua competência originária ou recursal. Com a superveniência da Constituição de 1988, operou-se a recepção de tais preceitos regimentais, que passaram a ostentar força e eficácia de norma legal (RTJ 147/1010 RTJ 151/278), revestindo-se, por isso mesmo, de plena legitimidade constitucional a exigência de pertinente confronto analítico entre os acórdãos postos em cotejo (RISTF, art. 331). A inadmissibilidade dos embargos de divergência evidencia-se quando o acórdão impugnado sequer aprecia o mérito da questão suscitada no recurso extraordinário.” (ARE 853641 AgR-ED-EDv-AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 28/05/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 125 DIVULG 26-06-2015 PUBLIC 29-06-2015) Cito, ainda, casos semelhantes: RE-AgR-EDv 984.430, de minha relatoria, DJe 30.10.2017; e RE-AgR-EDv-AgR-segundos, de minha relatoria, j. 07.08.2018. Ante o exposto, não conheço dos embargos de divergência, por serem manifestamente inadmissíveis, nos termos dos arts. 21, § 1º, e 335, § 1º, do RISTF. Nas razões recursais (eDOC 90), alega-se que há similitude fática entre os acórdãos agravado e paradigmas, porquanto “a presente lide tem por objeto ver reconhecido o direito líquido e certo das Agravantes de não se submeterem à majoração da alíquota da CSLL para 15% (quinze por cento), promovida pela Lei nº 11.727/08, resultante da conversão da MP nº 413/08”. Acrescenta-se que o cotejo analítico também foi satisfatoriamente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório RE 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ realizado, visto que foram transcritos “o acórdão agravado e aquele tido por paradigma, ressaltando os pontos nos quais os referidos julgados divergiram entre si”. Requer-se, ao final, o o sobrestamento do feito até o julgamento das ADIs 4.104 e 5.485. Intimada, a parte agravada pugnou pela manutenção da decisão recorrida. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Supremo Tribunal Federal RE 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ realizado, visto que foram transcritos “o acórdão agravado e aquele tido por paradigma, ressaltando os pontos nos quais os referidos julgados divergiram entre si”. Requer-se, ao final, o o sobrestamento do feito até o julgamento das ADIs 4.104 e 5.485. Intimada, a parte agravada pugnou pela manutenção da decisão recorrida. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.079.683 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão agravada. Com efeito, baseou-se a decisão recorrida em dois fundamentos: a inaptidão dos paradigmas apresentados pela parte para abrir a via processual dos embargos de divergência, em razão de serem decisões monocráticas, ao passo que a legislação processual apenas admite paradigmas oriundos de órgãos colegiados, e a ausência de efetivo cotejo analítico do dissídio jurisprudencial. O primeiro dos fundamentos, todavia, não foi sequer impugnado nas razões recursais pela agravante, que, desse modo, não se desincumbiu do dever de impugnação especificada dos fundamentos da decisão agravada, estabelecido por meio do art. 1.021, § 1º, do CPC. Não fosse o bastante, o que se observa é que, conforme já posto na decisão recorrida, além de os paradigmas não serem idôneos, pelas razões já apontadas, a recorrente, ao opor os embargos de divergência, não realizou esforço argumentativo para demonstrar a similitude entre as circunstâncias fáticas que diziam respeito aos casos confrontados, tendo- se limitado a, por meio de tabela comparativa, apontar genericamente a divergência entre as soluções adotadas nos julgados. A ausência de efetivo cotejo analítico torna inadmissível o recurso. A esse respeito, confiram-se os seguintes julgados, já citados na decisão agravada: ARE 853641 AgR-ED-EDv-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 28.05.2015, RE 1079683 AGR-EDV, DJe 26.06.2015; e RE-AgR-EDv 984.430, de minha relatoria, DJe 30.10.2017. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 877E-C8A3-01A6-FD7A e senha 6341-32D0-B103-3886 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.079.683 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão agravada. Com efeito, baseou-se a decisão recorrida em dois fundamentos: a inaptidão dos paradigmas apresentados pela parte para abrir a via processual dos embargos de divergência, em razão de serem decisões monocráticas, ao passo que a legislação processual apenas admite paradigmas oriundos de órgãos colegiados, e a ausência de efetivo cotejo analítico do dissídio jurisprudencial. O primeiro dos fundamentos, todavia, não foi sequer impugnado nas razões recursais pela agravante, que, desse modo, não se desincumbiu do dever de impugnação especificada dos fundamentos da decisão agravada, estabelecido por meio do art. 1.021, § 1º, do CPC. Não fosse o bastante, o que se observa é que, conforme já posto na decisão recorrida, além de os paradigmas não serem idôneos, pelas razões já apontadas, a recorrente, ao opor os embargos de divergência, não realizou esforço argumentativo para demonstrar a similitude entre as circunstâncias fáticas que diziam respeito aos casos confrontados, tendo- se limitado a, por meio de tabela comparativa, apontar genericamente a divergência entre as soluções adotadas nos julgados. A ausência de efetivo cotejo analítico torna inadmissível o recurso. A esse respeito, confiram-se os seguintes julgados, já citados na decisão agravada: ARE 853641 AgR-ED-EDv-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 28.05.2015, RE 1079683 AGR-EDV, DJe 26.06.2015; e RE-AgR-EDv 984.430, de minha relatoria, DJe 30.10.2017. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 877E-C8A3-01A6-FD7A e senha 6341-32D0-B103-3886 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão deste órgão na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 877E-C8A3-01A6-FD7A e senha 6341-32D0-B103-3886 Supremo Tribunal Federal RE 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão deste órgão na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 877E-C8A3-01A6-FD7A e senha 6341-32D0-B103-3886 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.079.683 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ICATU SEGUROS S/A AGTE.(S) :VANGUARDA COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA AGTE.(S) :ICATU CAPITALIZACAO S/A ADV.(A/S) :GIUSEPPE PECORARI MELOTTI ADV.(A/S) :FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do relator quanto à solução apresentada, qual seja, o desprovimento de recurso interno que não ataca os fundamentos da decisão impugnada. O Código de Processo Civil de 2015, no artigo 932, inciso III, prevê o não conhecimento do recurso neste caso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72BD-1810-73D9-37F3 e senha 7F88-2A54-A1E6-1C45 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.079.683 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ICATU SEGUROS S/A AGTE.(S) :VANGUARDA COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA AGTE.(S) :ICATU CAPITALIZACAO S/A ADV.(A/S) :GIUSEPPE PECORARI MELOTTI ADV.(A/S) :FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do relator quanto à solução apresentada, qual seja, o desprovimento de recurso interno que não ataca os fundamentos da decisão impugnada. O Código de Processo Civil de 2015, no artigo 932, inciso III, prevê o não conhecimento do recurso neste caso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72BD-1810-73D9-37F3 e senha 7F88-2A54-A1E6-1C45 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 14/12/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.079.683 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ICATU SEGUROS S/A AGTE.(S) : VANGUARDA COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA AGTE.(S) : ICATU CAPITALIZACAO S/A ADV.(A/S) : GIUSEPPE PECORARI MELOTTI (00136165/RJ) ADV.(A/S) : FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA (41765/DF, 069114/RJ, 114571/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, com fixação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio, que não conhecia do recurso. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE44-786A-1A58-DE94 e senha BD0E-9550-9900-731F Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.079.683 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ICATU SEGUROS S/A AGTE.(S) : VANGUARDA COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA AGTE.(S) : ICATU CAPITALIZACAO S/A ADV.(A/S) : GIUSEPPE PECORARI MELOTTI (00136165/RJ) ADV.(A/S) : FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA (41765/DF, 069114/RJ, 114571/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, com fixação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio, que não conhecia do recurso. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE44-786A-1A58-DE94 e senha BD0E-9550-9900-731F Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749094143
2018-12-14T00:00:00
2019-02-07T00:00:00
O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, com fixação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio, que não conhecia do recurso. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
AGRAVO REGIMENTAL EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE LUCRO LÍQUIDO. MP 413/2008 E REEDIÇÕES. JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE. ISONOMIA TRIBUTÁRIA. 1. Constitui ônus do agravante a impugnação especificada dos fundamentos da decisão agravada. Art. 1.021, § 1º, do CPC. 2. São inadmissíveis os embargos de divergência, quando o paradigma apontado for decisão monocrática. 3. Cabe ao embargante, nos termos do art. 331 do RISTF, demonstrar o cotejo analítico entre o acórdão embargado e o paradigma invocado, para fins de uniformização da jurisprudência, não sendo suficiente para tanto a mera demonstração genérica da divergência entre as soluções dadas nas decisões embargada e paradigma. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com fixação de multa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC.
sjur397774
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA, ADMISSIBILIDADE ) ARE 853641 AgR-ED-EDv-AgR (TP), RE 984430 AgR-EDv-AgR (TP), RE 1079683 AgR-EDv-AgR (TP). Número de páginas: 12. Análise: 15/02/2019, AMS.
EDSON FACHIN
Tribunal Pleno
1079683
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932 INC-00003 ART-01021 PAR-00001 \n PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00331\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RE-AgR-EDv-AgR
acordaos
RE 1079683 AgR-EDv-AgR
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AGTE.(S) : ICATU SEGUROS S/A AGTE.(S) : VANGUARDA COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA AGTE.(S) : ICATU CAPITALIZACAO S/A ADV.(A/S) : GIUSEPPE PECORARI MELOTTI ADV.(A/S) : FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.079.683 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ICATU SEGUROS S/A AGTE.(S) :VANGUARDA COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA AGTE.(S) :ICATU CAPITALIZACAO S/A ADV.(A/S) :GIUSEPPE PECORARI MELOTTI ADV.(A/S) :FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGRAVO REGIMENTAL EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE LUCRO LÍQUIDO. Medida Provisória 413/2008 E REEDIÇÕES. JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE. ISONOMIA TRIBUTÁRIA. 1. Constitui ônus do agravante a impugnação especificada dos fundamentos da decisão agravada. Art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil. 2. São inadmissíveis os embargos de divergência, quando o paradigma apontado for decisão monocrática. 3. Cabe ao embargante, nos termos do art. 331 do RISTF, demonstrar o cotejo analítico entre o acórdão embargado e o paradigma invocado, para fins de uniformização da jurisprudência, não sendo suficiente para tanto a mera demonstração genérica da divergência entre as soluções dadas nas decisões embargada e paradigma. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com fixação de multa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária virtual de 7 a 13 de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E29-79F7-F927-2C6F e senha B319-7D29-901D-DF9B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com fixação de multa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio que não conhecia do recurso. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E29-79F7-F927-2C6F e senha B319-7D29-901D-DF9B Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com fixação de multa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio que não conhecia do recurso. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E29-79F7-F927-2C6F e senha B319-7D29-901D-DF9B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.079.683 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ICATU SEGUROS S/A AGTE.(S) :VANGUARDA COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA AGTE.(S) :ICATU CAPITALIZACAO S/A ADV.(A/S) :GIUSEPPE PECORARI MELOTTI ADV.(A/S) :FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em face de decisão em que não conheci dos embargos de divergência em razão de sua manifesta inadmissibilidade nestes termos (eDOC 87): Trata-se de embargos de divergência opostos em face de acórdão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, cuja ementa se reproduz a segui: “AAGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE LUCRO LÍQUIDO. Medida Provisória 413/2008 E REEDIÇÕES. JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE. ISONOMIA TRIBUTÁRIA. 1. A existência de ação de controle objetivo pendente de julgamento não infirma a formação de jurisprudência dominante para os fins do art. 21, §1..., do RISTF, com esteio tão somente na expectativa de mudança jurisprudencial. Embora seja possível em posterior julgamento a alteração da compreensão jurisprudencial, vige no direito brasileiro o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.079.683 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ICATU SEGUROS S/A AGTE.(S) :VANGUARDA COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA AGTE.(S) :ICATU CAPITALIZACAO S/A ADV.(A/S) :GIUSEPPE PECORARI MELOTTI ADV.(A/S) :FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em face de decisão em que não conheci dos embargos de divergência em razão de sua manifesta inadmissibilidade nestes termos (eDOC 87): Trata-se de embargos de divergência opostos em face de acórdão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, cuja ementa se reproduz a segui: “AAGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE LUCRO LÍQUIDO. Medida Provisória 413/2008 E REEDIÇÕES. JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE. ISONOMIA TRIBUTÁRIA. 1. A existência de ação de controle objetivo pendente de julgamento não infirma a formação de jurisprudência dominante para os fins do art. 21, §1..., do RISTF, com esteio tão somente na expectativa de mudança jurisprudencial. Embora seja possível em posterior julgamento a alteração da compreensão jurisprudencial, vige no direito brasileiro o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ postulado de que lei formal goza de presunção de constitucionalidade até declaração em sentido contrário. Art. 525, §§12, 14 e 15 do Código de Processo Civil/15. 2. A atribuição de alíquota diferenciada a determinada atividade econômica (instituições financeiras) não viola o princípio da igualdade, assim como não é dado o Poder Judiciário, por não dispor de função legislativa, equiparar cargas tributárias entre contribuintes distintos, com base no referido princípio. Precedentes. 3. A majoração de alíquota de CSLL por medida provisória não atrai a aplicação obstativa do art. 246 da Constituição da República. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil.” Aponta-se como paradigmas o ARE 1.074.163, de relatoria da Ministra Rosa Weber, DJe 22.10.2014, e o Recurso Extraordinário 676.932, de mesma relatoria. Nas razões recursais, alega-se que “ao sujeitar os Embargante à exação cuja constitucionalidade ainda não foi decidida por este E. Tribunal, quando, em sentido oposto, a Primeira Turma já decidiu pela suspensão dos feitos de idêntico objeto até o pronunciamento final desta Corte Superior, esta C. Segunda Turma vai de encontro à segurança jurídica, o que impõe o provimento destes embargos, enquanto medida que se presta a resguardar o princípio em questão.” É o relatório. A pretensão recursal não merece acolhida. De saída, registro que o art. 1.043, I, do Código de Processo Civil, preconiza que somente é embargável acórdão fracionário em face de qualquer outro órgão do mesmo tribunal, assim como o art. 1.044 da mesma legislação remete ao Regimento Interno de Tribunal a regulação da matéria. Por sua vez, o art. 330 do RISTF afirma que somente cabem embargos de divergência à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ postulado de que lei formal goza de presunção de constitucionalidade até declaração em sentido contrário. Art. 525, §§12, 14 e 15 do Código de Processo Civil/15. 2. A atribuição de alíquota diferenciada a determinada atividade econômica (instituições financeiras) não viola o princípio da igualdade, assim como não é dado o Poder Judiciário, por não dispor de função legislativa, equiparar cargas tributárias entre contribuintes distintos, com base no referido princípio. Precedentes. 3. A majoração de alíquota de CSLL por medida provisória não atrai a aplicação obstativa do art. 246 da Constituição da República. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil.” Aponta-se como paradigmas o ARE 1.074.163, de relatoria da Ministra Rosa Weber, DJe 22.10.2014, e o Recurso Extraordinário 676.932, de mesma relatoria. Nas razões recursais, alega-se que “ao sujeitar os Embargante à exação cuja constitucionalidade ainda não foi decidida por este E. Tribunal, quando, em sentido oposto, a Primeira Turma já decidiu pela suspensão dos feitos de idêntico objeto até o pronunciamento final desta Corte Superior, esta C. Segunda Turma vai de encontro à segurança jurídica, o que impõe o provimento destes embargos, enquanto medida que se presta a resguardar o princípio em questão.” É o relatório. A pretensão recursal não merece acolhida. De saída, registro que o art. 1.043, I, do Código de Processo Civil, preconiza que somente é embargável acórdão fracionário em face de qualquer outro órgão do mesmo tribunal, assim como o art. 1.044 da mesma legislação remete ao Regimento Interno de Tribunal a regulação da matéria. Por sua vez, o art. 330 do RISTF afirma que somente cabem embargos de divergência à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ Por conseguinte, os paradigmas apontados pela parte Embargante não possuem aptidão para instaurar a via processual dos embargos de divergência, por ausência de amparo legal. Mesmo que assim não fosse, a parte embargante se limita a articular abstratamente sobre a divergência entre diligências processuais levadas a efeito no acórdão embargado e na decisão paradigma, sem realizar qualquer esforço argumentativo no sentido de demonstrar a similitude entre as circunstâncias fáticas. Logo, compreendo que a parte Embargante não se desincumbiu do ônus processual de realizar o cotejo analítico do dissídio jurisprudencial, ainda que de índole processual, inviabilizando o conhecimento dos presentes embargos de divergência. Nesse sentido, vejam-se os seguintes julgados: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEMONSTRAÇÃO DA DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE DISSÍDIO ENTRE OS ACÓRDÃOS CONFRONTADOS. COTEJO ANALÍTICO. INEXISTÊNCIA. ART. 331 DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 829758 AgR-ED-EDv-AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 01/07/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 165 DIVULG 21-08-2015 PUBLIC 24-08-2015) “EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA INADMISSIBILIDADE DA INVOCAÇÃO, COMO PADRÃO DE DIVERGÊNCIA, DE DECISÕES MONOCRÁTICAS PROFERIDAS POR MINISTROS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DESCUMPRIMENTO, ADEMAIS, PELA PARTE EMBARGANTE, DO DEVER PROCESSUAL DE PROCEDER AO CONFRONTO ANALÍTICO DETERMINADO NO ART. 331 DO RISTF 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ Por conseguinte, os paradigmas apontados pela parte Embargante não possuem aptidão para instaurar a via processual dos embargos de divergência, por ausência de amparo legal. Mesmo que assim não fosse, a parte embargante se limita a articular abstratamente sobre a divergência entre diligências processuais levadas a efeito no acórdão embargado e na decisão paradigma, sem realizar qualquer esforço argumentativo no sentido de demonstrar a similitude entre as circunstâncias fáticas. Logo, compreendo que a parte Embargante não se desincumbiu do ônus processual de realizar o cotejo analítico do dissídio jurisprudencial, ainda que de índole processual, inviabilizando o conhecimento dos presentes embargos de divergência. Nesse sentido, vejam-se os seguintes julgados: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEMONSTRAÇÃO DA DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE DISSÍDIO ENTRE OS ACÓRDÃOS CONFRONTADOS. COTEJO ANALÍTICO. INEXISTÊNCIA. ART. 331 DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 829758 AgR-ED-EDv-AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 01/07/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 165 DIVULG 21-08-2015 PUBLIC 24-08-2015) “EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA INADMISSIBILIDADE DA INVOCAÇÃO, COMO PADRÃO DE DIVERGÊNCIA, DE DECISÕES MONOCRÁTICAS PROFERIDAS POR MINISTROS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DESCUMPRIMENTO, ADEMAIS, PELA PARTE EMBARGANTE, DO DEVER PROCESSUAL DE PROCEDER AO CONFRONTO ANALÍTICO DETERMINADO NO ART. 331 DO RISTF 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMPETÊNCIA NORMATIVA PRIMÁRIA (Constituição Federal de 1988/69, ART. 119, § 3..., c) POSSIBILIDADE CONSTITUCIONAL, SOB A ÉGIDE DA CARTA FEDERAL DE 1969, DE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DISPOR, EM SEDE REGIMENTAL, SOBRE NORMAS DE DIREITO PROCESSUAL RECEPÇÃO, PELA CONSTITUIÇÃO DE 1988, DE TAIS PRECEITOS REGIMENTAIS COM FORÇA E EFICÁCIA DE LEI (RTJ 147/1010 RTJ 151/278) PLENA LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 331 DO RISTF ACÓRDÃO EMBARGADO QUE NÃO APRECIA O MÉRITO DA QUESTÃO SUSCITADA NO APELO EXTREMO RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Não se revela admissível, em sede de embargos de divergência, para demonstração do conflito jurisprudencial, a invocação de decisão monocrática proferida por Ministro do Supremo Tribunal Federal, eis que a utilização dessa modalidade recursal pressupõe a comprovação de dissenso instaurado entre as próprias Turmas ou entre qualquer destas e o Plenário da Suprema Corte. Decisão monocrática, por isso mesmo, não se reveste de parametricidade, não podendo, em consequência, ser indicada como padrão de confronto para efeito de demonstração da divergência jurisprudencial. Precedentes. A parte embargante, sob pena de recusa liminar de processamento dos embargos de divergência ou de não conhecimento destes, quando já admitidos deve demonstrar, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial, impondo-se-lhe, para efeito de caracterização do conflito interpretativo, mencionar as circunstâncias que identificariam ou que tornariam assemelhados os casos em confronto. Precedentes. Não se mostram suscetíveis de conhecimento os embargos de divergência nos casos em que aquele que deles se utiliza descumpre a determinação contida no art. 331 do RISTF, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMPETÊNCIA NORMATIVA PRIMÁRIA (Constituição Federal de 1988/69, ART. 119, § 3..., c) POSSIBILIDADE CONSTITUCIONAL, SOB A ÉGIDE DA CARTA FEDERAL DE 1969, DE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DISPOR, EM SEDE REGIMENTAL, SOBRE NORMAS DE DIREITO PROCESSUAL RECEPÇÃO, PELA CONSTITUIÇÃO DE 1988, DE TAIS PRECEITOS REGIMENTAIS COM FORÇA E EFICÁCIA DE LEI (RTJ 147/1010 RTJ 151/278) PLENA LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DO ART. 331 DO RISTF ACÓRDÃO EMBARGADO QUE NÃO APRECIA O MÉRITO DA QUESTÃO SUSCITADA NO APELO EXTREMO RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Não se revela admissível, em sede de embargos de divergência, para demonstração do conflito jurisprudencial, a invocação de decisão monocrática proferida por Ministro do Supremo Tribunal Federal, eis que a utilização dessa modalidade recursal pressupõe a comprovação de dissenso instaurado entre as próprias Turmas ou entre qualquer destas e o Plenário da Suprema Corte. Decisão monocrática, por isso mesmo, não se reveste de parametricidade, não podendo, em consequência, ser indicada como padrão de confronto para efeito de demonstração da divergência jurisprudencial. Precedentes. A parte embargante, sob pena de recusa liminar de processamento dos embargos de divergência ou de não conhecimento destes, quando já admitidos deve demonstrar, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial, impondo-se-lhe, para efeito de caracterização do conflito interpretativo, mencionar as circunstâncias que identificariam ou que tornariam assemelhados os casos em confronto. Precedentes. Não se mostram suscetíveis de conhecimento os embargos de divergência nos casos em que aquele que deles se utiliza descumpre a determinação contida no art. 331 do RISTF, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ que, mais do que o confronto analítico, exige que haja, entre os acórdãos confrontados, o necessário vínculo de pertinência temática, em ordem a permitir a constatação de efetiva existência de dissídio interpretativo no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. O Supremo Tribunal Federal, sob a égide da Carta Política de 1969 (art. 119, § 3..., c), dispunha de competência normativa primária para, em sede meramente regimental, formular normas de direito processual concernentes ao processo e ao julgamento dos feitos de sua competência originária ou recursal. Com a superveniência da Constituição de 1988, operou-se a recepção de tais preceitos regimentais, que passaram a ostentar força e eficácia de norma legal (RTJ 147/1010 RTJ 151/278), revestindo-se, por isso mesmo, de plena legitimidade constitucional a exigência de pertinente confronto analítico entre os acórdãos postos em cotejo (RISTF, art. 331). A inadmissibilidade dos embargos de divergência evidencia-se quando o acórdão impugnado sequer aprecia o mérito da questão suscitada no recurso extraordinário.” (ARE 853641 AgR-ED-EDv-AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 28/05/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 125 DIVULG 26-06-2015 PUBLIC 29-06-2015) Cito, ainda, casos semelhantes: Recurso Extraordinário-AgR-EDv 984.430, de minha relatoria, DJe 30.10.2017; e Recurso Extraordinário-AgR-EDv-AgR-segundos, de minha relatoria, j. 07.08.2018. Ante o exposto, não conheço dos embargos de divergência, por serem manifestamente inadmissíveis, nos termos dos arts. 21, § 1..., e 335, § 1..., do RISTF. Nas razões recursais (eDOC 90), alega-se que há similitude fática entre os acórdãos agravado e paradigmas, porquanto “a presente lide tem por objeto ver reconhecido o direito líquido e certo das Agravantes de não se submeterem à majoração da alíquota da CSLL para 15% (quinze por cento), promovida pela Lei n 11.727/08, resultante da conversão da Medida Provisória n 413/08”. Acrescenta-se que o cotejo analítico também foi satisfatoriamente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ que, mais do que o confronto analítico, exige que haja, entre os acórdãos confrontados, o necessário vínculo de pertinência temática, em ordem a permitir a constatação de efetiva existência de dissídio interpretativo no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. O Supremo Tribunal Federal, sob a égide da Carta Política de 1969 (art. 119, § 3..., c), dispunha de competência normativa primária para, em sede meramente regimental, formular normas de direito processual concernentes ao processo e ao julgamento dos feitos de sua competência originária ou recursal. Com a superveniência da Constituição de 1988, operou-se a recepção de tais preceitos regimentais, que passaram a ostentar força e eficácia de norma legal (RTJ 147/1010 RTJ 151/278), revestindo-se, por isso mesmo, de plena legitimidade constitucional a exigência de pertinente confronto analítico entre os acórdãos postos em cotejo (RISTF, art. 331). A inadmissibilidade dos embargos de divergência evidencia-se quando o acórdão impugnado sequer aprecia o mérito da questão suscitada no recurso extraordinário.” (ARE 853641 AgR-ED-EDv-AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 28/05/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 125 DIVULG 26-06-2015 PUBLIC 29-06-2015) Cito, ainda, casos semelhantes: Recurso Extraordinário-AgR-EDv 984.430, de minha relatoria, DJe 30.10.2017; e Recurso Extraordinário-AgR-EDv-AgR-segundos, de minha relatoria, j. 07.08.2018. Ante o exposto, não conheço dos embargos de divergência, por serem manifestamente inadmissíveis, nos termos dos arts. 21, § 1..., e 335, § 1..., do RISTF. Nas razões recursais (eDOC 90), alega-se que há similitude fática entre os acórdãos agravado e paradigmas, porquanto “a presente lide tem por objeto ver reconhecido o direito líquido e certo das Agravantes de não se submeterem à majoração da alíquota da CSLL para 15% (quinze por cento), promovida pela Lei n 11.727/08, resultante da conversão da Medida Provisória n 413/08”. Acrescenta-se que o cotejo analítico também foi satisfatoriamente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ realizado, visto que foram transcritos “o acórdão agravado e aquele tido por paradigma, ressaltando os pontos nos quais os referidos julgados divergiram entre si”. Requer-se, ao final, o o sobrestamento do feito até o julgamento das ADIs 4.104 e 5.485. Intimada, a parte agravada pugnou pela manutenção da decisão recorrida. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ realizado, visto que foram transcritos “o acórdão agravado e aquele tido por paradigma, ressaltando os pontos nos quais os referidos julgados divergiram entre si”. Requer-se, ao final, o o sobrestamento do feito até o julgamento das ADIs 4.104 e 5.485. Intimada, a parte agravada pugnou pela manutenção da decisão recorrida. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1390-7604-EE96-E5C2 e senha F6AD-65FE-65C9-03E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.079.683 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão agravada. Com efeito, baseou-se a decisão recorrida em dois fundamentos: a inaptidão dos paradigmas apresentados pela parte para abrir a via processual dos embargos de divergência, em razão de serem decisões monocráticas, ao passo que a legislação processual apenas admite paradigmas oriundos de órgãos colegiados, e a ausência de efetivo cotejo analítico do dissídio jurisprudencial. O primeiro dos fundamentos, todavia, não foi sequer impugnado nas razões recursais pela agravante, que, desse modo, não se desincumbiu do dever de impugnação especificada dos fundamentos da decisão agravada, estabelecido por meio do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil. Não fosse o bastante, o que se observa é que, conforme já posto na decisão recorrida, além de os paradigmas não serem idôneos, pelas razões já apontadas, a recorrente, ao opor os embargos de divergência, não realizou esforço argumentativo para demonstrar a similitude entre as circunstâncias fáticas que diziam respeito aos casos confrontados, tendo- se limitado a, por meio de tabela comparativa, apontar genericamente a divergência entre as soluções adotadas nos julgados. A ausência de efetivo cotejo analítico torna inadmissível o recurso. A esse respeito, confiram-se os seguintes julgados, já citados na decisão agravada: ARE 853641 AgR-ED-EDv-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 28.05.2015, Recurso Extraordinário 1079683 AGR-EDV, DJe 26.06.2015; e Recurso Extraordinário-AgR-EDv 984.430, de minha relatoria, DJe 30.10.2017. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 877E-C8A3-01A6-FD7A e senha 6341-32D0-B103-3886 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.079.683 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão agravada. Com efeito, baseou-se a decisão recorrida em dois fundamentos: a inaptidão dos paradigmas apresentados pela parte para abrir a via processual dos embargos de divergência, em razão de serem decisões monocráticas, ao passo que a legislação processual apenas admite paradigmas oriundos de órgãos colegiados, e a ausência de efetivo cotejo analítico do dissídio jurisprudencial. O primeiro dos fundamentos, todavia, não foi sequer impugnado nas razões recursais pela agravante, que, desse modo, não se desincumbiu do dever de impugnação especificada dos fundamentos da decisão agravada, estabelecido por meio do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil. Não fosse o bastante, o que se observa é que, conforme já posto na decisão recorrida, além de os paradigmas não serem idôneos, pelas razões já apontadas, a recorrente, ao opor os embargos de divergência, não realizou esforço argumentativo para demonstrar a similitude entre as circunstâncias fáticas que diziam respeito aos casos confrontados, tendo- se limitado a, por meio de tabela comparativa, apontar genericamente a divergência entre as soluções adotadas nos julgados. A ausência de efetivo cotejo analítico torna inadmissível o recurso. A esse respeito, confiram-se os seguintes julgados, já citados na decisão agravada: ARE 853641 AgR-ED-EDv-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 28.05.2015, Recurso Extraordinário 1079683 AGR-EDV, DJe 26.06.2015; e Recurso Extraordinário-AgR-EDv 984.430, de minha relatoria, DJe 30.10.2017. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 877E-C8A3-01A6-FD7A e senha 6341-32D0-B103-3886 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão deste órgão na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 877E-C8A3-01A6-FD7A e senha 6341-32D0-B103-3886 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1079683 AGR-EDV-AGR / RJ Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão deste órgão na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 877E-C8A3-01A6-FD7A e senha 6341-32D0-B103-3886 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.079.683 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ICATU SEGUROS S/A AGTE.(S) :VANGUARDA COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA AGTE.(S) :ICATU CAPITALIZACAO S/A ADV.(A/S) :GIUSEPPE PECORARI MELOTTI ADV.(A/S) :FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do relator quanto à solução apresentada, qual seja, o desprovimento de recurso interno que não ataca os fundamentos da decisão impugnada. O Código de Processo Civil de 2015, no artigo 932, inciso III, prevê o não conhecimento do recurso neste caso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72BD-1810-73D9-37F3 e senha 7F88-2A54-A1E6-1C45 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.079.683 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ICATU SEGUROS S/A AGTE.(S) :VANGUARDA COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS AGTE.(S) :COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA AGTE.(S) :ICATU CAPITALIZACAO S/A ADV.(A/S) :GIUSEPPE PECORARI MELOTTI ADV.(A/S) :FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do relator quanto à solução apresentada, qual seja, o desprovimento de recurso interno que não ataca os fundamentos da decisão impugnada. O Código de Processo Civil de 2015, no artigo 932, inciso III, prevê o não conhecimento do recurso neste caso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72BD-1810-73D9-37F3 e senha 7F88-2A54-A1E6-1C45 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 14/12/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.079.683 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ICATU SEGUROS S/A AGTE.(S) : VANGUARDA COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA AGTE.(S) : ICATU CAPITALIZACAO S/A ADV.(A/S) : GIUSEPPE PECORARI MELOTTI (00136165/RJ) ADV.(A/S) : FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA (41765/DF, 069114/RJ, 114571/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, com fixação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio, que não conhecia do recurso. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE44-786A-1A58-DE94 e senha BD0E-9550-9900-731F Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.079.683 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ICATU SEGUROS S/A AGTE.(S) : VANGUARDA COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS AGTE.(S) : COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA AGTE.(S) : ICATU CAPITALIZACAO S/A ADV.(A/S) : GIUSEPPE PECORARI MELOTTI (00136165/RJ) ADV.(A/S) : FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA (41765/DF, 069114/RJ, 114571/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, com fixação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio, que não conhecia do recurso. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE44-786A-1A58-DE94 e senha BD0E-9550-9900-731F Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 079 . 683", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 079 . 683", "Recurso Extraordinário 1079683", "ARE 1 . 074 . 163", "Recurso Extraordinário 676 . 932", "Recurso Extraordinário 1079683", "ARE 1 . 074 . 163", "Recurso Extraordinário 676 . 932", "Recurso Extraordinário 1079683 AGR -", "AI 829758 AgR - ED - EDv - AgR", "Recurso Extraordinário 1079683 AGR", "AI 829758 AgR - ED - EDv - AgR", "Recurso", "RTJ 147 / 1010", "RTJ 151 / 278", "Recurso Extraordinário 1079683 AGR - EDV - AGR / RJ", "RTJ 147 / 1010", "RTJ 151 / 278", "ARE 853641 AgR - ED - EDv - AgR", "Recurso Extraordinário - AgR - EDv 984 . 430", "Recurso Extraordinário 1079683 AGR", "RTJ 147 / 1010", "RTJ 151 / 278", "ARE 853641 AgR - ED - EDv - AgR", "Recurso Extraordinário - AgR -", "Recurso", "Recurso Extraordinário 1079683 AGR", "ADIs 4 . 104", "Recurso Extraordinário 1079683 AGR - EDV - AGR / RJ", "ADIs 4 . 104", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 079 . 683", "ARE 853641 AgR - ED - EDv -", 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413 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 525 , § § 12 , 14 e 15 do Código de Processo Civil / 15", "art . 246 da Constituição da República", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil .", "art . 1 . 043 , I , do Código de Processo Civil", "art . 330 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 525 , § § 12 , 14 e 15 do Código de Processo Civil / 15", "art . 246 da Constituição da República", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil .", "art . 1 . 043 , I , do Código de Processo Civil", "art . 330 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 331 DO RISTF", "ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 331 DO RISTF", "ART . 331 DO RISTF 3", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 69 , ART . 119 , § 3 . .", "CONSTITUIÇÃO", "ART . 331 DO RISTF", "art . 331 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 69 , ART . 119 , § 3 . . .", "CARTA FEDERAL DE 1969", "CONSTITUIÇÃO", "1988", "ART . 331 DO RISTF", "art . 331 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Política de 1969 ( art . 119 ,", "Constituição de 1988", "arts . 21 , § 1 . . . , e 335 , § 1 . . . , do RISTF", "Lei n 11 . 727 / 08", "Medida Provisória n 413 / 08", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Política de 1969", "Constituição de 1988", "Lei n 11 . 727 / 08", "Medida Provisória n 413 / 08", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo 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Federal", "PLENÁRIO", "ICATU SEGUROS S / A", "VANGUARDA", "COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS", "COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA", "ICATU CAPITALIZACAO S / A", "UNIÃO", "FAZENDA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ICATU SEGUROS S /", "VANGUARDA COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS", "COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA", "ICATU CAPITALIZACAO S / A", "UNIÃO", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário da Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "PLENA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário da Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ICATU SEGUROS S / A", "VANGUARDA COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS", "COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA", "ICATU CAPITALIZACAO S / A", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ICATU SEGUROS S / A", "VANGUARDA", "COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS", "COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA", "ICATU CAPITALIZACAO S / A", "UNIÃO", "FAZENDA", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ICATU SEGUROS S / A", "VANGUARDA", "COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS", "COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA", "ICATU CAPITALIZACAO S / A", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO", "ICATU SEGUROS S / A", "VANGUARDA", "COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS", "COMPANHIA BRASILEIRA DE SEGUROS E PREVIDÊNCIA", "ICATU CAPITALIZACAO S / A", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "EDSON FACHIN", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "GIUSEPPE PECORARI MELOTTI", "FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "GIUSEPPE PECORARI MELOTTI", "FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA", "EDSON FACHIN", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "CELSO DE MELLO", "EDSON FACHIN", "CELSO DE MELLO", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "GIUSEPPE PECORARI MELOTTI", "FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "GIUSEPPE PECORARI MELOTTI", "FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "GIUSEPPE PECORARI MELOTTI", "FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "EDSON FACHIN", "PECORARI MELOTTI", "FRANCISCO CARLOS ROSAS GIARDINA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "7 a", "13 de Supremo Tribunal", "24", "/", "08", "/", "2001", "dezembro de 2018", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "dezembro de 2018", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "07", "/", "2015", "21", "-", "08", "-", "2015", "24", "-", "08", "-", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "07", "/", "2015", "21", "-", "08", "-", "2015", "24", "-", "08", "-", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "05", "/", "2015", "26", "-", "06", "-", "2015", "29", "-", "06", "-", "2015", "30", ".", "10", ".", "2017", "07", ".", "08", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "05", "/", "2015", "26", "-", "06", "-", "2015", "29", "-", 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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.819 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :JOSÉ MARQUES DAS NEVES ADV.(A/S) :JOSE MARQUES DAS NEVES EMBDO.(A/S) :PEDRO FELIPE ADV.(A/S) :BRUNO COSTA BELOTTO INTDO.(A/S) :MARILISA ALEIXO ADV.(A/S) :MARILISA ALEIXO EMENTA Embargos de declaração nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Repercussão geral. Razões fundamentadas. Ausência. Inadmissibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental. 2. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em tópico devidamente fundamentado, a existência da repercussão geral das questões discutidas no apelo extremo (AI nº 664.567/RS-QO). 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0E0-C6B3-0F61-9F2B e senha 109B-ABAD-B974-E969 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 1160819 ED-ED / SP 13/12/2018, na conformidade da ata de julgamento, por maioria, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, vencido o Ministro Marco Aurélio na conversão, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0E0-C6B3-0F61-9F2B e senha 109B-ABAD-B974-E969 Supremo Tribunal Federal ARE 1160819 ED-ED / SP 13/12/2018, na conformidade da ata de julgamento, por maioria, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, vencido o Ministro Marco Aurélio na conversão, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0E0-C6B3-0F61-9F2B e senha 109B-ABAD-B974-E969 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.819 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :JOSÉ MARQUES DAS NEVES ADV.(A/S) :JOSE MARQUES DAS NEVES EMBDO.(A/S) :PEDRO FELIPE ADV.(A/S) :BRUNO COSTA BELOTTO INTDO.(A/S) :MARILISA ALEIXO ADV.(A/S) :MARILISA ALEIXO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de segundos embargos de declaração contra decisão proferida pela Presidência da Corte em que se negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo devido a ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. Insiste a parte embargante nos mesmos argumentos deduzidos nos embargos de declaração anteriormente opostos, no sentido de que a decisão careceria de fundamentação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 225A-46EC-32A5-FE60 e senha F2EB-C6ED-90F7-E696 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.819 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :JOSÉ MARQUES DAS NEVES ADV.(A/S) :JOSE MARQUES DAS NEVES EMBDO.(A/S) :PEDRO FELIPE ADV.(A/S) :BRUNO COSTA BELOTTO INTDO.(A/S) :MARILISA ALEIXO ADV.(A/S) :MARILISA ALEIXO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de segundos embargos de declaração contra decisão proferida pela Presidência da Corte em que se negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo devido a ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. Insiste a parte embargante nos mesmos argumentos deduzidos nos embargos de declaração anteriormente opostos, no sentido de que a decisão careceria de fundamentação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 225A-46EC-32A5-FE60 e senha F2EB-C6ED-90F7-E696 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.819 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Inicialmente, recebo estes embargos de declaração como agravo regimental, nos termos do § 3º do art. 1.024 do Código de Processo Civil. Deixo de intimar os embargantes para complementar as razões recursais, pois o recurso atende o disposto no § 1º do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Nesse sentido: “O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO (Relator): Preliminarmente, conheço dos presentes embargos de declaração como agravo interno, nos termos do art. 1.024, § 3º, do CPC (RTJ 145/664 RTJ 153/834 AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.), e destaco ser desnecessária a intimação da parte embargante para complementar suas razões recursais, pois atendida a exigência do art. 1.021, § 1º, do CPC (ARE 953.024-ED/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES ARE 953.448-ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN ARE 966.749-ED/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA RE 955.845-ED/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.)” (ARE n. 1.000.456-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 18/5/17). A irresignação não merece prosperar. Esta Corte, no julgamento da questão de ordem no AI nº 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, firmou o entendimento de que os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em tópico devidamente fundamentado, a existência da repercussão geral das questões discutidas no apelo extremo. O ora agravante, todavia, no recurso extraordinário interposto, não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.819 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Inicialmente, recebo estes embargos de declaração como agravo regimental, nos termos do § 3º do art. 1.024 do Código de Processo Civil. Deixo de intimar os embargantes para complementar as razões recursais, pois o recurso atende o disposto no § 1º do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Nesse sentido: “O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO (Relator): Preliminarmente, conheço dos presentes embargos de declaração como agravo interno, nos termos do art. 1.024, § 3º, do CPC (RTJ 145/664 RTJ 153/834 AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.), e destaco ser desnecessária a intimação da parte embargante para complementar suas razões recursais, pois atendida a exigência do art. 1.021, § 1º, do CPC (ARE 953.024-ED/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES ARE 953.448-ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN ARE 966.749-ED/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA RE 955.845-ED/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.)” (ARE n. 1.000.456-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 18/5/17). A irresignação não merece prosperar. Esta Corte, no julgamento da questão de ordem no AI nº 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, firmou o entendimento de que os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em tópico devidamente fundamentado, a existência da repercussão geral das questões discutidas no apelo extremo. O ora agravante, todavia, no recurso extraordinário interposto, não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1160819 ED-ED / SP demonstrou a importância da matéria sob os aspectos econômico, político, social ou jurídico, os quais devem ultrapassar os interesses subjetivos da causa. Ressalte-se que o CPC/2015 não desonerou o recorrente de demostrar a existência da repercussão geral do tema veiculado no recurso extraordinário, sendo certo que, no caso dos autos, não houve qualquer menção quanto à existência de repercussão geral da matéria ou da relevância das questões suscitadas. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Supremo Tribunal Federal ARE 1160819 ED-ED / SP demonstrou a importância da matéria sob os aspectos econômico, político, social ou jurídico, os quais devem ultrapassar os interesses subjetivos da causa. Ressalte-se que o CPC/2015 não desonerou o recorrente de demostrar a existência da repercussão geral do tema veiculado no recurso extraordinário, sendo certo que, no caso dos autos, não houve qualquer menção quanto à existência de repercussão geral da matéria ou da relevância das questões suscitadas. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1160819 ED-ED / SP tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem” (ARE nº 990.523/SC-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 21/11/17). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL – ARGUIÇÃO – AUSÊNCIA – VÍCIO FORMAL. Deixando-se de aludir à existência de repercussão geral, a sequência do recurso fica obstaculizada – artigo 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Descabe a fixação de honorários recursais, previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, quando se tratar de recurso formalizado em processo cujo rito os exclua” (ARE nº 1.067.285/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 6/12/17). “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Supremo Tribunal Federal ARE 1160819 ED-ED / SP tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem” (ARE nº 990.523/SC-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 21/11/17). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL – ARGUIÇÃO – AUSÊNCIA – VÍCIO FORMAL. Deixando-se de aludir à existência de repercussão geral, a sequência do recurso fica obstaculizada – artigo 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Descabe a fixação de honorários recursais, previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, quando se tratar de recurso formalizado em processo cujo rito os exclua” (ARE nº 1.067.285/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 6/12/17). “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1160819 ED-ED / SP NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 1.041.972/RJ-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/11/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEMONSTRAÇÃO DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SUPOSTA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. NECESSIDADE DE REEXAME DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 660. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – A mera alegação, nas razões do recurso extraordinário, de existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2°, do CPC. II – O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 748.371-RG (Tema 660), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, rejeitou a repercussão geral da controvérsia referente à suposta ofensa aos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise de normas infraconstitucionais, por configurar situação de ofensa apenas indireta à Constituição Federal. III – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º do CPC” (RE nº 1.018.956/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/9/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. 3. Previdência Privada. Plano de Benefício. Diferenças. 4. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral (artigo 1.035, § 2º, do CPC/2015). 5. Necessidade de reexame do acervo probatório e de cláusulas contratuais. Súmulas 279 e 454 do STF. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Supremo Tribunal Federal ARE 1160819 ED-ED / SP NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 1.041.972/RJ-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/11/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEMONSTRAÇÃO DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SUPOSTA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. NECESSIDADE DE REEXAME DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 660. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – A mera alegação, nas razões do recurso extraordinário, de existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2°, do CPC. II – O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 748.371-RG (Tema 660), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, rejeitou a repercussão geral da controvérsia referente à suposta ofensa aos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise de normas infraconstitucionais, por configurar situação de ofensa apenas indireta à Constituição Federal. III – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º do CPC” (RE nº 1.018.956/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/9/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. 3. Previdência Privada. Plano de Benefício. Diferenças. 4. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral (artigo 1.035, § 2º, do CPC/2015). 5. Necessidade de reexame do acervo probatório e de cláusulas contratuais. Súmulas 279 e 454 do STF. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1160819 ED-ED / SP decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 1.034.273/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/8/17). “DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 1.035, §§ 1º E 2º, DO CPC/2015. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 2. Ausência no recurso extraordinário, interposto sob a égide do CPC/2015, de demonstração da existência de repercussão geral. Inobservância do art. 1.035, §§ 1º e 2º, do CPC/2015. 3. Agravo interno conhecido e não provido” (RE nº 1.033.360/RN-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 7/11/17). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. RECURSO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR. EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 281 DO STF. AGRAVO A QUE NEGA PROVIMENTO. AGRAVO A QUE NEGA PROVIMENTO. I - Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por terem sido opostos contra decisão monocrática. II - Nos termos do art. 327,caput, do Regimento Interno do STF, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar de repercussão geral serão recusados. Exigência que também se aplica às hipóteses de repercussão geral presumida ou já 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Supremo Tribunal Federal ARE 1160819 ED-ED / SP decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 1.034.273/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/8/17). “DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 1.035, §§ 1º E 2º, DO CPC/2015. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 2. Ausência no recurso extraordinário, interposto sob a égide do CPC/2015, de demonstração da existência de repercussão geral. Inobservância do art. 1.035, §§ 1º e 2º, do CPC/2015. 3. Agravo interno conhecido e não provido” (RE nº 1.033.360/RN-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 7/11/17). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. RECURSO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR. EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 281 DO STF. AGRAVO A QUE NEGA PROVIMENTO. AGRAVO A QUE NEGA PROVIMENTO. I - Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por terem sido opostos contra decisão monocrática. II - Nos termos do art. 327,caput, do Regimento Interno do STF, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar de repercussão geral serão recusados. Exigência que também se aplica às hipóteses de repercussão geral presumida ou já 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1160819 ED-ED / SP reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - A competência do Supremo Tribunal Federal (art. 102, III, da CF/88) restringe-se às causas decididas em única ou última instância. IV - A parte recorrente não esgotou as vias recursais ordinárias cabíveis, incidindo no óbice da Súmula 281 deste Tribunal. V – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 930.632/SP-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/10/16). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. ANÁLISE DE NORMA LOCAL. SÚMULA 280/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 946.812/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 9/5/16). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Supremo Tribunal Federal ARE 1160819 ED-ED / SP reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - A competência do Supremo Tribunal Federal (art. 102, III, da CF/88) restringe-se às causas decididas em única ou última instância. IV - A parte recorrente não esgotou as vias recursais ordinárias cabíveis, incidindo no óbice da Súmula 281 deste Tribunal. V – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 930.632/SP-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/10/16). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. ANÁLISE DE NORMA LOCAL. SÚMULA 280/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 946.812/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 9/5/16). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.819 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :JOSÉ MARQUES DAS NEVES ADV.(A/S) :JOSE MARQUES DAS NEVES EMBDO.(A/S) :PEDRO FELIPE ADV.(A/S) :BRUNO COSTA BELOTTO INTDO.(A/S) :MARILISA ALEIXO ADV.(A/S) :MARILISA ALEIXO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3º do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1º do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AA0-93A1-D24D-B410 e senha FD8C-0A5B-289B-A5C6 Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.819 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :JOSÉ MARQUES DAS NEVES ADV.(A/S) :JOSE MARQUES DAS NEVES EMBDO.(A/S) :PEDRO FELIPE ADV.(A/S) :BRUNO COSTA BELOTTO INTDO.(A/S) :MARILISA ALEIXO ADV.(A/S) :MARILISA ALEIXO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3º do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1º do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AA0-93A1-D24D-B410 e senha FD8C-0A5B-289B-A5C6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 14/12/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.819 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : JOSÉ MARQUES DAS NEVES ADV.(A/S) : JOSE MARQUES DAS NEVES (90565/SP) EMBDO.(A/S) : PEDRO FELIPE ADV.(A/S) : BRUNO COSTA BELOTTO (356314/SP) INTDO.(A/S) : MARILISA ALEIXO ADV.(A/S) : MARILISA ALEIXO (92469/SP) Decisão: O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, vencido o Ministro Marco Aurélio na conversão, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D26A-9ADC-164F-823A e senha A0DF-E1FA-7D02-E775 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.819 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : JOSÉ MARQUES DAS NEVES ADV.(A/S) : JOSE MARQUES DAS NEVES (90565/SP) EMBDO.(A/S) : PEDRO FELIPE ADV.(A/S) : BRUNO COSTA BELOTTO (356314/SP) INTDO.(A/S) : MARILISA ALEIXO ADV.(A/S) : MARILISA ALEIXO (92469/SP) Decisão: O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, vencido o Ministro Marco Aurélio na conversão, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D26A-9ADC-164F-823A e senha A0DF-E1FA-7D02-E775 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749160103
2018-12-14T00:00:00
2019-02-15T00:00:00
O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, vencido o Ministro Marco Aurélio na conversão, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Embargos de declaração nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Repercussão geral. Razões fundamentadas. Ausência. Inadmissibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental. 2. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em tópico devidamente fundamentado, a existência da repercussão geral das questões discutidas no apelo extremo (AI nº 664.567/RS-QO). 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur398418
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, CONVERSÃO, AGRAVO REGIMENTAL) ARE 1000456 ED-ED (2ªT). (RE, DEMONSTRAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL) AI 664567 QO (TP), ARE 946812 AgR (2ªT), RE 1033360 AgR (1ªT), ARE 1034273 AgR (2ªT), RE 1018956 AgR (2ªT), ARE 1041972 ED-AgR (TP), ARE 990523 AgR (1ªT), ARE 1067285 AgR (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 15/03/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1160819
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00001 PAR-00004 ART-01024 \n PAR-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-ED-ED
acordaos
ARE 1160819 ED-ED
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EMBTE.(S) : JOSÉ MARQUES DAS NEVES ADV.(A/S) : JOSE MARQUES DAS NEVES EMBDO.(A/S) : PEDRO FELIPE ADV.(A/S) : BRUNO COSTA BELOTTO INTDO.(A/S) : MARILISA ALEIXO ADV.(A/S) : MARILISA ALEIXO
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.819 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :JOSÉ MARQUES DAS NEVES ADV.(A/S) :JOSE MARQUES DAS NEVES EMBDO.(A/S) :PEDRO FELIPE ADV.(A/S) :BRUNO COSTA BELOTTO INTDO.(A/S) :MARILISA ALEIXO ADV.(A/S) :MARILISA ALEIXO EMENTA Embargos de declaração nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Repercussão geral. Razões fundamentadas. Ausência. Inadmissibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental. 2. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em tópico devidamente fundamentado, a existência da repercussão geral das questões discutidas no apelo extremo (AI n 664.567/RS-QO). 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0E0-C6B3-0F61-9F2B e senha 109B-ABAD-B974-E969 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 1160819 ED-ED / SP 13/12/2018, na conformidade da ata de julgamento, por maioria, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, vencido o Ministro Marco Aurélio na conversão, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0E0-C6B3-0F61-9F2B e senha 109B-ABAD-B974-E969 Supremo Tribunal Federal ARE 1160819 ED-ED / SP 13/12/2018, na conformidade da ata de julgamento, por maioria, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, vencido o Ministro Marco Aurélio na conversão, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0E0-C6B3-0F61-9F2B e senha 109B-ABAD-B974-E969 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.819 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :JOSÉ MARQUES DAS NEVES ADV.(A/S) :JOSE MARQUES DAS NEVES EMBDO.(A/S) :PEDRO FELIPE ADV.(A/S) :BRUNO COSTA BELOTTO INTDO.(A/S) :MARILISA ALEIXO ADV.(A/S) :MARILISA ALEIXO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de segundos embargos de declaração contra decisão proferida pela Presidência da Corte em que se negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo devido a ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. Insiste a parte embargante nos mesmos argumentos deduzidos nos embargos de declaração anteriormente opostos, no sentido de que a decisão careceria de fundamentação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 225A-46EC-32A5-FE60 e senha F2EB-C6ED-90F7-E696 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.819 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :JOSÉ MARQUES DAS NEVES ADV.(A/S) :JOSE MARQUES DAS NEVES EMBDO.(A/S) :PEDRO FELIPE ADV.(A/S) :BRUNO COSTA BELOTTO INTDO.(A/S) :MARILISA ALEIXO ADV.(A/S) :MARILISA ALEIXO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de segundos embargos de declaração contra decisão proferida pela Presidência da Corte em que se negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo devido a ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. Insiste a parte embargante nos mesmos argumentos deduzidos nos embargos de declaração anteriormente opostos, no sentido de que a decisão careceria de fundamentação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 225A-46EC-32A5-FE60 e senha F2EB-C6ED-90F7-E696 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.819 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Inicialmente, recebo estes embargos de declaração como agravo regimental, nos termos do § 3... do art. 1.024 do Código de Processo Civil. Deixo de intimar os embargantes para complementar as razões recursais, pois o recurso atende o disposto no § 1... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Nesse sentido: “O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO (Relator): Preliminarmente, conheço dos presentes embargos de declaração como agravo interno, nos termos do art. 1.024, § 3..., do Código de Processo Civil (RTJ 145/664 RTJ 153/834 AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.), e destaco ser desnecessária a intimação da parte embargante para complementar suas razões recursais, pois atendida a exigência do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil (ARE 953.024-ED/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES ARE 953.448-ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN ARE 966.749-ED/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 955.845-ED/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.)” (ARE n. 1.000.456-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 18/5/17). A irresignação não merece prosperar. Esta Corte, no julgamento da questão de ordem no AI n 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, firmou o entendimento de que os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em tópico devidamente fundamentado, a existência da repercussão geral das questões discutidas no apelo extremo. O ora agravante, todavia, no recurso extraordinário interposto, não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.819 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Inicialmente, recebo estes embargos de declaração como agravo regimental, nos termos do § 3... do art. 1.024 do Código de Processo Civil. Deixo de intimar os embargantes para complementar as razões recursais, pois o recurso atende o disposto no § 1... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Nesse sentido: “O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO (Relator): Preliminarmente, conheço dos presentes embargos de declaração como agravo interno, nos termos do art. 1.024, § 3..., do Código de Processo Civil (RTJ 145/664 RTJ 153/834 AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.), e destaco ser desnecessária a intimação da parte embargante para complementar suas razões recursais, pois atendida a exigência do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil (ARE 953.024-ED/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES ARE 953.448-ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN ARE 966.749-ED/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 955.845-ED/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.)” (ARE n. 1.000.456-ED-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 18/5/17). A irresignação não merece prosperar. Esta Corte, no julgamento da questão de ordem no AI n 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, firmou o entendimento de que os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em tópico devidamente fundamentado, a existência da repercussão geral das questões discutidas no apelo extremo. O ora agravante, todavia, no recurso extraordinário interposto, não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1160819 ED-ED / SP demonstrou a importância da matéria sob os aspectos econômico, político, social ou jurídico, os quais devem ultrapassar os interesses subjetivos da causa. Ressalte-se que o Código de Processo Civil/2015 não desonerou o recorrente de demostrar a existência da repercussão geral do tema veiculado no recurso extraordinário, sendo certo que, no caso dos autos, não houve qualquer menção quanto à existência de repercussão geral da matéria ou da relevância das questões suscitadas. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Supremo Tribunal Federal ARE 1160819 ED-ED / SP demonstrou a importância da matéria sob os aspectos econômico, político, social ou jurídico, os quais devem ultrapassar os interesses subjetivos da causa. Ressalte-se que o Código de Processo Civil/2015 não desonerou o recorrente de demostrar a existência da repercussão geral do tema veiculado no recurso extraordinário, sendo certo que, no caso dos autos, não houve qualquer menção quanto à existência de repercussão geral da matéria ou da relevância das questões suscitadas. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1160819 ED-ED / SP tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem” (ARE n 990.523/SC-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 21/11/17). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL – ARGUIÇÃO – AUSÊNCIA – VÍCIO FORMAL. Deixando-se de aludir à existência de repercussão geral, a sequência do recurso fica obstaculizada – artigo 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Descabe a fixação de honorários recursais, previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, quando se tratar de recurso formalizado em processo cujo rito os exclua” (ARE n 1.067.285/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 6/12/17). “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Supremo Tribunal Federal ARE 1160819 ED-ED / SP tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem” (ARE n 990.523/SC-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 21/11/17). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL – ARGUIÇÃO – AUSÊNCIA – VÍCIO FORMAL. Deixando-se de aludir à existência de repercussão geral, a sequência do recurso fica obstaculizada – artigo 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Descabe a fixação de honorários recursais, previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, quando se tratar de recurso formalizado em processo cujo rito os exclua” (ARE n 1.067.285/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 6/12/17). “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1160819 ED-ED / SP NEGA PROVIMENTO” (ARE n 1.041.972/RJ-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/11/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEMONSTRAÇÃO DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SUPOSTA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. NECESSIDADE DE REEXAME DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 660. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – A mera alegação, nas razões do recurso extraordinário, de existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil. II – O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 748.371-RG (Tema 660), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, rejeitou a repercussão geral da controvérsia referente à suposta ofensa aos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise de normas infraconstitucionais, por configurar situação de ofensa apenas indireta à Constituição Federal. III – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4... do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário n 1.018.956/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/9/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. 3. Previdência Privada. Plano de Benefício. Diferenças. 4. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral (artigo 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015). 5. Necessidade de reexame do acervo probatório e de cláusulas contratuais. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Supremo Tribunal Federal ARE 1160819 ED-ED / SP NEGA PROVIMENTO” (ARE n 1.041.972/RJ-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/11/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEMONSTRAÇÃO DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SUPOSTA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. NECESSIDADE DE REEXAME DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 660. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – A mera alegação, nas razões do recurso extraordinário, de existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil. II – O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 748.371-RG (Tema 660), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, rejeitou a repercussão geral da controvérsia referente à suposta ofensa aos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise de normas infraconstitucionais, por configurar situação de ofensa apenas indireta à Constituição Federal. III – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4... do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário n 1.018.956/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/9/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil. 3. Previdência Privada. Plano de Benefício. Diferenças. 4. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral (artigo 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015). 5. Necessidade de reexame do acervo probatório e de cláusulas contratuais. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1160819 ED-ED / SP decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 1.034.273/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/8/17). “DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 1.035, §§ 1... E 2..., DO Código de Processo Civil/2015. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 2. Ausência no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil/2015, de demonstração da existência de repercussão geral. Inobservância do art. 1.035, §§ 1... e 2..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 1.033.360/RN-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 7/11/17). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. RECURSO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR. EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 281 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE NEGA PROVIMENTO. AGRAVO A QUE NEGA PROVIMENTO. I - Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por terem sido opostos contra decisão monocrática. II - Nos termos do art. 327,caput, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar de repercussão geral serão recusados. Exigência que também se aplica às hipóteses de repercussão geral presumida ou já 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Supremo Tribunal Federal ARE 1160819 ED-ED / SP decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 1.034.273/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/8/17). “DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 1.035, §§ 1... E 2..., DO Código de Processo Civil/2015. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 2. Ausência no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil/2015, de demonstração da existência de repercussão geral. Inobservância do art. 1.035, §§ 1... e 2..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 1.033.360/RN-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 7/11/17). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. RECURSO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR. EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 281 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE NEGA PROVIMENTO. AGRAVO A QUE NEGA PROVIMENTO. I - Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por terem sido opostos contra decisão monocrática. II - Nos termos do art. 327,caput, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar de repercussão geral serão recusados. Exigência que também se aplica às hipóteses de repercussão geral presumida ou já 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1160819 ED-ED / SP reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - A competência do Supremo Tribunal Federal (art. 102, III, da Constituição Federal de 1988/88) restringe-se às causas decididas em única ou última instância. IV - A parte recorrente não esgotou as vias recursais ordinárias cabíveis, incidindo no óbice da Súmula 281 deste Tribunal. V – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 930.632/SP-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/10/16). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. ANÁLISE DE NORMA LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 946.812/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 9/5/16). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Supremo Tribunal Federal ARE 1160819 ED-ED / SP reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - A competência do Supremo Tribunal Federal (art. 102, III, da Constituição Federal de 1988/88) restringe-se às causas decididas em única ou última instância. IV - A parte recorrente não esgotou as vias recursais ordinárias cabíveis, incidindo no óbice da Súmula 281 deste Tribunal. V – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 930.632/SP-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/10/16). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. ANÁLISE DE NORMA LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 946.812/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 9/5/16). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ED2A-0F3E-1DAD-6621 e senha 39F3-8EDC-0032-C63A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.819 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :JOSÉ MARQUES DAS NEVES ADV.(A/S) :JOSE MARQUES DAS NEVES EMBDO.(A/S) :PEDRO FELIPE ADV.(A/S) :BRUNO COSTA BELOTTO INTDO.(A/S) :MARILISA ALEIXO ADV.(A/S) :MARILISA ALEIXO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3... do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1... do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AA0-93A1-D24D-B410 e senha FD8C-0A5B-289B-A5C6 Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.819 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :JOSÉ MARQUES DAS NEVES ADV.(A/S) :JOSE MARQUES DAS NEVES EMBDO.(A/S) :PEDRO FELIPE ADV.(A/S) :BRUNO COSTA BELOTTO INTDO.(A/S) :MARILISA ALEIXO ADV.(A/S) :MARILISA ALEIXO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3... do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1... do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AA0-93A1-D24D-B410 e senha FD8C-0A5B-289B-A5C6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 14/12/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.819 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : JOSÉ MARQUES DAS NEVES ADV.(A/S) : JOSE MARQUES DAS NEVES (90565/SP) EMBDO.(A/S) : PEDRO FELIPE ADV.(A/S) : BRUNO COSTA BELOTTO (356314/SP) INTDO.(A/S) : MARILISA ALEIXO ADV.(A/S) : MARILISA ALEIXO (92469/SP) Decisão: O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, vencido o Ministro Marco Aurélio na conversão, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D26A-9ADC-164F-823A e senha A0DF-E1FA-7D02-E775 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.160.819 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : JOSÉ MARQUES DAS NEVES ADV.(A/S) : JOSE MARQUES DAS NEVES (90565/SP) EMBDO.(A/S) : PEDRO FELIPE ADV.(A/S) : BRUNO COSTA BELOTTO (356314/SP) INTDO.(A/S) : MARILISA ALEIXO ADV.(A/S) : MARILISA ALEIXO (92469/SP) Decisão: O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, vencido o Ministro Marco Aurélio na conversão, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D26A-9ADC-164F-823A e senha A0DF-E1FA-7D02-E775 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AI n 664 . 567 / RS - QO", "ARE 1160819", "ARE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 160 . 819", "RTJ 145 / 664", "RTJ 153 / 834", "AI 243 . 159 - ED / DF", "AI 243 . 832 - ED / MG", "Rcl 4 . 395 - ED / SP", "ARE 953 . 024 - ED / MG", "ARE 953 . 448 - ED / DF", "ARE 966 . 749 - ED", "Recurso Extraordinário 955 . 845 - ED / SC", "ARE n . 1 . 000 . 456 - ED - ED", "AI n 664 . 567 / RS", "AI 243 . 159 - ED / DF", "AI 243 . 832 - ED /", "Rcl 4 . 395 - ED / SP", "ARE 953 . 024 - ED / MG", "ARE 953 . 448 - ED / DF", "ARE 966 . 749 - ED / PR", "Recurso Extraordinário 955 . 845 - ED / SC", "ARE n . 1 . 000 . 456 - ED - ED", "AI n 664 . 567 / RS", "ARE 1160819 ED", "ARE 1160819 ED - ED / SP", "ARE n 990 . 523 / SC - AgR", "ARE n 1 . 067 . 285 / RJ - AgR", "ARE 1160819 ED", "ARE n 990 . 523 / SC - AgR", "ARE n 1 . 067 . 285 / RJ - AgR", "ARE 1160819 ED - ED / SP", "ARE n 1 . 041 . 972 / RJ - AgR", "ARE 748 . 371 - RG", "Recurso Extraordinário n 1 . 018 . 956 / GO - AgR", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1160819 ED - ED / SP", "ARE n 1 . 041 . 972 / RJ - AgR", "ARE 748 . 371 - RG", "Recurso Extraordinário n 1 . 018 . 956 / GO - AgR", "Súmulas 279", "ARE 1160819 ED - ED / SP", "ARE 1 . 034 . 273 / BA - AgR", "Recurso Extraordinário n 1 . 033 . 360 / RN", "SÚMULA 281 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 034 . 273 / BA - AgR", "Recurso Extraordinário n 1 . 033 . 360 / RN - AgR", "SÚMULA 281 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n 930 . 632 / SP - ED", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 946 . 812 / MG - AgR", "ARE 1160819 ED - ED / SP", "ARE n 930 . 632 / SP - ED", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 946 . 812 / MG - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . do art . 1 . 024 do Código de Processo Civil", "§ 1 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 024 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . do art . 1 . 024 do Código de Processo Civil", "§", "art . 1 . 024 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art .", "1 .", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "§", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "art . 1 . 021 , § 4 . . . do Código de Processo Civil", "artigo 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "art . 1 . 021 , § 4 . . . do Código de Processo Civil", "artigo 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 1 . 035 , § § 1 . . . E 2 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 035 , § § 1 . . . e 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 327 , caput , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental 21 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 1 . 035 , § § 1 . . . E 2 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 035 , § § 1 . . . e 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 327 , caput , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental 21 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ED", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário" ], "PESSOA": [ "JOSÉ MARQUES DAS NEVES", "JOSE MARQUES DAS NEVES", "PEDRO FELIPE", "BRUNO COSTA BELOTTO", "MARILISA ALEIXO", "MARILISA ALEIXO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "JOSÉ MARQUES DAS NEVES", "JOSE MARQUES DAS NEVES", "PEDRO FELIPE", "BRUNO COSTA BELOTTO", "MARILISA ALEIXO", "MARILISA ALEIXO", "DIAS TOFFOLI", "JOSÉ MARQUES DAS NEVES", "JOSE MARQUES DAS NEVES", "PEDRO FELIPE", "BRUNO COSTA BELOTTO", "MARILISA ALEIXO", "MARILISA ALEIXO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "NÉRI DA SILVEIRA", "MOREIRA ALVES", "CEZAR PELUSO", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "CÁRMEN LÚCIA", "ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "NÉRI DA SILVEIRA", "MOREIRA ALVES", "CEZAR PELUSO", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "CÁRMEN LÚCIA", "ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Sepúlveda Pertence", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "JOSÉ MARQUES DAS NEVES", "JOSE MARQUES DAS NEVES", "PEDRO FELIPE", "BRUNO COSTA BELOTTO", "MARILISA ALEIXO", "MARILISA ALEIXO", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ MARQUES DAS NEVES", "JOSE MARQUES DAS NEVES", "PEDRO FELIPE", "BRUNO COSTA BELOTTO", "MARILISA ALEIXO", "MARILISA ALEIXO", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ MARQUES DAS NEVES", "JOSE MARQUES DAS NEVES", "PEDRO FELIPE", "BRUNO COSTA BELOTTO", "MARILISA ALEIXO", "MARILISA ALEIXO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "JOSÉ MARQUES DAS NEVES", "JOSE MARQUES DAS NEVES", "PEDRO FELIPE", "BRUNO COSTA BELOTTO", "MARILISA ALEIXO", "MARILISA ALEIXO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "3", "/", "5", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "12", "/", "2018", "14 de", "dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "12", "/", "2018", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "18", "/", "5", "/", "17", "6", "/", "9", "/", "07", "3", "/", "5", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "MG", "18", "/", "5", "/", "17", "6", "/", "9", "/", "07", "3", "/", "5", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "11", "/", "17", "6", "/", "12", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "11", "/", "17", "6", "/", "12", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "11", "/", "17", "12", "/", "9", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "11", "/", "17", "12", "/", "9", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "8", "/", "17", "7", "/", "11", "/", "17", 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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.965 SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :VALERIA MARIA RIBEIRO GUIMARAES ADV.(A/S) :ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA AGDO.(A/S) :RELATOR DO RE N° 924.883 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DE MINISTRO DO STF. DETERMINAÇÃO DE BAIXA DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO, COM FUNDAMENTO NO ART. 543-B DO CPC/1973. IMPETRAÇÃO INCABÍVEL. SITUAÇÃO EXCEPCIONAL NÃO CARACTERIZADA. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER NÃO CARACTERIZADOS. DECISÃO AGRAVADA EM CONSONÂNCIA COM A ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL FIXADA POR ESTA CORTE. PRECEDENTES. RECURSO DE AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F0D-F70A-CAC4-33CD e senha 6AB5-F39D-E5C7-680C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.965 SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :VALERIA MARIA RIBEIRO GUIMARAES ADV.(A/S) :ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA AGDO.(A/S) :RELATOR DO RE N° 924.883 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental nos embargos declaratórios em mandado de segurança interposto contra decisão monocrática, que indeferiu o pedido, sob o entendimento de que, salvo em situações excepcionais, é incabível mandado de segurança contra ato jurisdicional. Sustenta a agravante, em síntese, que a decisão monocrática merece ser reformada, pois a presente hipótese se trata de impugnação judicial mediante mandado de segurança devido o ato jurisdicional NÃO TER ANALISADO a interposição do recurso da ora agravante, tanto é verdade que o ato jurisdicional emanado não foi denominado sequer como decisão, mas sim despacho. Com isso, não houve sequer análise da admissibilidade recursal ou não, o Magistrado se eximiu de qualquer análise decisória sobre o recurso extraordinário, o qual está em consonância com a jurisprudência do STF, e o TRF5 não fez a correta análise. (doc. 20, fl 4). Requer, ao final, a reconsideração da decisão, ou o provimento do recurso a fim de reformar a decisão agravada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F044-E001-1CA4-6601 e senha 8182-7C80-26EA-1B10 Supremo Tribunal Federal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.965 SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :VALERIA MARIA RIBEIRO GUIMARAES ADV.(A/S) :ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA AGDO.(A/S) :RELATOR DO RE N° 924.883 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental nos embargos declaratórios em mandado de segurança interposto contra decisão monocrática, que indeferiu o pedido, sob o entendimento de que, salvo em situações excepcionais, é incabível mandado de segurança contra ato jurisdicional. Sustenta a agravante, em síntese, que a decisão monocrática merece ser reformada, pois a presente hipótese se trata de impugnação judicial mediante mandado de segurança devido o ato jurisdicional NÃO TER ANALISADO a interposição do recurso da ora agravante, tanto é verdade que o ato jurisdicional emanado não foi denominado sequer como decisão, mas sim despacho. Com isso, não houve sequer análise da admissibilidade recursal ou não, o Magistrado se eximiu de qualquer análise decisória sobre o recurso extraordinário, o qual está em consonância com a jurisprudência do STF, e o TRF5 não fez a correta análise. (doc. 20, fl 4). Requer, ao final, a reconsideração da decisão, ou o provimento do recurso a fim de reformar a decisão agravada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F044-E001-1CA4-6601 e senha 8182-7C80-26EA-1B10 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.965 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada foi assim fundamentada: Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, contra ato de Ministro desta CORTE, o qual determinou a baixa do Recurso Extraordinário 924.883 (Rel. Min. MARCO AURÉLIO), com fundamento no art. 543-B do CPC/1973. Na inicial, a impetrante alega, em síntese, que (a) embora admitido o recurso extraordinário interposto pela impetrante tanto pelo TRF da 5ª Região como por esta Corte Suprema, não houve um reexame da decisão recorrida (fls. 2/3); e (b) impetra-se o presente mandado de segurança contra a decisão acima indicada, por se tratar de ato coator, tendo em vista: a) a negativa de prestação jurisdicional, por ausência de exame de mérito através de decisão monocrática do Ministro Relator do Recurso Extraordinário 924.883/SE, de autoria da impetrante; b) ausência de oportunidade no sistema de interposição de agravo em RE, pois a embora de conteúdo decisório, o ato coator ora combatido foi cadastrado no sistema como DESPACHO (fl. 3). Requer, em sede liminar, inaudita altera pars, seja determinada a imediata apreciação do mérito do Recurso Extraordinário nº 924.883/SE, pela autoridade coatora, garantindo a prestação jurisdicional meritória, conforme art. 7º, III, da Lei nº 12.016/2009 . No mérito, a concessão da segurança do presente mandamus, para determinar a análise de mérito do Recurso Extraordinário nº 924.883/SE, garantindo a prestação jurisdicional meritória, conforme art. 7º, III, da Lei nº 12.016/2009 (fls. 6/7). Nos termos do art. 52, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, dispenso a remessa dos autos à Procuradoria-Geral da República. É o relatório. Decido. Nos termos do artigo 5º, inciso LXIX, da Constituição Federal e do artigo 1º da Lei 12.016/2009, o mandado de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A350-53F6-2AF3-BFB9 e senha B27E-9CA4-1278-000B Supremo Tribunal Federal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.965 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada foi assim fundamentada: Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, contra ato de Ministro desta CORTE, o qual determinou a baixa do Recurso Extraordinário 924.883 (Rel. Min. MARCO AURÉLIO), com fundamento no art. 543-B do CPC/1973. Na inicial, a impetrante alega, em síntese, que (a) embora admitido o recurso extraordinário interposto pela impetrante tanto pelo TRF da 5ª Região como por esta Corte Suprema, não houve um reexame da decisão recorrida (fls. 2/3); e (b) impetra-se o presente mandado de segurança contra a decisão acima indicada, por se tratar de ato coator, tendo em vista: a) a negativa de prestação jurisdicional, por ausência de exame de mérito através de decisão monocrática do Ministro Relator do Recurso Extraordinário 924.883/SE, de autoria da impetrante; b) ausência de oportunidade no sistema de interposição de agravo em RE, pois a embora de conteúdo decisório, o ato coator ora combatido foi cadastrado no sistema como DESPACHO (fl. 3). Requer, em sede liminar, inaudita altera pars, seja determinada a imediata apreciação do mérito do Recurso Extraordinário nº 924.883/SE, pela autoridade coatora, garantindo a prestação jurisdicional meritória, conforme art. 7º, III, da Lei nº 12.016/2009 . No mérito, a concessão da segurança do presente mandamus, para determinar a análise de mérito do Recurso Extraordinário nº 924.883/SE, garantindo a prestação jurisdicional meritória, conforme art. 7º, III, da Lei nº 12.016/2009 (fls. 6/7). Nos termos do art. 52, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, dispenso a remessa dos autos à Procuradoria-Geral da República. É o relatório. Decido. Nos termos do artigo 5º, inciso LXIX, da Constituição Federal e do artigo 1º da Lei 12.016/2009, o mandado de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A350-53F6-2AF3-BFB9 e senha B27E-9CA4-1278-000B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 35965 AGR / SE segurança será concedido para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data , sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. Na presente hipótese, a ação é manifestamente improcedente, por impugnar despacho de Ministro desta CORTE, o qual, após o Tribunal Regional da 5ª Região ter reconhecido a sintonia da decisão proferida com a decisão prolatada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário 837.311/PI decidiu pela baixa do Recurso Extraordinário 924.883/SE, sem adentrar e analisar o mérito do pedido, nem sequer oportunizando a interposição de agravo em recurso extraordinário para apreciação do colegiado, pois remeteu, de pronto, os autos para o TRF5 (fl. 2). É firme a orientação do SUPREMO no sentido de que, salvo em situações excepcionais, é incabível mandado de segurança contra ato jurisdicional de seus julgados (RMS 31.214. Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 14/12/2012; MS 32.043, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/5/2016; RMS 33.747, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 21/6/2016; MS 34.866, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 8/11/2017; RMS 29.916, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 19/12/2016; RMS 32.017, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 14/10/2013). Cumpre destacar que não se registra, no caso sob exame, teratologia ou abuso de poder aptos à ensejar a concessão da segurança, uma vez que a atuação do relator encontra-se legitimada pela jurisprudência desta CORTE, pois não é cabível recurso ao Supremo na situação prevista no art. 1.040, I, do CPC/2015. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO MANDADO DE SEGURANÇA. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A350-53F6-2AF3-BFB9 e senha B27E-9CA4-1278-000B Supremo Tribunal Federal MS 35965 AGR / SE segurança será concedido para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data , sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. Na presente hipótese, a ação é manifestamente improcedente, por impugnar despacho de Ministro desta CORTE, o qual, após o Tribunal Regional da 5ª Região ter reconhecido a sintonia da decisão proferida com a decisão prolatada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário 837.311/PI decidiu pela baixa do Recurso Extraordinário 924.883/SE, sem adentrar e analisar o mérito do pedido, nem sequer oportunizando a interposição de agravo em recurso extraordinário para apreciação do colegiado, pois remeteu, de pronto, os autos para o TRF5 (fl. 2). É firme a orientação do SUPREMO no sentido de que, salvo em situações excepcionais, é incabível mandado de segurança contra ato jurisdicional de seus julgados (RMS 31.214. Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 14/12/2012; MS 32.043, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/5/2016; RMS 33.747, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 21/6/2016; MS 34.866, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 8/11/2017; RMS 29.916, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 19/12/2016; RMS 32.017, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 14/10/2013). Cumpre destacar que não se registra, no caso sob exame, teratologia ou abuso de poder aptos à ensejar a concessão da segurança, uma vez que a atuação do relator encontra-se legitimada pela jurisprudência desta CORTE, pois não é cabível recurso ao Supremo na situação prevista no art. 1.040, I, do CPC/2015. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO MANDADO DE SEGURANÇA. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A350-53F6-2AF3-BFB9 e senha B27E-9CA4-1278-000B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 35965 AGR / SE As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada acima transcrita. Como tive a oportunidade de enfatizar na decisão impugnada, não há situação teratológica a justificar a revisão do ato, uma vez que a atuação do relator encontra-se legitimada pela jurisprudência desta CORTE, pois não é cabível recurso ao Supremo na situação prevista no art. 1.040, I, do CPC/2015. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A350-53F6-2AF3-BFB9 e senha B27E-9CA4-1278-000B Supremo Tribunal Federal MS 35965 AGR / SE As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada acima transcrita. Como tive a oportunidade de enfatizar na decisão impugnada, não há situação teratológica a justificar a revisão do ato, uma vez que a atuação do relator encontra-se legitimada pela jurisprudência desta CORTE, pois não é cabível recurso ao Supremo na situação prevista no art. 1.040, I, do CPC/2015. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A350-53F6-2AF3-BFB9 e senha B27E-9CA4-1278-000B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/12/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.965 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : VALERIA MARIA RIBEIRO GUIMARAES ADV.(A/S) : ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA (34921/DF, 4370/SE) AGDO.(A/S) : RELATOR DO RE N° 924.883 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE09-9E31-C12F-36CC e senha 5B14-4ABA-27A1-73A8 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.965 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : VALERIA MARIA RIBEIRO GUIMARAES ADV.(A/S) : ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA (34921/DF, 4370/SE) AGDO.(A/S) : RELATOR DO RE N° 924.883 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE09-9E31-C12F-36CC e senha 5B14-4ABA-27A1-73A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749094145
2018-12-14T00:00:00
2019-02-07T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DE MINISTRO DO STF. DETERMINAÇÃO DE BAIXA DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO, COM FUNDAMENTO NO ART. 543-B DO CPC/1973. IMPETRAÇÃO INCABÍVEL. SITUAÇÃO EXCEPCIONAL NÃO CARACTERIZADA. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER NÃO CARACTERIZADOS. DECISÃO AGRAVADA EM CONSONÂNCIA COM A ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL FIXADA POR ESTA CORTE. PRECEDENTES. RECURSO DE AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur397776
Número de páginas: 6. Análise: 13/02/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Tribunal Pleno
35965
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-01040 INC-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
MS-AgR
acordaos
MS 35965 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VALERIA MARIA RIBEIRO GUIMARAES ADV.(A/S) : ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA AGDO.(A/S) : RELATOR DO RE N° 924.883 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.965 SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :VALERIA MARIA RIBEIRO GUIMARAES ADV.(A/S) :ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA AGDO.(A/S) :RELATOR DO Recurso Extraordinário n 924.883 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DE MINISTRO DO Supremo Tribunal Federal. DETERMINAÇÃO DE BAIXA DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO, COM FUNDAMENTO NO ART. 543-B DO Código de Processo Civil/1973. IMPETRAÇÃO INCABÍVEL. SITUAÇÃO EXCEPCIONAL NÃO CARACTERIZADA. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER NÃO CARACTERIZADOS. DECISÃO AGRAVADA EM CONSONÂNCIA COM A ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL FIXADA POR ESTA CORTE. PRECEDENTES. RECURSO DE AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F0D-F70A-CAC4-33CD e senha 6AB5-F39D-E5C7-680C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.965 SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :VALERIA MARIA RIBEIRO GUIMARAES ADV.(A/S) :ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA AGDO.(A/S) :RELATOR DO Recurso Extraordinário n 924.883 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental nos embargos declaratórios em mandado de segurança interposto contra decisão monocrática, que indeferiu o pedido, sob o entendimento de que, salvo em situações excepcionais, é incabível mandado de segurança contra ato jurisdicional. Sustenta a agravante, em síntese, que a decisão monocrática merece ser reformada, pois a presente hipótese se trata de impugnação judicial mediante mandado de segurança devido o ato jurisdicional NÃO TER ANALISADO a interposição do recurso da ora agravante, tanto é verdade que o ato jurisdicional emanado não foi denominado sequer como decisão, mas sim despacho. Com isso, não houve sequer análise da admissibilidade recursal ou não, o Magistrado se eximiu de qualquer análise decisória sobre o recurso extraordinário, o qual está em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, e o TRF5 não fez a correta análise. (doc. 20, fl 4). Requer, ao final, a reconsideração da decisão, ou o provimento do recurso a fim de reformar a decisão agravada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F044-E001-1CA4-6601 e senha 8182-7C80-26EA-1B10 Supremo Tribunal Federal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.965 SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :VALERIA MARIA RIBEIRO GUIMARAES ADV.(A/S) :ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA AGDO.(A/S) :RELATOR DO Recurso Extraordinário n 924.883 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental nos embargos declaratórios em mandado de segurança interposto contra decisão monocrática, que indeferiu o pedido, sob o entendimento de que, salvo em situações excepcionais, é incabível mandado de segurança contra ato jurisdicional. Sustenta a agravante, em síntese, que a decisão monocrática merece ser reformada, pois a presente hipótese se trata de impugnação judicial mediante mandado de segurança devido o ato jurisdicional NÃO TER ANALISADO a interposição do recurso da ora agravante, tanto é verdade que o ato jurisdicional emanado não foi denominado sequer como decisão, mas sim despacho. Com isso, não houve sequer análise da admissibilidade recursal ou não, o Magistrado se eximiu de qualquer análise decisória sobre o recurso extraordinário, o qual está em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, e o TRF5 não fez a correta análise. (doc. 20, fl 4). Requer, ao final, a reconsideração da decisão, ou o provimento do recurso a fim de reformar a decisão agravada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F044-E001-1CA4-6601 e senha 8182-7C80-26EA-1B10 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.965 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada foi assim fundamentada: Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, contra ato de Ministro desta CORTE, o qual determinou a baixa do Recurso Extraordinário 924.883 (Rel. Min. MARCO AURÉLIO), com fundamento no art. 543-B do Código de Processo Civil/1973. Na inicial, a impetrante alega, em síntese, que (a) embora admitido o recurso extraordinário interposto pela impetrante tanto pelo TRF da 5... Região como por esta Corte Suprema, não houve um reexame da decisão recorrida (fls. 2/3); e (b) impetra-se o presente mandado de segurança contra a decisão acima indicada, por se tratar de ato coator, tendo em vista: a) a negativa de prestação jurisdicional, por ausência de exame de mérito através de decisão monocrática do Ministro Relator do Recurso Extraordinário 924.883/SE, de autoria da impetrante; b) ausência de oportunidade no sistema de interposição de agravo em Recurso Extraordinário, pois a embora de conteúdo decisório, o ato coator ora combatido foi cadastrado no sistema como DESPACHO (fl. 3). Requer, em sede liminar, inaudita altera pars, seja determinada a imediata apreciação do mérito do Recurso Extraordinário n 924.883/SE, pela autoridade coatora, garantindo a prestação jurisdicional meritória, conforme art. 7..., III, da Lei n 12.016/2009 . No mérito, a concessão da segurança do presente mandamus, para determinar a análise de mérito do Recurso Extraordinário n 924.883/SE, garantindo a prestação jurisdicional meritória, conforme art. 7..., III, da Lei n 12.016/2009 (fls. 6/7). Nos termos do art. 52, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, dispenso a remessa dos autos à Procuradoria-Geral da República. É o relatório. Decido. Nos termos do artigo 5..., inciso LXIX, da Constituição Federal e do artigo 1... da Lei 12.016/2009, o mandado de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A350-53F6-2AF3-BFB9 e senha B27E-9CA4-1278-000B Supremo Tribunal Federal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.965 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada foi assim fundamentada: Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, contra ato de Ministro desta CORTE, o qual determinou a baixa do Recurso Extraordinário 924.883 (Rel. Min. MARCO AURÉLIO), com fundamento no art. 543-B do Código de Processo Civil/1973. Na inicial, a impetrante alega, em síntese, que (a) embora admitido o recurso extraordinário interposto pela impetrante tanto pelo TRF da 5... Região como por esta Corte Suprema, não houve um reexame da decisão recorrida (fls. 2/3); e (b) impetra-se o presente mandado de segurança contra a decisão acima indicada, por se tratar de ato coator, tendo em vista: a) a negativa de prestação jurisdicional, por ausência de exame de mérito através de decisão monocrática do Ministro Relator do Recurso Extraordinário 924.883/SE, de autoria da impetrante; b) ausência de oportunidade no sistema de interposição de agravo em Recurso Extraordinário, pois a embora de conteúdo decisório, o ato coator ora combatido foi cadastrado no sistema como DESPACHO (fl. 3). Requer, em sede liminar, inaudita altera pars, seja determinada a imediata apreciação do mérito do Recurso Extraordinário n 924.883/SE, pela autoridade coatora, garantindo a prestação jurisdicional meritória, conforme art. 7..., III, da Lei n 12.016/2009 . No mérito, a concessão da segurança do presente mandamus, para determinar a análise de mérito do Recurso Extraordinário n 924.883/SE, garantindo a prestação jurisdicional meritória, conforme art. 7..., III, da Lei n 12.016/2009 (fls. 6/7). Nos termos do art. 52, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, dispenso a remessa dos autos à Procuradoria-Geral da República. É o relatório. Decido. Nos termos do artigo 5..., inciso LXIX, da Constituição Federal e do artigo 1... da Lei 12.016/2009, o mandado de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A350-53F6-2AF3-BFB9 e senha B27E-9CA4-1278-000B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 35965 AGR / SE segurança será concedido para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data , sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. Na presente hipótese, a ação é manifestamente improcedente, por impugnar despacho de Ministro desta CORTE, o qual, após o Tribunal Regional da 5... Região ter reconhecido a sintonia da decisão proferida com a decisão prolatada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário 837.311/PI decidiu pela baixa do Recurso Extraordinário 924.883/SE, sem adentrar e analisar o mérito do pedido, nem sequer oportunizando a interposição de agravo em recurso extraordinário para apreciação do colegiado, pois remeteu, de pronto, os autos para o TRF5 (fl. 2). É firme a orientação do SUPREMO no sentido de que, salvo em situações excepcionais, é incabível mandado de segurança contra ato jurisdicional de seus julgados (RMS 31.214. Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 14/12/2012; MS 32.043, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/5/2016; RMS 33.747, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 21/6/2016; MS 34.866, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 8/11/2017; RMS 29.916, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 19/12/2016; RMS 32.017, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 14/10/2013). Cumpre destacar que não se registra, no caso sob exame, teratologia ou abuso de poder aptos à ensejar a concessão da segurança, uma vez que a atuação do relator encontra-se legitimada pela jurisprudência desta CORTE, pois não é cabível recurso ao Supremo na situação prevista no art. 1.040, I, do Código de Processo Civil/2015. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1... , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO MANDADO DE SEGURANÇA. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A350-53F6-2AF3-BFB9 e senha B27E-9CA4-1278-000B Supremo Tribunal Federal MS 35965 AGR / SE segurança será concedido para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data , sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. Na presente hipótese, a ação é manifestamente improcedente, por impugnar despacho de Ministro desta CORTE, o qual, após o Tribunal Regional da 5... Região ter reconhecido a sintonia da decisão proferida com a decisão prolatada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário 837.311/PI decidiu pela baixa do Recurso Extraordinário 924.883/SE, sem adentrar e analisar o mérito do pedido, nem sequer oportunizando a interposição de agravo em recurso extraordinário para apreciação do colegiado, pois remeteu, de pronto, os autos para o TRF5 (fl. 2). É firme a orientação do SUPREMO no sentido de que, salvo em situações excepcionais, é incabível mandado de segurança contra ato jurisdicional de seus julgados (RMS 31.214. Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 14/12/2012; MS 32.043, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/5/2016; RMS 33.747, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 21/6/2016; MS 34.866, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 8/11/2017; RMS 29.916, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 19/12/2016; RMS 32.017, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 14/10/2013). Cumpre destacar que não se registra, no caso sob exame, teratologia ou abuso de poder aptos à ensejar a concessão da segurança, uma vez que a atuação do relator encontra-se legitimada pela jurisprudência desta CORTE, pois não é cabível recurso ao Supremo na situação prevista no art. 1.040, I, do Código de Processo Civil/2015. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1... , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO MANDADO DE SEGURANÇA. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A350-53F6-2AF3-BFB9 e senha B27E-9CA4-1278-000B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 35965 AGR / SE As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada acima transcrita. Como tive a oportunidade de enfatizar na decisão impugnada, não há situação teratológica a justificar a revisão do ato, uma vez que a atuação do relator encontra-se legitimada pela jurisprudência desta CORTE, pois não é cabível recurso ao Supremo na situação prevista no art. 1.040, I, do Código de Processo Civil/2015. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A350-53F6-2AF3-BFB9 e senha B27E-9CA4-1278-000B Supremo Tribunal Federal MS 35965 AGR / SE As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada acima transcrita. Como tive a oportunidade de enfatizar na decisão impugnada, não há situação teratológica a justificar a revisão do ato, uma vez que a atuação do relator encontra-se legitimada pela jurisprudência desta CORTE, pois não é cabível recurso ao Supremo na situação prevista no art. 1.040, I, do Código de Processo Civil/2015. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A350-53F6-2AF3-BFB9 e senha B27E-9CA4-1278-000B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/12/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.965 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : VALERIA MARIA RIBEIRO GUIMARAES ADV.(A/S) : ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA (34921/DF, 4370/SE) AGDO.(A/S) : RELATOR DO Recurso Extraordinário n 924.883 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE09-9E31-C12F-36CC e senha 5B14-4ABA-27A1-73A8 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.965 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : VALERIA MARIA RIBEIRO GUIMARAES ADV.(A/S) : ANTONIO RODRIGO MACHADO DE SOUSA (34921/DF, 4370/SE) AGDO.(A/S) : RELATOR DO Recurso Extraordinário n 924.883 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE09-9E31-C12F-36CC e senha 5B14-4ABA-27A1-73A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Recurso Extraordinário n 924 . 883 DO", "Recurso Extraordinário n 924 . 883", "Recurso Extraordinário n 924 . 883", "Recurso Extraordinário 924 . 883", "Recurso Extraordinário 924 . 883 / SE", "Recurso Extraordinário n 924 . 883 / SE", "Recurso Extraordinário n 924 . 883 / SE", "Recurso Extraordinário 924 . 883", "Recurso Extraordinário 924 . 883 / SE", "Recurso Extraordinário n 924 . 883 / SE", "Recurso Extraordinário n 924 . 883 / SE", "MS 35965 AGR / SE", "Recurso Extraordinário 837 . 311 / PI", "Recurso Extraordinário 924 . 883 / SE", "RMS 31 . 214", "MS 32 . 043", "RMS 33 . 747", "MS 34 . 866", "RMS 29 . 916", "RMS 32 . 017", "MS", "Recurso Extraordinário 837 . 311 / PI", "Recurso Extraordinário 924 . 883 / SE", "RMS 31 . 214", "MS 32 . 043", "RMS 33 . 747", "MS 34 . 866", "RMS 29 . 916", "RMS 32 . 017", "Recurso Extraordinário n 924 . 883", "Recurso Extraordinário n 924 . 883" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 543 - B DO Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil / 1973", "art . 7 . . . , III , da Lei n 12 . 016 / 2009", "art . 7 . . . , III , da Lei n 12 . 016 / 2009", "art . 52 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "artigo 5 . . . , inciso LXIX , da Constituição Federal", "artigo 1 . . . da Lei 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil / 1973", "art . 7 . . . , III , da Lei n 12 . 016 / 2009", "art . 7 . . . , III , da Lei n 12 . 016 / 2009", "art . 52 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "artigo 5 . . . , inciso LXIX , da Constituição Federal", "artigo 1 . . . da Lei 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 040 , I , do Código de Processo Civil / 2015", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 040 , I , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 040 , I , do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 040 , I , do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 6 . . . c /", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "TRF5", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "TRF5", "TRF da 5 . . . 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Ementa e Acórdão 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 154.322 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :TODOS OS CIDADÃOS QUE SE ENCONTRAM PRESOS, E OS QUE ESTÃO NA IMINÊNCIA DE SEREM, PARA FINS DE EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE PENA, DECORRENTE DE CONDENAÇÃO CONFIRMADA EM SEGUNDO GRAU ADV.(A/S) :FRANCISCO XAVIER TORRES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Agravo regimental no habeas corpus. 2. Penal e Processual Penal. 3. Habeas Corpus coletivo em favor de todos os cidadãos que se encontram presos, ou que estejam na iminência de serem, para fins de execução provisória de pena decorrente de condenação confirmada em segundo grau. 4. Não há constrangimento ilegal na não inclusão em pauta das ADCs 43 e 44. 5. Justa causa nas prisões que são efetuadas. 6. Impossibilidade de concessão de ordem genérica. Necessidade de análise de cada caso concreto. 7. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental , nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 8 de fevereiro a 14 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B14-2317-1A67-4DE7 e senha DF51-5FAA-9B02-9ABC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 154.322 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :TODOS OS CIDADÃOS QUE SE ENCONTRAM PRESOS, E OS QUE ESTÃO NA IMINÊNCIA DE SEREM, PARA FINS DE EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE PENA, DECORRENTE DE CONDENAÇÃO CONFIRMADA EM SEGUNDO GRAU ADV.(A/S) :FRANCISCO XAVIER TORRES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 6) interposto contra decisão de minha lavra na qual deneguei a ordem por ausência de constrangimento ilegal a ser reparado (eDOC 5). O writ coletivo foi impetrado por Francisco Xavier Torres e outros, em favor de “todos os cidadãos que se encontram presos, e os que estão na iminência de serem, para fins de execução provisória de pena decorrente de condenação confirmada em segundo grau”, apontando-se como autoridade coatora o Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal (eDOC 1, p. 1). Os impetrantes alegam que os pacientes estariam sofrendo constrangimento ilegal, em razão de omissão do Ministro Presidente no sentido de colocar em pauta as ADCs 43 e 44, que versam sobre o encarceramento antes do trânsito em julgado de decisão condenatória em segunda instância (eDOC 1, p. 4). Manifestam que o HC 126.292/SP gerou conflitos e constrangimentos ilegais e que os tribunais e juízos criminais do país têm executado provisoriamente as penas ante a simples justificativa de condenação em segundo grau (eDOC 1, p. 15) . Em 19.3.2018, deneguei a ordem no habeas corpus. (eDOC 6) Os agravantes aditaram o agravo regimental em petição de eDOC 9. Neste agravo regimental em habeas corpus, os agravantes reiteram os Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F82-A8BA-B504-5F53 e senha C558-FAC2-7568-E9B2 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 154.322 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :TODOS OS CIDADÃOS QUE SE ENCONTRAM PRESOS, E OS QUE ESTÃO NA IMINÊNCIA DE SEREM, PARA FINS DE EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE PENA, DECORRENTE DE CONDENAÇÃO CONFIRMADA EM SEGUNDO GRAU ADV.(A/S) :FRANCISCO XAVIER TORRES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 6) interposto contra decisão de minha lavra na qual deneguei a ordem por ausência de constrangimento ilegal a ser reparado (eDOC 5). O writ coletivo foi impetrado por Francisco Xavier Torres e outros, em favor de “todos os cidadãos que se encontram presos, e os que estão na iminência de serem, para fins de execução provisória de pena decorrente de condenação confirmada em segundo grau”, apontando-se como autoridade coatora o Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal (eDOC 1, p. 1). Os impetrantes alegam que os pacientes estariam sofrendo constrangimento ilegal, em razão de omissão do Ministro Presidente no sentido de colocar em pauta as ADCs 43 e 44, que versam sobre o encarceramento antes do trânsito em julgado de decisão condenatória em segunda instância (eDOC 1, p. 4). Manifestam que o HC 126.292/SP gerou conflitos e constrangimentos ilegais e que os tribunais e juízos criminais do país têm executado provisoriamente as penas ante a simples justificativa de condenação em segundo grau (eDOC 1, p. 15) . Em 19.3.2018, deneguei a ordem no habeas corpus. (eDOC 6) Os agravantes aditaram o agravo regimental em petição de eDOC 9. Neste agravo regimental em habeas corpus, os agravantes reiteram os Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F82-A8BA-B504-5F53 e senha C558-FAC2-7568-E9B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório HC 154322 AGR / DF argumentos e afirmam que o ato omissivo impugnado (não pautar as ADCs 43 e 44) não é diretamente a causa deflagradora das coações ilegais objeto deste writ, mas sim a causa da postergação das referidas decisões injustas que ordenaram as respectivas prisões. Requerem, portanto, a suspensão, até o julgamento definitivo das ADCs 43 e 44, das prisões de todos os cidadãos que estão na iminência de se concretizarem, desde o dia 22.3.2018 em diante, para o fim única e exclusivamente de execução provisória, e que decorram simplesmente de confirmação de condenação em segundo grau, sem que fundadas em quaisquer das determinantes previstas no art. 312 do CPP. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F82-A8BA-B504-5F53 e senha C558-FAC2-7568-E9B2 Supremo Tribunal Federal HC 154322 AGR / DF argumentos e afirmam que o ato omissivo impugnado (não pautar as ADCs 43 e 44) não é diretamente a causa deflagradora das coações ilegais objeto deste writ, mas sim a causa da postergação das referidas decisões injustas que ordenaram as respectivas prisões. Requerem, portanto, a suspensão, até o julgamento definitivo das ADCs 43 e 44, das prisões de todos os cidadãos que estão na iminência de se concretizarem, desde o dia 22.3.2018 em diante, para o fim única e exclusivamente de execução provisória, e que decorram simplesmente de confirmação de condenação em segundo grau, sem que fundadas em quaisquer das determinantes previstas no art. 312 do CPP. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F82-A8BA-B504-5F53 e senha C558-FAC2-7568-E9B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 154.322 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental coletivo interposto contra decisão de minha lavra que denegou a ordem. Conforme decisão monocrática ora agravada, as decisões do STF no HC 126.292 e, em sede liminar, nas ADCs 43 e 44 possibilitaram a prisão após julgamento em segunda instância. Não há determinação automática para execução das prisões, ou seja, devem ser analisados os casos concretos de modo motivado, como vem sendo assentado por esta Corte. A título exemplificativo, reproduzo ementa de decisão na qual neguei provimento ao recurso, a partir das circunstâncias do caso, possibilitando a execução provisória da pena: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Atentado violento ao pudor com violência presumida (artigo 214, caput, c/c o artigo 224, alínea “a”; e artigo 226, inciso II, todos do Código Penal, vigentes à época). 3. Execução provisória com fundamento no decidido pelo STF no HC 126.292/SP. 4. Recurso especial da defesa já julgado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. 5. Garantia da ordem pública que autoriza a prisão, em casos graves, após o esgotamento das vias ordinárias. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (HC-AgR 151.684, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 9.11.2018). Nesse mesmo sentido: RHC-AgR 154.515, Rel. Ministro Alexandre de Moraes, DJe 9.11.2018, e RHC-AgR 138.112, Rel. Ministro Roberto Barroso, DJe 5.11.2018. Por outro lado, cito decisões nas quais, analisando cada caso concreto, a ordem foi concedida para que não houvesse a execução provisória da pena: HC 156.002/SP, de minha relatoria, DJe 14.6.2018, HC 157.068/SP, de minha relatoria, DJe 1º.8.2018, e HC 164.279, Rel. Ministro Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 944F-9233-14F6-AA62 e senha 6DD4-59A4-F6C7-C9EF Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 154.322 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental coletivo interposto contra decisão de minha lavra que denegou a ordem. Conforme decisão monocrática ora agravada, as decisões do STF no HC 126.292 e, em sede liminar, nas ADCs 43 e 44 possibilitaram a prisão após julgamento em segunda instância. Não há determinação automática para execução das prisões, ou seja, devem ser analisados os casos concretos de modo motivado, como vem sendo assentado por esta Corte. A título exemplificativo, reproduzo ementa de decisão na qual neguei provimento ao recurso, a partir das circunstâncias do caso, possibilitando a execução provisória da pena: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Atentado violento ao pudor com violência presumida (artigo 214, caput, c/c o artigo 224, alínea “a”; e artigo 226, inciso II, todos do Código Penal, vigentes à época). 3. Execução provisória com fundamento no decidido pelo STF no HC 126.292/SP. 4. Recurso especial da defesa já julgado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. 5. Garantia da ordem pública que autoriza a prisão, em casos graves, após o esgotamento das vias ordinárias. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (HC-AgR 151.684, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 9.11.2018). Nesse mesmo sentido: RHC-AgR 154.515, Rel. Ministro Alexandre de Moraes, DJe 9.11.2018, e RHC-AgR 138.112, Rel. Ministro Roberto Barroso, DJe 5.11.2018. Por outro lado, cito decisões nas quais, analisando cada caso concreto, a ordem foi concedida para que não houvesse a execução provisória da pena: HC 156.002/SP, de minha relatoria, DJe 14.6.2018, HC 157.068/SP, de minha relatoria, DJe 1º.8.2018, e HC 164.279, Rel. Ministro Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 944F-9233-14F6-AA62 e senha 6DD4-59A4-F6C7-C9EF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 154322 AGR / DF Ricardo Lewandowski, DJe 9.11.2018. Ademais, cabe reiterar que não há constrangimento ilegal, pois as prisões não decorrem da não inclusão em pauta das ADCs 43 e 44. Reitero que a não inclusão em pauta não é razão para amparar a concessão de ordem genérica de habeas corpus para a liberação de todas as pessoas que estejam presas em razão da possibilidade de execução antecipada da pena, tampouco para impedir que se determinem novos encarceramentos em tais situações. Reafirmo, outrossim, que as ADCs foram disponibilizadas para julgamento pelo eminente Relator em 5.12.2017, não havendo falar-se em tempo flagrantemente irrazoável para julgamento que possa comprometer a garantia constitucional da razoável duração do processo insculpida no art. 5º, inciso LXXVIII, da CF/88. Dessa forma, não subsistem os argumentos trazidos pelos agravantes. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 944F-9233-14F6-AA62 e senha 6DD4-59A4-F6C7-C9EF Supremo Tribunal Federal HC 154322 AGR / DF Ricardo Lewandowski, DJe 9.11.2018. Ademais, cabe reiterar que não há constrangimento ilegal, pois as prisões não decorrem da não inclusão em pauta das ADCs 43 e 44. Reitero que a não inclusão em pauta não é razão para amparar a concessão de ordem genérica de habeas corpus para a liberação de todas as pessoas que estejam presas em razão da possibilidade de execução antecipada da pena, tampouco para impedir que se determinem novos encarceramentos em tais situações. Reafirmo, outrossim, que as ADCs foram disponibilizadas para julgamento pelo eminente Relator em 5.12.2017, não havendo falar-se em tempo flagrantemente irrazoável para julgamento que possa comprometer a garantia constitucional da razoável duração do processo insculpida no art. 5º, inciso LXXVIII, da CF/88. Dessa forma, não subsistem os argumentos trazidos pelos agravantes. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 944F-9233-14F6-AA62 e senha 6DD4-59A4-F6C7-C9EF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 15/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 154.322 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : TODOS OS CIDADÃOS QUE SE ENCONTRAM PRESOS, E OS QUE ESTÃO NA IMINÊNCIA DE SEREM, PARA FINS DE EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE PENA, DECORRENTE DE CONDENAÇÃO CONFIRMADA EM SEGUNDO GRAU ADV.(A/S) : FRANCISCO XAVIER TORRES (5588/CE) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C9BB-9BEE-84E1-411A e senha 2268-7C50-52F2-1F92 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 154.322 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : TODOS OS CIDADÃOS QUE SE ENCONTRAM PRESOS, E OS QUE ESTÃO NA IMINÊNCIA DE SEREM, PARA FINS DE EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE PENA, DECORRENTE DE CONDENAÇÃO CONFIRMADA EM SEGUNDO GRAU ADV.(A/S) : FRANCISCO XAVIER TORRES (5588/CE) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C9BB-9BEE-84E1-411A e senha 2268-7C50-52F2-1F92 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749214375
2019-02-15T00:00:00
2019-02-22T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Agravo regimental no habeas corpus. 2. Penal e Processual Penal. 3. Habeas Corpus coletivo em favor de todos os cidadãos que se encontram presos, ou que estejam na iminência de serem, para fins de execução provisória de pena decorrente de condenação confirmada em segundo grau. 4. Não há constrangimento ilegal na não inclusão em pauta das ADCs 43 e 44. 5. Justa causa nas prisões que são efetuadas. 6. Impossibilidade de concessão de ordem genérica. Necessidade de análise de cada caso concreto. 7. Agravo regimental desprovido.
sjur398686
- Acórdão(s) citado(s): (EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA, POSSIBILIDADE) RHC 138112 AgR (1ªT), HC 151684 AgR (2ªT), RHC 154515 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA, IMPOSSIBILIDADE) HC 156002, HC 157068, HC 164279. Número de páginas: 6. Análise: 06/03/2019, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
154322
null
HC-AgR
acordaos
HC 154322 AgR
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AGTE.(S) : TODOS OS CIDADÃOS QUE SE ENCONTRAM PRESOS, E OS QUE ESTÃO NA IMINÊNCIA DE SEREM, PARA FINS DE EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE PENA, DECORRENTE DE CONDENAÇÃO CONFIRMADA EM SEGUNDO GRAU ADV.(A/S) : FRANCISCO XAVIER TORRES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 154.322 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :TODOS OS CIDADÃOS QUE SE ENCONTRAM PRESOS, E OS QUE ESTÃO NA IMINÊNCIA DE SEREM, PARA FINS DE EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE PENA, DECORRENTE DE CONDENAÇÃO CONFIRMADA EM SEGUNDO GRAU ADV.(A/S) :FRANCISCO XAVIER TORRES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Agravo regimental no habeas corpus. 2. Penal e Processual Penal. 3. Habeas Corpus coletivo em favor de todos os cidadãos que se encontram presos, ou que estejam na iminência de serem, para fins de execução provisória de pena decorrente de condenação confirmada em segundo grau. 4. Não há constrangimento ilegal na não inclusão em pauta das ADCs 43 e 44. 5. Justa causa nas prisões que são efetuadas. 6. Impossibilidade de concessão de ordem genérica. Necessidade de análise de cada caso concreto. 7. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental , nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 8 de fevereiro a 14 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B14-2317-1A67-4DE7 e senha DF51-5FAA-9B02-9ABC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 154.322 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :TODOS OS CIDADÃOS QUE SE ENCONTRAM PRESOS, E OS QUE ESTÃO NA IMINÊNCIA DE SEREM, PARA FINS DE EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE PENA, DECORRENTE DE CONDENAÇÃO CONFIRMADA EM SEGUNDO GRAU ADV.(A/S) :FRANCISCO XAVIER TORRES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 6) interposto contra decisão de minha lavra na qual deneguei a ordem por ausência de constrangimento ilegal a ser reparado (eDOC 5). O writ coletivo foi impetrado por Francisco Xavier Torres e outros, em favor de “todos os cidadãos que se encontram presos, e os que estão na iminência de serem, para fins de execução provisória de pena decorrente de condenação confirmada em segundo grau”, apontando-se como autoridade coatora o Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal (eDOC 1, p. 1). Os impetrantes alegam que os pacientes estariam sofrendo constrangimento ilegal, em razão de omissão do Ministro Presidente no sentido de colocar em pauta as ADCs 43 e 44, que versam sobre o encarceramento antes do trânsito em julgado de decisão condenatória em segunda instância (eDOC 1, p. 4). Manifestam que o HC 126.292/SP gerou conflitos e constrangimentos ilegais e que os tribunais e juízos criminais do país têm executado provisoriamente as penas ante a simples justificativa de condenação em segundo grau (eDOC 1, p. 15) . Em 19.3.2018, deneguei a ordem no habeas corpus. (eDOC 6) Os agravantes aditaram o agravo regimental em petição de eDOC 9. Neste agravo regimental em habeas corpus, os agravantes reiteram os Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F82-A8BA-B504-5F53 e senha C558-FAC2-7568-E9B2 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 154.322 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :TODOS OS CIDADÃOS QUE SE ENCONTRAM PRESOS, E OS QUE ESTÃO NA IMINÊNCIA DE SEREM, PARA FINS DE EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE PENA, DECORRENTE DE CONDENAÇÃO CONFIRMADA EM SEGUNDO GRAU ADV.(A/S) :FRANCISCO XAVIER TORRES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 6) interposto contra decisão de minha lavra na qual deneguei a ordem por ausência de constrangimento ilegal a ser reparado (eDOC 5). O writ coletivo foi impetrado por Francisco Xavier Torres e outros, em favor de “todos os cidadãos que se encontram presos, e os que estão na iminência de serem, para fins de execução provisória de pena decorrente de condenação confirmada em segundo grau”, apontando-se como autoridade coatora o Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal (eDOC 1, p. 1). Os impetrantes alegam que os pacientes estariam sofrendo constrangimento ilegal, em razão de omissão do Ministro Presidente no sentido de colocar em pauta as ADCs 43 e 44, que versam sobre o encarceramento antes do trânsito em julgado de decisão condenatória em segunda instância (eDOC 1, p. 4). Manifestam que o HC 126.292/SP gerou conflitos e constrangimentos ilegais e que os tribunais e juízos criminais do país têm executado provisoriamente as penas ante a simples justificativa de condenação em segundo grau (eDOC 1, p. 15) . Em 19.3.2018, deneguei a ordem no habeas corpus. (eDOC 6) Os agravantes aditaram o agravo regimental em petição de eDOC 9. Neste agravo regimental em habeas corpus, os agravantes reiteram os Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F82-A8BA-B504-5F53 e senha C558-FAC2-7568-E9B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório HC 154322 AGR / DF argumentos e afirmam que o ato omissivo impugnado (não pautar as ADCs 43 e 44) não é diretamente a causa deflagradora das coações ilegais objeto deste writ, mas sim a causa da postergação das referidas decisões injustas que ordenaram as respectivas prisões. Requerem, portanto, a suspensão, até o julgamento definitivo das ADCs 43 e 44, das prisões de todos os cidadãos que estão na iminência de se concretizarem, desde o dia 22.3.2018 em diante, para o fim única e exclusivamente de execução provisória, e que decorram simplesmente de confirmação de condenação em segundo grau, sem que fundadas em quaisquer das determinantes previstas no art. 312 do CPP. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F82-A8BA-B504-5F53 e senha C558-FAC2-7568-E9B2 Supremo Tribunal Federal HC 154322 AGR / DF argumentos e afirmam que o ato omissivo impugnado (não pautar as ADCs 43 e 44) não é diretamente a causa deflagradora das coações ilegais objeto deste writ, mas sim a causa da postergação das referidas decisões injustas que ordenaram as respectivas prisões. Requerem, portanto, a suspensão, até o julgamento definitivo das ADCs 43 e 44, das prisões de todos os cidadãos que estão na iminência de se concretizarem, desde o dia 22.3.2018 em diante, para o fim única e exclusivamente de execução provisória, e que decorram simplesmente de confirmação de condenação em segundo grau, sem que fundadas em quaisquer das determinantes previstas no art. 312 do CPP. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F82-A8BA-B504-5F53 e senha C558-FAC2-7568-E9B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 154.322 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental coletivo interposto contra decisão de minha lavra que denegou a ordem. Conforme decisão monocrática ora agravada, as decisões do Supremo Tribunal Federal no HC 126.292 e, em sede liminar, nas ADCs 43 e 44 possibilitaram a prisão após julgamento em segunda instância. Não há determinação automática para execução das prisões, ou seja, devem ser analisados os casos concretos de modo motivado, como vem sendo assentado por esta Corte. A título exemplificativo, reproduzo ementa de decisão na qual neguei provimento ao recurso, a partir das circunstâncias do caso, possibilitando a execução provisória da pena: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Atentado violento ao pudor com violência presumida (artigo 214, caput, c/c o artigo 224, alínea “a”; e artigo 226, inciso II, todos do Código Penal, vigentes à época). 3. Execução provisória com fundamento no decidido pelo Supremo Tribunal Federal no HC 126.292/SP. 4. Recurso especial da defesa já julgado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. 5. Garantia da ordem pública que autoriza a prisão, em casos graves, após o esgotamento das vias ordinárias. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (HC-AgR 151.684, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 9.11.2018). Nesse mesmo sentido: RHC-AgR 154.515, Rel. Ministro Alexandre de Moraes, DJe 9.11.2018, e RHC-AgR 138.112, Rel. Ministro Roberto Barroso, DJe 5.11.2018. Por outro lado, cito decisões nas quais, analisando cada caso concreto, a ordem foi concedida para que não houvesse a execução provisória da pena: HC 156.002/SP, de minha relatoria, DJe 14.6.2018, HC 157.068/SP, de minha relatoria, DJe 1....8.2018, e HC 164.279, Rel. Ministro Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 944F-9233-14F6-AA62 e senha 6DD4-59A4-F6C7-C9EF Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 154.322 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de agravo regimental coletivo interposto contra decisão de minha lavra que denegou a ordem. Conforme decisão monocrática ora agravada, as decisões do Supremo Tribunal Federal no HC 126.292 e, em sede liminar, nas ADCs 43 e 44 possibilitaram a prisão após julgamento em segunda instância. Não há determinação automática para execução das prisões, ou seja, devem ser analisados os casos concretos de modo motivado, como vem sendo assentado por esta Corte. A título exemplificativo, reproduzo ementa de decisão na qual neguei provimento ao recurso, a partir das circunstâncias do caso, possibilitando a execução provisória da pena: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Atentado violento ao pudor com violência presumida (artigo 214, caput, c/c o artigo 224, alínea “a”; e artigo 226, inciso II, todos do Código Penal, vigentes à época). 3. Execução provisória com fundamento no decidido pelo Supremo Tribunal Federal no HC 126.292/SP. 4. Recurso especial da defesa já julgado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. 5. Garantia da ordem pública que autoriza a prisão, em casos graves, após o esgotamento das vias ordinárias. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (HC-AgR 151.684, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 9.11.2018). Nesse mesmo sentido: RHC-AgR 154.515, Rel. Ministro Alexandre de Moraes, DJe 9.11.2018, e RHC-AgR 138.112, Rel. Ministro Roberto Barroso, DJe 5.11.2018. Por outro lado, cito decisões nas quais, analisando cada caso concreto, a ordem foi concedida para que não houvesse a execução provisória da pena: HC 156.002/SP, de minha relatoria, DJe 14.6.2018, HC 157.068/SP, de minha relatoria, DJe 1....8.2018, e HC 164.279, Rel. Ministro Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 944F-9233-14F6-AA62 e senha 6DD4-59A4-F6C7-C9EF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 154322 AGR / DF Ricardo Lewandowski, DJe 9.11.2018. Ademais, cabe reiterar que não há constrangimento ilegal, pois as prisões não decorrem da não inclusão em pauta das ADCs 43 e 44. Reitero que a não inclusão em pauta não é razão para amparar a concessão de ordem genérica de habeas corpus para a liberação de todas as pessoas que estejam presas em razão da possibilidade de execução antecipada da pena, tampouco para impedir que se determinem novos encarceramentos em tais situações. Reafirmo, outrossim, que as ADCs foram disponibilizadas para julgamento pelo eminente Relator em 5.12.2017, não havendo falar-se em tempo flagrantemente irrazoável para julgamento que possa comprometer a garantia constitucional da razoável duração do processo insculpida no art. 5..., inciso LXXVIII, da Constituição Federal de 1988/88. Dessa forma, não subsistem os argumentos trazidos pelos agravantes. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 944F-9233-14F6-AA62 e senha 6DD4-59A4-F6C7-C9EF Supremo Tribunal Federal HC 154322 AGR / DF Ricardo Lewandowski, DJe 9.11.2018. Ademais, cabe reiterar que não há constrangimento ilegal, pois as prisões não decorrem da não inclusão em pauta das ADCs 43 e 44. Reitero que a não inclusão em pauta não é razão para amparar a concessão de ordem genérica de habeas corpus para a liberação de todas as pessoas que estejam presas em razão da possibilidade de execução antecipada da pena, tampouco para impedir que se determinem novos encarceramentos em tais situações. Reafirmo, outrossim, que as ADCs foram disponibilizadas para julgamento pelo eminente Relator em 5.12.2017, não havendo falar-se em tempo flagrantemente irrazoável para julgamento que possa comprometer a garantia constitucional da razoável duração do processo insculpida no art. 5..., inciso LXXVIII, da Constituição Federal de 1988/88. Dessa forma, não subsistem os argumentos trazidos pelos agravantes. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 944F-9233-14F6-AA62 e senha 6DD4-59A4-F6C7-C9EF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 15/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 154.322 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : TODOS OS CIDADÃOS QUE SE ENCONTRAM PRESOS, E OS QUE ESTÃO NA IMINÊNCIA DE SEREM, PARA FINS DE EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE PENA, DECORRENTE DE CONDENAÇÃO CONFIRMADA EM SEGUNDO GRAU ADV.(A/S) : FRANCISCO XAVIER TORRES (5588/CE) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C9BB-9BEE-84E1-411A e senha 2268-7C50-52F2-1F92 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 154.322 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : TODOS OS CIDADÃOS QUE SE ENCONTRAM PRESOS, E OS QUE ESTÃO NA IMINÊNCIA DE SEREM, PARA FINS DE EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE PENA, DECORRENTE DE CONDENAÇÃO CONFIRMADA EM SEGUNDO GRAU ADV.(A/S) : FRANCISCO XAVIER TORRES (5588/CE) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C9BB-9BEE-84E1-411A e senha 2268-7C50-52F2-1F92 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 154 . 322", "HABEAS CORPUS 154 . 322", "ADCs", "HC 126 . 292 / SP", "HABEAS CORPUS 154 . 322", "HC 126 . 292 / SP", "HC 154322 AGR / DF", "HC 154322 AGR / DF", "HABEAS CORPUS 154 . 322", "HC 126 . 292", "ADCs", "HC 126 . 292 / SP", "HC", "-", "AgR 151 . 684", "RHC", "-", "AgR 154 . 515", "RHC", "-", "AgR 138 . 112", "HC 156 . 002 / SP", "HC 157 . 068 / SP", "HC 164 . 279", "HABEAS CORPUS 154 . 322", "HC 126 . 292", "ADCs", "HC 126 . 292 / SP", "HC", "-", "AgR 151 . 684", "RHC", "-", "AgR 154 . 515", "RHC", "-", "AgR 138 . 112", "HC 156 . 002 / SP", "HC 157 . 068 / SP", "HC 164 . 279", "HC 154322 AGR / DF", "ADCs", "HC 154322 AGR / DF", "HABEAS CORPUS 154 . 322", "HABEAS CORPUS 154 . 322" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 214 , caput , c / c o artigo 224 , alínea “ a ” ;", "artigo 226 , inciso II , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 214 , caput , c / c o artigo 224 , alínea “ a ” ;", "artigo 226 , inciso II , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso LXXVIII , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso LXXVIII , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "FRANCISCO XAVIER TORRES", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "FRANCISCO XAVIER TORRES", "GILMAR MENDES", "Francisco Xavier Torres", "GILMAR MENDES", "FRANCISCO XAVIER TORRES", "Francisco Xavier Torres", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Alexandre de Moraes", "Roberto Barroso", "GILMAR MENDES", "Alexandre de Moraes", "Roberto Barroso", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "FRANCISCO XAVIER TORRES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "FRANCISCO XAVIER TORRES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "15", "/", "02", "/", "2019", "8 de fevereiro", "14 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "19", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "19", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "9", ".", "11", ".", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "5", ".", "11", ".", "2018", "14", ".", "6", ".", "2018", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "9", ".", "11", ".", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "5", ".", "11", ".", "2018", "14", ".", "6", ".", "2018", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "11", ".", "2018", "5", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "11", ".", "2018", "5", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "8", ".", "2", ".", "2019", "14", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "2", ".", "2019", "14", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.163.656 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :SANDRA MARIA DUARTE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DENISE APARECIDA RODRIGUES PINHEIRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :RAFAEL RODRIGUES DE OLIVEIRA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Tributário. Gratificação. Natureza jurídica. Incidência do imposto de renda. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/12/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3201-5EE1-22D2-0C64 e senha 8460-65BD-89FA-F204 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 1163656 AGR / DF Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3201-5EE1-22D2-0C64 e senha 8460-65BD-89FA-F204 Supremo Tribunal Federal RE 1163656 AGR / DF Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3201-5EE1-22D2-0C64 e senha 8460-65BD-89FA-F204 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.163.656 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :SANDRA MARIA DUARTE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DENISE APARECIDA RODRIGUES PINHEIRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :RAFAEL RODRIGUES DE OLIVEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38B9-F6AC-0647-C961 e senha CF78-ADD3-7C83-C5B9 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.163.656 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :SANDRA MARIA DUARTE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DENISE APARECIDA RODRIGUES PINHEIRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :RAFAEL RODRIGUES DE OLIVEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38B9-F6AC-0647-C961 e senha CF78-ADD3-7C83-C5B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.163.656 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. GRATIFICAÇÃO PRÊMIO DE PRODUTIVIDADE. IMPOSTO DE RENDA. INCIDÊNCIA. NATUREZA JURÍDICA. REOLUÇÃO 95/1997 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ACRE. 1. Revela-se de índole infraconstitucional a discussão acerca da natureza jurídica de rubrica integrante de remuneração de servidor público para fins de definição da incidência de imposto de renda. Precedentes. 2. Não há como se admitir recurso extraordinário quando o argumento apresentado mostra-se dissociado dos fundamentos da decisão recorrida. Súmula 284/STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários e fixação de multa, nos termos dos arts. 85, §11, e 1.021, §4º, e do CPC. ” (ARE nº 1.122.248/AC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 14/11/18). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. INCIDÊNCIA. VALORES RECEBIDOS A TÍTULO DE TERÇO DE FÉRIAS. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE EM SEDE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4257-6DDB-9223-A6F1 e senha 91E8-246D-F754-DFAC Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.163.656 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. GRATIFICAÇÃO PRÊMIO DE PRODUTIVIDADE. IMPOSTO DE RENDA. INCIDÊNCIA. NATUREZA JURÍDICA. REOLUÇÃO 95/1997 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ACRE. 1. Revela-se de índole infraconstitucional a discussão acerca da natureza jurídica de rubrica integrante de remuneração de servidor público para fins de definição da incidência de imposto de renda. Precedentes. 2. Não há como se admitir recurso extraordinário quando o argumento apresentado mostra-se dissociado dos fundamentos da decisão recorrida. Súmula 284/STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários e fixação de multa, nos termos dos arts. 85, §11, e 1.021, §4º, e do CPC. ” (ARE nº 1.122.248/AC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 14/11/18). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. INCIDÊNCIA. VALORES RECEBIDOS A TÍTULO DE TERÇO DE FÉRIAS. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE EM SEDE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4257-6DDB-9223-A6F1 e senha 91E8-246D-F754-DFAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE RE 1163656 AGR / DF EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (RE nº 759.342/AM-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/8/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. INCIDÊNCIA SOBRE A GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE DE COMBATE E CONTROLE DE ENDEMIAS GACEN. DEFINIÇÃO DA NATUREZA, REMUNERATÓRIA OU INDENIZATÓRIA, DA VANTAGEM. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À LEI MAIOR. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II Conforme jurisprudência desta Corte, a discussão a respeito do caráter indenizatório ou não de determinada verba para fins de incidência de imposto de renda possui natureza infraconstitucional. Desse modo, eventual ofensa à Constituição se daria de forma meramente reflexa. III Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 800.871/PE–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 29/5/14). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4257-6DDB-9223-A6F1 e senha 91E8-246D-F754-DFAC Supremo Tribunal Federal RE 1163656 AGR / DF EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (RE nº 759.342/AM-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/8/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. INCIDÊNCIA SOBRE A GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE DE COMBATE E CONTROLE DE ENDEMIAS GACEN. DEFINIÇÃO DA NATUREZA, REMUNERATÓRIA OU INDENIZATÓRIA, DA VANTAGEM. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À LEI MAIOR. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II Conforme jurisprudência desta Corte, a discussão a respeito do caráter indenizatório ou não de determinada verba para fins de incidência de imposto de renda possui natureza infraconstitucional. Desse modo, eventual ofensa à Constituição se daria de forma meramente reflexa. III Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 800.871/PE–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 29/5/14). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4257-6DDB-9223-A6F1 e senha 91E8-246D-F754-DFAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE RE 1163656 AGR / DF É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4257-6DDB-9223-A6F1 e senha 91E8-246D-F754-DFAC Supremo Tribunal Federal RE 1163656 AGR / DF É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4257-6DDB-9223-A6F1 e senha 91E8-246D-F754-DFAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/12/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.163.656 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : SANDRA MARIA DUARTE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DENISE APARECIDA RODRIGUES PINHEIRO DE OLIVEIRA (08043/DF) ADV.(A/S) : RAFAEL RODRIGUES DE OLIVEIRA (26962/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B683-426B-96B1-749A e senha D72C-436C-6F3A-9B0C Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.163.656 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : SANDRA MARIA DUARTE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DENISE APARECIDA RODRIGUES PINHEIRO DE OLIVEIRA (08043/DF) ADV.(A/S) : RAFAEL RODRIGUES DE OLIVEIRA (26962/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B683-426B-96B1-749A e senha D72C-436C-6F3A-9B0C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749160097
2018-12-14T00:00:00
2019-02-15T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Tributário. Gratificação. Natureza jurídica. Incidência do imposto de renda. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur398412
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, GRATIFICAÇÃO, ADICIONAL DE FÉRIAS, INCIDÊNCIA, IMPOSTO DE RENDA) RE 759432 AgR (1ªT), ARE 800871 AgR (2ªT), ARE 1122248 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 14/03/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1163656
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1163656 AgR
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AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : SANDRA MARIA DUARTE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DENISE APARECIDA RODRIGUES PINHEIRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : RAFAEL RODRIGUES DE OLIVEIRA
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.163.656 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :SANDRA MARIA DUARTE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DENISE APARECIDA RODRIGUES PINHEIRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :RAFAEL RODRIGUES DE OLIVEIRA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Tributário. Gratificação. Natureza jurídica. Incidência do imposto de renda. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/12/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3201-5EE1-22D2-0C64 e senha 8460-65BD-89FA-F204 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1163656 AGR / DF Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3201-5EE1-22D2-0C64 e senha 8460-65BD-89FA-F204 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1163656 AGR / DF Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3201-5EE1-22D2-0C64 e senha 8460-65BD-89FA-F204 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.163.656 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :SANDRA MARIA DUARTE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DENISE APARECIDA RODRIGUES PINHEIRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :RAFAEL RODRIGUES DE OLIVEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38B9-F6AC-0647-C961 e senha CF78-ADD3-7C83-C5B9 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.163.656 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :SANDRA MARIA DUARTE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DENISE APARECIDA RODRIGUES PINHEIRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :RAFAEL RODRIGUES DE OLIVEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38B9-F6AC-0647-C961 e senha CF78-ADD3-7C83-C5B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.163.656 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. GRATIFICAÇÃO PRÊMIO DE PRODUTIVIDADE. IMPOSTO DE RENDA. INCIDÊNCIA. NATUREZA JURÍDICA. REOLUÇÃO 95/1997 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ACRE. 1. Revela-se de índole infraconstitucional a discussão acerca da natureza jurídica de rubrica integrante de remuneração de servidor público para fins de definição da incidência de imposto de renda. Precedentes. 2. Não há como se admitir recurso extraordinário quando o argumento apresentado mostra-se dissociado dos fundamentos da decisão recorrida. Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários e fixação de multa, nos termos dos arts. 85, §11, e 1.021, §4..., e do Código de Processo Civil. ” (ARE n 1.122.248/AC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 14/11/18). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. INCIDÊNCIA. VALORES RECEBIDOS A TÍTULO DE TERÇO DE FÉRIAS. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE EM SEDE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4257-6DDB-9223-A6F1 e senha 91E8-246D-F754-DFAC Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.163.656 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. GRATIFICAÇÃO PRÊMIO DE PRODUTIVIDADE. IMPOSTO DE RENDA. INCIDÊNCIA. NATUREZA JURÍDICA. REOLUÇÃO 95/1997 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ACRE. 1. Revela-se de índole infraconstitucional a discussão acerca da natureza jurídica de rubrica integrante de remuneração de servidor público para fins de definição da incidência de imposto de renda. Precedentes. 2. Não há como se admitir recurso extraordinário quando o argumento apresentado mostra-se dissociado dos fundamentos da decisão recorrida. Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários e fixação de multa, nos termos dos arts. 85, §11, e 1.021, §4..., e do Código de Processo Civil. ” (ARE n 1.122.248/AC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 14/11/18). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. INCIDÊNCIA. VALORES RECEBIDOS A TÍTULO DE TERÇO DE FÉRIAS. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE EM SEDE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4257-6DDB-9223-A6F1 e senha 91E8-246D-F754-DFAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE Recurso Extraordinário 1163656 AGR / DF EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Recurso Extraordinário n 759.342/AM-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/8/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. INCIDÊNCIA SOBRE A GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE DE COMBATE E CONTROLE DE ENDEMIAS GACEN. DEFINIÇÃO DA NATUREZA, REMUNERATÓRIA OU INDENIZATÓRIA, DA VANTAGEM. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À LEI MAIOR. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II Conforme jurisprudência desta Corte, a discussão a respeito do caráter indenizatório ou não de determinada verba para fins de incidência de imposto de renda possui natureza infraconstitucional. Desse modo, eventual ofensa à Constituição se daria de forma meramente reflexa. III Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 800.871/PE–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 29/5/14). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4257-6DDB-9223-A6F1 e senha 91E8-246D-F754-DFAC Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1163656 AGR / DF EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Recurso Extraordinário n 759.342/AM-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/8/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. INCIDÊNCIA SOBRE A GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE DE COMBATE E CONTROLE DE ENDEMIAS GACEN. DEFINIÇÃO DA NATUREZA, REMUNERATÓRIA OU INDENIZATÓRIA, DA VANTAGEM. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À LEI MAIOR. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II Conforme jurisprudência desta Corte, a discussão a respeito do caráter indenizatório ou não de determinada verba para fins de incidência de imposto de renda possui natureza infraconstitucional. Desse modo, eventual ofensa à Constituição se daria de forma meramente reflexa. III Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 800.871/PE–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 29/5/14). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4257-6DDB-9223-A6F1 e senha 91E8-246D-F754-DFAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE Recurso Extraordinário 1163656 AGR / DF É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4257-6DDB-9223-A6F1 e senha 91E8-246D-F754-DFAC Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1163656 AGR / DF É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4257-6DDB-9223-A6F1 e senha 91E8-246D-F754-DFAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/12/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.163.656 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : SANDRA MARIA DUARTE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DENISE APARECIDA RODRIGUES PINHEIRO DE OLIVEIRA (08043/DF) ADV.(A/S) : RAFAEL RODRIGUES DE OLIVEIRA (26962/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B683-426B-96B1-749A e senha D72C-436C-6F3A-9B0C Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.163.656 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : SANDRA MARIA DUARTE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DENISE APARECIDA RODRIGUES PINHEIRO DE OLIVEIRA (08043/DF) ADV.(A/S) : RAFAEL RODRIGUES DE OLIVEIRA (26962/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B683-426B-96B1-749A e senha D72C-436C-6F3A-9B0C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 163 . 656", "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 163 . 656", "REOLUÇÃO 95 / 1997 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 122 . 248 / AC - AgR", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 122 . 248 / AC - AgR", "Recurso Extraordinário 1163656 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n 759 . 342 / AM - AgR", "SÚMULAS 282", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 800 . 871 / PE – AgR", "Recurso", "Recurso Extraordinário n 759 . 342 / AM - AgR", "SÚMULAS 282", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 800 . 871 / PE – AgR", "Recurso Extraordinário 1163656 AGR", "Recurso Extraordinário 1163656 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 163 . 656", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 85 , § 11 , e 1 . 021 , § 4 . . . ,", "Código de Processo Civil .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "REOLUÇÃO", "arts . 85 , § 11 , e 1 . 021 , § 4 . . . ,", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ACRE", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "282", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "SANDRA MARIA DUARTE SOUZA", "DENISE APARECIDA RODRIGUES PINHEIRO DE OLIVEIRA", "RAFAEL RODRIGUES DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "SANDRA MARIA DUARTE SOUZA", "DENISE APARECIDA RODRIGUES PINHEIRO DE OLIVEIRA", "RAFAEL RODRIGUES DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "SANDRA MARIA DUARTE SOUZA", "DENISE APARECIDA RODRIGUES PINHEIRO DE OLIVEIRA", "RAFAEL RODRIGUES DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Edson Fachin", "DIAS TOFFOLI", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "SANDRA MARIA DUARTE SOUZA", "DENISE APARECIDA RODRIGUES PINHEIRO DE OLIVEIRA", "RAFAEL RODRIGUES DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "SANDRA MARIA DUARTE SOUZA", "DENISE APARECIDA RODRIGUES PINHEIRO DE OLIVEIRA", "RAFAEL RODRIGUES DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "7", "13", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "14", "/", "11", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "14", "/", "11", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "8", "/", "16", "29", "/", "5", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "8", "/", "16", "29", "/", "5", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Decisão sobre Repercussão Geral 14/02/2019 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.289 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE RECTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO RECTE.(S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RECDO.(A/S) :MARLI BARBOSA TRAJANO ADV.(A/S) :RENATA ALIBERTI EMENTA Recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Lei local. Contagem de tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício. Aposentadoria e disponibilidade. Matéria infraconstitucional fundada em lei local. Súmula 280/STF. Ausência de repercussão geral. 1. É infraconstitucional a controvérsia fundada na interpretação de lei local relativa à contagem do tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício para fins de aposentadoria e disponibilidade de servidor público. 2. Ausência de repercussão geral. Decisão: O Tribunal, por maioria, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria constitucional, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestou a Ministra Cármen Lúcia. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37DB-E9B4-63B9-FABC e senha F4AB-C7AE-37A8-EF5C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Decisão sobre Repercussão Geral ARE 1177289 RG / SP Ministro DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37DB-E9B4-63B9-FABC e senha F4AB-C7AE-37A8-EF5C Supremo Tribunal Federal ARE 1177289 RG / SP Ministro DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37DB-E9B4-63B9-FABC e senha F4AB-C7AE-37A8-EF5C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.289 SÃO PAULO Recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Lei local. Contagem de tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício. Aposentadoria e disponibilidade. Matéria infraconstitucional fundada em lei local. Súmula 280/STF. Ausência de repercussão geral. 1. É infraconstitucional a controvérsia fundada na interpretação de lei local relativa à contagem do tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício para fins de aposentadoria e disponibilidade de servidor público. 2. Ausência de repercussão geral. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário com agravo interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo assim ementado: “Servidora pública estadual. Aposentação nos termos do art. 6º da Emenda Constitucional nº 41/03. Indeferimento pela Administração. Exclusão da contagem dos dias em licença- saúde. Inadmissibilidade, de acordo com o disposto no art. 81, II, da Lei Estadual nº 10.261/68 e art. 1º, I, da Lei Complementar Estadual nº 1.041/08. Manutenção da sentença. Recursos desprovidos.” No extraordinário, alega a parte recorrente afronta ao art. 40, § 1º, III, alínea a e § 5º, da Constituição Federal. Em síntese, insurge-se contra a orientação que teria determinado a inclusão dos períodos relativos a licença-saúde e a faltas atestadas por médicos na contagem do tempo de efetivo exercício para fins de aposentadoria, com base nos arts. 78 e 81, II, da Lei Estadual nº 1.041/08 e no art. 91 da Lei Complementar nº 444/85. Sustenta que a administração pública não estaria a negar aplicabilidade às disposições das leis estaduais, mas sim a interpretá-las conforme a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.289 SÃO PAULO Recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Lei local. Contagem de tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício. Aposentadoria e disponibilidade. Matéria infraconstitucional fundada em lei local. Súmula 280/STF. Ausência de repercussão geral. 1. É infraconstitucional a controvérsia fundada na interpretação de lei local relativa à contagem do tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício para fins de aposentadoria e disponibilidade de servidor público. 2. Ausência de repercussão geral. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário com agravo interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo assim ementado: “Servidora pública estadual. Aposentação nos termos do art. 6º da Emenda Constitucional nº 41/03. Indeferimento pela Administração. Exclusão da contagem dos dias em licença- saúde. Inadmissibilidade, de acordo com o disposto no art. 81, II, da Lei Estadual nº 10.261/68 e art. 1º, I, da Lei Complementar Estadual nº 1.041/08. Manutenção da sentença. Recursos desprovidos.” No extraordinário, alega a parte recorrente afronta ao art. 40, § 1º, III, alínea a e § 5º, da Constituição Federal. Em síntese, insurge-se contra a orientação que teria determinado a inclusão dos períodos relativos a licença-saúde e a faltas atestadas por médicos na contagem do tempo de efetivo exercício para fins de aposentadoria, com base nos arts. 78 e 81, II, da Lei Estadual nº 1.041/08 e no art. 91 da Lei Complementar nº 444/85. Sustenta que a administração pública não estaria a negar aplicabilidade às disposições das leis estaduais, mas sim a interpretá-las conforme a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1177289 RG / SP Constituição, de modo que a lei seria plenamente aplicável nas hipóteses em que a Constituição se limita a elencar tempo de serviço ou tempo de contribuição como requisitos para a obtenção de aposentadoria. Passo a me manifestar. Na espécie, o Tribunal de origem entendeu haver previsão expressa na legislação do Estado de São Paulo de que a licença para tratamento de saúde seja considerada como tempo de serviço para fins de aposentadoria e disponibilidade. Sobre o tema, o Plenário da Corte já firmou a orientação de que não viabilizam o recurso extraordinário as controvérsias solucionadas com base na interpretação de lei local que envolvam cômputo de tempo de licença médica como de efetivo exercício para fins de aposentadoria de servidores públicos em geral, inclusive de integrantes da carreira de magistério, tendo em vista os óbices da Súmula 280/STF: não cabe recurso extraordinário por ofensa a direito local. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. MAGISTÉRIO. LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE: AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA E INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: TEMA 660. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 1.106.117/ DF-AgR, Plenário, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), DJe de 6/6/18). Vide que a controvérsia é repetitiva e envolve a interpretação de leis 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Supremo Tribunal Federal ARE 1177289 RG / SP Constituição, de modo que a lei seria plenamente aplicável nas hipóteses em que a Constituição se limita a elencar tempo de serviço ou tempo de contribuição como requisitos para a obtenção de aposentadoria. Passo a me manifestar. Na espécie, o Tribunal de origem entendeu haver previsão expressa na legislação do Estado de São Paulo de que a licença para tratamento de saúde seja considerada como tempo de serviço para fins de aposentadoria e disponibilidade. Sobre o tema, o Plenário da Corte já firmou a orientação de que não viabilizam o recurso extraordinário as controvérsias solucionadas com base na interpretação de lei local que envolvam cômputo de tempo de licença médica como de efetivo exercício para fins de aposentadoria de servidores públicos em geral, inclusive de integrantes da carreira de magistério, tendo em vista os óbices da Súmula 280/STF: não cabe recurso extraordinário por ofensa a direito local. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. MAGISTÉRIO. LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE: AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA E INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: TEMA 660. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 1.106.117/ DF-AgR, Plenário, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), DJe de 6/6/18). Vide que a controvérsia é repetitiva e envolve a interpretação de leis 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1177289 RG / SP locais de vários estados da federação e do Distrito Federal, como demonstram os seguintes precedentes de ambas as turmas da Corte: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APOSENTADORIA ESPECIAL. MAGISTÉRIO. TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. LICENÇA-SAÚDE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/STF. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. A resolução da controvérsia demanda o reexame da legislação local (Súmula 280/STF), procedimento inviável nesta fase recursal. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015” (ARE nº 1.069.004/SP-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 29/11/17). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPOSSIBILIDADE SÚMULA 279/STF DIREITO LOCAL SÚMULA 280/STF SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/STF E LEI Nº 12.016/2009, ART. 25) AGRAVO INTERNO IMPROVIDO” (ARE nº 1.068.319/SP- AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 11/4/18). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. CÔMPUTO DE TEMPO DE SERVIÇO PARA FINS DE APOSENTADORIA ESPECIAL. LEI ESTADUAL Nº 9.832/92. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Supremo Tribunal Federal ARE 1177289 RG / SP locais de vários estados da federação e do Distrito Federal, como demonstram os seguintes precedentes de ambas as turmas da Corte: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APOSENTADORIA ESPECIAL. MAGISTÉRIO. TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. LICENÇA-SAÚDE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/STF. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. A resolução da controvérsia demanda o reexame da legislação local (Súmula 280/STF), procedimento inviável nesta fase recursal. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015” (ARE nº 1.069.004/SP-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 29/11/17). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPOSSIBILIDADE SÚMULA 279/STF DIREITO LOCAL SÚMULA 280/STF SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/STF E LEI Nº 12.016/2009, ART. 25) AGRAVO INTERNO IMPROVIDO” (ARE nº 1.068.319/SP- AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 11/4/18). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. CÔMPUTO DE TEMPO DE SERVIÇO PARA FINS DE APOSENTADORIA ESPECIAL. LEI ESTADUAL Nº 9.832/92. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1177289 RG / SP CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 7º, XVII, 37, CAPUT, E 39, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação” (RE nº 1.055.501/SC-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 7/11/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Servidora Pública. 4. Aposentadoria especial. 5. Cômputo de licença para tratamento de saúde como tempo de efetivo serviço. Súmulas 280 e 279 do STF. Precedentes. Necessidade de reexame do conjunto fático- probatório e legislação local. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 1.066.008/SP-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 11/4/18). Ainda no mesmo sentido: ARE nº 1.110.977/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 9/3/18; ARE nº 1.174.299/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Supremo Tribunal Federal ARE 1177289 RG / SP CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 7º, XVII, 37, CAPUT, E 39, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação” (RE nº 1.055.501/SC-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 7/11/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Servidora Pública. 4. Aposentadoria especial. 5. Cômputo de licença para tratamento de saúde como tempo de efetivo serviço. Súmulas 280 e 279 do STF. Precedentes. Necessidade de reexame do conjunto fático- probatório e legislação local. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 1.066.008/SP-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 11/4/18). Ainda no mesmo sentido: ARE nº 1.110.977/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 9/3/18; ARE nº 1.174.299/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1177289 RG / SP DJe de 28/11/18; ARE nº 1.104.106/SP, de minha relatoria, DJe de 5/3/18; ARE nº 1.086.921/SP, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 16/2/18; ARE nº 1.104.555/SP, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 9/2/18; ARE nº 1.090.289/SP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 21/11/17; ARE nº 1.088.219/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 21/11/17; ARE nº 1.073.343/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 18/9/17; ARE nº 1.069.372/SP, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 4/9/17; ARE nº 926.093/SP, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 1º/9/17; ARE nº 1.169.447/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 25/10/18; ARE n° 1.164.581/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 18/10/18. Diante do exposto, ratificando a jurisprudência da Corte, manifesto- me pela ausência de repercussão geral da controvérsia fundada na interpretação de lei local relativa à contagem do tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício para fins de aposentadoria e disponibilidade de servidor público, tendo em vista os óbices da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Proponho a seguinte tese de repercussão geral: É infraconstitucional, a ela se aplicando os efeitos da ausência de repercussão geral, a controvérsia fundada na interpretação de lei local relativa à contagem do tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício para fins de aposentadoria e disponibilidade de servidor público. Brasília, 11 de dezembro de 2018. Ministro DIAS TOFFOLI Presidente Documento assinado digitalmente 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Supremo Tribunal Federal ARE 1177289 RG / SP DJe de 28/11/18; ARE nº 1.104.106/SP, de minha relatoria, DJe de 5/3/18; ARE nº 1.086.921/SP, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 16/2/18; ARE nº 1.104.555/SP, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 9/2/18; ARE nº 1.090.289/SP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 21/11/17; ARE nº 1.088.219/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 21/11/17; ARE nº 1.073.343/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 18/9/17; ARE nº 1.069.372/SP, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 4/9/17; ARE nº 926.093/SP, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 1º/9/17; ARE nº 1.169.447/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 25/10/18; ARE n° 1.164.581/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 18/10/18. Diante do exposto, ratificando a jurisprudência da Corte, manifesto- me pela ausência de repercussão geral da controvérsia fundada na interpretação de lei local relativa à contagem do tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício para fins de aposentadoria e disponibilidade de servidor público, tendo em vista os óbices da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Proponho a seguinte tese de repercussão geral: É infraconstitucional, a ela se aplicando os efeitos da ausência de repercussão geral, a controvérsia fundada na interpretação de lei local relativa à contagem do tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício para fins de aposentadoria e disponibilidade de servidor público. Brasília, 11 de dezembro de 2018. Ministro DIAS TOFFOLI Presidente Documento assinado digitalmente 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.289 SÃO PAULO PRONUNCIAMENTO APOSENTADORIA – TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO – DISPENSA NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TEMA CONSTITUCIONAL – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. AGRAVO – PROVIMENTO. 1. A assessora Dra. Raquel Rodrigues Barbosa de Souza prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário com agravo nº 1.177.289, relator ministro Dias Toffoli, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 14 de dezembro de 2018, sexta-feira, sendo o último dia para manifestação 3 de janeiro de 2019, quinta-feira. A Fazenda Pública do Estado de São Paulo e a São Paulo Previdência – SPPREV interpuseram recurso extraordinário, com alegada base na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal, contra acórdão mediante o qual o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, mantendo entendimento do Juízo, assentou a inclusão do período de licença para tratamento de saúde no tempo de contribuição para fins de concessão de aposentadoria, considerados os artigos 81, inciso II, da Lei estadual nº 10.261/1968, e 1º, inciso I, da Lei Complementar estadual nº 1.041/2008. As recorrentes apontam violado o artigo 40, parágrafos 1º, inciso III, alínea “a”, e 5º, da Lei Maior. Alegam constar – na Carta Federal – como requisitos para a obtenção de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7B70-9FBC-7472-6E46 e senha 3E03-596C-D214-4B40 Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.289 SÃO PAULO PRONUNCIAMENTO APOSENTADORIA – TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO – DISPENSA NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TEMA CONSTITUCIONAL – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. AGRAVO – PROVIMENTO. 1. A assessora Dra. Raquel Rodrigues Barbosa de Souza prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário com agravo nº 1.177.289, relator ministro Dias Toffoli, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 14 de dezembro de 2018, sexta-feira, sendo o último dia para manifestação 3 de janeiro de 2019, quinta-feira. A Fazenda Pública do Estado de São Paulo e a São Paulo Previdência – SPPREV interpuseram recurso extraordinário, com alegada base na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal, contra acórdão mediante o qual o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, mantendo entendimento do Juízo, assentou a inclusão do período de licença para tratamento de saúde no tempo de contribuição para fins de concessão de aposentadoria, considerados os artigos 81, inciso II, da Lei estadual nº 10.261/1968, e 1º, inciso I, da Lei Complementar estadual nº 1.041/2008. As recorrentes apontam violado o artigo 40, parágrafos 1º, inciso III, alínea “a”, e 5º, da Lei Maior. Alegam constar – na Carta Federal – como requisitos para a obtenção de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7B70-9FBC-7472-6E46 e senha 3E03-596C-D214-4B40 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1177289 RG / SP aposentadoria somente o tempo de serviço e de contribuição. Aduzem a inviabilidade da contagem do período correspondente à licença-saúde e às faltas médicas como tempo de efetivo exercício para aposentadoria, nas situações em que a Constituição Federal exige o efetivo cumprimento do tempo de serviço. Reportam-se ao julgamento da ação direta de inconstitucionalidade nº 178, relator ministro Maurício Corrêa, na qual o Supremo proclamou, em relação à expressão “efetivo exercício em funções de magistério”, a necessidade do integral cumprimento do requisito temporal no exercício das específicas funções de magistério. Afirmam não terem sido os artigos 78 e 81 da Lei estadual nº 10.261/1968 recepcionados pela Constituição de 1988 no tocante ao cômputo de períodos não trabalhados como efetivo exercício. Sob o ângulo da repercussão geral, salientam ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista econômico, político, social e jurídico. O extraordinário não foi admitido na origem, seguindo-se a formalização de agravo. O Relator submeteu o processo ao denominado Plenário Virtual, dizendo da ausência de repercussão geral da controvérsia. Sustenta que o Tribunal de origem observou estar expressa na legislação do Estado de São Paulo a inclusão da licença para tratamento de saúde no tempo de serviço para alcançar-se aposentadoria e disponibilidade. Ressaltou a orientação do Supremo relativa à inviabilidade de análise de apelos extremos cuja controvérsia seja solucionada com base na interpretação de lei local a envolver o cálculo de tempo de licença médica como de efetivo exercício para fins de aposentadoria de servidores públicos em geral, inclusive de integrantes da carreira de magistério. Realçou atrair a questão controvertida o teor do verbete nº 280 da Súmula do Supremo. Propôs a seguinte tese: “É infraconstitucional, a ela se aplicando 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7B70-9FBC-7472-6E46 e senha 3E03-596C-D214-4B40 Supremo Tribunal Federal ARE 1177289 RG / SP aposentadoria somente o tempo de serviço e de contribuição. Aduzem a inviabilidade da contagem do período correspondente à licença-saúde e às faltas médicas como tempo de efetivo exercício para aposentadoria, nas situações em que a Constituição Federal exige o efetivo cumprimento do tempo de serviço. Reportam-se ao julgamento da ação direta de inconstitucionalidade nº 178, relator ministro Maurício Corrêa, na qual o Supremo proclamou, em relação à expressão “efetivo exercício em funções de magistério”, a necessidade do integral cumprimento do requisito temporal no exercício das específicas funções de magistério. Afirmam não terem sido os artigos 78 e 81 da Lei estadual nº 10.261/1968 recepcionados pela Constituição de 1988 no tocante ao cômputo de períodos não trabalhados como efetivo exercício. Sob o ângulo da repercussão geral, salientam ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista econômico, político, social e jurídico. O extraordinário não foi admitido na origem, seguindo-se a formalização de agravo. O Relator submeteu o processo ao denominado Plenário Virtual, dizendo da ausência de repercussão geral da controvérsia. Sustenta que o Tribunal de origem observou estar expressa na legislação do Estado de São Paulo a inclusão da licença para tratamento de saúde no tempo de serviço para alcançar-se aposentadoria e disponibilidade. Ressaltou a orientação do Supremo relativa à inviabilidade de análise de apelos extremos cuja controvérsia seja solucionada com base na interpretação de lei local a envolver o cálculo de tempo de licença médica como de efetivo exercício para fins de aposentadoria de servidores públicos em geral, inclusive de integrantes da carreira de magistério. Realçou atrair a questão controvertida o teor do verbete nº 280 da Súmula do Supremo. Propôs a seguinte tese: “É infraconstitucional, a ela se aplicando 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7B70-9FBC-7472-6E46 e senha 3E03-596C-D214-4B40 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1177289 RG / SP os efeitos da ausência de repercussão geral, a controvérsia fundada na interpretação de lei local relativa à contagem do tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício para fins de aposentadoria e disponibilidade de servidor público”. 2. Em primeiro lugar, tem-se matéria de envergadura maior, ou seja, constitucional. É saber, definindo-se no patamar maior do Judiciário, se há harmonia ou não, com a Constituição Federal, de decisão judicial, no sentido de não se exigir, para aposentadoria, que o tempo a ser computado haja implicado contribuição. 3. Pronuncio-me no sentido de prover-se o agravo e admitir-se que o recurso extraordinário veicula tema constitucional, encontrando-se configurada a repercussão geral. 4. Publiquem. Brasília – residência –, 20 de dezembro de 2018, às 18h05. Ministro MARCO AURÉLIO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7B70-9FBC-7472-6E46 e senha 3E03-596C-D214-4B40 Supremo Tribunal Federal ARE 1177289 RG / SP os efeitos da ausência de repercussão geral, a controvérsia fundada na interpretação de lei local relativa à contagem do tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício para fins de aposentadoria e disponibilidade de servidor público”. 2. Em primeiro lugar, tem-se matéria de envergadura maior, ou seja, constitucional. É saber, definindo-se no patamar maior do Judiciário, se há harmonia ou não, com a Constituição Federal, de decisão judicial, no sentido de não se exigir, para aposentadoria, que o tempo a ser computado haja implicado contribuição. 3. Pronuncio-me no sentido de prover-se o agravo e admitir-se que o recurso extraordinário veicula tema constitucional, encontrando-se configurada a repercussão geral. 4. Publiquem. Brasília – residência –, 20 de dezembro de 2018, às 18h05. Ministro MARCO AURÉLIO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7B70-9FBC-7472-6E46 e senha 3E03-596C-D214-4B40 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749485888
2019-02-14T00:00:00
2019-04-01T00:00:00
Decisão: O Tribunal, por maioria, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria constitucional, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestou a Ministra Cármen Lúcia. Ministro DIAS TOFFOLI Relator
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Lei local. Contagem de tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício. Aposentadoria e disponibilidade. Matéria infraconstitucional fundada em lei local. Súmula 280/STF. Ausência de repercussão geral. 1. É infraconstitucional a controvérsia fundada na interpretação de lei local relativa à contagem do tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício para fins de aposentadoria e disponibilidade de servidor público. 2. Ausência de repercussão geral.
repercussao-geral10382
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 280/STF) ARE 1106117 AgR (TP), RE 1055501 AgR (1ªT), ARE 1066008 AgR (2ªT), ARE 1068319 AgR (2ªT), ARE 1069004 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (SÚMULA 280/STF) ARE 1069372, ARE 1073343, ARE 1088219, ARE 1090289, ARE 1104555, ARE 1086921, ARE 1104106, ARE 1110977, ARE 1164581, ARE 1169447, ARE 1174299. - Veja ADI 178 do STF. Número de páginas: 10. Análise: 04/04/2019, JRS.
MINISTRO PRESIDENTE
Tribunal Pleno
1177289
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00040 PAR-00001 INC-00003 LET-A \r\n PAR-00005 ART-00102 INC-00003 LET-A\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n", "LEG-EST LCP-000444 ANO-1985\r\n ART-00091\r\n LEI COMPLEMENTAR, SP\r\n", "LEG-EST LCP-001041 ANO-2008\r\n ART-00001 INC-00001 \r\n LEI COMPLEMENTAR, SP\r\n", "LEG-EST LEI-010261 ANO-1968\r\n ART-00078 ART-00081 INC-00002\r\n LEI ORDINÁRIA, SP" ]
ARE-RG
acordaos
ARE 1177289 RG
[ "" ]
RECTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO RECTE.(S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RECDO.(A/S) : MARLI BARBOSA TRAJANO ADV.(A/S) : RENATA ALIBERTI
[ "" ]
Decisão sobre Repercussão Geral 14/02/2019 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.289 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE RECTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO RECTE.(S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RECDO.(A/S) :MARLI BARBOSA TRAJANO ADV.(A/S) :RENATA ALIBERTI EMENTA Recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Lei local. Contagem de tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício. Aposentadoria e disponibilidade. Matéria infraconstitucional fundada em lei local. Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Ausência de repercussão geral. 1. É infraconstitucional a controvérsia fundada na interpretação de lei local relativa à contagem do tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício para fins de aposentadoria e disponibilidade de servidor público. 2. Ausência de repercussão geral. Decisão: O Tribunal, por maioria, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria constitucional, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestou a Ministra Cármen Lúcia. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37DB-E9B4-63B9-FABC e senha F4AB-C7AE-37A8-EF5C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Decisão sobre Repercussão Geral ARE 1177289 RG / SP Ministro DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37DB-E9B4-63B9-FABC e senha F4AB-C7AE-37A8-EF5C Supremo Tribunal Federal ARE 1177289 RG / SP Ministro DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37DB-E9B4-63B9-FABC e senha F4AB-C7AE-37A8-EF5C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.289 SÃO PAULO Recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Lei local. Contagem de tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício. Aposentadoria e disponibilidade. Matéria infraconstitucional fundada em lei local. Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Ausência de repercussão geral. 1. É infraconstitucional a controvérsia fundada na interpretação de lei local relativa à contagem do tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício para fins de aposentadoria e disponibilidade de servidor público. 2. Ausência de repercussão geral. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário com agravo interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo assim ementado: “Servidora pública estadual. Aposentação nos termos do art. 6... da Emenda Constitucional n 41/03. Indeferimento pela Administração. Exclusão da contagem dos dias em licença- saúde. Inadmissibilidade, de acordo com o disposto no art. 81, II, da Lei Estadual n 10.261/68 e art. 1..., I, da Lei Complementar Estadual n 1.041/08. Manutenção da sentença. Recursos desprovidos.” No extraordinário, alega a parte recorrente afronta ao art. 40, § 1..., III, alínea a e § 5..., da Constituição Federal. Em síntese, insurge-se contra a orientação que teria determinado a inclusão dos períodos relativos a licença-saúde e a faltas atestadas por médicos na contagem do tempo de efetivo exercício para fins de aposentadoria, com base nos arts. 78 e 81, II, da Lei Estadual n 1.041/08 e no art. 91 da Lei Complementar n 444/85. Sustenta que a administração pública não estaria a negar aplicabilidade às disposições das leis estaduais, mas sim a interpretá-las conforme a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.289 SÃO PAULO Recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Lei local. Contagem de tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício. Aposentadoria e disponibilidade. Matéria infraconstitucional fundada em lei local. Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Ausência de repercussão geral. 1. É infraconstitucional a controvérsia fundada na interpretação de lei local relativa à contagem do tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício para fins de aposentadoria e disponibilidade de servidor público. 2. Ausência de repercussão geral. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário com agravo interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo assim ementado: “Servidora pública estadual. Aposentação nos termos do art. 6... da Emenda Constitucional n 41/03. Indeferimento pela Administração. Exclusão da contagem dos dias em licença- saúde. Inadmissibilidade, de acordo com o disposto no art. 81, II, da Lei Estadual n 10.261/68 e art. 1..., I, da Lei Complementar Estadual n 1.041/08. Manutenção da sentença. Recursos desprovidos.” No extraordinário, alega a parte recorrente afronta ao art. 40, § 1..., III, alínea a e § 5..., da Constituição Federal. Em síntese, insurge-se contra a orientação que teria determinado a inclusão dos períodos relativos a licença-saúde e a faltas atestadas por médicos na contagem do tempo de efetivo exercício para fins de aposentadoria, com base nos arts. 78 e 81, II, da Lei Estadual n 1.041/08 e no art. 91 da Lei Complementar n 444/85. Sustenta que a administração pública não estaria a negar aplicabilidade às disposições das leis estaduais, mas sim a interpretá-las conforme a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1177289 RG / SP Constituição, de modo que a lei seria plenamente aplicável nas hipóteses em que a Constituição se limita a elencar tempo de serviço ou tempo de contribuição como requisitos para a obtenção de aposentadoria. Passo a me manifestar. Na espécie, o Tribunal de origem entendeu haver previsão expressa na legislação do Estado de São Paulo de que a licença para tratamento de saúde seja considerada como tempo de serviço para fins de aposentadoria e disponibilidade. Sobre o tema, o Plenário da Corte já firmou a orientação de que não viabilizam o recurso extraordinário as controvérsias solucionadas com base na interpretação de lei local que envolvam cômputo de tempo de licença médica como de efetivo exercício para fins de aposentadoria de servidores públicos em geral, inclusive de integrantes da carreira de magistério, tendo em vista os óbices da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: não cabe recurso extraordinário por ofensa a direito local. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. MAGISTÉRIO. LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE: AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA E INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: TEMA 660. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 1.106.117/ DF-AgR, Plenário, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), DJe de 6/6/18). Vide que a controvérsia é repetitiva e envolve a interpretação de leis 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Supremo Tribunal Federal ARE 1177289 RG / SP Constituição, de modo que a lei seria plenamente aplicável nas hipóteses em que a Constituição se limita a elencar tempo de serviço ou tempo de contribuição como requisitos para a obtenção de aposentadoria. Passo a me manifestar. Na espécie, o Tribunal de origem entendeu haver previsão expressa na legislação do Estado de São Paulo de que a licença para tratamento de saúde seja considerada como tempo de serviço para fins de aposentadoria e disponibilidade. Sobre o tema, o Plenário da Corte já firmou a orientação de que não viabilizam o recurso extraordinário as controvérsias solucionadas com base na interpretação de lei local que envolvam cômputo de tempo de licença médica como de efetivo exercício para fins de aposentadoria de servidores públicos em geral, inclusive de integrantes da carreira de magistério, tendo em vista os óbices da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: não cabe recurso extraordinário por ofensa a direito local. “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. MAGISTÉRIO. LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE: AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA E INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: TEMA 660. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 1.106.117/ DF-AgR, Plenário, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), DJe de 6/6/18). Vide que a controvérsia é repetitiva e envolve a interpretação de leis 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1177289 RG / SP locais de vários estados da federação e do Distrito Federal, como demonstram os seguintes precedentes de ambas as turmas da Corte: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APOSENTADORIA ESPECIAL. MAGISTÉRIO. TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. LICENÇA-SAÚDE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. A resolução da controvérsia demanda o reexame da legislação local (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável nesta fase recursal. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015” (ARE n 1.069.004/SP-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 29/11/17). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPOSSIBILIDADE SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal DIREITO LOCAL SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/Supremo Tribunal Federal E LEI n 12.016/2009, ART. 25) AGRAVO INTERNO IMPROVIDO” (ARE n 1.068.319/SP- AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 11/4/18). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. CÔMPUTO DE TEMPO DE SERVIÇO PARA FINS DE APOSENTADORIA ESPECIAL. LEI ESTADUAL n 9.832/92. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Supremo Tribunal Federal ARE 1177289 RG / SP locais de vários estados da federação e do Distrito Federal, como demonstram os seguintes precedentes de ambas as turmas da Corte: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APOSENTADORIA ESPECIAL. MAGISTÉRIO. TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. LICENÇA-SAÚDE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. A resolução da controvérsia demanda o reexame da legislação local (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável nesta fase recursal. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015” (ARE n 1.069.004/SP-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 29/11/17). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPOSSIBILIDADE SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal DIREITO LOCAL SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/Supremo Tribunal Federal E LEI n 12.016/2009, ART. 25) AGRAVO INTERNO IMPROVIDO” (ARE n 1.068.319/SP- AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 11/4/18). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. CÔMPUTO DE TEMPO DE SERVIÇO PARA FINS DE APOSENTADORIA ESPECIAL. LEI ESTADUAL n 9.832/92. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1177289 RG / SP CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 7..., XVII, 37, CAPUT, E 39, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação” (Recurso Extraordinário n 1.055.501/SC-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 7/11/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Servidora Pública. 4. Aposentadoria especial. 5. Cômputo de licença para tratamento de saúde como tempo de efetivo serviço. Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Necessidade de reexame do conjunto fático- probatório e legislação local. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 1.066.008/SP-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 11/4/18). Ainda no mesmo sentido: ARE n 1.110.977/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 9/3/18; ARE n 1.174.299/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Supremo Tribunal Federal ARE 1177289 RG / SP CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 7..., XVII, 37, CAPUT, E 39, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação” (Recurso Extraordinário n 1.055.501/SC-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 7/11/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Servidora Pública. 4. Aposentadoria especial. 5. Cômputo de licença para tratamento de saúde como tempo de efetivo serviço. Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Necessidade de reexame do conjunto fático- probatório e legislação local. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 1.066.008/SP-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 11/4/18). Ainda no mesmo sentido: ARE n 1.110.977/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 9/3/18; ARE n 1.174.299/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1177289 RG / SP DJe de 28/11/18; ARE n 1.104.106/SP, de minha relatoria, DJe de 5/3/18; ARE n 1.086.921/SP, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 16/2/18; ARE n 1.104.555/SP, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 9/2/18; ARE n 1.090.289/SP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 21/11/17; ARE n 1.088.219/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 21/11/17; ARE n 1.073.343/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 18/9/17; ARE n 1.069.372/SP, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 4/9/17; ARE n 926.093/SP, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 1.../9/17; ARE n 1.169.447/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 25/10/18; ARE n 1.164.581/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 18/10/18. Diante do exposto, ratificando a jurisprudência da Corte, manifesto- me pela ausência de repercussão geral da controvérsia fundada na interpretação de lei local relativa à contagem do tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício para fins de aposentadoria e disponibilidade de servidor público, tendo em vista os óbices da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Proponho a seguinte tese de repercussão geral: É infraconstitucional, a ela se aplicando os efeitos da ausência de repercussão geral, a controvérsia fundada na interpretação de lei local relativa à contagem do tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício para fins de aposentadoria e disponibilidade de servidor público. Brasília, 11 de dezembro de 2018. Ministro DIAS TOFFOLI Presidente Documento assinado digitalmente 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Supremo Tribunal Federal ARE 1177289 RG / SP DJe de 28/11/18; ARE n 1.104.106/SP, de minha relatoria, DJe de 5/3/18; ARE n 1.086.921/SP, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 16/2/18; ARE n 1.104.555/SP, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 9/2/18; ARE n 1.090.289/SP, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 21/11/17; ARE n 1.088.219/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 21/11/17; ARE n 1.073.343/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 18/9/17; ARE n 1.069.372/SP, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 4/9/17; ARE n 926.093/SP, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 1.../9/17; ARE n 1.169.447/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 25/10/18; ARE n 1.164.581/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 18/10/18. Diante do exposto, ratificando a jurisprudência da Corte, manifesto- me pela ausência de repercussão geral da controvérsia fundada na interpretação de lei local relativa à contagem do tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício para fins de aposentadoria e disponibilidade de servidor público, tendo em vista os óbices da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Proponho a seguinte tese de repercussão geral: É infraconstitucional, a ela se aplicando os efeitos da ausência de repercussão geral, a controvérsia fundada na interpretação de lei local relativa à contagem do tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício para fins de aposentadoria e disponibilidade de servidor público. Brasília, 11 de dezembro de 2018. Ministro DIAS TOFFOLI Presidente Documento assinado digitalmente 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DF8-A471-DAAE-FFF8 e senha 2BB6-C721-FF8B-7696 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.289 SÃO PAULO PRONUNCIAMENTO APOSENTADORIA – TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO – DISPENSA NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TEMA CONSTITUCIONAL – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. AGRAVO – PROVIMENTO. 1. A assessora Dra. Raquel Rodrigues Barbosa de Souza prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário com agravo n 1.177.289, relator ministro Dias Toffoli, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 14 de dezembro de 2018, sexta-feira, sendo o último dia para manifestação 3 de janeiro de 2019, quinta-feira. A Fazenda Pública do Estado de São Paulo e a São Paulo Previdência – SPPREV interpuseram recurso extraordinário, com alegada base na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal, contra acórdão mediante o qual o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, mantendo entendimento do Juízo, assentou a inclusão do período de licença para tratamento de saúde no tempo de contribuição para fins de concessão de aposentadoria, considerados os artigos 81, inciso II, da Lei estadual n 10.261/1968, e 1..., inciso I, da Lei Complementar estadual n 1.041/2008. As recorrentes apontam violado o artigo 40, parágrafos 1..., inciso III, alínea “a”, e 5..., da Lei Maior. Alegam constar – na Carta Federal – como requisitos para a obtenção de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7B70-9FBC-7472-6E46 e senha 3E03-596C-D214-4B40 Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.289 SÃO PAULO PRONUNCIAMENTO APOSENTADORIA – TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO – DISPENSA NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TEMA CONSTITUCIONAL – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. AGRAVO – PROVIMENTO. 1. A assessora Dra. Raquel Rodrigues Barbosa de Souza prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário com agravo n 1.177.289, relator ministro Dias Toffoli, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 14 de dezembro de 2018, sexta-feira, sendo o último dia para manifestação 3 de janeiro de 2019, quinta-feira. A Fazenda Pública do Estado de São Paulo e a São Paulo Previdência – SPPREV interpuseram recurso extraordinário, com alegada base na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal, contra acórdão mediante o qual o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, mantendo entendimento do Juízo, assentou a inclusão do período de licença para tratamento de saúde no tempo de contribuição para fins de concessão de aposentadoria, considerados os artigos 81, inciso II, da Lei estadual n 10.261/1968, e 1..., inciso I, da Lei Complementar estadual n 1.041/2008. As recorrentes apontam violado o artigo 40, parágrafos 1..., inciso III, alínea “a”, e 5..., da Lei Maior. Alegam constar – na Carta Federal – como requisitos para a obtenção de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7B70-9FBC-7472-6E46 e senha 3E03-596C-D214-4B40 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1177289 RG / SP aposentadoria somente o tempo de serviço e de contribuição. Aduzem a inviabilidade da contagem do período correspondente à licença-saúde e às faltas médicas como tempo de efetivo exercício para aposentadoria, nas situações em que a Constituição Federal exige o efetivo cumprimento do tempo de serviço. Reportam-se ao julgamento da ação direta de inconstitucionalidade n 178, relator ministro Maurício Corrêa, na qual o Supremo proclamou, em relação à expressão “efetivo exercício em funções de magistério”, a necessidade do integral cumprimento do requisito temporal no exercício das específicas funções de magistério. Afirmam não terem sido os artigos 78 e 81 da Lei estadual n 10.261/1968 recepcionados pela Constituição de 1988 no tocante ao cômputo de períodos não trabalhados como efetivo exercício. Sob o ângulo da repercussão geral, salientam ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista econômico, político, social e jurídico. O extraordinário não foi admitido na origem, seguindo-se a formalização de agravo. O Relator submeteu o processo ao denominado Plenário Virtual, dizendo da ausência de repercussão geral da controvérsia. Sustenta que o Tribunal de origem observou estar expressa na legislação do Estado de São Paulo a inclusão da licença para tratamento de saúde no tempo de serviço para alcançar-se aposentadoria e disponibilidade. Ressaltou a orientação do Supremo relativa à inviabilidade de análise de apelos extremos cuja controvérsia seja solucionada com base na interpretação de lei local a envolver o cálculo de tempo de licença médica como de efetivo exercício para fins de aposentadoria de servidores públicos em geral, inclusive de integrantes da carreira de magistério. Realçou atrair a questão controvertida o teor do verbete n 280 da Súmula do Supremo. Propôs a seguinte tese: “É infraconstitucional, a ela se aplicando 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7B70-9FBC-7472-6E46 e senha 3E03-596C-D214-4B40 Supremo Tribunal Federal ARE 1177289 RG / SP aposentadoria somente o tempo de serviço e de contribuição. Aduzem a inviabilidade da contagem do período correspondente à licença-saúde e às faltas médicas como tempo de efetivo exercício para aposentadoria, nas situações em que a Constituição Federal exige o efetivo cumprimento do tempo de serviço. Reportam-se ao julgamento da ação direta de inconstitucionalidade n 178, relator ministro Maurício Corrêa, na qual o Supremo proclamou, em relação à expressão “efetivo exercício em funções de magistério”, a necessidade do integral cumprimento do requisito temporal no exercício das específicas funções de magistério. Afirmam não terem sido os artigos 78 e 81 da Lei estadual n 10.261/1968 recepcionados pela Constituição de 1988 no tocante ao cômputo de períodos não trabalhados como efetivo exercício. Sob o ângulo da repercussão geral, salientam ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide, mostrando-se relevante dos pontos de vista econômico, político, social e jurídico. O extraordinário não foi admitido na origem, seguindo-se a formalização de agravo. O Relator submeteu o processo ao denominado Plenário Virtual, dizendo da ausência de repercussão geral da controvérsia. Sustenta que o Tribunal de origem observou estar expressa na legislação do Estado de São Paulo a inclusão da licença para tratamento de saúde no tempo de serviço para alcançar-se aposentadoria e disponibilidade. Ressaltou a orientação do Supremo relativa à inviabilidade de análise de apelos extremos cuja controvérsia seja solucionada com base na interpretação de lei local a envolver o cálculo de tempo de licença médica como de efetivo exercício para fins de aposentadoria de servidores públicos em geral, inclusive de integrantes da carreira de magistério. Realçou atrair a questão controvertida o teor do verbete n 280 da Súmula do Supremo. Propôs a seguinte tese: “É infraconstitucional, a ela se aplicando 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7B70-9FBC-7472-6E46 e senha 3E03-596C-D214-4B40 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1177289 RG / SP os efeitos da ausência de repercussão geral, a controvérsia fundada na interpretação de lei local relativa à contagem do tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício para fins de aposentadoria e disponibilidade de servidor público”. 2. Em primeiro lugar, tem-se matéria de envergadura maior, ou seja, constitucional. É saber, definindo-se no patamar maior do Judiciário, se há harmonia ou não, com a Constituição Federal, de decisão judicial, no sentido de não se exigir, para aposentadoria, que o tempo a ser computado haja implicado contribuição. 3. Pronuncio-me no sentido de prover-se o agravo e admitir-se que o recurso extraordinário veicula tema constitucional, encontrando-se configurada a repercussão geral. 4. Publiquem. Brasília – residência –, 20 de dezembro de 2018, às 18h05. Ministro MARCO AURÉLIO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7B70-9FBC-7472-6E46 e senha 3E03-596C-D214-4B40 Supremo Tribunal Federal ARE 1177289 RG / SP os efeitos da ausência de repercussão geral, a controvérsia fundada na interpretação de lei local relativa à contagem do tempo de licença para tratamento de saúde como de efetivo exercício para fins de aposentadoria e disponibilidade de servidor público”. 2. Em primeiro lugar, tem-se matéria de envergadura maior, ou seja, constitucional. É saber, definindo-se no patamar maior do Judiciário, se há harmonia ou não, com a Constituição Federal, de decisão judicial, no sentido de não se exigir, para aposentadoria, que o tempo a ser computado haja implicado contribuição. 3. Pronuncio-me no sentido de prover-se o agravo e admitir-se que o recurso extraordinário veicula tema constitucional, encontrando-se configurada a repercussão geral. 4. Publiquem. Brasília – residência –, 20 de dezembro de 2018, às 18h05. Ministro MARCO AURÉLIO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7B70-9FBC-7472-6E46 e senha 3E03-596C-D214-4B40 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 177 . 289", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1177289 RG / SP", "ARE 1177289 RG / SP", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1177289 RG / SP", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 1 . 106 . 117 / DF -", "ARE 1177289 RG / SP", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 1 . 106 . 117 / DF - AgR", "ARE 1177289 RG / SP", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 069 . 004 / SP - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 512 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 068 . 319 / SP - AgR", "ARE 1177289 RG", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 069 . 004 / SP -", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 512 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 068 . 319 / SP - AgR", "ARE 1177289 RG / SP", "Recurso Extraordinário n 1 . 055 . 501 / SC - AgR", "Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 066 . 008 / SP - AgR", "ARE n 1 . 110 . 977 / SP", "ARE n 1 . 174 . 299 / SP", "ARE 1177289 RG /", "Recurso Extraordinário n 1 . 055 . 501 / SC - AgR", "Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 066 . 008 / SP - AgR", "ARE n 1 . 110 . 977 / SP", "ARE n 1 . 174 . 299 / SP", "ARE 1177289 RG / SP", "ARE n 1 . 104 . 106 / SP", "ARE n 1 . 086 . 921 / SP", "ARE n 1 . 104 . 555 / SP", "ARE n 1 . 090 . 289 / SP", "ARE n 1 . 088 . 219 / SP", "ARE n 1 . 073 . 343 / SP", "ARE n 1 . 069 . 372 / SP", "ARE n 926 . 093 / SP", "ARE n 1 . 169 . 447 / SP", "ARE n 1 . 164 . 581 / SP", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1177289 RG / SP", "ARE n 1 . 104 . 106 / SP", "ARE n 1 . 086 . 921 / SP", "ARE n 1 . 104 . 555 / SP", "ARE n 1 . 090 . 289 / SP", "ARE n 1 . 088 . 219 / SP", "ARE n 1 . 073 . 343 / SP", "ARE n 1 . 069 . 372 / SP", "ARE n 926 . 093 / SP", "ARE n 1 . 169 . 447 / SP", "ARE n 1 . 164 . 581 / SP", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "agravo n 1 . 177 . 289", "ARE 1177289 RG / SP", "ação direta de inconstitucionalidade n 178", "verbete n 280 da Súmula do Supremo", "ARE 1177289 RG / SP", "ação direta de inconstitucionalidade n 178", "verbete n 280 da Súmula do Supremo", "ARE 1177289 RG / SP", "ARE 1177289 RG" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . da Emenda Constitucional n 41 / 03", "art . 81 , II , da Lei Estadual n 10 . 261 /", "68 e art . 1 . . . , I , da Lei Complementar Estadual n 1 . 041 / 08", "art . 40 , § 1 . . . , III , alínea a e § 5 . . . , da Constituição Federal", "arts . 78 e 81 , II , da Lei Estadual n 1 . 041 / 08", "art . 91 da Lei Complementar n 444 / 85", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . da Emenda Constitucional n 41 / 03", "art . 81 , II , da Lei Estadual n 10 . 261 / 68", "art . 1 . . . , I , da Lei Complementar Estadual n 1 . 041 / 08", "art . 40 , § 1 . . . , III , alínea a e § 5 . . . , da Constituição Federal", "arts . 78 e 81 , II , da Lei Estadual n 1 . 041 / 08", "art . 91 da Lei Complementar n 444 / 85", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "§", "§ 4 . . . DO ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "LEI n 12 . 016 /", "LEI ESTADUAL n 9 . 832 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "LEI n 12 . 016 /", "LEI ESTADUAL n 9 . 832", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "ARTS . 7 . . . , XVII , 37 , CAPUT , E 39 , § 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "artigo 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "artigo 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ a ” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 81 , inciso II , da Lei estadual n 10 . 261 / 1968", "1", ". . . , inciso I , da Lei Complementar estadual n 1", "artigo 40 , parágrafos 1 . . . , inciso III , alínea “ a ” , e 5 . . . , da Lei Maior", "Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ a ” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 81 , inciso II , da Lei estadual n 10 . 261 / 1968", "Complementar estadual n 1 . 041 / 2008", "artigo 40 , parágrafos 1 . . . , inciso III , alínea “ a ” , e 5 . . . , da Lei Maior", "Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.205 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PAULO FERNANDO CORREA ADV.(A/S) :CRISTIAN RODRIGO RICALDI LOPES RODRIGUES ALVES AGDO.(A/S) :AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S.A. ADV.(A/S) :GUSTAVO GONCALVES GOMES ADV.(A/S) :SIQUEIRA CASTRO ADVOGADOS (6564/SP) EMENTA Agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Agravo regimental contra acórdão. Impossibilidade. Precedentes. 1. Segundo o pacífico entendimento do Supremo Tribunal Federal, não cabe agravo regimental contra julgado prolatado por órgão colegiado (art. 317 do RISTF). 2. Não há falar em conversão do agravo regimental em embargos de declaração, pois a interposição do referido recurso caracteriza erro grosseiro. 3. Agravo regimental do qual não se conhece, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2170-CD2C-8874-0FF9 e senha 9DB9-10FD-776B-2A00 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1143205 AGR-AGR / SP Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/12/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em não conhecer do agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2170-CD2C-8874-0FF9 e senha 9DB9-10FD-776B-2A00 Supremo Tribunal Federal ARE 1143205 AGR-AGR / SP Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/12/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em não conhecer do agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2170-CD2C-8874-0FF9 e senha 9DB9-10FD-776B-2A00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.205 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PAULO FERNANDO CORREA ADV.(A/S) :CRISTIAN RODRIGO RICALDI LOPES RODRIGUES ALVES AGDO.(A/S) :AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S.A. ADV.(A/S) :GUSTAVO GONCALVES GOMES ADV.(A/S) :SIQUEIRA CASTRO ADVOGADOS (6564/SP) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Insiste a parte agravante nos mesmos argumentos deduzidos nas irresignações anteriores. Insurge-se, ainda, quanto ao julgamento virtual e à multa que lhe foi aplicada. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo à parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D8-89D6-0D37-E33C e senha A36B-E764-3D64-935B Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.205 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PAULO FERNANDO CORREA ADV.(A/S) :CRISTIAN RODRIGO RICALDI LOPES RODRIGUES ALVES AGDO.(A/S) :AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S.A. ADV.(A/S) :GUSTAVO GONCALVES GOMES ADV.(A/S) :SIQUEIRA CASTRO ADVOGADOS (6564/SP) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Insiste a parte agravante nos mesmos argumentos deduzidos nas irresignações anteriores. Insurge-se, ainda, quanto ao julgamento virtual e à multa que lhe foi aplicada. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo à parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D8-89D6-0D37-E33C e senha A36B-E764-3D64-935B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.205 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Conforme dispõe o art. 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, somente pode ser objeto de agravo regimental a decisão monocrática. No caso dos autos, o presente agravo regimental visa impugnar acórdão prolatado pelo Plenário desta Corte no julgamento do anterior agravo regimental interposto pela parte ora agravante. Destarte, aplica-se a pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de não se conhecer de agravo regimental contra julgado proferido por órgão colegiado. Ressalte-se, ainda, que também é pacífico o entendimento deste Tribunal de que a interposição do referido recurso contra acórdão de Turma ou do Plenário caracteriza erro grosseiro, o que impede sua conversão em embargos declaratórios. Assentando essas orientações, colaciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. INTERPOSIÇÃO CONTRA ACÓRDÃO DE TURMA. NÃO CABIMENTO. ARTIGO 317 DO RISTF. INTEMPESTIVIDADE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. 1. Nos termos da orientação firmada no Supremo Tribunal Federal, não cabe agravo regimental contra acórdão de Turma ou Pleno. De outra parte, em se tratando de erro grosseiro, não há que ser o agravo convertido em embargos de declaração. 2. É intempestivo o agravo interno, em matéria criminal, que não observa o prazo de 05 (cinco) dias estabelecido no art. 317 do RISTF, contado na forma do art. 798 do CPP. 3. Agravo regimental não conhecido. Determinada a certificação do trânsito em julgado do acórdão ora agravado” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38A7-905C-AC0D-A9CE e senha 38F1-C747-B300-2243 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.205 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Conforme dispõe o art. 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, somente pode ser objeto de agravo regimental a decisão monocrática. No caso dos autos, o presente agravo regimental visa impugnar acórdão prolatado pelo Plenário desta Corte no julgamento do anterior agravo regimental interposto pela parte ora agravante. Destarte, aplica-se a pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de não se conhecer de agravo regimental contra julgado proferido por órgão colegiado. Ressalte-se, ainda, que também é pacífico o entendimento deste Tribunal de que a interposição do referido recurso contra acórdão de Turma ou do Plenário caracteriza erro grosseiro, o que impede sua conversão em embargos declaratórios. Assentando essas orientações, colaciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. INTERPOSIÇÃO CONTRA ACÓRDÃO DE TURMA. NÃO CABIMENTO. ARTIGO 317 DO RISTF. INTEMPESTIVIDADE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. 1. Nos termos da orientação firmada no Supremo Tribunal Federal, não cabe agravo regimental contra acórdão de Turma ou Pleno. De outra parte, em se tratando de erro grosseiro, não há que ser o agravo convertido em embargos de declaração. 2. É intempestivo o agravo interno, em matéria criminal, que não observa o prazo de 05 (cinco) dias estabelecido no art. 317 do RISTF, contado na forma do art. 798 do CPP. 3. Agravo regimental não conhecido. Determinada a certificação do trânsito em julgado do acórdão ora agravado” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38A7-905C-AC0D-A9CE e senha 38F1-C747-B300-2243 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1143205 AGR-AGR / SP (ARE nº 1.029.171-AgR, Segunda Turma, Edson fachin, DJe de 23/11/2018). “Agravo regimental nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Interposição via fax. Original não apresentado. Recurso inexistente. Precedentes. Agravo regimental interposto contra julgado proferido por órgão colegiado. Impossibilidade. Precedentes. Baixa imediata para execução da pena imposta. 1. É considerado inexistente o recurso quando, interposto por fax, a petição original não é apresentada no quinquídio adicional conferido pelo art. 2º da Lei nº 9.800/99 (AI nº 837.380/PR-AgR, Primeira Turma, DJe de 6/2/12). 2. É pacífico o entendimento da Corte no sentido de ser incabível agravo regimental contra julgado prolatado por órgão colegiado (art. 317 do RISTF). 3. Não conhecimento do agravo regimental. Baixa dos autos, independentemente da publicação do acórdão” (ARE nº 739.994/RO-AgR-ED-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/2/14). “AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO DE ACÓRDÃO DO PLENÁRIO. NÃO CABIMENTO. O Supremo Tribunal Federal entende pacificamente ser incabível a interposição de agravo regimental contra acórdão prolatado por qualquer de seus órgãos colegiados. A Corte afasta a possibilidade de conversão do agravo em embargos de declaração, por tratar-se de erro grosseiro. Agravo regimental não conhecido” (AI nº 671.907/MT-AgR-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/6/13). “RECURSO. Agravo regimental. Inadmissibilidade. Acórdão de Turma ou do Plenário. Agravo regimental não conhecido. Precedentes. Cabe agravo regimental contra decisão do Presidente do Tribunal, de Presidente de Turma ou do Relator. Não, porém, contra acórdão de Turma ou do Plenário” (AI nº 748.383/GO-AgR-ED-ED-AgR, Tribunal Pleno, Relator o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38A7-905C-AC0D-A9CE e senha 38F1-C747-B300-2243 Supremo Tribunal Federal ARE 1143205 AGR-AGR / SP (ARE nº 1.029.171-AgR, Segunda Turma, Edson fachin, DJe de 23/11/2018). “Agravo regimental nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Interposição via fax. Original não apresentado. Recurso inexistente. Precedentes. Agravo regimental interposto contra julgado proferido por órgão colegiado. Impossibilidade. Precedentes. Baixa imediata para execução da pena imposta. 1. É considerado inexistente o recurso quando, interposto por fax, a petição original não é apresentada no quinquídio adicional conferido pelo art. 2º da Lei nº 9.800/99 (AI nº 837.380/PR-AgR, Primeira Turma, DJe de 6/2/12). 2. É pacífico o entendimento da Corte no sentido de ser incabível agravo regimental contra julgado prolatado por órgão colegiado (art. 317 do RISTF). 3. Não conhecimento do agravo regimental. Baixa dos autos, independentemente da publicação do acórdão” (ARE nº 739.994/RO-AgR-ED-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/2/14). “AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO DE ACÓRDÃO DO PLENÁRIO. NÃO CABIMENTO. O Supremo Tribunal Federal entende pacificamente ser incabível a interposição de agravo regimental contra acórdão prolatado por qualquer de seus órgãos colegiados. A Corte afasta a possibilidade de conversão do agravo em embargos de declaração, por tratar-se de erro grosseiro. Agravo regimental não conhecido” (AI nº 671.907/MT-AgR-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/6/13). “RECURSO. Agravo regimental. Inadmissibilidade. Acórdão de Turma ou do Plenário. Agravo regimental não conhecido. Precedentes. Cabe agravo regimental contra decisão do Presidente do Tribunal, de Presidente de Turma ou do Relator. Não, porém, contra acórdão de Turma ou do Plenário” (AI nº 748.383/GO-AgR-ED-ED-AgR, Tribunal Pleno, Relator o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38A7-905C-AC0D-A9CE e senha 38F1-C747-B300-2243 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1143205 AGR-AGR / SP Ministro Cezar Peluso, DJe de 1º/2/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CABIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO NÃO CONHECIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que não cabe agravo regimental contra acórdão do Plenário ou de Turma. 2. Impossibilidade de conversão em embargos de declaração: erro grosseiro” (RE nº 451.018/RS- AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 11/9/09). “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso contra acórdão de Turma do STF. Agravo regimental incabível. Precedentes. 3. Agravo regimental a que não se conhece” (AI nº 586.359/RN-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 18/4/08). Manifestamente inadmissível, não conheço do agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38A7-905C-AC0D-A9CE e senha 38F1-C747-B300-2243 Supremo Tribunal Federal ARE 1143205 AGR-AGR / SP Ministro Cezar Peluso, DJe de 1º/2/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CABIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO NÃO CONHECIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que não cabe agravo regimental contra acórdão do Plenário ou de Turma. 2. Impossibilidade de conversão em embargos de declaração: erro grosseiro” (RE nº 451.018/RS- AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 11/9/09). “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso contra acórdão de Turma do STF. Agravo regimental incabível. Precedentes. 3. Agravo regimental a que não se conhece” (AI nº 586.359/RN-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 18/4/08). Manifestamente inadmissível, não conheço do agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38A7-905C-AC0D-A9CE e senha 38F1-C747-B300-2243 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/12/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.205 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PAULO FERNANDO CORREA ADV.(A/S) : CRISTIAN RODRIGO RICALDI LOPES RODRIGUES ALVES (187093/SP) AGDO.(A/S) : AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S.A. ADV.(A/S) : GUSTAVO GONCALVES GOMES (A1058/AM, 39054/GO, 146101/MG, 20666-A/PA, 64926/PR, 121350/RJ, 6230/RO, 266894/SP) ADV.(A/S) : SIQUEIRA CASTRO ADVOGADOS (6564/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu do agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE89-E30B-176A-D891 e senha AC9E-5C00-8CD8-C025 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.205 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PAULO FERNANDO CORREA ADV.(A/S) : CRISTIAN RODRIGO RICALDI LOPES RODRIGUES ALVES (187093/SP) AGDO.(A/S) : AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S.A. ADV.(A/S) : GUSTAVO GONCALVES GOMES (A1058/AM, 39054/GO, 146101/MG, 20666-A/PA, 64926/PR, 121350/RJ, 6230/RO, 266894/SP) ADV.(A/S) : SIQUEIRA CASTRO ADVOGADOS (6564/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu do agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE89-E30B-176A-D891 e senha AC9E-5C00-8CD8-C025 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749160118
2018-12-14T00:00:00
2019-02-15T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, não conheceu do agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Agravo regimental contra acórdão. Impossibilidade. Precedentes. 1. Segundo o pacífico entendimento do Supremo Tribunal Federal, não cabe agravo regimental contra julgado prolatado por órgão colegiado (art. 317 do RISTF). 2. Não há falar em conversão do agravo regimental em embargos de declaração, pois a interposição do referido recurso caracteriza erro grosseiro. 3. Agravo regimental do qual não se conhece, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur398371
- Acórdão(s) citado(s): (AGRAVO REGIMENTAL, DECISÃO COLEGIADA) RE 451018 AgR (TP), AI 586359 AgR-AgR (2ªT), AI 748383 AgR-ED-ED-AgR (TP), ARE 739994 AgR-ED-AgR (1ªT), ARE 1029171 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 27/02/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1143205
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR-AgR
acordaos
ARE 1143205 AgR-AgR
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AGTE.(S) : PAULO FERNANDO CORREA ADV.(A/S) : CRISTIAN RODRIGO RICALDI LOPES RODRIGUES ALVES AGDO.(A/S) : AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S.A. ADV.(A/S) : GUSTAVO GONCALVES GOMES ADV.(A/S) : SIQUEIRA CASTRO ADVOGADOS (6564/SP)
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.205 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PAULO FERNANDO CORREA ADV.(A/S) :CRISTIAN RODRIGO RICALDI LOPES RODRIGUES ALVES AGDO.(A/S) :AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S.A. ADV.(A/S) :GUSTAVO GONCALVES GOMES ADV.(A/S) :SIQUEIRA CASTRO ADVOGADOS (6564/SP) EMENTA Agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Agravo regimental contra acórdão. Impossibilidade. Precedentes. 1. Segundo o pacífico entendimento do Supremo Tribunal Federal, não cabe agravo regimental contra julgado prolatado por órgão colegiado (art. 317 do RISTF). 2. Não há falar em conversão do agravo regimental em embargos de declaração, pois a interposição do referido recurso caracteriza erro grosseiro. 3. Agravo regimental do qual não se conhece, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2170-CD2C-8874-0FF9 e senha 9DB9-10FD-776B-2A00 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1143205 AGR-AGR / SP Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/12/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em não conhecer do agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2170-CD2C-8874-0FF9 e senha 9DB9-10FD-776B-2A00 Supremo Tribunal Federal ARE 1143205 AGR-AGR / SP Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/12/2018, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em não conhecer do agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2170-CD2C-8874-0FF9 e senha 9DB9-10FD-776B-2A00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.205 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PAULO FERNANDO CORREA ADV.(A/S) :CRISTIAN RODRIGO RICALDI LOPES RODRIGUES ALVES AGDO.(A/S) :AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S.A. ADV.(A/S) :GUSTAVO GONCALVES GOMES ADV.(A/S) :SIQUEIRA CASTRO ADVOGADOS (6564/SP) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Insiste a parte agravante nos mesmos argumentos deduzidos nas irresignações anteriores. Insurge-se, ainda, quanto ao julgamento virtual e à multa que lhe foi aplicada. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo à parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D8-89D6-0D37-E33C e senha A36B-E764-3D64-935B Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.205 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PAULO FERNANDO CORREA ADV.(A/S) :CRISTIAN RODRIGO RICALDI LOPES RODRIGUES ALVES AGDO.(A/S) :AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S.A. ADV.(A/S) :GUSTAVO GONCALVES GOMES ADV.(A/S) :SIQUEIRA CASTRO ADVOGADOS (6564/SP) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Insiste a parte agravante nos mesmos argumentos deduzidos nas irresignações anteriores. Insurge-se, ainda, quanto ao julgamento virtual e à multa que lhe foi aplicada. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo à parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D8-89D6-0D37-E33C e senha A36B-E764-3D64-935B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.205 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Conforme dispõe o art. 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, somente pode ser objeto de agravo regimental a decisão monocrática. No caso dos autos, o presente agravo regimental visa impugnar acórdão prolatado pelo Plenário desta Corte no julgamento do anterior agravo regimental interposto pela parte ora agravante. Destarte, aplica-se a pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de não se conhecer de agravo regimental contra julgado proferido por órgão colegiado. Ressalte-se, ainda, que também é pacífico o entendimento deste Tribunal de que a interposição do referido recurso contra acórdão de Turma ou do Plenário caracteriza erro grosseiro, o que impede sua conversão em embargos declaratórios. Assentando essas orientações, colaciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. INTERPOSIÇÃO CONTRA ACÓRDÃO DE TURMA. NÃO CABIMENTO. ARTIGO 317 DO RISTF. INTEMPESTIVIDADE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. 1. Nos termos da orientação firmada no Supremo Tribunal Federal, não cabe agravo regimental contra acórdão de Turma ou Pleno. De outra parte, em se tratando de erro grosseiro, não há que ser o agravo convertido em embargos de declaração. 2. É intempestivo o agravo interno, em matéria criminal, que não observa o prazo de 05 (cinco) dias estabelecido no art. 317 do RISTF, contado na forma do art. 798 do CPP. 3. Agravo regimental não conhecido. Determinada a certificação do trânsito em julgado do acórdão ora agravado” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38A7-905C-AC0D-A9CE e senha 38F1-C747-B300-2243 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.205 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Conforme dispõe o art. 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, somente pode ser objeto de agravo regimental a decisão monocrática. No caso dos autos, o presente agravo regimental visa impugnar acórdão prolatado pelo Plenário desta Corte no julgamento do anterior agravo regimental interposto pela parte ora agravante. Destarte, aplica-se a pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de não se conhecer de agravo regimental contra julgado proferido por órgão colegiado. Ressalte-se, ainda, que também é pacífico o entendimento deste Tribunal de que a interposição do referido recurso contra acórdão de Turma ou do Plenário caracteriza erro grosseiro, o que impede sua conversão em embargos declaratórios. Assentando essas orientações, colaciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. INTERPOSIÇÃO CONTRA ACÓRDÃO DE TURMA. NÃO CABIMENTO. ARTIGO 317 DO RISTF. INTEMPESTIVIDADE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. 1. Nos termos da orientação firmada no Supremo Tribunal Federal, não cabe agravo regimental contra acórdão de Turma ou Pleno. De outra parte, em se tratando de erro grosseiro, não há que ser o agravo convertido em embargos de declaração. 2. É intempestivo o agravo interno, em matéria criminal, que não observa o prazo de 05 (cinco) dias estabelecido no art. 317 do RISTF, contado na forma do art. 798 do CPP. 3. Agravo regimental não conhecido. Determinada a certificação do trânsito em julgado do acórdão ora agravado” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38A7-905C-AC0D-A9CE e senha 38F1-C747-B300-2243 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1143205 AGR-AGR / SP (ARE n 1.029.171-AgR, Segunda Turma, Edson fachin, DJe de 23/11/2018). “Agravo regimental nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Interposição via fax. Original não apresentado. Recurso inexistente. Precedentes. Agravo regimental interposto contra julgado proferido por órgão colegiado. Impossibilidade. Precedentes. Baixa imediata para execução da pena imposta. 1. É considerado inexistente o recurso quando, interposto por fax, a petição original não é apresentada no quinquídio adicional conferido pelo art. 2... da Lei n 9.800/99 (AI n 837.380/PR-AgR, Primeira Turma, DJe de 6/2/12). 2. É pacífico o entendimento da Corte no sentido de ser incabível agravo regimental contra julgado prolatado por órgão colegiado (art. 317 do RISTF). 3. Não conhecimento do agravo regimental. Baixa dos autos, independentemente da publicação do acórdão” (ARE n 739.994/RO-AgR-ED-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/2/14). “AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO DE ACÓRDÃO DO PLENÁRIO. NÃO CABIMENTO. O Supremo Tribunal Federal entende pacificamente ser incabível a interposição de agravo regimental contra acórdão prolatado por qualquer de seus órgãos colegiados. A Corte afasta a possibilidade de conversão do agravo em embargos de declaração, por tratar-se de erro grosseiro. Agravo regimental não conhecido” (AI n 671.907/MT-AgR-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/6/13). “RECURSO. Agravo regimental. Inadmissibilidade. Acórdão de Turma ou do Plenário. Agravo regimental não conhecido. Precedentes. Cabe agravo regimental contra decisão do Presidente do Tribunal, de Presidente de Turma ou do Relator. Não, porém, contra acórdão de Turma ou do Plenário” (AI n 748.383/GO-AgR-ED-ED-AgR, Tribunal Pleno, Relator o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38A7-905C-AC0D-A9CE e senha 38F1-C747-B300-2243 Supremo Tribunal Federal ARE 1143205 AGR-AGR / SP (ARE n 1.029.171-AgR, Segunda Turma, Edson fachin, DJe de 23/11/2018). “Agravo regimental nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Interposição via fax. Original não apresentado. Recurso inexistente. Precedentes. Agravo regimental interposto contra julgado proferido por órgão colegiado. Impossibilidade. Precedentes. Baixa imediata para execução da pena imposta. 1. É considerado inexistente o recurso quando, interposto por fax, a petição original não é apresentada no quinquídio adicional conferido pelo art. 2... da Lei n 9.800/99 (AI n 837.380/PR-AgR, Primeira Turma, DJe de 6/2/12). 2. É pacífico o entendimento da Corte no sentido de ser incabível agravo regimental contra julgado prolatado por órgão colegiado (art. 317 do RISTF). 3. Não conhecimento do agravo regimental. Baixa dos autos, independentemente da publicação do acórdão” (ARE n 739.994/RO-AgR-ED-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/2/14). “AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO DE ACÓRDÃO DO PLENÁRIO. NÃO CABIMENTO. O Supremo Tribunal Federal entende pacificamente ser incabível a interposição de agravo regimental contra acórdão prolatado por qualquer de seus órgãos colegiados. A Corte afasta a possibilidade de conversão do agravo em embargos de declaração, por tratar-se de erro grosseiro. Agravo regimental não conhecido” (AI n 671.907/MT-AgR-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 18/6/13). “RECURSO. Agravo regimental. Inadmissibilidade. Acórdão de Turma ou do Plenário. Agravo regimental não conhecido. Precedentes. Cabe agravo regimental contra decisão do Presidente do Tribunal, de Presidente de Turma ou do Relator. Não, porém, contra acórdão de Turma ou do Plenário” (AI n 748.383/GO-AgR-ED-ED-AgR, Tribunal Pleno, Relator o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38A7-905C-AC0D-A9CE e senha 38F1-C747-B300-2243 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1143205 AGR-AGR / SP Ministro Cezar Peluso, DJe de 1.../2/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CABIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO NÃO CONHECIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que não cabe agravo regimental contra acórdão do Plenário ou de Turma. 2. Impossibilidade de conversão em embargos de declaração: erro grosseiro” (Recurso Extraordinário n 451.018/RS- AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 11/9/09). “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso contra acórdão de Turma do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental incabível. Precedentes. 3. Agravo regimental a que não se conhece” (AI n 586.359/RN-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 18/4/08). Manifestamente inadmissível, não conheço do agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38A7-905C-AC0D-A9CE e senha 38F1-C747-B300-2243 Supremo Tribunal Federal ARE 1143205 AGR-AGR / SP Ministro Cezar Peluso, DJe de 1.../2/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CABIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO NÃO CONHECIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que não cabe agravo regimental contra acórdão do Plenário ou de Turma. 2. Impossibilidade de conversão em embargos de declaração: erro grosseiro” (Recurso Extraordinário n 451.018/RS- AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 11/9/09). “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso contra acórdão de Turma do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental incabível. Precedentes. 3. Agravo regimental a que não se conhece” (AI n 586.359/RN-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 18/4/08). Manifestamente inadmissível, não conheço do agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38A7-905C-AC0D-A9CE e senha 38F1-C747-B300-2243 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/12/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.205 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PAULO FERNANDO CORREA ADV.(A/S) : CRISTIAN RODRIGO RICALDI LOPES RODRIGUES ALVES (187093/SP) AGDO.(A/S) : AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S.A. ADV.(A/S) : GUSTAVO GONCALVES GOMES (A1058/AM, 39054/GO, 146101/MG, 20666-A/PA, 64926/PR, 121350/RJ, 6230/RO, 266894/SP) ADV.(A/S) : SIQUEIRA CASTRO ADVOGADOS (6564/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu do agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE89-E30B-176A-D891 e senha AC9E-5C00-8CD8-C025 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.143.205 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PAULO FERNANDO CORREA ADV.(A/S) : CRISTIAN RODRIGO RICALDI LOPES RODRIGUES ALVES (187093/SP) AGDO.(A/S) : AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S.A. ADV.(A/S) : GUSTAVO GONCALVES GOMES (A1058/AM, 39054/GO, 146101/MG, 20666-A/PA, 64926/PR, 121350/RJ, 6230/RO, 266894/SP) ADV.(A/S) : SIQUEIRA CASTRO ADVOGADOS (6564/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, não conheceu do agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE89-E30B-176A-D891 e senha AC9E-5C00-8CD8-C025 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 143 . 205", "ARE", "ARE", "AGRAVO 1 . 143 . 205", "AGRAVO 1 . 143 . 205", "ARE 1143205 AGR - AGR / SP", "ARE n 1 . 029 . 171 - AgR", "AI n 837 . 380 / PR - AgR", "ARE n 739 . 994 / RO - AgR - ED - AgR", "AI n 671 . 907 / MT - AgR - AgR", "AI n 748 . 383 / GO - AgR - ED - ED - AgR", "ARE n 1 . 029 . 171 - AgR", "AI n 837 . 380 / PR - AgR", "ARE n 739 . 994 / RO - AgR - ED - AgR", "AI n 671 . 907 / MT - AgR - AgR", "AI n 748 . 383 / GO - AgR - ED - ED", "ARE 1143205", "Recurso Extraordinário n 451 . 018 / RS - AgR", "AI n 586 . 359 / RN - AgR - AgR", "Recurso Extraordinário n 451 . 018 / RS - AgR", "AI n 586 . 359 / RN - AgR - AgR", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "art . 317 do RISTF", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "ARTIGO 317 DO RISTF", "art . 317 do RISTF", "art . 798 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "ARTIGO 317 DO RISTF", "art . 317 do RISTF", "art . 798 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 800 / 99", "art . 317 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S . A .", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "PLENÁRIO", "AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S . A .", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S . A .", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Plenário", "Tribunal Pleno", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "PLENÁRIO", "EXTRATO", "AMIL", "ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S . A", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S . A .", "SIQUEIRA CASTRO ADVOGADOS", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "PAULO FERNANDO CORREA", "CRISTIAN RODRIGO RICALDI LOPES RODRIGUES ALVES", "GUSTAVO GONCALVES GOMES", "SIQUEIRA CASTRO", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "PAULO FERNANDO CORREA", "CRISTIAN RODRIGO RICALDI LOPES RODRIGUES ALVES", "GUSTAVO GONCALVES GOMES", "SIQUEIRA CASTRO", "DIAS TOFFOLI", "PAULO FERNANDO CORREA", "CRISTIAN RODRIGO RICALDI LOPES RODRIGUES ALVES", "GUSTAVO GONCALVES GOMES", "SIQUEIRA CASTRO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Edson fachin", "Joaquim Barbosa", "Edson fachin", "Joaquim Barbosa", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "PAULO FERNANDO CORREA", "CRISTIAN RODRIGO RICALDI LOPES RODRIGUES ALVES", "GUSTAVO GONCALVES GOMES", "SIQUEIRA CASTRO", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "PAULO FERNANDO CORREA", "CRISTIAN RODRIGO RICALDI LOPES RODRIGUES ALVES", "GUSTAVO GONCALVES GOMES", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", "/", "12", "/", "2018", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", "/", "12", "/", "2018", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "6", "/", "2", "/", "12", "21", "/", "2", "/", "14", "18", "/", "6", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2018", "6", "/", "2", "/", "12", "21", "/", "2", "/", "14", "18", "/", "6", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "11", "11", "/", "9", "/", "09", "18", "/", "4", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "11", "11", "/", "9", "/", "09", "18", "/", "4", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.485 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FRANCISCO PIMENTEL DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :FRANCISCO DE ASSIS DO REGO MONTEIRO ROCHA JUNIOR ADV.(A/S) :JOAO RAFAEL DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :SYLVIO LOURENCO DA SILVEIRA FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO A ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ANÁLISE DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RE 569.365 RG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2E-755E-8723-AF8E e senha C528-94FE-5124-ECB2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1175485 AGR / PR argumentativo. 2. O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no julgamento do RE 598.365-RG, Rel. Min. AYRES BRITO, Tema 181, assentou entendimento no sentido de que a questão relativa aos pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outros Tribunais, não apresenta repercussão geral, dado que as ofensas à Constituição Federal, caso existentes, ocorreriam de modo indireto ou reflexo. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2E-755E-8723-AF8E e senha C528-94FE-5124-ECB2 Supremo Tribunal Federal ARE 1175485 AGR / PR argumentativo. 2. O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no julgamento do RE 598.365-RG, Rel. Min. AYRES BRITO, Tema 181, assentou entendimento no sentido de que a questão relativa aos pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outros Tribunais, não apresenta repercussão geral, dado que as ofensas à Constituição Federal, caso existentes, ocorreriam de modo indireto ou reflexo. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2E-755E-8723-AF8E e senha C528-94FE-5124-ECB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.485 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FRANCISCO PIMENTEL DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :FRANCISCO DE ASSIS DO REGO MONTEIRO ROCHA JUNIOR ADV.(A/S) :JOAO RAFAEL DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :SYLVIO LOURENCO DA SILVEIRA FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao agravo interposto em face da inadmissão de Recurso Extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Sustenta a parte agravante, em suma, que a repercussão geral foi devidamente demonstrada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A9B-6971-9931-BB4C e senha 0B1C-F52B-48EF-F2A7 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.485 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FRANCISCO PIMENTEL DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :FRANCISCO DE ASSIS DO REGO MONTEIRO ROCHA JUNIOR ADV.(A/S) :JOAO RAFAEL DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :SYLVIO LOURENCO DA SILVEIRA FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao agravo interposto em face da inadmissão de Recurso Extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Sustenta a parte agravante, em suma, que a repercussão geral foi devidamente demonstrada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A9B-6971-9931-BB4C e senha 0B1C-F52B-48EF-F2A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.485 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea “a” da Constituição Federal, a recorrente sustenta que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01CB-8AC0-A511-0209 e senha 6D58-1D06-FF0C-A26A Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.485 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea “a” da Constituição Federal, a recorrente sustenta que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01CB-8AC0-A511-0209 e senha 6D58-1D06-FF0C-A26A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1175485 AGR / PR jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Por fim, ainda que superado esse grave óbice, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, na análise do RE 598.365 RG (Rel. Min. AYRES BRITTO, Tema 181), assentou que a questão do preenchimento dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais tem natureza infraconstitucional e a ela são atribuídos os efeitos da ausência de repercussão geral. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente de cada um dos pontos versados no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbices apontados. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01CB-8AC0-A511-0209 e senha 6D58-1D06-FF0C-A26A Supremo Tribunal Federal ARE 1175485 AGR / PR jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Por fim, ainda que superado esse grave óbice, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, na análise do RE 598.365 RG (Rel. Min. AYRES BRITTO, Tema 181), assentou que a questão do preenchimento dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais tem natureza infraconstitucional e a ela são atribuídos os efeitos da ausência de repercussão geral. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente de cada um dos pontos versados no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbices apontados. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01CB-8AC0-A511-0209 e senha 6D58-1D06-FF0C-A26A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.485 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FRANCISCO PIMENTEL DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : FRANCISCO DE ASSIS DO REGO MONTEIRO ROCHA JUNIOR (29071/PR) ADV.(A/S) : JOAO RAFAEL DE OLIVEIRA (56722/PR) ADV.(A/S) : SYLVIO LOURENCO DA SILVEIRA FILHO (56109/PR) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E0F-AFB9-1996-86A5 e senha 8ED6-6AF8-AA18-7EF9 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.485 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FRANCISCO PIMENTEL DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : FRANCISCO DE ASSIS DO REGO MONTEIRO ROCHA JUNIOR (29071/PR) ADV.(A/S) : JOAO RAFAEL DE OLIVEIRA (56722/PR) ADV.(A/S) : SYLVIO LOURENCO DA SILVEIRA FILHO (56109/PR) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E0F-AFB9-1996-86A5 e senha 8ED6-6AF8-AA18-7EF9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749235441
2019-02-15T00:00:00
2019-02-26T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO A ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ANÁLISE DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RE 569.365 RG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no julgamento do RE 598.365-RG, Rel. Min. AYRES BRITO, Tema 181, assentou entendimento no sentido de que a questão relativa aos pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outros Tribunais, não apresenta repercussão geral, dado que as ofensas à Constituição Federal, caso existentes, ocorreriam de modo indireto ou reflexo. 3. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur398829
- Acórdão(s) citado(s): (REPERCUSSÃO GERAL, PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE, RECURSO) RE 598365 RG. Número de páginas: 6. Análise: 07/03/2019, AMS.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1175485
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1175485 AgR
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AGTE.(S) : FRANCISCO PIMENTEL DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : FRANCISCO DE ASSIS DO REGO MONTEIRO ROCHA JUNIOR ADV.(A/S) : JOAO RAFAEL DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : SYLVIO LOURENCO DA SILVEIRA FILHO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
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Ementa e Acórdão 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.485 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FRANCISCO PIMENTEL DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :FRANCISCO DE ASSIS DO REGO MONTEIRO ROCHA JUNIOR ADV.(A/S) :JOAO RAFAEL DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :SYLVIO LOURENCO DA SILVEIRA FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO A ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ANÁLISE DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Recurso Extraordinário 569.365 RG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2E-755E-8723-AF8E e senha C528-94FE-5124-ECB2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1175485 AGR / PR argumentativo. 2. O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no julgamento do Recurso Extraordinário 598.365-RG, Rel. Min. AYRES BRITO, Tema 181, assentou entendimento no sentido de que a questão relativa aos pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outros Tribunais, não apresenta repercussão geral, dado que as ofensas à Constituição Federal, caso existentes, ocorreriam de modo indireto ou reflexo. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2E-755E-8723-AF8E e senha C528-94FE-5124-ECB2 Supremo Tribunal Federal ARE 1175485 AGR / PR argumentativo. 2. O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no julgamento do Recurso Extraordinário 598.365-RG, Rel. Min. AYRES BRITO, Tema 181, assentou entendimento no sentido de que a questão relativa aos pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outros Tribunais, não apresenta repercussão geral, dado que as ofensas à Constituição Federal, caso existentes, ocorreriam de modo indireto ou reflexo. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 15 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C2E-755E-8723-AF8E e senha C528-94FE-5124-ECB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.485 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FRANCISCO PIMENTEL DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :FRANCISCO DE ASSIS DO REGO MONTEIRO ROCHA JUNIOR ADV.(A/S) :JOAO RAFAEL DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :SYLVIO LOURENCO DA SILVEIRA FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao agravo interposto em face da inadmissão de Recurso Extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Sustenta a parte agravante, em suma, que a repercussão geral foi devidamente demonstrada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A9B-6971-9931-BB4C e senha 0B1C-F52B-48EF-F2A7 Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.485 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FRANCISCO PIMENTEL DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :FRANCISCO DE ASSIS DO REGO MONTEIRO ROCHA JUNIOR ADV.(A/S) :JOAO RAFAEL DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :SYLVIO LOURENCO DA SILVEIRA FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao agravo interposto em face da inadmissão de Recurso Extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Sustenta a parte agravante, em suma, que a repercussão geral foi devidamente demonstrada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A9B-6971-9931-BB4C e senha 0B1C-F52B-48EF-F2A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.485 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea “a” da Constituição Federal, a recorrente sustenta que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01CB-8AC0-A511-0209 e senha 6D58-1D06-FF0C-A26A Supremo Tribunal Federal 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.485 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea “a” da Constituição Federal, a recorrente sustenta que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01CB-8AC0-A511-0209 e senha 6D58-1D06-FF0C-A26A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1175485 AGR / PR jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Por fim, ainda que superado esse grave óbice, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, na análise do Recurso Extraordinário 598.365 RG (Rel. Min. AYRES BRITTO, Tema 181), assentou que a questão do preenchimento dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais tem natureza infraconstitucional e a ela são atribuídos os efeitos da ausência de repercussão geral. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente de cada um dos pontos versados no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbices apontados. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01CB-8AC0-A511-0209 e senha 6D58-1D06-FF0C-A26A Supremo Tribunal Federal ARE 1175485 AGR / PR jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Por fim, ainda que superado esse grave óbice, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, na análise do Recurso Extraordinário 598.365 RG (Rel. Min. AYRES BRITTO, Tema 181), assentou que a questão do preenchimento dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais tem natureza infraconstitucional e a ela são atribuídos os efeitos da ausência de repercussão geral. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente de cada um dos pontos versados no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbices apontados. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01CB-8AC0-A511-0209 e senha 6D58-1D06-FF0C-A26A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 15/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.485 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FRANCISCO PIMENTEL DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : FRANCISCO DE ASSIS DO REGO MONTEIRO ROCHA JUNIOR (29071/PR) ADV.(A/S) : JOAO RAFAEL DE OLIVEIRA (56722/PR) ADV.(A/S) : SYLVIO LOURENCO DA SILVEIRA FILHO (56109/PR) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E0F-AFB9-1996-86A5 e senha 8ED6-6AF8-AA18-7EF9 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.485 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FRANCISCO PIMENTEL DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : FRANCISCO DE ASSIS DO REGO MONTEIRO ROCHA JUNIOR (29071/PR) ADV.(A/S) : JOAO RAFAEL DE OLIVEIRA (56722/PR) ADV.(A/S) : SYLVIO LOURENCO DA SILVEIRA FILHO (56109/PR) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 8.2.2019 a 14.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E0F-AFB9-1996-86A5 e senha 8ED6-6AF8-AA18-7EF9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 175 . 485", "Recurso Extraordinário 569 . 365 RG", "ARE 1175485 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG", "AGRAVO 1 . 175 . 485", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 175 . 485", "ARE 1175485 AGR / PR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Recurso Extraordinário 598 . 365 RG", "ARE 1175485 AGR / PR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Recurso Extraordinário 598 . 365 RG" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art", ".", "1 .", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , alínea “ a ” da Constituição Federal", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art .", "1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , alínea “ a ” da Constituição Federal", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art .", "1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 .", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ", "Superior Tribunal de Justiça", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "FRANCISCO PIMENTEL DE OLIVEIRA", "FRANCISCO DE ASSIS DO REGO MONTEIRO ROCHA JUNIOR", "JOAO RAFAEL DE OLIVEIRA", "SYLVIO LOURENCO DA SILVEIRA FILHO", "AYRES BRITTO", "AYRES BRITO", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "AYRES BRITO", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "FRANCISCO PIMENTEL DE OLIVEIRA", "FRANCISCO DE ASSIS DO REGO MONTEIRO ROCHA JUNIOR", "JOAO RAFAEL DE OLIVEIRA", "SYLVIO LOURENCO DA SILVEIRA FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "FRANCISCO PIMENTEL DE OLIVEIRA", "FRANCISCO DE ASSIS DO REGO MONTEIRO ROCHA JUNIOR", "JOAO RAFAEL DE OLIVEIRA", "SYLVIO LOURENCO DA SILVEIRA FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "AYRES BRITTO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "AYRES BRITTO", "ALEXANDRE DE MORAES", "FRANCISCO PIMENTEL DE OLIVEIRA", "FRANCISCO DE ASSIS DO REGO MONTEIRO ROCHA JUNIOR", "JOAO RAFAEL DE OLIVEIRA", "SYLVIO LOURENCO DA SILVEIRA FILHO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "FRANCISCO PIMENTEL DE OLIVEIRA", "FRANCISCO DE ASSIS DO REGO MONTEIRO ROCHA JUNIOR", "JOAO RAFAEL DE OLIVEIRA", "SYLVIO LOURENCO DA SILVEIRA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "02", "/", "2019", "8", ".", "2", ".", "2019", "14", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "2", ".", "2019", "14", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.790 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :ROGÉRIO DOS SANTOS IMPTE.(S) :CARLOS ALBERTO TELLES E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO ARESP Nº 1.111.267 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. USO DE DOCUMENTO FALSO. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA. ABRANDAMENTO. CONCESSÃO DA ORDEM. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA CONDENAÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. 1. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da sanção corporal aplicada, devendo-se considerar as especiais circunstâncias do caso concreto. Assim, a imposição ao condenado de regime mais gravoso do que o recomendado nas alíneas do § 2º do art. 33 do Código Penal deve ser adequadamente fundamentada. Esse entendimento se amolda à jurisprudência cristalizada na Súmula 719 do STF e replicada em diversos julgados. 2. O paciente foi condenado à pena de 2 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do crime de uso de documento falso (CP, art. 304). As circunstâncias do caso concreto indicam que o regime aberto se mostra adequado e suficiente para a repressão e prevenção do crime. 3. O Plenário desta CORTE concluiu que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal (HC 126.292/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Dje de 17/5/2016). Entendimento confirmado no julgamento das medidas cautelares nas ADCs 43 e 44 (julgadas em 5/10/2016). E, em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9C3-58FC-C867-18B0 e senha 02F7-73D4-7B3E-7D33 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 150790 / SP repercussão geral, foi reafirmada a jurisprudência, no exame do ARE 964.246 (Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 25/11/2016). 4. Ordem de Habeas Corpus concedida, de ofício, para que seja observado o regime aberto. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em conceder a ordem, de ofício, para que seja observado o regime aberto, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator p/ o Acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9C3-58FC-C867-18B0 e senha 02F7-73D4-7B3E-7D33 Supremo Tribunal Federal HC 150790 / SP repercussão geral, foi reafirmada a jurisprudência, no exame do ARE 964.246 (Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 25/11/2016). 4. Ordem de Habeas Corpus concedida, de ofício, para que seja observado o regime aberto. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em conceder a ordem, de ofício, para que seja observado o regime aberto, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator p/ o Acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9C3-58FC-C867-18B0 e senha 02F7-73D4-7B3E-7D33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.790 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :ROGÉRIO DOS SANTOS IMPTE.(S) :CARLOS ALBERTO TELLES E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO ARESP Nº 1.111.267 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Judicial da Comarca de Guariba/SP, no processo nº 0002888-33.2015.8.26.0222, condenou o paciente a 2 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, ante a prática do delito descrito no artigo 304, cabeça (uso de documento falso), do Código Penal. Reconheceu o direito de recorrer em liberdade. A Quarta Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça, no dia 28 de junho de 2016, negou provimento à apelação interposta pela defesa. Embargos declaratórios Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE99-46C8-4839-300F e senha 06D2-E3A8-4D30-C264 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.790 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :ROGÉRIO DOS SANTOS IMPTE.(S) :CARLOS ALBERTO TELLES E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO ARESP Nº 1.111.267 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Judicial da Comarca de Guariba/SP, no processo nº 0002888-33.2015.8.26.0222, condenou o paciente a 2 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, ante a prática do delito descrito no artigo 304, cabeça (uso de documento falso), do Código Penal. Reconheceu o direito de recorrer em liberdade. A Quarta Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça, no dia 28 de junho de 2016, negou provimento à apelação interposta pela defesa. Embargos declaratórios Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE99-46C8-4839-300F e senha 06D2-E3A8-4D30-C264 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 150790 / SP também foram desprovidos. Na sequência, o Presidente da Seção de Direito Criminal inadmitiu o recurso especial protocolado pela defesa. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o agravo em recurso especial nº 1.111.267/SP, não conhecido pela presidente, ministra Laurita Vaz. O Ministério Público requereu, por meio de petição no agravo em recurso especial, a remessa do processo ao Juízo para dar início à execução da pena. O Relator, aludindo ao decidido pelo Supremo no habeas corpus nº 126.292, acolheu o pedido. Os impetrantes sustentam ofensa ao princípio da não culpabilidade, presente condenação recorrível. Evocam a fixação do regime inicial semiaberto, a afastar a necessidade de antecipação do cumprimento da sanção. Destacam a ausência de fundamentação idônea no ato mediante o qual determinada a expedição de mandado de prisão. […] Os impetrantes buscaram, no campo precário e efêmero, o afastamento da execução precoce da pena. No mérito, pretendem a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 15 de março de 2018, deferiu a medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a protocolada contra ato individual. Assevera inexistir ilegalidade a ser reparada. Consulta ao sítio do Superior Tribunal revelou que a defesa interpôs agravo regimental postulando a reconsideração da decisão proferida pela Presidente no agravo em recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE99-46C8-4839-300F e senha 06D2-E3A8-4D30-C264 Supremo Tribunal Federal HC 150790 / SP também foram desprovidos. Na sequência, o Presidente da Seção de Direito Criminal inadmitiu o recurso especial protocolado pela defesa. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o agravo em recurso especial nº 1.111.267/SP, não conhecido pela presidente, ministra Laurita Vaz. O Ministério Público requereu, por meio de petição no agravo em recurso especial, a remessa do processo ao Juízo para dar início à execução da pena. O Relator, aludindo ao decidido pelo Supremo no habeas corpus nº 126.292, acolheu o pedido. Os impetrantes sustentam ofensa ao princípio da não culpabilidade, presente condenação recorrível. Evocam a fixação do regime inicial semiaberto, a afastar a necessidade de antecipação do cumprimento da sanção. Destacam a ausência de fundamentação idônea no ato mediante o qual determinada a expedição de mandado de prisão. […] Os impetrantes buscaram, no campo precário e efêmero, o afastamento da execução precoce da pena. No mérito, pretendem a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 15 de março de 2018, deferiu a medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a protocolada contra ato individual. Assevera inexistir ilegalidade a ser reparada. Consulta ao sítio do Superior Tribunal revelou que a defesa interpôs agravo regimental postulando a reconsideração da decisão proferida pela Presidente no agravo em recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE99-46C8-4839-300F e senha 06D2-E3A8-4D30-C264 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 150790 / SP especial nº 1.111.267/SP. O Relator proveu-o para não conhecer do especial. Agravo encontra-se pendente de análise, concluso ao Relator. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE99-46C8-4839-300F e senha 06D2-E3A8-4D30-C264 Supremo Tribunal Federal HC 150790 / SP especial nº 1.111.267/SP. O Relator proveu-o para não conhecer do especial. Agravo encontra-se pendente de análise, concluso ao Relator. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE99-46C8-4839-300F e senha 06D2-E3A8-4D30-C264 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.790 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PENA – EXECUÇÃO PROVISÓRIA. O princípio constitucional da não culpabilidade afasta a execução provisória da pena. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Quanto à matéria de fundo, reitero o assentado ao implementar a medida de urgência: […] 2. Não se pode potencializar o decidido pelo Pleno no habeas corpus nº 126.292, por maioria, em 17 de fevereiro de 2016. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5º da Constituição Federal, “ninguém será Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E07-CEF3-7B3E-A5E0 e senha DEC2-15F9-3B98-C03C Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.790 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PENA – EXECUÇÃO PROVISÓRIA. O princípio constitucional da não culpabilidade afasta a execução provisória da pena. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Quanto à matéria de fundo, reitero o assentado ao implementar a medida de urgência: […] 2. Não se pode potencializar o decidido pelo Pleno no habeas corpus nº 126.292, por maioria, em 17 de fevereiro de 2016. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5º da Constituição Federal, “ninguém será Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E07-CEF3-7B3E-A5E0 e senha DEC2-15F9-3B98-C03C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 150790 / SP considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem do processo-crime – apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da sanção. O Pleno, ao apreciar a referida impetração, não pôs em xeque a constitucionalidade nem colocou peias à norma contida na cabeça do artigo 283 do Código de Processo Penal, segundo a qual “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva”. Constrição provisória concebe-se cautelarmente, associada ao flagrante, à temporária ou à preventiva, e não a título de pena antecipada. A redação do preceito remete à Lei nº 12.403, de 4 de maio de 2011, revelando ter sido essa a opção do legislador. Ante o forte patrulhamento vivenciado nos dias de hoje, fique esclarecido que, nas ações declaratórias de constitucionalidade nº 43 e nº 44, nas quais questionado o mencionado dispositivo, o Pleno deixou de implementar liminar. A execução provisória pressupõe garantia do Juízo ou a viabilidade de retorno, alterado o título executivo, ao estado de coisas anterior, o que não ocorre em relação à custódia. É impossível devolver a liberdade perdida ao cidadão. O fato de o Tribunal, no denominado Plenário Virtual, atropelando os processos objetivos acima referidos, sem declarar, porque não podia fazê-lo em tal campo, a inconstitucionalidade do artigo 283 do aludido Código, e, com isso, confirmando que os tempos são estranhos, haver, em agravo que não chegou a ser provido pelo Relator, ministro Teori Zavascki – agravo em recurso extraordinário nº 964.246, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E07-CEF3-7B3E-A5E0 e senha DEC2-15F9-3B98-C03C Supremo Tribunal Federal HC 150790 / SP considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem do processo-crime – apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da sanção. O Pleno, ao apreciar a referida impetração, não pôs em xeque a constitucionalidade nem colocou peias à norma contida na cabeça do artigo 283 do Código de Processo Penal, segundo a qual “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva”. Constrição provisória concebe-se cautelarmente, associada ao flagrante, à temporária ou à preventiva, e não a título de pena antecipada. A redação do preceito remete à Lei nº 12.403, de 4 de maio de 2011, revelando ter sido essa a opção do legislador. Ante o forte patrulhamento vivenciado nos dias de hoje, fique esclarecido que, nas ações declaratórias de constitucionalidade nº 43 e nº 44, nas quais questionado o mencionado dispositivo, o Pleno deixou de implementar liminar. A execução provisória pressupõe garantia do Juízo ou a viabilidade de retorno, alterado o título executivo, ao estado de coisas anterior, o que não ocorre em relação à custódia. É impossível devolver a liberdade perdida ao cidadão. O fato de o Tribunal, no denominado Plenário Virtual, atropelando os processos objetivos acima referidos, sem declarar, porque não podia fazê-lo em tal campo, a inconstitucionalidade do artigo 283 do aludido Código, e, com isso, confirmando que os tempos são estranhos, haver, em agravo que não chegou a ser provido pelo Relator, ministro Teori Zavascki – agravo em recurso extraordinário nº 964.246, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E07-CEF3-7B3E-A5E0 e senha DEC2-15F9-3B98-C03C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 150790 / SP formalizado, por sinal, pelo paciente do habeas corpus nº 126.292 –, a um só tempo, reconhecido a repercussão geral e “confirmado a jurisprudência”, assentada em processo único – no citado habeas corpus –, não é obstáculo ao acesso ao Judiciário para afastar lesão a direito, revelado, no caso, em outra cláusula pétrea – segundo a qual “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” – incisos XXXV e LVII do artigo 5º da Carta da República. Ao tomar posse neste Tribunal, há 28 anos, jurei cumprir a Constituição Federal, observar as leis do País, e não a me curvar a pronunciamento que, diga-se, não tem efeito vinculante. De qualquer forma, está-se no Supremo, última trincheira da Cidadania, se é que continua sendo. O julgamento virtual, a discrepar do que ocorre em Colegiado, no verdadeiro Plenário, o foi por 6 votos a 4, e o seria, presumo, por 6 votos a 5, houvesse votado a ministra Rosa Weber, fato a revelar encontrar-se o Tribunal dividido. A minoria reafirmou a óptica anterior – eu próprio e os ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Tempos estranhos os vivenciados nesta sofrida República! Que cada qual faça a sua parte, com desassombro, com pureza d’alma, segundo ciência e consciência possuídas, presente a busca da segurança jurídica. Esta pressupõe a supremacia não de maioria eventual – conforme a composição do Tribunal –, mas da Constituição Federal, que a todos, indistintamente, submete, inclusive o Supremo, seu guarda maior. Em época de crise, impõe-se observar princípios, impõe-se a resistência democrática, a resistência republicana. De todo modo, há sinalização de a matéria vir a ser julgada, com a possibilidade, conforme noticiado pela imprensa, de um dos que formaram na corrente majoritária – e o escore foi de 6 a 5 – vir a evoluir. [...] Destaco ter liberado, em 4 de dezembro de 2017, para inserção na pauta dirigida do Pleno, ato situado no campo das atribuições da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E07-CEF3-7B3E-A5E0 e senha DEC2-15F9-3B98-C03C Supremo Tribunal Federal HC 150790 / SP formalizado, por sinal, pelo paciente do habeas corpus nº 126.292 –, a um só tempo, reconhecido a repercussão geral e “confirmado a jurisprudência”, assentada em processo único – no citado habeas corpus –, não é obstáculo ao acesso ao Judiciário para afastar lesão a direito, revelado, no caso, em outra cláusula pétrea – segundo a qual “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” – incisos XXXV e LVII do artigo 5º da Carta da República. Ao tomar posse neste Tribunal, há 28 anos, jurei cumprir a Constituição Federal, observar as leis do País, e não a me curvar a pronunciamento que, diga-se, não tem efeito vinculante. De qualquer forma, está-se no Supremo, última trincheira da Cidadania, se é que continua sendo. O julgamento virtual, a discrepar do que ocorre em Colegiado, no verdadeiro Plenário, o foi por 6 votos a 4, e o seria, presumo, por 6 votos a 5, houvesse votado a ministra Rosa Weber, fato a revelar encontrar-se o Tribunal dividido. A minoria reafirmou a óptica anterior – eu próprio e os ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Tempos estranhos os vivenciados nesta sofrida República! Que cada qual faça a sua parte, com desassombro, com pureza d’alma, segundo ciência e consciência possuídas, presente a busca da segurança jurídica. Esta pressupõe a supremacia não de maioria eventual – conforme a composição do Tribunal –, mas da Constituição Federal, que a todos, indistintamente, submete, inclusive o Supremo, seu guarda maior. Em época de crise, impõe-se observar princípios, impõe-se a resistência democrática, a resistência republicana. De todo modo, há sinalização de a matéria vir a ser julgada, com a possibilidade, conforme noticiado pela imprensa, de um dos que formaram na corrente majoritária – e o escore foi de 6 a 5 – vir a evoluir. [...] Destaco ter liberado, em 4 de dezembro de 2017, para inserção na pauta dirigida do Pleno, ato situado no campo das atribuições da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E07-CEF3-7B3E-A5E0 e senha DEC2-15F9-3B98-C03C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 150790 / SP Presidência, as ações declaratórias de constitucionalidade nº 43 e 44, visando o julgamento de mérito, bem como, em 19 de abril de 2018, a de nº 54 para análise do pedido de medida acauteladora. Nenhuma teve designada data para apreciação. Ressalte-se que a última está lastreada em fato novo – a evolução na manifestação do ministro Gilmar Mendes, no exame do habeas corpus nº 152.752, relator ministro Edson Fachin –, a retratar a revisão da óptica que ensejou escassa maioria. Defiro a ordem, para afastar a execução provisória do título condenatório retratado no processo nº 0002888-33.2015.8.26.0222, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Guariba/SP, considerada a execução açodada, precoce e temporã da pena. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do homem médio, integrado à sociedade. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E07-CEF3-7B3E-A5E0 e senha DEC2-15F9-3B98-C03C Supremo Tribunal Federal HC 150790 / SP Presidência, as ações declaratórias de constitucionalidade nº 43 e 44, visando o julgamento de mérito, bem como, em 19 de abril de 2018, a de nº 54 para análise do pedido de medida acauteladora. Nenhuma teve designada data para apreciação. Ressalte-se que a última está lastreada em fato novo – a evolução na manifestação do ministro Gilmar Mendes, no exame do habeas corpus nº 152.752, relator ministro Edson Fachin –, a retratar a revisão da óptica que ensejou escassa maioria. Defiro a ordem, para afastar a execução provisória do título condenatório retratado no processo nº 0002888-33.2015.8.26.0222, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Guariba/SP, considerada a execução açodada, precoce e temporã da pena. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do homem médio, integrado à sociedade. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E07-CEF3-7B3E-A5E0 e senha DEC2-15F9-3B98-C03C Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.790 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incidiria óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, determinando a extinção do Habeas Corpus ajuizado naquela Corte (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013 ; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 425D-ED00-4C9A-68CB e senha BD7D-5094-67B5-9805 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.790 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incidiria óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, determinando a extinção do Habeas Corpus ajuizado naquela Corte (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013 ; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 425D-ED00-4C9A-68CB e senha BD7D-5094-67B5-9805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 150790 / SP diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de Habeas Corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. A presente hipótese, contudo, apresenta excepcionalidade. É certo que a fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da sanção corporal aplicada, devendo-se considerar as especiais circunstâncias do caso concreto. Assim, a imposição ao condenado de regime mais gravoso do que o recomendado nas alíneas do § 2º do art. 33 do Código Penal deve ser adequadamente fundamentada. Esse entendimento se amolda à jurisprudência cristalizada na Súmula 719 (A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea) e replicada em diversos julgados: HC 143.577-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/10/2017; RHC 134.494-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 9/5/2017; RHC 128.827, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/3/2017; RHC 122.620 Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/8/2014; HC 118.733, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 17/12/2013. Infere-se dos autos que o paciente foi condenado à reprimenda de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do crime de uso de documento falso. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 425D-ED00-4C9A-68CB e senha BD7D-5094-67B5-9805 Supremo Tribunal Federal HC 150790 / SP diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de Habeas Corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. A presente hipótese, contudo, apresenta excepcionalidade. É certo que a fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da sanção corporal aplicada, devendo-se considerar as especiais circunstâncias do caso concreto. Assim, a imposição ao condenado de regime mais gravoso do que o recomendado nas alíneas do § 2º do art. 33 do Código Penal deve ser adequadamente fundamentada. Esse entendimento se amolda à jurisprudência cristalizada na Súmula 719 (A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea) e replicada em diversos julgados: HC 143.577-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/10/2017; RHC 134.494-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 9/5/2017; RHC 128.827, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/3/2017; RHC 122.620 Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/8/2014; HC 118.733, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 17/12/2013. Infere-se dos autos que o paciente foi condenado à reprimenda de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do crime de uso de documento falso. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 425D-ED00-4C9A-68CB e senha BD7D-5094-67B5-9805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 150790 / SP As circunstâncias do caso concreto indicam que o regime aberto se mostra adequado e suficiente para a repressão e prevenção do crime. De outro lado, a decisão da Corte Superior encontra amparo na orientação firmada no julgamento do HC 126.292/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 17/5/2016), de que a execução provisória de condenação penal confirmada em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência. Esse entendimento foi confirmado no julgamento das medidas cautelares nas ADCs 43 e 44 (julgadas em 5/10/2016), oportunidade na qual se decidiu, também, pelo indeferimento do pedido de modulação dos efeitos. E, em repercussão geral, foi reafirmada a jurisprudência, no exame do ARE 964.246 (Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 25/11/2016). Diante do exposto, CONCEDO A ORDEM, de ofício, tão somente para que seja observado o regime aberto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 425D-ED00-4C9A-68CB e senha BD7D-5094-67B5-9805 Supremo Tribunal Federal HC 150790 / SP As circunstâncias do caso concreto indicam que o regime aberto se mostra adequado e suficiente para a repressão e prevenção do crime. De outro lado, a decisão da Corte Superior encontra amparo na orientação firmada no julgamento do HC 126.292/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 17/5/2016), de que a execução provisória de condenação penal confirmada em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência. Esse entendimento foi confirmado no julgamento das medidas cautelares nas ADCs 43 e 44 (julgadas em 5/10/2016), oportunidade na qual se decidiu, também, pelo indeferimento do pedido de modulação dos efeitos. E, em repercussão geral, foi reafirmada a jurisprudência, no exame do ARE 964.246 (Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 25/11/2016). Diante do exposto, CONCEDO A ORDEM, de ofício, tão somente para que seja observado o regime aberto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 425D-ED00-4C9A-68CB e senha BD7D-5094-67B5-9805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.790 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A hipótese foi de falsificação da carteira nacional de habilitação. A carteira estava vencida e ele mudou a data da validade. Estou acompanhando a posição do Ministro Alexandre de Moraes para que se observe o regime aberto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A576-336B-ADAF-066B e senha 2FA3-4357-9549-8B91 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.790 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A hipótese foi de falsificação da carteira nacional de habilitação. A carteira estava vencida e ele mudou a data da validade. Estou acompanhando a posição do Ministro Alexandre de Moraes para que se observe o regime aberto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A576-336B-ADAF-066B e senha 2FA3-4357-9549-8B91 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 150.790 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : ROGÉRIO DOS SANTOS IMPTE.(S) : CARLOS ALBERTO TELLES (242749/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO ARESP Nº 1.111.267 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, concedeu a ordem, de ofício, para que seja observado o regime aberto, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ED5-AD83-9CDE-B745 e senha C4FB-4CFD-533E-9210 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 150.790 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : ROGÉRIO DOS SANTOS IMPTE.(S) : CARLOS ALBERTO TELLES (242749/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO ARESP Nº 1.111.267 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, concedeu a ordem, de ofício, para que seja observado o regime aberto, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ED5-AD83-9CDE-B745 e senha C4FB-4CFD-533E-9210 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750020137
2019-02-12T00:00:00
2019-06-05T00:00:00
A Turma, por maioria, concedeu a ordem, de ofício, para que seja observado o regime aberto, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS. USO DE DOCUMENTO FALSO. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA. ABRANDAMENTO. CONCESSÃO DA ORDEM. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA CONDENAÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. 1. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da sanção corporal aplicada, devendo-se considerar as especiais circunstâncias do caso concreto. Assim, a imposição ao condenado de regime mais gravoso do que o recomendado nas alíneas do § 2º do art. 33 do Código Penal deve ser adequadamente fundamentada. Esse entendimento se amolda à jurisprudência cristalizada na Súmula 719 do STF e replicada em diversos julgados. 2. O paciente foi condenado à pena de 2 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do crime de uso de documento falso (CP, art. 304). As circunstâncias do caso concreto indicam que o regime aberto se mostra adequado e suficiente para a repressão e prevenção do crime. 3. O Plenário desta CORTE concluiu que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal (HC 126.292/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Dje de 17/5/2016). Entendimento confirmado no julgamento das medidas cautelares nas ADCs 43 e 44 (julgadas em 5/10/2016). E, em repercussão geral, foi reafirmada a jurisprudência, no exame do ARE 964.246 (Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 25/11/2016). 4. Ordem de Habeas Corpus concedida, de ofício, para que seja observado o regime aberto.
sjur405037
- Acórdão(s) citado(s): (EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA, PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA) HC 126292 (TP), ADC 43 MC (TP), ADC 44 MC (TP), ARE 964246 RG, HC 152752 (TP). (HC, IMPUGNAÇÃO, DECISÃO MONOCRÁTICA, STJ) RHC 114737 (2ªT), RHC 114961 (1ªT), HC 116875 (2ªT), HC 117346 (2ªT), HC 117798 (2ªT), HC 119821 (2ªT), HC 121684 AgR (2ªT), HC 122381 AgR (1ªT), HC 122718 (1ªT), HC 138687 AgR (2ªT), HC 151344 AgR (1ªT). (HC, ESGOTAMENTO, INSTÂNCIA INFERIOR) HC 97009 (TP), RHC 111935 (1ªT), HC 118189 (2ªT), HC 129142 (1ªT). (FLEXIBILIZAÇÃO, REGRA CONSTITUCIONAL, COMPETÊNCIA, STF) HC 139262 AgR (1ªT). (HC, SUPERAÇÃO, REQUISITO, ESGOTAMENTO, INSTÂNCIA INFERIOR) HC 137078 (1ªT), HC 138414 AgR (1ªT). (REGIME PRISIONAL MAIS GRAVOSO, FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA) HC 118733 (1ªT), RHC 122620 (2ªT), RHC 128827 (2ªT), RHC 134494 AgR (2ªT), HC 143577 AgR (1ªT). - Veja ADC 54 do STF. Número de páginas: 14. Análise: 25/07/2019, AMA.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
150790
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035 INC-00057\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-012403 ANO-2011\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00002 ART-00304\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00283 REDAÇÃO DADA PELA LEI-12403/2011\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000719 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 150790
[ "" ]
PACTE.(S) : ROGÉRIO DOS SANTOS IMPTE.(S) : CARLOS ALBERTO TELLES E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO ARESP Nº 1.111.267 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.790 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :ROGÉRIO DOS SANTOS IMPTE.(S) :CARLOS ALBERTO TELLES E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO ARESP n 1.111.267 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. USO DE DOCUMENTO FALSO. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA. ABRANDAMENTO. CONCESSÃO DA ORDEM. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA CONDENAÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. 1. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da sanção corporal aplicada, devendo-se considerar as especiais circunstâncias do caso concreto. Assim, a imposição ao condenado de regime mais gravoso do que o recomendado nas alíneas do § 2... do art. 33 do Código Penal deve ser adequadamente fundamentada. Esse entendimento se amolda à jurisprudência cristalizada na Súmula 719 do Supremo Tribunal Federal e replicada em diversos julgados. 2. O paciente foi condenado à pena de 2 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do crime de uso de documento falso (Código Penal Brasileiro, art. 304). As circunstâncias do caso concreto indicam que o regime aberto se mostra adequado e suficiente para a repressão e prevenção do crime. 3. O Plenário desta CORTE concluiu que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal (HC 126.292/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Dje de 17/5/2016). Entendimento confirmado no julgamento das medidas cautelares nas ADCs 43 e 44 (julgadas em 5/10/2016). E, em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9C3-58FC-C867-18B0 e senha 02F7-73D4-7B3E-7D33 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 150790 / SP repercussão geral, foi reafirmada a jurisprudência, no exame do ARE 964.246 (Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 25/11/2016). 4. Ordem de Habeas Corpus concedida, de ofício, para que seja observado o regime aberto. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em conceder a ordem, de ofício, para que seja observado o regime aberto, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator p/ o Acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9C3-58FC-C867-18B0 e senha 02F7-73D4-7B3E-7D33 Supremo Tribunal Federal HC 150790 / SP repercussão geral, foi reafirmada a jurisprudência, no exame do ARE 964.246 (Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 25/11/2016). 4. Ordem de Habeas Corpus concedida, de ofício, para que seja observado o regime aberto. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em conceder a ordem, de ofício, para que seja observado o regime aberto, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator p/ o Acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9C3-58FC-C867-18B0 e senha 02F7-73D4-7B3E-7D33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.790 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :ROGÉRIO DOS SANTOS IMPTE.(S) :CARLOS ALBERTO TELLES E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO ARESP n 1.111.267 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Judicial da Comarca de Guariba/SP, no processo n 0002888-33.2015.8.26.0222, condenou o paciente a 2 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, ante a prática do delito descrito no artigo 304, cabeça (uso de documento falso), do Código Penal. Reconheceu o direito de recorrer em liberdade. A Quarta Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça, no dia 28 de junho de 2016, negou provimento à apelação interposta pela defesa. Embargos declaratórios Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE99-46C8-4839-300F e senha 06D2-E3A8-4D30-C264 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.790 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :ROGÉRIO DOS SANTOS IMPTE.(S) :CARLOS ALBERTO TELLES E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO ARESP n 1.111.267 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Judicial da Comarca de Guariba/SP, no processo n 0002888-33.2015.8.26.0222, condenou o paciente a 2 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, ante a prática do delito descrito no artigo 304, cabeça (uso de documento falso), do Código Penal. Reconheceu o direito de recorrer em liberdade. A Quarta Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça, no dia 28 de junho de 2016, negou provimento à apelação interposta pela defesa. Embargos declaratórios Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE99-46C8-4839-300F e senha 06D2-E3A8-4D30-C264 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 150790 / SP também foram desprovidos. Na sequência, o Presidente da Seção de Direito Criminal inadmitiu o recurso especial protocolado pela defesa. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o agravo em recurso especial n 1.111.267/SP, não conhecido pela presidente, ministra Laurita Vaz. O Ministério Público requereu, por meio de petição no agravo em recurso especial, a remessa do processo ao Juízo para dar início à execução da pena. O Relator, aludindo ao decidido pelo Supremo no habeas corpus n 126.292, acolheu o pedido. Os impetrantes sustentam ofensa ao princípio da não culpabilidade, presente condenação recorrível. Evocam a fixação do regime inicial semiaberto, a afastar a necessidade de antecipação do cumprimento da sanção. Destacam a ausência de fundamentação idônea no ato mediante o qual determinada a expedição de mandado de prisão. […] Os impetrantes buscaram, no campo precário e efêmero, o afastamento da execução precoce da pena. No mérito, pretendem a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 15 de março de 2018, deferiu a medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a protocolada contra ato individual. Assevera inexistir ilegalidade a ser reparada. Consulta ao sítio do Superior Tribunal revelou que a defesa interpôs agravo regimental postulando a reconsideração da decisão proferida pela Presidente no agravo em recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE99-46C8-4839-300F e senha 06D2-E3A8-4D30-C264 Supremo Tribunal Federal HC 150790 / SP também foram desprovidos. Na sequência, o Presidente da Seção de Direito Criminal inadmitiu o recurso especial protocolado pela defesa. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o agravo em recurso especial n 1.111.267/SP, não conhecido pela presidente, ministra Laurita Vaz. O Ministério Público requereu, por meio de petição no agravo em recurso especial, a remessa do processo ao Juízo para dar início à execução da pena. O Relator, aludindo ao decidido pelo Supremo no habeas corpus n 126.292, acolheu o pedido. Os impetrantes sustentam ofensa ao princípio da não culpabilidade, presente condenação recorrível. Evocam a fixação do regime inicial semiaberto, a afastar a necessidade de antecipação do cumprimento da sanção. Destacam a ausência de fundamentação idônea no ato mediante o qual determinada a expedição de mandado de prisão. […] Os impetrantes buscaram, no campo precário e efêmero, o afastamento da execução precoce da pena. No mérito, pretendem a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 15 de março de 2018, deferiu a medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a protocolada contra ato individual. Assevera inexistir ilegalidade a ser reparada. Consulta ao sítio do Superior Tribunal revelou que a defesa interpôs agravo regimental postulando a reconsideração da decisão proferida pela Presidente no agravo em recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE99-46C8-4839-300F e senha 06D2-E3A8-4D30-C264 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 150790 / SP especial n 1.111.267/SP. O Relator proveu-o para não conhecer do especial. Agravo encontra-se pendente de análise, concluso ao Relator. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE99-46C8-4839-300F e senha 06D2-E3A8-4D30-C264 Supremo Tribunal Federal HC 150790 / SP especial n 1.111.267/SP. O Relator proveu-o para não conhecer do especial. Agravo encontra-se pendente de análise, concluso ao Relator. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE99-46C8-4839-300F e senha 06D2-E3A8-4D30-C264 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.790 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PENA – EXECUÇÃO PROVISÓRIA. O princípio constitucional da não culpabilidade afasta a execução provisória da pena. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Quanto à matéria de fundo, reitero o assentado ao implementar a medida de urgência: […] 2. Não se pode potencializar o decidido pelo Pleno no habeas corpus n 126.292, por maioria, em 17 de fevereiro de 2016. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5... da Constituição Federal, “ninguém será Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E07-CEF3-7B3E-A5E0 e senha DEC2-15F9-3B98-C03C Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.790 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PENA – EXECUÇÃO PROVISÓRIA. O princípio constitucional da não culpabilidade afasta a execução provisória da pena. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Quanto à matéria de fundo, reitero o assentado ao implementar a medida de urgência: […] 2. Não se pode potencializar o decidido pelo Pleno no habeas corpus n 126.292, por maioria, em 17 de fevereiro de 2016. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5... da Constituição Federal, “ninguém será Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E07-CEF3-7B3E-A5E0 e senha DEC2-15F9-3B98-C03C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 150790 / SP considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem do processo-crime – apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da sanção. O Pleno, ao apreciar a referida impetração, não pôs em xeque a constitucionalidade nem colocou peias à norma contida na cabeça do artigo 283 do Código de Processo Penal, segundo a qual “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva”. Constrição provisória concebe-se cautelarmente, associada ao flagrante, à temporária ou à preventiva, e não a título de pena antecipada. A redação do preceito remete à Lei n 12.403, de 4 de maio de 2011, revelando ter sido essa a opção do legislador. Ante o forte patrulhamento vivenciado nos dias de hoje, fique esclarecido que, nas ações declaratórias de constitucionalidade n 43 e n 44, nas quais questionado o mencionado dispositivo, o Pleno deixou de implementar liminar. A execução provisória pressupõe garantia do Juízo ou a viabilidade de retorno, alterado o título executivo, ao estado de coisas anterior, o que não ocorre em relação à custódia. É impossível devolver a liberdade perdida ao cidadão. O fato de o Tribunal, no denominado Plenário Virtual, atropelando os processos objetivos acima referidos, sem declarar, porque não podia fazê-lo em tal campo, a inconstitucionalidade do artigo 283 do aludido Código, e, com isso, confirmando que os tempos são estranhos, haver, em agravo que não chegou a ser provido pelo Relator, ministro Teori Zavascki – agravo em recurso extraordinário n 964.246, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E07-CEF3-7B3E-A5E0 e senha DEC2-15F9-3B98-C03C Supremo Tribunal Federal HC 150790 / SP considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem do processo-crime – apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da sanção. O Pleno, ao apreciar a referida impetração, não pôs em xeque a constitucionalidade nem colocou peias à norma contida na cabeça do artigo 283 do Código de Processo Penal, segundo a qual “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva”. Constrição provisória concebe-se cautelarmente, associada ao flagrante, à temporária ou à preventiva, e não a título de pena antecipada. A redação do preceito remete à Lei n 12.403, de 4 de maio de 2011, revelando ter sido essa a opção do legislador. Ante o forte patrulhamento vivenciado nos dias de hoje, fique esclarecido que, nas ações declaratórias de constitucionalidade n 43 e n 44, nas quais questionado o mencionado dispositivo, o Pleno deixou de implementar liminar. A execução provisória pressupõe garantia do Juízo ou a viabilidade de retorno, alterado o título executivo, ao estado de coisas anterior, o que não ocorre em relação à custódia. É impossível devolver a liberdade perdida ao cidadão. O fato de o Tribunal, no denominado Plenário Virtual, atropelando os processos objetivos acima referidos, sem declarar, porque não podia fazê-lo em tal campo, a inconstitucionalidade do artigo 283 do aludido Código, e, com isso, confirmando que os tempos são estranhos, haver, em agravo que não chegou a ser provido pelo Relator, ministro Teori Zavascki – agravo em recurso extraordinário n 964.246, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E07-CEF3-7B3E-A5E0 e senha DEC2-15F9-3B98-C03C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 150790 / SP formalizado, por sinal, pelo paciente do habeas corpus n 126.292 –, a um só tempo, reconhecido a repercussão geral e “confirmado a jurisprudência”, assentada em processo único – no citado habeas corpus –, não é obstáculo ao acesso ao Judiciário para afastar lesão a direito, revelado, no caso, em outra cláusula pétrea – segundo a qual “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” – incisos XXXV e LVII do artigo 5... da Carta da República. Ao tomar posse neste Tribunal, há 28 anos, jurei cumprir a Constituição Federal, observar as leis do País, e não a me curvar a pronunciamento que, diga-se, não tem efeito vinculante. De qualquer forma, está-se no Supremo, última trincheira da Cidadania, se é que continua sendo. O julgamento virtual, a discrepar do que ocorre em Colegiado, no verdadeiro Plenário, o foi por 6 votos a 4, e o seria, presumo, por 6 votos a 5, houvesse votado a ministra Rosa Weber, fato a revelar encontrar-se o Tribunal dividido. A minoria reafirmou a óptica anterior – eu próprio e os ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Tempos estranhos os vivenciados nesta sofrida República! Que cada qual faça a sua parte, com desassombro, com pureza d’alma, segundo ciência e consciência possuídas, presente a busca da segurança jurídica. Esta pressupõe a supremacia não de maioria eventual – conforme a composição do Tribunal –, mas da Constituição Federal, que a todos, indistintamente, submete, inclusive o Supremo, seu guarda maior. Em época de crise, impõe-se observar princípios, impõe-se a resistência democrática, a resistência republicana. De todo modo, há sinalização de a matéria vir a ser julgada, com a possibilidade, conforme noticiado pela imprensa, de um dos que formaram na corrente majoritária – e o escore foi de 6 a 5 – vir a evoluir. [...] Destaco ter liberado, em 4 de dezembro de 2017, para inserção na pauta dirigida do Pleno, ato situado no campo das atribuições da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E07-CEF3-7B3E-A5E0 e senha DEC2-15F9-3B98-C03C Supremo Tribunal Federal HC 150790 / SP formalizado, por sinal, pelo paciente do habeas corpus n 126.292 –, a um só tempo, reconhecido a repercussão geral e “confirmado a jurisprudência”, assentada em processo único – no citado habeas corpus –, não é obstáculo ao acesso ao Judiciário para afastar lesão a direito, revelado, no caso, em outra cláusula pétrea – segundo a qual “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” – incisos XXXV e LVII do artigo 5... da Carta da República. Ao tomar posse neste Tribunal, há 28 anos, jurei cumprir a Constituição Federal, observar as leis do País, e não a me curvar a pronunciamento que, diga-se, não tem efeito vinculante. De qualquer forma, está-se no Supremo, última trincheira da Cidadania, se é que continua sendo. O julgamento virtual, a discrepar do que ocorre em Colegiado, no verdadeiro Plenário, o foi por 6 votos a 4, e o seria, presumo, por 6 votos a 5, houvesse votado a ministra Rosa Weber, fato a revelar encontrar-se o Tribunal dividido. A minoria reafirmou a óptica anterior – eu próprio e os ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Tempos estranhos os vivenciados nesta sofrida República! Que cada qual faça a sua parte, com desassombro, com pureza d’alma, segundo ciência e consciência possuídas, presente a busca da segurança jurídica. Esta pressupõe a supremacia não de maioria eventual – conforme a composição do Tribunal –, mas da Constituição Federal, que a todos, indistintamente, submete, inclusive o Supremo, seu guarda maior. Em época de crise, impõe-se observar princípios, impõe-se a resistência democrática, a resistência republicana. De todo modo, há sinalização de a matéria vir a ser julgada, com a possibilidade, conforme noticiado pela imprensa, de um dos que formaram na corrente majoritária – e o escore foi de 6 a 5 – vir a evoluir. [...] Destaco ter liberado, em 4 de dezembro de 2017, para inserção na pauta dirigida do Pleno, ato situado no campo das atribuições da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E07-CEF3-7B3E-A5E0 e senha DEC2-15F9-3B98-C03C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 150790 / SP Presidência, as ações declaratórias de constitucionalidade n 43 e 44, visando o julgamento de mérito, bem como, em 19 de abril de 2018, a de n 54 para análise do pedido de medida acauteladora. Nenhuma teve designada data para apreciação. Ressalte-se que a última está lastreada em fato novo – a evolução na manifestação do ministro Gilmar Mendes, no exame do habeas corpus n 152.752, relator ministro Edson Fachin –, a retratar a revisão da óptica que ensejou escassa maioria. Defiro a ordem, para afastar a execução provisória do título condenatório retratado no processo n 0002888-33.2015.8.26.0222, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Guariba/SP, considerada a execução açodada, precoce e temporã da pena. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do homem médio, integrado à sociedade. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E07-CEF3-7B3E-A5E0 e senha DEC2-15F9-3B98-C03C Supremo Tribunal Federal HC 150790 / SP Presidência, as ações declaratórias de constitucionalidade n 43 e 44, visando o julgamento de mérito, bem como, em 19 de abril de 2018, a de n 54 para análise do pedido de medida acauteladora. Nenhuma teve designada data para apreciação. Ressalte-se que a última está lastreada em fato novo – a evolução na manifestação do ministro Gilmar Mendes, no exame do habeas corpus n 152.752, relator ministro Edson Fachin –, a retratar a revisão da óptica que ensejou escassa maioria. Defiro a ordem, para afastar a execução provisória do título condenatório retratado no processo n 0002888-33.2015.8.26.0222, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Guariba/SP, considerada a execução açodada, precoce e temporã da pena. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do homem médio, integrado à sociedade. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E07-CEF3-7B3E-A5E0 e senha DEC2-15F9-3B98-C03C Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.790 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incidiria óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, determinando a extinção do Habeas Corpus ajuizado naquela Corte (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013 ; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 425D-ED00-4C9A-68CB e senha BD7D-5094-67B5-9805 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.790 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incidiria óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, determinando a extinção do Habeas Corpus ajuizado naquela Corte (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013 ; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 425D-ED00-4C9A-68CB e senha BD7D-5094-67B5-9805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 150790 / SP diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de Habeas Corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. A presente hipótese, contudo, apresenta excepcionalidade. É certo que a fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da sanção corporal aplicada, devendo-se considerar as especiais circunstâncias do caso concreto. Assim, a imposição ao condenado de regime mais gravoso do que o recomendado nas alíneas do § 2... do art. 33 do Código Penal deve ser adequadamente fundamentada. Esse entendimento se amolda à jurisprudência cristalizada na Súmula 719 (A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea) e replicada em diversos julgados: HC 143.577-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/10/2017; RHC 134.494-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 9/5/2017; RHC 128.827, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/3/2017; RHC 122.620 Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/8/2014; HC 118.733, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 17/12/2013. Infere-se dos autos que o paciente foi condenado à reprimenda de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do crime de uso de documento falso. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 425D-ED00-4C9A-68CB e senha BD7D-5094-67B5-9805 Supremo Tribunal Federal HC 150790 / SP diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de Habeas Corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. A presente hipótese, contudo, apresenta excepcionalidade. É certo que a fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está atrelada, de modo absoluto, ao quantum da sanção corporal aplicada, devendo-se considerar as especiais circunstâncias do caso concreto. Assim, a imposição ao condenado de regime mais gravoso do que o recomendado nas alíneas do § 2... do art. 33 do Código Penal deve ser adequadamente fundamentada. Esse entendimento se amolda à jurisprudência cristalizada na Súmula 719 (A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea) e replicada em diversos julgados: HC 143.577-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/10/2017; RHC 134.494-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 9/5/2017; RHC 128.827, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/3/2017; RHC 122.620 Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/8/2014; HC 118.733, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 17/12/2013. Infere-se dos autos que o paciente foi condenado à reprimenda de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do crime de uso de documento falso. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 425D-ED00-4C9A-68CB e senha BD7D-5094-67B5-9805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 150790 / SP As circunstâncias do caso concreto indicam que o regime aberto se mostra adequado e suficiente para a repressão e prevenção do crime. De outro lado, a decisão da Corte Superior encontra amparo na orientação firmada no julgamento do HC 126.292/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 17/5/2016), de que a execução provisória de condenação penal confirmada em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência. Esse entendimento foi confirmado no julgamento das medidas cautelares nas ADCs 43 e 44 (julgadas em 5/10/2016), oportunidade na qual se decidiu, também, pelo indeferimento do pedido de modulação dos efeitos. E, em repercussão geral, foi reafirmada a jurisprudência, no exame do ARE 964.246 (Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 25/11/2016). Diante do exposto, CONCEDO A ORDEM, de ofício, tão somente para que seja observado o regime aberto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 425D-ED00-4C9A-68CB e senha BD7D-5094-67B5-9805 Supremo Tribunal Federal HC 150790 / SP As circunstâncias do caso concreto indicam que o regime aberto se mostra adequado e suficiente para a repressão e prevenção do crime. De outro lado, a decisão da Corte Superior encontra amparo na orientação firmada no julgamento do HC 126.292/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 17/5/2016), de que a execução provisória de condenação penal confirmada em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência. Esse entendimento foi confirmado no julgamento das medidas cautelares nas ADCs 43 e 44 (julgadas em 5/10/2016), oportunidade na qual se decidiu, também, pelo indeferimento do pedido de modulação dos efeitos. E, em repercussão geral, foi reafirmada a jurisprudência, no exame do ARE 964.246 (Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, DJe de 25/11/2016). Diante do exposto, CONCEDO A ORDEM, de ofício, tão somente para que seja observado o regime aberto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 425D-ED00-4C9A-68CB e senha BD7D-5094-67B5-9805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.790 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A hipótese foi de falsificação da carteira nacional de habilitação. A carteira estava vencida e ele mudou a data da validade. Estou acompanhando a posição do Ministro Alexandre de Moraes para que se observe o regime aberto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A576-336B-ADAF-066B e senha 2FA3-4357-9549-8B91 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.790 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A hipótese foi de falsificação da carteira nacional de habilitação. A carteira estava vencida e ele mudou a data da validade. Estou acompanhando a posição do Ministro Alexandre de Moraes para que se observe o regime aberto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A576-336B-ADAF-066B e senha 2FA3-4357-9549-8B91 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 150.790 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : ROGÉRIO DOS SANTOS IMPTE.(S) : CARLOS ALBERTO TELLES (242749/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO ARESP n 1.111.267 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, concedeu a ordem, de ofício, para que seja observado o regime aberto, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ED5-AD83-9CDE-B745 e senha C4FB-4CFD-533E-9210 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 150.790 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : ROGÉRIO DOS SANTOS IMPTE.(S) : CARLOS ALBERTO TELLES (242749/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO ARESP n 1.111.267 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, concedeu a ordem, de ofício, para que seja observado o regime aberto, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ED5-AD83-9CDE-B745 e senha C4FB-4CFD-533E-9210 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 150 . 790", "ARESP n 1 . 111 . 267", "Súmula 719 do Supremo Tribunal Federal", "HC 126 . 292 / SP", "ADCs 43", "HC 150790 / SP", "ARE 964 . 246", "HC 150790 / SP", "ARE 964 . 246", "HABEAS CORPUS 150 . 790 SÃO", "ARESP n 1 . 111 . 267", "processo n 0002888 - 33 . 2015 . 8 . 26 . 0222", "HABEAS CORPUS 150 . 790", "ARESP n 1 . 111 . 267", "processo n 0002888 - 33 . 2015 . 8 . 26 . 0222", "HC 150790 / SP", "agravo em recurso especial n 1 . 111 . 267 / SP", "habeas corpus n 126 . 292", "HC 150790 / SP", "recurso especial n 1 . 111 . 267 / SP", "habeas corpus n 126 . 292", "HC 150790 / SP especial n 1 . 111 . 267 / SP", "HC 150790 / SP especial n 1 . 111 . 267 / SP", "HABEAS CORPUS 150 . 790 SÃO", "habeas corpus n 126 . 292", "HABEAS CORPUS 150 . 790 SÃO", "habeas corpus n 126 . 292", "HC 150790 / SP", "agravo em recurso extraordinário n 964 . 246", "HC 150790 / SP", "recurso extraordinário n 964 . 246", "HC 150790 / SP", "HC 150790 / SP", "HC 150790 / 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Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROGÉRIO DOS SANTOS", "CARLOS ALBERTO TELLES", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "12", "/", "02", "/", "2019", "17", "/", "5", "/", "2016", "5", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "11", "/", "2016", "12 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "11", "/", "2016", "12 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "28 de junho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "28 de junho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de março de 2018", 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Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.304 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :FABIO NUNES DE MOURA IMPTE.(S) :MARCIO FIRMINO DE MORAIS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA INDEFERIMENTO MONOCRÁTICO DE PEDIDO DE LIMINAR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/STF. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. 1. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de Habeas Corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em Habeas Corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância (Súmula 691). 2. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 20EF-03E7-EAA8-8CD1 e senha 0388-93CD-187F-52AA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão HC 151304 / RJ Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 20EF-03E7-EAA8-8CD1 e senha 0388-93CD-187F-52AA Supremo Tribunal Federal HC 151304 / RJ Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 20EF-03E7-EAA8-8CD1 e senha 0388-93CD-187F-52AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.304 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :FABIO NUNES DE MOURA IMPTE.(S) :MARCIO FIRMINO DE MORAIS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo/RJ, no processo nº 0032442- 12.2017.8.19.0004, converteu as prisões em flagrante do paciente e de outra pessoa, ocorridas em 15 de agosto de 2017, em preventivas, ante a alegada prática da infração descrita no artigo 317 (corrupção passiva) do Código Penal. Consignou necessária a custódia para garantia da ordem pública e da instrução criminal. Aludiu à intranquilidade social causada pelo delito, frisando o envolvimento de agente da lei. Disse recente o início da instrução processual e apontou a imprescindibilidade de evitar a reiteração da conduta. Destacou ser o paciente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9293-37E1-BEB2-FA02 e senha 4FD4-28F1-63AE-63E6 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.304 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :FABIO NUNES DE MOURA IMPTE.(S) :MARCIO FIRMINO DE MORAIS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo/RJ, no processo nº 0032442- 12.2017.8.19.0004, converteu as prisões em flagrante do paciente e de outra pessoa, ocorridas em 15 de agosto de 2017, em preventivas, ante a alegada prática da infração descrita no artigo 317 (corrupção passiva) do Código Penal. Consignou necessária a custódia para garantia da ordem pública e da instrução criminal. Aludiu à intranquilidade social causada pelo delito, frisando o envolvimento de agente da lei. Disse recente o início da instrução processual e apontou a imprescindibilidade de evitar a reiteração da conduta. Destacou ser o paciente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9293-37E1-BEB2-FA02 e senha 4FD4-28F1-63AE-63E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 151304 / RJ policial civil com personalidade voltada à burla da lei e ao desrespeito à função, por supostamente estar recebendo valores para assegurar o não prosseguimento de investigação. Teve como insuficiente a imposição de medida cautelar diversa. Não acolheu pedido de liberdade provisória. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o recurso em habeas corpus nº 90.376/RJ, no qual indeferida a liminar. O impetrante sustenta possível a mitigação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Aduz a inobservância do prazo de 24 horas para a homologação da prisão em flagrante. Assevera inidônea a motivação do ato mediante o qual determinada a constrição, afirmando-a abstrata. Sublinha as condições pessoais favoráveis do paciente: primariedade, bons antecedentes, ocupação lícita e residência fixa. Assinala a nulidade da prisão em flagrante, salientando a origem em denúncia anônima, a inexistência de situação de flagrância e a configuração de flagrante preparado. Argui o excesso de prazo da custódia e da formação da culpa. Diz viável a aplicação de medida cautelar alternativa. Articula com o princípio da isonomia, ressaltando a revogação, pela Oitava Câmara Criminal, da preventiva do corréu. [...] Requereu, no campo precário e efêmero, o afastamento da preventiva. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 15 de março de 2018, deferiu o pedido de medida de urgência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9293-37E1-BEB2-FA02 e senha 4FD4-28F1-63AE-63E6 Supremo Tribunal Federal HC 151304 / RJ policial civil com personalidade voltada à burla da lei e ao desrespeito à função, por supostamente estar recebendo valores para assegurar o não prosseguimento de investigação. Teve como insuficiente a imposição de medida cautelar diversa. Não acolheu pedido de liberdade provisória. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o recurso em habeas corpus nº 90.376/RJ, no qual indeferida a liminar. O impetrante sustenta possível a mitigação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Aduz a inobservância do prazo de 24 horas para a homologação da prisão em flagrante. Assevera inidônea a motivação do ato mediante o qual determinada a constrição, afirmando-a abstrata. Sublinha as condições pessoais favoráveis do paciente: primariedade, bons antecedentes, ocupação lícita e residência fixa. Assinala a nulidade da prisão em flagrante, salientando a origem em denúncia anônima, a inexistência de situação de flagrância e a configuração de flagrante preparado. Argui o excesso de prazo da custódia e da formação da culpa. Diz viável a aplicação de medida cautelar alternativa. Articula com o princípio da isonomia, ressaltando a revogação, pela Oitava Câmara Criminal, da preventiva do corréu. [...] Requereu, no campo precário e efêmero, o afastamento da preventiva. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 15 de março de 2018, deferiu o pedido de medida de urgência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9293-37E1-BEB2-FA02 e senha 4FD4-28F1-63AE-63E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 151304 / RJ A Procuradoria-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem, afirmando inexistir ilegalidade. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou a interposição de apelação pela defesa, pendente de apreciação. No Superior Tribunal de Justiça, a Sexta Turma negou provimento ao recurso em habeas corpus nº 90.376/RJ. Lancei visto no processo em 10 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9293-37E1-BEB2-FA02 e senha 4FD4-28F1-63AE-63E6 Supremo Tribunal Federal HC 151304 / RJ A Procuradoria-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem, afirmando inexistir ilegalidade. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou a interposição de apelação pela defesa, pendente de apreciação. No Superior Tribunal de Justiça, a Sexta Turma negou provimento ao recurso em habeas corpus nº 90.376/RJ. Lancei visto no processo em 10 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9293-37E1-BEB2-FA02 e senha 4FD4-28F1-63AE-63E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.304 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): PRISÃO PREVENTIVA – FLAGRANTE – CORRUPÇÃO PASSIVA. Uma vez decorrendo a prisão preventiva de flagrante, surpreendido o agente na prática de ato criminoso, tem-se como sinalizada a periculosidade e, portanto, possível a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Reitero o assentado, em 15 de março de 2018, quando do implemento da medida de urgência: […] 2. A prisão em flagrante por crime de corrupção passiva, praticado por policial civil a fim de garantir o não prosseguimento de investigação criminal em troca de dinheiro, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente a decisão atacada. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que o paciente está preso, sem culpa formada, há 7 meses. Surge o excesso de prazo. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A85C-98EF-9595-F946 e senha C7D8-F1A8-A5A7-8B5F Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.304 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): PRISÃO PREVENTIVA – FLAGRANTE – CORRUPÇÃO PASSIVA. Uma vez decorrendo a prisão preventiva de flagrante, surpreendido o agente na prática de ato criminoso, tem-se como sinalizada a periculosidade e, portanto, possível a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Reitero o assentado, em 15 de março de 2018, quando do implemento da medida de urgência: […] 2. A prisão em flagrante por crime de corrupção passiva, praticado por policial civil a fim de garantir o não prosseguimento de investigação criminal em troca de dinheiro, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente a decisão atacada. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que o paciente está preso, sem culpa formada, há 7 meses. Surge o excesso de prazo. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A85C-98EF-9595-F946 e senha C7D8-F1A8-A5A7-8B5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 151304 / RJ culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando- se garantia constitucional. [...] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo nº 0032442-12.2017.8.19.0004, da Primeira Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo/RJ. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A85C-98EF-9595-F946 e senha C7D8-F1A8-A5A7-8B5F Supremo Tribunal Federal HC 151304 / RJ culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando- se garantia constitucional. [...] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo nº 0032442-12.2017.8.19.0004, da Primeira Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo/RJ. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A85C-98EF-9595-F946 e senha C7D8-F1A8-A5A7-8B5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.304 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Nos termos da Súmula 691/STF, não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de Habeas Corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em Habeas Corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta Corte somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Na espécie, entretanto, não se constata a presença de flagrante ilegalidade apta a justificar a intervenção antecipada da SUPREMA CORTE. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 494C-FCD1-3D23-3D56 e senha 7A5C-7D56-B4A2-9DFB Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.304 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Nos termos da Súmula 691/STF, não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de Habeas Corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em Habeas Corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta Corte somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Na espécie, entretanto, não se constata a presença de flagrante ilegalidade apta a justificar a intervenção antecipada da SUPREMA CORTE. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 494C-FCD1-3D23-3D56 e senha 7A5C-7D56-B4A2-9DFB Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 151.304 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : FABIO NUNES DE MOURA IMPTE.(S) : MARCIO FIRMINO DE MORAIS (142539/RJ) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB32-7540-9CB8-1B5B e senha A6F6-7B98-DEA0-88BB Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 151.304 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : FABIO NUNES DE MOURA IMPTE.(S) : MARCIO FIRMINO DE MORAIS (142539/RJ) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB32-7540-9CB8-1B5B e senha A6F6-7B98-DEA0-88BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749298379
2019-02-12T00:00:00
2019-03-07T00:00:00
A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA INDEFERIMENTO MONOCRÁTICO DE PEDIDO DE LIMINAR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/STF. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. 1. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de Habeas Corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em Habeas Corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância (Súmula 691). 2. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus não conhecido.
sjur399214
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 691/STF) HC 128740 (1ªT), HC 138946 (1ªT), HC 138945 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 15/04/2019, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
151304
[ "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 151304
[ "" ]
PACTE.(S) : FABIO NUNES DE MOURA IMPTE.(S) : MARCIO FIRMINO DE MORAIS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.304 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :FABIO NUNES DE MOURA IMPTE.(S) :MARCIO FIRMINO DE MORAIS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA INDEFERIMENTO MONOCRÁTICO DE PEDIDO DE LIMINAR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. 1. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de Habeas Corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em Habeas Corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância (Súmula 691). 2. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 20EF-03E7-EAA8-8CD1 e senha 0388-93CD-187F-52AA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão HC 151304 / RJ Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 20EF-03E7-EAA8-8CD1 e senha 0388-93CD-187F-52AA Supremo Tribunal Federal HC 151304 / RJ Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 20EF-03E7-EAA8-8CD1 e senha 0388-93CD-187F-52AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.304 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :FABIO NUNES DE MOURA IMPTE.(S) :MARCIO FIRMINO DE MORAIS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo/RJ, no processo n 0032442- 12.2017.8.19.0004, converteu as prisões em flagrante do paciente e de outra pessoa, ocorridas em 15 de agosto de 2017, em preventivas, ante a alegada prática da infração descrita no artigo 317 (corrupção passiva) do Código Penal. Consignou necessária a custódia para garantia da ordem pública e da instrução criminal. Aludiu à intranquilidade social causada pelo delito, frisando o envolvimento de agente da lei. Disse recente o início da instrução processual e apontou a imprescindibilidade de evitar a reiteração da conduta. Destacou ser o paciente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9293-37E1-BEB2-FA02 e senha 4FD4-28F1-63AE-63E6 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.304 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :FABIO NUNES DE MOURA IMPTE.(S) :MARCIO FIRMINO DE MORAIS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo/RJ, no processo n 0032442- 12.2017.8.19.0004, converteu as prisões em flagrante do paciente e de outra pessoa, ocorridas em 15 de agosto de 2017, em preventivas, ante a alegada prática da infração descrita no artigo 317 (corrupção passiva) do Código Penal. Consignou necessária a custódia para garantia da ordem pública e da instrução criminal. Aludiu à intranquilidade social causada pelo delito, frisando o envolvimento de agente da lei. Disse recente o início da instrução processual e apontou a imprescindibilidade de evitar a reiteração da conduta. Destacou ser o paciente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9293-37E1-BEB2-FA02 e senha 4FD4-28F1-63AE-63E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 151304 / RJ policial civil com personalidade voltada à burla da lei e ao desrespeito à função, por supostamente estar recebendo valores para assegurar o não prosseguimento de investigação. Teve como insuficiente a imposição de medida cautelar diversa. Não acolheu pedido de liberdade provisória. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o recurso em habeas corpus n 90.376/RJ, no qual indeferida a liminar. O impetrante sustenta possível a mitigação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Aduz a inobservância do prazo de 24 horas para a homologação da prisão em flagrante. Assevera inidônea a motivação do ato mediante o qual determinada a constrição, afirmando-a abstrata. Sublinha as condições pessoais favoráveis do paciente: primariedade, bons antecedentes, ocupação lícita e residência fixa. Assinala a nulidade da prisão em flagrante, salientando a origem em denúncia anônima, a inexistência de situação de flagrância e a configuração de flagrante preparado. Argui o excesso de prazo da custódia e da formação da culpa. Diz viável a aplicação de medida cautelar alternativa. Articula com o princípio da isonomia, ressaltando a revogação, pela Oitava Câmara Criminal, da preventiva do corréu. [...] Requereu, no campo precário e efêmero, o afastamento da preventiva. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 15 de março de 2018, deferiu o pedido de medida de urgência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9293-37E1-BEB2-FA02 e senha 4FD4-28F1-63AE-63E6 Supremo Tribunal Federal HC 151304 / RJ policial civil com personalidade voltada à burla da lei e ao desrespeito à função, por supostamente estar recebendo valores para assegurar o não prosseguimento de investigação. Teve como insuficiente a imposição de medida cautelar diversa. Não acolheu pedido de liberdade provisória. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o recurso em habeas corpus n 90.376/RJ, no qual indeferida a liminar. O impetrante sustenta possível a mitigação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Aduz a inobservância do prazo de 24 horas para a homologação da prisão em flagrante. Assevera inidônea a motivação do ato mediante o qual determinada a constrição, afirmando-a abstrata. Sublinha as condições pessoais favoráveis do paciente: primariedade, bons antecedentes, ocupação lícita e residência fixa. Assinala a nulidade da prisão em flagrante, salientando a origem em denúncia anônima, a inexistência de situação de flagrância e a configuração de flagrante preparado. Argui o excesso de prazo da custódia e da formação da culpa. Diz viável a aplicação de medida cautelar alternativa. Articula com o princípio da isonomia, ressaltando a revogação, pela Oitava Câmara Criminal, da preventiva do corréu. [...] Requereu, no campo precário e efêmero, o afastamento da preventiva. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 15 de março de 2018, deferiu o pedido de medida de urgência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9293-37E1-BEB2-FA02 e senha 4FD4-28F1-63AE-63E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 151304 / RJ A Procuradoria-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem, afirmando inexistir ilegalidade. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou a interposição de apelação pela defesa, pendente de apreciação. No Superior Tribunal de Justiça, a Sexta Turma negou provimento ao recurso em habeas corpus n 90.376/RJ. Lancei visto no processo em 10 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9293-37E1-BEB2-FA02 e senha 4FD4-28F1-63AE-63E6 Supremo Tribunal Federal HC 151304 / RJ A Procuradoria-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem, afirmando inexistir ilegalidade. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou a interposição de apelação pela defesa, pendente de apreciação. No Superior Tribunal de Justiça, a Sexta Turma negou provimento ao recurso em habeas corpus n 90.376/RJ. Lancei visto no processo em 10 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9293-37E1-BEB2-FA02 e senha 4FD4-28F1-63AE-63E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.304 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): PRISÃO PREVENTIVA – FLAGRANTE – CORRUPÇÃO PASSIVA. Uma vez decorrendo a prisão preventiva de flagrante, surpreendido o agente na prática de ato criminoso, tem-se como sinalizada a periculosidade e, portanto, possível a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Reitero o assentado, em 15 de março de 2018, quando do implemento da medida de urgência: […] 2. A prisão em flagrante por crime de corrupção passiva, praticado por policial civil a fim de garantir o não prosseguimento de investigação criminal em troca de dinheiro, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente a decisão atacada. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que o paciente está preso, sem culpa formada, há 7 meses. Surge o excesso de prazo. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A85C-98EF-9595-F946 e senha C7D8-F1A8-A5A7-8B5F Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.304 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): PRISÃO PREVENTIVA – FLAGRANTE – CORRUPÇÃO PASSIVA. Uma vez decorrendo a prisão preventiva de flagrante, surpreendido o agente na prática de ato criminoso, tem-se como sinalizada a periculosidade e, portanto, possível a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Reitero o assentado, em 15 de março de 2018, quando do implemento da medida de urgência: […] 2. A prisão em flagrante por crime de corrupção passiva, praticado por policial civil a fim de garantir o não prosseguimento de investigação criminal em troca de dinheiro, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente a decisão atacada. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que o paciente está preso, sem culpa formada, há 7 meses. Surge o excesso de prazo. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A85C-98EF-9595-F946 e senha C7D8-F1A8-A5A7-8B5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 151304 / RJ culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando- se garantia constitucional. [...] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo n 0032442-12.2017.8.19.0004, da Primeira Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo/RJ. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A85C-98EF-9595-F946 e senha C7D8-F1A8-A5A7-8B5F Supremo Tribunal Federal HC 151304 / RJ culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando- se garantia constitucional. [...] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo n 0032442-12.2017.8.19.0004, da Primeira Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo/RJ. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A85C-98EF-9595-F946 e senha C7D8-F1A8-A5A7-8B5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.304 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Nos termos da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de Habeas Corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em Habeas Corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta Corte somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Na espécie, entretanto, não se constata a presença de flagrante ilegalidade apta a justificar a intervenção antecipada da SUPREMA CORTE. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 494C-FCD1-3D23-3D56 e senha 7A5C-7D56-B4A2-9DFB Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.304 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Nos termos da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de Habeas Corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em Habeas Corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta Corte somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Na espécie, entretanto, não se constata a presença de flagrante ilegalidade apta a justificar a intervenção antecipada da SUPREMA CORTE. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 494C-FCD1-3D23-3D56 e senha 7A5C-7D56-B4A2-9DFB Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 151.304 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : FABIO NUNES DE MOURA IMPTE.(S) : MARCIO FIRMINO DE MORAIS (142539/RJ) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB32-7540-9CB8-1B5B e senha A6F6-7B98-DEA0-88BB Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 151.304 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : FABIO NUNES DE MOURA IMPTE.(S) : MARCIO FIRMINO DE MORAIS (142539/RJ) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB32-7540-9CB8-1B5B e senha A6F6-7B98-DEA0-88BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 151 . 304", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 151304 / RJ", "HC 151304 / RJ", "HABEAS CORPUS 151 . 304", "processo n 0032442 - 12 . 2017 . 8 . 19 . 0004", "HABEAS CORPUS 151 . 304", "processo n 0032442 - 12 . 2017 . 8 . 19 . 0004", "HC 151304 / RJ", "habeas corpus n 90 . 376 / RJ", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 151304 / RJ", "habeas corpus n 90 . 376 / RJ", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 151304 / RJ", "habeas corpus n 90 . 376 / RJ", "HC 151304 / RJ", "habeas corpus n 90 . 376 / RJ", "HABEAS CORPUS 151 . 304", "HABEAS CORPUS 151 . 304", "HC 151304 / RJ", "processo n 0032442 - 12 . 2017 . 8 . 19 . 0004", "HC 151304 / RJ", "processo n 0032442 - 12 . 2017 . 8 . 19 . 0004", "HABEAS CORPUS 151 . 304", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 138 . 946", "HC 128 . 740", "HABEAS CORPUS 151 . 304", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 138 . 946", "HC 128 . 740", "HC 138 . 945 - AgR", "HABEAS CORPUS 151 . 304", "HABEAS CORPUS 151 . 304" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 317 (", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 317 (", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA 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DE MORAIS", "MARCO AURÉLIO", "Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "FABIO NUNES DE MOURA", "MARCIO FIRMINO DE MORAIS", "MARCO AURÉLIO", "Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "HC", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "FABIO NUNES DE MOURA", "MARCIO FIRMINO DE MORAIS", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "FABIO NUNES DE MOURA", "MARCIO FIRMINO DE MORAIS", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "12", "/", "02", "/", "2019", "12 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "15 de agosto de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "15 de agosto de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de dezembro de 2018", "18 de dezembro", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "15 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "15 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", 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Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES IMPTE.(S) :EDNEA RODRIGUES ADV.(A/S) :LUCIANO RODRIGO RODRIGUES IMPDO.(A/S) :RELATOR DO PCA Nº 00023637220092000000 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. NOVO MODELO CONSTITUCIONAL PARA O PROVIMENTO DE SERVENTIAS JUDICIAIS. RESPEITO AOS DIREITOS DOS TITULARES DE SERVENTIAS QUE TOMARAM POSSE ANTES DA PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DE 1988. ESTATIZAÇÃO À PARTIR DA VACÂNCIA OU DAS NOVAS SERVENTIAS CRIADAS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO EM SITUAÇÃO DE FLAGRANTE DESRESPEITO AO ARTIGO 31 DO ADCT. ORDEM DENEGADA. 1. O prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei 9.784/99 não alcança situações flagrantemente inconstitucionais, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal, conforme já assentado pela jurisprudência desta CORTE. Precedentes. 2. A Constituição Federal de 1988 instituiu novo modelo estrutural de serventias judiciais, consagrando a exclusividade dos cartórios judiciais estatizados, sendo que o regime privatizado somente poderá perdurar, de forma transitória, enquanto os titulares empossados antes da CF/88 mantiverem suas respectivas serventias. 3. Respeito aos direitos dos titulares, na manutenção de sua serventia judicial originária, cujo provimento fora anterior à CF/88. Impossibilidade de prorrogação do modelo privatizado por meio de sucessivas remoções ou permutas para novas serventias realizadas após a Constituição Federal de 1988. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7E8-D440-CD90-5E60 e senha 8B90-F63E-D4E4-C7AA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 40 Ementa e Acórdão MS 29323 / DF 4. Inexistência de direito líquido e certo na permanência de titularidade de serventias judiciais, em caráter privado, obtidas após a CF/88, qualquer que seja a forma de provimento. 5. Mandado de Segurança a que se denega a ordem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em denegar a segurança e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão. Vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Falaram: o Dr. Ivo de Jesus Dematei Grégio pela Impetrante, e a Dra. Izabel Andrade, Advogada da União, pelo Impetrado. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7E8-D440-CD90-5E60 e senha 8B90-F63E-D4E4-C7AA Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF 4. Inexistência de direito líquido e certo na permanência de titularidade de serventias judiciais, em caráter privado, obtidas após a CF/88, qualquer que seja a forma de provimento. 5. Mandado de Segurança a que se denega a ordem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em denegar a segurança e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão. Vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Falaram: o Dr. Ivo de Jesus Dematei Grégio pela Impetrante, e a Dra. Izabel Andrade, Advogada da União, pelo Impetrado. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7E8-D440-CD90-5E60 e senha 8B90-F63E-D4E4-C7AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 40 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES IMPTE.(S) :EDNEA RODRIGUES ADV.(A/S) :LUCIANO RODRIGO RODRIGUES IMPDO.(A/S) :RELATOR DO PCA Nº 00023637220092000000 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. William Akerman Gomes assim revelou as balizas do caso: Em 13 de outubro de 2010, Vossa Excelência deferiu a medida acauteladora, assentando: CARTÓRIO – TITULARIDADE – PASSAGEM DO QUINQUÊNIO – DESFAZIMENTO DO ATO ADMINISTRATIVO – ARTIGO 31 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS – LIMINAR DEFERIDA. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Este mandado de segurança está dirigido contra a decisão, de 14 de setembro de 2010, mediante a qual o Plenário do Conselho Nacional de Justiça, apreciando o Procedimento de Controle Administrativo nº 2009.10.00.002363-0, instaurado de ofício, julgou-o procedente e, segundo a impetrante, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES IMPTE.(S) :EDNEA RODRIGUES ADV.(A/S) :LUCIANO RODRIGO RODRIGUES IMPDO.(A/S) :RELATOR DO PCA Nº 00023637220092000000 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. William Akerman Gomes assim revelou as balizas do caso: Em 13 de outubro de 2010, Vossa Excelência deferiu a medida acauteladora, assentando: CARTÓRIO – TITULARIDADE – PASSAGEM DO QUINQUÊNIO – DESFAZIMENTO DO ATO ADMINISTRATIVO – ARTIGO 31 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS – LIMINAR DEFERIDA. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Este mandado de segurança está dirigido contra a decisão, de 14 de setembro de 2010, mediante a qual o Plenário do Conselho Nacional de Justiça, apreciando o Procedimento de Controle Administrativo nº 2009.10.00.002363-0, instaurado de ofício, julgou-o procedente e, segundo a impetrante, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 40 Relatório MS 29323 / DF invalidou o ato administrativo que implicou a respectiva nomeação como Escrivã do Cartório Cível de Sertanópolis/PR. Com a inicial, apresentada em 56 folhas, a impetrante busca ver cassado o pronunciamento do Conselho nos termos do qual foram invalidados, por afronta direta ao artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, os concursos públicos destinados a selecionar candidatos para assumir, em caráter privado, a titularidade de cartórios judiciais no Estado do Paraná, após o advento da Constituição de 1988. O ato do Conselho Nacional de Justiça teria resultado: (i) na declaração de estatização de todas as serventias judiciais indevidamente providas no Estado do Paraná, a partir de 5 de outubro de 1988, (ii) na fixação do prazo de 12 meses para a efetivação das providências necessárias ao funcionamento das serventias, inclusive a substituição dos titulares atuais e respectivos servidores não integrantes do quadro do Poder Judiciário paranaense e (iii) na autorização da permanência das pessoas no exercício das atividades nessas serventias, até o preenchimento dos cargos, de acordo com o cronograma aprovado ulteriormente pelo CNJ, a fim de evitar a descontinuidade dos serviços. A impetrante aduz haver iniciado, em 19 de julho de 1988, atividade laboral na Comarca de Sertanópolis/PR, tendo sido designada para responder pelo Cartório Cível daquela Comarca em 10 de maio de 1991. Posteriormente, foi aprovada mediante concurso público para o provimento de cargo de escrivão do mencionado tabelionato e devidamente nomeada, conforme o Decreto Judiciário nº 403, publicado no Diário da Justiça 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF invalidou o ato administrativo que implicou a respectiva nomeação como Escrivã do Cartório Cível de Sertanópolis/PR. Com a inicial, apresentada em 56 folhas, a impetrante busca ver cassado o pronunciamento do Conselho nos termos do qual foram invalidados, por afronta direta ao artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, os concursos públicos destinados a selecionar candidatos para assumir, em caráter privado, a titularidade de cartórios judiciais no Estado do Paraná, após o advento da Constituição de 1988. O ato do Conselho Nacional de Justiça teria resultado: (i) na declaração de estatização de todas as serventias judiciais indevidamente providas no Estado do Paraná, a partir de 5 de outubro de 1988, (ii) na fixação do prazo de 12 meses para a efetivação das providências necessárias ao funcionamento das serventias, inclusive a substituição dos titulares atuais e respectivos servidores não integrantes do quadro do Poder Judiciário paranaense e (iii) na autorização da permanência das pessoas no exercício das atividades nessas serventias, até o preenchimento dos cargos, de acordo com o cronograma aprovado ulteriormente pelo CNJ, a fim de evitar a descontinuidade dos serviços. A impetrante aduz haver iniciado, em 19 de julho de 1988, atividade laboral na Comarca de Sertanópolis/PR, tendo sido designada para responder pelo Cartório Cível daquela Comarca em 10 de maio de 1991. Posteriormente, foi aprovada mediante concurso público para o provimento de cargo de escrivão do mencionado tabelionato e devidamente nomeada, conforme o Decreto Judiciário nº 403, publicado no Diário da Justiça 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 40 Relatório MS 29323 / DF estadual nº 4.739, de 20 de setembro de 1996. Prestou compromisso legal em 26 de setembro subsequente (documentos anexos). Sustenta ofensa à segurança jurídica e ao direito adquirido, no que o Conselho Nacional de Justiça reviu o ato de nomeação após mais de dezenove anos de serviço ao Poder Judiciário paranaense – vinte e dois, se considerados os anos de atuação como “empregada juramentada” –, olvidando o teor do artigo 54 da Lei nº 9.784/99. Consoante assevera, a nomeação estaria consumada e invalidá-la significaria violação do ato jurídico perfeito, versado no artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Aponta o cerceamento de defesa no âmbito do procedimento de controle administrativo. Articula com os princípios da confiança, da segurança jurídica e da legalidade. Evoca como precedentes, entre outros, decisões proferidas no Mandado de Segurança nº 28.059, relator Ministro Cezar Peluso, veiculada no Diário da Justiça de 17 de junho de 2009, e no Mandado de Segurança nº 28.150, relator Ministro Celso de Mello, publicada no Diário da Justiça de 17 de setembro de 2009, e acórdãos prolatados nos Mandados de Segurança nº 26.628 e nº 25.963, relator Ministro Cezar Peluso, publicados no Diário da Justiça de 22 de fevereiro e 21 de novembro de 2008, respectivamente. Menciona julgados do Superior Tribunal de Justiça, consoante diz, relacionados à segurança jurídica e ao prazo quinquenal. Segundo afirma, o Conselho Nacional de Justiça, a pretexto de observar o artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, na realidade, teria ofendido o texto da Carta Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF estadual nº 4.739, de 20 de setembro de 1996. Prestou compromisso legal em 26 de setembro subsequente (documentos anexos). Sustenta ofensa à segurança jurídica e ao direito adquirido, no que o Conselho Nacional de Justiça reviu o ato de nomeação após mais de dezenove anos de serviço ao Poder Judiciário paranaense – vinte e dois, se considerados os anos de atuação como “empregada juramentada” –, olvidando o teor do artigo 54 da Lei nº 9.784/99. Consoante assevera, a nomeação estaria consumada e invalidá-la significaria violação do ato jurídico perfeito, versado no artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Aponta o cerceamento de defesa no âmbito do procedimento de controle administrativo. Articula com os princípios da confiança, da segurança jurídica e da legalidade. Evoca como precedentes, entre outros, decisões proferidas no Mandado de Segurança nº 28.059, relator Ministro Cezar Peluso, veiculada no Diário da Justiça de 17 de junho de 2009, e no Mandado de Segurança nº 28.150, relator Ministro Celso de Mello, publicada no Diário da Justiça de 17 de setembro de 2009, e acórdãos prolatados nos Mandados de Segurança nº 26.628 e nº 25.963, relator Ministro Cezar Peluso, publicados no Diário da Justiça de 22 de fevereiro e 21 de novembro de 2008, respectivamente. Menciona julgados do Superior Tribunal de Justiça, consoante diz, relacionados à segurança jurídica e ao prazo quinquenal. Segundo afirma, o Conselho Nacional de Justiça, a pretexto de observar o artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, na realidade, teria ofendido o texto da Carta Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 40 Relatório MS 29323 / DF Alega não incumbir ao Conselho exercer qualquer tipo de controle de constitucionalidade das leis. Entendimento contrário consubstanciaria usurpação de competência do Supremo. Desse modo, mostrar- se-ia inadmissível conclusão no sentido da invalidade da legislação paranaense – Leis nº 7.297/80; nº 14.277/2003; nº 15.942/2008 e nº 16.023/2008 –, nas quais estaria apoiada a respectiva nomeação. Aduz não caber ao Conselho Nacional de Justiça atuar como se fosse órgão interno de controle administrativo, financeiro e disciplinar do Poder Judiciário ou como órgão externo de controle dos Poderes Legislativo e Executivo do Estado do Paraná. Alude à impossibilidade de pronunciamento sobre os diplomas legais paranaenses, ante a competência exclusiva do Poder Judiciário para tanto. Sob o ângulo do risco, diz do prejuízo ante a determinação do Conselho Nacional de Justiça, dirigida ao Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, referente à adoção de providências para a estatização das serventias cíveis privatizadas. Ressalta a perda da remuneração pelo afastamento do cargo. Requer o deferimento de liminar para suspender os efeitos, em relação a si e até o julgamento final deste mandado de segurança, da decisão atacada. No mérito, busca ver concedida a ordem, cassando-se definitivamente o ato impugnado. Postula ainda, caso não seja acolhida a pretensão, o reconhecimento do direito de “ser aproveitada para as funções” previstas na Lei estadual nº 16.023, de 19 de dezembro de 2008, nos termos da qual foram regulamentadas as atribuições das unidades estatizadas substitutivas das Escrivanias e Ofícios da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF Alega não incumbir ao Conselho exercer qualquer tipo de controle de constitucionalidade das leis. Entendimento contrário consubstanciaria usurpação de competência do Supremo. Desse modo, mostrar- se-ia inadmissível conclusão no sentido da invalidade da legislação paranaense – Leis nº 7.297/80; nº 14.277/2003; nº 15.942/2008 e nº 16.023/2008 –, nas quais estaria apoiada a respectiva nomeação. Aduz não caber ao Conselho Nacional de Justiça atuar como se fosse órgão interno de controle administrativo, financeiro e disciplinar do Poder Judiciário ou como órgão externo de controle dos Poderes Legislativo e Executivo do Estado do Paraná. Alude à impossibilidade de pronunciamento sobre os diplomas legais paranaenses, ante a competência exclusiva do Poder Judiciário para tanto. Sob o ângulo do risco, diz do prejuízo ante a determinação do Conselho Nacional de Justiça, dirigida ao Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, referente à adoção de providências para a estatização das serventias cíveis privatizadas. Ressalta a perda da remuneração pelo afastamento do cargo. Requer o deferimento de liminar para suspender os efeitos, em relação a si e até o julgamento final deste mandado de segurança, da decisão atacada. No mérito, busca ver concedida a ordem, cassando-se definitivamente o ato impugnado. Postula ainda, caso não seja acolhida a pretensão, o reconhecimento do direito de “ser aproveitada para as funções” previstas na Lei estadual nº 16.023, de 19 de dezembro de 2008, nos termos da qual foram regulamentadas as atribuições das unidades estatizadas substitutivas das Escrivanias e Ofícios da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 40 Relatório MS 29323 / DF Justiça do Paraná, criando, no âmbito do Poder Judiciário local, o cargo de analista judiciário. Com a inicial vieram os documentos eletronicamente juntados. O processo está concluso para exame do pedido de medida acauteladora. 2. Ninguém coloca em dúvida a supremacia da Constituição Federal. Realmente, no corpo das disposições transitórias da Carta de 1988, veio à balha o artigo 31, a revelar que seriam estatizadas as serventias do foro judicial, assim definidas em lei, respeitados os direitos dos então titulares. No caso, mesmo ante a clareza, o caráter peremptório, do mencionado preceito, a ora impetrante foi designada, em 1996, após concurso público, para a titularidade do Cartório Judicial Cível da Comarca de Sertanópolis. Depreende-se do contexto que a aludida serventia não estaria estatizada, mas cumpre indagar: passados cinco anos, mostra-se possível à administração pública – e o Conselho Nacional de Justiça situa-se em tal âmbito – desfazer o ato de nomeação? A resposta é desenganadamente negativa. Pouco importa que exista, no cenário jurídico, ato em manifesta contrariedade à Lei Maior. Por isso, surge relevante o pleito de concessão de medida acauteladora. 3. Defiro-o, para manter a impetrante na titularidade do referido cartório até a decisão final deste mandado de segurança. 4. Solicitem informações ao Conselho Nacional de Justiça. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF Justiça do Paraná, criando, no âmbito do Poder Judiciário local, o cargo de analista judiciário. Com a inicial vieram os documentos eletronicamente juntados. O processo está concluso para exame do pedido de medida acauteladora. 2. Ninguém coloca em dúvida a supremacia da Constituição Federal. Realmente, no corpo das disposições transitórias da Carta de 1988, veio à balha o artigo 31, a revelar que seriam estatizadas as serventias do foro judicial, assim definidas em lei, respeitados os direitos dos então titulares. No caso, mesmo ante a clareza, o caráter peremptório, do mencionado preceito, a ora impetrante foi designada, em 1996, após concurso público, para a titularidade do Cartório Judicial Cível da Comarca de Sertanópolis. Depreende-se do contexto que a aludida serventia não estaria estatizada, mas cumpre indagar: passados cinco anos, mostra-se possível à administração pública – e o Conselho Nacional de Justiça situa-se em tal âmbito – desfazer o ato de nomeação? A resposta é desenganadamente negativa. Pouco importa que exista, no cenário jurídico, ato em manifesta contrariedade à Lei Maior. Por isso, surge relevante o pleito de concessão de medida acauteladora. 3. Defiro-o, para manter a impetrante na titularidade do referido cartório até a decisão final deste mandado de segurança. 4. Solicitem informações ao Conselho Nacional de Justiça. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 40 Relatório MS 29323 / DF 5. Com a manifestação, colham o parecer do Procurador-Geral da República. 6. Publiquem. O Conselho Nacional de Justiça prestou informações, tendo a União protocolado agravo contra o pronunciamento liminar. O Ministério Público Federal opina pelo indeferimento da ordem. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF 5. Com a manifestação, colham o parecer do Procurador-Geral da República. 6. Publiquem. O Conselho Nacional de Justiça prestou informações, tendo a União protocolado agravo contra o pronunciamento liminar. O Ministério Público Federal opina pelo indeferimento da ordem. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 40 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA – SEGURANÇA JURÍDICA – ATUAÇÃO. O artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias salvaguarda os direitos dos atuais titulares e reclama lei dos respectivos Estados para a estatização das serventias. O Conselho Nacional de Justiça, como órgão da Administração, deve observância à legítima confiança depositada pelos cidadãos nos atos estatais e fica sujeito ao prazo decadencial de 5 anos previsto no artigo 54 da Lei nº 9.784/1999 para a revisão. Percebam as balizas objetivas do processo. A impetração versa o desfazimento, pelo Conselho Nacional de Justiça, de ato passados mais de cinco anos da prática. Idênticos mandados de segurança a este estão tramitando, porquanto a decisão mostrou-se linear, alcançando situações díspares, em termos de formalização no tempo, alijando as serventias daqueles que se revelavam titulares. O Conselho não atentou para o hiato existente entre o formal e a realidade, tampouco para as repercussões, principalmente no campo jurisdicional. Do ato atacado resulta o desmantelamento da base da atuação judicial, que é a cartorária. Tivemos a abordagem da matéria em 1977, por meio da Emenda Constitucional nº 7, que incluiu, na Carta de 1969 então em vigor, o artigo 206, com a seguinte redação: [...] Art. 206. Ficam oficializadas as serventias do foro judicial Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C87-BF73-D91A-4491 e senha 44BB-7A3B-A60E-0013 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA – SEGURANÇA JURÍDICA – ATUAÇÃO. O artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias salvaguarda os direitos dos atuais titulares e reclama lei dos respectivos Estados para a estatização das serventias. O Conselho Nacional de Justiça, como órgão da Administração, deve observância à legítima confiança depositada pelos cidadãos nos atos estatais e fica sujeito ao prazo decadencial de 5 anos previsto no artigo 54 da Lei nº 9.784/1999 para a revisão. Percebam as balizas objetivas do processo. A impetração versa o desfazimento, pelo Conselho Nacional de Justiça, de ato passados mais de cinco anos da prática. Idênticos mandados de segurança a este estão tramitando, porquanto a decisão mostrou-se linear, alcançando situações díspares, em termos de formalização no tempo, alijando as serventias daqueles que se revelavam titulares. O Conselho não atentou para o hiato existente entre o formal e a realidade, tampouco para as repercussões, principalmente no campo jurisdicional. Do ato atacado resulta o desmantelamento da base da atuação judicial, que é a cartorária. Tivemos a abordagem da matéria em 1977, por meio da Emenda Constitucional nº 7, que incluiu, na Carta de 1969 então em vigor, o artigo 206, com a seguinte redação: [...] Art. 206. Ficam oficializadas as serventias do foro judicial Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C87-BF73-D91A-4491 e senha 44BB-7A3B-A60E-0013 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 40 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO MS 29323 / DF e extrajudicial, mediante remuneração de seus servidores exclusivamente pelos cofres públicos, ressalvada a situação dos atuais titulares, vitalícios ou nomeados em caráter efetivo. [...] Considerada a boa-fé na atuação estatal, foi ressalvada, já em 1977, “a situação dos atuais titulares, vitalícios ou nomeados em caráter efetivo”. Dir-se-ia que, a partir daquele ano, a situação ficou resolvida, mas surge a ressaltada falha entre o formal e a realidade. O Constituinte de 1988, na transição do regime de exceção para o essencialmente democrático, constatou a quase ineficácia do disposto na Emenda Constitucional nº 7/1977 e previu, com maior concretude no campo prático, no artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, que seriam estatizadas pelos Estados brasileiros, mediante a edição de lei de organização judiciária ou lei especial, “as serventias do foro judicial, assim definidas em lei”. E considerada a indispensável confiança dos cidadãos no Estado dispôs “respeitados os direitos dos atuais titulares”. O que fez o Conselho Nacional de Justiça, apanhando situações consolidadas há muitos anos? Em um procedimento instaurado de ofício, editou ato prevendo declaração de estatização de todas as serventias judiciais indevidamente providas no Estado do Paraná, a partir de 5 de outubro de 1988, pouco importando se por meio de remoção ou não. E foi adiante. Fixou o prazo de 12 meses para a efetivação das providências necessárias ao funcionamento das serventias e para – desconhecendo a parte final do artigo 31 do Atos das Disposições Constitucionais Transitórias – a substituição dos titulares atuais e respectivos servidores não integrantes do quadro do Poder Judiciário paranaense, olvidando serem aqueles que ocupavam os cartórios servidores públicos em sentido amplo. O Conselho substituiu o Constituinte de 1988, relegando a segundo plano o versado no artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias ao sinalizar a estatização das serventias do foro judicial respeitados – sem delimitação no tempo e sem apego à unidade ano, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C87-BF73-D91A-4491 e senha 44BB-7A3B-A60E-0013 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF e extrajudicial, mediante remuneração de seus servidores exclusivamente pelos cofres públicos, ressalvada a situação dos atuais titulares, vitalícios ou nomeados em caráter efetivo. [...] Considerada a boa-fé na atuação estatal, foi ressalvada, já em 1977, “a situação dos atuais titulares, vitalícios ou nomeados em caráter efetivo”. Dir-se-ia que, a partir daquele ano, a situação ficou resolvida, mas surge a ressaltada falha entre o formal e a realidade. O Constituinte de 1988, na transição do regime de exceção para o essencialmente democrático, constatou a quase ineficácia do disposto na Emenda Constitucional nº 7/1977 e previu, com maior concretude no campo prático, no artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, que seriam estatizadas pelos Estados brasileiros, mediante a edição de lei de organização judiciária ou lei especial, “as serventias do foro judicial, assim definidas em lei”. E considerada a indispensável confiança dos cidadãos no Estado dispôs “respeitados os direitos dos atuais titulares”. O que fez o Conselho Nacional de Justiça, apanhando situações consolidadas há muitos anos? Em um procedimento instaurado de ofício, editou ato prevendo declaração de estatização de todas as serventias judiciais indevidamente providas no Estado do Paraná, a partir de 5 de outubro de 1988, pouco importando se por meio de remoção ou não. E foi adiante. Fixou o prazo de 12 meses para a efetivação das providências necessárias ao funcionamento das serventias e para – desconhecendo a parte final do artigo 31 do Atos das Disposições Constitucionais Transitórias – a substituição dos titulares atuais e respectivos servidores não integrantes do quadro do Poder Judiciário paranaense, olvidando serem aqueles que ocupavam os cartórios servidores públicos em sentido amplo. O Conselho substituiu o Constituinte de 1988, relegando a segundo plano o versado no artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias ao sinalizar a estatização das serventias do foro judicial respeitados – sem delimitação no tempo e sem apego à unidade ano, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C87-BF73-D91A-4491 e senha 44BB-7A3B-A60E-0013 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 40 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO MS 29323 / DF prevista no ato do Conselho Nacional de Justiça – os direitos dos atuais titulares decorrentes de situação constituída. O Constituinte de 1988 apenas reconheceu que a Emenda Constitucional nº 7/1977 – em termos de esgotamento das situações temporárias, no que também ressalvou direitos daqueles que ocupavam as serventias – não ostentou eficácia maior. Além de o Conselho ter declarado a inconstitucionalidade da parte final do artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – obra do poder constituinte originário –, substituindo-se ao Estado do Paraná na estatização das serventias, atuou suplantando os atos mais de 5 anos após a prática. Acionasse a Advocacia-Geral da União para adotar as medidas cabíveis, inclusive no campo do processo objetivo, mediante o ajuizamento de ação de inconstitucionalidade por omissão, mas não baixasse – porque os ares são democráticos, vivenciados a partir de 1988 – esse decreto – praticamente lei, como havia no passado – colocando em segundo plano a ressalva, que, mesmo em 1977, no regime de exceção, foi implementada e veio a sê-lo novamente pelo Constituinte de 1988, considerada a parte final do artigo 31 já mencionado. Prescrição e decadência prestam homenagem a um predicado de maior relevo quando se vive num Estado Democrático de Direito: a segurança jurídica. A noção mais essencial a que se encontra vinculada exige a manutenção da estabilidade das relações sociais, enquanto substrato sobre o qual recai o sistema normativo, encarado o fenômeno jurídico como construção voltada a administrar as incertezas existentes no espaço comunitário. A segurança reclama dos destinatários a previsibilidade das ações e situações jurídicas que venham a constituir ou a disciplinar. Confere relevo à confiança depositada pelos administrados nos atos realizados, nos regramentos e nas decisões tomadas pelo Estado e, como consequência, nos quadros jurídicos decorrentes de atuações permeadas por presunções de legitimidade e de juridicidade. Não por outra razão, a Lei nº 13.655/2018, editada recentemente para introduzir novos dispositivos na chamada Lei de Introdução às Normas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C87-BF73-D91A-4491 e senha 44BB-7A3B-A60E-0013 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF prevista no ato do Conselho Nacional de Justiça – os direitos dos atuais titulares decorrentes de situação constituída. O Constituinte de 1988 apenas reconheceu que a Emenda Constitucional nº 7/1977 – em termos de esgotamento das situações temporárias, no que também ressalvou direitos daqueles que ocupavam as serventias – não ostentou eficácia maior. Além de o Conselho ter declarado a inconstitucionalidade da parte final do artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – obra do poder constituinte originário –, substituindo-se ao Estado do Paraná na estatização das serventias, atuou suplantando os atos mais de 5 anos após a prática. Acionasse a Advocacia-Geral da União para adotar as medidas cabíveis, inclusive no campo do processo objetivo, mediante o ajuizamento de ação de inconstitucionalidade por omissão, mas não baixasse – porque os ares são democráticos, vivenciados a partir de 1988 – esse decreto – praticamente lei, como havia no passado – colocando em segundo plano a ressalva, que, mesmo em 1977, no regime de exceção, foi implementada e veio a sê-lo novamente pelo Constituinte de 1988, considerada a parte final do artigo 31 já mencionado. Prescrição e decadência prestam homenagem a um predicado de maior relevo quando se vive num Estado Democrático de Direito: a segurança jurídica. A noção mais essencial a que se encontra vinculada exige a manutenção da estabilidade das relações sociais, enquanto substrato sobre o qual recai o sistema normativo, encarado o fenômeno jurídico como construção voltada a administrar as incertezas existentes no espaço comunitário. A segurança reclama dos destinatários a previsibilidade das ações e situações jurídicas que venham a constituir ou a disciplinar. Confere relevo à confiança depositada pelos administrados nos atos realizados, nos regramentos e nas decisões tomadas pelo Estado e, como consequência, nos quadros jurídicos decorrentes de atuações permeadas por presunções de legitimidade e de juridicidade. Não por outra razão, a Lei nº 13.655/2018, editada recentemente para introduzir novos dispositivos na chamada Lei de Introdução às Normas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C87-BF73-D91A-4491 e senha 44BB-7A3B-A60E-0013 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 40 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO MS 29323 / DF do Direito Brasileiro, impôs ao Estado limitações relativamente à alteração de entendimentos assentados na seara administrativa, ante a expectativa dos cidadãos no tocante às posições jurídicas que passam a titularizar. Como exemplo, frise-se o novo artigo 24 do diploma, a prever: [...] Art. 24. A revisão [...] quanto à validade de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa cuja produção já se houver completado levará em conta as orientações gerais da época, vedado que, com base em mudança posterior de orientação geral, se declarem inválidas situações plenamente constituídas. […] Com este ato, o Conselho Nacional de Justiça afirmou a inconstitucionalidade da parte final do artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e inviabilizou a continuidade dos serviços cartorários alusivos à prestação jurisdicional. Defiro a ordem. Declaro o prejuízo do agravo interposto contra a decisão que resultou no implemento da liminar. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C87-BF73-D91A-4491 e senha 44BB-7A3B-A60E-0013 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF do Direito Brasileiro, impôs ao Estado limitações relativamente à alteração de entendimentos assentados na seara administrativa, ante a expectativa dos cidadãos no tocante às posições jurídicas que passam a titularizar. Como exemplo, frise-se o novo artigo 24 do diploma, a prever: [...] Art. 24. A revisão [...] quanto à validade de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa cuja produção já se houver completado levará em conta as orientações gerais da época, vedado que, com base em mudança posterior de orientação geral, se declarem inválidas situações plenamente constituídas. […] Com este ato, o Conselho Nacional de Justiça afirmou a inconstitucionalidade da parte final do artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e inviabilizou a continuidade dos serviços cartorários alusivos à prestação jurisdicional. Defiro a ordem. Declaro o prejuízo do agravo interposto contra a decisão que resultou no implemento da liminar. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C87-BF73-D91A-4491 e senha 44BB-7A3B-A60E-0013 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 40 Antecipação ao Voto 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES – Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Ministro, Vossa Excelência me permite apenas um esclarecimento? Consideradas essas impetrações, não se tem o envolvimento de alguém que haja ingressado posteriormente a 1988. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Não em termos de remoção. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES – Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Mas, anteriormente, já participavam. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Sem fazer novo concurso para o lugar primitivo do removido. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Vossa Excelência admitiria o congelamento, para preservar os direitos, como previsto na parte final do artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, no cartório primitivo? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C57C-D16F-71BD-4D35 e senha D272-D9AE-6FA8-BF1A Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES – Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Ministro, Vossa Excelência me permite apenas um esclarecimento? Consideradas essas impetrações, não se tem o envolvimento de alguém que haja ingressado posteriormente a 1988. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Não em termos de remoção. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES – Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Mas, anteriormente, já participavam. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Sem fazer novo concurso para o lugar primitivo do removido. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Vossa Excelência admitiria o congelamento, para preservar os direitos, como previsto na parte final do artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, no cartório primitivo? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C57C-D16F-71BD-4D35 e senha D272-D9AE-6FA8-BF1A Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 40 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Boa-tarde, Presidente Marco Aurélio, Ministra Rosa, Ministro Luís Roberto, Doutora Cláudia. Quero, inicialmente, cumprimentar os Advogados que fizeram sustentação da tribuna, Doutora Melina, Doutor Flávio Pansieri, Doutor Ivo de Jesus, Doutor Francisco, Doutor Walter, Doutor Augusto e, pela Advocacia-Geral da União, Doutora Izabel Andrade. Presidente, para passar imediatamente à análise do mérito do mandado de segurança, afasto a questão alegada da tribuna, em todos os mandados de segurança, da ocorrência da decadência. Não só no Plenário desta Casa, mas há, também nessa 1ª Turma, um caso exatamente idêntico, tratando da mesma questão das serventias judiciais que deveriam ser estatizadas, onde a decadência foi afastada. Tanto no Plenário no MS 28.279, citado da tribuna, de relatoria da Ministra Ellen Grace, como aqui, na Primeira Turma, após uma decisão monocrática minha, Agravo Regimental em Mandado de Segurança 29.317, a maioria da Turma, em caso idêntico, afastou a ocorrência de prazo prescricional nessas hipóteses. Além de outros tantos casos em que esta Primeira Turma, sempre por maioria, afastou a incidência do prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei 9.784/99 em situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal (MS 29082 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 07/08/2018, Dje de 06-09-2018; MS 29317 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, de 06-08-2018; MS 29895 AgR-ED-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 24/08/2018, Dje de 06-09-2018; MS 29496 ED-ED-AgR, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Boa-tarde, Presidente Marco Aurélio, Ministra Rosa, Ministro Luís Roberto, Doutora Cláudia. Quero, inicialmente, cumprimentar os Advogados que fizeram sustentação da tribuna, Doutora Melina, Doutor Flávio Pansieri, Doutor Ivo de Jesus, Doutor Francisco, Doutor Walter, Doutor Augusto e, pela Advocacia-Geral da União, Doutora Izabel Andrade. Presidente, para passar imediatamente à análise do mérito do mandado de segurança, afasto a questão alegada da tribuna, em todos os mandados de segurança, da ocorrência da decadência. Não só no Plenário desta Casa, mas há, também nessa 1ª Turma, um caso exatamente idêntico, tratando da mesma questão das serventias judiciais que deveriam ser estatizadas, onde a decadência foi afastada. Tanto no Plenário no MS 28.279, citado da tribuna, de relatoria da Ministra Ellen Grace, como aqui, na Primeira Turma, após uma decisão monocrática minha, Agravo Regimental em Mandado de Segurança 29.317, a maioria da Turma, em caso idêntico, afastou a ocorrência de prazo prescricional nessas hipóteses. Além de outros tantos casos em que esta Primeira Turma, sempre por maioria, afastou a incidência do prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei 9.784/99 em situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal (MS 29082 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 07/08/2018, Dje de 06-09-2018; MS 29317 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, de 06-08-2018; MS 29895 AgR-ED-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 24/08/2018, Dje de 06-09-2018; MS 29496 ED-ED-AgR, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 40 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 29323 / DF Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 17/08/2018, Dje de 30-08-2018; MS 31128 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 12/12/2017, Dje de 12-03-2018). No âmbito da Segunda Turma, igualmente, registram-se vários precedentes na mesma linha linha (MS 29.021 ED-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Relator(a) p/ Acórdão: Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 19/09/2017, Dje de 16-02-2018; MS 29.083 ED-ED-AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Relator(a) p/ Acórdão: Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 16/05/2017, Dje de 06-10-2017; MS 29.032 ED-AgR, Relator(a) Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 24/05/2016, Dje de 07-06-2016; MS 29.557, Relator(a):Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 15/12/2015, Dje de 13-05- 2016; MS 27.909 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 16/12/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje de 10-02- 2015). Para que se faça justiça, tanto no Plenário quanto na Turma, Vossa Excelência, com a coerência de sempre, votou vencido pela aplicação do prazo decadencial. A pergunta que se faz é exatamente se existe, em todos esses mandados de segurança, situação caracterizadora de direito líquido e certo dos impetrantes à manutenção das suas serventias judiciais privatizadas. E, se esse direito líquido e certo existir, obviamente, se está em consonância com art. 31 do ADCT. Vossa Excelência se referiu várias vezes ao artigo 31 do ADCT, mas faço questão, para encadear o meu raciocínio, de novamente lê-lo: "Serão estatizadas as serventias do foro judicial assim definidas em lei, respeitados os direitos dos atuais titulares". O que fez a Constituição, tentando resolver um conflito entre o formal e o real? A Constituição estabeleceu um novo modelo de cartórios: para os extrajudiciais, determinou a privatização, por meio de delegação, mas com concurso público; e para os judiciais, a estatização. Nem sei se foi o melhor modelo, porque a Constituição deixou para o Estado os menos rentáveis - às vezes, deficitários - e permitiu o concurso, por 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 17/08/2018, Dje de 30-08-2018; MS 31128 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 12/12/2017, Dje de 12-03-2018). No âmbito da Segunda Turma, igualmente, registram-se vários precedentes na mesma linha linha (MS 29.021 ED-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Relator(a) p/ Acórdão: Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 19/09/2017, Dje de 16-02-2018; MS 29.083 ED-ED-AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Relator(a) p/ Acórdão: Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 16/05/2017, Dje de 06-10-2017; MS 29.032 ED-AgR, Relator(a) Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 24/05/2016, Dje de 07-06-2016; MS 29.557, Relator(a):Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 15/12/2015, Dje de 13-05- 2016; MS 27.909 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 16/12/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje de 10-02- 2015). Para que se faça justiça, tanto no Plenário quanto na Turma, Vossa Excelência, com a coerência de sempre, votou vencido pela aplicação do prazo decadencial. A pergunta que se faz é exatamente se existe, em todos esses mandados de segurança, situação caracterizadora de direito líquido e certo dos impetrantes à manutenção das suas serventias judiciais privatizadas. E, se esse direito líquido e certo existir, obviamente, se está em consonância com art. 31 do ADCT. Vossa Excelência se referiu várias vezes ao artigo 31 do ADCT, mas faço questão, para encadear o meu raciocínio, de novamente lê-lo: "Serão estatizadas as serventias do foro judicial assim definidas em lei, respeitados os direitos dos atuais titulares". O que fez a Constituição, tentando resolver um conflito entre o formal e o real? A Constituição estabeleceu um novo modelo de cartórios: para os extrajudiciais, determinou a privatização, por meio de delegação, mas com concurso público; e para os judiciais, a estatização. Nem sei se foi o melhor modelo, porque a Constituição deixou para o Estado os menos rentáveis - às vezes, deficitários - e permitiu o concurso, por 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 40 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 29323 / DF delegação, para os rentáveis; coisas da vida! Mas o que quis a Constituição foi acabar - e sejamos claros aqui - com a distribuição de cartórios que existia no Brasil todo, que vem desde as Capitanias Hereditárias, como verdadeiros feudos políticos, em todos os Estados, e que passava de pai para filho, sem concurso público. Acabava, assim, havendo um grande exercício de poder político para essas nomeações. A Constituição, com um modelo perfeito ou não, quis equacionar esse problema. Ministro Marco Aurélio, digo, por experiência própria, de 2005 a 2007, como membro no CNJ, esse era um dos assuntos mais difíceis para o Conselho Nacional de Justiça equacionar, porque houve uma verdadeira reação, diríamos, do antigo regime em relação à implantação das novas normas. Em todos os Estados - uns mais do que os outros -, houve uma verdadeira reação. Ora uma reação aberta, franca, ostensiva, ora uma reação oculta, uma reação por subterfúgios, uma reação para que se prolongasse o que a Constituição não admitiu. E o caso do Estado do Paraná é exatamente essa segunda hipótese. A Constituição foi clara: a partir de 1988, serventias judiciais vagas devem ser estatizadas. Ou seja, o que a Constituição quis, o comando constitucional - concordemos, ou não - foi muito claro: na medida em que as serventias judiciais vagassem, obrigatoriamente, deveriam ser estatizadas. Ora, o que o legislador constituinte quis, exatamente, foi evitar interrupção na prestação de serviços, não determinando que, ao mesmo tempo, todas vagassem; e, ao mesmo tempo, reconheceu a boa fé dos serventuários, mantendo os direitos daqueles que antes de 88 ingressaram. O que fez o Estado do Paraná? O que fez para prolongar - quase ad eternum, tanto que está conseguindo prorrogar por trinta anos da promulgação da Constituição - o art. 31? Inclusive, para os cartórios extrajudiciais, que, nesta Primeira Turma, já declaramos que não era possível tal prorrogação, em, aproximadamente, seiscentos mandados de segurança. Eu diria, 2/3 julgados de relatoria do saudoso Ministro Teori 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF delegação, para os rentáveis; coisas da vida! Mas o que quis a Constituição foi acabar - e sejamos claros aqui - com a distribuição de cartórios que existia no Brasil todo, que vem desde as Capitanias Hereditárias, como verdadeiros feudos políticos, em todos os Estados, e que passava de pai para filho, sem concurso público. Acabava, assim, havendo um grande exercício de poder político para essas nomeações. A Constituição, com um modelo perfeito ou não, quis equacionar esse problema. Ministro Marco Aurélio, digo, por experiência própria, de 2005 a 2007, como membro no CNJ, esse era um dos assuntos mais difíceis para o Conselho Nacional de Justiça equacionar, porque houve uma verdadeira reação, diríamos, do antigo regime em relação à implantação das novas normas. Em todos os Estados - uns mais do que os outros -, houve uma verdadeira reação. Ora uma reação aberta, franca, ostensiva, ora uma reação oculta, uma reação por subterfúgios, uma reação para que se prolongasse o que a Constituição não admitiu. E o caso do Estado do Paraná é exatamente essa segunda hipótese. A Constituição foi clara: a partir de 1988, serventias judiciais vagas devem ser estatizadas. Ou seja, o que a Constituição quis, o comando constitucional - concordemos, ou não - foi muito claro: na medida em que as serventias judiciais vagassem, obrigatoriamente, deveriam ser estatizadas. Ora, o que o legislador constituinte quis, exatamente, foi evitar interrupção na prestação de serviços, não determinando que, ao mesmo tempo, todas vagassem; e, ao mesmo tempo, reconheceu a boa fé dos serventuários, mantendo os direitos daqueles que antes de 88 ingressaram. O que fez o Estado do Paraná? O que fez para prolongar - quase ad eternum, tanto que está conseguindo prorrogar por trinta anos da promulgação da Constituição - o art. 31? Inclusive, para os cartórios extrajudiciais, que, nesta Primeira Turma, já declaramos que não era possível tal prorrogação, em, aproximadamente, seiscentos mandados de segurança. Eu diria, 2/3 julgados de relatoria do saudoso Ministro Teori 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 40 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 29323 / DF Zavascki, e o terço final, nesses quase dois anos que estou aqui. Em relação aos cartórios judiciais, há precedente no Agravo Regimental no MS 29.317, de minha relatoria, vedando as prorrogações com sucessivas alterações de serventias. O que fez o Estado do Paraná? Vagando uma serventia judicial, realizava concurso de permuta, concurso de remoção, sem critérios universais e ignorando a determinação constitucional de estatização. Qual o grande problema? Qual a origem de todos os mandados segurança em relação à serventia atualmente exercida? Em todas, o exercício foi posterior à Constituição de 1988. Um prolongamento artificial do que o artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estabeleceu. O nosso precedente, único até agora julgado na Turma, o referido MS 29.317, ocorreu exatamente essa questão - não no Estado do Paraná, no Estado do Ceará. A pessoa havia ingressado em 10/1/68, em 9/7/1969 foi designada, após 1988, a sua serventia foi extinta. E, aí, após 88, foi aproveitada em outra vaga, que não mais deveria estar “privatizada”. E o CNJ disse: “Não, essa outra não pode ser aproveitada por alguém que, lá atrás, entrou antes de 88, porque a vacância é posterior a Constituição e, portanto, a nova serventia dever ser estatizada. À nova obrigatoriamente se aplica o art. 31 do ADCT.” Presidente, não ocorreu só em relação às serventias judiciais, as extrajudiciais também discutimos. Concordo com Vossa Excelência que, em vários aspectos, as hipóteses são diversas, porém, nesse aspecto, não. A regulamentação do Estado do Paraná, para extrajudicial e judicial, foi a mesma: vamos prolongar, vamos prolongando. Tanto que, volto a dizer, trinta anos, nós ainda estamos discutindo essa questão. Mas a Constituição foi expressa: ninguém poderia tomar posse em uma serventia judicial privatizada, após 1988. Foi o modelo criado. Após 1988, nas vacâncias ou nas novas criações, deveria ocorrer a estatização das serventias. Só servidores do próprio Poder Judiciário passariam a exercê-las. Em vários casos e em vários Estados, mesmo nas serventias judiciais 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF Zavascki, e o terço final, nesses quase dois anos que estou aqui. Em relação aos cartórios judiciais, há precedente no Agravo Regimental no MS 29.317, de minha relatoria, vedando as prorrogações com sucessivas alterações de serventias. O que fez o Estado do Paraná? Vagando uma serventia judicial, realizava concurso de permuta, concurso de remoção, sem critérios universais e ignorando a determinação constitucional de estatização. Qual o grande problema? Qual a origem de todos os mandados segurança em relação à serventia atualmente exercida? Em todas, o exercício foi posterior à Constituição de 1988. Um prolongamento artificial do que o artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estabeleceu. O nosso precedente, único até agora julgado na Turma, o referido MS 29.317, ocorreu exatamente essa questão - não no Estado do Paraná, no Estado do Ceará. A pessoa havia ingressado em 10/1/68, em 9/7/1969 foi designada, após 1988, a sua serventia foi extinta. E, aí, após 88, foi aproveitada em outra vaga, que não mais deveria estar “privatizada”. E o CNJ disse: “Não, essa outra não pode ser aproveitada por alguém que, lá atrás, entrou antes de 88, porque a vacância é posterior a Constituição e, portanto, a nova serventia dever ser estatizada. À nova obrigatoriamente se aplica o art. 31 do ADCT.” Presidente, não ocorreu só em relação às serventias judiciais, as extrajudiciais também discutimos. Concordo com Vossa Excelência que, em vários aspectos, as hipóteses são diversas, porém, nesse aspecto, não. A regulamentação do Estado do Paraná, para extrajudicial e judicial, foi a mesma: vamos prolongar, vamos prolongando. Tanto que, volto a dizer, trinta anos, nós ainda estamos discutindo essa questão. Mas a Constituição foi expressa: ninguém poderia tomar posse em uma serventia judicial privatizada, após 1988. Foi o modelo criado. Após 1988, nas vacâncias ou nas novas criações, deveria ocorrer a estatização das serventias. Só servidores do próprio Poder Judiciário passariam a exercê-las. Em vários casos e em vários Estados, mesmo nas serventias judiciais 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 40 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 29323 / DF criadas após 88, se fazia a remoção, concurso de remoção. E o que ocorria? Uma verdadeira fraude. Criava-se uma nova serventia judicial, fazia-se a remoção e, aí, extinguia-se aquela anterior. E a pessoa alegava: "mas o meu vínculo inicial com a serventia era pré-88." Sim, estaria garantido, pelo art. 31 do ADCT, a continuidade nesse vínculo inicial; não, numa nova serventia, que constitui um novo vínculo e posterior à CF/88. Como também discutimos, aqui, muito, nos extrajudiciais, a permuta; as pessoas permutavam ou se removiam após 88. E, em todos os casos, entendemos que o prazo, o dia a ser contado, para efeito de validade da regra de transição é exatamente naquela específica serventia. Não se faz uma continuação sucessiva de titularidades em serventias diversas, até porque são cargos diversos. A partir do momento que, após 88, assumiu um cargo numa serventia que deveria ser estatizada, há uma flagrante inconstitucionalidade, que foi exatamente o que entendeu o Conselho Nacional de Justiça, fixando um prazo de 12 meses para tentar equacionar. Nós mesmos, no Supremo Tribunal Federal, em alguns casos, fixamos prazos, às vezes, até prorrogamos quando há ilegalidade, quando há, mais grave ainda, inconstitucionalidade. Recentemente, analisamos a questão do prazo de escrivães de polícia , que, por uma lei do Amazonas, viraram delegado. Nós declaramos inconstitucional, mas, obviamente, não era possível imediatamente acabar com a regência de todos os inquéritos que eles presidiam. Fixamos um prazo, a partir da decisão, para que houvesse essa possibilidade de substituição, que foi a mesma coisa que o CNJ fez. Não é possível, após 30 anos, continuarmos a aceitar subterfúgios que afastem a incidência do art. 31 do ADCT. Esta Corte, sob a presidência de Vossa Excelência, em 7 de novembro de 2002, julgou a Ação Direta de Inconstitucionalidade 1.498, do Rio Grande do Sul, de relatoria do Ministro Ilmar Galvão, analisando, entre outras questões, o art. 31 do ADCT, e disse o Relator: “O fato de tal norma integrar o ato das disposições constitucionais transitórias reforça o argumento de que o 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF criadas após 88, se fazia a remoção, concurso de remoção. E o que ocorria? Uma verdadeira fraude. Criava-se uma nova serventia judicial, fazia-se a remoção e, aí, extinguia-se aquela anterior. E a pessoa alegava: "mas o meu vínculo inicial com a serventia era pré-88." Sim, estaria garantido, pelo art. 31 do ADCT, a continuidade nesse vínculo inicial; não, numa nova serventia, que constitui um novo vínculo e posterior à CF/88. Como também discutimos, aqui, muito, nos extrajudiciais, a permuta; as pessoas permutavam ou se removiam após 88. E, em todos os casos, entendemos que o prazo, o dia a ser contado, para efeito de validade da regra de transição é exatamente naquela específica serventia. Não se faz uma continuação sucessiva de titularidades em serventias diversas, até porque são cargos diversos. A partir do momento que, após 88, assumiu um cargo numa serventia que deveria ser estatizada, há uma flagrante inconstitucionalidade, que foi exatamente o que entendeu o Conselho Nacional de Justiça, fixando um prazo de 12 meses para tentar equacionar. Nós mesmos, no Supremo Tribunal Federal, em alguns casos, fixamos prazos, às vezes, até prorrogamos quando há ilegalidade, quando há, mais grave ainda, inconstitucionalidade. Recentemente, analisamos a questão do prazo de escrivães de polícia , que, por uma lei do Amazonas, viraram delegado. Nós declaramos inconstitucional, mas, obviamente, não era possível imediatamente acabar com a regência de todos os inquéritos que eles presidiam. Fixamos um prazo, a partir da decisão, para que houvesse essa possibilidade de substituição, que foi a mesma coisa que o CNJ fez. Não é possível, após 30 anos, continuarmos a aceitar subterfúgios que afastem a incidência do art. 31 do ADCT. Esta Corte, sob a presidência de Vossa Excelência, em 7 de novembro de 2002, julgou a Ação Direta de Inconstitucionalidade 1.498, do Rio Grande do Sul, de relatoria do Ministro Ilmar Galvão, analisando, entre outras questões, o art. 31 do ADCT, e disse o Relator: “O fato de tal norma integrar o ato das disposições constitucionais transitórias reforça o argumento de que o 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 40 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 29323 / DF constituinte instituiu a exclusividade dos cartórios judiciais estatizados, sendo que o regime privatizado somente perduraria, de forma transitória, enquanto as serventias administradas sob tal sistema não vagassem". Foi a decisão unânime do Supremo Tribunal Federal, em relação ao art. 31, ou seja, só persistiria o modelo anterior enquanto as serventias não vagassem. O que ocorreu no Paraná? Vagava, havia remoção. Fazia-se uma permuta quando alguém iria sair, ou seja, a vaga se dá com ausência ou alteração do titular; não se pode substituir uma pessoa pela outra considerando que nunca haverá vaga. Se assim for, jamais também essas serventias irão vagar, basta que as remoções sejam mantidas. Quando vagar uma dessas diversas do mandado de segurança , o Tribunal faz uma remoção de alguém que já está e continuará em outra serventia, desrespeitando o texto constitucional ad eternum. O que o CNJ precisou fazer foi exatamente evitar isso, porque, volto a dizer, não se aplicou, de forma mais racional, mais equilibrada em virtude da reação do antigo regime, daqueles que vinham nomeados. O modelo foi claro: serventias judiciais vagando, ou seja, não estando mais o titular, pessoa física X que estava, em 5 de outubro de 88, precisa ser estatizada; não pode ficar trocando de titular. Senhor Presidente, entendo que a decisão do CNJ não foi ilegal. A decisão do CNJ aplicou integralmente o artigo 31 do ADCT; não há direito líquido e certo das pessoas que assumiram as atuais serventias após 88, qualquer que seja a forma de provimento para permanecerem. O problema aqui não é o concurso público que foi feito, um concurso de remoção, e nós mesmos, nesta Turma, já dissemos que a lei não garantia a universalidade. Mas aqui não há nem essa necessidade, o problema é que não era possível manter aquela serventia privatizada, ela precisava ser estatizada, com a alteração de titular após a Constituição de 88; aplicação imediata do artigo 31 do ADCT. A questão de eventual boa-fé, segurança jurídica, se mantém com a validade, obviamente, de todos os atos - e foi assim também decidido na ADI 1.498 e num mandado de segurança que esta Turma julgou -, aqueles que receberam os valores todos esses anos, obviamente, não há 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF constituinte instituiu a exclusividade dos cartórios judiciais estatizados, sendo que o regime privatizado somente perduraria, de forma transitória, enquanto as serventias administradas sob tal sistema não vagassem". Foi a decisão unânime do Supremo Tribunal Federal, em relação ao art. 31, ou seja, só persistiria o modelo anterior enquanto as serventias não vagassem. O que ocorreu no Paraná? Vagava, havia remoção. Fazia-se uma permuta quando alguém iria sair, ou seja, a vaga se dá com ausência ou alteração do titular; não se pode substituir uma pessoa pela outra considerando que nunca haverá vaga. Se assim for, jamais também essas serventias irão vagar, basta que as remoções sejam mantidas. Quando vagar uma dessas diversas do mandado de segurança , o Tribunal faz uma remoção de alguém que já está e continuará em outra serventia, desrespeitando o texto constitucional ad eternum. O que o CNJ precisou fazer foi exatamente evitar isso, porque, volto a dizer, não se aplicou, de forma mais racional, mais equilibrada em virtude da reação do antigo regime, daqueles que vinham nomeados. O modelo foi claro: serventias judiciais vagando, ou seja, não estando mais o titular, pessoa física X que estava, em 5 de outubro de 88, precisa ser estatizada; não pode ficar trocando de titular. Senhor Presidente, entendo que a decisão do CNJ não foi ilegal. A decisão do CNJ aplicou integralmente o artigo 31 do ADCT; não há direito líquido e certo das pessoas que assumiram as atuais serventias após 88, qualquer que seja a forma de provimento para permanecerem. O problema aqui não é o concurso público que foi feito, um concurso de remoção, e nós mesmos, nesta Turma, já dissemos que a lei não garantia a universalidade. Mas aqui não há nem essa necessidade, o problema é que não era possível manter aquela serventia privatizada, ela precisava ser estatizada, com a alteração de titular após a Constituição de 88; aplicação imediata do artigo 31 do ADCT. A questão de eventual boa-fé, segurança jurídica, se mantém com a validade, obviamente, de todos os atos - e foi assim também decidido na ADI 1.498 e num mandado de segurança que esta Turma julgou -, aqueles que receberam os valores todos esses anos, obviamente, não há 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 40 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 29323 / DF necessidade de devolver, porque praticaram os serviços. Então, a boa-fé se mantém nesse sentido, mas não é possível mais, a meu ver, continuar perpetuando uma agressão à Constituição. Em relação à questão da coisa julgada, Vossa Excelência já afastou sua incidência, pois são ações diversas, até porque, nos mandados de segurança em que se alega a coisa julgada, nem se discutia a questão da estatização. Cito como exemplo, aqui, o MS 29.323, no documento 17. O que se discutia era a desocupação da serventia no concurso de remoção, a possibilidade, ou seja, se discutia outros fatos, não a estatização. E as partes, conforme Vossa Excelência bem se referiu, eram outras. Com esses argumentos, peço vênia a Vossa Excelência, em todos os mandados de segurança apregoados na presente sessão, entendo que não houve ilegalidade por parte do Conselho Nacional de Justiça e, consequentemente, DENEGO A ORDEM. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF necessidade de devolver, porque praticaram os serviços. Então, a boa-fé se mantém nesse sentido, mas não é possível mais, a meu ver, continuar perpetuando uma agressão à Constituição. Em relação à questão da coisa julgada, Vossa Excelência já afastou sua incidência, pois são ações diversas, até porque, nos mandados de segurança em que se alega a coisa julgada, nem se discutia a questão da estatização. Cito como exemplo, aqui, o MS 29.323, no documento 17. O que se discutia era a desocupação da serventia no concurso de remoção, a possibilidade, ou seja, se discutia outros fatos, não a estatização. E as partes, conforme Vossa Excelência bem se referiu, eram outras. Com esses argumentos, peço vênia a Vossa Excelência, em todos os mandados de segurança apregoados na presente sessão, entendo que não houve ilegalidade por parte do Conselho Nacional de Justiça e, consequentemente, DENEGO A ORDEM. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 40 Esclarecimento 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Presidente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Sim, Doutora Advogada. A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Eu queria três esclarecimentos, por gentileza. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Um minuto apenas. Vossa Excelência quer prestar esclarecimento ao Colegiado? A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Três questões de esclarecimento, só para elucidar. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Como Relator, ouço-a. A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Muito obrigada. Só três pontos. Primeiro - e a gente mencionou isso no mandado de segurança, nos memoriais e também no parecer da Professora Di Pietro -, a ADI do Rio Grande do Sul não pode ser aplicada no Paraná, porque no Paraná não teve lei contrária ao artigo 31. A lei de 2003 tem a mesma redação do artigo 31. Então, lá no Rio Grande do Sul, o problema foi que eles, depois de 88, por meio de lei, criaram varas privadas. No Paraná, isso não aconteceu. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – O Estado, de 2003 pra cá, vem estatizando as que se vagam? A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Na verdade, desde 88, não há lei, no Paraná, criando vara judicial privada. Todas que foram criadas... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Está bem esclarecida a matéria. A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Segundo ponto. Com todo respeito, não podemos transpor as decisões do extrajudicial para o judicial. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4185-27CB-1D1B-CEFB e senha D16B-13D6-8DB2-AA90 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Presidente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Sim, Doutora Advogada. A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Eu queria três esclarecimentos, por gentileza. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Um minuto apenas. Vossa Excelência quer prestar esclarecimento ao Colegiado? A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Três questões de esclarecimento, só para elucidar. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Como Relator, ouço-a. A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Muito obrigada. Só três pontos. Primeiro - e a gente mencionou isso no mandado de segurança, nos memoriais e também no parecer da Professora Di Pietro -, a ADI do Rio Grande do Sul não pode ser aplicada no Paraná, porque no Paraná não teve lei contrária ao artigo 31. A lei de 2003 tem a mesma redação do artigo 31. Então, lá no Rio Grande do Sul, o problema foi que eles, depois de 88, por meio de lei, criaram varas privadas. No Paraná, isso não aconteceu. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – O Estado, de 2003 pra cá, vem estatizando as que se vagam? A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Na verdade, desde 88, não há lei, no Paraná, criando vara judicial privada. Todas que foram criadas... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Está bem esclarecida a matéria. A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Segundo ponto. Com todo respeito, não podemos transpor as decisões do extrajudicial para o judicial. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4185-27CB-1D1B-CEFB e senha D16B-13D6-8DB2-AA90 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 40 Esclarecimento MS 29323 / DF O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES -Presidente, isso é uma nova sustentação oral. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Estamos suficientemente esclarecidos. A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - E último ponto, fraudes nos concursos. Foi pedida a dilação probatória, no Conselho Nacional de Justiça, e se presumiu má-fé. Com todo o respeito, na nossa Constituição, é possível presunção de má-fé sem oportunizar para pessoas sérias que fizeram concurso. Muito obrigada. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Sabe-se que vício de consentimento não se presume. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES -Presidente, em respeito à Advogada, obviamente que, se a ADI 1.498 se aplicasse ao Paraná, nós não estaríamos aqui discutindo a matéria. O que se aplica é exatamente o que a Corte entendeu em relação ao art. 31. Autoaplicabilidade e afirmação da Corte de que "o regime privatizado somente perduraria, de forma transitória, enquanto as serventias administradas sob tal sistema não vagasse". Vagou? Estatizou. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4185-27CB-1D1B-CEFB e senha D16B-13D6-8DB2-AA90 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES -Presidente, isso é uma nova sustentação oral. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Estamos suficientemente esclarecidos. A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - E último ponto, fraudes nos concursos. Foi pedida a dilação probatória, no Conselho Nacional de Justiça, e se presumiu má-fé. Com todo o respeito, na nossa Constituição, é possível presunção de má-fé sem oportunizar para pessoas sérias que fizeram concurso. Muito obrigada. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Sabe-se que vício de consentimento não se presume. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES -Presidente, em respeito à Advogada, obviamente que, se a ADI 1.498 se aplicasse ao Paraná, nós não estaríamos aqui discutindo a matéria. O que se aplica é exatamente o que a Corte entendeu em relação ao art. 31. Autoaplicabilidade e afirmação da Corte de que "o regime privatizado somente perduraria, de forma transitória, enquanto as serventias administradas sob tal sistema não vagasse". Vagou? Estatizou. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4185-27CB-1D1B-CEFB e senha D16B-13D6-8DB2-AA90 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 40 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, cumprimento, em primeiro lugar, todos os Advogados que estiveram na tribuna e que, com grande proficiência, arguiram as melhores teses em favor do direito que patrocinavam: Doutora Melina Reck; Doutor Flávio Pansieri; Doutor Ivo Jesus Grégio; Doutor Francisco Zardo; Doutor Walter Borges Carneiro e Doutor Augusto Pastuch de Almeida. Vou votar com brevidade, Presidente, e organizar o raciocínio. Aqui, trata-se de 104 mandados de segurança semelhantes. Não são idênticos, dado especialmente o ingresso dos impetrantes, nas serventias, em diferentes datas. E, desde logo, estarei aguardando o pedido de vista formulado pelo Ministro Alexandre de Moraes. Todos os mandados de segurança impetrados são contra decisão proferida pelo Conselho Nacional de Justiça, no procedimento de controle administrativo número tal. Nessa decisão, o CNJ assim procedeu - e aqui destaco os três pontos mais importantes: 1. Declarou a estatização de todas as serventias judiciais indevidamente providas no Estado do Paraná a partir de 5 de outubro de 1988; 2. Fixou o prazo de 12 meses para a efetivação das providências necessárias ao funcionamento das serventias, inclusive, a substituição dos titulares atuais e respectivos servidores não integrantes do quadro do Poder Judiciário paranaense; 3. Autorizou a permanência das pessoas, no exercício das atividades, nessas serventias, até o preenchimento dos cargos, de acordo com o cronograma aprovado ulteriormente, pelo CNJ, a fim de evitar a descontinuidade dos serviços. Nessa matéria, envolvendo essa mesma atuação do Conselho Nacional de Justiça, esta Primeira Turma julgou, em 9 de novembro de 2018, um outro mandado de segurança impetrado contra essa mesma decisão do CNJ, Mandado de Segurança 28.495, para o qual fiquei como Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, cumprimento, em primeiro lugar, todos os Advogados que estiveram na tribuna e que, com grande proficiência, arguiram as melhores teses em favor do direito que patrocinavam: Doutora Melina Reck; Doutor Flávio Pansieri; Doutor Ivo Jesus Grégio; Doutor Francisco Zardo; Doutor Walter Borges Carneiro e Doutor Augusto Pastuch de Almeida. Vou votar com brevidade, Presidente, e organizar o raciocínio. Aqui, trata-se de 104 mandados de segurança semelhantes. Não são idênticos, dado especialmente o ingresso dos impetrantes, nas serventias, em diferentes datas. E, desde logo, estarei aguardando o pedido de vista formulado pelo Ministro Alexandre de Moraes. Todos os mandados de segurança impetrados são contra decisão proferida pelo Conselho Nacional de Justiça, no procedimento de controle administrativo número tal. Nessa decisão, o CNJ assim procedeu - e aqui destaco os três pontos mais importantes: 1. Declarou a estatização de todas as serventias judiciais indevidamente providas no Estado do Paraná a partir de 5 de outubro de 1988; 2. Fixou o prazo de 12 meses para a efetivação das providências necessárias ao funcionamento das serventias, inclusive, a substituição dos titulares atuais e respectivos servidores não integrantes do quadro do Poder Judiciário paranaense; 3. Autorizou a permanência das pessoas, no exercício das atividades, nessas serventias, até o preenchimento dos cargos, de acordo com o cronograma aprovado ulteriormente, pelo CNJ, a fim de evitar a descontinuidade dos serviços. Nessa matéria, envolvendo essa mesma atuação do Conselho Nacional de Justiça, esta Primeira Turma julgou, em 9 de novembro de 2018, um outro mandado de segurança impetrado contra essa mesma decisão do CNJ, Mandado de Segurança 28.495, para o qual fiquei como Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 40 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 29323 / DF Redator do acórdão. A impetrante, no caso, era a Associação dos Serventuários da Justiça do Estado do Paraná. Naquela ocasião, contudo, os argumentos suscitados eram diferentes. A questão era saber se violava os princípios do devido processo legal, contraditório e da ampla defesa, a decisão do CNJ que negara o pedido de desmembramento, em procedimentos individuais, desse procedimento de controle administrativo, no qual havia mais de 300 serventuários, cujas serventias eram exercidas em caráter privado. Naquele caso, decidimos que a questão envolvia matéria estritamente jurídica e que não havia ocorrido prejuízo à defesa ou violação do devido processo legal. Agora, volta esse novo mandado de segurança a esta Turma. Com o respeito devido e merecido, acho que é impossível deixar de consignar que o Estado do Paraná procedeu de maneira extremamente errada, aqui, desde o início e, recalcitrantemente, deixou de cumprir a Constituição. E não foi desde 1988, deixou de cumprir a Constituição desde 1977. Portanto, é impossível deixar de registrar que houve uma deliberada insubmissão ao mandamento constitucional. Devo dizer, e digo isso muito sinceramente, que lamento, do fundo do coração, que possa haver vítimas inocentes desse comportamento do Estado do Paraná, mas, é impossível negar também que muitas pessoas se beneficiaram por muitos anos de uma situação absolutamente incompatível com a Constituição. E o CNJ, evidentemente, não invalidou nada para trás e, portanto, ninguém perde o que já adquiriu, ninguém precisa restituir coisa alguma. Nós estamos falando de uma decisão prospectiva e que ainda, depois dos trinta anos, concedeu mais um ano para a regularização. Tenho por comportamento judicial, no Supremo Tribunal Federal, desde que ingressei, manter certa deferência para com os julgamentos dos órgãos técnicos, seja o CADE, seja o Tribunal de Contas, seja o Conselho Nacional de Justiça. Em relação ao Conselho Nacional de Justiça, criei um teste para os meus pronunciamentos, que é verificar se houve observância do devido processo legal, se houve exorbitância da competência do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF Redator do acórdão. A impetrante, no caso, era a Associação dos Serventuários da Justiça do Estado do Paraná. Naquela ocasião, contudo, os argumentos suscitados eram diferentes. A questão era saber se violava os princípios do devido processo legal, contraditório e da ampla defesa, a decisão do CNJ que negara o pedido de desmembramento, em procedimentos individuais, desse procedimento de controle administrativo, no qual havia mais de 300 serventuários, cujas serventias eram exercidas em caráter privado. Naquele caso, decidimos que a questão envolvia matéria estritamente jurídica e que não havia ocorrido prejuízo à defesa ou violação do devido processo legal. Agora, volta esse novo mandado de segurança a esta Turma. Com o respeito devido e merecido, acho que é impossível deixar de consignar que o Estado do Paraná procedeu de maneira extremamente errada, aqui, desde o início e, recalcitrantemente, deixou de cumprir a Constituição. E não foi desde 1988, deixou de cumprir a Constituição desde 1977. Portanto, é impossível deixar de registrar que houve uma deliberada insubmissão ao mandamento constitucional. Devo dizer, e digo isso muito sinceramente, que lamento, do fundo do coração, que possa haver vítimas inocentes desse comportamento do Estado do Paraná, mas, é impossível negar também que muitas pessoas se beneficiaram por muitos anos de uma situação absolutamente incompatível com a Constituição. E o CNJ, evidentemente, não invalidou nada para trás e, portanto, ninguém perde o que já adquiriu, ninguém precisa restituir coisa alguma. Nós estamos falando de uma decisão prospectiva e que ainda, depois dos trinta anos, concedeu mais um ano para a regularização. Tenho por comportamento judicial, no Supremo Tribunal Federal, desde que ingressei, manter certa deferência para com os julgamentos dos órgãos técnicos, seja o CADE, seja o Tribunal de Contas, seja o Conselho Nacional de Justiça. Em relação ao Conselho Nacional de Justiça, criei um teste para os meus pronunciamentos, que é verificar se houve observância do devido processo legal, se houve exorbitância da competência do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 40 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 29323 / DF Tribunal e se houve manifesta injuridicidade ou falta de razoabilidade na decisão do Conselho Nacional de Justiça. Se nenhum desses três pressupostos tiver sido preenchido, a minha postura, como regra geral, é de deferência às decisões do Conselho Nacional de Justiça. Portanto, Presidente, eu me dispus a verificar se considerava injurídica ou irrazoável a decisão do Conselho Nacional de Justiça e cheguei a cinco conclusões. Em primeiro lugar, com todas as vênias de quem entenda diferentemente, acho que o art. 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias contém um comando inequívoco determinando a estatização das serventias judiciais. É verdade que há uma menção à lei, mas há um núcleo duro de sentido na norma constitucional. Serventia judicial é aquela que serve a uma vara judicial e, portanto, qualquer coisa que a lei dispusesse que se afastasse disso, evidentemente, a lei seria inválida, por contraste com a Constituição. Ouvi da Doutora Melina Reck, na tribuna, o argumento de que, diferentemente do Rio Grande do Sul, o Paraná não editou uma lei. É fato, mas isso talvez torne as coisas apenas piores, porque nem tentaram. Descumpriram de maneira desabrida o que diz a Constituição. Além disso, tenho para mim que este comando de estatização das serventias judiciais vem desde a Emenda Constitucional nº 7, de 77. Alguém poderá questionar o pedigree desse mandamento, porque veio no Pacote de Abril, outorgado pelo Presidente Geisel com base no Ato Institucional nº 5, mas a dicção era claríssima: "Ficam oficializadas as serventias do foro judicial e extrajudicial com o acréscimo de que ficava vedada qualquer nomeação em caráter efetivo para as serventias não remuneradas pelos cofres públicos". E, posteriormente, com a Emenda nº 22/82, retirou-se, do comando da estatização compulsória, as serventias extrajudiciais, mas não as judiciais. Portanto, o que o Paraná não concluiu até fevereiro de 2019 deveria ter feito desde 1977, com todas as vênias de quem entenda diferentemente. Presidente, este é o primeiro ponto que enfatizo. Considero que o comando do art. 31 não é só autoexecutável, como já 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF Tribunal e se houve manifesta injuridicidade ou falta de razoabilidade na decisão do Conselho Nacional de Justiça. Se nenhum desses três pressupostos tiver sido preenchido, a minha postura, como regra geral, é de deferência às decisões do Conselho Nacional de Justiça. Portanto, Presidente, eu me dispus a verificar se considerava injurídica ou irrazoável a decisão do Conselho Nacional de Justiça e cheguei a cinco conclusões. Em primeiro lugar, com todas as vênias de quem entenda diferentemente, acho que o art. 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias contém um comando inequívoco determinando a estatização das serventias judiciais. É verdade que há uma menção à lei, mas há um núcleo duro de sentido na norma constitucional. Serventia judicial é aquela que serve a uma vara judicial e, portanto, qualquer coisa que a lei dispusesse que se afastasse disso, evidentemente, a lei seria inválida, por contraste com a Constituição. Ouvi da Doutora Melina Reck, na tribuna, o argumento de que, diferentemente do Rio Grande do Sul, o Paraná não editou uma lei. É fato, mas isso talvez torne as coisas apenas piores, porque nem tentaram. Descumpriram de maneira desabrida o que diz a Constituição. Além disso, tenho para mim que este comando de estatização das serventias judiciais vem desde a Emenda Constitucional nº 7, de 77. Alguém poderá questionar o pedigree desse mandamento, porque veio no Pacote de Abril, outorgado pelo Presidente Geisel com base no Ato Institucional nº 5, mas a dicção era claríssima: "Ficam oficializadas as serventias do foro judicial e extrajudicial com o acréscimo de que ficava vedada qualquer nomeação em caráter efetivo para as serventias não remuneradas pelos cofres públicos". E, posteriormente, com a Emenda nº 22/82, retirou-se, do comando da estatização compulsória, as serventias extrajudiciais, mas não as judiciais. Portanto, o que o Paraná não concluiu até fevereiro de 2019 deveria ter feito desde 1977, com todas as vênias de quem entenda diferentemente. Presidente, este é o primeiro ponto que enfatizo. Considero que o comando do art. 31 não é só autoexecutável, como já 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 40 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 29323 / DF existia comando anterior no mesmo sentido, que deveria ter sido cumprido. Eu sei que era a Constituição do regime militar, mas era a legalidade que vigia. E, portanto, a menos que eu considerasse que aqui houvesse uma grave violação à dignidade da pessoa humana ou a princípios universais de justiça, não veria razão para não considerar que essa tenha sido uma norma válida e vigente. Em segundo lugar, Presidente, a questão da decadência. Nós temos sustentado, inclusive, em matéria de cartórios - mas em outra, penso que jurisprudência pacificada no Plenário do Supremo Tribunal Federal - que, em havendo manifesta violação à Constituição, não se aplica o prazo decadencial de cinco anos previsto na Lei do Processo Administrativo. E aqui há um precedente do Ministro Luiz Fux, em que claramente se assentou o seguinte: “A inconstitucionalidade prima facie evidente impede que se consolide o ato administrativo acoimado desse gravoso vício em função da decadência.” Se a Constituição diz claramente que a serventia deve ser estatizada, respeitados os direitos dos atuais titulares - atuais lá, por evidente -, quem estava investido em serventia judicial, mesmo que em caráter privado, na data da promulgação da Constituição, tinha o direito de continuar. Mas uma vez, como observou o Ministro Alexandre - e eu estou de acordo -, vaga a serventia, impunha-se o concurso público para o seu provimento, e não a remoção dos que haviam sido admitidos por um concurso incompatível com a Constituição. Em terceiro lugar, esse é o argumento que mais me impressiona - preciso dizer que não é sem algum pesar -, e ele não pode prevalecer. Respeito as pessoas que, em boa fé, prestaram um serviço público, um concurso público e foram devidamente aprovadas. E acredito, sim, que as pessoas tenham agido de boa-fé, mas, de novo, a inconstitucionalidade era manifesta. De modo que penso que a boa-fé protege contra a retroatividade da decisão aqui proferida, mas, não protege contra a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF existia comando anterior no mesmo sentido, que deveria ter sido cumprido. Eu sei que era a Constituição do regime militar, mas era a legalidade que vigia. E, portanto, a menos que eu considerasse que aqui houvesse uma grave violação à dignidade da pessoa humana ou a princípios universais de justiça, não veria razão para não considerar que essa tenha sido uma norma válida e vigente. Em segundo lugar, Presidente, a questão da decadência. Nós temos sustentado, inclusive, em matéria de cartórios - mas em outra, penso que jurisprudência pacificada no Plenário do Supremo Tribunal Federal - que, em havendo manifesta violação à Constituição, não se aplica o prazo decadencial de cinco anos previsto na Lei do Processo Administrativo. E aqui há um precedente do Ministro Luiz Fux, em que claramente se assentou o seguinte: “A inconstitucionalidade prima facie evidente impede que se consolide o ato administrativo acoimado desse gravoso vício em função da decadência.” Se a Constituição diz claramente que a serventia deve ser estatizada, respeitados os direitos dos atuais titulares - atuais lá, por evidente -, quem estava investido em serventia judicial, mesmo que em caráter privado, na data da promulgação da Constituição, tinha o direito de continuar. Mas uma vez, como observou o Ministro Alexandre - e eu estou de acordo -, vaga a serventia, impunha-se o concurso público para o seu provimento, e não a remoção dos que haviam sido admitidos por um concurso incompatível com a Constituição. Em terceiro lugar, esse é o argumento que mais me impressiona - preciso dizer que não é sem algum pesar -, e ele não pode prevalecer. Respeito as pessoas que, em boa fé, prestaram um serviço público, um concurso público e foram devidamente aprovadas. E acredito, sim, que as pessoas tenham agido de boa-fé, mas, de novo, a inconstitucionalidade era manifesta. De modo que penso que a boa-fé protege contra a retroatividade da decisão aqui proferida, mas, não protege contra a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 40 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 29323 / DF inconstitucionalidade, que, a olhos vistos, praticava o Estado do Paraná. Quem já viveu a vida nos Estados sabe o tipo de movimentação política, o tipo de lobby, o tipo de interesses revolvido por trás dessas matérias, que, mesmo no regime militar, levaram à exclusão da oficialização das serventias extrajudiciais: uma reação imensa de quem titularizava essas serventias e tinha acesso ao poder político. Mas, infelizmente, sobretudo no caso de concurso para as serventias que eram judiciais e extrajudiciais cumulativamente, não é possível cindir em parte válida e parte inválida um concurso que violava a Constituição. Também entendo - e aí nem o relator esposou esta tese - que não haja coisa julgada a ser protegida não apenas por falta de identidade de partes como, sobretudo, porque as questões discutidas nos precedentes não guardavam nenhuma semelhança com a tese jurídica aqui em discussão. Li, com interesse, o parecer da eminente e estimada Professora Maria Sylvia di Pietro, mas preciso reconhecer que ele está em desacordo com teses já de longa data firmadas por este Tribunal. E, inclusive, no aspecto em que Sua Excelência sustenta que o Conselho Nacional de Justiça não poderia ter considerado inconstitucional atos normativos estaduais da Administração Pública do Estado do Paraná. Aqui, no precedente relevante nesta matéria, Petição nº 4.656, da Paraíba, ficou assentado claramente que se insere, entre as competências constitucionalmente atribuídas ao Conselho Nacional de Justiça, a possibilidade de afastar por inconstitucionalidade a aplicação de lei aproveitada como base de ato administrativo, objeto de controle. E, evidentemente - e temos sustentado isso aqui majoritariamente -, qualquer órgão que tenha a competência de interpretar e aplicar o Direito tem não apenas o poder, mas o dever de não aplicar lei que considere inconstitucional, porque aplicar uma lei que se considere inconstitucional significa deixar de aplicar a Constituição, negar vigência à Constituição. Ninguém que tem o papel judicante, ainda que em sede administrativa, pode ser compelido a violar a Constituição. Portanto, também, aqui, acho que não exorbitou da sua competência o Conselho Nacional de Justiça. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF inconstitucionalidade, que, a olhos vistos, praticava o Estado do Paraná. Quem já viveu a vida nos Estados sabe o tipo de movimentação política, o tipo de lobby, o tipo de interesses revolvido por trás dessas matérias, que, mesmo no regime militar, levaram à exclusão da oficialização das serventias extrajudiciais: uma reação imensa de quem titularizava essas serventias e tinha acesso ao poder político. Mas, infelizmente, sobretudo no caso de concurso para as serventias que eram judiciais e extrajudiciais cumulativamente, não é possível cindir em parte válida e parte inválida um concurso que violava a Constituição. Também entendo - e aí nem o relator esposou esta tese - que não haja coisa julgada a ser protegida não apenas por falta de identidade de partes como, sobretudo, porque as questões discutidas nos precedentes não guardavam nenhuma semelhança com a tese jurídica aqui em discussão. Li, com interesse, o parecer da eminente e estimada Professora Maria Sylvia di Pietro, mas preciso reconhecer que ele está em desacordo com teses já de longa data firmadas por este Tribunal. E, inclusive, no aspecto em que Sua Excelência sustenta que o Conselho Nacional de Justiça não poderia ter considerado inconstitucional atos normativos estaduais da Administração Pública do Estado do Paraná. Aqui, no precedente relevante nesta matéria, Petição nº 4.656, da Paraíba, ficou assentado claramente que se insere, entre as competências constitucionalmente atribuídas ao Conselho Nacional de Justiça, a possibilidade de afastar por inconstitucionalidade a aplicação de lei aproveitada como base de ato administrativo, objeto de controle. E, evidentemente - e temos sustentado isso aqui majoritariamente -, qualquer órgão que tenha a competência de interpretar e aplicar o Direito tem não apenas o poder, mas o dever de não aplicar lei que considere inconstitucional, porque aplicar uma lei que se considere inconstitucional significa deixar de aplicar a Constituição, negar vigência à Constituição. Ninguém que tem o papel judicante, ainda que em sede administrativa, pode ser compelido a violar a Constituição. Portanto, também, aqui, acho que não exorbitou da sua competência o Conselho Nacional de Justiça. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 40 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 29323 / DF Presidente, de novo e lamentando muito sinceramente a situação de quem ingressou de boa-fé e, prolongadamente, exerceu o cargo, e não me manifestando sobre situações de quem tenha ingressado anteriormente a 1988 - porque aí é preciso aferir no caso concreto se o concurso era válido ou não era válido, por isso vou aguardar a vista do Ministro Alexandre -, entendo que a decisão do Conselho Nacional de Justiça, ainda quando, como disse, tenha produzido lamentavelmente vítimas inocentes, é, no entanto, uma decisão que, 30 anos depois, restabelece a vigência da ordem constitucional, recalcitrantemente, violada, nessa matéria, no âmbito do Estado do Paraná. Portanto, entendo que a norma do artigo 31 é autoaplicável; entendo que não ocorreu decadência; entendo que qualquer concurso que provia, com caráter privado serventia judicial é inválido; entendo que não houve formação de coisa julgada e entendo que o Conselho Nacional de Justiça tinha, sim, competência para pronunciar a inconstitucionalidade do comportamento administrativo judicial do Paraná. De modo que, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência e entendendo a motivação humana subjacente ao voto de Vossa Excelência, estou denegando a ordem. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF Presidente, de novo e lamentando muito sinceramente a situação de quem ingressou de boa-fé e, prolongadamente, exerceu o cargo, e não me manifestando sobre situações de quem tenha ingressado anteriormente a 1988 - porque aí é preciso aferir no caso concreto se o concurso era válido ou não era válido, por isso vou aguardar a vista do Ministro Alexandre -, entendo que a decisão do Conselho Nacional de Justiça, ainda quando, como disse, tenha produzido lamentavelmente vítimas inocentes, é, no entanto, uma decisão que, 30 anos depois, restabelece a vigência da ordem constitucional, recalcitrantemente, violada, nessa matéria, no âmbito do Estado do Paraná. Portanto, entendo que a norma do artigo 31 é autoaplicável; entendo que não ocorreu decadência; entendo que qualquer concurso que provia, com caráter privado serventia judicial é inválido; entendo que não houve formação de coisa julgada e entendo que o Conselho Nacional de Justiça tinha, sim, competência para pronunciar a inconstitucionalidade do comportamento administrativo judicial do Paraná. De modo que, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência e entendendo a motivação humana subjacente ao voto de Vossa Excelência, estou denegando a ordem. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 40 Antecipação ao Voto 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL ANTECIPAÇÃO DE VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu trouxe voto escrito. Todos os fundamentos que nele eu estou esgrimindo encontram respaldo na jurisprudência solidificada desta Suprema Corte. Na linha do voto do Ministro Alexandre e do Ministro Luís Roberto, eu poderia me eximir de aqui reiterá-los, porque foram expostos com muita profundidade e verticalidade, com a competência de sempre dos meus Pares. Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio, tem ficado vencido na Turma com relação a esses fundamentos. Eu tão sensibilizada fiquei quando do julgamento, oriundo do Rio Grande do Sul, Mandado de segurança 31.128, sob a relatoria do Ministro Alexandre, relativo, é verdade, aos cartórios extrajudiciais, hipótese de remoção, que pedi vista justamente em função do princípio da segurança jurídica na sua face de proteção à confiança, princípio da boa-fé. E apresentei voto-vista na mesma linha do Ministro Alexandre, diante dos - como lembrou, nessa sessão, Sua Excelência - quase seiscentos mandados de segurança apreciados, dois terços sob a relatoria do Ministro - querido e saudoso - Teori Zavascki e o restante sob a relatoria do Ministro Alexandre de Moraes. Nós fomos firmando a jurisprudência no sentido de afastar a decadência, entendendo que ela não se opera contra atos de flagrante inconstitucionalidade - e, aí, o mandado de segurança que ficou sob a redatoria do Ministro Luís Roberto Barroso, também da nossa Primeira Turma -, na compreensão de que não houve ofensa aos princípios do contraditório e da ampla no bojo, justamente, desse PCA nº 0002363- 72.2009.2.00.0000, no Mandado de Segurança coletivo 28495 - estou aqui transcrevendo-o no meu voto. Também firmada a nossa compreensão no sentido de que o Conselho Nacional de Justiça, no exercício de suas atribuições, pode deixar de aplicar legislação estadual incompatível com a Constituição da República Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D43-4CCB-1A5A-E016 e senha EC2E-E46A-2271-53F9 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL ANTECIPAÇÃO DE VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu trouxe voto escrito. Todos os fundamentos que nele eu estou esgrimindo encontram respaldo na jurisprudência solidificada desta Suprema Corte. Na linha do voto do Ministro Alexandre e do Ministro Luís Roberto, eu poderia me eximir de aqui reiterá-los, porque foram expostos com muita profundidade e verticalidade, com a competência de sempre dos meus Pares. Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio, tem ficado vencido na Turma com relação a esses fundamentos. Eu tão sensibilizada fiquei quando do julgamento, oriundo do Rio Grande do Sul, Mandado de segurança 31.128, sob a relatoria do Ministro Alexandre, relativo, é verdade, aos cartórios extrajudiciais, hipótese de remoção, que pedi vista justamente em função do princípio da segurança jurídica na sua face de proteção à confiança, princípio da boa-fé. E apresentei voto-vista na mesma linha do Ministro Alexandre, diante dos - como lembrou, nessa sessão, Sua Excelência - quase seiscentos mandados de segurança apreciados, dois terços sob a relatoria do Ministro - querido e saudoso - Teori Zavascki e o restante sob a relatoria do Ministro Alexandre de Moraes. Nós fomos firmando a jurisprudência no sentido de afastar a decadência, entendendo que ela não se opera contra atos de flagrante inconstitucionalidade - e, aí, o mandado de segurança que ficou sob a redatoria do Ministro Luís Roberto Barroso, também da nossa Primeira Turma -, na compreensão de que não houve ofensa aos princípios do contraditório e da ampla no bojo, justamente, desse PCA nº 0002363- 72.2009.2.00.0000, no Mandado de Segurança coletivo 28495 - estou aqui transcrevendo-o no meu voto. Também firmada a nossa compreensão no sentido de que o Conselho Nacional de Justiça, no exercício de suas atribuições, pode deixar de aplicar legislação estadual incompatível com a Constituição da República Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D43-4CCB-1A5A-E016 e senha EC2E-E46A-2271-53F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 40 Antecipação ao Voto MS 29323 / DF - e aqui estou transcrevendo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Quanto a essa óptica, devo ter subscrito a colocação. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - É o mandado de segurança ... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Porque nenhum órgão, mesmo administrativo, está compelido a aplicar lei em detrimento da Constituição. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Mandado de Segurança 28.112, relatoria da Ministra Cármen Lúcia, divulgação em 31 de julho de 2017, ementado no sentido de que se insere sempre nas competências constitucionalmente atribuídas ao Conselho Nacional de Justiça a possibilidade de afastar, por inconstitucionalidade, a aplicação de lei aproveitada como base de ato administrativo objeto de controle, determinando aos órgãos submetidos a seu espaço de influência a observância desse entendimento por ato expresso e formal, tomado pela maioria absoluta dos membros do Conselho. Vossa Excelência tem toda a razão, Ministro Marco Aurélio, a minha divergência com Vossa Excelência não diz com esse ponto. Eu apenas estou a ele me referindo em homenagem às belíssimas sustentações orais. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – E o primeiro caso julgado pelo Supremo, nesse sentido, contou com a relatoria do ministro Victor Nunes Leal, envolvendo o Tribunal de Contas da União. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Então, como eu dizia, em homenagem às belíssimas sustentações orais, deveria ter começando por cumprimentar os eminentes Patronos que ocuparam a tribuna, Doutora Melina, que vi que também fez essa sustentação perante o CNJ, estava examinando aqui os registros, na época; Doutor Flávio Pansieri; Doutor Ivo; Doutor Francisco; Doutor Walter; Doutor Augusto e cumprimentar ainda a Doutora Izabel, que, pela AGU, também fez uma belíssima sustentação oral. O tema é de delicadeza extrema. E a mim, como disse, sensibiliza. Por isso que, naquele mandado de segurança, pedi vista. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D43-4CCB-1A5A-E016 e senha EC2E-E46A-2271-53F9 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF - e aqui estou transcrevendo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Quanto a essa óptica, devo ter subscrito a colocação. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - É o mandado de segurança ... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Porque nenhum órgão, mesmo administrativo, está compelido a aplicar lei em detrimento da Constituição. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Mandado de Segurança 28.112, relatoria da Ministra Cármen Lúcia, divulgação em 31 de julho de 2017, ementado no sentido de que se insere sempre nas competências constitucionalmente atribuídas ao Conselho Nacional de Justiça a possibilidade de afastar, por inconstitucionalidade, a aplicação de lei aproveitada como base de ato administrativo objeto de controle, determinando aos órgãos submetidos a seu espaço de influência a observância desse entendimento por ato expresso e formal, tomado pela maioria absoluta dos membros do Conselho. Vossa Excelência tem toda a razão, Ministro Marco Aurélio, a minha divergência com Vossa Excelência não diz com esse ponto. Eu apenas estou a ele me referindo em homenagem às belíssimas sustentações orais. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – E o primeiro caso julgado pelo Supremo, nesse sentido, contou com a relatoria do ministro Victor Nunes Leal, envolvendo o Tribunal de Contas da União. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Então, como eu dizia, em homenagem às belíssimas sustentações orais, deveria ter começando por cumprimentar os eminentes Patronos que ocuparam a tribuna, Doutora Melina, que vi que também fez essa sustentação perante o CNJ, estava examinando aqui os registros, na época; Doutor Flávio Pansieri; Doutor Ivo; Doutor Francisco; Doutor Walter; Doutor Augusto e cumprimentar ainda a Doutora Izabel, que, pela AGU, também fez uma belíssima sustentação oral. O tema é de delicadeza extrema. E a mim, como disse, sensibiliza. Por isso que, naquele mandado de segurança, pedi vista. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D43-4CCB-1A5A-E016 e senha EC2E-E46A-2271-53F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 40 Antecipação ao Voto MS 29323 / DF O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Nessa parte, não divirjo. Também cumprimento os profissionais da advocacia privada e pública. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio, tem posição divergente do Ministro Luís Roberto, do Ministro Alexandre de Moraes e também da minha, com todo respeito. E, reafirmo, até para minha tristeza pessoal, pois gostaria de entender de forma diferente. Mas também extraio da leitura do art. 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, de 1988 – e foi apenas em 2008, que o Paraná começou a regularizar, a instituir a nova modalidade -, justamente o comando de que, na medida em que vagassem, que abrissem novas vagas, haveria necessidade da estatização. E este comando, o Ministro Luís Roberto acabou de lembrar, já tinha vindo na mesma linha, abrangendo serventias judiciais e extrajudiciais, na Emenda Constitucional nº 7, de 1977, seu art. 206, e mantida essa compreensão pela Emenda Constitucional nº 22, de 82, que deu nova redação ao dispositivo, mas não o alterou, em substância, no tocante ao comando de oficialização das serventias judiciais. Com relação à coisa julgada, eu acompanho Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio, forte no argumento, que também foi trazido, e a ele só me refiro em homenagem ao que foi defendido da tribuna, de que não há sequer a tríplice identidade, Nema o CNJ com a sua personalidade meramente judiciária nem a União, com personalidade jurídica própria, por óbvio, integraram aquelas relações processuais. E não bastasse isso, pelo que depreendi, os mandados de segurança em que se decidiu e que beneficiaram alguns dos ora impetrantes, na verdade, foram manejados por terceiros, e, a esses terceiros, a solução a eles emprestada com a denegação da ordem não implicou a formação de coisa julgada que pudesse beneficiar os ora impetrantes. Não se sustenta também este argumento. Teria mais alguma coisa a dizer, mas, reiterando os fundamentos que já foram expedidos, a partir da compreensão que tenho dos exatos termos do art. 31 do ADCT da Constituição de 1988, à luz da jurisprudência 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D43-4CCB-1A5A-E016 e senha EC2E-E46A-2271-53F9 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Nessa parte, não divirjo. Também cumprimento os profissionais da advocacia privada e pública. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio, tem posição divergente do Ministro Luís Roberto, do Ministro Alexandre de Moraes e também da minha, com todo respeito. E, reafirmo, até para minha tristeza pessoal, pois gostaria de entender de forma diferente. Mas também extraio da leitura do art. 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, de 1988 – e foi apenas em 2008, que o Paraná começou a regularizar, a instituir a nova modalidade -, justamente o comando de que, na medida em que vagassem, que abrissem novas vagas, haveria necessidade da estatização. E este comando, o Ministro Luís Roberto acabou de lembrar, já tinha vindo na mesma linha, abrangendo serventias judiciais e extrajudiciais, na Emenda Constitucional nº 7, de 1977, seu art. 206, e mantida essa compreensão pela Emenda Constitucional nº 22, de 82, que deu nova redação ao dispositivo, mas não o alterou, em substância, no tocante ao comando de oficialização das serventias judiciais. Com relação à coisa julgada, eu acompanho Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio, forte no argumento, que também foi trazido, e a ele só me refiro em homenagem ao que foi defendido da tribuna, de que não há sequer a tríplice identidade, Nema o CNJ com a sua personalidade meramente judiciária nem a União, com personalidade jurídica própria, por óbvio, integraram aquelas relações processuais. E não bastasse isso, pelo que depreendi, os mandados de segurança em que se decidiu e que beneficiaram alguns dos ora impetrantes, na verdade, foram manejados por terceiros, e, a esses terceiros, a solução a eles emprestada com a denegação da ordem não implicou a formação de coisa julgada que pudesse beneficiar os ora impetrantes. Não se sustenta também este argumento. Teria mais alguma coisa a dizer, mas, reiterando os fundamentos que já foram expedidos, a partir da compreensão que tenho dos exatos termos do art. 31 do ADCT da Constituição de 1988, à luz da jurisprudência 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D43-4CCB-1A5A-E016 e senha EC2E-E46A-2271-53F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 40 Antecipação ao Voto MS 29323 / DF torrencial desta Suprema Corte, que sempre privilegio no que tange às serventias judiciais. Destaco ainda, Senhor Presidente, a habilidade dos eminentes Advogados que buscaram fazer essa distinção. O modelo das serventias extrajudiciais difere do modelo das serventias judiciais na maneira como foi instituído. Realmente, a construção, a argumentação, a linha argumentativa foi extremamente habilidosa, mas, a meu juízo, insuficiente para que eu compreenda que o CNJ praticou um ato ilegal ao disciplinar o tema de modo a ferir direito líquido e certo dos impetrantes. Vou aguardar o pedido de vista do Ministro Alexandre de Moraes com relação ao mandado de segurança indicado. Também registro, Senhor Presidente, que, da tribuna, ouvi a referência a que todos aqueles concursos, justamente porque diziam com os atos de remoção, dataram de 1989, 1990, 1991, ou seja, após a nossa Carta Política de 1988. Pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, Presidente, absolutamente sensibilizada pelo tema, acompanho a divergência. Esse é o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D43-4CCB-1A5A-E016 e senha EC2E-E46A-2271-53F9 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF torrencial desta Suprema Corte, que sempre privilegio no que tange às serventias judiciais. Destaco ainda, Senhor Presidente, a habilidade dos eminentes Advogados que buscaram fazer essa distinção. O modelo das serventias extrajudiciais difere do modelo das serventias judiciais na maneira como foi instituído. Realmente, a construção, a argumentação, a linha argumentativa foi extremamente habilidosa, mas, a meu juízo, insuficiente para que eu compreenda que o CNJ praticou um ato ilegal ao disciplinar o tema de modo a ferir direito líquido e certo dos impetrantes. Vou aguardar o pedido de vista do Ministro Alexandre de Moraes com relação ao mandado de segurança indicado. Também registro, Senhor Presidente, que, da tribuna, ouvi a referência a que todos aqueles concursos, justamente porque diziam com os atos de remoção, dataram de 1989, 1990, 1991, ou seja, após a nossa Carta Política de 1988. Pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, Presidente, absolutamente sensibilizada pelo tema, acompanho a divergência. Esse é o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D43-4CCB-1A5A-E016 e senha EC2E-E46A-2271-53F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 40 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber: Senhor Presidente, eminentes pares, verifico que a lista 1 do Ministro Marco Aurélio, apresentada na presente sessão de julgamento, é composta por mandados de segurança impetrados contra acórdão proferido pelo Conselho Nacional de Justiça no PCA nº 0002363-72.2009.2.00.0000. No referido acórdão, o CNJ, no exercício da fiscalização das serventias judiciais do Estado do Paraná, afirmou a inconstitucionalidade da delegação, em caráter privado, da titularidade de tais serventias, por meio de atos editados depois da Constituição de 05.10.1988. O acórdão questionado nas impetrações está fundado no art. 31 do ADCT, adiante transcrito: Art. 31. Serão estatizadas as serventias do foro judicial, assim definidas em lei, respeitados os direitos dos atuais titulares. O Ministro Marco Aurélio, Relator dos mencionados mandados de segurança, entende, em síntese, que a decisão do CNJ, proferida no PCA nº 0002363-72.2009.2.00.0000, deixou de observar o prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei nº 9.784/1999. Por esse motivo, Sua Excelência deferiu pedidos de medida liminar e, na presente assentada, propõe a concessão da ordem. Peço vênia ao eminente Relator, para acompanhar a divergência aberta pelo Ministro Alexandre de Moraes, com base nos fundamentos que passo a enunciar. O prazo decadencial do art. 54 da Lei nº 9.784/1999 não se aplica a situações de flagrante inconstitucionalidade, como é o caso da delegação da titularidade de serventia judicial, para exploração em caráter privado, após a Carta de 1988. Nesse sentido, recordo os seguintes precedentes do Plenário desta Corte: MS 28.371 AgR/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber: Senhor Presidente, eminentes pares, verifico que a lista 1 do Ministro Marco Aurélio, apresentada na presente sessão de julgamento, é composta por mandados de segurança impetrados contra acórdão proferido pelo Conselho Nacional de Justiça no PCA nº 0002363-72.2009.2.00.0000. No referido acórdão, o CNJ, no exercício da fiscalização das serventias judiciais do Estado do Paraná, afirmou a inconstitucionalidade da delegação, em caráter privado, da titularidade de tais serventias, por meio de atos editados depois da Constituição de 05.10.1988. O acórdão questionado nas impetrações está fundado no art. 31 do ADCT, adiante transcrito: Art. 31. Serão estatizadas as serventias do foro judicial, assim definidas em lei, respeitados os direitos dos atuais titulares. O Ministro Marco Aurélio, Relator dos mencionados mandados de segurança, entende, em síntese, que a decisão do CNJ, proferida no PCA nº 0002363-72.2009.2.00.0000, deixou de observar o prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei nº 9.784/1999. Por esse motivo, Sua Excelência deferiu pedidos de medida liminar e, na presente assentada, propõe a concessão da ordem. Peço vênia ao eminente Relator, para acompanhar a divergência aberta pelo Ministro Alexandre de Moraes, com base nos fundamentos que passo a enunciar. O prazo decadencial do art. 54 da Lei nº 9.784/1999 não se aplica a situações de flagrante inconstitucionalidade, como é o caso da delegação da titularidade de serventia judicial, para exploração em caráter privado, após a Carta de 1988. Nesse sentido, recordo os seguintes precedentes do Plenário desta Corte: MS 28.371 AgR/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 40 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 29323 / DF Tribunal Pleno, DJe 27.02.2013; MS 28.273 AgR, Relator Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 21.02.2013; MS 28.279, Relatora Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 29.04.2011. Reproduzo, por ilustrativa, trecho da ementa do último precedente citado: MANDADO DE SEGURANÇA. ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS. PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE. SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. (...) 5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal. (...) (MS 28279, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 16/12/2010, DJe-079 DIVULG 28-04- 2011 PUBLIC 29-04-2011 EMENT VOL-02511-01 PP-00014 RT v. 100, n. 908, 2011, p. 421-436) Enfatizo que o art. 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, enquanto norma auto-aplicável, configura óbice à atribuição de titularidade de serventia judicial, em caráter privado, após a promulgação da Constituição da República de 1988. Nesse sentido, reporto-me ao seguinte precedente: ADI 1498, rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 7.11.2012. Aliás, recordo que também o art. 206 da anterior Constituição da República, a partir da redação dada pela EC nº 7/1977, em formulação mantida, no particular, pela EC nº 22/1982, já determinava a oficialização 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF Tribunal Pleno, DJe 27.02.2013; MS 28.273 AgR, Relator Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 21.02.2013; MS 28.279, Relatora Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 29.04.2011. Reproduzo, por ilustrativa, trecho da ementa do último precedente citado: MANDADO DE SEGURANÇA. ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS. PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE. SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. (...) 5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal. (...) (MS 28279, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 16/12/2010, DJe-079 DIVULG 28-04- 2011 PUBLIC 29-04-2011 EMENT VOL-02511-01 PP-00014 RT v. 100, n. 908, 2011, p. 421-436) Enfatizo que o art. 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, enquanto norma auto-aplicável, configura óbice à atribuição de titularidade de serventia judicial, em caráter privado, após a promulgação da Constituição da República de 1988. Nesse sentido, reporto-me ao seguinte precedente: ADI 1498, rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 7.11.2012. Aliás, recordo que também o art. 206 da anterior Constituição da República, a partir da redação dada pela EC nº 7/1977, em formulação mantida, no particular, pela EC nº 22/1982, já determinava a oficialização 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 40 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 29323 / DF das serventias judiciais. No exercício de suas atribuições, o Conselho Nacional de Justiça pode deixar de aplicar legislação estadual incompatível com a Magna Carta. Nesse sentido, transcrevo a ementa de precedente emanado do Plenário desta Suprema Corte: EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. LEI N. 8.223/2007 DA PARAÍBA. CRIAÇÃO LEGAL DE CARGOS EM COMISSÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL (ART. 5º DA LEI N. 82.231/2007 DA PARAÍBA): ASSISTENTES ADMINISTRATIVOS. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. EXONERAÇÃO DETERMINADA. AÇÃO ANULATÓRIA: ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DO CNJ PARA DECLARAR INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO. 1. Atuação do órgão de controle administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura nacional nos limites da respectiva competência, afastanda a validade dos atos administrativos e a aplicação de lei estadual na qual embasados e reputada pelo Conselho Nacional de Justiça contrária à regra constitucional de ingresso no serviço público por concurso público, pela ausência dos requisitos caracterizadores do cargo comissionado. 2. Insere-se entre as competências constitucionalmente atribuídas ao Conselho Nacional de Justiça a possibilidade de afastar, por inconstitucionalidade, a aplicação de lei aproveitada como base de ato administrativo objeto de controle, determinando aos órgãos submetidos a seu espaço de influência a observância desse entendimento, por ato expresso e formal tomado pela maioria absoluta dos membros dos Conselho. 3. Ausência de desrespeito ao contraditório: sendo exoneráveis ad nutum e a exoneração não configurando punição por ato imputado aos servidores atingidos pela decisão do Conselho Nacional de Justiça, mostra-se prescindível a atuação de cada qual dos interessados no processo administrativo, notadamente pela ausência de questão de natureza subjetiva na matéria discutida pelo órgão de controle do Poder Judiciário. 4. Além 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF das serventias judiciais. No exercício de suas atribuições, o Conselho Nacional de Justiça pode deixar de aplicar legislação estadual incompatível com a Magna Carta. Nesse sentido, transcrevo a ementa de precedente emanado do Plenário desta Suprema Corte: EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. LEI N. 8.223/2007 DA PARAÍBA. CRIAÇÃO LEGAL DE CARGOS EM COMISSÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL (ART. 5º DA LEI N. 82.231/2007 DA PARAÍBA): ASSISTENTES ADMINISTRATIVOS. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. EXONERAÇÃO DETERMINADA. AÇÃO ANULATÓRIA: ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DO CNJ PARA DECLARAR INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO. 1. Atuação do órgão de controle administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura nacional nos limites da respectiva competência, afastanda a validade dos atos administrativos e a aplicação de lei estadual na qual embasados e reputada pelo Conselho Nacional de Justiça contrária à regra constitucional de ingresso no serviço público por concurso público, pela ausência dos requisitos caracterizadores do cargo comissionado. 2. Insere-se entre as competências constitucionalmente atribuídas ao Conselho Nacional de Justiça a possibilidade de afastar, por inconstitucionalidade, a aplicação de lei aproveitada como base de ato administrativo objeto de controle, determinando aos órgãos submetidos a seu espaço de influência a observância desse entendimento, por ato expresso e formal tomado pela maioria absoluta dos membros dos Conselho. 3. Ausência de desrespeito ao contraditório: sendo exoneráveis ad nutum e a exoneração não configurando punição por ato imputado aos servidores atingidos pela decisão do Conselho Nacional de Justiça, mostra-se prescindível a atuação de cada qual dos interessados no processo administrativo, notadamente pela ausência de questão de natureza subjetiva na matéria discutida pelo órgão de controle do Poder Judiciário. 4. Além 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 40 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 29323 / DF dos indícios de cometimento de ofensa ao decidido na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.233/PB, a leitura das atribuições conferidas ao cargo criado pelo art. 5º da Lei n. 8.223/2007, da Paraíba, evidencia burla ao comando constitucional previsto no inc. V do art. 37 da Constituição da República: declaração incidental de inconstitucionalidade. 5. Mandado de segurança denegado. (MS 28112, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 19/12/2016, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-168 DIVULG 31-07-2017 PUBLIC 01-08-2017) Realço, ademais, que a observância do contraditório e da ampla defesa, no bojo do PCA nº 0002363-72.2009.2.00.0000, já restou afirmada por esta Primeira Turma no mandado de segurança coletivo nº 28495, em acórdão que recebeu a seguinte ementa: Ementa: Direito Constitucional e Administrativo. Mandado de Segurança. Conselho Nacional de Justiça. Procedimento de Controle Administrativo. Número elevado de partes interessadas. Ausência de violação ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. 1. Mandado de Segurança impetrado contra decisão do CNJ que negou o pedido de desmembramento de Procedimento de Controle Administrativo (PCA) envolvendo elevado número de interessados em procedimentos individuais. O PCA foi instaurado para a apuração da regularidade de serventias judiciais exploradas em caráter privado após a Constituição de 1988. 2. Como regra geral, o controle dos atos do CNJ pelo STF somente se justifica nas hipóteses de (i) inobservância do devido processo legal; (ii) exorbitância das competências do Conselho; e (iii) injuridicidade ou manifesta irrazoabilidade do ato impugnado. Não se identifica qualquer dessas hipóteses. 3. Não há necessária violação ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa pela circunstância de o PCA contar com número elevado de partes interessadas. O prejuízo à defesa deve ser analisado concretamente, à luz das 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF dos indícios de cometimento de ofensa ao decidido na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.233/PB, a leitura das atribuições conferidas ao cargo criado pelo art. 5º da Lei n. 8.223/2007, da Paraíba, evidencia burla ao comando constitucional previsto no inc. V do art. 37 da Constituição da República: declaração incidental de inconstitucionalidade. 5. Mandado de segurança denegado. (MS 28112, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 19/12/2016, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-168 DIVULG 31-07-2017 PUBLIC 01-08-2017) Realço, ademais, que a observância do contraditório e da ampla defesa, no bojo do PCA nº 0002363-72.2009.2.00.0000, já restou afirmada por esta Primeira Turma no mandado de segurança coletivo nº 28495, em acórdão que recebeu a seguinte ementa: Ementa: Direito Constitucional e Administrativo. Mandado de Segurança. Conselho Nacional de Justiça. Procedimento de Controle Administrativo. Número elevado de partes interessadas. Ausência de violação ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. 1. Mandado de Segurança impetrado contra decisão do CNJ que negou o pedido de desmembramento de Procedimento de Controle Administrativo (PCA) envolvendo elevado número de interessados em procedimentos individuais. O PCA foi instaurado para a apuração da regularidade de serventias judiciais exploradas em caráter privado após a Constituição de 1988. 2. Como regra geral, o controle dos atos do CNJ pelo STF somente se justifica nas hipóteses de (i) inobservância do devido processo legal; (ii) exorbitância das competências do Conselho; e (iii) injuridicidade ou manifesta irrazoabilidade do ato impugnado. Não se identifica qualquer dessas hipóteses. 3. Não há necessária violação ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa pela circunstância de o PCA contar com número elevado de partes interessadas. O prejuízo à defesa deve ser analisado concretamente, à luz das 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 40 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 29323 / DF especificidades do caso. 4. Na hipótese dos autos, o PCA foi instaurado para aferir a regularidade da exploração privada de serventias judiciais. Trata-se de saber se há violação ao art. 31 do ADCT (“Art. 31. Serão estatizadas as serventias do foro judicial, assim definidas em lei, respeitados os direitos dos atuais titulares”). A questão enfrentada pelo CNJ, portanto, possui natureza jurídica e prescinde de dilação probatória. 5. Na decisão do PCA, o CNJ analisou todos os argumentos suscitados nas defesas, que diziam respeito (i) à competência do CNJ para analisar a legalidade dos atos de admissão dos serventuários; (ii) à incidência do prazo decadencial quinquenal para a anulação dos atos de nomeação; (iii) à manutenção das nomeações em homenagem à confiança legítima, boa-fé, ato jurídico perfeito e direito adquirido; (iv) à aplicabilidade imediata, ou não, do art. 31 do ADCT; (v) à legalidade dos atos do TJPR; (v) à habilitação em concurso público; (vi) à aplicação de outros precedentes à espécie. Após o enfrentamento pormenorizado da matéria, a decisão do CNJ fixou prazo de 60 dias para que o TJPR apresentasse um cronograma de estatização de todas as serventias judiciais que ainda eram exercidas em caráter privado “cuja titularidade tenha sido concedida após 05.10.1988”. 6. A partir da análise da decisão final proferida no processo, conclui-se pela inexistência de prejuízo à defesa ou violação ao devido processo legal, pois todos os interessados foram intimados para se manifestarem no processo e o CNJ enfrentou adequadamente as teses jurídicas apresentadas pelos interessados. 7. Segurança denegada. (MS 28495, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 13/11/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-269 DIVULG 14- 12-2018 PUBLIC 17-12-2018) Não me impressiona, de outra parte, a alegação, veiculada em algumas impetrações, de ofensa à coisa julgada. Seja na qualidade de órgão dotado de personalidade judiciária, seja na de integrante da União, pessoa jurídica de direito público interno, o Conselho Nacional de Justiça 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF especificidades do caso. 4. Na hipótese dos autos, o PCA foi instaurado para aferir a regularidade da exploração privada de serventias judiciais. Trata-se de saber se há violação ao art. 31 do ADCT (“Art. 31. Serão estatizadas as serventias do foro judicial, assim definidas em lei, respeitados os direitos dos atuais titulares”). A questão enfrentada pelo CNJ, portanto, possui natureza jurídica e prescinde de dilação probatória. 5. Na decisão do PCA, o CNJ analisou todos os argumentos suscitados nas defesas, que diziam respeito (i) à competência do CNJ para analisar a legalidade dos atos de admissão dos serventuários; (ii) à incidência do prazo decadencial quinquenal para a anulação dos atos de nomeação; (iii) à manutenção das nomeações em homenagem à confiança legítima, boa-fé, ato jurídico perfeito e direito adquirido; (iv) à aplicabilidade imediata, ou não, do art. 31 do ADCT; (v) à legalidade dos atos do TJPR; (v) à habilitação em concurso público; (vi) à aplicação de outros precedentes à espécie. Após o enfrentamento pormenorizado da matéria, a decisão do CNJ fixou prazo de 60 dias para que o TJPR apresentasse um cronograma de estatização de todas as serventias judiciais que ainda eram exercidas em caráter privado “cuja titularidade tenha sido concedida após 05.10.1988”. 6. A partir da análise da decisão final proferida no processo, conclui-se pela inexistência de prejuízo à defesa ou violação ao devido processo legal, pois todos os interessados foram intimados para se manifestarem no processo e o CNJ enfrentou adequadamente as teses jurídicas apresentadas pelos interessados. 7. Segurança denegada. (MS 28495, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 13/11/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-269 DIVULG 14- 12-2018 PUBLIC 17-12-2018) Não me impressiona, de outra parte, a alegação, veiculada em algumas impetrações, de ofensa à coisa julgada. Seja na qualidade de órgão dotado de personalidade judiciária, seja na de integrante da União, pessoa jurídica de direito público interno, o Conselho Nacional de Justiça 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 40 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 29323 / DF não participou da relação jurídica estabelecida nos processos invocados pelos impetrantes e, portanto, não foi alcançado pela eficácia subjetiva das decisões ali proferidas. Ante o exposto, aguardo a devolução do pedido de vista do Ministro Alexandre de Moraes no MS nº 29998, que envolve discussão sobre a validade de ato de nomeação para a titularidade de serventia judicial editado em 22.4.1987, antes, portanto, da atual Carta Magna, e denego a segurança nas remanescentes impetrações constantes da lista 1 do Ministro Marco Aurélio. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF não participou da relação jurídica estabelecida nos processos invocados pelos impetrantes e, portanto, não foi alcançado pela eficácia subjetiva das decisões ali proferidas. Ante o exposto, aguardo a devolução do pedido de vista do Ministro Alexandre de Moraes no MS nº 29998, que envolve discussão sobre a validade de ato de nomeação para a titularidade de serventia judicial editado em 22.4.1987, antes, portanto, da atual Carta Magna, e denego a segurança nas remanescentes impetrações constantes da lista 1 do Ministro Marco Aurélio. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 40 Observação 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES IMPTE.(S) :EDNEA RODRIGUES ADV.(A/S) :LUCIANO RODRIGO RODRIGUES IMPDO.(A/S) :RELATOR DO PCA Nº 00023637220092000000 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Toda celeuma, não há dúvida, surgiu com o disposto no artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. E esse artigo, ao versar a estatização dos cartórios, mostrou-se pedagógico, no que previu o respeito às situações constituídas. Leio o preceito, apenas para a Turma ir refletindo sobre a matéria: Art. 31. Serão estatizadas as serventias do foro judicial, assim definidas em lei, respeitados os direitos dos atuais titulares. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7E8-5C54-286D-7455 e senha 6731-4829-0B21-92AD Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES IMPTE.(S) :EDNEA RODRIGUES ADV.(A/S) :LUCIANO RODRIGO RODRIGUES IMPDO.(A/S) :RELATOR DO PCA Nº 00023637220092000000 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Toda celeuma, não há dúvida, surgiu com o disposto no artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. E esse artigo, ao versar a estatização dos cartórios, mostrou-se pedagógico, no que previu o respeito às situações constituídas. Leio o preceito, apenas para a Turma ir refletindo sobre a matéria: Art. 31. Serão estatizadas as serventias do foro judicial, assim definidas em lei, respeitados os direitos dos atuais titulares. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7E8-5C54-286D-7455 e senha 6731-4829-0B21-92AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 40 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES IMPTE.(S) : EDNEA RODRIGUES ADV.(A/S) : LUCIANO RODRIGO RODRIGUES (36277/PR) IMPDO.(A/S) : RELATOR DO PCA Nº 00023637220092000000 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, denegou a segurança e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Falou a Dra. Izabel Andrade, Advogada da União, pelo Impetrado. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A102-FF74-DCA5-269A e senha 07E5-ABE9-06DA-FF77 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES IMPTE.(S) : EDNEA RODRIGUES ADV.(A/S) : LUCIANO RODRIGO RODRIGUES (36277/PR) IMPDO.(A/S) : RELATOR DO PCA Nº 00023637220092000000 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, denegou a segurança e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Falou a Dra. Izabel Andrade, Advogada da União, pelo Impetrado. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A102-FF74-DCA5-269A e senha 07E5-ABE9-06DA-FF77 Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 40
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749796157
2019-02-12T00:00:00
2019-05-13T00:00:00
A Turma, por maioria, denegou a segurança e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Falou a Dra. Izabel Andrade, Advogada da União, pelo Impetrado. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019.
MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. NOVO MODELO CONSTITUCIONAL PARA O PROVIMENTO DE SERVENTIAS JUDICIAIS. RESPEITO AOS DIREITOS DOS TITULARES DE SERVENTIAS QUE TOMARAM POSSE ANTES DA PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DE 1988. ESTATIZAÇÃO À PARTIR DA VACÂNCIA OU DAS NOVAS SERVENTIAS CRIADAS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO EM SITUAÇÃO DE FLAGRANTE DESRESPEITO AO ARTIGO 31 DO ADCT. ORDEM DENEGADA. 1. O prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei 9.784/99 não alcança situações flagrantemente inconstitucionais, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal, conforme já assentado pela jurisprudência desta CORTE. Precedentes. 2. A Constituição Federal de 1988 instituiu novo modelo estrutural de serventias judiciais, consagrando a exclusividade dos cartórios judiciais estatizados, sendo que o regime privatizado somente poderá perdurar, de forma transitória, enquanto os titulares empossados antes da CF/88 mantiverem suas respectivas serventias. 3. Respeito aos direitos dos titulares, na manutenção de sua serventia judicial originária, cujo provimento fora anterior à CF/88. Impossibilidade de prorrogação do modelo privatizado por meio de sucessivas remoções ou permutas para novas serventias realizadas após a Constituição Federal de 1988. 4. Inexistência de direito líquido e certo na permanência de titularidade de serventias judiciais, em caráter privado, obtidas após a CF/88, qualquer que seja a forma de provimento. 5. Mandado de Segurança a que se denega a ordem.
sjur403578
- Acórdão(s) citado(s): (SERVENTIA JUDICIAL, PRAZO DECADENCIAL) ADI 1498 (TP), MS 28279 (TP), MS 29557 (2ªT), MS 28371 AgR (TP), MS 28273 AgR (TP), MS 29032 ED-AgR (2ªT), MS 29895 AgR-ED-AgR (1ªT), MS 27909 AgR (2ªT), MS 29021 ED-AgR (2ªT), MS 29083 ED-ED-AgR (2ªT), MS 31128 AgR (1ªT), MS 29082 AgR (1ªT), MS 29317 AgR (1ªT), MS 29496 ED-ED-AgR (1ªT), MS 28495 ED (1ªT). (COMPETÊNCIA, CNJ, AFASTAMENTO, APLICAÇÃO, LEGISLAÇÃO ESTADUAL, INCOMPATIBILIDADE, CF/1988) MS 28112 (TP). Número de páginas: 40. Análise: 22/09/2019, JRS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
29323
[ "LEG-FED CF ANO-1967\n ART-00206 REDAÇÃO DADA PELA EMC-7/1977\n CF-1967 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000007 ANO-1977\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED EMC-000022 ANO-1982\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED ADCT ANO-1988\n ART-00031\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS\n\n", "LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00054\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO\n\n", "LEG-FED LEI-013655 ANO-2018\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-004657 ANO-1942\n ART-00024 INCLUÍDO PELA LEI-13655/2018\n LINDB-1942 LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO (LICC-1942 LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL)\n\n", "LEG-FED AIT-000005 ANO-1968\n ATO INSTITUCIONAL" ]
MS
acordaos
MS 29323
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IMPTE.(S) : EDNEA RODRIGUES ADV.(A/S) : LUCIANO RODRIGO RODRIGUES IMPDO.(A/S) : RELATOR DO PCA Nº 00023637220092000000 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES IMPTE.(S) :EDNEA RODRIGUES ADV.(A/S) :LUCIANO RODRIGO RODRIGUES IMPDO.(A/S) :RELATOR DO PCA n 00023637220092000000 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. NOVO MODELO CONSTITUCIONAL PARA O PROVIMENTO DE SERVENTIAS JUDICIAIS. RESPEITO AOS DIREITOS DOS TITULARES DE SERVENTIAS QUE TOMARAM POSSE ANTES DA PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DE 1988. ESTATIZAÇÃO À PARTIR DA VACÂNCIA OU DAS NOVAS SERVENTIAS CRIADAS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO EM SITUAÇÃO DE FLAGRANTE DESRESPEITO AO ARTIGO 31 DO ADCT. ORDEM DENEGADA. 1. O prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei 9.784/99 não alcança situações flagrantemente inconstitucionais, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal, conforme já assentado pela jurisprudência desta CORTE. Precedentes. 2. A Constituição Federal de 1988 instituiu novo modelo estrutural de serventias judiciais, consagrando a exclusividade dos cartórios judiciais estatizados, sendo que o regime privatizado somente poderá perdurar, de forma transitória, enquanto os titulares empossados antes da Constituição Federal de 1988/88 mantiverem suas respectivas serventias. 3. Respeito aos direitos dos titulares, na manutenção de sua serventia judicial originária, cujo provimento fora anterior à Constituição Federal de 1988/88. Impossibilidade de prorrogação do modelo privatizado por meio de sucessivas remoções ou permutas para novas serventias realizadas após a Constituição Federal de 1988. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7E8-D440-CD90-5E60 e senha 8B90-F63E-D4E4-C7AA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 40 Ementa e Acórdão MS 29323 / DF 4. Inexistência de direito líquido e certo na permanência de titularidade de serventias judiciais, em caráter privado, obtidas após a Constituição Federal de 1988/88, qualquer que seja a forma de provimento. 5. Mandado de Segurança a que se denega a ordem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em denegar a segurança e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão. Vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Falaram: o Dr. Ivo de Jesus Dematei Grégio pela Impetrante, e a Dra. Izabel Andrade, Advogada da União, pelo Impetrado. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7E8-D440-CD90-5E60 e senha 8B90-F63E-D4E4-C7AA Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF 4. Inexistência de direito líquido e certo na permanência de titularidade de serventias judiciais, em caráter privado, obtidas após a Constituição Federal de 1988/88, qualquer que seja a forma de provimento. 5. Mandado de Segurança a que se denega a ordem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em denegar a segurança e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão. Vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Falaram: o Dr. Ivo de Jesus Dematei Grégio pela Impetrante, e a Dra. Izabel Andrade, Advogada da União, pelo Impetrado. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7E8-D440-CD90-5E60 e senha 8B90-F63E-D4E4-C7AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 40 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES IMPTE.(S) :EDNEA RODRIGUES ADV.(A/S) :LUCIANO RODRIGO RODRIGUES IMPDO.(A/S) :RELATOR DO PCA n 00023637220092000000 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. William Akerman Gomes assim revelou as balizas do caso: Em 13 de outubro de 2010, Vossa Excelência deferiu a medida acauteladora, assentando: CARTÓRIO – TITULARIDADE – PASSAGEM DO QUINQUÊNIO – DESFAZIMENTO DO ATO ADMINISTRATIVO – ARTIGO 31 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS – LIMINAR DEFERIDA. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Este mandado de segurança está dirigido contra a decisão, de 14 de setembro de 2010, mediante a qual o Plenário do Conselho Nacional de Justiça, apreciando o Procedimento de Controle Administrativo n 2009.10.00.002363-0, instaurado de ofício, julgou-o procedente e, segundo a impetrante, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES IMPTE.(S) :EDNEA RODRIGUES ADV.(A/S) :LUCIANO RODRIGO RODRIGUES IMPDO.(A/S) :RELATOR DO PCA n 00023637220092000000 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. William Akerman Gomes assim revelou as balizas do caso: Em 13 de outubro de 2010, Vossa Excelência deferiu a medida acauteladora, assentando: CARTÓRIO – TITULARIDADE – PASSAGEM DO QUINQUÊNIO – DESFAZIMENTO DO ATO ADMINISTRATIVO – ARTIGO 31 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS – LIMINAR DEFERIDA. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Este mandado de segurança está dirigido contra a decisão, de 14 de setembro de 2010, mediante a qual o Plenário do Conselho Nacional de Justiça, apreciando o Procedimento de Controle Administrativo n 2009.10.00.002363-0, instaurado de ofício, julgou-o procedente e, segundo a impetrante, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 40 Relatório MS 29323 / DF invalidou o ato administrativo que implicou a respectiva nomeação como Escrivã do Cartório Cível de Sertanópolis/PR. Com a inicial, apresentada em 56 folhas, a impetrante busca ver cassado o pronunciamento do Conselho nos termos do qual foram invalidados, por afronta direta ao artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, os concursos públicos destinados a selecionar candidatos para assumir, em caráter privado, a titularidade de cartórios judiciais no Estado do Paraná, após o advento da Constituição de 1988. O ato do Conselho Nacional de Justiça teria resultado: (i) na declaração de estatização de todas as serventias judiciais indevidamente providas no Estado do Paraná, a partir de 5 de outubro de 1988, (ii) na fixação do prazo de 12 meses para a efetivação das providências necessárias ao funcionamento das serventias, inclusive a substituição dos titulares atuais e respectivos servidores não integrantes do quadro do Poder Judiciário paranaense e (iii) na autorização da permanência das pessoas no exercício das atividades nessas serventias, até o preenchimento dos cargos, de acordo com o cronograma aprovado ulteriormente pelo CNJ, a fim de evitar a descontinuidade dos serviços. A impetrante aduz haver iniciado, em 19 de julho de 1988, atividade laboral na Comarca de Sertanópolis/PR, tendo sido designada para responder pelo Cartório Cível daquela Comarca em 10 de maio de 1991. Posteriormente, foi aprovada mediante concurso público para o provimento de cargo de escrivão do mencionado tabelionato e devidamente nomeada, conforme o Decreto Judiciário n 403, publicado no Diário da Justiça 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF invalidou o ato administrativo que implicou a respectiva nomeação como Escrivã do Cartório Cível de Sertanópolis/PR. Com a inicial, apresentada em 56 folhas, a impetrante busca ver cassado o pronunciamento do Conselho nos termos do qual foram invalidados, por afronta direta ao artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, os concursos públicos destinados a selecionar candidatos para assumir, em caráter privado, a titularidade de cartórios judiciais no Estado do Paraná, após o advento da Constituição de 1988. O ato do Conselho Nacional de Justiça teria resultado: (i) na declaração de estatização de todas as serventias judiciais indevidamente providas no Estado do Paraná, a partir de 5 de outubro de 1988, (ii) na fixação do prazo de 12 meses para a efetivação das providências necessárias ao funcionamento das serventias, inclusive a substituição dos titulares atuais e respectivos servidores não integrantes do quadro do Poder Judiciário paranaense e (iii) na autorização da permanência das pessoas no exercício das atividades nessas serventias, até o preenchimento dos cargos, de acordo com o cronograma aprovado ulteriormente pelo CNJ, a fim de evitar a descontinuidade dos serviços. A impetrante aduz haver iniciado, em 19 de julho de 1988, atividade laboral na Comarca de Sertanópolis/PR, tendo sido designada para responder pelo Cartório Cível daquela Comarca em 10 de maio de 1991. Posteriormente, foi aprovada mediante concurso público para o provimento de cargo de escrivão do mencionado tabelionato e devidamente nomeada, conforme o Decreto Judiciário n 403, publicado no Diário da Justiça 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 40 Relatório MS 29323 / DF estadual n 4.739, de 20 de setembro de 1996. Prestou compromisso legal em 26 de setembro subsequente (documentos anexos). Sustenta ofensa à segurança jurídica e ao direito adquirido, no que o Conselho Nacional de Justiça reviu o ato de nomeação após mais de dezenove anos de serviço ao Poder Judiciário paranaense – vinte e dois, se considerados os anos de atuação como “empregada juramentada” –, olvidando o teor do artigo 54 da Lei n 9.784/99. Consoante assevera, a nomeação estaria consumada e invalidá-la significaria violação do ato jurídico perfeito, versado no artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Aponta o cerceamento de defesa no âmbito do procedimento de controle administrativo. Articula com os princípios da confiança, da segurança jurídica e da legalidade. Evoca como precedentes, entre outros, decisões proferidas no Mandado de Segurança n 28.059, relator Ministro Cezar Peluso, veiculada no Diário da Justiça de 17 de junho de 2009, e no Mandado de Segurança n 28.150, relator Ministro Celso de Mello, publicada no Diário da Justiça de 17 de setembro de 2009, e acórdãos prolatados nos Mandados de Segurança n 26.628 e n 25.963, relator Ministro Cezar Peluso, publicados no Diário da Justiça de 22 de fevereiro e 21 de novembro de 2008, respectivamente. Menciona julgados do Superior Tribunal de Justiça, consoante diz, relacionados à segurança jurídica e ao prazo quinquenal. Segundo afirma, o Conselho Nacional de Justiça, a pretexto de observar o artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, na realidade, teria ofendido o texto da Carta Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF estadual n 4.739, de 20 de setembro de 1996. Prestou compromisso legal em 26 de setembro subsequente (documentos anexos). Sustenta ofensa à segurança jurídica e ao direito adquirido, no que o Conselho Nacional de Justiça reviu o ato de nomeação após mais de dezenove anos de serviço ao Poder Judiciário paranaense – vinte e dois, se considerados os anos de atuação como “empregada juramentada” –, olvidando o teor do artigo 54 da Lei n 9.784/99. Consoante assevera, a nomeação estaria consumada e invalidá-la significaria violação do ato jurídico perfeito, versado no artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Aponta o cerceamento de defesa no âmbito do procedimento de controle administrativo. Articula com os princípios da confiança, da segurança jurídica e da legalidade. Evoca como precedentes, entre outros, decisões proferidas no Mandado de Segurança n 28.059, relator Ministro Cezar Peluso, veiculada no Diário da Justiça de 17 de junho de 2009, e no Mandado de Segurança n 28.150, relator Ministro Celso de Mello, publicada no Diário da Justiça de 17 de setembro de 2009, e acórdãos prolatados nos Mandados de Segurança n 26.628 e n 25.963, relator Ministro Cezar Peluso, publicados no Diário da Justiça de 22 de fevereiro e 21 de novembro de 2008, respectivamente. Menciona julgados do Superior Tribunal de Justiça, consoante diz, relacionados à segurança jurídica e ao prazo quinquenal. Segundo afirma, o Conselho Nacional de Justiça, a pretexto de observar o artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, na realidade, teria ofendido o texto da Carta Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 40 Relatório MS 29323 / DF Alega não incumbir ao Conselho exercer qualquer tipo de controle de constitucionalidade das leis. Entendimento contrário consubstanciaria usurpação de competência do Supremo. Desse modo, mostrar- se-ia inadmissível conclusão no sentido da invalidade da legislação paranaense – Leis n 7.297/80; n 14.277/2003; n 15.942/2008 e n 16.023/2008 –, nas quais estaria apoiada a respectiva nomeação. Aduz não caber ao Conselho Nacional de Justiça atuar como se fosse órgão interno de controle administrativo, financeiro e disciplinar do Poder Judiciário ou como órgão externo de controle dos Poderes Legislativo e Executivo do Estado do Paraná. Alude à impossibilidade de pronunciamento sobre os diplomas legais paranaenses, ante a competência exclusiva do Poder Judiciário para tanto. Sob o ângulo do risco, diz do prejuízo ante a determinação do Conselho Nacional de Justiça, dirigida ao Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, referente à adoção de providências para a estatização das serventias cíveis privatizadas. Ressalta a perda da remuneração pelo afastamento do cargo. Requer o deferimento de liminar para suspender os efeitos, em relação a si e até o julgamento final deste mandado de segurança, da decisão atacada. No mérito, busca ver concedida a ordem, cassando-se definitivamente o ato impugnado. Postula ainda, caso não seja acolhida a pretensão, o reconhecimento do direito de “ser aproveitada para as funções” previstas na Lei estadual n 16.023, de 19 de dezembro de 2008, nos termos da qual foram regulamentadas as atribuições das unidades estatizadas substitutivas das Escrivanias e Ofícios da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF Alega não incumbir ao Conselho exercer qualquer tipo de controle de constitucionalidade das leis. Entendimento contrário consubstanciaria usurpação de competência do Supremo. Desse modo, mostrar- se-ia inadmissível conclusão no sentido da invalidade da legislação paranaense – Leis n 7.297/80; n 14.277/2003; n 15.942/2008 e n 16.023/2008 –, nas quais estaria apoiada a respectiva nomeação. Aduz não caber ao Conselho Nacional de Justiça atuar como se fosse órgão interno de controle administrativo, financeiro e disciplinar do Poder Judiciário ou como órgão externo de controle dos Poderes Legislativo e Executivo do Estado do Paraná. Alude à impossibilidade de pronunciamento sobre os diplomas legais paranaenses, ante a competência exclusiva do Poder Judiciário para tanto. Sob o ângulo do risco, diz do prejuízo ante a determinação do Conselho Nacional de Justiça, dirigida ao Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, referente à adoção de providências para a estatização das serventias cíveis privatizadas. Ressalta a perda da remuneração pelo afastamento do cargo. Requer o deferimento de liminar para suspender os efeitos, em relação a si e até o julgamento final deste mandado de segurança, da decisão atacada. No mérito, busca ver concedida a ordem, cassando-se definitivamente o ato impugnado. Postula ainda, caso não seja acolhida a pretensão, o reconhecimento do direito de “ser aproveitada para as funções” previstas na Lei estadual n 16.023, de 19 de dezembro de 2008, nos termos da qual foram regulamentadas as atribuições das unidades estatizadas substitutivas das Escrivanias e Ofícios da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 40 Relatório MS 29323 / DF Justiça do Paraná, criando, no âmbito do Poder Judiciário local, o cargo de analista judiciário. Com a inicial vieram os documentos eletronicamente juntados. O processo está concluso para exame do pedido de medida acauteladora. 2. Ninguém coloca em dúvida a supremacia da Constituição Federal. Realmente, no corpo das disposições transitórias da Carta de 1988, veio à balha o artigo 31, a revelar que seriam estatizadas as serventias do foro judicial, assim definidas em lei, respeitados os direitos dos então titulares. No caso, mesmo ante a clareza, o caráter peremptório, do mencionado preceito, a ora impetrante foi designada, em 1996, após concurso público, para a titularidade do Cartório Judicial Cível da Comarca de Sertanópolis. Depreende-se do contexto que a aludida serventia não estaria estatizada, mas cumpre indagar: passados cinco anos, mostra-se possível à administração pública – e o Conselho Nacional de Justiça situa-se em tal âmbito – desfazer o ato de nomeação? A resposta é desenganadamente negativa. Pouco importa que exista, no cenário jurídico, ato em manifesta contrariedade à Lei Maior. Por isso, surge relevante o pleito de concessão de medida acauteladora. 3. Defiro-o, para manter a impetrante na titularidade do referido cartório até a decisão final deste mandado de segurança. 4. Solicitem informações ao Conselho Nacional de Justiça. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF Justiça do Paraná, criando, no âmbito do Poder Judiciário local, o cargo de analista judiciário. Com a inicial vieram os documentos eletronicamente juntados. O processo está concluso para exame do pedido de medida acauteladora. 2. Ninguém coloca em dúvida a supremacia da Constituição Federal. Realmente, no corpo das disposições transitórias da Carta de 1988, veio à balha o artigo 31, a revelar que seriam estatizadas as serventias do foro judicial, assim definidas em lei, respeitados os direitos dos então titulares. No caso, mesmo ante a clareza, o caráter peremptório, do mencionado preceito, a ora impetrante foi designada, em 1996, após concurso público, para a titularidade do Cartório Judicial Cível da Comarca de Sertanópolis. Depreende-se do contexto que a aludida serventia não estaria estatizada, mas cumpre indagar: passados cinco anos, mostra-se possível à administração pública – e o Conselho Nacional de Justiça situa-se em tal âmbito – desfazer o ato de nomeação? A resposta é desenganadamente negativa. Pouco importa que exista, no cenário jurídico, ato em manifesta contrariedade à Lei Maior. Por isso, surge relevante o pleito de concessão de medida acauteladora. 3. Defiro-o, para manter a impetrante na titularidade do referido cartório até a decisão final deste mandado de segurança. 4. Solicitem informações ao Conselho Nacional de Justiça. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 40 Relatório MS 29323 / DF 5. Com a manifestação, colham o parecer do Procurador-Geral da República. 6. Publiquem. O Conselho Nacional de Justiça prestou informações, tendo a União protocolado agravo contra o pronunciamento liminar. O Ministério Público Federal opina pelo indeferimento da ordem. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF 5. Com a manifestação, colham o parecer do Procurador-Geral da República. 6. Publiquem. O Conselho Nacional de Justiça prestou informações, tendo a União protocolado agravo contra o pronunciamento liminar. O Ministério Público Federal opina pelo indeferimento da ordem. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D3E2-FB53-3743-799E e senha 77FF-38EB-59D0-5291 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 40 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA – SEGURANÇA JURÍDICA – ATUAÇÃO. O artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias salvaguarda os direitos dos atuais titulares e reclama lei dos respectivos Estados para a estatização das serventias. O Conselho Nacional de Justiça, como órgão da Administração, deve observância à legítima confiança depositada pelos cidadãos nos atos estatais e fica sujeito ao prazo decadencial de 5 anos previsto no artigo 54 da Lei n 9.784/1999 para a revisão. Percebam as balizas objetivas do processo. A impetração versa o desfazimento, pelo Conselho Nacional de Justiça, de ato passados mais de cinco anos da prática. Idênticos mandados de segurança a este estão tramitando, porquanto a decisão mostrou-se linear, alcançando situações díspares, em termos de formalização no tempo, alijando as serventias daqueles que se revelavam titulares. O Conselho não atentou para o hiato existente entre o formal e a realidade, tampouco para as repercussões, principalmente no campo jurisdicional. Do ato atacado resulta o desmantelamento da base da atuação judicial, que é a cartorária. Tivemos a abordagem da matéria em 1977, por meio da Emenda Constitucional n 7, que incluiu, na Carta de 1969 então em vigor, o artigo 206, com a seguinte redação: [...] Art. 206. Ficam oficializadas as serventias do foro judicial Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C87-BF73-D91A-4491 e senha 44BB-7A3B-A60E-0013 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA – SEGURANÇA JURÍDICA – ATUAÇÃO. O artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias salvaguarda os direitos dos atuais titulares e reclama lei dos respectivos Estados para a estatização das serventias. O Conselho Nacional de Justiça, como órgão da Administração, deve observância à legítima confiança depositada pelos cidadãos nos atos estatais e fica sujeito ao prazo decadencial de 5 anos previsto no artigo 54 da Lei n 9.784/1999 para a revisão. Percebam as balizas objetivas do processo. A impetração versa o desfazimento, pelo Conselho Nacional de Justiça, de ato passados mais de cinco anos da prática. Idênticos mandados de segurança a este estão tramitando, porquanto a decisão mostrou-se linear, alcançando situações díspares, em termos de formalização no tempo, alijando as serventias daqueles que se revelavam titulares. O Conselho não atentou para o hiato existente entre o formal e a realidade, tampouco para as repercussões, principalmente no campo jurisdicional. Do ato atacado resulta o desmantelamento da base da atuação judicial, que é a cartorária. Tivemos a abordagem da matéria em 1977, por meio da Emenda Constitucional n 7, que incluiu, na Carta de 1969 então em vigor, o artigo 206, com a seguinte redação: [...] Art. 206. Ficam oficializadas as serventias do foro judicial Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C87-BF73-D91A-4491 e senha 44BB-7A3B-A60E-0013 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 40 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO MS 29323 / DF e extrajudicial, mediante remuneração de seus servidores exclusivamente pelos cofres públicos, ressalvada a situação dos atuais titulares, vitalícios ou nomeados em caráter efetivo. [...] Considerada a boa-fé na atuação estatal, foi ressalvada, já em 1977, “a situação dos atuais titulares, vitalícios ou nomeados em caráter efetivo”. Dir-se-ia que, a partir daquele ano, a situação ficou resolvida, mas surge a ressaltada falha entre o formal e a realidade. O Constituinte de 1988, na transição do regime de exceção para o essencialmente democrático, constatou a quase ineficácia do disposto na Emenda Constitucional n 7/1977 e previu, com maior concretude no campo prático, no artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, que seriam estatizadas pelos Estados brasileiros, mediante a edição de lei de organização judiciária ou lei especial, “as serventias do foro judicial, assim definidas em lei”. E considerada a indispensável confiança dos cidadãos no Estado dispôs “respeitados os direitos dos atuais titulares”. O que fez o Conselho Nacional de Justiça, apanhando situações consolidadas há muitos anos? Em um procedimento instaurado de ofício, editou ato prevendo declaração de estatização de todas as serventias judiciais indevidamente providas no Estado do Paraná, a partir de 5 de outubro de 1988, pouco importando se por meio de remoção ou não. E foi adiante. Fixou o prazo de 12 meses para a efetivação das providências necessárias ao funcionamento das serventias e para – desconhecendo a parte final do artigo 31 do Atos das Disposições Constitucionais Transitórias – a substituição dos titulares atuais e respectivos servidores não integrantes do quadro do Poder Judiciário paranaense, olvidando serem aqueles que ocupavam os cartórios servidores públicos em sentido amplo. O Conselho substituiu o Constituinte de 1988, relegando a segundo plano o versado no artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias ao sinalizar a estatização das serventias do foro judicial respeitados – sem delimitação no tempo e sem apego à unidade ano, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C87-BF73-D91A-4491 e senha 44BB-7A3B-A60E-0013 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF e extrajudicial, mediante remuneração de seus servidores exclusivamente pelos cofres públicos, ressalvada a situação dos atuais titulares, vitalícios ou nomeados em caráter efetivo. [...] Considerada a boa-fé na atuação estatal, foi ressalvada, já em 1977, “a situação dos atuais titulares, vitalícios ou nomeados em caráter efetivo”. Dir-se-ia que, a partir daquele ano, a situação ficou resolvida, mas surge a ressaltada falha entre o formal e a realidade. O Constituinte de 1988, na transição do regime de exceção para o essencialmente democrático, constatou a quase ineficácia do disposto na Emenda Constitucional n 7/1977 e previu, com maior concretude no campo prático, no artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, que seriam estatizadas pelos Estados brasileiros, mediante a edição de lei de organização judiciária ou lei especial, “as serventias do foro judicial, assim definidas em lei”. E considerada a indispensável confiança dos cidadãos no Estado dispôs “respeitados os direitos dos atuais titulares”. O que fez o Conselho Nacional de Justiça, apanhando situações consolidadas há muitos anos? Em um procedimento instaurado de ofício, editou ato prevendo declaração de estatização de todas as serventias judiciais indevidamente providas no Estado do Paraná, a partir de 5 de outubro de 1988, pouco importando se por meio de remoção ou não. E foi adiante. Fixou o prazo de 12 meses para a efetivação das providências necessárias ao funcionamento das serventias e para – desconhecendo a parte final do artigo 31 do Atos das Disposições Constitucionais Transitórias – a substituição dos titulares atuais e respectivos servidores não integrantes do quadro do Poder Judiciário paranaense, olvidando serem aqueles que ocupavam os cartórios servidores públicos em sentido amplo. O Conselho substituiu o Constituinte de 1988, relegando a segundo plano o versado no artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias ao sinalizar a estatização das serventias do foro judicial respeitados – sem delimitação no tempo e sem apego à unidade ano, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C87-BF73-D91A-4491 e senha 44BB-7A3B-A60E-0013 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 40 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO MS 29323 / DF prevista no ato do Conselho Nacional de Justiça – os direitos dos atuais titulares decorrentes de situação constituída. O Constituinte de 1988 apenas reconheceu que a Emenda Constitucional n 7/1977 – em termos de esgotamento das situações temporárias, no que também ressalvou direitos daqueles que ocupavam as serventias – não ostentou eficácia maior. Além de o Conselho ter declarado a inconstitucionalidade da parte final do artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – obra do poder constituinte originário –, substituindo-se ao Estado do Paraná na estatização das serventias, atuou suplantando os atos mais de 5 anos após a prática. Acionasse a Advocacia-Geral da União para adotar as medidas cabíveis, inclusive no campo do processo objetivo, mediante o ajuizamento de ação de inconstitucionalidade por omissão, mas não baixasse – porque os ares são democráticos, vivenciados a partir de 1988 – esse decreto – praticamente lei, como havia no passado – colocando em segundo plano a ressalva, que, mesmo em 1977, no regime de exceção, foi implementada e veio a sê-lo novamente pelo Constituinte de 1988, considerada a parte final do artigo 31 já mencionado. Prescrição e decadência prestam homenagem a um predicado de maior relevo quando se vive num Estado Democrático de Direito: a segurança jurídica. A noção mais essencial a que se encontra vinculada exige a manutenção da estabilidade das relações sociais, enquanto substrato sobre o qual recai o sistema normativo, encarado o fenômeno jurídico como construção voltada a administrar as incertezas existentes no espaço comunitário. A segurança reclama dos destinatários a previsibilidade das ações e situações jurídicas que venham a constituir ou a disciplinar. Confere relevo à confiança depositada pelos administrados nos atos realizados, nos regramentos e nas decisões tomadas pelo Estado e, como consequência, nos quadros jurídicos decorrentes de atuações permeadas por presunções de legitimidade e de juridicidade. Não por outra razão, a Lei n 13.655/2018, editada recentemente para introduzir novos dispositivos na chamada Lei de Introdução às Normas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C87-BF73-D91A-4491 e senha 44BB-7A3B-A60E-0013 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF prevista no ato do Conselho Nacional de Justiça – os direitos dos atuais titulares decorrentes de situação constituída. O Constituinte de 1988 apenas reconheceu que a Emenda Constitucional n 7/1977 – em termos de esgotamento das situações temporárias, no que também ressalvou direitos daqueles que ocupavam as serventias – não ostentou eficácia maior. Além de o Conselho ter declarado a inconstitucionalidade da parte final do artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – obra do poder constituinte originário –, substituindo-se ao Estado do Paraná na estatização das serventias, atuou suplantando os atos mais de 5 anos após a prática. Acionasse a Advocacia-Geral da União para adotar as medidas cabíveis, inclusive no campo do processo objetivo, mediante o ajuizamento de ação de inconstitucionalidade por omissão, mas não baixasse – porque os ares são democráticos, vivenciados a partir de 1988 – esse decreto – praticamente lei, como havia no passado – colocando em segundo plano a ressalva, que, mesmo em 1977, no regime de exceção, foi implementada e veio a sê-lo novamente pelo Constituinte de 1988, considerada a parte final do artigo 31 já mencionado. Prescrição e decadência prestam homenagem a um predicado de maior relevo quando se vive num Estado Democrático de Direito: a segurança jurídica. A noção mais essencial a que se encontra vinculada exige a manutenção da estabilidade das relações sociais, enquanto substrato sobre o qual recai o sistema normativo, encarado o fenômeno jurídico como construção voltada a administrar as incertezas existentes no espaço comunitário. A segurança reclama dos destinatários a previsibilidade das ações e situações jurídicas que venham a constituir ou a disciplinar. Confere relevo à confiança depositada pelos administrados nos atos realizados, nos regramentos e nas decisões tomadas pelo Estado e, como consequência, nos quadros jurídicos decorrentes de atuações permeadas por presunções de legitimidade e de juridicidade. Não por outra razão, a Lei n 13.655/2018, editada recentemente para introduzir novos dispositivos na chamada Lei de Introdução às Normas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C87-BF73-D91A-4491 e senha 44BB-7A3B-A60E-0013 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 40 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO MS 29323 / DF do Direito Brasileiro, impôs ao Estado limitações relativamente à alteração de entendimentos assentados na seara administrativa, ante a expectativa dos cidadãos no tocante às posições jurídicas que passam a titularizar. Como exemplo, frise-se o novo artigo 24 do diploma, a prever: [...] Art. 24. A revisão [...] quanto à validade de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa cuja produção já se houver completado levará em conta as orientações gerais da época, vedado que, com base em mudança posterior de orientação geral, se declarem inválidas situações plenamente constituídas. […] Com este ato, o Conselho Nacional de Justiça afirmou a inconstitucionalidade da parte final do artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e inviabilizou a continuidade dos serviços cartorários alusivos à prestação jurisdicional. Defiro a ordem. Declaro o prejuízo do agravo interposto contra a decisão que resultou no implemento da liminar. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C87-BF73-D91A-4491 e senha 44BB-7A3B-A60E-0013 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF do Direito Brasileiro, impôs ao Estado limitações relativamente à alteração de entendimentos assentados na seara administrativa, ante a expectativa dos cidadãos no tocante às posições jurídicas que passam a titularizar. Como exemplo, frise-se o novo artigo 24 do diploma, a prever: [...] Art. 24. A revisão [...] quanto à validade de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa cuja produção já se houver completado levará em conta as orientações gerais da época, vedado que, com base em mudança posterior de orientação geral, se declarem inválidas situações plenamente constituídas. […] Com este ato, o Conselho Nacional de Justiça afirmou a inconstitucionalidade da parte final do artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e inviabilizou a continuidade dos serviços cartorários alusivos à prestação jurisdicional. Defiro a ordem. Declaro o prejuízo do agravo interposto contra a decisão que resultou no implemento da liminar. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C87-BF73-D91A-4491 e senha 44BB-7A3B-A60E-0013 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 40 Antecipação ao Voto 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES – Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Ministro, Vossa Excelência me permite apenas um esclarecimento? Consideradas essas impetrações, não se tem o envolvimento de alguém que haja ingressado posteriormente a 1988. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Não em termos de remoção. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES – Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Mas, anteriormente, já participavam. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Sem fazer novo concurso para o lugar primitivo do removido. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Vossa Excelência admitiria o congelamento, para preservar os direitos, como previsto na parte final do artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, no cartório primitivo? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C57C-D16F-71BD-4D35 e senha D272-D9AE-6FA8-BF1A Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES – Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Ministro, Vossa Excelência me permite apenas um esclarecimento? Consideradas essas impetrações, não se tem o envolvimento de alguém que haja ingressado posteriormente a 1988. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Não em termos de remoção. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES – Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Mas, anteriormente, já participavam. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Sem fazer novo concurso para o lugar primitivo do removido. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Vossa Excelência admitiria o congelamento, para preservar os direitos, como previsto na parte final do artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, no cartório primitivo? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Trecho cancelado tendo em vista a juntada de voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C57C-D16F-71BD-4D35 e senha D272-D9AE-6FA8-BF1A Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 40 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Boa-tarde, Presidente Marco Aurélio, Ministra Rosa, Ministro Luís Roberto, Doutora Cláudia. Quero, inicialmente, cumprimentar os Advogados que fizeram sustentação da tribuna, Doutora Melina, Doutor Flávio Pansieri, Doutor Ivo de Jesus, Doutor Francisco, Doutor Walter, Doutor Augusto e, pela Advocacia-Geral da União, Doutora Izabel Andrade. Presidente, para passar imediatamente à análise do mérito do mandado de segurança, afasto a questão alegada da tribuna, em todos os mandados de segurança, da ocorrência da decadência. Não só no Plenário desta Casa, mas há, também nessa 1... Turma, um caso exatamente idêntico, tratando da mesma questão das serventias judiciais que deveriam ser estatizadas, onde a decadência foi afastada. Tanto no Plenário no MS 28.279, citado da tribuna, de relatoria da Ministra Ellen Grace, como aqui, na Primeira Turma, após uma decisão monocrática minha, Agravo Regimental em Mandado de Segurança 29.317, a maioria da Turma, em caso idêntico, afastou a ocorrência de prazo prescricional nessas hipóteses. Além de outros tantos casos em que esta Primeira Turma, sempre por maioria, afastou a incidência do prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei 9.784/99 em situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal (MS 29082 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 07/08/2018, Dje de 06-09-2018; MS 29317 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, de 06-08-2018; MS 29895 AgR-ED-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 24/08/2018, Dje de 06-09-2018; MS 29496 ED-ED-AgR, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Boa-tarde, Presidente Marco Aurélio, Ministra Rosa, Ministro Luís Roberto, Doutora Cláudia. Quero, inicialmente, cumprimentar os Advogados que fizeram sustentação da tribuna, Doutora Melina, Doutor Flávio Pansieri, Doutor Ivo de Jesus, Doutor Francisco, Doutor Walter, Doutor Augusto e, pela Advocacia-Geral da União, Doutora Izabel Andrade. Presidente, para passar imediatamente à análise do mérito do mandado de segurança, afasto a questão alegada da tribuna, em todos os mandados de segurança, da ocorrência da decadência. Não só no Plenário desta Casa, mas há, também nessa 1... Turma, um caso exatamente idêntico, tratando da mesma questão das serventias judiciais que deveriam ser estatizadas, onde a decadência foi afastada. Tanto no Plenário no MS 28.279, citado da tribuna, de relatoria da Ministra Ellen Grace, como aqui, na Primeira Turma, após uma decisão monocrática minha, Agravo Regimental em Mandado de Segurança 29.317, a maioria da Turma, em caso idêntico, afastou a ocorrência de prazo prescricional nessas hipóteses. Além de outros tantos casos em que esta Primeira Turma, sempre por maioria, afastou a incidência do prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei 9.784/99 em situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal (MS 29082 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 07/08/2018, Dje de 06-09-2018; MS 29317 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, de 06-08-2018; MS 29895 AgR-ED-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 24/08/2018, Dje de 06-09-2018; MS 29496 ED-ED-AgR, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 40 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 29323 / DF Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 17/08/2018, Dje de 30-08-2018; MS 31128 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 12/12/2017, Dje de 12-03-2018). No âmbito da Segunda Turma, igualmente, registram-se vários precedentes na mesma linha linha (MS 29.021 ED-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Relator(a) p/ Acórdão: Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 19/09/2017, Dje de 16-02-2018; MS 29.083 ED-ED-AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Relator(a) p/ Acórdão: Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 16/05/2017, Dje de 06-10-2017; MS 29.032 ED-AgR, Relator(a) Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 24/05/2016, Dje de 07-06-2016; MS 29.557, Relator(a):Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 15/12/2015, Dje de 13-05- 2016; MS 27.909 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 16/12/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje de 10-02- 2015). Para que se faça justiça, tanto no Plenário quanto na Turma, Vossa Excelência, com a coerência de sempre, votou vencido pela aplicação do prazo decadencial. A pergunta que se faz é exatamente se existe, em todos esses mandados de segurança, situação caracterizadora de direito líquido e certo dos impetrantes à manutenção das suas serventias judiciais privatizadas. E, se esse direito líquido e certo existir, obviamente, se está em consonância com art. 31 do ADCT. Vossa Excelência se referiu várias vezes ao artigo 31 do ADCT, mas faço questão, para encadear o meu raciocínio, de novamente lê-lo: "Serão estatizadas as serventias do foro judicial assim definidas em lei, respeitados os direitos dos atuais titulares". O que fez a Constituição, tentando resolver um conflito entre o formal e o real? A Constituição estabeleceu um novo modelo de cartórios: para os extrajudiciais, determinou a privatização, por meio de delegação, mas com concurso público; e para os judiciais, a estatização. Nem sei se foi o melhor modelo, porque a Constituição deixou para o Estado os menos rentáveis - às vezes, deficitários - e permitiu o concurso, por 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 17/08/2018, Dje de 30-08-2018; MS 31128 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 12/12/2017, Dje de 12-03-2018). No âmbito da Segunda Turma, igualmente, registram-se vários precedentes na mesma linha linha (MS 29.021 ED-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Relator(a) p/ Acórdão: Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 19/09/2017, Dje de 16-02-2018; MS 29.083 ED-ED-AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Relator(a) p/ Acórdão: Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 16/05/2017, Dje de 06-10-2017; MS 29.032 ED-AgR, Relator(a) Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 24/05/2016, Dje de 07-06-2016; MS 29.557, Relator(a):Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 15/12/2015, Dje de 13-05- 2016; MS 27.909 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 16/12/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje de 10-02- 2015). Para que se faça justiça, tanto no Plenário quanto na Turma, Vossa Excelência, com a coerência de sempre, votou vencido pela aplicação do prazo decadencial. A pergunta que se faz é exatamente se existe, em todos esses mandados de segurança, situação caracterizadora de direito líquido e certo dos impetrantes à manutenção das suas serventias judiciais privatizadas. E, se esse direito líquido e certo existir, obviamente, se está em consonância com art. 31 do ADCT. Vossa Excelência se referiu várias vezes ao artigo 31 do ADCT, mas faço questão, para encadear o meu raciocínio, de novamente lê-lo: "Serão estatizadas as serventias do foro judicial assim definidas em lei, respeitados os direitos dos atuais titulares". O que fez a Constituição, tentando resolver um conflito entre o formal e o real? A Constituição estabeleceu um novo modelo de cartórios: para os extrajudiciais, determinou a privatização, por meio de delegação, mas com concurso público; e para os judiciais, a estatização. Nem sei se foi o melhor modelo, porque a Constituição deixou para o Estado os menos rentáveis - às vezes, deficitários - e permitiu o concurso, por 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 40 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 29323 / DF delegação, para os rentáveis; coisas da vida! Mas o que quis a Constituição foi acabar - e sejamos claros aqui - com a distribuição de cartórios que existia no Brasil todo, que vem desde as Capitanias Hereditárias, como verdadeiros feudos políticos, em todos os Estados, e que passava de pai para filho, sem concurso público. Acabava, assim, havendo um grande exercício de poder político para essas nomeações. A Constituição, com um modelo perfeito ou não, quis equacionar esse problema. Ministro Marco Aurélio, digo, por experiência própria, de 2005 a 2007, como membro no CNJ, esse era um dos assuntos mais difíceis para o Conselho Nacional de Justiça equacionar, porque houve uma verdadeira reação, diríamos, do antigo regime em relação à implantação das novas normas. Em todos os Estados - uns mais do que os outros -, houve uma verdadeira reação. Ora uma reação aberta, franca, ostensiva, ora uma reação oculta, uma reação por subterfúgios, uma reação para que se prolongasse o que a Constituição não admitiu. E o caso do Estado do Paraná é exatamente essa segunda hipótese. A Constituição foi clara: a partir de 1988, serventias judiciais vagas devem ser estatizadas. Ou seja, o que a Constituição quis, o comando constitucional - concordemos, ou não - foi muito claro: na medida em que as serventias judiciais vagassem, obrigatoriamente, deveriam ser estatizadas. Ora, o que o legislador constituinte quis, exatamente, foi evitar interrupção na prestação de serviços, não determinando que, ao mesmo tempo, todas vagassem; e, ao mesmo tempo, reconheceu a boa fé dos serventuários, mantendo os direitos daqueles que antes de 88 ingressaram. O que fez o Estado do Paraná? O que fez para prolongar - quase ad eternum, tanto que está conseguindo prorrogar por trinta anos da promulgação da Constituição - o art. 31? Inclusive, para os cartórios extrajudiciais, que, nesta Primeira Turma, já declaramos que não era possível tal prorrogação, em, aproximadamente, seiscentos mandados de segurança. Eu diria, 2/3 julgados de relatoria do saudoso Ministro Teori 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF delegação, para os rentáveis; coisas da vida! Mas o que quis a Constituição foi acabar - e sejamos claros aqui - com a distribuição de cartórios que existia no Brasil todo, que vem desde as Capitanias Hereditárias, como verdadeiros feudos políticos, em todos os Estados, e que passava de pai para filho, sem concurso público. Acabava, assim, havendo um grande exercício de poder político para essas nomeações. A Constituição, com um modelo perfeito ou não, quis equacionar esse problema. Ministro Marco Aurélio, digo, por experiência própria, de 2005 a 2007, como membro no CNJ, esse era um dos assuntos mais difíceis para o Conselho Nacional de Justiça equacionar, porque houve uma verdadeira reação, diríamos, do antigo regime em relação à implantação das novas normas. Em todos os Estados - uns mais do que os outros -, houve uma verdadeira reação. Ora uma reação aberta, franca, ostensiva, ora uma reação oculta, uma reação por subterfúgios, uma reação para que se prolongasse o que a Constituição não admitiu. E o caso do Estado do Paraná é exatamente essa segunda hipótese. A Constituição foi clara: a partir de 1988, serventias judiciais vagas devem ser estatizadas. Ou seja, o que a Constituição quis, o comando constitucional - concordemos, ou não - foi muito claro: na medida em que as serventias judiciais vagassem, obrigatoriamente, deveriam ser estatizadas. Ora, o que o legislador constituinte quis, exatamente, foi evitar interrupção na prestação de serviços, não determinando que, ao mesmo tempo, todas vagassem; e, ao mesmo tempo, reconheceu a boa fé dos serventuários, mantendo os direitos daqueles que antes de 88 ingressaram. O que fez o Estado do Paraná? O que fez para prolongar - quase ad eternum, tanto que está conseguindo prorrogar por trinta anos da promulgação da Constituição - o art. 31? Inclusive, para os cartórios extrajudiciais, que, nesta Primeira Turma, já declaramos que não era possível tal prorrogação, em, aproximadamente, seiscentos mandados de segurança. Eu diria, 2/3 julgados de relatoria do saudoso Ministro Teori 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 40 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 29323 / DF Zavascki, e o terço final, nesses quase dois anos que estou aqui. Em relação aos cartórios judiciais, há precedente no Agravo Regimental no MS 29.317, de minha relatoria, vedando as prorrogações com sucessivas alterações de serventias. O que fez o Estado do Paraná? Vagando uma serventia judicial, realizava concurso de permuta, concurso de remoção, sem critérios universais e ignorando a determinação constitucional de estatização. Qual o grande problema? Qual a origem de todos os mandados segurança em relação à serventia atualmente exercida? Em todas, o exercício foi posterior à Constituição de 1988. Um prolongamento artificial do que o artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estabeleceu. O nosso precedente, único até agora julgado na Turma, o referido MS 29.317, ocorreu exatamente essa questão - não no Estado do Paraná, no Estado do Ceará. A pessoa havia ingressado em 10/1/68, em 9/7/1969 foi designada, após 1988, a sua serventia foi extinta. E, aí, após 88, foi aproveitada em outra vaga, que não mais deveria estar “privatizada”. E o CNJ disse: “Não, essa outra não pode ser aproveitada por alguém que, lá atrás, entrou antes de 88, porque a vacância é posterior a Constituição e, portanto, a nova serventia dever ser estatizada. À nova obrigatoriamente se aplica o art. 31 do ADCT.” Presidente, não ocorreu só em relação às serventias judiciais, as extrajudiciais também discutimos. Concordo com Vossa Excelência que, em vários aspectos, as hipóteses são diversas, porém, nesse aspecto, não. A regulamentação do Estado do Paraná, para extrajudicial e judicial, foi a mesma: vamos prolongar, vamos prolongando. Tanto que, volto a dizer, trinta anos, nós ainda estamos discutindo essa questão. Mas a Constituição foi expressa: ninguém poderia tomar posse em uma serventia judicial privatizada, após 1988. Foi o modelo criado. Após 1988, nas vacâncias ou nas novas criações, deveria ocorrer a estatização das serventias. Só servidores do próprio Poder Judiciário passariam a exercê-las. Em vários casos e em vários Estados, mesmo nas serventias judiciais 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF Zavascki, e o terço final, nesses quase dois anos que estou aqui. Em relação aos cartórios judiciais, há precedente no Agravo Regimental no MS 29.317, de minha relatoria, vedando as prorrogações com sucessivas alterações de serventias. O que fez o Estado do Paraná? Vagando uma serventia judicial, realizava concurso de permuta, concurso de remoção, sem critérios universais e ignorando a determinação constitucional de estatização. Qual o grande problema? Qual a origem de todos os mandados segurança em relação à serventia atualmente exercida? Em todas, o exercício foi posterior à Constituição de 1988. Um prolongamento artificial do que o artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estabeleceu. O nosso precedente, único até agora julgado na Turma, o referido MS 29.317, ocorreu exatamente essa questão - não no Estado do Paraná, no Estado do Ceará. A pessoa havia ingressado em 10/1/68, em 9/7/1969 foi designada, após 1988, a sua serventia foi extinta. E, aí, após 88, foi aproveitada em outra vaga, que não mais deveria estar “privatizada”. E o CNJ disse: “Não, essa outra não pode ser aproveitada por alguém que, lá atrás, entrou antes de 88, porque a vacância é posterior a Constituição e, portanto, a nova serventia dever ser estatizada. À nova obrigatoriamente se aplica o art. 31 do ADCT.” Presidente, não ocorreu só em relação às serventias judiciais, as extrajudiciais também discutimos. Concordo com Vossa Excelência que, em vários aspectos, as hipóteses são diversas, porém, nesse aspecto, não. A regulamentação do Estado do Paraná, para extrajudicial e judicial, foi a mesma: vamos prolongar, vamos prolongando. Tanto que, volto a dizer, trinta anos, nós ainda estamos discutindo essa questão. Mas a Constituição foi expressa: ninguém poderia tomar posse em uma serventia judicial privatizada, após 1988. Foi o modelo criado. Após 1988, nas vacâncias ou nas novas criações, deveria ocorrer a estatização das serventias. Só servidores do próprio Poder Judiciário passariam a exercê-las. Em vários casos e em vários Estados, mesmo nas serventias judiciais 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 40 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 29323 / DF criadas após 88, se fazia a remoção, concurso de remoção. E o que ocorria? Uma verdadeira fraude. Criava-se uma nova serventia judicial, fazia-se a remoção e, aí, extinguia-se aquela anterior. E a pessoa alegava: "mas o meu vínculo inicial com a serventia era pré-88." Sim, estaria garantido, pelo art. 31 do ADCT, a continuidade nesse vínculo inicial; não, numa nova serventia, que constitui um novo vínculo e posterior à Constituição Federal de 1988/88. Como também discutimos, aqui, muito, nos extrajudiciais, a permuta; as pessoas permutavam ou se removiam após 88. E, em todos os casos, entendemos que o prazo, o dia a ser contado, para efeito de validade da regra de transição é exatamente naquela específica serventia. Não se faz uma continuação sucessiva de titularidades em serventias diversas, até porque são cargos diversos. A partir do momento que, após 88, assumiu um cargo numa serventia que deveria ser estatizada, há uma flagrante inconstitucionalidade, que foi exatamente o que entendeu o Conselho Nacional de Justiça, fixando um prazo de 12 meses para tentar equacionar. Nós mesmos, no Supremo Tribunal Federal, em alguns casos, fixamos prazos, às vezes, até prorrogamos quando há ilegalidade, quando há, mais grave ainda, inconstitucionalidade. Recentemente, analisamos a questão do prazo de escrivães de polícia , que, por uma lei do Amazonas, viraram delegado. Nós declaramos inconstitucional, mas, obviamente, não era possível imediatamente acabar com a regência de todos os inquéritos que eles presidiam. Fixamos um prazo, a partir da decisão, para que houvesse essa possibilidade de substituição, que foi a mesma coisa que o CNJ fez. Não é possível, após 30 anos, continuarmos a aceitar subterfúgios que afastem a incidência do art. 31 do ADCT. Esta Corte, sob a presidência de Vossa Excelência, em 7 de novembro de 2002, julgou a Ação Direta de Inconstitucionalidade 1.498, do Rio Grande do Sul, de relatoria do Ministro Ilmar Galvão, analisando, entre outras questões, o art. 31 do ADCT, e disse o Relator: “O fato de tal norma integrar o ato das disposições constitucionais transitórias reforça o argumento de que o 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF criadas após 88, se fazia a remoção, concurso de remoção. E o que ocorria? Uma verdadeira fraude. Criava-se uma nova serventia judicial, fazia-se a remoção e, aí, extinguia-se aquela anterior. E a pessoa alegava: "mas o meu vínculo inicial com a serventia era pré-88." Sim, estaria garantido, pelo art. 31 do ADCT, a continuidade nesse vínculo inicial; não, numa nova serventia, que constitui um novo vínculo e posterior à Constituição Federal de 1988/88. Como também discutimos, aqui, muito, nos extrajudiciais, a permuta; as pessoas permutavam ou se removiam após 88. E, em todos os casos, entendemos que o prazo, o dia a ser contado, para efeito de validade da regra de transição é exatamente naquela específica serventia. Não se faz uma continuação sucessiva de titularidades em serventias diversas, até porque são cargos diversos. A partir do momento que, após 88, assumiu um cargo numa serventia que deveria ser estatizada, há uma flagrante inconstitucionalidade, que foi exatamente o que entendeu o Conselho Nacional de Justiça, fixando um prazo de 12 meses para tentar equacionar. Nós mesmos, no Supremo Tribunal Federal, em alguns casos, fixamos prazos, às vezes, até prorrogamos quando há ilegalidade, quando há, mais grave ainda, inconstitucionalidade. Recentemente, analisamos a questão do prazo de escrivães de polícia , que, por uma lei do Amazonas, viraram delegado. Nós declaramos inconstitucional, mas, obviamente, não era possível imediatamente acabar com a regência de todos os inquéritos que eles presidiam. Fixamos um prazo, a partir da decisão, para que houvesse essa possibilidade de substituição, que foi a mesma coisa que o CNJ fez. Não é possível, após 30 anos, continuarmos a aceitar subterfúgios que afastem a incidência do art. 31 do ADCT. Esta Corte, sob a presidência de Vossa Excelência, em 7 de novembro de 2002, julgou a Ação Direta de Inconstitucionalidade 1.498, do Rio Grande do Sul, de relatoria do Ministro Ilmar Galvão, analisando, entre outras questões, o art. 31 do ADCT, e disse o Relator: “O fato de tal norma integrar o ato das disposições constitucionais transitórias reforça o argumento de que o 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 40 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 29323 / DF constituinte instituiu a exclusividade dos cartórios judiciais estatizados, sendo que o regime privatizado somente perduraria, de forma transitória, enquanto as serventias administradas sob tal sistema não vagassem". Foi a decisão unânime do Supremo Tribunal Federal, em relação ao art. 31, ou seja, só persistiria o modelo anterior enquanto as serventias não vagassem. O que ocorreu no Paraná? Vagava, havia remoção. Fazia-se uma permuta quando alguém iria sair, ou seja, a vaga se dá com ausência ou alteração do titular; não se pode substituir uma pessoa pela outra considerando que nunca haverá vaga. Se assim for, jamais também essas serventias irão vagar, basta que as remoções sejam mantidas. Quando vagar uma dessas diversas do mandado de segurança , o Tribunal faz uma remoção de alguém que já está e continuará em outra serventia, desrespeitando o texto constitucional ad eternum. O que o CNJ precisou fazer foi exatamente evitar isso, porque, volto a dizer, não se aplicou, de forma mais racional, mais equilibrada em virtude da reação do antigo regime, daqueles que vinham nomeados. O modelo foi claro: serventias judiciais vagando, ou seja, não estando mais o titular, pessoa física X que estava, em 5 de outubro de 88, precisa ser estatizada; não pode ficar trocando de titular. Senhor Presidente, entendo que a decisão do CNJ não foi ilegal. A decisão do CNJ aplicou integralmente o artigo 31 do ADCT; não há direito líquido e certo das pessoas que assumiram as atuais serventias após 88, qualquer que seja a forma de provimento para permanecerem. O problema aqui não é o concurso público que foi feito, um concurso de remoção, e nós mesmos, nesta Turma, já dissemos que a lei não garantia a universalidade. Mas aqui não há nem essa necessidade, o problema é que não era possível manter aquela serventia privatizada, ela precisava ser estatizada, com a alteração de titular após a Constituição de 88; aplicação imediata do artigo 31 do ADCT. A questão de eventual boa-fé, segurança jurídica, se mantém com a validade, obviamente, de todos os atos - e foi assim também decidido na ADI 1.498 e num mandado de segurança que esta Turma julgou -, aqueles que receberam os valores todos esses anos, obviamente, não há 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF constituinte instituiu a exclusividade dos cartórios judiciais estatizados, sendo que o regime privatizado somente perduraria, de forma transitória, enquanto as serventias administradas sob tal sistema não vagassem". Foi a decisão unânime do Supremo Tribunal Federal, em relação ao art. 31, ou seja, só persistiria o modelo anterior enquanto as serventias não vagassem. O que ocorreu no Paraná? Vagava, havia remoção. Fazia-se uma permuta quando alguém iria sair, ou seja, a vaga se dá com ausência ou alteração do titular; não se pode substituir uma pessoa pela outra considerando que nunca haverá vaga. Se assim for, jamais também essas serventias irão vagar, basta que as remoções sejam mantidas. Quando vagar uma dessas diversas do mandado de segurança , o Tribunal faz uma remoção de alguém que já está e continuará em outra serventia, desrespeitando o texto constitucional ad eternum. O que o CNJ precisou fazer foi exatamente evitar isso, porque, volto a dizer, não se aplicou, de forma mais racional, mais equilibrada em virtude da reação do antigo regime, daqueles que vinham nomeados. O modelo foi claro: serventias judiciais vagando, ou seja, não estando mais o titular, pessoa física X que estava, em 5 de outubro de 88, precisa ser estatizada; não pode ficar trocando de titular. Senhor Presidente, entendo que a decisão do CNJ não foi ilegal. A decisão do CNJ aplicou integralmente o artigo 31 do ADCT; não há direito líquido e certo das pessoas que assumiram as atuais serventias após 88, qualquer que seja a forma de provimento para permanecerem. O problema aqui não é o concurso público que foi feito, um concurso de remoção, e nós mesmos, nesta Turma, já dissemos que a lei não garantia a universalidade. Mas aqui não há nem essa necessidade, o problema é que não era possível manter aquela serventia privatizada, ela precisava ser estatizada, com a alteração de titular após a Constituição de 88; aplicação imediata do artigo 31 do ADCT. A questão de eventual boa-fé, segurança jurídica, se mantém com a validade, obviamente, de todos os atos - e foi assim também decidido na ADI 1.498 e num mandado de segurança que esta Turma julgou -, aqueles que receberam os valores todos esses anos, obviamente, não há 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 40 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 29323 / DF necessidade de devolver, porque praticaram os serviços. Então, a boa-fé se mantém nesse sentido, mas não é possível mais, a meu ver, continuar perpetuando uma agressão à Constituição. Em relação à questão da coisa julgada, Vossa Excelência já afastou sua incidência, pois são ações diversas, até porque, nos mandados de segurança em que se alega a coisa julgada, nem se discutia a questão da estatização. Cito como exemplo, aqui, o MS 29.323, no documento 17. O que se discutia era a desocupação da serventia no concurso de remoção, a possibilidade, ou seja, se discutia outros fatos, não a estatização. E as partes, conforme Vossa Excelência bem se referiu, eram outras. Com esses argumentos, peço vênia a Vossa Excelência, em todos os mandados de segurança apregoados na presente sessão, entendo que não houve ilegalidade por parte do Conselho Nacional de Justiça e, consequentemente, DENEGO A ORDEM. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF necessidade de devolver, porque praticaram os serviços. Então, a boa-fé se mantém nesse sentido, mas não é possível mais, a meu ver, continuar perpetuando uma agressão à Constituição. Em relação à questão da coisa julgada, Vossa Excelência já afastou sua incidência, pois são ações diversas, até porque, nos mandados de segurança em que se alega a coisa julgada, nem se discutia a questão da estatização. Cito como exemplo, aqui, o MS 29.323, no documento 17. O que se discutia era a desocupação da serventia no concurso de remoção, a possibilidade, ou seja, se discutia outros fatos, não a estatização. E as partes, conforme Vossa Excelência bem se referiu, eram outras. Com esses argumentos, peço vênia a Vossa Excelência, em todos os mandados de segurança apregoados na presente sessão, entendo que não houve ilegalidade por parte do Conselho Nacional de Justiça e, consequentemente, DENEGO A ORDEM. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-913C-D26C-8CE5 e senha 7049-C516-17D8-19AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 40 Esclarecimento 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Presidente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Sim, Doutora Advogada. A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Eu queria três esclarecimentos, por gentileza. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Um minuto apenas. Vossa Excelência quer prestar esclarecimento ao Colegiado? A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Três questões de esclarecimento, só para elucidar. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Como Relator, ouço-a. A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Muito obrigada. Só três pontos. Primeiro - e a gente mencionou isso no mandado de segurança, nos memoriais e também no parecer da Professora Di Pietro -, a ADI do Rio Grande do Sul não pode ser aplicada no Paraná, porque no Paraná não teve lei contrária ao artigo 31. A lei de 2003 tem a mesma redação do artigo 31. Então, lá no Rio Grande do Sul, o problema foi que eles, depois de 88, por meio de lei, criaram varas privadas. No Paraná, isso não aconteceu. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – O Estado, de 2003 pra cá, vem estatizando as que se vagam? A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Na verdade, desde 88, não há lei, no Paraná, criando vara judicial privada. Todas que foram criadas... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Está bem esclarecida a matéria. A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Segundo ponto. Com todo respeito, não podemos transpor as decisões do extrajudicial para o judicial. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4185-27CB-1D1B-CEFB e senha D16B-13D6-8DB2-AA90 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Presidente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Sim, Doutora Advogada. A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Eu queria três esclarecimentos, por gentileza. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Um minuto apenas. Vossa Excelência quer prestar esclarecimento ao Colegiado? A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Três questões de esclarecimento, só para elucidar. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Como Relator, ouço-a. A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Muito obrigada. Só três pontos. Primeiro - e a gente mencionou isso no mandado de segurança, nos memoriais e também no parecer da Professora Di Pietro -, a ADI do Rio Grande do Sul não pode ser aplicada no Paraná, porque no Paraná não teve lei contrária ao artigo 31. A lei de 2003 tem a mesma redação do artigo 31. Então, lá no Rio Grande do Sul, o problema foi que eles, depois de 88, por meio de lei, criaram varas privadas. No Paraná, isso não aconteceu. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – O Estado, de 2003 pra cá, vem estatizando as que se vagam? A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Na verdade, desde 88, não há lei, no Paraná, criando vara judicial privada. Todas que foram criadas... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Está bem esclarecida a matéria. A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - Segundo ponto. Com todo respeito, não podemos transpor as decisões do extrajudicial para o judicial. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4185-27CB-1D1B-CEFB e senha D16B-13D6-8DB2-AA90 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 40 Esclarecimento MS 29323 / DF O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES -Presidente, isso é uma nova sustentação oral. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Estamos suficientemente esclarecidos. A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - E último ponto, fraudes nos concursos. Foi pedida a dilação probatória, no Conselho Nacional de Justiça, e se presumiu má-fé. Com todo o respeito, na nossa Constituição, é possível presunção de má-fé sem oportunizar para pessoas sérias que fizeram concurso. Muito obrigada. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Sabe-se que vício de consentimento não se presume. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES -Presidente, em respeito à Advogada, obviamente que, se a ADI 1.498 se aplicasse ao Paraná, nós não estaríamos aqui discutindo a matéria. O que se aplica é exatamente o que a Corte entendeu em relação ao art. 31. Autoaplicabilidade e afirmação da Corte de que "o regime privatizado somente perduraria, de forma transitória, enquanto as serventias administradas sob tal sistema não vagasse". Vagou? Estatizou. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4185-27CB-1D1B-CEFB e senha D16B-13D6-8DB2-AA90 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES -Presidente, isso é uma nova sustentação oral. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Estamos suficientemente esclarecidos. A SENHORA MELINA BRECKENFELD RECK (ADVOGADA) - E último ponto, fraudes nos concursos. Foi pedida a dilação probatória, no Conselho Nacional de Justiça, e se presumiu má-fé. Com todo o respeito, na nossa Constituição, é possível presunção de má-fé sem oportunizar para pessoas sérias que fizeram concurso. Muito obrigada. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Sabe-se que vício de consentimento não se presume. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES -Presidente, em respeito à Advogada, obviamente que, se a ADI 1.498 se aplicasse ao Paraná, nós não estaríamos aqui discutindo a matéria. O que se aplica é exatamente o que a Corte entendeu em relação ao art. 31. Autoaplicabilidade e afirmação da Corte de que "o regime privatizado somente perduraria, de forma transitória, enquanto as serventias administradas sob tal sistema não vagasse". Vagou? Estatizou. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4185-27CB-1D1B-CEFB e senha D16B-13D6-8DB2-AA90 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 40 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, cumprimento, em primeiro lugar, todos os Advogados que estiveram na tribuna e que, com grande proficiência, arguiram as melhores teses em favor do direito que patrocinavam: Doutora Melina Reck; Doutor Flávio Pansieri; Doutor Ivo Jesus Grégio; Doutor Francisco Zardo; Doutor Walter Borges Carneiro e Doutor Augusto Pastuch de Almeida. Vou votar com brevidade, Presidente, e organizar o raciocínio. Aqui, trata-se de 104 mandados de segurança semelhantes. Não são idênticos, dado especialmente o ingresso dos impetrantes, nas serventias, em diferentes datas. E, desde logo, estarei aguardando o pedido de vista formulado pelo Ministro Alexandre de Moraes. Todos os mandados de segurança impetrados são contra decisão proferida pelo Conselho Nacional de Justiça, no procedimento de controle administrativo número tal. Nessa decisão, o CNJ assim procedeu - e aqui destaco os três pontos mais importantes: 1. Declarou a estatização de todas as serventias judiciais indevidamente providas no Estado do Paraná a partir de 5 de outubro de 1988; 2. Fixou o prazo de 12 meses para a efetivação das providências necessárias ao funcionamento das serventias, inclusive, a substituição dos titulares atuais e respectivos servidores não integrantes do quadro do Poder Judiciário paranaense; 3. Autorizou a permanência das pessoas, no exercício das atividades, nessas serventias, até o preenchimento dos cargos, de acordo com o cronograma aprovado ulteriormente, pelo CNJ, a fim de evitar a descontinuidade dos serviços. Nessa matéria, envolvendo essa mesma atuação do Conselho Nacional de Justiça, esta Primeira Turma julgou, em 9 de novembro de 2018, um outro mandado de segurança impetrado contra essa mesma decisão do CNJ, Mandado de Segurança 28.495, para o qual fiquei como Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, cumprimento, em primeiro lugar, todos os Advogados que estiveram na tribuna e que, com grande proficiência, arguiram as melhores teses em favor do direito que patrocinavam: Doutora Melina Reck; Doutor Flávio Pansieri; Doutor Ivo Jesus Grégio; Doutor Francisco Zardo; Doutor Walter Borges Carneiro e Doutor Augusto Pastuch de Almeida. Vou votar com brevidade, Presidente, e organizar o raciocínio. Aqui, trata-se de 104 mandados de segurança semelhantes. Não são idênticos, dado especialmente o ingresso dos impetrantes, nas serventias, em diferentes datas. E, desde logo, estarei aguardando o pedido de vista formulado pelo Ministro Alexandre de Moraes. Todos os mandados de segurança impetrados são contra decisão proferida pelo Conselho Nacional de Justiça, no procedimento de controle administrativo número tal. Nessa decisão, o CNJ assim procedeu - e aqui destaco os três pontos mais importantes: 1. Declarou a estatização de todas as serventias judiciais indevidamente providas no Estado do Paraná a partir de 5 de outubro de 1988; 2. Fixou o prazo de 12 meses para a efetivação das providências necessárias ao funcionamento das serventias, inclusive, a substituição dos titulares atuais e respectivos servidores não integrantes do quadro do Poder Judiciário paranaense; 3. Autorizou a permanência das pessoas, no exercício das atividades, nessas serventias, até o preenchimento dos cargos, de acordo com o cronograma aprovado ulteriormente, pelo CNJ, a fim de evitar a descontinuidade dos serviços. Nessa matéria, envolvendo essa mesma atuação do Conselho Nacional de Justiça, esta Primeira Turma julgou, em 9 de novembro de 2018, um outro mandado de segurança impetrado contra essa mesma decisão do CNJ, Mandado de Segurança 28.495, para o qual fiquei como Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 40 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 29323 / DF Redator do acórdão. A impetrante, no caso, era a Associação dos Serventuários da Justiça do Estado do Paraná. Naquela ocasião, contudo, os argumentos suscitados eram diferentes. A questão era saber se violava os princípios do devido processo legal, contraditório e da ampla defesa, a decisão do CNJ que negara o pedido de desmembramento, em procedimentos individuais, desse procedimento de controle administrativo, no qual havia mais de 300 serventuários, cujas serventias eram exercidas em caráter privado. Naquele caso, decidimos que a questão envolvia matéria estritamente jurídica e que não havia ocorrido prejuízo à defesa ou violação do devido processo legal. Agora, volta esse novo mandado de segurança a esta Turma. Com o respeito devido e merecido, acho que é impossível deixar de consignar que o Estado do Paraná procedeu de maneira extremamente errada, aqui, desde o início e, recalcitrantemente, deixou de cumprir a Constituição. E não foi desde 1988, deixou de cumprir a Constituição desde 1977. Portanto, é impossível deixar de registrar que houve uma deliberada insubmissão ao mandamento constitucional. Devo dizer, e digo isso muito sinceramente, que lamento, do fundo do coração, que possa haver vítimas inocentes desse comportamento do Estado do Paraná, mas, é impossível negar também que muitas pessoas se beneficiaram por muitos anos de uma situação absolutamente incompatível com a Constituição. E o CNJ, evidentemente, não invalidou nada para trás e, portanto, ninguém perde o que já adquiriu, ninguém precisa restituir coisa alguma. Nós estamos falando de uma decisão prospectiva e que ainda, depois dos trinta anos, concedeu mais um ano para a regularização. Tenho por comportamento judicial, no Supremo Tribunal Federal, desde que ingressei, manter certa deferência para com os julgamentos dos órgãos técnicos, seja o CADE, seja o Tribunal de Contas, seja o Conselho Nacional de Justiça. Em relação ao Conselho Nacional de Justiça, criei um teste para os meus pronunciamentos, que é verificar se houve observância do devido processo legal, se houve exorbitância da competência do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF Redator do acórdão. A impetrante, no caso, era a Associação dos Serventuários da Justiça do Estado do Paraná. Naquela ocasião, contudo, os argumentos suscitados eram diferentes. A questão era saber se violava os princípios do devido processo legal, contraditório e da ampla defesa, a decisão do CNJ que negara o pedido de desmembramento, em procedimentos individuais, desse procedimento de controle administrativo, no qual havia mais de 300 serventuários, cujas serventias eram exercidas em caráter privado. Naquele caso, decidimos que a questão envolvia matéria estritamente jurídica e que não havia ocorrido prejuízo à defesa ou violação do devido processo legal. Agora, volta esse novo mandado de segurança a esta Turma. Com o respeito devido e merecido, acho que é impossível deixar de consignar que o Estado do Paraná procedeu de maneira extremamente errada, aqui, desde o início e, recalcitrantemente, deixou de cumprir a Constituição. E não foi desde 1988, deixou de cumprir a Constituição desde 1977. Portanto, é impossível deixar de registrar que houve uma deliberada insubmissão ao mandamento constitucional. Devo dizer, e digo isso muito sinceramente, que lamento, do fundo do coração, que possa haver vítimas inocentes desse comportamento do Estado do Paraná, mas, é impossível negar também que muitas pessoas se beneficiaram por muitos anos de uma situação absolutamente incompatível com a Constituição. E o CNJ, evidentemente, não invalidou nada para trás e, portanto, ninguém perde o que já adquiriu, ninguém precisa restituir coisa alguma. Nós estamos falando de uma decisão prospectiva e que ainda, depois dos trinta anos, concedeu mais um ano para a regularização. Tenho por comportamento judicial, no Supremo Tribunal Federal, desde que ingressei, manter certa deferência para com os julgamentos dos órgãos técnicos, seja o CADE, seja o Tribunal de Contas, seja o Conselho Nacional de Justiça. Em relação ao Conselho Nacional de Justiça, criei um teste para os meus pronunciamentos, que é verificar se houve observância do devido processo legal, se houve exorbitância da competência do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 40 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 29323 / DF Tribunal e se houve manifesta injuridicidade ou falta de razoabilidade na decisão do Conselho Nacional de Justiça. Se nenhum desses três pressupostos tiver sido preenchido, a minha postura, como regra geral, é de deferência às decisões do Conselho Nacional de Justiça. Portanto, Presidente, eu me dispus a verificar se considerava injurídica ou irrazoável a decisão do Conselho Nacional de Justiça e cheguei a cinco conclusões. Em primeiro lugar, com todas as vênias de quem entenda diferentemente, acho que o art. 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias contém um comando inequívoco determinando a estatização das serventias judiciais. É verdade que há uma menção à lei, mas há um núcleo duro de sentido na norma constitucional. Serventia judicial é aquela que serve a uma vara judicial e, portanto, qualquer coisa que a lei dispusesse que se afastasse disso, evidentemente, a lei seria inválida, por contraste com a Constituição. Ouvi da Doutora Melina Reck, na tribuna, o argumento de que, diferentemente do Rio Grande do Sul, o Paraná não editou uma lei. É fato, mas isso talvez torne as coisas apenas piores, porque nem tentaram. Descumpriram de maneira desabrida o que diz a Constituição. Além disso, tenho para mim que este comando de estatização das serventias judiciais vem desde a Emenda Constitucional n 7, de 77. Alguém poderá questionar o pedigree desse mandamento, porque veio no Pacote de Abril, outorgado pelo Presidente Geisel com base no Ato Institucional n 5, mas a dicção era claríssima: "Ficam oficializadas as serventias do foro judicial e extrajudicial com o acréscimo de que ficava vedada qualquer nomeação em caráter efetivo para as serventias não remuneradas pelos cofres públicos". E, posteriormente, com a Emenda n 22/82, retirou-se, do comando da estatização compulsória, as serventias extrajudiciais, mas não as judiciais. Portanto, o que o Paraná não concluiu até fevereiro de 2019 deveria ter feito desde 1977, com todas as vênias de quem entenda diferentemente. Presidente, este é o primeiro ponto que enfatizo. Considero que o comando do art. 31 não é só autoexecutável, como já 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF Tribunal e se houve manifesta injuridicidade ou falta de razoabilidade na decisão do Conselho Nacional de Justiça. Se nenhum desses três pressupostos tiver sido preenchido, a minha postura, como regra geral, é de deferência às decisões do Conselho Nacional de Justiça. Portanto, Presidente, eu me dispus a verificar se considerava injurídica ou irrazoável a decisão do Conselho Nacional de Justiça e cheguei a cinco conclusões. Em primeiro lugar, com todas as vênias de quem entenda diferentemente, acho que o art. 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias contém um comando inequívoco determinando a estatização das serventias judiciais. É verdade que há uma menção à lei, mas há um núcleo duro de sentido na norma constitucional. Serventia judicial é aquela que serve a uma vara judicial e, portanto, qualquer coisa que a lei dispusesse que se afastasse disso, evidentemente, a lei seria inválida, por contraste com a Constituição. Ouvi da Doutora Melina Reck, na tribuna, o argumento de que, diferentemente do Rio Grande do Sul, o Paraná não editou uma lei. É fato, mas isso talvez torne as coisas apenas piores, porque nem tentaram. Descumpriram de maneira desabrida o que diz a Constituição. Além disso, tenho para mim que este comando de estatização das serventias judiciais vem desde a Emenda Constitucional n 7, de 77. Alguém poderá questionar o pedigree desse mandamento, porque veio no Pacote de Abril, outorgado pelo Presidente Geisel com base no Ato Institucional n 5, mas a dicção era claríssima: "Ficam oficializadas as serventias do foro judicial e extrajudicial com o acréscimo de que ficava vedada qualquer nomeação em caráter efetivo para as serventias não remuneradas pelos cofres públicos". E, posteriormente, com a Emenda n 22/82, retirou-se, do comando da estatização compulsória, as serventias extrajudiciais, mas não as judiciais. Portanto, o que o Paraná não concluiu até fevereiro de 2019 deveria ter feito desde 1977, com todas as vênias de quem entenda diferentemente. Presidente, este é o primeiro ponto que enfatizo. Considero que o comando do art. 31 não é só autoexecutável, como já 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 40 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 29323 / DF existia comando anterior no mesmo sentido, que deveria ter sido cumprido. Eu sei que era a Constituição do regime militar, mas era a legalidade que vigia. E, portanto, a menos que eu considerasse que aqui houvesse uma grave violação à dignidade da pessoa humana ou a princípios universais de justiça, não veria razão para não considerar que essa tenha sido uma norma válida e vigente. Em segundo lugar, Presidente, a questão da decadência. Nós temos sustentado, inclusive, em matéria de cartórios - mas em outra, penso que jurisprudência pacificada no Plenário do Supremo Tribunal Federal - que, em havendo manifesta violação à Constituição, não se aplica o prazo decadencial de cinco anos previsto na Lei do Processo Administrativo. E aqui há um precedente do Ministro Luiz Fux, em que claramente se assentou o seguinte: “A inconstitucionalidade prima facie evidente impede que se consolide o ato administrativo acoimado desse gravoso vício em função da decadência.” Se a Constituição diz claramente que a serventia deve ser estatizada, respeitados os direitos dos atuais titulares - atuais lá, por evidente -, quem estava investido em serventia judicial, mesmo que em caráter privado, na data da promulgação da Constituição, tinha o direito de continuar. Mas uma vez, como observou o Ministro Alexandre - e eu estou de acordo -, vaga a serventia, impunha-se o concurso público para o seu provimento, e não a remoção dos que haviam sido admitidos por um concurso incompatível com a Constituição. Em terceiro lugar, esse é o argumento que mais me impressiona - preciso dizer que não é sem algum pesar -, e ele não pode prevalecer. Respeito as pessoas que, em boa fé, prestaram um serviço público, um concurso público e foram devidamente aprovadas. E acredito, sim, que as pessoas tenham agido de boa-fé, mas, de novo, a inconstitucionalidade era manifesta. De modo que penso que a boa-fé protege contra a retroatividade da decisão aqui proferida, mas, não protege contra a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF existia comando anterior no mesmo sentido, que deveria ter sido cumprido. Eu sei que era a Constituição do regime militar, mas era a legalidade que vigia. E, portanto, a menos que eu considerasse que aqui houvesse uma grave violação à dignidade da pessoa humana ou a princípios universais de justiça, não veria razão para não considerar que essa tenha sido uma norma válida e vigente. Em segundo lugar, Presidente, a questão da decadência. Nós temos sustentado, inclusive, em matéria de cartórios - mas em outra, penso que jurisprudência pacificada no Plenário do Supremo Tribunal Federal - que, em havendo manifesta violação à Constituição, não se aplica o prazo decadencial de cinco anos previsto na Lei do Processo Administrativo. E aqui há um precedente do Ministro Luiz Fux, em que claramente se assentou o seguinte: “A inconstitucionalidade prima facie evidente impede que se consolide o ato administrativo acoimado desse gravoso vício em função da decadência.” Se a Constituição diz claramente que a serventia deve ser estatizada, respeitados os direitos dos atuais titulares - atuais lá, por evidente -, quem estava investido em serventia judicial, mesmo que em caráter privado, na data da promulgação da Constituição, tinha o direito de continuar. Mas uma vez, como observou o Ministro Alexandre - e eu estou de acordo -, vaga a serventia, impunha-se o concurso público para o seu provimento, e não a remoção dos que haviam sido admitidos por um concurso incompatível com a Constituição. Em terceiro lugar, esse é o argumento que mais me impressiona - preciso dizer que não é sem algum pesar -, e ele não pode prevalecer. Respeito as pessoas que, em boa fé, prestaram um serviço público, um concurso público e foram devidamente aprovadas. E acredito, sim, que as pessoas tenham agido de boa-fé, mas, de novo, a inconstitucionalidade era manifesta. De modo que penso que a boa-fé protege contra a retroatividade da decisão aqui proferida, mas, não protege contra a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 40 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 29323 / DF inconstitucionalidade, que, a olhos vistos, praticava o Estado do Paraná. Quem já viveu a vida nos Estados sabe o tipo de movimentação política, o tipo de lobby, o tipo de interesses revolvido por trás dessas matérias, que, mesmo no regime militar, levaram à exclusão da oficialização das serventias extrajudiciais: uma reação imensa de quem titularizava essas serventias e tinha acesso ao poder político. Mas, infelizmente, sobretudo no caso de concurso para as serventias que eram judiciais e extrajudiciais cumulativamente, não é possível cindir em parte válida e parte inválida um concurso que violava a Constituição. Também entendo - e aí nem o relator esposou esta tese - que não haja coisa julgada a ser protegida não apenas por falta de identidade de partes como, sobretudo, porque as questões discutidas nos precedentes não guardavam nenhuma semelhança com a tese jurídica aqui em discussão. Li, com interesse, o parecer da eminente e estimada Professora Maria Sylvia di Pietro, mas preciso reconhecer que ele está em desacordo com teses já de longa data firmadas por este Tribunal. E, inclusive, no aspecto em que Sua Excelência sustenta que o Conselho Nacional de Justiça não poderia ter considerado inconstitucional atos normativos estaduais da Administração Pública do Estado do Paraná. Aqui, no precedente relevante nesta matéria, Petição n 4.656, da Paraíba, ficou assentado claramente que se insere, entre as competências constitucionalmente atribuídas ao Conselho Nacional de Justiça, a possibilidade de afastar por inconstitucionalidade a aplicação de lei aproveitada como base de ato administrativo, objeto de controle. E, evidentemente - e temos sustentado isso aqui majoritariamente -, qualquer órgão que tenha a competência de interpretar e aplicar o Direito tem não apenas o poder, mas o dever de não aplicar lei que considere inconstitucional, porque aplicar uma lei que se considere inconstitucional significa deixar de aplicar a Constituição, negar vigência à Constituição. Ninguém que tem o papel judicante, ainda que em sede administrativa, pode ser compelido a violar a Constituição. Portanto, também, aqui, acho que não exorbitou da sua competência o Conselho Nacional de Justiça. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF inconstitucionalidade, que, a olhos vistos, praticava o Estado do Paraná. Quem já viveu a vida nos Estados sabe o tipo de movimentação política, o tipo de lobby, o tipo de interesses revolvido por trás dessas matérias, que, mesmo no regime militar, levaram à exclusão da oficialização das serventias extrajudiciais: uma reação imensa de quem titularizava essas serventias e tinha acesso ao poder político. Mas, infelizmente, sobretudo no caso de concurso para as serventias que eram judiciais e extrajudiciais cumulativamente, não é possível cindir em parte válida e parte inválida um concurso que violava a Constituição. Também entendo - e aí nem o relator esposou esta tese - que não haja coisa julgada a ser protegida não apenas por falta de identidade de partes como, sobretudo, porque as questões discutidas nos precedentes não guardavam nenhuma semelhança com a tese jurídica aqui em discussão. Li, com interesse, o parecer da eminente e estimada Professora Maria Sylvia di Pietro, mas preciso reconhecer que ele está em desacordo com teses já de longa data firmadas por este Tribunal. E, inclusive, no aspecto em que Sua Excelência sustenta que o Conselho Nacional de Justiça não poderia ter considerado inconstitucional atos normativos estaduais da Administração Pública do Estado do Paraná. Aqui, no precedente relevante nesta matéria, Petição n 4.656, da Paraíba, ficou assentado claramente que se insere, entre as competências constitucionalmente atribuídas ao Conselho Nacional de Justiça, a possibilidade de afastar por inconstitucionalidade a aplicação de lei aproveitada como base de ato administrativo, objeto de controle. E, evidentemente - e temos sustentado isso aqui majoritariamente -, qualquer órgão que tenha a competência de interpretar e aplicar o Direito tem não apenas o poder, mas o dever de não aplicar lei que considere inconstitucional, porque aplicar uma lei que se considere inconstitucional significa deixar de aplicar a Constituição, negar vigência à Constituição. Ninguém que tem o papel judicante, ainda que em sede administrativa, pode ser compelido a violar a Constituição. Portanto, também, aqui, acho que não exorbitou da sua competência o Conselho Nacional de Justiça. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 40 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 29323 / DF Presidente, de novo e lamentando muito sinceramente a situação de quem ingressou de boa-fé e, prolongadamente, exerceu o cargo, e não me manifestando sobre situações de quem tenha ingressado anteriormente a 1988 - porque aí é preciso aferir no caso concreto se o concurso era válido ou não era válido, por isso vou aguardar a vista do Ministro Alexandre -, entendo que a decisão do Conselho Nacional de Justiça, ainda quando, como disse, tenha produzido lamentavelmente vítimas inocentes, é, no entanto, uma decisão que, 30 anos depois, restabelece a vigência da ordem constitucional, recalcitrantemente, violada, nessa matéria, no âmbito do Estado do Paraná. Portanto, entendo que a norma do artigo 31 é autoaplicável; entendo que não ocorreu decadência; entendo que qualquer concurso que provia, com caráter privado serventia judicial é inválido; entendo que não houve formação de coisa julgada e entendo que o Conselho Nacional de Justiça tinha, sim, competência para pronunciar a inconstitucionalidade do comportamento administrativo judicial do Paraná. De modo que, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência e entendendo a motivação humana subjacente ao voto de Vossa Excelência, estou denegando a ordem. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF Presidente, de novo e lamentando muito sinceramente a situação de quem ingressou de boa-fé e, prolongadamente, exerceu o cargo, e não me manifestando sobre situações de quem tenha ingressado anteriormente a 1988 - porque aí é preciso aferir no caso concreto se o concurso era válido ou não era válido, por isso vou aguardar a vista do Ministro Alexandre -, entendo que a decisão do Conselho Nacional de Justiça, ainda quando, como disse, tenha produzido lamentavelmente vítimas inocentes, é, no entanto, uma decisão que, 30 anos depois, restabelece a vigência da ordem constitucional, recalcitrantemente, violada, nessa matéria, no âmbito do Estado do Paraná. Portanto, entendo que a norma do artigo 31 é autoaplicável; entendo que não ocorreu decadência; entendo que qualquer concurso que provia, com caráter privado serventia judicial é inválido; entendo que não houve formação de coisa julgada e entendo que o Conselho Nacional de Justiça tinha, sim, competência para pronunciar a inconstitucionalidade do comportamento administrativo judicial do Paraná. De modo que, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência e entendendo a motivação humana subjacente ao voto de Vossa Excelência, estou denegando a ordem. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57EA-E48E-BED1-BD1D e senha D689-3644-9C18-6F4C Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 40 Antecipação ao Voto 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL ANTECIPAÇÃO DE VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu trouxe voto escrito. Todos os fundamentos que nele eu estou esgrimindo encontram respaldo na jurisprudência solidificada desta Suprema Corte. Na linha do voto do Ministro Alexandre e do Ministro Luís Roberto, eu poderia me eximir de aqui reiterá-los, porque foram expostos com muita profundidade e verticalidade, com a competência de sempre dos meus Pares. Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio, tem ficado vencido na Turma com relação a esses fundamentos. Eu tão sensibilizada fiquei quando do julgamento, oriundo do Rio Grande do Sul, Mandado de segurança 31.128, sob a relatoria do Ministro Alexandre, relativo, é verdade, aos cartórios extrajudiciais, hipótese de remoção, que pedi vista justamente em função do princípio da segurança jurídica na sua face de proteção à confiança, princípio da boa-fé. E apresentei voto-vista na mesma linha do Ministro Alexandre, diante dos - como lembrou, nessa sessão, Sua Excelência - quase seiscentos mandados de segurança apreciados, dois terços sob a relatoria do Ministro - querido e saudoso - Teori Zavascki e o restante sob a relatoria do Ministro Alexandre de Moraes. Nós fomos firmando a jurisprudência no sentido de afastar a decadência, entendendo que ela não se opera contra atos de flagrante inconstitucionalidade - e, aí, o mandado de segurança que ficou sob a redatoria do Ministro Luís Roberto Barroso, também da nossa Primeira Turma -, na compreensão de que não houve ofensa aos princípios do contraditório e da ampla no bojo, justamente, desse PCA n 0002363- 72.2009.2.00.0000, no Mandado de Segurança coletivo 28495 - estou aqui transcrevendo-o no meu voto. Também firmada a nossa compreensão no sentido de que o Conselho Nacional de Justiça, no exercício de suas atribuições, pode deixar de aplicar legislação estadual incompatível com a Constituição da República Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D43-4CCB-1A5A-E016 e senha EC2E-E46A-2271-53F9 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL ANTECIPAÇÃO DE VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu trouxe voto escrito. Todos os fundamentos que nele eu estou esgrimindo encontram respaldo na jurisprudência solidificada desta Suprema Corte. Na linha do voto do Ministro Alexandre e do Ministro Luís Roberto, eu poderia me eximir de aqui reiterá-los, porque foram expostos com muita profundidade e verticalidade, com a competência de sempre dos meus Pares. Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio, tem ficado vencido na Turma com relação a esses fundamentos. Eu tão sensibilizada fiquei quando do julgamento, oriundo do Rio Grande do Sul, Mandado de segurança 31.128, sob a relatoria do Ministro Alexandre, relativo, é verdade, aos cartórios extrajudiciais, hipótese de remoção, que pedi vista justamente em função do princípio da segurança jurídica na sua face de proteção à confiança, princípio da boa-fé. E apresentei voto-vista na mesma linha do Ministro Alexandre, diante dos - como lembrou, nessa sessão, Sua Excelência - quase seiscentos mandados de segurança apreciados, dois terços sob a relatoria do Ministro - querido e saudoso - Teori Zavascki e o restante sob a relatoria do Ministro Alexandre de Moraes. Nós fomos firmando a jurisprudência no sentido de afastar a decadência, entendendo que ela não se opera contra atos de flagrante inconstitucionalidade - e, aí, o mandado de segurança que ficou sob a redatoria do Ministro Luís Roberto Barroso, também da nossa Primeira Turma -, na compreensão de que não houve ofensa aos princípios do contraditório e da ampla no bojo, justamente, desse PCA n 0002363- 72.2009.2.00.0000, no Mandado de Segurança coletivo 28495 - estou aqui transcrevendo-o no meu voto. Também firmada a nossa compreensão no sentido de que o Conselho Nacional de Justiça, no exercício de suas atribuições, pode deixar de aplicar legislação estadual incompatível com a Constituição da República Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D43-4CCB-1A5A-E016 e senha EC2E-E46A-2271-53F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 40 Antecipação ao Voto MS 29323 / DF - e aqui estou transcrevendo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Quanto a essa óptica, devo ter subscrito a colocação. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - É o mandado de segurança ... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Porque nenhum órgão, mesmo administrativo, está compelido a aplicar lei em detrimento da Constituição. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Mandado de Segurança 28.112, relatoria da Ministra Cármen Lúcia, divulgação em 31 de julho de 2017, ementado no sentido de que se insere sempre nas competências constitucionalmente atribuídas ao Conselho Nacional de Justiça a possibilidade de afastar, por inconstitucionalidade, a aplicação de lei aproveitada como base de ato administrativo objeto de controle, determinando aos órgãos submetidos a seu espaço de influência a observância desse entendimento por ato expresso e formal, tomado pela maioria absoluta dos membros do Conselho. Vossa Excelência tem toda a razão, Ministro Marco Aurélio, a minha divergência com Vossa Excelência não diz com esse ponto. Eu apenas estou a ele me referindo em homenagem às belíssimas sustentações orais. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – E o primeiro caso julgado pelo Supremo, nesse sentido, contou com a relatoria do ministro Victor Nunes Leal, envolvendo o Tribunal de Contas da União. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Então, como eu dizia, em homenagem às belíssimas sustentações orais, deveria ter começando por cumprimentar os eminentes Patronos que ocuparam a tribuna, Doutora Melina, que vi que também fez essa sustentação perante o CNJ, estava examinando aqui os registros, na época; Doutor Flávio Pansieri; Doutor Ivo; Doutor Francisco; Doutor Walter; Doutor Augusto e cumprimentar ainda a Doutora Izabel, que, pela AGU, também fez uma belíssima sustentação oral. O tema é de delicadeza extrema. E a mim, como disse, sensibiliza. Por isso que, naquele mandado de segurança, pedi vista. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D43-4CCB-1A5A-E016 e senha EC2E-E46A-2271-53F9 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF - e aqui estou transcrevendo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Quanto a essa óptica, devo ter subscrito a colocação. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - É o mandado de segurança ... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Porque nenhum órgão, mesmo administrativo, está compelido a aplicar lei em detrimento da Constituição. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Mandado de Segurança 28.112, relatoria da Ministra Cármen Lúcia, divulgação em 31 de julho de 2017, ementado no sentido de que se insere sempre nas competências constitucionalmente atribuídas ao Conselho Nacional de Justiça a possibilidade de afastar, por inconstitucionalidade, a aplicação de lei aproveitada como base de ato administrativo objeto de controle, determinando aos órgãos submetidos a seu espaço de influência a observância desse entendimento por ato expresso e formal, tomado pela maioria absoluta dos membros do Conselho. Vossa Excelência tem toda a razão, Ministro Marco Aurélio, a minha divergência com Vossa Excelência não diz com esse ponto. Eu apenas estou a ele me referindo em homenagem às belíssimas sustentações orais. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – E o primeiro caso julgado pelo Supremo, nesse sentido, contou com a relatoria do ministro Victor Nunes Leal, envolvendo o Tribunal de Contas da União. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Então, como eu dizia, em homenagem às belíssimas sustentações orais, deveria ter começando por cumprimentar os eminentes Patronos que ocuparam a tribuna, Doutora Melina, que vi que também fez essa sustentação perante o CNJ, estava examinando aqui os registros, na época; Doutor Flávio Pansieri; Doutor Ivo; Doutor Francisco; Doutor Walter; Doutor Augusto e cumprimentar ainda a Doutora Izabel, que, pela AGU, também fez uma belíssima sustentação oral. O tema é de delicadeza extrema. E a mim, como disse, sensibiliza. Por isso que, naquele mandado de segurança, pedi vista. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D43-4CCB-1A5A-E016 e senha EC2E-E46A-2271-53F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 40 Antecipação ao Voto MS 29323 / DF O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Nessa parte, não divirjo. Também cumprimento os profissionais da advocacia privada e pública. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio, tem posição divergente do Ministro Luís Roberto, do Ministro Alexandre de Moraes e também da minha, com todo respeito. E, reafirmo, até para minha tristeza pessoal, pois gostaria de entender de forma diferente. Mas também extraio da leitura do art. 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, de 1988 – e foi apenas em 2008, que o Paraná começou a regularizar, a instituir a nova modalidade -, justamente o comando de que, na medida em que vagassem, que abrissem novas vagas, haveria necessidade da estatização. E este comando, o Ministro Luís Roberto acabou de lembrar, já tinha vindo na mesma linha, abrangendo serventias judiciais e extrajudiciais, na Emenda Constitucional n 7, de 1977, seu art. 206, e mantida essa compreensão pela Emenda Constitucional n 22, de 82, que deu nova redação ao dispositivo, mas não o alterou, em substância, no tocante ao comando de oficialização das serventias judiciais. Com relação à coisa julgada, eu acompanho Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio, forte no argumento, que também foi trazido, e a ele só me refiro em homenagem ao que foi defendido da tribuna, de que não há sequer a tríplice identidade, Nema o CNJ com a sua personalidade meramente judiciária nem a União, com personalidade jurídica própria, por óbvio, integraram aquelas relações processuais. E não bastasse isso, pelo que depreendi, os mandados de segurança em que se decidiu e que beneficiaram alguns dos ora impetrantes, na verdade, foram manejados por terceiros, e, a esses terceiros, a solução a eles emprestada com a denegação da ordem não implicou a formação de coisa julgada que pudesse beneficiar os ora impetrantes. Não se sustenta também este argumento. Teria mais alguma coisa a dizer, mas, reiterando os fundamentos que já foram expedidos, a partir da compreensão que tenho dos exatos termos do art. 31 do ADCT da Constituição de 1988, à luz da jurisprudência 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D43-4CCB-1A5A-E016 e senha EC2E-E46A-2271-53F9 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Nessa parte, não divirjo. Também cumprimento os profissionais da advocacia privada e pública. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio, tem posição divergente do Ministro Luís Roberto, do Ministro Alexandre de Moraes e também da minha, com todo respeito. E, reafirmo, até para minha tristeza pessoal, pois gostaria de entender de forma diferente. Mas também extraio da leitura do art. 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, de 1988 – e foi apenas em 2008, que o Paraná começou a regularizar, a instituir a nova modalidade -, justamente o comando de que, na medida em que vagassem, que abrissem novas vagas, haveria necessidade da estatização. E este comando, o Ministro Luís Roberto acabou de lembrar, já tinha vindo na mesma linha, abrangendo serventias judiciais e extrajudiciais, na Emenda Constitucional n 7, de 1977, seu art. 206, e mantida essa compreensão pela Emenda Constitucional n 22, de 82, que deu nova redação ao dispositivo, mas não o alterou, em substância, no tocante ao comando de oficialização das serventias judiciais. Com relação à coisa julgada, eu acompanho Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio, forte no argumento, que também foi trazido, e a ele só me refiro em homenagem ao que foi defendido da tribuna, de que não há sequer a tríplice identidade, Nema o CNJ com a sua personalidade meramente judiciária nem a União, com personalidade jurídica própria, por óbvio, integraram aquelas relações processuais. E não bastasse isso, pelo que depreendi, os mandados de segurança em que se decidiu e que beneficiaram alguns dos ora impetrantes, na verdade, foram manejados por terceiros, e, a esses terceiros, a solução a eles emprestada com a denegação da ordem não implicou a formação de coisa julgada que pudesse beneficiar os ora impetrantes. Não se sustenta também este argumento. Teria mais alguma coisa a dizer, mas, reiterando os fundamentos que já foram expedidos, a partir da compreensão que tenho dos exatos termos do art. 31 do ADCT da Constituição de 1988, à luz da jurisprudência 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D43-4CCB-1A5A-E016 e senha EC2E-E46A-2271-53F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 40 Antecipação ao Voto MS 29323 / DF torrencial desta Suprema Corte, que sempre privilegio no que tange às serventias judiciais. Destaco ainda, Senhor Presidente, a habilidade dos eminentes Advogados que buscaram fazer essa distinção. O modelo das serventias extrajudiciais difere do modelo das serventias judiciais na maneira como foi instituído. Realmente, a construção, a argumentação, a linha argumentativa foi extremamente habilidosa, mas, a meu juízo, insuficiente para que eu compreenda que o CNJ praticou um ato ilegal ao disciplinar o tema de modo a ferir direito líquido e certo dos impetrantes. Vou aguardar o pedido de vista do Ministro Alexandre de Moraes com relação ao mandado de segurança indicado. Também registro, Senhor Presidente, que, da tribuna, ouvi a referência a que todos aqueles concursos, justamente porque diziam com os atos de remoção, dataram de 1989, 1990, 1991, ou seja, após a nossa Carta Política de 1988. Pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, Presidente, absolutamente sensibilizada pelo tema, acompanho a divergência. Esse é o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D43-4CCB-1A5A-E016 e senha EC2E-E46A-2271-53F9 Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF torrencial desta Suprema Corte, que sempre privilegio no que tange às serventias judiciais. Destaco ainda, Senhor Presidente, a habilidade dos eminentes Advogados que buscaram fazer essa distinção. O modelo das serventias extrajudiciais difere do modelo das serventias judiciais na maneira como foi instituído. Realmente, a construção, a argumentação, a linha argumentativa foi extremamente habilidosa, mas, a meu juízo, insuficiente para que eu compreenda que o CNJ praticou um ato ilegal ao disciplinar o tema de modo a ferir direito líquido e certo dos impetrantes. Vou aguardar o pedido de vista do Ministro Alexandre de Moraes com relação ao mandado de segurança indicado. Também registro, Senhor Presidente, que, da tribuna, ouvi a referência a que todos aqueles concursos, justamente porque diziam com os atos de remoção, dataram de 1989, 1990, 1991, ou seja, após a nossa Carta Política de 1988. Pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, Presidente, absolutamente sensibilizada pelo tema, acompanho a divergência. Esse é o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D43-4CCB-1A5A-E016 e senha EC2E-E46A-2271-53F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 40 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber: Senhor Presidente, eminentes pares, verifico que a lista 1 do Ministro Marco Aurélio, apresentada na presente sessão de julgamento, é composta por mandados de segurança impetrados contra acórdão proferido pelo Conselho Nacional de Justiça no PCA n 0002363-72.2009.2.00.0000. No referido acórdão, o CNJ, no exercício da fiscalização das serventias judiciais do Estado do Paraná, afirmou a inconstitucionalidade da delegação, em caráter privado, da titularidade de tais serventias, por meio de atos editados depois da Constituição de 05.10.1988. O acórdão questionado nas impetrações está fundado no art. 31 do ADCT, adiante transcrito: Art. 31. Serão estatizadas as serventias do foro judicial, assim definidas em lei, respeitados os direitos dos atuais titulares. O Ministro Marco Aurélio, Relator dos mencionados mandados de segurança, entende, em síntese, que a decisão do CNJ, proferida no PCA n 0002363-72.2009.2.00.0000, deixou de observar o prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei n 9.784/1999. Por esse motivo, Sua Excelência deferiu pedidos de medida liminar e, na presente assentada, propõe a concessão da ordem. Peço vênia ao eminente Relator, para acompanhar a divergência aberta pelo Ministro Alexandre de Moraes, com base nos fundamentos que passo a enunciar. O prazo decadencial do art. 54 da Lei n 9.784/1999 não se aplica a situações de flagrante inconstitucionalidade, como é o caso da delegação da titularidade de serventia judicial, para exploração em caráter privado, após a Carta de 1988. Nesse sentido, recordo os seguintes precedentes do Plenário desta Corte: MS 28.371 AgR/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber: Senhor Presidente, eminentes pares, verifico que a lista 1 do Ministro Marco Aurélio, apresentada na presente sessão de julgamento, é composta por mandados de segurança impetrados contra acórdão proferido pelo Conselho Nacional de Justiça no PCA n 0002363-72.2009.2.00.0000. No referido acórdão, o CNJ, no exercício da fiscalização das serventias judiciais do Estado do Paraná, afirmou a inconstitucionalidade da delegação, em caráter privado, da titularidade de tais serventias, por meio de atos editados depois da Constituição de 05.10.1988. O acórdão questionado nas impetrações está fundado no art. 31 do ADCT, adiante transcrito: Art. 31. Serão estatizadas as serventias do foro judicial, assim definidas em lei, respeitados os direitos dos atuais titulares. O Ministro Marco Aurélio, Relator dos mencionados mandados de segurança, entende, em síntese, que a decisão do CNJ, proferida no PCA n 0002363-72.2009.2.00.0000, deixou de observar o prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei n 9.784/1999. Por esse motivo, Sua Excelência deferiu pedidos de medida liminar e, na presente assentada, propõe a concessão da ordem. Peço vênia ao eminente Relator, para acompanhar a divergência aberta pelo Ministro Alexandre de Moraes, com base nos fundamentos que passo a enunciar. O prazo decadencial do art. 54 da Lei n 9.784/1999 não se aplica a situações de flagrante inconstitucionalidade, como é o caso da delegação da titularidade de serventia judicial, para exploração em caráter privado, após a Carta de 1988. Nesse sentido, recordo os seguintes precedentes do Plenário desta Corte: MS 28.371 AgR/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 40 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 29323 / DF Tribunal Pleno, DJe 27.02.2013; MS 28.273 AgR, Relator Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 21.02.2013; MS 28.279, Relatora Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 29.04.2011. Reproduzo, por ilustrativa, trecho da ementa do último precedente citado: MANDADO DE SEGURANÇA. ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS. PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE. SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. (...) 5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal. (...) (MS 28279, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 16/12/2010, DJe-079 DIVULG 28-04- 2011 PUBLIC 29-04-2011 EMENT VOL-02511-01 PP-00014 RT v. 100, n. 908, 2011, p. 421-436) Enfatizo que o art. 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, enquanto norma auto-aplicável, configura óbice à atribuição de titularidade de serventia judicial, em caráter privado, após a promulgação da Constituição da República de 1988. Nesse sentido, reporto-me ao seguinte precedente: ADI 1498, rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 7.11.2012. Aliás, recordo que também o art. 206 da anterior Constituição da República, a partir da redação dada pela EC n 7/1977, em formulação mantida, no particular, pela EC n 22/1982, já determinava a oficialização 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF Tribunal Pleno, DJe 27.02.2013; MS 28.273 AgR, Relator Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 21.02.2013; MS 28.279, Relatora Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 29.04.2011. Reproduzo, por ilustrativa, trecho da ementa do último precedente citado: MANDADO DE SEGURANÇA. ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS. PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE. SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. (...) 5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal. (...) (MS 28279, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 16/12/2010, DJe-079 DIVULG 28-04- 2011 PUBLIC 29-04-2011 EMENT VOL-02511-01 PP-00014 RT v. 100, n. 908, 2011, p. 421-436) Enfatizo que o art. 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, enquanto norma auto-aplicável, configura óbice à atribuição de titularidade de serventia judicial, em caráter privado, após a promulgação da Constituição da República de 1988. Nesse sentido, reporto-me ao seguinte precedente: ADI 1498, rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de 7.11.2012. Aliás, recordo que também o art. 206 da anterior Constituição da República, a partir da redação dada pela EC n 7/1977, em formulação mantida, no particular, pela EC n 22/1982, já determinava a oficialização 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 40 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 29323 / DF das serventias judiciais. No exercício de suas atribuições, o Conselho Nacional de Justiça pode deixar de aplicar legislação estadual incompatível com a Magna Carta. Nesse sentido, transcrevo a ementa de precedente emanado do Plenário desta Suprema Corte: EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. LEI N. 8.223/2007 DA PARAÍBA. CRIAÇÃO LEGAL DE CARGOS EM COMISSÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL (ART. 5... DA LEI N. 82.231/2007 DA PARAÍBA): ASSISTENTES ADMINISTRATIVOS. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. EXONERAÇÃO DETERMINADA. AÇÃO ANULATÓRIA: ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DO CNJ PARA DECLARAR INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO. 1. Atuação do órgão de controle administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura nacional nos limites da respectiva competência, afastanda a validade dos atos administrativos e a aplicação de lei estadual na qual embasados e reputada pelo Conselho Nacional de Justiça contrária à regra constitucional de ingresso no serviço público por concurso público, pela ausência dos requisitos caracterizadores do cargo comissionado. 2. Insere-se entre as competências constitucionalmente atribuídas ao Conselho Nacional de Justiça a possibilidade de afastar, por inconstitucionalidade, a aplicação de lei aproveitada como base de ato administrativo objeto de controle, determinando aos órgãos submetidos a seu espaço de influência a observância desse entendimento, por ato expresso e formal tomado pela maioria absoluta dos membros dos Conselho. 3. Ausência de desrespeito ao contraditório: sendo exoneráveis ad nutum e a exoneração não configurando punição por ato imputado aos servidores atingidos pela decisão do Conselho Nacional de Justiça, mostra-se prescindível a atuação de cada qual dos interessados no processo administrativo, notadamente pela ausência de questão de natureza subjetiva na matéria discutida pelo órgão de controle do Poder Judiciário. 4. Além 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF das serventias judiciais. No exercício de suas atribuições, o Conselho Nacional de Justiça pode deixar de aplicar legislação estadual incompatível com a Magna Carta. Nesse sentido, transcrevo a ementa de precedente emanado do Plenário desta Suprema Corte: EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. LEI N. 8.223/2007 DA PARAÍBA. CRIAÇÃO LEGAL DE CARGOS EM COMISSÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL (ART. 5... DA LEI N. 82.231/2007 DA PARAÍBA): ASSISTENTES ADMINISTRATIVOS. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. EXONERAÇÃO DETERMINADA. AÇÃO ANULATÓRIA: ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DO CNJ PARA DECLARAR INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO. 1. Atuação do órgão de controle administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura nacional nos limites da respectiva competência, afastanda a validade dos atos administrativos e a aplicação de lei estadual na qual embasados e reputada pelo Conselho Nacional de Justiça contrária à regra constitucional de ingresso no serviço público por concurso público, pela ausência dos requisitos caracterizadores do cargo comissionado. 2. Insere-se entre as competências constitucionalmente atribuídas ao Conselho Nacional de Justiça a possibilidade de afastar, por inconstitucionalidade, a aplicação de lei aproveitada como base de ato administrativo objeto de controle, determinando aos órgãos submetidos a seu espaço de influência a observância desse entendimento, por ato expresso e formal tomado pela maioria absoluta dos membros dos Conselho. 3. Ausência de desrespeito ao contraditório: sendo exoneráveis ad nutum e a exoneração não configurando punição por ato imputado aos servidores atingidos pela decisão do Conselho Nacional de Justiça, mostra-se prescindível a atuação de cada qual dos interessados no processo administrativo, notadamente pela ausência de questão de natureza subjetiva na matéria discutida pelo órgão de controle do Poder Judiciário. 4. Além 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 40 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 29323 / DF dos indícios de cometimento de ofensa ao decidido na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.233/PB, a leitura das atribuições conferidas ao cargo criado pelo art. 5... da Lei n. 8.223/2007, da Paraíba, evidencia burla ao comando constitucional previsto no inc. V do art. 37 da Constituição da República: declaração incidental de inconstitucionalidade. 5. Mandado de segurança denegado. (MS 28112, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 19/12/2016, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-168 DIVULG 31-07-2017 PUBLIC 01-08-2017) Realço, ademais, que a observância do contraditório e da ampla defesa, no bojo do PCA n 0002363-72.2009.2.00.0000, já restou afirmada por esta Primeira Turma no mandado de segurança coletivo n 28495, em acórdão que recebeu a seguinte ementa: Ementa: Direito Constitucional e Administrativo. Mandado de Segurança. Conselho Nacional de Justiça. Procedimento de Controle Administrativo. Número elevado de partes interessadas. Ausência de violação ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. 1. Mandado de Segurança impetrado contra decisão do CNJ que negou o pedido de desmembramento de Procedimento de Controle Administrativo (PCA) envolvendo elevado número de interessados em procedimentos individuais. O PCA foi instaurado para a apuração da regularidade de serventias judiciais exploradas em caráter privado após a Constituição de 1988. 2. Como regra geral, o controle dos atos do CNJ pelo Supremo Tribunal Federal somente se justifica nas hipóteses de (i) inobservância do devido processo legal; (ii) exorbitância das competências do Conselho; e (iii) injuridicidade ou manifesta irrazoabilidade do ato impugnado. Não se identifica qualquer dessas hipóteses. 3. Não há necessária violação ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa pela circunstância de o PCA contar com número elevado de partes interessadas. O prejuízo à defesa deve ser analisado concretamente, à luz das 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF dos indícios de cometimento de ofensa ao decidido na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.233/PB, a leitura das atribuições conferidas ao cargo criado pelo art. 5... da Lei n. 8.223/2007, da Paraíba, evidencia burla ao comando constitucional previsto no inc. V do art. 37 da Constituição da República: declaração incidental de inconstitucionalidade. 5. Mandado de segurança denegado. (MS 28112, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 19/12/2016, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-168 DIVULG 31-07-2017 PUBLIC 01-08-2017) Realço, ademais, que a observância do contraditório e da ampla defesa, no bojo do PCA n 0002363-72.2009.2.00.0000, já restou afirmada por esta Primeira Turma no mandado de segurança coletivo n 28495, em acórdão que recebeu a seguinte ementa: Ementa: Direito Constitucional e Administrativo. Mandado de Segurança. Conselho Nacional de Justiça. Procedimento de Controle Administrativo. Número elevado de partes interessadas. Ausência de violação ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. 1. Mandado de Segurança impetrado contra decisão do CNJ que negou o pedido de desmembramento de Procedimento de Controle Administrativo (PCA) envolvendo elevado número de interessados em procedimentos individuais. O PCA foi instaurado para a apuração da regularidade de serventias judiciais exploradas em caráter privado após a Constituição de 1988. 2. Como regra geral, o controle dos atos do CNJ pelo Supremo Tribunal Federal somente se justifica nas hipóteses de (i) inobservância do devido processo legal; (ii) exorbitância das competências do Conselho; e (iii) injuridicidade ou manifesta irrazoabilidade do ato impugnado. Não se identifica qualquer dessas hipóteses. 3. Não há necessária violação ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa pela circunstância de o PCA contar com número elevado de partes interessadas. O prejuízo à defesa deve ser analisado concretamente, à luz das 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 40 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 29323 / DF especificidades do caso. 4. Na hipótese dos autos, o PCA foi instaurado para aferir a regularidade da exploração privada de serventias judiciais. Trata-se de saber se há violação ao art. 31 do ADCT (“Art. 31. Serão estatizadas as serventias do foro judicial, assim definidas em lei, respeitados os direitos dos atuais titulares”). A questão enfrentada pelo CNJ, portanto, possui natureza jurídica e prescinde de dilação probatória. 5. Na decisão do PCA, o CNJ analisou todos os argumentos suscitados nas defesas, que diziam respeito (i) à competência do CNJ para analisar a legalidade dos atos de admissão dos serventuários; (ii) à incidência do prazo decadencial quinquenal para a anulação dos atos de nomeação; (iii) à manutenção das nomeações em homenagem à confiança legítima, boa-fé, ato jurídico perfeito e direito adquirido; (iv) à aplicabilidade imediata, ou não, do art. 31 do ADCT; (v) à legalidade dos atos do TJPR; (v) à habilitação em concurso público; (vi) à aplicação de outros precedentes à espécie. Após o enfrentamento pormenorizado da matéria, a decisão do CNJ fixou prazo de 60 dias para que o TJPR apresentasse um cronograma de estatização de todas as serventias judiciais que ainda eram exercidas em caráter privado “cuja titularidade tenha sido concedida após 05.10.1988”. 6. A partir da análise da decisão final proferida no processo, conclui-se pela inexistência de prejuízo à defesa ou violação ao devido processo legal, pois todos os interessados foram intimados para se manifestarem no processo e o CNJ enfrentou adequadamente as teses jurídicas apresentadas pelos interessados. 7. Segurança denegada. (MS 28495, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 13/11/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-269 DIVULG 14- 12-2018 PUBLIC 17-12-2018) Não me impressiona, de outra parte, a alegação, veiculada em algumas impetrações, de ofensa à coisa julgada. Seja na qualidade de órgão dotado de personalidade judiciária, seja na de integrante da União, pessoa jurídica de direito público interno, o Conselho Nacional de Justiça 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF especificidades do caso. 4. Na hipótese dos autos, o PCA foi instaurado para aferir a regularidade da exploração privada de serventias judiciais. Trata-se de saber se há violação ao art. 31 do ADCT (“Art. 31. Serão estatizadas as serventias do foro judicial, assim definidas em lei, respeitados os direitos dos atuais titulares”). A questão enfrentada pelo CNJ, portanto, possui natureza jurídica e prescinde de dilação probatória. 5. Na decisão do PCA, o CNJ analisou todos os argumentos suscitados nas defesas, que diziam respeito (i) à competência do CNJ para analisar a legalidade dos atos de admissão dos serventuários; (ii) à incidência do prazo decadencial quinquenal para a anulação dos atos de nomeação; (iii) à manutenção das nomeações em homenagem à confiança legítima, boa-fé, ato jurídico perfeito e direito adquirido; (iv) à aplicabilidade imediata, ou não, do art. 31 do ADCT; (v) à legalidade dos atos do TJPR; (v) à habilitação em concurso público; (vi) à aplicação de outros precedentes à espécie. Após o enfrentamento pormenorizado da matéria, a decisão do CNJ fixou prazo de 60 dias para que o TJPR apresentasse um cronograma de estatização de todas as serventias judiciais que ainda eram exercidas em caráter privado “cuja titularidade tenha sido concedida após 05.10.1988”. 6. A partir da análise da decisão final proferida no processo, conclui-se pela inexistência de prejuízo à defesa ou violação ao devido processo legal, pois todos os interessados foram intimados para se manifestarem no processo e o CNJ enfrentou adequadamente as teses jurídicas apresentadas pelos interessados. 7. Segurança denegada. (MS 28495, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 13/11/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-269 DIVULG 14- 12-2018 PUBLIC 17-12-2018) Não me impressiona, de outra parte, a alegação, veiculada em algumas impetrações, de ofensa à coisa julgada. Seja na qualidade de órgão dotado de personalidade judiciária, seja na de integrante da União, pessoa jurídica de direito público interno, o Conselho Nacional de Justiça 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 40 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 29323 / DF não participou da relação jurídica estabelecida nos processos invocados pelos impetrantes e, portanto, não foi alcançado pela eficácia subjetiva das decisões ali proferidas. Ante o exposto, aguardo a devolução do pedido de vista do Ministro Alexandre de Moraes no MS n 29998, que envolve discussão sobre a validade de ato de nomeação para a titularidade de serventia judicial editado em 22.4.1987, antes, portanto, da atual Carta Magna, e denego a segurança nas remanescentes impetrações constantes da lista 1 do Ministro Marco Aurélio. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Supremo Tribunal Federal MS 29323 / DF não participou da relação jurídica estabelecida nos processos invocados pelos impetrantes e, portanto, não foi alcançado pela eficácia subjetiva das decisões ali proferidas. Ante o exposto, aguardo a devolução do pedido de vista do Ministro Alexandre de Moraes no MS n 29998, que envolve discussão sobre a validade de ato de nomeação para a titularidade de serventia judicial editado em 22.4.1987, antes, portanto, da atual Carta Magna, e denego a segurança nas remanescentes impetrações constantes da lista 1 do Ministro Marco Aurélio. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 613B-29F5-E85D-9155 e senha D481-C4D7-FD44-F89B Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 40 Observação 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES IMPTE.(S) :EDNEA RODRIGUES ADV.(A/S) :LUCIANO RODRIGO RODRIGUES IMPDO.(A/S) :RELATOR DO PCA n 00023637220092000000 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Toda celeuma, não há dúvida, surgiu com o disposto no artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. E esse artigo, ao versar a estatização dos cartórios, mostrou-se pedagógico, no que previu o respeito às situações constituídas. Leio o preceito, apenas para a Turma ir refletindo sobre a matéria: Art. 31. Serão estatizadas as serventias do foro judicial, assim definidas em lei, respeitados os direitos dos atuais titulares. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7E8-5C54-286D-7455 e senha 6731-4829-0B21-92AD Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES IMPTE.(S) :EDNEA RODRIGUES ADV.(A/S) :LUCIANO RODRIGO RODRIGUES IMPDO.(A/S) :RELATOR DO PCA n 00023637220092000000 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E RELATOR) – Toda celeuma, não há dúvida, surgiu com o disposto no artigo 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. E esse artigo, ao versar a estatização dos cartórios, mostrou-se pedagógico, no que previu o respeito às situações constituídas. Leio o preceito, apenas para a Turma ir refletindo sobre a matéria: Art. 31. Serão estatizadas as serventias do foro judicial, assim definidas em lei, respeitados os direitos dos atuais titulares. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7E8-5C54-286D-7455 e senha 6731-4829-0B21-92AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 40 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES IMPTE.(S) : EDNEA RODRIGUES ADV.(A/S) : LUCIANO RODRIGO RODRIGUES (36277/PR) IMPDO.(A/S) : RELATOR DO PCA n 00023637220092000000 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, denegou a segurança e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Falou a Dra. Izabel Andrade, Advogada da União, pelo Impetrado. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A102-FF74-DCA5-269A e senha 07E5-ABE9-06DA-FF77 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA MANDADO DE SEGURANÇA 29.323 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES IMPTE.(S) : EDNEA RODRIGUES ADV.(A/S) : LUCIANO RODRIGO RODRIGUES (36277/PR) IMPDO.(A/S) : RELATOR DO PCA n 00023637220092000000 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, denegou a segurança e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Falou a Dra. Izabel Andrade, Advogada da União, pelo Impetrado. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A102-FF74-DCA5-269A e senha 07E5-ABE9-06DA-FF77 Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 40
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MANDADO DE SEGURANÇA 29 . 323", "PCA n 00023637220092000000", "MS 29323 / DF", "MS 29323 / DF", "MANDADO DE SEGURANÇA 29 . 323", "PCA n 00023637220092000000", "MS 29323 / DF", "MS 29323 / DF", "MS 29323 / DF estadual n 4 . 739", "Mandado de Segurança n 28 . 059", "Mandado de Segurança n 28 . 150", "Mandados de Segurança n 26 . 628", "MS 29323 / DF estadual n 4 . 739", "Mandado", "de Segurança n 28 . 059", "Mandado de Segurança n 28 . 150", "Mandados de Segurança n 26 . 628", "MS 29323 / DF", "MS 29323 / DF", "MS 29323 / DF", "MS 29323 / DF", "MS 29323 / DF", "MS 29323 / DF", "MANDADO", "MANDADO", "MS 29323 / DF", "MS 29323 / DF", "MS 29323 / DF", "MS 29323 / DF", "MS 29323 / DF", "MS 29323 / DF", "MANDADO DE SEGURANÇA 29 . 323", "MANDADO", "MS 28 . 279", "Agravo Regimental em Mandado de Segurança 29 . 317", "MS 29082 AgR", "MS 29317 AgR", "MS 29895 AgR - ED - AgR", "MS 29496 ED - ED - AgR", "MS 28 . 279", "Agravo Regimental em Mandado de Segurança 29 . 317", "MS 29082 AgR", "MS 29317 AgR", "MS 29895 AgR - 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Ementa e Acórdão 14/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.035.798 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :JOSE FERREIRA DE MENEZES FILHO ADV.(A/S) :RUBENS HENRIQUE DE FREITAS EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Ementa: EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL COM AGRAVO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS E OMISSÕES A SEREM SANADAS. AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. PRECEDENTES. EMBARGOS DECLARATÓRIOS REJEITADOS, COM DETERMINAÇÃO DA CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO DO ACÓRDÃO EMBARGADO E IMEDIATA BAIXA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM. I – Os embargos de declaração apenas são cabíveis, nos termos dos arts. 619 do Código de Processo Penal – CPP e 337 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF, quando na decisão recorrida estiver presente omissão, contradição, obscuridade ou ambiguidade. II – O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III – Embargos de declaração rejeitados, com a determinação da certificação do trânsito em julgado do acórdão embargado e a imediata baixa dos autos à origem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 347D-1D54-D7F2-863C e senha D1AF-9505-2B9A-1BDD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1035798 ED-AGR-ED-EDV-AGR-ED / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, com a determinação da certificação do trânsito em julgado do acórdão embargado e a imediata baixa dos autos à origem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 14 de fevereiro de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 347D-1D54-D7F2-863C e senha D1AF-9505-2B9A-1BDD Supremo Tribunal Federal ARE 1035798 ED-AGR-ED-EDV-AGR-ED / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, com a determinação da certificação do trânsito em julgado do acórdão embargado e a imediata baixa dos autos à origem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 14 de fevereiro de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 347D-1D54-D7F2-863C e senha D1AF-9505-2B9A-1BDD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 14/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.035.798 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :JOSE FERREIRA DE MENEZES FILHO ADV.(A/S) :RUBENS HENRIQUE DE FREITAS EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão deste Plenário, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE ENTRE A QUESTÃO JULGADA E O ACÓRDÃO PARADIGMA. AUSÊNCIA DE COTEJO ANALÍTICO. IMPOSSIBILIDADE DE OPOSIÇÃO DE EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II – É necessário que haja identidade entre a questão julgada e a decidida pelo acórdão paradigma, sendo incabível o recurso quando presentes distinções fáticas entre as situações, como no caso em tela. III - Nos termos do art. 331 do Regimento Interno do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8702-1409-4F9D-CF24 e senha 6953-4A40-D9B9-2615 Supremo Tribunal Federal 14/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.035.798 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :JOSE FERREIRA DE MENEZES FILHO ADV.(A/S) :RUBENS HENRIQUE DE FREITAS EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão deste Plenário, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE ENTRE A QUESTÃO JULGADA E O ACÓRDÃO PARADIGMA. AUSÊNCIA DE COTEJO ANALÍTICO. IMPOSSIBILIDADE DE OPOSIÇÃO DE EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II – É necessário que haja identidade entre a questão julgada e a decidida pelo acórdão paradigma, sendo incabível o recurso quando presentes distinções fáticas entre as situações, como no caso em tela. III - Nos termos do art. 331 do Regimento Interno do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8702-1409-4F9D-CF24 e senha 6953-4A40-D9B9-2615 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1035798 ED-AGR-ED-EDV-AGR-ED / SP Supremo Tribunal Federal - RISTF, é de rigor que o embargante mencione as circunstâncias que identifiquem ou que se assemelhem os casos confrontados, o que não ocorreu. IV - Nos termos do art. 330 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e do art. 1.043 do Código de Processo Civil, os embargos de divergência são cabíveis apenas contra acórdão proferido por Turma. V – Agravo regimental a que se nega provimento” (documento eletrônico 51). O embargante alega, em síntese, a ocorrência de contradição, sustentando a identidade entre as situações fáticas estabelecidas no acórdão contra o qual foram interpostos os embargos de divergência e no acórdão apontado como paradigma, porquanto ambos versam sobre o alcance dos feriados. Entende que o prazo deve ser interrompido se houver feriado nacional, estadual ou local (documento eletrônico 52). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8702-1409-4F9D-CF24 e senha 6953-4A40-D9B9-2615 Supremo Tribunal Federal ARE 1035798 ED-AGR-ED-EDV-AGR-ED / SP Supremo Tribunal Federal - RISTF, é de rigor que o embargante mencione as circunstâncias que identifiquem ou que se assemelhem os casos confrontados, o que não ocorreu. IV - Nos termos do art. 330 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e do art. 1.043 do Código de Processo Civil, os embargos de divergência são cabíveis apenas contra acórdão proferido por Turma. V – Agravo regimental a que se nega provimento” (documento eletrônico 51). O embargante alega, em síntese, a ocorrência de contradição, sustentando a identidade entre as situações fáticas estabelecidas no acórdão contra o qual foram interpostos os embargos de divergência e no acórdão apontado como paradigma, porquanto ambos versam sobre o alcance dos feriados. Entende que o prazo deve ser interrompido se houver feriado nacional, estadual ou local (documento eletrônico 52). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8702-1409-4F9D-CF24 e senha 6953-4A40-D9B9-2615 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 14/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.035.798 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que o acórdão embargado não merece reparo. Segundo preceituam os arts. 619 do Código de Processo Penal – CPP e 337 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF, há pressupostos certos para a oposição dos embargos de declaração, os quais, nestes autos, mostram-se ausentes. A insurgência, na espécie, reflete, tão somente, o inconformismo do embargante com o decidido. No acórdão ora impugnado, o Plenário consignou não serem cabíveis os embargos de divergência em face da ausência de identidade entre a questão julgada pelo acórdão embargado e a decidida pelo acórdão paradigma, sendo incabível o recurso quando presentes distinções fáticas entre as situações. Asseverou, ainda, a falta de cotejo analítico, visando demonstrar a divergência apontada, como estabelece o art. 331 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF. Apesar dos argumentos expostos nestes declaratórios, não há qualquer contradição ou ambiguidade na decisão proferida por este Plenário. No referido acórdão paradigma (RE 42.912/RJ, relatado pelo Ministro Nelson Hungria), a versar sobre direito trabalhista e repouso remunerado, assentou-se não haver distinção entre os feriados civis estabelecidos por lei federal e os determinados por lei municipal, ante o disposto no art. 147 da Constituição Federal de 1946. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A7F-CDD8-FF3B-B0F3 e senha 0236-4D93-F960-EDCD Supremo Tribunal Federal 14/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.035.798 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que o acórdão embargado não merece reparo. Segundo preceituam os arts. 619 do Código de Processo Penal – CPP e 337 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF, há pressupostos certos para a oposição dos embargos de declaração, os quais, nestes autos, mostram-se ausentes. A insurgência, na espécie, reflete, tão somente, o inconformismo do embargante com o decidido. No acórdão ora impugnado, o Plenário consignou não serem cabíveis os embargos de divergência em face da ausência de identidade entre a questão julgada pelo acórdão embargado e a decidida pelo acórdão paradigma, sendo incabível o recurso quando presentes distinções fáticas entre as situações. Asseverou, ainda, a falta de cotejo analítico, visando demonstrar a divergência apontada, como estabelece o art. 331 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF. Apesar dos argumentos expostos nestes declaratórios, não há qualquer contradição ou ambiguidade na decisão proferida por este Plenário. No referido acórdão paradigma (RE 42.912/RJ, relatado pelo Ministro Nelson Hungria), a versar sobre direito trabalhista e repouso remunerado, assentou-se não haver distinção entre os feriados civis estabelecidos por lei federal e os determinados por lei municipal, ante o disposto no art. 147 da Constituição Federal de 1946. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A7F-CDD8-FF3B-B0F3 e senha 0236-4D93-F960-EDCD Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1035798 ED-AGR-ED-EDV-AGR-ED / SP No caso dos autos, a matéria impugnada diz respeito à intempestividade de embargos de declaração opostos neste Supremo Tribunal e à alegação de existência de feriado na cidade do advogado subscritor do recurso. Embora ambas as decisões versem sobre feriado, não se pode negar que há distinções fáticas e jurídicas que impedem a admissão dos embargos de divergência. Ademais, conforme assinalado na decisão que inadmitiu os embargos de divergência, o recorrente também não se desincumbiu do ônus processual de fazer o confronto analítico entre os julgados, na forma prevista no art. 331 do RISTF. Verifico, portanto, que o embargante busca apenas a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. Aliás, o manifesto caráter protelatório dos embargos de declaração permite a determinação de certificação do trânsito em julgado do aresto embargado e a imediata baixa dos autos, independentemente de publicação do acórdão, tal como já tem decidido este Supremo Tribunal Federal. Cito os seguintes precedentes: ARE 908.153-AgR-ED-ED-ED/RS, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma; ARE 963.957-AgR-segundo- ED/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma; ARE 927.948-AgR-ED- ED/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma; Rcl 14.410-AgR-ED-ED- ED/SP, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno; AI 818.606-AgR-ED- ED/SP, de minha relatoria; ARE 692.153-AgR-ED-ED/DF, Rel. Min. Luiz Fux. Isso posto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A7F-CDD8-FF3B-B0F3 e senha 0236-4D93-F960-EDCD Supremo Tribunal Federal ARE 1035798 ED-AGR-ED-EDV-AGR-ED / SP No caso dos autos, a matéria impugnada diz respeito à intempestividade de embargos de declaração opostos neste Supremo Tribunal e à alegação de existência de feriado na cidade do advogado subscritor do recurso. Embora ambas as decisões versem sobre feriado, não se pode negar que há distinções fáticas e jurídicas que impedem a admissão dos embargos de divergência. Ademais, conforme assinalado na decisão que inadmitiu os embargos de divergência, o recorrente também não se desincumbiu do ônus processual de fazer o confronto analítico entre os julgados, na forma prevista no art. 331 do RISTF. Verifico, portanto, que o embargante busca apenas a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. Aliás, o manifesto caráter protelatório dos embargos de declaração permite a determinação de certificação do trânsito em julgado do aresto embargado e a imediata baixa dos autos, independentemente de publicação do acórdão, tal como já tem decidido este Supremo Tribunal Federal. Cito os seguintes precedentes: ARE 908.153-AgR-ED-ED-ED/RS, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma; ARE 963.957-AgR-segundo- ED/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma; ARE 927.948-AgR-ED- ED/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma; Rcl 14.410-AgR-ED-ED- ED/SP, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno; AI 818.606-AgR-ED- ED/SP, de minha relatoria; ARE 692.153-AgR-ED-ED/DF, Rel. Min. Luiz Fux. Isso posto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A7F-CDD8-FF3B-B0F3 e senha 0236-4D93-F960-EDCD Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1035798 ED-AGR-ED-EDV-AGR-ED / SP Considerando o caráter protelatório dos embargos, determino à Secretaria Judiciária que certifique o trânsito em julgado do acórdão ora embargado e providencie a baixa imediata dos autos à origem, independentemente de publicação. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A7F-CDD8-FF3B-B0F3 e senha 0236-4D93-F960-EDCD Supremo Tribunal Federal ARE 1035798 ED-AGR-ED-EDV-AGR-ED / SP Considerando o caráter protelatório dos embargos, determino à Secretaria Judiciária que certifique o trânsito em julgado do acórdão ora embargado e providencie a baixa imediata dos autos à origem, independentemente de publicação. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A7F-CDD8-FF3B-B0F3 e senha 0236-4D93-F960-EDCD Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.035.798 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, está-se diante de quadro excepcional porque se tem o envolvimento de processo- crime, e o fator tempo é importantíssimo. Houve uma sucessividade de recursos. Ou seja, recorreu-se, como costumo dizer, a mais não poder, projetando-se, visando-se – e isso é ilação que tiro – a projeção do desfecho final no tempo e a incidência da prescrição. É situação na qual acompanho o Relator, para haver a certificação do trânsito em julgado e a determinação de baixa – caso o processo tenha vindo ao Supremo – imediata. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7390-556E-3666-54D1 e senha 9B5E-5D54-AA0D-144B Supremo Tribunal Federal 14/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.035.798 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, está-se diante de quadro excepcional porque se tem o envolvimento de processo- crime, e o fator tempo é importantíssimo. Houve uma sucessividade de recursos. Ou seja, recorreu-se, como costumo dizer, a mais não poder, projetando-se, visando-se – e isso é ilação que tiro – a projeção do desfecho final no tempo e a incidência da prescrição. É situação na qual acompanho o Relator, para haver a certificação do trânsito em julgado e a determinação de baixa – caso o processo tenha vindo ao Supremo – imediata. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7390-556E-3666-54D1 e senha 9B5E-5D54-AA0D-144B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 14/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.035.798 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : JOSE FERREIRA DE MENEZES FILHO ADV.(A/S) : RUBENS HENRIQUE DE FREITAS (177733/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com a determinação da certificação do trânsito em julgado do acórdão embargado e a imediata baixa dos autos à origem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Dias Toffoli. Plenário, 14.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Humberto Jacques de Medeiros. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B8A-A8BF-0E3A-70EA e senha F0EB-CFC9-051E-E2D9 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.035.798 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : JOSE FERREIRA DE MENEZES FILHO ADV.(A/S) : RUBENS HENRIQUE DE FREITAS (177733/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com a determinação da certificação do trânsito em julgado do acórdão embargado e a imediata baixa dos autos à origem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Dias Toffoli. Plenário, 14.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Humberto Jacques de Medeiros. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B8A-A8BF-0E3A-70EA e senha F0EB-CFC9-051E-E2D9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749829579
2019-02-14T00:00:00
2019-05-16T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com a determinação da certificação do trânsito em julgado do acórdão embargado e a imediata baixa dos autos à origem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Dias Toffoli. Plenário, 14.2.2019.
EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL COM AGRAVO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS E OMISSÕES A SEREM SANADAS. AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. PRECEDENTES. EMBARGOS DECLARATÓRIOS REJEITADOS, COM DETERMINAÇÃO DA CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO DO ACÓRDÃO EMBARGADO E IMEDIATA BAIXA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM. I – Os embargos de declaração apenas são cabíveis, nos termos dos arts. 619 do Código de Processo Penal – CPP e 337 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF, quando na decisão recorrida estiver presente omissão, contradição, obscuridade ou ambiguidade. II – O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III – Embargos de declaração rejeitados, com a determinação da certificação do trânsito em julgado do acórdão embargado e a imediata baixa dos autos à origem.
sjur403803
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO, CERTIFICAÇÃO, TRÂNSITO EM JULGADO, BAIXA DOS AUTOS) ARE 692153 AgR-ED-ED (1ªT), AI 818606 AgR-ED-ED (2ªT), Rcl 14410 AgR-ED-ED-ED (TP), ARE 927948 AgR-ED-ED (2ªT), ARE 963957 AgR-segundo-ED (2ªT), ARE 908153 AgR-ED-ED-ED (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 12/06/2019, MJC.
RICARDO LEWANDOWSKI
Tribunal Pleno
1035798
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00147\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00619\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00331 ART-00337\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-ED-AgR-ED-EDv-AgR-ED
acordaos
ARE 1035798 ED-AgR-ED-EDv-AgR-ED
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EMBTE.(S) : JOSE FERREIRA DE MENEZES FILHO ADV.(A/S) : RUBENS HENRIQUE DE FREITAS EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 14/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.035.798 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :JOSE FERREIRA DE MENEZES FILHO ADV.(A/S) :RUBENS HENRIQUE DE FREITAS EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Ementa: EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL COM AGRAVO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS E OMISSÕES A SEREM SANADAS. AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. PRECEDENTES. EMBARGOS DECLARATÓRIOS REJEITADOS, COM DETERMINAÇÃO DA CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO DO ACÓRDÃO EMBARGADO E IMEDIATA BAIXA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM. I – Os embargos de declaração apenas são cabíveis, nos termos dos arts. 619 do Código de Processo Penal – CPP e 337 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF, quando na decisão recorrida estiver presente omissão, contradição, obscuridade ou ambiguidade. II – O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III – Embargos de declaração rejeitados, com a determinação da certificação do trânsito em julgado do acórdão embargado e a imediata baixa dos autos à origem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 347D-1D54-D7F2-863C e senha D1AF-9505-2B9A-1BDD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1035798 ED-AGR-ED-EDV-AGR-ED / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, com a determinação da certificação do trânsito em julgado do acórdão embargado e a imediata baixa dos autos à origem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 14 de fevereiro de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 347D-1D54-D7F2-863C e senha D1AF-9505-2B9A-1BDD Supremo Tribunal Federal ARE 1035798 ED-AGR-ED-EDV-AGR-ED / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, com a determinação da certificação do trânsito em julgado do acórdão embargado e a imediata baixa dos autos à origem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 14 de fevereiro de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 347D-1D54-D7F2-863C e senha D1AF-9505-2B9A-1BDD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 14/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.035.798 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :JOSE FERREIRA DE MENEZES FILHO ADV.(A/S) :RUBENS HENRIQUE DE FREITAS EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão deste Plenário, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE ENTRE A QUESTÃO JULGADA E O ACÓRDÃO PARADIGMA. AUSÊNCIA DE COTEJO ANALÍTICO. IMPOSSIBILIDADE DE OPOSIÇÃO DE EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II – É necessário que haja identidade entre a questão julgada e a decidida pelo acórdão paradigma, sendo incabível o recurso quando presentes distinções fáticas entre as situações, como no caso em tela. III - Nos termos do art. 331 do Regimento Interno do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8702-1409-4F9D-CF24 e senha 6953-4A40-D9B9-2615 Supremo Tribunal Federal 14/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.035.798 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :JOSE FERREIRA DE MENEZES FILHO ADV.(A/S) :RUBENS HENRIQUE DE FREITAS EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão deste Plenário, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE ENTRE A QUESTÃO JULGADA E O ACÓRDÃO PARADIGMA. AUSÊNCIA DE COTEJO ANALÍTICO. IMPOSSIBILIDADE DE OPOSIÇÃO DE EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II – É necessário que haja identidade entre a questão julgada e a decidida pelo acórdão paradigma, sendo incabível o recurso quando presentes distinções fáticas entre as situações, como no caso em tela. III - Nos termos do art. 331 do Regimento Interno do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8702-1409-4F9D-CF24 e senha 6953-4A40-D9B9-2615 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1035798 ED-AGR-ED-EDV-AGR-ED / SP Supremo Tribunal Federal - RISTF, é de rigor que o embargante mencione as circunstâncias que identifiquem ou que se assemelhem os casos confrontados, o que não ocorreu. IV - Nos termos do art. 330 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e do art. 1.043 do Código de Processo Civil, os embargos de divergência são cabíveis apenas contra acórdão proferido por Turma. V – Agravo regimental a que se nega provimento” (documento eletrônico 51). O embargante alega, em síntese, a ocorrência de contradição, sustentando a identidade entre as situações fáticas estabelecidas no acórdão contra o qual foram interpostos os embargos de divergência e no acórdão apontado como paradigma, porquanto ambos versam sobre o alcance dos feriados. Entende que o prazo deve ser interrompido se houver feriado nacional, estadual ou local (documento eletrônico 52). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8702-1409-4F9D-CF24 e senha 6953-4A40-D9B9-2615 Supremo Tribunal Federal ARE 1035798 ED-AGR-ED-EDV-AGR-ED / SP Supremo Tribunal Federal - RISTF, é de rigor que o embargante mencione as circunstâncias que identifiquem ou que se assemelhem os casos confrontados, o que não ocorreu. IV - Nos termos do art. 330 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e do art. 1.043 do Código de Processo Civil, os embargos de divergência são cabíveis apenas contra acórdão proferido por Turma. V – Agravo regimental a que se nega provimento” (documento eletrônico 51). O embargante alega, em síntese, a ocorrência de contradição, sustentando a identidade entre as situações fáticas estabelecidas no acórdão contra o qual foram interpostos os embargos de divergência e no acórdão apontado como paradigma, porquanto ambos versam sobre o alcance dos feriados. Entende que o prazo deve ser interrompido se houver feriado nacional, estadual ou local (documento eletrônico 52). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8702-1409-4F9D-CF24 e senha 6953-4A40-D9B9-2615 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 14/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.035.798 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que o acórdão embargado não merece reparo. Segundo preceituam os arts. 619 do Código de Processo Penal – CPP e 337 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF, há pressupostos certos para a oposição dos embargos de declaração, os quais, nestes autos, mostram-se ausentes. A insurgência, na espécie, reflete, tão somente, o inconformismo do embargante com o decidido. No acórdão ora impugnado, o Plenário consignou não serem cabíveis os embargos de divergência em face da ausência de identidade entre a questão julgada pelo acórdão embargado e a decidida pelo acórdão paradigma, sendo incabível o recurso quando presentes distinções fáticas entre as situações. Asseverou, ainda, a falta de cotejo analítico, visando demonstrar a divergência apontada, como estabelece o art. 331 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF. Apesar dos argumentos expostos nestes declaratórios, não há qualquer contradição ou ambiguidade na decisão proferida por este Plenário. No referido acórdão paradigma (Recurso Extraordinário 42.912/RJ, relatado pelo Ministro Nelson Hungria), a versar sobre direito trabalhista e repouso remunerado, assentou-se não haver distinção entre os feriados civis estabelecidos por lei federal e os determinados por lei municipal, ante o disposto no art. 147 da Constituição Federal de 1946. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A7F-CDD8-FF3B-B0F3 e senha 0236-4D93-F960-EDCD Supremo Tribunal Federal 14/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.035.798 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que o acórdão embargado não merece reparo. Segundo preceituam os arts. 619 do Código de Processo Penal – CPP e 337 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF, há pressupostos certos para a oposição dos embargos de declaração, os quais, nestes autos, mostram-se ausentes. A insurgência, na espécie, reflete, tão somente, o inconformismo do embargante com o decidido. No acórdão ora impugnado, o Plenário consignou não serem cabíveis os embargos de divergência em face da ausência de identidade entre a questão julgada pelo acórdão embargado e a decidida pelo acórdão paradigma, sendo incabível o recurso quando presentes distinções fáticas entre as situações. Asseverou, ainda, a falta de cotejo analítico, visando demonstrar a divergência apontada, como estabelece o art. 331 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF. Apesar dos argumentos expostos nestes declaratórios, não há qualquer contradição ou ambiguidade na decisão proferida por este Plenário. No referido acórdão paradigma (Recurso Extraordinário 42.912/RJ, relatado pelo Ministro Nelson Hungria), a versar sobre direito trabalhista e repouso remunerado, assentou-se não haver distinção entre os feriados civis estabelecidos por lei federal e os determinados por lei municipal, ante o disposto no art. 147 da Constituição Federal de 1946. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A7F-CDD8-FF3B-B0F3 e senha 0236-4D93-F960-EDCD Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1035798 ED-AGR-ED-EDV-AGR-ED / SP No caso dos autos, a matéria impugnada diz respeito à intempestividade de embargos de declaração opostos neste Supremo Tribunal e à alegação de existência de feriado na cidade do advogado subscritor do recurso. Embora ambas as decisões versem sobre feriado, não se pode negar que há distinções fáticas e jurídicas que impedem a admissão dos embargos de divergência. Ademais, conforme assinalado na decisão que inadmitiu os embargos de divergência, o recorrente também não se desincumbiu do ônus processual de fazer o confronto analítico entre os julgados, na forma prevista no art. 331 do RISTF. Verifico, portanto, que o embargante busca apenas a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. Aliás, o manifesto caráter protelatório dos embargos de declaração permite a determinação de certificação do trânsito em julgado do aresto embargado e a imediata baixa dos autos, independentemente de publicação do acórdão, tal como já tem decidido este Supremo Tribunal Federal. Cito os seguintes precedentes: ARE 908.153-AgR-ED-ED-ED/RS, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma; ARE 963.957-AgR-segundo- ED/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma; ARE 927.948-AgR-ED- ED/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma; Rcl 14.410-AgR-ED-ED- ED/SP, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno; AI 818.606-AgR-ED- ED/SP, de minha relatoria; ARE 692.153-AgR-ED-ED/DF, Rel. Min. Luiz Fux. Isso posto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A7F-CDD8-FF3B-B0F3 e senha 0236-4D93-F960-EDCD Supremo Tribunal Federal ARE 1035798 ED-AGR-ED-EDV-AGR-ED / SP No caso dos autos, a matéria impugnada diz respeito à intempestividade de embargos de declaração opostos neste Supremo Tribunal e à alegação de existência de feriado na cidade do advogado subscritor do recurso. Embora ambas as decisões versem sobre feriado, não se pode negar que há distinções fáticas e jurídicas que impedem a admissão dos embargos de divergência. Ademais, conforme assinalado na decisão que inadmitiu os embargos de divergência, o recorrente também não se desincumbiu do ônus processual de fazer o confronto analítico entre os julgados, na forma prevista no art. 331 do RISTF. Verifico, portanto, que o embargante busca apenas a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. Aliás, o manifesto caráter protelatório dos embargos de declaração permite a determinação de certificação do trânsito em julgado do aresto embargado e a imediata baixa dos autos, independentemente de publicação do acórdão, tal como já tem decidido este Supremo Tribunal Federal. Cito os seguintes precedentes: ARE 908.153-AgR-ED-ED-ED/RS, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma; ARE 963.957-AgR-segundo- ED/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma; ARE 927.948-AgR-ED- ED/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma; Rcl 14.410-AgR-ED-ED- ED/SP, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno; AI 818.606-AgR-ED- ED/SP, de minha relatoria; ARE 692.153-AgR-ED-ED/DF, Rel. Min. Luiz Fux. Isso posto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A7F-CDD8-FF3B-B0F3 e senha 0236-4D93-F960-EDCD Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1035798 ED-AGR-ED-EDV-AGR-ED / SP Considerando o caráter protelatório dos embargos, determino à Secretaria Judiciária que certifique o trânsito em julgado do acórdão ora embargado e providencie a baixa imediata dos autos à origem, independentemente de publicação. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A7F-CDD8-FF3B-B0F3 e senha 0236-4D93-F960-EDCD Supremo Tribunal Federal ARE 1035798 ED-AGR-ED-EDV-AGR-ED / SP Considerando o caráter protelatório dos embargos, determino à Secretaria Judiciária que certifique o trânsito em julgado do acórdão ora embargado e providencie a baixa imediata dos autos à origem, independentemente de publicação. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A7F-CDD8-FF3B-B0F3 e senha 0236-4D93-F960-EDCD Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.035.798 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, está-se diante de quadro excepcional porque se tem o envolvimento de processo- crime, e o fator tempo é importantíssimo. Houve uma sucessividade de recursos. Ou seja, recorreu-se, como costumo dizer, a mais não poder, projetando-se, visando-se – e isso é ilação que tiro – a projeção do desfecho final no tempo e a incidência da prescrição. É situação na qual acompanho o Relator, para haver a certificação do trânsito em julgado e a determinação de baixa – caso o processo tenha vindo ao Supremo – imediata. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7390-556E-3666-54D1 e senha 9B5E-5D54-AA0D-144B Supremo Tribunal Federal 14/02/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.035.798 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, está-se diante de quadro excepcional porque se tem o envolvimento de processo- crime, e o fator tempo é importantíssimo. Houve uma sucessividade de recursos. Ou seja, recorreu-se, como costumo dizer, a mais não poder, projetando-se, visando-se – e isso é ilação que tiro – a projeção do desfecho final no tempo e a incidência da prescrição. É situação na qual acompanho o Relator, para haver a certificação do trânsito em julgado e a determinação de baixa – caso o processo tenha vindo ao Supremo – imediata. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7390-556E-3666-54D1 e senha 9B5E-5D54-AA0D-144B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 14/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.035.798 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : JOSE FERREIRA DE MENEZES FILHO ADV.(A/S) : RUBENS HENRIQUE DE FREITAS (177733/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com a determinação da certificação do trânsito em julgado do acórdão embargado e a imediata baixa dos autos à origem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Dias Toffoli. Plenário, 14.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Humberto Jacques de Medeiros. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B8A-A8BF-0E3A-70EA e senha F0EB-CFC9-051E-E2D9 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.035.798 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : JOSE FERREIRA DE MENEZES FILHO ADV.(A/S) : RUBENS HENRIQUE DE FREITAS (177733/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com a determinação da certificação do trânsito em julgado do acórdão embargado e a imediata baixa dos autos à origem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Dias Toffoli. Plenário, 14.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Humberto Jacques de Medeiros. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B8A-A8BF-0E3A-70EA e senha F0EB-CFC9-051E-E2D9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO 1 . 035 . 798", "ARE 1035798", "ARE 1035798", "ARE 1035798", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 035 . 798", "Recurso Extraordinário 42 . 912 / RJ", "AGRAVO 1 . 035 . 798", "Recurso Extraordinário 42 . 912 / RJ", "ARE 1035798", "ARE 908 . 153 - AgR - ED - ED - ED / RS", "ARE 963 . 957 - AgR - segundo - ED / RJ", "ARE 927 . 948 - AgR - ED - ED / PI", "Rcl 14 . 410 - AgR - ED - ED - ED / SP", "AI 818 . 606 - AgR - ED - ED / SP", "ARE 692 . 153 - AgR - ED -", "ARE 908 . 153 - AgR - ED - ED - ED / RS", "ARE 963 . 957 - AgR - segundo - ED / RJ", "ARE 927 . 948 - AgR - ED - ED / PI", "Rcl 14 . 410 - AgR - ED - ED - ED / SP", "AI 818 . 606 - AgR - ED - ED / SP", "ARE 692 . 153 - AgR - ED - ED / DF" ], "LEGISLACAO": [ "arts . 619 do Código de Processo Penal", "CPP", "337 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 330 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 1 . 043 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Decisão sobre Repercussão Geral 14/02/2019 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.204 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE RECTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RECDO.(A/S) :MARIA DA SILVA FAGUNDES ADV.(A/S) :CASSIO LORENZONI SAUTHIER EMENTA Recurso extraordinário com agravo. Benefício previdenciário. Pensão por morte. Concessão. Aferição dos requisitos legais. Matéria infraconstitucional. Comprovação. Fatos e provas (Súmula 279/STF). 1. É infraconstitucional e fundada na análise de fatos e provas a controvérsia atinente à aferição dos requisitos legais para a concessão do benefício previdenciário da pensão por morte. 2. Ausência de repercussão geral. Decisão: O Tribunal, por maioria, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria constitucional, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestou a Ministra Cármen Lúcia. Ministro DIAS TOFFOLI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ADE-65C0-346C-D52F e senha F6C4-C549-F15B-0048 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Decisão sobre Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ADE-65C0-346C-D52F e senha F6C4-C549-F15B-0048 Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ADE-65C0-346C-D52F e senha F6C4-C549-F15B-0048 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.204 RIO GRANDE DO SUL Recurso extraordinário com agravo. Benefício previdenciário. Pensão por morte. Concessão. Aferição dos requisitos legais. Matéria infraconstitucional. Comprovação. Fatos e provas (Súmula 279/STF). 1. É infraconstitucional e fundada na análise de fatos e provas a controvérsia atinente à aferição dos requisitos legais para a concessão do benefício previdenciário da pensão por morte. 2. Ausência de repercussão geral. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário com agravo interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL. PREVIDÊNCIA PÚBLICA. HABILITAÇÃO DE COMPANHEIRA NA QUALIDADE DE DEPENDENTE DE SEGURADO JUNTO AO IPERGS. POSSIBILIDADE. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE UNIÃO ESTÁVEL. DISPENSADA A COMPROVAÇÃO DE TEMPO MÍNIMO DE UNIÃO ESTÁVEL. ART. 226, § 3º, DA CF. PRESUNÇÃO DA DEPENDÊNCIA ECONÔMICA. ART. 9º, II E 11 DA LEI Nº 7.672/82. PRECEDENTES DESTE TRIBUNAL. A companheira faz jus ao recebimento de pensão por morte do segurado, nos termos do art. 9, II, da Lei nº 7.672/82. Comprovada a união estável com o ex servidor segurado até o seu óbito, presumida está sua dependência econômica para com ele, sendo dispensável a demonstração de convivência por tempo superior a cinco anos, nos termos do artigo 226, § 3º, da CF e artigo 1.723 do CC, que não exigem requisito temporal, impondo-se o reconhecimento do direito de se ver habilitada junto ao IPERGS para recebimento do benefício a partir do requerimento administrativo realizado no mesmo mês do óbito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.204 RIO GRANDE DO SUL Recurso extraordinário com agravo. Benefício previdenciário. Pensão por morte. Concessão. Aferição dos requisitos legais. Matéria infraconstitucional. Comprovação. Fatos e provas (Súmula 279/STF). 1. É infraconstitucional e fundada na análise de fatos e provas a controvérsia atinente à aferição dos requisitos legais para a concessão do benefício previdenciário da pensão por morte. 2. Ausência de repercussão geral. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário com agravo interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL. PREVIDÊNCIA PÚBLICA. HABILITAÇÃO DE COMPANHEIRA NA QUALIDADE DE DEPENDENTE DE SEGURADO JUNTO AO IPERGS. POSSIBILIDADE. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE UNIÃO ESTÁVEL. DISPENSADA A COMPROVAÇÃO DE TEMPO MÍNIMO DE UNIÃO ESTÁVEL. ART. 226, § 3º, DA CF. PRESUNÇÃO DA DEPENDÊNCIA ECONÔMICA. ART. 9º, II E 11 DA LEI Nº 7.672/82. PRECEDENTES DESTE TRIBUNAL. A companheira faz jus ao recebimento de pensão por morte do segurado, nos termos do art. 9, II, da Lei nº 7.672/82. Comprovada a união estável com o ex servidor segurado até o seu óbito, presumida está sua dependência econômica para com ele, sendo dispensável a demonstração de convivência por tempo superior a cinco anos, nos termos do artigo 226, § 3º, da CF e artigo 1.723 do CC, que não exigem requisito temporal, impondo-se o reconhecimento do direito de se ver habilitada junto ao IPERGS para recebimento do benefício a partir do requerimento administrativo realizado no mesmo mês do óbito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS do servidor. TAXA ÚNICA DE SERVIÇOS JUDICIAIS. Em ação proposta após a vigência da Lei Estadual nº 14.634/2014, não se mostra cabível o pagamento de custas processuais pelos entes públicos, salvo o que disser com reembolso à parte vencedora (parágrafo único do artigo 5º) APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA.” No recurso extraordinário, fundado na alínea a do permissivo constitucional, a parte recorrente alega ter havido afronta aos arts. 5º, I; 24, inciso XII; 25 e 226 da Constituição Federal. Sustenta a impossibilidade de se aplicar o princípio da isonomia no caso, igualando- se a companheira à esposa, tendo em vista que o casamento e a união estável seriam institutos diversos. Colaciona as normas do Código Civil que regulam os institutos. Aduz que a concessão de qualquer benefício no âmbito estadual depende de previsão legal e do atendimento dos requisitos de lei estadual (no caso, a Lei nº 7.672/82). Passo a me manifestar. Em primeiro lugar, registro a ausência de similitude temática do presente caso que envolve a concessão de pensão à companheira, com o Tema 526 da repercussão geral objeto do RE nº 669.465/ES-RG, Rel. Min. Luiz Fux, substituído pelo RE nº 883.168/SC-RG, onde se discute a possibilidade de se reconhecerem direitos previdenciários decorrentes de concubinato de longa duração. Cito precedente estabelecendo o distinguishing: “DIREITO CONSTITUCIONAL. UNIÃO ESTÁVEL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. DIREITO À PENSÃO. COMPANHEIRA. TEMA 526. INEXISTÊNCIA DE SIMILITUDE. SÚMULAS 279 E 280/STF. 1. Hipótese que não se amolda à questão discutida no RE 669.465-RG (Tema 526), Rel. Min. Luiz Fux. A aferição do preenchimento dos requisitos para a caracterização da união estável, para fins de concessão de benefício previdenciário, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS do servidor. TAXA ÚNICA DE SERVIÇOS JUDICIAIS. Em ação proposta após a vigência da Lei Estadual nº 14.634/2014, não se mostra cabível o pagamento de custas processuais pelos entes públicos, salvo o que disser com reembolso à parte vencedora (parágrafo único do artigo 5º) APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA.” No recurso extraordinário, fundado na alínea a do permissivo constitucional, a parte recorrente alega ter havido afronta aos arts. 5º, I; 24, inciso XII; 25 e 226 da Constituição Federal. Sustenta a impossibilidade de se aplicar o princípio da isonomia no caso, igualando- se a companheira à esposa, tendo em vista que o casamento e a união estável seriam institutos diversos. Colaciona as normas do Código Civil que regulam os institutos. Aduz que a concessão de qualquer benefício no âmbito estadual depende de previsão legal e do atendimento dos requisitos de lei estadual (no caso, a Lei nº 7.672/82). Passo a me manifestar. Em primeiro lugar, registro a ausência de similitude temática do presente caso que envolve a concessão de pensão à companheira, com o Tema 526 da repercussão geral objeto do RE nº 669.465/ES-RG, Rel. Min. Luiz Fux, substituído pelo RE nº 883.168/SC-RG, onde se discute a possibilidade de se reconhecerem direitos previdenciários decorrentes de concubinato de longa duração. Cito precedente estabelecendo o distinguishing: “DIREITO CONSTITUCIONAL. UNIÃO ESTÁVEL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. DIREITO À PENSÃO. COMPANHEIRA. TEMA 526. INEXISTÊNCIA DE SIMILITUDE. SÚMULAS 279 E 280/STF. 1. Hipótese que não se amolda à questão discutida no RE 669.465-RG (Tema 526), Rel. Min. Luiz Fux. A aferição do preenchimento dos requisitos para a caracterização da união estável, para fins de concessão de benefício previdenciário, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS demanda o exame do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE 657.804/RN-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 20/9/16). Registro, ainda, a ausência de similitude com o Tema 529 da repercussão geral, no qual se analisará a possibilidade de reconhecimento jurídico de união estável homoafetiva e de reconhecimento jurídico de uniões estáveis concomitantes para fins de concessão do benefício previdenciário da pensão por morte (RE nº 656.298/SE, substituído pelo RE nº 1.045.273). No caso concreto, a questão é atinente ao preenchimento e à comprovação dos requisitos inscritos na legislação que rege os benefícios da previdência social necessários à concessão da pensão por morte à companheira de servidor público estadual. Via de regra as questões suscitadas envolvem a comprovação da condição de companheira ou companheiro, tendo em vista os elementos configuradores da união estável e a comprovação da dependência econômica. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL E DEPENDÊNCIA ECONÔMICA NÃO CONFIGURADAS.NECESSIDADE DE REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para divergir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a realização de nova interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS demanda o exame do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE 657.804/RN-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 20/9/16). Registro, ainda, a ausência de similitude com o Tema 529 da repercussão geral, no qual se analisará a possibilidade de reconhecimento jurídico de união estável homoafetiva e de reconhecimento jurídico de uniões estáveis concomitantes para fins de concessão do benefício previdenciário da pensão por morte (RE nº 656.298/SE, substituído pelo RE nº 1.045.273). No caso concreto, a questão é atinente ao preenchimento e à comprovação dos requisitos inscritos na legislação que rege os benefícios da previdência social necessários à concessão da pensão por morte à companheira de servidor público estadual. Via de regra as questões suscitadas envolvem a comprovação da condição de companheira ou companheiro, tendo em vista os elementos configuradores da união estável e a comprovação da dependência econômica. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL E DEPENDÊNCIA ECONÔMICA NÃO CONFIGURADAS.NECESSIDADE DE REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para divergir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a realização de nova interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS espécie (Lei estadual 7.672/1982), circunstâncias que tornam inviável o recurso, nos termos das Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 813.100/RS-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14). “DIREITO ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL COMPROVADA POR SENTENÇA COM TRÂNSITO EM JULGADO. REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. MATÉRIA DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.11.2013. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE nº 868.840/CE-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 12/8/15). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CIVIL. MILITAR. PENSÃO POR MORTE. COMPANHEIRA. EXISTÊNCIA DE UNIÃO ESTÁVEL. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS espécie (Lei estadual 7.672/1982), circunstâncias que tornam inviável o recurso, nos termos das Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 813.100/RS-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14). “DIREITO ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL COMPROVADA POR SENTENÇA COM TRÂNSITO EM JULGADO. REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. MATÉRIA DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.11.2013. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE nº 868.840/CE-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 12/8/15). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CIVIL. MILITAR. PENSÃO POR MORTE. COMPANHEIRA. EXISTÊNCIA DE UNIÃO ESTÁVEL. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I Conforme a Súmula 279/STF, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. II É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de legislação infraconstitucional que fundamenta o acórdão recorrido, uma vez que apenas ofensa direta à Constituição Federal enseja a interposição do apelo extremo. III Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais. IV Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 1.052.978/RJ- AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 26/9/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL. REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. A união estável, quando aferida pelas instâncias ordinárias para fins de concessão de benefício previdenciário, demanda a análise da legislação infraconstitucional e do reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Precedentes: ARE 790.776-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 8/10/2014, e RE 684.524-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 22/8/2014. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CIVIL. PENSÃO POR MORTE DE SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. UNIÃO ESTÁVEL. RECONHECIMENTO. TUTELA ANTECIPADA. 4. Agravo 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I Conforme a Súmula 279/STF, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. II É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de legislação infraconstitucional que fundamenta o acórdão recorrido, uma vez que apenas ofensa direta à Constituição Federal enseja a interposição do apelo extremo. III Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais. IV Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 1.052.978/RJ- AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 26/9/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL. REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. A união estável, quando aferida pelas instâncias ordinárias para fins de concessão de benefício previdenciário, demanda a análise da legislação infraconstitucional e do reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Precedentes: ARE 790.776-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 8/10/2014, e RE 684.524-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 22/8/2014. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CIVIL. PENSÃO POR MORTE DE SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. UNIÃO ESTÁVEL. RECONHECIMENTO. TUTELA ANTECIPADA. 4. Agravo 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS regimental DESPROVIDO” (ARE nº 832.804/PE-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 20/11/14). “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO DE PENSÃO POR MORTE. COMPANHEIRO. UNIÃO ESTÁVEL HOMOAFETIVA. DEPENDÊNCIA ECONÔMICA. PROVA INSUFICIENTE. INADMISSIBILIDADE DO PENSIONAMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 280/STF. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula nº 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015” (RE 1.031.872-ED-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 26/9/17). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Previdenciário. Pensão por morte. União estável homoafetiva. Reconhecimento não caracterizado. Prequestionamento. Ausência. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS regimental DESPROVIDO” (ARE nº 832.804/PE-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 20/11/14). “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO DE PENSÃO POR MORTE. COMPANHEIRO. UNIÃO ESTÁVEL HOMOAFETIVA. DEPENDÊNCIA ECONÔMICA. PROVA INSUFICIENTE. INADMISSIBILIDADE DO PENSIONAMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 280/STF. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula nº 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015” (RE 1.031.872-ED-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 26/9/17). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Previdenciário. Pensão por morte. União estável homoafetiva. Reconhecimento não caracterizado. Prequestionamento. Ausência. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (RE 1.031.268-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 29/8/17). Ainda no mesmo sentido: ARE nº 903.532/RS AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 20/10/15; ARE nº 842.237/RS-AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 15/10/15; ARE nº 821.460/RS AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 12/12/14. ARE nº 1.170.216/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 9/11/18; ARE nº 1.158.431/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de de 24/9/18; ARE nº 1.171.303/RS, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 8/11/18; ARE nº 1.158.904/RS, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 2/10/18; ARE nº 1.144.031/RS, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 3/9/18; ARE nº 1.135.421/RS, de minha relatoria, DJe de 14/6/18, ARE nº 1.125.602/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 11/5/18; ARE nº 1.135.335/SP, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 4/6/18; ARE nº 1.132.395/SP, de minha relatoria, DJe de 1º/6/18, ARE nº 1.163.255/RS, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 4/10/18. A orientação do Supremo Tribunal Federal é firme. A questão envolvendo a aferição de requisitos legais para a concessão de benefício previdenciário a servidor público civil e militar, bem como a segurados do regime geral de previdência social, não tem estatura constitucional. Nesse sentido o Tribunal Pleno, no RE nº 610.220/RS-RG, Rel. Min. Ellen Gracie, negou repercussão geral ao tema do direito à pensão para filha solteira maior de 21 anos, tendo em vista que ele seria solucionável com base na legislação infraconstitucional. Segue ementa: “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DIREITO À PENSÃO PARA FILHA SOLTEIRA MAIOR DE 21 ANOS. LEI 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (RE 1.031.268-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 29/8/17). Ainda no mesmo sentido: ARE nº 903.532/RS AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 20/10/15; ARE nº 842.237/RS-AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 15/10/15; ARE nº 821.460/RS AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 12/12/14. ARE nº 1.170.216/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 9/11/18; ARE nº 1.158.431/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de de 24/9/18; ARE nº 1.171.303/RS, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 8/11/18; ARE nº 1.158.904/RS, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 2/10/18; ARE nº 1.144.031/RS, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 3/9/18; ARE nº 1.135.421/RS, de minha relatoria, DJe de 14/6/18, ARE nº 1.125.602/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 11/5/18; ARE nº 1.135.335/SP, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 4/6/18; ARE nº 1.132.395/SP, de minha relatoria, DJe de 1º/6/18, ARE nº 1.163.255/RS, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 4/10/18. A orientação do Supremo Tribunal Federal é firme. A questão envolvendo a aferição de requisitos legais para a concessão de benefício previdenciário a servidor público civil e militar, bem como a segurados do regime geral de previdência social, não tem estatura constitucional. Nesse sentido o Tribunal Pleno, no RE nº 610.220/RS-RG, Rel. Min. Ellen Gracie, negou repercussão geral ao tema do direito à pensão para filha solteira maior de 21 anos, tendo em vista que ele seria solucionável com base na legislação infraconstitucional. Segue ementa: “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DIREITO À PENSÃO PARA FILHA SOLTEIRA MAIOR DE 21 ANOS. LEI 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS ESTADUAL 7.672/82 DO RIO GRANDE DO SUL. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” No ARE nº 821.276/PE, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, o Plenário da Corte também negou repercussão geral ao tema da verificação dos requisitos para a concessão do benefício do auxílio- doença, haja vista a natureza infraconstitucional da controvérsia e a necessidade de revolvimento do acerto fático de probatório, conforme a seguinte ementa: “PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO-DOENÇA. VERIFICAÇÃO DOS REQUISITOS PARA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. 1. Hipótese em que o acórdão recorrido consigna a ausência dos requisitos necessários à concessão do auxílio- doença. 2. Discussão que envolve matéria infraconstitucional, além de exigir o revolvimento da matéria fática (Súmula 279/STF). 3. Inexistência de repercussão geral.” Diante do exposto, ratificando a jurisprudência da Corte, manifesto- me pela ausência de repercussão geral da controvérsia relativa à aferição e à comprovação dos requisitos legais necessários à concessão do benefício previdenciário da pensão por morte, tendo em vista sua natureza infraconstitucional e a necessidade de revolvimento de fatos e provas (Súmula 279/STF). Tese proposta: É infraconstitucional e fundada na análise de fatos e provas, a ela se aplicando os efeitos da ausência de repercussão geral, a controvérsia atinente à aferição dos requisitos legais para a concessão do benefício previdenciário da pensão por morte. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS ESTADUAL 7.672/82 DO RIO GRANDE DO SUL. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” No ARE nº 821.276/PE, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, o Plenário da Corte também negou repercussão geral ao tema da verificação dos requisitos para a concessão do benefício do auxílio- doença, haja vista a natureza infraconstitucional da controvérsia e a necessidade de revolvimento do acerto fático de probatório, conforme a seguinte ementa: “PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO-DOENÇA. VERIFICAÇÃO DOS REQUISITOS PARA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. 1. Hipótese em que o acórdão recorrido consigna a ausência dos requisitos necessários à concessão do auxílio- doença. 2. Discussão que envolve matéria infraconstitucional, além de exigir o revolvimento da matéria fática (Súmula 279/STF). 3. Inexistência de repercussão geral.” Diante do exposto, ratificando a jurisprudência da Corte, manifesto- me pela ausência de repercussão geral da controvérsia relativa à aferição e à comprovação dos requisitos legais necessários à concessão do benefício previdenciário da pensão por morte, tendo em vista sua natureza infraconstitucional e a necessidade de revolvimento de fatos e provas (Súmula 279/STF). Tese proposta: É infraconstitucional e fundada na análise de fatos e provas, a ela se aplicando os efeitos da ausência de repercussão geral, a controvérsia atinente à aferição dos requisitos legais para a concessão do benefício previdenciário da pensão por morte. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS Brasília, 11 de dezembro de 2018. Ministro DIAS TOFFOLI Presidente Documento assinado digitalmente 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS Brasília, 11 de dezembro de 2018. Ministro DIAS TOFFOLI Presidente Documento assinado digitalmente 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.204 RIO GRANDE DO SUL PRONUNCIAMENTO COMPANHEIRA – PENSÃO – CÔNJUGE – EQUIPARAÇÃO NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. A assessora Dra. Raquel Rodrigues Barbosa de Souza prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário com agravo nº 1.170.204, relator ministro Dias Toffoli, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 14 de dezembro de 2018, sexta-feira, sendo o último dia para manifestação 3 de janeiro de 2019, quinta-feira. O Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul – IPERGS interpôs recurso extraordinário, com alegada base na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal, contra acórdão mediante o qual o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, reformando parcialmente a sentença, assentou que companheira de ex-servidor público estadual, com quem mantinha união estável, tem direito à habilitação junto ao Instituto para o recebimento de pensão por morte do segurado, sendo dispensável a demonstração de dependência econômica e de convivência por tempo superior a 5 anos, considerados os artigos 222, § 3º, da Lei Maior, e 1.723 do Código Civil. O recorrente assinala transgressão aos artigos 5º, inciso I, 24, inciso XII, 25 e 226 da Constituição Federal. Sublinha a competência dos Estados para disciplinar o Regime Próprio de Previdência Estadual. Assevera haver a legislação estadual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 720B-7441-DD0B-C3EB e senha 7B5F-66C1-09E9-47B9 Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.204 RIO GRANDE DO SUL PRONUNCIAMENTO COMPANHEIRA – PENSÃO – CÔNJUGE – EQUIPARAÇÃO NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. A assessora Dra. Raquel Rodrigues Barbosa de Souza prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário com agravo nº 1.170.204, relator ministro Dias Toffoli, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 14 de dezembro de 2018, sexta-feira, sendo o último dia para manifestação 3 de janeiro de 2019, quinta-feira. O Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul – IPERGS interpôs recurso extraordinário, com alegada base na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal, contra acórdão mediante o qual o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, reformando parcialmente a sentença, assentou que companheira de ex-servidor público estadual, com quem mantinha união estável, tem direito à habilitação junto ao Instituto para o recebimento de pensão por morte do segurado, sendo dispensável a demonstração de dependência econômica e de convivência por tempo superior a 5 anos, considerados os artigos 222, § 3º, da Lei Maior, e 1.723 do Código Civil. O recorrente assinala transgressão aos artigos 5º, inciso I, 24, inciso XII, 25 e 226 da Constituição Federal. Sublinha a competência dos Estados para disciplinar o Regime Próprio de Previdência Estadual. Assevera haver a legislação estadual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 720B-7441-DD0B-C3EB e senha 7B5F-66C1-09E9-47B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS estabelecido requisitos à comprovação da dependência econômica da companheira para fins previdenciários, sendo incabível a não comprovação. Destaca a impossibilidade de equiparação entre companheira e cônjuge, no que casamento e união estável são institutos distintos, disciplinados por dispositivos diversos do Código Civil e da Lei Maior. Sob o ângulo da repercussão geral, salienta ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide. O extraordinário foi inadmitido na origem, seguindo-se a formalização de agravo. O Relator submeteu o processo ao denominado Plenário Virtual, dizendo da ausência de repercussão geral da controvérsia. Salientou a falta de similitude temática entre o caso e o discutido no recurso extraordinário nº 883.168, relator ministro Luiz Fux, a versar a possibilidade de se reconhecerem direitos previdenciários decorrentes de concubinato de longa duração, e no recurso extraordinário nº 1.045.273, relator ministro Alexandre de Moraes, a abordar a viabilidade de reconhecimento jurídico de união estável homoafetiva e de uniões estáveis concomitantes para fins de concessão do benefício previdenciário da pensão por morte. Ressaltou que a questão controvertida refere-se à comprovação dos requisitos previstos na legislação de regência para a concessão de pensão por morte à companheira de servidor público estadual. Aludiu a pronunciamentos do Supremo a assentarem ser infraconstitucional a matéria a envolver a aferição de requisitos legais para a concessão de benefício previdenciário a servidor público civil e militar e a segurados do regime geral de previdência social. Propôs a seguinte tese: “É infraconstitucional e fundada na análise de fatos e provas, a ela se aplicando os efeitos da ausência de repercussão geral, a controvérsia atinente à aferição dos requisitos legais para a concessão do benefício previdenciário da pensão por morte”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 720B-7441-DD0B-C3EB e senha 7B5F-66C1-09E9-47B9 Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS estabelecido requisitos à comprovação da dependência econômica da companheira para fins previdenciários, sendo incabível a não comprovação. Destaca a impossibilidade de equiparação entre companheira e cônjuge, no que casamento e união estável são institutos distintos, disciplinados por dispositivos diversos do Código Civil e da Lei Maior. Sob o ângulo da repercussão geral, salienta ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide. O extraordinário foi inadmitido na origem, seguindo-se a formalização de agravo. O Relator submeteu o processo ao denominado Plenário Virtual, dizendo da ausência de repercussão geral da controvérsia. Salientou a falta de similitude temática entre o caso e o discutido no recurso extraordinário nº 883.168, relator ministro Luiz Fux, a versar a possibilidade de se reconhecerem direitos previdenciários decorrentes de concubinato de longa duração, e no recurso extraordinário nº 1.045.273, relator ministro Alexandre de Moraes, a abordar a viabilidade de reconhecimento jurídico de união estável homoafetiva e de uniões estáveis concomitantes para fins de concessão do benefício previdenciário da pensão por morte. Ressaltou que a questão controvertida refere-se à comprovação dos requisitos previstos na legislação de regência para a concessão de pensão por morte à companheira de servidor público estadual. Aludiu a pronunciamentos do Supremo a assentarem ser infraconstitucional a matéria a envolver a aferição de requisitos legais para a concessão de benefício previdenciário a servidor público civil e militar e a segurados do regime geral de previdência social. Propôs a seguinte tese: “É infraconstitucional e fundada na análise de fatos e provas, a ela se aplicando os efeitos da ausência de repercussão geral, a controvérsia atinente à aferição dos requisitos legais para a concessão do benefício previdenciário da pensão por morte”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 720B-7441-DD0B-C3EB e senha 7B5F-66C1-09E9-47B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS 2. Tem-se tema a reclamar, ante a envergadura maior – constitucional – e a possibilidade de repetição em um sem número de processos, o crivo do Supremo. É saber: a companheira equipara-se ao cônjuge para efeito de pensão por morte do servidor segurado, não estando obrigada a demonstrar a dependência econômica? 3. Assento o envolvimento de matéria constitucional e a repercussão geral. 4. Publiquem. Brasília – residência –, 17 de dezembro de 2018, às 20h10. Ministro MARCO AURÉLIO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 720B-7441-DD0B-C3EB e senha 7B5F-66C1-09E9-47B9 Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS 2. Tem-se tema a reclamar, ante a envergadura maior – constitucional – e a possibilidade de repetição em um sem número de processos, o crivo do Supremo. É saber: a companheira equipara-se ao cônjuge para efeito de pensão por morte do servidor segurado, não estando obrigada a demonstrar a dependência econômica? 3. Assento o envolvimento de matéria constitucional e a repercussão geral. 4. Publiquem. Brasília – residência –, 17 de dezembro de 2018, às 20h10. Ministro MARCO AURÉLIO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 720B-7441-DD0B-C3EB e senha 7B5F-66C1-09E9-47B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749328167
2019-02-14T00:00:00
2019-03-12T00:00:00
Decisão: O Tribunal, por maioria, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria constitucional, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestou a Ministra Cármen Lúcia. Ministro DIAS TOFFOLI Relator
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Recurso extraordinário com agravo. Benefício previdenciário. Pensão por morte. Concessão. Aferição dos requisitos legais. Matéria infraconstitucional. Comprovação. Fatos e provas (Súmula 279/STF). 1. É infraconstitucional e fundada na análise de fatos e provas a controvérsia atinente à aferição dos requisitos legais para a concessão do benefício previdenciário da pensão por morte. 2. Ausência de repercussão geral.
repercussao-geral10344
- Acórdão(s) citado(s): (BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO, CONCUBINATO, LONGA DURAÇÃO) RE 669465 RG. (PENSÃO POR MORTE, DISTINÇÃO, UNIÃO ESTÁVEL, CONCUBINATO, LONGA DURAÇÃO) ARE 657804 AgR (1ªT). (PENSÃO POR MORTE, UNIÃO ESTÁVEL HOMOAFETIVA, UNIÃO ESTÁVEL CONCOMITANTE) ARE 656298 RG. (PENSÃO POR MORTE, COMPROVAÇÃO, UNIÃO ESTÁVEL, DEPENDÊNCIA ECONÔMICA) ARE 813100 AgR (2ªT), RE 868840 AgR (1ªT), ARE 1052978 AgR (2ªT), ARE 832804 AgR (1ªT), RE 1031872 ED-AgR (1ªT), RE 1031268 AgR (2ªT), ARE 903532 AgR (1ªT), ARE 842237 AgR-ED (1ªT), ARE 821460 AgR (1ªT). (PENSÃO, FILHA SOLTEIRA, MAIOR DE VINTE E UM ANOS, CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL) RE 610220 RG. (REQUISITO, AUXÍLIO-DOENÇA, CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL, REEXAME, FATO, PROVA) ARE 821296 RG. - Decisões monocráticas citadas: (PENSÃO POR MORTE, COMPROVAÇÃO, UNIÃO ESTÁVEL, DEPENDÊNCIA ECONÔMICA) ARE 1170216, ARE 1158431, ARE 1171303, ARE 1158904, ARE 1144031, ARE 1135421, ARE 1125602, ARE 1135335, ARE 1132395, ARE 1163255. - Veja RE 883168 e RE 1045273 do STF. Número de páginas: 14. Análise: 18/03/2019, TLR.
MINISTRO PRESIDENTE
Tribunal Pleno
1170204
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00001 ART-00024 INC-00012\r\n ART-00025 ART-00102 INC-00003 LET-A\r\n ART-00222 PAR-00003 ART-00226 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED LEI-010406 ANO-2002\r\n ART-01723\r\n CC-2002 CÓDIGO CIVIL\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n", "LEG-EST LEI-007672 ANO-1982\r\n LEI ORDINÁRIA, RS" ]
ARE-RG
acordaos
ARE 1170204 RG
[ "" ]
RECTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RECDO.(A/S) : MARIA DA SILVA FAGUNDES ADV.(A/S) : CASSIO LORENZONI SAUTHIER
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Decisão sobre Repercussão Geral 14/02/2019 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.204 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE RECTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RECDO.(A/S) :MARIA DA SILVA FAGUNDES ADV.(A/S) :CASSIO LORENZONI SAUTHIER EMENTA Recurso extraordinário com agravo. Benefício previdenciário. Pensão por morte. Concessão. Aferição dos requisitos legais. Matéria infraconstitucional. Comprovação. Fatos e provas (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 1. É infraconstitucional e fundada na análise de fatos e provas a controvérsia atinente à aferição dos requisitos legais para a concessão do benefício previdenciário da pensão por morte. 2. Ausência de repercussão geral. Decisão: O Tribunal, por maioria, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria constitucional, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestou a Ministra Cármen Lúcia. Ministro DIAS TOFFOLI Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ADE-65C0-346C-D52F e senha F6C4-C549-F15B-0048 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Decisão sobre Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ADE-65C0-346C-D52F e senha F6C4-C549-F15B-0048 Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5ADE-65C0-346C-D52F e senha F6C4-C549-F15B-0048 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.204 RIO GRANDE DO SUL Recurso extraordinário com agravo. Benefício previdenciário. Pensão por morte. Concessão. Aferição dos requisitos legais. Matéria infraconstitucional. Comprovação. Fatos e provas (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 1. É infraconstitucional e fundada na análise de fatos e provas a controvérsia atinente à aferição dos requisitos legais para a concessão do benefício previdenciário da pensão por morte. 2. Ausência de repercussão geral. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário com agravo interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL. PREVIDÊNCIA PÚBLICA. HABILITAÇÃO DE COMPANHEIRA NA QUALIDADE DE DEPENDENTE DE SEGURADO JUNTO AO IPERGS. POSSIBILIDADE. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE UNIÃO ESTÁVEL. DISPENSADA A COMPROVAÇÃO DE TEMPO MÍNIMO DE UNIÃO ESTÁVEL. ART. 226, § 3..., DA Constituição Federal de 1988. PRESUNÇÃO DA DEPENDÊNCIA ECONÔMICA. ART. 9..., II E 11 DA LEI n 7.672/82. PRECEDENTES DESTE TRIBUNAL. A companheira faz jus ao recebimento de pensão por morte do segurado, nos termos do art. 9, II, da Lei n 7.672/82. Comprovada a união estável com o ex servidor segurado até o seu óbito, presumida está sua dependência econômica para com ele, sendo dispensável a demonstração de convivência por tempo superior a cinco anos, nos termos do artigo 226, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e artigo 1.723 do Código Civil Brasileiro, que não exigem requisito temporal, impondo-se o reconhecimento do direito de se ver habilitada junto ao IPERGS para recebimento do benefício a partir do requerimento administrativo realizado no mesmo mês do óbito Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.204 RIO GRANDE DO SUL Recurso extraordinário com agravo. Benefício previdenciário. Pensão por morte. Concessão. Aferição dos requisitos legais. Matéria infraconstitucional. Comprovação. Fatos e provas (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 1. É infraconstitucional e fundada na análise de fatos e provas a controvérsia atinente à aferição dos requisitos legais para a concessão do benefício previdenciário da pensão por morte. 2. Ausência de repercussão geral. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário com agravo interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL. PREVIDÊNCIA PÚBLICA. HABILITAÇÃO DE COMPANHEIRA NA QUALIDADE DE DEPENDENTE DE SEGURADO JUNTO AO IPERGS. POSSIBILIDADE. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE UNIÃO ESTÁVEL. DISPENSADA A COMPROVAÇÃO DE TEMPO MÍNIMO DE UNIÃO ESTÁVEL. ART. 226, § 3..., DA Constituição Federal de 1988. PRESUNÇÃO DA DEPENDÊNCIA ECONÔMICA. ART. 9..., II E 11 DA LEI n 7.672/82. PRECEDENTES DESTE TRIBUNAL. A companheira faz jus ao recebimento de pensão por morte do segurado, nos termos do art. 9, II, da Lei n 7.672/82. Comprovada a união estável com o ex servidor segurado até o seu óbito, presumida está sua dependência econômica para com ele, sendo dispensável a demonstração de convivência por tempo superior a cinco anos, nos termos do artigo 226, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e artigo 1.723 do Código Civil Brasileiro, que não exigem requisito temporal, impondo-se o reconhecimento do direito de se ver habilitada junto ao IPERGS para recebimento do benefício a partir do requerimento administrativo realizado no mesmo mês do óbito Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS do servidor. TAXA ÚNICA DE SERVIÇOS JUDICIAIS. Em ação proposta após a vigência da Lei Estadual n 14.634/2014, não se mostra cabível o pagamento de custas processuais pelos entes públicos, salvo o que disser com reembolso à parte vencedora (parágrafo único do artigo 5...) APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA.” No recurso extraordinário, fundado na alínea a do permissivo constitucional, a parte recorrente alega ter havido afronta aos arts. 5..., I; 24, inciso XII; 25 e 226 da Constituição Federal. Sustenta a impossibilidade de se aplicar o princípio da isonomia no caso, igualando- se a companheira à esposa, tendo em vista que o casamento e a união estável seriam institutos diversos. Colaciona as normas do Código Civil que regulam os institutos. Aduz que a concessão de qualquer benefício no âmbito estadual depende de previsão legal e do atendimento dos requisitos de lei estadual (no caso, a Lei n 7.672/82). Passo a me manifestar. Em primeiro lugar, registro a ausência de similitude temática do presente caso que envolve a concessão de pensão à companheira, com o Tema 526 da repercussão geral objeto do Recurso Extraordinário n 669.465/ES-RG, Rel. Min. Luiz Fux, substituído pelo Recurso Extraordinário n 883.168/SC-RG, onde se discute a possibilidade de se reconhecerem direitos previdenciários decorrentes de concubinato de longa duração. Cito precedente estabelecendo o distinguishing: “DIREITO CONSTITUCIONAL. UNIÃO ESTÁVEL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. DIREITO À PENSÃO. COMPANHEIRA. TEMA 526. INEXISTÊNCIA DE SIMILITUDE. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Hipótese que não se amolda à questão discutida no Recurso Extraordinário 669.465-RG (Tema 526), Rel. Min. Luiz Fux. A aferição do preenchimento dos requisitos para a caracterização da união estável, para fins de concessão de benefício previdenciário, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS do servidor. TAXA ÚNICA DE SERVIÇOS JUDICIAIS. Em ação proposta após a vigência da Lei Estadual n 14.634/2014, não se mostra cabível o pagamento de custas processuais pelos entes públicos, salvo o que disser com reembolso à parte vencedora (parágrafo único do artigo 5...) APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA.” No recurso extraordinário, fundado na alínea a do permissivo constitucional, a parte recorrente alega ter havido afronta aos arts. 5..., I; 24, inciso XII; 25 e 226 da Constituição Federal. Sustenta a impossibilidade de se aplicar o princípio da isonomia no caso, igualando- se a companheira à esposa, tendo em vista que o casamento e a união estável seriam institutos diversos. Colaciona as normas do Código Civil que regulam os institutos. Aduz que a concessão de qualquer benefício no âmbito estadual depende de previsão legal e do atendimento dos requisitos de lei estadual (no caso, a Lei n 7.672/82). Passo a me manifestar. Em primeiro lugar, registro a ausência de similitude temática do presente caso que envolve a concessão de pensão à companheira, com o Tema 526 da repercussão geral objeto do Recurso Extraordinário n 669.465/ES-RG, Rel. Min. Luiz Fux, substituído pelo Recurso Extraordinário n 883.168/SC-RG, onde se discute a possibilidade de se reconhecerem direitos previdenciários decorrentes de concubinato de longa duração. Cito precedente estabelecendo o distinguishing: “DIREITO CONSTITUCIONAL. UNIÃO ESTÁVEL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. DIREITO À PENSÃO. COMPANHEIRA. TEMA 526. INEXISTÊNCIA DE SIMILITUDE. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Hipótese que não se amolda à questão discutida no Recurso Extraordinário 669.465-RG (Tema 526), Rel. Min. Luiz Fux. A aferição do preenchimento dos requisitos para a caracterização da união estável, para fins de concessão de benefício previdenciário, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS demanda o exame do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE 657.804/RN-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 20/9/16). Registro, ainda, a ausência de similitude com o Tema 529 da repercussão geral, no qual se analisará a possibilidade de reconhecimento jurídico de união estável homoafetiva e de reconhecimento jurídico de uniões estáveis concomitantes para fins de concessão do benefício previdenciário da pensão por morte (Recurso Extraordinário n 656.298/SE, substituído pelo Recurso Extraordinário n 1.045.273). No caso concreto, a questão é atinente ao preenchimento e à comprovação dos requisitos inscritos na legislação que rege os benefícios da previdência social necessários à concessão da pensão por morte à companheira de servidor público estadual. Via de regra as questões suscitadas envolvem a comprovação da condição de companheira ou companheiro, tendo em vista os elementos configuradores da união estável e a comprovação da dependência econômica. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL E DEPENDÊNCIA ECONÔMICA NÃO CONFIGURADAS.NECESSIDADE DE REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para divergir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a realização de nova interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS demanda o exame do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE 657.804/RN-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 20/9/16). Registro, ainda, a ausência de similitude com o Tema 529 da repercussão geral, no qual se analisará a possibilidade de reconhecimento jurídico de união estável homoafetiva e de reconhecimento jurídico de uniões estáveis concomitantes para fins de concessão do benefício previdenciário da pensão por morte (Recurso Extraordinário n 656.298/SE, substituído pelo Recurso Extraordinário n 1.045.273). No caso concreto, a questão é atinente ao preenchimento e à comprovação dos requisitos inscritos na legislação que rege os benefícios da previdência social necessários à concessão da pensão por morte à companheira de servidor público estadual. Via de regra as questões suscitadas envolvem a comprovação da condição de companheira ou companheiro, tendo em vista os elementos configuradores da união estável e a comprovação da dependência econômica. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL E DEPENDÊNCIA ECONÔMICA NÃO CONFIGURADAS.NECESSIDADE DE REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para divergir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a realização de nova interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS espécie (Lei estadual 7.672/1982), circunstâncias que tornam inviável o recurso, nos termos das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 813.100/RS-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14). “DIREITO ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL COMPROVADA POR SENTENÇA COM TRÂNSITO EM JULGADO. REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. MATÉRIA DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.11.2013. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 868.840/CE-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 12/8/15). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CIVIL. MILITAR. PENSÃO POR MORTE. COMPANHEIRA. EXISTÊNCIA DE UNIÃO ESTÁVEL. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS espécie (Lei estadual 7.672/1982), circunstâncias que tornam inviável o recurso, nos termos das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 813.100/RS-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14). “DIREITO ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL COMPROVADA POR SENTENÇA COM TRÂNSITO EM JULGADO. REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. MATÉRIA DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.11.2013. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 868.840/CE-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 12/8/15). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CIVIL. MILITAR. PENSÃO POR MORTE. COMPANHEIRA. EXISTÊNCIA DE UNIÃO ESTÁVEL. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I Conforme a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. II É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de legislação infraconstitucional que fundamenta o acórdão recorrido, uma vez que apenas ofensa direta à Constituição Federal enseja a interposição do apelo extremo. III Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais. IV Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 1.052.978/RJ- AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 26/9/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL. REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A união estável, quando aferida pelas instâncias ordinárias para fins de concessão de benefício previdenciário, demanda a análise da legislação infraconstitucional e do reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Precedentes: ARE 790.776-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 8/10/2014, e Recurso Extraordinário 684.524-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 22/8/2014. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CIVIL. PENSÃO POR MORTE DE SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. UNIÃO ESTÁVEL. RECONHECIMENTO. TUTELA ANTECIPADA. 4. Agravo 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I Conforme a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. II É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de legislação infraconstitucional que fundamenta o acórdão recorrido, uma vez que apenas ofensa direta à Constituição Federal enseja a interposição do apelo extremo. III Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais. IV Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 1.052.978/RJ- AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 26/9/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL. REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A união estável, quando aferida pelas instâncias ordinárias para fins de concessão de benefício previdenciário, demanda a análise da legislação infraconstitucional e do reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Precedentes: ARE 790.776-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 8/10/2014, e Recurso Extraordinário 684.524-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 22/8/2014. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CIVIL. PENSÃO POR MORTE DE SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. UNIÃO ESTÁVEL. RECONHECIMENTO. TUTELA ANTECIPADA. 4. Agravo 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS regimental DESPROVIDO” (ARE n 832.804/PE-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 20/11/14). “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO DE PENSÃO POR MORTE. COMPANHEIRO. UNIÃO ESTÁVEL HOMOAFETIVA. DEPENDÊNCIA ECONÔMICA. PROVA INSUFICIENTE. INADMISSIBILIDADE DO PENSIONAMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA n 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015” (Recurso Extraordinário 1.031.872-ED-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 26/9/17). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Previdenciário. Pensão por morte. União estável homoafetiva. Reconhecimento não caracterizado. Prequestionamento. Ausência. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS regimental DESPROVIDO” (ARE n 832.804/PE-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 20/11/14). “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO DE PENSÃO POR MORTE. COMPANHEIRO. UNIÃO ESTÁVEL HOMOAFETIVA. DEPENDÊNCIA ECONÔMICA. PROVA INSUFICIENTE. INADMISSIBILIDADE DO PENSIONAMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA n 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015” (Recurso Extraordinário 1.031.872-ED-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 26/9/17). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Previdenciário. Pensão por morte. União estável homoafetiva. Reconhecimento não caracterizado. Prequestionamento. Ausência. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (Recurso Extraordinário 1.031.268-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 29/8/17). Ainda no mesmo sentido: ARE n 903.532/RS AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 20/10/15; ARE n 842.237/RS-AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 15/10/15; ARE n 821.460/RS AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 12/12/14. ARE n 1.170.216/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 9/11/18; ARE n 1.158.431/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de de 24/9/18; ARE n 1.171.303/RS, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 8/11/18; ARE n 1.158.904/RS, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 2/10/18; ARE n 1.144.031/RS, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 3/9/18; ARE n 1.135.421/RS, de minha relatoria, DJe de 14/6/18, ARE n 1.125.602/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 11/5/18; ARE n 1.135.335/SP, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 4/6/18; ARE n 1.132.395/SP, de minha relatoria, DJe de 1.../6/18, ARE n 1.163.255/RS, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 4/10/18. A orientação do Supremo Tribunal Federal é firme. A questão envolvendo a aferição de requisitos legais para a concessão de benefício previdenciário a servidor público civil e militar, bem como a segurados do regime geral de previdência social, não tem estatura constitucional. Nesse sentido o Tribunal Pleno, no Recurso Extraordinário n 610.220/RS-RG, Rel. Min. Ellen Gracie, negou repercussão geral ao tema do direito à pensão para filha solteira maior de 21 anos, tendo em vista que ele seria solucionável com base na legislação infraconstitucional. Segue ementa: “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DIREITO À PENSÃO PARA FILHA SOLTEIRA MAIOR DE 21 ANOS. LEI 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (Recurso Extraordinário 1.031.268-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 29/8/17). Ainda no mesmo sentido: ARE n 903.532/RS AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 20/10/15; ARE n 842.237/RS-AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 15/10/15; ARE n 821.460/RS AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 12/12/14. ARE n 1.170.216/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 9/11/18; ARE n 1.158.431/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de de 24/9/18; ARE n 1.171.303/RS, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 8/11/18; ARE n 1.158.904/RS, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 2/10/18; ARE n 1.144.031/RS, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 3/9/18; ARE n 1.135.421/RS, de minha relatoria, DJe de 14/6/18, ARE n 1.125.602/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 11/5/18; ARE n 1.135.335/SP, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 4/6/18; ARE n 1.132.395/SP, de minha relatoria, DJe de 1.../6/18, ARE n 1.163.255/RS, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 4/10/18. A orientação do Supremo Tribunal Federal é firme. A questão envolvendo a aferição de requisitos legais para a concessão de benefício previdenciário a servidor público civil e militar, bem como a segurados do regime geral de previdência social, não tem estatura constitucional. Nesse sentido o Tribunal Pleno, no Recurso Extraordinário n 610.220/RS-RG, Rel. Min. Ellen Gracie, negou repercussão geral ao tema do direito à pensão para filha solteira maior de 21 anos, tendo em vista que ele seria solucionável com base na legislação infraconstitucional. Segue ementa: “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DIREITO À PENSÃO PARA FILHA SOLTEIRA MAIOR DE 21 ANOS. LEI 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS ESTADUAL 7.672/82 DO RIO GRANDE DO SUL. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” No ARE n 821.276/PE, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, o Plenário da Corte também negou repercussão geral ao tema da verificação dos requisitos para a concessão do benefício do auxílio- doença, haja vista a natureza infraconstitucional da controvérsia e a necessidade de revolvimento do acerto fático de probatório, conforme a seguinte ementa: “PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO-DOENÇA. VERIFICAÇÃO DOS REQUISITOS PARA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. 1. Hipótese em que o acórdão recorrido consigna a ausência dos requisitos necessários à concessão do auxílio- doença. 2. Discussão que envolve matéria infraconstitucional, além de exigir o revolvimento da matéria fática (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 3. Inexistência de repercussão geral.” Diante do exposto, ratificando a jurisprudência da Corte, manifesto- me pela ausência de repercussão geral da controvérsia relativa à aferição e à comprovação dos requisitos legais necessários à concessão do benefício previdenciário da pensão por morte, tendo em vista sua natureza infraconstitucional e a necessidade de revolvimento de fatos e provas (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). Tese proposta: É infraconstitucional e fundada na análise de fatos e provas, a ela se aplicando os efeitos da ausência de repercussão geral, a controvérsia atinente à aferição dos requisitos legais para a concessão do benefício previdenciário da pensão por morte. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS ESTADUAL 7.672/82 DO RIO GRANDE DO SUL. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” No ARE n 821.276/PE, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, o Plenário da Corte também negou repercussão geral ao tema da verificação dos requisitos para a concessão do benefício do auxílio- doença, haja vista a natureza infraconstitucional da controvérsia e a necessidade de revolvimento do acerto fático de probatório, conforme a seguinte ementa: “PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO-DOENÇA. VERIFICAÇÃO DOS REQUISITOS PARA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. 1. Hipótese em que o acórdão recorrido consigna a ausência dos requisitos necessários à concessão do auxílio- doença. 2. Discussão que envolve matéria infraconstitucional, além de exigir o revolvimento da matéria fática (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 3. Inexistência de repercussão geral.” Diante do exposto, ratificando a jurisprudência da Corte, manifesto- me pela ausência de repercussão geral da controvérsia relativa à aferição e à comprovação dos requisitos legais necessários à concessão do benefício previdenciário da pensão por morte, tendo em vista sua natureza infraconstitucional e a necessidade de revolvimento de fatos e provas (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). Tese proposta: É infraconstitucional e fundada na análise de fatos e provas, a ela se aplicando os efeitos da ausência de repercussão geral, a controvérsia atinente à aferição dos requisitos legais para a concessão do benefício previdenciário da pensão por morte. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS Brasília, 11 de dezembro de 2018. Ministro DIAS TOFFOLI Presidente Documento assinado digitalmente 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS Brasília, 11 de dezembro de 2018. Ministro DIAS TOFFOLI Presidente Documento assinado digitalmente 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 809D-34FE-A9C7-7D8F e senha C860-1972-4A09-BEAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.204 RIO GRANDE DO SUL PRONUNCIAMENTO COMPANHEIRA – PENSÃO – CÔNJUGE – EQUIPARAÇÃO NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. A assessora Dra. Raquel Rodrigues Barbosa de Souza prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário com agravo n 1.170.204, relator ministro Dias Toffoli, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 14 de dezembro de 2018, sexta-feira, sendo o último dia para manifestação 3 de janeiro de 2019, quinta-feira. O Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul – IPERGS interpôs recurso extraordinário, com alegada base na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal, contra acórdão mediante o qual o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, reformando parcialmente a sentença, assentou que companheira de ex-servidor público estadual, com quem mantinha união estável, tem direito à habilitação junto ao Instituto para o recebimento de pensão por morte do segurado, sendo dispensável a demonstração de dependência econômica e de convivência por tempo superior a 5 anos, considerados os artigos 222, § 3..., da Lei Maior, e 1.723 do Código Civil. O recorrente assinala transgressão aos artigos 5..., inciso I, 24, inciso XII, 25 e 226 da Constituição Federal. Sublinha a competência dos Estados para disciplinar o Regime Próprio de Previdência Estadual. Assevera haver a legislação estadual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 720B-7441-DD0B-C3EB e senha 7B5F-66C1-09E9-47B9 Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.204 RIO GRANDE DO SUL PRONUNCIAMENTO COMPANHEIRA – PENSÃO – CÔNJUGE – EQUIPARAÇÃO NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. A assessora Dra. Raquel Rodrigues Barbosa de Souza prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no recurso extraordinário com agravo n 1.170.204, relator ministro Dias Toffoli, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral em 14 de dezembro de 2018, sexta-feira, sendo o último dia para manifestação 3 de janeiro de 2019, quinta-feira. O Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul – IPERGS interpôs recurso extraordinário, com alegada base na alínea “a” do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal, contra acórdão mediante o qual o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, reformando parcialmente a sentença, assentou que companheira de ex-servidor público estadual, com quem mantinha união estável, tem direito à habilitação junto ao Instituto para o recebimento de pensão por morte do segurado, sendo dispensável a demonstração de dependência econômica e de convivência por tempo superior a 5 anos, considerados os artigos 222, § 3..., da Lei Maior, e 1.723 do Código Civil. O recorrente assinala transgressão aos artigos 5..., inciso I, 24, inciso XII, 25 e 226 da Constituição Federal. Sublinha a competência dos Estados para disciplinar o Regime Próprio de Previdência Estadual. Assevera haver a legislação estadual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 720B-7441-DD0B-C3EB e senha 7B5F-66C1-09E9-47B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS estabelecido requisitos à comprovação da dependência econômica da companheira para fins previdenciários, sendo incabível a não comprovação. Destaca a impossibilidade de equiparação entre companheira e cônjuge, no que casamento e união estável são institutos distintos, disciplinados por dispositivos diversos do Código Civil e da Lei Maior. Sob o ângulo da repercussão geral, salienta ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide. O extraordinário foi inadmitido na origem, seguindo-se a formalização de agravo. O Relator submeteu o processo ao denominado Plenário Virtual, dizendo da ausência de repercussão geral da controvérsia. Salientou a falta de similitude temática entre o caso e o discutido no recurso extraordinário n 883.168, relator ministro Luiz Fux, a versar a possibilidade de se reconhecerem direitos previdenciários decorrentes de concubinato de longa duração, e no recurso extraordinário n 1.045.273, relator ministro Alexandre de Moraes, a abordar a viabilidade de reconhecimento jurídico de união estável homoafetiva e de uniões estáveis concomitantes para fins de concessão do benefício previdenciário da pensão por morte. Ressaltou que a questão controvertida refere-se à comprovação dos requisitos previstos na legislação de regência para a concessão de pensão por morte à companheira de servidor público estadual. Aludiu a pronunciamentos do Supremo a assentarem ser infraconstitucional a matéria a envolver a aferição de requisitos legais para a concessão de benefício previdenciário a servidor público civil e militar e a segurados do regime geral de previdência social. Propôs a seguinte tese: “É infraconstitucional e fundada na análise de fatos e provas, a ela se aplicando os efeitos da ausência de repercussão geral, a controvérsia atinente à aferição dos requisitos legais para a concessão do benefício previdenciário da pensão por morte”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 720B-7441-DD0B-C3EB e senha 7B5F-66C1-09E9-47B9 Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS estabelecido requisitos à comprovação da dependência econômica da companheira para fins previdenciários, sendo incabível a não comprovação. Destaca a impossibilidade de equiparação entre companheira e cônjuge, no que casamento e união estável são institutos distintos, disciplinados por dispositivos diversos do Código Civil e da Lei Maior. Sob o ângulo da repercussão geral, salienta ultrapassar o tema os limites subjetivos da lide. O extraordinário foi inadmitido na origem, seguindo-se a formalização de agravo. O Relator submeteu o processo ao denominado Plenário Virtual, dizendo da ausência de repercussão geral da controvérsia. Salientou a falta de similitude temática entre o caso e o discutido no recurso extraordinário n 883.168, relator ministro Luiz Fux, a versar a possibilidade de se reconhecerem direitos previdenciários decorrentes de concubinato de longa duração, e no recurso extraordinário n 1.045.273, relator ministro Alexandre de Moraes, a abordar a viabilidade de reconhecimento jurídico de união estável homoafetiva e de uniões estáveis concomitantes para fins de concessão do benefício previdenciário da pensão por morte. Ressaltou que a questão controvertida refere-se à comprovação dos requisitos previstos na legislação de regência para a concessão de pensão por morte à companheira de servidor público estadual. Aludiu a pronunciamentos do Supremo a assentarem ser infraconstitucional a matéria a envolver a aferição de requisitos legais para a concessão de benefício previdenciário a servidor público civil e militar e a segurados do regime geral de previdência social. Propôs a seguinte tese: “É infraconstitucional e fundada na análise de fatos e provas, a ela se aplicando os efeitos da ausência de repercussão geral, a controvérsia atinente à aferição dos requisitos legais para a concessão do benefício previdenciário da pensão por morte”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 720B-7441-DD0B-C3EB e senha 7B5F-66C1-09E9-47B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 1170204 RG / RS 2. Tem-se tema a reclamar, ante a envergadura maior – constitucional – e a possibilidade de repetição em um sem número de processos, o crivo do Supremo. É saber: a companheira equipara-se ao cônjuge para efeito de pensão por morte do servidor segurado, não estando obrigada a demonstrar a dependência econômica? 3. Assento o envolvimento de matéria constitucional e a repercussão geral. 4. Publiquem. Brasília – residência –, 17 de dezembro de 2018, às 20h10. Ministro MARCO AURÉLIO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 720B-7441-DD0B-C3EB e senha 7B5F-66C1-09E9-47B9 Supremo Tribunal Federal ARE 1170204 RG / RS 2. Tem-se tema a reclamar, ante a envergadura maior – constitucional – e a possibilidade de repetição em um sem número de processos, o crivo do Supremo. É saber: a companheira equipara-se ao cônjuge para efeito de pensão por morte do servidor segurado, não estando obrigada a demonstrar a dependência econômica? 3. Assento o envolvimento de matéria constitucional e a repercussão geral. 4. Publiquem. Brasília – residência –, 17 de dezembro de 2018, às 20h10. Ministro MARCO AURÉLIO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 720B-7441-DD0B-C3EB e senha 7B5F-66C1-09E9-47B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 1170204 RG / RS", "ARE 1170204 RG / RS", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1170204 RG / RS", "Recurso Extraordinário n 669 . 465 / ES - RG", "Recurso Extraordinário n 883 . 168 / SC - RG", "SÚMULAS 279", "Recurso Extraordinário 669 . 465 - RG", "Recurso Extraordinário n 669 . 465 / ES - RG", "Recurso Extraordinário n 883 . 168 / SC - RG", "SÚMULAS 279 E 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 669 . 465 - RG", "ARE 1170204 RG / RS", "ARE 657 . 804 / RN - AgR", "Recurso Extraordinário n 656 . 298 / SE", "Recurso Extraordinário n 1 . 045 . 273", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA", "ARE 1170204 RG / RS", "ARE 657 . 804 / RN - AgR", "Recurso Extraordinário n 656 . 298 / SE", "Recurso Extraordinário n 1 . 045 . 273", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 813 . 100 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário n 868 . 840 / CE - AgR", "ARE 1170204 RG / RS", "Súmulas 279", 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"LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "IPERGS", "IPERGS", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "IPERGS", "IPERGS", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Plenário da Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário da Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul", "IPERGS", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul", "IPERGS", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Plenário Virtual", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal" ], "PESSOA": [ "MARIA DA SILVA FAGUNDES", "CASSIO LORENZONI SAUTHIER", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Ellen Gracie", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Ellen Gracie", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Raquel Rodrigues Barbosa de Souza", "Dias Toffoli", "Raquel Rodrigues Barbosa de Souza", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO" ], "TEMPO": [ "14", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "9", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "9", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "8", "/", "14", "05", ".", "11", ".", "2013", "12", "/", "8", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "8", "/", "14", ".", "05", ".", "11", ".", "2013", "12", "/", "8", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "9", "/", "17", "8", "/", "10", "/", "2014", "22", "/", "8", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "9", "/", "17", "8", "/", "10", "/", "2014", "22", "/", "8", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "11", "/", "14", "26", "/", "9", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "11", "/", "14", "26", "/", "9", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "8", "/", "17", "20", "/", "10", "/", "15", "15", "/", "10", "/", "15", "12", "/", "12", "/", "14", "9", "/", "11", "/", "18", "24", "/", "9", "/", "18", "8", "/", "11", "/", "18", "2", "/", "10", "/", "18", "3", "/", "9", "/", "18", "14", "/", "6", "/", "18", "11", "/", "5", "/", "18", "4", "/", "6", "/", "18", "1", ".", ".", ".", "/", "6", "/", "18", "4", "/", "10", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "8", "/", "17", "20", "/", "10", "/", "15", "15", "/", "10", "/", "12", "/", "12", "/", "14", "9", "/", "11", "/", "18", "24", "/", "9", "/", "18", "8", "/", "11", "/", "18", "2", "/", "10", "/", "18", "3", "/", "9", "/", "18", "14", "/", "6", "/", "18", "11", "/", "5", "/", "18", "4", "/", "6", "/", "18", "1", ".", ".", ".", "/", "6", "/", "18", "4", "/", "10", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de dezembro de 2018", "3", "de janeiro de 2019", "quinta", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de dezembro de 2018", "3 de janeiro de 2019", "quinta", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.987 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :KERLY SANTOS DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALUSKA KALLYNE DA SILVA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATOS APROVADOS FORA DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. CONVOCAÇÃO POSTERIOR PARA CURSO DE FORMAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DE DESISTENTES. DIREITO À NOMEAÇÃO. RE 837.311. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. 1. Para se chegar à conclusão diversa do entendimento firmado no acórdão impugnado – que entendeu existir a ocorrência das hipótese excepcional que justificaria a nomeação dos Recorrentes – seria necessário o reexame de fatos e provas, a exigir o revolvimento de matéria de índole probatória, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 1º a 11 de março de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11EE-B0AF-7159-6108 e senha E0CE-FC40-07AB-013D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.987 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :KERLY SANTOS DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALUSKA KALLYNE DA SILVA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 10): “DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, assim ementado (eDOC 6, p. 93): “AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATOS APROVADOS FORA DO NÚMERO DE VAGAS. CONVOCAÇÃO POSTERIOR PARA CURSO DE FORMAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DE DESISTENTES. APROVAÇÃO NO CURSO. DIREITO LÍQUIDO E CERTO À NOMEAÇÃO. ENTENDIMENTO TJPB. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. - (…) No momento em que a administração, por ato inequívoco e voluntário, convoca candidatos, inicialmente, classificados fora do número de vagas, a realizar o curso de formação, terceira etapa do certame, evidentemente, é porque em virtude das desistências e não comparecimento de outros candidatos, passaram a integrar o número de oportunidades previstas no edital, situação em que a expectativa de direito convola-se em direito subjetivo, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.987 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :KERLY SANTOS DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALUSKA KALLYNE DA SILVA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 10): “DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, assim ementado (eDOC 6, p. 93): “AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATOS APROVADOS FORA DO NÚMERO DE VAGAS. CONVOCAÇÃO POSTERIOR PARA CURSO DE FORMAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DE DESISTENTES. APROVAÇÃO NO CURSO. DIREITO LÍQUIDO E CERTO À NOMEAÇÃO. ENTENDIMENTO TJPB. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. - (…) No momento em que a administração, por ato inequívoco e voluntário, convoca candidatos, inicialmente, classificados fora do número de vagas, a realizar o curso de formação, terceira etapa do certame, evidentemente, é porque em virtude das desistências e não comparecimento de outros candidatos, passaram a integrar o número de oportunidades previstas no edital, situação em que a expectativa de direito convola-se em direito subjetivo, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RE 1104987 AGR / PB principalmente pelo término do prazo de validade do certame. (…) (TJPB; RN 0113832-14.2012.815.2001; Segunda Câmara Especializada Cível; Rel. Des. Oswaldo Trigueiro do Valle Filho; DJPB 19/0512015; Pág. 14” Com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se violação aos artigos 5º, LXIX e 37, caput e IV, da Constituição da República. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, a inexistência de direito subjetivo à nomeação de candidatos em virtude do surgimento de vagas supervenientes. A Presidência do Tribunal de origem, por entender que a matéria tratada no recurso extraordinário guardava similitude com o Tema 784 da repercussão geral, determinou o sobrestamento dos autos até o julgamento do paradigma (RE 837.311) pelo STF (eDOC 6, p.137). Posteriormente, o Colegiado de origem ratificou os termos do acórdão anteriormente proferido, nos seguintes termos (eDOC 6, p.150): “OBRIGAÇÃO DE FAZER. CONCURSO. AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA. TERCEIRA ETAPA (CURSO DE FORMAÇÃO) PARA A QUAL SERIAM CONVOCADOS APENAS CANDIDATOS APROVADOS NO LIMITE DE VAGAS FIXADAS NO EDITAL. CONVOCAÇÃO DE CANDIDATOS EM SUBSTITUIÇÃO A OUTROS QUE NÃO EFETUARAM MATRÍCULA. RECONHECIMENTO DA ADMINSTRAÇÃO DE QUE PASSARAM A INTEGRAR O QUANTITATIVO DE VAGAS. DIREITO LÍQUIDO E CERTO À NOMEAÇÃO. INAPLICABILIDADE DAS TESES FIXADAS NO JULGAMENTO DO RE Nº 837311. RETRATAÇÃO INEXISTENTE. MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. - Assim, o caso dos autos não se trata de nomeação de candidatos fora das vagas previstas no edital, mas sim 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Supremo Tribunal Federal RE 1104987 AGR / PB principalmente pelo término do prazo de validade do certame. (…) (TJPB; RN 0113832-14.2012.815.2001; Segunda Câmara Especializada Cível; Rel. Des. Oswaldo Trigueiro do Valle Filho; DJPB 19/0512015; Pág. 14” Com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se violação aos artigos 5º, LXIX e 37, caput e IV, da Constituição da República. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, a inexistência de direito subjetivo à nomeação de candidatos em virtude do surgimento de vagas supervenientes. A Presidência do Tribunal de origem, por entender que a matéria tratada no recurso extraordinário guardava similitude com o Tema 784 da repercussão geral, determinou o sobrestamento dos autos até o julgamento do paradigma (RE 837.311) pelo STF (eDOC 6, p.137). Posteriormente, o Colegiado de origem ratificou os termos do acórdão anteriormente proferido, nos seguintes termos (eDOC 6, p.150): “OBRIGAÇÃO DE FAZER. CONCURSO. AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA. TERCEIRA ETAPA (CURSO DE FORMAÇÃO) PARA A QUAL SERIAM CONVOCADOS APENAS CANDIDATOS APROVADOS NO LIMITE DE VAGAS FIXADAS NO EDITAL. CONVOCAÇÃO DE CANDIDATOS EM SUBSTITUIÇÃO A OUTROS QUE NÃO EFETUARAM MATRÍCULA. RECONHECIMENTO DA ADMINSTRAÇÃO DE QUE PASSARAM A INTEGRAR O QUANTITATIVO DE VAGAS. DIREITO LÍQUIDO E CERTO À NOMEAÇÃO. INAPLICABILIDADE DAS TESES FIXADAS NO JULGAMENTO DO RE Nº 837311. RETRATAÇÃO INEXISTENTE. MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. - Assim, o caso dos autos não se trata de nomeação de candidatos fora das vagas previstas no edital, mas sim 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 1104987 AGR / PB de observância das normas editalícias que limitaram a convocação para a terceira etapa dos candidatos classificados dentro das vagas previstas, ou seja, ao convocar os promoventes, a Administração demonstrou, evidentemente, que os mesmos passaram a integrar o limite de vagas em substituição aos candidatos melhor classificados, que, no entanto, não efetuaram a matrícula.” É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Conforme já assentado pela Corte local, a matéria discutida neste autos já foi objeto de análise por esta Corte. Ao analisar o RE 837.311-RG, Relator Ministro Luiz Fux, DJe 18.4.16, Tema 784, o Supremo Tribunal Federal fixou a seguinte tese: O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da administração, caracterizada por comportamento tácito ou expresso do Poder Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de validade do certame, a ser demonstrada de forma cabal pelo candidato. (Grifei) Nesse sentido, da análise atenta dos acórdãos supracitados, verifica-se que o ato da Administração de convocação posterior de candidatos para Curso de Formação em substituição aos candidatos desistentes revela, de forma substancial, a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado em concurso público, nos termos da ressalva fixada pela tese do STF no julgamento do RE 837.311. Ressalvo, ainda, que para se chegar à conclusão diversa do entendimento firmado no acórdão impugnado – que entendeu 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Supremo Tribunal Federal RE 1104987 AGR / PB de observância das normas editalícias que limitaram a convocação para a terceira etapa dos candidatos classificados dentro das vagas previstas, ou seja, ao convocar os promoventes, a Administração demonstrou, evidentemente, que os mesmos passaram a integrar o limite de vagas em substituição aos candidatos melhor classificados, que, no entanto, não efetuaram a matrícula.” É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Conforme já assentado pela Corte local, a matéria discutida neste autos já foi objeto de análise por esta Corte. Ao analisar o RE 837.311-RG, Relator Ministro Luiz Fux, DJe 18.4.16, Tema 784, o Supremo Tribunal Federal fixou a seguinte tese: O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da administração, caracterizada por comportamento tácito ou expresso do Poder Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de validade do certame, a ser demonstrada de forma cabal pelo candidato. (Grifei) Nesse sentido, da análise atenta dos acórdãos supracitados, verifica-se que o ato da Administração de convocação posterior de candidatos para Curso de Formação em substituição aos candidatos desistentes revela, de forma substancial, a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado em concurso público, nos termos da ressalva fixada pela tese do STF no julgamento do RE 837.311. Ressalvo, ainda, que para se chegar à conclusão diversa do entendimento firmado no acórdão impugnado – que entendeu 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RE 1104987 AGR / PB existir a ocorrência das hipótese excepcional que justificaria a nomeação dos Recorrentes – seria necessário o reexame de fatos e provas, a exigir o revolvimento de matéria de índole probatória, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 6.6.2016. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA, OU NÃO, DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO DE CANDIDATA À NOMEAÇÃO. PRETERIÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. SÚMULA 279 DO STF. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos nos quais se baseou o Tribunal a quo. Incidência da Súmula 279 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. Incidência da Súmula 512 do STF.” (ARE 967536 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 18/10/2017). “DIREITO ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. CONCURSO PÚBLICO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. SÚMULAS Nº 279 E Nº 454 DO STF. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática, o reexame da interpretação conferida a cláusulas de edital de concurso 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Supremo Tribunal Federal RE 1104987 AGR / PB existir a ocorrência das hipótese excepcional que justificaria a nomeação dos Recorrentes – seria necessário o reexame de fatos e provas, a exigir o revolvimento de matéria de índole probatória, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 6.6.2016. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA, OU NÃO, DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO DE CANDIDATA À NOMEAÇÃO. PRETERIÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. SÚMULA 279 DO STF. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos nos quais se baseou o Tribunal a quo. Incidência da Súmula 279 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. Incidência da Súmula 512 do STF.” (ARE 967536 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 18/10/2017). “DIREITO ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. CONCURSO PÚBLICO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. SÚMULAS Nº 279 E Nº 454 DO STF. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática, o reexame da interpretação conferida a cláusulas de edital de concurso 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RE 1104987 AGR / PB público e a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa.” (ARE 1039710 AgR, Relatora Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 06/09/2017). Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, a e b, do Código de Processo Civil.” Sustenta-se, em síntese, a inaplicabilidade da súmula 279 do STF ao caso e discorre acerca do RE 837.311/PI, buscando demonstrar a inocorrência da “preterição de candidatos aprovados fora das vagas de forma arbitrária e imotivada.” (eDOC 11, p.4) A parte Agravada não apresentou contrarrazões (eDOC 14). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Supremo Tribunal Federal RE 1104987 AGR / PB público e a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa.” (ARE 1039710 AgR, Relatora Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 06/09/2017). Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, a e b, do Código de Processo Civil.” Sustenta-se, em síntese, a inaplicabilidade da súmula 279 do STF ao caso e discorre acerca do RE 837.311/PI, buscando demonstrar a inocorrência da “preterição de candidatos aprovados fora das vagas de forma arbitrária e imotivada.” (eDOC 11, p.4) A parte Agravada não apresentou contrarrazões (eDOC 14). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.987 PARAÍBA VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Com efeito, o Tribunal de origem, com base nas provas dos autos e na aplicação do precedente do Supremo sobre o tema (RE 837.311), assentou o seguinte (eDOC 6, p. 94-95): “Analisando conjuntamente o mérito dos recursos observa-se o seguinte: Na hipótese em tela, os promoventes Diogo de Andrade Araújo, José Nildo Leite Filho, Francisco Ferreira Barros Junior e Kerly Santos da Silva ingressaram com ação de obrigação de fazer em face do Estado da Paraíba. Segundo narram os promoventes, concorreram para o cargo efetivo de agente de segurança penitenciária que previu o quantitativo de duas mil vagas, sendo 1.627 para o sexo masculino e 373 para o sexo feminino. Do total das vagas, para a primeira entrância foram disponibilizadas 189 (M) e 56 (F); segunda entrância 428 (M) e 114 (F) e na terceira entrância foram 1010 vagas para masculino e 203 para feminino (fl. 04). No resultado final do certame, os candidatos foram classificados nas seguintes posições: Diogo de Andrade Araújo, 554 2ª entrância; Francisco Ferreira Barros Junior, 562 2ª entrância; José Nildo Leite Filho, 608 2ª entrância e Kerly Santos da Silva, 566, 2ª entrância. Ocorre que os candidatos acima mencionados foram convocados e concluíram o curso de formação de agente de segurança penitenciária, conforme documentos de fl.216 e 254. Neste sentido, os autores constavam na lista de espera, ou seja, fora do número de vagas, ocorre que a Administração Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE7-A272-ECC4-F205 e senha 1C6A-DFEC-F8C2-348A Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.987 PARAÍBA VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Com efeito, o Tribunal de origem, com base nas provas dos autos e na aplicação do precedente do Supremo sobre o tema (RE 837.311), assentou o seguinte (eDOC 6, p. 94-95): “Analisando conjuntamente o mérito dos recursos observa-se o seguinte: Na hipótese em tela, os promoventes Diogo de Andrade Araújo, José Nildo Leite Filho, Francisco Ferreira Barros Junior e Kerly Santos da Silva ingressaram com ação de obrigação de fazer em face do Estado da Paraíba. Segundo narram os promoventes, concorreram para o cargo efetivo de agente de segurança penitenciária que previu o quantitativo de duas mil vagas, sendo 1.627 para o sexo masculino e 373 para o sexo feminino. Do total das vagas, para a primeira entrância foram disponibilizadas 189 (M) e 56 (F); segunda entrância 428 (M) e 114 (F) e na terceira entrância foram 1010 vagas para masculino e 203 para feminino (fl. 04). No resultado final do certame, os candidatos foram classificados nas seguintes posições: Diogo de Andrade Araújo, 554 2ª entrância; Francisco Ferreira Barros Junior, 562 2ª entrância; José Nildo Leite Filho, 608 2ª entrância e Kerly Santos da Silva, 566, 2ª entrância. Ocorre que os candidatos acima mencionados foram convocados e concluíram o curso de formação de agente de segurança penitenciária, conforme documentos de fl.216 e 254. Neste sentido, os autores constavam na lista de espera, ou seja, fora do número de vagas, ocorre que a Administração Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE7-A272-ECC4-F205 e senha 1C6A-DFEC-F8C2-348A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1104987 AGR / PB Pública convocou-os para matrícula nas turmas de Curso de Formação durante o período de validade do certame, mas deixou o prazo do certame findar sem a nomeação dos promoventes, mesmo após a conclusão do Curso de Formação. Ora, a própria Administração Pública convocou os promoventes para efetuar matrícula no Curso de Formação, ato este que evidencia a disponibilidade de vagas. É que, segundo o edital, somente seriam convocados para o Curso de Formação (fl. 63), os candidatos classificados dentro do número de vagas, isto é, se os autores foram convocados, significa que saíram da lista de espera e passaram a integrar o grupo de candidatos classificados dentro das vagas previstas no edital. Ressalte-se, ainda, que os promoventes concluíram o Curso de Formação, consoante fls. 216 e 254, sendo, portanto, inegável o direito líquido e certo à nomeação, notadamente se considerarmos que o concurso expirou desde o dia 02/10/2012, e a autoridade tem se omitido no ato de nomeação que é de sua responsabilidade.” (Grifei) Ou seja, conforme assentado em sede monocrática, o Tribunal a quo consignou tratar-se de hipótese excepcional a justificar a nomeação dos candidatos. Nesse sentido, rememoro a tese fixada por esta Corte no julgamento do RE 837.311-RG, Relator Ministro Luiz Fux, DJe 18.4.16, Tema 784: “O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da administração, caracterizada por comportamento tácito ou expresso do Poder Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de validade do certame, a ser demonstrada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE7-A272-ECC4-F205 e senha 1C6A-DFEC-F8C2-348A Supremo Tribunal Federal RE 1104987 AGR / PB Pública convocou-os para matrícula nas turmas de Curso de Formação durante o período de validade do certame, mas deixou o prazo do certame findar sem a nomeação dos promoventes, mesmo após a conclusão do Curso de Formação. Ora, a própria Administração Pública convocou os promoventes para efetuar matrícula no Curso de Formação, ato este que evidencia a disponibilidade de vagas. É que, segundo o edital, somente seriam convocados para o Curso de Formação (fl. 63), os candidatos classificados dentro do número de vagas, isto é, se os autores foram convocados, significa que saíram da lista de espera e passaram a integrar o grupo de candidatos classificados dentro das vagas previstas no edital. Ressalte-se, ainda, que os promoventes concluíram o Curso de Formação, consoante fls. 216 e 254, sendo, portanto, inegável o direito líquido e certo à nomeação, notadamente se considerarmos que o concurso expirou desde o dia 02/10/2012, e a autoridade tem se omitido no ato de nomeação que é de sua responsabilidade.” (Grifei) Ou seja, conforme assentado em sede monocrática, o Tribunal a quo consignou tratar-se de hipótese excepcional a justificar a nomeação dos candidatos. Nesse sentido, rememoro a tese fixada por esta Corte no julgamento do RE 837.311-RG, Relator Ministro Luiz Fux, DJe 18.4.16, Tema 784: “O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da administração, caracterizada por comportamento tácito ou expresso do Poder Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de validade do certame, a ser demonstrada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE7-A272-ECC4-F205 e senha 1C6A-DFEC-F8C2-348A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1104987 AGR / PB de forma cabal pelo candidato.” Quanto ao ponto, repiso “que o ato da Administração de convocação posterior de candidatos para Curso de Formação em substituição aos candidatos desistentes revela, de forma substancial, a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado em concurso público, nos termos da ressalva fixada pela tese do STF no julgamento do RE 837.311.” (eDOC 10, p. 5) Incide ao caso, ainda, a súmula 279 do STF, em virtude da discussão acerca da existência ou não de hipótese excepcional apta a justificar a nomeação dos candidatos, ora agravados. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE7-A272-ECC4-F205 e senha 1C6A-DFEC-F8C2-348A Supremo Tribunal Federal RE 1104987 AGR / PB de forma cabal pelo candidato.” Quanto ao ponto, repiso “que o ato da Administração de convocação posterior de candidatos para Curso de Formação em substituição aos candidatos desistentes revela, de forma substancial, a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado em concurso público, nos termos da ressalva fixada pela tese do STF no julgamento do RE 837.311.” (eDOC 10, p. 5) Incide ao caso, ainda, a súmula 279 do STF, em virtude da discussão acerca da existência ou não de hipótese excepcional apta a justificar a nomeação dos candidatos, ora agravados. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE7-A272-ECC4-F205 e senha 1C6A-DFEC-F8C2-348A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.987 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : KERLY SANTOS DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALUSKA KALLYNE DA SILVA (21181/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 540C-60B1-938D-A8BE e senha C0B8-55D2-FE70-02CA Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.987 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : KERLY SANTOS DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALUSKA KALLYNE DA SILVA (21181/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 540C-60B1-938D-A8BE e senha C0B8-55D2-FE70-02CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749409768
2019-03-12T00:00:00
2019-03-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATOS APROVADOS FORA DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. CONVOCAÇÃO POSTERIOR PARA CURSO DE FORMAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DE DESISTENTES. DIREITO À NOMEAÇÃO. RE 837.311. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. 1. Para se chegar à conclusão diversa do entendimento firmado no acórdão impugnado – que entendeu existir a ocorrência das hipótese excepcional que justificaria a nomeação dos Recorrentes – seria necessário o reexame de fatos e provas, a exigir o revolvimento de matéria de índole probatória, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur400223
- Acórdão(s) citado(s): (CONCURSO PÚBLICO, CANDIDATO APROVADO FORA DO NÚMERO DE VAGAS, NOMEAÇÃO) RE 837311 RG. Número de páginas: 10. Análise: 23/04/2019, MJC.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1104987
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1104987 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : KERLY SANTOS DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALUSKA KALLYNE DA SILVA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.987 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :KERLY SANTOS DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALUSKA KALLYNE DA SILVA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATOS APROVADOS FORA DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. CONVOCAÇÃO POSTERIOR PARA CURSO DE FORMAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DE DESISTENTES. DIREITO À NOMEAÇÃO. Recurso Extraordinário 837.311. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Para se chegar à conclusão diversa do entendimento firmado no acórdão impugnado – que entendeu existir a ocorrência das hipótese excepcional que justificaria a nomeação dos Recorrentes – seria necessário o reexame de fatos e provas, a exigir o revolvimento de matéria de índole probatória, o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 1... a 11 de março de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11EE-B0AF-7159-6108 e senha E0CE-FC40-07AB-013D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.987 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :KERLY SANTOS DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALUSKA KALLYNE DA SILVA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 10): “DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, assim ementado (eDOC 6, p. 93): “AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATOS APROVADOS FORA DO NÚMERO DE VAGAS. CONVOCAÇÃO POSTERIOR PARA CURSO DE FORMAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DE DESISTENTES. APROVAÇÃO NO CURSO. DIREITO LÍQUIDO E CERTO À NOMEAÇÃO. ENTENDIMENTO TJPB. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. - (…) No momento em que a administração, por ato inequívoco e voluntário, convoca candidatos, inicialmente, classificados fora do número de vagas, a realizar o curso de formação, terceira etapa do certame, evidentemente, é porque em virtude das desistências e não comparecimento de outros candidatos, passaram a integrar o número de oportunidades previstas no edital, situação em que a expectativa de direito convola-se em direito subjetivo, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.987 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :KERLY SANTOS DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALUSKA KALLYNE DA SILVA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 10): “DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, assim ementado (eDOC 6, p. 93): “AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATOS APROVADOS FORA DO NÚMERO DE VAGAS. CONVOCAÇÃO POSTERIOR PARA CURSO DE FORMAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DE DESISTENTES. APROVAÇÃO NO CURSO. DIREITO LÍQUIDO E CERTO À NOMEAÇÃO. ENTENDIMENTO TJPB. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. - (…) No momento em que a administração, por ato inequívoco e voluntário, convoca candidatos, inicialmente, classificados fora do número de vagas, a realizar o curso de formação, terceira etapa do certame, evidentemente, é porque em virtude das desistências e não comparecimento de outros candidatos, passaram a integrar o número de oportunidades previstas no edital, situação em que a expectativa de direito convola-se em direito subjetivo, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB principalmente pelo término do prazo de validade do certame. (…) (TJPB; RN 0113832-14.2012.815.2001; Segunda Câmara Especializada Cível; Rel. Des. Oswaldo Trigueiro do Valle Filho; DJPB 19/0512015; Pág. 14” Com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se violação aos artigos 5..., LXIX e 37, caput e IV, da Constituição da República. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, a inexistência de direito subjetivo à nomeação de candidatos em virtude do surgimento de vagas supervenientes. A Presidência do Tribunal de origem, por entender que a matéria tratada no recurso extraordinário guardava similitude com o Tema 784 da repercussão geral, determinou o sobrestamento dos autos até o julgamento do paradigma (Recurso Extraordinário 837.311) pelo Supremo Tribunal Federal (eDOC 6, p.137). Posteriormente, o Colegiado de origem ratificou os termos do acórdão anteriormente proferido, nos seguintes termos (eDOC 6, p.150): “OBRIGAÇÃO DE FAZER. CONCURSO. AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA. TERCEIRA ETAPA (CURSO DE FORMAÇÃO) PARA A QUAL SERIAM CONVOCADOS APENAS CANDIDATOS APROVADOS NO LIMITE DE VAGAS FIXADAS NO EDITAL. CONVOCAÇÃO DE CANDIDATOS EM SUBSTITUIÇÃO A OUTROS QUE NÃO EFETUARAM MATRÍCULA. RECONHECIMENTO DA ADMINSTRAÇÃO DE QUE PASSARAM A INTEGRAR O QUANTITATIVO DE VAGAS. DIREITO LÍQUIDO E CERTO À NOMEAÇÃO. INAPLICABILIDADE DAS TESES FIXADAS NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário n 837311. RETRATAÇÃO INEXISTENTE. MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. - Assim, o caso dos autos não se trata de nomeação de candidatos fora das vagas previstas no edital, mas sim 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB principalmente pelo término do prazo de validade do certame. (…) (TJPB; RN 0113832-14.2012.815.2001; Segunda Câmara Especializada Cível; Rel. Des. Oswaldo Trigueiro do Valle Filho; DJPB 19/0512015; Pág. 14” Com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se violação aos artigos 5..., LXIX e 37, caput e IV, da Constituição da República. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, a inexistência de direito subjetivo à nomeação de candidatos em virtude do surgimento de vagas supervenientes. A Presidência do Tribunal de origem, por entender que a matéria tratada no recurso extraordinário guardava similitude com o Tema 784 da repercussão geral, determinou o sobrestamento dos autos até o julgamento do paradigma (Recurso Extraordinário 837.311) pelo Supremo Tribunal Federal (eDOC 6, p.137). Posteriormente, o Colegiado de origem ratificou os termos do acórdão anteriormente proferido, nos seguintes termos (eDOC 6, p.150): “OBRIGAÇÃO DE FAZER. CONCURSO. AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA. TERCEIRA ETAPA (CURSO DE FORMAÇÃO) PARA A QUAL SERIAM CONVOCADOS APENAS CANDIDATOS APROVADOS NO LIMITE DE VAGAS FIXADAS NO EDITAL. CONVOCAÇÃO DE CANDIDATOS EM SUBSTITUIÇÃO A OUTROS QUE NÃO EFETUARAM MATRÍCULA. RECONHECIMENTO DA ADMINSTRAÇÃO DE QUE PASSARAM A INTEGRAR O QUANTITATIVO DE VAGAS. DIREITO LÍQUIDO E CERTO À NOMEAÇÃO. INAPLICABILIDADE DAS TESES FIXADAS NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário n 837311. RETRATAÇÃO INEXISTENTE. MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. - Assim, o caso dos autos não se trata de nomeação de candidatos fora das vagas previstas no edital, mas sim 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB de observância das normas editalícias que limitaram a convocação para a terceira etapa dos candidatos classificados dentro das vagas previstas, ou seja, ao convocar os promoventes, a Administração demonstrou, evidentemente, que os mesmos passaram a integrar o limite de vagas em substituição aos candidatos melhor classificados, que, no entanto, não efetuaram a matrícula.” É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Conforme já assentado pela Corte local, a matéria discutida neste autos já foi objeto de análise por esta Corte. Ao analisar o Recurso Extraordinário 837.311-RG, Relator Ministro Luiz Fux, DJe 18.4.16, Tema 784, o Supremo Tribunal Federal fixou a seguinte tese: O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da administração, caracterizada por comportamento tácito ou expresso do Poder Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de validade do certame, a ser demonstrada de forma cabal pelo candidato. (Grifei) Nesse sentido, da análise atenta dos acórdãos supracitados, verifica-se que o ato da Administração de convocação posterior de candidatos para Curso de Formação em substituição aos candidatos desistentes revela, de forma substancial, a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado em concurso público, nos termos da ressalva fixada pela tese do Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário 837.311. Ressalvo, ainda, que para se chegar à conclusão diversa do entendimento firmado no acórdão impugnado – que entendeu 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB de observância das normas editalícias que limitaram a convocação para a terceira etapa dos candidatos classificados dentro das vagas previstas, ou seja, ao convocar os promoventes, a Administração demonstrou, evidentemente, que os mesmos passaram a integrar o limite de vagas em substituição aos candidatos melhor classificados, que, no entanto, não efetuaram a matrícula.” É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Conforme já assentado pela Corte local, a matéria discutida neste autos já foi objeto de análise por esta Corte. Ao analisar o Recurso Extraordinário 837.311-RG, Relator Ministro Luiz Fux, DJe 18.4.16, Tema 784, o Supremo Tribunal Federal fixou a seguinte tese: O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da administração, caracterizada por comportamento tácito ou expresso do Poder Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de validade do certame, a ser demonstrada de forma cabal pelo candidato. (Grifei) Nesse sentido, da análise atenta dos acórdãos supracitados, verifica-se que o ato da Administração de convocação posterior de candidatos para Curso de Formação em substituição aos candidatos desistentes revela, de forma substancial, a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado em concurso público, nos termos da ressalva fixada pela tese do Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário 837.311. Ressalvo, ainda, que para se chegar à conclusão diversa do entendimento firmado no acórdão impugnado – que entendeu 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB existir a ocorrência das hipótese excepcional que justificaria a nomeação dos Recorrentes – seria necessário o reexame de fatos e provas, a exigir o revolvimento de matéria de índole probatória, o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 6.6.2016. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA, OU NÃO, DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO DE CANDIDATA À NOMEAÇÃO. PRETERIÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos nos quais se baseou o Tribunal a quo. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. Incidência da Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal.” (ARE 967536 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 18/10/2017). “DIREITO ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. CONCURSO PÚBLICO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. SÚMULAS n 279 E n 454 DO Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática, o reexame da interpretação conferida a cláusulas de edital de concurso 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB existir a ocorrência das hipótese excepcional que justificaria a nomeação dos Recorrentes – seria necessário o reexame de fatos e provas, a exigir o revolvimento de matéria de índole probatória, o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 6.6.2016. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA, OU NÃO, DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO DE CANDIDATA À NOMEAÇÃO. PRETERIÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos nos quais se baseou o Tribunal a quo. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. Incidência da Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal.” (ARE 967536 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 18/10/2017). “DIREITO ADMINISTRATIVO. MAGISTÉRIO. CONCURSO PÚBLICO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. SÚMULAS n 279 E n 454 DO Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática, o reexame da interpretação conferida a cláusulas de edital de concurso 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB público e a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa.” (ARE 1039710 AgR, Relatora Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 06/09/2017). Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, a e b, do Código de Processo Civil.” Sustenta-se, em síntese, a inaplicabilidade da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal ao caso e discorre acerca do Recurso Extraordinário 837.311/PI, buscando demonstrar a inocorrência da “preterição de candidatos aprovados fora das vagas de forma arbitrária e imotivada.” (eDOC 11, p.4) A parte Agravada não apresentou contrarrazões (eDOC 14). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB público e a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa.” (ARE 1039710 AgR, Relatora Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 06/09/2017). Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, a e b, do Código de Processo Civil.” Sustenta-se, em síntese, a inaplicabilidade da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal ao caso e discorre acerca do Recurso Extraordinário 837.311/PI, buscando demonstrar a inocorrência da “preterição de candidatos aprovados fora das vagas de forma arbitrária e imotivada.” (eDOC 11, p.4) A parte Agravada não apresentou contrarrazões (eDOC 14). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2FB-5C9B-BAF5-96A3 e senha AA6E-3835-94BD-D862 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.987 PARAÍBA VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Com efeito, o Tribunal de origem, com base nas provas dos autos e na aplicação do precedente do Supremo sobre o tema (Recurso Extraordinário 837.311), assentou o seguinte (eDOC 6, p. 94-95): “Analisando conjuntamente o mérito dos recursos observa-se o seguinte: Na hipótese em tela, os promoventes Diogo de Andrade Araújo, José Nildo Leite Filho, Francisco Ferreira Barros Junior e Kerly Santos da Silva ingressaram com ação de obrigação de fazer em face do Estado da Paraíba. Segundo narram os promoventes, concorreram para o cargo efetivo de agente de segurança penitenciária que previu o quantitativo de duas mil vagas, sendo 1.627 para o sexo masculino e 373 para o sexo feminino. Do total das vagas, para a primeira entrância foram disponibilizadas 189 (M) e 56 (F); segunda entrância 428 (M) e 114 (F) e na terceira entrância foram 1010 vagas para masculino e 203 para feminino (fl. 04). No resultado final do certame, os candidatos foram classificados nas seguintes posições: Diogo de Andrade Araújo, 554 2... entrância; Francisco Ferreira Barros Junior, 562 2... entrância; José Nildo Leite Filho, 608 2... entrância e Kerly Santos da Silva, 566, 2... entrância. Ocorre que os candidatos acima mencionados foram convocados e concluíram o curso de formação de agente de segurança penitenciária, conforme documentos de fl.216 e 254. Neste sentido, os autores constavam na lista de espera, ou seja, fora do número de vagas, ocorre que a Administração Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE7-A272-ECC4-F205 e senha 1C6A-DFEC-F8C2-348A Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.987 PARAÍBA VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Com efeito, o Tribunal de origem, com base nas provas dos autos e na aplicação do precedente do Supremo sobre o tema (Recurso Extraordinário 837.311), assentou o seguinte (eDOC 6, p. 94-95): “Analisando conjuntamente o mérito dos recursos observa-se o seguinte: Na hipótese em tela, os promoventes Diogo de Andrade Araújo, José Nildo Leite Filho, Francisco Ferreira Barros Junior e Kerly Santos da Silva ingressaram com ação de obrigação de fazer em face do Estado da Paraíba. Segundo narram os promoventes, concorreram para o cargo efetivo de agente de segurança penitenciária que previu o quantitativo de duas mil vagas, sendo 1.627 para o sexo masculino e 373 para o sexo feminino. Do total das vagas, para a primeira entrância foram disponibilizadas 189 (M) e 56 (F); segunda entrância 428 (M) e 114 (F) e na terceira entrância foram 1010 vagas para masculino e 203 para feminino (fl. 04). No resultado final do certame, os candidatos foram classificados nas seguintes posições: Diogo de Andrade Araújo, 554 2... entrância; Francisco Ferreira Barros Junior, 562 2... entrância; José Nildo Leite Filho, 608 2... entrância e Kerly Santos da Silva, 566, 2... entrância. Ocorre que os candidatos acima mencionados foram convocados e concluíram o curso de formação de agente de segurança penitenciária, conforme documentos de fl.216 e 254. Neste sentido, os autores constavam na lista de espera, ou seja, fora do número de vagas, ocorre que a Administração Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE7-A272-ECC4-F205 e senha 1C6A-DFEC-F8C2-348A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB Pública convocou-os para matrícula nas turmas de Curso de Formação durante o período de validade do certame, mas deixou o prazo do certame findar sem a nomeação dos promoventes, mesmo após a conclusão do Curso de Formação. Ora, a própria Administração Pública convocou os promoventes para efetuar matrícula no Curso de Formação, ato este que evidencia a disponibilidade de vagas. É que, segundo o edital, somente seriam convocados para o Curso de Formação (fl. 63), os candidatos classificados dentro do número de vagas, isto é, se os autores foram convocados, significa que saíram da lista de espera e passaram a integrar o grupo de candidatos classificados dentro das vagas previstas no edital. Ressalte-se, ainda, que os promoventes concluíram o Curso de Formação, consoante fls. 216 e 254, sendo, portanto, inegável o direito líquido e certo à nomeação, notadamente se considerarmos que o concurso expirou desde o dia 02/10/2012, e a autoridade tem se omitido no ato de nomeação que é de sua responsabilidade.” (Grifei) Ou seja, conforme assentado em sede monocrática, o Tribunal a quo consignou tratar-se de hipótese excepcional a justificar a nomeação dos candidatos. Nesse sentido, rememoro a tese fixada por esta Corte no julgamento do Recurso Extraordinário 837.311-RG, Relator Ministro Luiz Fux, DJe 18.4.16, Tema 784: “O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da administração, caracterizada por comportamento tácito ou expresso do Poder Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de validade do certame, a ser demonstrada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE7-A272-ECC4-F205 e senha 1C6A-DFEC-F8C2-348A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB Pública convocou-os para matrícula nas turmas de Curso de Formação durante o período de validade do certame, mas deixou o prazo do certame findar sem a nomeação dos promoventes, mesmo após a conclusão do Curso de Formação. Ora, a própria Administração Pública convocou os promoventes para efetuar matrícula no Curso de Formação, ato este que evidencia a disponibilidade de vagas. É que, segundo o edital, somente seriam convocados para o Curso de Formação (fl. 63), os candidatos classificados dentro do número de vagas, isto é, se os autores foram convocados, significa que saíram da lista de espera e passaram a integrar o grupo de candidatos classificados dentro das vagas previstas no edital. Ressalte-se, ainda, que os promoventes concluíram o Curso de Formação, consoante fls. 216 e 254, sendo, portanto, inegável o direito líquido e certo à nomeação, notadamente se considerarmos que o concurso expirou desde o dia 02/10/2012, e a autoridade tem se omitido no ato de nomeação que é de sua responsabilidade.” (Grifei) Ou seja, conforme assentado em sede monocrática, o Tribunal a quo consignou tratar-se de hipótese excepcional a justificar a nomeação dos candidatos. Nesse sentido, rememoro a tese fixada por esta Corte no julgamento do Recurso Extraordinário 837.311-RG, Relator Ministro Luiz Fux, DJe 18.4.16, Tema 784: “O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da administração, caracterizada por comportamento tácito ou expresso do Poder Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de validade do certame, a ser demonstrada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE7-A272-ECC4-F205 e senha 1C6A-DFEC-F8C2-348A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB de forma cabal pelo candidato.” Quanto ao ponto, repiso “que o ato da Administração de convocação posterior de candidatos para Curso de Formação em substituição aos candidatos desistentes revela, de forma substancial, a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado em concurso público, nos termos da ressalva fixada pela tese do Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário 837.311.” (eDOC 10, p. 5) Incide ao caso, ainda, a súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, em virtude da discussão acerca da existência ou não de hipótese excepcional apta a justificar a nomeação dos candidatos, ora agravados. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE7-A272-ECC4-F205 e senha 1C6A-DFEC-F8C2-348A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB de forma cabal pelo candidato.” Quanto ao ponto, repiso “que o ato da Administração de convocação posterior de candidatos para Curso de Formação em substituição aos candidatos desistentes revela, de forma substancial, a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado em concurso público, nos termos da ressalva fixada pela tese do Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário 837.311.” (eDOC 10, p. 5) Incide ao caso, ainda, a súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, em virtude da discussão acerca da existência ou não de hipótese excepcional apta a justificar a nomeação dos candidatos, ora agravados. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE7-A272-ECC4-F205 e senha 1C6A-DFEC-F8C2-348A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.987 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : KERLY SANTOS DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALUSKA KALLYNE DA SILVA (21181/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 540C-60B1-938D-A8BE e senha C0B8-55D2-FE70-02CA Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.104.987 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : KERLY SANTOS DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALUSKA KALLYNE DA SILVA (21181/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 540C-60B1-938D-A8BE e senha C0B8-55D2-FE70-02CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 104 . 987", "Recurso Extraordinário 837 . 311", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 104 . 987", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 104 . 987", "Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB", "RN 0113832 - 14 . 2012 . 815 . 2001", "Recurso Extraordinário 837 . 311", "Recurso Extraordinário n 837311", "Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB", "RN 0113832 - 14 . 2012 . 815 . 2001", "Recurso Extraordinário 837 . 311", "Recurso Extraordinário n 837311", "Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB", "Recurso Extraordinário 837 . 311 - RG", "Recurso Extraordinário 837 . 311", "Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB", "Recurso Extraordinário 837 . 311 - RG", "Recurso Extraordinário 837 . 311", "Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 967536 AgR", "SÚMULAS n 279", "Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal .", "ARE 967536 AgR", "Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB", "ARE 1039710 AgR", "súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 837 . 311 / PI", "Recurso Extraordinário 1104987 AGR / PB", "ARE 1039710 AgR", "súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 837 . 311 / PI", "Recurso Extraordinário 837 . 311", "Recurso Extraordinário 837 . 311", "Recurso Extraordinário 1104987", "Recurso Extraordinário 837 . 311 - 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Ementa e Acórdão 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.155 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :VICTOR ALEXANDRE PERINA ADV.(A/S) :ANDRE MELO AMARO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 284/STF. 1. É ônus da parte recorrente impugnar de forma específica os fundamentos do acórdão recorrido. A fundamentação do recurso extraordinário se mostra deficiente. Súmula 284 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 1 a 11 de março de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C80A-D584-F267-1286 e senha 4898-2194-AD0C-4AB3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 261 Relatório 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.155 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :VICTOR ALEXANDRE PERINA ADV.(A/S) :ANDRE MELO AMARO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática, em que não conheci do recurso, nos seguintes termos (Fls. 240-242): “DECISÃO: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior Eleitoral, assim ementado (Fl. 177): “AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO ESPECIAL ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS DE CAMPANHA. DEPUTADO FEDERAL (PHS). CONTAS JULGADAS DESAPROVADAS. NÃO ATACADO O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA Nº 26/TSE. NÃO CONHECIMENTO. Histórico da demanda 1. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso especial eleitoral que interpôs – em face de acórdão do TRE/SP pelo qual desaprovadas suas contas referentes às eleições de 2014 –, manejou agravo de instrumento Victor Alexandre Perina. 2. Negado seguimento ao agravo, monocraticamente, não impugnados especificamente os fundamentos da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CB9-75A6-E4B4-C53E e senha 6EA5-88C7-A6E3-B2A6 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.155 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :VICTOR ALEXANDRE PERINA ADV.(A/S) :ANDRE MELO AMARO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática, em que não conheci do recurso, nos seguintes termos (Fls. 240-242): “DECISÃO: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior Eleitoral, assim ementado (Fl. 177): “AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO ESPECIAL ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS DE CAMPANHA. DEPUTADO FEDERAL (PHS). CONTAS JULGADAS DESAPROVADAS. NÃO ATACADO O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA Nº 26/TSE. NÃO CONHECIMENTO. Histórico da demanda 1. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso especial eleitoral que interpôs – em face de acórdão do TRE/SP pelo qual desaprovadas suas contas referentes às eleições de 2014 –, manejou agravo de instrumento Victor Alexandre Perina. 2. Negado seguimento ao agravo, monocraticamente, não impugnados especificamente os fundamentos da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CB9-75A6-E4B4-C53E e senha 6EA5-88C7-A6E3-B2A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 262 Relatório ARE 1168155 AGR / SP decisão de inadmissão do recurso especial – i) a mera transcrição de ementas de julgados não é apta à demonstração do dissenso; e ii) vedado o revolvimento da matéria fático-probatória (Súmulas nºs 7/STJ e 279/STF) –, aplicada a Súmula nº 26 do TSE. Do agravo regimental 3. É inviável o agravo regimental que deixa de atacar o fundamento lançado na decisão agravada. Aplicação da Súmula nº 26/TSE. Precedentes. Conclusão Agravo regimental não conhecido.” Os embargos declaratórios foram rejeitados (Fl. 200). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos princípios constitucionais da proporcionalidade e da razoabilidade e ao art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal. Nas razões recursais discorre acerca da prestação de contas, sustentando a inconstitucionalidade do procedimento de circularização adotado pelo TRE/SP. Alega, ainda, que “A falha no presente caso representa apenas 3,18% do total dos recursos, o que seria suficiente para justificar a aplicação dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade e aprovar as contas em diversos outros Tribunais Regionais Eleitorais (…)” (Fl. 212) O Presidente do TSE inadmitiu o recurso em virtude da ausência de prequestionamento e de ofensa direta ao texto constitucional (Fls. 222-226). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. De plano, constata-se que as razões recursais não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CB9-75A6-E4B4-C53E e senha 6EA5-88C7-A6E3-B2A6 Supremo Tribunal Federal ARE 1168155 AGR / SP decisão de inadmissão do recurso especial – i) a mera transcrição de ementas de julgados não é apta à demonstração do dissenso; e ii) vedado o revolvimento da matéria fático-probatória (Súmulas nºs 7/STJ e 279/STF) –, aplicada a Súmula nº 26 do TSE. Do agravo regimental 3. É inviável o agravo regimental que deixa de atacar o fundamento lançado na decisão agravada. Aplicação da Súmula nº 26/TSE. Precedentes. Conclusão Agravo regimental não conhecido.” Os embargos declaratórios foram rejeitados (Fl. 200). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos princípios constitucionais da proporcionalidade e da razoabilidade e ao art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal. Nas razões recursais discorre acerca da prestação de contas, sustentando a inconstitucionalidade do procedimento de circularização adotado pelo TRE/SP. Alega, ainda, que “A falha no presente caso representa apenas 3,18% do total dos recursos, o que seria suficiente para justificar a aplicação dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade e aprovar as contas em diversos outros Tribunais Regionais Eleitorais (…)” (Fl. 212) O Presidente do TSE inadmitiu o recurso em virtude da ausência de prequestionamento e de ofensa direta ao texto constitucional (Fls. 222-226). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. De plano, constata-se que as razões recursais não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CB9-75A6-E4B4-C53E e senha 6EA5-88C7-A6E3-B2A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 263 Relatório ARE 1168155 AGR / SP demonstram o ponto em que o acórdão recorrido teria ofendido os dispositivos constitucionais evocados, o que torna aplicável ao caso a Súmula 284 desta Corte. Com efeito, o acórdão recorrido foi proferido em sede de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. A matéria de fundo, ora impugnada – irregularidade na prestação de contas de candidato – não foi decidida pelo acórdão recorrido, mas objeto de acórdão anterior, na prestação de contas julgada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo. Verifica-se, portanto, que o recurso extraordinário traz à discussão matéria relativa ao mérito do processo de prestação de contas referente à eleição de 2014, enquanto que o acórdão recorrido, prolatado em sede de agravo regimental, não adentrou no mérito do conteúdo impugnado pelo presente recurso extraordinário. Ante o exposto, não conheço do recurso, nos termos do art. 932, III e IV, a, do Código de Processo Civil.“ Nas razões recursais busca demonstrar a inconstitucionalidade do procedimento de circularização adotado pelo TRE/SP, articulando com a existência de ofensa ao art. 5º, LV, da Constituição Federal e sustenta que o recurso extraordinário preenche os requisitos legais. O Ministério Público Federal, em contrarrazões, defende a manutenção do ato impugnado. (Fls. 252-257). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CB9-75A6-E4B4-C53E e senha 6EA5-88C7-A6E3-B2A6 Supremo Tribunal Federal ARE 1168155 AGR / SP demonstram o ponto em que o acórdão recorrido teria ofendido os dispositivos constitucionais evocados, o que torna aplicável ao caso a Súmula 284 desta Corte. Com efeito, o acórdão recorrido foi proferido em sede de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. A matéria de fundo, ora impugnada – irregularidade na prestação de contas de candidato – não foi decidida pelo acórdão recorrido, mas objeto de acórdão anterior, na prestação de contas julgada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo. Verifica-se, portanto, que o recurso extraordinário traz à discussão matéria relativa ao mérito do processo de prestação de contas referente à eleição de 2014, enquanto que o acórdão recorrido, prolatado em sede de agravo regimental, não adentrou no mérito do conteúdo impugnado pelo presente recurso extraordinário. Ante o exposto, não conheço do recurso, nos termos do art. 932, III e IV, a, do Código de Processo Civil.“ Nas razões recursais busca demonstrar a inconstitucionalidade do procedimento de circularização adotado pelo TRE/SP, articulando com a existência de ofensa ao art. 5º, LV, da Constituição Federal e sustenta que o recurso extraordinário preenche os requisitos legais. O Ministério Público Federal, em contrarrazões, defende a manutenção do ato impugnado. (Fls. 252-257). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CB9-75A6-E4B4-C53E e senha 6EA5-88C7-A6E3-B2A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 264 Voto - MIN. EDSON FACHIN 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.155 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): A parte agravante não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme assentei em sede monocrática, a fundamentação apresentada pelo recorrente no apelo extremo não possui correspondência com o acórdão impugnado. Ou seja, ao invés de desenvolver fundamentação visando atacar o acórdão do Tribunal Superior Eleitoral que não conheceu de agravo regimental em virtude da incidência de Súmula 26 do TSE (Fls. 171-182), a parte insurgiu-se quanto ao mérito do processo de prestação de contas referente à eleição de 2014, matéria que fora objeto de acórdão do Tribunal Regional Eleitoral. Cumpre observar que a parte agravante, nas razões do regimental, reitera tal posicionamento, na medida em que discorre acerca do procedimento de circularização, deixando de impugnar especificadamente a decisão ora agravada. Confira (Fl. 247): “O presente recurso visa obter manifestação do órgão colegiado, de modo a apreciar o Recurso Extraordinário interposto e obter manifestação expressa desta colenda Corte Suprema, em razão da manifesta contrariedade à norma constitucional, sobretudo à vista da violação ao princípio da ampa defesa e do contraditório, em razão do procedimento de circularização realizado pela Corte de Origem, em afronta ao artigo 5º, LV, da Carta Magna. Há também manifesta violação aos princípios constitucionais da proporcionalidade e da razoabilidade, em razão da substancial alteração ocorrida com a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0FA-8834-6E53-5D6D e senha AE5E-1732-1A5B-0588 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.155 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): A parte agravante não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme assentei em sede monocrática, a fundamentação apresentada pelo recorrente no apelo extremo não possui correspondência com o acórdão impugnado. Ou seja, ao invés de desenvolver fundamentação visando atacar o acórdão do Tribunal Superior Eleitoral que não conheceu de agravo regimental em virtude da incidência de Súmula 26 do TSE (Fls. 171-182), a parte insurgiu-se quanto ao mérito do processo de prestação de contas referente à eleição de 2014, matéria que fora objeto de acórdão do Tribunal Regional Eleitoral. Cumpre observar que a parte agravante, nas razões do regimental, reitera tal posicionamento, na medida em que discorre acerca do procedimento de circularização, deixando de impugnar especificadamente a decisão ora agravada. Confira (Fl. 247): “O presente recurso visa obter manifestação do órgão colegiado, de modo a apreciar o Recurso Extraordinário interposto e obter manifestação expressa desta colenda Corte Suprema, em razão da manifesta contrariedade à norma constitucional, sobretudo à vista da violação ao princípio da ampa defesa e do contraditório, em razão do procedimento de circularização realizado pela Corte de Origem, em afronta ao artigo 5º, LV, da Carta Magna. Há também manifesta violação aos princípios constitucionais da proporcionalidade e da razoabilidade, em razão da substancial alteração ocorrida com a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0FA-8834-6E53-5D6D e senha AE5E-1732-1A5B-0588 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 265 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1168155 AGR / SP vedação de coação de recursos por pessoas jurídicas. Nesse sentido, reitero que a fundamentação apresentada nas razões do recurso extraordinário é deficiente, o que torna aplicável ao caso a Súmula 284 desta Corte. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0FA-8834-6E53-5D6D e senha AE5E-1732-1A5B-0588 Supremo Tribunal Federal ARE 1168155 AGR / SP vedação de coação de recursos por pessoas jurídicas. Nesse sentido, reitero que a fundamentação apresentada nas razões do recurso extraordinário é deficiente, o que torna aplicável ao caso a Súmula 284 desta Corte. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0FA-8834-6E53-5D6D e senha AE5E-1732-1A5B-0588 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 266 Extrato de Ata - 12/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.155 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : VICTOR ALEXANDRE PERINA ADV.(A/S) : ANDRE MELO AMARO (359106/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 209F-B2BA-E3D8-B2B1 e senha A431-5A69-02B1-3679 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.155 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : VICTOR ALEXANDRE PERINA ADV.(A/S) : ANDRE MELO AMARO (359106/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 209F-B2BA-E3D8-B2B1 e senha A431-5A69-02B1-3679 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7 267
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749410561
2019-03-12T00:00:00
2019-03-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 284/STF. 1. É ônus da parte recorrente impugnar de forma específica os fundamentos do acórdão recorrido. A fundamentação do recurso extraordinário se mostra deficiente. Súmula 284 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur400231
Número de páginas: 7. Análise: 23/04/2019, MJC.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1168155
[ "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1168155 AgR
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AGTE.(S) : VICTOR ALEXANDRE PERINA ADV.(A/S) : ANDRE MELO AMARO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.155 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :VICTOR ALEXANDRE PERINA ADV.(A/S) :ANDRE MELO AMARO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. 1. É ônus da parte recorrente impugnar de forma específica os fundamentos do acórdão recorrido. A fundamentação do recurso extraordinário se mostra deficiente. Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 1 a 11 de março de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C80A-D584-F267-1286 e senha 4898-2194-AD0C-4AB3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 261 Relatório 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.155 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :VICTOR ALEXANDRE PERINA ADV.(A/S) :ANDRE MELO AMARO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática, em que não conheci do recurso, nos seguintes termos (Fls. 240-242): “DECISÃO: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior Eleitoral, assim ementado (Fl. 177): “AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO ESPECIAL ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS DE CAMPANHA. DEPUTADO FEDERAL (PHS). CONTAS JULGADAS DESAPROVADAS. NÃO ATACADO O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA n 26/TSE. NÃO CONHECIMENTO. Histórico da demanda 1. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso especial eleitoral que interpôs – em face de acórdão do TRE/SP pelo qual desaprovadas suas contas referentes às eleições de 2014 –, manejou agravo de instrumento Victor Alexandre Perina. 2. Negado seguimento ao agravo, monocraticamente, não impugnados especificamente os fundamentos da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CB9-75A6-E4B4-C53E e senha 6EA5-88C7-A6E3-B2A6 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.155 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :VICTOR ALEXANDRE PERINA ADV.(A/S) :ANDRE MELO AMARO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática, em que não conheci do recurso, nos seguintes termos (Fls. 240-242): “DECISÃO: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior Eleitoral, assim ementado (Fl. 177): “AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO ESPECIAL ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS DE CAMPANHA. DEPUTADO FEDERAL (PHS). CONTAS JULGADAS DESAPROVADAS. NÃO ATACADO O FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA n 26/TSE. NÃO CONHECIMENTO. Histórico da demanda 1. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso especial eleitoral que interpôs – em face de acórdão do TRE/SP pelo qual desaprovadas suas contas referentes às eleições de 2014 –, manejou agravo de instrumento Victor Alexandre Perina. 2. Negado seguimento ao agravo, monocraticamente, não impugnados especificamente os fundamentos da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CB9-75A6-E4B4-C53E e senha 6EA5-88C7-A6E3-B2A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 262 Relatório ARE 1168155 AGR / SP decisão de inadmissão do recurso especial – i) a mera transcrição de ementas de julgados não é apta à demonstração do dissenso; e ii) vedado o revolvimento da matéria fático-probatória (Súmulas ns 7/Superior Tribunal de Justiça e 279/Supremo Tribunal Federal) –, aplicada a Súmula n 26 do TSE. Do agravo regimental 3. É inviável o agravo regimental que deixa de atacar o fundamento lançado na decisão agravada. Aplicação da Súmula n 26/TSE. Precedentes. Conclusão Agravo regimental não conhecido.” Os embargos declaratórios foram rejeitados (Fl. 200). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos princípios constitucionais da proporcionalidade e da razoabilidade e ao art. 5..., inciso LV, da Constituição Federal. Nas razões recursais discorre acerca da prestação de contas, sustentando a inconstitucionalidade do procedimento de circularização adotado pelo TRE/SP. Alega, ainda, que “A falha no presente caso representa apenas 3,18% do total dos recursos, o que seria suficiente para justificar a aplicação dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade e aprovar as contas em diversos outros Tribunais Regionais Eleitorais (…)” (Fl. 212) O Presidente do TSE inadmitiu o recurso em virtude da ausência de prequestionamento e de ofensa direta ao texto constitucional (Fls. 222-226). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. De plano, constata-se que as razões recursais não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CB9-75A6-E4B4-C53E e senha 6EA5-88C7-A6E3-B2A6 Supremo Tribunal Federal ARE 1168155 AGR / SP decisão de inadmissão do recurso especial – i) a mera transcrição de ementas de julgados não é apta à demonstração do dissenso; e ii) vedado o revolvimento da matéria fático-probatória (Súmulas ns 7/Superior Tribunal de Justiça e 279/Supremo Tribunal Federal) –, aplicada a Súmula n 26 do TSE. Do agravo regimental 3. É inviável o agravo regimental que deixa de atacar o fundamento lançado na decisão agravada. Aplicação da Súmula n 26/TSE. Precedentes. Conclusão Agravo regimental não conhecido.” Os embargos declaratórios foram rejeitados (Fl. 200). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos princípios constitucionais da proporcionalidade e da razoabilidade e ao art. 5..., inciso LV, da Constituição Federal. Nas razões recursais discorre acerca da prestação de contas, sustentando a inconstitucionalidade do procedimento de circularização adotado pelo TRE/SP. Alega, ainda, que “A falha no presente caso representa apenas 3,18% do total dos recursos, o que seria suficiente para justificar a aplicação dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade e aprovar as contas em diversos outros Tribunais Regionais Eleitorais (…)” (Fl. 212) O Presidente do TSE inadmitiu o recurso em virtude da ausência de prequestionamento e de ofensa direta ao texto constitucional (Fls. 222-226). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. De plano, constata-se que as razões recursais não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CB9-75A6-E4B4-C53E e senha 6EA5-88C7-A6E3-B2A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 263 Relatório ARE 1168155 AGR / SP demonstram o ponto em que o acórdão recorrido teria ofendido os dispositivos constitucionais evocados, o que torna aplicável ao caso a Súmula 284 desta Corte. Com efeito, o acórdão recorrido foi proferido em sede de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. A matéria de fundo, ora impugnada – irregularidade na prestação de contas de candidato – não foi decidida pelo acórdão recorrido, mas objeto de acórdão anterior, na prestação de contas julgada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo. Verifica-se, portanto, que o recurso extraordinário traz à discussão matéria relativa ao mérito do processo de prestação de contas referente à eleição de 2014, enquanto que o acórdão recorrido, prolatado em sede de agravo regimental, não adentrou no mérito do conteúdo impugnado pelo presente recurso extraordinário. Ante o exposto, não conheço do recurso, nos termos do art. 932, III e IV, a, do Código de Processo Civil.“ Nas razões recursais busca demonstrar a inconstitucionalidade do procedimento de circularização adotado pelo TRE/SP, articulando com a existência de ofensa ao art. 5..., LV, da Constituição Federal e sustenta que o recurso extraordinário preenche os requisitos legais. O Ministério Público Federal, em contrarrazões, defende a manutenção do ato impugnado. (Fls. 252-257). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CB9-75A6-E4B4-C53E e senha 6EA5-88C7-A6E3-B2A6 Supremo Tribunal Federal ARE 1168155 AGR / SP demonstram o ponto em que o acórdão recorrido teria ofendido os dispositivos constitucionais evocados, o que torna aplicável ao caso a Súmula 284 desta Corte. Com efeito, o acórdão recorrido foi proferido em sede de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. A matéria de fundo, ora impugnada – irregularidade na prestação de contas de candidato – não foi decidida pelo acórdão recorrido, mas objeto de acórdão anterior, na prestação de contas julgada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo. Verifica-se, portanto, que o recurso extraordinário traz à discussão matéria relativa ao mérito do processo de prestação de contas referente à eleição de 2014, enquanto que o acórdão recorrido, prolatado em sede de agravo regimental, não adentrou no mérito do conteúdo impugnado pelo presente recurso extraordinário. Ante o exposto, não conheço do recurso, nos termos do art. 932, III e IV, a, do Código de Processo Civil.“ Nas razões recursais busca demonstrar a inconstitucionalidade do procedimento de circularização adotado pelo TRE/SP, articulando com a existência de ofensa ao art. 5..., LV, da Constituição Federal e sustenta que o recurso extraordinário preenche os requisitos legais. O Ministério Público Federal, em contrarrazões, defende a manutenção do ato impugnado. (Fls. 252-257). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CB9-75A6-E4B4-C53E e senha 6EA5-88C7-A6E3-B2A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 264 Voto - MIN. EDSON FACHIN 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.155 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): A parte agravante não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme assentei em sede monocrática, a fundamentação apresentada pelo recorrente no apelo extremo não possui correspondência com o acórdão impugnado. Ou seja, ao invés de desenvolver fundamentação visando atacar o acórdão do Tribunal Superior Eleitoral que não conheceu de agravo regimental em virtude da incidência de Súmula 26 do TSE (Fls. 171-182), a parte insurgiu-se quanto ao mérito do processo de prestação de contas referente à eleição de 2014, matéria que fora objeto de acórdão do Tribunal Regional Eleitoral. Cumpre observar que a parte agravante, nas razões do regimental, reitera tal posicionamento, na medida em que discorre acerca do procedimento de circularização, deixando de impugnar especificadamente a decisão ora agravada. Confira (Fl. 247): “O presente recurso visa obter manifestação do órgão colegiado, de modo a apreciar o Recurso Extraordinário interposto e obter manifestação expressa desta colenda Corte Suprema, em razão da manifesta contrariedade à norma constitucional, sobretudo à vista da violação ao princípio da ampa defesa e do contraditório, em razão do procedimento de circularização realizado pela Corte de Origem, em afronta ao artigo 5..., LV, da Carta Magna. Há também manifesta violação aos princípios constitucionais da proporcionalidade e da razoabilidade, em razão da substancial alteração ocorrida com a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0FA-8834-6E53-5D6D e senha AE5E-1732-1A5B-0588 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.155 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): A parte agravante não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme assentei em sede monocrática, a fundamentação apresentada pelo recorrente no apelo extremo não possui correspondência com o acórdão impugnado. Ou seja, ao invés de desenvolver fundamentação visando atacar o acórdão do Tribunal Superior Eleitoral que não conheceu de agravo regimental em virtude da incidência de Súmula 26 do TSE (Fls. 171-182), a parte insurgiu-se quanto ao mérito do processo de prestação de contas referente à eleição de 2014, matéria que fora objeto de acórdão do Tribunal Regional Eleitoral. Cumpre observar que a parte agravante, nas razões do regimental, reitera tal posicionamento, na medida em que discorre acerca do procedimento de circularização, deixando de impugnar especificadamente a decisão ora agravada. Confira (Fl. 247): “O presente recurso visa obter manifestação do órgão colegiado, de modo a apreciar o Recurso Extraordinário interposto e obter manifestação expressa desta colenda Corte Suprema, em razão da manifesta contrariedade à norma constitucional, sobretudo à vista da violação ao princípio da ampa defesa e do contraditório, em razão do procedimento de circularização realizado pela Corte de Origem, em afronta ao artigo 5..., LV, da Carta Magna. Há também manifesta violação aos princípios constitucionais da proporcionalidade e da razoabilidade, em razão da substancial alteração ocorrida com a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0FA-8834-6E53-5D6D e senha AE5E-1732-1A5B-0588 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 265 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1168155 AGR / SP vedação de coação de recursos por pessoas jurídicas. Nesse sentido, reitero que a fundamentação apresentada nas razões do recurso extraordinário é deficiente, o que torna aplicável ao caso a Súmula 284 desta Corte. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0FA-8834-6E53-5D6D e senha AE5E-1732-1A5B-0588 Supremo Tribunal Federal ARE 1168155 AGR / SP vedação de coação de recursos por pessoas jurídicas. Nesse sentido, reitero que a fundamentação apresentada nas razões do recurso extraordinário é deficiente, o que torna aplicável ao caso a Súmula 284 desta Corte. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0FA-8834-6E53-5D6D e senha AE5E-1732-1A5B-0588 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 266 Extrato de Ata - 12/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.155 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : VICTOR ALEXANDRE PERINA ADV.(A/S) : ANDRE MELO AMARO (359106/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 209F-B2BA-E3D8-B2B1 e senha A431-5A69-02B1-3679 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.168.155 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : VICTOR ALEXANDRE PERINA ADV.(A/S) : ANDRE MELO AMARO (359106/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 209F-B2BA-E3D8-B2B1 e senha A431-5A69-02B1-3679 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7 267
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 168 . 155", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 168 . 155", "SÚMULA n 26 / TSE", "SÚMULA n 26 / TSE", "ARE 1168155 AGR / SP", "Súmulas ns 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n 26 do TSE", "Súmula n 26 / TSE", "ARE 1168155 AGR /", "Súmulas ns 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n 26 do TSE", "Súmula n 26 / TSE", "ARE 1168155 AGR / SP", "Súmula 284 desta Corte", "ARE 1168155 AGR / SP", "Súmula 284 desta Corte", "Súmula 26 do TSE", "Súmula 26 do TSE", "ARE 1168155 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 932 , III e IV , a , do Código de Processo Civil .", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 932 , III e IV , a , do Código de Processo Civil .", "LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , LV , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , LV , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "Tribunal Superior Eleitoral", "PHS", "TRE", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "Tribunal Superior Eleitoral", "PHS", "TRE", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "TRE", "/", "SP", "TSE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SP", "TRE", "/", "SP", "TSE", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal", "Regional Eleitoral do Estado de São Paulo", "TRE", "/", "SP", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo", "TRE", "/", "SP", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "VICTOR ALEXANDRE PERINA", "ANDRE MELO AMARO", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "VICTOR ALEXANDRE PERINA", "ANDRE MELO AMARO", "EDSON FACHIN", "Victor Alexandre Perina", "EDSON FACHIN", "VICTOR ALEXANDRE PERINA", "ANDRE MELO AMARO", "EDSON FACHIN", "Victor Alexandre Perina", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "VICTOR ALEXANDRE PERINA", "ANDRE MELO AMARO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "VICTOR ALEXANDRE PERINA", "ANDRE MELO AMARO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "1", "11 de março de 2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.312 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :REGINA EUSEBIO GONCALVES ADV.(A/S) :MAURIZIO COLOMBA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Ementa : AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, XXXVI, DA CF/88. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE39-CF83-8CEA-9CA4 e senha 7A37-447D-86E5-D94A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1174312 AGR / SP ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. O acórdão recorrido encontra-se em conformidade com a jurisprudência desta SUPREMA CORTE. 5. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE39-CF83-8CEA-9CA4 e senha 7A37-447D-86E5-D94A Supremo Tribunal Federal ARE 1174312 AGR / SP ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. O acórdão recorrido encontra-se em conformidade com a jurisprudência desta SUPREMA CORTE. 5. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE39-CF83-8CEA-9CA4 e senha 7A37-447D-86E5-D94A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.312 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :REGINA EUSEBIO GONCALVES ADV.(A/S) :MAURIZIO COLOMBA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob os argumentos de que (a) mostra- se deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) aplica-se o Tema 660 da repercussão geral; e (c) o acórdão recorrido encontra-se em conformidade com os precedentes desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral está fundamentada; e (b) houve equívoco na aplicação do direito constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9EA5-DD07-398C-78D2 e senha 440D-55BD-531B-8602 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.312 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :REGINA EUSEBIO GONCALVES ADV.(A/S) :MAURIZIO COLOMBA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob os argumentos de que (a) mostra- se deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) aplica-se o Tema 660 da repercussão geral; e (c) o acórdão recorrido encontra-se em conformidade com os precedentes desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral está fundamentada; e (b) houve equívoco na aplicação do direito constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9EA5-DD07-398C-78D2 e senha 440D-55BD-531B-8602 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.312 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo em Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve violação aos artigos 5º, XXXVI, XLV e XLVII; 40; 149; e 201, todos da CF/1988. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.312 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo em Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve violação aos artigos 5º, XXXVI, XLV e XLVII; 40; 149; e 201, todos da CF/1988. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1174312 AGR / SP do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Quanto à alegação de afronta ao artigo 5º, XXXVI, da Constituição, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Ademais, o Tribunal de origem solucionou a controvérsia nos termos da seguinte ementa (fl. 256, Vol. 5): “RECURSO DE APELAÇÃO EM AÇÃO DE PROCEDIEMNTO COMUM. 1. PRELIMINAR. PROCESSO CIVIL. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Supremo Tribunal Federal ARE 1174312 AGR / SP do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Quanto à alegação de afronta ao artigo 5º, XXXVI, da Constituição, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Ademais, o Tribunal de origem solucionou a controvérsia nos termos da seguinte ementa (fl. 256, Vol. 5): “RECURSO DE APELAÇÃO EM AÇÃO DE PROCEDIEMNTO COMUM. 1. PRELIMINAR. PROCESSO CIVIL. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1174312 AGR / SP IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. As razões da apelação impugnam especificamente a decisão combatida, atendendo a todos os requisitos processuais, de modo que nenhum motivo existe para o não conhecimento do recurso. 2. ADMINISTRATIVO. IMPOSIÇÃO DE PENALIDADE. CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. Reconhecimento pelo E. Supremo Tribunal Federal e E. Superior Tribunal de Justiça de que a pena de cassação de aposentadoria é constitucional e está em consonância com o regime contributivo previdenciário. Regularidade do procedimento administrativo que culminou a penalidade. 3. Sentença de procedência reformada. Recurso provido”. Sobre a matéria, esta SUPREMA CORTE já se posicionou no sentido da constitucionalidade da aplicação da pena de cassação de aposentadoria decorrente de crime cometido pelo servidor. Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Prequestionamento. Ausência. Princípios do contraditório e da ampla defesa. Repercussão geral. Inexistência. Militar estadual. Reserva remunerada. Condenação penal por crime cometido em atividade. Cassação da aposentadoria. Prescrição. Lei Estadual 6.783/74. Violação de direito local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível o recurso extraordinário se o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE nº 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/13). 3. O recurso extraordinário não se presta para a análise da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Supremo Tribunal Federal ARE 1174312 AGR / SP IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. As razões da apelação impugnam especificamente a decisão combatida, atendendo a todos os requisitos processuais, de modo que nenhum motivo existe para o não conhecimento do recurso. 2. ADMINISTRATIVO. IMPOSIÇÃO DE PENALIDADE. CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. Reconhecimento pelo E. Supremo Tribunal Federal e E. Superior Tribunal de Justiça de que a pena de cassação de aposentadoria é constitucional e está em consonância com o regime contributivo previdenciário. Regularidade do procedimento administrativo que culminou a penalidade. 3. Sentença de procedência reformada. Recurso provido”. Sobre a matéria, esta SUPREMA CORTE já se posicionou no sentido da constitucionalidade da aplicação da pena de cassação de aposentadoria decorrente de crime cometido pelo servidor. Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Prequestionamento. Ausência. Princípios do contraditório e da ampla defesa. Repercussão geral. Inexistência. Militar estadual. Reserva remunerada. Condenação penal por crime cometido em atividade. Cassação da aposentadoria. Prescrição. Lei Estadual 6.783/74. Violação de direito local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível o recurso extraordinário se o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE nº 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/13). 3. O recurso extraordinário não se presta para a análise da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1174312 AGR / SP legislação local, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 4. A Corte já se pronunciou no sentido da possibilidade de cassação da aposentadoria, em que pese o caráter contributivo do benefício previdenciário. 5. Agravo regimental não provido”. (ARE 892.262-AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 11/5/2016). “DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. EX-POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA DO ESTADO. DEMISSÃO. ENQUADRAMENTO EM INFRAÇÕES DISCIPLINARES TIPIFICADAS COMO CRIME. CASSAÇÃO DA APOSENTADORIA. CONSTITUCIONALIDADE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.5.2014”. (ARE 866.877- AgR, rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 10/9/2015) No mesmo sentido: ARE 1.159.028/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 20/9/2018; ARE 1.160.227/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 19/9/2018. Verifica-se, portanto, que o acórdão recorrido está em conformidade com a jurisprudência desta CORTE. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Supremo Tribunal Federal ARE 1174312 AGR / SP legislação local, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 4. A Corte já se pronunciou no sentido da possibilidade de cassação da aposentadoria, em que pese o caráter contributivo do benefício previdenciário. 5. Agravo regimental não provido”. (ARE 892.262-AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 11/5/2016). “DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. EX-POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA DO ESTADO. DEMISSÃO. ENQUADRAMENTO EM INFRAÇÕES DISCIPLINARES TIPIFICADAS COMO CRIME. CASSAÇÃO DA APOSENTADORIA. CONSTITUCIONALIDADE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.5.2014”. (ARE 866.877- AgR, rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 10/9/2015) No mesmo sentido: ARE 1.159.028/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 20/9/2018; ARE 1.160.227/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 19/9/2018. Verifica-se, portanto, que o acórdão recorrido está em conformidade com a jurisprudência desta CORTE. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1174312 AGR / SP Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11).” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Supremo Tribunal Federal ARE 1174312 AGR / SP Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11).” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.312 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :REGINA EUSEBIO GONCALVES ADV.(A/S) :MAURIZIO COLOMBA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A coisa julgada – artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal –, é cláusula pétrea, medula do Estado Democrático de Direito. Tem proteção constitucional. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C85-E72E-7D2C-C8AF e senha 7B33-1E58-4B02-853A Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.312 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :REGINA EUSEBIO GONCALVES ADV.(A/S) :MAURIZIO COLOMBA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A coisa julgada – artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal –, é cláusula pétrea, medula do Estado Democrático de Direito. Tem proteção constitucional. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C85-E72E-7D2C-C8AF e senha 7B33-1E58-4B02-853A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.312 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : REGINA EUSEBIO GONCALVES ADV.(A/S) : MAURIZIO COLOMBA (94763/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DAE1-1D0D-63E9-91B1 e senha 569E-6E7C-C043-A863 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.312 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : REGINA EUSEBIO GONCALVES ADV.(A/S) : MAURIZIO COLOMBA (94763/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DAE1-1D0D-63E9-91B1 e senha 569E-6E7C-C043-A863 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749397481
2019-03-12T00:00:00
2019-03-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa : AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, XXXVI, DA CF/88. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. O acórdão recorrido encontra-se em conformidade com a jurisprudência desta SUPREMA CORTE. 5. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur400192
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) AI 791292 QO-RG. (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. Número de páginas: 10. Análise: 03/04/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1174312
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00036 ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00489 PAR-00001 ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1174312 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : REGINA EUSEBIO GONCALVES ADV.(A/S) : MAURIZIO COLOMBA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.312 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :REGINA EUSEBIO GONCALVES ADV.(A/S) :MAURIZIO COLOMBA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Ementa : AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5..., XXXVI, DA Constituição Federal de 1988/88. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE39-CF83-8CEA-9CA4 e senha 7A37-447D-86E5-D94A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1174312 AGR / SP ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. O acórdão recorrido encontra-se em conformidade com a jurisprudência desta SUPREMA CORTE. 5. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE39-CF83-8CEA-9CA4 e senha 7A37-447D-86E5-D94A Supremo Tribunal Federal ARE 1174312 AGR / SP ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. O acórdão recorrido encontra-se em conformidade com a jurisprudência desta SUPREMA CORTE. 5. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE39-CF83-8CEA-9CA4 e senha 7A37-447D-86E5-D94A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.312 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :REGINA EUSEBIO GONCALVES ADV.(A/S) :MAURIZIO COLOMBA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob os argumentos de que (a) mostra- se deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) aplica-se o Tema 660 da repercussão geral; e (c) o acórdão recorrido encontra-se em conformidade com os precedentes desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral está fundamentada; e (b) houve equívoco na aplicação do direito constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9EA5-DD07-398C-78D2 e senha 440D-55BD-531B-8602 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.312 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :REGINA EUSEBIO GONCALVES ADV.(A/S) :MAURIZIO COLOMBA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob os argumentos de que (a) mostra- se deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) aplica-se o Tema 660 da repercussão geral; e (c) o acórdão recorrido encontra-se em conformidade com os precedentes desta CORTE. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral está fundamentada; e (b) houve equívoco na aplicação do direito constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9EA5-DD07-398C-78D2 e senha 440D-55BD-531B-8602 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.312 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo em Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve violação aos artigos 5..., XXXVI, XLV e XLVII; 40; 149; e 201, todos da Constituição Federal de 1988/1988. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.312 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo em Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve violação aos artigos 5..., XXXVI, XLV e XLVII; 40; 149; e 201, todos da Constituição Federal de 1988/1988. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1174312 AGR / SP do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Quanto à alegação de afronta ao artigo 5..., XXXVI, da Constituição, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Ademais, o Tribunal de origem solucionou a controvérsia nos termos da seguinte ementa (fl. 256, Vol. 5): “RECURSO DE APELAÇÃO EM AÇÃO DE PROCEDIEMNTO COMUM. 1. PRELIMINAR. PROCESSO CIVIL. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Supremo Tribunal Federal ARE 1174312 AGR / SP do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Quanto à alegação de afronta ao artigo 5..., XXXVI, da Constituição, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Ademais, o Tribunal de origem solucionou a controvérsia nos termos da seguinte ementa (fl. 256, Vol. 5): “RECURSO DE APELAÇÃO EM AÇÃO DE PROCEDIEMNTO COMUM. 1. PRELIMINAR. PROCESSO CIVIL. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1174312 AGR / SP IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. As razões da apelação impugnam especificamente a decisão combatida, atendendo a todos os requisitos processuais, de modo que nenhum motivo existe para o não conhecimento do recurso. 2. ADMINISTRATIVO. IMPOSIÇÃO DE PENALIDADE. CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. Reconhecimento pelo E. Supremo Tribunal Federal e E. Superior Tribunal de Justiça de que a pena de cassação de aposentadoria é constitucional e está em consonância com o regime contributivo previdenciário. Regularidade do procedimento administrativo que culminou a penalidade. 3. Sentença de procedência reformada. Recurso provido”. Sobre a matéria, esta SUPREMA CORTE já se posicionou no sentido da constitucionalidade da aplicação da pena de cassação de aposentadoria decorrente de crime cometido pelo servidor. Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Prequestionamento. Ausência. Princípios do contraditório e da ampla defesa. Repercussão geral. Inexistência. Militar estadual. Reserva remunerada. Condenação penal por crime cometido em atividade. Cassação da aposentadoria. Prescrição. Lei Estadual 6.783/74. Violação de direito local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível o recurso extraordinário se o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE n 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/13). 3. O recurso extraordinário não se presta para a análise da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Supremo Tribunal Federal ARE 1174312 AGR / SP IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. As razões da apelação impugnam especificamente a decisão combatida, atendendo a todos os requisitos processuais, de modo que nenhum motivo existe para o não conhecimento do recurso. 2. ADMINISTRATIVO. IMPOSIÇÃO DE PENALIDADE. CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. Reconhecimento pelo E. Supremo Tribunal Federal e E. Superior Tribunal de Justiça de que a pena de cassação de aposentadoria é constitucional e está em consonância com o regime contributivo previdenciário. Regularidade do procedimento administrativo que culminou a penalidade. 3. Sentença de procedência reformada. Recurso provido”. Sobre a matéria, esta SUPREMA CORTE já se posicionou no sentido da constitucionalidade da aplicação da pena de cassação de aposentadoria decorrente de crime cometido pelo servidor. Nesse sentido, vejam-se os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Prequestionamento. Ausência. Princípios do contraditório e da ampla defesa. Repercussão geral. Inexistência. Militar estadual. Reserva remunerada. Condenação penal por crime cometido em atividade. Cassação da aposentadoria. Prescrição. Lei Estadual 6.783/74. Violação de direito local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível o recurso extraordinário se o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE n 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/13). 3. O recurso extraordinário não se presta para a análise da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1174312 AGR / SP legislação local, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. A Corte já se pronunciou no sentido da possibilidade de cassação da aposentadoria, em que pese o caráter contributivo do benefício previdenciário. 5. Agravo regimental não provido”. (ARE 892.262-AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 11/5/2016). “DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. EX-POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA DO ESTADO. DEMISSÃO. ENQUADRAMENTO EM INFRAÇÕES DISCIPLINARES TIPIFICADAS COMO CRIME. CASSAÇÃO DA APOSENTADORIA. CONSTITUCIONALIDADE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.5.2014”. (ARE 866.877- AgR, rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 10/9/2015) No mesmo sentido: ARE 1.159.028/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 20/9/2018; ARE 1.160.227/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 19/9/2018. Verifica-se, portanto, que o acórdão recorrido está em conformidade com a jurisprudência desta CORTE. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Supremo Tribunal Federal ARE 1174312 AGR / SP legislação local, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. A Corte já se pronunciou no sentido da possibilidade de cassação da aposentadoria, em que pese o caráter contributivo do benefício previdenciário. 5. Agravo regimental não provido”. (ARE 892.262-AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 11/5/2016). “DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. EX-POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA DO ESTADO. DEMISSÃO. ENQUADRAMENTO EM INFRAÇÕES DISCIPLINARES TIPIFICADAS COMO CRIME. CASSAÇÃO DA APOSENTADORIA. CONSTITUCIONALIDADE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.5.2014”. (ARE 866.877- AgR, rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 10/9/2015) No mesmo sentido: ARE 1.159.028/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 20/9/2018; ARE 1.160.227/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 19/9/2018. Verifica-se, portanto, que o acórdão recorrido está em conformidade com a jurisprudência desta CORTE. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1174312 AGR / SP Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11).” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Supremo Tribunal Federal ARE 1174312 AGR / SP Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11).” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F448-418D-E2D2-F442 e senha E809-2579-C2D9-7B5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.312 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :REGINA EUSEBIO GONCALVES ADV.(A/S) :MAURIZIO COLOMBA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A coisa julgada – artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal –, é cláusula pétrea, medula do Estado Democrático de Direito. Tem proteção constitucional. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C85-E72E-7D2C-C8AF e senha 7B33-1E58-4B02-853A Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.312 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :REGINA EUSEBIO GONCALVES ADV.(A/S) :MAURIZIO COLOMBA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A coisa julgada – artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal –, é cláusula pétrea, medula do Estado Democrático de Direito. Tem proteção constitucional. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C85-E72E-7D2C-C8AF e senha 7B33-1E58-4B02-853A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.312 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : REGINA EUSEBIO GONCALVES ADV.(A/S) : MAURIZIO COLOMBA (94763/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DAE1-1D0D-63E9-91B1 e senha 569E-6E7C-C043-A863 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.312 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : REGINA EUSEBIO GONCALVES ADV.(A/S) : MAURIZIO COLOMBA (94763/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DAE1-1D0D-63E9-91B1 e senha 569E-6E7C-C043-A863 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 174 . 312", "ARE 1174312 AGR / SP", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 1174312 AGR / SP", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 1174312 AGR / SP", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 748 . 371 / MT", "ARE 1174312 AGR / SP", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 748 . 371 / MT", "ARE 1174312 AGR / SP", "Súmulas ns 280", "ARE 892 . 262 - AgR", "ARE 866 . 877 - AgR", "ARE 1 . 159 . 028 / SP", "ARE 1 . 160 . 227 / SP", "ARE 1174312 AGR / SP", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 892 . 262 - AgR / DF", "ARE 866 . 877 - AgR", "ARE 1 . 159 . 028 / SP", "ARE 1 . 160 . 227 / SP", "ARE", "ARE 1174312 AGR / SP", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 5 . . . , XXXVI , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "artigos 5", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art", ".", "1 .", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "artigos 5 . . . , XXXVI , XLV e XLVII ; 40 ; 149 ; e 201 , todos da Constituição Federal de 1988 / 1988", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , XXXVI , da Constituição", "Medida Provisória n", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "artigo 5 . . . , XXXVI , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual 6 . 783 / 74", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual 6 . 783 / 74", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015 , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMA CORTE", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO DE SÃO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMA CORTE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMA CORTE", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "MAURIZIO COLOMBA", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "REGINA EUSEBIO GONCALVES", "MAURIZIO COLOMBA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "REGINA EUSEBIO GONCALVES", "MAURIZIO COLOMBA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MAURIZIO COLOMBA", "ALEXANDRE DE MORAES", "REGINA EUSEBIO GONCALVES", "MAURIZIO COLOMBA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "REGINA EUSEBIO GONCALVES", "MAURIZIO COLOMBA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "EUSEBIO GONCALVES", "MAURIZIO COLOMBA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", 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Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 153.569 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCIO DA SILVA MELLO IMPTE.(S) :VALERIO ALVES NUNES COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – PREJUÍZO. Ante a perda de objeto, cumpre declarar o prejuízo da impetração. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em julgar prejudicada a impetração e tornar insubsistente a liminar implementada, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C8-7F35-44A9-AAB1 e senha B243-9564-02B2-1E87 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 153.569 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCIO DA SILVA MELLO IMPTE.(S) :VALERIO ALVES NUNES COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O impetrante requereu, no âmbito liminar, o afastamento da prisão preventiva implementada pelo Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Rio Grande/RS, no processo nº 023/2.15.0003792-5, ante o suposto cometimento dos delitos previstos nos artigos 12 (posse irregular de arma de fogo de uso permitido) da Lei nº 10.826/2003 e 35 (associação para o tráfico de drogas) da Lei nº 11.343/2006. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 20 de março de 2018, implementou a medida acauteladora. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou que o processo passou a tramitar com o nº 0012145-38.2015.8.21.0023, tendo o Juízo, em 14 de março de 2018, condenado o paciente a 5 anos e 8 meses de reclusão, em regime de cumprimento inicial semiaberto. Negou o direito de recorrer em liberdade, ressaltando permanecerem os motivos que implicaram a custódia cautelar. Em 27 de março seguinte, acolheu embargos declaratórios para, considerada a detração do período alusivo à prisão preventiva, estabelecer o regime aberto. Reportando-se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30C8-559A-1CB3-D9DB e senha 6B85-9C75-F8E7-5209 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 153.569 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCIO DA SILVA MELLO IMPTE.(S) :VALERIO ALVES NUNES COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O impetrante requereu, no âmbito liminar, o afastamento da prisão preventiva implementada pelo Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Rio Grande/RS, no processo nº 023/2.15.0003792-5, ante o suposto cometimento dos delitos previstos nos artigos 12 (posse irregular de arma de fogo de uso permitido) da Lei nº 10.826/2003 e 35 (associação para o tráfico de drogas) da Lei nº 11.343/2006. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 20 de março de 2018, implementou a medida acauteladora. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou que o processo passou a tramitar com o nº 0012145-38.2015.8.21.0023, tendo o Juízo, em 14 de março de 2018, condenado o paciente a 5 anos e 8 meses de reclusão, em regime de cumprimento inicial semiaberto. Negou o direito de recorrer em liberdade, ressaltando permanecerem os motivos que implicaram a custódia cautelar. Em 27 de março seguinte, acolheu embargos declaratórios para, considerada a detração do período alusivo à prisão preventiva, estabelecer o regime aberto. Reportando-se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30C8-559A-1CB3-D9DB e senha 6B85-9C75-F8E7-5209 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório HC 153569 / RS ao artigo 44 do Código Penal, substituiu a pena privativa por duas restritivas de direito. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30C8-559A-1CB3-D9DB e senha 6B85-9C75-F8E7-5209 Supremo Tribunal Federal HC 153569 / RS ao artigo 44 do Código Penal, substituiu a pena privativa por duas restritivas de direito. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30C8-559A-1CB3-D9DB e senha 6B85-9C75-F8E7-5209 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 153.569 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ante a notícia de que o Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Rio Grande/RS, no processo nº 0012145-38.2015.8.21.0023, em 27 de março de 2018, substituiu a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direito, revogando a custódia, cumpre declarar o prejuízo da impetração, no que voltada ao afastamento da prisão preventiva, tornando insubsistentes os efeitos da medida acauteladora implementada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50EB-41AE-648B-AD34 e senha 9602-EA71-D314-4979 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 153.569 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ante a notícia de que o Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Rio Grande/RS, no processo nº 0012145-38.2015.8.21.0023, em 27 de março de 2018, substituiu a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direito, revogando a custódia, cumpre declarar o prejuízo da impetração, no que voltada ao afastamento da prisão preventiva, tornando insubsistentes os efeitos da medida acauteladora implementada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50EB-41AE-648B-AD34 e senha 9602-EA71-D314-4979 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 153.569 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : MARCIO DA SILVA MELLO IMPTE.(S) : VALERIO ALVES NUNES (63164/RS) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, julgou prejudicada a impetração e tornou insubsistentes os efeitos da medida acauteladora implementada, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3132-8E81-C7BB-F999 e senha 54C0-223B-38F6-651E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 153.569 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : MARCIO DA SILVA MELLO IMPTE.(S) : VALERIO ALVES NUNES (63164/RS) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, julgou prejudicada a impetração e tornou insubsistentes os efeitos da medida acauteladora implementada, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3132-8E81-C7BB-F999 e senha 54C0-223B-38F6-651E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749417620
2019-03-12T00:00:00
2019-03-22T00:00:00
A Turma, por unanimidade, julgou prejudicada a impetração e tornou insubsistentes os efeitos da medida acauteladora implementada, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019.
HABEAS CORPUS
HABEAS CORPUS – PREJUÍZO. Ante a perda de objeto, cumpre declarar o prejuízo da impetração.
sjur400285
Número de páginas: 5. Análise: 10/04/2019, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
153569
null
HC
acordaos
HC 153569
[ "" ]
PACTE.(S) : MARCIO DA SILVA MELLO IMPTE.(S) : VALERIO ALVES NUNES COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 153.569 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCIO DA SILVA MELLO IMPTE.(S) :VALERIO ALVES NUNES COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – PREJUÍZO. Ante a perda de objeto, cumpre declarar o prejuízo da impetração. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em julgar prejudicada a impetração e tornar insubsistente a liminar implementada, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C8-7F35-44A9-AAB1 e senha B243-9564-02B2-1E87 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 153.569 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCIO DA SILVA MELLO IMPTE.(S) :VALERIO ALVES NUNES COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O impetrante requereu, no âmbito liminar, o afastamento da prisão preventiva implementada pelo Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Rio Grande/RS, no processo n 023/2.15.0003792-5, ante o suposto cometimento dos delitos previstos nos artigos 12 (posse irregular de arma de fogo de uso permitido) da Lei n 10.826/2003 e 35 (associação para o tráfico de drogas) da Lei n 11.343/2006. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 20 de março de 2018, implementou a medida acauteladora. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou que o processo passou a tramitar com o n 0012145-38.2015.8.21.0023, tendo o Juízo, em 14 de março de 2018, condenado o paciente a 5 anos e 8 meses de reclusão, em regime de cumprimento inicial semiaberto. Negou o direito de recorrer em liberdade, ressaltando permanecerem os motivos que implicaram a custódia cautelar. Em 27 de março seguinte, acolheu embargos declaratórios para, considerada a detração do período alusivo à prisão preventiva, estabelecer o regime aberto. Reportando-se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30C8-559A-1CB3-D9DB e senha 6B85-9C75-F8E7-5209 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 153.569 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :MARCIO DA SILVA MELLO IMPTE.(S) :VALERIO ALVES NUNES COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O impetrante requereu, no âmbito liminar, o afastamento da prisão preventiva implementada pelo Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Rio Grande/RS, no processo n 023/2.15.0003792-5, ante o suposto cometimento dos delitos previstos nos artigos 12 (posse irregular de arma de fogo de uso permitido) da Lei n 10.826/2003 e 35 (associação para o tráfico de drogas) da Lei n 11.343/2006. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 20 de março de 2018, implementou a medida acauteladora. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou que o processo passou a tramitar com o n 0012145-38.2015.8.21.0023, tendo o Juízo, em 14 de março de 2018, condenado o paciente a 5 anos e 8 meses de reclusão, em regime de cumprimento inicial semiaberto. Negou o direito de recorrer em liberdade, ressaltando permanecerem os motivos que implicaram a custódia cautelar. Em 27 de março seguinte, acolheu embargos declaratórios para, considerada a detração do período alusivo à prisão preventiva, estabelecer o regime aberto. Reportando-se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30C8-559A-1CB3-D9DB e senha 6B85-9C75-F8E7-5209 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório HC 153569 / RS ao artigo 44 do Código Penal, substituiu a pena privativa por duas restritivas de direito. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30C8-559A-1CB3-D9DB e senha 6B85-9C75-F8E7-5209 Supremo Tribunal Federal HC 153569 / RS ao artigo 44 do Código Penal, substituiu a pena privativa por duas restritivas de direito. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 30C8-559A-1CB3-D9DB e senha 6B85-9C75-F8E7-5209 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 153.569 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ante a notícia de que o Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Rio Grande/RS, no processo n 0012145-38.2015.8.21.0023, em 27 de março de 2018, substituiu a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direito, revogando a custódia, cumpre declarar o prejuízo da impetração, no que voltada ao afastamento da prisão preventiva, tornando insubsistentes os efeitos da medida acauteladora implementada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50EB-41AE-648B-AD34 e senha 9602-EA71-D314-4979 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 153.569 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ante a notícia de que o Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Rio Grande/RS, no processo n 0012145-38.2015.8.21.0023, em 27 de março de 2018, substituiu a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direito, revogando a custódia, cumpre declarar o prejuízo da impetração, no que voltada ao afastamento da prisão preventiva, tornando insubsistentes os efeitos da medida acauteladora implementada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50EB-41AE-648B-AD34 e senha 9602-EA71-D314-4979 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 153.569 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : MARCIO DA SILVA MELLO IMPTE.(S) : VALERIO ALVES NUNES (63164/RS) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, julgou prejudicada a impetração e tornou insubsistentes os efeitos da medida acauteladora implementada, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3132-8E81-C7BB-F999 e senha 54C0-223B-38F6-651E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 153.569 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : MARCIO DA SILVA MELLO IMPTE.(S) : VALERIO ALVES NUNES (63164/RS) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, julgou prejudicada a impetração e tornou insubsistentes os efeitos da medida acauteladora implementada, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3132-8E81-C7BB-F999 e senha 54C0-223B-38F6-651E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 153 . 569", "HABEAS CORPUS 153 . 569", "processo n 023 / 2 . 15 . 0003792 - 5", "HABEAS CORPUS 153 . 569", "processo n 023 / 2 .", "HC 153569 / RS", "HC 153569 / RS", "HABEAS CORPUS 153 . 569", "processo n 0012145 - 38 . 2015 . 8 . 21 . 0023", "HABEAS CORPUS 153 . 569", "HABEAS CORPUS 153 . 569", "HABEAS CORPUS 153 . 569" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 12", "35", "Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 12", "35", "Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 44 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 44 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Terceira Vara Criminal da Comarca de Rio Grande / RS", "Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Terceira Vara Criminal da Comarca de Rio Grande / RS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Terceira Vara Criminal da Comarca de Rio Grande / RS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Terceira Vara Criminal da Comarca de Rio Grande / RS", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "MARCIO DA SILVA MELLO", "VALERIO ALVES NUNES", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCIO DA SILVA MELLO", "VALERIO ALVES NUNES", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCIO DA SILVA MELLO", "VALERIO ALVES NUNES", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCIO DA SILVA MELLO", "VALERIO ALVES NUNES", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros", "MARCO AURÉLIO", "MARCIO DA SILVA MELLO", "VALERIO ALVES NUNES", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "20 de março de 2018", "14 de março de 2018", "27 de março seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "20 de março de 2018", "14 de março de 2018", "27 de março seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "27 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "27 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "12", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 926.069 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – AÇÃO CIVIL PÚBLICA PARA DEFESA DE DIREITOS RELATIVOS À INFÂNCIA E À ADOLESCÊNCIA – LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – OBRIGAÇÃO JURÍDICO-CONSTITUCIONAL QUE IMPÕE AOS ESTADOS O DEVER DE OBSERVÂNCIA DOS DIREITOS CONSTITUCIONAIS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (CF, ART. 227, “CAPUT”, E § 3º, V) – TRANSFERÊNCIA DE MENORES INFRATORES, DE UNIDADE POLICIAL PARA ESTABELECIMENTO APROPRIADO AO CUMPRIMENTO DE MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS DE INTERNAÇÃO OU SEMILIBERDADE – IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS – VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA SEPARAÇÃO DOS PODERES E DA RESERVA DO POSSÍVEL – INOCORRÊNCIA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, POR TRATAR-SE, AUSENTE SITUAÇÃO DE COMPROVADA MÁ-FÉ, DE PROCESSO DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA (LEI Nº 7.347/85, ART. 18) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A73C-E5D9-F47E-8E74 e senha C2AA-3C25-2E28-17CF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão ARE 926069 AGR / PR conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 01 a 11 de março de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A73C-E5D9-F47E-8E74 e senha C2AA-3C25-2E28-17CF Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 01 a 11 de março de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A73C-E5D9-F47E-8E74 e senha C2AA-3C25-2E28-17CF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 926.069 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, negou provimento ao recurso extraordinário a que ele se refere, por achar-se este em confronto com entendimento firmado por esta Suprema Corte (fls. 1.038/1.048). Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu (fls. 1.051/1.053). Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0828-45AA-4BDD-ABEF e senha B37B-5ACC-6E51-5388 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 926.069 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, negou provimento ao recurso extraordinário a que ele se refere, por achar-se este em confronto com entendimento firmado por esta Suprema Corte (fls. 1.038/1.048). Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu (fls. 1.051/1.053). Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0828-45AA-4BDD-ABEF e senha B37B-5ACC-6E51-5388 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 926.069 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, está assim ementado (fls. 964/965): “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CUMPRIMENTO DE MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO OU SEMILIBERDADE — ADOLESCENTES INTERNADOS EM DELEGACIA DE POLÍCIA — PERMANÊNCIA POR PERÍODO SUPERIOR AO PRAZO AUTORIZADO — DETERMINAÇÃO DE COLOCAÇÃO EM LOCAL ADEQUADO. VIA ESCOLHIDA — ADEQUAÇÃO — DEFESA DE DIREITOS RELATIVOS À INFÂNCIA E À ADOLESCÊNCIA — PREVISÃO CONTIDA NO ART. 201, V, DO ECA — MINISTÉRIO PÚBLICO — LEGITIMIDADE ATIVA. DECISÃO — EFEITOS — ‘ERGA OMNES’ — INTERESSE DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 926.069 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, está assim ementado (fls. 964/965): “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CUMPRIMENTO DE MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO OU SEMILIBERDADE — ADOLESCENTES INTERNADOS EM DELEGACIA DE POLÍCIA — PERMANÊNCIA POR PERÍODO SUPERIOR AO PRAZO AUTORIZADO — DETERMINAÇÃO DE COLOCAÇÃO EM LOCAL ADEQUADO. VIA ESCOLHIDA — ADEQUAÇÃO — DEFESA DE DIREITOS RELATIVOS À INFÂNCIA E À ADOLESCÊNCIA — PREVISÃO CONTIDA NO ART. 201, V, DO ECA — MINISTÉRIO PÚBLICO — LEGITIMIDADE ATIVA. DECISÃO — EFEITOS — ‘ERGA OMNES’ — INTERESSE DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR COLETIVIDADE. INTERESSE DE AGIR — CONFIGURAÇÃO. SEPARAÇÃO DE PODERES — VIOLAÇÃO — INOCORRÊNCIA — DESCUMPRIMENTO DE IMPOSIÇÃO PREVISTA NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E NO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE — PRIORIDADE ABSOLUTA — HIPÓTESE LEGITIMADORA DE INTERVENÇÃO JURISDICIONAL. INSUFICIÊNCIA ORÇAMENTÁRIA — INVOCAÇÃO DA CLÁUSULA DA RESERVA DO POSSÍVEL — ALEGAÇÃO GENÉRICA — AUSÊNCIA DE PROVAS. MULTA — DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER — POSSIBILIDADE — SECRETÁRIO DE ESTADO — POLO PASSIVO DA AÇÃO – ILEGITIMIDADE – OBRIGAÇÃO DEVE RECAIR SOBRE A FAZENDA PÚBLICA. PREQUESTIONAMENTO – MENÇÃO A DISPOSITIVOS LEGAIS – DESNECESSIDADE – PRECEDENTES DO STJ. 1. ‘A jurisprudência desta Corte Superior encontra-se consolidada no sentido de que inexiste óbice para a imposição da multa (astreinte) à Fazenda Pública, pelo descumprimento de decisão judicial que a obriga a fazer, não fazer ou a entregar coisa’ (STJ, REsp 970401/RS, Segunda Turma, Rel. Min. MAURO CAMPBELL MARQUES, julg. 02/1212010). 2. ‘Na esteira do entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça, admite-se a aplicação da sanção prevista no art. 461, § 4º do CPC à Fazenda Pública para assegurar o cumprimento da obrigação, não sendo possível, todavia, estendê-la ao agente político que não participara do processo e, portanto, não exercitara seu constitucional direito de ampla defesa’ (STJ, REsp 1315719/SE, Segunda Turma, Rel. Min. HERMAN BENJAMIN, julg. 27/08/2013). 3. ‘Sendo a matéria conhecida, e devidamente explicitada a questão federal, com o tema colocado sob confronto, a omissão do preceito legal, por si só, não afasta a apreciação do recurso especial’ (STJ, EREsp nº 155321/SP, Corte Especial, Rel. Min. Hélio Mosimann, julg. 03/02/1999, p. 70). 4. Recurso conhecido e parcialmente provido.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR COLETIVIDADE. INTERESSE DE AGIR — CONFIGURAÇÃO. SEPARAÇÃO DE PODERES — VIOLAÇÃO — INOCORRÊNCIA — DESCUMPRIMENTO DE IMPOSIÇÃO PREVISTA NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E NO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE — PRIORIDADE ABSOLUTA — HIPÓTESE LEGITIMADORA DE INTERVENÇÃO JURISDICIONAL. INSUFICIÊNCIA ORÇAMENTÁRIA — INVOCAÇÃO DA CLÁUSULA DA RESERVA DO POSSÍVEL — ALEGAÇÃO GENÉRICA — AUSÊNCIA DE PROVAS. MULTA — DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER — POSSIBILIDADE — SECRETÁRIO DE ESTADO — POLO PASSIVO DA AÇÃO – ILEGITIMIDADE – OBRIGAÇÃO DEVE RECAIR SOBRE A FAZENDA PÚBLICA. PREQUESTIONAMENTO – MENÇÃO A DISPOSITIVOS LEGAIS – DESNECESSIDADE – PRECEDENTES DO STJ. 1. ‘A jurisprudência desta Corte Superior encontra-se consolidada no sentido de que inexiste óbice para a imposição da multa (astreinte) à Fazenda Pública, pelo descumprimento de decisão judicial que a obriga a fazer, não fazer ou a entregar coisa’ (STJ, REsp 970401/RS, Segunda Turma, Rel. Min. MAURO CAMPBELL MARQUES, julg. 02/1212010). 2. ‘Na esteira do entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça, admite-se a aplicação da sanção prevista no art. 461, § 4º do CPC à Fazenda Pública para assegurar o cumprimento da obrigação, não sendo possível, todavia, estendê-la ao agente político que não participara do processo e, portanto, não exercitara seu constitucional direito de ampla defesa’ (STJ, REsp 1315719/SE, Segunda Turma, Rel. Min. HERMAN BENJAMIN, julg. 27/08/2013). 3. ‘Sendo a matéria conhecida, e devidamente explicitada a questão federal, com o tema colocado sob confronto, a omissão do preceito legal, por si só, não afasta a apreciação do recurso especial’ (STJ, EREsp nº 155321/SP, Corte Especial, Rel. Min. Hélio Mosimann, julg. 03/02/1999, p. 70). 4. Recurso conhecido e parcialmente provido.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR O Estado do Paraná, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão agravada, observo, no tocante à questão da legitimidade ativa do Ministério Público do Estado do Paraná, que o Plenário desta Suprema Corte, ao julgar o RE 163.231/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA (RTJ 178/377-378), fixou entendimento que torna inacolhível a pretensão recursal deduzida: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA PROMOVER AÇÃO CIVIL PÚBLICA EM DEFESA DOS INTERESSES DIFUSOS, COLETIVOS E HOMOGÊNEOS. MENSALIDADES ESCOLARES: CAPACIDADE POSTULATÓRIA DO ‘PARQUET’ PARA DISCUTI-LAS EM JUÍZO. 1. A Constituição Federal confere relevo ao Ministério Público como instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (CF, art. 127). 2. Por isso mesmo detém o Ministério Público capacidade postulatória, não só para a abertura do inquérito civil, da ação penal pública e da ação civil pública para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente, mas também de outros interesses difusos e coletivos (CF, art. 129, I e III). 3. Interesses difusos são aqueles que abrangem número indeterminado de pessoas unidas pelas mesmas circunstâncias de fato e coletivos aqueles pertencentes a grupos, categorias ou classes de pessoas determináveis, ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR O Estado do Paraná, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão agravada, observo, no tocante à questão da legitimidade ativa do Ministério Público do Estado do Paraná, que o Plenário desta Suprema Corte, ao julgar o RE 163.231/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA (RTJ 178/377-378), fixou entendimento que torna inacolhível a pretensão recursal deduzida: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA PROMOVER AÇÃO CIVIL PÚBLICA EM DEFESA DOS INTERESSES DIFUSOS, COLETIVOS E HOMOGÊNEOS. MENSALIDADES ESCOLARES: CAPACIDADE POSTULATÓRIA DO ‘PARQUET’ PARA DISCUTI-LAS EM JUÍZO. 1. A Constituição Federal confere relevo ao Ministério Público como instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (CF, art. 127). 2. Por isso mesmo detém o Ministério Público capacidade postulatória, não só para a abertura do inquérito civil, da ação penal pública e da ação civil pública para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente, mas também de outros interesses difusos e coletivos (CF, art. 129, I e III). 3. Interesses difusos são aqueles que abrangem número indeterminado de pessoas unidas pelas mesmas circunstâncias de fato e coletivos aqueles pertencentes a grupos, categorias ou classes de pessoas determináveis, ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR 3.1. A indeterminidade é a característica fundamental dos interesses difusos e a determinidade a daqueles interesses que envolvem os coletivos. 4. Direitos ou interesses homogêneos são os que têm a mesma origem comum (art. 81, III, da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990), constituindo-se em subespécie de direitos coletivos. 4.1. Quer se afirme interesses coletivos ou particularmente interesses homogêneos, ‘stricto sensu’, ambos estão cingidos a uma mesma base jurídica, sendo coletivos, explicitamente dizendo, porque são relativos a grupos, categorias ou classes de pessoas, que conquanto digam respeito às pessoas isoladamente, não se classificam como direitos individuais para o fim de ser vedada a sua defesa em ação civil pública, porque sua concepção finalística destina-se à proteção desses grupos, categorias ou classe de pessoas.” (grifei) Convém destacar, por necessário, que esse entendimento vem sendo observado, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, em sucessivos julgamentos proferidos a propósito de questão assemelhada à que ora se examina nesta sede recursal (AI 815.744/PR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – RE 190.976/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RE 332.545/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.). É preciso registrar, de outro lado, que o direito da criança e do adolescente de ter especial proteção, considerada a condição peculiar de pessoa em desenvolvimento (CF, art. 227, “caput”, e § 3º, V) – qualifica-se como um dos direitos sociais mais expressivos, subsumindo-se à noção dos direitos de segunda geração (ou dimensão) (RTJ 164/158-161), cujo adimplemento impõe ao Poder Público a satisfação de um dever de prestação positiva, consistente num “facere” ou em um “praestare”, pois o Estado dele só se desincumbirá criando condições objetivas que propiciem, aos titulares desse mesmo direito, a sua efetiva fruição. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR 3.1. A indeterminidade é a característica fundamental dos interesses difusos e a determinidade a daqueles interesses que envolvem os coletivos. 4. Direitos ou interesses homogêneos são os que têm a mesma origem comum (art. 81, III, da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990), constituindo-se em subespécie de direitos coletivos. 4.1. Quer se afirme interesses coletivos ou particularmente interesses homogêneos, ‘stricto sensu’, ambos estão cingidos a uma mesma base jurídica, sendo coletivos, explicitamente dizendo, porque são relativos a grupos, categorias ou classes de pessoas, que conquanto digam respeito às pessoas isoladamente, não se classificam como direitos individuais para o fim de ser vedada a sua defesa em ação civil pública, porque sua concepção finalística destina-se à proteção desses grupos, categorias ou classe de pessoas.” (grifei) Convém destacar, por necessário, que esse entendimento vem sendo observado, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, em sucessivos julgamentos proferidos a propósito de questão assemelhada à que ora se examina nesta sede recursal (AI 815.744/PR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – RE 190.976/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RE 332.545/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.). É preciso registrar, de outro lado, que o direito da criança e do adolescente de ter especial proteção, considerada a condição peculiar de pessoa em desenvolvimento (CF, art. 227, “caput”, e § 3º, V) – qualifica-se como um dos direitos sociais mais expressivos, subsumindo-se à noção dos direitos de segunda geração (ou dimensão) (RTJ 164/158-161), cujo adimplemento impõe ao Poder Público a satisfação de um dever de prestação positiva, consistente num “facere” ou em um “praestare”, pois o Estado dele só se desincumbirá criando condições objetivas que propiciem, aos titulares desse mesmo direito, a sua efetiva fruição. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR Ao julgar a ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, proferi decisão assim ementada (Informativo/STF nº 345/2004): “ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DO CONTROLE E DA INTERVENÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO EM TEMA DE IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS, QUANDO CONFIGURADA HIPÓTESE DE ABUSIVIDADE GOVERNAMENTAL. DIMENSÃO POLÍTICA DA JURISDIÇÃO CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOPONIBILIDADE DO ARBÍTRIO ESTATAL À EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS SOCIAIS, ECONÔMICOS E CULTURAIS. CARÁTER RELATIVO DA LIBERDADE DE CONFORMAÇÃO DO LEGISLADOR. CONSIDERAÇÕES EM TORNO DA CLÁUSULA DA ‘RESERVA DO POSSÍVEL’. NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO, EM FAVOR DOS INDIVÍDUOS, DA INTEGRIDADE E DA INTANGIBILIDADE DO NÚCLEO CONSUBSTANCIADOR DO ‘MÍNIMO EXISTENCIAL’. VIABILIDADE INSTRUMENTAL DA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO NO PROCESSO DE CONCRETIZAÇÃO DAS LIBERDADES POSITIVAS (DIREITOS CONSTITUCIONAIS DE SEGUNDA GERAÇÃO).” Salientei, então, em tal decisão, que o Supremo Tribunal Federal, considerada a dimensão política da jurisdição constitucional outorgada a esta Corte, não pode demitir-se do gravíssimo encargo de tornar efetivos os direitos econômicos, sociais e culturais, que se identificam – enquanto direitos de segunda geração (como o direito à especial proteção às crianças e aos adolescentes, p. ex.) – com as liberdades positivas, reais ou concretas (RTJ 164/158-161, Rel. Min. CELSO DE MELLO). É que, se assim não for, restarão comprometidas a integridade e a eficácia da própria Constituição, por efeito de violação negativa do estatuto constitucional motivada por inaceitável inércia governamental no 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR Ao julgar a ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, proferi decisão assim ementada (Informativo/STF nº 345/2004): “ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DO CONTROLE E DA INTERVENÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO EM TEMA DE IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS, QUANDO CONFIGURADA HIPÓTESE DE ABUSIVIDADE GOVERNAMENTAL. DIMENSÃO POLÍTICA DA JURISDIÇÃO CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOPONIBILIDADE DO ARBÍTRIO ESTATAL À EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS SOCIAIS, ECONÔMICOS E CULTURAIS. CARÁTER RELATIVO DA LIBERDADE DE CONFORMAÇÃO DO LEGISLADOR. CONSIDERAÇÕES EM TORNO DA CLÁUSULA DA ‘RESERVA DO POSSÍVEL’. NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO, EM FAVOR DOS INDIVÍDUOS, DA INTEGRIDADE E DA INTANGIBILIDADE DO NÚCLEO CONSUBSTANCIADOR DO ‘MÍNIMO EXISTENCIAL’. VIABILIDADE INSTRUMENTAL DA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO NO PROCESSO DE CONCRETIZAÇÃO DAS LIBERDADES POSITIVAS (DIREITOS CONSTITUCIONAIS DE SEGUNDA GERAÇÃO).” Salientei, então, em tal decisão, que o Supremo Tribunal Federal, considerada a dimensão política da jurisdição constitucional outorgada a esta Corte, não pode demitir-se do gravíssimo encargo de tornar efetivos os direitos econômicos, sociais e culturais, que se identificam – enquanto direitos de segunda geração (como o direito à especial proteção às crianças e aos adolescentes, p. ex.) – com as liberdades positivas, reais ou concretas (RTJ 164/158-161, Rel. Min. CELSO DE MELLO). É que, se assim não for, restarão comprometidas a integridade e a eficácia da própria Constituição, por efeito de violação negativa do estatuto constitucional motivada por inaceitável inércia governamental no 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR adimplemento de prestações positivas impostas ao Poder Público, consoante já advertiu, em tema de inconstitucionalidade por omissão, por mais de uma vez (RTJ 75/1212-1213, Rel. Min. CELSO DE MELLO), o Supremo Tribunal Federal: “DESRESPEITO À CONSTITUIÇÃO - MODALIDADES DE COMPORTAMENTOS INCONSTITUCIONAIS DO PODER PÚBLICO. – O desrespeito à Constituição tanto pode ocorrer mediante ação estatal quanto mediante inércia governamental. A situação de inconstitucionalidade pode derivar de um comportamento ativo do Poder Público, que age ou edita normas em desacordo com o que dispõe a Constituição, ofendendo-lhe, assim, os preceitos e os princípios que nela se acham consignados. Essa conduta estatal, que importa em um 'facere' (atuação positiva), gera a inconstitucionalidade por ação. – Se o Estado deixar de adotar as medidas necessárias à realização concreta dos preceitos da Constituição, em ordem a torná-los efetivos, operantes e exequíveis, abstendo-se, em consequência, de cumprir o dever de prestação que a Constituição lhe impôs, incidirá em violação negativa do texto constitucional. Desse 'non facere' ou 'non praestare', resultará a inconstitucionalidade por omissão, que pode ser total, quando é nenhuma a providência adotada, ou parcial, quando é insuficiente a medida efetivada pelo Poder Público. ....................................................................................................... – A omissão do Estado – que deixa de cumprir, em maior ou em menor extensão, a imposição ditada pelo texto constitucional – qualifica-se como comportamento revestido da maior gravidade político-jurídica, eis que, mediante inércia, o Poder Público também desrespeita a Constituição, também ofende direitos que nela se fundam e também impede, por ausência de medidas concretizadoras, a própria aplicabilidade dos postulados e princípios da Lei Fundamental.” (RTJ 185/794-796, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR adimplemento de prestações positivas impostas ao Poder Público, consoante já advertiu, em tema de inconstitucionalidade por omissão, por mais de uma vez (RTJ 75/1212-1213, Rel. Min. CELSO DE MELLO), o Supremo Tribunal Federal: “DESRESPEITO À CONSTITUIÇÃO - MODALIDADES DE COMPORTAMENTOS INCONSTITUCIONAIS DO PODER PÚBLICO. – O desrespeito à Constituição tanto pode ocorrer mediante ação estatal quanto mediante inércia governamental. A situação de inconstitucionalidade pode derivar de um comportamento ativo do Poder Público, que age ou edita normas em desacordo com o que dispõe a Constituição, ofendendo-lhe, assim, os preceitos e os princípios que nela se acham consignados. Essa conduta estatal, que importa em um 'facere' (atuação positiva), gera a inconstitucionalidade por ação. – Se o Estado deixar de adotar as medidas necessárias à realização concreta dos preceitos da Constituição, em ordem a torná-los efetivos, operantes e exequíveis, abstendo-se, em consequência, de cumprir o dever de prestação que a Constituição lhe impôs, incidirá em violação negativa do texto constitucional. Desse 'non facere' ou 'non praestare', resultará a inconstitucionalidade por omissão, que pode ser total, quando é nenhuma a providência adotada, ou parcial, quando é insuficiente a medida efetivada pelo Poder Público. ....................................................................................................... – A omissão do Estado – que deixa de cumprir, em maior ou em menor extensão, a imposição ditada pelo texto constitucional – qualifica-se como comportamento revestido da maior gravidade político-jurídica, eis que, mediante inércia, o Poder Público também desrespeita a Constituição, também ofende direitos que nela se fundam e também impede, por ausência de medidas concretizadoras, a própria aplicabilidade dos postulados e princípios da Lei Fundamental.” (RTJ 185/794-796, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR É certo – tal como observei no exame da ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO (Informativo/STF nº 345/2004) – que não se inclui, ordinariamente, no âmbito das funções institucionais do Poder Judiciário – e nas desta Suprema Corte, em especial – a atribuição de formular e de implementar políticas públicas (JOSÉ CARLOS VIEIRA DE ANDRADE, “Os Direitos Fundamentais na Constituição Portuguesa de 1976”, p. 207, item n. 05, 1987, Almedina, Coimbra), pois, nesse domínio, o encargo reside, primariamente, nos Poderes Legislativo e Executivo. Impende assinalar, contudo, que tal incumbência poderá atribuir-se, embora excepcionalmente, ao Poder Judiciário, se e quando os órgãos estatais competentes, por descumprirem os encargos político-jurídicos que sobre eles incidem em caráter impositivo, vierem a comprometer, com tal comportamento, a eficácia e a integridade de direitos individuais e/ou coletivos impregnados de estatura constitucional, como sucede na espécie ora em exame. Não deixo de conferir, no entanto, assentadas tais premissas, significativo relevo ao tema pertinente à “reserva do possível” (LUÍS FERNANDO SGARBOSSA, “Crítica à Teoria dos Custos dos Direitos”, vol. 1, 2010, Fabris Editor; STEPHEN HOLMES/CASS R. SUNSTEIN, “The Cost of Rights”, 1999, Norton, New York; ANA PAULA DE BARCELLOS, “A Eficácia Jurídica dos Princípios Constitucionais”, p. 245/246, 2002, Renovar; FLÁVIO GALDINO, “Introdução à Teoria dos Custos dos Direitos”, p. 190/198, itens ns. 9.5 e 9.6, e p. 345/347, item n. 15.3, 2005, Lumen Juris), notadamente em sede de efetivação e implementação (usualmente onerosas) de determinados direitos cujo adimplemento, pelo Poder Público, impõe-lhe e dele exige prestações estatais positivas concretizadoras de tais prerrogativas individuais e/ou coletivas. Não se ignora que a realização dos direitos econômicos, sociais e culturais – além de caracterizar-se pela gradualidade de seu processo de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR É certo – tal como observei no exame da ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO (Informativo/STF nº 345/2004) – que não se inclui, ordinariamente, no âmbito das funções institucionais do Poder Judiciário – e nas desta Suprema Corte, em especial – a atribuição de formular e de implementar políticas públicas (JOSÉ CARLOS VIEIRA DE ANDRADE, “Os Direitos Fundamentais na Constituição Portuguesa de 1976”, p. 207, item n. 05, 1987, Almedina, Coimbra), pois, nesse domínio, o encargo reside, primariamente, nos Poderes Legislativo e Executivo. Impende assinalar, contudo, que tal incumbência poderá atribuir-se, embora excepcionalmente, ao Poder Judiciário, se e quando os órgãos estatais competentes, por descumprirem os encargos político-jurídicos que sobre eles incidem em caráter impositivo, vierem a comprometer, com tal comportamento, a eficácia e a integridade de direitos individuais e/ou coletivos impregnados de estatura constitucional, como sucede na espécie ora em exame. Não deixo de conferir, no entanto, assentadas tais premissas, significativo relevo ao tema pertinente à “reserva do possível” (LUÍS FERNANDO SGARBOSSA, “Crítica à Teoria dos Custos dos Direitos”, vol. 1, 2010, Fabris Editor; STEPHEN HOLMES/CASS R. SUNSTEIN, “The Cost of Rights”, 1999, Norton, New York; ANA PAULA DE BARCELLOS, “A Eficácia Jurídica dos Princípios Constitucionais”, p. 245/246, 2002, Renovar; FLÁVIO GALDINO, “Introdução à Teoria dos Custos dos Direitos”, p. 190/198, itens ns. 9.5 e 9.6, e p. 345/347, item n. 15.3, 2005, Lumen Juris), notadamente em sede de efetivação e implementação (usualmente onerosas) de determinados direitos cujo adimplemento, pelo Poder Público, impõe-lhe e dele exige prestações estatais positivas concretizadoras de tais prerrogativas individuais e/ou coletivas. Não se ignora que a realização dos direitos econômicos, sociais e culturais – além de caracterizar-se pela gradualidade de seu processo de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR concretização – depende, em grande medida, de um inescapável vínculo financeiro subordinado às possibilidades orçamentárias do Estado, de tal modo que, comprovada, objetivamente, a alegação de incapacidade econômico-financeira da pessoa estatal, desta não se poderá razoavelmente exigir, então, considerada a limitação material referida, a imediata efetivação do comando fundado no texto da Carta Política. Não se mostrará lícito, contudo, ao Poder Público, em tal hipótese, criar obstáculo artificial que revele – a partir de indevida manipulação de sua atividade financeira e/ou político-administrativa – o ilegítimo, arbitrário e censurável propósito de fraudar, de frustrar e de inviabilizar o estabelecimento e a preservação, em favor da pessoa e dos cidadãos, de condições materiais mínimas de existência (ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Informativo/STF nº 345/2004). Cumpre advertir, desse modo, que a cláusula da “reserva do possível” – ressalvada a ocorrência de justo motivo objetivamente aferível – não pode ser invocada, pelo Estado, com a finalidade de exonerar-se, dolosamente, do cumprimento de suas obrigações constitucionais, notadamente quando dessa conduta governamental negativa puder resultar nulificação ou, até mesmo, aniquilação de direitos constitucionais impregnados de um sentido de essencial fundamentalidade. Cabe referir, ainda, neste ponto, ante a extrema pertinência de suas observações, a advertência de LUIZA CRISTINA FONSECA FRISCHEISEN, ilustre Subprocuradora Geral da República (“Políticas Públicas – A Responsabilidade do Administrador e o Ministério Público”, p. 59, 95 e 97, 2000, Max Limonad), cujo magistério, a propósito da limitada discricionariedade governamental em tema de concretização das políticas públicas constitucionais, assinala: “Nesse contexto constitucional, que implica também na renovação das práticas políticas, o administrador está vinculado às políticas públicas estabelecidas na Constituição Federal; a sua 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR concretização – depende, em grande medida, de um inescapável vínculo financeiro subordinado às possibilidades orçamentárias do Estado, de tal modo que, comprovada, objetivamente, a alegação de incapacidade econômico-financeira da pessoa estatal, desta não se poderá razoavelmente exigir, então, considerada a limitação material referida, a imediata efetivação do comando fundado no texto da Carta Política. Não se mostrará lícito, contudo, ao Poder Público, em tal hipótese, criar obstáculo artificial que revele – a partir de indevida manipulação de sua atividade financeira e/ou político-administrativa – o ilegítimo, arbitrário e censurável propósito de fraudar, de frustrar e de inviabilizar o estabelecimento e a preservação, em favor da pessoa e dos cidadãos, de condições materiais mínimas de existência (ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Informativo/STF nº 345/2004). Cumpre advertir, desse modo, que a cláusula da “reserva do possível” – ressalvada a ocorrência de justo motivo objetivamente aferível – não pode ser invocada, pelo Estado, com a finalidade de exonerar-se, dolosamente, do cumprimento de suas obrigações constitucionais, notadamente quando dessa conduta governamental negativa puder resultar nulificação ou, até mesmo, aniquilação de direitos constitucionais impregnados de um sentido de essencial fundamentalidade. Cabe referir, ainda, neste ponto, ante a extrema pertinência de suas observações, a advertência de LUIZA CRISTINA FONSECA FRISCHEISEN, ilustre Subprocuradora Geral da República (“Políticas Públicas – A Responsabilidade do Administrador e o Ministério Público”, p. 59, 95 e 97, 2000, Max Limonad), cujo magistério, a propósito da limitada discricionariedade governamental em tema de concretização das políticas públicas constitucionais, assinala: “Nesse contexto constitucional, que implica também na renovação das práticas políticas, o administrador está vinculado às políticas públicas estabelecidas na Constituição Federal; a sua 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR omissão é passível de responsabilização e a sua margem de discricionariedade é mínima, não contemplando o não fazer. ....................................................................................................... Como demonstrado no item anterior, o administrador público está vinculado à Constituição e às normas infraconstitucionais para a implementação das políticas públicas relativas à ordem social constitucional, ou seja, própria à finalidade da mesma: o bem-estar e a justiça social. …................................................................................................... Conclui-se, portanto, que o administrador não tem discricionariedade para deliberar sobre a oportunidade e conveniência de implementação de políticas públicas discriminadas na ordem social constitucional, pois tal restou deliberado pelo Constituinte e pelo legislador que elaborou as normas de integração. …................................................................................................... As dúvidas sobre essa margem de discricionariedade devem ser dirimidas pelo Judiciário, cabendo ao Juiz dar sentido concreto à norma e controlar a legitimidade do ato administrativo (omissivo ou comissivo), verificando se o mesmo não contraria sua finalidade constitucional, no caso, a concretização da ordem social constitucional.” (grifei) Tenho para mim, desse modo, presente tal contexto, que os Estados – que devem conferir especial proteção à criança e ao adolescente (CF, art. 227, “caput” e § 3º, V) – não poderão demitir-se do mandato constitucional, juridicamente vinculante, que lhes foi outorgado pela Constituição, e que representa fator de limitação da discricionariedade político-administrativa dos entes estatais, cujas opções, tratando-se de aplicação de medida privativa da liberdade a adolescentes (CF, art. 227, § 3º, V), não podem ser exercidas de modo a comprometer, com apoio em juízo de simples conveniência ou de mera oportunidade, a eficácia desse direito básico de índole social. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR omissão é passível de responsabilização e a sua margem de discricionariedade é mínima, não contemplando o não fazer. ....................................................................................................... Como demonstrado no item anterior, o administrador público está vinculado à Constituição e às normas infraconstitucionais para a implementação das políticas públicas relativas à ordem social constitucional, ou seja, própria à finalidade da mesma: o bem-estar e a justiça social. …................................................................................................... Conclui-se, portanto, que o administrador não tem discricionariedade para deliberar sobre a oportunidade e conveniência de implementação de políticas públicas discriminadas na ordem social constitucional, pois tal restou deliberado pelo Constituinte e pelo legislador que elaborou as normas de integração. …................................................................................................... As dúvidas sobre essa margem de discricionariedade devem ser dirimidas pelo Judiciário, cabendo ao Juiz dar sentido concreto à norma e controlar a legitimidade do ato administrativo (omissivo ou comissivo), verificando se o mesmo não contraria sua finalidade constitucional, no caso, a concretização da ordem social constitucional.” (grifei) Tenho para mim, desse modo, presente tal contexto, que os Estados – que devem conferir especial proteção à criança e ao adolescente (CF, art. 227, “caput” e § 3º, V) – não poderão demitir-se do mandato constitucional, juridicamente vinculante, que lhes foi outorgado pela Constituição, e que representa fator de limitação da discricionariedade político-administrativa dos entes estatais, cujas opções, tratando-se de aplicação de medida privativa da liberdade a adolescentes (CF, art. 227, § 3º, V), não podem ser exercidas de modo a comprometer, com apoio em juízo de simples conveniência ou de mera oportunidade, a eficácia desse direito básico de índole social. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR As razões ora expostas convencem-me, portanto, da inteira correção dos fundamentos que dão suporte ao acórdão recorrido, consideradas diversas decisões sobre o tema em análise, já proferidas no âmbito desta Suprema Corte, à propósito de questão assemelhada a destes autos (AI 455.802/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – AI 475.571/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – ARE 698.258/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – RE 401.673/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RE 410.715-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RE 411.518/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RE 436.996/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RE 463.210-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – RE 464.143-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – RE 592.937-AgR/SC, Rel. Min. CEZAR PELUSO – RE 909.986/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 919.489/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLÍTICAS PÚBLICAS. SEGURANÇA PÚBLICA. DETERMINAÇÃO PELO PODER JUDICIÁRIO. LIMITES ORÇAMENTÁRIOS. VIOLAÇÃO À SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência desta Corte entende ser possível ao Poder Judiciário determinar ao Estado a implementação, em situações excepcionais, de políticas públicas previstas na Constituição sem que isso acarrete contrariedade ao princípio da separação dos poderes. II – Quanto aos limites orçamentários aos quais está vinculado o recorrente, o Poder Público, ressalvada a ocorrência de motivo objetivamente mensurável, não pode se furtar à observância de seus encargos constitucionais. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 768.825-AgR/BA, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) Isso significa, portanto, considerada a indiscutível primazia reconhecida aos direitos da criança e do adolescente (ANA MARIA MOREIRA MARCHESAN, “O princípio da prioridade absoluta aos 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR As razões ora expostas convencem-me, portanto, da inteira correção dos fundamentos que dão suporte ao acórdão recorrido, consideradas diversas decisões sobre o tema em análise, já proferidas no âmbito desta Suprema Corte, à propósito de questão assemelhada a destes autos (AI 455.802/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – AI 475.571/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – ARE 698.258/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – RE 401.673/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RE 410.715-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RE 411.518/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RE 436.996/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RE 463.210-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – RE 464.143-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – RE 592.937-AgR/SC, Rel. Min. CEZAR PELUSO – RE 909.986/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 919.489/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLÍTICAS PÚBLICAS. SEGURANÇA PÚBLICA. DETERMINAÇÃO PELO PODER JUDICIÁRIO. LIMITES ORÇAMENTÁRIOS. VIOLAÇÃO À SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência desta Corte entende ser possível ao Poder Judiciário determinar ao Estado a implementação, em situações excepcionais, de políticas públicas previstas na Constituição sem que isso acarrete contrariedade ao princípio da separação dos poderes. II – Quanto aos limites orçamentários aos quais está vinculado o recorrente, o Poder Público, ressalvada a ocorrência de motivo objetivamente mensurável, não pode se furtar à observância de seus encargos constitucionais. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 768.825-AgR/BA, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) Isso significa, portanto, considerada a indiscutível primazia reconhecida aos direitos da criança e do adolescente (ANA MARIA MOREIRA MARCHESAN, “O princípio da prioridade absoluta aos 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR direitos da criança e do adolescente e a discricionariedade administrativa”, “in” RT 749/82-103), que a ineficiência administrativa, o descaso governamental com direitos básicos do cidadão, a incapacidade de gerir os recursos públicos, a incompetência na adequada implementação da programação orçamentária em tema de proteção à criança e ao adolescente, a falta de visão política na justa percepção, pelo administrador, do enorme significado social de que se reveste esse dever constitucional, a inoperância funcional dos gestores públicos na concretização das imposições constitucionais estabelecidas em favor do cidadão não podem nem devem representar obstáculos à execução, pelo Poder Público, da norma inscrita no art. 227, § 3º, V, da Constituição da República, que traduz e impõe, ao Estado, um dever inafastável, sob pena de a ilegitimidade dessa inaceitável omissão governamental importar em grave vulneração a um direito fundamental da criança e do adolescente, que é, no contexto que ora se examina, o direito à “obediência aos princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, quando da aplicação de qualquer medida privativa da liberdade”. Observo, finalmente, que o Ministério Público Federal, em manifestação do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO, opinou contrariamente à parte ora agravante, apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade do recurso extraordinário, em parecer do qual destaco o seguinte trecho (fls. 1.033/1.036): “O Tribunal de origem dirimiu a lide à luz da doutrina da proteção integral, prevista no art. 227 da CF, que impõe ao Estado e à sociedade a obrigação de assegurar que direitos básicos da criança e do adolescente sejam efetivos, recomendando, ainda, que os menores sejam postos ‘a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão’. Afirmou que o provimento jurisdicional atenderia, mais especificamente, à determinação do inciso V do § 3º do art. 227 da Constituição, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR direitos da criança e do adolescente e a discricionariedade administrativa”, “in” RT 749/82-103), que a ineficiência administrativa, o descaso governamental com direitos básicos do cidadão, a incapacidade de gerir os recursos públicos, a incompetência na adequada implementação da programação orçamentária em tema de proteção à criança e ao adolescente, a falta de visão política na justa percepção, pelo administrador, do enorme significado social de que se reveste esse dever constitucional, a inoperância funcional dos gestores públicos na concretização das imposições constitucionais estabelecidas em favor do cidadão não podem nem devem representar obstáculos à execução, pelo Poder Público, da norma inscrita no art. 227, § 3º, V, da Constituição da República, que traduz e impõe, ao Estado, um dever inafastável, sob pena de a ilegitimidade dessa inaceitável omissão governamental importar em grave vulneração a um direito fundamental da criança e do adolescente, que é, no contexto que ora se examina, o direito à “obediência aos princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, quando da aplicação de qualquer medida privativa da liberdade”. Observo, finalmente, que o Ministério Público Federal, em manifestação do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO, opinou contrariamente à parte ora agravante, apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade do recurso extraordinário, em parecer do qual destaco o seguinte trecho (fls. 1.033/1.036): “O Tribunal de origem dirimiu a lide à luz da doutrina da proteção integral, prevista no art. 227 da CF, que impõe ao Estado e à sociedade a obrigação de assegurar que direitos básicos da criança e do adolescente sejam efetivos, recomendando, ainda, que os menores sejam postos ‘a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão’. Afirmou que o provimento jurisdicional atenderia, mais especificamente, à determinação do inciso V do § 3º do art. 227 da Constituição, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR que impõe a ‘obediência aos princípios da brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, quando da aplicação de qualquer medida privativa de liberdade’. Esse fundamento, bastante em si, não mereceu a atenção crítica do extraordinário, o que desde logo o desmerece. Acresce que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal ensina que a determinação judicial para que o Estado implemente política pública indispensável à concretização de direito fundamental não agride o principio da separação de poderes, não podendo nem mesmo ser desautorizada pela mera invocação de formalidade orçamentária. É esse o caso dos autos. A atuação jurisdicional, portanto, não extravasou os limites traçados por essa Corte. Buscou-se, sim, a satisfação de elementares e impostergáveis direitos fundamentais, relacionados com a integridade física e psíquica de menores aos cuidados do Poder Público. (…): …................................................................................................... Ante a inviabilidade do extraordinário, o parecer sugere o desprovimento do agravo.” Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, por tratar-se, ausente situação de comprovada má-fé, de processo de ação civil pública (Lei nº 7.347/85, art. 18). É o meu voto. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR que impõe a ‘obediência aos princípios da brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, quando da aplicação de qualquer medida privativa de liberdade’. Esse fundamento, bastante em si, não mereceu a atenção crítica do extraordinário, o que desde logo o desmerece. Acresce que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal ensina que a determinação judicial para que o Estado implemente política pública indispensável à concretização de direito fundamental não agride o principio da separação de poderes, não podendo nem mesmo ser desautorizada pela mera invocação de formalidade orçamentária. É esse o caso dos autos. A atuação jurisdicional, portanto, não extravasou os limites traçados por essa Corte. Buscou-se, sim, a satisfação de elementares e impostergáveis direitos fundamentais, relacionados com a integridade física e psíquica de menores aos cuidados do Poder Público. (…): …................................................................................................... Ante a inviabilidade do extraordinário, o parecer sugere o desprovimento do agravo.” Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, por tratar-se, ausente situação de comprovada má-fé, de processo de ação civil pública (Lei nº 7.347/85, art. 18). É o meu voto. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 12/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 926.069 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D20-6753-FEB1-43AA e senha D2E5-2AA9-145F-34CB Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 926.069 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D20-6753-FEB1-43AA e senha D2E5-2AA9-145F-34CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749498264
2019-03-12T00:00:00
2019-04-02T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – AÇÃO CIVIL PÚBLICA PARA DEFESA DE DIREITOS RELATIVOS À INFÂNCIA E À ADOLESCÊNCIA – LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – OBRIGAÇÃO JURÍDICO-CONSTITUCIONAL QUE IMPÕE AOS ESTADOS O DEVER DE OBSERVÂNCIA DOS DIREITOS CONSTITUCIONAIS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (CF, ART. 227, “CAPUT”, E § 3º, V) – TRANSFERÊNCIA DE MENORES INFRATORES, DE UNIDADE POLICIAL PARA ESTABELECIMENTO APROPRIADO AO CUMPRIMENTO DE MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS DE INTERNAÇÃO OU SEMILIBERDADE – IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS – VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA SEPARAÇÃO DOS PODERES E DA RESERVA DO POSSÍVEL – INOCORRÊNCIA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, POR TRATAR-SE, AUSENTE SITUAÇÃO DE COMPROVADA MÁ-FÉ, DE PROCESSO DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA (LEI Nº 7.347/85, ART. 18) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur401190
- Acórdão(s) citado(s): (MINISTÉRIO PÚBLICO, LEGITIMIDADE, AÇÃO CIVIL PÚBLICA) RE 163231 (2ªT), RTJ 178/377. (DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, DIREITO DE SEGUNDA GERAÇÃO) MS 22164 (TP) - RTJ 164/158. (PODER PÚBLICO, INÉRCIA, OFENSA, CONSTITUIÇÃO FEDERAL) RE 271286 AgR (2ªT), ADI 1439 MC (TP), RTJ 185/794, RTJ 175/1212. (POLÍTICAS PÚBLICAS, PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES) RE 410715 AgR (2ªT), RE 463210 AgR (2ªT), RE 464143 AgR (2ªT), RE 592937 AgR (2ªT), RE 768825 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (MINISTÉRIO PÚBLICO, LEGITIMIDADE, AÇÃO CIVIL PÚBLICA) RE 332545, AI 815744. (POLÍTICAS PÚBLICAS, PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES) RE 411518, AI 455802, AI 475751, RE 436996, AI 401673, ARE 698258, RE 909986, RE 919489. Número de páginas: 16. Análise: 09/05/2019, BMP.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
926069
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00227 \"CAPUT\" PAR-00003 INC-00005\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-007347 ANO-1985\n ART-00018\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 926069 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
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Ementa e Acórdão 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 926.069 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – AÇÃO CIVIL PÚBLICA PARA DEFESA DE DIREITOS RELATIVOS À INFÂNCIA E À ADOLESCÊNCIA – LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – OBRIGAÇÃO JURÍDICO-CONSTITUCIONAL QUE IMPÕE AOS ESTADOS O DEVER DE OBSERVÂNCIA DOS DIREITOS CONSTITUCIONAIS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (Constituição Federal de 1988, ART. 227, “CAPUT”, E § 3..., V) – TRANSFERÊNCIA DE MENORES INFRATORES, DE UNIDADE POLICIAL PARA ESTABELECIMENTO APROPRIADO AO CUMPRIMENTO DE MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS DE INTERNAÇÃO OU SEMILIBERDADE – IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS – VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA SEPARAÇÃO DOS PODERES E DA RESERVA DO POSSÍVEL – INOCORRÊNCIA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, POR TRATAR-SE, AUSENTE SITUAÇÃO DE COMPROVADA MÁ-FÉ, DE PROCESSO DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA (LEI n 7.347/85, ART. 18) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A73C-E5D9-F47E-8E74 e senha C2AA-3C25-2E28-17CF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão ARE 926069 AGR / PR conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 01 a 11 de março de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A73C-E5D9-F47E-8E74 e senha C2AA-3C25-2E28-17CF Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 01 a 11 de março de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A73C-E5D9-F47E-8E74 e senha C2AA-3C25-2E28-17CF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 926.069 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, negou provimento ao recurso extraordinário a que ele se refere, por achar-se este em confronto com entendimento firmado por esta Suprema Corte (fls. 1.038/1.048). Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu (fls. 1.051/1.053). Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0828-45AA-4BDD-ABEF e senha B37B-5ACC-6E51-5388 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 926.069 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, negou provimento ao recurso extraordinário a que ele se refere, por achar-se este em confronto com entendimento firmado por esta Suprema Corte (fls. 1.038/1.048). Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu (fls. 1.051/1.053). Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0828-45AA-4BDD-ABEF e senha B37B-5ACC-6E51-5388 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 926.069 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, está assim ementado (fls. 964/965): “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CUMPRIMENTO DE MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO OU SEMILIBERDADE — ADOLESCENTES INTERNADOS EM DELEGACIA DE POLÍCIA — PERMANÊNCIA POR PERÍODO SUPERIOR AO PRAZO AUTORIZADO — DETERMINAÇÃO DE COLOCAÇÃO EM LOCAL ADEQUADO. VIA ESCOLHIDA — ADEQUAÇÃO — DEFESA DE DIREITOS RELATIVOS À INFÂNCIA E À ADOLESCÊNCIA — PREVISÃO CONTIDA NO ART. 201, V, DO Estatuto da Criança e do Adolescente — MINISTÉRIO PÚBLICO — LEGITIMIDADE ATIVA. DECISÃO — EFEITOS — ‘ERGA OMNES’ — INTERESSE DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 926.069 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, está assim ementado (fls. 964/965): “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CUMPRIMENTO DE MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO OU SEMILIBERDADE — ADOLESCENTES INTERNADOS EM DELEGACIA DE POLÍCIA — PERMANÊNCIA POR PERÍODO SUPERIOR AO PRAZO AUTORIZADO — DETERMINAÇÃO DE COLOCAÇÃO EM LOCAL ADEQUADO. VIA ESCOLHIDA — ADEQUAÇÃO — DEFESA DE DIREITOS RELATIVOS À INFÂNCIA E À ADOLESCÊNCIA — PREVISÃO CONTIDA NO ART. 201, V, DO Estatuto da Criança e do Adolescente — MINISTÉRIO PÚBLICO — LEGITIMIDADE ATIVA. DECISÃO — EFEITOS — ‘ERGA OMNES’ — INTERESSE DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR COLETIVIDADE. INTERESSE DE AGIR — CONFIGURAÇÃO. SEPARAÇÃO DE PODERES — VIOLAÇÃO — INOCORRÊNCIA — DESCUMPRIMENTO DE IMPOSIÇÃO PREVISTA NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E NO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE — PRIORIDADE ABSOLUTA — HIPÓTESE LEGITIMADORA DE INTERVENÇÃO JURISDICIONAL. INSUFICIÊNCIA ORÇAMENTÁRIA — INVOCAÇÃO DA CLÁUSULA DA RESERVA DO POSSÍVEL — ALEGAÇÃO GENÉRICA — AUSÊNCIA DE PROVAS. MULTA — DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER — POSSIBILIDADE — SECRETÁRIO DE ESTADO — POLO PASSIVO DA AÇÃO – ILEGITIMIDADE – OBRIGAÇÃO DEVE RECAIR SOBRE A FAZENDA PÚBLICA. PREQUESTIONAMENTO – MENÇÃO A DISPOSITIVOS LEGAIS – DESNECESSIDADE – PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça. 1. ‘A jurisprudência desta Corte Superior encontra-se consolidada no sentido de que inexiste óbice para a imposição da multa (astreinte) à Fazenda Pública, pelo descumprimento de decisão judicial que a obriga a fazer, não fazer ou a entregar coisa’ (Superior Tribunal de Justiça, REsp 970401/RS, Segunda Turma, Rel. Min. MAURO CAMPBELL MARQUES, julg. 02/1212010). 2. ‘Na esteira do entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça, admite-se a aplicação da sanção prevista no art. 461, § 4... do Código de Processo Civil à Fazenda Pública para assegurar o cumprimento da obrigação, não sendo possível, todavia, estendê-la ao agente político que não participara do processo e, portanto, não exercitara seu constitucional direito de ampla defesa’ (Superior Tribunal de Justiça, REsp 1315719/SE, Segunda Turma, Rel. Min. HERMAN BENJAMIN, julg. 27/08/2013). 3. ‘Sendo a matéria conhecida, e devidamente explicitada a questão federal, com o tema colocado sob confronto, a omissão do preceito legal, por si só, não afasta a apreciação do recurso especial’ (Superior Tribunal de Justiça, EREsp n 155321/SP, Corte Especial, Rel. Min. Hélio Mosimann, julg. 03/02/1999, p. 70). 4. Recurso conhecido e parcialmente provido.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR COLETIVIDADE. INTERESSE DE AGIR — CONFIGURAÇÃO. SEPARAÇÃO DE PODERES — VIOLAÇÃO — INOCORRÊNCIA — DESCUMPRIMENTO DE IMPOSIÇÃO PREVISTA NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E NO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE — PRIORIDADE ABSOLUTA — HIPÓTESE LEGITIMADORA DE INTERVENÇÃO JURISDICIONAL. INSUFICIÊNCIA ORÇAMENTÁRIA — INVOCAÇÃO DA CLÁUSULA DA RESERVA DO POSSÍVEL — ALEGAÇÃO GENÉRICA — AUSÊNCIA DE PROVAS. MULTA — DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER — POSSIBILIDADE — SECRETÁRIO DE ESTADO — POLO PASSIVO DA AÇÃO – ILEGITIMIDADE – OBRIGAÇÃO DEVE RECAIR SOBRE A FAZENDA PÚBLICA. PREQUESTIONAMENTO – MENÇÃO A DISPOSITIVOS LEGAIS – DESNECESSIDADE – PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça. 1. ‘A jurisprudência desta Corte Superior encontra-se consolidada no sentido de que inexiste óbice para a imposição da multa (astreinte) à Fazenda Pública, pelo descumprimento de decisão judicial que a obriga a fazer, não fazer ou a entregar coisa’ (Superior Tribunal de Justiça, REsp 970401/RS, Segunda Turma, Rel. Min. MAURO CAMPBELL MARQUES, julg. 02/1212010). 2. ‘Na esteira do entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça, admite-se a aplicação da sanção prevista no art. 461, § 4... do Código de Processo Civil à Fazenda Pública para assegurar o cumprimento da obrigação, não sendo possível, todavia, estendê-la ao agente político que não participara do processo e, portanto, não exercitara seu constitucional direito de ampla defesa’ (Superior Tribunal de Justiça, REsp 1315719/SE, Segunda Turma, Rel. Min. HERMAN BENJAMIN, julg. 27/08/2013). 3. ‘Sendo a matéria conhecida, e devidamente explicitada a questão federal, com o tema colocado sob confronto, a omissão do preceito legal, por si só, não afasta a apreciação do recurso especial’ (Superior Tribunal de Justiça, EREsp n 155321/SP, Corte Especial, Rel. Min. Hélio Mosimann, julg. 03/02/1999, p. 70). 4. Recurso conhecido e parcialmente provido.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR O Estado do Paraná, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão agravada, observo, no tocante à questão da legitimidade ativa do Ministério Público do Estado do Paraná, que o Plenário desta Suprema Corte, ao julgar o Recurso Extraordinário 163.231/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA (RTJ 178/377-378), fixou entendimento que torna inacolhível a pretensão recursal deduzida: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA PROMOVER AÇÃO CIVIL PÚBLICA EM DEFESA DOS INTERESSES DIFUSOS, COLETIVOS E HOMOGÊNEOS. MENSALIDADES ESCOLARES: CAPACIDADE POSTULATÓRIA DO ‘PARQUET’ PARA DISCUTI-LAS EM JUÍZO. 1. A Constituição Federal confere relevo ao Ministério Público como instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (Constituição Federal de 1988, art. 127). 2. Por isso mesmo detém o Ministério Público capacidade postulatória, não só para a abertura do inquérito civil, da ação penal pública e da ação civil pública para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente, mas também de outros interesses difusos e coletivos (Constituição Federal de 1988, art. 129, I e III). 3. Interesses difusos são aqueles que abrangem número indeterminado de pessoas unidas pelas mesmas circunstâncias de fato e coletivos aqueles pertencentes a grupos, categorias ou classes de pessoas determináveis, ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR O Estado do Paraná, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão agravada, observo, no tocante à questão da legitimidade ativa do Ministério Público do Estado do Paraná, que o Plenário desta Suprema Corte, ao julgar o Recurso Extraordinário 163.231/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA (RTJ 178/377-378), fixou entendimento que torna inacolhível a pretensão recursal deduzida: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA PROMOVER AÇÃO CIVIL PÚBLICA EM DEFESA DOS INTERESSES DIFUSOS, COLETIVOS E HOMOGÊNEOS. MENSALIDADES ESCOLARES: CAPACIDADE POSTULATÓRIA DO ‘PARQUET’ PARA DISCUTI-LAS EM JUÍZO. 1. A Constituição Federal confere relevo ao Ministério Público como instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (Constituição Federal de 1988, art. 127). 2. Por isso mesmo detém o Ministério Público capacidade postulatória, não só para a abertura do inquérito civil, da ação penal pública e da ação civil pública para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente, mas também de outros interesses difusos e coletivos (Constituição Federal de 1988, art. 129, I e III). 3. Interesses difusos são aqueles que abrangem número indeterminado de pessoas unidas pelas mesmas circunstâncias de fato e coletivos aqueles pertencentes a grupos, categorias ou classes de pessoas determináveis, ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR 3.1. A indeterminidade é a característica fundamental dos interesses difusos e a determinidade a daqueles interesses que envolvem os coletivos. 4. Direitos ou interesses homogêneos são os que têm a mesma origem comum (art. 81, III, da Lei n 8.078, de 11 de setembro de 1990), constituindo-se em subespécie de direitos coletivos. 4.1. Quer se afirme interesses coletivos ou particularmente interesses homogêneos, ‘stricto sensu’, ambos estão cingidos a uma mesma base jurídica, sendo coletivos, explicitamente dizendo, porque são relativos a grupos, categorias ou classes de pessoas, que conquanto digam respeito às pessoas isoladamente, não se classificam como direitos individuais para o fim de ser vedada a sua defesa em ação civil pública, porque sua concepção finalística destina-se à proteção desses grupos, categorias ou classe de pessoas.” (grifei) Convém destacar, por necessário, que esse entendimento vem sendo observado, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, em sucessivos julgamentos proferidos a propósito de questão assemelhada à que ora se examina nesta sede recursal (AI 815.744/PR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Recurso Extraordinário 190.976/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – Recurso Extraordinário 332.545/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.). É preciso registrar, de outro lado, que o direito da criança e do adolescente de ter especial proteção, considerada a condição peculiar de pessoa em desenvolvimento (Constituição Federal de 1988, art. 227, “caput”, e § 3..., V) – qualifica-se como um dos direitos sociais mais expressivos, subsumindo-se à noção dos direitos de segunda geração (ou dimensão) (RTJ 164/158-161), cujo adimplemento impõe ao Poder Público a satisfação de um dever de prestação positiva, consistente num “facere” ou em um “praestare”, pois o Estado dele só se desincumbirá criando condições objetivas que propiciem, aos titulares desse mesmo direito, a sua efetiva fruição. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR 3.1. A indeterminidade é a característica fundamental dos interesses difusos e a determinidade a daqueles interesses que envolvem os coletivos. 4. Direitos ou interesses homogêneos são os que têm a mesma origem comum (art. 81, III, da Lei n 8.078, de 11 de setembro de 1990), constituindo-se em subespécie de direitos coletivos. 4.1. Quer se afirme interesses coletivos ou particularmente interesses homogêneos, ‘stricto sensu’, ambos estão cingidos a uma mesma base jurídica, sendo coletivos, explicitamente dizendo, porque são relativos a grupos, categorias ou classes de pessoas, que conquanto digam respeito às pessoas isoladamente, não se classificam como direitos individuais para o fim de ser vedada a sua defesa em ação civil pública, porque sua concepção finalística destina-se à proteção desses grupos, categorias ou classe de pessoas.” (grifei) Convém destacar, por necessário, que esse entendimento vem sendo observado, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, em sucessivos julgamentos proferidos a propósito de questão assemelhada à que ora se examina nesta sede recursal (AI 815.744/PR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Recurso Extraordinário 190.976/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – Recurso Extraordinário 332.545/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.). É preciso registrar, de outro lado, que o direito da criança e do adolescente de ter especial proteção, considerada a condição peculiar de pessoa em desenvolvimento (Constituição Federal de 1988, art. 227, “caput”, e § 3..., V) – qualifica-se como um dos direitos sociais mais expressivos, subsumindo-se à noção dos direitos de segunda geração (ou dimensão) (RTJ 164/158-161), cujo adimplemento impõe ao Poder Público a satisfação de um dever de prestação positiva, consistente num “facere” ou em um “praestare”, pois o Estado dele só se desincumbirá criando condições objetivas que propiciem, aos titulares desse mesmo direito, a sua efetiva fruição. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR Ao julgar a ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, proferi decisão assim ementada (Informativo/Supremo Tribunal Federal n 345/2004): “ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DO CONTROLE E DA INTERVENÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO EM TEMA DE IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS, QUANDO CONFIGURADA HIPÓTESE DE ABUSIVIDADE GOVERNAMENTAL. DIMENSÃO POLÍTICA DA JURISDIÇÃO CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOPONIBILIDADE DO ARBÍTRIO ESTATAL À EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS SOCIAIS, ECONÔMICOS E CULTURAIS. CARÁTER RELATIVO DA LIBERDADE DE CONFORMAÇÃO DO LEGISLADOR. CONSIDERAÇÕES EM TORNO DA CLÁUSULA DA ‘RESERVA DO POSSÍVEL’. NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO, EM FAVOR DOS INDIVÍDUOS, DA INTEGRIDADE E DA INTANGIBILIDADE DO NÚCLEO CONSUBSTANCIADOR DO ‘MÍNIMO EXISTENCIAL’. VIABILIDADE INSTRUMENTAL DA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO NO PROCESSO DE CONCRETIZAÇÃO DAS LIBERDADES POSITIVAS (DIREITOS CONSTITUCIONAIS DE SEGUNDA GERAÇÃO).” Salientei, então, em tal decisão, que o Supremo Tribunal Federal, considerada a dimensão política da jurisdição constitucional outorgada a esta Corte, não pode demitir-se do gravíssimo encargo de tornar efetivos os direitos econômicos, sociais e culturais, que se identificam – enquanto direitos de segunda geração (como o direito à especial proteção às crianças e aos adolescentes, p. ex.) – com as liberdades positivas, reais ou concretas (RTJ 164/158-161, Rel. Min. CELSO DE MELLO). É que, se assim não for, restarão comprometidas a integridade e a eficácia da própria Constituição, por efeito de violação negativa do estatuto constitucional motivada por inaceitável inércia governamental no 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR Ao julgar a ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, proferi decisão assim ementada (Informativo/Supremo Tribunal Federal n 345/2004): “ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DO CONTROLE E DA INTERVENÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO EM TEMA DE IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS, QUANDO CONFIGURADA HIPÓTESE DE ABUSIVIDADE GOVERNAMENTAL. DIMENSÃO POLÍTICA DA JURISDIÇÃO CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOPONIBILIDADE DO ARBÍTRIO ESTATAL À EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS SOCIAIS, ECONÔMICOS E CULTURAIS. CARÁTER RELATIVO DA LIBERDADE DE CONFORMAÇÃO DO LEGISLADOR. CONSIDERAÇÕES EM TORNO DA CLÁUSULA DA ‘RESERVA DO POSSÍVEL’. NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO, EM FAVOR DOS INDIVÍDUOS, DA INTEGRIDADE E DA INTANGIBILIDADE DO NÚCLEO CONSUBSTANCIADOR DO ‘MÍNIMO EXISTENCIAL’. VIABILIDADE INSTRUMENTAL DA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO NO PROCESSO DE CONCRETIZAÇÃO DAS LIBERDADES POSITIVAS (DIREITOS CONSTITUCIONAIS DE SEGUNDA GERAÇÃO).” Salientei, então, em tal decisão, que o Supremo Tribunal Federal, considerada a dimensão política da jurisdição constitucional outorgada a esta Corte, não pode demitir-se do gravíssimo encargo de tornar efetivos os direitos econômicos, sociais e culturais, que se identificam – enquanto direitos de segunda geração (como o direito à especial proteção às crianças e aos adolescentes, p. ex.) – com as liberdades positivas, reais ou concretas (RTJ 164/158-161, Rel. Min. CELSO DE MELLO). É que, se assim não for, restarão comprometidas a integridade e a eficácia da própria Constituição, por efeito de violação negativa do estatuto constitucional motivada por inaceitável inércia governamental no 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR adimplemento de prestações positivas impostas ao Poder Público, consoante já advertiu, em tema de inconstitucionalidade por omissão, por mais de uma vez (RTJ 75/1212-1213, Rel. Min. CELSO DE MELLO), o Supremo Tribunal Federal: “DESRESPEITO À CONSTITUIÇÃO - MODALIDADES DE COMPORTAMENTOS INCONSTITUCIONAIS DO PODER PÚBLICO. – O desrespeito à Constituição tanto pode ocorrer mediante ação estatal quanto mediante inércia governamental. A situação de inconstitucionalidade pode derivar de um comportamento ativo do Poder Público, que age ou edita normas em desacordo com o que dispõe a Constituição, ofendendo-lhe, assim, os preceitos e os princípios que nela se acham consignados. Essa conduta estatal, que importa em um 'facere' (atuação positiva), gera a inconstitucionalidade por ação. – Se o Estado deixar de adotar as medidas necessárias à realização concreta dos preceitos da Constituição, em ordem a torná-los efetivos, operantes e exequíveis, abstendo-se, em consequência, de cumprir o dever de prestação que a Constituição lhe impôs, incidirá em violação negativa do texto constitucional. Desse 'non facere' ou 'non praestare', resultará a inconstitucionalidade por omissão, que pode ser total, quando é nenhuma a providência adotada, ou parcial, quando é insuficiente a medida efetivada pelo Poder Público. ....................................................................................................... – A omissão do Estado – que deixa de cumprir, em maior ou em menor extensão, a imposição ditada pelo texto constitucional – qualifica-se como comportamento revestido da maior gravidade político-jurídica, eis que, mediante inércia, o Poder Público também desrespeita a Constituição, também ofende direitos que nela se fundam e também impede, por ausência de medidas concretizadoras, a própria aplicabilidade dos postulados e princípios da Lei Fundamental.” (RTJ 185/794-796, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR adimplemento de prestações positivas impostas ao Poder Público, consoante já advertiu, em tema de inconstitucionalidade por omissão, por mais de uma vez (RTJ 75/1212-1213, Rel. Min. CELSO DE MELLO), o Supremo Tribunal Federal: “DESRESPEITO À CONSTITUIÇÃO - MODALIDADES DE COMPORTAMENTOS INCONSTITUCIONAIS DO PODER PÚBLICO. – O desrespeito à Constituição tanto pode ocorrer mediante ação estatal quanto mediante inércia governamental. A situação de inconstitucionalidade pode derivar de um comportamento ativo do Poder Público, que age ou edita normas em desacordo com o que dispõe a Constituição, ofendendo-lhe, assim, os preceitos e os princípios que nela se acham consignados. Essa conduta estatal, que importa em um 'facere' (atuação positiva), gera a inconstitucionalidade por ação. – Se o Estado deixar de adotar as medidas necessárias à realização concreta dos preceitos da Constituição, em ordem a torná-los efetivos, operantes e exequíveis, abstendo-se, em consequência, de cumprir o dever de prestação que a Constituição lhe impôs, incidirá em violação negativa do texto constitucional. Desse 'non facere' ou 'non praestare', resultará a inconstitucionalidade por omissão, que pode ser total, quando é nenhuma a providência adotada, ou parcial, quando é insuficiente a medida efetivada pelo Poder Público. ....................................................................................................... – A omissão do Estado – que deixa de cumprir, em maior ou em menor extensão, a imposição ditada pelo texto constitucional – qualifica-se como comportamento revestido da maior gravidade político-jurídica, eis que, mediante inércia, o Poder Público também desrespeita a Constituição, também ofende direitos que nela se fundam e também impede, por ausência de medidas concretizadoras, a própria aplicabilidade dos postulados e princípios da Lei Fundamental.” (RTJ 185/794-796, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR É certo – tal como observei no exame da ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO (Informativo/Supremo Tribunal Federal n 345/2004) – que não se inclui, ordinariamente, no âmbito das funções institucionais do Poder Judiciário – e nas desta Suprema Corte, em especial – a atribuição de formular e de implementar políticas públicas (JOSÉ CARLOS VIEIRA DE ANDRADE, “Os Direitos Fundamentais na Constituição Portuguesa de 1976”, p. 207, item n. 05, 1987, Almedina, Coimbra), pois, nesse domínio, o encargo reside, primariamente, nos Poderes Legislativo e Executivo. Impende assinalar, contudo, que tal incumbência poderá atribuir-se, embora excepcionalmente, ao Poder Judiciário, se e quando os órgãos estatais competentes, por descumprirem os encargos político-jurídicos que sobre eles incidem em caráter impositivo, vierem a comprometer, com tal comportamento, a eficácia e a integridade de direitos individuais e/ou coletivos impregnados de estatura constitucional, como sucede na espécie ora em exame. Não deixo de conferir, no entanto, assentadas tais premissas, significativo relevo ao tema pertinente à “reserva do possível” (LUÍS FERNANDO SGARBOSSA, “Crítica à Teoria dos Custos dos Direitos”, vol. 1, 2010, Fabris Editor; STEPHEN HOLMES/CASS R. SUNSTEIN, “The Cost of Rights”, 1999, Norton, New York; ANA PAULA DE BARCELLOS, “A Eficácia Jurídica dos Princípios Constitucionais”, p. 245/246, 2002, Renovar; FLÁVIO GALDINO, “Introdução à Teoria dos Custos dos Direitos”, p. 190/198, itens ns. 9.5 e 9.6, e p. 345/347, item n. 15.3, 2005, Lumen Juris), notadamente em sede de efetivação e implementação (usualmente onerosas) de determinados direitos cujo adimplemento, pelo Poder Público, impõe-lhe e dele exige prestações estatais positivas concretizadoras de tais prerrogativas individuais e/ou coletivas. Não se ignora que a realização dos direitos econômicos, sociais e culturais – além de caracterizar-se pela gradualidade de seu processo de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR É certo – tal como observei no exame da ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO (Informativo/Supremo Tribunal Federal n 345/2004) – que não se inclui, ordinariamente, no âmbito das funções institucionais do Poder Judiciário – e nas desta Suprema Corte, em especial – a atribuição de formular e de implementar políticas públicas (JOSÉ CARLOS VIEIRA DE ANDRADE, “Os Direitos Fundamentais na Constituição Portuguesa de 1976”, p. 207, item n. 05, 1987, Almedina, Coimbra), pois, nesse domínio, o encargo reside, primariamente, nos Poderes Legislativo e Executivo. Impende assinalar, contudo, que tal incumbência poderá atribuir-se, embora excepcionalmente, ao Poder Judiciário, se e quando os órgãos estatais competentes, por descumprirem os encargos político-jurídicos que sobre eles incidem em caráter impositivo, vierem a comprometer, com tal comportamento, a eficácia e a integridade de direitos individuais e/ou coletivos impregnados de estatura constitucional, como sucede na espécie ora em exame. Não deixo de conferir, no entanto, assentadas tais premissas, significativo relevo ao tema pertinente à “reserva do possível” (LUÍS FERNANDO SGARBOSSA, “Crítica à Teoria dos Custos dos Direitos”, vol. 1, 2010, Fabris Editor; STEPHEN HOLMES/CASS R. SUNSTEIN, “The Cost of Rights”, 1999, Norton, New York; ANA PAULA DE BARCELLOS, “A Eficácia Jurídica dos Princípios Constitucionais”, p. 245/246, 2002, Renovar; FLÁVIO GALDINO, “Introdução à Teoria dos Custos dos Direitos”, p. 190/198, itens ns. 9.5 e 9.6, e p. 345/347, item n. 15.3, 2005, Lumen Juris), notadamente em sede de efetivação e implementação (usualmente onerosas) de determinados direitos cujo adimplemento, pelo Poder Público, impõe-lhe e dele exige prestações estatais positivas concretizadoras de tais prerrogativas individuais e/ou coletivas. Não se ignora que a realização dos direitos econômicos, sociais e culturais – além de caracterizar-se pela gradualidade de seu processo de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR concretização – depende, em grande medida, de um inescapável vínculo financeiro subordinado às possibilidades orçamentárias do Estado, de tal modo que, comprovada, objetivamente, a alegação de incapacidade econômico-financeira da pessoa estatal, desta não se poderá razoavelmente exigir, então, considerada a limitação material referida, a imediata efetivação do comando fundado no texto da Carta Política. Não se mostrará lícito, contudo, ao Poder Público, em tal hipótese, criar obstáculo artificial que revele – a partir de indevida manipulação de sua atividade financeira e/ou político-administrativa – o ilegítimo, arbitrário e censurável propósito de fraudar, de frustrar e de inviabilizar o estabelecimento e a preservação, em favor da pessoa e dos cidadãos, de condições materiais mínimas de existência (ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Informativo/Supremo Tribunal Federal n 345/2004). Cumpre advertir, desse modo, que a cláusula da “reserva do possível” – ressalvada a ocorrência de justo motivo objetivamente aferível – não pode ser invocada, pelo Estado, com a finalidade de exonerar-se, dolosamente, do cumprimento de suas obrigações constitucionais, notadamente quando dessa conduta governamental negativa puder resultar nulificação ou, até mesmo, aniquilação de direitos constitucionais impregnados de um sentido de essencial fundamentalidade. Cabe referir, ainda, neste ponto, ante a extrema pertinência de suas observações, a advertência de LUIZA CRISTINA FONSECA FRISCHEISEN, ilustre Subprocuradora Geral da República (“Políticas Públicas – A Responsabilidade do Administrador e o Ministério Público”, p. 59, 95 e 97, 2000, Max Limonad), cujo magistério, a propósito da limitada discricionariedade governamental em tema de concretização das políticas públicas constitucionais, assinala: “Nesse contexto constitucional, que implica também na renovação das práticas políticas, o administrador está vinculado às políticas públicas estabelecidas na Constituição Federal; a sua 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR concretização – depende, em grande medida, de um inescapável vínculo financeiro subordinado às possibilidades orçamentárias do Estado, de tal modo que, comprovada, objetivamente, a alegação de incapacidade econômico-financeira da pessoa estatal, desta não se poderá razoavelmente exigir, então, considerada a limitação material referida, a imediata efetivação do comando fundado no texto da Carta Política. Não se mostrará lícito, contudo, ao Poder Público, em tal hipótese, criar obstáculo artificial que revele – a partir de indevida manipulação de sua atividade financeira e/ou político-administrativa – o ilegítimo, arbitrário e censurável propósito de fraudar, de frustrar e de inviabilizar o estabelecimento e a preservação, em favor da pessoa e dos cidadãos, de condições materiais mínimas de existência (ADPF 45/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Informativo/Supremo Tribunal Federal n 345/2004). Cumpre advertir, desse modo, que a cláusula da “reserva do possível” – ressalvada a ocorrência de justo motivo objetivamente aferível – não pode ser invocada, pelo Estado, com a finalidade de exonerar-se, dolosamente, do cumprimento de suas obrigações constitucionais, notadamente quando dessa conduta governamental negativa puder resultar nulificação ou, até mesmo, aniquilação de direitos constitucionais impregnados de um sentido de essencial fundamentalidade. Cabe referir, ainda, neste ponto, ante a extrema pertinência de suas observações, a advertência de LUIZA CRISTINA FONSECA FRISCHEISEN, ilustre Subprocuradora Geral da República (“Políticas Públicas – A Responsabilidade do Administrador e o Ministério Público”, p. 59, 95 e 97, 2000, Max Limonad), cujo magistério, a propósito da limitada discricionariedade governamental em tema de concretização das políticas públicas constitucionais, assinala: “Nesse contexto constitucional, que implica também na renovação das práticas políticas, o administrador está vinculado às políticas públicas estabelecidas na Constituição Federal; a sua 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR omissão é passível de responsabilização e a sua margem de discricionariedade é mínima, não contemplando o não fazer. ....................................................................................................... Como demonstrado no item anterior, o administrador público está vinculado à Constituição e às normas infraconstitucionais para a implementação das políticas públicas relativas à ordem social constitucional, ou seja, própria à finalidade da mesma: o bem-estar e a justiça social. …................................................................................................... Conclui-se, portanto, que o administrador não tem discricionariedade para deliberar sobre a oportunidade e conveniência de implementação de políticas públicas discriminadas na ordem social constitucional, pois tal restou deliberado pelo Constituinte e pelo legislador que elaborou as normas de integração. …................................................................................................... As dúvidas sobre essa margem de discricionariedade devem ser dirimidas pelo Judiciário, cabendo ao Juiz dar sentido concreto à norma e controlar a legitimidade do ato administrativo (omissivo ou comissivo), verificando se o mesmo não contraria sua finalidade constitucional, no caso, a concretização da ordem social constitucional.” (grifei) Tenho para mim, desse modo, presente tal contexto, que os Estados – que devem conferir especial proteção à criança e ao adolescente (Constituição Federal de 1988, art. 227, “caput” e § 3..., V) – não poderão demitir-se do mandato constitucional, juridicamente vinculante, que lhes foi outorgado pela Constituição, e que representa fator de limitação da discricionariedade político-administrativa dos entes estatais, cujas opções, tratando-se de aplicação de medida privativa da liberdade a adolescentes (Constituição Federal de 1988, art. 227, § 3..., V), não podem ser exercidas de modo a comprometer, com apoio em juízo de simples conveniência ou de mera oportunidade, a eficácia desse direito básico de índole social. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR omissão é passível de responsabilização e a sua margem de discricionariedade é mínima, não contemplando o não fazer. ....................................................................................................... Como demonstrado no item anterior, o administrador público está vinculado à Constituição e às normas infraconstitucionais para a implementação das políticas públicas relativas à ordem social constitucional, ou seja, própria à finalidade da mesma: o bem-estar e a justiça social. …................................................................................................... Conclui-se, portanto, que o administrador não tem discricionariedade para deliberar sobre a oportunidade e conveniência de implementação de políticas públicas discriminadas na ordem social constitucional, pois tal restou deliberado pelo Constituinte e pelo legislador que elaborou as normas de integração. …................................................................................................... As dúvidas sobre essa margem de discricionariedade devem ser dirimidas pelo Judiciário, cabendo ao Juiz dar sentido concreto à norma e controlar a legitimidade do ato administrativo (omissivo ou comissivo), verificando se o mesmo não contraria sua finalidade constitucional, no caso, a concretização da ordem social constitucional.” (grifei) Tenho para mim, desse modo, presente tal contexto, que os Estados – que devem conferir especial proteção à criança e ao adolescente (Constituição Federal de 1988, art. 227, “caput” e § 3..., V) – não poderão demitir-se do mandato constitucional, juridicamente vinculante, que lhes foi outorgado pela Constituição, e que representa fator de limitação da discricionariedade político-administrativa dos entes estatais, cujas opções, tratando-se de aplicação de medida privativa da liberdade a adolescentes (Constituição Federal de 1988, art. 227, § 3..., V), não podem ser exercidas de modo a comprometer, com apoio em juízo de simples conveniência ou de mera oportunidade, a eficácia desse direito básico de índole social. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR As razões ora expostas convencem-me, portanto, da inteira correção dos fundamentos que dão suporte ao acórdão recorrido, consideradas diversas decisões sobre o tema em análise, já proferidas no âmbito desta Suprema Corte, à propósito de questão assemelhada a destes autos (AI 455.802/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – AI 475.571/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – ARE 698.258/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Recurso Extraordinário 401.673/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Recurso Extraordinário 410.715-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Recurso Extraordinário 411.518/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Recurso Extraordinário 436.996/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Recurso Extraordinário 463.210-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – Recurso Extraordinário 464.143-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Recurso Extraordinário 592.937-AgR/SC, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 909.986/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 919.489/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLÍTICAS PÚBLICAS. SEGURANÇA PÚBLICA. DETERMINAÇÃO PELO PODER JUDICIÁRIO. LIMITES ORÇAMENTÁRIOS. VIOLAÇÃO À SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência desta Corte entende ser possível ao Poder Judiciário determinar ao Estado a implementação, em situações excepcionais, de políticas públicas previstas na Constituição sem que isso acarrete contrariedade ao princípio da separação dos poderes. II – Quanto aos limites orçamentários aos quais está vinculado o recorrente, o Poder Público, ressalvada a ocorrência de motivo objetivamente mensurável, não pode se furtar à observância de seus encargos constitucionais. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 768.825-AgR/BA, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) Isso significa, portanto, considerada a indiscutível primazia reconhecida aos direitos da criança e do adolescente (ANA MARIA MOREIRA MARCHESAN, “O princípio da prioridade absoluta aos 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR As razões ora expostas convencem-me, portanto, da inteira correção dos fundamentos que dão suporte ao acórdão recorrido, consideradas diversas decisões sobre o tema em análise, já proferidas no âmbito desta Suprema Corte, à propósito de questão assemelhada a destes autos (AI 455.802/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – AI 475.571/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – ARE 698.258/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Recurso Extraordinário 401.673/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Recurso Extraordinário 410.715-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Recurso Extraordinário 411.518/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Recurso Extraordinário 436.996/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Recurso Extraordinário 463.210-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – Recurso Extraordinário 464.143-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Recurso Extraordinário 592.937-AgR/SC, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 909.986/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 919.489/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLÍTICAS PÚBLICAS. SEGURANÇA PÚBLICA. DETERMINAÇÃO PELO PODER JUDICIÁRIO. LIMITES ORÇAMENTÁRIOS. VIOLAÇÃO À SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência desta Corte entende ser possível ao Poder Judiciário determinar ao Estado a implementação, em situações excepcionais, de políticas públicas previstas na Constituição sem que isso acarrete contrariedade ao princípio da separação dos poderes. II – Quanto aos limites orçamentários aos quais está vinculado o recorrente, o Poder Público, ressalvada a ocorrência de motivo objetivamente mensurável, não pode se furtar à observância de seus encargos constitucionais. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 768.825-AgR/BA, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) Isso significa, portanto, considerada a indiscutível primazia reconhecida aos direitos da criança e do adolescente (ANA MARIA MOREIRA MARCHESAN, “O princípio da prioridade absoluta aos 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR direitos da criança e do adolescente e a discricionariedade administrativa”, “in” RT 749/82-103), que a ineficiência administrativa, o descaso governamental com direitos básicos do cidadão, a incapacidade de gerir os recursos públicos, a incompetência na adequada implementação da programação orçamentária em tema de proteção à criança e ao adolescente, a falta de visão política na justa percepção, pelo administrador, do enorme significado social de que se reveste esse dever constitucional, a inoperância funcional dos gestores públicos na concretização das imposições constitucionais estabelecidas em favor do cidadão não podem nem devem representar obstáculos à execução, pelo Poder Público, da norma inscrita no art. 227, § 3..., V, da Constituição da República, que traduz e impõe, ao Estado, um dever inafastável, sob pena de a ilegitimidade dessa inaceitável omissão governamental importar em grave vulneração a um direito fundamental da criança e do adolescente, que é, no contexto que ora se examina, o direito à “obediência aos princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, quando da aplicação de qualquer medida privativa da liberdade”. Observo, finalmente, que o Ministério Público Federal, em manifestação do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO, opinou contrariamente à parte ora agravante, apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade do recurso extraordinário, em parecer do qual destaco o seguinte trecho (fls. 1.033/1.036): “O Tribunal de origem dirimiu a lide à luz da doutrina da proteção integral, prevista no art. 227 da Constituição Federal de 1988, que impõe ao Estado e à sociedade a obrigação de assegurar que direitos básicos da criança e do adolescente sejam efetivos, recomendando, ainda, que os menores sejam postos ‘a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão’. Afirmou que o provimento jurisdicional atenderia, mais especificamente, à determinação do inciso V do § 3... do art. 227 da Constituição, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR direitos da criança e do adolescente e a discricionariedade administrativa”, “in” RT 749/82-103), que a ineficiência administrativa, o descaso governamental com direitos básicos do cidadão, a incapacidade de gerir os recursos públicos, a incompetência na adequada implementação da programação orçamentária em tema de proteção à criança e ao adolescente, a falta de visão política na justa percepção, pelo administrador, do enorme significado social de que se reveste esse dever constitucional, a inoperância funcional dos gestores públicos na concretização das imposições constitucionais estabelecidas em favor do cidadão não podem nem devem representar obstáculos à execução, pelo Poder Público, da norma inscrita no art. 227, § 3..., V, da Constituição da República, que traduz e impõe, ao Estado, um dever inafastável, sob pena de a ilegitimidade dessa inaceitável omissão governamental importar em grave vulneração a um direito fundamental da criança e do adolescente, que é, no contexto que ora se examina, o direito à “obediência aos princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, quando da aplicação de qualquer medida privativa da liberdade”. Observo, finalmente, que o Ministério Público Federal, em manifestação do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO, opinou contrariamente à parte ora agravante, apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade do recurso extraordinário, em parecer do qual destaco o seguinte trecho (fls. 1.033/1.036): “O Tribunal de origem dirimiu a lide à luz da doutrina da proteção integral, prevista no art. 227 da Constituição Federal de 1988, que impõe ao Estado e à sociedade a obrigação de assegurar que direitos básicos da criança e do adolescente sejam efetivos, recomendando, ainda, que os menores sejam postos ‘a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão’. Afirmou que o provimento jurisdicional atenderia, mais especificamente, à determinação do inciso V do § 3... do art. 227 da Constituição, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 926069 AGR / PR que impõe a ‘obediência aos princípios da brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, quando da aplicação de qualquer medida privativa de liberdade’. Esse fundamento, bastante em si, não mereceu a atenção crítica do extraordinário, o que desde logo o desmerece. Acresce que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal ensina que a determinação judicial para que o Estado implemente política pública indispensável à concretização de direito fundamental não agride o principio da separação de poderes, não podendo nem mesmo ser desautorizada pela mera invocação de formalidade orçamentária. É esse o caso dos autos. A atuação jurisdicional, portanto, não extravasou os limites traçados por essa Corte. Buscou-se, sim, a satisfação de elementares e impostergáveis direitos fundamentais, relacionados com a integridade física e psíquica de menores aos cuidados do Poder Público. (…): …................................................................................................... Ante a inviabilidade do extraordinário, o parecer sugere o desprovimento do agravo.” Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, por tratar-se, ausente situação de comprovada má-fé, de processo de ação civil pública (Lei n 7.347/85, art. 18). É o meu voto. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Supremo Tribunal Federal ARE 926069 AGR / PR que impõe a ‘obediência aos princípios da brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, quando da aplicação de qualquer medida privativa de liberdade’. Esse fundamento, bastante em si, não mereceu a atenção crítica do extraordinário, o que desde logo o desmerece. Acresce que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal ensina que a determinação judicial para que o Estado implemente política pública indispensável à concretização de direito fundamental não agride o principio da separação de poderes, não podendo nem mesmo ser desautorizada pela mera invocação de formalidade orçamentária. É esse o caso dos autos. A atuação jurisdicional, portanto, não extravasou os limites traçados por essa Corte. Buscou-se, sim, a satisfação de elementares e impostergáveis direitos fundamentais, relacionados com a integridade física e psíquica de menores aos cuidados do Poder Público. (…): …................................................................................................... Ante a inviabilidade do extraordinário, o parecer sugere o desprovimento do agravo.” Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, por tratar-se, ausente situação de comprovada má-fé, de processo de ação civil pública (Lei n 7.347/85, art. 18). É o meu voto. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEAA-5649-F67D-91CB e senha 4516-BFAE-A7DA-1353 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 12/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 926.069 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D20-6753-FEB1-43AA e senha D2E5-2AA9-145F-34CB Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 926.069 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D20-6753-FEB1-43AA e senha D2E5-2AA9-145F-34CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 926 . 069", "ARE 926069 AGR / PR", "ARE 926069 AGR / PR", "REsp 970401 / RS", "REsp 1315719 / SE", "EREsp n 155321 / SP", "REsp 970401 / RS", "REsp 1315719 / SE", "EREsp n 155321 / SP", "ARE 926069 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 163 . 231 / SP", "ARE 926069 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 163 . 231 / SP", "RTJ 178 / 377 - 378", "AI 815 . 744 / PR", "Recurso Extraordinário 190 . 976", "/", "SP", "Recurso Extraordinário 332 . 545 / SP", "RTJ", "ARE 926069 AGR / PR", "AI 815 . 744 / PR", "Recurso Extraordinário 190 . 976 / SP", "Recurso Extraordinário 332 . 545 / SP", "RTJ 164 / 158 - 161", "ADPF 45 / DF", "RTJ 164 / 158 - 161", "ARE 926069 AGR /", "ADPF 45 / DF", "RTJ 164 / 158 - 161", "RTJ 75 / 1212 - 1213", "RTJ 185 / 794 - 796", "ARE 926069 AGR / PR", "RTJ 75 / 1212 - 1213", "RTJ 185 / 794 - 796", "ARE", "ADPF 45 / DF", "ADPF 45 / DF", "ADPF 45 / DF", "ARE 926069 AGR", "ADPF 45 / DF", "ARE 926069 AGR / PR", "AI 455 . 802 / SP", "AI 475 . 571 / SP", "ARE 698 . 258 / SP", "Recurso Extraordinário 410 . 715 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 411 . 518 / SP", "Recurso Extraordinário 436 . 996 / SP", "Recurso Extraordinário 463 . 210 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 464 . 143 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 592 . 937 - AgR / SC", "Recurso Extraordinário 909 . 986 / DF", "Recurso Extraordinário 919 . 489 / DF", "Recurso Extraordinário 768 . 825 - AgR / BA", "ARE 926069 AGR / PR", "AI 455 . 802 / SP", "AI 475 . 571 / SP", "ARE 698 . 258 / SP", "Recurso Extraordinário 401 . 673 / SP", "Recurso Extraordinário 410 . 715 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 411 . 518 / SP", "Recurso Extraordinário 436 . 996 / SP", "Recurso Extraordinário 463 . 210 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 464 . 143 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 592 . 937 - AgR / SC", "Recurso Extraordinário 909 . 986 / DF", "Recurso Extraordinário 919 . 489 / DF", "Recurso Extraordinário 768 . 825 - AgR / BA", "RT 749 / 82 - 103", "ARE 926069 AGR / PR", "RT 749 / 82 - 103", "ARE 926069", "ARE 926069 AGR / PR" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal de 1988 , ART . 227 , “ CAPUT ” , E § 3 . . . , V", "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "LEI n 7 . 347 / 85 , ART . 18", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 201 , V , DO Estatuto da Criança e do Adolescente", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 201 , V , DO Estatuto da Criança e do Adolescente", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ESTATUTO", "art . 461 , § 4 . . . do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 461 , § 4 . . . do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 , art . 127", "Constituição Federal de 1988 , art . 129 , I e III", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 , art . 127", "Constituição Federal de 1988 , art . 129 , I e III", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 81 , III , da Lei n 8 . 078", "Constituição Federal de 1988 , art . 227 , “ caput ” , e § 3 . . . , V", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 81 , III , da Lei n 8 . 078", "Constituição Federal de 1988 , art . 227 , “ caput ” , e § 3 . . . , V", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Constituição", "Constituição", "Constituição", "Lei Fundamental", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Constituição", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Portuguesa de 1976", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Portuguesa de 1976", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Política", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Política", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição Federal de 1988 , art . 227 , “ caput ” e §", "Constituição", "Constituição Federal de 1988 , art . 227 ,", "Medida Provisória n 2", "Constituição Federal de 1988 , art . 227 , “ caput ” e § 3 . . . , V", "Constituição", "Constituição Federal de 1988 , art . 227 , § 3 . . . , V", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 227 , § 3 . . . , V , da Constituição da República", "art . 227 da Constituição Federal de 1988", "inciso V do § 3 . . . do art . 227 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 227 , § 3 . . . , V , da Constituição da República", "art . 227 da Constituição Federal de 1988", "inciso V do § 3 . . . do art . 227 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Lei n 7 . 347 / 85 , art . 18", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Lei n 7 . 347 / 85 , art . 18", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "Estado do Paraná", "Coimbra", "New York", "New York", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal 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"Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Fazenda Pública", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Fazenda Pública", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Corte Especial", "Supremo Tribunal Federal", "Estado do", "Ministério Público do Estado do Paraná", "Plenário desta Suprema Corte", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público do Estado do Paraná", "Plenário desta Suprema Corte", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "SUPREMO TRIBUNAL 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DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "JOSÉ CARLOS VIEIRA DE ANDRADE", "LUÍS FERNANDO SGARBOSSA", "STEPHEN HOLMES /", "CASS R . SUNSTEIN", "ANA PAULA DE BARCELLOS", "FLÁVIO GALDINO", "CELSO DE MELLO", "JOSÉ CARLOS VIEIRA DE ANDRADE", "LUÍS FERNANDO SGARBOSSA", "STEPHEN HOLMES /", "CASS R . SUNSTEIN", "ANA PAULA DE BARCELLOS", "FLÁVIO GALDINO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LUIZA CRISTINA FONSECA FRISCHEISEN", "CELSO DE MELLO", "LUIZA CRISTINA FONSECA FRISCHEISEN", "CELSO DE MELLO ARE", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "TEORI ZAVASCKI", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "ELLEN GRACIE", "CEZAR PELUSO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ANA MARIA MOREIRA MARCHESAN", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "TEORI ZAVASCKI", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "ELLEN GRACIE", "CEZAR PELUSO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ANA MARIA MOREIRA MARCHESAN", "CELSO DE MELLO", "PAULO GUSTAVO GONET BRANCO", "PAULO GUSTAVO GONET BRANCO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "24", "/", "08", "/", "2001", "01 a 11 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "1212010", "27", "/", "08", "/", "2013", "03", "/", "02", "/", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "1212010", "27", "/", "08", "/", "2013", "03", "/", "02", "/", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de setembro de 1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de setembro de 1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1987", "2010", "1999", "2002", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "1987", "2010", "1999", "2002", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.102.229 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :HARIMANN ANTONIO DIAS DE ARAUJO INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :CORREGEDOR-GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa : AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO CONTRÁRIO À JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DO STF. 1. O acórdão recorrido afastou-se da jurisprudência pacífica do STF, razão pela qual merece ser reformado. 2. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B24-19BE-DFED-B18B e senha 975B-3F8A-EDFE-B754 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão RE 1102229 AGR / RJ Aurélio. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B24-19BE-DFED-B18B e senha 975B-3F8A-EDFE-B754 Supremo Tribunal Federal RE 1102229 AGR / RJ Aurélio. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B24-19BE-DFED-B18B e senha 975B-3F8A-EDFE-B754 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.102.229 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :HARIMANN ANTONIO DIAS DE ARAUJO INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :CORREGEDOR-GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário para declarar a inconstitucionalidade da Lei Estadual 6.369, de 20 de dezembro de 2012 e do Provimento CGJ nº 80/2011, art. 11, número I, da Corregedoria Geral de Justiça, na parte em que dispõem sobre a incidência de custas processuais e taxas judiciárias, em ações cíveis e medidas protetivas, no âmbito dos Juizados Especiais da Violência Doméstica e Familiar contra a mulher, visto que violam o artigo 24, IV e 226, §8º da CF/1988. Sustenta a parte agravante, em suma, que não houve violação às normas supramencionadas. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4F5-F66A-27EB-A0E2 e senha B826-2A90-6904-3024 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.102.229 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :HARIMANN ANTONIO DIAS DE ARAUJO INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :CORREGEDOR-GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário para declarar a inconstitucionalidade da Lei Estadual 6.369, de 20 de dezembro de 2012 e do Provimento CGJ nº 80/2011, art. 11, número I, da Corregedoria Geral de Justiça, na parte em que dispõem sobre a incidência de custas processuais e taxas judiciárias, em ações cíveis e medidas protetivas, no âmbito dos Juizados Especiais da Violência Doméstica e Familiar contra a mulher, visto que violam o artigo 24, IV e 226, §8º da CF/1988. Sustenta a parte agravante, em suma, que não houve violação às normas supramencionadas. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4F5-F66A-27EB-A0E2 e senha B826-2A90-6904-3024 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.102.229 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. O Procurador-Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro ajuizou Representação de Inconstitucionalidade em face da Lei Estadual 6.369, de 20 de dezembro de 2012, “especialmente quanto à Tabela 02 – Atos dos Juizados Especiais – Nota Integrante de nº 15 e do Provimento CGJ nº 80/2011, art. 11, número I, da Corregedoria Geral de Justiça” (fl. 1, Vol. 14), que dispõem sobre a incidência de custas processuais e taxas judiciárias, em ações cíveis e medidas protetivas, no âmbito dos Juizados Especiais da Violência Doméstica e Familiar contra a mulher. Sustenta na exordial, em suma, que houve violação aos artigos 5º; 6º; e 9º, caput, e § 1º, da Constituição Estadual, bem como aos arts. 1º, II e III; 3º, I, III e IV; 5º, I, XLI e LXXVII, e §2º; e 226, §8º, da Constituição Federal, bem como da Convenção de Belém do Pará. Alega que ao exigir o recolhimento de taxa judiciária e custas em medidas cautelares e ações de natureza cível em trâmite nos Juizados Especiais de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, a lei impugnada contraria o princípio da dignidade da pessoa humana, o livre exercício da cidadania e a proibição de discriminação de gênero. Aduz que a cobrança de custas em relação às medidas de proteção previstas na Lei Maria da Penha não se afigura adequada, porque se trata de situação em que a mulher encontra-se em situação de vulnerabilidade (fl. 3, Vol. 14). Menciona que o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.102.229 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. O Procurador-Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro ajuizou Representação de Inconstitucionalidade em face da Lei Estadual 6.369, de 20 de dezembro de 2012, “especialmente quanto à Tabela 02 – Atos dos Juizados Especiais – Nota Integrante de nº 15 e do Provimento CGJ nº 80/2011, art. 11, número I, da Corregedoria Geral de Justiça” (fl. 1, Vol. 14), que dispõem sobre a incidência de custas processuais e taxas judiciárias, em ações cíveis e medidas protetivas, no âmbito dos Juizados Especiais da Violência Doméstica e Familiar contra a mulher. Sustenta na exordial, em suma, que houve violação aos artigos 5º; 6º; e 9º, caput, e § 1º, da Constituição Estadual, bem como aos arts. 1º, II e III; 3º, I, III e IV; 5º, I, XLI e LXXVII, e §2º; e 226, §8º, da Constituição Federal, bem como da Convenção de Belém do Pará. Alega que ao exigir o recolhimento de taxa judiciária e custas em medidas cautelares e ações de natureza cível em trâmite nos Juizados Especiais de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, a lei impugnada contraria o princípio da dignidade da pessoa humana, o livre exercício da cidadania e a proibição de discriminação de gênero. Aduz que a cobrança de custas em relação às medidas de proteção previstas na Lei Maria da Penha não se afigura adequada, porque se trata de situação em que a mulher encontra-se em situação de vulnerabilidade (fl. 3, Vol. 14). Menciona que o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1102229 AGR / RJ atendimento a mulheres em situação de violência doméstica deve ser realizado independentemente de aferição de sua hipossuficiência econômica, tendo em vista a vulnerabilidade decorrente da própria situação de violência e por força do disposto no artigo 28 da lei 11340/2006, que garante a toda mulher em situação de violência doméstica e familiar o acesso aos serviços da Defensoria Pública, em sede policial ou judicial, mediante atendimento humanizado (fl. 7, Vol. 14). Ao final, requer seja “julgado procedente o pedido (...), declarando, com eficácia ex tunc e efeitos erga omnes a inconstitucionalidade da Lei nº 6369, de 20 de dezembro de 2012, do Estado do Rio de Janeiro, especialmente quanto à Tabela 02 – Atos dos Juizados Especiais – Nota Integrante de nº 15 e do Provimento CGJ nº 80/2011, art. 11, número I, da Corregedoria Geral de Justiça” (fl. 8, Vol. 14). A Procuradoria-Geral do Estado do Estado do Rio de Janeiro manifestou-se pela improcedência da ação, aos fundamentos de que (a) não houve demonstração de violação de dispositivos constitucionais; (b) a ação funda-se em Tratado Internacional com status de lei ordinária; (c) a pretensão ministerial fere o princípio constitucional da proporcionalidade, pois “ao defender a isenção de custas e taxa judiciária em relação às medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha (Lei Federal nº 11.340/06) independentemente da situação de hipossuficiência econômica da parte requerente, ocasiona prejuízos superiores aos benefícios, onerando todo o universo de jurisdicionados (inclusive as próprias vítimas de violência doméstica) com o maior congestionamento da Justiça e a consequente ampliação do risco de erro judiciário decorrente da cognição deficiente” (fl. 2, Vol. 1). O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou improcedente a ação em acórdão assim ementado (fls. 1-2, Vol. 2): 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal RE 1102229 AGR / RJ atendimento a mulheres em situação de violência doméstica deve ser realizado independentemente de aferição de sua hipossuficiência econômica, tendo em vista a vulnerabilidade decorrente da própria situação de violência e por força do disposto no artigo 28 da lei 11340/2006, que garante a toda mulher em situação de violência doméstica e familiar o acesso aos serviços da Defensoria Pública, em sede policial ou judicial, mediante atendimento humanizado (fl. 7, Vol. 14). Ao final, requer seja “julgado procedente o pedido (...), declarando, com eficácia ex tunc e efeitos erga omnes a inconstitucionalidade da Lei nº 6369, de 20 de dezembro de 2012, do Estado do Rio de Janeiro, especialmente quanto à Tabela 02 – Atos dos Juizados Especiais – Nota Integrante de nº 15 e do Provimento CGJ nº 80/2011, art. 11, número I, da Corregedoria Geral de Justiça” (fl. 8, Vol. 14). A Procuradoria-Geral do Estado do Estado do Rio de Janeiro manifestou-se pela improcedência da ação, aos fundamentos de que (a) não houve demonstração de violação de dispositivos constitucionais; (b) a ação funda-se em Tratado Internacional com status de lei ordinária; (c) a pretensão ministerial fere o princípio constitucional da proporcionalidade, pois “ao defender a isenção de custas e taxa judiciária em relação às medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha (Lei Federal nº 11.340/06) independentemente da situação de hipossuficiência econômica da parte requerente, ocasiona prejuízos superiores aos benefícios, onerando todo o universo de jurisdicionados (inclusive as próprias vítimas de violência doméstica) com o maior congestionamento da Justiça e a consequente ampliação do risco de erro judiciário decorrente da cognição deficiente” (fl. 2, Vol. 1). O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou improcedente a ação em acórdão assim ementado (fls. 1-2, Vol. 2): 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1102229 AGR / RJ “REPRESENTAÇÃO POR INCONSTITUCIONALIDADE – TABELA 02 – ATOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS – NOTA INTEGRANTE Nº 15, DA LEI Nº 6369/2012, DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E PROVIMENTO CGJ Nº 80/2011, ARTIGO 11, NÚMERO I, DA CORREGEDORIA GERAL DE JUSTIÇA – TAXA JUDICIÁRIA E CUSTAS NAS MEDIDAS CAUTELARES E AÇÕES DE NATUREZA CÍVEL EM TRÂMITE NOS JUIZADOS ESPECIAIS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER DEVIDAS EM DECORRÊNCIA DA OBRIGATORIEDADE DE REMUNERAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO PRESTADO, OBSERVADA A CONCESSÃO DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA AOS NECESSITADOS – AUSÊNCIA DE OFENSA A DIREITOS INDIVIDUAIS – IMPROCEDÊNCIA DA REPRESENTAÇÃO POR INCONSTITUCIONALIDADE”. Opostos Embargos de Declaração, foram rejeitados (Vol. 6). Irresignada, a parte interpõe o presente Recurso Extraordinário, com fundamento no artigo 102, III, “a” e “c”, da Constituição Federal, no qual alega que houve violação aos artigos 1º, II e III; 3º, I, III e IV; 5º, I, XXXV, XLI, LXXVII, §2º; e 226, §8º da Carta Magna, pois (a) “a inaplicabilidade da norma estadual decorre da circunstância de que a competência normativa geral para legislar sobre custas dos serviços forenses é da União desde que tenha exercido a competência legislativa sobre o assunto na esfera da competência legislativa concorrente, tal como aconteceu no art. 28 da Lei Nacional nº 11.340, de 07 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha...); (b) embora o Estado tenha competência suplementar para legislar sobre custas e serviços forenses, deve respeitar a norma geral editada pela União que prevê assistência judicial gratuita em sede policial e judicial (artigo 28 da Lei 11.340/2006); (c) a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal RE 1102229 AGR / RJ “REPRESENTAÇÃO POR INCONSTITUCIONALIDADE – TABELA 02 – ATOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS – NOTA INTEGRANTE Nº 15, DA LEI Nº 6369/2012, DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E PROVIMENTO CGJ Nº 80/2011, ARTIGO 11, NÚMERO I, DA CORREGEDORIA GERAL DE JUSTIÇA – TAXA JUDICIÁRIA E CUSTAS NAS MEDIDAS CAUTELARES E AÇÕES DE NATUREZA CÍVEL EM TRÂMITE NOS JUIZADOS ESPECIAIS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER DEVIDAS EM DECORRÊNCIA DA OBRIGATORIEDADE DE REMUNERAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO PRESTADO, OBSERVADA A CONCESSÃO DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA AOS NECESSITADOS – AUSÊNCIA DE OFENSA A DIREITOS INDIVIDUAIS – IMPROCEDÊNCIA DA REPRESENTAÇÃO POR INCONSTITUCIONALIDADE”. Opostos Embargos de Declaração, foram rejeitados (Vol. 6). Irresignada, a parte interpõe o presente Recurso Extraordinário, com fundamento no artigo 102, III, “a” e “c”, da Constituição Federal, no qual alega que houve violação aos artigos 1º, II e III; 3º, I, III e IV; 5º, I, XXXV, XLI, LXXVII, §2º; e 226, §8º da Carta Magna, pois (a) “a inaplicabilidade da norma estadual decorre da circunstância de que a competência normativa geral para legislar sobre custas dos serviços forenses é da União desde que tenha exercido a competência legislativa sobre o assunto na esfera da competência legislativa concorrente, tal como aconteceu no art. 28 da Lei Nacional nº 11.340, de 07 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha...); (b) embora o Estado tenha competência suplementar para legislar sobre custas e serviços forenses, deve respeitar a norma geral editada pela União que prevê assistência judicial gratuita em sede policial e judicial (artigo 28 da Lei 11.340/2006); (c) a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1102229 AGR / RJ cobrança de custas processuais e taxas judiciárias de mulheres vítimas de violência doméstica não se coaduna com as normas constitucionais, com a Lei Maria da Penha, nem com compromissos internacionais assumidos pelo Brasil; e (d) “A Lei Maria da Penha é clara ao garantir a toda mulher em situação de violência doméstica e familiar o acesso aos serviços de Defensoria Pública ou de Assistência Judiciária Gratuita, em sede policial e judicial, mediante atendimento específico e humanizado (art. 28)” (fl. 19, Vol. 8). É o relatório. Decido. Reputam-se preenchidos todos os pressupostos constitucionais de admissibilidade. Dessa forma, passo à análise do mérito. O Tribunal de origem negou provimento à representação de inconstitucionalidade sob o fundamento de que haveria ofensa ao princípio da isonomia se um determinado grupo de indivíduos deixasse de recolher valores que remuneram o serviço público prestado. Por oportuno, vejam-se trechos do voto condutor do acórdão recorrido (fls. 3-4, Vol. 2): “A representação, contudo, não procede. E isto porque as custas judiciais servem à manutenção do serviço público da prestação jurisdicional, remunerado por meio de taxa, sendo da competência dos Estados o seu estabelecimento, a qual deve ser paga pelo usuário independentemente de sua concordância ou vontade, inexistindo razão para que um determinado grupo de indivíduos deixe de recolher os valores que remunerem esse serviço, sob pena de ofensa ao princípio da isonomia, sendo certo que, na hipótese, a lei estadual reconheceu apenas na ocorrência de hipossuficiência a desnecessidade de recolhimento de custas pela demandante que se utiliza do Juizado Especial da Violência Doméstica e Familiar 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal RE 1102229 AGR / RJ cobrança de custas processuais e taxas judiciárias de mulheres vítimas de violência doméstica não se coaduna com as normas constitucionais, com a Lei Maria da Penha, nem com compromissos internacionais assumidos pelo Brasil; e (d) “A Lei Maria da Penha é clara ao garantir a toda mulher em situação de violência doméstica e familiar o acesso aos serviços de Defensoria Pública ou de Assistência Judiciária Gratuita, em sede policial e judicial, mediante atendimento específico e humanizado (art. 28)” (fl. 19, Vol. 8). É o relatório. Decido. Reputam-se preenchidos todos os pressupostos constitucionais de admissibilidade. Dessa forma, passo à análise do mérito. O Tribunal de origem negou provimento à representação de inconstitucionalidade sob o fundamento de que haveria ofensa ao princípio da isonomia se um determinado grupo de indivíduos deixasse de recolher valores que remuneram o serviço público prestado. Por oportuno, vejam-se trechos do voto condutor do acórdão recorrido (fls. 3-4, Vol. 2): “A representação, contudo, não procede. E isto porque as custas judiciais servem à manutenção do serviço público da prestação jurisdicional, remunerado por meio de taxa, sendo da competência dos Estados o seu estabelecimento, a qual deve ser paga pelo usuário independentemente de sua concordância ou vontade, inexistindo razão para que um determinado grupo de indivíduos deixe de recolher os valores que remunerem esse serviço, sob pena de ofensa ao princípio da isonomia, sendo certo que, na hipótese, a lei estadual reconheceu apenas na ocorrência de hipossuficiência a desnecessidade de recolhimento de custas pela demandante que se utiliza do Juizado Especial da Violência Doméstica e Familiar 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1102229 AGR / RJ contra a Mulher, encontrando-se, portanto, em perfeita harmonia com o sistema constitucional vigente a cobrança das custas inserta na legislação impugnada, considerando que a competência para instituir tributos importa a de conceder possíveis benefícios, não se vislumbrando, por oportuno, situação discriminatória, posto que a prestação jurisdicional não é dirigida a um homem ou a uma mulher, mas a um indivíduo integrante da sociedade. Verifica-se, portanto, inexistir na legislação afrontada ofensa a preceito constitucional, garantida a gratuidade de justiça aos necessitados, não podendo prosperar a pretensão deduzida em Juízo”. A seu turno, a Lei Maria da Penha dispõe em seu artigo 28 que: “Art. 28. É garantido a toda mulher em situação de violência doméstica e familiar o acesso aos serviços de Defensoria Pública ou de Assistência Judiciária Gratuita, nos termos da lei, em sede policial e judicial, mediante atendimento específico e humanizado.” Os dispositivos impugnados, por sua vez, estabelecem que: (a) Lei 6.369/2018 (Tabela 2, Nota 15): “Nos Juizados Especiais da Violência Doméstica e Familiar contra Mulher, a incidência de custas deverá observar, no tocante às ações de natureza cível, as regras previstas no art. 26 desta Lei, com valores e observações contidas nesta tabela. Em relação às eventuais ações de cunho cível para o estabelecimento de medidas protetivas em favor da mulher, o recolhimento de custas e de taxa judiciária deve observar os valores dispostos na tabela 01 desta lei, sendo recolhidas antecipadamente, ou, sendo a autora hipossuficiente, pelo réu condenado”. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal RE 1102229 AGR / RJ contra a Mulher, encontrando-se, portanto, em perfeita harmonia com o sistema constitucional vigente a cobrança das custas inserta na legislação impugnada, considerando que a competência para instituir tributos importa a de conceder possíveis benefícios, não se vislumbrando, por oportuno, situação discriminatória, posto que a prestação jurisdicional não é dirigida a um homem ou a uma mulher, mas a um indivíduo integrante da sociedade. Verifica-se, portanto, inexistir na legislação afrontada ofensa a preceito constitucional, garantida a gratuidade de justiça aos necessitados, não podendo prosperar a pretensão deduzida em Juízo”. A seu turno, a Lei Maria da Penha dispõe em seu artigo 28 que: “Art. 28. É garantido a toda mulher em situação de violência doméstica e familiar o acesso aos serviços de Defensoria Pública ou de Assistência Judiciária Gratuita, nos termos da lei, em sede policial e judicial, mediante atendimento específico e humanizado.” Os dispositivos impugnados, por sua vez, estabelecem que: (a) Lei 6.369/2018 (Tabela 2, Nota 15): “Nos Juizados Especiais da Violência Doméstica e Familiar contra Mulher, a incidência de custas deverá observar, no tocante às ações de natureza cível, as regras previstas no art. 26 desta Lei, com valores e observações contidas nesta tabela. Em relação às eventuais ações de cunho cível para o estabelecimento de medidas protetivas em favor da mulher, o recolhimento de custas e de taxa judiciária deve observar os valores dispostos na tabela 01 desta lei, sendo recolhidas antecipadamente, ou, sendo a autora hipossuficiente, pelo réu condenado”. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1102229 AGR / RJ (b) Provimento CGJ 80/2011: “Art. 11. Nos Juizados Especiais da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o recolhimento de custas judiciais, emolumentos de registro/baixa e de taxa judiciária deve observar os seguintes parâmetros: I – as medidas cautelares e eventuais ações de natureza cível em trâmite nesta sede suscitam o recolhimento antecipado de custas e taxa judiciária, a ser realizado em GRERJ, com os valores definidos pelas Tabelas constantes da Portaria de Custas Judiciais, nos moldes dos dispositivos da Lei Estadual nº 3.350/1999 e do Decreto Lei Estadual 05/75. Caso o autor seja beneficiário da Gratuidade de Justiça, o ônus do recolhimento das custas e taxa judiciária recairá sobre o réu vencido, em consonância com artigo 11 da Lei Federal nº 1060/1950 e Enunciado nº 18 do Aviso TJ nº 72/2006.” Inicialmente, cumpre analisar, se o Estado do Rio de Janeiro exorbitou de sua competência suplementar ao editar norma que determina o recolhimento de custas processuais e taxas judiciárias em ações cíveis e medidas protetivas de competência dos Juizados Especiais de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, a despeito de a Lei Maria da Penha, norma geral editada pela União, prever a Assistência Judiciária Gratuita em âmbito judicial. Quanto às regras de competência, tive a oportunidade de me manifestar nos autos da ADI 5.352, publicado em 3/12/2018: “O federalismo e suas regras de distribuição de competências legislativas são um dos grandes alicerces da consagração da fórmula Estado de Direito, que, conforme salientado por PABLO LUCAS VERDÚ, ainda exerce particular fascinação sobre os juristas. Essa fórmula aponta a necessidade de o Direito ser respeitoso com as 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal RE 1102229 AGR / RJ (b) Provimento CGJ 80/2011: “Art. 11. Nos Juizados Especiais da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o recolhimento de custas judiciais, emolumentos de registro/baixa e de taxa judiciária deve observar os seguintes parâmetros: I – as medidas cautelares e eventuais ações de natureza cível em trâmite nesta sede suscitam o recolhimento antecipado de custas e taxa judiciária, a ser realizado em GRERJ, com os valores definidos pelas Tabelas constantes da Portaria de Custas Judiciais, nos moldes dos dispositivos da Lei Estadual nº 3.350/1999 e do Decreto Lei Estadual 05/75. Caso o autor seja beneficiário da Gratuidade de Justiça, o ônus do recolhimento das custas e taxa judiciária recairá sobre o réu vencido, em consonância com artigo 11 da Lei Federal nº 1060/1950 e Enunciado nº 18 do Aviso TJ nº 72/2006.” Inicialmente, cumpre analisar, se o Estado do Rio de Janeiro exorbitou de sua competência suplementar ao editar norma que determina o recolhimento de custas processuais e taxas judiciárias em ações cíveis e medidas protetivas de competência dos Juizados Especiais de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, a despeito de a Lei Maria da Penha, norma geral editada pela União, prever a Assistência Judiciária Gratuita em âmbito judicial. Quanto às regras de competência, tive a oportunidade de me manifestar nos autos da ADI 5.352, publicado em 3/12/2018: “O federalismo e suas regras de distribuição de competências legislativas são um dos grandes alicerces da consagração da fórmula Estado de Direito, que, conforme salientado por PABLO LUCAS VERDÚ, ainda exerce particular fascinação sobre os juristas. Essa fórmula aponta a necessidade de o Direito ser respeitoso com as 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1102229 AGR / RJ interpretações acerca de diferentes dispositivos constitucionais que envolvem diversas competências legislativas, para que se garanta a previsão do legislador constituinte sobre a divisão dos centros de poder entre os entes federativos, cuja importância é ressaltada tanto por JORGE MIRANDA (Manual de direito constitucional. 4. Ed. Coimbra: Coimbra Editora, 1990, t. 1, p. 13-14), quanto por JOSÉ GOMES CANOTILHO (Direito constitucional e teoria da Constituição. Almedina, p. 87). A essencialidade da discussão não está na maior ou menor importância do assunto específico tratado pela legislação, mas sim, na observância respeitosa à competência constitucional do ente federativo para editá- la (MAURICE DUVERGER. Droit constitutionnel et institutions politiques. Paris: Presses Universitaires de France, 1955. p. 265 e ss.), com preservação de sua autonomia e sem interferência dos demais entes da federação, pois, como salientado por LÚCIO LEVI: ‘a federação constitui, portanto, a realização mais alta dos princípios do constitucionalismo. Com efeito, a ideia do Estado de direito, o Estado que submete todos os poderes à lei constitucional, parece que pode encontrar sua plena realização somente quando, na fase de uma distribuição substancial das competências, o Executivo e o Judiciário assumem as características e as funções que têm no Estado Federal”. (NORBERTO BOBBIO, NICOLA MATTEUCCI, GIANFRANCO PASQUINO (Coord.). Dicionário de política. v. I, p. 482). O equilíbrio na interpretação constitucional sobre a distribuição de competências na história do federalismo iniciou com a Constituição norte-americana de 1787. A análise de suas características e consequências, bem como do desenvolvimento de seus institutos vem sendo 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal RE 1102229 AGR / RJ interpretações acerca de diferentes dispositivos constitucionais que envolvem diversas competências legislativas, para que se garanta a previsão do legislador constituinte sobre a divisão dos centros de poder entre os entes federativos, cuja importância é ressaltada tanto por JORGE MIRANDA (Manual de direito constitucional. 4. Ed. Coimbra: Coimbra Editora, 1990, t. 1, p. 13-14), quanto por JOSÉ GOMES CANOTILHO (Direito constitucional e teoria da Constituição. Almedina, p. 87). A essencialidade da discussão não está na maior ou menor importância do assunto específico tratado pela legislação, mas sim, na observância respeitosa à competência constitucional do ente federativo para editá- la (MAURICE DUVERGER. Droit constitutionnel et institutions politiques. Paris: Presses Universitaires de France, 1955. p. 265 e ss.), com preservação de sua autonomia e sem interferência dos demais entes da federação, pois, como salientado por LÚCIO LEVI: ‘a federação constitui, portanto, a realização mais alta dos princípios do constitucionalismo. Com efeito, a ideia do Estado de direito, o Estado que submete todos os poderes à lei constitucional, parece que pode encontrar sua plena realização somente quando, na fase de uma distribuição substancial das competências, o Executivo e o Judiciário assumem as características e as funções que têm no Estado Federal”. (NORBERTO BOBBIO, NICOLA MATTEUCCI, GIANFRANCO PASQUINO (Coord.). Dicionário de política. v. I, p. 482). O equilíbrio na interpretação constitucional sobre a distribuição de competências na história do federalismo iniciou com a Constituição norte-americana de 1787. A análise de suas características e consequências, bem como do desenvolvimento de seus institutos vem sendo 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1102229 AGR / RJ realizada desde os escritos de JAY, MADISON e HAMILTON, nos artigos federalistas, publicados sob o codinome Publius, durante os anos de 1787-1788, até os dias de hoje, e mostra que se trata de um sistema baseado principalmente na consagração da divisão constitucional de competências, para manutenção de autonomia dos entes federativos e equilíbrio no exercício do poder (THOMAS MCINTYRE COOLEY. The general principles of constitutional law in the United States of America. 3. ed. Boston: Little, Brown and Company, 1898. p. 52; DONALD L. ROBINSON. To the best of my ability: the presidency the constitution . New York: W. W. Norton & Company, 1987. p. 18-19). Em 1887, em seu centenário, o estadista inglês WILLIAM GLADSTONE, um dos mais influentes primeiros-ministros ingleses, afirmou que a Constituição dos Estados Unidos era a mais maravilhosa obra jamais concebida num momento dado pelo cérebro e o propósito do homem, por equilibrar o exercício do poder. É importante salientar, dentro dessa perspectiva da mais maravilhosa obra jamais concebida, que a questão do federalismo e do equilíbrio entre o Poder Central e os Poderes Regionais foi das questões mais discutidas durante a Convenção norte-americana, pois a manutenção do equilíbrio Democrático e Republicano, no âmbito do Regime Federalista, depende do bom entendimento, definição, fixação de funções, deveres e responsabilidades entre os três Poderes, bem como da fiel observância da distribuição de competências legislativas, administrativas e tributárias entre União, Estados e Municípios, característica do Pacto Federativo, consagrado constitucionalmente no Brasil, desde a primeira Constituição Republicana, em 1891, até a Constituição Federal de 1988. A Federação, portanto, nasceu adotando a necessidade de um poder central, com competências suficientes para manter a união e coesão do próprio País, 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal RE 1102229 AGR / RJ realizada desde os escritos de JAY, MADISON e HAMILTON, nos artigos federalistas, publicados sob o codinome Publius, durante os anos de 1787-1788, até os dias de hoje, e mostra que se trata de um sistema baseado principalmente na consagração da divisão constitucional de competências, para manutenção de autonomia dos entes federativos e equilíbrio no exercício do poder (THOMAS MCINTYRE COOLEY. The general principles of constitutional law in the United States of America. 3. ed. Boston: Little, Brown and Company, 1898. p. 52; DONALD L. ROBINSON. To the best of my ability: the presidency the constitution . New York: W. W. Norton & Company, 1987. p. 18-19). Em 1887, em seu centenário, o estadista inglês WILLIAM GLADSTONE, um dos mais influentes primeiros-ministros ingleses, afirmou que a Constituição dos Estados Unidos era a mais maravilhosa obra jamais concebida num momento dado pelo cérebro e o propósito do homem, por equilibrar o exercício do poder. É importante salientar, dentro dessa perspectiva da mais maravilhosa obra jamais concebida, que a questão do federalismo e do equilíbrio entre o Poder Central e os Poderes Regionais foi das questões mais discutidas durante a Convenção norte-americana, pois a manutenção do equilíbrio Democrático e Republicano, no âmbito do Regime Federalista, depende do bom entendimento, definição, fixação de funções, deveres e responsabilidades entre os três Poderes, bem como da fiel observância da distribuição de competências legislativas, administrativas e tributárias entre União, Estados e Municípios, característica do Pacto Federativo, consagrado constitucionalmente no Brasil, desde a primeira Constituição Republicana, em 1891, até a Constituição Federal de 1988. A Federação, portanto, nasceu adotando a necessidade de um poder central, com competências suficientes para manter a união e coesão do próprio País, 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1102229 AGR / RJ garantindo-lhe, como afirmado por HAMILTON, a oportunidade máxima para a consecução da paz e liberdade contra o facciosismo e a insurreição (The Federalist papers, nº IX) e permitindo à União realizar seu papel aglutinador dos diversos Estados-Membros e de equilíbrio no exercício das diversas funções constitucionais delegadas aos três poderes de Estado. Durante a evolução do federalismo, passou-se da ideia de três campos de poder mutuamente exclusivos e limitadores, segundo a qual a União, os Estados e os Municípios teriam suas áreas exclusivas de autoridade, para um novo modelo federal baseado principalmente na cooperação, como salientado por KARL LOEWENSTEIN (Teoria de la constitución. Barcelona: Ariel, 1962. p. 362). O legislador constituinte de 1988, atento a essa evolução, bem como sabedor da tradição centralizadora brasileira, tanto, obviamente, nas diversas ditaduras que sofremos, quanto nos momentos de normalidade democrática, instituiu novas regras descentralizadoras na distribuição formal de competências legislativas, com base no princípio da predominância do interesse, e ampliou as hipóteses de competências concorrentes, além de fortalecer o Município como polo gerador de normas de interesse local. O princípio geral que norteia a repartição de competência entre os entes componentes do Estado Federal brasileiro, portanto, é o princípio da predominância do interesse, não apenas para as matérias cuja definição foi preestabelecida pelo texto constitucional, mas também em termos de interpretação em hipóteses que envolvem várias e diversas matérias, como na presente ação direta de inconstitucionalidade. A própria Constituição Federal, presumindo de forma absoluta para algumas matérias a presença do princípio da predominância do interesse, estabeleceu, a priori, diversas competências para cada um dos entes 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal RE 1102229 AGR / RJ garantindo-lhe, como afirmado por HAMILTON, a oportunidade máxima para a consecução da paz e liberdade contra o facciosismo e a insurreição (The Federalist papers, nº IX) e permitindo à União realizar seu papel aglutinador dos diversos Estados-Membros e de equilíbrio no exercício das diversas funções constitucionais delegadas aos três poderes de Estado. Durante a evolução do federalismo, passou-se da ideia de três campos de poder mutuamente exclusivos e limitadores, segundo a qual a União, os Estados e os Municípios teriam suas áreas exclusivas de autoridade, para um novo modelo federal baseado principalmente na cooperação, como salientado por KARL LOEWENSTEIN (Teoria de la constitución. Barcelona: Ariel, 1962. p. 362). O legislador constituinte de 1988, atento a essa evolução, bem como sabedor da tradição centralizadora brasileira, tanto, obviamente, nas diversas ditaduras que sofremos, quanto nos momentos de normalidade democrática, instituiu novas regras descentralizadoras na distribuição formal de competências legislativas, com base no princípio da predominância do interesse, e ampliou as hipóteses de competências concorrentes, além de fortalecer o Município como polo gerador de normas de interesse local. O princípio geral que norteia a repartição de competência entre os entes componentes do Estado Federal brasileiro, portanto, é o princípio da predominância do interesse, não apenas para as matérias cuja definição foi preestabelecida pelo texto constitucional, mas também em termos de interpretação em hipóteses que envolvem várias e diversas matérias, como na presente ação direta de inconstitucionalidade. A própria Constituição Federal, presumindo de forma absoluta para algumas matérias a presença do princípio da predominância do interesse, estabeleceu, a priori, diversas competências para cada um dos entes 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1102229 AGR / RJ federativos, União, Estados-Membros, Distrito Federal e Municípios, e, a partir dessas opções, pode ora acentuar maior centralização de poder, principalmente na própria União (CF, art. 22), ora permitir uma maior descentralização nos Estados-Membros e Municípios (CF, arts. 24 e 30, inciso I). Atuando dessa maneira, se, na distribuição formal de competências, houve um maior afastamento do federalismo centrípeto que sempre caracterizou a república brasileira, na distribuição material, nossas tradições históricas, político-econômicas e culturais, somadas ao próprio interesse do legislador constituinte, que permaneceria como poder constituído (Congresso Nacional), após a edição da Constituição de 1988, acabaram por produzir grande generosidade do texto constitucional na previsão dos poderes enumerados da União, com a fixação de competência privativa para a maioria dos assuntos de maior importância legislativa. Consequentemente, concordemos ou não, no texto da Constituição de 1988, as contingências históricas, político-econômicas e culturais mantiveram a concentração dos temas mais importantes no Congresso Nacional, em detrimento das Assembleias locais, como salientado por JOSÉ ALFREDO DE OLIVEIRA BARACHO (Teoria geral do federalismo. Rio de Janeiro: Forense, 1986. p. 317), e facilmente constatado ao analisarmos o rol de competências legislativas da União estabelecidas no artigo 22 do texto constitucional. Essa opção inicial do legislador constituinte, ao centralizar nos poderes enumerados da União (CF, artigo 22) a maioria das matérias legislativas mais importantes, contudo, não afastou da Constituição de 1988 os princípios básicos de nossa tradição republicana federalista, que gravita em torno do princípio da autonomia, da participação política e da existência de competências legislativas próprias dos Estados/Distrito 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal RE 1102229 AGR / RJ federativos, União, Estados-Membros, Distrito Federal e Municípios, e, a partir dessas opções, pode ora acentuar maior centralização de poder, principalmente na própria União (CF, art. 22), ora permitir uma maior descentralização nos Estados-Membros e Municípios (CF, arts. 24 e 30, inciso I). Atuando dessa maneira, se, na distribuição formal de competências, houve um maior afastamento do federalismo centrípeto que sempre caracterizou a república brasileira, na distribuição material, nossas tradições históricas, político-econômicas e culturais, somadas ao próprio interesse do legislador constituinte, que permaneceria como poder constituído (Congresso Nacional), após a edição da Constituição de 1988, acabaram por produzir grande generosidade do texto constitucional na previsão dos poderes enumerados da União, com a fixação de competência privativa para a maioria dos assuntos de maior importância legislativa. Consequentemente, concordemos ou não, no texto da Constituição de 1988, as contingências históricas, político-econômicas e culturais mantiveram a concentração dos temas mais importantes no Congresso Nacional, em detrimento das Assembleias locais, como salientado por JOSÉ ALFREDO DE OLIVEIRA BARACHO (Teoria geral do federalismo. Rio de Janeiro: Forense, 1986. p. 317), e facilmente constatado ao analisarmos o rol de competências legislativas da União estabelecidas no artigo 22 do texto constitucional. Essa opção inicial do legislador constituinte, ao centralizar nos poderes enumerados da União (CF, artigo 22) a maioria das matérias legislativas mais importantes, contudo, não afastou da Constituição de 1988 os princípios básicos de nossa tradição republicana federalista, que gravita em torno do princípio da autonomia, da participação política e da existência de competências legislativas próprias dos Estados/Distrito 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1102229 AGR / RJ Federal e Municípios, indicando ao intérprete a necessidade de aplicá-los como vetores principais em cada hipótese concreta em que haja a necessidade de análise da predominância do interesse, para que se garanta a manutenção, fortalecimento e, principalmente, o equilíbrio federativo (GERALDO ATALIBA. República e constituição. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1985. p. 10), que se caracteriza pelo respeito às diversidades locais, como bem salientado por MICHAEL J. MALBIN, ao apontar que a intenção dos elaboradores da Carta Constitucional Americana foi justamente estimular e incentivar a diversidade, transcendendo as facções e trabalhando pelo bem comum (A ordem constitucional americana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1987, p. 144), consagrando, ainda, a pluralidade de centros locais de poder, com autonomia de autogoverno e autoadministração, para que se reforçasse a ideia de preservação da autonomia na elaboração do federalismo, como salientado por ALEXIS DE TOCQUEVILLE, ao comentar a formação da nação americana (Democracia na América: leis e costumes. São Paulo: Martins Fontes, 1988. p. 37 e ss.), que serviu de modelo à nossa Primeira Constituição Republicana em 1891. Nos regimes federalistas, respeitadas as opções realizadas pelo legislador constituinte e previamente estabelecidas no próprio texto constitucional, quando surgem dúvidas sobre a distribuição de competências e, consequentemente, a necessidade de definição do ente federativo competente para legislar sobre determinado e específico assunto, que engloba uma ou várias matérias com previsão ou reflexos em diversos ramos do Direito, caberá ao interprete priorizar o fortalecimento das autonomias locais e o respeito às suas diversidades como pontos caracterizadores e asseguradores do convívio no Estado Federal, que garantam o imprescindível equilíbrio federativo (JUAN FERRANDO BADÍA. El estado unitário: 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal RE 1102229 AGR / RJ Federal e Municípios, indicando ao intérprete a necessidade de aplicá-los como vetores principais em cada hipótese concreta em que haja a necessidade de análise da predominância do interesse, para que se garanta a manutenção, fortalecimento e, principalmente, o equilíbrio federativo (GERALDO ATALIBA. República e constituição. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1985. p. 10), que se caracteriza pelo respeito às diversidades locais, como bem salientado por MICHAEL J. MALBIN, ao apontar que a intenção dos elaboradores da Carta Constitucional Americana foi justamente estimular e incentivar a diversidade, transcendendo as facções e trabalhando pelo bem comum (A ordem constitucional americana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1987, p. 144), consagrando, ainda, a pluralidade de centros locais de poder, com autonomia de autogoverno e autoadministração, para que se reforçasse a ideia de preservação da autonomia na elaboração do federalismo, como salientado por ALEXIS DE TOCQUEVILLE, ao comentar a formação da nação americana (Democracia na América: leis e costumes. São Paulo: Martins Fontes, 1988. p. 37 e ss.), que serviu de modelo à nossa Primeira Constituição Republicana em 1891. Nos regimes federalistas, respeitadas as opções realizadas pelo legislador constituinte e previamente estabelecidas no próprio texto constitucional, quando surgem dúvidas sobre a distribuição de competências e, consequentemente, a necessidade de definição do ente federativo competente para legislar sobre determinado e específico assunto, que engloba uma ou várias matérias com previsão ou reflexos em diversos ramos do Direito, caberá ao interprete priorizar o fortalecimento das autonomias locais e o respeito às suas diversidades como pontos caracterizadores e asseguradores do convívio no Estado Federal, que garantam o imprescindível equilíbrio federativo (JUAN FERRANDO BADÍA. El estado unitário: 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1102229 AGR / RJ El federal y El estado regional. Madri: Tecnos, 1978, p. 77; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO. O Estado federal brasileiro na Constituição de 1988. Revista de Direito Administrativo, n. 179, p. 1; RAUL MACHADO HORTA. Tendências atuais da federação brasileira. Cadernos de direito constitucional e ciência política, n. 16, p. 17; e, do mesmo autor: Estruturação da federação. Revista de Direito Público, n. 81, p. 53 e ss.; CARLOS MÁRIO VELLOSO. Estado federal e estados federados na Constituição brasileira de 1988: do equilíbrio federativo. Revista de Direito Administrativo, n. 187, p. 1 e ss.; JOSAPHAT MARINHO. Rui Barbosa e a federação. Revista de Informação Legislativa, n. 130, p. 40 e ss.; SEABRA FAGUNDES. Novas perspectivas do federalismo brasileiro. Revista de Direito Administrativo, n. 99, p. 1 e ss.). Relativamente à competência legislativa concorrente, é forçoso ressaltar que sua instituição cria o denominado “condomínio legislativo” entre a União e os Estados- Membros, cabendo à primeira a edição de normas gerais sobre as matérias elencadas no art. 24 da CF. Já aos Estados, no âmbito dessa distribuição vertical de competências legislativas, caberá o exercício da competência suplementar — quando já existente norma geral a disciplinar determinada matéria (CF, art. 24, § 2º) — e a competência legislativa plena — quando inexistente norma federal a estabelecer normatização de caráter geral (CF, art. 24, § 3º). Assim, encontrando-se as custas dos serviços forenses elencados no rol das matérias de competência legislativa concorrente (art. 24, IV, CF/1988), verifica-se que o Estado do Rio de Janeiro tem competência para suplementar norma geral editada pela União. Todavia, da análise acurada da legislação local em questão, forçoso acolher a tese recursal no sentido de que extrapolou a norma expressa no art. 28 da Lei Maria da 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal RE 1102229 AGR / RJ El federal y El estado regional. Madri: Tecnos, 1978, p. 77; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO. O Estado federal brasileiro na Constituição de 1988. Revista de Direito Administrativo, n. 179, p. 1; RAUL MACHADO HORTA. Tendências atuais da federação brasileira. Cadernos de direito constitucional e ciência política, n. 16, p. 17; e, do mesmo autor: Estruturação da federação. Revista de Direito Público, n. 81, p. 53 e ss.; CARLOS MÁRIO VELLOSO. Estado federal e estados federados na Constituição brasileira de 1988: do equilíbrio federativo. Revista de Direito Administrativo, n. 187, p. 1 e ss.; JOSAPHAT MARINHO. Rui Barbosa e a federação. Revista de Informação Legislativa, n. 130, p. 40 e ss.; SEABRA FAGUNDES. Novas perspectivas do federalismo brasileiro. Revista de Direito Administrativo, n. 99, p. 1 e ss.). Relativamente à competência legislativa concorrente, é forçoso ressaltar que sua instituição cria o denominado “condomínio legislativo” entre a União e os Estados- Membros, cabendo à primeira a edição de normas gerais sobre as matérias elencadas no art. 24 da CF. Já aos Estados, no âmbito dessa distribuição vertical de competências legislativas, caberá o exercício da competência suplementar — quando já existente norma geral a disciplinar determinada matéria (CF, art. 24, § 2º) — e a competência legislativa plena — quando inexistente norma federal a estabelecer normatização de caráter geral (CF, art. 24, § 3º). Assim, encontrando-se as custas dos serviços forenses elencados no rol das matérias de competência legislativa concorrente (art. 24, IV, CF/1988), verifica-se que o Estado do Rio de Janeiro tem competência para suplementar norma geral editada pela União. Todavia, da análise acurada da legislação local em questão, forçoso acolher a tese recursal no sentido de que extrapolou a norma expressa no art. 28 da Lei Maria da 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1102229 AGR / RJ Penha (É garantido a toda mulher em situação de violência doméstica e familiar o acesso aos serviços de Defensoria Pública ou de Assistência Judiciária Gratuita, nos termos da lei, em sede policial e judicial, mediante atendimento específico e humanizado), norma de caráter geral e que deve ser observada pelos demais entes da federação ao legislarem sobre essa matéria. Ademais, a Lei 11.340/2006 foi elaborada com o escopo de dar efetividade ao artigo 226 da Constituição Federal, cujo § 8º prevê que “o Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações. Ora, se um dos mecanismos de proteção à mulher em estado de vulnerabilidade foi justamente isentá-la dos custos do processo judicial, não poderia o Estado-Membro, na contramão dos avanços protetivos, tolher esse direito. Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1º e 2º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO para julgar procedente o pedido (fl. 8, Vol. 14)”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal RE 1102229 AGR / RJ Penha (É garantido a toda mulher em situação de violência doméstica e familiar o acesso aos serviços de Defensoria Pública ou de Assistência Judiciária Gratuita, nos termos da lei, em sede policial e judicial, mediante atendimento específico e humanizado), norma de caráter geral e que deve ser observada pelos demais entes da federação ao legislarem sobre essa matéria. Ademais, a Lei 11.340/2006 foi elaborada com o escopo de dar efetividade ao artigo 226 da Constituição Federal, cujo § 8º prevê que “o Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações. Ora, se um dos mecanismos de proteção à mulher em estado de vulnerabilidade foi justamente isentá-la dos custos do processo judicial, não poderia o Estado-Membro, na contramão dos avanços protetivos, tolher esse direito. Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1º e 2º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO para julgar procedente o pedido (fl. 8, Vol. 14)”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto Vogal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.102.229 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :HARIMANN ANTONIO DIAS DE ARAUJO INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :CORREGEDOR-GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Atentem para as balizas reveladas. O extraordinário foi formalizado em face de acórdão do Tribunal de Justiça por meio do qual julgado i,procedente pedido formulado em ação direta. Divirjo quanto à possibilidade de o Relator examinar o recurso no campo individual, considerada a circunstância de o pronunciamento do Supremo substituir o da origem e a necessidade, para afastar-se lei, de seis votos. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência e seja submetido ao Colegiado, no verdadeiro Plenário, para solução definitiva da questão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EC80-E7B6-0441-3830 e senha EDFE-8C18-9AF9-BA76 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.102.229 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :HARIMANN ANTONIO DIAS DE ARAUJO INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :CORREGEDOR-GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Atentem para as balizas reveladas. O extraordinário foi formalizado em face de acórdão do Tribunal de Justiça por meio do qual julgado i,procedente pedido formulado em ação direta. Divirjo quanto à possibilidade de o Relator examinar o recurso no campo individual, considerada a circunstância de o pronunciamento do Supremo substituir o da origem e a necessidade, para afastar-se lei, de seis votos. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência e seja submetido ao Colegiado, no verdadeiro Plenário, para solução definitiva da questão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EC80-E7B6-0441-3830 e senha EDFE-8C18-9AF9-BA76 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.102.229 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : HARIMANN ANTONIO DIAS DE ARAUJO (99893/RJ) INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : CORREGEDOR-GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 29B8-618A-EB2D-AF0E e senha 14C8-3F51-5FDF-24D6 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.102.229 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : HARIMANN ANTONIO DIAS DE ARAUJO (99893/RJ) INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : CORREGEDOR-GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 29B8-618A-EB2D-AF0E e senha 14C8-3F51-5FDF-24D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749397485
2019-03-12T00:00:00
2019-03-20T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa : AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO CONTRÁRIO À JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DO STF. 1. O acórdão recorrido afastou-se da jurisprudência pacífica do STF, razão pela qual merece ser reformado. 2. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur400196
Número de páginas: 18. Análise: 01/04/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1102229
[ "LEG-EST LEI-006369 ANO-2012\n LEI ORDINÁRIA, RJ\n\n", "LEG-EST PRV-000080 ANO-2011\n ART-00011 NÚMERO-1\n PROVIMENTO DA CORREGEDORIA GERAL DE JUSTIÇA, RJ" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1102229 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : HARIMANN ANTONIO DIAS DE ARAUJO INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : CORREGEDOR-GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.102.229 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :HARIMANN ANTONIO DIAS DE ARAUJO INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :CORREGEDOR-GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa : AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO CONTRÁRIO À JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DO Supremo Tribunal Federal. 1. O acórdão recorrido afastou-se da jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal, razão pela qual merece ser reformado. 2. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B24-19BE-DFED-B18B e senha 975B-3F8A-EDFE-B754 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ Aurélio. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B24-19BE-DFED-B18B e senha 975B-3F8A-EDFE-B754 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ Aurélio. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B24-19BE-DFED-B18B e senha 975B-3F8A-EDFE-B754 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.102.229 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :HARIMANN ANTONIO DIAS DE ARAUJO INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :CORREGEDOR-GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário para declarar a inconstitucionalidade da Lei Estadual 6.369, de 20 de dezembro de 2012 e do Provimento CGJ n 80/2011, art. 11, número I, da Corregedoria Geral de Justiça, na parte em que dispõem sobre a incidência de custas processuais e taxas judiciárias, em ações cíveis e medidas protetivas, no âmbito dos Juizados Especiais da Violência Doméstica e Familiar contra a mulher, visto que violam o artigo 24, IV e 226, §8... da Constituição Federal de 1988/1988. Sustenta a parte agravante, em suma, que não houve violação às normas supramencionadas. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4F5-F66A-27EB-A0E2 e senha B826-2A90-6904-3024 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.102.229 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :HARIMANN ANTONIO DIAS DE ARAUJO INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :CORREGEDOR-GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário para declarar a inconstitucionalidade da Lei Estadual 6.369, de 20 de dezembro de 2012 e do Provimento CGJ n 80/2011, art. 11, número I, da Corregedoria Geral de Justiça, na parte em que dispõem sobre a incidência de custas processuais e taxas judiciárias, em ações cíveis e medidas protetivas, no âmbito dos Juizados Especiais da Violência Doméstica e Familiar contra a mulher, visto que violam o artigo 24, IV e 226, §8... da Constituição Federal de 1988/1988. Sustenta a parte agravante, em suma, que não houve violação às normas supramencionadas. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4F5-F66A-27EB-A0E2 e senha B826-2A90-6904-3024 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.102.229 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. O Procurador-Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro ajuizou Representação de Inconstitucionalidade em face da Lei Estadual 6.369, de 20 de dezembro de 2012, “especialmente quanto à Tabela 02 – Atos dos Juizados Especiais – Nota Integrante de n 15 e do Provimento CGJ n 80/2011, art. 11, número I, da Corregedoria Geral de Justiça” (fl. 1, Vol. 14), que dispõem sobre a incidência de custas processuais e taxas judiciárias, em ações cíveis e medidas protetivas, no âmbito dos Juizados Especiais da Violência Doméstica e Familiar contra a mulher. Sustenta na exordial, em suma, que houve violação aos artigos 5...; 6...; e 9..., caput, e § 1..., da Constituição Estadual, bem como aos arts. 1..., II e III; 3..., I, III e IV; 5..., I, XLI e LXXVII, e §2...; e 226, §8..., da Constituição Federal, bem como da Convenção de Belém do Pará. Alega que ao exigir o recolhimento de taxa judiciária e custas em medidas cautelares e ações de natureza cível em trâmite nos Juizados Especiais de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, a lei impugnada contraria o princípio da dignidade da pessoa humana, o livre exercício da cidadania e a proibição de discriminação de gênero. Aduz que a cobrança de custas em relação às medidas de proteção previstas na Lei Maria da Penha não se afigura adequada, porque se trata de situação em que a mulher encontra-se em situação de vulnerabilidade (fl. 3, Vol. 14). Menciona que o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.102.229 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. O Procurador-Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro ajuizou Representação de Inconstitucionalidade em face da Lei Estadual 6.369, de 20 de dezembro de 2012, “especialmente quanto à Tabela 02 – Atos dos Juizados Especiais – Nota Integrante de n 15 e do Provimento CGJ n 80/2011, art. 11, número I, da Corregedoria Geral de Justiça” (fl. 1, Vol. 14), que dispõem sobre a incidência de custas processuais e taxas judiciárias, em ações cíveis e medidas protetivas, no âmbito dos Juizados Especiais da Violência Doméstica e Familiar contra a mulher. Sustenta na exordial, em suma, que houve violação aos artigos 5...; 6...; e 9..., caput, e § 1..., da Constituição Estadual, bem como aos arts. 1..., II e III; 3..., I, III e IV; 5..., I, XLI e LXXVII, e §2...; e 226, §8..., da Constituição Federal, bem como da Convenção de Belém do Pará. Alega que ao exigir o recolhimento de taxa judiciária e custas em medidas cautelares e ações de natureza cível em trâmite nos Juizados Especiais de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, a lei impugnada contraria o princípio da dignidade da pessoa humana, o livre exercício da cidadania e a proibição de discriminação de gênero. Aduz que a cobrança de custas em relação às medidas de proteção previstas na Lei Maria da Penha não se afigura adequada, porque se trata de situação em que a mulher encontra-se em situação de vulnerabilidade (fl. 3, Vol. 14). Menciona que o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ atendimento a mulheres em situação de violência doméstica deve ser realizado independentemente de aferição de sua hipossuficiência econômica, tendo em vista a vulnerabilidade decorrente da própria situação de violência e por força do disposto no artigo 28 da lei 11340/2006, que garante a toda mulher em situação de violência doméstica e familiar o acesso aos serviços da Defensoria Pública, em sede policial ou judicial, mediante atendimento humanizado (fl. 7, Vol. 14). Ao final, requer seja “julgado procedente o pedido (...), declarando, com eficácia ex tunc e efeitos erga omnes a inconstitucionalidade da Lei n 6369, de 20 de dezembro de 2012, do Estado do Rio de Janeiro, especialmente quanto à Tabela 02 – Atos dos Juizados Especiais – Nota Integrante de n 15 e do Provimento CGJ n 80/2011, art. 11, número I, da Corregedoria Geral de Justiça” (fl. 8, Vol. 14). A Procuradoria-Geral do Estado do Estado do Rio de Janeiro manifestou-se pela improcedência da ação, aos fundamentos de que (a) não houve demonstração de violação de dispositivos constitucionais; (b) a ação funda-se em Tratado Internacional com status de lei ordinária; (c) a pretensão ministerial fere o princípio constitucional da proporcionalidade, pois “ao defender a isenção de custas e taxa judiciária em relação às medidas protetivas previstas na Lei nº 11.340/2006 (Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher) (Lei Federal n 11.340/06) independentemente da situação de hipossuficiência econômica da parte requerente, ocasiona prejuízos superiores aos benefícios, onerando todo o universo de jurisdicionados (inclusive as próprias vítimas de violência doméstica) com o maior congestionamento da Justiça e a consequente ampliação do risco de erro judiciário decorrente da cognição deficiente” (fl. 2, Vol. 1). O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou improcedente a ação em acórdão assim ementado (fls. 1-2, Vol. 2): 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ atendimento a mulheres em situação de violência doméstica deve ser realizado independentemente de aferição de sua hipossuficiência econômica, tendo em vista a vulnerabilidade decorrente da própria situação de violência e por força do disposto no artigo 28 da lei 11340/2006, que garante a toda mulher em situação de violência doméstica e familiar o acesso aos serviços da Defensoria Pública, em sede policial ou judicial, mediante atendimento humanizado (fl. 7, Vol. 14). Ao final, requer seja “julgado procedente o pedido (...), declarando, com eficácia ex tunc e efeitos erga omnes a inconstitucionalidade da Lei n 6369, de 20 de dezembro de 2012, do Estado do Rio de Janeiro, especialmente quanto à Tabela 02 – Atos dos Juizados Especiais – Nota Integrante de n 15 e do Provimento CGJ n 80/2011, art. 11, número I, da Corregedoria Geral de Justiça” (fl. 8, Vol. 14). A Procuradoria-Geral do Estado do Estado do Rio de Janeiro manifestou-se pela improcedência da ação, aos fundamentos de que (a) não houve demonstração de violação de dispositivos constitucionais; (b) a ação funda-se em Tratado Internacional com status de lei ordinária; (c) a pretensão ministerial fere o princípio constitucional da proporcionalidade, pois “ao defender a isenção de custas e taxa judiciária em relação às medidas protetivas previstas na Lei nº 11.340/2006 (Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher) (Lei Federal n 11.340/06) independentemente da situação de hipossuficiência econômica da parte requerente, ocasiona prejuízos superiores aos benefícios, onerando todo o universo de jurisdicionados (inclusive as próprias vítimas de violência doméstica) com o maior congestionamento da Justiça e a consequente ampliação do risco de erro judiciário decorrente da cognição deficiente” (fl. 2, Vol. 1). O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou improcedente a ação em acórdão assim ementado (fls. 1-2, Vol. 2): 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ “REPRESENTAÇÃO POR INCONSTITUCIONALIDADE – TABELA 02 – ATOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS – NOTA INTEGRANTE n 15, DA LEI n 6369/2012, DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E PROVIMENTO CGJ n 80/2011, ARTIGO 11, NÚMERO I, DA CORREGEDORIA GERAL DE JUSTIÇA – TAXA JUDICIÁRIA E CUSTAS NAS MEDIDAS CAUTELARES E AÇÕES DE NATUREZA CÍVEL EM TRÂMITE NOS JUIZADOS ESPECIAIS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER DEVIDAS EM DECORRÊNCIA DA OBRIGATORIEDADE DE REMUNERAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO PRESTADO, OBSERVADA A CONCESSÃO DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA AOS NECESSITADOS – AUSÊNCIA DE OFENSA A DIREITOS INDIVIDUAIS – IMPROCEDÊNCIA DA REPRESENTAÇÃO POR INCONSTITUCIONALIDADE”. Opostos Embargos de Declaração, foram rejeitados (Vol. 6). Irresignada, a parte interpõe o presente Recurso Extraordinário, com fundamento no artigo 102, III, “a” e “c”, da Constituição Federal, no qual alega que houve violação aos artigos 1..., II e III; 3..., I, III e IV; 5..., I, XXXV, XLI, LXXVII, §2...; e 226, §8... da Carta Magna, pois (a) “a inaplicabilidade da norma estadual decorre da circunstância de que a competência normativa geral para legislar sobre custas dos serviços forenses é da União desde que tenha exercido a competência legislativa sobre o assunto na esfera da competência legislativa concorrente, tal como aconteceu no art. 28 da Lei Nacional n 11.340, de 07 de agosto de 2006 (Lei nº 11.340/2006 (Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher)...); (b) embora o Estado tenha competência suplementar para legislar sobre custas e serviços forenses, deve respeitar a norma geral editada pela União que prevê assistência judicial gratuita em sede policial e judicial (artigo 28 da Lei 11.340/2006); (c) a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ “REPRESENTAÇÃO POR INCONSTITUCIONALIDADE – TABELA 02 – ATOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS – NOTA INTEGRANTE n 15, DA LEI n 6369/2012, DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E PROVIMENTO CGJ n 80/2011, ARTIGO 11, NÚMERO I, DA CORREGEDORIA GERAL DE JUSTIÇA – TAXA JUDICIÁRIA E CUSTAS NAS MEDIDAS CAUTELARES E AÇÕES DE NATUREZA CÍVEL EM TRÂMITE NOS JUIZADOS ESPECIAIS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER DEVIDAS EM DECORRÊNCIA DA OBRIGATORIEDADE DE REMUNERAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO PRESTADO, OBSERVADA A CONCESSÃO DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA AOS NECESSITADOS – AUSÊNCIA DE OFENSA A DIREITOS INDIVIDUAIS – IMPROCEDÊNCIA DA REPRESENTAÇÃO POR INCONSTITUCIONALIDADE”. Opostos Embargos de Declaração, foram rejeitados (Vol. 6). Irresignada, a parte interpõe o presente Recurso Extraordinário, com fundamento no artigo 102, III, “a” e “c”, da Constituição Federal, no qual alega que houve violação aos artigos 1..., II e III; 3..., I, III e IV; 5..., I, XXXV, XLI, LXXVII, §2...; e 226, §8... da Carta Magna, pois (a) “a inaplicabilidade da norma estadual decorre da circunstância de que a competência normativa geral para legislar sobre custas dos serviços forenses é da União desde que tenha exercido a competência legislativa sobre o assunto na esfera da competência legislativa concorrente, tal como aconteceu no art. 28 da Lei Nacional n 11.340, de 07 de agosto de 2006 (Lei nº 11.340/2006 (Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher)...); (b) embora o Estado tenha competência suplementar para legislar sobre custas e serviços forenses, deve respeitar a norma geral editada pela União que prevê assistência judicial gratuita em sede policial e judicial (artigo 28 da Lei 11.340/2006); (c) a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ cobrança de custas processuais e taxas judiciárias de mulheres vítimas de violência doméstica não se coaduna com as normas constitucionais, com a Lei Maria da Penha, nem com compromissos internacionais assumidos pelo Brasil; e (d) “A Lei Maria da Penha é clara ao garantir a toda mulher em situação de violência doméstica e familiar o acesso aos serviços de Defensoria Pública ou de Assistência Judiciária Gratuita, em sede policial e judicial, mediante atendimento específico e humanizado (art. 28)” (fl. 19, Vol. 8). É o relatório. Decido. Reputam-se preenchidos todos os pressupostos constitucionais de admissibilidade. Dessa forma, passo à análise do mérito. O Tribunal de origem negou provimento à representação de inconstitucionalidade sob o fundamento de que haveria ofensa ao princípio da isonomia se um determinado grupo de indivíduos deixasse de recolher valores que remuneram o serviço público prestado. Por oportuno, vejam-se trechos do voto condutor do acórdão recorrido (fls. 3-4, Vol. 2): “A representação, contudo, não procede. E isto porque as custas judiciais servem à manutenção do serviço público da prestação jurisdicional, remunerado por meio de taxa, sendo da competência dos Estados o seu estabelecimento, a qual deve ser paga pelo usuário independentemente de sua concordância ou vontade, inexistindo razão para que um determinado grupo de indivíduos deixe de recolher os valores que remunerem esse serviço, sob pena de ofensa ao princípio da isonomia, sendo certo que, na hipótese, a lei estadual reconheceu apenas na ocorrência de hipossuficiência a desnecessidade de recolhimento de custas pela demandante que se utiliza do Juizado Especial da Violência Doméstica e Familiar 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ cobrança de custas processuais e taxas judiciárias de mulheres vítimas de violência doméstica não se coaduna com as normas constitucionais, com a Lei Maria da Penha, nem com compromissos internacionais assumidos pelo Brasil; e (d) “A Lei Maria da Penha é clara ao garantir a toda mulher em situação de violência doméstica e familiar o acesso aos serviços de Defensoria Pública ou de Assistência Judiciária Gratuita, em sede policial e judicial, mediante atendimento específico e humanizado (art. 28)” (fl. 19, Vol. 8). É o relatório. Decido. Reputam-se preenchidos todos os pressupostos constitucionais de admissibilidade. Dessa forma, passo à análise do mérito. O Tribunal de origem negou provimento à representação de inconstitucionalidade sob o fundamento de que haveria ofensa ao princípio da isonomia se um determinado grupo de indivíduos deixasse de recolher valores que remuneram o serviço público prestado. Por oportuno, vejam-se trechos do voto condutor do acórdão recorrido (fls. 3-4, Vol. 2): “A representação, contudo, não procede. E isto porque as custas judiciais servem à manutenção do serviço público da prestação jurisdicional, remunerado por meio de taxa, sendo da competência dos Estados o seu estabelecimento, a qual deve ser paga pelo usuário independentemente de sua concordância ou vontade, inexistindo razão para que um determinado grupo de indivíduos deixe de recolher os valores que remunerem esse serviço, sob pena de ofensa ao princípio da isonomia, sendo certo que, na hipótese, a lei estadual reconheceu apenas na ocorrência de hipossuficiência a desnecessidade de recolhimento de custas pela demandante que se utiliza do Juizado Especial da Violência Doméstica e Familiar 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ contra a Mulher, encontrando-se, portanto, em perfeita harmonia com o sistema constitucional vigente a cobrança das custas inserta na legislação impugnada, considerando que a competência para instituir tributos importa a de conceder possíveis benefícios, não se vislumbrando, por oportuno, situação discriminatória, posto que a prestação jurisdicional não é dirigida a um homem ou a uma mulher, mas a um indivíduo integrante da sociedade. Verifica-se, portanto, inexistir na legislação afrontada ofensa a preceito constitucional, garantida a gratuidade de justiça aos necessitados, não podendo prosperar a pretensão deduzida em Juízo”. A seu turno, a Lei nº 11.340/2006 (Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher) dispõe em seu artigo 28 que: “Art. 28. É garantido a toda mulher em situação de violência doméstica e familiar o acesso aos serviços de Defensoria Pública ou de Assistência Judiciária Gratuita, nos termos da lei, em sede policial e judicial, mediante atendimento específico e humanizado.” Os dispositivos impugnados, por sua vez, estabelecem que: (a) Lei 6.369/2018 (Tabela 2, Nota 15): “Nos Juizados Especiais da Violência Doméstica e Familiar contra Mulher, a incidência de custas deverá observar, no tocante às ações de natureza cível, as regras previstas no art. 26 desta Lei, com valores e observações contidas nesta tabela. Em relação às eventuais ações de cunho cível para o estabelecimento de medidas protetivas em favor da mulher, o recolhimento de custas e de taxa judiciária deve observar os valores dispostos na tabela 01 desta lei, sendo recolhidas antecipadamente, ou, sendo a autora hipossuficiente, pelo réu condenado”. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ contra a Mulher, encontrando-se, portanto, em perfeita harmonia com o sistema constitucional vigente a cobrança das custas inserta na legislação impugnada, considerando que a competência para instituir tributos importa a de conceder possíveis benefícios, não se vislumbrando, por oportuno, situação discriminatória, posto que a prestação jurisdicional não é dirigida a um homem ou a uma mulher, mas a um indivíduo integrante da sociedade. Verifica-se, portanto, inexistir na legislação afrontada ofensa a preceito constitucional, garantida a gratuidade de justiça aos necessitados, não podendo prosperar a pretensão deduzida em Juízo”. A seu turno, a Lei nº 11.340/2006 (Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher) dispõe em seu artigo 28 que: “Art. 28. É garantido a toda mulher em situação de violência doméstica e familiar o acesso aos serviços de Defensoria Pública ou de Assistência Judiciária Gratuita, nos termos da lei, em sede policial e judicial, mediante atendimento específico e humanizado.” Os dispositivos impugnados, por sua vez, estabelecem que: (a) Lei 6.369/2018 (Tabela 2, Nota 15): “Nos Juizados Especiais da Violência Doméstica e Familiar contra Mulher, a incidência de custas deverá observar, no tocante às ações de natureza cível, as regras previstas no art. 26 desta Lei, com valores e observações contidas nesta tabela. Em relação às eventuais ações de cunho cível para o estabelecimento de medidas protetivas em favor da mulher, o recolhimento de custas e de taxa judiciária deve observar os valores dispostos na tabela 01 desta lei, sendo recolhidas antecipadamente, ou, sendo a autora hipossuficiente, pelo réu condenado”. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ (b) Provimento CGJ 80/2011: “Art. 11. Nos Juizados Especiais da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o recolhimento de custas judiciais, emolumentos de registro/baixa e de taxa judiciária deve observar os seguintes parâmetros: I – as medidas cautelares e eventuais ações de natureza cível em trâmite nesta sede suscitam o recolhimento antecipado de custas e taxa judiciária, a ser realizado em GRERJ, com os valores definidos pelas Tabelas constantes da Portaria de Custas Judiciais, nos moldes dos dispositivos da Lei Estadual n 3.350/1999 e do Decreto Lei Estadual 05/75. Caso o autor seja beneficiário da Gratuidade de Justiça, o ônus do recolhimento das custas e taxa judiciária recairá sobre o réu vencido, em consonância com artigo 11 da Lei Federal n 1060/1950 e Enunciado n 18 do Aviso TJ n 72/2006.” Inicialmente, cumpre analisar, se o Estado do Rio de Janeiro exorbitou de sua competência suplementar ao editar norma que determina o recolhimento de custas processuais e taxas judiciárias em ações cíveis e medidas protetivas de competência dos Juizados Especiais de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, a despeito de a Lei nº 11.340/2006 (Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher), norma geral editada pela União, prever a Assistência Judiciária Gratuita em âmbito judicial. Quanto às regras de competência, tive a oportunidade de me manifestar nos autos da ADI 5.352, publicado em 3/12/2018: “O federalismo e suas regras de distribuição de competências legislativas são um dos grandes alicerces da consagração da fórmula Estado de Direito, que, conforme salientado por PABLO LUCAS VERDÚ, ainda exerce particular fascinação sobre os juristas. Essa fórmula aponta a necessidade de o Direito ser respeitoso com as 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ (b) Provimento CGJ 80/2011: “Art. 11. Nos Juizados Especiais da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o recolhimento de custas judiciais, emolumentos de registro/baixa e de taxa judiciária deve observar os seguintes parâmetros: I – as medidas cautelares e eventuais ações de natureza cível em trâmite nesta sede suscitam o recolhimento antecipado de custas e taxa judiciária, a ser realizado em GRERJ, com os valores definidos pelas Tabelas constantes da Portaria de Custas Judiciais, nos moldes dos dispositivos da Lei Estadual n 3.350/1999 e do Decreto Lei Estadual 05/75. Caso o autor seja beneficiário da Gratuidade de Justiça, o ônus do recolhimento das custas e taxa judiciária recairá sobre o réu vencido, em consonância com artigo 11 da Lei Federal n 1060/1950 e Enunciado n 18 do Aviso TJ n 72/2006.” Inicialmente, cumpre analisar, se o Estado do Rio de Janeiro exorbitou de sua competência suplementar ao editar norma que determina o recolhimento de custas processuais e taxas judiciárias em ações cíveis e medidas protetivas de competência dos Juizados Especiais de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, a despeito de a Lei nº 11.340/2006 (Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher), norma geral editada pela União, prever a Assistência Judiciária Gratuita em âmbito judicial. Quanto às regras de competência, tive a oportunidade de me manifestar nos autos da ADI 5.352, publicado em 3/12/2018: “O federalismo e suas regras de distribuição de competências legislativas são um dos grandes alicerces da consagração da fórmula Estado de Direito, que, conforme salientado por PABLO LUCAS VERDÚ, ainda exerce particular fascinação sobre os juristas. Essa fórmula aponta a necessidade de o Direito ser respeitoso com as 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ interpretações acerca de diferentes dispositivos constitucionais que envolvem diversas competências legislativas, para que se garanta a previsão do legislador constituinte sobre a divisão dos centros de poder entre os entes federativos, cuja importância é ressaltada tanto por JORGE MIRANDA (Manual de direito constitucional. 4. Ed. Coimbra: Coimbra Editora, 1990, t. 1, p. 13-14), quanto por JOSÉ GOMES CANOTILHO (Direito constitucional e teoria da Constituição. Almedina, p. 87). A essencialidade da discussão não está na maior ou menor importância do assunto específico tratado pela legislação, mas sim, na observância respeitosa à competência constitucional do ente federativo para editá- la (MAURICE DUVERGER. Droit constitutionnel et institutions politiques. Paris: Presses Universitaires de France, 1955. p. 265 e ss.), com preservação de sua autonomia e sem interferência dos demais entes da federação, pois, como salientado por LÚCIO LEVI: ‘a federação constitui, portanto, a realização mais alta dos princípios do constitucionalismo. Com efeito, a ideia do Estado de direito, o Estado que submete todos os poderes à lei constitucional, parece que pode encontrar sua plena realização somente quando, na fase de uma distribuição substancial das competências, o Executivo e o Judiciário assumem as características e as funções que têm no Estado Federal”. (NORBERTO BOBBIO, NICOLA MATTEUCCI, GIANFRANCO PASQUINO (Coord.). Dicionário de política. v. I, p. 482). O equilíbrio na interpretação constitucional sobre a distribuição de competências na história do federalismo iniciou com a Constituição norte-americana de 1787. A análise de suas características e consequências, bem como do desenvolvimento de seus institutos vem sendo 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ interpretações acerca de diferentes dispositivos constitucionais que envolvem diversas competências legislativas, para que se garanta a previsão do legislador constituinte sobre a divisão dos centros de poder entre os entes federativos, cuja importância é ressaltada tanto por JORGE MIRANDA (Manual de direito constitucional. 4. Ed. Coimbra: Coimbra Editora, 1990, t. 1, p. 13-14), quanto por JOSÉ GOMES CANOTILHO (Direito constitucional e teoria da Constituição. Almedina, p. 87). A essencialidade da discussão não está na maior ou menor importância do assunto específico tratado pela legislação, mas sim, na observância respeitosa à competência constitucional do ente federativo para editá- la (MAURICE DUVERGER. Droit constitutionnel et institutions politiques. Paris: Presses Universitaires de France, 1955. p. 265 e ss.), com preservação de sua autonomia e sem interferência dos demais entes da federação, pois, como salientado por LÚCIO LEVI: ‘a federação constitui, portanto, a realização mais alta dos princípios do constitucionalismo. Com efeito, a ideia do Estado de direito, o Estado que submete todos os poderes à lei constitucional, parece que pode encontrar sua plena realização somente quando, na fase de uma distribuição substancial das competências, o Executivo e o Judiciário assumem as características e as funções que têm no Estado Federal”. (NORBERTO BOBBIO, NICOLA MATTEUCCI, GIANFRANCO PASQUINO (Coord.). Dicionário de política. v. I, p. 482). O equilíbrio na interpretação constitucional sobre a distribuição de competências na história do federalismo iniciou com a Constituição norte-americana de 1787. A análise de suas características e consequências, bem como do desenvolvimento de seus institutos vem sendo 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ realizada desde os escritos de JAY, MADISON e HAMILTON, nos artigos federalistas, publicados sob o codinome Publius, durante os anos de 1787-1788, até os dias de hoje, e mostra que se trata de um sistema baseado principalmente na consagração da divisão constitucional de competências, para manutenção de autonomia dos entes federativos e equilíbrio no exercício do poder (THOMAS MCINTYRE COOLEY. The general principles of constitutional law in the United States of America. 3. ed. Boston: Little, Brown and Company, 1898. p. 52; DONALD L. ROBINSON. To the best of my ability: the presidency the constitution . New York: W. W. Norton & Company, 1987. p. 18-19). Em 1887, em seu centenário, o estadista inglês WILLIAM GLADSTONE, um dos mais influentes primeiros-ministros ingleses, afirmou que a Constituição dos Estados Unidos era a mais maravilhosa obra jamais concebida num momento dado pelo cérebro e o propósito do homem, por equilibrar o exercício do poder. É importante salientar, dentro dessa perspectiva da mais maravilhosa obra jamais concebida, que a questão do federalismo e do equilíbrio entre o Poder Central e os Poderes Regionais foi das questões mais discutidas durante a Convenção norte-americana, pois a manutenção do equilíbrio Democrático e Republicano, no âmbito do Regime Federalista, depende do bom entendimento, definição, fixação de funções, deveres e responsabilidades entre os três Poderes, bem como da fiel observância da distribuição de competências legislativas, administrativas e tributárias entre União, Estados e Municípios, característica do Pacto Federativo, consagrado constitucionalmente no Brasil, desde a primeira Constituição Republicana, em 1891, até a Constituição Federal de 1988. A Federação, portanto, nasceu adotando a necessidade de um poder central, com competências suficientes para manter a união e coesão do próprio País, 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ realizada desde os escritos de JAY, MADISON e HAMILTON, nos artigos federalistas, publicados sob o codinome Publius, durante os anos de 1787-1788, até os dias de hoje, e mostra que se trata de um sistema baseado principalmente na consagração da divisão constitucional de competências, para manutenção de autonomia dos entes federativos e equilíbrio no exercício do poder (THOMAS MCINTYRE COOLEY. The general principles of constitutional law in the United States of America. 3. ed. Boston: Little, Brown and Company, 1898. p. 52; DONALD L. ROBINSON. To the best of my ability: the presidency the constitution . New York: W. W. Norton & Company, 1987. p. 18-19). Em 1887, em seu centenário, o estadista inglês WILLIAM GLADSTONE, um dos mais influentes primeiros-ministros ingleses, afirmou que a Constituição dos Estados Unidos era a mais maravilhosa obra jamais concebida num momento dado pelo cérebro e o propósito do homem, por equilibrar o exercício do poder. É importante salientar, dentro dessa perspectiva da mais maravilhosa obra jamais concebida, que a questão do federalismo e do equilíbrio entre o Poder Central e os Poderes Regionais foi das questões mais discutidas durante a Convenção norte-americana, pois a manutenção do equilíbrio Democrático e Republicano, no âmbito do Regime Federalista, depende do bom entendimento, definição, fixação de funções, deveres e responsabilidades entre os três Poderes, bem como da fiel observância da distribuição de competências legislativas, administrativas e tributárias entre União, Estados e Municípios, característica do Pacto Federativo, consagrado constitucionalmente no Brasil, desde a primeira Constituição Republicana, em 1891, até a Constituição Federal de 1988. A Federação, portanto, nasceu adotando a necessidade de um poder central, com competências suficientes para manter a união e coesão do próprio País, 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ garantindo-lhe, como afirmado por HAMILTON, a oportunidade máxima para a consecução da paz e liberdade contra o facciosismo e a insurreição (The Federalist papers, n IX) e permitindo à União realizar seu papel aglutinador dos diversos Estados-Membros e de equilíbrio no exercício das diversas funções constitucionais delegadas aos três poderes de Estado. Durante a evolução do federalismo, passou-se da ideia de três campos de poder mutuamente exclusivos e limitadores, segundo a qual a União, os Estados e os Municípios teriam suas áreas exclusivas de autoridade, para um novo modelo federal baseado principalmente na cooperação, como salientado por KARL LOEWENSTEIN (Teoria de la constitución. Barcelona: Ariel, 1962. p. 362). O legislador constituinte de 1988, atento a essa evolução, bem como sabedor da tradição centralizadora brasileira, tanto, obviamente, nas diversas ditaduras que sofremos, quanto nos momentos de normalidade democrática, instituiu novas regras descentralizadoras na distribuição formal de competências legislativas, com base no princípio da predominância do interesse, e ampliou as hipóteses de competências concorrentes, além de fortalecer o Município como polo gerador de normas de interesse local. O princípio geral que norteia a repartição de competência entre os entes componentes do Estado Federal brasileiro, portanto, é o princípio da predominância do interesse, não apenas para as matérias cuja definição foi preestabelecida pelo texto constitucional, mas também em termos de interpretação em hipóteses que envolvem várias e diversas matérias, como na presente ação direta de inconstitucionalidade. A própria Constituição Federal, presumindo de forma absoluta para algumas matérias a presença do princípio da predominância do interesse, estabeleceu, a priori, diversas competências para cada um dos entes 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ garantindo-lhe, como afirmado por HAMILTON, a oportunidade máxima para a consecução da paz e liberdade contra o facciosismo e a insurreição (The Federalist papers, n IX) e permitindo à União realizar seu papel aglutinador dos diversos Estados-Membros e de equilíbrio no exercício das diversas funções constitucionais delegadas aos três poderes de Estado. Durante a evolução do federalismo, passou-se da ideia de três campos de poder mutuamente exclusivos e limitadores, segundo a qual a União, os Estados e os Municípios teriam suas áreas exclusivas de autoridade, para um novo modelo federal baseado principalmente na cooperação, como salientado por KARL LOEWENSTEIN (Teoria de la constitución. Barcelona: Ariel, 1962. p. 362). O legislador constituinte de 1988, atento a essa evolução, bem como sabedor da tradição centralizadora brasileira, tanto, obviamente, nas diversas ditaduras que sofremos, quanto nos momentos de normalidade democrática, instituiu novas regras descentralizadoras na distribuição formal de competências legislativas, com base no princípio da predominância do interesse, e ampliou as hipóteses de competências concorrentes, além de fortalecer o Município como polo gerador de normas de interesse local. O princípio geral que norteia a repartição de competência entre os entes componentes do Estado Federal brasileiro, portanto, é o princípio da predominância do interesse, não apenas para as matérias cuja definição foi preestabelecida pelo texto constitucional, mas também em termos de interpretação em hipóteses que envolvem várias e diversas matérias, como na presente ação direta de inconstitucionalidade. A própria Constituição Federal, presumindo de forma absoluta para algumas matérias a presença do princípio da predominância do interesse, estabeleceu, a priori, diversas competências para cada um dos entes 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ federativos, União, Estados-Membros, Distrito Federal e Municípios, e, a partir dessas opções, pode ora acentuar maior centralização de poder, principalmente na própria União (Constituição Federal de 1988, art. 22), ora permitir uma maior descentralização nos Estados-Membros e Municípios (Constituição Federal de 1988, arts. 24 e 30, inciso I). Atuando dessa maneira, se, na distribuição formal de competências, houve um maior afastamento do federalismo centrípeto que sempre caracterizou a república brasileira, na distribuição material, nossas tradições históricas, político-econômicas e culturais, somadas ao próprio interesse do legislador constituinte, que permaneceria como poder constituído (Congresso Nacional), após a edição da Constituição de 1988, acabaram por produzir grande generosidade do texto constitucional na previsão dos poderes enumerados da União, com a fixação de competência privativa para a maioria dos assuntos de maior importância legislativa. Consequentemente, concordemos ou não, no texto da Constituição de 1988, as contingências históricas, político-econômicas e culturais mantiveram a concentração dos temas mais importantes no Congresso Nacional, em detrimento das Assembleias locais, como salientado por JOSÉ ALFREDO DE OLIVEIRA BARACHO (Teoria geral do federalismo. Rio de Janeiro: Forense, 1986. p. 317), e facilmente constatado ao analisarmos o rol de competências legislativas da União estabelecidas no artigo 22 do texto constitucional. Essa opção inicial do legislador constituinte, ao centralizar nos poderes enumerados da União (Constituição Federal de 1988, artigo 22) a maioria das matérias legislativas mais importantes, contudo, não afastou da Constituição de 1988 os princípios básicos de nossa tradição republicana federalista, que gravita em torno do princípio da autonomia, da participação política e da existência de competências legislativas próprias dos Estados/Distrito 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ federativos, União, Estados-Membros, Distrito Federal e Municípios, e, a partir dessas opções, pode ora acentuar maior centralização de poder, principalmente na própria União (Constituição Federal de 1988, art. 22), ora permitir uma maior descentralização nos Estados-Membros e Municípios (Constituição Federal de 1988, arts. 24 e 30, inciso I). Atuando dessa maneira, se, na distribuição formal de competências, houve um maior afastamento do federalismo centrípeto que sempre caracterizou a república brasileira, na distribuição material, nossas tradições históricas, político-econômicas e culturais, somadas ao próprio interesse do legislador constituinte, que permaneceria como poder constituído (Congresso Nacional), após a edição da Constituição de 1988, acabaram por produzir grande generosidade do texto constitucional na previsão dos poderes enumerados da União, com a fixação de competência privativa para a maioria dos assuntos de maior importância legislativa. Consequentemente, concordemos ou não, no texto da Constituição de 1988, as contingências históricas, político-econômicas e culturais mantiveram a concentração dos temas mais importantes no Congresso Nacional, em detrimento das Assembleias locais, como salientado por JOSÉ ALFREDO DE OLIVEIRA BARACHO (Teoria geral do federalismo. Rio de Janeiro: Forense, 1986. p. 317), e facilmente constatado ao analisarmos o rol de competências legislativas da União estabelecidas no artigo 22 do texto constitucional. Essa opção inicial do legislador constituinte, ao centralizar nos poderes enumerados da União (Constituição Federal de 1988, artigo 22) a maioria das matérias legislativas mais importantes, contudo, não afastou da Constituição de 1988 os princípios básicos de nossa tradição republicana federalista, que gravita em torno do princípio da autonomia, da participação política e da existência de competências legislativas próprias dos Estados/Distrito 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ Federal e Municípios, indicando ao intérprete a necessidade de aplicá-los como vetores principais em cada hipótese concreta em que haja a necessidade de análise da predominância do interesse, para que se garanta a manutenção, fortalecimento e, principalmente, o equilíbrio federativo (GERALDO ATALIBA. República e constituição. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1985. p. 10), que se caracteriza pelo respeito às diversidades locais, como bem salientado por MICHAEL J. MALBIN, ao apontar que a intenção dos elaboradores da Carta Constitucional Americana foi justamente estimular e incentivar a diversidade, transcendendo as facções e trabalhando pelo bem comum (A ordem constitucional americana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1987, p. 144), consagrando, ainda, a pluralidade de centros locais de poder, com autonomia de autogoverno e autoadministração, para que se reforçasse a ideia de preservação da autonomia na elaboração do federalismo, como salientado por ALEXIS DE TOCQUEVILLE, ao comentar a formação da nação americana (Democracia na América: leis e costumes. São Paulo: Martins Fontes, 1988. p. 37 e ss.), que serviu de modelo à nossa Primeira Constituição Republicana em 1891. Nos regimes federalistas, respeitadas as opções realizadas pelo legislador constituinte e previamente estabelecidas no próprio texto constitucional, quando surgem dúvidas sobre a distribuição de competências e, consequentemente, a necessidade de definição do ente federativo competente para legislar sobre determinado e específico assunto, que engloba uma ou várias matérias com previsão ou reflexos em diversos ramos do Direito, caberá ao interprete priorizar o fortalecimento das autonomias locais e o respeito às suas diversidades como pontos caracterizadores e asseguradores do convívio no Estado Federal, que garantam o imprescindível equilíbrio federativo (JUAN FERRANDO BADÍA. El estado unitário: 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ Federal e Municípios, indicando ao intérprete a necessidade de aplicá-los como vetores principais em cada hipótese concreta em que haja a necessidade de análise da predominância do interesse, para que se garanta a manutenção, fortalecimento e, principalmente, o equilíbrio federativo (GERALDO ATALIBA. República e constituição. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1985. p. 10), que se caracteriza pelo respeito às diversidades locais, como bem salientado por MICHAEL J. MALBIN, ao apontar que a intenção dos elaboradores da Carta Constitucional Americana foi justamente estimular e incentivar a diversidade, transcendendo as facções e trabalhando pelo bem comum (A ordem constitucional americana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1987, p. 144), consagrando, ainda, a pluralidade de centros locais de poder, com autonomia de autogoverno e autoadministração, para que se reforçasse a ideia de preservação da autonomia na elaboração do federalismo, como salientado por ALEXIS DE TOCQUEVILLE, ao comentar a formação da nação americana (Democracia na América: leis e costumes. São Paulo: Martins Fontes, 1988. p. 37 e ss.), que serviu de modelo à nossa Primeira Constituição Republicana em 1891. Nos regimes federalistas, respeitadas as opções realizadas pelo legislador constituinte e previamente estabelecidas no próprio texto constitucional, quando surgem dúvidas sobre a distribuição de competências e, consequentemente, a necessidade de definição do ente federativo competente para legislar sobre determinado e específico assunto, que engloba uma ou várias matérias com previsão ou reflexos em diversos ramos do Direito, caberá ao interprete priorizar o fortalecimento das autonomias locais e o respeito às suas diversidades como pontos caracterizadores e asseguradores do convívio no Estado Federal, que garantam o imprescindível equilíbrio federativo (JUAN FERRANDO BADÍA. El estado unitário: 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ El federal y El estado regional. Madri: Tecnos, 1978, p. 77; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO. O Estado federal brasileiro na Constituição de 1988. Revista de Direito Administrativo, n. 179, p. 1; RAUL MACHADO HORTA. Tendências atuais da federação brasileira. Cadernos de direito constitucional e ciência política, n. 16, p. 17; e, do mesmo autor: Estruturação da federação. Revista de Direito Público, n. 81, p. 53 e ss.; CARLOS MÁRIO VELLOSO. Estado federal e estados federados na Constituição brasileira de 1988: do equilíbrio federativo. Revista de Direito Administrativo, n. 187, p. 1 e ss.; JOSAPHAT MARINHO. Rui Barbosa e a federação. Revista de Informação Legislativa, n. 130, p. 40 e ss.; SEABRA FAGUNDES. Novas perspectivas do federalismo brasileiro. Revista de Direito Administrativo, n. 99, p. 1 e ss.). Relativamente à competência legislativa concorrente, é forçoso ressaltar que sua instituição cria o denominado “condomínio legislativo” entre a União e os Estados- Membros, cabendo à primeira a edição de normas gerais sobre as matérias elencadas no art. 24 da Constituição Federal de 1988. Já aos Estados, no âmbito dessa distribuição vertical de competências legislativas, caberá o exercício da competência suplementar — quando já existente norma geral a disciplinar determinada matéria (Constituição Federal de 1988, art. 24, § 2...) — e a competência legislativa plena — quando inexistente norma federal a estabelecer normatização de caráter geral (Constituição Federal de 1988, art. 24, § 3...). Assim, encontrando-se as custas dos serviços forenses elencados no rol das matérias de competência legislativa concorrente (art. 24, IV, Constituição Federal de 1988/1988), verifica-se que o Estado do Rio de Janeiro tem competência para suplementar norma geral editada pela União. Todavia, da análise acurada da legislação local em questão, forçoso acolher a tese recursal no sentido de que extrapolou a norma expressa no art. 28 da Lei Maria da 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ El federal y El estado regional. Madri: Tecnos, 1978, p. 77; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO. O Estado federal brasileiro na Constituição de 1988. Revista de Direito Administrativo, n. 179, p. 1; RAUL MACHADO HORTA. Tendências atuais da federação brasileira. Cadernos de direito constitucional e ciência política, n. 16, p. 17; e, do mesmo autor: Estruturação da federação. Revista de Direito Público, n. 81, p. 53 e ss.; CARLOS MÁRIO VELLOSO. Estado federal e estados federados na Constituição brasileira de 1988: do equilíbrio federativo. Revista de Direito Administrativo, n. 187, p. 1 e ss.; JOSAPHAT MARINHO. Rui Barbosa e a federação. Revista de Informação Legislativa, n. 130, p. 40 e ss.; SEABRA FAGUNDES. Novas perspectivas do federalismo brasileiro. Revista de Direito Administrativo, n. 99, p. 1 e ss.). Relativamente à competência legislativa concorrente, é forçoso ressaltar que sua instituição cria o denominado “condomínio legislativo” entre a União e os Estados- Membros, cabendo à primeira a edição de normas gerais sobre as matérias elencadas no art. 24 da Constituição Federal de 1988. Já aos Estados, no âmbito dessa distribuição vertical de competências legislativas, caberá o exercício da competência suplementar — quando já existente norma geral a disciplinar determinada matéria (Constituição Federal de 1988, art. 24, § 2...) — e a competência legislativa plena — quando inexistente norma federal a estabelecer normatização de caráter geral (Constituição Federal de 1988, art. 24, § 3...). Assim, encontrando-se as custas dos serviços forenses elencados no rol das matérias de competência legislativa concorrente (art. 24, IV, Constituição Federal de 1988/1988), verifica-se que o Estado do Rio de Janeiro tem competência para suplementar norma geral editada pela União. Todavia, da análise acurada da legislação local em questão, forçoso acolher a tese recursal no sentido de que extrapolou a norma expressa no art. 28 da Lei Maria da 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ Penha (É garantido a toda mulher em situação de violência doméstica e familiar o acesso aos serviços de Defensoria Pública ou de Assistência Judiciária Gratuita, nos termos da lei, em sede policial e judicial, mediante atendimento específico e humanizado), norma de caráter geral e que deve ser observada pelos demais entes da federação ao legislarem sobre essa matéria. Ademais, a Lei 11.340/2006 foi elaborada com o escopo de dar efetividade ao artigo 226 da Constituição Federal, cujo § 8... prevê que “o Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações. Ora, se um dos mecanismos de proteção à mulher em estado de vulnerabilidade foi justamente isentá-la dos custos do processo judicial, não poderia o Estado-Membro, na contramão dos avanços protetivos, tolher esse direito. Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1... e 2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO para julgar procedente o pedido (fl. 8, Vol. 14)”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ Penha (É garantido a toda mulher em situação de violência doméstica e familiar o acesso aos serviços de Defensoria Pública ou de Assistência Judiciária Gratuita, nos termos da lei, em sede policial e judicial, mediante atendimento específico e humanizado), norma de caráter geral e que deve ser observada pelos demais entes da federação ao legislarem sobre essa matéria. Ademais, a Lei 11.340/2006 foi elaborada com o escopo de dar efetividade ao artigo 226 da Constituição Federal, cujo § 8... prevê que “o Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações. Ora, se um dos mecanismos de proteção à mulher em estado de vulnerabilidade foi justamente isentá-la dos custos do processo judicial, não poderia o Estado-Membro, na contramão dos avanços protetivos, tolher esse direito. Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1... e 2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO para julgar procedente o pedido (fl. 8, Vol. 14)”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6086-6759-2D65-0FB7 e senha A8F6-D4AD-FBC3-7296 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto Vogal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.102.229 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :HARIMANN ANTONIO DIAS DE ARAUJO INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :CORREGEDOR-GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Atentem para as balizas reveladas. O extraordinário foi formalizado em face de acórdão do Tribunal de Justiça por meio do qual julgado i,procedente pedido formulado em ação direta. Divirjo quanto à possibilidade de o Relator examinar o recurso no campo individual, considerada a circunstância de o pronunciamento do Supremo substituir o da origem e a necessidade, para afastar-se lei, de seis votos. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência e seja submetido ao Colegiado, no verdadeiro Plenário, para solução definitiva da questão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EC80-E7B6-0441-3830 e senha EDFE-8C18-9AF9-BA76 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.102.229 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :HARIMANN ANTONIO DIAS DE ARAUJO INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :CORREGEDOR-GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Atentem para as balizas reveladas. O extraordinário foi formalizado em face de acórdão do Tribunal de Justiça por meio do qual julgado i,procedente pedido formulado em ação direta. Divirjo quanto à possibilidade de o Relator examinar o recurso no campo individual, considerada a circunstância de o pronunciamento do Supremo substituir o da origem e a necessidade, para afastar-se lei, de seis votos. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência e seja submetido ao Colegiado, no verdadeiro Plenário, para solução definitiva da questão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EC80-E7B6-0441-3830 e senha EDFE-8C18-9AF9-BA76 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.102.229 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : HARIMANN ANTONIO DIAS DE ARAUJO (99893/RJ) INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : CORREGEDOR-GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 29B8-618A-EB2D-AF0E e senha 14C8-3F51-5FDF-24D6 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.102.229 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : HARIMANN ANTONIO DIAS DE ARAUJO (99893/RJ) INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : CORREGEDOR-GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 29B8-618A-EB2D-AF0E e senha 14C8-3F51-5FDF-24D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 102 . 229", "Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 102 . 229", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 1102229 AGR", "Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 1102229 AGR", "Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ", "Enunciado n 18 do Aviso TJ n 72 / 2006 .", "ADI 5 . 352", "Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ", "Enunciado n 18 do Aviso TJ n 72 / 2006 .", "ADI 5 . 352", "Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 1102229 AGR", "Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 1102229 AGR / RJ", "Recurso 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MALBIN", "ALEXIS DE TOCQUEVILLE", "JUAN FERRANDO BADÍA", "ALEXANDRE DE MORAES", "MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO", "RAUL MACHADO HORTA", "CARLOS MÁRIO VELLOSO", "JOSAPHAT MARINHO", "SEABRA FAGUNDES", "MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO", "RAUL MACHADO HORTA", "CARLOS MÁRIO VELLOSO", "JOSAPHAT MARINHO", "SEABRA FAGUNDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "HARIMANN ANTONIO DIAS DE ARAUJO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "HARIMANN ANTONIO DIAS DE ARAUJO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "HARIMANN ANTONIO DIAS DE ARAUJO", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "HARIMANN ANTONIO DIAS DE ARAUJO", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "20 de dezembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "20 de dezembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "20 de dezembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "20 de dezembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de dezembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de dezembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "07 de agosto de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "07 de agosto de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1990", "1955", "1787", "24", "/", "08", "/", "2001", "1990", "1955", "24", "/", "08", "/", "2001", "1788", "1898", "1987", "24", "/", "08", "/", "2001", "1787", "1788", "1898", "1987", "1891", "24", "/", "08", "/", "2001", "1962", "1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "1962", "24", "/", "08", "/", "2001", "1986", "24", "/", "08", "/", "2001", "1986", "24", "/", "08", "/", "2001", "1985", ".", "1987", "1988", "1891", "24", "/", "08", "/", "2001", "1985", "1987", "1988", "1891", "24", "/", "08", "/", "2001", "1978", "24", "/", "08", "/", "2001", "1978", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.580 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIADO POLÍTICO. LITISPENDÊNCIA. 1. Recurso em mandado de segurança contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que denegou a segurança por reconhecer a litispendência. 2. Mandados de segurança impetrados com o objetivo de obter o pagamento de valores pretéritos decorrentes de reparação econômica devida a anistiado. 3. A indicação de diferentes autoridades impetradas não afasta a litispendência, uma vez que ambas pertencem a mesma pessoa jurídica de direito público. 4. Agravo a que se nega provimento por manifesta improcedência, com aplicação de multa de 2 (dois) salários mínimos, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor, em caso de decisão unânime (CPC/2015, art. 1.021, §§ 4º e 5º, c/c art. 81, § 2º). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5E0-0974-706E-BED7 e senha D651-FA9D-079E-1EB7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RMS 35580 AGR / DF Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4° do art. 1.021 do CPC. Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5E0-0974-706E-BED7 e senha D651-FA9D-079E-1EB7 Supremo Tribunal Federal RMS 35580 AGR / DF Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4° do art. 1.021 do CPC. Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5E0-0974-706E-BED7 e senha D651-FA9D-079E-1EB7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.580 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão monocrática por mim proferida, com o seguinte teor (doc. 11): 1. Trata-se de recurso ordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que denegou mandado de segurança impetrado em face do Ministro de Estado da Defesa, em razão de omissão no cumprimento à Portaria nº 3.313/MJ, de 04 de novembro de 2004, que reconheceu ao impetrante a condição de anistiado político. O acórdão recorrido possui a seguinte ementa (e-STJ, fls. 187): AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. ANISTIADO POLÍTICO. EFEITOS RETROATIVOS DA REPARAÇÃO ECONÔMICA. LITISPENDÊNCIA CONFIGURADA. EXTINÇÃO DO MANDAMUS SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Na presente Ação Mandamental, busca-se o cumprimento integral da Portaria 3.313, de 4.11.2004, que reconheceu a condição de Anistiado Político do Impetrante e concedeu-lhe reparação econômica, de caráter indenizatório, em prestação mensal, permanente e continuada, com efeitos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.580 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão monocrática por mim proferida, com o seguinte teor (doc. 11): 1. Trata-se de recurso ordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que denegou mandado de segurança impetrado em face do Ministro de Estado da Defesa, em razão de omissão no cumprimento à Portaria nº 3.313/MJ, de 04 de novembro de 2004, que reconheceu ao impetrante a condição de anistiado político. O acórdão recorrido possui a seguinte ementa (e-STJ, fls. 187): AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. ANISTIADO POLÍTICO. EFEITOS RETROATIVOS DA REPARAÇÃO ECONÔMICA. LITISPENDÊNCIA CONFIGURADA. EXTINÇÃO DO MANDAMUS SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Na presente Ação Mandamental, busca-se o cumprimento integral da Portaria 3.313, de 4.11.2004, que reconheceu a condição de Anistiado Político do Impetrante e concedeu-lhe reparação econômica, de caráter indenizatório, em prestação mensal, permanente e continuada, com efeitos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RMS 35580 AGR / DF retroativos. 2. Em suas informações, a Autoridade Coatora noticiou que o Militar Anistiado impetrou perante a 28a. Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Janeiro outro Mandado de Segurança, autuado sob número 2008.51.01.015924-9, com o objetivo idêntico ao do presente feito, qual seja, o pagamento integral da reparação econômica decorrente da condição de Anistiado Político, obstado em decorrência da anulação, pela Portaria 1.406/DPMM, do Termo de Adesão 230, assinado no intuito de se perceber o valor retroativo de forma parcelada. 3. No caso, observa-se que, não obstante a diversidade de partes, a causa de pedir e o pedido são idênticos nas referidas Ações Mandamentais, ou seja: a Comissão de Anistia ter julgado procedente o pedido formulado pelo Impetrante, inclusive com o reconhecimento do direito à reparação econômica de caráter indenizatório, que deveria ser paga por prestações mensais e pagamento de valores retroativos, sendo este último descumprido (causa de pedir); e o pagamento dos valores retroativos fixados na Portaria concessiva da Anistia (pedido). 4. O acolhimento do pedido no bojo do presente mandamus para o pagamento dos valores retroativos relacionados à reparação econômica poderá acarretar pagamento em duplicidade na hipótese da eventual concessão da segurança naquela outra ação em curso perante a Justiça Federal de primeira instância. 5. Ressalte-se que o fenômeno da litispendência se caracteriza quando há identidade jurídica, ou seja, quando as ações intentadas objetivam, ao final, o mesmo resultado, ainda que o polo passivo seja constituído de pessoas distintas; em um pedido mandamental, a autoridade administrativa, e, no outro, a própria entidade de Direito Público. 6. Em casos análogos, esta Corte Superior firmou orientação de que, configurada a litispendência, impõe-se a denegação da segurança, para extinguir o feito sem resolução de mérito, a teor do art. 6o., § 5o. da Lei 12.016/09 c/c 267, inc. V do CPC. Precedentes: AgRg no MS 18.286/DF, Rel. Min. HUMBERTO MARTINS, DJe 21.8.2014; AgRg no MS 18.287/DF, Rel. Min. BENEDITO GONÇALVES, DJe 15.4.2013; MS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Supremo Tribunal Federal RMS 35580 AGR / DF retroativos. 2. Em suas informações, a Autoridade Coatora noticiou que o Militar Anistiado impetrou perante a 28a. Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Janeiro outro Mandado de Segurança, autuado sob número 2008.51.01.015924-9, com o objetivo idêntico ao do presente feito, qual seja, o pagamento integral da reparação econômica decorrente da condição de Anistiado Político, obstado em decorrência da anulação, pela Portaria 1.406/DPMM, do Termo de Adesão 230, assinado no intuito de se perceber o valor retroativo de forma parcelada. 3. No caso, observa-se que, não obstante a diversidade de partes, a causa de pedir e o pedido são idênticos nas referidas Ações Mandamentais, ou seja: a Comissão de Anistia ter julgado procedente o pedido formulado pelo Impetrante, inclusive com o reconhecimento do direito à reparação econômica de caráter indenizatório, que deveria ser paga por prestações mensais e pagamento de valores retroativos, sendo este último descumprido (causa de pedir); e o pagamento dos valores retroativos fixados na Portaria concessiva da Anistia (pedido). 4. O acolhimento do pedido no bojo do presente mandamus para o pagamento dos valores retroativos relacionados à reparação econômica poderá acarretar pagamento em duplicidade na hipótese da eventual concessão da segurança naquela outra ação em curso perante a Justiça Federal de primeira instância. 5. Ressalte-se que o fenômeno da litispendência se caracteriza quando há identidade jurídica, ou seja, quando as ações intentadas objetivam, ao final, o mesmo resultado, ainda que o polo passivo seja constituído de pessoas distintas; em um pedido mandamental, a autoridade administrativa, e, no outro, a própria entidade de Direito Público. 6. Em casos análogos, esta Corte Superior firmou orientação de que, configurada a litispendência, impõe-se a denegação da segurança, para extinguir o feito sem resolução de mérito, a teor do art. 6o., § 5o. da Lei 12.016/09 c/c 267, inc. V do CPC. Precedentes: AgRg no MS 18.286/DF, Rel. Min. HUMBERTO MARTINS, DJe 21.8.2014; AgRg no MS 18.287/DF, Rel. Min. BENEDITO GONÇALVES, DJe 15.4.2013; MS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RMS 35580 AGR / DF 19.095/DF, Rel. Min. HUMBERTO MARTINS, DJe 2.6.2015. 7. Agravo Regimental de ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA desprovido. 2. O recorrente afirma não estar caracterizada a litispendência, pois apesar de as ações tratarem dos efeitos financeiros retroativos fixados pela Portaria nº 3.313/2004, seus objetos são distintos. Sustenta que na ação de nº 2008.51.01.015924-9, busca-se o restabelecimento do termo de adesão com a declaração de nulidade da Portaria nº 1.406/08, enquanto o presente mandado de segurança busca o cumprimento integral da portaria de anistia do recorrente (e.STJ fls. 340/347). 3. Informa que a Portaria nº 3.313/2004 atribuiu-lhe a condição de anistiado político no posto de Suboficial com os proventos de Segundo-tenente, concedendo-lhe a reparação econômica no valor de R$ 165.013,66 (cento e sessenta e cinco mil, treze reais e sessenta e seis centavos). Contudo, indica que não recebeu qualquer valor até a assinatura do termo de adesão previsto na Lei n.º 11.354/06, o qual acabou tendo os seus efeitos sustados pela Portaria nº 1.406/2008. Foi contra este ato que o recorrente interpôs o mandando de segurança nº 2008.51.01.015924-9, que tramitou perante a 28ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro e transitou em julgado perante este E. Tribunal no ARE 1069896 em 04.10.2017, mantendo a Portaria nº 1.406/2008 e portanto a suspensão do pagamento da indenização. Alega que se a ação de nº 2008.51.01.015924-9, reconheceu a legalidade da portaria 1.104/08 para anular o termo de adesão do recorrente, como o mesmo fará para ter sua portaria de anistia integralmente cumprida senão através do presente mandamus? Sua portaria de anistia permanece válida, no entanto, a recorrida omite-se em cumpri-la. 4. Por fim, requer o provimento do recurso para: (i) afastar a litispendência e; (ii) determinar o pagamento do efeito financeiro retroativo fixado na portaria de anistia do recorrente, em observância ao tema 394 de repercussão geral. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Supremo Tribunal Federal RMS 35580 AGR / DF 19.095/DF, Rel. Min. HUMBERTO MARTINS, DJe 2.6.2015. 7. Agravo Regimental de ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA desprovido. 2. O recorrente afirma não estar caracterizada a litispendência, pois apesar de as ações tratarem dos efeitos financeiros retroativos fixados pela Portaria nº 3.313/2004, seus objetos são distintos. Sustenta que na ação de nº 2008.51.01.015924-9, busca-se o restabelecimento do termo de adesão com a declaração de nulidade da Portaria nº 1.406/08, enquanto o presente mandado de segurança busca o cumprimento integral da portaria de anistia do recorrente (e.STJ fls. 340/347). 3. Informa que a Portaria nº 3.313/2004 atribuiu-lhe a condição de anistiado político no posto de Suboficial com os proventos de Segundo-tenente, concedendo-lhe a reparação econômica no valor de R$ 165.013,66 (cento e sessenta e cinco mil, treze reais e sessenta e seis centavos). Contudo, indica que não recebeu qualquer valor até a assinatura do termo de adesão previsto na Lei n.º 11.354/06, o qual acabou tendo os seus efeitos sustados pela Portaria nº 1.406/2008. Foi contra este ato que o recorrente interpôs o mandando de segurança nº 2008.51.01.015924-9, que tramitou perante a 28ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro e transitou em julgado perante este E. Tribunal no ARE 1069896 em 04.10.2017, mantendo a Portaria nº 1.406/2008 e portanto a suspensão do pagamento da indenização. Alega que se a ação de nº 2008.51.01.015924-9, reconheceu a legalidade da portaria 1.104/08 para anular o termo de adesão do recorrente, como o mesmo fará para ter sua portaria de anistia integralmente cumprida senão através do presente mandamus? Sua portaria de anistia permanece válida, no entanto, a recorrida omite-se em cumpri-la. 4. Por fim, requer o provimento do recurso para: (i) afastar a litispendência e; (ii) determinar o pagamento do efeito financeiro retroativo fixado na portaria de anistia do recorrente, em observância ao tema 394 de repercussão geral. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RMS 35580 AGR / DF 5. Com contrarrazões (e-STJ fls. 360/364, vol. 4), o feito chegou ao STF. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do recurso ordinário (doc. 9). 6. É o relatório. Decido. 7. Não assiste razão ao recorrente. 8. Conforme destacado no parecer da Procuradoria-Geral da República, foram interpostas duas ações mandamentais com o mesmo objeto, qual seja, o pagamento dos valores retroativos decorrentes do reconhecimento da condição de anistiado. O fato de se indicar portarias distintas não altera o fato de se buscar nas duas ações idêntico objeto (o pagamento da indenização), com base em mesmo fato e fundamento jurídico (a condição de anistiado e o direito à indenização desde que atendidos requisitos específico). 9. O fato de as autoridades impetradas não serem as mesmas, não descaracteriza a existência de litispendência. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. LITISPENDÊNCIA. PLURARIDADE DE IMPETRADOS. MESMA PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO NO PÓLO PASSIVO DAS AÇÕES. IDENTIDADE DE PEDIDOS QUANTO À MATÉRIA SUSCEPTÍVEL DE EXAME PELA VIA MANDAMENTAL. EXTINÇÃO DO PROCESSO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. A existência de diferentes impetrados não afasta a identidade de partes se as autoridades são vinculadas a uma mesma pessoa jurídica de direito público. 2. Há litispendência, e não continência, se a diferença entre os objetos das ações mandamentais é matéria insusceptível de exame por meio de mandado de segurança. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (MS 26.662-AgR, Rel. Min. Ayres Britto. Tribunal Pleno. Dje 15.12.2010) III. Dispositivo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Supremo Tribunal Federal RMS 35580 AGR / DF 5. Com contrarrazões (e-STJ fls. 360/364, vol. 4), o feito chegou ao STF. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do recurso ordinário (doc. 9). 6. É o relatório. Decido. 7. Não assiste razão ao recorrente. 8. Conforme destacado no parecer da Procuradoria-Geral da República, foram interpostas duas ações mandamentais com o mesmo objeto, qual seja, o pagamento dos valores retroativos decorrentes do reconhecimento da condição de anistiado. O fato de se indicar portarias distintas não altera o fato de se buscar nas duas ações idêntico objeto (o pagamento da indenização), com base em mesmo fato e fundamento jurídico (a condição de anistiado e o direito à indenização desde que atendidos requisitos específico). 9. O fato de as autoridades impetradas não serem as mesmas, não descaracteriza a existência de litispendência. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. LITISPENDÊNCIA. PLURARIDADE DE IMPETRADOS. MESMA PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO NO PÓLO PASSIVO DAS AÇÕES. IDENTIDADE DE PEDIDOS QUANTO À MATÉRIA SUSCEPTÍVEL DE EXAME PELA VIA MANDAMENTAL. EXTINÇÃO DO PROCESSO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. A existência de diferentes impetrados não afasta a identidade de partes se as autoridades são vinculadas a uma mesma pessoa jurídica de direito público. 2. Há litispendência, e não continência, se a diferença entre os objetos das ações mandamentais é matéria insusceptível de exame por meio de mandado de segurança. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (MS 26.662-AgR, Rel. Min. Ayres Britto. Tribunal Pleno. Dje 15.12.2010) III. Dispositivo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório RMS 35580 AGR / DF 10. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso ordinário. Publique-se. Intimem-se. Brasília, 02 de outubro de 2018. Ministro Luís Roberto Barroso” 2. A parte agravante reitera as alegações do recurso ordinário. Afirmar que “muito embora ambas as ações tratarem dos efeitos financeiros retroativos fixados pela portaria 3.313/04, decerto que seus objetos são distintos, não havendo em que se falar em litispendência”. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Supremo Tribunal Federal RMS 35580 AGR / DF 10. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso ordinário. Publique-se. Intimem-se. Brasília, 02 de outubro de 2018. Ministro Luís Roberto Barroso” 2. A parte agravante reitera as alegações do recurso ordinário. Afirmar que “muito embora ambas as ações tratarem dos efeitos financeiros retroativos fixados pela portaria 3.313/04, decerto que seus objetos são distintos, não havendo em que se falar em litispendência”. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.580 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do recurso, por tempestivo. No mérito, n]ao assiste razão ao agravante. 2. Conforme destacado no parecer da Procuradoria-Geral da República, foram ajuizadas dois mandados de segurança com o mesmo objeto: o pagamento dos valores retroativos decorrentes do reconhecimento da condição de anistiado. O fato de o impetrante indicar portarias distintas em cada um dos processos não altera o fato de buscar nas duas ações objeto idêntico (o pagamento da indenização), com apoio em mesmo fato e fundamento jurídico (a condição de anistiado e o direito à indenização desde que atendidos requisitos específico). 3. Da mesma forma, ainda que as autoridades impetradas não sejam as mesmas, isso não descaracteriza a existência de litispendência. Nesse sentido: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. LITISPENDÊNCIA. PLURARIDADE DE IMPETRADOS. MESMA PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO NO PÓLO PASSIVO DAS AÇÕES. IDENTIDADE DE PEDIDOS QUANTO À MATÉRIA SUSCEPTÍVEL DE EXAME PELA VIA MANDAMENTAL. EXTINÇÃO DO PROCESSO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. A existência de diferentes impetrados não afasta a identidade de partes se as autoridades são vinculadas a uma mesma pessoa jurídica de direito público. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 638F-40C4-6169-DF45 e senha 7129-642E-6237-6D85 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.580 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do recurso, por tempestivo. No mérito, n]ao assiste razão ao agravante. 2. Conforme destacado no parecer da Procuradoria-Geral da República, foram ajuizadas dois mandados de segurança com o mesmo objeto: o pagamento dos valores retroativos decorrentes do reconhecimento da condição de anistiado. O fato de o impetrante indicar portarias distintas em cada um dos processos não altera o fato de buscar nas duas ações objeto idêntico (o pagamento da indenização), com apoio em mesmo fato e fundamento jurídico (a condição de anistiado e o direito à indenização desde que atendidos requisitos específico). 3. Da mesma forma, ainda que as autoridades impetradas não sejam as mesmas, isso não descaracteriza a existência de litispendência. Nesse sentido: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. LITISPENDÊNCIA. PLURARIDADE DE IMPETRADOS. MESMA PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO NO PÓLO PASSIVO DAS AÇÕES. IDENTIDADE DE PEDIDOS QUANTO À MATÉRIA SUSCEPTÍVEL DE EXAME PELA VIA MANDAMENTAL. EXTINÇÃO DO PROCESSO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. A existência de diferentes impetrados não afasta a identidade de partes se as autoridades são vinculadas a uma mesma pessoa jurídica de direito público. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 638F-40C4-6169-DF45 e senha 7129-642E-6237-6D85 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RMS 35580 AGR / DF 2. Há litispendência, e não continência, se a diferença entre os objetos das ações mandamentais é matéria insusceptível de exame por meio de mandado de segurança. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (MS 26.662-AgR, Rel. Min. Ayres Britto. Tribunal Pleno. Dje 15.12.2010) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo, por manifestamente improcedente. Caso o voto seja confirmado por unanimidade, proponho a aplicação de multa de 2 (dois) salários mínimos, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (CPC, arts. 81, § 2º, e 1.021, §§ 4º e 5º) . 5. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 638F-40C4-6169-DF45 e senha 7129-642E-6237-6D85 Supremo Tribunal Federal RMS 35580 AGR / DF 2. Há litispendência, e não continência, se a diferença entre os objetos das ações mandamentais é matéria insusceptível de exame por meio de mandado de segurança. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (MS 26.662-AgR, Rel. Min. Ayres Britto. Tribunal Pleno. Dje 15.12.2010) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo, por manifestamente improcedente. Caso o voto seja confirmado por unanimidade, proponho a aplicação de multa de 2 (dois) salários mínimos, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (CPC, arts. 81, § 2º, e 1.021, §§ 4º e 5º) . 5. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 638F-40C4-6169-DF45 e senha 7129-642E-6237-6D85 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.580 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A afirmação de litispendência, a ensejar a extinção do processo sem resolução de mérito, há de observar estritamente a tríplice identidade de partes, causas de pedir e pedidos, em prol da racionalização da atividade jurisdicional e da segurança jurídica – circunstância não verificada, ante a indicação, em impetrações voltadas contra Portarias diversas, de autoridades coatoras distintas. Provejo o agravo para que o recurso em mandado de segurança tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1378-E792-310A-F0F9 e senha F158-00E2-9661-590E Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.580 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A afirmação de litispendência, a ensejar a extinção do processo sem resolução de mérito, há de observar estritamente a tríplice identidade de partes, causas de pedir e pedidos, em prol da racionalização da atividade jurisdicional e da segurança jurídica – circunstância não verificada, ante a indicação, em impetrações voltadas contra Portarias diversas, de autoridades coatoras distintas. Provejo o agravo para que o recurso em mandado de segurança tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1378-E792-310A-F0F9 e senha F158-00E2-9661-590E Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.580 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA (52045/DF, 117625/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 692A-36D3-C8DE-7FE4 e senha 988F-10B5-ADA9-F70E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.580 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA (52045/DF, 117625/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 692A-36D3-C8DE-7FE4 e senha 988F-10B5-ADA9-F70E Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749109584
2018-12-14T00:00:00
2019-02-08T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIADO POLÍTICO. LITISPENDÊNCIA. 1. Recurso em mandado de segurança contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que denegou a segurança por reconhecer a litispendência. 2. Mandados de segurança impetrados com o objetivo de obter o pagamento de valores pretéritos decorrentes de reparação econômica devida a anistiado. 3. A indicação de diferentes autoridades impetradas não afasta a litispendência, uma vez que ambas pertencem a mesma pessoa jurídica de direito público. 4. Agravo a que se nega provimento por manifesta improcedência, com aplicação de multa de 2 (dois) salários mínimos, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor, em caso de decisão unânime (CPC/2015, art. 1.021, §§ 4º e 5º, c/c art. 81, § 2º).
sjur397876
- Acórdão(s) citado(s): (IDÊNTICA PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO, LITISPENDÊNCIA) MS 26662 AgR (TP). Número de páginas: 11. Análise: 18/02/2019, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
35580
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00081 PAR-00002 ART-01021 PAR-00004 \n PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RMS-AgR
acordaos
RMS 35580 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.580 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIADO POLÍTICO. LITISPENDÊNCIA. 1. Recurso em mandado de segurança contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que denegou a segurança por reconhecer a litispendência. 2. Mandados de segurança impetrados com o objetivo de obter o pagamento de valores pretéritos decorrentes de reparação econômica devida a anistiado. 3. A indicação de diferentes autoridades impetradas não afasta a litispendência, uma vez que ambas pertencem a mesma pessoa jurídica de direito público. 4. Agravo a que se nega provimento por manifesta improcedência, com aplicação de multa de 2 (dois) salários mínimos, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor, em caso de decisão unânime (Código de Processo Civil/2015, art. 1.021, §§ 4... e 5..., c/c art. 81, § 2...). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5E0-0974-706E-BED7 e senha D651-FA9D-079E-1EB7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RMS 35580 AGR / DF Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5E0-0974-706E-BED7 e senha D651-FA9D-079E-1EB7 Supremo Tribunal Federal RMS 35580 AGR / DF Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5E0-0974-706E-BED7 e senha D651-FA9D-079E-1EB7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.580 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão monocrática por mim proferida, com o seguinte teor (doc. 11): 1. Trata-se de recurso ordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que denegou mandado de segurança impetrado em face do Ministro de Estado da Defesa, em razão de omissão no cumprimento à Portaria n 3.313/MJ, de 04 de novembro de 2004, que reconheceu ao impetrante a condição de anistiado político. O acórdão recorrido possui a seguinte ementa (e-Superior Tribunal de Justiça, fls. 187): AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. ANISTIADO POLÍTICO. EFEITOS RETROATIVOS DA REPARAÇÃO ECONÔMICA. LITISPENDÊNCIA CONFIGURADA. EXTINÇÃO DO MANDAMUS SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Na presente Ação Mandamental, busca-se o cumprimento integral da Portaria 3.313, de 4.11.2004, que reconheceu a condição de Anistiado Político do Impetrante e concedeu-lhe reparação econômica, de caráter indenizatório, em prestação mensal, permanente e continuada, com efeitos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.580 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão monocrática por mim proferida, com o seguinte teor (doc. 11): 1. Trata-se de recurso ordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que denegou mandado de segurança impetrado em face do Ministro de Estado da Defesa, em razão de omissão no cumprimento à Portaria n 3.313/MJ, de 04 de novembro de 2004, que reconheceu ao impetrante a condição de anistiado político. O acórdão recorrido possui a seguinte ementa (e-Superior Tribunal de Justiça, fls. 187): AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. ANISTIADO POLÍTICO. EFEITOS RETROATIVOS DA REPARAÇÃO ECONÔMICA. LITISPENDÊNCIA CONFIGURADA. EXTINÇÃO DO MANDAMUS SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Na presente Ação Mandamental, busca-se o cumprimento integral da Portaria 3.313, de 4.11.2004, que reconheceu a condição de Anistiado Político do Impetrante e concedeu-lhe reparação econômica, de caráter indenizatório, em prestação mensal, permanente e continuada, com efeitos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RMS 35580 AGR / DF retroativos. 2. Em suas informações, a Autoridade Coatora noticiou que o Militar Anistiado impetrou perante a 28a. Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Janeiro outro Mandado de Segurança, autuado sob número 2008.51.01.015924-9, com o objetivo idêntico ao do presente feito, qual seja, o pagamento integral da reparação econômica decorrente da condição de Anistiado Político, obstado em decorrência da anulação, pela Portaria 1.406/DPMM, do Termo de Adesão 230, assinado no intuito de se perceber o valor retroativo de forma parcelada. 3. No caso, observa-se que, não obstante a diversidade de partes, a causa de pedir e o pedido são idênticos nas referidas Ações Mandamentais, ou seja: a Comissão de Anistia ter julgado procedente o pedido formulado pelo Impetrante, inclusive com o reconhecimento do direito à reparação econômica de caráter indenizatório, que deveria ser paga por prestações mensais e pagamento de valores retroativos, sendo este último descumprido (causa de pedir); e o pagamento dos valores retroativos fixados na Portaria concessiva da Anistia (pedido). 4. O acolhimento do pedido no bojo do presente mandamus para o pagamento dos valores retroativos relacionados à reparação econômica poderá acarretar pagamento em duplicidade na hipótese da eventual concessão da segurança naquela outra ação em curso perante a Justiça Federal de primeira instância. 5. Ressalte-se que o fenômeno da litispendência se caracteriza quando há identidade jurídica, ou seja, quando as ações intentadas objetivam, ao final, o mesmo resultado, ainda que o polo passivo seja constituído de pessoas distintas; em um pedido mandamental, a autoridade administrativa, e, no outro, a própria entidade de Direito Público. 6. Em casos análogos, esta Corte Superior firmou orientação de que, configurada a litispendência, impõe-se a denegação da segurança, para extinguir o feito sem resolução de mérito, a teor do art. 6o., § 5o. da Lei 12.016/09 c/c 267, inc. V do Código de Processo Civil. Precedentes: AgRg no MS 18.286/DF, Rel. Min. HUMBERTO MARTINS, DJe 21.8.2014; AgRg no MS 18.287/DF, Rel. Min. BENEDITO GONÇALVES, DJe 15.4.2013; MS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Supremo Tribunal Federal RMS 35580 AGR / DF retroativos. 2. Em suas informações, a Autoridade Coatora noticiou que o Militar Anistiado impetrou perante a 28a. Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Janeiro outro Mandado de Segurança, autuado sob número 2008.51.01.015924-9, com o objetivo idêntico ao do presente feito, qual seja, o pagamento integral da reparação econômica decorrente da condição de Anistiado Político, obstado em decorrência da anulação, pela Portaria 1.406/DPMM, do Termo de Adesão 230, assinado no intuito de se perceber o valor retroativo de forma parcelada. 3. No caso, observa-se que, não obstante a diversidade de partes, a causa de pedir e o pedido são idênticos nas referidas Ações Mandamentais, ou seja: a Comissão de Anistia ter julgado procedente o pedido formulado pelo Impetrante, inclusive com o reconhecimento do direito à reparação econômica de caráter indenizatório, que deveria ser paga por prestações mensais e pagamento de valores retroativos, sendo este último descumprido (causa de pedir); e o pagamento dos valores retroativos fixados na Portaria concessiva da Anistia (pedido). 4. O acolhimento do pedido no bojo do presente mandamus para o pagamento dos valores retroativos relacionados à reparação econômica poderá acarretar pagamento em duplicidade na hipótese da eventual concessão da segurança naquela outra ação em curso perante a Justiça Federal de primeira instância. 5. Ressalte-se que o fenômeno da litispendência se caracteriza quando há identidade jurídica, ou seja, quando as ações intentadas objetivam, ao final, o mesmo resultado, ainda que o polo passivo seja constituído de pessoas distintas; em um pedido mandamental, a autoridade administrativa, e, no outro, a própria entidade de Direito Público. 6. Em casos análogos, esta Corte Superior firmou orientação de que, configurada a litispendência, impõe-se a denegação da segurança, para extinguir o feito sem resolução de mérito, a teor do art. 6o., § 5o. da Lei 12.016/09 c/c 267, inc. V do Código de Processo Civil. Precedentes: AgRg no MS 18.286/DF, Rel. Min. HUMBERTO MARTINS, DJe 21.8.2014; AgRg no MS 18.287/DF, Rel. Min. BENEDITO GONÇALVES, DJe 15.4.2013; MS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RMS 35580 AGR / DF 19.095/DF, Rel. Min. HUMBERTO MARTINS, DJe 2.6.2015. 7. Agravo Regimental de ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA desprovido. 2. O recorrente afirma não estar caracterizada a litispendência, pois apesar de as ações tratarem dos efeitos financeiros retroativos fixados pela Portaria n 3.313/2004, seus objetos são distintos. Sustenta que na ação de n 2008.51.01.015924-9, busca-se o restabelecimento do termo de adesão com a declaração de nulidade da Portaria n 1.406/08, enquanto o presente mandado de segurança busca o cumprimento integral da portaria de anistia do recorrente (e.Superior Tribunal de Justiça fls. 340/347). 3. Informa que a Portaria n 3.313/2004 atribuiu-lhe a condição de anistiado político no posto de Suboficial com os proventos de Segundo-tenente, concedendo-lhe a reparação econômica no valor de R$ 165.013,66 (cento e sessenta e cinco mil, treze reais e sessenta e seis centavos). Contudo, indica que não recebeu qualquer valor até a assinatura do termo de adesão previsto na Lei n. 11.354/06, o qual acabou tendo os seus efeitos sustados pela Portaria n 1.406/2008. Foi contra este ato que o recorrente interpôs o mandando de segurança n 2008.51.01.015924-9, que tramitou perante a 28... Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro e transitou em julgado perante este E. Tribunal no ARE 1069896 em 04.10.2017, mantendo a Portaria n 1.406/2008 e portanto a suspensão do pagamento da indenização. Alega que se a ação de n 2008.51.01.015924-9, reconheceu a legalidade da portaria 1.104/08 para anular o termo de adesão do recorrente, como o mesmo fará para ter sua portaria de anistia integralmente cumprida senão através do presente mandamus? Sua portaria de anistia permanece válida, no entanto, a recorrida omite-se em cumpri-la. 4. Por fim, requer o provimento do recurso para: (i) afastar a litispendência e; (ii) determinar o pagamento do efeito financeiro retroativo fixado na portaria de anistia do recorrente, em observância ao tema 394 de repercussão geral. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Supremo Tribunal Federal RMS 35580 AGR / DF 19.095/DF, Rel. Min. HUMBERTO MARTINS, DJe 2.6.2015. 7. Agravo Regimental de ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA desprovido. 2. O recorrente afirma não estar caracterizada a litispendência, pois apesar de as ações tratarem dos efeitos financeiros retroativos fixados pela Portaria n 3.313/2004, seus objetos são distintos. Sustenta que na ação de n 2008.51.01.015924-9, busca-se o restabelecimento do termo de adesão com a declaração de nulidade da Portaria n 1.406/08, enquanto o presente mandado de segurança busca o cumprimento integral da portaria de anistia do recorrente (e.Superior Tribunal de Justiça fls. 340/347). 3. Informa que a Portaria n 3.313/2004 atribuiu-lhe a condição de anistiado político no posto de Suboficial com os proventos de Segundo-tenente, concedendo-lhe a reparação econômica no valor de R$ 165.013,66 (cento e sessenta e cinco mil, treze reais e sessenta e seis centavos). Contudo, indica que não recebeu qualquer valor até a assinatura do termo de adesão previsto na Lei n. 11.354/06, o qual acabou tendo os seus efeitos sustados pela Portaria n 1.406/2008. Foi contra este ato que o recorrente interpôs o mandando de segurança n 2008.51.01.015924-9, que tramitou perante a 28... Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro e transitou em julgado perante este E. Tribunal no ARE 1069896 em 04.10.2017, mantendo a Portaria n 1.406/2008 e portanto a suspensão do pagamento da indenização. Alega que se a ação de n 2008.51.01.015924-9, reconheceu a legalidade da portaria 1.104/08 para anular o termo de adesão do recorrente, como o mesmo fará para ter sua portaria de anistia integralmente cumprida senão através do presente mandamus? Sua portaria de anistia permanece válida, no entanto, a recorrida omite-se em cumpri-la. 4. Por fim, requer o provimento do recurso para: (i) afastar a litispendência e; (ii) determinar o pagamento do efeito financeiro retroativo fixado na portaria de anistia do recorrente, em observância ao tema 394 de repercussão geral. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RMS 35580 AGR / DF 5. Com contrarrazões (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 360/364, vol. 4), o feito chegou ao Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do recurso ordinário (doc. 9). 6. É o relatório. Decido. 7. Não assiste razão ao recorrente. 8. Conforme destacado no parecer da Procuradoria-Geral da República, foram interpostas duas ações mandamentais com o mesmo objeto, qual seja, o pagamento dos valores retroativos decorrentes do reconhecimento da condição de anistiado. O fato de se indicar portarias distintas não altera o fato de se buscar nas duas ações idêntico objeto (o pagamento da indenização), com base em mesmo fato e fundamento jurídico (a condição de anistiado e o direito à indenização desde que atendidos requisitos específico). 9. O fato de as autoridades impetradas não serem as mesmas, não descaracteriza a existência de litispendência. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. LITISPENDÊNCIA. PLURARIDADE DE IMPETRADOS. MESMA PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO NO PÓLO PASSIVO DAS AÇÕES. IDENTIDADE DE PEDIDOS QUANTO À MATÉRIA SUSCEPTÍVEL DE EXAME PELA VIA MANDAMENTAL. EXTINÇÃO DO PROCESSO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. A existência de diferentes impetrados não afasta a identidade de partes se as autoridades são vinculadas a uma mesma pessoa jurídica de direito público. 2. Há litispendência, e não continência, se a diferença entre os objetos das ações mandamentais é matéria insusceptível de exame por meio de mandado de segurança. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (MS 26.662-AgR, Rel. Min. Ayres Britto. Tribunal Pleno. Dje 15.12.2010) III. Dispositivo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Supremo Tribunal Federal RMS 35580 AGR / DF 5. Com contrarrazões (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 360/364, vol. 4), o feito chegou ao Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do recurso ordinário (doc. 9). 6. É o relatório. Decido. 7. Não assiste razão ao recorrente. 8. Conforme destacado no parecer da Procuradoria-Geral da República, foram interpostas duas ações mandamentais com o mesmo objeto, qual seja, o pagamento dos valores retroativos decorrentes do reconhecimento da condição de anistiado. O fato de se indicar portarias distintas não altera o fato de se buscar nas duas ações idêntico objeto (o pagamento da indenização), com base em mesmo fato e fundamento jurídico (a condição de anistiado e o direito à indenização desde que atendidos requisitos específico). 9. O fato de as autoridades impetradas não serem as mesmas, não descaracteriza a existência de litispendência. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. LITISPENDÊNCIA. PLURARIDADE DE IMPETRADOS. MESMA PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO NO PÓLO PASSIVO DAS AÇÕES. IDENTIDADE DE PEDIDOS QUANTO À MATÉRIA SUSCEPTÍVEL DE EXAME PELA VIA MANDAMENTAL. EXTINÇÃO DO PROCESSO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. A existência de diferentes impetrados não afasta a identidade de partes se as autoridades são vinculadas a uma mesma pessoa jurídica de direito público. 2. Há litispendência, e não continência, se a diferença entre os objetos das ações mandamentais é matéria insusceptível de exame por meio de mandado de segurança. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (MS 26.662-AgR, Rel. Min. Ayres Britto. Tribunal Pleno. Dje 15.12.2010) III. Dispositivo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório RMS 35580 AGR / DF 10. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso ordinário. Publique-se. Intimem-se. Brasília, 02 de outubro de 2018. Ministro Luís Roberto Barroso” 2. A parte agravante reitera as alegações do recurso ordinário. Afirmar que “muito embora ambas as ações tratarem dos efeitos financeiros retroativos fixados pela portaria 3.313/04, decerto que seus objetos são distintos, não havendo em que se falar em litispendência”. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Supremo Tribunal Federal RMS 35580 AGR / DF 10. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso ordinário. Publique-se. Intimem-se. Brasília, 02 de outubro de 2018. Ministro Luís Roberto Barroso” 2. A parte agravante reitera as alegações do recurso ordinário. Afirmar que “muito embora ambas as ações tratarem dos efeitos financeiros retroativos fixados pela portaria 3.313/04, decerto que seus objetos são distintos, não havendo em que se falar em litispendência”. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-B4EC-AC14-011C e senha 4721-8A9F-A3B0-32F5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.580 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do recurso, por tempestivo. No mérito, n]ao assiste razão ao agravante. 2. Conforme destacado no parecer da Procuradoria-Geral da República, foram ajuizadas dois mandados de segurança com o mesmo objeto: o pagamento dos valores retroativos decorrentes do reconhecimento da condição de anistiado. O fato de o impetrante indicar portarias distintas em cada um dos processos não altera o fato de buscar nas duas ações objeto idêntico (o pagamento da indenização), com apoio em mesmo fato e fundamento jurídico (a condição de anistiado e o direito à indenização desde que atendidos requisitos específico). 3. Da mesma forma, ainda que as autoridades impetradas não sejam as mesmas, isso não descaracteriza a existência de litispendência. Nesse sentido: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. LITISPENDÊNCIA. PLURARIDADE DE IMPETRADOS. MESMA PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO NO PÓLO PASSIVO DAS AÇÕES. IDENTIDADE DE PEDIDOS QUANTO À MATÉRIA SUSCEPTÍVEL DE EXAME PELA VIA MANDAMENTAL. EXTINÇÃO DO PROCESSO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. A existência de diferentes impetrados não afasta a identidade de partes se as autoridades são vinculadas a uma mesma pessoa jurídica de direito público. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 638F-40C4-6169-DF45 e senha 7129-642E-6237-6D85 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.580 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do recurso, por tempestivo. No mérito, n]ao assiste razão ao agravante. 2. Conforme destacado no parecer da Procuradoria-Geral da República, foram ajuizadas dois mandados de segurança com o mesmo objeto: o pagamento dos valores retroativos decorrentes do reconhecimento da condição de anistiado. O fato de o impetrante indicar portarias distintas em cada um dos processos não altera o fato de buscar nas duas ações objeto idêntico (o pagamento da indenização), com apoio em mesmo fato e fundamento jurídico (a condição de anistiado e o direito à indenização desde que atendidos requisitos específico). 3. Da mesma forma, ainda que as autoridades impetradas não sejam as mesmas, isso não descaracteriza a existência de litispendência. Nesse sentido: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. LITISPENDÊNCIA. PLURARIDADE DE IMPETRADOS. MESMA PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO NO PÓLO PASSIVO DAS AÇÕES. IDENTIDADE DE PEDIDOS QUANTO À MATÉRIA SUSCEPTÍVEL DE EXAME PELA VIA MANDAMENTAL. EXTINÇÃO DO PROCESSO. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. A existência de diferentes impetrados não afasta a identidade de partes se as autoridades são vinculadas a uma mesma pessoa jurídica de direito público. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 638F-40C4-6169-DF45 e senha 7129-642E-6237-6D85 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RMS 35580 AGR / DF 2. Há litispendência, e não continência, se a diferença entre os objetos das ações mandamentais é matéria insusceptível de exame por meio de mandado de segurança. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (MS 26.662-AgR, Rel. Min. Ayres Britto. Tribunal Pleno. Dje 15.12.2010) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo, por manifestamente improcedente. Caso o voto seja confirmado por unanimidade, proponho a aplicação de multa de 2 (dois) salários mínimos, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (Código de Processo Civil, arts. 81, § 2..., e 1.021, §§ 4... e 5...) . 5. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 638F-40C4-6169-DF45 e senha 7129-642E-6237-6D85 Supremo Tribunal Federal RMS 35580 AGR / DF 2. Há litispendência, e não continência, se a diferença entre os objetos das ações mandamentais é matéria insusceptível de exame por meio de mandado de segurança. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (MS 26.662-AgR, Rel. Min. Ayres Britto. Tribunal Pleno. Dje 15.12.2010) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo, por manifestamente improcedente. Caso o voto seja confirmado por unanimidade, proponho a aplicação de multa de 2 (dois) salários mínimos, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (Código de Processo Civil, arts. 81, § 2..., e 1.021, §§ 4... e 5...) . 5. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 638F-40C4-6169-DF45 e senha 7129-642E-6237-6D85 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.580 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A afirmação de litispendência, a ensejar a extinção do processo sem resolução de mérito, há de observar estritamente a tríplice identidade de partes, causas de pedir e pedidos, em prol da racionalização da atividade jurisdicional e da segurança jurídica – circunstância não verificada, ante a indicação, em impetrações voltadas contra Portarias diversas, de autoridades coatoras distintas. Provejo o agravo para que o recurso em mandado de segurança tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1378-E792-310A-F0F9 e senha F158-00E2-9661-590E Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.580 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A afirmação de litispendência, a ensejar a extinção do processo sem resolução de mérito, há de observar estritamente a tríplice identidade de partes, causas de pedir e pedidos, em prol da racionalização da atividade jurisdicional e da segurança jurídica – circunstância não verificada, ante a indicação, em impetrações voltadas contra Portarias diversas, de autoridades coatoras distintas. Provejo o agravo para que o recurso em mandado de segurança tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1378-E792-310A-F0F9 e senha F158-00E2-9661-590E Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.580 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA (52045/DF, 117625/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 692A-36D3-C8DE-7FE4 e senha 988F-10B5-ADA9-F70E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.580 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA (52045/DF, 117625/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 692A-36D3-C8DE-7FE4 e senha 988F-10B5-ADA9-F70E Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RMS 35580 AGR / DF", "RMS 35580 AGR / DF", "RMS 35580 AGR", "AgRg no MS 18 . 286 / DF", "AgRg no MS 18 . 287 / DF", "RMS 35580 AGR / DF", "2008", ".", "51", ".", "01", "015924", "-", "9", "AgRg no MS 18 . 286 / DF", "AgRg no MS 18 . 287 / DF", "MS", "RMS 35580 AGR / DF 19 . 095 / DF", "ação", "ARE 1069896", "ação", "RMS 35580", "AGR", "/", "DF 19 . 095 / DF", "ação", "ARE 1069896", "RMS 35580", "MS 26 . 662 -", "RMS 35580 AGR / DF", "MS 26 . 662 - AgR", "RMS 35580 AGR /", "RMS 35580 AGR", "RMS 35580 AGR", "MS 26 . 662 - AgR", "RMS 35580 AGR / DF", "MS 26 . 662 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015 , art . 1 . 021 , § §", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n 3 . 313 / MJ", "Portaria 3 . 313", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n 3 . 313 / MJ", "Portaria 3 . 313", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria 1 . 406 / DPMM", "Portaria concessiva da Anistia", "art . 6o . , § 5o . da Lei 12 . 016 / 09", "267 ,", "inc . V do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria 1 . 406 / DPMM", "art . 6o . , § 5o . da Lei 12 . 016 / 09", "267 , inc . 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Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Janeiro", "Comissão de Anistia", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "28a . Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Janeiro", "Comissão", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "28", ".", ". . Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "28", ".", ".", ".", "Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "DF", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RI", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "/", "DF", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA", "LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA", "LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA", "LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "HUMBERTO MARTINS", "BENEDITO GONÇALVES", "HUMBERTO MARTINS", "BENEDITO GONÇALVES", "HUMBERTO MARTINS", "ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA", "HUMBERTO MARTINS", "ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "Luís Roberto Barroso", "Luís Roberto Barroso", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "ROBERTO BARROSO", "LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA", "LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA", "LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "ORLANDO LEANDRO DE OLIVEIRA", "LEANDRO GOMES DE BRITO PORTELA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 a 13 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "04 de novembro de 2004", "4", ".", "11", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "04 de novembro de 2004", "4", ".", "11", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "8", ".", "2014", "15", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "8", "2014", "15", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "6", ".", "2015", "04", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "6", ".", "2015", "04", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "12", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "12", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "02 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "02 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "12", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "12", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.362 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JOAO APARECIDO GOES ADV.(A/S) :DAVID FERNANDES GOUVEA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdenciário. Cerceamento de defesa. Indeferimento de produção de provas. Auxílio-doença. Requisitos. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. O art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Ao reconhecer a repercussão geral desse tema, o Plenário do Supremo Tribunal Federal reafirmou essa orientação (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). 2. O Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral dos seguintes temas trazidos nos autos: i) ARE nº 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/13 - Tema 660; e ii) ARE nº 821.296/PE, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 17/10/14 - Tema 766. 3. Agravo regimental não provido. 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6040-0239-DC30-9AB1 e senha 9C12-86D1-32EE-382F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1171362 AGR / PR ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/12/2018, na conformidade da ata de julgamento, por maioria, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6040-0239-DC30-9AB1 e senha 9C12-86D1-32EE-382F Supremo Tribunal Federal ARE 1171362 AGR / PR ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/12/2018, na conformidade da ata de julgamento, por maioria, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6040-0239-DC30-9AB1 e senha 9C12-86D1-32EE-382F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.362 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JOAO APARECIDO GOES ADV.(A/S) :DAVID FERNANDES GOUVEA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão em que neguei seguimento ao recurso, em razão da ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário (Súmula 287/STF). Afirma a parte agravante que teria impugnado os fundamentos da decisão denegatória do apelo extremo, bem como estariam presentes todos os requisitos de admissibilidade para o seu regular processamento. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo à parte agravada, deixo de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D5B-1915-1B77-F093 e senha 361F-55BB-EAED-4A34 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.362 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JOAO APARECIDO GOES ADV.(A/S) :DAVID FERNANDES GOUVEA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão em que neguei seguimento ao recurso, em razão da ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário (Súmula 287/STF). Afirma a parte agravante que teria impugnado os fundamentos da decisão denegatória do apelo extremo, bem como estariam presentes todos os requisitos de admissibilidade para o seu regular processamento. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo à parte agravada, deixo de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D5B-1915-1B77-F093 e senha 361F-55BB-EAED-4A34 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.362 PARANÁ VOTO SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Em que pese o agravante ter efetivamente impugnado os fundamentos da decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, porquanto a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente fundamentadas, não obstante tenham sido contrárias à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. Registre-se que o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, apontado como violado, não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Ressalte-se que o referido entendimento foi reafirmado no julgamento do AI nº 791.292/PE-RG-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10 - Tema 339. Ademais, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, concluiu pela ausência da repercussão geral das matérias discutidas nestes autos. Vide: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral. (ARE nº 748.371/MT- Tema 660, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/13) “PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO-DOENÇA. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-7578-2CE7-CA89 e senha ABBA-B0BA-B696-5389 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.362 PARANÁ VOTO SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Em que pese o agravante ter efetivamente impugnado os fundamentos da decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, porquanto a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente fundamentadas, não obstante tenham sido contrárias à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. Registre-se que o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, apontado como violado, não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Ressalte-se que o referido entendimento foi reafirmado no julgamento do AI nº 791.292/PE-RG-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10 - Tema 339. Ademais, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, concluiu pela ausência da repercussão geral das matérias discutidas nestes autos. Vide: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral. (ARE nº 748.371/MT- Tema 660, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/13) “PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO-DOENÇA. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-7578-2CE7-CA89 e senha ABBA-B0BA-B696-5389 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1171362 AGR / PR VERIFICAÇÃO DOS REQUISITOS PARA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. 1. Hipótese em que o acórdão recorrido consigna a ausência dos requisitos necessários à concessão do auxílio- doença. 2. Discussão que envolve matéria infraconstitucional, além de exigir o revolvimento da matéria fática (Súmula 279/STF). 3. Inexistência de repercussão geral.” (ARE nº 821.296/PE, Relator o Ministro Roberto Barroso, Tema 766, DJe de 17/10/14). Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO-DOENÇA OU APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. VERIFICAÇÃO DOS REQUISITOS PARA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA N. 766). VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, RESSALVADA EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE nº 967.761/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/9/15). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-7578-2CE7-CA89 e senha ABBA-B0BA-B696-5389 Supremo Tribunal Federal ARE 1171362 AGR / PR VERIFICAÇÃO DOS REQUISITOS PARA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. 1. Hipótese em que o acórdão recorrido consigna a ausência dos requisitos necessários à concessão do auxílio- doença. 2. Discussão que envolve matéria infraconstitucional, além de exigir o revolvimento da matéria fática (Súmula 279/STF). 3. Inexistência de repercussão geral.” (ARE nº 821.296/PE, Relator o Ministro Roberto Barroso, Tema 766, DJe de 17/10/14). Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO-DOENÇA OU APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. VERIFICAÇÃO DOS REQUISITOS PARA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA N. 766). VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, RESSALVADA EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE nº 967.761/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/9/15). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-7578-2CE7-CA89 e senha ABBA-B0BA-B696-5389 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1171362 AGR / PR 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-7578-2CE7-CA89 e senha ABBA-B0BA-B696-5389 Supremo Tribunal Federal ARE 1171362 AGR / PR 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-7578-2CE7-CA89 e senha ABBA-B0BA-B696-5389 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.362 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JOAO APARECIDO GOES ADV.(A/S) :DAVID FERNANDES GOUVEA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC4C-26C8-27D9-78EC e senha E715-EED5-AEE2-342F Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.362 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JOAO APARECIDO GOES ADV.(A/S) :DAVID FERNANDES GOUVEA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC4C-26C8-27D9-78EC e senha E715-EED5-AEE2-342F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/12/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.362 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : JOAO APARECIDO GOES ADV.(A/S) : DAVID FERNANDES GOUVEA (56806/PR) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57CD-03CB-421C-6EC9 e senha C8E3-5328-9D3D-306F Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.362 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : JOAO APARECIDO GOES ADV.(A/S) : DAVID FERNANDES GOUVEA (56806/PR) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57CD-03CB-421C-6EC9 e senha C8E3-5328-9D3D-306F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749160104
2018-12-14T00:00:00
2019-02-15T00:00:00
O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdenciário. Cerceamento de defesa. Indeferimento de produção de provas. Auxílio-doença. Requisitos. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. O art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Ao reconhecer a repercussão geral desse tema, o Plenário do Supremo Tribunal Federal reafirmou essa orientação (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). 2. O Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral dos seguintes temas trazidos nos autos: i) ARE nº 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/13 - Tema 660; e ii) ARE nº 821.296/PE, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 17/10/14 - Tema 766. 3. Agravo regimental não provido. 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur398419
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, AUXÍLIO-DOENÇA, REQUISITO) ARE 821296 RG, ARE 967761 AgR (TP). (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) AI 791292 QO-RG. Número de páginas: 8. Análise: 14/03/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1171362
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-00489 PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1171362 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOAO APARECIDO GOES ADV.(A/S) : DAVID FERNANDES GOUVEA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.362 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JOAO APARECIDO GOES ADV.(A/S) :DAVID FERNANDES GOUVEA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdenciário. Cerceamento de defesa. Indeferimento de produção de provas. Auxílio-doença. Requisitos. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. O art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Ao reconhecer a repercussão geral desse tema, o Plenário do Supremo Tribunal Federal reafirmou essa orientação (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). 2. O Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral dos seguintes temas trazidos nos autos: i) ARE n 748.371/MT, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/13 - Tema 660; e ii) ARE n 821.296/PE, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 17/10/14 - Tema 766. 3. Agravo regimental não provido. 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6040-0239-DC30-9AB1 e senha 9C12-86D1-32EE-382F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1171362 AGR / PR ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/12/2018, na conformidade da ata de julgamento, por maioria, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6040-0239-DC30-9AB1 e senha 9C12-86D1-32EE-382F Supremo Tribunal Federal ARE 1171362 AGR / PR ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/12/2018, na conformidade da ata de julgamento, por maioria, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6040-0239-DC30-9AB1 e senha 9C12-86D1-32EE-382F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.362 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JOAO APARECIDO GOES ADV.(A/S) :DAVID FERNANDES GOUVEA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão em que neguei seguimento ao recurso, em razão da ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário (Súmula 287/Supremo Tribunal Federal). Afirma a parte agravante que teria impugnado os fundamentos da decisão denegatória do apelo extremo, bem como estariam presentes todos os requisitos de admissibilidade para o seu regular processamento. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo à parte agravada, deixo de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D5B-1915-1B77-F093 e senha 361F-55BB-EAED-4A34 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.362 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JOAO APARECIDO GOES ADV.(A/S) :DAVID FERNANDES GOUVEA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão em que neguei seguimento ao recurso, em razão da ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário (Súmula 287/Supremo Tribunal Federal). Afirma a parte agravante que teria impugnado os fundamentos da decisão denegatória do apelo extremo, bem como estariam presentes todos os requisitos de admissibilidade para o seu regular processamento. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo à parte agravada, deixo de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D5B-1915-1B77-F093 e senha 361F-55BB-EAED-4A34 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.362 PARANÁ VOTO SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Em que pese o agravante ter efetivamente impugnado os fundamentos da decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, porquanto a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente fundamentadas, não obstante tenham sido contrárias à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. Registre-se que o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, apontado como violado, não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Ressalte-se que o referido entendimento foi reafirmado no julgamento do AI n 791.292/PE-RG-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10 - Tema 339. Ademais, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, concluiu pela ausência da repercussão geral das matérias discutidas nestes autos. Vide: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral. (ARE n 748.371/MT- Tema 660, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/13) “PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO-DOENÇA. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-7578-2CE7-CA89 e senha ABBA-B0BA-B696-5389 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.362 PARANÁ VOTO SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Em que pese o agravante ter efetivamente impugnado os fundamentos da decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, porquanto a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente fundamentadas, não obstante tenham sido contrárias à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de decidir. Registre-se que o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, apontado como violado, não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas sim que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Ressalte-se que o referido entendimento foi reafirmado no julgamento do AI n 791.292/PE-RG-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10 - Tema 339. Ademais, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, concluiu pela ausência da repercussão geral das matérias discutidas nestes autos. Vide: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral. (ARE n 748.371/MT- Tema 660, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/13) “PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO-DOENÇA. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-7578-2CE7-CA89 e senha ABBA-B0BA-B696-5389 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1171362 AGR / PR VERIFICAÇÃO DOS REQUISITOS PARA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. 1. Hipótese em que o acórdão recorrido consigna a ausência dos requisitos necessários à concessão do auxílio- doença. 2. Discussão que envolve matéria infraconstitucional, além de exigir o revolvimento da matéria fática (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 3. Inexistência de repercussão geral.” (ARE n 821.296/PE, Relator o Ministro Roberto Barroso, Tema 766, DJe de 17/10/14). Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO-DOENÇA OU APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. VERIFICAÇÃO DOS REQUISITOS PARA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA N. 766). VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, RESSALVADA EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE n 967.761/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/9/15). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-7578-2CE7-CA89 e senha ABBA-B0BA-B696-5389 Supremo Tribunal Federal ARE 1171362 AGR / PR VERIFICAÇÃO DOS REQUISITOS PARA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. 1. Hipótese em que o acórdão recorrido consigna a ausência dos requisitos necessários à concessão do auxílio- doença. 2. Discussão que envolve matéria infraconstitucional, além de exigir o revolvimento da matéria fática (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 3. Inexistência de repercussão geral.” (ARE n 821.296/PE, Relator o Ministro Roberto Barroso, Tema 766, DJe de 17/10/14). Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO-DOENÇA OU APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. VERIFICAÇÃO DOS REQUISITOS PARA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA N. 766). VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, RESSALVADA EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE n 967.761/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/9/15). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-7578-2CE7-CA89 e senha ABBA-B0BA-B696-5389 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1171362 AGR / PR 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-7578-2CE7-CA89 e senha ABBA-B0BA-B696-5389 Supremo Tribunal Federal ARE 1171362 AGR / PR 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D37-7578-2CE7-CA89 e senha ABBA-B0BA-B696-5389 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.362 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JOAO APARECIDO GOES ADV.(A/S) :DAVID FERNANDES GOUVEA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC4C-26C8-27D9-78EC e senha E715-EED5-AEE2-342F Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.362 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JOAO APARECIDO GOES ADV.(A/S) :DAVID FERNANDES GOUVEA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC4C-26C8-27D9-78EC e senha E715-EED5-AEE2-342F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/12/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.362 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : JOAO APARECIDO GOES ADV.(A/S) : DAVID FERNANDES GOUVEA (56806/PR) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57CD-03CB-421C-6EC9 e senha C8E3-5328-9D3D-306F Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.362 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : JOAO APARECIDO GOES ADV.(A/S) : DAVID FERNANDES GOUVEA (56806/PR) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57CD-03CB-421C-6EC9 e senha C8E3-5328-9D3D-306F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 171 . 362", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "ARE n 748 . 371 / MT", "ARE n 821 . 296 / PE", "ARE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 171 . 362", "Súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "ARE n 748 . 371 / MT", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "ARE n 748 . 371 / MT - Tema 660", "ARE 1171362 AGR / PR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 821 . 296 / PE", "ARE n 967 . 761 / SP - AgR", "ARE", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 821 . 296 / PE", "ARE n 967 . 761 / SP - AgR", "ARE 1171362 AGR / PR", "ARE 1171362 AGR / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 171 . 362" ], "LEGISLACAO": [ "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 85 , § 2 . . . , § 3 . . . E § 11 , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "ART . 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 85 , § 2 . . . , § 3 . . . E § 11 , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "ART . 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "PLENÁRIO", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Tribunal Pleno", "Plenário deste Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "JOAO APARECIDO GOES", "DAVID FERNANDES GOUVEA", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "JOAO APARECIDO GOES", "DAVID FERNANDES GOUVEA", "DIAS TOFFOLI", "JOAO APARECIDO GOES", "DAVID FERNANDES GOUVEA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "JOAO APARECIDO GOES", "DAVID FERNANDES GOUVEA", "MARCO AURÉLIO", "JOAO APARECIDO GOES", "DAVID FERNANDES GOUVEA", "MARCO AURÉLIO", "JOAO APARECIDO GOES", "DAVID FERNANDES GOUVEA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "JOAO APARECIDO GOES", "DAVID FERNANDES GOUVEA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "13", "/", "8", "/", "10", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "13", "17", "/", "10", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", "/", "12", "/", "2018", "14 de dezembro de", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", "/", "12", "/", "2018", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "13", "/", "8", "/", "10", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "13", "/", "8", "/", "10", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "10", "/", "14", "24", "/", "9", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "10", "/", "14", "24", "/", "9", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.677 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) :BEATRIZ MESQUITA DE ARRUDA CAMARGO KESTENER AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RECDO.(A/S) :OS MESMOS INTDO.(A/S) :MARCELO JOSE DE MELO ADV.(A/S) :JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO RECURSO. 1. A petição de agravo interno não impugnou os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 4. Agravo interno não conhecido, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A895-C33D-A8E3-6F32 e senha AF41-D3EC-D9E7-D158 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 1151677 AGR / PE conhecer do agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A895-C33D-A8E3-6F32 e senha AF41-D3EC-D9E7-D158 Supremo Tribunal Federal RE 1151677 AGR / PE conhecer do agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A895-C33D-A8E3-6F32 e senha AF41-D3EC-D9E7-D158 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.677 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) :BEATRIZ MESQUITA DE ARRUDA CAMARGO KESTENER AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RECDO.(A/S) :OS MESMOS INTDO.(A/S) :MARCELO JOSE DE MELO ADV.(A/S) :JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 02.10.2018 contra decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto pela Baxter Hospitalar Ltda. contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Extrai-se da ementa o seguinte trecho conclusivo: ADMINISTRATIVO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE HEMOTERAPIA. CONTAMINAÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE C. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ENTRE UNIÃO, ESTADO DE PERNAMBUCO E HEMOPE. PRESTAÇÃO DE TRATO SUCESSIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MATERIAIS. PENSÃO . Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8D3-307B-66A7-5901 e senha 675C-CDD4-C014-2C69 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.677 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) :BEATRIZ MESQUITA DE ARRUDA CAMARGO KESTENER AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RECDO.(A/S) :OS MESMOS INTDO.(A/S) :MARCELO JOSE DE MELO ADV.(A/S) :JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 02.10.2018 contra decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto pela Baxter Hospitalar Ltda. contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Extrai-se da ementa o seguinte trecho conclusivo: ADMINISTRATIVO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE HEMOTERAPIA. CONTAMINAÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE C. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ENTRE UNIÃO, ESTADO DE PERNAMBUCO E HEMOPE. PRESTAÇÃO DE TRATO SUCESSIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MATERIAIS. PENSÃO . Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8D3-307B-66A7-5901 e senha 675C-CDD4-C014-2C69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 1151677 AGR / PE […]. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5º, XXXV, LIV e LV; e 93, IX, da CF. O recurso extraordinário não pode ser provido. De início, nota-se que o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Ademais, ressalta-se que o Plenário do STF também já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Quanto aos argumentos sobre a necessidade de instrução probatória, vale registrar que o STF assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à obrigatoriedade de observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 639.228-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Presidente (Tema 424): Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional. Por fim, para dissentir das conclusões do Tribunal de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8D3-307B-66A7-5901 e senha 675C-CDD4-C014-2C69 Supremo Tribunal Federal RE 1151677 AGR / PE […]. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5º, XXXV, LIV e LV; e 93, IX, da CF. O recurso extraordinário não pode ser provido. De início, nota-se que o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Ademais, ressalta-se que o Plenário do STF também já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Quanto aos argumentos sobre a necessidade de instrução probatória, vale registrar que o STF assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à obrigatoriedade de observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 639.228-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Presidente (Tema 424): Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional. Por fim, para dissentir das conclusões do Tribunal de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8D3-307B-66A7-5901 e senha 675C-CDD4-C014-2C69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RE 1151677 AGR / PE origem, seria necessária uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, providência que não tem lugar neste momento processual. Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII, do CPC/2015 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego provimento ao recurso. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015.” 2. A parte agravante insiste que não há fundamentação de porque foi condenada. Afirma que não há necessidade de revolvimento de prova, e reitera que é caso exclusivo de direito. Pede seja reconhecida a repercussão geral do caso. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8D3-307B-66A7-5901 e senha 675C-CDD4-C014-2C69 Supremo Tribunal Federal RE 1151677 AGR / PE origem, seria necessária uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, providência que não tem lugar neste momento processual. Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII, do CPC/2015 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego provimento ao recurso. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015.” 2. A parte agravante insiste que não há fundamentação de porque foi condenada. Afirma que não há necessidade de revolvimento de prova, e reitera que é caso exclusivo de direito. Pede seja reconhecida a repercussão geral do caso. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8D3-307B-66A7-5901 e senha 675C-CDD4-C014-2C69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.677 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz fundamentos suficientes para alterar a decisão ora agravada. 3. Neguei seguimento ao recurso sob os fundamentos: (i) ausência de repercussão geral - Tema 660/RG; (ii) o Plenário do STF já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes); (iii) ausência de repercussão geral - Tema 424/ RG. 4. A parte agravante não atacou o fundamento da decisão agravada, acerca da ausência de repercussão geral relativa à obrigatoriedade de observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória (Tema 424-RG), limitando-se a discorrer sobre os fundamentos que ensejariam repercussão geral do caso concreto. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, trecho da ementa do ARE 695.632-AgR/SP, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: 1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C94-4F30-FA6B-9787 e senha 68BD-11A4-D4B8-ABE5 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.677 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz fundamentos suficientes para alterar a decisão ora agravada. 3. Neguei seguimento ao recurso sob os fundamentos: (i) ausência de repercussão geral - Tema 660/RG; (ii) o Plenário do STF já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes); (iii) ausência de repercussão geral - Tema 424/ RG. 4. A parte agravante não atacou o fundamento da decisão agravada, acerca da ausência de repercussão geral relativa à obrigatoriedade de observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória (Tema 424-RG), limitando-se a discorrer sobre os fundamentos que ensejariam repercussão geral do caso concreto. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, trecho da ementa do ARE 695.632-AgR/SP, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: 1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C94-4F30-FA6B-9787 e senha 68BD-11A4-D4B8-ABE5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1151677 AGR / PE suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/STF). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010. 5. Diante do exposto, não conheço o agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C94-4F30-FA6B-9787 e senha 68BD-11A4-D4B8-ABE5 Supremo Tribunal Federal RE 1151677 AGR / PE suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/STF). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010. 5. Diante do exposto, não conheço o agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C94-4F30-FA6B-9787 e senha 68BD-11A4-D4B8-ABE5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.677 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) : BEATRIZ MESQUITA DE ARRUDA CAMARGO KESTENER (02002/A/DF, 01320/PE, 32302/PR, 160447/RJ, 112221/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RECDO.(A/S) : OS MESMOS INTDO.(A/S) : MARCELO JOSE DE MELO ADV.(A/S) : JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO (20739/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5617-A348-E39F-6611 e senha 0105-B752-AB17-05A7 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.677 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) : BEATRIZ MESQUITA DE ARRUDA CAMARGO KESTENER (02002/A/DF, 01320/PE, 32302/PR, 160447/RJ, 112221/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RECDO.(A/S) : OS MESMOS INTDO.(A/S) : MARCELO JOSE DE MELO ADV.(A/S) : JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO (20739/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5617-A348-E39F-6611 e senha 0105-B752-AB17-05A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749109581
2018-12-14T00:00:00
2019-02-08T00:00:00
A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO RECURSO. 1. A petição de agravo interno não impugnou os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 4. Agravo interno não conhecido, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur397873
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) ARE 695632 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 15/02/2019, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1151677
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1151677 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) : BEATRIZ MESQUITA DE ARRUDA CAMARGO KESTENER AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RECDO.(A/S) : OS MESMOS INTDO.(A/S) : MARCELO JOSE DE MELO ADV.(A/S) : JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.677 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) :BEATRIZ MESQUITA DE ARRUDA CAMARGO KESTENER AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RECDO.(A/S) :OS MESMOS INTDO.(A/S) :MARCELO JOSE DE MELO ADV.(A/S) :JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO RECURSO. 1. A petição de agravo interno não impugnou os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno não conhecido, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A895-C33D-A8E3-6F32 e senha AF41-D3EC-D9E7-D158 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1151677 AGR / PE conhecer do agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A895-C33D-A8E3-6F32 e senha AF41-D3EC-D9E7-D158 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1151677 AGR / PE conhecer do agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A895-C33D-A8E3-6F32 e senha AF41-D3EC-D9E7-D158 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.677 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) :BEATRIZ MESQUITA DE ARRUDA CAMARGO KESTENER AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RECDO.(A/S) :OS MESMOS INTDO.(A/S) :MARCELO JOSE DE MELO ADV.(A/S) :JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 02.10.2018 contra decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto pela Baxter Hospitalar Ltda. contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 5... Região. Extrai-se da ementa o seguinte trecho conclusivo: ADMINISTRATIVO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE HEMOTERAPIA. CONTAMINAÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE C. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ENTRE UNIÃO, ESTADO DE PERNAMBUCO E HEMOPE. PRESTAÇÃO DE TRATO SUCESSIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MATERIAIS. PENSÃO . Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8D3-307B-66A7-5901 e senha 675C-CDD4-C014-2C69 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.677 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) :BEATRIZ MESQUITA DE ARRUDA CAMARGO KESTENER AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RECDO.(A/S) :OS MESMOS INTDO.(A/S) :MARCELO JOSE DE MELO ADV.(A/S) :JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 02.10.2018 contra decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto pela Baxter Hospitalar Ltda. contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 5... Região. Extrai-se da ementa o seguinte trecho conclusivo: ADMINISTRATIVO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE HEMOTERAPIA. CONTAMINAÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE C. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ENTRE UNIÃO, ESTADO DE PERNAMBUCO E HEMOPE. PRESTAÇÃO DE TRATO SUCESSIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MATERIAIS. PENSÃO . Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8D3-307B-66A7-5901 e senha 675C-CDD4-C014-2C69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1151677 AGR / PE […]. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., XXXV, LIV e LV; e 93, IX, da Constituição Federal de 1988. O recurso extraordinário não pode ser provido. De início, nota-se que o Plenário do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Ademais, ressalta-se que o Plenário do Supremo Tribunal Federal também já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Quanto aos argumentos sobre a necessidade de instrução probatória, vale registrar que o Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à obrigatoriedade de observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 639.228-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Presidente (Tema 424): Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional. Por fim, para dissentir das conclusões do Tribunal de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8D3-307B-66A7-5901 e senha 675C-CDD4-C014-2C69 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1151677 AGR / PE […]. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., XXXV, LIV e LV; e 93, IX, da Constituição Federal de 1988. O recurso extraordinário não pode ser provido. De início, nota-se que o Plenário do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) já assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Ademais, ressalta-se que o Plenário do Supremo Tribunal Federal também já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). Quanto aos argumentos sobre a necessidade de instrução probatória, vale registrar que o Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à obrigatoriedade de observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 639.228-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Presidente (Tema 424): Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional. Por fim, para dissentir das conclusões do Tribunal de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8D3-307B-66A7-5901 e senha 675C-CDD4-C014-2C69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1151677 AGR / PE origem, seria necessária uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, providência que não tem lugar neste momento processual. Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII, do Código de Processo Civil/2015 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao recurso. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015.” 2. A parte agravante insiste que não há fundamentação de porque foi condenada. Afirma que não há necessidade de revolvimento de prova, e reitera que é caso exclusivo de direito. Pede seja reconhecida a repercussão geral do caso. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8D3-307B-66A7-5901 e senha 675C-CDD4-C014-2C69 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1151677 AGR / PE origem, seria necessária uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, providência que não tem lugar neste momento processual. Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII, do Código de Processo Civil/2015 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao recurso. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015.” 2. A parte agravante insiste que não há fundamentação de porque foi condenada. Afirma que não há necessidade de revolvimento de prova, e reitera que é caso exclusivo de direito. Pede seja reconhecida a repercussão geral do caso. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B8D3-307B-66A7-5901 e senha 675C-CDD4-C014-2C69 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.677 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz fundamentos suficientes para alterar a decisão ora agravada. 3. Neguei seguimento ao recurso sob os fundamentos: (i) ausência de repercussão geral - Tema 660/RG; (ii) o Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes); (iii) ausência de repercussão geral - Tema 424/ RG. 4. A parte agravante não atacou o fundamento da decisão agravada, acerca da ausência de repercussão geral relativa à obrigatoriedade de observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória (Tema 424-RG), limitando-se a discorrer sobre os fundamentos que ensejariam repercussão geral do caso concreto. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, trecho da ementa do ARE 695.632-AgR/SP, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: 1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C94-4F30-FA6B-9787 e senha 68BD-11A4-D4B8-ABE5 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.677 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz fundamentos suficientes para alterar a decisão ora agravada. 3. Neguei seguimento ao recurso sob os fundamentos: (i) ausência de repercussão geral - Tema 660/RG; (ii) o Plenário do Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes); (iii) ausência de repercussão geral - Tema 424/ RG. 4. A parte agravante não atacou o fundamento da decisão agravada, acerca da ausência de repercussão geral relativa à obrigatoriedade de observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória (Tema 424-RG), limitando-se a discorrer sobre os fundamentos que ensejariam repercussão geral do caso concreto. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, trecho da ementa do ARE 695.632-AgR/SP, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: 1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C94-4F30-FA6B-9787 e senha 68BD-11A4-D4B8-ABE5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1151677 AGR / PE suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010. 5. Diante do exposto, não conheço o agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C94-4F30-FA6B-9787 e senha 68BD-11A4-D4B8-ABE5 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1151677 AGR / PE suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010. 5. Diante do exposto, não conheço o agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C94-4F30-FA6B-9787 e senha 68BD-11A4-D4B8-ABE5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.677 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) : BEATRIZ MESQUITA DE ARRUDA CAMARGO KESTENER (02002/A/DF, 01320/PE, 32302/PR, 160447/RJ, 112221/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RECDO.(A/S) : OS MESMOS INTDO.(A/S) : MARCELO JOSE DE MELO ADV.(A/S) : JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO (20739/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5617-A348-E39F-6611 e senha 0105-B752-AB17-05A7 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.677 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : BAXTER HOSPITALAR LTDA ADV.(A/S) : BEATRIZ MESQUITA DE ARRUDA CAMARGO KESTENER (02002/A/DF, 01320/PE, 32302/PR, 160447/RJ, 112221/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RECDO.(A/S) : OS MESMOS INTDO.(A/S) : MARCELO JOSE DE MELO ADV.(A/S) : JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO (20739/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo interno, com aplicação de multa e majoração de honorários, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5617-A348-E39F-6611 e senha 0105-B752-AB17-05A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 151 . 677", "Recurso Extraordinário 1151677 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 1151677 AGR / PE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 151 . 677", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 151 . 677", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 639 . 228 - RG", "Recurso Extraordinário 1151677 AGR / PE", "ARE 748 .", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 639 . 228 - RG", "Recurso Extraordinário 1151677 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 1151677 AGR / PE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 151 . 677", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 695 . 632 - AgR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 151 . 677", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 695 . 632 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 1151677 AGR / PE", "súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "Recurso Extraordinário 1151677 AGR / PE", "súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 151 . 677", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 151 . 677" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , XXXV , LIV e LV ; e 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , XXXV , LIV e LV ; e", "93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 932 , IV e VIII , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 21 , § 1 . . . , do RI /", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 932 , IV e VIII , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código", "de", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Brasília", "Brasília", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BAXTER HOSPITALAR LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BAXTER HOSPITALAR LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Baxter Hospitalar Ltda .", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "UNIÃO", "HEMOPE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BAXTER HOSPITALAR LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Baxter Hospitalar Ltda .", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "UNIÃO", "HEMOPE", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BAXTER HOSPITALAR LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BAXTER HOSPITALAR LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "BEATRIZ MESQUITA DE ARRUDA CAMARGO KESTENER", "MARCELO JOSE DE MELO", "JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "BEATRIZ MESQUITA DE ARRUDA CAMARGO KESTENER", "MARCELO JOSE DE MELO", "JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "BEATRIZ MESQUITA DE ARRUDA CAMARGO KESTENER", "MARCELO JOSE DE MELO", "JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "ROBERTO BARROSO", "BEATRIZ MESQUITA DE ARRUDA CAMARGO KESTENER", "MARCELO JOSE DE MELO", "JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "BEATRIZ MESQUITA DE ARRUDA CAMARGO KESTENER", "MARCELO JOSE DE MELO", "JAIRO MENEZES BEZERRA FILHO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 a 13 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 a 13 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "02", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "02", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "02", "/", "2011", "25", "/", "06", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "02", "/", "2011", "25", "/", "06", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 145.877 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :ADRIANA DE LIMA IMPTE.(S) :ANA CAROLINA ARAUJO TRINTA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 399.688 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PENA – CUMPRIMENTO – PRISÃO DOMICILIAR – EXCEPCIONALIDADE. O cumprimento de pena em regime domiciliar pressupõe situação excepcional enquadrável em previsão legal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR E PRESIDENTE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C08-2B01-5692-02DB e senha 5666-3E0F-AEB5-6621 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 145.877 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :ADRIANA DE LIMA IMPTE.(S) :ANA CAROLINA ARAUJO TRINTA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 399.688 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Piracicaba/SP, no processo nº 0003855- 41.2013.8.26.0451, condenou a paciente a 7 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 23 dias-multa, ante o cometimento dos delitos versados nos artigos 155, § 4º, inciso IV (furto qualificado por concurso de pessoas), e 158, § 1º (extorsão com causa de aumento de pena alusiva ao concurso de pessoas), do Código Penal. A defesa interpôs apelação no Tribunal estadual, buscando a absolvição e, sucessivamente, a desclassificação do furto para a forma simples. A Décima Segunda Turma Criminal, ao desprovê-la, considerou bem delineadas a imputação e as provas da prática das infrações. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 879A-C435-68ED-D971 e senha BB5C-6E1A-1837-1D03 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 145.877 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :ADRIANA DE LIMA IMPTE.(S) :ANA CAROLINA ARAUJO TRINTA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 399.688 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Piracicaba/SP, no processo nº 0003855- 41.2013.8.26.0451, condenou a paciente a 7 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 23 dias-multa, ante o cometimento dos delitos versados nos artigos 155, § 4º, inciso IV (furto qualificado por concurso de pessoas), e 158, § 1º (extorsão com causa de aumento de pena alusiva ao concurso de pessoas), do Código Penal. A defesa interpôs apelação no Tribunal estadual, buscando a absolvição e, sucessivamente, a desclassificação do furto para a forma simples. A Décima Segunda Turma Criminal, ao desprovê-la, considerou bem delineadas a imputação e as provas da prática das infrações. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 879A-C435-68ED-D971 e senha BB5C-6E1A-1837-1D03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório HC 145877 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 399.688/SP, no qual pretendida a expedição de salvo-conduto, visando a continuidade do tratamento externo contra a dependência de drogas a que vem se submetendo a paciente. O Relator indeferiu-o liminarmente, consignando que tal pedido não fora formulado perante o Juízo da execução ou o Tribunal de Justiça, a impossibilitar a análise pelo Superior, sob pena de indevida supressão de instância. Frisou que, uma vez transitada em julgado a condenação, cabe ao Juízo da execução a concessão de eventuais benefícios. As impetrantes aduzem o risco de interrupção do tratamento antidrogas da paciente, iniciado em agosto de 2015. Articulam com a impossibilidade de formalização do pedido de prisão domiciliar no Juízo da execução, porquanto, consoante afirmam, não foi gerado o número do processo. Asseveram que o procedimento só ocorrerá após o início do cumprimento da pena. Apontam a iminente violação do princípio da dignidade da pessoa humana, porque se estaria a inviabilizar o direito à saúde. Evocam os artigos 196 da Constituição Federal e 10 da Lei nº 7.210/1984. Dizem imprescindível o implemento do regime domiciliar à paciente. […] Requereram, no campo precário e efêmero, a expedição de salvo-conduto, possibilitando a continuidade do tratamento em benefício da paciente. No mérito, postulam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 16 de novembro de 2017, deixou de acolher o pedido de medida acauteladora. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 879A-C435-68ED-D971 e senha BB5C-6E1A-1837-1D03 Supremo Tribunal Federal HC 145877 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 399.688/SP, no qual pretendida a expedição de salvo-conduto, visando a continuidade do tratamento externo contra a dependência de drogas a que vem se submetendo a paciente. O Relator indeferiu-o liminarmente, consignando que tal pedido não fora formulado perante o Juízo da execução ou o Tribunal de Justiça, a impossibilitar a análise pelo Superior, sob pena de indevida supressão de instância. Frisou que, uma vez transitada em julgado a condenação, cabe ao Juízo da execução a concessão de eventuais benefícios. As impetrantes aduzem o risco de interrupção do tratamento antidrogas da paciente, iniciado em agosto de 2015. Articulam com a impossibilidade de formalização do pedido de prisão domiciliar no Juízo da execução, porquanto, consoante afirmam, não foi gerado o número do processo. Asseveram que o procedimento só ocorrerá após o início do cumprimento da pena. Apontam a iminente violação do princípio da dignidade da pessoa humana, porque se estaria a inviabilizar o direito à saúde. Evocam os artigos 196 da Constituição Federal e 10 da Lei nº 7.210/1984. Dizem imprescindível o implemento do regime domiciliar à paciente. […] Requereram, no campo precário e efêmero, a expedição de salvo-conduto, possibilitando a continuidade do tratamento em benefício da paciente. No mérito, postulam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 16 de novembro de 2017, deixou de acolher o pedido de medida acauteladora. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 879A-C435-68ED-D971 e senha BB5C-6E1A-1837-1D03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 145877 / SP A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, afirmando-a formalizada contra decisão individual. Aponta inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou o trânsito em julgado do título condenatório em 12 de dezembro de 2016. Vossa Excelência, no dia 21 de junho de 2018, determinou a intimação dos impetrantes para dizerem sobre o interesse na sequência do processo. A Seção de Recursos Criminais certificou não ter havido manifestação até o dia 7 de agosto seguinte. Lancei visto no processo em 27 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 12 de março seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 879A-C435-68ED-D971 e senha BB5C-6E1A-1837-1D03 Supremo Tribunal Federal HC 145877 / SP A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, afirmando-a formalizada contra decisão individual. Aponta inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou o trânsito em julgado do título condenatório em 12 de dezembro de 2016. Vossa Excelência, no dia 21 de junho de 2018, determinou a intimação dos impetrantes para dizerem sobre o interesse na sequência do processo. A Seção de Recursos Criminais certificou não ter havido manifestação até o dia 7 de agosto seguinte. Lancei visto no processo em 27 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 12 de março seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 879A-C435-68ED-D971 e senha BB5C-6E1A-1837-1D03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 145.877 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, em face do pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Reitero o que assentado, em 16 de novembro de 2017, quando do não implemento da medida acauteladora: […] 2. Observem que obstar o cumprimento da prisão decorrente de título condenatório alcançado pela preclusão maior surge excepcional. No caso, não há relevância suficiente ao implemento da medida acauteladora pretendida, antecipando-se ao Juízo natural, o da execução. O processo-crime no qual condenada a paciente tramitou com regularidade, tendo sido interposta apelação, na qual sequer mencionada a questão ora considerada urgente pelas impetrantes. Descabe pretender pronunciamento que implique ato contrário à organicidade do Direito quando o móvel do pedido mostra-se desprovido de evidente ilegalidade. […] Observem que o cumprimento de pena em regime domiciliar pressupõe situação excepcional. Nos termos do artigo 117 da Lei de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D58D-A77E-1ECD-03D9 e senha 651E-9D55-7CF4-685B Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 145.877 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, em face do pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Reitero o que assentado, em 16 de novembro de 2017, quando do não implemento da medida acauteladora: […] 2. Observem que obstar o cumprimento da prisão decorrente de título condenatório alcançado pela preclusão maior surge excepcional. No caso, não há relevância suficiente ao implemento da medida acauteladora pretendida, antecipando-se ao Juízo natural, o da execução. O processo-crime no qual condenada a paciente tramitou com regularidade, tendo sido interposta apelação, na qual sequer mencionada a questão ora considerada urgente pelas impetrantes. Descabe pretender pronunciamento que implique ato contrário à organicidade do Direito quando o móvel do pedido mostra-se desprovido de evidente ilegalidade. […] Observem que o cumprimento de pena em regime domiciliar pressupõe situação excepcional. Nos termos do artigo 117 da Lei de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D58D-A77E-1ECD-03D9 e senha 651E-9D55-7CF4-685B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 145877 / SP Execução Penal, o beneficiário de regime aberto poderá recolher-se em residência particular quando maior de 70 anos; acometido de doença grave; com filho menor ou deficiente físico ou mental; ou gestante. No caso, a paciente foi condenada definitivamente em regime inicial semiaberto de cumprimento. O quadro retratado não se amolda à previsão legal. Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D58D-A77E-1ECD-03D9 e senha 651E-9D55-7CF4-685B Supremo Tribunal Federal HC 145877 / SP Execução Penal, o beneficiário de regime aberto poderá recolher-se em residência particular quando maior de 70 anos; acometido de doença grave; com filho menor ou deficiente físico ou mental; ou gestante. No caso, a paciente foi condenada definitivamente em regime inicial semiaberto de cumprimento. O quadro retratado não se amolda à previsão legal. Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D58D-A77E-1ECD-03D9 e senha 651E-9D55-7CF4-685B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 145.877 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, ressalvado o cabimento, acompanho Vossa Excelência pelo indeferimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3427-1253-2DB6-FFE4 e senha FD85-596A-6158-59C9 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 145.877 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, ressalvado o cabimento, acompanho Vossa Excelência pelo indeferimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3427-1253-2DB6-FFE4 e senha FD85-596A-6158-59C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 145.877 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : ADRIANA DE LIMA IMPTE.(S) : ANA CAROLINA ARAUJO TRINTA (377941/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 399.688 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF24-554B-ED4F-4A2B e senha 5629-4946-36B3-A084 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 145.877 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : ADRIANA DE LIMA IMPTE.(S) : ANA CAROLINA ARAUJO TRINTA (377941/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 399.688 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF24-554B-ED4F-4A2B e senha 5629-4946-36B3-A084 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749701126
2019-03-12T00:00:00
2019-05-02T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.3.2019.
HABEAS CORPUS
HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PENA – CUMPRIMENTO – PRISÃO DOMICILIAR – EXCEPCIONALIDADE. O cumprimento de pena em regime domiciliar pressupõe situação excepcional enquadrável em previsão legal.
sjur402821
Número de páginas: 8. Análise: 26/05/2019, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
145877
[ "LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\n ART-00117\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 145877
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PACTE.(S) : ADRIANA DE LIMA IMPTE.(S) : ANA CAROLINA ARAUJO TRINTA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 399.688 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 145.877 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :ADRIANA DE LIMA IMPTE.(S) :ANA CAROLINA ARAUJO TRINTA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 399.688 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PENA – CUMPRIMENTO – PRISÃO DOMICILIAR – EXCEPCIONALIDADE. O cumprimento de pena em regime domiciliar pressupõe situação excepcional enquadrável em previsão legal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR E PRESIDENTE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1C08-2B01-5692-02DB e senha 5666-3E0F-AEB5-6621 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 145.877 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :ADRIANA DE LIMA IMPTE.(S) :ANA CAROLINA ARAUJO TRINTA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 399.688 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Piracicaba/SP, no processo n 0003855- 41.2013.8.26.0451, condenou a paciente a 7 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 23 dias-multa, ante o cometimento dos delitos versados nos artigos 155, § 4..., inciso IV (furto qualificado por concurso de pessoas), e 158, § 1... (extorsão com causa de aumento de pena alusiva ao concurso de pessoas), do Código Penal. A defesa interpôs apelação no Tribunal estadual, buscando a absolvição e, sucessivamente, a desclassificação do furto para a forma simples. A Décima Segunda Turma Criminal, ao desprovê-la, considerou bem delineadas a imputação e as provas da prática das infrações. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 879A-C435-68ED-D971 e senha BB5C-6E1A-1837-1D03 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 145.877 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :ADRIANA DE LIMA IMPTE.(S) :ANA CAROLINA ARAUJO TRINTA E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 399.688 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Piracicaba/SP, no processo n 0003855- 41.2013.8.26.0451, condenou a paciente a 7 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 23 dias-multa, ante o cometimento dos delitos versados nos artigos 155, § 4..., inciso IV (furto qualificado por concurso de pessoas), e 158, § 1... (extorsão com causa de aumento de pena alusiva ao concurso de pessoas), do Código Penal. A defesa interpôs apelação no Tribunal estadual, buscando a absolvição e, sucessivamente, a desclassificação do furto para a forma simples. A Décima Segunda Turma Criminal, ao desprovê-la, considerou bem delineadas a imputação e as provas da prática das infrações. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 879A-C435-68ED-D971 e senha BB5C-6E1A-1837-1D03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório HC 145877 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 399.688/SP, no qual pretendida a expedição de salvo-conduto, visando a continuidade do tratamento externo contra a dependência de drogas a que vem se submetendo a paciente. O Relator indeferiu-o liminarmente, consignando que tal pedido não fora formulado perante o Juízo da execução ou o Tribunal de Justiça, a impossibilitar a análise pelo Superior, sob pena de indevida supressão de instância. Frisou que, uma vez transitada em julgado a condenação, cabe ao Juízo da execução a concessão de eventuais benefícios. As impetrantes aduzem o risco de interrupção do tratamento antidrogas da paciente, iniciado em agosto de 2015. Articulam com a impossibilidade de formalização do pedido de prisão domiciliar no Juízo da execução, porquanto, consoante afirmam, não foi gerado o número do processo. Asseveram que o procedimento só ocorrerá após o início do cumprimento da pena. Apontam a iminente violação do princípio da dignidade da pessoa humana, porque se estaria a inviabilizar o direito à saúde. Evocam os artigos 196 da Constituição Federal e 10 da Lei n 7.210/1984. Dizem imprescindível o implemento do regime domiciliar à paciente. […] Requereram, no campo precário e efêmero, a expedição de salvo-conduto, possibilitando a continuidade do tratamento em benefício da paciente. No mérito, postulam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 16 de novembro de 2017, deixou de acolher o pedido de medida acauteladora. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 879A-C435-68ED-D971 e senha BB5C-6E1A-1837-1D03 Supremo Tribunal Federal HC 145877 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 399.688/SP, no qual pretendida a expedição de salvo-conduto, visando a continuidade do tratamento externo contra a dependência de drogas a que vem se submetendo a paciente. O Relator indeferiu-o liminarmente, consignando que tal pedido não fora formulado perante o Juízo da execução ou o Tribunal de Justiça, a impossibilitar a análise pelo Superior, sob pena de indevida supressão de instância. Frisou que, uma vez transitada em julgado a condenação, cabe ao Juízo da execução a concessão de eventuais benefícios. As impetrantes aduzem o risco de interrupção do tratamento antidrogas da paciente, iniciado em agosto de 2015. Articulam com a impossibilidade de formalização do pedido de prisão domiciliar no Juízo da execução, porquanto, consoante afirmam, não foi gerado o número do processo. Asseveram que o procedimento só ocorrerá após o início do cumprimento da pena. Apontam a iminente violação do princípio da dignidade da pessoa humana, porque se estaria a inviabilizar o direito à saúde. Evocam os artigos 196 da Constituição Federal e 10 da Lei n 7.210/1984. Dizem imprescindível o implemento do regime domiciliar à paciente. […] Requereram, no campo precário e efêmero, a expedição de salvo-conduto, possibilitando a continuidade do tratamento em benefício da paciente. No mérito, postulam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 16 de novembro de 2017, deixou de acolher o pedido de medida acauteladora. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 879A-C435-68ED-D971 e senha BB5C-6E1A-1837-1D03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 145877 / SP A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, afirmando-a formalizada contra decisão individual. Aponta inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou o trânsito em julgado do título condenatório em 12 de dezembro de 2016. Vossa Excelência, no dia 21 de junho de 2018, determinou a intimação dos impetrantes para dizerem sobre o interesse na sequência do processo. A Seção de Recursos Criminais certificou não ter havido manifestação até o dia 7 de agosto seguinte. Lancei visto no processo em 27 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 12 de março seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 879A-C435-68ED-D971 e senha BB5C-6E1A-1837-1D03 Supremo Tribunal Federal HC 145877 / SP A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, afirmando-a formalizada contra decisão individual. Aponta inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou o trânsito em julgado do título condenatório em 12 de dezembro de 2016. Vossa Excelência, no dia 21 de junho de 2018, determinou a intimação dos impetrantes para dizerem sobre o interesse na sequência do processo. A Seção de Recursos Criminais certificou não ter havido manifestação até o dia 7 de agosto seguinte. Lancei visto no processo em 27 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 12 de março seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 879A-C435-68ED-D971 e senha BB5C-6E1A-1837-1D03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 145.877 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, em face do pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Reitero o que assentado, em 16 de novembro de 2017, quando do não implemento da medida acauteladora: […] 2. Observem que obstar o cumprimento da prisão decorrente de título condenatório alcançado pela preclusão maior surge excepcional. No caso, não há relevância suficiente ao implemento da medida acauteladora pretendida, antecipando-se ao Juízo natural, o da execução. O processo-crime no qual condenada a paciente tramitou com regularidade, tendo sido interposta apelação, na qual sequer mencionada a questão ora considerada urgente pelas impetrantes. Descabe pretender pronunciamento que implique ato contrário à organicidade do Direito quando o móvel do pedido mostra-se desprovido de evidente ilegalidade. […] Observem que o cumprimento de pena em regime domiciliar pressupõe situação excepcional. Nos termos do artigo 117 da Lei de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D58D-A77E-1ECD-03D9 e senha 651E-9D55-7CF4-685B Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 145.877 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, em face do pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Reitero o que assentado, em 16 de novembro de 2017, quando do não implemento da medida acauteladora: […] 2. Observem que obstar o cumprimento da prisão decorrente de título condenatório alcançado pela preclusão maior surge excepcional. No caso, não há relevância suficiente ao implemento da medida acauteladora pretendida, antecipando-se ao Juízo natural, o da execução. O processo-crime no qual condenada a paciente tramitou com regularidade, tendo sido interposta apelação, na qual sequer mencionada a questão ora considerada urgente pelas impetrantes. Descabe pretender pronunciamento que implique ato contrário à organicidade do Direito quando o móvel do pedido mostra-se desprovido de evidente ilegalidade. […] Observem que o cumprimento de pena em regime domiciliar pressupõe situação excepcional. Nos termos do artigo 117 da Lei de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D58D-A77E-1ECD-03D9 e senha 651E-9D55-7CF4-685B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 145877 / SP Execução Penal, o beneficiário de regime aberto poderá recolher-se em residência particular quando maior de 70 anos; acometido de doença grave; com filho menor ou deficiente físico ou mental; ou gestante. No caso, a paciente foi condenada definitivamente em regime inicial semiaberto de cumprimento. O quadro retratado não se amolda à previsão legal. Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D58D-A77E-1ECD-03D9 e senha 651E-9D55-7CF4-685B Supremo Tribunal Federal HC 145877 / SP Execução Penal, o beneficiário de regime aberto poderá recolher-se em residência particular quando maior de 70 anos; acometido de doença grave; com filho menor ou deficiente físico ou mental; ou gestante. No caso, a paciente foi condenada definitivamente em regime inicial semiaberto de cumprimento. O quadro retratado não se amolda à previsão legal. Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D58D-A77E-1ECD-03D9 e senha 651E-9D55-7CF4-685B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 145.877 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, ressalvado o cabimento, acompanho Vossa Excelência pelo indeferimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3427-1253-2DB6-FFE4 e senha FD85-596A-6158-59C9 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 145.877 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, ressalvado o cabimento, acompanho Vossa Excelência pelo indeferimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3427-1253-2DB6-FFE4 e senha FD85-596A-6158-59C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 145.877 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : ADRIANA DE LIMA IMPTE.(S) : ANA CAROLINA ARAUJO TRINTA (377941/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 399.688 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF24-554B-ED4F-4A2B e senha 5629-4946-36B3-A084 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 145.877 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : ADRIANA DE LIMA IMPTE.(S) : ANA CAROLINA ARAUJO TRINTA (377941/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 399.688 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF24-554B-ED4F-4A2B e senha 5629-4946-36B3-A084 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 145 . 877", "HC n 399 . 688 DO SUPERIOR", "HABEAS CORPUS 145 . 877", "HC n 399 . 688 DO SUPERIOR", "processo n 0003855 - 41 . 2013 . 8 . 26 . 0451", "HABEAS CORPUS 145 . 877", "HC n 399 . 688 DO SUPERIOR", "processo n 0003855 - 41 . 2013 . 8 . 26 . 0451", "HC 145877 / SP", "habeas corpus n 399 . 688 / SP", "HC 145877 / SP", "habeas corpus n 399 . 688 / SP", "HC 145877 / SP", "HC 145877 / SP", "HABEAS CORPUS 145 . 877", "HABEAS CORPUS 145 . 877", "HC 145877 / SP", "HC 145877 / SP", "HABEAS CORPUS 145 . 877", "HABEAS CORPUS 145 . 877", "HABEAS CORPUS 145 . 877", "HC n 399 . 688", "HABEAS CORPUS 145 . 877", "HC n 399 . 688" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 155 , § 4 . . . , inciso", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 196 da Constituição Federal", "10 da Lei n 7 . 210 / 1984", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 196 da Constituição Federal", "10 da Lei n 7 . 210 / 1984", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 117 da Lei", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 117 da Lei de Supremo Tribunal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Terceira Vara Criminal da Comarca de Piracicaba / SP", "Décima Segunda Turma Criminal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE", "Terceira Vara Criminal da Comarca de Piracicaba / SP", "Décima Segunda Turma Criminal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Seção de Recursos Criminais", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Seção de Recursos Criminais", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ADRIANA DE LIMA", "ANA CAROLINA ARAUJO TRINTA", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO", "AURÉLIO", "ADRIANA DE LIMA", "ANA CAROLINA ARAUJO TRINTA", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ADRIANA DE LIMA", "ANA CAROLINA ARAUJO TRINTA", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "PAULO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ADRIANA DE LIMA", "ANA CAROLINA ARAUJO TRINTA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros", "MARCO AURÉLIO", "ADRIANA DE LIMA", "ANA CAROLINA ARAUJO TRINTA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "agosto de 2015", "16 de novembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "agosto de 2015", "16 de novembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de dezembro de 2016", "21 de junho de 2018", "7 de agosto seguinte", "27 de fevereiro de 2019", "12 de março seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de dezembro de 2016", "21 de junho de 2018", "7 de agosto", "27 de fevereiro de 2019", "12 de março", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "16 de novembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "16 de novembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "12", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.280 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO ORIGINÁRIA. MAGISTRADO. PRERROGATIVA DO ART. 33, V, DA LOMAN. PORTE DE ARMA DE FOGO PARA DEFESA PESSOAL. ESTATUTO DO DESARMAMENTO. EXIGÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE CAPACIDADE TÉCNICA E APTIDÃO PSICOLÓGICA. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. Os requisitos para a aquisição de arma de fogo estabelecidos pelo Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003) são aplicáveis a todos os interessados, cabendo somente à própria legislação excepcionar tais exigências. 2. O aparente silêncio da lei relativamente aos magistrados não pode ser interpretado como se os dispensasse do registro, obrigação legal que incide sobre todos os brasileiros. Não há silêncio eloquente na lei nem há submissão dos magistrado a uma obrigação que a lei não exige. 3. A prerrogativa funcional do magistrado quanto ao porte de arma de fogo (art. 33, V, da LOMAN) não pressupõe a efetiva habilidade e conhecimento para utilizá-la, necessitando, portanto, comprovar possuir capacidade técnica e aptidão psicológica. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária virtual de 1º a 11 de março de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9086-A039-5F82-04A1 e senha 63CF-4D4B-6CAF-AB2A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 24 Ementa e Acórdão AO 2280 AGR / DF conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9086-A039-5F82-04A1 e senha 63CF-4D4B-6CAF-AB2A Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9086-A039-5F82-04A1 e senha 63CF-4D4B-6CAF-AB2A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 24 Relatório 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.280 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (Relator): Trata-se de agravo em face de decisão monocrática em que se julgou improcedente o pedido formulado na Ação Originária, no seguinte sentido: “DECISÃO: A Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – ANAMATRA e a Associação dos Juízes Federais do Brasil – AJUFE impetram ação originária declaratória, com pedido de tutela de evidência e urgência, em face da Instrução Normativa n. 023/2005-DG-DOF, de 01.09.2005, expedida pelo Diretor-Geral da Polícia Federal, e do Regulamento da Lei do Desarmamento (art. 33-A introduzido pelo Decreto 6.715/08), os quais teriam passado a exigir dos magistrados a comprovação de capacidade técnica de manuseio de arma de fogo e a comprovação de aptidão psicológica para a aquisição, registro e renovação de porte de arma de fogo. Alegam as autoras que a Lei 10.826, de 2003 (Lei do Desarmamento), em seu art. 6º, excepcionou de seu âmbito de incidência os casos previstos em legislação própria, como ocorre, segundo defendem, com a carreira da magistratura. Afirmam que o primeiro regulamento da lei, editado por meio do Decreto 5.123/2004, não impôs as exigências relativas à comprovação de capacidade técnica e a comprovação de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.280 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (Relator): Trata-se de agravo em face de decisão monocrática em que se julgou improcedente o pedido formulado na Ação Originária, no seguinte sentido: “DECISÃO: A Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – ANAMATRA e a Associação dos Juízes Federais do Brasil – AJUFE impetram ação originária declaratória, com pedido de tutela de evidência e urgência, em face da Instrução Normativa n. 023/2005-DG-DOF, de 01.09.2005, expedida pelo Diretor-Geral da Polícia Federal, e do Regulamento da Lei do Desarmamento (art. 33-A introduzido pelo Decreto 6.715/08), os quais teriam passado a exigir dos magistrados a comprovação de capacidade técnica de manuseio de arma de fogo e a comprovação de aptidão psicológica para a aquisição, registro e renovação de porte de arma de fogo. Alegam as autoras que a Lei 10.826, de 2003 (Lei do Desarmamento), em seu art. 6º, excepcionou de seu âmbito de incidência os casos previstos em legislação própria, como ocorre, segundo defendem, com a carreira da magistratura. Afirmam que o primeiro regulamento da lei, editado por meio do Decreto 5.123/2004, não impôs as exigências relativas à comprovação de capacidade técnica e a comprovação de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF aptidão psicológicas, que constam, para os demais casos, do art. 4º da Lei do Desarmamento. Aduzem, porém, que, por conta da Instrução Normativa n. 023/2005, em seu art. 6º, § 7º, o Departamento de Polícia Federal teria submetido os membros da magistratura à comprovação de capacidade técnica de aptidão psicológica. O dispositivo impugnado tem o seguinte teor: “Art. 6º Para o requerimento e expedição da Autorização para Aquisição de Arma de Fogo de uso Permitido por Pessoa Física, deverão ocorrer os seguintes procedimentos: (...) § 7º Os Magistrados e os membros do Ministério Público, em razão do contido nas suas respectivas leis orgânicas, deverão apresentar o formulário padrão - Anexo I, devidamente preenchido e assinado, com duas fotos recentes no tamanho 3X4, cópia da identidade funcional e o comprovante de capacidade técnica para manuseio de arma de fogo.” Sustentam, ainda, que (eDOC 1, p. 6): “Talvez tentando conferir alguma fundamentação para essa inovação legislativa contida na Instrução Normativa do DPF, veio o Presidente da República a editar o Decreto 6.715/08, que alterou o Regulamento da Lei do Desarmamento (Decreto 5.123/04) para inserir o art. 33-A com o seguinte texto, passando aí sim a estabelecer a obrigação de comprovação daquele que detinha porte de arma “em legislação própria” aos requisitos do artigo 4º da Lei do Desarmamento.” O art. 33-A do Decreto 5.123/04 tem a seguinte redação: “Art. 33-A. A autorização para o porte de arma de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF aptidão psicológicas, que constam, para os demais casos, do art. 4º da Lei do Desarmamento. Aduzem, porém, que, por conta da Instrução Normativa n. 023/2005, em seu art. 6º, § 7º, o Departamento de Polícia Federal teria submetido os membros da magistratura à comprovação de capacidade técnica de aptidão psicológica. O dispositivo impugnado tem o seguinte teor: “Art. 6º Para o requerimento e expedição da Autorização para Aquisição de Arma de Fogo de uso Permitido por Pessoa Física, deverão ocorrer os seguintes procedimentos: (...) § 7º Os Magistrados e os membros do Ministério Público, em razão do contido nas suas respectivas leis orgânicas, deverão apresentar o formulário padrão - Anexo I, devidamente preenchido e assinado, com duas fotos recentes no tamanho 3X4, cópia da identidade funcional e o comprovante de capacidade técnica para manuseio de arma de fogo.” Sustentam, ainda, que (eDOC 1, p. 6): “Talvez tentando conferir alguma fundamentação para essa inovação legislativa contida na Instrução Normativa do DPF, veio o Presidente da República a editar o Decreto 6.715/08, que alterou o Regulamento da Lei do Desarmamento (Decreto 5.123/04) para inserir o art. 33-A com o seguinte texto, passando aí sim a estabelecer a obrigação de comprovação daquele que detinha porte de arma “em legislação própria” aos requisitos do artigo 4º da Lei do Desarmamento.” O art. 33-A do Decreto 5.123/04 tem a seguinte redação: “Art. 33-A. A autorização para o porte de arma de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF fogo previsto em legislação própria, na forma do caput do art. 6º da Lei no 10.826, de 2003, está condicionada ao atendimento dos requisitos previstos no inciso III do caput do art. 4º da mencionada Lei. (introduzido pelo Decreto n. 6.715, de 2008)”. A justificar a ilegalidade dos atos, alegam que a Lei 12.694/2012, que submeteu os servidores do Poder Judiciário à Lei do Desarmamento, foi silente quanto à inclusão dos magistrados, razão pela qual, invocando o “silêncio eloquente” do legislador, dever-se-ia reconhecer que “todo e qualquer diploma infra-legal editado antes da Lei n. 12.694/2012 (…) teria sido revogado por essa lei” (eDOC 1, p. 11). Aduzem, ainda, que o art. 33-A extrapola a disciplina legal, razão pela qual seria, em seu entender, um decreto autônomo. Sustentam, porém, que, ao extrapolar os lindes da legislação, o decreto teria afrontado o disposto no art. 84, IV, da CRFB, porquanto os decretos destinar-se-iam apenas à fiel execução da lei. Defendem que “a prerrogativa contida no art. 33, V, da LOMAN não pode ser restringida por uma lei ordinária (e já se demonstrou que a Lei do Desarmamento não fez essa restrição)” (eDOC 1, p. 16), isso porque as normas da LOMAN só poderiam ser regulamentadas, segundo seu entender, por lei de iniciativa do próprio Poder Judiciário ou por normas regimentais dos Tribunais ou do Conselho Nacional de Justiça. Narram que, por meio de pedido administrativo, tais argumentos foram suscitados ao Departamento de Polícia Federal que teria se recusados a reconhecer a prerrogativa do art. 33, V, da LOMAN. Invocam o precedente da Reclamação 11.323, julgada por este Supremo Tribunal Federal, assim como diversos outros precedentes para justificar a presença dos requisitos necessários à concessão da tutela de evidência. A subsidiar a tutela de urgência, afirmam que “o constrangimento ilegal está se sucedendo dia a dia perante os 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF fogo previsto em legislação própria, na forma do caput do art. 6º da Lei no 10.826, de 2003, está condicionada ao atendimento dos requisitos previstos no inciso III do caput do art. 4º da mencionada Lei. (introduzido pelo Decreto n. 6.715, de 2008)”. A justificar a ilegalidade dos atos, alegam que a Lei 12.694/2012, que submeteu os servidores do Poder Judiciário à Lei do Desarmamento, foi silente quanto à inclusão dos magistrados, razão pela qual, invocando o “silêncio eloquente” do legislador, dever-se-ia reconhecer que “todo e qualquer diploma infra-legal editado antes da Lei n. 12.694/2012 (…) teria sido revogado por essa lei” (eDOC 1, p. 11). Aduzem, ainda, que o art. 33-A extrapola a disciplina legal, razão pela qual seria, em seu entender, um decreto autônomo. Sustentam, porém, que, ao extrapolar os lindes da legislação, o decreto teria afrontado o disposto no art. 84, IV, da CRFB, porquanto os decretos destinar-se-iam apenas à fiel execução da lei. Defendem que “a prerrogativa contida no art. 33, V, da LOMAN não pode ser restringida por uma lei ordinária (e já se demonstrou que a Lei do Desarmamento não fez essa restrição)” (eDOC 1, p. 16), isso porque as normas da LOMAN só poderiam ser regulamentadas, segundo seu entender, por lei de iniciativa do próprio Poder Judiciário ou por normas regimentais dos Tribunais ou do Conselho Nacional de Justiça. Narram que, por meio de pedido administrativo, tais argumentos foram suscitados ao Departamento de Polícia Federal que teria se recusados a reconhecer a prerrogativa do art. 33, V, da LOMAN. Invocam o precedente da Reclamação 11.323, julgada por este Supremo Tribunal Federal, assim como diversos outros precedentes para justificar a presença dos requisitos necessários à concessão da tutela de evidência. A subsidiar a tutela de urgência, afirmam que “o constrangimento ilegal está se sucedendo dia a dia perante os 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF magistrados que precisam exercitar a prerrogativa do porte de arma para defesa pessoal” (eDOC 1, p. 34). Por essas razões, requerem, a tutela de urgência e evidência para o fim de suspender a eficácia das normas que estão impedindo o exercício regular da prerrogativa prevista no inciso V, do art. 33 da LOMAN, a fim de permitir que os magistrados possam realizar a aquisição, o registro e renovação de porte de arma de fogo, com dispensa da exigência de atestado de capacidade técnica e aptidão psicológica. No mérito, requerem a procedência da ação “para o fim de, mantendo a tutela antecipada, proclamar a ilegalidade e inconstitucionalidade incidental do § 7º do art. 6º da IN n. 23/05 e do art. 33-A do Regulamento da Lei do Desarmamento, para o fim de declarar o direito dos magistrados de realizar a aquisição, o registro e a renovação de porte de arma de fogo, de sorte a assegurar o porte de arma para defesa pessoal, nos termos previstos no Estatuto da Magistratura, sem a necessidade de serem submetidos a testes de capacidade técnica e aptidão psicológica” (eDOC 1, p. 35). A antecipação da tutela foi indeferida (eDOC 37). Em nova manifestação, as autoras interpuseram agravo interno em que sustentam, em síntese, que os argumentos acolhidos para o indeferimento da liminar não se justificam. A União, em contestação, aduz haver inadequação da via eleita, porquanto, segundo alega, a ação ordinária foi utilizada como sucedâneo de ação direta de inconstitucionalidade. Sustenta, ainda, ser necessária a apresentação da relação de substituídos, conforme decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal no RE 612.043. No mérito, aduz ser improcedente o pedido. Cita recente decisão proferida pelo e. Ministro Gilmar, no julgamento da AO n. 1.666, para afirmar que os atos normativos impugnados “apenas conformam o exercício da prerrogativa prevista no art. 33, V, da LOMAN ao interesse pública na preservação da segurança e da incolumidade públicas” (eDOC 48, p. 13). Distingue porte da aquisição e registro de armas e defende que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF magistrados que precisam exercitar a prerrogativa do porte de arma para defesa pessoal” (eDOC 1, p. 34). Por essas razões, requerem, a tutela de urgência e evidência para o fim de suspender a eficácia das normas que estão impedindo o exercício regular da prerrogativa prevista no inciso V, do art. 33 da LOMAN, a fim de permitir que os magistrados possam realizar a aquisição, o registro e renovação de porte de arma de fogo, com dispensa da exigência de atestado de capacidade técnica e aptidão psicológica. No mérito, requerem a procedência da ação “para o fim de, mantendo a tutela antecipada, proclamar a ilegalidade e inconstitucionalidade incidental do § 7º do art. 6º da IN n. 23/05 e do art. 33-A do Regulamento da Lei do Desarmamento, para o fim de declarar o direito dos magistrados de realizar a aquisição, o registro e a renovação de porte de arma de fogo, de sorte a assegurar o porte de arma para defesa pessoal, nos termos previstos no Estatuto da Magistratura, sem a necessidade de serem submetidos a testes de capacidade técnica e aptidão psicológica” (eDOC 1, p. 35). A antecipação da tutela foi indeferida (eDOC 37). Em nova manifestação, as autoras interpuseram agravo interno em que sustentam, em síntese, que os argumentos acolhidos para o indeferimento da liminar não se justificam. A União, em contestação, aduz haver inadequação da via eleita, porquanto, segundo alega, a ação ordinária foi utilizada como sucedâneo de ação direta de inconstitucionalidade. Sustenta, ainda, ser necessária a apresentação da relação de substituídos, conforme decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal no RE 612.043. No mérito, aduz ser improcedente o pedido. Cita recente decisão proferida pelo e. Ministro Gilmar, no julgamento da AO n. 1.666, para afirmar que os atos normativos impugnados “apenas conformam o exercício da prerrogativa prevista no art. 33, V, da LOMAN ao interesse pública na preservação da segurança e da incolumidade públicas” (eDOC 48, p. 13). Distingue porte da aquisição e registro de armas e defende que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF a LOMAN não poderia afastar as exigências estabelecidas para a aquisição e registro. Finalmente, adverte que a Lei 12.694/2012 não poderia ter revogado norma anterior aplicável aos magistrados, porquanto ela se destina a regular o porte de servidores dos quadros pessoais dos tribunais do Poder Judiciário. Com esses argumentos requereu a improcedência dos pedidos iniciais. Em manifestação relativa ao agravo regimental interposto, defendeu a União a manutenção da decisão que indeferiu a medida liminar. É, em síntese, o relatório. Decido. Inicialmente, consigno que, adstrita a controvérsia a questões de direito, é cabível o julgamento antecipado do pedido nos termos do art. 355, I, do Código de Processo Civil. A União alega preliminares relativas à inadequação da via eleita, entendendo, para tanto, ser cabível a ação direta de inconstitucionalidade, e a necessidade de apresentação do rol dos eventuais representados. A preliminar de inadequação é improcedente. Quando da decisão que indeferiu a tutela antecipada, rememorei que o Plenário desta Corte assentara a competência do Tribunal para conhecer originariamente das ações tendentes a assegurar a prerrogativa da magistratura garantida no art. 33, V, da LOMAN (Rcl 11.323, Rel. Ministra Rosa Weber, Relator para o Acórdão Min. Teori Zavascki, Pleno, DJe 31.07.2015). Nos termos em que ventilado o pedido inicial, embora haja pedido de declaração de inconstitucionalidade de ato normativo, ele é apenas incidental, no sentido de ser um antecedente lógico ao bem imediato visado, a saber, o exercício de prerrogativa funcional. A ação ostenta, pois, nítida feição mandamental. Sendo da competência do Tribunal o seu conhecimento, por força do disposto no art. 102, I, “n”, da CRFB, não subsiste a preliminar suscitada pela União. No que tange à segunda preliminar, é preciso advertir que, embora tenha natureza mandamental, não é de mandado de segurança que se cuida, daí por que não se poderia cogitar 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF a LOMAN não poderia afastar as exigências estabelecidas para a aquisição e registro. Finalmente, adverte que a Lei 12.694/2012 não poderia ter revogado norma anterior aplicável aos magistrados, porquanto ela se destina a regular o porte de servidores dos quadros pessoais dos tribunais do Poder Judiciário. Com esses argumentos requereu a improcedência dos pedidos iniciais. Em manifestação relativa ao agravo regimental interposto, defendeu a União a manutenção da decisão que indeferiu a medida liminar. É, em síntese, o relatório. Decido. Inicialmente, consigno que, adstrita a controvérsia a questões de direito, é cabível o julgamento antecipado do pedido nos termos do art. 355, I, do Código de Processo Civil. A União alega preliminares relativas à inadequação da via eleita, entendendo, para tanto, ser cabível a ação direta de inconstitucionalidade, e a necessidade de apresentação do rol dos eventuais representados. A preliminar de inadequação é improcedente. Quando da decisão que indeferiu a tutela antecipada, rememorei que o Plenário desta Corte assentara a competência do Tribunal para conhecer originariamente das ações tendentes a assegurar a prerrogativa da magistratura garantida no art. 33, V, da LOMAN (Rcl 11.323, Rel. Ministra Rosa Weber, Relator para o Acórdão Min. Teori Zavascki, Pleno, DJe 31.07.2015). Nos termos em que ventilado o pedido inicial, embora haja pedido de declaração de inconstitucionalidade de ato normativo, ele é apenas incidental, no sentido de ser um antecedente lógico ao bem imediato visado, a saber, o exercício de prerrogativa funcional. A ação ostenta, pois, nítida feição mandamental. Sendo da competência do Tribunal o seu conhecimento, por força do disposto no art. 102, I, “n”, da CRFB, não subsiste a preliminar suscitada pela União. No que tange à segunda preliminar, é preciso advertir que, embora tenha natureza mandamental, não é de mandado de segurança que se cuida, daí por que não se poderia cogitar 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF da aplicação do disposto no art. 5º, LXX, da CRFB. Noutras palavras, não é hipótese de substituição processual, mas de simples representação. Assim, ante a qualidade de representante processual, a ação produzirá efeitos apenas em relação aos representados processuais das associações autoras, conforme precedente firmado no RE 612.043, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJe 05.10.2017: “Beneficiários do título executivo, no caso de ação proposta por associação, são aqueles que, residentes na área compreendida na jurisdição do órgão julgador, detinha, antes do ajuizamento, a condição de filiados e constaram da lista apresentada com a peça inicial”. Registre-se, no entanto, que as autoras trouxeram em aditamento à inicial a lista de seus filiados, razão pela qual inexiste óbice para o julgamento da presente demanda. No mérito, não assiste razão jurídica às autoras. O cerne do argumento apresentado consiste na alegação de que “a prerrogativa contida no art. 33, V, da LOMAN não pode ser restringida por uma lei ordinária (e já se demonstrou que a Lei do Desarmamento não fez essa restrição)” (eDOC 1, p. 16). Conquanto correta a afirmação no que tange à reserva de lei complementar, não objetivou o Estatuto do Desarmamento restringir prerrogativa dos magistrados. Com efeito, quando esta Corte examinou a constitucionalidade da Lei 10.826, o então Relator Ministro Ricardo Lewandowski assentou que: “Principio afirmando que a análise da higidez constitucional da Lei 10.826, de 22 de dezembro de 2003, denominada Estatuto do Desarmamento, deve ter em conta o disposto no art. 5º, caput , da Constituição Federal, que garante aos brasileiros e estrangeiros residentes no País o direito à segurança, ao lado do direito à vida e à propriedade, quiçá como uma de suas mais importantes pré-condições. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF da aplicação do disposto no art. 5º, LXX, da CRFB. Noutras palavras, não é hipótese de substituição processual, mas de simples representação. Assim, ante a qualidade de representante processual, a ação produzirá efeitos apenas em relação aos representados processuais das associações autoras, conforme precedente firmado no RE 612.043, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJe 05.10.2017: “Beneficiários do título executivo, no caso de ação proposta por associação, são aqueles que, residentes na área compreendida na jurisdição do órgão julgador, detinha, antes do ajuizamento, a condição de filiados e constaram da lista apresentada com a peça inicial”. Registre-se, no entanto, que as autoras trouxeram em aditamento à inicial a lista de seus filiados, razão pela qual inexiste óbice para o julgamento da presente demanda. No mérito, não assiste razão jurídica às autoras. O cerne do argumento apresentado consiste na alegação de que “a prerrogativa contida no art. 33, V, da LOMAN não pode ser restringida por uma lei ordinária (e já se demonstrou que a Lei do Desarmamento não fez essa restrição)” (eDOC 1, p. 16). Conquanto correta a afirmação no que tange à reserva de lei complementar, não objetivou o Estatuto do Desarmamento restringir prerrogativa dos magistrados. Com efeito, quando esta Corte examinou a constitucionalidade da Lei 10.826, o então Relator Ministro Ricardo Lewandowski assentou que: “Principio afirmando que a análise da higidez constitucional da Lei 10.826, de 22 de dezembro de 2003, denominada Estatuto do Desarmamento, deve ter em conta o disposto no art. 5º, caput , da Constituição Federal, que garante aos brasileiros e estrangeiros residentes no País o direito à segurança, ao lado do direito à vida e à propriedade, quiçá como uma de suas mais importantes pré-condições. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF Como desdobramento desse preceito, num outro plano, o art. 144 da Carta Magna, estabelece que a segurança pública constitui dever do Estado e, ao mesmo tempo, direito e responsabilidade de todos, sendo exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Trata-se, pois, de um direito de primeira grandeza, cuja concretização exige constante e eficaz mobilização de recursos humanos e materiais por parte do Estado. O dever estatal concernente à segurança pública não é exercido de forma aleatória, mas através de instituições permanentes e, idealmente, segundo uma política criminal, com objetivos de curto, médio e longo prazo, suficientemente flexível para responder às circunstâncias cambiantes de cada momento histórico. Nesse sentido, observo que a edição do Estatuto do Desarmamento, que resultou da conjugação da vontade política do Executivo com a do Legislativo, representou uma resposta do Estado e da sociedade civil à situação de extrema gravidade pela qual passava – e ainda passa - o País, no tocante ao assustador aumento da violência e da criminalidade, notadamente em relação ao dramático incremento do número de mortes por armas de fogo entre os jovens. A preocupação com tema tão importante encontra repercussão também no âmbito da comunidade internacional, cumprindo destacar que a Organização das Nações Unidas, após conferência realizada em Nova Iorque, entre 9 e 20 de julho de 2001, lançou o “Programa de Ação para Prevenir, Combater e Erradicar o Comércio Ilícito de Armas de Pequeno Porte e Armamentos Leves em todos os seus Aspectos” (UN Document A/CONF, 192/15). O Brasil vem colaborando com os esforços da ONU nesse campo, lembrando-se que o Congresso Nacional, aprovou, em data recente, por meio do Decreto Legislativo 36, de 2006, o texto do “Protocolo contra a fabricação e o 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF Como desdobramento desse preceito, num outro plano, o art. 144 da Carta Magna, estabelece que a segurança pública constitui dever do Estado e, ao mesmo tempo, direito e responsabilidade de todos, sendo exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Trata-se, pois, de um direito de primeira grandeza, cuja concretização exige constante e eficaz mobilização de recursos humanos e materiais por parte do Estado. O dever estatal concernente à segurança pública não é exercido de forma aleatória, mas através de instituições permanentes e, idealmente, segundo uma política criminal, com objetivos de curto, médio e longo prazo, suficientemente flexível para responder às circunstâncias cambiantes de cada momento histórico. Nesse sentido, observo que a edição do Estatuto do Desarmamento, que resultou da conjugação da vontade política do Executivo com a do Legislativo, representou uma resposta do Estado e da sociedade civil à situação de extrema gravidade pela qual passava – e ainda passa - o País, no tocante ao assustador aumento da violência e da criminalidade, notadamente em relação ao dramático incremento do número de mortes por armas de fogo entre os jovens. A preocupação com tema tão importante encontra repercussão também no âmbito da comunidade internacional, cumprindo destacar que a Organização das Nações Unidas, após conferência realizada em Nova Iorque, entre 9 e 20 de julho de 2001, lançou o “Programa de Ação para Prevenir, Combater e Erradicar o Comércio Ilícito de Armas de Pequeno Porte e Armamentos Leves em todos os seus Aspectos” (UN Document A/CONF, 192/15). O Brasil vem colaborando com os esforços da ONU nesse campo, lembrando-se que o Congresso Nacional, aprovou, em data recente, por meio do Decreto Legislativo 36, de 2006, o texto do “Protocolo contra a fabricação e o 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF tráfico ilícito de armas de fogo, suas peças e componentes e munições, complementando a Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, adotado pela Assembléia-Geral, em 31 de maio de 2001, e assinado pelo Brasil em 11 de julho de 2001.” (ADI 3112, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 02/05/2007, DJe-131 DIVULG 25-10-2007 PUBLIC 26-10-2007 DJ 26-10- 2007 PP-00028 EMENT VOL-02295-03 PP-00386 RTJ VOL- 00206-02 PP-00538) Como forma de se garantir esses objetivos, o Estatuto do Desarmamento passou a exigir o registro da arma de fogo com vistas a: (i) identificar as características e a propriedade de armas de fogo; (ii) cadastrar as armas de fogo produzidas, importadas e vendidas no País; (iii) cadastrar as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal; (iv) cadastrar as transferências de propriedade, entre outras finalidades previstas no art. 2º da Lei 10.826/2003. O registro “autoriza o proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio, ou dependência desses, ou, ainda, no seu local de trabalho, desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa”, conforme dicção do art. 5º, caput, do Estatuto. Para ter acesso ao registro, são necessárias a comprovação de idoneidade, a apresentação de documento comprobatório de ocupação lícita e residência certa e a comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. O porte de arma, por sua vez, é, como regra, proibido. O porte só é possível aos integrantes das carreiras integrantes do rol estabelecido no art. 6º do Estatuto do Desarmamento e, bem assim, daquelas cuja prerrogativa tenha sido estabelecida em lei geral editada pela União. Nesse sentido, este Tribunal tem reconhecido a inconstitucionalidade de leis estaduais que, a pretexto de regulamentar carreiras locais, concedem 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF tráfico ilícito de armas de fogo, suas peças e componentes e munições, complementando a Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, adotado pela Assembléia-Geral, em 31 de maio de 2001, e assinado pelo Brasil em 11 de julho de 2001.” (ADI 3112, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 02/05/2007, DJe-131 DIVULG 25-10-2007 PUBLIC 26-10-2007 DJ 26-10- 2007 PP-00028 EMENT VOL-02295-03 PP-00386 RTJ VOL- 00206-02 PP-00538) Como forma de se garantir esses objetivos, o Estatuto do Desarmamento passou a exigir o registro da arma de fogo com vistas a: (i) identificar as características e a propriedade de armas de fogo; (ii) cadastrar as armas de fogo produzidas, importadas e vendidas no País; (iii) cadastrar as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal; (iv) cadastrar as transferências de propriedade, entre outras finalidades previstas no art. 2º da Lei 10.826/2003. O registro “autoriza o proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio, ou dependência desses, ou, ainda, no seu local de trabalho, desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa”, conforme dicção do art. 5º, caput, do Estatuto. Para ter acesso ao registro, são necessárias a comprovação de idoneidade, a apresentação de documento comprobatório de ocupação lícita e residência certa e a comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. O porte de arma, por sua vez, é, como regra, proibido. O porte só é possível aos integrantes das carreiras integrantes do rol estabelecido no art. 6º do Estatuto do Desarmamento e, bem assim, daquelas cuja prerrogativa tenha sido estabelecida em lei geral editada pela União. Nesse sentido, este Tribunal tem reconhecido a inconstitucionalidade de leis estaduais que, a pretexto de regulamentar carreiras locais, concedem 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF prerrogativa incompatível com a competência constitucionalmente atribuída à União para “autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico” (art. 21, VI, da CRFB). Confiram-se: “Ementa: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DIREITO CONSTITUCIONAL. LEI 6.968/1996, ALTERADA PELA LEI 7.111/1997, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE. AUTORIZAÇÃO DE PORTE DE ARMA PARA AUDITORES FISCAIS DO TESOURO ESTADUAL. PRELIMINARES REJEITADAS. USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DA UNIÃO. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. Cabe à União, nos termos do art. 21, VI; e 22, I, da Constituição, a definição dos requisitos para a concessão do porte de arma de fogo e dos possíveis titulares de tal direito, inclusive no que se refere a servidores públicos estaduais ou municipais, em prol da uniformidade da regulamentação do tema no país, questão afeta a políticas de segurança pública de âmbito nacional (Precedentes: ADI 2.729, Rel. Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, DJe de 11/2/2014; ADI 2.035-MC/RJ, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTI, Tribunal Pleno, DJ de 4/8/2000; ADI 3.112, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJ de 26/10/2007; AI 189.433-AGR/RJ, Segunda Turma, DJ de 21/11/1997; HC 113.592, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 2ª Turma, DJ de 3/2/2014). 2. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (ADI 4962, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 12/04/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-080 DIVULG 24-04-2018 PUBLIC 25-04-2018) “COMPETÊNCIA NORMATIVA – ESTADO- MEMBRO – REMISSÃO A LEI FEDERAL. A técnica da remissão a lei federal, tomando-se de empréstimo 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF prerrogativa incompatível com a competência constitucionalmente atribuída à União para “autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico” (art. 21, VI, da CRFB). Confiram-se: “Ementa: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DIREITO CONSTITUCIONAL. LEI 6.968/1996, ALTERADA PELA LEI 7.111/1997, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE. AUTORIZAÇÃO DE PORTE DE ARMA PARA AUDITORES FISCAIS DO TESOURO ESTADUAL. PRELIMINARES REJEITADAS. USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DA UNIÃO. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. Cabe à União, nos termos do art. 21, VI; e 22, I, da Constituição, a definição dos requisitos para a concessão do porte de arma de fogo e dos possíveis titulares de tal direito, inclusive no que se refere a servidores públicos estaduais ou municipais, em prol da uniformidade da regulamentação do tema no país, questão afeta a políticas de segurança pública de âmbito nacional (Precedentes: ADI 2.729, Rel. Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, DJe de 11/2/2014; ADI 2.035-MC/RJ, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTI, Tribunal Pleno, DJ de 4/8/2000; ADI 3.112, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJ de 26/10/2007; AI 189.433-AGR/RJ, Segunda Turma, DJ de 21/11/1997; HC 113.592, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 2ª Turma, DJ de 3/2/2014). 2. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (ADI 4962, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 12/04/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-080 DIVULG 24-04-2018 PUBLIC 25-04-2018) “COMPETÊNCIA NORMATIVA – ESTADO- MEMBRO – REMISSÃO A LEI FEDERAL. A técnica da remissão a lei federal, tomando-se de empréstimo 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF preceitos nela contidos, pressupõe a possibilidade de o estado legislar, de modo originário, sobre a matéria. COMPETÊNCIA NORMATIVA – ARMAS DE FOGO – APREENSÃO E DESTINAÇÃO. Cumpre à União disciplinar, de forma exclusiva, a destinação de armas de fogo apreendidas. Considerações e precedentes.” (ADI 3193, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 09/05/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-151 DIVULG 05-08-2013 PUBLIC 06- 08-2013). A autorização legal para o porte, por sua vez, não dispensa os integrantes das carreiras indicadas no art. 6º da Lei. Ao contrário, a dispensa foi expressamente prevista apenas para os integrantes de algumas carreiras, nos termos do §4º do art. 6º do Estatuto do Desarmamento: “§ 4º Os integrantes das Forças Armadas, das polícias federais e estaduais e do Distrito Federal, bem como os militares dos Estados e do Distrito Federal, ao exercerem o direito descrito no art. 4º, ficam dispensados do cumprimento do disposto nos incisos I, II e III do mesmo artigo, na forma do regulamento desta Lei.” Para as demais carreiras, os requisitos relativos à comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo permanecem válidos, conforme previsão constante do §2º do art. 6º: “§ 2º A autorização para o porte de arma de fogo aos integrantes das instituições descritas nos incisos V, VI, VII e X do caput deste artigo está condicionada à comprovação do requisito a que se refere o inciso III do caput do art. 4º desta Lei nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei.” 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF preceitos nela contidos, pressupõe a possibilidade de o estado legislar, de modo originário, sobre a matéria. COMPETÊNCIA NORMATIVA – ARMAS DE FOGO – APREENSÃO E DESTINAÇÃO. Cumpre à União disciplinar, de forma exclusiva, a destinação de armas de fogo apreendidas. Considerações e precedentes.” (ADI 3193, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 09/05/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-151 DIVULG 05-08-2013 PUBLIC 06- 08-2013). A autorização legal para o porte, por sua vez, não dispensa os integrantes das carreiras indicadas no art. 6º da Lei. Ao contrário, a dispensa foi expressamente prevista apenas para os integrantes de algumas carreiras, nos termos do §4º do art. 6º do Estatuto do Desarmamento: “§ 4º Os integrantes das Forças Armadas, das polícias federais e estaduais e do Distrito Federal, bem como os militares dos Estados e do Distrito Federal, ao exercerem o direito descrito no art. 4º, ficam dispensados do cumprimento do disposto nos incisos I, II e III do mesmo artigo, na forma do regulamento desta Lei.” Para as demais carreiras, os requisitos relativos à comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo permanecem válidos, conforme previsão constante do §2º do art. 6º: “§ 2º A autorização para o porte de arma de fogo aos integrantes das instituições descritas nos incisos V, VI, VII e X do caput deste artigo está condicionada à comprovação do requisito a que se refere o inciso III do caput do art. 4º desta Lei nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei.” 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF Noutras palavras, nos termos em que redigida a lei, os requisitos para o registro, aplicáveis, de acordo com o art. 4º do Estatuto do Desarmamento, a todos os interessados, somente podem ser excepcionados nos casos expressamente indicados pela própria legislação. O direito ao porte não dispensa o proprietário do cumprimento dos requisitos relativos ao registro, salvo nos casos em que a lei assim o definir. Tal conclusão pode ser dessumida da especificidade do registro, compreendido como obrigação legal imposta com vistas a controlar o comércio de armas de fogo. De fato, o controle de armas é promovido, nos termos da legislação, pelo registro e pela limitação do porte. Apenas a lei poderia autorizar o porte e apenas a lei pode dispensar as exigências para o registro. Nesse sentido, em comentários ao Estatuto do Desarmamento, Ângelo Fernando Facciolli defende que: “Mesmo as categorias civis com tratamento especial não deve ser dispensadas da realização de testes de capacitação técnica, como são os magistrados, os promotores/ procuradores de justiça e os fiscais da Receita Federal do Brasil”. (FACCIOLLI, Ângelo Fernando. Lei das Armas de Fogo – Lei 10.826/03. 8ª edição. Curitiba: Editora Juruá, 2015, p. 90). Isso porque, segundo adverte o mesmo autor: “O porte confere habilitação (técnico-psicológica) ao uso da arma. É autorização administrativa pura, sujeita à revogação inclusive, de acordo com critérios de conveniência e oportunidade. Esse tipo de concessão especial não é eterno; não se trata de licença. Mesmo os magistrados, promotores, militares podem ter o porte cassado ou suspenso, desde que devidamente justificado.” (Idem, p. 69-70). 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF Noutras palavras, nos termos em que redigida a lei, os requisitos para o registro, aplicáveis, de acordo com o art. 4º do Estatuto do Desarmamento, a todos os interessados, somente podem ser excepcionados nos casos expressamente indicados pela própria legislação. O direito ao porte não dispensa o proprietário do cumprimento dos requisitos relativos ao registro, salvo nos casos em que a lei assim o definir. Tal conclusão pode ser dessumida da especificidade do registro, compreendido como obrigação legal imposta com vistas a controlar o comércio de armas de fogo. De fato, o controle de armas é promovido, nos termos da legislação, pelo registro e pela limitação do porte. Apenas a lei poderia autorizar o porte e apenas a lei pode dispensar as exigências para o registro. Nesse sentido, em comentários ao Estatuto do Desarmamento, Ângelo Fernando Facciolli defende que: “Mesmo as categorias civis com tratamento especial não deve ser dispensadas da realização de testes de capacitação técnica, como são os magistrados, os promotores/ procuradores de justiça e os fiscais da Receita Federal do Brasil”. (FACCIOLLI, Ângelo Fernando. Lei das Armas de Fogo – Lei 10.826/03. 8ª edição. Curitiba: Editora Juruá, 2015, p. 90). Isso porque, segundo adverte o mesmo autor: “O porte confere habilitação (técnico-psicológica) ao uso da arma. É autorização administrativa pura, sujeita à revogação inclusive, de acordo com critérios de conveniência e oportunidade. Esse tipo de concessão especial não é eterno; não se trata de licença. Mesmo os magistrados, promotores, militares podem ter o porte cassado ou suspenso, desde que devidamente justificado.” (Idem, p. 69-70). 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF Também é essa a orientação mais recente do Superior Tribunal de Justiça: “É típica e antijurídica a conduta de policial civil que, mesmo autorizado a portar ou possuir arma de fogo, não observa as imposições legais previstas no estatuto do Desarmamento, que impõem registro das armas no órgão competente.” (RHC 70.141/RJ, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 07/02/2017, DJe 16/02/2017). “ADMINISTRATIVO. REGISTRO DE ARMA DE FOGO. COMPROVAÇÃO DE CAPACIDADE TÉCNICA. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. NECESSIDADE. PORTE E REGISTRO. DISTINÇÃO. 1. O Estatuto do Desarmamento estabelece que o registro do material bélico é obrigatório, nos órgãos competentes (art. 3º da Lei 10.826/2003) proibindo o porte de arma em todo o território nacional, salvo para os casos previstos em legislação própria (art. 6º da Lei 10.826/2003). 2. A Lei 10.826/2003 condiciona a aquisição de arma de fogo e a expedição do respectivo registro ao cumprimento de requisitos dispostos no art. 4º da referida lei. Segundo o art. 4º, III, do Estatuto do Desarmamento, para o registro de arma de fogo é necessário, entre outros requisitos, que o interessado comprove capacidade técnica para o manuseio de arma de fogo, atestada na forma disposta no regulamento da Lei 10.826/2003. 3. A Lei 8.625/1993 (Lei Orgânica Nacional do Ministério Público) garante o porte de arma, independentemente de qualquer ato formal de licença ou autorização (art. 42), com similar prerrogativa aos magistrados (art. 33 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional). 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF Também é essa a orientação mais recente do Superior Tribunal de Justiça: “É típica e antijurídica a conduta de policial civil que, mesmo autorizado a portar ou possuir arma de fogo, não observa as imposições legais previstas no estatuto do Desarmamento, que impõem registro das armas no órgão competente.” (RHC 70.141/RJ, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 07/02/2017, DJe 16/02/2017). “ADMINISTRATIVO. REGISTRO DE ARMA DE FOGO. COMPROVAÇÃO DE CAPACIDADE TÉCNICA. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. NECESSIDADE. PORTE E REGISTRO. DISTINÇÃO. 1. O Estatuto do Desarmamento estabelece que o registro do material bélico é obrigatório, nos órgãos competentes (art. 3º da Lei 10.826/2003) proibindo o porte de arma em todo o território nacional, salvo para os casos previstos em legislação própria (art. 6º da Lei 10.826/2003). 2. A Lei 10.826/2003 condiciona a aquisição de arma de fogo e a expedição do respectivo registro ao cumprimento de requisitos dispostos no art. 4º da referida lei. Segundo o art. 4º, III, do Estatuto do Desarmamento, para o registro de arma de fogo é necessário, entre outros requisitos, que o interessado comprove capacidade técnica para o manuseio de arma de fogo, atestada na forma disposta no regulamento da Lei 10.826/2003. 3. A Lei 8.625/1993 (Lei Orgânica Nacional do Ministério Público) garante o porte de arma, independentemente de qualquer ato formal de licença ou autorização (art. 42), com similar prerrogativa aos magistrados (art. 33 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional). 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF 4. A capacidade técnica é um dos requisitos para o registro de arma de fogo, e não para o porte de arma. O presente requisito técnico visa atestar que o interessando possui conhecimentos básicos, teóricos e práticos, para o manuseio e uso de arma de fogo que se pretende adquirir. Não resta dúvida de que aquele que visa adquirir arma de fogo deve ao menos conhecer o funcionamento do instrumento bélico, bem como as normas de segurança sobre o uso e manuseio de arma de fogo. 5. O Superior Tribunal de Justiça, na Ação Penal 657/PB, teve a oportunidade de consignar que a Lei 10.826/2003 "não dispensa o respectivo registro de arma de fogo, não fazendo exceções quanto aos agentes que possuem autorização legal para o porte ou posse de arma". 6. A mens legis do Estatuto do Desarmamento sempre foi o de restringir o porte e a posse de armas de fogo, estabelecendo regras rígidas para este fim. Há também um procedimento rigoroso de registro e recadastramento de material bélico. 7. Recurso Especial provido.” (REsp 1327796/BA, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 28/04/2015, DJe 04/08/2015). “AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. POSSE DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO. CONSELHEIRO DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO. DENÚNCIA PELA PRÁTICA DO CRIME PREVISTO NO ART. 16 DA LEI N. 10.826/2003. 1 - Considera-se incurso no art. 16 da Lei n. 10.826/2003 aquele que detém a posse ou porte de arma de fogo de uso restrito sem autorização e em desacordo com determinação legal e regulamentar, sem registro, portanto, no Comandado do Exército, contrariamente ao que determina o art. 3º, parágrafo único, da Lei n. 10.826/2003 e os arts. 33 e 34 do Decreto n. 5.123/2004. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF 4. A capacidade técnica é um dos requisitos para o registro de arma de fogo, e não para o porte de arma. O presente requisito técnico visa atestar que o interessando possui conhecimentos básicos, teóricos e práticos, para o manuseio e uso de arma de fogo que se pretende adquirir. Não resta dúvida de que aquele que visa adquirir arma de fogo deve ao menos conhecer o funcionamento do instrumento bélico, bem como as normas de segurança sobre o uso e manuseio de arma de fogo. 5. O Superior Tribunal de Justiça, na Ação Penal 657/PB, teve a oportunidade de consignar que a Lei 10.826/2003 "não dispensa o respectivo registro de arma de fogo, não fazendo exceções quanto aos agentes que possuem autorização legal para o porte ou posse de arma". 6. A mens legis do Estatuto do Desarmamento sempre foi o de restringir o porte e a posse de armas de fogo, estabelecendo regras rígidas para este fim. Há também um procedimento rigoroso de registro e recadastramento de material bélico. 7. Recurso Especial provido.” (REsp 1327796/BA, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 28/04/2015, DJe 04/08/2015). “AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. POSSE DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO. CONSELHEIRO DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO. DENÚNCIA PELA PRÁTICA DO CRIME PREVISTO NO ART. 16 DA LEI N. 10.826/2003. 1 - Considera-se incurso no art. 16 da Lei n. 10.826/2003 aquele que detém a posse ou porte de arma de fogo de uso restrito sem autorização e em desacordo com determinação legal e regulamentar, sem registro, portanto, no Comandado do Exército, contrariamente ao que determina o art. 3º, parágrafo único, da Lei n. 10.826/2003 e os arts. 33 e 34 do Decreto n. 5.123/2004. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF 2 - Os magistrados, bem como aqueles que a eles se equiparam por força de lei, estão sujeitos à disciplina da Lei n. 10.826/2003 no diz respeito ao porte e posse de armas de fogo. 3 - Denúncia recebida por prática de delito previsto no art. 16 da Lei n. 10.826/2003.” (APn 657/PB, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, CORTE ESPECIAL, julgado em 18/05/2011, DJe 03/06/2011). Dessa forma, o aparente silêncio da lei relativamente aos magistrados não pode ser interpretado como se os dispensasse do registro, obrigação legal que incide sobre todos os brasileiros. A lei em nada altera o direito ao porte de armas, prerrogativa inerente à carreira, garantida pela própria LOMAN. Não há, no que tange à disciplina do registro de armas, reserva de lei complementar. É nesse sentido, isto é, de reconhecer que a obrigação é geral, que se deve ler o precedente firmado recentemente pelo e. Ministro Gilmar Mendes, quando do julgamento da AO 1.666, DJe 06.02.2018: “O manuseio e o emprego de arma de fogo demandam habilidade de ordem motora, especialmente para o aprimoramento das técnicas de tiro e manutenção da respectiva arma, bem como acerca do conhecimento das normas de segurança. Acerca do assunto, juntamos em anexo cópia da cartilha de armamento e tiro nos moldes estabelecidos pela Polícia Federal. O domínio das referidas disciplinas legitima e credencia o proprietário de arma de fogo, sob a perspectiva da habilidade técnica, a mantê-la em sua residência ou empresa, se for o responsável legal. Ainda, se o proprietário for titular da prerrogativa de porte de arma, o exame de capacidade técnica legitima o manuseio e possibilita a utilização segura da arma de fogo, de acordo com as diretrizes do Estatuto do 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF 2 - Os magistrados, bem como aqueles que a eles se equiparam por força de lei, estão sujeitos à disciplina da Lei n. 10.826/2003 no diz respeito ao porte e posse de armas de fogo. 3 - Denúncia recebida por prática de delito previsto no art. 16 da Lei n. 10.826/2003.” (APn 657/PB, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, CORTE ESPECIAL, julgado em 18/05/2011, DJe 03/06/2011). Dessa forma, o aparente silêncio da lei relativamente aos magistrados não pode ser interpretado como se os dispensasse do registro, obrigação legal que incide sobre todos os brasileiros. A lei em nada altera o direito ao porte de armas, prerrogativa inerente à carreira, garantida pela própria LOMAN. Não há, no que tange à disciplina do registro de armas, reserva de lei complementar. É nesse sentido, isto é, de reconhecer que a obrigação é geral, que se deve ler o precedente firmado recentemente pelo e. Ministro Gilmar Mendes, quando do julgamento da AO 1.666, DJe 06.02.2018: “O manuseio e o emprego de arma de fogo demandam habilidade de ordem motora, especialmente para o aprimoramento das técnicas de tiro e manutenção da respectiva arma, bem como acerca do conhecimento das normas de segurança. Acerca do assunto, juntamos em anexo cópia da cartilha de armamento e tiro nos moldes estabelecidos pela Polícia Federal. O domínio das referidas disciplinas legitima e credencia o proprietário de arma de fogo, sob a perspectiva da habilidade técnica, a mantê-la em sua residência ou empresa, se for o responsável legal. Ainda, se o proprietário for titular da prerrogativa de porte de arma, o exame de capacidade técnica legitima o manuseio e possibilita a utilização segura da arma de fogo, de acordo com as diretrizes do Estatuto do 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF Desarmamento. O exame de capacidade técnica proporciona ao proprietário de arma de fogo um conhecimento específico da arma que pretende adquirir ou renovar o respectivo certificado de registro. É a única oportunidade em que o Estado, através da Polícia Federal, tem contato com o proprietário de arma de fogo e, ao avaliá-lo, o habilita ao manuseio e emprego, com segurança, sob o ponto de vista técnico.” No mesmo sentido, Não é procedente, portanto, o argumento apresentado pela inicial no sentido de que somente a partir da publicação do Decreto 6.715/08 “é que passou a haver a exigência de comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para a aquisição de arma de fogo, de uso permitido, daqueles que possuem ‘porte de arma de fogo previsto em legislação própria’, no Regulamento da Lei do Desarmamento” (eDOC 1, p. 6). Não há silêncio eloquente na lei, nem há submissão dos magistrado a uma obrigação que a lei não exige. Tampouco há extrapolação dos limites regulamentares pelo Decreto e pela Instrução Normativa, os quais, como visto, limitaram-se a reconhecer, nos termos da própria legislação, que a carreira da magistratura submete-se às exigências administrativas disciplinadas por ela. Ante o exposto, julgo improcedente o pedido formulado pelas associações autoras, nos termos do art. 487, I, do Código de Processo Civil, prejudicado o agravo regimental.” Contra essa decisão as recorrentes interpuseram agravo sustentando a necessidade de julgamento colegiado da matéria em virtude de tratar-se de tema inédito na Corte. Apontam contradição da decisão impugnada na medida em que reconheceu que a lei do desarmamento não pretendeu restringir prerrogativas dos magistrado, mas manteve a exigência de testes e exames de capacidade técnica e de aptidão psicológica, o que, na visão 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF Desarmamento. O exame de capacidade técnica proporciona ao proprietário de arma de fogo um conhecimento específico da arma que pretende adquirir ou renovar o respectivo certificado de registro. É a única oportunidade em que o Estado, através da Polícia Federal, tem contato com o proprietário de arma de fogo e, ao avaliá-lo, o habilita ao manuseio e emprego, com segurança, sob o ponto de vista técnico.” No mesmo sentido, Não é procedente, portanto, o argumento apresentado pela inicial no sentido de que somente a partir da publicação do Decreto 6.715/08 “é que passou a haver a exigência de comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para a aquisição de arma de fogo, de uso permitido, daqueles que possuem ‘porte de arma de fogo previsto em legislação própria’, no Regulamento da Lei do Desarmamento” (eDOC 1, p. 6). Não há silêncio eloquente na lei, nem há submissão dos magistrado a uma obrigação que a lei não exige. Tampouco há extrapolação dos limites regulamentares pelo Decreto e pela Instrução Normativa, os quais, como visto, limitaram-se a reconhecer, nos termos da própria legislação, que a carreira da magistratura submete-se às exigências administrativas disciplinadas por ela. Ante o exposto, julgo improcedente o pedido formulado pelas associações autoras, nos termos do art. 487, I, do Código de Processo Civil, prejudicado o agravo regimental.” Contra essa decisão as recorrentes interpuseram agravo sustentando a necessidade de julgamento colegiado da matéria em virtude de tratar-se de tema inédito na Corte. Apontam contradição da decisão impugnada na medida em que reconheceu que a lei do desarmamento não pretendeu restringir prerrogativas dos magistrado, mas manteve a exigência de testes e exames de capacidade técnica e de aptidão psicológica, o que, na visão 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF dos recorrentes, restringem tais prerrogativas. Asseveram que “O artigo 6º da Lei do Desarmamento contempla, sim, hipótese de silêncio eloquente em face dos magistrados, quanto a submissão das condições impostas aos demais cidadãos para a aquisição, registro e porte de arma ” (eDOC 56, p.13). Alegam que somente no ano de 2008 passou a haver norma expressa determinando a submissão dos magistrados aos testes de capacidade técnica e aptidão psicológica, sustentando que o art. 33-A, introduzido na Lei do Desarmamento pelo Decreto 6.175/08, extrapolou a determinação legal, padecendo do vício da inconstitucionalidade. Entendem ser desproporcional submeter um magistrado, que precisa portar a arma apenas para defesa prévia, às mesmas exigências de um policial ou outro agente qualquer de segurança pública. A parte agravada, em contrarrazões, defende a manutenção da decisão agravada. Afirma, em síntese, que “(...) não há qualquer ilegalidade ou inconstitucionalidade nos atos normativos impugnados, uma vez que estes apenas conformam o exercício da prerrogativa prevista no art. 33, V, da LOMAN ao interesse público na preservação da segurança e da incolumidade públicas.” (eDOC 60, p.8). É o relatório. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF dos recorrentes, restringem tais prerrogativas. Asseveram que “O artigo 6º da Lei do Desarmamento contempla, sim, hipótese de silêncio eloquente em face dos magistrados, quanto a submissão das condições impostas aos demais cidadãos para a aquisição, registro e porte de arma ” (eDOC 56, p.13). Alegam que somente no ano de 2008 passou a haver norma expressa determinando a submissão dos magistrados aos testes de capacidade técnica e aptidão psicológica, sustentando que o art. 33-A, introduzido na Lei do Desarmamento pelo Decreto 6.175/08, extrapolou a determinação legal, padecendo do vício da inconstitucionalidade. Entendem ser desproporcional submeter um magistrado, que precisa portar a arma apenas para defesa prévia, às mesmas exigências de um policial ou outro agente qualquer de segurança pública. A parte agravada, em contrarrazões, defende a manutenção da decisão agravada. Afirma, em síntese, que “(...) não há qualquer ilegalidade ou inconstitucionalidade nos atos normativos impugnados, uma vez que estes apenas conformam o exercício da prerrogativa prevista no art. 33, V, da LOMAN ao interesse público na preservação da segurança e da incolumidade públicas.” (eDOC 60, p.8). É o relatório. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 24 Voto - MIN. EDSON FACHIN 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.280 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar os fundamentos da decisão recorrida. Inicialmente, ressalto que não procede a alegação quanto à impossibilidade de julgamento monocrático da ação, tendo em vista que o tema já foi por diversas vezes trazido à discussão nesta Corte e, em todas as oportunidades, decidiu-se de forma contrária ao pedido das autoras, fazendo incidir, portanto, a permissão contida no art. 21, § 1º, do RISTF. Nesse sentido, cito a AO 1930, de relatoria do Min. Alexandre de Moares, AO 2062, de relatoria do Min. Dias Toffoli e a AO 1666, de relatoria do Min. Gilmar Mendes. No mérito, reitero que o Estatuto do Desarmamento não objetivou restringir prerrogativas dos magistrados. Conforme demonstrado em sede monocrática, a Lei 10.826/2003 foi uma resposta dada pelo Estado e pela sociedade civil à escalada da violência e da criminalidade que existia à época e que, infelizmente, perdura até os dias atuais. Nesse sentido, visando regulamentar e controlar o comércio de arma de fogo no Brasil, o Estatuto do Desarmamento passou a exigir o registro da arma, estabelecendo, dentre outros requisito, a comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. Tais requisitos, nos termos do art. 4º do referido Estatuto, são aplicáveis a todos os interessados, cabendo somente à própria legislação excepcionar as exigência para o registro da arma, como efetivamente o fez, mas apenas para o interessado em adquirir arma de fogo de uso permitido que comprove estar autorizado a portar arma com as mesmas características daquela a ser adquirida (art. 4º, §8º da Lei 10.826/2003). Na mesma linha da decisão ora agravada, destaco a argumentação do Min. Alexandre de Moraes, no julgamento da AO 1930, publicada em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.280 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar os fundamentos da decisão recorrida. Inicialmente, ressalto que não procede a alegação quanto à impossibilidade de julgamento monocrático da ação, tendo em vista que o tema já foi por diversas vezes trazido à discussão nesta Corte e, em todas as oportunidades, decidiu-se de forma contrária ao pedido das autoras, fazendo incidir, portanto, a permissão contida no art. 21, § 1º, do RISTF. Nesse sentido, cito a AO 1930, de relatoria do Min. Alexandre de Moares, AO 2062, de relatoria do Min. Dias Toffoli e a AO 1666, de relatoria do Min. Gilmar Mendes. No mérito, reitero que o Estatuto do Desarmamento não objetivou restringir prerrogativas dos magistrados. Conforme demonstrado em sede monocrática, a Lei 10.826/2003 foi uma resposta dada pelo Estado e pela sociedade civil à escalada da violência e da criminalidade que existia à época e que, infelizmente, perdura até os dias atuais. Nesse sentido, visando regulamentar e controlar o comércio de arma de fogo no Brasil, o Estatuto do Desarmamento passou a exigir o registro da arma, estabelecendo, dentre outros requisito, a comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. Tais requisitos, nos termos do art. 4º do referido Estatuto, são aplicáveis a todos os interessados, cabendo somente à própria legislação excepcionar as exigência para o registro da arma, como efetivamente o fez, mas apenas para o interessado em adquirir arma de fogo de uso permitido que comprove estar autorizado a portar arma com as mesmas características daquela a ser adquirida (art. 4º, §8º da Lei 10.826/2003). Na mesma linha da decisão ora agravada, destaco a argumentação do Min. Alexandre de Moraes, no julgamento da AO 1930, publicada em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 24 Voto - MIN. EDSON FACHIN AO 2280 AGR / DF 18.09.2018. Confira-se: “Diante da realidade atual, em que se busca a diminuição da violência e a preservação da incolumidade física do cidadão, inclusive daquele autorizado a ter e portar arma de fogo, mostra-se razoável exigir da pessoa que queira adquirir e se manter proprietário de arma de fogo, conhecimento técnico mínimo das suas especificações e a aptidão para seu manuseio. E, dessa regra não há razões a excepcionar a figura do magistrado, até porque, embora tenha a prerrogativa funcional de portar arma de fogo, não milita em seu favor a presunção de que tenha conhecimento e aptidão para manuseá-la, como acontece com outras carreiras, tomando-se como exemplo integrantes da segurança pública. Vale lembrar que, quando do ingresso na magistratura, não se toma como requisito aptidão para o manuseio desse tipo de aparato bélico. Daí se inferir, inclusive, tratar-se de medida de proteção ao próprio magistrado que, devidamente capacitado, poderá desempenhar com segurança a prerrogativa do porte. Nem cabe o argumento, ainda, de que essa exigência administrativa para o registro e renovação do certificado respectivo atinja, em intensidade significativa, o desempenho da prerrogativa de porte de arma de fogo, prevista na mencionada Lei Orgânica da Magistratura por lhe impor obstáculo de difícil transposição. O teste para aferição de capacitação técnica, insista-se, exigido para a aquisição e registro de arma de fogo, não se mostra de difícil realização, notadamente considerando o acesso a cursos com essa finalidade oferecidos aos magistrados pelos órgãos da segurança pública.” Desse modo, também, não se vislumbra qualquer desproporcionalidade em exigir do magistrado que objetiva portar a arma apenas para defesa pessoal o exame de capacidade técnica e aptidão psicológica. A habilidade para o manuseio de arma de fogo possibilita a utilização segura e consciente da arma, impondo-se a qualquer pessoa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF 18.09.2018. Confira-se: “Diante da realidade atual, em que se busca a diminuição da violência e a preservação da incolumidade física do cidadão, inclusive daquele autorizado a ter e portar arma de fogo, mostra-se razoável exigir da pessoa que queira adquirir e se manter proprietário de arma de fogo, conhecimento técnico mínimo das suas especificações e a aptidão para seu manuseio. E, dessa regra não há razões a excepcionar a figura do magistrado, até porque, embora tenha a prerrogativa funcional de portar arma de fogo, não milita em seu favor a presunção de que tenha conhecimento e aptidão para manuseá-la, como acontece com outras carreiras, tomando-se como exemplo integrantes da segurança pública. Vale lembrar que, quando do ingresso na magistratura, não se toma como requisito aptidão para o manuseio desse tipo de aparato bélico. Daí se inferir, inclusive, tratar-se de medida de proteção ao próprio magistrado que, devidamente capacitado, poderá desempenhar com segurança a prerrogativa do porte. Nem cabe o argumento, ainda, de que essa exigência administrativa para o registro e renovação do certificado respectivo atinja, em intensidade significativa, o desempenho da prerrogativa de porte de arma de fogo, prevista na mencionada Lei Orgânica da Magistratura por lhe impor obstáculo de difícil transposição. O teste para aferição de capacitação técnica, insista-se, exigido para a aquisição e registro de arma de fogo, não se mostra de difícil realização, notadamente considerando o acesso a cursos com essa finalidade oferecidos aos magistrados pelos órgãos da segurança pública.” Desse modo, também, não se vislumbra qualquer desproporcionalidade em exigir do magistrado que objetiva portar a arma apenas para defesa pessoal o exame de capacidade técnica e aptidão psicológica. A habilidade para o manuseio de arma de fogo possibilita a utilização segura e consciente da arma, impondo-se a qualquer pessoa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 24 Voto - MIN. EDSON FACHIN AO 2280 AGR / DF que, por dever de ofício ou não, utilize ou queira utilizar arma de fogo. Conforme ressaltado pelo Min. Alexandre de Moraes, a prerrogativa funcional do magistrado de portar arma de fogo não pressupõe a efetiva habilidade e conhecimento para utilizá-la. Cito, ainda, na mesma linha, trechos de decisões do Min. Dias Toffoli e da Min. Ellen Gracie que evidenciam a necessidade de capacidade técnica e psicológica para o manuseio de arma de fogo. Confira: “Entendo que a exigência de registro do artefato ultrapassa a esfera funcional do magistrado, pois as condicionantes para tanto previstas em lei específica (v.g. demonstração de capacidade técnica) revestem-se de eminente valor assecuratório tanto do membro que irá portar tal instrumento (que, por sua natureza, requer extrema prudência) quanto para a sociedade, de maneira geral, em atenção ao brocardo da segurança pública. Em termos práticos, não se desconhece que a inclusão do direito de portar armas na Lei Orgânica da Magistratura guarda, de certo, íntima relação com a proteção que se deve assegurar àquele que, em qualquer matéria, deve decidir com liberdade de pensamento e em cumprimento à lei, mesmo nas mais delicadas situações. É, portanto, proteção pessoal, mas também funcional. Há todavia riscos inevitáveis inerentes ao porte e ao uso de arma de fogo, não havendo como negar a necessidade de cautelas especiais, para que o uso desse direito não acarrete graves consequências danosas a pessoas inocentes e aos próprios usuários das armas, aos quais se quis garantir proteção. Não vislumbro, portanto, qualquer desarrazoabilidade na exigência legal de registro de arma de fogo também por magistrados.” (AO 2062, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, publicado em 25.04.2018) “Em que pesem as rigorosas exigências do certame para ingresso na Magistratura, os Juízes em geral, diferentemente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF que, por dever de ofício ou não, utilize ou queira utilizar arma de fogo. Conforme ressaltado pelo Min. Alexandre de Moraes, a prerrogativa funcional do magistrado de portar arma de fogo não pressupõe a efetiva habilidade e conhecimento para utilizá-la. Cito, ainda, na mesma linha, trechos de decisões do Min. Dias Toffoli e da Min. Ellen Gracie que evidenciam a necessidade de capacidade técnica e psicológica para o manuseio de arma de fogo. Confira: “Entendo que a exigência de registro do artefato ultrapassa a esfera funcional do magistrado, pois as condicionantes para tanto previstas em lei específica (v.g. demonstração de capacidade técnica) revestem-se de eminente valor assecuratório tanto do membro que irá portar tal instrumento (que, por sua natureza, requer extrema prudência) quanto para a sociedade, de maneira geral, em atenção ao brocardo da segurança pública. Em termos práticos, não se desconhece que a inclusão do direito de portar armas na Lei Orgânica da Magistratura guarda, de certo, íntima relação com a proteção que se deve assegurar àquele que, em qualquer matéria, deve decidir com liberdade de pensamento e em cumprimento à lei, mesmo nas mais delicadas situações. É, portanto, proteção pessoal, mas também funcional. Há todavia riscos inevitáveis inerentes ao porte e ao uso de arma de fogo, não havendo como negar a necessidade de cautelas especiais, para que o uso desse direito não acarrete graves consequências danosas a pessoas inocentes e aos próprios usuários das armas, aos quais se quis garantir proteção. Não vislumbro, portanto, qualquer desarrazoabilidade na exigência legal de registro de arma de fogo também por magistrados.” (AO 2062, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, publicado em 25.04.2018) “Em que pesem as rigorosas exigências do certame para ingresso na Magistratura, os Juízes em geral, diferentemente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 24 Voto - MIN. EDSON FACHIN AO 2280 AGR / DF dos policiais, não são submetidos a treinamento ou exame de capacidade técnica para manuseio de arma de fogo. O manuseio e o emprego de arma de fogo demandam habilidade de ordem motora, especialmente para o aprimoramento das técnicas de tiro e manutenção da respectiva arma, bem como acerca do conhecimento das normas de segurança. Acerca do assunto, juntamos em anexo cópia da cartilha de armamento e tiro nos moldes estabelecidos pela Polícia Federal. O domínio das referidas disciplinas legitima e credencia o proprietário de arma de fogo, sob a perspectiva da habilidade técnica, a mantê- la em sua residência ou empresa, se for o responsável legal. Ainda, se o proprietário for titular da prerrogativa de porte de arma, o exame de capacidade técnica legitima o manuseio e possibilita a utilização segura da arma de fogo, de acordo com as diretrizes do Estatuto do Desarmamento. O exame de capacidade técnica proporciona ao proprietário de arma de fogo um conhecimento específico da arma que pretende adquirir ou renovar o respectivo certificado de registro. É a única oportunidade em que o Estado, através da Polícia Federal, tem contato com o proprietário de arma de fogo e, ao avaliá-lo, o habilita ao manuseio e emprego, com segurança, sob o ponto de vista técnico. Com efeito, os magistrados submetem-se a situações de risco, decorrentes do exercício de suas funções na diuturna atividade jurisdicional, sobretudo aqueles que enfrentam, na seara criminal ou cível, a criminalidade organizada. A decisão administrativa de condicionar a aquisição e renovação de registro de arma de fogo contida no artigo 6º, parágrafo 7º, da Instrução Normativa nº 23/2005 teve por fundamento proteger os Magistrados, na medida em que vislumbra o risco à integridade física decorrente do múnus que exercem, bem como reconhece que esse risco tende a aumentar se os Magistrados não se submeterem a periódico treinamento, ao menos, através da realizaA decisão administrativa de condicionar a aquisição e renovação de registro de arma de fogo contida no artigo 6º, parágrafo 7º, da Instrução Normativa nº 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF dos policiais, não são submetidos a treinamento ou exame de capacidade técnica para manuseio de arma de fogo. O manuseio e o emprego de arma de fogo demandam habilidade de ordem motora, especialmente para o aprimoramento das técnicas de tiro e manutenção da respectiva arma, bem como acerca do conhecimento das normas de segurança. Acerca do assunto, juntamos em anexo cópia da cartilha de armamento e tiro nos moldes estabelecidos pela Polícia Federal. O domínio das referidas disciplinas legitima e credencia o proprietário de arma de fogo, sob a perspectiva da habilidade técnica, a mantê- la em sua residência ou empresa, se for o responsável legal. Ainda, se o proprietário for titular da prerrogativa de porte de arma, o exame de capacidade técnica legitima o manuseio e possibilita a utilização segura da arma de fogo, de acordo com as diretrizes do Estatuto do Desarmamento. O exame de capacidade técnica proporciona ao proprietário de arma de fogo um conhecimento específico da arma que pretende adquirir ou renovar o respectivo certificado de registro. É a única oportunidade em que o Estado, através da Polícia Federal, tem contato com o proprietário de arma de fogo e, ao avaliá-lo, o habilita ao manuseio e emprego, com segurança, sob o ponto de vista técnico. Com efeito, os magistrados submetem-se a situações de risco, decorrentes do exercício de suas funções na diuturna atividade jurisdicional, sobretudo aqueles que enfrentam, na seara criminal ou cível, a criminalidade organizada. A decisão administrativa de condicionar a aquisição e renovação de registro de arma de fogo contida no artigo 6º, parágrafo 7º, da Instrução Normativa nº 23/2005 teve por fundamento proteger os Magistrados, na medida em que vislumbra o risco à integridade física decorrente do múnus que exercem, bem como reconhece que esse risco tende a aumentar se os Magistrados não se submeterem a periódico treinamento, ao menos, através da realizaA decisão administrativa de condicionar a aquisição e renovação de registro de arma de fogo contida no artigo 6º, parágrafo 7º, da Instrução Normativa nº 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 24 Voto - MIN. EDSON FACHIN AO 2280 AGR / DF 23/2005 teve por fundamento proteger os Magistrados, na medida em que vislumbra o risco à integridade física decorrente do múnus que exercem, bem como reconhece que esse risco tende a aumentar se os Magistrados não se submeterem a periódico treinamento, ao menos, através da realização do exame de capacidade técnica. Na verdade, qualquer usuário de arma de fogo sem o devido treinamento, na falsa sensação de segurança, tem o risco de assistir a reversão, contra si próprio, das adversidades do potencial lesivo de sua própria arma. Nesse contexto, a Academia Nacional de Polícia Federal vem realizando convênios com Tribunais de todo o país com o objetivo de aprimorar os Magistrados nas técnicas de tiro, normas de segurança e manutenção de arma de fogo. Ainda, a Polícia Federal vem colocando à disposição dos Magistrados de todo o país, sem qualquer ônus, os policiais de seu quadro especializado em instrução de tiro para capacitá-los através de treinamentos de tiro e da realização de exame de capacidade técnica." (AO 1429 MC, Relator(a): Min. PRESIDENTE, Decisão Proferida pelo(a) Ministro(a) ELLEN GRACIE, julgado em 12/01/2007) Reitero, por fim, que o Estatuto do Desarmamento não altera a prerrogativa do magistrado quanto ao porte de armas, garantido pela LOMAN, assentando que o registro da arma é obrigação legal e geral, não havendo espaço para que se interprete o silêncio da lei relativamente aos magistrados como sendo um permissivo para que os mesmos sejam excepcionados de uma regra a todos imposta. Ante o exposto e, em conformidade com as decisões proferidas na AO 1930, Rel. Min. Alexandre de Moares, AO 2062, Rel. Min. Dias Toffoli e a AO 1666, Rel. Min. Gilmar Mendes, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF 23/2005 teve por fundamento proteger os Magistrados, na medida em que vislumbra o risco à integridade física decorrente do múnus que exercem, bem como reconhece que esse risco tende a aumentar se os Magistrados não se submeterem a periódico treinamento, ao menos, através da realização do exame de capacidade técnica. Na verdade, qualquer usuário de arma de fogo sem o devido treinamento, na falsa sensação de segurança, tem o risco de assistir a reversão, contra si próprio, das adversidades do potencial lesivo de sua própria arma. Nesse contexto, a Academia Nacional de Polícia Federal vem realizando convênios com Tribunais de todo o país com o objetivo de aprimorar os Magistrados nas técnicas de tiro, normas de segurança e manutenção de arma de fogo. Ainda, a Polícia Federal vem colocando à disposição dos Magistrados de todo o país, sem qualquer ônus, os policiais de seu quadro especializado em instrução de tiro para capacitá-los através de treinamentos de tiro e da realização de exame de capacidade técnica." (AO 1429 MC, Relator(a): Min. PRESIDENTE, Decisão Proferida pelo(a) Ministro(a) ELLEN GRACIE, julgado em 12/01/2007) Reitero, por fim, que o Estatuto do Desarmamento não altera a prerrogativa do magistrado quanto ao porte de armas, garantido pela LOMAN, assentando que o registro da arma é obrigação legal e geral, não havendo espaço para que se interprete o silêncio da lei relativamente aos magistrados como sendo um permissivo para que os mesmos sejam excepcionados de uma regra a todos imposta. Ante o exposto e, em conformidade com as decisões proferidas na AO 1930, Rel. Min. Alexandre de Moares, AO 2062, Rel. Min. Dias Toffoli e a AO 1666, Rel. Min. Gilmar Mendes, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 24 Extrato de Ata - 12/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.280 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO (07077/DF, 53357/GO) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4863-1DB3-A169-A204 e senha 1317-548F-AA00-52E2 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.280 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO (07077/DF, 53357/GO) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4863-1DB3-A169-A204 e senha 1317-548F-AA00-52E2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 24
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749428394
2019-03-12T00:00:00
2019-03-25T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO ORIGINÁRIA. MAGISTRADO. PRERROGATIVA DO ART. 33, V, DA LOMAN. PORTE DE ARMA DE FOGO PARA DEFESA PESSOAL. ESTATUTO DO DESARMAMENTO. EXIGÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE CAPACIDADE TÉCNICA E APTIDÃO PSICOLÓGICA. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. Os requisitos para a aquisição de arma de fogo estabelecidos pelo Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003) são aplicáveis a todos os interessados, cabendo somente à própria legislação excepcionar tais exigências. 2. O aparente silêncio da lei relativamente aos magistrados não pode ser interpretado como se os dispensasse do registro, obrigação legal que incide sobre todos os brasileiros. Não há silêncio eloquente na lei nem há submissão dos magistrado a uma obrigação que a lei não exige. 3. A prerrogativa funcional do magistrado quanto ao porte de arma de fogo (art. 33, V, da LOMAN) não pressupõe a efetiva habilidade e conhecimento para utilizá-la, necessitando, portanto, comprovar possuir capacidade técnica e aptidão psicológica. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur400628
- Decisões monocráticas citadas: (PORTE DE ARMA, MAGISTRADO) AO 1429 MC, AO 1666, AO 1930, AO 2062. Número de páginas: 24. Análise: 14/05/2019, KBP.
EDSON FACHIN
Tribunal Pleno
2280
[ "LEG-FED LCP-000035 ANO-1979\n ART-00033 INC-00005\n LOMAN-1979 LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-010826 ANO-2003\n ART-00004 PAR-00008\n ED-2003 ESTATUTO DO DESARMAMENTO\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
AO-AgR
acordaos
AO 2280 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.280 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO ORIGINÁRIA. MAGISTRADO. PRERROGATIVA DO ART. 33, V, DA LOMAN. PORTE DE ARMA DE FOGO PARA DEFESA PESSOAL. ESTATUTO DO DESARMAMENTO. EXIGÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE CAPACIDADE TÉCNICA E APTIDÃO PSICOLÓGICA. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. Os requisitos para a aquisição de arma de fogo estabelecidos pelo Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003) são aplicáveis a todos os interessados, cabendo somente à própria legislação excepcionar tais exigências. 2. O aparente silêncio da lei relativamente aos magistrados não pode ser interpretado como se os dispensasse do registro, obrigação legal que incide sobre todos os brasileiros. Não há silêncio eloquente na lei nem há submissão dos magistrado a uma obrigação que a lei não exige. 3. A prerrogativa funcional do magistrado quanto ao porte de arma de fogo (art. 33, V, da LOMAN) não pressupõe a efetiva habilidade e conhecimento para utilizá-la, necessitando, portanto, comprovar possuir capacidade técnica e aptidão psicológica. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária virtual de 1... a 11 de março de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9086-A039-5F82-04A1 e senha 63CF-4D4B-6CAF-AB2A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 24 Ementa e Acórdão AO 2280 AGR / DF conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9086-A039-5F82-04A1 e senha 63CF-4D4B-6CAF-AB2A Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9086-A039-5F82-04A1 e senha 63CF-4D4B-6CAF-AB2A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 24 Relatório 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.280 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (Relator): Trata-se de agravo em face de decisão monocrática em que se julgou improcedente o pedido formulado na Ação Originária, no seguinte sentido: “DECISÃO: A Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – ANAMATRA e a Associação dos Juízes Federais do Brasil – AJUFE impetram ação originária declaratória, com pedido de tutela de evidência e urgência, em face da Instrução Normativa n. 023/2005-DG-DOF, de 01.09.2005, expedida pelo Diretor-Geral da Polícia Federal, e do Regulamento da Lei do Desarmamento (art. 33-A introduzido pelo Decreto 6.715/08), os quais teriam passado a exigir dos magistrados a comprovação de capacidade técnica de manuseio de arma de fogo e a comprovação de aptidão psicológica para a aquisição, registro e renovação de porte de arma de fogo. Alegam as autoras que a Lei 10.826, de 2003 (Lei do Desarmamento), em seu art. 6..., excepcionou de seu âmbito de incidência os casos previstos em legislação própria, como ocorre, segundo defendem, com a carreira da magistratura. Afirmam que o primeiro regulamento da lei, editado por meio do Decreto 5.123/2004, não impôs as exigências relativas à comprovação de capacidade técnica e a comprovação de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.280 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (Relator): Trata-se de agravo em face de decisão monocrática em que se julgou improcedente o pedido formulado na Ação Originária, no seguinte sentido: “DECISÃO: A Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – ANAMATRA e a Associação dos Juízes Federais do Brasil – AJUFE impetram ação originária declaratória, com pedido de tutela de evidência e urgência, em face da Instrução Normativa n. 023/2005-DG-DOF, de 01.09.2005, expedida pelo Diretor-Geral da Polícia Federal, e do Regulamento da Lei do Desarmamento (art. 33-A introduzido pelo Decreto 6.715/08), os quais teriam passado a exigir dos magistrados a comprovação de capacidade técnica de manuseio de arma de fogo e a comprovação de aptidão psicológica para a aquisição, registro e renovação de porte de arma de fogo. Alegam as autoras que a Lei 10.826, de 2003 (Lei do Desarmamento), em seu art. 6..., excepcionou de seu âmbito de incidência os casos previstos em legislação própria, como ocorre, segundo defendem, com a carreira da magistratura. Afirmam que o primeiro regulamento da lei, editado por meio do Decreto 5.123/2004, não impôs as exigências relativas à comprovação de capacidade técnica e a comprovação de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF aptidão psicológicas, que constam, para os demais casos, do art. 4... da Lei do Desarmamento. Aduzem, porém, que, por conta da Instrução Normativa n. 023/2005, em seu art. 6..., § 7..., o Departamento de Polícia Federal teria submetido os membros da magistratura à comprovação de capacidade técnica de aptidão psicológica. O dispositivo impugnado tem o seguinte teor: “Art. 6... Para o requerimento e expedição da Autorização para Aquisição de Arma de Fogo de uso Permitido por Pessoa Física, deverão ocorrer os seguintes procedimentos: (...) § 7... Os Magistrados e os membros do Ministério Público, em razão do contido nas suas respectivas leis orgânicas, deverão apresentar o formulário padrão - Anexo I, devidamente preenchido e assinado, com duas fotos recentes no tamanho 3X4, cópia da identidade funcional e o comprovante de capacidade técnica para manuseio de arma de fogo.” Sustentam, ainda, que (eDOC 1, p. 6): “Talvez tentando conferir alguma fundamentação para essa inovação legislativa contida na Instrução Normativa do DPF, veio o Presidente da República a editar o Decreto 6.715/08, que alterou o Regulamento da Lei do Desarmamento (Decreto 5.123/04) para inserir o art. 33-A com o seguinte texto, passando aí sim a estabelecer a obrigação de comprovação daquele que detinha porte de arma “em legislação própria” aos requisitos do artigo 4... da Lei do Desarmamento.” O art. 33-A do Decreto 5.123/04 tem a seguinte redação: “Art. 33-A. A autorização para o porte de arma de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF aptidão psicológicas, que constam, para os demais casos, do art. 4... da Lei do Desarmamento. Aduzem, porém, que, por conta da Instrução Normativa n. 023/2005, em seu art. 6..., § 7..., o Departamento de Polícia Federal teria submetido os membros da magistratura à comprovação de capacidade técnica de aptidão psicológica. O dispositivo impugnado tem o seguinte teor: “Art. 6... Para o requerimento e expedição da Autorização para Aquisição de Arma de Fogo de uso Permitido por Pessoa Física, deverão ocorrer os seguintes procedimentos: (...) § 7... Os Magistrados e os membros do Ministério Público, em razão do contido nas suas respectivas leis orgânicas, deverão apresentar o formulário padrão - Anexo I, devidamente preenchido e assinado, com duas fotos recentes no tamanho 3X4, cópia da identidade funcional e o comprovante de capacidade técnica para manuseio de arma de fogo.” Sustentam, ainda, que (eDOC 1, p. 6): “Talvez tentando conferir alguma fundamentação para essa inovação legislativa contida na Instrução Normativa do DPF, veio o Presidente da República a editar o Decreto 6.715/08, que alterou o Regulamento da Lei do Desarmamento (Decreto 5.123/04) para inserir o art. 33-A com o seguinte texto, passando aí sim a estabelecer a obrigação de comprovação daquele que detinha porte de arma “em legislação própria” aos requisitos do artigo 4... da Lei do Desarmamento.” O art. 33-A do Decreto 5.123/04 tem a seguinte redação: “Art. 33-A. A autorização para o porte de arma de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF fogo previsto em legislação própria, na forma do caput do art. 6... da Lei no 10.826, de 2003, está condicionada ao atendimento dos requisitos previstos no inciso III do caput do art. 4... da mencionada Lei. (introduzido pelo Decreto n. 6.715, de 2008)”. A justificar a ilegalidade dos atos, alegam que a Lei 12.694/2012, que submeteu os servidores do Poder Judiciário à Lei do Desarmamento, foi silente quanto à inclusão dos magistrados, razão pela qual, invocando o “silêncio eloquente” do legislador, dever-se-ia reconhecer que “todo e qualquer diploma infra-legal editado antes da Lei n. 12.694/2012 (…) teria sido revogado por essa lei” (eDOC 1, p. 11). Aduzem, ainda, que o art. 33-A extrapola a disciplina legal, razão pela qual seria, em seu entender, um decreto autônomo. Sustentam, porém, que, ao extrapolar os lindes da legislação, o decreto teria afrontado o disposto no art. 84, IV, da CRFB, porquanto os decretos destinar-se-iam apenas à fiel execução da lei. Defendem que “a prerrogativa contida no art. 33, V, da LOMAN não pode ser restringida por uma lei ordinária (e já se demonstrou que a Lei do Desarmamento não fez essa restrição)” (eDOC 1, p. 16), isso porque as normas da LOMAN só poderiam ser regulamentadas, segundo seu entender, por lei de iniciativa do próprio Poder Judiciário ou por normas regimentais dos Tribunais ou do Conselho Nacional de Justiça. Narram que, por meio de pedido administrativo, tais argumentos foram suscitados ao Departamento de Polícia Federal que teria se recusados a reconhecer a prerrogativa do art. 33, V, da LOMAN. Invocam o precedente da Reclamação 11.323, julgada por este Supremo Tribunal Federal, assim como diversos outros precedentes para justificar a presença dos requisitos necessários à concessão da tutela de evidência. A subsidiar a tutela de urgência, afirmam que “o constrangimento ilegal está se sucedendo dia a dia perante os 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF fogo previsto em legislação própria, na forma do caput do art. 6... da Lei no 10.826, de 2003, está condicionada ao atendimento dos requisitos previstos no inciso III do caput do art. 4... da mencionada Lei. (introduzido pelo Decreto n. 6.715, de 2008)”. A justificar a ilegalidade dos atos, alegam que a Lei 12.694/2012, que submeteu os servidores do Poder Judiciário à Lei do Desarmamento, foi silente quanto à inclusão dos magistrados, razão pela qual, invocando o “silêncio eloquente” do legislador, dever-se-ia reconhecer que “todo e qualquer diploma infra-legal editado antes da Lei n. 12.694/2012 (…) teria sido revogado por essa lei” (eDOC 1, p. 11). Aduzem, ainda, que o art. 33-A extrapola a disciplina legal, razão pela qual seria, em seu entender, um decreto autônomo. Sustentam, porém, que, ao extrapolar os lindes da legislação, o decreto teria afrontado o disposto no art. 84, IV, da CRFB, porquanto os decretos destinar-se-iam apenas à fiel execução da lei. Defendem que “a prerrogativa contida no art. 33, V, da LOMAN não pode ser restringida por uma lei ordinária (e já se demonstrou que a Lei do Desarmamento não fez essa restrição)” (eDOC 1, p. 16), isso porque as normas da LOMAN só poderiam ser regulamentadas, segundo seu entender, por lei de iniciativa do próprio Poder Judiciário ou por normas regimentais dos Tribunais ou do Conselho Nacional de Justiça. Narram que, por meio de pedido administrativo, tais argumentos foram suscitados ao Departamento de Polícia Federal que teria se recusados a reconhecer a prerrogativa do art. 33, V, da LOMAN. Invocam o precedente da Reclamação 11.323, julgada por este Supremo Tribunal Federal, assim como diversos outros precedentes para justificar a presença dos requisitos necessários à concessão da tutela de evidência. A subsidiar a tutela de urgência, afirmam que “o constrangimento ilegal está se sucedendo dia a dia perante os 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF magistrados que precisam exercitar a prerrogativa do porte de arma para defesa pessoal” (eDOC 1, p. 34). Por essas razões, requerem, a tutela de urgência e evidência para o fim de suspender a eficácia das normas que estão impedindo o exercício regular da prerrogativa prevista no inciso V, do art. 33 da LOMAN, a fim de permitir que os magistrados possam realizar a aquisição, o registro e renovação de porte de arma de fogo, com dispensa da exigência de atestado de capacidade técnica e aptidão psicológica. No mérito, requerem a procedência da ação “para o fim de, mantendo a tutela antecipada, proclamar a ilegalidade e inconstitucionalidade incidental do § 7... do art. 6... da IN n. 23/05 e do art. 33-A do Regulamento da Lei do Desarmamento, para o fim de declarar o direito dos magistrados de realizar a aquisição, o registro e a renovação de porte de arma de fogo, de sorte a assegurar o porte de arma para defesa pessoal, nos termos previstos no Estatuto da Magistratura, sem a necessidade de serem submetidos a testes de capacidade técnica e aptidão psicológica” (eDOC 1, p. 35). A antecipação da tutela foi indeferida (eDOC 37). Em nova manifestação, as autoras interpuseram agravo interno em que sustentam, em síntese, que os argumentos acolhidos para o indeferimento da liminar não se justificam. A União, em contestação, aduz haver inadequação da via eleita, porquanto, segundo alega, a ação ordinária foi utilizada como sucedâneo de ação direta de inconstitucionalidade. Sustenta, ainda, ser necessária a apresentação da relação de substituídos, conforme decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 612.043. No mérito, aduz ser improcedente o pedido. Cita recente decisão proferida pelo e. Ministro Gilmar, no julgamento da AO n. 1.666, para afirmar que os atos normativos impugnados “apenas conformam o exercício da prerrogativa prevista no art. 33, V, da LOMAN ao interesse pública na preservação da segurança e da incolumidade públicas” (eDOC 48, p. 13). Distingue porte da aquisição e registro de armas e defende que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF magistrados que precisam exercitar a prerrogativa do porte de arma para defesa pessoal” (eDOC 1, p. 34). Por essas razões, requerem, a tutela de urgência e evidência para o fim de suspender a eficácia das normas que estão impedindo o exercício regular da prerrogativa prevista no inciso V, do art. 33 da LOMAN, a fim de permitir que os magistrados possam realizar a aquisição, o registro e renovação de porte de arma de fogo, com dispensa da exigência de atestado de capacidade técnica e aptidão psicológica. No mérito, requerem a procedência da ação “para o fim de, mantendo a tutela antecipada, proclamar a ilegalidade e inconstitucionalidade incidental do § 7... do art. 6... da IN n. 23/05 e do art. 33-A do Regulamento da Lei do Desarmamento, para o fim de declarar o direito dos magistrados de realizar a aquisição, o registro e a renovação de porte de arma de fogo, de sorte a assegurar o porte de arma para defesa pessoal, nos termos previstos no Estatuto da Magistratura, sem a necessidade de serem submetidos a testes de capacidade técnica e aptidão psicológica” (eDOC 1, p. 35). A antecipação da tutela foi indeferida (eDOC 37). Em nova manifestação, as autoras interpuseram agravo interno em que sustentam, em síntese, que os argumentos acolhidos para o indeferimento da liminar não se justificam. A União, em contestação, aduz haver inadequação da via eleita, porquanto, segundo alega, a ação ordinária foi utilizada como sucedâneo de ação direta de inconstitucionalidade. Sustenta, ainda, ser necessária a apresentação da relação de substituídos, conforme decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 612.043. No mérito, aduz ser improcedente o pedido. Cita recente decisão proferida pelo e. Ministro Gilmar, no julgamento da AO n. 1.666, para afirmar que os atos normativos impugnados “apenas conformam o exercício da prerrogativa prevista no art. 33, V, da LOMAN ao interesse pública na preservação da segurança e da incolumidade públicas” (eDOC 48, p. 13). Distingue porte da aquisição e registro de armas e defende que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF a LOMAN não poderia afastar as exigências estabelecidas para a aquisição e registro. Finalmente, adverte que a Lei 12.694/2012 não poderia ter revogado norma anterior aplicável aos magistrados, porquanto ela se destina a regular o porte de servidores dos quadros pessoais dos tribunais do Poder Judiciário. Com esses argumentos requereu a improcedência dos pedidos iniciais. Em manifestação relativa ao agravo regimental interposto, defendeu a União a manutenção da decisão que indeferiu a medida liminar. É, em síntese, o relatório. Decido. Inicialmente, consigno que, adstrita a controvérsia a questões de direito, é cabível o julgamento antecipado do pedido nos termos do art. 355, I, do Código de Processo Civil. A União alega preliminares relativas à inadequação da via eleita, entendendo, para tanto, ser cabível a ação direta de inconstitucionalidade, e a necessidade de apresentação do rol dos eventuais representados. A preliminar de inadequação é improcedente. Quando da decisão que indeferiu a tutela antecipada, rememorei que o Plenário desta Corte assentara a competência do Tribunal para conhecer originariamente das ações tendentes a assegurar a prerrogativa da magistratura garantida no art. 33, V, da LOMAN (Rcl 11.323, Rel. Ministra Rosa Weber, Relator para o Acórdão Min. Teori Zavascki, Pleno, DJe 31.07.2015). Nos termos em que ventilado o pedido inicial, embora haja pedido de declaração de inconstitucionalidade de ato normativo, ele é apenas incidental, no sentido de ser um antecedente lógico ao bem imediato visado, a saber, o exercício de prerrogativa funcional. A ação ostenta, pois, nítida feição mandamental. Sendo da competência do Tribunal o seu conhecimento, por força do disposto no art. 102, I, “n”, da CRFB, não subsiste a preliminar suscitada pela União. No que tange à segunda preliminar, é preciso advertir que, embora tenha natureza mandamental, não é de mandado de segurança que se cuida, daí por que não se poderia cogitar 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF a LOMAN não poderia afastar as exigências estabelecidas para a aquisição e registro. Finalmente, adverte que a Lei 12.694/2012 não poderia ter revogado norma anterior aplicável aos magistrados, porquanto ela se destina a regular o porte de servidores dos quadros pessoais dos tribunais do Poder Judiciário. Com esses argumentos requereu a improcedência dos pedidos iniciais. Em manifestação relativa ao agravo regimental interposto, defendeu a União a manutenção da decisão que indeferiu a medida liminar. É, em síntese, o relatório. Decido. Inicialmente, consigno que, adstrita a controvérsia a questões de direito, é cabível o julgamento antecipado do pedido nos termos do art. 355, I, do Código de Processo Civil. A União alega preliminares relativas à inadequação da via eleita, entendendo, para tanto, ser cabível a ação direta de inconstitucionalidade, e a necessidade de apresentação do rol dos eventuais representados. A preliminar de inadequação é improcedente. Quando da decisão que indeferiu a tutela antecipada, rememorei que o Plenário desta Corte assentara a competência do Tribunal para conhecer originariamente das ações tendentes a assegurar a prerrogativa da magistratura garantida no art. 33, V, da LOMAN (Rcl 11.323, Rel. Ministra Rosa Weber, Relator para o Acórdão Min. Teori Zavascki, Pleno, DJe 31.07.2015). Nos termos em que ventilado o pedido inicial, embora haja pedido de declaração de inconstitucionalidade de ato normativo, ele é apenas incidental, no sentido de ser um antecedente lógico ao bem imediato visado, a saber, o exercício de prerrogativa funcional. A ação ostenta, pois, nítida feição mandamental. Sendo da competência do Tribunal o seu conhecimento, por força do disposto no art. 102, I, “n”, da CRFB, não subsiste a preliminar suscitada pela União. No que tange à segunda preliminar, é preciso advertir que, embora tenha natureza mandamental, não é de mandado de segurança que se cuida, daí por que não se poderia cogitar 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF da aplicação do disposto no art. 5..., LXX, da CRFB. Noutras palavras, não é hipótese de substituição processual, mas de simples representação. Assim, ante a qualidade de representante processual, a ação produzirá efeitos apenas em relação aos representados processuais das associações autoras, conforme precedente firmado no Recurso Extraordinário 612.043, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJe 05.10.2017: “Beneficiários do título executivo, no caso de ação proposta por associação, são aqueles que, residentes na área compreendida na jurisdição do órgão julgador, detinha, antes do ajuizamento, a condição de filiados e constaram da lista apresentada com a peça inicial”. Registre-se, no entanto, que as autoras trouxeram em aditamento à inicial a lista de seus filiados, razão pela qual inexiste óbice para o julgamento da presente demanda. No mérito, não assiste razão jurídica às autoras. O cerne do argumento apresentado consiste na alegação de que “a prerrogativa contida no art. 33, V, da LOMAN não pode ser restringida por uma lei ordinária (e já se demonstrou que a Lei do Desarmamento não fez essa restrição)” (eDOC 1, p. 16). Conquanto correta a afirmação no que tange à reserva de lei complementar, não objetivou o Estatuto do Desarmamento restringir prerrogativa dos magistrados. Com efeito, quando esta Corte examinou a constitucionalidade da Lei 10.826, o então Relator Ministro Ricardo Lewandowski assentou que: “Principio afirmando que a análise da higidez constitucional da Lei 10.826, de 22 de dezembro de 2003, denominada Estatuto do Desarmamento, deve ter em conta o disposto no art. 5..., caput , da Constituição Federal, que garante aos brasileiros e estrangeiros residentes no País o direito à segurança, ao lado do direito à vida e à propriedade, quiçá como uma de suas mais importantes pré-condições. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF da aplicação do disposto no art. 5..., LXX, da CRFB. Noutras palavras, não é hipótese de substituição processual, mas de simples representação. Assim, ante a qualidade de representante processual, a ação produzirá efeitos apenas em relação aos representados processuais das associações autoras, conforme precedente firmado no Recurso Extraordinário 612.043, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJe 05.10.2017: “Beneficiários do título executivo, no caso de ação proposta por associação, são aqueles que, residentes na área compreendida na jurisdição do órgão julgador, detinha, antes do ajuizamento, a condição de filiados e constaram da lista apresentada com a peça inicial”. Registre-se, no entanto, que as autoras trouxeram em aditamento à inicial a lista de seus filiados, razão pela qual inexiste óbice para o julgamento da presente demanda. No mérito, não assiste razão jurídica às autoras. O cerne do argumento apresentado consiste na alegação de que “a prerrogativa contida no art. 33, V, da LOMAN não pode ser restringida por uma lei ordinária (e já se demonstrou que a Lei do Desarmamento não fez essa restrição)” (eDOC 1, p. 16). Conquanto correta a afirmação no que tange à reserva de lei complementar, não objetivou o Estatuto do Desarmamento restringir prerrogativa dos magistrados. Com efeito, quando esta Corte examinou a constitucionalidade da Lei 10.826, o então Relator Ministro Ricardo Lewandowski assentou que: “Principio afirmando que a análise da higidez constitucional da Lei 10.826, de 22 de dezembro de 2003, denominada Estatuto do Desarmamento, deve ter em conta o disposto no art. 5..., caput , da Constituição Federal, que garante aos brasileiros e estrangeiros residentes no País o direito à segurança, ao lado do direito à vida e à propriedade, quiçá como uma de suas mais importantes pré-condições. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF Como desdobramento desse preceito, num outro plano, o art. 144 da Carta Magna, estabelece que a segurança pública constitui dever do Estado e, ao mesmo tempo, direito e responsabilidade de todos, sendo exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Trata-se, pois, de um direito de primeira grandeza, cuja concretização exige constante e eficaz mobilização de recursos humanos e materiais por parte do Estado. O dever estatal concernente à segurança pública não é exercido de forma aleatória, mas através de instituições permanentes e, idealmente, segundo uma política criminal, com objetivos de curto, médio e longo prazo, suficientemente flexível para responder às circunstâncias cambiantes de cada momento histórico. Nesse sentido, observo que a edição do Estatuto do Desarmamento, que resultou da conjugação da vontade política do Executivo com a do Legislativo, representou uma resposta do Estado e da sociedade civil à situação de extrema gravidade pela qual passava – e ainda passa - o País, no tocante ao assustador aumento da violência e da criminalidade, notadamente em relação ao dramático incremento do número de mortes por armas de fogo entre os jovens. A preocupação com tema tão importante encontra repercussão também no âmbito da comunidade internacional, cumprindo destacar que a Organização das Nações Unidas, após conferência realizada em Nova Iorque, entre 9 e 20 de julho de 2001, lançou o “Programa de Ação para Prevenir, Combater e Erradicar o Comércio Ilícito de Armas de Pequeno Porte e Armamentos Leves em todos os seus Aspectos” (UN Document A/CONF, 192/15). O Brasil vem colaborando com os esforços da ONU nesse campo, lembrando-se que o Congresso Nacional, aprovou, em data recente, por meio do Decreto Legislativo 36, de 2006, o texto do “Protocolo contra a fabricação e o 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF Como desdobramento desse preceito, num outro plano, o art. 144 da Carta Magna, estabelece que a segurança pública constitui dever do Estado e, ao mesmo tempo, direito e responsabilidade de todos, sendo exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Trata-se, pois, de um direito de primeira grandeza, cuja concretização exige constante e eficaz mobilização de recursos humanos e materiais por parte do Estado. O dever estatal concernente à segurança pública não é exercido de forma aleatória, mas através de instituições permanentes e, idealmente, segundo uma política criminal, com objetivos de curto, médio e longo prazo, suficientemente flexível para responder às circunstâncias cambiantes de cada momento histórico. Nesse sentido, observo que a edição do Estatuto do Desarmamento, que resultou da conjugação da vontade política do Executivo com a do Legislativo, representou uma resposta do Estado e da sociedade civil à situação de extrema gravidade pela qual passava – e ainda passa - o País, no tocante ao assustador aumento da violência e da criminalidade, notadamente em relação ao dramático incremento do número de mortes por armas de fogo entre os jovens. A preocupação com tema tão importante encontra repercussão também no âmbito da comunidade internacional, cumprindo destacar que a Organização das Nações Unidas, após conferência realizada em Nova Iorque, entre 9 e 20 de julho de 2001, lançou o “Programa de Ação para Prevenir, Combater e Erradicar o Comércio Ilícito de Armas de Pequeno Porte e Armamentos Leves em todos os seus Aspectos” (UN Document A/CONF, 192/15). O Brasil vem colaborando com os esforços da ONU nesse campo, lembrando-se que o Congresso Nacional, aprovou, em data recente, por meio do Decreto Legislativo 36, de 2006, o texto do “Protocolo contra a fabricação e o 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF tráfico ilícito de armas de fogo, suas peças e componentes e munições, complementando a Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, adotado pela Assembléia-Geral, em 31 de maio de 2001, e assinado pelo Brasil em 11 de julho de 2001.” (ADI 3112, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 02/05/2007, DJe-131 DIVULG 25-10-2007 PUBLIC 26-10-2007 DJ 26-10- 2007 PP-00028 EMENT VOL-02295-03 PP-00386 RTJ VOL- 00206-02 PP-00538) Como forma de se garantir esses objetivos, o Estatuto do Desarmamento passou a exigir o registro da arma de fogo com vistas a: (i) identificar as características e a propriedade de armas de fogo; (ii) cadastrar as armas de fogo produzidas, importadas e vendidas no País; (iii) cadastrar as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal; (iv) cadastrar as transferências de propriedade, entre outras finalidades previstas no art. 2... da Lei 10.826/2003. O registro “autoriza o proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio, ou dependência desses, ou, ainda, no seu local de trabalho, desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa”, conforme dicção do art. 5..., caput, do Estatuto. Para ter acesso ao registro, são necessárias a comprovação de idoneidade, a apresentação de documento comprobatório de ocupação lícita e residência certa e a comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. O porte de arma, por sua vez, é, como regra, proibido. O porte só é possível aos integrantes das carreiras integrantes do rol estabelecido no art. 6... do Estatuto do Desarmamento e, bem assim, daquelas cuja prerrogativa tenha sido estabelecida em lei geral editada pela União. Nesse sentido, este Tribunal tem reconhecido a inconstitucionalidade de leis estaduais que, a pretexto de regulamentar carreiras locais, concedem 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF tráfico ilícito de armas de fogo, suas peças e componentes e munições, complementando a Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, adotado pela Assembléia-Geral, em 31 de maio de 2001, e assinado pelo Brasil em 11 de julho de 2001.” (ADI 3112, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 02/05/2007, DJe-131 DIVULG 25-10-2007 PUBLIC 26-10-2007 DJ 26-10- 2007 PP-00028 EMENT VOL-02295-03 PP-00386 RTJ VOL- 00206-02 PP-00538) Como forma de se garantir esses objetivos, o Estatuto do Desarmamento passou a exigir o registro da arma de fogo com vistas a: (i) identificar as características e a propriedade de armas de fogo; (ii) cadastrar as armas de fogo produzidas, importadas e vendidas no País; (iii) cadastrar as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações expedidas pela Polícia Federal; (iv) cadastrar as transferências de propriedade, entre outras finalidades previstas no art. 2... da Lei 10.826/2003. O registro “autoriza o proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio, ou dependência desses, ou, ainda, no seu local de trabalho, desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa”, conforme dicção do art. 5..., caput, do Estatuto. Para ter acesso ao registro, são necessárias a comprovação de idoneidade, a apresentação de documento comprobatório de ocupação lícita e residência certa e a comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. O porte de arma, por sua vez, é, como regra, proibido. O porte só é possível aos integrantes das carreiras integrantes do rol estabelecido no art. 6... do Estatuto do Desarmamento e, bem assim, daquelas cuja prerrogativa tenha sido estabelecida em lei geral editada pela União. Nesse sentido, este Tribunal tem reconhecido a inconstitucionalidade de leis estaduais que, a pretexto de regulamentar carreiras locais, concedem 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF prerrogativa incompatível com a competência constitucionalmente atribuída à União para “autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico” (art. 21, VI, da CRFB). Confiram-se: “Ementa: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DIREITO CONSTITUCIONAL. LEI 6.968/1996, ALTERADA PELA LEI 7.111/1997, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE. AUTORIZAÇÃO DE PORTE DE ARMA PARA AUDITORES FISCAIS DO TESOURO ESTADUAL. PRELIMINARES REJEITADAS. USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DA UNIÃO. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. Cabe à União, nos termos do art. 21, VI; e 22, I, da Constituição, a definição dos requisitos para a concessão do porte de arma de fogo e dos possíveis titulares de tal direito, inclusive no que se refere a servidores públicos estaduais ou municipais, em prol da uniformidade da regulamentação do tema no país, questão afeta a políticas de segurança pública de âmbito nacional (Precedentes: ADI 2.729, Rel. Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, DJe de 11/2/2014; ADI 2.035-MC/RJ, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTI, Tribunal Pleno, DJ de 4/8/2000; ADI 3.112, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJ de 26/10/2007; AI 189.433-AGR/RJ, Segunda Turma, DJ de 21/11/1997; HC 113.592, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 2... Turma, DJ de 3/2/2014). 2. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (ADI 4962, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 12/04/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-080 DIVULG 24-04-2018 PUBLIC 25-04-2018) “COMPETÊNCIA NORMATIVA – ESTADO- MEMBRO – REMISSÃO A LEI FEDERAL. A técnica da remissão a lei federal, tomando-se de empréstimo 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF prerrogativa incompatível com a competência constitucionalmente atribuída à União para “autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico” (art. 21, VI, da CRFB). Confiram-se: “Ementa: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DIREITO CONSTITUCIONAL. LEI 6.968/1996, ALTERADA PELA LEI 7.111/1997, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE. AUTORIZAÇÃO DE PORTE DE ARMA PARA AUDITORES FISCAIS DO TESOURO ESTADUAL. PRELIMINARES REJEITADAS. USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DA UNIÃO. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. Cabe à União, nos termos do art. 21, VI; e 22, I, da Constituição, a definição dos requisitos para a concessão do porte de arma de fogo e dos possíveis titulares de tal direito, inclusive no que se refere a servidores públicos estaduais ou municipais, em prol da uniformidade da regulamentação do tema no país, questão afeta a políticas de segurança pública de âmbito nacional (Precedentes: ADI 2.729, Rel. Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, DJe de 11/2/2014; ADI 2.035-MC/RJ, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTI, Tribunal Pleno, DJ de 4/8/2000; ADI 3.112, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJ de 26/10/2007; AI 189.433-AGR/RJ, Segunda Turma, DJ de 21/11/1997; HC 113.592, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 2... Turma, DJ de 3/2/2014). 2. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (ADI 4962, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 12/04/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-080 DIVULG 24-04-2018 PUBLIC 25-04-2018) “COMPETÊNCIA NORMATIVA – ESTADO- MEMBRO – REMISSÃO A LEI FEDERAL. A técnica da remissão a lei federal, tomando-se de empréstimo 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF preceitos nela contidos, pressupõe a possibilidade de o estado legislar, de modo originário, sobre a matéria. COMPETÊNCIA NORMATIVA – ARMAS DE FOGO – APREENSÃO E DESTINAÇÃO. Cumpre à União disciplinar, de forma exclusiva, a destinação de armas de fogo apreendidas. Considerações e precedentes.” (ADI 3193, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 09/05/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-151 DIVULG 05-08-2013 PUBLIC 06- 08-2013). A autorização legal para o porte, por sua vez, não dispensa os integrantes das carreiras indicadas no art. 6... da Lei. Ao contrário, a dispensa foi expressamente prevista apenas para os integrantes de algumas carreiras, nos termos do §4... do art. 6... do Estatuto do Desarmamento: “§ 4... Os integrantes das Forças Armadas, das polícias federais e estaduais e do Distrito Federal, bem como os militares dos Estados e do Distrito Federal, ao exercerem o direito descrito no art. 4..., ficam dispensados do cumprimento do disposto nos incisos I, II e III do mesmo artigo, na forma do regulamento desta Lei.” Para as demais carreiras, os requisitos relativos à comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo permanecem válidos, conforme previsão constante do §2... do art. 6...: “§ 2... A autorização para o porte de arma de fogo aos integrantes das instituições descritas nos incisos V, VI, VII e X do caput deste artigo está condicionada à comprovação do requisito a que se refere o inciso III do caput do art. 4... desta Lei nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei.” 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF preceitos nela contidos, pressupõe a possibilidade de o estado legislar, de modo originário, sobre a matéria. COMPETÊNCIA NORMATIVA – ARMAS DE FOGO – APREENSÃO E DESTINAÇÃO. Cumpre à União disciplinar, de forma exclusiva, a destinação de armas de fogo apreendidas. Considerações e precedentes.” (ADI 3193, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 09/05/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-151 DIVULG 05-08-2013 PUBLIC 06- 08-2013). A autorização legal para o porte, por sua vez, não dispensa os integrantes das carreiras indicadas no art. 6... da Lei. Ao contrário, a dispensa foi expressamente prevista apenas para os integrantes de algumas carreiras, nos termos do §4... do art. 6... do Estatuto do Desarmamento: “§ 4... Os integrantes das Forças Armadas, das polícias federais e estaduais e do Distrito Federal, bem como os militares dos Estados e do Distrito Federal, ao exercerem o direito descrito no art. 4..., ficam dispensados do cumprimento do disposto nos incisos I, II e III do mesmo artigo, na forma do regulamento desta Lei.” Para as demais carreiras, os requisitos relativos à comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo permanecem válidos, conforme previsão constante do §2... do art. 6...: “§ 2... A autorização para o porte de arma de fogo aos integrantes das instituições descritas nos incisos V, VI, VII e X do caput deste artigo está condicionada à comprovação do requisito a que se refere o inciso III do caput do art. 4... desta Lei nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei.” 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF Noutras palavras, nos termos em que redigida a lei, os requisitos para o registro, aplicáveis, de acordo com o art. 4... do Estatuto do Desarmamento, a todos os interessados, somente podem ser excepcionados nos casos expressamente indicados pela própria legislação. O direito ao porte não dispensa o proprietário do cumprimento dos requisitos relativos ao registro, salvo nos casos em que a lei assim o definir. Tal conclusão pode ser dessumida da especificidade do registro, compreendido como obrigação legal imposta com vistas a controlar o comércio de armas de fogo. De fato, o controle de armas é promovido, nos termos da legislação, pelo registro e pela limitação do porte. Apenas a lei poderia autorizar o porte e apenas a lei pode dispensar as exigências para o registro. Nesse sentido, em comentários ao Estatuto do Desarmamento, Ângelo Fernando Facciolli defende que: “Mesmo as categorias civis com tratamento especial não deve ser dispensadas da realização de testes de capacitação técnica, como são os magistrados, os promotores/ procuradores de justiça e os fiscais da Receita Federal do Brasil”. (FACCIOLLI, Ângelo Fernando. Lei das Armas de Fogo – Lei 10.826/03. 8... edição. Curitiba: Editora Juruá, 2015, p. 90). Isso porque, segundo adverte o mesmo autor: “O porte confere habilitação (técnico-psicológica) ao uso da arma. É autorização administrativa pura, sujeita à revogação inclusive, de acordo com critérios de conveniência e oportunidade. Esse tipo de concessão especial não é eterno; não se trata de licença. Mesmo os magistrados, promotores, militares podem ter o porte cassado ou suspenso, desde que devidamente justificado.” (Idem, p. 69-70). 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF Noutras palavras, nos termos em que redigida a lei, os requisitos para o registro, aplicáveis, de acordo com o art. 4... do Estatuto do Desarmamento, a todos os interessados, somente podem ser excepcionados nos casos expressamente indicados pela própria legislação. O direito ao porte não dispensa o proprietário do cumprimento dos requisitos relativos ao registro, salvo nos casos em que a lei assim o definir. Tal conclusão pode ser dessumida da especificidade do registro, compreendido como obrigação legal imposta com vistas a controlar o comércio de armas de fogo. De fato, o controle de armas é promovido, nos termos da legislação, pelo registro e pela limitação do porte. Apenas a lei poderia autorizar o porte e apenas a lei pode dispensar as exigências para o registro. Nesse sentido, em comentários ao Estatuto do Desarmamento, Ângelo Fernando Facciolli defende que: “Mesmo as categorias civis com tratamento especial não deve ser dispensadas da realização de testes de capacitação técnica, como são os magistrados, os promotores/ procuradores de justiça e os fiscais da Receita Federal do Brasil”. (FACCIOLLI, Ângelo Fernando. Lei das Armas de Fogo – Lei 10.826/03. 8... edição. Curitiba: Editora Juruá, 2015, p. 90). Isso porque, segundo adverte o mesmo autor: “O porte confere habilitação (técnico-psicológica) ao uso da arma. É autorização administrativa pura, sujeita à revogação inclusive, de acordo com critérios de conveniência e oportunidade. Esse tipo de concessão especial não é eterno; não se trata de licença. Mesmo os magistrados, promotores, militares podem ter o porte cassado ou suspenso, desde que devidamente justificado.” (Idem, p. 69-70). 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF Também é essa a orientação mais recente do Superior Tribunal de Justiça: “É típica e antijurídica a conduta de policial civil que, mesmo autorizado a portar ou possuir arma de fogo, não observa as imposições legais previstas no estatuto do Desarmamento, que impõem registro das armas no órgão competente.” (RHC 70.141/RJ, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 07/02/2017, DJe 16/02/2017). “ADMINISTRATIVO. REGISTRO DE ARMA DE FOGO. COMPROVAÇÃO DE CAPACIDADE TÉCNICA. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. NECESSIDADE. PORTE E REGISTRO. DISTINÇÃO. 1. O Estatuto do Desarmamento estabelece que o registro do material bélico é obrigatório, nos órgãos competentes (art. 3... da Lei 10.826/2003) proibindo o porte de arma em todo o território nacional, salvo para os casos previstos em legislação própria (art. 6... da Lei 10.826/2003). 2. A Lei 10.826/2003 condiciona a aquisição de arma de fogo e a expedição do respectivo registro ao cumprimento de requisitos dispostos no art. 4... da referida lei. Segundo o art. 4..., III, do Estatuto do Desarmamento, para o registro de arma de fogo é necessário, entre outros requisitos, que o interessado comprove capacidade técnica para o manuseio de arma de fogo, atestada na forma disposta no regulamento da Lei 10.826/2003. 3. A Lei 8.625/1993 (Lei Orgânica Nacional do Ministério Público) garante o porte de arma, independentemente de qualquer ato formal de licença ou autorização (art. 42), com similar prerrogativa aos magistrados (art. 33 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional). 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF Também é essa a orientação mais recente do Superior Tribunal de Justiça: “É típica e antijurídica a conduta de policial civil que, mesmo autorizado a portar ou possuir arma de fogo, não observa as imposições legais previstas no estatuto do Desarmamento, que impõem registro das armas no órgão competente.” (RHC 70.141/RJ, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 07/02/2017, DJe 16/02/2017). “ADMINISTRATIVO. REGISTRO DE ARMA DE FOGO. COMPROVAÇÃO DE CAPACIDADE TÉCNICA. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. NECESSIDADE. PORTE E REGISTRO. DISTINÇÃO. 1. O Estatuto do Desarmamento estabelece que o registro do material bélico é obrigatório, nos órgãos competentes (art. 3... da Lei 10.826/2003) proibindo o porte de arma em todo o território nacional, salvo para os casos previstos em legislação própria (art. 6... da Lei 10.826/2003). 2. A Lei 10.826/2003 condiciona a aquisição de arma de fogo e a expedição do respectivo registro ao cumprimento de requisitos dispostos no art. 4... da referida lei. Segundo o art. 4..., III, do Estatuto do Desarmamento, para o registro de arma de fogo é necessário, entre outros requisitos, que o interessado comprove capacidade técnica para o manuseio de arma de fogo, atestada na forma disposta no regulamento da Lei 10.826/2003. 3. A Lei 8.625/1993 (Lei Orgânica Nacional do Ministério Público) garante o porte de arma, independentemente de qualquer ato formal de licença ou autorização (art. 42), com similar prerrogativa aos magistrados (art. 33 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional). 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF 4. A capacidade técnica é um dos requisitos para o registro de arma de fogo, e não para o porte de arma. O presente requisito técnico visa atestar que o interessando possui conhecimentos básicos, teóricos e práticos, para o manuseio e uso de arma de fogo que se pretende adquirir. Não resta dúvida de que aquele que visa adquirir arma de fogo deve ao menos conhecer o funcionamento do instrumento bélico, bem como as normas de segurança sobre o uso e manuseio de arma de fogo. 5. O Superior Tribunal de Justiça, na Ação Penal 657/PB, teve a oportunidade de consignar que a Lei 10.826/2003 "não dispensa o respectivo registro de arma de fogo, não fazendo exceções quanto aos agentes que possuem autorização legal para o porte ou posse de arma". 6. A mens legis do Estatuto do Desarmamento sempre foi o de restringir o porte e a posse de armas de fogo, estabelecendo regras rígidas para este fim. Há também um procedimento rigoroso de registro e recadastramento de material bélico. 7. Recurso Especial provido.” (REsp 1327796/BA, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 28/04/2015, DJe 04/08/2015). “AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. POSSE DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO. CONSELHEIRO DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO. DENÚNCIA PELA PRÁTICA DO CRIME PREVISTO NO ART. 16 DA LEI N. 10.826/2003. 1 - Considera-se incurso no art. 16 da Lei n. 10.826/2003 aquele que detém a posse ou porte de arma de fogo de uso restrito sem autorização e em desacordo com determinação legal e regulamentar, sem registro, portanto, no Comandado do Exército, contrariamente ao que determina o art. 3..., parágrafo único, da Lei n. 10.826/2003 e os arts. 33 e 34 do Decreto n. 5.123/2004. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF 4. A capacidade técnica é um dos requisitos para o registro de arma de fogo, e não para o porte de arma. O presente requisito técnico visa atestar que o interessando possui conhecimentos básicos, teóricos e práticos, para o manuseio e uso de arma de fogo que se pretende adquirir. Não resta dúvida de que aquele que visa adquirir arma de fogo deve ao menos conhecer o funcionamento do instrumento bélico, bem como as normas de segurança sobre o uso e manuseio de arma de fogo. 5. O Superior Tribunal de Justiça, na Ação Penal 657/PB, teve a oportunidade de consignar que a Lei 10.826/2003 "não dispensa o respectivo registro de arma de fogo, não fazendo exceções quanto aos agentes que possuem autorização legal para o porte ou posse de arma". 6. A mens legis do Estatuto do Desarmamento sempre foi o de restringir o porte e a posse de armas de fogo, estabelecendo regras rígidas para este fim. Há também um procedimento rigoroso de registro e recadastramento de material bélico. 7. Recurso Especial provido.” (REsp 1327796/BA, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 28/04/2015, DJe 04/08/2015). “AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. POSSE DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO. CONSELHEIRO DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO. DENÚNCIA PELA PRÁTICA DO CRIME PREVISTO NO ART. 16 DA LEI N. 10.826/2003. 1 - Considera-se incurso no art. 16 da Lei n. 10.826/2003 aquele que detém a posse ou porte de arma de fogo de uso restrito sem autorização e em desacordo com determinação legal e regulamentar, sem registro, portanto, no Comandado do Exército, contrariamente ao que determina o art. 3..., parágrafo único, da Lei n. 10.826/2003 e os arts. 33 e 34 do Decreto n. 5.123/2004. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF 2 - Os magistrados, bem como aqueles que a eles se equiparam por força de lei, estão sujeitos à disciplina da Lei n. 10.826/2003 no diz respeito ao porte e posse de armas de fogo. 3 - Denúncia recebida por prática de delito previsto no art. 16 da Lei n. 10.826/2003.” (APn 657/PB, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, CORTE ESPECIAL, julgado em 18/05/2011, DJe 03/06/2011). Dessa forma, o aparente silêncio da lei relativamente aos magistrados não pode ser interpretado como se os dispensasse do registro, obrigação legal que incide sobre todos os brasileiros. A lei em nada altera o direito ao porte de armas, prerrogativa inerente à carreira, garantida pela própria LOMAN. Não há, no que tange à disciplina do registro de armas, reserva de lei complementar. É nesse sentido, isto é, de reconhecer que a obrigação é geral, que se deve ler o precedente firmado recentemente pelo e. Ministro Gilmar Mendes, quando do julgamento da AO 1.666, DJe 06.02.2018: “O manuseio e o emprego de arma de fogo demandam habilidade de ordem motora, especialmente para o aprimoramento das técnicas de tiro e manutenção da respectiva arma, bem como acerca do conhecimento das normas de segurança. Acerca do assunto, juntamos em anexo cópia da cartilha de armamento e tiro nos moldes estabelecidos pela Polícia Federal. O domínio das referidas disciplinas legitima e credencia o proprietário de arma de fogo, sob a perspectiva da habilidade técnica, a mantê-la em sua residência ou empresa, se for o responsável legal. Ainda, se o proprietário for titular da prerrogativa de porte de arma, o exame de capacidade técnica legitima o manuseio e possibilita a utilização segura da arma de fogo, de acordo com as diretrizes do Estatuto do 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF 2 - Os magistrados, bem como aqueles que a eles se equiparam por força de lei, estão sujeitos à disciplina da Lei n. 10.826/2003 no diz respeito ao porte e posse de armas de fogo. 3 - Denúncia recebida por prática de delito previsto no art. 16 da Lei n. 10.826/2003.” (APn 657/PB, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, CORTE ESPECIAL, julgado em 18/05/2011, DJe 03/06/2011). Dessa forma, o aparente silêncio da lei relativamente aos magistrados não pode ser interpretado como se os dispensasse do registro, obrigação legal que incide sobre todos os brasileiros. A lei em nada altera o direito ao porte de armas, prerrogativa inerente à carreira, garantida pela própria LOMAN. Não há, no que tange à disciplina do registro de armas, reserva de lei complementar. É nesse sentido, isto é, de reconhecer que a obrigação é geral, que se deve ler o precedente firmado recentemente pelo e. Ministro Gilmar Mendes, quando do julgamento da AO 1.666, DJe 06.02.2018: “O manuseio e o emprego de arma de fogo demandam habilidade de ordem motora, especialmente para o aprimoramento das técnicas de tiro e manutenção da respectiva arma, bem como acerca do conhecimento das normas de segurança. Acerca do assunto, juntamos em anexo cópia da cartilha de armamento e tiro nos moldes estabelecidos pela Polícia Federal. O domínio das referidas disciplinas legitima e credencia o proprietário de arma de fogo, sob a perspectiva da habilidade técnica, a mantê-la em sua residência ou empresa, se for o responsável legal. Ainda, se o proprietário for titular da prerrogativa de porte de arma, o exame de capacidade técnica legitima o manuseio e possibilita a utilização segura da arma de fogo, de acordo com as diretrizes do Estatuto do 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF Desarmamento. O exame de capacidade técnica proporciona ao proprietário de arma de fogo um conhecimento específico da arma que pretende adquirir ou renovar o respectivo certificado de registro. É a única oportunidade em que o Estado, através da Polícia Federal, tem contato com o proprietário de arma de fogo e, ao avaliá-lo, o habilita ao manuseio e emprego, com segurança, sob o ponto de vista técnico.” No mesmo sentido, Não é procedente, portanto, o argumento apresentado pela inicial no sentido de que somente a partir da publicação do Decreto 6.715/08 “é que passou a haver a exigência de comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para a aquisição de arma de fogo, de uso permitido, daqueles que possuem ‘porte de arma de fogo previsto em legislação própria’, no Regulamento da Lei do Desarmamento” (eDOC 1, p. 6). Não há silêncio eloquente na lei, nem há submissão dos magistrado a uma obrigação que a lei não exige. Tampouco há extrapolação dos limites regulamentares pelo Decreto e pela Instrução Normativa, os quais, como visto, limitaram-se a reconhecer, nos termos da própria legislação, que a carreira da magistratura submete-se às exigências administrativas disciplinadas por ela. Ante o exposto, julgo improcedente o pedido formulado pelas associações autoras, nos termos do art. 487, I, do Código de Processo Civil, prejudicado o agravo regimental.” Contra essa decisão as recorrentes interpuseram agravo sustentando a necessidade de julgamento colegiado da matéria em virtude de tratar-se de tema inédito na Corte. Apontam contradição da decisão impugnada na medida em que reconheceu que a lei do desarmamento não pretendeu restringir prerrogativas dos magistrado, mas manteve a exigência de testes e exames de capacidade técnica e de aptidão psicológica, o que, na visão 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF Desarmamento. O exame de capacidade técnica proporciona ao proprietário de arma de fogo um conhecimento específico da arma que pretende adquirir ou renovar o respectivo certificado de registro. É a única oportunidade em que o Estado, através da Polícia Federal, tem contato com o proprietário de arma de fogo e, ao avaliá-lo, o habilita ao manuseio e emprego, com segurança, sob o ponto de vista técnico.” No mesmo sentido, Não é procedente, portanto, o argumento apresentado pela inicial no sentido de que somente a partir da publicação do Decreto 6.715/08 “é que passou a haver a exigência de comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para a aquisição de arma de fogo, de uso permitido, daqueles que possuem ‘porte de arma de fogo previsto em legislação própria’, no Regulamento da Lei do Desarmamento” (eDOC 1, p. 6). Não há silêncio eloquente na lei, nem há submissão dos magistrado a uma obrigação que a lei não exige. Tampouco há extrapolação dos limites regulamentares pelo Decreto e pela Instrução Normativa, os quais, como visto, limitaram-se a reconhecer, nos termos da própria legislação, que a carreira da magistratura submete-se às exigências administrativas disciplinadas por ela. Ante o exposto, julgo improcedente o pedido formulado pelas associações autoras, nos termos do art. 487, I, do Código de Processo Civil, prejudicado o agravo regimental.” Contra essa decisão as recorrentes interpuseram agravo sustentando a necessidade de julgamento colegiado da matéria em virtude de tratar-se de tema inédito na Corte. Apontam contradição da decisão impugnada na medida em que reconheceu que a lei do desarmamento não pretendeu restringir prerrogativas dos magistrado, mas manteve a exigência de testes e exames de capacidade técnica e de aptidão psicológica, o que, na visão 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 24 Relatório AO 2280 AGR / DF dos recorrentes, restringem tais prerrogativas. Asseveram que “O artigo 6... da Lei do Desarmamento contempla, sim, hipótese de silêncio eloquente em face dos magistrados, quanto a submissão das condições impostas aos demais cidadãos para a aquisição, registro e porte de arma ” (eDOC 56, p.13). Alegam que somente no ano de 2008 passou a haver norma expressa determinando a submissão dos magistrados aos testes de capacidade técnica e aptidão psicológica, sustentando que o art. 33-A, introduzido na Lei do Desarmamento pelo Decreto 6.175/08, extrapolou a determinação legal, padecendo do vício da inconstitucionalidade. Entendem ser desproporcional submeter um magistrado, que precisa portar a arma apenas para defesa prévia, às mesmas exigências de um policial ou outro agente qualquer de segurança pública. A parte agravada, em contrarrazões, defende a manutenção da decisão agravada. Afirma, em síntese, que “(...) não há qualquer ilegalidade ou inconstitucionalidade nos atos normativos impugnados, uma vez que estes apenas conformam o exercício da prerrogativa prevista no art. 33, V, da LOMAN ao interesse público na preservação da segurança e da incolumidade públicas.” (eDOC 60, p.8). É o relatório. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF dos recorrentes, restringem tais prerrogativas. Asseveram que “O artigo 6... da Lei do Desarmamento contempla, sim, hipótese de silêncio eloquente em face dos magistrados, quanto a submissão das condições impostas aos demais cidadãos para a aquisição, registro e porte de arma ” (eDOC 56, p.13). Alegam que somente no ano de 2008 passou a haver norma expressa determinando a submissão dos magistrados aos testes de capacidade técnica e aptidão psicológica, sustentando que o art. 33-A, introduzido na Lei do Desarmamento pelo Decreto 6.175/08, extrapolou a determinação legal, padecendo do vício da inconstitucionalidade. Entendem ser desproporcional submeter um magistrado, que precisa portar a arma apenas para defesa prévia, às mesmas exigências de um policial ou outro agente qualquer de segurança pública. A parte agravada, em contrarrazões, defende a manutenção da decisão agravada. Afirma, em síntese, que “(...) não há qualquer ilegalidade ou inconstitucionalidade nos atos normativos impugnados, uma vez que estes apenas conformam o exercício da prerrogativa prevista no art. 33, V, da LOMAN ao interesse público na preservação da segurança e da incolumidade públicas.” (eDOC 60, p.8). É o relatório. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4191-953F-771C-7BF0 e senha CF9E-8F73-4C85-92D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 24 Voto - MIN. EDSON FACHIN 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.280 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar os fundamentos da decisão recorrida. Inicialmente, ressalto que não procede a alegação quanto à impossibilidade de julgamento monocrático da ação, tendo em vista que o tema já foi por diversas vezes trazido à discussão nesta Corte e, em todas as oportunidades, decidiu-se de forma contrária ao pedido das autoras, fazendo incidir, portanto, a permissão contida no art. 21, § 1..., do RISTF. Nesse sentido, cito a AO 1930, de relatoria do Min. Alexandre de Moares, AO 2062, de relatoria do Min. Dias Toffoli e a AO 1666, de relatoria do Min. Gilmar Mendes. No mérito, reitero que o Estatuto do Desarmamento não objetivou restringir prerrogativas dos magistrados. Conforme demonstrado em sede monocrática, a Lei 10.826/2003 foi uma resposta dada pelo Estado e pela sociedade civil à escalada da violência e da criminalidade que existia à época e que, infelizmente, perdura até os dias atuais. Nesse sentido, visando regulamentar e controlar o comércio de arma de fogo no Brasil, o Estatuto do Desarmamento passou a exigir o registro da arma, estabelecendo, dentre outros requisito, a comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. Tais requisitos, nos termos do art. 4... do referido Estatuto, são aplicáveis a todos os interessados, cabendo somente à própria legislação excepcionar as exigência para o registro da arma, como efetivamente o fez, mas apenas para o interessado em adquirir arma de fogo de uso permitido que comprove estar autorizado a portar arma com as mesmas características daquela a ser adquirida (art. 4..., §8... da Lei 10.826/2003). Na mesma linha da decisão ora agravada, destaco a argumentação do Min. Alexandre de Moraes, no julgamento da AO 1930, publicada em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.280 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar os fundamentos da decisão recorrida. Inicialmente, ressalto que não procede a alegação quanto à impossibilidade de julgamento monocrático da ação, tendo em vista que o tema já foi por diversas vezes trazido à discussão nesta Corte e, em todas as oportunidades, decidiu-se de forma contrária ao pedido das autoras, fazendo incidir, portanto, a permissão contida no art. 21, § 1..., do RISTF. Nesse sentido, cito a AO 1930, de relatoria do Min. Alexandre de Moares, AO 2062, de relatoria do Min. Dias Toffoli e a AO 1666, de relatoria do Min. Gilmar Mendes. No mérito, reitero que o Estatuto do Desarmamento não objetivou restringir prerrogativas dos magistrados. Conforme demonstrado em sede monocrática, a Lei 10.826/2003 foi uma resposta dada pelo Estado e pela sociedade civil à escalada da violência e da criminalidade que existia à época e que, infelizmente, perdura até os dias atuais. Nesse sentido, visando regulamentar e controlar o comércio de arma de fogo no Brasil, o Estatuto do Desarmamento passou a exigir o registro da arma, estabelecendo, dentre outros requisito, a comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. Tais requisitos, nos termos do art. 4... do referido Estatuto, são aplicáveis a todos os interessados, cabendo somente à própria legislação excepcionar as exigência para o registro da arma, como efetivamente o fez, mas apenas para o interessado em adquirir arma de fogo de uso permitido que comprove estar autorizado a portar arma com as mesmas características daquela a ser adquirida (art. 4..., §8... da Lei 10.826/2003). Na mesma linha da decisão ora agravada, destaco a argumentação do Min. Alexandre de Moraes, no julgamento da AO 1930, publicada em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 24 Voto - MIN. EDSON FACHIN AO 2280 AGR / DF 18.09.2018. Confira-se: “Diante da realidade atual, em que se busca a diminuição da violência e a preservação da incolumidade física do cidadão, inclusive daquele autorizado a ter e portar arma de fogo, mostra-se razoável exigir da pessoa que queira adquirir e se manter proprietário de arma de fogo, conhecimento técnico mínimo das suas especificações e a aptidão para seu manuseio. E, dessa regra não há razões a excepcionar a figura do magistrado, até porque, embora tenha a prerrogativa funcional de portar arma de fogo, não milita em seu favor a presunção de que tenha conhecimento e aptidão para manuseá-la, como acontece com outras carreiras, tomando-se como exemplo integrantes da segurança pública. Vale lembrar que, quando do ingresso na magistratura, não se toma como requisito aptidão para o manuseio desse tipo de aparato bélico. Daí se inferir, inclusive, tratar-se de medida de proteção ao próprio magistrado que, devidamente capacitado, poderá desempenhar com segurança a prerrogativa do porte. Nem cabe o argumento, ainda, de que essa exigência administrativa para o registro e renovação do certificado respectivo atinja, em intensidade significativa, o desempenho da prerrogativa de porte de arma de fogo, prevista na mencionada Lei Orgânica da Magistratura por lhe impor obstáculo de difícil transposição. O teste para aferição de capacitação técnica, insista-se, exigido para a aquisição e registro de arma de fogo, não se mostra de difícil realização, notadamente considerando o acesso a cursos com essa finalidade oferecidos aos magistrados pelos órgãos da segurança pública.” Desse modo, também, não se vislumbra qualquer desproporcionalidade em exigir do magistrado que objetiva portar a arma apenas para defesa pessoal o exame de capacidade técnica e aptidão psicológica. A habilidade para o manuseio de arma de fogo possibilita a utilização segura e consciente da arma, impondo-se a qualquer pessoa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF 18.09.2018. Confira-se: “Diante da realidade atual, em que se busca a diminuição da violência e a preservação da incolumidade física do cidadão, inclusive daquele autorizado a ter e portar arma de fogo, mostra-se razoável exigir da pessoa que queira adquirir e se manter proprietário de arma de fogo, conhecimento técnico mínimo das suas especificações e a aptidão para seu manuseio. E, dessa regra não há razões a excepcionar a figura do magistrado, até porque, embora tenha a prerrogativa funcional de portar arma de fogo, não milita em seu favor a presunção de que tenha conhecimento e aptidão para manuseá-la, como acontece com outras carreiras, tomando-se como exemplo integrantes da segurança pública. Vale lembrar que, quando do ingresso na magistratura, não se toma como requisito aptidão para o manuseio desse tipo de aparato bélico. Daí se inferir, inclusive, tratar-se de medida de proteção ao próprio magistrado que, devidamente capacitado, poderá desempenhar com segurança a prerrogativa do porte. Nem cabe o argumento, ainda, de que essa exigência administrativa para o registro e renovação do certificado respectivo atinja, em intensidade significativa, o desempenho da prerrogativa de porte de arma de fogo, prevista na mencionada Lei Orgânica da Magistratura por lhe impor obstáculo de difícil transposição. O teste para aferição de capacitação técnica, insista-se, exigido para a aquisição e registro de arma de fogo, não se mostra de difícil realização, notadamente considerando o acesso a cursos com essa finalidade oferecidos aos magistrados pelos órgãos da segurança pública.” Desse modo, também, não se vislumbra qualquer desproporcionalidade em exigir do magistrado que objetiva portar a arma apenas para defesa pessoal o exame de capacidade técnica e aptidão psicológica. A habilidade para o manuseio de arma de fogo possibilita a utilização segura e consciente da arma, impondo-se a qualquer pessoa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 24 Voto - MIN. EDSON FACHIN AO 2280 AGR / DF que, por dever de ofício ou não, utilize ou queira utilizar arma de fogo. Conforme ressaltado pelo Min. Alexandre de Moraes, a prerrogativa funcional do magistrado de portar arma de fogo não pressupõe a efetiva habilidade e conhecimento para utilizá-la. Cito, ainda, na mesma linha, trechos de decisões do Min. Dias Toffoli e da Min. Ellen Gracie que evidenciam a necessidade de capacidade técnica e psicológica para o manuseio de arma de fogo. Confira: “Entendo que a exigência de registro do artefato ultrapassa a esfera funcional do magistrado, pois as condicionantes para tanto previstas em lei específica (v.g. demonstração de capacidade técnica) revestem-se de eminente valor assecuratório tanto do membro que irá portar tal instrumento (que, por sua natureza, requer extrema prudência) quanto para a sociedade, de maneira geral, em atenção ao brocardo da segurança pública. Em termos práticos, não se desconhece que a inclusão do direito de portar armas na Lei Orgânica da Magistratura guarda, de certo, íntima relação com a proteção que se deve assegurar àquele que, em qualquer matéria, deve decidir com liberdade de pensamento e em cumprimento à lei, mesmo nas mais delicadas situações. É, portanto, proteção pessoal, mas também funcional. Há todavia riscos inevitáveis inerentes ao porte e ao uso de arma de fogo, não havendo como negar a necessidade de cautelas especiais, para que o uso desse direito não acarrete graves consequências danosas a pessoas inocentes e aos próprios usuários das armas, aos quais se quis garantir proteção. Não vislumbro, portanto, qualquer desarrazoabilidade na exigência legal de registro de arma de fogo também por magistrados.” (AO 2062, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, publicado em 25.04.2018) “Em que pesem as rigorosas exigências do certame para ingresso na Magistratura, os Juízes em geral, diferentemente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF que, por dever de ofício ou não, utilize ou queira utilizar arma de fogo. Conforme ressaltado pelo Min. Alexandre de Moraes, a prerrogativa funcional do magistrado de portar arma de fogo não pressupõe a efetiva habilidade e conhecimento para utilizá-la. Cito, ainda, na mesma linha, trechos de decisões do Min. Dias Toffoli e da Min. Ellen Gracie que evidenciam a necessidade de capacidade técnica e psicológica para o manuseio de arma de fogo. Confira: “Entendo que a exigência de registro do artefato ultrapassa a esfera funcional do magistrado, pois as condicionantes para tanto previstas em lei específica (v.g. demonstração de capacidade técnica) revestem-se de eminente valor assecuratório tanto do membro que irá portar tal instrumento (que, por sua natureza, requer extrema prudência) quanto para a sociedade, de maneira geral, em atenção ao brocardo da segurança pública. Em termos práticos, não se desconhece que a inclusão do direito de portar armas na Lei Orgânica da Magistratura guarda, de certo, íntima relação com a proteção que se deve assegurar àquele que, em qualquer matéria, deve decidir com liberdade de pensamento e em cumprimento à lei, mesmo nas mais delicadas situações. É, portanto, proteção pessoal, mas também funcional. Há todavia riscos inevitáveis inerentes ao porte e ao uso de arma de fogo, não havendo como negar a necessidade de cautelas especiais, para que o uso desse direito não acarrete graves consequências danosas a pessoas inocentes e aos próprios usuários das armas, aos quais se quis garantir proteção. Não vislumbro, portanto, qualquer desarrazoabilidade na exigência legal de registro de arma de fogo também por magistrados.” (AO 2062, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, publicado em 25.04.2018) “Em que pesem as rigorosas exigências do certame para ingresso na Magistratura, os Juízes em geral, diferentemente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 24 Voto - MIN. EDSON FACHIN AO 2280 AGR / DF dos policiais, não são submetidos a treinamento ou exame de capacidade técnica para manuseio de arma de fogo. O manuseio e o emprego de arma de fogo demandam habilidade de ordem motora, especialmente para o aprimoramento das técnicas de tiro e manutenção da respectiva arma, bem como acerca do conhecimento das normas de segurança. Acerca do assunto, juntamos em anexo cópia da cartilha de armamento e tiro nos moldes estabelecidos pela Polícia Federal. O domínio das referidas disciplinas legitima e credencia o proprietário de arma de fogo, sob a perspectiva da habilidade técnica, a mantê- la em sua residência ou empresa, se for o responsável legal. Ainda, se o proprietário for titular da prerrogativa de porte de arma, o exame de capacidade técnica legitima o manuseio e possibilita a utilização segura da arma de fogo, de acordo com as diretrizes do Estatuto do Desarmamento. O exame de capacidade técnica proporciona ao proprietário de arma de fogo um conhecimento específico da arma que pretende adquirir ou renovar o respectivo certificado de registro. É a única oportunidade em que o Estado, através da Polícia Federal, tem contato com o proprietário de arma de fogo e, ao avaliá-lo, o habilita ao manuseio e emprego, com segurança, sob o ponto de vista técnico. Com efeito, os magistrados submetem-se a situações de risco, decorrentes do exercício de suas funções na diuturna atividade jurisdicional, sobretudo aqueles que enfrentam, na seara criminal ou cível, a criminalidade organizada. A decisão administrativa de condicionar a aquisição e renovação de registro de arma de fogo contida no artigo 6..., parágrafo 7..., da Instrução Normativa n 23/2005 teve por fundamento proteger os Magistrados, na medida em que vislumbra o risco à integridade física decorrente do múnus que exercem, bem como reconhece que esse risco tende a aumentar se os Magistrados não se submeterem a periódico treinamento, ao menos, através da realizaA decisão administrativa de condicionar a aquisição e renovação de registro de arma de fogo contida no artigo 6..., parágrafo 7..., da Instrução Normativa n 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF dos policiais, não são submetidos a treinamento ou exame de capacidade técnica para manuseio de arma de fogo. O manuseio e o emprego de arma de fogo demandam habilidade de ordem motora, especialmente para o aprimoramento das técnicas de tiro e manutenção da respectiva arma, bem como acerca do conhecimento das normas de segurança. Acerca do assunto, juntamos em anexo cópia da cartilha de armamento e tiro nos moldes estabelecidos pela Polícia Federal. O domínio das referidas disciplinas legitima e credencia o proprietário de arma de fogo, sob a perspectiva da habilidade técnica, a mantê- la em sua residência ou empresa, se for o responsável legal. Ainda, se o proprietário for titular da prerrogativa de porte de arma, o exame de capacidade técnica legitima o manuseio e possibilita a utilização segura da arma de fogo, de acordo com as diretrizes do Estatuto do Desarmamento. O exame de capacidade técnica proporciona ao proprietário de arma de fogo um conhecimento específico da arma que pretende adquirir ou renovar o respectivo certificado de registro. É a única oportunidade em que o Estado, através da Polícia Federal, tem contato com o proprietário de arma de fogo e, ao avaliá-lo, o habilita ao manuseio e emprego, com segurança, sob o ponto de vista técnico. Com efeito, os magistrados submetem-se a situações de risco, decorrentes do exercício de suas funções na diuturna atividade jurisdicional, sobretudo aqueles que enfrentam, na seara criminal ou cível, a criminalidade organizada. A decisão administrativa de condicionar a aquisição e renovação de registro de arma de fogo contida no artigo 6..., parágrafo 7..., da Instrução Normativa n 23/2005 teve por fundamento proteger os Magistrados, na medida em que vislumbra o risco à integridade física decorrente do múnus que exercem, bem como reconhece que esse risco tende a aumentar se os Magistrados não se submeterem a periódico treinamento, ao menos, através da realizaA decisão administrativa de condicionar a aquisição e renovação de registro de arma de fogo contida no artigo 6..., parágrafo 7..., da Instrução Normativa n 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 24 Voto - MIN. EDSON FACHIN AO 2280 AGR / DF 23/2005 teve por fundamento proteger os Magistrados, na medida em que vislumbra o risco à integridade física decorrente do múnus que exercem, bem como reconhece que esse risco tende a aumentar se os Magistrados não se submeterem a periódico treinamento, ao menos, através da realização do exame de capacidade técnica. Na verdade, qualquer usuário de arma de fogo sem o devido treinamento, na falsa sensação de segurança, tem o risco de assistir a reversão, contra si próprio, das adversidades do potencial lesivo de sua própria arma. Nesse contexto, a Academia Nacional de Polícia Federal vem realizando convênios com Tribunais de todo o país com o objetivo de aprimorar os Magistrados nas técnicas de tiro, normas de segurança e manutenção de arma de fogo. Ainda, a Polícia Federal vem colocando à disposição dos Magistrados de todo o país, sem qualquer ônus, os policiais de seu quadro especializado em instrução de tiro para capacitá-los através de treinamentos de tiro e da realização de exame de capacidade técnica." (AO 1429 MC, Relator(a): Min. PRESIDENTE, Decisão Proferida pelo(a) Ministro(a) ELLEN GRACIE, julgado em 12/01/2007) Reitero, por fim, que o Estatuto do Desarmamento não altera a prerrogativa do magistrado quanto ao porte de armas, garantido pela LOMAN, assentando que o registro da arma é obrigação legal e geral, não havendo espaço para que se interprete o silêncio da lei relativamente aos magistrados como sendo um permissivo para que os mesmos sejam excepcionados de uma regra a todos imposta. Ante o exposto e, em conformidade com as decisões proferidas na AO 1930, Rel. Min. Alexandre de Moares, AO 2062, Rel. Min. Dias Toffoli e a AO 1666, Rel. Min. Gilmar Mendes, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Supremo Tribunal Federal AO 2280 AGR / DF 23/2005 teve por fundamento proteger os Magistrados, na medida em que vislumbra o risco à integridade física decorrente do múnus que exercem, bem como reconhece que esse risco tende a aumentar se os Magistrados não se submeterem a periódico treinamento, ao menos, através da realização do exame de capacidade técnica. Na verdade, qualquer usuário de arma de fogo sem o devido treinamento, na falsa sensação de segurança, tem o risco de assistir a reversão, contra si próprio, das adversidades do potencial lesivo de sua própria arma. Nesse contexto, a Academia Nacional de Polícia Federal vem realizando convênios com Tribunais de todo o país com o objetivo de aprimorar os Magistrados nas técnicas de tiro, normas de segurança e manutenção de arma de fogo. Ainda, a Polícia Federal vem colocando à disposição dos Magistrados de todo o país, sem qualquer ônus, os policiais de seu quadro especializado em instrução de tiro para capacitá-los através de treinamentos de tiro e da realização de exame de capacidade técnica." (AO 1429 MC, Relator(a): Min. PRESIDENTE, Decisão Proferida pelo(a) Ministro(a) ELLEN GRACIE, julgado em 12/01/2007) Reitero, por fim, que o Estatuto do Desarmamento não altera a prerrogativa do magistrado quanto ao porte de armas, garantido pela LOMAN, assentando que o registro da arma é obrigação legal e geral, não havendo espaço para que se interprete o silêncio da lei relativamente aos magistrados como sendo um permissivo para que os mesmos sejam excepcionados de uma regra a todos imposta. Ante o exposto e, em conformidade com as decisões proferidas na AO 1930, Rel. Min. Alexandre de Moares, AO 2062, Rel. Min. Dias Toffoli e a AO 1666, Rel. Min. Gilmar Mendes, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 080A-6611-5A83-5D84 e senha 6941-B9FF-571F-836D Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 24 Extrato de Ata - 12/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.280 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO (07077/DF, 53357/GO) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4863-1DB3-A169-A204 e senha 1317-548F-AA00-52E2 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 2.280 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO (07077/DF, 53357/GO) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4863-1DB3-A169-A204 e senha 1317-548F-AA00-52E2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 24
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 280", "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 280", "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 280", "Reclamação 11 . 323", "Reclamação 11 . 323", "Recurso Extraordinário 612 . 043", "AO n . 1 . 666", "AO 2280 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 612 . 043", "AO n . 1 . 666", "Rcl 11 . 323", "Rcl 11 . 323", "Recurso Extraordinário 612 . 043", "Recurso Extraordinário 612 . 043", "AO 2280", "AO 2280 AGR / DF", "ADI 3112", "ADI 3112", "ADI 2 . 729", "ADI 2 . 035 - MC / RJ", "ADI 3 . 112", "AI 189 . 433 - AGR / RJ", "HC 113 . 592", "ADI 4962", "ADI 2 . 729", "ADI 2 . 035 - MC / RJ", "ADI 3 . 112", "AI 189 . 433 - AGR / RJ", "HC 113 . 592", "ADI 4962", "ADI 3193", "ADI 3193", "RHC 70 . 141 / RJ", "RHC 70 . 141 / RJ", "Ação Penal 657 / PB", "REsp 1327796 / BA", "Ação Penal 657 / PB", "REsp 1327796 / BA", "APn 657 / PB", "AO 1 . 666", "APn 657 / PB", "AO 1 . 666", "AO 2280 AGR / DF", "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 280", "AO 1930", "AO 2062", "AO 1666", "AO", "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 280", "AO", "AO 2062", "AO 1666", "AO", "AO 2280", "AO 2062", "AO 2062", "AO 2280 AGR / DF", "AO 2280 AGR / DF 23 /", "AO 1429 MC", "AO 2062", "AO 1666", "AO 2280 AGR", "/ DF 23 / 2005", "AO 1429 MC", "AO 1930", "AO 2062", "AO 1666", "AÇÃO ORIGINÁRIA 2 . 280" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 33 , V , DA LOMAN", "Estatuto do Desarmamento", "Lei 10 . 826 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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"UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "Dias Toffoli", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "ALBERTO PAVIE", "EDSON FACHIN", "Gilmar", "Gilmar", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "OCTAVIO GALLOTI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "OCTAVIO GALLOTI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Ângelo Fernando Facciolli", "FACCIOLLI , Ângelo Fernando", "Ângelo Fernando Facciolli", "FACCIOLLI , Ângelo Fernando", "ROGERIO SCHIETTI CRUZ", "ROGERIO SCHIETTI CRUZ", "HERMAN BENJAMIN", "HERMAN BENJAMIN", "JOÃO OTÁVIO DE NORONHA", "Gilmar Mendes", "JOÃO OTÁVIO DE NORONHA", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Alexandre de Moares", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Alexandre de Moraes", "EDSON FACHIN", "Alexandre de Moares", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Alexandre de Moraes", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Alexandre de Moraes", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "DIAS TOFFOLI", "Alexandre de Moraes", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "DIAS TOFFOLI", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "ELLEN GRACIE", "Alexandre de Moares", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "ELLEN GRACIE", "Alexandre de Moares", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "EDSON FACHIN", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "1", "11 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "01", ".", "09", ".", "2005", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "01", ".", "09", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2003", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "2003", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "07", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "07", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "10", ".", "2017", "22 de dezembro de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "10", ".", "2017", "22 de dezembro de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "20 de julho de 2001", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "20 de julho de 2001", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de maio de 2001", "11 de julho de 2001", "02", "/", "05", "/", "2007", "25", "-", "10", "-", "2007", "26", "-", "10", "-", "2007", "26", "-", "10", "-", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de maio de 2001", "11 de julho de 2001", "02", "/", "05", "/", "2007", "25", "-", "10", "-", "2007", "26", "-", "10", "-", "2007", "26", "-", "10", "-", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "2", "/", "2014", "4", "/", "8", "/", "2000", "26", "/", "10", "/", "2007", "21", "/", "11", "/", "1997", "3", "/", "2", "/", "2014", "12", "/", "04", "/", "2018", "24", "-", "04", "-", "2018", "25", "-", "04", "-", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "2", "/", "2014", "4", "/", "8", "/", "2000", "26", "/", "10", "/", "2007", "21", "/", "11", "/", "1997", "3", "/", "2", "/", "2014", "12", "/", "04", "/", "2018", "24", "-", "04", "-", "2018", "25", "-", "04", "-", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "05", "/", "2013", "05", "-", "08", "-", "2013", "06", "-", "08", "-", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "05", "/", "2013", "05", "-", "08", "-", "2013", "06", "-", "08", "-", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "02", "/", "2017", "16", "/", "02", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "02", "/", "2017", "16", "/", "02", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "04", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "04", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2011", "03", "/", "06", "/", "2011", "06", ".", "02", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2011", "03", "/", "06", "/", "2011", "06", ".", "02", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "09", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "09", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "04", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "04", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "01", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "01", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.961 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :RODRIGO DA SILVA SERPA ADV.(A/S) :LUZIA VERISSIMO DUNCAN GOULARTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO A ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. O aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, manteve a condenação do recorrente pela prática descrita no art. 157 do Código Penal Militar, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Inviável, ademais, o reexame de provas em sede de recurso extraordinário, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5F2-94E3-ED28-9E36 e senha 7EBD-F663-DC3B-967F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1167961 AGR / RS conforme Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5F2-94E3-ED28-9E36 e senha 7EBD-F663-DC3B-967F Supremo Tribunal Federal ARE 1167961 AGR / RS conforme Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5F2-94E3-ED28-9E36 e senha 7EBD-F663-DC3B-967F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.961 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :RODRIGO DA SILVA SERPA ADV.(A/S) :LUZIA VERISSIMO DUNCAN GOULARTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Sustenta a parte agravante, em suma, que o recurso extraordinário apontou violações diretas à Constituição Federal, com repercussão geral demonstrada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E4D-4491-2B02-BCAF e senha B1AB-B408-1BCE-624E Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.961 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :RODRIGO DA SILVA SERPA ADV.(A/S) :LUZIA VERISSIMO DUNCAN GOULARTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Sustenta a parte agravante, em suma, que o recurso extraordinário apontou violações diretas à Constituição Federal, com repercussão geral demonstrada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E4D-4491-2B02-BCAF e senha B1AB-B408-1BCE-624E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.961 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea “a” da Constituição Federal, o recorrente sustenta que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ADAA-018B-983F-EA07 e senha 953E-7E10-B26F-9179 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.961 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea “a” da Constituição Federal, o recorrente sustenta que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ADAA-018B-983F-EA07 e senha 953E-7E10-B26F-9179 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1167961 AGR / RS jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que assim não fosse, verifica-se que o aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, manteve a condenação do recorrente pela prática descrita no art. 157 do Código Penal Militar, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Inviável, ademais, o reexame de provas em sede de recurso extraordinário, conforme Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente de cada um dos pontos versados no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbices apontados. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ADAA-018B-983F-EA07 e senha 953E-7E10-B26F-9179 Supremo Tribunal Federal ARE 1167961 AGR / RS jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que assim não fosse, verifica-se que o aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, manteve a condenação do recorrente pela prática descrita no art. 157 do Código Penal Militar, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Inviável, ademais, o reexame de provas em sede de recurso extraordinário, conforme Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente de cada um dos pontos versados no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbices apontados. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ADAA-018B-983F-EA07 e senha 953E-7E10-B26F-9179 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.961 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : RODRIGO DA SILVA SERPA ADV.(A/S) : LUZIA VERISSIMO DUNCAN GOULARTE (79594/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A2D1-AB85-D270-F338 e senha EE0A-1687-0362-DC22 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.961 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : RODRIGO DA SILVA SERPA ADV.(A/S) : LUZIA VERISSIMO DUNCAN GOULARTE (79594/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A2D1-AB85-D270-F338 e senha EE0A-1687-0362-DC22 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749088289
2018-12-14T00:00:00
2019-02-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO A ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. O aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, manteve a condenação do recorrente pela prática descrita no art. 157 do Código Penal Militar, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Inviável, ademais, o reexame de provas em sede de recurso extraordinário, conforme Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 3. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur397666
Número de páginas: 6. Análise: 13/02/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1167961
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\n ART-00157\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1167961 AgR
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AGTE.(S) : RODRIGO DA SILVA SERPA ADV.(A/S) : LUZIA VERISSIMO DUNCAN GOULARTE AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.961 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :RODRIGO DA SILVA SERPA ADV.(A/S) :LUZIA VERISSIMO DUNCAN GOULARTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO A ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. O aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, manteve a condenação do recorrente pela prática descrita no art. 157 do Código Penal Militar, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Inviável, ademais, o reexame de provas em sede de recurso extraordinário, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5F2-94E3-ED28-9E36 e senha 7EBD-F663-DC3B-967F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1167961 AGR / RS conforme Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5F2-94E3-ED28-9E36 e senha 7EBD-F663-DC3B-967F Supremo Tribunal Federal ARE 1167961 AGR / RS conforme Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5F2-94E3-ED28-9E36 e senha 7EBD-F663-DC3B-967F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.961 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :RODRIGO DA SILVA SERPA ADV.(A/S) :LUZIA VERISSIMO DUNCAN GOULARTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Sustenta a parte agravante, em suma, que o recurso extraordinário apontou violações diretas à Constituição Federal, com repercussão geral demonstrada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E4D-4491-2B02-BCAF e senha B1AB-B408-1BCE-624E Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.961 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :RODRIGO DA SILVA SERPA ADV.(A/S) :LUZIA VERISSIMO DUNCAN GOULARTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao agravo interposto em face da inadmissão de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Sustenta a parte agravante, em suma, que o recurso extraordinário apontou violações diretas à Constituição Federal, com repercussão geral demonstrada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E4D-4491-2B02-BCAF e senha B1AB-B408-1BCE-624E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.961 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea “a” da Constituição Federal, o recorrente sustenta que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ADAA-018B-983F-EA07 e senha 953E-7E10-B26F-9179 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.961 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea “a” da Constituição Federal, o recorrente sustenta que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ADAA-018B-983F-EA07 e senha 953E-7E10-B26F-9179 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1167961 AGR / RS jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que assim não fosse, verifica-se que o aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, manteve a condenação do recorrente pela prática descrita no art. 157 do Código Penal Militar, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Inviável, ademais, o reexame de provas em sede de recurso extraordinário, conforme Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente de cada um dos pontos versados no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbices apontados. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ADAA-018B-983F-EA07 e senha 953E-7E10-B26F-9179 Supremo Tribunal Federal ARE 1167961 AGR / RS jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que assim não fosse, verifica-se que o aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, manteve a condenação do recorrente pela prática descrita no art. 157 do Código Penal Militar, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Inviável, ademais, o reexame de provas em sede de recurso extraordinário, conforme Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente de cada um dos pontos versados no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbices apontados. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ADAA-018B-983F-EA07 e senha 953E-7E10-B26F-9179 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.961 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : RODRIGO DA SILVA SERPA ADV.(A/S) : LUZIA VERISSIMO DUNCAN GOULARTE (79594/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A2D1-AB85-D270-F338 e senha EE0A-1687-0362-DC22 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.961 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : RODRIGO DA SILVA SERPA ADV.(A/S) : LUZIA VERISSIMO DUNCAN GOULARTE (79594/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A2D1-AB85-D270-F338 e senha EE0A-1687-0362-DC22 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 167 . 961", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE", "ARE 1167961 AGR / RS", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 1167961 AGR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "FUNDAMENTAÇÃO", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art .", "1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 157 do Código Penal Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , alínea “ a ” da Constituição Federal", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , alínea “ a ” da Constituição Federal", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", ".", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 do Código Penal Militar", "art . 21 , § 1 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 do Código Penal Militar", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Estado do Rio Grande do Sul", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO", "Tribunal de Justiça", "do", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "RODRIGO DA SILVA", "LUZIA VERISSIMO DUNCAN GOULARTE", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RODRIGO DA SILVA SERPA", "LUZIA VERISSIMO DUNCAN GOULARTE", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RODRIGO DA SILVA", "LUZIA VERISSIMO DUNCAN GOULARTE", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "RODRIGO DA SILVA SERPA", "LUZIA VERISSIMO DUNCAN GOULARTE", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "RODRIGO DA SILVA SERPA", "LUZIA VERISSIMO DUNCAN GOULARTE", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.081 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES CLASSISTAS DA JUSTIÇA DO TRABALHO DA 2ª REGIÃO - AJUCLA ADV.(A/S) :JOAO PEDRO FERRAZ DOS PASSOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (PROC Nº 02566220065) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. URV. CONVERSÃO. APLICAÇÃO DO ÍNDICE DE 11,98%. JUÍZES CLASSISTAS. LIMITAÇÃO TEMPORAL. ADI 1.797. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. A jurisprudência do STF afirma que a tese fixada no RE 561.836, Rel. Min. Luiz Fux, não se aplica a magistrados federais, juízes classistas ou promotores (RE 780.569 AgR, Rel. Min. Rosa Weber; e RE 815.130 AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio). Em relação a essas categorias, subsiste a orientação no sentido de que o pagamento do índice de 11,98%, pela conversão dos vencimentos em URV, está sujeito à limitação temporal estabelecida no julgamento da ADI 1.797 (RE 658.511 AgR-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia). 2. Agravo a que se nega provimento por manifesta improcedência, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do respectivo valor. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B11-FFFA-53FA-091B e senha E1AF-007E-7EB0-CA5D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão MS 27081 AGR / DF Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B11-FFFA-53FA-091B e senha E1AF-007E-7EB0-CA5D Supremo Tribunal Federal MS 27081 AGR / DF Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B11-FFFA-53FA-091B e senha E1AF-007E-7EB0-CA5D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.081 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES CLASSISTAS DA JUSTIÇA DO TRABALHO DA 2ª REGIÃO - AJUCLA ADV.(A/S) :JOAO PEDRO FERRAZ DOS PASSOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (PROC Nº 02566220065) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática proferida pelo Min. Joaquim Barbosa, relator originário do feito, nos seguintes termos (fls. 190-191): “Decisão: Trata-se de mandado de segurança impetrado pela Associação do Juízes Classistas da Justiça do Trabalho da 2ª Região (AJUCLA) contra o acórdão 2.253/2007 do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou a supressão do pagamento da parcela de 11,98% - compensação pela perda salarial ocasionada pela conversão da Unidade Real de Valor (URV) - aos associados da impetrante. A impetrante alega que o pagamento da parcela questionada tem fundamento em acórdão proferido pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho. A AJUCLA argumenta, também, que este Supremo Tribunal Federal teria se orientado, na ADI 2.323-MC, rel. min. Ilmar Galvão, DJ 20.04.2001, pela ausência de limitação temporal ao pagamento da parcela de 11,98%, modificando, assim, a opinião anteriormente adotada no julgamento da ADI 1.797, rel. min. Ilmar Galvão, DJ 13.10.2000, no qual a limitação mencionada teria sido estabelecida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1153-6F80-EBB2-3598 e senha D6D2-432C-1172-0EDC Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.081 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES CLASSISTAS DA JUSTIÇA DO TRABALHO DA 2ª REGIÃO - AJUCLA ADV.(A/S) :JOAO PEDRO FERRAZ DOS PASSOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (PROC Nº 02566220065) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática proferida pelo Min. Joaquim Barbosa, relator originário do feito, nos seguintes termos (fls. 190-191): “Decisão: Trata-se de mandado de segurança impetrado pela Associação do Juízes Classistas da Justiça do Trabalho da 2ª Região (AJUCLA) contra o acórdão 2.253/2007 do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou a supressão do pagamento da parcela de 11,98% - compensação pela perda salarial ocasionada pela conversão da Unidade Real de Valor (URV) - aos associados da impetrante. A impetrante alega que o pagamento da parcela questionada tem fundamento em acórdão proferido pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho. A AJUCLA argumenta, também, que este Supremo Tribunal Federal teria se orientado, na ADI 2.323-MC, rel. min. Ilmar Galvão, DJ 20.04.2001, pela ausência de limitação temporal ao pagamento da parcela de 11,98%, modificando, assim, a opinião anteriormente adotada no julgamento da ADI 1.797, rel. min. Ilmar Galvão, DJ 13.10.2000, no qual a limitação mencionada teria sido estabelecida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1153-6F80-EBB2-3598 e senha D6D2-432C-1172-0EDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório MS 27081 AGR / DF As informações enviadas pelo TCU refutam a modificação do entendimento desta Corte alegada pela impetrante. De acordo com o TCU, a limitação temporal ao pagamento da diferença da URV, no que se refere aos magistrados, tem sido mantida de maneira uniforme na jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal (fls. 90-98). A liminar foi indeferida em decisão da min. Ellen Gracie no exercício da presidência desta Corte. Prevaleceu, para a conclusão de Sua Excelência pela inexistência de fumus boni iuris, a demonstração de que se encontrava pendente de julgamento, pelo TCU, pedido de reexame do acordão coator protocolado pela associação impetrante (fls. 104-105). A Procuradoria Geral da República opinou pela denegação da segurança (fls. 111-113). É o relatório. Decido. Esta Corte já decidiu que, no que se refere aos magistrados, o pagamento da parcela de 11,98% referente às perdas da conversão da URV está limitado a janeiro de 1995, uma vez que, ‘(...) em fevereiro de 1995, os Decretos Legislativos ns. 6 e 7, que estipularam novas cifras para a remuneração dos Ministros de Estado e membros do Congresso Nacional, aplicáveis aos Ministros por força da L. 8.448/92, com reflexos sobre toda a magistratura federal.’ (trecho da ementa do RE 479.005-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 02.06.2006) Veja-se, nesse sentido, a ementa do julgamento proferido pela Segunda Turma no RE 300.904-AgR-ED, rel. min. Gilmar Mendes, DJ 24.02.2006, que passo a transcrever: Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Efeitos infringentes. Possibilidade. Omissão 3. URV 11,98%. Servidores do Poder Judiciário. Magistrados. Delimitação ao período de abril de 1994 a janeiro de 1995. ADI 1.797. Precedente. 4. Embargos de declaração parcialmente acolhidos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1153-6F80-EBB2-3598 e senha D6D2-432C-1172-0EDC Supremo Tribunal Federal MS 27081 AGR / DF As informações enviadas pelo TCU refutam a modificação do entendimento desta Corte alegada pela impetrante. De acordo com o TCU, a limitação temporal ao pagamento da diferença da URV, no que se refere aos magistrados, tem sido mantida de maneira uniforme na jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal (fls. 90-98). A liminar foi indeferida em decisão da min. Ellen Gracie no exercício da presidência desta Corte. Prevaleceu, para a conclusão de Sua Excelência pela inexistência de fumus boni iuris, a demonstração de que se encontrava pendente de julgamento, pelo TCU, pedido de reexame do acordão coator protocolado pela associação impetrante (fls. 104-105). A Procuradoria Geral da República opinou pela denegação da segurança (fls. 111-113). É o relatório. Decido. Esta Corte já decidiu que, no que se refere aos magistrados, o pagamento da parcela de 11,98% referente às perdas da conversão da URV está limitado a janeiro de 1995, uma vez que, ‘(...) em fevereiro de 1995, os Decretos Legislativos ns. 6 e 7, que estipularam novas cifras para a remuneração dos Ministros de Estado e membros do Congresso Nacional, aplicáveis aos Ministros por força da L. 8.448/92, com reflexos sobre toda a magistratura federal.’ (trecho da ementa do RE 479.005-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 02.06.2006) Veja-se, nesse sentido, a ementa do julgamento proferido pela Segunda Turma no RE 300.904-AgR-ED, rel. min. Gilmar Mendes, DJ 24.02.2006, que passo a transcrever: Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Efeitos infringentes. Possibilidade. Omissão 3. URV 11,98%. Servidores do Poder Judiciário. Magistrados. Delimitação ao período de abril de 1994 a janeiro de 1995. ADI 1.797. Precedente. 4. Embargos de declaração parcialmente acolhidos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1153-6F80-EBB2-3598 e senha D6D2-432C-1172-0EDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório MS 27081 AGR / DF Ante o exposto, denego a segurança (art. 205 do RISTF). Publique-se. Arquive-se. Brasília, 20 de abril de 2012 Ministro Joaquim Barbosa Relator” 2. A associação agravante alega que o entendimento resultante da ADI 1.797 já está superado por decisões posteriores. Afirma que o “Supremo Tribunal tem entendido que o objeto impugnado da ADIN em referência, foi um ato administrativo restrito aos membros e servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, não podendo, a argumentação, ser utilizado em outras decisões” (fls. 195). Aponta, ademais, que seria pacífico na jurisprudência o entendimento de que não existe limitação temporal para a aplicação da correção monetária advinda da URV. Cita precedentes. 3. A União requereu o seu ingresso no feito (fls. 205), o que foi admitido (fls. 210). 4. Nas petições nºs 25.484 e 25.501/2014 (fls. 215-220 e 223- 228), a parte agravante, em complementação, alega que a matéria foi examinada novamente no RE 561.836/RN, julgado em sede de repercussão geral. Afirma que, no voto condutor do julgado, estaria claro que “a absorção dos 11,98% para os magistrados somente ocorreu quando da fixação do subsídio – o que se eu por meio da Lei nº 10.474, de 27 de junho de 2002” (fls. 225). 5. Defende que não resultaram em reestruturação financeira da carreira os Decretos Legislativos nºs 6 e 7/1995, que fixaram os aumentos concedidos aos Ministros de Estados e aos membros do Poder Legislativo, os quais repercutiram nos vencimentos dos magistrados, nos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1153-6F80-EBB2-3598 e senha D6D2-432C-1172-0EDC Supremo Tribunal Federal MS 27081 AGR / DF Ante o exposto, denego a segurança (art. 205 do RISTF). Publique-se. Arquive-se. Brasília, 20 de abril de 2012 Ministro Joaquim Barbosa Relator” 2. A associação agravante alega que o entendimento resultante da ADI 1.797 já está superado por decisões posteriores. Afirma que o “Supremo Tribunal tem entendido que o objeto impugnado da ADIN em referência, foi um ato administrativo restrito aos membros e servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, não podendo, a argumentação, ser utilizado em outras decisões” (fls. 195). Aponta, ademais, que seria pacífico na jurisprudência o entendimento de que não existe limitação temporal para a aplicação da correção monetária advinda da URV. Cita precedentes. 3. A União requereu o seu ingresso no feito (fls. 205), o que foi admitido (fls. 210). 4. Nas petições nºs 25.484 e 25.501/2014 (fls. 215-220 e 223- 228), a parte agravante, em complementação, alega que a matéria foi examinada novamente no RE 561.836/RN, julgado em sede de repercussão geral. Afirma que, no voto condutor do julgado, estaria claro que “a absorção dos 11,98% para os magistrados somente ocorreu quando da fixação do subsídio – o que se eu por meio da Lei nº 10.474, de 27 de junho de 2002” (fls. 225). 5. Defende que não resultaram em reestruturação financeira da carreira os Decretos Legislativos nºs 6 e 7/1995, que fixaram os aumentos concedidos aos Ministros de Estados e aos membros do Poder Legislativo, os quais repercutiram nos vencimentos dos magistrados, nos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1153-6F80-EBB2-3598 e senha D6D2-432C-1172-0EDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório MS 27081 AGR / DF moldes do art. 61, parágrafo único, da Lei Complementar nº 35/1979 (LOMAN). Pede, assim, que seja garantido aos seus associados o pagamento da correção monetária no índice de 11,98%, a partir de abril de 1998. 6. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1153-6F80-EBB2-3598 e senha D6D2-432C-1172-0EDC Supremo Tribunal Federal MS 27081 AGR / DF moldes do art. 61, parágrafo único, da Lei Complementar nº 35/1979 (LOMAN). Pede, assim, que seja garantido aos seus associados o pagamento da correção monetária no índice de 11,98%, a partir de abril de 1998. 6. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1153-6F80-EBB2-3598 e senha D6D2-432C-1172-0EDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.081 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do recurso, por tempestivo. 2. No mérito, sem razão a parte agravante. Em primeiro lugar, vale esclarecer que os precedentes desta Corte, afirmando que os efeitos vinculantes da decisão proferida na ADI nº 1.797, Rel. Min. Ilmar Galvão, atingem apenas magistrados e servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, originam-se de reclamações constitucionais. Na sistemática da Lei nº 8.038/1990 e do CPC/1973, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou-se de forma contrária à adoção da teoria da transcendência aos motivos determinantes de suas decisões, o que tornou inviável o uso de teses de julgamento como fundamento para reclamações constitucionais. Limitou-se a eficácia vinculante das decisões à sua parte dispositiva – i.e., à declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade de determinada norma infraconstitucional – tal qual nos processos subjetivos. Nessa linha: Rcl 3.108 AgR, rel. Min. Marco Aurélio; Rcl 10.125 AgR, rel. Min. Dias Toffoli; Rcl 13.300 AgR, rel. Min. Cármen Lúcia. 3. Assim, a conclusão de que determinada situação concreta não guarda relação de aderência estrita com o paradigma implica a inviabilidade de ajuizamento de reclamação constitucional, mas não autoriza, por si só, a conclusão de que o Supremo Tribunal Federal teria alterado sua jurisprudência sobre a matéria discutida. 5. Em segundo lugar, e ao contrário do que afirma a parte reclamante, o entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal na ADI nº 1.797, rel. Min. Ilmar Galvão, não foi superado. Isso porque, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23CF-F4CA-54AE-C80D e senha 3011-EEAC-F183-2361 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.081 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do recurso, por tempestivo. 2. No mérito, sem razão a parte agravante. Em primeiro lugar, vale esclarecer que os precedentes desta Corte, afirmando que os efeitos vinculantes da decisão proferida na ADI nº 1.797, Rel. Min. Ilmar Galvão, atingem apenas magistrados e servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, originam-se de reclamações constitucionais. Na sistemática da Lei nº 8.038/1990 e do CPC/1973, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou-se de forma contrária à adoção da teoria da transcendência aos motivos determinantes de suas decisões, o que tornou inviável o uso de teses de julgamento como fundamento para reclamações constitucionais. Limitou-se a eficácia vinculante das decisões à sua parte dispositiva – i.e., à declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade de determinada norma infraconstitucional – tal qual nos processos subjetivos. Nessa linha: Rcl 3.108 AgR, rel. Min. Marco Aurélio; Rcl 10.125 AgR, rel. Min. Dias Toffoli; Rcl 13.300 AgR, rel. Min. Cármen Lúcia. 3. Assim, a conclusão de que determinada situação concreta não guarda relação de aderência estrita com o paradigma implica a inviabilidade de ajuizamento de reclamação constitucional, mas não autoriza, por si só, a conclusão de que o Supremo Tribunal Federal teria alterado sua jurisprudência sobre a matéria discutida. 5. Em segundo lugar, e ao contrário do que afirma a parte reclamante, o entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal na ADI nº 1.797, rel. Min. Ilmar Galvão, não foi superado. Isso porque, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23CF-F4CA-54AE-C80D e senha 3011-EEAC-F183-2361 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 27081 AGR / DF ADI nº 2.323 MC, rel. Min. Ilmar Galvão, (i) a discussão se refere à remuneração de servidores do Superior Tribunal de Justiça – não de magistrados. Os contextos fáticos, são, portanto, distintos, já que apenas para os magistrados se coloca a discussão relativa à incorporação à remuneração do percentual de 11,98% após a edição dos Decretos Legislativos nºs 6 e 7, publicados em 23.01.1995. 6. Com o objetivo de corroborar o que ora exponho, anoto que, mesmo após o deferimento da medida cautelar na ADI nº 2.323, esta Corte continuou a reafirmar a incidência, aos magistrados, da limitação temporal reconhecida por ocasião do julgamento da ADI nº 1.797. 7. Em terceiro lugar, o entendimento resultante do julgamento do RE 561.836 (Rel. Min. Luiz Fux), julgado sob a sistemática da repercussão geral, não se aplica a magistrados federais, juízes classistas ou promotores, conforme já afirmado nas decisões proferidas nos REs 780.569 AgR (Rel. Min. Rosa Weber) e 815.130 AgR-ED (Rel. Min. Marco Aurélio). 8. Em relação a essas categorias, subsiste a orientação no sentido de que o pagamento do índice de 11,98%, pela conversão dos vencimentos em URV, está sujeito à limitação temporal estabelecida no julgamento da ADI 1.797. Confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. LIMITAÇÃO TEMPORAL DO REAJUSTE SALARIAL DE 11,98%. JUÍZES CLASSISTAS. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 1.797. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 658.511 AgR-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23CF-F4CA-54AE-C80D e senha 3011-EEAC-F183-2361 Supremo Tribunal Federal MS 27081 AGR / DF ADI nº 2.323 MC, rel. Min. Ilmar Galvão, (i) a discussão se refere à remuneração de servidores do Superior Tribunal de Justiça – não de magistrados. Os contextos fáticos, são, portanto, distintos, já que apenas para os magistrados se coloca a discussão relativa à incorporação à remuneração do percentual de 11,98% após a edição dos Decretos Legislativos nºs 6 e 7, publicados em 23.01.1995. 6. Com o objetivo de corroborar o que ora exponho, anoto que, mesmo após o deferimento da medida cautelar na ADI nº 2.323, esta Corte continuou a reafirmar a incidência, aos magistrados, da limitação temporal reconhecida por ocasião do julgamento da ADI nº 1.797. 7. Em terceiro lugar, o entendimento resultante do julgamento do RE 561.836 (Rel. Min. Luiz Fux), julgado sob a sistemática da repercussão geral, não se aplica a magistrados federais, juízes classistas ou promotores, conforme já afirmado nas decisões proferidas nos REs 780.569 AgR (Rel. Min. Rosa Weber) e 815.130 AgR-ED (Rel. Min. Marco Aurélio). 8. Em relação a essas categorias, subsiste a orientação no sentido de que o pagamento do índice de 11,98%, pela conversão dos vencimentos em URV, está sujeito à limitação temporal estabelecida no julgamento da ADI 1.797. Confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. LIMITAÇÃO TEMPORAL DO REAJUSTE SALARIAL DE 11,98%. JUÍZES CLASSISTAS. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 1.797. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 658.511 AgR-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23CF-F4CA-54AE-C80D e senha 3011-EEAC-F183-2361 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 27081 AGR / DF 9. A orientação firmada, no que tange aos magistrados federais, é de que o percentual vindicado é devido de abril de 1994 a janeiro de 1995, uma vez que a parcela foi absorvida com a edição dos Decretos Legislativos nºs 6 e 7/1995, que estipularam novas cifras para a remuneração dos Ministros de Estado e membros do Congresso Nacional, aplicáveis aos Ministros do STF por força da Lei nº 8.448/1992, com reflexos sobre toda a magistratura federal. 10. Ante o exposto, nego provimento ao recurso por manifesta improcedência, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do respectivo valor. 11. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23CF-F4CA-54AE-C80D e senha 3011-EEAC-F183-2361 Supremo Tribunal Federal MS 27081 AGR / DF 9. A orientação firmada, no que tange aos magistrados federais, é de que o percentual vindicado é devido de abril de 1994 a janeiro de 1995, uma vez que a parcela foi absorvida com a edição dos Decretos Legislativos nºs 6 e 7/1995, que estipularam novas cifras para a remuneração dos Ministros de Estado e membros do Congresso Nacional, aplicáveis aos Ministros do STF por força da Lei nº 8.448/1992, com reflexos sobre toda a magistratura federal. 10. Ante o exposto, nego provimento ao recurso por manifesta improcedência, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do respectivo valor. 11. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23CF-F4CA-54AE-C80D e senha 3011-EEAC-F183-2361 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.081 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES CLASSISTAS DA JUSTIÇA DO TRABALHO DA 2ª REGIÃO - AJUCLA ADV.(A/S) : JOAO PEDRO FERRAZ DOS PASSOS (DF001663/) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (PROC Nº 02566220065) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCC1-8BD0-70D1-2F7B e senha 5135-D36A-8E90-55DF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.081 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES CLASSISTAS DA JUSTIÇA DO TRABALHO DA 2ª REGIÃO - AJUCLA ADV.(A/S) : JOAO PEDRO FERRAZ DOS PASSOS (DF001663/) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (PROC Nº 02566220065) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCC1-8BD0-70D1-2F7B e senha 5135-D36A-8E90-55DF Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749108928
2018-12-14T00:00:00
2019-02-08T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: Direito Administrativo. Agravo regimental em mandado de segurança. URV. Conversão. Aplicação do índice de 11,98%. Juízes Classistas. Limitação temporal. ADI 1.797. Imposição de multa. 1. A jurisprudência do STF afirma que a tese fixada no RE 561.836, Rel. Min. Luiz Fux, não se aplica a magistrados federais, juízes classistas ou promotores (RE 780.569 AgR, Rel. Min. Rosa Weber; e RE 815.130 AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio). Em relação a essas categorias, subsiste a orientação no sentido de que o pagamento do índice de 11,98%, pela conversão dos vencimentos em URV, está sujeito à limitação temporal estabelecida no julgamento da ADI 1.797 (RE 658.511 AgR-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia). 2. Agravo a que se nega provimento por manifesta improcedência, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do respectivo valor.
sjur397901
- Acórdão(s) citado(s): (JUIZ CLASSISTA, CONVERSÃO DO VENCIMENTO EM URV) ADI 1797 (1ªT), RE 561836 (TP), RE 658511 AgR-AgR (2ªT), RE 780569 AgR (1ªT), RE 815130 AgR-ED (1ªT). (TEORIA DA TRANSCENDÊNCIA AOS MOTIVOS DETERMINANTES) Rcl 3108 AgR (TP), Rcl 10125 AgR (TP), Rcl 13300 AgR (TP). Número de páginas: 10. Análise: 15/02/2019, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
27081
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-008448 ANO-1992\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DLG-000006 ANO-1995\n DECRETO LEGISLATIVO\n\n", "LEG-FED DLG-000007 ANO-1995\n DECRETO LEGISLATIVO" ]
MS-AgR
acordaos
MS 27081 AgR
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AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES CLASSISTAS DA JUSTIÇA DO TRABALHO DA 2ª REGIÃO - AJUCLA ADV.(A/S) : JOAO PEDRO FERRAZ DOS PASSOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (PROC Nº 02566220065) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.081 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES CLASSISTAS DA JUSTIÇA DO TRABALHO DA 2... REGIÃO - AJUCLA ADV.(A/S) :JOAO PEDRO FERRAZ DOS PASSOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (PROC n 02566220065) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. URV. CONVERSÃO. APLICAÇÃO DO ÍNDICE DE 11,98%. JUÍZES CLASSISTAS. LIMITAÇÃO TEMPORAL. ADI 1.797. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afirma que a tese fixada no Recurso Extraordinário 561.836, Rel. Min. Luiz Fux, não se aplica a magistrados federais, juízes classistas ou promotores (Recurso Extraordinário 780.569 AgR, Rel. Min. Rosa Weber; e Recurso Extraordinário 815.130 AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio). Em relação a essas categorias, subsiste a orientação no sentido de que o pagamento do índice de 11,98%, pela conversão dos vencimentos em URV, está sujeito à limitação temporal estabelecida no julgamento da ADI 1.797 (Recurso Extraordinário 658.511 AgR-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia). 2. Agravo a que se nega provimento por manifesta improcedência, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do respectivo valor. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B11-FFFA-53FA-091B e senha E1AF-007E-7EB0-CA5D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão MS 27081 AGR / DF Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B11-FFFA-53FA-091B e senha E1AF-007E-7EB0-CA5D Supremo Tribunal Federal MS 27081 AGR / DF Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B11-FFFA-53FA-091B e senha E1AF-007E-7EB0-CA5D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.081 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES CLASSISTAS DA JUSTIÇA DO TRABALHO DA 2... REGIÃO - AJUCLA ADV.(A/S) :JOAO PEDRO FERRAZ DOS PASSOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (PROC n 02566220065) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática proferida pelo Min. Joaquim Barbosa, relator originário do feito, nos seguintes termos (fls. 190-191): “Decisão: Trata-se de mandado de segurança impetrado pela Associação do Juízes Classistas da Justiça do Trabalho da 2... Região (AJUCLA) contra o acórdão 2.253/2007 do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou a supressão do pagamento da parcela de 11,98% - compensação pela perda salarial ocasionada pela conversão da Unidade Real de Valor (URV) - aos associados da impetrante. A impetrante alega que o pagamento da parcela questionada tem fundamento em acórdão proferido pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho. A AJUCLA argumenta, também, que este Supremo Tribunal Federal teria se orientado, na ADI 2.323-MC, rel. min. Ilmar Galvão, DJ 20.04.2001, pela ausência de limitação temporal ao pagamento da parcela de 11,98%, modificando, assim, a opinião anteriormente adotada no julgamento da ADI 1.797, rel. min. Ilmar Galvão, DJ 13.10.2000, no qual a limitação mencionada teria sido estabelecida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1153-6F80-EBB2-3598 e senha D6D2-432C-1172-0EDC Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.081 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES CLASSISTAS DA JUSTIÇA DO TRABALHO DA 2... REGIÃO - AJUCLA ADV.(A/S) :JOAO PEDRO FERRAZ DOS PASSOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (PROC n 02566220065) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática proferida pelo Min. Joaquim Barbosa, relator originário do feito, nos seguintes termos (fls. 190-191): “Decisão: Trata-se de mandado de segurança impetrado pela Associação do Juízes Classistas da Justiça do Trabalho da 2... Região (AJUCLA) contra o acórdão 2.253/2007 do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou a supressão do pagamento da parcela de 11,98% - compensação pela perda salarial ocasionada pela conversão da Unidade Real de Valor (URV) - aos associados da impetrante. A impetrante alega que o pagamento da parcela questionada tem fundamento em acórdão proferido pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho. A AJUCLA argumenta, também, que este Supremo Tribunal Federal teria se orientado, na ADI 2.323-MC, rel. min. Ilmar Galvão, DJ 20.04.2001, pela ausência de limitação temporal ao pagamento da parcela de 11,98%, modificando, assim, a opinião anteriormente adotada no julgamento da ADI 1.797, rel. min. Ilmar Galvão, DJ 13.10.2000, no qual a limitação mencionada teria sido estabelecida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1153-6F80-EBB2-3598 e senha D6D2-432C-1172-0EDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório MS 27081 AGR / DF As informações enviadas pelo TCU refutam a modificação do entendimento desta Corte alegada pela impetrante. De acordo com o TCU, a limitação temporal ao pagamento da diferença da URV, no que se refere aos magistrados, tem sido mantida de maneira uniforme na jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal (fls. 90-98). A liminar foi indeferida em decisão da min. Ellen Gracie no exercício da presidência desta Corte. Prevaleceu, para a conclusão de Sua Excelência pela inexistência de fumus boni iuris, a demonstração de que se encontrava pendente de julgamento, pelo TCU, pedido de reexame do acordão coator protocolado pela associação impetrante (fls. 104-105). A Procuradoria Geral da República opinou pela denegação da segurança (fls. 111-113). É o relatório. Decido. Esta Corte já decidiu que, no que se refere aos magistrados, o pagamento da parcela de 11,98% referente às perdas da conversão da URV está limitado a janeiro de 1995, uma vez que, ‘(...) em fevereiro de 1995, os Decretos Legislativos ns. 6 e 7, que estipularam novas cifras para a remuneração dos Ministros de Estado e membros do Congresso Nacional, aplicáveis aos Ministros por força da L. 8.448/92, com reflexos sobre toda a magistratura federal.’ (trecho da ementa do Recurso Extraordinário 479.005-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 02.06.2006) Veja-se, nesse sentido, a ementa do julgamento proferido pela Segunda Turma no Recurso Extraordinário 300.904-AgR-ED, rel. min. Gilmar Mendes, DJ 24.02.2006, que passo a transcrever: Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Efeitos infringentes. Possibilidade. Omissão 3. URV 11,98%. Servidores do Poder Judiciário. Magistrados. Delimitação ao período de abril de 1994 a janeiro de 1995. ADI 1.797. Precedente. 4. Embargos de declaração parcialmente acolhidos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1153-6F80-EBB2-3598 e senha D6D2-432C-1172-0EDC Supremo Tribunal Federal MS 27081 AGR / DF As informações enviadas pelo TCU refutam a modificação do entendimento desta Corte alegada pela impetrante. De acordo com o TCU, a limitação temporal ao pagamento da diferença da URV, no que se refere aos magistrados, tem sido mantida de maneira uniforme na jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal (fls. 90-98). A liminar foi indeferida em decisão da min. Ellen Gracie no exercício da presidência desta Corte. Prevaleceu, para a conclusão de Sua Excelência pela inexistência de fumus boni iuris, a demonstração de que se encontrava pendente de julgamento, pelo TCU, pedido de reexame do acordão coator protocolado pela associação impetrante (fls. 104-105). A Procuradoria Geral da República opinou pela denegação da segurança (fls. 111-113). É o relatório. Decido. Esta Corte já decidiu que, no que se refere aos magistrados, o pagamento da parcela de 11,98% referente às perdas da conversão da URV está limitado a janeiro de 1995, uma vez que, ‘(...) em fevereiro de 1995, os Decretos Legislativos ns. 6 e 7, que estipularam novas cifras para a remuneração dos Ministros de Estado e membros do Congresso Nacional, aplicáveis aos Ministros por força da L. 8.448/92, com reflexos sobre toda a magistratura federal.’ (trecho da ementa do Recurso Extraordinário 479.005-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 02.06.2006) Veja-se, nesse sentido, a ementa do julgamento proferido pela Segunda Turma no Recurso Extraordinário 300.904-AgR-ED, rel. min. Gilmar Mendes, DJ 24.02.2006, que passo a transcrever: Embargos de declaração em agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Efeitos infringentes. Possibilidade. Omissão 3. URV 11,98%. Servidores do Poder Judiciário. Magistrados. Delimitação ao período de abril de 1994 a janeiro de 1995. ADI 1.797. Precedente. 4. Embargos de declaração parcialmente acolhidos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1153-6F80-EBB2-3598 e senha D6D2-432C-1172-0EDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório MS 27081 AGR / DF Ante o exposto, denego a segurança (art. 205 do RISTF). Publique-se. Arquive-se. Brasília, 20 de abril de 2012 Ministro Joaquim Barbosa Relator” 2. A associação agravante alega que o entendimento resultante da ADI 1.797 já está superado por decisões posteriores. Afirma que o “Supremo Tribunal tem entendido que o objeto impugnado da ADIN em referência, foi um ato administrativo restrito aos membros e servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 6... Região, não podendo, a argumentação, ser utilizado em outras decisões” (fls. 195). Aponta, ademais, que seria pacífico na jurisprudência o entendimento de que não existe limitação temporal para a aplicação da correção monetária advinda da URV. Cita precedentes. 3. A União requereu o seu ingresso no feito (fls. 205), o que foi admitido (fls. 210). 4. Nas petições ns 25.484 e 25.501/2014 (fls. 215-220 e 223- 228), a parte agravante, em complementação, alega que a matéria foi examinada novamente no Recurso Extraordinário 561.836/RN, julgado em sede de repercussão geral. Afirma que, no voto condutor do julgado, estaria claro que “a absorção dos 11,98% para os magistrados somente ocorreu quando da fixação do subsídio – o que se eu por meio da Lei n 10.474, de 27 de junho de 2002” (fls. 225). 5. Defende que não resultaram em reestruturação financeira da carreira os Decretos Legislativos ns 6 e 7/1995, que fixaram os aumentos concedidos aos Ministros de Estados e aos membros do Poder Legislativo, os quais repercutiram nos vencimentos dos magistrados, nos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1153-6F80-EBB2-3598 e senha D6D2-432C-1172-0EDC Supremo Tribunal Federal MS 27081 AGR / DF Ante o exposto, denego a segurança (art. 205 do RISTF). Publique-se. Arquive-se. Brasília, 20 de abril de 2012 Ministro Joaquim Barbosa Relator” 2. A associação agravante alega que o entendimento resultante da ADI 1.797 já está superado por decisões posteriores. Afirma que o “Supremo Tribunal tem entendido que o objeto impugnado da ADIN em referência, foi um ato administrativo restrito aos membros e servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 6... Região, não podendo, a argumentação, ser utilizado em outras decisões” (fls. 195). Aponta, ademais, que seria pacífico na jurisprudência o entendimento de que não existe limitação temporal para a aplicação da correção monetária advinda da URV. Cita precedentes. 3. A União requereu o seu ingresso no feito (fls. 205), o que foi admitido (fls. 210). 4. Nas petições ns 25.484 e 25.501/2014 (fls. 215-220 e 223- 228), a parte agravante, em complementação, alega que a matéria foi examinada novamente no Recurso Extraordinário 561.836/RN, julgado em sede de repercussão geral. Afirma que, no voto condutor do julgado, estaria claro que “a absorção dos 11,98% para os magistrados somente ocorreu quando da fixação do subsídio – o que se eu por meio da Lei n 10.474, de 27 de junho de 2002” (fls. 225). 5. Defende que não resultaram em reestruturação financeira da carreira os Decretos Legislativos ns 6 e 7/1995, que fixaram os aumentos concedidos aos Ministros de Estados e aos membros do Poder Legislativo, os quais repercutiram nos vencimentos dos magistrados, nos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1153-6F80-EBB2-3598 e senha D6D2-432C-1172-0EDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório MS 27081 AGR / DF moldes do art. 61, parágrafo único, da Lei Complementar n 35/1979 (LOMAN). Pede, assim, que seja garantido aos seus associados o pagamento da correção monetária no índice de 11,98%, a partir de abril de 1998. 6. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1153-6F80-EBB2-3598 e senha D6D2-432C-1172-0EDC Supremo Tribunal Federal MS 27081 AGR / DF moldes do art. 61, parágrafo único, da Lei Complementar n 35/1979 (LOMAN). Pede, assim, que seja garantido aos seus associados o pagamento da correção monetária no índice de 11,98%, a partir de abril de 1998. 6. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1153-6F80-EBB2-3598 e senha D6D2-432C-1172-0EDC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.081 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do recurso, por tempestivo. 2. No mérito, sem razão a parte agravante. Em primeiro lugar, vale esclarecer que os precedentes desta Corte, afirmando que os efeitos vinculantes da decisão proferida na ADI n 1.797, Rel. Min. Ilmar Galvão, atingem apenas magistrados e servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 6... Região, originam-se de reclamações constitucionais. Na sistemática da Lei n 8.038/1990 e do Código de Processo Civil/1973, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou-se de forma contrária à adoção da teoria da transcendência aos motivos determinantes de suas decisões, o que tornou inviável o uso de teses de julgamento como fundamento para reclamações constitucionais. Limitou-se a eficácia vinculante das decisões à sua parte dispositiva – i.e., à declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade de determinada norma infraconstitucional – tal qual nos processos subjetivos. Nessa linha: Rcl 3.108 AgR, rel. Min. Marco Aurélio; Rcl 10.125 AgR, rel. Min. Dias Toffoli; Rcl 13.300 AgR, rel. Min. Cármen Lúcia. 3. Assim, a conclusão de que determinada situação concreta não guarda relação de aderência estrita com o paradigma implica a inviabilidade de ajuizamento de reclamação constitucional, mas não autoriza, por si só, a conclusão de que o Supremo Tribunal Federal teria alterado sua jurisprudência sobre a matéria discutida. 5. Em segundo lugar, e ao contrário do que afirma a parte reclamante, o entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal na ADI n 1.797, rel. Min. Ilmar Galvão, não foi superado. Isso porque, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23CF-F4CA-54AE-C80D e senha 3011-EEAC-F183-2361 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.081 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do recurso, por tempestivo. 2. No mérito, sem razão a parte agravante. Em primeiro lugar, vale esclarecer que os precedentes desta Corte, afirmando que os efeitos vinculantes da decisão proferida na ADI n 1.797, Rel. Min. Ilmar Galvão, atingem apenas magistrados e servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 6... Região, originam-se de reclamações constitucionais. Na sistemática da Lei n 8.038/1990 e do Código de Processo Civil/1973, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou-se de forma contrária à adoção da teoria da transcendência aos motivos determinantes de suas decisões, o que tornou inviável o uso de teses de julgamento como fundamento para reclamações constitucionais. Limitou-se a eficácia vinculante das decisões à sua parte dispositiva – i.e., à declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade de determinada norma infraconstitucional – tal qual nos processos subjetivos. Nessa linha: Rcl 3.108 AgR, rel. Min. Marco Aurélio; Rcl 10.125 AgR, rel. Min. Dias Toffoli; Rcl 13.300 AgR, rel. Min. Cármen Lúcia. 3. Assim, a conclusão de que determinada situação concreta não guarda relação de aderência estrita com o paradigma implica a inviabilidade de ajuizamento de reclamação constitucional, mas não autoriza, por si só, a conclusão de que o Supremo Tribunal Federal teria alterado sua jurisprudência sobre a matéria discutida. 5. Em segundo lugar, e ao contrário do que afirma a parte reclamante, o entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal na ADI n 1.797, rel. Min. Ilmar Galvão, não foi superado. Isso porque, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23CF-F4CA-54AE-C80D e senha 3011-EEAC-F183-2361 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 27081 AGR / DF ADI n 2.323 MC, rel. Min. Ilmar Galvão, (i) a discussão se refere à remuneração de servidores do Superior Tribunal de Justiça – não de magistrados. Os contextos fáticos, são, portanto, distintos, já que apenas para os magistrados se coloca a discussão relativa à incorporação à remuneração do percentual de 11,98% após a edição dos Decretos Legislativos ns 6 e 7, publicados em 23.01.1995. 6. Com o objetivo de corroborar o que ora exponho, anoto que, mesmo após o deferimento da medida cautelar na ADI n 2.323, esta Corte continuou a reafirmar a incidência, aos magistrados, da limitação temporal reconhecida por ocasião do julgamento da ADI n 1.797. 7. Em terceiro lugar, o entendimento resultante do julgamento do Recurso Extraordinário 561.836 (Rel. Min. Luiz Fux), julgado sob a sistemática da repercussão geral, não se aplica a magistrados federais, juízes classistas ou promotores, conforme já afirmado nas decisões proferidas nos REs 780.569 AgR (Rel. Min. Rosa Weber) e 815.130 AgR-ED (Rel. Min. Marco Aurélio). 8. Em relação a essas categorias, subsiste a orientação no sentido de que o pagamento do índice de 11,98%, pela conversão dos vencimentos em URV, está sujeito à limitação temporal estabelecida no julgamento da ADI 1.797. Confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. LIMITAÇÃO TEMPORAL DO REAJUSTE SALARIAL DE 11,98%. JUÍZES CLASSISTAS. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 1.797. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 658.511 AgR-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23CF-F4CA-54AE-C80D e senha 3011-EEAC-F183-2361 Supremo Tribunal Federal MS 27081 AGR / DF ADI n 2.323 MC, rel. Min. Ilmar Galvão, (i) a discussão se refere à remuneração de servidores do Superior Tribunal de Justiça – não de magistrados. Os contextos fáticos, são, portanto, distintos, já que apenas para os magistrados se coloca a discussão relativa à incorporação à remuneração do percentual de 11,98% após a edição dos Decretos Legislativos ns 6 e 7, publicados em 23.01.1995. 6. Com o objetivo de corroborar o que ora exponho, anoto que, mesmo após o deferimento da medida cautelar na ADI n 2.323, esta Corte continuou a reafirmar a incidência, aos magistrados, da limitação temporal reconhecida por ocasião do julgamento da ADI n 1.797. 7. Em terceiro lugar, o entendimento resultante do julgamento do Recurso Extraordinário 561.836 (Rel. Min. Luiz Fux), julgado sob a sistemática da repercussão geral, não se aplica a magistrados federais, juízes classistas ou promotores, conforme já afirmado nas decisões proferidas nos REs 780.569 AgR (Rel. Min. Rosa Weber) e 815.130 AgR-ED (Rel. Min. Marco Aurélio). 8. Em relação a essas categorias, subsiste a orientação no sentido de que o pagamento do índice de 11,98%, pela conversão dos vencimentos em URV, está sujeito à limitação temporal estabelecida no julgamento da ADI 1.797. Confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. LIMITAÇÃO TEMPORAL DO REAJUSTE SALARIAL DE 11,98%. JUÍZES CLASSISTAS. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 1.797. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 658.511 AgR-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23CF-F4CA-54AE-C80D e senha 3011-EEAC-F183-2361 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 27081 AGR / DF 9. A orientação firmada, no que tange aos magistrados federais, é de que o percentual vindicado é devido de abril de 1994 a janeiro de 1995, uma vez que a parcela foi absorvida com a edição dos Decretos Legislativos ns 6 e 7/1995, que estipularam novas cifras para a remuneração dos Ministros de Estado e membros do Congresso Nacional, aplicáveis aos Ministros do Supremo Tribunal Federal por força da Lei n 8.448/1992, com reflexos sobre toda a magistratura federal. 10. Ante o exposto, nego provimento ao recurso por manifesta improcedência, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do respectivo valor. 11. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23CF-F4CA-54AE-C80D e senha 3011-EEAC-F183-2361 Supremo Tribunal Federal MS 27081 AGR / DF 9. A orientação firmada, no que tange aos magistrados federais, é de que o percentual vindicado é devido de abril de 1994 a janeiro de 1995, uma vez que a parcela foi absorvida com a edição dos Decretos Legislativos ns 6 e 7/1995, que estipularam novas cifras para a remuneração dos Ministros de Estado e membros do Congresso Nacional, aplicáveis aos Ministros do Supremo Tribunal Federal por força da Lei n 8.448/1992, com reflexos sobre toda a magistratura federal. 10. Ante o exposto, nego provimento ao recurso por manifesta improcedência, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do respectivo valor. 11. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23CF-F4CA-54AE-C80D e senha 3011-EEAC-F183-2361 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.081 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES CLASSISTAS DA JUSTIÇA DO TRABALHO DA 2... REGIÃO - AJUCLA ADV.(A/S) : JOAO PEDRO FERRAZ DOS PASSOS (DF001663/) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (PROC n 02566220065) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCC1-8BD0-70D1-2F7B e senha 5135-D36A-8E90-55DF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.081 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES CLASSISTAS DA JUSTIÇA DO TRABALHO DA 2... REGIÃO - AJUCLA ADV.(A/S) : JOAO PEDRO FERRAZ DOS PASSOS (DF001663/) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (PROC n 02566220065) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCC1-8BD0-70D1-2F7B e senha 5135-D36A-8E90-55DF Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADI 1 . 797", "Recurso Extraordinário 561 . 836", "Recurso Extraordinário 780 . 569 AgR", "Recurso Extraordinário 815 . 130 AgR - ED", "ADI 1 . 797", "Recurso Extraordinário 658 . 511 AgR - AgR", "acórdão 2 . 253 / 2007", "ADI 2 . 323 - MC", "ADI 1 . 797", "acórdão 2 . 253 / 2007", "ADI 2 . 323 - MC", "ADI 1 . 797", "MS 27081 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 479 . 005 - AgR", "Recurso Extraordinário 300 . 904 - AgR - ED", "ADI 1 . 797", "MS 27081", "Recurso Extraordinário 479 . 005 - AgR", "Recurso Extraordinário 300 . 904 - AgR - ED", "ADI 1 . 797", "MS 27081 AGR", "ADI 1 . 797", "Recurso Extraordinário 561 . 836 / RN", "MS 27081 AGR / DF", "ADI 1 . 797", "Recurso Extraordinário 561 . 836 / RN", "MS 27081 AGR / DF", "MS 27081 AGR", "ADI n 1 . 797", "Rcl 3 . 108 AgR", "Rcl 10 . 125 AgR", "Rcl 13 . 300 AgR", "ADI n 1 . 797", "ADI n 1 . 797", "Rcl 3 . 108 AgR", "Rcl 10 . 125 AgR", "Rcl 13 . 300 AgR", "ADI n 1 . 797", "MS 27081 AGR / DF", "ADI n 2 . 323 MC", "ADI n 2 . 323", "ADI n 1 . 797", "Recurso Extraordinário 561 . 836", "REs 780 . 569 AgR", "815", ".", "130", "AgR", "-", "ED", "ADI 1 . 797", "Recurso Extraordinário 658 . 511 AgR - AgR", "MS 27081 AGR", "ADI n 2 . 323 MC", "ADI n 2 . 323", "ADI n 1 . 797 .", "Recurso Extraordinário 561 . 836", "REs 780 . 569 AgR", "815", ".", "130", "AgR", "-", "ED", "ADI 1 . 797", "Recurso Extraordinário 658 . 511 AgR - AgR", "MS 27081 AGR / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "L", ". 8 . 448 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "L", ". 8 . 448 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 205 do RISTF", "Lei n 10 . 474", "Decretos Legislativos ns 6 e 7 / 1995", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 205 do RISTF", "Lei n 10 . 474", "Decretos Legislativos ns 6 e 7 / 1995", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 61 , parágrafo único , da Lei Complementar n 35 / 1979", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 61 , parágrafo único , da Lei Complementar n 35 / 1979", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 038 / 1990", "Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 038 / 1990", "Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decretos Legislativos ns 6", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decretos Legislativos ns 6 e 7 / 1995", "Lei n 8 . 448 / 1992", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decretos Legislativos ns 6 e 7 / 1995", "Lei n 8 . 448 / 1992", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "ASSOCIAÇÃO", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ASSOCIAÇÃO DOS", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Associação do Juízes Classistas da Justiça do Trabalho da", "Tribunal de Contas da União", "TCU", "Conselho Superior da Justiça do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Associação do Juízes Classistas da", "2", "Tribunal de Contas da União", "TCU", "Conselho Superior da Justiça do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Procuradoria Geral da República", "Congresso Nacional", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Procuradoria Geral da República", "Congresso Nacional", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "DF", "Supremo Tribunal", "Tribunal Regional do Trabalho da 6 . . . Região", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Tribunal", "Regional do Trabalho da 6 . . . Região", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional do Trabalho da 6 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional do Trabalho da 6 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Congresso Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Congresso Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "JOAO PEDRO FERRAZ DOS PASSOS", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JOAO PEDRO FERRAZ DOS PASSOS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "Ilmar Galvão", "Ilmar Galvão", "ROBERTO BARROSO", "JOAO PEDRO FERRAZ DOS PASSOS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "Ilmar Galvão", "Ilmar Galvão", "Ellen Gracie", "Sepúlveda Pertence", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Sepúlveda Pertence", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ilmar Galvão", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Ilmar Galvão", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ilmar Galvão", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Ilmar Galvão", "ROBERTO BARROSO", "Ilmar Galvão", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Ilmar Galvão", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JOAO PEDRO FERRAZ DOS PASSOS", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "JOAO PEDRO FERRAZ DOS PASSOS", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 a 13 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 a 13 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "20", ".", "04", ".", "2001", "13", ".", "10", ".", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "20", ".", "04", ".", "2001", "13", ".", "10", ".", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro de 1995", "fevereiro de 1995", "02", ".", "06", ".", "2006", "24", ".", "02", ".", "2006", "abril de 1994", "janeiro de 1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro de 1995", "fevereiro de 1995", "02", ".", "06", ".", "2006", "24", ".", "02", ".", "2006", "abril de 1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de abril de 2012", "27 de junho de 2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de abril de 2012", "27 de junho de 2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "abril de 1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "abril de 1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "01", ".", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "01", ".", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "abril de 1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "abril de 1994", "janeiro de 1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.553 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :RODRIGO LUIS DOS SANTOS IMPTE.(S) :LEANDRO LOURENCO DE CAMARGO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – COLEGIADO – CRIVO – NEUTRALIDADE. O fato de o pronunciamento individual, existente quando da impetração, ter sido substituído por ato de Colegiado, negativo, não prejudica a impetração. Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus. PENA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO – TRÁFICO DE ENTORPECENTES – DEDICAÇÃO A ATIVIDADES ILÍCITAS. Ante a dedicação do paciente a atividades criminosas, surge inadequada a observância da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. PENA – REGIME DE CUMPRIMENTO – DISCIPLINA. A disciplina do regime de cumprimento ocorre considerado o disposto no artigo 33, § 3º, do Código Penal, levando-se em conta a pena imposta e as circunstâncias judiciais. PENA – SUBSTITUIÇÃO – RESTRITIVA DE DIREITOS. Ficando a sanção final acima do limite de 4 anos de reclusão, inadmissível é a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC03-0AB7-7A3F-7C95 e senha 839C-E9A4-C6A6-5784 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 147553 / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC03-0AB7-7A3F-7C95 e senha 839C-E9A4-C6A6-5784 Supremo Tribunal Federal HC 147553 / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC03-0AB7-7A3F-7C95 e senha 839C-E9A4-C6A6-5784 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.553 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :RODRIGO LUIS DOS SANTOS IMPTE.(S) :LEANDRO LOURENCO DE CAMARGO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou as balizas da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Capivari/SP, no processo nº 0000097-27.2015.8.26.0599, condenou o paciente a 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 583 dias-multa, ante o cometimento do delito descrito no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei nº 11.343/2006. Na dosimetria, valorou negativamente a quantidade e variedade de substâncias apreendidas – 9 porções de cocaína e 1 de maconha –, estipulando a pena-base em 5 anos e 10 meses, considerado o piso de 5 anos e o teto de 15. Afastou a incidência da causa de diminuição prevista no § 4º do mesmo dispositivo, consignando a dedicação a atividades ilícitas. Negou o direito de recorrer em liberdade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E8F-520A-F26D-CF90 e senha A042-9ACC-2CC8-0B6C Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.553 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :RODRIGO LUIS DOS SANTOS IMPTE.(S) :LEANDRO LOURENCO DE CAMARGO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou as balizas da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Capivari/SP, no processo nº 0000097-27.2015.8.26.0599, condenou o paciente a 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 583 dias-multa, ante o cometimento do delito descrito no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei nº 11.343/2006. Na dosimetria, valorou negativamente a quantidade e variedade de substâncias apreendidas – 9 porções de cocaína e 1 de maconha –, estipulando a pena-base em 5 anos e 10 meses, considerado o piso de 5 anos e o teto de 15. Afastou a incidência da causa de diminuição prevista no § 4º do mesmo dispositivo, consignando a dedicação a atividades ilícitas. Negou o direito de recorrer em liberdade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E8F-520A-F26D-CF90 e senha A042-9ACC-2CC8-0B6C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 147553 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 414.569/SP. O Relator indeferiu a liminar. O impetrante sustenta constrangimento ilegal consubstanciado na imposição do regime fechado, apontando favoráveis as circunstâncias judiciais versadas no artigo 59 do Código Penal. Sublinha as condições pessoais benéficas do paciente – primariedade, bons antecedentes, não se dedicar a atividades delitivas e não integrar organização criminosa. Frisa encontrar-se recolhido desde 13 de fevereiro de 2015, a ensejar a progressão para o regime aberto caso deferido o implemento do semiaberto. Alega possível a aplicação da causa de diminuição de pena e a substituição da sanção privativa de liberdade por restritiva de direitos. Destaca o caráter ressocializador da pena. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a fixação do regime inicial aberto ou semiaberto, a observância do § 4º do artigo 33 da Lei nº 11.343/2006 e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Busca, alfim, a confirmação das providências. Vossa Excelência, em 11 de junho de 2018, deixou de implementar a medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina, preliminarmente, pela inadmissão do habeas corpus, considerado o verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Reportando-se à superveniência da apreciação, pelo colegiado, da matéria de fundo alusiva à impetração formalizada no Superior Tribunal de Justiça, destaca a perda de objeto do habeas. No mérito, afirma inexistir ilegalidade a ser reconhecida. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou haver sido 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E8F-520A-F26D-CF90 e senha A042-9ACC-2CC8-0B6C Supremo Tribunal Federal HC 147553 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 414.569/SP. O Relator indeferiu a liminar. O impetrante sustenta constrangimento ilegal consubstanciado na imposição do regime fechado, apontando favoráveis as circunstâncias judiciais versadas no artigo 59 do Código Penal. Sublinha as condições pessoais benéficas do paciente – primariedade, bons antecedentes, não se dedicar a atividades delitivas e não integrar organização criminosa. Frisa encontrar-se recolhido desde 13 de fevereiro de 2015, a ensejar a progressão para o regime aberto caso deferido o implemento do semiaberto. Alega possível a aplicação da causa de diminuição de pena e a substituição da sanção privativa de liberdade por restritiva de direitos. Destaca o caráter ressocializador da pena. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a fixação do regime inicial aberto ou semiaberto, a observância do § 4º do artigo 33 da Lei nº 11.343/2006 e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Busca, alfim, a confirmação das providências. Vossa Excelência, em 11 de junho de 2018, deixou de implementar a medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina, preliminarmente, pela inadmissão do habeas corpus, considerado o verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Reportando-se à superveniência da apreciação, pelo colegiado, da matéria de fundo alusiva à impetração formalizada no Superior Tribunal de Justiça, destaca a perda de objeto do habeas. No mérito, afirma inexistir ilegalidade a ser reconhecida. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou haver sido 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E8F-520A-F26D-CF90 e senha A042-9ACC-2CC8-0B6C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 147553 / SP desprovida a apelação interposta pela defesa. A Presidência da Seção Criminal inadmitiu recurso especial. No Superior Tribunal de Justiça, a Presidente não conheceu do agravo de nº 1.054.877. A Quinta Turma desproveu agravo regimental. Recurso extraordinário não foi admitido. A Corte Especial desproveu o agravo regimental e o agravo visando a subida do extraordinário ao Supremo. Em 9 de abril de 2018, o acórdão o acórdão alcançou a preclusão maior. O habeas corpus nº 414.569/SP foi julgado prejudicado pelo Relator, ante a superveniência da análise do mérito da impetração no Tribunal estadual. Agravo regimental foi desprovido pela Quinta Turma. Lancei visto no processo em 15 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 26 de fevereiro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E8F-520A-F26D-CF90 e senha A042-9ACC-2CC8-0B6C Supremo Tribunal Federal HC 147553 / SP desprovida a apelação interposta pela defesa. A Presidência da Seção Criminal inadmitiu recurso especial. No Superior Tribunal de Justiça, a Presidente não conheceu do agravo de nº 1.054.877. A Quinta Turma desproveu agravo regimental. Recurso extraordinário não foi admitido. A Corte Especial desproveu o agravo regimental e o agravo visando a subida do extraordinário ao Supremo. Em 9 de abril de 2018, o acórdão o acórdão alcançou a preclusão maior. O habeas corpus nº 414.569/SP foi julgado prejudicado pelo Relator, ante a superveniência da análise do mérito da impetração no Tribunal estadual. Agravo regimental foi desprovido pela Quinta Turma. Lancei visto no processo em 15 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 26 de fevereiro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E8F-520A-F26D-CF90 e senha A042-9ACC-2CC8-0B6C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.553 SÃO PAULO V O T O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Rejeito as preliminares suscitadas pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem – exigindo a protocolação, contra pronunciamento individual, de agravo. De qualquer forma, o ato individual veio a ser substituído pela decisão negativa do Colegiado. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. No mais, a substituição de ato individual, existente quando da impetração, por decisão de colegiado não prejudica o habeas corpus. Quanto à matéria de fundo, reitero a óptica veiculada ao deixar de implementar, em 11 de junho de 2018, a medida acauteladora: […] 2. Atentem para as premissas assentadas pelo Juízo para afastar a causa de diminuição de pena versada no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. Considerou a dedicação a atividades criminosas, ante a natureza e quantidade das substâncias encontradas – 9 porções de cocaína e 1 de maconha –, bem assim a quantia de R$ 170,00 e sacos plásticos comumente utilizados no fracionamento das drogas. Ressaltou não se tratar de traficante ocasional, aludindo ao depoimento do investigador Leonardo Cavalcante Oliveira, o qual afirmou ser o paciente conhecido da polícia local. Inexiste ilegalidade a ser sanada. Quanto ao regime de cumprimento da sanção, cumpre ter presente o disposto no artigo 33, parágrafos 2º e 3º, do Código Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C52-1941-3873-EBED e senha FFD5-8143-9BC7-783B Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.553 SÃO PAULO V O T O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Rejeito as preliminares suscitadas pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem – exigindo a protocolação, contra pronunciamento individual, de agravo. De qualquer forma, o ato individual veio a ser substituído pela decisão negativa do Colegiado. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. No mais, a substituição de ato individual, existente quando da impetração, por decisão de colegiado não prejudica o habeas corpus. Quanto à matéria de fundo, reitero a óptica veiculada ao deixar de implementar, em 11 de junho de 2018, a medida acauteladora: […] 2. Atentem para as premissas assentadas pelo Juízo para afastar a causa de diminuição de pena versada no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. Considerou a dedicação a atividades criminosas, ante a natureza e quantidade das substâncias encontradas – 9 porções de cocaína e 1 de maconha –, bem assim a quantia de R$ 170,00 e sacos plásticos comumente utilizados no fracionamento das drogas. Ressaltou não se tratar de traficante ocasional, aludindo ao depoimento do investigador Leonardo Cavalcante Oliveira, o qual afirmou ser o paciente conhecido da polícia local. Inexiste ilegalidade a ser sanada. Quanto ao regime de cumprimento da sanção, cumpre ter presente o disposto no artigo 33, parágrafos 2º e 3º, do Código Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C52-1941-3873-EBED e senha FFD5-8143-9BC7-783B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 147553 / SP Penal. A pena-base, considerada a quantidade e natureza dos entorpecentes apreendidos, foi fixada acima do mínimo versado para o tipo, sendo o fechado o único regime adequado. No tocante à substituição da sanção privativa da liberdade por limitadora de direitos, surge o óbice dos incisos I e III do artigo 44 do Código Penal, ou seja, ter a pena ficado em patamar superior a 4 anos e serem negativas as circunstâncias judiciais. […] Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C52-1941-3873-EBED e senha FFD5-8143-9BC7-783B Supremo Tribunal Federal HC 147553 / SP Penal. A pena-base, considerada a quantidade e natureza dos entorpecentes apreendidos, foi fixada acima do mínimo versado para o tipo, sendo o fechado o único regime adequado. No tocante à substituição da sanção privativa da liberdade por limitadora de direitos, surge o óbice dos incisos I e III do artigo 44 do Código Penal, ou seja, ter a pena ficado em patamar superior a 4 anos e serem negativas as circunstâncias judiciais. […] Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C52-1941-3873-EBED e senha FFD5-8143-9BC7-783B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.553 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ressalvado o cabimento, acompanho Vossa Excelência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC59-88D3-B012-D82E e senha 97B9-1F6E-2E7C-4D81 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.553 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ressalvado o cabimento, acompanho Vossa Excelência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC59-88D3-B012-D82E e senha 97B9-1F6E-2E7C-4D81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.553 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, embora, pessoalmente, ache a pena exagerada para a posse de nove porções de cocaína e uma porção de maconha, não nos é dado, nessa instância, reavaliar a dosimetria. Estou acompanhando Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5144-2BB8-C2DD-8DAA e senha CA2A-9C32-46E8-AF57 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.553 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, embora, pessoalmente, ache a pena exagerada para a posse de nove porções de cocaína e uma porção de maconha, não nos é dado, nessa instância, reavaliar a dosimetria. Estou acompanhando Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5144-2BB8-C2DD-8DAA e senha CA2A-9C32-46E8-AF57 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 147.553 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : RODRIGO LUIS DOS SANTOS IMPTE.(S) : LEANDRO LOURENCO DE CAMARGO (213736/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F8D-D87B-39D4-9ABB e senha DC48-BB5E-685F-35AF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 147.553 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : RODRIGO LUIS DOS SANTOS IMPTE.(S) : LEANDRO LOURENCO DE CAMARGO (213736/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F8D-D87B-39D4-9ABB e senha DC48-BB5E-685F-35AF Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749701508
2019-03-12T00:00:00
2019-05-02T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.3.2019.
HABEAS CORPUS
HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – COLEGIADO – CRIVO – NEUTRALIDADE. O fato de o pronunciamento individual, existente quando da impetração, ter sido substituído por ato de Colegiado, negativo, não prejudica a impetração. Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus. PENA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO – TRÁFICO DE ENTORPECENTES – DEDICAÇÃO A ATIVIDADES ILÍCITAS. Ante a dedicação do paciente a atividades criminosas, surge inadequada a observância da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. PENA – REGIME DE CUMPRIMENTO – DISCIPLINA. A disciplina do regime de cumprimento ocorre considerado o disposto no artigo 33, § 3º, do Código Penal, levando-se em conta a pena imposta e as circunstâncias judiciais. PENA – SUBSTITUIÇÃO – RESTRITIVA DE DIREITOS. Ficando a sanção final acima do limite de 4 anos de reclusão, inadmissível é a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.
sjur402822
Número de páginas: 10. Análise: 24/07/2019, KBP.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
147553
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00003 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 147553
[ "" ]
PACTE.(S) : RODRIGO LUIS DOS SANTOS IMPTE.(S) : LEANDRO LOURENCO DE CAMARGO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.553 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :RODRIGO LUIS DOS SANTOS IMPTE.(S) :LEANDRO LOURENCO DE CAMARGO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – COLEGIADO – CRIVO – NEUTRALIDADE. O fato de o pronunciamento individual, existente quando da impetração, ter sido substituído por ato de Colegiado, negativo, não prejudica a impetração. Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus. PENA – CAUSA DE DIMINUIÇÃO – TRÁFICO DE ENTORPECENTES – DEDICAÇÃO A ATIVIDADES ILÍCITAS. Ante a dedicação do paciente a atividades criminosas, surge inadequada a observância da causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006. PENA – REGIME DE CUMPRIMENTO – DISCIPLINA. A disciplina do regime de cumprimento ocorre considerado o disposto no artigo 33, § 3..., do Código Penal, levando-se em conta a pena imposta e as circunstâncias judiciais. PENA – SUBSTITUIÇÃO – RESTRITIVA DE DIREITOS. Ficando a sanção final acima do limite de 4 anos de reclusão, inadmissível é a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC03-0AB7-7A3F-7C95 e senha 839C-E9A4-C6A6-5784 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 147553 / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC03-0AB7-7A3F-7C95 e senha 839C-E9A4-C6A6-5784 Supremo Tribunal Federal HC 147553 / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC03-0AB7-7A3F-7C95 e senha 839C-E9A4-C6A6-5784 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.553 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :RODRIGO LUIS DOS SANTOS IMPTE.(S) :LEANDRO LOURENCO DE CAMARGO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou as balizas da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Capivari/SP, no processo n 0000097-27.2015.8.26.0599, condenou o paciente a 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 583 dias-multa, ante o cometimento do delito descrito no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei n 11.343/2006. Na dosimetria, valorou negativamente a quantidade e variedade de substâncias apreendidas – 9 porções de cocaína e 1 de maconha –, estipulando a pena-base em 5 anos e 10 meses, considerado o piso de 5 anos e o teto de 15. Afastou a incidência da causa de diminuição prevista no § 4... do mesmo dispositivo, consignando a dedicação a atividades ilícitas. Negou o direito de recorrer em liberdade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E8F-520A-F26D-CF90 e senha A042-9ACC-2CC8-0B6C Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.553 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :RODRIGO LUIS DOS SANTOS IMPTE.(S) :LEANDRO LOURENCO DE CAMARGO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou as balizas da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Capivari/SP, no processo n 0000097-27.2015.8.26.0599, condenou o paciente a 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 583 dias-multa, ante o cometimento do delito descrito no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei n 11.343/2006. Na dosimetria, valorou negativamente a quantidade e variedade de substâncias apreendidas – 9 porções de cocaína e 1 de maconha –, estipulando a pena-base em 5 anos e 10 meses, considerado o piso de 5 anos e o teto de 15. Afastou a incidência da causa de diminuição prevista no § 4... do mesmo dispositivo, consignando a dedicação a atividades ilícitas. Negou o direito de recorrer em liberdade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E8F-520A-F26D-CF90 e senha A042-9ACC-2CC8-0B6C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 147553 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 414.569/SP. O Relator indeferiu a liminar. O impetrante sustenta constrangimento ilegal consubstanciado na imposição do regime fechado, apontando favoráveis as circunstâncias judiciais versadas no artigo 59 do Código Penal. Sublinha as condições pessoais benéficas do paciente – primariedade, bons antecedentes, não se dedicar a atividades delitivas e não integrar organização criminosa. Frisa encontrar-se recolhido desde 13 de fevereiro de 2015, a ensejar a progressão para o regime aberto caso deferido o implemento do semiaberto. Alega possível a aplicação da causa de diminuição de pena e a substituição da sanção privativa de liberdade por restritiva de direitos. Destaca o caráter ressocializador da pena. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a fixação do regime inicial aberto ou semiaberto, a observância do § 4... do artigo 33 da Lei n 11.343/2006 e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Busca, alfim, a confirmação das providências. Vossa Excelência, em 11 de junho de 2018, deixou de implementar a medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina, preliminarmente, pela inadmissão do habeas corpus, considerado o verbete n 691 da Súmula do Supremo. Reportando-se à superveniência da apreciação, pelo colegiado, da matéria de fundo alusiva à impetração formalizada no Superior Tribunal de Justiça, destaca a perda de objeto do habeas. No mérito, afirma inexistir ilegalidade a ser reconhecida. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou haver sido 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E8F-520A-F26D-CF90 e senha A042-9ACC-2CC8-0B6C Supremo Tribunal Federal HC 147553 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 414.569/SP. O Relator indeferiu a liminar. O impetrante sustenta constrangimento ilegal consubstanciado na imposição do regime fechado, apontando favoráveis as circunstâncias judiciais versadas no artigo 59 do Código Penal. Sublinha as condições pessoais benéficas do paciente – primariedade, bons antecedentes, não se dedicar a atividades delitivas e não integrar organização criminosa. Frisa encontrar-se recolhido desde 13 de fevereiro de 2015, a ensejar a progressão para o regime aberto caso deferido o implemento do semiaberto. Alega possível a aplicação da causa de diminuição de pena e a substituição da sanção privativa de liberdade por restritiva de direitos. Destaca o caráter ressocializador da pena. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a fixação do regime inicial aberto ou semiaberto, a observância do § 4... do artigo 33 da Lei n 11.343/2006 e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Busca, alfim, a confirmação das providências. Vossa Excelência, em 11 de junho de 2018, deixou de implementar a medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina, preliminarmente, pela inadmissão do habeas corpus, considerado o verbete n 691 da Súmula do Supremo. Reportando-se à superveniência da apreciação, pelo colegiado, da matéria de fundo alusiva à impetração formalizada no Superior Tribunal de Justiça, destaca a perda de objeto do habeas. No mérito, afirma inexistir ilegalidade a ser reconhecida. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou haver sido 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E8F-520A-F26D-CF90 e senha A042-9ACC-2CC8-0B6C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 147553 / SP desprovida a apelação interposta pela defesa. A Presidência da Seção Criminal inadmitiu recurso especial. No Superior Tribunal de Justiça, a Presidente não conheceu do agravo de n 1.054.877. A Quinta Turma desproveu agravo regimental. Recurso extraordinário não foi admitido. A Corte Especial desproveu o agravo regimental e o agravo visando a subida do extraordinário ao Supremo. Em 9 de abril de 2018, o acórdão o acórdão alcançou a preclusão maior. O habeas corpus n 414.569/SP foi julgado prejudicado pelo Relator, ante a superveniência da análise do mérito da impetração no Tribunal estadual. Agravo regimental foi desprovido pela Quinta Turma. Lancei visto no processo em 15 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 26 de fevereiro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E8F-520A-F26D-CF90 e senha A042-9ACC-2CC8-0B6C Supremo Tribunal Federal HC 147553 / SP desprovida a apelação interposta pela defesa. A Presidência da Seção Criminal inadmitiu recurso especial. No Superior Tribunal de Justiça, a Presidente não conheceu do agravo de n 1.054.877. A Quinta Turma desproveu agravo regimental. Recurso extraordinário não foi admitido. A Corte Especial desproveu o agravo regimental e o agravo visando a subida do extraordinário ao Supremo. Em 9 de abril de 2018, o acórdão o acórdão alcançou a preclusão maior. O habeas corpus n 414.569/SP foi julgado prejudicado pelo Relator, ante a superveniência da análise do mérito da impetração no Tribunal estadual. Agravo regimental foi desprovido pela Quinta Turma. Lancei visto no processo em 15 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 26 de fevereiro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E8F-520A-F26D-CF90 e senha A042-9ACC-2CC8-0B6C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.553 SÃO PAULO V O T O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Rejeito as preliminares suscitadas pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem – exigindo a protocolação, contra pronunciamento individual, de agravo. De qualquer forma, o ato individual veio a ser substituído pela decisão negativa do Colegiado. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. No mais, a substituição de ato individual, existente quando da impetração, por decisão de colegiado não prejudica o habeas corpus. Quanto à matéria de fundo, reitero a óptica veiculada ao deixar de implementar, em 11 de junho de 2018, a medida acauteladora: […] 2. Atentem para as premissas assentadas pelo Juízo para afastar a causa de diminuição de pena versada no artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006. Considerou a dedicação a atividades criminosas, ante a natureza e quantidade das substâncias encontradas – 9 porções de cocaína e 1 de maconha –, bem assim a quantia de R$ 170,00 e sacos plásticos comumente utilizados no fracionamento das drogas. Ressaltou não se tratar de traficante ocasional, aludindo ao depoimento do investigador Leonardo Cavalcante Oliveira, o qual afirmou ser o paciente conhecido da polícia local. Inexiste ilegalidade a ser sanada. Quanto ao regime de cumprimento da sanção, cumpre ter presente o disposto no artigo 33, parágrafos 2... e 3..., do Código Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C52-1941-3873-EBED e senha FFD5-8143-9BC7-783B Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.553 SÃO PAULO V O T O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Rejeito as preliminares suscitadas pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem – exigindo a protocolação, contra pronunciamento individual, de agravo. De qualquer forma, o ato individual veio a ser substituído pela decisão negativa do Colegiado. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. No mais, a substituição de ato individual, existente quando da impetração, por decisão de colegiado não prejudica o habeas corpus. Quanto à matéria de fundo, reitero a óptica veiculada ao deixar de implementar, em 11 de junho de 2018, a medida acauteladora: […] 2. Atentem para as premissas assentadas pelo Juízo para afastar a causa de diminuição de pena versada no artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006. Considerou a dedicação a atividades criminosas, ante a natureza e quantidade das substâncias encontradas – 9 porções de cocaína e 1 de maconha –, bem assim a quantia de R$ 170,00 e sacos plásticos comumente utilizados no fracionamento das drogas. Ressaltou não se tratar de traficante ocasional, aludindo ao depoimento do investigador Leonardo Cavalcante Oliveira, o qual afirmou ser o paciente conhecido da polícia local. Inexiste ilegalidade a ser sanada. Quanto ao regime de cumprimento da sanção, cumpre ter presente o disposto no artigo 33, parágrafos 2... e 3..., do Código Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C52-1941-3873-EBED e senha FFD5-8143-9BC7-783B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 147553 / SP Penal. A pena-base, considerada a quantidade e natureza dos entorpecentes apreendidos, foi fixada acima do mínimo versado para o tipo, sendo o fechado o único regime adequado. No tocante à substituição da sanção privativa da liberdade por limitadora de direitos, surge o óbice dos incisos I e III do artigo 44 do Código Penal, ou seja, ter a pena ficado em patamar superior a 4 anos e serem negativas as circunstâncias judiciais. […] Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C52-1941-3873-EBED e senha FFD5-8143-9BC7-783B Supremo Tribunal Federal HC 147553 / SP Penal. A pena-base, considerada a quantidade e natureza dos entorpecentes apreendidos, foi fixada acima do mínimo versado para o tipo, sendo o fechado o único regime adequado. No tocante à substituição da sanção privativa da liberdade por limitadora de direitos, surge o óbice dos incisos I e III do artigo 44 do Código Penal, ou seja, ter a pena ficado em patamar superior a 4 anos e serem negativas as circunstâncias judiciais. […] Indefiro a ordem. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C52-1941-3873-EBED e senha FFD5-8143-9BC7-783B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.553 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ressalvado o cabimento, acompanho Vossa Excelência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC59-88D3-B012-D82E e senha 97B9-1F6E-2E7C-4D81 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.553 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ressalvado o cabimento, acompanho Vossa Excelência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC59-88D3-B012-D82E e senha 97B9-1F6E-2E7C-4D81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.553 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, embora, pessoalmente, ache a pena exagerada para a posse de nove porções de cocaína e uma porção de maconha, não nos é dado, nessa instância, reavaliar a dosimetria. Estou acompanhando Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5144-2BB8-C2DD-8DAA e senha CA2A-9C32-46E8-AF57 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.553 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, embora, pessoalmente, ache a pena exagerada para a posse de nove porções de cocaína e uma porção de maconha, não nos é dado, nessa instância, reavaliar a dosimetria. Estou acompanhando Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5144-2BB8-C2DD-8DAA e senha CA2A-9C32-46E8-AF57 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 147.553 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : RODRIGO LUIS DOS SANTOS IMPTE.(S) : LEANDRO LOURENCO DE CAMARGO (213736/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F8D-D87B-39D4-9ABB e senha DC48-BB5E-685F-35AF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 147.553 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : RODRIGO LUIS DOS SANTOS IMPTE.(S) : LEANDRO LOURENCO DE CAMARGO (213736/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F8D-D87B-39D4-9ABB e senha DC48-BB5E-685F-35AF Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 147 . 553", "HC 147553 / SP", "HC 147553 / SP", "HABEAS CORPUS 147 . 553 SÃO PAULO", "processo n 0000097 - 27 . 2015 . 8 . 26 . 0599", "HABEAS CORPUS 147 . 553", "processo n 0000097 - 27 . 2015 . 8 . 26 . 0599", "HC 147553 / SP", "habeas corpus n 414 . 569 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 147553 / SP", "habeas corpus n 414 . 569 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 147553 / SP", "agravo de n 1 . 054 . 877", "habeas corpus n 414 . 569 / SP", "HC 147553 / SP", "habeas corpus n 414 . 569 / SP", "HABEAS CORPUS 147 . 553", "HABEAS CORPUS 147 . 553", "HC 147553 / SP", "HC 147553 / SP", "HABEAS CORPUS 147 . 553", "HABEAS CORPUS 147 . 553", "HABEAS CORPUS 147 . 553", "HABEAS CORPUS 147 . 553", "HABEAS CORPUS 147 . 553", "HABEAS CORPUS 147 . 553" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "artigo 33 , § 3 . . . , do Código Penal", "Medida", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , cabeça (", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , cabeça (", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 59 do Código Penal", "§ 4 . . . do artigo 33 da Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 59 do Código Penal", "§ 4 . . . do artigo 33 da Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n", "artigo 33 , parágrafos 2 . . . e 3 . . . , do Código", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "artigo 33 , parágrafos 2 . . . e 3 . . . , do Código", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos I e III do artigo 44 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos I e III do artigo 44 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Capivari / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Capivari / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Supremo", "Quinta Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Supremo", "Quinta Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "RODRIGO LUIS DOS SANTOS", "LEANDRO LOURENCO DE CAMARGO", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "RODRIGO LUIS DOS SANTOS", "LEANDRO LOURENCO DE CAMARGO", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Mariana Madera Nunes", "MARCO AURÉLIO", "RODRIGO LUIS DOS SANTOS", "LEANDRO LOURENCO DE CAMARGO", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Mariana Madera Nunes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Leonardo Cavalcante Oliveira", "MARCO AURÉLIO", "Leonardo Cavalcante Oliveira", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "RODRIGO LUIS DOS SANTOS", "LEANDRO LOURENCO DE CAMARGO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros", "MARCO AURÉLIO", "RODRIGO LUIS DOS SANTOS", "LEANDRO LOURENCO DE CAMARGO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de fevereiro de 2015", "11 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de fevereiro de 2015", "11 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de abril de 2018", "15 de fevereiro de 2019", "26 de fevereiro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de abril de 2018", "15 de fevereiro de 2019", "26 de fevereiro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "11 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "11 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "12", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.405 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :BRUNO LOPES DOS SANTOS IMPTE.(S) :CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 415.589 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS CONTRA INDEFERIMENTO MONOCRÁTICO DE PEDIDO DE LIMINAR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/STF. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. SUPERVENIENTE JULGAMENTO DE MÉRITO DA IMPETRAÇÃO NO TRIBUNAL ESTADUAL. 1. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em habeas corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância (Súmula 691). 2. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 3. Superveniente julgamento de mérito de Habeas Corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3135-8D1D-5004-FE0C e senha ED5A-A066-2BFF-59F7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 150405 / SP Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fuz. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3135-8D1D-5004-FE0C e senha ED5A-A066-2BFF-59F7 Supremo Tribunal Federal HC 150405 / SP Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fuz. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3135-8D1D-5004-FE0C e senha ED5A-A066-2BFF-59F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.405 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :BRUNO LOPES DOS SANTOS IMPTE.(S) :CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 415.589 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí/SP, no processo nº 0006680-16.2016.8.26.0624, converteu a prisão em flagrante do paciente, ocorrida no dia 24 de junho de 2016, em preventiva, considerado o suposto cometimento da infração versada no artigo 121, § 2º, incisos II e IV (homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima), combinado com o 14, inciso II (tentativa), do Código Penal. Consignou necessária a custódia para garantia da ordem pública, da instrução processual e da aplicação da lei penal. Reportou-se a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69F4-BC38-1898-2B63 e senha 329B-9481-C872-03FE Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.405 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :BRUNO LOPES DOS SANTOS IMPTE.(S) :CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 415.589 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí/SP, no processo nº 0006680-16.2016.8.26.0624, converteu a prisão em flagrante do paciente, ocorrida no dia 24 de junho de 2016, em preventiva, considerado o suposto cometimento da infração versada no artigo 121, § 2º, incisos II e IV (homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima), combinado com o 14, inciso II (tentativa), do Código Penal. Consignou necessária a custódia para garantia da ordem pública, da instrução processual e da aplicação da lei penal. Reportou-se a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69F4-BC38-1898-2B63 e senha 329B-9481-C872-03FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 150405 / SP processo em trâmite em razão da prática de violência doméstica, durante o gozo de liberdade provisória. Entendeu demonstrada a periculosidade, referindo-se aos contornos do delito, consubstanciado em ataque a faca no interior da residência da vítima, motivado por anterior desavença relacionada ao fato de ter sido acusado por ela de furto. Pronunciou-o, em 13 de outubro de 2016, por infração ao artigo 121, § 2º, incisos II, IV e VI (homicídio qualificado por motivo fútil, mediante recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima e contra a mulher ante a condição de sexo feminino), combinado com o 14, inciso II, do Código Penal. Negou o direito de recorrer em liberdade, destacando permanecerem os motivos ensejadores da preventiva. Aduziu haver a vítima recebido ameaças concernentes ao próprio depoimento, feitas, com o paciente preso, por meio da companheira deste, aludindo à instauração de inquérito policial para investigação do fato. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 415.589/SP, inadmitido pelo Relator. Os impetrantes sustentam a possibilidade de mitigação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Alegam constrangimento ilegal, frisando o excesso de prazo da constrição. Destacam a inidoneidade da fundamentação do ato que a implicou, tendo-o como lastreado em elementos abstratos. Realçam a primariedade do paciente. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva. No mérito, buscam a confirmação da providência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69F4-BC38-1898-2B63 e senha 329B-9481-C872-03FE Supremo Tribunal Federal HC 150405 / SP processo em trâmite em razão da prática de violência doméstica, durante o gozo de liberdade provisória. Entendeu demonstrada a periculosidade, referindo-se aos contornos do delito, consubstanciado em ataque a faca no interior da residência da vítima, motivado por anterior desavença relacionada ao fato de ter sido acusado por ela de furto. Pronunciou-o, em 13 de outubro de 2016, por infração ao artigo 121, § 2º, incisos II, IV e VI (homicídio qualificado por motivo fútil, mediante recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima e contra a mulher ante a condição de sexo feminino), combinado com o 14, inciso II, do Código Penal. Negou o direito de recorrer em liberdade, destacando permanecerem os motivos ensejadores da preventiva. Aduziu haver a vítima recebido ameaças concernentes ao próprio depoimento, feitas, com o paciente preso, por meio da companheira deste, aludindo à instauração de inquérito policial para investigação do fato. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 415.589/SP, inadmitido pelo Relator. Os impetrantes sustentam a possibilidade de mitigação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Alegam constrangimento ilegal, frisando o excesso de prazo da constrição. Destacam a inidoneidade da fundamentação do ato que a implicou, tendo-o como lastreado em elementos abstratos. Realçam a primariedade do paciente. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva. No mérito, buscam a confirmação da providência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69F4-BC38-1898-2B63 e senha 329B-9481-C872-03FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 150405 / SP Vossa Excelência, em 12 de dezembro de 2017, deferiu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, afirmando-a formalizada contra decisão individual e em substituição a recurso ordinário. Alude à superveniência do desfecho do habeas no Tribunal local, a inviabilizar a apreciação deste. Diz não haver ilegalidade a ser reparada. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou ocorrido o trânsito em julgado da sentença de pronúncia, em 4 de outubro de 2018, aguardando julgamento pelo Tribunal do Júri. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69F4-BC38-1898-2B63 e senha 329B-9481-C872-03FE Supremo Tribunal Federal HC 150405 / SP Vossa Excelência, em 12 de dezembro de 2017, deferiu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, afirmando-a formalizada contra decisão individual e em substituição a recurso ordinário. Alude à superveniência do desfecho do habeas no Tribunal local, a inviabilizar a apreciação deste. Diz não haver ilegalidade a ser reparada. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou ocorrido o trânsito em julgado da sentença de pronúncia, em 4 de outubro de 2018, aguardando julgamento pelo Tribunal do Júri. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69F4-BC38-1898-2B63 e senha 329B-9481-C872-03FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.405 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo de recurso ordinário constitucional. HABEAS CORPUS – PREJUÍZO – AUSÊNCIA. O fato de a decisão individual, existente quando da impetração, haver sido substituída por pronunciamento de colegiado, no mesmo sentido, não prejudica o habeas corpus. PRISÃO PREVENTIVA – FLAGRANTE – HOMICÍDIO. Uma vez precedida a prisão preventiva de flagrante, quando surpreendido o agente na prática de homicídio, tem-se sinalizada a periculosidade – evolução de entendimento. PRISÃO PREVENTIVA – SENTENÇA DE PRONÚNCIA – SUPERVENIÊNCIA – NEUTRALIDADE. A superveniência de sentença de pronúncia não prejudica o habeas corpus no que voltado contra a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E208-7705-95C8-735F e senha E16D-F31F-A5EF-CE4F Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.405 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo de recurso ordinário constitucional. HABEAS CORPUS – PREJUÍZO – AUSÊNCIA. O fato de a decisão individual, existente quando da impetração, haver sido substituída por pronunciamento de colegiado, no mesmo sentido, não prejudica o habeas corpus. PRISÃO PREVENTIVA – FLAGRANTE – HOMICÍDIO. Uma vez precedida a prisão preventiva de flagrante, quando surpreendido o agente na prática de homicídio, tem-se sinalizada a periculosidade – evolução de entendimento. PRISÃO PREVENTIVA – SENTENÇA DE PRONÚNCIA – SUPERVENIÊNCIA – NEUTRALIDADE. A superveniência de sentença de pronúncia não prejudica o habeas corpus no que voltado contra a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E208-7705-95C8-735F e senha E16D-F31F-A5EF-CE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 150405 / SP Improcedem as preliminares veiculadas pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando que ganhe contornos de substitutivo de recurso ordinário constitucional. Também o fato de a decisão proferida pelo Desembargador, existente quando da impetração, haver sido substituída por pronunciamento de colegiado, no mesmo sentido, não prejudica o habeas corpus. Reitero o assentado, em 12 de dezembro de 2017, quando do implemento da medida acauteladora: […] 2. A prisão em flagrante por crime de tentativa de homicídio, consubstanciado em ataque a faca no interior da residência da vítima, motivado por anterior desavença, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Na sentença de pronúncia, o Juízo, ao negar o direito de recorrer em liberdade, aludiu a ameaças sofridas pela vítima, realizadas por meio da companheira do paciente quando este já se encontrava preso. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E208-7705-95C8-735F e senha E16D-F31F-A5EF-CE4F Supremo Tribunal Federal HC 150405 / SP Improcedem as preliminares veiculadas pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando que ganhe contornos de substitutivo de recurso ordinário constitucional. Também o fato de a decisão proferida pelo Desembargador, existente quando da impetração, haver sido substituída por pronunciamento de colegiado, no mesmo sentido, não prejudica o habeas corpus. Reitero o assentado, em 12 de dezembro de 2017, quando do implemento da medida acauteladora: […] 2. A prisão em flagrante por crime de tentativa de homicídio, consubstanciado em ataque a faca no interior da residência da vítima, motivado por anterior desavença, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Na sentença de pronúncia, o Juízo, ao negar o direito de recorrer em liberdade, aludiu a ameaças sofridas pela vítima, realizadas por meio da companheira do paciente quando este já se encontrava preso. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E208-7705-95C8-735F e senha E16D-F31F-A5EF-CE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 150405 / SP Ocorre que o paciente, sem culpa formada, está preso há 1 ano, 5 meses e 18 dias, período a configurar o excesso de prazo, considerada a constrição provisória e o estágio do processo- crime, porquanto ainda não levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do ato mediante o qual implementada, em cumprimento antecipado da sanção, ignorando-se garantia constitucional. A superveniência de sentença de pronúncia não afasta a natureza preventiva da prisão. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as custódias decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória recorrível integram a última. O artigo 387, § 1º, denomina, expressamente, preventiva a constrição oriunda da condenação recorrível. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo nº 0006680-16.2016.8.26.0624, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E208-7705-95C8-735F e senha E16D-F31F-A5EF-CE4F Supremo Tribunal Federal HC 150405 / SP Ocorre que o paciente, sem culpa formada, está preso há 1 ano, 5 meses e 18 dias, período a configurar o excesso de prazo, considerada a constrição provisória e o estágio do processo- crime, porquanto ainda não levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do ato mediante o qual implementada, em cumprimento antecipado da sanção, ignorando-se garantia constitucional. A superveniência de sentença de pronúncia não afasta a natureza preventiva da prisão. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as custódias decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória recorrível integram a última. O artigo 387, § 1º, denomina, expressamente, preventiva a constrição oriunda da condenação recorrível. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo nº 0006680-16.2016.8.26.0624, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E208-7705-95C8-735F e senha E16D-F31F-A5EF-CE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.405 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/STF, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Na síntese do caso, o paciente foi preso preventivamente e denunciado pela prática do crime de tentativa de homicídio qualificado (art. 121, § 2º, II e IV, do Código Penal). O decreto prisional apresenta fundamentação jurídica idônea. Sobressai, no caso, a informação de que o acusado “possui processo anterior pela prática de tráfico e inquérito em andamento pela prática de violência doméstica, em função do que, pelo que consta, gozada de liberdade provisória (fls. 19/20), efetivamente concedida por este juízo nos autos do feito 7138/15. Não bastasse, do que consta, já tendo ingressado na casa da vítima há poucos dias, nesta data retornou e a atacou com uma faca, a denotar intensa ousadia e periculosidade”. Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 584F-A4FD-A3C1-593B e senha 27C0-C85C-A58D-2475 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.405 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/STF, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Na síntese do caso, o paciente foi preso preventivamente e denunciado pela prática do crime de tentativa de homicídio qualificado (art. 121, § 2º, II e IV, do Código Penal). O decreto prisional apresenta fundamentação jurídica idônea. Sobressai, no caso, a informação de que o acusado “possui processo anterior pela prática de tráfico e inquérito em andamento pela prática de violência doméstica, em função do que, pelo que consta, gozada de liberdade provisória (fls. 19/20), efetivamente concedida por este juízo nos autos do feito 7138/15. Não bastasse, do que consta, já tendo ingressado na casa da vítima há poucos dias, nesta data retornou e a atacou com uma faca, a denotar intensa ousadia e periculosidade”. Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 584F-A4FD-A3C1-593B e senha 27C0-C85C-A58D-2475 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 150405 / SP Ademais, o superveniente julgamento de mérito do Habeas Corpus impetrado no Tribunal local prejudica a análise da pretensão, na linha do entendimento firmado pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. À guisa de mera exemplificação: […] 2. O superveniente julgamento de mérito de habeas corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. HC 134998, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 5/10/2017. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 584F-A4FD-A3C1-593B e senha 27C0-C85C-A58D-2475 Supremo Tribunal Federal HC 150405 / SP Ademais, o superveniente julgamento de mérito do Habeas Corpus impetrado no Tribunal local prejudica a análise da pretensão, na linha do entendimento firmado pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. À guisa de mera exemplificação: […] 2. O superveniente julgamento de mérito de habeas corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. HC 134998, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 5/10/2017. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 584F-A4FD-A3C1-593B e senha 27C0-C85C-A58D-2475 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.405 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, pelas razões aduzidas pelo Ministro Alexandre de Moraes e por ser substitutivo de agravo regimental, não estou conhecendo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF38-6303-D443-FCB5 e senha 5DC0-1E44-1EE6-CB49 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.405 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, pelas razões aduzidas pelo Ministro Alexandre de Moraes e por ser substitutivo de agravo regimental, não estou conhecendo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF38-6303-D443-FCB5 e senha 5DC0-1E44-1EE6-CB49 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 150.405 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : BRUNO LOPES DOS SANTOS IMPTE.(S) : CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN (319219/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 415.589 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91F6-C2E6-CA93-926C e senha 8313-B45A-F01D-CAAB Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 150.405 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : BRUNO LOPES DOS SANTOS IMPTE.(S) : CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN (319219/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 415.589 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91F6-C2E6-CA93-926C e senha 8313-B45A-F01D-CAAB Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749298358
2019-02-12T00:00:00
2019-03-07T00:00:00
A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA INDEFERIMENTO MONOCRÁTICO DE PEDIDO DE LIMINAR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/STF. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. SUPERVENIENTE JULGAMENTO DE MÉRITO DA IMPETRAÇÃO NO TRIBUNAL ESTADUAL. 1. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em habeas corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância (Súmula 691). 2. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 3. Superveniente julgamento de mérito de Habeas Corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 4. Habeas corpus não conhecido.
sjur399216
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 691/STF) HC 128740 (1ªT), HC 138946 (1ªT), HC 138945 AgR (2ªT). (HC, PREJUDICIALIDADE, SUPERVENIÊNCIA, DECISÃO DE MÉRITO) HC 134998 (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 15/04/2019, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
150405
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00283 \"CAPUT\" ART-00387 PAR-00001\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 150405
[ "" ]
PACTE.(S) : BRUNO LOPES DOS SANTOS IMPTE.(S) : CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 415.589 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.405 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :BRUNO LOPES DOS SANTOS IMPTE.(S) :CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 415.589 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS CONTRA INDEFERIMENTO MONOCRÁTICO DE PEDIDO DE LIMINAR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. SUPERVENIENTE JULGAMENTO DE MÉRITO DA IMPETRAÇÃO NO TRIBUNAL ESTADUAL. 1. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em habeas corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância (Súmula 691). 2. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 3. Superveniente julgamento de mérito de Habeas Corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3135-8D1D-5004-FE0C e senha ED5A-A066-2BFF-59F7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 150405 / SP Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fuz. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3135-8D1D-5004-FE0C e senha ED5A-A066-2BFF-59F7 Supremo Tribunal Federal HC 150405 / SP Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fuz. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3135-8D1D-5004-FE0C e senha ED5A-A066-2BFF-59F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.405 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :BRUNO LOPES DOS SANTOS IMPTE.(S) :CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 415.589 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí/SP, no processo n 0006680-16.2016.8.26.0624, converteu a prisão em flagrante do paciente, ocorrida no dia 24 de junho de 2016, em preventiva, considerado o suposto cometimento da infração versada no artigo 121, § 2..., incisos II e IV (homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima), combinado com o 14, inciso II (tentativa), do Código Penal. Consignou necessária a custódia para garantia da ordem pública, da instrução processual e da aplicação da lei penal. Reportou-se a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69F4-BC38-1898-2B63 e senha 329B-9481-C872-03FE Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.405 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :BRUNO LOPES DOS SANTOS IMPTE.(S) :CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 415.589 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí/SP, no processo n 0006680-16.2016.8.26.0624, converteu a prisão em flagrante do paciente, ocorrida no dia 24 de junho de 2016, em preventiva, considerado o suposto cometimento da infração versada no artigo 121, § 2..., incisos II e IV (homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima), combinado com o 14, inciso II (tentativa), do Código Penal. Consignou necessária a custódia para garantia da ordem pública, da instrução processual e da aplicação da lei penal. Reportou-se a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69F4-BC38-1898-2B63 e senha 329B-9481-C872-03FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 150405 / SP processo em trâmite em razão da prática de violência doméstica, durante o gozo de liberdade provisória. Entendeu demonstrada a periculosidade, referindo-se aos contornos do delito, consubstanciado em ataque a faca no interior da residência da vítima, motivado por anterior desavença relacionada ao fato de ter sido acusado por ela de furto. Pronunciou-o, em 13 de outubro de 2016, por infração ao artigo 121, § 2..., incisos II, IV e VI (homicídio qualificado por motivo fútil, mediante recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima e contra a mulher ante a condição de sexo feminino), combinado com o 14, inciso II, do Código Penal. Negou o direito de recorrer em liberdade, destacando permanecerem os motivos ensejadores da preventiva. Aduziu haver a vítima recebido ameaças concernentes ao próprio depoimento, feitas, com o paciente preso, por meio da companheira deste, aludindo à instauração de inquérito policial para investigação do fato. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 415.589/SP, inadmitido pelo Relator. Os impetrantes sustentam a possibilidade de mitigação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Alegam constrangimento ilegal, frisando o excesso de prazo da constrição. Destacam a inidoneidade da fundamentação do ato que a implicou, tendo-o como lastreado em elementos abstratos. Realçam a primariedade do paciente. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva. No mérito, buscam a confirmação da providência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69F4-BC38-1898-2B63 e senha 329B-9481-C872-03FE Supremo Tribunal Federal HC 150405 / SP processo em trâmite em razão da prática de violência doméstica, durante o gozo de liberdade provisória. Entendeu demonstrada a periculosidade, referindo-se aos contornos do delito, consubstanciado em ataque a faca no interior da residência da vítima, motivado por anterior desavença relacionada ao fato de ter sido acusado por ela de furto. Pronunciou-o, em 13 de outubro de 2016, por infração ao artigo 121, § 2..., incisos II, IV e VI (homicídio qualificado por motivo fútil, mediante recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima e contra a mulher ante a condição de sexo feminino), combinado com o 14, inciso II, do Código Penal. Negou o direito de recorrer em liberdade, destacando permanecerem os motivos ensejadores da preventiva. Aduziu haver a vítima recebido ameaças concernentes ao próprio depoimento, feitas, com o paciente preso, por meio da companheira deste, aludindo à instauração de inquérito policial para investigação do fato. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 415.589/SP, inadmitido pelo Relator. Os impetrantes sustentam a possibilidade de mitigação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Alegam constrangimento ilegal, frisando o excesso de prazo da constrição. Destacam a inidoneidade da fundamentação do ato que a implicou, tendo-o como lastreado em elementos abstratos. Realçam a primariedade do paciente. […] Os impetrantes requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva. No mérito, buscam a confirmação da providência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69F4-BC38-1898-2B63 e senha 329B-9481-C872-03FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 150405 / SP Vossa Excelência, em 12 de dezembro de 2017, deferiu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, afirmando-a formalizada contra decisão individual e em substituição a recurso ordinário. Alude à superveniência do desfecho do habeas no Tribunal local, a inviabilizar a apreciação deste. Diz não haver ilegalidade a ser reparada. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou ocorrido o trânsito em julgado da sentença de pronúncia, em 4 de outubro de 2018, aguardando julgamento pelo Tribunal do Júri. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69F4-BC38-1898-2B63 e senha 329B-9481-C872-03FE Supremo Tribunal Federal HC 150405 / SP Vossa Excelência, em 12 de dezembro de 2017, deferiu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, afirmando-a formalizada contra decisão individual e em substituição a recurso ordinário. Alude à superveniência do desfecho do habeas no Tribunal local, a inviabilizar a apreciação deste. Diz não haver ilegalidade a ser reparada. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou ocorrido o trânsito em julgado da sentença de pronúncia, em 4 de outubro de 2018, aguardando julgamento pelo Tribunal do Júri. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69F4-BC38-1898-2B63 e senha 329B-9481-C872-03FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.405 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo de recurso ordinário constitucional. HABEAS CORPUS – PREJUÍZO – AUSÊNCIA. O fato de a decisão individual, existente quando da impetração, haver sido substituída por pronunciamento de colegiado, no mesmo sentido, não prejudica o habeas corpus. PRISÃO PREVENTIVA – FLAGRANTE – HOMICÍDIO. Uma vez precedida a prisão preventiva de flagrante, quando surpreendido o agente na prática de homicídio, tem-se sinalizada a periculosidade – evolução de entendimento. PRISÃO PREVENTIVA – SENTENÇA DE PRONÚNCIA – SUPERVENIÊNCIA – NEUTRALIDADE. A superveniência de sentença de pronúncia não prejudica o habeas corpus no que voltado contra a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E208-7705-95C8-735F e senha E16D-F31F-A5EF-CE4F Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.405 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo de recurso ordinário constitucional. HABEAS CORPUS – PREJUÍZO – AUSÊNCIA. O fato de a decisão individual, existente quando da impetração, haver sido substituída por pronunciamento de colegiado, no mesmo sentido, não prejudica o habeas corpus. PRISÃO PREVENTIVA – FLAGRANTE – HOMICÍDIO. Uma vez precedida a prisão preventiva de flagrante, quando surpreendido o agente na prática de homicídio, tem-se sinalizada a periculosidade – evolução de entendimento. PRISÃO PREVENTIVA – SENTENÇA DE PRONÚNCIA – SUPERVENIÊNCIA – NEUTRALIDADE. A superveniência de sentença de pronúncia não prejudica o habeas corpus no que voltado contra a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E208-7705-95C8-735F e senha E16D-F31F-A5EF-CE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 150405 / SP Improcedem as preliminares veiculadas pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando que ganhe contornos de substitutivo de recurso ordinário constitucional. Também o fato de a decisão proferida pelo Desembargador, existente quando da impetração, haver sido substituída por pronunciamento de colegiado, no mesmo sentido, não prejudica o habeas corpus. Reitero o assentado, em 12 de dezembro de 2017, quando do implemento da medida acauteladora: […] 2. A prisão em flagrante por crime de tentativa de homicídio, consubstanciado em ataque a faca no interior da residência da vítima, motivado por anterior desavença, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Na sentença de pronúncia, o Juízo, ao negar o direito de recorrer em liberdade, aludiu a ameaças sofridas pela vítima, realizadas por meio da companheira do paciente quando este já se encontrava preso. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E208-7705-95C8-735F e senha E16D-F31F-A5EF-CE4F Supremo Tribunal Federal HC 150405 / SP Improcedem as preliminares veiculadas pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando que ganhe contornos de substitutivo de recurso ordinário constitucional. Também o fato de a decisão proferida pelo Desembargador, existente quando da impetração, haver sido substituída por pronunciamento de colegiado, no mesmo sentido, não prejudica o habeas corpus. Reitero o assentado, em 12 de dezembro de 2017, quando do implemento da medida acauteladora: […] 2. A prisão em flagrante por crime de tentativa de homicídio, consubstanciado em ataque a faca no interior da residência da vítima, motivado por anterior desavença, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Na sentença de pronúncia, o Juízo, ao negar o direito de recorrer em liberdade, aludiu a ameaças sofridas pela vítima, realizadas por meio da companheira do paciente quando este já se encontrava preso. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E208-7705-95C8-735F e senha E16D-F31F-A5EF-CE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 150405 / SP Ocorre que o paciente, sem culpa formada, está preso há 1 ano, 5 meses e 18 dias, período a configurar o excesso de prazo, considerada a constrição provisória e o estágio do processo- crime, porquanto ainda não levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do ato mediante o qual implementada, em cumprimento antecipado da sanção, ignorando-se garantia constitucional. A superveniência de sentença de pronúncia não afasta a natureza preventiva da prisão. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as custódias decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória recorrível integram a última. O artigo 387, § 1..., denomina, expressamente, preventiva a constrição oriunda da condenação recorrível. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo n 0006680-16.2016.8.26.0624, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E208-7705-95C8-735F e senha E16D-F31F-A5EF-CE4F Supremo Tribunal Federal HC 150405 / SP Ocorre que o paciente, sem culpa formada, está preso há 1 ano, 5 meses e 18 dias, período a configurar o excesso de prazo, considerada a constrição provisória e o estágio do processo- crime, porquanto ainda não levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do ato mediante o qual implementada, em cumprimento antecipado da sanção, ignorando-se garantia constitucional. A superveniência de sentença de pronúncia não afasta a natureza preventiva da prisão. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as custódias decorrentes da pronúncia e da sentença penal condenatória recorrível integram a última. O artigo 387, § 1..., denomina, expressamente, preventiva a constrição oriunda da condenação recorrível. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo n 0006680-16.2016.8.26.0624, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Tatuí/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E208-7705-95C8-735F e senha E16D-F31F-A5EF-CE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.405 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Na síntese do caso, o paciente foi preso preventivamente e denunciado pela prática do crime de tentativa de homicídio qualificado (art. 121, § 2..., II e IV, do Código Penal). O decreto prisional apresenta fundamentação jurídica idônea. Sobressai, no caso, a informação de que o acusado “possui processo anterior pela prática de tráfico e inquérito em andamento pela prática de violência doméstica, em função do que, pelo que consta, gozada de liberdade provisória (fls. 19/20), efetivamente concedida por este juízo nos autos do feito 7138/15. Não bastasse, do que consta, já tendo ingressado na casa da vítima há poucos dias, nesta data retornou e a atacou com uma faca, a denotar intensa ousadia e periculosidade”. Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 584F-A4FD-A3C1-593B e senha 27C0-C85C-A58D-2475 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.405 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Na síntese do caso, o paciente foi preso preventivamente e denunciado pela prática do crime de tentativa de homicídio qualificado (art. 121, § 2..., II e IV, do Código Penal). O decreto prisional apresenta fundamentação jurídica idônea. Sobressai, no caso, a informação de que o acusado “possui processo anterior pela prática de tráfico e inquérito em andamento pela prática de violência doméstica, em função do que, pelo que consta, gozada de liberdade provisória (fls. 19/20), efetivamente concedida por este juízo nos autos do feito 7138/15. Não bastasse, do que consta, já tendo ingressado na casa da vítima há poucos dias, nesta data retornou e a atacou com uma faca, a denotar intensa ousadia e periculosidade”. Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 584F-A4FD-A3C1-593B e senha 27C0-C85C-A58D-2475 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 150405 / SP Ademais, o superveniente julgamento de mérito do Habeas Corpus impetrado no Tribunal local prejudica a análise da pretensão, na linha do entendimento firmado pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. À guisa de mera exemplificação: […] 2. O superveniente julgamento de mérito de habeas corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. HC 134998, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 5/10/2017. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 584F-A4FD-A3C1-593B e senha 27C0-C85C-A58D-2475 Supremo Tribunal Federal HC 150405 / SP Ademais, o superveniente julgamento de mérito do Habeas Corpus impetrado no Tribunal local prejudica a análise da pretensão, na linha do entendimento firmado pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. À guisa de mera exemplificação: […] 2. O superveniente julgamento de mérito de habeas corpus, impetrado perante o Tribunal a quo, prejudica o exame da impetração. 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. HC 134998, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 5/10/2017. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 584F-A4FD-A3C1-593B e senha 27C0-C85C-A58D-2475 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.405 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, pelas razões aduzidas pelo Ministro Alexandre de Moraes e por ser substitutivo de agravo regimental, não estou conhecendo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF38-6303-D443-FCB5 e senha 5DC0-1E44-1EE6-CB49 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.405 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, pelas razões aduzidas pelo Ministro Alexandre de Moraes e por ser substitutivo de agravo regimental, não estou conhecendo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF38-6303-D443-FCB5 e senha 5DC0-1E44-1EE6-CB49 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 150.405 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : BRUNO LOPES DOS SANTOS IMPTE.(S) : CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN (319219/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 415.589 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91F6-C2E6-CA93-926C e senha 8313-B45A-F01D-CAAB Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 150.405 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : BRUNO LOPES DOS SANTOS IMPTE.(S) : CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN (319219/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 415.589 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91F6-C2E6-CA93-926C e senha 8313-B45A-F01D-CAAB Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 150 . 405", "HC n 415 . 589 DO SUPERIOR", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 150405 / SP", "HC 150405 / SP", "HC n 415 . 589", "processo n 0006680 - 16 . 2016 . 8 . 26 . 0624", "HABEAS CORPUS 150 . 405 SÃO", "HC n 415 . 589", "processo n 0006680 - 16 . 2016 . 8 . 26 . 0624", "HC 150405 / SP", "habeas corpus n 415 . 589 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 150405 / SP", "habeas corpus n 415 . 589 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 150405 / SP", "HC 150405 / SP", "HABEAS CORPUS 150 . 405 SÃO", "HABEAS CORPUS 150 . 405", "HC 150405 / SP", "HC 150405 / SP", "HC 150405 / SP", "26", ".", "HC 150405 / SP", "processo n 0006680 - 16 . 2016 . 8 . 26 . 0624", "HABEAS CORPUS 150 . 405 SÃO", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 138 . 946", "HC 128 . 740", "HC 138 . 945 - AgR", "HABEAS CORPUS 150 . 405 SÃO", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 138 . 946", "HC 128 . 740", "HC 138 . 945 - AgR", "HC 150405 / SP", "HC 134998", "HC 150405 / SP", "HC 134998", "HABEAS CORPUS 150 . 405", "HABEAS CORPUS 150 . 405", "HABEAS CORPUS 150 . 405", "HC n 415 . 589 DO SUPERIOR", "HABEAS CORPUS 150 . 405", "HC n 415 . 589" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo", "14 , inciso II ( tentativa ) , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "14 , inciso II ( tentativa ) , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 121 , § 2 . . . , incisos II , IV e VI", "14 , inciso II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 121 , § 2 . . . , incisos II , IV e VI", "14 , inciso II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 , cabeça , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 , cabeça , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , II e IV , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , II e IV , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA 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MORAES", "Marco Aurélio", "Luiz Fuz", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "BRUNO LOPES DOS SANTOS", "CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "BRUNO LOPES DOS SANTOS", "CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Alexandre de Moraes", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "BRUNO LOPES DOS SANTOS", "CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "BRUNO LOPES DOS SANTOS", "CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de fevereiro de 2019", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24 de junho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24 de junho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de dezembro de 2017", "4 de outubro de 2018", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de dezembro de 2017", "4 de outubro de 2018", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de dezembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de dezembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "25", "/", "4", "/", "2018", "24", "/", "10", "/", "2016", "7", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "25", "/", "4", "/", "2018", "24", "/", "10", "/", "2016", "7", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "10", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "10", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", 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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.455 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA ADV.(A/S) :ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. CNJ. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENALIDADE. DECADÊNCIA DA IMPETRAÇÃO. 1. O prazo decadencial para impetração de mandado de segurança, nos casos em que o interessado participou do processo administrativo, é contado a partir da publicação do ato impugnado na imprensa oficial. Precedentes. 2. De toda forma, ainda que fosse afastada a decadência, não há como identificar ilegalidade ou ilegitimidade no ato impetrado, tendo em conta que: (i) a competência do Conselho Nacional de Justiça não é subsidiária, mas originária e concorrente à competência das corregedorias locais; (ii) a aplicação de aposentadoria compulsória em processo administrativo disciplinar antecedente não impede que outros fatos imputados ao magistrado também sejam apurados; e (iii) a via eleita não se presta à realização de amplo reexame de provas. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F43-C64C-C694-5802 e senha F9FB-7A5C-C261-1528 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.455 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA ADV.(A/S) :ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática por mim proferida, com o seguinte teor (doc. 1.311): “Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PENALIDADE APLICADA PELO CNJ. DECADÊNCIA DA IMPETRAÇÃO. 1. O prazo decadencial para impetração de mandado de segurança, nos casos em que o interessado participou do processo administrativo, é contado a partir da publicação do ato impugnado na imprensa oficial. Precedentes. 2. Mandado de segurança a que se nega seguimento. 1. Trata-se de mandado de segurança, com pedido liminar, no qual se impugna decisão do Conselho Nacional de Justiça, que, nos autos do Processo Administrativo Disciplinar nº 0005953-86.2011.2.00.0000, aplicou a penalidade de aposentadoria compulsória ao impetrante. 2. Na inicial, alega-se, em síntese, o seguinte: (i) incompetência do CNJ para instaurar processo administrativo disciplinar ante ao autonomia do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão; (ii) perda de objeto do PAD, por já ter sido o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.455 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA ADV.(A/S) :ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática por mim proferida, com o seguinte teor (doc. 1.311): “Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PENALIDADE APLICADA PELO CNJ. DECADÊNCIA DA IMPETRAÇÃO. 1. O prazo decadencial para impetração de mandado de segurança, nos casos em que o interessado participou do processo administrativo, é contado a partir da publicação do ato impugnado na imprensa oficial. Precedentes. 2. Mandado de segurança a que se nega seguimento. 1. Trata-se de mandado de segurança, com pedido liminar, no qual se impugna decisão do Conselho Nacional de Justiça, que, nos autos do Processo Administrativo Disciplinar nº 0005953-86.2011.2.00.0000, aplicou a penalidade de aposentadoria compulsória ao impetrante. 2. Na inicial, alega-se, em síntese, o seguinte: (i) incompetência do CNJ para instaurar processo administrativo disciplinar ante ao autonomia do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão; (ii) perda de objeto do PAD, por já ter sido o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório MS 32455 AGR / DF impetrante aposentado compulsoriamente em processo anterior; (iii) existência de elementos que comprovam a inocência do impetrante; e (iv) cerceamento de defesa. 3. Após a prestação de informações pelo CNJ, a medida liminar foi indeferida e, em seguida, o impetrante solicitou a reconsideração do julgado. 4. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo reconhecimento da decadência da impetração e, caso superado o óbice, pela denegação da segurança. 5. Na Petição nº 53.966/2014, o impetrante defendeu a tempestividade do mandado de segurança, ao argumento de que o ato impugnado foi publicado no Diário de Justiça eletrônico nº 109, de 13.06.2013. 6. É o relatório. Decido. 7. Após as informações prestadas, e neste exame mais aprofundado dos autos, verifico que a presente impetração foi atingida pela decadência, nos termos do art. 23 da Lei nº 12.016/2009. 8. Em consulta ao sítio eletrônico do CNJ, verifiquei que, no DJe nº 109, de 13.06.2013, apontado pelo impetrante, foi publicada a ata da sessão em que fora julgado o PAD nº 0005953-86.2011.2.00.0000 (Ata da 170ª Sessão Ordinária). Não obstante, o resultado do julgamento já havia sido publicado, anteriormente, no DJe nº 100, disponibilizado em 31.05.2013 e publicado em 03.06.2013. 9. As informações veiculadas nas duas publicações são substancialmente idênticas, não havendo, portanto, qualquer motivo para se considerar, como pretende o impetrante, que apenas a segunda delas teria dado início ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Supremo Tribunal Federal MS 32455 AGR / DF impetrante aposentado compulsoriamente em processo anterior; (iii) existência de elementos que comprovam a inocência do impetrante; e (iv) cerceamento de defesa. 3. Após a prestação de informações pelo CNJ, a medida liminar foi indeferida e, em seguida, o impetrante solicitou a reconsideração do julgado. 4. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo reconhecimento da decadência da impetração e, caso superado o óbice, pela denegação da segurança. 5. Na Petição nº 53.966/2014, o impetrante defendeu a tempestividade do mandado de segurança, ao argumento de que o ato impugnado foi publicado no Diário de Justiça eletrônico nº 109, de 13.06.2013. 6. É o relatório. Decido. 7. Após as informações prestadas, e neste exame mais aprofundado dos autos, verifico que a presente impetração foi atingida pela decadência, nos termos do art. 23 da Lei nº 12.016/2009. 8. Em consulta ao sítio eletrônico do CNJ, verifiquei que, no DJe nº 109, de 13.06.2013, apontado pelo impetrante, foi publicada a ata da sessão em que fora julgado o PAD nº 0005953-86.2011.2.00.0000 (Ata da 170ª Sessão Ordinária). Não obstante, o resultado do julgamento já havia sido publicado, anteriormente, no DJe nº 100, disponibilizado em 31.05.2013 e publicado em 03.06.2013. 9. As informações veiculadas nas duas publicações são substancialmente idênticas, não havendo, portanto, qualquer motivo para se considerar, como pretende o impetrante, que apenas a segunda delas teria dado início ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório MS 32455 AGR / DF prazo de 120 dias para ajuizamento do mandado de segurança. Veja-se o que constou em cada edição do DJe: DJe 100, de 31.05.2013: p. 52 ‘71) PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR 0005953-86.2011.2.00.0000 Relator: CONSELHEIRO EMMANOEL CAMPELO DE SOUZA PEREIRA Requerente: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA Requerido: ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA Advogado: ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO - MA004835 Assunto: TJMA - Portaria n.º 139, de 24 de outubro de 2011 - Apuração - Conduta - Magistrado. Decisão: "O Conselho, por unanimidade, julgou procedente o pedido para aplicar ao magistrado requerido a pena de aposentadoria compulsória, nos termos do voto do Relator. Presidiu o julgamento o Conselheiro Joaquim Barbosa. Plenário, 28 de maio de 2013.’ DJe 109, de 13.06.2013, p. 07: ‘PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR 0005953-86.2011.2.00.0000 Relator: CONSELHEIRO EMMANOEL CAMPELO DE SOUZA PEREIRA Requerente: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA Requerido: ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA Advogado: ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO - MA004835 Assunto: TJMA - Portaria n.º 139, de 24 de outubro de 2011 - Apuração - Conduta - Magistrado. Decisão: "O Conselho, por unanimidade, julgou procedente o pedido para aplicar ao magistrado requerido a pena de aposentadoria compulsória, nos termos do voto do Relator. Presidiu o julgamento o Conselheiro Joaquim Barbosa. Plenário, 28 de maio de 2013.’ 10. Desse modo, considerando que o impetrante 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Supremo Tribunal Federal MS 32455 AGR / DF prazo de 120 dias para ajuizamento do mandado de segurança. Veja-se o que constou em cada edição do DJe: DJe 100, de 31.05.2013: p. 52 ‘71) PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR 0005953-86.2011.2.00.0000 Relator: CONSELHEIRO EMMANOEL CAMPELO DE SOUZA PEREIRA Requerente: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA Requerido: ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA Advogado: ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO - MA004835 Assunto: TJMA - Portaria n.º 139, de 24 de outubro de 2011 - Apuração - Conduta - Magistrado. Decisão: "O Conselho, por unanimidade, julgou procedente o pedido para aplicar ao magistrado requerido a pena de aposentadoria compulsória, nos termos do voto do Relator. Presidiu o julgamento o Conselheiro Joaquim Barbosa. Plenário, 28 de maio de 2013.’ DJe 109, de 13.06.2013, p. 07: ‘PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR 0005953-86.2011.2.00.0000 Relator: CONSELHEIRO EMMANOEL CAMPELO DE SOUZA PEREIRA Requerente: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA Requerido: ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA Advogado: ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO - MA004835 Assunto: TJMA - Portaria n.º 139, de 24 de outubro de 2011 - Apuração - Conduta - Magistrado. Decisão: "O Conselho, por unanimidade, julgou procedente o pedido para aplicar ao magistrado requerido a pena de aposentadoria compulsória, nos termos do voto do Relator. Presidiu o julgamento o Conselheiro Joaquim Barbosa. Plenário, 28 de maio de 2013.’ 10. Desse modo, considerando que o impetrante 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório MS 32455 AGR / DF participou do processo administrativo e que o presente mandado de segurança somente foi impetrado em 07.10.2013, logo mais de 120 dias depois da publicação do ato impugnado, em 03.06.2013, consumou-se a decadência. Em situação semelhante, assim decidiu este Tribunal: ‘Agravo regimental em mandado de segurança. Tribunal de Contas da União. Decadência. Prazo decadencial de 120 dias contados da publicação do acórdão coator. Agravo a que se nega provimento. 1. O ato questionado consiste em acórdão do Tribunal de Contas da União que recaiu sobre uma série de recursos interpostos pelos interessados, entre eles, o agravante. Como o impetrante participou do processo administrativo, constituiu advogado e, inclusive, formulou pedido de reexame e embargos de declaração, o prazo decadencial alusivo à impetração começa a correr a partir da publicação do ato atacado na imprensa oficial. Precedentes. 2. O impetrante deixou fluir integralmente o prazo de 120 (cento e vinte) dias para a impetração do mandado de segurança, uma vez que, tendo sido o acórdão coator publicado em 5/11/07, somente veio a este Supremo Tribunal Federal em 16/6/08. 3. Agravo regimental não provido.’ (MS 27.399-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli – destaques acrescentados) 11. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao writ. Prejudicado o pedido de reconsideração da decisão de indeferimento do pedido liminar. Publique-se. Intimem-se. Brasília, 03 de agosto de 2015. Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO Relator” 2. A parte agravante sustenta a tempestividade do mandado 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Supremo Tribunal Federal MS 32455 AGR / DF participou do processo administrativo e que o presente mandado de segurança somente foi impetrado em 07.10.2013, logo mais de 120 dias depois da publicação do ato impugnado, em 03.06.2013, consumou-se a decadência. Em situação semelhante, assim decidiu este Tribunal: ‘Agravo regimental em mandado de segurança. Tribunal de Contas da União. Decadência. Prazo decadencial de 120 dias contados da publicação do acórdão coator. Agravo a que se nega provimento. 1. O ato questionado consiste em acórdão do Tribunal de Contas da União que recaiu sobre uma série de recursos interpostos pelos interessados, entre eles, o agravante. Como o impetrante participou do processo administrativo, constituiu advogado e, inclusive, formulou pedido de reexame e embargos de declaração, o prazo decadencial alusivo à impetração começa a correr a partir da publicação do ato atacado na imprensa oficial. Precedentes. 2. O impetrante deixou fluir integralmente o prazo de 120 (cento e vinte) dias para a impetração do mandado de segurança, uma vez que, tendo sido o acórdão coator publicado em 5/11/07, somente veio a este Supremo Tribunal Federal em 16/6/08. 3. Agravo regimental não provido.’ (MS 27.399-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli – destaques acrescentados) 11. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao writ. Prejudicado o pedido de reconsideração da decisão de indeferimento do pedido liminar. Publique-se. Intimem-se. Brasília, 03 de agosto de 2015. Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO Relator” 2. A parte agravante sustenta a tempestividade do mandado 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório MS 32455 AGR / DF de segurança, ao argumento de que “a intimação do Impetrante se deu via sistema do processo eletrônico do CNJ, em 09.06.2013”. Invoca, em seu favor, o art. 5º da Lei nº 11.419/2006 e precedentes do STJ e STF. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Supremo Tribunal Federal MS 32455 AGR / DF de segurança, ao argumento de que “a intimação do Impetrante se deu via sistema do processo eletrônico do CNJ, em 09.06.2013”. Invoca, em seu favor, o art. 5º da Lei nº 11.419/2006 e precedentes do STJ e STF. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.455 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do recurso, por tempestivo. No mérito, não merece reforma a decisão agravada. I. DECADÊNCIA DO DIREITO DE IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA 2. A jurisprudência do STF firmou-se no sentido de que o prazo decadencial para impetração de mandado de segurança, nos casos em que o interessado participou do processo administrativo, é contado a partir da publicação oficial do ato impugnado. Está, portanto, superado o entendimento expresso no MS 25.816, Rel. Min. Eros Grau, j. 12.06.2006. Transcrevo a ementa de recentes julgados da Corte sobre a matéria: “Agravo regimental em mandado de segurança. Tribunal de Contas da União. Decadência. Prazo decadencial de 120 dias contados da publicação do acórdão coator. Agravo não provido. 1. O ato questionado consiste em acórdão do Tribunal de Contas da União, decisão que recaiu sobre uma série de recursos de reconsideração interpostos pelos interessados, entre eles, o agravante. Como o impetrante participou do processo administrativo, constituiu advogado e, inclusive, formulou pedido de reconsideração, o prazo decadencial alusivo à impetração começa a correr a partir da publicação do ato atacado na imprensa oficial. Precedentes. 2. O impetrante deixou fluir integralmente o prazo de 120 (cento e vinte) dias para a impetração do mandado de segurança, uma vez que, tendo sido o acórdão coator publicado em 9/7/10, somente veio a este Supremo Tribunal Federal em 5/8/11. 3. Agravo regimental não provido.” (MS 30.820, Rel. Min. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.455 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do recurso, por tempestivo. No mérito, não merece reforma a decisão agravada. I. DECADÊNCIA DO DIREITO DE IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA 2. A jurisprudência do STF firmou-se no sentido de que o prazo decadencial para impetração de mandado de segurança, nos casos em que o interessado participou do processo administrativo, é contado a partir da publicação oficial do ato impugnado. Está, portanto, superado o entendimento expresso no MS 25.816, Rel. Min. Eros Grau, j. 12.06.2006. Transcrevo a ementa de recentes julgados da Corte sobre a matéria: “Agravo regimental em mandado de segurança. Tribunal de Contas da União. Decadência. Prazo decadencial de 120 dias contados da publicação do acórdão coator. Agravo não provido. 1. O ato questionado consiste em acórdão do Tribunal de Contas da União, decisão que recaiu sobre uma série de recursos de reconsideração interpostos pelos interessados, entre eles, o agravante. Como o impetrante participou do processo administrativo, constituiu advogado e, inclusive, formulou pedido de reconsideração, o prazo decadencial alusivo à impetração começa a correr a partir da publicação do ato atacado na imprensa oficial. Precedentes. 2. O impetrante deixou fluir integralmente o prazo de 120 (cento e vinte) dias para a impetração do mandado de segurança, uma vez que, tendo sido o acórdão coator publicado em 9/7/10, somente veio a este Supremo Tribunal Federal em 5/8/11. 3. Agravo regimental não provido.” (MS 30.820, Rel. Min. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 32455 AGR / DF Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. PRAZO DECADENCIAL. TERMO INICIAL. PUBLICAÇÃO DO ATO COATOR NO DIÁRIO OFICIAL, TENDO EM VISTA A PARTICIPAÇÃO DO IMPETRANTE NO RESPECTIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO. IMPETRAÇÃO FORA DO PRAZO DE 120 DIAS. DECADÊNCIA CONSUMADA.” (MS 28.948, Rel. Min. Teori Zavascki) 3. Como se apontou na decisão agravada, é certo que no DJe nº 109, de 13.06.2013 foi publicada a ata da sessão em que fora julgado o PAD nº 0005953-86.2011.2.00.0000 (Ata da 170ª Sessão Ordinária) impugnado pelo impetrante. Não obstante, o resultado do julgamento já havia sido publicado, anteriormente, no DJe nº 100, veiculado em 31.05.2013 e publicado em 03.06.2013. Desse modo, considerando que o impetrante participou do processo administrativo e que o presente mandado de segurança somente foi impetrado em 07.10.2013, consumou- se a decadência. 4. Destaque-se que é irrelevante a data de intimação pessoal do ato impugnado, ainda que se trate de processo administrativo eletrônico. O impetrante, afinal, foi devidamente notificado pela imprensa oficial do ato impetrado. Reitere-se, de toda forma, que o reconhecimento da decadência do direito de impetrar mandado de segurança não impede o requerente de recorrer às vias ordinárias para a defesa de seu alegado direito. 5. De todo modo, ainda que se afastasse a decadência, não vislumbra ilegalidade ou ilegitimidade no ato impetrado. II. COMPETÊNCIA DO CNJ PARA INSTAURAR PROCESSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Supremo Tribunal Federal MS 32455 AGR / DF Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. PRAZO DECADENCIAL. TERMO INICIAL. PUBLICAÇÃO DO ATO COATOR NO DIÁRIO OFICIAL, TENDO EM VISTA A PARTICIPAÇÃO DO IMPETRANTE NO RESPECTIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO. IMPETRAÇÃO FORA DO PRAZO DE 120 DIAS. DECADÊNCIA CONSUMADA.” (MS 28.948, Rel. Min. Teori Zavascki) 3. Como se apontou na decisão agravada, é certo que no DJe nº 109, de 13.06.2013 foi publicada a ata da sessão em que fora julgado o PAD nº 0005953-86.2011.2.00.0000 (Ata da 170ª Sessão Ordinária) impugnado pelo impetrante. Não obstante, o resultado do julgamento já havia sido publicado, anteriormente, no DJe nº 100, veiculado em 31.05.2013 e publicado em 03.06.2013. Desse modo, considerando que o impetrante participou do processo administrativo e que o presente mandado de segurança somente foi impetrado em 07.10.2013, consumou- se a decadência. 4. Destaque-se que é irrelevante a data de intimação pessoal do ato impugnado, ainda que se trate de processo administrativo eletrônico. O impetrante, afinal, foi devidamente notificado pela imprensa oficial do ato impetrado. Reitere-se, de toda forma, que o reconhecimento da decadência do direito de impetrar mandado de segurança não impede o requerente de recorrer às vias ordinárias para a defesa de seu alegado direito. 5. De todo modo, ainda que se afastasse a decadência, não vislumbra ilegalidade ou ilegitimidade no ato impetrado. II. COMPETÊNCIA DO CNJ PARA INSTAURAR PROCESSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 32455 AGR / DF ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR 6. Esta Corte já decidiu, no julgamento do MS 28.003, rel. Min. Ellen Gracie, e da ADI 4.638, rel. Min. Marco Aurélio, que a competência do CNJ é originária e concorrente à das corregedorias locais – não subsidiária. Conforme a ementa do primeiro julgado, a “competência originária do Conselho Nacional de Justiça resulta do texto constitucional e independe de motivação do referido órgão, bem como da satisfação de requisitos específicos”. Esse é o entendimento que vem prevalecendo nesta Corte: “Agravo regimental em mandado de segurança. Ato do Conselho Nacional de Justiça. 2. Competência originária e concorrente do CNJ para apreciar, até mesmo de ofício, a legalidade dos atos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário, bem como para rever os processos disciplinares contra juízes e membros de tribunais julgados há menos de um ano (art. 103-B, § 4º, da CF). Precedente: ADI 4638-MC, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje 30/10/2014. 3. Instauração, de ofício, de processo de revisão disciplinar. Aplicação da pena mais gravosa de aposentadoria compulsória do magistrado. Possibilidade. Sobreposições de sanções administrativas. Inocorrência. 3. (…) 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (MS 32.581 AgR, Rel. Min. Edson Fachin – dest. acresc.) “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. DETERMINAÇÃO DE APOSENTADORIA COMPULSÓRIA. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA E CONCORRENTE DO CNJ. ANÁLISE SOMENTE DOS FATOS NÃO ATINGIDOS PELA PRESCRIÇÃO PARA DETERMINAÇÃO DA PENA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE ACERVO PROBATÓRIO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O CNJ não está condicionado à atuação do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Supremo Tribunal Federal MS 32455 AGR / DF ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR 6. Esta Corte já decidiu, no julgamento do MS 28.003, rel. Min. Ellen Gracie, e da ADI 4.638, rel. Min. Marco Aurélio, que a competência do CNJ é originária e concorrente à das corregedorias locais – não subsidiária. Conforme a ementa do primeiro julgado, a “competência originária do Conselho Nacional de Justiça resulta do texto constitucional e independe de motivação do referido órgão, bem como da satisfação de requisitos específicos”. Esse é o entendimento que vem prevalecendo nesta Corte: “Agravo regimental em mandado de segurança. Ato do Conselho Nacional de Justiça. 2. Competência originária e concorrente do CNJ para apreciar, até mesmo de ofício, a legalidade dos atos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário, bem como para rever os processos disciplinares contra juízes e membros de tribunais julgados há menos de um ano (art. 103-B, § 4º, da CF). Precedente: ADI 4638-MC, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje 30/10/2014. 3. Instauração, de ofício, de processo de revisão disciplinar. Aplicação da pena mais gravosa de aposentadoria compulsória do magistrado. Possibilidade. Sobreposições de sanções administrativas. Inocorrência. 3. (…) 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (MS 32.581 AgR, Rel. Min. Edson Fachin – dest. acresc.) “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. DETERMINAÇÃO DE APOSENTADORIA COMPULSÓRIA. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA E CONCORRENTE DO CNJ. ANÁLISE SOMENTE DOS FATOS NÃO ATINGIDOS PELA PRESCRIÇÃO PARA DETERMINAÇÃO DA PENA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE ACERVO PROBATÓRIO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O CNJ não está condicionado à atuação do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 32455 AGR / DF órgão correicional local (artigo 103-B, §4º, II, III e V), para somente após proceder, consoante a exegese adotada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o Conselho Nacional de Justiça detém competência originária e concorrente com os Tribunais de todo o país para instaurar processos administrativo-disciplinares em face de magistrados. (Precedentes: MS 29.187/DF, Min. Rel. Dias Toffoli, Plenário, DJe 18/2/2014, MS 28.513/DF, Min. Rel. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 25/9/2015) 3.(...). 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (MS 28.353 AgR, Rel Min. Luiz Fux – dest. acresc.) 7. Portanto, o CNJ é competente para a instauração de processo administrativo disciplinar contra o agravante mesmo que as supostas transgressões não tenham sido apuradas perante a corregedoria do tribunal de origem. III. INEXISTÊNCIA DE PERDA DO OBJETO DO PAD 8. A aplicação de aposentadoria compulsória no PAD nº 0001460-03.2010.2.00.0000 não torna prejudicado o PAD nº 0005953- 86.2011.2.00.0000, objeto deste mandado de segurança. Como bem destacou o parecer ministerial, a “a condenação em processo disciplinar por fato determinado não impede que outros fatos imputados ao magistrado sejam também apurados e que, em razão dessa apuração, seja posteriormente aplicada nova pena de aposentadoria compulsória” (doc. 1.304, p. 5). Além disso, o PAD nº 0001460-03.2010.2.00.0000 também é objeto de questionamento no MS 30.805, Rel. Edson Fachin. IV. PRETENSÃO DE EXAME DE ELEMENTOS QUE COMPROVARIAM A INOCÊNCIA DO IMPETRANTE 9. O ato impugnado assentou ser incontroverso que o magistrado, ora agravante, autorizou o levantamento de quantia muito 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Supremo Tribunal Federal MS 32455 AGR / DF órgão correicional local (artigo 103-B, §4º, II, III e V), para somente após proceder, consoante a exegese adotada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o Conselho Nacional de Justiça detém competência originária e concorrente com os Tribunais de todo o país para instaurar processos administrativo-disciplinares em face de magistrados. (Precedentes: MS 29.187/DF, Min. Rel. Dias Toffoli, Plenário, DJe 18/2/2014, MS 28.513/DF, Min. Rel. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 25/9/2015) 3.(...). 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (MS 28.353 AgR, Rel Min. Luiz Fux – dest. acresc.) 7. Portanto, o CNJ é competente para a instauração de processo administrativo disciplinar contra o agravante mesmo que as supostas transgressões não tenham sido apuradas perante a corregedoria do tribunal de origem. III. INEXISTÊNCIA DE PERDA DO OBJETO DO PAD 8. A aplicação de aposentadoria compulsória no PAD nº 0001460-03.2010.2.00.0000 não torna prejudicado o PAD nº 0005953- 86.2011.2.00.0000, objeto deste mandado de segurança. Como bem destacou o parecer ministerial, a “a condenação em processo disciplinar por fato determinado não impede que outros fatos imputados ao magistrado sejam também apurados e que, em razão dessa apuração, seja posteriormente aplicada nova pena de aposentadoria compulsória” (doc. 1.304, p. 5). Além disso, o PAD nº 0001460-03.2010.2.00.0000 também é objeto de questionamento no MS 30.805, Rel. Edson Fachin. IV. PRETENSÃO DE EXAME DE ELEMENTOS QUE COMPROVARIAM A INOCÊNCIA DO IMPETRANTE 9. O ato impugnado assentou ser incontroverso que o magistrado, ora agravante, autorizou o levantamento de quantia muito 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 32455 AGR / DF superior ao questionado na ação ordinária nº 9598/2005, em curso perante a 5ª Vara Cível de São Luís/MA: “o valor da causa era de R$98.395,00, enquanto o requerido autorizou levantamentos da ordem de R$578.182,70 e R$875.182,70” (doc. 36, p. 6). Na inicial, o magistrado não explica a grande diferença entre os valores, limitando-se a discorrer sobre os recursos e as decisões que sucederam a autorização do levantamento. 10. De todo modo, cabe assinalar que o mandado de segurança não se presta à realização de um amplo reexame de provas, porque isso desnatura a liquidez e certeza do direito invocado. Tais alegações, portanto, devem ser suscitadas perante as vias ordinárias. Nesse sentido: “MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO POR ATO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA. 1. Alegação de que o impetrante teria sido vítima de trama maquiavélica, fruto de vingança pessoal arquitetada por um desafeto seu, com participação dos membros da comissão de inquérito, que demanda acurado reexame do acervo probatório produzido em sede administrativa, tarefa incompatível com a via eleita. (…) 4. Mandado de segurança indeferido.” (MS 22151, Rel. Min. Ellen Gracie – dest. acresc.) “MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. LEIS 8.112/90 E 8.429/92. APLICABILIDADE. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA. (...) 4. Mandado de Segurança. Revolvimento de matéria fático- probatória coligida no processo administrativo. Impossibilidade. Precedentes do Tribunal. Segurança indeferida, ressalvadas as vias ordinárias.” (MS 23490, Rel. Min. Maurício Corrêa – dest. acresc.) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Supremo Tribunal Federal MS 32455 AGR / DF superior ao questionado na ação ordinária nº 9598/2005, em curso perante a 5ª Vara Cível de São Luís/MA: “o valor da causa era de R$98.395,00, enquanto o requerido autorizou levantamentos da ordem de R$578.182,70 e R$875.182,70” (doc. 36, p. 6). Na inicial, o magistrado não explica a grande diferença entre os valores, limitando-se a discorrer sobre os recursos e as decisões que sucederam a autorização do levantamento. 10. De todo modo, cabe assinalar que o mandado de segurança não se presta à realização de um amplo reexame de provas, porque isso desnatura a liquidez e certeza do direito invocado. Tais alegações, portanto, devem ser suscitadas perante as vias ordinárias. Nesse sentido: “MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO POR ATO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA. 1. Alegação de que o impetrante teria sido vítima de trama maquiavélica, fruto de vingança pessoal arquitetada por um desafeto seu, com participação dos membros da comissão de inquérito, que demanda acurado reexame do acervo probatório produzido em sede administrativa, tarefa incompatível com a via eleita. (…) 4. Mandado de segurança indeferido.” (MS 22151, Rel. Min. Ellen Gracie – dest. acresc.) “MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. LEIS 8.112/90 E 8.429/92. APLICABILIDADE. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA. (...) 4. Mandado de Segurança. Revolvimento de matéria fático- probatória coligida no processo administrativo. Impossibilidade. Precedentes do Tribunal. Segurança indeferida, ressalvadas as vias ordinárias.” (MS 23490, Rel. Min. Maurício Corrêa – dest. acresc.) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 32455 AGR / DF V – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO À AMPLA DEFESA 11. O impetrante, por fim, sustenta que sua garantia de ampla defesa teria sido violada por não terem sido ouvidas todas as testemunhas arroladas no processo administrativo. O ato impugnado, no entanto, registra que a “instrução foi encerrada depois que o requerido deixou de informar os endereços das testemunhas faltantes arroladas pela defesa, que não foram encontradas para serem intimadas” (doc. 36, p. 4). Isto é, o próprio magistrado deu causa à não oitiva das testemunhas, de modo que não pode, agora, alegar nulidade em razão disso. Ademais, a parte não demonstrou o efetivo prejuízo que sofreu pela ausência de oitiva dessastestemunhas, pelo que não se justifica a declaração da nulidade processual (princípio do pas de nullité sans grief ). 12. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 13. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Supremo Tribunal Federal MS 32455 AGR / DF V – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO À AMPLA DEFESA 11. O impetrante, por fim, sustenta que sua garantia de ampla defesa teria sido violada por não terem sido ouvidas todas as testemunhas arroladas no processo administrativo. O ato impugnado, no entanto, registra que a “instrução foi encerrada depois que o requerido deixou de informar os endereços das testemunhas faltantes arroladas pela defesa, que não foram encontradas para serem intimadas” (doc. 36, p. 4). Isto é, o próprio magistrado deu causa à não oitiva das testemunhas, de modo que não pode, agora, alegar nulidade em razão disso. Ademais, a parte não demonstrou o efetivo prejuízo que sofreu pela ausência de oitiva dessastestemunhas, pelo que não se justifica a declaração da nulidade processual (princípio do pas de nullité sans grief ). 12. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 13. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.455 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA ADV.(A/S) : ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO (4835/MA) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E0F-ACC7-DB0C-6F02 e senha 877E-D046-E9F2-6396 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.455 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA ADV.(A/S) : ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO (4835/MA) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E0F-ACC7-DB0C-6F02 e senha 877E-D046-E9F2-6396 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749109579
2018-12-14T00:00:00
2019-02-08T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: Direito Administrativo. Agravo regimental em mandado de segurança. CNJ. processo administrativo disciplinar. penalidade. decadência da impetração. 1. O prazo decadencial para impetração de mandado de segurança, nos casos em que o interessado participou do processo administrativo, é contado a partir da publicação do ato impugnado na imprensa oficial. Precedentes. 2. De toda forma, ainda que fosse afastada a decadência, não há como identificar ilegalidade ou ilegitimidade no ato impetrado, tendo em conta que: (i) a competência do Conselho Nacional de Justiça não é subsidiária, mas originária e concorrente à competência das corregedorias locais; (ii) a aplicação de aposentadoria compulsória em processo administrativo disciplinar antecedente não impede que outros fatos imputados ao magistrado também sejam apurados; e (iii) a via eleita não se presta à realização de amplo reexame de provas. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur397871
- Acórdão(s) citado(s): (MANDADO DE SEGURANÇA, PRAZO DECADENCIAL) MS 25816 AgR (TP), MS 28948 AgR (2ªT), MS 30820 AgR (1ªT). (CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, COMPETÊNCIA) MS 4638, MS 28003 (TP), MS 28353 AgR (1ªT), MS 32581 AgR (1ªT). (MANDADO DE SEGURANÇA, REEXAME DE PROVA) MS 22151 (TP), MS 23490 (TP). Número de páginas: 13. Análise: 15/02/2019, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
32455
null
MS-AgR
acordaos
MS 32455 AgR
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AGTE.(S) : ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA ADV.(A/S) : ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.455 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA ADV.(A/S) :ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. CNJ. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENALIDADE. DECADÊNCIA DA IMPETRAÇÃO. 1. O prazo decadencial para impetração de mandado de segurança, nos casos em que o interessado participou do processo administrativo, é contado a partir da publicação do ato impugnado na imprensa oficial. Precedentes. 2. De toda forma, ainda que fosse afastada a decadência, não há como identificar ilegalidade ou ilegitimidade no ato impetrado, tendo em conta que: (i) a competência do Conselho Nacional de Justiça não é subsidiária, mas originária e concorrente à competência das corregedorias locais; (ii) a aplicação de aposentadoria compulsória em processo administrativo disciplinar antecedente não impede que outros fatos imputados ao magistrado também sejam apurados; e (iii) a via eleita não se presta à realização de amplo reexame de provas. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F43-C64C-C694-5802 e senha F9FB-7A5C-C261-1528 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.455 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA ADV.(A/S) :ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática por mim proferida, com o seguinte teor (doc. 1.311): “Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PENALIDADE APLICADA PELO CNJ. DECADÊNCIA DA IMPETRAÇÃO. 1. O prazo decadencial para impetração de mandado de segurança, nos casos em que o interessado participou do processo administrativo, é contado a partir da publicação do ato impugnado na imprensa oficial. Precedentes. 2. Mandado de segurança a que se nega seguimento. 1. Trata-se de mandado de segurança, com pedido liminar, no qual se impugna decisão do Conselho Nacional de Justiça, que, nos autos do Processo Administrativo Disciplinar n 0005953-86.2011.2.00.0000, aplicou a penalidade de aposentadoria compulsória ao impetrante. 2. Na inicial, alega-se, em síntese, o seguinte: (i) incompetência do CNJ para instaurar processo administrativo disciplinar ante ao autonomia do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão; (ii) perda de objeto do PAD, por já ter sido o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.455 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA ADV.(A/S) :ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática por mim proferida, com o seguinte teor (doc. 1.311): “Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PENALIDADE APLICADA PELO CNJ. DECADÊNCIA DA IMPETRAÇÃO. 1. O prazo decadencial para impetração de mandado de segurança, nos casos em que o interessado participou do processo administrativo, é contado a partir da publicação do ato impugnado na imprensa oficial. Precedentes. 2. Mandado de segurança a que se nega seguimento. 1. Trata-se de mandado de segurança, com pedido liminar, no qual se impugna decisão do Conselho Nacional de Justiça, que, nos autos do Processo Administrativo Disciplinar n 0005953-86.2011.2.00.0000, aplicou a penalidade de aposentadoria compulsória ao impetrante. 2. Na inicial, alega-se, em síntese, o seguinte: (i) incompetência do CNJ para instaurar processo administrativo disciplinar ante ao autonomia do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão; (ii) perda de objeto do PAD, por já ter sido o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório MS 32455 AGR / DF impetrante aposentado compulsoriamente em processo anterior; (iii) existência de elementos que comprovam a inocência do impetrante; e (iv) cerceamento de defesa. 3. Após a prestação de informações pelo CNJ, a medida liminar foi indeferida e, em seguida, o impetrante solicitou a reconsideração do julgado. 4. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo reconhecimento da decadência da impetração e, caso superado o óbice, pela denegação da segurança. 5. Na Petição n 53.966/2014, o impetrante defendeu a tempestividade do mandado de segurança, ao argumento de que o ato impugnado foi publicado no Diário de Justiça eletrônico n 109, de 13.06.2013. 6. É o relatório. Decido. 7. Após as informações prestadas, e neste exame mais aprofundado dos autos, verifico que a presente impetração foi atingida pela decadência, nos termos do art. 23 da Lei n 12.016/2009. 8. Em consulta ao sítio eletrônico do CNJ, verifiquei que, no DJe n 109, de 13.06.2013, apontado pelo impetrante, foi publicada a ata da sessão em que fora julgado o PAD n 0005953-86.2011.2.00.0000 (Ata da 170... Sessão Ordinária). Não obstante, o resultado do julgamento já havia sido publicado, anteriormente, no DJe n 100, disponibilizado em 31.05.2013 e publicado em 03.06.2013. 9. As informações veiculadas nas duas publicações são substancialmente idênticas, não havendo, portanto, qualquer motivo para se considerar, como pretende o impetrante, que apenas a segunda delas teria dado início ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Supremo Tribunal Federal MS 32455 AGR / DF impetrante aposentado compulsoriamente em processo anterior; (iii) existência de elementos que comprovam a inocência do impetrante; e (iv) cerceamento de defesa. 3. Após a prestação de informações pelo CNJ, a medida liminar foi indeferida e, em seguida, o impetrante solicitou a reconsideração do julgado. 4. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo reconhecimento da decadência da impetração e, caso superado o óbice, pela denegação da segurança. 5. Na Petição n 53.966/2014, o impetrante defendeu a tempestividade do mandado de segurança, ao argumento de que o ato impugnado foi publicado no Diário de Justiça eletrônico n 109, de 13.06.2013. 6. É o relatório. Decido. 7. Após as informações prestadas, e neste exame mais aprofundado dos autos, verifico que a presente impetração foi atingida pela decadência, nos termos do art. 23 da Lei n 12.016/2009. 8. Em consulta ao sítio eletrônico do CNJ, verifiquei que, no DJe n 109, de 13.06.2013, apontado pelo impetrante, foi publicada a ata da sessão em que fora julgado o PAD n 0005953-86.2011.2.00.0000 (Ata da 170... Sessão Ordinária). Não obstante, o resultado do julgamento já havia sido publicado, anteriormente, no DJe n 100, disponibilizado em 31.05.2013 e publicado em 03.06.2013. 9. As informações veiculadas nas duas publicações são substancialmente idênticas, não havendo, portanto, qualquer motivo para se considerar, como pretende o impetrante, que apenas a segunda delas teria dado início ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório MS 32455 AGR / DF prazo de 120 dias para ajuizamento do mandado de segurança. Veja-se o que constou em cada edição do DJe: DJe 100, de 31.05.2013: p. 52 ‘71) PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR 0005953-86.2011.2.00.0000 Relator: CONSELHEIRO EMMANOEL CAMPELO DE SOUZA PEREIRA Requerente: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA Requerido: ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA Advogado: ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO - MA004835 Assunto: TJMA - Portaria n. 139, de 24 de outubro de 2011 - Apuração - Conduta - Magistrado. Decisão: "O Conselho, por unanimidade, julgou procedente o pedido para aplicar ao magistrado requerido a pena de aposentadoria compulsória, nos termos do voto do Relator. Presidiu o julgamento o Conselheiro Joaquim Barbosa. Plenário, 28 de maio de 2013.’ DJe 109, de 13.06.2013, p. 07: ‘PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR 0005953-86.2011.2.00.0000 Relator: CONSELHEIRO EMMANOEL CAMPELO DE SOUZA PEREIRA Requerente: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA Requerido: ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA Advogado: ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO - MA004835 Assunto: TJMA - Portaria n. 139, de 24 de outubro de 2011 - Apuração - Conduta - Magistrado. Decisão: "O Conselho, por unanimidade, julgou procedente o pedido para aplicar ao magistrado requerido a pena de aposentadoria compulsória, nos termos do voto do Relator. Presidiu o julgamento o Conselheiro Joaquim Barbosa. Plenário, 28 de maio de 2013.’ 10. Desse modo, considerando que o impetrante 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Supremo Tribunal Federal MS 32455 AGR / DF prazo de 120 dias para ajuizamento do mandado de segurança. Veja-se o que constou em cada edição do DJe: DJe 100, de 31.05.2013: p. 52 ‘71) PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR 0005953-86.2011.2.00.0000 Relator: CONSELHEIRO EMMANOEL CAMPELO DE SOUZA PEREIRA Requerente: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA Requerido: ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA Advogado: ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO - MA004835 Assunto: TJMA - Portaria n. 139, de 24 de outubro de 2011 - Apuração - Conduta - Magistrado. Decisão: "O Conselho, por unanimidade, julgou procedente o pedido para aplicar ao magistrado requerido a pena de aposentadoria compulsória, nos termos do voto do Relator. Presidiu o julgamento o Conselheiro Joaquim Barbosa. Plenário, 28 de maio de 2013.’ DJe 109, de 13.06.2013, p. 07: ‘PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR 0005953-86.2011.2.00.0000 Relator: CONSELHEIRO EMMANOEL CAMPELO DE SOUZA PEREIRA Requerente: CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA Requerido: ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA Advogado: ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO - MA004835 Assunto: TJMA - Portaria n. 139, de 24 de outubro de 2011 - Apuração - Conduta - Magistrado. Decisão: "O Conselho, por unanimidade, julgou procedente o pedido para aplicar ao magistrado requerido a pena de aposentadoria compulsória, nos termos do voto do Relator. Presidiu o julgamento o Conselheiro Joaquim Barbosa. Plenário, 28 de maio de 2013.’ 10. Desse modo, considerando que o impetrante 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório MS 32455 AGR / DF participou do processo administrativo e que o presente mandado de segurança somente foi impetrado em 07.10.2013, logo mais de 120 dias depois da publicação do ato impugnado, em 03.06.2013, consumou-se a decadência. Em situação semelhante, assim decidiu este Tribunal: ‘Agravo regimental em mandado de segurança. Tribunal de Contas da União. Decadência. Prazo decadencial de 120 dias contados da publicação do acórdão coator. Agravo a que se nega provimento. 1. O ato questionado consiste em acórdão do Tribunal de Contas da União que recaiu sobre uma série de recursos interpostos pelos interessados, entre eles, o agravante. Como o impetrante participou do processo administrativo, constituiu advogado e, inclusive, formulou pedido de reexame e embargos de declaração, o prazo decadencial alusivo à impetração começa a correr a partir da publicação do ato atacado na imprensa oficial. Precedentes. 2. O impetrante deixou fluir integralmente o prazo de 120 (cento e vinte) dias para a impetração do mandado de segurança, uma vez que, tendo sido o acórdão coator publicado em 5/11/07, somente veio a este Supremo Tribunal Federal em 16/6/08. 3. Agravo regimental não provido.’ (MS 27.399-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli – destaques acrescentados) 11. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao writ. Prejudicado o pedido de reconsideração da decisão de indeferimento do pedido liminar. Publique-se. Intimem-se. Brasília, 03 de agosto de 2015. Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO Relator” 2. A parte agravante sustenta a tempestividade do mandado 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Supremo Tribunal Federal MS 32455 AGR / DF participou do processo administrativo e que o presente mandado de segurança somente foi impetrado em 07.10.2013, logo mais de 120 dias depois da publicação do ato impugnado, em 03.06.2013, consumou-se a decadência. Em situação semelhante, assim decidiu este Tribunal: ‘Agravo regimental em mandado de segurança. Tribunal de Contas da União. Decadência. Prazo decadencial de 120 dias contados da publicação do acórdão coator. Agravo a que se nega provimento. 1. O ato questionado consiste em acórdão do Tribunal de Contas da União que recaiu sobre uma série de recursos interpostos pelos interessados, entre eles, o agravante. Como o impetrante participou do processo administrativo, constituiu advogado e, inclusive, formulou pedido de reexame e embargos de declaração, o prazo decadencial alusivo à impetração começa a correr a partir da publicação do ato atacado na imprensa oficial. Precedentes. 2. O impetrante deixou fluir integralmente o prazo de 120 (cento e vinte) dias para a impetração do mandado de segurança, uma vez que, tendo sido o acórdão coator publicado em 5/11/07, somente veio a este Supremo Tribunal Federal em 16/6/08. 3. Agravo regimental não provido.’ (MS 27.399-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli – destaques acrescentados) 11. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao writ. Prejudicado o pedido de reconsideração da decisão de indeferimento do pedido liminar. Publique-se. Intimem-se. Brasília, 03 de agosto de 2015. Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO Relator” 2. A parte agravante sustenta a tempestividade do mandado 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório MS 32455 AGR / DF de segurança, ao argumento de que “a intimação do Impetrante se deu via sistema do processo eletrônico do CNJ, em 09.06.2013”. Invoca, em seu favor, o art. 5... da Lei n 11.419/2006 e precedentes do Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Supremo Tribunal Federal MS 32455 AGR / DF de segurança, ao argumento de que “a intimação do Impetrante se deu via sistema do processo eletrônico do CNJ, em 09.06.2013”. Invoca, em seu favor, o art. 5... da Lei n 11.419/2006 e precedentes do Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2EB-605A-C55E-6050 e senha 2614-F51D-17CE-8D0A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.455 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do recurso, por tempestivo. No mérito, não merece reforma a decisão agravada. I. DECADÊNCIA DO DIREITO DE IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que o prazo decadencial para impetração de mandado de segurança, nos casos em que o interessado participou do processo administrativo, é contado a partir da publicação oficial do ato impugnado. Está, portanto, superado o entendimento expresso no MS 25.816, Rel. Min. Eros Grau, j. 12.06.2006. Transcrevo a ementa de recentes julgados da Corte sobre a matéria: “Agravo regimental em mandado de segurança. Tribunal de Contas da União. Decadência. Prazo decadencial de 120 dias contados da publicação do acórdão coator. Agravo não provido. 1. O ato questionado consiste em acórdão do Tribunal de Contas da União, decisão que recaiu sobre uma série de recursos de reconsideração interpostos pelos interessados, entre eles, o agravante. Como o impetrante participou do processo administrativo, constituiu advogado e, inclusive, formulou pedido de reconsideração, o prazo decadencial alusivo à impetração começa a correr a partir da publicação do ato atacado na imprensa oficial. Precedentes. 2. O impetrante deixou fluir integralmente o prazo de 120 (cento e vinte) dias para a impetração do mandado de segurança, uma vez que, tendo sido o acórdão coator publicado em 9/7/10, somente veio a este Supremo Tribunal Federal em 5/8/11. 3. Agravo regimental não provido.” (MS 30.820, Rel. Min. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.455 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do recurso, por tempestivo. No mérito, não merece reforma a decisão agravada. I. DECADÊNCIA DO DIREITO DE IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que o prazo decadencial para impetração de mandado de segurança, nos casos em que o interessado participou do processo administrativo, é contado a partir da publicação oficial do ato impugnado. Está, portanto, superado o entendimento expresso no MS 25.816, Rel. Min. Eros Grau, j. 12.06.2006. Transcrevo a ementa de recentes julgados da Corte sobre a matéria: “Agravo regimental em mandado de segurança. Tribunal de Contas da União. Decadência. Prazo decadencial de 120 dias contados da publicação do acórdão coator. Agravo não provido. 1. O ato questionado consiste em acórdão do Tribunal de Contas da União, decisão que recaiu sobre uma série de recursos de reconsideração interpostos pelos interessados, entre eles, o agravante. Como o impetrante participou do processo administrativo, constituiu advogado e, inclusive, formulou pedido de reconsideração, o prazo decadencial alusivo à impetração começa a correr a partir da publicação do ato atacado na imprensa oficial. Precedentes. 2. O impetrante deixou fluir integralmente o prazo de 120 (cento e vinte) dias para a impetração do mandado de segurança, uma vez que, tendo sido o acórdão coator publicado em 9/7/10, somente veio a este Supremo Tribunal Federal em 5/8/11. 3. Agravo regimental não provido.” (MS 30.820, Rel. Min. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 32455 AGR / DF Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. PRAZO DECADENCIAL. TERMO INICIAL. PUBLICAÇÃO DO ATO COATOR NO DIÁRIO OFICIAL, TENDO EM VISTA A PARTICIPAÇÃO DO IMPETRANTE NO RESPECTIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO. IMPETRAÇÃO FORA DO PRAZO DE 120 DIAS. DECADÊNCIA CONSUMADA.” (MS 28.948, Rel. Min. Teori Zavascki) 3. Como se apontou na decisão agravada, é certo que no DJe n 109, de 13.06.2013 foi publicada a ata da sessão em que fora julgado o PAD n 0005953-86.2011.2.00.0000 (Ata da 170... Sessão Ordinária) impugnado pelo impetrante. Não obstante, o resultado do julgamento já havia sido publicado, anteriormente, no DJe n 100, veiculado em 31.05.2013 e publicado em 03.06.2013. Desse modo, considerando que o impetrante participou do processo administrativo e que o presente mandado de segurança somente foi impetrado em 07.10.2013, consumou- se a decadência. 4. Destaque-se que é irrelevante a data de intimação pessoal do ato impugnado, ainda que se trate de processo administrativo eletrônico. O impetrante, afinal, foi devidamente notificado pela imprensa oficial do ato impetrado. Reitere-se, de toda forma, que o reconhecimento da decadência do direito de impetrar mandado de segurança não impede o requerente de recorrer às vias ordinárias para a defesa de seu alegado direito. 5. De todo modo, ainda que se afastasse a decadência, não vislumbra ilegalidade ou ilegitimidade no ato impetrado. II. COMPETÊNCIA DO CNJ PARA INSTAURAR PROCESSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Supremo Tribunal Federal MS 32455 AGR / DF Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. PRAZO DECADENCIAL. TERMO INICIAL. PUBLICAÇÃO DO ATO COATOR NO DIÁRIO OFICIAL, TENDO EM VISTA A PARTICIPAÇÃO DO IMPETRANTE NO RESPECTIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO. IMPETRAÇÃO FORA DO PRAZO DE 120 DIAS. DECADÊNCIA CONSUMADA.” (MS 28.948, Rel. Min. Teori Zavascki) 3. Como se apontou na decisão agravada, é certo que no DJe n 109, de 13.06.2013 foi publicada a ata da sessão em que fora julgado o PAD n 0005953-86.2011.2.00.0000 (Ata da 170... Sessão Ordinária) impugnado pelo impetrante. Não obstante, o resultado do julgamento já havia sido publicado, anteriormente, no DJe n 100, veiculado em 31.05.2013 e publicado em 03.06.2013. Desse modo, considerando que o impetrante participou do processo administrativo e que o presente mandado de segurança somente foi impetrado em 07.10.2013, consumou- se a decadência. 4. Destaque-se que é irrelevante a data de intimação pessoal do ato impugnado, ainda que se trate de processo administrativo eletrônico. O impetrante, afinal, foi devidamente notificado pela imprensa oficial do ato impetrado. Reitere-se, de toda forma, que o reconhecimento da decadência do direito de impetrar mandado de segurança não impede o requerente de recorrer às vias ordinárias para a defesa de seu alegado direito. 5. De todo modo, ainda que se afastasse a decadência, não vislumbra ilegalidade ou ilegitimidade no ato impetrado. II. COMPETÊNCIA DO CNJ PARA INSTAURAR PROCESSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 32455 AGR / DF ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR 6. Esta Corte já decidiu, no julgamento do MS 28.003, rel. Min. Ellen Gracie, e da ADI 4.638, rel. Min. Marco Aurélio, que a competência do CNJ é originária e concorrente à das corregedorias locais – não subsidiária. Conforme a ementa do primeiro julgado, a “competência originária do Conselho Nacional de Justiça resulta do texto constitucional e independe de motivação do referido órgão, bem como da satisfação de requisitos específicos”. Esse é o entendimento que vem prevalecendo nesta Corte: “Agravo regimental em mandado de segurança. Ato do Conselho Nacional de Justiça. 2. Competência originária e concorrente do CNJ para apreciar, até mesmo de ofício, a legalidade dos atos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário, bem como para rever os processos disciplinares contra juízes e membros de tribunais julgados há menos de um ano (art. 103-B, § 4..., da Constituição Federal de 1988). Precedente: ADI 4638-MC, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje 30/10/2014. 3. Instauração, de ofício, de processo de revisão disciplinar. Aplicação da pena mais gravosa de aposentadoria compulsória do magistrado. Possibilidade. Sobreposições de sanções administrativas. Inocorrência. 3. (…) 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (MS 32.581 AgR, Rel. Min. Edson Fachin – dest. acresc.) “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. DETERMINAÇÃO DE APOSENTADORIA COMPULSÓRIA. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA E CONCORRENTE DO CNJ. ANÁLISE SOMENTE DOS FATOS NÃO ATINGIDOS PELA PRESCRIÇÃO PARA DETERMINAÇÃO DA PENA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE ACERVO PROBATÓRIO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O CNJ não está condicionado à atuação do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Supremo Tribunal Federal MS 32455 AGR / DF ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR 6. Esta Corte já decidiu, no julgamento do MS 28.003, rel. Min. Ellen Gracie, e da ADI 4.638, rel. Min. Marco Aurélio, que a competência do CNJ é originária e concorrente à das corregedorias locais – não subsidiária. Conforme a ementa do primeiro julgado, a “competência originária do Conselho Nacional de Justiça resulta do texto constitucional e independe de motivação do referido órgão, bem como da satisfação de requisitos específicos”. Esse é o entendimento que vem prevalecendo nesta Corte: “Agravo regimental em mandado de segurança. Ato do Conselho Nacional de Justiça. 2. Competência originária e concorrente do CNJ para apreciar, até mesmo de ofício, a legalidade dos atos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário, bem como para rever os processos disciplinares contra juízes e membros de tribunais julgados há menos de um ano (art. 103-B, § 4..., da Constituição Federal de 1988). Precedente: ADI 4638-MC, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje 30/10/2014. 3. Instauração, de ofício, de processo de revisão disciplinar. Aplicação da pena mais gravosa de aposentadoria compulsória do magistrado. Possibilidade. Sobreposições de sanções administrativas. Inocorrência. 3. (…) 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (MS 32.581 AgR, Rel. Min. Edson Fachin – dest. acresc.) “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. DETERMINAÇÃO DE APOSENTADORIA COMPULSÓRIA. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA E CONCORRENTE DO CNJ. ANÁLISE SOMENTE DOS FATOS NÃO ATINGIDOS PELA PRESCRIÇÃO PARA DETERMINAÇÃO DA PENA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE ACERVO PROBATÓRIO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O CNJ não está condicionado à atuação do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 32455 AGR / DF órgão correicional local (artigo 103-B, §4..., II, III e V), para somente após proceder, consoante a exegese adotada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o Conselho Nacional de Justiça detém competência originária e concorrente com os Tribunais de todo o país para instaurar processos administrativo-disciplinares em face de magistrados. (Precedentes: MS 29.187/DF, Min. Rel. Dias Toffoli, Plenário, DJe 18/2/2014, MS 28.513/DF, Min. Rel. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 25/9/2015) 3.(...). 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (MS 28.353 AgR, Rel Min. Luiz Fux – dest. acresc.) 7. Portanto, o CNJ é competente para a instauração de processo administrativo disciplinar contra o agravante mesmo que as supostas transgressões não tenham sido apuradas perante a corregedoria do tribunal de origem. III. INEXISTÊNCIA DE PERDA DO OBJETO DO PAD 8. A aplicação de aposentadoria compulsória no PAD n 0001460-03.2010.2.00.0000 não torna prejudicado o PAD n 0005953- 86.2011.2.00.0000, objeto deste mandado de segurança. Como bem destacou o parecer ministerial, a “a condenação em processo disciplinar por fato determinado não impede que outros fatos imputados ao magistrado sejam também apurados e que, em razão dessa apuração, seja posteriormente aplicada nova pena de aposentadoria compulsória” (doc. 1.304, p. 5). Além disso, o PAD n 0001460-03.2010.2.00.0000 também é objeto de questionamento no MS 30.805, Rel. Edson Fachin. IV. PRETENSÃO DE EXAME DE ELEMENTOS QUE COMPROVARIAM A INOCÊNCIA DO IMPETRANTE 9. O ato impugnado assentou ser incontroverso que o magistrado, ora agravante, autorizou o levantamento de quantia muito 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Supremo Tribunal Federal MS 32455 AGR / DF órgão correicional local (artigo 103-B, §4..., II, III e V), para somente após proceder, consoante a exegese adotada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o Conselho Nacional de Justiça detém competência originária e concorrente com os Tribunais de todo o país para instaurar processos administrativo-disciplinares em face de magistrados. (Precedentes: MS 29.187/DF, Min. Rel. Dias Toffoli, Plenário, DJe 18/2/2014, MS 28.513/DF, Min. Rel. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 25/9/2015) 3.(...). 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (MS 28.353 AgR, Rel Min. Luiz Fux – dest. acresc.) 7. Portanto, o CNJ é competente para a instauração de processo administrativo disciplinar contra o agravante mesmo que as supostas transgressões não tenham sido apuradas perante a corregedoria do tribunal de origem. III. INEXISTÊNCIA DE PERDA DO OBJETO DO PAD 8. A aplicação de aposentadoria compulsória no PAD n 0001460-03.2010.2.00.0000 não torna prejudicado o PAD n 0005953- 86.2011.2.00.0000, objeto deste mandado de segurança. Como bem destacou o parecer ministerial, a “a condenação em processo disciplinar por fato determinado não impede que outros fatos imputados ao magistrado sejam também apurados e que, em razão dessa apuração, seja posteriormente aplicada nova pena de aposentadoria compulsória” (doc. 1.304, p. 5). Além disso, o PAD n 0001460-03.2010.2.00.0000 também é objeto de questionamento no MS 30.805, Rel. Edson Fachin. IV. PRETENSÃO DE EXAME DE ELEMENTOS QUE COMPROVARIAM A INOCÊNCIA DO IMPETRANTE 9. O ato impugnado assentou ser incontroverso que o magistrado, ora agravante, autorizou o levantamento de quantia muito 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 32455 AGR / DF superior ao questionado na ação ordinária n 9598/2005, em curso perante a 5... Vara Cível de São Luís/MA: “o valor da causa era de R$98.395,00, enquanto o requerido autorizou levantamentos da ordem de R$578.182,70 e R$875.182,70” (doc. 36, p. 6). Na inicial, o magistrado não explica a grande diferença entre os valores, limitando-se a discorrer sobre os recursos e as decisões que sucederam a autorização do levantamento. 10. De todo modo, cabe assinalar que o mandado de segurança não se presta à realização de um amplo reexame de provas, porque isso desnatura a liquidez e certeza do direito invocado. Tais alegações, portanto, devem ser suscitadas perante as vias ordinárias. Nesse sentido: “MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO POR ATO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA. 1. Alegação de que o impetrante teria sido vítima de trama maquiavélica, fruto de vingança pessoal arquitetada por um desafeto seu, com participação dos membros da comissão de inquérito, que demanda acurado reexame do acervo probatório produzido em sede administrativa, tarefa incompatível com a via eleita. (…) 4. Mandado de segurança indeferido.” (MS 22151, Rel. Min. Ellen Gracie – dest. acresc.) “MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. LEIS 8.112/90 E 8.429/92. APLICABILIDADE. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA. (...) 4. Mandado de Segurança. Revolvimento de matéria fático- probatória coligida no processo administrativo. Impossibilidade. Precedentes do Tribunal. Segurança indeferida, ressalvadas as vias ordinárias.” (MS 23490, Rel. Min. Maurício Corrêa – dest. acresc.) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Supremo Tribunal Federal MS 32455 AGR / DF superior ao questionado na ação ordinária n 9598/2005, em curso perante a 5... Vara Cível de São Luís/MA: “o valor da causa era de R$98.395,00, enquanto o requerido autorizou levantamentos da ordem de R$578.182,70 e R$875.182,70” (doc. 36, p. 6). Na inicial, o magistrado não explica a grande diferença entre os valores, limitando-se a discorrer sobre os recursos e as decisões que sucederam a autorização do levantamento. 10. De todo modo, cabe assinalar que o mandado de segurança não se presta à realização de um amplo reexame de provas, porque isso desnatura a liquidez e certeza do direito invocado. Tais alegações, portanto, devem ser suscitadas perante as vias ordinárias. Nesse sentido: “MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO POR ATO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA. 1. Alegação de que o impetrante teria sido vítima de trama maquiavélica, fruto de vingança pessoal arquitetada por um desafeto seu, com participação dos membros da comissão de inquérito, que demanda acurado reexame do acervo probatório produzido em sede administrativa, tarefa incompatível com a via eleita. (…) 4. Mandado de segurança indeferido.” (MS 22151, Rel. Min. Ellen Gracie – dest. acresc.) “MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. LEIS 8.112/90 E 8.429/92. APLICABILIDADE. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA. (...) 4. Mandado de Segurança. Revolvimento de matéria fático- probatória coligida no processo administrativo. Impossibilidade. Precedentes do Tribunal. Segurança indeferida, ressalvadas as vias ordinárias.” (MS 23490, Rel. Min. Maurício Corrêa – dest. acresc.) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 32455 AGR / DF V – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO À AMPLA DEFESA 11. O impetrante, por fim, sustenta que sua garantia de ampla defesa teria sido violada por não terem sido ouvidas todas as testemunhas arroladas no processo administrativo. O ato impugnado, no entanto, registra que a “instrução foi encerrada depois que o requerido deixou de informar os endereços das testemunhas faltantes arroladas pela defesa, que não foram encontradas para serem intimadas” (doc. 36, p. 4). Isto é, o próprio magistrado deu causa à não oitiva das testemunhas, de modo que não pode, agora, alegar nulidade em razão disso. Ademais, a parte não demonstrou o efetivo prejuízo que sofreu pela ausência de oitiva dessastestemunhas, pelo que não se justifica a declaração da nulidade processual (princípio do pas de nullité sans grief ). 12. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 13. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Supremo Tribunal Federal MS 32455 AGR / DF V – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO À AMPLA DEFESA 11. O impetrante, por fim, sustenta que sua garantia de ampla defesa teria sido violada por não terem sido ouvidas todas as testemunhas arroladas no processo administrativo. O ato impugnado, no entanto, registra que a “instrução foi encerrada depois que o requerido deixou de informar os endereços das testemunhas faltantes arroladas pela defesa, que não foram encontradas para serem intimadas” (doc. 36, p. 4). Isto é, o próprio magistrado deu causa à não oitiva das testemunhas, de modo que não pode, agora, alegar nulidade em razão disso. Ademais, a parte não demonstrou o efetivo prejuízo que sofreu pela ausência de oitiva dessastestemunhas, pelo que não se justifica a declaração da nulidade processual (princípio do pas de nullité sans grief ). 12. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 13. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5714-3D9A-DA7E-624D e senha 377D-FD09-1480-3A03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.455 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA ADV.(A/S) : ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO (4835/MA) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E0F-ACC7-DB0C-6F02 e senha 877E-D046-E9F2-6396 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 32.455 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA ADV.(A/S) : ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO (4835/MA) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E0F-ACC7-DB0C-6F02 e senha 877E-D046-E9F2-6396 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Processo Administrativo Disciplinar n 0005953 - 86 . 2011 . 2 . 00 . 0000", "Processo Administrativo Disciplinar n 0005953 - 86 . 2011 . 2 . 00 . 0000", "MS 32455 AGR / DF", "Petição n 53 . 966 / 2014", "PAD n 0005953 - 86 . 2011 . 2", "MS 32455 AGR / DF", "Petição n 53 . 966 / 2014", "PAD n 0005953 - 86 . 2011 . 2 . 00 . 0000", "MS 32455 AGR / DF", ".", ".", "-", "86", ".", "2011", ".", "2", ".", "-", "86", ".", "2011", ".", ".", "MS 32455 AGR / DF", "MS 27 . 399 - AgR", "MS 32455 AGR / DF", "MS 27 . 399 - AgR", "MS 32455 AGR", "MS 32455 AGR /", "MS 25 . 816", "MS 30 . 820", "MS 25 . 816", "MS 30 . 820", "MS 32455", "MS 28 . 948", "PAD n 0005953 - 86 . 2011 . 2 . 00 . 0000", "MS 28 . 948", "PAD n 0005953 - 86 . 2011 . 2 . 00 .", "MS 32455", "MS 28 . 003", "ADI 4 . 638", "ADI 4638 - MC", "MS 32 . 581 AgR", "MS 32455 AGR / DF", "MS 28 . 003", "ADI 4 . 638", "ADI 4638 - MC", "MS 32 . 581 AgR", "MS 32455 AGR / DF", "MS 29 . 187 / DF", "MS 28 . 513 / DF", "MS 28 . 353 AgR", "PAD n 0001460 - 03 . 2010 . 2 . 00", "PAD n 0005953 - 86 . 2011 . 2 . 00 . 0000", "PAD n 0001460 - 03 . 2010 . 2 . 00 . 0000", "MS 30 . 805", "MS 29 . 187 / DF", "MS 28 . 513 / DF", "MS 28 . 353 AgR", "PAD n 0001460 - 03 . 2010 . 2 . 00 . 0000", "PAD n 0005953 - 86 . 2011 . 2 . 00 . 0000", "PAD n 0001460 - 03 . 2010 . 2 . 00 . 0000", "MS 30 . 805", "MS 32455 AGR / DF", "ação ordinária n 9598 / 2005", "MS 22151", "MS 23490", "MS 32455 AGR / DF", "ação ordinária n 9598 / 2005", "MS 22151", "MS 23490", "MS 32455 AGR / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 23 da Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 23 da Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "TJMA", "Portaria n . 139", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Lei n 11 . 419 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Lei n 11 . 419 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - B , § 4 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - B , § 4 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS 8 . 112 / 90", "8", ".", "429", "/", "92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS 8 . 112 / 90", "8", ".", "429", "/", "92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO", "UNIÃO", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "TJMA", "Plenário", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "TJMA", "Plenário", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "CONSELHO", "CNJ", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Plenário", "2", ".", ". . Turma", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MS", "AGR", "/", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Plenário", "2", ".", ". . Turma", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "5", ".", ". . Vara Cível de São Luís / MA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "5", ".", ".", ". Vara Cível de São Luís / MA", "COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO NACIONAL DE", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA", "ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA", "ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA", "ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "EMMANOEL CAMPELO DE SOUZA PEREIRA", "ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA", "ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO", "Joaquim Barbosa", "EMMANOEL CAMPELO DE SOUZA PEREIRA", "ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA", "ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO", "Joaquim Barbosa", "EMMANOEL CAMPELO DE SOUZA PEREIRA", "ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA", "ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO", "Joaquim Barbosa", "EMMANOEL CAMPELO DE SOUZA PEREIRA", "ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA", "ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO", "Joaquim Barbosa", "Dias Toffoli", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Eros Grau", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Eros Grau", "ROBERTO BARROSO", "Dias", "Toffoli", "Teori Zavascki", "Dias", "Toffoli", "Teori Zavascki", "ROBERTO BARROSO", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Edson Fachin", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Edson Fachin", "ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "ROBERTO BARROSO", "Ellen Gracie", "Maurício Corrêa", "Ellen Gracie", "Maurício Corrêa", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA", "ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "ABRAHÃO LINCOLN SAUÁIA", "ERIKO JOSÉ DOMINGUES DA SILVA RIBEIRO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "7", "13 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "06", "13", ".", "06", ".", "2013", "31", ".", "05", ".", "2013", "03", ".", "06", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "06", ".", "2013", "13", ".", "06", ".", "2013", "31", ".", "05", ".", "2013", "03", ".", "06", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "05", ".", "2013", "24 de outubro de 2011", "28 de", "maio de 2013", "13", ".", "06", ".", "2013", "24 de outubro de 2011", "28 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "05", ".", "2013", "24 de outubro de 2011", "28 de maio de 2013", "13", ".", "06", ".", "2013", "24 de outubro de 2011", "28 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "10", ".", "2013", "03", ".", "06", ".", "2013", "5", "/", "11", "/", "07", "16", "/", "6", "/", "08", "03 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "10", ".", "2013", "03", ".", "06", ".", "2013", "5", "/", "11", "/", "07", "16", "/", "6", "/", "08", "03 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "06", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "06", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "12", ".", "06", ".", "2006", "9", "/", "7", "/", "10", "5", "/", "8", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "12", ".", "06", ".", "2006", "9", "/", "7", "/", "10", "5", "/", "8", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "06", ".", "2013", "31", ".", "05", ".", "2013", "03", ".", "06", ".", "2013", "07", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "06", ".", "2013", "31", ".", "05", ".", "2013", "03", ".", "06", ".", "2013", "07", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "2", "/", "2014", "25", "/", "9", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "2", "/", "2014", "25", "/", "9", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.234 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESPÓLIO DE ERNESTO TOMASINI ADV.(A/S) :PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO À ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E2-711C-2BAD-DE3D e senha 2C25-7610-91BA-C193 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1169234 AGR / RS menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. A reversão do acórdão passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) desta CORTE. 4. O acórdão recorrido encontra-se em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E2-711C-2BAD-DE3D e senha 2C25-7610-91BA-C193 Supremo Tribunal Federal ARE 1169234 AGR / RS menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. A reversão do acórdão passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) desta CORTE. 4. O acórdão recorrido encontra-se em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E2-711C-2BAD-DE3D e senha 2C25-7610-91BA-C193 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.234 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESPÓLIO DE ERNESTO TOMASINI ADV.(A/S) :PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário com Agravo sob o argumento de que (a) deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria recursal; (b) incide o óbice da Súmula 279 do STF; e (c) o acórdão recorrido encontra- se em harmonia com a jurisprudência desta CORTE, nos termos dos precedentes citados. Defende a parte agravante, em suma, que (a) foi tecida argumentação válida acerca da repercussão geral do debate; (b) não há necessidade de reexame de provas para decidir a questão; e (c) subsistem decisões desta CORTE favoráveis à tese que apresentou. No mais, renova as razões do Apelo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 90BD-EB88-FD70-3BA7 e senha 519B-7F00-6B3D-C929 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.234 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESPÓLIO DE ERNESTO TOMASINI ADV.(A/S) :PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário com Agravo sob o argumento de que (a) deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria recursal; (b) incide o óbice da Súmula 279 do STF; e (c) o acórdão recorrido encontra- se em harmonia com a jurisprudência desta CORTE, nos termos dos precedentes citados. Defende a parte agravante, em suma, que (a) foi tecida argumentação válida acerca da repercussão geral do debate; (b) não há necessidade de reexame de provas para decidir a questão; e (c) subsistem decisões desta CORTE favoráveis à tese que apresentou. No mais, renova as razões do Apelo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 90BD-EB88-FD70-3BA7 e senha 519B-7F00-6B3D-C929 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.234 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, assim ementado: APELAÇÃO CÍVEL. FAZENDA PÚBLICA. REAJUSTES PREVISTOS NA LEI Nº 10.395/95. AJUIZAMENTO DE EXECUÇÕES DISTINTAS PARA A COBRANÇA DE CRÉDITO ORUNDO DO MESMO TÍTULO EXECUTIVO. FRACIONAMENTO VEDADO PELO ARTIGO 100, § 8º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. - Não se afigura cabível o ajuizamento de execução de sentença complementar, para postular por saldo do montante principal não adimplido na primeira execução proposta pela parte credora. - O momento oportuno de se buscar valores a integrar a RPV de um mesmo título executivo é na primeira execução proposta, sob pena de fracionamento da execução, nos termo do art. 100, § 8º, da CF/88. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, alega-se violação ao art. 100, § 8º, da Constituição, ao fundamento de que o simples ajuizamento da segunda demanda executiva para cobrança de valores equivocadamente não incluídos na primeira execução não caracteriza fracionamento de crédito. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB8B-8B25-2B8E-684D e senha 2154-7EB0-2770-3838 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.234 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, assim ementado: APELAÇÃO CÍVEL. FAZENDA PÚBLICA. REAJUSTES PREVISTOS NA LEI Nº 10.395/95. AJUIZAMENTO DE EXECUÇÕES DISTINTAS PARA A COBRANÇA DE CRÉDITO ORUNDO DO MESMO TÍTULO EXECUTIVO. FRACIONAMENTO VEDADO PELO ARTIGO 100, § 8º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. - Não se afigura cabível o ajuizamento de execução de sentença complementar, para postular por saldo do montante principal não adimplido na primeira execução proposta pela parte credora. - O momento oportuno de se buscar valores a integrar a RPV de um mesmo título executivo é na primeira execução proposta, sob pena de fracionamento da execução, nos termo do art. 100, § 8º, da CF/88. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, alega-se violação ao art. 100, § 8º, da Constituição, ao fundamento de que o simples ajuizamento da segunda demanda executiva para cobrança de valores equivocadamente não incluídos na primeira execução não caracteriza fracionamento de crédito. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB8B-8B25-2B8E-684D e senha 2154-7EB0-2770-3838 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1169234 AGR / RS julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB8B-8B25-2B8E-684D e senha 2154-7EB0-2770-3838 Supremo Tribunal Federal ARE 1169234 AGR / RS julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB8B-8B25-2B8E-684D e senha 2154-7EB0-2770-3838 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1169234 AGR / RS óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Ademais, o Tribunal de origem não divergiu da jurisprudência desta CORTE. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL. FINANCEIRO. PRECATÓRIO. APURAÇÃO DE DEPÓSITO INSUFICIENTE. RELEVÂNCIA DA CONTROVÉRSIA FÁTICA OU JURÍDICA AFASTADA PELO JUÍZO. CRÉDITO REMANESCENTE DE PEQUENO VALOR. POSSIBILIDADE DE SATISFAÇÃO POR MEIO DE RPV. Conforme precedentes desta Suprema Corte, o objetivo do art. 100, § 4º da Constituição é impedir a burla à ordem cronológica de pagamento estabelecida pela sistemática do precatório. A Constituição proíbe o fracionamento do valor da execução, de modo que parte do pagamento ocorra segundo a ordem estabelecida pelo precatório, e a parte restante seja paga mais rapidamente, em regime de requisição de pequeno valor. Porém, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite a postergação do pagamento dos valores devidos, com o artifício do depósito de valor que se sabe, ou se deveria saber, menor que o efetivamente devido. No caso em exame, trata-se de crédito resultante da insuficiência do depósito, tal como apurada pela Contadoria. Como o Juízo entendeu juridicamente irrelevante a impugnação apresentada, e o crédito remanescente foi reconhecido como sendo de pequeno valor, é desnecessária a expedição de novo precatório para lhe satisfazer. Agravo regimental ao qual se nega provimento (RE 595.978-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 22/5/2012). (grifo nosso) 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB8B-8B25-2B8E-684D e senha 2154-7EB0-2770-3838 Supremo Tribunal Federal ARE 1169234 AGR / RS óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Ademais, o Tribunal de origem não divergiu da jurisprudência desta CORTE. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL. FINANCEIRO. PRECATÓRIO. APURAÇÃO DE DEPÓSITO INSUFICIENTE. RELEVÂNCIA DA CONTROVÉRSIA FÁTICA OU JURÍDICA AFASTADA PELO JUÍZO. CRÉDITO REMANESCENTE DE PEQUENO VALOR. POSSIBILIDADE DE SATISFAÇÃO POR MEIO DE RPV. Conforme precedentes desta Suprema Corte, o objetivo do art. 100, § 4º da Constituição é impedir a burla à ordem cronológica de pagamento estabelecida pela sistemática do precatório. A Constituição proíbe o fracionamento do valor da execução, de modo que parte do pagamento ocorra segundo a ordem estabelecida pelo precatório, e a parte restante seja paga mais rapidamente, em regime de requisição de pequeno valor. Porém, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite a postergação do pagamento dos valores devidos, com o artifício do depósito de valor que se sabe, ou se deveria saber, menor que o efetivamente devido. No caso em exame, trata-se de crédito resultante da insuficiência do depósito, tal como apurada pela Contadoria. Como o Juízo entendeu juridicamente irrelevante a impugnação apresentada, e o crédito remanescente foi reconhecido como sendo de pequeno valor, é desnecessária a expedição de novo precatório para lhe satisfazer. Agravo regimental ao qual se nega provimento (RE 595.978-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 22/5/2012). (grifo nosso) 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB8B-8B25-2B8E-684D e senha 2154-7EB0-2770-3838 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1169234 AGR / RS DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. EXECUÇÃO DE VERBAS DECORRENTES DE MATRÍCULAS DISTINTAS. ÚNICO CREDOR. FRACIONAMENTO DA EXECUÇÃO PARA FINS DE EXPEDIÇÃO DE REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. IMPOSSIBILIDADE. 1. Esta Corte já assentou que é impossível o fracionamento da execução para expedição de requisição de pequeno valor. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento. (ARE 949.366-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 14/12/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (CPC/2015, art. 85, § 11). Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB8B-8B25-2B8E-684D e senha 2154-7EB0-2770-3838 Supremo Tribunal Federal ARE 1169234 AGR / RS DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. EXECUÇÃO DE VERBAS DECORRENTES DE MATRÍCULAS DISTINTAS. ÚNICO CREDOR. FRACIONAMENTO DA EXECUÇÃO PARA FINS DE EXPEDIÇÃO DE REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. IMPOSSIBILIDADE. 1. Esta Corte já assentou que é impossível o fracionamento da execução para expedição de requisição de pequeno valor. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento. (ARE 949.366-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 14/12/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (CPC/2015, art. 85, § 11). Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB8B-8B25-2B8E-684D e senha 2154-7EB0-2770-3838 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.234 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESPÓLIO DE ERNESTO TOMASINI ADV.(A/S) : PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND (70837/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4724-F70B-9419-677B e senha 5F84-14AC-DD68-5DAD Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.234 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESPÓLIO DE ERNESTO TOMASINI ADV.(A/S) : PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND (70837/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4724-F70B-9419-677B e senha 5F84-14AC-DD68-5DAD Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749088287
2018-12-14T00:00:00
2019-02-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO À ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. A reversão do acórdão passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) desta CORTE. 4. O acórdão recorrido encontra-se em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur397664
Número de páginas: 8. Análise: 13/02/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1169234
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-010395 ANO-1995\n LEI ORDINÁRIA, RS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1169234 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESPÓLIO DE ERNESTO TOMASINI ADV.(A/S) : PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.234 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESPÓLIO DE ERNESTO TOMASINI ADV.(A/S) :PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO À ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E2-711C-2BAD-DE3D e senha 2C25-7610-91BA-C193 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1169234 AGR / RS menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. A reversão do acórdão passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) desta CORTE. 4. O acórdão recorrido encontra-se em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E2-711C-2BAD-DE3D e senha 2C25-7610-91BA-C193 Supremo Tribunal Federal ARE 1169234 AGR / RS menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. A reversão do acórdão passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) desta CORTE. 4. O acórdão recorrido encontra-se em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58E2-711C-2BAD-DE3D e senha 2C25-7610-91BA-C193 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.234 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESPÓLIO DE ERNESTO TOMASINI ADV.(A/S) :PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário com Agravo sob o argumento de que (a) deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria recursal; (b) incide o óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal; e (c) o acórdão recorrido encontra- se em harmonia com a jurisprudência desta CORTE, nos termos dos precedentes citados. Defende a parte agravante, em suma, que (a) foi tecida argumentação válida acerca da repercussão geral do debate; (b) não há necessidade de reexame de provas para decidir a questão; e (c) subsistem decisões desta CORTE favoráveis à tese que apresentou. No mais, renova as razões do Apelo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 90BD-EB88-FD70-3BA7 e senha 519B-7F00-6B3D-C929 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.234 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESPÓLIO DE ERNESTO TOMASINI ADV.(A/S) :PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário com Agravo sob o argumento de que (a) deficiente a demonstração da repercussão geral da matéria recursal; (b) incide o óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal; e (c) o acórdão recorrido encontra- se em harmonia com a jurisprudência desta CORTE, nos termos dos precedentes citados. Defende a parte agravante, em suma, que (a) foi tecida argumentação válida acerca da repercussão geral do debate; (b) não há necessidade de reexame de provas para decidir a questão; e (c) subsistem decisões desta CORTE favoráveis à tese que apresentou. No mais, renova as razões do Apelo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 90BD-EB88-FD70-3BA7 e senha 519B-7F00-6B3D-C929 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.234 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, assim ementado: APELAÇÃO CÍVEL. FAZENDA PÚBLICA. REAJUSTES PREVISTOS NA LEI n 10.395/95. AJUIZAMENTO DE EXECUÇÕES DISTINTAS PARA A COBRANÇA DE CRÉDITO ORUNDO DO MESMO TÍTULO EXECUTIVO. FRACIONAMENTO VEDADO PELO ARTIGO 100, § 8... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. - Não se afigura cabível o ajuizamento de execução de sentença complementar, para postular por saldo do montante principal não adimplido na primeira execução proposta pela parte credora. - O momento oportuno de se buscar valores a integrar a RPV de um mesmo título executivo é na primeira execução proposta, sob pena de fracionamento da execução, nos termo do art. 100, § 8..., da Constituição Federal de 1988/88. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, alega-se violação ao art. 100, § 8..., da Constituição, ao fundamento de que o simples ajuizamento da segunda demanda executiva para cobrança de valores equivocadamente não incluídos na primeira execução não caracteriza fracionamento de crédito. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB8B-8B25-2B8E-684D e senha 2154-7EB0-2770-3838 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.234 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, assim ementado: APELAÇÃO CÍVEL. FAZENDA PÚBLICA. REAJUSTES PREVISTOS NA LEI n 10.395/95. AJUIZAMENTO DE EXECUÇÕES DISTINTAS PARA A COBRANÇA DE CRÉDITO ORUNDO DO MESMO TÍTULO EXECUTIVO. FRACIONAMENTO VEDADO PELO ARTIGO 100, § 8... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. - Não se afigura cabível o ajuizamento de execução de sentença complementar, para postular por saldo do montante principal não adimplido na primeira execução proposta pela parte credora. - O momento oportuno de se buscar valores a integrar a RPV de um mesmo título executivo é na primeira execução proposta, sob pena de fracionamento da execução, nos termo do art. 100, § 8..., da Constituição Federal de 1988/88. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, alega-se violação ao art. 100, § 8..., da Constituição, ao fundamento de que o simples ajuizamento da segunda demanda executiva para cobrança de valores equivocadamente não incluídos na primeira execução não caracteriza fracionamento de crédito. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB8B-8B25-2B8E-684D e senha 2154-7EB0-2770-3838 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1169234 AGR / RS julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB8B-8B25-2B8E-684D e senha 2154-7EB0-2770-3838 Supremo Tribunal Federal ARE 1169234 AGR / RS julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB8B-8B25-2B8E-684D e senha 2154-7EB0-2770-3838 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1169234 AGR / RS óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Ademais, o Tribunal de origem não divergiu da jurisprudência desta CORTE. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL. FINANCEIRO. PRECATÓRIO. APURAÇÃO DE DEPÓSITO INSUFICIENTE. RELEVÂNCIA DA CONTROVÉRSIA FÁTICA OU JURÍDICA AFASTADA PELO JUÍZO. CRÉDITO REMANESCENTE DE PEQUENO VALOR. POSSIBILIDADE DE SATISFAÇÃO POR MEIO DE RPV. Conforme precedentes desta Suprema Corte, o objetivo do art. 100, § 4... da Constituição é impedir a burla à ordem cronológica de pagamento estabelecida pela sistemática do precatório. A Constituição proíbe o fracionamento do valor da execução, de modo que parte do pagamento ocorra segundo a ordem estabelecida pelo precatório, e a parte restante seja paga mais rapidamente, em regime de requisição de pequeno valor. Porém, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite a postergação do pagamento dos valores devidos, com o artifício do depósito de valor que se sabe, ou se deveria saber, menor que o efetivamente devido. No caso em exame, trata-se de crédito resultante da insuficiência do depósito, tal como apurada pela Contadoria. Como o Juízo entendeu juridicamente irrelevante a impugnação apresentada, e o crédito remanescente foi reconhecido como sendo de pequeno valor, é desnecessária a expedição de novo precatório para lhe satisfazer. Agravo regimental ao qual se nega provimento (Recurso Extraordinário 595.978-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 22/5/2012). (grifo nosso) 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB8B-8B25-2B8E-684D e senha 2154-7EB0-2770-3838 Supremo Tribunal Federal ARE 1169234 AGR / RS óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Ademais, o Tribunal de origem não divergiu da jurisprudência desta CORTE. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL. FINANCEIRO. PRECATÓRIO. APURAÇÃO DE DEPÓSITO INSUFICIENTE. RELEVÂNCIA DA CONTROVÉRSIA FÁTICA OU JURÍDICA AFASTADA PELO JUÍZO. CRÉDITO REMANESCENTE DE PEQUENO VALOR. POSSIBILIDADE DE SATISFAÇÃO POR MEIO DE RPV. Conforme precedentes desta Suprema Corte, o objetivo do art. 100, § 4... da Constituição é impedir a burla à ordem cronológica de pagamento estabelecida pela sistemática do precatório. A Constituição proíbe o fracionamento do valor da execução, de modo que parte do pagamento ocorra segundo a ordem estabelecida pelo precatório, e a parte restante seja paga mais rapidamente, em regime de requisição de pequeno valor. Porém, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite a postergação do pagamento dos valores devidos, com o artifício do depósito de valor que se sabe, ou se deveria saber, menor que o efetivamente devido. No caso em exame, trata-se de crédito resultante da insuficiência do depósito, tal como apurada pela Contadoria. Como o Juízo entendeu juridicamente irrelevante a impugnação apresentada, e o crédito remanescente foi reconhecido como sendo de pequeno valor, é desnecessária a expedição de novo precatório para lhe satisfazer. Agravo regimental ao qual se nega provimento (Recurso Extraordinário 595.978-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 22/5/2012). (grifo nosso) 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB8B-8B25-2B8E-684D e senha 2154-7EB0-2770-3838 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1169234 AGR / RS DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. EXECUÇÃO DE VERBAS DECORRENTES DE MATRÍCULAS DISTINTAS. ÚNICO CREDOR. FRACIONAMENTO DA EXECUÇÃO PARA FINS DE EXPEDIÇÃO DE REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. IMPOSSIBILIDADE. 1. Esta Corte já assentou que é impossível o fracionamento da execução para expedição de requisição de pequeno valor. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento. (ARE 949.366-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 14/12/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11). Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB8B-8B25-2B8E-684D e senha 2154-7EB0-2770-3838 Supremo Tribunal Federal ARE 1169234 AGR / RS DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. EXECUÇÃO DE VERBAS DECORRENTES DE MATRÍCULAS DISTINTAS. ÚNICO CREDOR. FRACIONAMENTO DA EXECUÇÃO PARA FINS DE EXPEDIÇÃO DE REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. IMPOSSIBILIDADE. 1. Esta Corte já assentou que é impossível o fracionamento da execução para expedição de requisição de pequeno valor. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento. (ARE 949.366-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 14/12/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11). Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB8B-8B25-2B8E-684D e senha 2154-7EB0-2770-3838 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.234 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESPÓLIO DE ERNESTO TOMASINI ADV.(A/S) : PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND (70837/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4724-F70B-9419-677B e senha 5F84-14AC-DD68-5DAD Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.169.234 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESPÓLIO DE ERNESTO TOMASINI ADV.(A/S) : PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND (70837/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4724-F70B-9419-677B e senha 5F84-14AC-DD68-5DAD Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 169 . 234", "SÚMULA 279 DO Supremo", "ARE 1169234 AGR / RS", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 169 . 234", "ARE 1169234 AGR / RS", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 1169234 AGR / RS", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Recurso Extraordinário 595 . 978 - AgR", "ARE 1169234 AGR /", "Recurso Extraordinário 595 . 978 - AgR", "ARE 949 . 366 - AgR", "ARE 1169234 AGR / RS", "ARE 949 . 366 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 10 . 395 / 95", "ARTIGO 100 , § 8 . . . DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 100 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 100 , § 8 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 10 . 395 / 95", "ARTIGO 100 , § 8 . . . DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 100 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 100 , § 8 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art", ". 1 .", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 327 , § 1 . . . , do", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 100 , § 4 . . . da Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 100 , § 4 . . . da Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art .", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "ESPÓLIO DE ERNESTO TOMASINI", "PAULA CRISTINA", "ELY BERGAMASCHI BERND", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ESPÓLIO DE ERNESTO TOMASINI", "PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ESPÓLIO DE ERNESTO TOMASINI", "PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ESPÓLIO DE ERNESTO TOMASINI", "PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "ESPÓLIO DE ERNESTO TOMASINI", "PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "5", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "5", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQUÉRITO 4.428 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :PAULO VIEIRA DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA PROCESSO PENAL. INQUÉRITO ORIGINÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. IRRESIGNAÇÃO CONTRA O RESULTADO DO JULGAMENTO. NÃO PROVIMENTO. PRESCRIÇÃO. PLEITO FORMULADO APÓS JULGAMENTO QUE DECLINOU DA COMPETÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO. COMPARTILHAMENTO DE PROVAS. ACORDO DE LENIÊNCIA. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA. PRECEDENTES. REQUERIMENTO PARA REMESSA IMEDIATA DOS AUTOS. RISCO DE PRESCRIÇÃO. ACOLHIMENTO. 1. Embargos de declaração que manifestam irresignação contra o próprio conteúdo da decisão proferida pela Turma, não tendo demonstrado a existência de omissão apta a ensejar o provimento do recurso. 2. Pedido de declaração de prescrição formulado após a decisão que declinou da competência para a Justiça Eleitoral em São Paulo. Não conhecimento. 3. O compartilhamento de provas obtidas através de acordo de leniência pressupõe a observância aos limites estabelecidos. Precedentes (Inqúerito n° 4420, de minha Relatoria, Segunda Turma, julgamento unânime). Necessidade de esclarecimento e integração de decisão anteriormente proferida. 4. O STF tem entendido pela possibilidade de imediata remessa dos autos às instâncias inferiores, independentemente da publicação do acórdão ou do trânsito em julgado, quando constatado o risco de prescrição (STF, RE-AgR-AgR-EDv-ED 564.383/ES, Tribunal Pleno, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 7.6.2011). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F8FB-4803-8BFB-D64D e senha 099F-8149-FB05-F6D1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão INQ 4428 QO-ED / DF 5. Não provimento dos embargos de declaração. Não conhecimento do pedido de declaração de prescrição formulado após a decisão que declinou da competência. Acolhimento do pedido formulado para esclarecer decisão anteriormente proferida, para que a utilização de provas compartilhadas com base em acordo de leniência observem os limites do negócio jurídico. Determinação de imediata remessa dos autos às instâncias inferiores – Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, para redistribuição ao Juízo eleitoral competente -. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski , na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conhecer os embargos de declaração e negar provimento ao recurso , nos termos do voto do Relator Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F8FB-4803-8BFB-D64D e senha 099F-8149-FB05-F6D1 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF 5. Não provimento dos embargos de declaração. Não conhecimento do pedido de declaração de prescrição formulado após a decisão que declinou da competência. Acolhimento do pedido formulado para esclarecer decisão anteriormente proferida, para que a utilização de provas compartilhadas com base em acordo de leniência observem os limites do negócio jurídico. Determinação de imediata remessa dos autos às instâncias inferiores – Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, para redistribuição ao Juízo eleitoral competente -. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski , na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conhecer os embargos de declaração e negar provimento ao recurso , nos termos do voto do Relator Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F8FB-4803-8BFB-D64D e senha 099F-8149-FB05-F6D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQUÉRITO 4.428 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :PAULO VIEIRA DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de inquérito instaurado para apuração do suposto recebimento de recursos para o financiamento de campanhas políticas em contratos do Rodoanel em São Paulo/SP. Em 28.8.2018, a Segunda Turma, ao julgar questão de ordem: a) declarou a prescrição da pretensão punitiva dos investigados JOSÉ SERRA e RONALDO CEZAR COELHO em relação a fatos anteriores a 28.8.2010, nos termos do art. 107, IV, c/c art. 109, II, e art. 115, todos do Código Penal; b) indeferiu o pedido de desbloqueio de bens formulado por RONALDO CEZAR COELHO; c) indeferiu o pedido de avocação das investigações formulado pelo investigado PAULO VIEIRA DE SOUZA; d) declinou a competência para tramitação dos presentes autos, com a determinação da remessa do procedimento ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, para fins de redistribuição ao Juízo Eleitoral competente. Após o julgamento, a Procuradoria-Geral da República peticionou solicitando a imediata baixa dos autos ao juízo declinado, ante o risco de prescrição e a ausência de recursos dotados de efeito suspensivo. Por sua vez, JOSÉ AMARO PINTO RAMOS requereu a declaração da extinção da punibilidade pelos mesmos fundamentos utilizados para os investigados JOSÉ SERRA e RONALDO CEZAR COELHO. PAULO VIEIRA DE SOUZA apresentou embargos de declaração, aduzindo, em síntese, omissão do acórdão no que toca à existência de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A1B-53ED-EAE3-92F9 e senha 3D7B-304F-2A41-8175 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQUÉRITO 4.428 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :PAULO VIEIRA DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de inquérito instaurado para apuração do suposto recebimento de recursos para o financiamento de campanhas políticas em contratos do Rodoanel em São Paulo/SP. Em 28.8.2018, a Segunda Turma, ao julgar questão de ordem: a) declarou a prescrição da pretensão punitiva dos investigados JOSÉ SERRA e RONALDO CEZAR COELHO em relação a fatos anteriores a 28.8.2010, nos termos do art. 107, IV, c/c art. 109, II, e art. 115, todos do Código Penal; b) indeferiu o pedido de desbloqueio de bens formulado por RONALDO CEZAR COELHO; c) indeferiu o pedido de avocação das investigações formulado pelo investigado PAULO VIEIRA DE SOUZA; d) declinou a competência para tramitação dos presentes autos, com a determinação da remessa do procedimento ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, para fins de redistribuição ao Juízo Eleitoral competente. Após o julgamento, a Procuradoria-Geral da República peticionou solicitando a imediata baixa dos autos ao juízo declinado, ante o risco de prescrição e a ausência de recursos dotados de efeito suspensivo. Por sua vez, JOSÉ AMARO PINTO RAMOS requereu a declaração da extinção da punibilidade pelos mesmos fundamentos utilizados para os investigados JOSÉ SERRA e RONALDO CEZAR COELHO. PAULO VIEIRA DE SOUZA apresentou embargos de declaração, aduzindo, em síntese, omissão do acórdão no que toca à existência de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A1B-53ED-EAE3-92F9 e senha 3D7B-304F-2A41-8175 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório INQ 4428 QO-ED / DF conexão entre os fatos investigados neste inquérito e a Ação Penal 2176- 18.2017.403.6181, em tramitação perante a 5ª Vara Federal de São Paulo. A Odebrecht também peticionou nos autos, requerendo a reconsideração e/ou o esclarecimento de anterior decisão proferida em 13.9.2017, para que o compartilhamento de provas anteriormente deferido observe os termos do acordo de leniência realizado pela empresa. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A1B-53ED-EAE3-92F9 e senha 3D7B-304F-2A41-8175 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF conexão entre os fatos investigados neste inquérito e a Ação Penal 2176- 18.2017.403.6181, em tramitação perante a 5ª Vara Federal de São Paulo. A Odebrecht também peticionou nos autos, requerendo a reconsideração e/ou o esclarecimento de anterior decisão proferida em 13.9.2017, para que o compartilhamento de provas anteriormente deferido observe os termos do acordo de leniência realizado pela empresa. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A1B-53ED-EAE3-92F9 e senha 3D7B-304F-2A41-8175 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQUÉRITO 4.428 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Considerando as diversas questões trazidas aos presentes autos após o julgamento realizado pela Turma, passo a analisá-las nos tópicos a seguir. Dos embargos de declaração Preliminarmente, verifica-se que os embargos foram interpostos dentro do prazo de 5 (cinco) dias previsto no art. 337, §1º, do Regimento Interno do STF (RISTF), tendo o embargante observado os demais requisitos formais de admissibilidade, razão pela qual conheço do recurso. Passando à análise do mérito, observo que o embargante manifesta irresignação contra o próprio conteúdo da decisão proferida pela Turma, não tendo demonstrado a existência de omissão que possa ensejar o provimento do recurso. O recorrente alega que teria ocorrido “ligeira omissão” no acórdão ao analisar os objetos de investigações instaurados em face do embargante, tendo sido registrada a vinculação do PCI 1.00.000.020040/201-79 apenas com o Inquérito 0010745-08.2017.406.6181. Não obstante, a questão da identidade e/ou conexão entre os procedimentos, inquéritos e ações penais indicados pelo recorrente foi amplamente analisada pela Turma, que decidiu pela sua inocorrência. Nesse sentido, veja-se o seguinte trecho do voto que proferi: “PAULO VIEIRA DE SOUZA requereu a suspensão e a avocação do PIC 1.00.000.020040/2017-79 e do Procedimento 0013655-52.2017.403.6181, da 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo; do Inquérito 0010745-08.2017.403.6181 e do PIC Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQUÉRITO 4.428 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Considerando as diversas questões trazidas aos presentes autos após o julgamento realizado pela Turma, passo a analisá-las nos tópicos a seguir. Dos embargos de declaração Preliminarmente, verifica-se que os embargos foram interpostos dentro do prazo de 5 (cinco) dias previsto no art. 337, §1º, do Regimento Interno do STF (RISTF), tendo o embargante observado os demais requisitos formais de admissibilidade, razão pela qual conheço do recurso. Passando à análise do mérito, observo que o embargante manifesta irresignação contra o próprio conteúdo da decisão proferida pela Turma, não tendo demonstrado a existência de omissão que possa ensejar o provimento do recurso. O recorrente alega que teria ocorrido “ligeira omissão” no acórdão ao analisar os objetos de investigações instaurados em face do embargante, tendo sido registrada a vinculação do PCI 1.00.000.020040/201-79 apenas com o Inquérito 0010745-08.2017.406.6181. Não obstante, a questão da identidade e/ou conexão entre os procedimentos, inquéritos e ações penais indicados pelo recorrente foi amplamente analisada pela Turma, que decidiu pela sua inocorrência. Nesse sentido, veja-se o seguinte trecho do voto que proferi: “PAULO VIEIRA DE SOUZA requereu a suspensão e a avocação do PIC 1.00.000.020040/2017-79 e do Procedimento 0013655-52.2017.403.6181, da 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo; do Inquérito 0010745-08.2017.403.6181 e do PIC Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF 1.34.001.000944/2017-90 (Petição 1415/2018). Neste Inquérito apura-se o pagamento de vantagens indevidas a partido político, em razão de facilidades para a celebração de um acordo relativo a dívidas referentes à construção do Rodoanel, celebrado entre a DERSA e a CBPO Engenharia Ltda., ligada ao Grupo Odebrecht, e posteriores negócios semelhantes. O ajuste entre a CBPO e a DERSA teria ocorrido no início de 2009. De acordo com o depoimento dos colaboradores, 15% (quinze por cento) de cada parcela seriam repassados ao PSDB. [...] O Inquérito 0010745-08.2017.403.6181, conforme transcrição da portaria de instauração feita pela própria defesa, apura delitos ligados ao plano de reassentamento e compensação social das famílias da área da JACU PÊSSEGO (VILA IRACEMA, JARDIM SÃO FRANCISCO), no qual supostamente teria ocorrido o desvio de recursos públicos vinculados ao Programa de Compensação Social e Reassentamento involuntário da DERSA, mediante o cadastro fictício de supostos moradores nos referidos programas, pessoas que supostamente não tinham direito ao recebimento de unidades imobiliárias ou indenizações. [...] Portanto, trata-se de fatos distintos e específicos, diversos das acusações de desvio de recursos públicos destinados ao financiamento de campanhas eleitorais de agentes políticos em contratos do Rodoanel de São Paulo. Destaque-se que o Rodoanel é uma das maiores obras viárias do país, tendo originado, por sua magnitude, a realização de diversas licitações e contratos administrativos, bem como a implementação de programas e políticas públicas específicas para atendimento da população diretamente afetada pela obra, razão pela qual a simples menção aos contratos do Rodoanel não significa a identidade dos fatos ou objetos de apuração. Portanto, os fatos relacionados no Inquérito n° 0010745- 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF 1.34.001.000944/2017-90 (Petição 1415/2018). Neste Inquérito apura-se o pagamento de vantagens indevidas a partido político, em razão de facilidades para a celebração de um acordo relativo a dívidas referentes à construção do Rodoanel, celebrado entre a DERSA e a CBPO Engenharia Ltda., ligada ao Grupo Odebrecht, e posteriores negócios semelhantes. O ajuste entre a CBPO e a DERSA teria ocorrido no início de 2009. De acordo com o depoimento dos colaboradores, 15% (quinze por cento) de cada parcela seriam repassados ao PSDB. [...] O Inquérito 0010745-08.2017.403.6181, conforme transcrição da portaria de instauração feita pela própria defesa, apura delitos ligados ao plano de reassentamento e compensação social das famílias da área da JACU PÊSSEGO (VILA IRACEMA, JARDIM SÃO FRANCISCO), no qual supostamente teria ocorrido o desvio de recursos públicos vinculados ao Programa de Compensação Social e Reassentamento involuntário da DERSA, mediante o cadastro fictício de supostos moradores nos referidos programas, pessoas que supostamente não tinham direito ao recebimento de unidades imobiliárias ou indenizações. [...] Portanto, trata-se de fatos distintos e específicos, diversos das acusações de desvio de recursos públicos destinados ao financiamento de campanhas eleitorais de agentes políticos em contratos do Rodoanel de São Paulo. Destaque-se que o Rodoanel é uma das maiores obras viárias do país, tendo originado, por sua magnitude, a realização de diversas licitações e contratos administrativos, bem como a implementação de programas e políticas públicas específicas para atendimento da população diretamente afetada pela obra, razão pela qual a simples menção aos contratos do Rodoanel não significa a identidade dos fatos ou objetos de apuração. Portanto, os fatos relacionados no Inquérito n° 0010745- 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF 08.2017.403.6181 não dizem, nem sequer indiretamente, com aqueles em apuração neste Inquérito - vantagens indevidas para campanhas eleitorais decorrentes de renegociações de contratos -. Como a própria defesa esclarece, o investigado PAULO VIEIRA DE SOUZA já responde a duas ações penais por supostos ilícitos em planos de reassentamento e compensação social ligados à construção de trechos do Rodoanel, em primeira instância, sem aparente envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro. Acresça-se que após a manifestação inicial da defesa, foi oferecida denúncia, em primeira instância, embasada no Inquérito 0010745-08.2017.403.6181 (cópia fls. 727-751). PAULO VIEIRA DE SOUZA foi acusado, juntamente com outras quatro pessoas, de peculato e inserção de dados falsos em sistemas de informação. A acusação tem como pano de fundo o plano de reassentamento e compensação social das famílias da área da JACU PÊSSEGO. Não há, portanto, narrativa de envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro, sendo importante destacar que a simples menção, no Inquérito n° 0010745- 08.2017.403.6181, à prática de corrupção nas obras do Rodoanel, trechos sul, não é suficiente para evidenciar a identidade dos fatos. Portanto, não está configurada a identidade ou conexão com esta investigação. O Procedimento 0013655-52.2017.403.6181, por sua vez, corresponde ao requerimento de requisição de informações às autoridades suíças, mediante assistência judiciária internacional, formulado pelo Ministério Público Federal à 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo (fls. 626-628). O requerimento seria instrumental ao Inquérito 0010745- 08.2017.403.6181, não havendo sentido avocá-lo em separado. A petição faz referência a dois procedimentos internos do Ministério Público: PIC 1.00.000.020040/2017-79 e do PIC 1.34.001.000944/2017-90 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF 08.2017.403.6181 não dizem, nem sequer indiretamente, com aqueles em apuração neste Inquérito - vantagens indevidas para campanhas eleitorais decorrentes de renegociações de contratos -. Como a própria defesa esclarece, o investigado PAULO VIEIRA DE SOUZA já responde a duas ações penais por supostos ilícitos em planos de reassentamento e compensação social ligados à construção de trechos do Rodoanel, em primeira instância, sem aparente envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro. Acresça-se que após a manifestação inicial da defesa, foi oferecida denúncia, em primeira instância, embasada no Inquérito 0010745-08.2017.403.6181 (cópia fls. 727-751). PAULO VIEIRA DE SOUZA foi acusado, juntamente com outras quatro pessoas, de peculato e inserção de dados falsos em sistemas de informação. A acusação tem como pano de fundo o plano de reassentamento e compensação social das famílias da área da JACU PÊSSEGO. Não há, portanto, narrativa de envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro, sendo importante destacar que a simples menção, no Inquérito n° 0010745- 08.2017.403.6181, à prática de corrupção nas obras do Rodoanel, trechos sul, não é suficiente para evidenciar a identidade dos fatos. Portanto, não está configurada a identidade ou conexão com esta investigação. O Procedimento 0013655-52.2017.403.6181, por sua vez, corresponde ao requerimento de requisição de informações às autoridades suíças, mediante assistência judiciária internacional, formulado pelo Ministério Público Federal à 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo (fls. 626-628). O requerimento seria instrumental ao Inquérito 0010745- 08.2017.403.6181, não havendo sentido avocá-lo em separado. A petição faz referência a dois procedimentos internos do Ministério Público: PIC 1.00.000.020040/2017-79 e do PIC 1.34.001.000944/2017-90 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF Muito embora não reste complemente claro pelas peças existentes, do ofício da fl. 540 v., depreendo que o PIC 1.00.000.020040/2017-79 corresponde à formulação do pedido de assistência judiciária internacional às autoridades helvéticas. O PIC 1.34.001.000944/2017-90, por sua vez, parece ser o procedimento aberto com o recebimento espontâneo de informações pelas autoridades suíças, como se infere do formulário do pedido de assistência internacional (541-v), sendo mencionado, ainda, na decisão proferida nos autos do processo n° 0013544-52.2017.403.6181, tudo a indicar a relação entre os fatos apurados naqueles procedimentos e a distinção com as apurações realizadas neste inquérito. [...]”. Em casos como esse, a jurisprudência do STF tem se manifestado pelo desprovimento dos embargos de declaração: “PROCESSO PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO NO ACÓRDÃO RECORRIDO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. 1. Os embargos de declaração não se prestam à rediscussão dos juízos fáticos e dos entendimentos teóricos que hajam se formado no julgamento de mérito, ausentes os pressupostos recursais previstos no artigo 619 do Código de Processo Penal. Precedente: RHC 124.487- AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 14.9.2015. 2. O inconformismo com o resultado do julgamento não se qualifica como omissão, contradição ou obscuridade para fins de cabimento dos embargos de declaração. 3. Embargos de declaração rejeitados”. (RHC-ED 124.554, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 23.11.2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-256 DIVULG 29.11.2018 PUBLIC 30.11.2018) Ademais, os outros procedimentos e documentos indicados pelo embargante em seu recurso também não evidenciam a alegada 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF Muito embora não reste complemente claro pelas peças existentes, do ofício da fl. 540 v., depreendo que o PIC 1.00.000.020040/2017-79 corresponde à formulação do pedido de assistência judiciária internacional às autoridades helvéticas. O PIC 1.34.001.000944/2017-90, por sua vez, parece ser o procedimento aberto com o recebimento espontâneo de informações pelas autoridades suíças, como se infere do formulário do pedido de assistência internacional (541-v), sendo mencionado, ainda, na decisão proferida nos autos do processo n° 0013544-52.2017.403.6181, tudo a indicar a relação entre os fatos apurados naqueles procedimentos e a distinção com as apurações realizadas neste inquérito. [...]”. Em casos como esse, a jurisprudência do STF tem se manifestado pelo desprovimento dos embargos de declaração: “PROCESSO PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO NO ACÓRDÃO RECORRIDO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. 1. Os embargos de declaração não se prestam à rediscussão dos juízos fáticos e dos entendimentos teóricos que hajam se formado no julgamento de mérito, ausentes os pressupostos recursais previstos no artigo 619 do Código de Processo Penal. Precedente: RHC 124.487- AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 14.9.2015. 2. O inconformismo com o resultado do julgamento não se qualifica como omissão, contradição ou obscuridade para fins de cabimento dos embargos de declaração. 3. Embargos de declaração rejeitados”. (RHC-ED 124.554, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 23.11.2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-256 DIVULG 29.11.2018 PUBLIC 30.11.2018) Ademais, os outros procedimentos e documentos indicados pelo embargante em seu recurso também não evidenciam a alegada 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF litispendência ou conexão. Do não conhecimento do pedido posterior de declaração da prescrição Entendo que não deve ser conhecido o pedido de declaração da prescrição formulado por JOSÉ AMARO PINTO RAMOS, uma vez que deduzido após a decisão que declinou da competência para a Justiça Eleitoral em São Paulo. De acordo com o art. 108, §1º, c/c art. 109, ambos do CPP, uma vez reconhecida a incompetência, os autos devem ser remetidos ao Juízo competente, não sendo cabível o conhecimento de novas questões de fato e de direito suscitadas pelas partes. A não observância a essa norma enseja inclusive a nulidade dos atos posteriormente praticados, nos termos do art. 564, I, do CPP. Discorrendo sobre o assunto, Ada Pellegrini Grinover, Antônio Magalhães Gomes Filho e Antonio Scarance Fernandes asseveram que “Iniciado o processo perante o juiz incompetente, este pronunciará a incompetência, a qualquer tempo e independentemente da alegação das partes (art. 109 do CPP), enviando os autos ao juiz competente” (GRINOVER, Ada Pellegrini; GOMES FILHO, Antônio Magalhães; FERNANDES, Antonio Scarance. As Nulidades no Processo Penal. 12ª ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011. p. 40). No mesmo sentido, o STJ já decidiu que “prevalece o entendimento de que, constatada a incompetência absoluta, os autos devem ser remetidos ao Juízo competente, que pode ratificar ou não os atos já praticados, nos termos do artigo 567 do Código de Processo Penal, e 113, §2º, do Código de Processo Civil” (HC 318.354/RN, Rel. Ministro LEOPOLDO DE ARRUDA RAPOSO - DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/PE -, QUINTA TURMA, julgado em 30.6.2015, DJe 7.8.2015). É certo que há a prorrogação da competência para a apreciação de determinadas questões como, por exemplo, o julgamento dos recursos contra a decisão que declinou da competência. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF litispendência ou conexão. Do não conhecimento do pedido posterior de declaração da prescrição Entendo que não deve ser conhecido o pedido de declaração da prescrição formulado por JOSÉ AMARO PINTO RAMOS, uma vez que deduzido após a decisão que declinou da competência para a Justiça Eleitoral em São Paulo. De acordo com o art. 108, §1º, c/c art. 109, ambos do CPP, uma vez reconhecida a incompetência, os autos devem ser remetidos ao Juízo competente, não sendo cabível o conhecimento de novas questões de fato e de direito suscitadas pelas partes. A não observância a essa norma enseja inclusive a nulidade dos atos posteriormente praticados, nos termos do art. 564, I, do CPP. Discorrendo sobre o assunto, Ada Pellegrini Grinover, Antônio Magalhães Gomes Filho e Antonio Scarance Fernandes asseveram que “Iniciado o processo perante o juiz incompetente, este pronunciará a incompetência, a qualquer tempo e independentemente da alegação das partes (art. 109 do CPP), enviando os autos ao juiz competente” (GRINOVER, Ada Pellegrini; GOMES FILHO, Antônio Magalhães; FERNANDES, Antonio Scarance. As Nulidades no Processo Penal. 12ª ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011. p. 40). No mesmo sentido, o STJ já decidiu que “prevalece o entendimento de que, constatada a incompetência absoluta, os autos devem ser remetidos ao Juízo competente, que pode ratificar ou não os atos já praticados, nos termos do artigo 567 do Código de Processo Penal, e 113, §2º, do Código de Processo Civil” (HC 318.354/RN, Rel. Ministro LEOPOLDO DE ARRUDA RAPOSO - DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/PE -, QUINTA TURMA, julgado em 30.6.2015, DJe 7.8.2015). É certo que há a prorrogação da competência para a apreciação de determinadas questões como, por exemplo, o julgamento dos recursos contra a decisão que declinou da competência. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF A jurisprudência desta Corte também tem estabelecido a prorrogação da competência nos seguintes casos relativos ao foro por prerrogativa de função: a) após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais (QO na AP 937); b) em sede de inquérito, para determinar o arquivamento de investigações com excesso de prazo e sem a existência de elementos mínimos de materialidade e autoria delitivas (Inq 4.442, Rel. Min. Roberto Barroso; Inq 4.420, de minha relatoria); c) após o oferecimento da denúncia, para que a Corte decida sobre o seu recebimento ou não (Inq 4.641, Rel. Min. Roberto Barroso). No caso em questão, a Turma também decidiu declarar, desde já, a prescrição parcial da prescrição punitiva de parte dos investigados antes de declinar a competência para as instâncias inferiores. Não obstante, com a publicação do acórdão que declarou a incompetência, entendo que a dedução de novos pedidos deverá ser apreciada pelo Juízo competente, não sendo o caso de aplicação da regra estabelecida no art. 61 do CPP, mas sim da norma dos arts. 108 e 109, acima transcritos. Da observância aos limites do acordo de leniência Distinta é a situação em relação à petição apresentada pela Odebrecht, uma vez que se refere à decisão monocrática proferida anteriormente ao declínio da competência pela Turma, que necessita ser esclarecida. De fato, em 13.9.2017, autorizei o compartilhamento dos autos em epígrafe à Promotoria do Patrimônio Público e Social de São Paulo/SP, para instruir o Procedimento 0695.0000379/2017. Agora, a empresa requer que o compartilhamento seja realizado em consonância com o acordo de leniência firmado com o Ministério Público Federal. Entendo que assiste razão à empresa, uma vez que a decisão anteriormente proferida deve ser integrada para se adequar ao voto que 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF A jurisprudência desta Corte também tem estabelecido a prorrogação da competência nos seguintes casos relativos ao foro por prerrogativa de função: a) após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais (QO na AP 937); b) em sede de inquérito, para determinar o arquivamento de investigações com excesso de prazo e sem a existência de elementos mínimos de materialidade e autoria delitivas (Inq 4.442, Rel. Min. Roberto Barroso; Inq 4.420, de minha relatoria); c) após o oferecimento da denúncia, para que a Corte decida sobre o seu recebimento ou não (Inq 4.641, Rel. Min. Roberto Barroso). No caso em questão, a Turma também decidiu declarar, desde já, a prescrição parcial da prescrição punitiva de parte dos investigados antes de declinar a competência para as instâncias inferiores. Não obstante, com a publicação do acórdão que declarou a incompetência, entendo que a dedução de novos pedidos deverá ser apreciada pelo Juízo competente, não sendo o caso de aplicação da regra estabelecida no art. 61 do CPP, mas sim da norma dos arts. 108 e 109, acima transcritos. Da observância aos limites do acordo de leniência Distinta é a situação em relação à petição apresentada pela Odebrecht, uma vez que se refere à decisão monocrática proferida anteriormente ao declínio da competência pela Turma, que necessita ser esclarecida. De fato, em 13.9.2017, autorizei o compartilhamento dos autos em epígrafe à Promotoria do Patrimônio Público e Social de São Paulo/SP, para instruir o Procedimento 0695.0000379/2017. Agora, a empresa requer que o compartilhamento seja realizado em consonância com o acordo de leniência firmado com o Ministério Público Federal. Entendo que assiste razão à empresa, uma vez que a decisão anteriormente proferida deve ser integrada para se adequar ao voto que 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF proferi e que foi acolhido pela Turma, à unanimidade, no julgamento do Agravo Regimental no Inquérito 4.420. Naquele julgamento, que também envolvia o compartilhamento de provas com a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de São Paulo, assentei o seguinte: “O agravo regimental em análise aborda a questão do compartilhamento de provas produzidas a partir de acordo de leniência, para outras investigações (ex. Inquérito Civil), que podem prejudicar os interessados, a partir de requerimento de autoridade que não aderiu ao referido acordo. Sem dúvidas, trata-se de temática extremamente relevante no cenário da Justiça Negocial, em institutos como a colaboração premiada e o acordo de leniência. A possibilidade de compartilhamento de provas produzidas consensualmente para outras investigações não incluídas na abrangência do negócio jurídico pode colocar em risco a sua efetividade e a esfera de direitos dos imputados que consentirem em colaborar com a persecução estatal (LAMY, Anna Carolina. Reflexos do acordo de leniência no processo penal. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2014. p. 159-161). Nos termos da orientação firmada no Estudo Técnico 01/2017 da 5ª Câmara de Coordenação de Revisão do MPF, o qual trata da normativa sobre acordos de leniência, o acesso a informações e documentos obtidos em colaboração premiada, por outros órgãos públicos de fiscalização e controle ou por terceiros interessados que se legitimem a tal disclosure, depende da adesão racional e razoável aos termos negociados e acertados entre Estado e colaborador. Conforme a orientação: Trata-se de decorrência lógica que deflui do paradigma de consensualidade e da própria negociação encetada, que impõe ao Estado a aceitação deste ônus em troca de bônus investigativos e sancionatórios, sob pena de, ao contrário, enfraquecer-se demasiadamente a posição de quem colabora com o poder público sancionador, abrindo mão de direitos fundamentais de 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF proferi e que foi acolhido pela Turma, à unanimidade, no julgamento do Agravo Regimental no Inquérito 4.420. Naquele julgamento, que também envolvia o compartilhamento de provas com a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de São Paulo, assentei o seguinte: “O agravo regimental em análise aborda a questão do compartilhamento de provas produzidas a partir de acordo de leniência, para outras investigações (ex. Inquérito Civil), que podem prejudicar os interessados, a partir de requerimento de autoridade que não aderiu ao referido acordo. Sem dúvidas, trata-se de temática extremamente relevante no cenário da Justiça Negocial, em institutos como a colaboração premiada e o acordo de leniência. A possibilidade de compartilhamento de provas produzidas consensualmente para outras investigações não incluídas na abrangência do negócio jurídico pode colocar em risco a sua efetividade e a esfera de direitos dos imputados que consentirem em colaborar com a persecução estatal (LAMY, Anna Carolina. Reflexos do acordo de leniência no processo penal. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2014. p. 159-161). Nos termos da orientação firmada no Estudo Técnico 01/2017 da 5ª Câmara de Coordenação de Revisão do MPF, o qual trata da normativa sobre acordos de leniência, o acesso a informações e documentos obtidos em colaboração premiada, por outros órgãos públicos de fiscalização e controle ou por terceiros interessados que se legitimem a tal disclosure, depende da adesão racional e razoável aos termos negociados e acertados entre Estado e colaborador. Conforme a orientação: Trata-se de decorrência lógica que deflui do paradigma de consensualidade e da própria negociação encetada, que impõe ao Estado a aceitação deste ônus em troca de bônus investigativos e sancionatórios, sob pena de, ao contrário, enfraquecer-se demasiadamente a posição de quem colabora com o poder público sancionador, abrindo mão de direitos fundamentais de 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF autodefesa e lançando por terra as demandas de segurança jurídica. Igualmente, em relação aos acordos de colaboração premiada, a Orientação Conjunta 1/2018 do MPF afirma que: As provas decorrentes do acordo de colaboração premiada poderão ser compartilhadas com outros órgãos e autoridades públicas nacionais, para fins cíveis, fiscais e administrativos, e com autoridades públicas estrangeiras, inclusive para fins criminais, com a ressalva de que tais provas não poderão ser utilizadas contra os próprios colaboradores para produzir punições além daquelas pactuadas no acordo. Esta ressalva deve ser expressamente comunicada ao destinatário da prova, com a informação de que se trata de uma limitação intrínseca e subjetiva de validade do uso da prova, nos termos da Nota Técnica nº 01/2017, da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. O imputado colaborador aceita produzir provas contra si mesmo tendo em vista os termos acordados no pacto negocial com o Estado. Assim, a utilização de tais elementos probatórios, produzidos pelo próprio colaborador, em seu prejuízo, de modo distinto do firmado com a acusação e homologado pelo Judiciário é prática abusiva, que viola o direito a não autoincriminação. A renúncia (ou não exercício) imposta pela Lei em relação ao direito ao silêncio (art. 4°, §14°, Lei 12.850/2013) se limita à abrangência e às consequências previstas no acordo. Deve-se ressaltar que isso não impede que outras autoridades não aderentes ao acordo realizem investigações e persecuções distintas (por exemplo sobre fatos novos ou não incluídos no acordo), mas veda somente a utilização para esses casos de elementos probatórios produzidos pelos próprios colaboradores em razão do negócio firmado. Em caso anterior, em sede de medida cautelar, já ressaltei a necessidade de atenção a acordo de leniência, decidindo que: (...) não seria vedado ao TCU realizar a fiscalização 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF autodefesa e lançando por terra as demandas de segurança jurídica. Igualmente, em relação aos acordos de colaboração premiada, a Orientação Conjunta 1/2018 do MPF afirma que: As provas decorrentes do acordo de colaboração premiada poderão ser compartilhadas com outros órgãos e autoridades públicas nacionais, para fins cíveis, fiscais e administrativos, e com autoridades públicas estrangeiras, inclusive para fins criminais, com a ressalva de que tais provas não poderão ser utilizadas contra os próprios colaboradores para produzir punições além daquelas pactuadas no acordo. Esta ressalva deve ser expressamente comunicada ao destinatário da prova, com a informação de que se trata de uma limitação intrínseca e subjetiva de validade do uso da prova, nos termos da Nota Técnica nº 01/2017, da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. O imputado colaborador aceita produzir provas contra si mesmo tendo em vista os termos acordados no pacto negocial com o Estado. Assim, a utilização de tais elementos probatórios, produzidos pelo próprio colaborador, em seu prejuízo, de modo distinto do firmado com a acusação e homologado pelo Judiciário é prática abusiva, que viola o direito a não autoincriminação. A renúncia (ou não exercício) imposta pela Lei em relação ao direito ao silêncio (art. 4°, §14°, Lei 12.850/2013) se limita à abrangência e às consequências previstas no acordo. Deve-se ressaltar que isso não impede que outras autoridades não aderentes ao acordo realizem investigações e persecuções distintas (por exemplo sobre fatos novos ou não incluídos no acordo), mas veda somente a utilização para esses casos de elementos probatórios produzidos pelos próprios colaboradores em razão do negócio firmado. Em caso anterior, em sede de medida cautelar, já ressaltei a necessidade de atenção a acordo de leniência, decidindo que: (...) não seria vedado ao TCU realizar a fiscalização 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF da aplicação de dinheiro público em hipóteses já albergadas pelos acordos de leniência. Todavia, sua atuação deve limitar-se ao escopo de buscar integralmente a reparação do dano causado, sem inviabilizar o cumprimento dos citados acordos. (MS-MC 35.435, de minha relatoria, j. 13.4.2018). [...] Por esses motivos, acolho o pedido formulado pela Odebrecht para esclarecer que a utilização das provas compartilhadas pressupõe a observância aos limites estabelecidos no acordo de leniência em relação ao requerente e aos demais aderentes. Da imediata remessa dos autos ao juízo declinado A Procuradoria-Geral da República pugna pela imediata baixa dos autos ao juízo declinado, ante o risco de prescrição e a ausência de recursos dotados de efeito suspensivo. O requerimento da PGR deve ser acolhido. O STF tem entendido pela possibilidade de imediata remessa dos autos às instâncias inferiores, independentemente da publicação do acórdão ou do trânsito em julgado, nos casos em que constatado o risco da incidência da prescrição. Nesse sentido, veja-se o seguinte julgado do Tribunal Pleno: “Embargos de declaração em embargos de divergência no agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário. Matéria criminal. Conversão em agravo regimental. Precedentes. Ausência de demonstração da divergência jurisprudencial autorizadora do recurso. Precedentes. Agravo regimental não provido. Recurso manifestamente protelatório. Litigância de má-fé. Imposição de multa sobre o valor da condenação. Precedente. Risco de prescrição. Baixa imediata para execução da pena imposta. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF da aplicação de dinheiro público em hipóteses já albergadas pelos acordos de leniência. Todavia, sua atuação deve limitar-se ao escopo de buscar integralmente a reparação do dano causado, sem inviabilizar o cumprimento dos citados acordos. (MS-MC 35.435, de minha relatoria, j. 13.4.2018). [...] Por esses motivos, acolho o pedido formulado pela Odebrecht para esclarecer que a utilização das provas compartilhadas pressupõe a observância aos limites estabelecidos no acordo de leniência em relação ao requerente e aos demais aderentes. Da imediata remessa dos autos ao juízo declinado A Procuradoria-Geral da República pugna pela imediata baixa dos autos ao juízo declinado, ante o risco de prescrição e a ausência de recursos dotados de efeito suspensivo. O requerimento da PGR deve ser acolhido. O STF tem entendido pela possibilidade de imediata remessa dos autos às instâncias inferiores, independentemente da publicação do acórdão ou do trânsito em julgado, nos casos em que constatado o risco da incidência da prescrição. Nesse sentido, veja-se o seguinte julgado do Tribunal Pleno: “Embargos de declaração em embargos de divergência no agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário. Matéria criminal. Conversão em agravo regimental. Precedentes. Ausência de demonstração da divergência jurisprudencial autorizadora do recurso. Precedentes. Agravo regimental não provido. Recurso manifestamente protelatório. Litigância de má-fé. Imposição de multa sobre o valor da condenação. Precedente. Risco de prescrição. Baixa imediata para execução da pena imposta. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF 2. Não foi demonstrado o dissenso entre o que decidido e os acórdãos paradigma trazidos pelo agravante. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 3. Imposição ao agravante de pagamento de multa sobre o valor atualizado da condenação, tendo em vista e interposição de sucessivos recursos manifestamente protelatórios, a configurar a litigância de má-fé (art. 18 do Código de Processo Civil). 4. Considerando que a consumação da prescrição da pretensão punitiva estatal está próxima, independentemente do trânsito em julgado da decisão, devem ser baixados os autos ao juízo de origem para o imediato cumprimento da pena imposta”. (STF, RE-AgR-AgR-EDv-ED 564.383/ES, Tribunal Pleno, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 7.6.2011). O presente caso se amolda ao precedente em questão, uma vez que já houve inclusive a declaração da prescrição parcial da pretensão punitiva de parte dos investigados. Conclusão Ante o exposto: a) conheço dos embargos de declaração interpostos por PAULO VIERA DE SOUZA e nego provimento ao recurso; b) não conheço do pedido de declaração da prescrição formulado por JOSÉ AMARO PINTO RAMOS; c) defiro o pedido formulado pela Odebrecht, para esclarecer que a utilização das provas compartilhadas, nos termos da decisão anteriormente proferida, pressupõe a observância aos limites estabelecidos no acordo de leniência em relação ao requerente e aos demais aderentes; d) determino a imediata remessa dos autos às instâncias inferiores – Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, para redistribuição ao Juízo eleitoral competente -, independentemente da publicação do acórdão ou do trânsito em julgado 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF 2. Não foi demonstrado o dissenso entre o que decidido e os acórdãos paradigma trazidos pelo agravante. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 3. Imposição ao agravante de pagamento de multa sobre o valor atualizado da condenação, tendo em vista e interposição de sucessivos recursos manifestamente protelatórios, a configurar a litigância de má-fé (art. 18 do Código de Processo Civil). 4. Considerando que a consumação da prescrição da pretensão punitiva estatal está próxima, independentemente do trânsito em julgado da decisão, devem ser baixados os autos ao juízo de origem para o imediato cumprimento da pena imposta”. (STF, RE-AgR-AgR-EDv-ED 564.383/ES, Tribunal Pleno, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 7.6.2011). O presente caso se amolda ao precedente em questão, uma vez que já houve inclusive a declaração da prescrição parcial da pretensão punitiva de parte dos investigados. Conclusão Ante o exposto: a) conheço dos embargos de declaração interpostos por PAULO VIERA DE SOUZA e nego provimento ao recurso; b) não conheço do pedido de declaração da prescrição formulado por JOSÉ AMARO PINTO RAMOS; c) defiro o pedido formulado pela Odebrecht, para esclarecer que a utilização das provas compartilhadas, nos termos da decisão anteriormente proferida, pressupõe a observância aos limites estabelecidos no acordo de leniência em relação ao requerente e aos demais aderentes; d) determino a imediata remessa dos autos às instâncias inferiores – Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, para redistribuição ao Juízo eleitoral competente -, independentemente da publicação do acórdão ou do trânsito em julgado 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF É como voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF É como voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. EDSON FACHIN 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQUÉRITO 4.428 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eu estou de acordo com as três conclusões que Sua Excelência o eminente Ministro Relator traz à colação. As duas primeiras, em face da quais o eminente Relator rejeita os embargos de declaração. E a terceira acolhe, na verdade, sem efeito modificativo, mas para fins de esclarecer os limites e a observância do acordo de leniência, o que vai ao encontro de precedentes que tenho, precisamente, nessa direção. Acompanho, integralmente, o eminente Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB52-CECA-B2C1-B6B7 e senha 140A-DACC-4CE4-85BC Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQUÉRITO 4.428 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eu estou de acordo com as três conclusões que Sua Excelência o eminente Ministro Relator traz à colação. As duas primeiras, em face da quais o eminente Relator rejeita os embargos de declaração. E a terceira acolhe, na verdade, sem efeito modificativo, mas para fins de esclarecer os limites e a observância do acordo de leniência, o que vai ao encontro de precedentes que tenho, precisamente, nessa direção. Acompanho, integralmente, o eminente Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB52-CECA-B2C1-B6B7 e senha 140A-DACC-4CE4-85BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQUÉRITO 4.428 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : PAULO VIEIRA DE SOUZA ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO (0005008/DF) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, conheceu dos embargos de declaração interpostos por PAULO VIEIRA DE SOUZA e negou provimento ao recurso; não conheceu do pedido de declaração da prescrição, formulado por JOSÉ AMARO PINTO RAMOS; deferiu o pedido formulado pela ODEBRECHT, para esclarecer que a utilização das provas compartilhadas, nos termos da decisão anteriormente proferida, pressupõe a observância aos limites estabelecidos no acordo de leniência em relação ao requerente e aos demais aderentes e, por fim, determinou a imediata remessa dos autos às instâncias inferiores, independentemente da publicação do acórdão ou do trânsito em julgado, tudo nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C80-B5F8-165F-5C11 e senha DAF0-8EEE-BEC8-2DD7 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQUÉRITO 4.428 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : PAULO VIEIRA DE SOUZA ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO (0005008/DF) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, conheceu dos embargos de declaração interpostos por PAULO VIEIRA DE SOUZA e negou provimento ao recurso; não conheceu do pedido de declaração da prescrição, formulado por JOSÉ AMARO PINTO RAMOS; deferiu o pedido formulado pela ODEBRECHT, para esclarecer que a utilização das provas compartilhadas, nos termos da decisão anteriormente proferida, pressupõe a observância aos limites estabelecidos no acordo de leniência em relação ao requerente e aos demais aderentes e, por fim, determinou a imediata remessa dos autos às instâncias inferiores, independentemente da publicação do acórdão ou do trânsito em julgado, tudo nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C80-B5F8-165F-5C11 e senha DAF0-8EEE-BEC8-2DD7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749259038
2019-02-12T00:00:00
2019-02-28T00:00:00
A Turma, por votação unânime, conheceu dos embargos de declaração interpostos por PAULO VIEIRA DE SOUZA e negou provimento ao recurso; não conheceu do pedido de declaração da prescrição, formulado por JOSÉ AMARO PINTO RAMOS; deferiu o pedido formulado pela ODEBRECHT, para esclarecer que a utilização das provas compartilhadas, nos termos da decisão anteriormente proferida, pressupõe a observância aos limites estabelecidos no acordo de leniência em relação ao requerente e aos demais aderentes e, por fim, determinou a imediata remessa dos autos às instâncias inferiores, independentemente da publicação do acórdão ou do trânsito em julgado, tudo nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 12.2.2019.
EMB.DECL. NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQUÉRITO
PROCESSO PENAL. INQUÉRITO ORIGINÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. IRRESIGNAÇÃO CONTRA O RESULTADO DO JULGAMENTO. NÃO PROVIMENTO. PRESCRIÇÃO. PLEITO FORMULADO APÓS JULGAMENTO QUE DECLINOU DA COMPETÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO. COMPARTILHAMENTO DE PROVAS. ACORDO DE LENIÊNCIA. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA. PRECEDENTES. REQUERIMENTO PARA REMESSA IMEDIATA DOS AUTOS. RISCO DE PRESCRIÇÃO. ACOLHIMENTO. 1. Embargos de declaração que manifestam irresignação contra o próprio conteúdo da decisão proferida pela Turma, não tendo demonstrado a existência de omissão apta a ensejar o provimento do recurso. 2. Pedido de declaração de prescrição formulado após a decisão que declinou da competência para a Justiça Eleitoral em São Paulo. Não conhecimento. 3. O compartilhamento de provas obtidas através de acordo de leniência pressupõe a observância aos limites estabelecidos. Precedentes (Inqúerito n° 4420, de minha Relatoria, Segunda Turma, julgamento unânime). Necessidade de esclarecimento e integração de decisão anteriormente proferida. 4. O STF tem entendido pela possibilidade de imediata remessa dos autos às instâncias inferiores, independentemente da publicação do acórdão ou do trânsito em julgado, quando constatado o risco de prescrição (STF, RE-AgR-AgR-EDv-ED 564.383/ES, Tribunal Pleno, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 7.6.2011). 5. Não provimento dos embargos de declaração. Não conhecimento do pedido de declaração de prescrição formulado após a decisão que declinou da competência. Acolhimento do pedido formulado para esclarecer decisão anteriormente proferida, para que a utilização de provas compartilhadas com base em acordo de leniência observem os limites do negócio jurídico. Determinação de imediata remessa dos autos às instâncias inferiores – Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, para redistribuição ao Juízo eleitoral competente -.
sjur399059
- Acórdão(s) citado(s): (COMPARTILHAMENTO, PROVA, ACORDO DE LENIÊNCIA) Inq 4420 AgR (2ªT). (BAIXA DOS AUTOS, RISCO, PRESCRIÇÃO) RE 465383 AgR-AgR-EDv-ED (TP). (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, REDISCUSSÃO, MATÉRIA) RHC 124554 ED (1ªT). (PRORROGAÇÃO, COMPETÊNCIA, APRESENTAÇÃO, ALEGAÇÕES FINAIS) AP 937 QO (TP). (PRORROGAÇÃO, COMPETÊNCIA, RECEBIMENTO, DENÚNCIA) ADI 4641 (TP). (PRORROGAÇÃO, COMPETÊNCIA, ARQUIVAMENTO, INQUÉRITO) Inq 4420 (2ªT). - Decisão monocrática citada: (PRORROGAÇÃO, COMPETÊNCIA, ARQUIVAMENTO, INQUÉRITO) Inq 4442. - Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais: STJ: HC 318354. Número de páginas: 17. Análise: 29/04/2019, AMA.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
4428
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00061 ART-00108 PAR-00001 ART-00109 \n ART-00564 INC-00001\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00337 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
Inq-QO-ED
acordaos
Inq 4428 QO-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : PAULO VIEIRA DE SOUZA ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQUÉRITO 4.428 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :PAULO VIEIRA DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA PROCESSO PENAL. INQUÉRITO ORIGINÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. IRRESIGNAÇÃO CONTRA O RESULTADO DO JULGAMENTO. NÃO PROVIMENTO. PRESCRIÇÃO. PLEITO FORMULADO APÓS JULGAMENTO QUE DECLINOU DA COMPETÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO. COMPARTILHAMENTO DE PROVAS. ACORDO DE LENIÊNCIA. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA. PRECEDENTES. REQUERIMENTO PARA REMESSA IMEDIATA DOS AUTOS. RISCO DE PRESCRIÇÃO. ACOLHIMENTO. 1. Embargos de declaração que manifestam irresignação contra o próprio conteúdo da decisão proferida pela Turma, não tendo demonstrado a existência de omissão apta a ensejar o provimento do recurso. 2. Pedido de declaração de prescrição formulado após a decisão que declinou da competência para a Justiça Eleitoral em São Paulo. Não conhecimento. 3. O compartilhamento de provas obtidas através de acordo de leniência pressupõe a observância aos limites estabelecidos. Precedentes (Inqúerito n 4420, de minha Relatoria, Segunda Turma, julgamento unânime). Necessidade de esclarecimento e integração de decisão anteriormente proferida. 4. O Supremo Tribunal Federal tem entendido pela possibilidade de imediata remessa dos autos às instâncias inferiores, independentemente da publicação do acórdão ou do trânsito em julgado, quando constatado o risco de prescrição (Supremo Tribunal Federal, Recurso Extraordinário-AgR-AgR-EDv-ED 564.383/ES, Tribunal Pleno, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 7.6.2011). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F8FB-4803-8BFB-D64D e senha 099F-8149-FB05-F6D1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão INQ 4428 QO-ED / DF 5. Não provimento dos embargos de declaração. Não conhecimento do pedido de declaração de prescrição formulado após a decisão que declinou da competência. Acolhimento do pedido formulado para esclarecer decisão anteriormente proferida, para que a utilização de provas compartilhadas com base em acordo de leniência observem os limites do negócio jurídico. Determinação de imediata remessa dos autos às instâncias inferiores – Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, para redistribuição ao Juízo eleitoral competente -. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski , na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conhecer os embargos de declaração e negar provimento ao recurso , nos termos do voto do Relator Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F8FB-4803-8BFB-D64D e senha 099F-8149-FB05-F6D1 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF 5. Não provimento dos embargos de declaração. Não conhecimento do pedido de declaração de prescrição formulado após a decisão que declinou da competência. Acolhimento do pedido formulado para esclarecer decisão anteriormente proferida, para que a utilização de provas compartilhadas com base em acordo de leniência observem os limites do negócio jurídico. Determinação de imediata remessa dos autos às instâncias inferiores – Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, para redistribuição ao Juízo eleitoral competente -. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski , na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conhecer os embargos de declaração e negar provimento ao recurso , nos termos do voto do Relator Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F8FB-4803-8BFB-D64D e senha 099F-8149-FB05-F6D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQUÉRITO 4.428 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :PAULO VIEIRA DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de inquérito instaurado para apuração do suposto recebimento de recursos para o financiamento de campanhas políticas em contratos do Rodoanel em São Paulo/SP. Em 28.8.2018, a Segunda Turma, ao julgar questão de ordem: a) declarou a prescrição da pretensão punitiva dos investigados JOSÉ SERRA e RONALDO CEZAR COELHO em relação a fatos anteriores a 28.8.2010, nos termos do art. 107, IV, c/c art. 109, II, e art. 115, todos do Código Penal; b) indeferiu o pedido de desbloqueio de bens formulado por RONALDO CEZAR COELHO; c) indeferiu o pedido de avocação das investigações formulado pelo investigado PAULO VIEIRA DE SOUZA; d) declinou a competência para tramitação dos presentes autos, com a determinação da remessa do procedimento ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, para fins de redistribuição ao Juízo Eleitoral competente. Após o julgamento, a Procuradoria-Geral da República peticionou solicitando a imediata baixa dos autos ao juízo declinado, ante o risco de prescrição e a ausência de recursos dotados de efeito suspensivo. Por sua vez, JOSÉ AMARO PINTO RAMOS requereu a declaração da extinção da punibilidade pelos mesmos fundamentos utilizados para os investigados JOSÉ SERRA e RONALDO CEZAR COELHO. PAULO VIEIRA DE SOUZA apresentou embargos de declaração, aduzindo, em síntese, omissão do acórdão no que toca à existência de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A1B-53ED-EAE3-92F9 e senha 3D7B-304F-2A41-8175 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQUÉRITO 4.428 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :PAULO VIEIRA DE SOUZA ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de inquérito instaurado para apuração do suposto recebimento de recursos para o financiamento de campanhas políticas em contratos do Rodoanel em São Paulo/SP. Em 28.8.2018, a Segunda Turma, ao julgar questão de ordem: a) declarou a prescrição da pretensão punitiva dos investigados JOSÉ SERRA e RONALDO CEZAR COELHO em relação a fatos anteriores a 28.8.2010, nos termos do art. 107, IV, c/c art. 109, II, e art. 115, todos do Código Penal; b) indeferiu o pedido de desbloqueio de bens formulado por RONALDO CEZAR COELHO; c) indeferiu o pedido de avocação das investigações formulado pelo investigado PAULO VIEIRA DE SOUZA; d) declinou a competência para tramitação dos presentes autos, com a determinação da remessa do procedimento ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, para fins de redistribuição ao Juízo Eleitoral competente. Após o julgamento, a Procuradoria-Geral da República peticionou solicitando a imediata baixa dos autos ao juízo declinado, ante o risco de prescrição e a ausência de recursos dotados de efeito suspensivo. Por sua vez, JOSÉ AMARO PINTO RAMOS requereu a declaração da extinção da punibilidade pelos mesmos fundamentos utilizados para os investigados JOSÉ SERRA e RONALDO CEZAR COELHO. PAULO VIEIRA DE SOUZA apresentou embargos de declaração, aduzindo, em síntese, omissão do acórdão no que toca à existência de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A1B-53ED-EAE3-92F9 e senha 3D7B-304F-2A41-8175 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório INQ 4428 QO-ED / DF conexão entre os fatos investigados neste inquérito e a Ação Penal 2176- 18.2017.403.6181, em tramitação perante a 5... Vara Federal de São Paulo. A Odebrecht também peticionou nos autos, requerendo a reconsideração e/ou o esclarecimento de anterior decisão proferida em 13.9.2017, para que o compartilhamento de provas anteriormente deferido observe os termos do acordo de leniência realizado pela empresa. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A1B-53ED-EAE3-92F9 e senha 3D7B-304F-2A41-8175 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF conexão entre os fatos investigados neste inquérito e a Ação Penal 2176- 18.2017.403.6181, em tramitação perante a 5... Vara Federal de São Paulo. A Odebrecht também peticionou nos autos, requerendo a reconsideração e/ou o esclarecimento de anterior decisão proferida em 13.9.2017, para que o compartilhamento de provas anteriormente deferido observe os termos do acordo de leniência realizado pela empresa. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A1B-53ED-EAE3-92F9 e senha 3D7B-304F-2A41-8175 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQUÉRITO 4.428 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Considerando as diversas questões trazidas aos presentes autos após o julgamento realizado pela Turma, passo a analisá-las nos tópicos a seguir. Dos embargos de declaração Preliminarmente, verifica-se que os embargos foram interpostos dentro do prazo de 5 (cinco) dias previsto no art. 337, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (RISTF), tendo o embargante observado os demais requisitos formais de admissibilidade, razão pela qual conheço do recurso. Passando à análise do mérito, observo que o embargante manifesta irresignação contra o próprio conteúdo da decisão proferida pela Turma, não tendo demonstrado a existência de omissão que possa ensejar o provimento do recurso. O recorrente alega que teria ocorrido “ligeira omissão” no acórdão ao analisar os objetos de investigações instaurados em face do embargante, tendo sido registrada a vinculação do PCI 1.00.000.020040/201-79 apenas com o Inquérito 0010745-08.2017.406.6181. Não obstante, a questão da identidade e/ou conexão entre os procedimentos, inquéritos e ações penais indicados pelo recorrente foi amplamente analisada pela Turma, que decidiu pela sua inocorrência. Nesse sentido, veja-se o seguinte trecho do voto que proferi: “PAULO VIEIRA DE SOUZA requereu a suspensão e a avocação do PIC 1.00.000.020040/2017-79 e do Procedimento 0013655-52.2017.403.6181, da 5... Vara Federal Criminal de São Paulo; do Inquérito 0010745-08.2017.403.6181 e do PIC Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQUÉRITO 4.428 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Considerando as diversas questões trazidas aos presentes autos após o julgamento realizado pela Turma, passo a analisá-las nos tópicos a seguir. Dos embargos de declaração Preliminarmente, verifica-se que os embargos foram interpostos dentro do prazo de 5 (cinco) dias previsto no art. 337, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (RISTF), tendo o embargante observado os demais requisitos formais de admissibilidade, razão pela qual conheço do recurso. Passando à análise do mérito, observo que o embargante manifesta irresignação contra o próprio conteúdo da decisão proferida pela Turma, não tendo demonstrado a existência de omissão que possa ensejar o provimento do recurso. O recorrente alega que teria ocorrido “ligeira omissão” no acórdão ao analisar os objetos de investigações instaurados em face do embargante, tendo sido registrada a vinculação do PCI 1.00.000.020040/201-79 apenas com o Inquérito 0010745-08.2017.406.6181. Não obstante, a questão da identidade e/ou conexão entre os procedimentos, inquéritos e ações penais indicados pelo recorrente foi amplamente analisada pela Turma, que decidiu pela sua inocorrência. Nesse sentido, veja-se o seguinte trecho do voto que proferi: “PAULO VIEIRA DE SOUZA requereu a suspensão e a avocação do PIC 1.00.000.020040/2017-79 e do Procedimento 0013655-52.2017.403.6181, da 5... Vara Federal Criminal de São Paulo; do Inquérito 0010745-08.2017.403.6181 e do PIC Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF 1.34.001.000944/2017-90 (Petição 1415/2018). Neste Inquérito apura-se o pagamento de vantagens indevidas a partido político, em razão de facilidades para a celebração de um acordo relativo a dívidas referentes à construção do Rodoanel, celebrado entre a DERSA e a CBPO Engenharia Ltda., ligada ao Grupo Odebrecht, e posteriores negócios semelhantes. O ajuste entre a CBPO e a DERSA teria ocorrido no início de 2009. De acordo com o depoimento dos colaboradores, 15% (quinze por cento) de cada parcela seriam repassados ao PSDB. [...] O Inquérito 0010745-08.2017.403.6181, conforme transcrição da portaria de instauração feita pela própria defesa, apura delitos ligados ao plano de reassentamento e compensação social das famílias da área da JACU PÊSSEGO (VILA IRACEMA, JARDIM SÃO FRANCISCO), no qual supostamente teria ocorrido o desvio de recursos públicos vinculados ao Programa de Compensação Social e Reassentamento involuntário da DERSA, mediante o cadastro fictício de supostos moradores nos referidos programas, pessoas que supostamente não tinham direito ao recebimento de unidades imobiliárias ou indenizações. [...] Portanto, trata-se de fatos distintos e específicos, diversos das acusações de desvio de recursos públicos destinados ao financiamento de campanhas eleitorais de agentes políticos em contratos do Rodoanel de São Paulo. Destaque-se que o Rodoanel é uma das maiores obras viárias do país, tendo originado, por sua magnitude, a realização de diversas licitações e contratos administrativos, bem como a implementação de programas e políticas públicas específicas para atendimento da população diretamente afetada pela obra, razão pela qual a simples menção aos contratos do Rodoanel não significa a identidade dos fatos ou objetos de apuração. Portanto, os fatos relacionados no Inquérito n 0010745- 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF 1.34.001.000944/2017-90 (Petição 1415/2018). Neste Inquérito apura-se o pagamento de vantagens indevidas a partido político, em razão de facilidades para a celebração de um acordo relativo a dívidas referentes à construção do Rodoanel, celebrado entre a DERSA e a CBPO Engenharia Ltda., ligada ao Grupo Odebrecht, e posteriores negócios semelhantes. O ajuste entre a CBPO e a DERSA teria ocorrido no início de 2009. De acordo com o depoimento dos colaboradores, 15% (quinze por cento) de cada parcela seriam repassados ao PSDB. [...] O Inquérito 0010745-08.2017.403.6181, conforme transcrição da portaria de instauração feita pela própria defesa, apura delitos ligados ao plano de reassentamento e compensação social das famílias da área da JACU PÊSSEGO (VILA IRACEMA, JARDIM SÃO FRANCISCO), no qual supostamente teria ocorrido o desvio de recursos públicos vinculados ao Programa de Compensação Social e Reassentamento involuntário da DERSA, mediante o cadastro fictício de supostos moradores nos referidos programas, pessoas que supostamente não tinham direito ao recebimento de unidades imobiliárias ou indenizações. [...] Portanto, trata-se de fatos distintos e específicos, diversos das acusações de desvio de recursos públicos destinados ao financiamento de campanhas eleitorais de agentes políticos em contratos do Rodoanel de São Paulo. Destaque-se que o Rodoanel é uma das maiores obras viárias do país, tendo originado, por sua magnitude, a realização de diversas licitações e contratos administrativos, bem como a implementação de programas e políticas públicas específicas para atendimento da população diretamente afetada pela obra, razão pela qual a simples menção aos contratos do Rodoanel não significa a identidade dos fatos ou objetos de apuração. Portanto, os fatos relacionados no Inquérito n 0010745- 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF 08.2017.403.6181 não dizem, nem sequer indiretamente, com aqueles em apuração neste Inquérito - vantagens indevidas para campanhas eleitorais decorrentes de renegociações de contratos -. Como a própria defesa esclarece, o investigado PAULO VIEIRA DE SOUZA já responde a duas ações penais por supostos ilícitos em planos de reassentamento e compensação social ligados à construção de trechos do Rodoanel, em primeira instância, sem aparente envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro. Acresça-se que após a manifestação inicial da defesa, foi oferecida denúncia, em primeira instância, embasada no Inquérito 0010745-08.2017.403.6181 (cópia fls. 727-751). PAULO VIEIRA DE SOUZA foi acusado, juntamente com outras quatro pessoas, de peculato e inserção de dados falsos em sistemas de informação. A acusação tem como pano de fundo o plano de reassentamento e compensação social das famílias da área da JACU PÊSSEGO. Não há, portanto, narrativa de envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro, sendo importante destacar que a simples menção, no Inquérito n 0010745- 08.2017.403.6181, à prática de corrupção nas obras do Rodoanel, trechos sul, não é suficiente para evidenciar a identidade dos fatos. Portanto, não está configurada a identidade ou conexão com esta investigação. O Procedimento 0013655-52.2017.403.6181, por sua vez, corresponde ao requerimento de requisição de informações às autoridades suíças, mediante assistência judiciária internacional, formulado pelo Ministério Público Federal à 5... Vara Federal Criminal de São Paulo (fls. 626-628). O requerimento seria instrumental ao Inquérito 0010745- 08.2017.403.6181, não havendo sentido avocá-lo em separado. A petição faz referência a dois procedimentos internos do Ministério Público: PIC 1.00.000.020040/2017-79 e do PIC 1.34.001.000944/2017-90 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF 08.2017.403.6181 não dizem, nem sequer indiretamente, com aqueles em apuração neste Inquérito - vantagens indevidas para campanhas eleitorais decorrentes de renegociações de contratos -. Como a própria defesa esclarece, o investigado PAULO VIEIRA DE SOUZA já responde a duas ações penais por supostos ilícitos em planos de reassentamento e compensação social ligados à construção de trechos do Rodoanel, em primeira instância, sem aparente envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro. Acresça-se que após a manifestação inicial da defesa, foi oferecida denúncia, em primeira instância, embasada no Inquérito 0010745-08.2017.403.6181 (cópia fls. 727-751). PAULO VIEIRA DE SOUZA foi acusado, juntamente com outras quatro pessoas, de peculato e inserção de dados falsos em sistemas de informação. A acusação tem como pano de fundo o plano de reassentamento e compensação social das famílias da área da JACU PÊSSEGO. Não há, portanto, narrativa de envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro, sendo importante destacar que a simples menção, no Inquérito n 0010745- 08.2017.403.6181, à prática de corrupção nas obras do Rodoanel, trechos sul, não é suficiente para evidenciar a identidade dos fatos. Portanto, não está configurada a identidade ou conexão com esta investigação. O Procedimento 0013655-52.2017.403.6181, por sua vez, corresponde ao requerimento de requisição de informações às autoridades suíças, mediante assistência judiciária internacional, formulado pelo Ministério Público Federal à 5... Vara Federal Criminal de São Paulo (fls. 626-628). O requerimento seria instrumental ao Inquérito 0010745- 08.2017.403.6181, não havendo sentido avocá-lo em separado. A petição faz referência a dois procedimentos internos do Ministério Público: PIC 1.00.000.020040/2017-79 e do PIC 1.34.001.000944/2017-90 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF Muito embora não reste complemente claro pelas peças existentes, do ofício da fl. 540 v., depreendo que o PIC 1.00.000.020040/2017-79 corresponde à formulação do pedido de assistência judiciária internacional às autoridades helvéticas. O PIC 1.34.001.000944/2017-90, por sua vez, parece ser o procedimento aberto com o recebimento espontâneo de informações pelas autoridades suíças, como se infere do formulário do pedido de assistência internacional (541-v), sendo mencionado, ainda, na decisão proferida nos autos do processo n 0013544-52.2017.403.6181, tudo a indicar a relação entre os fatos apurados naqueles procedimentos e a distinção com as apurações realizadas neste inquérito. [...]”. Em casos como esse, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem se manifestado pelo desprovimento dos embargos de declaração: “PROCESSO PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO NO ACÓRDÃO RECORRIDO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. 1. Os embargos de declaração não se prestam à rediscussão dos juízos fáticos e dos entendimentos teóricos que hajam se formado no julgamento de mérito, ausentes os pressupostos recursais previstos no artigo 619 do Código de Processo Penal. Precedente: RHC 124.487- AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 14.9.2015. 2. O inconformismo com o resultado do julgamento não se qualifica como omissão, contradição ou obscuridade para fins de cabimento dos embargos de declaração. 3. Embargos de declaração rejeitados”. (RHC-ED 124.554, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 23.11.2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-256 DIVULG 29.11.2018 PUBLIC 30.11.2018) Ademais, os outros procedimentos e documentos indicados pelo embargante em seu recurso também não evidenciam a alegada 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF Muito embora não reste complemente claro pelas peças existentes, do ofício da fl. 540 v., depreendo que o PIC 1.00.000.020040/2017-79 corresponde à formulação do pedido de assistência judiciária internacional às autoridades helvéticas. O PIC 1.34.001.000944/2017-90, por sua vez, parece ser o procedimento aberto com o recebimento espontâneo de informações pelas autoridades suíças, como se infere do formulário do pedido de assistência internacional (541-v), sendo mencionado, ainda, na decisão proferida nos autos do processo n 0013544-52.2017.403.6181, tudo a indicar a relação entre os fatos apurados naqueles procedimentos e a distinção com as apurações realizadas neste inquérito. [...]”. Em casos como esse, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem se manifestado pelo desprovimento dos embargos de declaração: “PROCESSO PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO NO ACÓRDÃO RECORRIDO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. 1. Os embargos de declaração não se prestam à rediscussão dos juízos fáticos e dos entendimentos teóricos que hajam se formado no julgamento de mérito, ausentes os pressupostos recursais previstos no artigo 619 do Código de Processo Penal. Precedente: RHC 124.487- AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 14.9.2015. 2. O inconformismo com o resultado do julgamento não se qualifica como omissão, contradição ou obscuridade para fins de cabimento dos embargos de declaração. 3. Embargos de declaração rejeitados”. (RHC-ED 124.554, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 23.11.2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-256 DIVULG 29.11.2018 PUBLIC 30.11.2018) Ademais, os outros procedimentos e documentos indicados pelo embargante em seu recurso também não evidenciam a alegada 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF litispendência ou conexão. Do não conhecimento do pedido posterior de declaração da prescrição Entendo que não deve ser conhecido o pedido de declaração da prescrição formulado por JOSÉ AMARO PINTO RAMOS, uma vez que deduzido após a decisão que declinou da competência para a Justiça Eleitoral em São Paulo. De acordo com o art. 108, §1..., c/c art. 109, ambos do CPP, uma vez reconhecida a incompetência, os autos devem ser remetidos ao Juízo competente, não sendo cabível o conhecimento de novas questões de fato e de direito suscitadas pelas partes. A não observância a essa norma enseja inclusive a nulidade dos atos posteriormente praticados, nos termos do art. 564, I, do CPP. Discorrendo sobre o assunto, Ada Pellegrini Grinover, Antônio Magalhães Gomes Filho e Antonio Scarance Fernandes asseveram que “Iniciado o processo perante o juiz incompetente, este pronunciará a incompetência, a qualquer tempo e independentemente da alegação das partes (art. 109 do CPP), enviando os autos ao juiz competente” (GRINOVER, Ada Pellegrini; GOMES FILHO, Antônio Magalhães; FERNANDES, Antonio Scarance. As Nulidades no Processo Penal. 12... ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011. p. 40). No mesmo sentido, o Superior Tribunal de Justiça já decidiu que “prevalece o entendimento de que, constatada a incompetência absoluta, os autos devem ser remetidos ao Juízo competente, que pode ratificar ou não os atos já praticados, nos termos do artigo 567 do Código de Processo Penal, e 113, §2..., do Código de Processo Civil” (HC 318.354/RN, Rel. Ministro LEOPOLDO DE ARRUDA RAPOSO - DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/PE -, QUINTA TURMA, julgado em 30.6.2015, DJe 7.8.2015). É certo que há a prorrogação da competência para a apreciação de determinadas questões como, por exemplo, o julgamento dos recursos contra a decisão que declinou da competência. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF litispendência ou conexão. Do não conhecimento do pedido posterior de declaração da prescrição Entendo que não deve ser conhecido o pedido de declaração da prescrição formulado por JOSÉ AMARO PINTO RAMOS, uma vez que deduzido após a decisão que declinou da competência para a Justiça Eleitoral em São Paulo. De acordo com o art. 108, §1..., c/c art. 109, ambos do CPP, uma vez reconhecida a incompetência, os autos devem ser remetidos ao Juízo competente, não sendo cabível o conhecimento de novas questões de fato e de direito suscitadas pelas partes. A não observância a essa norma enseja inclusive a nulidade dos atos posteriormente praticados, nos termos do art. 564, I, do CPP. Discorrendo sobre o assunto, Ada Pellegrini Grinover, Antônio Magalhães Gomes Filho e Antonio Scarance Fernandes asseveram que “Iniciado o processo perante o juiz incompetente, este pronunciará a incompetência, a qualquer tempo e independentemente da alegação das partes (art. 109 do CPP), enviando os autos ao juiz competente” (GRINOVER, Ada Pellegrini; GOMES FILHO, Antônio Magalhães; FERNANDES, Antonio Scarance. As Nulidades no Processo Penal. 12... ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011. p. 40). No mesmo sentido, o Superior Tribunal de Justiça já decidiu que “prevalece o entendimento de que, constatada a incompetência absoluta, os autos devem ser remetidos ao Juízo competente, que pode ratificar ou não os atos já praticados, nos termos do artigo 567 do Código de Processo Penal, e 113, §2..., do Código de Processo Civil” (HC 318.354/RN, Rel. Ministro LEOPOLDO DE ARRUDA RAPOSO - DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/PE -, QUINTA TURMA, julgado em 30.6.2015, DJe 7.8.2015). É certo que há a prorrogação da competência para a apreciação de determinadas questões como, por exemplo, o julgamento dos recursos contra a decisão que declinou da competência. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF A jurisprudência desta Corte também tem estabelecido a prorrogação da competência nos seguintes casos relativos ao foro por prerrogativa de função: a) após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais (QO na AP 937); b) em sede de inquérito, para determinar o arquivamento de investigações com excesso de prazo e sem a existência de elementos mínimos de materialidade e autoria delitivas (Inq 4.442, Rel. Min. Roberto Barroso; Inq 4.420, de minha relatoria); c) após o oferecimento da denúncia, para que a Corte decida sobre o seu recebimento ou não (Inq 4.641, Rel. Min. Roberto Barroso). No caso em questão, a Turma também decidiu declarar, desde já, a prescrição parcial da prescrição punitiva de parte dos investigados antes de declinar a competência para as instâncias inferiores. Não obstante, com a publicação do acórdão que declarou a incompetência, entendo que a dedução de novos pedidos deverá ser apreciada pelo Juízo competente, não sendo o caso de aplicação da regra estabelecida no art. 61 do CPP, mas sim da norma dos arts. 108 e 109, acima transcritos. Da observância aos limites do acordo de leniência Distinta é a situação em relação à petição apresentada pela Odebrecht, uma vez que se refere à decisão monocrática proferida anteriormente ao declínio da competência pela Turma, que necessita ser esclarecida. De fato, em 13.9.2017, autorizei o compartilhamento dos autos em epígrafe à Promotoria do Patrimônio Público e Social de São Paulo/SP, para instruir o Procedimento 0695.0000379/2017. Agora, a empresa requer que o compartilhamento seja realizado em consonância com o acordo de leniência firmado com o Ministério Público Federal. Entendo que assiste razão à empresa, uma vez que a decisão anteriormente proferida deve ser integrada para se adequar ao voto que 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF A jurisprudência desta Corte também tem estabelecido a prorrogação da competência nos seguintes casos relativos ao foro por prerrogativa de função: a) após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais (QO na AP 937); b) em sede de inquérito, para determinar o arquivamento de investigações com excesso de prazo e sem a existência de elementos mínimos de materialidade e autoria delitivas (Inq 4.442, Rel. Min. Roberto Barroso; Inq 4.420, de minha relatoria); c) após o oferecimento da denúncia, para que a Corte decida sobre o seu recebimento ou não (Inq 4.641, Rel. Min. Roberto Barroso). No caso em questão, a Turma também decidiu declarar, desde já, a prescrição parcial da prescrição punitiva de parte dos investigados antes de declinar a competência para as instâncias inferiores. Não obstante, com a publicação do acórdão que declarou a incompetência, entendo que a dedução de novos pedidos deverá ser apreciada pelo Juízo competente, não sendo o caso de aplicação da regra estabelecida no art. 61 do CPP, mas sim da norma dos arts. 108 e 109, acima transcritos. Da observância aos limites do acordo de leniência Distinta é a situação em relação à petição apresentada pela Odebrecht, uma vez que se refere à decisão monocrática proferida anteriormente ao declínio da competência pela Turma, que necessita ser esclarecida. De fato, em 13.9.2017, autorizei o compartilhamento dos autos em epígrafe à Promotoria do Patrimônio Público e Social de São Paulo/SP, para instruir o Procedimento 0695.0000379/2017. Agora, a empresa requer que o compartilhamento seja realizado em consonância com o acordo de leniência firmado com o Ministério Público Federal. Entendo que assiste razão à empresa, uma vez que a decisão anteriormente proferida deve ser integrada para se adequar ao voto que 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF proferi e que foi acolhido pela Turma, à unanimidade, no julgamento do Agravo Regimental no Inquérito 4.420. Naquele julgamento, que também envolvia o compartilhamento de provas com a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de São Paulo, assentei o seguinte: “O agravo regimental em análise aborda a questão do compartilhamento de provas produzidas a partir de acordo de leniência, para outras investigações (ex. Inquérito Civil), que podem prejudicar os interessados, a partir de requerimento de autoridade que não aderiu ao referido acordo. Sem dúvidas, trata-se de temática extremamente relevante no cenário da Justiça Negocial, em institutos como a colaboração premiada e o acordo de leniência. A possibilidade de compartilhamento de provas produzidas consensualmente para outras investigações não incluídas na abrangência do negócio jurídico pode colocar em risco a sua efetividade e a esfera de direitos dos imputados que consentirem em colaborar com a persecução estatal (LAMY, Anna Carolina. Reflexos do acordo de leniência no processo penal. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2014. p. 159-161). Nos termos da orientação firmada no Estudo Técnico 01/2017 da 5... Câmara de Coordenação de Revisão do MPF, o qual trata da normativa sobre acordos de leniência, o acesso a informações e documentos obtidos em colaboração premiada, por outros órgãos públicos de fiscalização e controle ou por terceiros interessados que se legitimem a tal disclosure, depende da adesão racional e razoável aos termos negociados e acertados entre Estado e colaborador. Conforme a orientação: Trata-se de decorrência lógica que deflui do paradigma de consensualidade e da própria negociação encetada, que impõe ao Estado a aceitação deste ônus em troca de bônus investigativos e sancionatórios, sob pena de, ao contrário, enfraquecer-se demasiadamente a posição de quem colabora com o poder público sancionador, abrindo mão de direitos fundamentais de 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF proferi e que foi acolhido pela Turma, à unanimidade, no julgamento do Agravo Regimental no Inquérito 4.420. Naquele julgamento, que também envolvia o compartilhamento de provas com a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de São Paulo, assentei o seguinte: “O agravo regimental em análise aborda a questão do compartilhamento de provas produzidas a partir de acordo de leniência, para outras investigações (ex. Inquérito Civil), que podem prejudicar os interessados, a partir de requerimento de autoridade que não aderiu ao referido acordo. Sem dúvidas, trata-se de temática extremamente relevante no cenário da Justiça Negocial, em institutos como a colaboração premiada e o acordo de leniência. A possibilidade de compartilhamento de provas produzidas consensualmente para outras investigações não incluídas na abrangência do negócio jurídico pode colocar em risco a sua efetividade e a esfera de direitos dos imputados que consentirem em colaborar com a persecução estatal (LAMY, Anna Carolina. Reflexos do acordo de leniência no processo penal. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2014. p. 159-161). Nos termos da orientação firmada no Estudo Técnico 01/2017 da 5... Câmara de Coordenação de Revisão do MPF, o qual trata da normativa sobre acordos de leniência, o acesso a informações e documentos obtidos em colaboração premiada, por outros órgãos públicos de fiscalização e controle ou por terceiros interessados que se legitimem a tal disclosure, depende da adesão racional e razoável aos termos negociados e acertados entre Estado e colaborador. Conforme a orientação: Trata-se de decorrência lógica que deflui do paradigma de consensualidade e da própria negociação encetada, que impõe ao Estado a aceitação deste ônus em troca de bônus investigativos e sancionatórios, sob pena de, ao contrário, enfraquecer-se demasiadamente a posição de quem colabora com o poder público sancionador, abrindo mão de direitos fundamentais de 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF autodefesa e lançando por terra as demandas de segurança jurídica. Igualmente, em relação aos acordos de colaboração premiada, a Orientação Conjunta 1/2018 do MPF afirma que: As provas decorrentes do acordo de colaboração premiada poderão ser compartilhadas com outros órgãos e autoridades públicas nacionais, para fins cíveis, fiscais e administrativos, e com autoridades públicas estrangeiras, inclusive para fins criminais, com a ressalva de que tais provas não poderão ser utilizadas contra os próprios colaboradores para produzir punições além daquelas pactuadas no acordo. Esta ressalva deve ser expressamente comunicada ao destinatário da prova, com a informação de que se trata de uma limitação intrínseca e subjetiva de validade do uso da prova, nos termos da Nota Técnica n 01/2017, da 5... Câmara de Coordenação e Revisão. O imputado colaborador aceita produzir provas contra si mesmo tendo em vista os termos acordados no pacto negocial com o Estado. Assim, a utilização de tais elementos probatórios, produzidos pelo próprio colaborador, em seu prejuízo, de modo distinto do firmado com a acusação e homologado pelo Judiciário é prática abusiva, que viola o direito a não autoincriminação. A renúncia (ou não exercício) imposta pela Lei em relação ao direito ao silêncio (art. 4..., §14..., Lei 12.850/2013) se limita à abrangência e às consequências previstas no acordo. Deve-se ressaltar que isso não impede que outras autoridades não aderentes ao acordo realizem investigações e persecuções distintas (por exemplo sobre fatos novos ou não incluídos no acordo), mas veda somente a utilização para esses casos de elementos probatórios produzidos pelos próprios colaboradores em razão do negócio firmado. Em caso anterior, em sede de medida cautelar, já ressaltei a necessidade de atenção a acordo de leniência, decidindo que: (...) não seria vedado ao TCU realizar a fiscalização 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF autodefesa e lançando por terra as demandas de segurança jurídica. Igualmente, em relação aos acordos de colaboração premiada, a Orientação Conjunta 1/2018 do MPF afirma que: As provas decorrentes do acordo de colaboração premiada poderão ser compartilhadas com outros órgãos e autoridades públicas nacionais, para fins cíveis, fiscais e administrativos, e com autoridades públicas estrangeiras, inclusive para fins criminais, com a ressalva de que tais provas não poderão ser utilizadas contra os próprios colaboradores para produzir punições além daquelas pactuadas no acordo. Esta ressalva deve ser expressamente comunicada ao destinatário da prova, com a informação de que se trata de uma limitação intrínseca e subjetiva de validade do uso da prova, nos termos da Nota Técnica n 01/2017, da 5... Câmara de Coordenação e Revisão. O imputado colaborador aceita produzir provas contra si mesmo tendo em vista os termos acordados no pacto negocial com o Estado. Assim, a utilização de tais elementos probatórios, produzidos pelo próprio colaborador, em seu prejuízo, de modo distinto do firmado com a acusação e homologado pelo Judiciário é prática abusiva, que viola o direito a não autoincriminação. A renúncia (ou não exercício) imposta pela Lei em relação ao direito ao silêncio (art. 4..., §14..., Lei 12.850/2013) se limita à abrangência e às consequências previstas no acordo. Deve-se ressaltar que isso não impede que outras autoridades não aderentes ao acordo realizem investigações e persecuções distintas (por exemplo sobre fatos novos ou não incluídos no acordo), mas veda somente a utilização para esses casos de elementos probatórios produzidos pelos próprios colaboradores em razão do negócio firmado. Em caso anterior, em sede de medida cautelar, já ressaltei a necessidade de atenção a acordo de leniência, decidindo que: (...) não seria vedado ao TCU realizar a fiscalização 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF da aplicação de dinheiro público em hipóteses já albergadas pelos acordos de leniência. Todavia, sua atuação deve limitar-se ao escopo de buscar integralmente a reparação do dano causado, sem inviabilizar o cumprimento dos citados acordos. (MS-MC 35.435, de minha relatoria, j. 13.4.2018). [...] Por esses motivos, acolho o pedido formulado pela Odebrecht para esclarecer que a utilização das provas compartilhadas pressupõe a observância aos limites estabelecidos no acordo de leniência em relação ao requerente e aos demais aderentes. Da imediata remessa dos autos ao juízo declinado A Procuradoria-Geral da República pugna pela imediata baixa dos autos ao juízo declinado, ante o risco de prescrição e a ausência de recursos dotados de efeito suspensivo. O requerimento da PGR deve ser acolhido. O Supremo Tribunal Federal tem entendido pela possibilidade de imediata remessa dos autos às instâncias inferiores, independentemente da publicação do acórdão ou do trânsito em julgado, nos casos em que constatado o risco da incidência da prescrição. Nesse sentido, veja-se o seguinte julgado do Tribunal Pleno: “Embargos de declaração em embargos de divergência no agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário. Matéria criminal. Conversão em agravo regimental. Precedentes. Ausência de demonstração da divergência jurisprudencial autorizadora do recurso. Precedentes. Agravo regimental não provido. Recurso manifestamente protelatório. Litigância de má-fé. Imposição de multa sobre o valor da condenação. Precedente. Risco de prescrição. Baixa imediata para execução da pena imposta. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF da aplicação de dinheiro público em hipóteses já albergadas pelos acordos de leniência. Todavia, sua atuação deve limitar-se ao escopo de buscar integralmente a reparação do dano causado, sem inviabilizar o cumprimento dos citados acordos. (MS-MC 35.435, de minha relatoria, j. 13.4.2018). [...] Por esses motivos, acolho o pedido formulado pela Odebrecht para esclarecer que a utilização das provas compartilhadas pressupõe a observância aos limites estabelecidos no acordo de leniência em relação ao requerente e aos demais aderentes. Da imediata remessa dos autos ao juízo declinado A Procuradoria-Geral da República pugna pela imediata baixa dos autos ao juízo declinado, ante o risco de prescrição e a ausência de recursos dotados de efeito suspensivo. O requerimento da PGR deve ser acolhido. O Supremo Tribunal Federal tem entendido pela possibilidade de imediata remessa dos autos às instâncias inferiores, independentemente da publicação do acórdão ou do trânsito em julgado, nos casos em que constatado o risco da incidência da prescrição. Nesse sentido, veja-se o seguinte julgado do Tribunal Pleno: “Embargos de declaração em embargos de divergência no agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário. Matéria criminal. Conversão em agravo regimental. Precedentes. Ausência de demonstração da divergência jurisprudencial autorizadora do recurso. Precedentes. Agravo regimental não provido. Recurso manifestamente protelatório. Litigância de má-fé. Imposição de multa sobre o valor da condenação. Precedente. Risco de prescrição. Baixa imediata para execução da pena imposta. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF 2. Não foi demonstrado o dissenso entre o que decidido e os acórdãos paradigma trazidos pelo agravante. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 3. Imposição ao agravante de pagamento de multa sobre o valor atualizado da condenação, tendo em vista e interposição de sucessivos recursos manifestamente protelatórios, a configurar a litigância de má-fé (art. 18 do Código de Processo Civil). 4. Considerando que a consumação da prescrição da pretensão punitiva estatal está próxima, independentemente do trânsito em julgado da decisão, devem ser baixados os autos ao juízo de origem para o imediato cumprimento da pena imposta”. (Supremo Tribunal Federal, Recurso Extraordinário-AgR-AgR-EDv-ED 564.383/ES, Tribunal Pleno, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 7.6.2011). O presente caso se amolda ao precedente em questão, uma vez que já houve inclusive a declaração da prescrição parcial da pretensão punitiva de parte dos investigados. Conclusão Ante o exposto: a) conheço dos embargos de declaração interpostos por PAULO VIERA DE SOUZA e nego provimento ao recurso; b) não conheço do pedido de declaração da prescrição formulado por JOSÉ AMARO PINTO RAMOS; c) defiro o pedido formulado pela Odebrecht, para esclarecer que a utilização das provas compartilhadas, nos termos da decisão anteriormente proferida, pressupõe a observância aos limites estabelecidos no acordo de leniência em relação ao requerente e aos demais aderentes; d) determino a imediata remessa dos autos às instâncias inferiores – Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, para redistribuição ao Juízo eleitoral competente -, independentemente da publicação do acórdão ou do trânsito em julgado 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF 2. Não foi demonstrado o dissenso entre o que decidido e os acórdãos paradigma trazidos pelo agravante. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 3. Imposição ao agravante de pagamento de multa sobre o valor atualizado da condenação, tendo em vista e interposição de sucessivos recursos manifestamente protelatórios, a configurar a litigância de má-fé (art. 18 do Código de Processo Civil). 4. Considerando que a consumação da prescrição da pretensão punitiva estatal está próxima, independentemente do trânsito em julgado da decisão, devem ser baixados os autos ao juízo de origem para o imediato cumprimento da pena imposta”. (Supremo Tribunal Federal, Recurso Extraordinário-AgR-AgR-EDv-ED 564.383/ES, Tribunal Pleno, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 7.6.2011). O presente caso se amolda ao precedente em questão, uma vez que já houve inclusive a declaração da prescrição parcial da pretensão punitiva de parte dos investigados. Conclusão Ante o exposto: a) conheço dos embargos de declaração interpostos por PAULO VIERA DE SOUZA e nego provimento ao recurso; b) não conheço do pedido de declaração da prescrição formulado por JOSÉ AMARO PINTO RAMOS; c) defiro o pedido formulado pela Odebrecht, para esclarecer que a utilização das provas compartilhadas, nos termos da decisão anteriormente proferida, pressupõe a observância aos limites estabelecidos no acordo de leniência em relação ao requerente e aos demais aderentes; d) determino a imediata remessa dos autos às instâncias inferiores – Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, para redistribuição ao Juízo eleitoral competente -, independentemente da publicação do acórdão ou do trânsito em julgado 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4428 QO-ED / DF É como voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Supremo Tribunal Federal INQ 4428 QO-ED / DF É como voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CDE0-07DB-2D7A-AA19 e senha 5C3C-9B24-6BA3-8A51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. EDSON FACHIN 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQUÉRITO 4.428 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eu estou de acordo com as três conclusões que Sua Excelência o eminente Ministro Relator traz à colação. As duas primeiras, em face da quais o eminente Relator rejeita os embargos de declaração. E a terceira acolhe, na verdade, sem efeito modificativo, mas para fins de esclarecer os limites e a observância do acordo de leniência, o que vai ao encontro de precedentes que tenho, precisamente, nessa direção. Acompanho, integralmente, o eminente Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB52-CECA-B2C1-B6B7 e senha 140A-DACC-4CE4-85BC Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQUÉRITO 4.428 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eu estou de acordo com as três conclusões que Sua Excelência o eminente Ministro Relator traz à colação. As duas primeiras, em face da quais o eminente Relator rejeita os embargos de declaração. E a terceira acolhe, na verdade, sem efeito modificativo, mas para fins de esclarecer os limites e a observância do acordo de leniência, o que vai ao encontro de precedentes que tenho, precisamente, nessa direção. Acompanho, integralmente, o eminente Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB52-CECA-B2C1-B6B7 e senha 140A-DACC-4CE4-85BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQUÉRITO 4.428 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : PAULO VIEIRA DE SOUZA ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO (0005008/DF) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, conheceu dos embargos de declaração interpostos por PAULO VIEIRA DE SOUZA e negou provimento ao recurso; não conheceu do pedido de declaração da prescrição, formulado por JOSÉ AMARO PINTO RAMOS; deferiu o pedido formulado pela ODEBRECHT, para esclarecer que a utilização das provas compartilhadas, nos termos da decisão anteriormente proferida, pressupõe a observância aos limites estabelecidos no acordo de leniência em relação ao requerente e aos demais aderentes e, por fim, determinou a imediata remessa dos autos às instâncias inferiores, independentemente da publicação do acórdão ou do trânsito em julgado, tudo nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C80-B5F8-165F-5C11 e senha DAF0-8EEE-BEC8-2DD7 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA QUESTÃO DE ORDEM NO INQUÉRITO 4.428 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : PAULO VIEIRA DE SOUZA ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO (0005008/DF) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, conheceu dos embargos de declaração interpostos por PAULO VIEIRA DE SOUZA e negou provimento ao recurso; não conheceu do pedido de declaração da prescrição, formulado por JOSÉ AMARO PINTO RAMOS; deferiu o pedido formulado pela ODEBRECHT, para esclarecer que a utilização das provas compartilhadas, nos termos da decisão anteriormente proferida, pressupõe a observância aos limites estabelecidos no acordo de leniência em relação ao requerente e aos demais aderentes e, por fim, determinou a imediata remessa dos autos às instâncias inferiores, independentemente da publicação do acórdão ou do trânsito em julgado, tudo nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C80-B5F8-165F-5C11 e senha DAF0-8EEE-BEC8-2DD7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
{ "JURISPRUDENCIA": [ "INQUÉRITO 4 . 428", "Inqúerito", "Recurso Extraordinário - AgR - AgR - EDv - ED 564 . 383 / ES", "INQUÉRITO 4 . 428", "Ação Penal 2176 - 18 . 2017 . 403 . 6181", "Ação Penal 2176 - 18 . 2017 . 403 . 6181", "Inquérito 0010745 - 08 . 2017 . 406 . 6181", "Inquérito 0010745 - 08 .", "Inquérito 0010745 - 08 . 2017 . 403 . 6181", "Inquérito n 0010745 - 2", "Inquérito 0010745 - 08 . 2017 . 403 . 6181", "Inquérito n 0010745 - 08 . 2017 . 403 . 6181", "Inquérito 0010745 - 08 . 2017 . 403 . 6181", "Inquérito 0010745 - 08 . 2017 . 403 . 6181", "Inquérito n 0010745 - 08 . 2017 . 403 . 6181", "Inquérito 0010745 - 08 . 2017 . 403 . 6181", "processo n 0013544 - 52 . 2017 . 403 . 6181", "RHC 124 . 487 - AgR - ED", "RHC", "-", "ED 124 . 554", "processo n 0013544 - 52 .", "RHC 124 . 487 - AgR - ED", "RHC", "-", "ED 124 . 554", "HC 318 . 354 / RN", "HC 318 . 354 / RN", "Inq", "Inq", "Inq 4 . 641", "Inq 4 . 442", "Inq", "Inq 4 . 641", "Agravo Regimental no Inquérito 4 . 420", "Agravo Regimental no Inquérito 4 . 420", "Orientação Conjunta 1 / 2018", "Orientação Conjunta 1 / 2018 do MPF", "MS", "-", "MC 35 . 435", "MS", "-", "MC 35 . 435", "Recurso Extraordinário - AgR - AgR - EDv - ED 564 . 383 / ES", "Recurso Extraordinário - AgR - AgR - EDv - ED 564 . 383 / ES" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 107 , IV , c / c art . 109 , II , e art . 115 , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 107 , IV , c / c art . 109 , II , e art . 115 , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 337 ,", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 337 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 619 do Código", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Vara Federal de São Paulo", "Odebrecht", "Supremo Tribunal Federal", "Vara Federal de São Paulo", "Odebrecht", "SEGUNDA TURMA", "5", ".", ".", ".", "Vara Federal Criminal de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "5", ".", ".", ". Vara Federal Criminal de São Paulo", "DERSA", "CBPO Engenharia Ltda .", "Grupo Odebrecht", "CBPO", "DERSA", "PSDB", "DERSA", "Supremo Tribunal Federal", "DERSA", "CBPO Engenharia Ltda .", "Grupo Odebrecht", "CBPO", "DERSA", "PSDB", "DERSA", "Ministério Público Federal", "5", ". . . Vara Federal Criminal de São Paulo", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "5", ".", ". . Vara Federal Criminal de São Paulo", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Editora Revista dos Tribunais", "Superior Tribunal de Justiça", "TJ", "/", "PE", "QUINTA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Editora Revista dos Tribunais", "Superior Tribunal de Justiça", "TJ", "/", "PE", "QUINTA TURMA", "Odebrecht", "Promotoria do Patrimônio Público e Social de São Paulo / SP", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Odebrecht", "Promotoria do Patrimônio Público e Social de São Paulo / SP", "Ministério Público Federal", "Promotoria", "Lumen Juris", ".", "Câmara de Coordenação de Revisão do", "MPF", "Supremo Tribunal Federal", "Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de São Paulo", "Lumen Juris", "Câmara de Coordenação de Revisão do", "MPF", "MPF", "5", ".", ". . 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Câmara de Coordenação e Revisão", "TCU", "Odebrecht", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "PGR", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Odebrecht", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "PGR", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Odebrecht", "Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Odebrecht", "Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "ODEBRECHT", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "ODEBRECHT" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "PAULO VIEIRA DE SOUZA", "JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "PAULO VIEIRA DE SOUZA", "JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO", "GILMAR MENDES", "JOSÉ SERRA", "RONALDO CEZAR COELHO", "RONALDO CEZAR COELHO", "PAULO VIEIRA DE SOUZA", "JOSÉ AMARO PINTO RAMOS", "JOSÉ SERRA", "RONALDO CEZAR COELHO", "PAULO VIEIRA DE SOUZA", "GILMAR MENDES", "PAULO VIEIRA DE SOUZA", "JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO", "GILMAR MENDES", "JOSÉ SERRA", "RONALDO CEZAR COELHO", "RONALDO CEZAR COELHO", "PAULO VIEIRA DE SOUZA", "JOSÉ AMARO PINTO RAMOS", "JOSÉ SERRA", "RONALDO CEZAR COELHO", "PAULO VIEIRA DE SOUZA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "PAULO VIEIRA DE SOUZA", "GILMAR MENDES", "PAULO VIEIRA DE SOUZA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "PAULO VIEIRA DE SOUZA", "PAULO VIEIRA DE SOUZA", "PAULO VIEIRA DE SOUZA", "PAULO VIEIRA DE SOUZA", "GILMAR MENDES", "Roberto Barroso", "ROSA WEBER", "Roberto Barroso", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "JOSÉ AMARO PINTO RAMOS", "Ada Pellegrini Grinover", "Antônio Magalhães Gomes Filho", "Antonio Scarance Fernandes", "GRINOVER , Ada Pellegrini", "GOMES FILHO , Antônio Magalhães", "FERNANDES , Antonio Scarance", "LEOPOLDO DE ARRUDA RAPOSO", "JOSÉ AMARO PINTO RAMOS", "Ada Pellegrini Grinover", "Antônio Magalhães Gomes Filho", "Antonio Scarance Fernandes", "GRINOVER ,", "Ada Pellegrini", "GOMES FILHO", "Antônio Magalhães", "FERNANDES , Antonio Scarance", "LEOPOLDO DE ARRUDA RAPOSO", "GILMAR MENDES", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "GILMAR MENDES", "LAMY , Anna Carolina", "LAMY , Anna Carolina", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Dias Toffoli", "PAULO VIERA DE SOUZA", "JOSÉ AMARO PINTO RAMOS", "Dias Toffoli", "PAULO VIERA DE SOUZA", "JOSÉ AMARO PINTO RAMOS", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "GILMAR MENDES", "PAULO VIEIRA DE SOUZA", "JOSE ROBERTO FIGUEIREDO SANTORO", "PAULO VIEIRA DE SOUZA", "JOSÉ AMARO PINTO RAMOS", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "PAULO VIEIRA DE SOUZA", "PAULO VIEIRA DE SOUZA", "JOSÉ AMARO PINTO RAMOS", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo" ], "TEMPO": [ "12", "/", "02", "/", "2019", "7", ".", "6", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "28", ".", "8", ".", "2018", "28", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "28", ".", "8", ".", "2018", "28", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "9", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "9", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", 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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.985 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SINDICATO DOS SERVIDORES DA SECRET DE JUSTICA DO EST RJ ADV.(A/S) :BRUNO COSTA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO. AGENTE PENITENCIÁRIO. LEI ESTADUAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. 1. Mandado de injunção impetrado com base no art. 40, § 4º, II , da Constituição, que prevê a necessidade de edição de leis complementares ainda inexistentes a fim de instituir requisitos diferenciados para a concessão de aposentadoria de servidores públicos, cujas atividades sejam de risco (inciso II). 2. O Estado do Rio de Janeiro, no entanto, com base no art. 24, § 3º, da CF/1988, regulamentou a aposentadoria especial dos agentes penitenciários. Assim sendo, em razão da existência de norma regulamentadora para amparar o exercício do direito pretendido, falta interesse para a impetração. Precedentes. 3. Agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01A1-AFE7-290D-B0DE e senha 845A-3A5C-6F2F-8243 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão MI 6985 AGR-AGR / DF Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01A1-AFE7-290D-B0DE e senha 845A-3A5C-6F2F-8243 Supremo Tribunal Federal MI 6985 AGR-AGR / DF Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01A1-AFE7-290D-B0DE e senha 845A-3A5C-6F2F-8243 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.985 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SINDICATO DOS SERVIDORES DA SECRET DE JUSTICA DO EST RJ ADV.(A/S) :BRUNO COSTA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo interno contra decisão monocrática por mim proferida, com a seguinte ementa (doc. 71): Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO. AGENTE PENITENCIÁRIO. LEI ESTADUAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. 1. Mandado de injunção impetrado com base no art. 40, § 4º, II , da Constituição, que prevê a necessidade de edição de leis complementares ainda inexistentes a fim de instituir requisitos diferenciados para a concessão de aposentadoria de servidores públicos, cujas atividades sejam de risco (inciso II). 2. O Estado do Rio de Janeiro, no entanto, com base no art. 24, § 3º, da CF/1988, regulamentou a aposentadoria especial dos agentes penitenciários. 3. Assim sendo, em razão da existência de norma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 277C-ED03-9B74-3419 e senha D431-9562-FD05-228D Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.985 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SINDICATO DOS SERVIDORES DA SECRET DE JUSTICA DO EST RJ ADV.(A/S) :BRUNO COSTA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo interno contra decisão monocrática por mim proferida, com a seguinte ementa (doc. 71): Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO. AGENTE PENITENCIÁRIO. LEI ESTADUAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. 1. Mandado de injunção impetrado com base no art. 40, § 4º, II , da Constituição, que prevê a necessidade de edição de leis complementares ainda inexistentes a fim de instituir requisitos diferenciados para a concessão de aposentadoria de servidores públicos, cujas atividades sejam de risco (inciso II). 2. O Estado do Rio de Janeiro, no entanto, com base no art. 24, § 3º, da CF/1988, regulamentou a aposentadoria especial dos agentes penitenciários. 3. Assim sendo, em razão da existência de norma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 277C-ED03-9B74-3419 e senha D431-9562-FD05-228D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório MI 6985 AGR-AGR / DF regulamentadora para amparar o exercício do direito pretendido, falta interesse para a impetração. 4. Reconsideração da decisão monocrática, para não conhecer do mandado de injunção.” 2. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, que considerou não haver interesse processual, em razão de o Estado do Rio de Janeiro ter regulamentado a aposentadoria especial dos agentes penitenciários estaduais. 3. Sustenta, ademais, que (i) o Estado do Rio de Janeiro não é parte legítima para figurar no presente feito; (ii) a jurisprudência do STF afirma que a aposentadoria especial por atividade de risco deve ser regulamentada por lei federal; (iii) o artigo 5º, parágrafo único da Lei 9.717/98 condiciona a concessão de aposentadoria especial à edição de lei complementar federal; e (iv) o artigo 89, §1º da Constituição do Estado do Rio de Janeiro prevê a necessidade de lei federal que regulamente a aposentadoria especial. 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 277C-ED03-9B74-3419 e senha D431-9562-FD05-228D Supremo Tribunal Federal MI 6985 AGR-AGR / DF regulamentadora para amparar o exercício do direito pretendido, falta interesse para a impetração. 4. Reconsideração da decisão monocrática, para não conhecer do mandado de injunção.” 2. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, que considerou não haver interesse processual, em razão de o Estado do Rio de Janeiro ter regulamentado a aposentadoria especial dos agentes penitenciários estaduais. 3. Sustenta, ademais, que (i) o Estado do Rio de Janeiro não é parte legítima para figurar no presente feito; (ii) a jurisprudência do STF afirma que a aposentadoria especial por atividade de risco deve ser regulamentada por lei federal; (iii) o artigo 5º, parágrafo único da Lei 9.717/98 condiciona a concessão de aposentadoria especial à edição de lei complementar federal; e (iv) o artigo 89, §1º da Constituição do Estado do Rio de Janeiro prevê a necessidade de lei federal que regulamente a aposentadoria especial. 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 277C-ED03-9B74-3419 e senha D431-9562-FD05-228D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.985 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do agravo, por tempestivo. No mérito, a decisão recorrida não merece reforma. 2. Conforme afirmei na decisão agravada, o mandado de injunção destina-se a viabilizar o exercício de direitos que se encontrem pendentes de regulação normativa, por omissão do Poder Público no atendimento a um dever de legislar imposto pela Constituição. Pressupõe, desse modo, a existência de preceito constitucional dependente da regulamentação por norma de categoria inferior na hierarquia normativa. 3. Na época da impetração, já vigia no Estado do Rio de Janeiro a Lei Complementar estadual nº 57/1989, a qual considera insalubre e perigosa, para fins de aposentadoria especial, a atividade profissional dos servidores ocupantes de cargos de Inspetor de Segurança Penitenciária, Agente de Segurança Penitenciária e Guarda de Presídio. A legislação estadual assegura ao servidor que completar 30 anos de efetivo serviço, se homem, e 25 anos, se mulher, o direito à aposentadoria. Desse modo, havendo norma que regulamenta a situação concreta da parte impetrante, editada com fundamento na competência suplementar dos Estados, falta-lhe interesse para a impetração. 4. Essa orientação, inclusive, tem fundamentado decisões em mandados de injunção imperados por servidores do sistema penitenciários do Estado de São Paulo, que, tal como o Estado do Rio de Janeiro, editou lei para regulamentar a aposentadoria especial de seus Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A3B-90FC-8835-EA85 e senha 95A7-14BA-B013-1B88 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.985 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do agravo, por tempestivo. No mérito, a decisão recorrida não merece reforma. 2. Conforme afirmei na decisão agravada, o mandado de injunção destina-se a viabilizar o exercício de direitos que se encontrem pendentes de regulação normativa, por omissão do Poder Público no atendimento a um dever de legislar imposto pela Constituição. Pressupõe, desse modo, a existência de preceito constitucional dependente da regulamentação por norma de categoria inferior na hierarquia normativa. 3. Na época da impetração, já vigia no Estado do Rio de Janeiro a Lei Complementar estadual nº 57/1989, a qual considera insalubre e perigosa, para fins de aposentadoria especial, a atividade profissional dos servidores ocupantes de cargos de Inspetor de Segurança Penitenciária, Agente de Segurança Penitenciária e Guarda de Presídio. A legislação estadual assegura ao servidor que completar 30 anos de efetivo serviço, se homem, e 25 anos, se mulher, o direito à aposentadoria. Desse modo, havendo norma que regulamenta a situação concreta da parte impetrante, editada com fundamento na competência suplementar dos Estados, falta-lhe interesse para a impetração. 4. Essa orientação, inclusive, tem fundamentado decisões em mandados de injunção imperados por servidores do sistema penitenciários do Estado de São Paulo, que, tal como o Estado do Rio de Janeiro, editou lei para regulamentar a aposentadoria especial de seus Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A3B-90FC-8835-EA85 e senha 95A7-14BA-B013-1B88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MI 6985 AGR-AGR / DF agentes penitenciários. Nesse sentido: MI 6.091, Rel. Min. Luiz Fux; MI 5.465, Rel. Min, Dias Toffoli; MI 5.506, Rel. Min. Rosa Weber; MI 5.482 AgR Rel. Min. Ricardo Lewandowski; MI 5.684 Rel. Min. Celso de Mello; e MI 5.390 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia. Esse último com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL. INTEGRANTE DA CARREIRA DE AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA E DA CLASSE DE AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA PENITENCIÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO. ATIVIDADE DE RISCO. ART. 40, § 4º, INC. II, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEI COMPLEMENTAR N. 1.109/2010. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO LEGISLATIVA. 1.O reconhecimento da existência e da aplicabilidade de norma infraconstitucional regulamentadora do direito constitucional pleiteado evidencia o não cabimento do mandado de injunção, por inexistir omissão legislativa inviabilizadora do exercício de direito constitucionalmente assegurado. 2.Impossibilidade de conjugação do sistema da Lei Complementar n. 1.109/2010 do Estado de São Paulo com o da Lei n. 8.213/1991, para com isso, cogitar-se de idade mínima para aposentação. Precedentes. 3.Agravo regimental ao qual se nega provimento.” 5. Cite-se, em relação especificamente a mandados de injunção impetrados por agentes penitenciários do Estado do Rio de Janeiro, os MI 6.263, Rel. Min. Rosa Weber, e MI 3.503, Rel. Min. Cármen Lúcia, que foram igualmente denegados, em razão da existência de lei estadual regulamentando a aposentadoria especial. 6. Por fim, o fato de a Constituição do Estado do Rio de Janeiro prever, em seu art. o art. 89, § 1º, a necessidade de lei federal para regulamentar a aposentadoria especial tampouco infirma as conclusões da decisão agravada. Em primeiro lugar, porque a lei federal para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A3B-90FC-8835-EA85 e senha 95A7-14BA-B013-1B88 Supremo Tribunal Federal MI 6985 AGR-AGR / DF agentes penitenciários. Nesse sentido: MI 6.091, Rel. Min. Luiz Fux; MI 5.465, Rel. Min, Dias Toffoli; MI 5.506, Rel. Min. Rosa Weber; MI 5.482 AgR Rel. Min. Ricardo Lewandowski; MI 5.684 Rel. Min. Celso de Mello; e MI 5.390 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia. Esse último com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL. INTEGRANTE DA CARREIRA DE AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA E DA CLASSE DE AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA PENITENCIÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO. ATIVIDADE DE RISCO. ART. 40, § 4º, INC. II, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEI COMPLEMENTAR N. 1.109/2010. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO LEGISLATIVA. 1.O reconhecimento da existência e da aplicabilidade de norma infraconstitucional regulamentadora do direito constitucional pleiteado evidencia o não cabimento do mandado de injunção, por inexistir omissão legislativa inviabilizadora do exercício de direito constitucionalmente assegurado. 2.Impossibilidade de conjugação do sistema da Lei Complementar n. 1.109/2010 do Estado de São Paulo com o da Lei n. 8.213/1991, para com isso, cogitar-se de idade mínima para aposentação. Precedentes. 3.Agravo regimental ao qual se nega provimento.” 5. Cite-se, em relação especificamente a mandados de injunção impetrados por agentes penitenciários do Estado do Rio de Janeiro, os MI 6.263, Rel. Min. Rosa Weber, e MI 3.503, Rel. Min. Cármen Lúcia, que foram igualmente denegados, em razão da existência de lei estadual regulamentando a aposentadoria especial. 6. Por fim, o fato de a Constituição do Estado do Rio de Janeiro prever, em seu art. o art. 89, § 1º, a necessidade de lei federal para regulamentar a aposentadoria especial tampouco infirma as conclusões da decisão agravada. Em primeiro lugar, porque a lei federal para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A3B-90FC-8835-EA85 e senha 95A7-14BA-B013-1B88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MI 6985 AGR-AGR / DF regulamentar a aposentadoria especial de agentes penitenciários não foi editada. Em segundo lugar, porque a ausência de regulamentação federal não impede que o Estado exerça, nos termos do art. 24, § 3º, da CF/1988, a sua competência legislativa suplementar. A superveniência de lei federal importará tão somente na cessação de eficácia da legislação estadual naquilo em que for conflitante. Não se trata de hipótese de nulidade ou de incompetência legislativa. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A3B-90FC-8835-EA85 e senha 95A7-14BA-B013-1B88 Supremo Tribunal Federal MI 6985 AGR-AGR / DF regulamentar a aposentadoria especial de agentes penitenciários não foi editada. Em segundo lugar, porque a ausência de regulamentação federal não impede que o Estado exerça, nos termos do art. 24, § 3º, da CF/1988, a sua competência legislativa suplementar. A superveniência de lei federal importará tão somente na cessação de eficácia da legislação estadual naquilo em que for conflitante. Não se trata de hipótese de nulidade ou de incompetência legislativa. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A3B-90FC-8835-EA85 e senha 95A7-14BA-B013-1B88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/12/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.985 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SINDICATO DOS SERVIDORES DA SECRET DE JUSTICA DO EST RJ ADV.(A/S) : BRUNO COSTA DOS SANTOS (144296/RJ) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1B6-E419-27E0-941B e senha C4D0-2A65-B283-A580 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.985 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SINDICATO DOS SERVIDORES DA SECRET DE JUSTICA DO EST RJ ADV.(A/S) : BRUNO COSTA DOS SANTOS (144296/RJ) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1B6-E419-27E0-941B e senha C4D0-2A65-B283-A580 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749110267
2018-12-14T00:00:00
2019-02-08T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO
Ementa: Direito Constitucional e Administrativo. Agravo Interno no mandado de injunção coletivo. Agente penitenciário. Lei Estadual. Aposentadoria especial. 1. Mandado de injunção impetrado com base no art. 40, § 4º, II , da Constituição, que prevê a necessidade de edição de leis complementares ainda inexistentes a fim de instituir requisitos diferenciados para a concessão de aposentadoria de servidores públicos, cujas atividades sejam de risco (inciso II). 2. O Estado do Rio de Janeiro, no entanto, com base no art. 24, § 3º, da CF/1988, regulamentou a aposentadoria especial dos agentes penitenciários. Assim sendo, em razão da existência de norma regulamentadora para amparar o exercício do direito pretendido, falta interesse para a impetração. Precedentes. 3. Agravo a que se nega provimento.
sjur397917
- Acórdão(s) citado(s): (AGENTE PENITENCIÁRIO, APOSENTADORIA ESPECIAL) MI 5390 AgR (TP). - Decisões monocráticas citadas: (AGENTE PENITENCIÁRIO, APOSENTADORIA ESPECIAL) MI 5465, MI 5506. Número de páginas: 8. Análise: 15/02/2019, MJC.
ROBERTO BARROSO
Tribunal Pleno
6985
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00024 PAR-00003 ART-00040 PAR-00004 \n INC-00002\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-EST CES ANO-1989\n ART-00089 PAR-00001\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL\n\n", "LEG-EST LCP-000057 ANO-1989\n LEI COMPLEMENTAR, RJ" ]
MI-AgR-AgR
acordaos
MI 6985 AgR-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SINDICATO DOS SERVIDORES DA SECRET DE JUSTICA DO EST RJ ADV.(A/S) : BRUNO COSTA DOS SANTOS AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.985 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SINDICATO DOS SERVIDORES DA SECRET DE JUSTICA DO EST RJ ADV.(A/S) :BRUNO COSTA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO. AGENTE PENITENCIÁRIO. LEI ESTADUAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. 1. Mandado de injunção impetrado com base no art. 40, § 4..., II , da Constituição, que prevê a necessidade de edição de leis complementares ainda inexistentes a fim de instituir requisitos diferenciados para a concessão de aposentadoria de servidores públicos, cujas atividades sejam de risco (inciso II). 2. O Estado do Rio de Janeiro, no entanto, com base no art. 24, § 3..., da Constituição Federal de 1988/1988, regulamentou a aposentadoria especial dos agentes penitenciários. Assim sendo, em razão da existência de norma regulamentadora para amparar o exercício do direito pretendido, falta interesse para a impetração. Precedentes. 3. Agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01A1-AFE7-290D-B0DE e senha 845A-3A5C-6F2F-8243 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão MI 6985 AGR-AGR / DF Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01A1-AFE7-290D-B0DE e senha 845A-3A5C-6F2F-8243 Supremo Tribunal Federal MI 6985 AGR-AGR / DF Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01A1-AFE7-290D-B0DE e senha 845A-3A5C-6F2F-8243 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.985 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SINDICATO DOS SERVIDORES DA SECRET DE JUSTICA DO EST RJ ADV.(A/S) :BRUNO COSTA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo interno contra decisão monocrática por mim proferida, com a seguinte ementa (doc. 71): Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO. AGENTE PENITENCIÁRIO. LEI ESTADUAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. 1. Mandado de injunção impetrado com base no art. 40, § 4..., II , da Constituição, que prevê a necessidade de edição de leis complementares ainda inexistentes a fim de instituir requisitos diferenciados para a concessão de aposentadoria de servidores públicos, cujas atividades sejam de risco (inciso II). 2. O Estado do Rio de Janeiro, no entanto, com base no art. 24, § 3..., da Constituição Federal de 1988/1988, regulamentou a aposentadoria especial dos agentes penitenciários. 3. Assim sendo, em razão da existência de norma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 277C-ED03-9B74-3419 e senha D431-9562-FD05-228D Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.985 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SINDICATO DOS SERVIDORES DA SECRET DE JUSTICA DO EST RJ ADV.(A/S) :BRUNO COSTA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo interno contra decisão monocrática por mim proferida, com a seguinte ementa (doc. 71): Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO. AGENTE PENITENCIÁRIO. LEI ESTADUAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. 1. Mandado de injunção impetrado com base no art. 40, § 4..., II , da Constituição, que prevê a necessidade de edição de leis complementares ainda inexistentes a fim de instituir requisitos diferenciados para a concessão de aposentadoria de servidores públicos, cujas atividades sejam de risco (inciso II). 2. O Estado do Rio de Janeiro, no entanto, com base no art. 24, § 3..., da Constituição Federal de 1988/1988, regulamentou a aposentadoria especial dos agentes penitenciários. 3. Assim sendo, em razão da existência de norma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 277C-ED03-9B74-3419 e senha D431-9562-FD05-228D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório MI 6985 AGR-AGR / DF regulamentadora para amparar o exercício do direito pretendido, falta interesse para a impetração. 4. Reconsideração da decisão monocrática, para não conhecer do mandado de injunção.” 2. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, que considerou não haver interesse processual, em razão de o Estado do Rio de Janeiro ter regulamentado a aposentadoria especial dos agentes penitenciários estaduais. 3. Sustenta, ademais, que (i) o Estado do Rio de Janeiro não é parte legítima para figurar no presente feito; (ii) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afirma que a aposentadoria especial por atividade de risco deve ser regulamentada por lei federal; (iii) o artigo 5..., parágrafo único da Lei 9.717/98 condiciona a concessão de aposentadoria especial à edição de lei complementar federal; e (iv) o artigo 89, §1... da Constituição do Estado do Rio de Janeiro prevê a necessidade de lei federal que regulamente a aposentadoria especial. 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 277C-ED03-9B74-3419 e senha D431-9562-FD05-228D Supremo Tribunal Federal MI 6985 AGR-AGR / DF regulamentadora para amparar o exercício do direito pretendido, falta interesse para a impetração. 4. Reconsideração da decisão monocrática, para não conhecer do mandado de injunção.” 2. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, que considerou não haver interesse processual, em razão de o Estado do Rio de Janeiro ter regulamentado a aposentadoria especial dos agentes penitenciários estaduais. 3. Sustenta, ademais, que (i) o Estado do Rio de Janeiro não é parte legítima para figurar no presente feito; (ii) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afirma que a aposentadoria especial por atividade de risco deve ser regulamentada por lei federal; (iii) o artigo 5..., parágrafo único da Lei 9.717/98 condiciona a concessão de aposentadoria especial à edição de lei complementar federal; e (iv) o artigo 89, §1... da Constituição do Estado do Rio de Janeiro prevê a necessidade de lei federal que regulamente a aposentadoria especial. 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 277C-ED03-9B74-3419 e senha D431-9562-FD05-228D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.985 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do agravo, por tempestivo. No mérito, a decisão recorrida não merece reforma. 2. Conforme afirmei na decisão agravada, o mandado de injunção destina-se a viabilizar o exercício de direitos que se encontrem pendentes de regulação normativa, por omissão do Poder Público no atendimento a um dever de legislar imposto pela Constituição. Pressupõe, desse modo, a existência de preceito constitucional dependente da regulamentação por norma de categoria inferior na hierarquia normativa. 3. Na época da impetração, já vigia no Estado do Rio de Janeiro a Lei Complementar estadual n 57/1989, a qual considera insalubre e perigosa, para fins de aposentadoria especial, a atividade profissional dos servidores ocupantes de cargos de Inspetor de Segurança Penitenciária, Agente de Segurança Penitenciária e Guarda de Presídio. A legislação estadual assegura ao servidor que completar 30 anos de efetivo serviço, se homem, e 25 anos, se mulher, o direito à aposentadoria. Desse modo, havendo norma que regulamenta a situação concreta da parte impetrante, editada com fundamento na competência suplementar dos Estados, falta-lhe interesse para a impetração. 4. Essa orientação, inclusive, tem fundamentado decisões em mandados de injunção imperados por servidores do sistema penitenciários do Estado de São Paulo, que, tal como o Estado do Rio de Janeiro, editou lei para regulamentar a aposentadoria especial de seus Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A3B-90FC-8835-EA85 e senha 95A7-14BA-B013-1B88 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.985 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do agravo, por tempestivo. No mérito, a decisão recorrida não merece reforma. 2. Conforme afirmei na decisão agravada, o mandado de injunção destina-se a viabilizar o exercício de direitos que se encontrem pendentes de regulação normativa, por omissão do Poder Público no atendimento a um dever de legislar imposto pela Constituição. Pressupõe, desse modo, a existência de preceito constitucional dependente da regulamentação por norma de categoria inferior na hierarquia normativa. 3. Na época da impetração, já vigia no Estado do Rio de Janeiro a Lei Complementar estadual n 57/1989, a qual considera insalubre e perigosa, para fins de aposentadoria especial, a atividade profissional dos servidores ocupantes de cargos de Inspetor de Segurança Penitenciária, Agente de Segurança Penitenciária e Guarda de Presídio. A legislação estadual assegura ao servidor que completar 30 anos de efetivo serviço, se homem, e 25 anos, se mulher, o direito à aposentadoria. Desse modo, havendo norma que regulamenta a situação concreta da parte impetrante, editada com fundamento na competência suplementar dos Estados, falta-lhe interesse para a impetração. 4. Essa orientação, inclusive, tem fundamentado decisões em mandados de injunção imperados por servidores do sistema penitenciários do Estado de São Paulo, que, tal como o Estado do Rio de Janeiro, editou lei para regulamentar a aposentadoria especial de seus Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A3B-90FC-8835-EA85 e senha 95A7-14BA-B013-1B88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MI 6985 AGR-AGR / DF agentes penitenciários. Nesse sentido: MI 6.091, Rel. Min. Luiz Fux; MI 5.465, Rel. Min, Dias Toffoli; MI 5.506, Rel. Min. Rosa Weber; MI 5.482 AgR Rel. Min. Ricardo Lewandowski; MI 5.684 Rel. Min. Celso de Mello; e MI 5.390 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia. Esse último com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL. INTEGRANTE DA CARREIRA DE AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA E DA CLASSE DE AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA PENITENCIÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO. ATIVIDADE DE RISCO. ART. 40, § 4..., INC. II, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEI COMPLEMENTAR N. 1.109/2010. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO LEGISLATIVA. 1.O reconhecimento da existência e da aplicabilidade de norma infraconstitucional regulamentadora do direito constitucional pleiteado evidencia o não cabimento do mandado de injunção, por inexistir omissão legislativa inviabilizadora do exercício de direito constitucionalmente assegurado. 2.Impossibilidade de conjugação do sistema da Lei Complementar n. 1.109/2010 do Estado de São Paulo com o da Lei n. 8.213/1991, para com isso, cogitar-se de idade mínima para aposentação. Precedentes. 3.Agravo regimental ao qual se nega provimento.” 5. Cite-se, em relação especificamente a mandados de injunção impetrados por agentes penitenciários do Estado do Rio de Janeiro, os MI 6.263, Rel. Min. Rosa Weber, e MI 3.503, Rel. Min. Cármen Lúcia, que foram igualmente denegados, em razão da existência de lei estadual regulamentando a aposentadoria especial. 6. Por fim, o fato de a Constituição do Estado do Rio de Janeiro prever, em seu art. o art. 89, § 1..., a necessidade de lei federal para regulamentar a aposentadoria especial tampouco infirma as conclusões da decisão agravada. Em primeiro lugar, porque a lei federal para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A3B-90FC-8835-EA85 e senha 95A7-14BA-B013-1B88 Supremo Tribunal Federal MI 6985 AGR-AGR / DF agentes penitenciários. Nesse sentido: MI 6.091, Rel. Min. Luiz Fux; MI 5.465, Rel. Min, Dias Toffoli; MI 5.506, Rel. Min. Rosa Weber; MI 5.482 AgR Rel. Min. Ricardo Lewandowski; MI 5.684 Rel. Min. Celso de Mello; e MI 5.390 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia. Esse último com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL. INTEGRANTE DA CARREIRA DE AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA E DA CLASSE DE AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA PENITENCIÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO. ATIVIDADE DE RISCO. ART. 40, § 4..., INC. II, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEI COMPLEMENTAR N. 1.109/2010. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO LEGISLATIVA. 1.O reconhecimento da existência e da aplicabilidade de norma infraconstitucional regulamentadora do direito constitucional pleiteado evidencia o não cabimento do mandado de injunção, por inexistir omissão legislativa inviabilizadora do exercício de direito constitucionalmente assegurado. 2.Impossibilidade de conjugação do sistema da Lei Complementar n. 1.109/2010 do Estado de São Paulo com o da Lei n. 8.213/1991, para com isso, cogitar-se de idade mínima para aposentação. Precedentes. 3.Agravo regimental ao qual se nega provimento.” 5. Cite-se, em relação especificamente a mandados de injunção impetrados por agentes penitenciários do Estado do Rio de Janeiro, os MI 6.263, Rel. Min. Rosa Weber, e MI 3.503, Rel. Min. Cármen Lúcia, que foram igualmente denegados, em razão da existência de lei estadual regulamentando a aposentadoria especial. 6. Por fim, o fato de a Constituição do Estado do Rio de Janeiro prever, em seu art. o art. 89, § 1..., a necessidade de lei federal para regulamentar a aposentadoria especial tampouco infirma as conclusões da decisão agravada. Em primeiro lugar, porque a lei federal para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A3B-90FC-8835-EA85 e senha 95A7-14BA-B013-1B88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MI 6985 AGR-AGR / DF regulamentar a aposentadoria especial de agentes penitenciários não foi editada. Em segundo lugar, porque a ausência de regulamentação federal não impede que o Estado exerça, nos termos do art. 24, § 3..., da Constituição Federal de 1988/1988, a sua competência legislativa suplementar. A superveniência de lei federal importará tão somente na cessação de eficácia da legislação estadual naquilo em que for conflitante. Não se trata de hipótese de nulidade ou de incompetência legislativa. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A3B-90FC-8835-EA85 e senha 95A7-14BA-B013-1B88 Supremo Tribunal Federal MI 6985 AGR-AGR / DF regulamentar a aposentadoria especial de agentes penitenciários não foi editada. Em segundo lugar, porque a ausência de regulamentação federal não impede que o Estado exerça, nos termos do art. 24, § 3..., da Constituição Federal de 1988/1988, a sua competência legislativa suplementar. A superveniência de lei federal importará tão somente na cessação de eficácia da legislação estadual naquilo em que for conflitante. Não se trata de hipótese de nulidade ou de incompetência legislativa. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A3B-90FC-8835-EA85 e senha 95A7-14BA-B013-1B88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/12/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.985 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SINDICATO DOS SERVIDORES DA SECRET DE JUSTICA DO EST RJ ADV.(A/S) : BRUNO COSTA DOS SANTOS (144296/RJ) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1B6-E419-27E0-941B e senha C4D0-2A65-B283-A580 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.985 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SINDICATO DOS SERVIDORES DA SECRET DE JUSTICA DO EST RJ ADV.(A/S) : BRUNO COSTA DOS SANTOS (144296/RJ) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1B6-E419-27E0-941B e senha C4D0-2A65-B283-A580 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MANDADO DE INJUNÇÃO 6 . 985", "MANDADO DE INJUNÇÃO 6 . 985", "MI 6 . 091", "MI 5 . 465", "MI 5 . 506", "MI 5 . 482", "MI 5 . 684", "MI 5 . 390 AgR", "MI", "MI", "MI", "MI", "MI", "MI", "MI", "MANDADO DE INJUNÇÃO 6", "MANDADO DE INJUNÇÃO 6 . 985" ], "LEGISLACAO": [ "art . 40 , § 4 . . . , II , da Constituição", "art . 24 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , II , da Constituição", "art . 24 , § 3 . . . , da", "Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , II , da Constituição", "art . 24 , § 3 . . . , da", "Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , parágrafo único da Lei 9 . 717 / 98", "artigo 89 , § 1 . . . da Constituição do Estado do Rio de Janeiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , parágrafo único da Lei 9 . 717 / 98", "artigo 89 , § 1 . . . da Constituição do Estado do Rio de Janeiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Lei Complementar estadual n 57 / 1989", "Medida Provisória n 2 . 200", "Constituição", "Lei Complementar estadual n 57 / 1989", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 40 , § 4 . . . , INC . II , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "LEI COMPLEMENTAR N . 1 . 109 / 2010", "Lei Complementar n . 1 . 109 / 2010", "Lei n .", "8", ".", "213", "/", "1991", "Constituição do Estado do Rio de Janeiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 40 , § 4 . . . , INC . II , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "LEI COMPLEMENTAR N . 1 . 109 / 2010", "Lei Complementar n . 1 . 109 / 2010", "Lei n . 8 . 213 / 1991", "Constituição do Estado do Rio de Janeiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 24 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 24 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "DISTRITO FEDERAL", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado de São Paulo", "Estado do Rio de Janeiro", "DISTRITO FEDERAL", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado de São Paulo", "Estado do Rio de Janeiro", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Estado do Rio de Janeiro", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Estado do Rio de Janeiro", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS SERVIDORES DA SECRET DE JUSTICA DO EST RJ", "UNIÃO", "CONGRESSO NACIONAL", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS SERVIDORES DA SECRET DE JUSTICA DO EST RJ", "REPÚBLICA", "UNIÃO", "CONGRESSO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SINDICATO DOS SERVIDORES DA SECRET DE JUSTICA DO EST", "UNIÃO", "CONGRESSO", "-", "GERAL DA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS SERVIDORES DA SECRET DE JUSTICA DO EST RJ", "UNIÃO", "CONGRESSO NACIONAL", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS SERVIDORES DA SECRET DE JUSTICA DO EST RJ", "UNIÃO", "CONGRESSO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "BRUNO COSTA DOS SANTOS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "BRUNO COSTA DOS SANTOS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "BRUNO COSTA DOS SANTOS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO MI", "ROBERTO BARROSO", "BRUNO COSTA DOS SANTOS", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "BRUNO COSTA DOS SANTOS", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 a 13 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.143 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :LUIS DAVI DE CAMARGO IMPTE.(S) :JOAO PEDRO DE OLIVEIRA MASSON COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 427.209 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – PREJUÍZO – INEXISTÊNCIA. O fato de o pronunciamento individual, existente quando da impetração, ter sido substituído por novo ato, em idêntico sentido, não prejudica o habeas. PRISÃO PREVENTIVA – FLAGRANTE – FURTO QUALIFICADO. Uma vez decorrendo a prisão preventiva de flagrante, a envolver furto de caminhão, mediante utilização de chave falsa, tem-se como sinalizada a periculosidade – evolução de entendimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, tornando insubsistente a liminar implementada, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50C6-7EE3-0C8B-B555 e senha 569F-19E3-4E6A-199F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão HC 151143 / SP Brasília, 12 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR E PRESIDENTE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50C6-7EE3-0C8B-B555 e senha 569F-19E3-4E6A-199F Supremo Tribunal Federal HC 151143 / SP Brasília, 12 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR E PRESIDENTE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50C6-7EE3-0C8B-B555 e senha 569F-19E3-4E6A-199F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.143 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :LUIS DAVI DE CAMARGO IMPTE.(S) :JOAO PEDRO DE OLIVEIRA MASSON COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 427.209 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Botucatu/SP, no processo nº 0011317-59.2017.8.26.0079, converteu a custódia em flagrante do paciente, ocorrida no dia 22 de novembro de 2017, em preventiva, considerado o suposto cometimento da infração versada no artigo 155, § 4º, inciso III, (furto qualificado por emprego de chave falsa), do Código Penal. Destacou o fato de o paciente ter sido preso na posse de veículo furtado, que pretendia conduzir para outra cidade. Consignou inexistir comprovação de vínculo com o distrito da culpa, aludindo a indícios de que o paciente se dedica à prática de crimes contra o patrimônio, conforme revelaram os antecedentes. Concluiu indispensável a constrição, visando a garantia da ordem pública e a aplicação da lei penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F769-5CB5-EEB2-AB4A e senha 0924-0AC0-19F2-52E7 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.143 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :LUIS DAVI DE CAMARGO IMPTE.(S) :JOAO PEDRO DE OLIVEIRA MASSON COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 427.209 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Botucatu/SP, no processo nº 0011317-59.2017.8.26.0079, converteu a custódia em flagrante do paciente, ocorrida no dia 22 de novembro de 2017, em preventiva, considerado o suposto cometimento da infração versada no artigo 155, § 4º, inciso III, (furto qualificado por emprego de chave falsa), do Código Penal. Destacou o fato de o paciente ter sido preso na posse de veículo furtado, que pretendia conduzir para outra cidade. Consignou inexistir comprovação de vínculo com o distrito da culpa, aludindo a indícios de que o paciente se dedica à prática de crimes contra o patrimônio, conforme revelaram os antecedentes. Concluiu indispensável a constrição, visando a garantia da ordem pública e a aplicação da lei penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F769-5CB5-EEB2-AB4A e senha 0924-0AC0-19F2-52E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 151143 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 427.209/SP, indeferido liminarmente. O impetrante sustenta a ilegalidade da decisão por meio da qual determinada a preventiva, apontando-a carente de fundamentação. Diz desproporcional a custódia, ante a excepcionalidade da medida. Anota não ter havido violência ou grave ameaça. Ressalta tratar-se de paciente primário, com residência fixa e ocupação lícita, a tornar desnecessária a constrição. Cita precedentes dos Tribunais Superiores nesse sentido. [...] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, o afastamento da prisão preventiva. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 19 de fevereiro de 2018, implementou a medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a formalizada contra decisão individual. Aponta o prejuízo do habeas corpus, referindo-se à apreciação da impetração no Tribunal de Justiça. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou haver sido designada audiência de instrução e julgamento para o dia 18 de março de 2019. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F769-5CB5-EEB2-AB4A e senha 0924-0AC0-19F2-52E7 Supremo Tribunal Federal HC 151143 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 427.209/SP, indeferido liminarmente. O impetrante sustenta a ilegalidade da decisão por meio da qual determinada a preventiva, apontando-a carente de fundamentação. Diz desproporcional a custódia, ante a excepcionalidade da medida. Anota não ter havido violência ou grave ameaça. Ressalta tratar-se de paciente primário, com residência fixa e ocupação lícita, a tornar desnecessária a constrição. Cita precedentes dos Tribunais Superiores nesse sentido. [...] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, o afastamento da prisão preventiva. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 19 de fevereiro de 2018, implementou a medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a formalizada contra decisão individual. Aponta o prejuízo do habeas corpus, referindo-se à apreciação da impetração no Tribunal de Justiça. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou haver sido designada audiência de instrução e julgamento para o dia 18 de março de 2019. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F769-5CB5-EEB2-AB4A e senha 0924-0AC0-19F2-52E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.143 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. O fato de a decisão proferida pelo relator, existente quando da impetração, haver sido substituída por pronunciamento de colegiado no mesmo sentido não prejudica o habeas corpus. No tocante à matéria de fundo, o Juízo, ao converter em preventiva a prisão em flagrante, destacou os contornos do delito – a envolver o furto de caminhão, mediante utilização de chave falsa, que, não fosse a atuação policial, seria conduzido a outro Município. Relativamente à fundamentação para a prisão provisória, evoluo tendo em conta a periculosidade, ao menos sinalizada. A inversão da ordem do processo- crime no que direciona a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena – foi justificada – evolução de entendimento. Indefiro a ordem, tornando insubsistente a liminar implementada. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35B6-ED0C-F206-25F4 e senha 5C48-367F-EC0E-2B33 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.143 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. O fato de a decisão proferida pelo relator, existente quando da impetração, haver sido substituída por pronunciamento de colegiado no mesmo sentido não prejudica o habeas corpus. No tocante à matéria de fundo, o Juízo, ao converter em preventiva a prisão em flagrante, destacou os contornos do delito – a envolver o furto de caminhão, mediante utilização de chave falsa, que, não fosse a atuação policial, seria conduzido a outro Município. Relativamente à fundamentação para a prisão provisória, evoluo tendo em conta a periculosidade, ao menos sinalizada. A inversão da ordem do processo- crime no que direciona a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena – foi justificada – evolução de entendimento. Indefiro a ordem, tornando insubsistente a liminar implementada. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35B6-ED0C-F206-25F4 e senha 5C48-367F-EC0E-2B33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.143 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ressalvo o cabimento e acompanho Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5801-5482-4716-9AFA e senha FEFA-4F3A-53DA-4FE7 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.143 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ressalvo o cabimento e acompanho Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5801-5482-4716-9AFA e senha FEFA-4F3A-53DA-4FE7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 151.143 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : LUIS DAVI DE CAMARGO IMPTE.(S) : JOAO PEDRO DE OLIVEIRA MASSON (94899/RS, 381830/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 427.209 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, indeferiu a ordem e tornou insubsistente a liminar implementada, nos termos do voto do Relator, com ressalvas quanto ao cabimento da impetração. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6AE-CA2E-60E4-46D9 e senha D097-D54B-1AF5-5D3E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 151.143 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : LUIS DAVI DE CAMARGO IMPTE.(S) : JOAO PEDRO DE OLIVEIRA MASSON (94899/RS, 381830/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 427.209 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, indeferiu a ordem e tornou insubsistente a liminar implementada, nos termos do voto do Relator, com ressalvas quanto ao cabimento da impetração. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6AE-CA2E-60E4-46D9 e senha D097-D54B-1AF5-5D3E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749298298
2019-02-12T00:00:00
2019-03-07T00:00:00
A Turma, por unanimidade, indeferiu a ordem e tornou insubsistente a liminar implementada, nos termos do voto do Relator, com ressalvas quanto ao cabimento da impetração. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.2.2019.
HABEAS CORPUS
HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – PREJUÍZO – INEXISTÊNCIA. O fato de o pronunciamento individual, existente quando da impetração, ter sido substituído por novo ato, em idêntico sentido, não prejudica o habeas. PRISÃO PREVENTIVA – FLAGRANTE – FURTO QUALIFICADO. Uma vez decorrendo a prisão preventiva de flagrante, a envolver furto de caminhão, mediante utilização de chave falsa, tem-se como sinalizada a periculosidade – evolução de entendimento.
sjur399215
Número de páginas: 7. Análise: 29/03/2019, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
151143
null
HC
acordaos
HC 151143
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PACTE.(S) : LUIS DAVI DE CAMARGO IMPTE.(S) : JOAO PEDRO DE OLIVEIRA MASSON COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 427.209 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.143 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :LUIS DAVI DE CAMARGO IMPTE.(S) :JOAO PEDRO DE OLIVEIRA MASSON COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 427.209 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – PREJUÍZO – INEXISTÊNCIA. O fato de o pronunciamento individual, existente quando da impetração, ter sido substituído por novo ato, em idêntico sentido, não prejudica o habeas. PRISÃO PREVENTIVA – FLAGRANTE – FURTO QUALIFICADO. Uma vez decorrendo a prisão preventiva de flagrante, a envolver furto de caminhão, mediante utilização de chave falsa, tem-se como sinalizada a periculosidade – evolução de entendimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, tornando insubsistente a liminar implementada, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50C6-7EE3-0C8B-B555 e senha 569F-19E3-4E6A-199F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão HC 151143 / SP Brasília, 12 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR E PRESIDENTE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50C6-7EE3-0C8B-B555 e senha 569F-19E3-4E6A-199F Supremo Tribunal Federal HC 151143 / SP Brasília, 12 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR E PRESIDENTE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50C6-7EE3-0C8B-B555 e senha 569F-19E3-4E6A-199F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.143 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :LUIS DAVI DE CAMARGO IMPTE.(S) :JOAO PEDRO DE OLIVEIRA MASSON COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 427.209 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Botucatu/SP, no processo n 0011317-59.2017.8.26.0079, converteu a custódia em flagrante do paciente, ocorrida no dia 22 de novembro de 2017, em preventiva, considerado o suposto cometimento da infração versada no artigo 155, § 4..., inciso III, (furto qualificado por emprego de chave falsa), do Código Penal. Destacou o fato de o paciente ter sido preso na posse de veículo furtado, que pretendia conduzir para outra cidade. Consignou inexistir comprovação de vínculo com o distrito da culpa, aludindo a indícios de que o paciente se dedica à prática de crimes contra o patrimônio, conforme revelaram os antecedentes. Concluiu indispensável a constrição, visando a garantia da ordem pública e a aplicação da lei penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F769-5CB5-EEB2-AB4A e senha 0924-0AC0-19F2-52E7 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.143 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :LUIS DAVI DE CAMARGO IMPTE.(S) :JOAO PEDRO DE OLIVEIRA MASSON COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 427.209 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Botucatu/SP, no processo n 0011317-59.2017.8.26.0079, converteu a custódia em flagrante do paciente, ocorrida no dia 22 de novembro de 2017, em preventiva, considerado o suposto cometimento da infração versada no artigo 155, § 4..., inciso III, (furto qualificado por emprego de chave falsa), do Código Penal. Destacou o fato de o paciente ter sido preso na posse de veículo furtado, que pretendia conduzir para outra cidade. Consignou inexistir comprovação de vínculo com o distrito da culpa, aludindo a indícios de que o paciente se dedica à prática de crimes contra o patrimônio, conforme revelaram os antecedentes. Concluiu indispensável a constrição, visando a garantia da ordem pública e a aplicação da lei penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F769-5CB5-EEB2-AB4A e senha 0924-0AC0-19F2-52E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 151143 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 427.209/SP, indeferido liminarmente. O impetrante sustenta a ilegalidade da decisão por meio da qual determinada a preventiva, apontando-a carente de fundamentação. Diz desproporcional a custódia, ante a excepcionalidade da medida. Anota não ter havido violência ou grave ameaça. Ressalta tratar-se de paciente primário, com residência fixa e ocupação lícita, a tornar desnecessária a constrição. Cita precedentes dos Tribunais Superiores nesse sentido. [...] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, o afastamento da prisão preventiva. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 19 de fevereiro de 2018, implementou a medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a formalizada contra decisão individual. Aponta o prejuízo do habeas corpus, referindo-se à apreciação da impetração no Tribunal de Justiça. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou haver sido designada audiência de instrução e julgamento para o dia 18 de março de 2019. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F769-5CB5-EEB2-AB4A e senha 0924-0AC0-19F2-52E7 Supremo Tribunal Federal HC 151143 / SP Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 427.209/SP, indeferido liminarmente. O impetrante sustenta a ilegalidade da decisão por meio da qual determinada a preventiva, apontando-a carente de fundamentação. Diz desproporcional a custódia, ante a excepcionalidade da medida. Anota não ter havido violência ou grave ameaça. Ressalta tratar-se de paciente primário, com residência fixa e ocupação lícita, a tornar desnecessária a constrição. Cita precedentes dos Tribunais Superiores nesse sentido. [...] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, o afastamento da prisão preventiva. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 19 de fevereiro de 2018, implementou a medida acauteladora. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração, dizendo-a formalizada contra decisão individual. Aponta o prejuízo do habeas corpus, referindo-se à apreciação da impetração no Tribunal de Justiça. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou haver sido designada audiência de instrução e julgamento para o dia 18 de março de 2019. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F769-5CB5-EEB2-AB4A e senha 0924-0AC0-19F2-52E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.143 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. O fato de a decisão proferida pelo relator, existente quando da impetração, haver sido substituída por pronunciamento de colegiado no mesmo sentido não prejudica o habeas corpus. No tocante à matéria de fundo, o Juízo, ao converter em preventiva a prisão em flagrante, destacou os contornos do delito – a envolver o furto de caminhão, mediante utilização de chave falsa, que, não fosse a atuação policial, seria conduzido a outro Município. Relativamente à fundamentação para a prisão provisória, evoluo tendo em conta a periculosidade, ao menos sinalizada. A inversão da ordem do processo- crime no que direciona a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena – foi justificada – evolução de entendimento. Indefiro a ordem, tornando insubsistente a liminar implementada. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35B6-ED0C-F206-25F4 e senha 5C48-367F-EC0E-2B33 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.143 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. O fato de a decisão proferida pelo relator, existente quando da impetração, haver sido substituída por pronunciamento de colegiado no mesmo sentido não prejudica o habeas corpus. No tocante à matéria de fundo, o Juízo, ao converter em preventiva a prisão em flagrante, destacou os contornos do delito – a envolver o furto de caminhão, mediante utilização de chave falsa, que, não fosse a atuação policial, seria conduzido a outro Município. Relativamente à fundamentação para a prisão provisória, evoluo tendo em conta a periculosidade, ao menos sinalizada. A inversão da ordem do processo- crime no que direciona a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena – foi justificada – evolução de entendimento. Indefiro a ordem, tornando insubsistente a liminar implementada. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35B6-ED0C-F206-25F4 e senha 5C48-367F-EC0E-2B33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.143 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ressalvo o cabimento e acompanho Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5801-5482-4716-9AFA e senha FEFA-4F3A-53DA-4FE7 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.143 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ressalvo o cabimento e acompanho Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5801-5482-4716-9AFA e senha FEFA-4F3A-53DA-4FE7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 151.143 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : LUIS DAVI DE CAMARGO IMPTE.(S) : JOAO PEDRO DE OLIVEIRA MASSON (94899/RS, 381830/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 427.209 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, indeferiu a ordem e tornou insubsistente a liminar implementada, nos termos do voto do Relator, com ressalvas quanto ao cabimento da impetração. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6AE-CA2E-60E4-46D9 e senha D097-D54B-1AF5-5D3E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 151.143 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : LUIS DAVI DE CAMARGO IMPTE.(S) : JOAO PEDRO DE OLIVEIRA MASSON (94899/RS, 381830/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 427.209 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, indeferiu a ordem e tornou insubsistente a liminar implementada, nos termos do voto do Relator, com ressalvas quanto ao cabimento da impetração. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6AE-CA2E-60E4-46D9 e senha D097-D54B-1AF5-5D3E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 151 . 143", "HC n 427 . 209 DO SUPERIOR", "HC 151143 / SP", "HC 151143 / SP", "HABEAS CORPUS 151 . 143 SÃO", "HC n 427 . 209", "processo n 0011317 - 59 . 2017 . 8 . 26 . 0079", "HABEAS CORPUS 151 . 143", "HC n 427 . 209", "processo n 0011317 - 59 . 2017 . 8 . 26 . 0079", "HC 151143 / SP", "habeas corpus n 427 . 209 / SP", "HC 151143 / SP", "habeas corpus n 427 . 209 / SP", "HABEAS CORPUS 151 . 143 SÃO", "HABEAS CORPUS 151 . 143", "HABEAS CORPUS 151 . 143", "HABEAS CORPUS 151 . 143", "HABEAS CORPUS 151 . 143", "HC n 427 . 209", "HABEAS CORPUS 151 . 143", "HC n 427 . 209 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 155 , § 4 . . . , inciso III , (", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 155 , § 4 . . . , inciso III , (", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Botucatu / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Botucatu / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "LUIS DAVI DE CAMARGO", "JOAO PEDRO DE OLIVEIRA MASSON", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIS DAVI DE CAMARGO", "JOAO PEDRO DE OLIVEIRA MASSON", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "LUIS DAVI DE CAMARGO", "JOAO PEDRO DE OLIVEIRA MASSON", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "LUIS DAVI DE CAMARGO", "JOAO PEDRO DE OLIVEIRA MASSON", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "LUIS DAVI", "JOAO PEDRO DE OLIVEIRA MASSON", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "22 de novembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "22 de novembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de fevereiro de 2018", "18 de março de 2019", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de fevereiro de 2018", "18 de março de 2019", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "12", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO JULGAMENTO NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOSE DANTAS DE LIRA ADV.(A/S) :EMILIANO ALVES AGUIAR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Direito Constitucional e Administrativo. 3. Conselho Nacional de Justiça. Competência para processar e julgar processo administrativo disciplinar com vistas a apurar descumprimento de deveres funcionais por parte dos magistrados. Art. 103-B, § 4º, da Constituição. 4. Independência funcional do magistrado. Incursão. Inocorrência. Atos que demonstram a reiteração de procedimentos incorretos evidenciadores do desvirtuamento da atividade judicante. Violação aos deveres impostos aos magistrados pelo art. 35 da LOMAN. 5. Impossibilidade de reexame dos elementos probatórios regularmente colhidos no processo administrativo. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal, que não se caracteriza como instância revisora de qualquer decisão administrativa tomada pelo CNJ, adentrar o exame de mérito da atuação do referido órgão para analisar os elementos valorativos utilizados para aplicar a norma disciplinar ao caso concreto. 6. Ausência de indício de ilegalidade na decisão tomada pelo CNJ no processo disciplinar ou de exorbitância do papel que lhe foi atribuído pela Constituição. 7. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A793-DE2C-4FC6-244A e senha CFF4-64E1-F9D8-1AC5 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão MS 35444 AGR-2ºJULG / DF Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A793-DE2C-4FC6-244A e senha CFF4-64E1-F9D8-1AC5 Supremo Tribunal Federal MS 35444 AGR-2ºJULG / DF Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A793-DE2C-4FC6-244A e senha CFF4-64E1-F9D8-1AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 12/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO JULGAMENTO NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOSE DANTAS DE LIRA ADV.(A/S) :EMILIANO ALVES AGUIAR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática proferida pelo então Relator, Ministro Dias Toffoli, que negou seguimento ao mandamus por entender ser inadmissível a apreciação de fatos e provas pela via do mandado de segurança. Nas razões do agravo regimental, o impetrante alega que, de fato, “a desconstituição da decisão do CNJ passa pelo exame das provas existentes nos autos” (eDOC 52, p. 2/8), porém a causa de pedir deduzida na inicial restringe-se ao exame das provas pré-constituídas, prescindindo de dilação probatória. Nesses termos, defende que a manutenção da decisão agravada traduzir-se-ia em restrição indevida da cognição assegurada para o writ constitucional, nos termos do art. 5º, LXIX, da Constituição. Busca a reforma da decisão agravada para dar regular prosseguimento ao mandado de segurança, com vistas à concessão da ordem pleiteada. Ao apreciar o recurso em julgamento virtual, a Segunda Turma desta Corte manteve a decisão que negou seguimento à ação. A parte opôs então embargos de declaração, apontando omissão quanto à determinação expressa emanada pelo Relator, que atendeu ao pedido para realizar sustentação oral quando do julgamento do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3BC-A967-84D9-2A34 e senha E915-2F77-E2D9-8E45 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO JULGAMENTO NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOSE DANTAS DE LIRA ADV.(A/S) :EMILIANO ALVES AGUIAR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática proferida pelo então Relator, Ministro Dias Toffoli, que negou seguimento ao mandamus por entender ser inadmissível a apreciação de fatos e provas pela via do mandado de segurança. Nas razões do agravo regimental, o impetrante alega que, de fato, “a desconstituição da decisão do CNJ passa pelo exame das provas existentes nos autos” (eDOC 52, p. 2/8), porém a causa de pedir deduzida na inicial restringe-se ao exame das provas pré-constituídas, prescindindo de dilação probatória. Nesses termos, defende que a manutenção da decisão agravada traduzir-se-ia em restrição indevida da cognição assegurada para o writ constitucional, nos termos do art. 5º, LXIX, da Constituição. Busca a reforma da decisão agravada para dar regular prosseguimento ao mandado de segurança, com vistas à concessão da ordem pleiteada. Ao apreciar o recurso em julgamento virtual, a Segunda Turma desta Corte manteve a decisão que negou seguimento à ação. A parte opôs então embargos de declaração, apontando omissão quanto à determinação expressa emanada pelo Relator, que atendeu ao pedido para realizar sustentação oral quando do julgamento do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3BC-A967-84D9-2A34 e senha E915-2F77-E2D9-8E45 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório MS 35444 AGR-2ºJULG / DF Ao julgar o recurso, a Segunda Turma acolheu os embargos de declaração para, corrigindo erro material, anular o julgamento virtual do agravo regimental e determinar novo julgamento em ambiente presencial. Com a assunção da Presidência desta Corte pelo Ministro Dias Toffoli, o processo foi distribuído à Ministra Cármen Lúcia, nos termos do art. 38 do RISTF, que, por sua vez, requereu a redistribuição com base no art. 67, § 9º, do referido Regimento. O feito foi a mim designado em 5.11.2018. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3BC-A967-84D9-2A34 e senha E915-2F77-E2D9-8E45 Supremo Tribunal Federal MS 35444 AGR-2ºJULG / DF Ao julgar o recurso, a Segunda Turma acolheu os embargos de declaração para, corrigindo erro material, anular o julgamento virtual do agravo regimental e determinar novo julgamento em ambiente presencial. Com a assunção da Presidência desta Corte pelo Ministro Dias Toffoli, o processo foi distribuído à Ministra Cármen Lúcia, nos termos do art. 38 do RISTF, que, por sua vez, requereu a redistribuição com base no art. 67, § 9º, do referido Regimento. O feito foi a mim designado em 5.11.2018. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3BC-A967-84D9-2A34 e senha E915-2F77-E2D9-8E45 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. O recorrente suscita a ilegalidade da pena de aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço que lhe foi aplicada pelo CNJ, por entender ter ocorrido no caso abuso de poder e violação ao seu direito de não ser punido pelo conteúdo dos seus atos jurisdicionais. Aduz, ainda, não haver provas de sua participação nas condutas ilícitas apontadas, pugnando pela nulidade da decisão proferida pelo Conselho. Destaco que o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de reconhecer a competência do Conselho Nacional de Justiça para processar e julgar processo disciplinar com vistas a apurar descumprimento dos deveres funcionais por magistrados, nos termos do art. 103-B, § 4º, da Constituição Federal. Referida competência não tem a aptidão de violar o princípio da independência funcional do magistrado, previsto no art. 41 da LOMAN, mormente porque referida garantia não possui caráter absoluto, capaz de encobertar a prática de atos ilegais e abusivos, estando limitada “ao uso moderado da linguagem e ao conteúdo do ato jurisdicional praticado em obediência à lei e à Constituição” (MS 32.721, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, Dje 11.2.2015). Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes MS-AgR 32.246, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 7.11.2016; MS 33.565, Rel. Min. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. O recorrente suscita a ilegalidade da pena de aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço que lhe foi aplicada pelo CNJ, por entender ter ocorrido no caso abuso de poder e violação ao seu direito de não ser punido pelo conteúdo dos seus atos jurisdicionais. Aduz, ainda, não haver provas de sua participação nas condutas ilícitas apontadas, pugnando pela nulidade da decisão proferida pelo Conselho. Destaco que o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de reconhecer a competência do Conselho Nacional de Justiça para processar e julgar processo disciplinar com vistas a apurar descumprimento dos deveres funcionais por magistrados, nos termos do art. 103-B, § 4º, da Constituição Federal. Referida competência não tem a aptidão de violar o princípio da independência funcional do magistrado, previsto no art. 41 da LOMAN, mormente porque referida garantia não possui caráter absoluto, capaz de encobertar a prática de atos ilegais e abusivos, estando limitada “ao uso moderado da linguagem e ao conteúdo do ato jurisdicional praticado em obediência à lei e à Constituição” (MS 32.721, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, Dje 11.2.2015). Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes MS-AgR 32.246, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 7.11.2016; MS 33.565, Rel. Min. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 35444 AGR / DF Rosa Weber, Primeira Turma, Dje 23.8.2016; MS-AgR 30.568, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, Dje 27.4.2016; e MS-AgR 29.465, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, Dje 16.2.2016, assim ementado: “MANDADO DE SEGURANÇA – CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA – JURISDIÇÃO CENSÓRIA – APURAÇÃO DA RESPONSABILIDADE DISCIPLINAR DE MAGISTRADOS – A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE DA IMPOSIÇÃO DIRETA, A ELES, PELO CNJ, DE SANÇÕES DE ÍNDOLE ADMINISTRATIVA – A DISCUSSÃO EM TORNO DA INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE COMO REQUISITO LEGITIMADOR DO EXERCÍCIO, PELO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, DE SUA COMPETÊNCIA EM MATÉRIA DISCIPLINAR – SUPERVENIÊNCIA DE JULGAMENTO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOBRE O TEMA, RECONHECENDO A POSSIBILIDADE DA PRÁTICA IMEDIATA DESSA COMPETÊNCIA (ADI 4.638-MC-REF/DF, REL. MIN. MARCO AURÉLIO) – ATUAÇÃO ALEGADAMENTE CONFIGURADORA DE COMPORTAMENTO ‘ULTRA VIRES’ DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA POR SUPOSTA INTERVENÇÃO INDEVIDA EM PROCEDIMENTO DE NATUREZA JURISDICIONAL – INOCORRÊNCIA – ATUAÇÃO ADMINISTRATIVA DO CNJ QUE SE LIMITOU A ANALISAR, EXCLUSIVAMENTE, A EXISTÊNCIA DE INDÍCIOS ‘DE GRAVES VIOLAÇÕES AOS DEVERES FUNCIONAIS’ ATRIBUÍDAS AO MAGISTRADO IMPETRANTE – MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO – INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE AGRAVO – INOVAÇÃO MATERIAL DO PEDIDO, QUE ULTRAPASSA OS LIMITES TEMÁTICOS PREVIAMENTE DEFINIDOS NO ATO PROCESSUAL DE IMPETRAÇÃO DO ‘WRIT’ MANDAMENTAL – FUNDAMENTOS NÃO EXAMINADOS PELA DECISÃO RECORRIDA – IMPUGNAÇÃO RECURSAL QUE NÃO GUARDA PERTINÊNCIA COM OS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Supremo Tribunal Federal MS 35444 AGR / DF Rosa Weber, Primeira Turma, Dje 23.8.2016; MS-AgR 30.568, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, Dje 27.4.2016; e MS-AgR 29.465, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, Dje 16.2.2016, assim ementado: “MANDADO DE SEGURANÇA – CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA – JURISDIÇÃO CENSÓRIA – APURAÇÃO DA RESPONSABILIDADE DISCIPLINAR DE MAGISTRADOS – A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE DA IMPOSIÇÃO DIRETA, A ELES, PELO CNJ, DE SANÇÕES DE ÍNDOLE ADMINISTRATIVA – A DISCUSSÃO EM TORNO DA INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE COMO REQUISITO LEGITIMADOR DO EXERCÍCIO, PELO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, DE SUA COMPETÊNCIA EM MATÉRIA DISCIPLINAR – SUPERVENIÊNCIA DE JULGAMENTO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOBRE O TEMA, RECONHECENDO A POSSIBILIDADE DA PRÁTICA IMEDIATA DESSA COMPETÊNCIA (ADI 4.638-MC-REF/DF, REL. MIN. MARCO AURÉLIO) – ATUAÇÃO ALEGADAMENTE CONFIGURADORA DE COMPORTAMENTO ‘ULTRA VIRES’ DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA POR SUPOSTA INTERVENÇÃO INDEVIDA EM PROCEDIMENTO DE NATUREZA JURISDICIONAL – INOCORRÊNCIA – ATUAÇÃO ADMINISTRATIVA DO CNJ QUE SE LIMITOU A ANALISAR, EXCLUSIVAMENTE, A EXISTÊNCIA DE INDÍCIOS ‘DE GRAVES VIOLAÇÕES AOS DEVERES FUNCIONAIS’ ATRIBUÍDAS AO MAGISTRADO IMPETRANTE – MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO – INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE AGRAVO – INOVAÇÃO MATERIAL DO PEDIDO, QUE ULTRAPASSA OS LIMITES TEMÁTICOS PREVIAMENTE DEFINIDOS NO ATO PROCESSUAL DE IMPETRAÇÃO DO ‘WRIT’ MANDAMENTAL – FUNDAMENTOS NÃO EXAMINADOS PELA DECISÃO RECORRIDA – IMPUGNAÇÃO RECURSAL QUE NÃO GUARDA PERTINÊNCIA COM OS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 35444 AGR / DF FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO – OCORRÊNCIA DE DIVÓRCIO IDEOLÓGICO – INADMISSIBILIDADE – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO”. No caso dos autos, o Conselho Nacional de Justiça, ao deliberar pela instauração do PAD e pela condenação do agravante à pena de aposentadoria compulsória, não interveio em questões relacionadas ao mérito das decisões de natureza jurisdicional tomadas pelo magistrado, o que, se ocorrido, não seria admissível, conforme reiterada jurisprudência desta Corte. Verifica-se que, ao contrário do que afirmado pelo agravante, o órgão de controle incursionou-se apenas em atos que demonstram a reiteração de procedimentos evidenciadores do desvirtuamento da atividade judicante, (i) pela concessão de liminares para a liberação de margem consignada de servidores públicos estaduais mediante prévio pagamento; (ii) pela conduta desidiosa quanto à fiscalização das atividades empreendidas pelos servidores de sua vara e à ausência de atitude para responsabilização dos envolvidos com o esquema criminoso assim que, supostamente, tomou ciência dele; (iii) pela tolerância de advocacia sem procuração por causídico com quem mantinha relação pessoal, nos processos utilizados pelo grupo criminoso para obter a vantagem ilícita; (iv) pela existência de depósitos em dinheiro em sua conta bancária sem identificação ou esclarecimento; e (v) pela correlação entre as datas em que concedidas as liminares com aquelas em que recebidos valores em sua conta. Tais atitudes configuram clara violação aos deveres impostos aos magistrados pelo art. 35, I, VII e VIII, da LOMAN, conforme entendido pelo Conselho Nacional de Justiça. O dispositivo possui a seguinte redação: “Art 35. São deveres do magistrado: I – Cumprir e fazer cumprir, com independência, serenidade e exatidão, as disposições legais e os atos de ofício; 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Supremo Tribunal Federal MS 35444 AGR / DF FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO – OCORRÊNCIA DE DIVÓRCIO IDEOLÓGICO – INADMISSIBILIDADE – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO”. No caso dos autos, o Conselho Nacional de Justiça, ao deliberar pela instauração do PAD e pela condenação do agravante à pena de aposentadoria compulsória, não interveio em questões relacionadas ao mérito das decisões de natureza jurisdicional tomadas pelo magistrado, o que, se ocorrido, não seria admissível, conforme reiterada jurisprudência desta Corte. Verifica-se que, ao contrário do que afirmado pelo agravante, o órgão de controle incursionou-se apenas em atos que demonstram a reiteração de procedimentos evidenciadores do desvirtuamento da atividade judicante, (i) pela concessão de liminares para a liberação de margem consignada de servidores públicos estaduais mediante prévio pagamento; (ii) pela conduta desidiosa quanto à fiscalização das atividades empreendidas pelos servidores de sua vara e à ausência de atitude para responsabilização dos envolvidos com o esquema criminoso assim que, supostamente, tomou ciência dele; (iii) pela tolerância de advocacia sem procuração por causídico com quem mantinha relação pessoal, nos processos utilizados pelo grupo criminoso para obter a vantagem ilícita; (iv) pela existência de depósitos em dinheiro em sua conta bancária sem identificação ou esclarecimento; e (v) pela correlação entre as datas em que concedidas as liminares com aquelas em que recebidos valores em sua conta. Tais atitudes configuram clara violação aos deveres impostos aos magistrados pelo art. 35, I, VII e VIII, da LOMAN, conforme entendido pelo Conselho Nacional de Justiça. O dispositivo possui a seguinte redação: “Art 35. São deveres do magistrado: I – Cumprir e fazer cumprir, com independência, serenidade e exatidão, as disposições legais e os atos de ofício; 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 35444 AGR / DF (...) VII – exercer assídua fiscalização sobre os subordinados, especialmente no que se refere à cobrança de custas e emolumentos, embora não haja reclamação das partes; VIII – manter conduta irrepreensível na vida pública e particular”. A partir dessas considerações, extrai-se que a atuação do CNJ não extrapolou os limites impostos às suas atribuições pelo constituinte, tendo-se referido a condutas contrárias aos deveres funcionais dos magistrados, que não se confundem com o acerto ou desacerto dos atos judiciais praticados. No que se refere à alegada ausência de provas da participação do magistrado em condutas ilícitas, sublinho que o Supremo Tribunal Federal possui entendimento consolidado no sentido de que cabe ao Poder Judiciário, na apreciação de processo administrativo em sede de mandado de segurança, limitar-se ao exame da legalidade do ato coator, dos possíveis vícios de caráter formal ou dos que atentem contra os postulados constitucionais da ampla defesa e do devido processo legal. Nesse sentido: RMS-AgR 27.934, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, Dje 3.8.2015; RMS 33.911, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, Dje 20.6.2016; RMS-AgR 31.515, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, Dje 9.12.2015. No caso dos autos, o órgão coator assentou estar comprovado o envolvimento do agravante com “esquema criminoso para a liberação de margem de empréstimos consignados a servidores públicos estaduais, com a concessão de liminares proferidas pelo magistrado acusado”, utilizando-se, para tanto, não apenas a delação premiada oferecida por Hamurabi Zacarias de Medeiros e o depoimento de Paulo Aires Pessoa Sobrinho – conforme alegado pelo impetrante –, mas de outros elementos de prova colhidos nos autos. Dentre aqueles utilizados para corroborar o entendimento do acórdão proferido pelo CNJ, cito o seguintes elementos: (i) valores em dinheiro sem identificação depositados na 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Supremo Tribunal Federal MS 35444 AGR / DF (...) VII – exercer assídua fiscalização sobre os subordinados, especialmente no que se refere à cobrança de custas e emolumentos, embora não haja reclamação das partes; VIII – manter conduta irrepreensível na vida pública e particular”. A partir dessas considerações, extrai-se que a atuação do CNJ não extrapolou os limites impostos às suas atribuições pelo constituinte, tendo-se referido a condutas contrárias aos deveres funcionais dos magistrados, que não se confundem com o acerto ou desacerto dos atos judiciais praticados. No que se refere à alegada ausência de provas da participação do magistrado em condutas ilícitas, sublinho que o Supremo Tribunal Federal possui entendimento consolidado no sentido de que cabe ao Poder Judiciário, na apreciação de processo administrativo em sede de mandado de segurança, limitar-se ao exame da legalidade do ato coator, dos possíveis vícios de caráter formal ou dos que atentem contra os postulados constitucionais da ampla defesa e do devido processo legal. Nesse sentido: RMS-AgR 27.934, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, Dje 3.8.2015; RMS 33.911, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, Dje 20.6.2016; RMS-AgR 31.515, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, Dje 9.12.2015. No caso dos autos, o órgão coator assentou estar comprovado o envolvimento do agravante com “esquema criminoso para a liberação de margem de empréstimos consignados a servidores públicos estaduais, com a concessão de liminares proferidas pelo magistrado acusado”, utilizando-se, para tanto, não apenas a delação premiada oferecida por Hamurabi Zacarias de Medeiros e o depoimento de Paulo Aires Pessoa Sobrinho – conforme alegado pelo impetrante –, mas de outros elementos de prova colhidos nos autos. Dentre aqueles utilizados para corroborar o entendimento do acórdão proferido pelo CNJ, cito o seguintes elementos: (i) valores em dinheiro sem identificação depositados na 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 35444 AGR / DF conta do magistrado em período coincidente com as decisões liminares proferidas para liberação de margem de empréstimo; (ii) provas colhidas quando da realização de busca e apreensão na residência do assessor do juiz e do computador do magistrado; (iii) depoimento de outras testemunhas, além de Hamurabi Zacarias e Paulo Aires, dentre elas servidor beneficiário de decisões concessivas de liminares proferidas pelo juiz e trabalhador da fazenda do magistrado; e (iv) expedição de vinte e duas decisões liminares no período de seis meses, destinadas à viabilização de empréstimos além da margem consignável, de forma irregular, para apenas 3 servidores. Assim, resta evidenciado que o recorrente busca o reexame dos elementos probatórios regularmente colhidos no processo administrativo, o que se mostra inconciliável com o rito do mandado de segurança. Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE DA PENA APLICADA. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ILIQUIDEZ DOS FATOS. INVIABILIDADE DA DISCUSSÃO EM SEDE MANDAMENTAL. DENEGAÇÃO DA ORDEM E DESPROVIMENTO DO RECURSO ORDINÁRIO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Compete ao Supremo Tribunal Federal, em sede mandamental, apreciar, à luz dos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, a regularidade de processos administrativos disciplinares, sem, contudo, avaliar o contexto probatório coligido no 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Supremo Tribunal Federal MS 35444 AGR / DF conta do magistrado em período coincidente com as decisões liminares proferidas para liberação de margem de empréstimo; (ii) provas colhidas quando da realização de busca e apreensão na residência do assessor do juiz e do computador do magistrado; (iii) depoimento de outras testemunhas, além de Hamurabi Zacarias e Paulo Aires, dentre elas servidor beneficiário de decisões concessivas de liminares proferidas pelo juiz e trabalhador da fazenda do magistrado; e (iv) expedição de vinte e duas decisões liminares no período de seis meses, destinadas à viabilização de empréstimos além da margem consignável, de forma irregular, para apenas 3 servidores. Assim, resta evidenciado que o recorrente busca o reexame dos elementos probatórios regularmente colhidos no processo administrativo, o que se mostra inconciliável com o rito do mandado de segurança. Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE DA PENA APLICADA. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ILIQUIDEZ DOS FATOS. INVIABILIDADE DA DISCUSSÃO EM SEDE MANDAMENTAL. DENEGAÇÃO DA ORDEM E DESPROVIMENTO DO RECURSO ORDINÁRIO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Compete ao Supremo Tribunal Federal, em sede mandamental, apreciar, à luz dos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, a regularidade de processos administrativos disciplinares, sem, contudo, avaliar o contexto probatório coligido no 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 35444 AGR / DF procedimento. 2. A violação aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade na aplicação da sanção administrativa deve ser demonstrada primo ictu oculi, de sorte que a ausência de violação flagrante aos referidos mandamentos impede o controle desta Corte, mormente porque, in casu, as condutas foram reconhecidas pelo próprio servidor público nos autos do devido Processo Administrativo Disciplinar. 3. O mandado de segurança não comporta o reexame do conteúdo fático- probatório analisado pela Comissão Processante do PAD, e confirmada pelo ato do Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário, que resultou na pena de demissão ao agravante. 4. In casu, conforme evidenciado no acórdão recorrido, verifica-se que: (i) o ato impugnado está fundamentado em múltiplos e concatenados elementos de prova; (ii) os argumentos e provas produzidos pela defesa do impetrante foram devidamente considerados, a denotar a observância das garantias do contraditório e da ampla defesa, e (iii) formada convicção, a partir do conjunto probatório examinado, o Ministro de Estado considerou adequada a aplicação da sanção de demissão, considerada a particular gravidade da falta funcional apurada. 5. Agravo interno DESPROVIDO”. (RMS-ED-AgR 34.004, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 11.12.2017) Destaco que o mandado de segurança não é meio processual adequado para a reforma da penalidade disciplinar imposta pelo Conselho Nacional de Justiça, o que demandaria extensa dilação probatória. Ademais, não cabe ao Supremo Tribunal Federal, que não se caracteriza como instância revisora de qualquer decisão administrativa tomada pelo CNJ, adentrar o exame de mérito da atuação do referido órgão para analisar os elementos valorativos utilizados para aplicar a norma disciplinar ao caso concreto. Dessa forma, ausente qualquer indício de ilegalidade na decisão tomada pelo CNJ no processo disciplinar ou de exorbitância do papel que 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Supremo Tribunal Federal MS 35444 AGR / DF procedimento. 2. A violação aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade na aplicação da sanção administrativa deve ser demonstrada primo ictu oculi, de sorte que a ausência de violação flagrante aos referidos mandamentos impede o controle desta Corte, mormente porque, in casu, as condutas foram reconhecidas pelo próprio servidor público nos autos do devido Processo Administrativo Disciplinar. 3. O mandado de segurança não comporta o reexame do conteúdo fático- probatório analisado pela Comissão Processante do PAD, e confirmada pelo ato do Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário, que resultou na pena de demissão ao agravante. 4. In casu, conforme evidenciado no acórdão recorrido, verifica-se que: (i) o ato impugnado está fundamentado em múltiplos e concatenados elementos de prova; (ii) os argumentos e provas produzidos pela defesa do impetrante foram devidamente considerados, a denotar a observância das garantias do contraditório e da ampla defesa, e (iii) formada convicção, a partir do conjunto probatório examinado, o Ministro de Estado considerou adequada a aplicação da sanção de demissão, considerada a particular gravidade da falta funcional apurada. 5. Agravo interno DESPROVIDO”. (RMS-ED-AgR 34.004, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 11.12.2017) Destaco que o mandado de segurança não é meio processual adequado para a reforma da penalidade disciplinar imposta pelo Conselho Nacional de Justiça, o que demandaria extensa dilação probatória. Ademais, não cabe ao Supremo Tribunal Federal, que não se caracteriza como instância revisora de qualquer decisão administrativa tomada pelo CNJ, adentrar o exame de mérito da atuação do referido órgão para analisar os elementos valorativos utilizados para aplicar a norma disciplinar ao caso concreto. Dessa forma, ausente qualquer indício de ilegalidade na decisão tomada pelo CNJ no processo disciplinar ou de exorbitância do papel que 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 35444 AGR / DF lhe foi atribuído pelo art. 103-B da Constituição, é caso de manutenção da decisão recorrida. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista tratar- se de mandado de segurança, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC, em virtude do art. 25 da Lei 12.016/2009. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Supremo Tribunal Federal MS 35444 AGR / DF lhe foi atribuído pelo art. 103-B da Constituição, é caso de manutenção da decisão recorrida. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista tratar- se de mandado de segurança, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC, em virtude do art. 25 da Lei 12.016/2009. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Esclarecimento 12/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO JULGAMENTO NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Não há esse impedimento legal aqui no Supremo. Alguns ministros têm participado, inclusive os que presidiam o Conselho Nacional de Justiça, no Plenário, entendeu-se que não haveria impedimento. Contudo, declinei suspeição porque presidi a sessão no Conselho Nacional de Justiça e, neste caso, preferi declinar suspeição. Por isso é que foi redistribuído ao eminente Ministro Gilmar Mendes. Agradeço a lembrança de Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BBE-3B59-3296-F5EC e senha 3A43-2BBB-BA35-26B4 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO JULGAMENTO NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Não há esse impedimento legal aqui no Supremo. Alguns ministros têm participado, inclusive os que presidiam o Conselho Nacional de Justiça, no Plenário, entendeu-se que não haveria impedimento. Contudo, declinei suspeição porque presidi a sessão no Conselho Nacional de Justiça e, neste caso, preferi declinar suspeição. Por isso é que foi redistribuído ao eminente Ministro Gilmar Mendes. Agradeço a lembrança de Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BBE-3B59-3296-F5EC e senha 3A43-2BBB-BA35-26B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN 12/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eu principio subscrevendo os elogios que o eminente Ministro Gilmar Mendes dirigiu ao ilustre advogado que assomou a tribuna e bem se houve no desincumbir do seu mister. Nada obstante, o exame da matéria levou-me, precisamente, à conclusão de que Sua Excelência acaba de trazer à colação, a esse Colegiado, e na linha de precedentes que tenho aqui também relatado nesta ordem de ideias no que concerne as decisões no âmbito do Conselho Nacional de Justiça. Por isso, Senhor Presidente, tenho a honra de acompanhar, integralmente, Sua Excelência o eminente Ministro Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3154-42DF-4C40-2297 e senha 246A-262C-7F8F-281A Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eu principio subscrevendo os elogios que o eminente Ministro Gilmar Mendes dirigiu ao ilustre advogado que assomou a tribuna e bem se houve no desincumbir do seu mister. Nada obstante, o exame da matéria levou-me, precisamente, à conclusão de que Sua Excelência acaba de trazer à colação, a esse Colegiado, e na linha de precedentes que tenho aqui também relatado nesta ordem de ideias no que concerne as decisões no âmbito do Conselho Nacional de Justiça. Por isso, Senhor Presidente, tenho a honra de acompanhar, integralmente, Sua Excelência o eminente Ministro Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3154-42DF-4C40-2297 e senha 246A-262C-7F8F-281A Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 12/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu acompanho o eminente Relator, também cumprimento o advogado Doutor Emiliano Aguiar. Observo que a decisão do CNJ foi unânime, e Relator o Conselheiro Alckmin, que é conselheiro oriundo da Justiça do Trabalho, um dos mais capazes e competentes. Também não verifico nenhuma ilegalidade ou nenhuma irregularidade formal no processo. Portanto, acompanho o Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3313-6B2E-1E82-1E00 e senha A9E3-5781-7B9C-1A73 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu acompanho o eminente Relator, também cumprimento o advogado Doutor Emiliano Aguiar. Observo que a decisão do CNJ foi unânime, e Relator o Conselheiro Alckmin, que é conselheiro oriundo da Justiça do Trabalho, um dos mais capazes e competentes. Também não verifico nenhuma ilegalidade ou nenhuma irregularidade formal no processo. Portanto, acompanho o Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3313-6B2E-1E82-1E00 e senha A9E3-5781-7B9C-1A73 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO JULGAMENTO NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOSE DANTAS DE LIRA ADV.(A/S) : EMILIANO ALVES AGUIAR (24628/DF, 53356/GO) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo agravante, o Dr. Emiliano Alves Aguiar. Declarou suspeição a Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0C8-C452-1B20-15B0 e senha 8A58-00FF-6E9A-F2F5 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO JULGAMENTO NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOSE DANTAS DE LIRA ADV.(A/S) : EMILIANO ALVES AGUIAR (24628/DF, 53356/GO) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo agravante, o Dr. Emiliano Alves Aguiar. Declarou suspeição a Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0C8-C452-1B20-15B0 e senha 8A58-00FF-6E9A-F2F5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749214428
2019-02-12T00:00:00
2019-02-22T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo agravante, o Dr. Emiliano Alves Aguiar. Declarou suspeição a Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 12.2.2019.
SEGUNDO JULGAMENTO NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Direito Constitucional e Administrativo. 3. Conselho Nacional de Justiça. Competência para processar e julgar processo administrativo disciplinar com vistas a apurar descumprimento de deveres funcionais por parte dos magistrados. Art. 103-B, § 4º, da Constituição. 4. Independência funcional do magistrado. Incursão. Inocorrência. Atos que demonstram a reiteração de procedimentos incorretos evidenciadores do desvirtuamento da atividade judicante. Violação aos deveres impostos aos magistrados pelo art. 35 da LOMAN. 5. Impossibilidade de reexame dos elementos probatórios regularmente colhidos no processo administrativo. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal, que não se caracteriza como instância revisora de qualquer decisão administrativa tomada pelo CNJ, adentrar o exame de mérito da atuação do referido órgão para analisar os elementos valorativos utilizados para aplicar a norma disciplinar ao caso concreto. 6. Ausência de indício de ilegalidade na decisão tomada pelo CNJ no processo disciplinar ou de exorbitância do papel que lhe foi atribuído pela Constituição. 7. Agravo regimental desprovido.
sjur398711
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIO DA INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL, MAGISTRADO) MS 30568 AgR (2ªT), MS 32721 (2ªT), MS 33565 (1ªT), MS 29465 AgR (2ªT), MS 32246 AgR (1ªT). (DILAÇÃO PROBATÓRIA, MS) RMS 27934 AgR (2ªT), RMS 31515 AgR (1ªT), RMS 33911 (2ªT). (MS, REEXAME, FATO, PROVA) RMS 34004 ED-AgR (1ªT). Número de páginas: 15. Análise: 26/04/2019, TLR.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
35444
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-0103B PAR-00004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LCP-000035 ANO-1979\n ART-00035 INC-00001 INC-00007 INC-00008 \n ART-00041\n LOMAN-1979 LEI ORGÂNICA DA MAGISTRATURA NACIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00025\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
MS-AgR-2ºJULG
acordaos
MS 35444 AgR-2ºJULG
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AGTE.(S) : JOSE DANTAS DE LIRA ADV.(A/S) : EMILIANO ALVES AGUIAR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 12/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO JULGAMENTO NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOSE DANTAS DE LIRA ADV.(A/S) :EMILIANO ALVES AGUIAR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Direito Constitucional e Administrativo. 3. Conselho Nacional de Justiça. Competência para processar e julgar processo administrativo disciplinar com vistas a apurar descumprimento de deveres funcionais por parte dos magistrados. Art. 103-B, § 4..., da Constituição. 4. Independência funcional do magistrado. Incursão. Inocorrência. Atos que demonstram a reiteração de procedimentos incorretos evidenciadores do desvirtuamento da atividade judicante. Violação aos deveres impostos aos magistrados pelo art. 35 da LOMAN. 5. Impossibilidade de reexame dos elementos probatórios regularmente colhidos no processo administrativo. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal, que não se caracteriza como instância revisora de qualquer decisão administrativa tomada pelo CNJ, adentrar o exame de mérito da atuação do referido órgão para analisar os elementos valorativos utilizados para aplicar a norma disciplinar ao caso concreto. 6. Ausência de indício de ilegalidade na decisão tomada pelo CNJ no processo disciplinar ou de exorbitância do papel que lhe foi atribuído pela Constituição. 7. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A793-DE2C-4FC6-244A e senha CFF4-64E1-F9D8-1AC5 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão MS 35444 AGR-2...JULG / DF Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A793-DE2C-4FC6-244A e senha CFF4-64E1-F9D8-1AC5 Supremo Tribunal Federal MS 35444 AGR-2...JULG / DF Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A793-DE2C-4FC6-244A e senha CFF4-64E1-F9D8-1AC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 12/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO JULGAMENTO NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOSE DANTAS DE LIRA ADV.(A/S) :EMILIANO ALVES AGUIAR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática proferida pelo então Relator, Ministro Dias Toffoli, que negou seguimento ao mandamus por entender ser inadmissível a apreciação de fatos e provas pela via do mandado de segurança. Nas razões do agravo regimental, o impetrante alega que, de fato, “a desconstituição da decisão do CNJ passa pelo exame das provas existentes nos autos” (eDOC 52, p. 2/8), porém a causa de pedir deduzida na inicial restringe-se ao exame das provas pré-constituídas, prescindindo de dilação probatória. Nesses termos, defende que a manutenção da decisão agravada traduzir-se-ia em restrição indevida da cognição assegurada para o writ constitucional, nos termos do art. 5..., LXIX, da Constituição. Busca a reforma da decisão agravada para dar regular prosseguimento ao mandado de segurança, com vistas à concessão da ordem pleiteada. Ao apreciar o recurso em julgamento virtual, a Segunda Turma desta Corte manteve a decisão que negou seguimento à ação. A parte opôs então embargos de declaração, apontando omissão quanto à determinação expressa emanada pelo Relator, que atendeu ao pedido para realizar sustentação oral quando do julgamento do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3BC-A967-84D9-2A34 e senha E915-2F77-E2D9-8E45 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO JULGAMENTO NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOSE DANTAS DE LIRA ADV.(A/S) :EMILIANO ALVES AGUIAR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática proferida pelo então Relator, Ministro Dias Toffoli, que negou seguimento ao mandamus por entender ser inadmissível a apreciação de fatos e provas pela via do mandado de segurança. Nas razões do agravo regimental, o impetrante alega que, de fato, “a desconstituição da decisão do CNJ passa pelo exame das provas existentes nos autos” (eDOC 52, p. 2/8), porém a causa de pedir deduzida na inicial restringe-se ao exame das provas pré-constituídas, prescindindo de dilação probatória. Nesses termos, defende que a manutenção da decisão agravada traduzir-se-ia em restrição indevida da cognição assegurada para o writ constitucional, nos termos do art. 5..., LXIX, da Constituição. Busca a reforma da decisão agravada para dar regular prosseguimento ao mandado de segurança, com vistas à concessão da ordem pleiteada. Ao apreciar o recurso em julgamento virtual, a Segunda Turma desta Corte manteve a decisão que negou seguimento à ação. A parte opôs então embargos de declaração, apontando omissão quanto à determinação expressa emanada pelo Relator, que atendeu ao pedido para realizar sustentação oral quando do julgamento do agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3BC-A967-84D9-2A34 e senha E915-2F77-E2D9-8E45 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório MS 35444 AGR-2...JULG / DF Ao julgar o recurso, a Segunda Turma acolheu os embargos de declaração para, corrigindo erro material, anular o julgamento virtual do agravo regimental e determinar novo julgamento em ambiente presencial. Com a assunção da Presidência desta Corte pelo Ministro Dias Toffoli, o processo foi distribuído à Ministra Cármen Lúcia, nos termos do art. 38 do RISTF, que, por sua vez, requereu a redistribuição com base no art. 67, § 9..., do referido Regimento. O feito foi a mim designado em 5.11.2018. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3BC-A967-84D9-2A34 e senha E915-2F77-E2D9-8E45 Supremo Tribunal Federal MS 35444 AGR-2...JULG / DF Ao julgar o recurso, a Segunda Turma acolheu os embargos de declaração para, corrigindo erro material, anular o julgamento virtual do agravo regimental e determinar novo julgamento em ambiente presencial. Com a assunção da Presidência desta Corte pelo Ministro Dias Toffoli, o processo foi distribuído à Ministra Cármen Lúcia, nos termos do art. 38 do RISTF, que, por sua vez, requereu a redistribuição com base no art. 67, § 9..., do referido Regimento. O feito foi a mim designado em 5.11.2018. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3BC-A967-84D9-2A34 e senha E915-2F77-E2D9-8E45 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. O recorrente suscita a ilegalidade da pena de aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço que lhe foi aplicada pelo CNJ, por entender ter ocorrido no caso abuso de poder e violação ao seu direito de não ser punido pelo conteúdo dos seus atos jurisdicionais. Aduz, ainda, não haver provas de sua participação nas condutas ilícitas apontadas, pugnando pela nulidade da decisão proferida pelo Conselho. Destaco que o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de reconhecer a competência do Conselho Nacional de Justiça para processar e julgar processo disciplinar com vistas a apurar descumprimento dos deveres funcionais por magistrados, nos termos do art. 103-B, § 4..., da Constituição Federal. Referida competência não tem a aptidão de violar o princípio da independência funcional do magistrado, previsto no art. 41 da LOMAN, mormente porque referida garantia não possui caráter absoluto, capaz de encobertar a prática de atos ilegais e abusivos, estando limitada “ao uso moderado da linguagem e ao conteúdo do ato jurisdicional praticado em obediência à lei e à Constituição” (MS 32.721, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, Dje 11.2.2015). Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes MS-AgR 32.246, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 7.11.2016; MS 33.565, Rel. Min. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. O recorrente suscita a ilegalidade da pena de aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço que lhe foi aplicada pelo CNJ, por entender ter ocorrido no caso abuso de poder e violação ao seu direito de não ser punido pelo conteúdo dos seus atos jurisdicionais. Aduz, ainda, não haver provas de sua participação nas condutas ilícitas apontadas, pugnando pela nulidade da decisão proferida pelo Conselho. Destaco que o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de reconhecer a competência do Conselho Nacional de Justiça para processar e julgar processo disciplinar com vistas a apurar descumprimento dos deveres funcionais por magistrados, nos termos do art. 103-B, § 4..., da Constituição Federal. Referida competência não tem a aptidão de violar o princípio da independência funcional do magistrado, previsto no art. 41 da LOMAN, mormente porque referida garantia não possui caráter absoluto, capaz de encobertar a prática de atos ilegais e abusivos, estando limitada “ao uso moderado da linguagem e ao conteúdo do ato jurisdicional praticado em obediência à lei e à Constituição” (MS 32.721, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, Dje 11.2.2015). Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes MS-AgR 32.246, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 7.11.2016; MS 33.565, Rel. Min. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 35444 AGR / DF Rosa Weber, Primeira Turma, Dje 23.8.2016; MS-AgR 30.568, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, Dje 27.4.2016; e MS-AgR 29.465, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, Dje 16.2.2016, assim ementado: “MANDADO DE SEGURANÇA – CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA – JURISDIÇÃO CENSÓRIA – APURAÇÃO DA RESPONSABILIDADE DISCIPLINAR DE MAGISTRADOS – A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE DA IMPOSIÇÃO DIRETA, A ELES, PELO CNJ, DE SANÇÕES DE ÍNDOLE ADMINISTRATIVA – A DISCUSSÃO EM TORNO DA INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE COMO REQUISITO LEGITIMADOR DO EXERCÍCIO, PELO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, DE SUA COMPETÊNCIA EM MATÉRIA DISCIPLINAR – SUPERVENIÊNCIA DE JULGAMENTO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOBRE O TEMA, RECONHECENDO A POSSIBILIDADE DA PRÁTICA IMEDIATA DESSA COMPETÊNCIA (ADI 4.638-MC-REF/DF, REL. MIN. MARCO AURÉLIO) – ATUAÇÃO ALEGADAMENTE CONFIGURADORA DE COMPORTAMENTO ‘ULTRA VIRES’ DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA POR SUPOSTA INTERVENÇÃO INDEVIDA EM PROCEDIMENTO DE NATUREZA JURISDICIONAL – INOCORRÊNCIA – ATUAÇÃO ADMINISTRATIVA DO CNJ QUE SE LIMITOU A ANALISAR, EXCLUSIVAMENTE, A EXISTÊNCIA DE INDÍCIOS ‘DE GRAVES VIOLAÇÕES AOS DEVERES FUNCIONAIS’ ATRIBUÍDAS AO MAGISTRADO IMPETRANTE – MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO – INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE AGRAVO – INOVAÇÃO MATERIAL DO PEDIDO, QUE ULTRAPASSA OS LIMITES TEMÁTICOS PREVIAMENTE DEFINIDOS NO ATO PROCESSUAL DE IMPETRAÇÃO DO ‘WRIT’ MANDAMENTAL – FUNDAMENTOS NÃO EXAMINADOS PELA DECISÃO RECORRIDA – IMPUGNAÇÃO RECURSAL QUE NÃO GUARDA PERTINÊNCIA COM OS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Supremo Tribunal Federal MS 35444 AGR / DF Rosa Weber, Primeira Turma, Dje 23.8.2016; MS-AgR 30.568, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, Dje 27.4.2016; e MS-AgR 29.465, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, Dje 16.2.2016, assim ementado: “MANDADO DE SEGURANÇA – CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA – JURISDIÇÃO CENSÓRIA – APURAÇÃO DA RESPONSABILIDADE DISCIPLINAR DE MAGISTRADOS – A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE DA IMPOSIÇÃO DIRETA, A ELES, PELO CNJ, DE SANÇÕES DE ÍNDOLE ADMINISTRATIVA – A DISCUSSÃO EM TORNO DA INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE COMO REQUISITO LEGITIMADOR DO EXERCÍCIO, PELO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, DE SUA COMPETÊNCIA EM MATÉRIA DISCIPLINAR – SUPERVENIÊNCIA DE JULGAMENTO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOBRE O TEMA, RECONHECENDO A POSSIBILIDADE DA PRÁTICA IMEDIATA DESSA COMPETÊNCIA (ADI 4.638-MC-REF/DF, REL. MIN. MARCO AURÉLIO) – ATUAÇÃO ALEGADAMENTE CONFIGURADORA DE COMPORTAMENTO ‘ULTRA VIRES’ DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA POR SUPOSTA INTERVENÇÃO INDEVIDA EM PROCEDIMENTO DE NATUREZA JURISDICIONAL – INOCORRÊNCIA – ATUAÇÃO ADMINISTRATIVA DO CNJ QUE SE LIMITOU A ANALISAR, EXCLUSIVAMENTE, A EXISTÊNCIA DE INDÍCIOS ‘DE GRAVES VIOLAÇÕES AOS DEVERES FUNCIONAIS’ ATRIBUÍDAS AO MAGISTRADO IMPETRANTE – MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO – INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE AGRAVO – INOVAÇÃO MATERIAL DO PEDIDO, QUE ULTRAPASSA OS LIMITES TEMÁTICOS PREVIAMENTE DEFINIDOS NO ATO PROCESSUAL DE IMPETRAÇÃO DO ‘WRIT’ MANDAMENTAL – FUNDAMENTOS NÃO EXAMINADOS PELA DECISÃO RECORRIDA – IMPUGNAÇÃO RECURSAL QUE NÃO GUARDA PERTINÊNCIA COM OS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 35444 AGR / DF FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO – OCORRÊNCIA DE DIVÓRCIO IDEOLÓGICO – INADMISSIBILIDADE – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO”. No caso dos autos, o Conselho Nacional de Justiça, ao deliberar pela instauração do PAD e pela condenação do agravante à pena de aposentadoria compulsória, não interveio em questões relacionadas ao mérito das decisões de natureza jurisdicional tomadas pelo magistrado, o que, se ocorrido, não seria admissível, conforme reiterada jurisprudência desta Corte. Verifica-se que, ao contrário do que afirmado pelo agravante, o órgão de controle incursionou-se apenas em atos que demonstram a reiteração de procedimentos evidenciadores do desvirtuamento da atividade judicante, (i) pela concessão de liminares para a liberação de margem consignada de servidores públicos estaduais mediante prévio pagamento; (ii) pela conduta desidiosa quanto à fiscalização das atividades empreendidas pelos servidores de sua vara e à ausência de atitude para responsabilização dos envolvidos com o esquema criminoso assim que, supostamente, tomou ciência dele; (iii) pela tolerância de advocacia sem procuração por causídico com quem mantinha relação pessoal, nos processos utilizados pelo grupo criminoso para obter a vantagem ilícita; (iv) pela existência de depósitos em dinheiro em sua conta bancária sem identificação ou esclarecimento; e (v) pela correlação entre as datas em que concedidas as liminares com aquelas em que recebidos valores em sua conta. Tais atitudes configuram clara violação aos deveres impostos aos magistrados pelo art. 35, I, VII e VIII, da LOMAN, conforme entendido pelo Conselho Nacional de Justiça. O dispositivo possui a seguinte redação: “Art 35. São deveres do magistrado: I – Cumprir e fazer cumprir, com independência, serenidade e exatidão, as disposições legais e os atos de ofício; 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Supremo Tribunal Federal MS 35444 AGR / DF FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO – OCORRÊNCIA DE DIVÓRCIO IDEOLÓGICO – INADMISSIBILIDADE – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO”. No caso dos autos, o Conselho Nacional de Justiça, ao deliberar pela instauração do PAD e pela condenação do agravante à pena de aposentadoria compulsória, não interveio em questões relacionadas ao mérito das decisões de natureza jurisdicional tomadas pelo magistrado, o que, se ocorrido, não seria admissível, conforme reiterada jurisprudência desta Corte. Verifica-se que, ao contrário do que afirmado pelo agravante, o órgão de controle incursionou-se apenas em atos que demonstram a reiteração de procedimentos evidenciadores do desvirtuamento da atividade judicante, (i) pela concessão de liminares para a liberação de margem consignada de servidores públicos estaduais mediante prévio pagamento; (ii) pela conduta desidiosa quanto à fiscalização das atividades empreendidas pelos servidores de sua vara e à ausência de atitude para responsabilização dos envolvidos com o esquema criminoso assim que, supostamente, tomou ciência dele; (iii) pela tolerância de advocacia sem procuração por causídico com quem mantinha relação pessoal, nos processos utilizados pelo grupo criminoso para obter a vantagem ilícita; (iv) pela existência de depósitos em dinheiro em sua conta bancária sem identificação ou esclarecimento; e (v) pela correlação entre as datas em que concedidas as liminares com aquelas em que recebidos valores em sua conta. Tais atitudes configuram clara violação aos deveres impostos aos magistrados pelo art. 35, I, VII e VIII, da LOMAN, conforme entendido pelo Conselho Nacional de Justiça. O dispositivo possui a seguinte redação: “Art 35. São deveres do magistrado: I – Cumprir e fazer cumprir, com independência, serenidade e exatidão, as disposições legais e os atos de ofício; 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 35444 AGR / DF (...) VII – exercer assídua fiscalização sobre os subordinados, especialmente no que se refere à cobrança de custas e emolumentos, embora não haja reclamação das partes; VIII – manter conduta irrepreensível na vida pública e particular”. A partir dessas considerações, extrai-se que a atuação do CNJ não extrapolou os limites impostos às suas atribuições pelo constituinte, tendo-se referido a condutas contrárias aos deveres funcionais dos magistrados, que não se confundem com o acerto ou desacerto dos atos judiciais praticados. No que se refere à alegada ausência de provas da participação do magistrado em condutas ilícitas, sublinho que o Supremo Tribunal Federal possui entendimento consolidado no sentido de que cabe ao Poder Judiciário, na apreciação de processo administrativo em sede de mandado de segurança, limitar-se ao exame da legalidade do ato coator, dos possíveis vícios de caráter formal ou dos que atentem contra os postulados constitucionais da ampla defesa e do devido processo legal. Nesse sentido: RMS-AgR 27.934, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, Dje 3.8.2015; RMS 33.911, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, Dje 20.6.2016; RMS-AgR 31.515, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, Dje 9.12.2015. No caso dos autos, o órgão coator assentou estar comprovado o envolvimento do agravante com “esquema criminoso para a liberação de margem de empréstimos consignados a servidores públicos estaduais, com a concessão de liminares proferidas pelo magistrado acusado”, utilizando-se, para tanto, não apenas a delação premiada oferecida por Hamurabi Zacarias de Medeiros e o depoimento de Paulo Aires Pessoa Sobrinho – conforme alegado pelo impetrante –, mas de outros elementos de prova colhidos nos autos. Dentre aqueles utilizados para corroborar o entendimento do acórdão proferido pelo CNJ, cito o seguintes elementos: (i) valores em dinheiro sem identificação depositados na 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Supremo Tribunal Federal MS 35444 AGR / DF (...) VII – exercer assídua fiscalização sobre os subordinados, especialmente no que se refere à cobrança de custas e emolumentos, embora não haja reclamação das partes; VIII – manter conduta irrepreensível na vida pública e particular”. A partir dessas considerações, extrai-se que a atuação do CNJ não extrapolou os limites impostos às suas atribuições pelo constituinte, tendo-se referido a condutas contrárias aos deveres funcionais dos magistrados, que não se confundem com o acerto ou desacerto dos atos judiciais praticados. No que se refere à alegada ausência de provas da participação do magistrado em condutas ilícitas, sublinho que o Supremo Tribunal Federal possui entendimento consolidado no sentido de que cabe ao Poder Judiciário, na apreciação de processo administrativo em sede de mandado de segurança, limitar-se ao exame da legalidade do ato coator, dos possíveis vícios de caráter formal ou dos que atentem contra os postulados constitucionais da ampla defesa e do devido processo legal. Nesse sentido: RMS-AgR 27.934, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, Dje 3.8.2015; RMS 33.911, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, Dje 20.6.2016; RMS-AgR 31.515, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, Dje 9.12.2015. No caso dos autos, o órgão coator assentou estar comprovado o envolvimento do agravante com “esquema criminoso para a liberação de margem de empréstimos consignados a servidores públicos estaduais, com a concessão de liminares proferidas pelo magistrado acusado”, utilizando-se, para tanto, não apenas a delação premiada oferecida por Hamurabi Zacarias de Medeiros e o depoimento de Paulo Aires Pessoa Sobrinho – conforme alegado pelo impetrante –, mas de outros elementos de prova colhidos nos autos. Dentre aqueles utilizados para corroborar o entendimento do acórdão proferido pelo CNJ, cito o seguintes elementos: (i) valores em dinheiro sem identificação depositados na 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 35444 AGR / DF conta do magistrado em período coincidente com as decisões liminares proferidas para liberação de margem de empréstimo; (ii) provas colhidas quando da realização de busca e apreensão na residência do assessor do juiz e do computador do magistrado; (iii) depoimento de outras testemunhas, além de Hamurabi Zacarias e Paulo Aires, dentre elas servidor beneficiário de decisões concessivas de liminares proferidas pelo juiz e trabalhador da fazenda do magistrado; e (iv) expedição de vinte e duas decisões liminares no período de seis meses, destinadas à viabilização de empréstimos além da margem consignável, de forma irregular, para apenas 3 servidores. Assim, resta evidenciado que o recorrente busca o reexame dos elementos probatórios regularmente colhidos no processo administrativo, o que se mostra inconciliável com o rito do mandado de segurança. Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE DA PENA APLICADA. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ILIQUIDEZ DOS FATOS. INVIABILIDADE DA DISCUSSÃO EM SEDE MANDAMENTAL. DENEGAÇÃO DA ORDEM E DESPROVIMENTO DO RECURSO ORDINÁRIO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Compete ao Supremo Tribunal Federal, em sede mandamental, apreciar, à luz dos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, a regularidade de processos administrativos disciplinares, sem, contudo, avaliar o contexto probatório coligido no 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Supremo Tribunal Federal MS 35444 AGR / DF conta do magistrado em período coincidente com as decisões liminares proferidas para liberação de margem de empréstimo; (ii) provas colhidas quando da realização de busca e apreensão na residência do assessor do juiz e do computador do magistrado; (iii) depoimento de outras testemunhas, além de Hamurabi Zacarias e Paulo Aires, dentre elas servidor beneficiário de decisões concessivas de liminares proferidas pelo juiz e trabalhador da fazenda do magistrado; e (iv) expedição de vinte e duas decisões liminares no período de seis meses, destinadas à viabilização de empréstimos além da margem consignável, de forma irregular, para apenas 3 servidores. Assim, resta evidenciado que o recorrente busca o reexame dos elementos probatórios regularmente colhidos no processo administrativo, o que se mostra inconciliável com o rito do mandado de segurança. Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE DA PENA APLICADA. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ILIQUIDEZ DOS FATOS. INVIABILIDADE DA DISCUSSÃO EM SEDE MANDAMENTAL. DENEGAÇÃO DA ORDEM E DESPROVIMENTO DO RECURSO ORDINÁRIO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Compete ao Supremo Tribunal Federal, em sede mandamental, apreciar, à luz dos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, a regularidade de processos administrativos disciplinares, sem, contudo, avaliar o contexto probatório coligido no 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 35444 AGR / DF procedimento. 2. A violação aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade na aplicação da sanção administrativa deve ser demonstrada primo ictu oculi, de sorte que a ausência de violação flagrante aos referidos mandamentos impede o controle desta Corte, mormente porque, in casu, as condutas foram reconhecidas pelo próprio servidor público nos autos do devido Processo Administrativo Disciplinar. 3. O mandado de segurança não comporta o reexame do conteúdo fático- probatório analisado pela Comissão Processante do PAD, e confirmada pelo ato do Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário, que resultou na pena de demissão ao agravante. 4. In casu, conforme evidenciado no acórdão recorrido, verifica-se que: (i) o ato impugnado está fundamentado em múltiplos e concatenados elementos de prova; (ii) os argumentos e provas produzidos pela defesa do impetrante foram devidamente considerados, a denotar a observância das garantias do contraditório e da ampla defesa, e (iii) formada convicção, a partir do conjunto probatório examinado, o Ministro de Estado considerou adequada a aplicação da sanção de demissão, considerada a particular gravidade da falta funcional apurada. 5. Agravo interno DESPROVIDO”. (RMS-ED-AgR 34.004, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 11.12.2017) Destaco que o mandado de segurança não é meio processual adequado para a reforma da penalidade disciplinar imposta pelo Conselho Nacional de Justiça, o que demandaria extensa dilação probatória. Ademais, não cabe ao Supremo Tribunal Federal, que não se caracteriza como instância revisora de qualquer decisão administrativa tomada pelo CNJ, adentrar o exame de mérito da atuação do referido órgão para analisar os elementos valorativos utilizados para aplicar a norma disciplinar ao caso concreto. Dessa forma, ausente qualquer indício de ilegalidade na decisão tomada pelo CNJ no processo disciplinar ou de exorbitância do papel que 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Supremo Tribunal Federal MS 35444 AGR / DF procedimento. 2. A violação aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade na aplicação da sanção administrativa deve ser demonstrada primo ictu oculi, de sorte que a ausência de violação flagrante aos referidos mandamentos impede o controle desta Corte, mormente porque, in casu, as condutas foram reconhecidas pelo próprio servidor público nos autos do devido Processo Administrativo Disciplinar. 3. O mandado de segurança não comporta o reexame do conteúdo fático- probatório analisado pela Comissão Processante do PAD, e confirmada pelo ato do Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário, que resultou na pena de demissão ao agravante. 4. In casu, conforme evidenciado no acórdão recorrido, verifica-se que: (i) o ato impugnado está fundamentado em múltiplos e concatenados elementos de prova; (ii) os argumentos e provas produzidos pela defesa do impetrante foram devidamente considerados, a denotar a observância das garantias do contraditório e da ampla defesa, e (iii) formada convicção, a partir do conjunto probatório examinado, o Ministro de Estado considerou adequada a aplicação da sanção de demissão, considerada a particular gravidade da falta funcional apurada. 5. Agravo interno DESPROVIDO”. (RMS-ED-AgR 34.004, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 11.12.2017) Destaco que o mandado de segurança não é meio processual adequado para a reforma da penalidade disciplinar imposta pelo Conselho Nacional de Justiça, o que demandaria extensa dilação probatória. Ademais, não cabe ao Supremo Tribunal Federal, que não se caracteriza como instância revisora de qualquer decisão administrativa tomada pelo CNJ, adentrar o exame de mérito da atuação do referido órgão para analisar os elementos valorativos utilizados para aplicar a norma disciplinar ao caso concreto. Dessa forma, ausente qualquer indício de ilegalidade na decisão tomada pelo CNJ no processo disciplinar ou de exorbitância do papel que 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 35444 AGR / DF lhe foi atribuído pelo art. 103-B da Constituição, é caso de manutenção da decisão recorrida. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista tratar- se de mandado de segurança, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC, em virtude do art. 25 da Lei 12.016/2009. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Supremo Tribunal Federal MS 35444 AGR / DF lhe foi atribuído pelo art. 103-B da Constituição, é caso de manutenção da decisão recorrida. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista tratar- se de mandado de segurança, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC, em virtude do art. 25 da Lei 12.016/2009. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-A9A7-62A1-2686 e senha 02DE-2B07-1581-8863 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Esclarecimento 12/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO JULGAMENTO NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Não há esse impedimento legal aqui no Supremo. Alguns ministros têm participado, inclusive os que presidiam o Conselho Nacional de Justiça, no Plenário, entendeu-se que não haveria impedimento. Contudo, declinei suspeição porque presidi a sessão no Conselho Nacional de Justiça e, neste caso, preferi declinar suspeição. Por isso é que foi redistribuído ao eminente Ministro Gilmar Mendes. Agradeço a lembrança de Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BBE-3B59-3296-F5EC e senha 3A43-2BBB-BA35-26B4 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA SEGUNDO JULGAMENTO NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Não há esse impedimento legal aqui no Supremo. Alguns ministros têm participado, inclusive os que presidiam o Conselho Nacional de Justiça, no Plenário, entendeu-se que não haveria impedimento. Contudo, declinei suspeição porque presidi a sessão no Conselho Nacional de Justiça e, neste caso, preferi declinar suspeição. Por isso é que foi redistribuído ao eminente Ministro Gilmar Mendes. Agradeço a lembrança de Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BBE-3B59-3296-F5EC e senha 3A43-2BBB-BA35-26B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN 12/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eu principio subscrevendo os elogios que o eminente Ministro Gilmar Mendes dirigiu ao ilustre advogado que assomou a tribuna e bem se houve no desincumbir do seu mister. Nada obstante, o exame da matéria levou-me, precisamente, à conclusão de que Sua Excelência acaba de trazer à colação, a esse Colegiado, e na linha de precedentes que tenho aqui também relatado nesta ordem de ideias no que concerne as decisões no âmbito do Conselho Nacional de Justiça. Por isso, Senhor Presidente, tenho a honra de acompanhar, integralmente, Sua Excelência o eminente Ministro Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3154-42DF-4C40-2297 e senha 246A-262C-7F8F-281A Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eu principio subscrevendo os elogios que o eminente Ministro Gilmar Mendes dirigiu ao ilustre advogado que assomou a tribuna e bem se houve no desincumbir do seu mister. Nada obstante, o exame da matéria levou-me, precisamente, à conclusão de que Sua Excelência acaba de trazer à colação, a esse Colegiado, e na linha de precedentes que tenho aqui também relatado nesta ordem de ideias no que concerne as decisões no âmbito do Conselho Nacional de Justiça. Por isso, Senhor Presidente, tenho a honra de acompanhar, integralmente, Sua Excelência o eminente Ministro Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3154-42DF-4C40-2297 e senha 246A-262C-7F8F-281A Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 12/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu acompanho o eminente Relator, também cumprimento o advogado Doutor Emiliano Aguiar. Observo que a decisão do CNJ foi unânime, e Relator o Conselheiro Alckmin, que é conselheiro oriundo da Justiça do Trabalho, um dos mais capazes e competentes. Também não verifico nenhuma ilegalidade ou nenhuma irregularidade formal no processo. Portanto, acompanho o Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3313-6B2E-1E82-1E00 e senha A9E3-5781-7B9C-1A73 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu acompanho o eminente Relator, também cumprimento o advogado Doutor Emiliano Aguiar. Observo que a decisão do CNJ foi unânime, e Relator o Conselheiro Alckmin, que é conselheiro oriundo da Justiça do Trabalho, um dos mais capazes e competentes. Também não verifico nenhuma ilegalidade ou nenhuma irregularidade formal no processo. Portanto, acompanho o Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3313-6B2E-1E82-1E00 e senha A9E3-5781-7B9C-1A73 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO JULGAMENTO NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOSE DANTAS DE LIRA ADV.(A/S) : EMILIANO ALVES AGUIAR (24628/DF, 53356/GO) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo agravante, o Dr. Emiliano Alves Aguiar. Declarou suspeição a Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0C8-C452-1B20-15B0 e senha 8A58-00FF-6E9A-F2F5 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO JULGAMENTO NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.444 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOSE DANTAS DE LIRA ADV.(A/S) : EMILIANO ALVES AGUIAR (24628/DF, 53356/GO) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo agravante, o Dr. Emiliano Alves Aguiar. Declarou suspeição a Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0C8-C452-1B20-15B0 e senha 8A58-00FF-6E9A-F2F5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MANDADO DE SEGURANÇA 35 . 444", "MS 35444", "MS 35444", "MS 35444", "MS 32 . 721", "MS", "-", "AgR 32 . 246", "MS 33 . 565", "MS 32 . 721", "MS", "-", "AgR 32 . 246", "MS 33 . 565", "MS 35444 AGR / DF", "MS", "-", "AgR 30 . 568", "MS", "-", "AgR 29 . 465", "ADI 4 . 638 - MC - REF / DF", "MS 35444", "MS", "-", "AgR 30 . 568", "MS", "-", "AgR 29 . 465", "ADI 4 . 638 - MC - REF / DF", "MS 35444 AGR / DF", "MS 35444", "MS 35444 AGR / DF", "RMS", "-", "AgR 27 . 934", "RMS 33 . 911", "RMS", "-", "AgR 31 . 515", "MS 35444 AGR / DF", "RMS", "-", "AgR 27 . 934", "RMS 33 . 911", "RMS", "-", "AgR 31 . 515", "MS 35444 AGR / DF", "MS 35444", "RMS", "-", "ED", "-", "AgR 34 . 004", "MS 35444", "RMS", "-", "ED", "-", "AgR 34 . 004", "MS 35444", "MS" ], "LEGISLACAO": [ "Art . 103 - B , § 4 . . . , da Constituição", "art . 35 da LOMAN", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXIX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXIX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "art . 38 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - B , § 4 . . . , da Constituição Federal", "art . 41 da LOMAN", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - B , § 4 . . . , da Constituição Federal", "art . 41 da LOMAN", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 35 , I , VII e VIII , da LOMAN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 35 , I , VII e VIII , da LOMAN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - B da Constituição", "§ 11 do art . 85 do NCPC", "art . 25 da Lei 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - B da Constituição", "§ 11 do art . 85 do NCPC", "art . 25 da Lei 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "UNIÃO", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "UNIÃO", "CNJ", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "UNIÃO", "CNJ", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "CONSELHO", "CNJ", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "CONSELHO", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "CNJ", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA POR", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "CNJ", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo", "Conselho Nacional de Justiça", "Plenário", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo", "Conselho Nacional de Justiça", "Plenário", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CNJ", "SEGUNDA TURMA", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "UNIÃO" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "JOSE DANTAS DE LIRA", "EMILIANO ALVES AGUIAR", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOSE DANTAS DE LIRA", "EMILIANO ALVES AGUIAR", "GILMAR MENDES", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "JOSE DANTAS DE LIRA", "EMILIANO ALVES AGUIAR", "GILMAR MENDES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "MARCO AURÉLIO", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "MARCO AURÉLIO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Hamurabi Zacarias de Medeiros", "Paulo Aires Pessoa Sobrinho", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Hamurabi Zacarias de Medeiros", "Paulo Aires Pessoa Sobrinho", "GILMAR MENDES", "Hamurabi Zacarias", "Paulo Aires", "Hamurabi Zacarias", "Paulo Aires", "GILMAR MENDES", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Emiliano Aguiar", "Alckmin", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Emiliano Aguiar", "Alckmin", "JOSE DANTAS DE LIRA", "EMILIANO ALVES AGUIAR", "Emiliano Alves Aguiar", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "JOSE DANTAS DE LIRA", "EMILIANO ALVES AGUIAR", "Emiliano Alves Aguiar", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "12", "/", "02", "/", "2019", "12", "de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "11", ".", "2", ".", "2015", "7", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "11", ".", "2", ".", "2015", "7", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", 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Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.451 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :RUANE REGINA HEMMEL ROCHA IMPTE.(S) :MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 421.449 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA08-3C72-B033-6663 e senha 4D1F-8BB1-61B6-FC58 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 150451 / SP Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA08-3C72-B033-6663 e senha 4D1F-8BB1-61B6-FC58 Supremo Tribunal Federal HC 150451 / SP Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA08-3C72-B033-6663 e senha 4D1F-8BB1-61B6-FC58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.451 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :RUANE REGINA HEMMEL ROCHA IMPTE.(S) :MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 421.449 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP, ao receber a denúncia no processo nº 0004936- 14.2015.8.26.0238, determinou a prisão preventiva da paciente, ocorrida em 29 de janeiro de 2016, e de outros 31 acusados, em virtude da suposta prática das infrações descritas nos artigos 33 (tráfico de drogas), combinado com o 40, incisos III (em estabelecimento prisional ou recinto destinado à diversão de qualquer natureza) e VI (envolvendo criança ou adolescente), 34 (tráfico de maquinário para a fabricação de entorpecentes), 35 (associação para o tráfico) da Lei nº 11.343/2006 e 244-B (corrupção de menor) da de nº 8.069/1990. Consignou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E87B-993D-C08C-F704 e senha 1618-497F-C8F9-13D2 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.451 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :RUANE REGINA HEMMEL ROCHA IMPTE.(S) :MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 421.449 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP, ao receber a denúncia no processo nº 0004936- 14.2015.8.26.0238, determinou a prisão preventiva da paciente, ocorrida em 29 de janeiro de 2016, e de outros 31 acusados, em virtude da suposta prática das infrações descritas nos artigos 33 (tráfico de drogas), combinado com o 40, incisos III (em estabelecimento prisional ou recinto destinado à diversão de qualquer natureza) e VI (envolvendo criança ou adolescente), 34 (tráfico de maquinário para a fabricação de entorpecentes), 35 (associação para o tráfico) da Lei nº 11.343/2006 e 244-B (corrupção de menor) da de nº 8.069/1990. Consignou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E87B-993D-C08C-F704 e senha 1618-497F-C8F9-13D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 150451 / SP gravidade dos crimes, aludindo à hediondez. Frisou haver indícios suficientes do cometimento dos delitos, referindo- se a elementos colhidos mediante quebra do sigilo telefônico, a revelarem tratar-se de organização criminosa articulada e bem estruturada. Entendeu imperiosa a custódia para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal, reportando-se à possibilidade de fuga do distrito da culpa. Em 21 de fevereiro de 2017, considerado aditamento à inicial acusatória, determinou o desmembramento do processo em relação a alguns corréus. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 421.449/SP, inadmitido pelo Relator, o qual mencionou o verbete nº 691 da Súmula do Supremo. O impetrante afirma presente constrangimento ilegal a ensejar a superação do óbice descrito no citado verbete. Sustenta a insubsistência dos fundamentos do ato que resultou na constrição, tendo-os como genéricos e abstratos. Diz violados os princípios da motivação das decisões judiciais, da dignidade da pessoa humana e da não culpabilidade. Aponta as condições pessoais favoráveis da paciente: primariedade, bons antecedentes, vínculo com o distrito da culpa e ocupação lícita. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da prisão preventiva, com expedição de alvará de soltura. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, no dia 13 de março de 2018, assentou o prejuízo da liminar, considerado o implemento de medida acauteladora no habeas de nº 150.381/SP, em 12 de dezembro de 2017, para afastar a custódia provisória de corréu, estendendo os efeitos da decisão à ora paciente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E87B-993D-C08C-F704 e senha 1618-497F-C8F9-13D2 Supremo Tribunal Federal HC 150451 / SP gravidade dos crimes, aludindo à hediondez. Frisou haver indícios suficientes do cometimento dos delitos, referindo- se a elementos colhidos mediante quebra do sigilo telefônico, a revelarem tratar-se de organização criminosa articulada e bem estruturada. Entendeu imperiosa a custódia para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal, reportando-se à possibilidade de fuga do distrito da culpa. Em 21 de fevereiro de 2017, considerado aditamento à inicial acusatória, determinou o desmembramento do processo em relação a alguns corréus. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 421.449/SP, inadmitido pelo Relator, o qual mencionou o verbete nº 691 da Súmula do Supremo. O impetrante afirma presente constrangimento ilegal a ensejar a superação do óbice descrito no citado verbete. Sustenta a insubsistência dos fundamentos do ato que resultou na constrição, tendo-os como genéricos e abstratos. Diz violados os princípios da motivação das decisões judiciais, da dignidade da pessoa humana e da não culpabilidade. Aponta as condições pessoais favoráveis da paciente: primariedade, bons antecedentes, vínculo com o distrito da culpa e ocupação lícita. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da prisão preventiva, com expedição de alvará de soltura. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, no dia 13 de março de 2018, assentou o prejuízo da liminar, considerado o implemento de medida acauteladora no habeas de nº 150.381/SP, em 12 de dezembro de 2017, para afastar a custódia provisória de corréu, estendendo os efeitos da decisão à ora paciente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E87B-993D-C08C-F704 e senha 1618-497F-C8F9-13D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 150451 / SP A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra pronunciamento individual. Ressalta inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. Não foi possível acessar o andamento processual, uma vez sob sigilo. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E87B-993D-C08C-F704 e senha 1618-497F-C8F9-13D2 Supremo Tribunal Federal HC 150451 / SP A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra pronunciamento individual. Ressalta inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. Não foi possível acessar o andamento processual, uma vez sob sigilo. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E87B-993D-C08C-F704 e senha 1618-497F-C8F9-13D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.451 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO. A gravidade da imputação, ante o princípio constitucional da não culpabilidade, é insuficiente a respaldar a prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – DISTRITO DA CULPA – FUGA – NEUTRALIDADE. O fato de o acusado deixar o distrito da culpa não autoriza a prisão preventiva – inteligência do artigo 366 do Código do Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A59-8C23-7786-E590 e senha BB4D-A49E-FCBA-D236 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.451 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO. A gravidade da imputação, ante o princípio constitucional da não culpabilidade, é insuficiente a respaldar a prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – DISTRITO DA CULPA – FUGA – NEUTRALIDADE. O fato de o acusado deixar o distrito da culpa não autoriza a prisão preventiva – inteligência do artigo 366 do Código do Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A59-8C23-7786-E590 e senha BB4D-A49E-FCBA-D236 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 150451 / SP Reafirmo a óptica veiculada, em 12 de dezembro de 2017, quando do implemento do pedido de medida acauteladora, no habeas corpus nº 150.381/SP: […] 2. A análise da decisão por meio da qual, no ato de recebimento da peça acusatória, determinada a preventiva, proferida no processo nº 0004936-14.2015.8.26.0238, revela haver sido considerada a imputação. Inexiste a custódia automática tendo em conta a infração possivelmente cometida, levando à inversão da ordem processual, que direciona, presente o princípio da não culpabilidade, a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena. É impróprio assentar a periculosidade do acusado tão somente a partir do delito supostamente perpetrado. A gravidade concreta do crime, os indícios de autoria e a hediondez, apontados para fundamentar a restrição da liberdade, surgem como elementos neutros, insuficientes a respaldarem o argumento referente à garantia da ordem pública. Esta fica vinculada à observância da legislação em vigor, devendo a preventiva basear-se no artigo 312 do Código de Processo Penal. Implementou-se a prisão do paciente e de mais 31 pessoas, mediante ato único, sem revelar-se dado concreto, individualizado, a demonstrar a indispensabilidade da medida, em violação do princípio constitucional alusivo à motivação das decisões judicias – artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. A generalidade das articulações não permite endosso. Há mais: o Juízo deixou de observar a possibilidade de imposição de medida cautelar alternativa, consoante dispõe o artigo 282, § 6º, do Código de Processo Penal. A problemática de o acusado vir a deixar o distrito da culpa tem solução conforme o artigo 366 do diploma processual. Ainda que, citado por edital, não constitua defesa técnica, as consequências são a suspensão do processo e do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A59-8C23-7786-E590 e senha BB4D-A49E-FCBA-D236 Supremo Tribunal Federal HC 150451 / SP Reafirmo a óptica veiculada, em 12 de dezembro de 2017, quando do implemento do pedido de medida acauteladora, no habeas corpus nº 150.381/SP: […] 2. A análise da decisão por meio da qual, no ato de recebimento da peça acusatória, determinada a preventiva, proferida no processo nº 0004936-14.2015.8.26.0238, revela haver sido considerada a imputação. Inexiste a custódia automática tendo em conta a infração possivelmente cometida, levando à inversão da ordem processual, que direciona, presente o princípio da não culpabilidade, a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena. É impróprio assentar a periculosidade do acusado tão somente a partir do delito supostamente perpetrado. A gravidade concreta do crime, os indícios de autoria e a hediondez, apontados para fundamentar a restrição da liberdade, surgem como elementos neutros, insuficientes a respaldarem o argumento referente à garantia da ordem pública. Esta fica vinculada à observância da legislação em vigor, devendo a preventiva basear-se no artigo 312 do Código de Processo Penal. Implementou-se a prisão do paciente e de mais 31 pessoas, mediante ato único, sem revelar-se dado concreto, individualizado, a demonstrar a indispensabilidade da medida, em violação do princípio constitucional alusivo à motivação das decisões judicias – artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. A generalidade das articulações não permite endosso. Há mais: o Juízo deixou de observar a possibilidade de imposição de medida cautelar alternativa, consoante dispõe o artigo 282, § 6º, do Código de Processo Penal. A problemática de o acusado vir a deixar o distrito da culpa tem solução conforme o artigo 366 do diploma processual. Ainda que, citado por edital, não constitua defesa técnica, as consequências são a suspensão do processo e do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A59-8C23-7786-E590 e senha BB4D-A49E-FCBA-D236 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 150451 / SP prazo prescricional. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas. O quadro é emblemático quanto à justificativa para ter-se população carcerária provisória praticamente no mesmo patamar da definitiva. O combate à delinquência não há de fazer-se a ferro e fogo, mas mediante política criminal normativa. O paciente encontra-se preso, sem culpa formada, há 1 ano, 8 meses e 18 dias, período a configurar o excesso de prazo, considerada a custódia provisória e o estágio do processo- crime, porquanto ainda não prolatada sentença. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual determinada, em execução antecipada da pena, ignorando-se garantia constitucional. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva da paciente, formalizada no processo nº 0004936-14.2015.8.26.0238, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP. Advirtam-na da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda da cidadã integrada à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A59-8C23-7786-E590 e senha BB4D-A49E-FCBA-D236 Supremo Tribunal Federal HC 150451 / SP prazo prescricional. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas. O quadro é emblemático quanto à justificativa para ter-se população carcerária provisória praticamente no mesmo patamar da definitiva. O combate à delinquência não há de fazer-se a ferro e fogo, mas mediante política criminal normativa. O paciente encontra-se preso, sem culpa formada, há 1 ano, 8 meses e 18 dias, período a configurar o excesso de prazo, considerada a custódia provisória e o estágio do processo- crime, porquanto ainda não prolatada sentença. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual determinada, em execução antecipada da pena, ignorando-se garantia constitucional. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva da paciente, formalizada no processo nº 0004936-14.2015.8.26.0238, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP. Advirtam-na da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda da cidadã integrada à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A59-8C23-7786-E590 e senha BB4D-A49E-FCBA-D236 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.451 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Presidente, peço vênia a Vossa Excelência. No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4135-5E23-16B5-F8F3 e senha 3730-008B-2E67-30CF Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.451 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Presidente, peço vênia a Vossa Excelência. No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4135-5E23-16B5-F8F3 e senha 3730-008B-2E67-30CF Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 150451 / SP diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. Na síntese do caso, trata-se de (a) prisão por tráfico de drogas em estabelecimento prisional, envolvendo criança e adolescente; (b) tráfico de maquinário para fabricação de entorpecentes; e (c) associação para o tráfico e corrupção de menores. Pelo que se colhe dos autos, a paciente “é responsável por conversar com os fornecedores das drogas, receber, pesar, dividir e embalar em porções os narcóticos, bem como realizar toda a contabilidade do tráfico, cobrando dívidas, recebendo dinheiro proveniente da venda e fazendo depósitos em favor do PCC (‘rifa’)". Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4135-5E23-16B5-F8F3 e senha 3730-008B-2E67-30CF Supremo Tribunal Federal HC 150451 / SP diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. Na síntese do caso, trata-se de (a) prisão por tráfico de drogas em estabelecimento prisional, envolvendo criança e adolescente; (b) tráfico de maquinário para fabricação de entorpecentes; e (c) associação para o tráfico e corrupção de menores. Pelo que se colhe dos autos, a paciente “é responsável por conversar com os fornecedores das drogas, receber, pesar, dividir e embalar em porções os narcóticos, bem como realizar toda a contabilidade do tráfico, cobrando dívidas, recebendo dinheiro proveniente da venda e fazendo depósitos em favor do PCC (‘rifa’)". Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4135-5E23-16B5-F8F3 e senha 3730-008B-2E67-30CF Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 150.451 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : RUANE REGINA HEMMEL ROCHA IMPTE.(S) : MAURO ATUI NETO (266971/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 421.449 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB35-74C1-29F0-A280 e senha 38F8-EE77-D237-E8C6 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 150.451 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : RUANE REGINA HEMMEL ROCHA IMPTE.(S) : MAURO ATUI NETO (266971/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 421.449 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB35-74C1-29F0-A280 e senha 38F8-EE77-D237-E8C6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749409042
2019-02-12T00:00:00
2019-03-21T00:00:00
A Turma, por maioria, não conheceu da impetração, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido.
sjur400254
- Acórdão(s) citado(s): (HC, IMPUGNAÇÃO, DECISÃO MONOCRÁTICA, MINISTRO, STJ) RHC 114737 (2ªT), RHC 114961 (1ªT), HC 116875 (2ªT), HC 117346 (2ªT), HC 117798 (2ªT), HC 119821 (2ªT), HC 121684 AgR (2ªT), HC 122381 AgR (1ªT), HC 122718 (1ªT), HC 138687 AgR (2ªT), HC 151344 AgR (1ªT). (HC, ESGOTAMENTO, INSTÂNCIA) HC 97009 (TP), RHC 111935 (1ªT), HC 118189 (2ªT), HC 129142 (1ªT). (COMPETÊNCIA, STF, INTERPRETAÇÃO ESTRITA) HC 139262 AgR (1ªT). (SUPERAÇÃO, ÓBICE, HC, EXCEPCIONALIDADE, TERATOLOGIA) HC 137078 (1ªT), HC 138414 AgR (1ªT). - Veja HC 150381 do STF. Número de páginas: 11. Análise: 27/06/2019, AMA.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
150451
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00366\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 150451
[ "" ]
PACTE.(S) : RUANE REGINA HEMMEL ROCHA IMPTE.(S) : MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 421.449 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.451 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :RUANE REGINA HEMMEL ROCHA IMPTE.(S) :MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 421.449 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA08-3C72-B033-6663 e senha 4D1F-8BB1-61B6-FC58 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 150451 / SP Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA08-3C72-B033-6663 e senha 4D1F-8BB1-61B6-FC58 Supremo Tribunal Federal HC 150451 / SP Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA08-3C72-B033-6663 e senha 4D1F-8BB1-61B6-FC58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.451 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :RUANE REGINA HEMMEL ROCHA IMPTE.(S) :MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 421.449 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP, ao receber a denúncia no processo n 0004936- 14.2015.8.26.0238, determinou a prisão preventiva da paciente, ocorrida em 29 de janeiro de 2016, e de outros 31 acusados, em virtude da suposta prática das infrações descritas nos artigos 33 (tráfico de drogas), combinado com o 40, incisos III (em estabelecimento prisional ou recinto destinado à diversão de qualquer natureza) e VI (envolvendo criança ou adolescente), 34 (tráfico de maquinário para a fabricação de entorpecentes), 35 (associação para o tráfico) da Lei n 11.343/2006 e 244-B (corrupção de menor) da de n 8.069/1990. Consignou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E87B-993D-C08C-F704 e senha 1618-497F-C8F9-13D2 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.451 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :RUANE REGINA HEMMEL ROCHA IMPTE.(S) :MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 421.449 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP, ao receber a denúncia no processo n 0004936- 14.2015.8.26.0238, determinou a prisão preventiva da paciente, ocorrida em 29 de janeiro de 2016, e de outros 31 acusados, em virtude da suposta prática das infrações descritas nos artigos 33 (tráfico de drogas), combinado com o 40, incisos III (em estabelecimento prisional ou recinto destinado à diversão de qualquer natureza) e VI (envolvendo criança ou adolescente), 34 (tráfico de maquinário para a fabricação de entorpecentes), 35 (associação para o tráfico) da Lei n 11.343/2006 e 244-B (corrupção de menor) da de n 8.069/1990. Consignou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E87B-993D-C08C-F704 e senha 1618-497F-C8F9-13D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 150451 / SP gravidade dos crimes, aludindo à hediondez. Frisou haver indícios suficientes do cometimento dos delitos, referindo- se a elementos colhidos mediante quebra do sigilo telefônico, a revelarem tratar-se de organização criminosa articulada e bem estruturada. Entendeu imperiosa a custódia para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal, reportando-se à possibilidade de fuga do distrito da culpa. Em 21 de fevereiro de 2017, considerado aditamento à inicial acusatória, determinou o desmembramento do processo em relação a alguns corréus. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 421.449/SP, inadmitido pelo Relator, o qual mencionou o verbete n 691 da Súmula do Supremo. O impetrante afirma presente constrangimento ilegal a ensejar a superação do óbice descrito no citado verbete. Sustenta a insubsistência dos fundamentos do ato que resultou na constrição, tendo-os como genéricos e abstratos. Diz violados os princípios da motivação das decisões judiciais, da dignidade da pessoa humana e da não culpabilidade. Aponta as condições pessoais favoráveis da paciente: primariedade, bons antecedentes, vínculo com o distrito da culpa e ocupação lícita. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da prisão preventiva, com expedição de alvará de soltura. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, no dia 13 de março de 2018, assentou o prejuízo da liminar, considerado o implemento de medida acauteladora no habeas de n 150.381/SP, em 12 de dezembro de 2017, para afastar a custódia provisória de corréu, estendendo os efeitos da decisão à ora paciente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E87B-993D-C08C-F704 e senha 1618-497F-C8F9-13D2 Supremo Tribunal Federal HC 150451 / SP gravidade dos crimes, aludindo à hediondez. Frisou haver indícios suficientes do cometimento dos delitos, referindo- se a elementos colhidos mediante quebra do sigilo telefônico, a revelarem tratar-se de organização criminosa articulada e bem estruturada. Entendeu imperiosa a custódia para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal, reportando-se à possibilidade de fuga do distrito da culpa. Em 21 de fevereiro de 2017, considerado aditamento à inicial acusatória, determinou o desmembramento do processo em relação a alguns corréus. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 421.449/SP, inadmitido pelo Relator, o qual mencionou o verbete n 691 da Súmula do Supremo. O impetrante afirma presente constrangimento ilegal a ensejar a superação do óbice descrito no citado verbete. Sustenta a insubsistência dos fundamentos do ato que resultou na constrição, tendo-os como genéricos e abstratos. Diz violados os princípios da motivação das decisões judiciais, da dignidade da pessoa humana e da não culpabilidade. Aponta as condições pessoais favoráveis da paciente: primariedade, bons antecedentes, vínculo com o distrito da culpa e ocupação lícita. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da prisão preventiva, com expedição de alvará de soltura. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, no dia 13 de março de 2018, assentou o prejuízo da liminar, considerado o implemento de medida acauteladora no habeas de n 150.381/SP, em 12 de dezembro de 2017, para afastar a custódia provisória de corréu, estendendo os efeitos da decisão à ora paciente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E87B-993D-C08C-F704 e senha 1618-497F-C8F9-13D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 150451 / SP A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra pronunciamento individual. Ressalta inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. Não foi possível acessar o andamento processual, uma vez sob sigilo. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E87B-993D-C08C-F704 e senha 1618-497F-C8F9-13D2 Supremo Tribunal Federal HC 150451 / SP A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o formalizado contra pronunciamento individual. Ressalta inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. Não foi possível acessar o andamento processual, uma vez sob sigilo. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E87B-993D-C08C-F704 e senha 1618-497F-C8F9-13D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.451 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO. A gravidade da imputação, ante o princípio constitucional da não culpabilidade, é insuficiente a respaldar a prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – DISTRITO DA CULPA – FUGA – NEUTRALIDADE. O fato de o acusado deixar o distrito da culpa não autoriza a prisão preventiva – inteligência do artigo 366 do Código do Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A59-8C23-7786-E590 e senha BB4D-A49E-FCBA-D236 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.451 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PRISÃO PREVENTIVA – IMPUTAÇÃO. A gravidade da imputação, ante o princípio constitucional da não culpabilidade, é insuficiente a respaldar a prisão provisória. PRISÃO PREVENTIVA – DISTRITO DA CULPA – FUGA – NEUTRALIDADE. O fato de o acusado deixar o distrito da culpa não autoriza a prisão preventiva – inteligência do artigo 366 do Código do Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A59-8C23-7786-E590 e senha BB4D-A49E-FCBA-D236 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 150451 / SP Reafirmo a óptica veiculada, em 12 de dezembro de 2017, quando do implemento do pedido de medida acauteladora, no habeas corpus n 150.381/SP: […] 2. A análise da decisão por meio da qual, no ato de recebimento da peça acusatória, determinada a preventiva, proferida no processo n 0004936-14.2015.8.26.0238, revela haver sido considerada a imputação. Inexiste a custódia automática tendo em conta a infração possivelmente cometida, levando à inversão da ordem processual, que direciona, presente o princípio da não culpabilidade, a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena. É impróprio assentar a periculosidade do acusado tão somente a partir do delito supostamente perpetrado. A gravidade concreta do crime, os indícios de autoria e a hediondez, apontados para fundamentar a restrição da liberdade, surgem como elementos neutros, insuficientes a respaldarem o argumento referente à garantia da ordem pública. Esta fica vinculada à observância da legislação em vigor, devendo a preventiva basear-se no artigo 312 do Código de Processo Penal. Implementou-se a prisão do paciente e de mais 31 pessoas, mediante ato único, sem revelar-se dado concreto, individualizado, a demonstrar a indispensabilidade da medida, em violação do princípio constitucional alusivo à motivação das decisões judicias – artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. A generalidade das articulações não permite endosso. Há mais: o Juízo deixou de observar a possibilidade de imposição de medida cautelar alternativa, consoante dispõe o artigo 282, § 6..., do Código de Processo Penal. A problemática de o acusado vir a deixar o distrito da culpa tem solução conforme o artigo 366 do diploma processual. Ainda que, citado por edital, não constitua defesa técnica, as consequências são a suspensão do processo e do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A59-8C23-7786-E590 e senha BB4D-A49E-FCBA-D236 Supremo Tribunal Federal HC 150451 / SP Reafirmo a óptica veiculada, em 12 de dezembro de 2017, quando do implemento do pedido de medida acauteladora, no habeas corpus n 150.381/SP: […] 2. A análise da decisão por meio da qual, no ato de recebimento da peça acusatória, determinada a preventiva, proferida no processo n 0004936-14.2015.8.26.0238, revela haver sido considerada a imputação. Inexiste a custódia automática tendo em conta a infração possivelmente cometida, levando à inversão da ordem processual, que direciona, presente o princípio da não culpabilidade, a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena. É impróprio assentar a periculosidade do acusado tão somente a partir do delito supostamente perpetrado. A gravidade concreta do crime, os indícios de autoria e a hediondez, apontados para fundamentar a restrição da liberdade, surgem como elementos neutros, insuficientes a respaldarem o argumento referente à garantia da ordem pública. Esta fica vinculada à observância da legislação em vigor, devendo a preventiva basear-se no artigo 312 do Código de Processo Penal. Implementou-se a prisão do paciente e de mais 31 pessoas, mediante ato único, sem revelar-se dado concreto, individualizado, a demonstrar a indispensabilidade da medida, em violação do princípio constitucional alusivo à motivação das decisões judicias – artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. A generalidade das articulações não permite endosso. Há mais: o Juízo deixou de observar a possibilidade de imposição de medida cautelar alternativa, consoante dispõe o artigo 282, § 6..., do Código de Processo Penal. A problemática de o acusado vir a deixar o distrito da culpa tem solução conforme o artigo 366 do diploma processual. Ainda que, citado por edital, não constitua defesa técnica, as consequências são a suspensão do processo e do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A59-8C23-7786-E590 e senha BB4D-A49E-FCBA-D236 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 150451 / SP prazo prescricional. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas. O quadro é emblemático quanto à justificativa para ter-se população carcerária provisória praticamente no mesmo patamar da definitiva. O combate à delinquência não há de fazer-se a ferro e fogo, mas mediante política criminal normativa. O paciente encontra-se preso, sem culpa formada, há 1 ano, 8 meses e 18 dias, período a configurar o excesso de prazo, considerada a custódia provisória e o estágio do processo- crime, porquanto ainda não prolatada sentença. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual determinada, em execução antecipada da pena, ignorando-se garantia constitucional. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva da paciente, formalizada no processo n 0004936-14.2015.8.26.0238, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP. Advirtam-na da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda da cidadã integrada à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A59-8C23-7786-E590 e senha BB4D-A49E-FCBA-D236 Supremo Tribunal Federal HC 150451 / SP prazo prescricional. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas. O quadro é emblemático quanto à justificativa para ter-se população carcerária provisória praticamente no mesmo patamar da definitiva. O combate à delinquência não há de fazer-se a ferro e fogo, mas mediante política criminal normativa. O paciente encontra-se preso, sem culpa formada, há 1 ano, 8 meses e 18 dias, período a configurar o excesso de prazo, considerada a custódia provisória e o estágio do processo- crime, porquanto ainda não prolatada sentença. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual determinada, em execução antecipada da pena, ignorando-se garantia constitucional. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva da paciente, formalizada no processo n 0004936-14.2015.8.26.0238, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Ibiúna/SP. Advirtam-na da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda da cidadã integrada à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A59-8C23-7786-E590 e senha BB4D-A49E-FCBA-D236 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.451 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Presidente, peço vênia a Vossa Excelência. No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4135-5E23-16B5-F8F3 e senha 3730-008B-2E67-30CF Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.451 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Presidente, peço vênia a Vossa Excelência. No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4135-5E23-16B5-F8F3 e senha 3730-008B-2E67-30CF Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 150451 / SP diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. Na síntese do caso, trata-se de (a) prisão por tráfico de drogas em estabelecimento prisional, envolvendo criança e adolescente; (b) tráfico de maquinário para fabricação de entorpecentes; e (c) associação para o tráfico e corrupção de menores. Pelo que se colhe dos autos, a paciente “é responsável por conversar com os fornecedores das drogas, receber, pesar, dividir e embalar em porções os narcóticos, bem como realizar toda a contabilidade do tráfico, cobrando dívidas, recebendo dinheiro proveniente da venda e fazendo depósitos em favor do PCC (‘rifa’)". Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4135-5E23-16B5-F8F3 e senha 3730-008B-2E67-30CF Supremo Tribunal Federal HC 150451 / SP diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. Na síntese do caso, trata-se de (a) prisão por tráfico de drogas em estabelecimento prisional, envolvendo criança e adolescente; (b) tráfico de maquinário para fabricação de entorpecentes; e (c) associação para o tráfico e corrupção de menores. Pelo que se colhe dos autos, a paciente “é responsável por conversar com os fornecedores das drogas, receber, pesar, dividir e embalar em porções os narcóticos, bem como realizar toda a contabilidade do tráfico, cobrando dívidas, recebendo dinheiro proveniente da venda e fazendo depósitos em favor do PCC (‘rifa’)". Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4135-5E23-16B5-F8F3 e senha 3730-008B-2E67-30CF Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 150.451 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : RUANE REGINA HEMMEL ROCHA IMPTE.(S) : MAURO ATUI NETO (266971/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 421.449 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB35-74C1-29F0-A280 e senha 38F8-EE77-D237-E8C6 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 150.451 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : RUANE REGINA HEMMEL ROCHA IMPTE.(S) : MAURO ATUI NETO (266971/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 421.449 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB35-74C1-29F0-A280 e senha 38F8-EE77-D237-E8C6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 150 . 451", "HC n 421 . 449", "HC 151 . 344 - AgR", "HC 122 . 718 / SP", "HC 121 . 684 - AgR / SP", "HC 138 . 687 - AgR", "HC 116 . 875 / AC", "HC 117 . 346 / SP", "HC 117 . 798 / SP", "HC 119 . 821 / TO", "HC 122 . 381 - AgR / SP", "RHC 114 . 737 / RN", "RHC 114 . 961 / SP", "HC 129 . 142", "HC 150451 / SP", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HC 150451 / SP", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HABEAS CORPUS 150 . 451 SÃO", "HC n 421 . 449", "HABEAS CORPUS 150 . 451 SÃO", "HC n 421 . 449", ".", "26", ". 0238", "HC 150451 / SP", "habeas corpus n 421 . 449 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "habeas de n 150 . 381 / SP", "HC 150451 / SP", "habeas corpus n 421 . 449 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "habeas de n 150 . 381 / SP", "HC 150451 / SP", "HC 150451 / SP", "HABEAS CORPUS 150 . 451 SÃO", "HABEAS CORPUS 150 . 451", "HC 150451 / SP", "habeas corpus n 150 . 381 / SP", "processo n 0004936 - 14 . 2015 . 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Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Ibiúna / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Ibiúna / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", 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Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "RUANE REGINA HEMMEL ROCHA", "MAURO ATUI NETO", "Mariana Madera Nunes", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "RUANE REGINA HEMMEL ROCHA", "MAURO ATUI NETO", "Mariana Madera Nunes", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "RUANE REGINA HEMMEL ROCHA", "MAURO ATUI NETO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "RUANE REGINA HEMMEL ROCHA", "MAURO ATUI NETO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "12", "/", "02", "/", "2019", "21", "/", "3", "/", "2018", "3", "/", "9", "/", "2014", "16", "/", "5", 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Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :RAFAEL QUINTELLA COUTO ADV.(A/S) :RAFAEL DE AMORIM LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FURNAS-CENTRAIS ELETRICAS S.A. ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO TARDIA. PRETERIÇÃO. PEDIDO DE INDENIZAÇÃO DECORRENTE DE ATO ILÍCITO PRATICADO PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ALEGAÇÃO DE ARBITRARIEDADE FLAGRANTE. VÍCIO INEXISTENTE NO ATO RECLAMADO. APLICAÇÃO DA TESE VINCULANTE CONSTANTE DE LEADING CASE (RE 724.347), TEMA 671 DA REPERCUSSÃO GERAL. UTILIZAÇÃO DO INSTITUTO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL OU ATALHO PROCESSUAL. INVIABILIDADE. 1 – O Tribunal de origem decidiu o caso reclamado atento ao precedente firmado por este TRIBUNAL no RE 724.347, Tema 671. 2 – A parte não tem direito de trazer toda e qualquer irresignação para este SUPREMO TRIBUNAL por intermédio da Reclamação. Isso seria convolar o instituto em mero sucedâneo recursal ou atalho processual para esta CORTE. Não há nada de inconstitucional em vedar o uso da Reclamação nos casos em que, aduzindo má aplicação da tese vinculante, almeja-se o reexame da causa subjacente ao ato reclamado. Tal restrição dá concretude ao objetivo maior do instituto da Repercussão Geral, que é o de concentrar, nesta SUPREMA CORTE, o debate e juízo exclusivamente de matéria constitucional dotada de transcendental relevância. 3 – Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCC2-ABDE-CCF2-F4A6 e senha AE41-0CDB-4A4C-AC49 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Ementa e Acórdão RCL 32167 AGR / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Falou, pelo Agravante, o Dr. Giovani Menicucci. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCC2-ABDE-CCF2-F4A6 e senha AE41-0CDB-4A4C-AC49 Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Falou, pelo Agravante, o Dr. Giovani Menicucci. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCC2-ABDE-CCF2-F4A6 e senha AE41-0CDB-4A4C-AC49 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :RAFAEL QUINTELLA COUTO ADV.(A/S) :RAFAEL DE AMORIM LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FURNAS-CENTRAIS ELETRICAS S.A. ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo contra decisão monocrática que negou seguimento à Reclamação sob os seguintes fundamentos: (a) o Tribunal de origem decidiu o caso reclamado atento ao aludido precedente; (b) para aferir arbitrariedade flagrante não reconhecida pelo Juízo a quo, faz-se necessário o revolvimento de todo o conjunto fático-probatório do caso de fundo; e (c) a reclamação não pode ser expediente substitutivo a recursos ou via de atalho ao STF, conforme jurisprudência desta CORTE. Em suas razões, a parte agravante alega, em suma, que: (a) “não é necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório, mas a mera subsunção da conduta indicada à tese fixada por esse Pretório Excelso”; (b) “(...) restou clara a preterição dos candidatos e a flagrante arbitrariedade praticada, devendo ser indenizados, conforme estabelecida na exceção da tese de repercussão geral nº 671 no recurso repetitivo (...).” No mais, sustenta contradição com o entendimento estabelecido no ARE 965.154 e na Rcl 27.789. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 825D-801D-D66B-513D e senha 1BA4-9B23-A6A3-1CB3 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :RAFAEL QUINTELLA COUTO ADV.(A/S) :RAFAEL DE AMORIM LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FURNAS-CENTRAIS ELETRICAS S.A. ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo contra decisão monocrática que negou seguimento à Reclamação sob os seguintes fundamentos: (a) o Tribunal de origem decidiu o caso reclamado atento ao aludido precedente; (b) para aferir arbitrariedade flagrante não reconhecida pelo Juízo a quo, faz-se necessário o revolvimento de todo o conjunto fático-probatório do caso de fundo; e (c) a reclamação não pode ser expediente substitutivo a recursos ou via de atalho ao STF, conforme jurisprudência desta CORTE. Em suas razões, a parte agravante alega, em suma, que: (a) “não é necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório, mas a mera subsunção da conduta indicada à tese fixada por esse Pretório Excelso”; (b) “(...) restou clara a preterição dos candidatos e a flagrante arbitrariedade praticada, devendo ser indenizados, conforme estabelecida na exceção da tese de repercussão geral nº 671 no recurso repetitivo (...).” No mais, sustenta contradição com o entendimento estabelecido no ARE 965.154 e na Rcl 27.789. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 825D-801D-D66B-513D e senha 1BA4-9B23-A6A3-1CB3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis o inteiro teor da decisão agravada: Trata-se de Reclamação proposta por Rafael Quintella Couto, visando à cassação de ato proferido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que infringiu a tese vinculante estabelecida pela SUPREMA CORTE no RE 724.347, Tema 671. Aduz a parte reclamante equívoco da 3ª Vice-Presidência do Tribunal reclamado na análise do caso dos autos e da tese do aludido leading case, pois, na espécie, é devida a indenização “pelos prejuízo[s] suportados em razão do ato ilícito e abusivo da administração pública, tendo em vista sua preterição por terceirizados ilegalmente contratados pela beneficiária do ato (Furnas – Centrais Elétricas S.A.), uma vez que somente foi empossado no cargo por força de sentença judicial proferida nos autos de mandado de segurança já transitado em julgado (...)” (e-DOC. 1). Assim, por ser flagrante a arbitrariedade, contratação ilegal de funcionários terceirizados depois de homologado o resultado de concurso público para o mesmo cargo, requer, liminarmente, a suspensão do processo 0151995- 72.2011.8.19.0001, para evitar seu trânsito em julgado, e, ao final, postula: “O provimento da reclamação para cassar a decisão do Órgão Especial do TJ/RJ e determinar que seja proferida nova decisão, respeitando a tese fixada no paradigma sob o tema de repercussão geral n º 671 – RE 724.347, com a reforma da apelação e consequente provimento do apelo, reconhecendo que o caso em análise se enquadra na exceção citada na tese de repercussão geral Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis o inteiro teor da decisão agravada: Trata-se de Reclamação proposta por Rafael Quintella Couto, visando à cassação de ato proferido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que infringiu a tese vinculante estabelecida pela SUPREMA CORTE no RE 724.347, Tema 671. Aduz a parte reclamante equívoco da 3ª Vice-Presidência do Tribunal reclamado na análise do caso dos autos e da tese do aludido leading case, pois, na espécie, é devida a indenização “pelos prejuízo[s] suportados em razão do ato ilícito e abusivo da administração pública, tendo em vista sua preterição por terceirizados ilegalmente contratados pela beneficiária do ato (Furnas – Centrais Elétricas S.A.), uma vez que somente foi empossado no cargo por força de sentença judicial proferida nos autos de mandado de segurança já transitado em julgado (...)” (e-DOC. 1). Assim, por ser flagrante a arbitrariedade, contratação ilegal de funcionários terceirizados depois de homologado o resultado de concurso público para o mesmo cargo, requer, liminarmente, a suspensão do processo 0151995- 72.2011.8.19.0001, para evitar seu trânsito em julgado, e, ao final, postula: “O provimento da reclamação para cassar a decisão do Órgão Especial do TJ/RJ e determinar que seja proferida nova decisão, respeitando a tese fixada no paradigma sob o tema de repercussão geral n º 671 – RE 724.347, com a reforma da apelação e consequente provimento do apelo, reconhecendo que o caso em análise se enquadra na exceção citada na tese de repercussão geral Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ (flagrante arbitrariedade da administração), para, assim, condenar a Ré ao pagamento dos danos materiais/lucros cessantes suportados pelos Autores, a serem apurados em fase de liquidação de sentença, com base nos valores recebidos por candidato do mesmo concurso contratado corretamente, devido ao ato ilícito cometido pelo administrador que contratou ilicitamente terceirizados para preenchimento de vagas que deveriam ser preenchidas por concursados.” É o relatório. Decido. A Reclamação deve ser inadmitida, desde logo. Antes da entrada em vigor do Código de Processo Civil de 2015, o SUPREMO tinha posição rígida no sentido da inviabilidade da reclamação para trazer a discussão sobre a má aplicação da sistemática da repercussão geral para a CORTE. Por todos, o seguinte precedente: RECLAMAÇÃO DECISÃO QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PORQUE NÃO RECONHECIDA A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL NELE SUSCITADA ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE INOCORRÊNCIA INADMISSIBILIDADE DO USO DA RECLAMAÇÃO COMO INSTRUMENTO DESTINADO A QUESTIONAR A APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DO SISTEMA DE REPERCUSSÃO GERAL PRECEDENTES FIRMADOS PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RCL 7.547/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE RCL 7.569/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE AI 760.358-QO/SE, REL. MIN. GILMAR MENDES) INCOGNOSCIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO RECONHECIDA PELA DECISÃO AGRAVADA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ (flagrante arbitrariedade da administração), para, assim, condenar a Ré ao pagamento dos danos materiais/lucros cessantes suportados pelos Autores, a serem apurados em fase de liquidação de sentença, com base nos valores recebidos por candidato do mesmo concurso contratado corretamente, devido ao ato ilícito cometido pelo administrador que contratou ilicitamente terceirizados para preenchimento de vagas que deveriam ser preenchidas por concursados.” É o relatório. Decido. A Reclamação deve ser inadmitida, desde logo. Antes da entrada em vigor do Código de Processo Civil de 2015, o SUPREMO tinha posição rígida no sentido da inviabilidade da reclamação para trazer a discussão sobre a má aplicação da sistemática da repercussão geral para a CORTE. Por todos, o seguinte precedente: RECLAMAÇÃO DECISÃO QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PORQUE NÃO RECONHECIDA A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL NELE SUSCITADA ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE INOCORRÊNCIA INADMISSIBILIDADE DO USO DA RECLAMAÇÃO COMO INSTRUMENTO DESTINADO A QUESTIONAR A APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DO SISTEMA DE REPERCUSSÃO GERAL PRECEDENTES FIRMADOS PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RCL 7.547/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE RCL 7.569/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE AI 760.358-QO/SE, REL. MIN. GILMAR MENDES) INCOGNOSCIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO RECONHECIDA PELA DECISÃO AGRAVADA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ LEGITIMIDADE CONSEQUENTE EXTINÇÃO ANÔMALA DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (Rcl 11.217-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 18/2/2014) O CPC/2015 concedeu um restritíssimo espaço para discussão da aplicação da sistemática da repercussão geral, pelo Juízo de origem, no âmbito da Reclamação para os Tribunais Superiores. Somente caberá Reclamação (I) para se assegurar a observância de acórdão formado no julgamento do mérito de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de RE ou recurso especial repetitivo e (II) desde que esgotadas todas as instâncias ordinárias, a saber, o percurso de todo o íter recursal cabível antes do acesso à SUPREMA CORTE (Rcl 24.686-ED-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 11/4/2017). É o que se extrai da leitura a contrario sensu do art. 988, § 5º, II: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I a IV – omissis. § 5 º É inadmissível a reclamação: I – omissis. II – proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ LEGITIMIDADE CONSEQUENTE EXTINÇÃO ANÔMALA DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (Rcl 11.217-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 18/2/2014) O CPC/2015 concedeu um restritíssimo espaço para discussão da aplicação da sistemática da repercussão geral, pelo Juízo de origem, no âmbito da Reclamação para os Tribunais Superiores. Somente caberá Reclamação (I) para se assegurar a observância de acórdão formado no julgamento do mérito de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de RE ou recurso especial repetitivo e (II) desde que esgotadas todas as instâncias ordinárias, a saber, o percurso de todo o íter recursal cabível antes do acesso à SUPREMA CORTE (Rcl 24.686-ED-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 11/4/2017). É o que se extrai da leitura a contrario sensu do art. 988, § 5º, II: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I a IV – omissis. § 5 º É inadmissível a reclamação: I – omissis. II – proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ No caso, a parte reclamante aponta a indevida aplicação da tese definida no Tema 671 desta CORTE, asseverando estar clara a preterição dos candidatos e a flagrante arbitrariedade praticada, devendo ser indenizados, conforme estabelecida na exceção da tese de repercussão geral nº 671 no recurso repetitivo., pelo valor correspondente aos salários que deixou de perceber em razão da conduta ilegal do ente beneficiário (e- DOC. 1, fl. 8). Pois bem: ressalte-se, em rigor, que a CONSTITUIÇÃO FEDERAL ao estabelecer a competência desta SUPREMA CORTE, em rol taxativo, não prevê o manejo da via reclamatória para apreciar a correção da aplicação da sistemática de repercussão geral, de maneira que incumbe exclusivamente ao tribunal de origem aplicar tal decisão ao caso concreto, pondera o eminente Ministro LUIZ FUX (Rcl 26.633/SP, DJe de 23/5/2017). Assim, este Pretório Excelso, excepcionalmente, conhece e julga reclamações postulando a observância de acórdão de Recurso Extraordinário com repercussão geral reconhecida somente após esgotadas as instâncias ordinárias nos restritos casos em que se depara com decisão teratogênica, vício judicial que autoriza a utilização e admissão deste instrumento processual para fins de cassação do ato reclamado (Rcl 21.445/RS. Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 10/5/2017). Consoante bem observado pela Min. CÁRMEN LÚCIA, desrespeita-se a autoridade da decisão do Supremo quando configurada erronia na aplicação do entendimento, a evidenciar teratologia da decisão reclamada (Rcl 24.911/DF, DJe de 31/8/2016). Cite-se, também, o entendimento do Min. GILMAR MENDES, no sentido de que, quando se intenta garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida, a reclamatória proposta no STF deve estar arregimentada de dois inseparáveis pressupostos: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobresta o processo, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ No caso, a parte reclamante aponta a indevida aplicação da tese definida no Tema 671 desta CORTE, asseverando estar clara a preterição dos candidatos e a flagrante arbitrariedade praticada, devendo ser indenizados, conforme estabelecida na exceção da tese de repercussão geral nº 671 no recurso repetitivo., pelo valor correspondente aos salários que deixou de perceber em razão da conduta ilegal do ente beneficiário (e- DOC. 1, fl. 8). Pois bem: ressalte-se, em rigor, que a CONSTITUIÇÃO FEDERAL ao estabelecer a competência desta SUPREMA CORTE, em rol taxativo, não prevê o manejo da via reclamatória para apreciar a correção da aplicação da sistemática de repercussão geral, de maneira que incumbe exclusivamente ao tribunal de origem aplicar tal decisão ao caso concreto, pondera o eminente Ministro LUIZ FUX (Rcl 26.633/SP, DJe de 23/5/2017). Assim, este Pretório Excelso, excepcionalmente, conhece e julga reclamações postulando a observância de acórdão de Recurso Extraordinário com repercussão geral reconhecida somente após esgotadas as instâncias ordinárias nos restritos casos em que se depara com decisão teratogênica, vício judicial que autoriza a utilização e admissão deste instrumento processual para fins de cassação do ato reclamado (Rcl 21.445/RS. Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 10/5/2017). Consoante bem observado pela Min. CÁRMEN LÚCIA, desrespeita-se a autoridade da decisão do Supremo quando configurada erronia na aplicação do entendimento, a evidenciar teratologia da decisão reclamada (Rcl 24.911/DF, DJe de 31/8/2016). Cite-se, também, o entendimento do Min. GILMAR MENDES, no sentido de que, quando se intenta garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida, a reclamatória proposta no STF deve estar arregimentada de dois inseparáveis pressupostos: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobresta o processo, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ inadmite liminarmente o recurso da competência do STF ou julga-o prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a indicar teratologia da decisão reclamada. (Rcl 26.093/PI, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 6/2/2017). É preciso registrar a observação do Min. DIAS TOFFOLI sobre a excepcionalidade do cabimento da Reclamação para fins de questionamento da aplicação do precedente, sendo dever da parte reclamante demonstrar a existência de razões fundamentadas em teratologia na aplicação da norma de interpretação extraída do precedente do STF com força obrigatória ao caso concreto (Rcl. 26.780-MC/SP, DJe de 5/6/2017). Ademais, rememorem-se as advertências constantes da Rcl 25.474/DF, cujo relator, Ministro ROBERTO BARROSO (DJe de 27/10/2016), externou que o uso de meios processuais manifestamente inadmissíveis gera efeitos danosos à prestação jurisdicional, tomando tempo e recursos escassos desta Corte, causando, ainda, prejuízos à parte contrária. Neste caso concreto, em que pese o esgotamento da jurisdição na instância a quo, o Tribunal de origem decidiu o caso reclamado atento ao aludido precedente. Veja-se a ementa do julgamento do agravo interno interposto contra a decisão que inadmitiu o RE do reclamante (e-DOC. 17, fls. 22/23): APELAÇÃO CÍVEL. ADMINISTRATIVO.AÇÃO DE INDENIZAÇAO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. ALEGAÇÃO DOS AUTORES DE QUE FORAM PRETERIDOS EM CONCURSO PÚBLICO EM RAZÃO DA CONTRATAÇÃO DE TERCEIRIZADOS, SOMENTE SENDO CONTRATADOS PASSADOS MAIS DE CINCO ANOS DA PUBLICAÇÃO DO RESULTADO DO CERTAME. AGRAVO RETIDO CONTRA A DECISÃO QUE INDEFERIU A PROVA ORAL CUJO OBJETIVO ERA A COMPROVAÇÃO DO DANO MORAL QUE SE 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ inadmite liminarmente o recurso da competência do STF ou julga-o prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a indicar teratologia da decisão reclamada. (Rcl 26.093/PI, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 6/2/2017). É preciso registrar a observação do Min. DIAS TOFFOLI sobre a excepcionalidade do cabimento da Reclamação para fins de questionamento da aplicação do precedente, sendo dever da parte reclamante demonstrar a existência de razões fundamentadas em teratologia na aplicação da norma de interpretação extraída do precedente do STF com força obrigatória ao caso concreto (Rcl. 26.780-MC/SP, DJe de 5/6/2017). Ademais, rememorem-se as advertências constantes da Rcl 25.474/DF, cujo relator, Ministro ROBERTO BARROSO (DJe de 27/10/2016), externou que o uso de meios processuais manifestamente inadmissíveis gera efeitos danosos à prestação jurisdicional, tomando tempo e recursos escassos desta Corte, causando, ainda, prejuízos à parte contrária. Neste caso concreto, em que pese o esgotamento da jurisdição na instância a quo, o Tribunal de origem decidiu o caso reclamado atento ao aludido precedente. Veja-se a ementa do julgamento do agravo interno interposto contra a decisão que inadmitiu o RE do reclamante (e-DOC. 17, fls. 22/23): APELAÇÃO CÍVEL. ADMINISTRATIVO.AÇÃO DE INDENIZAÇAO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. ALEGAÇÃO DOS AUTORES DE QUE FORAM PRETERIDOS EM CONCURSO PÚBLICO EM RAZÃO DA CONTRATAÇÃO DE TERCEIRIZADOS, SOMENTE SENDO CONTRATADOS PASSADOS MAIS DE CINCO ANOS DA PUBLICAÇÃO DO RESULTADO DO CERTAME. AGRAVO RETIDO CONTRA A DECISÃO QUE INDEFERIU A PROVA ORAL CUJO OBJETIVO ERA A COMPROVAÇÃO DO DANO MORAL QUE SE 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ CONFUNDE COM O MÉRITO. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA COM BASE NA INEXISTÊNCIA DE ATO ILÍCITO PRATICADO PELA RÉ. PARCIAL REFORMA DO DECISUM. COMPROVADA ILICITUDE DA RÉ QUE GEROU ABALO À DIGNIDADE MORAL DOS AUTORES. 1. No que se refere ao pedido de indenização por danos materiais, o que corresponderia aos vencimentos e demais vantagens relativos aos respectivos cargos a partir da contratação dos terceirizados, o mesmo merece ser afastado. Isso porque a investidura em cargo público somente se dá com a posse e, apenas a partir desse momento é que o servidor passa a ser titular de direitos, dentre os quais o de receber os vencimentos e demais vantagens pecuniárias estabelecidas em lei. Além disso, nada obstante a conduta inidônea da Administração Pública, não houve a prestação de serviços por parte dos autores, o que tornaria o pagamento de valores um enriquecimento ilícito. A jurisprudência do STJ se posiciona no sentido de que quando a nomeação decorre de decisão judicial, o retardamento não configura preterição ou ato ilegítimo da que justifique a indenização. 2. CONTUDO, QUANTO AOS DANOS MORAIS, MERECE REFORMA A SENTENÇA. CONFORME FICOU DEMONSTRADO NO ACÓRDÃO DO MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO PELOS AUTORES (PROCESSO Nº 0002425-85.2006.8.19.0001), JÁ TRANSITADO EM JULGADO, A CONDUTA DA RÉ MOSTROU-SE ILÍCITA, EIS QUE, AO INVÉS DE NOMEAR OS LITIGANTES, PROCEDEU À CONTRATAÇÃO DE TERCEIRIZADOS. Assim, evidente foi o abalo causado, tendo em vista que os demandantes tiveram suas expectativas de ingressar no serviço público frustradas e precisaram recorrer ao Poder Judiciário para 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ CONFUNDE COM O MÉRITO. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA COM BASE NA INEXISTÊNCIA DE ATO ILÍCITO PRATICADO PELA RÉ. PARCIAL REFORMA DO DECISUM. COMPROVADA ILICITUDE DA RÉ QUE GEROU ABALO À DIGNIDADE MORAL DOS AUTORES. 1. No que se refere ao pedido de indenização por danos materiais, o que corresponderia aos vencimentos e demais vantagens relativos aos respectivos cargos a partir da contratação dos terceirizados, o mesmo merece ser afastado. Isso porque a investidura em cargo público somente se dá com a posse e, apenas a partir desse momento é que o servidor passa a ser titular de direitos, dentre os quais o de receber os vencimentos e demais vantagens pecuniárias estabelecidas em lei. Além disso, nada obstante a conduta inidônea da Administração Pública, não houve a prestação de serviços por parte dos autores, o que tornaria o pagamento de valores um enriquecimento ilícito. A jurisprudência do STJ se posiciona no sentido de que quando a nomeação decorre de decisão judicial, o retardamento não configura preterição ou ato ilegítimo da que justifique a indenização. 2. CONTUDO, QUANTO AOS DANOS MORAIS, MERECE REFORMA A SENTENÇA. CONFORME FICOU DEMONSTRADO NO ACÓRDÃO DO MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO PELOS AUTORES (PROCESSO Nº 0002425-85.2006.8.19.0001), JÁ TRANSITADO EM JULGADO, A CONDUTA DA RÉ MOSTROU-SE ILÍCITA, EIS QUE, AO INVÉS DE NOMEAR OS LITIGANTES, PROCEDEU À CONTRATAÇÃO DE TERCEIRIZADOS. Assim, evidente foi o abalo causado, tendo em vista que os demandantes tiveram suas expectativas de ingressar no serviço público frustradas e precisaram recorrer ao Poder Judiciário para 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ terem seu direito reconhecido. Comprovada a existência do dever de indenizar, fica prejudicado o agravo retido de fls. 137/141. APELAÇÃO A QUE SE DÁ PARCIAL PROVIMENTO. AGRAVO RETIDO AUTORAL PREJUDICADO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INOCORRÊNCIA DAS HIPÓTESES DO ART.535, I E II, DO CPC. NÃO HÁ OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. A REFORMA DO DECISUM DEVE SER BUSCADA POR MEIO DE OUTRO RECURSO QUE NÃO ESTE. O INTUITO É PRÉ-QUESTIONAR A MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO QUE SE REJEITAM. (...) Compulsando os autos, verifica-se que o Agravante pretende ver a matéria já decidida novamente julgada, eis que repete os argumentos trazidos à baila no Recurso Extraordinário. Com efeito, o recurso deve ser conhecido e desprovido. Isto porque o v. acórdão coincide com a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, por oportunidade do julgamento do RE 724.347/DF tema n° 671 Direito de candidatos aprovados em concurso público a indenização por danos materiais em razão de alegada demora na nomeação, efetivada apenas após o trânsito em julgado de decisão judicial que reconheceu o direito à investidura . Nesse passo, a decisão agravada encontra-se em consonância com o regime processual de que trata a matéria, merecendo ser desprovido o presente recurso. Em vista do exposto, NEGA-SE PROVIMENTO ao recurso. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ terem seu direito reconhecido. Comprovada a existência do dever de indenizar, fica prejudicado o agravo retido de fls. 137/141. APELAÇÃO A QUE SE DÁ PARCIAL PROVIMENTO. AGRAVO RETIDO AUTORAL PREJUDICADO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INOCORRÊNCIA DAS HIPÓTESES DO ART.535, I E II, DO CPC. NÃO HÁ OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. A REFORMA DO DECISUM DEVE SER BUSCADA POR MEIO DE OUTRO RECURSO QUE NÃO ESTE. O INTUITO É PRÉ-QUESTIONAR A MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO QUE SE REJEITAM. (...) Compulsando os autos, verifica-se que o Agravante pretende ver a matéria já decidida novamente julgada, eis que repete os argumentos trazidos à baila no Recurso Extraordinário. Com efeito, o recurso deve ser conhecido e desprovido. Isto porque o v. acórdão coincide com a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, por oportunidade do julgamento do RE 724.347/DF tema n° 671 Direito de candidatos aprovados em concurso público a indenização por danos materiais em razão de alegada demora na nomeação, efetivada apenas após o trânsito em julgado de decisão judicial que reconheceu o direito à investidura . Nesse passo, a decisão agravada encontra-se em consonância com o regime processual de que trata a matéria, merecendo ser desprovido o presente recurso. Em vista do exposto, NEGA-SE PROVIMENTO ao recurso. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ Consigne-se, no ponto, que o fato de ter ocorrido nomeação tardia, por si só, não propicia a indenização pretendida, como se depreende do leading case do Tema 671. E, para aferir arbitrariedade flagrante não reconhecida pelo Juízo a quo, faz-se necessário o revolvimento de todo o conjunto fático-probatório do caso de fundo. Ora, está evidente que a parte intenta, forçosamente, o acesso direto ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL com os fins de revisar ato judicial que não se revela, a priori, teratológico, o que não se permite nesta estreita via processual, sob o risco de convolar esta distinta ação em recurso ou em mero atalho processual à CORTE, expedientes repelidos, conforme se extrai dos seguintes precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CRIMINAL. ALEGADO DESRESPEITO À EFICÁCIA VINCULANTE DECORRENTE DO JULGAMENTO DA ADI 4.424 E DA ADC 19. QUEIXA-CRIME. EXERCÍCIO ARBITRÁRIO DAS PRÓPRIAS RAZÕES. ART. 345 DO CÓDIGO PENAL. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. SUBSTRATO FÁTICO E JURÍDICO DIVERSO. NÃO CONFIGURAÇÃO DAS HIPÓTESES DE CABIMENTO DA RECLAMAÇÃO. 1. O ato reclamado não é abrangido pelo entendimento adotado por esta Corte Suprema nos autos da ADI 4.424 e da ADC 19, uma vez que o delito, objeto da Queixa-Crime, diz com o art. 345 do Código Penal exercício arbitrário das próprias razões, matéria estranha ao que se discutiu nos paradigmas invocados. 2. A jurisprudência desta Suprema Corte se consolidou no sentido de que a reclamação não se apresenta como sucedâneo de recursos ou ações cabíveis, sendo inviável o seu manejo como um atalho processual. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (Rcl 15.162- AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 12/4/2016). 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ Consigne-se, no ponto, que o fato de ter ocorrido nomeação tardia, por si só, não propicia a indenização pretendida, como se depreende do leading case do Tema 671. E, para aferir arbitrariedade flagrante não reconhecida pelo Juízo a quo, faz-se necessário o revolvimento de todo o conjunto fático-probatório do caso de fundo. Ora, está evidente que a parte intenta, forçosamente, o acesso direto ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL com os fins de revisar ato judicial que não se revela, a priori, teratológico, o que não se permite nesta estreita via processual, sob o risco de convolar esta distinta ação em recurso ou em mero atalho processual à CORTE, expedientes repelidos, conforme se extrai dos seguintes precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CRIMINAL. ALEGADO DESRESPEITO À EFICÁCIA VINCULANTE DECORRENTE DO JULGAMENTO DA ADI 4.424 E DA ADC 19. QUEIXA-CRIME. EXERCÍCIO ARBITRÁRIO DAS PRÓPRIAS RAZÕES. ART. 345 DO CÓDIGO PENAL. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. SUBSTRATO FÁTICO E JURÍDICO DIVERSO. NÃO CONFIGURAÇÃO DAS HIPÓTESES DE CABIMENTO DA RECLAMAÇÃO. 1. O ato reclamado não é abrangido pelo entendimento adotado por esta Corte Suprema nos autos da ADI 4.424 e da ADC 19, uma vez que o delito, objeto da Queixa-Crime, diz com o art. 345 do Código Penal exercício arbitrário das próprias razões, matéria estranha ao que se discutiu nos paradigmas invocados. 2. A jurisprudência desta Suprema Corte se consolidou no sentido de que a reclamação não se apresenta como sucedâneo de recursos ou ações cabíveis, sendo inviável o seu manejo como um atalho processual. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (Rcl 15.162- AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 12/4/2016). 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ RECLAMAÇÃO ALEGADO DESRESPEITO A DECISÃO PROFERIDA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA, QUE VERSOU CASO CONCRETO NO QUAL A PARTE RECLAMANTE NÃO FIGUROU COMO SUJEITO PROCESSUAL INADMISSIBILIDADE INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO PRECEDENTES INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE AGRAVO AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO RECORRIDO RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Não se revela admissível a reclamação quando invocado, como paradigma, julgamento do Supremo Tribunal Federal proferido em processo de índole subjetiva que versou caso concreto no qual a parte reclamante sequer figurou como sujeito processual. Precedentes. Não cabe reclamação quando utilizada com o objetivo de fazer prevalecer a jurisprudência desta Suprema Corte em situações nas quais os julgamentos do Supremo Tribunal Federal não se revistam de eficácia vinculante, exceto se se tratar de decisão que o STF tenha proferido em processo subjetivo no qual haja intervindo, como sujeito processual, a própria parte reclamante. O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação constitucional 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ RECLAMAÇÃO ALEGADO DESRESPEITO A DECISÃO PROFERIDA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA, QUE VERSOU CASO CONCRETO NO QUAL A PARTE RECLAMANTE NÃO FIGUROU COMO SUJEITO PROCESSUAL INADMISSIBILIDADE INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO PRECEDENTES INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE AGRAVO AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO RECORRIDO RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Não se revela admissível a reclamação quando invocado, como paradigma, julgamento do Supremo Tribunal Federal proferido em processo de índole subjetiva que versou caso concreto no qual a parte reclamante sequer figurou como sujeito processual. Precedentes. Não cabe reclamação quando utilizada com o objetivo de fazer prevalecer a jurisprudência desta Suprema Corte em situações nas quais os julgamentos do Supremo Tribunal Federal não se revistam de eficácia vinculante, exceto se se tratar de decisão que o STF tenha proferido em processo subjetivo no qual haja intervindo, como sujeito processual, a própria parte reclamante. O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação constitucional 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes. O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1º, ambos do CPC, deve infirmar todos os fundamentos em que se assenta a decisão agravada. Não basta, desse modo, ao recorrente impugnar o que considera ser o fundamento principal do ato decisório contra o qual se insurge. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes. (Rcl 20.956-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 16/9/2015). Por fim, citem-se as seguintes reclamações julgadas nesta CORTE com semelhantes desdobramentos ora projetados: RCL 31.048/DF (Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 10/8/2018); RCL 30.513/ES (Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1º/8/2018); RCL 25.005/AM (Rel. Min. ROSA WEBER, DJe de 1º/2/2018). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DEFIRO o pedido de GRATUIDADE DE JUSTIÇA e NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. ” As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. A propósito, ressalte-se a presença, nestes autos, de contexto diverso do existente no ARE 965.154 e na Rcl 27.789. Na primeira demanda, da qual fui relator, não houve preterição de candidato aprovado em face de terceirizados, mas retardamento da investidura da parte recorrente devido a erro grosseiro da Administração, que a confundiu com outra candidata, ainda que seus sobrenomes fossem completamente distintos, sendo tal confusão injustificável. Ademais, esse equívoco levou dois anos para ser sanado. Por sua vez, na Rcl 27.789-AgR, de relatoria do eminente Ministro ROBERTO BARROSO, não foi necessário vertical exame da matéria 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes. O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1º, ambos do CPC, deve infirmar todos os fundamentos em que se assenta a decisão agravada. Não basta, desse modo, ao recorrente impugnar o que considera ser o fundamento principal do ato decisório contra o qual se insurge. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes. (Rcl 20.956-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 16/9/2015). Por fim, citem-se as seguintes reclamações julgadas nesta CORTE com semelhantes desdobramentos ora projetados: RCL 31.048/DF (Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 10/8/2018); RCL 30.513/ES (Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1º/8/2018); RCL 25.005/AM (Rel. Min. ROSA WEBER, DJe de 1º/2/2018). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DEFIRO o pedido de GRATUIDADE DE JUSTIÇA e NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. ” As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. A propósito, ressalte-se a presença, nestes autos, de contexto diverso do existente no ARE 965.154 e na Rcl 27.789. Na primeira demanda, da qual fui relator, não houve preterição de candidato aprovado em face de terceirizados, mas retardamento da investidura da parte recorrente devido a erro grosseiro da Administração, que a confundiu com outra candidata, ainda que seus sobrenomes fossem completamente distintos, sendo tal confusão injustificável. Ademais, esse equívoco levou dois anos para ser sanado. Por sua vez, na Rcl 27.789-AgR, de relatoria do eminente Ministro ROBERTO BARROSO, não foi necessário vertical exame da matéria 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ probatória do caso de fundo, como entendo ser necessário nestes autos, já que a questão da preterição dos candidatos de concurso público por funcionários terceirizados, embora gere direito líquido e certo à nomeação dos preteridos, não se convola em questão eminentemente de direito, mas carece de acurado exame dos autos da ação indenizatória. No caso sob exame, eis o que assentou o Magistrado de primeiro grau quanto à ausência de ilicitude nos atos praticados pela ora beneficiária: No mérito, tem-se que, embora tardia a convocação e nomeação dos autores, eis que estas se deram em 11/08/2009 e, ainda, em que pese a demissão e a posterior recontratação do primeiro autor, entendo que a ré não praticou qualquer ato contrário aos princípios da administração pública, como abaixo será visto. (...) Conforme se extrai dos autos os autores foram classificados, para o Cadastro de Reserva, respectivamente, em 17° e 75° lugar, tendo a ré convocado apenas o 1° lugar do cargo pretendido para o primeiro autor e até o 9° lugar para o cargo pretendido para o segundo autor. Ora, o acórdão proferido no Mandado de Segurança, cujo processo recebeu o nº 0002425-85.2006.8.19.0001, da lavra do eminente Des. Relator Jorge Luiz Habib, foi expresso em determinar a contratação dos impetrantes para os cargos a que prestaram concurso, obedecida a ordem de classificação de cada um dos impetrantes, conforme abaixo se transcreve: “EX POSITIS, dá-se parcial provimento ao primeiro recurso, e nega-se provimento ao segundo, reformando-se em parte a sentença monocrática, para conceder parcialmente a segurança, determinando a imediata contratação dos impetrantes no cargo para o qual prestaram o concurso público, obedecida a ordem de classificação de cada um dos impetrantes, sob pena de multa diária de R$500,00 (quinhentos reais)”. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ probatória do caso de fundo, como entendo ser necessário nestes autos, já que a questão da preterição dos candidatos de concurso público por funcionários terceirizados, embora gere direito líquido e certo à nomeação dos preteridos, não se convola em questão eminentemente de direito, mas carece de acurado exame dos autos da ação indenizatória. No caso sob exame, eis o que assentou o Magistrado de primeiro grau quanto à ausência de ilicitude nos atos praticados pela ora beneficiária: No mérito, tem-se que, embora tardia a convocação e nomeação dos autores, eis que estas se deram em 11/08/2009 e, ainda, em que pese a demissão e a posterior recontratação do primeiro autor, entendo que a ré não praticou qualquer ato contrário aos princípios da administração pública, como abaixo será visto. (...) Conforme se extrai dos autos os autores foram classificados, para o Cadastro de Reserva, respectivamente, em 17° e 75° lugar, tendo a ré convocado apenas o 1° lugar do cargo pretendido para o primeiro autor e até o 9° lugar para o cargo pretendido para o segundo autor. Ora, o acórdão proferido no Mandado de Segurança, cujo processo recebeu o nº 0002425-85.2006.8.19.0001, da lavra do eminente Des. Relator Jorge Luiz Habib, foi expresso em determinar a contratação dos impetrantes para os cargos a que prestaram concurso, obedecida a ordem de classificação de cada um dos impetrantes, conforme abaixo se transcreve: “EX POSITIS, dá-se parcial provimento ao primeiro recurso, e nega-se provimento ao segundo, reformando-se em parte a sentença monocrática, para conceder parcialmente a segurança, determinando a imediata contratação dos impetrantes no cargo para o qual prestaram o concurso público, obedecida a ordem de classificação de cada um dos impetrantes, sob pena de multa diária de R$500,00 (quinhentos reais)”. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ E, com o trânsito em julgado da decisão unânime do colegiado, o douto Juízo do processo de origem – 35ª Vara Cível da Comarca da Capital – determinou o cumprimento do acórdão, oportunidade em que a parte ré esclareceu que estava cumprindo a decisão do acórdão, procedendo a convocação, obedecendo a ordem de classificação. Intimada a esclarecer acerca do integral cumprimento da obrigação, a ré informou que o prazo de validade do concurso havia expirado e que não tinha mais obrigação de convocar os candidatos aprovados quando da formação de cadastro de reserva, salvo por determinação judicial, já que o acórdão condicionou a observância da ordem de classificação, quando da convocação. Diante disso, o douto Juiz do processo de origem decidiu pela inexequibilidade da ordem judicial, o que obsta a execução e, interposto embargos declaratórios, foram os mesmos rejeitados, conforme se extrai de fls. 1458 e 1477 do apenso, cuja juntada se deu por linha. O douto Juiz da 35ª Vara Cível, fls. 1479/1480 do apenso, entendeu por bem reconsiderar as decisões logo acima citadas e determinou o imediato cumprimento do que já restou decidido, sob as penas já estipuladas pelo judiciário. Com base nessa decisão de fls. 1479, a ré promoveu o imediato cumprimento da ordem judicial, convocando os autores, bem como interpôs agravo de instrumento, oportunidade em que a decisão de fls. 1479 foi reconsiderada, tendo o agravo perdido o objeto, conforme consta de fls. 1497. Em razão do pedido de revogação da decisão de fls. 1497, o douto Juiz entendeu que não havia mais nada a ser discutido naquele processo, considerando a decisão proferida no acórdão, não sendo razoável que os impetrantes fossem beneficiados pela decisão de fls. 1479, que foi reconsiderada, sob pena de ferir o princípio da igualdade que deve imperar entre os candidatos. E, assim, foi determinada a baixa e o arquivamento do mandado de segurança (fls. 1596/9 do apenso). 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ E, com o trânsito em julgado da decisão unânime do colegiado, o douto Juízo do processo de origem – 35ª Vara Cível da Comarca da Capital – determinou o cumprimento do acórdão, oportunidade em que a parte ré esclareceu que estava cumprindo a decisão do acórdão, procedendo a convocação, obedecendo a ordem de classificação. Intimada a esclarecer acerca do integral cumprimento da obrigação, a ré informou que o prazo de validade do concurso havia expirado e que não tinha mais obrigação de convocar os candidatos aprovados quando da formação de cadastro de reserva, salvo por determinação judicial, já que o acórdão condicionou a observância da ordem de classificação, quando da convocação. Diante disso, o douto Juiz do processo de origem decidiu pela inexequibilidade da ordem judicial, o que obsta a execução e, interposto embargos declaratórios, foram os mesmos rejeitados, conforme se extrai de fls. 1458 e 1477 do apenso, cuja juntada se deu por linha. O douto Juiz da 35ª Vara Cível, fls. 1479/1480 do apenso, entendeu por bem reconsiderar as decisões logo acima citadas e determinou o imediato cumprimento do que já restou decidido, sob as penas já estipuladas pelo judiciário. Com base nessa decisão de fls. 1479, a ré promoveu o imediato cumprimento da ordem judicial, convocando os autores, bem como interpôs agravo de instrumento, oportunidade em que a decisão de fls. 1479 foi reconsiderada, tendo o agravo perdido o objeto, conforme consta de fls. 1497. Em razão do pedido de revogação da decisão de fls. 1497, o douto Juiz entendeu que não havia mais nada a ser discutido naquele processo, considerando a decisão proferida no acórdão, não sendo razoável que os impetrantes fossem beneficiados pela decisão de fls. 1479, que foi reconsiderada, sob pena de ferir o princípio da igualdade que deve imperar entre os candidatos. E, assim, foi determinada a baixa e o arquivamento do mandado de segurança (fls. 1596/9 do apenso). 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ Diante de todas as decisões que se deram nos autos do mandado de segurança, constata-se que, na verdade, a ré não praticou qualquer ato ilícito, tendo, tão e somente, cumprido as ordens judiciais, uma vez que o acórdão foi expresso em determinar a contratação com observância a ordem de classificação. Logo, não poderia a ré, como de fato não pode, deixar de observar essa ordem, sob pena de ferir o principio da isonomia. Registre-se, ainda, que diante da decisão da douta magistrada de fls. 1596/9, prolatada nos autos do mandado de segurança, a ré concluiu que a ordem judicial que assegurava a permanência dos autores em seu quadro funcional, não mais subsistia, ante a reconsideração da mesma e, assim, promoveu a demissão da parte autora, fls. 1637. E, em razão do provimento dado ao agravo de instrumento interposto pelos autores, ante o inconformismo da decisão de fls. 1596/9, os autores foram reintegrados, tendo a ré, mais uma vez, não usar cumprir o comando judicial, fls. 1693/6. Logo, inexiste o alegado ato ilícito praticado pela ré, tendo a mesma feito observar os princípios que regem a administração pública, bem como o da vinculação ao instrumento convocatório e da isonomia entre os demais candidatos, aos quais está adstrita (doc. 15 – fls. 161/162). Presente esse contexto, tenho por inexistente a situação de arbitrariedade flagrante, prevista como exceção ao que decidido no leading case (RE 724.347). Como o Tribunal reclamado asseverou não ser cabível o pedido indenizatório, em virtude de o aresto alinhar-se à regra constante do Tema 671, para revisar a incidência da tese vinculante mostra-se imprescindível o reexame do conjunto de provas coligidos aos autos do caso de fundo. Nesse sentido, dentre outros precedentes listados na decisão agravada, cite-se: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGÊNCIA DO CPC/73. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ Diante de todas as decisões que se deram nos autos do mandado de segurança, constata-se que, na verdade, a ré não praticou qualquer ato ilícito, tendo, tão e somente, cumprido as ordens judiciais, uma vez que o acórdão foi expresso em determinar a contratação com observância a ordem de classificação. Logo, não poderia a ré, como de fato não pode, deixar de observar essa ordem, sob pena de ferir o principio da isonomia. Registre-se, ainda, que diante da decisão da douta magistrada de fls. 1596/9, prolatada nos autos do mandado de segurança, a ré concluiu que a ordem judicial que assegurava a permanência dos autores em seu quadro funcional, não mais subsistia, ante a reconsideração da mesma e, assim, promoveu a demissão da parte autora, fls. 1637. E, em razão do provimento dado ao agravo de instrumento interposto pelos autores, ante o inconformismo da decisão de fls. 1596/9, os autores foram reintegrados, tendo a ré, mais uma vez, não usar cumprir o comando judicial, fls. 1693/6. Logo, inexiste o alegado ato ilícito praticado pela ré, tendo a mesma feito observar os princípios que regem a administração pública, bem como o da vinculação ao instrumento convocatório e da isonomia entre os demais candidatos, aos quais está adstrita (doc. 15 – fls. 161/162). Presente esse contexto, tenho por inexistente a situação de arbitrariedade flagrante, prevista como exceção ao que decidido no leading case (RE 724.347). Como o Tribunal reclamado asseverou não ser cabível o pedido indenizatório, em virtude de o aresto alinhar-se à regra constante do Tema 671, para revisar a incidência da tese vinculante mostra-se imprescindível o reexame do conjunto de provas coligidos aos autos do caso de fundo. Nesse sentido, dentre outros precedentes listados na decisão agravada, cite-se: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGÊNCIA DO CPC/73. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO TARDIA. INVESTIDURA EM CARGO PÚBLICO POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL. DIREITO INDENIZAÇÃO. MATÉRIA JÁ EXAMINADA SOB O ENFOQUE DA REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 671. RE 724.347. ALEGAÇÃO DE ARBITRARIEDADE FLAGRANTE. MATÉRIA FÁTICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 738.910-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 6/9/2018). Ratifica-se, portanto, o entendimento aplicado, de modo a manter, em todos os seus termos, a decisão recorrida. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO AO AGRAVO INTERNO. É o voto. 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO TARDIA. INVESTIDURA EM CARGO PÚBLICO POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL. DIREITO INDENIZAÇÃO. MATÉRIA JÁ EXAMINADA SOB O ENFOQUE DA REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 671. RE 724.347. ALEGAÇÃO DE ARBITRARIEDADE FLAGRANTE. MATÉRIA FÁTICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 738.910-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 6/9/2018). Ratifica-se, portanto, o entendimento aplicado, de modo a manter, em todos os seus termos, a decisão recorrida. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO AO AGRAVO INTERNO. É o voto. 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Esclarecimento 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Então, na verdade, o que se pretende é que nós analisemos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Ainda não foram investidos? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Não foram investidos ainda. Não consta aqui, Presidente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) - Porque o caso que julgamos – fiquei como redator designado – seria o da investidura tardia. Determinação judicial para que ocorresse essa investidura. Assentamos que, ante a arbitrariedade flagrante... O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Aquele caso é diverso, é o caso de Campina Grande, salvo engano. Houve um caso aqui... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Fui relator; o redator do acórdão foi o ministro Luís Roberto Barroso; a situação é inversa. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Exatamente, a situação é inversa. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Reconhecia, no voto, o direito à indenização, mas o Ministro condicionou a indenização a uma situação reveladora de arbitrariedade flagrante. Aí fica um pouco difícil realmente, porque teríamos que definir se houve ou não arbitrariedade flagrante. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Aqui, a Terceira Vice-Presidência analisou a questão da devida indenização pelos prejuízos suportados em razão do ato ilícito e abusivo da administração pública, tendo em vista a sua preterição por terceiros ilegalmente contratados pela beneficiária, uma vez que somente foi empossado no cargo por força de sentença judicial proferida nos autos do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 06D7-61CD-FCD5-3D8E e senha 3A83-5D36-560A-6AAA Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Então, na verdade, o que se pretende é que nós analisemos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Ainda não foram investidos? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Não foram investidos ainda. Não consta aqui, Presidente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) - Porque o caso que julgamos – fiquei como redator designado – seria o da investidura tardia. Determinação judicial para que ocorresse essa investidura. Assentamos que, ante a arbitrariedade flagrante... O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Aquele caso é diverso, é o caso de Campina Grande, salvo engano. Houve um caso aqui... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Fui relator; o redator do acórdão foi o ministro Luís Roberto Barroso; a situação é inversa. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Exatamente, a situação é inversa. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Reconhecia, no voto, o direito à indenização, mas o Ministro condicionou a indenização a uma situação reveladora de arbitrariedade flagrante. Aí fica um pouco difícil realmente, porque teríamos que definir se houve ou não arbitrariedade flagrante. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Aqui, a Terceira Vice-Presidência analisou a questão da devida indenização pelos prejuízos suportados em razão do ato ilícito e abusivo da administração pública, tendo em vista a sua preterição por terceiros ilegalmente contratados pela beneficiária, uma vez que somente foi empossado no cargo por força de sentença judicial proferida nos autos do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 06D7-61CD-FCD5-3D8E e senha 3A83-5D36-560A-6AAA Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Esclarecimento RCL 32167 AGR / RJ mandado de segurança já transitado em julgado. Essa é a alegação dos agravantes. A decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça aplicou a Repercussão Geral 671. E não há aqui, para que nós pudéssemos dar seguimento à reclamação, a meu ver - por isso neguei o seguimento à reclamação -, teríamos que analisar toda a situação fática, se houve ou não a questão de ato ilícito abusivo, inclusive matéria probatória, e não cabe, em reclamação, essa análise. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 06D7-61CD-FCD5-3D8E e senha 3A83-5D36-560A-6AAA Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ mandado de segurança já transitado em julgado. Essa é a alegação dos agravantes. A decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça aplicou a Repercussão Geral 671. E não há aqui, para que nós pudéssemos dar seguimento à reclamação, a meu ver - por isso neguei o seguimento à reclamação -, teríamos que analisar toda a situação fática, se houve ou não a questão de ato ilícito abusivo, inclusive matéria probatória, e não cabe, em reclamação, essa análise. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 06D7-61CD-FCD5-3D8E e senha 3A83-5D36-560A-6AAA Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Cumprimento o ilustre Advogado. Também eu, Presidente, penso que temos de estabelecer um limite razoável para o uso da reclamação. Eu sei que para o Advogado é sempre melhor e mais prático, eu entendo, mas, de certa forma, subverte a tramitação normal do processo, um pouco que fura a fila. De modo que a informação do Advogado, na origem, qual é a situação na origem? É uma ação de que natureza? O SENHOR ADVOGADO - É uma ação indenizatória. Houve um mandado de segurança que já transitou em julgado. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Uma ação indenizatória por investidura tardia? O SENHOR ADVOGADO - Exatamente. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu penso que a aferir. E aí a decisão foi desfavorável? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Chegou a ser nomeado ou não? O SENHOR ADVOGADO - Chegou a ser nomeado. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Já estão exercendo. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A decisão foi desfavorável? O SENHOR ADVOGADO - Foi desfavorável. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Em primeiro grau ou em segundo grau? O SENHOR ADVOGADO - Em primeiro e segundo grau. Foi interposto o recurso extraordinário e foi inadmitido. Da decisão que inadmitiu, houve recurso para o Tribunal e, da decisão do Tribunal, a reclamação para o Supremo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9810-62A1-A9F1-6049 e senha BA20-89B4-5CE6-2435 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Cumprimento o ilustre Advogado. Também eu, Presidente, penso que temos de estabelecer um limite razoável para o uso da reclamação. Eu sei que para o Advogado é sempre melhor e mais prático, eu entendo, mas, de certa forma, subverte a tramitação normal do processo, um pouco que fura a fila. De modo que a informação do Advogado, na origem, qual é a situação na origem? É uma ação de que natureza? O SENHOR ADVOGADO - É uma ação indenizatória. Houve um mandado de segurança que já transitou em julgado. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Uma ação indenizatória por investidura tardia? O SENHOR ADVOGADO - Exatamente. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu penso que a aferir. E aí a decisão foi desfavorável? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Chegou a ser nomeado ou não? O SENHOR ADVOGADO - Chegou a ser nomeado. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Já estão exercendo. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A decisão foi desfavorável? O SENHOR ADVOGADO - Foi desfavorável. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Em primeiro grau ou em segundo grau? O SENHOR ADVOGADO - Em primeiro e segundo grau. Foi interposto o recurso extraordinário e foi inadmitido. Da decisão que inadmitiu, houve recurso para o Tribunal e, da decisão do Tribunal, a reclamação para o Supremo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9810-62A1-A9F1-6049 e senha BA20-89B4-5CE6-2435 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 32167 AGR / RJ O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - O tribunal não deu sequência, não deu seguimento? O SENHOR ADVOGADO - Ao RE. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – A tomadora dos serviços o arregimentou por força de decisão judicial, determinando...? O SENHOR ADVOGADO - Em um mandado de segurança que já transitou. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Exatamente, Presidente, foi um substitutivo de recurso extraordinário. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Basicamente, o Tribunal entendeu que não houve arbitrariedade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – É que, na origem, o recurso não mereceu processamento. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Então, como não mereceu processamento, entrou-se com a reclamação para fazer as vezes do recurso extraordinário. Se nós formos receber sempre reclamação... O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É porque não cabe mais recurso desta decisão que aplicou a repercussão geral. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Exato. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu entendo a situação, mas a verdade é que o Tribunal decidiu desfavoravelmente. Não é que aplicou mal a súmula. O Tribunal entendeu que não houve arbitrariedade flagrante e por isso julgou improcedente o pedido. De modo que eu entendo a irresignação, mas acho que não há caminho processual para remediar isso. Portanto, eu estou acompanhando o Relator, Presidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9810-62A1-A9F1-6049 e senha BA20-89B4-5CE6-2435 Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - O tribunal não deu sequência, não deu seguimento? O SENHOR ADVOGADO - Ao RE. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – A tomadora dos serviços o arregimentou por força de decisão judicial, determinando...? O SENHOR ADVOGADO - Em um mandado de segurança que já transitou. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Exatamente, Presidente, foi um substitutivo de recurso extraordinário. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Basicamente, o Tribunal entendeu que não houve arbitrariedade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – É que, na origem, o recurso não mereceu processamento. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Então, como não mereceu processamento, entrou-se com a reclamação para fazer as vezes do recurso extraordinário. Se nós formos receber sempre reclamação... O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É porque não cabe mais recurso desta decisão que aplicou a repercussão geral. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Exato. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu entendo a situação, mas a verdade é que o Tribunal decidiu desfavoravelmente. Não é que aplicou mal a súmula. O Tribunal entendeu que não houve arbitrariedade flagrante e por isso julgou improcedente o pedido. De modo que eu entendo a irresignação, mas acho que não há caminho processual para remediar isso. Portanto, eu estou acompanhando o Relator, Presidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9810-62A1-A9F1-6049 e senha BA20-89B4-5CE6-2435 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Como a minha sina é divergir, vou fazê-lo. O que houve? Ordem judicial para o reclamante ser contratado. Antes, fora informado o Juízo de que o prazo do concurso já tinha expirado, e assim não cabia a nomeação. Mas houve a ordem judicial! O pressuposto que estabeleço é que se teve decisão flagrantemente arbitrária da tomadora de serviço, negando a posse que já deveria ter ocorrido anteriormente. Por isso, o paradigma da lavra do ministro Luís Roberto Barroso é consentâneo com a situação concreta, ensejando a reforma do que decidido na origem e impugnado mediante o extraordinário, o qual não mereceu sequência. Provejo o agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F57-6077-9B6E-F19D e senha F0E8-08EF-E487-728C Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Como a minha sina é divergir, vou fazê-lo. O que houve? Ordem judicial para o reclamante ser contratado. Antes, fora informado o Juízo de que o prazo do concurso já tinha expirado, e assim não cabia a nomeação. Mas houve a ordem judicial! O pressuposto que estabeleço é que se teve decisão flagrantemente arbitrária da tomadora de serviço, negando a posse que já deveria ter ocorrido anteriormente. Por isso, o paradigma da lavra do ministro Luís Roberto Barroso é consentâneo com a situação concreta, ensejando a reforma do que decidido na origem e impugnado mediante o extraordinário, o qual não mereceu sequência. Provejo o agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F57-6077-9B6E-F19D e senha F0E8-08EF-E487-728C Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : RAFAEL QUINTELLA COUTO ADV.(A/S) : RAFAEL DE AMORIM LIMA (153730/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FURNAS-CENTRAIS ELETRICAS S.A. ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio, que presidiu o julgamento. Falou o Dr. Giovani Menicucci pelo Agravante. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6CAB-1325-6A65-3864 e senha 2E9A-8116-AD0B-714D Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : RAFAEL QUINTELLA COUTO ADV.(A/S) : RAFAEL DE AMORIM LIMA (153730/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FURNAS-CENTRAIS ELETRICAS S.A. ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio, que presidiu o julgamento. Falou o Dr. Giovani Menicucci pelo Agravante. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6CAB-1325-6A65-3864 e senha 2E9A-8116-AD0B-714D Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749535937
2019-02-12T00:00:00
2019-04-05T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio, que presidiu o julgamento. Falou o Dr. Giovani Menicucci pelo Agravante. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO TARDIA. PRETERIÇÃO. PEDIDO DE INDENIZAÇÃO DECORRENTE DE ATO ILÍCITO PRATICADO PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ALEGAÇÃO DE ARBITRARIEDADE FLAGRANTE. VÍCIO INEXISTENTE NO ATO RECLAMADO. APLICAÇÃO DA TESE VINCULANTE CONSTANTE DE LEADING CASE (RE 724.347), TEMA 671 DA REPERCUSSÃO GERAL. UTILIZAÇÃO DO INSTITUTO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL OU ATALHO PROCESSUAL. INVIABILIDADE. 1 – O Tribunal de origem decidiu o caso reclamado atento ao precedente firmado por este TRIBUNAL no RE 724.347, Tema 671. 2 – A parte não tem direito de trazer toda e qualquer irresignação para este SUPREMO TRIBUNAL por intermédio da Reclamação. Isso seria convolar o instituto em mero sucedâneo recursal ou atalho processual para esta CORTE. Não há nada de inconstitucional em vedar o uso da Reclamação nos casos em que, aduzindo má aplicação da tese vinculante, almeja-se o reexame da causa subjacente ao ato reclamado. Tal restrição dá concretude ao objetivo maior do instituto da Repercussão Geral, que é o de concentrar, nesta SUPREMA CORTE, o debate e juízo exclusivamente de matéria constitucional dotada de transcendental relevância. 3 – Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur401439
- Acórdão(s) citado(s): (PRETERIÇÃO, CANDIDATO APROVADO, TERCEIRIZAÇÃO) RE 724347 RG, Rcl 27789 AgR (1ªT). (RECLAMAÇÃO, INSTITUTO JURÍDICO, REPERCUSSÃO GERAL) Rcl 11217 AgR (TP), Rcl 24686 ED-AgR (2ªT), Rcl 26633 AgR (1ªT). (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 15162 AgR (1ªT), Rcl 20956 AgR (2ªT). (NOMEAÇÃO TARDIA, CANDIDATO, INDENIZAÇÃO, REEXAME, FATO, PROVA) ARE 738910 ED (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (CABIMENTO, RECLAMAÇÃO) Rcl 26093, Rcl 21445. (RECLAMAÇÃO, TERATOLOGIA) Rcl 24911, Rcl 26780 MC. (RECLAMAÇÃO, MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEL, DANO, PRESTAÇÃO JURISDICIONAL) Rcl 25474. (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 25005, Rcl 30513, Rcl 31048. (NOMEAÇÃO TARDIA, CANDIDATO, ERRO GROSSEIRO, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA) ARE 965154. Número de páginas: 23. Análise: 09/09/2019, JSF.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
32167
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00988 PAR-00005 INC-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 32167 AgR
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AGTE.(S) : RAFAEL QUINTELLA COUTO ADV.(A/S) : RAFAEL DE AMORIM LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FURNAS-CENTRAIS ELETRICAS S.A. ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :RAFAEL QUINTELLA COUTO ADV.(A/S) :RAFAEL DE AMORIM LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FURNAS-CENTRAIS ELETRICAS S.A. ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO TARDIA. PRETERIÇÃO. PEDIDO DE INDENIZAÇÃO DECORRENTE DE ATO ILÍCITO PRATICADO PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ALEGAÇÃO DE ARBITRARIEDADE FLAGRANTE. VÍCIO INEXISTENTE NO ATO RECLAMADO. APLICAÇÃO DA TESE VINCULANTE CONSTANTE DE LEADING CASE (Recurso Extraordinário 724.347), TEMA 671 DA REPERCUSSÃO GERAL. UTILIZAÇÃO DO INSTITUTO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL OU ATALHO PROCESSUAL. INVIABILIDADE. 1 – O Tribunal de origem decidiu o caso reclamado atento ao precedente firmado por este TRIBUNAL no Recurso Extraordinário 724.347, Tema 671. 2 – A parte não tem direito de trazer toda e qualquer irresignação para este SUPREMO TRIBUNAL por intermédio da Reclamação. Isso seria convolar o instituto em mero sucedâneo recursal ou atalho processual para esta CORTE. Não há nada de inconstitucional em vedar o uso da Reclamação nos casos em que, aduzindo má aplicação da tese vinculante, almeja-se o reexame da causa subjacente ao ato reclamado. Tal restrição dá concretude ao objetivo maior do instituto da Repercussão Geral, que é o de concentrar, nesta SUPREMA CORTE, o debate e juízo exclusivamente de matéria constitucional dotada de transcendental relevância. 3 – Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCC2-ABDE-CCF2-F4A6 e senha AE41-0CDB-4A4C-AC49 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Ementa e Acórdão RCL 32167 AGR / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Falou, pelo Agravante, o Dr. Giovani Menicucci. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCC2-ABDE-CCF2-F4A6 e senha AE41-0CDB-4A4C-AC49 Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Falou, pelo Agravante, o Dr. Giovani Menicucci. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FCC2-ABDE-CCF2-F4A6 e senha AE41-0CDB-4A4C-AC49 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :RAFAEL QUINTELLA COUTO ADV.(A/S) :RAFAEL DE AMORIM LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FURNAS-CENTRAIS ELETRICAS S.A. ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo contra decisão monocrática que negou seguimento à Reclamação sob os seguintes fundamentos: (a) o Tribunal de origem decidiu o caso reclamado atento ao aludido precedente; (b) para aferir arbitrariedade flagrante não reconhecida pelo Juízo a quo, faz-se necessário o revolvimento de todo o conjunto fático-probatório do caso de fundo; e (c) a reclamação não pode ser expediente substitutivo a recursos ou via de atalho ao Supremo Tribunal Federal, conforme jurisprudência desta CORTE. Em suas razões, a parte agravante alega, em suma, que: (a) “não é necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório, mas a mera subsunção da conduta indicada à tese fixada por esse Pretório Excelso”; (b) “(...) restou clara a preterição dos candidatos e a flagrante arbitrariedade praticada, devendo ser indenizados, conforme estabelecida na exceção da tese de repercussão geral n 671 no recurso repetitivo (...).” No mais, sustenta contradição com o entendimento estabelecido no ARE 965.154 e na Rcl 27.789. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 825D-801D-D66B-513D e senha 1BA4-9B23-A6A3-1CB3 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :RAFAEL QUINTELLA COUTO ADV.(A/S) :RAFAEL DE AMORIM LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FURNAS-CENTRAIS ELETRICAS S.A. ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo contra decisão monocrática que negou seguimento à Reclamação sob os seguintes fundamentos: (a) o Tribunal de origem decidiu o caso reclamado atento ao aludido precedente; (b) para aferir arbitrariedade flagrante não reconhecida pelo Juízo a quo, faz-se necessário o revolvimento de todo o conjunto fático-probatório do caso de fundo; e (c) a reclamação não pode ser expediente substitutivo a recursos ou via de atalho ao Supremo Tribunal Federal, conforme jurisprudência desta CORTE. Em suas razões, a parte agravante alega, em suma, que: (a) “não é necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório, mas a mera subsunção da conduta indicada à tese fixada por esse Pretório Excelso”; (b) “(...) restou clara a preterição dos candidatos e a flagrante arbitrariedade praticada, devendo ser indenizados, conforme estabelecida na exceção da tese de repercussão geral n 671 no recurso repetitivo (...).” No mais, sustenta contradição com o entendimento estabelecido no ARE 965.154 e na Rcl 27.789. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 825D-801D-D66B-513D e senha 1BA4-9B23-A6A3-1CB3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis o inteiro teor da decisão agravada: Trata-se de Reclamação proposta por Rafael Quintella Couto, visando à cassação de ato proferido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que infringiu a tese vinculante estabelecida pela SUPREMA CORTE no Recurso Extraordinário 724.347, Tema 671. Aduz a parte reclamante equívoco da 3... Vice-Presidência do Tribunal reclamado na análise do caso dos autos e da tese do aludido leading case, pois, na espécie, é devida a indenização “pelos prejuízo[s] suportados em razão do ato ilícito e abusivo da administração pública, tendo em vista sua preterição por terceirizados ilegalmente contratados pela beneficiária do ato (Furnas – Centrais Elétricas S.A.), uma vez que somente foi empossado no cargo por força de sentença judicial proferida nos autos de mandado de segurança já transitado em julgado (...)” (e-DOC. 1). Assim, por ser flagrante a arbitrariedade, contratação ilegal de funcionários terceirizados depois de homologado o resultado de concurso público para o mesmo cargo, requer, liminarmente, a suspensão do processo 0151995- 72.2011.8.19.0001, para evitar seu trânsito em julgado, e, ao final, postula: “O provimento da reclamação para cassar a decisão do Órgão Especial do TJ/RJ e determinar que seja proferida nova decisão, respeitando a tese fixada no paradigma sob o tema de repercussão geral n 671 – Recurso Extraordinário 724.347, com a reforma da apelação e consequente provimento do apelo, reconhecendo que o caso em análise se enquadra na exceção citada na tese de repercussão geral Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis o inteiro teor da decisão agravada: Trata-se de Reclamação proposta por Rafael Quintella Couto, visando à cassação de ato proferido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que infringiu a tese vinculante estabelecida pela SUPREMA CORTE no Recurso Extraordinário 724.347, Tema 671. Aduz a parte reclamante equívoco da 3... Vice-Presidência do Tribunal reclamado na análise do caso dos autos e da tese do aludido leading case, pois, na espécie, é devida a indenização “pelos prejuízo[s] suportados em razão do ato ilícito e abusivo da administração pública, tendo em vista sua preterição por terceirizados ilegalmente contratados pela beneficiária do ato (Furnas – Centrais Elétricas S.A.), uma vez que somente foi empossado no cargo por força de sentença judicial proferida nos autos de mandado de segurança já transitado em julgado (...)” (e-DOC. 1). Assim, por ser flagrante a arbitrariedade, contratação ilegal de funcionários terceirizados depois de homologado o resultado de concurso público para o mesmo cargo, requer, liminarmente, a suspensão do processo 0151995- 72.2011.8.19.0001, para evitar seu trânsito em julgado, e, ao final, postula: “O provimento da reclamação para cassar a decisão do Órgão Especial do TJ/RJ e determinar que seja proferida nova decisão, respeitando a tese fixada no paradigma sob o tema de repercussão geral n 671 – Recurso Extraordinário 724.347, com a reforma da apelação e consequente provimento do apelo, reconhecendo que o caso em análise se enquadra na exceção citada na tese de repercussão geral Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ (flagrante arbitrariedade da administração), para, assim, condenar a Ré ao pagamento dos danos materiais/lucros cessantes suportados pelos Autores, a serem apurados em fase de liquidação de sentença, com base nos valores recebidos por candidato do mesmo concurso contratado corretamente, devido ao ato ilícito cometido pelo administrador que contratou ilicitamente terceirizados para preenchimento de vagas que deveriam ser preenchidas por concursados.” É o relatório. Decido. A Reclamação deve ser inadmitida, desde logo. Antes da entrada em vigor do Código de Processo Civil de 2015, o SUPREMO tinha posição rígida no sentido da inviabilidade da reclamação para trazer a discussão sobre a má aplicação da sistemática da repercussão geral para a CORTE. Por todos, o seguinte precedente: RECLAMAÇÃO DECISÃO QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PORQUE NÃO RECONHECIDA A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL NELE SUSCITADA ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE INOCORRÊNCIA INADMISSIBILIDADE DO USO DA RECLAMAÇÃO COMO INSTRUMENTO DESTINADO A QUESTIONAR A APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DO SISTEMA DE REPERCUSSÃO GERAL PRECEDENTES FIRMADOS PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RCL 7.547/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE RCL 7.569/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE AI 760.358-QO/SE, REL. MIN. GILMAR MENDES) INCOGNOSCIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO RECONHECIDA PELA DECISÃO AGRAVADA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ (flagrante arbitrariedade da administração), para, assim, condenar a Ré ao pagamento dos danos materiais/lucros cessantes suportados pelos Autores, a serem apurados em fase de liquidação de sentença, com base nos valores recebidos por candidato do mesmo concurso contratado corretamente, devido ao ato ilícito cometido pelo administrador que contratou ilicitamente terceirizados para preenchimento de vagas que deveriam ser preenchidas por concursados.” É o relatório. Decido. A Reclamação deve ser inadmitida, desde logo. Antes da entrada em vigor do Código de Processo Civil de 2015, o SUPREMO tinha posição rígida no sentido da inviabilidade da reclamação para trazer a discussão sobre a má aplicação da sistemática da repercussão geral para a CORTE. Por todos, o seguinte precedente: RECLAMAÇÃO DECISÃO QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PORQUE NÃO RECONHECIDA A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL NELE SUSCITADA ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE INOCORRÊNCIA INADMISSIBILIDADE DO USO DA RECLAMAÇÃO COMO INSTRUMENTO DESTINADO A QUESTIONAR A APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DO SISTEMA DE REPERCUSSÃO GERAL PRECEDENTES FIRMADOS PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RCL 7.547/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE RCL 7.569/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE AI 760.358-QO/SE, REL. MIN. GILMAR MENDES) INCOGNOSCIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO RECONHECIDA PELA DECISÃO AGRAVADA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ LEGITIMIDADE CONSEQUENTE EXTINÇÃO ANÔMALA DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (Rcl 11.217-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 18/2/2014) O Código de Processo Civil/2015 concedeu um restritíssimo espaço para discussão da aplicação da sistemática da repercussão geral, pelo Juízo de origem, no âmbito da Reclamação para os Tribunais Superiores. Somente caberá Reclamação (I) para se assegurar a observância de acórdão formado no julgamento do mérito de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de Recurso Extraordinário ou recurso especial repetitivo e (II) desde que esgotadas todas as instâncias ordinárias, a saber, o percurso de todo o íter recursal cabível antes do acesso à SUPREMA CORTE (Rcl 24.686-ED-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 11/4/2017). É o que se extrai da leitura a contrario sensu do art. 988, § 5..., II: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I a IV – omissis. § 5 É inadmissível a reclamação: I – omissis. II – proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ LEGITIMIDADE CONSEQUENTE EXTINÇÃO ANÔMALA DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (Rcl 11.217-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 18/2/2014) O Código de Processo Civil/2015 concedeu um restritíssimo espaço para discussão da aplicação da sistemática da repercussão geral, pelo Juízo de origem, no âmbito da Reclamação para os Tribunais Superiores. Somente caberá Reclamação (I) para se assegurar a observância de acórdão formado no julgamento do mérito de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de Recurso Extraordinário ou recurso especial repetitivo e (II) desde que esgotadas todas as instâncias ordinárias, a saber, o percurso de todo o íter recursal cabível antes do acesso à SUPREMA CORTE (Rcl 24.686-ED-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 11/4/2017). É o que se extrai da leitura a contrario sensu do art. 988, § 5..., II: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I a IV – omissis. § 5 É inadmissível a reclamação: I – omissis. II – proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ No caso, a parte reclamante aponta a indevida aplicação da tese definida no Tema 671 desta CORTE, asseverando estar clara a preterição dos candidatos e a flagrante arbitrariedade praticada, devendo ser indenizados, conforme estabelecida na exceção da tese de repercussão geral n 671 no recurso repetitivo., pelo valor correspondente aos salários que deixou de perceber em razão da conduta ilegal do ente beneficiário (e- DOC. 1, fl. 8). Pois bem: ressalte-se, em rigor, que a CONSTITUIÇÃO FEDERAL ao estabelecer a competência desta SUPREMA CORTE, em rol taxativo, não prevê o manejo da via reclamatória para apreciar a correção da aplicação da sistemática de repercussão geral, de maneira que incumbe exclusivamente ao tribunal de origem aplicar tal decisão ao caso concreto, pondera o eminente Ministro LUIZ FUX (Rcl 26.633/SP, DJe de 23/5/2017). Assim, este Pretório Excelso, excepcionalmente, conhece e julga reclamações postulando a observância de acórdão de Recurso Extraordinário com repercussão geral reconhecida somente após esgotadas as instâncias ordinárias nos restritos casos em que se depara com decisão teratogênica, vício judicial que autoriza a utilização e admissão deste instrumento processual para fins de cassação do ato reclamado (Rcl 21.445/RS. Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 10/5/2017). Consoante bem observado pela Min. CÁRMEN LÚCIA, desrespeita-se a autoridade da decisão do Supremo quando configurada erronia na aplicação do entendimento, a evidenciar teratologia da decisão reclamada (Rcl 24.911/DF, DJe de 31/8/2016). Cite-se, também, o entendimento do Min. GILMAR MENDES, no sentido de que, quando se intenta garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida, a reclamatória proposta no Supremo Tribunal Federal deve estar arregimentada de dois inseparáveis pressupostos: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobresta o processo, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ No caso, a parte reclamante aponta a indevida aplicação da tese definida no Tema 671 desta CORTE, asseverando estar clara a preterição dos candidatos e a flagrante arbitrariedade praticada, devendo ser indenizados, conforme estabelecida na exceção da tese de repercussão geral n 671 no recurso repetitivo., pelo valor correspondente aos salários que deixou de perceber em razão da conduta ilegal do ente beneficiário (e- DOC. 1, fl. 8). Pois bem: ressalte-se, em rigor, que a CONSTITUIÇÃO FEDERAL ao estabelecer a competência desta SUPREMA CORTE, em rol taxativo, não prevê o manejo da via reclamatória para apreciar a correção da aplicação da sistemática de repercussão geral, de maneira que incumbe exclusivamente ao tribunal de origem aplicar tal decisão ao caso concreto, pondera o eminente Ministro LUIZ FUX (Rcl 26.633/SP, DJe de 23/5/2017). Assim, este Pretório Excelso, excepcionalmente, conhece e julga reclamações postulando a observância de acórdão de Recurso Extraordinário com repercussão geral reconhecida somente após esgotadas as instâncias ordinárias nos restritos casos em que se depara com decisão teratogênica, vício judicial que autoriza a utilização e admissão deste instrumento processual para fins de cassação do ato reclamado (Rcl 21.445/RS. Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 10/5/2017). Consoante bem observado pela Min. CÁRMEN LÚCIA, desrespeita-se a autoridade da decisão do Supremo quando configurada erronia na aplicação do entendimento, a evidenciar teratologia da decisão reclamada (Rcl 24.911/DF, DJe de 31/8/2016). Cite-se, também, o entendimento do Min. GILMAR MENDES, no sentido de que, quando se intenta garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida, a reclamatória proposta no Supremo Tribunal Federal deve estar arregimentada de dois inseparáveis pressupostos: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobresta o processo, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ inadmite liminarmente o recurso da competência do Supremo Tribunal Federal ou julga-o prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a indicar teratologia da decisão reclamada. (Rcl 26.093/PI, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 6/2/2017). É preciso registrar a observação do Min. DIAS TOFFOLI sobre a excepcionalidade do cabimento da Reclamação para fins de questionamento da aplicação do precedente, sendo dever da parte reclamante demonstrar a existência de razões fundamentadas em teratologia na aplicação da norma de interpretação extraída do precedente do Supremo Tribunal Federal com força obrigatória ao caso concreto (Rcl. 26.780-MC/SP, DJe de 5/6/2017). Ademais, rememorem-se as advertências constantes da Rcl 25.474/DF, cujo relator, Ministro ROBERTO BARROSO (DJe de 27/10/2016), externou que o uso de meios processuais manifestamente inadmissíveis gera efeitos danosos à prestação jurisdicional, tomando tempo e recursos escassos desta Corte, causando, ainda, prejuízos à parte contrária. Neste caso concreto, em que pese o esgotamento da jurisdição na instância a quo, o Tribunal de origem decidiu o caso reclamado atento ao aludido precedente. Veja-se a ementa do julgamento do agravo interno interposto contra a decisão que inadmitiu o Recurso Extraordinário do reclamante (e-DOC. 17, fls. 22/23): APELAÇÃO CÍVEL. ADMINISTRATIVO.AÇÃO DE INDENIZAÇAO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. ALEGAÇÃO DOS AUTORES DE QUE FORAM PRETERIDOS EM CONCURSO PÚBLICO EM RAZÃO DA CONTRATAÇÃO DE TERCEIRIZADOS, SOMENTE SENDO CONTRATADOS PASSADOS MAIS DE CINCO ANOS DA PUBLICAÇÃO DO RESULTADO DO CERTAME. AGRAVO RETIDO CONTRA A DECISÃO QUE INDEFERIU A PROVA ORAL CUJO OBJETIVO ERA A COMPROVAÇÃO DO DANO MORAL QUE SE 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ inadmite liminarmente o recurso da competência do Supremo Tribunal Federal ou julga-o prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a indicar teratologia da decisão reclamada. (Rcl 26.093/PI, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 6/2/2017). É preciso registrar a observação do Min. DIAS TOFFOLI sobre a excepcionalidade do cabimento da Reclamação para fins de questionamento da aplicação do precedente, sendo dever da parte reclamante demonstrar a existência de razões fundamentadas em teratologia na aplicação da norma de interpretação extraída do precedente do Supremo Tribunal Federal com força obrigatória ao caso concreto (Rcl. 26.780-MC/SP, DJe de 5/6/2017). Ademais, rememorem-se as advertências constantes da Rcl 25.474/DF, cujo relator, Ministro ROBERTO BARROSO (DJe de 27/10/2016), externou que o uso de meios processuais manifestamente inadmissíveis gera efeitos danosos à prestação jurisdicional, tomando tempo e recursos escassos desta Corte, causando, ainda, prejuízos à parte contrária. Neste caso concreto, em que pese o esgotamento da jurisdição na instância a quo, o Tribunal de origem decidiu o caso reclamado atento ao aludido precedente. Veja-se a ementa do julgamento do agravo interno interposto contra a decisão que inadmitiu o Recurso Extraordinário do reclamante (e-DOC. 17, fls. 22/23): APELAÇÃO CÍVEL. ADMINISTRATIVO.AÇÃO DE INDENIZAÇAO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. ALEGAÇÃO DOS AUTORES DE QUE FORAM PRETERIDOS EM CONCURSO PÚBLICO EM RAZÃO DA CONTRATAÇÃO DE TERCEIRIZADOS, SOMENTE SENDO CONTRATADOS PASSADOS MAIS DE CINCO ANOS DA PUBLICAÇÃO DO RESULTADO DO CERTAME. AGRAVO RETIDO CONTRA A DECISÃO QUE INDEFERIU A PROVA ORAL CUJO OBJETIVO ERA A COMPROVAÇÃO DO DANO MORAL QUE SE 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ CONFUNDE COM O MÉRITO. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA COM BASE NA INEXISTÊNCIA DE ATO ILÍCITO PRATICADO PELA RÉ. PARCIAL REFORMA DO DECISUM. COMPROVADA ILICITUDE DA RÉ QUE GEROU ABALO À DIGNIDADE MORAL DOS AUTORES. 1. No que se refere ao pedido de indenização por danos materiais, o que corresponderia aos vencimentos e demais vantagens relativos aos respectivos cargos a partir da contratação dos terceirizados, o mesmo merece ser afastado. Isso porque a investidura em cargo público somente se dá com a posse e, apenas a partir desse momento é que o servidor passa a ser titular de direitos, dentre os quais o de receber os vencimentos e demais vantagens pecuniárias estabelecidas em lei. Além disso, nada obstante a conduta inidônea da Administração Pública, não houve a prestação de serviços por parte dos autores, o que tornaria o pagamento de valores um enriquecimento ilícito. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça se posiciona no sentido de que quando a nomeação decorre de decisão judicial, o retardamento não configura preterição ou ato ilegítimo da que justifique a indenização. 2. CONTUDO, QUANTO AOS DANOS MORAIS, MERECE REFORMA A SENTENÇA. CONFORME FICOU DEMONSTRADO NO ACÓRDÃO DO MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO PELOS AUTORES (PROCESSO n 0002425-85.2006.8.19.0001), JÁ TRANSITADO EM JULGADO, A CONDUTA DA RÉ MOSTROU-SE ILÍCITA, EIS QUE, AO INVÉS DE NOMEAR OS LITIGANTES, PROCEDEU À CONTRATAÇÃO DE TERCEIRIZADOS. Assim, evidente foi o abalo causado, tendo em vista que os demandantes tiveram suas expectativas de ingressar no serviço público frustradas e precisaram recorrer ao Poder Judiciário para 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ CONFUNDE COM O MÉRITO. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA COM BASE NA INEXISTÊNCIA DE ATO ILÍCITO PRATICADO PELA RÉ. PARCIAL REFORMA DO DECISUM. COMPROVADA ILICITUDE DA RÉ QUE GEROU ABALO À DIGNIDADE MORAL DOS AUTORES. 1. No que se refere ao pedido de indenização por danos materiais, o que corresponderia aos vencimentos e demais vantagens relativos aos respectivos cargos a partir da contratação dos terceirizados, o mesmo merece ser afastado. Isso porque a investidura em cargo público somente se dá com a posse e, apenas a partir desse momento é que o servidor passa a ser titular de direitos, dentre os quais o de receber os vencimentos e demais vantagens pecuniárias estabelecidas em lei. Além disso, nada obstante a conduta inidônea da Administração Pública, não houve a prestação de serviços por parte dos autores, o que tornaria o pagamento de valores um enriquecimento ilícito. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça se posiciona no sentido de que quando a nomeação decorre de decisão judicial, o retardamento não configura preterição ou ato ilegítimo da que justifique a indenização. 2. CONTUDO, QUANTO AOS DANOS MORAIS, MERECE REFORMA A SENTENÇA. CONFORME FICOU DEMONSTRADO NO ACÓRDÃO DO MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO PELOS AUTORES (PROCESSO n 0002425-85.2006.8.19.0001), JÁ TRANSITADO EM JULGADO, A CONDUTA DA RÉ MOSTROU-SE ILÍCITA, EIS QUE, AO INVÉS DE NOMEAR OS LITIGANTES, PROCEDEU À CONTRATAÇÃO DE TERCEIRIZADOS. Assim, evidente foi o abalo causado, tendo em vista que os demandantes tiveram suas expectativas de ingressar no serviço público frustradas e precisaram recorrer ao Poder Judiciário para 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ terem seu direito reconhecido. Comprovada a existência do dever de indenizar, fica prejudicado o agravo retido de fls. 137/141. APELAÇÃO A QUE SE DÁ PARCIAL PROVIMENTO. AGRAVO RETIDO AUTORAL PREJUDICADO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INOCORRÊNCIA DAS HIPÓTESES DO ART.535, I E II, DO Código de Processo Civil. NÃO HÁ OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. A REFORMA DO DECISUM DEVE SER BUSCADA POR MEIO DE OUTRO RECURSO QUE NÃO ESTE. O INTUITO É PRÉ-QUESTIONAR A MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO QUE SE REJEITAM. (...) Compulsando os autos, verifica-se que o Agravante pretende ver a matéria já decidida novamente julgada, eis que repete os argumentos trazidos à baila no Recurso Extraordinário. Com efeito, o recurso deve ser conhecido e desprovido. Isto porque o v. acórdão coincide com a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, por oportunidade do julgamento do Recurso Extraordinário 724.347/DF tema n 671 Direito de candidatos aprovados em concurso público a indenização por danos materiais em razão de alegada demora na nomeação, efetivada apenas após o trânsito em julgado de decisão judicial que reconheceu o direito à investidura . Nesse passo, a decisão agravada encontra-se em consonância com o regime processual de que trata a matéria, merecendo ser desprovido o presente recurso. Em vista do exposto, NEGA-SE PROVIMENTO ao recurso. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ terem seu direito reconhecido. Comprovada a existência do dever de indenizar, fica prejudicado o agravo retido de fls. 137/141. APELAÇÃO A QUE SE DÁ PARCIAL PROVIMENTO. AGRAVO RETIDO AUTORAL PREJUDICADO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INOCORRÊNCIA DAS HIPÓTESES DO ART.535, I E II, DO Código de Processo Civil. NÃO HÁ OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. A REFORMA DO DECISUM DEVE SER BUSCADA POR MEIO DE OUTRO RECURSO QUE NÃO ESTE. O INTUITO É PRÉ-QUESTIONAR A MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO QUE SE REJEITAM. (...) Compulsando os autos, verifica-se que o Agravante pretende ver a matéria já decidida novamente julgada, eis que repete os argumentos trazidos à baila no Recurso Extraordinário. Com efeito, o recurso deve ser conhecido e desprovido. Isto porque o v. acórdão coincide com a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, por oportunidade do julgamento do Recurso Extraordinário 724.347/DF tema n 671 Direito de candidatos aprovados em concurso público a indenização por danos materiais em razão de alegada demora na nomeação, efetivada apenas após o trânsito em julgado de decisão judicial que reconheceu o direito à investidura . Nesse passo, a decisão agravada encontra-se em consonância com o regime processual de que trata a matéria, merecendo ser desprovido o presente recurso. Em vista do exposto, NEGA-SE PROVIMENTO ao recurso. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ Consigne-se, no ponto, que o fato de ter ocorrido nomeação tardia, por si só, não propicia a indenização pretendida, como se depreende do leading case do Tema 671. E, para aferir arbitrariedade flagrante não reconhecida pelo Juízo a quo, faz-se necessário o revolvimento de todo o conjunto fático-probatório do caso de fundo. Ora, está evidente que a parte intenta, forçosamente, o acesso direto ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL com os fins de revisar ato judicial que não se revela, a priori, teratológico, o que não se permite nesta estreita via processual, sob o risco de convolar esta distinta ação em recurso ou em mero atalho processual à CORTE, expedientes repelidos, conforme se extrai dos seguintes precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CRIMINAL. ALEGADO DESRESPEITO À EFICÁCIA VINCULANTE DECORRENTE DO JULGAMENTO DA ADI 4.424 E DA ADC 19. QUEIXA-CRIME. EXERCÍCIO ARBITRÁRIO DAS PRÓPRIAS RAZÕES. ART. 345 DO CÓDIGO PENAL. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. SUBSTRATO FÁTICO E JURÍDICO DIVERSO. NÃO CONFIGURAÇÃO DAS HIPÓTESES DE CABIMENTO DA RECLAMAÇÃO. 1. O ato reclamado não é abrangido pelo entendimento adotado por esta Corte Suprema nos autos da ADI 4.424 e da ADC 19, uma vez que o delito, objeto da Queixa-Crime, diz com o art. 345 do Código Penal exercício arbitrário das próprias razões, matéria estranha ao que se discutiu nos paradigmas invocados. 2. A jurisprudência desta Suprema Corte se consolidou no sentido de que a reclamação não se apresenta como sucedâneo de recursos ou ações cabíveis, sendo inviável o seu manejo como um atalho processual. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (Rcl 15.162- AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 12/4/2016). 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ Consigne-se, no ponto, que o fato de ter ocorrido nomeação tardia, por si só, não propicia a indenização pretendida, como se depreende do leading case do Tema 671. E, para aferir arbitrariedade flagrante não reconhecida pelo Juízo a quo, faz-se necessário o revolvimento de todo o conjunto fático-probatório do caso de fundo. Ora, está evidente que a parte intenta, forçosamente, o acesso direto ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL com os fins de revisar ato judicial que não se revela, a priori, teratológico, o que não se permite nesta estreita via processual, sob o risco de convolar esta distinta ação em recurso ou em mero atalho processual à CORTE, expedientes repelidos, conforme se extrai dos seguintes precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CRIMINAL. ALEGADO DESRESPEITO À EFICÁCIA VINCULANTE DECORRENTE DO JULGAMENTO DA ADI 4.424 E DA ADC 19. QUEIXA-CRIME. EXERCÍCIO ARBITRÁRIO DAS PRÓPRIAS RAZÕES. ART. 345 DO CÓDIGO PENAL. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. SUBSTRATO FÁTICO E JURÍDICO DIVERSO. NÃO CONFIGURAÇÃO DAS HIPÓTESES DE CABIMENTO DA RECLAMAÇÃO. 1. O ato reclamado não é abrangido pelo entendimento adotado por esta Corte Suprema nos autos da ADI 4.424 e da ADC 19, uma vez que o delito, objeto da Queixa-Crime, diz com o art. 345 do Código Penal exercício arbitrário das próprias razões, matéria estranha ao que se discutiu nos paradigmas invocados. 2. A jurisprudência desta Suprema Corte se consolidou no sentido de que a reclamação não se apresenta como sucedâneo de recursos ou ações cabíveis, sendo inviável o seu manejo como um atalho processual. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (Rcl 15.162- AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 12/4/2016). 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ RECLAMAÇÃO ALEGADO DESRESPEITO A DECISÃO PROFERIDA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA, QUE VERSOU CASO CONCRETO NO QUAL A PARTE RECLAMANTE NÃO FIGUROU COMO SUJEITO PROCESSUAL INADMISSIBILIDADE INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO PRECEDENTES INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE AGRAVO AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO RECORRIDO RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Não se revela admissível a reclamação quando invocado, como paradigma, julgamento do Supremo Tribunal Federal proferido em processo de índole subjetiva que versou caso concreto no qual a parte reclamante sequer figurou como sujeito processual. Precedentes. Não cabe reclamação quando utilizada com o objetivo de fazer prevalecer a jurisprudência desta Suprema Corte em situações nas quais os julgamentos do Supremo Tribunal Federal não se revistam de eficácia vinculante, exceto se se tratar de decisão que o Supremo Tribunal Federal tenha proferido em processo subjetivo no qual haja intervindo, como sujeito processual, a própria parte reclamante. O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação constitucional 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ RECLAMAÇÃO ALEGADO DESRESPEITO A DECISÃO PROFERIDA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA, QUE VERSOU CASO CONCRETO NO QUAL A PARTE RECLAMANTE NÃO FIGUROU COMO SUJEITO PROCESSUAL INADMISSIBILIDADE INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO PRECEDENTES INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE AGRAVO AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO RECORRIDO RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Não se revela admissível a reclamação quando invocado, como paradigma, julgamento do Supremo Tribunal Federal proferido em processo de índole subjetiva que versou caso concreto no qual a parte reclamante sequer figurou como sujeito processual. Precedentes. Não cabe reclamação quando utilizada com o objetivo de fazer prevalecer a jurisprudência desta Suprema Corte em situações nas quais os julgamentos do Supremo Tribunal Federal não se revistam de eficácia vinculante, exceto se se tratar de decisão que o Supremo Tribunal Federal tenha proferido em processo subjetivo no qual haja intervindo, como sujeito processual, a própria parte reclamante. O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação constitucional 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes. O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1..., ambos do Código de Processo Civil, deve infirmar todos os fundamentos em que se assenta a decisão agravada. Não basta, desse modo, ao recorrente impugnar o que considera ser o fundamento principal do ato decisório contra o qual se insurge. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes. (Rcl 20.956-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 16/9/2015). Por fim, citem-se as seguintes reclamações julgadas nesta CORTE com semelhantes desdobramentos ora projetados: RCL 31.048/DF (Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 10/8/2018); RCL 30.513/ES (Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1.../8/2018); RCL 25.005/AM (Rel. Min. ROSA WEBER, DJe de 1.../2/2018). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DEFIRO o pedido de GRATUIDADE DE JUSTIÇA e NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. ” As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. A propósito, ressalte-se a presença, nestes autos, de contexto diverso do existente no ARE 965.154 e na Rcl 27.789. Na primeira demanda, da qual fui relator, não houve preterição de candidato aprovado em face de terceirizados, mas retardamento da investidura da parte recorrente devido a erro grosseiro da Administração, que a confundiu com outra candidata, ainda que seus sobrenomes fossem completamente distintos, sendo tal confusão injustificável. Ademais, esse equívoco levou dois anos para ser sanado. Por sua vez, na Rcl 27.789-AgR, de relatoria do eminente Ministro ROBERTO BARROSO, não foi necessário vertical exame da matéria 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes. O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1..., ambos do Código de Processo Civil, deve infirmar todos os fundamentos em que se assenta a decisão agravada. Não basta, desse modo, ao recorrente impugnar o que considera ser o fundamento principal do ato decisório contra o qual se insurge. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes. (Rcl 20.956-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 16/9/2015). Por fim, citem-se as seguintes reclamações julgadas nesta CORTE com semelhantes desdobramentos ora projetados: RCL 31.048/DF (Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 10/8/2018); RCL 30.513/ES (Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 1.../8/2018); RCL 25.005/AM (Rel. Min. ROSA WEBER, DJe de 1.../2/2018). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DEFIRO o pedido de GRATUIDADE DE JUSTIÇA e NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. ” As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. A propósito, ressalte-se a presença, nestes autos, de contexto diverso do existente no ARE 965.154 e na Rcl 27.789. Na primeira demanda, da qual fui relator, não houve preterição de candidato aprovado em face de terceirizados, mas retardamento da investidura da parte recorrente devido a erro grosseiro da Administração, que a confundiu com outra candidata, ainda que seus sobrenomes fossem completamente distintos, sendo tal confusão injustificável. Ademais, esse equívoco levou dois anos para ser sanado. Por sua vez, na Rcl 27.789-AgR, de relatoria do eminente Ministro ROBERTO BARROSO, não foi necessário vertical exame da matéria 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ probatória do caso de fundo, como entendo ser necessário nestes autos, já que a questão da preterição dos candidatos de concurso público por funcionários terceirizados, embora gere direito líquido e certo à nomeação dos preteridos, não se convola em questão eminentemente de direito, mas carece de acurado exame dos autos da ação indenizatória. No caso sob exame, eis o que assentou o Magistrado de primeiro grau quanto à ausência de ilicitude nos atos praticados pela ora beneficiária: No mérito, tem-se que, embora tardia a convocação e nomeação dos autores, eis que estas se deram em 11/08/2009 e, ainda, em que pese a demissão e a posterior recontratação do primeiro autor, entendo que a ré não praticou qualquer ato contrário aos princípios da administração pública, como abaixo será visto. (...) Conforme se extrai dos autos os autores foram classificados, para o Cadastro de Reserva, respectivamente, em 17... e 75... lugar, tendo a ré convocado apenas o 1... lugar do cargo pretendido para o primeiro autor e até o 9... lugar para o cargo pretendido para o segundo autor. Ora, o acórdão proferido no Mandado de Segurança, cujo processo recebeu o n 0002425-85.2006.8.19.0001, da lavra do eminente Des. Relator Jorge Luiz Habib, foi expresso em determinar a contratação dos impetrantes para os cargos a que prestaram concurso, obedecida a ordem de classificação de cada um dos impetrantes, conforme abaixo se transcreve: “EX POSITIS, dá-se parcial provimento ao primeiro recurso, e nega-se provimento ao segundo, reformando-se em parte a sentença monocrática, para conceder parcialmente a segurança, determinando a imediata contratação dos impetrantes no cargo para o qual prestaram o concurso público, obedecida a ordem de classificação de cada um dos impetrantes, sob pena de multa diária de R$500,00 (quinhentos reais)”. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ probatória do caso de fundo, como entendo ser necessário nestes autos, já que a questão da preterição dos candidatos de concurso público por funcionários terceirizados, embora gere direito líquido e certo à nomeação dos preteridos, não se convola em questão eminentemente de direito, mas carece de acurado exame dos autos da ação indenizatória. No caso sob exame, eis o que assentou o Magistrado de primeiro grau quanto à ausência de ilicitude nos atos praticados pela ora beneficiária: No mérito, tem-se que, embora tardia a convocação e nomeação dos autores, eis que estas se deram em 11/08/2009 e, ainda, em que pese a demissão e a posterior recontratação do primeiro autor, entendo que a ré não praticou qualquer ato contrário aos princípios da administração pública, como abaixo será visto. (...) Conforme se extrai dos autos os autores foram classificados, para o Cadastro de Reserva, respectivamente, em 17... e 75... lugar, tendo a ré convocado apenas o 1... lugar do cargo pretendido para o primeiro autor e até o 9... lugar para o cargo pretendido para o segundo autor. Ora, o acórdão proferido no Mandado de Segurança, cujo processo recebeu o n 0002425-85.2006.8.19.0001, da lavra do eminente Des. Relator Jorge Luiz Habib, foi expresso em determinar a contratação dos impetrantes para os cargos a que prestaram concurso, obedecida a ordem de classificação de cada um dos impetrantes, conforme abaixo se transcreve: “EX POSITIS, dá-se parcial provimento ao primeiro recurso, e nega-se provimento ao segundo, reformando-se em parte a sentença monocrática, para conceder parcialmente a segurança, determinando a imediata contratação dos impetrantes no cargo para o qual prestaram o concurso público, obedecida a ordem de classificação de cada um dos impetrantes, sob pena de multa diária de R$500,00 (quinhentos reais)”. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ E, com o trânsito em julgado da decisão unânime do colegiado, o douto Juízo do processo de origem – 35... Vara Cível da Comarca da Capital – determinou o cumprimento do acórdão, oportunidade em que a parte ré esclareceu que estava cumprindo a decisão do acórdão, procedendo a convocação, obedecendo a ordem de classificação. Intimada a esclarecer acerca do integral cumprimento da obrigação, a ré informou que o prazo de validade do concurso havia expirado e que não tinha mais obrigação de convocar os candidatos aprovados quando da formação de cadastro de reserva, salvo por determinação judicial, já que o acórdão condicionou a observância da ordem de classificação, quando da convocação. Diante disso, o douto Juiz do processo de origem decidiu pela inexequibilidade da ordem judicial, o que obsta a execução e, interposto embargos declaratórios, foram os mesmos rejeitados, conforme se extrai de fls. 1458 e 1477 do apenso, cuja juntada se deu por linha. O douto Juiz da 35... Vara Cível, fls. 1479/1480 do apenso, entendeu por bem reconsiderar as decisões logo acima citadas e determinou o imediato cumprimento do que já restou decidido, sob as penas já estipuladas pelo judiciário. Com base nessa decisão de fls. 1479, a ré promoveu o imediato cumprimento da ordem judicial, convocando os autores, bem como interpôs agravo de instrumento, oportunidade em que a decisão de fls. 1479 foi reconsiderada, tendo o agravo perdido o objeto, conforme consta de fls. 1497. Em razão do pedido de revogação da decisão de fls. 1497, o douto Juiz entendeu que não havia mais nada a ser discutido naquele processo, considerando a decisão proferida no acórdão, não sendo razoável que os impetrantes fossem beneficiados pela decisão de fls. 1479, que foi reconsiderada, sob pena de ferir o princípio da igualdade que deve imperar entre os candidatos. E, assim, foi determinada a baixa e o arquivamento do mandado de segurança (fls. 1596/9 do apenso). 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ E, com o trânsito em julgado da decisão unânime do colegiado, o douto Juízo do processo de origem – 35... Vara Cível da Comarca da Capital – determinou o cumprimento do acórdão, oportunidade em que a parte ré esclareceu que estava cumprindo a decisão do acórdão, procedendo a convocação, obedecendo a ordem de classificação. Intimada a esclarecer acerca do integral cumprimento da obrigação, a ré informou que o prazo de validade do concurso havia expirado e que não tinha mais obrigação de convocar os candidatos aprovados quando da formação de cadastro de reserva, salvo por determinação judicial, já que o acórdão condicionou a observância da ordem de classificação, quando da convocação. Diante disso, o douto Juiz do processo de origem decidiu pela inexequibilidade da ordem judicial, o que obsta a execução e, interposto embargos declaratórios, foram os mesmos rejeitados, conforme se extrai de fls. 1458 e 1477 do apenso, cuja juntada se deu por linha. O douto Juiz da 35... Vara Cível, fls. 1479/1480 do apenso, entendeu por bem reconsiderar as decisões logo acima citadas e determinou o imediato cumprimento do que já restou decidido, sob as penas já estipuladas pelo judiciário. Com base nessa decisão de fls. 1479, a ré promoveu o imediato cumprimento da ordem judicial, convocando os autores, bem como interpôs agravo de instrumento, oportunidade em que a decisão de fls. 1479 foi reconsiderada, tendo o agravo perdido o objeto, conforme consta de fls. 1497. Em razão do pedido de revogação da decisão de fls. 1497, o douto Juiz entendeu que não havia mais nada a ser discutido naquele processo, considerando a decisão proferida no acórdão, não sendo razoável que os impetrantes fossem beneficiados pela decisão de fls. 1479, que foi reconsiderada, sob pena de ferir o princípio da igualdade que deve imperar entre os candidatos. E, assim, foi determinada a baixa e o arquivamento do mandado de segurança (fls. 1596/9 do apenso). 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ Diante de todas as decisões que se deram nos autos do mandado de segurança, constata-se que, na verdade, a ré não praticou qualquer ato ilícito, tendo, tão e somente, cumprido as ordens judiciais, uma vez que o acórdão foi expresso em determinar a contratação com observância a ordem de classificação. Logo, não poderia a ré, como de fato não pode, deixar de observar essa ordem, sob pena de ferir o principio da isonomia. Registre-se, ainda, que diante da decisão da douta magistrada de fls. 1596/9, prolatada nos autos do mandado de segurança, a ré concluiu que a ordem judicial que assegurava a permanência dos autores em seu quadro funcional, não mais subsistia, ante a reconsideração da mesma e, assim, promoveu a demissão da parte autora, fls. 1637. E, em razão do provimento dado ao agravo de instrumento interposto pelos autores, ante o inconformismo da decisão de fls. 1596/9, os autores foram reintegrados, tendo a ré, mais uma vez, não usar cumprir o comando judicial, fls. 1693/6. Logo, inexiste o alegado ato ilícito praticado pela ré, tendo a mesma feito observar os princípios que regem a administração pública, bem como o da vinculação ao instrumento convocatório e da isonomia entre os demais candidatos, aos quais está adstrita (doc. 15 – fls. 161/162). Presente esse contexto, tenho por inexistente a situação de arbitrariedade flagrante, prevista como exceção ao que decidido no leading case (Recurso Extraordinário 724.347). Como o Tribunal reclamado asseverou não ser cabível o pedido indenizatório, em virtude de o aresto alinhar-se à regra constante do Tema 671, para revisar a incidência da tese vinculante mostra-se imprescindível o reexame do conjunto de provas coligidos aos autos do caso de fundo. Nesse sentido, dentre outros precedentes listados na decisão agravada, cite-se: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGÊNCIA DO Código de Processo Civil/73. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ Diante de todas as decisões que se deram nos autos do mandado de segurança, constata-se que, na verdade, a ré não praticou qualquer ato ilícito, tendo, tão e somente, cumprido as ordens judiciais, uma vez que o acórdão foi expresso em determinar a contratação com observância a ordem de classificação. Logo, não poderia a ré, como de fato não pode, deixar de observar essa ordem, sob pena de ferir o principio da isonomia. Registre-se, ainda, que diante da decisão da douta magistrada de fls. 1596/9, prolatada nos autos do mandado de segurança, a ré concluiu que a ordem judicial que assegurava a permanência dos autores em seu quadro funcional, não mais subsistia, ante a reconsideração da mesma e, assim, promoveu a demissão da parte autora, fls. 1637. E, em razão do provimento dado ao agravo de instrumento interposto pelos autores, ante o inconformismo da decisão de fls. 1596/9, os autores foram reintegrados, tendo a ré, mais uma vez, não usar cumprir o comando judicial, fls. 1693/6. Logo, inexiste o alegado ato ilícito praticado pela ré, tendo a mesma feito observar os princípios que regem a administração pública, bem como o da vinculação ao instrumento convocatório e da isonomia entre os demais candidatos, aos quais está adstrita (doc. 15 – fls. 161/162). Presente esse contexto, tenho por inexistente a situação de arbitrariedade flagrante, prevista como exceção ao que decidido no leading case (Recurso Extraordinário 724.347). Como o Tribunal reclamado asseverou não ser cabível o pedido indenizatório, em virtude de o aresto alinhar-se à regra constante do Tema 671, para revisar a incidência da tese vinculante mostra-se imprescindível o reexame do conjunto de provas coligidos aos autos do caso de fundo. Nesse sentido, dentre outros precedentes listados na decisão agravada, cite-se: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGÊNCIA DO Código de Processo Civil/73. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 32167 AGR / RJ ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO TARDIA. INVESTIDURA EM CARGO PÚBLICO POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL. DIREITO INDENIZAÇÃO. MATÉRIA JÁ EXAMINADA SOB O ENFOQUE DA REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 671. Recurso Extraordinário 724.347. ALEGAÇÃO DE ARBITRARIEDADE FLAGRANTE. MATÉRIA FÁTICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 738.910-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 6/9/2018). Ratifica-se, portanto, o entendimento aplicado, de modo a manter, em todos os seus termos, a decisão recorrida. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO AO AGRAVO INTERNO. É o voto. 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO TARDIA. INVESTIDURA EM CARGO PÚBLICO POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL. DIREITO INDENIZAÇÃO. MATÉRIA JÁ EXAMINADA SOB O ENFOQUE DA REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 671. Recurso Extraordinário 724.347. ALEGAÇÃO DE ARBITRARIEDADE FLAGRANTE. MATÉRIA FÁTICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 738.910-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 6/9/2018). Ratifica-se, portanto, o entendimento aplicado, de modo a manter, em todos os seus termos, a decisão recorrida. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO AO AGRAVO INTERNO. É o voto. 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 612C-1BE5-E445-9560 e senha A08C-0BCF-5993-498C Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Esclarecimento 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Então, na verdade, o que se pretende é que nós analisemos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Ainda não foram investidos? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Não foram investidos ainda. Não consta aqui, Presidente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) - Porque o caso que julgamos – fiquei como redator designado – seria o da investidura tardia. Determinação judicial para que ocorresse essa investidura. Assentamos que, ante a arbitrariedade flagrante... O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Aquele caso é diverso, é o caso de Campina Grande, salvo engano. Houve um caso aqui... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Fui relator; o redator do acórdão foi o ministro Luís Roberto Barroso; a situação é inversa. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Exatamente, a situação é inversa. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Reconhecia, no voto, o direito à indenização, mas o Ministro condicionou a indenização a uma situação reveladora de arbitrariedade flagrante. Aí fica um pouco difícil realmente, porque teríamos que definir se houve ou não arbitrariedade flagrante. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Aqui, a Terceira Vice-Presidência analisou a questão da devida indenização pelos prejuízos suportados em razão do ato ilícito e abusivo da administração pública, tendo em vista a sua preterição por terceiros ilegalmente contratados pela beneficiária, uma vez que somente foi empossado no cargo por força de sentença judicial proferida nos autos do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 06D7-61CD-FCD5-3D8E e senha 3A83-5D36-560A-6AAA Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Então, na verdade, o que se pretende é que nós analisemos. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Ainda não foram investidos? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Não foram investidos ainda. Não consta aqui, Presidente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) - Porque o caso que julgamos – fiquei como redator designado – seria o da investidura tardia. Determinação judicial para que ocorresse essa investidura. Assentamos que, ante a arbitrariedade flagrante... O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Aquele caso é diverso, é o caso de Campina Grande, salvo engano. Houve um caso aqui... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Fui relator; o redator do acórdão foi o ministro Luís Roberto Barroso; a situação é inversa. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Exatamente, a situação é inversa. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Reconhecia, no voto, o direito à indenização, mas o Ministro condicionou a indenização a uma situação reveladora de arbitrariedade flagrante. Aí fica um pouco difícil realmente, porque teríamos que definir se houve ou não arbitrariedade flagrante. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Aqui, a Terceira Vice-Presidência analisou a questão da devida indenização pelos prejuízos suportados em razão do ato ilícito e abusivo da administração pública, tendo em vista a sua preterição por terceiros ilegalmente contratados pela beneficiária, uma vez que somente foi empossado no cargo por força de sentença judicial proferida nos autos do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 06D7-61CD-FCD5-3D8E e senha 3A83-5D36-560A-6AAA Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Esclarecimento RCL 32167 AGR / RJ mandado de segurança já transitado em julgado. Essa é a alegação dos agravantes. A decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça aplicou a Repercussão Geral 671. E não há aqui, para que nós pudéssemos dar seguimento à reclamação, a meu ver - por isso neguei o seguimento à reclamação -, teríamos que analisar toda a situação fática, se houve ou não a questão de ato ilícito abusivo, inclusive matéria probatória, e não cabe, em reclamação, essa análise. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 06D7-61CD-FCD5-3D8E e senha 3A83-5D36-560A-6AAA Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ mandado de segurança já transitado em julgado. Essa é a alegação dos agravantes. A decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça aplicou a Repercussão Geral 671. E não há aqui, para que nós pudéssemos dar seguimento à reclamação, a meu ver - por isso neguei o seguimento à reclamação -, teríamos que analisar toda a situação fática, se houve ou não a questão de ato ilícito abusivo, inclusive matéria probatória, e não cabe, em reclamação, essa análise. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 06D7-61CD-FCD5-3D8E e senha 3A83-5D36-560A-6AAA Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Cumprimento o ilustre Advogado. Também eu, Presidente, penso que temos de estabelecer um limite razoável para o uso da reclamação. Eu sei que para o Advogado é sempre melhor e mais prático, eu entendo, mas, de certa forma, subverte a tramitação normal do processo, um pouco que fura a fila. De modo que a informação do Advogado, na origem, qual é a situação na origem? É uma ação de que natureza? O SENHOR ADVOGADO - É uma ação indenizatória. Houve um mandado de segurança que já transitou em julgado. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Uma ação indenizatória por investidura tardia? O SENHOR ADVOGADO - Exatamente. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu penso que a aferir. E aí a decisão foi desfavorável? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Chegou a ser nomeado ou não? O SENHOR ADVOGADO - Chegou a ser nomeado. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Já estão exercendo. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A decisão foi desfavorável? O SENHOR ADVOGADO - Foi desfavorável. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Em primeiro grau ou em segundo grau? O SENHOR ADVOGADO - Em primeiro e segundo grau. Foi interposto o recurso extraordinário e foi inadmitido. Da decisão que inadmitiu, houve recurso para o Tribunal e, da decisão do Tribunal, a reclamação para o Supremo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9810-62A1-A9F1-6049 e senha BA20-89B4-5CE6-2435 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Cumprimento o ilustre Advogado. Também eu, Presidente, penso que temos de estabelecer um limite razoável para o uso da reclamação. Eu sei que para o Advogado é sempre melhor e mais prático, eu entendo, mas, de certa forma, subverte a tramitação normal do processo, um pouco que fura a fila. De modo que a informação do Advogado, na origem, qual é a situação na origem? É uma ação de que natureza? O SENHOR ADVOGADO - É uma ação indenizatória. Houve um mandado de segurança que já transitou em julgado. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Uma ação indenizatória por investidura tardia? O SENHOR ADVOGADO - Exatamente. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu penso que a aferir. E aí a decisão foi desfavorável? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Chegou a ser nomeado ou não? O SENHOR ADVOGADO - Chegou a ser nomeado. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Já estão exercendo. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - A decisão foi desfavorável? O SENHOR ADVOGADO - Foi desfavorável. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Em primeiro grau ou em segundo grau? O SENHOR ADVOGADO - Em primeiro e segundo grau. Foi interposto o recurso extraordinário e foi inadmitido. Da decisão que inadmitiu, houve recurso para o Tribunal e, da decisão do Tribunal, a reclamação para o Supremo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9810-62A1-A9F1-6049 e senha BA20-89B4-5CE6-2435 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 32167 AGR / RJ O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - O tribunal não deu sequência, não deu seguimento? O SENHOR ADVOGADO - Ao Recurso Extraordinário. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – A tomadora dos serviços o arregimentou por força de decisão judicial, determinando...? O SENHOR ADVOGADO - Em um mandado de segurança que já transitou. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Exatamente, Presidente, foi um substitutivo de recurso extraordinário. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Basicamente, o Tribunal entendeu que não houve arbitrariedade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – É que, na origem, o recurso não mereceu processamento. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Então, como não mereceu processamento, entrou-se com a reclamação para fazer as vezes do recurso extraordinário. Se nós formos receber sempre reclamação... O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É porque não cabe mais recurso desta decisão que aplicou a repercussão geral. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Exato. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu entendo a situação, mas a verdade é que o Tribunal decidiu desfavoravelmente. Não é que aplicou mal a súmula. O Tribunal entendeu que não houve arbitrariedade flagrante e por isso julgou improcedente o pedido. De modo que eu entendo a irresignação, mas acho que não há caminho processual para remediar isso. Portanto, eu estou acompanhando o Relator, Presidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9810-62A1-A9F1-6049 e senha BA20-89B4-5CE6-2435 Supremo Tribunal Federal RCL 32167 AGR / RJ O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - O tribunal não deu sequência, não deu seguimento? O SENHOR ADVOGADO - Ao Recurso Extraordinário. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – A tomadora dos serviços o arregimentou por força de decisão judicial, determinando...? O SENHOR ADVOGADO - Em um mandado de segurança que já transitou. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Exatamente, Presidente, foi um substitutivo de recurso extraordinário. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Basicamente, o Tribunal entendeu que não houve arbitrariedade. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – É que, na origem, o recurso não mereceu processamento. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Então, como não mereceu processamento, entrou-se com a reclamação para fazer as vezes do recurso extraordinário. Se nós formos receber sempre reclamação... O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - É porque não cabe mais recurso desta decisão que aplicou a repercussão geral. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR) - Exato. O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu entendo a situação, mas a verdade é que o Tribunal decidiu desfavoravelmente. Não é que aplicou mal a súmula. O Tribunal entendeu que não houve arbitrariedade flagrante e por isso julgou improcedente o pedido. De modo que eu entendo a irresignação, mas acho que não há caminho processual para remediar isso. Portanto, eu estou acompanhando o Relator, Presidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9810-62A1-A9F1-6049 e senha BA20-89B4-5CE6-2435 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Como a minha sina é divergir, vou fazê-lo. O que houve? Ordem judicial para o reclamante ser contratado. Antes, fora informado o Juízo de que o prazo do concurso já tinha expirado, e assim não cabia a nomeação. Mas houve a ordem judicial! O pressuposto que estabeleço é que se teve decisão flagrantemente arbitrária da tomadora de serviço, negando a posse que já deveria ter ocorrido anteriormente. Por isso, o paradigma da lavra do ministro Luís Roberto Barroso é consentâneo com a situação concreta, ensejando a reforma do que decidido na origem e impugnado mediante o extraordinário, o qual não mereceu sequência. Provejo o agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F57-6077-9B6E-F19D e senha F0E8-08EF-E487-728C Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Como a minha sina é divergir, vou fazê-lo. O que houve? Ordem judicial para o reclamante ser contratado. Antes, fora informado o Juízo de que o prazo do concurso já tinha expirado, e assim não cabia a nomeação. Mas houve a ordem judicial! O pressuposto que estabeleço é que se teve decisão flagrantemente arbitrária da tomadora de serviço, negando a posse que já deveria ter ocorrido anteriormente. Por isso, o paradigma da lavra do ministro Luís Roberto Barroso é consentâneo com a situação concreta, ensejando a reforma do que decidido na origem e impugnado mediante o extraordinário, o qual não mereceu sequência. Provejo o agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F57-6077-9B6E-F19D e senha F0E8-08EF-E487-728C Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : RAFAEL QUINTELLA COUTO ADV.(A/S) : RAFAEL DE AMORIM LIMA (153730/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FURNAS-CENTRAIS ELETRICAS S.A. ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio, que presidiu o julgamento. Falou o Dr. Giovani Menicucci pelo Agravante. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6CAB-1325-6A65-3864 e senha 2E9A-8116-AD0B-714D Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.167 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : RAFAEL QUINTELLA COUTO ADV.(A/S) : RAFAEL DE AMORIM LIMA (153730/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FURNAS-CENTRAIS ELETRICAS S.A. ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio, que presidiu o julgamento. Falou o Dr. Giovani Menicucci pelo Agravante. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6CAB-1325-6A65-3864 e senha 2E9A-8116-AD0B-714D Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
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"Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "RAFAEL QUINTELLA COUTO", "RAFAEL DE AMORIM LIMA", "Marco Aurélio", "Giovani Menicucci", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "2", "/", "2014", "11", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "2", "/", 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"2001", "16", "/", "9", "/", "2015", "10", "/", "8", "/", "2018", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2018", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "08", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "08", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "9", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "9", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 146.722 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :RODRIGO RODRIGUES TOLENTINO IMPTE.(S) :JOSE ROBERTO NUNES JUNIOR COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – SUPRESSÃO – INSTÂNCIA. Revelando o habeas corpus parte única – o paciente, personificado pelo impetrante –, o instituto da supressão de instância há de ser tomado, no que visa beneficiá-la, com as cautelas próprias. PENA – REGIME DE CUMPRIMENTO. O regime de cumprimento deve ser definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2º e 3º, do Código Penal. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE – SUBSTITUIÇÃO. Uma vez aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos, não tendo sido o crime cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, sendo o paciente primário e tendo sido as circunstâncias judiciais valoradas favoravelmente, possível é a substituição por restritiva de direitos – artigo 44, incisos I, II e III, do Código Penal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em deferir a ordem, nos termos do voto do relator e por maioria, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-3947-CFA7-27DE e senha F39B-0353-60ED-A656 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão HC 146722 / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-3947-CFA7-27DE e senha F39B-0353-60ED-A656 Supremo Tribunal Federal HC 146722 / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-3947-CFA7-27DE e senha F39B-0353-60ED-A656 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 146.722 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :RODRIGO RODRIGUES TOLENTINO IMPTE.(S) :JOSE ROBERTO NUNES JUNIOR COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O paciente foi condenado a 2 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 250 dias-multa, ante a prática do delito previsto no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei nº 11.343/2006. O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Birigui/SP, no processo de execução nº 762.119, em cumprimento ao decidido pelo Superior Tribunal de Justiça no habeas corpus nº 270.367/SP, no que determinada a avaliação da possibilidade de modificação do regime inicial de pena, manteve o fechado, aludindo à periculosidade do paciente, aos prejuízos do tráfico para a sociedade e ao fato de ter empreendido fuga quando da prisão. A Décima Primeira Câmara de Direito Criminal do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B352-6E99-E852-8372 e senha 63A1-DE78-3B0E-A166 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 146.722 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :RODRIGO RODRIGUES TOLENTINO IMPTE.(S) :JOSE ROBERTO NUNES JUNIOR COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O paciente foi condenado a 2 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 250 dias-multa, ante a prática do delito previsto no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei nº 11.343/2006. O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Birigui/SP, no processo de execução nº 762.119, em cumprimento ao decidido pelo Superior Tribunal de Justiça no habeas corpus nº 270.367/SP, no que determinada a avaliação da possibilidade de modificação do regime inicial de pena, manteve o fechado, aludindo à periculosidade do paciente, aos prejuízos do tráfico para a sociedade e ao fato de ter empreendido fuga quando da prisão. A Décima Primeira Câmara de Direito Criminal do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B352-6E99-E852-8372 e senha 63A1-DE78-3B0E-A166 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 146722 / SP Tribunal de Justiça desproveu o agravo em execução interposto pela defesa, assentando demonstrada a inadequação do regime menos gravoso, considerada a quantidade e variedade de entorpecentes apreendidos – 111 micropontos de LSD e 43 comprimidos de ecstasy – e o fato de destinarem-se a festas da região, atingindo numerosas pessoas. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 398.456/SP, o qual teve a ordem deferida de ofício pela Sexta Turma para fixar o regime inicial semiaberto. O impetrante sustenta a existência de constrangimento ilegal em virtude da não substituição da pena privativa de liberdade por limitadora de direitos, aludindo à Resolução nº 5 do Senado Federal. Destaca o decidido pelo Supremo no habeas corpus nº 97.256 acerca da inconstitucionalidade do dispositivo da Lei de Tóxicos a vedar a substituição da pena restritiva da liberdade por de direitos. Realça as condições pessoais favoráveis do paciente – primário, com bons antecedentes e não dedicado a atividades criminosas –, a viabilizarem o implemento do benefício. […] Requereu, no campo precário e efêmero, a suspensão dos efeitos do acórdão formalizado pelo Tribunal estadual. No mérito, busca a colocação do paciente em regime aberto de cumprimento e a substituição da pena privativa de liberdade por limitadoras de direitos. Vossa Excelência, em 20 de setembro de 2017, deferiu a liminar, determinando, até o julgamento do mérito deste habeas, a observância do regime aberto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B352-6E99-E852-8372 e senha 63A1-DE78-3B0E-A166 Supremo Tribunal Federal HC 146722 / SP Tribunal de Justiça desproveu o agravo em execução interposto pela defesa, assentando demonstrada a inadequação do regime menos gravoso, considerada a quantidade e variedade de entorpecentes apreendidos – 111 micropontos de LSD e 43 comprimidos de ecstasy – e o fato de destinarem-se a festas da região, atingindo numerosas pessoas. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 398.456/SP, o qual teve a ordem deferida de ofício pela Sexta Turma para fixar o regime inicial semiaberto. O impetrante sustenta a existência de constrangimento ilegal em virtude da não substituição da pena privativa de liberdade por limitadora de direitos, aludindo à Resolução nº 5 do Senado Federal. Destaca o decidido pelo Supremo no habeas corpus nº 97.256 acerca da inconstitucionalidade do dispositivo da Lei de Tóxicos a vedar a substituição da pena restritiva da liberdade por de direitos. Realça as condições pessoais favoráveis do paciente – primário, com bons antecedentes e não dedicado a atividades criminosas –, a viabilizarem o implemento do benefício. […] Requereu, no campo precário e efêmero, a suspensão dos efeitos do acórdão formalizado pelo Tribunal estadual. No mérito, busca a colocação do paciente em regime aberto de cumprimento e a substituição da pena privativa de liberdade por limitadoras de direitos. Vossa Excelência, em 20 de setembro de 2017, deferiu a liminar, determinando, até o julgamento do mérito deste habeas, a observância do regime aberto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B352-6E99-E852-8372 e senha 63A1-DE78-3B0E-A166 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório HC 146722 / SP A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração no tocante à substituição da sanção, dizendo não apreciada a matéria pelo Tribunal de Justiça ou pelo Superior, a implicar supressão de instância. Destaca não haver ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 7 de outubro de 2017, revelou o arquivamento definitivo do processo, em 11 de abril último. Lancei visto no processo em 15 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 26 de fevereiro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B352-6E99-E852-8372 e senha 63A1-DE78-3B0E-A166 Supremo Tribunal Federal HC 146722 / SP A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração no tocante à substituição da sanção, dizendo não apreciada a matéria pelo Tribunal de Justiça ou pelo Superior, a implicar supressão de instância. Destaca não haver ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 7 de outubro de 2017, revelou o arquivamento definitivo do processo, em 11 de abril último. Lancei visto no processo em 15 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 26 de fevereiro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B352-6E99-E852-8372 e senha 63A1-DE78-3B0E-A166 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 146.722 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O princípio da vedação da supressão de instância há de ser tomado com reserva em se tratando de impetração. Visa beneficiar a parte, e esta, no habeas corpus, é unicamente o paciente, personificado pelo impetrante. Reafirmo a óptica veiculada quando do implemento da medida acauteladora: […] 2. Percebam a disciplina legal referente ao estabelecimento do regime de cumprimento da pena. Norteia-o o patamar alusivo à condenação e as circunstâncias judiciais. É o que está previsto no artigo 33 do Código Penal. A sanção ficou abaixo de 4 anos, tendo sido as circunstâncias judiciais valoradas favoravelmente. Assim, o regime adequado é o aberto. […] O quadro revela ser adequada a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, uma vez imposta sanção não superior a 4 anos, em virtude da prática de crime sem violência ou grave ameaça à pessoa, por paciente primário, e considerada a valoração favorável das circunstâncias judiciais – artigo 44, incisos I, II e III, do Código Penal. Defiro a ordem, para estabelecer, no tocante ao cumprimento da pena, o regime inicial aberto, e determinar ao Juízo da Execução o implemento da substituição da sanção privativa de liberdade por restritiva de direitos, ante o processo de execução nº 762.119, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Birigui/SP. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D22C-FB29-D65A-CD0A e senha 2F48-D116-1311-7F93 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 146.722 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O princípio da vedação da supressão de instância há de ser tomado com reserva em se tratando de impetração. Visa beneficiar a parte, e esta, no habeas corpus, é unicamente o paciente, personificado pelo impetrante. Reafirmo a óptica veiculada quando do implemento da medida acauteladora: […] 2. Percebam a disciplina legal referente ao estabelecimento do regime de cumprimento da pena. Norteia-o o patamar alusivo à condenação e as circunstâncias judiciais. É o que está previsto no artigo 33 do Código Penal. A sanção ficou abaixo de 4 anos, tendo sido as circunstâncias judiciais valoradas favoravelmente. Assim, o regime adequado é o aberto. […] O quadro revela ser adequada a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, uma vez imposta sanção não superior a 4 anos, em virtude da prática de crime sem violência ou grave ameaça à pessoa, por paciente primário, e considerada a valoração favorável das circunstâncias judiciais – artigo 44, incisos I, II e III, do Código Penal. Defiro a ordem, para estabelecer, no tocante ao cumprimento da pena, o regime inicial aberto, e determinar ao Juízo da Execução o implemento da substituição da sanção privativa de liberdade por restritiva de direitos, ante o processo de execução nº 762.119, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Birigui/SP. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D22C-FB29-D65A-CD0A e senha 2F48-D116-1311-7F93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 146.722 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, peço vênia a Vossa Excelência, mas mantenho a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que já havia concedido parcialmente o habeas corpus, para fixar o regime inicial semiaberto. Na condenação, houve, por parte tanto da Vara Criminal da Comarca de Birigui, quanto da 11ª Câmara do TJ/SP, a fixação em regime fechado; o STJ diminuiu para o regime semiaberto, aceitando a fundamentação, a análise da fundamentação para essa fixação, que não foi automática, mas, sim, pelo próprio fato de o paciente ser responsável, na cidade, não só em Birigui, mas em toda a região de Votuporanga, pelo fornecimento de drogas - as conhecidas festas heavy, as privates, na região. Ou seja, há uma fundamentação que demonstra a necessidade, a meu ver, com a devida vênia de Vossa Excelência, de um regime mais gravoso; não um regime fechado, mas, sim, como o STJ fixou, um regime semiaberto. Fico no regime semiaberto. Então, peço vênia a Vossa Excelência, voto pelo indeferimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD64-B314-37F2-2EFF e senha 3693-5465-DC6D-B09B Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 146.722 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, peço vênia a Vossa Excelência, mas mantenho a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que já havia concedido parcialmente o habeas corpus, para fixar o regime inicial semiaberto. Na condenação, houve, por parte tanto da Vara Criminal da Comarca de Birigui, quanto da 11ª Câmara do TJ/SP, a fixação em regime fechado; o STJ diminuiu para o regime semiaberto, aceitando a fundamentação, a análise da fundamentação para essa fixação, que não foi automática, mas, sim, pelo próprio fato de o paciente ser responsável, na cidade, não só em Birigui, mas em toda a região de Votuporanga, pelo fornecimento de drogas - as conhecidas festas heavy, as privates, na região. Ou seja, há uma fundamentação que demonstra a necessidade, a meu ver, com a devida vênia de Vossa Excelência, de um regime mais gravoso; não um regime fechado, mas, sim, como o STJ fixou, um regime semiaberto. Fico no regime semiaberto. Então, peço vênia a Vossa Excelência, voto pelo indeferimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD64-B314-37F2-2EFF e senha 3693-5465-DC6D-B09B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 146.722 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : RODRIGO RODRIGUES TOLENTINO IMPTE.(S) : JOSE ROBERTO NUNES JUNIOR (251610/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, deferiu a ordem para estabelecer, no tocante ao cumprimento da pena, o regime aberto, e determinar ao Juízo da Execução o implemento da substituição da sanção privativa de liberdade por restritiva de direitos, ante o processo de execução nº 762.119, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Birigui/SP, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7164-61DF-ABA9-D413 e senha C386-B4AE-D2DB-6F1C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 146.722 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : RODRIGO RODRIGUES TOLENTINO IMPTE.(S) : JOSE ROBERTO NUNES JUNIOR (251610/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, deferiu a ordem para estabelecer, no tocante ao cumprimento da pena, o regime aberto, e determinar ao Juízo da Execução o implemento da substituição da sanção privativa de liberdade por restritiva de direitos, ante o processo de execução nº 762.119, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Birigui/SP, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7164-61DF-ABA9-D413 e senha C386-B4AE-D2DB-6F1C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749701572
2019-03-12T00:00:00
2019-05-02T00:00:00
A Turma, por maioria, deferiu a ordem para estabelecer, no tocante ao cumprimento da pena, o regime aberto, e determinar ao Juízo da Execução o implemento da substituição da sanção privativa de liberdade por restritiva de direitos, ante o processo de execução nº 762.119, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Birigui/SP, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.3.2019.
HABEAS CORPUS
HABEAS CORPUS – SUPRESSÃO – INSTÂNCIA. Revelando o habeas corpus parte única – o paciente, personificado pelo impetrante –, o instituto da supressão de instância há de ser tomado, no que visa beneficiá-la, com as cautelas próprias. PENA – REGIME DE CUMPRIMENTO. O regime de cumprimento deve ser definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2º e 3º, do Código Penal. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE – SUBSTITUIÇÃO. Uma vez aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos, não tendo sido o crime cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, sendo o paciente primário e tendo sido as circunstâncias judiciais valoradas favoravelmente, possível é a substituição por restritiva de direitos – artigo 44, incisos I, II e III, do Código Penal.
sjur402828
Número de páginas: 8. Análise: 28/05/2019, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
146722
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00002 PAR-00003 ART-00044 \n INC-00001 INC-00002 INC-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 146722
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PACTE.(S) : RODRIGO RODRIGUES TOLENTINO IMPTE.(S) : JOSE ROBERTO NUNES JUNIOR COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 146.722 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :RODRIGO RODRIGUES TOLENTINO IMPTE.(S) :JOSE ROBERTO NUNES JUNIOR COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – SUPRESSÃO – INSTÂNCIA. Revelando o habeas corpus parte única – o paciente, personificado pelo impetrante –, o instituto da supressão de instância há de ser tomado, no que visa beneficiá-la, com as cautelas próprias. PENA – REGIME DE CUMPRIMENTO. O regime de cumprimento deve ser definido a partir do patamar alusivo à condenação e das circunstâncias judiciais – artigo 33, parágrafos 2... e 3..., do Código Penal. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE – SUBSTITUIÇÃO. Uma vez aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos, não tendo sido o crime cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, sendo o paciente primário e tendo sido as circunstâncias judiciais valoradas favoravelmente, possível é a substituição por restritiva de direitos – artigo 44, incisos I, II e III, do Código Penal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em deferir a ordem, nos termos do voto do relator e por maioria, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-3947-CFA7-27DE e senha F39B-0353-60ED-A656 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão HC 146722 / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-3947-CFA7-27DE e senha F39B-0353-60ED-A656 Supremo Tribunal Federal HC 146722 / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2339-3947-CFA7-27DE e senha F39B-0353-60ED-A656 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 146.722 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :RODRIGO RODRIGUES TOLENTINO IMPTE.(S) :JOSE ROBERTO NUNES JUNIOR COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O paciente foi condenado a 2 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 250 dias-multa, ante a prática do delito previsto no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei n 11.343/2006. O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Birigui/SP, no processo de execução n 762.119, em cumprimento ao decidido pelo Superior Tribunal de Justiça no habeas corpus n 270.367/SP, no que determinada a avaliação da possibilidade de modificação do regime inicial de pena, manteve o fechado, aludindo à periculosidade do paciente, aos prejuízos do tráfico para a sociedade e ao fato de ter empreendido fuga quando da prisão. A Décima Primeira Câmara de Direito Criminal do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B352-6E99-E852-8372 e senha 63A1-DE78-3B0E-A166 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 146.722 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :RODRIGO RODRIGUES TOLENTINO IMPTE.(S) :JOSE ROBERTO NUNES JUNIOR COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: [...] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O paciente foi condenado a 2 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 250 dias-multa, ante a prática do delito previsto no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei n 11.343/2006. O Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Birigui/SP, no processo de execução n 762.119, em cumprimento ao decidido pelo Superior Tribunal de Justiça no habeas corpus n 270.367/SP, no que determinada a avaliação da possibilidade de modificação do regime inicial de pena, manteve o fechado, aludindo à periculosidade do paciente, aos prejuízos do tráfico para a sociedade e ao fato de ter empreendido fuga quando da prisão. A Décima Primeira Câmara de Direito Criminal do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B352-6E99-E852-8372 e senha 63A1-DE78-3B0E-A166 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 146722 / SP Tribunal de Justiça desproveu o agravo em execução interposto pela defesa, assentando demonstrada a inadequação do regime menos gravoso, considerada a quantidade e variedade de entorpecentes apreendidos – 111 micropontos de LSD e 43 comprimidos de ecstasy – e o fato de destinarem-se a festas da região, atingindo numerosas pessoas. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 398.456/SP, o qual teve a ordem deferida de ofício pela Sexta Turma para fixar o regime inicial semiaberto. O impetrante sustenta a existência de constrangimento ilegal em virtude da não substituição da pena privativa de liberdade por limitadora de direitos, aludindo à Resolução n 5 do Senado Federal. Destaca o decidido pelo Supremo no habeas corpus n 97.256 acerca da inconstitucionalidade do dispositivo da Lei de Tóxicos a vedar a substituição da pena restritiva da liberdade por de direitos. Realça as condições pessoais favoráveis do paciente – primário, com bons antecedentes e não dedicado a atividades criminosas –, a viabilizarem o implemento do benefício. […] Requereu, no campo precário e efêmero, a suspensão dos efeitos do acórdão formalizado pelo Tribunal estadual. No mérito, busca a colocação do paciente em regime aberto de cumprimento e a substituição da pena privativa de liberdade por limitadoras de direitos. Vossa Excelência, em 20 de setembro de 2017, deferiu a liminar, determinando, até o julgamento do mérito deste habeas, a observância do regime aberto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B352-6E99-E852-8372 e senha 63A1-DE78-3B0E-A166 Supremo Tribunal Federal HC 146722 / SP Tribunal de Justiça desproveu o agravo em execução interposto pela defesa, assentando demonstrada a inadequação do regime menos gravoso, considerada a quantidade e variedade de entorpecentes apreendidos – 111 micropontos de LSD e 43 comprimidos de ecstasy – e o fato de destinarem-se a festas da região, atingindo numerosas pessoas. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 398.456/SP, o qual teve a ordem deferida de ofício pela Sexta Turma para fixar o regime inicial semiaberto. O impetrante sustenta a existência de constrangimento ilegal em virtude da não substituição da pena privativa de liberdade por limitadora de direitos, aludindo à Resolução n 5 do Senado Federal. Destaca o decidido pelo Supremo no habeas corpus n 97.256 acerca da inconstitucionalidade do dispositivo da Lei de Tóxicos a vedar a substituição da pena restritiva da liberdade por de direitos. Realça as condições pessoais favoráveis do paciente – primário, com bons antecedentes e não dedicado a atividades criminosas –, a viabilizarem o implemento do benefício. […] Requereu, no campo precário e efêmero, a suspensão dos efeitos do acórdão formalizado pelo Tribunal estadual. No mérito, busca a colocação do paciente em regime aberto de cumprimento e a substituição da pena privativa de liberdade por limitadoras de direitos. Vossa Excelência, em 20 de setembro de 2017, deferiu a liminar, determinando, até o julgamento do mérito deste habeas, a observância do regime aberto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B352-6E99-E852-8372 e senha 63A1-DE78-3B0E-A166 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório HC 146722 / SP A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração no tocante à substituição da sanção, dizendo não apreciada a matéria pelo Tribunal de Justiça ou pelo Superior, a implicar supressão de instância. Destaca não haver ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 7 de outubro de 2017, revelou o arquivamento definitivo do processo, em 11 de abril último. Lancei visto no processo em 15 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 26 de fevereiro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B352-6E99-E852-8372 e senha 63A1-DE78-3B0E-A166 Supremo Tribunal Federal HC 146722 / SP A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão da impetração no tocante à substituição da sanção, dizendo não apreciada a matéria pelo Tribunal de Justiça ou pelo Superior, a implicar supressão de instância. Destaca não haver ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 7 de outubro de 2017, revelou o arquivamento definitivo do processo, em 11 de abril último. Lancei visto no processo em 15 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 26 de fevereiro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B352-6E99-E852-8372 e senha 63A1-DE78-3B0E-A166 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 146.722 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O princípio da vedação da supressão de instância há de ser tomado com reserva em se tratando de impetração. Visa beneficiar a parte, e esta, no habeas corpus, é unicamente o paciente, personificado pelo impetrante. Reafirmo a óptica veiculada quando do implemento da medida acauteladora: […] 2. Percebam a disciplina legal referente ao estabelecimento do regime de cumprimento da pena. Norteia-o o patamar alusivo à condenação e as circunstâncias judiciais. É o que está previsto no artigo 33 do Código Penal. A sanção ficou abaixo de 4 anos, tendo sido as circunstâncias judiciais valoradas favoravelmente. Assim, o regime adequado é o aberto. […] O quadro revela ser adequada a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, uma vez imposta sanção não superior a 4 anos, em virtude da prática de crime sem violência ou grave ameaça à pessoa, por paciente primário, e considerada a valoração favorável das circunstâncias judiciais – artigo 44, incisos I, II e III, do Código Penal. Defiro a ordem, para estabelecer, no tocante ao cumprimento da pena, o regime inicial aberto, e determinar ao Juízo da Execução o implemento da substituição da sanção privativa de liberdade por restritiva de direitos, ante o processo de execução n 762.119, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Birigui/SP. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D22C-FB29-D65A-CD0A e senha 2F48-D116-1311-7F93 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 146.722 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O princípio da vedação da supressão de instância há de ser tomado com reserva em se tratando de impetração. Visa beneficiar a parte, e esta, no habeas corpus, é unicamente o paciente, personificado pelo impetrante. Reafirmo a óptica veiculada quando do implemento da medida acauteladora: […] 2. Percebam a disciplina legal referente ao estabelecimento do regime de cumprimento da pena. Norteia-o o patamar alusivo à condenação e as circunstâncias judiciais. É o que está previsto no artigo 33 do Código Penal. A sanção ficou abaixo de 4 anos, tendo sido as circunstâncias judiciais valoradas favoravelmente. Assim, o regime adequado é o aberto. […] O quadro revela ser adequada a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, uma vez imposta sanção não superior a 4 anos, em virtude da prática de crime sem violência ou grave ameaça à pessoa, por paciente primário, e considerada a valoração favorável das circunstâncias judiciais – artigo 44, incisos I, II e III, do Código Penal. Defiro a ordem, para estabelecer, no tocante ao cumprimento da pena, o regime inicial aberto, e determinar ao Juízo da Execução o implemento da substituição da sanção privativa de liberdade por restritiva de direitos, ante o processo de execução n 762.119, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Birigui/SP. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D22C-FB29-D65A-CD0A e senha 2F48-D116-1311-7F93 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 146.722 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, peço vênia a Vossa Excelência, mas mantenho a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que já havia concedido parcialmente o habeas corpus, para fixar o regime inicial semiaberto. Na condenação, houve, por parte tanto da Vara Criminal da Comarca de Birigui, quanto da 11... Câmara do TJ/SP, a fixação em regime fechado; o Superior Tribunal de Justiça diminuiu para o regime semiaberto, aceitando a fundamentação, a análise da fundamentação para essa fixação, que não foi automática, mas, sim, pelo próprio fato de o paciente ser responsável, na cidade, não só em Birigui, mas em toda a região de Votuporanga, pelo fornecimento de drogas - as conhecidas festas heavy, as privates, na região. Ou seja, há uma fundamentação que demonstra a necessidade, a meu ver, com a devida vênia de Vossa Excelência, de um regime mais gravoso; não um regime fechado, mas, sim, como o Superior Tribunal de Justiça fixou, um regime semiaberto. Fico no regime semiaberto. Então, peço vênia a Vossa Excelência, voto pelo indeferimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD64-B314-37F2-2EFF e senha 3693-5465-DC6D-B09B Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 146.722 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, peço vênia a Vossa Excelência, mas mantenho a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que já havia concedido parcialmente o habeas corpus, para fixar o regime inicial semiaberto. Na condenação, houve, por parte tanto da Vara Criminal da Comarca de Birigui, quanto da 11... Câmara do TJ/SP, a fixação em regime fechado; o Superior Tribunal de Justiça diminuiu para o regime semiaberto, aceitando a fundamentação, a análise da fundamentação para essa fixação, que não foi automática, mas, sim, pelo próprio fato de o paciente ser responsável, na cidade, não só em Birigui, mas em toda a região de Votuporanga, pelo fornecimento de drogas - as conhecidas festas heavy, as privates, na região. Ou seja, há uma fundamentação que demonstra a necessidade, a meu ver, com a devida vênia de Vossa Excelência, de um regime mais gravoso; não um regime fechado, mas, sim, como o Superior Tribunal de Justiça fixou, um regime semiaberto. Fico no regime semiaberto. Então, peço vênia a Vossa Excelência, voto pelo indeferimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD64-B314-37F2-2EFF e senha 3693-5465-DC6D-B09B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 146.722 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : RODRIGO RODRIGUES TOLENTINO IMPTE.(S) : JOSE ROBERTO NUNES JUNIOR (251610/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, deferiu a ordem para estabelecer, no tocante ao cumprimento da pena, o regime aberto, e determinar ao Juízo da Execução o implemento da substituição da sanção privativa de liberdade por restritiva de direitos, ante o processo de execução n 762.119, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Birigui/SP, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7164-61DF-ABA9-D413 e senha C386-B4AE-D2DB-6F1C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 146.722 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : RODRIGO RODRIGUES TOLENTINO IMPTE.(S) : JOSE ROBERTO NUNES JUNIOR (251610/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, deferiu a ordem para estabelecer, no tocante ao cumprimento da pena, o regime aberto, e determinar ao Juízo da Execução o implemento da substituição da sanção privativa de liberdade por restritiva de direitos, ante o processo de execução n 762.119, da Primeira Vara Criminal da Comarca de Birigui/SP, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7164-61DF-ABA9-D413 e senha C386-B4AE-D2DB-6F1C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 146 . 722", "HC 146722 / SP", "HC 146722 / SP", "HABEAS CORPUS 146 . 722", "habeas corpus n 270 . 367 / SP", "HABEAS CORPUS 146 . 722", "habeas corpus n 270 . 367 / SP", "HC 146722 / SP", "habeas corpus n 398 . 456 / SP", "habeas corpus n 97 . 256", "HC 146722 / SP", "habeas corpus n 398 . 456 / SP", "habeas corpus n 97 . 256", "HC 146722 / SP", "HC 146722 / SP", "HABEAS CORPUS 146 . 722", "HABEAS CORPUS 146 . 722", "HABEAS CORPUS 146 . 722", "HABEAS CORPUS 146 . 722 SÃO", "HABEAS CORPUS 146 . 722" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 33 , parágrafos 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal", "artigo 44 , incisos I , II e III , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , cabeça (", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , cabeça (", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução", "Lei de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução", "Lei de Tóxicos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 do Código Penal", "artigo 44 , incisos I , II e III , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 do Código Penal", "artigo 44 , incisos I , II e III , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Birigui", "região de Votuporanga", "Birigui", "região de Votuporanga", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Birigui / SP", "Superior Tribunal de Justiça", "Décima Primeira Câmara de Direito Criminal do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Birigui / SP", "Superior Tribunal de Justiça", "Décima Primeira Câmara de Direito Criminal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Sexta Turma", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Sexta Turma", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal de", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Birigui / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Birigui / SP", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Vara Criminal da Comarca de Birigui", "11", ". . . 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Câmara do TJ / SP", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Birigui / SP", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Vara Criminal da Comarca de Birigui / SP", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "RODRIGO RODRIGUES TOLENTINO", "JOSE ROBERTO NUNES JUNIOR", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "RODRIGO RODRIGUES TOLENTINO", "JOSE ROBERTO NUNES JUNIOR", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Mariana Madera Nunes", "MARCO AURÉLIO", "RODRIGO RODRIGUES TOLENTINO", "JOSE ROBERTO NUNES JUNIOR", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Mariana Madera Nunes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "RODRIGO RODRIGUES TOLENTINO", "JOSE ROBERTO NUNES JUNIOR", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros", "MARCO AURÉLIO", "RODRIGO RODRIGUES TOLENTINO", "JOSE ROBERTO NUNES JUNIOR", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de setembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de setembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de outubro de 2017", "11 de abril último", "15 de fevereiro de 2019", "26 de fevereiro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de outubro de 2017", "11 de abril último", "15 de fevereiro de 2019", "26 de fevereiro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "12", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.016 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :CARLOS EDUARDO JUNIOR DE MORAES IMPTE.(S) :ADRIANO PROCOPIO DE SOUZA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 413.569 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PENA – CUMPRIMENTO – REGIME FECHADO – INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 1º, § 1º, DA LEI Nº 8.072/1990. A imposição do regime inicial fechado, prevista na Lei de Crimes Hediondos, é inconstitucional, considerado o princípio da individualização da pena. Precedente: habeas corpus nº 111.840, relator ministro Dias Toffoli, julgado pelo Pleno em 27 de junho de 2012, acórdão publicado no Diário da Justiça de 17 de dezembro de 2013. PENA – CUMPRIMENTO – REGIME – DISCIPLINA. A fixação do regime de cumprimento ocorre considerado o disposto no artigo 33, § 3º, do Código Penal, levando-se em conta a pena imposta e as circunstâncias judiciais. PENA – CUMPRIMENTO – REGIME INICIAL. Ficando a pena-base no mínimo previsto para o tipo, ante circunstâncias judiciais favoráveis, não extravasando 4 anos, cumpre observar o regime aberto. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em deferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7FF-C4BE-C34D-DF80 e senha 6E90-49B8-BBB3-A497 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão HC 151016 / SP Brasília, 12 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR E PRESIDENTE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7FF-C4BE-C34D-DF80 e senha 6E90-49B8-BBB3-A497 Supremo Tribunal Federal HC 151016 / SP Brasília, 12 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR E PRESIDENTE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7FF-C4BE-C34D-DF80 e senha 6E90-49B8-BBB3-A497 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.016 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :CARLOS EDUARDO JUNIOR DE MORAES IMPTE.(S) :ADRIANO PROCOPIO DE SOUZA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 413.569 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Marília/SP, no processo nº 0022080-71.2015.8.26.0344, condenou o paciente a 2 anos e 6 meses de reclusão e ao pagamento de 250 dias-multa, ante a prática da infração descrita no artigo 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), da Lei nº 11.343/2006. Na dosimetria, afirmou favoráveis as circunstâncias judiciais, fixando a pena-base em 5 anos. Deixou de observar a atenuante relativa à confissão espontânea, dizendo incabível, sob tal ângulo, reduzir a sanção aquém do mínimo legal. Teve presente o § 4º do citado artigo 33 no patamar de 1/2, aludindo à quantidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4F5-5406-E682-2BB1 e senha 963D-D927-5BF3-75A6 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.016 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :CARLOS EDUARDO JUNIOR DE MORAES IMPTE.(S) :ADRIANO PROCOPIO DE SOUZA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 413.569 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Marília/SP, no processo nº 0022080-71.2015.8.26.0344, condenou o paciente a 2 anos e 6 meses de reclusão e ao pagamento de 250 dias-multa, ante a prática da infração descrita no artigo 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), da Lei nº 11.343/2006. Na dosimetria, afirmou favoráveis as circunstâncias judiciais, fixando a pena-base em 5 anos. Deixou de observar a atenuante relativa à confissão espontânea, dizendo incabível, sob tal ângulo, reduzir a sanção aquém do mínimo legal. Teve presente o § 4º do citado artigo 33 no patamar de 1/2, aludindo à quantidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4F5-5406-E682-2BB1 e senha 963D-D927-5BF3-75A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 151016 / SP e diversidade da substância apreendida. Estipulou o regime inicial fechado, apontando tratar-se de crime equiparado a hediondo. A Décima Terceira Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça desproveu apelação interposta pela defesa, mantendo a sentença condenatória. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas de nº 413.569/SP. O Relator o inadmitiu, mas deferiu a ordem, de ofício, para estabelecer o regime semiaberto de cumprimento da pena. Consignou desproporcional a imposição do regime mais gravoso, anotando que a quantidade e a natureza da droga justificam a fixação do intermediário. O impetrante sustenta cabível o regime aberto, evocando o artigo 33 do Código Penal e os verbetes nº 718 e nº 719 da Súmula do Supremo. Destaca as condições pessoais favoráveis do paciente. Realça a aplicação de pena em patamar abaixo de 4 anos. Frisa que, na primeira fase da dosimetria, ficou a sanção no mínimo legal. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a fixação do regime aberto de cumprimento de pena. Busca, alfim, a confirmação da providência. Vossa Excelência, no dia 2 de abril de 2018, acolheu o pedido de medida acauteladora para determinar fosse observado, até o julgamento do mérito desta impetração, o regime aberto. A Procuradoria-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem. Aponta adequado o regime semiaberto de cumprimento, aludindo à natureza e à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4F5-5406-E682-2BB1 e senha 963D-D927-5BF3-75A6 Supremo Tribunal Federal HC 151016 / SP e diversidade da substância apreendida. Estipulou o regime inicial fechado, apontando tratar-se de crime equiparado a hediondo. A Décima Terceira Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça desproveu apelação interposta pela defesa, mantendo a sentença condenatória. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas de nº 413.569/SP. O Relator o inadmitiu, mas deferiu a ordem, de ofício, para estabelecer o regime semiaberto de cumprimento da pena. Consignou desproporcional a imposição do regime mais gravoso, anotando que a quantidade e a natureza da droga justificam a fixação do intermediário. O impetrante sustenta cabível o regime aberto, evocando o artigo 33 do Código Penal e os verbetes nº 718 e nº 719 da Súmula do Supremo. Destaca as condições pessoais favoráveis do paciente. Realça a aplicação de pena em patamar abaixo de 4 anos. Frisa que, na primeira fase da dosimetria, ficou a sanção no mínimo legal. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a fixação do regime aberto de cumprimento de pena. Busca, alfim, a confirmação da providência. Vossa Excelência, no dia 2 de abril de 2018, acolheu o pedido de medida acauteladora para determinar fosse observado, até o julgamento do mérito desta impetração, o regime aberto. A Procuradoria-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem. Aponta adequado o regime semiaberto de cumprimento, aludindo à natureza e à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4F5-5406-E682-2BB1 e senha 963D-D927-5BF3-75A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 151016 / SP quantidade de entorpecente apreendido – 762 porções de cocaína, pesando 63,74 gramas. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4F5-5406-E682-2BB1 e senha 963D-D927-5BF3-75A6 Supremo Tribunal Federal HC 151016 / SP quantidade de entorpecente apreendido – 762 porções de cocaína, pesando 63,74 gramas. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4F5-5406-E682-2BB1 e senha 963D-D927-5BF3-75A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.016 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Reafirmo a óptica veiculada, em 2 de abril de 2018, quando do implemento de medida acauteladora. [...] 2. O Juízo, na sentença, veio a estabelecer a pena-base no mínimo previsto para o tipo, após valorar favoravelmente as circunstâncias judiciais. Fixou a sanção final em 2 anos e 6 meses de reclusão. Evocando o § 1º do artigo 2º da Lei nº 8.072/1990, impôs o regime inicial fechado. O Supremo, no julgamento do habeas corpus nº 82.959, de minha relatoria, em 23 de fevereiro de 2006, concluiu inconstitucional o preceito. Cumpre observar a disciplina legal referente ao estabelecimento do regime de cumprimento da pena. Norteia-o o patamar alusivo à condenação e as circunstâncias judiciais. É o que está previsto no artigo 33 do Código Penal. A sanção ficou abaixo de 4 anos, tendo sido as circunstâncias judiciais valoradas favoravelmente. Assim, o regime adequado é o aberto. [...] Defiro a ordem para, considerado o processo nº 0022080- 71.2015.8.26.0344, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Marília/SP, determinar a observância do regime aberto de cumprimento de pena. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 038C-24D4-2C81-029B e senha BFF6-8A13-1DCD-EBF3 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.016 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Reafirmo a óptica veiculada, em 2 de abril de 2018, quando do implemento de medida acauteladora. [...] 2. O Juízo, na sentença, veio a estabelecer a pena-base no mínimo previsto para o tipo, após valorar favoravelmente as circunstâncias judiciais. Fixou a sanção final em 2 anos e 6 meses de reclusão. Evocando o § 1º do artigo 2º da Lei nº 8.072/1990, impôs o regime inicial fechado. O Supremo, no julgamento do habeas corpus nº 82.959, de minha relatoria, em 23 de fevereiro de 2006, concluiu inconstitucional o preceito. Cumpre observar a disciplina legal referente ao estabelecimento do regime de cumprimento da pena. Norteia-o o patamar alusivo à condenação e as circunstâncias judiciais. É o que está previsto no artigo 33 do Código Penal. A sanção ficou abaixo de 4 anos, tendo sido as circunstâncias judiciais valoradas favoravelmente. Assim, o regime adequado é o aberto. [...] Defiro a ordem para, considerado o processo nº 0022080- 71.2015.8.26.0344, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Marília/SP, determinar a observância do regime aberto de cumprimento de pena. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 038C-24D4-2C81-029B e senha BFF6-8A13-1DCD-EBF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.016 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Também eu, ressalvo o cabimento, e acompanho Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74ED-5DD3-8AE4-3833 e senha 643B-463B-CA65-C698 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.016 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Também eu, ressalvo o cabimento, e acompanho Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74ED-5DD3-8AE4-3833 e senha 643B-463B-CA65-C698 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.016 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, com a ressalva do cabimento, acompanho Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96E6-9965-3F79-B110 e senha D1FC-FCDA-1D24-237C Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.016 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, com a ressalva do cabimento, acompanho Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96E6-9965-3F79-B110 e senha D1FC-FCDA-1D24-237C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 151.016 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : CARLOS EDUARDO JUNIOR DE MORAES IMPTE.(S) : ADRIANO PROCOPIO DE SOUZA (188301/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 413.569 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, deferiu a ordem para, considerado o processo nº 0022080-71.2015.8.26.0344, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Marília/SP, determinar a observância do regime aberto de cumprimento de pena, nos termos do voto do Relator, com ressalvas quanto ao cabimento da impetração. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E55E-602D-E085-419D e senha D015-3EC9-A694-AD99 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 151.016 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : CARLOS EDUARDO JUNIOR DE MORAES IMPTE.(S) : ADRIANO PROCOPIO DE SOUZA (188301/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 413.569 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, deferiu a ordem para, considerado o processo nº 0022080-71.2015.8.26.0344, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Marília/SP, determinar a observância do regime aberto de cumprimento de pena, nos termos do voto do Relator, com ressalvas quanto ao cabimento da impetração. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E55E-602D-E085-419D e senha D015-3EC9-A694-AD99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
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2019-02-12T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, deferiu a ordem para, considerado o processo nº 0022080-71.2015.8.26.0344, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Marília/SP, determinar a observância do regime aberto de cumprimento de pena, nos termos do voto do Relator, com ressalvas quanto ao cabimento da impetração. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.2.2019.
HABEAS CORPUS
PENA – CUMPRIMENTO – REGIME FECHADO – INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 1º, § 1º, DA LEI Nº 8.072/1990. A imposição do regime inicial fechado, prevista na Lei de Crimes Hediondos, é inconstitucional, considerado o princípio da individualização da pena. Precedente: habeas corpus nº 111.840, relator ministro Dias Toffoli, julgado pelo Pleno em 27 de junho de 2012, acórdão publicado no Diário da Justiça de 17 de dezembro de 2013. PENA – CUMPRIMENTO – REGIME – DISCIPLINA. A fixação do regime de cumprimento ocorre considerado o disposto no artigo 33, § 3º, do Código Penal, levando-se em conta a pena imposta e as circunstâncias judiciais. PENA – CUMPRIMENTO – REGIME INICIAL. Ficando a pena-base no mínimo previsto para o tipo, ante circunstâncias judiciais favoráveis, não extravasando 4 anos, cumpre observar o regime aberto.
sjur407398
- Acórdão(s) citado(s): (LEI DOS CRIMES HEDIONDOS, REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA) HC 111840 (TP). Número de páginas: 9. Análise: 22/08/2019, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
151016
[ "LEG-FED LEI-008072 ANO-1990\n ART-00001 PAR-00001\n LCH-1990 LEI DE CRIMES HEDIONDOS\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 151016
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PACTE.(S) : CARLOS EDUARDO JUNIOR DE MORAES IMPTE.(S) : ADRIANO PROCOPIO DE SOUZA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 413.569 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.016 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :CARLOS EDUARDO JUNIOR DE MORAES IMPTE.(S) :ADRIANO PROCOPIO DE SOUZA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 413.569 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PENA – CUMPRIMENTO – REGIME FECHADO – INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 1..., § 1..., DA LEI n 8.072/1990. A imposição do regime inicial fechado, prevista na Lei de Crimes Hediondos, é inconstitucional, considerado o princípio da individualização da pena. Precedente: habeas corpus n 111.840, relator ministro Dias Toffoli, julgado pelo Pleno em 27 de junho de 2012, acórdão publicado no Diário da Justiça de 17 de dezembro de 2013. PENA – CUMPRIMENTO – REGIME – DISCIPLINA. A fixação do regime de cumprimento ocorre considerado o disposto no artigo 33, § 3..., do Código Penal, levando-se em conta a pena imposta e as circunstâncias judiciais. PENA – CUMPRIMENTO – REGIME INICIAL. Ficando a pena-base no mínimo previsto para o tipo, ante circunstâncias judiciais favoráveis, não extravasando 4 anos, cumpre observar o regime aberto. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em deferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7FF-C4BE-C34D-DF80 e senha 6E90-49B8-BBB3-A497 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão HC 151016 / SP Brasília, 12 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR E PRESIDENTE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7FF-C4BE-C34D-DF80 e senha 6E90-49B8-BBB3-A497 Supremo Tribunal Federal HC 151016 / SP Brasília, 12 de fevereiro de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR E PRESIDENTE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7FF-C4BE-C34D-DF80 e senha 6E90-49B8-BBB3-A497 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.016 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :CARLOS EDUARDO JUNIOR DE MORAES IMPTE.(S) :ADRIANO PROCOPIO DE SOUZA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 413.569 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Marília/SP, no processo n 0022080-71.2015.8.26.0344, condenou o paciente a 2 anos e 6 meses de reclusão e ao pagamento de 250 dias-multa, ante a prática da infração descrita no artigo 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), da Lei n 11.343/2006. Na dosimetria, afirmou favoráveis as circunstâncias judiciais, fixando a pena-base em 5 anos. Deixou de observar a atenuante relativa à confissão espontânea, dizendo incabível, sob tal ângulo, reduzir a sanção aquém do mínimo legal. Teve presente o § 4... do citado artigo 33 no patamar de 1/2, aludindo à quantidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4F5-5406-E682-2BB1 e senha 963D-D927-5BF3-75A6 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.016 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :CARLOS EDUARDO JUNIOR DE MORAES IMPTE.(S) :ADRIANO PROCOPIO DE SOUZA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 413.569 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Marília/SP, no processo n 0022080-71.2015.8.26.0344, condenou o paciente a 2 anos e 6 meses de reclusão e ao pagamento de 250 dias-multa, ante a prática da infração descrita no artigo 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), da Lei n 11.343/2006. Na dosimetria, afirmou favoráveis as circunstâncias judiciais, fixando a pena-base em 5 anos. Deixou de observar a atenuante relativa à confissão espontânea, dizendo incabível, sob tal ângulo, reduzir a sanção aquém do mínimo legal. Teve presente o § 4... do citado artigo 33 no patamar de 1/2, aludindo à quantidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4F5-5406-E682-2BB1 e senha 963D-D927-5BF3-75A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 151016 / SP e diversidade da substância apreendida. Estipulou o regime inicial fechado, apontando tratar-se de crime equiparado a hediondo. A Décima Terceira Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça desproveu apelação interposta pela defesa, mantendo a sentença condenatória. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas de n 413.569/SP. O Relator o inadmitiu, mas deferiu a ordem, de ofício, para estabelecer o regime semiaberto de cumprimento da pena. Consignou desproporcional a imposição do regime mais gravoso, anotando que a quantidade e a natureza da droga justificam a fixação do intermediário. O impetrante sustenta cabível o regime aberto, evocando o artigo 33 do Código Penal e os verbetes n 718 e n 719 da Súmula do Supremo. Destaca as condições pessoais favoráveis do paciente. Realça a aplicação de pena em patamar abaixo de 4 anos. Frisa que, na primeira fase da dosimetria, ficou a sanção no mínimo legal. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a fixação do regime aberto de cumprimento de pena. Busca, alfim, a confirmação da providência. Vossa Excelência, no dia 2 de abril de 2018, acolheu o pedido de medida acauteladora para determinar fosse observado, até o julgamento do mérito desta impetração, o regime aberto. A Procuradoria-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem. Aponta adequado o regime semiaberto de cumprimento, aludindo à natureza e à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4F5-5406-E682-2BB1 e senha 963D-D927-5BF3-75A6 Supremo Tribunal Federal HC 151016 / SP e diversidade da substância apreendida. Estipulou o regime inicial fechado, apontando tratar-se de crime equiparado a hediondo. A Décima Terceira Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça desproveu apelação interposta pela defesa, mantendo a sentença condenatória. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas de n 413.569/SP. O Relator o inadmitiu, mas deferiu a ordem, de ofício, para estabelecer o regime semiaberto de cumprimento da pena. Consignou desproporcional a imposição do regime mais gravoso, anotando que a quantidade e a natureza da droga justificam a fixação do intermediário. O impetrante sustenta cabível o regime aberto, evocando o artigo 33 do Código Penal e os verbetes n 718 e n 719 da Súmula do Supremo. Destaca as condições pessoais favoráveis do paciente. Realça a aplicação de pena em patamar abaixo de 4 anos. Frisa que, na primeira fase da dosimetria, ficou a sanção no mínimo legal. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a fixação do regime aberto de cumprimento de pena. Busca, alfim, a confirmação da providência. Vossa Excelência, no dia 2 de abril de 2018, acolheu o pedido de medida acauteladora para determinar fosse observado, até o julgamento do mérito desta impetração, o regime aberto. A Procuradoria-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem. Aponta adequado o regime semiaberto de cumprimento, aludindo à natureza e à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4F5-5406-E682-2BB1 e senha 963D-D927-5BF3-75A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 151016 / SP quantidade de entorpecente apreendido – 762 porções de cocaína, pesando 63,74 gramas. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4F5-5406-E682-2BB1 e senha 963D-D927-5BF3-75A6 Supremo Tribunal Federal HC 151016 / SP quantidade de entorpecente apreendido – 762 porções de cocaína, pesando 63,74 gramas. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4F5-5406-E682-2BB1 e senha 963D-D927-5BF3-75A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.016 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Reafirmo a óptica veiculada, em 2 de abril de 2018, quando do implemento de medida acauteladora. [...] 2. O Juízo, na sentença, veio a estabelecer a pena-base no mínimo previsto para o tipo, após valorar favoravelmente as circunstâncias judiciais. Fixou a sanção final em 2 anos e 6 meses de reclusão. Evocando o § 1... do artigo 2... da Lei n 8.072/1990, impôs o regime inicial fechado. O Supremo, no julgamento do habeas corpus n 82.959, de minha relatoria, em 23 de fevereiro de 2006, concluiu inconstitucional o preceito. Cumpre observar a disciplina legal referente ao estabelecimento do regime de cumprimento da pena. Norteia-o o patamar alusivo à condenação e as circunstâncias judiciais. É o que está previsto no artigo 33 do Código Penal. A sanção ficou abaixo de 4 anos, tendo sido as circunstâncias judiciais valoradas favoravelmente. Assim, o regime adequado é o aberto. [...] Defiro a ordem para, considerado o processo n 0022080- 71.2015.8.26.0344, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Marília/SP, determinar a observância do regime aberto de cumprimento de pena. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 038C-24D4-2C81-029B e senha BFF6-8A13-1DCD-EBF3 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.016 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Reafirmo a óptica veiculada, em 2 de abril de 2018, quando do implemento de medida acauteladora. [...] 2. O Juízo, na sentença, veio a estabelecer a pena-base no mínimo previsto para o tipo, após valorar favoravelmente as circunstâncias judiciais. Fixou a sanção final em 2 anos e 6 meses de reclusão. Evocando o § 1... do artigo 2... da Lei n 8.072/1990, impôs o regime inicial fechado. O Supremo, no julgamento do habeas corpus n 82.959, de minha relatoria, em 23 de fevereiro de 2006, concluiu inconstitucional o preceito. Cumpre observar a disciplina legal referente ao estabelecimento do regime de cumprimento da pena. Norteia-o o patamar alusivo à condenação e as circunstâncias judiciais. É o que está previsto no artigo 33 do Código Penal. A sanção ficou abaixo de 4 anos, tendo sido as circunstâncias judiciais valoradas favoravelmente. Assim, o regime adequado é o aberto. [...] Defiro a ordem para, considerado o processo n 0022080- 71.2015.8.26.0344, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Marília/SP, determinar a observância do regime aberto de cumprimento de pena. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 038C-24D4-2C81-029B e senha BFF6-8A13-1DCD-EBF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.016 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Também eu, ressalvo o cabimento, e acompanho Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74ED-5DD3-8AE4-3833 e senha 643B-463B-CA65-C698 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.016 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Também eu, ressalvo o cabimento, e acompanho Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74ED-5DD3-8AE4-3833 e senha 643B-463B-CA65-C698 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.016 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, com a ressalva do cabimento, acompanho Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96E6-9965-3F79-B110 e senha D1FC-FCDA-1D24-237C Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.016 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Senhor Presidente, com a ressalva do cabimento, acompanho Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96E6-9965-3F79-B110 e senha D1FC-FCDA-1D24-237C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 151.016 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : CARLOS EDUARDO JUNIOR DE MORAES IMPTE.(S) : ADRIANO PROCOPIO DE SOUZA (188301/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 413.569 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, deferiu a ordem para, considerado o processo n 0022080-71.2015.8.26.0344, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Marília/SP, determinar a observância do regime aberto de cumprimento de pena, nos termos do voto do Relator, com ressalvas quanto ao cabimento da impetração. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E55E-602D-E085-419D e senha D015-3EC9-A694-AD99 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 151.016 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : CARLOS EDUARDO JUNIOR DE MORAES IMPTE.(S) : ADRIANO PROCOPIO DE SOUZA (188301/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 413.569 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, deferiu a ordem para, considerado o processo n 0022080-71.2015.8.26.0344, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Marília/SP, determinar a observância do regime aberto de cumprimento de pena, nos termos do voto do Relator, com ressalvas quanto ao cabimento da impetração. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E55E-602D-E085-419D e senha D015-3EC9-A694-AD99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 151 . 016", "HC n 413 . 569 DO SUPERIOR", "habeas corpus n 111 . 840", "HC 151016 / SP", "HC 151016 / SP", "HABEAS CORPUS 151 . 016", "HC n 413 . 569 DO SUPERIOR", "processo n 0022080 - 71 . 2015 . 8 . 26 . 0344", "HABEAS CORPUS 151 . 016", "HC n 413 . 569 DO", "processo n 0022080 - 71 . 2015 . 8 . 26 . 0344", "HC 151016 / SP", "habeas de n 413 . 569 / SP", "verbetes n 718", "HC 151016 / SP", "habeas de n 413 . 569 / SP", "verbetes", "HC 151016 / SP", "HC 151016 / SP", "HABEAS CORPUS 151 . 016", "habeas corpus n 82 . 959", "processo n 0022080 - 71 . 2015 . 8 . 26 . 0344", "HABEAS CORPUS 151 . 016", "habeas corpus n 82 . 959", "processo n 0022080 - 71 . 2015 . 8 . 26 . 0344", "HABEAS CORPUS 151 . 016", "HABEAS CORPUS 151 . 016", "HABEAS CORPUS 151", "HABEAS CORPUS 151 . 016", "HC n 413 . 569 DO SUPERIOR", "processo n 0022080 - 71 . 2015 . 8 . 26 . 0344", "HABEAS CORPUS 151 . 016", "HC n 413 . 569", "processo n 0022080 - 71 . 2015 . 8 . 26 . 0344" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 1 . . . , § 1 . . . , DA LEI n 8 . 072 / 1990", "Lei de Crimes Hediondos", "artigo 33 , § 3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , cabeça (", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , cabeça (", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 .", "artigo 33 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do artigo 2 . . . da Lei n 8 . 072 / 1990", "artigo 33 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", 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EDUARDO JUNIOR DE MORAES", "ADRIANO PROCOPIO DE SOUZA", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "CARLOS EDUARDO JUNIOR DE MORAES", "ADRIANO PROCOPIO DE SOUZA", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "Mariana Madera Nunes", "MARCO AURÉLIO", "CARLOS EDUARDO JUNIOR DE MORAES", "ADRIANO PROCOPIO DE SOUZA", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "Mariana Madera Nunes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "CARLOS EDUARDO JUNIOR DE MORAES", "ADRIANO PROCOPIO DE SOUZA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "CARLOS EDUARDO JUNIOR DE MORAES", "ADRIANO PROCOPIO DE SOUZA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "12", "/", "02", "/", "2019", "27 de junho de 2012", "17 de dezembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "2 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "2 de abril de 2018", "23 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "2 de abril de 2018", "23 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", 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Ementa e Acórdão 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.494 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ARNOR CARNEIRO ADV.(A/S) :JADER EVARISTO TONELLI PEIXER AGDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL SA ADV.(A/S) :RUDOLF SCHAITL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem. Recurso cabível. Agravo interno (art. 1.030, § 2º, do CPC). Agravo ao tribunal superior (art. 1.042 do CPC). Recurso manifestamente incabível. Precedentes. 1. Segundo a firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. 2. Essa orientação está consolidada no Código de Processo Civil de 2015, que prevê, como instrumento processual adequado contra a aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio tribunal de origem (art. 1.030, § 2º, do CPC). 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 10 a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87CB-D0F4-7041-F44C e senha 3E7D-0D43-C033-5AB1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1193494 AGR / MS 16/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 17 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87CB-D0F4-7041-F44C e senha 3E7D-0D43-C033-5AB1 Supremo Tribunal Federal ARE 1193494 AGR / MS 16/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 17 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87CB-D0F4-7041-F44C e senha 3E7D-0D43-C033-5AB1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.494 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ARNOR CARNEIRO ADV.(A/S) :JADER EVARISTO TONELLI PEIXER AGDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL SA ADV.(A/S) :RUDOLF SCHAITL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de ser incabível agravo contra a aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem. Sustenta a parte agravante que o óbice apontado deve ser superado, tendo em vista a inaplicabilidade, ao caso, do Tema apontado pela origem. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E83-5AC0-1035-C43D e senha 7326-752C-9E0D-BE8F Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.494 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ARNOR CARNEIRO ADV.(A/S) :JADER EVARISTO TONELLI PEIXER AGDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL SA ADV.(A/S) :RUDOLF SCHAITL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de ser incabível agravo contra a aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem. Sustenta a parte agravante que o óbice apontado deve ser superado, tendo em vista a inaplicabilidade, ao caso, do Tema apontado pela origem. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E83-5AC0-1035-C43D e senha 7326-752C-9E0D-BE8F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.494 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Esta Suprema Corte assentou sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, não caber recurso ou outro instrumento processual no Supremo Tribunal Federal contra a decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Nesse sentido: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI nº 760.358-QO, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/2/10). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786D-C5A3-F950-8D70 e senha A9D9-AA50-8833-177A Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.494 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Esta Suprema Corte assentou sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, não caber recurso ou outro instrumento processual no Supremo Tribunal Federal contra a decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Nesse sentido: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI nº 760.358-QO, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/2/10). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786D-C5A3-F950-8D70 e senha A9D9-AA50-8833-177A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1193494 AGR / MS que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1.030, § 2°, do CPC 2015). Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONTRA A PARTE DA DECISÃO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÕES REMANESCENTES: AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS APTOS, POR SI SÓS, PARA SUSTENTAR A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. 1. Ao examinar a admissibilidade de Recurso Extraordinário com capítulos independentes e autônomos, o Tribunal de origem aplicou precedente formado sob o rito da repercussão geral para algumas questões e óbices de outra natureza para os demais pontos. 2. As decisões de admissibilidade com esse perfil têm sido apelidadas de mistas (ou complexas). 3. Tais decisões comportam duas espécies de recursos: agravo interno quanto às matérias decididas com base em precedente produzido sob o rito da repercussão geral (CPC, art. 1.030, § 2º); e agravo do art. 1.042 do CPC quanto aos aspectos resolvidos por outros tipos de fundamentos. 4. Não há previsão legal de recurso para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL contra a parte da decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral (Pleno, AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 994.469, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA (Presidente), DJe de 14/3/2017). 5. Embora cabível quanto aos outros óbices, o recurso não merece prosperar. Não pode ser conhecido o agravo do art. 1.042 do CPC quando não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitira o recurso extraordinário. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786D-C5A3-F950-8D70 e senha A9D9-AA50-8833-177A Supremo Tribunal Federal ARE 1193494 AGR / MS que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1.030, § 2°, do CPC 2015). Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONTRA A PARTE DA DECISÃO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÕES REMANESCENTES: AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS APTOS, POR SI SÓS, PARA SUSTENTAR A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. 1. Ao examinar a admissibilidade de Recurso Extraordinário com capítulos independentes e autônomos, o Tribunal de origem aplicou precedente formado sob o rito da repercussão geral para algumas questões e óbices de outra natureza para os demais pontos. 2. As decisões de admissibilidade com esse perfil têm sido apelidadas de mistas (ou complexas). 3. Tais decisões comportam duas espécies de recursos: agravo interno quanto às matérias decididas com base em precedente produzido sob o rito da repercussão geral (CPC, art. 1.030, § 2º); e agravo do art. 1.042 do CPC quanto aos aspectos resolvidos por outros tipos de fundamentos. 4. Não há previsão legal de recurso para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL contra a parte da decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral (Pleno, AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 994.469, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA (Presidente), DJe de 14/3/2017). 5. Embora cabível quanto aos outros óbices, o recurso não merece prosperar. Não pode ser conhecido o agravo do art. 1.042 do CPC quando não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitira o recurso extraordinário. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786D-C5A3-F950-8D70 e senha A9D9-AA50-8833-177A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1193494 AGR / MS equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11).” (ARE nº 1.115.707/RS–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 24/8/18) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (CPC/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (CPC/2015, ART. 1.030, § 2º). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (Rcl nº 29.093/GO–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/8/18) “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO – MATÉRIA PENAL – PRIMEIRO AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NOS ARTS. 5º, XXXV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – OFENSA AO ART. 93, IX, DA CARTA MAGNA – INOCORRÊNCIA – SEGUNDO AGRAVO – UTILIZAÇÃO DESSA ESPÉCIE RECURSAL CONTRA DECISÃO QUE, EMANADA DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR, FAZ INCIDIR, NO CASO, A DISCIPLINA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL – INADMISSIBILIDADE (CPC, ART. 1.042, “CAPUT”, “IN FINE”) – PRECEDENTES – PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786D-C5A3-F950-8D70 e senha A9D9-AA50-8833-177A Supremo Tribunal Federal ARE 1193494 AGR / MS equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11).” (ARE nº 1.115.707/RS–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 24/8/18) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (CPC/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (CPC/2015, ART. 1.030, § 2º). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (Rcl nº 29.093/GO–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/8/18) “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO – MATÉRIA PENAL – PRIMEIRO AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NOS ARTS. 5º, XXXV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – OFENSA AO ART. 93, IX, DA CARTA MAGNA – INOCORRÊNCIA – SEGUNDO AGRAVO – UTILIZAÇÃO DESSA ESPÉCIE RECURSAL CONTRA DECISÃO QUE, EMANADA DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR, FAZ INCIDIR, NO CASO, A DISCIPLINA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL – INADMISSIBILIDADE (CPC, ART. 1.042, “CAPUT”, “IN FINE”) – PRECEDENTES – PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786D-C5A3-F950-8D70 e senha A9D9-AA50-8833-177A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1193494 AGR / MS DA PRETENSÃO PUNITIVA DO ESTADO – NÃO ACOLHIMENTO – EFICÁCIA “EX TUNC”, PARA EFEITO DE PRESCRIÇÃO PENAL, AO JUÍZO NEGATIVO DE ADMISSIBILIDADE DE APELO EXTREMO CONFIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (ARE nº 1.128.701/RE–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 28/8/18) Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786D-C5A3-F950-8D70 e senha A9D9-AA50-8833-177A Supremo Tribunal Federal ARE 1193494 AGR / MS DA PRETENSÃO PUNITIVA DO ESTADO – NÃO ACOLHIMENTO – EFICÁCIA “EX TUNC”, PARA EFEITO DE PRESCRIÇÃO PENAL, AO JUÍZO NEGATIVO DE ADMISSIBILIDADE DE APELO EXTREMO CONFIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (ARE nº 1.128.701/RE–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 28/8/18) Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786D-C5A3-F950-8D70 e senha A9D9-AA50-8833-177A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.494 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ARNOR CARNEIRO ADV.(A/S) :JADER EVARISTO TONELLI PEIXER AGDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL SA ADV.(A/S) :RUDOLF SCHAITL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2º, do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E186-22BD-1916-D15B e senha B791-1593-DC8F-46D3 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.494 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ARNOR CARNEIRO ADV.(A/S) :JADER EVARISTO TONELLI PEIXER AGDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL SA ADV.(A/S) :RUDOLF SCHAITL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2º, do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E186-22BD-1916-D15B e senha B791-1593-DC8F-46D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 17/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.494 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ARNOR CARNEIRO ADV.(A/S) : JADER EVARISTO TONELLI PEIXER (8586/MS) AGDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL SA ADV.(A/S) : RUDOLF SCHAITL (163/TO) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C4-DD0F-48A4-3AA2 e senha FDDE-506F-FDE5-F2C9 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.494 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ARNOR CARNEIRO ADV.(A/S) : JADER EVARISTO TONELLI PEIXER (8586/MS) AGDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL SA ADV.(A/S) : RUDOLF SCHAITL (163/TO) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C4-DD0F-48A4-3AA2 e senha FDDE-506F-FDE5-F2C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750072206
2019-05-17T00:00:00
2019-06-11T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem. Recurso cabível. Agravo interno (art. 1.030, § 2º, do CPC). Agravo ao tribunal superior (art. 1.042 do CPC). Recurso manifestamente incabível. Precedentes. 1. Segundo a firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. 2. Essa orientação está consolidada no Código de Processo Civil de 2015, que prevê, como instrumento processual adequado contra a aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio tribunal de origem (art. 1.030, § 2º, do CPC). 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur405753
- Acórdão(s) citado(s): (QUESTIONAMENTO, APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL, TRIBUNAL DE ORIGEM ) AI 760358 QO (TP). (AGRAVO INTERNO, TRIBUNAL DE ORIGEM, CORREÇÃO, EQUÍVOCO, APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL) ARE 1115707 AgR (1ªT), ARE 1128701 AgR (2ªT), Rcl 29093 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 08/07/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1193494
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004 ART-01030 PAR-00002 \n ART-01042\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1193494 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ARNOR CARNEIRO ADV.(A/S) : JADER EVARISTO TONELLI PEIXER AGDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL SA ADV.(A/S) : RUDOLF SCHAITL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.494 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ARNOR CARNEIRO ADV.(A/S) :JADER EVARISTO TONELLI PEIXER AGDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL SA ADV.(A/S) :RUDOLF SCHAITL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem. Recurso cabível. Agravo interno (art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil). Agravo ao tribunal superior (art. 1.042 do Código de Processo Civil). Recurso manifestamente incabível. Precedentes. 1. Segundo a firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. 2. Essa orientação está consolidada no Código de Processo Civil de 2015, que prevê, como instrumento processual adequado contra a aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio tribunal de origem (art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil). 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 10 a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87CB-D0F4-7041-F44C e senha 3E7D-0D43-C033-5AB1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1193494 AGR / MS 16/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 17 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87CB-D0F4-7041-F44C e senha 3E7D-0D43-C033-5AB1 Supremo Tribunal Federal ARE 1193494 AGR / MS 16/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 17 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87CB-D0F4-7041-F44C e senha 3E7D-0D43-C033-5AB1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.494 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ARNOR CARNEIRO ADV.(A/S) :JADER EVARISTO TONELLI PEIXER AGDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL SA ADV.(A/S) :RUDOLF SCHAITL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de ser incabível agravo contra a aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem. Sustenta a parte agravante que o óbice apontado deve ser superado, tendo em vista a inaplicabilidade, ao caso, do Tema apontado pela origem. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E83-5AC0-1035-C43D e senha 7326-752C-9E0D-BE8F Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.494 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ARNOR CARNEIRO ADV.(A/S) :JADER EVARISTO TONELLI PEIXER AGDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL SA ADV.(A/S) :RUDOLF SCHAITL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de ser incabível agravo contra a aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem. Sustenta a parte agravante que o óbice apontado deve ser superado, tendo em vista a inaplicabilidade, ao caso, do Tema apontado pela origem. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E83-5AC0-1035-C43D e senha 7326-752C-9E0D-BE8F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.494 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Esta Suprema Corte assentou sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, não caber recurso ou outro instrumento processual no Supremo Tribunal Federal contra a decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Nesse sentido: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI n 760.358-QO, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/2/10). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786D-C5A3-F950-8D70 e senha A9D9-AA50-8833-177A Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.494 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Esta Suprema Corte assentou sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, não caber recurso ou outro instrumento processual no Supremo Tribunal Federal contra a decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Nesse sentido: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI n 760.358-QO, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/2/10). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786D-C5A3-F950-8D70 e senha A9D9-AA50-8833-177A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1193494 AGR / MS que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil 2015). Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONTRA A PARTE DA DECISÃO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÕES REMANESCENTES: AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS APTOS, POR SI SÓS, PARA SUSTENTAR A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. 1. Ao examinar a admissibilidade de Recurso Extraordinário com capítulos independentes e autônomos, o Tribunal de origem aplicou precedente formado sob o rito da repercussão geral para algumas questões e óbices de outra natureza para os demais pontos. 2. As decisões de admissibilidade com esse perfil têm sido apelidadas de mistas (ou complexas). 3. Tais decisões comportam duas espécies de recursos: agravo interno quanto às matérias decididas com base em precedente produzido sob o rito da repercussão geral (Código de Processo Civil, art. 1.030, § 2...); e agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil quanto aos aspectos resolvidos por outros tipos de fundamentos. 4. Não há previsão legal de recurso para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL contra a parte da decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral (Pleno, AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 994.469, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA (Presidente), DJe de 14/3/2017). 5. Embora cabível quanto aos outros óbices, o recurso não merece prosperar. Não pode ser conhecido o agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil quando não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitira o recurso extraordinário. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786D-C5A3-F950-8D70 e senha A9D9-AA50-8833-177A Supremo Tribunal Federal ARE 1193494 AGR / MS que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil 2015). Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONTRA A PARTE DA DECISÃO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÕES REMANESCENTES: AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS APTOS, POR SI SÓS, PARA SUSTENTAR A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. 1. Ao examinar a admissibilidade de Recurso Extraordinário com capítulos independentes e autônomos, o Tribunal de origem aplicou precedente formado sob o rito da repercussão geral para algumas questões e óbices de outra natureza para os demais pontos. 2. As decisões de admissibilidade com esse perfil têm sido apelidadas de mistas (ou complexas). 3. Tais decisões comportam duas espécies de recursos: agravo interno quanto às matérias decididas com base em precedente produzido sob o rito da repercussão geral (Código de Processo Civil, art. 1.030, § 2...); e agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil quanto aos aspectos resolvidos por outros tipos de fundamentos. 4. Não há previsão legal de recurso para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL contra a parte da decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral (Pleno, AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 994.469, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA (Presidente), DJe de 14/3/2017). 5. Embora cabível quanto aos outros óbices, o recurso não merece prosperar. Não pode ser conhecido o agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil quando não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitira o recurso extraordinário. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786D-C5A3-F950-8D70 e senha A9D9-AA50-8833-177A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1193494 AGR / MS equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11).” (ARE n 1.115.707/RS–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 24/8/18) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, § 2...). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (Rcl n 29.093/GO–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/8/18) “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO – MATÉRIA PENAL – PRIMEIRO AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NOS ARTS. 5..., XXXV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – OFENSA AO ART. 93, IX, DA CARTA MAGNA – INOCORRÊNCIA – SEGUNDO AGRAVO – UTILIZAÇÃO DESSA ESPÉCIE RECURSAL CONTRA DECISÃO QUE, EMANADA DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR, FAZ INCIDIR, NO CASO, A DISCIPLINA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL – INADMISSIBILIDADE (Código de Processo Civil, ART. 1.042, “CAPUT”, “IN FINE”) – PRECEDENTES – PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786D-C5A3-F950-8D70 e senha A9D9-AA50-8833-177A Supremo Tribunal Federal ARE 1193494 AGR / MS equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11).” (ARE n 1.115.707/RS–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 24/8/18) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, § 2...). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (Rcl n 29.093/GO–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/8/18) “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO – MATÉRIA PENAL – PRIMEIRO AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NOS ARTS. 5..., XXXV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – OFENSA AO ART. 93, IX, DA CARTA MAGNA – INOCORRÊNCIA – SEGUNDO AGRAVO – UTILIZAÇÃO DESSA ESPÉCIE RECURSAL CONTRA DECISÃO QUE, EMANADA DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR, FAZ INCIDIR, NO CASO, A DISCIPLINA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL – INADMISSIBILIDADE (Código de Processo Civil, ART. 1.042, “CAPUT”, “IN FINE”) – PRECEDENTES – PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786D-C5A3-F950-8D70 e senha A9D9-AA50-8833-177A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1193494 AGR / MS DA PRETENSÃO PUNITIVA DO ESTADO – NÃO ACOLHIMENTO – EFICÁCIA “EX TUNC”, PARA EFEITO DE PRESCRIÇÃO PENAL, AO JUÍZO NEGATIVO DE ADMISSIBILIDADE DE APELO EXTREMO CONFIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (ARE n 1.128.701/Recurso Extraordinário–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 28/8/18) Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786D-C5A3-F950-8D70 e senha A9D9-AA50-8833-177A Supremo Tribunal Federal ARE 1193494 AGR / MS DA PRETENSÃO PUNITIVA DO ESTADO – NÃO ACOLHIMENTO – EFICÁCIA “EX TUNC”, PARA EFEITO DE PRESCRIÇÃO PENAL, AO JUÍZO NEGATIVO DE ADMISSIBILIDADE DE APELO EXTREMO CONFIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (ARE n 1.128.701/Recurso Extraordinário–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 28/8/18) Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 786D-C5A3-F950-8D70 e senha A9D9-AA50-8833-177A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.494 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ARNOR CARNEIRO ADV.(A/S) :JADER EVARISTO TONELLI PEIXER AGDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL SA ADV.(A/S) :RUDOLF SCHAITL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E186-22BD-1916-D15B e senha B791-1593-DC8F-46D3 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.494 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ARNOR CARNEIRO ADV.(A/S) :JADER EVARISTO TONELLI PEIXER AGDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL SA ADV.(A/S) :RUDOLF SCHAITL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E186-22BD-1916-D15B e senha B791-1593-DC8F-46D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 17/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.494 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ARNOR CARNEIRO ADV.(A/S) : JADER EVARISTO TONELLI PEIXER (8586/MS) AGDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL SA ADV.(A/S) : RUDOLF SCHAITL (163/TO) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C4-DD0F-48A4-3AA2 e senha FDDE-506F-FDE5-F2C9 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.494 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ARNOR CARNEIRO ADV.(A/S) : JADER EVARISTO TONELLI PEIXER (8586/MS) AGDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL SA ADV.(A/S) : RUDOLF SCHAITL (163/TO) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C4-DD0F-48A4-3AA2 e senha FDDE-506F-FDE5-F2C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 193 . 494", "ARE 1193494 AGR / MS", "ARE", "AI n 760 . 358 - QO", "AI n 760 . 358 - QO", "ARE 1193494 AGR / MS", "ARE n 1 . 115 . 707 / RS", "Rcl n 29 . 093 / GO – AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "Rcl n 29 . 093 / GO", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1193494 AGR / MS", "ARE n 1 . 128 . 701", "ARE n 1 . 128 . 701 / Recurso Extraordinário – AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 193 . 494" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil de 2015", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "§ 3 .", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil 2015", "Código de Processo Civil , art . 1 . 030 , § 2 . . .", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil 2015", "Código de Processo Civil , art . 1 . 030 , § 2 . . .", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , I", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , § 2 . . .", "ARTS . 5 . . . , XXXV E LV , E", "93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 93 , IX , DA CARTA MAGNA", "Código de Processo Civil , ART . 1 . 042 , “ CAPUT ” , “ IN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , I", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , § 2 . . .", "ARTS . 5 . . . , XXXV E LV , E 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 93 , IX , DA CARTA MAGNA", "Código de Processo Civil , ART . 1 . 042 , “ CAPUT ” ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) :MARIO DAVID PRADO SA AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARE Nº 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental em arguição de suspeição. Feito ajuizado fora do prazo regimental (art. 279 do RISTF). Argumentos incapazes de infirmar os fundamentos da decisão agravada, a qual bem demonstrou a inexistência de indícios mínimos de ocorrência de situação comprometedora da imparcialidade do julgador. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 1º a 11/3/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79FA-CED1-5D84-FD3A e senha F52A-9DA4-7E82-93B2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) :MARIO DAVID PRADO SA AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARE Nº 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Agravo regimental interposto contra a decisão em que se negou seguimento à arguição de suspeição formulada por Mário David Prado Sá contra o Ministro Luiz Fux, Relator do ARE nº 1.093.643/PA. A decisão questionada foi assim fundamentada na parte que interessa: “4. O ajuizamento da presente arguição ocorreu fora do prazo regimental. (…) Ainda que se considere o prazo estabelecido no novo Código de Processo Civil (“Art. 146. No prazo de 15 (quinze) dias, a contar do conhecimento do fato, a parte alegará o impedimento ou a suspeição, em petição específica dirigida ao juiz do processo, na qual indicará o fundamento da recusa, podendo instruí-la com documentos em que se fundar a alegação e com rol de testemunhas”), a arguição é intempestiva, pois os processos indicados pelo arguente foram distribuídos ao Ministro Luiz Fux em 11.5.2017 (Reclamação n. 27.039) e 17.1.2018 (ARE n. 1.093.643). (...) O fato indicado como gerador da suspeição ocorreu em 11.5.2017, tendo sido proposta a presente arguição em 20.2.2018, revelando-se manifesta intempestividade. (...) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0AC3-FD94-4EE3-EB0A e senha 59C1-750A-D724-15F5 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) :MARIO DAVID PRADO SA AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARE Nº 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Agravo regimental interposto contra a decisão em que se negou seguimento à arguição de suspeição formulada por Mário David Prado Sá contra o Ministro Luiz Fux, Relator do ARE nº 1.093.643/PA. A decisão questionada foi assim fundamentada na parte que interessa: “4. O ajuizamento da presente arguição ocorreu fora do prazo regimental. (…) Ainda que se considere o prazo estabelecido no novo Código de Processo Civil (“Art. 146. No prazo de 15 (quinze) dias, a contar do conhecimento do fato, a parte alegará o impedimento ou a suspeição, em petição específica dirigida ao juiz do processo, na qual indicará o fundamento da recusa, podendo instruí-la com documentos em que se fundar a alegação e com rol de testemunhas”), a arguição é intempestiva, pois os processos indicados pelo arguente foram distribuídos ao Ministro Luiz Fux em 11.5.2017 (Reclamação n. 27.039) e 17.1.2018 (ARE n. 1.093.643). (...) O fato indicado como gerador da suspeição ocorreu em 11.5.2017, tendo sido proposta a presente arguição em 20.2.2018, revelando-se manifesta intempestividade. (...) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0AC3-FD94-4EE3-EB0A e senha 59C1-750A-D724-15F5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório AS 93 AGR / PA 5. O arguente não compõe a relação processual na Reclamação n. 27.039, a afastar a legitimidade para suscitar incidente de impedimento ou suspeição, não sendo a condição de advogado na causa suficiente para tanto. (...) 6. A presente arguição é incabível e, ainda que tivesse condições de regular processamento, seria improcedente, pois a atuação do Ministro Luiz Fux nas causas indicadas demonstra coerência na prática decisória, pois o arguido aplica idêntico procedimento em processos nos quais suscitada a mesma questão jurídica.” Aduz a parte agravante, em suas razões, que não houve a alegada intempestividade. Segundo sustenta, “[a]rguição de [s]uspeição, (...) foi na realidade devidamente protocolizada nesta Corte em 24/01/2018, pois, a distribuição do ARE 1.093.643, objeto da presente Arguição de Suspeição, deu-se no dia 17/01/2018, e não no dia 20.02.2018, como certificado nos presentes Autos, portanto, a mesma foi apresentada dentro do prazo Regimental e processual, isto é fato!!!” Sustenta, ainda, que “o Ministro Luiz Fux jamais poderia, pelo menos em tese, negar Provimento aos Recursos e Reclamações com referência ao Tema 686, posto que é matéria pacificada na Corte que a presente Repercussão Geral trata de entendimento vinculante, devendo ser aplicado a todos os processos que foram sobrestados sob o referido tema, o que não está sendo considerado em seus julgados. Em não sendo tomada tal providência, restará a suspeita de parcialidade, já que ausente o devido esclarecimento por parte do Ministro Excepto quanto a sua recusa em aplicar a sistemática da Repercussão Geral, e, igualmente, indo de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0AC3-FD94-4EE3-EB0A e senha 59C1-750A-D724-15F5 Supremo Tribunal Federal AS 93 AGR / PA 5. O arguente não compõe a relação processual na Reclamação n. 27.039, a afastar a legitimidade para suscitar incidente de impedimento ou suspeição, não sendo a condição de advogado na causa suficiente para tanto. (...) 6. A presente arguição é incabível e, ainda que tivesse condições de regular processamento, seria improcedente, pois a atuação do Ministro Luiz Fux nas causas indicadas demonstra coerência na prática decisória, pois o arguido aplica idêntico procedimento em processos nos quais suscitada a mesma questão jurídica.” Aduz a parte agravante, em suas razões, que não houve a alegada intempestividade. Segundo sustenta, “[a]rguição de [s]uspeição, (...) foi na realidade devidamente protocolizada nesta Corte em 24/01/2018, pois, a distribuição do ARE 1.093.643, objeto da presente Arguição de Suspeição, deu-se no dia 17/01/2018, e não no dia 20.02.2018, como certificado nos presentes Autos, portanto, a mesma foi apresentada dentro do prazo Regimental e processual, isto é fato!!!” Sustenta, ainda, que “o Ministro Luiz Fux jamais poderia, pelo menos em tese, negar Provimento aos Recursos e Reclamações com referência ao Tema 686, posto que é matéria pacificada na Corte que a presente Repercussão Geral trata de entendimento vinculante, devendo ser aplicado a todos os processos que foram sobrestados sob o referido tema, o que não está sendo considerado em seus julgados. Em não sendo tomada tal providência, restará a suspeita de parcialidade, já que ausente o devido esclarecimento por parte do Ministro Excepto quanto a sua recusa em aplicar a sistemática da Repercussão Geral, e, igualmente, indo de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0AC3-FD94-4EE3-EB0A e senha 59C1-750A-D724-15F5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório AS 93 AGR / PA encontro à Decisão desta Suprema Corte que determina que a Repercussão apurada deve ser aplicada a todos os processos sobrestados sob o referido Tema, salvo melhor juízo.” É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0AC3-FD94-4EE3-EB0A e senha 59C1-750A-D724-15F5 Supremo Tribunal Federal AS 93 AGR / PA encontro à Decisão desta Suprema Corte que determina que a Repercussão apurada deve ser aplicada a todos os processos sobrestados sob o referido Tema, salvo melhor juízo.” É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0AC3-FD94-4EE3-EB0A e senha 59C1-750A-D724-15F5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O recurso não reúne condições para prosperar. Com efeito, os argumentos da parte agravante não são capazes de afastar a intempestividade da arguição de suspeição. Em consulta ao andamento processual do ARE nº 1.093.643/PA, constata-se que ele foi distribuído ao eminente Ministro Luiz Fux em 17/1/18. Por sua vez, a petição incidental arguindo a suspeição do eminente Relator do recurso em questão somente foi protocolada na Corte aos 24/1/18, quando exaurido o prazo de 5 (cinco) dias previsto no art. 279 do RISTF: “A suspeição do Relator poderá ser suscitada até cinco dias após a distribuição; a do Revisor, em igual prazo, após a conclusão dos autos; e a dos demais Ministros, até o início do julgamento.” Dessa forma, é evidente a intempestividade da arguição à luz do regimento interno da Corte. Ainda que assim não fosse, destaco que a defesa não trouxe argumentos capazes de infirmar os fundamentos da decisão agravada, segundo a qual: “[a] atuação do Ministro Luiz Fux nas causas indicadas demonstra coerência na prática decisória, pois o arguido aplica idêntico procedimento em processos nos quais suscitada a mesma questão jurídica. Tampouco o recebimento de autoridades estaduais no gabinete do arguente configura justificativa para questionamento sobre sua imparcialidade, sendo esse procedimento cumprimento de agenda inerente ao cargo. Não foram apresentados indícios mínimos de ocorrência (...) de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6EF9-5842-75AE-5EC6 e senha 1514-4109-BAE0-5790 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O recurso não reúne condições para prosperar. Com efeito, os argumentos da parte agravante não são capazes de afastar a intempestividade da arguição de suspeição. Em consulta ao andamento processual do ARE nº 1.093.643/PA, constata-se que ele foi distribuído ao eminente Ministro Luiz Fux em 17/1/18. Por sua vez, a petição incidental arguindo a suspeição do eminente Relator do recurso em questão somente foi protocolada na Corte aos 24/1/18, quando exaurido o prazo de 5 (cinco) dias previsto no art. 279 do RISTF: “A suspeição do Relator poderá ser suscitada até cinco dias após a distribuição; a do Revisor, em igual prazo, após a conclusão dos autos; e a dos demais Ministros, até o início do julgamento.” Dessa forma, é evidente a intempestividade da arguição à luz do regimento interno da Corte. Ainda que assim não fosse, destaco que a defesa não trouxe argumentos capazes de infirmar os fundamentos da decisão agravada, segundo a qual: “[a] atuação do Ministro Luiz Fux nas causas indicadas demonstra coerência na prática decisória, pois o arguido aplica idêntico procedimento em processos nos quais suscitada a mesma questão jurídica. Tampouco o recebimento de autoridades estaduais no gabinete do arguente configura justificativa para questionamento sobre sua imparcialidade, sendo esse procedimento cumprimento de agenda inerente ao cargo. Não foram apresentados indícios mínimos de ocorrência (...) de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6EF9-5842-75AE-5EC6 e senha 1514-4109-BAE0-5790 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE AS 93 AGR / PA situação comprometedora da imparcialidade do julgador.” Nessa conformidade, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6EF9-5842-75AE-5EC6 e senha 1514-4109-BAE0-5790 Supremo Tribunal Federal AS 93 AGR / PA situação comprometedora da imparcialidade do julgador.” Nessa conformidade, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6EF9-5842-75AE-5EC6 e senha 1514-4109-BAE0-5790 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 12/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PROCED. : PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) : MARIO DAVID PRADO SA (6286/PA) AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARE Nº 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4784-1C87-BE6D-1C0F e senha DD27-01AE-D8A4-5CB5 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PROCED. : PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) : MARIO DAVID PRADO SA (6286/PA) AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARE Nº 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4784-1C87-BE6D-1C0F e senha DD27-01AE-D8A4-5CB5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749598216
2019-03-12T00:00:00
2019-04-15T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO
EMENTA Agravo regimental em arguição de suspeição. Feito ajuizado fora do prazo regimental (art. 279 do RISTF). Argumentos incapazes de infirmar os fundamentos da decisão agravada, a qual bem demonstrou a inexistência de indícios mínimos de ocorrência de situação comprometedora da imparcialidade do julgador. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
sjur401930
- Veja ARE 1093643 do STF. Número de páginas: 7. Análise: 17/09/2019, JSF.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
93
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00279\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
AS-AgR
acordaos
AS 93 AgR
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AGTE.(S) : MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) : MARIO DAVID PRADO SA AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARE Nº 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) :MARIO DAVID PRADO SA AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARE n 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental em arguição de suspeição. Feito ajuizado fora do prazo regimental (art. 279 do RISTF). Argumentos incapazes de infirmar os fundamentos da decisão agravada, a qual bem demonstrou a inexistência de indícios mínimos de ocorrência de situação comprometedora da imparcialidade do julgador. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 1... a 11/3/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79FA-CED1-5D84-FD3A e senha F52A-9DA4-7E82-93B2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) :MARIO DAVID PRADO SA AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARE n 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Agravo regimental interposto contra a decisão em que se negou seguimento à arguição de suspeição formulada por Mário David Prado Sá contra o Ministro Luiz Fux, Relator do ARE n 1.093.643/PA. A decisão questionada foi assim fundamentada na parte que interessa: “4. O ajuizamento da presente arguição ocorreu fora do prazo regimental. (…) Ainda que se considere o prazo estabelecido no novo Código de Processo Civil (“Art. 146. No prazo de 15 (quinze) dias, a contar do conhecimento do fato, a parte alegará o impedimento ou a suspeição, em petição específica dirigida ao juiz do processo, na qual indicará o fundamento da recusa, podendo instruí-la com documentos em que se fundar a alegação e com rol de testemunhas”), a arguição é intempestiva, pois os processos indicados pelo arguente foram distribuídos ao Ministro Luiz Fux em 11.5.2017 (Reclamação n. 27.039) e 17.1.2018 (ARE n. 1.093.643). (...) O fato indicado como gerador da suspeição ocorreu em 11.5.2017, tendo sido proposta a presente arguição em 20.2.2018, revelando-se manifesta intempestividade. (...) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0AC3-FD94-4EE3-EB0A e senha 59C1-750A-D724-15F5 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) :MARIO DAVID PRADO SA AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARE n 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Agravo regimental interposto contra a decisão em que se negou seguimento à arguição de suspeição formulada por Mário David Prado Sá contra o Ministro Luiz Fux, Relator do ARE n 1.093.643/PA. A decisão questionada foi assim fundamentada na parte que interessa: “4. O ajuizamento da presente arguição ocorreu fora do prazo regimental. (…) Ainda que se considere o prazo estabelecido no novo Código de Processo Civil (“Art. 146. No prazo de 15 (quinze) dias, a contar do conhecimento do fato, a parte alegará o impedimento ou a suspeição, em petição específica dirigida ao juiz do processo, na qual indicará o fundamento da recusa, podendo instruí-la com documentos em que se fundar a alegação e com rol de testemunhas”), a arguição é intempestiva, pois os processos indicados pelo arguente foram distribuídos ao Ministro Luiz Fux em 11.5.2017 (Reclamação n. 27.039) e 17.1.2018 (ARE n. 1.093.643). (...) O fato indicado como gerador da suspeição ocorreu em 11.5.2017, tendo sido proposta a presente arguição em 20.2.2018, revelando-se manifesta intempestividade. (...) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0AC3-FD94-4EE3-EB0A e senha 59C1-750A-D724-15F5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório AS 93 AGR / PA 5. O arguente não compõe a relação processual na Reclamação n. 27.039, a afastar a legitimidade para suscitar incidente de impedimento ou suspeição, não sendo a condição de advogado na causa suficiente para tanto. (...) 6. A presente arguição é incabível e, ainda que tivesse condições de regular processamento, seria improcedente, pois a atuação do Ministro Luiz Fux nas causas indicadas demonstra coerência na prática decisória, pois o arguido aplica idêntico procedimento em processos nos quais suscitada a mesma questão jurídica.” Aduz a parte agravante, em suas razões, que não houve a alegada intempestividade. Segundo sustenta, “[a]rguição de [s]uspeição, (...) foi na realidade devidamente protocolizada nesta Corte em 24/01/2018, pois, a distribuição do ARE 1.093.643, objeto da presente Arguição de Suspeição, deu-se no dia 17/01/2018, e não no dia 20.02.2018, como certificado nos presentes Autos, portanto, a mesma foi apresentada dentro do prazo Regimental e processual, isto é fato!!!” Sustenta, ainda, que “o Ministro Luiz Fux jamais poderia, pelo menos em tese, negar Provimento aos Recursos e Reclamações com referência ao Tema 686, posto que é matéria pacificada na Corte que a presente Repercussão Geral trata de entendimento vinculante, devendo ser aplicado a todos os processos que foram sobrestados sob o referido tema, o que não está sendo considerado em seus julgados. Em não sendo tomada tal providência, restará a suspeita de parcialidade, já que ausente o devido esclarecimento por parte do Ministro Excepto quanto a sua recusa em aplicar a sistemática da Repercussão Geral, e, igualmente, indo de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0AC3-FD94-4EE3-EB0A e senha 59C1-750A-D724-15F5 Supremo Tribunal Federal AS 93 AGR / PA 5. O arguente não compõe a relação processual na Reclamação n. 27.039, a afastar a legitimidade para suscitar incidente de impedimento ou suspeição, não sendo a condição de advogado na causa suficiente para tanto. (...) 6. A presente arguição é incabível e, ainda que tivesse condições de regular processamento, seria improcedente, pois a atuação do Ministro Luiz Fux nas causas indicadas demonstra coerência na prática decisória, pois o arguido aplica idêntico procedimento em processos nos quais suscitada a mesma questão jurídica.” Aduz a parte agravante, em suas razões, que não houve a alegada intempestividade. Segundo sustenta, “[a]rguição de [s]uspeição, (...) foi na realidade devidamente protocolizada nesta Corte em 24/01/2018, pois, a distribuição do ARE 1.093.643, objeto da presente Arguição de Suspeição, deu-se no dia 17/01/2018, e não no dia 20.02.2018, como certificado nos presentes Autos, portanto, a mesma foi apresentada dentro do prazo Regimental e processual, isto é fato!!!” Sustenta, ainda, que “o Ministro Luiz Fux jamais poderia, pelo menos em tese, negar Provimento aos Recursos e Reclamações com referência ao Tema 686, posto que é matéria pacificada na Corte que a presente Repercussão Geral trata de entendimento vinculante, devendo ser aplicado a todos os processos que foram sobrestados sob o referido tema, o que não está sendo considerado em seus julgados. Em não sendo tomada tal providência, restará a suspeita de parcialidade, já que ausente o devido esclarecimento por parte do Ministro Excepto quanto a sua recusa em aplicar a sistemática da Repercussão Geral, e, igualmente, indo de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0AC3-FD94-4EE3-EB0A e senha 59C1-750A-D724-15F5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório AS 93 AGR / PA encontro à Decisão desta Suprema Corte que determina que a Repercussão apurada deve ser aplicada a todos os processos sobrestados sob o referido Tema, salvo melhor juízo.” É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0AC3-FD94-4EE3-EB0A e senha 59C1-750A-D724-15F5 Supremo Tribunal Federal AS 93 AGR / PA encontro à Decisão desta Suprema Corte que determina que a Repercussão apurada deve ser aplicada a todos os processos sobrestados sob o referido Tema, salvo melhor juízo.” É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0AC3-FD94-4EE3-EB0A e senha 59C1-750A-D724-15F5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O recurso não reúne condições para prosperar. Com efeito, os argumentos da parte agravante não são capazes de afastar a intempestividade da arguição de suspeição. Em consulta ao andamento processual do ARE n 1.093.643/PA, constata-se que ele foi distribuído ao eminente Ministro Luiz Fux em 17/1/18. Por sua vez, a petição incidental arguindo a suspeição do eminente Relator do recurso em questão somente foi protocolada na Corte aos 24/1/18, quando exaurido o prazo de 5 (cinco) dias previsto no art. 279 do RISTF: “A suspeição do Relator poderá ser suscitada até cinco dias após a distribuição; a do Revisor, em igual prazo, após a conclusão dos autos; e a dos demais Ministros, até o início do julgamento.” Dessa forma, é evidente a intempestividade da arguição à luz do regimento interno da Corte. Ainda que assim não fosse, destaco que a defesa não trouxe argumentos capazes de infirmar os fundamentos da decisão agravada, segundo a qual: “[a] atuação do Ministro Luiz Fux nas causas indicadas demonstra coerência na prática decisória, pois o arguido aplica idêntico procedimento em processos nos quais suscitada a mesma questão jurídica. Tampouco o recebimento de autoridades estaduais no gabinete do arguente configura justificativa para questionamento sobre sua imparcialidade, sendo esse procedimento cumprimento de agenda inerente ao cargo. Não foram apresentados indícios mínimos de ocorrência (...) de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6EF9-5842-75AE-5EC6 e senha 1514-4109-BAE0-5790 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O recurso não reúne condições para prosperar. Com efeito, os argumentos da parte agravante não são capazes de afastar a intempestividade da arguição de suspeição. Em consulta ao andamento processual do ARE n 1.093.643/PA, constata-se que ele foi distribuído ao eminente Ministro Luiz Fux em 17/1/18. Por sua vez, a petição incidental arguindo a suspeição do eminente Relator do recurso em questão somente foi protocolada na Corte aos 24/1/18, quando exaurido o prazo de 5 (cinco) dias previsto no art. 279 do RISTF: “A suspeição do Relator poderá ser suscitada até cinco dias após a distribuição; a do Revisor, em igual prazo, após a conclusão dos autos; e a dos demais Ministros, até o início do julgamento.” Dessa forma, é evidente a intempestividade da arguição à luz do regimento interno da Corte. Ainda que assim não fosse, destaco que a defesa não trouxe argumentos capazes de infirmar os fundamentos da decisão agravada, segundo a qual: “[a] atuação do Ministro Luiz Fux nas causas indicadas demonstra coerência na prática decisória, pois o arguido aplica idêntico procedimento em processos nos quais suscitada a mesma questão jurídica. Tampouco o recebimento de autoridades estaduais no gabinete do arguente configura justificativa para questionamento sobre sua imparcialidade, sendo esse procedimento cumprimento de agenda inerente ao cargo. Não foram apresentados indícios mínimos de ocorrência (...) de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6EF9-5842-75AE-5EC6 e senha 1514-4109-BAE0-5790 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE AS 93 AGR / PA situação comprometedora da imparcialidade do julgador.” Nessa conformidade, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6EF9-5842-75AE-5EC6 e senha 1514-4109-BAE0-5790 Supremo Tribunal Federal AS 93 AGR / PA situação comprometedora da imparcialidade do julgador.” Nessa conformidade, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6EF9-5842-75AE-5EC6 e senha 1514-4109-BAE0-5790 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 12/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PROCED. : PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) : MARIO DAVID PRADO SA (6286/PA) AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARE n 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4784-1C87-BE6D-1C0F e senha DD27-01AE-D8A4-5CB5 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PROCED. : PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) : MARIO DAVID PRADO SA (6286/PA) AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARE n 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4784-1C87-BE6D-1C0F e senha DD27-01AE-D8A4-5CB5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE n 1 . 093 . 643", "ARE n 1 . 093 . 643", "ARE n 1 . 093 . 643 / PA", "Reclamação n . 27 . 039", "ARE n . 1 . 093 . 643", "ARE n 1 . 093 . 643", "ARE n 1 . 093 . 643 / PA", "Reclamação n . 27 . 039", "ARE n . 1 . 093 . 643", "Reclamação n . 27 . 039", "ARE 1 . 093 . 643", "Reclamação n . 27 . 039", "ARE 1 . 093 . 643", "ARE n 1 . 093 . 643 / PA", "ARE n 1 . 093 . 643 / PA", "ARE n 1 . 093 . 643", "ARE n 1 . 093 . 643" ], "LEGISLACAO": [ "art . 279 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 279 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 279 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARÁ", "Brasília", "PARÁ", "PARÁ", "PARÁ", "PARÁ", "PARÁ", "PARÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ARGÜIÇÃO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "MARIO DAVID PRADO SA", "MARIO DAVID PRADO SA", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "MARIO DAVID PRADO SA", "MARIO DAVID PRADO SA", "DIAS TOFFOLI", "Mário David Prado Sá", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "MARIO DAVID PRADO SA", "MARIO DAVID PRADO SA", "DIAS TOFFOLI", "Mário David Prado Sá", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "MARIO DAVID PRADO SA", "MARIO DAVID PRADO SA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARIO DAVID PRADO SA", "MARIO DAVID PRADO SA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", "11", "/", "3", "/", "2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "11", ".", "5", ".", "2017", "17", ".", "1", ".", "2018", "11", ".", "5", ".", "2017", "20", ".", "2", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "“", "11", ".", "5", ".", "2017", "17", ".", "1", ".", "2018", "11", ".", "5", ".", "2017", "20", ".", "2", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "01", "/", "2018", "17", "/", "01", "/", "2018", "20", ".", "02", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "01", "/", "2018", "17", "/", "01", "/", "2018", "20", ".", "02", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "17", "/", "1", "/", "18", "24", "/", "1", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "17", "/", "1", "/", "18", "24", "/", "1", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA PROPOSTA DE SÚMULA VINCULANTE 53 DISTRITO FEDERAL AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO - ANPT ADV.(A/S) :VERÔNICA QUIHILLABORDA IRAZABAL AMARAL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRESIDÊNCIA DO STF ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental na proposta de revisão da súmula vinculante nº 4. Reconhecida a legitimidade ativa ad causam da Associação Nacional de Procuradores do Trabalho. Demonstração da pertinência temática entre os fins institucionais da proponente e a matéria suscitada. Evolução jurisprudencial. Rediscussão de tema que ensejou a edição de súmula, sem acréscimo de fato ou argumento jurídico novo. Agravo regimental a que se dá parcial provimento. 1. O § 2º do art. 103-A da Constituição da República de 1988, incluído pela EC nº 45/2004, assegura que a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula vinculante poderá ser provocada ao menos por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. Regulamentando referido dispositivo, a Lei nº 11.417/2006, em seu art. 3º, atribui legitimidade expressamente a “confederação sindical e entidade de classe de âmbito nacional”. 2. Na espécie, inexiste controvérsia quanto à caracterização da associação agravante como “entidade de classe de âmbito nacional”, o que está devidamente comprovado pela documentação coligida nos autos. A controvérsia está adstrita à existência (ou não) de pertinência temática entre os fins institucionais da agravante e a matéria suscitada. 3. Segundo a pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, somente se reconhece a legitimidade ativa para o ajuizamento de ação de controle abstrato se houver “nexo de afinidade entre os seus objetivos institucionais e o conteúdo material dos textos normativos impugnados”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EEC-B494-187F-9502 e senha 1D0F-9AE2-6ECB-31F2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Ementa e Acórdão PSV 53 AGR / DF Precedentes. 4. Como bem salientado nos autos pelo Ministro Ayres Brito, “o Supremo Tribunal vem mitigando sua antiga jurisprudência defensiva interpretando cum granus salis a questão da pertinência temática. Tudo com o escopo de ampliar o debate constitucional e legitimar ainda mais as decisões [da] Suprema Corte”. 5. Considerando a evolução jurisprudencial constatada, está suficientemente demonstrada, no caso concreto, a pertinência temática entre os fins institucionais da agravante e a matéria suscitada e, por isso mesmo, caracterizada sua legitimidade ativa ad causam. 6. Não obstante, é inviável o desarquivamento dos autos para prosseguimento do feito, que tem o objetivo precípuo de rediscutir o tema que ensejou a edição da Súmula Vinculante nº 4 sem justificativa plausível para tanto, tampouco acréscimo de fato ou argumento jurídico novo, o que não se pode admitir. 7. Agravo regimental a que se dá parcial provimento apenas para reconhecer a legitimidade ativa ad causam da agravante, mantendo-se, contudo, o arquivamento dos autos. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 1º a 11/3/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em dar parcial provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EEC-B494-187F-9502 e senha 1D0F-9AE2-6ECB-31F2 Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF Precedentes. 4. Como bem salientado nos autos pelo Ministro Ayres Brito, “o Supremo Tribunal vem mitigando sua antiga jurisprudência defensiva interpretando cum granus salis a questão da pertinência temática. Tudo com o escopo de ampliar o debate constitucional e legitimar ainda mais as decisões [da] Suprema Corte”. 5. Considerando a evolução jurisprudencial constatada, está suficientemente demonstrada, no caso concreto, a pertinência temática entre os fins institucionais da agravante e a matéria suscitada e, por isso mesmo, caracterizada sua legitimidade ativa ad causam. 6. Não obstante, é inviável o desarquivamento dos autos para prosseguimento do feito, que tem o objetivo precípuo de rediscutir o tema que ensejou a edição da Súmula Vinculante nº 4 sem justificativa plausível para tanto, tampouco acréscimo de fato ou argumento jurídico novo, o que não se pode admitir. 7. Agravo regimental a que se dá parcial provimento apenas para reconhecer a legitimidade ativa ad causam da agravante, mantendo-se, contudo, o arquivamento dos autos. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 1º a 11/3/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em dar parcial provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EEC-B494-187F-9502 e senha 1D0F-9AE2-6ECB-31F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Relatório 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA PROPOSTA DE SÚMULA VINCULANTE 53 DISTRITO FEDERAL AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO - ANPT ADV.(A/S) :VERÔNICA QUIHILLABORDA IRAZABAL AMARAL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRESIDÊNCIA DO STF ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental interposto pela ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO (ANPT) contra decisão em que se determinou o arquivamento da presente proposta de revisão de súmula vinculante por ausência de pertinência temática entre as atribuições institucionais da proponente e a matéria suscitada. Alega a agravante que, ao contrário do afirmado na decisão recorrida, possui legitimidade ativa para propor a revisão de súmula vinculante, estando respaldada tanto por seu regimento interno, "que expressamente afirma que a finalidade da Proponente é, entre outras, a colaboração com os Poderes Públicos no desenvolvimento da justiça e na defesa dos interesse sociais", quanto pelo art. 3º, VIII, da Lei nº 11.417/2006, que "categoricamente inclui as entidades de classe de âmbito nacional no rol dos legitimados para a propositura de pedidos de revisão de súmula vinculante". Reafirma a agravante que foi constituída para "representar o Ministério Público do Trabalho em todos os Estados da Federação, além de buscar 'colaborar com os Poderes Públicos no desenvolvimento da justiça, na defesa dos interesses sociais e no estudo e solução de problemas que se relacionem com o Ministério Público e seus membros' ". Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D353-4EF4-19E2-6837 e senha 21CF-13F6-1CCF-0F4B Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA PROPOSTA DE SÚMULA VINCULANTE 53 DISTRITO FEDERAL AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO - ANPT ADV.(A/S) :VERÔNICA QUIHILLABORDA IRAZABAL AMARAL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRESIDÊNCIA DO STF ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental interposto pela ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO (ANPT) contra decisão em que se determinou o arquivamento da presente proposta de revisão de súmula vinculante por ausência de pertinência temática entre as atribuições institucionais da proponente e a matéria suscitada. Alega a agravante que, ao contrário do afirmado na decisão recorrida, possui legitimidade ativa para propor a revisão de súmula vinculante, estando respaldada tanto por seu regimento interno, "que expressamente afirma que a finalidade da Proponente é, entre outras, a colaboração com os Poderes Públicos no desenvolvimento da justiça e na defesa dos interesse sociais", quanto pelo art. 3º, VIII, da Lei nº 11.417/2006, que "categoricamente inclui as entidades de classe de âmbito nacional no rol dos legitimados para a propositura de pedidos de revisão de súmula vinculante". Reafirma a agravante que foi constituída para "representar o Ministério Público do Trabalho em todos os Estados da Federação, além de buscar 'colaborar com os Poderes Públicos no desenvolvimento da justiça, na defesa dos interesses sociais e no estudo e solução de problemas que se relacionem com o Ministério Público e seus membros' ". Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D353-4EF4-19E2-6837 e senha 21CF-13F6-1CCF-0F4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Relatório PSV 53 AGR / DF Além disso, defende que "por ser uma associação de âmbito nacional" teria, "em seu patrimônio jurídico, o direito, conferido pelo art. 3º, VIII, da Lei nº 11.417/2006 c/c art. 103-A, § 2º, da CF/88, de propor a edição, revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante”. Sustenta, ainda, ser inquestionável a pertinência temática de sua atuação no presente feito, à luz de seu objeto, porquanto estaria em jogo, na hipótese do autos, "a própria dignidade dos trabalhadores expostos a condições adversas, finalidade que se confunde com a própria gênese do Ministério Público do Trabalho, e que, por força do Estatuto da ANPT, está inserida dentro de seu escopo de atuação". Argumenta que a interpretação imposta pela Súmula Vinculante nº 4, cuja revisão requer, "interfere diretamente na forma como é interpretado o instituto do adicional de insalubridade". Além disso, pondera que sua legitimidade para o presente feito seria reforçada "pelo fato de que as dúvidas geradas pela Súmula Vinculante nº 4 permitem a precarização da segurança do trabalhador, vulnerando justamente o interesse público cuja defesa é responsabilidade primeira dos Procuradores do Trabalho". Ressalta, outrossim, que a decisão recorrida destoa de inúmeros precedentes deste Supremo Tribunal, "que tem reiteradamente reconhecido a pertinência temática da ANPT em ações diretas de inconstitucionalidade e ações de descumprimento de preceito fundamental que buscam salvaguardar direitos dos trabalhadores". Cita, ilustrativamente, a ADI nº 4.357 e a ADI nº 4.066, bem como a ADI nº 3.357, a ADI nº 3.347, a ADPF nº 234 e a ADI nº 3.395. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D353-4EF4-19E2-6837 e senha 21CF-13F6-1CCF-0F4B Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF Além disso, defende que "por ser uma associação de âmbito nacional" teria, "em seu patrimônio jurídico, o direito, conferido pelo art. 3º, VIII, da Lei nº 11.417/2006 c/c art. 103-A, § 2º, da CF/88, de propor a edição, revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante”. Sustenta, ainda, ser inquestionável a pertinência temática de sua atuação no presente feito, à luz de seu objeto, porquanto estaria em jogo, na hipótese do autos, "a própria dignidade dos trabalhadores expostos a condições adversas, finalidade que se confunde com a própria gênese do Ministério Público do Trabalho, e que, por força do Estatuto da ANPT, está inserida dentro de seu escopo de atuação". Argumenta que a interpretação imposta pela Súmula Vinculante nº 4, cuja revisão requer, "interfere diretamente na forma como é interpretado o instituto do adicional de insalubridade". Além disso, pondera que sua legitimidade para o presente feito seria reforçada "pelo fato de que as dúvidas geradas pela Súmula Vinculante nº 4 permitem a precarização da segurança do trabalhador, vulnerando justamente o interesse público cuja defesa é responsabilidade primeira dos Procuradores do Trabalho". Ressalta, outrossim, que a decisão recorrida destoa de inúmeros precedentes deste Supremo Tribunal, "que tem reiteradamente reconhecido a pertinência temática da ANPT em ações diretas de inconstitucionalidade e ações de descumprimento de preceito fundamental que buscam salvaguardar direitos dos trabalhadores". Cita, ilustrativamente, a ADI nº 4.357 e a ADI nº 4.066, bem como a ADI nº 3.357, a ADI nº 3.347, a ADPF nº 234 e a ADI nº 3.395. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D353-4EF4-19E2-6837 e senha 21CF-13F6-1CCF-0F4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Relatório PSV 53 AGR / DF Salienta que o parecer da Comissão de Jurisprudência não foi unânime e que deve prevalecer, nesse ponto, o entendimento divergente do Excelentíssimo Ministro Carlos Ayres Brito, "que sustentou que o princípio da pertinência temática estava devidamente satisfeito", apesar de ter concordado com o arquivamento "por entender que a PSV pretendia a rediscussão do tema que deu ensejo à edição da Súmula Vinculante questionada”. Reafirma que ser "indispensável e urgente" a revisão postulada, porquanto "a edição da Súmula Vinculante nº 4, ao obstar, de maneira geral, a fixação de qualquer outra base de cálculo pelo Poder Judiciário, distanciou-se, não só dos fundamentos determinantes que lastrearam a sua edição, mas também das reiteradas decisões sobre a matéria proferidas por esse Excelsa Corte e, com isso, em vez de fomentar a segurança jurídica, consolidando a linha de entendimento que as Egrégias Turmas do STF até então adotavam, em verdade instaurou um estado de indefinição e perplexidade, colidindo, assim, com a diretriz constante dos artigos 103-A da Constituição e 2º da Lei nº 11.417/2006". Sublinha que a súmula vinculante cuja revisão se pretende "decorre do julgamento do RE nº 565.714, com repercussão geral reconhecida, que apreciou o adicional de insalubridade de servidores públicos - policiais militares de São Paulo - cenário no qual o Judiciário realmente não pode se comportar como legislador positivo". Assevera que o texto sumular atinge também as lides trabalhistas decorrentes de relações jurídicas estritamente privadas e que, ao se afastar a possibilidade de utilizar o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade, faz surgir lacuna relevante no ordenamento jurídico, a qual deve ser integrada pelo juiz laboral pelos 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D353-4EF4-19E2-6837 e senha 21CF-13F6-1CCF-0F4B Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF Salienta que o parecer da Comissão de Jurisprudência não foi unânime e que deve prevalecer, nesse ponto, o entendimento divergente do Excelentíssimo Ministro Carlos Ayres Brito, "que sustentou que o princípio da pertinência temática estava devidamente satisfeito", apesar de ter concordado com o arquivamento "por entender que a PSV pretendia a rediscussão do tema que deu ensejo à edição da Súmula Vinculante questionada”. Reafirma que ser "indispensável e urgente" a revisão postulada, porquanto "a edição da Súmula Vinculante nº 4, ao obstar, de maneira geral, a fixação de qualquer outra base de cálculo pelo Poder Judiciário, distanciou-se, não só dos fundamentos determinantes que lastrearam a sua edição, mas também das reiteradas decisões sobre a matéria proferidas por esse Excelsa Corte e, com isso, em vez de fomentar a segurança jurídica, consolidando a linha de entendimento que as Egrégias Turmas do STF até então adotavam, em verdade instaurou um estado de indefinição e perplexidade, colidindo, assim, com a diretriz constante dos artigos 103-A da Constituição e 2º da Lei nº 11.417/2006". Sublinha que a súmula vinculante cuja revisão se pretende "decorre do julgamento do RE nº 565.714, com repercussão geral reconhecida, que apreciou o adicional de insalubridade de servidores públicos - policiais militares de São Paulo - cenário no qual o Judiciário realmente não pode se comportar como legislador positivo". Assevera que o texto sumular atinge também as lides trabalhistas decorrentes de relações jurídicas estritamente privadas e que, ao se afastar a possibilidade de utilizar o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade, faz surgir lacuna relevante no ordenamento jurídico, a qual deve ser integrada pelo juiz laboral pelos 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D353-4EF4-19E2-6837 e senha 21CF-13F6-1CCF-0F4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Relatório PSV 53 AGR / DF meios legítimos de interpretação ofertados pelo Direito. Ao final, pede a reconsideração ou a reforma a decisão recorrida para, reconhecendo-se a legitimidade ativa da associação agravante, se determinar o prosseguimento da presente proposta de revisão de súmula vinculante. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D353-4EF4-19E2-6837 e senha 21CF-13F6-1CCF-0F4B Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF meios legítimos de interpretação ofertados pelo Direito. Ao final, pede a reconsideração ou a reforma a decisão recorrida para, reconhecendo-se a legitimidade ativa da associação agravante, se determinar o prosseguimento da presente proposta de revisão de súmula vinculante. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D353-4EF4-19E2-6837 e senha 21CF-13F6-1CCF-0F4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA PROPOSTA DE SÚMULA VINCULANTE 53 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Conforme relatado, cuida-se de agravo regimental interposto pela ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO (ANPT) contra decisão em que se determinou o arquivamento da presente proposta de revisão de súmula vinculante, nos seguintes termos: “Trata-se de proposta de revisão da Súmula Vinculante nº 4, tendo como proponente a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho - ANPT. Nos termos da proposta, o verbete já sumulado passaria a ter a seguinte redação: 'Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado da administração pública direta nem ser, em relação a estes, substituído por decisão judicial. Quanto aos demais empregados vinculados ao regime da CLT, o salário mínimo, igualmente, não pode ser usado como indexador de vantagens, devendo a Justiça do Trabalho definir as respectivas bases de cálculo, levando em consideração a legislação trabalhista, as convenções e acordos coletivos de trabalho'. Após publicado o edital, a Comissão de Jurisprudência manifestou-se pelo arquivamento[,] cujo parecer reproduzo: '1. A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho - ANPT propõe a revisão da parte final do enunciado da Súmula Vinculante 4, cuja redação vigente é a seguinte: ‘Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.’ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA PROPOSTA DE SÚMULA VINCULANTE 53 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Conforme relatado, cuida-se de agravo regimental interposto pela ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO (ANPT) contra decisão em que se determinou o arquivamento da presente proposta de revisão de súmula vinculante, nos seguintes termos: “Trata-se de proposta de revisão da Súmula Vinculante nº 4, tendo como proponente a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho - ANPT. Nos termos da proposta, o verbete já sumulado passaria a ter a seguinte redação: 'Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado da administração pública direta nem ser, em relação a estes, substituído por decisão judicial. Quanto aos demais empregados vinculados ao regime da CLT, o salário mínimo, igualmente, não pode ser usado como indexador de vantagens, devendo a Justiça do Trabalho definir as respectivas bases de cálculo, levando em consideração a legislação trabalhista, as convenções e acordos coletivos de trabalho'. Após publicado o edital, a Comissão de Jurisprudência manifestou-se pelo arquivamento[,] cujo parecer reproduzo: '1. A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho - ANPT propõe a revisão da parte final do enunciado da Súmula Vinculante 4, cuja redação vigente é a seguinte: ‘Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.’ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF Alega, em síntese, que o texto sumular, ao enunciar a vedação à utilização do salário mínimo como base de cálculo de vantagem percebida por empregado, ‘acabou por obstar, em termos peremptórios, a fixação de qualquer outra base de incidência pelo Poder Judiciário’. Sustenta que a jurisprudência desta Suprema Corte, de forma diversa, no que diz respeito às lides estritamente trabalhistas, ‘sempre se conduziu no sentido de obstar a vinculação da base de cálculo do adicional de insalubridade ao salário mínimo, bem como no sentido de atribuir, à Justiça do Trabalho, a competência para definir, para os interessados, a base de cálculo do adicional devido nas relações regidas pela CLT, levando em consideração aquela legislação, os acordos e as convenções coletivas de trabalho’. Conclui a entidade classista proponente, desse modo, que a atual redação da súmula vinculante referida, ao impedir de forma absoluta, o estabelecimento, pelo Judiciário trabalhista, de qualquer outra base de cálculo para obtenção do valor adicional de insalubridade, divorciou-se dos fundamentos das reiteradas decisões proferidas sobre a matéria e instaurou 'um estado de indefinição e perplexidade, colidindo, assim, com a diretriz constante dos artigos 103-A da Constituição e 2º da Lei nº 11.417/2006". A presente proposta externa de revisão indica, assim, a seguinte sugestão de texto sumular: 'Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado da administração pública direta nem ser, em relação a estes, substituído por decisão judicial. Quanto aos demais empregados vinculados ao regime da CLT, o salário mínimo, igualmente, não pode ser usado como indexador de vantagens, devendo a Justiça do Trabalho 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF Alega, em síntese, que o texto sumular, ao enunciar a vedação à utilização do salário mínimo como base de cálculo de vantagem percebida por empregado, ‘acabou por obstar, em termos peremptórios, a fixação de qualquer outra base de incidência pelo Poder Judiciário’. Sustenta que a jurisprudência desta Suprema Corte, de forma diversa, no que diz respeito às lides estritamente trabalhistas, ‘sempre se conduziu no sentido de obstar a vinculação da base de cálculo do adicional de insalubridade ao salário mínimo, bem como no sentido de atribuir, à Justiça do Trabalho, a competência para definir, para os interessados, a base de cálculo do adicional devido nas relações regidas pela CLT, levando em consideração aquela legislação, os acordos e as convenções coletivas de trabalho’. Conclui a entidade classista proponente, desse modo, que a atual redação da súmula vinculante referida, ao impedir de forma absoluta, o estabelecimento, pelo Judiciário trabalhista, de qualquer outra base de cálculo para obtenção do valor adicional de insalubridade, divorciou-se dos fundamentos das reiteradas decisões proferidas sobre a matéria e instaurou 'um estado de indefinição e perplexidade, colidindo, assim, com a diretriz constante dos artigos 103-A da Constituição e 2º da Lei nº 11.417/2006". A presente proposta externa de revisão indica, assim, a seguinte sugestão de texto sumular: 'Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado da administração pública direta nem ser, em relação a estes, substituído por decisão judicial. Quanto aos demais empregados vinculados ao regime da CLT, o salário mínimo, igualmente, não pode ser usado como indexador de vantagens, devendo a Justiça do Trabalho 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF definir as respectivas bases de cálculo, levando em consideração a legislação trabalhista, as convenções e os acordos coletivos de trabalho.' Publicado edital para ciência de eventuais interessados, manifestaram-se a Confederação Nacional da Indústria – CNI e os Estados e o Distrito Federal, por meio de sua Câmara Técnica do Colégio Nacional de Procuradores Gerais. 2. Cabe a esta Comissão de Jurisprudência, nos termos do art. 1º da Resolução STF 388, de 5.12.2008, verificar a adequação formal das propostas de edição de súmula vinculante, averiguando, entre outros requisitos, a presença de fundamentação e instrução do pedido, a legitimidade ativa do proponente e a efetiva existência de reiteradas decisões desta Casa sobre a questão constitucional posta em evidência. 3. Conforme dispõem o art. 103-A, § 2º, da Constituição Federal, e o art. 3º da Lei nº 11.417/2006, somente estão autorizadas a propor a revisão de súmulas vinculantes as autoridades e entidades legitimadas a ajuizar ações diretas de inconstitucionalidade (art. 103 da Constituição), bem como o Defensor Público-Geral da União, os Tribunais Superiores, os Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, os Tribunais Regionais Federais, do Trabalho e Eleitorais, os Tribunais Militares e os Municípios, nos processos em que sejam parte (art. 3º, VI e IX, da Lei 11.417/2006). Desponta, no presente procedimento, a ilegitimidade ativa ad causam da proponente. É que, não obstante seu enquadramento como associação de classe de âmbito nacional, dela se exige, para fins, de atendimento do disposto no art. 103, IX, da Constituição Federal, a demonstração da relação de pertinência entre os fins institucionais de representação da categoria profissional que congrega e o conteúdo da controvérsia constitucional 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF definir as respectivas bases de cálculo, levando em consideração a legislação trabalhista, as convenções e os acordos coletivos de trabalho.' Publicado edital para ciência de eventuais interessados, manifestaram-se a Confederação Nacional da Indústria – CNI e os Estados e o Distrito Federal, por meio de sua Câmara Técnica do Colégio Nacional de Procuradores Gerais. 2. Cabe a esta Comissão de Jurisprudência, nos termos do art. 1º da Resolução STF 388, de 5.12.2008, verificar a adequação formal das propostas de edição de súmula vinculante, averiguando, entre outros requisitos, a presença de fundamentação e instrução do pedido, a legitimidade ativa do proponente e a efetiva existência de reiteradas decisões desta Casa sobre a questão constitucional posta em evidência. 3. Conforme dispõem o art. 103-A, § 2º, da Constituição Federal, e o art. 3º da Lei nº 11.417/2006, somente estão autorizadas a propor a revisão de súmulas vinculantes as autoridades e entidades legitimadas a ajuizar ações diretas de inconstitucionalidade (art. 103 da Constituição), bem como o Defensor Público-Geral da União, os Tribunais Superiores, os Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, os Tribunais Regionais Federais, do Trabalho e Eleitorais, os Tribunais Militares e os Municípios, nos processos em que sejam parte (art. 3º, VI e IX, da Lei 11.417/2006). Desponta, no presente procedimento, a ilegitimidade ativa ad causam da proponente. É que, não obstante seu enquadramento como associação de classe de âmbito nacional, dela se exige, para fins, de atendimento do disposto no art. 103, IX, da Constituição Federal, a demonstração da relação de pertinência entre os fins institucionais de representação da categoria profissional que congrega e o conteúdo da controvérsia constitucional 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF submetida a esta Suprema Corte (ADI 1.464, Rel. Min. Moreira Alves, DJ de 13.12.1996; ADI 1.507-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ de 6.6.1997, ADI 1.873, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 19.9.2009; entre outras). A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, de acordo com seu estatuto, busca, essencialmente, defender direitos, garantias, prerrogativas, interesses e reivindicações da carreira de Procurador do Trabalho, bem como de seus membros ativos e inativos. No presente caso, todavia, busca a entidade associativa, nesta Suprema Corte, a revisão de súmula vinculante em matéria de único e exclusivo interesse dos empregados celetistas. Como se vê, é manifesta a ausência de interseção do tema apontado na presente proposta – vinculação do adicional de insalubridade ao salário mínimo e impossibilidade de modificação de sua base de cálculo por decisão judicial – com as finalidades institucionais das entidades classistas ora proponente. 4. Ressalte-se, ademais, que a finalidade de 'colaborar com os Poderes Públicos no desenvolvimento da justiça, na defesa dos interesses sociais e no estudo e solução de problemas que se relacionam com o Ministério Público e seus membros", também prevista no Estatuto da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho não confere a esse associação de classe proponente a prerrogativa de sub-rogar-se no cumprimento das relevantes atribuições que foram expressamente conferidas pela Constituição Federal ao próprio Ministério Público. 5. Ausente, dessa forma, a pertinência temática da reclamada – requisito implícito de legitimidade ativa para a entidade de classe requerente – manifesta-se esta Comissão de Jurisprudência pelo imediato arquivamento desta proposta externa de revisão de súmula vinculante.’ 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF submetida a esta Suprema Corte (ADI 1.464, Rel. Min. Moreira Alves, DJ de 13.12.1996; ADI 1.507-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ de 6.6.1997, ADI 1.873, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 19.9.2009; entre outras). A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, de acordo com seu estatuto, busca, essencialmente, defender direitos, garantias, prerrogativas, interesses e reivindicações da carreira de Procurador do Trabalho, bem como de seus membros ativos e inativos. No presente caso, todavia, busca a entidade associativa, nesta Suprema Corte, a revisão de súmula vinculante em matéria de único e exclusivo interesse dos empregados celetistas. Como se vê, é manifesta a ausência de interseção do tema apontado na presente proposta – vinculação do adicional de insalubridade ao salário mínimo e impossibilidade de modificação de sua base de cálculo por decisão judicial – com as finalidades institucionais das entidades classistas ora proponente. 4. Ressalte-se, ademais, que a finalidade de 'colaborar com os Poderes Públicos no desenvolvimento da justiça, na defesa dos interesses sociais e no estudo e solução de problemas que se relacionam com o Ministério Público e seus membros", também prevista no Estatuto da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho não confere a esse associação de classe proponente a prerrogativa de sub-rogar-se no cumprimento das relevantes atribuições que foram expressamente conferidas pela Constituição Federal ao próprio Ministério Público. 5. Ausente, dessa forma, a pertinência temática da reclamada – requisito implícito de legitimidade ativa para a entidade de classe requerente – manifesta-se esta Comissão de Jurisprudência pelo imediato arquivamento desta proposta externa de revisão de súmula vinculante.’ 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF 2. Assiste razão à Comissão de Jurisprudência. É que, como bem salientou a Comissão, inobstante a proposta figure no rol dos legitimados à proposição de súmula vinculante, é requisito necessário a configuração de pertinência temática entre os objetivos e finalidades da entidade proponente e o tema proposto, o que não se observa no caso. 3. Ante o exposto, acolho o parecer da Comissão de Jurisprudência e determino o arquivamento desta proposta de edição de súmula vinculante." Alega a agravante que, ao contrário do afirmado na decisão recorrida, possui legitimidade ativa para propor a revisão de súmula vinculante, estando respaldada tanto por seu regimento interno, "que expressamente afirma que a finalidade da Proponente é, entre outras, a colaboração com os Poderes Públicos no desenvolvimento da justiça e na defesa dos interesse sociais", quanto pelo art. 3º, VIII, da Lei nº 11.417/2006, que "categoricamente inclui as entidades de classe de âmbito nacional no rol dos legitimados para a propositura de pedidos de revisão de súmula vinculante". Além disso, defende que, "por ser uma associação de âmbito nacional", teria, "em seu patrimônio jurídico, o direito, conferido pelo art. 3º, VIII, da Lei nº 11.417/2006 c/c art. 103-A, § 2º, da CF/88, de propor a edição, revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante”. Sustenta, ainda, ser inquestionável a pertinência temática da atuação da proponente no presente feito, à luz de seu objeto, porquanto estaria em jogo, na hipótese, "a própria dignidade dos trabalhadores expostos a condições adversas, finalidade que se confunde com a própria gênese do Ministério Público do Trabalho, e que, por força do Estatuto da ANPT, está inserida dentro de seu escopo de atuação". Argumenta que a interpretação imposta pela Súmula Vinculante nº 4, cuja revisão ora requer, "interfere diretamente na forma como é interpretado o instituto do adicional de insalubridade". 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF 2. Assiste razão à Comissão de Jurisprudência. É que, como bem salientou a Comissão, inobstante a proposta figure no rol dos legitimados à proposição de súmula vinculante, é requisito necessário a configuração de pertinência temática entre os objetivos e finalidades da entidade proponente e o tema proposto, o que não se observa no caso. 3. Ante o exposto, acolho o parecer da Comissão de Jurisprudência e determino o arquivamento desta proposta de edição de súmula vinculante." Alega a agravante que, ao contrário do afirmado na decisão recorrida, possui legitimidade ativa para propor a revisão de súmula vinculante, estando respaldada tanto por seu regimento interno, "que expressamente afirma que a finalidade da Proponente é, entre outras, a colaboração com os Poderes Públicos no desenvolvimento da justiça e na defesa dos interesse sociais", quanto pelo art. 3º, VIII, da Lei nº 11.417/2006, que "categoricamente inclui as entidades de classe de âmbito nacional no rol dos legitimados para a propositura de pedidos de revisão de súmula vinculante". Além disso, defende que, "por ser uma associação de âmbito nacional", teria, "em seu patrimônio jurídico, o direito, conferido pelo art. 3º, VIII, da Lei nº 11.417/2006 c/c art. 103-A, § 2º, da CF/88, de propor a edição, revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante”. Sustenta, ainda, ser inquestionável a pertinência temática da atuação da proponente no presente feito, à luz de seu objeto, porquanto estaria em jogo, na hipótese, "a própria dignidade dos trabalhadores expostos a condições adversas, finalidade que se confunde com a própria gênese do Ministério Público do Trabalho, e que, por força do Estatuto da ANPT, está inserida dentro de seu escopo de atuação". Argumenta que a interpretação imposta pela Súmula Vinculante nº 4, cuja revisão ora requer, "interfere diretamente na forma como é interpretado o instituto do adicional de insalubridade". 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF Além disso, pondera que sua legitimidade para o presente feito seria reforçada "pelo fato de que as dúvidas geradas pela Súmula Vinculante nº 4 permitem a precarização da segurança do trabalhador, vulnerando justamente o interesse público cuja defesa é responsabilidade primeira dos Procuradores do Trabalho". Afirma que a decisão recorrida destoa de inúmeros precedentes deste Supremo Tribunal, "que tem reiteradamente reconhecido a pertinência temática da ANPT em ações diretas de inconstitucionalidade e ações de descumprimento de preceito fundamental que buscam salvaguardar direitos dos trabalhadores". Cita, ilustrativamente, a ADI nº 4.357 e a ADI nº 4.066, bem como a ADI nº 3.357, a ADI nº 3.347, a ADPF nº 234 e a ADI nº 3.395. Salienta que o parecer da Comissão de Jurisprudência não foi unânime e que deve prevalecer, nesse ponto, o entendimento divergente do Ministro Ayres Brito, "que sustentou que o princípio da pertinência temática estava devidamente satisfeito". Após reexaminar detidamente a matéria debatida nos autos, verifico que assiste razão à agravante parcialmente. Explico: O § 2º do art. 103-A da Constituição da República de 1988, incluído pela EC nº 45/2004, assegura que “[s]em prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade”. O art. 103 da mesma Carta, ao estabelecer o rol de legitimados para a propositura de ações diretas de inconstitucionalidade e ações declaratórias de constitucionais, em seu inciso IX, expressamente conferiu legitimidade às confederações sindicais e entidades de classe de âmbito 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF Além disso, pondera que sua legitimidade para o presente feito seria reforçada "pelo fato de que as dúvidas geradas pela Súmula Vinculante nº 4 permitem a precarização da segurança do trabalhador, vulnerando justamente o interesse público cuja defesa é responsabilidade primeira dos Procuradores do Trabalho". Afirma que a decisão recorrida destoa de inúmeros precedentes deste Supremo Tribunal, "que tem reiteradamente reconhecido a pertinência temática da ANPT em ações diretas de inconstitucionalidade e ações de descumprimento de preceito fundamental que buscam salvaguardar direitos dos trabalhadores". Cita, ilustrativamente, a ADI nº 4.357 e a ADI nº 4.066, bem como a ADI nº 3.357, a ADI nº 3.347, a ADPF nº 234 e a ADI nº 3.395. Salienta que o parecer da Comissão de Jurisprudência não foi unânime e que deve prevalecer, nesse ponto, o entendimento divergente do Ministro Ayres Brito, "que sustentou que o princípio da pertinência temática estava devidamente satisfeito". Após reexaminar detidamente a matéria debatida nos autos, verifico que assiste razão à agravante parcialmente. Explico: O § 2º do art. 103-A da Constituição da República de 1988, incluído pela EC nº 45/2004, assegura que “[s]em prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade”. O art. 103 da mesma Carta, ao estabelecer o rol de legitimados para a propositura de ações diretas de inconstitucionalidade e ações declaratórias de constitucionais, em seu inciso IX, expressamente conferiu legitimidade às confederações sindicais e entidades de classe de âmbito 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF nacional. Na mesma esteira, a Lei nº 11.417/2006, que regulamenta o art. 103-A da Constituição Federal, disciplinando a edição, revisão e o cancelamento de súmulas vinculantes pelo Supremo Tribunal Federal, em seu art. 3º, atribuiu legitimidade à “confederação sindical e entidade de classe de âmbito nacional”. Na espécie, inexiste controvérsia quanto à caracterização da associação agravante como “entidade de classe de âmbito nacional”, o que está devidamente comprovado pela documentação coligida nos autos. A controvérsia cinge-se à existência (ou não) de pertinência temática entre os fins institucionais da agravante e o tema suscitado. Vale destacar, aqui, que, segundo a pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, somente se reconhece a legitimidade ativa para o ajuizamento de ação de controle abstrato “se existente nexo de afinidade entre os seus objetivos institucionais e o conteúdo material dos textos normativos impugnados” (ADI nº 4.190/RJ-MC-Ref, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJ de 11/6/2010). No mesmo sentido: ADI nº 5.023/MT-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Tribunal Pleno, DJ de 6/11/2014; ADI nº 4.722, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 14/2/2017; e ADPF nº 385-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Tribunal Pleno, DJe de 25/10/2017. Esse mesmo entendimento é extensível às propostas de súmulas vinculantes (PSV 11/DF, Ministro Gilmar Mendes, DJe 4/6/2009); PSV 72/DF, Ministro Joaquim Barbosa, DJe 11/12/2013). Todavia, como bem salientado nos autos pelo Ministro Ayres Brito, “o Supremo Tribunal vem mitigando sua antiga jurisprudência defensiva interpretando cum granus salis a questão da pertinência temática. Tudo com o espoco de ampliar o debate constitucional e legitimar ainda mais as decisões desta Suprema Corte. No caso, uma das finalidades associativas previstas no estatuto da requerente é ‘colaborar com os Poderes Públicos no desenvolvimento da Justiça, na defesa dos interesses sociais e 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF nacional. Na mesma esteira, a Lei nº 11.417/2006, que regulamenta o art. 103-A da Constituição Federal, disciplinando a edição, revisão e o cancelamento de súmulas vinculantes pelo Supremo Tribunal Federal, em seu art. 3º, atribuiu legitimidade à “confederação sindical e entidade de classe de âmbito nacional”. Na espécie, inexiste controvérsia quanto à caracterização da associação agravante como “entidade de classe de âmbito nacional”, o que está devidamente comprovado pela documentação coligida nos autos. A controvérsia cinge-se à existência (ou não) de pertinência temática entre os fins institucionais da agravante e o tema suscitado. Vale destacar, aqui, que, segundo a pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, somente se reconhece a legitimidade ativa para o ajuizamento de ação de controle abstrato “se existente nexo de afinidade entre os seus objetivos institucionais e o conteúdo material dos textos normativos impugnados” (ADI nº 4.190/RJ-MC-Ref, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJ de 11/6/2010). No mesmo sentido: ADI nº 5.023/MT-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Tribunal Pleno, DJ de 6/11/2014; ADI nº 4.722, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 14/2/2017; e ADPF nº 385-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Tribunal Pleno, DJe de 25/10/2017. Esse mesmo entendimento é extensível às propostas de súmulas vinculantes (PSV 11/DF, Ministro Gilmar Mendes, DJe 4/6/2009); PSV 72/DF, Ministro Joaquim Barbosa, DJe 11/12/2013). Todavia, como bem salientado nos autos pelo Ministro Ayres Brito, “o Supremo Tribunal vem mitigando sua antiga jurisprudência defensiva interpretando cum granus salis a questão da pertinência temática. Tudo com o espoco de ampliar o debate constitucional e legitimar ainda mais as decisões desta Suprema Corte. No caso, uma das finalidades associativas previstas no estatuto da requerente é ‘colaborar com os Poderes Públicos no desenvolvimento da Justiça, na defesa dos interesses sociais e 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF no estudo e solução de problemas que se relacionem com o Ministério Público e seus membros’. Penso que tal cláusula confere legitimidade à proponente sem que dessa legitimidade decorra usurpação das funções do Ministério Público”. Revisando a jusrisprudência da Corte, noto que a legitimidade da ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO (ANPT) foi reconhecida por este Supremo Tribunal Federal em outras oportunidades. Exemplificativamente, cito a ADI nº 4.357/DF, proposta pela ora agravante, dentre outros, no intuito de impugnar a Emenda Constitucional nº 62, de 9 de dezembro de 2009, que alterou o art. 100 da Constituição Federal e acrescentou o art. 97 ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Por ocasião do julgamento, concluído em 14/3/2014, sua legitimidade foi admitida por esta Corte sem ressalvas e questionamentos. Relembro também a ADI 4.066/DF, proposta conjuntamente pela Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) e pela Associação Nacional de Magistrados da Justiça do Trabalho (ANAMATRA), no bojo da qual a legitimidade da ora agravante foi amplamente debatida, firmando-se entendimento quanto à satisfação do requisito da pertinência temática, já que a discussão “envolvia matéria ínsita ao campo de atuação institucional tanto da Magistratura do Trabalho quanto dos membros do Ministério Público do Trabalho” (ADI nº 4.066/DF, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 7/3/2018). Naquela oportunidade, consignou a eminente Relatora Rosa Weber: “Há que se examinar, contudo, em atenção à jurisprudência sedimentada desta Casa, a presença da chamada pertinência temática: ‘A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal erigiu o vínculo de pertinência temática a condição objetiva de requisito qualificador da própria legitimidade 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF no estudo e solução de problemas que se relacionem com o Ministério Público e seus membros’. Penso que tal cláusula confere legitimidade à proponente sem que dessa legitimidade decorra usurpação das funções do Ministério Público”. Revisando a jusrisprudência da Corte, noto que a legitimidade da ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO (ANPT) foi reconhecida por este Supremo Tribunal Federal em outras oportunidades. Exemplificativamente, cito a ADI nº 4.357/DF, proposta pela ora agravante, dentre outros, no intuito de impugnar a Emenda Constitucional nº 62, de 9 de dezembro de 2009, que alterou o art. 100 da Constituição Federal e acrescentou o art. 97 ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Por ocasião do julgamento, concluído em 14/3/2014, sua legitimidade foi admitida por esta Corte sem ressalvas e questionamentos. Relembro também a ADI 4.066/DF, proposta conjuntamente pela Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) e pela Associação Nacional de Magistrados da Justiça do Trabalho (ANAMATRA), no bojo da qual a legitimidade da ora agravante foi amplamente debatida, firmando-se entendimento quanto à satisfação do requisito da pertinência temática, já que a discussão “envolvia matéria ínsita ao campo de atuação institucional tanto da Magistratura do Trabalho quanto dos membros do Ministério Público do Trabalho” (ADI nº 4.066/DF, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 7/3/2018). Naquela oportunidade, consignou a eminente Relatora Rosa Weber: “Há que se examinar, contudo, em atenção à jurisprudência sedimentada desta Casa, a presença da chamada pertinência temática: ‘A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal erigiu o vínculo de pertinência temática a condição objetiva de requisito qualificador da própria legitimidade 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF ativa ad causam do Autor, somente naquelas hipóteses de ação direta ajuizada por confederações sindicais, por entidades de classe de âmbito nacional, por Mesas das Assembleias Legislativas estaduais ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal e, finalmente, por Governadores dos Estados-membros e do Distrito Federal. Precedentes.’ (ADI 1096 MC/RS, Rel. Min. Celso de Mello, Julgamento: 16.03.1995, Tribunal Pleno). Anoto, a propósito, com a devida vênia, que não extraio, da letra do art. 103 da Constituição da República, a distinção construída jurisprudencialmente entre legitimados universais (incisos I, II, III, VI, VII e VIII) e legitimados especiais (incisos IV, V e IX) no tocante às ações de controle concentrado de constitucionalidade que menciona. Na minha leitura, o preceito constitucional, no inciso IX em exame, tão só afirma que entidade de classe de âmbito nacional pode propor a ação direta de inconstitucionalidade. Alinho-me à doutrina que vê inconstitucionalidade na limitação consagrada, mas privilegio e acato o entendimento sedimentado da Casa. Faço tal ressalva exclusivamente para pontuar, nessa linha de compreensão, que não vejo como interpretar restritivamente o que em si mesmo – o requisito da pertinência temática – já é uma restrição que não decorre de texto expresso da Constituição. Como já me manifestei em processos outros, tal requisitos “deve ser examinado com largueza em atenção aos fins do controle concentrado”. (ADPF 97/PA, Relatora Ministra Rosa Weber, Tribunal Pleno, julgamento em 21.08.2014). Definida, a pertinência temática, no dizer sempre preciso do eminente Ministro Decano desta Suprema Corte, como relação de congruência que necessariamente deve existir entre os objetivos estatuários ou as finalidades institucionais da entidade autora e o conteúdo material da norma questionada em sede de controle abstrato (ADI 1157-MC, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJ de 17/11/2006), tenho-o por atendido na espécie. Ainda que, no julgamento da ADI 4400/DF, relativa à 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF ativa ad causam do Autor, somente naquelas hipóteses de ação direta ajuizada por confederações sindicais, por entidades de classe de âmbito nacional, por Mesas das Assembleias Legislativas estaduais ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal e, finalmente, por Governadores dos Estados-membros e do Distrito Federal. Precedentes.’ (ADI 1096 MC/RS, Rel. Min. Celso de Mello, Julgamento: 16.03.1995, Tribunal Pleno). Anoto, a propósito, com a devida vênia, que não extraio, da letra do art. 103 da Constituição da República, a distinção construída jurisprudencialmente entre legitimados universais (incisos I, II, III, VI, VII e VIII) e legitimados especiais (incisos IV, V e IX) no tocante às ações de controle concentrado de constitucionalidade que menciona. Na minha leitura, o preceito constitucional, no inciso IX em exame, tão só afirma que entidade de classe de âmbito nacional pode propor a ação direta de inconstitucionalidade. Alinho-me à doutrina que vê inconstitucionalidade na limitação consagrada, mas privilegio e acato o entendimento sedimentado da Casa. Faço tal ressalva exclusivamente para pontuar, nessa linha de compreensão, que não vejo como interpretar restritivamente o que em si mesmo – o requisito da pertinência temática – já é uma restrição que não decorre de texto expresso da Constituição. Como já me manifestei em processos outros, tal requisitos “deve ser examinado com largueza em atenção aos fins do controle concentrado”. (ADPF 97/PA, Relatora Ministra Rosa Weber, Tribunal Pleno, julgamento em 21.08.2014). Definida, a pertinência temática, no dizer sempre preciso do eminente Ministro Decano desta Suprema Corte, como relação de congruência que necessariamente deve existir entre os objetivos estatuários ou as finalidades institucionais da entidade autora e o conteúdo material da norma questionada em sede de controle abstrato (ADI 1157-MC, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJ de 17/11/2006), tenho-o por atendido na espécie. Ainda que, no julgamento da ADI 4400/DF, relativa à 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF execução contra a Fazenda Pública, extinta por este Plenário sem resolução do mérito, por ilegitimidade ativa ad causam da ANAMATRA (Redator p/ acórdão Ministro Marco Aurélio, julgamento em 06.03.2013, DJe 03.10.2013), tenha eu ficado vencida na honrosa companhia do Relator, Ministro Ayres Britto, e dos Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux, percebo evolução da jurisprudência no sentido de superar a visão redutora que legitima as associações de classe exclusivamente quanto à defesa de interesses corporativos. E o faço, afirmando na espécie a correlação entre a norma impugnada e as finalidades institucionais das associações autoras, na esteira do julgamento da ADI 5458/GO (Relator Ministro Luiz Fux, Tribunal Pleno, julgamento em 30.5.2016, DJe 02.8.2017), pertinente à limitação do orçamento da Justiça do Trabalho: ‘LEGITIMIDADE ATIVA DA ENTIDADE POSTULANTE, DIANTE DA HOMOGENEIDADE DE SEUS MEMBROS, A REPRESENTATIVIDADE NACIONAL E A PERTINÊNCIA TEMÁTICA ENTRE A IMPUGNAÇÃO E OS FINS INSTITUCIONAIS DA ASSOCIAÇÃO REQUERENTE (Anamatra). (…) A interpretação pluralista da Constituição implica uma interpretação que legitime a entidade postulante quando presentes a homogeneidade entre seus membros, a representatividade nacional e a pertinência temática, aspectos que se verificam, em conjunto, no caso sub examine, de modo a tornar apta a Anamatra a veicular o pleito de fiscalização abstrata de norma que limita o orçamento da justiça laboral (...)’ Tampouco me impressiona o argumento de que a pretensão deduzida no presente feito indicaria suposta falta de isenção das categorias funcionais representadas pelas autoras – Magistrados da Justiça do Trabalho e membros do Ministério Público do Trabalho. O preceito questionado não tem como 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF execução contra a Fazenda Pública, extinta por este Plenário sem resolução do mérito, por ilegitimidade ativa ad causam da ANAMATRA (Redator p/ acórdão Ministro Marco Aurélio, julgamento em 06.03.2013, DJe 03.10.2013), tenha eu ficado vencida na honrosa companhia do Relator, Ministro Ayres Britto, e dos Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux, percebo evolução da jurisprudência no sentido de superar a visão redutora que legitima as associações de classe exclusivamente quanto à defesa de interesses corporativos. E o faço, afirmando na espécie a correlação entre a norma impugnada e as finalidades institucionais das associações autoras, na esteira do julgamento da ADI 5458/GO (Relator Ministro Luiz Fux, Tribunal Pleno, julgamento em 30.5.2016, DJe 02.8.2017), pertinente à limitação do orçamento da Justiça do Trabalho: ‘LEGITIMIDADE ATIVA DA ENTIDADE POSTULANTE, DIANTE DA HOMOGENEIDADE DE SEUS MEMBROS, A REPRESENTATIVIDADE NACIONAL E A PERTINÊNCIA TEMÁTICA ENTRE A IMPUGNAÇÃO E OS FINS INSTITUCIONAIS DA ASSOCIAÇÃO REQUERENTE (Anamatra). (…) A interpretação pluralista da Constituição implica uma interpretação que legitime a entidade postulante quando presentes a homogeneidade entre seus membros, a representatividade nacional e a pertinência temática, aspectos que se verificam, em conjunto, no caso sub examine, de modo a tornar apta a Anamatra a veicular o pleito de fiscalização abstrata de norma que limita o orçamento da justiça laboral (...)’ Tampouco me impressiona o argumento de que a pretensão deduzida no presente feito indicaria suposta falta de isenção das categorias funcionais representadas pelas autoras – Magistrados da Justiça do Trabalho e membros do Ministério Público do Trabalho. O preceito questionado não tem como 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF objeto interesse corporativo ou econômico, desta ou daquela categoria de trabalhadores. Cuida-se, isto sim, de norma cujos efeitos se projetam de forma ampla sobre a saúde humana e o meio ambiente, bens jurídicos especialmente tutelados pela Carta Política. Embora aí não se esgote, a discussão central relativa à exploração do amianto diz com a alegada existência de consenso médico-científico quanto ao efeito prejudicial à saúde dos trabalhadores da indústria e da mineração, envolvendo, portanto, questão de saúde, higiene e segurança do trabalho, matéria ínsita ao campo de atuação institucional tanto da magistratura trabalhista quanto dos membros do Ministério Público do Trabalho, a evidenciar a congruência da postulação deduzida com os objetivos estatutários das entidades autoras realçados na peça inicial. Nessa ordem de ideias, não se revela apenas legítimo, mas assume a expressão de verdadeiro imperativo ético, o compromisso, daqueles que têm como dever funcional a aplicação da lei e a fiscalização do seu cumprimento, com a constitucionalidade do direito que lhes cabe diuturnamente observar e fazer observar, aqui manifestado por entidades que os representam. Rejeito a preliminar, reconhecendo a legitimidade das autoras para o ajuizamento da presente ação direta (...)”. Por ocasião dos debates, o Ministro Ricardo Lewandowski pontuou que estaria demonstrada a pertinência temática, já que referidas associações estariam atuando em defesa de “direitos daqueles que são objeto de sua atividade profissional”. Na mesma linha, o Ministro Luiz Fux concluiu pela “existência de relação de pertinência entre o objeto impugnado e as finalidades institucionais das entidades”, ponderando que “a potencial violação aos bens jurídicos tutelados pela norma adversada (e. g., proteção à saúde, de um lado, e a tutela da livre iniciativa de outro) reclamam a atuação fiscalizatória destas entidades. Com efeito, a despeito de se afigurarem como 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF objeto interesse corporativo ou econômico, desta ou daquela categoria de trabalhadores. Cuida-se, isto sim, de norma cujos efeitos se projetam de forma ampla sobre a saúde humana e o meio ambiente, bens jurídicos especialmente tutelados pela Carta Política. Embora aí não se esgote, a discussão central relativa à exploração do amianto diz com a alegada existência de consenso médico-científico quanto ao efeito prejudicial à saúde dos trabalhadores da indústria e da mineração, envolvendo, portanto, questão de saúde, higiene e segurança do trabalho, matéria ínsita ao campo de atuação institucional tanto da magistratura trabalhista quanto dos membros do Ministério Público do Trabalho, a evidenciar a congruência da postulação deduzida com os objetivos estatutários das entidades autoras realçados na peça inicial. Nessa ordem de ideias, não se revela apenas legítimo, mas assume a expressão de verdadeiro imperativo ético, o compromisso, daqueles que têm como dever funcional a aplicação da lei e a fiscalização do seu cumprimento, com a constitucionalidade do direito que lhes cabe diuturnamente observar e fazer observar, aqui manifestado por entidades que os representam. Rejeito a preliminar, reconhecendo a legitimidade das autoras para o ajuizamento da presente ação direta (...)”. Por ocasião dos debates, o Ministro Ricardo Lewandowski pontuou que estaria demonstrada a pertinência temática, já que referidas associações estariam atuando em defesa de “direitos daqueles que são objeto de sua atividade profissional”. Na mesma linha, o Ministro Luiz Fux concluiu pela “existência de relação de pertinência entre o objeto impugnado e as finalidades institucionais das entidades”, ponderando que “a potencial violação aos bens jurídicos tutelados pela norma adversada (e. g., proteção à saúde, de um lado, e a tutela da livre iniciativa de outro) reclamam a atuação fiscalizatória destas entidades. Com efeito, a despeito de se afigurarem como 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF entidades da sociedade civil compostas de membros da Justiça do Trabalho, tais entidades integram o denominado ‘espaço público não estatal’, de sorte que as suas finalidades transcendem os interesses de seus filiados, albergando a defesa dos interesses da sociedade e dos valores constitucionais. Mais que isso, a teleologia subjacente ao art. 103 da Constituição Federal, que prevê os legitimados para a propositura da ação direta, comporta essa exegese mais ampliativa, de modo a permitir a provocação por tais entidades sempre que houver suspeita de transgressões aos postulados constitucionais e à manutenção da higidez do princípio democrático”. Especificamente quanto à ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO - ANPT, registrou o eminente Ministro: “(...) [A] própria Carta de 1988 é categórica ao afirmar, em seu art. 127, caput, que incumbe ao Parquet ‘a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis’. Parece intuitivo, dessarte, que estes princípios institucionais sejam extensíveis às associações compostas por integrantes do Ministério Público do Trabalho.” Apesar de esse segundo caso (ADI 4.066/DF) ter sido julgado em 24/8/2017 - portanto, posteriormente à decisão de que se recorre nos autos -, não se pode deixar de observar que a jurisprudência evoluiu no sentido de reconhecer a pertinência temática e, por conseguinte, a legitimidade ativa da agravante. Não se olvida, outrossim, que a Corte tem admitido a atuação da associação agravante na condição de amicus curiae, tendo em vista sua adequada representatividade em inúmeros casos, como a ADI nº 3.347, a ADI nº 3.357, a ADI nº 3.395 e a ADPF nº 234, nos quais se discutem direitos sociais dos trabalhadores em geral. Desse modo, considerando a evolução jurisprudencial constatada, reconheço suficientemente demonstrada no caso concreto a pertinência 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF entidades da sociedade civil compostas de membros da Justiça do Trabalho, tais entidades integram o denominado ‘espaço público não estatal’, de sorte que as suas finalidades transcendem os interesses de seus filiados, albergando a defesa dos interesses da sociedade e dos valores constitucionais. Mais que isso, a teleologia subjacente ao art. 103 da Constituição Federal, que prevê os legitimados para a propositura da ação direta, comporta essa exegese mais ampliativa, de modo a permitir a provocação por tais entidades sempre que houver suspeita de transgressões aos postulados constitucionais e à manutenção da higidez do princípio democrático”. Especificamente quanto à ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO - ANPT, registrou o eminente Ministro: “(...) [A] própria Carta de 1988 é categórica ao afirmar, em seu art. 127, caput, que incumbe ao Parquet ‘a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis’. Parece intuitivo, dessarte, que estes princípios institucionais sejam extensíveis às associações compostas por integrantes do Ministério Público do Trabalho.” Apesar de esse segundo caso (ADI 4.066/DF) ter sido julgado em 24/8/2017 - portanto, posteriormente à decisão de que se recorre nos autos -, não se pode deixar de observar que a jurisprudência evoluiu no sentido de reconhecer a pertinência temática e, por conseguinte, a legitimidade ativa da agravante. Não se olvida, outrossim, que a Corte tem admitido a atuação da associação agravante na condição de amicus curiae, tendo em vista sua adequada representatividade em inúmeros casos, como a ADI nº 3.347, a ADI nº 3.357, a ADI nº 3.395 e a ADPF nº 234, nos quais se discutem direitos sociais dos trabalhadores em geral. Desse modo, considerando a evolução jurisprudencial constatada, reconheço suficientemente demonstrada no caso concreto a pertinência 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF temática entre os fins institucionais da agravante e o tema suscitado e, por isso mesmo, entendo caracterizada sua legitimidade passiva ad causam. Não obstante, tenho por inviável o desarquivamento dos autos para o prosseguimento do feito. Isso porque, revendo os autos, constato que a presente proposta de revisão, em verdade, tem o objetivo precípuo de rediscutir o tema que ensejou a edição da Súmula Vinculante nº 4, sem que haja, no entanto, justificativa plausível para tanto, tampouco acréscimo de fato ou argumento jurídico novo, o que não se pode admitir. Ante o exposto, dou provimento parcial ao agravo regimental interposto apenas para reconhecer a legitimidade passiva ad causam da agravante, mantendo, contudo, o arquivamento dos autos. É como voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF temática entre os fins institucionais da agravante e o tema suscitado e, por isso mesmo, entendo caracterizada sua legitimidade passiva ad causam. Não obstante, tenho por inviável o desarquivamento dos autos para o prosseguimento do feito. Isso porque, revendo os autos, constato que a presente proposta de revisão, em verdade, tem o objetivo precípuo de rediscutir o tema que ensejou a edição da Súmula Vinculante nº 4, sem que haja, no entanto, justificativa plausível para tanto, tampouco acréscimo de fato ou argumento jurídico novo, o que não se pode admitir. Ante o exposto, dou provimento parcial ao agravo regimental interposto apenas para reconhecer a legitimidade passiva ad causam da agravante, mantendo, contudo, o arquivamento dos autos. É como voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Extrato de Ata - 12/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PROPOSTA DE SÚMULA VINCULANTE 53 PROCED. : DISTRITO FEDERAL AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO - ANPT ADV.(A/S) : VERÔNICA QUIHILLABORDA IRAZABAL AMARAL (0019489/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRESIDÊNCIA DO STF ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, deu parcial provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFC6-9819-6725-A7D5 e senha F979-7995-EDA3-5EB7 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PROPOSTA DE SÚMULA VINCULANTE 53 PROCED. : DISTRITO FEDERAL AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO - ANPT ADV.(A/S) : VERÔNICA QUIHILLABORDA IRAZABAL AMARAL (0019489/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRESIDÊNCIA DO STF ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, deu parcial provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFC6-9819-6725-A7D5 e senha F979-7995-EDA3-5EB7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749610490
2019-03-12T00:00:00
2019-04-16T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, deu parcial provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NA PROPOSTA DE SÚMULA VINCULANTE
EMENTA Agravo regimental na proposta de revisão da súmula vinculante nº 4. Reconhecida a legitimidade ativa ad causam da Associação Nacional de Procuradores do Trabalho. Demonstração da pertinência temática entre os fins institucionais da proponente e a matéria suscitada. Evolução jurisprudencial. Rediscussão de tema que ensejou a edição de súmula, sem acréscimo de fato ou argumento jurídico novo. Agravo regimental a que se dá parcial provimento. 1. O § 2º do art. 103-A da Constituição da República de 1988, incluído pela EC nº 45/2004, assegura que a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula vinculante poderá ser provocada ao menos por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. Regulamentando referido dispositivo, a Lei nº 11.417/2006, em seu art. 3º, atribui legitimidade expressamente a “confederação sindical e entidade de classe de âmbito nacional”. 2. Na espécie, inexiste controvérsia quanto à caracterização da associação agravante como “entidade de classe de âmbito nacional”, o que está devidamente comprovado pela documentação coligida nos autos. A controvérsia está adstrita à existência (ou não) de pertinência temática entre os fins institucionais da agravante e a matéria suscitada. 3. Segundo a pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, somente se reconhece a legitimidade ativa para o ajuizamento de ação de controle abstrato se houver “nexo de afinidade entre os seus objetivos institucionais e o conteúdo material dos textos normativos impugnados”. Precedentes. 4. Como bem salientado nos autos pelo Ministro Ayres Brito, “o Supremo Tribunal vem mitigando sua antiga jurisprudência defensiva interpretando cum granus salis a questão da pertinência temática. Tudo com o escopo de ampliar o debate constitucional e legitimar ainda mais as decisões [da] Suprema Corte”. 5. Considerando a evolução jurisprudencial constatada, está suficientemente demonstrada, no caso concreto, a pertinência temática entre os fins institucionais da agravante e a matéria suscitada e, por isso mesmo, caracterizada sua legitimidade ativa ad causam. 6. Não obstante, é inviável o desarquivamento dos autos para prosseguimento do feito, que tem o objetivo precípuo de rediscutir o tema que ensejou a edição da Súmula Vinculante nº 4 sem justificativa plausível para tanto, tampouco acréscimo de fato ou argumento jurídico novo, o que não se pode admitir. 7. Agravo regimental a que se dá parcial provimento apenas para reconhecer a legitimidade ativa ad causam da agravante, mantendo-se, contudo, o arquivamento dos autos.
sjur402204
- Acórdão(s) citado(s): (ADI, ADPF, DIREITO DO TRABALHADOR, ENTIDADE DE CLASSE, LEGITIMIDADE ATIVA, PERTINÊNCIA TEMÁTICA) ADI 4066 (TP), ADI 3395 MC (TP), ADI 4357 (TP), ADPF 234 MC (TP), ADI 3357 (TP). (CONTROLE ABSTRATO, PERTINÊNCIA TEMÁTICA) ADI 4190 MC-REF (TP), ADI 5023 AgR (TP), ADI 4722 AgR (TP), ADPF 385 AgR (TP). - Decisão monocrática citada: (ADI, ADPF, DIREITO DO TRABALHADOR, ENTIDADE DE CLASSE, LEGITIMIDADE ATIVA, PERTINÊNCIA TEMÁTICA) ADI 3347. - Veja PSV 11/STF e PSV 72/STF. Número de páginas: 20. Análise: 23/07/2019, KBP.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
53
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00100 REDAÇÃO DADA PELA EMC-62/2009\n ART-0103A INCLUÍDO PELA EMC-45/2004\n ART-0103A PAR-00002 INCLUÍDO PELA EMC-45/2004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000045 ANO-2004\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED EMC-000062 ANO-2009\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED ADCT ANO-1988\n ART-00097 INCLUÍDO PELA EMC-62/2009\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS\n\n", "LEG-FED LEI-011417 ANO-2006\n ART-00003 INC-00008\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUV-000004 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
PSV-AgR
acordaos
PSV 53 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO - ANPT ADV.(A/S) : VERÔNICA QUIHILLABORDA IRAZABAL AMARAL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRESIDÊNCIA DO STF ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA PROPOSTA DE SÚMULA VINCULANTE 53 DISTRITO FEDERAL AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO - ANPT ADV.(A/S) :VERÔNICA QUIHILLABORDA IRAZABAL AMARAL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRESIDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental na proposta de revisão da súmula vinculante n 4. Reconhecida a legitimidade ativa ad causam da Associação Nacional de Procuradores do Trabalho. Demonstração da pertinência temática entre os fins institucionais da proponente e a matéria suscitada. Evolução jurisprudencial. Rediscussão de tema que ensejou a edição de súmula, sem acréscimo de fato ou argumento jurídico novo. Agravo regimental a que se dá parcial provimento. 1. O § 2... do art. 103-A da Constituição da República de 1988, incluído pela EC n 45/2004, assegura que a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula vinculante poderá ser provocada ao menos por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. Regulamentando referido dispositivo, a Lei n 11.417/2006, em seu art. 3..., atribui legitimidade expressamente a “confederação sindical e entidade de classe de âmbito nacional”. 2. Na espécie, inexiste controvérsia quanto à caracterização da associação agravante como “entidade de classe de âmbito nacional”, o que está devidamente comprovado pela documentação coligida nos autos. A controvérsia está adstrita à existência (ou não) de pertinência temática entre os fins institucionais da agravante e a matéria suscitada. 3. Segundo a pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, somente se reconhece a legitimidade ativa para o ajuizamento de ação de controle abstrato se houver “nexo de afinidade entre os seus objetivos institucionais e o conteúdo material dos textos normativos impugnados”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EEC-B494-187F-9502 e senha 1D0F-9AE2-6ECB-31F2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Ementa e Acórdão PSV 53 AGR / DF Precedentes. 4. Como bem salientado nos autos pelo Ministro Ayres Brito, “o Supremo Tribunal vem mitigando sua antiga jurisprudência defensiva interpretando cum granus salis a questão da pertinência temática. Tudo com o escopo de ampliar o debate constitucional e legitimar ainda mais as decisões [da] Suprema Corte”. 5. Considerando a evolução jurisprudencial constatada, está suficientemente demonstrada, no caso concreto, a pertinência temática entre os fins institucionais da agravante e a matéria suscitada e, por isso mesmo, caracterizada sua legitimidade ativa ad causam. 6. Não obstante, é inviável o desarquivamento dos autos para prosseguimento do feito, que tem o objetivo precípuo de rediscutir o tema que ensejou a edição da Súmula Vinculante n 4 sem justificativa plausível para tanto, tampouco acréscimo de fato ou argumento jurídico novo, o que não se pode admitir. 7. Agravo regimental a que se dá parcial provimento apenas para reconhecer a legitimidade ativa ad causam da agravante, mantendo-se, contudo, o arquivamento dos autos. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 1... a 11/3/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em dar parcial provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EEC-B494-187F-9502 e senha 1D0F-9AE2-6ECB-31F2 Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF Precedentes. 4. Como bem salientado nos autos pelo Ministro Ayres Brito, “o Supremo Tribunal vem mitigando sua antiga jurisprudência defensiva interpretando cum granus salis a questão da pertinência temática. Tudo com o escopo de ampliar o debate constitucional e legitimar ainda mais as decisões [da] Suprema Corte”. 5. Considerando a evolução jurisprudencial constatada, está suficientemente demonstrada, no caso concreto, a pertinência temática entre os fins institucionais da agravante e a matéria suscitada e, por isso mesmo, caracterizada sua legitimidade ativa ad causam. 6. Não obstante, é inviável o desarquivamento dos autos para prosseguimento do feito, que tem o objetivo precípuo de rediscutir o tema que ensejou a edição da Súmula Vinculante n 4 sem justificativa plausível para tanto, tampouco acréscimo de fato ou argumento jurídico novo, o que não se pode admitir. 7. Agravo regimental a que se dá parcial provimento apenas para reconhecer a legitimidade ativa ad causam da agravante, mantendo-se, contudo, o arquivamento dos autos. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 1... a 11/3/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em dar parcial provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EEC-B494-187F-9502 e senha 1D0F-9AE2-6ECB-31F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Relatório 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA PROPOSTA DE SÚMULA VINCULANTE 53 DISTRITO FEDERAL AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO - ANPT ADV.(A/S) :VERÔNICA QUIHILLABORDA IRAZABAL AMARAL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRESIDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental interposto pela ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO (ANPT) contra decisão em que se determinou o arquivamento da presente proposta de revisão de súmula vinculante por ausência de pertinência temática entre as atribuições institucionais da proponente e a matéria suscitada. Alega a agravante que, ao contrário do afirmado na decisão recorrida, possui legitimidade ativa para propor a revisão de súmula vinculante, estando respaldada tanto por seu regimento interno, "que expressamente afirma que a finalidade da Proponente é, entre outras, a colaboração com os Poderes Públicos no desenvolvimento da justiça e na defesa dos interesse sociais", quanto pelo art. 3..., VIII, da Lei n 11.417/2006, que "categoricamente inclui as entidades de classe de âmbito nacional no rol dos legitimados para a propositura de pedidos de revisão de súmula vinculante". Reafirma a agravante que foi constituída para "representar o Ministério Público do Trabalho em todos os Estados da Federação, além de buscar 'colaborar com os Poderes Públicos no desenvolvimento da justiça, na defesa dos interesses sociais e no estudo e solução de problemas que se relacionem com o Ministério Público e seus membros' ". Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D353-4EF4-19E2-6837 e senha 21CF-13F6-1CCF-0F4B Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA PROPOSTA DE SÚMULA VINCULANTE 53 DISTRITO FEDERAL AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO - ANPT ADV.(A/S) :VERÔNICA QUIHILLABORDA IRAZABAL AMARAL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PRESIDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental interposto pela ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO (ANPT) contra decisão em que se determinou o arquivamento da presente proposta de revisão de súmula vinculante por ausência de pertinência temática entre as atribuições institucionais da proponente e a matéria suscitada. Alega a agravante que, ao contrário do afirmado na decisão recorrida, possui legitimidade ativa para propor a revisão de súmula vinculante, estando respaldada tanto por seu regimento interno, "que expressamente afirma que a finalidade da Proponente é, entre outras, a colaboração com os Poderes Públicos no desenvolvimento da justiça e na defesa dos interesse sociais", quanto pelo art. 3..., VIII, da Lei n 11.417/2006, que "categoricamente inclui as entidades de classe de âmbito nacional no rol dos legitimados para a propositura de pedidos de revisão de súmula vinculante". Reafirma a agravante que foi constituída para "representar o Ministério Público do Trabalho em todos os Estados da Federação, além de buscar 'colaborar com os Poderes Públicos no desenvolvimento da justiça, na defesa dos interesses sociais e no estudo e solução de problemas que se relacionem com o Ministério Público e seus membros' ". Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D353-4EF4-19E2-6837 e senha 21CF-13F6-1CCF-0F4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Relatório PSV 53 AGR / DF Além disso, defende que "por ser uma associação de âmbito nacional" teria, "em seu patrimônio jurídico, o direito, conferido pelo art. 3..., VIII, da Lei n 11.417/2006 c/c art. 103-A, § 2..., da Constituição Federal de 1988/88, de propor a edição, revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante”. Sustenta, ainda, ser inquestionável a pertinência temática de sua atuação no presente feito, à luz de seu objeto, porquanto estaria em jogo, na hipótese do autos, "a própria dignidade dos trabalhadores expostos a condições adversas, finalidade que se confunde com a própria gênese do Ministério Público do Trabalho, e que, por força do Estatuto da ANPT, está inserida dentro de seu escopo de atuação". Argumenta que a interpretação imposta pela Súmula Vinculante n 4, cuja revisão requer, "interfere diretamente na forma como é interpretado o instituto do adicional de insalubridade". Além disso, pondera que sua legitimidade para o presente feito seria reforçada "pelo fato de que as dúvidas geradas pela Súmula Vinculante n 4 permitem a precarização da segurança do trabalhador, vulnerando justamente o interesse público cuja defesa é responsabilidade primeira dos Procuradores do Trabalho". Ressalta, outrossim, que a decisão recorrida destoa de inúmeros precedentes deste Supremo Tribunal, "que tem reiteradamente reconhecido a pertinência temática da ANPT em ações diretas de inconstitucionalidade e ações de descumprimento de preceito fundamental que buscam salvaguardar direitos dos trabalhadores". Cita, ilustrativamente, a ADI n 4.357 e a ADI n 4.066, bem como a ADI n 3.357, a ADI n 3.347, a ADPF n 234 e a ADI n 3.395. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D353-4EF4-19E2-6837 e senha 21CF-13F6-1CCF-0F4B Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF Além disso, defende que "por ser uma associação de âmbito nacional" teria, "em seu patrimônio jurídico, o direito, conferido pelo art. 3..., VIII, da Lei n 11.417/2006 c/c art. 103-A, § 2..., da Constituição Federal de 1988/88, de propor a edição, revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante”. Sustenta, ainda, ser inquestionável a pertinência temática de sua atuação no presente feito, à luz de seu objeto, porquanto estaria em jogo, na hipótese do autos, "a própria dignidade dos trabalhadores expostos a condições adversas, finalidade que se confunde com a própria gênese do Ministério Público do Trabalho, e que, por força do Estatuto da ANPT, está inserida dentro de seu escopo de atuação". Argumenta que a interpretação imposta pela Súmula Vinculante n 4, cuja revisão requer, "interfere diretamente na forma como é interpretado o instituto do adicional de insalubridade". Além disso, pondera que sua legitimidade para o presente feito seria reforçada "pelo fato de que as dúvidas geradas pela Súmula Vinculante n 4 permitem a precarização da segurança do trabalhador, vulnerando justamente o interesse público cuja defesa é responsabilidade primeira dos Procuradores do Trabalho". Ressalta, outrossim, que a decisão recorrida destoa de inúmeros precedentes deste Supremo Tribunal, "que tem reiteradamente reconhecido a pertinência temática da ANPT em ações diretas de inconstitucionalidade e ações de descumprimento de preceito fundamental que buscam salvaguardar direitos dos trabalhadores". Cita, ilustrativamente, a ADI n 4.357 e a ADI n 4.066, bem como a ADI n 3.357, a ADI n 3.347, a ADPF n 234 e a ADI n 3.395. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D353-4EF4-19E2-6837 e senha 21CF-13F6-1CCF-0F4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Relatório PSV 53 AGR / DF Salienta que o parecer da Comissão de Jurisprudência não foi unânime e que deve prevalecer, nesse ponto, o entendimento divergente do Excelentíssimo Ministro Carlos Ayres Brito, "que sustentou que o princípio da pertinência temática estava devidamente satisfeito", apesar de ter concordado com o arquivamento "por entender que a PSV pretendia a rediscussão do tema que deu ensejo à edição da Súmula Vinculante questionada”. Reafirma que ser "indispensável e urgente" a revisão postulada, porquanto "a edição da Súmula Vinculante n 4, ao obstar, de maneira geral, a fixação de qualquer outra base de cálculo pelo Poder Judiciário, distanciou-se, não só dos fundamentos determinantes que lastrearam a sua edição, mas também das reiteradas decisões sobre a matéria proferidas por esse Excelsa Corte e, com isso, em vez de fomentar a segurança jurídica, consolidando a linha de entendimento que as Egrégias Turmas do Supremo Tribunal Federal até então adotavam, em verdade instaurou um estado de indefinição e perplexidade, colidindo, assim, com a diretriz constante dos artigos 103-A da Constituição e 2... da Lei n 11.417/2006". Sublinha que a súmula vinculante cuja revisão se pretende "decorre do julgamento do Recurso Extraordinário n 565.714, com repercussão geral reconhecida, que apreciou o adicional de insalubridade de servidores públicos - policiais militares de São Paulo - cenário no qual o Judiciário realmente não pode se comportar como legislador positivo". Assevera que o texto sumular atinge também as lides trabalhistas decorrentes de relações jurídicas estritamente privadas e que, ao se afastar a possibilidade de utilizar o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade, faz surgir lacuna relevante no ordenamento jurídico, a qual deve ser integrada pelo juiz laboral pelos 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D353-4EF4-19E2-6837 e senha 21CF-13F6-1CCF-0F4B Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF Salienta que o parecer da Comissão de Jurisprudência não foi unânime e que deve prevalecer, nesse ponto, o entendimento divergente do Excelentíssimo Ministro Carlos Ayres Brito, "que sustentou que o princípio da pertinência temática estava devidamente satisfeito", apesar de ter concordado com o arquivamento "por entender que a PSV pretendia a rediscussão do tema que deu ensejo à edição da Súmula Vinculante questionada”. Reafirma que ser "indispensável e urgente" a revisão postulada, porquanto "a edição da Súmula Vinculante n 4, ao obstar, de maneira geral, a fixação de qualquer outra base de cálculo pelo Poder Judiciário, distanciou-se, não só dos fundamentos determinantes que lastrearam a sua edição, mas também das reiteradas decisões sobre a matéria proferidas por esse Excelsa Corte e, com isso, em vez de fomentar a segurança jurídica, consolidando a linha de entendimento que as Egrégias Turmas do Supremo Tribunal Federal até então adotavam, em verdade instaurou um estado de indefinição e perplexidade, colidindo, assim, com a diretriz constante dos artigos 103-A da Constituição e 2... da Lei n 11.417/2006". Sublinha que a súmula vinculante cuja revisão se pretende "decorre do julgamento do Recurso Extraordinário n 565.714, com repercussão geral reconhecida, que apreciou o adicional de insalubridade de servidores públicos - policiais militares de São Paulo - cenário no qual o Judiciário realmente não pode se comportar como legislador positivo". Assevera que o texto sumular atinge também as lides trabalhistas decorrentes de relações jurídicas estritamente privadas e que, ao se afastar a possibilidade de utilizar o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade, faz surgir lacuna relevante no ordenamento jurídico, a qual deve ser integrada pelo juiz laboral pelos 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D353-4EF4-19E2-6837 e senha 21CF-13F6-1CCF-0F4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Relatório PSV 53 AGR / DF meios legítimos de interpretação ofertados pelo Direito. Ao final, pede a reconsideração ou a reforma a decisão recorrida para, reconhecendo-se a legitimidade ativa da associação agravante, se determinar o prosseguimento da presente proposta de revisão de súmula vinculante. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D353-4EF4-19E2-6837 e senha 21CF-13F6-1CCF-0F4B Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF meios legítimos de interpretação ofertados pelo Direito. Ao final, pede a reconsideração ou a reforma a decisão recorrida para, reconhecendo-se a legitimidade ativa da associação agravante, se determinar o prosseguimento da presente proposta de revisão de súmula vinculante. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D353-4EF4-19E2-6837 e senha 21CF-13F6-1CCF-0F4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA PROPOSTA DE SÚMULA VINCULANTE 53 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Conforme relatado, cuida-se de agravo regimental interposto pela ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO (ANPT) contra decisão em que se determinou o arquivamento da presente proposta de revisão de súmula vinculante, nos seguintes termos: “Trata-se de proposta de revisão da Súmula Vinculante n 4, tendo como proponente a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho - ANPT. Nos termos da proposta, o verbete já sumulado passaria a ter a seguinte redação: 'Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado da administração pública direta nem ser, em relação a estes, substituído por decisão judicial. Quanto aos demais empregados vinculados ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho, o salário mínimo, igualmente, não pode ser usado como indexador de vantagens, devendo a Justiça do Trabalho definir as respectivas bases de cálculo, levando em consideração a legislação trabalhista, as convenções e acordos coletivos de trabalho'. Após publicado o edital, a Comissão de Jurisprudência manifestou-se pelo arquivamento[,] cujo parecer reproduzo: '1. A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho - ANPT propõe a revisão da parte final do enunciado da Súmula Vinculante 4, cuja redação vigente é a seguinte: ‘Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.’ Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA PROPOSTA DE SÚMULA VINCULANTE 53 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Conforme relatado, cuida-se de agravo regimental interposto pela ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO (ANPT) contra decisão em que se determinou o arquivamento da presente proposta de revisão de súmula vinculante, nos seguintes termos: “Trata-se de proposta de revisão da Súmula Vinculante n 4, tendo como proponente a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho - ANPT. Nos termos da proposta, o verbete já sumulado passaria a ter a seguinte redação: 'Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado da administração pública direta nem ser, em relação a estes, substituído por decisão judicial. Quanto aos demais empregados vinculados ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho, o salário mínimo, igualmente, não pode ser usado como indexador de vantagens, devendo a Justiça do Trabalho definir as respectivas bases de cálculo, levando em consideração a legislação trabalhista, as convenções e acordos coletivos de trabalho'. Após publicado o edital, a Comissão de Jurisprudência manifestou-se pelo arquivamento[,] cujo parecer reproduzo: '1. A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho - ANPT propõe a revisão da parte final do enunciado da Súmula Vinculante 4, cuja redação vigente é a seguinte: ‘Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.’ Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF Alega, em síntese, que o texto sumular, ao enunciar a vedação à utilização do salário mínimo como base de cálculo de vantagem percebida por empregado, ‘acabou por obstar, em termos peremptórios, a fixação de qualquer outra base de incidência pelo Poder Judiciário’. Sustenta que a jurisprudência desta Suprema Corte, de forma diversa, no que diz respeito às lides estritamente trabalhistas, ‘sempre se conduziu no sentido de obstar a vinculação da base de cálculo do adicional de insalubridade ao salário mínimo, bem como no sentido de atribuir, à Justiça do Trabalho, a competência para definir, para os interessados, a base de cálculo do adicional devido nas relações regidas pela Consolidação das Leis do Trabalho, levando em consideração aquela legislação, os acordos e as convenções coletivas de trabalho’. Conclui a entidade classista proponente, desse modo, que a atual redação da súmula vinculante referida, ao impedir de forma absoluta, o estabelecimento, pelo Judiciário trabalhista, de qualquer outra base de cálculo para obtenção do valor adicional de insalubridade, divorciou-se dos fundamentos das reiteradas decisões proferidas sobre a matéria e instaurou 'um estado de indefinição e perplexidade, colidindo, assim, com a diretriz constante dos artigos 103-A da Constituição e 2... da Lei n 11.417/2006". A presente proposta externa de revisão indica, assim, a seguinte sugestão de texto sumular: 'Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado da administração pública direta nem ser, em relação a estes, substituído por decisão judicial. Quanto aos demais empregados vinculados ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho, o salário mínimo, igualmente, não pode ser usado como indexador de vantagens, devendo a Justiça do Trabalho 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF Alega, em síntese, que o texto sumular, ao enunciar a vedação à utilização do salário mínimo como base de cálculo de vantagem percebida por empregado, ‘acabou por obstar, em termos peremptórios, a fixação de qualquer outra base de incidência pelo Poder Judiciário’. Sustenta que a jurisprudência desta Suprema Corte, de forma diversa, no que diz respeito às lides estritamente trabalhistas, ‘sempre se conduziu no sentido de obstar a vinculação da base de cálculo do adicional de insalubridade ao salário mínimo, bem como no sentido de atribuir, à Justiça do Trabalho, a competência para definir, para os interessados, a base de cálculo do adicional devido nas relações regidas pela Consolidação das Leis do Trabalho, levando em consideração aquela legislação, os acordos e as convenções coletivas de trabalho’. Conclui a entidade classista proponente, desse modo, que a atual redação da súmula vinculante referida, ao impedir de forma absoluta, o estabelecimento, pelo Judiciário trabalhista, de qualquer outra base de cálculo para obtenção do valor adicional de insalubridade, divorciou-se dos fundamentos das reiteradas decisões proferidas sobre a matéria e instaurou 'um estado de indefinição e perplexidade, colidindo, assim, com a diretriz constante dos artigos 103-A da Constituição e 2... da Lei n 11.417/2006". A presente proposta externa de revisão indica, assim, a seguinte sugestão de texto sumular: 'Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado da administração pública direta nem ser, em relação a estes, substituído por decisão judicial. Quanto aos demais empregados vinculados ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho, o salário mínimo, igualmente, não pode ser usado como indexador de vantagens, devendo a Justiça do Trabalho 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF definir as respectivas bases de cálculo, levando em consideração a legislação trabalhista, as convenções e os acordos coletivos de trabalho.' Publicado edital para ciência de eventuais interessados, manifestaram-se a Confederação Nacional da Indústria – CNI e os Estados e o Distrito Federal, por meio de sua Câmara Técnica do Colégio Nacional de Procuradores Gerais. 2. Cabe a esta Comissão de Jurisprudência, nos termos do art. 1... da Resolução Supremo Tribunal Federal 388, de 5.12.2008, verificar a adequação formal das propostas de edição de súmula vinculante, averiguando, entre outros requisitos, a presença de fundamentação e instrução do pedido, a legitimidade ativa do proponente e a efetiva existência de reiteradas decisões desta Casa sobre a questão constitucional posta em evidência. 3. Conforme dispõem o art. 103-A, § 2..., da Constituição Federal, e o art. 3... da Lei n 11.417/2006, somente estão autorizadas a propor a revisão de súmulas vinculantes as autoridades e entidades legitimadas a ajuizar ações diretas de inconstitucionalidade (art. 103 da Constituição), bem como o Defensor Público-Geral da União, os Tribunais Superiores, os Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, os Tribunais Regionais Federais, do Trabalho e Eleitorais, os Tribunais Militares e os Municípios, nos processos em que sejam parte (art. 3..., VI e IX, da Lei 11.417/2006). Desponta, no presente procedimento, a ilegitimidade ativa ad causam da proponente. É que, não obstante seu enquadramento como associação de classe de âmbito nacional, dela se exige, para fins, de atendimento do disposto no art. 103, IX, da Constituição Federal, a demonstração da relação de pertinência entre os fins institucionais de representação da categoria profissional que congrega e o conteúdo da controvérsia constitucional 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF definir as respectivas bases de cálculo, levando em consideração a legislação trabalhista, as convenções e os acordos coletivos de trabalho.' Publicado edital para ciência de eventuais interessados, manifestaram-se a Confederação Nacional da Indústria – CNI e os Estados e o Distrito Federal, por meio de sua Câmara Técnica do Colégio Nacional de Procuradores Gerais. 2. Cabe a esta Comissão de Jurisprudência, nos termos do art. 1... da Resolução Supremo Tribunal Federal 388, de 5.12.2008, verificar a adequação formal das propostas de edição de súmula vinculante, averiguando, entre outros requisitos, a presença de fundamentação e instrução do pedido, a legitimidade ativa do proponente e a efetiva existência de reiteradas decisões desta Casa sobre a questão constitucional posta em evidência. 3. Conforme dispõem o art. 103-A, § 2..., da Constituição Federal, e o art. 3... da Lei n 11.417/2006, somente estão autorizadas a propor a revisão de súmulas vinculantes as autoridades e entidades legitimadas a ajuizar ações diretas de inconstitucionalidade (art. 103 da Constituição), bem como o Defensor Público-Geral da União, os Tribunais Superiores, os Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, os Tribunais Regionais Federais, do Trabalho e Eleitorais, os Tribunais Militares e os Municípios, nos processos em que sejam parte (art. 3..., VI e IX, da Lei 11.417/2006). Desponta, no presente procedimento, a ilegitimidade ativa ad causam da proponente. É que, não obstante seu enquadramento como associação de classe de âmbito nacional, dela se exige, para fins, de atendimento do disposto no art. 103, IX, da Constituição Federal, a demonstração da relação de pertinência entre os fins institucionais de representação da categoria profissional que congrega e o conteúdo da controvérsia constitucional 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF submetida a esta Suprema Corte (ADI 1.464, Rel. Min. Moreira Alves, DJ de 13.12.1996; ADI 1.507-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ de 6.6.1997, ADI 1.873, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 19.9.2009; entre outras). A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, de acordo com seu estatuto, busca, essencialmente, defender direitos, garantias, prerrogativas, interesses e reivindicações da carreira de Procurador do Trabalho, bem como de seus membros ativos e inativos. No presente caso, todavia, busca a entidade associativa, nesta Suprema Corte, a revisão de súmula vinculante em matéria de único e exclusivo interesse dos empregados celetistas. Como se vê, é manifesta a ausência de interseção do tema apontado na presente proposta – vinculação do adicional de insalubridade ao salário mínimo e impossibilidade de modificação de sua base de cálculo por decisão judicial – com as finalidades institucionais das entidades classistas ora proponente. 4. Ressalte-se, ademais, que a finalidade de 'colaborar com os Poderes Públicos no desenvolvimento da justiça, na defesa dos interesses sociais e no estudo e solução de problemas que se relacionam com o Ministério Público e seus membros", também prevista no Estatuto da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho não confere a esse associação de classe proponente a prerrogativa de sub-rogar-se no cumprimento das relevantes atribuições que foram expressamente conferidas pela Constituição Federal ao próprio Ministério Público. 5. Ausente, dessa forma, a pertinência temática da reclamada – requisito implícito de legitimidade ativa para a entidade de classe requerente – manifesta-se esta Comissão de Jurisprudência pelo imediato arquivamento desta proposta externa de revisão de súmula vinculante.’ 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF submetida a esta Suprema Corte (ADI 1.464, Rel. Min. Moreira Alves, DJ de 13.12.1996; ADI 1.507-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ de 6.6.1997, ADI 1.873, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 19.9.2009; entre outras). A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, de acordo com seu estatuto, busca, essencialmente, defender direitos, garantias, prerrogativas, interesses e reivindicações da carreira de Procurador do Trabalho, bem como de seus membros ativos e inativos. No presente caso, todavia, busca a entidade associativa, nesta Suprema Corte, a revisão de súmula vinculante em matéria de único e exclusivo interesse dos empregados celetistas. Como se vê, é manifesta a ausência de interseção do tema apontado na presente proposta – vinculação do adicional de insalubridade ao salário mínimo e impossibilidade de modificação de sua base de cálculo por decisão judicial – com as finalidades institucionais das entidades classistas ora proponente. 4. Ressalte-se, ademais, que a finalidade de 'colaborar com os Poderes Públicos no desenvolvimento da justiça, na defesa dos interesses sociais e no estudo e solução de problemas que se relacionam com o Ministério Público e seus membros", também prevista no Estatuto da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho não confere a esse associação de classe proponente a prerrogativa de sub-rogar-se no cumprimento das relevantes atribuições que foram expressamente conferidas pela Constituição Federal ao próprio Ministério Público. 5. Ausente, dessa forma, a pertinência temática da reclamada – requisito implícito de legitimidade ativa para a entidade de classe requerente – manifesta-se esta Comissão de Jurisprudência pelo imediato arquivamento desta proposta externa de revisão de súmula vinculante.’ 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF 2. Assiste razão à Comissão de Jurisprudência. É que, como bem salientou a Comissão, inobstante a proposta figure no rol dos legitimados à proposição de súmula vinculante, é requisito necessário a configuração de pertinência temática entre os objetivos e finalidades da entidade proponente e o tema proposto, o que não se observa no caso. 3. Ante o exposto, acolho o parecer da Comissão de Jurisprudência e determino o arquivamento desta proposta de edição de súmula vinculante." Alega a agravante que, ao contrário do afirmado na decisão recorrida, possui legitimidade ativa para propor a revisão de súmula vinculante, estando respaldada tanto por seu regimento interno, "que expressamente afirma que a finalidade da Proponente é, entre outras, a colaboração com os Poderes Públicos no desenvolvimento da justiça e na defesa dos interesse sociais", quanto pelo art. 3..., VIII, da Lei n 11.417/2006, que "categoricamente inclui as entidades de classe de âmbito nacional no rol dos legitimados para a propositura de pedidos de revisão de súmula vinculante". Além disso, defende que, "por ser uma associação de âmbito nacional", teria, "em seu patrimônio jurídico, o direito, conferido pelo art. 3..., VIII, da Lei n 11.417/2006 c/c art. 103-A, § 2..., da Constituição Federal de 1988/88, de propor a edição, revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante”. Sustenta, ainda, ser inquestionável a pertinência temática da atuação da proponente no presente feito, à luz de seu objeto, porquanto estaria em jogo, na hipótese, "a própria dignidade dos trabalhadores expostos a condições adversas, finalidade que se confunde com a própria gênese do Ministério Público do Trabalho, e que, por força do Estatuto da ANPT, está inserida dentro de seu escopo de atuação". Argumenta que a interpretação imposta pela Súmula Vinculante n 4, cuja revisão ora requer, "interfere diretamente na forma como é interpretado o instituto do adicional de insalubridade". 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF 2. Assiste razão à Comissão de Jurisprudência. É que, como bem salientou a Comissão, inobstante a proposta figure no rol dos legitimados à proposição de súmula vinculante, é requisito necessário a configuração de pertinência temática entre os objetivos e finalidades da entidade proponente e o tema proposto, o que não se observa no caso. 3. Ante o exposto, acolho o parecer da Comissão de Jurisprudência e determino o arquivamento desta proposta de edição de súmula vinculante." Alega a agravante que, ao contrário do afirmado na decisão recorrida, possui legitimidade ativa para propor a revisão de súmula vinculante, estando respaldada tanto por seu regimento interno, "que expressamente afirma que a finalidade da Proponente é, entre outras, a colaboração com os Poderes Públicos no desenvolvimento da justiça e na defesa dos interesse sociais", quanto pelo art. 3..., VIII, da Lei n 11.417/2006, que "categoricamente inclui as entidades de classe de âmbito nacional no rol dos legitimados para a propositura de pedidos de revisão de súmula vinculante". Além disso, defende que, "por ser uma associação de âmbito nacional", teria, "em seu patrimônio jurídico, o direito, conferido pelo art. 3..., VIII, da Lei n 11.417/2006 c/c art. 103-A, § 2..., da Constituição Federal de 1988/88, de propor a edição, revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante”. Sustenta, ainda, ser inquestionável a pertinência temática da atuação da proponente no presente feito, à luz de seu objeto, porquanto estaria em jogo, na hipótese, "a própria dignidade dos trabalhadores expostos a condições adversas, finalidade que se confunde com a própria gênese do Ministério Público do Trabalho, e que, por força do Estatuto da ANPT, está inserida dentro de seu escopo de atuação". Argumenta que a interpretação imposta pela Súmula Vinculante n 4, cuja revisão ora requer, "interfere diretamente na forma como é interpretado o instituto do adicional de insalubridade". 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF Além disso, pondera que sua legitimidade para o presente feito seria reforçada "pelo fato de que as dúvidas geradas pela Súmula Vinculante n 4 permitem a precarização da segurança do trabalhador, vulnerando justamente o interesse público cuja defesa é responsabilidade primeira dos Procuradores do Trabalho". Afirma que a decisão recorrida destoa de inúmeros precedentes deste Supremo Tribunal, "que tem reiteradamente reconhecido a pertinência temática da ANPT em ações diretas de inconstitucionalidade e ações de descumprimento de preceito fundamental que buscam salvaguardar direitos dos trabalhadores". Cita, ilustrativamente, a ADI n 4.357 e a ADI n 4.066, bem como a ADI n 3.357, a ADI n 3.347, a ADPF n 234 e a ADI n 3.395. Salienta que o parecer da Comissão de Jurisprudência não foi unânime e que deve prevalecer, nesse ponto, o entendimento divergente do Ministro Ayres Brito, "que sustentou que o princípio da pertinência temática estava devidamente satisfeito". Após reexaminar detidamente a matéria debatida nos autos, verifico que assiste razão à agravante parcialmente. Explico: O § 2... do art. 103-A da Constituição da República de 1988, incluído pela EC n 45/2004, assegura que “[s]em prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade”. O art. 103 da mesma Carta, ao estabelecer o rol de legitimados para a propositura de ações diretas de inconstitucionalidade e ações declaratórias de constitucionais, em seu inciso IX, expressamente conferiu legitimidade às confederações sindicais e entidades de classe de âmbito 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF Além disso, pondera que sua legitimidade para o presente feito seria reforçada "pelo fato de que as dúvidas geradas pela Súmula Vinculante n 4 permitem a precarização da segurança do trabalhador, vulnerando justamente o interesse público cuja defesa é responsabilidade primeira dos Procuradores do Trabalho". Afirma que a decisão recorrida destoa de inúmeros precedentes deste Supremo Tribunal, "que tem reiteradamente reconhecido a pertinência temática da ANPT em ações diretas de inconstitucionalidade e ações de descumprimento de preceito fundamental que buscam salvaguardar direitos dos trabalhadores". Cita, ilustrativamente, a ADI n 4.357 e a ADI n 4.066, bem como a ADI n 3.357, a ADI n 3.347, a ADPF n 234 e a ADI n 3.395. Salienta que o parecer da Comissão de Jurisprudência não foi unânime e que deve prevalecer, nesse ponto, o entendimento divergente do Ministro Ayres Brito, "que sustentou que o princípio da pertinência temática estava devidamente satisfeito". Após reexaminar detidamente a matéria debatida nos autos, verifico que assiste razão à agravante parcialmente. Explico: O § 2... do art. 103-A da Constituição da República de 1988, incluído pela EC n 45/2004, assegura que “[s]em prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade”. O art. 103 da mesma Carta, ao estabelecer o rol de legitimados para a propositura de ações diretas de inconstitucionalidade e ações declaratórias de constitucionais, em seu inciso IX, expressamente conferiu legitimidade às confederações sindicais e entidades de classe de âmbito 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF nacional. Na mesma esteira, a Lei n 11.417/2006, que regulamenta o art. 103-A da Constituição Federal, disciplinando a edição, revisão e o cancelamento de súmulas vinculantes pelo Supremo Tribunal Federal, em seu art. 3..., atribuiu legitimidade à “confederação sindical e entidade de classe de âmbito nacional”. Na espécie, inexiste controvérsia quanto à caracterização da associação agravante como “entidade de classe de âmbito nacional”, o que está devidamente comprovado pela documentação coligida nos autos. A controvérsia cinge-se à existência (ou não) de pertinência temática entre os fins institucionais da agravante e o tema suscitado. Vale destacar, aqui, que, segundo a pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, somente se reconhece a legitimidade ativa para o ajuizamento de ação de controle abstrato “se existente nexo de afinidade entre os seus objetivos institucionais e o conteúdo material dos textos normativos impugnados” (ADI n 4.190/RJ-MC-Ref, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJ de 11/6/2010). No mesmo sentido: ADI n 5.023/MT-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Tribunal Pleno, DJ de 6/11/2014; ADI n 4.722, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 14/2/2017; e ADPF n 385-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Tribunal Pleno, DJe de 25/10/2017. Esse mesmo entendimento é extensível às propostas de súmulas vinculantes (PSV 11/DF, Ministro Gilmar Mendes, DJe 4/6/2009); PSV 72/DF, Ministro Joaquim Barbosa, DJe 11/12/2013). Todavia, como bem salientado nos autos pelo Ministro Ayres Brito, “o Supremo Tribunal vem mitigando sua antiga jurisprudência defensiva interpretando cum granus salis a questão da pertinência temática. Tudo com o espoco de ampliar o debate constitucional e legitimar ainda mais as decisões desta Suprema Corte. No caso, uma das finalidades associativas previstas no estatuto da requerente é ‘colaborar com os Poderes Públicos no desenvolvimento da Justiça, na defesa dos interesses sociais e 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF nacional. Na mesma esteira, a Lei n 11.417/2006, que regulamenta o art. 103-A da Constituição Federal, disciplinando a edição, revisão e o cancelamento de súmulas vinculantes pelo Supremo Tribunal Federal, em seu art. 3..., atribuiu legitimidade à “confederação sindical e entidade de classe de âmbito nacional”. Na espécie, inexiste controvérsia quanto à caracterização da associação agravante como “entidade de classe de âmbito nacional”, o que está devidamente comprovado pela documentação coligida nos autos. A controvérsia cinge-se à existência (ou não) de pertinência temática entre os fins institucionais da agravante e o tema suscitado. Vale destacar, aqui, que, segundo a pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, somente se reconhece a legitimidade ativa para o ajuizamento de ação de controle abstrato “se existente nexo de afinidade entre os seus objetivos institucionais e o conteúdo material dos textos normativos impugnados” (ADI n 4.190/RJ-MC-Ref, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJ de 11/6/2010). No mesmo sentido: ADI n 5.023/MT-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Tribunal Pleno, DJ de 6/11/2014; ADI n 4.722, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 14/2/2017; e ADPF n 385-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Tribunal Pleno, DJe de 25/10/2017. Esse mesmo entendimento é extensível às propostas de súmulas vinculantes (PSV 11/DF, Ministro Gilmar Mendes, DJe 4/6/2009); PSV 72/DF, Ministro Joaquim Barbosa, DJe 11/12/2013). Todavia, como bem salientado nos autos pelo Ministro Ayres Brito, “o Supremo Tribunal vem mitigando sua antiga jurisprudência defensiva interpretando cum granus salis a questão da pertinência temática. Tudo com o espoco de ampliar o debate constitucional e legitimar ainda mais as decisões desta Suprema Corte. No caso, uma das finalidades associativas previstas no estatuto da requerente é ‘colaborar com os Poderes Públicos no desenvolvimento da Justiça, na defesa dos interesses sociais e 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF no estudo e solução de problemas que se relacionem com o Ministério Público e seus membros’. Penso que tal cláusula confere legitimidade à proponente sem que dessa legitimidade decorra usurpação das funções do Ministério Público”. Revisando a jusrisprudência da Corte, noto que a legitimidade da ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO (ANPT) foi reconhecida por este Supremo Tribunal Federal em outras oportunidades. Exemplificativamente, cito a ADI n 4.357/DF, proposta pela ora agravante, dentre outros, no intuito de impugnar a Emenda Constitucional n 62, de 9 de dezembro de 2009, que alterou o art. 100 da Constituição Federal e acrescentou o art. 97 ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Por ocasião do julgamento, concluído em 14/3/2014, sua legitimidade foi admitida por esta Corte sem ressalvas e questionamentos. Relembro também a ADI 4.066/DF, proposta conjuntamente pela Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) e pela Associação Nacional de Magistrados da Justiça do Trabalho (ANAMATRA), no bojo da qual a legitimidade da ora agravante foi amplamente debatida, firmando-se entendimento quanto à satisfação do requisito da pertinência temática, já que a discussão “envolvia matéria ínsita ao campo de atuação institucional tanto da Magistratura do Trabalho quanto dos membros do Ministério Público do Trabalho” (ADI n 4.066/DF, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 7/3/2018). Naquela oportunidade, consignou a eminente Relatora Rosa Weber: “Há que se examinar, contudo, em atenção à jurisprudência sedimentada desta Casa, a presença da chamada pertinência temática: ‘A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal erigiu o vínculo de pertinência temática a condição objetiva de requisito qualificador da própria legitimidade 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF no estudo e solução de problemas que se relacionem com o Ministério Público e seus membros’. Penso que tal cláusula confere legitimidade à proponente sem que dessa legitimidade decorra usurpação das funções do Ministério Público”. Revisando a jusrisprudência da Corte, noto que a legitimidade da ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO (ANPT) foi reconhecida por este Supremo Tribunal Federal em outras oportunidades. Exemplificativamente, cito a ADI n 4.357/DF, proposta pela ora agravante, dentre outros, no intuito de impugnar a Emenda Constitucional n 62, de 9 de dezembro de 2009, que alterou o art. 100 da Constituição Federal e acrescentou o art. 97 ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Por ocasião do julgamento, concluído em 14/3/2014, sua legitimidade foi admitida por esta Corte sem ressalvas e questionamentos. Relembro também a ADI 4.066/DF, proposta conjuntamente pela Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) e pela Associação Nacional de Magistrados da Justiça do Trabalho (ANAMATRA), no bojo da qual a legitimidade da ora agravante foi amplamente debatida, firmando-se entendimento quanto à satisfação do requisito da pertinência temática, já que a discussão “envolvia matéria ínsita ao campo de atuação institucional tanto da Magistratura do Trabalho quanto dos membros do Ministério Público do Trabalho” (ADI n 4.066/DF, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 7/3/2018). Naquela oportunidade, consignou a eminente Relatora Rosa Weber: “Há que se examinar, contudo, em atenção à jurisprudência sedimentada desta Casa, a presença da chamada pertinência temática: ‘A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal erigiu o vínculo de pertinência temática a condição objetiva de requisito qualificador da própria legitimidade 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF ativa ad causam do Autor, somente naquelas hipóteses de ação direta ajuizada por confederações sindicais, por entidades de classe de âmbito nacional, por Mesas das Assembleias Legislativas estaduais ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal e, finalmente, por Governadores dos Estados-membros e do Distrito Federal. Precedentes.’ (ADI 1096 MC/RS, Rel. Min. Celso de Mello, Julgamento: 16.03.1995, Tribunal Pleno). Anoto, a propósito, com a devida vênia, que não extraio, da letra do art. 103 da Constituição da República, a distinção construída jurisprudencialmente entre legitimados universais (incisos I, II, III, VI, VII e VIII) e legitimados especiais (incisos IV, V e IX) no tocante às ações de controle concentrado de constitucionalidade que menciona. Na minha leitura, o preceito constitucional, no inciso IX em exame, tão só afirma que entidade de classe de âmbito nacional pode propor a ação direta de inconstitucionalidade. Alinho-me à doutrina que vê inconstitucionalidade na limitação consagrada, mas privilegio e acato o entendimento sedimentado da Casa. Faço tal ressalva exclusivamente para pontuar, nessa linha de compreensão, que não vejo como interpretar restritivamente o que em si mesmo – o requisito da pertinência temática – já é uma restrição que não decorre de texto expresso da Constituição. Como já me manifestei em processos outros, tal requisitos “deve ser examinado com largueza em atenção aos fins do controle concentrado”. (ADPF 97/PA, Relatora Ministra Rosa Weber, Tribunal Pleno, julgamento em 21.08.2014). Definida, a pertinência temática, no dizer sempre preciso do eminente Ministro Decano desta Suprema Corte, como relação de congruência que necessariamente deve existir entre os objetivos estatuários ou as finalidades institucionais da entidade autora e o conteúdo material da norma questionada em sede de controle abstrato (ADI 1157-MC, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJ de 17/11/2006), tenho-o por atendido na espécie. Ainda que, no julgamento da ADI 4400/DF, relativa à 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF ativa ad causam do Autor, somente naquelas hipóteses de ação direta ajuizada por confederações sindicais, por entidades de classe de âmbito nacional, por Mesas das Assembleias Legislativas estaduais ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal e, finalmente, por Governadores dos Estados-membros e do Distrito Federal. Precedentes.’ (ADI 1096 MC/RS, Rel. Min. Celso de Mello, Julgamento: 16.03.1995, Tribunal Pleno). Anoto, a propósito, com a devida vênia, que não extraio, da letra do art. 103 da Constituição da República, a distinção construída jurisprudencialmente entre legitimados universais (incisos I, II, III, VI, VII e VIII) e legitimados especiais (incisos IV, V e IX) no tocante às ações de controle concentrado de constitucionalidade que menciona. Na minha leitura, o preceito constitucional, no inciso IX em exame, tão só afirma que entidade de classe de âmbito nacional pode propor a ação direta de inconstitucionalidade. Alinho-me à doutrina que vê inconstitucionalidade na limitação consagrada, mas privilegio e acato o entendimento sedimentado da Casa. Faço tal ressalva exclusivamente para pontuar, nessa linha de compreensão, que não vejo como interpretar restritivamente o que em si mesmo – o requisito da pertinência temática – já é uma restrição que não decorre de texto expresso da Constituição. Como já me manifestei em processos outros, tal requisitos “deve ser examinado com largueza em atenção aos fins do controle concentrado”. (ADPF 97/PA, Relatora Ministra Rosa Weber, Tribunal Pleno, julgamento em 21.08.2014). Definida, a pertinência temática, no dizer sempre preciso do eminente Ministro Decano desta Suprema Corte, como relação de congruência que necessariamente deve existir entre os objetivos estatuários ou as finalidades institucionais da entidade autora e o conteúdo material da norma questionada em sede de controle abstrato (ADI 1157-MC, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJ de 17/11/2006), tenho-o por atendido na espécie. Ainda que, no julgamento da ADI 4400/DF, relativa à 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF execução contra a Fazenda Pública, extinta por este Plenário sem resolução do mérito, por ilegitimidade ativa ad causam da ANAMATRA (Redator p/ acórdão Ministro Marco Aurélio, julgamento em 06.03.2013, DJe 03.10.2013), tenha eu ficado vencida na honrosa companhia do Relator, Ministro Ayres Britto, e dos Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux, percebo evolução da jurisprudência no sentido de superar a visão redutora que legitima as associações de classe exclusivamente quanto à defesa de interesses corporativos. E o faço, afirmando na espécie a correlação entre a norma impugnada e as finalidades institucionais das associações autoras, na esteira do julgamento da ADI 5458/GO (Relator Ministro Luiz Fux, Tribunal Pleno, julgamento em 30.5.2016, DJe 02.8.2017), pertinente à limitação do orçamento da Justiça do Trabalho: ‘LEGITIMIDADE ATIVA DA ENTIDADE POSTULANTE, DIANTE DA HOMOGENEIDADE DE SEUS MEMBROS, A REPRESENTATIVIDADE NACIONAL E A PERTINÊNCIA TEMÁTICA ENTRE A IMPUGNAÇÃO E OS FINS INSTITUCIONAIS DA ASSOCIAÇÃO REQUERENTE (Anamatra). (…) A interpretação pluralista da Constituição implica uma interpretação que legitime a entidade postulante quando presentes a homogeneidade entre seus membros, a representatividade nacional e a pertinência temática, aspectos que se verificam, em conjunto, no caso sub examine, de modo a tornar apta a Anamatra a veicular o pleito de fiscalização abstrata de norma que limita o orçamento da justiça laboral (...)’ Tampouco me impressiona o argumento de que a pretensão deduzida no presente feito indicaria suposta falta de isenção das categorias funcionais representadas pelas autoras – Magistrados da Justiça do Trabalho e membros do Ministério Público do Trabalho. O preceito questionado não tem como 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF execução contra a Fazenda Pública, extinta por este Plenário sem resolução do mérito, por ilegitimidade ativa ad causam da ANAMATRA (Redator p/ acórdão Ministro Marco Aurélio, julgamento em 06.03.2013, DJe 03.10.2013), tenha eu ficado vencida na honrosa companhia do Relator, Ministro Ayres Britto, e dos Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux, percebo evolução da jurisprudência no sentido de superar a visão redutora que legitima as associações de classe exclusivamente quanto à defesa de interesses corporativos. E o faço, afirmando na espécie a correlação entre a norma impugnada e as finalidades institucionais das associações autoras, na esteira do julgamento da ADI 5458/GO (Relator Ministro Luiz Fux, Tribunal Pleno, julgamento em 30.5.2016, DJe 02.8.2017), pertinente à limitação do orçamento da Justiça do Trabalho: ‘LEGITIMIDADE ATIVA DA ENTIDADE POSTULANTE, DIANTE DA HOMOGENEIDADE DE SEUS MEMBROS, A REPRESENTATIVIDADE NACIONAL E A PERTINÊNCIA TEMÁTICA ENTRE A IMPUGNAÇÃO E OS FINS INSTITUCIONAIS DA ASSOCIAÇÃO REQUERENTE (Anamatra). (…) A interpretação pluralista da Constituição implica uma interpretação que legitime a entidade postulante quando presentes a homogeneidade entre seus membros, a representatividade nacional e a pertinência temática, aspectos que se verificam, em conjunto, no caso sub examine, de modo a tornar apta a Anamatra a veicular o pleito de fiscalização abstrata de norma que limita o orçamento da justiça laboral (...)’ Tampouco me impressiona o argumento de que a pretensão deduzida no presente feito indicaria suposta falta de isenção das categorias funcionais representadas pelas autoras – Magistrados da Justiça do Trabalho e membros do Ministério Público do Trabalho. O preceito questionado não tem como 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF objeto interesse corporativo ou econômico, desta ou daquela categoria de trabalhadores. Cuida-se, isto sim, de norma cujos efeitos se projetam de forma ampla sobre a saúde humana e o meio ambiente, bens jurídicos especialmente tutelados pela Carta Política. Embora aí não se esgote, a discussão central relativa à exploração do amianto diz com a alegada existência de consenso médico-científico quanto ao efeito prejudicial à saúde dos trabalhadores da indústria e da mineração, envolvendo, portanto, questão de saúde, higiene e segurança do trabalho, matéria ínsita ao campo de atuação institucional tanto da magistratura trabalhista quanto dos membros do Ministério Público do Trabalho, a evidenciar a congruência da postulação deduzida com os objetivos estatutários das entidades autoras realçados na peça inicial. Nessa ordem de ideias, não se revela apenas legítimo, mas assume a expressão de verdadeiro imperativo ético, o compromisso, daqueles que têm como dever funcional a aplicação da lei e a fiscalização do seu cumprimento, com a constitucionalidade do direito que lhes cabe diuturnamente observar e fazer observar, aqui manifestado por entidades que os representam. Rejeito a preliminar, reconhecendo a legitimidade das autoras para o ajuizamento da presente ação direta (...)”. Por ocasião dos debates, o Ministro Ricardo Lewandowski pontuou que estaria demonstrada a pertinência temática, já que referidas associações estariam atuando em defesa de “direitos daqueles que são objeto de sua atividade profissional”. Na mesma linha, o Ministro Luiz Fux concluiu pela “existência de relação de pertinência entre o objeto impugnado e as finalidades institucionais das entidades”, ponderando que “a potencial violação aos bens jurídicos tutelados pela norma adversada (e. g., proteção à saúde, de um lado, e a tutela da livre iniciativa de outro) reclamam a atuação fiscalizatória destas entidades. Com efeito, a despeito de se afigurarem como 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF objeto interesse corporativo ou econômico, desta ou daquela categoria de trabalhadores. Cuida-se, isto sim, de norma cujos efeitos se projetam de forma ampla sobre a saúde humana e o meio ambiente, bens jurídicos especialmente tutelados pela Carta Política. Embora aí não se esgote, a discussão central relativa à exploração do amianto diz com a alegada existência de consenso médico-científico quanto ao efeito prejudicial à saúde dos trabalhadores da indústria e da mineração, envolvendo, portanto, questão de saúde, higiene e segurança do trabalho, matéria ínsita ao campo de atuação institucional tanto da magistratura trabalhista quanto dos membros do Ministério Público do Trabalho, a evidenciar a congruência da postulação deduzida com os objetivos estatutários das entidades autoras realçados na peça inicial. Nessa ordem de ideias, não se revela apenas legítimo, mas assume a expressão de verdadeiro imperativo ético, o compromisso, daqueles que têm como dever funcional a aplicação da lei e a fiscalização do seu cumprimento, com a constitucionalidade do direito que lhes cabe diuturnamente observar e fazer observar, aqui manifestado por entidades que os representam. Rejeito a preliminar, reconhecendo a legitimidade das autoras para o ajuizamento da presente ação direta (...)”. Por ocasião dos debates, o Ministro Ricardo Lewandowski pontuou que estaria demonstrada a pertinência temática, já que referidas associações estariam atuando em defesa de “direitos daqueles que são objeto de sua atividade profissional”. Na mesma linha, o Ministro Luiz Fux concluiu pela “existência de relação de pertinência entre o objeto impugnado e as finalidades institucionais das entidades”, ponderando que “a potencial violação aos bens jurídicos tutelados pela norma adversada (e. g., proteção à saúde, de um lado, e a tutela da livre iniciativa de outro) reclamam a atuação fiscalizatória destas entidades. Com efeito, a despeito de se afigurarem como 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF entidades da sociedade civil compostas de membros da Justiça do Trabalho, tais entidades integram o denominado ‘espaço público não estatal’, de sorte que as suas finalidades transcendem os interesses de seus filiados, albergando a defesa dos interesses da sociedade e dos valores constitucionais. Mais que isso, a teleologia subjacente ao art. 103 da Constituição Federal, que prevê os legitimados para a propositura da ação direta, comporta essa exegese mais ampliativa, de modo a permitir a provocação por tais entidades sempre que houver suspeita de transgressões aos postulados constitucionais e à manutenção da higidez do princípio democrático”. Especificamente quanto à ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO - ANPT, registrou o eminente Ministro: “(...) [A] própria Carta de 1988 é categórica ao afirmar, em seu art. 127, caput, que incumbe ao Parquet ‘a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis’. Parece intuitivo, dessarte, que estes princípios institucionais sejam extensíveis às associações compostas por integrantes do Ministério Público do Trabalho.” Apesar de esse segundo caso (ADI 4.066/DF) ter sido julgado em 24/8/2017 - portanto, posteriormente à decisão de que se recorre nos autos -, não se pode deixar de observar que a jurisprudência evoluiu no sentido de reconhecer a pertinência temática e, por conseguinte, a legitimidade ativa da agravante. Não se olvida, outrossim, que a Corte tem admitido a atuação da associação agravante na condição de amicus curiae, tendo em vista sua adequada representatividade em inúmeros casos, como a ADI n 3.347, a ADI n 3.357, a ADI n 3.395 e a ADPF n 234, nos quais se discutem direitos sociais dos trabalhadores em geral. Desse modo, considerando a evolução jurisprudencial constatada, reconheço suficientemente demonstrada no caso concreto a pertinência 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF entidades da sociedade civil compostas de membros da Justiça do Trabalho, tais entidades integram o denominado ‘espaço público não estatal’, de sorte que as suas finalidades transcendem os interesses de seus filiados, albergando a defesa dos interesses da sociedade e dos valores constitucionais. Mais que isso, a teleologia subjacente ao art. 103 da Constituição Federal, que prevê os legitimados para a propositura da ação direta, comporta essa exegese mais ampliativa, de modo a permitir a provocação por tais entidades sempre que houver suspeita de transgressões aos postulados constitucionais e à manutenção da higidez do princípio democrático”. Especificamente quanto à ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO - ANPT, registrou o eminente Ministro: “(...) [A] própria Carta de 1988 é categórica ao afirmar, em seu art. 127, caput, que incumbe ao Parquet ‘a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis’. Parece intuitivo, dessarte, que estes princípios institucionais sejam extensíveis às associações compostas por integrantes do Ministério Público do Trabalho.” Apesar de esse segundo caso (ADI 4.066/DF) ter sido julgado em 24/8/2017 - portanto, posteriormente à decisão de que se recorre nos autos -, não se pode deixar de observar que a jurisprudência evoluiu no sentido de reconhecer a pertinência temática e, por conseguinte, a legitimidade ativa da agravante. Não se olvida, outrossim, que a Corte tem admitido a atuação da associação agravante na condição de amicus curiae, tendo em vista sua adequada representatividade em inúmeros casos, como a ADI n 3.347, a ADI n 3.357, a ADI n 3.395 e a ADPF n 234, nos quais se discutem direitos sociais dos trabalhadores em geral. Desse modo, considerando a evolução jurisprudencial constatada, reconheço suficientemente demonstrada no caso concreto a pertinência 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Voto - MINISTRO PRESIDENTE PSV 53 AGR / DF temática entre os fins institucionais da agravante e o tema suscitado e, por isso mesmo, entendo caracterizada sua legitimidade passiva ad causam. Não obstante, tenho por inviável o desarquivamento dos autos para o prosseguimento do feito. Isso porque, revendo os autos, constato que a presente proposta de revisão, em verdade, tem o objetivo precípuo de rediscutir o tema que ensejou a edição da Súmula Vinculante n 4, sem que haja, no entanto, justificativa plausível para tanto, tampouco acréscimo de fato ou argumento jurídico novo, o que não se pode admitir. Ante o exposto, dou provimento parcial ao agravo regimental interposto apenas para reconhecer a legitimidade passiva ad causam da agravante, mantendo, contudo, o arquivamento dos autos. É como voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Supremo Tribunal Federal PSV 53 AGR / DF temática entre os fins institucionais da agravante e o tema suscitado e, por isso mesmo, entendo caracterizada sua legitimidade passiva ad causam. Não obstante, tenho por inviável o desarquivamento dos autos para o prosseguimento do feito. Isso porque, revendo os autos, constato que a presente proposta de revisão, em verdade, tem o objetivo precípuo de rediscutir o tema que ensejou a edição da Súmula Vinculante n 4, sem que haja, no entanto, justificativa plausível para tanto, tampouco acréscimo de fato ou argumento jurídico novo, o que não se pode admitir. Ante o exposto, dou provimento parcial ao agravo regimental interposto apenas para reconhecer a legitimidade passiva ad causam da agravante, mantendo, contudo, o arquivamento dos autos. É como voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6479-6B55-0BE7-318E e senha 700B-E609-2478-B3DD Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Extrato de Ata - 12/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PROPOSTA DE SÚMULA VINCULANTE 53 PROCED. : DISTRITO FEDERAL AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO - ANPT ADV.(A/S) : VERÔNICA QUIHILLABORDA IRAZABAL AMARAL (0019489/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRESIDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, deu parcial provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFC6-9819-6725-A7D5 e senha F979-7995-EDA3-5EB7 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PROPOSTA DE SÚMULA VINCULANTE 53 PROCED. : DISTRITO FEDERAL AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO - ANPT ADV.(A/S) : VERÔNICA QUIHILLABORDA IRAZABAL AMARAL (0019489/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PRESIDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, deu parcial provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CFC6-9819-6725-A7D5 e senha F979-7995-EDA3-5EB7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADI n 4 . 357", "ADI n 4 . 066", "ADI n 3 . 357", "ADI n 3 . 347", "ADPF n 234", "ADI n 3 . 395", "Súmula Vinculante n 4", "ADI n 4 . 357", "ADI n 4 . 066", "ADI n 3 . 357", "ADI n 3 . 347", "ADPF n 234", "ADI n 3 . 395", "Recurso Extraordinário n 565 . 714", "Recurso Extraordinário n 565 . 714", "Súmula", "Súmula Vinculante 4", "Súmula Vinculante 4", "ADI 1 . 464", "ADI 1 . 507 - AgR", "ADI 1 . 873", "ADI 1 . 464", "ADI 1 . 507 - AgR", "ADI 1 . 873", "ADI n 4 . 357", "ADI n 4 . 066", "ADI n 3 . 357", "ADI n 3 . 347", "ADPF n 234", "ADI n 3 . 395", "ADI n 4 . 357", "ADI n 4 . 066", "ADI n 3 . 357", "ADI n 3 . 347", "ADPF n 234", "ADI n 3 . 395", "ADI n 4 . 190 / RJ - MC - Ref", "ADI n 5 . 023 / MT - AgR", "ADI n 4 . 722", "ADPF n 385 - AgR", "PSV 11 / DF", "ADI n 4 . 190 / RJ - MC - Ref", "ADI n 5 . 023 / MT - AgR", "ADI n 4 . 722", "ADPF n 385 - AgR", "PSV 72 /", "ADI n 4 . 357 / DF", "ADI 4 . 066 / DF", "ADI n 4 . 066 / DF", "ADI n 4 . 357 / DF", "ADI 4 . 066 / DF", "ADI n 4 . 066 / DF", "ADI 1096 MC / RS", "ADPF 97 / PA", "ADI 1157 - MC", "ADI 4400 / DF", "ADI 1096 MC / RS", "ADPF 97 / PA", "ADI 1157 - MC", "ADI 4400 / DF", "ADI 5458 / GO", "ADI 5458 / GO", "ADI 4 . 066 / DF", "ADI n 3 . 347", "ADI n 3 . 357", "ADI n 3 . 395", "ADPF n 234", "ADI 4 . 066 / DF", "ADI n 3 . 347", "ADI n 3 . 357", "ADI n 3 . 395", "ADPF n 234" ], "LEGISLACAO": [ "§ 2", "EC n 45 / 2004", "Lei n 11 . 417 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . , VIII , da Lei n 11 . 417 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . , VIII , da Lei n 11 . 417 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . , VIII , da Lei n 11 . 417 / 2006", "art . 103 - A , § 2 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Estatuto", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . , VIII , da Lei n 11 . 417 / 2006", "art . 103 - A , § 2 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 103 - A da Constituição", "2", "Lei n 11 . 417 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 103 - A da Constituição", "2", ".", ". . da Lei n 11 . 417 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "artigos 103 - A da Constituição", "2", ". . . da Lei n 11 . 417 / 2006", "Constituição", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "artigos 103 - A da Constituição", "2", ". . . da Lei n 11 . 417 / 2006", "Constituição", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - A , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Lei n 11 . 417 / 2006", "art . 103 da Constituição", "art . 3 . . . , VI e IX , da Lei 11 . 417 / 2006", "art . 103 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - A , § 2 . . . , da Constituição Federal", "art . 3 . . . da Lei n 11 . 417 / 2006", "art . 103 da Constituição", "art . 3 . . . , VI e IX , da Lei 11 . 417 / 2006", "art . 103 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto da Associação Nacional dos Procuradores do", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . , VIII , da Lei n 11 . 417 / 2006", "art . 3 . . . , VIII , da Lei n 11 . 417 / 2006", "art . 103 - A , § 2 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . , VIII , da Lei n 11 . 417 / 2006", "art . 3 . . . , VIII , da Lei n 11 . 417 / 2006", "art . 103 - A , § 2 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Estatuto", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - A da", "Constituição da República de 1988", "EC n 45 / 2004", "Medida", "§", "art . 103 - A da Constituição da República de 1988", "EC n 45 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 417 / 2006", "art . 103 - A da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 417 / 2006", "art . 103 - A da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 62", "art . 100 da Constituição Federal", "Ato", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 62", "art . 100 da Constituição Federal", "Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 da Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 da 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TRABALHO", "ANPT", "Supremo Tribunal Federal", "Associação Nacional de Procuradores do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "PLENÁRIO", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO", "ANPT", "Supremo Tribunal Federal", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO", "ANPT", "Ministério Público do Trabalho", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO", "ANPT", "Supremo Tribunal Federal", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO", "ANPT", "Ministério Público do Trabalho", "Ministério Público", "Ministério Público do Trabalho", "ANPT", "ANPT", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público do Trabalho", "ANPT", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "DF", "PLENÁRIO", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO", "ANPT", "Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho", "ANPT", "Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho", "ANPT", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO", "ANPT", "Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho", "ANPT", "Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho", "ANPT", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "PSV", "/", "DF", "Confederação Nacional da Indústria", "CNI", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Confederação Nacional da Indústria", "CNI", "Distrito Federal", "Colégio", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho", "Ministério Público", "Ministério Público", "Ministério Público do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público do Trabalho", "ANPT", "Supremo Tribunal", "ANPT", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "ANPT", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal", "Ministério Público", "Ministério Público ”", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO", "ANPT", "Supremo Tribunal Federal", "Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho", "ANPT", "Associação Nacional de Magistrados da Justiça do Trabalho", "ANAMATRA", "Ministério Público do Trabalho", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Ministério Público", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO", "ANPT", "Supremo Tribunal Federal", "Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho", "ANPT", "Associação Nacional de Magistrados da Justiça do Trabalho", "ANAMATRA", "Ministério Público do Trabalho", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara Legislativa do Distrito Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Câmara Legislativa do Distrito Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Plenário", "PSV", "/", "ANAMATRA", "Tribunal Pleno", "Anamatra", "Anamatra", "Ministério Público do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "ANAMATRA", "Tribunal Pleno", "Anamatra", "Anamatra", "Ministério Público do Trabalho", "Ministério Público do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público do Trabalho", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO", "ANPT", "Ministério Público do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "PSV", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO", "ANPT", "Parquet", "Ministério Público do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "PSV", "PLENÁRIO", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO", "ANPT", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROCURADORES DO TRABALHO", "ANPT", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "VERÔNICA QUIHILLABORDA IRAZABAL AMARAL", "Ayres Brito", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "Ayres Brito", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "VERÔNICA QUIHILLABORDA IRAZABAL AMARAL", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Carlos Ayres Brito", "Carlos Ayres Brito", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Moreira Alves", "Carlos Velloso", "Marco Aurélio", "Moreira Alves", "Carlos Velloso", "Marco Aurélio", "Ayres Brito", "Ayres Brito", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Alexandre de Moraes", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Ayres Brito", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Alexandre de Moraes", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Ayres Brito", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "VERÔNICA QUIHILLABORDA IRAZABAL AMARAL", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "VERÔNICA QUIHILLABORDA IRAZABAL AMARAL", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "12", "/", 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Ementa e Acórdão 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.478 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :RICARDO BANCOLINI ADV.(A/S) :NEREU LIMA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – MATÉRIA PENAL – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – TRANSGRESSÃO AO ART. 93, IX, DA CARTA MAGNA – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 10 a 16 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-117E-A452-B03C e senha 0C3A-BEAA-4159-B733 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Relatório 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.478 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :RICARDO BANCOLINI ADV.(A/S) :NEREU LIMA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 81BB-9E41-612E-FAFA e senha E35B-06A9-032C-C5A4 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.478 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :RICARDO BANCOLINI ADV.(A/S) :NEREU LIMA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 81BB-9E41-612E-FAFA e senha E35B-06A9-032C-C5A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.478 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora impugnada, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto por Ricardo Bancolini contra acórdão que, complementado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, está assim ementado: “APELAÇÃO. DELITO DE CONCUSSÃO. MATERIALIDADE E AUTORIA DEMONSTRADAS. DOLO EVIDENCIADO. CONDENAÇÃO MANTIDA. Exigência de vantagem indevida no exercício da função pública e em razão dela. Delito de natureza formal que se consuma com a simples exigência da vantagem indevida, sendo o recebimento, se houver, mero exaurimento da conduta. Condenação mantida. Pena alterada. Apelo parcialmente provido, à unanimidade. Afastada a perda da função pública, por maioria.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.478 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora impugnada, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto por Ricardo Bancolini contra acórdão que, complementado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, está assim ementado: “APELAÇÃO. DELITO DE CONCUSSÃO. MATERIALIDADE E AUTORIA DEMONSTRADAS. DOLO EVIDENCIADO. CONDENAÇÃO MANTIDA. Exigência de vantagem indevida no exercício da função pública e em razão dela. Delito de natureza formal que se consuma com a simples exigência da vantagem indevida, sendo o recebimento, se houver, mero exaurimento da conduta. Condenação mantida. Pena alterada. Apelo parcialmente provido, à unanimidade. Afastada a perda da função pública, por maioria.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1196478 AGR / RS A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. O exame da presente causa evidencia que o recurso extraordinário não se revela viável. Cumpre ressaltar, desde logo, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que também não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762-AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – AI 587.873-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU – AI 610.626-AgR/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – AI 618.795-AgR/RS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 687.304- -AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 701.567-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 748.884-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 832.987- -AgR/DF, Rel. Min. ELLEN GRACIE – RE 236.333/DF, Red. p/ o acórdão Min. NELSON JOBIM – RE 599.512-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.). Cabe assinalar, ainda, a propósito da alegada violação ao art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição, que a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal ARE 1196478 AGR / RS A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. O exame da presente causa evidencia que o recurso extraordinário não se revela viável. Cumpre ressaltar, desde logo, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que também não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762-AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – AI 587.873-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU – AI 610.626-AgR/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – AI 618.795-AgR/RS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 687.304- -AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 701.567-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 748.884-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 832.987- -AgR/DF, Rel. Min. ELLEN GRACIE – RE 236.333/DF, Red. p/ o acórdão Min. NELSON JOBIM – RE 599.512-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.). Cabe assinalar, ainda, a propósito da alegada violação ao art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição, que a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1196478 AGR / RS a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – CF, art. 5º, LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – RE 257.533-AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “’DUE PROCESS OF LAW’ E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. – A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5º da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal ARE 1196478 AGR / RS a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – CF, art. 5º, LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – RE 257.533-AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “’DUE PROCESS OF LAW’ E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. – A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5º da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1196478 AGR / RS Nem se alegue, neste ponto, que a suposta transgressão ao ordenamento legal – derivada da interpretação que lhe deu o Tribunal “a quo” – teria importado em desrespeito ao princípio constitucional da legalidade. Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o procedimento hermenêutico do Tribunal inferior – quando examina o quadro normativo positivado pelo Estado e dele extrai a interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os elementos necessários à exata composição da lide – não transgride, diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO). É por essa razão – ausência de conflito imediato com o texto da Constituição – que a jurisprudência desta Corte vem enfatizando que “A boa ou má interpretação de norma infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color de ofensa ao princípio da legalidade (CF, art. 5º, II)” (RTJ 144/962, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei): “A alegação de ofensa ao princípio da legalidade, inscrito no art. 5º, II, da Constituição da República, não autoriza, só por si, o acesso à via recursal extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar indispensável, para efeito de sua constatação, o exame prévio do ordenamento positivo de caráter infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera transgressão indireta ao texto da Carta Política. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal ARE 1196478 AGR / RS Nem se alegue, neste ponto, que a suposta transgressão ao ordenamento legal – derivada da interpretação que lhe deu o Tribunal “a quo” – teria importado em desrespeito ao princípio constitucional da legalidade. Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o procedimento hermenêutico do Tribunal inferior – quando examina o quadro normativo positivado pelo Estado e dele extrai a interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os elementos necessários à exata composição da lide – não transgride, diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO). É por essa razão – ausência de conflito imediato com o texto da Constituição – que a jurisprudência desta Corte vem enfatizando que “A boa ou má interpretação de norma infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color de ofensa ao princípio da legalidade (CF, art. 5º, II)” (RTJ 144/962, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei): “A alegação de ofensa ao princípio da legalidade, inscrito no art. 5º, II, da Constituição da República, não autoriza, só por si, o acesso à via recursal extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar indispensável, para efeito de sua constatação, o exame prévio do ordenamento positivo de caráter infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera transgressão indireta ao texto da Carta Política. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1196478 AGR / RS Federal, por má interpretação de normas infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais (...).” (AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) Não foi por outro motivo que o eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário, assim se pronunciou: “A alegação de ofensa ao artigo 5º, II, da Constituição, por implicar o exame prévio da legislação infraconstitucional, é alegação de infringência indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário.” (AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) Cumpre acentuar, por relevante, que essa orientação acha-se presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte conteúdo: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (grifei) Desse modo, considerados os aspectos que venho de referir, o fato é que a postulação recursal, no ponto, encontra obstáculo de ordem técnica na jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal, consoante resulta claro de decisão, que, emanada desta Corte, reflete, com absoluta fidelidade, o entendimento jurisprudencial prevalecente no âmbito do Tribunal: “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal ARE 1196478 AGR / RS Federal, por má interpretação de normas infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais (...).” (AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) Não foi por outro motivo que o eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário, assim se pronunciou: “A alegação de ofensa ao artigo 5º, II, da Constituição, por implicar o exame prévio da legislação infraconstitucional, é alegação de infringência indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário.” (AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) Cumpre acentuar, por relevante, que essa orientação acha-se presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte conteúdo: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (grifei) Desse modo, considerados os aspectos que venho de referir, o fato é que a postulação recursal, no ponto, encontra obstáculo de ordem técnica na jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal, consoante resulta claro de decisão, que, emanada desta Corte, reflete, com absoluta fidelidade, o entendimento jurisprudencial prevalecente no âmbito do Tribunal: “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1196478 AGR / RS disposto nos artigos 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV e 93, IX, da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 437.201-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Com efeito, o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional, circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo. Cumpre assinalar, ainda, no tocante às demais alegações, que não se revela cabível proceder, em sede recursal extraordinária, a indagações de caráter eminentemente probatório, especialmente quando se busca discutir elementos fáticos subjacentes à causa penal. No caso, a verificação da procedência, ou não, das alegações deduzidas pela parte recorrente implicará necessário reexame de fatos e de provas, o que não se admite na sede excepcional do apelo extremo. Essa pretensão sofre as restrições inerentes ao recurso extraordinário, em cujo âmbito não se reexaminam fatos e provas, circunstância essa que faz incidir, na espécie, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Não custa enfatizar, consoante adverte o magistério da doutrina (ADA PELLEGRINI GRINOVER, ANTONIO MAGALHÃES GOMES FILHO e ANTONIO SCARANCE FERNANDES, “Recursos no Processo Penal”, p. 269/270, item n. 176, 1996, RT), que o reexame dos fatos e das provas constitui tema estranho ao âmbito de atuação do recurso extraordinário (Súmula 279/STF), ainda que se cuide, como no caso, de matéria de índole penal. A mera análise do acórdão recorrido demonstra que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, no julgamento da apelação, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal ARE 1196478 AGR / RS disposto nos artigos 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV e 93, IX, da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 437.201-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Com efeito, o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional, circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo. Cumpre assinalar, ainda, no tocante às demais alegações, que não se revela cabível proceder, em sede recursal extraordinária, a indagações de caráter eminentemente probatório, especialmente quando se busca discutir elementos fáticos subjacentes à causa penal. No caso, a verificação da procedência, ou não, das alegações deduzidas pela parte recorrente implicará necessário reexame de fatos e de provas, o que não se admite na sede excepcional do apelo extremo. Essa pretensão sofre as restrições inerentes ao recurso extraordinário, em cujo âmbito não se reexaminam fatos e provas, circunstância essa que faz incidir, na espécie, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Não custa enfatizar, consoante adverte o magistério da doutrina (ADA PELLEGRINI GRINOVER, ANTONIO MAGALHÃES GOMES FILHO e ANTONIO SCARANCE FERNANDES, “Recursos no Processo Penal”, p. 269/270, item n. 176, 1996, RT), que o reexame dos fatos e das provas constitui tema estranho ao âmbito de atuação do recurso extraordinário (Súmula 279/STF), ainda que se cuide, como no caso, de matéria de índole penal. A mera análise do acórdão recorrido demonstra que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, no julgamento da apelação, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1196478 AGR / RS sustentou as suas conclusões em dispositivos de ordem meramente legal e em aspectos fático-probatórios: “Preliminarmente a defesa alega cerceamento de defesa em razão de o réu ter sido retirado da sala de audiências durante a oitiva das vítimas. Sem razão, contudo. O direito de o réu estar na sala de audiências, durante a instrução é relativo. Na espécie, como bem referido na douta sentença, a ausência do réu na sala de audiência foi devidamente justificada ante o compreensível temor das vítimas, sopesando inclusive a condição do réu de policial civil. Tal procedimento está previsto no art. 217 do CPP. Ademais, ficou consignado nos termos da audiência: ante a manifestação das vítimas que não desejavam depor na presença do acusado por temê-lo, em razão da função como policial, foi determinada a sua retirada da sala de audiências. De igual forma, não prospera a preliminar de ofensa ao princípio da identidade física do juiz. Inobstante a prova oral do presente feito ter sido produzida perante os Magistrados Luis Felipe Paim Fernandes e Geneci Ribeiro de Campos e a sentença proferida pela Magistrada Tatiana Gischkow Golbert, o fato é que o Dr. Luis Felipe Paim Fernandes era titular da 5ª Vara Criminal desta Comarca e se aposentou em 07.01.2015 (fls. 452/453), sendo ocupada a vaga pela Dra. Tatiana Gichkow Golbert, que prolatou a sentença em 11.01.2016. No tocante à Dra. Geneci Ribeiro de Campos, na condição de substituta do Dr. Luis Felipe, realizou algumas audiências (fls. 282/287v e 296/301v). ....................................................................................................... Além disso, em matéria processual prevalece o princípio ‘pas de nullité sans grief’, pelo qual não se declara nulidade sem efetiva ocorrência de prejuízo. ....................................................................................................... Ao contrário do que alega a defesa, há nos autos elementos suficientes para juízo condenatório. Materialidade delitiva demonstrada pelo boletim de ocorrência (fls. 06/11), autos de apreensão (fls. 12/15), autos de arrecadação 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal ARE 1196478 AGR / RS sustentou as suas conclusões em dispositivos de ordem meramente legal e em aspectos fático-probatórios: “Preliminarmente a defesa alega cerceamento de defesa em razão de o réu ter sido retirado da sala de audiências durante a oitiva das vítimas. Sem razão, contudo. O direito de o réu estar na sala de audiências, durante a instrução é relativo. Na espécie, como bem referido na douta sentença, a ausência do réu na sala de audiência foi devidamente justificada ante o compreensível temor das vítimas, sopesando inclusive a condição do réu de policial civil. Tal procedimento está previsto no art. 217 do CPP. Ademais, ficou consignado nos termos da audiência: ante a manifestação das vítimas que não desejavam depor na presença do acusado por temê-lo, em razão da função como policial, foi determinada a sua retirada da sala de audiências. De igual forma, não prospera a preliminar de ofensa ao princípio da identidade física do juiz. Inobstante a prova oral do presente feito ter sido produzida perante os Magistrados Luis Felipe Paim Fernandes e Geneci Ribeiro de Campos e a sentença proferida pela Magistrada Tatiana Gischkow Golbert, o fato é que o Dr. Luis Felipe Paim Fernandes era titular da 5ª Vara Criminal desta Comarca e se aposentou em 07.01.2015 (fls. 452/453), sendo ocupada a vaga pela Dra. Tatiana Gichkow Golbert, que prolatou a sentença em 11.01.2016. No tocante à Dra. Geneci Ribeiro de Campos, na condição de substituta do Dr. Luis Felipe, realizou algumas audiências (fls. 282/287v e 296/301v). ....................................................................................................... Além disso, em matéria processual prevalece o princípio ‘pas de nullité sans grief’, pelo qual não se declara nulidade sem efetiva ocorrência de prejuízo. ....................................................................................................... Ao contrário do que alega a defesa, há nos autos elementos suficientes para juízo condenatório. Materialidade delitiva demonstrada pelo boletim de ocorrência (fls. 06/11), autos de apreensão (fls. 12/15), autos de arrecadação 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1196478 AGR / RS (fls. 16 e 78/79), levantamento fotográfico (fls. 22/23), CD contendo imagens do local (fls. 46/48), e demais elementos coligidos ao feito. A autoria é certa. ....................................................................................................... Com efeito, o delito de concussão consiste em exigir vantagem indevida, direta ou indiretamente, no exercício da função pública e em razão dela, consumando-se no momento em que é feita a exigência. Da reconstituição probatória, extrai-se que o réu estava ‘alterado e um tanto desorientado’, fora de sua circunscrição, não tinha ordem superior para lá estar e muito menos tratava-se de situação de flagrância de tráfico, tanto que nenhuma substância entorpecente restou apreendida. Também se verifica que o réu, inadvertidamente, quando da abordagem, liberou um dos moradores para buscar ‘droga’: quando abordei, tinha quatro ou cinco suspeitos, comecei a perguntar das drogas, um deles disse que ia buscar a droga, eu falei para ele ir buscar e deixar a identidade comigo. Diante do exposto, por sua pertinência, transcrevo parte da sentença da douta Magistrada: não é plausível a alegação de que um policial realize uma abordagem sozinho, fora de sua área de atuação, sem qualquer determinação de um superior e ainda possibilite que um dos suspeito saia do local da abordagem a fim de buscar entorpecentes. A palavra da vítima ganha relevo probatório quando coerente com os demais elementos existentes nos autos, exatamente como no caso. As declarações prestadas pelas vítimas e testemunhas merecem credibilidade, vez que uníssonas, harmônicas e sem contradições nos pontos essenciais, confortadas pelo restante da prova. Os subsídios probatórios enfeixam-se à perfeição, apontando induvidosamente a autoria pelo réu que, valendo-se da condição de policial civil, exigiu drogas e dinheiro das vítimas visando a obtenção de vantagem indevida. Desta forma resta evidenciado o dolo na conduta do réu quando da exigência. Ademais, quando submetida a exame de corpo de delito, foi constatada a existência de vestígios de lesões corporais na vítima Everton, ratificando o que foi por ela relatado (fl. 232). 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal ARE 1196478 AGR / RS (fls. 16 e 78/79), levantamento fotográfico (fls. 22/23), CD contendo imagens do local (fls. 46/48), e demais elementos coligidos ao feito. A autoria é certa. ....................................................................................................... Com efeito, o delito de concussão consiste em exigir vantagem indevida, direta ou indiretamente, no exercício da função pública e em razão dela, consumando-se no momento em que é feita a exigência. Da reconstituição probatória, extrai-se que o réu estava ‘alterado e um tanto desorientado’, fora de sua circunscrição, não tinha ordem superior para lá estar e muito menos tratava-se de situação de flagrância de tráfico, tanto que nenhuma substância entorpecente restou apreendida. Também se verifica que o réu, inadvertidamente, quando da abordagem, liberou um dos moradores para buscar ‘droga’: quando abordei, tinha quatro ou cinco suspeitos, comecei a perguntar das drogas, um deles disse que ia buscar a droga, eu falei para ele ir buscar e deixar a identidade comigo. Diante do exposto, por sua pertinência, transcrevo parte da sentença da douta Magistrada: não é plausível a alegação de que um policial realize uma abordagem sozinho, fora de sua área de atuação, sem qualquer determinação de um superior e ainda possibilite que um dos suspeito saia do local da abordagem a fim de buscar entorpecentes. A palavra da vítima ganha relevo probatório quando coerente com os demais elementos existentes nos autos, exatamente como no caso. As declarações prestadas pelas vítimas e testemunhas merecem credibilidade, vez que uníssonas, harmônicas e sem contradições nos pontos essenciais, confortadas pelo restante da prova. Os subsídios probatórios enfeixam-se à perfeição, apontando induvidosamente a autoria pelo réu que, valendo-se da condição de policial civil, exigiu drogas e dinheiro das vítimas visando a obtenção de vantagem indevida. Desta forma resta evidenciado o dolo na conduta do réu quando da exigência. Ademais, quando submetida a exame de corpo de delito, foi constatada a existência de vestígios de lesões corporais na vítima Everton, ratificando o que foi por ela relatado (fl. 232). 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1196478 AGR / RS Outrossim, desimporta o fato de o réu não ter recebido o dinheiro ou a droga exigida, sendo o delito de concussão de natureza formal, consuma-se com a simples exigência da vantagem indevida. O recebimento, se houver, é apenas o exaurimento da conduta. Não há, pois, como desclassificar o delito de concussão para o de abuso de autoridade se a conduta praticada enquadra-se perfeitamente no tipo. Assim, impositiva a condenação, como bem posta.” Impõe-se registrar, finalmente, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe ao Poder Judiciário o dever de motivar suas decisões (CF, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628, v.g.) – não confere a tal prescrição constitucional o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não que a fundamentação seja correta na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente, a propósito do sentido que esta Corte tem dado à cláusula inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora agravante, como infere-se de diversos julgados (AI 529.105-AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – RE 327.143-AgR/ PE , Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.), notadamente daquele, emanado do Plenário do Supremo Tribunal 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal ARE 1196478 AGR / RS Outrossim, desimporta o fato de o réu não ter recebido o dinheiro ou a droga exigida, sendo o delito de concussão de natureza formal, consuma-se com a simples exigência da vantagem indevida. O recebimento, se houver, é apenas o exaurimento da conduta. Não há, pois, como desclassificar o delito de concussão para o de abuso de autoridade se a conduta praticada enquadra-se perfeitamente no tipo. Assim, impositiva a condenação, como bem posta.” Impõe-se registrar, finalmente, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe ao Poder Judiciário o dever de motivar suas decisões (CF, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628, v.g.) – não confere a tal prescrição constitucional o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não que a fundamentação seja correta na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente, a propósito do sentido que esta Corte tem dado à cláusula inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora agravante, como infere-se de diversos julgados (AI 529.105-AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – RE 327.143-AgR/ PE , Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.), notadamente daquele, emanado do Plenário do Supremo Tribunal 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1196478 AGR / RS Federal, em que se acolheu questão de ordem para reafirmar essa mesma jurisprudência no sentido que venho de expor: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida no apelo extremo pela parte recorrente revela-se processualmente inviável. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal ARE 1196478 AGR / RS Federal, em que se acolheu questão de ordem para reafirmar essa mesma jurisprudência no sentido que venho de expor: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida no apelo extremo pela parte recorrente revela-se processualmente inviável. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 17/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.478 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : RICARDO BANCOLINI ADV.(A/S) : NEREU LIMA (5315/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E42F-CBFE-009E-29AF e senha BC1C-30FB-4CE9-DBD3 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.478 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : RICARDO BANCOLINI ADV.(A/S) : NEREU LIMA (5315/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E42F-CBFE-009E-29AF e senha BC1C-30FB-4CE9-DBD3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750046623
2019-05-17T00:00:00
2019-06-07T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – MATÉRIA PENAL – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – TRANSGRESSÃO AO ART. 93, IX, DA CARTA MAGNA – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur405203
- Acórdão(s) citado(s): (RE, OFENSA INDIRETA, CONSTITUIÇÃO FEDERAL) RE 236333 (2ªT), AI 188762 AgR (2ªT), AI 437201 AgR (2ªT), AI 610626 AgR (2ªT), AI 687304 AgR (1ªT), RE 599512 AgR (2ªT), AI 701567 AgR (1ªT), AI 587873 AgR (2ªT), AI 618795 AgR (2ªT), AI 832987 AgR (2ªT), AI 748884 AgR (1ªT). (RE, OFENSA INDIRETA, DEVIDO PROCESSO LEGAL) AI 192995 AgR (2ªT), AI 215885 AgR (2ªT), AI 338090 AgR (2ªT), RE 257533 AgR (2ªT), AI 447774 AgR (2ªT), AI 427186 AgR (2ªT), RTJ 189/336. (RE, OFENSA INDIRETA, PRINCÍPIO DA LEGALIDADE) AI 192995 AgR (2ªT), AI 161396 AgR, AI 153310 AgR (1ªT), AI 338090 AgR (2ªT), AI 339607 AgR (2ªT), AI 143872 AgR (2ªT), RTJ 144/962, RTJ 189/336. (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) RE 140370 (1ªT), RE 327143 AgR (2ªT), AI 529105 AgR (2ªT), AI 637301 AgR (1ªT), AI 731527 AgR (2ªT), AI 791292 QO-RG, AI 838209 AgR (2ªT), AI 842316 AgR (1ªT), AI 840788 AgR (1ªT), AI 152586 AgR (1ªT) - RTJ 170/627. - Decisões monocráticas citadas: (RE, OFENSA INDIRETA, CONSTITUIÇÃO FEDERAL) AI 182811, AI 165054, AI 174473. Número de páginas: 13. Análise: 01/08/2019, AMS.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1196478
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00054 INC-00055 ART-00093 \n INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1196478 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RICARDO BANCOLINI ADV.(A/S) : NEREU LIMA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.478 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :RICARDO BANCOLINI ADV.(A/S) :NEREU LIMA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – MATÉRIA PENAL – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – TRANSGRESSÃO AO ART. 93, IX, DA CARTA MAGNA – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 10 a 16 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0413-117E-A452-B03C e senha 0C3A-BEAA-4159-B733 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Relatório 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.478 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :RICARDO BANCOLINI ADV.(A/S) :NEREU LIMA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 81BB-9E41-612E-FAFA e senha E35B-06A9-032C-C5A4 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.478 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :RICARDO BANCOLINI ADV.(A/S) :NEREU LIMA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 81BB-9E41-612E-FAFA e senha E35B-06A9-032C-C5A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.478 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora impugnada, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto por Ricardo Bancolini contra acórdão que, complementado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, está assim ementado: “APELAÇÃO. DELITO DE CONCUSSÃO. MATERIALIDADE E AUTORIA DEMONSTRADAS. DOLO EVIDENCIADO. CONDENAÇÃO MANTIDA. Exigência de vantagem indevida no exercício da função pública e em razão dela. Delito de natureza formal que se consuma com a simples exigência da vantagem indevida, sendo o recebimento, se houver, mero exaurimento da conduta. Condenação mantida. Pena alterada. Apelo parcialmente provido, à unanimidade. Afastada a perda da função pública, por maioria.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.478 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora impugnada, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto por Ricardo Bancolini contra acórdão que, complementado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, está assim ementado: “APELAÇÃO. DELITO DE CONCUSSÃO. MATERIALIDADE E AUTORIA DEMONSTRADAS. DOLO EVIDENCIADO. CONDENAÇÃO MANTIDA. Exigência de vantagem indevida no exercício da função pública e em razão dela. Delito de natureza formal que se consuma com a simples exigência da vantagem indevida, sendo o recebimento, se houver, mero exaurimento da conduta. Condenação mantida. Pena alterada. Apelo parcialmente provido, à unanimidade. Afastada a perda da função pública, por maioria.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1196478 AGR / RS A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. O exame da presente causa evidencia que o recurso extraordinário não se revela viável. Cumpre ressaltar, desde logo, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que também não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762-AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – AI 587.873-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU – AI 610.626-AgR/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – AI 618.795-AgR/RS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 687.304- -AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 701.567-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 748.884-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 832.987- -AgR/DF, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Recurso Extraordinário 236.333/DF, Red. p/ o acórdão Min. NELSON JOBIM – Recurso Extraordinário 599.512-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.). Cabe assinalar, ainda, a propósito da alegada violação ao art. 5..., incisos LIV e LV, da Constituição, que a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal ARE 1196478 AGR / RS A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. O exame da presente causa evidencia que o recurso extraordinário não se revela viável. Cumpre ressaltar, desde logo, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que também não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762-AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – AI 587.873-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU – AI 610.626-AgR/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – AI 618.795-AgR/RS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 687.304- -AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 701.567-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 748.884-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 832.987- -AgR/DF, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Recurso Extraordinário 236.333/DF, Red. p/ o acórdão Min. NELSON JOBIM – Recurso Extraordinário 599.512-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.). Cabe assinalar, ainda, a propósito da alegada violação ao art. 5..., incisos LIV e LV, da Constituição, que a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1196478 AGR / RS a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – Constituição Federal de 1988, art. 5..., LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 257.533-AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “’DUE PROCESS OF LAW’ E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. – A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5... da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal ARE 1196478 AGR / RS a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – Constituição Federal de 1988, art. 5..., LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 257.533-AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “’DUE PROCESS OF LAW’ E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. – A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5... da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1196478 AGR / RS Nem se alegue, neste ponto, que a suposta transgressão ao ordenamento legal – derivada da interpretação que lhe deu o Tribunal “a quo” – teria importado em desrespeito ao princípio constitucional da legalidade. Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o procedimento hermenêutico do Tribunal inferior – quando examina o quadro normativo positivado pelo Estado e dele extrai a interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os elementos necessários à exata composição da lide – não transgride, diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO). É por essa razão – ausência de conflito imediato com o texto da Constituição – que a jurisprudência desta Corte vem enfatizando que “A boa ou má interpretação de norma infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color de ofensa ao princípio da legalidade (Constituição Federal de 1988, art. 5..., II)” (RTJ 144/962, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei): “A alegação de ofensa ao princípio da legalidade, inscrito no art. 5..., II, da Constituição da República, não autoriza, só por si, o acesso à via recursal extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar indispensável, para efeito de sua constatação, o exame prévio do ordenamento positivo de caráter infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera transgressão indireta ao texto da Carta Política. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal ARE 1196478 AGR / RS Nem se alegue, neste ponto, que a suposta transgressão ao ordenamento legal – derivada da interpretação que lhe deu o Tribunal “a quo” – teria importado em desrespeito ao princípio constitucional da legalidade. Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o procedimento hermenêutico do Tribunal inferior – quando examina o quadro normativo positivado pelo Estado e dele extrai a interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os elementos necessários à exata composição da lide – não transgride, diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO). É por essa razão – ausência de conflito imediato com o texto da Constituição – que a jurisprudência desta Corte vem enfatizando que “A boa ou má interpretação de norma infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color de ofensa ao princípio da legalidade (Constituição Federal de 1988, art. 5..., II)” (RTJ 144/962, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei): “A alegação de ofensa ao princípio da legalidade, inscrito no art. 5..., II, da Constituição da República, não autoriza, só por si, o acesso à via recursal extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar indispensável, para efeito de sua constatação, o exame prévio do ordenamento positivo de caráter infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera transgressão indireta ao texto da Carta Política. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1196478 AGR / RS Federal, por má interpretação de normas infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais (...).” (AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) Não foi por outro motivo que o eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário, assim se pronunciou: “A alegação de ofensa ao artigo 5..., II, da Constituição, por implicar o exame prévio da legislação infraconstitucional, é alegação de infringência indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário.” (AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) Cumpre acentuar, por relevante, que essa orientação acha-se presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte conteúdo: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (grifei) Desse modo, considerados os aspectos que venho de referir, o fato é que a postulação recursal, no ponto, encontra obstáculo de ordem técnica na jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal, consoante resulta claro de decisão, que, emanada desta Corte, reflete, com absoluta fidelidade, o entendimento jurisprudencial prevalecente no âmbito do Tribunal: “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal ARE 1196478 AGR / RS Federal, por má interpretação de normas infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais (...).” (AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) Não foi por outro motivo que o eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário, assim se pronunciou: “A alegação de ofensa ao artigo 5..., II, da Constituição, por implicar o exame prévio da legislação infraconstitucional, é alegação de infringência indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário.” (AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) Cumpre acentuar, por relevante, que essa orientação acha-se presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte conteúdo: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (grifei) Desse modo, considerados os aspectos que venho de referir, o fato é que a postulação recursal, no ponto, encontra obstáculo de ordem técnica na jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal, consoante resulta claro de decisão, que, emanada desta Corte, reflete, com absoluta fidelidade, o entendimento jurisprudencial prevalecente no âmbito do Tribunal: “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1196478 AGR / RS disposto nos artigos 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV e 93, IX, da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 437.201-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Com efeito, o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional, circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo. Cumpre assinalar, ainda, no tocante às demais alegações, que não se revela cabível proceder, em sede recursal extraordinária, a indagações de caráter eminentemente probatório, especialmente quando se busca discutir elementos fáticos subjacentes à causa penal. No caso, a verificação da procedência, ou não, das alegações deduzidas pela parte recorrente implicará necessário reexame de fatos e de provas, o que não se admite na sede excepcional do apelo extremo. Essa pretensão sofre as restrições inerentes ao recurso extraordinário, em cujo âmbito não se reexaminam fatos e provas, circunstância essa que faz incidir, na espécie, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Não custa enfatizar, consoante adverte o magistério da doutrina (ADA PELLEGRINI GRINOVER, ANTONIO MAGALHÃES GOMES FILHO e ANTONIO SCARANCE FERNANDES, “Recursos no Processo Penal”, p. 269/270, item n. 176, 1996, RT), que o reexame dos fatos e das provas constitui tema estranho ao âmbito de atuação do recurso extraordinário (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), ainda que se cuide, como no caso, de matéria de índole penal. A mera análise do acórdão recorrido demonstra que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, no julgamento da apelação, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal ARE 1196478 AGR / RS disposto nos artigos 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV e 93, IX, da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 437.201-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Com efeito, o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional, circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo. Cumpre assinalar, ainda, no tocante às demais alegações, que não se revela cabível proceder, em sede recursal extraordinária, a indagações de caráter eminentemente probatório, especialmente quando se busca discutir elementos fáticos subjacentes à causa penal. No caso, a verificação da procedência, ou não, das alegações deduzidas pela parte recorrente implicará necessário reexame de fatos e de provas, o que não se admite na sede excepcional do apelo extremo. Essa pretensão sofre as restrições inerentes ao recurso extraordinário, em cujo âmbito não se reexaminam fatos e provas, circunstância essa que faz incidir, na espécie, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Não custa enfatizar, consoante adverte o magistério da doutrina (ADA PELLEGRINI GRINOVER, ANTONIO MAGALHÃES GOMES FILHO e ANTONIO SCARANCE FERNANDES, “Recursos no Processo Penal”, p. 269/270, item n. 176, 1996, RT), que o reexame dos fatos e das provas constitui tema estranho ao âmbito de atuação do recurso extraordinário (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), ainda que se cuide, como no caso, de matéria de índole penal. A mera análise do acórdão recorrido demonstra que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, no julgamento da apelação, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1196478 AGR / RS sustentou as suas conclusões em dispositivos de ordem meramente legal e em aspectos fático-probatórios: “Preliminarmente a defesa alega cerceamento de defesa em razão de o réu ter sido retirado da sala de audiências durante a oitiva das vítimas. Sem razão, contudo. O direito de o réu estar na sala de audiências, durante a instrução é relativo. Na espécie, como bem referido na douta sentença, a ausência do réu na sala de audiência foi devidamente justificada ante o compreensível temor das vítimas, sopesando inclusive a condição do réu de policial civil. Tal procedimento está previsto no art. 217 do CPP. Ademais, ficou consignado nos termos da audiência: ante a manifestação das vítimas que não desejavam depor na presença do acusado por temê-lo, em razão da função como policial, foi determinada a sua retirada da sala de audiências. De igual forma, não prospera a preliminar de ofensa ao princípio da identidade física do juiz. Inobstante a prova oral do presente feito ter sido produzida perante os Magistrados Luis Felipe Paim Fernandes e Geneci Ribeiro de Campos e a sentença proferida pela Magistrada Tatiana Gischkow Golbert, o fato é que o Dr. Luis Felipe Paim Fernandes era titular da 5... Vara Criminal desta Comarca e se aposentou em 07.01.2015 (fls. 452/453), sendo ocupada a vaga pela Dra. Tatiana Gichkow Golbert, que prolatou a sentença em 11.01.2016. No tocante à Dra. Geneci Ribeiro de Campos, na condição de substituta do Dr. Luis Felipe, realizou algumas audiências (fls. 282/287v e 296/301v). ....................................................................................................... Além disso, em matéria processual prevalece o princípio ‘pas de nullité sans grief’, pelo qual não se declara nulidade sem efetiva ocorrência de prejuízo. ....................................................................................................... Ao contrário do que alega a defesa, há nos autos elementos suficientes para juízo condenatório. Materialidade delitiva demonstrada pelo boletim de ocorrência (fls. 06/11), autos de apreensão (fls. 12/15), autos de arrecadação 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal ARE 1196478 AGR / RS sustentou as suas conclusões em dispositivos de ordem meramente legal e em aspectos fático-probatórios: “Preliminarmente a defesa alega cerceamento de defesa em razão de o réu ter sido retirado da sala de audiências durante a oitiva das vítimas. Sem razão, contudo. O direito de o réu estar na sala de audiências, durante a instrução é relativo. Na espécie, como bem referido na douta sentença, a ausência do réu na sala de audiência foi devidamente justificada ante o compreensível temor das vítimas, sopesando inclusive a condição do réu de policial civil. Tal procedimento está previsto no art. 217 do CPP. Ademais, ficou consignado nos termos da audiência: ante a manifestação das vítimas que não desejavam depor na presença do acusado por temê-lo, em razão da função como policial, foi determinada a sua retirada da sala de audiências. De igual forma, não prospera a preliminar de ofensa ao princípio da identidade física do juiz. Inobstante a prova oral do presente feito ter sido produzida perante os Magistrados Luis Felipe Paim Fernandes e Geneci Ribeiro de Campos e a sentença proferida pela Magistrada Tatiana Gischkow Golbert, o fato é que o Dr. Luis Felipe Paim Fernandes era titular da 5... Vara Criminal desta Comarca e se aposentou em 07.01.2015 (fls. 452/453), sendo ocupada a vaga pela Dra. Tatiana Gichkow Golbert, que prolatou a sentença em 11.01.2016. No tocante à Dra. Geneci Ribeiro de Campos, na condição de substituta do Dr. Luis Felipe, realizou algumas audiências (fls. 282/287v e 296/301v). ....................................................................................................... Além disso, em matéria processual prevalece o princípio ‘pas de nullité sans grief’, pelo qual não se declara nulidade sem efetiva ocorrência de prejuízo. ....................................................................................................... Ao contrário do que alega a defesa, há nos autos elementos suficientes para juízo condenatório. Materialidade delitiva demonstrada pelo boletim de ocorrência (fls. 06/11), autos de apreensão (fls. 12/15), autos de arrecadação 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1196478 AGR / RS (fls. 16 e 78/79), levantamento fotográfico (fls. 22/23), CD contendo imagens do local (fls. 46/48), e demais elementos coligidos ao feito. A autoria é certa. ....................................................................................................... Com efeito, o delito de concussão consiste em exigir vantagem indevida, direta ou indiretamente, no exercício da função pública e em razão dela, consumando-se no momento em que é feita a exigência. Da reconstituição probatória, extrai-se que o réu estava ‘alterado e um tanto desorientado’, fora de sua circunscrição, não tinha ordem superior para lá estar e muito menos tratava-se de situação de flagrância de tráfico, tanto que nenhuma substância entorpecente restou apreendida. Também se verifica que o réu, inadvertidamente, quando da abordagem, liberou um dos moradores para buscar ‘droga’: quando abordei, tinha quatro ou cinco suspeitos, comecei a perguntar das drogas, um deles disse que ia buscar a droga, eu falei para ele ir buscar e deixar a identidade comigo. Diante do exposto, por sua pertinência, transcrevo parte da sentença da douta Magistrada: não é plausível a alegação de que um policial realize uma abordagem sozinho, fora de sua área de atuação, sem qualquer determinação de um superior e ainda possibilite que um dos suspeito saia do local da abordagem a fim de buscar entorpecentes. A palavra da vítima ganha relevo probatório quando coerente com os demais elementos existentes nos autos, exatamente como no caso. As declarações prestadas pelas vítimas e testemunhas merecem credibilidade, vez que uníssonas, harmônicas e sem contradições nos pontos essenciais, confortadas pelo restante da prova. Os subsídios probatórios enfeixam-se à perfeição, apontando induvidosamente a autoria pelo réu que, valendo-se da condição de policial civil, exigiu drogas e dinheiro das vítimas visando a obtenção de vantagem indevida. Desta forma resta evidenciado o dolo na conduta do réu quando da exigência. Ademais, quando submetida a exame de corpo de delito, foi constatada a existência de vestígios de lesões corporais na vítima Everton, ratificando o que foi por ela relatado (fl. 232). 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal ARE 1196478 AGR / RS (fls. 16 e 78/79), levantamento fotográfico (fls. 22/23), CD contendo imagens do local (fls. 46/48), e demais elementos coligidos ao feito. A autoria é certa. ....................................................................................................... Com efeito, o delito de concussão consiste em exigir vantagem indevida, direta ou indiretamente, no exercício da função pública e em razão dela, consumando-se no momento em que é feita a exigência. Da reconstituição probatória, extrai-se que o réu estava ‘alterado e um tanto desorientado’, fora de sua circunscrição, não tinha ordem superior para lá estar e muito menos tratava-se de situação de flagrância de tráfico, tanto que nenhuma substância entorpecente restou apreendida. Também se verifica que o réu, inadvertidamente, quando da abordagem, liberou um dos moradores para buscar ‘droga’: quando abordei, tinha quatro ou cinco suspeitos, comecei a perguntar das drogas, um deles disse que ia buscar a droga, eu falei para ele ir buscar e deixar a identidade comigo. Diante do exposto, por sua pertinência, transcrevo parte da sentença da douta Magistrada: não é plausível a alegação de que um policial realize uma abordagem sozinho, fora de sua área de atuação, sem qualquer determinação de um superior e ainda possibilite que um dos suspeito saia do local da abordagem a fim de buscar entorpecentes. A palavra da vítima ganha relevo probatório quando coerente com os demais elementos existentes nos autos, exatamente como no caso. As declarações prestadas pelas vítimas e testemunhas merecem credibilidade, vez que uníssonas, harmônicas e sem contradições nos pontos essenciais, confortadas pelo restante da prova. Os subsídios probatórios enfeixam-se à perfeição, apontando induvidosamente a autoria pelo réu que, valendo-se da condição de policial civil, exigiu drogas e dinheiro das vítimas visando a obtenção de vantagem indevida. Desta forma resta evidenciado o dolo na conduta do réu quando da exigência. Ademais, quando submetida a exame de corpo de delito, foi constatada a existência de vestígios de lesões corporais na vítima Everton, ratificando o que foi por ela relatado (fl. 232). 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1196478 AGR / RS Outrossim, desimporta o fato de o réu não ter recebido o dinheiro ou a droga exigida, sendo o delito de concussão de natureza formal, consuma-se com a simples exigência da vantagem indevida. O recebimento, se houver, é apenas o exaurimento da conduta. Não há, pois, como desclassificar o delito de concussão para o de abuso de autoridade se a conduta praticada enquadra-se perfeitamente no tipo. Assim, impositiva a condenação, como bem posta.” Impõe-se registrar, finalmente, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe ao Poder Judiciário o dever de motivar suas decisões (Constituição Federal de 1988, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628, v.g.) – não confere a tal prescrição constitucional o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não que a fundamentação seja correta na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente, a propósito do sentido que esta Corte tem dado à cláusula inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora agravante, como infere-se de diversos julgados (AI 529.105-AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – Recurso Extraordinário 327.143-AgR/ PE , Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.), notadamente daquele, emanado do Plenário do Supremo Tribunal 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal ARE 1196478 AGR / RS Outrossim, desimporta o fato de o réu não ter recebido o dinheiro ou a droga exigida, sendo o delito de concussão de natureza formal, consuma-se com a simples exigência da vantagem indevida. O recebimento, se houver, é apenas o exaurimento da conduta. Não há, pois, como desclassificar o delito de concussão para o de abuso de autoridade se a conduta praticada enquadra-se perfeitamente no tipo. Assim, impositiva a condenação, como bem posta.” Impõe-se registrar, finalmente, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe ao Poder Judiciário o dever de motivar suas decisões (Constituição Federal de 1988, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628, v.g.) – não confere a tal prescrição constitucional o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não que a fundamentação seja correta na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente, a propósito do sentido que esta Corte tem dado à cláusula inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora agravante, como infere-se de diversos julgados (AI 529.105-AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – Recurso Extraordinário 327.143-AgR/ PE , Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.), notadamente daquele, emanado do Plenário do Supremo Tribunal 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1196478 AGR / RS Federal, em que se acolheu questão de ordem para reafirmar essa mesma jurisprudência no sentido que venho de expor: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida no apelo extremo pela parte recorrente revela-se processualmente inviável. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Supremo Tribunal Federal ARE 1196478 AGR / RS Federal, em que se acolheu questão de ordem para reafirmar essa mesma jurisprudência no sentido que venho de expor: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida no apelo extremo pela parte recorrente revela-se processualmente inviável. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D626-3A12-278B-6803 e senha 89D2-1D90-7C1B-B10B Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 17/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.478 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : RICARDO BANCOLINI ADV.(A/S) : NEREU LIMA (5315/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E42F-CBFE-009E-29AF e senha BC1C-30FB-4CE9-DBD3 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.478 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : RICARDO BANCOLINI ADV.(A/S) : NEREU LIMA (5315/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E42F-CBFE-009E-29AF e senha BC1C-30FB-4CE9-DBD3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 196 . 478", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 196 . 478", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "AI 165 . 054 / SP", "AI 174 . 473 / MG", "AI 182 . 811 / SP", "AI 188 . 762 - AgR / PR", "AI 587 . 873 - AgR / RS", "AI 610 . 626 - AgR / RJ", "AI 618 . 795 - AgR / RS", "AI 687 . 304 - - AgR / PR", "AI 701 . 567 - AgR / SP", "AI 748 . 884 - AgR / SP", "AI 832 . 987 - - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 236 . 333 / DF", "Recurso Extraordinário 599 . 512 - AgR / SC", "AI 165 . 054 / SP", "AI 174 . 473 / MG", "AI 182 . 811 / SP", "AI 188 . 762 - AgR / PR", "AI 587 . 873 - AgR / RS", "AI 610 . 626 - AgR / RJ", "AI 618 . 795 - AgR / RS", "AI 687 . 304 - - AgR / PR", "AI 701 . 567 - AgR / SP", "AI 748 . 884 - AgR / SP", "AI 832 . 987 - - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 236 . 333 / DF", "Recurso Extraordinário 599 . 512 - AgR / SC", "ARE 1196478 AGR", "AI 192 . 995 - AgR / PE", "AI 215 . 885 - AgR / SP", "AI 414 . 167 / RS", "Recurso Extraordinário 257 . 533 - 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2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LV", "incisos LIV e LV do artigo 5 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . ,", "incisos LIV e LV do artigo 5 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , II", "art . 5 . . . , II , da Constituição da República", "Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , II", "art . 5 . . . , II , da Constituição da República", "Carta Política", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , II , da Constituição", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , II , da Constituição", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Vara Criminal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ARE", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal 9", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal 9", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "RICARDO BANCOLINI", "NEREU LIMA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RICARDO BANCOLINI", "NEREU LIMA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RICARDO BANCOLINI", "NEREU LIMA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Ricardo Bancolini", "CELSO DE MELLO", "Ricardo Bancolini", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "EROS GRAU", "CEZAR PELUSO", "JOAQUIM BARBOSA", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "ELLEN GRACIE", "NELSON JOBIM", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "EROS GRAU", "CEZAR PELUSO", "JOAQUIM BARBOSA", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "ELLEN GRACIE", "NELSON JOBIM", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "MOREIRA ALVES", "CEZAR PELUSO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "ELLEN GRACIE", "CARLOS VELLOSO", "MOREIRA ALVES", "CEZAR PELUSO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "ELLEN GRACIE", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "MOREIRA ALVES", "MOREIRA ALVES", "SYDNEY SANCHES", "MOREIRA ALVES", "MOREIRA ALVES", "CELSO DE MELLO", "ELLEN GRACIE", "ADA PELLEGRINI GRINOVER", "ANTONIO MAGALHÃES GOMES FILHO", "ANTONIO SCARANCE FERNANDES", "ELLEN GRACIE", "ADA PELLEGRINI GRINOVER", "ANTONIO MAGALHÃES GOMES FILHO", "ANTONIO SCARANCE FERNANDES", "CELSO DE MELLO ARE", "Luis Felipe Paim Fernandes", "Geneci Ribeiro de Campos", "Tatiana Gischkow Golbert", "Luis Felipe Paim Fernandes", "Tatiana Gichkow Golbert", "Geneci Ribeiro de Campos", "Luis Felipe", "Luis Felipe Paim Fernandes", "Geneci Ribeiro de Campos", "Tatiana Gischkow Golbert", "Luis Felipe Paim Fernandes", "Tatiana Gichkow Golbert", "Geneci Ribeiro de Campos", "Luis Felipe", "CELSO DE MELLO", "Everton", "Everton", "CELSO DE MELLO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "JOAQUIM BARBOSA", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "CARLOS VELLOSO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "JOAQUIM BARBOSA", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "RICARDO BANCOLINI", "NEREU LIMA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "RICARDO BANCOLINI", "NEREU LIMA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "17", "/", "05", "/", "2019", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "01", ".", "2015", "11", ".", "01", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "01", ".", "2015", "11", ".", "01", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "10", ".", "5", ".", "2019", "16", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "5", ".", "2019", "16", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.633 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :GOLFO BRASIL PETROLEO LTDA ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS AVILA JUNIOR AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 52B5-4FE8-BA8D-2325 e senha CA96-DF06-227B-E279 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.633 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :GOLFO BRASIL PETROLEO LTDA ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS AVILA JUNIOR AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 9 de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL – IMPROPRIEDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Observem as premissas do acórdão impugnado. Em momento algum, foi adotado entendimento a partir de texto constitucional. A par disso, a recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B988-2E8D-A4FD-1036 e senha 7B2B-B029-753A-2B18 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.633 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :GOLFO BRASIL PETROLEO LTDA ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS AVILA JUNIOR AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 9 de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL – IMPROPRIEDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Observem as premissas do acórdão impugnado. Em momento algum, foi adotado entendimento a partir de texto constitucional. A par disso, a recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B988-2E8D-A4FD-1036 e senha 7B2B-B029-753A-2B18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1133633 AGR / SP Colho da decisão recorrida os seguintes fundamentos: No mérito, trata-se de ação declaratória de existência de vínculo jurídico, proposta pela Golfo Brasil Petróleo Ltda. em face do Estado de São Paulo, para o fim de condená-lo a proceder à inscrição estadual da empresa no Cadastro de Contribuintes do ICMS. Consta dos autos que foi indeferido o pedido de abertura de inscrição de estabelecimento no Estado de São Paulo, para exercer atividade de fabricação de produtos do refino do petróleo, ao argumento de que a empresa requerente seria responsável por débitos inscritos em dívida ativa em montante superior ao seu capital social, ferindo o disposto no art. 13, inciso IX, da Portaria CAT 02/2011, bem como a empresa requerente e sua sócia Roxane Arlezze Luppi de Oliveira apresentariam antecedentes fiscais desabonadores, ferindo o art. 13, inciso X, do mesmo diploma normativo. […] A Lei Estadual nº 6.374/89, que dispôs sobre o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação, prelecionou em seu “Capítulo V” o seguinte: […] Na mesma linha, o RICMS (Decreto Estadual nº 45.490/2000), dispôs em seus arts. 21 e 243 sobre a possibilidade de cassação da eficácia da inscrição estadual, “nos termos de disciplina estabelecida pela Secretaria da Fazenda”. Tal disciplina foi concretizada com a edição da Portaria CAT nº 02, de 12 de janeiro de 2011, dedicada a regulamentar “concessão, alteração e cassação de inscrição no Cadastro de Contribuintes do ICMS de estabelecimento do setor de combustíveis”, sendo que o art. 13 do aludido ato normativo estabeleceu as hipóteses de indeferimento 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B988-2E8D-A4FD-1036 e senha 7B2B-B029-753A-2B18 Supremo Tribunal Federal ARE 1133633 AGR / SP Colho da decisão recorrida os seguintes fundamentos: No mérito, trata-se de ação declaratória de existência de vínculo jurídico, proposta pela Golfo Brasil Petróleo Ltda. em face do Estado de São Paulo, para o fim de condená-lo a proceder à inscrição estadual da empresa no Cadastro de Contribuintes do ICMS. Consta dos autos que foi indeferido o pedido de abertura de inscrição de estabelecimento no Estado de São Paulo, para exercer atividade de fabricação de produtos do refino do petróleo, ao argumento de que a empresa requerente seria responsável por débitos inscritos em dívida ativa em montante superior ao seu capital social, ferindo o disposto no art. 13, inciso IX, da Portaria CAT 02/2011, bem como a empresa requerente e sua sócia Roxane Arlezze Luppi de Oliveira apresentariam antecedentes fiscais desabonadores, ferindo o art. 13, inciso X, do mesmo diploma normativo. […] A Lei Estadual nº 6.374/89, que dispôs sobre o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação, prelecionou em seu “Capítulo V” o seguinte: […] Na mesma linha, o RICMS (Decreto Estadual nº 45.490/2000), dispôs em seus arts. 21 e 243 sobre a possibilidade de cassação da eficácia da inscrição estadual, “nos termos de disciplina estabelecida pela Secretaria da Fazenda”. Tal disciplina foi concretizada com a edição da Portaria CAT nº 02, de 12 de janeiro de 2011, dedicada a regulamentar “concessão, alteração e cassação de inscrição no Cadastro de Contribuintes do ICMS de estabelecimento do setor de combustíveis”, sendo que o art. 13 do aludido ato normativo estabeleceu as hipóteses de indeferimento 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B988-2E8D-A4FD-1036 e senha 7B2B-B029-753A-2B18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1133633 AGR / SP da inscrição estadual, cuidando o presente caso especificamente dos incisos IX e X, in verbis: […] In casu, há evidências de que a empresa e a sócia não ostentam patrimônio idôneo e capacidade financeira para desenvolvimento da atividade que sabidamente exige vultoso aporte de capital, honrando os débitos tributários decorrentes do ofício. Demais, a documentação amealhada aos autos não elidiu as presunções de legalidade e veracidade que recaem sobre o ato administrativo. Em acréscimo às bem lançadas razões expostas pelo Des. Paulo Barcellos Gatti, cumpre anotar que o comércio realizado por empresas que optam por não honrar com o pagamento de débitos tributários constitui, em verdade, concorrência desleal com aquelas que efetuam regularmente o seu pagamento, já que o expediente permite a prática de preços mais vantajosos no mercado. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, a partir de quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. À toda evidência, o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter ao Supremo controvérsia que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, reiterando os fundamentos do extraordinário, sustenta não pretender discutir matéria fática. Afirma cingir-se a discussão à 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B988-2E8D-A4FD-1036 e senha 7B2B-B029-753A-2B18 Supremo Tribunal Federal ARE 1133633 AGR / SP da inscrição estadual, cuidando o presente caso especificamente dos incisos IX e X, in verbis: […] In casu, há evidências de que a empresa e a sócia não ostentam patrimônio idôneo e capacidade financeira para desenvolvimento da atividade que sabidamente exige vultoso aporte de capital, honrando os débitos tributários decorrentes do ofício. Demais, a documentação amealhada aos autos não elidiu as presunções de legalidade e veracidade que recaem sobre o ato administrativo. Em acréscimo às bem lançadas razões expostas pelo Des. Paulo Barcellos Gatti, cumpre anotar que o comércio realizado por empresas que optam por não honrar com o pagamento de débitos tributários constitui, em verdade, concorrência desleal com aquelas que efetuam regularmente o seu pagamento, já que o expediente permite a prática de preços mais vantajosos no mercado. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, a partir de quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. À toda evidência, o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter ao Supremo controvérsia que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, reiterando os fundamentos do extraordinário, sustenta não pretender discutir matéria fática. Afirma cingir-se a discussão à 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B988-2E8D-A4FD-1036 e senha 7B2B-B029-753A-2B18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 1133633 AGR / SP legalidade da limitação nas atividades do contribuinte pela existência de débito fiscal. Frisa estar em jogo os verbetes nº 70, 323 e 547 da Súmula do Supremo. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta – certidão de 12 de fevereiro de 2019. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B988-2E8D-A4FD-1036 e senha 7B2B-B029-753A-2B18 Supremo Tribunal Federal ARE 1133633 AGR / SP legalidade da limitação nas atividades do contribuinte pela existência de débito fiscal. Frisa estar em jogo os verbetes nº 70, 323 e 547 da Súmula do Supremo. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta – certidão de 12 de fevereiro de 2019. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B988-2E8D-A4FD-1036 e senha 7B2B-B029-753A-2B18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.633 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Rememorem o decidido. Transcrevo a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal de origem: APELAÇÃO. Cerceamento de defesa. Inocorrência. Pretensão de comercialização de combustível. Indeferimento da inscrição estadual pela Administração Pública, sob os argumentos da existência em nome da empresa de débitos inscritos em dívida ativa em montante superior ao seu capital social, bem como verificação de antecedentes fiscais desabonadores em desfavor da empresa da sócia. Inteligência do art. 13, incisos IX e X, da Portaria CAT 02/2011. Constitucionalidade, legalidade e legitimidade do ato da autoridade. Sentença denegatória da segurança. Manutenção. Recurso não provido. Ao contrário do alegado, a controvérsia foi dirimida observado o contexto fático do processo. O Colegiado assentou alcançarem os débitos fiscais montantes superiores ao patrimônio da agravante. Concluir de forma diversa decorreria do reexame do acervo probatório e da análise da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados,justificando a fixação de multa. Confiram trecho do artigo "O Judiciário e a Litigância de Má-fé", por mim outrora publicado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0B9-DDC9-86D8-B9D3 e senha EC6F-99B5-750B-A01A Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.633 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Rememorem o decidido. Transcrevo a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal de origem: APELAÇÃO. Cerceamento de defesa. Inocorrência. Pretensão de comercialização de combustível. Indeferimento da inscrição estadual pela Administração Pública, sob os argumentos da existência em nome da empresa de débitos inscritos em dívida ativa em montante superior ao seu capital social, bem como verificação de antecedentes fiscais desabonadores em desfavor da empresa da sócia. Inteligência do art. 13, incisos IX e X, da Portaria CAT 02/2011. Constitucionalidade, legalidade e legitimidade do ato da autoridade. Sentença denegatória da segurança. Manutenção. Recurso não provido. Ao contrário do alegado, a controvérsia foi dirimida observado o contexto fático do processo. O Colegiado assentou alcançarem os débitos fiscais montantes superiores ao patrimônio da agravante. Concluir de forma diversa decorreria do reexame do acervo probatório e da análise da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados,justificando a fixação de multa. Confiram trecho do artigo "O Judiciário e a Litigância de Má-fé", por mim outrora publicado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0B9-DDC9-86D8-B9D3 e senha EC6F-99B5-750B-A01A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1133633 AGR / SP Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0B9-DDC9-86D8-B9D3 e senha EC6F-99B5-750B-A01A Supremo Tribunal Federal ARE 1133633 AGR / SP Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0B9-DDC9-86D8-B9D3 e senha EC6F-99B5-750B-A01A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.633 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : GOLFO BRASIL PETROLEO LTDA ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS AVILA JUNIOR (42355/PR, 34857/SC, 326080/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 356E-A133-18D8-8545 e senha FAF6-7EF2-9EA4-8446 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.633 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : GOLFO BRASIL PETROLEO LTDA ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS AVILA JUNIOR (42355/PR, 34857/SC, 326080/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 356E-A133-18D8-8545 e senha FAF6-7EF2-9EA4-8446 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750049465
2019-03-12T00:00:00
2019-06-07T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.
sjur405239
Número de páginas: 8. Análise: 09/07/2019, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1133633
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1133633 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : GOLFO BRASIL PETROLEO LTDA ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS AVILA JUNIOR AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.633 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :GOLFO BRASIL PETROLEO LTDA ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS AVILA JUNIOR AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 52B5-4FE8-BA8D-2325 e senha CA96-DF06-227B-E279 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.633 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :GOLFO BRASIL PETROLEO LTDA ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS AVILA JUNIOR AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 9 de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL – IMPROPRIEDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Observem as premissas do acórdão impugnado. Em momento algum, foi adotado entendimento a partir de texto constitucional. A par disso, a recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B988-2E8D-A4FD-1036 e senha 7B2B-B029-753A-2B18 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.633 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :GOLFO BRASIL PETROLEO LTDA ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS AVILA JUNIOR AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 9 de outubro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL – IMPROPRIEDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Observem as premissas do acórdão impugnado. Em momento algum, foi adotado entendimento a partir de texto constitucional. A par disso, a recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, procedida, na maioria das vezes, mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional a partir da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem. A jurisprudência é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B988-2E8D-A4FD-1036 e senha 7B2B-B029-753A-2B18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1133633 AGR / SP Colho da decisão recorrida os seguintes fundamentos: No mérito, trata-se de ação declaratória de existência de vínculo jurídico, proposta pela Golfo Brasil Petróleo Ltda. em face do Estado de São Paulo, para o fim de condená-lo a proceder à inscrição estadual da empresa no Cadastro de Contribuintes do ICMS. Consta dos autos que foi indeferido o pedido de abertura de inscrição de estabelecimento no Estado de São Paulo, para exercer atividade de fabricação de produtos do refino do petróleo, ao argumento de que a empresa requerente seria responsável por débitos inscritos em dívida ativa em montante superior ao seu capital social, ferindo o disposto no art. 13, inciso IX, da Portaria CAT 02/2011, bem como a empresa requerente e sua sócia Roxane Arlezze Luppi de Oliveira apresentariam antecedentes fiscais desabonadores, ferindo o art. 13, inciso X, do mesmo diploma normativo. […] A Lei Estadual n 6.374/89, que dispôs sobre o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação, prelecionou em seu “Capítulo V” o seguinte: […] Na mesma linha, o RICMS (Decreto Estadual n 45.490/2000), dispôs em seus arts. 21 e 243 sobre a possibilidade de cassação da eficácia da inscrição estadual, “nos termos de disciplina estabelecida pela Secretaria da Fazenda”. Tal disciplina foi concretizada com a edição da Portaria CAT n 02, de 12 de janeiro de 2011, dedicada a regulamentar “concessão, alteração e cassação de inscrição no Cadastro de Contribuintes do ICMS de estabelecimento do setor de combustíveis”, sendo que o art. 13 do aludido ato normativo estabeleceu as hipóteses de indeferimento 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B988-2E8D-A4FD-1036 e senha 7B2B-B029-753A-2B18 Supremo Tribunal Federal ARE 1133633 AGR / SP Colho da decisão recorrida os seguintes fundamentos: No mérito, trata-se de ação declaratória de existência de vínculo jurídico, proposta pela Golfo Brasil Petróleo Ltda. em face do Estado de São Paulo, para o fim de condená-lo a proceder à inscrição estadual da empresa no Cadastro de Contribuintes do ICMS. Consta dos autos que foi indeferido o pedido de abertura de inscrição de estabelecimento no Estado de São Paulo, para exercer atividade de fabricação de produtos do refino do petróleo, ao argumento de que a empresa requerente seria responsável por débitos inscritos em dívida ativa em montante superior ao seu capital social, ferindo o disposto no art. 13, inciso IX, da Portaria CAT 02/2011, bem como a empresa requerente e sua sócia Roxane Arlezze Luppi de Oliveira apresentariam antecedentes fiscais desabonadores, ferindo o art. 13, inciso X, do mesmo diploma normativo. […] A Lei Estadual n 6.374/89, que dispôs sobre o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação, prelecionou em seu “Capítulo V” o seguinte: […] Na mesma linha, o RICMS (Decreto Estadual n 45.490/2000), dispôs em seus arts. 21 e 243 sobre a possibilidade de cassação da eficácia da inscrição estadual, “nos termos de disciplina estabelecida pela Secretaria da Fazenda”. Tal disciplina foi concretizada com a edição da Portaria CAT n 02, de 12 de janeiro de 2011, dedicada a regulamentar “concessão, alteração e cassação de inscrição no Cadastro de Contribuintes do ICMS de estabelecimento do setor de combustíveis”, sendo que o art. 13 do aludido ato normativo estabeleceu as hipóteses de indeferimento 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B988-2E8D-A4FD-1036 e senha 7B2B-B029-753A-2B18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1133633 AGR / SP da inscrição estadual, cuidando o presente caso especificamente dos incisos IX e X, in verbis: […] In casu, há evidências de que a empresa e a sócia não ostentam patrimônio idôneo e capacidade financeira para desenvolvimento da atividade que sabidamente exige vultoso aporte de capital, honrando os débitos tributários decorrentes do ofício. Demais, a documentação amealhada aos autos não elidiu as presunções de legalidade e veracidade que recaem sobre o ato administrativo. Em acréscimo às bem lançadas razões expostas pelo Des. Paulo Barcellos Gatti, cumpre anotar que o comércio realizado por empresas que optam por não honrar com o pagamento de débitos tributários constitui, em verdade, concorrência desleal com aquelas que efetuam regularmente o seu pagamento, já que o expediente permite a prática de preços mais vantajosos no mercado. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, a partir de quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. À toda evidência, o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter ao Supremo controvérsia que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, reiterando os fundamentos do extraordinário, sustenta não pretender discutir matéria fática. Afirma cingir-se a discussão à 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B988-2E8D-A4FD-1036 e senha 7B2B-B029-753A-2B18 Supremo Tribunal Federal ARE 1133633 AGR / SP da inscrição estadual, cuidando o presente caso especificamente dos incisos IX e X, in verbis: […] In casu, há evidências de que a empresa e a sócia não ostentam patrimônio idôneo e capacidade financeira para desenvolvimento da atividade que sabidamente exige vultoso aporte de capital, honrando os débitos tributários decorrentes do ofício. Demais, a documentação amealhada aos autos não elidiu as presunções de legalidade e veracidade que recaem sobre o ato administrativo. Em acréscimo às bem lançadas razões expostas pelo Des. Paulo Barcellos Gatti, cumpre anotar que o comércio realizado por empresas que optam por não honrar com o pagamento de débitos tributários constitui, em verdade, concorrência desleal com aquelas que efetuam regularmente o seu pagamento, já que o expediente permite a prática de preços mais vantajosos no mercado. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, a partir de quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. À toda evidência, o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter ao Supremo controvérsia que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, reiterando os fundamentos do extraordinário, sustenta não pretender discutir matéria fática. Afirma cingir-se a discussão à 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B988-2E8D-A4FD-1036 e senha 7B2B-B029-753A-2B18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 1133633 AGR / SP legalidade da limitação nas atividades do contribuinte pela existência de débito fiscal. Frisa estar em jogo os verbetes n 70, 323 e 547 da Súmula do Supremo. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta – certidão de 12 de fevereiro de 2019. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B988-2E8D-A4FD-1036 e senha 7B2B-B029-753A-2B18 Supremo Tribunal Federal ARE 1133633 AGR / SP legalidade da limitação nas atividades do contribuinte pela existência de débito fiscal. Frisa estar em jogo os verbetes n 70, 323 e 547 da Súmula do Supremo. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta – certidão de 12 de fevereiro de 2019. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B988-2E8D-A4FD-1036 e senha 7B2B-B029-753A-2B18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.633 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Rememorem o decidido. Transcrevo a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal de origem: APELAÇÃO. Cerceamento de defesa. Inocorrência. Pretensão de comercialização de combustível. Indeferimento da inscrição estadual pela Administração Pública, sob os argumentos da existência em nome da empresa de débitos inscritos em dívida ativa em montante superior ao seu capital social, bem como verificação de antecedentes fiscais desabonadores em desfavor da empresa da sócia. Inteligência do art. 13, incisos IX e X, da Portaria CAT 02/2011. Constitucionalidade, legalidade e legitimidade do ato da autoridade. Sentença denegatória da segurança. Manutenção. Recurso não provido. Ao contrário do alegado, a controvérsia foi dirimida observado o contexto fático do processo. O Colegiado assentou alcançarem os débitos fiscais montantes superiores ao patrimônio da agravante. Concluir de forma diversa decorreria do reexame do acervo probatório e da análise da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados,justificando a fixação de multa. Confiram trecho do artigo "O Judiciário e a Litigância de Má-fé", por mim outrora publicado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0B9-DDC9-86D8-B9D3 e senha EC6F-99B5-750B-A01A Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.633 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Rememorem o decidido. Transcrevo a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal de origem: APELAÇÃO. Cerceamento de defesa. Inocorrência. Pretensão de comercialização de combustível. Indeferimento da inscrição estadual pela Administração Pública, sob os argumentos da existência em nome da empresa de débitos inscritos em dívida ativa em montante superior ao seu capital social, bem como verificação de antecedentes fiscais desabonadores em desfavor da empresa da sócia. Inteligência do art. 13, incisos IX e X, da Portaria CAT 02/2011. Constitucionalidade, legalidade e legitimidade do ato da autoridade. Sentença denegatória da segurança. Manutenção. Recurso não provido. Ao contrário do alegado, a controvérsia foi dirimida observado o contexto fático do processo. O Colegiado assentou alcançarem os débitos fiscais montantes superiores ao patrimônio da agravante. Concluir de forma diversa decorreria do reexame do acervo probatório e da análise da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados,justificando a fixação de multa. Confiram trecho do artigo "O Judiciário e a Litigância de Má-fé", por mim outrora publicado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0B9-DDC9-86D8-B9D3 e senha EC6F-99B5-750B-A01A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1133633 AGR / SP Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0B9-DDC9-86D8-B9D3 e senha EC6F-99B5-750B-A01A Supremo Tribunal Federal ARE 1133633 AGR / SP Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0B9-DDC9-86D8-B9D3 e senha EC6F-99B5-750B-A01A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.633 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : GOLFO BRASIL PETROLEO LTDA ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS AVILA JUNIOR (42355/PR, 34857/SC, 326080/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 356E-A133-18D8-8545 e senha FAF6-7EF2-9EA4-8446 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.133.633 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : GOLFO BRASIL PETROLEO LTDA ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS AVILA JUNIOR (42355/PR, 34857/SC, 326080/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 356E-A133-18D8-8545 e senha FAF6-7EF2-9EA4-8446 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 133 . 633", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 133 . 633", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 1133633 AGR / SP", "ARE 1133633 AGR / SP", "ARE 1133633 AGR / SP", "ARE 1133633 AGR / SP", "verbetes n 70 , 323 e 547 da Súmula do Supremo", "verbetes n 70 , 323 e 547 da Súmula do Supremo", "ARE 1133633", "ARE 1133633 AGR / SP", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 13 , inciso IX , da Portaria CAT 02 / 2011", "Lei Estadual n 6 . 374 / 89", "RICMS", "Decreto Estadual n 45 . 490 / 2000", "Portaria CAT n 02", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 13 , inciso IX , da Portaria CAT 02 / 2011", "Lei Estadual n 6 . 374 / 89", "RICMS", "Decreto Estadual n 45 . 490 / 2000", "Portaria CAT n 02", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 13 , incisos IX e X , da Portaria CAT 02 / 2011", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 13 , incisos IX e X , da Portaria CAT 02 / 2011", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "GOLFO BRASIL PETROLEO LTDA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "GOLFO BRASIL PETROLEO LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "GOLFO BRASIL PETROLEO LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Golfo Brasil Petróleo Ltda .", "Secretaria da Fazenda ”", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Golfo Brasil Petróleo Ltda .", "Secretaria da Fazenda ”", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "GOLFO BRASIL PETROLEO LTDA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "GOLFO BRASIL PETROLEO LTDA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "LUIZ CARLOS AVILA JUNIOR", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ CARLOS AVILA JUNIOR", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ CARLOS AVILA JUNIOR", "MARCO AURÉLIO", "Roxane Arlezze Luppi de Oliveira", "Roxane Arlezze Luppi de Oliveira", "Paulo Barcellos Gatti", "Paulo Barcellos Gatti", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ CARLOS AVILA JUNIOR", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ CARLOS AVILA JUNIOR", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "9 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "9 de outubro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de janeiro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de janeiro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "12", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.879 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BELA FLOR COMERCIO DE FLORES RIO PRETO LTDA ADV.(A/S) :MARCIO JOSE VALVERDE FRANCISCO ADV.(A/S) :DORIVAL ITA ADAO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental em petição. 2. Direito Tributário e Processual Civil. 3. IPI incidente na revenda de produtos importados. RE-RG 946.648 (tema 906) 4. Pedido de efeito suspensivo em recurso extraordinário sobrestado pela sistemática da repercussão geral. Apreciação. Competência. Tribunal de origem. Art. 1.029, § 5º, III, do CPC. Jurisprudência. Precedentes. 5. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 10 a 16 de maio de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2893-F4E7-ACAB-D974 e senha A7AA-E600-D73B-1FD7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.879 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BELA FLOR COMERCIO DE FLORES RIO PRETO LTDA ADV.(A/S) :MARCIO JOSE VALVERDE FRANCISCO ADV.(A/S) :DORIVAL ITA ADAO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento a petição com vistas a obter efeito suspensivo em recurso extraordinário. Eis alguns trechos do julgado: “Verifico que, na espécie, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região indeferiu o pedido efeito suspensivo do ora requerente ao recurso extraordinário interposto na origem (eDOC 44, p. 1), o qual foi sobrestado com base no tema 906, da sistemática da repercussão geral (eDOC 34, p. 1). Ressalto que, na vigência do Código de Processo Civil de 1973, em questão de ordem suscitada nesta Corte na AC 2.177, rel. Min. Ellen Gracie, o Tribunal Pleno declarou a incompetência do Supremo Tribunal Federal para a apreciação de ação cautelar que busca a concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário sobrestado na origem, em razão do reconhecimento da existência da repercussão geral da matéria constitucional nele discutida. Eis a ementa do referido acórdão: ‘QUESTÃO DE ORDEM. AÇÃO CAUTELAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PEDIDO DE CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO E O Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F520-51DC-92C6-8A9A e senha EC17-9FE9-5CA8-573A Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.879 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BELA FLOR COMERCIO DE FLORES RIO PRETO LTDA ADV.(A/S) :MARCIO JOSE VALVERDE FRANCISCO ADV.(A/S) :DORIVAL ITA ADAO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento a petição com vistas a obter efeito suspensivo em recurso extraordinário. Eis alguns trechos do julgado: “Verifico que, na espécie, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região indeferiu o pedido efeito suspensivo do ora requerente ao recurso extraordinário interposto na origem (eDOC 44, p. 1), o qual foi sobrestado com base no tema 906, da sistemática da repercussão geral (eDOC 34, p. 1). Ressalto que, na vigência do Código de Processo Civil de 1973, em questão de ordem suscitada nesta Corte na AC 2.177, rel. Min. Ellen Gracie, o Tribunal Pleno declarou a incompetência do Supremo Tribunal Federal para a apreciação de ação cautelar que busca a concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário sobrestado na origem, em razão do reconhecimento da existência da repercussão geral da matéria constitucional nele discutida. Eis a ementa do referido acórdão: ‘QUESTÃO DE ORDEM. AÇÃO CAUTELAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PEDIDO DE CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO E O Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F520-51DC-92C6-8A9A e senha EC17-9FE9-5CA8-573A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório PET 7879 AGR / SP SOBRESTAMENTO, NA ORIGEM, EM FACE DO RECONHECIMENTO DE REPERCUSSÃO GERAL PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ARTIGOS 543-B, § 1º, DO CPC, E 328-A, DO RISTF. SÚMULAS STF 634 E 635. JURISDIÇÃO CAUTELAR QUE DEVE SER PRESTADA PELOS TRIBUNAIS E TURMAS RECURSAIS A QUO, INCLUSIVE QUANTO AOS RECURSOS ADMITIDOS, PORÉM SOBRESTADOS NA ORIGEM. 1. Para a concessão do excepcional efeito suspensivo a recurso extraordinário é necessário o juízo positivo de sua admissibilidade no tribunal de origem, a sua viabilidade processual pela presença dos pressupostos extrínsecos e intrínsecos, a plausibilidade jurídica da pretensão de direito material nele deduzida e a comprovação da urgência da pretensão cautelar. Precedentes. 2. Para os recursos anteriores à aplicação do regime da repercussão geral ou para aqueles que tratem de matéria cuja repercussão geral ainda não foi examinada, a jurisdição cautelar deste Supremo Tribunal somente estará firmada com a admissão do recurso extraordinário ou, em caso de juízo negativo de admissibilidade, com o provimento do agravo de instrumento, não sendo suficiente a sua simples interposição. Precedentes. 3. Compete ao tribunal de origem apreciar ações cautelares, ainda que o recurso extraordinário já tenha obtido o primeiro juízo positivo de admissibilidade, quando o apelo extremo estiver sobrestado em face do reconhecimento da existência de repercussão geral da matéria constitucional nele tratada. 4. Questão de ordem resolvida com a declaração da incompetência desta Suprema Corte para a apreciação da ação cautelar que busca a concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário sobrestado na origem, em face do reconhecimento da existência da repercussão geral da questão constitucional nele discutida’. (AC-MC-QO 2177, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 20.2.2009) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F520-51DC-92C6-8A9A e senha EC17-9FE9-5CA8-573A Supremo Tribunal Federal PET 7879 AGR / SP SOBRESTAMENTO, NA ORIGEM, EM FACE DO RECONHECIMENTO DE REPERCUSSÃO GERAL PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ARTIGOS 543-B, § 1º, DO CPC, E 328-A, DO RISTF. SÚMULAS STF 634 E 635. JURISDIÇÃO CAUTELAR QUE DEVE SER PRESTADA PELOS TRIBUNAIS E TURMAS RECURSAIS A QUO, INCLUSIVE QUANTO AOS RECURSOS ADMITIDOS, PORÉM SOBRESTADOS NA ORIGEM. 1. Para a concessão do excepcional efeito suspensivo a recurso extraordinário é necessário o juízo positivo de sua admissibilidade no tribunal de origem, a sua viabilidade processual pela presença dos pressupostos extrínsecos e intrínsecos, a plausibilidade jurídica da pretensão de direito material nele deduzida e a comprovação da urgência da pretensão cautelar. Precedentes. 2. Para os recursos anteriores à aplicação do regime da repercussão geral ou para aqueles que tratem de matéria cuja repercussão geral ainda não foi examinada, a jurisdição cautelar deste Supremo Tribunal somente estará firmada com a admissão do recurso extraordinário ou, em caso de juízo negativo de admissibilidade, com o provimento do agravo de instrumento, não sendo suficiente a sua simples interposição. Precedentes. 3. Compete ao tribunal de origem apreciar ações cautelares, ainda que o recurso extraordinário já tenha obtido o primeiro juízo positivo de admissibilidade, quando o apelo extremo estiver sobrestado em face do reconhecimento da existência de repercussão geral da matéria constitucional nele tratada. 4. Questão de ordem resolvida com a declaração da incompetência desta Suprema Corte para a apreciação da ação cautelar que busca a concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário sobrestado na origem, em face do reconhecimento da existência da repercussão geral da questão constitucional nele discutida’. (AC-MC-QO 2177, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 20.2.2009) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F520-51DC-92C6-8A9A e senha EC17-9FE9-5CA8-573A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório PET 7879 AGR / SP Com efeito, esse entendimento foi expressamente previsto no art. 1.029, § 5º, III, do Código de Processo Civil de 2015, que confere ao Presidente do Tribunal de origem a competência para apreciar o pedido de atribuição de efeito suspensivo ao apelo extremo, na hipótese de ter sido o processo sobrestado para aguardar o julgamento definitivo da questão com repercussão geral reconhecida”. Nas razões recursais, a agravante, em síntese, repisa as teses já defendidas na exordial. Nessa esteira, reafirma que “é evidente que o risco decorrente da autoexecutoriedade dos atos administrativos, consubstanciada não só em autuação fiscal, como em arrolamento de bens e de direitos, impossibilidade de obtenção de certidão negativa de débitos (CND), inscrição do débito na dívida ativa, inscrição do nome da agravante no CADIN, bloqueio de bens, e, também, o consequente executivo fiscal, caracteriza o risco de dano que justifica o deferimento do requerimento de efeito suspensivo com relação aos recursos extraordinário e especial”. Expostas as ponderações, requer seja reconsiderada a decisão agravada com a concessão do efeito suspensivo requerido. A União apresentou contrarrazões pugnando pela manutenção da decisão agravada. (eDOC 64) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F520-51DC-92C6-8A9A e senha EC17-9FE9-5CA8-573A Supremo Tribunal Federal PET 7879 AGR / SP Com efeito, esse entendimento foi expressamente previsto no art. 1.029, § 5º, III, do Código de Processo Civil de 2015, que confere ao Presidente do Tribunal de origem a competência para apreciar o pedido de atribuição de efeito suspensivo ao apelo extremo, na hipótese de ter sido o processo sobrestado para aguardar o julgamento definitivo da questão com repercussão geral reconhecida”. Nas razões recursais, a agravante, em síntese, repisa as teses já defendidas na exordial. Nessa esteira, reafirma que “é evidente que o risco decorrente da autoexecutoriedade dos atos administrativos, consubstanciada não só em autuação fiscal, como em arrolamento de bens e de direitos, impossibilidade de obtenção de certidão negativa de débitos (CND), inscrição do débito na dívida ativa, inscrição do nome da agravante no CADIN, bloqueio de bens, e, também, o consequente executivo fiscal, caracteriza o risco de dano que justifica o deferimento do requerimento de efeito suspensivo com relação aos recursos extraordinário e especial”. Expostas as ponderações, requer seja reconsiderada a decisão agravada com a concessão do efeito suspensivo requerido. A União apresentou contrarrazões pugnando pela manutenção da decisão agravada. (eDOC 64) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F520-51DC-92C6-8A9A e senha EC17-9FE9-5CA8-573A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.879 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com o teor do decisum. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão impugnada, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como demonstrado no julgado ora recorrido, este Tribunal firmou orientação no sentido de que ao tribunal de origem compete apreciar o pleito de concessão de efeito suspensivo ao recurso extraordinário sobrestado pela sistemática da repercussão geral, o que, ademais, passou a ter previsão no novo CPC. A propósito, confiram-se outros precedentes. “AGRAVO INTERNO. PEDIDO DE CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO SOBRESTADO NO TRIBUNAL DE ORIGEM À ESPERA DE PRECEDENTE DE REPERCUSSÃO GERAL. EXCEPCIONAL ANÁLISE DA POSTULAÇÃO PELO STF. REQUISITOS NÃO CONFIGURADOS. 1. Nos termos do art. 1.029, § 5º, III, do Código de Processo Civil, a concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário pode ser requerida ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, no período compreendido entre sua interposição e a publicação da decisão de admissão, assim como no caso de o recurso ter sido sobrestado por conta de precedente de repercussão geral. 2. Não há recurso ou impugnação para o SUPREMO em face do indeferimento da medida de urgência pela instância de origem; tampouco se evidencia cenário de teratologia que demande a excepcional atuação desta CORTE. 3. Agravo interno a que se NEGA PROVIMENTO”. (Pet-AgR 7.343, Rel. Min. Alexandre de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBB1-6D34-F7EB-B73C e senha DD44-CE19-E1A7-1C5D Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.879 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com o teor do decisum. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão impugnada, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como demonstrado no julgado ora recorrido, este Tribunal firmou orientação no sentido de que ao tribunal de origem compete apreciar o pleito de concessão de efeito suspensivo ao recurso extraordinário sobrestado pela sistemática da repercussão geral, o que, ademais, passou a ter previsão no novo CPC. A propósito, confiram-se outros precedentes. “AGRAVO INTERNO. PEDIDO DE CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO SOBRESTADO NO TRIBUNAL DE ORIGEM À ESPERA DE PRECEDENTE DE REPERCUSSÃO GERAL. EXCEPCIONAL ANÁLISE DA POSTULAÇÃO PELO STF. REQUISITOS NÃO CONFIGURADOS. 1. Nos termos do art. 1.029, § 5º, III, do Código de Processo Civil, a concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário pode ser requerida ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, no período compreendido entre sua interposição e a publicação da decisão de admissão, assim como no caso de o recurso ter sido sobrestado por conta de precedente de repercussão geral. 2. Não há recurso ou impugnação para o SUPREMO em face do indeferimento da medida de urgência pela instância de origem; tampouco se evidencia cenário de teratologia que demande a excepcional atuação desta CORTE. 3. Agravo interno a que se NEGA PROVIMENTO”. (Pet-AgR 7.343, Rel. Min. Alexandre de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBB1-6D34-F7EB-B73C e senha DD44-CE19-E1A7-1C5D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES PET 7879 AGR / SP Moraes, Primeira Turma, DJe 17.5.2018) – grifo nosso “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CAUTELAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIOSOBRESTADO NA ORIGEM EM RAZÃO DO RECONHECIMENTO DA REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. PRETENSÃO DE CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM PARA APRECIAR O PEDIDO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/1973. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de ser do Tribunal de origem a competência para apreciar o pedido de atribuição de efeito suspensivo a recurso extraordinário sobrestado na origem em razão do reconhecimento da repercussão geral da questão constitucional discutida. Precedentes. 2. Agravo regimental conhecido e não provido”. (AC-AgR 3.186, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 8.5.2017) – grifo nosso Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBB1-6D34-F7EB-B73C e senha DD44-CE19-E1A7-1C5D Supremo Tribunal Federal PET 7879 AGR / SP Moraes, Primeira Turma, DJe 17.5.2018) – grifo nosso “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CAUTELAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIOSOBRESTADO NA ORIGEM EM RAZÃO DO RECONHECIMENTO DA REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. PRETENSÃO DE CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM PARA APRECIAR O PEDIDO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/1973. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de ser do Tribunal de origem a competência para apreciar o pedido de atribuição de efeito suspensivo a recurso extraordinário sobrestado na origem em razão do reconhecimento da repercussão geral da questão constitucional discutida. Precedentes. 2. Agravo regimental conhecido e não provido”. (AC-AgR 3.186, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 8.5.2017) – grifo nosso Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBB1-6D34-F7EB-B73C e senha DD44-CE19-E1A7-1C5D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.879 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BELA FLOR COMERCIO DE FLORES RIO PRETO LTDA ADV.(A/S) : MARCIO JOSE VALVERDE FRANCISCO (80710/SP) ADV.(A/S) : DORIVAL ITA ADAO (175996/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6159-0C0B-B13E-4107 e senha 577A-DE5F-B9D1-981F Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.879 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BELA FLOR COMERCIO DE FLORES RIO PRETO LTDA ADV.(A/S) : MARCIO JOSE VALVERDE FRANCISCO (80710/SP) ADV.(A/S) : DORIVAL ITA ADAO (175996/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6159-0C0B-B13E-4107 e senha 577A-DE5F-B9D1-981F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749940028
2019-05-17T00:00:00
2019-05-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019.
AG.REG. NA PETIÇÃO
Agravo regimental em petição. 2. Direito Tributário e Processual Civil. 3. IPI incidente na revenda de produtos importados. RE-RG 946.648 (tema 906) 4. Pedido de efeito suspensivo em recurso extraordinário sobrestado pela sistemática da repercussão geral. Apreciação. Competência. Tribunal de origem. Art. 1.029, § 5º, III, do CPC. Jurisprudência. Precedentes. 5. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur404396
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, TRIBUNAL DE ORIGEM, APRECIAÇÃO, EFEITO SUSPENSIVO, RE, SOBRESTAMENTO, REPERCUSSÃO GERAL) AC 3186 AgR (1ªT), Pet 7343 AgR (1ªT). - Veja RE 946648 RG do STF. Número de páginas: 7. Análise: 03/10/2019, JRS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
7879
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01029 PAR-00005 INC-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Pet-AgR
acordaos
Pet 7879 AgR
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AGTE.(S) : BELA FLOR COMERCIO DE FLORES RIO PRETO LTDA ADV.(A/S) : MARCIO JOSE VALVERDE FRANCISCO ADV.(A/S) : DORIVAL ITA ADAO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.879 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BELA FLOR COMERCIO DE FLORES RIO PRETO LTDA ADV.(A/S) :MARCIO JOSE VALVERDE FRANCISCO ADV.(A/S) :DORIVAL ITA ADAO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental em petição. 2. Direito Tributário e Processual Civil. 3. IPI incidente na revenda de produtos importados. Recurso Extraordinário-RG 946.648 (tema 906) 4. Pedido de efeito suspensivo em recurso extraordinário sobrestado pela sistemática da repercussão geral. Apreciação. Competência. Tribunal de origem. Art. 1.029, § 5..., III, do Código de Processo Civil. Jurisprudência. Precedentes. 5. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 10 a 16 de maio de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2893-F4E7-ACAB-D974 e senha A7AA-E600-D73B-1FD7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.879 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BELA FLOR COMERCIO DE FLORES RIO PRETO LTDA ADV.(A/S) :MARCIO JOSE VALVERDE FRANCISCO ADV.(A/S) :DORIVAL ITA ADAO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento a petição com vistas a obter efeito suspensivo em recurso extraordinário. Eis alguns trechos do julgado: “Verifico que, na espécie, o Tribunal Regional Federal da 3... Região indeferiu o pedido efeito suspensivo do ora requerente ao recurso extraordinário interposto na origem (eDOC 44, p. 1), o qual foi sobrestado com base no tema 906, da sistemática da repercussão geral (eDOC 34, p. 1). Ressalto que, na vigência do Código de Processo Civil de 1973, em questão de ordem suscitada nesta Corte na AC 2.177, rel. Min. Ellen Gracie, o Tribunal Pleno declarou a incompetência do Supremo Tribunal Federal para a apreciação de ação cautelar que busca a concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário sobrestado na origem, em razão do reconhecimento da existência da repercussão geral da matéria constitucional nele discutida. Eis a ementa do referido acórdão: ‘QUESTÃO DE ORDEM. AÇÃO CAUTELAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PEDIDO DE CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO E O Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F520-51DC-92C6-8A9A e senha EC17-9FE9-5CA8-573A Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.879 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BELA FLOR COMERCIO DE FLORES RIO PRETO LTDA ADV.(A/S) :MARCIO JOSE VALVERDE FRANCISCO ADV.(A/S) :DORIVAL ITA ADAO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento a petição com vistas a obter efeito suspensivo em recurso extraordinário. Eis alguns trechos do julgado: “Verifico que, na espécie, o Tribunal Regional Federal da 3... Região indeferiu o pedido efeito suspensivo do ora requerente ao recurso extraordinário interposto na origem (eDOC 44, p. 1), o qual foi sobrestado com base no tema 906, da sistemática da repercussão geral (eDOC 34, p. 1). Ressalto que, na vigência do Código de Processo Civil de 1973, em questão de ordem suscitada nesta Corte na AC 2.177, rel. Min. Ellen Gracie, o Tribunal Pleno declarou a incompetência do Supremo Tribunal Federal para a apreciação de ação cautelar que busca a concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário sobrestado na origem, em razão do reconhecimento da existência da repercussão geral da matéria constitucional nele discutida. Eis a ementa do referido acórdão: ‘QUESTÃO DE ORDEM. AÇÃO CAUTELAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PEDIDO DE CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO E O Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F520-51DC-92C6-8A9A e senha EC17-9FE9-5CA8-573A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório PET 7879 AGR / SP SOBRESTAMENTO, NA ORIGEM, EM FACE DO RECONHECIMENTO DE REPERCUSSÃO GERAL PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ARTIGOS 543-B, § 1..., DO Código de Processo Civil, E 328-A, DO RISTF. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 634 E 635. JURISDIÇÃO CAUTELAR QUE DEVE SER PRESTADA PELOS TRIBUNAIS E TURMAS RECURSAIS A QUO, INCLUSIVE QUANTO AOS RECURSOS ADMITIDOS, PORÉM SOBRESTADOS NA ORIGEM. 1. Para a concessão do excepcional efeito suspensivo a recurso extraordinário é necessário o juízo positivo de sua admissibilidade no tribunal de origem, a sua viabilidade processual pela presença dos pressupostos extrínsecos e intrínsecos, a plausibilidade jurídica da pretensão de direito material nele deduzida e a comprovação da urgência da pretensão cautelar. Precedentes. 2. Para os recursos anteriores à aplicação do regime da repercussão geral ou para aqueles que tratem de matéria cuja repercussão geral ainda não foi examinada, a jurisdição cautelar deste Supremo Tribunal somente estará firmada com a admissão do recurso extraordinário ou, em caso de juízo negativo de admissibilidade, com o provimento do agravo de instrumento, não sendo suficiente a sua simples interposição. Precedentes. 3. Compete ao tribunal de origem apreciar ações cautelares, ainda que o recurso extraordinário já tenha obtido o primeiro juízo positivo de admissibilidade, quando o apelo extremo estiver sobrestado em face do reconhecimento da existência de repercussão geral da matéria constitucional nele tratada. 4. Questão de ordem resolvida com a declaração da incompetência desta Suprema Corte para a apreciação da ação cautelar que busca a concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário sobrestado na origem, em face do reconhecimento da existência da repercussão geral da questão constitucional nele discutida’. (AC-MC-QO 2177, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 20.2.2009) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F520-51DC-92C6-8A9A e senha EC17-9FE9-5CA8-573A Supremo Tribunal Federal PET 7879 AGR / SP SOBRESTAMENTO, NA ORIGEM, EM FACE DO RECONHECIMENTO DE REPERCUSSÃO GERAL PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ARTIGOS 543-B, § 1..., DO Código de Processo Civil, E 328-A, DO RISTF. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 634 E 635. JURISDIÇÃO CAUTELAR QUE DEVE SER PRESTADA PELOS TRIBUNAIS E TURMAS RECURSAIS A QUO, INCLUSIVE QUANTO AOS RECURSOS ADMITIDOS, PORÉM SOBRESTADOS NA ORIGEM. 1. Para a concessão do excepcional efeito suspensivo a recurso extraordinário é necessário o juízo positivo de sua admissibilidade no tribunal de origem, a sua viabilidade processual pela presença dos pressupostos extrínsecos e intrínsecos, a plausibilidade jurídica da pretensão de direito material nele deduzida e a comprovação da urgência da pretensão cautelar. Precedentes. 2. Para os recursos anteriores à aplicação do regime da repercussão geral ou para aqueles que tratem de matéria cuja repercussão geral ainda não foi examinada, a jurisdição cautelar deste Supremo Tribunal somente estará firmada com a admissão do recurso extraordinário ou, em caso de juízo negativo de admissibilidade, com o provimento do agravo de instrumento, não sendo suficiente a sua simples interposição. Precedentes. 3. Compete ao tribunal de origem apreciar ações cautelares, ainda que o recurso extraordinário já tenha obtido o primeiro juízo positivo de admissibilidade, quando o apelo extremo estiver sobrestado em face do reconhecimento da existência de repercussão geral da matéria constitucional nele tratada. 4. Questão de ordem resolvida com a declaração da incompetência desta Suprema Corte para a apreciação da ação cautelar que busca a concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário sobrestado na origem, em face do reconhecimento da existência da repercussão geral da questão constitucional nele discutida’. (AC-MC-QO 2177, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 20.2.2009) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F520-51DC-92C6-8A9A e senha EC17-9FE9-5CA8-573A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório PET 7879 AGR / SP Com efeito, esse entendimento foi expressamente previsto no art. 1.029, § 5..., III, do Código de Processo Civil de 2015, que confere ao Presidente do Tribunal de origem a competência para apreciar o pedido de atribuição de efeito suspensivo ao apelo extremo, na hipótese de ter sido o processo sobrestado para aguardar o julgamento definitivo da questão com repercussão geral reconhecida”. Nas razões recursais, a agravante, em síntese, repisa as teses já defendidas na exordial. Nessa esteira, reafirma que “é evidente que o risco decorrente da autoexecutoriedade dos atos administrativos, consubstanciada não só em autuação fiscal, como em arrolamento de bens e de direitos, impossibilidade de obtenção de certidão negativa de débitos (CND), inscrição do débito na dívida ativa, inscrição do nome da agravante no CADIN, bloqueio de bens, e, também, o consequente executivo fiscal, caracteriza o risco de dano que justifica o deferimento do requerimento de efeito suspensivo com relação aos recursos extraordinário e especial”. Expostas as ponderações, requer seja reconsiderada a decisão agravada com a concessão do efeito suspensivo requerido. A União apresentou contrarrazões pugnando pela manutenção da decisão agravada. (eDOC 64) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F520-51DC-92C6-8A9A e senha EC17-9FE9-5CA8-573A Supremo Tribunal Federal PET 7879 AGR / SP Com efeito, esse entendimento foi expressamente previsto no art. 1.029, § 5..., III, do Código de Processo Civil de 2015, que confere ao Presidente do Tribunal de origem a competência para apreciar o pedido de atribuição de efeito suspensivo ao apelo extremo, na hipótese de ter sido o processo sobrestado para aguardar o julgamento definitivo da questão com repercussão geral reconhecida”. Nas razões recursais, a agravante, em síntese, repisa as teses já defendidas na exordial. Nessa esteira, reafirma que “é evidente que o risco decorrente da autoexecutoriedade dos atos administrativos, consubstanciada não só em autuação fiscal, como em arrolamento de bens e de direitos, impossibilidade de obtenção de certidão negativa de débitos (CND), inscrição do débito na dívida ativa, inscrição do nome da agravante no CADIN, bloqueio de bens, e, também, o consequente executivo fiscal, caracteriza o risco de dano que justifica o deferimento do requerimento de efeito suspensivo com relação aos recursos extraordinário e especial”. Expostas as ponderações, requer seja reconsiderada a decisão agravada com a concessão do efeito suspensivo requerido. A União apresentou contrarrazões pugnando pela manutenção da decisão agravada. (eDOC 64) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F520-51DC-92C6-8A9A e senha EC17-9FE9-5CA8-573A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.879 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com o teor do decisum. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão impugnada, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como demonstrado no julgado ora recorrido, este Tribunal firmou orientação no sentido de que ao tribunal de origem compete apreciar o pleito de concessão de efeito suspensivo ao recurso extraordinário sobrestado pela sistemática da repercussão geral, o que, ademais, passou a ter previsão no novo Código de Processo Civil. A propósito, confiram-se outros precedentes. “AGRAVO INTERNO. PEDIDO DE CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO SOBRESTADO NO TRIBUNAL DE ORIGEM À ESPERA DE PRECEDENTE DE REPERCUSSÃO GERAL. EXCEPCIONAL ANÁLISE DA POSTULAÇÃO PELO Supremo Tribunal Federal. REQUISITOS NÃO CONFIGURADOS. 1. Nos termos do art. 1.029, § 5..., III, do Código de Processo Civil, a concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário pode ser requerida ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, no período compreendido entre sua interposição e a publicação da decisão de admissão, assim como no caso de o recurso ter sido sobrestado por conta de precedente de repercussão geral. 2. Não há recurso ou impugnação para o SUPREMO em face do indeferimento da medida de urgência pela instância de origem; tampouco se evidencia cenário de teratologia que demande a excepcional atuação desta CORTE. 3. Agravo interno a que se NEGA PROVIMENTO”. (Pet-AgR 7.343, Rel. Min. Alexandre de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBB1-6D34-F7EB-B73C e senha DD44-CE19-E1A7-1C5D Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.879 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com o teor do decisum. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão impugnada, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como demonstrado no julgado ora recorrido, este Tribunal firmou orientação no sentido de que ao tribunal de origem compete apreciar o pleito de concessão de efeito suspensivo ao recurso extraordinário sobrestado pela sistemática da repercussão geral, o que, ademais, passou a ter previsão no novo Código de Processo Civil. A propósito, confiram-se outros precedentes. “AGRAVO INTERNO. PEDIDO DE CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO SOBRESTADO NO TRIBUNAL DE ORIGEM À ESPERA DE PRECEDENTE DE REPERCUSSÃO GERAL. EXCEPCIONAL ANÁLISE DA POSTULAÇÃO PELO Supremo Tribunal Federal. REQUISITOS NÃO CONFIGURADOS. 1. Nos termos do art. 1.029, § 5..., III, do Código de Processo Civil, a concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário pode ser requerida ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, no período compreendido entre sua interposição e a publicação da decisão de admissão, assim como no caso de o recurso ter sido sobrestado por conta de precedente de repercussão geral. 2. Não há recurso ou impugnação para o SUPREMO em face do indeferimento da medida de urgência pela instância de origem; tampouco se evidencia cenário de teratologia que demande a excepcional atuação desta CORTE. 3. Agravo interno a que se NEGA PROVIMENTO”. (Pet-AgR 7.343, Rel. Min. Alexandre de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBB1-6D34-F7EB-B73C e senha DD44-CE19-E1A7-1C5D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES PET 7879 AGR / SP Moraes, Primeira Turma, DJe 17.5.2018) – grifo nosso “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CAUTELAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIOSOBRESTADO NA ORIGEM EM RAZÃO DO RECONHECIMENTO DA REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. PRETENSÃO DE CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM PARA APRECIAR O PEDIDO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/1973. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de ser do Tribunal de origem a competência para apreciar o pedido de atribuição de efeito suspensivo a recurso extraordinário sobrestado na origem em razão do reconhecimento da repercussão geral da questão constitucional discutida. Precedentes. 2. Agravo regimental conhecido e não provido”. (AC-AgR 3.186, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 8.5.2017) – grifo nosso Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBB1-6D34-F7EB-B73C e senha DD44-CE19-E1A7-1C5D Supremo Tribunal Federal PET 7879 AGR / SP Moraes, Primeira Turma, DJe 17.5.2018) – grifo nosso “AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CAUTELAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIOSOBRESTADO NA ORIGEM EM RAZÃO DO RECONHECIMENTO DA REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. PRETENSÃO DE CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM PARA APRECIAR O PEDIDO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/1973. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de ser do Tribunal de origem a competência para apreciar o pedido de atribuição de efeito suspensivo a recurso extraordinário sobrestado na origem em razão do reconhecimento da repercussão geral da questão constitucional discutida. Precedentes. 2. Agravo regimental conhecido e não provido”. (AC-AgR 3.186, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 8.5.2017) – grifo nosso Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBB1-6D34-F7EB-B73C e senha DD44-CE19-E1A7-1C5D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.879 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BELA FLOR COMERCIO DE FLORES RIO PRETO LTDA ADV.(A/S) : MARCIO JOSE VALVERDE FRANCISCO (80710/SP) ADV.(A/S) : DORIVAL ITA ADAO (175996/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6159-0C0B-B13E-4107 e senha 577A-DE5F-B9D1-981F Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.879 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BELA FLOR COMERCIO DE FLORES RIO PRETO LTDA ADV.(A/S) : MARCIO JOSE VALVERDE FRANCISCO (80710/SP) ADV.(A/S) : DORIVAL ITA ADAO (175996/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6159-0C0B-B13E-4107 e senha 577A-DE5F-B9D1-981F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "PETIÇÃO 7 . 879", "AC 2 . 177", "AC 2 . 177", "AC", "-", "MC", "-", "QO 2177", "AC", "-", "MC", "-", "QO 2177", "Pet", "-", "AgR 7 . 343", "Pet", "-", "AgR 7 . 343", "AC", "-", "AgR 3 . 186", "AC", "-", "AgR 3 . 186", "PETIÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "Art . 1 . 029 , § 5 . . . , III , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 543 - B , § 1 . . . , DO Código de Processo Civil", "328", "-", "A , DO RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 543 - B , § 1 . . . , DO Código de Processo Civil", "328", "-", "A , DO RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 029 , § 5 . . . , III , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 029 , § 5 . . . , III , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "art . 1 . 029 , § 5 . . . , III , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "art . 1 . 029 , § 5 . . . , III , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "BELA FLOR COMERCIO DE FLORES RIO PRETO LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BELA FLOR COMERCIO DE FLORES RIO PRETO LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BELA FLOR COMERCIO DE FLORES RIO PRETO LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Tribunal Pleno", "União", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "CADIN", "União", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "SEGUNDA TURMA", "BELA FLOR COMERCIO DE FLORES RIO PRETO LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BELA FLOR COMERCIO DE FLORES RIO PRETO LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "MARCIO JOSE VALVERDE FRANCISCO", "DORIVAL ITA ADAO", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARCIO JOSE VALVERDE FRANCISCO", "DORIVAL ITA ADAO", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", ".", "GILMAR MENDES", "MARCIO JOSE VALVERDE FRANCISCO", "DORIVAL ITA", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Alexandre de Documento", "GILMAR MENDES", "Alexandre de", "GILMAR MENDES", "Moraes", "Rosa Weber", "Moraes", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "MARCIO JOSE VALVERDE FRANCISCO", "DORIVAL ITA ADAO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "MARCIO JOSE VALVERDE FRANCISCO", "DORIVAL", "ITA ADAO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "17", "/", "05", "/", "2019", "10", "16 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "2", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "2", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "5", ".", "2018", "8", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "5", ".", "2018", "8", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "10", ".", "5", ".", "2019", "16", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "5", ".", "2019", "16", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.416 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VILSON JOSE DE ROCCO ADV.(A/S) :DANIEL FRANCISQUETTI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Previdenciário. 3. Revisão de aposentadoria. 4. Pedido de exclusão dos piores salários de contribuição do período básico de cálculo (PBC) para fins de recálculo de renda mensal inicial de benefício (RMI). 5. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do STF. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental desprovido. Majoração de honorários. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 1° a 11 de Março de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6352-795C-8016-C034 e senha F421-4568-E303-DC20 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.416 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VILSON JOSE DE ROCCO ADV.(A/S) :DANIEL FRANCISQUETTI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Decido. A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei nº 8.213/1999 com alterações da Lei nº 9.876/1999) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou não ser possível a exclusão dos salários-de-contribuição pretendida pelo ora recorrente para fins de recálculo de renda mensal inicial de benefício. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: Como se pode perceber, o segurado pretende que o período básico de cálculo que compõe o benefício seja computado a contar de 05/2003, momento a partir do qual os salários-de-contribuição lhe são mais favoráveis. Ou, então, excluir os salários-de-contribuição mais baixos após ter implementado os 95 pontos. No entanto, conforme bem explicitado na sentença, completando o segurado os requisitos da aposentadoria já na vigência da Lei nº 9.876/99 (em vigor desde 29/11/1999), o período básico do cálculo (PBC) deve se estender por todo o período contributivo a contar de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97B4-FEC0-9F16-FE7E e senha 7E6B-D040-840D-F8AA Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.416 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VILSON JOSE DE ROCCO ADV.(A/S) :DANIEL FRANCISQUETTI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Decido. A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei nº 8.213/1999 com alterações da Lei nº 9.876/1999) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou não ser possível a exclusão dos salários-de-contribuição pretendida pelo ora recorrente para fins de recálculo de renda mensal inicial de benefício. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: Como se pode perceber, o segurado pretende que o período básico de cálculo que compõe o benefício seja computado a contar de 05/2003, momento a partir do qual os salários-de-contribuição lhe são mais favoráveis. Ou, então, excluir os salários-de-contribuição mais baixos após ter implementado os 95 pontos. No entanto, conforme bem explicitado na sentença, completando o segurado os requisitos da aposentadoria já na vigência da Lei nº 9.876/99 (em vigor desde 29/11/1999), o período básico do cálculo (PBC) deve se estender por todo o período contributivo a contar de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97B4-FEC0-9F16-FE7E e senha 7E6B-D040-840D-F8AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RE 1162416 AGR / RS 07/1994, extraindo-se a média aritmética dos 80% maiores salários-de-contribuição, nos moldes do que expressamente dispõe o art. 3º da Lei nº 9.876/99: (...) Logo, para definição do período básico de cálculo do benefício da parte autora, devem ser considerados os salários-de-contribuição a partir de julho de 1994 até o mês imediatamente anterior a DER, nos termos do disposto na Lei nº 9.876/99, não sendo possível "escolher" os melhores salários-de-contribuição para implementar os 95 pontos. De fato, o período básico de cálculo deve envolver todo o período contributivo do segurado, a contar da competência 07/1994, por expressa previsão legal, notadamente porque o segurado obteve o benefício após a Lei nº 9.876/99, que tratou da forma da apuração das prestações. (eDOC 25, p. 2) (Grifei) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE APOSENTADORIA. CONTROVÉRSIA SOBRE A FORMA DE CÁLCULO DO BENEFÍCIO. DISCUSSÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (ARE 752.348-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 30.8.2013). DIREITO PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97B4-FEC0-9F16-FE7E e senha 7E6B-D040-840D-F8AA Supremo Tribunal Federal RE 1162416 AGR / RS 07/1994, extraindo-se a média aritmética dos 80% maiores salários-de-contribuição, nos moldes do que expressamente dispõe o art. 3º da Lei nº 9.876/99: (...) Logo, para definição do período básico de cálculo do benefício da parte autora, devem ser considerados os salários-de-contribuição a partir de julho de 1994 até o mês imediatamente anterior a DER, nos termos do disposto na Lei nº 9.876/99, não sendo possível "escolher" os melhores salários-de-contribuição para implementar os 95 pontos. De fato, o período básico de cálculo deve envolver todo o período contributivo do segurado, a contar da competência 07/1994, por expressa previsão legal, notadamente porque o segurado obteve o benefício após a Lei nº 9.876/99, que tratou da forma da apuração das prestações. (eDOC 25, p. 2) (Grifei) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE APOSENTADORIA. CONTROVÉRSIA SOBRE A FORMA DE CÁLCULO DO BENEFÍCIO. DISCUSSÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (ARE 752.348-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 30.8.2013). DIREITO PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97B4-FEC0-9F16-FE7E e senha 7E6B-D040-840D-F8AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 1162416 AGR / RS DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REVISÃO DE BENEFÍCIO CONCEDIDO POSTERIORMENTE AO ADVENTO DA LEI Nº 9.876/1999. APLICAÇÃO DO ART. 29, II, LEI Nº 8.213/1999. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco a questão foi suscitada nos embargos de declaração opostos. O recurso carece, portanto, de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). Precedente. 2. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento (ARE 864.304-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 28.5.2015). Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, VIII, do CPC, c/c art. 21, §1º, do RISTF) e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do CPC, majoro, em 10%, o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita”. (eDOC 33) No agravo regimental, insiste-se na ofensa ao artigo 5º, XXXVI, da CF em razão da inobservância do princípio do direito adquirido no caso concreto. Nesse sentido, para preservação do direito adquirido, argumenta-se ser possível postular revisão de aposentadoria do recorrente, em que o cálculo da renda mensal inicial seja posicionado para data que lhe for mais favorável, desde que compreendida entre a data do implemento de requisitos para concessão do benefício e a data de entrada do requerimento (DER), nos moldes do entendimento fixado no RE-RG 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97B4-FEC0-9F16-FE7E e senha 7E6B-D040-840D-F8AA Supremo Tribunal Federal RE 1162416 AGR / RS DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REVISÃO DE BENEFÍCIO CONCEDIDO POSTERIORMENTE AO ADVENTO DA LEI Nº 9.876/1999. APLICAÇÃO DO ART. 29, II, LEI Nº 8.213/1999. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco a questão foi suscitada nos embargos de declaração opostos. O recurso carece, portanto, de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). Precedente. 2. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento (ARE 864.304-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 28.5.2015). Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, VIII, do CPC, c/c art. 21, §1º, do RISTF) e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do CPC, majoro, em 10%, o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita”. (eDOC 33) No agravo regimental, insiste-se na ofensa ao artigo 5º, XXXVI, da CF em razão da inobservância do princípio do direito adquirido no caso concreto. Nesse sentido, para preservação do direito adquirido, argumenta-se ser possível postular revisão de aposentadoria do recorrente, em que o cálculo da renda mensal inicial seja posicionado para data que lhe for mais favorável, desde que compreendida entre a data do implemento de requisitos para concessão do benefício e a data de entrada do requerimento (DER), nos moldes do entendimento fixado no RE-RG 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97B4-FEC0-9F16-FE7E e senha 7E6B-D040-840D-F8AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RE 1162416 AGR / RS 630.501 (tema 334). (eDOC 35, p. 3) Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 39. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97B4-FEC0-9F16-FE7E e senha 7E6B-D040-840D-F8AA Supremo Tribunal Federal RE 1162416 AGR / RS 630.501 (tema 334). (eDOC 35, p. 3) Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 39. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97B4-FEC0-9F16-FE7E e senha 7E6B-D040-840D-F8AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.416 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Ressalto que a matéria não guarda identidade temática com o decidido no RE-RG 630.501 (tema 334), relatora Ministra Ellen Gracie, redator do acórdão Ministro Marco Aurélio, em que esta Corte fixou a tese de que, para o cálculo da renda mensal inicial, cumpre observar o quadro mais favorável ao beneficiário, pouco importando o decesso remuneratório ocorrido em data posterior ao implemento das condições legais para a aposentadoria. Eis ementa: “APOSENTADORIA – PROVENTOS – CÁLCULO. Cumpre observar o quadro mais favorável ao beneficiário, pouco importando o decesso remuneratório ocorrido em data posterior ao implemento das condições legais. Considerações sobre o instituto do direito adquirido, na voz abalizada da relatora – ministra Ellen Gracie –, subscritas pela maioria”. Isso porque, no caso dos autos, o Tribunal de origem não julgou improcedente pedido de revisão para impedir recálculo da renda mensal inicial considerando-se a data mais favorável para o recorrente, compreendida entre a data do implemento de requisitos para concessão do benefício e a DER. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o recorrente implementou os requisitos para aposentadoria sob a égide da Lei Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0364-2B15-FFA2-0B73 e senha 52AE-862B-F203-4BD0 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.416 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Ressalto que a matéria não guarda identidade temática com o decidido no RE-RG 630.501 (tema 334), relatora Ministra Ellen Gracie, redator do acórdão Ministro Marco Aurélio, em que esta Corte fixou a tese de que, para o cálculo da renda mensal inicial, cumpre observar o quadro mais favorável ao beneficiário, pouco importando o decesso remuneratório ocorrido em data posterior ao implemento das condições legais para a aposentadoria. Eis ementa: “APOSENTADORIA – PROVENTOS – CÁLCULO. Cumpre observar o quadro mais favorável ao beneficiário, pouco importando o decesso remuneratório ocorrido em data posterior ao implemento das condições legais. Considerações sobre o instituto do direito adquirido, na voz abalizada da relatora – ministra Ellen Gracie –, subscritas pela maioria”. Isso porque, no caso dos autos, o Tribunal de origem não julgou improcedente pedido de revisão para impedir recálculo da renda mensal inicial considerando-se a data mais favorável para o recorrente, compreendida entre a data do implemento de requisitos para concessão do benefício e a DER. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o recorrente implementou os requisitos para aposentadoria sob a égide da Lei Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0364-2B15-FFA2-0B73 e senha 52AE-862B-F203-4BD0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1162416 AGR / RS 9.876/99, encontrando-se, portanto, sujeito a seu regramento. Nesse sentido, transcrevo mais uma vez trecho do acórdão impugnado: “Como se pode perceber, o segurado pretende que o período básico de cálculo que compõe o benefício seja computado a contar de 05/2003, momento a partir do qual os salários-de-contribuição lhe são mais favoráveis. Ou, então, excluir os salários-de-contribuição mais baixos após ter implementado os 95 pontos. No entanto, conforme bem explicitado na sentença, completando o segurado os requisitos da aposentadoria já na vigência da Lei nº 9.876/99 (em vigor desde 29/11/1999), o período básico do cálculo (PBC) deve se estender por todo o período contributivo a contar de 07/1994, extraindo-se a média aritmética dos 80% maiores salários-de-contribuição, nos moldes do que expressamente dispõe o art. 3º da Lei nº 9.876/99”. (eDOC 25, p. 2) (Grifei) Assim, reitero que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. O acórdão recorrido reconheceu o direito da impetrante com fundamento no conjunto fático-probatório 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0364-2B15-FFA2-0B73 e senha 52AE-862B-F203-4BD0 Supremo Tribunal Federal RE 1162416 AGR / RS 9.876/99, encontrando-se, portanto, sujeito a seu regramento. Nesse sentido, transcrevo mais uma vez trecho do acórdão impugnado: “Como se pode perceber, o segurado pretende que o período básico de cálculo que compõe o benefício seja computado a contar de 05/2003, momento a partir do qual os salários-de-contribuição lhe são mais favoráveis. Ou, então, excluir os salários-de-contribuição mais baixos após ter implementado os 95 pontos. No entanto, conforme bem explicitado na sentença, completando o segurado os requisitos da aposentadoria já na vigência da Lei nº 9.876/99 (em vigor desde 29/11/1999), o período básico do cálculo (PBC) deve se estender por todo o período contributivo a contar de 07/1994, extraindo-se a média aritmética dos 80% maiores salários-de-contribuição, nos moldes do que expressamente dispõe o art. 3º da Lei nº 9.876/99”. (eDOC 25, p. 2) (Grifei) Assim, reitero que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. O acórdão recorrido reconheceu o direito da impetrante com fundamento no conjunto fático-probatório 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0364-2B15-FFA2-0B73 e senha 52AE-862B-F203-4BD0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1162416 AGR / RS delineado nos presentes autos (Súmula STF 279) e na legislação infraconstitucional. 2. O agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar o entendimento adotado pela decisão impugnada, que deve ser mantida por seus próprios fundamentos. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-AgR 787.773, relatora Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.2.2011) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito previdenciário. Prequestionamento. Ausência. Benefício previdenciário. Revisão da renda mensal inicial. Cálculo. Legislação infraconstitucional. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Ausência de repercussão geral da matéria. Questão adstrita ao âmbito infraconstitucional.Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame da legislação infraconstitucional ou dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. O Plenário da Corte, no exame do AI nº 843.287/RS, concluiu pela ausência da repercussão geral da questão relativa aos critérios para o cálculoda renda mensal inicial de benefício previdenciário, haja vista ser essa matéria de índoleinfraconstitucional. 4. Agravo regimental não provido. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa”. (RE-AgR 1.144.923/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 3.12.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do CPC, majoro em 10% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0364-2B15-FFA2-0B73 e senha 52AE-862B-F203-4BD0 Supremo Tribunal Federal RE 1162416 AGR / RS delineado nos presentes autos (Súmula STF 279) e na legislação infraconstitucional. 2. O agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar o entendimento adotado pela decisão impugnada, que deve ser mantida por seus próprios fundamentos. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-AgR 787.773, relatora Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.2.2011) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito previdenciário. Prequestionamento. Ausência. Benefício previdenciário. Revisão da renda mensal inicial. Cálculo. Legislação infraconstitucional. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Ausência de repercussão geral da matéria. Questão adstrita ao âmbito infraconstitucional.Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame da legislação infraconstitucional ou dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. O Plenário da Corte, no exame do AI nº 843.287/RS, concluiu pela ausência da repercussão geral da questão relativa aos critérios para o cálculoda renda mensal inicial de benefício previdenciário, haja vista ser essa matéria de índoleinfraconstitucional. 4. Agravo regimental não provido. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa”. (RE-AgR 1.144.923/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 3.12.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do CPC, majoro em 10% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0364-2B15-FFA2-0B73 e senha 52AE-862B-F203-4BD0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1162416 AGR / RS 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0364-2B15-FFA2-0B73 e senha 52AE-862B-F203-4BD0 Supremo Tribunal Federal RE 1162416 AGR / RS 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0364-2B15-FFA2-0B73 e senha 52AE-862B-F203-4BD0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.416 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VILSON JOSE DE ROCCO ADV.(A/S) : DANIEL FRANCISQUETTI (65921/RS) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E07-9968-EAED-21DB e senha DF11-A7EC-C4DA-382A Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.416 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VILSON JOSE DE ROCCO ADV.(A/S) : DANIEL FRANCISQUETTI (65921/RS) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E07-9968-EAED-21DB e senha DF11-A7EC-C4DA-382A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749371135
2019-03-12T00:00:00
2019-03-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Previdenciário. 3. Revisão de aposentadoria. 4. Pedido de exclusão dos piores salários de contribuição do período básico de cálculo (PBC) para fins de recálculo de renda mensal inicial de benefício (RMI). 5. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do STF. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental desprovido. Majoração de honorários.
sjur399824
- Acórdão(s) citado(s): (REVISÃO, BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO, REEXAME, FATO, PROVA) AI 787773 AgR (2ªT), RE 1144923 AgR (2ªT). (CONSIDERAÇÃO, DATA MAIS FAVORÁVEL, CÁLCULO, RENDA MENSAL INICIAL) RE 630501 (TP). Número de páginas: 10. Análise: 01/04/2019, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1162416
[ "LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009876 ANO-1999\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1162416 AgR
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AGTE.(S) : VILSON JOSE DE ROCCO ADV.(A/S) : DANIEL FRANCISQUETTI AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.416 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VILSON JOSE DE ROCCO ADV.(A/S) :DANIEL FRANCISQUETTI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Previdenciário. 3. Revisão de aposentadoria. 4. Pedido de exclusão dos piores salários de contribuição do período básico de cálculo (PBC) para fins de recálculo de renda mensal inicial de benefício (RMI). 5. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental desprovido. Majoração de honorários. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 1... a 11 de Março de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6352-795C-8016-C034 e senha F421-4568-E303-DC20 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.416 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VILSON JOSE DE ROCCO ADV.(A/S) :DANIEL FRANCISQUETTI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Decido. A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n 8.213/1999 com alterações da Lei n 9.876/1999) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou não ser possível a exclusão dos salários-de-contribuição pretendida pelo ora recorrente para fins de recálculo de renda mensal inicial de benefício. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: Como se pode perceber, o segurado pretende que o período básico de cálculo que compõe o benefício seja computado a contar de 05/2003, momento a partir do qual os salários-de-contribuição lhe são mais favoráveis. Ou, então, excluir os salários-de-contribuição mais baixos após ter implementado os 95 pontos. No entanto, conforme bem explicitado na sentença, completando o segurado os requisitos da aposentadoria já na vigência da Lei n 9.876/99 (em vigor desde 29/11/1999), o período básico do cálculo (PBC) deve se estender por todo o período contributivo a contar de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97B4-FEC0-9F16-FE7E e senha 7E6B-D040-840D-F8AA Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.416 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VILSON JOSE DE ROCCO ADV.(A/S) :DANIEL FRANCISQUETTI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Decido. A irresignação não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n 8.213/1999 com alterações da Lei n 9.876/1999) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou não ser possível a exclusão dos salários-de-contribuição pretendida pelo ora recorrente para fins de recálculo de renda mensal inicial de benefício. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: Como se pode perceber, o segurado pretende que o período básico de cálculo que compõe o benefício seja computado a contar de 05/2003, momento a partir do qual os salários-de-contribuição lhe são mais favoráveis. Ou, então, excluir os salários-de-contribuição mais baixos após ter implementado os 95 pontos. No entanto, conforme bem explicitado na sentença, completando o segurado os requisitos da aposentadoria já na vigência da Lei n 9.876/99 (em vigor desde 29/11/1999), o período básico do cálculo (PBC) deve se estender por todo o período contributivo a contar de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97B4-FEC0-9F16-FE7E e senha 7E6B-D040-840D-F8AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS 07/1994, extraindo-se a média aritmética dos 80% maiores salários-de-contribuição, nos moldes do que expressamente dispõe o art. 3... da Lei n 9.876/99: (...) Logo, para definição do período básico de cálculo do benefício da parte autora, devem ser considerados os salários-de-contribuição a partir de julho de 1994 até o mês imediatamente anterior a DER, nos termos do disposto na Lei n 9.876/99, não sendo possível "escolher" os melhores salários-de-contribuição para implementar os 95 pontos. De fato, o período básico de cálculo deve envolver todo o período contributivo do segurado, a contar da competência 07/1994, por expressa previsão legal, notadamente porque o segurado obteve o benefício após a Lei n 9.876/99, que tratou da forma da apuração das prestações. (eDOC 25, p. 2) (Grifei) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE APOSENTADORIA. CONTROVÉRSIA SOBRE A FORMA DE CÁLCULO DO BENEFÍCIO. DISCUSSÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (ARE 752.348-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 30.8.2013). DIREITO PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97B4-FEC0-9F16-FE7E e senha 7E6B-D040-840D-F8AA Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS 07/1994, extraindo-se a média aritmética dos 80% maiores salários-de-contribuição, nos moldes do que expressamente dispõe o art. 3... da Lei n 9.876/99: (...) Logo, para definição do período básico de cálculo do benefício da parte autora, devem ser considerados os salários-de-contribuição a partir de julho de 1994 até o mês imediatamente anterior a DER, nos termos do disposto na Lei n 9.876/99, não sendo possível "escolher" os melhores salários-de-contribuição para implementar os 95 pontos. De fato, o período básico de cálculo deve envolver todo o período contributivo do segurado, a contar da competência 07/1994, por expressa previsão legal, notadamente porque o segurado obteve o benefício após a Lei n 9.876/99, que tratou da forma da apuração das prestações. (eDOC 25, p. 2) (Grifei) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE APOSENTADORIA. CONTROVÉRSIA SOBRE A FORMA DE CÁLCULO DO BENEFÍCIO. DISCUSSÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (ARE 752.348-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 30.8.2013). DIREITO PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97B4-FEC0-9F16-FE7E e senha 7E6B-D040-840D-F8AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REVISÃO DE BENEFÍCIO CONCEDIDO POSTERIORMENTE AO ADVENTO DA LEI n 9.876/1999. APLICAÇÃO DO ART. 29, II, LEI n 8.213/1999. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco a questão foi suscitada nos embargos de declaração opostos. O recurso carece, portanto, de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). Precedente. 2. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento (ARE 864.304-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 28.5.2015). Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, VIII, do Código de Processo Civil, c/c art. 21, §1..., do RISTF) e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro, em 10%, o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos §§ 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita”. (eDOC 33) No agravo regimental, insiste-se na ofensa ao artigo 5..., XXXVI, da Constituição Federal de 1988 em razão da inobservância do princípio do direito adquirido no caso concreto. Nesse sentido, para preservação do direito adquirido, argumenta-se ser possível postular revisão de aposentadoria do recorrente, em que o cálculo da renda mensal inicial seja posicionado para data que lhe for mais favorável, desde que compreendida entre a data do implemento de requisitos para concessão do benefício e a data de entrada do requerimento (DER), nos moldes do entendimento fixado no Recurso Extraordinário-RG 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97B4-FEC0-9F16-FE7E e senha 7E6B-D040-840D-F8AA Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REVISÃO DE BENEFÍCIO CONCEDIDO POSTERIORMENTE AO ADVENTO DA LEI n 9.876/1999. APLICAÇÃO DO ART. 29, II, LEI n 8.213/1999. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco a questão foi suscitada nos embargos de declaração opostos. O recurso carece, portanto, de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). Precedente. 2. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento (ARE 864.304-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 28.5.2015). Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 932, VIII, do Código de Processo Civil, c/c art. 21, §1..., do RISTF) e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro, em 10%, o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos §§ 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita”. (eDOC 33) No agravo regimental, insiste-se na ofensa ao artigo 5..., XXXVI, da Constituição Federal de 1988 em razão da inobservância do princípio do direito adquirido no caso concreto. Nesse sentido, para preservação do direito adquirido, argumenta-se ser possível postular revisão de aposentadoria do recorrente, em que o cálculo da renda mensal inicial seja posicionado para data que lhe for mais favorável, desde que compreendida entre a data do implemento de requisitos para concessão do benefício e a data de entrada do requerimento (DER), nos moldes do entendimento fixado no Recurso Extraordinário-RG 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97B4-FEC0-9F16-FE7E e senha 7E6B-D040-840D-F8AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS 630.501 (tema 334). (eDOC 35, p. 3) Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 39. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97B4-FEC0-9F16-FE7E e senha 7E6B-D040-840D-F8AA Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS 630.501 (tema 334). (eDOC 35, p. 3) Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 39. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97B4-FEC0-9F16-FE7E e senha 7E6B-D040-840D-F8AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.416 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Ressalto que a matéria não guarda identidade temática com o decidido no Recurso Extraordinário-RG 630.501 (tema 334), relatora Ministra Ellen Gracie, redator do acórdão Ministro Marco Aurélio, em que esta Corte fixou a tese de que, para o cálculo da renda mensal inicial, cumpre observar o quadro mais favorável ao beneficiário, pouco importando o decesso remuneratório ocorrido em data posterior ao implemento das condições legais para a aposentadoria. Eis ementa: “APOSENTADORIA – PROVENTOS – CÁLCULO. Cumpre observar o quadro mais favorável ao beneficiário, pouco importando o decesso remuneratório ocorrido em data posterior ao implemento das condições legais. Considerações sobre o instituto do direito adquirido, na voz abalizada da relatora – ministra Ellen Gracie –, subscritas pela maioria”. Isso porque, no caso dos autos, o Tribunal de origem não julgou improcedente pedido de revisão para impedir recálculo da renda mensal inicial considerando-se a data mais favorável para o recorrente, compreendida entre a data do implemento de requisitos para concessão do benefício e a DER. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o recorrente implementou os requisitos para aposentadoria sob a égide da Lei Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0364-2B15-FFA2-0B73 e senha 52AE-862B-F203-4BD0 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.416 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Ressalto que a matéria não guarda identidade temática com o decidido no Recurso Extraordinário-RG 630.501 (tema 334), relatora Ministra Ellen Gracie, redator do acórdão Ministro Marco Aurélio, em que esta Corte fixou a tese de que, para o cálculo da renda mensal inicial, cumpre observar o quadro mais favorável ao beneficiário, pouco importando o decesso remuneratório ocorrido em data posterior ao implemento das condições legais para a aposentadoria. Eis ementa: “APOSENTADORIA – PROVENTOS – CÁLCULO. Cumpre observar o quadro mais favorável ao beneficiário, pouco importando o decesso remuneratório ocorrido em data posterior ao implemento das condições legais. Considerações sobre o instituto do direito adquirido, na voz abalizada da relatora – ministra Ellen Gracie –, subscritas pela maioria”. Isso porque, no caso dos autos, o Tribunal de origem não julgou improcedente pedido de revisão para impedir recálculo da renda mensal inicial considerando-se a data mais favorável para o recorrente, compreendida entre a data do implemento de requisitos para concessão do benefício e a DER. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o recorrente implementou os requisitos para aposentadoria sob a égide da Lei Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0364-2B15-FFA2-0B73 e senha 52AE-862B-F203-4BD0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS 9.876/99, encontrando-se, portanto, sujeito a seu regramento. Nesse sentido, transcrevo mais uma vez trecho do acórdão impugnado: “Como se pode perceber, o segurado pretende que o período básico de cálculo que compõe o benefício seja computado a contar de 05/2003, momento a partir do qual os salários-de-contribuição lhe são mais favoráveis. Ou, então, excluir os salários-de-contribuição mais baixos após ter implementado os 95 pontos. No entanto, conforme bem explicitado na sentença, completando o segurado os requisitos da aposentadoria já na vigência da Lei n 9.876/99 (em vigor desde 29/11/1999), o período básico do cálculo (PBC) deve se estender por todo o período contributivo a contar de 07/1994, extraindo-se a média aritmética dos 80% maiores salários-de-contribuição, nos moldes do que expressamente dispõe o art. 3... da Lei n 9.876/99”. (eDOC 25, p. 2) (Grifei) Assim, reitero que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. O acórdão recorrido reconheceu o direito da impetrante com fundamento no conjunto fático-probatório 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0364-2B15-FFA2-0B73 e senha 52AE-862B-F203-4BD0 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS 9.876/99, encontrando-se, portanto, sujeito a seu regramento. Nesse sentido, transcrevo mais uma vez trecho do acórdão impugnado: “Como se pode perceber, o segurado pretende que o período básico de cálculo que compõe o benefício seja computado a contar de 05/2003, momento a partir do qual os salários-de-contribuição lhe são mais favoráveis. Ou, então, excluir os salários-de-contribuição mais baixos após ter implementado os 95 pontos. No entanto, conforme bem explicitado na sentença, completando o segurado os requisitos da aposentadoria já na vigência da Lei n 9.876/99 (em vigor desde 29/11/1999), o período básico do cálculo (PBC) deve se estender por todo o período contributivo a contar de 07/1994, extraindo-se a média aritmética dos 80% maiores salários-de-contribuição, nos moldes do que expressamente dispõe o art. 3... da Lei n 9.876/99”. (eDOC 25, p. 2) (Grifei) Assim, reitero que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. O acórdão recorrido reconheceu o direito da impetrante com fundamento no conjunto fático-probatório 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0364-2B15-FFA2-0B73 e senha 52AE-862B-F203-4BD0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS delineado nos presentes autos (Súmula Supremo Tribunal Federal 279) e na legislação infraconstitucional. 2. O agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar o entendimento adotado pela decisão impugnada, que deve ser mantida por seus próprios fundamentos. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-AgR 787.773, relatora Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.2.2011) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito previdenciário. Prequestionamento. Ausência. Benefício previdenciário. Revisão da renda mensal inicial. Cálculo. Legislação infraconstitucional. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Ausência de repercussão geral da matéria. Questão adstrita ao âmbito infraconstitucional.Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame da legislação infraconstitucional ou dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. O Plenário da Corte, no exame do AI n 843.287/RS, concluiu pela ausência da repercussão geral da questão relativa aos critérios para o cálculoda renda mensal inicial de benefício previdenciário, haja vista ser essa matéria de índoleinfraconstitucional. 4. Agravo regimental não provido. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa”. (Recurso Extraordinário-AgR 1.144.923/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 3.12.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 10% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos §§ 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0364-2B15-FFA2-0B73 e senha 52AE-862B-F203-4BD0 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS delineado nos presentes autos (Súmula Supremo Tribunal Federal 279) e na legislação infraconstitucional. 2. O agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar o entendimento adotado pela decisão impugnada, que deve ser mantida por seus próprios fundamentos. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-AgR 787.773, relatora Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 24.2.2011) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito previdenciário. Prequestionamento. Ausência. Benefício previdenciário. Revisão da renda mensal inicial. Cálculo. Legislação infraconstitucional. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Ausência de repercussão geral da matéria. Questão adstrita ao âmbito infraconstitucional.Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame da legislação infraconstitucional ou dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. O Plenário da Corte, no exame do AI n 843.287/RS, concluiu pela ausência da repercussão geral da questão relativa aos critérios para o cálculoda renda mensal inicial de benefício previdenciário, haja vista ser essa matéria de índoleinfraconstitucional. 4. Agravo regimental não provido. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa”. (Recurso Extraordinário-AgR 1.144.923/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 3.12.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 10% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos §§ 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0364-2B15-FFA2-0B73 e senha 52AE-862B-F203-4BD0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0364-2B15-FFA2-0B73 e senha 52AE-862B-F203-4BD0 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0364-2B15-FFA2-0B73 e senha 52AE-862B-F203-4BD0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.416 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VILSON JOSE DE ROCCO ADV.(A/S) : DANIEL FRANCISQUETTI (65921/RS) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E07-9968-EAED-21DB e senha DF11-A7EC-C4DA-382A Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.416 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VILSON JOSE DE ROCCO ADV.(A/S) : DANIEL FRANCISQUETTI (65921/RS) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E07-9968-EAED-21DB e senha DF11-A7EC-C4DA-382A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 162 . 416", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 162 . 416", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 162 . 416", "Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS 07 /", "Súmula 279", "ARE 752 . 348 - AgR", "Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS 07 / 1994", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 752 . 348 - AgR", "SÚMULAS 282 E 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 864 . 304 - ED", "Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282", "ARE 864 . 304 - ED", "Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS 630", "Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS 630", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 162 . 416", "Recurso Extraordinário - RG 630 . 501", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 162 . 416", "Recurso Extraordinário - RG 630 . 501", "Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS 9 . 876 / 99", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS 9 . 876 / 99", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS", "Súmula Supremo Tribunal Federal 279", "AI", "-", "AgR 787 . 773", "Súmulas ns 282", "AI n 843 . 287 / RS", "Recurso Extraordinário - AgR 1 . 144 . 923 / RS", "Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS", "Súmula Supremo Tribunal Federal 279", "AI", "-", "AgR 787 . 773", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns 636", "AI n 843 . 287 / RS", "Recurso Extraordinário - AgR 1 . 144 . 923 / RS", "Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1162416 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 162 . 416" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 213 / 1999", "Lei n 9 . 876 / 1999", "Lei n 9 . 876 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 213 / 1999", "Lei n 9 . 876 / 1999", "Lei n 9 . 876 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . da Lei n 9 . 876 / 99", "Lei n 9 . 876 / 99", "Lei n 9 . 876 / 99", "eDOC 25", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . da", "Lei n 9 . 876 / 99", "Lei n 9 . 876 / 99", "Lei n 9 . 876 /", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 9 . 876 / 1999", "ART . 29 , II , LEI n 8 . 213 / 1999", "art . 932 , VIII , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "artigo 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 9 . 876 / 1999", "ART . 29 , II , LEI n 8 . 213 / 1999", "art . 932 , VIII , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "artigo 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 876 / 99", "art . 3 . . . da Lei n 9 . 876 / 99", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 876 / 99", "art . 3 . . . da Lei n 9 . 876 / 99", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário da Corte", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário da Corte", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "VILSON JOSE DE ROCCO", "DANIEL FRANCISQUETTI", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "VILSON JOSE DE ROCCO", "DANIEL FRANCISQUETTI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "VILSON JOSE DE ROCCO", "DANIEL FRANCISQUETTI", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "VILSON JOSE DE ROCCO", "DANIEL FRANCISQUETTI", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "VILSON JOSE DE ROCCO", "DANIEL FRANCISQUETTI", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ". . .", "11 de Março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "05", "/", "2003", "29", "/", "11", "/", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "05", "/", "2003", "29", "/", "11", "/", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "julho de 1994", "07", "/", "1994", "30", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "julho de 1994", "07", "/", "1994", "30", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "2003", "29", "/", "11", "/", "1999", "07", "/", "1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "2003", "29", "/", "11", "/", "1999", "07", "/", "1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "2", ".", "2011", "3", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "2", ".", "2011", "3", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/02/2019 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 166.694 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RODRIGO DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Direito à prova e à paridade de armas. 3. Imagens de câmeras de monitoramento em posse de terceiros. Pedido da defesa indeferido pelo Juízo de origem. 4. Relevância e pertinência. 5. Ordem concedida para garantir que as imagens sejam preservadas e levadas aos autos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conceder a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AA3-73E9-C22D-365F e senha 0EEE-4C20-3C5C-CAAB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 12/02/2019 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 166.694 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RODRIGO DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus com pedido liminar, impetrado pela Defensoria Pública de São Paulo, em favor de Rodrigo da Silva, contra acórdão da Sexta Turma do STJ, nos autos do AgRg no HC 452.449/SP. Colho o relatório da decisão impugnada: “Trata-se de agravo regimental interposto por RODRIGO SILVA (ou RODRIGO DA SILVA) contra decisão da então Relatora, Ministra Maria Thereza de Assis Moura, que não conheceu da impetração. O habeas corpus, com pedido liminar, foi impetrado em favor de RODRIGO SILVA (ou RODRIGO DA SILVA), apontando como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (HC n.º 2100603-23.2018.8.26.0000). Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante e denunciado por suposta prática do delito descrito no art. 157, § 2º, incisos I e II, c.c. art. 70, caput (duas vezes), ambos do Código Penal. A Defesa requereu a intimação de representantes de determinados estabelecimentos para que preservassem as imagens do dia dos fatos, bem como fornecessem cópias das imagem ao Juízo, o que foi indeferido, nos seguintes termos: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD29-29B8-959C-E2E4 e senha 09F5-1C80-4106-7394 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 166.694 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RODRIGO DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus com pedido liminar, impetrado pela Defensoria Pública de São Paulo, em favor de Rodrigo da Silva, contra acórdão da Sexta Turma do STJ, nos autos do AgRg no HC 452.449/SP. Colho o relatório da decisão impugnada: “Trata-se de agravo regimental interposto por RODRIGO SILVA (ou RODRIGO DA SILVA) contra decisão da então Relatora, Ministra Maria Thereza de Assis Moura, que não conheceu da impetração. O habeas corpus, com pedido liminar, foi impetrado em favor de RODRIGO SILVA (ou RODRIGO DA SILVA), apontando como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (HC n.º 2100603-23.2018.8.26.0000). Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante e denunciado por suposta prática do delito descrito no art. 157, § 2º, incisos I e II, c.c. art. 70, caput (duas vezes), ambos do Código Penal. A Defesa requereu a intimação de representantes de determinados estabelecimentos para que preservassem as imagens do dia dos fatos, bem como fornecessem cópias das imagem ao Juízo, o que foi indeferido, nos seguintes termos: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD29-29B8-959C-E2E4 e senha 09F5-1C80-4106-7394 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório HC 166694 / SP […] Inconformada, a Defesa impetrou habeas corpus perante a Corte de origem, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: […] Em suas razões, alegou a Defesa, em síntese, a ocorrência de cerceamento de defesa, em razão do indeferimento da realização de diligência. Defendeu a "flagrante nulidade do indeferimento do pleito pela defesa técnica do paciente, haja vista a clara violação à busca da verdade e aos princípios norteadores do processo penal, ampla defesa e do contraditório, paridade de armas, bem como das garantias judiciais asseguradas pela Convenção Americana de Direitos Humanos" (fl. 5). Requereu, liminarmente e no mérito, "seja deferida a medida pleiteada às fls. 120/121 e reiterada em resposta à acusação para que por meio de oficial de justiça ou por concurso policial sejam intimados os representantes dos estabelecimentos/residências abaixo para que preservem as imagens do dia dos fatos, bem como forneçam a cópia das imagens ao juízo do dia e horários dos fatos, quais sejam: l) Av. Francisco Anholon, 119 - Jundiaí Mirim (residência) e 2) Rua Fulgêncio de Godói, 67 - Parque São Luis, 3) Rua Padre Evaristo Afonso, 301 (Esquina Materiais de Construção)" (fl. 10). O pedido de liminar foi indeferido pela Ministra Maria Thereza de Assis Moura, consoante decisão de fls. 56-57. As judiciosas informações foram prestadas às fls. 63-66 e 67-72. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento do habeas corpus, consoante parecer de fls. 75/77. Sobreveio a decisão de fls. 80-84, assim ementada: […] A Defensoria Pública, inconformada, interpõe o presente agravo regimental, reiterando os argumentos e asseverando ter impugnado os fundamentos da decisão recorrida e não se tratar de supressão de instância. Requer, assim: "[...] a retratação do (a) eminente Ministro (a) relator (a) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD29-29B8-959C-E2E4 e senha 09F5-1C80-4106-7394 Supremo Tribunal Federal HC 166694 / SP […] Inconformada, a Defesa impetrou habeas corpus perante a Corte de origem, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: […] Em suas razões, alegou a Defesa, em síntese, a ocorrência de cerceamento de defesa, em razão do indeferimento da realização de diligência. Defendeu a "flagrante nulidade do indeferimento do pleito pela defesa técnica do paciente, haja vista a clara violação à busca da verdade e aos princípios norteadores do processo penal, ampla defesa e do contraditório, paridade de armas, bem como das garantias judiciais asseguradas pela Convenção Americana de Direitos Humanos" (fl. 5). Requereu, liminarmente e no mérito, "seja deferida a medida pleiteada às fls. 120/121 e reiterada em resposta à acusação para que por meio de oficial de justiça ou por concurso policial sejam intimados os representantes dos estabelecimentos/residências abaixo para que preservem as imagens do dia dos fatos, bem como forneçam a cópia das imagens ao juízo do dia e horários dos fatos, quais sejam: l) Av. Francisco Anholon, 119 - Jundiaí Mirim (residência) e 2) Rua Fulgêncio de Godói, 67 - Parque São Luis, 3) Rua Padre Evaristo Afonso, 301 (Esquina Materiais de Construção)" (fl. 10). O pedido de liminar foi indeferido pela Ministra Maria Thereza de Assis Moura, consoante decisão de fls. 56-57. As judiciosas informações foram prestadas às fls. 63-66 e 67-72. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento do habeas corpus, consoante parecer de fls. 75/77. Sobreveio a decisão de fls. 80-84, assim ementada: […] A Defensoria Pública, inconformada, interpõe o presente agravo regimental, reiterando os argumentos e asseverando ter impugnado os fundamentos da decisão recorrida e não se tratar de supressão de instância. Requer, assim: "[...] a retratação do (a) eminente Ministro (a) relator (a) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD29-29B8-959C-E2E4 e senha 09F5-1C80-4106-7394 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 166694 / SP para reconhecer o cerceamento de defesa e para que seja deferida a medida pleiteada para que por meio de oficial de justiça ou por concurso policial sejam intimados os representantes dos estabelecimentos/residências abaixo para que preservem as imagens do dia dos fatos, bem como forneçam a cópia das imagens ao juízo do dia e horários dos fatos, quais sejam: 1) Av. Francisco Anholon, 119 – Jundiaí Mirim (residência) e 2) Rua Fulgêncio de Godói, 67 – Parque São Luis, 3) Rua Padre Evaristo Afonso, 301 (Esquina Materiais de Construção) e, ao final, a CONCESSÃO DEFINITIVA DA ORDEM DE HABEAS CORPUS para deferir a produção da prova pleiteada pela defesa." É o relatório”. (eDOC 3, p. 2-4) No STJ, o habeas corpus não foi conhecido. Interposto agravo, negou-se-lhe provimento. Nesta Corte, a defesa reitera os pedidos. Liminar deferida em 1º.2.2019. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD29-29B8-959C-E2E4 e senha 09F5-1C80-4106-7394 Supremo Tribunal Federal HC 166694 / SP para reconhecer o cerceamento de defesa e para que seja deferida a medida pleiteada para que por meio de oficial de justiça ou por concurso policial sejam intimados os representantes dos estabelecimentos/residências abaixo para que preservem as imagens do dia dos fatos, bem como forneçam a cópia das imagens ao juízo do dia e horários dos fatos, quais sejam: 1) Av. Francisco Anholon, 119 – Jundiaí Mirim (residência) e 2) Rua Fulgêncio de Godói, 67 – Parque São Luis, 3) Rua Padre Evaristo Afonso, 301 (Esquina Materiais de Construção) e, ao final, a CONCESSÃO DEFINITIVA DA ORDEM DE HABEAS CORPUS para deferir a produção da prova pleiteada pela defesa." É o relatório”. (eDOC 3, p. 2-4) No STJ, o habeas corpus não foi conhecido. Interposto agravo, negou-se-lhe provimento. Nesta Corte, a defesa reitera os pedidos. Liminar deferida em 1º.2.2019. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD29-29B8-959C-E2E4 e senha 09F5-1C80-4106-7394 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/02/2019 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 166.694 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A Defensoria Pública de São Paulo maneja o presente habeas corpus para requerer que imagens de câmeras de segurança sejam preservadas, a fim de provar a inocência do paciente, réu em ação penal. Pede, em suma, seja preservado o direito de produção de provas, dependente da providência de terceiros. O magistrado indeferiu o pedido, sob a alegação de que o princípio processual penal da paridade de armas não se aplica ao nosso ordenamento jurídico: “Indefiro o pedido da defesa de fls. 120/121. Em que pese a manifestação do defensor público em relação à paridade de armas, tal medida não se aplica, por ora, em nosso ordenamento jurídico. Ainda, acrescento que não houve prova da recusa das pessoas e estabelecimentos mencionados pela defesa que demonstre a necessidade de intervenção do judiciário para obtenção da prova que pretende a defesa juntar aos autos”. (eDOC 2, p. 44) No particular, tenho que a decisão deve ser reformada. A defesa pretende, tão somente, que provas, às quais não tem acesso, sejam preservadas e levadas aos autos, a fim de provar a inocência do paciente. Conforme alegado pela defesa, “a irmã do réu tentou várias vezes obter as imagens, mas sem sucesso diante da negativa. Não há como as partes obrigarem estes terceiros a fornecerem as imagens e tampouco obriga-las a assinar um documento recusando a fornecer a mídia para que haja segundo o juízo a quo a possibilidade de interferência do judiciário”. (eDOC 1, p. 4) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FE1-C388-ACAE-B463 e senha A484-655A-DBA3-9C51 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 166.694 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A Defensoria Pública de São Paulo maneja o presente habeas corpus para requerer que imagens de câmeras de segurança sejam preservadas, a fim de provar a inocência do paciente, réu em ação penal. Pede, em suma, seja preservado o direito de produção de provas, dependente da providência de terceiros. O magistrado indeferiu o pedido, sob a alegação de que o princípio processual penal da paridade de armas não se aplica ao nosso ordenamento jurídico: “Indefiro o pedido da defesa de fls. 120/121. Em que pese a manifestação do defensor público em relação à paridade de armas, tal medida não se aplica, por ora, em nosso ordenamento jurídico. Ainda, acrescento que não houve prova da recusa das pessoas e estabelecimentos mencionados pela defesa que demonstre a necessidade de intervenção do judiciário para obtenção da prova que pretende a defesa juntar aos autos”. (eDOC 2, p. 44) No particular, tenho que a decisão deve ser reformada. A defesa pretende, tão somente, que provas, às quais não tem acesso, sejam preservadas e levadas aos autos, a fim de provar a inocência do paciente. Conforme alegado pela defesa, “a irmã do réu tentou várias vezes obter as imagens, mas sem sucesso diante da negativa. Não há como as partes obrigarem estes terceiros a fornecerem as imagens e tampouco obriga-las a assinar um documento recusando a fornecer a mídia para que haja segundo o juízo a quo a possibilidade de interferência do judiciário”. (eDOC 1, p. 4) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FE1-C388-ACAE-B463 e senha A484-655A-DBA3-9C51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 166694 / SP Na doutrina, aponta-se que o direito à prova é essencial ao devido processo penal e ao direito à ampla defesa (GOMES FILHO, Antonio Magalhães. Direito à prova no processo penal. RT, 1997. p. 77-90; FERNANDES, Antonio Scarance. Processo Penal Constitucional. 7ª ed. RT, 2012. p. 79-83). Nesse sentido, a paridade de armas precisa ser respeitada no ordenamento brasileiro (VIEIRA, Renato Stanziola. Paridade de armas no processo penal. Gazeta Jurídica, 2014. p. 237-239, 289; ROBERTO, Welton. Paridade de armas no processo penal. Fórum, 2011. p. 131-137). Ainda que possa haver certa limitação na fase investigatória em razão de suas funções e limites cognitivos, não se pode, de modo nenhum, afirmar que a paridade de armas não deve ser respeitada. Não há dúvidas de que o julgador deve realizar um controle de admissibilidade de provas requeridas pelas partes, a partir dos critérios de relevância e pertinência. Assim, afirma-se que, “nos sistemas probatórios em que às partes é assegurado um verdadeiro direito à prova, os critérios de admissibilidade devem ser concebidos a partir de um regime de inclusão: a regra é que os meios de prova requeridos pelas partes devem ser admitidos. Somente haverá exclusão nos casos de manifesta irrelevância ou impertinência do meio probatório requerido pelas partes”. (BADARÓ, Gustavo H. Processo Penal. 6ª ed. RT, 2018. p. 409) Há pertinência no requerimento da provas, pois “o paciente informa que estava em sua residência no momento dos fatos e que as câmeras que estão na rua da sua residência comprovam esse fato e a versão dele (sua inocência)” (eDOC 1, p. 4). Além disso, há relevância, pois as gravações de vídeos podem, potencialmente, demonstrar a hipótese sustentada pela defesa. Prejuízo algum haveria ao processo o deferimento do pedido. Pelo contrário: a admissão da prova solicitada pela defesa contribuiria à prestação de uma jurisdição efetiva num processo penal efetivamente justo, a que todo e qualquer acusado tem direito. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FE1-C388-ACAE-B463 e senha A484-655A-DBA3-9C51 Supremo Tribunal Federal HC 166694 / SP Na doutrina, aponta-se que o direito à prova é essencial ao devido processo penal e ao direito à ampla defesa (GOMES FILHO, Antonio Magalhães. Direito à prova no processo penal. RT, 1997. p. 77-90; FERNANDES, Antonio Scarance. Processo Penal Constitucional. 7ª ed. RT, 2012. p. 79-83). Nesse sentido, a paridade de armas precisa ser respeitada no ordenamento brasileiro (VIEIRA, Renato Stanziola. Paridade de armas no processo penal. Gazeta Jurídica, 2014. p. 237-239, 289; ROBERTO, Welton. Paridade de armas no processo penal. Fórum, 2011. p. 131-137). Ainda que possa haver certa limitação na fase investigatória em razão de suas funções e limites cognitivos, não se pode, de modo nenhum, afirmar que a paridade de armas não deve ser respeitada. Não há dúvidas de que o julgador deve realizar um controle de admissibilidade de provas requeridas pelas partes, a partir dos critérios de relevância e pertinência. Assim, afirma-se que, “nos sistemas probatórios em que às partes é assegurado um verdadeiro direito à prova, os critérios de admissibilidade devem ser concebidos a partir de um regime de inclusão: a regra é que os meios de prova requeridos pelas partes devem ser admitidos. Somente haverá exclusão nos casos de manifesta irrelevância ou impertinência do meio probatório requerido pelas partes”. (BADARÓ, Gustavo H. Processo Penal. 6ª ed. RT, 2018. p. 409) Há pertinência no requerimento da provas, pois “o paciente informa que estava em sua residência no momento dos fatos e que as câmeras que estão na rua da sua residência comprovam esse fato e a versão dele (sua inocência)” (eDOC 1, p. 4). Além disso, há relevância, pois as gravações de vídeos podem, potencialmente, demonstrar a hipótese sustentada pela defesa. Prejuízo algum haveria ao processo o deferimento do pedido. Pelo contrário: a admissão da prova solicitada pela defesa contribuiria à prestação de uma jurisdição efetiva num processo penal efetivamente justo, a que todo e qualquer acusado tem direito. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FE1-C388-ACAE-B463 e senha A484-655A-DBA3-9C51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 166694 / SP O indeferimento do pedido, dessa forma, tem forte e contundente probabilidade de gerar prejuízo ao paciente, de modo que a ordem deve ser concedida, nos termos da liminar deferida. Ante o exposto, concedo a ordem para confirmar a liminar deferida e determinar ao Juízo de primeiro grau que intime os representantes dos estabelecimentos/residências para que preservem as imagens do dia dos fatos (1º.3.2018, às 13:30), bem como forneçam cópia das imagens ao juízo, nos termos solicitados pela defesa. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FE1-C388-ACAE-B463 e senha A484-655A-DBA3-9C51 Supremo Tribunal Federal HC 166694 / SP O indeferimento do pedido, dessa forma, tem forte e contundente probabilidade de gerar prejuízo ao paciente, de modo que a ordem deve ser concedida, nos termos da liminar deferida. Ante o exposto, concedo a ordem para confirmar a liminar deferida e determinar ao Juízo de primeiro grau que intime os representantes dos estabelecimentos/residências para que preservem as imagens do dia dos fatos (1º.3.2018, às 13:30), bem como forneçam cópia das imagens ao juízo, nos termos solicitados pela defesa. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FE1-C388-ACAE-B463 e senha A484-655A-DBA3-9C51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 166.694 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : RODRIGO DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem para confirmar a liminar deferida e determinar ao Juízo de primeiro grau que intime os representantes dos estabelecimentos/residências para que preservem as imagens do dia dos fatos (1º.3.2018, às 13:30), bem como forneçam cópia das imagens ao juízo, nos termos solicitados pela defesa, tudo nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D924-8402-B269-9510 e senha E56A-2E06-ABD8-0885 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 166.694 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : RODRIGO DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem para confirmar a liminar deferida e determinar ao Juízo de primeiro grau que intime os representantes dos estabelecimentos/residências para que preservem as imagens do dia dos fatos (1º.3.2018, às 13:30), bem como forneçam cópia das imagens ao juízo, nos termos solicitados pela defesa, tudo nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D924-8402-B269-9510 e senha E56A-2E06-ABD8-0885 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749417707
2019-02-12T00:00:00
2019-03-22T00:00:00
A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem para confirmar a liminar deferida e determinar ao Juízo de primeiro grau que intime os representantes dos estabelecimentos/residências para que preservem as imagens do dia dos fatos (1º.3.2018, às 13:30), bem como forneçam cópia das imagens ao juízo, nos termos solicitados pela defesa, tudo nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 12.2.2019.
HABEAS CORPUS
Habeas corpus. 2. Direito à prova e à paridade de armas. 3. Imagens de câmeras de monitoramento em posse de terceiros. Pedido da defesa indeferido pelo Juízo de origem. 4. Relevância e pertinência. 5. Ordem concedida para garantir que as imagens sejam preservadas e levadas aos autos.
sjur400299
Número de páginas: 8. Análise: 03/04/2019, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
166694
null
HC
acordaos
HC 166694
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PACTE.(S) : RODRIGO DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/02/2019 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 166.694 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RODRIGO DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Direito à prova e à paridade de armas. 3. Imagens de câmeras de monitoramento em posse de terceiros. Pedido da defesa indeferido pelo Juízo de origem. 4. Relevância e pertinência. 5. Ordem concedida para garantir que as imagens sejam preservadas e levadas aos autos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conceder a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AA3-73E9-C22D-365F e senha 0EEE-4C20-3C5C-CAAB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 12/02/2019 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 166.694 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RODRIGO DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus com pedido liminar, impetrado pela Defensoria Pública de São Paulo, em favor de Rodrigo da Silva, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, nos autos do AgRg no HC 452.449/SP. Colho o relatório da decisão impugnada: “Trata-se de agravo regimental interposto por RODRIGO SILVA (ou RODRIGO DA SILVA) contra decisão da então Relatora, Ministra Maria Thereza de Assis Moura, que não conheceu da impetração. O habeas corpus, com pedido liminar, foi impetrado em favor de RODRIGO SILVA (ou RODRIGO DA SILVA), apontando como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (HC n. 2100603-23.2018.8.26.0000). Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante e denunciado por suposta prática do delito descrito no art. 157, § 2..., incisos I e II, c.c. art. 70, caput (duas vezes), ambos do Código Penal. A Defesa requereu a intimação de representantes de determinados estabelecimentos para que preservassem as imagens do dia dos fatos, bem como fornecessem cópias das imagem ao Juízo, o que foi indeferido, nos seguintes termos: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD29-29B8-959C-E2E4 e senha 09F5-1C80-4106-7394 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 166.694 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :RODRIGO DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus com pedido liminar, impetrado pela Defensoria Pública de São Paulo, em favor de Rodrigo da Silva, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, nos autos do AgRg no HC 452.449/SP. Colho o relatório da decisão impugnada: “Trata-se de agravo regimental interposto por RODRIGO SILVA (ou RODRIGO DA SILVA) contra decisão da então Relatora, Ministra Maria Thereza de Assis Moura, que não conheceu da impetração. O habeas corpus, com pedido liminar, foi impetrado em favor de RODRIGO SILVA (ou RODRIGO DA SILVA), apontando como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (HC n. 2100603-23.2018.8.26.0000). Consta dos autos que o paciente foi preso em flagrante e denunciado por suposta prática do delito descrito no art. 157, § 2..., incisos I e II, c.c. art. 70, caput (duas vezes), ambos do Código Penal. A Defesa requereu a intimação de representantes de determinados estabelecimentos para que preservassem as imagens do dia dos fatos, bem como fornecessem cópias das imagem ao Juízo, o que foi indeferido, nos seguintes termos: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD29-29B8-959C-E2E4 e senha 09F5-1C80-4106-7394 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório HC 166694 / SP […] Inconformada, a Defesa impetrou habeas corpus perante a Corte de origem, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: […] Em suas razões, alegou a Defesa, em síntese, a ocorrência de cerceamento de defesa, em razão do indeferimento da realização de diligência. Defendeu a "flagrante nulidade do indeferimento do pleito pela defesa técnica do paciente, haja vista a clara violação à busca da verdade e aos princípios norteadores do processo penal, ampla defesa e do contraditório, paridade de armas, bem como das garantias judiciais asseguradas pela Convenção Americana de Direitos Humanos" (fl. 5). Requereu, liminarmente e no mérito, "seja deferida a medida pleiteada às fls. 120/121 e reiterada em resposta à acusação para que por meio de oficial de justiça ou por concurso policial sejam intimados os representantes dos estabelecimentos/residências abaixo para que preservem as imagens do dia dos fatos, bem como forneçam a cópia das imagens ao juízo do dia e horários dos fatos, quais sejam: l) Av. Francisco Anholon, 119 - Jundiaí Mirim (residência) e 2) Rua Fulgêncio de Godói, 67 - Parque São Luis, 3) Rua Padre Evaristo Afonso, 301 (Esquina Materiais de Construção)" (fl. 10). O pedido de liminar foi indeferido pela Ministra Maria Thereza de Assis Moura, consoante decisão de fls. 56-57. As judiciosas informações foram prestadas às fls. 63-66 e 67-72. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento do habeas corpus, consoante parecer de fls. 75/77. Sobreveio a decisão de fls. 80-84, assim ementada: […] A Defensoria Pública, inconformada, interpõe o presente agravo regimental, reiterando os argumentos e asseverando ter impugnado os fundamentos da decisão recorrida e não se tratar de supressão de instância. Requer, assim: "[...] a retratação do (a) eminente Ministro (a) relator (a) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD29-29B8-959C-E2E4 e senha 09F5-1C80-4106-7394 Supremo Tribunal Federal HC 166694 / SP […] Inconformada, a Defesa impetrou habeas corpus perante a Corte de origem, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: […] Em suas razões, alegou a Defesa, em síntese, a ocorrência de cerceamento de defesa, em razão do indeferimento da realização de diligência. Defendeu a "flagrante nulidade do indeferimento do pleito pela defesa técnica do paciente, haja vista a clara violação à busca da verdade e aos princípios norteadores do processo penal, ampla defesa e do contraditório, paridade de armas, bem como das garantias judiciais asseguradas pela Convenção Americana de Direitos Humanos" (fl. 5). Requereu, liminarmente e no mérito, "seja deferida a medida pleiteada às fls. 120/121 e reiterada em resposta à acusação para que por meio de oficial de justiça ou por concurso policial sejam intimados os representantes dos estabelecimentos/residências abaixo para que preservem as imagens do dia dos fatos, bem como forneçam a cópia das imagens ao juízo do dia e horários dos fatos, quais sejam: l) Av. Francisco Anholon, 119 - Jundiaí Mirim (residência) e 2) Rua Fulgêncio de Godói, 67 - Parque São Luis, 3) Rua Padre Evaristo Afonso, 301 (Esquina Materiais de Construção)" (fl. 10). O pedido de liminar foi indeferido pela Ministra Maria Thereza de Assis Moura, consoante decisão de fls. 56-57. As judiciosas informações foram prestadas às fls. 63-66 e 67-72. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento do habeas corpus, consoante parecer de fls. 75/77. Sobreveio a decisão de fls. 80-84, assim ementada: […] A Defensoria Pública, inconformada, interpõe o presente agravo regimental, reiterando os argumentos e asseverando ter impugnado os fundamentos da decisão recorrida e não se tratar de supressão de instância. Requer, assim: "[...] a retratação do (a) eminente Ministro (a) relator (a) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD29-29B8-959C-E2E4 e senha 09F5-1C80-4106-7394 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 166694 / SP para reconhecer o cerceamento de defesa e para que seja deferida a medida pleiteada para que por meio de oficial de justiça ou por concurso policial sejam intimados os representantes dos estabelecimentos/residências abaixo para que preservem as imagens do dia dos fatos, bem como forneçam a cópia das imagens ao juízo do dia e horários dos fatos, quais sejam: 1) Av. Francisco Anholon, 119 – Jundiaí Mirim (residência) e 2) Rua Fulgêncio de Godói, 67 – Parque São Luis, 3) Rua Padre Evaristo Afonso, 301 (Esquina Materiais de Construção) e, ao final, a CONCESSÃO DEFINITIVA DA ORDEM DE HABEAS CORPUS para deferir a produção da prova pleiteada pela defesa." É o relatório”. (eDOC 3, p. 2-4) No Superior Tribunal de Justiça, o habeas corpus não foi conhecido. Interposto agravo, negou-se-lhe provimento. Nesta Corte, a defesa reitera os pedidos. Liminar deferida em 1....2.2019. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD29-29B8-959C-E2E4 e senha 09F5-1C80-4106-7394 Supremo Tribunal Federal HC 166694 / SP para reconhecer o cerceamento de defesa e para que seja deferida a medida pleiteada para que por meio de oficial de justiça ou por concurso policial sejam intimados os representantes dos estabelecimentos/residências abaixo para que preservem as imagens do dia dos fatos, bem como forneçam a cópia das imagens ao juízo do dia e horários dos fatos, quais sejam: 1) Av. Francisco Anholon, 119 – Jundiaí Mirim (residência) e 2) Rua Fulgêncio de Godói, 67 – Parque São Luis, 3) Rua Padre Evaristo Afonso, 301 (Esquina Materiais de Construção) e, ao final, a CONCESSÃO DEFINITIVA DA ORDEM DE HABEAS CORPUS para deferir a produção da prova pleiteada pela defesa." É o relatório”. (eDOC 3, p. 2-4) No Superior Tribunal de Justiça, o habeas corpus não foi conhecido. Interposto agravo, negou-se-lhe provimento. Nesta Corte, a defesa reitera os pedidos. Liminar deferida em 1....2.2019. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD29-29B8-959C-E2E4 e senha 09F5-1C80-4106-7394 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/02/2019 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 166.694 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A Defensoria Pública de São Paulo maneja o presente habeas corpus para requerer que imagens de câmeras de segurança sejam preservadas, a fim de provar a inocência do paciente, réu em ação penal. Pede, em suma, seja preservado o direito de produção de provas, dependente da providência de terceiros. O magistrado indeferiu o pedido, sob a alegação de que o princípio processual penal da paridade de armas não se aplica ao nosso ordenamento jurídico: “Indefiro o pedido da defesa de fls. 120/121. Em que pese a manifestação do defensor público em relação à paridade de armas, tal medida não se aplica, por ora, em nosso ordenamento jurídico. Ainda, acrescento que não houve prova da recusa das pessoas e estabelecimentos mencionados pela defesa que demonstre a necessidade de intervenção do judiciário para obtenção da prova que pretende a defesa juntar aos autos”. (eDOC 2, p. 44) No particular, tenho que a decisão deve ser reformada. A defesa pretende, tão somente, que provas, às quais não tem acesso, sejam preservadas e levadas aos autos, a fim de provar a inocência do paciente. Conforme alegado pela defesa, “a irmã do réu tentou várias vezes obter as imagens, mas sem sucesso diante da negativa. Não há como as partes obrigarem estes terceiros a fornecerem as imagens e tampouco obriga-las a assinar um documento recusando a fornecer a mídia para que haja segundo o juízo a quo a possibilidade de interferência do judiciário”. (eDOC 1, p. 4) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FE1-C388-ACAE-B463 e senha A484-655A-DBA3-9C51 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 166.694 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A Defensoria Pública de São Paulo maneja o presente habeas corpus para requerer que imagens de câmeras de segurança sejam preservadas, a fim de provar a inocência do paciente, réu em ação penal. Pede, em suma, seja preservado o direito de produção de provas, dependente da providência de terceiros. O magistrado indeferiu o pedido, sob a alegação de que o princípio processual penal da paridade de armas não se aplica ao nosso ordenamento jurídico: “Indefiro o pedido da defesa de fls. 120/121. Em que pese a manifestação do defensor público em relação à paridade de armas, tal medida não se aplica, por ora, em nosso ordenamento jurídico. Ainda, acrescento que não houve prova da recusa das pessoas e estabelecimentos mencionados pela defesa que demonstre a necessidade de intervenção do judiciário para obtenção da prova que pretende a defesa juntar aos autos”. (eDOC 2, p. 44) No particular, tenho que a decisão deve ser reformada. A defesa pretende, tão somente, que provas, às quais não tem acesso, sejam preservadas e levadas aos autos, a fim de provar a inocência do paciente. Conforme alegado pela defesa, “a irmã do réu tentou várias vezes obter as imagens, mas sem sucesso diante da negativa. Não há como as partes obrigarem estes terceiros a fornecerem as imagens e tampouco obriga-las a assinar um documento recusando a fornecer a mídia para que haja segundo o juízo a quo a possibilidade de interferência do judiciário”. (eDOC 1, p. 4) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FE1-C388-ACAE-B463 e senha A484-655A-DBA3-9C51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 166694 / SP Na doutrina, aponta-se que o direito à prova é essencial ao devido processo penal e ao direito à ampla defesa (GOMES FILHO, Antonio Magalhães. Direito à prova no processo penal. RT, 1997. p. 77-90; FERNANDES, Antonio Scarance. Processo Penal Constitucional. 7... ed. RT, 2012. p. 79-83). Nesse sentido, a paridade de armas precisa ser respeitada no ordenamento brasileiro (VIEIRA, Renato Stanziola. Paridade de armas no processo penal. Gazeta Jurídica, 2014. p. 237-239, 289; ROBERTO, Welton. Paridade de armas no processo penal. Fórum, 2011. p. 131-137). Ainda que possa haver certa limitação na fase investigatória em razão de suas funções e limites cognitivos, não se pode, de modo nenhum, afirmar que a paridade de armas não deve ser respeitada. Não há dúvidas de que o julgador deve realizar um controle de admissibilidade de provas requeridas pelas partes, a partir dos critérios de relevância e pertinência. Assim, afirma-se que, “nos sistemas probatórios em que às partes é assegurado um verdadeiro direito à prova, os critérios de admissibilidade devem ser concebidos a partir de um regime de inclusão: a regra é que os meios de prova requeridos pelas partes devem ser admitidos. Somente haverá exclusão nos casos de manifesta irrelevância ou impertinência do meio probatório requerido pelas partes”. (BADARÓ, Gustavo H. Processo Penal. 6... ed. RT, 2018. p. 409) Há pertinência no requerimento da provas, pois “o paciente informa que estava em sua residência no momento dos fatos e que as câmeras que estão na rua da sua residência comprovam esse fato e a versão dele (sua inocência)” (eDOC 1, p. 4). Além disso, há relevância, pois as gravações de vídeos podem, potencialmente, demonstrar a hipótese sustentada pela defesa. Prejuízo algum haveria ao processo o deferimento do pedido. Pelo contrário: a admissão da prova solicitada pela defesa contribuiria à prestação de uma jurisdição efetiva num processo penal efetivamente justo, a que todo e qualquer acusado tem direito. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FE1-C388-ACAE-B463 e senha A484-655A-DBA3-9C51 Supremo Tribunal Federal HC 166694 / SP Na doutrina, aponta-se que o direito à prova é essencial ao devido processo penal e ao direito à ampla defesa (GOMES FILHO, Antonio Magalhães. Direito à prova no processo penal. RT, 1997. p. 77-90; FERNANDES, Antonio Scarance. Processo Penal Constitucional. 7... ed. RT, 2012. p. 79-83). Nesse sentido, a paridade de armas precisa ser respeitada no ordenamento brasileiro (VIEIRA, Renato Stanziola. Paridade de armas no processo penal. Gazeta Jurídica, 2014. p. 237-239, 289; ROBERTO, Welton. Paridade de armas no processo penal. Fórum, 2011. p. 131-137). Ainda que possa haver certa limitação na fase investigatória em razão de suas funções e limites cognitivos, não se pode, de modo nenhum, afirmar que a paridade de armas não deve ser respeitada. Não há dúvidas de que o julgador deve realizar um controle de admissibilidade de provas requeridas pelas partes, a partir dos critérios de relevância e pertinência. Assim, afirma-se que, “nos sistemas probatórios em que às partes é assegurado um verdadeiro direito à prova, os critérios de admissibilidade devem ser concebidos a partir de um regime de inclusão: a regra é que os meios de prova requeridos pelas partes devem ser admitidos. Somente haverá exclusão nos casos de manifesta irrelevância ou impertinência do meio probatório requerido pelas partes”. (BADARÓ, Gustavo H. Processo Penal. 6... ed. RT, 2018. p. 409) Há pertinência no requerimento da provas, pois “o paciente informa que estava em sua residência no momento dos fatos e que as câmeras que estão na rua da sua residência comprovam esse fato e a versão dele (sua inocência)” (eDOC 1, p. 4). Além disso, há relevância, pois as gravações de vídeos podem, potencialmente, demonstrar a hipótese sustentada pela defesa. Prejuízo algum haveria ao processo o deferimento do pedido. Pelo contrário: a admissão da prova solicitada pela defesa contribuiria à prestação de uma jurisdição efetiva num processo penal efetivamente justo, a que todo e qualquer acusado tem direito. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FE1-C388-ACAE-B463 e senha A484-655A-DBA3-9C51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 166694 / SP O indeferimento do pedido, dessa forma, tem forte e contundente probabilidade de gerar prejuízo ao paciente, de modo que a ordem deve ser concedida, nos termos da liminar deferida. Ante o exposto, concedo a ordem para confirmar a liminar deferida e determinar ao Juízo de primeiro grau que intime os representantes dos estabelecimentos/residências para que preservem as imagens do dia dos fatos (1....3.2018, às 13:30), bem como forneçam cópia das imagens ao juízo, nos termos solicitados pela defesa. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FE1-C388-ACAE-B463 e senha A484-655A-DBA3-9C51 Supremo Tribunal Federal HC 166694 / SP O indeferimento do pedido, dessa forma, tem forte e contundente probabilidade de gerar prejuízo ao paciente, de modo que a ordem deve ser concedida, nos termos da liminar deferida. Ante o exposto, concedo a ordem para confirmar a liminar deferida e determinar ao Juízo de primeiro grau que intime os representantes dos estabelecimentos/residências para que preservem as imagens do dia dos fatos (1....3.2018, às 13:30), bem como forneçam cópia das imagens ao juízo, nos termos solicitados pela defesa. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FE1-C388-ACAE-B463 e senha A484-655A-DBA3-9C51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 12/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 166.694 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : RODRIGO DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem para confirmar a liminar deferida e determinar ao Juízo de primeiro grau que intime os representantes dos estabelecimentos/residências para que preservem as imagens do dia dos fatos (1....3.2018, às 13:30), bem como forneçam cópia das imagens ao juízo, nos termos solicitados pela defesa, tudo nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D924-8402-B269-9510 e senha E56A-2E06-ABD8-0885 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 166.694 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : RODRIGO DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, concedeu a ordem para confirmar a liminar deferida e determinar ao Juízo de primeiro grau que intime os representantes dos estabelecimentos/residências para que preservem as imagens do dia dos fatos (1....3.2018, às 13:30), bem como forneçam cópia das imagens ao juízo, nos termos solicitados pela defesa, tudo nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D924-8402-B269-9510 e senha E56A-2E06-ABD8-0885 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 166 . 694", "HABEAS CORPUS 166 . 694", "AgRg no HC 452 . 449 / SP", "HC n . 2100603 - 23 . 2018 . 8 . 26 . 0000", "HABEAS CORPUS 166 . 694 SÃO", "AgRg no HC 452 . 449 / SP", "HC n . 2100603 - 23 . 2018 . 8 . 26 . 0000", "HC 166694 / SP", "HC 166694 / SP", "HC 166694 / SP", "HC 166694 / SP", "HABEAS CORPUS 166 . 694 SÃO", "HABEAS CORPUS 166 . 694 SÃO", "HC 166694 / SP", "HC 166694 / SP", "HC 166694 / SP", "HC 166694 /", "HABEAS CORPUS 166 . 694", "HABEAS CORPUS 166 . 694" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , incisos I e II , c . c . art . 70 , caput ( duas vezes ) , ambos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , incisos I e II , c . c . art . 70 , caput ( duas vezes ) , ambos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Convenção Americana de Direitos Humanos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Convenção Americana de Direitos Humanos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Av", ". Francisco Anholon", "Jundiaí Mirim", "Rua Fulgêncio de Godói", "Parque São Luis", "Rua Padre Evaristo Afonso", "Av", ". Francisco Anholon", "Jundiaí Mirim", "Rua Fulgêncio de Godói", "Parque São Luis", "Rua Padre Evaristo Afonso", "Av", ". Francisco Anholon", "Jundiaí Mirim", "Rua Fulgêncio de Godói", "Parque São Luis", "Rua Padre Evaristo Afonso", "Av", ". Francisco Anholon", "Jundiaí Mirim", "Rua Fulgêncio de Godói", "Parque São Luis", "Rua Padre Evaristo Afonso", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "SUPERIOR TRIBUNAL", "Defensoria Pública de São Paulo", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Defensoria Pública de São Paulo", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Esquina Materiais de Construção", "Ministério Público Federal", "Defensoria Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Esquina Materiais de Construção", "Ministério Público Federal", "Defensoria Pública", "Esquina Materiais de Construção", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Esquina Materiais de Construção", "Superior Tribunal de Justiça", "SEGUNDA TURMA", "Defensoria Pública de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Defensoria Pública de São Paulo", "RT", "RT", "Gazeta Jurídica", "Fórum", "RT", "Supremo Tribunal Federal", "RT", "Gazeta Jurídica", "Fórum", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "RODRIGO DA SILVA", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RODRIGO DA SILVA", "GILMAR MENDES", "Rodrigo da Silva", "RODRIGO SILVA", "RODRIGO DA SILVA", "Maria Thereza de Assis Moura", "RODRIGO SILVA", "RODRIGO DA SILVA", "GILMAR MENDES", "RODRIGO DA SILVA", "GILMAR MENDES", "Rodrigo da Silva", "RODRIGO SILVA", "RODRIGO DA SILVA", "Maria Thereza de Assis Moura", "RODRIGO SILVA", "RODRIGO DA SILVA", "Maria Thereza de Assis Moura", "Maria Thereza de Assis Moura", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GOMES FILHO , Antonio Magalhães", "FERNANDES , Antonio Scarance", "VIEIRA , Renato Stanziola", "ROBERTO , Welton", "BADARÓ , Gustavo H", "GOMES FILHO , Antonio Magalhães", "FERNANDES , Antonio Scarance", "VIEIRA , Renato Stanziola", "ROBERTO , Welton", "BADARÓ , Gustavo H", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RODRIGO DA SILVA", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "RODRIGO DA SILVA", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "12", "/", "02", "/", "2019", "12 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1997", "2012", "2014", "2011", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1997", "2012", "2014", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", ".", "3", ".", "2018", "12", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "3", ".", "2018", "12", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.395 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARIA PAULA DAVID ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ART. 121, §2º, II E IV, DO CÓDIGO PENAL). SENTENÇA ABSOLUTÓRIA IMPRÓPRIA. CRIME PUNIDO COM PENA DE RECLUSÃO. IMPOSIÇÃO DE MEDIDA DE SEGURANÇA DE NATUREZA DETENTIVA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL INEXISTENTE. ADEQUAÇÃO DA MEDIDA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. 1. O art. 97 do Código Penal impõe a aplicação da medida de segurança de internação ao agente inimputável que tenha praticado fato típico e jurídico punido com pena de reclusão, como ocorreu na espécie. 2. Nos termos do art. 182 do Código de Processo Penal, a existência de laudo médico pericial, elaborado antes da prolação da sentença absolutória imprópria, o qual concluiu pela possibilidade de tratamento ambulatorial da paciente, não vincula a conclusão do juiz, que pode aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte, caso entender pela insuficiência da medida para a cessação da periculosidade. 3. O juízo acerca da adequação da medida de segurança imposta à paciente, de forma a infirmar o entendimento da instância ordinária, demandaria o reexame do conjunto probatório, providência incompatível com esta via processual. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CE5-71B8-974A-F49A e senha 02D6-7D8B-1BC2-50D9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 163395 AGR / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CE5-71B8-974A-F49A e senha 02D6-7D8B-1BC2-50D9 Supremo Tribunal Federal HC 163395 AGR / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CE5-71B8-974A-F49A e senha 02D6-7D8B-1BC2-50D9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.395 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARIA PAULA DAVID ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, sob fundamento de que, em se tratando de homicídio qualificado, punido com pena de reclusão, a imposição de medida de segurança detentiva não enseja constrangimento ilegal. Consta dos autos, em síntese, que a agravante foi denunciada pela suposta prática do crime de homicídio qualificado (art. 121, § 2º, II e IV), porque, agindo com animus necandi ou ao menos assumindo este risco, por motivo fútil e mediante asfixia, agrediu e espancou o recém-nascido e seu filho WAYNE DAVID NOGUEIRA, causando-lhe os ferimentos que ensejaram a sua morte (Doc. 2 – fls. 19/20). O magistrado de primeira instância julgou improcedente a denúncia, absolvendo MARIA PAULA DAVID, nos termos do art. 415, IV, c/c art. 386, VI, ambos do CPP, declarando-a absolutamente inimputável, nos termos do art. 26 do CP. Em consequência, impôs-lhe a medida de segurança de internação, em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou, à falta, em outro estabelecimento adequado, por tempo indeterminado, com prazo mínimo de 03 (três) anos, com fulcro nos arts. 96 e 97, ambos do CP (Doc. 2 – fls. 148/149). Buscando a modificação da sentença absolutória imprópria, para que a agravante fosse submetida apenas a tratamento ambulatorial, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E1D9-1B29-3241-C696 e senha D876-42F9-8315-B905 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.395 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARIA PAULA DAVID ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, sob fundamento de que, em se tratando de homicídio qualificado, punido com pena de reclusão, a imposição de medida de segurança detentiva não enseja constrangimento ilegal. Consta dos autos, em síntese, que a agravante foi denunciada pela suposta prática do crime de homicídio qualificado (art. 121, § 2º, II e IV), porque, agindo com animus necandi ou ao menos assumindo este risco, por motivo fútil e mediante asfixia, agrediu e espancou o recém-nascido e seu filho WAYNE DAVID NOGUEIRA, causando-lhe os ferimentos que ensejaram a sua morte (Doc. 2 – fls. 19/20). O magistrado de primeira instância julgou improcedente a denúncia, absolvendo MARIA PAULA DAVID, nos termos do art. 415, IV, c/c art. 386, VI, ambos do CPP, declarando-a absolutamente inimputável, nos termos do art. 26 do CP. Em consequência, impôs-lhe a medida de segurança de internação, em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou, à falta, em outro estabelecimento adequado, por tempo indeterminado, com prazo mínimo de 03 (três) anos, com fulcro nos arts. 96 e 97, ambos do CP (Doc. 2 – fls. 148/149). Buscando a modificação da sentença absolutória imprópria, para que a agravante fosse submetida apenas a tratamento ambulatorial, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E1D9-1B29-3241-C696 e senha D876-42F9-8315-B905 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 163395 AGR / MG Defensoria Pública apelou ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que negou provimento ao recurso (Doc. 2 – fls. 201-207). Inconformada, a defesa impetrou Habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, ao qual o Ministro relator negou seguimento, em decisão mantida pelo colegiado. Eis a ementa do julgado: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ABSOLVIÇÃO IMPRÓPRIA. APLICAÇÃO DE MEDIDA DE SEGURANÇA. INTERNAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO POR TRATAMENTO AMBULATORIAL. IMPOSSIBILIDADE. CRIME APENADO COM RECLUSÃO. MODIFICAR O ENTENDIMENTO DO TRIBUNAL DE ORIGEM. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO MATERIAL FÁTICO/PROBATÓRIO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL AFASTADO. 1. Apenas é cabível a imposição de medida de segurança de tratamento ambulatorial se o fato previsto como crime for punível com detenção (HC 143.016/SP, Rel. Ministro FELIX FISCHER, Quinta Turma, julgado em 09/02/2010, DJe 22/03/2010). No mesmo diapasão: HC 419.819/SP, Rel. Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 17/04/2018, DJe 24/04/2018; HC 394.821/MS, por mim relatado, QUINTA TURMA, julgado em 17/08/2017, DJe 29/08/2017 e HC 213.294/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 01/10/2013, DJe 10/10/2013). 2. A mens legis do artigo 97 do Código Penal consiste em impor, como regra, a internação aos inimputáveis na hipótese de delitos punidos com reclusão - como na espécie (homicídio qualificado tentado) -, e somente facultar o tratamento ambulatorial - atribuindo-se ao juiz certa discricionariedade - aos casos punidos com detenção, sendo cabível, nesta última hipótese, a averiguação da periculosidade do agente para respaldar a adoção de uma medida ou de outra, à luz do princípio do livre convencimento motivado (HC 394.072/MS, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 23/05/2017, DJe 30/05/2017). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E1D9-1B29-3241-C696 e senha D876-42F9-8315-B905 Supremo Tribunal Federal HC 163395 AGR / MG Defensoria Pública apelou ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que negou provimento ao recurso (Doc. 2 – fls. 201-207). Inconformada, a defesa impetrou Habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, ao qual o Ministro relator negou seguimento, em decisão mantida pelo colegiado. Eis a ementa do julgado: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ABSOLVIÇÃO IMPRÓPRIA. APLICAÇÃO DE MEDIDA DE SEGURANÇA. INTERNAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO POR TRATAMENTO AMBULATORIAL. IMPOSSIBILIDADE. CRIME APENADO COM RECLUSÃO. MODIFICAR O ENTENDIMENTO DO TRIBUNAL DE ORIGEM. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO MATERIAL FÁTICO/PROBATÓRIO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL AFASTADO. 1. Apenas é cabível a imposição de medida de segurança de tratamento ambulatorial se o fato previsto como crime for punível com detenção (HC 143.016/SP, Rel. Ministro FELIX FISCHER, Quinta Turma, julgado em 09/02/2010, DJe 22/03/2010). No mesmo diapasão: HC 419.819/SP, Rel. Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 17/04/2018, DJe 24/04/2018; HC 394.821/MS, por mim relatado, QUINTA TURMA, julgado em 17/08/2017, DJe 29/08/2017 e HC 213.294/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 01/10/2013, DJe 10/10/2013). 2. A mens legis do artigo 97 do Código Penal consiste em impor, como regra, a internação aos inimputáveis na hipótese de delitos punidos com reclusão - como na espécie (homicídio qualificado tentado) -, e somente facultar o tratamento ambulatorial - atribuindo-se ao juiz certa discricionariedade - aos casos punidos com detenção, sendo cabível, nesta última hipótese, a averiguação da periculosidade do agente para respaldar a adoção de uma medida ou de outra, à luz do princípio do livre convencimento motivado (HC 394.072/MS, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 23/05/2017, DJe 30/05/2017). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E1D9-1B29-3241-C696 e senha D876-42F9-8315-B905 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 163395 AGR / MG 3. Na espécie, a paciente praticou crime apenado com reclusão (homicídio qualificado), o que, a princípio, impõe a aplicação de internação (art. 97 do Código Penal). 4. Por outro lado, inviável, na via eleita do habeas corpus, por exigir uma avaliação de fatos e provas, modificar o entendimento acerca da necessidade de se aplicar à paciente a medida de segurança de internação. Precedentes. Excepcionalidade não reconhecida pelas instâncias ordinárias. Revolvimento, no ponto, das razões fático-probatórias. Inviabilidade no remédio constitucional escolhido. 5. Agravo regimental improvido. Neste recurso, a defesa reitera a possibilidade de substituir a medida de segurança detentiva por tratamento ambulatorial. Enfatiza que, no caso concreto, o diagnóstico dos médicos peritos forenses, de acordo com o laudo 12002/2017 (e-STJ Fl.167/169), concluiu o quadro de psicose puerperal (decorrente do parto), recomendando o tratamento ambulatorial e não a internação. Afirma que o quadro está com remissão dos sintomas e que precisa do tratamento ambulatorial para evitar novas crises. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso, com a possibilidade do cumprimento da medida de segurança em tratamento ambulatorial. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E1D9-1B29-3241-C696 e senha D876-42F9-8315-B905 Supremo Tribunal Federal HC 163395 AGR / MG 3. Na espécie, a paciente praticou crime apenado com reclusão (homicídio qualificado), o que, a princípio, impõe a aplicação de internação (art. 97 do Código Penal). 4. Por outro lado, inviável, na via eleita do habeas corpus, por exigir uma avaliação de fatos e provas, modificar o entendimento acerca da necessidade de se aplicar à paciente a medida de segurança de internação. Precedentes. Excepcionalidade não reconhecida pelas instâncias ordinárias. Revolvimento, no ponto, das razões fático-probatórias. Inviabilidade no remédio constitucional escolhido. 5. Agravo regimental improvido. Neste recurso, a defesa reitera a possibilidade de substituir a medida de segurança detentiva por tratamento ambulatorial. Enfatiza que, no caso concreto, o diagnóstico dos médicos peritos forenses, de acordo com o laudo 12002/2017 (e-STJ Fl.167/169), concluiu o quadro de psicose puerperal (decorrente do parto), recomendando o tratamento ambulatorial e não a internação. Afirma que o quadro está com remissão dos sintomas e que precisa do tratamento ambulatorial para evitar novas crises. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso, com a possibilidade do cumprimento da medida de segurança em tratamento ambulatorial. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E1D9-1B29-3241-C696 e senha D876-42F9-8315-B905 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.395 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. A Corte estadual, ao negar provimento ao apelo defensivo e manter a medida de segurança detentiva, apontou os seguintes argumentos: [...] Segundo dispõe o art. 97 do Código Penal, para os crimes cuja pena abstrata é punida com reclusão, torna- se imperiosa a aplicação da medida de segurança, sob regime de internação, baseando-se a imposição da medida na periculosidade do agente. No caso em exame, como a apelante foi denunciada por homicídio qualificado, crime punido com pena de reclusão, correta a imposição da medida de internação, sendo sua periculosidade abstraída da conduta comprovadamente por ela praticada. Sobre o assunto, o colendo Superior Tribunal Federal já decidiu: Tratando-se de inimputável, a definição de medida cabível ocorre, em primeiro plano, considerado o aspecto subjetivo - a natureza da pena privativa de liberdade prevista para o tipo penal. Se é de reclusão, impõe-se a Internação. Somente na hipótese de detenção é que fica a critério do juiz a estipulação, ou não, da medida menos gravosa – de tratamento ambulatória. A razão de ser da distinção está na gravidade da figura penal na qual o inimputável esteve envolvido, a nortear o grau de periculosidade - Arts. 26, 96 e 97 do CP. (STF RT Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.395 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. A Corte estadual, ao negar provimento ao apelo defensivo e manter a medida de segurança detentiva, apontou os seguintes argumentos: [...] Segundo dispõe o art. 97 do Código Penal, para os crimes cuja pena abstrata é punida com reclusão, torna- se imperiosa a aplicação da medida de segurança, sob regime de internação, baseando-se a imposição da medida na periculosidade do agente. No caso em exame, como a apelante foi denunciada por homicídio qualificado, crime punido com pena de reclusão, correta a imposição da medida de internação, sendo sua periculosidade abstraída da conduta comprovadamente por ela praticada. Sobre o assunto, o colendo Superior Tribunal Federal já decidiu: Tratando-se de inimputável, a definição de medida cabível ocorre, em primeiro plano, considerado o aspecto subjetivo - a natureza da pena privativa de liberdade prevista para o tipo penal. Se é de reclusão, impõe-se a Internação. Somente na hipótese de detenção é que fica a critério do juiz a estipulação, ou não, da medida menos gravosa – de tratamento ambulatória. A razão de ser da distinção está na gravidade da figura penal na qual o inimputável esteve envolvido, a nortear o grau de periculosidade - Arts. 26, 96 e 97 do CP. (STF RT Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 163395 AGR / MG 693/427) No mesmo sentido: Medida de segurança. Crime punido com reclusão - Tratando-se de inimputável, o juiz do processo de conhecimento, ao reconhecer esta condição e absolver o réu, deve obrigatoriamente aplicar medida de segurança, A periculosidade do inimputável é presumida. Como norma a medida aplicável é a de internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. (TJSP - AC – Rel. Nelson Fonseca – JTJ 146/289). Desta forma, não procede a pretensão defensiva de modificação da medida de internação para tratamento ambulatorial, medida que, de qualquer modo, afigura-se inócua para a recuperação da apelante, inobstante a conclusão contrária da perícia técnica. De acordo com o Perito, a apelante, ao tempo do exame, estava medicada e os sintomas agudos de seu quadro controlados, o que o fez concluir que o tratamento ambulatorial seria suficiente. Não obstante, o Expert ressaltou que "O quadro está com remissão dos sintomas, mas necessita de tratamento ambulatória! para evitar novas crises" (fl. 108v). Nesse contexto, correta a imposição da medida de internação, valendo realçar, ademais, a gravidade do delito praticado. O Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, chancelou essa conclusão: [...] Dispõe o art. 97 do Código Penal: Art. 97 - Se o agente for inimputável, o juiz determinará sua internação (art. 26). Se, todavia, o fato previsto como crime for punível com detenção, poderá o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Supremo Tribunal Federal HC 163395 AGR / MG 693/427) No mesmo sentido: Medida de segurança. Crime punido com reclusão - Tratando-se de inimputável, o juiz do processo de conhecimento, ao reconhecer esta condição e absolver o réu, deve obrigatoriamente aplicar medida de segurança, A periculosidade do inimputável é presumida. Como norma a medida aplicável é a de internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. (TJSP - AC – Rel. Nelson Fonseca – JTJ 146/289). Desta forma, não procede a pretensão defensiva de modificação da medida de internação para tratamento ambulatorial, medida que, de qualquer modo, afigura-se inócua para a recuperação da apelante, inobstante a conclusão contrária da perícia técnica. De acordo com o Perito, a apelante, ao tempo do exame, estava medicada e os sintomas agudos de seu quadro controlados, o que o fez concluir que o tratamento ambulatorial seria suficiente. Não obstante, o Expert ressaltou que "O quadro está com remissão dos sintomas, mas necessita de tratamento ambulatória! para evitar novas crises" (fl. 108v). Nesse contexto, correta a imposição da medida de internação, valendo realçar, ademais, a gravidade do delito praticado. O Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, chancelou essa conclusão: [...] Dispõe o art. 97 do Código Penal: Art. 97 - Se o agente for inimputável, o juiz determinará sua internação (art. 26). Se, todavia, o fato previsto como crime for punível com detenção, poderá o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 163395 AGR / MG juiz submetê-lo a tratamento ambulatorial. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) § 1º - A internação, ou tratamento ambulatorial, será por tempo indeterminado, perdurando enquanto não for averiguada, mediante perícia médica, a cessação de periculosidade. O prazo mínimo deverá ser de 1 (um) a 3 (três) anos. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) Acerca da imposição de medida de segurança para inimputável (caput do art. 97 do CP) "Esta Corte de Justiça firmou entendimento de que o tratamento ambulatorial é exceção, possível apenas nos casos de crimes punidos com detenção, desde que observadas as condições de periculosidade do agente, à luz do livre convencimento motivado do magistrado" (HC n. 313.907/SP, Relator Ministro GURGEL DE FARIA, QUINTA TURMA, julgado em 28/04/2015, DJe 18/05/2015). [...] Tais situações não retiram, portanto, as seguintes conclusões: a) Não se presta a via estreita do habeas corpus à substituição da medida de segurança de internação pela de tratamento ambulatorial, na medida em que, para tanto, seria necessário infirmar o entendimento das instâncias ordinárias acerca da conveniência da aplicação da medida de segurança imposta em matéria eminentemente técnica, com exame aprofundado das provas dos autos, insuscetível de ser realizado nesta sede. Precedentes. (HC 394.072/MS, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 23/05/2017, DJe 30/05/2017); b) No sistema da persuasão racional ou do livre convencimento motivado adotado pela Constituição Federal (CF, art.93, IX), inexiste hierarquia entre os elementos probatórios, não sendo possível afirmar que uma prova ostente menor valor probante que a de outra espécie, já que o juiz formará sua convicção pela livre apreciação de todos os elementos de convicção dos autos, podendo, inclusive, indeferir a produção de prova que entenda desnecessária para a solução da controvérsia (CPP, art. 155, caput). Consoante o disposto no art. 182 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Supremo Tribunal Federal HC 163395 AGR / MG juiz submetê-lo a tratamento ambulatorial. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) § 1º - A internação, ou tratamento ambulatorial, será por tempo indeterminado, perdurando enquanto não for averiguada, mediante perícia médica, a cessação de periculosidade. O prazo mínimo deverá ser de 1 (um) a 3 (três) anos. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) Acerca da imposição de medida de segurança para inimputável (caput do art. 97 do CP) "Esta Corte de Justiça firmou entendimento de que o tratamento ambulatorial é exceção, possível apenas nos casos de crimes punidos com detenção, desde que observadas as condições de periculosidade do agente, à luz do livre convencimento motivado do magistrado" (HC n. 313.907/SP, Relator Ministro GURGEL DE FARIA, QUINTA TURMA, julgado em 28/04/2015, DJe 18/05/2015). [...] Tais situações não retiram, portanto, as seguintes conclusões: a) Não se presta a via estreita do habeas corpus à substituição da medida de segurança de internação pela de tratamento ambulatorial, na medida em que, para tanto, seria necessário infirmar o entendimento das instâncias ordinárias acerca da conveniência da aplicação da medida de segurança imposta em matéria eminentemente técnica, com exame aprofundado das provas dos autos, insuscetível de ser realizado nesta sede. Precedentes. (HC 394.072/MS, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 23/05/2017, DJe 30/05/2017); b) No sistema da persuasão racional ou do livre convencimento motivado adotado pela Constituição Federal (CF, art.93, IX), inexiste hierarquia entre os elementos probatórios, não sendo possível afirmar que uma prova ostente menor valor probante que a de outra espécie, já que o juiz formará sua convicção pela livre apreciação de todos os elementos de convicção dos autos, podendo, inclusive, indeferir a produção de prova que entenda desnecessária para a solução da controvérsia (CPP, art. 155, caput). Consoante o disposto no art. 182 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 163395 AGR / MG do Código de Processo Penal, o laudo pericial não vincula o magistrado, que poderá aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte, desde que o faça em decisão validamente motivada, o que restou observado no caso em apreço (HC 419.819/SP, Rel. Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 17/04/2018, DJe 24/04/2018). Não há, portanto, ilegalidade no acórdão impugnado. Na espécie, a agravante foi denunciada pela prática do crime de homicídio qualificado, punido com pena de reclusão, de 12 a 30 anos, mas absolvida na forma imprópria com fundamento no art. 415, IV, c/c art. 386, VI, do CPP. O Juízo processante impôs à paciente medida de segurança de natureza detentiva, consistente na internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. Com efeito, o art. 97 do Código Penal impõe a aplicação da medida de segurança de internação ao agente inimputável que tenha praticado fato típico e jurídico punido com pena de reclusão, como ocorreu na espécie. Registre-se, ademais, que a existência de laudo médico pericial, elaborado antes da prolação da sentença absolutória imprópria, o qual concluiu pela possibilidade de tratamento ambulatorial da paciente, não vincula a conclusão do juiz, que pode aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte (art. 182 do Código de Processo Penal), caso entender pela insuficiência da medida para a cessação da periculosidade, como ocorreu na espécie. Em conclusão, tratando-se de crime de homicídio qualificado, punido com pena de reclusão, a imposição de medida de segurança detentiva não enseja constrangimento ilegal. Ilustrativo desse entendimento: MEDIDA DE SEGURANÇA - INTERNAÇÃO - TRATAMENTO AMBULATORIAL - INIMPUTAVEL - DEFINIÇÃO. TANTO A INTERNAÇÃO EM HOSPITAL DE CUSTODIA E TRATAMENTO PSIQUIATRICO QUANTO O 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Supremo Tribunal Federal HC 163395 AGR / MG do Código de Processo Penal, o laudo pericial não vincula o magistrado, que poderá aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte, desde que o faça em decisão validamente motivada, o que restou observado no caso em apreço (HC 419.819/SP, Rel. Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 17/04/2018, DJe 24/04/2018). Não há, portanto, ilegalidade no acórdão impugnado. Na espécie, a agravante foi denunciada pela prática do crime de homicídio qualificado, punido com pena de reclusão, de 12 a 30 anos, mas absolvida na forma imprópria com fundamento no art. 415, IV, c/c art. 386, VI, do CPP. O Juízo processante impôs à paciente medida de segurança de natureza detentiva, consistente na internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. Com efeito, o art. 97 do Código Penal impõe a aplicação da medida de segurança de internação ao agente inimputável que tenha praticado fato típico e jurídico punido com pena de reclusão, como ocorreu na espécie. Registre-se, ademais, que a existência de laudo médico pericial, elaborado antes da prolação da sentença absolutória imprópria, o qual concluiu pela possibilidade de tratamento ambulatorial da paciente, não vincula a conclusão do juiz, que pode aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte (art. 182 do Código de Processo Penal), caso entender pela insuficiência da medida para a cessação da periculosidade, como ocorreu na espécie. Em conclusão, tratando-se de crime de homicídio qualificado, punido com pena de reclusão, a imposição de medida de segurança detentiva não enseja constrangimento ilegal. Ilustrativo desse entendimento: MEDIDA DE SEGURANÇA - INTERNAÇÃO - TRATAMENTO AMBULATORIAL - INIMPUTAVEL - DEFINIÇÃO. TANTO A INTERNAÇÃO EM HOSPITAL DE CUSTODIA E TRATAMENTO PSIQUIATRICO QUANTO O 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 163395 AGR / MG ACOMPANHAMENTO MEDICO-AMBULATORIAL PRESSUPOEM, AO LADO DO FATO TIPICO, A PERICULOSIDADE, OU SEJA, QUE O AGENTE POSSA VIR A PRATICAR OUTRO CRIME. TRATANDO-SE DE INIMPUTAVEL, A DEFINIÇÃO DA MEDIDA CABIVEL OCORRE, EM UM PRIMEIRO PLANO, CONSIDERADO O ASPECTO OBJETIVO - A NATUREZA DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE PREVISTA PARA O TIPO PENAL. SE O É DE RECLUSÃO, IMPÕE-SE A INTERNAÇÃO. SOMENTE NA HIPÓTESE DE DETENÇÃO E QUE FICA A CRITÉRIO DO JUIZ A ESTIPULAÇÃO, OU NÃO, DA MEDIDA MENOS GRAVOSA – DE TRATAMENTO AMBULATORIAL. A RAZÃO DE SER DA DISTINÇÃO ESTA NA GRAVIDADE DA FIGURA PENAL NA QUAL O INIMPUTAVEL ESTEVE ENVOLVIDO, A NORTEAR O GRAU DE PERICULOSIDADE - ARTIGOS 26, 96 E 97 DO CÓDIGO PENAL. (HC 69375, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Segunda Turma, DJ 18/9/1992) Por fim, o juízo acerca da adequação da medida de segurança imposta à agravante, de forma a infirmar o entendimento da instância ordinária, demandaria o reexame do conjunto probatório, providência incompatível com esta via processual (cf. HC 136.622-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 17/2/2017; HC 135.748, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/2/2017; HC 135.956, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 28/11/2016; HC 134.445-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 27/9/2016). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Supremo Tribunal Federal HC 163395 AGR / MG ACOMPANHAMENTO MEDICO-AMBULATORIAL PRESSUPOEM, AO LADO DO FATO TIPICO, A PERICULOSIDADE, OU SEJA, QUE O AGENTE POSSA VIR A PRATICAR OUTRO CRIME. TRATANDO-SE DE INIMPUTAVEL, A DEFINIÇÃO DA MEDIDA CABIVEL OCORRE, EM UM PRIMEIRO PLANO, CONSIDERADO O ASPECTO OBJETIVO - A NATUREZA DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE PREVISTA PARA O TIPO PENAL. SE O É DE RECLUSÃO, IMPÕE-SE A INTERNAÇÃO. SOMENTE NA HIPÓTESE DE DETENÇÃO E QUE FICA A CRITÉRIO DO JUIZ A ESTIPULAÇÃO, OU NÃO, DA MEDIDA MENOS GRAVOSA – DE TRATAMENTO AMBULATORIAL. A RAZÃO DE SER DA DISTINÇÃO ESTA NA GRAVIDADE DA FIGURA PENAL NA QUAL O INIMPUTAVEL ESTEVE ENVOLVIDO, A NORTEAR O GRAU DE PERICULOSIDADE - ARTIGOS 26, 96 E 97 DO CÓDIGO PENAL. (HC 69375, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Segunda Turma, DJ 18/9/1992) Por fim, o juízo acerca da adequação da medida de segurança imposta à agravante, de forma a infirmar o entendimento da instância ordinária, demandaria o reexame do conjunto probatório, providência incompatível com esta via processual (cf. HC 136.622-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 17/2/2017; HC 135.748, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/2/2017; HC 135.956, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 28/11/2016; HC 134.445-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 27/9/2016). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.395 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARIA PAULA DAVID ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E4C-BD24-86D4-C93A e senha 8AF6-1AA6-2815-F500 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.395 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARIA PAULA DAVID ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E4C-BD24-86D4-C93A e senha 8AF6-1AA6-2815-F500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.395 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARIA PAULA DAVID ADV.(A/S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 84C1-5A15-1F1C-2691 e senha 761B-CAB7-B458-53D5 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.395 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARIA PAULA DAVID ADV.(A/S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 84C1-5A15-1F1C-2691 e senha 761B-CAB7-B458-53D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749088251
2018-12-14T00:00:00
2019-02-06T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ART. 121, §2º, II E IV, DO CÓDIGO PENAL). SENTENÇA ABSOLUTÓRIA IMPRÓPRIA. CRIME PUNIDO COM PENA DE RECLUSÃO. IMPOSIÇÃO DE MEDIDA DE SEGURANÇA DE NATUREZA DETENTIVA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL INEXISTENTE. ADEQUAÇÃO DA MEDIDA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. 1. O art. 97 do Código Penal impõe a aplicação da medida de segurança de internação ao agente inimputável que tenha praticado fato típico e jurídico punido com pena de reclusão, como ocorreu na espécie. 2. Nos termos do art. 182 do Código de Processo Penal, a existência de laudo médico pericial, elaborado antes da prolação da sentença absolutória imprópria, o qual concluiu pela possibilidade de tratamento ambulatorial da paciente, não vincula a conclusão do juiz, que pode aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte, caso entender pela insuficiência da medida para a cessação da periculosidade. 3. O juízo acerca da adequação da medida de segurança imposta à paciente, de forma a infirmar o entendimento da instância ordinária, demandaria o reexame do conjunto probatório, providência incompatível com esta via processual. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur397628
- Acórdão(s) citado(s): (HOMICÍDIO QUALIFICADO, INIMPUTÁVEL, MEDIDA DE SEGURANÇA) HC 69375. (HC, REEXAME DE PROVA) HC 134445 AgR (1ªT), HC 135748 (2ªT), HC 135956 (2ªT), HC 136622 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 12/02/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
163395
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00097\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00182 ART-00386 INC-00006 ART-00415 \n INC-00004\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 163395 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARIA PAULA DAVID ADV.(A/S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.395 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARIA PAULA DAVID ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ART. 121, §2..., II E IV, DO CÓDIGO PENAL). SENTENÇA ABSOLUTÓRIA IMPRÓPRIA. CRIME PUNIDO COM PENA DE RECLUSÃO. IMPOSIÇÃO DE MEDIDA DE SEGURANÇA DE NATUREZA DETENTIVA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL INEXISTENTE. ADEQUAÇÃO DA MEDIDA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. 1. O art. 97 do Código Penal impõe a aplicação da medida de segurança de internação ao agente inimputável que tenha praticado fato típico e jurídico punido com pena de reclusão, como ocorreu na espécie. 2. Nos termos do art. 182 do Código de Processo Penal, a existência de laudo médico pericial, elaborado antes da prolação da sentença absolutória imprópria, o qual concluiu pela possibilidade de tratamento ambulatorial da paciente, não vincula a conclusão do juiz, que pode aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte, caso entender pela insuficiência da medida para a cessação da periculosidade. 3. O juízo acerca da adequação da medida de segurança imposta à paciente, de forma a infirmar o entendimento da instância ordinária, demandaria o reexame do conjunto probatório, providência incompatível com esta via processual. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CE5-71B8-974A-F49A e senha 02D6-7D8B-1BC2-50D9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 163395 AGR / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CE5-71B8-974A-F49A e senha 02D6-7D8B-1BC2-50D9 Supremo Tribunal Federal HC 163395 AGR / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CE5-71B8-974A-F49A e senha 02D6-7D8B-1BC2-50D9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.395 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARIA PAULA DAVID ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, sob fundamento de que, em se tratando de homicídio qualificado, punido com pena de reclusão, a imposição de medida de segurança detentiva não enseja constrangimento ilegal. Consta dos autos, em síntese, que a agravante foi denunciada pela suposta prática do crime de homicídio qualificado (art. 121, § 2..., II e IV), porque, agindo com animus necandi ou ao menos assumindo este risco, por motivo fútil e mediante asfixia, agrediu e espancou o recém-nascido e seu filho WAYNE DAVID NOGUEIRA, causando-lhe os ferimentos que ensejaram a sua morte (Doc. 2 – fls. 19/20). O magistrado de primeira instância julgou improcedente a denúncia, absolvendo MARIA PAULA DAVID, nos termos do art. 415, IV, c/c art. 386, VI, ambos do CPP, declarando-a absolutamente inimputável, nos termos do art. 26 do Código Penal Brasileiro. Em consequência, impôs-lhe a medida de segurança de internação, em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou, à falta, em outro estabelecimento adequado, por tempo indeterminado, com prazo mínimo de 03 (três) anos, com fulcro nos arts. 96 e 97, ambos do Código Penal Brasileiro (Doc. 2 – fls. 148/149). Buscando a modificação da sentença absolutória imprópria, para que a agravante fosse submetida apenas a tratamento ambulatorial, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E1D9-1B29-3241-C696 e senha D876-42F9-8315-B905 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.395 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARIA PAULA DAVID ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, sob fundamento de que, em se tratando de homicídio qualificado, punido com pena de reclusão, a imposição de medida de segurança detentiva não enseja constrangimento ilegal. Consta dos autos, em síntese, que a agravante foi denunciada pela suposta prática do crime de homicídio qualificado (art. 121, § 2..., II e IV), porque, agindo com animus necandi ou ao menos assumindo este risco, por motivo fútil e mediante asfixia, agrediu e espancou o recém-nascido e seu filho WAYNE DAVID NOGUEIRA, causando-lhe os ferimentos que ensejaram a sua morte (Doc. 2 – fls. 19/20). O magistrado de primeira instância julgou improcedente a denúncia, absolvendo MARIA PAULA DAVID, nos termos do art. 415, IV, c/c art. 386, VI, ambos do CPP, declarando-a absolutamente inimputável, nos termos do art. 26 do Código Penal Brasileiro. Em consequência, impôs-lhe a medida de segurança de internação, em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou, à falta, em outro estabelecimento adequado, por tempo indeterminado, com prazo mínimo de 03 (três) anos, com fulcro nos arts. 96 e 97, ambos do Código Penal Brasileiro (Doc. 2 – fls. 148/149). Buscando a modificação da sentença absolutória imprópria, para que a agravante fosse submetida apenas a tratamento ambulatorial, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E1D9-1B29-3241-C696 e senha D876-42F9-8315-B905 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 163395 AGR / MG Defensoria Pública apelou ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que negou provimento ao recurso (Doc. 2 – fls. 201-207). Inconformada, a defesa impetrou Habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, ao qual o Ministro relator negou seguimento, em decisão mantida pelo colegiado. Eis a ementa do julgado: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ABSOLVIÇÃO IMPRÓPRIA. APLICAÇÃO DE MEDIDA DE SEGURANÇA. INTERNAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO POR TRATAMENTO AMBULATORIAL. IMPOSSIBILIDADE. CRIME APENADO COM RECLUSÃO. MODIFICAR O ENTENDIMENTO DO TRIBUNAL DE ORIGEM. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO MATERIAL FÁTICO/PROBATÓRIO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL AFASTADO. 1. Apenas é cabível a imposição de medida de segurança de tratamento ambulatorial se o fato previsto como crime for punível com detenção (HC 143.016/SP, Rel. Ministro FELIX FISCHER, Quinta Turma, julgado em 09/02/2010, DJe 22/03/2010). No mesmo diapasão: HC 419.819/SP, Rel. Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 17/04/2018, DJe 24/04/2018; HC 394.821/MS, por mim relatado, QUINTA TURMA, julgado em 17/08/2017, DJe 29/08/2017 e HC 213.294/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 01/10/2013, DJe 10/10/2013). 2. A mens legis do artigo 97 do Código Penal consiste em impor, como regra, a internação aos inimputáveis na hipótese de delitos punidos com reclusão - como na espécie (homicídio qualificado tentado) -, e somente facultar o tratamento ambulatorial - atribuindo-se ao juiz certa discricionariedade - aos casos punidos com detenção, sendo cabível, nesta última hipótese, a averiguação da periculosidade do agente para respaldar a adoção de uma medida ou de outra, à luz do princípio do livre convencimento motivado (HC 394.072/MS, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 23/05/2017, DJe 30/05/2017). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E1D9-1B29-3241-C696 e senha D876-42F9-8315-B905 Supremo Tribunal Federal HC 163395 AGR / MG Defensoria Pública apelou ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que negou provimento ao recurso (Doc. 2 – fls. 201-207). Inconformada, a defesa impetrou Habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, ao qual o Ministro relator negou seguimento, em decisão mantida pelo colegiado. Eis a ementa do julgado: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ABSOLVIÇÃO IMPRÓPRIA. APLICAÇÃO DE MEDIDA DE SEGURANÇA. INTERNAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO POR TRATAMENTO AMBULATORIAL. IMPOSSIBILIDADE. CRIME APENADO COM RECLUSÃO. MODIFICAR O ENTENDIMENTO DO TRIBUNAL DE ORIGEM. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO MATERIAL FÁTICO/PROBATÓRIO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL AFASTADO. 1. Apenas é cabível a imposição de medida de segurança de tratamento ambulatorial se o fato previsto como crime for punível com detenção (HC 143.016/SP, Rel. Ministro FELIX FISCHER, Quinta Turma, julgado em 09/02/2010, DJe 22/03/2010). No mesmo diapasão: HC 419.819/SP, Rel. Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 17/04/2018, DJe 24/04/2018; HC 394.821/MS, por mim relatado, QUINTA TURMA, julgado em 17/08/2017, DJe 29/08/2017 e HC 213.294/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 01/10/2013, DJe 10/10/2013). 2. A mens legis do artigo 97 do Código Penal consiste em impor, como regra, a internação aos inimputáveis na hipótese de delitos punidos com reclusão - como na espécie (homicídio qualificado tentado) -, e somente facultar o tratamento ambulatorial - atribuindo-se ao juiz certa discricionariedade - aos casos punidos com detenção, sendo cabível, nesta última hipótese, a averiguação da periculosidade do agente para respaldar a adoção de uma medida ou de outra, à luz do princípio do livre convencimento motivado (HC 394.072/MS, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 23/05/2017, DJe 30/05/2017). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E1D9-1B29-3241-C696 e senha D876-42F9-8315-B905 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 163395 AGR / MG 3. Na espécie, a paciente praticou crime apenado com reclusão (homicídio qualificado), o que, a princípio, impõe a aplicação de internação (art. 97 do Código Penal). 4. Por outro lado, inviável, na via eleita do habeas corpus, por exigir uma avaliação de fatos e provas, modificar o entendimento acerca da necessidade de se aplicar à paciente a medida de segurança de internação. Precedentes. Excepcionalidade não reconhecida pelas instâncias ordinárias. Revolvimento, no ponto, das razões fático-probatórias. Inviabilidade no remédio constitucional escolhido. 5. Agravo regimental improvido. Neste recurso, a defesa reitera a possibilidade de substituir a medida de segurança detentiva por tratamento ambulatorial. Enfatiza que, no caso concreto, o diagnóstico dos médicos peritos forenses, de acordo com o laudo 12002/2017 (e-Superior Tribunal de Justiça Fl.167/169), concluiu o quadro de psicose puerperal (decorrente do parto), recomendando o tratamento ambulatorial e não a internação. Afirma que o quadro está com remissão dos sintomas e que precisa do tratamento ambulatorial para evitar novas crises. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso, com a possibilidade do cumprimento da medida de segurança em tratamento ambulatorial. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E1D9-1B29-3241-C696 e senha D876-42F9-8315-B905 Supremo Tribunal Federal HC 163395 AGR / MG 3. Na espécie, a paciente praticou crime apenado com reclusão (homicídio qualificado), o que, a princípio, impõe a aplicação de internação (art. 97 do Código Penal). 4. Por outro lado, inviável, na via eleita do habeas corpus, por exigir uma avaliação de fatos e provas, modificar o entendimento acerca da necessidade de se aplicar à paciente a medida de segurança de internação. Precedentes. Excepcionalidade não reconhecida pelas instâncias ordinárias. Revolvimento, no ponto, das razões fático-probatórias. Inviabilidade no remédio constitucional escolhido. 5. Agravo regimental improvido. Neste recurso, a defesa reitera a possibilidade de substituir a medida de segurança detentiva por tratamento ambulatorial. Enfatiza que, no caso concreto, o diagnóstico dos médicos peritos forenses, de acordo com o laudo 12002/2017 (e-Superior Tribunal de Justiça Fl.167/169), concluiu o quadro de psicose puerperal (decorrente do parto), recomendando o tratamento ambulatorial e não a internação. Afirma que o quadro está com remissão dos sintomas e que precisa do tratamento ambulatorial para evitar novas crises. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso, com a possibilidade do cumprimento da medida de segurança em tratamento ambulatorial. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E1D9-1B29-3241-C696 e senha D876-42F9-8315-B905 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.395 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. A Corte estadual, ao negar provimento ao apelo defensivo e manter a medida de segurança detentiva, apontou os seguintes argumentos: [...] Segundo dispõe o art. 97 do Código Penal, para os crimes cuja pena abstrata é punida com reclusão, torna- se imperiosa a aplicação da medida de segurança, sob regime de internação, baseando-se a imposição da medida na periculosidade do agente. No caso em exame, como a apelante foi denunciada por homicídio qualificado, crime punido com pena de reclusão, correta a imposição da medida de internação, sendo sua periculosidade abstraída da conduta comprovadamente por ela praticada. Sobre o assunto, o colendo Superior Tribunal Federal já decidiu: Tratando-se de inimputável, a definição de medida cabível ocorre, em primeiro plano, considerado o aspecto subjetivo - a natureza da pena privativa de liberdade prevista para o tipo penal. Se é de reclusão, impõe-se a Internação. Somente na hipótese de detenção é que fica a critério do juiz a estipulação, ou não, da medida menos gravosa – de tratamento ambulatória. A razão de ser da distinção está na gravidade da figura penal na qual o inimputável esteve envolvido, a nortear o grau de periculosidade - Arts. 26, 96 e 97 do Código Penal Brasileiro. (Supremo Tribunal Federal RT Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.395 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. A Corte estadual, ao negar provimento ao apelo defensivo e manter a medida de segurança detentiva, apontou os seguintes argumentos: [...] Segundo dispõe o art. 97 do Código Penal, para os crimes cuja pena abstrata é punida com reclusão, torna- se imperiosa a aplicação da medida de segurança, sob regime de internação, baseando-se a imposição da medida na periculosidade do agente. No caso em exame, como a apelante foi denunciada por homicídio qualificado, crime punido com pena de reclusão, correta a imposição da medida de internação, sendo sua periculosidade abstraída da conduta comprovadamente por ela praticada. Sobre o assunto, o colendo Superior Tribunal Federal já decidiu: Tratando-se de inimputável, a definição de medida cabível ocorre, em primeiro plano, considerado o aspecto subjetivo - a natureza da pena privativa de liberdade prevista para o tipo penal. Se é de reclusão, impõe-se a Internação. Somente na hipótese de detenção é que fica a critério do juiz a estipulação, ou não, da medida menos gravosa – de tratamento ambulatória. A razão de ser da distinção está na gravidade da figura penal na qual o inimputável esteve envolvido, a nortear o grau de periculosidade - Arts. 26, 96 e 97 do Código Penal Brasileiro. (Supremo Tribunal Federal RT Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 163395 AGR / MG 693/427) No mesmo sentido: Medida de segurança. Crime punido com reclusão - Tratando-se de inimputável, o juiz do processo de conhecimento, ao reconhecer esta condição e absolver o réu, deve obrigatoriamente aplicar medida de segurança, A periculosidade do inimputável é presumida. Como norma a medida aplicável é a de internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. (TJSP - AC – Rel. Nelson Fonseca – JTJ 146/289). Desta forma, não procede a pretensão defensiva de modificação da medida de internação para tratamento ambulatorial, medida que, de qualquer modo, afigura-se inócua para a recuperação da apelante, inobstante a conclusão contrária da perícia técnica. De acordo com o Perito, a apelante, ao tempo do exame, estava medicada e os sintomas agudos de seu quadro controlados, o que o fez concluir que o tratamento ambulatorial seria suficiente. Não obstante, o Expert ressaltou que "O quadro está com remissão dos sintomas, mas necessita de tratamento ambulatória! para evitar novas crises" (fl. 108v). Nesse contexto, correta a imposição da medida de internação, valendo realçar, ademais, a gravidade do delito praticado. O Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, chancelou essa conclusão: [...] Dispõe o art. 97 do Código Penal: Art. 97 - Se o agente for inimputável, o juiz determinará sua internação (art. 26). Se, todavia, o fato previsto como crime for punível com detenção, poderá o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Supremo Tribunal Federal HC 163395 AGR / MG 693/427) No mesmo sentido: Medida de segurança. Crime punido com reclusão - Tratando-se de inimputável, o juiz do processo de conhecimento, ao reconhecer esta condição e absolver o réu, deve obrigatoriamente aplicar medida de segurança, A periculosidade do inimputável é presumida. Como norma a medida aplicável é a de internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. (TJSP - AC – Rel. Nelson Fonseca – JTJ 146/289). Desta forma, não procede a pretensão defensiva de modificação da medida de internação para tratamento ambulatorial, medida que, de qualquer modo, afigura-se inócua para a recuperação da apelante, inobstante a conclusão contrária da perícia técnica. De acordo com o Perito, a apelante, ao tempo do exame, estava medicada e os sintomas agudos de seu quadro controlados, o que o fez concluir que o tratamento ambulatorial seria suficiente. Não obstante, o Expert ressaltou que "O quadro está com remissão dos sintomas, mas necessita de tratamento ambulatória! para evitar novas crises" (fl. 108v). Nesse contexto, correta a imposição da medida de internação, valendo realçar, ademais, a gravidade do delito praticado. O Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, chancelou essa conclusão: [...] Dispõe o art. 97 do Código Penal: Art. 97 - Se o agente for inimputável, o juiz determinará sua internação (art. 26). Se, todavia, o fato previsto como crime for punível com detenção, poderá o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 163395 AGR / MG juiz submetê-lo a tratamento ambulatorial. (Redação dada pela Lei n 7.209, de 11.7.1984) § 1... - A internação, ou tratamento ambulatorial, será por tempo indeterminado, perdurando enquanto não for averiguada, mediante perícia médica, a cessação de periculosidade. O prazo mínimo deverá ser de 1 (um) a 3 (três) anos. (Redação dada pela Lei n 7.209, de 11.7.1984) Acerca da imposição de medida de segurança para inimputável (caput do art. 97 do Código Penal Brasileiro) "Esta Corte de Justiça firmou entendimento de que o tratamento ambulatorial é exceção, possível apenas nos casos de crimes punidos com detenção, desde que observadas as condições de periculosidade do agente, à luz do livre convencimento motivado do magistrado" (HC n. 313.907/SP, Relator Ministro GURGEL DE FARIA, QUINTA TURMA, julgado em 28/04/2015, DJe 18/05/2015). [...] Tais situações não retiram, portanto, as seguintes conclusões: a) Não se presta a via estreita do habeas corpus à substituição da medida de segurança de internação pela de tratamento ambulatorial, na medida em que, para tanto, seria necessário infirmar o entendimento das instâncias ordinárias acerca da conveniência da aplicação da medida de segurança imposta em matéria eminentemente técnica, com exame aprofundado das provas dos autos, insuscetível de ser realizado nesta sede. Precedentes. (HC 394.072/MS, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 23/05/2017, DJe 30/05/2017); b) No sistema da persuasão racional ou do livre convencimento motivado adotado pela Constituição Federal (Constituição Federal de 1988, art.93, IX), inexiste hierarquia entre os elementos probatórios, não sendo possível afirmar que uma prova ostente menor valor probante que a de outra espécie, já que o juiz formará sua convicção pela livre apreciação de todos os elementos de convicção dos autos, podendo, inclusive, indeferir a produção de prova que entenda desnecessária para a solução da controvérsia (CPP, art. 155, caput). Consoante o disposto no art. 182 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Supremo Tribunal Federal HC 163395 AGR / MG juiz submetê-lo a tratamento ambulatorial. (Redação dada pela Lei n 7.209, de 11.7.1984) § 1... - A internação, ou tratamento ambulatorial, será por tempo indeterminado, perdurando enquanto não for averiguada, mediante perícia médica, a cessação de periculosidade. O prazo mínimo deverá ser de 1 (um) a 3 (três) anos. (Redação dada pela Lei n 7.209, de 11.7.1984) Acerca da imposição de medida de segurança para inimputável (caput do art. 97 do Código Penal Brasileiro) "Esta Corte de Justiça firmou entendimento de que o tratamento ambulatorial é exceção, possível apenas nos casos de crimes punidos com detenção, desde que observadas as condições de periculosidade do agente, à luz do livre convencimento motivado do magistrado" (HC n. 313.907/SP, Relator Ministro GURGEL DE FARIA, QUINTA TURMA, julgado em 28/04/2015, DJe 18/05/2015). [...] Tais situações não retiram, portanto, as seguintes conclusões: a) Não se presta a via estreita do habeas corpus à substituição da medida de segurança de internação pela de tratamento ambulatorial, na medida em que, para tanto, seria necessário infirmar o entendimento das instâncias ordinárias acerca da conveniência da aplicação da medida de segurança imposta em matéria eminentemente técnica, com exame aprofundado das provas dos autos, insuscetível de ser realizado nesta sede. Precedentes. (HC 394.072/MS, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 23/05/2017, DJe 30/05/2017); b) No sistema da persuasão racional ou do livre convencimento motivado adotado pela Constituição Federal (Constituição Federal de 1988, art.93, IX), inexiste hierarquia entre os elementos probatórios, não sendo possível afirmar que uma prova ostente menor valor probante que a de outra espécie, já que o juiz formará sua convicção pela livre apreciação de todos os elementos de convicção dos autos, podendo, inclusive, indeferir a produção de prova que entenda desnecessária para a solução da controvérsia (CPP, art. 155, caput). Consoante o disposto no art. 182 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 163395 AGR / MG do Código de Processo Penal, o laudo pericial não vincula o magistrado, que poderá aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte, desde que o faça em decisão validamente motivada, o que restou observado no caso em apreço (HC 419.819/SP, Rel. Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 17/04/2018, DJe 24/04/2018). Não há, portanto, ilegalidade no acórdão impugnado. Na espécie, a agravante foi denunciada pela prática do crime de homicídio qualificado, punido com pena de reclusão, de 12 a 30 anos, mas absolvida na forma imprópria com fundamento no art. 415, IV, c/c art. 386, VI, do CPP. O Juízo processante impôs à paciente medida de segurança de natureza detentiva, consistente na internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. Com efeito, o art. 97 do Código Penal impõe a aplicação da medida de segurança de internação ao agente inimputável que tenha praticado fato típico e jurídico punido com pena de reclusão, como ocorreu na espécie. Registre-se, ademais, que a existência de laudo médico pericial, elaborado antes da prolação da sentença absolutória imprópria, o qual concluiu pela possibilidade de tratamento ambulatorial da paciente, não vincula a conclusão do juiz, que pode aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte (art. 182 do Código de Processo Penal), caso entender pela insuficiência da medida para a cessação da periculosidade, como ocorreu na espécie. Em conclusão, tratando-se de crime de homicídio qualificado, punido com pena de reclusão, a imposição de medida de segurança detentiva não enseja constrangimento ilegal. Ilustrativo desse entendimento: MEDIDA DE SEGURANÇA - INTERNAÇÃO - TRATAMENTO AMBULATORIAL - INIMPUTAVEL - DEFINIÇÃO. TANTO A INTERNAÇÃO EM HOSPITAL DE CUSTODIA E TRATAMENTO PSIQUIATRICO QUANTO O 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Supremo Tribunal Federal HC 163395 AGR / MG do Código de Processo Penal, o laudo pericial não vincula o magistrado, que poderá aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte, desde que o faça em decisão validamente motivada, o que restou observado no caso em apreço (HC 419.819/SP, Rel. Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 17/04/2018, DJe 24/04/2018). Não há, portanto, ilegalidade no acórdão impugnado. Na espécie, a agravante foi denunciada pela prática do crime de homicídio qualificado, punido com pena de reclusão, de 12 a 30 anos, mas absolvida na forma imprópria com fundamento no art. 415, IV, c/c art. 386, VI, do CPP. O Juízo processante impôs à paciente medida de segurança de natureza detentiva, consistente na internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. Com efeito, o art. 97 do Código Penal impõe a aplicação da medida de segurança de internação ao agente inimputável que tenha praticado fato típico e jurídico punido com pena de reclusão, como ocorreu na espécie. Registre-se, ademais, que a existência de laudo médico pericial, elaborado antes da prolação da sentença absolutória imprópria, o qual concluiu pela possibilidade de tratamento ambulatorial da paciente, não vincula a conclusão do juiz, que pode aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte (art. 182 do Código de Processo Penal), caso entender pela insuficiência da medida para a cessação da periculosidade, como ocorreu na espécie. Em conclusão, tratando-se de crime de homicídio qualificado, punido com pena de reclusão, a imposição de medida de segurança detentiva não enseja constrangimento ilegal. Ilustrativo desse entendimento: MEDIDA DE SEGURANÇA - INTERNAÇÃO - TRATAMENTO AMBULATORIAL - INIMPUTAVEL - DEFINIÇÃO. TANTO A INTERNAÇÃO EM HOSPITAL DE CUSTODIA E TRATAMENTO PSIQUIATRICO QUANTO O 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 163395 AGR / MG ACOMPANHAMENTO MEDICO-AMBULATORIAL PRESSUPOEM, AO LADO DO FATO TIPICO, A PERICULOSIDADE, OU SEJA, QUE O AGENTE POSSA VIR A PRATICAR OUTRO CRIME. TRATANDO-SE DE INIMPUTAVEL, A DEFINIÇÃO DA MEDIDA CABIVEL OCORRE, EM UM PRIMEIRO PLANO, CONSIDERADO O ASPECTO OBJETIVO - A NATUREZA DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE PREVISTA PARA O TIPO PENAL. SE O É DE RECLUSÃO, IMPÕE-SE A INTERNAÇÃO. SOMENTE NA HIPÓTESE DE DETENÇÃO E QUE FICA A CRITÉRIO DO JUIZ A ESTIPULAÇÃO, OU NÃO, DA MEDIDA MENOS GRAVOSA – DE TRATAMENTO AMBULATORIAL. A RAZÃO DE SER DA DISTINÇÃO ESTA NA GRAVIDADE DA FIGURA PENAL NA QUAL O INIMPUTAVEL ESTEVE ENVOLVIDO, A NORTEAR O GRAU DE PERICULOSIDADE - ARTIGOS 26, 96 E 97 DO CÓDIGO PENAL. (HC 69375, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Segunda Turma, DJ 18/9/1992) Por fim, o juízo acerca da adequação da medida de segurança imposta à agravante, de forma a infirmar o entendimento da instância ordinária, demandaria o reexame do conjunto probatório, providência incompatível com esta via processual (cf. HC 136.622-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 17/2/2017; HC 135.748, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/2/2017; HC 135.956, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 28/11/2016; HC 134.445-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 27/9/2016). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Supremo Tribunal Federal HC 163395 AGR / MG ACOMPANHAMENTO MEDICO-AMBULATORIAL PRESSUPOEM, AO LADO DO FATO TIPICO, A PERICULOSIDADE, OU SEJA, QUE O AGENTE POSSA VIR A PRATICAR OUTRO CRIME. TRATANDO-SE DE INIMPUTAVEL, A DEFINIÇÃO DA MEDIDA CABIVEL OCORRE, EM UM PRIMEIRO PLANO, CONSIDERADO O ASPECTO OBJETIVO - A NATUREZA DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE PREVISTA PARA O TIPO PENAL. SE O É DE RECLUSÃO, IMPÕE-SE A INTERNAÇÃO. SOMENTE NA HIPÓTESE DE DETENÇÃO E QUE FICA A CRITÉRIO DO JUIZ A ESTIPULAÇÃO, OU NÃO, DA MEDIDA MENOS GRAVOSA – DE TRATAMENTO AMBULATORIAL. A RAZÃO DE SER DA DISTINÇÃO ESTA NA GRAVIDADE DA FIGURA PENAL NA QUAL O INIMPUTAVEL ESTEVE ENVOLVIDO, A NORTEAR O GRAU DE PERICULOSIDADE - ARTIGOS 26, 96 E 97 DO CÓDIGO PENAL. (HC 69375, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Segunda Turma, DJ 18/9/1992) Por fim, o juízo acerca da adequação da medida de segurança imposta à agravante, de forma a infirmar o entendimento da instância ordinária, demandaria o reexame do conjunto probatório, providência incompatível com esta via processual (cf. HC 136.622-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 17/2/2017; HC 135.748, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/2/2017; HC 135.956, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 28/11/2016; HC 134.445-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 27/9/2016). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05AC-3A62-CE44-5689 e senha DA51-D707-7285-4A41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.395 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARIA PAULA DAVID ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E4C-BD24-86D4-C93A e senha 8AF6-1AA6-2815-F500 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.395 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARIA PAULA DAVID ADV.(A/S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E4C-BD24-86D4-C93A e senha 8AF6-1AA6-2815-F500 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.395 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARIA PAULA DAVID ADV.(A/S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 84C1-5A15-1F1C-2691 e senha 761B-CAB7-B458-53D5 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.395 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARIA PAULA DAVID ADV.(A/S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 84C1-5A15-1F1C-2691 e senha 761B-CAB7-B458-53D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 163 . 395", "HC 163395 AGR / MG", "HC 163395 AGR / MG", "HABEAS CORPUS 163 . 395", "HABEAS CORPUS 163 . 395", "HC 163395 AGR / MG", "HC 143 . 016 / SP", "HC 419 . 819 / SP", "HC 394 . 821 / MS", "HC 213 . 294 / SP", "HC 394 . 072 / MS", "HC 163395 AGR / MG", "HC 143 . 016 / SP", "HC 419 . 819 / SP", "HC 394 . 821 / MS", "HC 213 . 294 / SP", "HC 394 . 072 / MS", "HC 163395 AGR / MG", "HC 163395 AGR / MG", "HABEAS CORPUS 163 . 395", "HC 163395 AGR / MG 693 / 427", "HC 163395 AGR / MG 693 / 427", "HC 163395 AGR / MG", "HC n . 313 . 907 / SP", "HC 394 . 072 / MS", "HC 163395 AGR / MG", "HC n . 313 . 907 / SP", "HC 394 . 072 / MS", "HC 163395 AGR / MG", "HC 419 . 819 / SP", "HC 163395 AGR / MG do Código de Processo Penal", "HC 419 . 819 / SP", "HC 163395 AGR / MG", "HC 69375", "HC 136 . 622 - AgR", "HC 135 . 748", "HC 135 . 956", "HC 134 . 445 - AgR", "HC 163395 AGR / MG", "HC 69375", "HC 136 . 622 - AgR", "HC 135 . 748", "HC 135 . 956", "HC 134 . 445 - AgR", "HABEAS CORPUS 163 . 395", "HABEAS CORPUS 163 . 395", "HABEAS CORPUS 163 . 395" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 121 , § 2 . . . , II E IV , DO CÓDIGO PENAL", "art . 97 do Código Penal", "art . 182 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 415 , IV , c / c art . 386 , VI , ambos do CPP", "art . 26 do Código Penal Brasileiro", "arts . 96 e 97 , ambos do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , II e IV", "art . 415 , IV , c / c art . 386 , VI , ambos do CPP", "art . 26 do Código Penal Brasileiro", "arts . 96 e 97 , ambos do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 97 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 97 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 do Código Penal", "Arts . 26 , 96 e 97 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 do Código Penal", "Arts . 26 , 96 e 97 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 7 . 209", "Lei n 7 . 209", "art . 97 do Código Penal Brasileiro", "Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 , art . 93 , IX", "CPP , art . 155 , caput", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 7 . 209", "Lei n 7 . 209", "art . 97 do Código Penal Brasileiro", "Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 , art . 93 , IX", "CPP , art . 155 , caput", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 415 , IV , c / c art . 386 , VI , do CPP", "art . 97 do Código Penal", "art . 182 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 415 , IV , c / c art . 386 , VI , do CPP", "art . 97 do Código Penal", "art . 182 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 26 , 96 E 97 DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 26 , 96 E 97 DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Defensoria Pública", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Superior Tribunal de Justiça", "NECESSIDADE", "Quinta Turma", "QUINTA TURMA", "QUINTA TURMA", "QUINTA TURMA", "SEXTA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Defensoria", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "QUINTA TURMA", "QUINTA TURMA", "QUINTA TURMA", "SEXTA TURMA", "e", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TJSP", "-", "AC", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "TJSP", "-", "AC", "Superior Tribunal de Justiça", "QUINTA TURMA", "SEXTA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "QUINTA TURMA", "SEXTA TURMA", "QUINTA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "QUINTA TURMA", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "SUPERIOR TRIBUNAL DE 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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.244 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COLOMBO RUGGERI FILHO ADV.(A/S) :CHRISTIANNE CAMELO BATISTA RUGGERI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. ALEGADA AFRONTA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INEXISTÊNCIA. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA. SUPOSTO EXCESSO DE PRAZO NO JULGAMENTO DE RECURSO. IMPROCEDÊNCIA. 1. Não há violação ao princípio da colegialidade quando o relator, utilizando-se da faculdade conferida pelo art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nega seguimento a pedido manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz da complexidade da causa, da atuação das partes e do Estado-Juiz. 3. Ação penal que tem tramitado de maneira regular, se consideradas as peculiaridades da causa pontuadas pelo Superior Tribunal de Justiça, com destaque para a natureza do processo, que envolve a condenação do paciente à pena de 13 anos e 6 meses de reclusão pela prática dos crimes de tráfico transnacional de drogas (21,78 Kg de cocaína) e associação para o tráfico, majorada pelo financiamento internacional da mercancia ilícita, circunstâncias que tornam razoável a dilação do prazo. 4. Inexistência de mora processual imputável ao Poder Judiciário. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C7A-17FC-C56F-1159 e senha 4AF1-E4F8-F412-4EF6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 164244 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C7A-17FC-C56F-1159 e senha 4AF1-E4F8-F412-4EF6 Supremo Tribunal Federal HC 164244 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C7A-17FC-C56F-1159 e senha 4AF1-E4F8-F412-4EF6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.244 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COLOMBO RUGGERI FILHO ADV.(A/S) :CHRISTIANNE CAMELO BATISTA RUGGERI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental que impugna decisão pela qual indeferi a ordem de Habeas Corpus, em impetração voltada contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (AgRg no HC 413.751/DF, submetido à relatoria do Ministro RIBEIRO DANTAS). Consta dos autos, em síntese, que o paciente, preso preventivamente em 9/6/2014 e posto em liberdade 42 dias depois, em razão de demora no envio da documentação para sua extradição, foi preso novamente em 1/6/2015, extraditado da Itália ao Brasil e condenado, em primeiro grau de jurisdição, em 30/8/2016, à pena privativa de liberdade de 13 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, como incurso nos arts. 33 e 35, c/c art. 40, I e VII, da Lei 11.343/2006 (Doc. 6 – fl. 72). Foi-lhe negado o direito de recorrer em liberdade. Segundo a inicial acusatória, o paciente contratou Diana Cordeiro dos Santos e Gisele Mendes dos Santos oferecendo-lhes R$ 7.500,00 (sete mil e quinhentos reais) por cada quilo de droga transportada de Goiânia para Itália, havendo cada uma delas se incumbido de carregar, em suas malas, dez quilos de cocaína (Doc. 4 – fls. 45/55 – destaques nossos). Inconformada com o decreto condenatório, a defesa interpôs Apelação Criminal junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, pendente de julgamento (Processo 0000641-17.2014.4.01.3400). Alegando excesso de prazo para o julgamento do referido recurso, a defesa impetrou Habeas Corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, cuja ordem foi denegada pelo Ministro relator (Doc. 6 – fls. 72-75). Essa decisão foi mantida pela colegiado, no julgamento do subsequente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65AC-4F97-F20F-583A e senha 2465-E100-A5D8-1DFA Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.244 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COLOMBO RUGGERI FILHO ADV.(A/S) :CHRISTIANNE CAMELO BATISTA RUGGERI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental que impugna decisão pela qual indeferi a ordem de Habeas Corpus, em impetração voltada contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (AgRg no HC 413.751/DF, submetido à relatoria do Ministro RIBEIRO DANTAS). Consta dos autos, em síntese, que o paciente, preso preventivamente em 9/6/2014 e posto em liberdade 42 dias depois, em razão de demora no envio da documentação para sua extradição, foi preso novamente em 1/6/2015, extraditado da Itália ao Brasil e condenado, em primeiro grau de jurisdição, em 30/8/2016, à pena privativa de liberdade de 13 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, como incurso nos arts. 33 e 35, c/c art. 40, I e VII, da Lei 11.343/2006 (Doc. 6 – fl. 72). Foi-lhe negado o direito de recorrer em liberdade. Segundo a inicial acusatória, o paciente contratou Diana Cordeiro dos Santos e Gisele Mendes dos Santos oferecendo-lhes R$ 7.500,00 (sete mil e quinhentos reais) por cada quilo de droga transportada de Goiânia para Itália, havendo cada uma delas se incumbido de carregar, em suas malas, dez quilos de cocaína (Doc. 4 – fls. 45/55 – destaques nossos). Inconformada com o decreto condenatório, a defesa interpôs Apelação Criminal junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, pendente de julgamento (Processo 0000641-17.2014.4.01.3400). Alegando excesso de prazo para o julgamento do referido recurso, a defesa impetrou Habeas Corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, cuja ordem foi denegada pelo Ministro relator (Doc. 6 – fls. 72-75). Essa decisão foi mantida pela colegiado, no julgamento do subsequente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65AC-4F97-F20F-583A e senha 2465-E100-A5D8-1DFA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 164244 AGR / DF Agravo Regimental, em acórdão assim ementado (Doc. 6 – fl. 98): PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. EXCESSO DE PRAZO NO JULGAMENTO DA APELAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. RAZOABILIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme de que, na ausência de prazo legal para o julgamento do recurso de apelação criminal, a caracterização do excesso, apto a autorizar o relaxamento da prisão cautelar, deve ser analisado à luz do princípio da razoabilidade e da proporcionalidade, observando- se sobretudo a complexidade da causa, a atuação das partes, bem como a pena imposta. 2. No caso, não se identifica o alegado constrangimento ilegal sustentado pela defesa, decorrente da mora na apreciação do apelo defensivo, pois o processo foi distribuído no Tribunal Regional Federal da 1ª Região em 15/12/2016 e, atualmente, está concluso para julgamento, com parecer ministerial. Ademais, ao ora agravante, preso cautelarmente no Brasil desde 2/6/2016, foi imposta a pena de 13 anos e 6 meses de reclusão, pelos delitos de tráfico de drogas e associação para o tráfico. 3. Agravo regimental não provido. Nesta impetração, a defesa argumentou: (a) Da sentença foi interposto recurso de apelação, apenas pela defesa, em data de 03 de outubro de 2016 (Doc. 01 - página 57), entretanto ela sequer tem previsão para ser julgada, pelo que há excesso de prazo para formação da culpa, em total ofensa ao princípio da presunção de inocência; (b) o paciente é primário, possui bons antecedentes, residência fixa e se apresentou nos autos da ação penal espontaneamente, inclusive informando o endereço em que residia legalmente na Itália, já estando preso provisoriamente há 3(três) anos e 4(quatro) meses; (c) a situação prisional sofrida pelo paciente que, devido à superlotação da penitenciária em Cachoeiro de Itapemirim, dividia a cela com mais 2 presos e dormia num colchonete no chão até março/2017, levou a uma intervenção da família junto a embaixada Italiana e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65AC-4F97-F20F-583A e senha 2465-E100-A5D8-1DFA Supremo Tribunal Federal HC 164244 AGR / DF Agravo Regimental, em acórdão assim ementado (Doc. 6 – fl. 98): PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. EXCESSO DE PRAZO NO JULGAMENTO DA APELAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. RAZOABILIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme de que, na ausência de prazo legal para o julgamento do recurso de apelação criminal, a caracterização do excesso, apto a autorizar o relaxamento da prisão cautelar, deve ser analisado à luz do princípio da razoabilidade e da proporcionalidade, observando- se sobretudo a complexidade da causa, a atuação das partes, bem como a pena imposta. 2. No caso, não se identifica o alegado constrangimento ilegal sustentado pela defesa, decorrente da mora na apreciação do apelo defensivo, pois o processo foi distribuído no Tribunal Regional Federal da 1ª Região em 15/12/2016 e, atualmente, está concluso para julgamento, com parecer ministerial. Ademais, ao ora agravante, preso cautelarmente no Brasil desde 2/6/2016, foi imposta a pena de 13 anos e 6 meses de reclusão, pelos delitos de tráfico de drogas e associação para o tráfico. 3. Agravo regimental não provido. Nesta impetração, a defesa argumentou: (a) Da sentença foi interposto recurso de apelação, apenas pela defesa, em data de 03 de outubro de 2016 (Doc. 01 - página 57), entretanto ela sequer tem previsão para ser julgada, pelo que há excesso de prazo para formação da culpa, em total ofensa ao princípio da presunção de inocência; (b) o paciente é primário, possui bons antecedentes, residência fixa e se apresentou nos autos da ação penal espontaneamente, inclusive informando o endereço em que residia legalmente na Itália, já estando preso provisoriamente há 3(três) anos e 4(quatro) meses; (c) a situação prisional sofrida pelo paciente que, devido à superlotação da penitenciária em Cachoeiro de Itapemirim, dividia a cela com mais 2 presos e dormia num colchonete no chão até março/2017, levou a uma intervenção da família junto a embaixada Italiana e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65AC-4F97-F20F-583A e senha 2465-E100-A5D8-1DFA Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 164244 AGR / DF órgãos competentes; e (d) o Estado brasileiro possui um acordo com o governo italiano para a efetivação da extradição do paciente. Sendo um deles, o da garantia aos direitos fundamentais. Nota-se um patente descumprimento do compromisso assumido com a República Italiana, ao passo que os direitos fundamentais do paciente não estão sendo assegurados. Requereu-se, ao final, a concessão da ordem, a fim de revogar a prisão preventiva de Colombo Ruggeri Filho, com a consequente expedição do alvará de soltura, afastando-se as ilegalidades contidas na espécie, ainda que com a aplicação de medidas alternativas à prisão preventiva, nos termos do art. 319 do Código de Processo Penal, possibilitando que o paciente ajude no sustento de sua família. Indeferi a ordem de Habeas Corpus (Doc. 9). Ainda irresignada, a defesa interpôs o presente Agravo Regimental, em que reitera alegações anteriormente expendidas e alega: (a) “o julgamento monocrático do relator que enfrenta diretamente o mérito do habeas corpus, sem submetê-lo à apreciação do órgão competente, fere o consagrado Princípio da Colegialidade”; (b) “diante do devido processo e da necessidade de um processo que seja válido sob o aspecto constitucional, a gravidade do delito deve ser afastada quando se tratar de excesso de prazo da prisão cautelar, pois exige uma atuação que antecipa a pena, já que necessita juízo prévio de culpabilidade e punibilidade, principalmente quando não houve flagrante (caso do paciente)”; (c) “a peculiaridade da necessidade da extradição, que justifique a dilação do prazo para a formação da culpa, se deu exclusivamente por morosidade do Poder Judiciário brasileiro. A uma, o agravante e sua família residiam na Itália desde 2012, ou seja, não houve fuga para àquele país com o objetivo de se furtar à aplicação da lei penal. A dois, o Brasil não enviou a documentação da extradição no prazo estipulado no Tratado entre os dois países. A três, o agravante não deu azo a nenhum atraso no seu processo de extradição, muito pelo contrário, renunciou o seu direito de recorrer da decisão do deferimento de sua extradição”; (d) “tem-se a informação de que, na verdade, o Sr. RODRIGO RAMOS DE ANDRADE (convivente e pai do filho de Gisele - coautora) está ligado ao tráfico de drogas na Europa, já tendo sido preso na Itália (Milão) e que a substância apreendida em poder da sua esposa a ele pertencia e não ao 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65AC-4F97-F20F-583A e senha 2465-E100-A5D8-1DFA Supremo Tribunal Federal HC 164244 AGR / DF órgãos competentes; e (d) o Estado brasileiro possui um acordo com o governo italiano para a efetivação da extradição do paciente. Sendo um deles, o da garantia aos direitos fundamentais. Nota-se um patente descumprimento do compromisso assumido com a República Italiana, ao passo que os direitos fundamentais do paciente não estão sendo assegurados. Requereu-se, ao final, a concessão da ordem, a fim de revogar a prisão preventiva de Colombo Ruggeri Filho, com a consequente expedição do alvará de soltura, afastando-se as ilegalidades contidas na espécie, ainda que com a aplicação de medidas alternativas à prisão preventiva, nos termos do art. 319 do Código de Processo Penal, possibilitando que o paciente ajude no sustento de sua família. Indeferi a ordem de Habeas Corpus (Doc. 9). Ainda irresignada, a defesa interpôs o presente Agravo Regimental, em que reitera alegações anteriormente expendidas e alega: (a) “o julgamento monocrático do relator que enfrenta diretamente o mérito do habeas corpus, sem submetê-lo à apreciação do órgão competente, fere o consagrado Princípio da Colegialidade”; (b) “diante do devido processo e da necessidade de um processo que seja válido sob o aspecto constitucional, a gravidade do delito deve ser afastada quando se tratar de excesso de prazo da prisão cautelar, pois exige uma atuação que antecipa a pena, já que necessita juízo prévio de culpabilidade e punibilidade, principalmente quando não houve flagrante (caso do paciente)”; (c) “a peculiaridade da necessidade da extradição, que justifique a dilação do prazo para a formação da culpa, se deu exclusivamente por morosidade do Poder Judiciário brasileiro. A uma, o agravante e sua família residiam na Itália desde 2012, ou seja, não houve fuga para àquele país com o objetivo de se furtar à aplicação da lei penal. A dois, o Brasil não enviou a documentação da extradição no prazo estipulado no Tratado entre os dois países. A três, o agravante não deu azo a nenhum atraso no seu processo de extradição, muito pelo contrário, renunciou o seu direito de recorrer da decisão do deferimento de sua extradição”; (d) “tem-se a informação de que, na verdade, o Sr. RODRIGO RAMOS DE ANDRADE (convivente e pai do filho de Gisele - coautora) está ligado ao tráfico de drogas na Europa, já tendo sido preso na Itália (Milão) e que a substância apreendida em poder da sua esposa a ele pertencia e não ao 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65AC-4F97-F20F-583A e senha 2465-E100-A5D8-1DFA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório HC 164244 AGR / DF Apelante”; (e) “Não há direitos fundamentais garantidos se o paciente está preso há 41 (quarenta e um) meses e a PREVISÃO para julgamento do seu recurso é estimada em outros 12 meses”. Requer, enfim, que se reconsidere a decisão agravada, “a fim de conceder a ordem de habeas corpus, nos termos da inicial, ou, o apresente em mesa para que a Primeira Turma se pronuncie, nos termos do art. 317, §2º, do Regimento Interno deste Tribunal”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65AC-4F97-F20F-583A e senha 2465-E100-A5D8-1DFA Supremo Tribunal Federal HC 164244 AGR / DF Apelante”; (e) “Não há direitos fundamentais garantidos se o paciente está preso há 41 (quarenta e um) meses e a PREVISÃO para julgamento do seu recurso é estimada em outros 12 meses”. Requer, enfim, que se reconsidere a decisão agravada, “a fim de conceder a ordem de habeas corpus, nos termos da inicial, ou, o apresente em mesa para que a Primeira Turma se pronuncie, nos termos do art. 317, §2º, do Regimento Interno deste Tribunal”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65AC-4F97-F20F-583A e senha 2465-E100-A5D8-1DFA Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.244 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Afasta-se, por primeiro, a alegação de ofensa ao princípio da colegialidade, uma vez que o art. 21, § 1º, do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL permite ao relator negar seguimento, monocraticamente, a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal, como ocorre na espécie. Quanto ao mais, não há reparo a fazer. As razões ora apresentadas não se mostram aptas à alteração do julgado monocrático, que mantenho por seus próprios fundamentos. Conforme consignei na decisão agravada, Habeas Corpus poderá ser utilizado como meio processual adequado para cessar constrangimento ilegal à liberdade de locomoção do acusado preso, decorrente de abusivo excesso de prazo para o encerramento da instrução criminal. Nesse exame, porém, é imprescindível investigar se a demora é resultado ou não da desídia ou inércia do Poder Judiciário. Daí a convergência de entendimento, na jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz das particularidades do caso concreto, levando-se em consideração, por exemplo, o número de réus, a quantidade de testemunhas a serem inquiridas, a necessidade de expedição de cartas precatórias, a natureza e a complexidade dos delitos imputados, assim como a atuação das partes (cf.: HC 158.414-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/9/2018; HC 138.987-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017; RHC 124.796-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5D8-9498-175D-D855 e senha 880A-0953-2C56-9D72 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.244 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Afasta-se, por primeiro, a alegação de ofensa ao princípio da colegialidade, uma vez que o art. 21, § 1º, do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL permite ao relator negar seguimento, monocraticamente, a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal, como ocorre na espécie. Quanto ao mais, não há reparo a fazer. As razões ora apresentadas não se mostram aptas à alteração do julgado monocrático, que mantenho por seus próprios fundamentos. Conforme consignei na decisão agravada, Habeas Corpus poderá ser utilizado como meio processual adequado para cessar constrangimento ilegal à liberdade de locomoção do acusado preso, decorrente de abusivo excesso de prazo para o encerramento da instrução criminal. Nesse exame, porém, é imprescindível investigar se a demora é resultado ou não da desídia ou inércia do Poder Judiciário. Daí a convergência de entendimento, na jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz das particularidades do caso concreto, levando-se em consideração, por exemplo, o número de réus, a quantidade de testemunhas a serem inquiridas, a necessidade de expedição de cartas precatórias, a natureza e a complexidade dos delitos imputados, assim como a atuação das partes (cf.: HC 158.414-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/9/2018; HC 138.987-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017; RHC 124.796-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5D8-9498-175D-D855 e senha 880A-0953-2C56-9D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 164244 AGR / DF 24/8/2016; HC 135.324, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 6/12/2016; HC 125.144-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 28/6/2016). A respeito da matéria, registrou o Superior Tribunal de Justiça (Doc. 6 – fls. 73/75): Com relação à alegada demora na apreciação recursal, registro que a lei processual não estabelece um prazo para o julgamento do recurso de apelação criminal, que deve ser analisado à luz do princípio da razoabilidade, a fim de se verificar a ocorrência ou não de constrangimento ilegal. Sabe-se que eventual atraso no andamento do feito, por si só, não caracteriza excesso de prazo. No caso, a sentença condenatória foi proferida em 30/8/2016, o recurso de apelação foi distribuído no Tribunal Regional Federal da 1ª Região em 15/12/2016, e, conforme andamento disponível no site da Corte de origem, encontra-se concluso para julgamento desde 21/9/2017, já com parecer ministerial. Em suma, a tramitação do recurso na primeira e segunda instâncias dura cerca de 1 ano e 4 meses, estando o apelo próximo a ser apreciado, o que não se mostra, em princípio, desarrazoado. Consoante entendimento firmado por esta Corte, eventual excesso de prazo no julgamento da apelação deve ser aferido em face da quantidade de pena imposta na sentença condenatória, a qual, no caso, foi estabelecida em 13 anos e 6 meses de reclusão. Assim, não há que se falar que eventual atraso no julgamento do apelo defensivo tenha extrapolado os limites da razoabilidade ou da proporcionalidade. Segundo orientação deste Superior Tribunal, em observância ao princípio da proporcionalidade, "a pena fixada em sentença deve ser levada em consideração quando da análise da razoabilidade da demora para o julgamento da apelação" (HC n. 68.571/PA, SEXTA TURMA, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, julgado em 9/10/2007, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5D8-9498-175D-D855 e senha 880A-0953-2C56-9D72 Supremo Tribunal Federal HC 164244 AGR / DF 24/8/2016; HC 135.324, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 6/12/2016; HC 125.144-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 28/6/2016). A respeito da matéria, registrou o Superior Tribunal de Justiça (Doc. 6 – fls. 73/75): Com relação à alegada demora na apreciação recursal, registro que a lei processual não estabelece um prazo para o julgamento do recurso de apelação criminal, que deve ser analisado à luz do princípio da razoabilidade, a fim de se verificar a ocorrência ou não de constrangimento ilegal. Sabe-se que eventual atraso no andamento do feito, por si só, não caracteriza excesso de prazo. No caso, a sentença condenatória foi proferida em 30/8/2016, o recurso de apelação foi distribuído no Tribunal Regional Federal da 1ª Região em 15/12/2016, e, conforme andamento disponível no site da Corte de origem, encontra-se concluso para julgamento desde 21/9/2017, já com parecer ministerial. Em suma, a tramitação do recurso na primeira e segunda instâncias dura cerca de 1 ano e 4 meses, estando o apelo próximo a ser apreciado, o que não se mostra, em princípio, desarrazoado. Consoante entendimento firmado por esta Corte, eventual excesso de prazo no julgamento da apelação deve ser aferido em face da quantidade de pena imposta na sentença condenatória, a qual, no caso, foi estabelecida em 13 anos e 6 meses de reclusão. Assim, não há que se falar que eventual atraso no julgamento do apelo defensivo tenha extrapolado os limites da razoabilidade ou da proporcionalidade. Segundo orientação deste Superior Tribunal, em observância ao princípio da proporcionalidade, "a pena fixada em sentença deve ser levada em consideração quando da análise da razoabilidade da demora para o julgamento da apelação" (HC n. 68.571/PA, SEXTA TURMA, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, julgado em 9/10/2007, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5D8-9498-175D-D855 e senha 880A-0953-2C56-9D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 164244 AGR / DF DJ 29/10/2007). [...] Ademais, conforme bem salientou o Ministério Público Federal, "deve ser considerada a complexidade do feito, que envolve a prática de tráfico internacional de entorpecentes (21,78 Kg de cocaína) e financiamento do tráfico internacional de drogas, com o envolvimento de mais duas rés (Gisele Mendes do Santos e Diana Cordeiro dos Santos), além de ter sido necessária a extradição do ora paciente da Itália para o Brasil" (e-STJ, fl. 268). Pelo que se depreende, as instâncias ordinárias têm adotado as medidas necessárias para o correto andamento da ação penal, que tem tramitado de maneira regular, se consideradas as peculiaridades da causa, com destaque para a natureza do processo, que envolve a condenação do paciente à pena de 13 anos e 6 meses de reclusão pela prática dos crimes de tráfico transnacional de drogas (21,78 Kg de cocaína) e associação para o tráfico, majorada pelo financiamento internacional da mercancia ilícita, além da necessidade de extradição do paciente da Itália para o Brasil, circunstâncias que tornam razoável a dilação do prazo. Sendo esse o quadro, não há falar em constrangimento ilegal a ser sanado, uma vez que inexiste mora processual imputável ao Poder Judiciário, ao órgão acusador ou situação incompatível com o princípio da razoável duração do processo (art. 5º, LXXIII, da Constituição Federal). Por fim, não há como agasalhar a alegação de que “tem-se a informação de que, na verdade, o Sr. RODRIGO RAMOS DE ANDRADE (convivente e pai do filho de Gisele - coautora) está ligado ao tráfico de drogas na Europa, já tendo sido preso na Itália (Milão) e que a substância apreendida em poder da sua esposa a ele pertencia e não ao Apelante” (Doc. 10 – fls. 19-20). Isso porque, além de o tema não ter sido submetido ao crivo do STJ, o que implicaria indevida supressão de instância e violação das regras constitucionais de repartição de competências (HC 139.864-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5D8-9498-175D-D855 e senha 880A-0953-2C56-9D72 Supremo Tribunal Federal HC 164244 AGR / DF DJ 29/10/2007). [...] Ademais, conforme bem salientou o Ministério Público Federal, "deve ser considerada a complexidade do feito, que envolve a prática de tráfico internacional de entorpecentes (21,78 Kg de cocaína) e financiamento do tráfico internacional de drogas, com o envolvimento de mais duas rés (Gisele Mendes do Santos e Diana Cordeiro dos Santos), além de ter sido necessária a extradição do ora paciente da Itália para o Brasil" (e-STJ, fl. 268). Pelo que se depreende, as instâncias ordinárias têm adotado as medidas necessárias para o correto andamento da ação penal, que tem tramitado de maneira regular, se consideradas as peculiaridades da causa, com destaque para a natureza do processo, que envolve a condenação do paciente à pena de 13 anos e 6 meses de reclusão pela prática dos crimes de tráfico transnacional de drogas (21,78 Kg de cocaína) e associação para o tráfico, majorada pelo financiamento internacional da mercancia ilícita, além da necessidade de extradição do paciente da Itália para o Brasil, circunstâncias que tornam razoável a dilação do prazo. Sendo esse o quadro, não há falar em constrangimento ilegal a ser sanado, uma vez que inexiste mora processual imputável ao Poder Judiciário, ao órgão acusador ou situação incompatível com o princípio da razoável duração do processo (art. 5º, LXXIII, da Constituição Federal). Por fim, não há como agasalhar a alegação de que “tem-se a informação de que, na verdade, o Sr. RODRIGO RAMOS DE ANDRADE (convivente e pai do filho de Gisele - coautora) está ligado ao tráfico de drogas na Europa, já tendo sido preso na Itália (Milão) e que a substância apreendida em poder da sua esposa a ele pertencia e não ao Apelante” (Doc. 10 – fls. 19-20). Isso porque, além de o tema não ter sido submetido ao crivo do STJ, o que implicaria indevida supressão de instância e violação das regras constitucionais de repartição de competências (HC 139.864-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5D8-9498-175D-D855 e senha 880A-0953-2C56-9D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 164244 AGR / DF de 6/6/2018; HC 132.864-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 18/3/2016; HC 136.452-ED, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 10/2/2017; HC 135.021-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 6/2/2017; HC 135.949, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/10/2016), o exame da matéria demandaria o reexame de material probatório, providência incompatível com esta via processual (HC 144.343-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 11/9/2017; HC 136.622-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 17/2/2017; HC 135.748, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/2/2017; HC 135.956, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 28/11/2016; HC 134.445-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 27/9/2016). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao Agravo Regimental. É com voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5D8-9498-175D-D855 e senha 880A-0953-2C56-9D72 Supremo Tribunal Federal HC 164244 AGR / DF de 6/6/2018; HC 132.864-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 18/3/2016; HC 136.452-ED, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 10/2/2017; HC 135.021-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 6/2/2017; HC 135.949, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/10/2016), o exame da matéria demandaria o reexame de material probatório, providência incompatível com esta via processual (HC 144.343-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 11/9/2017; HC 136.622-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 17/2/2017; HC 135.748, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/2/2017; HC 135.956, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 28/11/2016; HC 134.445-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 27/9/2016). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao Agravo Regimental. É com voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5D8-9498-175D-D855 e senha 880A-0953-2C56-9D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.244 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COLOMBO RUGGERI FILHO ADV.(A/S) :CHRISTIANNE CAMELO BATISTA RUGGERI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 56BA-2A4F-E583-5D46 e senha 7C2B-68E4-F591-F0D0 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.244 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COLOMBO RUGGERI FILHO ADV.(A/S) :CHRISTIANNE CAMELO BATISTA RUGGERI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 56BA-2A4F-E583-5D46 e senha 7C2B-68E4-F591-F0D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.244 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : COLOMBO RUGGERI FILHO ADV.(A/S) : CHRISTIANNE CAMELO BATISTA RUGGERI (215743/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 371A-4D14-ADEE-25C6 e senha 53B5-6CD7-42DF-679E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.244 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : COLOMBO RUGGERI FILHO ADV.(A/S) : CHRISTIANNE CAMELO BATISTA RUGGERI (215743/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 371A-4D14-ADEE-25C6 e senha 53B5-6CD7-42DF-679E Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749088227
2018-12-14T00:00:00
2019-02-06T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. ALEGADA AFRONTA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INEXISTÊNCIA. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA. SUPOSTO EXCESSO DE PRAZO NO JULGAMENTO DE RECURSO. IMPROCEDÊNCIA. 1. Não há violação ao princípio da colegialidade quando o relator, utilizando-se da faculdade conferida pelo art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nega seguimento a pedido manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz da complexidade da causa, da atuação das partes e do Estado-Juiz. 3. Ação penal que tem tramitado de maneira regular, se consideradas as peculiaridades da causa pontuadas pelo Superior Tribunal de Justiça, com destaque para a natureza do processo, que envolve a condenação do paciente à pena de 13 anos e 6 meses de reclusão pela prática dos crimes de tráfico transnacional de drogas (21,78 Kg de cocaína) e associação para o tráfico, majorada pelo financiamento internacional da mercancia ilícita, circunstâncias que tornam razoável a dilação do prazo. 4. Inexistência de mora processual imputável ao Poder Judiciário. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur397624
- Acórdão(s) citado(s): (RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO) RHC 124796 AgR (1ªT), HC 125144 AgR (1ªT), HC 135324 (2ªT), HC 138987 AgR (2ªT), HC 158414 AgR (1ªT). (SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 132864 AgR (2ªT), HC 135949 (2ªT), HC 135021 AgR (1ªT), HC 136452 ED (1ªT), HC 139864 AgR (1ªT). (HC, REEXAME DA CAUSA) HC 134445 AgR (1ªT), HC 135748 (2ªT), HC 135956 (2ªT), HC 136622 AgR (1ªT), HC 144343 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 12/02/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
164244
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 164244 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : COLOMBO RUGGERI FILHO ADV.(A/S) : CHRISTIANNE CAMELO BATISTA RUGGERI AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.244 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COLOMBO RUGGERI FILHO ADV.(A/S) :CHRISTIANNE CAMELO BATISTA RUGGERI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. ALEGADA AFRONTA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INEXISTÊNCIA. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA. SUPOSTO EXCESSO DE PRAZO NO JULGAMENTO DE RECURSO. IMPROCEDÊNCIA. 1. Não há violação ao princípio da colegialidade quando o relator, utilizando-se da faculdade conferida pelo art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nega seguimento a pedido manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz da complexidade da causa, da atuação das partes e do Estado-Juiz. 3. Ação penal que tem tramitado de maneira regular, se consideradas as peculiaridades da causa pontuadas pelo Superior Tribunal de Justiça, com destaque para a natureza do processo, que envolve a condenação do paciente à pena de 13 anos e 6 meses de reclusão pela prática dos crimes de tráfico transnacional de drogas (21,78 Kg de cocaína) e associação para o tráfico, majorada pelo financiamento internacional da mercancia ilícita, circunstâncias que tornam razoável a dilação do prazo. 4. Inexistência de mora processual imputável ao Poder Judiciário. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C7A-17FC-C56F-1159 e senha 4AF1-E4F8-F412-4EF6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 164244 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C7A-17FC-C56F-1159 e senha 4AF1-E4F8-F412-4EF6 Supremo Tribunal Federal HC 164244 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3C7A-17FC-C56F-1159 e senha 4AF1-E4F8-F412-4EF6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.244 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COLOMBO RUGGERI FILHO ADV.(A/S) :CHRISTIANNE CAMELO BATISTA RUGGERI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental que impugna decisão pela qual indeferi a ordem de Habeas Corpus, em impetração voltada contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (AgRg no HC 413.751/DF, submetido à relatoria do Ministro RIBEIRO DANTAS). Consta dos autos, em síntese, que o paciente, preso preventivamente em 9/6/2014 e posto em liberdade 42 dias depois, em razão de demora no envio da documentação para sua extradição, foi preso novamente em 1/6/2015, extraditado da Itália ao Brasil e condenado, em primeiro grau de jurisdição, em 30/8/2016, à pena privativa de liberdade de 13 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, como incurso nos arts. 33 e 35, c/c art. 40, I e VII, da Lei 11.343/2006 (Doc. 6 – fl. 72). Foi-lhe negado o direito de recorrer em liberdade. Segundo a inicial acusatória, o paciente contratou Diana Cordeiro dos Santos e Gisele Mendes dos Santos oferecendo-lhes R$ 7.500,00 (sete mil e quinhentos reais) por cada quilo de droga transportada de Goiânia para Itália, havendo cada uma delas se incumbido de carregar, em suas malas, dez quilos de cocaína (Doc. 4 – fls. 45/55 – destaques nossos). Inconformada com o decreto condenatório, a defesa interpôs Apelação Criminal junto ao Tribunal Regional Federal da 1... Região, pendente de julgamento (Processo 0000641-17.2014.4.01.3400). Alegando excesso de prazo para o julgamento do referido recurso, a defesa impetrou Habeas Corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, cuja ordem foi denegada pelo Ministro relator (Doc. 6 – fls. 72-75). Essa decisão foi mantida pela colegiado, no julgamento do subsequente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65AC-4F97-F20F-583A e senha 2465-E100-A5D8-1DFA Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.244 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COLOMBO RUGGERI FILHO ADV.(A/S) :CHRISTIANNE CAMELO BATISTA RUGGERI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental que impugna decisão pela qual indeferi a ordem de Habeas Corpus, em impetração voltada contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (AgRg no HC 413.751/DF, submetido à relatoria do Ministro RIBEIRO DANTAS). Consta dos autos, em síntese, que o paciente, preso preventivamente em 9/6/2014 e posto em liberdade 42 dias depois, em razão de demora no envio da documentação para sua extradição, foi preso novamente em 1/6/2015, extraditado da Itália ao Brasil e condenado, em primeiro grau de jurisdição, em 30/8/2016, à pena privativa de liberdade de 13 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, como incurso nos arts. 33 e 35, c/c art. 40, I e VII, da Lei 11.343/2006 (Doc. 6 – fl. 72). Foi-lhe negado o direito de recorrer em liberdade. Segundo a inicial acusatória, o paciente contratou Diana Cordeiro dos Santos e Gisele Mendes dos Santos oferecendo-lhes R$ 7.500,00 (sete mil e quinhentos reais) por cada quilo de droga transportada de Goiânia para Itália, havendo cada uma delas se incumbido de carregar, em suas malas, dez quilos de cocaína (Doc. 4 – fls. 45/55 – destaques nossos). Inconformada com o decreto condenatório, a defesa interpôs Apelação Criminal junto ao Tribunal Regional Federal da 1... Região, pendente de julgamento (Processo 0000641-17.2014.4.01.3400). Alegando excesso de prazo para o julgamento do referido recurso, a defesa impetrou Habeas Corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, cuja ordem foi denegada pelo Ministro relator (Doc. 6 – fls. 72-75). Essa decisão foi mantida pela colegiado, no julgamento do subsequente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65AC-4F97-F20F-583A e senha 2465-E100-A5D8-1DFA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 164244 AGR / DF Agravo Regimental, em acórdão assim ementado (Doc. 6 – fl. 98): PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. EXCESSO DE PRAZO NO JULGAMENTO DA APELAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. RAZOABILIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme de que, na ausência de prazo legal para o julgamento do recurso de apelação criminal, a caracterização do excesso, apto a autorizar o relaxamento da prisão cautelar, deve ser analisado à luz do princípio da razoabilidade e da proporcionalidade, observando- se sobretudo a complexidade da causa, a atuação das partes, bem como a pena imposta. 2. No caso, não se identifica o alegado constrangimento ilegal sustentado pela defesa, decorrente da mora na apreciação do apelo defensivo, pois o processo foi distribuído no Tribunal Regional Federal da 1... Região em 15/12/2016 e, atualmente, está concluso para julgamento, com parecer ministerial. Ademais, ao ora agravante, preso cautelarmente no Brasil desde 2/6/2016, foi imposta a pena de 13 anos e 6 meses de reclusão, pelos delitos de tráfico de drogas e associação para o tráfico. 3. Agravo regimental não provido. Nesta impetração, a defesa argumentou: (a) Da sentença foi interposto recurso de apelação, apenas pela defesa, em data de 03 de outubro de 2016 (Doc. 01 - página 57), entretanto ela sequer tem previsão para ser julgada, pelo que há excesso de prazo para formação da culpa, em total ofensa ao princípio da presunção de inocência; (b) o paciente é primário, possui bons antecedentes, residência fixa e se apresentou nos autos da ação penal espontaneamente, inclusive informando o endereço em que residia legalmente na Itália, já estando preso provisoriamente há 3(três) anos e 4(quatro) meses; (c) a situação prisional sofrida pelo paciente que, devido à superlotação da penitenciária em Cachoeiro de Itapemirim, dividia a cela com mais 2 presos e dormia num colchonete no chão até março/2017, levou a uma intervenção da família junto a embaixada Italiana e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65AC-4F97-F20F-583A e senha 2465-E100-A5D8-1DFA Supremo Tribunal Federal HC 164244 AGR / DF Agravo Regimental, em acórdão assim ementado (Doc. 6 – fl. 98): PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. EXCESSO DE PRAZO NO JULGAMENTO DA APELAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. RAZOABILIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme de que, na ausência de prazo legal para o julgamento do recurso de apelação criminal, a caracterização do excesso, apto a autorizar o relaxamento da prisão cautelar, deve ser analisado à luz do princípio da razoabilidade e da proporcionalidade, observando- se sobretudo a complexidade da causa, a atuação das partes, bem como a pena imposta. 2. No caso, não se identifica o alegado constrangimento ilegal sustentado pela defesa, decorrente da mora na apreciação do apelo defensivo, pois o processo foi distribuído no Tribunal Regional Federal da 1... Região em 15/12/2016 e, atualmente, está concluso para julgamento, com parecer ministerial. Ademais, ao ora agravante, preso cautelarmente no Brasil desde 2/6/2016, foi imposta a pena de 13 anos e 6 meses de reclusão, pelos delitos de tráfico de drogas e associação para o tráfico. 3. Agravo regimental não provido. Nesta impetração, a defesa argumentou: (a) Da sentença foi interposto recurso de apelação, apenas pela defesa, em data de 03 de outubro de 2016 (Doc. 01 - página 57), entretanto ela sequer tem previsão para ser julgada, pelo que há excesso de prazo para formação da culpa, em total ofensa ao princípio da presunção de inocência; (b) o paciente é primário, possui bons antecedentes, residência fixa e se apresentou nos autos da ação penal espontaneamente, inclusive informando o endereço em que residia legalmente na Itália, já estando preso provisoriamente há 3(três) anos e 4(quatro) meses; (c) a situação prisional sofrida pelo paciente que, devido à superlotação da penitenciária em Cachoeiro de Itapemirim, dividia a cela com mais 2 presos e dormia num colchonete no chão até março/2017, levou a uma intervenção da família junto a embaixada Italiana e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65AC-4F97-F20F-583A e senha 2465-E100-A5D8-1DFA Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 164244 AGR / DF órgãos competentes; e (d) o Estado brasileiro possui um acordo com o governo italiano para a efetivação da extradição do paciente. Sendo um deles, o da garantia aos direitos fundamentais. Nota-se um patente descumprimento do compromisso assumido com a República Italiana, ao passo que os direitos fundamentais do paciente não estão sendo assegurados. Requereu-se, ao final, a concessão da ordem, a fim de revogar a prisão preventiva de Colombo Ruggeri Filho, com a consequente expedição do alvará de soltura, afastando-se as ilegalidades contidas na espécie, ainda que com a aplicação de medidas alternativas à prisão preventiva, nos termos do art. 319 do Código de Processo Penal, possibilitando que o paciente ajude no sustento de sua família. Indeferi a ordem de Habeas Corpus (Doc. 9). Ainda irresignada, a defesa interpôs o presente Agravo Regimental, em que reitera alegações anteriormente expendidas e alega: (a) “o julgamento monocrático do relator que enfrenta diretamente o mérito do habeas corpus, sem submetê-lo à apreciação do órgão competente, fere o consagrado Princípio da Colegialidade”; (b) “diante do devido processo e da necessidade de um processo que seja válido sob o aspecto constitucional, a gravidade do delito deve ser afastada quando se tratar de excesso de prazo da prisão cautelar, pois exige uma atuação que antecipa a pena, já que necessita juízo prévio de culpabilidade e punibilidade, principalmente quando não houve flagrante (caso do paciente)”; (c) “a peculiaridade da necessidade da extradição, que justifique a dilação do prazo para a formação da culpa, se deu exclusivamente por morosidade do Poder Judiciário brasileiro. A uma, o agravante e sua família residiam na Itália desde 2012, ou seja, não houve fuga para àquele país com o objetivo de se furtar à aplicação da lei penal. A dois, o Brasil não enviou a documentação da extradição no prazo estipulado no Tratado entre os dois países. A três, o agravante não deu azo a nenhum atraso no seu processo de extradição, muito pelo contrário, renunciou o seu direito de recorrer da decisão do deferimento de sua extradição”; (d) “tem-se a informação de que, na verdade, o Sr. RODRIGO RAMOS DE ANDRADE (convivente e pai do filho de Gisele - coautora) está ligado ao tráfico de drogas na Europa, já tendo sido preso na Itália (Milão) e que a substância apreendida em poder da sua esposa a ele pertencia e não ao 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65AC-4F97-F20F-583A e senha 2465-E100-A5D8-1DFA Supremo Tribunal Federal HC 164244 AGR / DF órgãos competentes; e (d) o Estado brasileiro possui um acordo com o governo italiano para a efetivação da extradição do paciente. Sendo um deles, o da garantia aos direitos fundamentais. Nota-se um patente descumprimento do compromisso assumido com a República Italiana, ao passo que os direitos fundamentais do paciente não estão sendo assegurados. Requereu-se, ao final, a concessão da ordem, a fim de revogar a prisão preventiva de Colombo Ruggeri Filho, com a consequente expedição do alvará de soltura, afastando-se as ilegalidades contidas na espécie, ainda que com a aplicação de medidas alternativas à prisão preventiva, nos termos do art. 319 do Código de Processo Penal, possibilitando que o paciente ajude no sustento de sua família. Indeferi a ordem de Habeas Corpus (Doc. 9). Ainda irresignada, a defesa interpôs o presente Agravo Regimental, em que reitera alegações anteriormente expendidas e alega: (a) “o julgamento monocrático do relator que enfrenta diretamente o mérito do habeas corpus, sem submetê-lo à apreciação do órgão competente, fere o consagrado Princípio da Colegialidade”; (b) “diante do devido processo e da necessidade de um processo que seja válido sob o aspecto constitucional, a gravidade do delito deve ser afastada quando se tratar de excesso de prazo da prisão cautelar, pois exige uma atuação que antecipa a pena, já que necessita juízo prévio de culpabilidade e punibilidade, principalmente quando não houve flagrante (caso do paciente)”; (c) “a peculiaridade da necessidade da extradição, que justifique a dilação do prazo para a formação da culpa, se deu exclusivamente por morosidade do Poder Judiciário brasileiro. A uma, o agravante e sua família residiam na Itália desde 2012, ou seja, não houve fuga para àquele país com o objetivo de se furtar à aplicação da lei penal. A dois, o Brasil não enviou a documentação da extradição no prazo estipulado no Tratado entre os dois países. A três, o agravante não deu azo a nenhum atraso no seu processo de extradição, muito pelo contrário, renunciou o seu direito de recorrer da decisão do deferimento de sua extradição”; (d) “tem-se a informação de que, na verdade, o Sr. RODRIGO RAMOS DE ANDRADE (convivente e pai do filho de Gisele - coautora) está ligado ao tráfico de drogas na Europa, já tendo sido preso na Itália (Milão) e que a substância apreendida em poder da sua esposa a ele pertencia e não ao 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65AC-4F97-F20F-583A e senha 2465-E100-A5D8-1DFA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório HC 164244 AGR / DF Apelante”; (e) “Não há direitos fundamentais garantidos se o paciente está preso há 41 (quarenta e um) meses e a PREVISÃO para julgamento do seu recurso é estimada em outros 12 meses”. Requer, enfim, que se reconsidere a decisão agravada, “a fim de conceder a ordem de habeas corpus, nos termos da inicial, ou, o apresente em mesa para que a Primeira Turma se pronuncie, nos termos do art. 317, §2..., do Regimento Interno deste Tribunal”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65AC-4F97-F20F-583A e senha 2465-E100-A5D8-1DFA Supremo Tribunal Federal HC 164244 AGR / DF Apelante”; (e) “Não há direitos fundamentais garantidos se o paciente está preso há 41 (quarenta e um) meses e a PREVISÃO para julgamento do seu recurso é estimada em outros 12 meses”. Requer, enfim, que se reconsidere a decisão agravada, “a fim de conceder a ordem de habeas corpus, nos termos da inicial, ou, o apresente em mesa para que a Primeira Turma se pronuncie, nos termos do art. 317, §2..., do Regimento Interno deste Tribunal”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65AC-4F97-F20F-583A e senha 2465-E100-A5D8-1DFA Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.244 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Afasta-se, por primeiro, a alegação de ofensa ao princípio da colegialidade, uma vez que o art. 21, § 1..., do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL permite ao relator negar seguimento, monocraticamente, a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal, como ocorre na espécie. Quanto ao mais, não há reparo a fazer. As razões ora apresentadas não se mostram aptas à alteração do julgado monocrático, que mantenho por seus próprios fundamentos. Conforme consignei na decisão agravada, Habeas Corpus poderá ser utilizado como meio processual adequado para cessar constrangimento ilegal à liberdade de locomoção do acusado preso, decorrente de abusivo excesso de prazo para o encerramento da instrução criminal. Nesse exame, porém, é imprescindível investigar se a demora é resultado ou não da desídia ou inércia do Poder Judiciário. Daí a convergência de entendimento, na jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz das particularidades do caso concreto, levando-se em consideração, por exemplo, o número de réus, a quantidade de testemunhas a serem inquiridas, a necessidade de expedição de cartas precatórias, a natureza e a complexidade dos delitos imputados, assim como a atuação das partes (cf.: HC 158.414-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/9/2018; HC 138.987-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017; RHC 124.796-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5D8-9498-175D-D855 e senha 880A-0953-2C56-9D72 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.244 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Afasta-se, por primeiro, a alegação de ofensa ao princípio da colegialidade, uma vez que o art. 21, § 1..., do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL permite ao relator negar seguimento, monocraticamente, a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal, como ocorre na espécie. Quanto ao mais, não há reparo a fazer. As razões ora apresentadas não se mostram aptas à alteração do julgado monocrático, que mantenho por seus próprios fundamentos. Conforme consignei na decisão agravada, Habeas Corpus poderá ser utilizado como meio processual adequado para cessar constrangimento ilegal à liberdade de locomoção do acusado preso, decorrente de abusivo excesso de prazo para o encerramento da instrução criminal. Nesse exame, porém, é imprescindível investigar se a demora é resultado ou não da desídia ou inércia do Poder Judiciário. Daí a convergência de entendimento, na jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz das particularidades do caso concreto, levando-se em consideração, por exemplo, o número de réus, a quantidade de testemunhas a serem inquiridas, a necessidade de expedição de cartas precatórias, a natureza e a complexidade dos delitos imputados, assim como a atuação das partes (cf.: HC 158.414-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/9/2018; HC 138.987-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017; RHC 124.796-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5D8-9498-175D-D855 e senha 880A-0953-2C56-9D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 164244 AGR / DF 24/8/2016; HC 135.324, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 6/12/2016; HC 125.144-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 28/6/2016). A respeito da matéria, registrou o Superior Tribunal de Justiça (Doc. 6 – fls. 73/75): Com relação à alegada demora na apreciação recursal, registro que a lei processual não estabelece um prazo para o julgamento do recurso de apelação criminal, que deve ser analisado à luz do princípio da razoabilidade, a fim de se verificar a ocorrência ou não de constrangimento ilegal. Sabe-se que eventual atraso no andamento do feito, por si só, não caracteriza excesso de prazo. No caso, a sentença condenatória foi proferida em 30/8/2016, o recurso de apelação foi distribuído no Tribunal Regional Federal da 1... Região em 15/12/2016, e, conforme andamento disponível no site da Corte de origem, encontra-se concluso para julgamento desde 21/9/2017, já com parecer ministerial. Em suma, a tramitação do recurso na primeira e segunda instâncias dura cerca de 1 ano e 4 meses, estando o apelo próximo a ser apreciado, o que não se mostra, em princípio, desarrazoado. Consoante entendimento firmado por esta Corte, eventual excesso de prazo no julgamento da apelação deve ser aferido em face da quantidade de pena imposta na sentença condenatória, a qual, no caso, foi estabelecida em 13 anos e 6 meses de reclusão. Assim, não há que se falar que eventual atraso no julgamento do apelo defensivo tenha extrapolado os limites da razoabilidade ou da proporcionalidade. Segundo orientação deste Superior Tribunal, em observância ao princípio da proporcionalidade, "a pena fixada em sentença deve ser levada em consideração quando da análise da razoabilidade da demora para o julgamento da apelação" (HC n. 68.571/PA, SEXTA TURMA, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, julgado em 9/10/2007, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5D8-9498-175D-D855 e senha 880A-0953-2C56-9D72 Supremo Tribunal Federal HC 164244 AGR / DF 24/8/2016; HC 135.324, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 6/12/2016; HC 125.144-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 28/6/2016). A respeito da matéria, registrou o Superior Tribunal de Justiça (Doc. 6 – fls. 73/75): Com relação à alegada demora na apreciação recursal, registro que a lei processual não estabelece um prazo para o julgamento do recurso de apelação criminal, que deve ser analisado à luz do princípio da razoabilidade, a fim de se verificar a ocorrência ou não de constrangimento ilegal. Sabe-se que eventual atraso no andamento do feito, por si só, não caracteriza excesso de prazo. No caso, a sentença condenatória foi proferida em 30/8/2016, o recurso de apelação foi distribuído no Tribunal Regional Federal da 1... Região em 15/12/2016, e, conforme andamento disponível no site da Corte de origem, encontra-se concluso para julgamento desde 21/9/2017, já com parecer ministerial. Em suma, a tramitação do recurso na primeira e segunda instâncias dura cerca de 1 ano e 4 meses, estando o apelo próximo a ser apreciado, o que não se mostra, em princípio, desarrazoado. Consoante entendimento firmado por esta Corte, eventual excesso de prazo no julgamento da apelação deve ser aferido em face da quantidade de pena imposta na sentença condenatória, a qual, no caso, foi estabelecida em 13 anos e 6 meses de reclusão. Assim, não há que se falar que eventual atraso no julgamento do apelo defensivo tenha extrapolado os limites da razoabilidade ou da proporcionalidade. Segundo orientação deste Superior Tribunal, em observância ao princípio da proporcionalidade, "a pena fixada em sentença deve ser levada em consideração quando da análise da razoabilidade da demora para o julgamento da apelação" (HC n. 68.571/PA, SEXTA TURMA, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, julgado em 9/10/2007, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5D8-9498-175D-D855 e senha 880A-0953-2C56-9D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 164244 AGR / DF DJ 29/10/2007). [...] Ademais, conforme bem salientou o Ministério Público Federal, "deve ser considerada a complexidade do feito, que envolve a prática de tráfico internacional de entorpecentes (21,78 Kg de cocaína) e financiamento do tráfico internacional de drogas, com o envolvimento de mais duas rés (Gisele Mendes do Santos e Diana Cordeiro dos Santos), além de ter sido necessária a extradição do ora paciente da Itália para o Brasil" (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 268). Pelo que se depreende, as instâncias ordinárias têm adotado as medidas necessárias para o correto andamento da ação penal, que tem tramitado de maneira regular, se consideradas as peculiaridades da causa, com destaque para a natureza do processo, que envolve a condenação do paciente à pena de 13 anos e 6 meses de reclusão pela prática dos crimes de tráfico transnacional de drogas (21,78 Kg de cocaína) e associação para o tráfico, majorada pelo financiamento internacional da mercancia ilícita, além da necessidade de extradição do paciente da Itália para o Brasil, circunstâncias que tornam razoável a dilação do prazo. Sendo esse o quadro, não há falar em constrangimento ilegal a ser sanado, uma vez que inexiste mora processual imputável ao Poder Judiciário, ao órgão acusador ou situação incompatível com o princípio da razoável duração do processo (art. 5..., LXXIII, da Constituição Federal). Por fim, não há como agasalhar a alegação de que “tem-se a informação de que, na verdade, o Sr. RODRIGO RAMOS DE ANDRADE (convivente e pai do filho de Gisele - coautora) está ligado ao tráfico de drogas na Europa, já tendo sido preso na Itália (Milão) e que a substância apreendida em poder da sua esposa a ele pertencia e não ao Apelante” (Doc. 10 – fls. 19-20). Isso porque, além de o tema não ter sido submetido ao crivo do Superior Tribunal de Justiça, o que implicaria indevida supressão de instância e violação das regras constitucionais de repartição de competências (HC 139.864-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5D8-9498-175D-D855 e senha 880A-0953-2C56-9D72 Supremo Tribunal Federal HC 164244 AGR / DF DJ 29/10/2007). [...] Ademais, conforme bem salientou o Ministério Público Federal, "deve ser considerada a complexidade do feito, que envolve a prática de tráfico internacional de entorpecentes (21,78 Kg de cocaína) e financiamento do tráfico internacional de drogas, com o envolvimento de mais duas rés (Gisele Mendes do Santos e Diana Cordeiro dos Santos), além de ter sido necessária a extradição do ora paciente da Itália para o Brasil" (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 268). Pelo que se depreende, as instâncias ordinárias têm adotado as medidas necessárias para o correto andamento da ação penal, que tem tramitado de maneira regular, se consideradas as peculiaridades da causa, com destaque para a natureza do processo, que envolve a condenação do paciente à pena de 13 anos e 6 meses de reclusão pela prática dos crimes de tráfico transnacional de drogas (21,78 Kg de cocaína) e associação para o tráfico, majorada pelo financiamento internacional da mercancia ilícita, além da necessidade de extradição do paciente da Itália para o Brasil, circunstâncias que tornam razoável a dilação do prazo. Sendo esse o quadro, não há falar em constrangimento ilegal a ser sanado, uma vez que inexiste mora processual imputável ao Poder Judiciário, ao órgão acusador ou situação incompatível com o princípio da razoável duração do processo (art. 5..., LXXIII, da Constituição Federal). Por fim, não há como agasalhar a alegação de que “tem-se a informação de que, na verdade, o Sr. RODRIGO RAMOS DE ANDRADE (convivente e pai do filho de Gisele - coautora) está ligado ao tráfico de drogas na Europa, já tendo sido preso na Itália (Milão) e que a substância apreendida em poder da sua esposa a ele pertencia e não ao Apelante” (Doc. 10 – fls. 19-20). Isso porque, além de o tema não ter sido submetido ao crivo do Superior Tribunal de Justiça, o que implicaria indevida supressão de instância e violação das regras constitucionais de repartição de competências (HC 139.864-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5D8-9498-175D-D855 e senha 880A-0953-2C56-9D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 164244 AGR / DF de 6/6/2018; HC 132.864-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 18/3/2016; HC 136.452-ED, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 10/2/2017; HC 135.021-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 6/2/2017; HC 135.949, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/10/2016), o exame da matéria demandaria o reexame de material probatório, providência incompatível com esta via processual (HC 144.343-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 11/9/2017; HC 136.622-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 17/2/2017; HC 135.748, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/2/2017; HC 135.956, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 28/11/2016; HC 134.445-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 27/9/2016). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao Agravo Regimental. É com voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5D8-9498-175D-D855 e senha 880A-0953-2C56-9D72 Supremo Tribunal Federal HC 164244 AGR / DF de 6/6/2018; HC 132.864-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 18/3/2016; HC 136.452-ED, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 10/2/2017; HC 135.021-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 6/2/2017; HC 135.949, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/10/2016), o exame da matéria demandaria o reexame de material probatório, providência incompatível com esta via processual (HC 144.343-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 11/9/2017; HC 136.622-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 17/2/2017; HC 135.748, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/2/2017; HC 135.956, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 28/11/2016; HC 134.445-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 27/9/2016). Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao Agravo Regimental. É com voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5D8-9498-175D-D855 e senha 880A-0953-2C56-9D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.244 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COLOMBO RUGGERI FILHO ADV.(A/S) :CHRISTIANNE CAMELO BATISTA RUGGERI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 56BA-2A4F-E583-5D46 e senha 7C2B-68E4-F591-F0D0 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.244 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COLOMBO RUGGERI FILHO ADV.(A/S) :CHRISTIANNE CAMELO BATISTA RUGGERI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 56BA-2A4F-E583-5D46 e senha 7C2B-68E4-F591-F0D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.244 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : COLOMBO RUGGERI FILHO ADV.(A/S) : CHRISTIANNE CAMELO BATISTA RUGGERI (215743/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 371A-4D14-ADEE-25C6 e senha 53B5-6CD7-42DF-679E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.244 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : COLOMBO RUGGERI FILHO ADV.(A/S) : CHRISTIANNE CAMELO BATISTA RUGGERI (215743/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 371A-4D14-ADEE-25C6 e senha 53B5-6CD7-42DF-679E Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 164 . 244", "HC 164244 AGR / DF", "HC 164244 AGR / DF", "HABEAS CORPUS 164 . 244", "AgRg no HC 413 . 751 / DF", "Processo 0000641 - 17 . 2014 . 4", "HABEAS CORPUS 164 . 244", "AgRg no HC 413 . 751 / DF", "Processo 0000641 - 17 . 2014 . 4 . 01 . 3400", "HC 164244 AGR", "HC 164244 AGR / DF", "HC 164244 AGR / DF", "HC 164244", "HC 164244 AGR / DF", "HC 164244 AGR / DF", "HABEAS CORPUS 164 . 244", "HC 158 . 414 - AgR", "HC 138 . 987 - AgR", "RHC 124 . 796 - AgR", "HABEAS CORPUS 164 . 244", "HC 158 . 414 - AgR", "HC 138 . 987 - AgR", "RHC 124 . 796 - AgR", "HC 164244 AGR / DF", "HC 135 . 324", "HC 125 . 144 - AgR", "HC n . 68 . 571 / PA", "HC 164244 AGR / DF", "HC 135 . 324", "HC 125 . 144 - AgR", "HC n . 68 . 571 / PA", "HC 164244 AGR / DF", "HC 139 . 864 - AgR", "HC 164244 AGR / DF", "HC 139 . 864 - AgR", "HC 164244 AGR / DF", "HC 132 . 864 - AgR", "HC 136 . 452 - ED", "HC 135 . 021 - AgR", "HC 135 . 949", "HC 144 . 343", "HC 136 . 622 - AgR", "HC 135 . 748", "HC 135 . 956", "HC 134 . 445 - AgR", "HC 164244 AGR / DF", "HC 132 . 864 - AgR", "HC 136 . 452 - ED", "HC 135 . 021 - AgR", "HC 135 . 949", "HC 144 . 343 - AgR", "HC 136 . 622 - AgR", "HC 135 . 748", "HC 135 . 956", "HC 134 . 445 - AgR", "HABEAS CORPUS 164 . 244", "HABEAS CORPUS 164 . 244", "HABEAS CORPUS 164" ], "LEGISLACAO": [ "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 33 e 35 , c / c art . 40 , I e VII , da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 33 e 35 , c / c art . 40 , I e VII , da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regimento Interno do SUPREMO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXXIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXXIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "Goiânia", "Itália", "DISTRITO FEDERAL", "Brasil", "Goiânia", "Itália", "Brasil", "Itália", "Cachoeiro de Itapemirim", "Brasil", "Itália", "Cachoeiro de Itapemirim", "Europa", "Itália", "Milão", "Itália", "Milão", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasil", "Brasil", "Europa", "Itália", "Milão", "Europa", "Itália", "Milão", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Itália", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . 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Região", "SEXTA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "SEXTA TURMA", "Ministério Público Federal", "Itália", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Itália", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE 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"Gisele Mendes do Santos", "Diana Cordeiro dos Santos", "RODRIGO RAMOS DE ANDRADE", "Gisele", "ALEXANDRE DE MORAES", "Gisele Mendes do Santos", "Diana Cordeiro dos Santos", "RODRIGO RAMOS DE ANDRADE", "Gisele", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "EDSON FACHIN", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "EDSON FACHIN", "ALEXANDRE DE MORAES", "COLOMBO RUGGERI FILHO", "CHRISTIANNE CAMELO BATISTA RUGGERI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "COLOMBO RUGGERI FILHO", "CHRISTIANNE CAMELO BATISTA RUGGERI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "COLOMBO RUGGERI FILHO", "CHRISTIANNE CAMELO BATISTA RUGGERI", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "COLOMBO RUGGERI FILHO", "CHRISTIANNE CAMELO BATISTA RUGGERI", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "9", "/", "6", "/", "2014", "1", "/", "6", "/", "2015", "30", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "9", "/", "6", "/", "2014", "1", "/", "6", "/", "2015", "30", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "12", "/", "2016", "2", "/", "6", "/", "2016", "03 de outubro de 2016", "março", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "12", "/", "2016", "2", "/", "6", "/", "2016", "03 de outubro de 2016", "março", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", 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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.160.766 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :VALDIR HODECKER ADV.(A/S) :ERNESTO ZULMIR MORESTONI EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. 1. A matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional e depende da análise do conjunto fático-probatório. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E56-36AF-2D06-2CF7 e senha 1F2D-78A5-4F91-D7C1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.160.766 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :VALDIR HODECKER ADV.(A/S) :ERNESTO ZULMIR MORESTONI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado de Santa Catarina, que, ao denegar a ordem postulada em mandado de segurança impetrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, manteve ato que havia autorizado a manutenção do benefício administrativo mais vantajoso cumulada com o recebimento de atrasados referentes ao benefício concedido judicialmente (MS 5025874- 85.2017.4.04.7200/SC). O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a e b, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5º, caput, II e XXXVI, 97, 194, caput e parágrafo único, 195, caput e § 5º, e 201, caput, § 1º, § 2º e § 11, todos da CF. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que, para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame de fatos e provas constantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7540-6D3E-2F4A-1D08 e senha D9FA-C86C-C9A3-A612 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.160.766 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :VALDIR HODECKER ADV.(A/S) :ERNESTO ZULMIR MORESTONI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado de Santa Catarina, que, ao denegar a ordem postulada em mandado de segurança impetrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, manteve ato que havia autorizado a manutenção do benefício administrativo mais vantajoso cumulada com o recebimento de atrasados referentes ao benefício concedido judicialmente (MS 5025874- 85.2017.4.04.7200/SC). O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a e b, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5º, caput, II e XXXVI, 97, 194, caput e parágrafo único, 195, caput e § 5º, e 201, caput, § 1º, § 2º e § 11, todos da CF. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que, para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame de fatos e provas constantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7540-6D3E-2F4A-1D08 e senha D9FA-C86C-C9A3-A612 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 1160766 AGR / SC Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF)”. 2. A parte agravante alega que “a decisão que ao reconhecer a opção ao melhor benefício e que também reconhece o direito à execução das parcelas ‘devidas’ no período entre as DIBs vai além da autorização à desaposentação, já rechaçada pelo Supremo Tribunal Federal, pois que autoriza que em determinado lapso temporal dois benefícios previdenciários sejam mantidos até que sejam executadas as parcelas ‘devidas’ e só em seguida que o benefício menos vantajoso ao autor seja extinto (ato de desaposentar, segundo a tese de que o benefício previdenciário tem natureza patrimonial e por isso é disponível pelo seu titular)”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7540-6D3E-2F4A-1D08 e senha D9FA-C86C-C9A3-A612 Supremo Tribunal Federal RE 1160766 AGR / SC Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF)”. 2. A parte agravante alega que “a decisão que ao reconhecer a opção ao melhor benefício e que também reconhece o direito à execução das parcelas ‘devidas’ no período entre as DIBs vai além da autorização à desaposentação, já rechaçada pelo Supremo Tribunal Federal, pois que autoriza que em determinado lapso temporal dois benefícios previdenciários sejam mantidos até que sejam executadas as parcelas ‘devidas’ e só em seguida que o benefício menos vantajoso ao autor seja extinto (ato de desaposentar, segundo a tese de que o benefício previdenciário tem natureza patrimonial e por isso é disponível pelo seu titular)”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7540-6D3E-2F4A-1D08 e senha D9FA-C86C-C9A3-A612 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.160.766 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, a matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional e depende da análise do conjunto fático-probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. Nessa linha, veja-se o seguinte precedente: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. OPÇÃO PELO BENEFÍCIO MAIS VANTAJOSO. RECEBIMENTO DE PARCELAS DECORRENTES DE DECISÃO JUDICIAL. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. PRECEDENTES. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (ARE 1.130.260-AgR, Rel. Min. Luiz Fux) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87BF-7ECE-313F-A63C e senha 4BCF-168A-1613-9542 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.160.766 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, a matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional e depende da análise do conjunto fático-probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. Nessa linha, veja-se o seguinte precedente: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. OPÇÃO PELO BENEFÍCIO MAIS VANTAJOSO. RECEBIMENTO DE PARCELAS DECORRENTES DE DECISÃO JUDICIAL. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. PRECEDENTES. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (ARE 1.130.260-AgR, Rel. Min. Luiz Fux) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87BF-7ECE-313F-A63C e senha 4BCF-168A-1613-9542 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1160766 AGR / SC Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF)”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87BF-7ECE-313F-A63C e senha 4BCF-168A-1613-9542 Supremo Tribunal Federal RE 1160766 AGR / SC Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF)”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87BF-7ECE-313F-A63C e senha 4BCF-168A-1613-9542 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.160.766 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : VALDIR HODECKER ADV.(A/S) : ERNESTO ZULMIR MORESTONI (11666/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F67F-0BFF-8213-72C2 e senha ADE8-AD6F-ADA5-AD8D Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.160.766 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : VALDIR HODECKER ADV.(A/S) : ERNESTO ZULMIR MORESTONI (11666/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F67F-0BFF-8213-72C2 e senha ADE8-AD6F-ADA5-AD8D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749088267
2018-12-14T00:00:00
2019-02-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. 1. A matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional e depende da análise do conjunto fático-probatório. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur397644
- Acórdão(s) citado(s): (BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO MAIS VANTAJOSO) RE 1130260 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 14/02/2019, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1160766
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00025\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000512 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1160766 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : VALDIR HODECKER ADV.(A/S) : ERNESTO ZULMIR MORESTONI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.160.766 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :VALDIR HODECKER ADV.(A/S) :ERNESTO ZULMIR MORESTONI EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. 1. A matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional e depende da análise do conjunto fático-probatório. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 a 13 de dezembro de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E56-36AF-2D06-2CF7 e senha 1F2D-78A5-4F91-D7C1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.160.766 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :VALDIR HODECKER ADV.(A/S) :ERNESTO ZULMIR MORESTONI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado de Santa Catarina, que, ao denegar a ordem postulada em mandado de segurança impetrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, manteve ato que havia autorizado a manutenção do benefício administrativo mais vantajoso cumulada com o recebimento de atrasados referentes ao benefício concedido judicialmente (MS 5025874- 85.2017.4.04.7200/SC). O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a e b, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., caput, II e XXXVI, 97, 194, caput e parágrafo único, 195, caput e § 5..., e 201, caput, § 1..., § 2... e § 11, todos da Constituição Federal de 1988. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que, para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame de fatos e provas constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7540-6D3E-2F4A-1D08 e senha D9FA-C86C-C9A3-A612 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.160.766 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :VALDIR HODECKER ADV.(A/S) :ERNESTO ZULMIR MORESTONI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado de Santa Catarina, que, ao denegar a ordem postulada em mandado de segurança impetrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, manteve ato que havia autorizado a manutenção do benefício administrativo mais vantajoso cumulada com o recebimento de atrasados referentes ao benefício concedido judicialmente (MS 5025874- 85.2017.4.04.7200/SC). O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a e b, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., caput, II e XXXVI, 97, 194, caput e parágrafo único, 195, caput e § 5..., e 201, caput, § 1..., § 2... e § 11, todos da Constituição Federal de 1988. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que, para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso e o reexame de fatos e provas constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7540-6D3E-2F4A-1D08 e senha D9FA-C86C-C9A3-A612 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 1160766 AGR / SC Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal)”. 2. A parte agravante alega que “a decisão que ao reconhecer a opção ao melhor benefício e que também reconhece o direito à execução das parcelas ‘devidas’ no período entre as DIBs vai além da autorização à desaposentação, já rechaçada pelo Supremo Tribunal Federal, pois que autoriza que em determinado lapso temporal dois benefícios previdenciários sejam mantidos até que sejam executadas as parcelas ‘devidas’ e só em seguida que o benefício menos vantajoso ao autor seja extinto (ato de desaposentar, segundo a tese de que o benefício previdenciário tem natureza patrimonial e por isso é disponível pelo seu titular)”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7540-6D3E-2F4A-1D08 e senha D9FA-C86C-C9A3-A612 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1160766 AGR / SC Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal)”. 2. A parte agravante alega que “a decisão que ao reconhecer a opção ao melhor benefício e que também reconhece o direito à execução das parcelas ‘devidas’ no período entre as DIBs vai além da autorização à desaposentação, já rechaçada pelo Supremo Tribunal Federal, pois que autoriza que em determinado lapso temporal dois benefícios previdenciários sejam mantidos até que sejam executadas as parcelas ‘devidas’ e só em seguida que o benefício menos vantajoso ao autor seja extinto (ato de desaposentar, segundo a tese de que o benefício previdenciário tem natureza patrimonial e por isso é disponível pelo seu titular)”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7540-6D3E-2F4A-1D08 e senha D9FA-C86C-C9A3-A612 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.160.766 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, a matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional e depende da análise do conjunto fático-probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. Nessa linha, veja-se o seguinte precedente: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. OPÇÃO PELO BENEFÍCIO MAIS VANTAJOSO. RECEBIMENTO DE PARCELAS DECORRENTES DE DECISÃO JUDICIAL. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (ARE 1.130.260-AgR, Rel. Min. Luiz Fux) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87BF-7ECE-313F-A63C e senha 4BCF-168A-1613-9542 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.160.766 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, a matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional e depende da análise do conjunto fático-probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. Nessa linha, veja-se o seguinte precedente: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. OPÇÃO PELO BENEFÍCIO MAIS VANTAJOSO. RECEBIMENTO DE PARCELAS DECORRENTES DE DECISÃO JUDICIAL. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (ARE 1.130.260-AgR, Rel. Min. Luiz Fux) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87BF-7ECE-313F-A63C e senha 4BCF-168A-1613-9542 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1160766 AGR / SC Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal)”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87BF-7ECE-313F-A63C e senha 4BCF-168A-1613-9542 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1160766 AGR / SC Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal)”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87BF-7ECE-313F-A63C e senha 4BCF-168A-1613-9542 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.160.766 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : VALDIR HODECKER ADV.(A/S) : ERNESTO ZULMIR MORESTONI (11666/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F67F-0BFF-8213-72C2 e senha ADE8-AD6F-ADA5-AD8D Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.160.766 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : VALDIR HODECKER ADV.(A/S) : ERNESTO ZULMIR MORESTONI (11666/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F67F-0BFF-8213-72C2 e senha ADE8-AD6F-ADA5-AD8D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 160 . 766", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 160 . 766", "MS 5025874 - 85 . 2017 . 4 . 04 . 7200 / SC", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 160 . 766", "5025874", "-", "85", ".", "2017", ".", "4", ".", "04", ".", "7200", "/", "SC", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1160766 AGR / SC", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1160766 AGR / SC", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 160 . 766", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 130 . 260 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 160 . 766", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 130 . 260 - AgR", "Recurso Extraordinário 1160766 AGR / SC", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1160766 AGR", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 160 . 766" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a e b , da Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a e b , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , caput , II e XXXVI , 97 , 194 , caput e parágrafo único , 195 , caput e § 5 . . . , e 201 , caput , § 1 . . . , § 2 . . . e § 11 , todos da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado de Santa Catarina", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado de Santa Catarina", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "VALDIR HODECKER", "ERNESTO ZULMIR MORESTONI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "VALDIR HODECKER", "ERNESTO ZULMIR MORESTONI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "VALDIR HODECKER", "ERNESTO ZULMIR MORESTONI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "VALDIR HODECKER", "ERNESTO ZULMIR MORESTONI", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROBERTO BARROSO", "VALDIR HODECKER", "ERNESTO ZULMIR MORESTONI", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "7 a 13 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.175 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TUPY S/A ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA ADV.(A/S) :LUDMYLLA PINHEIRO COELHO ADV.(A/S) :THIAGO BORGES VELOSO AGDO.(A/S) :INACIO PETKOWICZ ADV.(A/S) :LUIS HENRIQUE PINTO LOPES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem. Recurso dirigido ao Supremo Tribunal Federal. Não cabimento. Questões remanescentes. Cabimento. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Segundo a firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. 2. Essa orientação está consolidada no Código de Processo Civil de 2015, que prevê, como instrumento processual adequado contra a aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio tribunal de origem (art. 1.030, § 2º, do CPC). 3. Embora cabível o agravo previsto no art. 1.042 do CPC quanto às questões remanescentes, não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional. 4. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 1º a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F54-F36F-A5C3-8D6B e senha B737-6D1D-904E-3912 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1179175 AGR / SC 11/3/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F54-F36F-A5C3-8D6B e senha B737-6D1D-904E-3912 Supremo Tribunal Federal ARE 1179175 AGR / SC 11/3/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F54-F36F-A5C3-8D6B e senha B737-6D1D-904E-3912 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.175 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TUPY S/A ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA ADV.(A/S) :LUDMYLLA PINHEIRO COELHO ADV.(A/S) :THIAGO BORGES VELOSO AGDO.(A/S) :INACIO PETKOWICZ ADV.(A/S) :LUIS HENRIQUE PINTO LOPES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem e de ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo à parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDB7-9858-2AC8-9B76 e senha 7B5E-9196-E179-6B42 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.175 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TUPY S/A ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA ADV.(A/S) :LUDMYLLA PINHEIRO COELHO ADV.(A/S) :THIAGO BORGES VELOSO AGDO.(A/S) :INACIO PETKOWICZ ADV.(A/S) :LUIS HENRIQUE PINTO LOPES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem e de ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo à parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDB7-9858-2AC8-9B76 e senha 7B5E-9196-E179-6B42 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.175 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. O Supremo Tribunal Federal assentou, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, não caber recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. Vide: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI nº 760.358-QO, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/2/10). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.175 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. O Supremo Tribunal Federal assentou, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, não caber recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. Vide: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI nº 760.358-QO, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/2/10). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1179175 AGR / SC que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1.030, § 2º, do CPC 2015). Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONTRA A PARTE DA DECISÃO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÕES REMANESCENTES: AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS APTOS, POR SI SÓS, PARA SUSTENTAR A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. 1. Ao examinar a admissibilidade de Recurso Extraordinário com capítulos independentes e autônomos, o Tribunal de origem aplicou precedente formado sob o rito da repercussão geral para algumas questões e óbices de outra natureza para os demais pontos. 2. As decisões de admissibilidade com esse perfil têm sido apelidadas de mistas (ou complexas). 3. Tais decisões comportam duas espécies de recursos: agravo interno quanto às matérias decididas com base em precedente produzido sob o rito da repercussão geral (CPC, art. 1.030, § 2º); e agravo do art. 1.042 do CPC quanto aos aspectos resolvidos por outros tipos de fundamentos. 4. Não há previsão legal de recurso para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL contra a parte da decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral (Pleno, AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 994.469, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA (Presidente), DJe de 14/3/2017). 5. Embora cabível quanto aos outros óbices, o recurso não merece prosperar. Não pode ser conhecido o agravo do art. 1.042 do CPC quando não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitira o recurso extraordinário. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Supremo Tribunal Federal ARE 1179175 AGR / SC que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1.030, § 2º, do CPC 2015). Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONTRA A PARTE DA DECISÃO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÕES REMANESCENTES: AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS APTOS, POR SI SÓS, PARA SUSTENTAR A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. 1. Ao examinar a admissibilidade de Recurso Extraordinário com capítulos independentes e autônomos, o Tribunal de origem aplicou precedente formado sob o rito da repercussão geral para algumas questões e óbices de outra natureza para os demais pontos. 2. As decisões de admissibilidade com esse perfil têm sido apelidadas de mistas (ou complexas). 3. Tais decisões comportam duas espécies de recursos: agravo interno quanto às matérias decididas com base em precedente produzido sob o rito da repercussão geral (CPC, art. 1.030, § 2º); e agravo do art. 1.042 do CPC quanto aos aspectos resolvidos por outros tipos de fundamentos. 4. Não há previsão legal de recurso para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL contra a parte da decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral (Pleno, AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 994.469, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA (Presidente), DJe de 14/3/2017). 5. Embora cabível quanto aos outros óbices, o recurso não merece prosperar. Não pode ser conhecido o agravo do art. 1.042 do CPC quando não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitira o recurso extraordinário. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1179175 AGR / SC equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11)” (ARE nº 1.115.707/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 24/8/18) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (CPC/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (CPC/2015, ART. 1.030, § 2º). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Rcl nº 29.093/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/8/18). “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO MATÉRIA PENAL PRIMEIRO AGRAVO ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NOS ARTS. 5º, XXXV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPOSSIBILIDADE SÚMULA 279/STF OFENSA AO ART. 93, IX, DA CARTA MAGNA INOCORRÊNCIA SEGUNDO AGRAVO UTILIZAÇÃO DESSA ESPÉCIE RECURSAL CONTRA DECISÃO QUE, EMANADA DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR, FAZ INCIDIR, NO CASO, A DISCIPLINA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL INADMISSIBILIDADE (CPC, ART. 1.042, CAPUT, IN FINE) PRECEDENTES PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Supremo Tribunal Federal ARE 1179175 AGR / SC equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11)” (ARE nº 1.115.707/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 24/8/18) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (CPC/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (CPC/2015, ART. 1.030, § 2º). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Rcl nº 29.093/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/8/18). “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO MATÉRIA PENAL PRIMEIRO AGRAVO ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NOS ARTS. 5º, XXXV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPOSSIBILIDADE SÚMULA 279/STF OFENSA AO ART. 93, IX, DA CARTA MAGNA INOCORRÊNCIA SEGUNDO AGRAVO UTILIZAÇÃO DESSA ESPÉCIE RECURSAL CONTRA DECISÃO QUE, EMANADA DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR, FAZ INCIDIR, NO CASO, A DISCIPLINA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL INADMISSIBILIDADE (CPC, ART. 1.042, CAPUT, IN FINE) PRECEDENTES PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1179175 AGR / SC DO ESTADO NÃO ACOLHIMENTO EFICÁCIA EX TUNC, PARA EFEITO DE PRESCRIÇÃO PENAL, AO JUÍZO NEGATIVO DE ADMISSIBILIDADE DE APELO EXTREMO CONFIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL AGRAVO INTERNO IMPROVIDO” (ARE nº 1.128.701/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 28/8/18). No que se refere à matéria remanescente, embora cabível o recurso previsto no art. 1.042 do Código de Processo Civil, o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que não é viável em sede de recurso extraordinário. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO DO TRABALHO. DISPENSA IMOTIVADA. TRABALHADOR REABILITADO OU DEFICIENTE. CONTRATAÇÃO DE SUBSTITUTO EM CONDIÇÃO SEMELHANTE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A questão sobre a dispensa imotivada de trabalhador reabilitado ou deficiente e a necessária substituição por outro empregado de condição semelhante envolve a análise da legislação de regência, de natureza infraconstitucional. Lei 8.213/1991. Desta forma, eventual ofensa à Constituição Federal, se ocorrente, seria de forma reflexa, sendo inviável o recurso extraordinário. II Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE nº 673.939/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. DISPENSA POR JUSTA CAUSA ANULADA POR DECISÃO JUDICIAL. PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Supremo Tribunal Federal ARE 1179175 AGR / SC DO ESTADO NÃO ACOLHIMENTO EFICÁCIA EX TUNC, PARA EFEITO DE PRESCRIÇÃO PENAL, AO JUÍZO NEGATIVO DE ADMISSIBILIDADE DE APELO EXTREMO CONFIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL AGRAVO INTERNO IMPROVIDO” (ARE nº 1.128.701/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 28/8/18). No que se refere à matéria remanescente, embora cabível o recurso previsto no art. 1.042 do Código de Processo Civil, o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que não é viável em sede de recurso extraordinário. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO DO TRABALHO. DISPENSA IMOTIVADA. TRABALHADOR REABILITADO OU DEFICIENTE. CONTRATAÇÃO DE SUBSTITUTO EM CONDIÇÃO SEMELHANTE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A questão sobre a dispensa imotivada de trabalhador reabilitado ou deficiente e a necessária substituição por outro empregado de condição semelhante envolve a análise da legislação de regência, de natureza infraconstitucional. Lei 8.213/1991. Desta forma, eventual ofensa à Constituição Federal, se ocorrente, seria de forma reflexa, sendo inviável o recurso extraordinário. II Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE nº 673.939/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. DISPENSA POR JUSTA CAUSA ANULADA POR DECISÃO JUDICIAL. PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1179175 AGR / SC INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: IMPROCEDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI nº 804.479/ES-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/9/10). Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Supremo Tribunal Federal ARE 1179175 AGR / SC INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: IMPROCEDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI nº 804.479/ES-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/9/10). Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.175 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TUPY S/A ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA ADV.(A/S) :LUDMYLLA PINHEIRO COELHO ADV.(A/S) :THIAGO BORGES VELOSO AGDO.(A/S) :INACIO PETKOWICZ ADV.(A/S) :LUIS HENRIQUE PINTO LOPES V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2º, do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C12-9152-F1F2-CE95 e senha C5EB-3EC7-A036-7974 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.175 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TUPY S/A ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA ADV.(A/S) :LUDMYLLA PINHEIRO COELHO ADV.(A/S) :THIAGO BORGES VELOSO AGDO.(A/S) :INACIO PETKOWICZ ADV.(A/S) :LUIS HENRIQUE PINTO LOPES V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2º, do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C12-9152-F1F2-CE95 e senha C5EB-3EC7-A036-7974 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.175 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : TUPY S/A ADV.(A/S) : FERNANDO TEIXEIRA ABDALA (24797/DF, 367882/SP) ADV.(A/S) : LUDMYLLA PINHEIRO COELHO (42716/DF) ADV.(A/S) : THIAGO BORGES VELOSO (31369/DF) AGDO.(A/S) : INACIO PETKOWICZ ADV.(A/S) : LUIS HENRIQUE PINTO LOPES (34714/PR, 20901/SC, 365177/ SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa ( art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E96F-119B-E9BD-7BA6 e senha CC85-DA70-030D-FAA2 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.175 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : TUPY S/A ADV.(A/S) : FERNANDO TEIXEIRA ABDALA (24797/DF, 367882/SP) ADV.(A/S) : LUDMYLLA PINHEIRO COELHO (42716/DF) ADV.(A/S) : THIAGO BORGES VELOSO (31369/DF) AGDO.(A/S) : INACIO PETKOWICZ ADV.(A/S) : LUIS HENRIQUE PINTO LOPES (34714/PR, 20901/SC, 365177/ SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa ( art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E96F-119B-E9BD-7BA6 e senha CC85-DA70-030D-FAA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
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2019-03-12T00:00:00
2019-05-30T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa ( art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem. Recurso dirigido ao Supremo Tribunal Federal. Não cabimento. Questões remanescentes. Cabimento. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Segundo a firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. 2. Essa orientação está consolidada no Código de Processo Civil de 2015, que prevê, como instrumento processual adequado contra a aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio tribunal de origem (art. 1.030, § 2º, do CPC). 3. Embora cabível o agravo previsto no art. 1.042 do CPC quanto às questões remanescentes, não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional. 4. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC).
sjur404637
- Acórdão(s) citado(s): (QUESTIONAMENTO, APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL, TRIBUNAL DE ORIGEM) AI 760358 QO (TP). (AGRAVO INTERNO, DECISÃO, APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL, JUÍZO, ORIGEM) ARE 1115707 AgR (1ªT), ARE 1128701 AgR (2ªT), Rcl 29093 AgR (1ªT). (RE, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 804479 AgR (1ªT), RE 673939 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 21/06/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1179175
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004 ART-01030 PAR-00002 \n ART-01042\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1179175 AgR
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AGTE.(S) : TUPY S/A ADV.(A/S) : FERNANDO TEIXEIRA ABDALA ADV.(A/S) : LUDMYLLA PINHEIRO COELHO ADV.(A/S) : THIAGO BORGES VELOSO AGDO.(A/S) : INACIO PETKOWICZ ADV.(A/S) : LUIS HENRIQUE PINTO LOPES
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Ementa e Acórdão 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.175 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TUPY S/A ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA ADV.(A/S) :LUDMYLLA PINHEIRO COELHO ADV.(A/S) :THIAGO BORGES VELOSO AGDO.(A/S) :INACIO PETKOWICZ ADV.(A/S) :LUIS HENRIQUE PINTO LOPES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem. Recurso dirigido ao Supremo Tribunal Federal. Não cabimento. Questões remanescentes. Cabimento. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Segundo a firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. 2. Essa orientação está consolidada no Código de Processo Civil de 2015, que prevê, como instrumento processual adequado contra a aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio tribunal de origem (art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil). 3. Embora cabível o agravo previsto no art. 1.042 do Código de Processo Civil quanto às questões remanescentes, não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional. 4. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 1... a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F54-F36F-A5C3-8D6B e senha B737-6D1D-904E-3912 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1179175 AGR / SC 11/3/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F54-F36F-A5C3-8D6B e senha B737-6D1D-904E-3912 Supremo Tribunal Federal ARE 1179175 AGR / SC 11/3/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 12 de março de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F54-F36F-A5C3-8D6B e senha B737-6D1D-904E-3912 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.175 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TUPY S/A ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA ADV.(A/S) :LUDMYLLA PINHEIRO COELHO ADV.(A/S) :THIAGO BORGES VELOSO AGDO.(A/S) :INACIO PETKOWICZ ADV.(A/S) :LUIS HENRIQUE PINTO LOPES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem e de ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo à parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDB7-9858-2AC8-9B76 e senha 7B5E-9196-E179-6B42 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.175 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TUPY S/A ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA ADV.(A/S) :LUDMYLLA PINHEIRO COELHO ADV.(A/S) :THIAGO BORGES VELOSO AGDO.(A/S) :INACIO PETKOWICZ ADV.(A/S) :LUIS HENRIQUE PINTO LOPES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem e de ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo à parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDB7-9858-2AC8-9B76 e senha 7B5E-9196-E179-6B42 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.175 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. O Supremo Tribunal Federal assentou, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, não caber recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. Vide: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI n 760.358-QO, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/2/10). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.175 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. O Supremo Tribunal Federal assentou, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, não caber recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. Vide: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI n 760.358-QO, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/2/10). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1179175 AGR / SC que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil 2015). Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONTRA A PARTE DA DECISÃO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÕES REMANESCENTES: AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS APTOS, POR SI SÓS, PARA SUSTENTAR A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. 1. Ao examinar a admissibilidade de Recurso Extraordinário com capítulos independentes e autônomos, o Tribunal de origem aplicou precedente formado sob o rito da repercussão geral para algumas questões e óbices de outra natureza para os demais pontos. 2. As decisões de admissibilidade com esse perfil têm sido apelidadas de mistas (ou complexas). 3. Tais decisões comportam duas espécies de recursos: agravo interno quanto às matérias decididas com base em precedente produzido sob o rito da repercussão geral (Código de Processo Civil, art. 1.030, § 2...); e agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil quanto aos aspectos resolvidos por outros tipos de fundamentos. 4. Não há previsão legal de recurso para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL contra a parte da decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral (Pleno, AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 994.469, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA (Presidente), DJe de 14/3/2017). 5. Embora cabível quanto aos outros óbices, o recurso não merece prosperar. Não pode ser conhecido o agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil quando não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitira o recurso extraordinário. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Supremo Tribunal Federal ARE 1179175 AGR / SC que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil 2015). Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONTRA A PARTE DA DECISÃO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÕES REMANESCENTES: AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS APTOS, POR SI SÓS, PARA SUSTENTAR A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. 1. Ao examinar a admissibilidade de Recurso Extraordinário com capítulos independentes e autônomos, o Tribunal de origem aplicou precedente formado sob o rito da repercussão geral para algumas questões e óbices de outra natureza para os demais pontos. 2. As decisões de admissibilidade com esse perfil têm sido apelidadas de mistas (ou complexas). 3. Tais decisões comportam duas espécies de recursos: agravo interno quanto às matérias decididas com base em precedente produzido sob o rito da repercussão geral (Código de Processo Civil, art. 1.030, § 2...); e agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil quanto aos aspectos resolvidos por outros tipos de fundamentos. 4. Não há previsão legal de recurso para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL contra a parte da decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral (Pleno, AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 994.469, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA (Presidente), DJe de 14/3/2017). 5. Embora cabível quanto aos outros óbices, o recurso não merece prosperar. Não pode ser conhecido o agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil quando não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitira o recurso extraordinário. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1179175 AGR / SC equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11)” (ARE n 1.115.707/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 24/8/18) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, § 2...). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Rcl n 29.093/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/8/18). “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO MATÉRIA PENAL PRIMEIRO AGRAVO ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NOS ARTS. 5..., XXXV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPOSSIBILIDADE SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal OFENSA AO ART. 93, IX, DA CARTA MAGNA INOCORRÊNCIA SEGUNDO AGRAVO UTILIZAÇÃO DESSA ESPÉCIE RECURSAL CONTRA DECISÃO QUE, EMANADA DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR, FAZ INCIDIR, NO CASO, A DISCIPLINA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL INADMISSIBILIDADE (Código de Processo Civil, ART. 1.042, CAPUT, IN FINE) PRECEDENTES PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Supremo Tribunal Federal ARE 1179175 AGR / SC equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11)” (ARE n 1.115.707/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 24/8/18) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, § 2...). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Rcl n 29.093/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/8/18). “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO MATÉRIA PENAL PRIMEIRO AGRAVO ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NOS ARTS. 5..., XXXV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPOSSIBILIDADE SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal OFENSA AO ART. 93, IX, DA CARTA MAGNA INOCORRÊNCIA SEGUNDO AGRAVO UTILIZAÇÃO DESSA ESPÉCIE RECURSAL CONTRA DECISÃO QUE, EMANADA DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR, FAZ INCIDIR, NO CASO, A DISCIPLINA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL INADMISSIBILIDADE (Código de Processo Civil, ART. 1.042, CAPUT, IN FINE) PRECEDENTES PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1179175 AGR / SC DO ESTADO NÃO ACOLHIMENTO EFICÁCIA EX TUNC, PARA EFEITO DE PRESCRIÇÃO PENAL, AO JUÍZO NEGATIVO DE ADMISSIBILIDADE DE APELO EXTREMO CONFIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL AGRAVO INTERNO IMPROVIDO” (ARE n 1.128.701/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 28/8/18). No que se refere à matéria remanescente, embora cabível o recurso previsto no art. 1.042 do Código de Processo Civil, o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que não é viável em sede de recurso extraordinário. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO DO TRABALHO. DISPENSA IMOTIVADA. TRABALHADOR REABILITADO OU DEFICIENTE. CONTRATAÇÃO DE SUBSTITUTO EM CONDIÇÃO SEMELHANTE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A questão sobre a dispensa imotivada de trabalhador reabilitado ou deficiente e a necessária substituição por outro empregado de condição semelhante envolve a análise da legislação de regência, de natureza infraconstitucional. Lei 8.213/1991. Desta forma, eventual ofensa à Constituição Federal, se ocorrente, seria de forma reflexa, sendo inviável o recurso extraordinário. II Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário n 673.939/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. DISPENSA POR JUSTA CAUSA ANULADA POR DECISÃO JUDICIAL. PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Supremo Tribunal Federal ARE 1179175 AGR / SC DO ESTADO NÃO ACOLHIMENTO EFICÁCIA EX TUNC, PARA EFEITO DE PRESCRIÇÃO PENAL, AO JUÍZO NEGATIVO DE ADMISSIBILIDADE DE APELO EXTREMO CONFIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL AGRAVO INTERNO IMPROVIDO” (ARE n 1.128.701/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 28/8/18). No que se refere à matéria remanescente, embora cabível o recurso previsto no art. 1.042 do Código de Processo Civil, o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que não é viável em sede de recurso extraordinário. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO DO TRABALHO. DISPENSA IMOTIVADA. TRABALHADOR REABILITADO OU DEFICIENTE. CONTRATAÇÃO DE SUBSTITUTO EM CONDIÇÃO SEMELHANTE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A questão sobre a dispensa imotivada de trabalhador reabilitado ou deficiente e a necessária substituição por outro empregado de condição semelhante envolve a análise da legislação de regência, de natureza infraconstitucional. Lei 8.213/1991. Desta forma, eventual ofensa à Constituição Federal, se ocorrente, seria de forma reflexa, sendo inviável o recurso extraordinário. II Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário n 673.939/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. DISPENSA POR JUSTA CAUSA ANULADA POR DECISÃO JUDICIAL. PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1179175 AGR / SC INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: IMPROCEDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI n 804.479/ES-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/9/10). Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Supremo Tribunal Federal ARE 1179175 AGR / SC INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: IMPROCEDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI n 804.479/ES-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/9/10). Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 256B-F105-93FD-E16E e senha D81F-8A52-D98F-71E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.175 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TUPY S/A ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA ADV.(A/S) :LUDMYLLA PINHEIRO COELHO ADV.(A/S) :THIAGO BORGES VELOSO AGDO.(A/S) :INACIO PETKOWICZ ADV.(A/S) :LUIS HENRIQUE PINTO LOPES V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C12-9152-F1F2-CE95 e senha C5EB-3EC7-A036-7974 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.175 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TUPY S/A ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA ADV.(A/S) :LUDMYLLA PINHEIRO COELHO ADV.(A/S) :THIAGO BORGES VELOSO AGDO.(A/S) :INACIO PETKOWICZ ADV.(A/S) :LUIS HENRIQUE PINTO LOPES V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C12-9152-F1F2-CE95 e senha C5EB-3EC7-A036-7974 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.175 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : TUPY S/A ADV.(A/S) : FERNANDO TEIXEIRA ABDALA (24797/DF, 367882/SP) ADV.(A/S) : LUDMYLLA PINHEIRO COELHO (42716/DF) ADV.(A/S) : THIAGO BORGES VELOSO (31369/DF) AGDO.(A/S) : INACIO PETKOWICZ ADV.(A/S) : LUIS HENRIQUE PINTO LOPES (34714/PR, 20901/SC, 365177/ SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa ( art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E96F-119B-E9BD-7BA6 e senha CC85-DA70-030D-FAA2 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.175 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : TUPY S/A ADV.(A/S) : FERNANDO TEIXEIRA ABDALA (24797/DF, 367882/SP) ADV.(A/S) : LUDMYLLA PINHEIRO COELHO (42716/DF) ADV.(A/S) : THIAGO BORGES VELOSO (31369/DF) AGDO.(A/S) : INACIO PETKOWICZ ADV.(A/S) : LUIS HENRIQUE PINTO LOPES (34714/PR, 20901/SC, 365177/ SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa ( art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E96F-119B-E9BD-7BA6 e senha CC85-DA70-030D-FAA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 179 . 175", "ARE 1179175 AGR / SC", "ARE 1179175 AGR / SC", "AI n 760 . 358 - QO", "AI n 760 . 358 - QO", "ARE 1179175 AGR / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "AGRAVO 994 . 469", "ARE 1179175 AGR / SC", "ARE 1179175 AGR / SC", "ARE n 1 . 115 . 707 / RS - AgR", "Rcl n 29 . 093 / GO - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 115 . 707 / RS - AgR", "Rcl n 29 . 093 / GO - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 128 . 701 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário n 673 . 939 / RJ - AgR", "ARE 1179175 AGR", "ARE n 1 . 128 . 701 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário n 673 . 939 / RJ - AgR", "ARE 1179175 AGR / SC", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI n 804 . 479 / ES - AgR", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI n 804 . 479 / ES - AgR", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil de 2015", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil 2015", "Código de Processo Civil , art . 1 . 030 , § 2 . .", "art . 1 . 042 do Código", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil 2015", "Código de Processo Civil , art . 1 . 030 , § 2 . . .", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , I", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , § 2 . . .", "ARTS . 5 . . . , XXXV E LV , E 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 93 , IX , DA CARTA MAGNA", "Código de Processo Civil , ART . 1 . 042 , CAPUT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , I", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , § 2 . .", "XXXV E LV , E 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 93 , IX , DA CARTA MAGNA", "Código de Processo Civil , ART . 1 . 042 , CAPUT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Lei 8 . 213 / 1991", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Lei 8 . 213 / 1991", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "TUPY S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TUPY S / A", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TUPY S / A", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Plenário", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Pleno", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "TUPY S / A", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TUPY S / A", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TUPY S / A", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "FERNANDO TEIXEIRA ABDALA", "LUDMYLLA PINHEIRO COELHO", "THIAGO BORGES VELOSO", "INACIO PETKOWICZ", "LUIS HENRIQUE PINTO LOPES", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "FERNANDO TEIXEIRA ABDALA", "LUDMYLLA PINHEIRO COELHO", "THIAGO BORGES VELOSO", "INACIO PETKOWICZ", "LUIS HENRIQUE PINTO LOPES", "DIAS TOFFOLI", "FERNANDO TEIXEIRA ABDALA", "LUDMYLLA PINHEIRO COELHO", "THIAGO BORGES VELOSO", "INACIO PETKOWICZ", "LUIS HENRIQUE PINTO LOPES", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "FERNANDO TEIXEIRA ABDALA", "LUDMYLLA PINHEIRO COELHO", "THIAGO BORGES VELOSO", "INACIO PETKOWICZ", "LUIS HENRIQUE PINTO LOPES", "MARCO AURÉLIO", "TUPY S", "FERNANDO TEIXEIRA ABDALA", "LUDMYLLA PINHEIRO COELHO", "THIAGO BORGES VELOSO", "INACIO PETKOWICZ", "LUIS HENRIQUE PINTO LOPES", "MARCO AURÉLIO", "FERNANDO TEIXEIRA ABDALA", "LUDMYLLA PINHEIRO COELHO", "THIAGO BORGES VELOSO", "INACIO PETKOWICZ", "LUIS HENRIQUE PINTO LOPES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "FERNANDO TEIXEIRA ABDALA", "LUDMYLLA PINHEIRO COELHO", "THIAGO BORGES VELOSO", "INACIO PETKOWICZ", "LUIS HENRIQUE PINTO LOPES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "3", "/", "2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "3", "/", "2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "12", "/", "2", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "12", "/", "2", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "8", "/", "18", "17", "/", "8", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "8", "/", "18", "17", "/", "8", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "8", "/", "18", "15", "/", "8", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "8", "/", "18", "15", "/", "8", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "9", "/", "10", "24", 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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.154 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :VIA VAREJO S/A ADV.(A/S) :STEPHANIE VIEIRA GOULARTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA DIREITO DO CONSUMIDOR. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. MULTA MORATÓRIA. EQUILÍBRIO CONTRATUAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 170, CAPUT, IV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6264-99E9-4A09-E878 e senha 29C6-A651-86E1-A214 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1159154 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 07 a 13 de dezembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6264-99E9-4A09-E878 e senha 29C6-A651-86E1-A214 Supremo Tribunal Federal ARE 1159154 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 07 a 13 de dezembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6264-99E9-4A09-E878 e senha 29C6-A651-86E1-A214 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.154 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :VIA VAREJO S/A ADV.(A/S) :STEPHANIE VIEIRA GOULARTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 170, caput, IV, da Constituição da República. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “RECURSO ESPECIAL. DIREITO DO CONSUMIDOR. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. MULTA MORATÓRIA. PREVISÃO CONTRATUAL DE COMINAÇÃO DE MULTA APENAS EM FACE DA MORA DO CONSUMIDOR. ASSIMETRIA A MERECER CORREÇÃO. HARMONIA DAS RELAÇÕES DE CONSUMO. EQUILÍBRIO CONTRATUAL A SER RESTABELECIDO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. PATENTE INOVAÇÃO POR PARTE DO RECORRENTE ACERCA DE QUESTÕES ALEGADAMENTE OMISSAS, MAS NÃO SUSCITADAS EM MOMENTO OPORTUNO. 1. Ação civil pública movida pelo Ministério Público de São Paulo buscando restabelecer o equilíbrio de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 383E-213B-F3E7-3085 e senha 8CFD-DAA0-8D62-DF11 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.154 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :VIA VAREJO S/A ADV.(A/S) :STEPHANIE VIEIRA GOULARTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 170, caput, IV, da Constituição da República. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “RECURSO ESPECIAL. DIREITO DO CONSUMIDOR. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. MULTA MORATÓRIA. PREVISÃO CONTRATUAL DE COMINAÇÃO DE MULTA APENAS EM FACE DA MORA DO CONSUMIDOR. ASSIMETRIA A MERECER CORREÇÃO. HARMONIA DAS RELAÇÕES DE CONSUMO. EQUILÍBRIO CONTRATUAL A SER RESTABELECIDO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. PATENTE INOVAÇÃO POR PARTE DO RECORRENTE ACERCA DE QUESTÕES ALEGADAMENTE OMISSAS, MAS NÃO SUSCITADAS EM MOMENTO OPORTUNO. 1. Ação civil pública movida pelo Ministério Público de São Paulo buscando restabelecer o equilíbrio de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 383E-213B-F3E7-3085 e senha 8CFD-DAA0-8D62-DF11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1159154 AGR / SP contrato de adesão relativo a fornecimento de produtos, aplicando a mesma multa prevista para a mora do consumidor para as hipóteses de atraso na entrega das mercadorias ou de devolução imediata dos valores pagos. 2. Inocorrência de violação ao disposto no art. 535 do CPC/73, quando o acórdão recorrido dá expressa solução às questões centrais, mesmo que não examine pontualmente cada um dos argumentos suscitados pelas partes. Caso concreto em que se alega omissão em relação a questões que sequer foram devolvidas quando da interposição de recurso de apelação. 3. Possibilidade de intervenção judicial nos contratos padronizados de consumo de modo a restabelecer o sinalagma negocial, fazendo incidir a mesma multa prevista para a mora do consumidor nos casos de atraso na entrega dos produtos ou de devolução imediata dos valores pagos quando exercido o direito de arrependimento, com fundamento tanto no CDC, como no próprio Código Civil (arts. 395, 394 e 422) ao estatuir os efeitos da mora e a submissão dos contratantes à boa-fé objetiva. 4. Manifesta abusividade na estipulação de penalidade apenas para o descumprimento das obrigações imputadas ao consumidor aderente ao contrato sem nada estatuir acerca da mora do fornecedor. 5. Manutenção da decisão que, reequilibrando a relação de consumo, determina a integração dos contratos celebrados pela ré da previsão de multa de 2% sobre o valor do produto no caso de descumprimento do prazo de entrega ou de atraso na devolução dos valores pagos quando exercido o direito de arrependimento. Precedente. 6. RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO." Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 383E-213B-F3E7-3085 e senha 8CFD-DAA0-8D62-DF11 Supremo Tribunal Federal ARE 1159154 AGR / SP contrato de adesão relativo a fornecimento de produtos, aplicando a mesma multa prevista para a mora do consumidor para as hipóteses de atraso na entrega das mercadorias ou de devolução imediata dos valores pagos. 2. Inocorrência de violação ao disposto no art. 535 do CPC/73, quando o acórdão recorrido dá expressa solução às questões centrais, mesmo que não examine pontualmente cada um dos argumentos suscitados pelas partes. Caso concreto em que se alega omissão em relação a questões que sequer foram devolvidas quando da interposição de recurso de apelação. 3. Possibilidade de intervenção judicial nos contratos padronizados de consumo de modo a restabelecer o sinalagma negocial, fazendo incidir a mesma multa prevista para a mora do consumidor nos casos de atraso na entrega dos produtos ou de devolução imediata dos valores pagos quando exercido o direito de arrependimento, com fundamento tanto no CDC, como no próprio Código Civil (arts. 395, 394 e 422) ao estatuir os efeitos da mora e a submissão dos contratantes à boa-fé objetiva. 4. Manifesta abusividade na estipulação de penalidade apenas para o descumprimento das obrigações imputadas ao consumidor aderente ao contrato sem nada estatuir acerca da mora do fornecedor. 5. Manutenção da decisão que, reequilibrando a relação de consumo, determina a integração dos contratos celebrados pela ré da previsão de multa de 2% sobre o valor do produto no caso de descumprimento do prazo de entrega ou de atraso na devolução dos valores pagos quando exercido o direito de arrependimento. Precedente. 6. RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO." Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 383E-213B-F3E7-3085 e senha 8CFD-DAA0-8D62-DF11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.154 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. A matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pela instância a quo, tampouco ventilada em embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/STF: É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada e O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO prequestionamento CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.154 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. A matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pela instância a quo, tampouco ventilada em embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/STF: É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada e O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO prequestionamento CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1159154 AGR / SP artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé." Verifica-se, ainda, não demonstrada de forma efetiva a repercussão geral da controvérsia nas razões do apelo extremo. Este Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que não bastam alegações genéricas, ou a mera descrição do instituto em tela, nem a simples referência a precedente recursal. Cabe à parte recorrente a demonstração formal e fundamentada da existência de repercussão geral da matéria, indicando especificamente as razões que evidenciem a relevância econômica, social, política ou jurídica, ainda que tal repercussão já tenha sido presumida ou declarada em outro processo. Desatendida a mencionada preliminar, inadmissível o recurso extraordinário. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. COMPETÊNCIA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ARTIGO 327, § 1º, DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO." (ARE 834.512-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 27.4.2016) "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS SUSCITADAS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. ADMINISTRATIVO. EXERCÍCIO DE FUNÇÃO PÚBLICA. REGULARIDADE DO VÍNCULO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A mera alegação, nas razões do recurso extraordinário, de existência de repercussão geral 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Supremo Tribunal Federal ARE 1159154 AGR / SP artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé." Verifica-se, ainda, não demonstrada de forma efetiva a repercussão geral da controvérsia nas razões do apelo extremo. Este Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que não bastam alegações genéricas, ou a mera descrição do instituto em tela, nem a simples referência a precedente recursal. Cabe à parte recorrente a demonstração formal e fundamentada da existência de repercussão geral da matéria, indicando especificamente as razões que evidenciem a relevância econômica, social, política ou jurídica, ainda que tal repercussão já tenha sido presumida ou declarada em outro processo. Desatendida a mencionada preliminar, inadmissível o recurso extraordinário. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. COMPETÊNCIA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ARTIGO 327, § 1º, DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO." (ARE 834.512-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 27.4.2016) "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS SUSCITADAS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. ADMINISTRATIVO. EXERCÍCIO DE FUNÇÃO PÚBLICA. REGULARIDADE DO VÍNCULO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A mera alegação, nas razões do recurso extraordinário, de existência de repercussão geral 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1159154 AGR / SP das questões constitucionais discutidas, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 543-A, § 2º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006, e no art. 327, § 1º, do RISTF. II Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. III Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. IV Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 820.902- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 28.8.2014) "QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3º do art. 102 da Constituição Republicana e § 2º do art. 543-A do CPC). 2. Agravo regimental desprovido." (ARE 663.637-AgR-QO, Rel. Min. Ayres Britto Presidente -, Pleno, DJe, 06.5.2013) "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 27.2.2017. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Supremo Tribunal Federal ARE 1159154 AGR / SP das questões constitucionais discutidas, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 543-A, § 2º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006, e no art. 327, § 1º, do RISTF. II Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. III Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. IV Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 820.902- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 28.8.2014) "QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3º do art. 102 da Constituição Republicana e § 2º do art. 543-A do CPC). 2. Agravo regimental desprovido." (ARE 663.637-AgR-QO, Rel. Min. Ayres Britto Presidente -, Pleno, DJe, 06.5.2013) "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 27.2.2017. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1159154 AGR / SP fundamentadamente a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, mediante o desenvolvimento de argumentação que, de maneira explícita e clara, revele o ponto em que a matéria veiculada no recurso transcende os limites subjetivos do caso concreto do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico. 2. Revela- se deficiente a fundamentação da existência de repercussão geral de recurso extraordinário que se restringe a alegar de forma genérica que a questão em debate tem repercussão geral. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo." (RE 930.889-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2ª Turma, DJe 02.5.2017) Ainda que não se ressentisse o recurso quanto aos óbices apontados, melhor sorte não colheria, porquanto compreensão diversa do entendimento adotado pelo Tribunal de origem demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável, bem como o revolvimento da moldura fática delineada no acórdão recorrido, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, "a", da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Colho precedentes: “EMENTA: DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APLICAÇÃO DE MULTA. SÚMULAS 279 E 280/STF. 1. Hipótese em que para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Supremo Tribunal Federal ARE 1159154 AGR / SP fundamentadamente a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, mediante o desenvolvimento de argumentação que, de maneira explícita e clara, revele o ponto em que a matéria veiculada no recurso transcende os limites subjetivos do caso concreto do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico. 2. Revela- se deficiente a fundamentação da existência de repercussão geral de recurso extraordinário que se restringe a alegar de forma genérica que a questão em debate tem repercussão geral. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo." (RE 930.889-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2ª Turma, DJe 02.5.2017) Ainda que não se ressentisse o recurso quanto aos óbices apontados, melhor sorte não colheria, porquanto compreensão diversa do entendimento adotado pelo Tribunal de origem demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável, bem como o revolvimento da moldura fática delineada no acórdão recorrido, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, "a", da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Colho precedentes: “EMENTA: DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APLICAÇÃO DE MULTA. SÚMULAS 279 E 280/STF. 1. Hipótese em que para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1159154 AGR / SP Súmulas 279 e 280/STF. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com a aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 5º, do CPC/2015." (ARE 1122536-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, Dje 15.6.2018) "Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Consumidor. Procon. Aplicação de Multa. Prequestionamento. Ausência. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o apelo extremo quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório da causa e a análise da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça." (ARE 1009103-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, Dje 27.4.2017) Ante o exposto, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Supremo Tribunal Federal ARE 1159154 AGR / SP Súmulas 279 e 280/STF. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com a aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 5º, do CPC/2015." (ARE 1122536-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, Dje 15.6.2018) "Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Consumidor. Procon. Aplicação de Multa. Prequestionamento. Ausência. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o apelo extremo quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório da causa e a análise da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça." (ARE 1009103-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, Dje 27.4.2017) Ante o exposto, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.154 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : VIA VAREJO S/A ADV.(A/S) : STEPHANIE VIEIRA GOULARTE (81440/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1824-A50A-9744-856F e senha FA4F-2F5F-C15E-BF4E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.154 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : VIA VAREJO S/A ADV.(A/S) : STEPHANIE VIEIRA GOULARTE (81440/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1824-A50A-9744-856F e senha FA4F-2F5F-C15E-BF4E Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749088209
2018-12-14T00:00:00
2019-02-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO DO CONSUMIDOR. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. MULTA MORATÓRIA. EQUILÍBRIO CONTRATUAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 170, CAPUT, IV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur397606
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 743256 AgR (1ªT), AI 827894 AgR (1ªT). (PRELIMINAR, REPERCUSSÃO GERAL) ARE 663637 AgR-QO (TP), ARE 820902 AgR (2ªT), ARE 834512 AgR (1ªT), RE 930889 AgR (2ªT). (CONSUMIDOR, APLICAÇÃO DE MULTA) ARE 1009103 AgR (2ªT), ARE 1122536 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 14/02/2019, AMS.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1159154
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1159154 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VIA VAREJO S/A ADV.(A/S) : STEPHANIE VIEIRA GOULARTE AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.154 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :VIA VAREJO S/A ADV.(A/S) :STEPHANIE VIEIRA GOULARTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA DIREITO DO CONSUMIDOR. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. MULTA MORATÓRIA. EQUILÍBRIO CONTRATUAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 170, CAPUT, IV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6264-99E9-4A09-E878 e senha 29C6-A651-86E1-A214 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1159154 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 07 a 13 de dezembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6264-99E9-4A09-E878 e senha 29C6-A651-86E1-A214 Supremo Tribunal Federal ARE 1159154 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 07 a 13 de dezembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6264-99E9-4A09-E878 e senha 29C6-A651-86E1-A214 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.154 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :VIA VAREJO S/A ADV.(A/S) :STEPHANIE VIEIRA GOULARTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 170, caput, IV, da Constituição da República. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “RECURSO ESPECIAL. DIREITO DO CONSUMIDOR. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. MULTA MORATÓRIA. PREVISÃO CONTRATUAL DE COMINAÇÃO DE MULTA APENAS EM FACE DA MORA DO CONSUMIDOR. ASSIMETRIA A MERECER CORREÇÃO. HARMONIA DAS RELAÇÕES DE CONSUMO. EQUILÍBRIO CONTRATUAL A SER RESTABELECIDO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. PATENTE INOVAÇÃO POR PARTE DO RECORRENTE ACERCA DE QUESTÕES ALEGADAMENTE OMISSAS, MAS NÃO SUSCITADAS EM MOMENTO OPORTUNO. 1. Ação civil pública movida pelo Ministério Público de São Paulo buscando restabelecer o equilíbrio de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 383E-213B-F3E7-3085 e senha 8CFD-DAA0-8D62-DF11 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.154 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :VIA VAREJO S/A ADV.(A/S) :STEPHANIE VIEIRA GOULARTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 170, caput, IV, da Constituição da República. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “RECURSO ESPECIAL. DIREITO DO CONSUMIDOR. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. MULTA MORATÓRIA. PREVISÃO CONTRATUAL DE COMINAÇÃO DE MULTA APENAS EM FACE DA MORA DO CONSUMIDOR. ASSIMETRIA A MERECER CORREÇÃO. HARMONIA DAS RELAÇÕES DE CONSUMO. EQUILÍBRIO CONTRATUAL A SER RESTABELECIDO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. PATENTE INOVAÇÃO POR PARTE DO RECORRENTE ACERCA DE QUESTÕES ALEGADAMENTE OMISSAS, MAS NÃO SUSCITADAS EM MOMENTO OPORTUNO. 1. Ação civil pública movida pelo Ministério Público de São Paulo buscando restabelecer o equilíbrio de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 383E-213B-F3E7-3085 e senha 8CFD-DAA0-8D62-DF11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1159154 AGR / SP contrato de adesão relativo a fornecimento de produtos, aplicando a mesma multa prevista para a mora do consumidor para as hipóteses de atraso na entrega das mercadorias ou de devolução imediata dos valores pagos. 2. Inocorrência de violação ao disposto no art. 535 do Código de Processo Civil/73, quando o acórdão recorrido dá expressa solução às questões centrais, mesmo que não examine pontualmente cada um dos argumentos suscitados pelas partes. Caso concreto em que se alega omissão em relação a questões que sequer foram devolvidas quando da interposição de recurso de apelação. 3. Possibilidade de intervenção judicial nos contratos padronizados de consumo de modo a restabelecer o sinalagma negocial, fazendo incidir a mesma multa prevista para a mora do consumidor nos casos de atraso na entrega dos produtos ou de devolução imediata dos valores pagos quando exercido o direito de arrependimento, com fundamento tanto no CDC, como no próprio Código Civil (arts. 395, 394 e 422) ao estatuir os efeitos da mora e a submissão dos contratantes à boa-fé objetiva. 4. Manifesta abusividade na estipulação de penalidade apenas para o descumprimento das obrigações imputadas ao consumidor aderente ao contrato sem nada estatuir acerca da mora do fornecedor. 5. Manutenção da decisão que, reequilibrando a relação de consumo, determina a integração dos contratos celebrados pela ré da previsão de multa de 2% sobre o valor do produto no caso de descumprimento do prazo de entrega ou de atraso na devolução dos valores pagos quando exercido o direito de arrependimento. Precedente. 6. RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO." Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 383E-213B-F3E7-3085 e senha 8CFD-DAA0-8D62-DF11 Supremo Tribunal Federal ARE 1159154 AGR / SP contrato de adesão relativo a fornecimento de produtos, aplicando a mesma multa prevista para a mora do consumidor para as hipóteses de atraso na entrega das mercadorias ou de devolução imediata dos valores pagos. 2. Inocorrência de violação ao disposto no art. 535 do Código de Processo Civil/73, quando o acórdão recorrido dá expressa solução às questões centrais, mesmo que não examine pontualmente cada um dos argumentos suscitados pelas partes. Caso concreto em que se alega omissão em relação a questões que sequer foram devolvidas quando da interposição de recurso de apelação. 3. Possibilidade de intervenção judicial nos contratos padronizados de consumo de modo a restabelecer o sinalagma negocial, fazendo incidir a mesma multa prevista para a mora do consumidor nos casos de atraso na entrega dos produtos ou de devolução imediata dos valores pagos quando exercido o direito de arrependimento, com fundamento tanto no CDC, como no próprio Código Civil (arts. 395, 394 e 422) ao estatuir os efeitos da mora e a submissão dos contratantes à boa-fé objetiva. 4. Manifesta abusividade na estipulação de penalidade apenas para o descumprimento das obrigações imputadas ao consumidor aderente ao contrato sem nada estatuir acerca da mora do fornecedor. 5. Manutenção da decisão que, reequilibrando a relação de consumo, determina a integração dos contratos celebrados pela ré da previsão de multa de 2% sobre o valor do produto no caso de descumprimento do prazo de entrega ou de atraso na devolução dos valores pagos quando exercido o direito de arrependimento. Precedente. 6. RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO." Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 383E-213B-F3E7-3085 e senha 8CFD-DAA0-8D62-DF11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.154 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. A matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pela instância a quo, tampouco ventilada em embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada e O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO prequestionamento CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.154 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. A matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pela instância a quo, tampouco ventilada em embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada e O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento. Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa transcrevo: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO prequestionamento CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1159154 AGR / SP artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé." Verifica-se, ainda, não demonstrada de forma efetiva a repercussão geral da controvérsia nas razões do apelo extremo. Este Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que não bastam alegações genéricas, ou a mera descrição do instituto em tela, nem a simples referência a precedente recursal. Cabe à parte recorrente a demonstração formal e fundamentada da existência de repercussão geral da matéria, indicando especificamente as razões que evidenciem a relevância econômica, social, política ou jurídica, ainda que tal repercussão já tenha sido presumida ou declarada em outro processo. Desatendida a mencionada preliminar, inadmissível o recurso extraordinário. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. COMPETÊNCIA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ARTIGO 327, § 1..., DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO." (ARE 834.512-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 27.4.2016) "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS SUSCITADAS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. ADMINISTRATIVO. EXERCÍCIO DE FUNÇÃO PÚBLICA. REGULARIDADE DO VÍNCULO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A mera alegação, nas razões do recurso extraordinário, de existência de repercussão geral 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Supremo Tribunal Federal ARE 1159154 AGR / SP artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé." Verifica-se, ainda, não demonstrada de forma efetiva a repercussão geral da controvérsia nas razões do apelo extremo. Este Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que não bastam alegações genéricas, ou a mera descrição do instituto em tela, nem a simples referência a precedente recursal. Cabe à parte recorrente a demonstração formal e fundamentada da existência de repercussão geral da matéria, indicando especificamente as razões que evidenciem a relevância econômica, social, política ou jurídica, ainda que tal repercussão já tenha sido presumida ou declarada em outro processo. Desatendida a mencionada preliminar, inadmissível o recurso extraordinário. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. COMPETÊNCIA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ARTIGO 327, § 1..., DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO." (ARE 834.512-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 27.4.2016) "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS SUSCITADAS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. ADMINISTRATIVO. EXERCÍCIO DE FUNÇÃO PÚBLICA. REGULARIDADE DO VÍNCULO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A mera alegação, nas razões do recurso extraordinário, de existência de repercussão geral 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1159154 AGR / SP das questões constitucionais discutidas, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006, e no art. 327, § 1..., do RISTF. II Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. III Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 820.902- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 28.8.2014) "QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3... do art. 102 da Constituição Republicana e § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil). 2. Agravo regimental desprovido." (ARE 663.637-AgR-QO, Rel. Min. Ayres Britto Presidente -, Pleno, DJe, 06.5.2013) "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 27.2.2017. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Supremo Tribunal Federal ARE 1159154 AGR / SP das questões constitucionais discutidas, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006, e no art. 327, § 1..., do RISTF. II Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. III Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 820.902- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 28.8.2014) "QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3... do art. 102 da Constituição Republicana e § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil). 2. Agravo regimental desprovido." (ARE 663.637-AgR-QO, Rel. Min. Ayres Britto Presidente -, Pleno, DJe, 06.5.2013) "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 27.2.2017. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1159154 AGR / SP fundamentadamente a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, mediante o desenvolvimento de argumentação que, de maneira explícita e clara, revele o ponto em que a matéria veiculada no recurso transcende os limites subjetivos do caso concreto do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico. 2. Revela- se deficiente a fundamentação da existência de repercussão geral de recurso extraordinário que se restringe a alegar de forma genérica que a questão em debate tem repercussão geral. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo." (Recurso Extraordinário 930.889-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2... Turma, DJe 02.5.2017) Ainda que não se ressentisse o recurso quanto aos óbices apontados, melhor sorte não colheria, porquanto compreensão diversa do entendimento adotado pelo Tribunal de origem demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável, bem como o revolvimento da moldura fática delineada no acórdão recorrido, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, "a", da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Colho precedentes: “EMENTA: DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APLICAÇÃO DE MULTA. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Hipótese em que para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Supremo Tribunal Federal ARE 1159154 AGR / SP fundamentadamente a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, mediante o desenvolvimento de argumentação que, de maneira explícita e clara, revele o ponto em que a matéria veiculada no recurso transcende os limites subjetivos do caso concreto do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico. 2. Revela- se deficiente a fundamentação da existência de repercussão geral de recurso extraordinário que se restringe a alegar de forma genérica que a questão em debate tem repercussão geral. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo." (Recurso Extraordinário 930.889-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2... Turma, DJe 02.5.2017) Ainda que não se ressentisse o recurso quanto aos óbices apontados, melhor sorte não colheria, porquanto compreensão diversa do entendimento adotado pelo Tribunal de origem demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável, bem como o revolvimento da moldura fática delineada no acórdão recorrido, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, "a", da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Colho precedentes: “EMENTA: DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APLICAÇÃO DE MULTA. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Hipótese em que para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1159154 AGR / SP Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com a aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015." (ARE 1122536-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, Dje 15.6.2018) "Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Consumidor. Procon. Aplicação de Multa. Prequestionamento. Ausência. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o apelo extremo quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório da causa e a análise da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça." (ARE 1009103-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, Dje 27.4.2017) Ante o exposto, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Supremo Tribunal Federal ARE 1159154 AGR / SP Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com a aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015." (ARE 1122536-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, Dje 15.6.2018) "Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Consumidor. Procon. Aplicação de Multa. Prequestionamento. Ausência. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o apelo extremo quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório da causa e a análise da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça." (ARE 1009103-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, Dje 27.4.2017) Ante o exposto, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C86-14B9-5DE9-AD48 e senha A98C-4BBF-34BA-CFEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.154 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : VIA VAREJO S/A ADV.(A/S) : STEPHANIE VIEIRA GOULARTE (81440/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1824-A50A-9744-856F e senha FA4F-2F5F-C15E-BF4E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.154 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : VIA VAREJO S/A ADV.(A/S) : STEPHANIE VIEIRA GOULARTE (81440/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1824-A50A-9744-856F e senha FA4F-2F5F-C15E-BF4E Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 159 . 154", "AGRAVO 1 . 159 . 154", "AGRAVO 1 . 159 . 154", "ARE 1159154 AGR / SP", "ARE 1159154 AGR / SP", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "AI 743 . 256 - AgR / SP", "AI 827 . 894 - AgR / RJ", "Súmulas 282", "AI 743 . 256 - AgR / SP", "AI 827 . 894 - AgR / RJ", "ARE 834 . 512 - AgR", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 279 DESTA CORTE", "ARE 834 . 512 - AgR", "SÚMULAS 282", "SÚMULA", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 820 . 902 - AgR", "ARE 663 . 637 - AgR - QO", "ARE 1159154 AGR", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 820 . 902 - AgR", "ARE 663", "Recurso Extraordinário 930 . 889 - AgR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279 E 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 930 . 889 - AgR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279", "ARE 1159154 AGR / SP", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1122536 - 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Turma", "1", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "1", ".", ".", ".", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "VIA VAREJO S / A", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "VIA VAREJO S / A", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "STEPHANIE VIEIRA GOULARTE", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "STEPHANIE VIEIRA GOULARTE", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "STEPHANIE VIEIRA GOULARTE", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER ARE", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "ROSA WEBER ARE", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "ROSA WEBER ARE", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "ROSA WEBER", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "STEPHANIE VIEIRA GOULARTE", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROSA WEBER", "STEPHANIE VIEIRA GOULARTE", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "13 de dezembro de 2018", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "08", ".", "3", ".", "2012", "07", ".", "11", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "08", ".", "3", ".", "2012", "07", ".", "11", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "8", ".", "2014", "06", ".", "5", ".", "2013", "27", ".", "2", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "8", ".", "2014", "06", ".", "5", ".", "2013", "27", ".", "2", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "27", ".", "4", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "27", ".", "4", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.925 PIAUÍ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :EMERSON PEREIRA GOMES ADV.(A/S) :OZILDO BATISTA DE BARROS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 21.08.2018. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA, OU NÃO, DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO DE CANDIDATO À NOMEAÇÃO. CONCORRÊNCIA À VAGA RESERVADA ÀS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA. PRETERIÇÃO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES. AFRONTA. INOCORRÊNCIA. TEMA 784. 1. Eventual divergência ao entendimento adotado pelo Juízo a quo, quanto à concorrência ou não do candidato à vaga reservada às pessoas portadoras de deficiência e à existência de preterição de forma arbitrária e imotivada do agravado, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos e do edital do concurso, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 454 do STF. 2. O acórdão recorrido, na hipótese, não destoa da jurisprudência desta Corte, quanto à inocorrência de violação ao princípio da separação dos poderes. 3. A questão de fundo está sedimentada no julgamento do RE 837.311-RG, de relatoria do Min Luiz Fux (Tema 784), apreciado sob a sistemática da repercussão geral, no sentido do reconhecimento do direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso público fora do número de vagas previstas no edital, quando ocorrer a sua preterição de forma arbitrária e imotivada, como verificado no caso em análise pelas instâncias ordinárias. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59DF-4B7D-DE82-4547 e senha 9767-432F-5811-B303 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão ARE 1144925 AGR / PI 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. Inaplicável a norma do artigo 85, § 11, CPC, em face da Súmula 512 do STF. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC e entendeu inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, em face da Súmula 512 do STF, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59DF-4B7D-DE82-4547 e senha 9767-432F-5811-B303 Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. Inaplicável a norma do artigo 85, § 11, CPC, em face da Súmula 512 do STF. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC e entendeu inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, em face da Súmula 512 do STF, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59DF-4B7D-DE82-4547 e senha 9767-432F-5811-B303 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.925 PIAUÍ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :EMERSON PEREIRA GOMES ADV.(A/S) :OZILDO BATISTA DE BARROS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 13) interposto em 21.08.2018 (eDOC 14) em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 12, p. 1-7): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, assim ementado (eDOC 6, p. 52-54): ‘MANDADO DE SEGURANÇA. PREJUDICIAL DE DECADÊNCIA AFASTADA. TERMO INICIAL DO PRAZO DECADENCIAL. DATA DA CIÊNCIA DO ATO NOMINADO COATOR. PRELIMINAR DE AUSÊNCIA DE PROVA PRÉ- CONSTITUÍDA NÃO ACOLHIDA. CONCURSO PÚBLICO. NÃO DIVULGAÇÃO DE LISTA ESPECÍFICA DE CANDIDATOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART. 6º. § 1º, DA LEI Nº 12.016/2009. INÉRCIA DA ADMINISTRAÇÃO. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO RECUSADA. PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS. INTERPRETAÇÃO DE NORMA EDITALÍCIA CONFORME A CONSTITUIÇÃO. GARANTIA DE AMPLO ACESSO AO CARGO OU EMPREGO PÚBLICO. FORMAÇÃO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.925 PIAUÍ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :EMERSON PEREIRA GOMES ADV.(A/S) :OZILDO BATISTA DE BARROS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 13) interposto em 21.08.2018 (eDOC 14) em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 12, p. 1-7): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, assim ementado (eDOC 6, p. 52-54): ‘MANDADO DE SEGURANÇA. PREJUDICIAL DE DECADÊNCIA AFASTADA. TERMO INICIAL DO PRAZO DECADENCIAL. DATA DA CIÊNCIA DO ATO NOMINADO COATOR. PRELIMINAR DE AUSÊNCIA DE PROVA PRÉ- CONSTITUÍDA NÃO ACOLHIDA. CONCURSO PÚBLICO. NÃO DIVULGAÇÃO DE LISTA ESPECÍFICA DE CANDIDATOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART. 6º. § 1º, DA LEI Nº 12.016/2009. INÉRCIA DA ADMINISTRAÇÃO. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO RECUSADA. PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS. INTERPRETAÇÃO DE NORMA EDITALÍCIA CONFORME A CONSTITUIÇÃO. GARANTIA DE AMPLO ACESSO AO CARGO OU EMPREGO PÚBLICO. FORMAÇÃO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório ARE 1144925 AGR / PI CADASTRO DE RESERVA. NECESSIDADE DA ADMINISTRAÇÃO COMPROVADA. DIREITO À NOMEAÇÃO DO PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS NA VAGA RESERVADA. 1. Segundo a pacificada jurisprudência do e. Superior Tribunal de Justiça, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial de cento e vinte (120) dias para a impetração do mandado de segurança, é a data da ciência do ato que a parte impetrante efetivamente alega haver violado o seu direito líquido e certo, e não a data da publicação do edital (RMS 42.674/BA, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 03/06/2014, DJe 12/06/2014; AgRg no AREsp 377.093/BA, Rel. Ministro SERGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 08/05/2014, DJe 16/05/2014; AgRg no AREsp 213.264/BA, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 05/12/2013, DJe 16/12/2013). 2. O ato coator se concretizou quando da nomeação décimo (10º) candidato classificado para o Município em que concorrera a parte autora, em que pese a Administração tenha entendido que para a localidade/Município que concorreu o impetrante não havia sido disponibilizadas vagas para portador de necessidades especiais. 3. Conforme documentação acostada aos autos, noto que, de fato, em 08.02.2008 fora exarado o ato de nomeação dos candidatos que, em tese, teriam preterido o suposto direito líquido e certo do impetrante à nomeação no cargo pretendido. Assim, considerando que a ação mandamental em epígrafe fora impetrada em 05.03.2008, portanto, dentro do prazo de cento e vinte (120) dias, não há que se falar em decadência do direito de ação. 4. No caso em concreto, a parte autora alega na inicial que realizara concurso público, para o provimento de cargo vinculado ao serviço público estadual (Professor Classe E), concorrendo para uma vaga reservada às pessoas portadores de deficiência, conforme previsto na norma editalícia. Para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI CADASTRO DE RESERVA. NECESSIDADE DA ADMINISTRAÇÃO COMPROVADA. DIREITO À NOMEAÇÃO DO PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS NA VAGA RESERVADA. 1. Segundo a pacificada jurisprudência do e. Superior Tribunal de Justiça, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial de cento e vinte (120) dias para a impetração do mandado de segurança, é a data da ciência do ato que a parte impetrante efetivamente alega haver violado o seu direito líquido e certo, e não a data da publicação do edital (RMS 42.674/BA, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 03/06/2014, DJe 12/06/2014; AgRg no AREsp 377.093/BA, Rel. Ministro SERGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 08/05/2014, DJe 16/05/2014; AgRg no AREsp 213.264/BA, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 05/12/2013, DJe 16/12/2013). 2. O ato coator se concretizou quando da nomeação décimo (10º) candidato classificado para o Município em que concorrera a parte autora, em que pese a Administração tenha entendido que para a localidade/Município que concorreu o impetrante não havia sido disponibilizadas vagas para portador de necessidades especiais. 3. Conforme documentação acostada aos autos, noto que, de fato, em 08.02.2008 fora exarado o ato de nomeação dos candidatos que, em tese, teriam preterido o suposto direito líquido e certo do impetrante à nomeação no cargo pretendido. Assim, considerando que a ação mandamental em epígrafe fora impetrada em 05.03.2008, portanto, dentro do prazo de cento e vinte (120) dias, não há que se falar em decadência do direito de ação. 4. No caso em concreto, a parte autora alega na inicial que realizara concurso público, para o provimento de cargo vinculado ao serviço público estadual (Professor Classe E), concorrendo para uma vaga reservada às pessoas portadores de deficiência, conforme previsto na norma editalícia. Para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório ARE 1144925 AGR / PI comprovar o alegado juntou aos autos, tão somente, a lista geral de candidatos classificados para a localidade que concorrera, onde obteve a trigésima sétima (37ª) colocação. 5. Com fundamento no § 1º do art. 6º da Lei nº 12.016/2009, determinei a intimação da autoridade coatara para que, no prazo de dez (10) dias, adotasse as providências que entendesse necessárias no sentido de fornecer a multicitada lista de classificação dos candidatos, portadores de deficiência, que concorreram ao cargo/local de lotação/área pretendido na inicial. Não obstante haver sido devidamente notificada, decorreu o prazo sem que a autoridade coatora se manifestasse, mantendo- se, portanto, inerte à solicitação. 6. Assim, entendendo que não se deve tolher do impetrante o direito à tutela jurisdicional efetiva e adequada - direito ao mandado de segurança, enquanto instrumento constitucional próprio -, por conta da inércia/omissão da Administração, bem como considerando o acervo probatório colacionado aos autos, não há que se acolher a preliminar de ausência de prova pré- constituída (condição da ação mandamental), pois comprovada a liquidez e certeza do direito. 7. No caso em concreto, após uma análise aprofundada dos autos em evidência, noto, de pronto, que o item do Edital do certame que trata do percentual do número de vagas reservada para portadores de deficiência (item 6.3.1., do Edital nº 008/2005) possibilita a ocorrência de duas interpretações. 8. A segunda interpretação, a priori, aquela que atende ao dispositivo constitucional que garante o acesso do candidato portador de necessidades especiais ao cargo ou emprego público, autoriza que, caso surjam novas vagas no decorrer do prazo de validade do certame e Administração demonstre interesse e necessidade de nomear no os concursados, uma vez atingido o percentual reservado à concorrência específica - "10% do número de vagas do cargo que esteja pleiteando, desde que este número seja igual ou superior a 10 (dez]' (item 6.3.1, do Edital) -, seja promovida a nomeação do portador de deficiência melhor classificado. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI comprovar o alegado juntou aos autos, tão somente, a lista geral de candidatos classificados para a localidade que concorrera, onde obteve a trigésima sétima (37ª) colocação. 5. Com fundamento no § 1º do art. 6º da Lei nº 12.016/2009, determinei a intimação da autoridade coatara para que, no prazo de dez (10) dias, adotasse as providências que entendesse necessárias no sentido de fornecer a multicitada lista de classificação dos candidatos, portadores de deficiência, que concorreram ao cargo/local de lotação/área pretendido na inicial. Não obstante haver sido devidamente notificada, decorreu o prazo sem que a autoridade coatora se manifestasse, mantendo- se, portanto, inerte à solicitação. 6. Assim, entendendo que não se deve tolher do impetrante o direito à tutela jurisdicional efetiva e adequada - direito ao mandado de segurança, enquanto instrumento constitucional próprio -, por conta da inércia/omissão da Administração, bem como considerando o acervo probatório colacionado aos autos, não há que se acolher a preliminar de ausência de prova pré- constituída (condição da ação mandamental), pois comprovada a liquidez e certeza do direito. 7. No caso em concreto, após uma análise aprofundada dos autos em evidência, noto, de pronto, que o item do Edital do certame que trata do percentual do número de vagas reservada para portadores de deficiência (item 6.3.1., do Edital nº 008/2005) possibilita a ocorrência de duas interpretações. 8. A segunda interpretação, a priori, aquela que atende ao dispositivo constitucional que garante o acesso do candidato portador de necessidades especiais ao cargo ou emprego público, autoriza que, caso surjam novas vagas no decorrer do prazo de validade do certame e Administração demonstre interesse e necessidade de nomear no os concursados, uma vez atingido o percentual reservado à concorrência específica - "10% do número de vagas do cargo que esteja pleiteando, desde que este número seja igual ou superior a 10 (dez]' (item 6.3.1, do Edital) -, seja promovida a nomeação do portador de deficiência melhor classificado. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório ARE 1144925 AGR / PI 9. Devo observar, ainda, que esta última interpretação decorre das próprias regras dispostas no Edital do certame, em especial aquela que admite a classificação de candidatos em número 10 (dez) vezes superior ao quantitativo de vagas previstas expressamente (item 12.1, do Edital), ou seja, admite a formação de cadastro de reserva. 10. Assim, vislumbro que ao se inscrever no certame como portador de deficiência, conforme se infere dos documentos acostados aos autos, e ao optar por concorrer a um cargo/localidade que o Edital possibilitara a formação de cadastro de reserva, o impetrante demonstra o direito subjetivo à nomeação quando comprova que a Administração promove, dentro do prazo de validade do certame, a nomeação de candidato que ocupa a lista de ampla concorrência na vaga destinada à concorrência específica. Noto, através da documentação acostada aos autos, que a Autoridade nominada coatora promoveu a nomeação do 10º, 11º e 12º candidatos classificados na lista geral, não obstante tenha sido reservada no Edital a 10ª (décima) vaga ao portador de deficiência, no caso ao impetrante. 11. Segurança concedida." Os embargos de declaração foram desprovidos (eDOC 6, p. 86-93). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 2º; 37, VIII; 61, § 1º e II, a; e 169 da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, que “não há nos autos sequer indício de ter havido preterição de nenhum dos aprovados por subversão da ordem de classificação” e que o candidato “não demonstrou ter concorrido às vagas destinadas aos portadores de deficiência física” (eDOC 6, p. 119). Aduz-se, ainda que “a nomeação de servidor para os quadros do Estado insere-se na esfera concernente ao mérito administrativo, não sendo possível interferência do Judiciário nesse ínterim” (eDOC 6, p. 120). A Presidência Seção de Direito Público do TJ/SP inadmitiu 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI 9. Devo observar, ainda, que esta última interpretação decorre das próprias regras dispostas no Edital do certame, em especial aquela que admite a classificação de candidatos em número 10 (dez) vezes superior ao quantitativo de vagas previstas expressamente (item 12.1, do Edital), ou seja, admite a formação de cadastro de reserva. 10. Assim, vislumbro que ao se inscrever no certame como portador de deficiência, conforme se infere dos documentos acostados aos autos, e ao optar por concorrer a um cargo/localidade que o Edital possibilitara a formação de cadastro de reserva, o impetrante demonstra o direito subjetivo à nomeação quando comprova que a Administração promove, dentro do prazo de validade do certame, a nomeação de candidato que ocupa a lista de ampla concorrência na vaga destinada à concorrência específica. Noto, através da documentação acostada aos autos, que a Autoridade nominada coatora promoveu a nomeação do 10º, 11º e 12º candidatos classificados na lista geral, não obstante tenha sido reservada no Edital a 10ª (décima) vaga ao portador de deficiência, no caso ao impetrante. 11. Segurança concedida." Os embargos de declaração foram desprovidos (eDOC 6, p. 86-93). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 2º; 37, VIII; 61, § 1º e II, a; e 169 da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, que “não há nos autos sequer indício de ter havido preterição de nenhum dos aprovados por subversão da ordem de classificação” e que o candidato “não demonstrou ter concorrido às vagas destinadas aos portadores de deficiência física” (eDOC 6, p. 119). Aduz-se, ainda que “a nomeação de servidor para os quadros do Estado insere-se na esfera concernente ao mérito administrativo, não sendo possível interferência do Judiciário nesse ínterim” (eDOC 6, p. 120). A Presidência Seção de Direito Público do TJ/SP inadmitiu 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Relatório ARE 1144925 AGR / PI o recurso assentando a existência dos óbices das Súmulas 282 e 279 do STF (eDOC 3, p. 44/45). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. De início, consigno que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. NÃO OCORRÊNCIA. SÚMULA 279/STF. Hipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. É firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que não afronta o princípio da separação dos Poderes o controle exercido pelo Poder Judiciário sobre atos administrativos tidos por abusivos ou ilegais. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 410.544-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 17.3.2015). Quanto à matéria de fundo, verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento do mandado de segurança, asseverou (eDOC 6, p. 64/65): ‘Na lide em apreço, segundo se infere do documento juntado às fls. 38/39, foram classificados 60 (sessenta) candidatos para o cargo/localidade escolhidos pelo impetrante, uma vez que o Edital previu, inicialmente, 06 (seis) vagas. Nesse sentido, em uma análise preliminar, a cada 10 (dez) candidatos nomeados 01 (uma) vaga será, necessariamente, reservada ao portador de deficiência. Desse modo, repito, não é o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI o recurso assentando a existência dos óbices das Súmulas 282 e 279 do STF (eDOC 3, p. 44/45). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. De início, consigno que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. NÃO OCORRÊNCIA. SÚMULA 279/STF. Hipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. É firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que não afronta o princípio da separação dos Poderes o controle exercido pelo Poder Judiciário sobre atos administrativos tidos por abusivos ou ilegais. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 410.544-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 17.3.2015). Quanto à matéria de fundo, verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento do mandado de segurança, asseverou (eDOC 6, p. 64/65): ‘Na lide em apreço, segundo se infere do documento juntado às fls. 38/39, foram classificados 60 (sessenta) candidatos para o cargo/localidade escolhidos pelo impetrante, uma vez que o Edital previu, inicialmente, 06 (seis) vagas. Nesse sentido, em uma análise preliminar, a cada 10 (dez) candidatos nomeados 01 (uma) vaga será, necessariamente, reservada ao portador de deficiência. Desse modo, repito, não é o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Relatório ARE 1144925 AGR / PI fato de o Edital haver previsto, inicialmente, somente 06 (seis) vagas que não será possível nomear nenhum candidato portador de necessidades especiais. Assim, vislumbro que ao se inscrever no certame como portador de deficiência, conforme se infere dos documentos acostados aos autos (fls. 48), e ao optar por concorrer a um cargo/localidade que o Edital possibilitara a formação de cadastro de reserva, o impetrante demonstra o direito subjetivo à nomeação quando comprova que a Administração promove, dentro do prazo de validade do certame, a nomeação de candidato que ocupa a lista de ampla concorrência na vaga destina à concorrência específica. Noto, através da documentação acostada às fls. 40/41, que a Autoridade nominada coatora promoveu a nomeação do 10º, 11º e 12º candidatos classificados na lista geral, não obstante tenha sido reservada no Edita a 10ª (décima) vaga ao portador de deficiência, no caso ao impetrante.” Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo, no que se refere a inscrição, ou não, do candidato para concorrer às vagas destinadas a portadores de deficiência, bem como sobre a ocorrência, ou não, de preterição, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos e das normas editalícias, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 454 do STF. Ademais, o acórdão recorrido revela-se em consonância com a jurisprudência desta Corte, que, sob a sistemática da repercussão geral, restou sedimentada na seguinte tese: “O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da administração, caracterizada por 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI fato de o Edital haver previsto, inicialmente, somente 06 (seis) vagas que não será possível nomear nenhum candidato portador de necessidades especiais. Assim, vislumbro que ao se inscrever no certame como portador de deficiência, conforme se infere dos documentos acostados aos autos (fls. 48), e ao optar por concorrer a um cargo/localidade que o Edital possibilitara a formação de cadastro de reserva, o impetrante demonstra o direito subjetivo à nomeação quando comprova que a Administração promove, dentro do prazo de validade do certame, a nomeação de candidato que ocupa a lista de ampla concorrência na vaga destina à concorrência específica. Noto, através da documentação acostada às fls. 40/41, que a Autoridade nominada coatora promoveu a nomeação do 10º, 11º e 12º candidatos classificados na lista geral, não obstante tenha sido reservada no Edita a 10ª (décima) vaga ao portador de deficiência, no caso ao impetrante.” Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo, no que se refere a inscrição, ou não, do candidato para concorrer às vagas destinadas a portadores de deficiência, bem como sobre a ocorrência, ou não, de preterição, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos e das normas editalícias, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 454 do STF. Ademais, o acórdão recorrido revela-se em consonância com a jurisprudência desta Corte, que, sob a sistemática da repercussão geral, restou sedimentada na seguinte tese: “O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da administração, caracterizada por 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Relatório ARE 1144925 AGR / PI comportamento tácito ou expresso do Poder Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de validade do certame, a ser demonstrada de forma cabal pelo candidato. Assim, o direito subjetivo à nomeação do candidato aprovado em concurso público exsurge nas seguintes hipóteses: 1 - Quando a aprovação ocorrer dentro do número de vagas dentro do edital; 2 - Quando houver preterição na nomeação por não observância da ordem de classificação; 3 - Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior, e ocorrer a preterição de candidatos de forma arbitrária e imotivada por parte da administração nos termos acima.” (RE 837311, Rel. Min. Luiz Fux, Plenário, DJe 18.4.2016, Tema 784) Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos dos arts. 932, IV, a e b, do CPC. Sem honorários, por se tratar de mandado de segurança (Súmula 512/STF e art. 25 da Lei 12.016/2009)”. Sustenta-se, em síntese, no presente agravo regimental, que não incidem, na espécie, os óbices das Súmulas 279 e 454 do STF, (eDOC 13, p. 3-5): “(...) seja porque a matéria fática constante dos autos é incontroversa, seja ainda em face dos temas debatidos na lide serem de natureza constitucional, prescindindo da análise de claúsulas do edital. Ora, como restou esclarecido nas razões do recurso interposto, o recorrido não comprovou ter realizado a inscrição para concorrer as vagas destinadas a portadores de deficiência, havendo realizado a inscrição no certame para o tipo concorrência ampla-lista geral, onde obteve a 37º colocação. Bem assim, também não consta dos autos a comprovação de que foram nomeados candidatos com classificação inferior a recorrida, a evidenciar a inexistência de preterição. (...) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI comportamento tácito ou expresso do Poder Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de validade do certame, a ser demonstrada de forma cabal pelo candidato. Assim, o direito subjetivo à nomeação do candidato aprovado em concurso público exsurge nas seguintes hipóteses: 1 - Quando a aprovação ocorrer dentro do número de vagas dentro do edital; 2 - Quando houver preterição na nomeação por não observância da ordem de classificação; 3 - Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior, e ocorrer a preterição de candidatos de forma arbitrária e imotivada por parte da administração nos termos acima.” (RE 837311, Rel. Min. Luiz Fux, Plenário, DJe 18.4.2016, Tema 784) Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos dos arts. 932, IV, a e b, do CPC. Sem honorários, por se tratar de mandado de segurança (Súmula 512/STF e art. 25 da Lei 12.016/2009)”. Sustenta-se, em síntese, no presente agravo regimental, que não incidem, na espécie, os óbices das Súmulas 279 e 454 do STF, (eDOC 13, p. 3-5): “(...) seja porque a matéria fática constante dos autos é incontroversa, seja ainda em face dos temas debatidos na lide serem de natureza constitucional, prescindindo da análise de claúsulas do edital. Ora, como restou esclarecido nas razões do recurso interposto, o recorrido não comprovou ter realizado a inscrição para concorrer as vagas destinadas a portadores de deficiência, havendo realizado a inscrição no certame para o tipo concorrência ampla-lista geral, onde obteve a 37º colocação. Bem assim, também não consta dos autos a comprovação de que foram nomeados candidatos com classificação inferior a recorrida, a evidenciar a inexistência de preterição. (...) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Relatório ARE 1144925 AGR / PI No presente caso, os fatos são incontroversos nos autos, já que a recorrida apenas foi classificada fora das vagas previstas no edital. Assim, há de se diferenciar valoração jurídica dos fatos de mero pleito de reexame, vedado na instância Extraordinária (...). Ademais, deve ser afastado o óbice da sumula 454 do STF, que cuida de interpretação de clausulas contratual, na medida em que não está a se questionar clausula editalícia, pois sendo o edital a lei do concurso e uma vez que a recorrida não procedeu a inscrição como portador de deficiência e nem que ocorreu a preterição na nomeação de candidatos classificados abaixo da sua posição, para o cargo almejado”. A parte Agravada, devidamente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 16). É o relatório. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI No presente caso, os fatos são incontroversos nos autos, já que a recorrida apenas foi classificada fora das vagas previstas no edital. Assim, há de se diferenciar valoração jurídica dos fatos de mero pleito de reexame, vedado na instância Extraordinária (...). Ademais, deve ser afastado o óbice da sumula 454 do STF, que cuida de interpretação de clausulas contratual, na medida em que não está a se questionar clausula editalícia, pois sendo o edital a lei do concurso e uma vez que a recorrida não procedeu a inscrição como portador de deficiência e nem que ocorreu a preterição na nomeação de candidatos classificados abaixo da sua posição, para o cargo almejado”. A parte Agravada, devidamente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 16). É o relatório. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.925 PIAUÍ VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. No caso concreto, inicialmente, consignei que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário. Nesse sentido, apontei precedente desta Suprema Corte. Fundamentei-me, ainda, na aplicação das Súmulas 279 e 454 do STF ao entendimento de que, para divergir das conclusões adotadas pelo aresto recorrido, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos e das normas editalícias, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo. É que, na hipótese dos autos, conforme destacado na decisão ora impugnada, não é possível afastar a incidência da Súmula 279 do STF, no que diz respeito à alegação do ora Agravante de que o ora Agravado não teria concorrido a uma vaga reservada às pessoas portadoras de deficiência. Neste aspecto, o Tribunal a quo, em momento oportuno, possibilitou à autoridade coatora a comprovação da ausência de direito líquido e certo da parte autora. Contudo, o ora Agravante quedou-se inerte. É o que se depreende dos seguintes trechos da ementa do acórdão proferido na origem (eDOC 12, p. 2): “(...) a parte autora alega na inicial que realizara concurso público, para o provimento de cargo vinculado ao serviço público estadual (Professor Classe E), concorrendo para uma vaga reservada às pessoas portadores de deficiência, conforme previsto na norma editalícia. Para comprovar o alegado juntou aos autos, tão somente, a lista geral de candidatos classificados Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.925 PIAUÍ VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. No caso concreto, inicialmente, consignei que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário. Nesse sentido, apontei precedente desta Suprema Corte. Fundamentei-me, ainda, na aplicação das Súmulas 279 e 454 do STF ao entendimento de que, para divergir das conclusões adotadas pelo aresto recorrido, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos e das normas editalícias, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo. É que, na hipótese dos autos, conforme destacado na decisão ora impugnada, não é possível afastar a incidência da Súmula 279 do STF, no que diz respeito à alegação do ora Agravante de que o ora Agravado não teria concorrido a uma vaga reservada às pessoas portadoras de deficiência. Neste aspecto, o Tribunal a quo, em momento oportuno, possibilitou à autoridade coatora a comprovação da ausência de direito líquido e certo da parte autora. Contudo, o ora Agravante quedou-se inerte. É o que se depreende dos seguintes trechos da ementa do acórdão proferido na origem (eDOC 12, p. 2): “(...) a parte autora alega na inicial que realizara concurso público, para o provimento de cargo vinculado ao serviço público estadual (Professor Classe E), concorrendo para uma vaga reservada às pessoas portadores de deficiência, conforme previsto na norma editalícia. Para comprovar o alegado juntou aos autos, tão somente, a lista geral de candidatos classificados Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1144925 AGR / PI para a localidade que concorrera, onde obteve a trigésima sétima (37ª) colocação. 5. Com fundamento no § 1º do art. 6º da Lei nº 12.016/2009, determinei a intimação da autoridade coatara para que, no prazo de dez (10) dias, adotasse as providências que entendesse necessárias no sentido de fornecer a multicitada lista de classificação dos candidatos, portadores de deficiência, que concorreram ao cargo/local de lotação/área pretendido na inicial. Não obstante haver sido devidamente notificada, decorreu o prazo sem que a autoridade coatora se manifestasse, mantendo-se, portanto, inerte à solicitação. 6. Assim, entendendo que não se deve tolher do impetrante o direito à tutela jurisdicional efetiva e adequada - direito ao mandado de segurança, enquanto instrumento constitucional próprio -, por conta da inércia/omissão da Administração, bem como considerando o acervo probatório colacionado aos autos, não há que se acolher a preliminar de ausência de prova pré-constituída (condição da ação mandamental), pois comprovada a liquidez e certeza do direito”. Além disso, Tribunal de origem, no que concerne à discussão de ocorrência de preterição, asseverou o seguinte (eDOC 12, p. 3): “7. No caso em concreto, após uma análise aprofundada dos autos em evidência, noto, de pronto, que o item do Edital do certame que trata do percentual do número de vagas reservada para portadores de deficiência (item 6.3.1., do Edital nº 008/2005) possibilita a ocorrência de duas interpretações. 8. A segunda interpretação, a priori, aquela que atende ao dispositivo constitucional que garante o acesso do candidato portador de necessidades especiais ao cargo ou emprego público, autoriza que, caso surjam novas vagas no decorrer do prazo de validade do certame e Administração demonstre interesse e necessidade de nomear no os concursados, uma vez atingido o percentual reservado à concorrência específica - "10% 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI para a localidade que concorrera, onde obteve a trigésima sétima (37ª) colocação. 5. Com fundamento no § 1º do art. 6º da Lei nº 12.016/2009, determinei a intimação da autoridade coatara para que, no prazo de dez (10) dias, adotasse as providências que entendesse necessárias no sentido de fornecer a multicitada lista de classificação dos candidatos, portadores de deficiência, que concorreram ao cargo/local de lotação/área pretendido na inicial. Não obstante haver sido devidamente notificada, decorreu o prazo sem que a autoridade coatora se manifestasse, mantendo-se, portanto, inerte à solicitação. 6. Assim, entendendo que não se deve tolher do impetrante o direito à tutela jurisdicional efetiva e adequada - direito ao mandado de segurança, enquanto instrumento constitucional próprio -, por conta da inércia/omissão da Administração, bem como considerando o acervo probatório colacionado aos autos, não há que se acolher a preliminar de ausência de prova pré-constituída (condição da ação mandamental), pois comprovada a liquidez e certeza do direito”. Além disso, Tribunal de origem, no que concerne à discussão de ocorrência de preterição, asseverou o seguinte (eDOC 12, p. 3): “7. No caso em concreto, após uma análise aprofundada dos autos em evidência, noto, de pronto, que o item do Edital do certame que trata do percentual do número de vagas reservada para portadores de deficiência (item 6.3.1., do Edital nº 008/2005) possibilita a ocorrência de duas interpretações. 8. A segunda interpretação, a priori, aquela que atende ao dispositivo constitucional que garante o acesso do candidato portador de necessidades especiais ao cargo ou emprego público, autoriza que, caso surjam novas vagas no decorrer do prazo de validade do certame e Administração demonstre interesse e necessidade de nomear no os concursados, uma vez atingido o percentual reservado à concorrência específica - "10% 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1144925 AGR / PI do número de vagas do cargo que esteja pleiteando, desde que este número seja igual ou superior a 10 (dez]' (item 6.3.1, do Edital) -, seja promovida a nomeação do portador de deficiência melhor classificado. 9. Devo observar, ainda, que esta última interpretação decorre das próprias regras dispostas no Edital do certame, em especial aquela que admite a classificação de candidatos em número 10 (dez) vezes superior ao quantitativo de vagas previstas expressamente (item 12.1, do Edital), ou seja, admite a formação de cadastro de reserva. 10. Assim, vislumbro que ao se inscrever no certame como portador de deficiência, conforme se infere dos documentos acostados aos autos, e ao optar por concorrer a um cargo/localidade que o Edital possibilitara a formação de cadastro de reserva, o impetrante demonstra o direito subjetivo à nomeação quando comprova que a Administração promove, dentro do prazo de validade do certame, a nomeação de candidato que ocupa a lista de ampla concorrência na vaga destinada à concorrência específica. Noto, através da documentação acostada aos autos, que a Autoridade nominada coatora promoveu a nomeação do 10º, 11º e 12º candidatos classificados na lista geral, não obstante tenha sido reservada no Edital a 10ª (décima) vaga ao portador de deficiência, no caso ao impetrante. 11. Segurança concedida." Desse modo, a Corte a quo, pela documentação dos autos e com apoio em ampla interpretação de normas editalícias, concluiu pela preterição do candidato. Assim, correta a decisão ora impugnada ao, preliminarmente, entender que para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal a quo, quanto à existência, ou não, de direito líquido e certo do Recorrido à nomeação ao cargo pleiteado, uma vez que não houve manifestação sobre a solicitação do juízo a respeito da demonstração da ausência de tal direito líquido e certo e que ficou comprovada a ocorrência de preterição, seria necessário o reexame dos fatos e provas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI do número de vagas do cargo que esteja pleiteando, desde que este número seja igual ou superior a 10 (dez]' (item 6.3.1, do Edital) -, seja promovida a nomeação do portador de deficiência melhor classificado. 9. Devo observar, ainda, que esta última interpretação decorre das próprias regras dispostas no Edital do certame, em especial aquela que admite a classificação de candidatos em número 10 (dez) vezes superior ao quantitativo de vagas previstas expressamente (item 12.1, do Edital), ou seja, admite a formação de cadastro de reserva. 10. Assim, vislumbro que ao se inscrever no certame como portador de deficiência, conforme se infere dos documentos acostados aos autos, e ao optar por concorrer a um cargo/localidade que o Edital possibilitara a formação de cadastro de reserva, o impetrante demonstra o direito subjetivo à nomeação quando comprova que a Administração promove, dentro do prazo de validade do certame, a nomeação de candidato que ocupa a lista de ampla concorrência na vaga destinada à concorrência específica. Noto, através da documentação acostada aos autos, que a Autoridade nominada coatora promoveu a nomeação do 10º, 11º e 12º candidatos classificados na lista geral, não obstante tenha sido reservada no Edital a 10ª (décima) vaga ao portador de deficiência, no caso ao impetrante. 11. Segurança concedida." Desse modo, a Corte a quo, pela documentação dos autos e com apoio em ampla interpretação de normas editalícias, concluiu pela preterição do candidato. Assim, correta a decisão ora impugnada ao, preliminarmente, entender que para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal a quo, quanto à existência, ou não, de direito líquido e certo do Recorrido à nomeação ao cargo pleiteado, uma vez que não houve manifestação sobre a solicitação do juízo a respeito da demonstração da ausência de tal direito líquido e certo e que ficou comprovada a ocorrência de preterição, seria necessário o reexame dos fatos e provas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1144925 AGR / PI dos autos, além da interpretação de normas do edital do concurso, o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 454 do STF. Nesse sentido, confiram-se, os seguintes julgados: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. ALEGADA PRETERIÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO E DAS CLÁUSULAS DO EDITAL. SÚMULAS 279 E 454/STF. RESERVA DE VAGAS PARA DEFICIENTES E AFRODESCENDENTES. 1. Hipótese em que, dissentir da conclusão do Tribunal de origem, demandaria uma nova análise dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como o reexame do edital do certame, o que é inviável neste momento processual, nos termos das Súmulas 279 e 454/STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 912.956-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 04.08.2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Direito Administrativo. Concurso público. Portador de deficiência. Convocação de candidatos. Preenchimento de requisitos. Reexame de fatos e provas e de cláusulas editalícias. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a interpretação das cláusulas editalícias. Incidência das Súmulas nºs 279 e 454/STF 3. Agravo regimental não provido” (ARE 879.937-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 17.08.2015). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI dos autos, além da interpretação de normas do edital do concurso, o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 454 do STF. Nesse sentido, confiram-se, os seguintes julgados: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. ALEGADA PRETERIÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO E DAS CLÁUSULAS DO EDITAL. SÚMULAS 279 E 454/STF. RESERVA DE VAGAS PARA DEFICIENTES E AFRODESCENDENTES. 1. Hipótese em que, dissentir da conclusão do Tribunal de origem, demandaria uma nova análise dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como o reexame do edital do certame, o que é inviável neste momento processual, nos termos das Súmulas 279 e 454/STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 912.956-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 04.08.2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Direito Administrativo. Concurso público. Portador de deficiência. Convocação de candidatos. Preenchimento de requisitos. Reexame de fatos e provas e de cláusulas editalícias. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a interpretação das cláusulas editalícias. Incidência das Súmulas nºs 279 e 454/STF 3. Agravo regimental não provido” (ARE 879.937-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 17.08.2015). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1144925 AGR / PI “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. RESERVA DE VAGAS DESTINADAS A PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS NOS LIMITES DA LEI. PERCENTUAL DE VAGAS POR LOCALIDADE. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE DIRETA À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DE EDITAL: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 917.802-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 01.12.2015). Ademais, também, está correta a constatação de que, na hipótese em análise, não se verificou afronta ao princípio da separação dos poderes e de que, quanto à matéria de fundo, o Tribunal a quo decidiu a lide em consonância com a jurisprudência desta Corte, sedimentada no julgamento do RE 837.311-RG, de relatoria do Min Luiz Fux (Tema 784), apreciado sob a sistemática da repercussão geral, no sentido do reconhecimento do direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso público fora do número de vagas previstas no edital, quando ocorrer a sua preterição de forma arbitrária e imotivada, como verificado no caso em análise pelas instâncias ordinárias. Nesse mesmo sentido, veja-se o seguinte julgado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Concurso público. Controle judicial da legalidade dos atos administrativos do Poder Executivo. Possibilidade. Direito à nomeação. Candidato aprovado fora do número de vagas. Preterição comprovada pelo tribunal de origem. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. O controle pelo Poder Judiciário de ato administrativo eivado de ilegalidade ou abusividade não viola o princípio da separação dos poderes. 2. O Supremo Tribunal Federal concluiu o julgamento do RE nº 837.311/MS, de relatoria do Ministro 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. RESERVA DE VAGAS DESTINADAS A PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS NOS LIMITES DA LEI. PERCENTUAL DE VAGAS POR LOCALIDADE. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE DIRETA À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DE EDITAL: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 917.802-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 01.12.2015). Ademais, também, está correta a constatação de que, na hipótese em análise, não se verificou afronta ao princípio da separação dos poderes e de que, quanto à matéria de fundo, o Tribunal a quo decidiu a lide em consonância com a jurisprudência desta Corte, sedimentada no julgamento do RE 837.311-RG, de relatoria do Min Luiz Fux (Tema 784), apreciado sob a sistemática da repercussão geral, no sentido do reconhecimento do direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso público fora do número de vagas previstas no edital, quando ocorrer a sua preterição de forma arbitrária e imotivada, como verificado no caso em análise pelas instâncias ordinárias. Nesse mesmo sentido, veja-se o seguinte julgado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Concurso público. Controle judicial da legalidade dos atos administrativos do Poder Executivo. Possibilidade. Direito à nomeação. Candidato aprovado fora do número de vagas. Preterição comprovada pelo tribunal de origem. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. O controle pelo Poder Judiciário de ato administrativo eivado de ilegalidade ou abusividade não viola o princípio da separação dos poderes. 2. O Supremo Tribunal Federal concluiu o julgamento do RE nº 837.311/MS, de relatoria do Ministro 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1144925 AGR / PI Luiz Fux, no qual se discutiu a ‘existência, ou não, de direito subjetivo à nomeação de candidatos aprovados fora do número de vagas oferecidas no edital do concurso público quando surgirem novas vagas durante o prazo de validade do certame’. No caso dos autos, conforme decidido pelo Tribunal a quo, o direito de nomeação decorreria da exceção prevista no item III da tese firmada no referido julgamento, in verbis: “iii) Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior, e ocorrer a preterição de candidatos aprovados fora das vagas de forma arbitrária e imotivada por parte da administração nos termos acima.” 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4º, do CPC). 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (ARE 1.122.828-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 29.06.2018). Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. Sem honorários, por se tratar de mandado de segurança (Súmula 512/STF e art. 25 da Lei 12.016/2009). É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI Luiz Fux, no qual se discutiu a ‘existência, ou não, de direito subjetivo à nomeação de candidatos aprovados fora do número de vagas oferecidas no edital do concurso público quando surgirem novas vagas durante o prazo de validade do certame’. No caso dos autos, conforme decidido pelo Tribunal a quo, o direito de nomeação decorreria da exceção prevista no item III da tese firmada no referido julgamento, in verbis: “iii) Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior, e ocorrer a preterição de candidatos aprovados fora das vagas de forma arbitrária e imotivada por parte da administração nos termos acima.” 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4º, do CPC). 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (ARE 1.122.828-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 29.06.2018). Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. Sem honorários, por se tratar de mandado de segurança (Súmula 512/STF e art. 25 da Lei 12.016/2009). É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 14/12/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.925 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : EMERSON PEREIRA GOMES ADV.(A/S) : OZILDO BATISTA DE BARROS (3269-A/AC, 1844/PI) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC e entendeu inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, em face da Súmula 512 do STF, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 018A-9EFA-BEAA-9A83 e senha F1C5-595A-2917-3E5B Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.925 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : EMERSON PEREIRA GOMES ADV.(A/S) : OZILDO BATISTA DE BARROS (3269-A/AC, 1844/PI) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC e entendeu inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, em face da Súmula 512 do STF, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 018A-9EFA-BEAA-9A83 e senha F1C5-595A-2917-3E5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748971553
2018-12-14T00:00:00
2019-02-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC e entendeu inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, em face da Súmula 512 do STF, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 21.08.2018. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA, OU NÃO, DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO DE CANDIDATO À NOMEAÇÃO. CONCORRÊNCIA À VAGA RESERVADA ÀS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA. PRETERIÇÃO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES. AFRONTA. INOCORRÊNCIA. TEMA 784. 1. Eventual divergência ao entendimento adotado pelo Juízo a quo, quanto à concorrência ou não do candidato à vaga reservada às pessoas portadoras de deficiência e à existência de preterição de forma arbitrária e imotivada do agravado, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos e do edital do concurso, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 454 do STF. 2. O acórdão recorrido, na hipótese, não destoa da jurisprudência desta Corte, quanto à inocorrência de violação ao princípio da separação dos poderes. 3. A questão de fundo está sedimentada no julgamento do RE 837.311-RG, de relatoria do Min Luiz Fux (Tema 784), apreciado sob a sistemática da repercussão geral, no sentido do reconhecimento do direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso público fora do número de vagas previstas no edital, quando ocorrer a sua preterição de forma arbitrária e imotivada, como verificado no caso em análise pelas instâncias ordinárias. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. Inaplicável a norma do artigo 85, § 11, CPC, em face da Súmula 512 do STF.
sjur397434
- Acórdão(s) citado(s): (CONCURSO PÚBLICO, PORTADOR DE DEFICIÊNCIA, RESERVA DE VAGAS) ARE 879937 AgR (2ªT), ARE 912956 AgR (1ªT), RE 917802 AgR (2ªT). (CONCURSO PÚBLICO, DIREITO À NOMEAÇÃO) RE 837311 RG, ARE 1122828 AgR (2ªT). Número de páginas: 17. Análise: 07/02/2019, MJC.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1144925
[ "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00025\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000512 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1144925 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : EMERSON PEREIRA GOMES ADV.(A/S) : OZILDO BATISTA DE BARROS
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.925 PIAUÍ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :EMERSON PEREIRA GOMES ADV.(A/S) :OZILDO BATISTA DE BARROS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 21.08.2018. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA, OU NÃO, DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO DE CANDIDATO À NOMEAÇÃO. CONCORRÊNCIA À VAGA RESERVADA ÀS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA. PRETERIÇÃO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES. AFRONTA. INOCORRÊNCIA. TEMA 784. 1. Eventual divergência ao entendimento adotado pelo Juízo a quo, quanto à concorrência ou não do candidato à vaga reservada às pessoas portadoras de deficiência e à existência de preterição de forma arbitrária e imotivada do agravado, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos e do edital do concurso, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. O acórdão recorrido, na hipótese, não destoa da jurisprudência desta Corte, quanto à inocorrência de violação ao princípio da separação dos poderes. 3. A questão de fundo está sedimentada no julgamento do Recurso Extraordinário 837.311-RG, de relatoria do Min Luiz Fux (Tema 784), apreciado sob a sistemática da repercussão geral, no sentido do reconhecimento do direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso público fora do número de vagas previstas no edital, quando ocorrer a sua preterição de forma arbitrária e imotivada, como verificado no caso em análise pelas instâncias ordinárias. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59DF-4B7D-DE82-4547 e senha 9767-432F-5811-B303 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão ARE 1144925 AGR / PI 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. Inaplicável a norma do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, em face da Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil e entendeu inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, em face da Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59DF-4B7D-DE82-4547 e senha 9767-432F-5811-B303 Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. Inaplicável a norma do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, em face da Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil e entendeu inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, em face da Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 59DF-4B7D-DE82-4547 e senha 9767-432F-5811-B303 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.925 PIAUÍ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :EMERSON PEREIRA GOMES ADV.(A/S) :OZILDO BATISTA DE BARROS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 13) interposto em 21.08.2018 (eDOC 14) em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 12, p. 1-7): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, assim ementado (eDOC 6, p. 52-54): ‘MANDADO DE SEGURANÇA. PREJUDICIAL DE DECADÊNCIA AFASTADA. TERMO INICIAL DO PRAZO DECADENCIAL. DATA DA CIÊNCIA DO ATO NOMINADO COATOR. PRELIMINAR DE AUSÊNCIA DE PROVA PRÉ- CONSTITUÍDA NÃO ACOLHIDA. CONCURSO PÚBLICO. NÃO DIVULGAÇÃO DE LISTA ESPECÍFICA DE CANDIDATOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART. 6.... § 1..., DA LEI n 12.016/2009. INÉRCIA DA ADMINISTRAÇÃO. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO RECUSADA. PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS. INTERPRETAÇÃO DE NORMA EDITALÍCIA CONFORME A CONSTITUIÇÃO. GARANTIA DE AMPLO ACESSO AO CARGO OU EMPREGO PÚBLICO. FORMAÇÃO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.925 PIAUÍ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :EMERSON PEREIRA GOMES ADV.(A/S) :OZILDO BATISTA DE BARROS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 13) interposto em 21.08.2018 (eDOC 14) em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 12, p. 1-7): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, assim ementado (eDOC 6, p. 52-54): ‘MANDADO DE SEGURANÇA. PREJUDICIAL DE DECADÊNCIA AFASTADA. TERMO INICIAL DO PRAZO DECADENCIAL. DATA DA CIÊNCIA DO ATO NOMINADO COATOR. PRELIMINAR DE AUSÊNCIA DE PROVA PRÉ- CONSTITUÍDA NÃO ACOLHIDA. CONCURSO PÚBLICO. NÃO DIVULGAÇÃO DE LISTA ESPECÍFICA DE CANDIDATOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART. 6.... § 1..., DA LEI n 12.016/2009. INÉRCIA DA ADMINISTRAÇÃO. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA DO DIREITO RECUSADA. PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS. INTERPRETAÇÃO DE NORMA EDITALÍCIA CONFORME A CONSTITUIÇÃO. GARANTIA DE AMPLO ACESSO AO CARGO OU EMPREGO PÚBLICO. FORMAÇÃO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório ARE 1144925 AGR / PI CADASTRO DE RESERVA. NECESSIDADE DA ADMINISTRAÇÃO COMPROVADA. DIREITO À NOMEAÇÃO DO PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS NA VAGA RESERVADA. 1. Segundo a pacificada jurisprudência do e. Superior Tribunal de Justiça, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial de cento e vinte (120) dias para a impetração do mandado de segurança, é a data da ciência do ato que a parte impetrante efetivamente alega haver violado o seu direito líquido e certo, e não a data da publicação do edital (RMS 42.674/BA, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 03/06/2014, DJe 12/06/2014; AgRg no AREsp 377.093/BA, Rel. Ministro SERGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 08/05/2014, DJe 16/05/2014; AgRg no AREsp 213.264/BA, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 05/12/2013, DJe 16/12/2013). 2. O ato coator se concretizou quando da nomeação décimo (10...) candidato classificado para o Município em que concorrera a parte autora, em que pese a Administração tenha entendido que para a localidade/Município que concorreu o impetrante não havia sido disponibilizadas vagas para portador de necessidades especiais. 3. Conforme documentação acostada aos autos, noto que, de fato, em 08.02.2008 fora exarado o ato de nomeação dos candidatos que, em tese, teriam preterido o suposto direito líquido e certo do impetrante à nomeação no cargo pretendido. Assim, considerando que a ação mandamental em epígrafe fora impetrada em 05.03.2008, portanto, dentro do prazo de cento e vinte (120) dias, não há que se falar em decadência do direito de ação. 4. No caso em concreto, a parte autora alega na inicial que realizara concurso público, para o provimento de cargo vinculado ao serviço público estadual (Professor Classe E), concorrendo para uma vaga reservada às pessoas portadores de deficiência, conforme previsto na norma editalícia. Para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI CADASTRO DE RESERVA. NECESSIDADE DA ADMINISTRAÇÃO COMPROVADA. DIREITO À NOMEAÇÃO DO PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS NA VAGA RESERVADA. 1. Segundo a pacificada jurisprudência do e. Superior Tribunal de Justiça, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial de cento e vinte (120) dias para a impetração do mandado de segurança, é a data da ciência do ato que a parte impetrante efetivamente alega haver violado o seu direito líquido e certo, e não a data da publicação do edital (RMS 42.674/BA, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 03/06/2014, DJe 12/06/2014; AgRg no AREsp 377.093/BA, Rel. Ministro SERGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 08/05/2014, DJe 16/05/2014; AgRg no AREsp 213.264/BA, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 05/12/2013, DJe 16/12/2013). 2. O ato coator se concretizou quando da nomeação décimo (10...) candidato classificado para o Município em que concorrera a parte autora, em que pese a Administração tenha entendido que para a localidade/Município que concorreu o impetrante não havia sido disponibilizadas vagas para portador de necessidades especiais. 3. Conforme documentação acostada aos autos, noto que, de fato, em 08.02.2008 fora exarado o ato de nomeação dos candidatos que, em tese, teriam preterido o suposto direito líquido e certo do impetrante à nomeação no cargo pretendido. Assim, considerando que a ação mandamental em epígrafe fora impetrada em 05.03.2008, portanto, dentro do prazo de cento e vinte (120) dias, não há que se falar em decadência do direito de ação. 4. No caso em concreto, a parte autora alega na inicial que realizara concurso público, para o provimento de cargo vinculado ao serviço público estadual (Professor Classe E), concorrendo para uma vaga reservada às pessoas portadores de deficiência, conforme previsto na norma editalícia. Para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório ARE 1144925 AGR / PI comprovar o alegado juntou aos autos, tão somente, a lista geral de candidatos classificados para a localidade que concorrera, onde obteve a trigésima sétima (37...) colocação. 5. Com fundamento no § 1... do art. 6... da Lei n 12.016/2009, determinei a intimação da autoridade coatara para que, no prazo de dez (10) dias, adotasse as providências que entendesse necessárias no sentido de fornecer a multicitada lista de classificação dos candidatos, portadores de deficiência, que concorreram ao cargo/local de lotação/área pretendido na inicial. Não obstante haver sido devidamente notificada, decorreu o prazo sem que a autoridade coatora se manifestasse, mantendo- se, portanto, inerte à solicitação. 6. Assim, entendendo que não se deve tolher do impetrante o direito à tutela jurisdicional efetiva e adequada - direito ao mandado de segurança, enquanto instrumento constitucional próprio -, por conta da inércia/omissão da Administração, bem como considerando o acervo probatório colacionado aos autos, não há que se acolher a preliminar de ausência de prova pré- constituída (condição da ação mandamental), pois comprovada a liquidez e certeza do direito. 7. No caso em concreto, após uma análise aprofundada dos autos em evidência, noto, de pronto, que o item do Edital do certame que trata do percentual do número de vagas reservada para portadores de deficiência (item 6.3.1., do Edital n 008/2005) possibilita a ocorrência de duas interpretações. 8. A segunda interpretação, a priori, aquela que atende ao dispositivo constitucional que garante o acesso do candidato portador de necessidades especiais ao cargo ou emprego público, autoriza que, caso surjam novas vagas no decorrer do prazo de validade do certame e Administração demonstre interesse e necessidade de nomear no os concursados, uma vez atingido o percentual reservado à concorrência específica - "10% do número de vagas do cargo que esteja pleiteando, desde que este número seja igual ou superior a 10 (dez]' (item 6.3.1, do Edital) -, seja promovida a nomeação do portador de deficiência melhor classificado. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI comprovar o alegado juntou aos autos, tão somente, a lista geral de candidatos classificados para a localidade que concorrera, onde obteve a trigésima sétima (37...) colocação. 5. Com fundamento no § 1... do art. 6... da Lei n 12.016/2009, determinei a intimação da autoridade coatara para que, no prazo de dez (10) dias, adotasse as providências que entendesse necessárias no sentido de fornecer a multicitada lista de classificação dos candidatos, portadores de deficiência, que concorreram ao cargo/local de lotação/área pretendido na inicial. Não obstante haver sido devidamente notificada, decorreu o prazo sem que a autoridade coatora se manifestasse, mantendo- se, portanto, inerte à solicitação. 6. Assim, entendendo que não se deve tolher do impetrante o direito à tutela jurisdicional efetiva e adequada - direito ao mandado de segurança, enquanto instrumento constitucional próprio -, por conta da inércia/omissão da Administração, bem como considerando o acervo probatório colacionado aos autos, não há que se acolher a preliminar de ausência de prova pré- constituída (condição da ação mandamental), pois comprovada a liquidez e certeza do direito. 7. No caso em concreto, após uma análise aprofundada dos autos em evidência, noto, de pronto, que o item do Edital do certame que trata do percentual do número de vagas reservada para portadores de deficiência (item 6.3.1., do Edital n 008/2005) possibilita a ocorrência de duas interpretações. 8. A segunda interpretação, a priori, aquela que atende ao dispositivo constitucional que garante o acesso do candidato portador de necessidades especiais ao cargo ou emprego público, autoriza que, caso surjam novas vagas no decorrer do prazo de validade do certame e Administração demonstre interesse e necessidade de nomear no os concursados, uma vez atingido o percentual reservado à concorrência específica - "10% do número de vagas do cargo que esteja pleiteando, desde que este número seja igual ou superior a 10 (dez]' (item 6.3.1, do Edital) -, seja promovida a nomeação do portador de deficiência melhor classificado. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório ARE 1144925 AGR / PI 9. Devo observar, ainda, que esta última interpretação decorre das próprias regras dispostas no Edital do certame, em especial aquela que admite a classificação de candidatos em número 10 (dez) vezes superior ao quantitativo de vagas previstas expressamente (item 12.1, do Edital), ou seja, admite a formação de cadastro de reserva. 10. Assim, vislumbro que ao se inscrever no certame como portador de deficiência, conforme se infere dos documentos acostados aos autos, e ao optar por concorrer a um cargo/localidade que o Edital possibilitara a formação de cadastro de reserva, o impetrante demonstra o direito subjetivo à nomeação quando comprova que a Administração promove, dentro do prazo de validade do certame, a nomeação de candidato que ocupa a lista de ampla concorrência na vaga destinada à concorrência específica. Noto, através da documentação acostada aos autos, que a Autoridade nominada coatora promoveu a nomeação do 10..., 11... e 12... candidatos classificados na lista geral, não obstante tenha sido reservada no Edital a 10... (décima) vaga ao portador de deficiência, no caso ao impetrante. 11. Segurança concedida." Os embargos de declaração foram desprovidos (eDOC 6, p. 86-93). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 2...; 37, VIII; 61, § 1... e II, a; e 169 da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, que “não há nos autos sequer indício de ter havido preterição de nenhum dos aprovados por subversão da ordem de classificação” e que o candidato “não demonstrou ter concorrido às vagas destinadas aos portadores de deficiência física” (eDOC 6, p. 119). Aduz-se, ainda que “a nomeação de servidor para os quadros do Estado insere-se na esfera concernente ao mérito administrativo, não sendo possível interferência do Judiciário nesse ínterim” (eDOC 6, p. 120). A Presidência Seção de Direito Público do TJ/SP inadmitiu 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI 9. Devo observar, ainda, que esta última interpretação decorre das próprias regras dispostas no Edital do certame, em especial aquela que admite a classificação de candidatos em número 10 (dez) vezes superior ao quantitativo de vagas previstas expressamente (item 12.1, do Edital), ou seja, admite a formação de cadastro de reserva. 10. Assim, vislumbro que ao se inscrever no certame como portador de deficiência, conforme se infere dos documentos acostados aos autos, e ao optar por concorrer a um cargo/localidade que o Edital possibilitara a formação de cadastro de reserva, o impetrante demonstra o direito subjetivo à nomeação quando comprova que a Administração promove, dentro do prazo de validade do certame, a nomeação de candidato que ocupa a lista de ampla concorrência na vaga destinada à concorrência específica. Noto, através da documentação acostada aos autos, que a Autoridade nominada coatora promoveu a nomeação do 10..., 11... e 12... candidatos classificados na lista geral, não obstante tenha sido reservada no Edital a 10... (décima) vaga ao portador de deficiência, no caso ao impetrante. 11. Segurança concedida." Os embargos de declaração foram desprovidos (eDOC 6, p. 86-93). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 2...; 37, VIII; 61, § 1... e II, a; e 169 da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, que “não há nos autos sequer indício de ter havido preterição de nenhum dos aprovados por subversão da ordem de classificação” e que o candidato “não demonstrou ter concorrido às vagas destinadas aos portadores de deficiência física” (eDOC 6, p. 119). Aduz-se, ainda que “a nomeação de servidor para os quadros do Estado insere-se na esfera concernente ao mérito administrativo, não sendo possível interferência do Judiciário nesse ínterim” (eDOC 6, p. 120). A Presidência Seção de Direito Público do TJ/SP inadmitiu 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Relatório ARE 1144925 AGR / PI o recurso assentando a existência dos óbices das Súmulas 282 e 279 do Supremo Tribunal Federal (eDOC 3, p. 44/45). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. De início, consigno que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. NÃO OCORRÊNCIA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Hipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. É firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que não afronta o princípio da separação dos Poderes o controle exercido pelo Poder Judiciário sobre atos administrativos tidos por abusivos ou ilegais. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 410.544-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 17.3.2015). Quanto à matéria de fundo, verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento do mandado de segurança, asseverou (eDOC 6, p. 64/65): ‘Na lide em apreço, segundo se infere do documento juntado às fls. 38/39, foram classificados 60 (sessenta) candidatos para o cargo/localidade escolhidos pelo impetrante, uma vez que o Edital previu, inicialmente, 06 (seis) vagas. Nesse sentido, em uma análise preliminar, a cada 10 (dez) candidatos nomeados 01 (uma) vaga será, necessariamente, reservada ao portador de deficiência. Desse modo, repito, não é o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI o recurso assentando a existência dos óbices das Súmulas 282 e 279 do Supremo Tribunal Federal (eDOC 3, p. 44/45). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. De início, consigno que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. NÃO OCORRÊNCIA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Hipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. É firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que não afronta o princípio da separação dos Poderes o controle exercido pelo Poder Judiciário sobre atos administrativos tidos por abusivos ou ilegais. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 410.544-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 17.3.2015). Quanto à matéria de fundo, verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento do mandado de segurança, asseverou (eDOC 6, p. 64/65): ‘Na lide em apreço, segundo se infere do documento juntado às fls. 38/39, foram classificados 60 (sessenta) candidatos para o cargo/localidade escolhidos pelo impetrante, uma vez que o Edital previu, inicialmente, 06 (seis) vagas. Nesse sentido, em uma análise preliminar, a cada 10 (dez) candidatos nomeados 01 (uma) vaga será, necessariamente, reservada ao portador de deficiência. Desse modo, repito, não é o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Relatório ARE 1144925 AGR / PI fato de o Edital haver previsto, inicialmente, somente 06 (seis) vagas que não será possível nomear nenhum candidato portador de necessidades especiais. Assim, vislumbro que ao se inscrever no certame como portador de deficiência, conforme se infere dos documentos acostados aos autos (fls. 48), e ao optar por concorrer a um cargo/localidade que o Edital possibilitara a formação de cadastro de reserva, o impetrante demonstra o direito subjetivo à nomeação quando comprova que a Administração promove, dentro do prazo de validade do certame, a nomeação de candidato que ocupa a lista de ampla concorrência na vaga destina à concorrência específica. Noto, através da documentação acostada às fls. 40/41, que a Autoridade nominada coatora promoveu a nomeação do 10..., 11... e 12... candidatos classificados na lista geral, não obstante tenha sido reservada no Edita a 10... (décima) vaga ao portador de deficiência, no caso ao impetrante.” Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo, no que se refere a inscrição, ou não, do candidato para concorrer às vagas destinadas a portadores de deficiência, bem como sobre a ocorrência, ou não, de preterição, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos e das normas editalícias, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, o acórdão recorrido revela-se em consonância com a jurisprudência desta Corte, que, sob a sistemática da repercussão geral, restou sedimentada na seguinte tese: “O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da administração, caracterizada por 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI fato de o Edital haver previsto, inicialmente, somente 06 (seis) vagas que não será possível nomear nenhum candidato portador de necessidades especiais. Assim, vislumbro que ao se inscrever no certame como portador de deficiência, conforme se infere dos documentos acostados aos autos (fls. 48), e ao optar por concorrer a um cargo/localidade que o Edital possibilitara a formação de cadastro de reserva, o impetrante demonstra o direito subjetivo à nomeação quando comprova que a Administração promove, dentro do prazo de validade do certame, a nomeação de candidato que ocupa a lista de ampla concorrência na vaga destina à concorrência específica. Noto, através da documentação acostada às fls. 40/41, que a Autoridade nominada coatora promoveu a nomeação do 10..., 11... e 12... candidatos classificados na lista geral, não obstante tenha sido reservada no Edita a 10... (décima) vaga ao portador de deficiência, no caso ao impetrante.” Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo, no que se refere a inscrição, ou não, do candidato para concorrer às vagas destinadas a portadores de deficiência, bem como sobre a ocorrência, ou não, de preterição, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos e das normas editalícias, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, o acórdão recorrido revela-se em consonância com a jurisprudência desta Corte, que, sob a sistemática da repercussão geral, restou sedimentada na seguinte tese: “O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da administração, caracterizada por 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Relatório ARE 1144925 AGR / PI comportamento tácito ou expresso do Poder Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de validade do certame, a ser demonstrada de forma cabal pelo candidato. Assim, o direito subjetivo à nomeação do candidato aprovado em concurso público exsurge nas seguintes hipóteses: 1 - Quando a aprovação ocorrer dentro do número de vagas dentro do edital; 2 - Quando houver preterição na nomeação por não observância da ordem de classificação; 3 - Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior, e ocorrer a preterição de candidatos de forma arbitrária e imotivada por parte da administração nos termos acima.” (Recurso Extraordinário 837311, Rel. Min. Luiz Fux, Plenário, DJe 18.4.2016, Tema 784) Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos dos arts. 932, IV, a e b, do Código de Processo Civil. Sem honorários, por se tratar de mandado de segurança (Súmula 512/Supremo Tribunal Federal e art. 25 da Lei 12.016/2009)”. Sustenta-se, em síntese, no presente agravo regimental, que não incidem, na espécie, os óbices das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, (eDOC 13, p. 3-5): “(...) seja porque a matéria fática constante dos autos é incontroversa, seja ainda em face dos temas debatidos na lide serem de natureza constitucional, prescindindo da análise de claúsulas do edital. Ora, como restou esclarecido nas razões do recurso interposto, o recorrido não comprovou ter realizado a inscrição para concorrer as vagas destinadas a portadores de deficiência, havendo realizado a inscrição no certame para o tipo concorrência ampla-lista geral, onde obteve a 37... colocação. Bem assim, também não consta dos autos a comprovação de que foram nomeados candidatos com classificação inferior a recorrida, a evidenciar a inexistência de preterição. (...) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI comportamento tácito ou expresso do Poder Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de validade do certame, a ser demonstrada de forma cabal pelo candidato. Assim, o direito subjetivo à nomeação do candidato aprovado em concurso público exsurge nas seguintes hipóteses: 1 - Quando a aprovação ocorrer dentro do número de vagas dentro do edital; 2 - Quando houver preterição na nomeação por não observância da ordem de classificação; 3 - Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior, e ocorrer a preterição de candidatos de forma arbitrária e imotivada por parte da administração nos termos acima.” (Recurso Extraordinário 837311, Rel. Min. Luiz Fux, Plenário, DJe 18.4.2016, Tema 784) Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos dos arts. 932, IV, a e b, do Código de Processo Civil. Sem honorários, por se tratar de mandado de segurança (Súmula 512/Supremo Tribunal Federal e art. 25 da Lei 12.016/2009)”. Sustenta-se, em síntese, no presente agravo regimental, que não incidem, na espécie, os óbices das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, (eDOC 13, p. 3-5): “(...) seja porque a matéria fática constante dos autos é incontroversa, seja ainda em face dos temas debatidos na lide serem de natureza constitucional, prescindindo da análise de claúsulas do edital. Ora, como restou esclarecido nas razões do recurso interposto, o recorrido não comprovou ter realizado a inscrição para concorrer as vagas destinadas a portadores de deficiência, havendo realizado a inscrição no certame para o tipo concorrência ampla-lista geral, onde obteve a 37... colocação. Bem assim, também não consta dos autos a comprovação de que foram nomeados candidatos com classificação inferior a recorrida, a evidenciar a inexistência de preterição. (...) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Relatório ARE 1144925 AGR / PI No presente caso, os fatos são incontroversos nos autos, já que a recorrida apenas foi classificada fora das vagas previstas no edital. Assim, há de se diferenciar valoração jurídica dos fatos de mero pleito de reexame, vedado na instância Extraordinária (...). Ademais, deve ser afastado o óbice da sumula 454 do Supremo Tribunal Federal, que cuida de interpretação de clausulas contratual, na medida em que não está a se questionar clausula editalícia, pois sendo o edital a lei do concurso e uma vez que a recorrida não procedeu a inscrição como portador de deficiência e nem que ocorreu a preterição na nomeação de candidatos classificados abaixo da sua posição, para o cargo almejado”. A parte Agravada, devidamente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 16). É o relatório. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI No presente caso, os fatos são incontroversos nos autos, já que a recorrida apenas foi classificada fora das vagas previstas no edital. Assim, há de se diferenciar valoração jurídica dos fatos de mero pleito de reexame, vedado na instância Extraordinária (...). Ademais, deve ser afastado o óbice da sumula 454 do Supremo Tribunal Federal, que cuida de interpretação de clausulas contratual, na medida em que não está a se questionar clausula editalícia, pois sendo o edital a lei do concurso e uma vez que a recorrida não procedeu a inscrição como portador de deficiência e nem que ocorreu a preterição na nomeação de candidatos classificados abaixo da sua posição, para o cargo almejado”. A parte Agravada, devidamente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 16). É o relatório. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 076D-874A-6D20-9327 e senha 30AD-3D5A-5DC5-0F97 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.925 PIAUÍ VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. No caso concreto, inicialmente, consignei que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário. Nesse sentido, apontei precedente desta Suprema Corte. Fundamentei-me, ainda, na aplicação das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal ao entendimento de que, para divergir das conclusões adotadas pelo aresto recorrido, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos e das normas editalícias, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo. É que, na hipótese dos autos, conforme destacado na decisão ora impugnada, não é possível afastar a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, no que diz respeito à alegação do ora Agravante de que o ora Agravado não teria concorrido a uma vaga reservada às pessoas portadoras de deficiência. Neste aspecto, o Tribunal a quo, em momento oportuno, possibilitou à autoridade coatora a comprovação da ausência de direito líquido e certo da parte autora. Contudo, o ora Agravante quedou-se inerte. É o que se depreende dos seguintes trechos da ementa do acórdão proferido na origem (eDOC 12, p. 2): “(...) a parte autora alega na inicial que realizara concurso público, para o provimento de cargo vinculado ao serviço público estadual (Professor Classe E), concorrendo para uma vaga reservada às pessoas portadores de deficiência, conforme previsto na norma editalícia. Para comprovar o alegado juntou aos autos, tão somente, a lista geral de candidatos classificados Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.925 PIAUÍ VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. No caso concreto, inicialmente, consignei que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário. Nesse sentido, apontei precedente desta Suprema Corte. Fundamentei-me, ainda, na aplicação das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal ao entendimento de que, para divergir das conclusões adotadas pelo aresto recorrido, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos e das normas editalícias, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo. É que, na hipótese dos autos, conforme destacado na decisão ora impugnada, não é possível afastar a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, no que diz respeito à alegação do ora Agravante de que o ora Agravado não teria concorrido a uma vaga reservada às pessoas portadoras de deficiência. Neste aspecto, o Tribunal a quo, em momento oportuno, possibilitou à autoridade coatora a comprovação da ausência de direito líquido e certo da parte autora. Contudo, o ora Agravante quedou-se inerte. É o que se depreende dos seguintes trechos da ementa do acórdão proferido na origem (eDOC 12, p. 2): “(...) a parte autora alega na inicial que realizara concurso público, para o provimento de cargo vinculado ao serviço público estadual (Professor Classe E), concorrendo para uma vaga reservada às pessoas portadores de deficiência, conforme previsto na norma editalícia. Para comprovar o alegado juntou aos autos, tão somente, a lista geral de candidatos classificados Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1144925 AGR / PI para a localidade que concorrera, onde obteve a trigésima sétima (37...) colocação. 5. Com fundamento no § 1... do art. 6... da Lei n 12.016/2009, determinei a intimação da autoridade coatara para que, no prazo de dez (10) dias, adotasse as providências que entendesse necessárias no sentido de fornecer a multicitada lista de classificação dos candidatos, portadores de deficiência, que concorreram ao cargo/local de lotação/área pretendido na inicial. Não obstante haver sido devidamente notificada, decorreu o prazo sem que a autoridade coatora se manifestasse, mantendo-se, portanto, inerte à solicitação. 6. Assim, entendendo que não se deve tolher do impetrante o direito à tutela jurisdicional efetiva e adequada - direito ao mandado de segurança, enquanto instrumento constitucional próprio -, por conta da inércia/omissão da Administração, bem como considerando o acervo probatório colacionado aos autos, não há que se acolher a preliminar de ausência de prova pré-constituída (condição da ação mandamental), pois comprovada a liquidez e certeza do direito”. Além disso, Tribunal de origem, no que concerne à discussão de ocorrência de preterição, asseverou o seguinte (eDOC 12, p. 3): “7. No caso em concreto, após uma análise aprofundada dos autos em evidência, noto, de pronto, que o item do Edital do certame que trata do percentual do número de vagas reservada para portadores de deficiência (item 6.3.1., do Edital n 008/2005) possibilita a ocorrência de duas interpretações. 8. A segunda interpretação, a priori, aquela que atende ao dispositivo constitucional que garante o acesso do candidato portador de necessidades especiais ao cargo ou emprego público, autoriza que, caso surjam novas vagas no decorrer do prazo de validade do certame e Administração demonstre interesse e necessidade de nomear no os concursados, uma vez atingido o percentual reservado à concorrência específica - "10% 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI para a localidade que concorrera, onde obteve a trigésima sétima (37...) colocação. 5. Com fundamento no § 1... do art. 6... da Lei n 12.016/2009, determinei a intimação da autoridade coatara para que, no prazo de dez (10) dias, adotasse as providências que entendesse necessárias no sentido de fornecer a multicitada lista de classificação dos candidatos, portadores de deficiência, que concorreram ao cargo/local de lotação/área pretendido na inicial. Não obstante haver sido devidamente notificada, decorreu o prazo sem que a autoridade coatora se manifestasse, mantendo-se, portanto, inerte à solicitação. 6. Assim, entendendo que não se deve tolher do impetrante o direito à tutela jurisdicional efetiva e adequada - direito ao mandado de segurança, enquanto instrumento constitucional próprio -, por conta da inércia/omissão da Administração, bem como considerando o acervo probatório colacionado aos autos, não há que se acolher a preliminar de ausência de prova pré-constituída (condição da ação mandamental), pois comprovada a liquidez e certeza do direito”. Além disso, Tribunal de origem, no que concerne à discussão de ocorrência de preterição, asseverou o seguinte (eDOC 12, p. 3): “7. No caso em concreto, após uma análise aprofundada dos autos em evidência, noto, de pronto, que o item do Edital do certame que trata do percentual do número de vagas reservada para portadores de deficiência (item 6.3.1., do Edital n 008/2005) possibilita a ocorrência de duas interpretações. 8. A segunda interpretação, a priori, aquela que atende ao dispositivo constitucional que garante o acesso do candidato portador de necessidades especiais ao cargo ou emprego público, autoriza que, caso surjam novas vagas no decorrer do prazo de validade do certame e Administração demonstre interesse e necessidade de nomear no os concursados, uma vez atingido o percentual reservado à concorrência específica - "10% 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1144925 AGR / PI do número de vagas do cargo que esteja pleiteando, desde que este número seja igual ou superior a 10 (dez]' (item 6.3.1, do Edital) -, seja promovida a nomeação do portador de deficiência melhor classificado. 9. Devo observar, ainda, que esta última interpretação decorre das próprias regras dispostas no Edital do certame, em especial aquela que admite a classificação de candidatos em número 10 (dez) vezes superior ao quantitativo de vagas previstas expressamente (item 12.1, do Edital), ou seja, admite a formação de cadastro de reserva. 10. Assim, vislumbro que ao se inscrever no certame como portador de deficiência, conforme se infere dos documentos acostados aos autos, e ao optar por concorrer a um cargo/localidade que o Edital possibilitara a formação de cadastro de reserva, o impetrante demonstra o direito subjetivo à nomeação quando comprova que a Administração promove, dentro do prazo de validade do certame, a nomeação de candidato que ocupa a lista de ampla concorrência na vaga destinada à concorrência específica. Noto, através da documentação acostada aos autos, que a Autoridade nominada coatora promoveu a nomeação do 10..., 11... e 12... candidatos classificados na lista geral, não obstante tenha sido reservada no Edital a 10... (décima) vaga ao portador de deficiência, no caso ao impetrante. 11. Segurança concedida." Desse modo, a Corte a quo, pela documentação dos autos e com apoio em ampla interpretação de normas editalícias, concluiu pela preterição do candidato. Assim, correta a decisão ora impugnada ao, preliminarmente, entender que para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal a quo, quanto à existência, ou não, de direito líquido e certo do Recorrido à nomeação ao cargo pleiteado, uma vez que não houve manifestação sobre a solicitação do juízo a respeito da demonstração da ausência de tal direito líquido e certo e que ficou comprovada a ocorrência de preterição, seria necessário o reexame dos fatos e provas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI do número de vagas do cargo que esteja pleiteando, desde que este número seja igual ou superior a 10 (dez]' (item 6.3.1, do Edital) -, seja promovida a nomeação do portador de deficiência melhor classificado. 9. Devo observar, ainda, que esta última interpretação decorre das próprias regras dispostas no Edital do certame, em especial aquela que admite a classificação de candidatos em número 10 (dez) vezes superior ao quantitativo de vagas previstas expressamente (item 12.1, do Edital), ou seja, admite a formação de cadastro de reserva. 10. Assim, vislumbro que ao se inscrever no certame como portador de deficiência, conforme se infere dos documentos acostados aos autos, e ao optar por concorrer a um cargo/localidade que o Edital possibilitara a formação de cadastro de reserva, o impetrante demonstra o direito subjetivo à nomeação quando comprova que a Administração promove, dentro do prazo de validade do certame, a nomeação de candidato que ocupa a lista de ampla concorrência na vaga destinada à concorrência específica. Noto, através da documentação acostada aos autos, que a Autoridade nominada coatora promoveu a nomeação do 10..., 11... e 12... candidatos classificados na lista geral, não obstante tenha sido reservada no Edital a 10... (décima) vaga ao portador de deficiência, no caso ao impetrante. 11. Segurança concedida." Desse modo, a Corte a quo, pela documentação dos autos e com apoio em ampla interpretação de normas editalícias, concluiu pela preterição do candidato. Assim, correta a decisão ora impugnada ao, preliminarmente, entender que para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal a quo, quanto à existência, ou não, de direito líquido e certo do Recorrido à nomeação ao cargo pleiteado, uma vez que não houve manifestação sobre a solicitação do juízo a respeito da demonstração da ausência de tal direito líquido e certo e que ficou comprovada a ocorrência de preterição, seria necessário o reexame dos fatos e provas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1144925 AGR / PI dos autos, além da interpretação de normas do edital do concurso, o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se, os seguintes julgados: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. ALEGADA PRETERIÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO E DAS CLÁUSULAS DO EDITAL. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. RESERVA DE VAGAS PARA DEFICIENTES E AFRODESCENDENTES. 1. Hipótese em que, dissentir da conclusão do Tribunal de origem, demandaria uma nova análise dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como o reexame do edital do certame, o que é inviável neste momento processual, nos termos das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 912.956-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 04.08.2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Direito Administrativo. Concurso público. Portador de deficiência. Convocação de candidatos. Preenchimento de requisitos. Reexame de fatos e provas e de cláusulas editalícias. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a interpretação das cláusulas editalícias. Incidência das Súmulas ns 279 e 454/Supremo Tribunal Federal 3. Agravo regimental não provido” (ARE 879.937-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 17.08.2015). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI dos autos, além da interpretação de normas do edital do concurso, o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se, os seguintes julgados: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. ALEGADA PRETERIÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO E DAS CLÁUSULAS DO EDITAL. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. RESERVA DE VAGAS PARA DEFICIENTES E AFRODESCENDENTES. 1. Hipótese em que, dissentir da conclusão do Tribunal de origem, demandaria uma nova análise dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como o reexame do edital do certame, o que é inviável neste momento processual, nos termos das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 912.956-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 04.08.2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Direito Administrativo. Concurso público. Portador de deficiência. Convocação de candidatos. Preenchimento de requisitos. Reexame de fatos e provas e de cláusulas editalícias. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a interpretação das cláusulas editalícias. Incidência das Súmulas ns 279 e 454/Supremo Tribunal Federal 3. Agravo regimental não provido” (ARE 879.937-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 17.08.2015). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1144925 AGR / PI “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. RESERVA DE VAGAS DESTINADAS A PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS NOS LIMITES DA LEI. PERCENTUAL DE VAGAS POR LOCALIDADE. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE DIRETA À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DE EDITAL: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 917.802-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 01.12.2015). Ademais, também, está correta a constatação de que, na hipótese em análise, não se verificou afronta ao princípio da separação dos poderes e de que, quanto à matéria de fundo, o Tribunal a quo decidiu a lide em consonância com a jurisprudência desta Corte, sedimentada no julgamento do Recurso Extraordinário 837.311-RG, de relatoria do Min Luiz Fux (Tema 784), apreciado sob a sistemática da repercussão geral, no sentido do reconhecimento do direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso público fora do número de vagas previstas no edital, quando ocorrer a sua preterição de forma arbitrária e imotivada, como verificado no caso em análise pelas instâncias ordinárias. Nesse mesmo sentido, veja-se o seguinte julgado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Concurso público. Controle judicial da legalidade dos atos administrativos do Poder Executivo. Possibilidade. Direito à nomeação. Candidato aprovado fora do número de vagas. Preterição comprovada pelo tribunal de origem. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. O controle pelo Poder Judiciário de ato administrativo eivado de ilegalidade ou abusividade não viola o princípio da separação dos poderes. 2. O Supremo Tribunal Federal concluiu o julgamento do Recurso Extraordinário n 837.311/MS, de relatoria do Ministro 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. RESERVA DE VAGAS DESTINADAS A PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS NOS LIMITES DA LEI. PERCENTUAL DE VAGAS POR LOCALIDADE. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE DIRETA À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DE EDITAL: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 917.802-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 01.12.2015). Ademais, também, está correta a constatação de que, na hipótese em análise, não se verificou afronta ao princípio da separação dos poderes e de que, quanto à matéria de fundo, o Tribunal a quo decidiu a lide em consonância com a jurisprudência desta Corte, sedimentada no julgamento do Recurso Extraordinário 837.311-RG, de relatoria do Min Luiz Fux (Tema 784), apreciado sob a sistemática da repercussão geral, no sentido do reconhecimento do direito subjetivo à nomeação de candidato aprovado em concurso público fora do número de vagas previstas no edital, quando ocorrer a sua preterição de forma arbitrária e imotivada, como verificado no caso em análise pelas instâncias ordinárias. Nesse mesmo sentido, veja-se o seguinte julgado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Concurso público. Controle judicial da legalidade dos atos administrativos do Poder Executivo. Possibilidade. Direito à nomeação. Candidato aprovado fora do número de vagas. Preterição comprovada pelo tribunal de origem. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. O controle pelo Poder Judiciário de ato administrativo eivado de ilegalidade ou abusividade não viola o princípio da separação dos poderes. 2. O Supremo Tribunal Federal concluiu o julgamento do Recurso Extraordinário n 837.311/MS, de relatoria do Ministro 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1144925 AGR / PI Luiz Fux, no qual se discutiu a ‘existência, ou não, de direito subjetivo à nomeação de candidatos aprovados fora do número de vagas oferecidas no edital do concurso público quando surgirem novas vagas durante o prazo de validade do certame’. No caso dos autos, conforme decidido pelo Tribunal a quo, o direito de nomeação decorreria da exceção prevista no item III da tese firmada no referido julgamento, in verbis: “iii) Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior, e ocorrer a preterição de candidatos aprovados fora das vagas de forma arbitrária e imotivada por parte da administração nos termos acima.” 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (ARE 1.122.828-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 29.06.2018). Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. Sem honorários, por se tratar de mandado de segurança (Súmula 512/Supremo Tribunal Federal e art. 25 da Lei 12.016/2009). É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Supremo Tribunal Federal ARE 1144925 AGR / PI Luiz Fux, no qual se discutiu a ‘existência, ou não, de direito subjetivo à nomeação de candidatos aprovados fora do número de vagas oferecidas no edital do concurso público quando surgirem novas vagas durante o prazo de validade do certame’. No caso dos autos, conforme decidido pelo Tribunal a quo, o direito de nomeação decorreria da exceção prevista no item III da tese firmada no referido julgamento, in verbis: “iii) Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior, e ocorrer a preterição de candidatos aprovados fora das vagas de forma arbitrária e imotivada por parte da administração nos termos acima.” 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (ARE 1.122.828-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 29.06.2018). Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. Sem honorários, por se tratar de mandado de segurança (Súmula 512/Supremo Tribunal Federal e art. 25 da Lei 12.016/2009). É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6A0-4FF6-E933-7CB1 e senha 931E-0E6F-A6B5-CD0D Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 14/12/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.925 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : EMERSON PEREIRA GOMES ADV.(A/S) : OZILDO BATISTA DE BARROS (3269-A/AC, 1844/PI) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil e entendeu inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, em face da Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 018A-9EFA-BEAA-9A83 e senha F1C5-595A-2917-3E5B Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.144.925 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : EMERSON PEREIRA GOMES ADV.(A/S) : OZILDO BATISTA DE BARROS (3269-A/AC, 1844/PI) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil e entendeu inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, em face da Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 018A-9EFA-BEAA-9A83 e senha F1C5-595A-2917-3E5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 144 . 925", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279", "Recurso Extraordinário 837 . 311 - RG", "Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 512", "Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1144925", "RMS 42 . 674 / BA", "AgRg no AREsp 377 . 093 / BA", "AgRg no AREsp 213 . 264 / BA", "ARE 1144925 AGR / PI", "RMS 42 . 674 / BA", "AgRg no AREsp 377 . 093 / BA", "AgRg no AREsp 213 . 264 / BA", "ARE 1144925 AGR / PI", "ARE 1144925 AGR / PI", "ARE 1144925 AGR / PI", "ARE 1144925 AGR / PI", "Súmulas 282 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 410 . 544 - AgR", "ARE 1144925 AGR / PI", "Súmulas 282 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 410 . 544 - AgR", "ARE 1144925 AGR / PI", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1144925 AGR / PI", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1144925 AGR / PI", "Recurso Extraordinário 837311", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 837311", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1144925 AGR / PI", "sumula 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1144925 AGR / PI", "sumula 454 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1144925 AGR / PI", "ARE 1144925 AGR / PI", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279 E 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 912 . 956 - AgR", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns 279", "ARE 879 . 937 - AgR", "Súmulas 279", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 912 . 956 - AgR", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 879 . 937 - AgR", "SÚMULAS NS . 279", "Recurso Extraordinário 917 . 802 - AgR", "Recurso Extraordinário 837 . 311 - RG", "Recurso Extraordinário n 837 . 311 / MS", "SÚMULAS NS . 279", "Recurso Extraordinário 917 . 802 - AgR", "Recurso Extraordinário 837 . 311 - RG", "Recurso Extraordinário n 837 . 311 / MS", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 122 . 828 - AgR", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1144925", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 122 . 828 - AgR", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 144 . 925", "Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART", "LEI n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 6 . . . . § 1 . . . , DA LEI n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do art . 6 . . . da Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts .", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 932 , IV , a e b , do Código de Processo Civil", "art . 25 da Lei 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 932 , IV , a e b , do Código de Processo Civil", "art . 25 da Lei 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art .", "art . 25 da Lei 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 25 da Lei 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 .", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "Brasília", "Brasília", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "PIAUÍ", "PIAUÍ", "PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Piauí", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Piauí", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "SEGUNDA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "SEGUNDA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Presidência", "Seção", "TJ", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Presidência Seção de Direito Público do TJ / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Edita", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "PI", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "EMERSON PEREIRA GOMES", "OZILDO BATISTA DE BARROS", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EMERSON PEREIRA GOMES", "OZILDO BATISTA DE BARROS", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EMERSON PEREIRA GOMES", "OZILDO BATISTA DE BARROS", "EDSON FACHIN", "HUMBERTO MARTINS", "SERGIO KUKINA", "BENEDITO GONÇALVES", "HUMBERTO MARTINS", "SERGIO KUKINA", "BENEDITO GONÇALVES", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "EDSON FACHIN", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "EDSON FACHIN", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "EDSON FACHIN", "EMERSON PEREIRA GOMES", "OZILDO BATISTA DE BARROS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "EMERSON PEREIRA GOMES", "OZILDO BATISTA DE BARROS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "21", ".", "08", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "21", ".", "08", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "21", ".", "08", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "06", "/", "2014", "12", "/", "06", "/", "2014", "08", "/", "05", "/", "2014", "16", "/", "05", "/", "2014", "05", "/", "12", "/", "2013", "16", "/", "12", "/", "2013", "08", ".", "02", ".", "2008", "05", ".", "03", ".", "2008", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "06", "/", "2014", "12", "/", "06", "/", "2014", "08", "/", "05", "/", "2014", "16", "/", "05", "/", "2014", "05", "/", "12", "/", "2013", "16", "/", "12", "/", "2013", "08", ".", "02", ".", "2008", "05", ".", "03", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", ".", "08", ".", "2017", "17", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", ".", "08", ".", "2017", "17", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", ".", "12", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", ".", "12", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "06", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "06", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876.904 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RADIO JORNAL DE SAO PAULO LTDA ADV.(A/S) :ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :GERALDO URBANECA OZORIO E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. RADIODIFUSÃO. A VOZ DO BRASIL. TRASMISSÃO. CONSONÂNCIA DA DECISÃO AGRAVADA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/1973. 1. O entendimento da Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 1º a 11 de março de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 12 de março de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0531-3E3E-2339-3DEE e senha 4A35-227C-50CD-2526 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RE 876904 AGR-SEGUNDO / SP Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0531-3E3E-2339-3DEE e senha 4A35-227C-50CD-2526 Supremo Tribunal Federal RE 876904 AGR-SEGUNDO / SP Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0531-3E3E-2339-3DEE e senha 4A35-227C-50CD-2526 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876.904 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RADIO JORNAL DE SAO PAULO LTDA ADV.(A/S) :ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :GERALDO URBANECA OZORIO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual dado provimento ao recurso, maneja agravo regimental Rádio Jornal de São Paulo LTDA. A matéria debatida, em síntese, diz com a obrigatoriedade da transmissão do programa “A Voz do Brasil” em horário determinado. O agravante aduz ser terceiro interessado no caso em comento, na qualidade de filiado ao Sindicato das Empresas de Rádio de Televisão no Estado de São Paulo. Ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Aduz que esta Suprema Corte, ao reconhecer recepcionada a Lei nº 4.117/62 pela Constituição Federal, não apreciou a questão da obrigatoriedade da transmissão do programa “A Voz do Brasil”. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO. RETRANSMISSÃO DO PROGRAMA "A VOZ DO BRASIL". OBRIGATORIEDADE. LEI N. 4.117/62. RECEPÇÃO. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. HORÁRIO ALTERNATIVO. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CUSTAS PROCESSUAIS. SUCUMBÊNCIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21ED-001E-6F78-5A9D e senha 2235-2694-3A14-8174 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876.904 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RADIO JORNAL DE SAO PAULO LTDA ADV.(A/S) :ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :GERALDO URBANECA OZORIO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual dado provimento ao recurso, maneja agravo regimental Rádio Jornal de São Paulo LTDA. A matéria debatida, em síntese, diz com a obrigatoriedade da transmissão do programa “A Voz do Brasil” em horário determinado. O agravante aduz ser terceiro interessado no caso em comento, na qualidade de filiado ao Sindicato das Empresas de Rádio de Televisão no Estado de São Paulo. Ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Aduz que esta Suprema Corte, ao reconhecer recepcionada a Lei nº 4.117/62 pela Constituição Federal, não apreciou a questão da obrigatoriedade da transmissão do programa “A Voz do Brasil”. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO. RETRANSMISSÃO DO PROGRAMA "A VOZ DO BRASIL". OBRIGATORIEDADE. LEI N. 4.117/62. RECEPÇÃO. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. HORÁRIO ALTERNATIVO. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CUSTAS PROCESSUAIS. SUCUMBÊNCIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21ED-001E-6F78-5A9D e senha 2235-2694-3A14-8174 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RE 876904 AGR-SEGUNDO / SP RECÍPROCA. I - O Egrégio Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI-MC n. 561/DF, decidiu que a Constituição de 1988 recepcionou a Lei n. 4.117/62. II - A obrigatoriedade de divulgação de atos e pronunciamentos oficiais dos Poderes da República, transmitidos por radiodifusão pelo programa "A Voz do Brasil", tem nítido interesse público. III - O direito à liberdade de informação não é absoluto, porquanto a própria Constituição, em seu art. 220, § 3º, II, autoriza a limitação de seu exercício por lei federal. IV - A Lei n. 4.117/62 impõe apenas a obrigatoriedade de retransmissão do programa "A Voz do Brasil", não havendo qualquer interferência estatal no conteúdo da programação. V - A retransmissão é obrigatória para todas as emissoras de radiodifusão, que possuem características próprias, que as distinguem de outros meios de comunicação. VI - A obrigatoriedade de retransmissão no horário estabelecido na Lei n. 4.117/62 é incompatível com o art. 220 da Constituição, pelo que o programa "A Voz do Brasil" pode ser retransmitido em horário alternativo. VII - Afastada a condenação ao pagamento de honorários advocatícios e das custas processuais, ante a sucumbência recíproca, nos termos do art. 21, caput, do Código de Processo Civil. VIII - Apelação parcialmente provida.” Recurso extraordinário e Agravo manejados sob a vigência do Código de Processo Civil de 1973. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21ED-001E-6F78-5A9D e senha 2235-2694-3A14-8174 Supremo Tribunal Federal RE 876904 AGR-SEGUNDO / SP RECÍPROCA. I - O Egrégio Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI-MC n. 561/DF, decidiu que a Constituição de 1988 recepcionou a Lei n. 4.117/62. II - A obrigatoriedade de divulgação de atos e pronunciamentos oficiais dos Poderes da República, transmitidos por radiodifusão pelo programa "A Voz do Brasil", tem nítido interesse público. III - O direito à liberdade de informação não é absoluto, porquanto a própria Constituição, em seu art. 220, § 3º, II, autoriza a limitação de seu exercício por lei federal. IV - A Lei n. 4.117/62 impõe apenas a obrigatoriedade de retransmissão do programa "A Voz do Brasil", não havendo qualquer interferência estatal no conteúdo da programação. V - A retransmissão é obrigatória para todas as emissoras de radiodifusão, que possuem características próprias, que as distinguem de outros meios de comunicação. VI - A obrigatoriedade de retransmissão no horário estabelecido na Lei n. 4.117/62 é incompatível com o art. 220 da Constituição, pelo que o programa "A Voz do Brasil" pode ser retransmitido em horário alternativo. VII - Afastada a condenação ao pagamento de honorários advocatícios e das custas processuais, ante a sucumbência recíproca, nos termos do art. 21, caput, do Código de Processo Civil. VIII - Apelação parcialmente provida.” Recurso extraordinário e Agravo manejados sob a vigência do Código de Processo Civil de 1973. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21ED-001E-6F78-5A9D e senha 2235-2694-3A14-8174 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876.904 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno/regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pela Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, mediante o qual foi dado parcial provimento ao recurso de apelação manejado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo para autorizar a retransmissão do programa “A Voz do Brasil” em horário alternativo, interpõe recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, a União. Defende, a recorrente, a constitucionalidade da imposição do horário de retransmissão previsto no art. 38, “e”, da Lei 4.117/62. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 2º, 5º, caput, e 220 da Constituição Federal. Contrarrazões. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Ao julgamento da ADI 561, este Supremo Tribunal Federal assentou a recepção da Lei 4.117/1962 pela ordem constitucional inaugurada pela Carta de 1988. No ponto de interesse, eis o teor da ementa do mencionado julgado: “RECEPÇÃO DA LEI N. 4.117/62 PELA NOVA ORDEM CONSTITUCIONAL - PRESERVAÇÃO DO CONCEITO TÉCNICO-JURÍDICO DE TELECOMUNICAÇÕES. - A Lei n. 4.117/62, em seus aspectos básicos e essenciais, foi recebida pela Constituição promulgada em 1988, subsistindo vigentes, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876.904 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno/regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pela Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, mediante o qual foi dado parcial provimento ao recurso de apelação manejado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo para autorizar a retransmissão do programa “A Voz do Brasil” em horário alternativo, interpõe recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, a União. Defende, a recorrente, a constitucionalidade da imposição do horário de retransmissão previsto no art. 38, “e”, da Lei 4.117/62. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 2º, 5º, caput, e 220 da Constituição Federal. Contrarrazões. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Ao julgamento da ADI 561, este Supremo Tribunal Federal assentou a recepção da Lei 4.117/1962 pela ordem constitucional inaugurada pela Carta de 1988. No ponto de interesse, eis o teor da ementa do mencionado julgado: “RECEPÇÃO DA LEI N. 4.117/62 PELA NOVA ORDEM CONSTITUCIONAL - PRESERVAÇÃO DO CONCEITO TÉCNICO-JURÍDICO DE TELECOMUNICAÇÕES. - A Lei n. 4.117/62, em seus aspectos básicos e essenciais, foi recebida pela Constituição promulgada em 1988, subsistindo vigentes, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 876904 AGR-SEGUNDO / SP consequência, as próprias formulações conceituais nela enunciadas, concernentes às diversas modalidades de serviços de telecomunicações. A noção conceitual de telecomunicações - não obstante os sensíveis progressos de ordem tecnológica registrados nesse setor constitucionalmente monopolizado pela União Federal - ainda subsiste com o mesmo perfil e idêntico conteúdo, abrangendo, em consequência, todos os processos, formas e sistemas que possibilitam a transmissão, emissão ou recepção de símbolos, caracteres, sinais, escritos, imagens, sons e informações de qualquer natureza. O conceito técnico-jurídico de serviços de telecomunicações não se alterou com o advento da nova ordem constitucional. Consequentemente - e à semelhança do que já ocorrera com o texto constitucional de 1967 - a vigente Carta Política recebeu, em seus aspectos essenciais, o Código Brasileiro de Telecomunicações, que, embora editado em 1962, sob a égide da Constituição de 1946, ainda configura o estatuto jurídico básico disciplinador dos serviços de telecomunicações. Trata-se de diploma legislativo que dispõe sobre as diversas modalidades dos serviços de telecomunicações. O Decreto n. 177/91, que dispõe sobre os Serviços Limitados de Telecomunicações, constitui ato revestido de caráter secundário, posto que editado com o objetivo específico de regulamentar o Código Brasileiro de Telecomunicações.” (ADI 561 MC, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 23/08/1995, DJ 23-03-2001 PP-00084 EMENT VOL-02024-01 PP-00056) Desse modo, consoante a reiterada jurisprudência desta Suprema Corte, a obrigatoriedade de retransmissão do programa “A Voz do Brasil” no horário definido pela Lei 4.117/1962 não se reveste de ilegalidade. Colho precedentes: “EMENTA Embargos de declaração no recurso extraordinário. Conversão em agravo regimental. Administrativo. Programa “A voz do Brasil”. Obrigatoriedade de retransmissão no horário previsto em lei. Precedentes. 1. O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Supremo Tribunal Federal RE 876904 AGR-SEGUNDO / SP consequência, as próprias formulações conceituais nela enunciadas, concernentes às diversas modalidades de serviços de telecomunicações. A noção conceitual de telecomunicações - não obstante os sensíveis progressos de ordem tecnológica registrados nesse setor constitucionalmente monopolizado pela União Federal - ainda subsiste com o mesmo perfil e idêntico conteúdo, abrangendo, em consequência, todos os processos, formas e sistemas que possibilitam a transmissão, emissão ou recepção de símbolos, caracteres, sinais, escritos, imagens, sons e informações de qualquer natureza. O conceito técnico-jurídico de serviços de telecomunicações não se alterou com o advento da nova ordem constitucional. Consequentemente - e à semelhança do que já ocorrera com o texto constitucional de 1967 - a vigente Carta Política recebeu, em seus aspectos essenciais, o Código Brasileiro de Telecomunicações, que, embora editado em 1962, sob a égide da Constituição de 1946, ainda configura o estatuto jurídico básico disciplinador dos serviços de telecomunicações. Trata-se de diploma legislativo que dispõe sobre as diversas modalidades dos serviços de telecomunicações. O Decreto n. 177/91, que dispõe sobre os Serviços Limitados de Telecomunicações, constitui ato revestido de caráter secundário, posto que editado com o objetivo específico de regulamentar o Código Brasileiro de Telecomunicações.” (ADI 561 MC, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 23/08/1995, DJ 23-03-2001 PP-00084 EMENT VOL-02024-01 PP-00056) Desse modo, consoante a reiterada jurisprudência desta Suprema Corte, a obrigatoriedade de retransmissão do programa “A Voz do Brasil” no horário definido pela Lei 4.117/1962 não se reveste de ilegalidade. Colho precedentes: “EMENTA Embargos de declaração no recurso extraordinário. Conversão em agravo regimental. Administrativo. Programa “A voz do Brasil”. Obrigatoriedade de retransmissão no horário previsto em lei. Precedentes. 1. O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 876904 AGR-SEGUNDO / SP Plenário desta Corte, no exame da ADI nº 561-MC/DF, concluiu que a Lei nº 4.117/62 foi recepcionada pela vigente Constituição Federal. Desse modo, não se reveste de ilegalidade a determinação para que empresas de radiodifusão estejam obrigadas à retransmissão diária do programa “A voz do Brasil” no horário determinado na mencionada lei. 2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual é negado provimento. (RE 601412 ED/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 26.10.2012) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRANSMISSÃO DO PROGRAMA “A VOZ DO BRASIL” EM HORÁRIO ALTERNATIVO. EMISSORAS DE RADIODIFUSÃO. IMPOSSIBILIDADE. RECEPÇÃO DA LEI Nº 4.117/1962 PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ADI 561-MC. O Supremo Tribunal Federal já assentou que a Lei nº. 4.117/1962, que prevê a obrigatoriedade da transmissão do programa “A Voz do Brasil”, foi recepcionada pela Constituição Federal (ADI 561-MC, Rel. Min. Celso de Mello). Outros precedentes: RE 601.412-ED, Rel. Min. Dias Toffoli; e RE 605.681-AgR-Segundo, Min. Luiz Fux. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 679672 AgR/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 29.4.2014) No mesmo sentido, destaco, ainda, as seguintes decisões monocráticas: RE 899.451/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 13.8.2015; RE 878.669/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.4.2015; RE 598.653 AgR/RS, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 05.11.2013; RE 646.135/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 03.9.2012. O acórdão recorrido, ao dispor que “(…) a obrigatoriedade de retransmissão do horário estabelecido na Lei 4.117/62 é incompatível com o art. 220 da Constituição Federal”, divergiu da orientação desta Suprema Corte. Ante o exposto, dou provimento ao recurso extraordinário 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Supremo Tribunal Federal RE 876904 AGR-SEGUNDO / SP Plenário desta Corte, no exame da ADI nº 561-MC/DF, concluiu que a Lei nº 4.117/62 foi recepcionada pela vigente Constituição Federal. Desse modo, não se reveste de ilegalidade a determinação para que empresas de radiodifusão estejam obrigadas à retransmissão diária do programa “A voz do Brasil” no horário determinado na mencionada lei. 2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual é negado provimento. (RE 601412 ED/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 26.10.2012) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRANSMISSÃO DO PROGRAMA “A VOZ DO BRASIL” EM HORÁRIO ALTERNATIVO. EMISSORAS DE RADIODIFUSÃO. IMPOSSIBILIDADE. RECEPÇÃO DA LEI Nº 4.117/1962 PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ADI 561-MC. O Supremo Tribunal Federal já assentou que a Lei nº. 4.117/1962, que prevê a obrigatoriedade da transmissão do programa “A Voz do Brasil”, foi recepcionada pela Constituição Federal (ADI 561-MC, Rel. Min. Celso de Mello). Outros precedentes: RE 601.412-ED, Rel. Min. Dias Toffoli; e RE 605.681-AgR-Segundo, Min. Luiz Fux. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 679672 AgR/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 29.4.2014) No mesmo sentido, destaco, ainda, as seguintes decisões monocráticas: RE 899.451/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 13.8.2015; RE 878.669/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.4.2015; RE 598.653 AgR/RS, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 05.11.2013; RE 646.135/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 03.9.2012. O acórdão recorrido, ao dispor que “(…) a obrigatoriedade de retransmissão do horário estabelecido na Lei 4.117/62 é incompatível com o art. 220 da Constituição Federal”, divergiu da orientação desta Suprema Corte. Ante o exposto, dou provimento ao recurso extraordinário 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 876904 AGR-SEGUNDO / SP para restabelecer a sentença de primeiro grau (arts. 557, § 1º-A, do CPC, e 21, § 2º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, colaciono, inter plures (grifei): “Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. LEI 4.117/1962. RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988. 1. É firme a jurisprudência desta CORTE no sentido de que houve recepção da Lei 4.117/1962 pela Constituição Federal. 2. Agravo interno a que se nega provimento”. (RE 921242 ED-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, Dje 24.8.2018) “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 9.12.2015. DIREITO CONSTITUCIONAL. LEI 4.117/1962. RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988. TRANSMISSÃO DO PROGRAMA “A VOZ DO BRASIL”. OBRIGATORIEDADE. IMPOSSIBILIDADE DE TRANSMISSÃO EM HORÁRIO ALTERNATIVO. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que a Constituição da República de 1988 recepcionou a Lei 4.117/1962, que impõe a obrigatoriedade de transmissão do programa “A Voz do Brasil”, bem como no que se refere à impossibilidade de transmissão em horário alternativo (ADI 561-MC, Rel. Min. Celso de Mello). 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE 911445 AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, Dje 05.12.2017) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Supremo Tribunal Federal RE 876904 AGR-SEGUNDO / SP para restabelecer a sentença de primeiro grau (arts. 557, § 1º-A, do CPC, e 21, § 2º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, colaciono, inter plures (grifei): “Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. LEI 4.117/1962. RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988. 1. É firme a jurisprudência desta CORTE no sentido de que houve recepção da Lei 4.117/1962 pela Constituição Federal. 2. Agravo interno a que se nega provimento”. (RE 921242 ED-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, Dje 24.8.2018) “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 9.12.2015. DIREITO CONSTITUCIONAL. LEI 4.117/1962. RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988. TRANSMISSÃO DO PROGRAMA “A VOZ DO BRASIL”. OBRIGATORIEDADE. IMPOSSIBILIDADE DE TRANSMISSÃO EM HORÁRIO ALTERNATIVO. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que a Constituição da República de 1988 recepcionou a Lei 4.117/1962, que impõe a obrigatoriedade de transmissão do programa “A Voz do Brasil”, bem como no que se refere à impossibilidade de transmissão em horário alternativo (ADI 561-MC, Rel. Min. Celso de Mello). 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE 911445 AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, Dje 05.12.2017) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 876904 AGR-SEGUNDO / SP “EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRANSMISSÃO DO PROGRAMA “A VOZ DO BRASIL”. JUÍZO DE RECEPÇÃO DA LEI Nº 4.117/1962 PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 561- MC/DF, Rel. Min. Celso de Mello, entendeu que a Lei nº 4.117/1962, que impõe a obrigatoriedade do horário de transmissão do programa “A Voz do Brasil”, foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento”. (RE 1001493 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 13.03.2017) As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Por derradeiro, julgo prejudicado o teor da Petição STF 56.072/2017. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Supremo Tribunal Federal RE 876904 AGR-SEGUNDO / SP “EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRANSMISSÃO DO PROGRAMA “A VOZ DO BRASIL”. JUÍZO DE RECEPÇÃO DA LEI Nº 4.117/1962 PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 561- MC/DF, Rel. Min. Celso de Mello, entendeu que a Lei nº 4.117/1962, que impõe a obrigatoriedade do horário de transmissão do programa “A Voz do Brasil”, foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento”. (RE 1001493 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 13.03.2017) As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Por derradeiro, julgo prejudicado o teor da Petição STF 56.072/2017. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876.904 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RADIO JORNAL DE SAO PAULO LTDA ADV.(A/S) :ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :GERALDO URBANECA OZORIO E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – "A Voz do Brasil", para mim, está a merecer discussão sob o ângulo da Carta da República, no que trouxe novos ares constitucionais ao País, presente a liberdade de expressão. Não potencializo o enfoque que foi emprestado quando da análise da medida cautelar, decisão, portanto, precária e efêmera, na ação direta de inconstitucionalidade nº 561. Provejo o agravo, a fim de que abramos o embrulho para saber se persiste realmente a imposição de os veículos de comunicação transmitirem "A Voz do Brasil" e em horário inflexível. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1507-9E90-BBF2-AA63 e senha 46BF-6539-AC4F-869C Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876.904 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RADIO JORNAL DE SAO PAULO LTDA ADV.(A/S) :ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :GERALDO URBANECA OZORIO E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – "A Voz do Brasil", para mim, está a merecer discussão sob o ângulo da Carta da República, no que trouxe novos ares constitucionais ao País, presente a liberdade de expressão. Não potencializo o enfoque que foi emprestado quando da análise da medida cautelar, decisão, portanto, precária e efêmera, na ação direta de inconstitucionalidade nº 561. Provejo o agravo, a fim de que abramos o embrulho para saber se persiste realmente a imposição de os veículos de comunicação transmitirem "A Voz do Brasil" e em horário inflexível. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1507-9E90-BBF2-AA63 e senha 46BF-6539-AC4F-869C Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876.904 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : RADIO JORNAL DE SAO PAULO LTDA ADV.(A/S) : ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI (283170/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : GERALDO URBANECA OZORIO (00057465/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2BA-32E0-CDD0-0D3C e senha 2000-5F74-B466-A8E1 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876.904 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : RADIO JORNAL DE SAO PAULO LTDA ADV.(A/S) : ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI (283170/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : GERALDO URBANECA OZORIO (00057465/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2BA-32E0-CDD0-0D3C e senha 2000-5F74-B466-A8E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749428173
2019-03-12T00:00:00
2019-03-25T00:00:00
A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. RADIODIFUSÃO. A VOZ DO BRASIL. TRASMISSÃO. CONSONÂNCIA DA DECISÃO AGRAVADA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/1973. 1. O entendimento da Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur400575
- Acórdão(s) citado(s): (LEGISLAÇÃO, A VOZ DO BRASIL, RECEPÇÃO, CONSTITUIÇÃO FEDERAL) ARE 911445 AgR (2ªT), RE 1001493 AgR (1ªT), RE 921242 ED-AgR (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 15/04/2019, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
876904
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR-segundo
acordaos
RE 876904 AgR-segundo
[ "" ]
AGTE.(S) : RADIO JORNAL DE SAO PAULO LTDA ADV.(A/S) : ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : GERALDO URBANECA OZORIO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876.904 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RADIO JORNAL DE SAO PAULO LTDA ADV.(A/S) :ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :GERALDO URBANECA OZORIO E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. RADIODIFUSÃO. A VOZ DO BRASIL. TRASMISSÃO. CONSONÂNCIA DA DECISÃO AGRAVADA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/1973. 1. O entendimento da Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 1... a 11 de março de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 12 de março de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0531-3E3E-2339-3DEE e senha 4A35-227C-50CD-2526 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 876904 AGR-SEGUNDO / SP Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0531-3E3E-2339-3DEE e senha 4A35-227C-50CD-2526 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 876904 AGR-SEGUNDO / SP Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0531-3E3E-2339-3DEE e senha 4A35-227C-50CD-2526 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876.904 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RADIO JORNAL DE SAO PAULO LTDA ADV.(A/S) :ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :GERALDO URBANECA OZORIO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual dado provimento ao recurso, maneja agravo regimental Rádio Jornal de São Paulo LTDA. A matéria debatida, em síntese, diz com a obrigatoriedade da transmissão do programa “A Voz do Brasil” em horário determinado. O agravante aduz ser terceiro interessado no caso em comento, na qualidade de filiado ao Sindicato das Empresas de Rádio de Televisão no Estado de São Paulo. Ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Aduz que esta Suprema Corte, ao reconhecer recepcionada a Lei n 4.117/62 pela Constituição Federal, não apreciou a questão da obrigatoriedade da transmissão do programa “A Voz do Brasil”. O Tribunal Regional Federal da 3... Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO. RETRANSMISSÃO DO PROGRAMA "A VOZ DO BRASIL". OBRIGATORIEDADE. LEI N. 4.117/62. RECEPÇÃO. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. HORÁRIO ALTERNATIVO. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CUSTAS PROCESSUAIS. SUCUMBÊNCIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21ED-001E-6F78-5A9D e senha 2235-2694-3A14-8174 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876.904 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RADIO JORNAL DE SAO PAULO LTDA ADV.(A/S) :ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :GERALDO URBANECA OZORIO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual dado provimento ao recurso, maneja agravo regimental Rádio Jornal de São Paulo LTDA. A matéria debatida, em síntese, diz com a obrigatoriedade da transmissão do programa “A Voz do Brasil” em horário determinado. O agravante aduz ser terceiro interessado no caso em comento, na qualidade de filiado ao Sindicato das Empresas de Rádio de Televisão no Estado de São Paulo. Ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Aduz que esta Suprema Corte, ao reconhecer recepcionada a Lei n 4.117/62 pela Constituição Federal, não apreciou a questão da obrigatoriedade da transmissão do programa “A Voz do Brasil”. O Tribunal Regional Federal da 3... Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO. RETRANSMISSÃO DO PROGRAMA "A VOZ DO BRASIL". OBRIGATORIEDADE. LEI N. 4.117/62. RECEPÇÃO. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. HORÁRIO ALTERNATIVO. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CUSTAS PROCESSUAIS. SUCUMBÊNCIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21ED-001E-6F78-5A9D e senha 2235-2694-3A14-8174 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 876904 AGR-SEGUNDO / SP RECÍPROCA. I - O Egrégio Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI-MC n. 561/DF, decidiu que a Constituição de 1988 recepcionou a Lei n. 4.117/62. II - A obrigatoriedade de divulgação de atos e pronunciamentos oficiais dos Poderes da República, transmitidos por radiodifusão pelo programa "A Voz do Brasil", tem nítido interesse público. III - O direito à liberdade de informação não é absoluto, porquanto a própria Constituição, em seu art. 220, § 3..., II, autoriza a limitação de seu exercício por lei federal. IV - A Lei n. 4.117/62 impõe apenas a obrigatoriedade de retransmissão do programa "A Voz do Brasil", não havendo qualquer interferência estatal no conteúdo da programação. V - A retransmissão é obrigatória para todas as emissoras de radiodifusão, que possuem características próprias, que as distinguem de outros meios de comunicação. VI - A obrigatoriedade de retransmissão no horário estabelecido na Lei n. 4.117/62 é incompatível com o art. 220 da Constituição, pelo que o programa "A Voz do Brasil" pode ser retransmitido em horário alternativo. VII - Afastada a condenação ao pagamento de honorários advocatícios e das custas processuais, ante a sucumbência recíproca, nos termos do art. 21, caput, do Código de Processo Civil. VIII - Apelação parcialmente provida.” Recurso extraordinário e Agravo manejados sob a vigência do Código de Processo Civil de 1973. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21ED-001E-6F78-5A9D e senha 2235-2694-3A14-8174 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 876904 AGR-SEGUNDO / SP RECÍPROCA. I - O Egrégio Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI-MC n. 561/DF, decidiu que a Constituição de 1988 recepcionou a Lei n. 4.117/62. II - A obrigatoriedade de divulgação de atos e pronunciamentos oficiais dos Poderes da República, transmitidos por radiodifusão pelo programa "A Voz do Brasil", tem nítido interesse público. III - O direito à liberdade de informação não é absoluto, porquanto a própria Constituição, em seu art. 220, § 3..., II, autoriza a limitação de seu exercício por lei federal. IV - A Lei n. 4.117/62 impõe apenas a obrigatoriedade de retransmissão do programa "A Voz do Brasil", não havendo qualquer interferência estatal no conteúdo da programação. V - A retransmissão é obrigatória para todas as emissoras de radiodifusão, que possuem características próprias, que as distinguem de outros meios de comunicação. VI - A obrigatoriedade de retransmissão no horário estabelecido na Lei n. 4.117/62 é incompatível com o art. 220 da Constituição, pelo que o programa "A Voz do Brasil" pode ser retransmitido em horário alternativo. VII - Afastada a condenação ao pagamento de honorários advocatícios e das custas processuais, ante a sucumbência recíproca, nos termos do art. 21, caput, do Código de Processo Civil. VIII - Apelação parcialmente provida.” Recurso extraordinário e Agravo manejados sob a vigência do Código de Processo Civil de 1973. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21ED-001E-6F78-5A9D e senha 2235-2694-3A14-8174 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876.904 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno/regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pela Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 3... Região, mediante o qual foi dado parcial provimento ao recurso de apelação manejado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo para autorizar a retransmissão do programa “A Voz do Brasil” em horário alternativo, interpõe recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, a União. Defende, a recorrente, a constitucionalidade da imposição do horário de retransmissão previsto no art. 38, “e”, da Lei 4.117/62. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 2..., 5..., caput, e 220 da Constituição Federal. Contrarrazões. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Ao julgamento da ADI 561, este Supremo Tribunal Federal assentou a recepção da Lei 4.117/1962 pela ordem constitucional inaugurada pela Carta de 1988. No ponto de interesse, eis o teor da ementa do mencionado julgado: “RECEPÇÃO DA LEI N. 4.117/62 PELA NOVA ORDEM CONSTITUCIONAL - PRESERVAÇÃO DO CONCEITO TÉCNICO-JURÍDICO DE TELECOMUNICAÇÕES. - A Lei n. 4.117/62, em seus aspectos básicos e essenciais, foi recebida pela Constituição promulgada em 1988, subsistindo vigentes, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876.904 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno/regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pela Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 3... Região, mediante o qual foi dado parcial provimento ao recurso de apelação manejado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo para autorizar a retransmissão do programa “A Voz do Brasil” em horário alternativo, interpõe recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, a União. Defende, a recorrente, a constitucionalidade da imposição do horário de retransmissão previsto no art. 38, “e”, da Lei 4.117/62. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 2..., 5..., caput, e 220 da Constituição Federal. Contrarrazões. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Ao julgamento da ADI 561, este Supremo Tribunal Federal assentou a recepção da Lei 4.117/1962 pela ordem constitucional inaugurada pela Carta de 1988. No ponto de interesse, eis o teor da ementa do mencionado julgado: “RECEPÇÃO DA LEI N. 4.117/62 PELA NOVA ORDEM CONSTITUCIONAL - PRESERVAÇÃO DO CONCEITO TÉCNICO-JURÍDICO DE TELECOMUNICAÇÕES. - A Lei n. 4.117/62, em seus aspectos básicos e essenciais, foi recebida pela Constituição promulgada em 1988, subsistindo vigentes, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 876904 AGR-SEGUNDO / SP consequência, as próprias formulações conceituais nela enunciadas, concernentes às diversas modalidades de serviços de telecomunicações. A noção conceitual de telecomunicações - não obstante os sensíveis progressos de ordem tecnológica registrados nesse setor constitucionalmente monopolizado pela União Federal - ainda subsiste com o mesmo perfil e idêntico conteúdo, abrangendo, em consequência, todos os processos, formas e sistemas que possibilitam a transmissão, emissão ou recepção de símbolos, caracteres, sinais, escritos, imagens, sons e informações de qualquer natureza. O conceito técnico-jurídico de serviços de telecomunicações não se alterou com o advento da nova ordem constitucional. Consequentemente - e à semelhança do que já ocorrera com o texto constitucional de 1967 - a vigente Carta Política recebeu, em seus aspectos essenciais, o Código Brasileiro de Telecomunicações, que, embora editado em 1962, sob a égide da Constituição de 1946, ainda configura o estatuto jurídico básico disciplinador dos serviços de telecomunicações. Trata-se de diploma legislativo que dispõe sobre as diversas modalidades dos serviços de telecomunicações. O Decreto n. 177/91, que dispõe sobre os Serviços Limitados de Telecomunicações, constitui ato revestido de caráter secundário, posto que editado com o objetivo específico de regulamentar o Código Brasileiro de Telecomunicações.” (ADI 561 MC, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 23/08/1995, DJ 23-03-2001 PP-00084 EMENT VOL-02024-01 PP-00056) Desse modo, consoante a reiterada jurisprudência desta Suprema Corte, a obrigatoriedade de retransmissão do programa “A Voz do Brasil” no horário definido pela Lei 4.117/1962 não se reveste de ilegalidade. Colho precedentes: “EMENTA Embargos de declaração no recurso extraordinário. Conversão em agravo regimental. Administrativo. Programa “A voz do Brasil”. Obrigatoriedade de retransmissão no horário previsto em lei. Precedentes. 1. O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 876904 AGR-SEGUNDO / SP consequência, as próprias formulações conceituais nela enunciadas, concernentes às diversas modalidades de serviços de telecomunicações. A noção conceitual de telecomunicações - não obstante os sensíveis progressos de ordem tecnológica registrados nesse setor constitucionalmente monopolizado pela União Federal - ainda subsiste com o mesmo perfil e idêntico conteúdo, abrangendo, em consequência, todos os processos, formas e sistemas que possibilitam a transmissão, emissão ou recepção de símbolos, caracteres, sinais, escritos, imagens, sons e informações de qualquer natureza. O conceito técnico-jurídico de serviços de telecomunicações não se alterou com o advento da nova ordem constitucional. Consequentemente - e à semelhança do que já ocorrera com o texto constitucional de 1967 - a vigente Carta Política recebeu, em seus aspectos essenciais, o Código Brasileiro de Telecomunicações, que, embora editado em 1962, sob a égide da Constituição de 1946, ainda configura o estatuto jurídico básico disciplinador dos serviços de telecomunicações. Trata-se de diploma legislativo que dispõe sobre as diversas modalidades dos serviços de telecomunicações. O Decreto n. 177/91, que dispõe sobre os Serviços Limitados de Telecomunicações, constitui ato revestido de caráter secundário, posto que editado com o objetivo específico de regulamentar o Código Brasileiro de Telecomunicações.” (ADI 561 MC, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 23/08/1995, DJ 23-03-2001 PP-00084 EMENT VOL-02024-01 PP-00056) Desse modo, consoante a reiterada jurisprudência desta Suprema Corte, a obrigatoriedade de retransmissão do programa “A Voz do Brasil” no horário definido pela Lei 4.117/1962 não se reveste de ilegalidade. Colho precedentes: “EMENTA Embargos de declaração no recurso extraordinário. Conversão em agravo regimental. Administrativo. Programa “A voz do Brasil”. Obrigatoriedade de retransmissão no horário previsto em lei. Precedentes. 1. O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 876904 AGR-SEGUNDO / SP Plenário desta Corte, no exame da ADI n 561-MC/DF, concluiu que a Lei n 4.117/62 foi recepcionada pela vigente Constituição Federal. Desse modo, não se reveste de ilegalidade a determinação para que empresas de radiodifusão estejam obrigadas à retransmissão diária do programa “A voz do Brasil” no horário determinado na mencionada lei. 2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual é negado provimento. (Recurso Extraordinário 601412 ED/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 26.10.2012) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRANSMISSÃO DO PROGRAMA “A VOZ DO BRASIL” EM HORÁRIO ALTERNATIVO. EMISSORAS DE RADIODIFUSÃO. IMPOSSIBILIDADE. RECEPÇÃO DA LEI n 4.117/1962 PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ADI 561-MC. O Supremo Tribunal Federal já assentou que a Lei n. 4.117/1962, que prevê a obrigatoriedade da transmissão do programa “A Voz do Brasil”, foi recepcionada pela Constituição Federal (ADI 561-MC, Rel. Min. Celso de Mello). Outros precedentes: Recurso Extraordinário 601.412-ED, Rel. Min. Dias Toffoli; e Recurso Extraordinário 605.681-AgR-Segundo, Min. Luiz Fux. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 679672 AgR/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 29.4.2014) No mesmo sentido, destaco, ainda, as seguintes decisões monocráticas: Recurso Extraordinário 899.451/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 13.8.2015; Recurso Extraordinário 878.669/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.4.2015; Recurso Extraordinário 598.653 AgR/RS, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 05.11.2013; Recurso Extraordinário 646.135/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 03.9.2012. O acórdão recorrido, ao dispor que “(…) a obrigatoriedade de retransmissão do horário estabelecido na Lei 4.117/62 é incompatível com o art. 220 da Constituição Federal”, divergiu da orientação desta Suprema Corte. Ante o exposto, dou provimento ao recurso extraordinário 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 876904 AGR-SEGUNDO / SP Plenário desta Corte, no exame da ADI n 561-MC/DF, concluiu que a Lei n 4.117/62 foi recepcionada pela vigente Constituição Federal. Desse modo, não se reveste de ilegalidade a determinação para que empresas de radiodifusão estejam obrigadas à retransmissão diária do programa “A voz do Brasil” no horário determinado na mencionada lei. 2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual é negado provimento. (Recurso Extraordinário 601412 ED/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 26.10.2012) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRANSMISSÃO DO PROGRAMA “A VOZ DO BRASIL” EM HORÁRIO ALTERNATIVO. EMISSORAS DE RADIODIFUSÃO. IMPOSSIBILIDADE. RECEPÇÃO DA LEI n 4.117/1962 PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ADI 561-MC. O Supremo Tribunal Federal já assentou que a Lei n. 4.117/1962, que prevê a obrigatoriedade da transmissão do programa “A Voz do Brasil”, foi recepcionada pela Constituição Federal (ADI 561-MC, Rel. Min. Celso de Mello). Outros precedentes: Recurso Extraordinário 601.412-ED, Rel. Min. Dias Toffoli; e Recurso Extraordinário 605.681-AgR-Segundo, Min. Luiz Fux. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 679672 AgR/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 29.4.2014) No mesmo sentido, destaco, ainda, as seguintes decisões monocráticas: Recurso Extraordinário 899.451/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 13.8.2015; Recurso Extraordinário 878.669/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 15.4.2015; Recurso Extraordinário 598.653 AgR/RS, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 05.11.2013; Recurso Extraordinário 646.135/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 03.9.2012. O acórdão recorrido, ao dispor que “(…) a obrigatoriedade de retransmissão do horário estabelecido na Lei 4.117/62 é incompatível com o art. 220 da Constituição Federal”, divergiu da orientação desta Suprema Corte. Ante o exposto, dou provimento ao recurso extraordinário 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 876904 AGR-SEGUNDO / SP para restabelecer a sentença de primeiro grau (arts. 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil, e 21, § 2..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, colaciono, inter plures (grifei): “Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. LEI 4.117/1962. RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988. 1. É firme a jurisprudência desta CORTE no sentido de que houve recepção da Lei 4.117/1962 pela Constituição Federal. 2. Agravo interno a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 921242 ED-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, Dje 24.8.2018) “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 9.12.2015. DIREITO CONSTITUCIONAL. LEI 4.117/1962. RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988. TRANSMISSÃO DO PROGRAMA “A VOZ DO BRASIL”. OBRIGATORIEDADE. IMPOSSIBILIDADE DE TRANSMISSÃO EM HORÁRIO ALTERNATIVO. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que a Constituição da República de 1988 recepcionou a Lei 4.117/1962, que impõe a obrigatoriedade de transmissão do programa “A Voz do Brasil”, bem como no que se refere à impossibilidade de transmissão em horário alternativo (ADI 561-MC, Rel. Min. Celso de Mello). 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE 911445 AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, Dje 05.12.2017) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 876904 AGR-SEGUNDO / SP para restabelecer a sentença de primeiro grau (arts. 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil, e 21, § 2..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, colaciono, inter plures (grifei): “Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. LEI 4.117/1962. RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988. 1. É firme a jurisprudência desta CORTE no sentido de que houve recepção da Lei 4.117/1962 pela Constituição Federal. 2. Agravo interno a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 921242 ED-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, Dje 24.8.2018) “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 9.12.2015. DIREITO CONSTITUCIONAL. LEI 4.117/1962. RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988. TRANSMISSÃO DO PROGRAMA “A VOZ DO BRASIL”. OBRIGATORIEDADE. IMPOSSIBILIDADE DE TRANSMISSÃO EM HORÁRIO ALTERNATIVO. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que a Constituição da República de 1988 recepcionou a Lei 4.117/1962, que impõe a obrigatoriedade de transmissão do programa “A Voz do Brasil”, bem como no que se refere à impossibilidade de transmissão em horário alternativo (ADI 561-MC, Rel. Min. Celso de Mello). 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE 911445 AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, Dje 05.12.2017) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 876904 AGR-SEGUNDO / SP “EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRANSMISSÃO DO PROGRAMA “A VOZ DO BRASIL”. JUÍZO DE RECEPÇÃO DA LEI n 4.117/1962 PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 561- MC/DF, Rel. Min. Celso de Mello, entendeu que a Lei n 4.117/1962, que impõe a obrigatoriedade do horário de transmissão do programa “A Voz do Brasil”, foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 1001493 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 13.03.2017) As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Por derradeiro, julgo prejudicado o teor da Petição Supremo Tribunal Federal 56.072/2017. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 876904 AGR-SEGUNDO / SP “EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRANSMISSÃO DO PROGRAMA “A VOZ DO BRASIL”. JUÍZO DE RECEPÇÃO DA LEI n 4.117/1962 PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 561- MC/DF, Rel. Min. Celso de Mello, entendeu que a Lei n 4.117/1962, que impõe a obrigatoriedade do horário de transmissão do programa “A Voz do Brasil”, foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 1001493 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 13.03.2017) As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Por derradeiro, julgo prejudicado o teor da Petição Supremo Tribunal Federal 56.072/2017. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E741-EA92-EF1A-50E0 e senha 1C18-43EB-1120-5558 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876.904 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RADIO JORNAL DE SAO PAULO LTDA ADV.(A/S) :ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :GERALDO URBANECA OZORIO E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – "A Voz do Brasil", para mim, está a merecer discussão sob o ângulo da Carta da República, no que trouxe novos ares constitucionais ao País, presente a liberdade de expressão. Não potencializo o enfoque que foi emprestado quando da análise da medida cautelar, decisão, portanto, precária e efêmera, na ação direta de inconstitucionalidade n 561. Provejo o agravo, a fim de que abramos o embrulho para saber se persiste realmente a imposição de os veículos de comunicação transmitirem "A Voz do Brasil" e em horário inflexível. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1507-9E90-BBF2-AA63 e senha 46BF-6539-AC4F-869C Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876.904 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RADIO JORNAL DE SAO PAULO LTDA ADV.(A/S) :ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :GERALDO URBANECA OZORIO E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – "A Voz do Brasil", para mim, está a merecer discussão sob o ângulo da Carta da República, no que trouxe novos ares constitucionais ao País, presente a liberdade de expressão. Não potencializo o enfoque que foi emprestado quando da análise da medida cautelar, decisão, portanto, precária e efêmera, na ação direta de inconstitucionalidade n 561. Provejo o agravo, a fim de que abramos o embrulho para saber se persiste realmente a imposição de os veículos de comunicação transmitirem "A Voz do Brasil" e em horário inflexível. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1507-9E90-BBF2-AA63 e senha 46BF-6539-AC4F-869C Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876.904 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : RADIO JORNAL DE SAO PAULO LTDA ADV.(A/S) : ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI (283170/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : GERALDO URBANECA OZORIO (00057465/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2BA-32E0-CDD0-0D3C e senha 2000-5F74-B466-A8E1 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876.904 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : RADIO JORNAL DE SAO PAULO LTDA ADV.(A/S) : ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI (283170/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : GERALDO URBANECA OZORIO (00057465/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2BA-32E0-CDD0-0D3C e senha 2000-5F74-B466-A8E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876 . 904", "Recurso Extraordinário 876904 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876 . 904", "Recurso Extraordinário 876904", "ADI", "-", "MC n . 561 / DF", "Recurso Extraordinário 876904", "ADI", "-", "MC n . 561 / DF", "ADI", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 876 . 904", "ADI 561", "Recurso Extraordinário 876904 AGR", "ADI 561 MC", "Recurso Extraordinário 876904 AGR - SEGUNDO / SP", "ADI 561 MC", "Recurso Extraordinário 876904", "ADI n 561 - MC / DF", "Recurso Extraordinário 601412 ED / PR", "ADI 561 - MC", "ADI 561 - MC", "Recurso Extraordinário 601 . 412 - ED", "Recurso Extraordinário 605 . 681 - AgR - Segundo", "Recurso Extraordinário 679672 AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 899 . 451 / SP", "Recurso Extraordinário 878 . 669 / SP", "Recurso Extraordinário 598 . 653 AgR / RS", "Recurso Extraordinário 646 . 135 / DF", "Recurso Extraordinário 876904 AGR - SEGUNDO / SP", "ADI n 561 - MC / DF", "Recurso Extraordinário 601412 ED / PR", "ADI 561 - MC", "ADI 561 - 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2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei n 4 . 117 / 62", "Constituição Federal", "LEI N . 4 . 117 / 62", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "Lei n . 4 . 117 / 62", "Constituição", "Lei n . 4 . 117 / 62", "Lei n . 4", "art . 220 da Constituição", "art . 21 , caput , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "Lei n . 4 . 117 / 62", "Constituição", "art . 220 , § 3 . . . ,", "Lei n . 4 . 117 / 62", "Lei n . 4 . 117 / 62", "art . 220 da Constituição", "art . 21 , caput , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Lei Maior", "art . 38 , “ e ” , da Lei 4 . 117 / 62", "arts . 2 . . . , 5 . . . , caput , e 220 da Constituição Federal", "Lei 4 . 117 / 1962", "Carta de 1988", "LEI N . 4 . 117 / 62", "Lei n . 4 . 117 / 62", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Lei Maior", "art . 38 , “ e ” , da Lei 4 . 117 / 62", ".", ". . , caput , e 220 da Constituição Federal", "Lei 4 . 117 / 1962", "Carta de 1988", "LEI N . 4 . 117 / 62", "Lei n . 4 . 117 / 62", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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2 / 2001", "arts . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil", "21 , § 2 . . . , do RISTF", "LEI 4 . 117 / 1962", "Lei 4 . 117 / 1962", "Constituição Federal", "LEI 4 . 117 / 1962", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988", "Constituição da República de 1988", "Lei 4 . 117 / 1962", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 4 . 117 / 1962", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988", "Lei n 4 . 117 / 1962", "Constituição Federal de 1988", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 4 . 117 / 1962", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Lei n 4 . 117 / 1962", "Constituição Federal de 1988", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Região", "Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDO", "/", "SP", "União Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "-", "SEGUNDO", "/", "SP", "Plenário", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "-", "SEGUNDO", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CONSTITUIÇÃO", "Primeira Turma", "A VOZ DO BRASIL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDO", "/", "SP", "BRASIL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDO", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "RADIO JORNAL DE SAO PAULO LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "RADIO JORNAL DE SAO PAULO LTDA", "UNIÃO", "SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO NO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "RADIO JORNAL DE SAO PAULO LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "RADIO JORNAL DE SAO PAULO LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "SINDICATO DAS EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI", "GERALDO URBANECA OZORIO", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI", "GERALDO URBANECA OZORIO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI", "GERALDO URBANECA OZORIO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "Alexandre de Moraes", "Celso de Mello", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Celso de Mello", "Edson Fachin", "ROSA WEBER", "Celso de Mello", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Roberto Barroso", "ROSA WEBER", "ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI", "GERALDO URBANECA OZORIO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI", "GERALDO URBANECA OZORIO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI", "GERALDO URBANECA OZORIO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROSA WEBER", "ALEXANDRE DEL RIOS MINATTI", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "11 de março de 2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "1962", "23", "/", "08", "/", "1995", "23", "-", "03", "-", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1962", "23", "/", "08", "/", "1995", "23", "-", "03", "-", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "10", ".", "2012", "29", ".", "4", ".", "2014", "13", ".", "8", ".", "2015", "15", ".", "4", ".", "2015", "05", ".", "11", ".", "2013", "03", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "10", ".", "2012", "29", ".", "4", ".", "2014", "13", ".", "8", ".", "2015", "15", ".", "4", ".", "2015", "05", ".", "11", ".", "2013", "03", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "8", ".", "2018", "9", ".", "12", ".", "2015", "05", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "8", ".", "2018", "9", ".", "12", ".", "2015", "05", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "03", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "03", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.585 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :THIAGO HENRIQUE DE OLIVEIRA CARDOSO IMPTE.(S) :MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 428.719 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA INDEFERIMENTO MONOCRÁTICO DE PEDIDO DE LIMINAR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/STF. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. 1. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em habeas corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância (Súmula 691). 2. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4B3-7D85-847C-F635 e senha C187-1348-C831-882D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 151585 / SP Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4B3-7D85-847C-F635 e senha C187-1348-C831-882D Supremo Tribunal Federal HC 151585 / SP Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4B3-7D85-847C-F635 e senha C187-1348-C831-882D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.585 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :THIAGO HENRIQUE DE OLIVEIRA CARDOSO IMPTE.(S) :MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 428.719 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Vara Plantão da Comarca de Votuporanga/SP, no processo nº 0000045-80.2017.8.26.0560, converteu a prisão em flagrante do paciente, ocorrida em 7 de abril de 2017, em preventiva, ante a suposta prática dos delitos descritos no artigo 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), e 35, cabeça (associação para o tráfico), da Lei nº 11.343/2006. Destacou a quantidade e diversidade de droga apreendida, consubstanciada em 2 porções de cocaína, pesando 8,84, e 4 pedras de crack, totalizando 1,7 grama, embaladas em disposição apta à venda, além de balança de precisão, prato e cartão magnético sujos de cocaína. Destacou relato dos policiais que presenciaram Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6530-85B6-33FF-7B44 e senha 43EE-D8B1-39EC-3EB2 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.585 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :THIAGO HENRIQUE DE OLIVEIRA CARDOSO IMPTE.(S) :MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 428.719 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Vara Plantão da Comarca de Votuporanga/SP, no processo nº 0000045-80.2017.8.26.0560, converteu a prisão em flagrante do paciente, ocorrida em 7 de abril de 2017, em preventiva, ante a suposta prática dos delitos descritos no artigo 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), e 35, cabeça (associação para o tráfico), da Lei nº 11.343/2006. Destacou a quantidade e diversidade de droga apreendida, consubstanciada em 2 porções de cocaína, pesando 8,84, e 4 pedras de crack, totalizando 1,7 grama, embaladas em disposição apta à venda, além de balança de precisão, prato e cartão magnético sujos de cocaína. Destacou relato dos policiais que presenciaram Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6530-85B6-33FF-7B44 e senha 43EE-D8B1-39EC-3EB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 151585 / SP pessoas entregando dinheiro aos investigados em troca de invólucros. Concedeu liberdade provisória à corré, mulher do paciente, ante a existência de criança lactente e a necessidade de cuidados médicos. O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Votuporanga/SP condenou-os a 8 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 1.200 dias- multa. Negou ao paciente o direito de recorrer solto. A defesa interpôs apelação, pendente de julgamento. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 428.719/SP. O Relator indeferiu a liminar. O impetrante frisa ser o caso de superação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Salienta a pequena quantidade de entorpecentes apreendidos. Aponta inidônea a fundamentação do ato mediante o qual imposta a preventiva. Sublinha encontrar-se o paciente preso há mais de 7 meses. Assinala violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da custódia e, sucessivamente, a imposição de medida cautelar diversa, versada no artigo 319 do Código de Processo Penal, sem especificá-la. No mérito, pretende a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 8 de março de 2018, acolheu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o impetrado contra decisão individual. Aponta o prejuízo, aludindo à superveniência de ato do Superior Tribunal de Justiça em que inadmitida a impetração lá 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6530-85B6-33FF-7B44 e senha 43EE-D8B1-39EC-3EB2 Supremo Tribunal Federal HC 151585 / SP pessoas entregando dinheiro aos investigados em troca de invólucros. Concedeu liberdade provisória à corré, mulher do paciente, ante a existência de criança lactente e a necessidade de cuidados médicos. O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Votuporanga/SP condenou-os a 8 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 1.200 dias- multa. Negou ao paciente o direito de recorrer solto. A defesa interpôs apelação, pendente de julgamento. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 428.719/SP. O Relator indeferiu a liminar. O impetrante frisa ser o caso de superação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Salienta a pequena quantidade de entorpecentes apreendidos. Aponta inidônea a fundamentação do ato mediante o qual imposta a preventiva. Sublinha encontrar-se o paciente preso há mais de 7 meses. Assinala violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da custódia e, sucessivamente, a imposição de medida cautelar diversa, versada no artigo 319 do Código de Processo Penal, sem especificá-la. No mérito, pretende a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 8 de março de 2018, acolheu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o impetrado contra decisão individual. Aponta o prejuízo, aludindo à superveniência de ato do Superior Tribunal de Justiça em que inadmitida a impetração lá 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6530-85B6-33FF-7B44 e senha 43EE-D8B1-39EC-3EB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 151585 / SP formalizada. Assevera inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 3 de dezembro de 2018, revelou que o Presidente da Seção de Direito Criminal negou seguimento ao recurso especial protocolado pela defesa. Interposto agravo interno, encontra-se com vista ao Ministério Público. No Superior Tribunal de Justiça, o habeas foi inadmitido pelo Relator. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6530-85B6-33FF-7B44 e senha 43EE-D8B1-39EC-3EB2 Supremo Tribunal Federal HC 151585 / SP formalizada. Assevera inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 3 de dezembro de 2018, revelou que o Presidente da Seção de Direito Criminal negou seguimento ao recurso especial protocolado pela defesa. Interposto agravo interno, encontra-se com vista ao Ministério Público. No Superior Tribunal de Justiça, o habeas foi inadmitido pelo Relator. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6530-85B6-33FF-7B44 e senha 43EE-D8B1-39EC-3EB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.585 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – PREJUÍZO – INEXISTÊNCIA. O fato de o pronunciamento individual, existente quando da impetração, ter sido substituído por novo ato, em idêntico sentido, não prejudica o habeas. PRISÃO PREVENTIVA – TRÁFICO DE ENTORPECENTES – QUANTIDADE DE DROGA – ORDEM PÚBLICA. Ante a materialidade do crime e indícios de autoria, estampados na apreensão de entorpecentes e objetos, a revelar envolvimento com o tráfico, surge viável a prisão preventiva. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87F1-3356-E357-A323 e senha C166-E19A-BE84-5DC9 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.585 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – PREJUÍZO – INEXISTÊNCIA. O fato de o pronunciamento individual, existente quando da impetração, ter sido substituído por novo ato, em idêntico sentido, não prejudica o habeas. PRISÃO PREVENTIVA – TRÁFICO DE ENTORPECENTES – QUANTIDADE DE DROGA – ORDEM PÚBLICA. Ante a materialidade do crime e indícios de autoria, estampados na apreensão de entorpecentes e objetos, a revelar envolvimento com o tráfico, surge viável a prisão preventiva. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87F1-3356-E357-A323 e senha C166-E19A-BE84-5DC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 151585 / SP extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. O fato de o ato individual, existente quando da impetração, ter sido substituído por nova decisão não prejudica o habeas. Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada na impetração. Reafirmo a óptica veiculada, em 8 de março de 2018, quando do implemento do pedido de medida acauteladora: […] 2. A gradação do tráfico de entorpecentes, tendo em vista a quantidade e variedade de droga e objetos apreendidos – 2 porções de cocaína, pesando 8,84, e 4 pedras de crack, totalizando 1,7 grama, embaladas em disposição apta à venda, além de balança de precisão, prato e cartão magnético sujos de cocaína –, bem assim considerados os relatos dos policiais que presenciaram pessoas entregando dinheiro ao paciente em troca de invólucros, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o pronunciamento atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que, a esta altura, o paciente encontra-se preso, sem culpa formada, há 11 meses e 1 dia. Surge o excesso de prazo presente a constrição provisória e o estágio do processo-crime, porquanto pendente de julgamento apelação interposta pela defesa. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87F1-3356-E357-A323 e senha C166-E19A-BE84-5DC9 Supremo Tribunal Federal HC 151585 / SP extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. O fato de o ato individual, existente quando da impetração, ter sido substituído por nova decisão não prejudica o habeas. Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada na impetração. Reafirmo a óptica veiculada, em 8 de março de 2018, quando do implemento do pedido de medida acauteladora: […] 2. A gradação do tráfico de entorpecentes, tendo em vista a quantidade e variedade de droga e objetos apreendidos – 2 porções de cocaína, pesando 8,84, e 4 pedras de crack, totalizando 1,7 grama, embaladas em disposição apta à venda, além de balança de precisão, prato e cartão magnético sujos de cocaína –, bem assim considerados os relatos dos policiais que presenciaram pessoas entregando dinheiro ao paciente em troca de invólucros, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o pronunciamento atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que, a esta altura, o paciente encontra-se preso, sem culpa formada, há 11 meses e 1 dia. Surge o excesso de prazo presente a constrição provisória e o estágio do processo-crime, porquanto pendente de julgamento apelação interposta pela defesa. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87F1-3356-E357-A323 e senha C166-E19A-BE84-5DC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 151585 / SP pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do ato mediante o qual implementada, em execução antecipada da pena, ignorando-se garantia constitucional. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo nº 0000045-80.2017.8.26.0560, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Votuporanga/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87F1-3356-E357-A323 e senha C166-E19A-BE84-5DC9 Supremo Tribunal Federal HC 151585 / SP pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do ato mediante o qual implementada, em execução antecipada da pena, ignorando-se garantia constitucional. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo nº 0000045-80.2017.8.26.0560, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Votuporanga/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87F1-3356-E357-A323 e senha C166-E19A-BE84-5DC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.585 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/STF, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Na síntese do caso, a condenação do paciente pelo crime de tráfico de drogas foi confirmada pelo Tribunal de Justiça local. Hipótese, portanto, de execução provisória e, por consequência, ausente quadro de ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CF7-8575-C7F2-9534 e senha CE66-A6A0-7B56-A38D Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.585 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/STF, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Na síntese do caso, a condenação do paciente pelo crime de tráfico de drogas foi confirmada pelo Tribunal de Justiça local. Hipótese, portanto, de execução provisória e, por consequência, ausente quadro de ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CF7-8575-C7F2-9534 e senha CE66-A6A0-7B56-A38D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 151.585 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : THIAGO HENRIQUE DE OLIVEIRA CARDOSO IMPTE.(S) : MAURO ATUI NETO (266971/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 428.719 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57E1-9901-033D-6BAA e senha 3341-302E-9ACF-195D Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 151.585 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : THIAGO HENRIQUE DE OLIVEIRA CARDOSO IMPTE.(S) : MAURO ATUI NETO (266971/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 428.719 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57E1-9901-033D-6BAA e senha 3341-302E-9ACF-195D Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749579010
2019-02-12T00:00:00
2019-04-11T00:00:00
A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA INDEFERIMENTO MONOCRÁTICO DE PEDIDO DE LIMINAR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/STF. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. 1. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em habeas corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância (Súmula 691). 2. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus não conhecido.
sjur401745
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 691/STF) HC 128740 (1ªT), HC 138946 (1ªT), HC 138945 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 13/09/2019, JSF.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
151585
[ "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 151585
[ "" ]
PACTE.(S) : THIAGO HENRIQUE DE OLIVEIRA CARDOSO IMPTE.(S) : MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 428.719 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.585 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :THIAGO HENRIQUE DE OLIVEIRA CARDOSO IMPTE.(S) :MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 428.719 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA INDEFERIMENTO MONOCRÁTICO DE PEDIDO DE LIMINAR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. 1. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em habeas corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância (Súmula 691). 2. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4B3-7D85-847C-F635 e senha C187-1348-C831-882D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 151585 / SP Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4B3-7D85-847C-F635 e senha C187-1348-C831-882D Supremo Tribunal Federal HC 151585 / SP Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4B3-7D85-847C-F635 e senha C187-1348-C831-882D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.585 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :THIAGO HENRIQUE DE OLIVEIRA CARDOSO IMPTE.(S) :MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 428.719 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Vara Plantão da Comarca de Votuporanga/SP, no processo n 0000045-80.2017.8.26.0560, converteu a prisão em flagrante do paciente, ocorrida em 7 de abril de 2017, em preventiva, ante a suposta prática dos delitos descritos no artigo 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), e 35, cabeça (associação para o tráfico), da Lei n 11.343/2006. Destacou a quantidade e diversidade de droga apreendida, consubstanciada em 2 porções de cocaína, pesando 8,84, e 4 pedras de crack, totalizando 1,7 grama, embaladas em disposição apta à venda, além de balança de precisão, prato e cartão magnético sujos de cocaína. Destacou relato dos policiais que presenciaram Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6530-85B6-33FF-7B44 e senha 43EE-D8B1-39EC-3EB2 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.585 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :THIAGO HENRIQUE DE OLIVEIRA CARDOSO IMPTE.(S) :MAURO ATUI NETO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 428.719 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A assessora Dra. Mariana Madera Nunes assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Vara Plantão da Comarca de Votuporanga/SP, no processo n 0000045-80.2017.8.26.0560, converteu a prisão em flagrante do paciente, ocorrida em 7 de abril de 2017, em preventiva, ante a suposta prática dos delitos descritos no artigo 33, cabeça (tráfico de entorpecentes), e 35, cabeça (associação para o tráfico), da Lei n 11.343/2006. Destacou a quantidade e diversidade de droga apreendida, consubstanciada em 2 porções de cocaína, pesando 8,84, e 4 pedras de crack, totalizando 1,7 grama, embaladas em disposição apta à venda, além de balança de precisão, prato e cartão magnético sujos de cocaína. Destacou relato dos policiais que presenciaram Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6530-85B6-33FF-7B44 e senha 43EE-D8B1-39EC-3EB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 151585 / SP pessoas entregando dinheiro aos investigados em troca de invólucros. Concedeu liberdade provisória à corré, mulher do paciente, ante a existência de criança lactente e a necessidade de cuidados médicos. O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Votuporanga/SP condenou-os a 8 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 1.200 dias- multa. Negou ao paciente o direito de recorrer solto. A defesa interpôs apelação, pendente de julgamento. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 428.719/SP. O Relator indeferiu a liminar. O impetrante frisa ser o caso de superação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Salienta a pequena quantidade de entorpecentes apreendidos. Aponta inidônea a fundamentação do ato mediante o qual imposta a preventiva. Sublinha encontrar-se o paciente preso há mais de 7 meses. Assinala violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da custódia e, sucessivamente, a imposição de medida cautelar diversa, versada no artigo 319 do Código de Processo Penal, sem especificá-la. No mérito, pretende a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 8 de março de 2018, acolheu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o impetrado contra decisão individual. Aponta o prejuízo, aludindo à superveniência de ato do Superior Tribunal de Justiça em que inadmitida a impetração lá 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6530-85B6-33FF-7B44 e senha 43EE-D8B1-39EC-3EB2 Supremo Tribunal Federal HC 151585 / SP pessoas entregando dinheiro aos investigados em troca de invólucros. Concedeu liberdade provisória à corré, mulher do paciente, ante a existência de criança lactente e a necessidade de cuidados médicos. O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Votuporanga/SP condenou-os a 8 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 1.200 dias- multa. Negou ao paciente o direito de recorrer solto. A defesa interpôs apelação, pendente de julgamento. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 428.719/SP. O Relator indeferiu a liminar. O impetrante frisa ser o caso de superação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Salienta a pequena quantidade de entorpecentes apreendidos. Aponta inidônea a fundamentação do ato mediante o qual imposta a preventiva. Sublinha encontrar-se o paciente preso há mais de 7 meses. Assinala violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. […] O impetrante requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da custódia e, sucessivamente, a imposição de medida cautelar diversa, versada no artigo 319 do Código de Processo Penal, sem especificá-la. No mérito, pretende a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 8 de março de 2018, acolheu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo-o impetrado contra decisão individual. Aponta o prejuízo, aludindo à superveniência de ato do Superior Tribunal de Justiça em que inadmitida a impetração lá 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6530-85B6-33FF-7B44 e senha 43EE-D8B1-39EC-3EB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 151585 / SP formalizada. Assevera inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 3 de dezembro de 2018, revelou que o Presidente da Seção de Direito Criminal negou seguimento ao recurso especial protocolado pela defesa. Interposto agravo interno, encontra-se com vista ao Ministério Público. No Superior Tribunal de Justiça, o habeas foi inadmitido pelo Relator. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6530-85B6-33FF-7B44 e senha 43EE-D8B1-39EC-3EB2 Supremo Tribunal Federal HC 151585 / SP formalizada. Assevera inexistente ilegalidade a ensejar o deferimento da ordem de ofício. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 3 de dezembro de 2018, revelou que o Presidente da Seção de Direito Criminal negou seguimento ao recurso especial protocolado pela defesa. Interposto agravo interno, encontra-se com vista ao Ministério Público. No Superior Tribunal de Justiça, o habeas foi inadmitido pelo Relator. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6530-85B6-33FF-7B44 e senha 43EE-D8B1-39EC-3EB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.585 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – PREJUÍZO – INEXISTÊNCIA. O fato de o pronunciamento individual, existente quando da impetração, ter sido substituído por novo ato, em idêntico sentido, não prejudica o habeas. PRISÃO PREVENTIVA – TRÁFICO DE ENTORPECENTES – QUANTIDADE DE DROGA – ORDEM PÚBLICA. Ante a materialidade do crime e indícios de autoria, estampados na apreensão de entorpecentes e objetos, a revelar envolvimento com o tráfico, surge viável a prisão preventiva. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87F1-3356-E357-A323 e senha C166-E19A-BE84-5DC9 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.585 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – PREJUÍZO – INEXISTÊNCIA. O fato de o pronunciamento individual, existente quando da impetração, ter sido substituído por novo ato, em idêntico sentido, não prejudica o habeas. PRISÃO PREVENTIVA – TRÁFICO DE ENTORPECENTES – QUANTIDADE DE DROGA – ORDEM PÚBLICA. Ante a materialidade do crime e indícios de autoria, estampados na apreensão de entorpecentes e objetos, a revelar envolvimento com o tráfico, surge viável a prisão preventiva. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87F1-3356-E357-A323 e senha C166-E19A-BE84-5DC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 151585 / SP extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. O fato de o ato individual, existente quando da impetração, ter sido substituído por nova decisão não prejudica o habeas. Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada na impetração. Reafirmo a óptica veiculada, em 8 de março de 2018, quando do implemento do pedido de medida acauteladora: […] 2. A gradação do tráfico de entorpecentes, tendo em vista a quantidade e variedade de droga e objetos apreendidos – 2 porções de cocaína, pesando 8,84, e 4 pedras de crack, totalizando 1,7 grama, embaladas em disposição apta à venda, além de balança de precisão, prato e cartão magnético sujos de cocaína –, bem assim considerados os relatos dos policiais que presenciaram pessoas entregando dinheiro ao paciente em troca de invólucros, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o pronunciamento atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que, a esta altura, o paciente encontra-se preso, sem culpa formada, há 11 meses e 1 dia. Surge o excesso de prazo presente a constrição provisória e o estágio do processo-crime, porquanto pendente de julgamento apelação interposta pela defesa. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87F1-3356-E357-A323 e senha C166-E19A-BE84-5DC9 Supremo Tribunal Federal HC 151585 / SP extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. O fato de o ato individual, existente quando da impetração, ter sido substituído por nova decisão não prejudica o habeas. Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada na impetração. Reafirmo a óptica veiculada, em 8 de março de 2018, quando do implemento do pedido de medida acauteladora: […] 2. A gradação do tráfico de entorpecentes, tendo em vista a quantidade e variedade de droga e objetos apreendidos – 2 porções de cocaína, pesando 8,84, e 4 pedras de crack, totalizando 1,7 grama, embaladas em disposição apta à venda, além de balança de precisão, prato e cartão magnético sujos de cocaína –, bem assim considerados os relatos dos policiais que presenciaram pessoas entregando dinheiro ao paciente em troca de invólucros, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o pronunciamento atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que, a esta altura, o paciente encontra-se preso, sem culpa formada, há 11 meses e 1 dia. Surge o excesso de prazo presente a constrição provisória e o estágio do processo-crime, porquanto pendente de julgamento apelação interposta pela defesa. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87F1-3356-E357-A323 e senha C166-E19A-BE84-5DC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 151585 / SP pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do ato mediante o qual implementada, em execução antecipada da pena, ignorando-se garantia constitucional. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo n 0000045-80.2017.8.26.0560, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Votuporanga/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87F1-3356-E357-A323 e senha C166-E19A-BE84-5DC9 Supremo Tribunal Federal HC 151585 / SP pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do ato mediante o qual implementada, em execução antecipada da pena, ignorando-se garantia constitucional. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo n 0000045-80.2017.8.26.0560, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Votuporanga/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87F1-3356-E357-A323 e senha C166-E19A-BE84-5DC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.585 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Na síntese do caso, a condenação do paciente pelo crime de tráfico de drogas foi confirmada pelo Tribunal de Justiça local. Hipótese, portanto, de execução provisória e, por consequência, ausente quadro de ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CF7-8575-C7F2-9534 e senha CE66-A6A0-7B56-A38D Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 151.585 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Na síntese do caso, a condenação do paciente pelo crime de tráfico de drogas foi confirmada pelo Tribunal de Justiça local. Hipótese, portanto, de execução provisória e, por consequência, ausente quadro de ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CF7-8575-C7F2-9534 e senha CE66-A6A0-7B56-A38D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 151.585 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : THIAGO HENRIQUE DE OLIVEIRA CARDOSO IMPTE.(S) : MAURO ATUI NETO (266971/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 428.719 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57E1-9901-033D-6BAA e senha 3341-302E-9ACF-195D Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 151.585 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : THIAGO HENRIQUE DE OLIVEIRA CARDOSO IMPTE.(S) : MAURO ATUI NETO (266971/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 428.719 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 57E1-9901-033D-6BAA e senha 3341-302E-9ACF-195D Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 151 . 585", "HC n 428 . 719 DO SUPERIOR", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 151585 / SP", "HC 151585 / SP", "HABEAS CORPUS 151 . 585", "processo n 0000045 - 80 . 2017 . 8 . 26 . 0560", "HABEAS CORPUS 151 . 585", "HC n 428 . 719", "processo n 0000045 - 80 . 2017 . 8 . 26 . 0560", "HC 151585 / SP", "habeas corpus n 428 . 719 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 151585 / SP", "habeas corpus n 428 . 719 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 151585 / SP", "HC 151585 / SP", "HABEAS CORPUS 151 . 585", "HABEAS CORPUS 151 . 585", "HC 151585 / SP", "HC 151585 / SP", "HC 151585 / SP", "processo n 0000045 - 80 . 2017 . 8 . 26 . 0560", "HC 151585 / SP", "processo n 0000045 - 80 . 2017 . 8 . 26 . 0560", "HABEAS CORPUS 151 . 585", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 138 . 946", "HC 128 . 740", "HC 138 . 945 - AgR", "HABEAS CORPUS 151 . 585", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 138 . 946", "HC 128 . 740", "HC 138 . 945 - AgR", "HABEAS CORPUS 151 . 585", "HC n 428 . 719 DO SUPERIOR", "HABEAS CORPUS 151 . 585", "HC n 428 . 719" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , cabeça", "Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 319 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 319 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "Vara Plantão da Comarca de Votuporanga / SP", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Votuporanga / SP", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Votuporanga / SP", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal", "Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça", "Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Votuporanga / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Votuporanga", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "THIAGO HENRIQUE DE OLIVEIRA CARDOSO", "MAURO ATUI NETO", "MARCO AURÉLIO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "THIAGO HENRIQUE DE OLIVEIRA CARDOSO", "MAURO ATUI NETO", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "THIAGO HENRIQUE DE OLIVEIRA CARDOSO", "MAURO ATUI NETO", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "THIAGO HENRIQUE DE OLIVEIRA CARDOSO", "MAURO ATUI NETO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "THIAGO HENRIQUE DE OLIVEIRA CARDOSO", "MAURO ATUI NETO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "12", "/", "02", "/", "2019", "12 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "7 de abril de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "7 de abril de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de dezembro de 2018", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de dezembro de 2018", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "25", "/", "4", "/", "2018", "24", "/", "10", "/", "2016", "7", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "25", "/", "4", "/", "2018", "24", "/", "10", "/", "2016", "7", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", 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Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 154.978 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :CARLOS EDUARDO OLIVEIRA ALVES IMPTE.(S) :DAVID METEKER DIAS SOARES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 441.334 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85CB-9109-F5FA-B0A1 e senha 002A-4793-4608-05EE Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 154978 / ES Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e em revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85CB-9109-F5FA-B0A1 e senha 002A-4793-4608-05EE Supremo Tribunal Federal HC 154978 / ES Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e em revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85CB-9109-F5FA-B0A1 e senha 002A-4793-4608-05EE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 154.978 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :CARLOS EDUARDO OLIVEIRA ALVES IMPTE.(S) :DAVID METEKER DIAS SOARES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 441.334 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Vara Plantão da Comarca de João Neiva/ES, no processo nº 0000202-33.2018.8.08.0006, deixou de converter em preventiva a prisão em flagrante do paciente, ocorrida no dia 14 de janeiro de 2018, ante a suposta prática da infração disposta no artigo 180, cabeça (receptação), do Código Penal, afirmando não atendidos os requisitos ensejadores. Homologou o auto de prisão em flagrante e a fiança arbitrada pela autoridade policial. O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Aracruz/ES, no processo nº 0000202- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5370-4D7D-6322-BEF3 e senha 37EB-61CF-95FF-96DF Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 154.978 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :CARLOS EDUARDO OLIVEIRA ALVES IMPTE.(S) :DAVID METEKER DIAS SOARES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 441.334 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Vara Plantão da Comarca de João Neiva/ES, no processo nº 0000202-33.2018.8.08.0006, deixou de converter em preventiva a prisão em flagrante do paciente, ocorrida no dia 14 de janeiro de 2018, ante a suposta prática da infração disposta no artigo 180, cabeça (receptação), do Código Penal, afirmando não atendidos os requisitos ensejadores. Homologou o auto de prisão em flagrante e a fiança arbitrada pela autoridade policial. O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Aracruz/ES, no processo nº 0000202- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5370-4D7D-6322-BEF3 e senha 37EB-61CF-95FF-96DF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 154978 / ES 33.2018.8.08.0006, acolhendo representação da autoridade policial, uma vez encerradas as investigações e havendo indícios do cometimento do delito previsto no artigo 157, § 2º, incisos I e II (roubo com causas de aumento de pena alusivas ao emprego de arma e ao concurso de pessoas), com redação anterior à Lei nº 13.654/2018, do Código Penal, determinou a preventiva do paciente, efetivada em 9 de fevereiro de 2018. Frisou indispensável a custódia para garantir a ordem pública, destacando ter sido reconhecido pela vítima como um dos autores do roubo. Apontou que o paciente foi conduzido em outra oportunidade à Delegacia em virtude da alegada prática da infração definida no artigo 14 (porte ilegal de arma de fogo de uso permitido) da Lei nº 10.826/2003. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 441.334/ES, o qual foi indeferido liminarmente pelo Relator. O impetrante diz ser o caso de superação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Sustenta a inidoneidade da fundamentação do ato que implicou a preventiva, tendo-o como lastreado em elementos abstratos. Assevera inobservados os requisitos versados no artigo 312 do Código de Processo Penal. Afirma não responder a outro processo-crime. Aduz a viabilidade de medida cautelar diversa, destacando o caráter excepcional da cautelar. […] Requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva e, sucessivamente, a imposição de cautelar descrita no artigo 319 do Código de Processo Penal. Busca, alfim, a confirmação da providência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5370-4D7D-6322-BEF3 e senha 37EB-61CF-95FF-96DF Supremo Tribunal Federal HC 154978 / ES 33.2018.8.08.0006, acolhendo representação da autoridade policial, uma vez encerradas as investigações e havendo indícios do cometimento do delito previsto no artigo 157, § 2º, incisos I e II (roubo com causas de aumento de pena alusivas ao emprego de arma e ao concurso de pessoas), com redação anterior à Lei nº 13.654/2018, do Código Penal, determinou a preventiva do paciente, efetivada em 9 de fevereiro de 2018. Frisou indispensável a custódia para garantir a ordem pública, destacando ter sido reconhecido pela vítima como um dos autores do roubo. Apontou que o paciente foi conduzido em outra oportunidade à Delegacia em virtude da alegada prática da infração definida no artigo 14 (porte ilegal de arma de fogo de uso permitido) da Lei nº 10.826/2003. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 441.334/ES, o qual foi indeferido liminarmente pelo Relator. O impetrante diz ser o caso de superação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Sustenta a inidoneidade da fundamentação do ato que implicou a preventiva, tendo-o como lastreado em elementos abstratos. Assevera inobservados os requisitos versados no artigo 312 do Código de Processo Penal. Afirma não responder a outro processo-crime. Aduz a viabilidade de medida cautelar diversa, destacando o caráter excepcional da cautelar. […] Requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva e, sucessivamente, a imposição de cautelar descrita no artigo 319 do Código de Processo Penal. Busca, alfim, a confirmação da providência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5370-4D7D-6322-BEF3 e senha 37EB-61CF-95FF-96DF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 154978 / ES Vossa Excelência, em 26 de abril de 2018, acolheu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas corpus, afirmando-o formalizado contra ato individual e em substituição a recurso ordinário. No mérito, assevera inexistir ilegalidade a ser reconhecida. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou encontrar- se o processo em fase de instrução. Lancei visto no processo em 27 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 12 de março seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5370-4D7D-6322-BEF3 e senha 37EB-61CF-95FF-96DF Supremo Tribunal Federal HC 154978 / ES Vossa Excelência, em 26 de abril de 2018, acolheu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas corpus, afirmando-o formalizado contra ato individual e em substituição a recurso ordinário. No mérito, assevera inexistir ilegalidade a ser reconhecida. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou encontrar- se o processo em fase de instrução. Lancei visto no processo em 27 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 12 de março seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5370-4D7D-6322-BEF3 e senha 37EB-61CF-95FF-96DF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 154.978 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo de recurso ordinário constitucional. PRISÃO PREVENTIVA – CRIME – REITERAÇÃO – SUPOSIÇÃO. A mera suposição de reiteração criminosa, no que revelado o envolvimento em outras condutas delituosas, ausente o trânsito em julgado de condenação anterior, não justifica a prisão preventiva. Improcedem as preliminares veiculadas pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem, exigindo a protocolação, contra pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Em jogo a liberdade de ir e vir, tem-se pertinente a impetração, pouco importando os contornos de recurso ordinário constitucional. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10D8-8B49-8EFB-421E e senha 56E9-A647-A8BC-B3C2 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 154.978 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo de recurso ordinário constitucional. PRISÃO PREVENTIVA – CRIME – REITERAÇÃO – SUPOSIÇÃO. A mera suposição de reiteração criminosa, no que revelado o envolvimento em outras condutas delituosas, ausente o trânsito em julgado de condenação anterior, não justifica a prisão preventiva. Improcedem as preliminares veiculadas pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem, exigindo a protocolação, contra pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Em jogo a liberdade de ir e vir, tem-se pertinente a impetração, pouco importando os contornos de recurso ordinário constitucional. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10D8-8B49-8EFB-421E e senha 56E9-A647-A8BC-B3C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 154978 / ES Reitero o assentado, em 26 de abril de 2018, quando do implemento da medida de urgência: 2. As premissas da constrição cautelar não resistem a exame, presente o arcabouço normativo. O Juízo, ao determinar a prisão preventiva, aludiu ao fato de que o paciente foi reconhecido, pela vítima, na delegacia. Ressaltou ter sido conduzido à delegacia em razão da conduta de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, sem apontar o trânsito em julgado de condenação anterior, a sinalizar a periculosidade. A preventiva deve basear-se no artigo 312 do Código de Processo Penal. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, retratada no processo nº 0000202-33.2018.8.08.0006, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Aracruz/ES. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar possível transferência e de adotar a postura que que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10D8-8B49-8EFB-421E e senha 56E9-A647-A8BC-B3C2 Supremo Tribunal Federal HC 154978 / ES Reitero o assentado, em 26 de abril de 2018, quando do implemento da medida de urgência: 2. As premissas da constrição cautelar não resistem a exame, presente o arcabouço normativo. O Juízo, ao determinar a prisão preventiva, aludiu ao fato de que o paciente foi reconhecido, pela vítima, na delegacia. Ressaltou ter sido conduzido à delegacia em razão da conduta de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, sem apontar o trânsito em julgado de condenação anterior, a sinalizar a periculosidade. A preventiva deve basear-se no artigo 312 do Código de Processo Penal. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, retratada no processo nº 0000202-33.2018.8.08.0006, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Aracruz/ES. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar possível transferência e de adotar a postura que que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10D8-8B49-8EFB-421E e senha 56E9-A647-A8BC-B3C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 154.978 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, determinando a extinção do Habeas Corpus ajuizado naquela Corte (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6254-0CE2-6F60-FC57 e senha 38F3-7843-F784-D90E Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 154.978 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, determinando a extinção do Habeas Corpus ajuizado naquela Corte (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6254-0CE2-6F60-FC57 e senha 38F3-7843-F784-D90E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 154978 / ES flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. Na síntese do caso, o paciente foi preso preventivamente pela prática do crime de roubo majorado (art. 157, § 2º, I e II, do Código Penal). Conforme anotado no ato impugnado, o paciente responde a outro inquérito pela prática de crime do Estatuto do Desarmamento, trazendo o receio de que sua liberdade possa ser prejudicial à coletividade”. Não constato, no particular, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6254-0CE2-6F60-FC57 e senha 38F3-7843-F784-D90E Supremo Tribunal Federal HC 154978 / ES flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. Na síntese do caso, o paciente foi preso preventivamente pela prática do crime de roubo majorado (art. 157, § 2º, I e II, do Código Penal). Conforme anotado no ato impugnado, o paciente responde a outro inquérito pela prática de crime do Estatuto do Desarmamento, trazendo o receio de que sua liberdade possa ser prejudicial à coletividade”. Não constato, no particular, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6254-0CE2-6F60-FC57 e senha 38F3-7843-F784-D90E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 154.978 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : CARLOS EDUARDO OLIVEIRA ALVES IMPTE.(S) : DAVID METEKER DIAS SOARES (15848/ES) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 441.334 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6780-BFD9-3C4C-1B26 e senha A775-93A8-E629-F302 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 154.978 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : CARLOS EDUARDO OLIVEIRA ALVES IMPTE.(S) : DAVID METEKER DIAS SOARES (15848/ES) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 441.334 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6780-BFD9-3C4C-1B26 e senha A775-93A8-E629-F302 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749468539
2019-03-12T00:00:00
2019-03-28T00:00:00
A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido.
sjur400909
- Acórdão(s) citado(s): (HC, IMPUGNAÇÃO, DECISÃO MONOCRÁTICA, MINISTRO, TRIBUNAL SUPERIOR) RHC 114737 (2ªT), RHC 114961 (1ªT), HC 116875 (2ªT), HC 117346 (2ªT), HC 117798 (2ªT), HC 119821 (2ªT), HC 121684 AgR (2ªT), HC 122381 AgR (1ªT), HC 122718 (1ªT), HC 138687 AgR (2ªT), HC 151344 AgR (1ªT). (COMPETÊNCIA, STF, ESGOTAMENTO, INSTÂNCIA) HC 97009 (TP), RHC 111935 (1ªT), HC 118189 (2ªT), HC 129142 (1ªT). (COMPETÊNCIA, STF, ROL TAXATIVO) HC 139262 AgR (1ªT). (HC, TERATOLOGIA, EXCEPCIONALIDADE) HC 137078 (1ªT), HC 138414 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 27/06/2019, JRS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
154978
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00157 PAR-00002 INC-00001 INC-00002\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 154978
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PACTE.(S) : CARLOS EDUARDO OLIVEIRA ALVES IMPTE.(S) : DAVID METEKER DIAS SOARES COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 441.334 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 154.978 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :CARLOS EDUARDO OLIVEIRA ALVES IMPTE.(S) :DAVID METEKER DIAS SOARES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 441.334 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85CB-9109-F5FA-B0A1 e senha 002A-4793-4608-05EE Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 154978 / ES Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e em revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85CB-9109-F5FA-B0A1 e senha 002A-4793-4608-05EE Supremo Tribunal Federal HC 154978 / ES Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e em revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85CB-9109-F5FA-B0A1 e senha 002A-4793-4608-05EE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 154.978 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :CARLOS EDUARDO OLIVEIRA ALVES IMPTE.(S) :DAVID METEKER DIAS SOARES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 441.334 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Vara Plantão da Comarca de João Neiva/ES, no processo n 0000202-33.2018.8.08.0006, deixou de converter em preventiva a prisão em flagrante do paciente, ocorrida no dia 14 de janeiro de 2018, ante a suposta prática da infração disposta no artigo 180, cabeça (receptação), do Código Penal, afirmando não atendidos os requisitos ensejadores. Homologou o auto de prisão em flagrante e a fiança arbitrada pela autoridade policial. O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Aracruz/ES, no processo n 0000202- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5370-4D7D-6322-BEF3 e senha 37EB-61CF-95FF-96DF Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 154.978 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :CARLOS EDUARDO OLIVEIRA ALVES IMPTE.(S) :DAVID METEKER DIAS SOARES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 441.334 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Vara Plantão da Comarca de João Neiva/ES, no processo n 0000202-33.2018.8.08.0006, deixou de converter em preventiva a prisão em flagrante do paciente, ocorrida no dia 14 de janeiro de 2018, ante a suposta prática da infração disposta no artigo 180, cabeça (receptação), do Código Penal, afirmando não atendidos os requisitos ensejadores. Homologou o auto de prisão em flagrante e a fiança arbitrada pela autoridade policial. O Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Aracruz/ES, no processo n 0000202- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5370-4D7D-6322-BEF3 e senha 37EB-61CF-95FF-96DF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 154978 / ES 33.2018.8.08.0006, acolhendo representação da autoridade policial, uma vez encerradas as investigações e havendo indícios do cometimento do delito previsto no artigo 157, § 2..., incisos I e II (roubo com causas de aumento de pena alusivas ao emprego de arma e ao concurso de pessoas), com redação anterior à Lei n 13.654/2018, do Código Penal, determinou a preventiva do paciente, efetivada em 9 de fevereiro de 2018. Frisou indispensável a custódia para garantir a ordem pública, destacando ter sido reconhecido pela vítima como um dos autores do roubo. Apontou que o paciente foi conduzido em outra oportunidade à Delegacia em virtude da alegada prática da infração definida no artigo 14 (porte ilegal de arma de fogo de uso permitido) da Lei n 10.826/2003. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 441.334/ES, o qual foi indeferido liminarmente pelo Relator. O impetrante diz ser o caso de superação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Sustenta a inidoneidade da fundamentação do ato que implicou a preventiva, tendo-o como lastreado em elementos abstratos. Assevera inobservados os requisitos versados no artigo 312 do Código de Processo Penal. Afirma não responder a outro processo-crime. Aduz a viabilidade de medida cautelar diversa, destacando o caráter excepcional da cautelar. […] Requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva e, sucessivamente, a imposição de cautelar descrita no artigo 319 do Código de Processo Penal. Busca, alfim, a confirmação da providência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5370-4D7D-6322-BEF3 e senha 37EB-61CF-95FF-96DF Supremo Tribunal Federal HC 154978 / ES 33.2018.8.08.0006, acolhendo representação da autoridade policial, uma vez encerradas as investigações e havendo indícios do cometimento do delito previsto no artigo 157, § 2..., incisos I e II (roubo com causas de aumento de pena alusivas ao emprego de arma e ao concurso de pessoas), com redação anterior à Lei n 13.654/2018, do Código Penal, determinou a preventiva do paciente, efetivada em 9 de fevereiro de 2018. Frisou indispensável a custódia para garantir a ordem pública, destacando ter sido reconhecido pela vítima como um dos autores do roubo. Apontou que o paciente foi conduzido em outra oportunidade à Delegacia em virtude da alegada prática da infração definida no artigo 14 (porte ilegal de arma de fogo de uso permitido) da Lei n 10.826/2003. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 441.334/ES, o qual foi indeferido liminarmente pelo Relator. O impetrante diz ser o caso de superação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Sustenta a inidoneidade da fundamentação do ato que implicou a preventiva, tendo-o como lastreado em elementos abstratos. Assevera inobservados os requisitos versados no artigo 312 do Código de Processo Penal. Afirma não responder a outro processo-crime. Aduz a viabilidade de medida cautelar diversa, destacando o caráter excepcional da cautelar. […] Requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva e, sucessivamente, a imposição de cautelar descrita no artigo 319 do Código de Processo Penal. Busca, alfim, a confirmação da providência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5370-4D7D-6322-BEF3 e senha 37EB-61CF-95FF-96DF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 154978 / ES Vossa Excelência, em 26 de abril de 2018, acolheu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas corpus, afirmando-o formalizado contra ato individual e em substituição a recurso ordinário. No mérito, assevera inexistir ilegalidade a ser reconhecida. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou encontrar- se o processo em fase de instrução. Lancei visto no processo em 27 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 12 de março seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5370-4D7D-6322-BEF3 e senha 37EB-61CF-95FF-96DF Supremo Tribunal Federal HC 154978 / ES Vossa Excelência, em 26 de abril de 2018, acolheu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas corpus, afirmando-o formalizado contra ato individual e em substituição a recurso ordinário. No mérito, assevera inexistir ilegalidade a ser reconhecida. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou encontrar- se o processo em fase de instrução. Lancei visto no processo em 27 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 12 de março seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5370-4D7D-6322-BEF3 e senha 37EB-61CF-95FF-96DF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 154.978 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo de recurso ordinário constitucional. PRISÃO PREVENTIVA – CRIME – REITERAÇÃO – SUPOSIÇÃO. A mera suposição de reiteração criminosa, no que revelado o envolvimento em outras condutas delituosas, ausente o trânsito em julgado de condenação anterior, não justifica a prisão preventiva. Improcedem as preliminares veiculadas pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem, exigindo a protocolação, contra pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Em jogo a liberdade de ir e vir, tem-se pertinente a impetração, pouco importando os contornos de recurso ordinário constitucional. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10D8-8B49-8EFB-421E e senha 56E9-A647-A8BC-B3C2 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 154.978 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUIÇÃO. Em jogo, na via direta, a liberdade de ir e vir do cidadão, cabível é o habeas corpus ainda que substitutivo de recurso ordinário constitucional. PRISÃO PREVENTIVA – CRIME – REITERAÇÃO – SUPOSIÇÃO. A mera suposição de reiteração criminosa, no que revelado o envolvimento em outras condutas delituosas, ausente o trânsito em julgado de condenação anterior, não justifica a prisão preventiva. Improcedem as preliminares veiculadas pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem, exigindo a protocolação, contra pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Em jogo a liberdade de ir e vir, tem-se pertinente a impetração, pouco importando os contornos de recurso ordinário constitucional. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10D8-8B49-8EFB-421E e senha 56E9-A647-A8BC-B3C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 154978 / ES Reitero o assentado, em 26 de abril de 2018, quando do implemento da medida de urgência: 2. As premissas da constrição cautelar não resistem a exame, presente o arcabouço normativo. O Juízo, ao determinar a prisão preventiva, aludiu ao fato de que o paciente foi reconhecido, pela vítima, na delegacia. Ressaltou ter sido conduzido à delegacia em razão da conduta de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, sem apontar o trânsito em julgado de condenação anterior, a sinalizar a periculosidade. A preventiva deve basear-se no artigo 312 do Código de Processo Penal. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, retratada no processo n 0000202-33.2018.8.08.0006, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Aracruz/ES. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar possível transferência e de adotar a postura que que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10D8-8B49-8EFB-421E e senha 56E9-A647-A8BC-B3C2 Supremo Tribunal Federal HC 154978 / ES Reitero o assentado, em 26 de abril de 2018, quando do implemento da medida de urgência: 2. As premissas da constrição cautelar não resistem a exame, presente o arcabouço normativo. O Juízo, ao determinar a prisão preventiva, aludiu ao fato de que o paciente foi reconhecido, pela vítima, na delegacia. Ressaltou ter sido conduzido à delegacia em razão da conduta de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, sem apontar o trânsito em julgado de condenação anterior, a sinalizar a periculosidade. A preventiva deve basear-se no artigo 312 do Código de Processo Penal. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, retratada no processo n 0000202-33.2018.8.08.0006, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Aracruz/ES. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar possível transferência e de adotar a postura que que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10D8-8B49-8EFB-421E e senha 56E9-A647-A8BC-B3C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 154.978 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, determinando a extinção do Habeas Corpus ajuizado naquela Corte (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6254-0CE2-6F60-FC57 e senha 38F3-7843-F784-D90E Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 154.978 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, determinando a extinção do Habeas Corpus ajuizado naquela Corte (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6254-0CE2-6F60-FC57 e senha 38F3-7843-F784-D90E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 154978 / ES flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. Na síntese do caso, o paciente foi preso preventivamente pela prática do crime de roubo majorado (art. 157, § 2..., I e II, do Código Penal). Conforme anotado no ato impugnado, o paciente responde a outro inquérito pela prática de crime do Estatuto do Desarmamento, trazendo o receio de que sua liberdade possa ser prejudicial à coletividade”. Não constato, no particular, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6254-0CE2-6F60-FC57 e senha 38F3-7843-F784-D90E Supremo Tribunal Federal HC 154978 / ES flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. Na síntese do caso, o paciente foi preso preventivamente pela prática do crime de roubo majorado (art. 157, § 2..., I e II, do Código Penal). Conforme anotado no ato impugnado, o paciente responde a outro inquérito pela prática de crime do Estatuto do Desarmamento, trazendo o receio de que sua liberdade possa ser prejudicial à coletividade”. Não constato, no particular, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6254-0CE2-6F60-FC57 e senha 38F3-7843-F784-D90E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 154.978 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : CARLOS EDUARDO OLIVEIRA ALVES IMPTE.(S) : DAVID METEKER DIAS SOARES (15848/ES) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 441.334 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6780-BFD9-3C4C-1B26 e senha A775-93A8-E629-F302 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 154.978 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : CARLOS EDUARDO OLIVEIRA ALVES IMPTE.(S) : DAVID METEKER DIAS SOARES (15848/ES) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 441.334 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6780-BFD9-3C4C-1B26 e senha A775-93A8-E629-F302 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 154 . 978", "HC n 441 . 334", "HC 151 . 344 - AgR", "HC 122 . 718 / SP", "HC 121 . 684 - AgR / SP", "HC 138 . 687 - AgR", "HC 116 . 875 / AC", "HC 117 . 346 / SP", "HC 117 . 798 / SP", "HC 119 . 821 / TO", "HC 122 . 381 - AgR / SP", "RHC 114 . 737 / RN", "RHC 114 . 961 / SP", "HC", "HC 154978 / ES", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HC 154978 / ES", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HABEAS CORPUS 154 . 978", "HC n 441 . 334", "-", "33", ".", "2018", ".", "processo n 0000202", "HABEAS CORPUS 154 . 978", "HC n 441 . 334 DO SUPERIOR", "processo n 0000202 - 33 . 2018 . 8", ".", "HC 154978 / ES 33 . 2018 . 8 . 08 . 0006", "habeas corpus n 441 . 334 / ES", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 154978 / ES 33 . 2018 . 8 . 08 . 0006", "habeas corpus n 441 . 334 / ES", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 154978 / ES", "HC 154978 / ES", "HABEAS CORPUS 154 . 978", "HABEAS CORPUS 154 . 978", "HC 154978 / ES", "processo n 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334 DO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 180 , cabeça", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 180 , cabeça ( receptação ) , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo", "Lei n 13 . 654 / 2018", "Código Penal", "artigo 14", "Lei n 10 . 826 / 2003", "artigo 312 do Código de Processo Penal", "artigo 319 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 157 , §", "Lei n 13 . 654 / 2018", "Código Penal", "artigo 14", "Lei n 10 . 826 /", "artigo 312 do Código de Processo Penal", "artigo 319 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal", "Estatuto do Desarmamento", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal", "Estatuto do Desarmamento", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESPÍRITO SANTO", "Brasília", "Brasília", "ESPÍRITO SANTO", "Vara Plantão da Comarca de João Neiva / ES", "ESPÍRITO SANTO", "Vara Plantão da Comarca de João Neiva / ES", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior de Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Aracruz / ES", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Aracruz / ES", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Aracruz / ES", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Aracruz / ES", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "CARLOS EDUARDO OLIVEIRA ALVES", "DAVID METEKER DIAS SOARES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "CARLOS EDUARDO OLIVEIRA ALVES", "DAVID METEKER DIAS SOARES", "MARCO AURÉLIO", "Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina", "Mariana Madera Nunes", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "CARLOS EDUARDO OLIVEIRA ALVES", "DAVID METEKER DIAS SOARES", "MARCO AURÉLIO", "Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina", "Mariana Madera Nunes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "CARLOS EDUARDO OLIVEIRA ALVES", "DAVID METEKER DIAS SOARES", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "CARLOS EDUARDO OLIVEIRA ALVES", "DAVID METEKER DIAS SOARES", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "21", "/", "3", "/", "2018", "3", "/", "9", "/", "2014", "16", "/", "5", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "3", "/", "2017", "17", "/", "10", "/", "2013", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "4", "/", "2014", "29", "/", "4", "/", "2014", "9", "/", "10", "/", "2014", "18", "/", "4", "/", "2013", "8", "/", "8", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "8", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "8", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "14 de janeiro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", 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"2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "21", "/", "3", "/", "2018", "3", "/", "9", "/", "2014", "16", "/", "5", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "3", "/", "2017", "17", "/", "10", "/", "2013", "22", "/", "10", "/", "2013", "24", "/", "4", "/", "2014", "29", "/", "4", "/", "2014", "9", "/", "10", "/", "2014", "18", "/", "4", "/", "2013", "8", "/", "8", "/", "2013", "10", "/", "8", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2013", "4", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "3", "/", "2017", "20", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "3", "/", "2017", "20", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "12", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", 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Ementa e Acórdão 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.025.117 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :BEATRIZ PEREIRA CROCE ADV.(A/S) :GERALCILIO JOSE PEREIRA DA COSTA FILHO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E M E N T A EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PENAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AGRAVO INTERNO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º, REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REITERAÇÃO DE VÍCIO JÁ APONTADO NOS ANTERIORES DECLARATÓRIOS. PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. CARÁTER MERAMENTE INFRINGENTE E PROCRASTINATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. 1. Não se prestam os embargos de declaração, não obstante sua vocação democrática e a finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já apreciadas no acórdão embargado. 2. Ausência dos vícios – ambiguidade, obscuridade, contradição, omissão, ou mesmo erro material – justificadores da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, a evidenciar-se o caráter meramente infringente da insurgência. 3. A sucessiva interposição de recursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62C8-E6F6-9971-E0A5 e senha 0779-7BE6-1130-9D28 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em não conhecer dos embargos de declaração, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 1º a 07 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 08 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62C8-E6F6-9971-E0A5 e senha 0779-7BE6-1130-9D28 Supremo Tribunal Federal ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em não conhecer dos embargos de declaração, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 1º a 07 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 08 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62C8-E6F6-9971-E0A5 e senha 0779-7BE6-1130-9D28 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.025.117 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :BEATRIZ PEREIRA CROCE ADV.(A/S) :GERALCILIO JOSE PEREIRA DA COSTA FILHO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo qual esta 1ª Turma rejeitou os primeiros aclaratórios, opõe novos embargos de declaração Beatriz Pereira Croce. Nos termos do art. 619 do CPP, aponta omisso o julgado. Insiste na assertiva de que houve violação direta de preceitos constitucionais estampados nos 1º, III, 3º, III, 5º, XLVI e LVII, e 93, IX. Repisa não analisada a irresignação defensiva, que desde o primeiro momento, consistiu, unicamente, na indagação de “Como reconhecer a associação para o tráfico somente em relação à embargante, quando no mesmo contexto fático, temporal e processual, os demais réus não tiveram esse reconhecimento”. Reitera não ser necessário revolvimento do conjunto probatório. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B50F-1767-48CB-4811 e senha 1F39-9B78-7929-149F Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.025.117 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :BEATRIZ PEREIRA CROCE ADV.(A/S) :GERALCILIO JOSE PEREIRA DA COSTA FILHO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo qual esta 1ª Turma rejeitou os primeiros aclaratórios, opõe novos embargos de declaração Beatriz Pereira Croce. Nos termos do art. 619 do CPP, aponta omisso o julgado. Insiste na assertiva de que houve violação direta de preceitos constitucionais estampados nos 1º, III, 3º, III, 5º, XLVI e LVII, e 93, IX. Repisa não analisada a irresignação defensiva, que desde o primeiro momento, consistiu, unicamente, na indagação de “Como reconhecer a associação para o tráfico somente em relação à embargante, quando no mesmo contexto fático, temporal e processual, os demais réus não tiveram esse reconhecimento”. Reitera não ser necessário revolvimento do conjunto probatório. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B50F-1767-48CB-4811 e senha 1F39-9B78-7929-149F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.025.117 SÃO PAULO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Maneja Beatriz Pereira Croce, pela segunda vez, embargos declaratórios, nos quais insiste na violação direta de preceitos constitucionais e falta de análise da irresignação defensiva. Verifico que os embargos de declaração são tempestivos e a representação é regular. Nada obstante, não merecem ser conhecidos, porque voltados a discutir vícios não surgidos na última decisão proferida nestes autos, contra a qual formalmente opostos. O ponto tido por omisso pela parte embargante consubstancia, de fato, a tese recursal cujo mérito lhe foi desfavorável, devidamente analisada ao exame dos sucessivos recursos manejados no âmbito desta instância extraordinária. Ao julgamento do agravo regimental, reafirmei a premissa de que incognoscível o agravo regimental, à míngua de observação do ônus da impugnação especificada pela recorrente. No ponto, sobrelevei que assinalada a incognoscibilidade do recurso, não há falar em omissão por suposta ausência de análise das assertivas recursais. Por seu turno, ao exame dos anteriores declaratórios, afastei o ventilado vício da omissão, porquanto devidamente explicitadas as razões de decidir e enfrentadas as questões necessárias e suficientes ao deslinde da controvérsia. Por fim, tornei a enfatizar não se prestarem os embargos de declaração ao reexame das questões de fato e de direito já apreciadas. Firme é o entendimento desta Suprema Corte de que não se mostram hábeis, os declaratórios, à veiculação dos vícios já apontados em anteriores embargos de declaração e apreciados pelo órgão julgador. Os vícios – de ambiguidade, omissão, obscuridade, contradição, ou mesmo erro material – suscetíveis de ataque em novos embargos de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.025.117 SÃO PAULO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Maneja Beatriz Pereira Croce, pela segunda vez, embargos declaratórios, nos quais insiste na violação direta de preceitos constitucionais e falta de análise da irresignação defensiva. Verifico que os embargos de declaração são tempestivos e a representação é regular. Nada obstante, não merecem ser conhecidos, porque voltados a discutir vícios não surgidos na última decisão proferida nestes autos, contra a qual formalmente opostos. O ponto tido por omisso pela parte embargante consubstancia, de fato, a tese recursal cujo mérito lhe foi desfavorável, devidamente analisada ao exame dos sucessivos recursos manejados no âmbito desta instância extraordinária. Ao julgamento do agravo regimental, reafirmei a premissa de que incognoscível o agravo regimental, à míngua de observação do ônus da impugnação especificada pela recorrente. No ponto, sobrelevei que assinalada a incognoscibilidade do recurso, não há falar em omissão por suposta ausência de análise das assertivas recursais. Por seu turno, ao exame dos anteriores declaratórios, afastei o ventilado vício da omissão, porquanto devidamente explicitadas as razões de decidir e enfrentadas as questões necessárias e suficientes ao deslinde da controvérsia. Por fim, tornei a enfatizar não se prestarem os embargos de declaração ao reexame das questões de fato e de direito já apreciadas. Firme é o entendimento desta Suprema Corte de que não se mostram hábeis, os declaratórios, à veiculação dos vícios já apontados em anteriores embargos de declaração e apreciados pelo órgão julgador. Os vícios – de ambiguidade, omissão, obscuridade, contradição, ou mesmo erro material – suscetíveis de ataque em novos embargos de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP declaração são apenas os eventualmente exsurgidos na decisão proferida ao julgamento dos declaratórios anteriores. O que se observa é que a parte embargante busca, na realidade, repisar questões já examinadas com o escopo de alterar o mérito da decisão, bem como evitar o trânsito em julgado. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de inúmeros recursos contrários à jurisprudência como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer. Dessarte, nos termos da orientação desta Suprema Corte, revela-se impositiva a determinação do trânsito em julgado, independentemente de publicação do acórdão, bem como a baixa imediata dos autos à origem, como se colhe dos seguintes precedentes (grifei), inter plures: “E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – MATÉRIA PENAL – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU AMBIGUIDADE – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER PROCRASTINATÓRIO – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – DEVOLUÇÃO IMEDIATA DOS AUTOS INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou ambiguidade (CPP, art. 619, e RISTF, art. 337) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER – O abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Supremo Tribunal Federal ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP declaração são apenas os eventualmente exsurgidos na decisão proferida ao julgamento dos declaratórios anteriores. O que se observa é que a parte embargante busca, na realidade, repisar questões já examinadas com o escopo de alterar o mérito da decisão, bem como evitar o trânsito em julgado. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de inúmeros recursos contrários à jurisprudência como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer. Dessarte, nos termos da orientação desta Suprema Corte, revela-se impositiva a determinação do trânsito em julgado, independentemente de publicação do acórdão, bem como a baixa imediata dos autos à origem, como se colhe dos seguintes precedentes (grifei), inter plures: “E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – MATÉRIA PENAL – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU AMBIGUIDADE – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER PROCRASTINATÓRIO – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – DEVOLUÇÃO IMEDIATA DOS AUTOS INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou ambiguidade (CPP, art. 619, e RISTF, art. 337) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER – O abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório”. (ARE 1005365 AgR-ED-ED, 2ª Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 20.3.2018) “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. INEXISTÊNCIA DE OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. AUSÊNCIA DE VÍCIO APTO A ENSEJAR QUALQUER DAS HIPÓTESES DE CABIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE LESÃO OU AMEAÇA DE LESÃO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADES. NÃO COMPROVAÇÃO DO PREJUÍZO. PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. CARÁTER PROTELATÓRIO DO RECURSO. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO EMBARGOS DECLARATÓRIOS DESPROVIDOS. 1. O objeto da tutela em habeas corpus é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (CF, art. 5º, LXVIII), não cabendo sua utilização para se decretar nulidade de interceptações telefônicas e de investigação, sem qualquer ato atentatório do direito de liberdade de locomoção. 2. In casu, negou-se seguimento, monocraticamente, ao recurso em habeas corpus, com fundamento na jurisprudência desta Corte, que é firme no sentido de que o habeas corpus destina-se, exclusivamente, à proteção da liberdade de locomoção ameaçada ou violada por ilegalidade ou abuso de poder, bem como pela ausência de comprovação de eventual prejuízo sofrido em decorrência das nulidades alegadas. 3. Verifica-se que a pretensão do embargante é o rejulgamento da impetração, inviável na via estreita dos embargos declaratórios. 4. Os embargos de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Supremo Tribunal Federal ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório”. (ARE 1005365 AgR-ED-ED, 2ª Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 20.3.2018) “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. INEXISTÊNCIA DE OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. AUSÊNCIA DE VÍCIO APTO A ENSEJAR QUALQUER DAS HIPÓTESES DE CABIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE LESÃO OU AMEAÇA DE LESÃO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADES. NÃO COMPROVAÇÃO DO PREJUÍZO. PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. CARÁTER PROTELATÓRIO DO RECURSO. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO EMBARGOS DECLARATÓRIOS DESPROVIDOS. 1. O objeto da tutela em habeas corpus é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (CF, art. 5º, LXVIII), não cabendo sua utilização para se decretar nulidade de interceptações telefônicas e de investigação, sem qualquer ato atentatório do direito de liberdade de locomoção. 2. In casu, negou-se seguimento, monocraticamente, ao recurso em habeas corpus, com fundamento na jurisprudência desta Corte, que é firme no sentido de que o habeas corpus destina-se, exclusivamente, à proteção da liberdade de locomoção ameaçada ou violada por ilegalidade ou abuso de poder, bem como pela ausência de comprovação de eventual prejuízo sofrido em decorrência das nulidades alegadas. 3. Verifica-se que a pretensão do embargante é o rejulgamento da impetração, inviável na via estreita dos embargos declaratórios. 4. Os embargos de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP declaração são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão. Inexistentes quaisquer desses vícios, não se pode falar em cabimento do recurso de embargos de declaração. 5. A pretensão de rediscutir toda matéria de fundo constante da impetração é inviável na via estreita dos embargos declaratórios, máxime quando inexiste nulidade processual a ser sanada. 6. Embargos declaratórios desprovidos.” (RHC 132111 AgR-ED-ED, 1ª Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 7.11.2017) “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. BAIXA IMEDIATA. 1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão erro, omissão, contradição ou obscuridade, o que não ocorre no presente caso. 2. Os embargantes buscam indevidamente a rediscussão da matéria, em manifesto intuito protelatório. 3. O STF possui entendimento firme no sentido de que a presente situação autoriza a certificação do trânsito em julgado e baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, com a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão”. (ARE 934738 AgR-ED-ED, 1ª Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 24.3.2017) “E M E N T A EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. SÚMULA 699/STF. AGRAVO DE INSTRUMENTO INTEMPESTIVO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. CARÁTER INFRINGENTE. 1. Ausentes os vícios de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão justificadoras da oposição 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Supremo Tribunal Federal ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP declaração são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão. Inexistentes quaisquer desses vícios, não se pode falar em cabimento do recurso de embargos de declaração. 5. A pretensão de rediscutir toda matéria de fundo constante da impetração é inviável na via estreita dos embargos declaratórios, máxime quando inexiste nulidade processual a ser sanada. 6. Embargos declaratórios desprovidos.” (RHC 132111 AgR-ED-ED, 1ª Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 7.11.2017) “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. BAIXA IMEDIATA. 1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão erro, omissão, contradição ou obscuridade, o que não ocorre no presente caso. 2. Os embargantes buscam indevidamente a rediscussão da matéria, em manifesto intuito protelatório. 3. O STF possui entendimento firme no sentido de que a presente situação autoriza a certificação do trânsito em julgado e baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, com a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão”. (ARE 934738 AgR-ED-ED, 1ª Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 24.3.2017) “E M E N T A EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. SÚMULA 699/STF. AGRAVO DE INSTRUMENTO INTEMPESTIVO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. CARÁTER INFRINGENTE. 1. Ausentes os vícios de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão justificadoras da oposição 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, evidencia-se o caráter meramente infringente da insurgência. 2. A sucessiva interposição de recursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 3. Embargos de declaração rejeitados, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem”. (AI 857900 AgR-ED-ED, 1ª Turma, da minha lavra, DJe 18.02.2014) Não conheço, pois, dos presentes embargos declaratórios. Determino a certificação do trânsito em julgado, bem como a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Supremo Tribunal Federal ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, evidencia-se o caráter meramente infringente da insurgência. 2. A sucessiva interposição de recursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 3. Embargos de declaração rejeitados, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem”. (AI 857900 AgR-ED-ED, 1ª Turma, da minha lavra, DJe 18.02.2014) Não conheço, pois, dos presentes embargos declaratórios. Determino a certificação do trânsito em julgado, bem como a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.025.117 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : BEATRIZ PEREIRA CROCE ADV.(A/S) : GERALCILIO JOSE PEREIRA DA COSTA FILHO (204693/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6002-EF2B-6C94-3E87 e senha 2250-7D1D-AC97-CDE5 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.025.117 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : BEATRIZ PEREIRA CROCE ADV.(A/S) : GERALCILIO JOSE PEREIRA DA COSTA FILHO (204693/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6002-EF2B-6C94-3E87 e senha 2250-7D1D-AC97-CDE5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749176508
2019-02-08T00:00:00
2019-02-19T00:00:00
A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PENAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AGRAVO INTERNO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º, REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REITERAÇÃO DE VÍCIO JÁ APONTADO NOS ANTERIORES DECLARATÓRIOS. PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. CARÁTER MERAMENTE INFRINGENTE E PROCRASTINATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. 1. Não se prestam os embargos de declaração, não obstante sua vocação democrática e a finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já apreciadas no acórdão embargado. 2. Ausência dos vícios – ambiguidade, obscuridade, contradição, omissão, ou mesmo erro material – justificadores da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, a evidenciar-se o caráter meramente infringente da insurgência. 3. A sucessiva interposição de recursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem.
sjur398507
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO PROTELATÓRIO, CERTIFICAÇÃO, TRÂNSITO EM JULGADO, BAIXA DOS AUTOS) AI 857900 AgR-ED-ED (1ªT), ARE 934738 AgR-ED-ED (1ªT), RHC 132111 AgR-ED-ED (1ªT), ARE 1005365 AgR-ED-ED (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 01/03/2019, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1025117
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00619\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR-ED-ED
acordaos
ARE 1025117 AgR-ED-ED
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EMBTE.(S) : BEATRIZ PEREIRA CROCE ADV.(A/S) : GERALCILIO JOSE PEREIRA DA COSTA FILHO EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.025.117 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :BEATRIZ PEREIRA CROCE ADV.(A/S) :GERALCILIO JOSE PEREIRA DA COSTA FILHO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO E M E N T A EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PENAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AGRAVO INTERNO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1..., REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REITERAÇÃO DE VÍCIO JÁ APONTADO NOS ANTERIORES DECLARATÓRIOS. PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. CARÁTER MERAMENTE INFRINGENTE E PROCRASTINATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. 1. Não se prestam os embargos de declaração, não obstante sua vocação democrática e a finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já apreciadas no acórdão embargado. 2. Ausência dos vícios – ambiguidade, obscuridade, contradição, omissão, ou mesmo erro material – justificadores da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, a evidenciar-se o caráter meramente infringente da insurgência. 3. A sucessiva interposição de recursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62C8-E6F6-9971-E0A5 e senha 0779-7BE6-1130-9D28 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em não conhecer dos embargos de declaração, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 1... a 07 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 08 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62C8-E6F6-9971-E0A5 e senha 0779-7BE6-1130-9D28 Supremo Tribunal Federal ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em não conhecer dos embargos de declaração, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 1... a 07 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 08 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62C8-E6F6-9971-E0A5 e senha 0779-7BE6-1130-9D28 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.025.117 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :BEATRIZ PEREIRA CROCE ADV.(A/S) :GERALCILIO JOSE PEREIRA DA COSTA FILHO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo qual esta 1... Turma rejeitou os primeiros aclaratórios, opõe novos embargos de declaração Beatriz Pereira Croce. Nos termos do art. 619 do CPP, aponta omisso o julgado. Insiste na assertiva de que houve violação direta de preceitos constitucionais estampados nos 1..., III, 3..., III, 5..., XLVI e LVII, e 93, IX. Repisa não analisada a irresignação defensiva, que desde o primeiro momento, consistiu, unicamente, na indagação de “Como reconhecer a associação para o tráfico somente em relação à embargante, quando no mesmo contexto fático, temporal e processual, os demais réus não tiveram esse reconhecimento”. Reitera não ser necessário revolvimento do conjunto probatório. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B50F-1767-48CB-4811 e senha 1F39-9B78-7929-149F Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.025.117 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :BEATRIZ PEREIRA CROCE ADV.(A/S) :GERALCILIO JOSE PEREIRA DA COSTA FILHO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo qual esta 1... Turma rejeitou os primeiros aclaratórios, opõe novos embargos de declaração Beatriz Pereira Croce. Nos termos do art. 619 do CPP, aponta omisso o julgado. Insiste na assertiva de que houve violação direta de preceitos constitucionais estampados nos 1..., III, 3..., III, 5..., XLVI e LVII, e 93, IX. Repisa não analisada a irresignação defensiva, que desde o primeiro momento, consistiu, unicamente, na indagação de “Como reconhecer a associação para o tráfico somente em relação à embargante, quando no mesmo contexto fático, temporal e processual, os demais réus não tiveram esse reconhecimento”. Reitera não ser necessário revolvimento do conjunto probatório. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B50F-1767-48CB-4811 e senha 1F39-9B78-7929-149F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.025.117 SÃO PAULO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Maneja Beatriz Pereira Croce, pela segunda vez, embargos declaratórios, nos quais insiste na violação direta de preceitos constitucionais e falta de análise da irresignação defensiva. Verifico que os embargos de declaração são tempestivos e a representação é regular. Nada obstante, não merecem ser conhecidos, porque voltados a discutir vícios não surgidos na última decisão proferida nestes autos, contra a qual formalmente opostos. O ponto tido por omisso pela parte embargante consubstancia, de fato, a tese recursal cujo mérito lhe foi desfavorável, devidamente analisada ao exame dos sucessivos recursos manejados no âmbito desta instância extraordinária. Ao julgamento do agravo regimental, reafirmei a premissa de que incognoscível o agravo regimental, à míngua de observação do ônus da impugnação especificada pela recorrente. No ponto, sobrelevei que assinalada a incognoscibilidade do recurso, não há falar em omissão por suposta ausência de análise das assertivas recursais. Por seu turno, ao exame dos anteriores declaratórios, afastei o ventilado vício da omissão, porquanto devidamente explicitadas as razões de decidir e enfrentadas as questões necessárias e suficientes ao deslinde da controvérsia. Por fim, tornei a enfatizar não se prestarem os embargos de declaração ao reexame das questões de fato e de direito já apreciadas. Firme é o entendimento desta Suprema Corte de que não se mostram hábeis, os declaratórios, à veiculação dos vícios já apontados em anteriores embargos de declaração e apreciados pelo órgão julgador. Os vícios – de ambiguidade, omissão, obscuridade, contradição, ou mesmo erro material – suscetíveis de ataque em novos embargos de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.025.117 SÃO PAULO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Maneja Beatriz Pereira Croce, pela segunda vez, embargos declaratórios, nos quais insiste na violação direta de preceitos constitucionais e falta de análise da irresignação defensiva. Verifico que os embargos de declaração são tempestivos e a representação é regular. Nada obstante, não merecem ser conhecidos, porque voltados a discutir vícios não surgidos na última decisão proferida nestes autos, contra a qual formalmente opostos. O ponto tido por omisso pela parte embargante consubstancia, de fato, a tese recursal cujo mérito lhe foi desfavorável, devidamente analisada ao exame dos sucessivos recursos manejados no âmbito desta instância extraordinária. Ao julgamento do agravo regimental, reafirmei a premissa de que incognoscível o agravo regimental, à míngua de observação do ônus da impugnação especificada pela recorrente. No ponto, sobrelevei que assinalada a incognoscibilidade do recurso, não há falar em omissão por suposta ausência de análise das assertivas recursais. Por seu turno, ao exame dos anteriores declaratórios, afastei o ventilado vício da omissão, porquanto devidamente explicitadas as razões de decidir e enfrentadas as questões necessárias e suficientes ao deslinde da controvérsia. Por fim, tornei a enfatizar não se prestarem os embargos de declaração ao reexame das questões de fato e de direito já apreciadas. Firme é o entendimento desta Suprema Corte de que não se mostram hábeis, os declaratórios, à veiculação dos vícios já apontados em anteriores embargos de declaração e apreciados pelo órgão julgador. Os vícios – de ambiguidade, omissão, obscuridade, contradição, ou mesmo erro material – suscetíveis de ataque em novos embargos de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP declaração são apenas os eventualmente exsurgidos na decisão proferida ao julgamento dos declaratórios anteriores. O que se observa é que a parte embargante busca, na realidade, repisar questões já examinadas com o escopo de alterar o mérito da decisão, bem como evitar o trânsito em julgado. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de inúmeros recursos contrários à jurisprudência como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer. Dessarte, nos termos da orientação desta Suprema Corte, revela-se impositiva a determinação do trânsito em julgado, independentemente de publicação do acórdão, bem como a baixa imediata dos autos à origem, como se colhe dos seguintes precedentes (grifei), inter plures: “E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – MATÉRIA PENAL – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU AMBIGUIDADE – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER PROCRASTINATÓRIO – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – DEVOLUÇÃO IMEDIATA DOS AUTOS INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou ambiguidade (CPP, art. 619, e RISTF, art. 337) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER – O abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Supremo Tribunal Federal ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP declaração são apenas os eventualmente exsurgidos na decisão proferida ao julgamento dos declaratórios anteriores. O que se observa é que a parte embargante busca, na realidade, repisar questões já examinadas com o escopo de alterar o mérito da decisão, bem como evitar o trânsito em julgado. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de inúmeros recursos contrários à jurisprudência como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer. Dessarte, nos termos da orientação desta Suprema Corte, revela-se impositiva a determinação do trânsito em julgado, independentemente de publicação do acórdão, bem como a baixa imediata dos autos à origem, como se colhe dos seguintes precedentes (grifei), inter plures: “E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – MATÉRIA PENAL – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU AMBIGUIDADE – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER PROCRASTINATÓRIO – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – DEVOLUÇÃO IMEDIATA DOS AUTOS INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou ambiguidade (CPP, art. 619, e RISTF, art. 337) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER – O abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório”. (ARE 1005365 AgR-ED-ED, 2... Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 20.3.2018) “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. INEXISTÊNCIA DE OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. AUSÊNCIA DE VÍCIO APTO A ENSEJAR QUALQUER DAS HIPÓTESES DE CABIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE LESÃO OU AMEAÇA DE LESÃO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADES. NÃO COMPROVAÇÃO DO PREJUÍZO. PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. CARÁTER PROTELATÓRIO DO RECURSO. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO EMBARGOS DECLARATÓRIOS DESPROVIDOS. 1. O objeto da tutela em habeas corpus é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII), não cabendo sua utilização para se decretar nulidade de interceptações telefônicas e de investigação, sem qualquer ato atentatório do direito de liberdade de locomoção. 2. In casu, negou-se seguimento, monocraticamente, ao recurso em habeas corpus, com fundamento na jurisprudência desta Corte, que é firme no sentido de que o habeas corpus destina-se, exclusivamente, à proteção da liberdade de locomoção ameaçada ou violada por ilegalidade ou abuso de poder, bem como pela ausência de comprovação de eventual prejuízo sofrido em decorrência das nulidades alegadas. 3. Verifica-se que a pretensão do embargante é o rejulgamento da impetração, inviável na via estreita dos embargos declaratórios. 4. Os embargos de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Supremo Tribunal Federal ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório”. (ARE 1005365 AgR-ED-ED, 2... Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 20.3.2018) “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. INEXISTÊNCIA DE OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. AUSÊNCIA DE VÍCIO APTO A ENSEJAR QUALQUER DAS HIPÓTESES DE CABIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE LESÃO OU AMEAÇA DE LESÃO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADES. NÃO COMPROVAÇÃO DO PREJUÍZO. PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. CARÁTER PROTELATÓRIO DO RECURSO. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO EMBARGOS DECLARATÓRIOS DESPROVIDOS. 1. O objeto da tutela em habeas corpus é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII), não cabendo sua utilização para se decretar nulidade de interceptações telefônicas e de investigação, sem qualquer ato atentatório do direito de liberdade de locomoção. 2. In casu, negou-se seguimento, monocraticamente, ao recurso em habeas corpus, com fundamento na jurisprudência desta Corte, que é firme no sentido de que o habeas corpus destina-se, exclusivamente, à proteção da liberdade de locomoção ameaçada ou violada por ilegalidade ou abuso de poder, bem como pela ausência de comprovação de eventual prejuízo sofrido em decorrência das nulidades alegadas. 3. Verifica-se que a pretensão do embargante é o rejulgamento da impetração, inviável na via estreita dos embargos declaratórios. 4. Os embargos de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP declaração são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão. Inexistentes quaisquer desses vícios, não se pode falar em cabimento do recurso de embargos de declaração. 5. A pretensão de rediscutir toda matéria de fundo constante da impetração é inviável na via estreita dos embargos declaratórios, máxime quando inexiste nulidade processual a ser sanada. 6. Embargos declaratórios desprovidos.” (RHC 132111 AgR-ED-ED, 1... Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 7.11.2017) “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. BAIXA IMEDIATA. 1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão erro, omissão, contradição ou obscuridade, o que não ocorre no presente caso. 2. Os embargantes buscam indevidamente a rediscussão da matéria, em manifesto intuito protelatório. 3. O Supremo Tribunal Federal possui entendimento firme no sentido de que a presente situação autoriza a certificação do trânsito em julgado e baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, com a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão”. (ARE 934738 AgR-ED-ED, 1... Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 24.3.2017) “E M E N T A EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. SÚMULA 699/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DE INSTRUMENTO INTEMPESTIVO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. CARÁTER INFRINGENTE. 1. Ausentes os vícios de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão justificadoras da oposição 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Supremo Tribunal Federal ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP declaração são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão. Inexistentes quaisquer desses vícios, não se pode falar em cabimento do recurso de embargos de declaração. 5. A pretensão de rediscutir toda matéria de fundo constante da impetração é inviável na via estreita dos embargos declaratórios, máxime quando inexiste nulidade processual a ser sanada. 6. Embargos declaratórios desprovidos.” (RHC 132111 AgR-ED-ED, 1... Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 7.11.2017) “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. BAIXA IMEDIATA. 1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão erro, omissão, contradição ou obscuridade, o que não ocorre no presente caso. 2. Os embargantes buscam indevidamente a rediscussão da matéria, em manifesto intuito protelatório. 3. O Supremo Tribunal Federal possui entendimento firme no sentido de que a presente situação autoriza a certificação do trânsito em julgado e baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, com a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão”. (ARE 934738 AgR-ED-ED, 1... Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 24.3.2017) “E M E N T A EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. SÚMULA 699/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DE INSTRUMENTO INTEMPESTIVO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. CARÁTER INFRINGENTE. 1. Ausentes os vícios de ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão justificadoras da oposição 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, evidencia-se o caráter meramente infringente da insurgência. 2. A sucessiva interposição de recursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 3. Embargos de declaração rejeitados, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem”. (AI 857900 AgR-ED-ED, 1... Turma, da minha lavra, DJe 18.02.2014) Não conheço, pois, dos presentes embargos declaratórios. Determino a certificação do trânsito em julgado, bem como a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Supremo Tribunal Federal ARE 1025117 AGR-ED-ED / SP de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, evidencia-se o caráter meramente infringente da insurgência. 2. A sucessiva interposição de recursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 3. Embargos de declaração rejeitados, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem”. (AI 857900 AgR-ED-ED, 1... Turma, da minha lavra, DJe 18.02.2014) Não conheço, pois, dos presentes embargos declaratórios. Determino a certificação do trânsito em julgado, bem como a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB9-44E7-963F-5BB7 e senha EA61-3A94-A4CD-83E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.025.117 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : BEATRIZ PEREIRA CROCE ADV.(A/S) : GERALCILIO JOSE PEREIRA DA COSTA FILHO (204693/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6002-EF2B-6C94-3E87 e senha 2250-7D1D-AC97-CDE5 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.025.117 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : BEATRIZ PEREIRA CROCE ADV.(A/S) : GERALCILIO JOSE PEREIRA DA COSTA FILHO (204693/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6002-EF2B-6C94-3E87 e senha 2250-7D1D-AC97-CDE5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 1025117 AGR", "ARE 1025117 AGR - ED - ED / SP", "ARE 1005365 AgR - ED - ED", "ARE 1025117 AGR - ED - ED / SP", "ARE 1005365 AgR - ED - ED", "RHC 132111 AgR - ED - ED", "ARE 934738 AgR - ED - ED", "SÚMULA 699 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1025117", "RHC 132111 AgR - ED - ED", "ARE 934738 AgR - ED - ED , 1", "SÚMULA 699 / Supremo Tribunal Federal", "AI 857900 AgR - ED - ED", "ARE 1025117 AGR - ED -", "AI 857900 AgR - ED - ED" ], "LEGISLACAO": [ "art . 619 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 619 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 619 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 619", "RISTF , art . 337", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 619 ,", "RISTF , art . 337", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXVIII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXVIII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 619 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 619 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ED", "ED", "SP", "Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "BEATRIZ PEREIRA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "BEATRIZ PEREIRA CROCE", "GERALCILIO JOSE PEREIRA DA COSTA FILHO", "Rosa Weber", "Beatriz Pereira Croce", "ROSA WEBER", "BEATRIZ PEREIRA CROCE", "Rosa Weber", "Beatriz Pereira Croce", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Beatriz Pereira Croce", "Rosa Weber", "Beatriz Pereira Croce", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "ROSA WEBER", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "BEATRIZ PEREIRA", "GERALCILIO JOSE PEREIRA DA COSTA FILHO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROSA WEBER", "BEATRIZ PEREIRA CROCE", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", "07 de fevereiro de 2019", "08 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "07 de fevereiro de 2019", "08 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "11", ".", "2017", "24", ".", "3", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "11", ".", "2017", "24", ".", "3", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "02", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "02", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "1", ".", "2", ".", "2019", "7", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "2", ".", "2019", "7", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :ROGÉRIO GONÇALVES DE MELLO IMPTE.(S) :VICTOR HUGO ANUVALE RODRIGUES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 423.837 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. ÓBICE DA SÚMULA 691 DO STF. TRÁFICO DE PEQUENA QUANTIDADE DE DROGA. ILEGALIDADE DA PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO . 1. O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido da inadmissibilidade de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). 2. A prisão preventiva pelo tráfico de pequena quantidade de droga produz um efeito ruim sobre a sociedade de uma maneira geral, configurando medida contraproducente do ponto de vista de política criminal. Ademais, é possível que, ao final, eventual condenação não envolva efetiva privação da liberdade, tendo em vista o art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006. 3. Situação que atrai a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a prisão cautelar exige a demonstração, empiricamente motivada, dos requisitos previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. Precedentes. 4. Habeas corpus não conhecido. Ordem concedida de ofício para assegurar ao paciente o direito de aguardar o julgamento em liberdade. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 89B7-3D1C-6803-CF46 e senha E64A-0A96-0EA1-C85D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 150434 / SP Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento, por empate de votos, em conceder a ordem, de ofício, para aguardar o julgamento em liberdade, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão. Votaram pelo não conhecimento os Ministros Alexandre de Moraes e Rosa Weber. Ausente, justificativamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 89B7-3D1C-6803-CF46 e senha E64A-0A96-0EA1-C85D Supremo Tribunal Federal HC 150434 / SP Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento, por empate de votos, em conceder a ordem, de ofício, para aguardar o julgamento em liberdade, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão. Votaram pelo não conhecimento os Ministros Alexandre de Moraes e Rosa Weber. Ausente, justificativamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 89B7-3D1C-6803-CF46 e senha E64A-0A96-0EA1-C85D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :ROGÉRIO GONÇALVES DE MELLO IMPTE.(S) :VICTOR HUGO ANUVALE RODRIGUES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 423.837 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Vara do Plantão da Comarca de Tupã/SP, no processo nº 0000235-44.2017.8.26.0592, converteu em preventiva a prisão em flagrante do paciente, ocorrida em 30 de setembro de 2017, e de mais uma pessoa, ante o suposto cometimento da infração descrita no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei nº 11.343/2006. Consignou necessária a custódia para garantir a ordem pública, visando evitar a reiteração delitiva, bem como para assegurar a persecução criminal. Destacou a quantidade de dinheiro e entorpecentes apreendidos na residência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A83-51B4-81CB-8F9C e senha 2B96-E0D8-A49F-67C8 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :ROGÉRIO GONÇALVES DE MELLO IMPTE.(S) :VICTOR HUGO ANUVALE RODRIGUES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 423.837 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Vara do Plantão da Comarca de Tupã/SP, no processo nº 0000235-44.2017.8.26.0592, converteu em preventiva a prisão em flagrante do paciente, ocorrida em 30 de setembro de 2017, e de mais uma pessoa, ante o suposto cometimento da infração descrita no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei nº 11.343/2006. Consignou necessária a custódia para garantir a ordem pública, visando evitar a reiteração delitiva, bem como para assegurar a persecução criminal. Destacou a quantidade de dinheiro e entorpecentes apreendidos na residência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A83-51B4-81CB-8F9C e senha 2B96-E0D8-A49F-67C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 150434 / SP do paciente – R$ 450,00, 19 pedras de crack e 16 pinos de cocaína –, assim como o envolvimento de menor. Frisou a gravidade da conduta, reportando-se ao risco à saúde pública e ao fomento da criminalidade. Apontou anterior condenação pela prática de tráfico de drogas, a revelar periculosidade. Afastou a viabilidade de aplicação de medida cautelar diversa. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 423.837/SP. O Relator indeferiu a liminar. O impetrante aduz presente constrangimento ilegal a ensejar a superação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Assevera inexpressiva a quantidade de droga apreendida. Diz inidônea a fundamentação do ato mediante o qual imposta a constrição, tendo-a como abstrata. Articula com a violação dos artigos 93, inciso IX, e 5º, inciso LXI, da Constituição Federal. Sustenta estarem ausentes os requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal. Realça as condições pessoais favoráveis do paciente – ocupação lícita, residência fixa e bom convívio em sociedade. Enfatiza a excepcionalidade da prisão e o cabimento de medida cautelar substitutiva. Salienta não ter sido realizada audiência de custódia. […] Requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 16 de fevereiro de 2018, deferiu a medida de urgência, estendendo os efeitos da liminar, com as mesmas cutelas, o corréu Welington Guilherme do Nascimento. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A83-51B4-81CB-8F9C e senha 2B96-E0D8-A49F-67C8 Supremo Tribunal Federal HC 150434 / SP do paciente – R$ 450,00, 19 pedras de crack e 16 pinos de cocaína –, assim como o envolvimento de menor. Frisou a gravidade da conduta, reportando-se ao risco à saúde pública e ao fomento da criminalidade. Apontou anterior condenação pela prática de tráfico de drogas, a revelar periculosidade. Afastou a viabilidade de aplicação de medida cautelar diversa. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 423.837/SP. O Relator indeferiu a liminar. O impetrante aduz presente constrangimento ilegal a ensejar a superação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Assevera inexpressiva a quantidade de droga apreendida. Diz inidônea a fundamentação do ato mediante o qual imposta a constrição, tendo-a como abstrata. Articula com a violação dos artigos 93, inciso IX, e 5º, inciso LXI, da Constituição Federal. Sustenta estarem ausentes os requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal. Realça as condições pessoais favoráveis do paciente – ocupação lícita, residência fixa e bom convívio em sociedade. Enfatiza a excepcionalidade da prisão e o cabimento de medida cautelar substitutiva. Salienta não ter sido realizada audiência de custódia. […] Requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 16 de fevereiro de 2018, deferiu a medida de urgência, estendendo os efeitos da liminar, com as mesmas cutelas, o corréu Welington Guilherme do Nascimento. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A83-51B4-81CB-8F9C e senha 2B96-E0D8-A49F-67C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 150434 / SP A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo ter o impetrante apontado como coator o Juízo de origem. No mérito, assevera inexistir ilegalidade a ser reparada. Consulta ao andamento processual revelou haver sido formalizado, pela acusação, pedido de desaforamento, pendente de apreciação. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A83-51B4-81CB-8F9C e senha 2B96-E0D8-A49F-67C8 Supremo Tribunal Federal HC 150434 / SP A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo ter o impetrante apontado como coator o Juízo de origem. No mérito, assevera inexistir ilegalidade a ser reparada. Consulta ao andamento processual revelou haver sido formalizado, pela acusação, pedido de desaforamento, pendente de apreciação. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A83-51B4-81CB-8F9C e senha 2B96-E0D8-A49F-67C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. Revelando o habeas corpus parte única – o paciente, personificado pelo impetrante –, o instituto da supressão de instância há de ser tomado, no que visa beneficiar a parte, com as cautelas próprias. PRISÃO PREVENTIVA – TRÁFICO DE DROGAS – FLAGRANTE. Uma vez precedida a prisão preventiva de flagrante, em que surpreendido o agente com porção substancial de droga, tem-se como sinalizada a periculosidade. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O instituto da supressão de instância há de ser visto com reserva em se tratando de processo a sinalizar impetração voltada à preservação da liberdade de ir e vir. Em todo e qualquer processo é possível implementar ordem de ofício, o que se dirá se revela a ação constitucional referida. Reitero o assentado, em 16 de fevereiro de 2018, quando do implemento da medida acauteladora: […] 2. A gradação do tráfico de entorpecentes, considerada a quantidade de droga e dinheiro apreendidos – 19 pedras de crack, 16 pinos de cocaína e a quantia de R$ 450,00 –, revela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2822-B12D-5582-66E1 e senha 697C-ADAD-97DA-74D1 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. Revelando o habeas corpus parte única – o paciente, personificado pelo impetrante –, o instituto da supressão de instância há de ser tomado, no que visa beneficiar a parte, com as cautelas próprias. PRISÃO PREVENTIVA – TRÁFICO DE DROGAS – FLAGRANTE. Uma vez precedida a prisão preventiva de flagrante, em que surpreendido o agente com porção substancial de droga, tem-se como sinalizada a periculosidade. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O instituto da supressão de instância há de ser visto com reserva em se tratando de processo a sinalizar impetração voltada à preservação da liberdade de ir e vir. Em todo e qualquer processo é possível implementar ordem de ofício, o que se dirá se revela a ação constitucional referida. Reitero o assentado, em 16 de fevereiro de 2018, quando do implemento da medida acauteladora: […] 2. A gradação do tráfico de entorpecentes, considerada a quantidade de droga e dinheiro apreendidos – 19 pedras de crack, 16 pinos de cocaína e a quantia de R$ 450,00 –, revela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2822-B12D-5582-66E1 e senha 697C-ADAD-97DA-74D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 150434 / SP estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a prisão se impunha, ante a periculosidade da agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que o paciente está preso, sem culpa formada, há 4 meses e 16 dias. Surge o excesso de prazo, presente a custódia provisória e o estágio do processo-crime. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando- se garantia constitucional. […] Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo nº 0000235-44.2017.8.26.0592, da Vara do Plantão da Comarca de Tupã/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do homem integrado à sociedade. Sendo idêntica a situação jurídica do corréu Welington Guilherme do Nascimento, estendo-lhe a medida acauteladora, com as mesmas cautelas, observado o artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2822-B12D-5582-66E1 e senha 697C-ADAD-97DA-74D1 Supremo Tribunal Federal HC 150434 / SP estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a prisão se impunha, ante a periculosidade da agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que o paciente está preso, sem culpa formada, há 4 meses e 16 dias. Surge o excesso de prazo, presente a custódia provisória e o estágio do processo-crime. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando- se garantia constitucional. […] Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo nº 0000235-44.2017.8.26.0592, da Vara do Plantão da Comarca de Tupã/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do homem integrado à sociedade. Sendo idêntica a situação jurídica do corréu Welington Guilherme do Nascimento, estendo-lhe a medida acauteladora, com as mesmas cautelas, observado o artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2822-B12D-5582-66E1 e senha 697C-ADAD-97DA-74D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, aqui, apesar de não ser uma grande quantidade de drogas - são dezesseis pinos de cocaína, 5 gramas, e 19 porções de crack - mas, bem justificado na decisão que concedeu a prisão, pois ambos ostentam condenações anteriores por tráfico de drogas. Presidente, não acho que há excesso teratológico aqui que afaste a incidência da Súmula 691. Então, pelo não conhecimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 624C-4B37-F824-0419 e senha FC96-63E3-367B-CEA1 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, aqui, apesar de não ser uma grande quantidade de drogas - são dezesseis pinos de cocaína, 5 gramas, e 19 porções de crack - mas, bem justificado na decisão que concedeu a prisão, pois ambos ostentam condenações anteriores por tráfico de drogas. Presidente, não acho que há excesso teratológico aqui que afaste a incidência da Súmula 691. Então, pelo não conhecimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 624C-4B37-F824-0419 e senha FC96-63E3-367B-CEA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, tendo em vista se tratar de 4,83 gramas de cocaína e tendo em vista a minha posição de que, no caso de pequenas quantidades de drogas, a prisão preventiva produz um efeito ruim sobre a sociedade de uma maneira geral, estou superando a Súmula 691 e acompanhando o Ministro Marco Aurélio, na conclusão, no sentido de determinar que o paciente aguarde o julgamento em liberdade. Portanto, prisão em flagrante com pequena quantidade de cocaína, prisão preventiva e não julgamento final. Penso que, neste caso, a prisão preventiva não serve bem à Justiça, inclusive, porque é possível que, ao final, a condenação não envolva efetiva privação de liberdade. De modo que, Presidente, concedo a ordem de ofício para aguardar o julgamento em liberdade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DD12-EB8D-D754-E7C1 e senha 95A9-996C-97BD-A4E5 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, tendo em vista se tratar de 4,83 gramas de cocaína e tendo em vista a minha posição de que, no caso de pequenas quantidades de drogas, a prisão preventiva produz um efeito ruim sobre a sociedade de uma maneira geral, estou superando a Súmula 691 e acompanhando o Ministro Marco Aurélio, na conclusão, no sentido de determinar que o paciente aguarde o julgamento em liberdade. Portanto, prisão em flagrante com pequena quantidade de cocaína, prisão preventiva e não julgamento final. Penso que, neste caso, a prisão preventiva não serve bem à Justiça, inclusive, porque é possível que, ao final, a condenação não envolva efetiva privação de liberdade. De modo que, Presidente, concedo a ordem de ofício para aguardar o julgamento em liberdade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DD12-EB8D-D754-E7C1 e senha 95A9-996C-97BD-A4E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, esse tema, com variações, reiteradamente retorna; melhor, todas as sessões, nós estamos enfrentando e eu tenho me atido às peculiaridades do caso concreto. Aqui, peço vênia a Vossa Excelência, peço vênia ao Ministro Luís Roberto para acompanhar o Ministro Alexandre por dois aspectos por ele trazidos: é que o paciente, ainda que pequena a quantidade de cocaína, apresenta condenações anteriores por tráfico de droga, inclusive, envolvendo menor. Então esses dados fáticos me levam, aqui, a não superar a Súmula nº 691. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC6D-8087-6332-2E05 e senha 3A13-002D-FD01-9D42 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, esse tema, com variações, reiteradamente retorna; melhor, todas as sessões, nós estamos enfrentando e eu tenho me atido às peculiaridades do caso concreto. Aqui, peço vênia a Vossa Excelência, peço vênia ao Ministro Luís Roberto para acompanhar o Ministro Alexandre por dois aspectos por ele trazidos: é que o paciente, ainda que pequena a quantidade de cocaína, apresenta condenações anteriores por tráfico de droga, inclusive, envolvendo menor. Então esses dados fáticos me levam, aqui, a não superar a Súmula nº 691. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC6D-8087-6332-2E05 e senha 3A13-002D-FD01-9D42 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 150.434 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : ROGÉRIO GONÇALVES DE MELLO IMPTE.(S) : VICTOR HUGO ANUVALE RODRIGUES (331639/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 423.837 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por empate na votação, a Turma concedeu a ordem, de ofício, para aguardar o julgamento em liberdade, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão. Votaram pelo não conhecimento os Ministros Alexandre de Moraes e Rosa Weber. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3884-0216-AA71-A4AA e senha 7079-C8DA-AB2F-1064 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 150.434 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : ROGÉRIO GONÇALVES DE MELLO IMPTE.(S) : VICTOR HUGO ANUVALE RODRIGUES (331639/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 423.837 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por empate na votação, a Turma concedeu a ordem, de ofício, para aguardar o julgamento em liberdade, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão. Votaram pelo não conhecimento os Ministros Alexandre de Moraes e Rosa Weber. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3884-0216-AA71-A4AA e senha 7079-C8DA-AB2F-1064 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750295554
2019-02-12T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
Por empate na votação, a Turma concedeu a ordem, de ofício, para aguardar o julgamento em liberdade, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão. Votaram pelo não conhecimento os Ministros Alexandre de Moraes e Rosa Weber. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019.
HABEAS CORPUS
Ementa: Processual Penal. Óbice da Súmula 691 do STF. Tráfico de pequena quantidade de droga. Ilegalidade da prisão preventiva. Inadequação da via eleita. Ordem concedida de ofício . 1. O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido da inadmissibilidade de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). 2. A prisão preventiva pelo tráfico de pequena quantidade de droga produz um efeito ruim sobre a sociedade de uma maneira geral, configurando medida contraproducente do ponto de vista de política criminal. Ademais, é possível que, ao final, eventual condenação não envolva efetiva privação da liberdade, tendo em vista o art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006. 3. Situação que atrai a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a prisão cautelar exige a demonstração, empiricamente motivada, dos requisitos previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. Precedentes. 4. Habeas corpus não conhecido. Ordem concedida de ofício para assegurar ao paciente o direito de aguardar o julgamento em liberdade.
sjur407396
Número de páginas: 11. Análise: 01/02/2020, JRS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
150434
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312 ART-00580\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 150434
[ "" ]
PACTE.(S) : ROGÉRIO GONÇALVES DE MELLO IMPTE.(S) : VICTOR HUGO ANUVALE RODRIGUES COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 423.837 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :ROGÉRIO GONÇALVES DE MELLO IMPTE.(S) :VICTOR HUGO ANUVALE RODRIGUES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 423.837 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. ÓBICE DA SÚMULA 691 DO Supremo Tribunal Federal. TRÁFICO DE PEQUENA QUANTIDADE DE DROGA. ILEGALIDADE DA PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO . 1. O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido da inadmissibilidade de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). 2. A prisão preventiva pelo tráfico de pequena quantidade de droga produz um efeito ruim sobre a sociedade de uma maneira geral, configurando medida contraproducente do ponto de vista de política criminal. Ademais, é possível que, ao final, eventual condenação não envolva efetiva privação da liberdade, tendo em vista o art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006. 3. Situação que atrai a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a prisão cautelar exige a demonstração, empiricamente motivada, dos requisitos previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. Precedentes. 4. Habeas corpus não conhecido. Ordem concedida de ofício para assegurar ao paciente o direito de aguardar o julgamento em liberdade. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 89B7-3D1C-6803-CF46 e senha E64A-0A96-0EA1-C85D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 150434 / SP Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento, por empate de votos, em conceder a ordem, de ofício, para aguardar o julgamento em liberdade, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão. Votaram pelo não conhecimento os Ministros Alexandre de Moraes e Rosa Weber. Ausente, justificativamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 89B7-3D1C-6803-CF46 e senha E64A-0A96-0EA1-C85D Supremo Tribunal Federal HC 150434 / SP Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento, por empate de votos, em conceder a ordem, de ofício, para aguardar o julgamento em liberdade, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão. Votaram pelo não conhecimento os Ministros Alexandre de Moraes e Rosa Weber. Ausente, justificativamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de fevereiro de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 89B7-3D1C-6803-CF46 e senha E64A-0A96-0EA1-C85D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :ROGÉRIO GONÇALVES DE MELLO IMPTE.(S) :VICTOR HUGO ANUVALE RODRIGUES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 423.837 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Vara do Plantão da Comarca de Tupã/SP, no processo n 0000235-44.2017.8.26.0592, converteu em preventiva a prisão em flagrante do paciente, ocorrida em 30 de setembro de 2017, e de mais uma pessoa, ante o suposto cometimento da infração descrita no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei n 11.343/2006. Consignou necessária a custódia para garantir a ordem pública, visando evitar a reiteração delitiva, bem como para assegurar a persecução criminal. Destacou a quantidade de dinheiro e entorpecentes apreendidos na residência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A83-51B4-81CB-8F9C e senha 2B96-E0D8-A49F-67C8 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :ROGÉRIO GONÇALVES DE MELLO IMPTE.(S) :VICTOR HUGO ANUVALE RODRIGUES COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 423.837 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Vara do Plantão da Comarca de Tupã/SP, no processo n 0000235-44.2017.8.26.0592, converteu em preventiva a prisão em flagrante do paciente, ocorrida em 30 de setembro de 2017, e de mais uma pessoa, ante o suposto cometimento da infração descrita no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei n 11.343/2006. Consignou necessária a custódia para garantir a ordem pública, visando evitar a reiteração delitiva, bem como para assegurar a persecução criminal. Destacou a quantidade de dinheiro e entorpecentes apreendidos na residência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A83-51B4-81CB-8F9C e senha 2B96-E0D8-A49F-67C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 150434 / SP do paciente – R$ 450,00, 19 pedras de crack e 16 pinos de cocaína –, assim como o envolvimento de menor. Frisou a gravidade da conduta, reportando-se ao risco à saúde pública e ao fomento da criminalidade. Apontou anterior condenação pela prática de tráfico de drogas, a revelar periculosidade. Afastou a viabilidade de aplicação de medida cautelar diversa. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 423.837/SP. O Relator indeferiu a liminar. O impetrante aduz presente constrangimento ilegal a ensejar a superação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Assevera inexpressiva a quantidade de droga apreendida. Diz inidônea a fundamentação do ato mediante o qual imposta a constrição, tendo-a como abstrata. Articula com a violação dos artigos 93, inciso IX, e 5..., inciso LXI, da Constituição Federal. Sustenta estarem ausentes os requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal. Realça as condições pessoais favoráveis do paciente – ocupação lícita, residência fixa e bom convívio em sociedade. Enfatiza a excepcionalidade da prisão e o cabimento de medida cautelar substitutiva. Salienta não ter sido realizada audiência de custódia. […] Requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 16 de fevereiro de 2018, deferiu a medida de urgência, estendendo os efeitos da liminar, com as mesmas cutelas, o corréu Welington Guilherme do Nascimento. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A83-51B4-81CB-8F9C e senha 2B96-E0D8-A49F-67C8 Supremo Tribunal Federal HC 150434 / SP do paciente – R$ 450,00, 19 pedras de crack e 16 pinos de cocaína –, assim como o envolvimento de menor. Frisou a gravidade da conduta, reportando-se ao risco à saúde pública e ao fomento da criminalidade. Apontou anterior condenação pela prática de tráfico de drogas, a revelar periculosidade. Afastou a viabilidade de aplicação de medida cautelar diversa. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 423.837/SP. O Relator indeferiu a liminar. O impetrante aduz presente constrangimento ilegal a ensejar a superação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Assevera inexpressiva a quantidade de droga apreendida. Diz inidônea a fundamentação do ato mediante o qual imposta a constrição, tendo-a como abstrata. Articula com a violação dos artigos 93, inciso IX, e 5..., inciso LXI, da Constituição Federal. Sustenta estarem ausentes os requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal. Realça as condições pessoais favoráveis do paciente – ocupação lícita, residência fixa e bom convívio em sociedade. Enfatiza a excepcionalidade da prisão e o cabimento de medida cautelar substitutiva. Salienta não ter sido realizada audiência de custódia. […] Requereu, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 16 de fevereiro de 2018, deferiu a medida de urgência, estendendo os efeitos da liminar, com as mesmas cutelas, o corréu Welington Guilherme do Nascimento. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A83-51B4-81CB-8F9C e senha 2B96-E0D8-A49F-67C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 150434 / SP A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo ter o impetrante apontado como coator o Juízo de origem. No mérito, assevera inexistir ilegalidade a ser reparada. Consulta ao andamento processual revelou haver sido formalizado, pela acusação, pedido de desaforamento, pendente de apreciação. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A83-51B4-81CB-8F9C e senha 2B96-E0D8-A49F-67C8 Supremo Tribunal Federal HC 150434 / SP A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas, dizendo ter o impetrante apontado como coator o Juízo de origem. No mérito, assevera inexistir ilegalidade a ser reparada. Consulta ao andamento processual revelou haver sido formalizado, pela acusação, pedido de desaforamento, pendente de apreciação. Lancei visto no processo em 8 de dezembro de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 18 de dezembro seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A83-51B4-81CB-8F9C e senha 2B96-E0D8-A49F-67C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. Revelando o habeas corpus parte única – o paciente, personificado pelo impetrante –, o instituto da supressão de instância há de ser tomado, no que visa beneficiar a parte, com as cautelas próprias. PRISÃO PREVENTIVA – TRÁFICO DE DROGAS – FLAGRANTE. Uma vez precedida a prisão preventiva de flagrante, em que surpreendido o agente com porção substancial de droga, tem-se como sinalizada a periculosidade. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O instituto da supressão de instância há de ser visto com reserva em se tratando de processo a sinalizar impetração voltada à preservação da liberdade de ir e vir. Em todo e qualquer processo é possível implementar ordem de ofício, o que se dirá se revela a ação constitucional referida. Reitero o assentado, em 16 de fevereiro de 2018, quando do implemento da medida acauteladora: […] 2. A gradação do tráfico de entorpecentes, considerada a quantidade de droga e dinheiro apreendidos – 19 pedras de crack, 16 pinos de cocaína e a quantia de R$ 450,00 –, revela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2822-B12D-5582-66E1 e senha 697C-ADAD-97DA-74D1 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. Revelando o habeas corpus parte única – o paciente, personificado pelo impetrante –, o instituto da supressão de instância há de ser tomado, no que visa beneficiar a parte, com as cautelas próprias. PRISÃO PREVENTIVA – TRÁFICO DE DROGAS – FLAGRANTE. Uma vez precedida a prisão preventiva de flagrante, em que surpreendido o agente com porção substancial de droga, tem-se como sinalizada a periculosidade. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O instituto da supressão de instância há de ser visto com reserva em se tratando de processo a sinalizar impetração voltada à preservação da liberdade de ir e vir. Em todo e qualquer processo é possível implementar ordem de ofício, o que se dirá se revela a ação constitucional referida. Reitero o assentado, em 16 de fevereiro de 2018, quando do implemento da medida acauteladora: […] 2. A gradação do tráfico de entorpecentes, considerada a quantidade de droga e dinheiro apreendidos – 19 pedras de crack, 16 pinos de cocaína e a quantia de R$ 450,00 –, revela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2822-B12D-5582-66E1 e senha 697C-ADAD-97DA-74D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 150434 / SP estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a prisão se impunha, ante a periculosidade da agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que o paciente está preso, sem culpa formada, há 4 meses e 16 dias. Surge o excesso de prazo, presente a custódia provisória e o estágio do processo-crime. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando- se garantia constitucional. […] Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo n 0000235-44.2017.8.26.0592, da Vara do Plantão da Comarca de Tupã/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do homem integrado à sociedade. Sendo idêntica a situação jurídica do corréu Welington Guilherme do Nascimento, estendo-lhe a medida acauteladora, com as mesmas cautelas, observado o artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2822-B12D-5582-66E1 e senha 697C-ADAD-97DA-74D1 Supremo Tribunal Federal HC 150434 / SP estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a prisão se impunha, ante a periculosidade da agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que o paciente está preso, sem culpa formada, há 4 meses e 16 dias. Surge o excesso de prazo, presente a custódia provisória e o estágio do processo-crime. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando- se garantia constitucional. […] Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo n 0000235-44.2017.8.26.0592, da Vara do Plantão da Comarca de Tupã/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do homem integrado à sociedade. Sendo idêntica a situação jurídica do corréu Welington Guilherme do Nascimento, estendo-lhe a medida acauteladora, com as mesmas cautelas, observado o artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2822-B12D-5582-66E1 e senha 697C-ADAD-97DA-74D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, aqui, apesar de não ser uma grande quantidade de drogas - são dezesseis pinos de cocaína, 5 gramas, e 19 porções de crack - mas, bem justificado na decisão que concedeu a prisão, pois ambos ostentam condenações anteriores por tráfico de drogas. Presidente, não acho que há excesso teratológico aqui que afaste a incidência da Súmula 691. Então, pelo não conhecimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 624C-4B37-F824-0419 e senha FC96-63E3-367B-CEA1 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, aqui, apesar de não ser uma grande quantidade de drogas - são dezesseis pinos de cocaína, 5 gramas, e 19 porções de crack - mas, bem justificado na decisão que concedeu a prisão, pois ambos ostentam condenações anteriores por tráfico de drogas. Presidente, não acho que há excesso teratológico aqui que afaste a incidência da Súmula 691. Então, pelo não conhecimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 624C-4B37-F824-0419 e senha FC96-63E3-367B-CEA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, tendo em vista se tratar de 4,83 gramas de cocaína e tendo em vista a minha posição de que, no caso de pequenas quantidades de drogas, a prisão preventiva produz um efeito ruim sobre a sociedade de uma maneira geral, estou superando a Súmula 691 e acompanhando o Ministro Marco Aurélio, na conclusão, no sentido de determinar que o paciente aguarde o julgamento em liberdade. Portanto, prisão em flagrante com pequena quantidade de cocaína, prisão preventiva e não julgamento final. Penso que, neste caso, a prisão preventiva não serve bem à Justiça, inclusive, porque é possível que, ao final, a condenação não envolva efetiva privação de liberdade. De modo que, Presidente, concedo a ordem de ofício para aguardar o julgamento em liberdade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DD12-EB8D-D754-E7C1 e senha 95A9-996C-97BD-A4E5 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, tendo em vista se tratar de 4,83 gramas de cocaína e tendo em vista a minha posição de que, no caso de pequenas quantidades de drogas, a prisão preventiva produz um efeito ruim sobre a sociedade de uma maneira geral, estou superando a Súmula 691 e acompanhando o Ministro Marco Aurélio, na conclusão, no sentido de determinar que o paciente aguarde o julgamento em liberdade. Portanto, prisão em flagrante com pequena quantidade de cocaína, prisão preventiva e não julgamento final. Penso que, neste caso, a prisão preventiva não serve bem à Justiça, inclusive, porque é possível que, ao final, a condenação não envolva efetiva privação de liberdade. De modo que, Presidente, concedo a ordem de ofício para aguardar o julgamento em liberdade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DD12-EB8D-D754-E7C1 e senha 95A9-996C-97BD-A4E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, esse tema, com variações, reiteradamente retorna; melhor, todas as sessões, nós estamos enfrentando e eu tenho me atido às peculiaridades do caso concreto. Aqui, peço vênia a Vossa Excelência, peço vênia ao Ministro Luís Roberto para acompanhar o Ministro Alexandre por dois aspectos por ele trazidos: é que o paciente, ainda que pequena a quantidade de cocaína, apresenta condenações anteriores por tráfico de droga, inclusive, envolvendo menor. Então esses dados fáticos me levam, aqui, a não superar a Súmula n 691. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC6D-8087-6332-2E05 e senha 3A13-002D-FD01-9D42 Supremo Tribunal Federal 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 150.434 SÃO PAULO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, esse tema, com variações, reiteradamente retorna; melhor, todas as sessões, nós estamos enfrentando e eu tenho me atido às peculiaridades do caso concreto. Aqui, peço vênia a Vossa Excelência, peço vênia ao Ministro Luís Roberto para acompanhar o Ministro Alexandre por dois aspectos por ele trazidos: é que o paciente, ainda que pequena a quantidade de cocaína, apresenta condenações anteriores por tráfico de droga, inclusive, envolvendo menor. Então esses dados fáticos me levam, aqui, a não superar a Súmula n 691. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC6D-8087-6332-2E05 e senha 3A13-002D-FD01-9D42 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 12/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 150.434 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : ROGÉRIO GONÇALVES DE MELLO IMPTE.(S) : VICTOR HUGO ANUVALE RODRIGUES (331639/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 423.837 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por empate na votação, a Turma concedeu a ordem, de ofício, para aguardar o julgamento em liberdade, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão. Votaram pelo não conhecimento os Ministros Alexandre de Moraes e Rosa Weber. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3884-0216-AA71-A4AA e senha 7079-C8DA-AB2F-1064 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 150.434 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : ROGÉRIO GONÇALVES DE MELLO IMPTE.(S) : VICTOR HUGO ANUVALE RODRIGUES (331639/SP) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 423.837 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por empate na votação, a Turma concedeu a ordem, de ofício, para aguardar o julgamento em liberdade, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão. Votaram pelo não conhecimento os Ministros Alexandre de Moraes e Rosa Weber. Presidiu o julgamento o Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.2.2019. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Cintia da Silva Gonçalves Secretária da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3884-0216-AA71-A4AA e senha 7079-C8DA-AB2F-1064 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 150 . 434", "HC n 423 . 837 DO SUPERIOR", "SÚMULA 691 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 150434 / SP", "HC 150434 / SP", "HABEAS CORPUS 150 . 434", "HC n 423 . 837", "processo n 0000235 - 44 . 2017 . 8 . 26 . 0592", "HABEAS CORPUS 150 . 434 SÃO PAULO", "HC n 423 . 837", "processo n 0000235 - 44 . 2017 . 8 . 26 . 0592", "HC 150434 / SP", "habeas corpus n 423 . 837 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 150434 / SP", "habeas corpus n 423 . 837 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 150434 / SP", "HC 150434 / SP", "HABEAS CORPUS 150 . 434", "HABEAS CORPUS 150 . 434 SÃO", "HC 150434 / SP", "HC 150434 / SP", "HABEAS CORPUS 150 . 434", "HABEAS CORPUS 150 . 434", "HABEAS CORPUS 150 . 434", "HABEAS CORPUS 150 . 434", "HABEAS CORPUS 150 . 434", "Súmula n 691 .", "HABEAS CORPUS 150 . 434", "Súmula n 691 .", "HABEAS CORPUS 150 . 434", "HC n 423 . 837", "HABEAS CORPUS 150 . 434", "HC n 423 . 837" ], 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"Welington Guilherme do Nascimento", "Welington Guilherme do Nascimento", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Welington Guilherme do Nascimento", "Welington Guilherme do Nascimento", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Luís Roberto", "Alexandre", "ROSA WEBER", "Luís Roberto", "Alexandre", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "ROGÉRIO GONÇALVES DE MELLO", "VICTOR HUGO ANUVALE RODRIGUES", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "ROGÉRIO GONÇALVES DE MELLO", "VICTOR HUGO ANUVALE RODRIGUES", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "30 de setembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "30 de setembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de fevereiro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de fevereiro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de dezembro de 2018", "18 de dezembro seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "16 de fevereiro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "16 de fevereiro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "02", "/", "2019", "12", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.873 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ELIANA MARCIA DE FARIAS ADV.(A/S) :PRISCILLA MARIA MARTINS PESSOA GUERRA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO TRABALHO EM PERNAMBUCO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TCU). BENEFÍCIO DE PENSÃO POR MORTE CONCECIDO COM FUNDAMENTO NA LEI N.º 3.373/1958. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DA SEGURANÇA JURÍDICA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Este Tribunal admite a legitimidade passiva do Tribunal de Contas da União em mandado de segurança quando, a partir de sua decisão, for determinada a exclusão de um direito. Precedentes. 2. A jurisprudência desta Corte considera que o prazo decadencial de 120 (cento e vinte) dias, previsto no art. 23 da Lei n.º 12.016/2009 conta-se da ciência do ato impugnado, quando não houve a participação do interessado no processo administrativo questionado. 3. Reconhecida a qualidade de dependente da filha solteira maior de vinte e um anos em relação ao instituidor da pensão e não se verificando a superação das condições essenciais previstas na Lei n.º 3373/1958, que embasou a concessão, quais sejam, casamento ou posse em cargo público permanente, a pensão é devida e deve ser mantida, em respeito aos princípios da legalidade e da segurança jurídica. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4611-C883-B70E-FD53 e senha 2A0D-CA70-86CC-699B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 45 Ementa e Acórdão MS 34873 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4611-C883-B70E-FD53 e senha 2A0D-CA70-86CC-699B Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4611-C883-B70E-FD53 e senha 2A0D-CA70-86CC-699B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 45 Relatório 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.873 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ELIANA MARCIA DE FARIAS ADV.(A/S) :PRISCILLA MARIA MARTINS PESSOA GUERRA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO TRABALHO EM PERNAMBUCO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 73) interposto em face de decisão monocrática em que concedi parcialmente a ordem (eDOC 53), nos seguintes termos: “Veiculando matéria de fundo presente em diversas pretensões individuais e coletivas, cuida-se mandado de segurança coletivo preventivo, com pedido de medida cautelar, impetrado pela Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social (ANASPS) em face do Acórdão 2.780/2016, do Plenário do Tribunal de Contas da União, que determinou a revisão de benefícios previdenciários de pensão por morte titularizados por filhas de servidores públicos civis, instituídos com base no art. 5º, II, parágrafo único, da Lei n.º 3.373/1958. Confira-se a ementa do acórdão: “ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, diante das razões expostas pelo Revisor, em; 9.1 com fundamento no art. 250, inciso II, do Regimento Interno, determinar às unidades Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.873 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ELIANA MARCIA DE FARIAS ADV.(A/S) :PRISCILLA MARIA MARTINS PESSOA GUERRA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO TRABALHO EM PERNAMBUCO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 73) interposto em face de decisão monocrática em que concedi parcialmente a ordem (eDOC 53), nos seguintes termos: “Veiculando matéria de fundo presente em diversas pretensões individuais e coletivas, cuida-se mandado de segurança coletivo preventivo, com pedido de medida cautelar, impetrado pela Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social (ANASPS) em face do Acórdão 2.780/2016, do Plenário do Tribunal de Contas da União, que determinou a revisão de benefícios previdenciários de pensão por morte titularizados por filhas de servidores públicos civis, instituídos com base no art. 5º, II, parágrafo único, da Lei n.º 3.373/1958. Confira-se a ementa do acórdão: “ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, diante das razões expostas pelo Revisor, em; 9.1 com fundamento no art. 250, inciso II, do Regimento Interno, determinar às unidades Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF jurisdicionadas em que tenham sido identificados os 19.520 indícios de pagamento indevido de pensão a filha solteira, maior de 21 anos, em desacordo com os fundamentos do artigo 5º, parágrafo único, da Lei 3.373/1958 e a jurisprudência do Tribunal de Contas da União, a adoção das seguintes providências: 9.1.1. tendo por base os fundamentos trazidos no voto, a prova produzida nestes autos e outras que venham a ser agregadas pelo órgão responsável, promover o contraditório e a ampla defesa das beneficiárias contempladas com o pagamento da pensão especial para, querendo, afastar os indícios de irregularidade a elas imputados, os quais poderão conduzir à supressão do pagamento do benefício previdenciário, caso as irregularidades não sejam por elas elididas: 9.1.1.1 recebimento de renda própria, advinda de relação de emprego, na iniciativa privada, de atividade empresarial, na condição de sócias ou representantes de pessoas jurídicas ou de benefício do INSS; 9.1.1.2 recebimento de pensão, com fundamento na Lei 8.112/1990, art. 217, inciso I, alíneas a, b e c; 9.1.1.3 recebimento de pensão com fundamento na Lei 8.112/1990, art. 217, inciso I, alíneas d e e e inciso II, alíneas a, c e d; 9.1.1.4 titularidade de cargo público efetivo federal, estadual, distrital ou municipal ou de aposentadoria pelo Regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público, 9.1.1.5 ocupação de cargo em comissão, de cargo com fundamento na Lei 8.745/1993, de emprego em sociedade de economia mista ou em empresa pública federal, estadual, distrital ou municipal; 9.1.2 fixar o prazo de 15 (quinze) dias, a contar da ciência da respectiva notificação pela unidade jurisdicionada, para que cada interessada apresente sua defesa, franqueando-lhe o acesso às provas contra elas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF jurisdicionadas em que tenham sido identificados os 19.520 indícios de pagamento indevido de pensão a filha solteira, maior de 21 anos, em desacordo com os fundamentos do artigo 5º, parágrafo único, da Lei 3.373/1958 e a jurisprudência do Tribunal de Contas da União, a adoção das seguintes providências: 9.1.1. tendo por base os fundamentos trazidos no voto, a prova produzida nestes autos e outras que venham a ser agregadas pelo órgão responsável, promover o contraditório e a ampla defesa das beneficiárias contempladas com o pagamento da pensão especial para, querendo, afastar os indícios de irregularidade a elas imputados, os quais poderão conduzir à supressão do pagamento do benefício previdenciário, caso as irregularidades não sejam por elas elididas: 9.1.1.1 recebimento de renda própria, advinda de relação de emprego, na iniciativa privada, de atividade empresarial, na condição de sócias ou representantes de pessoas jurídicas ou de benefício do INSS; 9.1.1.2 recebimento de pensão, com fundamento na Lei 8.112/1990, art. 217, inciso I, alíneas a, b e c; 9.1.1.3 recebimento de pensão com fundamento na Lei 8.112/1990, art. 217, inciso I, alíneas d e e e inciso II, alíneas a, c e d; 9.1.1.4 titularidade de cargo público efetivo federal, estadual, distrital ou municipal ou de aposentadoria pelo Regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público, 9.1.1.5 ocupação de cargo em comissão, de cargo com fundamento na Lei 8.745/1993, de emprego em sociedade de economia mista ou em empresa pública federal, estadual, distrital ou municipal; 9.1.2 fixar o prazo de 15 (quinze) dias, a contar da ciência da respectiva notificação pela unidade jurisdicionada, para que cada interessada apresente sua defesa, franqueando-lhe o acesso às provas contra elas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF produzidas e fazendo constar no respectivo ato convocatório, de forma expressa, a seguinte informação: da decisão administrativa que suspender ou cancelar o benefício, caberá recurso nos termos dos arts. 56 a 65 da Lei 9.784/1999, a ser interposto no prazo de 10 (dez) dias, contados a partir da ciência da decisão pela parte interessada, perante o próprio órgão ou entidade responsável pelo cancelamento da pensão; 9.1.3 na análise da defesa a ser apresentada pelas interessadas, considerar não prevalentes as orientações extraídas dos fundamentos do Acórdão 892/2012-TCU- Plenário, desconsiderando a subjetividade da aferição da dependência econômica das beneficiárias em relação à pensão especial instituída com base na Lei 3.373/1958 e da aferição da capacidade da renda adicional oferecer subsistência condigna, em vista da possibilidade de supressão do benefício previdenciário considerado indevido; 9.1.4. não elididas as irregularidades motivadoras das oitivas individuais descritas nos subitens 9.1.1.1 a 9.1.1.5 deste acórdão, promover, em relação às respectivas interessadas, o cancelamento da pensão decorrente do art. 5º, parágrafo único, da Lei 3.373/58;” Na petição inicial, a Impetrante narrou ser entidade de âmbito nacional, congregar servidores da Previdência e da Seguridade Social e estar legitimada, pelo estatuto, a impetrar o mandado de segurança coletivo para a defesa dos direitos líquidos e certos da totalidade ou de parte dos seus membros, com amparo na Súmula 629 do STF. Quanto ao mérito, argumentou que as pensões às filhas solteiras maiores de 21 anos encontram amparo no art. 5º, II, parágrafo único, da Lei 3.373/58, vigente na época da concessão dos benefícios, cuja outorga sempre foi chancelada pelo Tribunal de Contas da União. Aduziu que o TCU alterou seu entendimento no bojo dos processos TC 013.414/2012-7 e TC 011.706/2014-7, quando 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF produzidas e fazendo constar no respectivo ato convocatório, de forma expressa, a seguinte informação: da decisão administrativa que suspender ou cancelar o benefício, caberá recurso nos termos dos arts. 56 a 65 da Lei 9.784/1999, a ser interposto no prazo de 10 (dez) dias, contados a partir da ciência da decisão pela parte interessada, perante o próprio órgão ou entidade responsável pelo cancelamento da pensão; 9.1.3 na análise da defesa a ser apresentada pelas interessadas, considerar não prevalentes as orientações extraídas dos fundamentos do Acórdão 892/2012-TCU- Plenário, desconsiderando a subjetividade da aferição da dependência econômica das beneficiárias em relação à pensão especial instituída com base na Lei 3.373/1958 e da aferição da capacidade da renda adicional oferecer subsistência condigna, em vista da possibilidade de supressão do benefício previdenciário considerado indevido; 9.1.4. não elididas as irregularidades motivadoras das oitivas individuais descritas nos subitens 9.1.1.1 a 9.1.1.5 deste acórdão, promover, em relação às respectivas interessadas, o cancelamento da pensão decorrente do art. 5º, parágrafo único, da Lei 3.373/58;” Na petição inicial, a Impetrante narrou ser entidade de âmbito nacional, congregar servidores da Previdência e da Seguridade Social e estar legitimada, pelo estatuto, a impetrar o mandado de segurança coletivo para a defesa dos direitos líquidos e certos da totalidade ou de parte dos seus membros, com amparo na Súmula 629 do STF. Quanto ao mérito, argumentou que as pensões às filhas solteiras maiores de 21 anos encontram amparo no art. 5º, II, parágrafo único, da Lei 3.373/58, vigente na época da concessão dos benefícios, cuja outorga sempre foi chancelada pelo Tribunal de Contas da União. Aduziu que o TCU alterou seu entendimento no bojo dos processos TC 013.414/2012-7 e TC 011.706/2014-7, quando 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF passou a entender que a dependência econômica, que na data da edição da Lei 3.373/58 era presumida às filhas solteiras e não ocupantes de cargo público permanente, diante do contexto histórico da época, deveria passar a ser comprovada – não apenas para a concessão, mas também para a manutenção do benefício das atuais titulares. O TCU, assim, realizou auditoria na folha de pagamento de mais de uma centena de órgãos públicos e constatou indícios de irregularidades na concessão de cerca de 19.000 (dezenove mil) pensões por morte, concedidas com amparo na Lei 3.373/58. Neste sentido, a Corte de Contas editou o Acórdão 2.780/2016, impugnado neste mandamus, por meio do qual determinou a revisão de pensões em que se constatou a possibilidade de percepção, pelas pensionistas, de fonte de renda diversa da pensão que titularizam. A Impetrante narrou que, na sequência, o INSS, cumprindo o disposto no acórdão, enviou ofícios às pensionistas nessa situação, informando quanto à detecção da irregularidade e à necessidade de prestação de esclarecimentos. Argumentou que o acórdão viola frontalmente a Lei 3.373/58, pois a previsão de cancelamento do benefício somente seria possível com o matrimônio ou com a ocupação de cargo público permanente pela beneficiária. Sustentou, ainda, haver violação dos princípios do tempus regit actum, da segurança jurídica, da boa-fé objetiva e da vedação à retroação de novo entendimento administrativo, bem como que a determinação viola o prazo decadencial legalmente previsto. Requereu a concessão de medida liminar, para imediata suspensão do acórdão do Tribunal de Contas da União, diante da evidente afronta à legislação que rege o ato de concessão da pensão, bem como do caráter alimentar do benefício, sem o qual as beneficiárias não possuem condições de manter a sua subsistência. Requereu, por fim, a anulação do Acórdão nº 2.780/2016 do TCU, bem como o arquivamento de “todos os processos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF passou a entender que a dependência econômica, que na data da edição da Lei 3.373/58 era presumida às filhas solteiras e não ocupantes de cargo público permanente, diante do contexto histórico da época, deveria passar a ser comprovada – não apenas para a concessão, mas também para a manutenção do benefício das atuais titulares. O TCU, assim, realizou auditoria na folha de pagamento de mais de uma centena de órgãos públicos e constatou indícios de irregularidades na concessão de cerca de 19.000 (dezenove mil) pensões por morte, concedidas com amparo na Lei 3.373/58. Neste sentido, a Corte de Contas editou o Acórdão 2.780/2016, impugnado neste mandamus, por meio do qual determinou a revisão de pensões em que se constatou a possibilidade de percepção, pelas pensionistas, de fonte de renda diversa da pensão que titularizam. A Impetrante narrou que, na sequência, o INSS, cumprindo o disposto no acórdão, enviou ofícios às pensionistas nessa situação, informando quanto à detecção da irregularidade e à necessidade de prestação de esclarecimentos. Argumentou que o acórdão viola frontalmente a Lei 3.373/58, pois a previsão de cancelamento do benefício somente seria possível com o matrimônio ou com a ocupação de cargo público permanente pela beneficiária. Sustentou, ainda, haver violação dos princípios do tempus regit actum, da segurança jurídica, da boa-fé objetiva e da vedação à retroação de novo entendimento administrativo, bem como que a determinação viola o prazo decadencial legalmente previsto. Requereu a concessão de medida liminar, para imediata suspensão do acórdão do Tribunal de Contas da União, diante da evidente afronta à legislação que rege o ato de concessão da pensão, bem como do caráter alimentar do benefício, sem o qual as beneficiárias não possuem condições de manter a sua subsistência. Requereu, por fim, a anulação do Acórdão nº 2.780/2016 do TCU, bem como o arquivamento de “todos os processos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF administrativos instaurados com a finalidade de revisão do benefício concedido com fundamento no art. 5º, II, parágrafo único, da lei n. 3.373/2016 contra as beneficiárias do mandamus” (eDOC 1, p. 21). Nos termos do art. 22, § 2º, da Lei 12.016/2009, determinei a oitiva do representante judicial do Tribunal de Contas da União, no prazo de 72 (setenta e duas) horas. Em sua manifestação preliminar, a União alegou carência de ação, por considerar o ato do TCU genérico e abstrato, “editado em termos gerais, sendo as determinações nele contidas direcionadas a diversos órgãos jurisdicionados da Corte de Contas” (eDOC 15, p. 3), “não abrangendo situações individuais dos impetrantes passíveis de submissão ao Judiciário” (p. 5). De consequência, sustentou a ilegitimidade passiva do Tribunal de Contas da União, pois o ato do qual poderão resultar prejuízos aos impetrantes não é praticado pelo TCU, mas pelas unidades jurisdicionadas que deverão adotar as providências para a revisão dos benefícios em discussão. No mérito, articulou com a ausência de direito líquido e certo, pois não foram apresentados documentos comprobatórios de que as substituídas recebem a referida pensão e tampouco que se enquadrariam nas situações ensejadoras da perda do direito ao benefício. Por fim, sustentou a legalidade e legitimidade do acórdão impugnado, porquanto o TCU teria interpretado a lei em consonância com o ordenamento jurídico pátrio, sobretudo a Constituição Federal. Pugnou pelo não conhecimento do mandado de segurança e, caso conhecido, pela denegação da ordem. Em 31.03.2017, proferi decisão monocrática na qual deferi parcialmente o pedido de liminar, nos termos do art. 7º, III, da Lei 12.016/09, para suspender, em parte, os efeitos do Acórdão 2.780/2016 em relação às pensionistas associadas à Impetrante até o julgamento definitivo desta ação mandamental, mantendo-se a possibilidade de revisão em relação às pensões cujas titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF administrativos instaurados com a finalidade de revisão do benefício concedido com fundamento no art. 5º, II, parágrafo único, da lei n. 3.373/2016 contra as beneficiárias do mandamus” (eDOC 1, p. 21). Nos termos do art. 22, § 2º, da Lei 12.016/2009, determinei a oitiva do representante judicial do Tribunal de Contas da União, no prazo de 72 (setenta e duas) horas. Em sua manifestação preliminar, a União alegou carência de ação, por considerar o ato do TCU genérico e abstrato, “editado em termos gerais, sendo as determinações nele contidas direcionadas a diversos órgãos jurisdicionados da Corte de Contas” (eDOC 15, p. 3), “não abrangendo situações individuais dos impetrantes passíveis de submissão ao Judiciário” (p. 5). De consequência, sustentou a ilegitimidade passiva do Tribunal de Contas da União, pois o ato do qual poderão resultar prejuízos aos impetrantes não é praticado pelo TCU, mas pelas unidades jurisdicionadas que deverão adotar as providências para a revisão dos benefícios em discussão. No mérito, articulou com a ausência de direito líquido e certo, pois não foram apresentados documentos comprobatórios de que as substituídas recebem a referida pensão e tampouco que se enquadrariam nas situações ensejadoras da perda do direito ao benefício. Por fim, sustentou a legalidade e legitimidade do acórdão impugnado, porquanto o TCU teria interpretado a lei em consonância com o ordenamento jurídico pátrio, sobretudo a Constituição Federal. Pugnou pelo não conhecimento do mandado de segurança e, caso conhecido, pela denegação da ordem. Em 31.03.2017, proferi decisão monocrática na qual deferi parcialmente o pedido de liminar, nos termos do art. 7º, III, da Lei 12.016/09, para suspender, em parte, os efeitos do Acórdão 2.780/2016 em relação às pensionistas associadas à Impetrante até o julgamento definitivo desta ação mandamental, mantendo-se a possibilidade de revisão em relação às pensões cujas titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, da Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Sobreveio agravo regimental, interposto pela União (eDOC 44). Nas razões recursais (eDOC 44), sustenta, em síntese, que “a discussão presente no writ não é possível na via mandamental” pois se trata, em sua ótica, de ato em tese, atraindo a aplicação da Súmula n.º 266, desta Corte: “Não cabe mandado de segurança contra lei em tese”. A agravante aduz que o TCU, na hipótese, exerceu competência que lhe confere o art. 71, IX, CRFB, faltando-lhe legitimidade para figurar no polo passivo da presente ação. Argumenta, também, que não se aplica o prazo decadencial previsto no art. 54, da Lei n.º 9.784/99 e que o acórdão apenas determinou o cumprimento do disposto no art. 5º, da Lei n.º 3.373/58. Ademais, inexistiria, em seu ponto de vista, periculum in mora a autorizar a concessão de liminar, mas perigo reverso, diante da possível irreversibilidade do provimento, em razão do caráter alimentar das prestações ora discutidas. Requereu, por fim, a cassação da medida liminar. (eDOC 44). A parte agravada apresentou manifestação (eDOC 58). Invocou o enunciado n.º 284 da Súmula da jurisprudência desta Corte (“É competente, originariamente, o Supremo Tribunal Federal, para mandado de segurança contra ato do Tribunal de Contas da União”), bem como precedentes, para afirmar a legitimidade passiva do TCU na hipótese. Argumentou pela possibilidade de utilização da via mandamental, tendo em vista que, em sua ótica, a partir da prolação do Acórdão 2.780/2016, pelo TCU, houve a exclusão de direitos. Sustentou, ademais, que o benefício deve ser regido pela lei vigente ao tempo em que reunidas as condições para sua obtenção, nos termos da jurisprudência deste STF, entendimento que teria sido violado pelo Acórdão 2.780/19 do TCU. Requereu, por fim, pelo desprovimento do agravo. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se em parecer assim ementado (eDOC 66): 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, da Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Sobreveio agravo regimental, interposto pela União (eDOC 44). Nas razões recursais (eDOC 44), sustenta, em síntese, que “a discussão presente no writ não é possível na via mandamental” pois se trata, em sua ótica, de ato em tese, atraindo a aplicação da Súmula n.º 266, desta Corte: “Não cabe mandado de segurança contra lei em tese”. A agravante aduz que o TCU, na hipótese, exerceu competência que lhe confere o art. 71, IX, CRFB, faltando-lhe legitimidade para figurar no polo passivo da presente ação. Argumenta, também, que não se aplica o prazo decadencial previsto no art. 54, da Lei n.º 9.784/99 e que o acórdão apenas determinou o cumprimento do disposto no art. 5º, da Lei n.º 3.373/58. Ademais, inexistiria, em seu ponto de vista, periculum in mora a autorizar a concessão de liminar, mas perigo reverso, diante da possível irreversibilidade do provimento, em razão do caráter alimentar das prestações ora discutidas. Requereu, por fim, a cassação da medida liminar. (eDOC 44). A parte agravada apresentou manifestação (eDOC 58). Invocou o enunciado n.º 284 da Súmula da jurisprudência desta Corte (“É competente, originariamente, o Supremo Tribunal Federal, para mandado de segurança contra ato do Tribunal de Contas da União”), bem como precedentes, para afirmar a legitimidade passiva do TCU na hipótese. Argumentou pela possibilidade de utilização da via mandamental, tendo em vista que, em sua ótica, a partir da prolação do Acórdão 2.780/2016, pelo TCU, houve a exclusão de direitos. Sustentou, ademais, que o benefício deve ser regido pela lei vigente ao tempo em que reunidas as condições para sua obtenção, nos termos da jurisprudência deste STF, entendimento que teria sido violado pelo Acórdão 2.780/19 do TCU. Requereu, por fim, pelo desprovimento do agravo. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se em parecer assim ementado (eDOC 66): 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF “Mandado de segurança. Acórdão TCU n. 2.780/2016. Ampliação indevida da hipótese de extinção da pensão por morte prevista na Lei n. 3.373/1958. Necessidade de prestigiar a segurança jurídica. Parecer pela concessão parcial da ordem.” É o relatório. Decido. Confirmo a decisão liminar no ponto em que restaram reconhecidos os pressupostos de admissibilidade do mandado de segurança. A legitimidade ativa sustenta-se na Súmula 629 e na jurisprudência iterativa da Corte, no sentido de a Associação ser parte legítima para defender direito líquido e certo de parte dos seus associados, o que decorre do texto constitucional (art. 5º, LXX). Precedentes: MS 25.561-DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 21.11.2014; MS 25.347-DF, Rel. Min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 19.03.2010. A autoridade apontada como coatora é parte legítima, porquanto o ato impugnado, do qual se depreende uma possível ameaça de lesão ao direito de parte dos associados, foi exarado pelo Tribunal de Contas da União por meio do Acórdão 2.780/2016, em que foi reconhecida a necessidade de comprovação da dependência econômica para fins de manutenção da pensão por morte e, de consequência, a suspensão de pagamentos incompatíveis com o respectivo benefício. Trata-se de ato concreto e impositivo do TCU, cujo objetivo é o cancelamento de direito das associadas à Impetrante. Não devem prosperar, portanto, os argumentos da União no sentido de invocar a aplicação da Súmula n.º 266, desta Corte: “Não cabe mandado de segurança contra lei em tese”. Ademais, em caso análogo, admitiu-se a legitimidade passiva do TCU, como se vê do precedente cuja ementa reproduzo: “AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS POR SANDRA LUCIA GOMES LAMBERT EM MANDADO DE SEGURANÇA. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF “Mandado de segurança. Acórdão TCU n. 2.780/2016. Ampliação indevida da hipótese de extinção da pensão por morte prevista na Lei n. 3.373/1958. Necessidade de prestigiar a segurança jurídica. Parecer pela concessão parcial da ordem.” É o relatório. Decido. Confirmo a decisão liminar no ponto em que restaram reconhecidos os pressupostos de admissibilidade do mandado de segurança. A legitimidade ativa sustenta-se na Súmula 629 e na jurisprudência iterativa da Corte, no sentido de a Associação ser parte legítima para defender direito líquido e certo de parte dos seus associados, o que decorre do texto constitucional (art. 5º, LXX). Precedentes: MS 25.561-DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 21.11.2014; MS 25.347-DF, Rel. Min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 19.03.2010. A autoridade apontada como coatora é parte legítima, porquanto o ato impugnado, do qual se depreende uma possível ameaça de lesão ao direito de parte dos associados, foi exarado pelo Tribunal de Contas da União por meio do Acórdão 2.780/2016, em que foi reconhecida a necessidade de comprovação da dependência econômica para fins de manutenção da pensão por morte e, de consequência, a suspensão de pagamentos incompatíveis com o respectivo benefício. Trata-se de ato concreto e impositivo do TCU, cujo objetivo é o cancelamento de direito das associadas à Impetrante. Não devem prosperar, portanto, os argumentos da União no sentido de invocar a aplicação da Súmula n.º 266, desta Corte: “Não cabe mandado de segurança contra lei em tese”. Ademais, em caso análogo, admitiu-se a legitimidade passiva do TCU, como se vê do precedente cuja ementa reproduzo: “AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS POR SANDRA LUCIA GOMES LAMBERT EM MANDADO DE SEGURANÇA. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PENSÃO DE FILHA SOLTEIRA MAIOR DE 21 ANOS JULGADA LEGAL PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. OCUPAÇÃO DE CARGO PÚBLICO EFETIVO. EXCLUSÃO DO BENEFÍCIO EM RAZÃO DE ACÓRDÃO DO TCU. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. OCORRÊNCIA DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NULIDADE DO ACÓRDÃO DO TCU. RESTABELECIMENTO DA PENSÃO ATÉ NOVA APRECIAÇÃO PELA CORTE DE CONTAS. AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. PREJUDICADO O AGRAVO INTERPOSTO POR SANDRA LUCIA GOMES LAMBERT. 1. Há precedente nesta Corte no sentido de que o Tribunal de Contas da União será parte legítima para figurar no polo passivo da ação mandamental quando, a partir de sua decisão, for determinada a exclusão de um direito. (Precedente: MS 24.927, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 28/9/2005) 2. In casu, o TCU determinou à Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para que fossem suspensas pensões de filhas solteiras maiores de 21 anos que ocupassem cargo público efetivo. 3. A Súmula Vinculante nº 3 do STF excepciona a observância prévia do contraditório e da ampla defesa na apreciação da legalidade do ato de concessão de aposentadoria, reforma e pensão pelo Tribunal de Contas da União. Contudo, o presente caso não se enquadra na exceção prevista, pois não se trata de concessão inicial de aposentadoria, de reforma ou de pensão. Dessa forma, podendo a decisão resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, cabível o exercício da ampla defesa e do contraditório. No entanto, não se verifica abertura de prazo pelo TCU, a fim de que houvesse oportunidade de defesa à Sandra Lúcia Gomes Lambert 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PENSÃO DE FILHA SOLTEIRA MAIOR DE 21 ANOS JULGADA LEGAL PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. OCUPAÇÃO DE CARGO PÚBLICO EFETIVO. EXCLUSÃO DO BENEFÍCIO EM RAZÃO DE ACÓRDÃO DO TCU. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. OCORRÊNCIA DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NULIDADE DO ACÓRDÃO DO TCU. RESTABELECIMENTO DA PENSÃO ATÉ NOVA APRECIAÇÃO PELA CORTE DE CONTAS. AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. PREJUDICADO O AGRAVO INTERPOSTO POR SANDRA LUCIA GOMES LAMBERT. 1. Há precedente nesta Corte no sentido de que o Tribunal de Contas da União será parte legítima para figurar no polo passivo da ação mandamental quando, a partir de sua decisão, for determinada a exclusão de um direito. (Precedente: MS 24.927, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 28/9/2005) 2. In casu, o TCU determinou à Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para que fossem suspensas pensões de filhas solteiras maiores de 21 anos que ocupassem cargo público efetivo. 3. A Súmula Vinculante nº 3 do STF excepciona a observância prévia do contraditório e da ampla defesa na apreciação da legalidade do ato de concessão de aposentadoria, reforma e pensão pelo Tribunal de Contas da União. Contudo, o presente caso não se enquadra na exceção prevista, pois não se trata de concessão inicial de aposentadoria, de reforma ou de pensão. Dessa forma, podendo a decisão resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, cabível o exercício da ampla defesa e do contraditório. No entanto, não se verifica abertura de prazo pelo TCU, a fim de que houvesse oportunidade de defesa à Sandra Lúcia Gomes Lambert 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF diante da exclusão do seu benefício de pensão. 4. Portanto, não merece ser reformada a decisão agravada que anulou o acórdão 1.843/2006 do TCU para que se possibilite que Sandra Lúcia Gomes Lambert exerça o contraditório e a ampla defesa a que tem direito, com o restabelecimento da pensão até a nova apreciação pela Corte de Contas. 5. Agravo regimental, interposto pela União, a que nega provimento, restando prejudicado o agravo regimental interposto por Sandra Lúcia Gomes Lambert. (MS 27031 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 08.09.2015).” Grifos nossos. O ato apontado como coator, portanto, Acórdão 2.780/16 do TCU, consubstancia orientação de nítidos efeitos vinculantes em relação aos demais órgãos da administração gestores das referidas pensões, aptidão para, em tese, desconstituir situações jurídicas que, como aduz a Impetrante, estão há muito consolidadas. Deste modo, é viável apreciar a impetração, bem como está assentada a legitimidade passiva da autoridade coatora. Na hipótese, portanto, a ameaça a direito líquido e certo das associadas à Impetrante advém não do ato do órgão que administra a pensão e que lhes informa a respeito do conteúdo do Acórdão 2.780/16 do TCU, mas, ao contrário, do próprio acórdão do TCU. E assim é justamente porque o acórdão do TCU tem efeitos vinculantes e potencial para desconstituir situações jurídicas consolidadas há no mínimo 27 (vinte e sete) anos, considerando o advento da Lei 8.112/90, em 11.12.1990. Desse modo, resta assentada a legitimidade passiva do TCU e, por conseguinte, a competência deste Supremo Tribunal Federal para apreciar o caso. Essa situação se repete em cerca de três dezenas de impetrações que aportaram a este Supremo Tribunal Federal desde que proferi, em 31.03.2017, decisão monocrática na qual deferi parcialmente o pedido de liminar, como já referido. Também nas impetrações individuais, afigura-se a 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF diante da exclusão do seu benefício de pensão. 4. Portanto, não merece ser reformada a decisão agravada que anulou o acórdão 1.843/2006 do TCU para que se possibilite que Sandra Lúcia Gomes Lambert exerça o contraditório e a ampla defesa a que tem direito, com o restabelecimento da pensão até a nova apreciação pela Corte de Contas. 5. Agravo regimental, interposto pela União, a que nega provimento, restando prejudicado o agravo regimental interposto por Sandra Lúcia Gomes Lambert. (MS 27031 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 08.09.2015).” Grifos nossos. O ato apontado como coator, portanto, Acórdão 2.780/16 do TCU, consubstancia orientação de nítidos efeitos vinculantes em relação aos demais órgãos da administração gestores das referidas pensões, aptidão para, em tese, desconstituir situações jurídicas que, como aduz a Impetrante, estão há muito consolidadas. Deste modo, é viável apreciar a impetração, bem como está assentada a legitimidade passiva da autoridade coatora. Na hipótese, portanto, a ameaça a direito líquido e certo das associadas à Impetrante advém não do ato do órgão que administra a pensão e que lhes informa a respeito do conteúdo do Acórdão 2.780/16 do TCU, mas, ao contrário, do próprio acórdão do TCU. E assim é justamente porque o acórdão do TCU tem efeitos vinculantes e potencial para desconstituir situações jurídicas consolidadas há no mínimo 27 (vinte e sete) anos, considerando o advento da Lei 8.112/90, em 11.12.1990. Desse modo, resta assentada a legitimidade passiva do TCU e, por conseguinte, a competência deste Supremo Tribunal Federal para apreciar o caso. Essa situação se repete em cerca de três dezenas de impetrações que aportaram a este Supremo Tribunal Federal desde que proferi, em 31.03.2017, decisão monocrática na qual deferi parcialmente o pedido de liminar, como já referido. Também nas impetrações individuais, afigura-se a 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF competência da Suprema Corte, vez que o ato coator é o Acórdão 2.870/16, cuja orientação que dirige aos órgãos que administram os benefícios de pensão por morte concedidos com amparo na Lei 3.373/58 é vinculante. A matéria em comento, portanto, está adstrita à legalidade do ato do Tribunal de Contas da União que reputa necessária a comprovação de dependência econômica da pensionista filha solteira maior de 21 anos, para o reconhecimento do direito à manutenção de benefício de pensão por morte concedida sob a égide do art. 5º, II, parágrafo único, da Lei 3.373/58. Partindo dessa premissa, o TCU determinou a reanálise de pensões concedidas a mulheres que possuem outras fontes de renda, além do benefício decorrente do óbito de servidor público, do qual eram dependentes na época da concessão. Dentre as fontes de renda, incluem-se: renda advinda de relação de emprego, na iniciativa privada, de atividade empresarial, na condição de sócias ou representantes de pessoas jurídicas ou de benefícios do INSS; recebimento de pensão com fundamento na Lei 8.112/90, art. 217, I, alíneas a, b e c (pensão na qualidade de cônjuge de servidor); recebimento de pensão com fundamento na Lei 8.112/90, art. 217, inciso I, alíneas d e e (pais ou pessoa designada) e inciso II, alíneas a, c e d (filhos até 21 anos, irmão até 21 anos ou inválido ou pessoa designada até 21 anos ou inválida); a proveniente da ocupação de cargo público efetivo federal, estadual, distrital ou municipal ou aposentadoria pelo RPPS; ocupação de cargo em comissão ou de cargo em empresa pública ou sociedade de economia mista. Discute-se, portanto, se a dependência econômica em relação ao instituidor do benefício e do valor pago a título de pensão por morte encontra-se no rol de requisitos para a concessão e manutenção do benefício em questão. Inicialmente, assento a jurisprudência consolidada neste Supremo Tribunal Federal quanto à incidência, aos benefícios previdenciários, da lei em vigência ao tempo em que preenchidos os requisitos necessários à sua concessão. Trata-se da regra “tempus regit actum”, a qual, aplicada ao ato de 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF competência da Suprema Corte, vez que o ato coator é o Acórdão 2.870/16, cuja orientação que dirige aos órgãos que administram os benefícios de pensão por morte concedidos com amparo na Lei 3.373/58 é vinculante. A matéria em comento, portanto, está adstrita à legalidade do ato do Tribunal de Contas da União que reputa necessária a comprovação de dependência econômica da pensionista filha solteira maior de 21 anos, para o reconhecimento do direito à manutenção de benefício de pensão por morte concedida sob a égide do art. 5º, II, parágrafo único, da Lei 3.373/58. Partindo dessa premissa, o TCU determinou a reanálise de pensões concedidas a mulheres que possuem outras fontes de renda, além do benefício decorrente do óbito de servidor público, do qual eram dependentes na época da concessão. Dentre as fontes de renda, incluem-se: renda advinda de relação de emprego, na iniciativa privada, de atividade empresarial, na condição de sócias ou representantes de pessoas jurídicas ou de benefícios do INSS; recebimento de pensão com fundamento na Lei 8.112/90, art. 217, I, alíneas a, b e c (pensão na qualidade de cônjuge de servidor); recebimento de pensão com fundamento na Lei 8.112/90, art. 217, inciso I, alíneas d e e (pais ou pessoa designada) e inciso II, alíneas a, c e d (filhos até 21 anos, irmão até 21 anos ou inválido ou pessoa designada até 21 anos ou inválida); a proveniente da ocupação de cargo público efetivo federal, estadual, distrital ou municipal ou aposentadoria pelo RPPS; ocupação de cargo em comissão ou de cargo em empresa pública ou sociedade de economia mista. Discute-se, portanto, se a dependência econômica em relação ao instituidor do benefício e do valor pago a título de pensão por morte encontra-se no rol de requisitos para a concessão e manutenção do benefício em questão. Inicialmente, assento a jurisprudência consolidada neste Supremo Tribunal Federal quanto à incidência, aos benefícios previdenciários, da lei em vigência ao tempo em que preenchidos os requisitos necessários à sua concessão. Trata-se da regra “tempus regit actum”, a qual, aplicada ao ato de 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF concessão de pensão por morte, significa dizer: a lei que rege a concessão do benefício de pensão por morte é a vigente na data do óbito do segurado. Neste sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. FISCAIS DE RENDA. PENSÃO POR MORTE. 1) A pensão por morte rege-se pela legislação em vigor na data do falecimento do segurado. Princípio da lei do tempo rege o ato (tempus regit actum). Precedentes. 2) Impossibilidade de análise de legislação local (Lei Complementar estadual n. 69/1990 e Lei estadual n. 3.189/1999). Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 763.761-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 10.12.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Pensão por morte. É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que o valor da pensão por morte deve observar o padrão previsto ao tempo do evento que enseja o benefício. Tempus regit actum. 3. Evento instituidor do benefício anterior à vigência da Emenda Constitucional 20/1998. Descabe emprestar eficácia retroativa à diretriz constitucional. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 717.077-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 12.12.2012). “PREVIDENCIÁRIO – PENSÃO POR MORTE – LEGISLAÇÃO APLICÁVEL – DATA DO ÓBITO. Aplica- se ao benefício de pensão por morte a lei vigente à época do óbito do instituidor.” (ARE 644801 AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 24.11.2015). A tese foi assentada, inclusive, no julgamento do RE 597.389-RG-QO (Tema 165), sob a sistemática da repercussão geral. As pensões cujas revisões foram determinadas no Acórdão 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF concessão de pensão por morte, significa dizer: a lei que rege a concessão do benefício de pensão por morte é a vigente na data do óbito do segurado. Neste sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. FISCAIS DE RENDA. PENSÃO POR MORTE. 1) A pensão por morte rege-se pela legislação em vigor na data do falecimento do segurado. Princípio da lei do tempo rege o ato (tempus regit actum). Precedentes. 2) Impossibilidade de análise de legislação local (Lei Complementar estadual n. 69/1990 e Lei estadual n. 3.189/1999). Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 763.761-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 10.12.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Pensão por morte. É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que o valor da pensão por morte deve observar o padrão previsto ao tempo do evento que enseja o benefício. Tempus regit actum. 3. Evento instituidor do benefício anterior à vigência da Emenda Constitucional 20/1998. Descabe emprestar eficácia retroativa à diretriz constitucional. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 717.077-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 12.12.2012). “PREVIDENCIÁRIO – PENSÃO POR MORTE – LEGISLAÇÃO APLICÁVEL – DATA DO ÓBITO. Aplica- se ao benefício de pensão por morte a lei vigente à época do óbito do instituidor.” (ARE 644801 AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 24.11.2015). A tese foi assentada, inclusive, no julgamento do RE 597.389-RG-QO (Tema 165), sob a sistemática da repercussão geral. As pensões cujas revisões foram determinadas no Acórdão 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF 2.780/2016 tiveram suas concessões amparadas na Lei 3.373/58, que dispunha sobre o Plano de Assistência ao Funcionário e sua Família. O referido diploma regulamentou os artigos 161 e 256 da Lei 1.711/1952, Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União, que vigorou até o advento da Lei 8.112/91. Reproduzo a redação dos artigos 3º e 5º da Lei 3.373/58: “Art. 3º O Seguro Social obrigatório garante os seguintes benefícios: I - Pensão vitalícia; II - Pensão temporária; III - Pecúlio especial. (...) Art. 5º Para os efeitos do artigo anterior, considera-se família do segurado: I - Para percepção de pensão vitalícia: a) a espôsa, exceto a desquitada que não receba pensão de alimentos; b) o marido inválido; c) a mãe viúva ou sob dependência econômica preponderante do funcionário, ou pai inválido no caso de ser o segurado solteiro ou viúvo; II - Para a percepção de pensões temporárias: a) o filho de qualquer condição, ou enteado, até a idade de 21 (vinte e um) anos, ou, se inválido, enquanto durar a invalidez; b) o irmão, órfão de pai e sem padrasto, até a idade de 21 (vinte e um) anos, ou, se inválido enquanto durar a invalidez, no caso de ser o segurado solteiro ou viúvo, sem filhos nem enteados. Parágrafo único. A filha solteira, maior de 21 (vinte e um) anos, só perderá a pensão temporária quando ocupante de cargo público permanente.” Os requisitos para a concessão da pensão por morte aos filhos dos servidores públicos civis federais eram, portanto, serem menores de 21 (vinte e um anos) ou inválidos. Excepcionalmente, a filha que se mantivesse solteira após os 21 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF 2.780/2016 tiveram suas concessões amparadas na Lei 3.373/58, que dispunha sobre o Plano de Assistência ao Funcionário e sua Família. O referido diploma regulamentou os artigos 161 e 256 da Lei 1.711/1952, Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União, que vigorou até o advento da Lei 8.112/91. Reproduzo a redação dos artigos 3º e 5º da Lei 3.373/58: “Art. 3º O Seguro Social obrigatório garante os seguintes benefícios: I - Pensão vitalícia; II - Pensão temporária; III - Pecúlio especial. (...) Art. 5º Para os efeitos do artigo anterior, considera-se família do segurado: I - Para percepção de pensão vitalícia: a) a espôsa, exceto a desquitada que não receba pensão de alimentos; b) o marido inválido; c) a mãe viúva ou sob dependência econômica preponderante do funcionário, ou pai inválido no caso de ser o segurado solteiro ou viúvo; II - Para a percepção de pensões temporárias: a) o filho de qualquer condição, ou enteado, até a idade de 21 (vinte e um) anos, ou, se inválido, enquanto durar a invalidez; b) o irmão, órfão de pai e sem padrasto, até a idade de 21 (vinte e um) anos, ou, se inválido enquanto durar a invalidez, no caso de ser o segurado solteiro ou viúvo, sem filhos nem enteados. Parágrafo único. A filha solteira, maior de 21 (vinte e um) anos, só perderá a pensão temporária quando ocupante de cargo público permanente.” Os requisitos para a concessão da pensão por morte aos filhos dos servidores públicos civis federais eram, portanto, serem menores de 21 (vinte e um anos) ou inválidos. Excepcionalmente, a filha que se mantivesse solteira após os 21 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF anos não deixaria de receber a pensão por morte, exceto se passasse a ocupar cargo público permanente. Não se exigiam outros requisitos como, por exemplo, a prova da dependência econômica da filha em relação ao instituidor ou ser a pensão sua única fonte de renda. De igual modo, não havia na lei hipótese de cessação da pensão calcada no exercício, pela pensionista, de outra atividade laborativa que lhe gerasse algum tipo de renda, à exceção de cargo público permanente. A superação da qualidade de beneficiário da pensão temporária ocorria, apenas, em relação aos filhos do sexo masculino após os 21 anos, quando da recuperação da capacidade laborativa pelo filho inválido, e, no que tange à filha maior de 21 anos, na hipótese de alteração do estado civil ou de posse em cargo público. A Lei 1.711/1952 e todas as que a regulamentavam, incluída a Lei 3.373/58, foram revogadas pela Lei 8.112/90, como já referido, que dispôs sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, à luz na nova ordem constitucional inaugurada em 1988. Nesse novo estatuto, a filha solteira maior de 21 anos não mais figura no rol de dependentes habilitados à pensão temporária. Atualmente, considerando as recentes reformas promovidas pela Lei 13.135/2015, somente podem ser beneficiários das pensões, cujos instituidores sejam servidores públicos civis, o cônjuge ou companheiro, os filhos menores de 21 anos, inválidos ou com deficiência mental ou intelectual, e os pais ou irmão que comprovem dependência econômica. Nesse contexto, as pensões cuja revisão suscita o Tribunal de Contas da União no Acórdão 2.780/2016 foram necessariamente concedidas entre o início e o término de vigência da Lei 3.373/58, ou seja, de março de 1958 a dezembro de 1990. A respeito do prazo para a revisão do ato de concessão de 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF anos não deixaria de receber a pensão por morte, exceto se passasse a ocupar cargo público permanente. Não se exigiam outros requisitos como, por exemplo, a prova da dependência econômica da filha em relação ao instituidor ou ser a pensão sua única fonte de renda. De igual modo, não havia na lei hipótese de cessação da pensão calcada no exercício, pela pensionista, de outra atividade laborativa que lhe gerasse algum tipo de renda, à exceção de cargo público permanente. A superação da qualidade de beneficiário da pensão temporária ocorria, apenas, em relação aos filhos do sexo masculino após os 21 anos, quando da recuperação da capacidade laborativa pelo filho inválido, e, no que tange à filha maior de 21 anos, na hipótese de alteração do estado civil ou de posse em cargo público. A Lei 1.711/1952 e todas as que a regulamentavam, incluída a Lei 3.373/58, foram revogadas pela Lei 8.112/90, como já referido, que dispôs sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, à luz na nova ordem constitucional inaugurada em 1988. Nesse novo estatuto, a filha solteira maior de 21 anos não mais figura no rol de dependentes habilitados à pensão temporária. Atualmente, considerando as recentes reformas promovidas pela Lei 13.135/2015, somente podem ser beneficiários das pensões, cujos instituidores sejam servidores públicos civis, o cônjuge ou companheiro, os filhos menores de 21 anos, inválidos ou com deficiência mental ou intelectual, e os pais ou irmão que comprovem dependência econômica. Nesse contexto, as pensões cuja revisão suscita o Tribunal de Contas da União no Acórdão 2.780/2016 foram necessariamente concedidas entre o início e o término de vigência da Lei 3.373/58, ou seja, de março de 1958 a dezembro de 1990. A respeito do prazo para a revisão do ato de concessão de 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF benefícios previdenciários a servidor público ou a seus dependentes, a Lei 9.784/99 dispõe, no artigo 54, ser de cinco anos o prazo para a Administração anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis aos destinatários. Com efeito, pende de julgamento neste Supremo Tribunal Federal o tema em que se discute o termo inicial do prazo decadencial para revisar atos de pensão ou aposentadoria pelo Tribunal de Contas da União, se da concessão da aposentadoria/pensão ou se do julgamento pela Corte de Contas, em sede de repercussão geral no bojo de RE 636.553, pendente ainda o julgamento do mérito. No entanto, o Acórdão impugnado diz respeito a atos de concessão cuja origem são óbitos anteriores a dezembro de 1990, sendo muito provável que o prazo de cinco anos, contados da concessão ou do julgamento, já tenha expirado. Há precedente da Primeira Turma desta Corte no sentido de reconhecer a ocorrência da coisa julgada administrativa quando ultrapassado o prazo de cinco anos previsto no art. 54 da Lei 9.784/99, como se vê da ementa aqui colacionada: “AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. NEGATIVA DE REGISTRO DE APOSENTADORIA. GRATIFICAÇÃO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO – COMPLEMENTO GATS. REPUTADA ILEGAL PELO ÓRGÃO DE CONTROLE. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. OCORRÊNCIA. FORMAÇÃO DA COISA JULGADA ADMINISTRATIVA. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se consuma, apenas, no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF benefícios previdenciários a servidor público ou a seus dependentes, a Lei 9.784/99 dispõe, no artigo 54, ser de cinco anos o prazo para a Administração anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis aos destinatários. Com efeito, pende de julgamento neste Supremo Tribunal Federal o tema em que se discute o termo inicial do prazo decadencial para revisar atos de pensão ou aposentadoria pelo Tribunal de Contas da União, se da concessão da aposentadoria/pensão ou se do julgamento pela Corte de Contas, em sede de repercussão geral no bojo de RE 636.553, pendente ainda o julgamento do mérito. No entanto, o Acórdão impugnado diz respeito a atos de concessão cuja origem são óbitos anteriores a dezembro de 1990, sendo muito provável que o prazo de cinco anos, contados da concessão ou do julgamento, já tenha expirado. Há precedente da Primeira Turma desta Corte no sentido de reconhecer a ocorrência da coisa julgada administrativa quando ultrapassado o prazo de cinco anos previsto no art. 54 da Lei 9.784/99, como se vê da ementa aqui colacionada: “AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. NEGATIVA DE REGISTRO DE APOSENTADORIA. GRATIFICAÇÃO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO – COMPLEMENTO GATS. REPUTADA ILEGAL PELO ÓRGÃO DE CONTROLE. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. OCORRÊNCIA. FORMAÇÃO DA COISA JULGADA ADMINISTRATIVA. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se consuma, apenas, no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, que se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30.916, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 08.06.2012; MS 25.525, Rel. Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19.03.2010; MS 25.697, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12.03.2010. 2. In casu, o início do prazo decadencial para revisão das parcelas de aposentadoria da agravada se deu com a prolação do Acórdão TCU 1.774/2003, pois englobou a discussão acerca da base de cálculo para o recebimento do “Complemento GATS”, imposta por sentença judicial transitada em julgado, de sorte que os atos impugnados - Acórdãos TCU 6.759/2009 e 1.906/2011 – restam alcançados pela decadência administrativa (Lei 9.784/99, art. 54). Precedentes: MS 28.953, Relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 28.03.2012; MS 27.561 AgR, Relator Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 04.10.2012. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (MS 30780 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 11.09.2017). Grifos nossos. De todo modo e sem adentrar ao debate a respeito da formação da coisa julgada administrativa, não houve, no Acórdão do TCU ora atacado, menção ao respeito ao prazo decadencial de revisão previsto no artigo 9.784/99, porquanto o entendimento lá sustentado diz respeito à possibilidade de revisão a qualquer tempo em que se modificarem as condições fáticas da dependência econômica. Haure-se, portanto, da leitura da jurisprudência e da legislação acima citadas a seguinte conclusão: as pensões concedidas às filhas maiores sob a égide da Lei 3.373/58 que preenchiam os requisitos pertinentes ao estado civil e à não ocupação de cargo público de caráter permanente encontram-se consolidadas e somente podem ser alteradas, é dizer, cessadas, se um dos dois requisitos for superado, ou seja, se deixarem de ser solteiras ou se passarem a ocupar cargo público 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, que se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30.916, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 08.06.2012; MS 25.525, Rel. Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19.03.2010; MS 25.697, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12.03.2010. 2. In casu, o início do prazo decadencial para revisão das parcelas de aposentadoria da agravada se deu com a prolação do Acórdão TCU 1.774/2003, pois englobou a discussão acerca da base de cálculo para o recebimento do “Complemento GATS”, imposta por sentença judicial transitada em julgado, de sorte que os atos impugnados - Acórdãos TCU 6.759/2009 e 1.906/2011 – restam alcançados pela decadência administrativa (Lei 9.784/99, art. 54). Precedentes: MS 28.953, Relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 28.03.2012; MS 27.561 AgR, Relator Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 04.10.2012. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (MS 30780 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 11.09.2017). Grifos nossos. De todo modo e sem adentrar ao debate a respeito da formação da coisa julgada administrativa, não houve, no Acórdão do TCU ora atacado, menção ao respeito ao prazo decadencial de revisão previsto no artigo 9.784/99, porquanto o entendimento lá sustentado diz respeito à possibilidade de revisão a qualquer tempo em que se modificarem as condições fáticas da dependência econômica. Haure-se, portanto, da leitura da jurisprudência e da legislação acima citadas a seguinte conclusão: as pensões concedidas às filhas maiores sob a égide da Lei 3.373/58 que preenchiam os requisitos pertinentes ao estado civil e à não ocupação de cargo público de caráter permanente encontram-se consolidadas e somente podem ser alteradas, é dizer, cessadas, se um dos dois requisitos for superado, ou seja, se deixarem de ser solteiras ou se passarem a ocupar cargo público 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF permanente. O Tribunal de Contas da União, contudo, no Acórdão 2.780/16, não interpretou do mesmo modo a legislação e a jurisprudência transcritas acima. Esclareceu ter havido uma “evolução na jurisprudência recente do TCU a respeito do tema”. O TCU adotava a tese firmada no Poder Judiciário no sentido de que à pensão por morte aplica-se a lei vigente à época da concessão. Permitia, ainda, nos termos da Súmula 168, que a filha maior solteira que viesse a ocupar cargo público permanente na Administração Direta e Indireta optasse entre a pensão e a remuneração do cargo público, considerando a situação mais vantajosa. No entanto, em 2012, após consulta formulada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o que resultou na confecção do Acórdão 892/2012, o TCU alterou a interpretação sobre o tema “a partir da evolução social” e considerou revogar a Súmula 168, bem como reputar necessária a comprovação da dependência econômica das filhas em relação ao valor da pensão da qual são titulares. Para a Corte de Contas, “a dependência econômica constitui requisito cujo atendimento é indispensável tanto para a concessão da pensão quanto para a sua manutenção, ou seja, a eventual perda de tal dependência por parte da pensionista significará a extinção do direito à percepção do benefício em referência.” Partindo dessa premissa, ou seja, de que para a obtenção e manutenção da pensão por morte é exigida a prova da dependência econômica, o TCU definiu ser incompatível com a manutenção desse benefício a percepção, pela pensionista, de outras fontes de renda, ainda que não decorrentes da ocupação de cargo público permanente. Editou, então, a Súmula 285, de seguinte teor: “A pensão da Lei 3.373/1958 somente é devida à filha solteira maior de 21 anos enquanto existir dependência econômica em relação ao instituidor da pensão, falecido antes do advento da Lei 8.112/1990.” Ademais, foram fixadas diretrizes para a análise do novo 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF permanente. O Tribunal de Contas da União, contudo, no Acórdão 2.780/16, não interpretou do mesmo modo a legislação e a jurisprudência transcritas acima. Esclareceu ter havido uma “evolução na jurisprudência recente do TCU a respeito do tema”. O TCU adotava a tese firmada no Poder Judiciário no sentido de que à pensão por morte aplica-se a lei vigente à época da concessão. Permitia, ainda, nos termos da Súmula 168, que a filha maior solteira que viesse a ocupar cargo público permanente na Administração Direta e Indireta optasse entre a pensão e a remuneração do cargo público, considerando a situação mais vantajosa. No entanto, em 2012, após consulta formulada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o que resultou na confecção do Acórdão 892/2012, o TCU alterou a interpretação sobre o tema “a partir da evolução social” e considerou revogar a Súmula 168, bem como reputar necessária a comprovação da dependência econômica das filhas em relação ao valor da pensão da qual são titulares. Para a Corte de Contas, “a dependência econômica constitui requisito cujo atendimento é indispensável tanto para a concessão da pensão quanto para a sua manutenção, ou seja, a eventual perda de tal dependência por parte da pensionista significará a extinção do direito à percepção do benefício em referência.” Partindo dessa premissa, ou seja, de que para a obtenção e manutenção da pensão por morte é exigida a prova da dependência econômica, o TCU definiu ser incompatível com a manutenção desse benefício a percepção, pela pensionista, de outras fontes de renda, ainda que não decorrentes da ocupação de cargo público permanente. Editou, então, a Súmula 285, de seguinte teor: “A pensão da Lei 3.373/1958 somente é devida à filha solteira maior de 21 anos enquanto existir dependência econômica em relação ao instituidor da pensão, falecido antes do advento da Lei 8.112/1990.” Ademais, foram fixadas diretrizes para a análise do novo 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF requisito: “Se comprovado que o salário, pró-labore e/ou benefícios não são suficientes para a subsistência condigna da beneficiária, ela poderá acumular a economia própria com o benefício pensional. De outra forma, se a renda for bastante para a subsistência condigna, não há que se falar em habilitação ou na sua permanência como beneficiária da pensão.” (eDOC 30, p. 8) Estabeleceu-se como parâmetro da análise de renda “condigna da beneficiária” o valor do teto dos benefícios pagos pelo INSS. Em meu sentir, todavia, os princípios da legalidade e da segurança jurídica não permitem a subsistência in totum da decisão do Tribunal de Contas da União contida no Acórdão 2.780/2016. A violação ao princípio da legalidade se dá pelo estabelecimento de requisitos para a concessão e manutenção de benefício cuja previsão em lei não se verifica. Tal como apontou a Procuradoria-Geral da República em seu parecer (eDOC 66), “a interpretação adotada pelo Tribunal de Contas da União, contudo, não é compatível com o que se lê no parágrafo único do art. 5º da Lei n. 3.373/1958: ‘a filha solteira, maior de 21 (vinte e um) anos, só perderá a pensão temporária quando ocupante de cargo público permanente’”. Verifica-se, portanto, que a interpretação mais adequada do art. 5º, parágrafo único, da Lei 3.373/58 é aquela que somente autoriza a revisão da pensão concedida com amparo em seu regramento nas hipóteses em que a filha solteira maior de vinte e um anos se case ou tome posse em cargo público permanente. Trata-se de aplicar a consolidada jurisprudência desta Corte segundo a qual a concessão do benefício previdenciário de pensão por morte deve ser regida pela lei vigente à data em que falece o segurado instituidor. Em igual sentido foi o pronunciamento desta Corte ao apreciar o tema em precedente de 20.04.1999. Colaciono a ementa: “ADMINISTRATIVO. FILHA DE EX-SERVIDOR DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. PENSÃO TEMPORÁRIA. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF requisito: “Se comprovado que o salário, pró-labore e/ou benefícios não são suficientes para a subsistência condigna da beneficiária, ela poderá acumular a economia própria com o benefício pensional. De outra forma, se a renda for bastante para a subsistência condigna, não há que se falar em habilitação ou na sua permanência como beneficiária da pensão.” (eDOC 30, p. 8) Estabeleceu-se como parâmetro da análise de renda “condigna da beneficiária” o valor do teto dos benefícios pagos pelo INSS. Em meu sentir, todavia, os princípios da legalidade e da segurança jurídica não permitem a subsistência in totum da decisão do Tribunal de Contas da União contida no Acórdão 2.780/2016. A violação ao princípio da legalidade se dá pelo estabelecimento de requisitos para a concessão e manutenção de benefício cuja previsão em lei não se verifica. Tal como apontou a Procuradoria-Geral da República em seu parecer (eDOC 66), “a interpretação adotada pelo Tribunal de Contas da União, contudo, não é compatível com o que se lê no parágrafo único do art. 5º da Lei n. 3.373/1958: ‘a filha solteira, maior de 21 (vinte e um) anos, só perderá a pensão temporária quando ocupante de cargo público permanente’”. Verifica-se, portanto, que a interpretação mais adequada do art. 5º, parágrafo único, da Lei 3.373/58 é aquela que somente autoriza a revisão da pensão concedida com amparo em seu regramento nas hipóteses em que a filha solteira maior de vinte e um anos se case ou tome posse em cargo público permanente. Trata-se de aplicar a consolidada jurisprudência desta Corte segundo a qual a concessão do benefício previdenciário de pensão por morte deve ser regida pela lei vigente à data em que falece o segurado instituidor. Em igual sentido foi o pronunciamento desta Corte ao apreciar o tema em precedente de 20.04.1999. Colaciono a ementa: “ADMINISTRATIVO. FILHA DE EX-SERVIDOR DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. PENSÃO TEMPORÁRIA. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF LEI 3.373/58. ALTERAÇÕES PELA LEI 8.112/90. DIREITO ADQUIRIDO. A garantia insculpida no art. 5º, inc. XXXVI, da Constituição Federal impede que lei nova, ao instituir causa de extinção de benefício, não prevista na legislação anterior, retroaja para alcançar situação consolidada sob a égide da norma então em vigor. Conquanto tenha a Lei 8.112/90 alterado as hipóteses de concessão de pensão temporária, previstas na Lei 3.373/58, tais modificações não poderiam atingir benefícios concedidos antes de sua vigência. Recurso extraordinário não conhecido. (RE 234543, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, julgado em 20.04.1999). Grifos nossos. Dessa forma, é de se reconhecer a interpretação evolutiva do princípio da isonomia entre homens e mulheres após o advento da Constituição Federal de 1988 (artigo 5º, I) que, em tese, inviabiliza a concessão de pensão às filhas mulheres dos servidores públicos, maiores e aptas ao trabalho. Afinal, a presunção de incapacidade para a vida independente em favor das filhas dos servidores não mais se sustenta com o advento da nova ordem constitucional. Entretanto, as situações jurídicas já consolidadas sob a égide das constituições anteriores e do arcabouço legislativo que as regulamentavam não comportam interpretação retroativa à luz do atual sistema constitucional. Nesse sentido, embora o princípio da igualdade não tenha sido uma novidade na Constituição Federal de 1988, por já constar dos ideais de 1879 e formalmente nas constituições brasileiras desde a do Império, de 1824, a sua previsão não se revelou suficiente para impedir a escravidão ou para impor o sufrágio universal, por exemplo, tampouco para extirpar do Código Civil de 1916 a condição de relativamente incapazes das mulheres casadas, o que somente ocorreu em 1962, com a Lei 4.121/62. Do escólio doutrinário de Celso Ribeiro Bastos e Ives Gandra Martins, em comentários ao art. 5º, I, da CF/88, extrai-se o seguinte: 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF LEI 3.373/58. ALTERAÇÕES PELA LEI 8.112/90. DIREITO ADQUIRIDO. A garantia insculpida no art. 5º, inc. XXXVI, da Constituição Federal impede que lei nova, ao instituir causa de extinção de benefício, não prevista na legislação anterior, retroaja para alcançar situação consolidada sob a égide da norma então em vigor. Conquanto tenha a Lei 8.112/90 alterado as hipóteses de concessão de pensão temporária, previstas na Lei 3.373/58, tais modificações não poderiam atingir benefícios concedidos antes de sua vigência. Recurso extraordinário não conhecido. (RE 234543, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, julgado em 20.04.1999). Grifos nossos. Dessa forma, é de se reconhecer a interpretação evolutiva do princípio da isonomia entre homens e mulheres após o advento da Constituição Federal de 1988 (artigo 5º, I) que, em tese, inviabiliza a concessão de pensão às filhas mulheres dos servidores públicos, maiores e aptas ao trabalho. Afinal, a presunção de incapacidade para a vida independente em favor das filhas dos servidores não mais se sustenta com o advento da nova ordem constitucional. Entretanto, as situações jurídicas já consolidadas sob a égide das constituições anteriores e do arcabouço legislativo que as regulamentavam não comportam interpretação retroativa à luz do atual sistema constitucional. Nesse sentido, embora o princípio da igualdade não tenha sido uma novidade na Constituição Federal de 1988, por já constar dos ideais de 1879 e formalmente nas constituições brasileiras desde a do Império, de 1824, a sua previsão não se revelou suficiente para impedir a escravidão ou para impor o sufrágio universal, por exemplo, tampouco para extirpar do Código Civil de 1916 a condição de relativamente incapazes das mulheres casadas, o que somente ocorreu em 1962, com a Lei 4.121/62. Do escólio doutrinário de Celso Ribeiro Bastos e Ives Gandra Martins, em comentários ao art. 5º, I, da CF/88, extrai-se o seguinte: 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF “é preciso todavia reconhecer que o avanço jurídico conquistado pelas mulheres não corresponde muitas vezes a um real tratamento isonômico no que diz respeito à efetiva fruição de uma igualdade material. Isso a nosso ver é devido a duas razões fundamentais: as relações entre homens e mulheres obviamente se dão em todos os campos da atividade social, indo desde as relações de trabalho, na política, nas religiões e organizações em geral, até chegar ao recanto próprio do lar, onde homem e mulher se relacionam fundamentalmente sob a instituição do casamento. É bem de ver que, se é importante a estatuição de iguais direitos entre homem e mulher, é forçoso reconhecer que esta disposição só se aperfeiçoa e se torna eficaz na medida em que a própria cultura se altere.” (Comentários à Constituição do Brasil. v. 2. São Paulo: Saraiva, 1989. p. 18, grifos meus) Nesse contexto, revelava-se isonômico, quando da disciplina do estatuto jurídico do servidor público, no ano de 1958, salvaguardar às filhas solteiras uma condição mínima de sobrevivência à falta dos pais. Essa situação não mais subsiste e soaria não só imoral, mas inconstitucional, uma nova lei de tal modo protetiva na sociedade concebida sob os preceitos de isonomia entre homens e mulheres insculpidos na atual ordem constitucional. No entanto, a interpretação evolutiva dada pelo Tribunal de Contas da União não pode ter o condão de modificar os atos constituídos sob a égide da legislação protetiva, cujos efeitos jurídicos não estão dissociados da análise do preenchimento dos requisitos legais à época da concessão, pois “não é lícito ao intérprete distinguir onde o legislador não distinguiu” (RE 71.284, Rel. Min. Aliomar Baleeiro). Além disso, tanto o teor da Lei 3.373/58, como o histórico retro mencionado, acerca da situação da mulher na sociedade pré Constituição de 1988, evidenciam claramente a presunção de dependência econômica das filhas solteiras maiores de vinte e um anos, não se revelando razoável, exceto se houver dúvida 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF “é preciso todavia reconhecer que o avanço jurídico conquistado pelas mulheres não corresponde muitas vezes a um real tratamento isonômico no que diz respeito à efetiva fruição de uma igualdade material. Isso a nosso ver é devido a duas razões fundamentais: as relações entre homens e mulheres obviamente se dão em todos os campos da atividade social, indo desde as relações de trabalho, na política, nas religiões e organizações em geral, até chegar ao recanto próprio do lar, onde homem e mulher se relacionam fundamentalmente sob a instituição do casamento. É bem de ver que, se é importante a estatuição de iguais direitos entre homem e mulher, é forçoso reconhecer que esta disposição só se aperfeiçoa e se torna eficaz na medida em que a própria cultura se altere.” (Comentários à Constituição do Brasil. v. 2. São Paulo: Saraiva, 1989. p. 18, grifos meus) Nesse contexto, revelava-se isonômico, quando da disciplina do estatuto jurídico do servidor público, no ano de 1958, salvaguardar às filhas solteiras uma condição mínima de sobrevivência à falta dos pais. Essa situação não mais subsiste e soaria não só imoral, mas inconstitucional, uma nova lei de tal modo protetiva na sociedade concebida sob os preceitos de isonomia entre homens e mulheres insculpidos na atual ordem constitucional. No entanto, a interpretação evolutiva dada pelo Tribunal de Contas da União não pode ter o condão de modificar os atos constituídos sob a égide da legislação protetiva, cujos efeitos jurídicos não estão dissociados da análise do preenchimento dos requisitos legais à época da concessão, pois “não é lícito ao intérprete distinguir onde o legislador não distinguiu” (RE 71.284, Rel. Min. Aliomar Baleeiro). Além disso, tanto o teor da Lei 3.373/58, como o histórico retro mencionado, acerca da situação da mulher na sociedade pré Constituição de 1988, evidenciam claramente a presunção de dependência econômica das filhas solteiras maiores de vinte e um anos, não se revelando razoável, exceto se houver dúvida 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF no tocante à lisura da situação das requerentes no momento da solicitação da pensão (o que não se pode extrair das razões do ato impugnado), exigir que faça prova positiva da dependência financeira em relação ao servidor instituidor do benefício à época da concessão. Veja-se que a legislação de regência, quando previu, em relação a benefícios de caráter temporário, a possibilidade de “superação da qualidade de beneficiário”, foi expressa. A Lei 3.373/58, por exemplo, estabelecia a manutenção da invalidez como “condição essencial” à percepção da pensão do filho ou do irmão inválido. De igual modo, a Lei 8.112/90, atual estatuto jurídico dos servidores públicos civis federais, no artigo 222, enumera de modo expresso as hipóteses para a “perda da qualidade de beneficiário”: falecimento, anulação de casamento, cessação de invalidez ou afastamento de deficiência, acumulação de pensões, renúncia expressa ou, em relação ao cônjuge, o decurso dos prazos de que tratou a Lei 13.135/2015. Mesmo para os benefícios devidos aos pais e aos irmãos, que necessitam comprovar a dependência econômica para a concessão do benefício, a superação dessa condição não consta dentre as hipóteses de perda da qualidade de beneficiário. Ademais, dizer que a pensão é temporária não significa suscitar a sua revisão a cada dia ou a cada mês para verificar se persistem os requisitos que ensejaram a sua concessão. Significa que esse tipo de benefício tem condições resolutivas preestabelecidas: para os filhos, o atingimento da idade de 21 anos; para os inválidos, a superação dessa condição; para as filhas maiores de 21 anos, a alteração do estado civil ou a ocupação de cargo público de caráter permanente. Assim, enquanto a titular da pensão permanece solteira e não ocupa cargo permanente, independentemente da análise da dependência econômica, porque não é condição essencial prevista em lei, tem ela incorporado ao seu patrimônio jurídico o direito à manutenção dos pagamentos da pensão concedida sob a égide de legislação então vigente, não podendo ser esse 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF no tocante à lisura da situação das requerentes no momento da solicitação da pensão (o que não se pode extrair das razões do ato impugnado), exigir que faça prova positiva da dependência financeira em relação ao servidor instituidor do benefício à época da concessão. Veja-se que a legislação de regência, quando previu, em relação a benefícios de caráter temporário, a possibilidade de “superação da qualidade de beneficiário”, foi expressa. A Lei 3.373/58, por exemplo, estabelecia a manutenção da invalidez como “condição essencial” à percepção da pensão do filho ou do irmão inválido. De igual modo, a Lei 8.112/90, atual estatuto jurídico dos servidores públicos civis federais, no artigo 222, enumera de modo expresso as hipóteses para a “perda da qualidade de beneficiário”: falecimento, anulação de casamento, cessação de invalidez ou afastamento de deficiência, acumulação de pensões, renúncia expressa ou, em relação ao cônjuge, o decurso dos prazos de que tratou a Lei 13.135/2015. Mesmo para os benefícios devidos aos pais e aos irmãos, que necessitam comprovar a dependência econômica para a concessão do benefício, a superação dessa condição não consta dentre as hipóteses de perda da qualidade de beneficiário. Ademais, dizer que a pensão é temporária não significa suscitar a sua revisão a cada dia ou a cada mês para verificar se persistem os requisitos que ensejaram a sua concessão. Significa que esse tipo de benefício tem condições resolutivas preestabelecidas: para os filhos, o atingimento da idade de 21 anos; para os inválidos, a superação dessa condição; para as filhas maiores de 21 anos, a alteração do estado civil ou a ocupação de cargo público de caráter permanente. Assim, enquanto a titular da pensão permanece solteira e não ocupa cargo permanente, independentemente da análise da dependência econômica, porque não é condição essencial prevista em lei, tem ela incorporado ao seu patrimônio jurídico o direito à manutenção dos pagamentos da pensão concedida sob a égide de legislação então vigente, não podendo ser esse 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF direito extirpado por legislação superveniente, que estipulou causa de extinção outrora não prevista. No mesmo sentido, o Plenário do STF, no julgamento do MS 22.604, de relatoria do Ministro Maurício Corrêa, expressamente assentou a impossibilidade de reversão de pensão considerando o direito adquirido já consolidado: “PENSÃO. DISPUTA ENTRE HERDEIRAS. APLICAÇÃO DA LEI Nº 6.782/80. ATO ADMINISTRATIVO DO TCU. FILHA SEPARADA APÓS O ÓBITO DO PAI. REVERSÃO DO BENEFÍCIO. DIREITO ADQUIRIDO. EXISTÊNCIA. 1. Filha viúva, divorciada ou desquitada equipara-se à filha solteira, se provada dependência econômica ao instituidor, à data da sucessão pensional. 2. Verificado o óbito desse quando da vigência da Lei nº 6.782/80, a filha solteira, enquanto menor, faz jus à pensão, perdendo-a ao se casar. 3. Quota-parte da pensão cabível àquela que se casou transferida para a outra. Impossibilidade da reversão tempos depois em face da consolidação do direito adquirido. Mandado de Segurança conhecido e deferido”. (MS 22604, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, julgado em 28.04.1998). Nesse contexto, viola o princípio da legalidade o entendimento lançado no Acórdão 2.780/2016, do TCU, no sentido de que qualquer fonte de renda que represente subsistência condigna seja apta a ensejar o cancelamento da pensão ou de outra fonte de rendimento das titulares de pensão concedida na forma da Lei 3.373/58 e mantida nos termos do parágrafo único do artigo 5º dessa lei. O acórdão do TCU também não subsiste a uma apreciação à luz do princípio da segurança jurídica. Como dito, a Lei 9.784/99 impõe prazo decadencial para a revisão, pela Administração, de atos administrativos dos quais decorram efeitos favoráveis aos destinatários, salvo comprovada má-fé. Assim, ressalvados os casos em que as pensionistas deliberadamente violaram a lei, é dizer, usaram de má-fé para a 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF direito extirpado por legislação superveniente, que estipulou causa de extinção outrora não prevista. No mesmo sentido, o Plenário do STF, no julgamento do MS 22.604, de relatoria do Ministro Maurício Corrêa, expressamente assentou a impossibilidade de reversão de pensão considerando o direito adquirido já consolidado: “PENSÃO. DISPUTA ENTRE HERDEIRAS. APLICAÇÃO DA LEI Nº 6.782/80. ATO ADMINISTRATIVO DO TCU. FILHA SEPARADA APÓS O ÓBITO DO PAI. REVERSÃO DO BENEFÍCIO. DIREITO ADQUIRIDO. EXISTÊNCIA. 1. Filha viúva, divorciada ou desquitada equipara-se à filha solteira, se provada dependência econômica ao instituidor, à data da sucessão pensional. 2. Verificado o óbito desse quando da vigência da Lei nº 6.782/80, a filha solteira, enquanto menor, faz jus à pensão, perdendo-a ao se casar. 3. Quota-parte da pensão cabível àquela que se casou transferida para a outra. Impossibilidade da reversão tempos depois em face da consolidação do direito adquirido. Mandado de Segurança conhecido e deferido”. (MS 22604, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, julgado em 28.04.1998). Nesse contexto, viola o princípio da legalidade o entendimento lançado no Acórdão 2.780/2016, do TCU, no sentido de que qualquer fonte de renda que represente subsistência condigna seja apta a ensejar o cancelamento da pensão ou de outra fonte de rendimento das titulares de pensão concedida na forma da Lei 3.373/58 e mantida nos termos do parágrafo único do artigo 5º dessa lei. O acórdão do TCU também não subsiste a uma apreciação à luz do princípio da segurança jurídica. Como dito, a Lei 9.784/99 impõe prazo decadencial para a revisão, pela Administração, de atos administrativos dos quais decorram efeitos favoráveis aos destinatários, salvo comprovada má-fé. Assim, ressalvados os casos em que as pensionistas deliberadamente violaram a lei, é dizer, usaram de má-fé para a 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF obtenção ou manutenção do benefício previdenciário em questão, a revisão do ato de concessão há de observar o prazo decadencial previsto na Lei 9.784/99, pois o STF, no julgamento do RE 626.489, sob a sistemática da repercussão geral, assentou entendimento segundo o qual, com base na segurança jurídica e no equilíbrio financeiro e atuarial, não podem ser eternizados os litígios. A exceção à prova de má-fé não consta do Acórdão 2.780/2016, porque a interpretação que deu o TCU à manutenção das pensões temporárias é a de que elas podem ser revogadas a qualquer tempo, constatada a insubsistência dos requisitos que ensejaram a sua concessão, especialmente a dependência econômica, a qual, para o TCU, não é presumida. Por derradeiro, observo que um dos principais fundamentos do Acórdão 2.780/2016 é a “evolução interpretativa” realizada pelo TCU à luz da nova ordem constitucional, a permitir que se exija a comprovação da dependência econômica da pensionista em relação ao valor percebido. Veja-se que a nova interpretação resultou inclusive na revogação de Súmula do TCU que tratava da acumulação da pensão com cargo público. Ainda que fosse admissível a exigibilidade da dependência econômica como condição para a manutenção da pensão em debate nestes autos, a aplicação da inovação interpretativa aos atos já consolidados encontra óbice no inciso XIII do parágrafo único do artigo 2º da Lei 9.784/99, o qual veda a aplicação retroativa de nova interpretação na análise de processos administrativos. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a necessidade de se conferir efeitos ex nunc às decisões administrativas que modificam posicionamentos anteriores, a fim de dar segurança jurídica a atos já consolidados e até mesmo para evitar que justificativas como “orçamento público” sejam utilizadas para rever atos dos quais decorram efeitos financeiros favoráveis ao beneficiário. Precedente: AO 1.656, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 10.10.2014. 22 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF obtenção ou manutenção do benefício previdenciário em questão, a revisão do ato de concessão há de observar o prazo decadencial previsto na Lei 9.784/99, pois o STF, no julgamento do RE 626.489, sob a sistemática da repercussão geral, assentou entendimento segundo o qual, com base na segurança jurídica e no equilíbrio financeiro e atuarial, não podem ser eternizados os litígios. A exceção à prova de má-fé não consta do Acórdão 2.780/2016, porque a interpretação que deu o TCU à manutenção das pensões temporárias é a de que elas podem ser revogadas a qualquer tempo, constatada a insubsistência dos requisitos que ensejaram a sua concessão, especialmente a dependência econômica, a qual, para o TCU, não é presumida. Por derradeiro, observo que um dos principais fundamentos do Acórdão 2.780/2016 é a “evolução interpretativa” realizada pelo TCU à luz da nova ordem constitucional, a permitir que se exija a comprovação da dependência econômica da pensionista em relação ao valor percebido. Veja-se que a nova interpretação resultou inclusive na revogação de Súmula do TCU que tratava da acumulação da pensão com cargo público. Ainda que fosse admissível a exigibilidade da dependência econômica como condição para a manutenção da pensão em debate nestes autos, a aplicação da inovação interpretativa aos atos já consolidados encontra óbice no inciso XIII do parágrafo único do artigo 2º da Lei 9.784/99, o qual veda a aplicação retroativa de nova interpretação na análise de processos administrativos. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a necessidade de se conferir efeitos ex nunc às decisões administrativas que modificam posicionamentos anteriores, a fim de dar segurança jurídica a atos já consolidados e até mesmo para evitar que justificativas como “orçamento público” sejam utilizadas para rever atos dos quais decorram efeitos financeiros favoráveis ao beneficiário. Precedente: AO 1.656, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 10.10.2014. 22 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF Ante todo o exposto, apenas podem ser revistos os atos de concessão de pensões por morte cujas titulares deixaram de se enquadrar na previsão legal vigente na época do preenchimento dos requisitos legais, ou seja, é possível a revisão das pensões cujas titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Reconhecida, portanto, a qualidade de dependente da filha solteira maior de vinte e um anos em relação ao instituidor da pensão e não se verificando a superação das condições essenciais previstas na lei de regência, quais sejam, casamento ou posse em cargo público permanente, nos termos da Lei 3.373/58, a pensão é devida e deve ser mantida. Com essas considerações, diante da violação aos princípios da legalidade e da segurança jurídica, concedo parcialmente a segurança, com fulcro no art. 1º, da Lei 12.016/2009, para anular, em parte, o Acórdão 2.780/2016 do TCU para conceder parcialmente a segurança, também com amparo no art. 1º, da Lei 12.016/2009, para anular em parte o Acórdão 2.2780/2016 do TCU em relação à impetrante do presente mandado de segurança, mantendo-se igualmente a possibilidade de revisão em relação às pensões cujas titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, da Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Confirmo, ademais, as decisões liminares em que concedi os benefícios da assistência judiciária gratuita e determino o pagamento dos valores relativos às pensões por morte concedidas com amparo na Lei 3.373/58 desde a cessação indevida. Julgo prejudicado o agravo interposto pela União no 23 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF Ante todo o exposto, apenas podem ser revistos os atos de concessão de pensões por morte cujas titulares deixaram de se enquadrar na previsão legal vigente na época do preenchimento dos requisitos legais, ou seja, é possível a revisão das pensões cujas titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Reconhecida, portanto, a qualidade de dependente da filha solteira maior de vinte e um anos em relação ao instituidor da pensão e não se verificando a superação das condições essenciais previstas na lei de regência, quais sejam, casamento ou posse em cargo público permanente, nos termos da Lei 3.373/58, a pensão é devida e deve ser mantida. Com essas considerações, diante da violação aos princípios da legalidade e da segurança jurídica, concedo parcialmente a segurança, com fulcro no art. 1º, da Lei 12.016/2009, para anular, em parte, o Acórdão 2.780/2016 do TCU para conceder parcialmente a segurança, também com amparo no art. 1º, da Lei 12.016/2009, para anular em parte o Acórdão 2.2780/2016 do TCU em relação à impetrante do presente mandado de segurança, mantendo-se igualmente a possibilidade de revisão em relação às pensões cujas titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, da Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Confirmo, ademais, as decisões liminares em que concedi os benefícios da assistência judiciária gratuita e determino o pagamento dos valores relativos às pensões por morte concedidas com amparo na Lei 3.373/58 desde a cessação indevida. Julgo prejudicado o agravo interposto pela União no 23 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF presente feito.” Nas razões recursais, a União suscitou preliminar de ilegitimidade do Tribunal de Contas da União para figurar no polo passivo da demanda, pois autoridade coatora é aquela que pratica o ato impugnado (Lei nº 12.016/2009, art. 6º, §3º), enquanto que a pensão da parte impetrante foi cancelada pelo órgão pagador da pensão, instaurando processo administrativo próprio. Assim, o ato do TCU teria caráter geral, abstrato e impessoal, sem implicar em violação ou ameaça de lesão a direito concreto da impetrante. Assevera que o precedente firmado no julgamento do MS 27.031, sobre a legitimidade do TCU, não pode ser aplicado neste caso, uma vez que o Acórdão 1.843/2006/TCU, posto em análise naquele processo, seria menos genérico do que o Acórdão 2.2780/2016/TCU, ato coator apontado na presente impetração. Suscita, ademais, preliminar de decadência, alegando que o marco inicial para contagem do prazo decadencial de 120 (cento e vinte) dias (Lei nº 12.016/2009, art. 23) teria início na data em que recebida a notificação inicial do órgão gestor da pensão especial, possibilitando a apresentação de defesa. Afirma que foi esse o entendimento deste Relator em caso análogo, no MS 35.049, em que foi declarada a decadência da impetração, bem como da Min. Cármen Lúcia, em decisão monocrática prolatada nos autos do MS 34.986. Ressalta que a interposição de recurso administrativo desprovido de efeito suspensivo não interrompe o prazo para ajuizamento do mandamus, conforme jurisprudência desta Corte. No mérito, sustenta a legalidade e legitimidade do ato impugnado, eis que o Tribunal de Contas teria interpretado o art. 5º da Lei nº 3.373/1958 com fundamento na Constituição Federal de 1988. Defende não haver qualquer violação aos princípios do tempus regit actum, da segurança jurídica, da dignidade da pessoa humana e da vedação à retroação de novo entendimento administrativo, pois o benefício pode ser cassado a qualquer tempo por circunstância resolutiva prevista pela própria lei. Aduz que, conforme o voto do Ministro Revisor 24 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF presente feito.” Nas razões recursais, a União suscitou preliminar de ilegitimidade do Tribunal de Contas da União para figurar no polo passivo da demanda, pois autoridade coatora é aquela que pratica o ato impugnado (Lei nº 12.016/2009, art. 6º, §3º), enquanto que a pensão da parte impetrante foi cancelada pelo órgão pagador da pensão, instaurando processo administrativo próprio. Assim, o ato do TCU teria caráter geral, abstrato e impessoal, sem implicar em violação ou ameaça de lesão a direito concreto da impetrante. Assevera que o precedente firmado no julgamento do MS 27.031, sobre a legitimidade do TCU, não pode ser aplicado neste caso, uma vez que o Acórdão 1.843/2006/TCU, posto em análise naquele processo, seria menos genérico do que o Acórdão 2.2780/2016/TCU, ato coator apontado na presente impetração. Suscita, ademais, preliminar de decadência, alegando que o marco inicial para contagem do prazo decadencial de 120 (cento e vinte) dias (Lei nº 12.016/2009, art. 23) teria início na data em que recebida a notificação inicial do órgão gestor da pensão especial, possibilitando a apresentação de defesa. Afirma que foi esse o entendimento deste Relator em caso análogo, no MS 35.049, em que foi declarada a decadência da impetração, bem como da Min. Cármen Lúcia, em decisão monocrática prolatada nos autos do MS 34.986. Ressalta que a interposição de recurso administrativo desprovido de efeito suspensivo não interrompe o prazo para ajuizamento do mandamus, conforme jurisprudência desta Corte. No mérito, sustenta a legalidade e legitimidade do ato impugnado, eis que o Tribunal de Contas teria interpretado o art. 5º da Lei nº 3.373/1958 com fundamento na Constituição Federal de 1988. Defende não haver qualquer violação aos princípios do tempus regit actum, da segurança jurídica, da dignidade da pessoa humana e da vedação à retroação de novo entendimento administrativo, pois o benefício pode ser cassado a qualquer tempo por circunstância resolutiva prevista pela própria lei. Aduz que, conforme o voto do Ministro Revisor 24 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF no ato coator, não teria havido substrato legal para o deferimento dessas pensões, anotando que decisão judicial ou administrativa não cria direito adquirido, “ainda que tal faculdade possa ter sido prevista com base em critério interpretativo anterior, já visto pelo Plenário como irregular, ilegal e inconveniente para as despesas públicas, razão da sua supressão” (eDOC 73, p. 17). Aduz que a finalidade do legislador, ao prever como causas de interrupção do pagamento da pensão especial a ocupação de cargo público permanente ou matrimônio, foi a de manter a filha do instituidor amparada, desde que não tenha outra fonte de renda. A dependência econômica seria, assim, requisito implícito imposto pela lei. Afirma que o ato ilegal não pode ser convalidado pelo decurso do tempo, prestigiando o interesse público contra o prejuízo do erário, previsto na Constituição. Acrescenta ser inaplicável o art. 54, da Lei nº 9.784/1999 ao caso concreto, pois a competência constitucional de controle externo não é exercício de autotutela da Administração Pública. Por outro lado, tem que a auditoria do ato coator fiscaliza fatos supervenientes, que são causas extintivas do direito à pensão temporária. Por fim, alega que, em vista das Súmulas nº 269 e 271/STF, não pode a decisão em mandado de segurança conceder valores retroativos à impetração. Em contrarrazões (eDOC 77), sustenta a impetrante, em síntese, que (i) o TCU não seria parte legítima se os órgãos executores tivessem poder de decidir em tese distinta de seu entendimento no ato coator, o que não ocorre neste caso; (ii) a intimação para apresentar defesa não lesionou, por si só, seus direitos, inciando-se a contagem do prazo decadencial após o efetivo cancelamento de sua pensão; (iii) o órgão não realizou análise de seu caso concretamente, pois, em se verificando que havia qualquer sorte de acumulação de rendas, o benefício seria cancelado; (iv) o ato coator não subsiste perante o princípio da legalidade, do tempus regit actum, do direito adquirido e da segurança jurídica; (v) a decadência administrativa da Administração para rever a concessão de sua pensão, ocorrida em 25 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF no ato coator, não teria havido substrato legal para o deferimento dessas pensões, anotando que decisão judicial ou administrativa não cria direito adquirido, “ainda que tal faculdade possa ter sido prevista com base em critério interpretativo anterior, já visto pelo Plenário como irregular, ilegal e inconveniente para as despesas públicas, razão da sua supressão” (eDOC 73, p. 17). Aduz que a finalidade do legislador, ao prever como causas de interrupção do pagamento da pensão especial a ocupação de cargo público permanente ou matrimônio, foi a de manter a filha do instituidor amparada, desde que não tenha outra fonte de renda. A dependência econômica seria, assim, requisito implícito imposto pela lei. Afirma que o ato ilegal não pode ser convalidado pelo decurso do tempo, prestigiando o interesse público contra o prejuízo do erário, previsto na Constituição. Acrescenta ser inaplicável o art. 54, da Lei nº 9.784/1999 ao caso concreto, pois a competência constitucional de controle externo não é exercício de autotutela da Administração Pública. Por outro lado, tem que a auditoria do ato coator fiscaliza fatos supervenientes, que são causas extintivas do direito à pensão temporária. Por fim, alega que, em vista das Súmulas nº 269 e 271/STF, não pode a decisão em mandado de segurança conceder valores retroativos à impetração. Em contrarrazões (eDOC 77), sustenta a impetrante, em síntese, que (i) o TCU não seria parte legítima se os órgãos executores tivessem poder de decidir em tese distinta de seu entendimento no ato coator, o que não ocorre neste caso; (ii) a intimação para apresentar defesa não lesionou, por si só, seus direitos, inciando-se a contagem do prazo decadencial após o efetivo cancelamento de sua pensão; (iii) o órgão não realizou análise de seu caso concretamente, pois, em se verificando que havia qualquer sorte de acumulação de rendas, o benefício seria cancelado; (iv) o ato coator não subsiste perante o princípio da legalidade, do tempus regit actum, do direito adquirido e da segurança jurídica; (v) a decadência administrativa da Administração para rever a concessão de sua pensão, ocorrida em 25 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF 30.11.1975, 43 (quarenta e três) anos atrás. É, em síntese, o relatório. 26 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF 30.11.1975, 43 (quarenta e três) anos atrás. É, em síntese, o relatório. 26 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.873 DISTRITO FEDERAL V O T O O Senhor Ministro Edson Fachin (Relator): As razões recursais são insuficientes para infirmar a decisão agravada. Em primeira ordem, verifica-se, em detida análise dos precedentes desta Corte, a inequívoca legitimidade passiva da autoridade coatora no caso em tela. O ato impugnado, do qual se depreende uma possível ameaça de lesão ao direito de parte dos associados, foi exarado pelo Tribunal de Contas da União por meio do Acórdão 2.780/2016, em que foi reconhecida a necessidade de comprovação da dependência econômica para fins de manutenção da pensão por morte e, de consequência, a suspensão de pagamentos incompatíveis com o respectivo benefício. Trata-se de ato concreto e impositivo do TCU, cujo objetivo vincular os órgãos que administram pensões como a da Impetrante a instituírem requisito não previsto em lei, qual seja, da dependência econômica, para fins de manutenção do benefício. Não devem prosperar, portanto, os argumentos da União no sentido de invocar a aplicação da Súmula n.º 266, desta Corte: “Não cabe mandado de segurança contra lei em tese”. Ademais, em caso análogo, admitiu-se a legitimidade passiva do TCU, como se vê do precedente cuja ementa reproduzo: “AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS POR SANDRA LUCIA GOMES LAMBERT EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PENSÃO DE FILHA SOLTEIRA MAIOR DE 21 ANOS JULGADA LEGAL PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. OCUPAÇÃO DE CARGO PÚBLICO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.873 DISTRITO FEDERAL V O T O O Senhor Ministro Edson Fachin (Relator): As razões recursais são insuficientes para infirmar a decisão agravada. Em primeira ordem, verifica-se, em detida análise dos precedentes desta Corte, a inequívoca legitimidade passiva da autoridade coatora no caso em tela. O ato impugnado, do qual se depreende uma possível ameaça de lesão ao direito de parte dos associados, foi exarado pelo Tribunal de Contas da União por meio do Acórdão 2.780/2016, em que foi reconhecida a necessidade de comprovação da dependência econômica para fins de manutenção da pensão por morte e, de consequência, a suspensão de pagamentos incompatíveis com o respectivo benefício. Trata-se de ato concreto e impositivo do TCU, cujo objetivo vincular os órgãos que administram pensões como a da Impetrante a instituírem requisito não previsto em lei, qual seja, da dependência econômica, para fins de manutenção do benefício. Não devem prosperar, portanto, os argumentos da União no sentido de invocar a aplicação da Súmula n.º 266, desta Corte: “Não cabe mandado de segurança contra lei em tese”. Ademais, em caso análogo, admitiu-se a legitimidade passiva do TCU, como se vê do precedente cuja ementa reproduzo: “AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS POR SANDRA LUCIA GOMES LAMBERT EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PENSÃO DE FILHA SOLTEIRA MAIOR DE 21 ANOS JULGADA LEGAL PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. OCUPAÇÃO DE CARGO PÚBLICO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF EFETIVO. EXCLUSÃO DO BENEFÍCIO EM RAZÃO DE ACÓRDÃO DO TCU. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. OCORRÊNCIA DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NULIDADE DO ACÓRDÃO DO TCU. RESTABELECIMENTO DA PENSÃO ATÉ NOVA APRECIAÇÃO PELA CORTE DE CONTAS. AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. PREJUDICADO O AGRAVO INTERPOSTO POR SANDRA LUCIA GOMES LAMBERT. 1. Há precedente nesta Corte no sentido de que o Tribunal de Contas da União será parte legítima para figurar no polo passivo da ação mandamental quando, a partir de sua decisão, for determinada a exclusão de um direito. (Precedente: MS 24.927, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 28/9/2005) 2. In casu, o TCU determinou à Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para que fossem suspensas pensões de filhas solteiras maiores de 21 anos que ocupassem cargo público efetivo. 3. A Súmula Vinculante nº 3 do STF excepciona a observância prévia do contraditório e da ampla defesa na apreciação da legalidade do ato de concessão de aposentadoria, reforma e pensão pelo Tribunal de Contas da União. Contudo, o presente caso não se enquadra na exceção prevista, pois não se trata de concessão inicial de aposentadoria, de reforma ou de pensão. Dessa forma, podendo a decisão resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, cabível o exercício da ampla defesa e do contraditório. No entanto, não se verifica abertura de prazo pelo TCU, a fim de que houvesse oportunidade de defesa à Sandra Lúcia Gomes Lambert diante da exclusão do seu benefício de pensão. 4. Portanto, não merece ser reformada a decisão agravada que anulou o acórdão 1.843/2006 do TCU para que se possibilite que Sandra Lúcia Gomes Lambert exerça o contraditório e a ampla defesa a que tem direito, com o restabelecimento da pensão até a nova apreciação pela Corte de Contas. 5. Agravo regimental, interposto pela União, a que nega 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF EFETIVO. EXCLUSÃO DO BENEFÍCIO EM RAZÃO DE ACÓRDÃO DO TCU. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. OCORRÊNCIA DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NULIDADE DO ACÓRDÃO DO TCU. RESTABELECIMENTO DA PENSÃO ATÉ NOVA APRECIAÇÃO PELA CORTE DE CONTAS. AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. PREJUDICADO O AGRAVO INTERPOSTO POR SANDRA LUCIA GOMES LAMBERT. 1. Há precedente nesta Corte no sentido de que o Tribunal de Contas da União será parte legítima para figurar no polo passivo da ação mandamental quando, a partir de sua decisão, for determinada a exclusão de um direito. (Precedente: MS 24.927, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 28/9/2005) 2. In casu, o TCU determinou à Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para que fossem suspensas pensões de filhas solteiras maiores de 21 anos que ocupassem cargo público efetivo. 3. A Súmula Vinculante nº 3 do STF excepciona a observância prévia do contraditório e da ampla defesa na apreciação da legalidade do ato de concessão de aposentadoria, reforma e pensão pelo Tribunal de Contas da União. Contudo, o presente caso não se enquadra na exceção prevista, pois não se trata de concessão inicial de aposentadoria, de reforma ou de pensão. Dessa forma, podendo a decisão resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, cabível o exercício da ampla defesa e do contraditório. No entanto, não se verifica abertura de prazo pelo TCU, a fim de que houvesse oportunidade de defesa à Sandra Lúcia Gomes Lambert diante da exclusão do seu benefício de pensão. 4. Portanto, não merece ser reformada a decisão agravada que anulou o acórdão 1.843/2006 do TCU para que se possibilite que Sandra Lúcia Gomes Lambert exerça o contraditório e a ampla defesa a que tem direito, com o restabelecimento da pensão até a nova apreciação pela Corte de Contas. 5. Agravo regimental, interposto pela União, a que nega 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF provimento, restando prejudicado o agravo regimental interposto por Sandra Lúcia Gomes Lambert. (MS 27031 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 08.09.2015).” Grifos nossos. O ato apontado como coator, portanto, Acórdão 2.780/2016 do TCU, consubstancia orientação de nítidos efeitos vinculantes em relação aos demais órgãos da administração gestores das referidas pensões, aptidão para, em tese, desconstituir situações jurídicas que, como aduz a Impetrante, estão há muito consolidadas. Deste modo, é viável apreciar a impetração, bem como está assentada a legitimidade passiva da autoridade coatora. Na hipótese, portanto, a ameaça a direito líquido e certo das associadas à Impetrante advém não do ato do órgão que administra a pensão e que lhes informa a respeito do conteúdo do Acórdão 2.780/16 do TCU, mas, ao contrário, do próprio acórdão do TCU. E assim é justamente porque o acórdão do TCU tem efeitos vinculantes e potencial para desconstituir situações jurídicas consolidadas há no mínimo 27 (vinte e sete) anos, considerando o advento da Lei 8.112/90, em 11.12.1990. Desse modo, resta assentada a legitimidade passiva do TCU e, por conseguinte, a competência deste Supremo Tribunal Federal para apreciar o caso. A União invoca, ainda, que o prazo decadencial de 120 (cento e vinte) dias, previsto no art. 23, da Lei n.º 12.016/2009, teria se escoado. Sem razão a agravante. A Impetrante foi notificada pelo órgão que administra o benefício, em cumprimento à ordem emanada do TCU, em 04.05.2017 (eDOC 8), de modo que não houve o transcurso de cento e vinte dias, eis que a ação foi ajuizada em 02.06.2017 (eDOC 29). No mérito, a União alega que o benefício concedido com fundamento na Lei 3373/1958 pode ser revisto a qualquer tempo, em razão de circunstância resolutiva prevista na própria lei de regência, sem com isso, haver qualquer ofensa aos princípios do tempus regit actum, da segurança jurídica, da dignidade da pessoa humana e da vedação à retroação de novo entendimento administrativo. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF provimento, restando prejudicado o agravo regimental interposto por Sandra Lúcia Gomes Lambert. (MS 27031 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 08.09.2015).” Grifos nossos. O ato apontado como coator, portanto, Acórdão 2.780/2016 do TCU, consubstancia orientação de nítidos efeitos vinculantes em relação aos demais órgãos da administração gestores das referidas pensões, aptidão para, em tese, desconstituir situações jurídicas que, como aduz a Impetrante, estão há muito consolidadas. Deste modo, é viável apreciar a impetração, bem como está assentada a legitimidade passiva da autoridade coatora. Na hipótese, portanto, a ameaça a direito líquido e certo das associadas à Impetrante advém não do ato do órgão que administra a pensão e que lhes informa a respeito do conteúdo do Acórdão 2.780/16 do TCU, mas, ao contrário, do próprio acórdão do TCU. E assim é justamente porque o acórdão do TCU tem efeitos vinculantes e potencial para desconstituir situações jurídicas consolidadas há no mínimo 27 (vinte e sete) anos, considerando o advento da Lei 8.112/90, em 11.12.1990. Desse modo, resta assentada a legitimidade passiva do TCU e, por conseguinte, a competência deste Supremo Tribunal Federal para apreciar o caso. A União invoca, ainda, que o prazo decadencial de 120 (cento e vinte) dias, previsto no art. 23, da Lei n.º 12.016/2009, teria se escoado. Sem razão a agravante. A Impetrante foi notificada pelo órgão que administra o benefício, em cumprimento à ordem emanada do TCU, em 04.05.2017 (eDOC 8), de modo que não houve o transcurso de cento e vinte dias, eis que a ação foi ajuizada em 02.06.2017 (eDOC 29). No mérito, a União alega que o benefício concedido com fundamento na Lei 3373/1958 pode ser revisto a qualquer tempo, em razão de circunstância resolutiva prevista na própria lei de regência, sem com isso, haver qualquer ofensa aos princípios do tempus regit actum, da segurança jurídica, da dignidade da pessoa humana e da vedação à retroação de novo entendimento administrativo. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF Ressalto o entendimento assentado neste Supremo Tribunal Federal quanto à incidência, aos benefícios previdenciários, da lei em vigência ao tempo em que preenchidos os requisitos necessários à sua concessão. Trata-se da regra “tempus regit actum”, a qual, aplicada ao ato de concessão de pensão por morte, significa dizer: a lei que rege a concessão do benefício de pensão por morte é a vigente na data do óbito do segurado. Neste sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. FISCAIS DE RENDA. PENSÃO POR MORTE. 1) A pensão por morte rege-se pela legislação em vigor na data do falecimento do segurado. Princípio da lei do tempo rege o ato (tempus regit actum). Precedentes. 2) Impossibilidade de análise de legislação local (Lei Complementar estadual n. 69/1990 e Lei estadual n. 3.189/1999). Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 763.761- AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 10.12.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Pensão por morte. É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que o valor da pensão por morte deve observar o padrão previsto ao tempo do evento que enseja o benefício. Tempus regit actum. 3. Evento instituidor do benefício anterior à vigência da Emenda Constitucional 20/1998. Descabe emprestar eficácia retroativa à diretriz constitucional. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 717.077- AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 12.12.2012). “PREVIDENCIÁRIO – PENSÃO POR MORTE – LEGISLAÇÃO APLICÁVEL – DATA DO ÓBITO. Aplica-se ao benefício de pensão por morte a lei vigente à época do óbito do instituidor.” (ARE 644801 AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 24.11.2015). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF Ressalto o entendimento assentado neste Supremo Tribunal Federal quanto à incidência, aos benefícios previdenciários, da lei em vigência ao tempo em que preenchidos os requisitos necessários à sua concessão. Trata-se da regra “tempus regit actum”, a qual, aplicada ao ato de concessão de pensão por morte, significa dizer: a lei que rege a concessão do benefício de pensão por morte é a vigente na data do óbito do segurado. Neste sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. FISCAIS DE RENDA. PENSÃO POR MORTE. 1) A pensão por morte rege-se pela legislação em vigor na data do falecimento do segurado. Princípio da lei do tempo rege o ato (tempus regit actum). Precedentes. 2) Impossibilidade de análise de legislação local (Lei Complementar estadual n. 69/1990 e Lei estadual n. 3.189/1999). Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 763.761- AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 10.12.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Pensão por morte. É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que o valor da pensão por morte deve observar o padrão previsto ao tempo do evento que enseja o benefício. Tempus regit actum. 3. Evento instituidor do benefício anterior à vigência da Emenda Constitucional 20/1998. Descabe emprestar eficácia retroativa à diretriz constitucional. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 717.077- AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 12.12.2012). “PREVIDENCIÁRIO – PENSÃO POR MORTE – LEGISLAÇÃO APLICÁVEL – DATA DO ÓBITO. Aplica-se ao benefício de pensão por morte a lei vigente à época do óbito do instituidor.” (ARE 644801 AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 24.11.2015). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF A tese foi assentada, inclusive, no julgamento do RE 597.389-RG-QO (Tema 165), sob a sistemática da repercussão geral. As pensões cujas revisões foram determinadas no Acórdão 2.780/2016, como já mencionado, tiveram suas concessões amparadas na Lei 3.373/58, que dispunha sobre o Plano de Assistência ao Funcionário e sua Família. O referido diploma regulamentou os artigos 161 e 256 da Lei 1.711/1952, Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União, que vigorou até o advento da Lei 8.112/91. Reproduzo a redação dos artigos 3º e 5º da Lei 3.373/58: Art. 3º O Seguro Social obrigatório garante os seguintes benefícios: I - Pensão vitalícia; II - Pensão temporária; III - Pecúlio especial. (...) Art. 5º Para os efeitos do artigo anterior, considera-se família do segurado: I - Para percepção de pensão vitalícia: a) a espôsa, exceto a desquitada que não receba pensão de alimentos; b) o marido inválido; c) a mãe viúva ou sob dependência econômica preponderante do funcionário, ou pai inválido no caso de ser o segurado solteiro ou viúvo; II - Para a percepção de pensões temporárias: a) o filho de qualquer condição, ou enteado, até a idade de 21 (vinte e um) anos, ou, se inválido, enquanto durar a invalidez; b) o irmão, órfão de pai e sem padrasto, até a idade de 21 (vinte e um) anos, ou, se inválido enquanto durar a invalidez, no caso de ser o segurado solteiro ou viúvo, sem filhos nem enteados. Parágrafo único. A filha solteira, maior de 21 (vinte e um) anos, só perderá a pensão temporária quando ocupante de cargo público permanente. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF A tese foi assentada, inclusive, no julgamento do RE 597.389-RG-QO (Tema 165), sob a sistemática da repercussão geral. As pensões cujas revisões foram determinadas no Acórdão 2.780/2016, como já mencionado, tiveram suas concessões amparadas na Lei 3.373/58, que dispunha sobre o Plano de Assistência ao Funcionário e sua Família. O referido diploma regulamentou os artigos 161 e 256 da Lei 1.711/1952, Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União, que vigorou até o advento da Lei 8.112/91. Reproduzo a redação dos artigos 3º e 5º da Lei 3.373/58: Art. 3º O Seguro Social obrigatório garante os seguintes benefícios: I - Pensão vitalícia; II - Pensão temporária; III - Pecúlio especial. (...) Art. 5º Para os efeitos do artigo anterior, considera-se família do segurado: I - Para percepção de pensão vitalícia: a) a espôsa, exceto a desquitada que não receba pensão de alimentos; b) o marido inválido; c) a mãe viúva ou sob dependência econômica preponderante do funcionário, ou pai inválido no caso de ser o segurado solteiro ou viúvo; II - Para a percepção de pensões temporárias: a) o filho de qualquer condição, ou enteado, até a idade de 21 (vinte e um) anos, ou, se inválido, enquanto durar a invalidez; b) o irmão, órfão de pai e sem padrasto, até a idade de 21 (vinte e um) anos, ou, se inválido enquanto durar a invalidez, no caso de ser o segurado solteiro ou viúvo, sem filhos nem enteados. Parágrafo único. A filha solteira, maior de 21 (vinte e um) anos, só perderá a pensão temporária quando ocupante de cargo público permanente. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF Os requisitos para a concessão da pensão por morte aos filhos dos servidores públicos civis federais eram, portanto, serem menores de 21 (vinte e um anos) ou inválidos. Excepcionalmente, a filha que se mantivesse solteira após os 21 anos não deixaria de receber a pensão por morte, exceto se passasse a ocupar cargo público permanente. Não se exigiam outros requisitos como, por exemplo, a prova da dependência econômica da filha em relação ao instituidor ou ser a pensão sua única fonte de renda. De igual modo, não havia na lei hipótese de cessação da pensão calcada no exercício, pela pensionista, de outra atividade laborativa que lhe gerasse algum tipo de renda, à exceção de cargo público permanente. A superação da qualidade de beneficiário da pensão temporária ocorria, apenas, em relação aos filhos do sexo masculino após os 21 anos, quando da recuperação da capacidade laborativa pelo filho inválido, e, no que tange à filha maior de 21 anos, na hipótese de alteração do estado civil ou de posse em cargo público. A Lei 1.711/1952 e todas as que a regulamentavam, incluída a Lei 3.373/58, foram revogadas pela Lei 8.112/90, como já referido, que dispôs sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, à luz na nova ordem constitucional inaugurada em 1988. Nesse novo estatuto, a filha solteira maior de 21 anos não mais figura no rol de dependentes habilitados à pensão temporária. A norma em vigor, tendo em conta as reformas promovidas pela Lei 13.135/2015, prevê que somente podem ser beneficiários das pensões, cujos instituidores sejam servidores públicos civis, o cônjuge ou companheiro, os filhos menores de 21 anos, inválidos ou com deficiência mental ou intelectual, e os pais ou irmão que comprovem dependência econômica. Nesse contexto, as pensões cuja revisão suscita o Tribunal de Contas da União no Acórdão 2.780/2016 foram necessariamente concedidas entre o início e o término de vigência da Lei 3.373/58, ou seja, de março de 1958 a dezembro de 1990. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF Os requisitos para a concessão da pensão por morte aos filhos dos servidores públicos civis federais eram, portanto, serem menores de 21 (vinte e um anos) ou inválidos. Excepcionalmente, a filha que se mantivesse solteira após os 21 anos não deixaria de receber a pensão por morte, exceto se passasse a ocupar cargo público permanente. Não se exigiam outros requisitos como, por exemplo, a prova da dependência econômica da filha em relação ao instituidor ou ser a pensão sua única fonte de renda. De igual modo, não havia na lei hipótese de cessação da pensão calcada no exercício, pela pensionista, de outra atividade laborativa que lhe gerasse algum tipo de renda, à exceção de cargo público permanente. A superação da qualidade de beneficiário da pensão temporária ocorria, apenas, em relação aos filhos do sexo masculino após os 21 anos, quando da recuperação da capacidade laborativa pelo filho inválido, e, no que tange à filha maior de 21 anos, na hipótese de alteração do estado civil ou de posse em cargo público. A Lei 1.711/1952 e todas as que a regulamentavam, incluída a Lei 3.373/58, foram revogadas pela Lei 8.112/90, como já referido, que dispôs sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, à luz na nova ordem constitucional inaugurada em 1988. Nesse novo estatuto, a filha solteira maior de 21 anos não mais figura no rol de dependentes habilitados à pensão temporária. A norma em vigor, tendo em conta as reformas promovidas pela Lei 13.135/2015, prevê que somente podem ser beneficiários das pensões, cujos instituidores sejam servidores públicos civis, o cônjuge ou companheiro, os filhos menores de 21 anos, inválidos ou com deficiência mental ou intelectual, e os pais ou irmão que comprovem dependência econômica. Nesse contexto, as pensões cuja revisão suscita o Tribunal de Contas da União no Acórdão 2.780/2016 foram necessariamente concedidas entre o início e o término de vigência da Lei 3.373/58, ou seja, de março de 1958 a dezembro de 1990. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF A respeito do prazo para a revisão do ato de concessão de benefícios previdenciários a servidor público ou a seus dependentes, a Lei 9.784/99 dispõe, no artigo 54, ser de cinco anos o prazo para a Administração anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis aos destinatários. Com efeito, pende de julgamento neste Supremo Tribunal Federal o tema em que se discute o termo inicial do prazo decadencial para revisar atos de pensão ou aposentadoria pelo Tribunal de Contas da União, se da concessão da aposentadoria/pensão ou se do julgamento pela Corte de Contas, em sede de repercussão geral no bojo de RE 636.553, pendente ainda o julgamento do mérito. No entanto, o Acórdão impugnado diz respeito a atos de concessão cuja origem são óbitos anteriores a dezembro de 1990, sendo muito provável que o prazo de cinco anos, contados da concessão ou do julgamento, já tenha expirado. Há precedente da Primeira Turma desta Corte no sentido de reconhecer a ocorrência da coisa julgada administrativa quando ultrapassado o prazo de cinco anos previsto no art. 54 da Lei 9.784/99, como se vê da ementa aqui colacionada: “AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. NEGATIVA DE REGISTRO DE APOSENTADORIA. GRATIFICAÇÃO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO – COMPLEMENTO GATS. REPUTADA ILEGAL PELO ÓRGÃO DE CONTROLE. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. OCORRÊNCIA. FORMAÇÃO DA COISA JULGADA ADMINISTRATIVA. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se consuma, apenas, no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF A respeito do prazo para a revisão do ato de concessão de benefícios previdenciários a servidor público ou a seus dependentes, a Lei 9.784/99 dispõe, no artigo 54, ser de cinco anos o prazo para a Administração anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis aos destinatários. Com efeito, pende de julgamento neste Supremo Tribunal Federal o tema em que se discute o termo inicial do prazo decadencial para revisar atos de pensão ou aposentadoria pelo Tribunal de Contas da União, se da concessão da aposentadoria/pensão ou se do julgamento pela Corte de Contas, em sede de repercussão geral no bojo de RE 636.553, pendente ainda o julgamento do mérito. No entanto, o Acórdão impugnado diz respeito a atos de concessão cuja origem são óbitos anteriores a dezembro de 1990, sendo muito provável que o prazo de cinco anos, contados da concessão ou do julgamento, já tenha expirado. Há precedente da Primeira Turma desta Corte no sentido de reconhecer a ocorrência da coisa julgada administrativa quando ultrapassado o prazo de cinco anos previsto no art. 54 da Lei 9.784/99, como se vê da ementa aqui colacionada: “AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. NEGATIVA DE REGISTRO DE APOSENTADORIA. GRATIFICAÇÃO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO – COMPLEMENTO GATS. REPUTADA ILEGAL PELO ÓRGÃO DE CONTROLE. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. OCORRÊNCIA. FORMAÇÃO DA COISA JULGADA ADMINISTRATIVA. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se consuma, apenas, no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, que se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30.916, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 08.06.2012; MS 25.525, Rel. Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19.03.2010; MS 25.697, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12.03.2010. 2. In casu, o início do prazo decadencial para revisão das parcelas de aposentadoria da agravada se deu com a prolação do Acórdão TCU 1.774/2003, pois englobou a discussão acerca da base de cálculo para o recebimento do “Complemento GATS”, imposta por sentença judicial transitada em julgado, de sorte que os atos impugnados - Acórdãos TCU 6.759/2009 e 1.906/2011 – restam alcançados pela decadência administrativa (Lei 9.784/99, art. 54). Precedentes: MS 28.953, Relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 28.03.2012; MS 27.561 AgR, Relator Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 04.10.2012. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (MS 30780 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 11.09.2017). Grifos nossos. De todo modo e sem adentrar ao debate a respeito da formação da coisa julgada administrativa, não houve, no Acórdão do TCU ora atacado, menção ao respeito ao prazo decadencial de revisão previsto no artigo 9.784/99, porquanto o entendimento lá sustentado diz respeito à possibilidade de revisão a qualquer tempo em que se modificarem as condições fáticas da dependência econômica. Haure-se, portanto, da leitura da jurisprudência e da legislação acima citadas a seguinte conclusão: as pensões concedidas às filhas maiores sob a égide da Lei 3.373/58 que preenchiam os requisitos pertinentes ao estado civil e à não ocupação de cargo público de caráter permanente encontram-se consolidadas e somente podem ser alteradas, é dizer, cessadas, se um dos dois requisitos for superado, ou seja, se deixarem de ser solteiras ou se passarem a ocupar cargo público permanente. O Tribunal de Contas da União, contudo, no Acórdão 2.780/16, não interpretou do mesmo modo a legislação e a jurisprudência transcritas 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, que se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30.916, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 08.06.2012; MS 25.525, Rel. Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19.03.2010; MS 25.697, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12.03.2010. 2. In casu, o início do prazo decadencial para revisão das parcelas de aposentadoria da agravada se deu com a prolação do Acórdão TCU 1.774/2003, pois englobou a discussão acerca da base de cálculo para o recebimento do “Complemento GATS”, imposta por sentença judicial transitada em julgado, de sorte que os atos impugnados - Acórdãos TCU 6.759/2009 e 1.906/2011 – restam alcançados pela decadência administrativa (Lei 9.784/99, art. 54). Precedentes: MS 28.953, Relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 28.03.2012; MS 27.561 AgR, Relator Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 04.10.2012. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (MS 30780 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 11.09.2017). Grifos nossos. De todo modo e sem adentrar ao debate a respeito da formação da coisa julgada administrativa, não houve, no Acórdão do TCU ora atacado, menção ao respeito ao prazo decadencial de revisão previsto no artigo 9.784/99, porquanto o entendimento lá sustentado diz respeito à possibilidade de revisão a qualquer tempo em que se modificarem as condições fáticas da dependência econômica. Haure-se, portanto, da leitura da jurisprudência e da legislação acima citadas a seguinte conclusão: as pensões concedidas às filhas maiores sob a égide da Lei 3.373/58 que preenchiam os requisitos pertinentes ao estado civil e à não ocupação de cargo público de caráter permanente encontram-se consolidadas e somente podem ser alteradas, é dizer, cessadas, se um dos dois requisitos for superado, ou seja, se deixarem de ser solteiras ou se passarem a ocupar cargo público permanente. O Tribunal de Contas da União, contudo, no Acórdão 2.780/16, não interpretou do mesmo modo a legislação e a jurisprudência transcritas 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF acima. Esclareceu ter havido uma “evolução na jurisprudência recente do TCU a respeito do tema”. O TCU adotava a tese firmada no Poder Judiciário no sentido de que à pensão por morte aplica-se a lei vigente à época da concessão. Permitia, ainda, nos termos da Súmula 168, que a filha maior solteira que viesse a ocupar cargo público permanente na Administração Direta e Indireta optasse entre a pensão e a remuneração do cargo público, considerando a situação mais vantajosa. No entanto, em 2012, após consulta formulada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o que resultou na confecção do Acórdão 892/2012, o TCU alterou a interpretação sobre o tema “a partir da evolução social” e considerou revogar a Súmula 168, bem como reputar necessária a comprovação da dependência econômica das filhas em relação ao valor da pensão da qual são titulares. Para a Corte de Contas, “a dependência econômica constitui requisito cujo atendimento é indispensável tanto para a concessão da pensão quanto para a sua manutenção, ou seja, a eventual perda de tal dependência por parte da pensionista significará a extinção do direito à percepção do benefício em referência.” Partindo dessa premissa, ou seja, de que para a obtenção e manutenção da pensão por morte é exigida a prova da dependência econômica, o TCU definiu ser incompatível com a manutenção desse benefício a percepção, pela pensionista, de outras fontes de renda, ainda que não decorrentes da ocupação de cargo público permanente. Editou, então, a Súmula 285, de seguinte teor: “A pensão da Lei 3.373/1958 somente é devida à filha solteira maior de 21 anos enquanto existir dependência econômica em relação ao instituidor da pensão, falecido antes do advento da Lei 8.112/1990.” Ademais, foram fixadas diretrizes para a análise do novo requisito: “Se comprovado que o salário, pró-labore e/ou benefícios não são suficientes para a subsistência condigna da beneficiária, ela poderá acumular a economia própria com o benefício pensional. De outra forma, se a renda for bastante para a subsistência condigna, não há que se falar em habilitação ou na sua permanência 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF acima. Esclareceu ter havido uma “evolução na jurisprudência recente do TCU a respeito do tema”. O TCU adotava a tese firmada no Poder Judiciário no sentido de que à pensão por morte aplica-se a lei vigente à época da concessão. Permitia, ainda, nos termos da Súmula 168, que a filha maior solteira que viesse a ocupar cargo público permanente na Administração Direta e Indireta optasse entre a pensão e a remuneração do cargo público, considerando a situação mais vantajosa. No entanto, em 2012, após consulta formulada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o que resultou na confecção do Acórdão 892/2012, o TCU alterou a interpretação sobre o tema “a partir da evolução social” e considerou revogar a Súmula 168, bem como reputar necessária a comprovação da dependência econômica das filhas em relação ao valor da pensão da qual são titulares. Para a Corte de Contas, “a dependência econômica constitui requisito cujo atendimento é indispensável tanto para a concessão da pensão quanto para a sua manutenção, ou seja, a eventual perda de tal dependência por parte da pensionista significará a extinção do direito à percepção do benefício em referência.” Partindo dessa premissa, ou seja, de que para a obtenção e manutenção da pensão por morte é exigida a prova da dependência econômica, o TCU definiu ser incompatível com a manutenção desse benefício a percepção, pela pensionista, de outras fontes de renda, ainda que não decorrentes da ocupação de cargo público permanente. Editou, então, a Súmula 285, de seguinte teor: “A pensão da Lei 3.373/1958 somente é devida à filha solteira maior de 21 anos enquanto existir dependência econômica em relação ao instituidor da pensão, falecido antes do advento da Lei 8.112/1990.” Ademais, foram fixadas diretrizes para a análise do novo requisito: “Se comprovado que o salário, pró-labore e/ou benefícios não são suficientes para a subsistência condigna da beneficiária, ela poderá acumular a economia própria com o benefício pensional. De outra forma, se a renda for bastante para a subsistência condigna, não há que se falar em habilitação ou na sua permanência 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF como beneficiária da pensão.” Estabeleceu-se como parâmetro da análise de renda “condigna da beneficiária” o valor do teto dos benefícios pagos pelo INSS. Em meu sentir, todavia, os princípios da legalidade e da segurança jurídica não permitem a subsistência in totum da decisão do Tribunal de Contas da União contida no Acórdão 2.780/2016. A violação ao princípio da legalidade se dá pelo estabelecimento de requisitos para a concessão e manutenção de benefício cuja previsão em lei não se verifica. Verifica-se, portanto, que a interpretação mais adequada do art. 5º, parágrafo único, da Lei 3.373/58 é aquela que somente autoriza a revisão da pensão concedida com amparo em seu regramento nas hipóteses em que a filha solteira maior de vinte e um anos se case ou tome posse em cargo público permanente. Trata-se de aplicar a consolidada jurisprudência desta Corte segundo a qual a concessão do benefício previdenciário de pensão por morte deve ser regida pela lei vigente à data em que falece o segurado instituidor. Em igual sentido foi o pronunciamento desta Corte ao apreciar o tema em precedente de 20.04.1999. Colaciono a ementa: “ADMINISTRATIVO. FILHA DE EX-SERVIDOR DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. PENSÃO TEMPORÁRIA. LEI 3.373/58. ALTERAÇÕES PELA LEI 8.112/90. DIREITO ADQUIRIDO. A garantia insculpida no art. 5º, inc. XXXVI, da Constituição Federal impede que lei nova, ao instituir causa de extinção de benefício, não prevista na legislação anterior, retroaja para alcançar situação consolidada sob a égide da norma então em vigor. Conquanto tenha a Lei 8.112/90 alterado as hipóteses de concessão de pensão temporária, previstas na Lei 3.373/58, tais modificações não poderiam atingir benefícios concedidos antes de sua vigência. Recurso extraordinário não conhecido. (RE 234543, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, julgado em 20.04.1999). Grifos nossos. Dessa forma, é de se reconhecer a interpretação evolutiva do 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF como beneficiária da pensão.” Estabeleceu-se como parâmetro da análise de renda “condigna da beneficiária” o valor do teto dos benefícios pagos pelo INSS. Em meu sentir, todavia, os princípios da legalidade e da segurança jurídica não permitem a subsistência in totum da decisão do Tribunal de Contas da União contida no Acórdão 2.780/2016. A violação ao princípio da legalidade se dá pelo estabelecimento de requisitos para a concessão e manutenção de benefício cuja previsão em lei não se verifica. Verifica-se, portanto, que a interpretação mais adequada do art. 5º, parágrafo único, da Lei 3.373/58 é aquela que somente autoriza a revisão da pensão concedida com amparo em seu regramento nas hipóteses em que a filha solteira maior de vinte e um anos se case ou tome posse em cargo público permanente. Trata-se de aplicar a consolidada jurisprudência desta Corte segundo a qual a concessão do benefício previdenciário de pensão por morte deve ser regida pela lei vigente à data em que falece o segurado instituidor. Em igual sentido foi o pronunciamento desta Corte ao apreciar o tema em precedente de 20.04.1999. Colaciono a ementa: “ADMINISTRATIVO. FILHA DE EX-SERVIDOR DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. PENSÃO TEMPORÁRIA. LEI 3.373/58. ALTERAÇÕES PELA LEI 8.112/90. DIREITO ADQUIRIDO. A garantia insculpida no art. 5º, inc. XXXVI, da Constituição Federal impede que lei nova, ao instituir causa de extinção de benefício, não prevista na legislação anterior, retroaja para alcançar situação consolidada sob a égide da norma então em vigor. Conquanto tenha a Lei 8.112/90 alterado as hipóteses de concessão de pensão temporária, previstas na Lei 3.373/58, tais modificações não poderiam atingir benefícios concedidos antes de sua vigência. Recurso extraordinário não conhecido. (RE 234543, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, julgado em 20.04.1999). Grifos nossos. Dessa forma, é de se reconhecer a interpretação evolutiva do 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF princípio da isonomia entre homens e mulheres após o advento da Constituição Federal de 1988 (artigo 5º, I) que, em tese, inviabiliza a concessão de pensão às filhas mulheres dos servidores públicos, maiores e aptas ao trabalho. Afinal, a presunção de incapacidade para a vida independente em favor das filhas dos servidores não mais se sustenta com o advento da nova ordem constitucional. Entretanto, as situações jurídicas já consolidadas sob a égide das constituições anteriores e do arcabouço legislativo que as regulamentavam não comportam interpretação retroativa à luz do atual sistema constitucional. Nesse sentido, embora o princípio da igualdade não tenha sido uma novidade na Constituição Federal de 1988, por já constar dos ideais de 1879 e formalmente nas constituições brasileiras desde a do Império, de 1824, a sua previsão não se revelou suficiente para impedir a escravidão ou para impor o sufrágio universal, por exemplo, tampouco para extirpar do Código Civil de 1916 a condição de relativamente incapazes das mulheres casadas, o que somente ocorreu em 1962, com a Lei 4.121/62. Do escólio doutrinário de Celso Ribeiro Bastos e Ives Gandra Martins, em comentários ao art. 5º, I, da CF/88, extrai-se o seguinte: “é preciso todavia reconhecer que o avanço jurídico conquistado pelas mulheres não corresponde muitas vezes a um real tratamento isonômico no que diz respeito à efetiva fruição de uma igualdade material. Isso a nosso ver é devido a duas razões fundamentais: as relações entre homens e mulheres obviamente se dão em todos os campos da atividade social, indo desde as relações de trabalho, na política, nas religiões e organizações em geral, até chegar ao recanto próprio do lar, onde homem e mulher se relacionam fundamentalmente sob a instituição do casamento. É bem de ver que, se é importante a estatuição de iguais direitos entre homem e mulher, é forçoso reconhecer que esta disposição só se aperfeiçoa e se torna eficaz na medida em que a própria cultura se altere.” (Comentários à Constituição do Brasil. v. 2. São Paulo: Saraiva, 1989. p. 18, grifos meus) 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF princípio da isonomia entre homens e mulheres após o advento da Constituição Federal de 1988 (artigo 5º, I) que, em tese, inviabiliza a concessão de pensão às filhas mulheres dos servidores públicos, maiores e aptas ao trabalho. Afinal, a presunção de incapacidade para a vida independente em favor das filhas dos servidores não mais se sustenta com o advento da nova ordem constitucional. Entretanto, as situações jurídicas já consolidadas sob a égide das constituições anteriores e do arcabouço legislativo que as regulamentavam não comportam interpretação retroativa à luz do atual sistema constitucional. Nesse sentido, embora o princípio da igualdade não tenha sido uma novidade na Constituição Federal de 1988, por já constar dos ideais de 1879 e formalmente nas constituições brasileiras desde a do Império, de 1824, a sua previsão não se revelou suficiente para impedir a escravidão ou para impor o sufrágio universal, por exemplo, tampouco para extirpar do Código Civil de 1916 a condição de relativamente incapazes das mulheres casadas, o que somente ocorreu em 1962, com a Lei 4.121/62. Do escólio doutrinário de Celso Ribeiro Bastos e Ives Gandra Martins, em comentários ao art. 5º, I, da CF/88, extrai-se o seguinte: “é preciso todavia reconhecer que o avanço jurídico conquistado pelas mulheres não corresponde muitas vezes a um real tratamento isonômico no que diz respeito à efetiva fruição de uma igualdade material. Isso a nosso ver é devido a duas razões fundamentais: as relações entre homens e mulheres obviamente se dão em todos os campos da atividade social, indo desde as relações de trabalho, na política, nas religiões e organizações em geral, até chegar ao recanto próprio do lar, onde homem e mulher se relacionam fundamentalmente sob a instituição do casamento. É bem de ver que, se é importante a estatuição de iguais direitos entre homem e mulher, é forçoso reconhecer que esta disposição só se aperfeiçoa e se torna eficaz na medida em que a própria cultura se altere.” (Comentários à Constituição do Brasil. v. 2. São Paulo: Saraiva, 1989. p. 18, grifos meus) 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF Nesse contexto, revelava-se isonômico, quando da disciplina do estatuto jurídico do servidor público, no ano de 1958, salvaguardar às filhas solteiras uma condição mínima de sobrevivência à falta dos pais. Essa situação não mais subsiste e soaria não só imoral, mas inconstitucional, uma nova lei de tal modo protetiva na sociedade concebida sob os preceitos de isonomia entre homens e mulheres insculpidos na atual ordem constitucional. No entanto, a interpretação evolutiva dada pelo Tribunal de Contas da União não pode ter o condão de modificar os atos constituídos sob a égide da legislação protetiva, cujos efeitos jurídicos não estão dissociados da análise do preenchimento dos requisitos legais à época da concessão, pois “não é lícito ao intérprete distinguir onde o legislador não distinguiu” (RE 71.284, Rel. Min. Aliomar Baleeiro). Além disso, tanto o teor da Lei 3.373/58, como o histórico retro mencionado, acerca da situação da mulher na sociedade pré Constituição de 1988, evidenciam claramente a presunção de dependência econômica das filhas solteiras maiores de vinte e um anos, não se revelando razoável, exceto se houver dúvida no tocante à lisura da situação das requerentes no momento da solicitação da pensão (o que não se pode extrair das razões do ato impugnado), exigir que faça prova positiva da dependência financeira em relação ao servidor instituidor do benefício à época da concessão. Veja-se que a legislação de regência, quando previu, em relação a benefícios de caráter temporário, a possibilidade de “superação da qualidade de beneficiário”, foi expressa. A Lei 3.373/58, por exemplo, estabelecia a manutenção da invalidez como “condição essencial” à percepção da pensão do filho ou do irmão inválido. De igual modo, a Lei 8.112/90, atual estatuto jurídico dos servidores públicos civis federais, no artigo 222, enumera de modo expresso as hipóteses para a “perda da qualidade de beneficiário”: falecimento, anulação de casamento, cessação de invalidez ou afastamento de deficiência, acumulação de pensões, renúncia expressa ou, em relação ao cônjuge, o 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF Nesse contexto, revelava-se isonômico, quando da disciplina do estatuto jurídico do servidor público, no ano de 1958, salvaguardar às filhas solteiras uma condição mínima de sobrevivência à falta dos pais. Essa situação não mais subsiste e soaria não só imoral, mas inconstitucional, uma nova lei de tal modo protetiva na sociedade concebida sob os preceitos de isonomia entre homens e mulheres insculpidos na atual ordem constitucional. No entanto, a interpretação evolutiva dada pelo Tribunal de Contas da União não pode ter o condão de modificar os atos constituídos sob a égide da legislação protetiva, cujos efeitos jurídicos não estão dissociados da análise do preenchimento dos requisitos legais à época da concessão, pois “não é lícito ao intérprete distinguir onde o legislador não distinguiu” (RE 71.284, Rel. Min. Aliomar Baleeiro). Além disso, tanto o teor da Lei 3.373/58, como o histórico retro mencionado, acerca da situação da mulher na sociedade pré Constituição de 1988, evidenciam claramente a presunção de dependência econômica das filhas solteiras maiores de vinte e um anos, não se revelando razoável, exceto se houver dúvida no tocante à lisura da situação das requerentes no momento da solicitação da pensão (o que não se pode extrair das razões do ato impugnado), exigir que faça prova positiva da dependência financeira em relação ao servidor instituidor do benefício à época da concessão. Veja-se que a legislação de regência, quando previu, em relação a benefícios de caráter temporário, a possibilidade de “superação da qualidade de beneficiário”, foi expressa. A Lei 3.373/58, por exemplo, estabelecia a manutenção da invalidez como “condição essencial” à percepção da pensão do filho ou do irmão inválido. De igual modo, a Lei 8.112/90, atual estatuto jurídico dos servidores públicos civis federais, no artigo 222, enumera de modo expresso as hipóteses para a “perda da qualidade de beneficiário”: falecimento, anulação de casamento, cessação de invalidez ou afastamento de deficiência, acumulação de pensões, renúncia expressa ou, em relação ao cônjuge, o 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF decurso dos prazos de que tratou a Lei 13.135/2015. Mesmo para os benefícios devidos aos pais e aos irmãos, que necessitam comprovar a dependência econômica para a concessão do benefício, a superação dessa condição não consta dentre as hipóteses de perda da qualidade de beneficiário. Ademais, dizer que a pensão é temporária não significa suscitar a sua revisão a cada dia ou a cada mês para verificar se persistem os requisitos que ensejaram a sua concessão. Significa que esse tipo de benefício tem condições resolutivas preestabelecidas: para os filhos, o atingimento da idade de 21 anos; para os inválidos, a superação dessa condição; para as filhas maiores de 21 anos, a alteração do estado civil ou a ocupação de cargo público de caráter permanente. Assim, enquanto a titular da pensão permanece solteira e não ocupa cargo permanente, independentemente da análise da dependência econômica, porque não é condição essencial prevista em lei, tem ela incorporado ao seu patrimônio jurídico o direito à manutenção dos pagamentos da pensão concedida sob a égide de legislação então vigente, não podendo ser esse direito extirpado por legislação superveniente, que estipulou causa de extinção outrora não prevista. No mesmo sentido, o Plenário do STF, no julgamento do MS 22.604, de relatoria do Ministro Maurício Corrêa, expressamente assentou a impossibilidade de reversão de pensão considerando o direito adquirido já consolidado: “PENSÃO. DISPUTA ENTRE HERDEIRAS. APLICAÇÃO DA LEI Nº 6.782/80. ATO ADMINISTRATIVO DO TCU. FILHA SEPARADA APÓS O ÓBITO DO PAI. REVERSÃO DO BENEFÍCIO. DIREITO ADQUIRIDO. EXISTÊNCIA. 1. Filha viúva, divorciada ou desquitada equipara-se à filha solteira, se provada dependência econômica ao instituidor, à data da sucessão pensional. 2. Verificado o óbito desse quando da vigência da Lei nº 6.782/80, a filha solteira, enquanto menor, faz jus à pensão, perdendo-a ao se casar. 3. Quota-parte da pensão cabível àquela que se casou transferida para a outra. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF decurso dos prazos de que tratou a Lei 13.135/2015. Mesmo para os benefícios devidos aos pais e aos irmãos, que necessitam comprovar a dependência econômica para a concessão do benefício, a superação dessa condição não consta dentre as hipóteses de perda da qualidade de beneficiário. Ademais, dizer que a pensão é temporária não significa suscitar a sua revisão a cada dia ou a cada mês para verificar se persistem os requisitos que ensejaram a sua concessão. Significa que esse tipo de benefício tem condições resolutivas preestabelecidas: para os filhos, o atingimento da idade de 21 anos; para os inválidos, a superação dessa condição; para as filhas maiores de 21 anos, a alteração do estado civil ou a ocupação de cargo público de caráter permanente. Assim, enquanto a titular da pensão permanece solteira e não ocupa cargo permanente, independentemente da análise da dependência econômica, porque não é condição essencial prevista em lei, tem ela incorporado ao seu patrimônio jurídico o direito à manutenção dos pagamentos da pensão concedida sob a égide de legislação então vigente, não podendo ser esse direito extirpado por legislação superveniente, que estipulou causa de extinção outrora não prevista. No mesmo sentido, o Plenário do STF, no julgamento do MS 22.604, de relatoria do Ministro Maurício Corrêa, expressamente assentou a impossibilidade de reversão de pensão considerando o direito adquirido já consolidado: “PENSÃO. DISPUTA ENTRE HERDEIRAS. APLICAÇÃO DA LEI Nº 6.782/80. ATO ADMINISTRATIVO DO TCU. FILHA SEPARADA APÓS O ÓBITO DO PAI. REVERSÃO DO BENEFÍCIO. DIREITO ADQUIRIDO. EXISTÊNCIA. 1. Filha viúva, divorciada ou desquitada equipara-se à filha solteira, se provada dependência econômica ao instituidor, à data da sucessão pensional. 2. Verificado o óbito desse quando da vigência da Lei nº 6.782/80, a filha solteira, enquanto menor, faz jus à pensão, perdendo-a ao se casar. 3. Quota-parte da pensão cabível àquela que se casou transferida para a outra. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 41 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF Impossibilidade da reversão tempos depois em face da consolidação do direito adquirido. Mandado de Segurança conhecido e deferido”. (MS 22604, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, julgado em 28.04.1998). Nesse contexto, viola o princípio da legalidade o entendimento lançado no Acórdão 2.780/2016, do TCU, no sentido de que qualquer fonte de renda que represente subsistência condigna seja apta a ensejar o cancelamento da pensão ou de outra fonte de rendimento das titulares de pensão concedida na forma da Lei 3.373/58 e mantida nos termos do parágrafo único do artigo 5º dessa lei. O acórdão do TCU também não subsiste a uma apreciação à luz do princípio da segurança jurídica. Como dito, a Lei 9.784/99 impõe prazo decadencial para a revisão, pela Administração, de atos administrativos dos quais decorram efeitos favoráveis aos destinatários, salvo comprovada má-fé. Assim, ressalvados os casos em que as pensionistas deliberadamente violaram a lei, é dizer, usaram de má-fé para a obtenção ou manutenção do benefício previdenciário em questão, a revisão do ato de concessão há de observar o prazo decadencial previsto na Lei 9.784/99, pois o STF, no julgamento do RE 626.489, sob a sistemática da repercussão geral, assentou entendimento segundo o qual, com base na segurança jurídica e no equilíbrio financeiro e atuarial, não podem ser eternizados os litígios. A exceção à prova de má-fé não consta do Acórdão 2.780/2016, porque a interpretação que deu o TCU à manutenção das pensões temporárias é a de que elas podem ser revogadas a qualquer tempo, constatada a insubsistência dos requisitos que ensejaram a sua concessão, especialmente a dependência econômica, a qual, para o TCU, não é presumida. Por derradeiro, observo que um dos principais fundamentos do Acórdão 2.780/2016 é a “evolução interpretativa” realizada pelo TCU à luz da nova ordem constitucional, a permitir que se exija a comprovação da dependência econômica da pensionista em relação ao valor percebido. Veja-se que a nova interpretação resultou inclusive na revogação de 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF Impossibilidade da reversão tempos depois em face da consolidação do direito adquirido. Mandado de Segurança conhecido e deferido”. (MS 22604, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, julgado em 28.04.1998). Nesse contexto, viola o princípio da legalidade o entendimento lançado no Acórdão 2.780/2016, do TCU, no sentido de que qualquer fonte de renda que represente subsistência condigna seja apta a ensejar o cancelamento da pensão ou de outra fonte de rendimento das titulares de pensão concedida na forma da Lei 3.373/58 e mantida nos termos do parágrafo único do artigo 5º dessa lei. O acórdão do TCU também não subsiste a uma apreciação à luz do princípio da segurança jurídica. Como dito, a Lei 9.784/99 impõe prazo decadencial para a revisão, pela Administração, de atos administrativos dos quais decorram efeitos favoráveis aos destinatários, salvo comprovada má-fé. Assim, ressalvados os casos em que as pensionistas deliberadamente violaram a lei, é dizer, usaram de má-fé para a obtenção ou manutenção do benefício previdenciário em questão, a revisão do ato de concessão há de observar o prazo decadencial previsto na Lei 9.784/99, pois o STF, no julgamento do RE 626.489, sob a sistemática da repercussão geral, assentou entendimento segundo o qual, com base na segurança jurídica e no equilíbrio financeiro e atuarial, não podem ser eternizados os litígios. A exceção à prova de má-fé não consta do Acórdão 2.780/2016, porque a interpretação que deu o TCU à manutenção das pensões temporárias é a de que elas podem ser revogadas a qualquer tempo, constatada a insubsistência dos requisitos que ensejaram a sua concessão, especialmente a dependência econômica, a qual, para o TCU, não é presumida. Por derradeiro, observo que um dos principais fundamentos do Acórdão 2.780/2016 é a “evolução interpretativa” realizada pelo TCU à luz da nova ordem constitucional, a permitir que se exija a comprovação da dependência econômica da pensionista em relação ao valor percebido. Veja-se que a nova interpretação resultou inclusive na revogação de 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 42 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF Súmula do TCU que tratava da acumulação da pensão com cargo público. Ainda que fosse admissível a exigibilidade da dependência econômica como condição para a manutenção da pensão em debate nestes autos, a aplicação da inovação interpretativa aos atos já consolidados encontra óbice no inciso XIII do parágrafo único do artigo 2º da Lei 9.784/99, o qual veda a aplicação retroativa de nova interpretação na análise de processos administrativos. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a necessidade de se conferir efeitos ex nunc às decisões administrativas que modificam posicionamentos anteriores, a fim de dar segurança jurídica a atos já consolidados e até mesmo para evitar que justificativas como “orçamento público” sejam utilizadas para rever atos dos quais decorram efeitos financeiros favoráveis ao beneficiário. Precedente: AO 1.656, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 10.10.2014. Ante todo o exposto, apenas podem ser revistos os atos de concessão de pensões por morte cujas titulares deixaram de se enquadrar na previsão legal vigente na época do preenchimento dos requisitos legais, ou seja, é possível a revisão das pensões cujas titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Reconhecida, portanto, a qualidade de dependente da filha solteira maior de vinte e um anos em relação ao instituidor da pensão e não se verificando a superação das condições essenciais previstas na lei de regência, quais sejam, casamento ou posse em cargo público permanente, nos termos da Lei 3.373/58, a pensão é devida e deve ser mantida. Com essas considerações, diante da violação aos princípios da legalidade e da segurança jurídica, nego provimento ao agravo regimental interposto pela União e confirmo a decisão em que concedi parcialmente a segurança, com fulcro no art. 1º, da Lei 12.016/2009, para anular, em parte, o Acórdão 2.780/2016 do TCU em relação à Impetrante, mantendo-se a possibilidade de revisão em relação às pensões cujas 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF Súmula do TCU que tratava da acumulação da pensão com cargo público. Ainda que fosse admissível a exigibilidade da dependência econômica como condição para a manutenção da pensão em debate nestes autos, a aplicação da inovação interpretativa aos atos já consolidados encontra óbice no inciso XIII do parágrafo único do artigo 2º da Lei 9.784/99, o qual veda a aplicação retroativa de nova interpretação na análise de processos administrativos. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a necessidade de se conferir efeitos ex nunc às decisões administrativas que modificam posicionamentos anteriores, a fim de dar segurança jurídica a atos já consolidados e até mesmo para evitar que justificativas como “orçamento público” sejam utilizadas para rever atos dos quais decorram efeitos financeiros favoráveis ao beneficiário. Precedente: AO 1.656, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 10.10.2014. Ante todo o exposto, apenas podem ser revistos os atos de concessão de pensões por morte cujas titulares deixaram de se enquadrar na previsão legal vigente na época do preenchimento dos requisitos legais, ou seja, é possível a revisão das pensões cujas titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Reconhecida, portanto, a qualidade de dependente da filha solteira maior de vinte e um anos em relação ao instituidor da pensão e não se verificando a superação das condições essenciais previstas na lei de regência, quais sejam, casamento ou posse em cargo público permanente, nos termos da Lei 3.373/58, a pensão é devida e deve ser mantida. Com essas considerações, diante da violação aos princípios da legalidade e da segurança jurídica, nego provimento ao agravo regimental interposto pela União e confirmo a decisão em que concedi parcialmente a segurança, com fulcro no art. 1º, da Lei 12.016/2009, para anular, em parte, o Acórdão 2.780/2016 do TCU em relação à Impetrante, mantendo-se a possibilidade de revisão em relação às pensões cujas 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 43 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, da Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, da Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 44 de 45 Extrato de Ata - 14/12/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.873 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ELIANA MARCIA DE FARIAS ADV.(A/S) : PRISCILLA MARIA MARTINS PESSOA GUERRA (8457-B/RN) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO TRABALHO EM PERNAMBUCO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA97-1A16-C4DE-F514 e senha 418C-24B3-CFFD-812E Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.873 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ELIANA MARCIA DE FARIAS ADV.(A/S) : PRISCILLA MARIA MARTINS PESSOA GUERRA (8457-B/RN) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO TRABALHO EM PERNAMBUCO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA97-1A16-C4DE-F514 e senha 418C-24B3-CFFD-812E Inteiro Teor do Acórdão - Página 45 de 45
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748990188
2018-12-14T00:00:00
2019-02-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TCU). BENEFÍCIO DE PENSÃO POR MORTE CONCECIDO COM FUNDAMENTO NA LEI N.º 3.373/1958. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DA SEGURANÇA JURÍDICA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Este Tribunal admite a legitimidade passiva do Tribunal de Contas da União em mandado de segurança quando, a partir de sua decisão, for determinada a exclusão de um direito. Precedentes. 2. A jurisprudência desta Corte considera que o prazo decadencial de 120 (cento e vinte) dias, previsto no art. 23 da Lei n.º 12.016/2009 conta-se da ciência do ato impugnado, quando não houve a participação do interessado no processo administrativo questionado. 3. Reconhecida a qualidade de dependente da filha solteira maior de vinte e um anos em relação ao instituidor da pensão e não se verificando a superação das condições essenciais previstas na Lei n.º 3373/1958, que embasou a concessão, quais sejam, casamento ou posse em cargo público permanente, a pensão é devida e deve ser mantida, em respeito aos princípios da legalidade e da segurança jurídica. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur397353
- Acórdão(s) citado(s): (TEMPUS REGIT ACTUM, PENSÃO POR MORTE) RE 234543 (2ªT), RE 597389 QO-RG, ARE 644801 AgR (1ªT), ARE 717077 AgR (2ªT), ARE 763761 AgR (2ªT). (COISA JULGADA ADMINISTRATIVA, EXTRAPOLAÇÃO, PRAZO, CINCO ANOS) RE 626489 (TP), MS 30780 AgR (1ªT). (INTERPRETAÇÃO, LEI) RE 71284 (1ªT). (REVERSÃO, PENSÃO POR MORTE, DIREITO ADQUIRIDO) MS 22604 (1ªT). (MANDADO DE SEGURANÇA, LEGITIMIDADE PASSIVA, TCU) MS 27031 AgR (1ªT). (DECISÃO ADMINISTRATIVA, MODIFICAÇÃO, ENTENDIMENTO, MOMENTO ANTERIOR, EFEITO PRO FUTURO) AO 1656 (2ªT). - Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais: TCU: Acórdão 892/2012, Acórdão 2780/2016. - Veja RE 636553 RG do STF. Número de páginas: 45. Análise: 21/03/2019, JRS.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
34873
[ "LEG-IMP CIB ANO-1824\n CIB-1824 CONSTITUIÇÃO POLITICA DO IMPERIO DO BRAZIL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00001\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-003071 ANO-1916\n CC-1916 CÓDIGO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-001711 ANO-1952\n ART-00161 ART-00256\n EF-1952 ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO\n\n", "LEG-FED LEI-003373 ANO-1958\n ART-00003 INC-00001 INC-00002 INC-00003 \n ART-00005 INC-00001 LET-A LET-B \n LET-C INC-00002 LET-A LET-B \n PAR-ÚNICO\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-004121 ANO-1962\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-008112 ANO-1990\n ART-00217 INC-00001 LET-A LET-B \n LET-C ART-00222\n RJU-1990 REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS\n\n", "LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\n ART-00016 INC-00001 ART-00074\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00002 PAR-ÚNICO INC-00013 ART-00054\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO\n\n", "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00001 ART-00023\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-013135 ANO-2015\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUM-000168 \n SÚMULA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO - TCU\n\n", "LEG-FED SUM-000285 \n SÚMULA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO - TCU\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000266 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
MS-AgR
acordaos
MS 34873 AgR
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AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ELIANA MARCIA DE FARIAS ADV.(A/S) : PRISCILLA MARIA MARTINS PESSOA GUERRA INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO TRABALHO EM PERNAMBUCO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.873 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ELIANA MARCIA DE FARIAS ADV.(A/S) :PRISCILLA MARIA MARTINS PESSOA GUERRA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO TRABALHO EM PERNAMBUCO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TCU). BENEFÍCIO DE PENSÃO POR MORTE CONCECIDO COM FUNDAMENTO NA LEI N. 3.373/1958. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DA SEGURANÇA JURÍDICA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Este Tribunal admite a legitimidade passiva do Tribunal de Contas da União em mandado de segurança quando, a partir de sua decisão, for determinada a exclusão de um direito. Precedentes. 2. A jurisprudência desta Corte considera que o prazo decadencial de 120 (cento e vinte) dias, previsto no art. 23 da Lei n. 12.016/2009 conta-se da ciência do ato impugnado, quando não houve a participação do interessado no processo administrativo questionado. 3. Reconhecida a qualidade de dependente da filha solteira maior de vinte e um anos em relação ao instituidor da pensão e não se verificando a superação das condições essenciais previstas na Lei n. 3373/1958, que embasou a concessão, quais sejam, casamento ou posse em cargo público permanente, a pensão é devida e deve ser mantida, em respeito aos princípios da legalidade e da segurança jurídica. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4611-C883-B70E-FD53 e senha 2A0D-CA70-86CC-699B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 45 Ementa e Acórdão MS 34873 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4611-C883-B70E-FD53 e senha 2A0D-CA70-86CC-699B Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4611-C883-B70E-FD53 e senha 2A0D-CA70-86CC-699B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 45 Relatório 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.873 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ELIANA MARCIA DE FARIAS ADV.(A/S) :PRISCILLA MARIA MARTINS PESSOA GUERRA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO TRABALHO EM PERNAMBUCO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 73) interposto em face de decisão monocrática em que concedi parcialmente a ordem (eDOC 53), nos seguintes termos: “Veiculando matéria de fundo presente em diversas pretensões individuais e coletivas, cuida-se mandado de segurança coletivo preventivo, com pedido de medida cautelar, impetrado pela Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social (ANASPS) em face do Acórdão 2.780/2016, do Plenário do Tribunal de Contas da União, que determinou a revisão de benefícios previdenciários de pensão por morte titularizados por filhas de servidores públicos civis, instituídos com base no art. 5..., II, parágrafo único, da Lei n. 3.373/1958. Confira-se a ementa do acórdão: “ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, diante das razões expostas pelo Revisor, em; 9.1 com fundamento no art. 250, inciso II, do Regimento Interno, determinar às unidades Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.873 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ELIANA MARCIA DE FARIAS ADV.(A/S) :PRISCILLA MARIA MARTINS PESSOA GUERRA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO TRABALHO EM PERNAMBUCO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 73) interposto em face de decisão monocrática em que concedi parcialmente a ordem (eDOC 53), nos seguintes termos: “Veiculando matéria de fundo presente em diversas pretensões individuais e coletivas, cuida-se mandado de segurança coletivo preventivo, com pedido de medida cautelar, impetrado pela Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social (ANASPS) em face do Acórdão 2.780/2016, do Plenário do Tribunal de Contas da União, que determinou a revisão de benefícios previdenciários de pensão por morte titularizados por filhas de servidores públicos civis, instituídos com base no art. 5..., II, parágrafo único, da Lei n. 3.373/1958. Confira-se a ementa do acórdão: “ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, diante das razões expostas pelo Revisor, em; 9.1 com fundamento no art. 250, inciso II, do Regimento Interno, determinar às unidades Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF jurisdicionadas em que tenham sido identificados os 19.520 indícios de pagamento indevido de pensão a filha solteira, maior de 21 anos, em desacordo com os fundamentos do artigo 5..., parágrafo único, da Lei 3.373/1958 e a jurisprudência do Tribunal de Contas da União, a adoção das seguintes providências: 9.1.1. tendo por base os fundamentos trazidos no voto, a prova produzida nestes autos e outras que venham a ser agregadas pelo órgão responsável, promover o contraditório e a ampla defesa das beneficiárias contempladas com o pagamento da pensão especial para, querendo, afastar os indícios de irregularidade a elas imputados, os quais poderão conduzir à supressão do pagamento do benefício previdenciário, caso as irregularidades não sejam por elas elididas: 9.1.1.1 recebimento de renda própria, advinda de relação de emprego, na iniciativa privada, de atividade empresarial, na condição de sócias ou representantes de pessoas jurídicas ou de benefício do INSS; 9.1.1.2 recebimento de pensão, com fundamento na Lei 8.112/1990, art. 217, inciso I, alíneas a, b e c; 9.1.1.3 recebimento de pensão com fundamento na Lei 8.112/1990, art. 217, inciso I, alíneas d e e e inciso II, alíneas a, c e d; 9.1.1.4 titularidade de cargo público efetivo federal, estadual, distrital ou municipal ou de aposentadoria pelo Regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público, 9.1.1.5 ocupação de cargo em comissão, de cargo com fundamento na Lei 8.745/1993, de emprego em sociedade de economia mista ou em empresa pública federal, estadual, distrital ou municipal; 9.1.2 fixar o prazo de 15 (quinze) dias, a contar da ciência da respectiva notificação pela unidade jurisdicionada, para que cada interessada apresente sua defesa, franqueando-lhe o acesso às provas contra elas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF jurisdicionadas em que tenham sido identificados os 19.520 indícios de pagamento indevido de pensão a filha solteira, maior de 21 anos, em desacordo com os fundamentos do artigo 5..., parágrafo único, da Lei 3.373/1958 e a jurisprudência do Tribunal de Contas da União, a adoção das seguintes providências: 9.1.1. tendo por base os fundamentos trazidos no voto, a prova produzida nestes autos e outras que venham a ser agregadas pelo órgão responsável, promover o contraditório e a ampla defesa das beneficiárias contempladas com o pagamento da pensão especial para, querendo, afastar os indícios de irregularidade a elas imputados, os quais poderão conduzir à supressão do pagamento do benefício previdenciário, caso as irregularidades não sejam por elas elididas: 9.1.1.1 recebimento de renda própria, advinda de relação de emprego, na iniciativa privada, de atividade empresarial, na condição de sócias ou representantes de pessoas jurídicas ou de benefício do INSS; 9.1.1.2 recebimento de pensão, com fundamento na Lei 8.112/1990, art. 217, inciso I, alíneas a, b e c; 9.1.1.3 recebimento de pensão com fundamento na Lei 8.112/1990, art. 217, inciso I, alíneas d e e e inciso II, alíneas a, c e d; 9.1.1.4 titularidade de cargo público efetivo federal, estadual, distrital ou municipal ou de aposentadoria pelo Regime do Plano de Seguridade Social do Servidor Público, 9.1.1.5 ocupação de cargo em comissão, de cargo com fundamento na Lei 8.745/1993, de emprego em sociedade de economia mista ou em empresa pública federal, estadual, distrital ou municipal; 9.1.2 fixar o prazo de 15 (quinze) dias, a contar da ciência da respectiva notificação pela unidade jurisdicionada, para que cada interessada apresente sua defesa, franqueando-lhe o acesso às provas contra elas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF produzidas e fazendo constar no respectivo ato convocatório, de forma expressa, a seguinte informação: da decisão administrativa que suspender ou cancelar o benefício, caberá recurso nos termos dos arts. 56 a 65 da Lei 9.784/1999, a ser interposto no prazo de 10 (dez) dias, contados a partir da ciência da decisão pela parte interessada, perante o próprio órgão ou entidade responsável pelo cancelamento da pensão; 9.1.3 na análise da defesa a ser apresentada pelas interessadas, considerar não prevalentes as orientações extraídas dos fundamentos do Acórdão 892/2012-TCU- Plenário, desconsiderando a subjetividade da aferição da dependência econômica das beneficiárias em relação à pensão especial instituída com base na Lei 3.373/1958 e da aferição da capacidade da renda adicional oferecer subsistência condigna, em vista da possibilidade de supressão do benefício previdenciário considerado indevido; 9.1.4. não elididas as irregularidades motivadoras das oitivas individuais descritas nos subitens 9.1.1.1 a 9.1.1.5 deste acórdão, promover, em relação às respectivas interessadas, o cancelamento da pensão decorrente do art. 5..., parágrafo único, da Lei 3.373/58;” Na petição inicial, a Impetrante narrou ser entidade de âmbito nacional, congregar servidores da Previdência e da Seguridade Social e estar legitimada, pelo estatuto, a impetrar o mandado de segurança coletivo para a defesa dos direitos líquidos e certos da totalidade ou de parte dos seus membros, com amparo na Súmula 629 do Supremo Tribunal Federal. Quanto ao mérito, argumentou que as pensões às filhas solteiras maiores de 21 anos encontram amparo no art. 5..., II, parágrafo único, da Lei 3.373/58, vigente na época da concessão dos benefícios, cuja outorga sempre foi chancelada pelo Tribunal de Contas da União. Aduziu que o TCU alterou seu entendimento no bojo dos processos TC 013.414/2012-7 e TC 011.706/2014-7, quando 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF produzidas e fazendo constar no respectivo ato convocatório, de forma expressa, a seguinte informação: da decisão administrativa que suspender ou cancelar o benefício, caberá recurso nos termos dos arts. 56 a 65 da Lei 9.784/1999, a ser interposto no prazo de 10 (dez) dias, contados a partir da ciência da decisão pela parte interessada, perante o próprio órgão ou entidade responsável pelo cancelamento da pensão; 9.1.3 na análise da defesa a ser apresentada pelas interessadas, considerar não prevalentes as orientações extraídas dos fundamentos do Acórdão 892/2012-TCU- Plenário, desconsiderando a subjetividade da aferição da dependência econômica das beneficiárias em relação à pensão especial instituída com base na Lei 3.373/1958 e da aferição da capacidade da renda adicional oferecer subsistência condigna, em vista da possibilidade de supressão do benefício previdenciário considerado indevido; 9.1.4. não elididas as irregularidades motivadoras das oitivas individuais descritas nos subitens 9.1.1.1 a 9.1.1.5 deste acórdão, promover, em relação às respectivas interessadas, o cancelamento da pensão decorrente do art. 5..., parágrafo único, da Lei 3.373/58;” Na petição inicial, a Impetrante narrou ser entidade de âmbito nacional, congregar servidores da Previdência e da Seguridade Social e estar legitimada, pelo estatuto, a impetrar o mandado de segurança coletivo para a defesa dos direitos líquidos e certos da totalidade ou de parte dos seus membros, com amparo na Súmula 629 do Supremo Tribunal Federal. Quanto ao mérito, argumentou que as pensões às filhas solteiras maiores de 21 anos encontram amparo no art. 5..., II, parágrafo único, da Lei 3.373/58, vigente na época da concessão dos benefícios, cuja outorga sempre foi chancelada pelo Tribunal de Contas da União. Aduziu que o TCU alterou seu entendimento no bojo dos processos TC 013.414/2012-7 e TC 011.706/2014-7, quando 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF passou a entender que a dependência econômica, que na data da edição da Lei 3.373/58 era presumida às filhas solteiras e não ocupantes de cargo público permanente, diante do contexto histórico da época, deveria passar a ser comprovada – não apenas para a concessão, mas também para a manutenção do benefício das atuais titulares. O TCU, assim, realizou auditoria na folha de pagamento de mais de uma centena de órgãos públicos e constatou indícios de irregularidades na concessão de cerca de 19.000 (dezenove mil) pensões por morte, concedidas com amparo na Lei 3.373/58. Neste sentido, a Corte de Contas editou o Acórdão 2.780/2016, impugnado neste mandamus, por meio do qual determinou a revisão de pensões em que se constatou a possibilidade de percepção, pelas pensionistas, de fonte de renda diversa da pensão que titularizam. A Impetrante narrou que, na sequência, o INSS, cumprindo o disposto no acórdão, enviou ofícios às pensionistas nessa situação, informando quanto à detecção da irregularidade e à necessidade de prestação de esclarecimentos. Argumentou que o acórdão viola frontalmente a Lei 3.373/58, pois a previsão de cancelamento do benefício somente seria possível com o matrimônio ou com a ocupação de cargo público permanente pela beneficiária. Sustentou, ainda, haver violação dos princípios do tempus regit actum, da segurança jurídica, da boa-fé objetiva e da vedação à retroação de novo entendimento administrativo, bem como que a determinação viola o prazo decadencial legalmente previsto. Requereu a concessão de medida liminar, para imediata suspensão do acórdão do Tribunal de Contas da União, diante da evidente afronta à legislação que rege o ato de concessão da pensão, bem como do caráter alimentar do benefício, sem o qual as beneficiárias não possuem condições de manter a sua subsistência. Requereu, por fim, a anulação do Acórdão n 2.780/2016 do TCU, bem como o arquivamento de “todos os processos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF passou a entender que a dependência econômica, que na data da edição da Lei 3.373/58 era presumida às filhas solteiras e não ocupantes de cargo público permanente, diante do contexto histórico da época, deveria passar a ser comprovada – não apenas para a concessão, mas também para a manutenção do benefício das atuais titulares. O TCU, assim, realizou auditoria na folha de pagamento de mais de uma centena de órgãos públicos e constatou indícios de irregularidades na concessão de cerca de 19.000 (dezenove mil) pensões por morte, concedidas com amparo na Lei 3.373/58. Neste sentido, a Corte de Contas editou o Acórdão 2.780/2016, impugnado neste mandamus, por meio do qual determinou a revisão de pensões em que se constatou a possibilidade de percepção, pelas pensionistas, de fonte de renda diversa da pensão que titularizam. A Impetrante narrou que, na sequência, o INSS, cumprindo o disposto no acórdão, enviou ofícios às pensionistas nessa situação, informando quanto à detecção da irregularidade e à necessidade de prestação de esclarecimentos. Argumentou que o acórdão viola frontalmente a Lei 3.373/58, pois a previsão de cancelamento do benefício somente seria possível com o matrimônio ou com a ocupação de cargo público permanente pela beneficiária. Sustentou, ainda, haver violação dos princípios do tempus regit actum, da segurança jurídica, da boa-fé objetiva e da vedação à retroação de novo entendimento administrativo, bem como que a determinação viola o prazo decadencial legalmente previsto. Requereu a concessão de medida liminar, para imediata suspensão do acórdão do Tribunal de Contas da União, diante da evidente afronta à legislação que rege o ato de concessão da pensão, bem como do caráter alimentar do benefício, sem o qual as beneficiárias não possuem condições de manter a sua subsistência. Requereu, por fim, a anulação do Acórdão n 2.780/2016 do TCU, bem como o arquivamento de “todos os processos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF administrativos instaurados com a finalidade de revisão do benefício concedido com fundamento no art. 5..., II, parágrafo único, da lei n. 3.373/2016 contra as beneficiárias do mandamus” (eDOC 1, p. 21). Nos termos do art. 22, § 2..., da Lei 12.016/2009, determinei a oitiva do representante judicial do Tribunal de Contas da União, no prazo de 72 (setenta e duas) horas. Em sua manifestação preliminar, a União alegou carência de ação, por considerar o ato do TCU genérico e abstrato, “editado em termos gerais, sendo as determinações nele contidas direcionadas a diversos órgãos jurisdicionados da Corte de Contas” (eDOC 15, p. 3), “não abrangendo situações individuais dos impetrantes passíveis de submissão ao Judiciário” (p. 5). De consequência, sustentou a ilegitimidade passiva do Tribunal de Contas da União, pois o ato do qual poderão resultar prejuízos aos impetrantes não é praticado pelo TCU, mas pelas unidades jurisdicionadas que deverão adotar as providências para a revisão dos benefícios em discussão. No mérito, articulou com a ausência de direito líquido e certo, pois não foram apresentados documentos comprobatórios de que as substituídas recebem a referida pensão e tampouco que se enquadrariam nas situações ensejadoras da perda do direito ao benefício. Por fim, sustentou a legalidade e legitimidade do acórdão impugnado, porquanto o TCU teria interpretado a lei em consonância com o ordenamento jurídico pátrio, sobretudo a Constituição Federal. Pugnou pelo não conhecimento do mandado de segurança e, caso conhecido, pela denegação da ordem. Em 31.03.2017, proferi decisão monocrática na qual deferi parcialmente o pedido de liminar, nos termos do art. 7..., III, da Lei 12.016/09, para suspender, em parte, os efeitos do Acórdão 2.780/2016 em relação às pensionistas associadas à Impetrante até o julgamento definitivo desta ação mandamental, mantendo-se a possibilidade de revisão em relação às pensões cujas titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF administrativos instaurados com a finalidade de revisão do benefício concedido com fundamento no art. 5..., II, parágrafo único, da lei n. 3.373/2016 contra as beneficiárias do mandamus” (eDOC 1, p. 21). Nos termos do art. 22, § 2..., da Lei 12.016/2009, determinei a oitiva do representante judicial do Tribunal de Contas da União, no prazo de 72 (setenta e duas) horas. Em sua manifestação preliminar, a União alegou carência de ação, por considerar o ato do TCU genérico e abstrato, “editado em termos gerais, sendo as determinações nele contidas direcionadas a diversos órgãos jurisdicionados da Corte de Contas” (eDOC 15, p. 3), “não abrangendo situações individuais dos impetrantes passíveis de submissão ao Judiciário” (p. 5). De consequência, sustentou a ilegitimidade passiva do Tribunal de Contas da União, pois o ato do qual poderão resultar prejuízos aos impetrantes não é praticado pelo TCU, mas pelas unidades jurisdicionadas que deverão adotar as providências para a revisão dos benefícios em discussão. No mérito, articulou com a ausência de direito líquido e certo, pois não foram apresentados documentos comprobatórios de que as substituídas recebem a referida pensão e tampouco que se enquadrariam nas situações ensejadoras da perda do direito ao benefício. Por fim, sustentou a legalidade e legitimidade do acórdão impugnado, porquanto o TCU teria interpretado a lei em consonância com o ordenamento jurídico pátrio, sobretudo a Constituição Federal. Pugnou pelo não conhecimento do mandado de segurança e, caso conhecido, pela denegação da ordem. Em 31.03.2017, proferi decisão monocrática na qual deferi parcialmente o pedido de liminar, nos termos do art. 7..., III, da Lei 12.016/09, para suspender, em parte, os efeitos do Acórdão 2.780/2016 em relação às pensionistas associadas à Impetrante até o julgamento definitivo desta ação mandamental, mantendo-se a possibilidade de revisão em relação às pensões cujas titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, da Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Sobreveio agravo regimental, interposto pela União (eDOC 44). Nas razões recursais (eDOC 44), sustenta, em síntese, que “a discussão presente no writ não é possível na via mandamental” pois se trata, em sua ótica, de ato em tese, atraindo a aplicação da Súmula n. 266, desta Corte: “Não cabe mandado de segurança contra lei em tese”. A agravante aduz que o TCU, na hipótese, exerceu competência que lhe confere o art. 71, IX, CRFB, faltando-lhe legitimidade para figurar no polo passivo da presente ação. Argumenta, também, que não se aplica o prazo decadencial previsto no art. 54, da Lei n. 9.784/99 e que o acórdão apenas determinou o cumprimento do disposto no art. 5..., da Lei n. 3.373/58. Ademais, inexistiria, em seu ponto de vista, periculum in mora a autorizar a concessão de liminar, mas perigo reverso, diante da possível irreversibilidade do provimento, em razão do caráter alimentar das prestações ora discutidas. Requereu, por fim, a cassação da medida liminar. (eDOC 44). A parte agravada apresentou manifestação (eDOC 58). Invocou o enunciado n. 284 da Súmula da jurisprudência desta Corte (“É competente, originariamente, o Supremo Tribunal Federal, para mandado de segurança contra ato do Tribunal de Contas da União”), bem como precedentes, para afirmar a legitimidade passiva do TCU na hipótese. Argumentou pela possibilidade de utilização da via mandamental, tendo em vista que, em sua ótica, a partir da prolação do Acórdão 2.780/2016, pelo TCU, houve a exclusão de direitos. Sustentou, ademais, que o benefício deve ser regido pela lei vigente ao tempo em que reunidas as condições para sua obtenção, nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, entendimento que teria sido violado pelo Acórdão 2.780/19 do TCU. Requereu, por fim, pelo desprovimento do agravo. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se em parecer assim ementado (eDOC 66): 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, da Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Sobreveio agravo regimental, interposto pela União (eDOC 44). Nas razões recursais (eDOC 44), sustenta, em síntese, que “a discussão presente no writ não é possível na via mandamental” pois se trata, em sua ótica, de ato em tese, atraindo a aplicação da Súmula n. 266, desta Corte: “Não cabe mandado de segurança contra lei em tese”. A agravante aduz que o TCU, na hipótese, exerceu competência que lhe confere o art. 71, IX, CRFB, faltando-lhe legitimidade para figurar no polo passivo da presente ação. Argumenta, também, que não se aplica o prazo decadencial previsto no art. 54, da Lei n. 9.784/99 e que o acórdão apenas determinou o cumprimento do disposto no art. 5..., da Lei n. 3.373/58. Ademais, inexistiria, em seu ponto de vista, periculum in mora a autorizar a concessão de liminar, mas perigo reverso, diante da possível irreversibilidade do provimento, em razão do caráter alimentar das prestações ora discutidas. Requereu, por fim, a cassação da medida liminar. (eDOC 44). A parte agravada apresentou manifestação (eDOC 58). Invocou o enunciado n. 284 da Súmula da jurisprudência desta Corte (“É competente, originariamente, o Supremo Tribunal Federal, para mandado de segurança contra ato do Tribunal de Contas da União”), bem como precedentes, para afirmar a legitimidade passiva do TCU na hipótese. Argumentou pela possibilidade de utilização da via mandamental, tendo em vista que, em sua ótica, a partir da prolação do Acórdão 2.780/2016, pelo TCU, houve a exclusão de direitos. Sustentou, ademais, que o benefício deve ser regido pela lei vigente ao tempo em que reunidas as condições para sua obtenção, nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, entendimento que teria sido violado pelo Acórdão 2.780/19 do TCU. Requereu, por fim, pelo desprovimento do agravo. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se em parecer assim ementado (eDOC 66): 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF “Mandado de segurança. Acórdão TCU n. 2.780/2016. Ampliação indevida da hipótese de extinção da pensão por morte prevista na Lei n. 3.373/1958. Necessidade de prestigiar a segurança jurídica. Parecer pela concessão parcial da ordem.” É o relatório. Decido. Confirmo a decisão liminar no ponto em que restaram reconhecidos os pressupostos de admissibilidade do mandado de segurança. A legitimidade ativa sustenta-se na Súmula 629 e na jurisprudência iterativa da Corte, no sentido de a Associação ser parte legítima para defender direito líquido e certo de parte dos seus associados, o que decorre do texto constitucional (art. 5..., LXX). Precedentes: MS 25.561-DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 21.11.2014; MS 25.347-DF, Rel. Min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 19.03.2010. A autoridade apontada como coatora é parte legítima, porquanto o ato impugnado, do qual se depreende uma possível ameaça de lesão ao direito de parte dos associados, foi exarado pelo Tribunal de Contas da União por meio do Acórdão 2.780/2016, em que foi reconhecida a necessidade de comprovação da dependência econômica para fins de manutenção da pensão por morte e, de consequência, a suspensão de pagamentos incompatíveis com o respectivo benefício. Trata-se de ato concreto e impositivo do TCU, cujo objetivo é o cancelamento de direito das associadas à Impetrante. Não devem prosperar, portanto, os argumentos da União no sentido de invocar a aplicação da Súmula n. 266, desta Corte: “Não cabe mandado de segurança contra lei em tese”. Ademais, em caso análogo, admitiu-se a legitimidade passiva do TCU, como se vê do precedente cuja ementa reproduzo: “AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS POR SANDRA LUCIA GOMES LAMBERT EM MANDADO DE SEGURANÇA. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF “Mandado de segurança. Acórdão TCU n. 2.780/2016. Ampliação indevida da hipótese de extinção da pensão por morte prevista na Lei n. 3.373/1958. Necessidade de prestigiar a segurança jurídica. Parecer pela concessão parcial da ordem.” É o relatório. Decido. Confirmo a decisão liminar no ponto em que restaram reconhecidos os pressupostos de admissibilidade do mandado de segurança. A legitimidade ativa sustenta-se na Súmula 629 e na jurisprudência iterativa da Corte, no sentido de a Associação ser parte legítima para defender direito líquido e certo de parte dos seus associados, o que decorre do texto constitucional (art. 5..., LXX). Precedentes: MS 25.561-DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 21.11.2014; MS 25.347-DF, Rel. Min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 19.03.2010. A autoridade apontada como coatora é parte legítima, porquanto o ato impugnado, do qual se depreende uma possível ameaça de lesão ao direito de parte dos associados, foi exarado pelo Tribunal de Contas da União por meio do Acórdão 2.780/2016, em que foi reconhecida a necessidade de comprovação da dependência econômica para fins de manutenção da pensão por morte e, de consequência, a suspensão de pagamentos incompatíveis com o respectivo benefício. Trata-se de ato concreto e impositivo do TCU, cujo objetivo é o cancelamento de direito das associadas à Impetrante. Não devem prosperar, portanto, os argumentos da União no sentido de invocar a aplicação da Súmula n. 266, desta Corte: “Não cabe mandado de segurança contra lei em tese”. Ademais, em caso análogo, admitiu-se a legitimidade passiva do TCU, como se vê do precedente cuja ementa reproduzo: “AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS POR SANDRA LUCIA GOMES LAMBERT EM MANDADO DE SEGURANÇA. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PENSÃO DE FILHA SOLTEIRA MAIOR DE 21 ANOS JULGADA LEGAL PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. OCUPAÇÃO DE CARGO PÚBLICO EFETIVO. EXCLUSÃO DO BENEFÍCIO EM RAZÃO DE ACÓRDÃO DO TCU. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. OCORRÊNCIA DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NULIDADE DO ACÓRDÃO DO TCU. RESTABELECIMENTO DA PENSÃO ATÉ NOVA APRECIAÇÃO PELA CORTE DE CONTAS. AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. PREJUDICADO O AGRAVO INTERPOSTO POR SANDRA LUCIA GOMES LAMBERT. 1. Há precedente nesta Corte no sentido de que o Tribunal de Contas da União será parte legítima para figurar no polo passivo da ação mandamental quando, a partir de sua decisão, for determinada a exclusão de um direito. (Precedente: MS 24.927, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 28/9/2005) 2. In casu, o TCU determinou à Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para que fossem suspensas pensões de filhas solteiras maiores de 21 anos que ocupassem cargo público efetivo. 3. A Súmula Vinculante n 3 do Supremo Tribunal Federal excepciona a observância prévia do contraditório e da ampla defesa na apreciação da legalidade do ato de concessão de aposentadoria, reforma e pensão pelo Tribunal de Contas da União. Contudo, o presente caso não se enquadra na exceção prevista, pois não se trata de concessão inicial de aposentadoria, de reforma ou de pensão. Dessa forma, podendo a decisão resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, cabível o exercício da ampla defesa e do contraditório. No entanto, não se verifica abertura de prazo pelo TCU, a fim de que houvesse oportunidade de defesa à Sandra Lúcia Gomes Lambert 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PENSÃO DE FILHA SOLTEIRA MAIOR DE 21 ANOS JULGADA LEGAL PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. OCUPAÇÃO DE CARGO PÚBLICO EFETIVO. EXCLUSÃO DO BENEFÍCIO EM RAZÃO DE ACÓRDÃO DO TCU. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. OCORRÊNCIA DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NULIDADE DO ACÓRDÃO DO TCU. RESTABELECIMENTO DA PENSÃO ATÉ NOVA APRECIAÇÃO PELA CORTE DE CONTAS. AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. PREJUDICADO O AGRAVO INTERPOSTO POR SANDRA LUCIA GOMES LAMBERT. 1. Há precedente nesta Corte no sentido de que o Tribunal de Contas da União será parte legítima para figurar no polo passivo da ação mandamental quando, a partir de sua decisão, for determinada a exclusão de um direito. (Precedente: MS 24.927, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 28/9/2005) 2. In casu, o TCU determinou à Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para que fossem suspensas pensões de filhas solteiras maiores de 21 anos que ocupassem cargo público efetivo. 3. A Súmula Vinculante n 3 do Supremo Tribunal Federal excepciona a observância prévia do contraditório e da ampla defesa na apreciação da legalidade do ato de concessão de aposentadoria, reforma e pensão pelo Tribunal de Contas da União. Contudo, o presente caso não se enquadra na exceção prevista, pois não se trata de concessão inicial de aposentadoria, de reforma ou de pensão. Dessa forma, podendo a decisão resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, cabível o exercício da ampla defesa e do contraditório. No entanto, não se verifica abertura de prazo pelo TCU, a fim de que houvesse oportunidade de defesa à Sandra Lúcia Gomes Lambert 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF diante da exclusão do seu benefício de pensão. 4. Portanto, não merece ser reformada a decisão agravada que anulou o acórdão 1.843/2006 do TCU para que se possibilite que Sandra Lúcia Gomes Lambert exerça o contraditório e a ampla defesa a que tem direito, com o restabelecimento da pensão até a nova apreciação pela Corte de Contas. 5. Agravo regimental, interposto pela União, a que nega provimento, restando prejudicado o agravo regimental interposto por Sandra Lúcia Gomes Lambert. (MS 27031 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 08.09.2015).” Grifos nossos. O ato apontado como coator, portanto, Acórdão 2.780/16 do TCU, consubstancia orientação de nítidos efeitos vinculantes em relação aos demais órgãos da administração gestores das referidas pensões, aptidão para, em tese, desconstituir situações jurídicas que, como aduz a Impetrante, estão há muito consolidadas. Deste modo, é viável apreciar a impetração, bem como está assentada a legitimidade passiva da autoridade coatora. Na hipótese, portanto, a ameaça a direito líquido e certo das associadas à Impetrante advém não do ato do órgão que administra a pensão e que lhes informa a respeito do conteúdo do Acórdão 2.780/16 do TCU, mas, ao contrário, do próprio acórdão do TCU. E assim é justamente porque o acórdão do TCU tem efeitos vinculantes e potencial para desconstituir situações jurídicas consolidadas há no mínimo 27 (vinte e sete) anos, considerando o advento da Lei 8.112/90, em 11.12.1990. Desse modo, resta assentada a legitimidade passiva do TCU e, por conseguinte, a competência deste Supremo Tribunal Federal para apreciar o caso. Essa situação se repete em cerca de três dezenas de impetrações que aportaram a este Supremo Tribunal Federal desde que proferi, em 31.03.2017, decisão monocrática na qual deferi parcialmente o pedido de liminar, como já referido. Também nas impetrações individuais, afigura-se a 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF diante da exclusão do seu benefício de pensão. 4. Portanto, não merece ser reformada a decisão agravada que anulou o acórdão 1.843/2006 do TCU para que se possibilite que Sandra Lúcia Gomes Lambert exerça o contraditório e a ampla defesa a que tem direito, com o restabelecimento da pensão até a nova apreciação pela Corte de Contas. 5. Agravo regimental, interposto pela União, a que nega provimento, restando prejudicado o agravo regimental interposto por Sandra Lúcia Gomes Lambert. (MS 27031 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 08.09.2015).” Grifos nossos. O ato apontado como coator, portanto, Acórdão 2.780/16 do TCU, consubstancia orientação de nítidos efeitos vinculantes em relação aos demais órgãos da administração gestores das referidas pensões, aptidão para, em tese, desconstituir situações jurídicas que, como aduz a Impetrante, estão há muito consolidadas. Deste modo, é viável apreciar a impetração, bem como está assentada a legitimidade passiva da autoridade coatora. Na hipótese, portanto, a ameaça a direito líquido e certo das associadas à Impetrante advém não do ato do órgão que administra a pensão e que lhes informa a respeito do conteúdo do Acórdão 2.780/16 do TCU, mas, ao contrário, do próprio acórdão do TCU. E assim é justamente porque o acórdão do TCU tem efeitos vinculantes e potencial para desconstituir situações jurídicas consolidadas há no mínimo 27 (vinte e sete) anos, considerando o advento da Lei 8.112/90, em 11.12.1990. Desse modo, resta assentada a legitimidade passiva do TCU e, por conseguinte, a competência deste Supremo Tribunal Federal para apreciar o caso. Essa situação se repete em cerca de três dezenas de impetrações que aportaram a este Supremo Tribunal Federal desde que proferi, em 31.03.2017, decisão monocrática na qual deferi parcialmente o pedido de liminar, como já referido. Também nas impetrações individuais, afigura-se a 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF competência da Suprema Corte, vez que o ato coator é o Acórdão 2.870/16, cuja orientação que dirige aos órgãos que administram os benefícios de pensão por morte concedidos com amparo na Lei 3.373/58 é vinculante. A matéria em comento, portanto, está adstrita à legalidade do ato do Tribunal de Contas da União que reputa necessária a comprovação de dependência econômica da pensionista filha solteira maior de 21 anos, para o reconhecimento do direito à manutenção de benefício de pensão por morte concedida sob a égide do art. 5..., II, parágrafo único, da Lei 3.373/58. Partindo dessa premissa, o TCU determinou a reanálise de pensões concedidas a mulheres que possuem outras fontes de renda, além do benefício decorrente do óbito de servidor público, do qual eram dependentes na época da concessão. Dentre as fontes de renda, incluem-se: renda advinda de relação de emprego, na iniciativa privada, de atividade empresarial, na condição de sócias ou representantes de pessoas jurídicas ou de benefícios do INSS; recebimento de pensão com fundamento na Lei 8.112/90, art. 217, I, alíneas a, b e c (pensão na qualidade de cônjuge de servidor); recebimento de pensão com fundamento na Lei 8.112/90, art. 217, inciso I, alíneas d e e (pais ou pessoa designada) e inciso II, alíneas a, c e d (filhos até 21 anos, irmão até 21 anos ou inválido ou pessoa designada até 21 anos ou inválida); a proveniente da ocupação de cargo público efetivo federal, estadual, distrital ou municipal ou aposentadoria pelo RPPS; ocupação de cargo em comissão ou de cargo em empresa pública ou sociedade de economia mista. Discute-se, portanto, se a dependência econômica em relação ao instituidor do benefício e do valor pago a título de pensão por morte encontra-se no rol de requisitos para a concessão e manutenção do benefício em questão. Inicialmente, assento a jurisprudência consolidada neste Supremo Tribunal Federal quanto à incidência, aos benefícios previdenciários, da lei em vigência ao tempo em que preenchidos os requisitos necessários à sua concessão. Trata-se da regra “tempus regit actum”, a qual, aplicada ao ato de 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF competência da Suprema Corte, vez que o ato coator é o Acórdão 2.870/16, cuja orientação que dirige aos órgãos que administram os benefícios de pensão por morte concedidos com amparo na Lei 3.373/58 é vinculante. A matéria em comento, portanto, está adstrita à legalidade do ato do Tribunal de Contas da União que reputa necessária a comprovação de dependência econômica da pensionista filha solteira maior de 21 anos, para o reconhecimento do direito à manutenção de benefício de pensão por morte concedida sob a égide do art. 5..., II, parágrafo único, da Lei 3.373/58. Partindo dessa premissa, o TCU determinou a reanálise de pensões concedidas a mulheres que possuem outras fontes de renda, além do benefício decorrente do óbito de servidor público, do qual eram dependentes na época da concessão. Dentre as fontes de renda, incluem-se: renda advinda de relação de emprego, na iniciativa privada, de atividade empresarial, na condição de sócias ou representantes de pessoas jurídicas ou de benefícios do INSS; recebimento de pensão com fundamento na Lei 8.112/90, art. 217, I, alíneas a, b e c (pensão na qualidade de cônjuge de servidor); recebimento de pensão com fundamento na Lei 8.112/90, art. 217, inciso I, alíneas d e e (pais ou pessoa designada) e inciso II, alíneas a, c e d (filhos até 21 anos, irmão até 21 anos ou inválido ou pessoa designada até 21 anos ou inválida); a proveniente da ocupação de cargo público efetivo federal, estadual, distrital ou municipal ou aposentadoria pelo RPPS; ocupação de cargo em comissão ou de cargo em empresa pública ou sociedade de economia mista. Discute-se, portanto, se a dependência econômica em relação ao instituidor do benefício e do valor pago a título de pensão por morte encontra-se no rol de requisitos para a concessão e manutenção do benefício em questão. Inicialmente, assento a jurisprudência consolidada neste Supremo Tribunal Federal quanto à incidência, aos benefícios previdenciários, da lei em vigência ao tempo em que preenchidos os requisitos necessários à sua concessão. Trata-se da regra “tempus regit actum”, a qual, aplicada ao ato de 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF concessão de pensão por morte, significa dizer: a lei que rege a concessão do benefício de pensão por morte é a vigente na data do óbito do segurado. Neste sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. FISCAIS DE RENDA. PENSÃO POR MORTE. 1) A pensão por morte rege-se pela legislação em vigor na data do falecimento do segurado. Princípio da lei do tempo rege o ato (tempus regit actum). Precedentes. 2) Impossibilidade de análise de legislação local (Lei Complementar estadual n. 69/1990 e Lei estadual n. 3.189/1999). Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 763.761-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 10.12.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Pensão por morte. É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que o valor da pensão por morte deve observar o padrão previsto ao tempo do evento que enseja o benefício. Tempus regit actum. 3. Evento instituidor do benefício anterior à vigência da Emenda Constitucional 20/1998. Descabe emprestar eficácia retroativa à diretriz constitucional. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 717.077-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 12.12.2012). “PREVIDENCIÁRIO – PENSÃO POR MORTE – LEGISLAÇÃO APLICÁVEL – DATA DO ÓBITO. Aplica- se ao benefício de pensão por morte a lei vigente à época do óbito do instituidor.” (ARE 644801 AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 24.11.2015). A tese foi assentada, inclusive, no julgamento do Recurso Extraordinário 597.389-RG-QO (Tema 165), sob a sistemática da repercussão geral. As pensões cujas revisões foram determinadas no Acórdão 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF concessão de pensão por morte, significa dizer: a lei que rege a concessão do benefício de pensão por morte é a vigente na data do óbito do segurado. Neste sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. FISCAIS DE RENDA. PENSÃO POR MORTE. 1) A pensão por morte rege-se pela legislação em vigor na data do falecimento do segurado. Princípio da lei do tempo rege o ato (tempus regit actum). Precedentes. 2) Impossibilidade de análise de legislação local (Lei Complementar estadual n. 69/1990 e Lei estadual n. 3.189/1999). Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 763.761-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 10.12.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Pensão por morte. É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que o valor da pensão por morte deve observar o padrão previsto ao tempo do evento que enseja o benefício. Tempus regit actum. 3. Evento instituidor do benefício anterior à vigência da Emenda Constitucional 20/1998. Descabe emprestar eficácia retroativa à diretriz constitucional. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 717.077-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 12.12.2012). “PREVIDENCIÁRIO – PENSÃO POR MORTE – LEGISLAÇÃO APLICÁVEL – DATA DO ÓBITO. Aplica- se ao benefício de pensão por morte a lei vigente à época do óbito do instituidor.” (ARE 644801 AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 24.11.2015). A tese foi assentada, inclusive, no julgamento do Recurso Extraordinário 597.389-RG-QO (Tema 165), sob a sistemática da repercussão geral. As pensões cujas revisões foram determinadas no Acórdão 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF 2.780/2016 tiveram suas concessões amparadas na Lei 3.373/58, que dispunha sobre o Plano de Assistência ao Funcionário e sua Família. O referido diploma regulamentou os artigos 161 e 256 da Lei 1.711/1952, Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União, que vigorou até o advento da Lei 8.112/91. Reproduzo a redação dos artigos 3... e 5... da Lei 3.373/58: “Art. 3... O Seguro Social obrigatório garante os seguintes benefícios: I - Pensão vitalícia; II - Pensão temporária; III - Pecúlio especial. (...) Art. 5... Para os efeitos do artigo anterior, considera-se família do segurado: I - Para percepção de pensão vitalícia: a) a espôsa, exceto a desquitada que não receba pensão de alimentos; b) o marido inválido; c) a mãe viúva ou sob dependência econômica preponderante do funcionário, ou pai inválido no caso de ser o segurado solteiro ou viúvo; II - Para a percepção de pensões temporárias: a) o filho de qualquer condição, ou enteado, até a idade de 21 (vinte e um) anos, ou, se inválido, enquanto durar a invalidez; b) o irmão, órfão de pai e sem padrasto, até a idade de 21 (vinte e um) anos, ou, se inválido enquanto durar a invalidez, no caso de ser o segurado solteiro ou viúvo, sem filhos nem enteados. Parágrafo único. A filha solteira, maior de 21 (vinte e um) anos, só perderá a pensão temporária quando ocupante de cargo público permanente.” Os requisitos para a concessão da pensão por morte aos filhos dos servidores públicos civis federais eram, portanto, serem menores de 21 (vinte e um anos) ou inválidos. Excepcionalmente, a filha que se mantivesse solteira após os 21 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF 2.780/2016 tiveram suas concessões amparadas na Lei 3.373/58, que dispunha sobre o Plano de Assistência ao Funcionário e sua Família. O referido diploma regulamentou os artigos 161 e 256 da Lei 1.711/1952, Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União, que vigorou até o advento da Lei 8.112/91. Reproduzo a redação dos artigos 3... e 5... da Lei 3.373/58: “Art. 3... O Seguro Social obrigatório garante os seguintes benefícios: I - Pensão vitalícia; II - Pensão temporária; III - Pecúlio especial. (...) Art. 5... Para os efeitos do artigo anterior, considera-se família do segurado: I - Para percepção de pensão vitalícia: a) a espôsa, exceto a desquitada que não receba pensão de alimentos; b) o marido inválido; c) a mãe viúva ou sob dependência econômica preponderante do funcionário, ou pai inválido no caso de ser o segurado solteiro ou viúvo; II - Para a percepção de pensões temporárias: a) o filho de qualquer condição, ou enteado, até a idade de 21 (vinte e um) anos, ou, se inválido, enquanto durar a invalidez; b) o irmão, órfão de pai e sem padrasto, até a idade de 21 (vinte e um) anos, ou, se inválido enquanto durar a invalidez, no caso de ser o segurado solteiro ou viúvo, sem filhos nem enteados. Parágrafo único. A filha solteira, maior de 21 (vinte e um) anos, só perderá a pensão temporária quando ocupante de cargo público permanente.” Os requisitos para a concessão da pensão por morte aos filhos dos servidores públicos civis federais eram, portanto, serem menores de 21 (vinte e um anos) ou inválidos. Excepcionalmente, a filha que se mantivesse solteira após os 21 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF anos não deixaria de receber a pensão por morte, exceto se passasse a ocupar cargo público permanente. Não se exigiam outros requisitos como, por exemplo, a prova da dependência econômica da filha em relação ao instituidor ou ser a pensão sua única fonte de renda. De igual modo, não havia na lei hipótese de cessação da pensão calcada no exercício, pela pensionista, de outra atividade laborativa que lhe gerasse algum tipo de renda, à exceção de cargo público permanente. A superação da qualidade de beneficiário da pensão temporária ocorria, apenas, em relação aos filhos do sexo masculino após os 21 anos, quando da recuperação da capacidade laborativa pelo filho inválido, e, no que tange à filha maior de 21 anos, na hipótese de alteração do estado civil ou de posse em cargo público. A Lei 1.711/1952 e todas as que a regulamentavam, incluída a Lei 3.373/58, foram revogadas pela Lei 8.112/90, como já referido, que dispôs sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, à luz na nova ordem constitucional inaugurada em 1988. Nesse novo estatuto, a filha solteira maior de 21 anos não mais figura no rol de dependentes habilitados à pensão temporária. Atualmente, considerando as recentes reformas promovidas pela Lei 13.135/2015, somente podem ser beneficiários das pensões, cujos instituidores sejam servidores públicos civis, o cônjuge ou companheiro, os filhos menores de 21 anos, inválidos ou com deficiência mental ou intelectual, e os pais ou irmão que comprovem dependência econômica. Nesse contexto, as pensões cuja revisão suscita o Tribunal de Contas da União no Acórdão 2.780/2016 foram necessariamente concedidas entre o início e o término de vigência da Lei 3.373/58, ou seja, de março de 1958 a dezembro de 1990. A respeito do prazo para a revisão do ato de concessão de 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF anos não deixaria de receber a pensão por morte, exceto se passasse a ocupar cargo público permanente. Não se exigiam outros requisitos como, por exemplo, a prova da dependência econômica da filha em relação ao instituidor ou ser a pensão sua única fonte de renda. De igual modo, não havia na lei hipótese de cessação da pensão calcada no exercício, pela pensionista, de outra atividade laborativa que lhe gerasse algum tipo de renda, à exceção de cargo público permanente. A superação da qualidade de beneficiário da pensão temporária ocorria, apenas, em relação aos filhos do sexo masculino após os 21 anos, quando da recuperação da capacidade laborativa pelo filho inválido, e, no que tange à filha maior de 21 anos, na hipótese de alteração do estado civil ou de posse em cargo público. A Lei 1.711/1952 e todas as que a regulamentavam, incluída a Lei 3.373/58, foram revogadas pela Lei 8.112/90, como já referido, que dispôs sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, à luz na nova ordem constitucional inaugurada em 1988. Nesse novo estatuto, a filha solteira maior de 21 anos não mais figura no rol de dependentes habilitados à pensão temporária. Atualmente, considerando as recentes reformas promovidas pela Lei 13.135/2015, somente podem ser beneficiários das pensões, cujos instituidores sejam servidores públicos civis, o cônjuge ou companheiro, os filhos menores de 21 anos, inválidos ou com deficiência mental ou intelectual, e os pais ou irmão que comprovem dependência econômica. Nesse contexto, as pensões cuja revisão suscita o Tribunal de Contas da União no Acórdão 2.780/2016 foram necessariamente concedidas entre o início e o término de vigência da Lei 3.373/58, ou seja, de março de 1958 a dezembro de 1990. A respeito do prazo para a revisão do ato de concessão de 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF benefícios previdenciários a servidor público ou a seus dependentes, a Lei 9.784/99 dispõe, no artigo 54, ser de cinco anos o prazo para a Administração anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis aos destinatários. Com efeito, pende de julgamento neste Supremo Tribunal Federal o tema em que se discute o termo inicial do prazo decadencial para revisar atos de pensão ou aposentadoria pelo Tribunal de Contas da União, se da concessão da aposentadoria/pensão ou se do julgamento pela Corte de Contas, em sede de repercussão geral no bojo de Recurso Extraordinário 636.553, pendente ainda o julgamento do mérito. No entanto, o Acórdão impugnado diz respeito a atos de concessão cuja origem são óbitos anteriores a dezembro de 1990, sendo muito provável que o prazo de cinco anos, contados da concessão ou do julgamento, já tenha expirado. Há precedente da Primeira Turma desta Corte no sentido de reconhecer a ocorrência da coisa julgada administrativa quando ultrapassado o prazo de cinco anos previsto no art. 54 da Lei 9.784/99, como se vê da ementa aqui colacionada: “AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. NEGATIVA DE REGISTRO DE APOSENTADORIA. GRATIFICAÇÃO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO – COMPLEMENTO GATS. REPUTADA ILEGAL PELO ÓRGÃO DE CONTROLE. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. OCORRÊNCIA. FORMAÇÃO DA COISA JULGADA ADMINISTRATIVA. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se consuma, apenas, no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF benefícios previdenciários a servidor público ou a seus dependentes, a Lei 9.784/99 dispõe, no artigo 54, ser de cinco anos o prazo para a Administração anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis aos destinatários. Com efeito, pende de julgamento neste Supremo Tribunal Federal o tema em que se discute o termo inicial do prazo decadencial para revisar atos de pensão ou aposentadoria pelo Tribunal de Contas da União, se da concessão da aposentadoria/pensão ou se do julgamento pela Corte de Contas, em sede de repercussão geral no bojo de Recurso Extraordinário 636.553, pendente ainda o julgamento do mérito. No entanto, o Acórdão impugnado diz respeito a atos de concessão cuja origem são óbitos anteriores a dezembro de 1990, sendo muito provável que o prazo de cinco anos, contados da concessão ou do julgamento, já tenha expirado. Há precedente da Primeira Turma desta Corte no sentido de reconhecer a ocorrência da coisa julgada administrativa quando ultrapassado o prazo de cinco anos previsto no art. 54 da Lei 9.784/99, como se vê da ementa aqui colacionada: “AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. NEGATIVA DE REGISTRO DE APOSENTADORIA. GRATIFICAÇÃO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO – COMPLEMENTO GATS. REPUTADA ILEGAL PELO ÓRGÃO DE CONTROLE. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. OCORRÊNCIA. FORMAÇÃO DA COISA JULGADA ADMINISTRATIVA. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se consuma, apenas, no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, que se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30.916, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 08.06.2012; MS 25.525, Rel. Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19.03.2010; MS 25.697, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12.03.2010. 2. In casu, o início do prazo decadencial para revisão das parcelas de aposentadoria da agravada se deu com a prolação do Acórdão TCU 1.774/2003, pois englobou a discussão acerca da base de cálculo para o recebimento do “Complemento GATS”, imposta por sentença judicial transitada em julgado, de sorte que os atos impugnados - Acórdãos TCU 6.759/2009 e 1.906/2011 – restam alcançados pela decadência administrativa (Lei 9.784/99, art. 54). Precedentes: MS 28.953, Relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 28.03.2012; MS 27.561 AgR, Relator Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 04.10.2012. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (MS 30780 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 11.09.2017). Grifos nossos. De todo modo e sem adentrar ao debate a respeito da formação da coisa julgada administrativa, não houve, no Acórdão do TCU ora atacado, menção ao respeito ao prazo decadencial de revisão previsto no artigo 9.784/99, porquanto o entendimento lá sustentado diz respeito à possibilidade de revisão a qualquer tempo em que se modificarem as condições fáticas da dependência econômica. Haure-se, portanto, da leitura da jurisprudência e da legislação acima citadas a seguinte conclusão: as pensões concedidas às filhas maiores sob a égide da Lei 3.373/58 que preenchiam os requisitos pertinentes ao estado civil e à não ocupação de cargo público de caráter permanente encontram-se consolidadas e somente podem ser alteradas, é dizer, cessadas, se um dos dois requisitos for superado, ou seja, se deixarem de ser solteiras ou se passarem a ocupar cargo público 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, que se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30.916, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 08.06.2012; MS 25.525, Rel. Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19.03.2010; MS 25.697, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12.03.2010. 2. In casu, o início do prazo decadencial para revisão das parcelas de aposentadoria da agravada se deu com a prolação do Acórdão TCU 1.774/2003, pois englobou a discussão acerca da base de cálculo para o recebimento do “Complemento GATS”, imposta por sentença judicial transitada em julgado, de sorte que os atos impugnados - Acórdãos TCU 6.759/2009 e 1.906/2011 – restam alcançados pela decadência administrativa (Lei 9.784/99, art. 54). Precedentes: MS 28.953, Relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 28.03.2012; MS 27.561 AgR, Relator Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 04.10.2012. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (MS 30780 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 11.09.2017). Grifos nossos. De todo modo e sem adentrar ao debate a respeito da formação da coisa julgada administrativa, não houve, no Acórdão do TCU ora atacado, menção ao respeito ao prazo decadencial de revisão previsto no artigo 9.784/99, porquanto o entendimento lá sustentado diz respeito à possibilidade de revisão a qualquer tempo em que se modificarem as condições fáticas da dependência econômica. Haure-se, portanto, da leitura da jurisprudência e da legislação acima citadas a seguinte conclusão: as pensões concedidas às filhas maiores sob a égide da Lei 3.373/58 que preenchiam os requisitos pertinentes ao estado civil e à não ocupação de cargo público de caráter permanente encontram-se consolidadas e somente podem ser alteradas, é dizer, cessadas, se um dos dois requisitos for superado, ou seja, se deixarem de ser solteiras ou se passarem a ocupar cargo público 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF permanente. O Tribunal de Contas da União, contudo, no Acórdão 2.780/16, não interpretou do mesmo modo a legislação e a jurisprudência transcritas acima. Esclareceu ter havido uma “evolução na jurisprudência recente do TCU a respeito do tema”. O TCU adotava a tese firmada no Poder Judiciário no sentido de que à pensão por morte aplica-se a lei vigente à época da concessão. Permitia, ainda, nos termos da Súmula 168, que a filha maior solteira que viesse a ocupar cargo público permanente na Administração Direta e Indireta optasse entre a pensão e a remuneração do cargo público, considerando a situação mais vantajosa. No entanto, em 2012, após consulta formulada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o que resultou na confecção do Acórdão 892/2012, o TCU alterou a interpretação sobre o tema “a partir da evolução social” e considerou revogar a Súmula 168, bem como reputar necessária a comprovação da dependência econômica das filhas em relação ao valor da pensão da qual são titulares. Para a Corte de Contas, “a dependência econômica constitui requisito cujo atendimento é indispensável tanto para a concessão da pensão quanto para a sua manutenção, ou seja, a eventual perda de tal dependência por parte da pensionista significará a extinção do direito à percepção do benefício em referência.” Partindo dessa premissa, ou seja, de que para a obtenção e manutenção da pensão por morte é exigida a prova da dependência econômica, o TCU definiu ser incompatível com a manutenção desse benefício a percepção, pela pensionista, de outras fontes de renda, ainda que não decorrentes da ocupação de cargo público permanente. Editou, então, a Súmula 285, de seguinte teor: “A pensão da Lei 3.373/1958 somente é devida à filha solteira maior de 21 anos enquanto existir dependência econômica em relação ao instituidor da pensão, falecido antes do advento da Lei 8.112/1990.” Ademais, foram fixadas diretrizes para a análise do novo 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF permanente. O Tribunal de Contas da União, contudo, no Acórdão 2.780/16, não interpretou do mesmo modo a legislação e a jurisprudência transcritas acima. Esclareceu ter havido uma “evolução na jurisprudência recente do TCU a respeito do tema”. O TCU adotava a tese firmada no Poder Judiciário no sentido de que à pensão por morte aplica-se a lei vigente à época da concessão. Permitia, ainda, nos termos da Súmula 168, que a filha maior solteira que viesse a ocupar cargo público permanente na Administração Direta e Indireta optasse entre a pensão e a remuneração do cargo público, considerando a situação mais vantajosa. No entanto, em 2012, após consulta formulada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o que resultou na confecção do Acórdão 892/2012, o TCU alterou a interpretação sobre o tema “a partir da evolução social” e considerou revogar a Súmula 168, bem como reputar necessária a comprovação da dependência econômica das filhas em relação ao valor da pensão da qual são titulares. Para a Corte de Contas, “a dependência econômica constitui requisito cujo atendimento é indispensável tanto para a concessão da pensão quanto para a sua manutenção, ou seja, a eventual perda de tal dependência por parte da pensionista significará a extinção do direito à percepção do benefício em referência.” Partindo dessa premissa, ou seja, de que para a obtenção e manutenção da pensão por morte é exigida a prova da dependência econômica, o TCU definiu ser incompatível com a manutenção desse benefício a percepção, pela pensionista, de outras fontes de renda, ainda que não decorrentes da ocupação de cargo público permanente. Editou, então, a Súmula 285, de seguinte teor: “A pensão da Lei 3.373/1958 somente é devida à filha solteira maior de 21 anos enquanto existir dependência econômica em relação ao instituidor da pensão, falecido antes do advento da Lei 8.112/1990.” Ademais, foram fixadas diretrizes para a análise do novo 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF requisito: “Se comprovado que o salário, pró-labore e/ou benefícios não são suficientes para a subsistência condigna da beneficiária, ela poderá acumular a economia própria com o benefício pensional. De outra forma, se a renda for bastante para a subsistência condigna, não há que se falar em habilitação ou na sua permanência como beneficiária da pensão.” (eDOC 30, p. 8) Estabeleceu-se como parâmetro da análise de renda “condigna da beneficiária” o valor do teto dos benefícios pagos pelo INSS. Em meu sentir, todavia, os princípios da legalidade e da segurança jurídica não permitem a subsistência in totum da decisão do Tribunal de Contas da União contida no Acórdão 2.780/2016. A violação ao princípio da legalidade se dá pelo estabelecimento de requisitos para a concessão e manutenção de benefício cuja previsão em lei não se verifica. Tal como apontou a Procuradoria-Geral da República em seu parecer (eDOC 66), “a interpretação adotada pelo Tribunal de Contas da União, contudo, não é compatível com o que se lê no parágrafo único do art. 5... da Lei n. 3.373/1958: ‘a filha solteira, maior de 21 (vinte e um) anos, só perderá a pensão temporária quando ocupante de cargo público permanente’”. Verifica-se, portanto, que a interpretação mais adequada do art. 5..., parágrafo único, da Lei 3.373/58 é aquela que somente autoriza a revisão da pensão concedida com amparo em seu regramento nas hipóteses em que a filha solteira maior de vinte e um anos se case ou tome posse em cargo público permanente. Trata-se de aplicar a consolidada jurisprudência desta Corte segundo a qual a concessão do benefício previdenciário de pensão por morte deve ser regida pela lei vigente à data em que falece o segurado instituidor. Em igual sentido foi o pronunciamento desta Corte ao apreciar o tema em precedente de 20.04.1999. Colaciono a ementa: “ADMINISTRATIVO. FILHA DE EX-SERVIDOR DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. PENSÃO TEMPORÁRIA. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF requisito: “Se comprovado que o salário, pró-labore e/ou benefícios não são suficientes para a subsistência condigna da beneficiária, ela poderá acumular a economia própria com o benefício pensional. De outra forma, se a renda for bastante para a subsistência condigna, não há que se falar em habilitação ou na sua permanência como beneficiária da pensão.” (eDOC 30, p. 8) Estabeleceu-se como parâmetro da análise de renda “condigna da beneficiária” o valor do teto dos benefícios pagos pelo INSS. Em meu sentir, todavia, os princípios da legalidade e da segurança jurídica não permitem a subsistência in totum da decisão do Tribunal de Contas da União contida no Acórdão 2.780/2016. A violação ao princípio da legalidade se dá pelo estabelecimento de requisitos para a concessão e manutenção de benefício cuja previsão em lei não se verifica. Tal como apontou a Procuradoria-Geral da República em seu parecer (eDOC 66), “a interpretação adotada pelo Tribunal de Contas da União, contudo, não é compatível com o que se lê no parágrafo único do art. 5... da Lei n. 3.373/1958: ‘a filha solteira, maior de 21 (vinte e um) anos, só perderá a pensão temporária quando ocupante de cargo público permanente’”. Verifica-se, portanto, que a interpretação mais adequada do art. 5..., parágrafo único, da Lei 3.373/58 é aquela que somente autoriza a revisão da pensão concedida com amparo em seu regramento nas hipóteses em que a filha solteira maior de vinte e um anos se case ou tome posse em cargo público permanente. Trata-se de aplicar a consolidada jurisprudência desta Corte segundo a qual a concessão do benefício previdenciário de pensão por morte deve ser regida pela lei vigente à data em que falece o segurado instituidor. Em igual sentido foi o pronunciamento desta Corte ao apreciar o tema em precedente de 20.04.1999. Colaciono a ementa: “ADMINISTRATIVO. FILHA DE EX-SERVIDOR DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. PENSÃO TEMPORÁRIA. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF LEI 3.373/58. ALTERAÇÕES PELA LEI 8.112/90. DIREITO ADQUIRIDO. A garantia insculpida no art. 5..., inc. XXXVI, da Constituição Federal impede que lei nova, ao instituir causa de extinção de benefício, não prevista na legislação anterior, retroaja para alcançar situação consolidada sob a égide da norma então em vigor. Conquanto tenha a Lei 8.112/90 alterado as hipóteses de concessão de pensão temporária, previstas na Lei 3.373/58, tais modificações não poderiam atingir benefícios concedidos antes de sua vigência. Recurso extraordinário não conhecido. (Recurso Extraordinário 234543, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, julgado em 20.04.1999). Grifos nossos. Dessa forma, é de se reconhecer a interpretação evolutiva do princípio da isonomia entre homens e mulheres após o advento da Constituição Federal de 1988 (artigo 5..., I) que, em tese, inviabiliza a concessão de pensão às filhas mulheres dos servidores públicos, maiores e aptas ao trabalho. Afinal, a presunção de incapacidade para a vida independente em favor das filhas dos servidores não mais se sustenta com o advento da nova ordem constitucional. Entretanto, as situações jurídicas já consolidadas sob a égide das constituições anteriores e do arcabouço legislativo que as regulamentavam não comportam interpretação retroativa à luz do atual sistema constitucional. Nesse sentido, embora o princípio da igualdade não tenha sido uma novidade na Constituição Federal de 1988, por já constar dos ideais de 1879 e formalmente nas constituições brasileiras desde a do Império, de 1824, a sua previsão não se revelou suficiente para impedir a escravidão ou para impor o sufrágio universal, por exemplo, tampouco para extirpar do Código Civil de 1916 a condição de relativamente incapazes das mulheres casadas, o que somente ocorreu em 1962, com a Lei 4.121/62. Do escólio doutrinário de Celso Ribeiro Bastos e Ives Gandra Martins, em comentários ao art. 5..., I, da Constituição Federal de 1988/88, extrai-se o seguinte: 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF LEI 3.373/58. ALTERAÇÕES PELA LEI 8.112/90. DIREITO ADQUIRIDO. A garantia insculpida no art. 5..., inc. XXXVI, da Constituição Federal impede que lei nova, ao instituir causa de extinção de benefício, não prevista na legislação anterior, retroaja para alcançar situação consolidada sob a égide da norma então em vigor. Conquanto tenha a Lei 8.112/90 alterado as hipóteses de concessão de pensão temporária, previstas na Lei 3.373/58, tais modificações não poderiam atingir benefícios concedidos antes de sua vigência. Recurso extraordinário não conhecido. (Recurso Extraordinário 234543, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, julgado em 20.04.1999). Grifos nossos. Dessa forma, é de se reconhecer a interpretação evolutiva do princípio da isonomia entre homens e mulheres após o advento da Constituição Federal de 1988 (artigo 5..., I) que, em tese, inviabiliza a concessão de pensão às filhas mulheres dos servidores públicos, maiores e aptas ao trabalho. Afinal, a presunção de incapacidade para a vida independente em favor das filhas dos servidores não mais se sustenta com o advento da nova ordem constitucional. Entretanto, as situações jurídicas já consolidadas sob a égide das constituições anteriores e do arcabouço legislativo que as regulamentavam não comportam interpretação retroativa à luz do atual sistema constitucional. Nesse sentido, embora o princípio da igualdade não tenha sido uma novidade na Constituição Federal de 1988, por já constar dos ideais de 1879 e formalmente nas constituições brasileiras desde a do Império, de 1824, a sua previsão não se revelou suficiente para impedir a escravidão ou para impor o sufrágio universal, por exemplo, tampouco para extirpar do Código Civil de 1916 a condição de relativamente incapazes das mulheres casadas, o que somente ocorreu em 1962, com a Lei 4.121/62. Do escólio doutrinário de Celso Ribeiro Bastos e Ives Gandra Martins, em comentários ao art. 5..., I, da Constituição Federal de 1988/88, extrai-se o seguinte: 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF “é preciso todavia reconhecer que o avanço jurídico conquistado pelas mulheres não corresponde muitas vezes a um real tratamento isonômico no que diz respeito à efetiva fruição de uma igualdade material. Isso a nosso ver é devido a duas razões fundamentais: as relações entre homens e mulheres obviamente se dão em todos os campos da atividade social, indo desde as relações de trabalho, na política, nas religiões e organizações em geral, até chegar ao recanto próprio do lar, onde homem e mulher se relacionam fundamentalmente sob a instituição do casamento. É bem de ver que, se é importante a estatuição de iguais direitos entre homem e mulher, é forçoso reconhecer que esta disposição só se aperfeiçoa e se torna eficaz na medida em que a própria cultura se altere.” (Comentários à Constituição do Brasil. v. 2. São Paulo: Saraiva, 1989. p. 18, grifos meus) Nesse contexto, revelava-se isonômico, quando da disciplina do estatuto jurídico do servidor público, no ano de 1958, salvaguardar às filhas solteiras uma condição mínima de sobrevivência à falta dos pais. Essa situação não mais subsiste e soaria não só imoral, mas inconstitucional, uma nova lei de tal modo protetiva na sociedade concebida sob os preceitos de isonomia entre homens e mulheres insculpidos na atual ordem constitucional. No entanto, a interpretação evolutiva dada pelo Tribunal de Contas da União não pode ter o condão de modificar os atos constituídos sob a égide da legislação protetiva, cujos efeitos jurídicos não estão dissociados da análise do preenchimento dos requisitos legais à época da concessão, pois “não é lícito ao intérprete distinguir onde o legislador não distinguiu” (Recurso Extraordinário 71.284, Rel. Min. Aliomar Baleeiro). Além disso, tanto o teor da Lei 3.373/58, como o histórico retro mencionado, acerca da situação da mulher na sociedade pré Constituição de 1988, evidenciam claramente a presunção de dependência econômica das filhas solteiras maiores de vinte e um anos, não se revelando razoável, exceto se houver dúvida 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF “é preciso todavia reconhecer que o avanço jurídico conquistado pelas mulheres não corresponde muitas vezes a um real tratamento isonômico no que diz respeito à efetiva fruição de uma igualdade material. Isso a nosso ver é devido a duas razões fundamentais: as relações entre homens e mulheres obviamente se dão em todos os campos da atividade social, indo desde as relações de trabalho, na política, nas religiões e organizações em geral, até chegar ao recanto próprio do lar, onde homem e mulher se relacionam fundamentalmente sob a instituição do casamento. É bem de ver que, se é importante a estatuição de iguais direitos entre homem e mulher, é forçoso reconhecer que esta disposição só se aperfeiçoa e se torna eficaz na medida em que a própria cultura se altere.” (Comentários à Constituição do Brasil. v. 2. São Paulo: Saraiva, 1989. p. 18, grifos meus) Nesse contexto, revelava-se isonômico, quando da disciplina do estatuto jurídico do servidor público, no ano de 1958, salvaguardar às filhas solteiras uma condição mínima de sobrevivência à falta dos pais. Essa situação não mais subsiste e soaria não só imoral, mas inconstitucional, uma nova lei de tal modo protetiva na sociedade concebida sob os preceitos de isonomia entre homens e mulheres insculpidos na atual ordem constitucional. No entanto, a interpretação evolutiva dada pelo Tribunal de Contas da União não pode ter o condão de modificar os atos constituídos sob a égide da legislação protetiva, cujos efeitos jurídicos não estão dissociados da análise do preenchimento dos requisitos legais à época da concessão, pois “não é lícito ao intérprete distinguir onde o legislador não distinguiu” (Recurso Extraordinário 71.284, Rel. Min. Aliomar Baleeiro). Além disso, tanto o teor da Lei 3.373/58, como o histórico retro mencionado, acerca da situação da mulher na sociedade pré Constituição de 1988, evidenciam claramente a presunção de dependência econômica das filhas solteiras maiores de vinte e um anos, não se revelando razoável, exceto se houver dúvida 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF no tocante à lisura da situação das requerentes no momento da solicitação da pensão (o que não se pode extrair das razões do ato impugnado), exigir que faça prova positiva da dependência financeira em relação ao servidor instituidor do benefício à época da concessão. Veja-se que a legislação de regência, quando previu, em relação a benefícios de caráter temporário, a possibilidade de “superação da qualidade de beneficiário”, foi expressa. A Lei 3.373/58, por exemplo, estabelecia a manutenção da invalidez como “condição essencial” à percepção da pensão do filho ou do irmão inválido. De igual modo, a Lei 8.112/90, atual estatuto jurídico dos servidores públicos civis federais, no artigo 222, enumera de modo expresso as hipóteses para a “perda da qualidade de beneficiário”: falecimento, anulação de casamento, cessação de invalidez ou afastamento de deficiência, acumulação de pensões, renúncia expressa ou, em relação ao cônjuge, o decurso dos prazos de que tratou a Lei 13.135/2015. Mesmo para os benefícios devidos aos pais e aos irmãos, que necessitam comprovar a dependência econômica para a concessão do benefício, a superação dessa condição não consta dentre as hipóteses de perda da qualidade de beneficiário. Ademais, dizer que a pensão é temporária não significa suscitar a sua revisão a cada dia ou a cada mês para verificar se persistem os requisitos que ensejaram a sua concessão. Significa que esse tipo de benefício tem condições resolutivas preestabelecidas: para os filhos, o atingimento da idade de 21 anos; para os inválidos, a superação dessa condição; para as filhas maiores de 21 anos, a alteração do estado civil ou a ocupação de cargo público de caráter permanente. Assim, enquanto a titular da pensão permanece solteira e não ocupa cargo permanente, independentemente da análise da dependência econômica, porque não é condição essencial prevista em lei, tem ela incorporado ao seu patrimônio jurídico o direito à manutenção dos pagamentos da pensão concedida sob a égide de legislação então vigente, não podendo ser esse 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF no tocante à lisura da situação das requerentes no momento da solicitação da pensão (o que não se pode extrair das razões do ato impugnado), exigir que faça prova positiva da dependência financeira em relação ao servidor instituidor do benefício à época da concessão. Veja-se que a legislação de regência, quando previu, em relação a benefícios de caráter temporário, a possibilidade de “superação da qualidade de beneficiário”, foi expressa. A Lei 3.373/58, por exemplo, estabelecia a manutenção da invalidez como “condição essencial” à percepção da pensão do filho ou do irmão inválido. De igual modo, a Lei 8.112/90, atual estatuto jurídico dos servidores públicos civis federais, no artigo 222, enumera de modo expresso as hipóteses para a “perda da qualidade de beneficiário”: falecimento, anulação de casamento, cessação de invalidez ou afastamento de deficiência, acumulação de pensões, renúncia expressa ou, em relação ao cônjuge, o decurso dos prazos de que tratou a Lei 13.135/2015. Mesmo para os benefícios devidos aos pais e aos irmãos, que necessitam comprovar a dependência econômica para a concessão do benefício, a superação dessa condição não consta dentre as hipóteses de perda da qualidade de beneficiário. Ademais, dizer que a pensão é temporária não significa suscitar a sua revisão a cada dia ou a cada mês para verificar se persistem os requisitos que ensejaram a sua concessão. Significa que esse tipo de benefício tem condições resolutivas preestabelecidas: para os filhos, o atingimento da idade de 21 anos; para os inválidos, a superação dessa condição; para as filhas maiores de 21 anos, a alteração do estado civil ou a ocupação de cargo público de caráter permanente. Assim, enquanto a titular da pensão permanece solteira e não ocupa cargo permanente, independentemente da análise da dependência econômica, porque não é condição essencial prevista em lei, tem ela incorporado ao seu patrimônio jurídico o direito à manutenção dos pagamentos da pensão concedida sob a égide de legislação então vigente, não podendo ser esse 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF direito extirpado por legislação superveniente, que estipulou causa de extinção outrora não prevista. No mesmo sentido, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do MS 22.604, de relatoria do Ministro Maurício Corrêa, expressamente assentou a impossibilidade de reversão de pensão considerando o direito adquirido já consolidado: “PENSÃO. DISPUTA ENTRE HERDEIRAS. APLICAÇÃO DA LEI n 6.782/80. ATO ADMINISTRATIVO DO TCU. FILHA SEPARADA APÓS O ÓBITO DO PAI. REVERSÃO DO BENEFÍCIO. DIREITO ADQUIRIDO. EXISTÊNCIA. 1. Filha viúva, divorciada ou desquitada equipara-se à filha solteira, se provada dependência econômica ao instituidor, à data da sucessão pensional. 2. Verificado o óbito desse quando da vigência da Lei n 6.782/80, a filha solteira, enquanto menor, faz jus à pensão, perdendo-a ao se casar. 3. Quota-parte da pensão cabível àquela que se casou transferida para a outra. Impossibilidade da reversão tempos depois em face da consolidação do direito adquirido. Mandado de Segurança conhecido e deferido”. (MS 22604, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, julgado em 28.04.1998). Nesse contexto, viola o princípio da legalidade o entendimento lançado no Acórdão 2.780/2016, do TCU, no sentido de que qualquer fonte de renda que represente subsistência condigna seja apta a ensejar o cancelamento da pensão ou de outra fonte de rendimento das titulares de pensão concedida na forma da Lei 3.373/58 e mantida nos termos do parágrafo único do artigo 5... dessa lei. O acórdão do TCU também não subsiste a uma apreciação à luz do princípio da segurança jurídica. Como dito, a Lei 9.784/99 impõe prazo decadencial para a revisão, pela Administração, de atos administrativos dos quais decorram efeitos favoráveis aos destinatários, salvo comprovada má-fé. Assim, ressalvados os casos em que as pensionistas deliberadamente violaram a lei, é dizer, usaram de má-fé para a 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF direito extirpado por legislação superveniente, que estipulou causa de extinção outrora não prevista. No mesmo sentido, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do MS 22.604, de relatoria do Ministro Maurício Corrêa, expressamente assentou a impossibilidade de reversão de pensão considerando o direito adquirido já consolidado: “PENSÃO. DISPUTA ENTRE HERDEIRAS. APLICAÇÃO DA LEI n 6.782/80. ATO ADMINISTRATIVO DO TCU. FILHA SEPARADA APÓS O ÓBITO DO PAI. REVERSÃO DO BENEFÍCIO. DIREITO ADQUIRIDO. EXISTÊNCIA. 1. Filha viúva, divorciada ou desquitada equipara-se à filha solteira, se provada dependência econômica ao instituidor, à data da sucessão pensional. 2. Verificado o óbito desse quando da vigência da Lei n 6.782/80, a filha solteira, enquanto menor, faz jus à pensão, perdendo-a ao se casar. 3. Quota-parte da pensão cabível àquela que se casou transferida para a outra. Impossibilidade da reversão tempos depois em face da consolidação do direito adquirido. Mandado de Segurança conhecido e deferido”. (MS 22604, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, julgado em 28.04.1998). Nesse contexto, viola o princípio da legalidade o entendimento lançado no Acórdão 2.780/2016, do TCU, no sentido de que qualquer fonte de renda que represente subsistência condigna seja apta a ensejar o cancelamento da pensão ou de outra fonte de rendimento das titulares de pensão concedida na forma da Lei 3.373/58 e mantida nos termos do parágrafo único do artigo 5... dessa lei. O acórdão do TCU também não subsiste a uma apreciação à luz do princípio da segurança jurídica. Como dito, a Lei 9.784/99 impõe prazo decadencial para a revisão, pela Administração, de atos administrativos dos quais decorram efeitos favoráveis aos destinatários, salvo comprovada má-fé. Assim, ressalvados os casos em que as pensionistas deliberadamente violaram a lei, é dizer, usaram de má-fé para a 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF obtenção ou manutenção do benefício previdenciário em questão, a revisão do ato de concessão há de observar o prazo decadencial previsto na Lei 9.784/99, pois o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 626.489, sob a sistemática da repercussão geral, assentou entendimento segundo o qual, com base na segurança jurídica e no equilíbrio financeiro e atuarial, não podem ser eternizados os litígios. A exceção à prova de má-fé não consta do Acórdão 2.780/2016, porque a interpretação que deu o TCU à manutenção das pensões temporárias é a de que elas podem ser revogadas a qualquer tempo, constatada a insubsistência dos requisitos que ensejaram a sua concessão, especialmente a dependência econômica, a qual, para o TCU, não é presumida. Por derradeiro, observo que um dos principais fundamentos do Acórdão 2.780/2016 é a “evolução interpretativa” realizada pelo TCU à luz da nova ordem constitucional, a permitir que se exija a comprovação da dependência econômica da pensionista em relação ao valor percebido. Veja-se que a nova interpretação resultou inclusive na revogação de Súmula do TCU que tratava da acumulação da pensão com cargo público. Ainda que fosse admissível a exigibilidade da dependência econômica como condição para a manutenção da pensão em debate nestes autos, a aplicação da inovação interpretativa aos atos já consolidados encontra óbice no inciso XIII do parágrafo único do artigo 2... da Lei 9.784/99, o qual veda a aplicação retroativa de nova interpretação na análise de processos administrativos. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a necessidade de se conferir efeitos ex nunc às decisões administrativas que modificam posicionamentos anteriores, a fim de dar segurança jurídica a atos já consolidados e até mesmo para evitar que justificativas como “orçamento público” sejam utilizadas para rever atos dos quais decorram efeitos financeiros favoráveis ao beneficiário. Precedente: AO 1.656, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 10.10.2014. 22 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF obtenção ou manutenção do benefício previdenciário em questão, a revisão do ato de concessão há de observar o prazo decadencial previsto na Lei 9.784/99, pois o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 626.489, sob a sistemática da repercussão geral, assentou entendimento segundo o qual, com base na segurança jurídica e no equilíbrio financeiro e atuarial, não podem ser eternizados os litígios. A exceção à prova de má-fé não consta do Acórdão 2.780/2016, porque a interpretação que deu o TCU à manutenção das pensões temporárias é a de que elas podem ser revogadas a qualquer tempo, constatada a insubsistência dos requisitos que ensejaram a sua concessão, especialmente a dependência econômica, a qual, para o TCU, não é presumida. Por derradeiro, observo que um dos principais fundamentos do Acórdão 2.780/2016 é a “evolução interpretativa” realizada pelo TCU à luz da nova ordem constitucional, a permitir que se exija a comprovação da dependência econômica da pensionista em relação ao valor percebido. Veja-se que a nova interpretação resultou inclusive na revogação de Súmula do TCU que tratava da acumulação da pensão com cargo público. Ainda que fosse admissível a exigibilidade da dependência econômica como condição para a manutenção da pensão em debate nestes autos, a aplicação da inovação interpretativa aos atos já consolidados encontra óbice no inciso XIII do parágrafo único do artigo 2... da Lei 9.784/99, o qual veda a aplicação retroativa de nova interpretação na análise de processos administrativos. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a necessidade de se conferir efeitos ex nunc às decisões administrativas que modificam posicionamentos anteriores, a fim de dar segurança jurídica a atos já consolidados e até mesmo para evitar que justificativas como “orçamento público” sejam utilizadas para rever atos dos quais decorram efeitos financeiros favoráveis ao beneficiário. Precedente: AO 1.656, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 10.10.2014. 22 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF Ante todo o exposto, apenas podem ser revistos os atos de concessão de pensões por morte cujas titulares deixaram de se enquadrar na previsão legal vigente na época do preenchimento dos requisitos legais, ou seja, é possível a revisão das pensões cujas titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Reconhecida, portanto, a qualidade de dependente da filha solteira maior de vinte e um anos em relação ao instituidor da pensão e não se verificando a superação das condições essenciais previstas na lei de regência, quais sejam, casamento ou posse em cargo público permanente, nos termos da Lei 3.373/58, a pensão é devida e deve ser mantida. Com essas considerações, diante da violação aos princípios da legalidade e da segurança jurídica, concedo parcialmente a segurança, com fulcro no art. 1..., da Lei 12.016/2009, para anular, em parte, o Acórdão 2.780/2016 do TCU para conceder parcialmente a segurança, também com amparo no art. 1..., da Lei 12.016/2009, para anular em parte o Acórdão 2.2780/2016 do TCU em relação à impetrante do presente mandado de segurança, mantendo-se igualmente a possibilidade de revisão em relação às pensões cujas titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, da Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Confirmo, ademais, as decisões liminares em que concedi os benefícios da assistência judiciária gratuita e determino o pagamento dos valores relativos às pensões por morte concedidas com amparo na Lei 3.373/58 desde a cessação indevida. Julgo prejudicado o agravo interposto pela União no 23 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF Ante todo o exposto, apenas podem ser revistos os atos de concessão de pensões por morte cujas titulares deixaram de se enquadrar na previsão legal vigente na época do preenchimento dos requisitos legais, ou seja, é possível a revisão das pensões cujas titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Reconhecida, portanto, a qualidade de dependente da filha solteira maior de vinte e um anos em relação ao instituidor da pensão e não se verificando a superação das condições essenciais previstas na lei de regência, quais sejam, casamento ou posse em cargo público permanente, nos termos da Lei 3.373/58, a pensão é devida e deve ser mantida. Com essas considerações, diante da violação aos princípios da legalidade e da segurança jurídica, concedo parcialmente a segurança, com fulcro no art. 1..., da Lei 12.016/2009, para anular, em parte, o Acórdão 2.780/2016 do TCU para conceder parcialmente a segurança, também com amparo no art. 1..., da Lei 12.016/2009, para anular em parte o Acórdão 2.2780/2016 do TCU em relação à impetrante do presente mandado de segurança, mantendo-se igualmente a possibilidade de revisão em relação às pensões cujas titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, da Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Confirmo, ademais, as decisões liminares em que concedi os benefícios da assistência judiciária gratuita e determino o pagamento dos valores relativos às pensões por morte concedidas com amparo na Lei 3.373/58 desde a cessação indevida. Julgo prejudicado o agravo interposto pela União no 23 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF presente feito.” Nas razões recursais, a União suscitou preliminar de ilegitimidade do Tribunal de Contas da União para figurar no polo passivo da demanda, pois autoridade coatora é aquela que pratica o ato impugnado (Lei n 12.016/2009, art. 6..., §3...), enquanto que a pensão da parte impetrante foi cancelada pelo órgão pagador da pensão, instaurando processo administrativo próprio. Assim, o ato do TCU teria caráter geral, abstrato e impessoal, sem implicar em violação ou ameaça de lesão a direito concreto da impetrante. Assevera que o precedente firmado no julgamento do MS 27.031, sobre a legitimidade do TCU, não pode ser aplicado neste caso, uma vez que o Acórdão 1.843/2006/TCU, posto em análise naquele processo, seria menos genérico do que o Acórdão 2.2780/2016/TCU, ato coator apontado na presente impetração. Suscita, ademais, preliminar de decadência, alegando que o marco inicial para contagem do prazo decadencial de 120 (cento e vinte) dias (Lei n 12.016/2009, art. 23) teria início na data em que recebida a notificação inicial do órgão gestor da pensão especial, possibilitando a apresentação de defesa. Afirma que foi esse o entendimento deste Relator em caso análogo, no MS 35.049, em que foi declarada a decadência da impetração, bem como da Min. Cármen Lúcia, em decisão monocrática prolatada nos autos do MS 34.986. Ressalta que a interposição de recurso administrativo desprovido de efeito suspensivo não interrompe o prazo para ajuizamento do mandamus, conforme jurisprudência desta Corte. No mérito, sustenta a legalidade e legitimidade do ato impugnado, eis que o Tribunal de Contas teria interpretado o art. 5... da Lei n 3.373/1958 com fundamento na Constituição Federal de 1988. Defende não haver qualquer violação aos princípios do tempus regit actum, da segurança jurídica, da dignidade da pessoa humana e da vedação à retroação de novo entendimento administrativo, pois o benefício pode ser cassado a qualquer tempo por circunstância resolutiva prevista pela própria lei. Aduz que, conforme o voto do Ministro Revisor 24 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF presente feito.” Nas razões recursais, a União suscitou preliminar de ilegitimidade do Tribunal de Contas da União para figurar no polo passivo da demanda, pois autoridade coatora é aquela que pratica o ato impugnado (Lei n 12.016/2009, art. 6..., §3...), enquanto que a pensão da parte impetrante foi cancelada pelo órgão pagador da pensão, instaurando processo administrativo próprio. Assim, o ato do TCU teria caráter geral, abstrato e impessoal, sem implicar em violação ou ameaça de lesão a direito concreto da impetrante. Assevera que o precedente firmado no julgamento do MS 27.031, sobre a legitimidade do TCU, não pode ser aplicado neste caso, uma vez que o Acórdão 1.843/2006/TCU, posto em análise naquele processo, seria menos genérico do que o Acórdão 2.2780/2016/TCU, ato coator apontado na presente impetração. Suscita, ademais, preliminar de decadência, alegando que o marco inicial para contagem do prazo decadencial de 120 (cento e vinte) dias (Lei n 12.016/2009, art. 23) teria início na data em que recebida a notificação inicial do órgão gestor da pensão especial, possibilitando a apresentação de defesa. Afirma que foi esse o entendimento deste Relator em caso análogo, no MS 35.049, em que foi declarada a decadência da impetração, bem como da Min. Cármen Lúcia, em decisão monocrática prolatada nos autos do MS 34.986. Ressalta que a interposição de recurso administrativo desprovido de efeito suspensivo não interrompe o prazo para ajuizamento do mandamus, conforme jurisprudência desta Corte. No mérito, sustenta a legalidade e legitimidade do ato impugnado, eis que o Tribunal de Contas teria interpretado o art. 5... da Lei n 3.373/1958 com fundamento na Constituição Federal de 1988. Defende não haver qualquer violação aos princípios do tempus regit actum, da segurança jurídica, da dignidade da pessoa humana e da vedação à retroação de novo entendimento administrativo, pois o benefício pode ser cassado a qualquer tempo por circunstância resolutiva prevista pela própria lei. Aduz que, conforme o voto do Ministro Revisor 24 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF no ato coator, não teria havido substrato legal para o deferimento dessas pensões, anotando que decisão judicial ou administrativa não cria direito adquirido, “ainda que tal faculdade possa ter sido prevista com base em critério interpretativo anterior, já visto pelo Plenário como irregular, ilegal e inconveniente para as despesas públicas, razão da sua supressão” (eDOC 73, p. 17). Aduz que a finalidade do legislador, ao prever como causas de interrupção do pagamento da pensão especial a ocupação de cargo público permanente ou matrimônio, foi a de manter a filha do instituidor amparada, desde que não tenha outra fonte de renda. A dependência econômica seria, assim, requisito implícito imposto pela lei. Afirma que o ato ilegal não pode ser convalidado pelo decurso do tempo, prestigiando o interesse público contra o prejuízo do erário, previsto na Constituição. Acrescenta ser inaplicável o art. 54, da Lei n 9.784/1999 ao caso concreto, pois a competência constitucional de controle externo não é exercício de autotutela da Administração Pública. Por outro lado, tem que a auditoria do ato coator fiscaliza fatos supervenientes, que são causas extintivas do direito à pensão temporária. Por fim, alega que, em vista das Súmulas n 269 e 271/Supremo Tribunal Federal, não pode a decisão em mandado de segurança conceder valores retroativos à impetração. Em contrarrazões (eDOC 77), sustenta a impetrante, em síntese, que (i) o TCU não seria parte legítima se os órgãos executores tivessem poder de decidir em tese distinta de seu entendimento no ato coator, o que não ocorre neste caso; (ii) a intimação para apresentar defesa não lesionou, por si só, seus direitos, inciando-se a contagem do prazo decadencial após o efetivo cancelamento de sua pensão; (iii) o órgão não realizou análise de seu caso concretamente, pois, em se verificando que havia qualquer sorte de acumulação de rendas, o benefício seria cancelado; (iv) o ato coator não subsiste perante o princípio da legalidade, do tempus regit actum, do direito adquirido e da segurança jurídica; (v) a decadência administrativa da Administração para rever a concessão de sua pensão, ocorrida em 25 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF no ato coator, não teria havido substrato legal para o deferimento dessas pensões, anotando que decisão judicial ou administrativa não cria direito adquirido, “ainda que tal faculdade possa ter sido prevista com base em critério interpretativo anterior, já visto pelo Plenário como irregular, ilegal e inconveniente para as despesas públicas, razão da sua supressão” (eDOC 73, p. 17). Aduz que a finalidade do legislador, ao prever como causas de interrupção do pagamento da pensão especial a ocupação de cargo público permanente ou matrimônio, foi a de manter a filha do instituidor amparada, desde que não tenha outra fonte de renda. A dependência econômica seria, assim, requisito implícito imposto pela lei. Afirma que o ato ilegal não pode ser convalidado pelo decurso do tempo, prestigiando o interesse público contra o prejuízo do erário, previsto na Constituição. Acrescenta ser inaplicável o art. 54, da Lei n 9.784/1999 ao caso concreto, pois a competência constitucional de controle externo não é exercício de autotutela da Administração Pública. Por outro lado, tem que a auditoria do ato coator fiscaliza fatos supervenientes, que são causas extintivas do direito à pensão temporária. Por fim, alega que, em vista das Súmulas n 269 e 271/Supremo Tribunal Federal, não pode a decisão em mandado de segurança conceder valores retroativos à impetração. Em contrarrazões (eDOC 77), sustenta a impetrante, em síntese, que (i) o TCU não seria parte legítima se os órgãos executores tivessem poder de decidir em tese distinta de seu entendimento no ato coator, o que não ocorre neste caso; (ii) a intimação para apresentar defesa não lesionou, por si só, seus direitos, inciando-se a contagem do prazo decadencial após o efetivo cancelamento de sua pensão; (iii) o órgão não realizou análise de seu caso concretamente, pois, em se verificando que havia qualquer sorte de acumulação de rendas, o benefício seria cancelado; (iv) o ato coator não subsiste perante o princípio da legalidade, do tempus regit actum, do direito adquirido e da segurança jurídica; (v) a decadência administrativa da Administração para rever a concessão de sua pensão, ocorrida em 25 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 45 Relatório MS 34873 AGR / DF 30.11.1975, 43 (quarenta e três) anos atrás. É, em síntese, o relatório. 26 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF 30.11.1975, 43 (quarenta e três) anos atrás. É, em síntese, o relatório. 26 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41CF-135D-7A2B-EDCD e senha D187-5D27-FEF0-D631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.873 DISTRITO FEDERAL V O T O O Senhor Ministro Edson Fachin (Relator): As razões recursais são insuficientes para infirmar a decisão agravada. Em primeira ordem, verifica-se, em detida análise dos precedentes desta Corte, a inequívoca legitimidade passiva da autoridade coatora no caso em tela. O ato impugnado, do qual se depreende uma possível ameaça de lesão ao direito de parte dos associados, foi exarado pelo Tribunal de Contas da União por meio do Acórdão 2.780/2016, em que foi reconhecida a necessidade de comprovação da dependência econômica para fins de manutenção da pensão por morte e, de consequência, a suspensão de pagamentos incompatíveis com o respectivo benefício. Trata-se de ato concreto e impositivo do TCU, cujo objetivo vincular os órgãos que administram pensões como a da Impetrante a instituírem requisito não previsto em lei, qual seja, da dependência econômica, para fins de manutenção do benefício. Não devem prosperar, portanto, os argumentos da União no sentido de invocar a aplicação da Súmula n. 266, desta Corte: “Não cabe mandado de segurança contra lei em tese”. Ademais, em caso análogo, admitiu-se a legitimidade passiva do TCU, como se vê do precedente cuja ementa reproduzo: “AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS POR SANDRA LUCIA GOMES LAMBERT EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PENSÃO DE FILHA SOLTEIRA MAIOR DE 21 ANOS JULGADA LEGAL PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. OCUPAÇÃO DE CARGO PÚBLICO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.873 DISTRITO FEDERAL V O T O O Senhor Ministro Edson Fachin (Relator): As razões recursais são insuficientes para infirmar a decisão agravada. Em primeira ordem, verifica-se, em detida análise dos precedentes desta Corte, a inequívoca legitimidade passiva da autoridade coatora no caso em tela. O ato impugnado, do qual se depreende uma possível ameaça de lesão ao direito de parte dos associados, foi exarado pelo Tribunal de Contas da União por meio do Acórdão 2.780/2016, em que foi reconhecida a necessidade de comprovação da dependência econômica para fins de manutenção da pensão por morte e, de consequência, a suspensão de pagamentos incompatíveis com o respectivo benefício. Trata-se de ato concreto e impositivo do TCU, cujo objetivo vincular os órgãos que administram pensões como a da Impetrante a instituírem requisito não previsto em lei, qual seja, da dependência econômica, para fins de manutenção do benefício. Não devem prosperar, portanto, os argumentos da União no sentido de invocar a aplicação da Súmula n. 266, desta Corte: “Não cabe mandado de segurança contra lei em tese”. Ademais, em caso análogo, admitiu-se a legitimidade passiva do TCU, como se vê do precedente cuja ementa reproduzo: “AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS POR SANDRA LUCIA GOMES LAMBERT EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PENSÃO DE FILHA SOLTEIRA MAIOR DE 21 ANOS JULGADA LEGAL PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. OCUPAÇÃO DE CARGO PÚBLICO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF EFETIVO. EXCLUSÃO DO BENEFÍCIO EM RAZÃO DE ACÓRDÃO DO TCU. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. OCORRÊNCIA DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NULIDADE DO ACÓRDÃO DO TCU. RESTABELECIMENTO DA PENSÃO ATÉ NOVA APRECIAÇÃO PELA CORTE DE CONTAS. AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. PREJUDICADO O AGRAVO INTERPOSTO POR SANDRA LUCIA GOMES LAMBERT. 1. Há precedente nesta Corte no sentido de que o Tribunal de Contas da União será parte legítima para figurar no polo passivo da ação mandamental quando, a partir de sua decisão, for determinada a exclusão de um direito. (Precedente: MS 24.927, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 28/9/2005) 2. In casu, o TCU determinou à Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para que fossem suspensas pensões de filhas solteiras maiores de 21 anos que ocupassem cargo público efetivo. 3. A Súmula Vinculante n 3 do Supremo Tribunal Federal excepciona a observância prévia do contraditório e da ampla defesa na apreciação da legalidade do ato de concessão de aposentadoria, reforma e pensão pelo Tribunal de Contas da União. Contudo, o presente caso não se enquadra na exceção prevista, pois não se trata de concessão inicial de aposentadoria, de reforma ou de pensão. Dessa forma, podendo a decisão resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, cabível o exercício da ampla defesa e do contraditório. No entanto, não se verifica abertura de prazo pelo TCU, a fim de que houvesse oportunidade de defesa à Sandra Lúcia Gomes Lambert diante da exclusão do seu benefício de pensão. 4. Portanto, não merece ser reformada a decisão agravada que anulou o acórdão 1.843/2006 do TCU para que se possibilite que Sandra Lúcia Gomes Lambert exerça o contraditório e a ampla defesa a que tem direito, com o restabelecimento da pensão até a nova apreciação pela Corte de Contas. 5. Agravo regimental, interposto pela União, a que nega 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF EFETIVO. EXCLUSÃO DO BENEFÍCIO EM RAZÃO DE ACÓRDÃO DO TCU. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. OCORRÊNCIA DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NULIDADE DO ACÓRDÃO DO TCU. RESTABELECIMENTO DA PENSÃO ATÉ NOVA APRECIAÇÃO PELA CORTE DE CONTAS. AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. PREJUDICADO O AGRAVO INTERPOSTO POR SANDRA LUCIA GOMES LAMBERT. 1. Há precedente nesta Corte no sentido de que o Tribunal de Contas da União será parte legítima para figurar no polo passivo da ação mandamental quando, a partir de sua decisão, for determinada a exclusão de um direito. (Precedente: MS 24.927, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 28/9/2005) 2. In casu, o TCU determinou à Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para que fossem suspensas pensões de filhas solteiras maiores de 21 anos que ocupassem cargo público efetivo. 3. A Súmula Vinculante n 3 do Supremo Tribunal Federal excepciona a observância prévia do contraditório e da ampla defesa na apreciação da legalidade do ato de concessão de aposentadoria, reforma e pensão pelo Tribunal de Contas da União. Contudo, o presente caso não se enquadra na exceção prevista, pois não se trata de concessão inicial de aposentadoria, de reforma ou de pensão. Dessa forma, podendo a decisão resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, cabível o exercício da ampla defesa e do contraditório. No entanto, não se verifica abertura de prazo pelo TCU, a fim de que houvesse oportunidade de defesa à Sandra Lúcia Gomes Lambert diante da exclusão do seu benefício de pensão. 4. Portanto, não merece ser reformada a decisão agravada que anulou o acórdão 1.843/2006 do TCU para que se possibilite que Sandra Lúcia Gomes Lambert exerça o contraditório e a ampla defesa a que tem direito, com o restabelecimento da pensão até a nova apreciação pela Corte de Contas. 5. Agravo regimental, interposto pela União, a que nega 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF provimento, restando prejudicado o agravo regimental interposto por Sandra Lúcia Gomes Lambert. (MS 27031 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 08.09.2015).” Grifos nossos. O ato apontado como coator, portanto, Acórdão 2.780/2016 do TCU, consubstancia orientação de nítidos efeitos vinculantes em relação aos demais órgãos da administração gestores das referidas pensões, aptidão para, em tese, desconstituir situações jurídicas que, como aduz a Impetrante, estão há muito consolidadas. Deste modo, é viável apreciar a impetração, bem como está assentada a legitimidade passiva da autoridade coatora. Na hipótese, portanto, a ameaça a direito líquido e certo das associadas à Impetrante advém não do ato do órgão que administra a pensão e que lhes informa a respeito do conteúdo do Acórdão 2.780/16 do TCU, mas, ao contrário, do próprio acórdão do TCU. E assim é justamente porque o acórdão do TCU tem efeitos vinculantes e potencial para desconstituir situações jurídicas consolidadas há no mínimo 27 (vinte e sete) anos, considerando o advento da Lei 8.112/90, em 11.12.1990. Desse modo, resta assentada a legitimidade passiva do TCU e, por conseguinte, a competência deste Supremo Tribunal Federal para apreciar o caso. A União invoca, ainda, que o prazo decadencial de 120 (cento e vinte) dias, previsto no art. 23, da Lei n. 12.016/2009, teria se escoado. Sem razão a agravante. A Impetrante foi notificada pelo órgão que administra o benefício, em cumprimento à ordem emanada do TCU, em 04.05.2017 (eDOC 8), de modo que não houve o transcurso de cento e vinte dias, eis que a ação foi ajuizada em 02.06.2017 (eDOC 29). No mérito, a União alega que o benefício concedido com fundamento na Lei 3373/1958 pode ser revisto a qualquer tempo, em razão de circunstância resolutiva prevista na própria lei de regência, sem com isso, haver qualquer ofensa aos princípios do tempus regit actum, da segurança jurídica, da dignidade da pessoa humana e da vedação à retroação de novo entendimento administrativo. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF provimento, restando prejudicado o agravo regimental interposto por Sandra Lúcia Gomes Lambert. (MS 27031 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 08.09.2015).” Grifos nossos. O ato apontado como coator, portanto, Acórdão 2.780/2016 do TCU, consubstancia orientação de nítidos efeitos vinculantes em relação aos demais órgãos da administração gestores das referidas pensões, aptidão para, em tese, desconstituir situações jurídicas que, como aduz a Impetrante, estão há muito consolidadas. Deste modo, é viável apreciar a impetração, bem como está assentada a legitimidade passiva da autoridade coatora. Na hipótese, portanto, a ameaça a direito líquido e certo das associadas à Impetrante advém não do ato do órgão que administra a pensão e que lhes informa a respeito do conteúdo do Acórdão 2.780/16 do TCU, mas, ao contrário, do próprio acórdão do TCU. E assim é justamente porque o acórdão do TCU tem efeitos vinculantes e potencial para desconstituir situações jurídicas consolidadas há no mínimo 27 (vinte e sete) anos, considerando o advento da Lei 8.112/90, em 11.12.1990. Desse modo, resta assentada a legitimidade passiva do TCU e, por conseguinte, a competência deste Supremo Tribunal Federal para apreciar o caso. A União invoca, ainda, que o prazo decadencial de 120 (cento e vinte) dias, previsto no art. 23, da Lei n. 12.016/2009, teria se escoado. Sem razão a agravante. A Impetrante foi notificada pelo órgão que administra o benefício, em cumprimento à ordem emanada do TCU, em 04.05.2017 (eDOC 8), de modo que não houve o transcurso de cento e vinte dias, eis que a ação foi ajuizada em 02.06.2017 (eDOC 29). No mérito, a União alega que o benefício concedido com fundamento na Lei 3373/1958 pode ser revisto a qualquer tempo, em razão de circunstância resolutiva prevista na própria lei de regência, sem com isso, haver qualquer ofensa aos princípios do tempus regit actum, da segurança jurídica, da dignidade da pessoa humana e da vedação à retroação de novo entendimento administrativo. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF Ressalto o entendimento assentado neste Supremo Tribunal Federal quanto à incidência, aos benefícios previdenciários, da lei em vigência ao tempo em que preenchidos os requisitos necessários à sua concessão. Trata-se da regra “tempus regit actum”, a qual, aplicada ao ato de concessão de pensão por morte, significa dizer: a lei que rege a concessão do benefício de pensão por morte é a vigente na data do óbito do segurado. Neste sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. FISCAIS DE RENDA. PENSÃO POR MORTE. 1) A pensão por morte rege-se pela legislação em vigor na data do falecimento do segurado. Princípio da lei do tempo rege o ato (tempus regit actum). Precedentes. 2) Impossibilidade de análise de legislação local (Lei Complementar estadual n. 69/1990 e Lei estadual n. 3.189/1999). Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 763.761- AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 10.12.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Pensão por morte. É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que o valor da pensão por morte deve observar o padrão previsto ao tempo do evento que enseja o benefício. Tempus regit actum. 3. Evento instituidor do benefício anterior à vigência da Emenda Constitucional 20/1998. Descabe emprestar eficácia retroativa à diretriz constitucional. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 717.077- AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 12.12.2012). “PREVIDENCIÁRIO – PENSÃO POR MORTE – LEGISLAÇÃO APLICÁVEL – DATA DO ÓBITO. Aplica-se ao benefício de pensão por morte a lei vigente à época do óbito do instituidor.” (ARE 644801 AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 24.11.2015). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF Ressalto o entendimento assentado neste Supremo Tribunal Federal quanto à incidência, aos benefícios previdenciários, da lei em vigência ao tempo em que preenchidos os requisitos necessários à sua concessão. Trata-se da regra “tempus regit actum”, a qual, aplicada ao ato de concessão de pensão por morte, significa dizer: a lei que rege a concessão do benefício de pensão por morte é a vigente na data do óbito do segurado. Neste sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. FISCAIS DE RENDA. PENSÃO POR MORTE. 1) A pensão por morte rege-se pela legislação em vigor na data do falecimento do segurado. Princípio da lei do tempo rege o ato (tempus regit actum). Precedentes. 2) Impossibilidade de análise de legislação local (Lei Complementar estadual n. 69/1990 e Lei estadual n. 3.189/1999). Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 763.761- AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 10.12.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Pensão por morte. É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que o valor da pensão por morte deve observar o padrão previsto ao tempo do evento que enseja o benefício. Tempus regit actum. 3. Evento instituidor do benefício anterior à vigência da Emenda Constitucional 20/1998. Descabe emprestar eficácia retroativa à diretriz constitucional. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 717.077- AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 12.12.2012). “PREVIDENCIÁRIO – PENSÃO POR MORTE – LEGISLAÇÃO APLICÁVEL – DATA DO ÓBITO. Aplica-se ao benefício de pensão por morte a lei vigente à época do óbito do instituidor.” (ARE 644801 AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 24.11.2015). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF A tese foi assentada, inclusive, no julgamento do Recurso Extraordinário 597.389-RG-QO (Tema 165), sob a sistemática da repercussão geral. As pensões cujas revisões foram determinadas no Acórdão 2.780/2016, como já mencionado, tiveram suas concessões amparadas na Lei 3.373/58, que dispunha sobre o Plano de Assistência ao Funcionário e sua Família. O referido diploma regulamentou os artigos 161 e 256 da Lei 1.711/1952, Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União, que vigorou até o advento da Lei 8.112/91. Reproduzo a redação dos artigos 3... e 5... da Lei 3.373/58: Art. 3... O Seguro Social obrigatório garante os seguintes benefícios: I - Pensão vitalícia; II - Pensão temporária; III - Pecúlio especial. (...) Art. 5... Para os efeitos do artigo anterior, considera-se família do segurado: I - Para percepção de pensão vitalícia: a) a espôsa, exceto a desquitada que não receba pensão de alimentos; b) o marido inválido; c) a mãe viúva ou sob dependência econômica preponderante do funcionário, ou pai inválido no caso de ser o segurado solteiro ou viúvo; II - Para a percepção de pensões temporárias: a) o filho de qualquer condição, ou enteado, até a idade de 21 (vinte e um) anos, ou, se inválido, enquanto durar a invalidez; b) o irmão, órfão de pai e sem padrasto, até a idade de 21 (vinte e um) anos, ou, se inválido enquanto durar a invalidez, no caso de ser o segurado solteiro ou viúvo, sem filhos nem enteados. Parágrafo único. A filha solteira, maior de 21 (vinte e um) anos, só perderá a pensão temporária quando ocupante de cargo público permanente. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF A tese foi assentada, inclusive, no julgamento do Recurso Extraordinário 597.389-RG-QO (Tema 165), sob a sistemática da repercussão geral. As pensões cujas revisões foram determinadas no Acórdão 2.780/2016, como já mencionado, tiveram suas concessões amparadas na Lei 3.373/58, que dispunha sobre o Plano de Assistência ao Funcionário e sua Família. O referido diploma regulamentou os artigos 161 e 256 da Lei 1.711/1952, Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União, que vigorou até o advento da Lei 8.112/91. Reproduzo a redação dos artigos 3... e 5... da Lei 3.373/58: Art. 3... O Seguro Social obrigatório garante os seguintes benefícios: I - Pensão vitalícia; II - Pensão temporária; III - Pecúlio especial. (...) Art. 5... Para os efeitos do artigo anterior, considera-se família do segurado: I - Para percepção de pensão vitalícia: a) a espôsa, exceto a desquitada que não receba pensão de alimentos; b) o marido inválido; c) a mãe viúva ou sob dependência econômica preponderante do funcionário, ou pai inválido no caso de ser o segurado solteiro ou viúvo; II - Para a percepção de pensões temporárias: a) o filho de qualquer condição, ou enteado, até a idade de 21 (vinte e um) anos, ou, se inválido, enquanto durar a invalidez; b) o irmão, órfão de pai e sem padrasto, até a idade de 21 (vinte e um) anos, ou, se inválido enquanto durar a invalidez, no caso de ser o segurado solteiro ou viúvo, sem filhos nem enteados. Parágrafo único. A filha solteira, maior de 21 (vinte e um) anos, só perderá a pensão temporária quando ocupante de cargo público permanente. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF Os requisitos para a concessão da pensão por morte aos filhos dos servidores públicos civis federais eram, portanto, serem menores de 21 (vinte e um anos) ou inválidos. Excepcionalmente, a filha que se mantivesse solteira após os 21 anos não deixaria de receber a pensão por morte, exceto se passasse a ocupar cargo público permanente. Não se exigiam outros requisitos como, por exemplo, a prova da dependência econômica da filha em relação ao instituidor ou ser a pensão sua única fonte de renda. De igual modo, não havia na lei hipótese de cessação da pensão calcada no exercício, pela pensionista, de outra atividade laborativa que lhe gerasse algum tipo de renda, à exceção de cargo público permanente. A superação da qualidade de beneficiário da pensão temporária ocorria, apenas, em relação aos filhos do sexo masculino após os 21 anos, quando da recuperação da capacidade laborativa pelo filho inválido, e, no que tange à filha maior de 21 anos, na hipótese de alteração do estado civil ou de posse em cargo público. A Lei 1.711/1952 e todas as que a regulamentavam, incluída a Lei 3.373/58, foram revogadas pela Lei 8.112/90, como já referido, que dispôs sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, à luz na nova ordem constitucional inaugurada em 1988. Nesse novo estatuto, a filha solteira maior de 21 anos não mais figura no rol de dependentes habilitados à pensão temporária. A norma em vigor, tendo em conta as reformas promovidas pela Lei 13.135/2015, prevê que somente podem ser beneficiários das pensões, cujos instituidores sejam servidores públicos civis, o cônjuge ou companheiro, os filhos menores de 21 anos, inválidos ou com deficiência mental ou intelectual, e os pais ou irmão que comprovem dependência econômica. Nesse contexto, as pensões cuja revisão suscita o Tribunal de Contas da União no Acórdão 2.780/2016 foram necessariamente concedidas entre o início e o término de vigência da Lei 3.373/58, ou seja, de março de 1958 a dezembro de 1990. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF Os requisitos para a concessão da pensão por morte aos filhos dos servidores públicos civis federais eram, portanto, serem menores de 21 (vinte e um anos) ou inválidos. Excepcionalmente, a filha que se mantivesse solteira após os 21 anos não deixaria de receber a pensão por morte, exceto se passasse a ocupar cargo público permanente. Não se exigiam outros requisitos como, por exemplo, a prova da dependência econômica da filha em relação ao instituidor ou ser a pensão sua única fonte de renda. De igual modo, não havia na lei hipótese de cessação da pensão calcada no exercício, pela pensionista, de outra atividade laborativa que lhe gerasse algum tipo de renda, à exceção de cargo público permanente. A superação da qualidade de beneficiário da pensão temporária ocorria, apenas, em relação aos filhos do sexo masculino após os 21 anos, quando da recuperação da capacidade laborativa pelo filho inválido, e, no que tange à filha maior de 21 anos, na hipótese de alteração do estado civil ou de posse em cargo público. A Lei 1.711/1952 e todas as que a regulamentavam, incluída a Lei 3.373/58, foram revogadas pela Lei 8.112/90, como já referido, que dispôs sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, à luz na nova ordem constitucional inaugurada em 1988. Nesse novo estatuto, a filha solteira maior de 21 anos não mais figura no rol de dependentes habilitados à pensão temporária. A norma em vigor, tendo em conta as reformas promovidas pela Lei 13.135/2015, prevê que somente podem ser beneficiários das pensões, cujos instituidores sejam servidores públicos civis, o cônjuge ou companheiro, os filhos menores de 21 anos, inválidos ou com deficiência mental ou intelectual, e os pais ou irmão que comprovem dependência econômica. Nesse contexto, as pensões cuja revisão suscita o Tribunal de Contas da União no Acórdão 2.780/2016 foram necessariamente concedidas entre o início e o término de vigência da Lei 3.373/58, ou seja, de março de 1958 a dezembro de 1990. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF A respeito do prazo para a revisão do ato de concessão de benefícios previdenciários a servidor público ou a seus dependentes, a Lei 9.784/99 dispõe, no artigo 54, ser de cinco anos o prazo para a Administração anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis aos destinatários. Com efeito, pende de julgamento neste Supremo Tribunal Federal o tema em que se discute o termo inicial do prazo decadencial para revisar atos de pensão ou aposentadoria pelo Tribunal de Contas da União, se da concessão da aposentadoria/pensão ou se do julgamento pela Corte de Contas, em sede de repercussão geral no bojo de Recurso Extraordinário 636.553, pendente ainda o julgamento do mérito. No entanto, o Acórdão impugnado diz respeito a atos de concessão cuja origem são óbitos anteriores a dezembro de 1990, sendo muito provável que o prazo de cinco anos, contados da concessão ou do julgamento, já tenha expirado. Há precedente da Primeira Turma desta Corte no sentido de reconhecer a ocorrência da coisa julgada administrativa quando ultrapassado o prazo de cinco anos previsto no art. 54 da Lei 9.784/99, como se vê da ementa aqui colacionada: “AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. NEGATIVA DE REGISTRO DE APOSENTADORIA. GRATIFICAÇÃO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO – COMPLEMENTO GATS. REPUTADA ILEGAL PELO ÓRGÃO DE CONTROLE. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. OCORRÊNCIA. FORMAÇÃO DA COISA JULGADA ADMINISTRATIVA. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se consuma, apenas, no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF A respeito do prazo para a revisão do ato de concessão de benefícios previdenciários a servidor público ou a seus dependentes, a Lei 9.784/99 dispõe, no artigo 54, ser de cinco anos o prazo para a Administração anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis aos destinatários. Com efeito, pende de julgamento neste Supremo Tribunal Federal o tema em que se discute o termo inicial do prazo decadencial para revisar atos de pensão ou aposentadoria pelo Tribunal de Contas da União, se da concessão da aposentadoria/pensão ou se do julgamento pela Corte de Contas, em sede de repercussão geral no bojo de Recurso Extraordinário 636.553, pendente ainda o julgamento do mérito. No entanto, o Acórdão impugnado diz respeito a atos de concessão cuja origem são óbitos anteriores a dezembro de 1990, sendo muito provável que o prazo de cinco anos, contados da concessão ou do julgamento, já tenha expirado. Há precedente da Primeira Turma desta Corte no sentido de reconhecer a ocorrência da coisa julgada administrativa quando ultrapassado o prazo de cinco anos previsto no art. 54 da Lei 9.784/99, como se vê da ementa aqui colacionada: “AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. NEGATIVA DE REGISTRO DE APOSENTADORIA. GRATIFICAÇÃO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO – COMPLEMENTO GATS. REPUTADA ILEGAL PELO ÓRGÃO DE CONTROLE. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. OCORRÊNCIA. FORMAÇÃO DA COISA JULGADA ADMINISTRATIVA. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se consuma, apenas, no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, que se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30.916, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 08.06.2012; MS 25.525, Rel. Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19.03.2010; MS 25.697, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12.03.2010. 2. In casu, o início do prazo decadencial para revisão das parcelas de aposentadoria da agravada se deu com a prolação do Acórdão TCU 1.774/2003, pois englobou a discussão acerca da base de cálculo para o recebimento do “Complemento GATS”, imposta por sentença judicial transitada em julgado, de sorte que os atos impugnados - Acórdãos TCU 6.759/2009 e 1.906/2011 – restam alcançados pela decadência administrativa (Lei 9.784/99, art. 54). Precedentes: MS 28.953, Relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 28.03.2012; MS 27.561 AgR, Relator Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 04.10.2012. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (MS 30780 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 11.09.2017). Grifos nossos. De todo modo e sem adentrar ao debate a respeito da formação da coisa julgada administrativa, não houve, no Acórdão do TCU ora atacado, menção ao respeito ao prazo decadencial de revisão previsto no artigo 9.784/99, porquanto o entendimento lá sustentado diz respeito à possibilidade de revisão a qualquer tempo em que se modificarem as condições fáticas da dependência econômica. Haure-se, portanto, da leitura da jurisprudência e da legislação acima citadas a seguinte conclusão: as pensões concedidas às filhas maiores sob a égide da Lei 3.373/58 que preenchiam os requisitos pertinentes ao estado civil e à não ocupação de cargo público de caráter permanente encontram-se consolidadas e somente podem ser alteradas, é dizer, cessadas, se um dos dois requisitos for superado, ou seja, se deixarem de ser solteiras ou se passarem a ocupar cargo público permanente. O Tribunal de Contas da União, contudo, no Acórdão 2.780/16, não interpretou do mesmo modo a legislação e a jurisprudência transcritas 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, que se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30.916, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 08.06.2012; MS 25.525, Rel. Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19.03.2010; MS 25.697, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12.03.2010. 2. In casu, o início do prazo decadencial para revisão das parcelas de aposentadoria da agravada se deu com a prolação do Acórdão TCU 1.774/2003, pois englobou a discussão acerca da base de cálculo para o recebimento do “Complemento GATS”, imposta por sentença judicial transitada em julgado, de sorte que os atos impugnados - Acórdãos TCU 6.759/2009 e 1.906/2011 – restam alcançados pela decadência administrativa (Lei 9.784/99, art. 54). Precedentes: MS 28.953, Relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 28.03.2012; MS 27.561 AgR, Relator Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 04.10.2012. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (MS 30780 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 11.09.2017). Grifos nossos. De todo modo e sem adentrar ao debate a respeito da formação da coisa julgada administrativa, não houve, no Acórdão do TCU ora atacado, menção ao respeito ao prazo decadencial de revisão previsto no artigo 9.784/99, porquanto o entendimento lá sustentado diz respeito à possibilidade de revisão a qualquer tempo em que se modificarem as condições fáticas da dependência econômica. Haure-se, portanto, da leitura da jurisprudência e da legislação acima citadas a seguinte conclusão: as pensões concedidas às filhas maiores sob a égide da Lei 3.373/58 que preenchiam os requisitos pertinentes ao estado civil e à não ocupação de cargo público de caráter permanente encontram-se consolidadas e somente podem ser alteradas, é dizer, cessadas, se um dos dois requisitos for superado, ou seja, se deixarem de ser solteiras ou se passarem a ocupar cargo público permanente. O Tribunal de Contas da União, contudo, no Acórdão 2.780/16, não interpretou do mesmo modo a legislação e a jurisprudência transcritas 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF acima. Esclareceu ter havido uma “evolução na jurisprudência recente do TCU a respeito do tema”. O TCU adotava a tese firmada no Poder Judiciário no sentido de que à pensão por morte aplica-se a lei vigente à época da concessão. Permitia, ainda, nos termos da Súmula 168, que a filha maior solteira que viesse a ocupar cargo público permanente na Administração Direta e Indireta optasse entre a pensão e a remuneração do cargo público, considerando a situação mais vantajosa. No entanto, em 2012, após consulta formulada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o que resultou na confecção do Acórdão 892/2012, o TCU alterou a interpretação sobre o tema “a partir da evolução social” e considerou revogar a Súmula 168, bem como reputar necessária a comprovação da dependência econômica das filhas em relação ao valor da pensão da qual são titulares. Para a Corte de Contas, “a dependência econômica constitui requisito cujo atendimento é indispensável tanto para a concessão da pensão quanto para a sua manutenção, ou seja, a eventual perda de tal dependência por parte da pensionista significará a extinção do direito à percepção do benefício em referência.” Partindo dessa premissa, ou seja, de que para a obtenção e manutenção da pensão por morte é exigida a prova da dependência econômica, o TCU definiu ser incompatível com a manutenção desse benefício a percepção, pela pensionista, de outras fontes de renda, ainda que não decorrentes da ocupação de cargo público permanente. Editou, então, a Súmula 285, de seguinte teor: “A pensão da Lei 3.373/1958 somente é devida à filha solteira maior de 21 anos enquanto existir dependência econômica em relação ao instituidor da pensão, falecido antes do advento da Lei 8.112/1990.” Ademais, foram fixadas diretrizes para a análise do novo requisito: “Se comprovado que o salário, pró-labore e/ou benefícios não são suficientes para a subsistência condigna da beneficiária, ela poderá acumular a economia própria com o benefício pensional. De outra forma, se a renda for bastante para a subsistência condigna, não há que se falar em habilitação ou na sua permanência 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF acima. Esclareceu ter havido uma “evolução na jurisprudência recente do TCU a respeito do tema”. O TCU adotava a tese firmada no Poder Judiciário no sentido de que à pensão por morte aplica-se a lei vigente à época da concessão. Permitia, ainda, nos termos da Súmula 168, que a filha maior solteira que viesse a ocupar cargo público permanente na Administração Direta e Indireta optasse entre a pensão e a remuneração do cargo público, considerando a situação mais vantajosa. No entanto, em 2012, após consulta formulada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o que resultou na confecção do Acórdão 892/2012, o TCU alterou a interpretação sobre o tema “a partir da evolução social” e considerou revogar a Súmula 168, bem como reputar necessária a comprovação da dependência econômica das filhas em relação ao valor da pensão da qual são titulares. Para a Corte de Contas, “a dependência econômica constitui requisito cujo atendimento é indispensável tanto para a concessão da pensão quanto para a sua manutenção, ou seja, a eventual perda de tal dependência por parte da pensionista significará a extinção do direito à percepção do benefício em referência.” Partindo dessa premissa, ou seja, de que para a obtenção e manutenção da pensão por morte é exigida a prova da dependência econômica, o TCU definiu ser incompatível com a manutenção desse benefício a percepção, pela pensionista, de outras fontes de renda, ainda que não decorrentes da ocupação de cargo público permanente. Editou, então, a Súmula 285, de seguinte teor: “A pensão da Lei 3.373/1958 somente é devida à filha solteira maior de 21 anos enquanto existir dependência econômica em relação ao instituidor da pensão, falecido antes do advento da Lei 8.112/1990.” Ademais, foram fixadas diretrizes para a análise do novo requisito: “Se comprovado que o salário, pró-labore e/ou benefícios não são suficientes para a subsistência condigna da beneficiária, ela poderá acumular a economia própria com o benefício pensional. De outra forma, se a renda for bastante para a subsistência condigna, não há que se falar em habilitação ou na sua permanência 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF como beneficiária da pensão.” Estabeleceu-se como parâmetro da análise de renda “condigna da beneficiária” o valor do teto dos benefícios pagos pelo INSS. Em meu sentir, todavia, os princípios da legalidade e da segurança jurídica não permitem a subsistência in totum da decisão do Tribunal de Contas da União contida no Acórdão 2.780/2016. A violação ao princípio da legalidade se dá pelo estabelecimento de requisitos para a concessão e manutenção de benefício cuja previsão em lei não se verifica. Verifica-se, portanto, que a interpretação mais adequada do art. 5..., parágrafo único, da Lei 3.373/58 é aquela que somente autoriza a revisão da pensão concedida com amparo em seu regramento nas hipóteses em que a filha solteira maior de vinte e um anos se case ou tome posse em cargo público permanente. Trata-se de aplicar a consolidada jurisprudência desta Corte segundo a qual a concessão do benefício previdenciário de pensão por morte deve ser regida pela lei vigente à data em que falece o segurado instituidor. Em igual sentido foi o pronunciamento desta Corte ao apreciar o tema em precedente de 20.04.1999. Colaciono a ementa: “ADMINISTRATIVO. FILHA DE EX-SERVIDOR DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. PENSÃO TEMPORÁRIA. LEI 3.373/58. ALTERAÇÕES PELA LEI 8.112/90. DIREITO ADQUIRIDO. A garantia insculpida no art. 5..., inc. XXXVI, da Constituição Federal impede que lei nova, ao instituir causa de extinção de benefício, não prevista na legislação anterior, retroaja para alcançar situação consolidada sob a égide da norma então em vigor. Conquanto tenha a Lei 8.112/90 alterado as hipóteses de concessão de pensão temporária, previstas na Lei 3.373/58, tais modificações não poderiam atingir benefícios concedidos antes de sua vigência. Recurso extraordinário não conhecido. (Recurso Extraordinário 234543, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, julgado em 20.04.1999). Grifos nossos. Dessa forma, é de se reconhecer a interpretação evolutiva do 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF como beneficiária da pensão.” Estabeleceu-se como parâmetro da análise de renda “condigna da beneficiária” o valor do teto dos benefícios pagos pelo INSS. Em meu sentir, todavia, os princípios da legalidade e da segurança jurídica não permitem a subsistência in totum da decisão do Tribunal de Contas da União contida no Acórdão 2.780/2016. A violação ao princípio da legalidade se dá pelo estabelecimento de requisitos para a concessão e manutenção de benefício cuja previsão em lei não se verifica. Verifica-se, portanto, que a interpretação mais adequada do art. 5..., parágrafo único, da Lei 3.373/58 é aquela que somente autoriza a revisão da pensão concedida com amparo em seu regramento nas hipóteses em que a filha solteira maior de vinte e um anos se case ou tome posse em cargo público permanente. Trata-se de aplicar a consolidada jurisprudência desta Corte segundo a qual a concessão do benefício previdenciário de pensão por morte deve ser regida pela lei vigente à data em que falece o segurado instituidor. Em igual sentido foi o pronunciamento desta Corte ao apreciar o tema em precedente de 20.04.1999. Colaciono a ementa: “ADMINISTRATIVO. FILHA DE EX-SERVIDOR DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. PENSÃO TEMPORÁRIA. LEI 3.373/58. ALTERAÇÕES PELA LEI 8.112/90. DIREITO ADQUIRIDO. A garantia insculpida no art. 5..., inc. XXXVI, da Constituição Federal impede que lei nova, ao instituir causa de extinção de benefício, não prevista na legislação anterior, retroaja para alcançar situação consolidada sob a égide da norma então em vigor. Conquanto tenha a Lei 8.112/90 alterado as hipóteses de concessão de pensão temporária, previstas na Lei 3.373/58, tais modificações não poderiam atingir benefícios concedidos antes de sua vigência. Recurso extraordinário não conhecido. (Recurso Extraordinário 234543, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, julgado em 20.04.1999). Grifos nossos. Dessa forma, é de se reconhecer a interpretação evolutiva do 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF princípio da isonomia entre homens e mulheres após o advento da Constituição Federal de 1988 (artigo 5..., I) que, em tese, inviabiliza a concessão de pensão às filhas mulheres dos servidores públicos, maiores e aptas ao trabalho. Afinal, a presunção de incapacidade para a vida independente em favor das filhas dos servidores não mais se sustenta com o advento da nova ordem constitucional. Entretanto, as situações jurídicas já consolidadas sob a égide das constituições anteriores e do arcabouço legislativo que as regulamentavam não comportam interpretação retroativa à luz do atual sistema constitucional. Nesse sentido, embora o princípio da igualdade não tenha sido uma novidade na Constituição Federal de 1988, por já constar dos ideais de 1879 e formalmente nas constituições brasileiras desde a do Império, de 1824, a sua previsão não se revelou suficiente para impedir a escravidão ou para impor o sufrágio universal, por exemplo, tampouco para extirpar do Código Civil de 1916 a condição de relativamente incapazes das mulheres casadas, o que somente ocorreu em 1962, com a Lei 4.121/62. Do escólio doutrinário de Celso Ribeiro Bastos e Ives Gandra Martins, em comentários ao art. 5..., I, da Constituição Federal de 1988/88, extrai-se o seguinte: “é preciso todavia reconhecer que o avanço jurídico conquistado pelas mulheres não corresponde muitas vezes a um real tratamento isonômico no que diz respeito à efetiva fruição de uma igualdade material. Isso a nosso ver é devido a duas razões fundamentais: as relações entre homens e mulheres obviamente se dão em todos os campos da atividade social, indo desde as relações de trabalho, na política, nas religiões e organizações em geral, até chegar ao recanto próprio do lar, onde homem e mulher se relacionam fundamentalmente sob a instituição do casamento. É bem de ver que, se é importante a estatuição de iguais direitos entre homem e mulher, é forçoso reconhecer que esta disposição só se aperfeiçoa e se torna eficaz na medida em que a própria cultura se altere.” (Comentários à Constituição do Brasil. v. 2. São Paulo: Saraiva, 1989. p. 18, grifos meus) 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF princípio da isonomia entre homens e mulheres após o advento da Constituição Federal de 1988 (artigo 5..., I) que, em tese, inviabiliza a concessão de pensão às filhas mulheres dos servidores públicos, maiores e aptas ao trabalho. Afinal, a presunção de incapacidade para a vida independente em favor das filhas dos servidores não mais se sustenta com o advento da nova ordem constitucional. Entretanto, as situações jurídicas já consolidadas sob a égide das constituições anteriores e do arcabouço legislativo que as regulamentavam não comportam interpretação retroativa à luz do atual sistema constitucional. Nesse sentido, embora o princípio da igualdade não tenha sido uma novidade na Constituição Federal de 1988, por já constar dos ideais de 1879 e formalmente nas constituições brasileiras desde a do Império, de 1824, a sua previsão não se revelou suficiente para impedir a escravidão ou para impor o sufrágio universal, por exemplo, tampouco para extirpar do Código Civil de 1916 a condição de relativamente incapazes das mulheres casadas, o que somente ocorreu em 1962, com a Lei 4.121/62. Do escólio doutrinário de Celso Ribeiro Bastos e Ives Gandra Martins, em comentários ao art. 5..., I, da Constituição Federal de 1988/88, extrai-se o seguinte: “é preciso todavia reconhecer que o avanço jurídico conquistado pelas mulheres não corresponde muitas vezes a um real tratamento isonômico no que diz respeito à efetiva fruição de uma igualdade material. Isso a nosso ver é devido a duas razões fundamentais: as relações entre homens e mulheres obviamente se dão em todos os campos da atividade social, indo desde as relações de trabalho, na política, nas religiões e organizações em geral, até chegar ao recanto próprio do lar, onde homem e mulher se relacionam fundamentalmente sob a instituição do casamento. É bem de ver que, se é importante a estatuição de iguais direitos entre homem e mulher, é forçoso reconhecer que esta disposição só se aperfeiçoa e se torna eficaz na medida em que a própria cultura se altere.” (Comentários à Constituição do Brasil. v. 2. São Paulo: Saraiva, 1989. p. 18, grifos meus) 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF Nesse contexto, revelava-se isonômico, quando da disciplina do estatuto jurídico do servidor público, no ano de 1958, salvaguardar às filhas solteiras uma condição mínima de sobrevivência à falta dos pais. Essa situação não mais subsiste e soaria não só imoral, mas inconstitucional, uma nova lei de tal modo protetiva na sociedade concebida sob os preceitos de isonomia entre homens e mulheres insculpidos na atual ordem constitucional. No entanto, a interpretação evolutiva dada pelo Tribunal de Contas da União não pode ter o condão de modificar os atos constituídos sob a égide da legislação protetiva, cujos efeitos jurídicos não estão dissociados da análise do preenchimento dos requisitos legais à época da concessão, pois “não é lícito ao intérprete distinguir onde o legislador não distinguiu” (Recurso Extraordinário 71.284, Rel. Min. Aliomar Baleeiro). Além disso, tanto o teor da Lei 3.373/58, como o histórico retro mencionado, acerca da situação da mulher na sociedade pré Constituição de 1988, evidenciam claramente a presunção de dependência econômica das filhas solteiras maiores de vinte e um anos, não se revelando razoável, exceto se houver dúvida no tocante à lisura da situação das requerentes no momento da solicitação da pensão (o que não se pode extrair das razões do ato impugnado), exigir que faça prova positiva da dependência financeira em relação ao servidor instituidor do benefício à época da concessão. Veja-se que a legislação de regência, quando previu, em relação a benefícios de caráter temporário, a possibilidade de “superação da qualidade de beneficiário”, foi expressa. A Lei 3.373/58, por exemplo, estabelecia a manutenção da invalidez como “condição essencial” à percepção da pensão do filho ou do irmão inválido. De igual modo, a Lei 8.112/90, atual estatuto jurídico dos servidores públicos civis federais, no artigo 222, enumera de modo expresso as hipóteses para a “perda da qualidade de beneficiário”: falecimento, anulação de casamento, cessação de invalidez ou afastamento de deficiência, acumulação de pensões, renúncia expressa ou, em relação ao cônjuge, o 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF Nesse contexto, revelava-se isonômico, quando da disciplina do estatuto jurídico do servidor público, no ano de 1958, salvaguardar às filhas solteiras uma condição mínima de sobrevivência à falta dos pais. Essa situação não mais subsiste e soaria não só imoral, mas inconstitucional, uma nova lei de tal modo protetiva na sociedade concebida sob os preceitos de isonomia entre homens e mulheres insculpidos na atual ordem constitucional. No entanto, a interpretação evolutiva dada pelo Tribunal de Contas da União não pode ter o condão de modificar os atos constituídos sob a égide da legislação protetiva, cujos efeitos jurídicos não estão dissociados da análise do preenchimento dos requisitos legais à época da concessão, pois “não é lícito ao intérprete distinguir onde o legislador não distinguiu” (Recurso Extraordinário 71.284, Rel. Min. Aliomar Baleeiro). Além disso, tanto o teor da Lei 3.373/58, como o histórico retro mencionado, acerca da situação da mulher na sociedade pré Constituição de 1988, evidenciam claramente a presunção de dependência econômica das filhas solteiras maiores de vinte e um anos, não se revelando razoável, exceto se houver dúvida no tocante à lisura da situação das requerentes no momento da solicitação da pensão (o que não se pode extrair das razões do ato impugnado), exigir que faça prova positiva da dependência financeira em relação ao servidor instituidor do benefício à época da concessão. Veja-se que a legislação de regência, quando previu, em relação a benefícios de caráter temporário, a possibilidade de “superação da qualidade de beneficiário”, foi expressa. A Lei 3.373/58, por exemplo, estabelecia a manutenção da invalidez como “condição essencial” à percepção da pensão do filho ou do irmão inválido. De igual modo, a Lei 8.112/90, atual estatuto jurídico dos servidores públicos civis federais, no artigo 222, enumera de modo expresso as hipóteses para a “perda da qualidade de beneficiário”: falecimento, anulação de casamento, cessação de invalidez ou afastamento de deficiência, acumulação de pensões, renúncia expressa ou, em relação ao cônjuge, o 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF decurso dos prazos de que tratou a Lei 13.135/2015. Mesmo para os benefícios devidos aos pais e aos irmãos, que necessitam comprovar a dependência econômica para a concessão do benefício, a superação dessa condição não consta dentre as hipóteses de perda da qualidade de beneficiário. Ademais, dizer que a pensão é temporária não significa suscitar a sua revisão a cada dia ou a cada mês para verificar se persistem os requisitos que ensejaram a sua concessão. Significa que esse tipo de benefício tem condições resolutivas preestabelecidas: para os filhos, o atingimento da idade de 21 anos; para os inválidos, a superação dessa condição; para as filhas maiores de 21 anos, a alteração do estado civil ou a ocupação de cargo público de caráter permanente. Assim, enquanto a titular da pensão permanece solteira e não ocupa cargo permanente, independentemente da análise da dependência econômica, porque não é condição essencial prevista em lei, tem ela incorporado ao seu patrimônio jurídico o direito à manutenção dos pagamentos da pensão concedida sob a égide de legislação então vigente, não podendo ser esse direito extirpado por legislação superveniente, que estipulou causa de extinção outrora não prevista. No mesmo sentido, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do MS 22.604, de relatoria do Ministro Maurício Corrêa, expressamente assentou a impossibilidade de reversão de pensão considerando o direito adquirido já consolidado: “PENSÃO. DISPUTA ENTRE HERDEIRAS. APLICAÇÃO DA LEI n 6.782/80. ATO ADMINISTRATIVO DO TCU. FILHA SEPARADA APÓS O ÓBITO DO PAI. REVERSÃO DO BENEFÍCIO. DIREITO ADQUIRIDO. EXISTÊNCIA. 1. Filha viúva, divorciada ou desquitada equipara-se à filha solteira, se provada dependência econômica ao instituidor, à data da sucessão pensional. 2. Verificado o óbito desse quando da vigência da Lei n 6.782/80, a filha solteira, enquanto menor, faz jus à pensão, perdendo-a ao se casar. 3. Quota-parte da pensão cabível àquela que se casou transferida para a outra. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF decurso dos prazos de que tratou a Lei 13.135/2015. Mesmo para os benefícios devidos aos pais e aos irmãos, que necessitam comprovar a dependência econômica para a concessão do benefício, a superação dessa condição não consta dentre as hipóteses de perda da qualidade de beneficiário. Ademais, dizer que a pensão é temporária não significa suscitar a sua revisão a cada dia ou a cada mês para verificar se persistem os requisitos que ensejaram a sua concessão. Significa que esse tipo de benefício tem condições resolutivas preestabelecidas: para os filhos, o atingimento da idade de 21 anos; para os inválidos, a superação dessa condição; para as filhas maiores de 21 anos, a alteração do estado civil ou a ocupação de cargo público de caráter permanente. Assim, enquanto a titular da pensão permanece solteira e não ocupa cargo permanente, independentemente da análise da dependência econômica, porque não é condição essencial prevista em lei, tem ela incorporado ao seu patrimônio jurídico o direito à manutenção dos pagamentos da pensão concedida sob a égide de legislação então vigente, não podendo ser esse direito extirpado por legislação superveniente, que estipulou causa de extinção outrora não prevista. No mesmo sentido, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do MS 22.604, de relatoria do Ministro Maurício Corrêa, expressamente assentou a impossibilidade de reversão de pensão considerando o direito adquirido já consolidado: “PENSÃO. DISPUTA ENTRE HERDEIRAS. APLICAÇÃO DA LEI n 6.782/80. ATO ADMINISTRATIVO DO TCU. FILHA SEPARADA APÓS O ÓBITO DO PAI. REVERSÃO DO BENEFÍCIO. DIREITO ADQUIRIDO. EXISTÊNCIA. 1. Filha viúva, divorciada ou desquitada equipara-se à filha solteira, se provada dependência econômica ao instituidor, à data da sucessão pensional. 2. Verificado o óbito desse quando da vigência da Lei n 6.782/80, a filha solteira, enquanto menor, faz jus à pensão, perdendo-a ao se casar. 3. Quota-parte da pensão cabível àquela que se casou transferida para a outra. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 41 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF Impossibilidade da reversão tempos depois em face da consolidação do direito adquirido. Mandado de Segurança conhecido e deferido”. (MS 22604, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, julgado em 28.04.1998). Nesse contexto, viola o princípio da legalidade o entendimento lançado no Acórdão 2.780/2016, do TCU, no sentido de que qualquer fonte de renda que represente subsistência condigna seja apta a ensejar o cancelamento da pensão ou de outra fonte de rendimento das titulares de pensão concedida na forma da Lei 3.373/58 e mantida nos termos do parágrafo único do artigo 5... dessa lei. O acórdão do TCU também não subsiste a uma apreciação à luz do princípio da segurança jurídica. Como dito, a Lei 9.784/99 impõe prazo decadencial para a revisão, pela Administração, de atos administrativos dos quais decorram efeitos favoráveis aos destinatários, salvo comprovada má-fé. Assim, ressalvados os casos em que as pensionistas deliberadamente violaram a lei, é dizer, usaram de má-fé para a obtenção ou manutenção do benefício previdenciário em questão, a revisão do ato de concessão há de observar o prazo decadencial previsto na Lei 9.784/99, pois o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 626.489, sob a sistemática da repercussão geral, assentou entendimento segundo o qual, com base na segurança jurídica e no equilíbrio financeiro e atuarial, não podem ser eternizados os litígios. A exceção à prova de má-fé não consta do Acórdão 2.780/2016, porque a interpretação que deu o TCU à manutenção das pensões temporárias é a de que elas podem ser revogadas a qualquer tempo, constatada a insubsistência dos requisitos que ensejaram a sua concessão, especialmente a dependência econômica, a qual, para o TCU, não é presumida. Por derradeiro, observo que um dos principais fundamentos do Acórdão 2.780/2016 é a “evolução interpretativa” realizada pelo TCU à luz da nova ordem constitucional, a permitir que se exija a comprovação da dependência econômica da pensionista em relação ao valor percebido. Veja-se que a nova interpretação resultou inclusive na revogação de 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF Impossibilidade da reversão tempos depois em face da consolidação do direito adquirido. Mandado de Segurança conhecido e deferido”. (MS 22604, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, julgado em 28.04.1998). Nesse contexto, viola o princípio da legalidade o entendimento lançado no Acórdão 2.780/2016, do TCU, no sentido de que qualquer fonte de renda que represente subsistência condigna seja apta a ensejar o cancelamento da pensão ou de outra fonte de rendimento das titulares de pensão concedida na forma da Lei 3.373/58 e mantida nos termos do parágrafo único do artigo 5... dessa lei. O acórdão do TCU também não subsiste a uma apreciação à luz do princípio da segurança jurídica. Como dito, a Lei 9.784/99 impõe prazo decadencial para a revisão, pela Administração, de atos administrativos dos quais decorram efeitos favoráveis aos destinatários, salvo comprovada má-fé. Assim, ressalvados os casos em que as pensionistas deliberadamente violaram a lei, é dizer, usaram de má-fé para a obtenção ou manutenção do benefício previdenciário em questão, a revisão do ato de concessão há de observar o prazo decadencial previsto na Lei 9.784/99, pois o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 626.489, sob a sistemática da repercussão geral, assentou entendimento segundo o qual, com base na segurança jurídica e no equilíbrio financeiro e atuarial, não podem ser eternizados os litígios. A exceção à prova de má-fé não consta do Acórdão 2.780/2016, porque a interpretação que deu o TCU à manutenção das pensões temporárias é a de que elas podem ser revogadas a qualquer tempo, constatada a insubsistência dos requisitos que ensejaram a sua concessão, especialmente a dependência econômica, a qual, para o TCU, não é presumida. Por derradeiro, observo que um dos principais fundamentos do Acórdão 2.780/2016 é a “evolução interpretativa” realizada pelo TCU à luz da nova ordem constitucional, a permitir que se exija a comprovação da dependência econômica da pensionista em relação ao valor percebido. Veja-se que a nova interpretação resultou inclusive na revogação de 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 42 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF Súmula do TCU que tratava da acumulação da pensão com cargo público. Ainda que fosse admissível a exigibilidade da dependência econômica como condição para a manutenção da pensão em debate nestes autos, a aplicação da inovação interpretativa aos atos já consolidados encontra óbice no inciso XIII do parágrafo único do artigo 2... da Lei 9.784/99, o qual veda a aplicação retroativa de nova interpretação na análise de processos administrativos. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a necessidade de se conferir efeitos ex nunc às decisões administrativas que modificam posicionamentos anteriores, a fim de dar segurança jurídica a atos já consolidados e até mesmo para evitar que justificativas como “orçamento público” sejam utilizadas para rever atos dos quais decorram efeitos financeiros favoráveis ao beneficiário. Precedente: AO 1.656, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 10.10.2014. Ante todo o exposto, apenas podem ser revistos os atos de concessão de pensões por morte cujas titulares deixaram de se enquadrar na previsão legal vigente na época do preenchimento dos requisitos legais, ou seja, é possível a revisão das pensões cujas titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Reconhecida, portanto, a qualidade de dependente da filha solteira maior de vinte e um anos em relação ao instituidor da pensão e não se verificando a superação das condições essenciais previstas na lei de regência, quais sejam, casamento ou posse em cargo público permanente, nos termos da Lei 3.373/58, a pensão é devida e deve ser mantida. Com essas considerações, diante da violação aos princípios da legalidade e da segurança jurídica, nego provimento ao agravo regimental interposto pela União e confirmo a decisão em que concedi parcialmente a segurança, com fulcro no art. 1..., da Lei 12.016/2009, para anular, em parte, o Acórdão 2.780/2016 do TCU em relação à Impetrante, mantendo-se a possibilidade de revisão em relação às pensões cujas 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF Súmula do TCU que tratava da acumulação da pensão com cargo público. Ainda que fosse admissível a exigibilidade da dependência econômica como condição para a manutenção da pensão em debate nestes autos, a aplicação da inovação interpretativa aos atos já consolidados encontra óbice no inciso XIII do parágrafo único do artigo 2... da Lei 9.784/99, o qual veda a aplicação retroativa de nova interpretação na análise de processos administrativos. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a necessidade de se conferir efeitos ex nunc às decisões administrativas que modificam posicionamentos anteriores, a fim de dar segurança jurídica a atos já consolidados e até mesmo para evitar que justificativas como “orçamento público” sejam utilizadas para rever atos dos quais decorram efeitos financeiros favoráveis ao beneficiário. Precedente: AO 1.656, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 10.10.2014. Ante todo o exposto, apenas podem ser revistos os atos de concessão de pensões por morte cujas titulares deixaram de se enquadrar na previsão legal vigente na época do preenchimento dos requisitos legais, ou seja, é possível a revisão das pensões cujas titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Reconhecida, portanto, a qualidade de dependente da filha solteira maior de vinte e um anos em relação ao instituidor da pensão e não se verificando a superação das condições essenciais previstas na lei de regência, quais sejam, casamento ou posse em cargo público permanente, nos termos da Lei 3.373/58, a pensão é devida e deve ser mantida. Com essas considerações, diante da violação aos princípios da legalidade e da segurança jurídica, nego provimento ao agravo regimental interposto pela União e confirmo a decisão em que concedi parcialmente a segurança, com fulcro no art. 1..., da Lei 12.016/2009, para anular, em parte, o Acórdão 2.780/2016 do TCU em relação à Impetrante, mantendo-se a possibilidade de revisão em relação às pensões cujas 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 43 de 45 Voto - MIN. EDSON FACHIN MS 34873 AGR / DF titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, da Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Supremo Tribunal Federal MS 34873 AGR / DF titulares ocupem cargo público de caráter permanente ou recebam outros benefícios decorrentes da alteração do estado civil, como a pensão prevista no art. 217, inciso I, alíneas a, b e c, da Lei 8.112/90, ou a pensão prevista no art. 74 c/c art. 16, I, ambos da Lei 8.213/91, ou seja, pensões por morte de cônjuges. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F76-5440-9A38-2D8A e senha DD4B-6060-DD3F-E1D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 44 de 45 Extrato de Ata - 14/12/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.873 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ELIANA MARCIA DE FARIAS ADV.(A/S) : PRISCILLA MARIA MARTINS PESSOA GUERRA (8457-B/RN) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO TRABALHO EM PERNAMBUCO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA97-1A16-C4DE-F514 e senha 418C-24B3-CFFD-812E Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.873 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ELIANA MARCIA DE FARIAS ADV.(A/S) : PRISCILLA MARIA MARTINS PESSOA GUERRA (8457-B/RN) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO TRABALHO EM PERNAMBUCO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA97-1A16-C4DE-F514 e senha 418C-24B3-CFFD-812E Inteiro Teor do Acórdão - Página 45 de 45
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS 34873", "MS 34873", "Acórdão 2 . 780 / 2016", "Acórdão 2 . 780 / 2016", "MS 34873 AGR / DF", "MS 34873 AGR", "MS 34873 AGR / DF", "Acórdão 892 / 2012", "Súmula 629 do Supremo Tribunal Federal", "TC 013 . 414 / 2012 - 7", "TC 011 . 706 / 2014 - 7", "Acórdão 892 / 2012 -", "Súmula 629 do Supremo Tribunal Federal", "TC 013 . 414 / 2012 - 7", "TC 011 . 706 / 2014 - 7", "MS 34873 AGR / DF", "Acórdão 2 . 780 / 2016", "Acórdão n 2 . 780 / 2016 do TCU", "MS 34873", "Acórdão 2 . 780 / 2016", "Acórdão n 2 . 780 / 2016 do", "MS 34873", "Acórdão 2 . 780 / 2016", "MS", "Acórdão 2 . 780 / 2016", "MS 34873", "Acórdão 2 . 780 / 2016", "Acórdão 2 . 780 / 19 do TCU", "MS 34873", "Súmula n . 266 ,", "Acórdão 2 . 780 / 2016", "Acórdão 2 . 780 / 19 do TCU", "MS 34873 AGR / DF", "MS 25 . 561 - DF", "MS 25 . 347 - DF", "Acórdão 2 . 780 / 2016", "Súmula n . 266 ,", "MS 34873", "Acórdão", "MS 25 . 561 - DF", "MS 25 . 347 - DF", "Acórdão 2 . 780 / 2016", "Súmula n . 266 ,", "MS 24 . 927", "Súmula Vinculante n 3 do Supremo Tribunal Federal", "MS 34873", "MS 24 . 927", "Súmula Vinculante n 3 do Supremo Tribunal Federal", "MS 34873 AGR / DF", "acórdão 1 . 843 / 2006 do TCU", "MS 27031 AgR", "Acórdão 2 . 780 / 16 do TCU", "Acórdão 2 . 780 / 16 do", "MS 34873 AGR / DF", "acórdão 1 . 843 / 2006 do", "MS 27031 AgR", "Acórdão 2 . 780 / 16 do", "Acórdão 2 . 780 / 16 do TCU", "MS 34873 AGR / DF", "Acórdão 2 . 870 / 16", "MS 34873", "Acórdão 2 . 870 / 16", "MS 34873 AGR / DF", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 763 . 761 - 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Ementa e Acórdão 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.754 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDO UNICO DE PREVIDENCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ELIZABETH DE AZEVEDO DOLORES ADV.(A/S) :LEONARDO SANTOS DE VASCONCELLOS INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. INSUFICIÊNCIA. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E91-227C-19F5-EE2E e senha 64D8-B4E2-D930-5F18 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1171754 AGR / RJ CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. A reversão do julgado depende da análise da legislação local e do conjunto probatório constante dos autos, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado nas Súmulas 280/STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário) e 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E91-227C-19F5-EE2E e senha 64D8-B4E2-D930-5F18 Supremo Tribunal Federal ARE 1171754 AGR / RJ CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. A reversão do julgado depende da análise da legislação local e do conjunto probatório constante dos autos, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado nas Súmulas 280/STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário) e 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E91-227C-19F5-EE2E e senha 64D8-B4E2-D930-5F18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1171754 AGR / RJ Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E91-227C-19F5-EE2E e senha 64D8-B4E2-D930-5F18 Supremo Tribunal Federal ARE 1171754 AGR / RJ Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E91-227C-19F5-EE2E e senha 64D8-B4E2-D930-5F18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.754 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDO UNICO DE PREVIDENCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ELIZABETH DE AZEVEDO DOLORES ADV.(A/S) :LEONARDO SANTOS DE VASCONCELLOS INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob os argumentos de que (a) mostra- se deficiente a a fundamentação sobre a repercussão geral da matéria constitucional; (b) incide o Tema 660 da repercussão geral; e (c) aplicáveis, ao caso, os óbices das Súmulas 279 e 280 do STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral está devidamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta; e (c) são inaplicáveis, ao caso, os óbices das Súmulas 279 e 280 desta CORTE. No mais, renova as razões de mérito do extraordinário no sentido da impossibilidade de concessão de benefício previdenciário não previsto no Regime Geral de Previdência Social. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F5F-3782-B6EF-FD8A e senha D31C-8F94-279D-994D Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.754 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDO UNICO DE PREVIDENCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ELIZABETH DE AZEVEDO DOLORES ADV.(A/S) :LEONARDO SANTOS DE VASCONCELLOS INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob os argumentos de que (a) mostra- se deficiente a a fundamentação sobre a repercussão geral da matéria constitucional; (b) incide o Tema 660 da repercussão geral; e (c) aplicáveis, ao caso, os óbices das Súmulas 279 e 280 do STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral está devidamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta; e (c) são inaplicáveis, ao caso, os óbices das Súmulas 279 e 280 desta CORTE. No mais, renova as razões de mérito do extraordinário no sentido da impossibilidade de concessão de benefício previdenciário não previsto no Regime Geral de Previdência Social. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F5F-3782-B6EF-FD8A e senha D31C-8F94-279D-994D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.754 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve ofensa aos arts. 5º, XXXVI; 24, XII, § 4º; e 40, § 12, da CF/1988. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.754 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve ofensa aos arts. 5º, XXXVI; 24, XII, § 4º; e 40, § 12, da CF/1988. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1171754 AGR / RJ concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, quanto à alegação de afronta artigo 5º, XXXVI, da Constituição Federal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Juízo de origem, com base na legislação ordinária de regência e no conteúdo fático-probatório constante dos autos, entendeu que a recorrida reúne os requisitos necessários para receber o pecúlio post mortem. A propósito, veja-se a ementa do julgado (fl. 44, Vol. 3): “AGRAVO DO ART. 557, §1º DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – DIREITO PREVIDENCIÁRIO – PECÚLIO POST MORTEM – RIOPREVIDÊNCIA – 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Supremo Tribunal Federal ARE 1171754 AGR / RJ concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, quanto à alegação de afronta artigo 5º, XXXVI, da Constituição Federal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Juízo de origem, com base na legislação ordinária de regência e no conteúdo fático-probatório constante dos autos, entendeu que a recorrida reúne os requisitos necessários para receber o pecúlio post mortem. A propósito, veja-se a ementa do julgado (fl. 44, Vol. 3): “AGRAVO DO ART. 557, §1º DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – DIREITO PREVIDENCIÁRIO – PECÚLIO POST MORTEM – RIOPREVIDÊNCIA – 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1171754 AGR / RJ SERVIDOR – FALECIMENTO NA VIGÊNCIA DA LEI ESTADUAL Nº 285/1979 – PAGAMENTO DEVIDO – JUROS – CITAÇÃO - LEI Nº 9.494/1997 – CORREÇÃO MONETÁRIA – INCIDÊNCIA A PARTIR DO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO – AUXÍLIO FUNERAL - PAGAMENTO DIFERENÇA. - Ação Ordinária em que objetiva a Autora o pagamento de pecúlio post mortem, na qualidade de beneficiária do servidor, segurado pelo Rioprevidência. - Servidor falecido na vigência da Lei Estadual nº 285/1979. - Aplicação da legislação vigente ao tempo do óbito – Súmula 340 do Superior Tribunal de Justiça. - Aplicação da Lei Estadual nº 285/1979, art. 45, que somente foi revogado pela Lei 5.109/2007. - Pagamento de pecúlio post mortem devido pelo Réu, restando consagrada a aplicação da Lei Estadual nº 285/1979, vigente à época do óbito do servidor, a qual previa o benefício. - Menção expressa à manutenção do pecúlio no Decreto nº 32.725/03. - Decisão agravada mantida. - Recurso improvido.” A solução dessa controvérsia, portanto, depende da análise da legislação local que rege o benefício em tela, o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Supremo Tribunal Federal ARE 1171754 AGR / RJ SERVIDOR – FALECIMENTO NA VIGÊNCIA DA LEI ESTADUAL Nº 285/1979 – PAGAMENTO DEVIDO – JUROS – CITAÇÃO - LEI Nº 9.494/1997 – CORREÇÃO MONETÁRIA – INCIDÊNCIA A PARTIR DO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO – AUXÍLIO FUNERAL - PAGAMENTO DIFERENÇA. - Ação Ordinária em que objetiva a Autora o pagamento de pecúlio post mortem, na qualidade de beneficiária do servidor, segurado pelo Rioprevidência. - Servidor falecido na vigência da Lei Estadual nº 285/1979. - Aplicação da legislação vigente ao tempo do óbito – Súmula 340 do Superior Tribunal de Justiça. - Aplicação da Lei Estadual nº 285/1979, art. 45, que somente foi revogado pela Lei 5.109/2007. - Pagamento de pecúlio post mortem devido pelo Réu, restando consagrada a aplicação da Lei Estadual nº 285/1979, vigente à época do óbito do servidor, a qual previa o benefício. - Menção expressa à manutenção do pecúlio no Decreto nº 32.725/03. - Decisão agravada mantida. - Recurso improvido.” A solução dessa controvérsia, portanto, depende da análise da legislação local que rege o benefício em tela, o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1171754 AGR / RJ No mesmo sentido, os seguintes precedentes: “DIREITO ADMINISTRATIVO E DIREITO PROCESSUAL CIVIL. POLICIAL MILITAR. ESTADO DO RIO DE JANEIRO. LEI ESTADUAL Nº 285/79. AUXÍLIO- FUNERAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 05.4.2013. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Aplicação do óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Divergir do entendimento do acórdão recorrido quanto ao preenchimento dos requisitos legais e sobre o direito da ora agravada ao recebimento do benefício denominado pecúlio post mortem, previsto nos arts. 26 e 45, da Lei Estadual nº 285/79, demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e o reexame da moldura fática constante no acórdão regional, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 776.511 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 6/3/2014) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PECÚLIO POST MORTEM. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Supremo Tribunal Federal ARE 1171754 AGR / RJ No mesmo sentido, os seguintes precedentes: “DIREITO ADMINISTRATIVO E DIREITO PROCESSUAL CIVIL. POLICIAL MILITAR. ESTADO DO RIO DE JANEIRO. LEI ESTADUAL Nº 285/79. AUXÍLIO- FUNERAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 05.4.2013. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Aplicação do óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Divergir do entendimento do acórdão recorrido quanto ao preenchimento dos requisitos legais e sobre o direito da ora agravada ao recebimento do benefício denominado pecúlio post mortem, previsto nos arts. 26 e 45, da Lei Estadual nº 285/79, demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e o reexame da moldura fática constante no acórdão regional, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 776.511 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 6/3/2014) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PECÚLIO POST MORTEM. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1171754 AGR / RJ (ARE 995.292 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos que ancoram o decisum objurgado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Supremo Tribunal Federal ARE 1171754 AGR / RJ (ARE 995.292 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos que ancoram o decisum objurgado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.754 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FUNDO UNICO DE PREVIDENCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ELIZABETH DE AZEVEDO DOLORES ADV.(A/S) : LEONARDO SANTOS DE VASCONCELLOS (RJ158643/) INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8896-9F4E-4C08-30E9 e senha EC30-DA2B-BB47-81C2 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.754 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FUNDO UNICO DE PREVIDENCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ELIZABETH DE AZEVEDO DOLORES ADV.(A/S) : LEONARDO SANTOS DE VASCONCELLOS (RJ158643/) INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8896-9F4E-4C08-30E9 e senha EC30-DA2B-BB47-81C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749158434
2019-02-08T00:00:00
2019-02-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. INSUFICIÊNCIA. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. A reversão do julgado depende da análise da legislação local e do conjunto probatório constante dos autos, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado nas Súmulas 280/STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário) e 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur398330
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS PROCESSUAIS) ARE 748371 RG. Número de páginas: 10. Análise: 22/02/2019, BMP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1171754
[ "LEG-FED LEI-009494 ANO-1997\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-000285 ANO-1979\n LEI ORDINÁRIA, RJ\n\n", "LEG-EST LEI-005109 ANO-2007\n LEI ORDINÁRIA, RJ" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1171754 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FUNDO UNICO DE PREVIDENCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ELIZABETH DE AZEVEDO DOLORES ADV.(A/S) : LEONARDO SANTOS DE VASCONCELLOS INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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Ementa e Acórdão 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.754 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDO UNICO DE PREVIDENCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ELIZABETH DE AZEVEDO DOLORES ADV.(A/S) :LEONARDO SANTOS DE VASCONCELLOS INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. INSUFICIÊNCIA. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E91-227C-19F5-EE2E e senha 64D8-B4E2-D930-5F18 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1171754 AGR / RJ Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. A reversão do julgado depende da análise da legislação local e do conjunto probatório constante dos autos, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado nas Súmulas 280/Supremo Tribunal Federal (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário) e 279/Supremo Tribunal Federal (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E91-227C-19F5-EE2E e senha 64D8-B4E2-D930-5F18 Supremo Tribunal Federal ARE 1171754 AGR / RJ Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. A reversão do julgado depende da análise da legislação local e do conjunto probatório constante dos autos, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado nas Súmulas 280/Supremo Tribunal Federal (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário) e 279/Supremo Tribunal Federal (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E91-227C-19F5-EE2E e senha 64D8-B4E2-D930-5F18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1171754 AGR / RJ Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E91-227C-19F5-EE2E e senha 64D8-B4E2-D930-5F18 Supremo Tribunal Federal ARE 1171754 AGR / RJ Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E91-227C-19F5-EE2E e senha 64D8-B4E2-D930-5F18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.754 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDO UNICO DE PREVIDENCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ELIZABETH DE AZEVEDO DOLORES ADV.(A/S) :LEONARDO SANTOS DE VASCONCELLOS INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob os argumentos de que (a) mostra- se deficiente a a fundamentação sobre a repercussão geral da matéria constitucional; (b) incide o Tema 660 da repercussão geral; e (c) aplicáveis, ao caso, os óbices das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral está devidamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta; e (c) são inaplicáveis, ao caso, os óbices das Súmulas 279 e 280 desta CORTE. No mais, renova as razões de mérito do extraordinário no sentido da impossibilidade de concessão de benefício previdenciário não previsto no Regime Geral de Previdência Social. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F5F-3782-B6EF-FD8A e senha D31C-8F94-279D-994D Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.754 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDO UNICO DE PREVIDENCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ELIZABETH DE AZEVEDO DOLORES ADV.(A/S) :LEONARDO SANTOS DE VASCONCELLOS INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob os argumentos de que (a) mostra- se deficiente a a fundamentação sobre a repercussão geral da matéria constitucional; (b) incide o Tema 660 da repercussão geral; e (c) aplicáveis, ao caso, os óbices das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral está devidamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta; e (c) são inaplicáveis, ao caso, os óbices das Súmulas 279 e 280 desta CORTE. No mais, renova as razões de mérito do extraordinário no sentido da impossibilidade de concessão de benefício previdenciário não previsto no Regime Geral de Previdência Social. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7F5F-3782-B6EF-FD8A e senha D31C-8F94-279D-994D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.754 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve ofensa aos arts. 5..., XXXVI; 24, XII, § 4...; e 40, § 12, da Constituição Federal de 1988/1988. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.754 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve ofensa aos arts. 5..., XXXVI; 24, XII, § 4...; e 40, § 12, da Constituição Federal de 1988/1988. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1171754 AGR / RJ concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, quanto à alegação de afronta artigo 5..., XXXVI, da Constituição Federal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Juízo de origem, com base na legislação ordinária de regência e no conteúdo fático-probatório constante dos autos, entendeu que a recorrida reúne os requisitos necessários para receber o pecúlio post mortem. A propósito, veja-se a ementa do julgado (fl. 44, Vol. 3): “AGRAVO DO ART. 557, §1... DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – DIREITO PREVIDENCIÁRIO – PECÚLIO POST MORTEM – RIOPREVIDÊNCIA – 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Supremo Tribunal Federal ARE 1171754 AGR / RJ concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, quanto à alegação de afronta artigo 5..., XXXVI, da Constituição Federal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Juízo de origem, com base na legislação ordinária de regência e no conteúdo fático-probatório constante dos autos, entendeu que a recorrida reúne os requisitos necessários para receber o pecúlio post mortem. A propósito, veja-se a ementa do julgado (fl. 44, Vol. 3): “AGRAVO DO ART. 557, §1... DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – DIREITO PREVIDENCIÁRIO – PECÚLIO POST MORTEM – RIOPREVIDÊNCIA – 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1171754 AGR / RJ SERVIDOR – FALECIMENTO NA VIGÊNCIA DA LEI ESTADUAL n 285/1979 – PAGAMENTO DEVIDO – JUROS – CITAÇÃO - LEI n 9.494/1997 – CORREÇÃO MONETÁRIA – INCIDÊNCIA A PARTIR DO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO – AUXÍLIO FUNERAL - PAGAMENTO DIFERENÇA. - Ação Ordinária em que objetiva a Autora o pagamento de pecúlio post mortem, na qualidade de beneficiária do servidor, segurado pelo Rioprevidência. - Servidor falecido na vigência da Lei Estadual n 285/1979. - Aplicação da legislação vigente ao tempo do óbito – Súmula 340 do Superior Tribunal de Justiça. - Aplicação da Lei Estadual n 285/1979, art. 45, que somente foi revogado pela Lei 5.109/2007. - Pagamento de pecúlio post mortem devido pelo Réu, restando consagrada a aplicação da Lei Estadual n 285/1979, vigente à época do óbito do servidor, a qual previa o benefício. - Menção expressa à manutenção do pecúlio no Decreto n 32.725/03. - Decisão agravada mantida. - Recurso improvido.” A solução dessa controvérsia, portanto, depende da análise da legislação local que rege o benefício em tela, o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Supremo Tribunal Federal ARE 1171754 AGR / RJ SERVIDOR – FALECIMENTO NA VIGÊNCIA DA LEI ESTADUAL n 285/1979 – PAGAMENTO DEVIDO – JUROS – CITAÇÃO - LEI n 9.494/1997 – CORREÇÃO MONETÁRIA – INCIDÊNCIA A PARTIR DO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO – AUXÍLIO FUNERAL - PAGAMENTO DIFERENÇA. - Ação Ordinária em que objetiva a Autora o pagamento de pecúlio post mortem, na qualidade de beneficiária do servidor, segurado pelo Rioprevidência. - Servidor falecido na vigência da Lei Estadual n 285/1979. - Aplicação da legislação vigente ao tempo do óbito – Súmula 340 do Superior Tribunal de Justiça. - Aplicação da Lei Estadual n 285/1979, art. 45, que somente foi revogado pela Lei 5.109/2007. - Pagamento de pecúlio post mortem devido pelo Réu, restando consagrada a aplicação da Lei Estadual n 285/1979, vigente à época do óbito do servidor, a qual previa o benefício. - Menção expressa à manutenção do pecúlio no Decreto n 32.725/03. - Decisão agravada mantida. - Recurso improvido.” A solução dessa controvérsia, portanto, depende da análise da legislação local que rege o benefício em tela, o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1171754 AGR / RJ No mesmo sentido, os seguintes precedentes: “DIREITO ADMINISTRATIVO E DIREITO PROCESSUAL CIVIL. POLICIAL MILITAR. ESTADO DO RIO DE JANEIRO. LEI ESTADUAL n 285/79. AUXÍLIO- FUNERAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 05.4.2013. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Aplicação do óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Divergir do entendimento do acórdão recorrido quanto ao preenchimento dos requisitos legais e sobre o direito da ora agravada ao recebimento do benefício denominado pecúlio post mortem, previsto nos arts. 26 e 45, da Lei Estadual n 285/79, demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e o reexame da moldura fática constante no acórdão regional, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 776.511 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 6/3/2014) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PECÚLIO POST MORTEM. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Supremo Tribunal Federal ARE 1171754 AGR / RJ No mesmo sentido, os seguintes precedentes: “DIREITO ADMINISTRATIVO E DIREITO PROCESSUAL CIVIL. POLICIAL MILITAR. ESTADO DO RIO DE JANEIRO. LEI ESTADUAL n 285/79. AUXÍLIO- FUNERAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 05.4.2013. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Aplicação do óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Divergir do entendimento do acórdão recorrido quanto ao preenchimento dos requisitos legais e sobre o direito da ora agravada ao recebimento do benefício denominado pecúlio post mortem, previsto nos arts. 26 e 45, da Lei Estadual n 285/79, demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e o reexame da moldura fática constante no acórdão regional, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 776.511 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 6/3/2014) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PECÚLIO POST MORTEM. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1171754 AGR / RJ (ARE 995.292 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos que ancoram o decisum objurgado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Supremo Tribunal Federal ARE 1171754 AGR / RJ (ARE 995.292 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos que ancoram o decisum objurgado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 839B-D565-9F78-360E e senha A141-E7FE-708B-509D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.754 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FUNDO UNICO DE PREVIDENCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ELIZABETH DE AZEVEDO DOLORES ADV.(A/S) : LEONARDO SANTOS DE VASCONCELLOS (RJ158643/) INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8896-9F4E-4C08-30E9 e senha EC30-DA2B-BB47-81C2 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.171.754 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FUNDO UNICO DE PREVIDENCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ELIZABETH DE AZEVEDO DOLORES ADV.(A/S) : LEONARDO SANTOS DE VASCONCELLOS (RJ158643/) INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8896-9F4E-4C08-30E9 e senha EC30-DA2B-BB47-81C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 171 . 754", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1171754 AGR / RJ", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmulas 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmulas 280 / Supremo Tribunal Federal", "279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1171754 AGR / RJ", "ARE 1171754 AGR / RJ", "Súmulas 279", "Súmulas 279", "Súmulas", "ARE 1171754 AGR / RJ", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmula 340 do Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 desta CORTE", "Súmula 340 do Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1171754 AGR / RJ", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 776 . 511 AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1171754 AGR / RJ", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 776 . 511 AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1171754 AGR / RJ", "ARE 995 . 292 AgR", "ARE 1171754 AGR / RJ", "ARE 995 . 292 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 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2 / 2001", "artigo 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL n 285 / 1979", "LEI n 9 . 494 / 1997", "Lei Estadual n 285 / 1979", "Lei Estadual n 285 / 1979 ,", "Lei 5 . 109 / 2007", "Lei Estadual n 285 / 1979", "Decreto n 32 . 725 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL n 285 / 1979", "LEI n 9 . 494 / 1997", "Lei Estadual n 285 / 1979", "Lei Estadual n 285 / 1979 , art . 45", "Lei 5 . 109 / 2007", "Lei Estadual n 285 / 1979", "Decreto n 32 . 725 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL n 285 / 79", "arts . 26 e 45 , da Lei Estadual n 285 / 79", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL n 285 / 79", "arts . 26 e 45 , da Lei Estadual n 285 / 79", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "FUNDO UNICO DE PREVIDENCIA SOCIAL DO ESTADO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDO UNICO DE PREVIDENCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDO UNICO DE PREVIDENCIA SOCIAL DO ESTADO", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "RJ", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Rioprevidência", "Supremo Tribunal Federal", "Rioprevidência", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDO UNICO DE PREVIDENCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDO UNICO DE PREVIDENCIA SOCIAL DO ESTADO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "ELIZABETH DE AZEVEDO DOLORES", "LEONARDO SANTOS DE VASCONCELLOS", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ELIZABETH DE AZEVEDO DOLORES", "LEONARDO SANTOS DE VASCONCELLOS", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ELIZABETH DE AZEVEDO DOLORES", "LEONARDO SANTOS DE VASCONCELLOS", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "LEONARDO SANTOS DE VASCONCELLOS", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "ELIZABETH DE AZEVEDO DOLORES", "LEONARDO SANTOS DE VASCONCELLOS", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "4", ".", "2013", "6", "/", "3", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "4", ".", "2013", "6", "/", "3", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "1", ".", "2", ".", "2019", "7", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "2", ".", "2019", "7", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.167.620 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MAURO DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO CAPITANI E SILVA REIMANN ADV.(A/S) :INGRID EMILIANO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5º, 37, 150, II, E 194, PARÁGRAFO ÚNICO, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C0B-96C6-AE92-B48B e senha ABF5-41FF-3A5A-C595 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 1167620 AGR / RS 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015 e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 07 a 13 de dezembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C0B-96C6-AE92-B48B e senha ABF5-41FF-3A5A-C595 Supremo Tribunal Federal RE 1167620 AGR / RS 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015 e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 07 a 13 de dezembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C0B-96C6-AE92-B48B e senha ABF5-41FF-3A5A-C595 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.167.620 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MAURO DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO CAPITANI E SILVA REIMANN ADV.(A/S) :INGRID EMILIANO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 5º, 37, 150, II, e 194, parágrafo único, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cujas razões reproduzo: “A contribuição previdenciária tem por fato gerador o exercício de atividade abrangida pelo regime geral de previdência social, obrigando o segurado ao recolhimento. Assim, mesmo recebendo benefício previdenciário, caso venha a exercer atividade que o qualifique como segurado obrigatório, estará sujeito ao recolhimento do tributo. Ademais, o Supremo Tribunal Federal já reconheceu a legalidade da incidência da contribuição previdenciária em tais situações, conforme recente julgado que ora colaciono, in verbis : ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9711-5C11-E333-9CC9 e senha E8BF-C326-EC96-3C0C Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.167.620 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MAURO DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO CAPITANI E SILVA REIMANN ADV.(A/S) :INGRID EMILIANO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 5º, 37, 150, II, e 194, parágrafo único, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cujas razões reproduzo: “A contribuição previdenciária tem por fato gerador o exercício de atividade abrangida pelo regime geral de previdência social, obrigando o segurado ao recolhimento. Assim, mesmo recebendo benefício previdenciário, caso venha a exercer atividade que o qualifique como segurado obrigatório, estará sujeito ao recolhimento do tributo. Ademais, o Supremo Tribunal Federal já reconheceu a legalidade da incidência da contribuição previdenciária em tais situações, conforme recente julgado que ora colaciono, in verbis : ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9711-5C11-E333-9CC9 e senha E8BF-C326-EC96-3C0C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 1167620 AGR / RS POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que é constitucional a cobrança de contribuição previdenciária sobre o salário do aposentado que retorna à atividade. O princípio da solidariedade faz com que a referibilidade das contribuições sociais alcance a maior amplitude possível, de modo que não há uma correlação necessária e indispensável entre o dever de contribuir e a possibilidade de auferir proveito das contribuições vertidas em favor da seguridade. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (RE 430418 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 18/03/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje- 084 DIVULG 05-05-2014 PUBLIC 06-05-2014) Outrossim, improcedem os pedidos sucessivos veiculados, no sentido de que sejam aplicadas ao autor as alíquotas reduzidas previstas no art. 21, § 2º, I e II, da lei nº 8.212/91, diante da ausência de contagem de tempo de contribuição no período. Não há respaldo legal para o pedido, pois as contribuições previdenciárias diferenciadas e reduzidas postas à opção do segurado no artigo 21 da lei 8.212/91 são exclusivas para segurados contribuinte individual ou facultativo, o que não é o caso do autor.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9711-5C11-E333-9CC9 e senha E8BF-C326-EC96-3C0C Supremo Tribunal Federal RE 1167620 AGR / RS POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que é constitucional a cobrança de contribuição previdenciária sobre o salário do aposentado que retorna à atividade. O princípio da solidariedade faz com que a referibilidade das contribuições sociais alcance a maior amplitude possível, de modo que não há uma correlação necessária e indispensável entre o dever de contribuir e a possibilidade de auferir proveito das contribuições vertidas em favor da seguridade. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (RE 430418 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 18/03/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje- 084 DIVULG 05-05-2014 PUBLIC 06-05-2014) Outrossim, improcedem os pedidos sucessivos veiculados, no sentido de que sejam aplicadas ao autor as alíquotas reduzidas previstas no art. 21, § 2º, I e II, da lei nº 8.212/91, diante da ausência de contagem de tempo de contribuição no período. Não há respaldo legal para o pedido, pois as contribuições previdenciárias diferenciadas e reduzidas postas à opção do segurado no artigo 21 da lei 8.212/91 são exclusivas para segurados contribuinte individual ou facultativo, o que não é o caso do autor.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9711-5C11-E333-9CC9 e senha E8BF-C326-EC96-3C0C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.167.620 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido da incidência da contribuição, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que é constitucional a cobrança de contribuição previdenciária sobre o salário do aposentado que retorna à atividade. O princípio da solidariedade faz com que a referibilidade das contribuições sociais alcance a maior amplitude possível, de modo que não há uma correlação necessária e indispensável entre o dever de contribuir e a possibilidade de auferir proveito das contribuições vertidas em favor da seguridade. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 430.418-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 06.5.2014) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DO TRABALHADOR APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE (LEI Nº 8.212/91, ART. 12, § 4º, NA REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 9.032/95) CONSTITUCIONALIDADE DECISÃO QUE SE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8924-063B-4CB5-45FF e senha 5A23-7A6B-62C5-CD3A Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.167.620 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido da incidência da contribuição, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que é constitucional a cobrança de contribuição previdenciária sobre o salário do aposentado que retorna à atividade. O princípio da solidariedade faz com que a referibilidade das contribuições sociais alcance a maior amplitude possível, de modo que não há uma correlação necessária e indispensável entre o dever de contribuir e a possibilidade de auferir proveito das contribuições vertidas em favor da seguridade. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 430.418-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 06.5.2014) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DO TRABALHADOR APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE (LEI Nº 8.212/91, ART. 12, § 4º, NA REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 9.032/95) CONSTITUCIONALIDADE DECISÃO QUE SE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8924-063B-4CB5-45FF e senha 5A23-7A6B-62C5-CD3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1167620 AGR / RS AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (RE 447.923-AgR-segundo, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 12.6.2017) Nessa senda, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional nº 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8924-063B-4CB5-45FF e senha 5A23-7A6B-62C5-CD3A Supremo Tribunal Federal RE 1167620 AGR / RS AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (RE 447.923-AgR-segundo, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 12.6.2017) Nessa senda, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional nº 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8924-063B-4CB5-45FF e senha 5A23-7A6B-62C5-CD3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1167620 AGR / RS Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8924-063B-4CB5-45FF e senha 5A23-7A6B-62C5-CD3A Supremo Tribunal Federal RE 1167620 AGR / RS Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8924-063B-4CB5-45FF e senha 5A23-7A6B-62C5-CD3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.167.620 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MAURO DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO CAPITANI E SILVA REIMANN (67643/RS) ADV.(A/S) : INGRID EMILIANO (91283/RS) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B90-2E7F-F1C7-B156 e senha 6414-2909-4F23-83AE Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.167.620 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MAURO DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO CAPITANI E SILVA REIMANN (67643/RS) ADV.(A/S) : INGRID EMILIANO (91283/RS) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B90-2E7F-F1C7-B156 e senha 6414-2909-4F23-83AE Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749088217
2018-12-14T00:00:00
2019-02-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5º, 37, 150, II, E 194, PARÁGRAFO ÚNICO, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação.
sjur397614
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO INATIVO, CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA) RE 430418 AgR (1ªT), RE 447923 AgR-segundo (2ªT). (APLICAÇÃO DE MULTA) ARE 951191 AgR (1ªT), ARE 955842 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 14/02/2019, AMS.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1167620
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00078 INCLUÍDO PELA EMC-45/2004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000045 ANO-2004\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 ART-00002 ART-00003 ART-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1167620 AgR
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AGTE.(S) : MAURO DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO CAPITANI E SILVA REIMANN ADV.(A/S) : INGRID EMILIANO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.167.620 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MAURO DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO CAPITANI E SILVA REIMANN ADV.(A/S) :INGRID EMILIANO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 5..., 37, 150, II, E 194, PARÁGRAFO ÚNICO, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C0B-96C6-AE92-B48B e senha ABF5-41FF-3A5A-C595 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1167620 AGR / RS 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015 e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 07 a 13 de dezembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C0B-96C6-AE92-B48B e senha ABF5-41FF-3A5A-C595 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1167620 AGR / RS 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015 e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 07 a 13 de dezembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C0B-96C6-AE92-B48B e senha ABF5-41FF-3A5A-C595 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.167.620 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MAURO DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO CAPITANI E SILVA REIMANN ADV.(A/S) :INGRID EMILIANO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 5..., 37, 150, II, e 194, parágrafo único, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cujas razões reproduzo: “A contribuição previdenciária tem por fato gerador o exercício de atividade abrangida pelo regime geral de previdência social, obrigando o segurado ao recolhimento. Assim, mesmo recebendo benefício previdenciário, caso venha a exercer atividade que o qualifique como segurado obrigatório, estará sujeito ao recolhimento do tributo. Ademais, o Supremo Tribunal Federal já reconheceu a legalidade da incidência da contribuição previdenciária em tais situações, conforme recente julgado que ora colaciono, in verbis : ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9711-5C11-E333-9CC9 e senha E8BF-C326-EC96-3C0C Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.167.620 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MAURO DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) :LUIZ GUSTAVO CAPITANI E SILVA REIMANN ADV.(A/S) :INGRID EMILIANO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 5..., 37, 150, II, e 194, parágrafo único, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cujas razões reproduzo: “A contribuição previdenciária tem por fato gerador o exercício de atividade abrangida pelo regime geral de previdência social, obrigando o segurado ao recolhimento. Assim, mesmo recebendo benefício previdenciário, caso venha a exercer atividade que o qualifique como segurado obrigatório, estará sujeito ao recolhimento do tributo. Ademais, o Supremo Tribunal Federal já reconheceu a legalidade da incidência da contribuição previdenciária em tais situações, conforme recente julgado que ora colaciono, in verbis : ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9711-5C11-E333-9CC9 e senha E8BF-C326-EC96-3C0C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1167620 AGR / RS POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que é constitucional a cobrança de contribuição previdenciária sobre o salário do aposentado que retorna à atividade. O princípio da solidariedade faz com que a referibilidade das contribuições sociais alcance a maior amplitude possível, de modo que não há uma correlação necessária e indispensável entre o dever de contribuir e a possibilidade de auferir proveito das contribuições vertidas em favor da seguridade. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (Recurso Extraordinário 430418 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 18/03/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje- 084 DIVULG 05-05-2014 PUBLIC 06-05-2014) Outrossim, improcedem os pedidos sucessivos veiculados, no sentido de que sejam aplicadas ao autor as alíquotas reduzidas previstas no art. 21, § 2..., I e II, da lei n 8.212/91, diante da ausência de contagem de tempo de contribuição no período. Não há respaldo legal para o pedido, pois as contribuições previdenciárias diferenciadas e reduzidas postas à opção do segurado no artigo 21 da lei 8.212/91 são exclusivas para segurados contribuinte individual ou facultativo, o que não é o caso do autor.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9711-5C11-E333-9CC9 e senha E8BF-C326-EC96-3C0C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1167620 AGR / RS POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que é constitucional a cobrança de contribuição previdenciária sobre o salário do aposentado que retorna à atividade. O princípio da solidariedade faz com que a referibilidade das contribuições sociais alcance a maior amplitude possível, de modo que não há uma correlação necessária e indispensável entre o dever de contribuir e a possibilidade de auferir proveito das contribuições vertidas em favor da seguridade. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (Recurso Extraordinário 430418 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 18/03/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO Dje- 084 DIVULG 05-05-2014 PUBLIC 06-05-2014) Outrossim, improcedem os pedidos sucessivos veiculados, no sentido de que sejam aplicadas ao autor as alíquotas reduzidas previstas no art. 21, § 2..., I e II, da lei n 8.212/91, diante da ausência de contagem de tempo de contribuição no período. Não há respaldo legal para o pedido, pois as contribuições previdenciárias diferenciadas e reduzidas postas à opção do segurado no artigo 21 da lei 8.212/91 são exclusivas para segurados contribuinte individual ou facultativo, o que não é o caso do autor.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9711-5C11-E333-9CC9 e senha E8BF-C326-EC96-3C0C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.167.620 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido da incidência da contribuição, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que é constitucional a cobrança de contribuição previdenciária sobre o salário do aposentado que retorna à atividade. O princípio da solidariedade faz com que a referibilidade das contribuições sociais alcance a maior amplitude possível, de modo que não há uma correlação necessária e indispensável entre o dever de contribuir e a possibilidade de auferir proveito das contribuições vertidas em favor da seguridade. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 430.418-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 06.5.2014) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DO TRABALHADOR APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE (LEI n 8.212/91, ART. 12, § 4..., NA REDAÇÃO DADA PELA LEI n 9.032/95) CONSTITUCIONALIDADE DECISÃO QUE SE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8924-063B-4CB5-45FF e senha 5A23-7A6B-62C5-CD3A Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.167.620 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido da incidência da contribuição, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que é constitucional a cobrança de contribuição previdenciária sobre o salário do aposentado que retorna à atividade. O princípio da solidariedade faz com que a referibilidade das contribuições sociais alcance a maior amplitude possível, de modo que não há uma correlação necessária e indispensável entre o dever de contribuir e a possibilidade de auferir proveito das contribuições vertidas em favor da seguridade. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 430.418-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 06.5.2014) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DO TRABALHADOR APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE (LEI n 8.212/91, ART. 12, § 4..., NA REDAÇÃO DADA PELA LEI n 9.032/95) CONSTITUCIONALIDADE DECISÃO QUE SE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8924-063B-4CB5-45FF e senha 5A23-7A6B-62C5-CD3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1167620 AGR / RS AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (Recurso Extraordinário 447.923-AgR-segundo, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 12.6.2017) Nessa senda, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional n 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8924-063B-4CB5-45FF e senha 5A23-7A6B-62C5-CD3A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1167620 AGR / RS AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (Recurso Extraordinário 447.923-AgR-segundo, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 12.6.2017) Nessa senda, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional n 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8924-063B-4CB5-45FF e senha 5A23-7A6B-62C5-CD3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1167620 AGR / RS Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8924-063B-4CB5-45FF e senha 5A23-7A6B-62C5-CD3A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1167620 AGR / RS Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8924-063B-4CB5-45FF e senha 5A23-7A6B-62C5-CD3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.167.620 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MAURO DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO CAPITANI E SILVA REIMANN (67643/RS) ADV.(A/S) : INGRID EMILIANO (91283/RS) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B90-2E7F-F1C7-B156 e senha 6414-2909-4F23-83AE Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.167.620 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MAURO DA SILVA SANTOS ADV.(A/S) : LUIZ GUSTAVO CAPITANI E SILVA REIMANN (67643/RS) ADV.(A/S) : INGRID EMILIANO (91283/RS) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B90-2E7F-F1C7-B156 e senha 6414-2909-4F23-83AE Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 167 . 620", "Recurso Extraordinário 1167620 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1167620 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 167 . 620", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 167 . 620", "Recurso Extraordinário 1167620 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 430418 AgR", "Recurso Extraordinário 1167620 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 430418 AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 167 . 620", "Recurso Extraordinário 430 . 418 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 167 . 620", "Recurso Extraordinário 430 . 418 - AgR", "Recurso Extraordinário 1167620 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 447 . 923 - AgR - segundo", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "Recurso Extraordinário 1167620 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 447 . 923 - AgR - segundo", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "Recurso Extraordinário 1167620 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1167620 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 167 . 620", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 167 . 620" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "ARTS . 5 . . . , 37 , 150 , II , E 194 , PARÁGRAFO ÚNICO , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "Constituição da República", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil /", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "arts . 5 . . . , 37 , 150 , II , e 194 , parágrafo único , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "arts . 5 . . . , 37 , 150 , II , e 194 , parágrafo único , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 2 . . . , I e II , da lei n 8 . 212 / 91", "artigo 21 da lei 8 . 212 / 91", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 2 . . . , I e II , da lei n 8 . 212 / 91", "artigo 21 da lei 8 . 212 / 91", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 8 . 212 / 91 , ART . 12 , § 4 . .", "LEI n 9 . 032 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 8 . 212 / 91 , ART", "LEI n 9 . 032 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 45 / 2004", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 1021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 45 / 2004", "inciso LXXVIII", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 1021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "2", ".", ". . Turma", "República Federativa do Brasil", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "2", ".", ". . Turma", "República Federativa do Brasil", "1", ".", ".", "2", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "MAURO DA SILVA SANTOS", "LUIZ GUSTAVO CAPITANI E", "SILVA REIMANN", "INGRID EMILIANO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "MAURO DA SILVA SANTOS", "LUIZ GUSTAVO CAPITANI E SILVA REIMANN", "INGRID EMILIANO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "MAURO DA SILVA SANTOS", "LUIZ GUSTAVO CAPITANI E SILVA REIMANN", "INGRID EMILIANO", "Rosa Weber", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "ROSA WEBER", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "MAURO DA SILVA SANTOS", "LUIZ GUSTAVO CAPITANI E SILVA REIMANN", "INGRID EMILIANO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROSA WEBER", "MAURO DA SILVA SANTOS", "LUIZ GUSTAVO CAPITANI E SILVA REIMANN", "INGRID EMILIANO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "13 de dezembro de 2018", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "05", "-", "05", "-", "2014", "06", "-", "05", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "05", "-", "05", "-", "2014", "06", "-", "05", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "06", ".", "5", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "06", ".", "5", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "6", ".", "2017", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "6", ".", "2017", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.174.077 PIAUÍ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :DINO ARAUJO DE ANDRADE AGDO.(A/S) :JOAO ALBERTO LOPES DE MELO ADV.(A/S) :JOSE EYMARD LOGUERCIO EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO ARTIGO 5º, INCISO XXXVI, DA CF/88. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 183C-FEDF-A307-1DFA e senha 0318-4067-E225-3F0F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RE 1174077 AGR / PI não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas e de cláusulas contratuais. Incide, portanto, os óbices das Súmulas 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) e 454 (Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário). 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de fevereiro de 2019. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 183C-FEDF-A307-1DFA e senha 0318-4067-E225-3F0F Supremo Tribunal Federal RE 1174077 AGR / PI não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas e de cláusulas contratuais. Incide, portanto, os óbices das Súmulas 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) e 454 (Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário). 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de fevereiro de 2019. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 183C-FEDF-A307-1DFA e senha 0318-4067-E225-3F0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Ementa e Acórdão RE 1174077 AGR / PI Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 183C-FEDF-A307-1DFA e senha 0318-4067-E225-3F0F Supremo Tribunal Federal RE 1174077 AGR / PI Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 183C-FEDF-A307-1DFA e senha 0318-4067-E225-3F0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.174.077 PIAUÍ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :DINO ARAUJO DE ANDRADE AGDO.(A/S) :JOAO ALBERTO LOPES DE MELO ADV.(A/S) :JOSE EYMARD LOGUERCIO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a incidência do Tema 660 da repercussão geral; (c) a necessidade de análise da legislação infraconstitucional; e (d) a aplicação das Súmulas 279 e 454 do STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta (c) não se trata de reexame de provas; e (d) não é o caso de aplicação do Tema 660 da repercussão geral. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB23-A79E-699F-5FE2 e senha 1F9F-51C9-1FA8-5E01 Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.174.077 PIAUÍ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :DINO ARAUJO DE ANDRADE AGDO.(A/S) :JOAO ALBERTO LOPES DE MELO ADV.(A/S) :JOSE EYMARD LOGUERCIO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a incidência do Tema 660 da repercussão geral; (c) a necessidade de análise da legislação infraconstitucional; e (d) a aplicação das Súmulas 279 e 454 do STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta (c) não se trata de reexame de provas; e (d) não é o caso de aplicação do Tema 660 da repercussão geral. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB23-A79E-699F-5FE2 e senha 1F9F-51C9-1FA8-5E01 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.174.077 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado (Doc. 59): AGRAVOS DE INSTRUMENTO EM RECURSOS DE REVISTA DAS RÉS EM FACE DE DECISÃO PUBLICADA ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.015/2014. IDENTIDADE DE MATÉRIAS. ANÁLISE CONJUNTA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. Embora esta CORTE Superior tenha posição consolidada no sentido de reconhecer a competência desta Justiça Especializada para o julgamento das lides relacionadas à complementação de aposentadoria vinculada ao contrato de trabalho, o plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento dos Recursos Extraordinários nos 586453 e 583050, em sessão realizada em 20/02/2013, fixou entendimento, com repercussão geral, no sentido de pertencer à Justiça comum. Contudo, com base no disposto no artigo 27 da Lei nº 9.868/1999, a Corte Suprema decidiu modular os efeitos dessa decisão e preservar a competência da Justiça do Trabalho para julgar todos os processos com sentença de mérito até a data do julgamento dos referidos recursos extraordinários, situação em que o presente feito se encontra. Agravos de instrumento a que se nega provimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.174.077 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado (Doc. 59): AGRAVOS DE INSTRUMENTO EM RECURSOS DE REVISTA DAS RÉS EM FACE DE DECISÃO PUBLICADA ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.015/2014. IDENTIDADE DE MATÉRIAS. ANÁLISE CONJUNTA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. Embora esta CORTE Superior tenha posição consolidada no sentido de reconhecer a competência desta Justiça Especializada para o julgamento das lides relacionadas à complementação de aposentadoria vinculada ao contrato de trabalho, o plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento dos Recursos Extraordinários nos 586453 e 583050, em sessão realizada em 20/02/2013, fixou entendimento, com repercussão geral, no sentido de pertencer à Justiça comum. Contudo, com base no disposto no artigo 27 da Lei nº 9.868/1999, a Corte Suprema decidiu modular os efeitos dessa decisão e preservar a competência da Justiça do Trabalho para julgar todos os processos com sentença de mérito até a data do julgamento dos referidos recursos extraordinários, situação em que o presente feito se encontra. Agravos de instrumento a que se nega provimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1174077 AGR / PI COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO. INTEGRAÇÃO DA PARCELA CTVA. A pretensão de integração da parcela CTVA na complementação de aposentadoria não se refere a ato único do empregador que teria implicado alteração do pactuado, mas sim descumprimento de normas internas vigentes que estabelecem o seu pagamento e autorizam a referida integração. Trata-se de lesão que se renova mês a mês, a atrair a aplicação da Súmula nº 327 do TST. Inaplicável o entendimento firmado na Súmula nº 294 do TST. Precedentes da SBDI-1 desta Corte. Agravos de instrumento a que se nega provimento. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. TERMO DE ADESÃO ÀS REGRAS DE SALDAMENTO DO REG/REPLAN E NOVO PLANO. TRANSAÇÃO. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA Nº 51, II, DO TST. Na hipótese, o autor migrou para o Novo Plano de Previdência da FUNCEF e sua pretensão consiste na satisfação do direito preexistente, a saber, a integração do CTVA à complementação de aposentadoria. Assim, constata-se que se trata de parcela que já havia sido incorporada ao seu patrimônio jurídico, razão pela qual a transação firmada sem que tenha havido concessões mútuas (artigo 840 do Código Civil) não gera efeitos de quitação plena, pois não cabe renúncia a direitos assegurados no plano anterior (REG/REPLAN), a saber, a incorporação do CTVA no cálculo da complementação de aposentadoria. Inaplicável o entendimento consubstanciado no item II da Súmula nº 51 desta Corte. Precedentes. Agravos de instrumento a que se nega provimento. No apelo extremo, alegam-se, com amparo no art. 102, a, da Constituição Federal, violações aos seguintes dispositivos constitucionais: arts. 5º, XXXVI; e 202, §§ 2º e 3º. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Supremo Tribunal Federal RE 1174077 AGR / PI COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO. INTEGRAÇÃO DA PARCELA CTVA. A pretensão de integração da parcela CTVA na complementação de aposentadoria não se refere a ato único do empregador que teria implicado alteração do pactuado, mas sim descumprimento de normas internas vigentes que estabelecem o seu pagamento e autorizam a referida integração. Trata-se de lesão que se renova mês a mês, a atrair a aplicação da Súmula nº 327 do TST. Inaplicável o entendimento firmado na Súmula nº 294 do TST. Precedentes da SBDI-1 desta Corte. Agravos de instrumento a que se nega provimento. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. TERMO DE ADESÃO ÀS REGRAS DE SALDAMENTO DO REG/REPLAN E NOVO PLANO. TRANSAÇÃO. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA Nº 51, II, DO TST. Na hipótese, o autor migrou para o Novo Plano de Previdência da FUNCEF e sua pretensão consiste na satisfação do direito preexistente, a saber, a integração do CTVA à complementação de aposentadoria. Assim, constata-se que se trata de parcela que já havia sido incorporada ao seu patrimônio jurídico, razão pela qual a transação firmada sem que tenha havido concessões mútuas (artigo 840 do Código Civil) não gera efeitos de quitação plena, pois não cabe renúncia a direitos assegurados no plano anterior (REG/REPLAN), a saber, a incorporação do CTVA no cálculo da complementação de aposentadoria. Inaplicável o entendimento consubstanciado no item II da Súmula nº 51 desta Corte. Precedentes. Agravos de instrumento a que se nega provimento. No apelo extremo, alegam-se, com amparo no art. 102, a, da Constituição Federal, violações aos seguintes dispositivos constitucionais: arts. 5º, XXXVI; e 202, §§ 2º e 3º. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1174077 AGR / PI É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Supremo Tribunal Federal RE 1174077 AGR / PI É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1174077 AGR / PI Ademais, quanto à alegação de afronta ao artigo 5º, XXXVI, da Constituição Federal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com fundamento no conteúdo probatório dos autos e na legislação ordinária pertinente (Regulamento dos Planos de Benefícios e CLT). Trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) 454/STF (Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário). No mesmo sentido, citem-se os seguintes precedentes de ambas Turmas desta CORTE: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Artigo 93, inciso IX, da CF. Violação. Não ocorrência. Previdência Privada. Complementação de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Supremo Tribunal Federal RE 1174077 AGR / PI Ademais, quanto à alegação de afronta ao artigo 5º, XXXVI, da Constituição Federal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com fundamento no conteúdo probatório dos autos e na legislação ordinária pertinente (Regulamento dos Planos de Benefícios e CLT). Trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) 454/STF (Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário). No mesmo sentido, citem-se os seguintes precedentes de ambas Turmas desta CORTE: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Artigo 93, inciso IX, da CF. Violação. Não ocorrência. Previdência Privada. Complementação de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1174077 AGR / PI aposentadoria. Requisitos. Lei Complementar 108/2001. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de cláusulas do regulamento de benefícios. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, bem como das cláusulas do regulamento de benefícios da entidade de previdência privada. Incidência das Súmulas nºs 636 e 454/STF. 3. O Plenário desta Corte, no exame do ARE nº 742.083/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tema 662, concluiu pela ausência de repercussão geral da matéria relativa à existência de direito adquirido ao recebimento de complementação de aposentadoria calculada de acordo com as normas vigentes à época da adesão a contrato de plano de previdência privada, dado seu caráter infraconstitucional. 4. Agravo regimental não provido. 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. (ARE 967.011-AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 16/2/2017) DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCLUSÃO DA PARCELA CTVA NO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. REGRAS DE SALDAMENTO DO PLANO REG/REPLAN. ADESÃO A NOVO PLANO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2014. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Supremo Tribunal Federal RE 1174077 AGR / PI aposentadoria. Requisitos. Lei Complementar 108/2001. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de cláusulas do regulamento de benefícios. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, bem como das cláusulas do regulamento de benefícios da entidade de previdência privada. Incidência das Súmulas nºs 636 e 454/STF. 3. O Plenário desta Corte, no exame do ARE nº 742.083/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tema 662, concluiu pela ausência de repercussão geral da matéria relativa à existência de direito adquirido ao recebimento de complementação de aposentadoria calculada de acordo com as normas vigentes à época da adesão a contrato de plano de previdência privada, dado seu caráter infraconstitucional. 4. Agravo regimental não provido. 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. (ARE 967.011-AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 16/2/2017) DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCLUSÃO DA PARCELA CTVA NO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. REGRAS DE SALDAMENTO DO PLANO REG/REPLAN. ADESÃO A NOVO PLANO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2014. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1174077 AGR / PI nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido (ARE 913.015-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 17/12/2015). AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. DECISÃO FUNDAMENTADA EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (AI 846.336-AgR/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 21/9/2012) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Supremo Tribunal Federal RE 1174077 AGR / PI nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido (ARE 913.015-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 17/12/2015). AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. DECISÃO FUNDAMENTADA EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (AI 846.336-AgR/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 21/9/2012) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.174.077 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES (14499/DF) AGDO.(A/S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) : DINO ARAUJO DE ANDRADE (36799/BA, 20182/DF) AGDO.(A/S) : JOAO ALBERTO LOPES DE MELO ADV.(A/S) : JOSE EYMARD LOGUERCIO (01441/A/DF, 52504A/GO, 103250/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 492D-DACD-51AE-714B e senha 9894-80BF-9113-9A49 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.174.077 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES (14499/DF) AGDO.(A/S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) : DINO ARAUJO DE ANDRADE (36799/BA, 20182/DF) AGDO.(A/S) : JOAO ALBERTO LOPES DE MELO ADV.(A/S) : JOSE EYMARD LOGUERCIO (01441/A/DF, 52504A/GO, 103250/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 492D-DACD-51AE-714B e senha 9894-80BF-9113-9A49 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749158438
2019-02-08T00:00:00
2019-02-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO ARTIGO 5º, INCISO XXXVI, DA CF/88. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas e de cláusulas contratuais. Incide, portanto, os óbices das Súmulas 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) e 454 (Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário). 6. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur398334
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS PROCESSUAIS) ARE 748371 RG. Número de páginas: 11. Análise: 22/02/2019, BMP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1174077
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMTST-000288 \n SÚMULA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO - TST" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1174077 AgR
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AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) : DINO ARAUJO DE ANDRADE AGDO.(A/S) : JOAO ALBERTO LOPES DE MELO ADV.(A/S) : JOSE EYMARD LOGUERCIO
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Ementa e Acórdão 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.174.077 PIAUÍ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :DINO ARAUJO DE ANDRADE AGDO.(A/S) :JOAO ALBERTO LOPES DE MELO ADV.(A/S) :JOSE EYMARD LOGUERCIO EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO ARTIGO 5..., INCISO XXXVI, DA Constituição Federal de 1988/88. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 183C-FEDF-A307-1DFA e senha 0318-4067-E225-3F0F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1174077 AGR / PI não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas e de cláusulas contratuais. Incide, portanto, os óbices das Súmulas 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) e 454 (Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário). 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de fevereiro de 2019. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 183C-FEDF-A307-1DFA e senha 0318-4067-E225-3F0F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1174077 AGR / PI não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas e de cláusulas contratuais. Incide, portanto, os óbices das Súmulas 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) e 454 (Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário). 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de fevereiro de 2019. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 183C-FEDF-A307-1DFA e senha 0318-4067-E225-3F0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1174077 AGR / PI Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 183C-FEDF-A307-1DFA e senha 0318-4067-E225-3F0F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1174077 AGR / PI Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 183C-FEDF-A307-1DFA e senha 0318-4067-E225-3F0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.174.077 PIAUÍ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :DINO ARAUJO DE ANDRADE AGDO.(A/S) :JOAO ALBERTO LOPES DE MELO ADV.(A/S) :JOSE EYMARD LOGUERCIO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a incidência do Tema 660 da repercussão geral; (c) a necessidade de análise da legislação infraconstitucional; e (d) a aplicação das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta (c) não se trata de reexame de provas; e (d) não é o caso de aplicação do Tema 660 da repercussão geral. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB23-A79E-699F-5FE2 e senha 1F9F-51C9-1FA8-5E01 Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.174.077 PIAUÍ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :DINO ARAUJO DE ANDRADE AGDO.(A/S) :JOAO ALBERTO LOPES DE MELO ADV.(A/S) :JOSE EYMARD LOGUERCIO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário, ante (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a incidência do Tema 660 da repercussão geral; (c) a necessidade de análise da legislação infraconstitucional; e (d) a aplicação das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente fundamentada; (b) a ofensa constitucional é direta (c) não se trata de reexame de provas; e (d) não é o caso de aplicação do Tema 660 da repercussão geral. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB23-A79E-699F-5FE2 e senha 1F9F-51C9-1FA8-5E01 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.174.077 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado (Doc. 59): AGRAVOS DE INSTRUMENTO EM RECURSOS DE REVISTA DAS RÉS EM FACE DE DECISÃO PUBLICADA ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI n 13.015/2014. IDENTIDADE DE MATÉRIAS. ANÁLISE CONJUNTA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. Embora esta CORTE Superior tenha posição consolidada no sentido de reconhecer a competência desta Justiça Especializada para o julgamento das lides relacionadas à complementação de aposentadoria vinculada ao contrato de trabalho, o plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento dos Recursos Extraordinários nos 586453 e 583050, em sessão realizada em 20/02/2013, fixou entendimento, com repercussão geral, no sentido de pertencer à Justiça comum. Contudo, com base no disposto no artigo 27 da Lei n 9.868/1999, a Corte Suprema decidiu modular os efeitos dessa decisão e preservar a competência da Justiça do Trabalho para julgar todos os processos com sentença de mérito até a data do julgamento dos referidos recursos extraordinários, situação em que o presente feito se encontra. Agravos de instrumento a que se nega provimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.174.077 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado (Doc. 59): AGRAVOS DE INSTRUMENTO EM RECURSOS DE REVISTA DAS RÉS EM FACE DE DECISÃO PUBLICADA ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI n 13.015/2014. IDENTIDADE DE MATÉRIAS. ANÁLISE CONJUNTA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. Embora esta CORTE Superior tenha posição consolidada no sentido de reconhecer a competência desta Justiça Especializada para o julgamento das lides relacionadas à complementação de aposentadoria vinculada ao contrato de trabalho, o plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento dos Recursos Extraordinários nos 586453 e 583050, em sessão realizada em 20/02/2013, fixou entendimento, com repercussão geral, no sentido de pertencer à Justiça comum. Contudo, com base no disposto no artigo 27 da Lei n 9.868/1999, a Corte Suprema decidiu modular os efeitos dessa decisão e preservar a competência da Justiça do Trabalho para julgar todos os processos com sentença de mérito até a data do julgamento dos referidos recursos extraordinários, situação em que o presente feito se encontra. Agravos de instrumento a que se nega provimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1174077 AGR / PI COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO. INTEGRAÇÃO DA PARCELA CTVA. A pretensão de integração da parcela CTVA na complementação de aposentadoria não se refere a ato único do empregador que teria implicado alteração do pactuado, mas sim descumprimento de normas internas vigentes que estabelecem o seu pagamento e autorizam a referida integração. Trata-se de lesão que se renova mês a mês, a atrair a aplicação da Súmula n 327 do Tribunal Superior do Trabalho. Inaplicável o entendimento firmado na Súmula n 294 do Tribunal Superior do Trabalho. Precedentes da SBDI-1 desta Corte. Agravos de instrumento a que se nega provimento. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. TERMO DE ADESÃO ÀS REGRAS DE SALDAMENTO DO REG/REPLAN E NOVO PLANO. TRANSAÇÃO. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA n 51, II, DO Tribunal Superior do Trabalho. Na hipótese, o autor migrou para o Novo Plano de Previdência da FUNCEF e sua pretensão consiste na satisfação do direito preexistente, a saber, a integração do CTVA à complementação de aposentadoria. Assim, constata-se que se trata de parcela que já havia sido incorporada ao seu patrimônio jurídico, razão pela qual a transação firmada sem que tenha havido concessões mútuas (artigo 840 do Código Civil) não gera efeitos de quitação plena, pois não cabe renúncia a direitos assegurados no plano anterior (REG/REPLAN), a saber, a incorporação do CTVA no cálculo da complementação de aposentadoria. Inaplicável o entendimento consubstanciado no item II da Súmula n 51 desta Corte. Precedentes. Agravos de instrumento a que se nega provimento. No apelo extremo, alegam-se, com amparo no art. 102, a, da Constituição Federal, violações aos seguintes dispositivos constitucionais: arts. 5..., XXXVI; e 202, §§ 2... e 3.... 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1174077 AGR / PI COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO. INTEGRAÇÃO DA PARCELA CTVA. A pretensão de integração da parcela CTVA na complementação de aposentadoria não se refere a ato único do empregador que teria implicado alteração do pactuado, mas sim descumprimento de normas internas vigentes que estabelecem o seu pagamento e autorizam a referida integração. Trata-se de lesão que se renova mês a mês, a atrair a aplicação da Súmula n 327 do Tribunal Superior do Trabalho. Inaplicável o entendimento firmado na Súmula n 294 do Tribunal Superior do Trabalho. Precedentes da SBDI-1 desta Corte. Agravos de instrumento a que se nega provimento. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. TERMO DE ADESÃO ÀS REGRAS DE SALDAMENTO DO REG/REPLAN E NOVO PLANO. TRANSAÇÃO. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA n 51, II, DO Tribunal Superior do Trabalho. Na hipótese, o autor migrou para o Novo Plano de Previdência da FUNCEF e sua pretensão consiste na satisfação do direito preexistente, a saber, a integração do CTVA à complementação de aposentadoria. Assim, constata-se que se trata de parcela que já havia sido incorporada ao seu patrimônio jurídico, razão pela qual a transação firmada sem que tenha havido concessões mútuas (artigo 840 do Código Civil) não gera efeitos de quitação plena, pois não cabe renúncia a direitos assegurados no plano anterior (REG/REPLAN), a saber, a incorporação do CTVA no cálculo da complementação de aposentadoria. Inaplicável o entendimento consubstanciado no item II da Súmula n 51 desta Corte. Precedentes. Agravos de instrumento a que se nega provimento. No apelo extremo, alegam-se, com amparo no art. 102, a, da Constituição Federal, violações aos seguintes dispositivos constitucionais: arts. 5..., XXXVI; e 202, §§ 2... e 3.... 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1174077 AGR / PI É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1174077 AGR / PI É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1174077 AGR / PI Ademais, quanto à alegação de afronta ao artigo 5..., XXXVI, da Constituição Federal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com fundamento no conteúdo probatório dos autos e na legislação ordinária pertinente (Regulamento dos Planos de Benefícios e Consolidação das Leis do Trabalho). Trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) 454/Supremo Tribunal Federal (Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário). No mesmo sentido, citem-se os seguintes precedentes de ambas Turmas desta CORTE: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988. Violação. Não ocorrência. Previdência Privada. Complementação de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1174077 AGR / PI Ademais, quanto à alegação de afronta ao artigo 5..., XXXVI, da Constituição Federal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com fundamento no conteúdo probatório dos autos e na legislação ordinária pertinente (Regulamento dos Planos de Benefícios e Consolidação das Leis do Trabalho). Trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) 454/Supremo Tribunal Federal (Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário). No mesmo sentido, citem-se os seguintes precedentes de ambas Turmas desta CORTE: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988. Violação. Não ocorrência. Previdência Privada. Complementação de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1174077 AGR / PI aposentadoria. Requisitos. Lei Complementar 108/2001. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de cláusulas do regulamento de benefícios. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, bem como das cláusulas do regulamento de benefícios da entidade de previdência privada. Incidência das Súmulas ns 636 e 454/Supremo Tribunal Federal. 3. O Plenário desta Corte, no exame do ARE n 742.083/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tema 662, concluiu pela ausência de repercussão geral da matéria relativa à existência de direito adquirido ao recebimento de complementação de aposentadoria calculada de acordo com as normas vigentes à época da adesão a contrato de plano de previdência privada, dado seu caráter infraconstitucional. 4. Agravo regimental não provido. 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. (ARE 967.011-AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 16/2/2017) DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCLUSÃO DA PARCELA CTVA NO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. REGRAS DE SALDAMENTO DO PLANO REG/REPLAN. ADESÃO A NOVO PLANO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2014. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1174077 AGR / PI aposentadoria. Requisitos. Lei Complementar 108/2001. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de cláusulas do regulamento de benefícios. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, bem como das cláusulas do regulamento de benefícios da entidade de previdência privada. Incidência das Súmulas ns 636 e 454/Supremo Tribunal Federal. 3. O Plenário desta Corte, no exame do ARE n 742.083/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tema 662, concluiu pela ausência de repercussão geral da matéria relativa à existência de direito adquirido ao recebimento de complementação de aposentadoria calculada de acordo com as normas vigentes à época da adesão a contrato de plano de previdência privada, dado seu caráter infraconstitucional. 4. Agravo regimental não provido. 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. (ARE 967.011-AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 16/2/2017) DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCLUSÃO DA PARCELA CTVA NO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. REGRAS DE SALDAMENTO DO PLANO REG/REPLAN. ADESÃO A NOVO PLANO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2014. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1174077 AGR / PI nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido (ARE 913.015-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 17/12/2015). AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. DECISÃO FUNDAMENTADA EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (AI 846.336-AgR/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 21/9/2012) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1174077 AGR / PI nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido (ARE 913.015-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 17/12/2015). AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. DECISÃO FUNDAMENTADA EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (AI 846.336-AgR/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 21/9/2012) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42CC-09D9-3BEF-6FA0 e senha B888-44A5-6340-EF1D Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.174.077 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES (14499/DF) AGDO.(A/S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) : DINO ARAUJO DE ANDRADE (36799/BA, 20182/DF) AGDO.(A/S) : JOAO ALBERTO LOPES DE MELO ADV.(A/S) : JOSE EYMARD LOGUERCIO (01441/A/DF, 52504A/GO, 103250/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 492D-DACD-51AE-714B e senha 9894-80BF-9113-9A49 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.174.077 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES (14499/DF) AGDO.(A/S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) : DINO ARAUJO DE ANDRADE (36799/BA, 20182/DF) AGDO.(A/S) : JOAO ALBERTO LOPES DE MELO ADV.(A/S) : JOSE EYMARD LOGUERCIO (01441/A/DF, 52504A/GO, 103250/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 492D-DACD-51AE-714B e senha 9894-80BF-9113-9A49 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 174 . 077", "SÚMULAS 279", "Recurso Extraordinário 1174077 AGR", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 1174077", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 1174077 AGR / PI", "Recurso Extraordinário 1174077 AGR / PI", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 174 . 077", "Súmulas 279", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 174 . 077", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 174 . 077", "Recursos Extraordinários nos 586453", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 174 . 077", "Recurso Extraordinário 1174077 AGR / PI", "Súmula n 327 do Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula n 294 do Tribunal Superior do Trabalho", "SÚMULA n 51 , II , DO Tribunal Superior do Trabalho", "Recurso Extraordinário 1174077", "Súmula n 327 do Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula n 294 do Tribunal Superior do Trabalho", "SÚMULA n 51 , II , DO Tribunal Superior do Trabalho", "Recurso Extraordinário 1174077 AGR / PI", "ARE 691 . 595 - AgR", 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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.019 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICIPIO DE JUNDIAI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ AGDO.(A/S) :ADRIANA STOCCO TAFARELLO ADV.(A/S) :VAGNER CLAYTON TALIARO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. PROFESSOR. APOSENTADORIA ESPECIAL. ATIVIDADES EXERCIDAS FORA DA SALA DE AULA. POSSIBILIDADE. ADI Nº 3.772/DF. JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento da Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6BB-E750-91A3-0AE2 e senha 7A90-D9A5-F67E-B9B2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 1156019 AGR / SP provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 07 a 13 de dezembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6BB-E750-91A3-0AE2 e senha 7A90-D9A5-F67E-B9B2 Supremo Tribunal Federal ARE 1156019 AGR / SP provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 07 a 13 de dezembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6BB-E750-91A3-0AE2 e senha 7A90-D9A5-F67E-B9B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.019 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICIPIO DE JUNDIAI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ AGDO.(A/S) :ADRIANA STOCCO TAFARELLO ADV.(A/S) :VAGNER CLAYTON TALIARO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Fundamenta-se na violação direta da Constituição Federal e na não aplicabilidade da súmula 280 do STF. Alega-se que a Constituição delimita as hipóteses de aposentadoria especial dos profissionais do magistério e os Diretores não se amoldam ao conceito de profissionais do magistério. Reitera-se a afronta ao art. 40, III, §§ 3º, 5º e 8º, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APOSENTADORIA ESPECIAL Art. 40, § 5º que se aplica a diretores que fazem parte da carreira de Magistério, como é o caso da impetrante Integralidade e paridade de vencimentos Atendimentos dos requisitos previstos no art. 3º da EC nº 41/03 – Recurso voluntário e reexame necessário não providos” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 619A-2652-8988-AF15 e senha 5134-4647-B242-C910 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.019 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICIPIO DE JUNDIAI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ AGDO.(A/S) :ADRIANA STOCCO TAFARELLO ADV.(A/S) :VAGNER CLAYTON TALIARO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Fundamenta-se na violação direta da Constituição Federal e na não aplicabilidade da súmula 280 do STF. Alega-se que a Constituição delimita as hipóteses de aposentadoria especial dos profissionais do magistério e os Diretores não se amoldam ao conceito de profissionais do magistério. Reitera-se a afronta ao art. 40, III, §§ 3º, 5º e 8º, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APOSENTADORIA ESPECIAL Art. 40, § 5º que se aplica a diretores que fazem parte da carreira de Magistério, como é o caso da impetrante Integralidade e paridade de vencimentos Atendimentos dos requisitos previstos no art. 3º da EC nº 41/03 – Recurso voluntário e reexame necessário não providos” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 619A-2652-8988-AF15 e senha 5134-4647-B242-C910 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.019 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, não foi demonstrada, de forma efetiva, a repercussão geral da controvérsia suscitada nas razões do apelo extremo. Este Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que não bastam alegações genéricas, ou a mera descrição do instituto em tela, nem a simples referência a precedente recursal. Cabe à parte recorrente a demonstração formal e fundamentada da existência de repercussão geral da matéria, indicando especificamente as razões que evidenciem a relevância econômica, social, política ou jurídica, ainda que tal repercussão já tenha sido presumida ou declarada em outro processo. Desatendida a mencionada preliminar, inadmissível o recurso extraordinário. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. COMPETÊNCIA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ARTIGO 327, § 1º, DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 834.512-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 27.4.2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS SUSCITADAS. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.019 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, não foi demonstrada, de forma efetiva, a repercussão geral da controvérsia suscitada nas razões do apelo extremo. Este Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que não bastam alegações genéricas, ou a mera descrição do instituto em tela, nem a simples referência a precedente recursal. Cabe à parte recorrente a demonstração formal e fundamentada da existência de repercussão geral da matéria, indicando especificamente as razões que evidenciem a relevância econômica, social, política ou jurídica, ainda que tal repercussão já tenha sido presumida ou declarada em outro processo. Desatendida a mencionada preliminar, inadmissível o recurso extraordinário. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. COMPETÊNCIA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ARTIGO 327, § 1º, DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 834.512-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 27.4.2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS SUSCITADAS. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1156019 AGR / SP AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. ADMINISTRATIVO. EXERCÍCIO DE FUNÇÃO PÚBLICA. REGULARIDADE DO VÍNCULO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A mera alegação, nas razões do recurso extraordinário, de existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 543-A, § 2º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006, e no art. 327, § 1º, do RISTF. II – Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. III – Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 820.902- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 28.8.2014) “QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3º do art. 102 da Constituição Republicana e § 2º do art. 543-A do CPC). 2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 663.637-AgRQO, Rel. Min. Ayres Britto – Presidente -, Pleno, DJe, 06.5.2013) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Supremo Tribunal Federal ARE 1156019 AGR / SP AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. ADMINISTRATIVO. EXERCÍCIO DE FUNÇÃO PÚBLICA. REGULARIDADE DO VÍNCULO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A mera alegação, nas razões do recurso extraordinário, de existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 543-A, § 2º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006, e no art. 327, § 1º, do RISTF. II – Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. III – Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 820.902- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 28.8.2014) “QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3º do art. 102 da Constituição Republicana e § 2º do art. 543-A do CPC). 2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 663.637-AgRQO, Rel. Min. Ayres Britto – Presidente -, Pleno, DJe, 06.5.2013) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1156019 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 27.2.2017. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar fundamentadamente a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, mediante o desenvolvimento de argumentação que, de maneira explícita e clara, revele o ponto em que a matéria veiculada no recurso transcende os limites subjetivos do caso concreto do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico. 2. Revela- se deficiente a fundamentação da existência de repercussão geral de recurso extraordinário que se restringe a alegar de forma genérica que a questão em debate tem repercussão geral. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo.” (RE 930.889- AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2ª Turma, DJe 02.5.2017) De mais a mais, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a aposentadoria especial concedida aos professores deve ser estendida àqueles que exerçam atividades relacionadas com a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a preparação de aulas, a coordenação e o assessoramento pedagógico e a direção da unidade escolar, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa ao dispositivo constitucional suscitado (ADI nº 3.772/DF, Pleno, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 27/3/09). Nesse sentido: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. PROFESSOR. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Supremo Tribunal Federal ARE 1156019 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 27.2.2017. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar fundamentadamente a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, mediante o desenvolvimento de argumentação que, de maneira explícita e clara, revele o ponto em que a matéria veiculada no recurso transcende os limites subjetivos do caso concreto do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico. 2. Revela- se deficiente a fundamentação da existência de repercussão geral de recurso extraordinário que se restringe a alegar de forma genérica que a questão em debate tem repercussão geral. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo.” (RE 930.889- AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2ª Turma, DJe 02.5.2017) De mais a mais, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a aposentadoria especial concedida aos professores deve ser estendida àqueles que exerçam atividades relacionadas com a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a preparação de aulas, a coordenação e o assessoramento pedagógico e a direção da unidade escolar, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa ao dispositivo constitucional suscitado (ADI nº 3.772/DF, Pleno, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 27/3/09). Nesse sentido: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. PROFESSOR. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1156019 AGR / SP ATIVIDADES EXERCIDAS FORA DA SALA DE AULA. POSSIBILIDADE. ADI Nº 3.772/DF. JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.9.2011. O acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, firmada após decisão proferida no julgamento da ADI 3.772/DF, no sentido de que a aposentadoria especial concedida aos professores deve ser estendida àqueles que exerçam atividades relacionadas com a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a preparação de aulas, a coordenação e o assessoramento pedagógico e a direção da unidade escolar. Precedentes. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal dependeria da reelaboração da moldura fática delineada no acórdão regional e prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 714.566-AgR, da minha lavra, Primeira Turma, DJe 14.10.2014) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CARREIRA DE MAGISTÉRIO – PROFESSORES EXERCENTES DE FUNÇÕES DE DIREÇÃO, COORDENAÇÃO E ASSESSORAMENTO PEDAGÓGICO – APOSENTADORIA ESPECIAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (RE 722.938-AgR/RS, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 28.6.2013). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Magistério. Aposentadoria especial. Fundamento infraconstitucional. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Supremo Tribunal Federal ARE 1156019 AGR / SP ATIVIDADES EXERCIDAS FORA DA SALA DE AULA. POSSIBILIDADE. ADI Nº 3.772/DF. JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.9.2011. O acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, firmada após decisão proferida no julgamento da ADI 3.772/DF, no sentido de que a aposentadoria especial concedida aos professores deve ser estendida àqueles que exerçam atividades relacionadas com a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a preparação de aulas, a coordenação e o assessoramento pedagógico e a direção da unidade escolar. Precedentes. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal dependeria da reelaboração da moldura fática delineada no acórdão regional e prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 714.566-AgR, da minha lavra, Primeira Turma, DJe 14.10.2014) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CARREIRA DE MAGISTÉRIO – PROFESSORES EXERCENTES DE FUNÇÕES DE DIREÇÃO, COORDENAÇÃO E ASSESSORAMENTO PEDAGÓGICO – APOSENTADORIA ESPECIAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (RE 722.938-AgR/RS, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 28.6.2013). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Magistério. Aposentadoria especial. Fundamento infraconstitucional. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1156019 AGR / SP Contagem do tempo de serviço prestado fora de sala de aula. Possibilidade. Precedente do Plenário. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, após a decisão proferida nos autos da ADI nº 3.772, consolidou-se no sentido de que a aposentadoria especial deve ser concedida também aos professores que exerçam atividades administrativas em estabelecimentos de ensino. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 647.103-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 14.8.2012). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Professor público em função exclusiva de magistério. Aposentadoria proporcional. Cálculo dos proventos com base no tempo exigido para aposentadoria integral da categoria. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que, na aposentadoria proporcional de professor público que exerça função exclusiva de magistério, há de se observar, no cálculo dos proventos, o tempo exigido para a aposentadoria com proventos integrais da categoria. 2. Agravo regimental não provido.’ (ARE 902.865-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 11.12.2015). “ “1. Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Professores públicos. Função exclusiva de magistério. 3. Aposentadoria proporcional calculada com base no tempo de serviço relativo à aposentadoria com proventos integrais. 4. Jurisprudência da Corte. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 896.743- AgR/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJE de 06.11.2015). Constato, ainda, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Supremo Tribunal Federal ARE 1156019 AGR / SP Contagem do tempo de serviço prestado fora de sala de aula. Possibilidade. Precedente do Plenário. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, após a decisão proferida nos autos da ADI nº 3.772, consolidou-se no sentido de que a aposentadoria especial deve ser concedida também aos professores que exerçam atividades administrativas em estabelecimentos de ensino. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 647.103-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 14.8.2012). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Professor público em função exclusiva de magistério. Aposentadoria proporcional. Cálculo dos proventos com base no tempo exigido para aposentadoria integral da categoria. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que, na aposentadoria proporcional de professor público que exerça função exclusiva de magistério, há de se observar, no cálculo dos proventos, o tempo exigido para a aposentadoria com proventos integrais da categoria. 2. Agravo regimental não provido.’ (ARE 902.865-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 11.12.2015). “ “1. Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Professores públicos. Função exclusiva de magistério. 3. Aposentadoria proporcional calculada com base no tempo de serviço relativo à aposentadoria com proventos integrais. 4. Jurisprudência da Corte. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 896.743- AgR/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJE de 06.11.2015). Constato, ainda, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1156019 AGR / SP invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nessa senda, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional nº 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Supremo Tribunal Federal ARE 1156019 AGR / SP invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nessa senda, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional nº 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1156019 AGR / SP votação. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Supremo Tribunal Federal ARE 1156019 AGR / SP votação. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.019 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICIPIO DE JUNDIAI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ AGDO.(A/S) : ADRIANA STOCCO TAFARELLO ADV.(A/S) : VAGNER CLAYTON TALIARO (345623/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D11E-3EDD-C008-F7C9 e senha A470-9803-E898-19C5 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.019 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICIPIO DE JUNDIAI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ AGDO.(A/S) : ADRIANA STOCCO TAFARELLO ADV.(A/S) : VAGNER CLAYTON TALIARO (345623/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D11E-3EDD-C008-F7C9 e senha A470-9803-E898-19C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749088202
2018-12-14T00:00:00
2019-02-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. PROFESSOR. APOSENTADORIA ESPECIAL. ATIVIDADES EXERCIDAS FORA DA SALA DE AULA. POSSIBILIDADE. ADI Nº 3.772/DF. JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento da Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação.
sjur397599
- Acórdão(s) citado(s): (PRELIMINAR, REPERCUSSÃO GERAL) ARE 663637 AgR-QO (TP), ARE 820902 AgR (2ªT), ARE 834512 AgR (1ªT), RE 930889 AgR (2ªT). (APOSENTADORIA ESPECIAL, PROFESSOR) ADI 3772 (TP), ARE 647103 AgR (1ªT), ARE 714566 AgR (1ªT), ARE 902865 AgR (2ªT), ARE 896743 AgR (2ªT). (APLICAÇÃO DE MULTA) ARE 951191 AgR (1ªT), ARE 955842 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 15/02/2019, AMS.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1156019
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00078 INCLUÍDO PELA EMC-45/2004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000045 ANO-2004\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1156019 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICIPIO DE JUNDIAI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ AGDO.(A/S) : ADRIANA STOCCO TAFARELLO ADV.(A/S) : VAGNER CLAYTON TALIARO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.019 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICIPIO DE JUNDIAI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ AGDO.(A/S) :ADRIANA STOCCO TAFARELLO ADV.(A/S) :VAGNER CLAYTON TALIARO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. PROFESSOR. APOSENTADORIA ESPECIAL. ATIVIDADES EXERCIDAS FORA DA SALA DE AULA. POSSIBILIDADE. ADI n 3.772/DF. JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O entendimento da Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6BB-E750-91A3-0AE2 e senha 7A90-D9A5-F67E-B9B2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 1156019 AGR / SP provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 07 a 13 de dezembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6BB-E750-91A3-0AE2 e senha 7A90-D9A5-F67E-B9B2 Supremo Tribunal Federal ARE 1156019 AGR / SP provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 07 a 13 de dezembro de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F6BB-E750-91A3-0AE2 e senha 7A90-D9A5-F67E-B9B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.019 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICIPIO DE JUNDIAI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ AGDO.(A/S) :ADRIANA STOCCO TAFARELLO ADV.(A/S) :VAGNER CLAYTON TALIARO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Fundamenta-se na violação direta da Constituição Federal e na não aplicabilidade da súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Alega-se que a Constituição delimita as hipóteses de aposentadoria especial dos profissionais do magistério e os Diretores não se amoldam ao conceito de profissionais do magistério. Reitera-se a afronta ao art. 40, III, §§ 3..., 5... e 8..., da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APOSENTADORIA ESPECIAL Art. 40, § 5... que se aplica a diretores que fazem parte da carreira de Magistério, como é o caso da impetrante Integralidade e paridade de vencimentos Atendimentos dos requisitos previstos no art. 3... da EC n 41/03 – Recurso voluntário e reexame necessário não providos” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 619A-2652-8988-AF15 e senha 5134-4647-B242-C910 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.019 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICIPIO DE JUNDIAI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ AGDO.(A/S) :ADRIANA STOCCO TAFARELLO ADV.(A/S) :VAGNER CLAYTON TALIARO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Fundamenta-se na violação direta da Constituição Federal e na não aplicabilidade da súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Alega-se que a Constituição delimita as hipóteses de aposentadoria especial dos profissionais do magistério e os Diretores não se amoldam ao conceito de profissionais do magistério. Reitera-se a afronta ao art. 40, III, §§ 3..., 5... e 8..., da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APOSENTADORIA ESPECIAL Art. 40, § 5... que se aplica a diretores que fazem parte da carreira de Magistério, como é o caso da impetrante Integralidade e paridade de vencimentos Atendimentos dos requisitos previstos no art. 3... da EC n 41/03 – Recurso voluntário e reexame necessário não providos” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 619A-2652-8988-AF15 e senha 5134-4647-B242-C910 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.019 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, não foi demonstrada, de forma efetiva, a repercussão geral da controvérsia suscitada nas razões do apelo extremo. Este Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que não bastam alegações genéricas, ou a mera descrição do instituto em tela, nem a simples referência a precedente recursal. Cabe à parte recorrente a demonstração formal e fundamentada da existência de repercussão geral da matéria, indicando especificamente as razões que evidenciem a relevância econômica, social, política ou jurídica, ainda que tal repercussão já tenha sido presumida ou declarada em outro processo. Desatendida a mencionada preliminar, inadmissível o recurso extraordinário. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. COMPETÊNCIA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ARTIGO 327, § 1..., DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 834.512-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 27.4.2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS SUSCITADAS. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.019 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, não foi demonstrada, de forma efetiva, a repercussão geral da controvérsia suscitada nas razões do apelo extremo. Este Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que não bastam alegações genéricas, ou a mera descrição do instituto em tela, nem a simples referência a precedente recursal. Cabe à parte recorrente a demonstração formal e fundamentada da existência de repercussão geral da matéria, indicando especificamente as razões que evidenciem a relevância econômica, social, política ou jurídica, ainda que tal repercussão já tenha sido presumida ou declarada em outro processo. Desatendida a mencionada preliminar, inadmissível o recurso extraordinário. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. COMPETÊNCIA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ARTIGO 327, § 1..., DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 834.512-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 27.4.2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS SUSCITADAS. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1156019 AGR / SP AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. ADMINISTRATIVO. EXERCÍCIO DE FUNÇÃO PÚBLICA. REGULARIDADE DO VÍNCULO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A mera alegação, nas razões do recurso extraordinário, de existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006, e no art. 327, § 1..., do RISTF. II – Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. III – Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 820.902- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 28.8.2014) “QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3... do art. 102 da Constituição Republicana e § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil). 2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 663.637-AgRQO, Rel. Min. Ayres Britto – Presidente -, Pleno, DJe, 06.5.2013) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Supremo Tribunal Federal ARE 1156019 AGR / SP AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. ADMINISTRATIVO. EXERCÍCIO DE FUNÇÃO PÚBLICA. REGULARIDADE DO VÍNCULO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A mera alegação, nas razões do recurso extraordinário, de existência de repercussão geral das questões constitucionais discutidas, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006, e no art. 327, § 1..., do RISTF. II – Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. III – Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 820.902- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 28.8.2014) “QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3... do art. 102 da Constituição Republicana e § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil). 2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 663.637-AgRQO, Rel. Min. Ayres Britto – Presidente -, Pleno, DJe, 06.5.2013) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1156019 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 27.2.2017. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar fundamentadamente a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, mediante o desenvolvimento de argumentação que, de maneira explícita e clara, revele o ponto em que a matéria veiculada no recurso transcende os limites subjetivos do caso concreto do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico. 2. Revela- se deficiente a fundamentação da existência de repercussão geral de recurso extraordinário que se restringe a alegar de forma genérica que a questão em debate tem repercussão geral. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo.” (Recurso Extraordinário 930.889- AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2... Turma, DJe 02.5.2017) De mais a mais, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a aposentadoria especial concedida aos professores deve ser estendida àqueles que exerçam atividades relacionadas com a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a preparação de aulas, a coordenação e o assessoramento pedagógico e a direção da unidade escolar, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa ao dispositivo constitucional suscitado (ADI n 3.772/DF, Pleno, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 27/3/09). Nesse sentido: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. PROFESSOR. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Supremo Tribunal Federal ARE 1156019 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 27.2.2017. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar fundamentadamente a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, mediante o desenvolvimento de argumentação que, de maneira explícita e clara, revele o ponto em que a matéria veiculada no recurso transcende os limites subjetivos do caso concreto do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico. 2. Revela- se deficiente a fundamentação da existência de repercussão geral de recurso extraordinário que se restringe a alegar de forma genérica que a questão em debate tem repercussão geral. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo.” (Recurso Extraordinário 930.889- AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2... Turma, DJe 02.5.2017) De mais a mais, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a aposentadoria especial concedida aos professores deve ser estendida àqueles que exerçam atividades relacionadas com a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a preparação de aulas, a coordenação e o assessoramento pedagógico e a direção da unidade escolar, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa ao dispositivo constitucional suscitado (ADI n 3.772/DF, Pleno, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 27/3/09). Nesse sentido: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. PROFESSOR. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1156019 AGR / SP ATIVIDADES EXERCIDAS FORA DA SALA DE AULA. POSSIBILIDADE. ADI n 3.772/DF. JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.9.2011. O acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, firmada após decisão proferida no julgamento da ADI 3.772/DF, no sentido de que a aposentadoria especial concedida aos professores deve ser estendida àqueles que exerçam atividades relacionadas com a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a preparação de aulas, a coordenação e o assessoramento pedagógico e a direção da unidade escolar. Precedentes. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal dependeria da reelaboração da moldura fática delineada no acórdão regional e prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 714.566-AgR, da minha lavra, Primeira Turma, DJe 14.10.2014) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CARREIRA DE MAGISTÉRIO – PROFESSORES EXERCENTES DE FUNÇÕES DE DIREÇÃO, COORDENAÇÃO E ASSESSORAMENTO PEDAGÓGICO – APOSENTADORIA ESPECIAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (Recurso Extraordinário 722.938-AgR/RS, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 28.6.2013). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Magistério. Aposentadoria especial. Fundamento infraconstitucional. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Supremo Tribunal Federal ARE 1156019 AGR / SP ATIVIDADES EXERCIDAS FORA DA SALA DE AULA. POSSIBILIDADE. ADI n 3.772/DF. JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.9.2011. O acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, firmada após decisão proferida no julgamento da ADI 3.772/DF, no sentido de que a aposentadoria especial concedida aos professores deve ser estendida àqueles que exerçam atividades relacionadas com a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a preparação de aulas, a coordenação e o assessoramento pedagógico e a direção da unidade escolar. Precedentes. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal dependeria da reelaboração da moldura fática delineada no acórdão regional e prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 714.566-AgR, da minha lavra, Primeira Turma, DJe 14.10.2014) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CARREIRA DE MAGISTÉRIO – PROFESSORES EXERCENTES DE FUNÇÕES DE DIREÇÃO, COORDENAÇÃO E ASSESSORAMENTO PEDAGÓGICO – APOSENTADORIA ESPECIAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (Recurso Extraordinário 722.938-AgR/RS, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 28.6.2013). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Magistério. Aposentadoria especial. Fundamento infraconstitucional. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1156019 AGR / SP Contagem do tempo de serviço prestado fora de sala de aula. Possibilidade. Precedente do Plenário. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, após a decisão proferida nos autos da ADI n 3.772, consolidou-se no sentido de que a aposentadoria especial deve ser concedida também aos professores que exerçam atividades administrativas em estabelecimentos de ensino. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 647.103-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 14.8.2012). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Professor público em função exclusiva de magistério. Aposentadoria proporcional. Cálculo dos proventos com base no tempo exigido para aposentadoria integral da categoria. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que, na aposentadoria proporcional de professor público que exerça função exclusiva de magistério, há de se observar, no cálculo dos proventos, o tempo exigido para a aposentadoria com proventos integrais da categoria. 2. Agravo regimental não provido.’ (ARE 902.865-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 11.12.2015). “ “1. Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Professores públicos. Função exclusiva de magistério. 3. Aposentadoria proporcional calculada com base no tempo de serviço relativo à aposentadoria com proventos integrais. 4. Jurisprudência da Corte. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 896.743- AgR/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJE de 06.11.2015). Constato, ainda, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Supremo Tribunal Federal ARE 1156019 AGR / SP Contagem do tempo de serviço prestado fora de sala de aula. Possibilidade. Precedente do Plenário. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, após a decisão proferida nos autos da ADI n 3.772, consolidou-se no sentido de que a aposentadoria especial deve ser concedida também aos professores que exerçam atividades administrativas em estabelecimentos de ensino. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 647.103-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 14.8.2012). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Professor público em função exclusiva de magistério. Aposentadoria proporcional. Cálculo dos proventos com base no tempo exigido para aposentadoria integral da categoria. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que, na aposentadoria proporcional de professor público que exerça função exclusiva de magistério, há de se observar, no cálculo dos proventos, o tempo exigido para a aposentadoria com proventos integrais da categoria. 2. Agravo regimental não provido.’ (ARE 902.865-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 11.12.2015). “ “1. Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Professores públicos. Função exclusiva de magistério. 3. Aposentadoria proporcional calculada com base no tempo de serviço relativo à aposentadoria com proventos integrais. 4. Jurisprudência da Corte. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 896.743- AgR/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJE de 06.11.2015). Constato, ainda, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1156019 AGR / SP invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nessa senda, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional n 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Supremo Tribunal Federal ARE 1156019 AGR / SP invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nessa senda, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional n 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1156019 AGR / SP votação. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Supremo Tribunal Federal ARE 1156019 AGR / SP votação. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9577-E8FF-1530-661F e senha 5B86-A17A-8E10-F796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.019 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICIPIO DE JUNDIAI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ AGDO.(A/S) : ADRIANA STOCCO TAFARELLO ADV.(A/S) : VAGNER CLAYTON TALIARO (345623/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D11E-3EDD-C008-F7C9 e senha A470-9803-E898-19C5 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.019 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICIPIO DE JUNDIAI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ AGDO.(A/S) : ADRIANA STOCCO TAFARELLO ADV.(A/S) : VAGNER CLAYTON TALIARO (345623/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D11E-3EDD-C008-F7C9 e senha A470-9803-E898-19C5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 156 . 019", "ADI n 3 . 772 / DF", "súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 834 . 512 - AgR", "ARE 834 . 512 - AgR", "ARE 1156019 AGR / SP", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 279 DESTA CORTE", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 820 . 902 - AgR", "ARE 663 . 637 - AgRQO", "ARE 1156019 AGR / SP", "SÚMULAS 282", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 820 . 902 - AgR", "ARE 663 . 637 - AgRQO", "Recurso Extraordinário 930 . 889 - AgR", "ADI n 3 . 772 / DF", "ARE 1156019 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 930 . 889 - AgR", "ADI n 3 . 772 / DF", "ADI n 3 . 772 / DF", "ADI 3 . 772 / DF", "ARE 714 . 566 - AgR", "Recurso Extraordinário 722 . 938 - AgR / RS", "ARE 1156019 AGR", "ADI n 3 . 772 / DF", "ADI 3 . 772 / DF", "ARE 714 . 566 - AgR", "Recurso Extraordinário 722 . 938 - AgR / RS", "ADI n 3 . 772", "ARE 647 . 103 - AgR / MG", "ARE 902 . 865 - AgR / PR", "ARE 896 . 743 - AgR / MG", "ARE 1156019 AGR / SP", "ADI n 3 . 772", "ARE 647 . 103 - AgR / MG", "ARE 902 . 865 - AgR / PR", "ARE 896 . 743 - AgR / MG", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "ARE 1156019 AGR / SP", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "Constituição da República", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "Constituição Federal", "Constituição", "art . 40 , III , § § 3 . . . , 5 . . . e 8 . . . , da Constituição Federal", "art . 3 . . . da EC n 41 / 03", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "Constituição Federal", "Constituição", "art . 40 , III , § § 3 . . . , 5 . . . e 8 . . . , da Constituição Federal", "art . 3 . . . da", "EC n 41 / 03", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 543 - A , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 543 - A , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ARTIGO 327 , § 1 . . . , DO RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei 11 . 418 / 2006", "art . 327 , § 1 . . . , do RISTF", "§ 3 . . . do art . 102 da Constituição Republicana", "§ 2 . . . do art . 543 - A do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei 11 . 418 / 2006", "art . 327 , § 1 . . . , do RISTF", "§ 3 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "FUNDAMENTAÇÃO", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 45 / 2004", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 1021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 45 / 2004", "inciso LXXVIII no", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 1021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "1", ".", "021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ", "SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE JUNDIAI", "MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ", "SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE JUNDIAI", "MUNICÍPIO DE JUNDIAÍ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICIPIO", "SUPREMA CORTE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICIPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "SUPREMO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "/", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "2", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "República Federativa do Brasil", "1", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "República Federativa do Brasil", "1", ".", ". . Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "ADRIANA STOCCO TAFARELLO", "VAGNER CLAYTON TALIARO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ADRIANA STOCCO TAFARELLO", "VAGNER CLAYTON TALIARO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ADRIANA STOCCO TAFARELLO", "VAGNER CLAYTON TALIARO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "ROSA WEBER", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "ROSA WEBER", "Edson Fachin", "Ayres Britto", "Edson Fachin", "Ayres Britto", "ROSA WEBER ARE", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "ROSA WEBER ARE 1156019 AGR", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ADRIANA STOCCO TAFARELLO", "VAGNER CLAYTON TALIARO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ROSA WEBER", "ADRIANA STOCCO TAFARELLO", "VAGNER CLAYTON TALIARO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "13 de dezembro de 2018", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "27", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "27", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "8", ".", "2014", "06", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "8", ".", "2014", "06", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "2", ".", "2017", "02", ".", "5", "2017", "27", "/", "3", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "2", ".", "2017", "02", ".", "5", ".", "2017", "27", "/", "3", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "9", ".", "2011", "14", ".", "10", ".", "2014", "28", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "9", ".", "2011", "14", ".", "10", ".", "2014", "28", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2012", "11", ".", "12", ".", "2015", "06", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2012", "11", ".", "12", ".", "2015", "06", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.443 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TELSON CUNHA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :WILLIE RODRIGUES SOARES TEODOMIRO DE CARVALHO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :INALDO LEITE VANDERLEY ADV.(A/S) :ODIN FELIPE PEREIRA DAS NEVES SILVA AGDO.(A/S) :THIAGO DE SOUZA ROSA ADV.(A/S) :JEFERSON NEVES ALVES AGDO.(A/S) :CYNTHIA KARINNE WESSEN PEREIRA LIMA ADV.(A/S) :ANA LUIZA MOUSINHO DA MOTTA E SILVA AGDO.(A/S) :FABIO CRUZ CASTELO ADV.(A/S) :LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA AGDO.(A/S) :GABRIEL AMARAL GARCIA ADV.(A/S) :RAFAELA DE OLIVEIRA FARIA AGDO.(A/S) :LUIZ GUSTAVO DE BARROS CHAVES ADV.(A/S) :ALEXANDRE AGUIAR BASTOS AGDO.(A/S) :EUDMAR MARCOLINO DE ASSIS ADV.(A/S) :ADILIA DANIELLA NOBREGA FLOR INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental na reclamação. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Usurpação da competência do STF. Inexistência. Agravo regimental não provido. 1. A necessidade de análise de legislação infraconstitucional e de eventuais cláusulas editalícias de concurso de remoção para conhecimento da temática constitucional defendida pelos reclamantes revela ofensa reflexa à Constituição da República. 2. Não identificada a viabilidade de eventual recurso extraordinário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 29CC-4885-93FE-573D e senha 3D2A-1D62-15ED-DB59 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RCL 16443 AGR / DF contra a decisão que enseja o pedido de contracautela, não há que se falar em competência da Suprema Corte para o pedido de suspensão. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 10 a 16/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 17 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 29CC-4885-93FE-573D e senha 3D2A-1D62-15ED-DB59 Supremo Tribunal Federal RCL 16443 AGR / DF contra a decisão que enseja o pedido de contracautela, não há que se falar em competência da Suprema Corte para o pedido de suspensão. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 10 a 16/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 17 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 29CC-4885-93FE-573D e senha 3D2A-1D62-15ED-DB59 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.443 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TELSON CUNHA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :WILLIE RODRIGUES SOARES TEODOMIRO DE CARVALHO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :INALDO LEITE VANDERLEY ADV.(A/S) :ODIN FELIPE PEREIRA DAS NEVES SILVA AGDO.(A/S) :THIAGO DE SOUZA ROSA ADV.(A/S) :JEFERSON NEVES ALVES AGDO.(A/S) :CYNTHIA KARINNE WESSEN PEREIRA LIMA ADV.(A/S) :ANA LUIZA MOUSINHO DA MOTTA E SILVA AGDO.(A/S) :FABIO CRUZ CASTELO ADV.(A/S) :LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA AGDO.(A/S) :GABRIEL AMARAL GARCIA ADV.(A/S) :RAFAELA DE OLIVEIRA FARIA AGDO.(A/S) :LUIZ GUSTAVO DE BARROS CHAVES ADV.(A/S) :ALEXANDRE AGUIAR BASTOS AGDO.(A/S) :EUDMAR MARCOLINO DE ASSIS ADV.(A/S) :ADILIA DANIELLA NOBREGA FLOR INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Cuida-se de agravo regimental interposto contra decisão em que se negou seguimento à reclamação constitucional, assentando-se a ausência de matéria constitucional em debate nos autos de referência da SLS nº 1.779 (reautuada para SS nº 2.692), em trâmite no Superior Tribunal de Justiça. Os reclamantes, ora agravantes, insistem na estatura constitucional da controvérsia, pelas seguintes razões: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D41-2201-5CDB-5ADA e senha 78F2-13D0-69E5-5CF7 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.443 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TELSON CUNHA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :WILLIE RODRIGUES SOARES TEODOMIRO DE CARVALHO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :INALDO LEITE VANDERLEY ADV.(A/S) :ODIN FELIPE PEREIRA DAS NEVES SILVA AGDO.(A/S) :THIAGO DE SOUZA ROSA ADV.(A/S) :JEFERSON NEVES ALVES AGDO.(A/S) :CYNTHIA KARINNE WESSEN PEREIRA LIMA ADV.(A/S) :ANA LUIZA MOUSINHO DA MOTTA E SILVA AGDO.(A/S) :FABIO CRUZ CASTELO ADV.(A/S) :LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA AGDO.(A/S) :GABRIEL AMARAL GARCIA ADV.(A/S) :RAFAELA DE OLIVEIRA FARIA AGDO.(A/S) :LUIZ GUSTAVO DE BARROS CHAVES ADV.(A/S) :ALEXANDRE AGUIAR BASTOS AGDO.(A/S) :EUDMAR MARCOLINO DE ASSIS ADV.(A/S) :ADILIA DANIELLA NOBREGA FLOR INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Cuida-se de agravo regimental interposto contra decisão em que se negou seguimento à reclamação constitucional, assentando-se a ausência de matéria constitucional em debate nos autos de referência da SLS nº 1.779 (reautuada para SS nº 2.692), em trâmite no Superior Tribunal de Justiça. Os reclamantes, ora agravantes, insistem na estatura constitucional da controvérsia, pelas seguintes razões: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D41-2201-5CDB-5ADA e senha 78F2-13D0-69E5-5CF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RCL 16443 AGR / DF “[ ] os alicerces constitucionais invocados pelas decisões impugnadas são, a despeito de a decisão agravada enquadrá-las – respeitável vênia – como meramente ilustrativas, decisivos para o pronunciamento judicial, o que revela claro nexo de causalidade entre este e as referências constitucionais que equacionam os direitos subjetivos dos Agravantes. Melhor dizendo, no caso em apreço, necessário foi, por primeiro, fixar com exatidão o parâmetro constitucional, para, ao depois, apontar, na origem, o vestígio de direito líquido e certo dos Reclamantes, o qual aponta para a vertente interpretativa de que ‘A precedência da remoção sobre a investidura de candidatos inseridos em cadastro de reserva [...] é obrigatória’ e a de que ‘[...] quando da abertura de vaga para remoção, a antiguidade seja o critério relevante para a escolha do servidor a ocupá-la, e é imperativo [...] constitucional que a administração esteja compelida a preencher toda e qualquer vaga mediante remoção’ (g/n), tudo na conformidade do precedente desta Excelsa Corte nº MS 29.350/PB, Rel. Min. Luiz Fux. […] Insiste-se, observa-se que todas as fundamentações que respaldam tanto os pedidos formulados nos mandados de seguranças quanto às decisões liminares deferidas convergem para o reconhecimento, isto se levando em consideração o que restou decidido nos autos do MS 29.350/PB, de que 'A precedência da remoção sobre a investidura de candidatos inseridos em cadastro de reserva [...] é obrigatória' e a de que '[...] quando da abertura de vaga para remoção, a antiguidade seja o critério relevante para a escolha do servidor a ocupá-la, e é imperativo [...] constitucional que a administração esteja compelida a preencher toda e qualquer vaga mediante remoção' (g/n), tema este permeado de 'sabor' puramente constitucional, bem verdade que, em consulta no sítio eletrônico deste Tribunal, precisamente no link' 'A Constituição e o Supremo', acha-se, no inciso II do art. 37, expressamente consignado tal 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D41-2201-5CDB-5ADA e senha 78F2-13D0-69E5-5CF7 Supremo Tribunal Federal RCL 16443 AGR / DF “[ ] os alicerces constitucionais invocados pelas decisões impugnadas são, a despeito de a decisão agravada enquadrá-las – respeitável vênia – como meramente ilustrativas, decisivos para o pronunciamento judicial, o que revela claro nexo de causalidade entre este e as referências constitucionais que equacionam os direitos subjetivos dos Agravantes. Melhor dizendo, no caso em apreço, necessário foi, por primeiro, fixar com exatidão o parâmetro constitucional, para, ao depois, apontar, na origem, o vestígio de direito líquido e certo dos Reclamantes, o qual aponta para a vertente interpretativa de que ‘A precedência da remoção sobre a investidura de candidatos inseridos em cadastro de reserva [...] é obrigatória’ e a de que ‘[...] quando da abertura de vaga para remoção, a antiguidade seja o critério relevante para a escolha do servidor a ocupá-la, e é imperativo [...] constitucional que a administração esteja compelida a preencher toda e qualquer vaga mediante remoção’ (g/n), tudo na conformidade do precedente desta Excelsa Corte nº MS 29.350/PB, Rel. Min. Luiz Fux. […] Insiste-se, observa-se que todas as fundamentações que respaldam tanto os pedidos formulados nos mandados de seguranças quanto às decisões liminares deferidas convergem para o reconhecimento, isto se levando em consideração o que restou decidido nos autos do MS 29.350/PB, de que 'A precedência da remoção sobre a investidura de candidatos inseridos em cadastro de reserva [...] é obrigatória' e a de que '[...] quando da abertura de vaga para remoção, a antiguidade seja o critério relevante para a escolha do servidor a ocupá-la, e é imperativo [...] constitucional que a administração esteja compelida a preencher toda e qualquer vaga mediante remoção' (g/n), tema este permeado de 'sabor' puramente constitucional, bem verdade que, em consulta no sítio eletrônico deste Tribunal, precisamente no link' 'A Constituição e o Supremo', acha-se, no inciso II do art. 37, expressamente consignado tal 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D41-2201-5CDB-5ADA e senha 78F2-13D0-69E5-5CF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RCL 16443 AGR / DF matéria, através do citado precedente, o qual, por sua vez, foi, repisa-se, venerado no caso em apreço.” Os agravantes requerem que seja dado provimento ao recurso, de modo que se julgue procedente a reclamação, “cassando[-se] a decisão exarada nos autos da SLS de nº 0276889-03-2013.3.00.0000 (ou SLS 1.779/DF)”. Instada a se manifestar nos autos, a Procuradoria-Geral da República apresentou parecer pela “improcedência da reclamação”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D41-2201-5CDB-5ADA e senha 78F2-13D0-69E5-5CF7 Supremo Tribunal Federal RCL 16443 AGR / DF matéria, através do citado precedente, o qual, por sua vez, foi, repisa-se, venerado no caso em apreço.” Os agravantes requerem que seja dado provimento ao recurso, de modo que se julgue procedente a reclamação, “cassando[-se] a decisão exarada nos autos da SLS de nº 0276889-03-2013.3.00.0000 (ou SLS 1.779/DF)”. Instada a se manifestar nos autos, a Procuradoria-Geral da República apresentou parecer pela “improcedência da reclamação”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D41-2201-5CDB-5ADA e senha 78F2-13D0-69E5-5CF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.443 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Inicialmente, consigno que, em consulta ao sistema de acompanhamento processual do Superior Tribunal de Justiça, verifiquei que a Suspensão de Segurança nº 2.692/DF transitou em julgado em 12/8/2014. Essa circunstância, entretanto, não prejudica a análise da presente reclamatória, cuja eventual procedência tem o condão de desconstituir decisões proferidas após seu ajuizamento, inclusive o trânsito em julgado, conforme jurisprudência da Suprema Corte: “I. Reclamação: subsistência à coisa julgada formada na sua pendência. Ajuizada a reclamação antes do trânsito em julgado da decisão reclamada, e não suspenso liminarmente o processo principal, a eficácia de tudo quanto nele se decidir ulteriormente, incluído o eventual trânsito em julgado do provimento que se tacha de contrário à autoridade de acórdão do STF, será desconstituído pela procedência da reclamação. Reclamação: improcedência. Sentença de liquidação de decisão de Tribunal Superior não afronta a autoridade de acórdão do Supremo Tribunal exarado no processo de execução que se limitou a afirmar compatibilidade entre o julgado no processo de conhecimento e o do mesmo Tribunal Superior, que reputara ofensiva da coisa julgada, e conseqüentemente nula, a primitiva declaração de improcedência da liquidação” (Rcl nº 509/MG, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 4/8/2000). Ademais, entendo que a superveniência de decisão exauriente confirmatória do pedido liminar que justificou o ajuizamento da SS nº 2.692/DF não prejudica o conhecimento da presente ação constitucional, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.443 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Inicialmente, consigno que, em consulta ao sistema de acompanhamento processual do Superior Tribunal de Justiça, verifiquei que a Suspensão de Segurança nº 2.692/DF transitou em julgado em 12/8/2014. Essa circunstância, entretanto, não prejudica a análise da presente reclamatória, cuja eventual procedência tem o condão de desconstituir decisões proferidas após seu ajuizamento, inclusive o trânsito em julgado, conforme jurisprudência da Suprema Corte: “I. Reclamação: subsistência à coisa julgada formada na sua pendência. Ajuizada a reclamação antes do trânsito em julgado da decisão reclamada, e não suspenso liminarmente o processo principal, a eficácia de tudo quanto nele se decidir ulteriormente, incluído o eventual trânsito em julgado do provimento que se tacha de contrário à autoridade de acórdão do STF, será desconstituído pela procedência da reclamação. Reclamação: improcedência. Sentença de liquidação de decisão de Tribunal Superior não afronta a autoridade de acórdão do Supremo Tribunal exarado no processo de execução que se limitou a afirmar compatibilidade entre o julgado no processo de conhecimento e o do mesmo Tribunal Superior, que reputara ofensiva da coisa julgada, e conseqüentemente nula, a primitiva declaração de improcedência da liquidação” (Rcl nº 509/MG, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 4/8/2000). Ademais, entendo que a superveniência de decisão exauriente confirmatória do pedido liminar que justificou o ajuizamento da SS nº 2.692/DF não prejudica o conhecimento da presente ação constitucional, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MINISTRO PRESIDENTE RCL 16443 AGR / DF porquanto a eficácia da contracautela deferida perdura até o trânsito em julgado da ação. Esse é o teor da Súmula nº 626/STF: “A suspensão da liminar em mandado de segurança, salvo determinação em contrário da decisão que a deferir, vigorará até o trânsito em julgado da decisão definitiva de concessão da segurança ou, havendo recurso, até a sua manutenção pelo Supremo Tribunal Federal, desde que o objeto da liminar deferida coincida, total ou parcialmente, com o da impetração” (sublinhei). Em consulta ao sistema de acompanhamento processual do TRF1 pela numeração única, verifico que o processo nº 0010331- 07.2013.4.01.3400 permanece em trâmite, razão pela qual subsiste o interesse no julgamento da presente reclamação, ora em sede regimental. Ao negar seguimento à reclamatória, o Ministro Joaquim Barbosa, então Presidente da Suprema Corte, assentou que “[ ] a convicção judicial indiciária a respeito do direito do impetrante buscou fundamento em dispositivo legislativo específico que estabelece as premissas gerais aplicáveis ao instituto da remoção de servidor público. Nesse contexto normativo, disciplinado por normas específicas, eventual referência argumentativa a princípios constitucionais de caráter geral (ao caput do art. 37, por exemplo) não proporciona fundamento constitucional relevante para o julgamento da impetração, servindo, quando muito, como reforço argumentativo do direito de índole infraconstitucional identificado na origem. O caráter subsidiário das referências constitucionais para a argumentação de direito líquido e certo aponta, assim, para a inexistência de discussão efetiva de matéria constitucional e, por consequência, para a inocorrência de usurpação de competência do Presidente do Supremo Tribunal Federal.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Supremo Tribunal Federal RCL 16443 AGR / DF porquanto a eficácia da contracautela deferida perdura até o trânsito em julgado da ação. Esse é o teor da Súmula nº 626/STF: “A suspensão da liminar em mandado de segurança, salvo determinação em contrário da decisão que a deferir, vigorará até o trânsito em julgado da decisão definitiva de concessão da segurança ou, havendo recurso, até a sua manutenção pelo Supremo Tribunal Federal, desde que o objeto da liminar deferida coincida, total ou parcialmente, com o da impetração” (sublinhei). Em consulta ao sistema de acompanhamento processual do TRF1 pela numeração única, verifico que o processo nº 0010331- 07.2013.4.01.3400 permanece em trâmite, razão pela qual subsiste o interesse no julgamento da presente reclamação, ora em sede regimental. Ao negar seguimento à reclamatória, o Ministro Joaquim Barbosa, então Presidente da Suprema Corte, assentou que “[ ] a convicção judicial indiciária a respeito do direito do impetrante buscou fundamento em dispositivo legislativo específico que estabelece as premissas gerais aplicáveis ao instituto da remoção de servidor público. Nesse contexto normativo, disciplinado por normas específicas, eventual referência argumentativa a princípios constitucionais de caráter geral (ao caput do art. 37, por exemplo) não proporciona fundamento constitucional relevante para o julgamento da impetração, servindo, quando muito, como reforço argumentativo do direito de índole infraconstitucional identificado na origem. O caráter subsidiário das referências constitucionais para a argumentação de direito líquido e certo aponta, assim, para a inexistência de discussão efetiva de matéria constitucional e, por consequência, para a inocorrência de usurpação de competência do Presidente do Supremo Tribunal Federal.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MINISTRO PRESIDENTE RCL 16443 AGR / DF Os agravantes insurgem-se contra esse fundamento, sob a alegação de “os alicerces constitucionais invocados pelas decisões [no Processo nº 0010331-07.2013.4.01.3400 serem] decisivos para o pronunciamento judicial”. O inconformismo não merece prosperar. Conforme destacado monocraticamente, a análise do direito subjetivo à remoção de servidor público é orientada pelos parâmetros estabelecidos na Lei nº 8.112/1990, em especial no art. 36, com a redação dada pela Lei nº 9.527/97, in verbis: “Art. 36. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede. Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades de remoção: I - de ofício, no interesse da Administração; II - a pedido, a critério da Administração; III – a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração: a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado no interesse da Administração; b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta médica oficial; c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessados for superior ao número de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam lotados” (grifo nosso). Dessa perspectiva, a eventual controvérsia acerca da legitimidade da edição da Instrução Normativa nº 7, de 29 de fevereiro de 2012 – com a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Supremo Tribunal Federal RCL 16443 AGR / DF Os agravantes insurgem-se contra esse fundamento, sob a alegação de “os alicerces constitucionais invocados pelas decisões [no Processo nº 0010331-07.2013.4.01.3400 serem] decisivos para o pronunciamento judicial”. O inconformismo não merece prosperar. Conforme destacado monocraticamente, a análise do direito subjetivo à remoção de servidor público é orientada pelos parâmetros estabelecidos na Lei nº 8.112/1990, em especial no art. 36, com a redação dada pela Lei nº 9.527/97, in verbis: “Art. 36. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede. Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades de remoção: I - de ofício, no interesse da Administração; II - a pedido, a critério da Administração; III – a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração: a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado no interesse da Administração; b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta médica oficial; c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessados for superior ao número de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam lotados” (grifo nosso). Dessa perspectiva, a eventual controvérsia acerca da legitimidade da edição da Instrução Normativa nº 7, de 29 de fevereiro de 2012 – com a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MINISTRO PRESIDENTE RCL 16443 AGR / DF instituição de “critério que prevê a desclassificação do certame dos servidores que excederem o limite de saída de cada regional e/ou delegacia” (nos termos do acórdão proferido pelo TRF1, em 22/6/2016, nos autos do Processo nº 0010331-07.2013.4.01.3400) - e a inserção dessa regra nos editais de processos seletivos de remoção perpassam a discussão do alcance da autorização conferida à Administração Pública pela Lei nº 8.112/90. Ressalta-se que a necessidade de análise de legislação infraconstitucional e eventuais cláusulas editalícias de concurso de remoção para conhecimento da temática constitucional defendida pelos reclamantes, revela ofensa reflexa à Constituição da República, a qual não viabiliza o manejo do recurso extraordinário. Vide: “Direito administrativo. Contrato de prestação de serviço de transporte público de passageiros. Permissão. Indenização. Equilíbrio econômico-financeiro. Debate de âmbito infraconstitucional. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXXV e LIV, da constituição da república. Devido processo legal. Inafastabilidade da jurisdição. Eventual violação reflexa da constituição da república não viabiliza o manejo de recurso extraordinário. Artigo 102 da Lei Maior. Acórdão recorrido publicado em 25.5.2001. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV e LIV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo regimental não se 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Supremo Tribunal Federal RCL 16443 AGR / DF instituição de “critério que prevê a desclassificação do certame dos servidores que excederem o limite de saída de cada regional e/ou delegacia” (nos termos do acórdão proferido pelo TRF1, em 22/6/2016, nos autos do Processo nº 0010331-07.2013.4.01.3400) - e a inserção dessa regra nos editais de processos seletivos de remoção perpassam a discussão do alcance da autorização conferida à Administração Pública pela Lei nº 8.112/90. Ressalta-se que a necessidade de análise de legislação infraconstitucional e eventuais cláusulas editalícias de concurso de remoção para conhecimento da temática constitucional defendida pelos reclamantes, revela ofensa reflexa à Constituição da República, a qual não viabiliza o manejo do recurso extraordinário. Vide: “Direito administrativo. Contrato de prestação de serviço de transporte público de passageiros. Permissão. Indenização. Equilíbrio econômico-financeiro. Debate de âmbito infraconstitucional. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXXV e LIV, da constituição da república. Devido processo legal. Inafastabilidade da jurisdição. Eventual violação reflexa da constituição da república não viabiliza o manejo de recurso extraordinário. Artigo 102 da Lei Maior. Acórdão recorrido publicado em 25.5.2001. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV e LIV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo regimental não se 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MINISTRO PRESIDENTE RCL 16443 AGR / DF mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE nº 576.437/MG-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 1º/7/2015). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade Civil do Estado – art. 37, §6º, da Constituição Federal. Ausência de qualquer excludente de responsabilização. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majora-se o valor da verba honorária fixada pela origem em 10%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita” (ARE nº 1.172.177/RS-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 8/4/2019). “Processual Civil e Eleitoral. Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Preliminar de repercussão geral. Deficiência de fundamentação. Violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa. ARE 748.371 (Rel. Min. Gilmar Mendes, Tema 660). Pressupostos de cabimento de recursos de outros tribunais. Ofensa constitucional reflexa. Ausência de repercussão geral. RE 598.365 (Rel. Min. Ares Britto, Tema 181). Doação irregular. Multa. Violação aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Necessidade de exame de fatos. Súmula 279/STF. Lei 9.504/97. Interpretação da legislação infraconstitucional. Ofensa constitucional reflexa. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 854.109/DF-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 13/4/2015). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Supremo Tribunal Federal RCL 16443 AGR / DF mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE nº 576.437/MG-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 1º/7/2015). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade Civil do Estado – art. 37, §6º, da Constituição Federal. Ausência de qualquer excludente de responsabilização. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majora-se o valor da verba honorária fixada pela origem em 10%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita” (ARE nº 1.172.177/RS-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 8/4/2019). “Processual Civil e Eleitoral. Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Preliminar de repercussão geral. Deficiência de fundamentação. Violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa. ARE 748.371 (Rel. Min. Gilmar Mendes, Tema 660). Pressupostos de cabimento de recursos de outros tribunais. Ofensa constitucional reflexa. Ausência de repercussão geral. RE 598.365 (Rel. Min. Ares Britto, Tema 181). Doação irregular. Multa. Violação aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Necessidade de exame de fatos. Súmula 279/STF. Lei 9.504/97. Interpretação da legislação infraconstitucional. Ofensa constitucional reflexa. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 854.109/DF-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 13/4/2015). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MINISTRO PRESIDENTE RCL 16443 AGR / DF Não identificada a viabilidade de eventual recurso extraordinário contra a decisão que enseja o pedido de contracautela, não há que se falar em competência da Suprema Corte para o pedido de suspensão. É o que se extrai da disciplina do instituto: “Art. 4º Compete ao presidente do tribunal ao qual couber o conhecimento do respectivo recurso suspender, em despacho fundamentado, a execução da liminar nas ações movidas contra o Poder Público ou seus agentes, a requerimento do Ministério Público ou da pessoa jurídica de direito público interessada, em caso de manifesto interesse público ou de flagrante ilegitimidade, e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas.” (Lei nº 8.437/1992) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Supremo Tribunal Federal RCL 16443 AGR / DF Não identificada a viabilidade de eventual recurso extraordinário contra a decisão que enseja o pedido de contracautela, não há que se falar em competência da Suprema Corte para o pedido de suspensão. É o que se extrai da disciplina do instituto: “Art. 4º Compete ao presidente do tribunal ao qual couber o conhecimento do respectivo recurso suspender, em despacho fundamentado, a execução da liminar nas ações movidas contra o Poder Público ou seus agentes, a requerimento do Ministério Público ou da pessoa jurídica de direito público interessada, em caso de manifesto interesse público ou de flagrante ilegitimidade, e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas.” (Lei nº 8.437/1992) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 17/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.443 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : TELSON CUNHA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : WILLIE RODRIGUES SOARES TEODOMIRO DE CARVALHO (6581/PI) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : INALDO LEITE VANDERLEY ADV.(A/S) : ODIN FELIPE PEREIRA DAS NEVES SILVA (18532/PE) AGDO.(A/S) : THIAGO DE SOUZA ROSA ADV.(A/S) : JEFERSON NEVES ALVES (6182/O/MT) AGDO.(A/S) : CYNTHIA KARINNE WESSEN PEREIRA LIMA ADV.(A/S) : ANA LUIZA MOUSINHO DA MOTTA E SILVA (26090D/PE) AGDO.(A/S) : FABIO CRUZ CASTELO ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA (RJ116636/) AGDO.(A/S) : GABRIEL AMARAL GARCIA ADV.(A/S) : RAFAELA DE OLIVEIRA FARIA (168047/RJ) AGDO.(A/S) : LUIZ GUSTAVO DE BARROS CHAVES ADV.(A/S) : ALEXANDRE AGUIAR BASTOS (6052/MS) AGDO.(A/S) : EUDMAR MARCOLINO DE ASSIS ADV.(A/S) : ADILIA DANIELLA NOBREGA FLOR (17228/PB) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7146-A7EB-0F7D-D374 e senha CEEE-B062-C0A5-D0E3 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.443 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : TELSON CUNHA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : WILLIE RODRIGUES SOARES TEODOMIRO DE CARVALHO (6581/PI) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : INALDO LEITE VANDERLEY ADV.(A/S) : ODIN FELIPE PEREIRA DAS NEVES SILVA (18532/PE) AGDO.(A/S) : THIAGO DE SOUZA ROSA ADV.(A/S) : JEFERSON NEVES ALVES (6182/O/MT) AGDO.(A/S) : CYNTHIA KARINNE WESSEN PEREIRA LIMA ADV.(A/S) : ANA LUIZA MOUSINHO DA MOTTA E SILVA (26090D/PE) AGDO.(A/S) : FABIO CRUZ CASTELO ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA (RJ116636/) AGDO.(A/S) : GABRIEL AMARAL GARCIA ADV.(A/S) : RAFAELA DE OLIVEIRA FARIA (168047/RJ) AGDO.(A/S) : LUIZ GUSTAVO DE BARROS CHAVES ADV.(A/S) : ALEXANDRE AGUIAR BASTOS (6052/MS) AGDO.(A/S) : EUDMAR MARCOLINO DE ASSIS ADV.(A/S) : ADILIA DANIELLA NOBREGA FLOR (17228/PB) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7146-A7EB-0F7D-D374 e senha CEEE-B062-C0A5-D0E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750018239
2019-05-17T00:00:00
2019-06-05T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA Agravo regimental na reclamação. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Usurpação da competência do STF. Inexistência. Agravo regimental não provido. 1. A necessidade de análise de legislação infraconstitucional e de eventuais cláusulas editalícias de concurso de remoção para conhecimento da temática constitucional defendida pelos reclamantes revela ofensa reflexa à Constituição da República. 2. Não identificada a viabilidade de eventual recurso extraordinário contra a decisão que enseja o pedido de contracautela, não há que se falar em competência da Suprema Corte para o pedido de suspensão. 3. Agravo regimental não provido.
sjur405025
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, AJUIZAMENTO, MOMENTO ANTERIOR, TRÂNSITO EM JULGADO, DECISÃO RECLAMADA) Rcl 509. (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) RE 576437 AgR (1ªT), ARE 854109 AgR (2ªT), ARE 1172177 AgR (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 08/07/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
16443
[ "LEG-FED LEI-008112 ANO-1990\n ART-00036 REDAÇÃO DADA PELA LEI-9527/1997\n RJU-1990 REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS\n\n", "LEG-FED LEI-008437 ANO-1992\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009527 ANO-1997\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000626 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 16443 AgR
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AGTE.(S) : TELSON CUNHA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : WILLIE RODRIGUES SOARES TEODOMIRO DE CARVALHO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : INALDO LEITE VANDERLEY ADV.(A/S) : ODIN FELIPE PEREIRA DAS NEVES SILVA AGDO.(A/S) : THIAGO DE SOUZA ROSA ADV.(A/S) : JEFERSON NEVES ALVES AGDO.(A/S) : CYNTHIA KARINNE WESSEN PEREIRA LIMA ADV.(A/S) : ANA LUIZA MOUSINHO DA MOTTA E SILVA AGDO.(A/S) : FABIO CRUZ CASTELO ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA AGDO.(A/S) : GABRIEL AMARAL GARCIA ADV.(A/S) : RAFAELA DE OLIVEIRA FARIA AGDO.(A/S) : LUIZ GUSTAVO DE BARROS CHAVES ADV.(A/S) : ALEXANDRE AGUIAR BASTOS AGDO.(A/S) : EUDMAR MARCOLINO DE ASSIS ADV.(A/S) : ADILIA DANIELLA NOBREGA FLOR INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.443 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TELSON CUNHA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :WILLIE RODRIGUES SOARES TEODOMIRO DE CARVALHO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :INALDO LEITE VANDERLEY ADV.(A/S) :ODIN FELIPE PEREIRA DAS NEVES SILVA AGDO.(A/S) :THIAGO DE SOUZA ROSA ADV.(A/S) :JEFERSON NEVES ALVES AGDO.(A/S) :CYNTHIA KARINNE WESSEN PEREIRA LIMA ADV.(A/S) :ANA LUIZA MOUSINHO DA MOTTA E SILVA AGDO.(A/S) :FABIO CRUZ CASTELO ADV.(A/S) :LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA AGDO.(A/S) :GABRIEL AMARAL GARCIA ADV.(A/S) :RAFAELA DE OLIVEIRA FARIA AGDO.(A/S) :LUIZ GUSTAVO DE BARROS CHAVES ADV.(A/S) :ALEXANDRE AGUIAR BASTOS AGDO.(A/S) :EUDMAR MARCOLINO DE ASSIS ADV.(A/S) :ADILIA DANIELLA NOBREGA FLOR INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental na reclamação. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. Inexistência. Agravo regimental não provido. 1. A necessidade de análise de legislação infraconstitucional e de eventuais cláusulas editalícias de concurso de remoção para conhecimento da temática constitucional defendida pelos reclamantes revela ofensa reflexa à Constituição da República. 2. Não identificada a viabilidade de eventual recurso extraordinário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 29CC-4885-93FE-573D e senha 3D2A-1D62-15ED-DB59 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RCL 16443 AGR / DF contra a decisão que enseja o pedido de contracautela, não há que se falar em competência da Suprema Corte para o pedido de suspensão. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 10 a 16/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 17 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 29CC-4885-93FE-573D e senha 3D2A-1D62-15ED-DB59 Supremo Tribunal Federal RCL 16443 AGR / DF contra a decisão que enseja o pedido de contracautela, não há que se falar em competência da Suprema Corte para o pedido de suspensão. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 10 a 16/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 17 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 29CC-4885-93FE-573D e senha 3D2A-1D62-15ED-DB59 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.443 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TELSON CUNHA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :WILLIE RODRIGUES SOARES TEODOMIRO DE CARVALHO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :INALDO LEITE VANDERLEY ADV.(A/S) :ODIN FELIPE PEREIRA DAS NEVES SILVA AGDO.(A/S) :THIAGO DE SOUZA ROSA ADV.(A/S) :JEFERSON NEVES ALVES AGDO.(A/S) :CYNTHIA KARINNE WESSEN PEREIRA LIMA ADV.(A/S) :ANA LUIZA MOUSINHO DA MOTTA E SILVA AGDO.(A/S) :FABIO CRUZ CASTELO ADV.(A/S) :LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA AGDO.(A/S) :GABRIEL AMARAL GARCIA ADV.(A/S) :RAFAELA DE OLIVEIRA FARIA AGDO.(A/S) :LUIZ GUSTAVO DE BARROS CHAVES ADV.(A/S) :ALEXANDRE AGUIAR BASTOS AGDO.(A/S) :EUDMAR MARCOLINO DE ASSIS ADV.(A/S) :ADILIA DANIELLA NOBREGA FLOR INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Cuida-se de agravo regimental interposto contra decisão em que se negou seguimento à reclamação constitucional, assentando-se a ausência de matéria constitucional em debate nos autos de referência da SLS n 1.779 (reautuada para SS n 2.692), em trâmite no Superior Tribunal de Justiça. Os reclamantes, ora agravantes, insistem na estatura constitucional da controvérsia, pelas seguintes razões: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D41-2201-5CDB-5ADA e senha 78F2-13D0-69E5-5CF7 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.443 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :TELSON CUNHA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :WILLIE RODRIGUES SOARES TEODOMIRO DE CARVALHO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :INALDO LEITE VANDERLEY ADV.(A/S) :ODIN FELIPE PEREIRA DAS NEVES SILVA AGDO.(A/S) :THIAGO DE SOUZA ROSA ADV.(A/S) :JEFERSON NEVES ALVES AGDO.(A/S) :CYNTHIA KARINNE WESSEN PEREIRA LIMA ADV.(A/S) :ANA LUIZA MOUSINHO DA MOTTA E SILVA AGDO.(A/S) :FABIO CRUZ CASTELO ADV.(A/S) :LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA AGDO.(A/S) :GABRIEL AMARAL GARCIA ADV.(A/S) :RAFAELA DE OLIVEIRA FARIA AGDO.(A/S) :LUIZ GUSTAVO DE BARROS CHAVES ADV.(A/S) :ALEXANDRE AGUIAR BASTOS AGDO.(A/S) :EUDMAR MARCOLINO DE ASSIS ADV.(A/S) :ADILIA DANIELLA NOBREGA FLOR INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Cuida-se de agravo regimental interposto contra decisão em que se negou seguimento à reclamação constitucional, assentando-se a ausência de matéria constitucional em debate nos autos de referência da SLS n 1.779 (reautuada para SS n 2.692), em trâmite no Superior Tribunal de Justiça. Os reclamantes, ora agravantes, insistem na estatura constitucional da controvérsia, pelas seguintes razões: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D41-2201-5CDB-5ADA e senha 78F2-13D0-69E5-5CF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RCL 16443 AGR / DF “[ ] os alicerces constitucionais invocados pelas decisões impugnadas são, a despeito de a decisão agravada enquadrá-las – respeitável vênia – como meramente ilustrativas, decisivos para o pronunciamento judicial, o que revela claro nexo de causalidade entre este e as referências constitucionais que equacionam os direitos subjetivos dos Agravantes. Melhor dizendo, no caso em apreço, necessário foi, por primeiro, fixar com exatidão o parâmetro constitucional, para, ao depois, apontar, na origem, o vestígio de direito líquido e certo dos Reclamantes, o qual aponta para a vertente interpretativa de que ‘A precedência da remoção sobre a investidura de candidatos inseridos em cadastro de reserva [...] é obrigatória’ e a de que ‘[...] quando da abertura de vaga para remoção, a antiguidade seja o critério relevante para a escolha do servidor a ocupá-la, e é imperativo [...] constitucional que a administração esteja compelida a preencher toda e qualquer vaga mediante remoção’ (g/n), tudo na conformidade do precedente desta Excelsa Corte n MS 29.350/PB, Rel. Min. Luiz Fux. […] Insiste-se, observa-se que todas as fundamentações que respaldam tanto os pedidos formulados nos mandados de seguranças quanto às decisões liminares deferidas convergem para o reconhecimento, isto se levando em consideração o que restou decidido nos autos do MS 29.350/PB, de que 'A precedência da remoção sobre a investidura de candidatos inseridos em cadastro de reserva [...] é obrigatória' e a de que '[...] quando da abertura de vaga para remoção, a antiguidade seja o critério relevante para a escolha do servidor a ocupá-la, e é imperativo [...] constitucional que a administração esteja compelida a preencher toda e qualquer vaga mediante remoção' (g/n), tema este permeado de 'sabor' puramente constitucional, bem verdade que, em consulta no sítio eletrônico deste Tribunal, precisamente no link' 'A Constituição e o Supremo', acha-se, no inciso II do art. 37, expressamente consignado tal 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D41-2201-5CDB-5ADA e senha 78F2-13D0-69E5-5CF7 Supremo Tribunal Federal RCL 16443 AGR / DF “[ ] os alicerces constitucionais invocados pelas decisões impugnadas são, a despeito de a decisão agravada enquadrá-las – respeitável vênia – como meramente ilustrativas, decisivos para o pronunciamento judicial, o que revela claro nexo de causalidade entre este e as referências constitucionais que equacionam os direitos subjetivos dos Agravantes. Melhor dizendo, no caso em apreço, necessário foi, por primeiro, fixar com exatidão o parâmetro constitucional, para, ao depois, apontar, na origem, o vestígio de direito líquido e certo dos Reclamantes, o qual aponta para a vertente interpretativa de que ‘A precedência da remoção sobre a investidura de candidatos inseridos em cadastro de reserva [...] é obrigatória’ e a de que ‘[...] quando da abertura de vaga para remoção, a antiguidade seja o critério relevante para a escolha do servidor a ocupá-la, e é imperativo [...] constitucional que a administração esteja compelida a preencher toda e qualquer vaga mediante remoção’ (g/n), tudo na conformidade do precedente desta Excelsa Corte n MS 29.350/PB, Rel. Min. Luiz Fux. […] Insiste-se, observa-se que todas as fundamentações que respaldam tanto os pedidos formulados nos mandados de seguranças quanto às decisões liminares deferidas convergem para o reconhecimento, isto se levando em consideração o que restou decidido nos autos do MS 29.350/PB, de que 'A precedência da remoção sobre a investidura de candidatos inseridos em cadastro de reserva [...] é obrigatória' e a de que '[...] quando da abertura de vaga para remoção, a antiguidade seja o critério relevante para a escolha do servidor a ocupá-la, e é imperativo [...] constitucional que a administração esteja compelida a preencher toda e qualquer vaga mediante remoção' (g/n), tema este permeado de 'sabor' puramente constitucional, bem verdade que, em consulta no sítio eletrônico deste Tribunal, precisamente no link' 'A Constituição e o Supremo', acha-se, no inciso II do art. 37, expressamente consignado tal 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D41-2201-5CDB-5ADA e senha 78F2-13D0-69E5-5CF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RCL 16443 AGR / DF matéria, através do citado precedente, o qual, por sua vez, foi, repisa-se, venerado no caso em apreço.” Os agravantes requerem que seja dado provimento ao recurso, de modo que se julgue procedente a reclamação, “cassando[-se] a decisão exarada nos autos da SLS de n 0276889-03-2013.3.00.0000 (ou SLS 1.779/DF)”. Instada a se manifestar nos autos, a Procuradoria-Geral da República apresentou parecer pela “improcedência da reclamação”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D41-2201-5CDB-5ADA e senha 78F2-13D0-69E5-5CF7 Supremo Tribunal Federal RCL 16443 AGR / DF matéria, através do citado precedente, o qual, por sua vez, foi, repisa-se, venerado no caso em apreço.” Os agravantes requerem que seja dado provimento ao recurso, de modo que se julgue procedente a reclamação, “cassando[-se] a decisão exarada nos autos da SLS de n 0276889-03-2013.3.00.0000 (ou SLS 1.779/DF)”. Instada a se manifestar nos autos, a Procuradoria-Geral da República apresentou parecer pela “improcedência da reclamação”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D41-2201-5CDB-5ADA e senha 78F2-13D0-69E5-5CF7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.443 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Inicialmente, consigno que, em consulta ao sistema de acompanhamento processual do Superior Tribunal de Justiça, verifiquei que a Suspensão de Segurança n 2.692/DF transitou em julgado em 12/8/2014. Essa circunstância, entretanto, não prejudica a análise da presente reclamatória, cuja eventual procedência tem o condão de desconstituir decisões proferidas após seu ajuizamento, inclusive o trânsito em julgado, conforme jurisprudência da Suprema Corte: “I. Reclamação: subsistência à coisa julgada formada na sua pendência. Ajuizada a reclamação antes do trânsito em julgado da decisão reclamada, e não suspenso liminarmente o processo principal, a eficácia de tudo quanto nele se decidir ulteriormente, incluído o eventual trânsito em julgado do provimento que se tacha de contrário à autoridade de acórdão do Supremo Tribunal Federal, será desconstituído pela procedência da reclamação. Reclamação: improcedência. Sentença de liquidação de decisão de Tribunal Superior não afronta a autoridade de acórdão do Supremo Tribunal exarado no processo de execução que se limitou a afirmar compatibilidade entre o julgado no processo de conhecimento e o do mesmo Tribunal Superior, que reputara ofensiva da coisa julgada, e conseqüentemente nula, a primitiva declaração de improcedência da liquidação” (Rcl n 509/MG, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 4/8/2000). Ademais, entendo que a superveniência de decisão exauriente confirmatória do pedido liminar que justificou o ajuizamento da SS n 2.692/DF não prejudica o conhecimento da presente ação constitucional, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.443 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Inicialmente, consigno que, em consulta ao sistema de acompanhamento processual do Superior Tribunal de Justiça, verifiquei que a Suspensão de Segurança n 2.692/DF transitou em julgado em 12/8/2014. Essa circunstância, entretanto, não prejudica a análise da presente reclamatória, cuja eventual procedência tem o condão de desconstituir decisões proferidas após seu ajuizamento, inclusive o trânsito em julgado, conforme jurisprudência da Suprema Corte: “I. Reclamação: subsistência à coisa julgada formada na sua pendência. Ajuizada a reclamação antes do trânsito em julgado da decisão reclamada, e não suspenso liminarmente o processo principal, a eficácia de tudo quanto nele se decidir ulteriormente, incluído o eventual trânsito em julgado do provimento que se tacha de contrário à autoridade de acórdão do Supremo Tribunal Federal, será desconstituído pela procedência da reclamação. Reclamação: improcedência. Sentença de liquidação de decisão de Tribunal Superior não afronta a autoridade de acórdão do Supremo Tribunal exarado no processo de execução que se limitou a afirmar compatibilidade entre o julgado no processo de conhecimento e o do mesmo Tribunal Superior, que reputara ofensiva da coisa julgada, e conseqüentemente nula, a primitiva declaração de improcedência da liquidação” (Rcl n 509/MG, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 4/8/2000). Ademais, entendo que a superveniência de decisão exauriente confirmatória do pedido liminar que justificou o ajuizamento da SS n 2.692/DF não prejudica o conhecimento da presente ação constitucional, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MINISTRO PRESIDENTE RCL 16443 AGR / DF porquanto a eficácia da contracautela deferida perdura até o trânsito em julgado da ação. Esse é o teor da Súmula n 626/Supremo Tribunal Federal: “A suspensão da liminar em mandado de segurança, salvo determinação em contrário da decisão que a deferir, vigorará até o trânsito em julgado da decisão definitiva de concessão da segurança ou, havendo recurso, até a sua manutenção pelo Supremo Tribunal Federal, desde que o objeto da liminar deferida coincida, total ou parcialmente, com o da impetração” (sublinhei). Em consulta ao sistema de acompanhamento processual do TRF1 pela numeração única, verifico que o processo n 0010331- 07.2013.4.01.3400 permanece em trâmite, razão pela qual subsiste o interesse no julgamento da presente reclamação, ora em sede regimental. Ao negar seguimento à reclamatória, o Ministro Joaquim Barbosa, então Presidente da Suprema Corte, assentou que “[ ] a convicção judicial indiciária a respeito do direito do impetrante buscou fundamento em dispositivo legislativo específico que estabelece as premissas gerais aplicáveis ao instituto da remoção de servidor público. Nesse contexto normativo, disciplinado por normas específicas, eventual referência argumentativa a princípios constitucionais de caráter geral (ao caput do art. 37, por exemplo) não proporciona fundamento constitucional relevante para o julgamento da impetração, servindo, quando muito, como reforço argumentativo do direito de índole infraconstitucional identificado na origem. O caráter subsidiário das referências constitucionais para a argumentação de direito líquido e certo aponta, assim, para a inexistência de discussão efetiva de matéria constitucional e, por consequência, para a inocorrência de usurpação de competência do Presidente do Supremo Tribunal Federal.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Supremo Tribunal Federal RCL 16443 AGR / DF porquanto a eficácia da contracautela deferida perdura até o trânsito em julgado da ação. Esse é o teor da Súmula n 626/Supremo Tribunal Federal: “A suspensão da liminar em mandado de segurança, salvo determinação em contrário da decisão que a deferir, vigorará até o trânsito em julgado da decisão definitiva de concessão da segurança ou, havendo recurso, até a sua manutenção pelo Supremo Tribunal Federal, desde que o objeto da liminar deferida coincida, total ou parcialmente, com o da impetração” (sublinhei). Em consulta ao sistema de acompanhamento processual do TRF1 pela numeração única, verifico que o processo n 0010331- 07.2013.4.01.3400 permanece em trâmite, razão pela qual subsiste o interesse no julgamento da presente reclamação, ora em sede regimental. Ao negar seguimento à reclamatória, o Ministro Joaquim Barbosa, então Presidente da Suprema Corte, assentou que “[ ] a convicção judicial indiciária a respeito do direito do impetrante buscou fundamento em dispositivo legislativo específico que estabelece as premissas gerais aplicáveis ao instituto da remoção de servidor público. Nesse contexto normativo, disciplinado por normas específicas, eventual referência argumentativa a princípios constitucionais de caráter geral (ao caput do art. 37, por exemplo) não proporciona fundamento constitucional relevante para o julgamento da impetração, servindo, quando muito, como reforço argumentativo do direito de índole infraconstitucional identificado na origem. O caráter subsidiário das referências constitucionais para a argumentação de direito líquido e certo aponta, assim, para a inexistência de discussão efetiva de matéria constitucional e, por consequência, para a inocorrência de usurpação de competência do Presidente do Supremo Tribunal Federal.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MINISTRO PRESIDENTE RCL 16443 AGR / DF Os agravantes insurgem-se contra esse fundamento, sob a alegação de “os alicerces constitucionais invocados pelas decisões [no Processo n 0010331-07.2013.4.01.3400 serem] decisivos para o pronunciamento judicial”. O inconformismo não merece prosperar. Conforme destacado monocraticamente, a análise do direito subjetivo à remoção de servidor público é orientada pelos parâmetros estabelecidos na Lei n 8.112/1990, em especial no art. 36, com a redação dada pela Lei n 9.527/97, in verbis: “Art. 36. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede. Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades de remoção: I - de ofício, no interesse da Administração; II - a pedido, a critério da Administração; III – a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração: a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado no interesse da Administração; b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta médica oficial; c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessados for superior ao número de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam lotados” (grifo nosso). Dessa perspectiva, a eventual controvérsia acerca da legitimidade da edição da Instrução Normativa n 7, de 29 de fevereiro de 2012 – com a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Supremo Tribunal Federal RCL 16443 AGR / DF Os agravantes insurgem-se contra esse fundamento, sob a alegação de “os alicerces constitucionais invocados pelas decisões [no Processo n 0010331-07.2013.4.01.3400 serem] decisivos para o pronunciamento judicial”. O inconformismo não merece prosperar. Conforme destacado monocraticamente, a análise do direito subjetivo à remoção de servidor público é orientada pelos parâmetros estabelecidos na Lei n 8.112/1990, em especial no art. 36, com a redação dada pela Lei n 9.527/97, in verbis: “Art. 36. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede. Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades de remoção: I - de ofício, no interesse da Administração; II - a pedido, a critério da Administração; III – a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração: a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado no interesse da Administração; b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta médica oficial; c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessados for superior ao número de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam lotados” (grifo nosso). Dessa perspectiva, a eventual controvérsia acerca da legitimidade da edição da Instrução Normativa n 7, de 29 de fevereiro de 2012 – com a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MINISTRO PRESIDENTE RCL 16443 AGR / DF instituição de “critério que prevê a desclassificação do certame dos servidores que excederem o limite de saída de cada regional e/ou delegacia” (nos termos do acórdão proferido pelo TRF1, em 22/6/2016, nos autos do Processo n 0010331-07.2013.4.01.3400) - e a inserção dessa regra nos editais de processos seletivos de remoção perpassam a discussão do alcance da autorização conferida à Administração Pública pela Lei n 8.112/90. Ressalta-se que a necessidade de análise de legislação infraconstitucional e eventuais cláusulas editalícias de concurso de remoção para conhecimento da temática constitucional defendida pelos reclamantes, revela ofensa reflexa à Constituição da República, a qual não viabiliza o manejo do recurso extraordinário. Vide: “Direito administrativo. Contrato de prestação de serviço de transporte público de passageiros. Permissão. Indenização. Equilíbrio econômico-financeiro. Debate de âmbito infraconstitucional. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXXV e LIV, da constituição da república. Devido processo legal. Inafastabilidade da jurisdição. Eventual violação reflexa da constituição da república não viabiliza o manejo de recurso extraordinário. Artigo 102 da Lei Maior. Acórdão recorrido publicado em 25.5.2001. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV e LIV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo regimental não se 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Supremo Tribunal Federal RCL 16443 AGR / DF instituição de “critério que prevê a desclassificação do certame dos servidores que excederem o limite de saída de cada regional e/ou delegacia” (nos termos do acórdão proferido pelo TRF1, em 22/6/2016, nos autos do Processo n 0010331-07.2013.4.01.3400) - e a inserção dessa regra nos editais de processos seletivos de remoção perpassam a discussão do alcance da autorização conferida à Administração Pública pela Lei n 8.112/90. Ressalta-se que a necessidade de análise de legislação infraconstitucional e eventuais cláusulas editalícias de concurso de remoção para conhecimento da temática constitucional defendida pelos reclamantes, revela ofensa reflexa à Constituição da República, a qual não viabiliza o manejo do recurso extraordinário. Vide: “Direito administrativo. Contrato de prestação de serviço de transporte público de passageiros. Permissão. Indenização. Equilíbrio econômico-financeiro. Debate de âmbito infraconstitucional. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXXV e LIV, da constituição da república. Devido processo legal. Inafastabilidade da jurisdição. Eventual violação reflexa da constituição da república não viabiliza o manejo de recurso extraordinário. Artigo 102 da Lei Maior. Acórdão recorrido publicado em 25.5.2001. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV e LIV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo regimental não se 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MINISTRO PRESIDENTE RCL 16443 AGR / DF mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 576.437/MG-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 1.../7/2015). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade Civil do Estado – art. 37, §6..., da Constituição Federal. Ausência de qualquer excludente de responsabilização. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majora-se o valor da verba honorária fixada pela origem em 10%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita” (ARE n 1.172.177/RS-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 8/4/2019). “Processual Civil e Eleitoral. Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Preliminar de repercussão geral. Deficiência de fundamentação. Violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa. ARE 748.371 (Rel. Min. Gilmar Mendes, Tema 660). Pressupostos de cabimento de recursos de outros tribunais. Ofensa constitucional reflexa. Ausência de repercussão geral. Recurso Extraordinário 598.365 (Rel. Min. Ares Britto, Tema 181). Doação irregular. Multa. Violação aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Necessidade de exame de fatos. Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Lei 9.504/97. Interpretação da legislação infraconstitucional. Ofensa constitucional reflexa. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 854.109/DF-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 13/4/2015). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Supremo Tribunal Federal RCL 16443 AGR / DF mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 576.437/MG-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 1.../7/2015). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Responsabilidade Civil do Estado – art. 37, §6..., da Constituição Federal. Ausência de qualquer excludente de responsabilização. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majora-se o valor da verba honorária fixada pela origem em 10%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita” (ARE n 1.172.177/RS-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 8/4/2019). “Processual Civil e Eleitoral. Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Preliminar de repercussão geral. Deficiência de fundamentação. Violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa. ARE 748.371 (Rel. Min. Gilmar Mendes, Tema 660). Pressupostos de cabimento de recursos de outros tribunais. Ofensa constitucional reflexa. Ausência de repercussão geral. Recurso Extraordinário 598.365 (Rel. Min. Ares Britto, Tema 181). Doação irregular. Multa. Violação aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Necessidade de exame de fatos. Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Lei 9.504/97. Interpretação da legislação infraconstitucional. Ofensa constitucional reflexa. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 854.109/DF-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 13/4/2015). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MINISTRO PRESIDENTE RCL 16443 AGR / DF Não identificada a viabilidade de eventual recurso extraordinário contra a decisão que enseja o pedido de contracautela, não há que se falar em competência da Suprema Corte para o pedido de suspensão. É o que se extrai da disciplina do instituto: “Art. 4... Compete ao presidente do tribunal ao qual couber o conhecimento do respectivo recurso suspender, em despacho fundamentado, a execução da liminar nas ações movidas contra o Poder Público ou seus agentes, a requerimento do Ministério Público ou da pessoa jurídica de direito público interessada, em caso de manifesto interesse público ou de flagrante ilegitimidade, e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas.” (Lei n 8.437/1992) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Supremo Tribunal Federal RCL 16443 AGR / DF Não identificada a viabilidade de eventual recurso extraordinário contra a decisão que enseja o pedido de contracautela, não há que se falar em competência da Suprema Corte para o pedido de suspensão. É o que se extrai da disciplina do instituto: “Art. 4... Compete ao presidente do tribunal ao qual couber o conhecimento do respectivo recurso suspender, em despacho fundamentado, a execução da liminar nas ações movidas contra o Poder Público ou seus agentes, a requerimento do Ministério Público ou da pessoa jurídica de direito público interessada, em caso de manifesto interesse público ou de flagrante ilegitimidade, e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas.” (Lei n 8.437/1992) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CB1-D675-59B7-E32A e senha 4A37-7237-DB84-2E83 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 17/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.443 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : TELSON CUNHA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : WILLIE RODRIGUES SOARES TEODOMIRO DE CARVALHO (6581/PI) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : INALDO LEITE VANDERLEY ADV.(A/S) : ODIN FELIPE PEREIRA DAS NEVES SILVA (18532/PE) AGDO.(A/S) : THIAGO DE SOUZA ROSA ADV.(A/S) : JEFERSON NEVES ALVES (6182/O/MT) AGDO.(A/S) : CYNTHIA KARINNE WESSEN PEREIRA LIMA ADV.(A/S) : ANA LUIZA MOUSINHO DA MOTTA E SILVA (26090D/PE) AGDO.(A/S) : FABIO CRUZ CASTELO ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA (RJ116636/) AGDO.(A/S) : GABRIEL AMARAL GARCIA ADV.(A/S) : RAFAELA DE OLIVEIRA FARIA (168047/RJ) AGDO.(A/S) : LUIZ GUSTAVO DE BARROS CHAVES ADV.(A/S) : ALEXANDRE AGUIAR BASTOS (6052/MS) AGDO.(A/S) : EUDMAR MARCOLINO DE ASSIS ADV.(A/S) : ADILIA DANIELLA NOBREGA FLOR (17228/PB) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7146-A7EB-0F7D-D374 e senha CEEE-B062-C0A5-D0E3 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 16.443 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : TELSON CUNHA CAVALCANTE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : WILLIE RODRIGUES SOARES TEODOMIRO DE CARVALHO (6581/PI) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : INALDO LEITE VANDERLEY ADV.(A/S) : ODIN FELIPE PEREIRA DAS NEVES SILVA (18532/PE) AGDO.(A/S) : THIAGO DE SOUZA ROSA ADV.(A/S) : JEFERSON NEVES ALVES (6182/O/MT) AGDO.(A/S) : CYNTHIA KARINNE WESSEN PEREIRA LIMA ADV.(A/S) : ANA LUIZA MOUSINHO DA MOTTA E SILVA (26090D/PE) AGDO.(A/S) : FABIO CRUZ CASTELO ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA (RJ116636/) AGDO.(A/S) : GABRIEL AMARAL GARCIA ADV.(A/S) : RAFAELA DE OLIVEIRA FARIA (168047/RJ) AGDO.(A/S) : LUIZ GUSTAVO DE BARROS CHAVES ADV.(A/S) : ALEXANDRE AGUIAR BASTOS (6052/MS) AGDO.(A/S) : EUDMAR MARCOLINO DE ASSIS ADV.(A/S) : ADILIA DANIELLA NOBREGA FLOR (17228/PB) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7146-A7EB-0F7D-D374 e senha CEEE-B062-C0A5-D0E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SLS n 1", "RECLAMAÇÃO 16 . 443", "SLS n 1 . 779", "RCL 16443", "MS 29 . 350 / PB", "MS 29 . 350 / PB", "RCL", "MS 29 . 350 / PB", "MS 29 . 350 / PB", "SLS de n 0276889 - 03 - 2013 . 3 .", "SLS de n 0276889 - 03 - 2013 . 3 .", "RECLAMAÇÃO 16 . 443", "Suspensão de Segurança n 2 . 692 / DF", "Rcl n 509 / MG", "SS n 2 . 692 / DF", "RECLAMAÇÃO 16 . 443", "Suspensão de Segurança n 2 . 692 / DF", "Rcl n 509 / MG", "RCL 16443 AGR / DF", "Súmula n 626 / Supremo Tribunal Federal", "processo n 0010331 - 07 . 2013 . 4 . 01 . 3400", "RCL 16443", "Súmula n 626 / Supremo Tribunal Federal", "processo n 0010331 - 07 . 2013 . 4 . 01 . 3400", "RCL 16443 AGR /", "Processo n 0010331 - 07 . 2013 . 4 . 01 . 3400", "RCL 16443 AGR", "Processo n 0010331 - 07 . 2013 . 4 . 01 . 3400", "RCL 16443 AGR / DF", "Processo n 0010331 - 07 . 2013 . 4 . 01 . 3400", "Processo n 0010331 - 07 . 2013 . 4 . 01 . 3400", "RCL 16443 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n 576 . 437 / MG - AgR", "Súmula 279 do 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"JEFERSON NEVES ALVES", "CYNTHIA KARINNE WESSEN PEREIRA LIMA", "ANA LUIZA MOUSINHO DA MOTTA E SILVA", "FABIO CRUZ CASTELO", "LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA", "GABRIEL AMARAL GARCIA", "RAFAELA DE OLIVEIRA FARIA", "LUIZ GUSTAVO DE BARROS CHAVES", "ALEXANDRE AGUIAR BASTOS", "EUDMAR MARCOLINO DE ASSIS", "ADILIA DANIELLA NOBREGA FLOR", "DIAS TOFFOLI", "TELSON CUNHA CAVALCANTE", "WILLIE RODRIGUES SOARES TEODOMIRO DE CARVALHO", "INALDO LEITE VANDERLEY", "ODIN FELIPE PEREIRA DAS NEVES SILVA", "THIAGO DE SOUZA ROSA", "JEFERSON NEVES ALVES", "CYNTHIA KARINNE WESSEN PEREIRA LIMA", "ANA LUIZA MOUSINHO DA MOTTA E SILVA", "FABIO CRUZ CASTELO", "LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA", "GABRIEL AMARAL GARCIA", "RAFAELA DE OLIVEIRA FARIA", "LUIZ GUSTAVO DE BARROS CHAVES", "ALEXANDRE AGUIAR BASTOS", "EUDMAR MARCOLINO DE ASSIS", "ADILIA DANIELLA NOBREGA FLOR", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Ares Britto", "Teori Zavascki", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Ares Britto", "Teori Zavascki", "TELSON CUNHA CAVALCANTE", "WILLIE RODRIGUES SOARES TEODOMIRO DE CARVALHO", "INALDO LEITE VANDERLEY", "ODIN FELIPE PEREIRA DAS NEVES SILVA", "THIAGO DE SOUZA ROSA", "JEFERSON NEVES ALVES", "CYNTHIA KARINNE WESSEN PEREIRA LIMA", "ANA LUIZA MOUSINHO DA MOTTA E SILVA", "FABIO CRUZ CASTELO", "LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA", "GABRIEL AMARAL GARCIA", "RAFAELA DE OLIVEIRA FARIA", "LUIZ GUSTAVO DE BARROS CHAVES", "ALEXANDRE AGUIAR BASTOS", "EUDMAR MARCOLINO DE ASSIS", "ADILIA DANIELLA NOBREGA FLOR", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "TELSON CUNHA CAVALCANTE", "WILLIE RODRIGUES SOARES TEODOMIRO DE CARVALHO", "INALDO LEITE VANDERLEY", "FELIPE PEREIRA DAS NEVES SILVA", "THIAGO DE SOUZA ROSA", "JEFERSON NEVES ALVES", "CYNTHIA KARINNE WESSEN PEREIRA LIMA", "ANA LUIZA MOUSINHO DA MOTTA E SILVA", "FABIO CRUZ CASTELO", "LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA", "GABRIEL AMARAL GARCIA", "RAFAELA DE OLIVEIRA FARIA", "LUIZ GUSTAVO DE BARROS CHAVES", "ALEXANDRE AGUIAR BASTOS", "EUDMAR MARCOLINO DE ASSIS", "ADILIA DANIELLA NOBREGA FLOR", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "16 / 5", "/ 2019", "17 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "16", "/", "5", "/", "2019", "17 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "12", "/", "8", "/", "2014", "4", "/", "8", "/", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "12", "/", "8", "/", "2014", "4", "/", "8", "/", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de fevereiro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de fevereiro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "6", "/", "2016", "25", ".", "5", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "6", "/", "2016", "25", ".", "5", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "2015", "8", "/", "4", "/", "2019", "13", "/", "4", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "2015", "8", "/", "4", "/", "2019", "13", "/", "4", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", 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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.930 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA ADV.(A/S) :RAUL CANAL E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. NÃO OCORRÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Entre a publicação da sentença condenatória (06/10/2008) e a decisão que inadmitiu os recursos de natureza extraordinária (11/01/2010), não transcorreu lapso superior a dois anos (art. 109, IV, do Código Penal, na redação anterior à Lei 12.234/10), apto a justificar a extinção da punibilidade estatal. 2. No julgamento do HC 86.125/SP, Rel. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJ 2/9/2005, firmou-se entendimento no sentido de que “recursos especial e extraordinário indeferidos na origem, porque inadmissíveis, em decisões mantidas pelo STF e pelo STJ, não têm o condão de empecer a formação da coisa julgada”. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em receber os embargos de declaração como agravo interno e em lhe negar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3738-12A6-1905-8839 e senha 9618-9A3F-8E6D-972C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 851 Ementa e Acórdão AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3738-12A6-1905-8839 e senha 9618-9A3F-8E6D-972C Supremo Tribunal Federal AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3738-12A6-1905-8839 e senha 9618-9A3F-8E6D-972C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 852 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.930 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA ADV.(A/S) :RAUL CANAL E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra decisão que reconsiderou pronunciamento anterior que declarava extinta a punibilidade por prescrição da pretensão punitiva. Sustenta a parte embargante, em suma, a decisão fora contraditória e omissa, certo que (a) o presente recurso extraordinário na origem não fora indeferido porque inadmissível, pelo contrário os recursos de agravo de instrumento e agravo regimental foram conhecidos e admitidos, porém negados; e (b) o recurso extraordinário, agravo de instrumento, agravo regimental e embargos de declaração são recursos exclusivos da defesa, certo que já havia o trânsito em julgado para o MP/DF, desde 10/08/08 (fl. 404 – vol. 3), consequentemente a reconsideração da decisão prejudicial à recorrente viola o princípio da reformatio in pejus. Requer, assim, o conhecimento e provimento do recurso para suprir as omissões e eliminar as contradições, consequentemente atribuir efeito infringente para manter a decisão que reconheceu a prescrição da pretensão punitiva do Estado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 414E-A052-3785-08E2 e senha EF11-9A08-09EC-37A2 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.930 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA ADV.(A/S) :RAUL CANAL E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra decisão que reconsiderou pronunciamento anterior que declarava extinta a punibilidade por prescrição da pretensão punitiva. Sustenta a parte embargante, em suma, a decisão fora contraditória e omissa, certo que (a) o presente recurso extraordinário na origem não fora indeferido porque inadmissível, pelo contrário os recursos de agravo de instrumento e agravo regimental foram conhecidos e admitidos, porém negados; e (b) o recurso extraordinário, agravo de instrumento, agravo regimental e embargos de declaração são recursos exclusivos da defesa, certo que já havia o trânsito em julgado para o MP/DF, desde 10/08/08 (fl. 404 – vol. 3), consequentemente a reconsideração da decisão prejudicial à recorrente viola o princípio da reformatio in pejus. Requer, assim, o conhecimento e provimento do recurso para suprir as omissões e eliminar as contradições, consequentemente atribuir efeito infringente para manter a decisão que reconheceu a prescrição da pretensão punitiva do Estado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 414E-A052-3785-08E2 e senha EF11-9A08-09EC-37A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 853 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.930 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O presente recurso tem notório propósito infringente. Assim, em nome do princípio da fungibilidade recursal, deve-se conhecê-lo como agravo interno. Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo interno contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que declarou extinta a punibilidade em razão da prescrição da pretensão punitiva, cujo teor é o seguinte: Trata-se de embargos de declaração em embargos de declaração em agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão obstativa de recurso extraordinário, este interposto com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Magna Carta de 1988, contra acórdão proferido pela Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. 2. Pois bem, a parte embargante alega a ocorrência de prescrição. 3. Da leitura dos autos, observo que o aresto impugnado manteve a sentença condenatória (fls. 544) da ora agravante. Sentença que fixou a pena privativa de liberdade em oito meses de detenção substituída por restritiva de direitos, por infração ao disposto no § 6º do art. 129 c/c o caput e § 2º do art. 13 do Código Penal. Dessa decisão não houve recurso da acusação. 4. Esse o breve resumo dos acontecimentos, passo a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.930 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O presente recurso tem notório propósito infringente. Assim, em nome do princípio da fungibilidade recursal, deve-se conhecê-lo como agravo interno. Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo interno contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que declarou extinta a punibilidade em razão da prescrição da pretensão punitiva, cujo teor é o seguinte: Trata-se de embargos de declaração em embargos de declaração em agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão obstativa de recurso extraordinário, este interposto com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Magna Carta de 1988, contra acórdão proferido pela Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. 2. Pois bem, a parte embargante alega a ocorrência de prescrição. 3. Da leitura dos autos, observo que o aresto impugnado manteve a sentença condenatória (fls. 544) da ora agravante. Sentença que fixou a pena privativa de liberdade em oito meses de detenção substituída por restritiva de direitos, por infração ao disposto no § 6º do art. 129 c/c o caput e § 2º do art. 13 do Código Penal. Dessa decisão não houve recurso da acusação. 4. Esse o breve resumo dos acontecimentos, passo a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 854 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF decidir. Ao fazê-lo, anoto que, entre o dia da publicação da sentença condenatória (06/10/2008) e a presente data, transcorreu o lapso temporal superior a dois anos, nos termos do inciso VI do art. 109 do CP combinado com o § 1º do art. 110 também do CP, na redação anterior à Lei 12.234/2010. Logo, consumada está a prescrição da pretensão punitiva do Estado. Isso posto, declaro extinta a punibilidade de Maria do Espírito Santo Auzier Moreira. Pelo que julgo prejudicado o presente recurso, com base no art. 38 da Lei 8.038/1990 e no inciso IX do art. 21 do RI/STF. Neste recurso, o Ministério Público sustenta, em suma, que, quanto ao prazo de prescrição entre a sentença condenatória e o trânsito em julgado, os recursos especial e extraordinário só obstam a formação da coisa julgada quando admissíveis. Aponta que o recurso extraordinário da ré foi interceptado na origem diante da pretensão ao reexame da prova e discussão de matéria infraconstitucional. [...] E os recursos subsequentes, todos desprovidos, tiveram por objeto tão somente portrair a data do trânsito em julgado. Requer, assim, a reconsideração da decisão ou o provimento do recurso, para que seja afastada a prescrição da pretensão punitiva. É o relatório. Decido. Razão assiste à parte agravante. Isso porque, entre a publicação da sentença condenatória (06/10/2008) e a decisão que inadmitiu os recursos de natureza extraordinária (11/01/2010), não transcorreu lapso superior a dois anos (art. 109, IV, do Código Penal, na redação anterior à Lei 12.234/10), apto a justificar a extinção da punibilidade estatal. A propósito, convém registrar que, no julgamento do HC 86.125/SP, Rel. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJ 2/9/2005, firmou-se entendimento no sentido de que “recursos especial e extraordinário indeferidos na origem, porque inadmissíveis, em decisões mantidas pelo STF e pelo STJ, não têm o condão de empecer a formação da coisa julgada”. Dentre os julgados que seguiram essa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Supremo Tribunal Federal AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF decidir. Ao fazê-lo, anoto que, entre o dia da publicação da sentença condenatória (06/10/2008) e a presente data, transcorreu o lapso temporal superior a dois anos, nos termos do inciso VI do art. 109 do CP combinado com o § 1º do art. 110 também do CP, na redação anterior à Lei 12.234/2010. Logo, consumada está a prescrição da pretensão punitiva do Estado. Isso posto, declaro extinta a punibilidade de Maria do Espírito Santo Auzier Moreira. Pelo que julgo prejudicado o presente recurso, com base no art. 38 da Lei 8.038/1990 e no inciso IX do art. 21 do RI/STF. Neste recurso, o Ministério Público sustenta, em suma, que, quanto ao prazo de prescrição entre a sentença condenatória e o trânsito em julgado, os recursos especial e extraordinário só obstam a formação da coisa julgada quando admissíveis. Aponta que o recurso extraordinário da ré foi interceptado na origem diante da pretensão ao reexame da prova e discussão de matéria infraconstitucional. [...] E os recursos subsequentes, todos desprovidos, tiveram por objeto tão somente portrair a data do trânsito em julgado. Requer, assim, a reconsideração da decisão ou o provimento do recurso, para que seja afastada a prescrição da pretensão punitiva. É o relatório. Decido. Razão assiste à parte agravante. Isso porque, entre a publicação da sentença condenatória (06/10/2008) e a decisão que inadmitiu os recursos de natureza extraordinária (11/01/2010), não transcorreu lapso superior a dois anos (art. 109, IV, do Código Penal, na redação anterior à Lei 12.234/10), apto a justificar a extinção da punibilidade estatal. A propósito, convém registrar que, no julgamento do HC 86.125/SP, Rel. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJ 2/9/2005, firmou-se entendimento no sentido de que “recursos especial e extraordinário indeferidos na origem, porque inadmissíveis, em decisões mantidas pelo STF e pelo STJ, não têm o condão de empecer a formação da coisa julgada”. Dentre os julgados que seguiram essa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 855 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF tese, citem-se: ARE 976.508 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 18/10/2016; HC 135.412 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 6/9/2016; ARE 791.825 AgR-EDv-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, DJe de 5/9/2016; ARE 723.590 AgR/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/11/2013; HC 113.559/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 5/2/2013; AI 788.612 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 16/11/2012; ARE 969022 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 22/2/2017; esse último assim ementado: Os recursos excepcionais (recurso extraordinário e recurso especial), quando declarados inadmissíveis, não obstam a formação da coisa julgada, inclusive da coisa julgada penal, retroagindo a data do trânsito em julgado, em virtude do juízo negativo de admissibilidade, ao momento em que esgotado o prazo legal de interposição das espécies recursais não admitidas. Precedentes. Diante do exposto, RECONSIDERO A DECISÃO AGRAVADA, de modo a afastar a prescrição da pretensão punitiva. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. De todo modo, não assiste razão à parte agravante. Na hipótese dos autos, o Presidente da Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do TJDFT inadmitiu o Recurso Extraordinário interposto pela defesa, por (i) entender que as questões de fundo do apelo ostentam cunho infraconstitucional; e (ii) a apreciação das 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Supremo Tribunal Federal AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF tese, citem-se: ARE 976.508 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 18/10/2016; HC 135.412 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 6/9/2016; ARE 791.825 AgR-EDv-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, DJe de 5/9/2016; ARE 723.590 AgR/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/11/2013; HC 113.559/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 5/2/2013; AI 788.612 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 16/11/2012; ARE 969022 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 22/2/2017; esse último assim ementado: Os recursos excepcionais (recurso extraordinário e recurso especial), quando declarados inadmissíveis, não obstam a formação da coisa julgada, inclusive da coisa julgada penal, retroagindo a data do trânsito em julgado, em virtude do juízo negativo de admissibilidade, ao momento em que esgotado o prazo legal de interposição das espécies recursais não admitidas. Precedentes. Diante do exposto, RECONSIDERO A DECISÃO AGRAVADA, de modo a afastar a prescrição da pretensão punitiva. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. De todo modo, não assiste razão à parte agravante. Na hipótese dos autos, o Presidente da Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do TJDFT inadmitiu o Recurso Extraordinário interposto pela defesa, por (i) entender que as questões de fundo do apelo ostentam cunho infraconstitucional; e (ii) a apreciação das 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 856 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF teses suscitadas demandaria o reexame de fatos e provas. Chegou-se ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL por meio de Agravo de Instrumento, ao qual o então relator, Min. AYRES BRITTO, negou seguimento sob o fundamento de que (i) a discussão acerca da complexidade da matéria, para fim de delimitação da competência dos juizados especiais, constitui tema cujo exame faz imprescindível a prévia análise de normas infraconstitucionais; (ii) entendimento diverso do adotado pelo arresto impugnado demandaria o reexame fático- probatório, a fazer incidir óbice da Súmula 279/STF; e (iii) a alegada ofensa às garantias constitucionais, se existente, ocorreria apenas de modo reflexo ou indireto. Interposto Agravo Regimental, a Primeira Turma negou-lhe provimento, conforme ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. COMPETÊNCIA. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA ACÓRDÃO DE TURMA RECURSAL. OFENSA REFLEXA. COMPLEXIDADE DA MATÉRIA PARA FINS DE DELIMITAÇÃO DA COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA AFRONTA AOS INCISOS XXXIX, LIII, LIV E LV DO ART. 5º E AO INCISO IX DO ART. 93 DA CF/88. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DE MATERIAL PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. VIOLAÇÃO MERAMENTE REFLEXA AO MAGNO TEXTO. DECISÃO FUNDAMENTADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A competência para o juízo de admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão de Turma Recursal de Juizados Especiais é do seu Presidente, e não do Presidente do Tribunal. Precedente: AI 526.768-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence. 2. A discussão acerca da complexidade da matéria para fins de delimitação da competência dos juizados especiais constitui tema cujo exame faz imprescindível a prévia análise 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Supremo Tribunal Federal AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF teses suscitadas demandaria o reexame de fatos e provas. Chegou-se ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL por meio de Agravo de Instrumento, ao qual o então relator, Min. AYRES BRITTO, negou seguimento sob o fundamento de que (i) a discussão acerca da complexidade da matéria, para fim de delimitação da competência dos juizados especiais, constitui tema cujo exame faz imprescindível a prévia análise de normas infraconstitucionais; (ii) entendimento diverso do adotado pelo arresto impugnado demandaria o reexame fático- probatório, a fazer incidir óbice da Súmula 279/STF; e (iii) a alegada ofensa às garantias constitucionais, se existente, ocorreria apenas de modo reflexo ou indireto. Interposto Agravo Regimental, a Primeira Turma negou-lhe provimento, conforme ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. COMPETÊNCIA. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA ACÓRDÃO DE TURMA RECURSAL. OFENSA REFLEXA. COMPLEXIDADE DA MATÉRIA PARA FINS DE DELIMITAÇÃO DA COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA AFRONTA AOS INCISOS XXXIX, LIII, LIV E LV DO ART. 5º E AO INCISO IX DO ART. 93 DA CF/88. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DE MATERIAL PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. VIOLAÇÃO MERAMENTE REFLEXA AO MAGNO TEXTO. DECISÃO FUNDAMENTADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A competência para o juízo de admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão de Turma Recursal de Juizados Especiais é do seu Presidente, e não do Presidente do Tribunal. Precedente: AI 526.768-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence. 2. A discussão acerca da complexidade da matéria para fins de delimitação da competência dos juizados especiais constitui tema cujo exame faz imprescindível a prévia análise 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 857 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF de normas infraconstitucionais. 3. Caso em que entendimento diverso do adotado pela Instância Judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e a análise do conjunto probatório dos autos, providências vedadas neste momento processual. 4. A decisão se encontra devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 5. Agravo regimental desprovido. Sobreveio decisão do então relator, declarando extinta a punibilidade da recorrente, MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA, por prescrição da pretensão punitiva do Estado. Inconformado, o Ministério Público Federal interpôs agravo regimental, com o fito de afastar a prescrição da pretensão punitiva. Na sequência, reconsiderei a decisão do eminente Min. AYRES BRITTO, de modo a afastar a prescrição da pretensão punitiva, aludindo a precedente desta SUPREMA CORTE, no sentido de que recursos especial e extraordinário indeferidos na origem, porque inadmissíveis, em decisões mantidas pelo STF e pelo STJ, não têm o condão de empecer a formação da coisa julgada (HC 86.125/SP, Rel. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJ 2/9/2005). De se ver que, diversamente do que alega a embargante, o mérito recursal não foi analisado. Conforme se depreende, foi negado seguimento ao Agravo de Instrumento pelo Ministro Relator, pois manifestamente inadmissível, nos termos do art. 21, §1º, do RISTF. Em sede de Agravo Regimental, limitou-se o colegiado a confirmar a decisão monocrática. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Supremo Tribunal Federal AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF de normas infraconstitucionais. 3. Caso em que entendimento diverso do adotado pela Instância Judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e a análise do conjunto probatório dos autos, providências vedadas neste momento processual. 4. A decisão se encontra devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 5. Agravo regimental desprovido. Sobreveio decisão do então relator, declarando extinta a punibilidade da recorrente, MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA, por prescrição da pretensão punitiva do Estado. Inconformado, o Ministério Público Federal interpôs agravo regimental, com o fito de afastar a prescrição da pretensão punitiva. Na sequência, reconsiderei a decisão do eminente Min. AYRES BRITTO, de modo a afastar a prescrição da pretensão punitiva, aludindo a precedente desta SUPREMA CORTE, no sentido de que recursos especial e extraordinário indeferidos na origem, porque inadmissíveis, em decisões mantidas pelo STF e pelo STJ, não têm o condão de empecer a formação da coisa julgada (HC 86.125/SP, Rel. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJ 2/9/2005). De se ver que, diversamente do que alega a embargante, o mérito recursal não foi analisado. Conforme se depreende, foi negado seguimento ao Agravo de Instrumento pelo Ministro Relator, pois manifestamente inadmissível, nos termos do art. 21, §1º, do RISTF. Em sede de Agravo Regimental, limitou-se o colegiado a confirmar a decisão monocrática. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 858 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.930 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA ADV.(A/S) : RAUL CANAL (10308/DF) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo interno e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F56-571A-1E88-AE5A e senha 90C7-616E-1C2A-DE91 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.930 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA ADV.(A/S) : RAUL CANAL (10308/DF) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo interno e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F56-571A-1E88-AE5A e senha 90C7-616E-1C2A-DE91 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9 859
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749089513
2018-12-14T00:00:00
2019-02-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo interno e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. NÃO OCORRÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Entre a publicação da sentença condenatória (06/10/2008) e a decisão que inadmitiu os recursos de natureza extraordinária (11/01/2010), não transcorreu lapso superior a dois anos (art. 109, IV, do Código Penal, na redação anterior à Lei 12.234/10), apto a justificar a extinção da punibilidade estatal. 2. No julgamento do HC 86.125/SP, Rel. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJ 2/9/2005, firmou-se entendimento no sentido de que “recursos especial e extraordinário indeferidos na origem, porque inadmissíveis, em decisões mantidas pelo STF e pelo STJ, não têm o condão de empecer a formação da coisa julgada”. 3. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur397693
- Acórdão(s) citado(s): (INDEFERIMENTO DE RECURSO ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM, COISA JULGADA) HC 86125 (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 13/02/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
793930
[ "LEG-FED LEI-012234 ANO-2010\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00109 INC-00004 REDAÇÃO ANTERIOR À LEI-12234/2010\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
AI-AgR-ED-ED-AgR-ED
acordaos
AI 793930 AgR-ED-ED-AgR-ED
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EMBTE.(S) : MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA ADV.(A/S) : RAUL CANAL E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.930 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA ADV.(A/S) :RAUL CANAL E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. NÃO OCORRÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Entre a publicação da sentença condenatória (06/10/2008) e a decisão que inadmitiu os recursos de natureza extraordinária (11/01/2010), não transcorreu lapso superior a dois anos (art. 109, IV, do Código Penal, na redação anterior à Lei 12.234/10), apto a justificar a extinção da punibilidade estatal. 2. No julgamento do HC 86.125/SP, Rel. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJ 2/9/2005, firmou-se entendimento no sentido de que “recursos especial e extraordinário indeferidos na origem, porque inadmissíveis, em decisões mantidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça, não têm o condão de empecer a formação da coisa julgada”. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em receber os embargos de declaração como agravo interno e em lhe negar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3738-12A6-1905-8839 e senha 9618-9A3F-8E6D-972C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 851 Ementa e Acórdão AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3738-12A6-1905-8839 e senha 9618-9A3F-8E6D-972C Supremo Tribunal Federal AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3738-12A6-1905-8839 e senha 9618-9A3F-8E6D-972C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 852 Relatório 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.930 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA ADV.(A/S) :RAUL CANAL E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra decisão que reconsiderou pronunciamento anterior que declarava extinta a punibilidade por prescrição da pretensão punitiva. Sustenta a parte embargante, em suma, a decisão fora contraditória e omissa, certo que (a) o presente recurso extraordinário na origem não fora indeferido porque inadmissível, pelo contrário os recursos de agravo de instrumento e agravo regimental foram conhecidos e admitidos, porém negados; e (b) o recurso extraordinário, agravo de instrumento, agravo regimental e embargos de declaração são recursos exclusivos da defesa, certo que já havia o trânsito em julgado para o Medida Provisória/DF, desde 10/08/08 (fl. 404 – vol. 3), consequentemente a reconsideração da decisão prejudicial à recorrente viola o princípio da reformatio in pejus. Requer, assim, o conhecimento e provimento do recurso para suprir as omissões e eliminar as contradições, consequentemente atribuir efeito infringente para manter a decisão que reconheceu a prescrição da pretensão punitiva do Estado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 414E-A052-3785-08E2 e senha EF11-9A08-09EC-37A2 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.930 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA ADV.(A/S) :RAUL CANAL E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra decisão que reconsiderou pronunciamento anterior que declarava extinta a punibilidade por prescrição da pretensão punitiva. Sustenta a parte embargante, em suma, a decisão fora contraditória e omissa, certo que (a) o presente recurso extraordinário na origem não fora indeferido porque inadmissível, pelo contrário os recursos de agravo de instrumento e agravo regimental foram conhecidos e admitidos, porém negados; e (b) o recurso extraordinário, agravo de instrumento, agravo regimental e embargos de declaração são recursos exclusivos da defesa, certo que já havia o trânsito em julgado para o Medida Provisória/DF, desde 10/08/08 (fl. 404 – vol. 3), consequentemente a reconsideração da decisão prejudicial à recorrente viola o princípio da reformatio in pejus. Requer, assim, o conhecimento e provimento do recurso para suprir as omissões e eliminar as contradições, consequentemente atribuir efeito infringente para manter a decisão que reconheceu a prescrição da pretensão punitiva do Estado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 414E-A052-3785-08E2 e senha EF11-9A08-09EC-37A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 853 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.930 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O presente recurso tem notório propósito infringente. Assim, em nome do princípio da fungibilidade recursal, deve-se conhecê-lo como agravo interno. Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo interno contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que declarou extinta a punibilidade em razão da prescrição da pretensão punitiva, cujo teor é o seguinte: Trata-se de embargos de declaração em embargos de declaração em agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão obstativa de recurso extraordinário, este interposto com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Magna Carta de 1988, contra acórdão proferido pela Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. 2. Pois bem, a parte embargante alega a ocorrência de prescrição. 3. Da leitura dos autos, observo que o aresto impugnado manteve a sentença condenatória (fls. 544) da ora agravante. Sentença que fixou a pena privativa de liberdade em oito meses de detenção substituída por restritiva de direitos, por infração ao disposto no § 6... do art. 129 c/c o caput e § 2... do art. 13 do Código Penal. Dessa decisão não houve recurso da acusação. 4. Esse o breve resumo dos acontecimentos, passo a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.930 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O presente recurso tem notório propósito infringente. Assim, em nome do princípio da fungibilidade recursal, deve-se conhecê-lo como agravo interno. Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo interno contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que declarou extinta a punibilidade em razão da prescrição da pretensão punitiva, cujo teor é o seguinte: Trata-se de embargos de declaração em embargos de declaração em agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão obstativa de recurso extraordinário, este interposto com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Magna Carta de 1988, contra acórdão proferido pela Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. 2. Pois bem, a parte embargante alega a ocorrência de prescrição. 3. Da leitura dos autos, observo que o aresto impugnado manteve a sentença condenatória (fls. 544) da ora agravante. Sentença que fixou a pena privativa de liberdade em oito meses de detenção substituída por restritiva de direitos, por infração ao disposto no § 6... do art. 129 c/c o caput e § 2... do art. 13 do Código Penal. Dessa decisão não houve recurso da acusação. 4. Esse o breve resumo dos acontecimentos, passo a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 854 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF decidir. Ao fazê-lo, anoto que, entre o dia da publicação da sentença condenatória (06/10/2008) e a presente data, transcorreu o lapso temporal superior a dois anos, nos termos do inciso VI do art. 109 do Código Penal Brasileiro combinado com o § 1... do art. 110 também do Código Penal Brasileiro, na redação anterior à Lei 12.234/2010. Logo, consumada está a prescrição da pretensão punitiva do Estado. Isso posto, declaro extinta a punibilidade de Maria do Espírito Santo Auzier Moreira. Pelo que julgo prejudicado o presente recurso, com base no art. 38 da Lei 8.038/1990 e no inciso IX do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal. Neste recurso, o Ministério Público sustenta, em suma, que, quanto ao prazo de prescrição entre a sentença condenatória e o trânsito em julgado, os recursos especial e extraordinário só obstam a formação da coisa julgada quando admissíveis. Aponta que o recurso extraordinário da ré foi interceptado na origem diante da pretensão ao reexame da prova e discussão de matéria infraconstitucional. [...] E os recursos subsequentes, todos desprovidos, tiveram por objeto tão somente portrair a data do trânsito em julgado. Requer, assim, a reconsideração da decisão ou o provimento do recurso, para que seja afastada a prescrição da pretensão punitiva. É o relatório. Decido. Razão assiste à parte agravante. Isso porque, entre a publicação da sentença condenatória (06/10/2008) e a decisão que inadmitiu os recursos de natureza extraordinária (11/01/2010), não transcorreu lapso superior a dois anos (art. 109, IV, do Código Penal, na redação anterior à Lei 12.234/10), apto a justificar a extinção da punibilidade estatal. A propósito, convém registrar que, no julgamento do HC 86.125/SP, Rel. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJ 2/9/2005, firmou-se entendimento no sentido de que “recursos especial e extraordinário indeferidos na origem, porque inadmissíveis, em decisões mantidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça, não têm o condão de empecer a formação da coisa julgada”. Dentre os julgados que seguiram essa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Supremo Tribunal Federal AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF decidir. Ao fazê-lo, anoto que, entre o dia da publicação da sentença condenatória (06/10/2008) e a presente data, transcorreu o lapso temporal superior a dois anos, nos termos do inciso VI do art. 109 do Código Penal Brasileiro combinado com o § 1... do art. 110 também do Código Penal Brasileiro, na redação anterior à Lei 12.234/2010. Logo, consumada está a prescrição da pretensão punitiva do Estado. Isso posto, declaro extinta a punibilidade de Maria do Espírito Santo Auzier Moreira. Pelo que julgo prejudicado o presente recurso, com base no art. 38 da Lei 8.038/1990 e no inciso IX do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal. Neste recurso, o Ministério Público sustenta, em suma, que, quanto ao prazo de prescrição entre a sentença condenatória e o trânsito em julgado, os recursos especial e extraordinário só obstam a formação da coisa julgada quando admissíveis. Aponta que o recurso extraordinário da ré foi interceptado na origem diante da pretensão ao reexame da prova e discussão de matéria infraconstitucional. [...] E os recursos subsequentes, todos desprovidos, tiveram por objeto tão somente portrair a data do trânsito em julgado. Requer, assim, a reconsideração da decisão ou o provimento do recurso, para que seja afastada a prescrição da pretensão punitiva. É o relatório. Decido. Razão assiste à parte agravante. Isso porque, entre a publicação da sentença condenatória (06/10/2008) e a decisão que inadmitiu os recursos de natureza extraordinária (11/01/2010), não transcorreu lapso superior a dois anos (art. 109, IV, do Código Penal, na redação anterior à Lei 12.234/10), apto a justificar a extinção da punibilidade estatal. A propósito, convém registrar que, no julgamento do HC 86.125/SP, Rel. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJ 2/9/2005, firmou-se entendimento no sentido de que “recursos especial e extraordinário indeferidos na origem, porque inadmissíveis, em decisões mantidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça, não têm o condão de empecer a formação da coisa julgada”. Dentre os julgados que seguiram essa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 855 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF tese, citem-se: ARE 976.508 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 18/10/2016; HC 135.412 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 6/9/2016; ARE 791.825 AgR-EDv-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, DJe de 5/9/2016; ARE 723.590 AgR/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/11/2013; HC 113.559/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 5/2/2013; AI 788.612 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 16/11/2012; ARE 969022 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 22/2/2017; esse último assim ementado: Os recursos excepcionais (recurso extraordinário e recurso especial), quando declarados inadmissíveis, não obstam a formação da coisa julgada, inclusive da coisa julgada penal, retroagindo a data do trânsito em julgado, em virtude do juízo negativo de admissibilidade, ao momento em que esgotado o prazo legal de interposição das espécies recursais não admitidas. Precedentes. Diante do exposto, RECONSIDERO A DECISÃO AGRAVADA, de modo a afastar a prescrição da pretensão punitiva. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. De todo modo, não assiste razão à parte agravante. Na hipótese dos autos, o Presidente da Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do TJDFT inadmitiu o Recurso Extraordinário interposto pela defesa, por (i) entender que as questões de fundo do apelo ostentam cunho infraconstitucional; e (ii) a apreciação das 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Supremo Tribunal Federal AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF tese, citem-se: ARE 976.508 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 18/10/2016; HC 135.412 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 6/9/2016; ARE 791.825 AgR-EDv-ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, DJe de 5/9/2016; ARE 723.590 AgR/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/11/2013; HC 113.559/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 5/2/2013; AI 788.612 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 16/11/2012; ARE 969022 AgR, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 22/2/2017; esse último assim ementado: Os recursos excepcionais (recurso extraordinário e recurso especial), quando declarados inadmissíveis, não obstam a formação da coisa julgada, inclusive da coisa julgada penal, retroagindo a data do trânsito em julgado, em virtude do juízo negativo de admissibilidade, ao momento em que esgotado o prazo legal de interposição das espécies recursais não admitidas. Precedentes. Diante do exposto, RECONSIDERO A DECISÃO AGRAVADA, de modo a afastar a prescrição da pretensão punitiva. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. De todo modo, não assiste razão à parte agravante. Na hipótese dos autos, o Presidente da Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do TJDFT inadmitiu o Recurso Extraordinário interposto pela defesa, por (i) entender que as questões de fundo do apelo ostentam cunho infraconstitucional; e (ii) a apreciação das 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 856 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF teses suscitadas demandaria o reexame de fatos e provas. Chegou-se ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL por meio de Agravo de Instrumento, ao qual o então relator, Min. AYRES BRITTO, negou seguimento sob o fundamento de que (i) a discussão acerca da complexidade da matéria, para fim de delimitação da competência dos juizados especiais, constitui tema cujo exame faz imprescindível a prévia análise de normas infraconstitucionais; (ii) entendimento diverso do adotado pelo arresto impugnado demandaria o reexame fático- probatório, a fazer incidir óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal; e (iii) a alegada ofensa às garantias constitucionais, se existente, ocorreria apenas de modo reflexo ou indireto. Interposto Agravo Regimental, a Primeira Turma negou-lhe provimento, conforme ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. COMPETÊNCIA. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA ACÓRDÃO DE TURMA RECURSAL. OFENSA REFLEXA. COMPLEXIDADE DA MATÉRIA PARA FINS DE DELIMITAÇÃO DA COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA AFRONTA AOS INCISOS XXXIX, LIII, LIV E LV DO ART. 5... E AO INCISO IX DO ART. 93 DA Constituição Federal de 1988/88. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DE MATERIAL PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO MERAMENTE REFLEXA AO MAGNO TEXTO. DECISÃO FUNDAMENTADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A competência para o juízo de admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão de Turma Recursal de Juizados Especiais é do seu Presidente, e não do Presidente do Tribunal. Precedente: AI 526.768-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence. 2. A discussão acerca da complexidade da matéria para fins de delimitação da competência dos juizados especiais constitui tema cujo exame faz imprescindível a prévia análise 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Supremo Tribunal Federal AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF teses suscitadas demandaria o reexame de fatos e provas. Chegou-se ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL por meio de Agravo de Instrumento, ao qual o então relator, Min. AYRES BRITTO, negou seguimento sob o fundamento de que (i) a discussão acerca da complexidade da matéria, para fim de delimitação da competência dos juizados especiais, constitui tema cujo exame faz imprescindível a prévia análise de normas infraconstitucionais; (ii) entendimento diverso do adotado pelo arresto impugnado demandaria o reexame fático- probatório, a fazer incidir óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal; e (iii) a alegada ofensa às garantias constitucionais, se existente, ocorreria apenas de modo reflexo ou indireto. Interposto Agravo Regimental, a Primeira Turma negou-lhe provimento, conforme ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. COMPETÊNCIA. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA ACÓRDÃO DE TURMA RECURSAL. OFENSA REFLEXA. COMPLEXIDADE DA MATÉRIA PARA FINS DE DELIMITAÇÃO DA COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA AFRONTA AOS INCISOS XXXIX, LIII, LIV E LV DO ART. 5... E AO INCISO IX DO ART. 93 DA Constituição Federal de 1988/88. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DE MATERIAL PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO MERAMENTE REFLEXA AO MAGNO TEXTO. DECISÃO FUNDAMENTADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A competência para o juízo de admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão de Turma Recursal de Juizados Especiais é do seu Presidente, e não do Presidente do Tribunal. Precedente: AI 526.768-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence. 2. A discussão acerca da complexidade da matéria para fins de delimitação da competência dos juizados especiais constitui tema cujo exame faz imprescindível a prévia análise 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 857 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF de normas infraconstitucionais. 3. Caso em que entendimento diverso do adotado pela Instância Judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e a análise do conjunto probatório dos autos, providências vedadas neste momento processual. 4. A decisão se encontra devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 5. Agravo regimental desprovido. Sobreveio decisão do então relator, declarando extinta a punibilidade da recorrente, MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA, por prescrição da pretensão punitiva do Estado. Inconformado, o Ministério Público Federal interpôs agravo regimental, com o fito de afastar a prescrição da pretensão punitiva. Na sequência, reconsiderei a decisão do eminente Min. AYRES BRITTO, de modo a afastar a prescrição da pretensão punitiva, aludindo a precedente desta SUPREMA CORTE, no sentido de que recursos especial e extraordinário indeferidos na origem, porque inadmissíveis, em decisões mantidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça, não têm o condão de empecer a formação da coisa julgada (HC 86.125/SP, Rel. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJ 2/9/2005). De se ver que, diversamente do que alega a embargante, o mérito recursal não foi analisado. Conforme se depreende, foi negado seguimento ao Agravo de Instrumento pelo Ministro Relator, pois manifestamente inadmissível, nos termos do art. 21, §1..., do RISTF. Em sede de Agravo Regimental, limitou-se o colegiado a confirmar a decisão monocrática. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Supremo Tribunal Federal AI 793930 AGR-ED-ED-AGR-ED / DF de normas infraconstitucionais. 3. Caso em que entendimento diverso do adotado pela Instância Judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e a análise do conjunto probatório dos autos, providências vedadas neste momento processual. 4. A decisão se encontra devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 5. Agravo regimental desprovido. Sobreveio decisão do então relator, declarando extinta a punibilidade da recorrente, MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA, por prescrição da pretensão punitiva do Estado. Inconformado, o Ministério Público Federal interpôs agravo regimental, com o fito de afastar a prescrição da pretensão punitiva. Na sequência, reconsiderei a decisão do eminente Min. AYRES BRITTO, de modo a afastar a prescrição da pretensão punitiva, aludindo a precedente desta SUPREMA CORTE, no sentido de que recursos especial e extraordinário indeferidos na origem, porque inadmissíveis, em decisões mantidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça, não têm o condão de empecer a formação da coisa julgada (HC 86.125/SP, Rel. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJ 2/9/2005). De se ver que, diversamente do que alega a embargante, o mérito recursal não foi analisado. Conforme se depreende, foi negado seguimento ao Agravo de Instrumento pelo Ministro Relator, pois manifestamente inadmissível, nos termos do art. 21, §1..., do RISTF. Em sede de Agravo Regimental, limitou-se o colegiado a confirmar a decisão monocrática. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-4097-A4B7-3871 e senha 9A88-4631-3BE8-3C03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 858 Extrato de Ata - 14/12/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.930 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA ADV.(A/S) : RAUL CANAL (10308/DF) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo interno e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F56-571A-1E88-AE5A e senha 90C7-616E-1C2A-DE91 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 793.930 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA ADV.(A/S) : RAUL CANAL (10308/DF) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo interno e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F56-571A-1E88-AE5A e senha 90C7-616E-1C2A-DE91 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9 859
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 793 . 930", "HC 86 . 125 / SP", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 793 . 930", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 793 .", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 793 .", "AI 793930 AGR", "HC 86 . 125 / SP", "AI 793930 AGR - ED - ED - AGR - ED", "HC 86 . 125 / SP", "AI 793930 AGR - ED - ED - AGR -", "ARE 976 . 508 AgR", "HC 135 . 412 AgR", "ARE 791 . 825 AgR - EDv - ED", "ARE 723 . 590 AgR / RS", "HC 113 . 559 / PE", "AI 788 . 612 AgR / SP", "ARE 969022 AgR", "AI 793930 AGR - ED -", "ARE 976 . 508 AgR", "HC 135 . 412 AgR", "ARE 791 . 825 AgR - EDv - ED", "ARE 723 . 590 AgR / RS", "HC 113 . 559 / PE", "AI 788 . 612 AgR / SP", "ARE 969022 AgR", "AI 793930 AGR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 526 . 768 - AgR", "AI 793930", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 526 . 768 - AgR", "AI 793930 AGR", "HC 86 . 125 / SP", "AI 793930", "HC 86 . 125 / SP", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 793 . 930" ], "LEGISLACAO": [ "art . 109 , IV , do Código Penal", "Lei 12 . 234 / 10", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória / DF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ a ” do inciso III do art . 102 da Magna Carta de 1988", "§ 6 . . . do art . 129 c / c o caput e § 2 . . . do art . 13 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ a ” do inciso III do art . 102 da Magna Carta de 1988", "§ 6 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso VI do art . 109 do Código Penal Brasileiro", "art . 110 também do Código Penal Brasileiro", "Lei 12 . 234 / 2010", "art . 38 da Lei 8 . 038 / 1990", "inciso IX do art . 21 do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 109 , IV , do Código Penal", "Lei 12 . 234 / 10", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso VI do art . 109 do Código Penal Brasileiro", "§ 1 . . . do art . 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FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Medida Provisória / DF", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Juizados Especiais Cíveis e Criminais", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Ministério Público", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do TJDFT", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do TJDFT", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Turma Recursal de Juizados Especiais", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA", "RAUL CANAL", "ELLEN GRACIE", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA", "RAUL CANAL", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA", "RAUL CANAL", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "AYRES BRITTO", "ALEXANDRE DE MORAES", "AYRES BRITTO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Maria do Espírito Santo Auzier Moreira", "ELLEN GRACIE", "Maria do Espírito Santo Auzier Moreira", "ELLEN GRACIE", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSO", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "AYRES BRITTO", "Sepúlveda Pertence", "AYRES BRITTO", "Sepúlveda Pertence", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA", "AYRES BRITTO", "ELLEN GRACIE", "MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA", "AYRES BRITTO", "ELLEN GRACIE", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA", "RAUL CANAL", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARIA DO ESPÍRITO SANTO AUZIER MOREIRA", "RAUL CANAL", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "06", "/", "10", "/", "2008", "11", "/", "01", "/", "2010", "2", "/", "9", "/", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "10", "/", "08", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "10", "/", "08", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2008", "06", "/", "10", "/", "2008", "11", "/", "01", "/", "2010", "2", "/", "9", "/", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2008", "06", "/", "10", "/", "2008", "11", "/", "01", "/", "2010", "2", "/", "9", "/", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "10", "/", "2016", "6", "/", "9", "/", "2016", "5", "/", "9", "/", "2016", "13", "/", "11", "/", "2013", "5", "/", "2", "/", "2013", "16", "/", "11", "/", "2012", "22", "/", "2", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "10", "/", "2016", "6", "/", "9", "/", "2016", "5", "/", "9", "/", "2016", "13", "/", "11", "/", "2013", "5", "/", "2", "/", "2013", "16", "/", "11", "/", "2012", "22", "/", "2", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.193.910 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO COMERCIO DE LIVROS - ME ADV.(A/S) :MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. EXTENSÃO IMUNIDADE AOS CARDS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART 150, IV, “D”, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DIVERGÊNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DAF-44A5-C75F-996A e senha AFEE-EFF0-1A2D-8616 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RE 1193910 AGR / SP votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 10 a 16 de maio de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 17 de maio de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DAF-44A5-C75F-996A e senha AFEE-EFF0-1A2D-8616 Supremo Tribunal Federal RE 1193910 AGR / SP votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 10 a 16 de maio de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 17 de maio de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DAF-44A5-C75F-996A e senha AFEE-EFF0-1A2D-8616 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.193.910 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO COMERCIO DE LIVROS - ME ADV.(A/S) :MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual provido o recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta ao preceito da Lei Maior indicado nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 150, IV, “d”, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: "TRIBUTÁRIO - PIS - COFINS - ALÍQUOTA ZERO - CARD GAMES: INAPLICABILIDADE - INTERPRETAÇÃO ESTRITA DO BENEFÍCIO FISCAL. 1- A interpretação do beneficio fiscal é estrita (artigo 111, do Código Tributário Nacional). 2 - No caso concreto, os cards games são destacáveis do álbum. 3 - Ou seja: são cartas colecionáveis que podem ser destacadas do álbum, com a finalidade de uso em jogo. 4 - Não possuem a natureza de livro, nos termos do artigo 2º, parágrafo único, I, da Lei Federal nº. 10.753/03. 5 - Apelação provida.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9942-CF7D-18CD-A6BC e senha 68F0-67C2-DD34-79A7 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.193.910 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO COMERCIO DE LIVROS - ME ADV.(A/S) :MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual provido o recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta ao preceito da Lei Maior indicado nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 150, IV, “d”, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: "TRIBUTÁRIO - PIS - COFINS - ALÍQUOTA ZERO - CARD GAMES: INAPLICABILIDADE - INTERPRETAÇÃO ESTRITA DO BENEFÍCIO FISCAL. 1- A interpretação do beneficio fiscal é estrita (artigo 111, do Código Tributário Nacional). 2 - No caso concreto, os cards games são destacáveis do álbum. 3 - Ou seja: são cartas colecionáveis que podem ser destacadas do álbum, com a finalidade de uso em jogo. 4 - Não possuem a natureza de livro, nos termos do artigo 2º, parágrafo único, I, da Lei Federal nº. 10.753/03. 5 - Apelação provida.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9942-CF7D-18CD-A6BC e senha 68F0-67C2-DD34-79A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RE 1193910 AGR / SP 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9942-CF7D-18CD-A6BC e senha 68F0-67C2-DD34-79A7 Supremo Tribunal Federal RE 1193910 AGR / SP 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9942-CF7D-18CD-A6BC e senha 68F0-67C2-DD34-79A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.193.910 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Conforme consignado o entendimento adotado no acórdão recorrido diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a imunidade prevista no art. 150, IV, “d”, da Lei Maior alcança os álbuns de figurinhas e os respectivos cromos e cards, ainda que possam ser destacados ou vendidos separadamente. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. 1. Imunidade do art. 150, inc. VI, alínea d, da Constituição da República. Álbum de figurinhas. Precedentes. 2. Extensão da imunidade aos respectivos cards: ausência de prequestionamento da matéria constitucional. Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Discussão quanto à classificação das figuras: Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RE 656203 AgR, Relator(a): Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, julgado em 25.9.2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-210 DIVULG 24.10.2012 PUBLIC 25.10.2012) “IMUNIDADE – “LIVROS, JORNAIS, PERIÓDICOS E O PAPEL DESTINADO A SUA IMPRESSÃO” – REVISTA INFANTIL – KIT COMPLEMENTAR – ARTIGO 150, INCISO VI, ALÍNEA “D”, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – INTELIGÊNCIA. Não incide o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS em operação de importação de materiais complementares a revista infantil. A imunidade prevista no artigo 150, inciso VI, alínea “d”, da Constituição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.193.910 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Conforme consignado o entendimento adotado no acórdão recorrido diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a imunidade prevista no art. 150, IV, “d”, da Lei Maior alcança os álbuns de figurinhas e os respectivos cromos e cards, ainda que possam ser destacados ou vendidos separadamente. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. 1. Imunidade do art. 150, inc. VI, alínea d, da Constituição da República. Álbum de figurinhas. Precedentes. 2. Extensão da imunidade aos respectivos cards: ausência de prequestionamento da matéria constitucional. Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Discussão quanto à classificação das figuras: Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RE 656203 AgR, Relator(a): Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, julgado em 25.9.2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-210 DIVULG 24.10.2012 PUBLIC 25.10.2012) “IMUNIDADE – “LIVROS, JORNAIS, PERIÓDICOS E O PAPEL DESTINADO A SUA IMPRESSÃO” – REVISTA INFANTIL – KIT COMPLEMENTAR – ARTIGO 150, INCISO VI, ALÍNEA “D”, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – INTELIGÊNCIA. Não incide o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS em operação de importação de materiais complementares a revista infantil. A imunidade prevista no artigo 150, inciso VI, alínea “d”, da Constituição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1193910 AGR / SP Federal é ampla, apanhando todo e qualquer componente de livros, jornais e periódicos. Precedentes: recursos extraordinários nº 330.817/RJ, Pleno, relator ministro Dias Toffoli, acórdão publicado no Diário da Justiça de 31 de agosto de 2017, e 595.676/RJ, Pleno, de minha relatoria, acórdão veiculado no Diário da Justiça de 18 de dezembro de 2017. “AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.” (RE 888090 AgR, Relator(a): Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 14.8.2018, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-212 DIVULG 03.10.2018 PUBLIC 04.10.2018) “Álbum de figurinha. Imunidade tributária. art. 150, VI, "d", da Constituição Federal. Precedentes da Suprema Corte. 1. Os álbuns de figurinhas e os respectivos cromos adesivos estão alcançados pela imunidade tributária prevista no artigo 150, VI, "d", da Constituição Federal. 2. Recurso extraordinário desprovido.” (RE 179893, Relator(a): Min. Menezes Direito, Primeira Turma, julgado em 15.4.2008, DJe-097 DIVULG 29.5.2008 PUBLIC 30.5.2008) Acresço que, ao julgamento do RE 595.676, Rel. Min. Marco Aurélio, e do RE 330.817, Rel. Min. Dias Toffoli, processados segundo a sistemática da repercussão geral, esta Suprema Corte concedeu interpretação extensiva ao dispositivo constitucional que autoriza a imunidade e fixou as teses de que “A imunidade da alínea ‘d’ do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal alcança componentes eletrônicos destinados, exclusivamente, a integrar unidade didática com fascículos” e que “A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da CF/1988 aplica-se ao livro eletrônico (e-book), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para fixá- lo”. Os acórdãos estão assim ementados: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Supremo Tribunal Federal RE 1193910 AGR / SP Federal é ampla, apanhando todo e qualquer componente de livros, jornais e periódicos. Precedentes: recursos extraordinários nº 330.817/RJ, Pleno, relator ministro Dias Toffoli, acórdão publicado no Diário da Justiça de 31 de agosto de 2017, e 595.676/RJ, Pleno, de minha relatoria, acórdão veiculado no Diário da Justiça de 18 de dezembro de 2017. “AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.” (RE 888090 AgR, Relator(a): Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 14.8.2018, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-212 DIVULG 03.10.2018 PUBLIC 04.10.2018) “Álbum de figurinha. Imunidade tributária. art. 150, VI, "d", da Constituição Federal. Precedentes da Suprema Corte. 1. Os álbuns de figurinhas e os respectivos cromos adesivos estão alcançados pela imunidade tributária prevista no artigo 150, VI, "d", da Constituição Federal. 2. Recurso extraordinário desprovido.” (RE 179893, Relator(a): Min. Menezes Direito, Primeira Turma, julgado em 15.4.2008, DJe-097 DIVULG 29.5.2008 PUBLIC 30.5.2008) Acresço que, ao julgamento do RE 595.676, Rel. Min. Marco Aurélio, e do RE 330.817, Rel. Min. Dias Toffoli, processados segundo a sistemática da repercussão geral, esta Suprema Corte concedeu interpretação extensiva ao dispositivo constitucional que autoriza a imunidade e fixou as teses de que “A imunidade da alínea ‘d’ do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal alcança componentes eletrônicos destinados, exclusivamente, a integrar unidade didática com fascículos” e que “A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da CF/1988 aplica-se ao livro eletrônico (e-book), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para fixá- lo”. Os acórdãos estão assim ementados: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1193910 AGR / SP “IMUNIDADE – UNIDADE DIDÁTICA – COMPONENTES ELETRÔNICOS. A imunidade prevista no artigo 150, inciso VI, da Constituição Federal alcança componentes eletrônicos, quando destinados, exclusivamente, a integrar a unidade didática com fascículos periódicos impressos.” (RE 595676, Relator(a): Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, julgado em 08.3.2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-291 DIVULG 15.12.2017 PUBLIC 18.12.2017) “Recurso extraordinário. Repercussão geral. Tributário. Imunidade objetiva constante do art. 150, VI, d, da CF/88. Teleologia multifacetada. Aplicabilidade. Livro eletrônico ou digital. Suportes. Interpretação evolutiva. Avanços tecnológicos, sociais e culturais. Projeção. Aparelhos leitores de livros eletrônicos (ou e-readers). 1. A teleologia da imunidade contida no art. 150, VI, d, da Constituição, aponta para a proteção de valores, princípios e ideias de elevada importância, tais como a liberdade de expressão, voltada à democratização e à difusão da cultura; a formação cultural do povo indene de manipulações; a neutralidade, de modo a não fazer distinção entre grupos economicamente fortes e fracos, entre grupos políticos etc; a liberdade de informar e de ser informado; o barateamento do custo de produção dos livros, jornais e periódicos, de modo a facilitar e estimular a divulgação de ideias, conhecimentos e informações etc. Ao se invocar a interpretação finalística, se o livro não constituir veículo de ideias, de transmissão de pensamentos, ainda que formalmente possa ser considerado como tal, será descabida a aplicação da imunidade. 2. A imunidade dos livros, jornais e periódicos e do papel destinado a sua impressão não deve ser interpretada em seus extremos, sob pena de se subtrair da salvaguarda toda a racionalidade que inspira seu alcance prático, ou de transformar a imunidade em subjetiva, na medida em que acabaria por desonerar de todo a pessoa do contribuinte, numa 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Supremo Tribunal Federal RE 1193910 AGR / SP “IMUNIDADE – UNIDADE DIDÁTICA – COMPONENTES ELETRÔNICOS. A imunidade prevista no artigo 150, inciso VI, da Constituição Federal alcança componentes eletrônicos, quando destinados, exclusivamente, a integrar a unidade didática com fascículos periódicos impressos.” (RE 595676, Relator(a): Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, julgado em 08.3.2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-291 DIVULG 15.12.2017 PUBLIC 18.12.2017) “Recurso extraordinário. Repercussão geral. Tributário. Imunidade objetiva constante do art. 150, VI, d, da CF/88. Teleologia multifacetada. Aplicabilidade. Livro eletrônico ou digital. Suportes. Interpretação evolutiva. Avanços tecnológicos, sociais e culturais. Projeção. Aparelhos leitores de livros eletrônicos (ou e-readers). 1. A teleologia da imunidade contida no art. 150, VI, d, da Constituição, aponta para a proteção de valores, princípios e ideias de elevada importância, tais como a liberdade de expressão, voltada à democratização e à difusão da cultura; a formação cultural do povo indene de manipulações; a neutralidade, de modo a não fazer distinção entre grupos economicamente fortes e fracos, entre grupos políticos etc; a liberdade de informar e de ser informado; o barateamento do custo de produção dos livros, jornais e periódicos, de modo a facilitar e estimular a divulgação de ideias, conhecimentos e informações etc. Ao se invocar a interpretação finalística, se o livro não constituir veículo de ideias, de transmissão de pensamentos, ainda que formalmente possa ser considerado como tal, será descabida a aplicação da imunidade. 2. A imunidade dos livros, jornais e periódicos e do papel destinado a sua impressão não deve ser interpretada em seus extremos, sob pena de se subtrair da salvaguarda toda a racionalidade que inspira seu alcance prático, ou de transformar a imunidade em subjetiva, na medida em que acabaria por desonerar de todo a pessoa do contribuinte, numa 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1193910 AGR / SP imunidade a que a Constituição atribui desenganada feição objetiva. A delimitação negativa da competência tributária apenas abrange os impostos incidentes sobre materialidades próprias das operações com livros, jornais, periódicos e com o papel destinado a sua impressão. 3. A interpretação das imunidades tributárias deve se projetar no futuro e levar em conta os novos fenômenos sociais, culturais e tecnológicos. Com isso, evita-se o esvaziamento das normas imunizantes por mero lapso temporal, além de se propiciar a constante atualização do alcance de seus preceitos. 4. O art. 150, VI, d, da Constituição não se refere apenas ao método gutenberguiano de produção de livros, jornais e periódicos. O vocábulo ‘papel’ não é, do mesmo modo, essencial ao conceito desses bens finais. O suporte das publicações é apenas o continente (corpus mechanicum) que abrange o conteúdo (corpus misticum) das obras. O corpo mecânico não é o essencial ou o condicionante para o gozo da imunidade, pois a variedade de tipos de suporte (tangível ou intangível) que um livro pode ter aponta para a direção de que ele só pode ser considerado como elemento acidental no conceito de livro. A imunidade de que trata o art. 150, VI, ‘d’, da Constituição, portanto, alcança o livro digital (ebook). 5. É dispensável para o enquadramento do livro na imunidade em questão que seu destinatário (consumidor) tenha necessariamente que passar sua visão pelo texto e decifrar os signos da escrita. Quero dizer que a imunidade alcança o denominado ‘audio book’, ou audiolivro (livros gravados em áudio, seja no suporte CD-Rom, seja em qualquer outro). 6. A teleologia da regra de imunidade igualmente alcança os aparelhos leitores de livros eletrônicos (ou e-readers) confeccionados exclusivamente para esse fim, ainda que, eventualmente, estejam equipados com funcionalidades acessórias ou rudimentares que auxiliam a leitura digital, tais como dicionário de sinônimos, marcadores, escolha do tipo e do tamanho da fonte etc. Esse entendimento não é aplicável aos aparelhos multifuncionais, como tablets, smartphone e laptops, os quais vão muito além de meros equipamentos utilizados para a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Supremo Tribunal Federal RE 1193910 AGR / SP imunidade a que a Constituição atribui desenganada feição objetiva. A delimitação negativa da competência tributária apenas abrange os impostos incidentes sobre materialidades próprias das operações com livros, jornais, periódicos e com o papel destinado a sua impressão. 3. A interpretação das imunidades tributárias deve se projetar no futuro e levar em conta os novos fenômenos sociais, culturais e tecnológicos. Com isso, evita-se o esvaziamento das normas imunizantes por mero lapso temporal, além de se propiciar a constante atualização do alcance de seus preceitos. 4. O art. 150, VI, d, da Constituição não se refere apenas ao método gutenberguiano de produção de livros, jornais e periódicos. O vocábulo ‘papel’ não é, do mesmo modo, essencial ao conceito desses bens finais. O suporte das publicações é apenas o continente (corpus mechanicum) que abrange o conteúdo (corpus misticum) das obras. O corpo mecânico não é o essencial ou o condicionante para o gozo da imunidade, pois a variedade de tipos de suporte (tangível ou intangível) que um livro pode ter aponta para a direção de que ele só pode ser considerado como elemento acidental no conceito de livro. A imunidade de que trata o art. 150, VI, ‘d’, da Constituição, portanto, alcança o livro digital (ebook). 5. É dispensável para o enquadramento do livro na imunidade em questão que seu destinatário (consumidor) tenha necessariamente que passar sua visão pelo texto e decifrar os signos da escrita. Quero dizer que a imunidade alcança o denominado ‘audio book’, ou audiolivro (livros gravados em áudio, seja no suporte CD-Rom, seja em qualquer outro). 6. A teleologia da regra de imunidade igualmente alcança os aparelhos leitores de livros eletrônicos (ou e-readers) confeccionados exclusivamente para esse fim, ainda que, eventualmente, estejam equipados com funcionalidades acessórias ou rudimentares que auxiliam a leitura digital, tais como dicionário de sinônimos, marcadores, escolha do tipo e do tamanho da fonte etc. Esse entendimento não é aplicável aos aparelhos multifuncionais, como tablets, smartphone e laptops, os quais vão muito além de meros equipamentos utilizados para a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1193910 AGR / SP leitura de livros digitais. 7. O CD-Rom é apenas um corpo mecânico ou suporte. Aquilo que está nele fixado (seu conteúdo textual) é o livro. Tanto o suporte (o CD-Rom) quanto o livro (conteúdo) estão abarcados pela imunidade da alínea d do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. 8. Recurso extraordinário a que se nega provimento. TESE DA REPERCUSSÃO GERAL: 9. Em relação ao tema nº 593 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do STF na internet, foi aprovada a seguinte tese: ‘A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da CF/88 aplica-se ao livro eletrônico (e- book), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para fixá-lo.’ (RE 330817, Relator(a): Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, julgado em 08.3.2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-195 DIVULG 30.8.2017 PUBLIC 31.8.2017) Por seu turno, na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, a existência de precedentes firmados pelo Supremo Tribunal Federal autoriza o julgamento imediato de causas que versem o mesmo tema, consoante se denota dos seguintes julgados: “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Previdenciário. Benefício. Revisão. Repercussão geral. Inexistência. Precedente do Plenário. Falta de publicação. Aplicação. Possibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. A existência de precedente firmado pelo Tribunal Pleno desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. 3. Ausência de repercussão geral do tema relativo à adoção, para fins de revisão de renda mensal de benefício previdenciário, dos mesmos índices aplicados para o reajuste do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de junho/99 e maio/04, haja vista a necessidade do exame da legislação infraconstitucional. 4. Agravo regimental não 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Supremo Tribunal Federal RE 1193910 AGR / SP leitura de livros digitais. 7. O CD-Rom é apenas um corpo mecânico ou suporte. Aquilo que está nele fixado (seu conteúdo textual) é o livro. Tanto o suporte (o CD-Rom) quanto o livro (conteúdo) estão abarcados pela imunidade da alínea d do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. 8. Recurso extraordinário a que se nega provimento. TESE DA REPERCUSSÃO GERAL: 9. Em relação ao tema nº 593 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do STF na internet, foi aprovada a seguinte tese: ‘A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da CF/88 aplica-se ao livro eletrônico (e- book), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para fixá-lo.’ (RE 330817, Relator(a): Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, julgado em 08.3.2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-195 DIVULG 30.8.2017 PUBLIC 31.8.2017) Por seu turno, na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, a existência de precedentes firmados pelo Supremo Tribunal Federal autoriza o julgamento imediato de causas que versem o mesmo tema, consoante se denota dos seguintes julgados: “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Previdenciário. Benefício. Revisão. Repercussão geral. Inexistência. Precedente do Plenário. Falta de publicação. Aplicação. Possibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. A existência de precedente firmado pelo Tribunal Pleno desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. 3. Ausência de repercussão geral do tema relativo à adoção, para fins de revisão de renda mensal de benefício previdenciário, dos mesmos índices aplicados para o reajuste do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de junho/99 e maio/04, haja vista a necessidade do exame da legislação infraconstitucional. 4. Agravo regimental não 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1193910 AGR / SP provido.” (ARE 686.607-ED/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 03.12.2012) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REVISÃO DA RENDA MENSAL DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ADOÇÃO DOS MESMOS ÍNDICES APLICADOS PARA O REAJUSTE DO TETO DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO. PORTARIA 5.188/1999. DECRETO 5.061/2004. EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. EXISTÊNCIA DE PRECEDENTE FIRMADO PELO PLENÁRIO DO STF. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO. AGRAVO IMPROVIDO. I Os Ministros desta Corte, no ARE 685.029- RG/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da possibilidade de adoção, para fins de revisão da renda mensal de benefício previdenciário, dos mesmos índices aplicados para o reajuste do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de junho de 1999 (Portaria 5.188/1999) e maio de 2004 (Decreto 5.061/2004), conforme disposto nas Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II A existência de precedente firmado pelo Plenário desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do leading case. Precedentes. III Agravo regimental improvido.” (ARE 707.863-ED/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 20.11.2012) Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Supremo Tribunal Federal RE 1193910 AGR / SP provido.” (ARE 686.607-ED/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 03.12.2012) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REVISÃO DA RENDA MENSAL DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ADOÇÃO DOS MESMOS ÍNDICES APLICADOS PARA O REAJUSTE DO TETO DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO. PORTARIA 5.188/1999. DECRETO 5.061/2004. EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. EXISTÊNCIA DE PRECEDENTE FIRMADO PELO PLENÁRIO DO STF. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO. AGRAVO IMPROVIDO. I Os Ministros desta Corte, no ARE 685.029- RG/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da possibilidade de adoção, para fins de revisão da renda mensal de benefício previdenciário, dos mesmos índices aplicados para o reajuste do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de junho de 1999 (Portaria 5.188/1999) e maio de 2004 (Decreto 5.061/2004), conforme disposto nas Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II A existência de precedente firmado pelo Plenário desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do leading case. Precedentes. III Agravo regimental improvido.” (ARE 707.863-ED/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 20.11.2012) Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1193910 AGR / SP fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional nº 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição, quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016 e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Supremo Tribunal Federal RE 1193910 AGR / SP fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional nº 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição, quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016 e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.193.910 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO COMERCIO DE LIVROS - ME ADV.(A/S) : MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO (272955/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 56F1-A1E2-A749-FD6F e senha AF14-A4FD-C6FC-FDBF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.193.910 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO COMERCIO DE LIVROS - ME ADV.(A/S) : MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO (272955/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 56F1-A1E2-A749-FD6F e senha AF14-A4FD-C6FC-FDBF Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749959521
2019-05-17T00:00:00
2019-05-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. EXTENSÃO IMUNIDADE AOS CARDS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART 150, IV, “D”, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DIVERGÊNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação.
sjur404546
- Acórdão(s) citado(s): (IMUNIDADE TRIBUTÁRIA, EXTENSÃO) RE 179893 (1ªT), RE 595676 RG, RE 656203 AgR (2ªT), RE 330817 RG, RE 888090 AgR (1ªT). (JULGAMENTO IMEDIATO) ARE 707863 ED (2ªT), ARE 686607 ED (1ªT). (APLICAÇÃO DE MULTA) ARE 951191 AgR (1ªT), ARE 955842 AgR (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 05/07/2019, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1193910
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00150 INC-00004 LET-D\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1193910 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO COMERCIO DE LIVROS - ME ADV.(A/S) : MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO
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Ementa e Acórdão 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.193.910 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO COMERCIO DE LIVROS - ME ADV.(A/S) :MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. EXTENSÃO IMUNIDADE AOS CARDS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART 150, IV, “D”, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DIVERGÊNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DAF-44A5-C75F-996A e senha AFEE-EFF0-1A2D-8616 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 10 a 16 de maio de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 17 de maio de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DAF-44A5-C75F-996A e senha AFEE-EFF0-1A2D-8616 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 10 a 16 de maio de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 17 de maio de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DAF-44A5-C75F-996A e senha AFEE-EFF0-1A2D-8616 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.193.910 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO COMERCIO DE LIVROS - ME ADV.(A/S) :MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual provido o recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta ao preceito da Lei Maior indicado nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 150, IV, “d”, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: "TRIBUTÁRIO - PIS - COFINS - ALÍQUOTA ZERO - CARD GAMES: INAPLICABILIDADE - INTERPRETAÇÃO ESTRITA DO BENEFÍCIO FISCAL. 1- A interpretação do beneficio fiscal é estrita (artigo 111, do Código Tributário Nacional). 2 - No caso concreto, os cards games são destacáveis do álbum. 3 - Ou seja: são cartas colecionáveis que podem ser destacadas do álbum, com a finalidade de uso em jogo. 4 - Não possuem a natureza de livro, nos termos do artigo 2..., parágrafo único, I, da Lei Federal n. 10.753/03. 5 - Apelação provida.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9942-CF7D-18CD-A6BC e senha 68F0-67C2-DD34-79A7 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.193.910 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO COMERCIO DE LIVROS - ME ADV.(A/S) :MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual provido o recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta ao preceito da Lei Maior indicado nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 150, IV, “d”, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: "TRIBUTÁRIO - PIS - COFINS - ALÍQUOTA ZERO - CARD GAMES: INAPLICABILIDADE - INTERPRETAÇÃO ESTRITA DO BENEFÍCIO FISCAL. 1- A interpretação do beneficio fiscal é estrita (artigo 111, do Código Tributário Nacional). 2 - No caso concreto, os cards games são destacáveis do álbum. 3 - Ou seja: são cartas colecionáveis que podem ser destacadas do álbum, com a finalidade de uso em jogo. 4 - Não possuem a natureza de livro, nos termos do artigo 2..., parágrafo único, I, da Lei Federal n. 10.753/03. 5 - Apelação provida.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9942-CF7D-18CD-A6BC e senha 68F0-67C2-DD34-79A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9942-CF7D-18CD-A6BC e senha 68F0-67C2-DD34-79A7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9942-CF7D-18CD-A6BC e senha 68F0-67C2-DD34-79A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.193.910 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Conforme consignado o entendimento adotado no acórdão recorrido diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a imunidade prevista no art. 150, IV, “d”, da Lei Maior alcança os álbuns de figurinhas e os respectivos cromos e cards, ainda que possam ser destacados ou vendidos separadamente. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. 1. Imunidade do art. 150, inc. VI, alínea d, da Constituição da República. Álbum de figurinhas. Precedentes. 2. Extensão da imunidade aos respectivos cards: ausência de prequestionamento da matéria constitucional. Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Discussão quanto à classificação das figuras: Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 656203 AgR, Relator(a): Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, julgado em 25.9.2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-210 DIVULG 24.10.2012 PUBLIC 25.10.2012) “IMUNIDADE – “LIVROS, JORNAIS, PERIÓDICOS E O PAPEL DESTINADO A SUA IMPRESSÃO” – REVISTA INFANTIL – KIT COMPLEMENTAR – ARTIGO 150, INCISO VI, ALÍNEA “D”, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – INTELIGÊNCIA. Não incide o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS em operação de importação de materiais complementares a revista infantil. A imunidade prevista no artigo 150, inciso VI, alínea “d”, da Constituição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.193.910 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Conforme consignado o entendimento adotado no acórdão recorrido diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a imunidade prevista no art. 150, IV, “d”, da Lei Maior alcança os álbuns de figurinhas e os respectivos cromos e cards, ainda que possam ser destacados ou vendidos separadamente. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. 1. Imunidade do art. 150, inc. VI, alínea d, da Constituição da República. Álbum de figurinhas. Precedentes. 2. Extensão da imunidade aos respectivos cards: ausência de prequestionamento da matéria constitucional. Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Discussão quanto à classificação das figuras: Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 656203 AgR, Relator(a): Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, julgado em 25.9.2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-210 DIVULG 24.10.2012 PUBLIC 25.10.2012) “IMUNIDADE – “LIVROS, JORNAIS, PERIÓDICOS E O PAPEL DESTINADO A SUA IMPRESSÃO” – REVISTA INFANTIL – KIT COMPLEMENTAR – ARTIGO 150, INCISO VI, ALÍNEA “D”, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – INTELIGÊNCIA. Não incide o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS em operação de importação de materiais complementares a revista infantil. A imunidade prevista no artigo 150, inciso VI, alínea “d”, da Constituição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP Federal é ampla, apanhando todo e qualquer componente de livros, jornais e periódicos. Precedentes: recursos extraordinários n 330.817/RJ, Pleno, relator ministro Dias Toffoli, acórdão publicado no Diário da Justiça de 31 de agosto de 2017, e 595.676/RJ, Pleno, de minha relatoria, acórdão veiculado no Diário da Justiça de 18 de dezembro de 2017. “AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.” (Recurso Extraordinário 888090 AgR, Relator(a): Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 14.8.2018, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-212 DIVULG 03.10.2018 PUBLIC 04.10.2018) “Álbum de figurinha. Imunidade tributária. art. 150, VI, "d", da Constituição Federal. Precedentes da Suprema Corte. 1. Os álbuns de figurinhas e os respectivos cromos adesivos estão alcançados pela imunidade tributária prevista no artigo 150, VI, "d", da Constituição Federal. 2. Recurso extraordinário desprovido.” (Recurso Extraordinário 179893, Relator(a): Min. Menezes Direito, Primeira Turma, julgado em 15.4.2008, DJe-097 DIVULG 29.5.2008 PUBLIC 30.5.2008) Acresço que, ao julgamento do Recurso Extraordinário 595.676, Rel. Min. Marco Aurélio, e do Recurso Extraordinário 330.817, Rel. Min. Dias Toffoli, processados segundo a sistemática da repercussão geral, esta Suprema Corte concedeu interpretação extensiva ao dispositivo constitucional que autoriza a imunidade e fixou as teses de que “A imunidade da alínea ‘d’ do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal alcança componentes eletrônicos destinados, exclusivamente, a integrar unidade didática com fascículos” e que “A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da Constituição Federal de 1988/1988 aplica-se ao livro eletrônico (e-book), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para fixá- lo”. Os acórdãos estão assim ementados: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP Federal é ampla, apanhando todo e qualquer componente de livros, jornais e periódicos. Precedentes: recursos extraordinários n 330.817/RJ, Pleno, relator ministro Dias Toffoli, acórdão publicado no Diário da Justiça de 31 de agosto de 2017, e 595.676/RJ, Pleno, de minha relatoria, acórdão veiculado no Diário da Justiça de 18 de dezembro de 2017. “AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.” (Recurso Extraordinário 888090 AgR, Relator(a): Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 14.8.2018, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-212 DIVULG 03.10.2018 PUBLIC 04.10.2018) “Álbum de figurinha. Imunidade tributária. art. 150, VI, "d", da Constituição Federal. Precedentes da Suprema Corte. 1. Os álbuns de figurinhas e os respectivos cromos adesivos estão alcançados pela imunidade tributária prevista no artigo 150, VI, "d", da Constituição Federal. 2. Recurso extraordinário desprovido.” (Recurso Extraordinário 179893, Relator(a): Min. Menezes Direito, Primeira Turma, julgado em 15.4.2008, DJe-097 DIVULG 29.5.2008 PUBLIC 30.5.2008) Acresço que, ao julgamento do Recurso Extraordinário 595.676, Rel. Min. Marco Aurélio, e do Recurso Extraordinário 330.817, Rel. Min. Dias Toffoli, processados segundo a sistemática da repercussão geral, esta Suprema Corte concedeu interpretação extensiva ao dispositivo constitucional que autoriza a imunidade e fixou as teses de que “A imunidade da alínea ‘d’ do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal alcança componentes eletrônicos destinados, exclusivamente, a integrar unidade didática com fascículos” e que “A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da Constituição Federal de 1988/1988 aplica-se ao livro eletrônico (e-book), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para fixá- lo”. Os acórdãos estão assim ementados: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP “IMUNIDADE – UNIDADE DIDÁTICA – COMPONENTES ELETRÔNICOS. A imunidade prevista no artigo 150, inciso VI, da Constituição Federal alcança componentes eletrônicos, quando destinados, exclusivamente, a integrar a unidade didática com fascículos periódicos impressos.” (Recurso Extraordinário 595676, Relator(a): Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, julgado em 08.3.2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-291 DIVULG 15.12.2017 PUBLIC 18.12.2017) “Recurso extraordinário. Repercussão geral. Tributário. Imunidade objetiva constante do art. 150, VI, d, da Constituição Federal de 1988/88. Teleologia multifacetada. Aplicabilidade. Livro eletrônico ou digital. Suportes. Interpretação evolutiva. Avanços tecnológicos, sociais e culturais. Projeção. Aparelhos leitores de livros eletrônicos (ou e-readers). 1. A teleologia da imunidade contida no art. 150, VI, d, da Constituição, aponta para a proteção de valores, princípios e ideias de elevada importância, tais como a liberdade de expressão, voltada à democratização e à difusão da cultura; a formação cultural do povo indene de manipulações; a neutralidade, de modo a não fazer distinção entre grupos economicamente fortes e fracos, entre grupos políticos etc; a liberdade de informar e de ser informado; o barateamento do custo de produção dos livros, jornais e periódicos, de modo a facilitar e estimular a divulgação de ideias, conhecimentos e informações etc. Ao se invocar a interpretação finalística, se o livro não constituir veículo de ideias, de transmissão de pensamentos, ainda que formalmente possa ser considerado como tal, será descabida a aplicação da imunidade. 2. A imunidade dos livros, jornais e periódicos e do papel destinado a sua impressão não deve ser interpretada em seus extremos, sob pena de se subtrair da salvaguarda toda a racionalidade que inspira seu alcance prático, ou de transformar a imunidade em subjetiva, na medida em que acabaria por desonerar de todo a pessoa do contribuinte, numa 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP “IMUNIDADE – UNIDADE DIDÁTICA – COMPONENTES ELETRÔNICOS. A imunidade prevista no artigo 150, inciso VI, da Constituição Federal alcança componentes eletrônicos, quando destinados, exclusivamente, a integrar a unidade didática com fascículos periódicos impressos.” (Recurso Extraordinário 595676, Relator(a): Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, julgado em 08.3.2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-291 DIVULG 15.12.2017 PUBLIC 18.12.2017) “Recurso extraordinário. Repercussão geral. Tributário. Imunidade objetiva constante do art. 150, VI, d, da Constituição Federal de 1988/88. Teleologia multifacetada. Aplicabilidade. Livro eletrônico ou digital. Suportes. Interpretação evolutiva. Avanços tecnológicos, sociais e culturais. Projeção. Aparelhos leitores de livros eletrônicos (ou e-readers). 1. A teleologia da imunidade contida no art. 150, VI, d, da Constituição, aponta para a proteção de valores, princípios e ideias de elevada importância, tais como a liberdade de expressão, voltada à democratização e à difusão da cultura; a formação cultural do povo indene de manipulações; a neutralidade, de modo a não fazer distinção entre grupos economicamente fortes e fracos, entre grupos políticos etc; a liberdade de informar e de ser informado; o barateamento do custo de produção dos livros, jornais e periódicos, de modo a facilitar e estimular a divulgação de ideias, conhecimentos e informações etc. Ao se invocar a interpretação finalística, se o livro não constituir veículo de ideias, de transmissão de pensamentos, ainda que formalmente possa ser considerado como tal, será descabida a aplicação da imunidade. 2. A imunidade dos livros, jornais e periódicos e do papel destinado a sua impressão não deve ser interpretada em seus extremos, sob pena de se subtrair da salvaguarda toda a racionalidade que inspira seu alcance prático, ou de transformar a imunidade em subjetiva, na medida em que acabaria por desonerar de todo a pessoa do contribuinte, numa 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP imunidade a que a Constituição atribui desenganada feição objetiva. A delimitação negativa da competência tributária apenas abrange os impostos incidentes sobre materialidades próprias das operações com livros, jornais, periódicos e com o papel destinado a sua impressão. 3. A interpretação das imunidades tributárias deve se projetar no futuro e levar em conta os novos fenômenos sociais, culturais e tecnológicos. Com isso, evita-se o esvaziamento das normas imunizantes por mero lapso temporal, além de se propiciar a constante atualização do alcance de seus preceitos. 4. O art. 150, VI, d, da Constituição não se refere apenas ao método gutenberguiano de produção de livros, jornais e periódicos. O vocábulo ‘papel’ não é, do mesmo modo, essencial ao conceito desses bens finais. O suporte das publicações é apenas o continente (corpus mechanicum) que abrange o conteúdo (corpus misticum) das obras. O corpo mecânico não é o essencial ou o condicionante para o gozo da imunidade, pois a variedade de tipos de suporte (tangível ou intangível) que um livro pode ter aponta para a direção de que ele só pode ser considerado como elemento acidental no conceito de livro. A imunidade de que trata o art. 150, VI, ‘d’, da Constituição, portanto, alcança o livro digital (ebook). 5. É dispensável para o enquadramento do livro na imunidade em questão que seu destinatário (consumidor) tenha necessariamente que passar sua visão pelo texto e decifrar os signos da escrita. Quero dizer que a imunidade alcança o denominado ‘audio book’, ou audiolivro (livros gravados em áudio, seja no suporte CD-Rom, seja em qualquer outro). 6. A teleologia da regra de imunidade igualmente alcança os aparelhos leitores de livros eletrônicos (ou e-readers) confeccionados exclusivamente para esse fim, ainda que, eventualmente, estejam equipados com funcionalidades acessórias ou rudimentares que auxiliam a leitura digital, tais como dicionário de sinônimos, marcadores, escolha do tipo e do tamanho da fonte etc. Esse entendimento não é aplicável aos aparelhos multifuncionais, como tablets, smartphone e laptops, os quais vão muito além de meros equipamentos utilizados para a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP imunidade a que a Constituição atribui desenganada feição objetiva. A delimitação negativa da competência tributária apenas abrange os impostos incidentes sobre materialidades próprias das operações com livros, jornais, periódicos e com o papel destinado a sua impressão. 3. A interpretação das imunidades tributárias deve se projetar no futuro e levar em conta os novos fenômenos sociais, culturais e tecnológicos. Com isso, evita-se o esvaziamento das normas imunizantes por mero lapso temporal, além de se propiciar a constante atualização do alcance de seus preceitos. 4. O art. 150, VI, d, da Constituição não se refere apenas ao método gutenberguiano de produção de livros, jornais e periódicos. O vocábulo ‘papel’ não é, do mesmo modo, essencial ao conceito desses bens finais. O suporte das publicações é apenas o continente (corpus mechanicum) que abrange o conteúdo (corpus misticum) das obras. O corpo mecânico não é o essencial ou o condicionante para o gozo da imunidade, pois a variedade de tipos de suporte (tangível ou intangível) que um livro pode ter aponta para a direção de que ele só pode ser considerado como elemento acidental no conceito de livro. A imunidade de que trata o art. 150, VI, ‘d’, da Constituição, portanto, alcança o livro digital (ebook). 5. É dispensável para o enquadramento do livro na imunidade em questão que seu destinatário (consumidor) tenha necessariamente que passar sua visão pelo texto e decifrar os signos da escrita. Quero dizer que a imunidade alcança o denominado ‘audio book’, ou audiolivro (livros gravados em áudio, seja no suporte CD-Rom, seja em qualquer outro). 6. A teleologia da regra de imunidade igualmente alcança os aparelhos leitores de livros eletrônicos (ou e-readers) confeccionados exclusivamente para esse fim, ainda que, eventualmente, estejam equipados com funcionalidades acessórias ou rudimentares que auxiliam a leitura digital, tais como dicionário de sinônimos, marcadores, escolha do tipo e do tamanho da fonte etc. Esse entendimento não é aplicável aos aparelhos multifuncionais, como tablets, smartphone e laptops, os quais vão muito além de meros equipamentos utilizados para a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP leitura de livros digitais. 7. O CD-Rom é apenas um corpo mecânico ou suporte. Aquilo que está nele fixado (seu conteúdo textual) é o livro. Tanto o suporte (o CD-Rom) quanto o livro (conteúdo) estão abarcados pela imunidade da alínea d do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. 8. Recurso extraordinário a que se nega provimento. TESE DA REPERCUSSÃO GERAL: 9. Em relação ao tema n 593 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do Supremo Tribunal Federal na internet, foi aprovada a seguinte tese: ‘A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da Constituição Federal de 1988/88 aplica-se ao livro eletrônico (e- book), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para fixá-lo.’ (Recurso Extraordinário 330817, Relator(a): Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, julgado em 08.3.2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-195 DIVULG 30.8.2017 PUBLIC 31.8.2017) Por seu turno, na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, a existência de precedentes firmados pelo Supremo Tribunal Federal autoriza o julgamento imediato de causas que versem o mesmo tema, consoante se denota dos seguintes julgados: “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Previdenciário. Benefício. Revisão. Repercussão geral. Inexistência. Precedente do Plenário. Falta de publicação. Aplicação. Possibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. A existência de precedente firmado pelo Tribunal Pleno desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. 3. Ausência de repercussão geral do tema relativo à adoção, para fins de revisão de renda mensal de benefício previdenciário, dos mesmos índices aplicados para o reajuste do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de junho/99 e maio/04, haja vista a necessidade do exame da legislação infraconstitucional. 4. Agravo regimental não 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP leitura de livros digitais. 7. O CD-Rom é apenas um corpo mecânico ou suporte. Aquilo que está nele fixado (seu conteúdo textual) é o livro. Tanto o suporte (o CD-Rom) quanto o livro (conteúdo) estão abarcados pela imunidade da alínea d do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. 8. Recurso extraordinário a que se nega provimento. TESE DA REPERCUSSÃO GERAL: 9. Em relação ao tema n 593 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do Supremo Tribunal Federal na internet, foi aprovada a seguinte tese: ‘A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da Constituição Federal de 1988/88 aplica-se ao livro eletrônico (e- book), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para fixá-lo.’ (Recurso Extraordinário 330817, Relator(a): Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, julgado em 08.3.2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-195 DIVULG 30.8.2017 PUBLIC 31.8.2017) Por seu turno, na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, a existência de precedentes firmados pelo Supremo Tribunal Federal autoriza o julgamento imediato de causas que versem o mesmo tema, consoante se denota dos seguintes julgados: “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Previdenciário. Benefício. Revisão. Repercussão geral. Inexistência. Precedente do Plenário. Falta de publicação. Aplicação. Possibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. A existência de precedente firmado pelo Tribunal Pleno desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. 3. Ausência de repercussão geral do tema relativo à adoção, para fins de revisão de renda mensal de benefício previdenciário, dos mesmos índices aplicados para o reajuste do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de junho/99 e maio/04, haja vista a necessidade do exame da legislação infraconstitucional. 4. Agravo regimental não 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP provido.” (ARE 686.607-ED/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 03.12.2012) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REVISÃO DA RENDA MENSAL DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ADOÇÃO DOS MESMOS ÍNDICES APLICADOS PARA O REAJUSTE DO TETO DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO. PORTARIA 5.188/1999. DECRETO 5.061/2004. EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. EXISTÊNCIA DE PRECEDENTE FIRMADO PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO. AGRAVO IMPROVIDO. I Os Ministros desta Corte, no ARE 685.029- RG/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da possibilidade de adoção, para fins de revisão da renda mensal de benefício previdenciário, dos mesmos índices aplicados para o reajuste do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de junho de 1999 (Portaria 5.188/1999) e maio de 2004 (Decreto 5.061/2004), conforme disposto nas Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II A existência de precedente firmado pelo Plenário desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do leading case. Precedentes. III Agravo regimental improvido.” (ARE 707.863-ED/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 20.11.2012) Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP provido.” (ARE 686.607-ED/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 03.12.2012) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REVISÃO DA RENDA MENSAL DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ADOÇÃO DOS MESMOS ÍNDICES APLICADOS PARA O REAJUSTE DO TETO DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO. PORTARIA 5.188/1999. DECRETO 5.061/2004. EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. EXISTÊNCIA DE PRECEDENTE FIRMADO PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO. AGRAVO IMPROVIDO. I Os Ministros desta Corte, no ARE 685.029- RG/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da possibilidade de adoção, para fins de revisão da renda mensal de benefício previdenciário, dos mesmos índices aplicados para o reajuste do teto do salário-de-contribuição, relativamente aos meses de junho de 1999 (Portaria 5.188/1999) e maio de 2004 (Decreto 5.061/2004), conforme disposto nas Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II A existência de precedente firmado pelo Plenário desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do leading case. Precedentes. III Agravo regimental improvido.” (ARE 707.863-ED/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 20.11.2012) Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional n 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição, quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016 e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional n 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição, quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016 e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DD0-6633-600D-79E2 e senha 2610-E304-F6C8-049C Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.193.910 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO COMERCIO DE LIVROS - ME ADV.(A/S) : MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO (272955/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 56F1-A1E2-A749-FD6F e senha AF14-A4FD-C6FC-FDBF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.193.910 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO COMERCIO DE LIVROS - ME ADV.(A/S) : MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO (272955/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 56F1-A1E2-A749-FD6F e senha AF14-A4FD-C6FC-FDBF Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 193 . 910", "Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 193 . 910", "Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP", "Súmulas n . 282", "Súmula n . 279 deste Supremo Tribunal", "Recurso Extraordinário 656203 AgR", "Súmulas n . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 279 deste Supremo Tribunal .", "Recurso Extraordinário 656203 AgR", "Recurso Extraordinário 1193910 AGR", "recursos extraordinários n 330 . 817 / RJ", "595", ".", "676", "/", "RJ", "Recurso Extraordinário 888090 AgR", "Recurso Extraordinário 179893", "Recurso Extraordinário 330 . 817", "recursos extraordinários n 330 . 817 / RJ", "595", ".", "676", "/", "RJ", "Recurso Extraordinário 888090 AgR", "Recurso Extraordinário 179893", "Recurso Extraordinário 595 . 676", "Recurso Extraordinário 330 . 817", "Recurso Extraordinário 1193910 AGR", "Recurso Extraordinário 595676", "Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 595676", "Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 330817", "Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 330817", "Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP", "ARE 686 . 607 - ED / RS", "ARE 685 . 029 - RG / RS", "ARE 707 . 863 - ED / RS", "Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP", "ARE 686 . 607 - ED / RS", "ARE 685 . 029 - RG / RS", "ARE 707 . 863 - ED / RS", "Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "Recurso Extraordinário 1193910 AGR / SP", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "ART 150 , IV , “ D ” , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "Constituição da República", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 150 , IV , “ d ” , da Constituição Federal", "artigo 111 , do Código Tributário Nacional", "artigo 2 . . . , parágrafo único , I , da Lei Federal n . 10 . 753 / 03", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 150 , IV , “ d ” , da Constituição Federal", "artigo 111 , do Código Tributário Nacional", "artigo 2 . . . , parágrafo único , I , da Lei Federal n . 10 . 753 / 03", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , IV , “ d ” , da Lei Maior", "art . 150 , inc . VI , alínea d , da Constituição da", "ARTIGO 150 , INCISO VI , ALÍNEA “ D ” , DA", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "artigo 150 , inciso VI , alínea “ d ” , da Constituição Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , IV , “ d ” , da Lei Maior", "art . 150 , inc . VI , alínea d , da Constituição da República", "ARTIGO 150 , INCISO VI , ALÍNEA “ D ” , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "artigo 150 , inciso VI , alínea “ d ” , da Constituição Supremo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "art . 150 , VI , \" d \" , da Constituição Federal", "artigo 150 , VI , \" d \" , da Constituição Federal", "alínea ‘ d ’ do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal", "art . 150 , VI , d , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "§", "art . 150 , VI , \" d \" , da Constituição Federal", "artigo 150 , VI , \" d \" , da Constituição Federal", "alínea ‘ d ’ do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal", "art . 150 , VI , d , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 150 , inciso VI , da Constituição Federal", "art . 150 , VI , d , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 150 , VI , d , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "República Federativa do Brasil", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "República Federativa do Brasil", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "FAZENDA NACIONAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "FAZENDA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO", "MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO", "MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO", "MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Menezes Direito", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Menezes Direito", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO", "MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROSA WEBER", "MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO", "MARIO PEIXOTO DE OLIVEIRA NETTO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "17 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 a 16 de maio de 2019", "17 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "25", ".", "9", ".", "2012", "24", ".", "10", ".", "2012", "25", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "25", ".", "9", ".", "2012", "24", ".", "10", ".", "2012", "25", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de agosto de 2017", "18 de dezembro de 2017", "14", ".", "8", ".", "2018", "03", ".", "10", ".", "2018", "04", ".", "10", ".", "2018", "15", ".", "4", ".", "2008", "29", ".", "5", ".", "2008", "30", ".", "5", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de agosto de 2017", "18 de dezembro de 2017", "14", ".", "8", ".", "2018", "03", ".", "10", ".", "2018", "04", ".", "10", ".", "2018", "15", ".", "4", ".", "2008", "29", ".", "5", ".", "2008", "30", ".", "5", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "3", ".", "2017", "15", ".", "12", ".", "2017", "18", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "3", ".", "2017", "15", ".", "12", ".", "2017", "18", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "3", ".", "2017", "30", ".", "8", ".", "2017", "31", ".", "8", ".", "2017", "junho", "/", "99", "maio", "/", "04", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "3", ".", "2017", "30", ".", "8", ".", "2017", "31", ".", "8", ".", "2017", "junho", "/", "99", "maio", "/", "04", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "12", ".", "2012", "junho de 1999", "maio de 2004", "20", ".", "11", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "12", ".", "2012", "junho de 1999", "maio de 2004", "20", ".", "11", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "10", ".", "5", ".", "2019", "16", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "5", ".", "2019", "16", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.590 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CONTREL-CONSTRUCOES ENGENHARIA E INCORPORACOES LTDA - ME ADV.(A/S) :RICARDO DE SOUZA CASTELLO BRANCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, II, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL SURGIDA NO DECISUM DO TRIBUNAL LOCAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Inocorrente violação do art. 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte, capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, fica dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A09-6610-B9DA-E6EB e senha C059-5C74-0A66-F47C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão ARE 1170590 AGR / ES fixado pelo órgão julgador. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância – o que não se observa na presente hipótese. Precedentes. 5. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 1º a 07 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 08 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A09-6610-B9DA-E6EB e senha C059-5C74-0A66-F47C Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES fixado pelo órgão julgador. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância – o que não se observa na presente hipótese. Precedentes. 5. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 1º a 07 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 08 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A09-6610-B9DA-E6EB e senha C059-5C74-0A66-F47C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.590 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CONTREL-CONSTRUCOES ENGENHARIA E INCORPORACOES LTDA - ME ADV.(A/S) :RICARDO DE SOUZA CASTELLO BRANCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Contrel – Construções Engenharia e Incorporações Ltda. A matéria debatida, em síntese, diz com embargos à execução visando à extinção de execução fiscal nº 1999.50.01.010446-2 sob o argumento da ocorrência de prescrição. A agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de ofensa aos princípios da legalidade, inafastabilidade da jurisdição, devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a afronta aos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV, 93, IX, e 150, IV, da Lei Maior. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PARCELAMENTO SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. INTERRUPÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL. I – O parcelamento administrativo do débito (artigo 151, VI, do Código Tributário Nacional) suspende a exigibilidade do crédito tributário e interrompe o prazo prescricional (artigo 174, inciso IV), que torna a fluir a partir do eventual inadimplemento das parcelas ajustadas, retomando-se a contagem desde o início. II – Remessa oficial e apelo da União Federal providos. Recurso adesivo da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B4D7-80F5-CE8D-8A7F e senha 736A-3748-BA67-8EA8 Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.590 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CONTREL-CONSTRUCOES ENGENHARIA E INCORPORACOES LTDA - ME ADV.(A/S) :RICARDO DE SOUZA CASTELLO BRANCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Contrel – Construções Engenharia e Incorporações Ltda. A matéria debatida, em síntese, diz com embargos à execução visando à extinção de execução fiscal nº 1999.50.01.010446-2 sob o argumento da ocorrência de prescrição. A agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de ofensa aos princípios da legalidade, inafastabilidade da jurisdição, devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a afronta aos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV, 93, IX, e 150, IV, da Lei Maior. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PARCELAMENTO SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. INTERRUPÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL. I – O parcelamento administrativo do débito (artigo 151, VI, do Código Tributário Nacional) suspende a exigibilidade do crédito tributário e interrompe o prazo prescricional (artigo 174, inciso IV), que torna a fluir a partir do eventual inadimplemento das parcelas ajustadas, retomando-se a contagem desde o início. II – Remessa oficial e apelo da União Federal providos. Recurso adesivo da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B4D7-80F5-CE8D-8A7F e senha 736A-3748-BA67-8EA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório ARE 1170590 AGR / ES embargante a que se nega provimento.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/2015. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B4D7-80F5-CE8D-8A7F e senha 736A-3748-BA67-8EA8 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES embargante a que se nega provimento.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/2015. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B4D7-80F5-CE8D-8A7F e senha 736A-3748-BA67-8EA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.590 ESPÍRITO SANTO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, II, XXV, LIV e LV, 93, IX, e 150, IV, da Constituição da República. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.590 ESPÍRITO SANTO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, II, XXV, LIV e LV, 93, IX, e 150, IV, da Constituição da República. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES julgado segundo a sistemática da repercussão geral: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: “PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. ÓBICES PROCESSUAIS INTRANSPONÍVEIS. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. MATÉRIA FÁTICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Não há repercussão geral quando a controvérsia refere-se à alegação de ofensa ao princípio da inafastabilidade de jurisdição, nas hipóteses em que se verificaram óbices intransponíveis à entrega da prestação jurisdicional de mérito.” (RE 956.302-RG, Rel. Min. Edson Fachin, Pleno, DJe 16.6.2016) “PREVIDENCIÁRIO. REAJUSTE DE BENEFÍCIOS. ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA RELATIVOS AOS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES julgado segundo a sistemática da repercussão geral: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: “PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. ÓBICES PROCESSUAIS INTRANSPONÍVEIS. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. MATÉRIA FÁTICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Não há repercussão geral quando a controvérsia refere-se à alegação de ofensa ao princípio da inafastabilidade de jurisdição, nas hipóteses em que se verificaram óbices intransponíveis à entrega da prestação jurisdicional de mérito.” (RE 956.302-RG, Rel. Min. Edson Fachin, Pleno, DJe 16.6.2016) “PREVIDENCIÁRIO. REAJUSTE DE BENEFÍCIOS. ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA RELATIVOS AOS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES ANOS DE 1997, 1999, 2000, 2001, 2002 E 2003. CONSTITUCIONALIDADE. PERCENTUAIS SUPERIORES AO ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC). REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 376.846, rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de 02-04-2004, afastou a alegação de inconstitucionalidade das normas que fixaram os índices de correção monetária de benefícios previdenciários empregados nos reajustes relativos aos anos de 1997, 1999, 2000 e 2001, que foram de um modo geral superiores ao INPC e observaram os comandos normativos de regência. 2. Tratando-se de situações semelhantes, os mesmos fundamentos são inteiramente aplicáveis aos índices de reajuste relativos aos anos de 2002 e 2003. 3. Incabível, em recurso extraordinário, apreciar violação ao art. 5º, XXXV e XXXVI, da Constituição Federal, que pressupõe intermediário exame e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (AI 796.905-AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21.5.2012; AI 622.814- AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08.3.2012; ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19.8.2011). 4. Agravo a que se conhece para, desde logo, negar seguimento ao recurso extraordinário, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 808.107- RG, Rel. Min. Teori Zavascki, Pleno, DJe 1º.8.2014) “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1º.8.2013) Ademais, as instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, razão pela qual, consideradas as circunstâncias 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES ANOS DE 1997, 1999, 2000, 2001, 2002 E 2003. CONSTITUCIONALIDADE. PERCENTUAIS SUPERIORES AO ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC). REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 376.846, rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de 02-04-2004, afastou a alegação de inconstitucionalidade das normas que fixaram os índices de correção monetária de benefícios previdenciários empregados nos reajustes relativos aos anos de 1997, 1999, 2000 e 2001, que foram de um modo geral superiores ao INPC e observaram os comandos normativos de regência. 2. Tratando-se de situações semelhantes, os mesmos fundamentos são inteiramente aplicáveis aos índices de reajuste relativos aos anos de 2002 e 2003. 3. Incabível, em recurso extraordinário, apreciar violação ao art. 5º, XXXV e XXXVI, da Constituição Federal, que pressupõe intermediário exame e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (AI 796.905-AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21.5.2012; AI 622.814- AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08.3.2012; ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19.8.2011). 4. Agravo a que se conhece para, desde logo, negar seguimento ao recurso extraordinário, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 808.107- RG, Rel. Min. Teori Zavascki, Pleno, DJe 1º.8.2014) “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1º.8.2013) Ademais, as instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, razão pela qual, consideradas as circunstâncias 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES jurídico-normativas da decisão recorrida, reputo inocorrente afronta ao art. 150, IV, da Constituição da República. Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS. REQUISITOS LEGAIS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. OFENSA AO ARTIGO 93, IX, DA CF. INEXISTÊNCIA. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. TEMA 660. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 923412 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 21/09/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-208 DIVULG 28-09-2018 PUBLIC 01-10-2018) “DIREITO TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. DISCUSSÃO ACERCA DO VALOR DE MULTA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 150, IV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES jurídico-normativas da decisão recorrida, reputo inocorrente afronta ao art. 150, IV, da Constituição da República. Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS. REQUISITOS LEGAIS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. OFENSA AO ARTIGO 93, IX, DA CF. INEXISTÊNCIA. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. TEMA 660. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 923412 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 21/09/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-208 DIVULG 28-09-2018 PUBLIC 01-10-2018) “DIREITO TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. DISCUSSÃO ACERCA DO VALOR DE MULTA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 150, IV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (ARE 1118433 AgR, de minha Relatoria, Primeira Turma, julgado em 10/09/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-200 DIVULG 20-09-2018 PUBLIC 21-09-2018) De mais a mais, inviável a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial da parte recorrente. Apenas se admite recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça quando a questão constitucional haja surgido no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos, uma vez que o inconformismo da agravante diz com questão surgida na decisão do Tribunal de segundo grau. Nesse sentido, dentre vários, cito os seguintes precedentes deste Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido." (ARE 665.016-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 07.5.2012) "DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (ARE 1118433 AgR, de minha Relatoria, Primeira Turma, julgado em 10/09/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-200 DIVULG 20-09-2018 PUBLIC 21-09-2018) De mais a mais, inviável a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial da parte recorrente. Apenas se admite recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça quando a questão constitucional haja surgido no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos, uma vez que o inconformismo da agravante diz com questão surgida na decisão do Tribunal de segundo grau. Nesse sentido, dentre vários, cito os seguintes precedentes deste Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido." (ARE 665.016-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 07.5.2012) "DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES CONSTITUIÇÃO. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência das Súmulas 282 e 356 do STF. II - Necessidade de análise de legislação ordinária. Inadmissibilidade do RE, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Somente admite-se recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via RE deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos. IV - Agravo regimental improvido." (AI 714.886-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 27.3.2009) Por conseguinte, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF). Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES CONSTITUIÇÃO. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência das Súmulas 282 e 356 do STF. II - Necessidade de análise de legislação ordinária. Inadmissibilidade do RE, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Somente admite-se recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via RE deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos. IV - Agravo regimental improvido." (AI 714.886-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 27.3.2009) Por conseguinte, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF). Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013). A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal (art. 5º da Lei Maior), demanda, em 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013). A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal (art. 5º da Lei Maior), demanda, em 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Não prospera a insurgência pelo prisma do inciso XXXV do art. 5º da Carta Política, consagrador do princípio da inafastabilidade da prestação jurisdicional, uma vez que o Plenário Virtual desta Suprema Corte negou a existência de repercussão geral da questão no RE 956.302- RG, Rel. Min. Edson Fachin, Pleno, DJe 16.6.2016, verbis: “PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. ÓBICES PROCESSUAIS INTRANSPONÍVEIS. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. MATÉRIA FÁTICA. AUSÊNCIA 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Não prospera a insurgência pelo prisma do inciso XXXV do art. 5º da Carta Política, consagrador do princípio da inafastabilidade da prestação jurisdicional, uma vez que o Plenário Virtual desta Suprema Corte negou a existência de repercussão geral da questão no RE 956.302- RG, Rel. Min. Edson Fachin, Pleno, DJe 16.6.2016, verbis: “PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. ÓBICES PROCESSUAIS INTRANSPONÍVEIS. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. MATÉRIA FÁTICA. AUSÊNCIA 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES DE REPERCUSSÃO GERAL. Não há repercussão geral quando a controvérsia refere-se à alegação de ofensa ao princípio da inafastabilidade de jurisdição, nas hipóteses em que se verificaram óbices intransponíveis à entrega da prestação jurisdicional de mérito.” Na esteira da Súmula nº 636/STF: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Tal como já consignado na decisão agravada, inviável a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial da ora agravante. O entendimento desta Corte é no sentido de que o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. Logo, a questão constitucional autorizadora da abertura da via extraordinária há de surgir, originariamente, no julgamento do recurso especial - o que não se observa na presente hipótese. Colho precedentes: “ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO (CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE, EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL (STJ) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (STF) – RECURSO IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal), impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídico- processuais da preclusão pertinente à motivação de ordem constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES DE REPERCUSSÃO GERAL. Não há repercussão geral quando a controvérsia refere-se à alegação de ofensa ao princípio da inafastabilidade de jurisdição, nas hipóteses em que se verificaram óbices intransponíveis à entrega da prestação jurisdicional de mérito.” Na esteira da Súmula nº 636/STF: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Tal como já consignado na decisão agravada, inviável a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial da ora agravante. O entendimento desta Corte é no sentido de que o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. Logo, a questão constitucional autorizadora da abertura da via extraordinária há de surgir, originariamente, no julgamento do recurso especial - o que não se observa na presente hipótese. Colho precedentes: “ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO (CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE, EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL (STJ) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (STF) – RECURSO IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal), impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídico- processuais da preclusão pertinente à motivação de ordem constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar, originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia de constitucionalidade. Precedentes” (RE 409.973/AgR-SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 26.3.2010). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 832.659- AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 06.5.2011). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. RE contra acórdão do STJ. Análise de questão decidida em segundo grau. Impossibilidade. Recurso especial. Pressupostos recursais. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão resolvida na decisão de segundo grau. 2. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 730.135/AM-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 27.6.2013). 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar, originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia de constitucionalidade. Precedentes” (RE 409.973/AgR-SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 26.3.2010). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 832.659- AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 06.5.2011). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. RE contra acórdão do STJ. Análise de questão decidida em segundo grau. Impossibilidade. Recurso especial. Pressupostos recursais. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão resolvida na decisão de segundo grau. 2. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 730.135/AM-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 27.6.2013). 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.590 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CONTREL-CONSTRUCOES ENGENHARIA E INCORPORACOES LTDA - ME ADV.(A/S) :RICARDO DE SOUZA CASTELLO BRANCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEBA-F864-3483-0F85 e senha F194-6885-057E-46F9 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.590 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CONTREL-CONSTRUCOES ENGENHARIA E INCORPORACOES LTDA - ME ADV.(A/S) :RICARDO DE SOUZA CASTELLO BRANCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEBA-F864-3483-0F85 e senha F194-6885-057E-46F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.590 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CONTREL-CONSTRUCOES ENGENHARIA E INCORPORACOES LTDA - ME ADV.(A/S) : RICARDO DE SOUZA CASTELLO BRANCO (10123/ES) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAEC-121B-7E81-A15B e senha B818-5CB6-0337-C5F9 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.590 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CONTREL-CONSTRUCOES ENGENHARIA E INCORPORACOES LTDA - ME ADV.(A/S) : RICARDO DE SOUZA CASTELLO BRANCO (10123/ES) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAEC-121B-7E81-A15B e senha B818-5CB6-0337-C5F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749176511
2019-02-08T00:00:00
2019-02-19T00:00:00
A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, II, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL SURGIDA NO DECISUM DO TRIBUNAL LOCAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Inocorrente violação do art. 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte, capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, fica dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância – o que não se observa na presente hipótese. Precedentes. 5. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur398510
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) AI 791292 QO-RG. (DEVIDO PROCESSO LEGAL, DIREITO ADQUIRIDO, ATO JURÍDICO PERFEITO, COISA JULGADA) RE 153781 (2ªT), RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT), ARE 748371 RG. (PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO) RE 956302 RG. (RE, DECISÃO, STJ) RE 409973 AgR (2ªT), ARE 730135 AgR (1ªT). (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL) ARE 721783 AgR (1ªT). Número de páginas: 17. Análise: 01/03/2019, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1170590
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035 A\n ART-00093 INC-00009 ART-00102 INC-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00489 PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1170590 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CONTREL-CONSTRUCOES ENGENHARIA E INCORPORACOES LTDA - ME ADV.(A/S) : RICARDO DE SOUZA CASTELLO BRANCO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.590 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CONTREL-CONSTRUCOES ENGENHARIA E INCORPORACOES LTDA - ME ADV.(A/S) :RICARDO DE SOUZA CASTELLO BRANCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., II, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO PROFERIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL SURGIDA NO DECISUM DO TRIBUNAL LOCAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Inocorrente violação do art. 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento. Enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte, capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, fica dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A09-6610-B9DA-E6EB e senha C059-5C74-0A66-F47C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão ARE 1170590 AGR / ES fixado pelo órgão julgador. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., II, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância – o que não se observa na presente hipótese. Precedentes. 5. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 1... a 07 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 08 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A09-6610-B9DA-E6EB e senha C059-5C74-0A66-F47C Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES fixado pelo órgão julgador. 2. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., II, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância – o que não se observa na presente hipótese. Precedentes. 5. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 1... a 07 de fevereiro de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 08 de fevereiro de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6A09-6610-B9DA-E6EB e senha C059-5C74-0A66-F47C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.590 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CONTREL-CONSTRUCOES ENGENHARIA E INCORPORACOES LTDA - ME ADV.(A/S) :RICARDO DE SOUZA CASTELLO BRANCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Contrel – Construções Engenharia e Incorporações Ltda. A matéria debatida, em síntese, diz com embargos à execução visando à extinção de execução fiscal n 1999.50.01.010446-2 sob o argumento da ocorrência de prescrição. A agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de ofensa aos princípios da legalidade, inafastabilidade da jurisdição, devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a afronta aos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV, 93, IX, e 150, IV, da Lei Maior. O Tribunal Regional Federal da 2... Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PARCELAMENTO SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. INTERRUPÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL. I – O parcelamento administrativo do débito (artigo 151, VI, do Código Tributário Nacional) suspende a exigibilidade do crédito tributário e interrompe o prazo prescricional (artigo 174, inciso IV), que torna a fluir a partir do eventual inadimplemento das parcelas ajustadas, retomando-se a contagem desde o início. II – Remessa oficial e apelo da União Federal providos. Recurso adesivo da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B4D7-80F5-CE8D-8A7F e senha 736A-3748-BA67-8EA8 Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.590 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CONTREL-CONSTRUCOES ENGENHARIA E INCORPORACOES LTDA - ME ADV.(A/S) :RICARDO DE SOUZA CASTELLO BRANCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Contrel – Construções Engenharia e Incorporações Ltda. A matéria debatida, em síntese, diz com embargos à execução visando à extinção de execução fiscal n 1999.50.01.010446-2 sob o argumento da ocorrência de prescrição. A agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese de ofensa aos princípios da legalidade, inafastabilidade da jurisdição, devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a afronta aos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV, 93, IX, e 150, IV, da Lei Maior. O Tribunal Regional Federal da 2... Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PARCELAMENTO SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. INTERRUPÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL. I – O parcelamento administrativo do débito (artigo 151, VI, do Código Tributário Nacional) suspende a exigibilidade do crédito tributário e interrompe o prazo prescricional (artigo 174, inciso IV), que torna a fluir a partir do eventual inadimplemento das parcelas ajustadas, retomando-se a contagem desde o início. II – Remessa oficial e apelo da União Federal providos. Recurso adesivo da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B4D7-80F5-CE8D-8A7F e senha 736A-3748-BA67-8EA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório ARE 1170590 AGR / ES embargante a que se nega provimento.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/2015. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B4D7-80F5-CE8D-8A7F e senha 736A-3748-BA67-8EA8 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES embargante a que se nega provimento.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/2015. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B4D7-80F5-CE8D-8A7F e senha 736A-3748-BA67-8EA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.590 ESPÍRITO SANTO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., II, XXV, LIV e LV, 93, IX, e 150, IV, da Constituição da República. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.590 ESPÍRITO SANTO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., II, XXV, LIV e LV, 93, IX, e 150, IV, da Constituição da República. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES julgado segundo a sistemática da repercussão geral: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: “PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. ÓBICES PROCESSUAIS INTRANSPONÍVEIS. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. MATÉRIA FÁTICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Não há repercussão geral quando a controvérsia refere-se à alegação de ofensa ao princípio da inafastabilidade de jurisdição, nas hipóteses em que se verificaram óbices intransponíveis à entrega da prestação jurisdicional de mérito.” (Recurso Extraordinário 956.302-RG, Rel. Min. Edson Fachin, Pleno, DJe 16.6.2016) “PREVIDENCIÁRIO. REAJUSTE DE BENEFÍCIOS. ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA RELATIVOS AOS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES julgado segundo a sistemática da repercussão geral: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 13.8.2010) O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: “PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. ÓBICES PROCESSUAIS INTRANSPONÍVEIS. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. MATÉRIA FÁTICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Não há repercussão geral quando a controvérsia refere-se à alegação de ofensa ao princípio da inafastabilidade de jurisdição, nas hipóteses em que se verificaram óbices intransponíveis à entrega da prestação jurisdicional de mérito.” (Recurso Extraordinário 956.302-RG, Rel. Min. Edson Fachin, Pleno, DJe 16.6.2016) “PREVIDENCIÁRIO. REAJUSTE DE BENEFÍCIOS. ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA RELATIVOS AOS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES ANOS DE 1997, 1999, 2000, 2001, 2002 E 2003. CONSTITUCIONALIDADE. PERCENTUAIS SUPERIORES AO ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC). REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 376.846, rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de 02-04-2004, afastou a alegação de inconstitucionalidade das normas que fixaram os índices de correção monetária de benefícios previdenciários empregados nos reajustes relativos aos anos de 1997, 1999, 2000 e 2001, que foram de um modo geral superiores ao INPC e observaram os comandos normativos de regência. 2. Tratando-se de situações semelhantes, os mesmos fundamentos são inteiramente aplicáveis aos índices de reajuste relativos aos anos de 2002 e 2003. 3. Incabível, em recurso extraordinário, apreciar violação ao art. 5..., XXXV e XXXVI, da Constituição Federal, que pressupõe intermediário exame e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (AI 796.905-AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21.5.2012; AI 622.814- AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08.3.2012; ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19.8.2011). 4. Agravo a que se conhece para, desde logo, negar seguimento ao recurso extraordinário, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 808.107- RG, Rel. Min. Teori Zavascki, Pleno, DJe 1....8.2014) “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1....8.2013) Ademais, as instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, razão pela qual, consideradas as circunstâncias 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES ANOS DE 1997, 1999, 2000, 2001, 2002 E 2003. CONSTITUCIONALIDADE. PERCENTUAIS SUPERIORES AO ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC). REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 376.846, rel. Min. CARLOS VELLOSO, DJ de 02-04-2004, afastou a alegação de inconstitucionalidade das normas que fixaram os índices de correção monetária de benefícios previdenciários empregados nos reajustes relativos aos anos de 1997, 1999, 2000 e 2001, que foram de um modo geral superiores ao INPC e observaram os comandos normativos de regência. 2. Tratando-se de situações semelhantes, os mesmos fundamentos são inteiramente aplicáveis aos índices de reajuste relativos aos anos de 2002 e 2003. 3. Incabível, em recurso extraordinário, apreciar violação ao art. 5..., XXXV e XXXVI, da Constituição Federal, que pressupõe intermediário exame e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (AI 796.905-AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21.5.2012; AI 622.814- AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08.3.2012; ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19.8.2011). 4. Agravo a que se conhece para, desde logo, negar seguimento ao recurso extraordinário, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 808.107- RG, Rel. Min. Teori Zavascki, Pleno, DJe 1....8.2014) “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1....8.2013) Ademais, as instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, razão pela qual, consideradas as circunstâncias 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES jurídico-normativas da decisão recorrida, reputo inocorrente afronta ao art. 150, IV, da Constituição da República. Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS. REQUISITOS LEGAIS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. OFENSA AO ARTIGO 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INEXISTÊNCIA. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. TEMA 660. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 923412 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 21/09/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-208 DIVULG 28-09-2018 PUBLIC 01-10-2018) “DIREITO TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. DISCUSSÃO ACERCA DO VALOR DE MULTA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 150, IV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES jurídico-normativas da decisão recorrida, reputo inocorrente afronta ao art. 150, IV, da Constituição da República. Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS. REQUISITOS LEGAIS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. OFENSA AO ARTIGO 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INEXISTÊNCIA. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. TEMA 660. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 923412 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 21/09/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-208 DIVULG 28-09-2018 PUBLIC 01-10-2018) “DIREITO TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. DISCUSSÃO ACERCA DO VALOR DE MULTA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 150, IV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (ARE 1118433 AgR, de minha Relatoria, Primeira Turma, julgado em 10/09/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-200 DIVULG 20-09-2018 PUBLIC 21-09-2018) De mais a mais, inviável a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial da parte recorrente. Apenas se admite recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça quando a questão constitucional haja surgido no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos, uma vez que o inconformismo da agravante diz com questão surgida na decisão do Tribunal de segundo grau. Nesse sentido, dentre vários, cito os seguintes precedentes deste Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido." (ARE 665.016-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 07.5.2012) "DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (ARE 1118433 AgR, de minha Relatoria, Primeira Turma, julgado em 10/09/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-200 DIVULG 20-09-2018 PUBLIC 21-09-2018) De mais a mais, inviável a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial da parte recorrente. Apenas se admite recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça quando a questão constitucional haja surgido no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos, uma vez que o inconformismo da agravante diz com questão surgida na decisão do Tribunal de segundo grau. Nesse sentido, dentre vários, cito os seguintes precedentes deste Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Processual civil. Questão decidida no Segundo Grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau. 3. Agravo regimental não provido." (ARE 665.016-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 07.5.2012) "DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES CONSTITUIÇÃO. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Necessidade de análise de legislação ordinária. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Somente admite-se recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via Recurso Extraordinário deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos. IV - Agravo regimental improvido." (AI 714.886-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 27.3.2009) Por conseguinte, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF). Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES CONSTITUIÇÃO. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Necessidade de análise de legislação ordinária. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III - Somente admite-se recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via Recurso Extraordinário deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos. IV - Agravo regimental improvido." (AI 714.886-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 27.3.2009) Por conseguinte, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF). Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado, inexiste violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões de seu convencimento. Na hipótese em apreço, enfrentadas todas as causas de pedir veiculadas pela parte capazes de, em tese, influenciar no resultado da demanda, considerada a compatibilidade entre o que alegado e o entendimento fixado pelo órgão julgador. Cito precedentes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013). A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal (art. 5... da Lei Maior), demanda, em 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013). A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal (art. 5... da Lei Maior), demanda, em 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Não prospera a insurgência pelo prisma do inciso XXXV do art. 5... da Carta Política, consagrador do princípio da inafastabilidade da prestação jurisdicional, uma vez que o Plenário Virtual desta Suprema Corte negou a existência de repercussão geral da questão no Recurso Extraordinário 956.302- RG, Rel. Min. Edson Fachin, Pleno, DJe 16.6.2016, verbis: “PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. ÓBICES PROCESSUAIS INTRANSPONÍVEIS. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. MATÉRIA FÁTICA. AUSÊNCIA 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Não prospera a insurgência pelo prisma do inciso XXXV do art. 5... da Carta Política, consagrador do princípio da inafastabilidade da prestação jurisdicional, uma vez que o Plenário Virtual desta Suprema Corte negou a existência de repercussão geral da questão no Recurso Extraordinário 956.302- RG, Rel. Min. Edson Fachin, Pleno, DJe 16.6.2016, verbis: “PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. ÓBICES PROCESSUAIS INTRANSPONÍVEIS. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. MATÉRIA FÁTICA. AUSÊNCIA 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES DE REPERCUSSÃO GERAL. Não há repercussão geral quando a controvérsia refere-se à alegação de ofensa ao princípio da inafastabilidade de jurisdição, nas hipóteses em que se verificaram óbices intransponíveis à entrega da prestação jurisdicional de mérito.” Na esteira da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Tal como já consignado na decisão agravada, inviável a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial da ora agravante. O entendimento desta Corte é no sentido de que o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. Logo, a questão constitucional autorizadora da abertura da via extraordinária há de surgir, originariamente, no julgamento do recurso especial - o que não se observa na presente hipótese. Colho precedentes: “ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO (CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE, EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL (Superior Tribunal de Justiça) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (Supremo Tribunal Federal) – RECURSO IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal), impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídico- processuais da preclusão pertinente à motivação de ordem constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES DE REPERCUSSÃO GERAL. Não há repercussão geral quando a controvérsia refere-se à alegação de ofensa ao princípio da inafastabilidade de jurisdição, nas hipóteses em que se verificaram óbices intransponíveis à entrega da prestação jurisdicional de mérito.” Na esteira da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Tal como já consignado na decisão agravada, inviável a interposição de recurso extraordinário em face de acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao recurso especial da ora agravante. O entendimento desta Corte é no sentido de que o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. Logo, a questão constitucional autorizadora da abertura da via extraordinária há de surgir, originariamente, no julgamento do recurso especial - o que não se observa na presente hipótese. Colho precedentes: “ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO (CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE, EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL (Superior Tribunal de Justiça) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (Supremo Tribunal Federal) – RECURSO IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal), impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídico- processuais da preclusão pertinente à motivação de ordem constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar, originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia de constitucionalidade. Precedentes” (Recurso Extraordinário 409.973/AgR-SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 26.3.2010). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 832.659- AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 06.5.2011). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso Extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Análise de questão decidida em segundo grau. Impossibilidade. Recurso especial. Pressupostos recursais. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão resolvida na decisão de segundo grau. 2. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 730.135/AM-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 27.6.2013). 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar, originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia de constitucionalidade. Precedentes” (Recurso Extraordinário 409.973/AgR-SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 26.3.2010). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 832.659- AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 06.5.2011). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso Extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Análise de questão decidida em segundo grau. Impossibilidade. Recurso especial. Pressupostos recursais. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão resolvida na decisão de segundo grau. 2. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 730.135/AM-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 27.6.2013). 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1170590 AGR / ES Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1170590 AGR / ES Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3481-C560-10B5-604B e senha 31D5-C58B-2B59-C3A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.590 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CONTREL-CONSTRUCOES ENGENHARIA E INCORPORACOES LTDA - ME ADV.(A/S) :RICARDO DE SOUZA CASTELLO BRANCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEBA-F864-3483-0F85 e senha F194-6885-057E-46F9 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.590 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CONTREL-CONSTRUCOES ENGENHARIA E INCORPORACOES LTDA - ME ADV.(A/S) :RICARDO DE SOUZA CASTELLO BRANCO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEBA-F864-3483-0F85 e senha F194-6885-057E-46F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.590 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CONTREL-CONSTRUCOES ENGENHARIA E INCORPORACOES LTDA - ME ADV.(A/S) : RICARDO DE SOUZA CASTELLO BRANCO (10123/ES) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAEC-121B-7E81-A15B e senha B818-5CB6-0337-C5F9 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.590 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CONTREL-CONSTRUCOES ENGENHARIA E INCORPORACOES LTDA - ME ADV.(A/S) : RICARDO DE SOUZA CASTELLO BRANCO (10123/ES) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AAEC-121B-7E81-A15B e senha B818-5CB6-0337-C5F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 170 . 590", "ARE 1170590 AGR / ES", "execução fiscal n 1999 . 50 . 01 . 010446 - 2", "ARE 1170590 AGR / ES", "ARE 1170590 AGR / ES", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Recurso Extraordinário 956 . 302 - RG", "ARE 1170590 AGR / ES", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Recurso Extraordinário 956 . 302 - RG", "ARE 1170590", "Recurso Extraordinário 376 . 846", "AI 796 . 905 - AgR / PE", "AI 622 . 814 - AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "ARE 808 . 107 - RG", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 1170590 AGR / ES", "Recurso Extraordinário 376 . 846", "AI 796 . 905 - AgR / PE", "AI 622 . 814 - AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "ARE 808 . 107 - RG", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 1170590 AGR /", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "ARE 923412 AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "ARE 923412 AgR", "ARE 1118433 AgR", "ARE 665 . 016 - ED", "SÚMULAS 282", "ARE 1170590 AGR / ES", "ARE 1118433 AgR", "ARE 665 . 016 - 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Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "ROSA WEBER", "CARLOS VELLOSO", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "CARLOS VELLOSO", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "ROSA WEBER", "Gilmar Mendes", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "ROSA WEBER ARE", "ROSA WEBER", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "RICARDO DE SOUZA CASTELLO BRANCO", "MARCO 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Ementa e Acórdão 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.982 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :E.R.S. ADV.(A/S) :ROBERTO PODVAL ADV.(A/S) :ODEL MIKAEL JEAN ANTUN ADV.(A/S) :DANIEL ROMEIRO ADV.(A/S) :LEONARDO DE AGUIAR SILVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL. ALTERAÇÃO DO ART. 400 DO CPP APÓS A REALIZAÇÃO DO INTERROGATÓRIO. TEMPUS REGIT ACTUM. ALEGAÇÃO DE NULIDADE IMPROCEDENTE. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO. SÚMULA 523/STF. REAPRECIAÇÃO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é forte no sentido de que, realizado o interrogatório na forma da lei vigente à época, não há razão jurídica para determinar a sua renovação como último ato da instrução penal, tendo em vista o princípio processual do tempus regit actum. Precedentes. II – A orientação desta Suprema Corte é a de que, para o reconhecimento de eventual nulidade, ainda que absoluta, faz-se necessária a demonstração do efetivo prejuízo. Incidência da Súmula 523/STF. III – Para chegar-se à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, relativamente à ausência de prejuízo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Óbice da Súmula 279/STF. IV – Agravo regimental a que se nega provimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E072-3F75-21BB-27DE e senha 4625-656C-A5ED-100D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão RE 1169982 AGR / PR A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de maio de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E072-3F75-21BB-27DE e senha 4625-656C-A5ED-100D Supremo Tribunal Federal RE 1169982 AGR / PR A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de maio de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E072-3F75-21BB-27DE e senha 4625-656C-A5ED-100D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 17/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.982 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : E.R.S. ADV.(A/S) : ROBERTO PODVAL (25220/DF, 215683/RJ, 101458/SP) ADV.(A/S) : ODEL MIKAEL JEAN ANTUN (172515/SP) ADV.(A/S) : DANIEL ROMEIRO (32200/DF, 234983/SP) ADV.(A/S) : LEONARDO DE AGUIAR SILVEIRA (309338/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4228-4CF0-5551-1D66 e senha 1C38-1E13-7D89-774F Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.982 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : E.R.S. ADV.(A/S) : ROBERTO PODVAL (25220/DF, 215683/RJ, 101458/SP) ADV.(A/S) : ODEL MIKAEL JEAN ANTUN (172515/SP) ADV.(A/S) : DANIEL ROMEIRO (32200/DF, 234983/SP) ADV.(A/S) : LEONARDO DE AGUIAR SILVEIRA (309338/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4228-4CF0-5551-1D66 e senha 1C38-1E13-7D89-774F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749915763
2019-05-17T00:00:00
2019-05-23T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL. ALTERAÇÃO DO ART. 400 DO CPP APÓS A REALIZAÇÃO DO INTERROGATÓRIO. TEMPUS REGIT ACTUM. ALEGAÇÃO DE NULIDADE IMPROCEDENTE. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO. SÚMULA 523/STF. REAPRECIAÇÃO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é forte no sentido de que, realizado o interrogatório na forma da lei vigente à época, não há razão jurídica para determinar a sua renovação como último ato da instrução penal, tendo em vista o princípio processual do tempus regit actum. Precedentes. II – A orientação desta Suprema Corte é a de que, para o reconhecimento de eventual nulidade, ainda que absoluta, faz-se necessária a demonstração do efetivo prejuízo. Incidência da Súmula 523/STF. III – Para chegar-se à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, relativamente à ausência de prejuízo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Óbice da Súmula 279/STF. IV – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur404301
Número de páginas: 3. Análise: 26/06/2019, AMS.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1169982
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000523 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1169982 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : E.R.S. ADV.(A/S) : ROBERTO PODVAL ADV.(A/S) : ODEL MIKAEL JEAN ANTUN ADV.(A/S) : DANIEL ROMEIRO ADV.(A/S) : LEONARDO DE AGUIAR SILVEIRA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.982 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :E.R.S. ADV.(A/S) :ROBERTO PODVAL ADV.(A/S) :ODEL MIKAEL JEAN ANTUN ADV.(A/S) :DANIEL ROMEIRO ADV.(A/S) :LEONARDO DE AGUIAR SILVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL. ALTERAÇÃO DO ART. 400 DO CPP APÓS A REALIZAÇÃO DO INTERROGATÓRIO. TEMPUS REGIT ACTUM. ALEGAÇÃO DE NULIDADE IMPROCEDENTE. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO. SÚMULA 523/Supremo Tribunal Federal. REAPRECIAÇÃO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é forte no sentido de que, realizado o interrogatório na forma da lei vigente à época, não há razão jurídica para determinar a sua renovação como último ato da instrução penal, tendo em vista o princípio processual do tempus regit actum. Precedentes. II – A orientação desta Suprema Corte é a de que, para o reconhecimento de eventual nulidade, ainda que absoluta, faz-se necessária a demonstração do efetivo prejuízo. Incidência da Súmula 523/Supremo Tribunal Federal. III – Para chegar-se à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, relativamente à ausência de prejuízo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. IV – Agravo regimental a que se nega provimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E072-3F75-21BB-27DE e senha 4625-656C-A5ED-100D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1169982 AGR / PR A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de maio de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E072-3F75-21BB-27DE e senha 4625-656C-A5ED-100D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1169982 AGR / PR A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de maio de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E072-3F75-21BB-27DE e senha 4625-656C-A5ED-100D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 17/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.982 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : E.R.S. ADV.(A/S) : ROBERTO PODVAL (25220/DF, 215683/RJ, 101458/SP) ADV.(A/S) : ODEL MIKAEL JEAN ANTUN (172515/SP) ADV.(A/S) : DANIEL ROMEIRO (32200/DF, 234983/SP) ADV.(A/S) : LEONARDO DE AGUIAR SILVEIRA (309338/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4228-4CF0-5551-1D66 e senha 1C38-1E13-7D89-774F Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.982 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : E.R.S. ADV.(A/S) : ROBERTO PODVAL (25220/DF, 215683/RJ, 101458/SP) ADV.(A/S) : ODEL MIKAEL JEAN ANTUN (172515/SP) ADV.(A/S) : DANIEL ROMEIRO (32200/DF, 234983/SP) ADV.(A/S) : LEONARDO DE AGUIAR SILVEIRA (309338/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4228-4CF0-5551-1D66 e senha 1C38-1E13-7D89-774F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 169 . 982", "SÚMULA 523 / Supremo", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 523 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1169982 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 169 . 982", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 169 . 982" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 400 DO CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROBERTO PODVAL", "ODEL MIKAEL JEAN ANTUN", "DANIEL ROMEIRO", "LEONARDO DE AGUIAR SILVEIRA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROBERTO PODVAL", "ODEL MIKAEL JEAN ANTUN", "DANIEL ROMEIRO", "LEONARDO DE AGUIAR SILVEIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROBERTO PODVAL", "ODEL MIKAEL JEAN ANTUN", "DANIEL ROMEIRO", "LEONARDO DE AGUIAR SILVEIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "10", ".", "5", ".", "2019", "16", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "5", ".", "2019", "16", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.335 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D377-D4D3-DB8D-4C82 e senha 3582-D229-A656-4BA0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1173335 AGR / SP importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão de Recurso Extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A reversão do julgado depende da análise da legislação local e do conjunto probatório constante dos autos, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado nas Súmulas 280/STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário) e 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Inadmissível o conhecimento do apelo pela alínea c do inciso III do art. 102 da CF/88, haja vista não se verificar, no caso, a hipótese elencada nesse permissivo constitucional. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D377-D4D3-DB8D-4C82 e senha 3582-D229-A656-4BA0 Supremo Tribunal Federal ARE 1173335 AGR / SP importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão de Recurso Extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A reversão do julgado depende da análise da legislação local e do conjunto probatório constante dos autos, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado nas Súmulas 280/STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário) e 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Inadmissível o conhecimento do apelo pela alínea c do inciso III do art. 102 da CF/88, haja vista não se verificar, no caso, a hipótese elencada nesse permissivo constitucional. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D377-D4D3-DB8D-4C82 e senha 3582-D229-A656-4BA0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.335 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário com Agravo sob os argumentos de que (a) mostra-se deficiente a fundamentação sobre a repercussão geral da matéria constitucional; (b) a matéria situa-se no contexto infraconstitucional; (c) incidem, na hipótese, os óbices das Súmulas 279 e 280 do STF; e (d) inadmissível o conhecimento do apelo pela alínea c do inciso III do art. 102 da CF/88, haja vista não se verificar, no caso, a hipótese elencada nesse permissivo constitucional. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral está devidamente fundamentada; e (b) não é caso de aplicação dos óbices das Súmulas 279 e 280 desta CORTE. No mais, renova as razões de mérito do Apelo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F676-5B86-025E-B17E e senha CB9A-2416-6940-11B3 Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.335 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário com Agravo sob os argumentos de que (a) mostra-se deficiente a fundamentação sobre a repercussão geral da matéria constitucional; (b) a matéria situa-se no contexto infraconstitucional; (c) incidem, na hipótese, os óbices das Súmulas 279 e 280 do STF; e (d) inadmissível o conhecimento do apelo pela alínea c do inciso III do art. 102 da CF/88, haja vista não se verificar, no caso, a hipótese elencada nesse permissivo constitucional. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral está devidamente fundamentada; e (b) não é caso de aplicação dos óbices das Súmulas 279 e 280 desta CORTE. No mais, renova as razões de mérito do Apelo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F676-5B86-025E-B17E e senha CB9A-2416-6940-11B3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.335 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a e c, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve ofensa aos arts. 37, § 6º e 129, II e III, da CF/1988. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11D1-5010-78AE-0362 e senha 0022-046C-ABE3-065E Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.335 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a e c, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve ofensa aos arts. 37, § 6º e 129, II e III, da CF/1988. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11D1-5010-78AE-0362 e senha 0022-046C-ABE3-065E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1173335 AGR / SP repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, ainda que superado esse óbice, o Juízo de origem, com base na legislação ordinária de regência e no conteúdo fático-probatório constante dos autos, ratificou a sentença que indeferiu o pedido de indenização por danos morais coletivos ou individuais, uma vez que ausente prejuízo extrapatrimonial que justifique tal indenização. A propósito, veja-se a ementa dos julgados proferidos na Apelação e nos Embargos de Declaração (fls. 70 e 104, Vol. 4): APELAÇÃO CÍVEL. Ação civil pública. Danos morais individuais e coletivos resultantes de excessos praticados por guardas civis metropolitanos durante abordagens a moradores de rua. Sentença de extinção do processo em relação ao pedido de indenização individual e improcedência em relação ao pedido coletivo mantida. Preliminares de intempestividade recursal e ilegitimidade ativa repelidas. Ministério Público, autor da ação civil pública, concordou com a r. sentença e nada mais requereu diante de informação de que os autores das condutas ilícitas foram punidos administrativa e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11D1-5010-78AE-0362 e senha 0022-046C-ABE3-065E Supremo Tribunal Federal ARE 1173335 AGR / SP repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, ainda que superado esse óbice, o Juízo de origem, com base na legislação ordinária de regência e no conteúdo fático-probatório constante dos autos, ratificou a sentença que indeferiu o pedido de indenização por danos morais coletivos ou individuais, uma vez que ausente prejuízo extrapatrimonial que justifique tal indenização. A propósito, veja-se a ementa dos julgados proferidos na Apelação e nos Embargos de Declaração (fls. 70 e 104, Vol. 4): APELAÇÃO CÍVEL. Ação civil pública. Danos morais individuais e coletivos resultantes de excessos praticados por guardas civis metropolitanos durante abordagens a moradores de rua. Sentença de extinção do processo em relação ao pedido de indenização individual e improcedência em relação ao pedido coletivo mantida. Preliminares de intempestividade recursal e ilegitimidade ativa repelidas. Ministério Público, autor da ação civil pública, concordou com a r. sentença e nada mais requereu diante de informação de que os autores das condutas ilícitas foram punidos administrativa e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11D1-5010-78AE-0362 e senha 0022-046C-ABE3-065E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1173335 AGR / SP criminalmente. Defensoria Pública ingressante nos autos como assistente litisconsorcial, apresentando apelação. Possibilidade diante do permissivo constitucional do art. 134. Possibilidade da declaração de inconstitucionalidade de lei local em face da Constituição da República. Pedido Incidenter tantum', não 'principaliter'. Constitucionalidade da atribuição da Guarda Civil Metropolitana para a 'atuar na proteção de pessoas em situação de risco, encaminhando e apoiando as ações sociais, em conformidade com os programas e ações integradas'. Não reconhecimento de inconstitucionalidade do art. 1°, inciso XI, da Lei n° 13.866/2004. Indenização por danos morais (coletivos ou individuais) descabidos. Ausência de prejuízo extrapatrimonial que justifique tal indenização. Sendo ruas e logradouros públicos bens de propriedade do Município não se vê como não possa atuar a Guarda Municipal. Sentença mantida. Negado provimento ao recurso. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Ação Civil Pública. Danos morais individuais e coletivos resultantes de excessos praticados por guardas civis metropolitanos durante abordagens a moradores de rua. Pretenso reconhecimento de omissões no v Acórdão. O magistrado não está adstrito necessariamente a explicitar todos os artigos de lei ou teses citados pela parte, mas a decidir a demanda de acordo com os fatos e circunstâncias existentes nos autos desde que o faça demonstrando os motivos que formaram seu convencimento Inadmissibilidade. Embargos rejeitados. Verifica-se, portanto, que a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11D1-5010-78AE-0362 e senha 0022-046C-ABE3-065E Supremo Tribunal Federal ARE 1173335 AGR / SP criminalmente. Defensoria Pública ingressante nos autos como assistente litisconsorcial, apresentando apelação. Possibilidade diante do permissivo constitucional do art. 134. Possibilidade da declaração de inconstitucionalidade de lei local em face da Constituição da República. Pedido Incidenter tantum', não 'principaliter'. Constitucionalidade da atribuição da Guarda Civil Metropolitana para a 'atuar na proteção de pessoas em situação de risco, encaminhando e apoiando as ações sociais, em conformidade com os programas e ações integradas'. Não reconhecimento de inconstitucionalidade do art. 1°, inciso XI, da Lei n° 13.866/2004. Indenização por danos morais (coletivos ou individuais) descabidos. Ausência de prejuízo extrapatrimonial que justifique tal indenização. Sendo ruas e logradouros públicos bens de propriedade do Município não se vê como não possa atuar a Guarda Municipal. Sentença mantida. Negado provimento ao recurso. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Ação Civil Pública. Danos morais individuais e coletivos resultantes de excessos praticados por guardas civis metropolitanos durante abordagens a moradores de rua. Pretenso reconhecimento de omissões no v Acórdão. O magistrado não está adstrito necessariamente a explicitar todos os artigos de lei ou teses citados pela parte, mas a decidir a demanda de acordo com os fatos e circunstâncias existentes nos autos desde que o faça demonstrando os motivos que formaram seu convencimento Inadmissibilidade. Embargos rejeitados. Verifica-se, portanto, que a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11D1-5010-78AE-0362 e senha 0022-046C-ABE3-065E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1173335 AGR / SP Quanto à discussão envolvendo as atribuições destinadas à guarda civil metropolitana em relação a moradores de rua, a solução dessa controvérsia depende da análise da legislação local (Leis Municipais 13.866/2004 e 14.879/2009 e Portaria 105/2010), o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Por fim, inadmissível o conhecimento do apelo pela alínea c do inciso III do art. 102 da CF/1988, haja vista não se verificar, no caso, a hipótese elencada nesse permissivo constitucional. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. ” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos que ancoram o decisum objurgado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11D1-5010-78AE-0362 e senha 0022-046C-ABE3-065E Supremo Tribunal Federal ARE 1173335 AGR / SP Quanto à discussão envolvendo as atribuições destinadas à guarda civil metropolitana em relação a moradores de rua, a solução dessa controvérsia depende da análise da legislação local (Leis Municipais 13.866/2004 e 14.879/2009 e Portaria 105/2010), o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Por fim, inadmissível o conhecimento do apelo pela alínea c do inciso III do art. 102 da CF/1988, haja vista não se verificar, no caso, a hipótese elencada nesse permissivo constitucional. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. ” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos que ancoram o decisum objurgado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11D1-5010-78AE-0362 e senha 0022-046C-ABE3-065E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.335 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D987-C1C4-893C-9967 e senha 2DAA-D3D8-7023-0288 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.335 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D987-C1C4-893C-9967 e senha 2DAA-D3D8-7023-0288 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749158435
2019-02-08T00:00:00
2019-02-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão de Recurso Extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A reversão do julgado depende da análise da legislação local e do conjunto probatório constante dos autos, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado nas Súmulas 280/STF (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário) e 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Inadmissível o conhecimento do apelo pela alínea c do inciso III do art. 102 da CF/88, haja vista não se verificar, no caso, a hipótese elencada nesse permissivo constitucional. 6. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur398331
Número de páginas: 8. Análise: 22/02/2019, BMP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1173335
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LEI-013866 ANO-2004\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, SP\n\n", "LEG-MUN LEI-014879 ANO-2009\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1173335 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.335 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D377-D4D3-DB8D-4C82 e senha 3582-D229-A656-4BA0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1173335 AGR / SP importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão de Recurso Extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A reversão do julgado depende da análise da legislação local e do conjunto probatório constante dos autos, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado nas Súmulas 280/Supremo Tribunal Federal (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário) e 279/Supremo Tribunal Federal (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Inadmissível o conhecimento do apelo pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal de 1988/88, haja vista não se verificar, no caso, a hipótese elencada nesse permissivo constitucional. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D377-D4D3-DB8D-4C82 e senha 3582-D229-A656-4BA0 Supremo Tribunal Federal ARE 1173335 AGR / SP importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão de Recurso Extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A reversão do julgado depende da análise da legislação local e do conjunto probatório constante dos autos, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado nas Súmulas 280/Supremo Tribunal Federal (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário) e 279/Supremo Tribunal Federal (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Inadmissível o conhecimento do apelo pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal de 1988/88, haja vista não se verificar, no caso, a hipótese elencada nesse permissivo constitucional. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D377-D4D3-DB8D-4C82 e senha 3582-D229-A656-4BA0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.335 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário com Agravo sob os argumentos de que (a) mostra-se deficiente a fundamentação sobre a repercussão geral da matéria constitucional; (b) a matéria situa-se no contexto infraconstitucional; (c) incidem, na hipótese, os óbices das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal; e (d) inadmissível o conhecimento do apelo pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal de 1988/88, haja vista não se verificar, no caso, a hipótese elencada nesse permissivo constitucional. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral está devidamente fundamentada; e (b) não é caso de aplicação dos óbices das Súmulas 279 e 280 desta CORTE. No mais, renova as razões de mérito do Apelo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F676-5B86-025E-B17E e senha CB9A-2416-6940-11B3 Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.335 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário com Agravo sob os argumentos de que (a) mostra-se deficiente a fundamentação sobre a repercussão geral da matéria constitucional; (b) a matéria situa-se no contexto infraconstitucional; (c) incidem, na hipótese, os óbices das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal; e (d) inadmissível o conhecimento do apelo pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal de 1988/88, haja vista não se verificar, no caso, a hipótese elencada nesse permissivo constitucional. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral está devidamente fundamentada; e (b) não é caso de aplicação dos óbices das Súmulas 279 e 280 desta CORTE. No mais, renova as razões de mérito do Apelo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F676-5B86-025E-B17E e senha CB9A-2416-6940-11B3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.335 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a e c, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve ofensa aos arts. 37, § 6... e 129, II e III, da Constituição Federal de 1988/1988. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11D1-5010-78AE-0362 e senha 0022-046C-ABE3-065E Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.335 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a e c, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que houve ofensa aos arts. 37, § 6... e 129, II e III, da Constituição Federal de 1988/1988. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11D1-5010-78AE-0362 e senha 0022-046C-ABE3-065E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1173335 AGR / SP repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, ainda que superado esse óbice, o Juízo de origem, com base na legislação ordinária de regência e no conteúdo fático-probatório constante dos autos, ratificou a sentença que indeferiu o pedido de indenização por danos morais coletivos ou individuais, uma vez que ausente prejuízo extrapatrimonial que justifique tal indenização. A propósito, veja-se a ementa dos julgados proferidos na Apelação e nos Embargos de Declaração (fls. 70 e 104, Vol. 4): APELAÇÃO CÍVEL. Ação civil pública. Danos morais individuais e coletivos resultantes de excessos praticados por guardas civis metropolitanos durante abordagens a moradores de rua. Sentença de extinção do processo em relação ao pedido de indenização individual e improcedência em relação ao pedido coletivo mantida. Preliminares de intempestividade recursal e ilegitimidade ativa repelidas. Ministério Público, autor da ação civil pública, concordou com a r. sentença e nada mais requereu diante de informação de que os autores das condutas ilícitas foram punidos administrativa e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11D1-5010-78AE-0362 e senha 0022-046C-ABE3-065E Supremo Tribunal Federal ARE 1173335 AGR / SP repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, ainda que superado esse óbice, o Juízo de origem, com base na legislação ordinária de regência e no conteúdo fático-probatório constante dos autos, ratificou a sentença que indeferiu o pedido de indenização por danos morais coletivos ou individuais, uma vez que ausente prejuízo extrapatrimonial que justifique tal indenização. A propósito, veja-se a ementa dos julgados proferidos na Apelação e nos Embargos de Declaração (fls. 70 e 104, Vol. 4): APELAÇÃO CÍVEL. Ação civil pública. Danos morais individuais e coletivos resultantes de excessos praticados por guardas civis metropolitanos durante abordagens a moradores de rua. Sentença de extinção do processo em relação ao pedido de indenização individual e improcedência em relação ao pedido coletivo mantida. Preliminares de intempestividade recursal e ilegitimidade ativa repelidas. Ministério Público, autor da ação civil pública, concordou com a r. sentença e nada mais requereu diante de informação de que os autores das condutas ilícitas foram punidos administrativa e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11D1-5010-78AE-0362 e senha 0022-046C-ABE3-065E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1173335 AGR / SP criminalmente. Defensoria Pública ingressante nos autos como assistente litisconsorcial, apresentando apelação. Possibilidade diante do permissivo constitucional do art. 134. Possibilidade da declaração de inconstitucionalidade de lei local em face da Constituição da República. Pedido Incidenter tantum', não 'principaliter'. Constitucionalidade da atribuição da Guarda Civil Metropolitana para a 'atuar na proteção de pessoas em situação de risco, encaminhando e apoiando as ações sociais, em conformidade com os programas e ações integradas'. Não reconhecimento de inconstitucionalidade do art. 1..., inciso XI, da Lei n 13.866/2004. Indenização por danos morais (coletivos ou individuais) descabidos. Ausência de prejuízo extrapatrimonial que justifique tal indenização. Sendo ruas e logradouros públicos bens de propriedade do Município não se vê como não possa atuar a Guarda Municipal. Sentença mantida. Negado provimento ao recurso. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Ação Civil Pública. Danos morais individuais e coletivos resultantes de excessos praticados por guardas civis metropolitanos durante abordagens a moradores de rua. Pretenso reconhecimento de omissões no v Acórdão. O magistrado não está adstrito necessariamente a explicitar todos os artigos de lei ou teses citados pela parte, mas a decidir a demanda de acordo com os fatos e circunstâncias existentes nos autos desde que o faça demonstrando os motivos que formaram seu convencimento Inadmissibilidade. Embargos rejeitados. Verifica-se, portanto, que a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11D1-5010-78AE-0362 e senha 0022-046C-ABE3-065E Supremo Tribunal Federal ARE 1173335 AGR / SP criminalmente. Defensoria Pública ingressante nos autos como assistente litisconsorcial, apresentando apelação. Possibilidade diante do permissivo constitucional do art. 134. Possibilidade da declaração de inconstitucionalidade de lei local em face da Constituição da República. Pedido Incidenter tantum', não 'principaliter'. Constitucionalidade da atribuição da Guarda Civil Metropolitana para a 'atuar na proteção de pessoas em situação de risco, encaminhando e apoiando as ações sociais, em conformidade com os programas e ações integradas'. Não reconhecimento de inconstitucionalidade do art. 1..., inciso XI, da Lei n 13.866/2004. Indenização por danos morais (coletivos ou individuais) descabidos. Ausência de prejuízo extrapatrimonial que justifique tal indenização. Sendo ruas e logradouros públicos bens de propriedade do Município não se vê como não possa atuar a Guarda Municipal. Sentença mantida. Negado provimento ao recurso. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Ação Civil Pública. Danos morais individuais e coletivos resultantes de excessos praticados por guardas civis metropolitanos durante abordagens a moradores de rua. Pretenso reconhecimento de omissões no v Acórdão. O magistrado não está adstrito necessariamente a explicitar todos os artigos de lei ou teses citados pela parte, mas a decidir a demanda de acordo com os fatos e circunstâncias existentes nos autos desde que o faça demonstrando os motivos que formaram seu convencimento Inadmissibilidade. Embargos rejeitados. Verifica-se, portanto, que a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11D1-5010-78AE-0362 e senha 0022-046C-ABE3-065E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1173335 AGR / SP Quanto à discussão envolvendo as atribuições destinadas à guarda civil metropolitana em relação a moradores de rua, a solução dessa controvérsia depende da análise da legislação local (Leis Municipais 13.866/2004 e 14.879/2009 e Portaria 105/2010), o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Por fim, inadmissível o conhecimento do apelo pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal de 1988/1988, haja vista não se verificar, no caso, a hipótese elencada nesse permissivo constitucional. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. ” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos que ancoram o decisum objurgado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11D1-5010-78AE-0362 e senha 0022-046C-ABE3-065E Supremo Tribunal Federal ARE 1173335 AGR / SP Quanto à discussão envolvendo as atribuições destinadas à guarda civil metropolitana em relação a moradores de rua, a solução dessa controvérsia depende da análise da legislação local (Leis Municipais 13.866/2004 e 14.879/2009 e Portaria 105/2010), o que é incabível em recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Por fim, inadmissível o conhecimento do apelo pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal de 1988/1988, haja vista não se verificar, no caso, a hipótese elencada nesse permissivo constitucional. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. ” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos que ancoram o decisum objurgado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11D1-5010-78AE-0362 e senha 0022-046C-ABE3-065E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.335 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D987-C1C4-893C-9967 e senha 2DAA-D3D8-7023-0288 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.335 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D987-C1C4-893C-9967 e senha 2DAA-D3D8-7023-0288 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 173 . 335", "SÚMULA 280 / Supremo", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1173335 AGR /", "Súmulas 280 / Supremo Tribunal Federal", "279 /", "ARE 1173335 AGR / SP", "Súmulas 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1173335 AGR / SP", "ARE 691 . 595 -", "ARE 696 . 347", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 1173335 AGR / SP", "ARE 1173335 AGR / SP", "Súmula 279 desta CORTE", "ARE 1173335 AGR / SP", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a e c , da Constituição Federal", "arts . 37 , § 6 . . . e 129 , II e III , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a e c , da Constituição Federal", "arts . 37 , § 6 . . . e 129 , II e III , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art", ".", "1 .", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 1 . . . , inciso XI , da Lei n 13 . 866 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 1 . . . , inciso XI , da Lei n 13 . 866 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Municipais 13 . 866 / 2004", "14", ".", "879", "/", "2009", "Portaria 105 / 2010", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição Federal de 1988", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Municipais 13 . 866 / 2004", "14", ".", "879", "/", "2009", "Portaria 105 / 2010", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição Federal de 1988 / 1988", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Ministério Público", "Guarda Civil Metropolitana", "Supremo Tribunal Federal", "Defensoria Pública", "Guarda Civil Metropolitana", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "1", ".", "2", ".", "2019", "7", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "2", ".", "2019", "7", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.209 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ELKEM PARTICIPACOES, INDUSTRIA E COMERCIO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HAMILTON PRISCO PARAISO JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA JURÍDICA. EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 1º, 2º, 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, 37, CAPUT, 150 e 151 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. INCENTIVOS FISCAIS. REQUISITOS PARA A FRUIÇÃO. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 2. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, bem como a reelaboração da moldura fática, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EBE-E293-D64F-D65A e senha 5449-9CEB-DBE6-54C0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RE 1192209 AGR / PE a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 10 a 16 de maio de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 17 de maio de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EBE-E293-D64F-D65A e senha 5449-9CEB-DBE6-54C0 Supremo Tribunal Federal RE 1192209 AGR / PE a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 10 a 16 de maio de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 17 de maio de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EBE-E293-D64F-D65A e senha 5449-9CEB-DBE6-54C0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.209 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ELKEM PARTICIPACOES, INDUSTRIA E COMERCIO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HAMILTON PRISCO PARAISO JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. A matéria debatida, em síntese, diz com a legalidade da anulação de atos administrativos que dão direito a incentivos fiscais ante a verificação, pela Administração Pública, da inobservância dos requisitos para a fruição do benefício. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta aos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera a afronta aos arts. 1º, 2º, 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, 37, caput, 150 e 151 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. LAUDOS CONSTITUTIVOS EXPEDIDOS PELA INVENTARIANÇA EXTRAJUDICIAL DA EXTINTA SUDENE. CONCESSÃO DE INCENTIVOS FISCAIS A PESSOAS JURÍDICAS COM PROJETOS APROVADOS EM ÁREA DE ATUAÇÃO DO CITADO ENTE PÚBLICO. REGIÃO SUL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. NÃO INCLUSÃO NA ZONA GEOGRÁFICA DA ABOLIDA AUTARQUIA. ATOS ADMINISTRATIVOS EIVADOS DE ILEGALIDADE. NULIDADE. APLICAÇÃO DAS SÚMULAS 346 E 473 DO STF. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCED-7736-89AE-0A81 e senha FFF5-9A3E-480F-ED41 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.209 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ELKEM PARTICIPACOES, INDUSTRIA E COMERCIO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HAMILTON PRISCO PARAISO JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. A matéria debatida, em síntese, diz com a legalidade da anulação de atos administrativos que dão direito a incentivos fiscais ante a verificação, pela Administração Pública, da inobservância dos requisitos para a fruição do benefício. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta aos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera a afronta aos arts. 1º, 2º, 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, 37, caput, 150 e 151 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. LAUDOS CONSTITUTIVOS EXPEDIDOS PELA INVENTARIANÇA EXTRAJUDICIAL DA EXTINTA SUDENE. CONCESSÃO DE INCENTIVOS FISCAIS A PESSOAS JURÍDICAS COM PROJETOS APROVADOS EM ÁREA DE ATUAÇÃO DO CITADO ENTE PÚBLICO. REGIÃO SUL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. NÃO INCLUSÃO NA ZONA GEOGRÁFICA DA ABOLIDA AUTARQUIA. ATOS ADMINISTRATIVOS EIVADOS DE ILEGALIDADE. NULIDADE. APLICAÇÃO DAS SÚMULAS 346 E 473 DO STF. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCED-7736-89AE-0A81 e senha FFF5-9A3E-480F-ED41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 1192209 AGR / PE LEGISLAÇÃO REFERENTE À OUTORGA DE ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO LITERAL. 1. A SUDENE - Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste foi criada pela Lei nº 3.692/59, com o objetivo de minimizar as disparidades econômicas e sociais existentes na Região Nordeste, nos Estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, bem como em Minas Gerais, situada no chamado Polígono das Secas (arts. 1º e 2º). 2. Com a edição da Lei nº 4.239/63, o Território de Fernando de Noronha foi incluído na referida/área de atuação daquele ente público (art. 39), sendo certo que a Lei nº 9.690/98 ampliou a sua abrangência espacial, nela incluindo o Vale do Jequitinhonha do Estado de Minas Gerais e Municípios da região norte do Estado do Espírito Santo (art. 1º). 3. A Medida Provisória nº 2.146-2/01, que extinguiu a SUDENE e criou a ADENE - Agência de Desenvolvimento do Nordeste, incluiu o Espírito Santo, como um todo, na área de tutela da nova autarquia. 4. Porém, a Medida Provisória nº 2.199-14/01, editada quando já criada a ADENE, ao dispor sobre o incentivo fiscal de isenção e redução do imposto de renda, em seu art. 1º, 'caput', fez referência à sua concessão em favor das pessoas jurídicas que tivessem projetos aprovados para instalação, ampliação, modernização ou diversificação enquadrados em setores da economia considerados, em ato do Poder Executivo, prioritários para o desenvolvimento regional, nas áreas de atuação da extinta SUDENE. 5. Constituindo o beneficio fiscal mencionado forma de outorga de isenção parcial, a legislação tributária a ele referente deve ser interpretada literalmente, a teor do art. 111, II, do CTN. 6. Situando-se as demandantes na região sul do Estado do Espírito Santo, zona geográfica não abrangida pela área de atuação da extinta SUDENE, devem ser preservadas as Portarias nºs 1.46/04 e 157/04, que tornaram sem efeito os Laudos Constitutivos nºs 114/03 e 89/03, indispensáveis à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCED-7736-89AE-0A81 e senha FFF5-9A3E-480F-ED41 Supremo Tribunal Federal RE 1192209 AGR / PE LEGISLAÇÃO REFERENTE À OUTORGA DE ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO LITERAL. 1. A SUDENE - Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste foi criada pela Lei nº 3.692/59, com o objetivo de minimizar as disparidades econômicas e sociais existentes na Região Nordeste, nos Estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, bem como em Minas Gerais, situada no chamado Polígono das Secas (arts. 1º e 2º). 2. Com a edição da Lei nº 4.239/63, o Território de Fernando de Noronha foi incluído na referida/área de atuação daquele ente público (art. 39), sendo certo que a Lei nº 9.690/98 ampliou a sua abrangência espacial, nela incluindo o Vale do Jequitinhonha do Estado de Minas Gerais e Municípios da região norte do Estado do Espírito Santo (art. 1º). 3. A Medida Provisória nº 2.146-2/01, que extinguiu a SUDENE e criou a ADENE - Agência de Desenvolvimento do Nordeste, incluiu o Espírito Santo, como um todo, na área de tutela da nova autarquia. 4. Porém, a Medida Provisória nº 2.199-14/01, editada quando já criada a ADENE, ao dispor sobre o incentivo fiscal de isenção e redução do imposto de renda, em seu art. 1º, 'caput', fez referência à sua concessão em favor das pessoas jurídicas que tivessem projetos aprovados para instalação, ampliação, modernização ou diversificação enquadrados em setores da economia considerados, em ato do Poder Executivo, prioritários para o desenvolvimento regional, nas áreas de atuação da extinta SUDENE. 5. Constituindo o beneficio fiscal mencionado forma de outorga de isenção parcial, a legislação tributária a ele referente deve ser interpretada literalmente, a teor do art. 111, II, do CTN. 6. Situando-se as demandantes na região sul do Estado do Espírito Santo, zona geográfica não abrangida pela área de atuação da extinta SUDENE, devem ser preservadas as Portarias nºs 1.46/04 e 157/04, que tornaram sem efeito os Laudos Constitutivos nºs 114/03 e 89/03, indispensáveis à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCED-7736-89AE-0A81 e senha FFF5-9A3E-480F-ED41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RE 1192209 AGR / PE fruição do incentivo fiscal de que trata a Medida Provisória nº 2.199-14/01. 7. Estando a Administração vinculada ao princípio da legalidade, os atos administrativos expedidos sem a sua observância devem ser declarados nulos desde o seu nascedouro, a teor das Súmulas nos 346 e 473 do col. STF, já que deles não se originam direitos. 8. Apelação improvida" (fls. 1.943/1.944e).” Recurso extraordinário interposto na vigência do CPC/1973. Agravo manejado sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCED-7736-89AE-0A81 e senha FFF5-9A3E-480F-ED41 Supremo Tribunal Federal RE 1192209 AGR / PE fruição do incentivo fiscal de que trata a Medida Provisória nº 2.199-14/01. 7. Estando a Administração vinculada ao princípio da legalidade, os atos administrativos expedidos sem a sua observância devem ser declarados nulos desde o seu nascedouro, a teor das Súmulas nos 346 e 473 do col. STF, já que deles não se originam direitos. 8. Apelação improvida" (fls. 1.943/1.944e).” Recurso extraordinário interposto na vigência do CPC/1973. Agravo manejado sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCED-7736-89AE-0A81 e senha FFF5-9A3E-480F-ED41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.209 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: “PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. ÓBICES PROCESSUAIS INTRANSPONÍVEIS. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. MATÉRIA FÁTICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Não há repercussão geral quando a controvérsia refere-se à alegação de ofensa ao princípio da inafastabilidade de jurisdição, nas hipóteses em que se verificaram óbices intransponíveis à entrega da prestação jurisdicional de mérito.” (RE 956.302-RG, Rel. Min. Edson Fachin, Pleno, DJe 16.6.2016) "Recurso extraordinário representativo da controvérsia. Aplicação retroativa de lei mais benéfica às infrações de trânsito. Exegese das normas de trânsito. Interpretação realizada à luz das normas do Código Brasileiro de Trânsito revogado e do vigente. Matéria eminentemente infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. 1. Não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82D-A27A-3BE9-B097 e senha D5F7-2123-F1D9-7794 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.209 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: “PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. ÓBICES PROCESSUAIS INTRANSPONÍVEIS. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. MATÉRIA FÁTICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Não há repercussão geral quando a controvérsia refere-se à alegação de ofensa ao princípio da inafastabilidade de jurisdição, nas hipóteses em que se verificaram óbices intransponíveis à entrega da prestação jurisdicional de mérito.” (RE 956.302-RG, Rel. Min. Edson Fachin, Pleno, DJe 16.6.2016) "Recurso extraordinário representativo da controvérsia. Aplicação retroativa de lei mais benéfica às infrações de trânsito. Exegese das normas de trânsito. Interpretação realizada à luz das normas do Código Brasileiro de Trânsito revogado e do vigente. Matéria eminentemente infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. 1. Não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82D-A27A-3BE9-B097 e senha D5F7-2123-F1D9-7794 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1192209 AGR / PE apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que discute efeitos de normas de trânsito revogadoras e revogadas. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que os conceitos dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontram na Constituição Federal, senão na legislação ordinária, mais especificamente na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. 3. Ausência de repercussão geral.” (RE 657.871-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe 17.11.2014) “PREVIDENCIÁRIO. REAJUSTE DE BENEFÍCIOS. ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA RELATIVOS AOS ANOS DE 1997, 1999, 2000, 2001, 2002 E 2003. CONSTITUCIONALIDADE. PERCENTUAIS SUPERIORES AO ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC). REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. […] 3. Incabível, em recurso extraordinário, apreciar violação ao art. 5º, XXXV e XXXVI, da Constituição Federal, que pressupõe intermediário exame e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (AI 796.905-AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 21.5.2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 08.3.2012; ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 19.8.2011). 4. Agravo a que se conhece para, desde logo, negar seguimento ao recurso extraordinário, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 808.107-RG, Rel. Min. Teori Zavascki, Pleno, DJe 1º.8.2014) “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1º.8.2013) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82D-A27A-3BE9-B097 e senha D5F7-2123-F1D9-7794 Supremo Tribunal Federal RE 1192209 AGR / PE apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que discute efeitos de normas de trânsito revogadoras e revogadas. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que os conceitos dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontram na Constituição Federal, senão na legislação ordinária, mais especificamente na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. 3. Ausência de repercussão geral.” (RE 657.871-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe 17.11.2014) “PREVIDENCIÁRIO. REAJUSTE DE BENEFÍCIOS. ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA RELATIVOS AOS ANOS DE 1997, 1999, 2000, 2001, 2002 E 2003. CONSTITUCIONALIDADE. PERCENTUAIS SUPERIORES AO ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC). REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. […] 3. Incabível, em recurso extraordinário, apreciar violação ao art. 5º, XXXV e XXXVI, da Constituição Federal, que pressupõe intermediário exame e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (AI 796.905-AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 21.5.2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 08.3.2012; ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 19.8.2011). 4. Agravo a que se conhece para, desde logo, negar seguimento ao recurso extraordinário, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 808.107-RG, Rel. Min. Teori Zavascki, Pleno, DJe 1º.8.2014) “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1º.8.2013) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82D-A27A-3BE9-B097 e senha D5F7-2123-F1D9-7794 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1192209 AGR / PE Noutro giro, verifico que as instâncias ordinárias decidiram a questão da nulidade dos Laudos Constitutivos nºs 114/03 e 89/03, indispensáveis à fruição do benefício fiscal, com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei nº 4.239/63 e Medidas Provisórias 2.146-2/01 e 2.199-14/01), razão pela qual, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, reputo a não ocorrência de afronta aos arts. 1º, 37, caput, 150 e 151 da Constituição Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Regime de tributação diferenciado. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 4. Súmula 279. 5. Concessão de benefício fiscal pelo Judiciário com base no princípio da isonomia. Impossibilidade. 6.Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 977.756-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 03.5.2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. TRIBUTÁRIO. ICMS. ISENÇÃO PARA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NA AQUISIÇÃO DE VEÍCULO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 921.909-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 1º.02.2016) Por seu turno, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82D-A27A-3BE9-B097 e senha D5F7-2123-F1D9-7794 Supremo Tribunal Federal RE 1192209 AGR / PE Noutro giro, verifico que as instâncias ordinárias decidiram a questão da nulidade dos Laudos Constitutivos nºs 114/03 e 89/03, indispensáveis à fruição do benefício fiscal, com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei nº 4.239/63 e Medidas Provisórias 2.146-2/01 e 2.199-14/01), razão pela qual, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, reputo a não ocorrência de afronta aos arts. 1º, 37, caput, 150 e 151 da Constituição Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Regime de tributação diferenciado. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 4. Súmula 279. 5. Concessão de benefício fiscal pelo Judiciário com base no princípio da isonomia. Impossibilidade. 6.Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 977.756-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 03.5.2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. TRIBUTÁRIO. ICMS. ISENÇÃO PARA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NA AQUISIÇÃO DE VEÍCULO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 921.909-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 1º.02.2016) Por seu turno, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82D-A27A-3BE9-B097 e senha D5F7-2123-F1D9-7794 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1192209 AGR / PE quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Quanto à alegada violação do art. 2º da Lei Fundamental, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido, cito o RE 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJE de 26.4.2012, e o ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJE de 09.9.2012, assim ementado: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4. Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de violação ao princípio da separação de Poderes. Precedentes do STF. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela agravada, para investidura no cargo público de magistério estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame. Providências vedadas pelas Súmulas 279, 280 e 454. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82D-A27A-3BE9-B097 e senha D5F7-2123-F1D9-7794 Supremo Tribunal Federal RE 1192209 AGR / PE quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Quanto à alegada violação do art. 2º da Lei Fundamental, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido, cito o RE 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJE de 26.4.2012, e o ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJE de 09.9.2012, assim ementado: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4. Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de violação ao princípio da separação de Poderes. Precedentes do STF. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela agravada, para investidura no cargo público de magistério estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame. Providências vedadas pelas Súmulas 279, 280 e 454. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82D-A27A-3BE9-B097 e senha D5F7-2123-F1D9-7794 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.209 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ELKEM PARTICIPACOES, INDUSTRIA E COMERCIO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HAMILTON PRISCO PARAISO JUNIOR (18680/BA, 35133/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0311-782C-C495-2399 e senha 44E3-1F37-428A-7118 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.209 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ELKEM PARTICIPACOES, INDUSTRIA E COMERCIO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HAMILTON PRISCO PARAISO JUNIOR (18680/BA, 35133/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0311-782C-C495-2399 e senha 44E3-1F37-428A-7118 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749959522
2019-05-17T00:00:00
2019-05-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA JURÍDICA. EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 1º, 2º, 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, 37, CAPUT, 150 e 151 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. INCENTIVOS FISCAIS. REQUISITOS PARA A FRUIÇÃO. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 2. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, bem como a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur404547
- Acórdão(s) citado(s): (LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL) ARE 921909 AgR (2ªT), RE 977756 AgR (2ªT). (PODER JUDICIÁRIO, CONTROLE DE LEGALIDADE, ATO ADMINISTRATIVO) RE 417408 AgR (1ªT), ARE 655080 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 27/06/2019, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1192209
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-004239 ANO-1963\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED MPR-002146 ANO-2001\n MEDIDA PROVISÓRIA\n\n", "LEG-FED MPR-002199 ANO-2001\n MEDIDA PROVISÓRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1192209 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ELKEM PARTICIPACOES, INDUSTRIA E COMERCIO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HAMILTON PRISCO PARAISO JUNIOR AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.209 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ELKEM PARTICIPACOES, INDUSTRIA E COMERCIO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HAMILTON PRISCO PARAISO JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA JURÍDICA. EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 1..., 2..., 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, 37, CAPUT, 150 e 151 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. INCENTIVOS FISCAIS. REQUISITOS PARA A FRUIÇÃO. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Lei Maior, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 2. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, bem como a reelaboração da moldura fática, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EBE-E293-D64F-D65A e senha 5449-9CEB-DBE6-54C0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1192209 AGR / PE a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 10 a 16 de maio de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 17 de maio de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EBE-E293-D64F-D65A e senha 5449-9CEB-DBE6-54C0 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1192209 AGR / PE a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 10 a 16 de maio de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 17 de maio de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EBE-E293-D64F-D65A e senha 5449-9CEB-DBE6-54C0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.209 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ELKEM PARTICIPACOES, INDUSTRIA E COMERCIO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HAMILTON PRISCO PARAISO JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. A matéria debatida, em síntese, diz com a legalidade da anulação de atos administrativos que dão direito a incentivos fiscais ante a verificação, pela Administração Pública, da inobservância dos requisitos para a fruição do benefício. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta aos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera a afronta aos arts. 1..., 2..., 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, 37, caput, 150 e 151 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. LAUDOS CONSTITUTIVOS EXPEDIDOS PELA INVENTARIANÇA EXTRAJUDICIAL DA EXTINTA SUDENE. CONCESSÃO DE INCENTIVOS FISCAIS A PESSOAS JURÍDICAS COM PROJETOS APROVADOS EM ÁREA DE ATUAÇÃO DO CITADO ENTE PÚBLICO. REGIÃO SUL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. NÃO INCLUSÃO NA ZONA GEOGRÁFICA DA ABOLIDA AUTARQUIA. ATOS ADMINISTRATIVOS EIVADOS DE ILEGALIDADE. NULIDADE. APLICAÇÃO DAS SÚMULAS 346 E 473 DO Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCED-7736-89AE-0A81 e senha FFF5-9A3E-480F-ED41 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.209 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ELKEM PARTICIPACOES, INDUSTRIA E COMERCIO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HAMILTON PRISCO PARAISO JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. A matéria debatida, em síntese, diz com a legalidade da anulação de atos administrativos que dão direito a incentivos fiscais ante a verificação, pela Administração Pública, da inobservância dos requisitos para a fruição do benefício. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta aos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera a afronta aos arts. 1..., 2..., 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, 37, caput, 150 e 151 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. LAUDOS CONSTITUTIVOS EXPEDIDOS PELA INVENTARIANÇA EXTRAJUDICIAL DA EXTINTA SUDENE. CONCESSÃO DE INCENTIVOS FISCAIS A PESSOAS JURÍDICAS COM PROJETOS APROVADOS EM ÁREA DE ATUAÇÃO DO CITADO ENTE PÚBLICO. REGIÃO SUL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. NÃO INCLUSÃO NA ZONA GEOGRÁFICA DA ABOLIDA AUTARQUIA. ATOS ADMINISTRATIVOS EIVADOS DE ILEGALIDADE. NULIDADE. APLICAÇÃO DAS SÚMULAS 346 E 473 DO Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCED-7736-89AE-0A81 e senha FFF5-9A3E-480F-ED41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1192209 AGR / PE LEGISLAÇÃO REFERENTE À OUTORGA DE ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO LITERAL. 1. A SUDENE - Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste foi criada pela Lei n 3.692/59, com o objetivo de minimizar as disparidades econômicas e sociais existentes na Região Nordeste, nos Estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, bem como em Minas Gerais, situada no chamado Polígono das Secas (arts. 1... e 2...). 2. Com a edição da Lei n 4.239/63, o Território de Fernando de Noronha foi incluído na referida/área de atuação daquele ente público (art. 39), sendo certo que a Lei n 9.690/98 ampliou a sua abrangência espacial, nela incluindo o Vale do Jequitinhonha do Estado de Minas Gerais e Municípios da região norte do Estado do Espírito Santo (art. 1...). 3. A Medida Provisória n 2.146-2/01, que extinguiu a SUDENE e criou a ADENE - Agência de Desenvolvimento do Nordeste, incluiu o Espírito Santo, como um todo, na área de tutela da nova autarquia. 4. Porém, a Medida Provisória n 2.199-14/01, editada quando já criada a ADENE, ao dispor sobre o incentivo fiscal de isenção e redução do imposto de renda, em seu art. 1..., 'caput', fez referência à sua concessão em favor das pessoas jurídicas que tivessem projetos aprovados para instalação, ampliação, modernização ou diversificação enquadrados em setores da economia considerados, em ato do Poder Executivo, prioritários para o desenvolvimento regional, nas áreas de atuação da extinta SUDENE. 5. Constituindo o beneficio fiscal mencionado forma de outorga de isenção parcial, a legislação tributária a ele referente deve ser interpretada literalmente, a teor do art. 111, II, do CTN. 6. Situando-se as demandantes na região sul do Estado do Espírito Santo, zona geográfica não abrangida pela área de atuação da extinta SUDENE, devem ser preservadas as Portarias ns 1.46/04 e 157/04, que tornaram sem efeito os Laudos Constitutivos ns 114/03 e 89/03, indispensáveis à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCED-7736-89AE-0A81 e senha FFF5-9A3E-480F-ED41 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1192209 AGR / PE LEGISLAÇÃO REFERENTE À OUTORGA DE ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO LITERAL. 1. A SUDENE - Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste foi criada pela Lei n 3.692/59, com o objetivo de minimizar as disparidades econômicas e sociais existentes na Região Nordeste, nos Estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, bem como em Minas Gerais, situada no chamado Polígono das Secas (arts. 1... e 2...). 2. Com a edição da Lei n 4.239/63, o Território de Fernando de Noronha foi incluído na referida/área de atuação daquele ente público (art. 39), sendo certo que a Lei n 9.690/98 ampliou a sua abrangência espacial, nela incluindo o Vale do Jequitinhonha do Estado de Minas Gerais e Municípios da região norte do Estado do Espírito Santo (art. 1...). 3. A Medida Provisória n 2.146-2/01, que extinguiu a SUDENE e criou a ADENE - Agência de Desenvolvimento do Nordeste, incluiu o Espírito Santo, como um todo, na área de tutela da nova autarquia. 4. Porém, a Medida Provisória n 2.199-14/01, editada quando já criada a ADENE, ao dispor sobre o incentivo fiscal de isenção e redução do imposto de renda, em seu art. 1..., 'caput', fez referência à sua concessão em favor das pessoas jurídicas que tivessem projetos aprovados para instalação, ampliação, modernização ou diversificação enquadrados em setores da economia considerados, em ato do Poder Executivo, prioritários para o desenvolvimento regional, nas áreas de atuação da extinta SUDENE. 5. Constituindo o beneficio fiscal mencionado forma de outorga de isenção parcial, a legislação tributária a ele referente deve ser interpretada literalmente, a teor do art. 111, II, do CTN. 6. Situando-se as demandantes na região sul do Estado do Espírito Santo, zona geográfica não abrangida pela área de atuação da extinta SUDENE, devem ser preservadas as Portarias ns 1.46/04 e 157/04, que tornaram sem efeito os Laudos Constitutivos ns 114/03 e 89/03, indispensáveis à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCED-7736-89AE-0A81 e senha FFF5-9A3E-480F-ED41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1192209 AGR / PE fruição do incentivo fiscal de que trata a Medida Provisória n 2.199-14/01. 7. Estando a Administração vinculada ao princípio da legalidade, os atos administrativos expedidos sem a sua observância devem ser declarados nulos desde o seu nascedouro, a teor das Súmulas nos 346 e 473 do col. Supremo Tribunal Federal, já que deles não se originam direitos. 8. Apelação improvida" (fls. 1.943/1.944e).” Recurso extraordinário interposto na vigência do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCED-7736-89AE-0A81 e senha FFF5-9A3E-480F-ED41 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1192209 AGR / PE fruição do incentivo fiscal de que trata a Medida Provisória n 2.199-14/01. 7. Estando a Administração vinculada ao princípio da legalidade, os atos administrativos expedidos sem a sua observância devem ser declarados nulos desde o seu nascedouro, a teor das Súmulas nos 346 e 473 do col. Supremo Tribunal Federal, já que deles não se originam direitos. 8. Apelação improvida" (fls. 1.943/1.944e).” Recurso extraordinário interposto na vigência do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCED-7736-89AE-0A81 e senha FFF5-9A3E-480F-ED41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.209 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: “PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. ÓBICES PROCESSUAIS INTRANSPONÍVEIS. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. MATÉRIA FÁTICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Não há repercussão geral quando a controvérsia refere-se à alegação de ofensa ao princípio da inafastabilidade de jurisdição, nas hipóteses em que se verificaram óbices intransponíveis à entrega da prestação jurisdicional de mérito.” (Recurso Extraordinário 956.302-RG, Rel. Min. Edson Fachin, Pleno, DJe 16.6.2016) "Recurso extraordinário representativo da controvérsia. Aplicação retroativa de lei mais benéfica às infrações de trânsito. Exegese das normas de trânsito. Interpretação realizada à luz das normas do Código Brasileiro de Trânsito revogado e do vigente. Matéria eminentemente infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. 1. Não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82D-A27A-3BE9-B097 e senha D5F7-2123-F1D9-7794 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.209 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: “PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. ÓBICES PROCESSUAIS INTRANSPONÍVEIS. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. MATÉRIA FÁTICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Não há repercussão geral quando a controvérsia refere-se à alegação de ofensa ao princípio da inafastabilidade de jurisdição, nas hipóteses em que se verificaram óbices intransponíveis à entrega da prestação jurisdicional de mérito.” (Recurso Extraordinário 956.302-RG, Rel. Min. Edson Fachin, Pleno, DJe 16.6.2016) "Recurso extraordinário representativo da controvérsia. Aplicação retroativa de lei mais benéfica às infrações de trânsito. Exegese das normas de trânsito. Interpretação realizada à luz das normas do Código Brasileiro de Trânsito revogado e do vigente. Matéria eminentemente infraconstitucional. Ausência de repercussão geral. 1. Não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82D-A27A-3BE9-B097 e senha D5F7-2123-F1D9-7794 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1192209 AGR / PE apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que discute efeitos de normas de trânsito revogadoras e revogadas. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que os conceitos dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontram na Constituição Federal, senão na legislação ordinária, mais especificamente na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. 3. Ausência de repercussão geral.” (Recurso Extraordinário 657.871-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe 17.11.2014) “PREVIDENCIÁRIO. REAJUSTE DE BENEFÍCIOS. ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA RELATIVOS AOS ANOS DE 1997, 1999, 2000, 2001, 2002 E 2003. CONSTITUCIONALIDADE. PERCENTUAIS SUPERIORES AO ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC). REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. […] 3. Incabível, em recurso extraordinário, apreciar violação ao art. 5..., XXXV e XXXVI, da Constituição Federal, que pressupõe intermediário exame e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (AI 796.905-AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 21.5.2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 08.3.2012; ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 19.8.2011). 4. Agravo a que se conhece para, desde logo, negar seguimento ao recurso extraordinário, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 808.107-RG, Rel. Min. Teori Zavascki, Pleno, DJe 1....8.2014) “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1....8.2013) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82D-A27A-3BE9-B097 e senha D5F7-2123-F1D9-7794 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1192209 AGR / PE apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que discute efeitos de normas de trânsito revogadoras e revogadas. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que os conceitos dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontram na Constituição Federal, senão na legislação ordinária, mais especificamente na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. 3. Ausência de repercussão geral.” (Recurso Extraordinário 657.871-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe 17.11.2014) “PREVIDENCIÁRIO. REAJUSTE DE BENEFÍCIOS. ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA RELATIVOS AOS ANOS DE 1997, 1999, 2000, 2001, 2002 E 2003. CONSTITUCIONALIDADE. PERCENTUAIS SUPERIORES AO ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC). REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA. […] 3. Incabível, em recurso extraordinário, apreciar violação ao art. 5..., XXXV e XXXVI, da Constituição Federal, que pressupõe intermediário exame e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (AI 796.905-AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 21.5.2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 08.3.2012; ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 19.8.2011). 4. Agravo a que se conhece para, desde logo, negar seguimento ao recurso extraordinário, com o reconhecimento da repercussão geral do tema e a reafirmação da jurisprudência sobre a matéria.” (ARE 808.107-RG, Rel. Min. Teori Zavascki, Pleno, DJe 1....8.2014) “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1....8.2013) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82D-A27A-3BE9-B097 e senha D5F7-2123-F1D9-7794 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1192209 AGR / PE Noutro giro, verifico que as instâncias ordinárias decidiram a questão da nulidade dos Laudos Constitutivos ns 114/03 e 89/03, indispensáveis à fruição do benefício fiscal, com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n 4.239/63 e Medidas Provisórias 2.146-2/01 e 2.199-14/01), razão pela qual, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, reputo a não ocorrência de afronta aos arts. 1..., 37, caput, 150 e 151 da Constituição Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Regime de tributação diferenciado. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 4. Súmula 279. 5. Concessão de benefício fiscal pelo Judiciário com base no princípio da isonomia. Impossibilidade. 6.Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 977.756-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 03.5.2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. TRIBUTÁRIO. ICMS. ISENÇÃO PARA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NA AQUISIÇÃO DE VEÍCULO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 921.909-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 1....02.2016) Por seu turno, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82D-A27A-3BE9-B097 e senha D5F7-2123-F1D9-7794 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1192209 AGR / PE Noutro giro, verifico que as instâncias ordinárias decidiram a questão da nulidade dos Laudos Constitutivos ns 114/03 e 89/03, indispensáveis à fruição do benefício fiscal, com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n 4.239/63 e Medidas Provisórias 2.146-2/01 e 2.199-14/01), razão pela qual, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, reputo a não ocorrência de afronta aos arts. 1..., 37, caput, 150 e 151 da Constituição Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Regime de tributação diferenciado. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 4. Súmula 279. 5. Concessão de benefício fiscal pelo Judiciário com base no princípio da isonomia. Impossibilidade. 6.Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 977.756-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 03.5.2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. TRIBUTÁRIO. ICMS. ISENÇÃO PARA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NA AQUISIÇÃO DE VEÍCULO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 921.909-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 1....02.2016) Por seu turno, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82D-A27A-3BE9-B097 e senha D5F7-2123-F1D9-7794 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1192209 AGR / PE quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Quanto à alegada violação do art. 2... da Lei Fundamental, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido, cito o Recurso Extraordinário 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJE de 26.4.2012, e o ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJE de 09.9.2012, assim ementado: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4. Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de violação ao princípio da separação de Poderes. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela agravada, para investidura no cargo público de magistério estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame. Providências vedadas pelas Súmulas 279, 280 e 454. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82D-A27A-3BE9-B097 e senha D5F7-2123-F1D9-7794 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1192209 AGR / PE quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Quanto à alegada violação do art. 2... da Lei Fundamental, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido, cito o Recurso Extraordinário 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJE de 26.4.2012, e o ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJE de 09.9.2012, assim ementado: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4. Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de violação ao princípio da separação de Poderes. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela agravada, para investidura no cargo público de magistério estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame. Providências vedadas pelas Súmulas 279, 280 e 454. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F82D-A27A-3BE9-B097 e senha D5F7-2123-F1D9-7794 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.209 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ELKEM PARTICIPACOES, INDUSTRIA E COMERCIO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HAMILTON PRISCO PARAISO JUNIOR (18680/BA, 35133/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0311-782C-C495-2399 e senha 44E3-1F37-428A-7118 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.209 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ELKEM PARTICIPACOES, INDUSTRIA E COMERCIO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HAMILTON PRISCO PARAISO JUNIOR (18680/BA, 35133/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0311-782C-C495-2399 e senha 44E3-1F37-428A-7118 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 192 . 209", "Recurso Extraordinário 1192209 AGR / PE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 192 . 209", "SÚMULAS 346 E 473 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 346", "Recurso Extraordinário 1192209 AGR", "Súmulas nos 346", "Súmulas nos 346", "Recurso Extraordinário 956 . 302 - RG", "Recurso Extraordinário 956 . 302 - RG", "Recurso Extraordinário 1192209 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 657 . 871 - RG", "AI 796 . 905 - AgR / PE", "AI 622 . 814 - AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "ARE 808 . 107 - RG", "ARE 748 . 371 - RG", "Recurso Extraordinário 1192209 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 657 . 871 - RG", "AI 796 . 905 - AgR / PE", "AI 622 . 814 - AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "ARE 808 . 107 - RG", "ARE 748 . 371 - RG", "Recurso Extraordinário 1192209 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 977 . 756 - AgR", "SÚMULA N . 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 921 . 909 - AgR", "Recurso Extraordinário 977 . 756 - AgR", "SÚMULA N . 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 921 . 909 - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 417 . 408 - AgR / RJ", "ARE 655 . 080 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 1192209 AGR / PE", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 417 . 408 - AgR / RJ", "ARE 655 . 080 - AgR / DF", "Súmulas", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 192 . 209" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 1973", "ARTS .", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 5 . . . , XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Lei Maior", "art . 102 da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "arts . 1 . . . ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 3 . 692 / 59", "Lei n 4 . 239 / 63", "Lei n 9 . 690 / 98", "Medida Provisória n 2 . 146 - 2 / 01", "Medida Provisória n 2 . 199 - 14 / 01", "art . 111 , II , do CTN", "Portarias ns 1 . 46 / 04", "157", "/", "04", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 3 . 692 / 59", "Lei n 4 . 239 / 63", "Lei n 9 . 690 / 98", "Medida Provisória n 2 . 146 - 2 / 01", "Medida Provisória n 2 . 199 - 14 / 01", "art . 111 , II , do CTN", "Portarias ns 1 . 46 / 04", "157", "/", "04", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 199", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 199", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Lei Maior", "Lei Maior", "Código Brasileiro de Trânsito", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Código Brasileiro de Trânsito", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro", "art . 5 . . . , XXXV e XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro", "art . 5 . . . , XXXV e XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Laudos Constitutivos ns 114 / 03", "89", "/", "03", "Lei n 4 . 239 / 63", "Medidas Provisórias 2 . 146 - 2 / 01", "2", ".", "199", "-", "14", "/", "01", "arts . 1 . . . , 37 , caput , 150 e 151 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 4 . 239 / 63", "Medidas Provisórias 2 . 146 - 2 / 01", "2", ".", "arts . 1 . . . , 37 , caput , 150 e 151 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Lei Fundamental", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Lei Fundamental", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "Brasília", "Brasília", "PERNAMBUCO", "ZONA GEOGRÁFICA DA ABOLIDA AUTARQUIA", "PERNAMBUCO", "REGIÃO SUL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Região Nordeste", "Estados do", "Maranhão", "Piauí", "Ceará", "Rio Grande do Norte", "Paraíba", "Pernambuco", "Alagoas", "Sergipe", "Bahia", "Minas Gerais", "Polígono das Secas", "Território de Fernando de Noronha", "Vale do Jequitinhonha do Estado de Minas Gerais", "região norte do Estado do Espírito Santo", "Espírito Santo", "região sul do Estado do Espírito Santo", "Região Nordeste", "Estados do", "Maranhão", "Piauí", "Ceará", "Rio Grande do Norte", "Paraíba", "Pernambuco", "Alagoas", "Sergipe", "Bahia", "Minas Gerais", "Polígono das Secas", "Território de Fernando de Noronha", "Vale do Jequitinhonha do Estado de Minas Gerais", "região norte do Estado do Espírito Santo", "Espírito Santo", "região sul do Estado do Espírito Santo", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "ELKEM PARTICIPACOES , INDUSTRIA E COMERCIO LTDA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ELKEM PARTICIPACOES , INDUSTRIA E COMERCIO LTDA", "UNIÃO", "SUDENE", "REGIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ELKEM PARTICIPACOES , INDUSTRIA E COMERCIO LTDA", "UNIÃO", "SUDENE", "Supremo Tribunal Federal", "SUDENE", "Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste", "SUDENE", "ADENE", "Agência de Desenvolvimento do Nordeste", "ADENE", "SUDENE", "SUDENE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SUDENE", "Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste", "SUDENE", "ADENE", "Agência de Desenvolvimento do Nordeste", "ADENE", "SUDENE", "SUDENE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Pleno", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Pleno", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "2", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ELKEM PARTICIPACOES , INDUSTRIA E COMERCIO LTDA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ELKEM PARTICIPACOES , INDUSTRIA E COMERCIO LTDA", "UNIÃO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "HAMILTON PRISCO PARAISO JUNIOR", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "HAMILTON PRISCO PARAISO JUNIOR", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "HAMILTON PRISCO PARAISO JUNIOR", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "HAMILTON PRISCO PARAISO JUNIOR", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROSA WEBER", "HAMILTON PRISCO PARAISO JUNIOR", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "16 de maio de 2019", "17 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "17 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "01", ".", "7", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "16", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "16", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "11", ".", "2014", "1997", "1999", "2003", "21", ".", "5", ".", "2012", "08", ".", "3", ".", "2012", "19", ".", "8", ".", "2011", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2014", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "11", ".", "2014", "1997", "2001", "2002", "2003", "21", ".", "5", ".", "2012", "08", ".", "3", ".", "2012", "19", ".", "8", ".", "2011", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2014", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "5", ".", "2017", "1", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "199", "14", "/", "01", "03", ".", "5", ".", "2017", "1", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "4", ".", "2012", "09", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "4", ".", "2012", "09", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "10", ".", "5", ".", "2019", "16", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "5", ".", "2019", "16", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 08/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.479 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MAURO ALBANO PIMENTA AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Execução de ação coletiva. Litispendência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 1º a 7/2/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE35-260A-94D0-AA43 e senha 47D0-9550-285F-8D92 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1176479 AGR / RJ por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 8 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE35-260A-94D0-AA43 e senha 47D0-9550-285F-8D92 Supremo Tribunal Federal ARE 1176479 AGR / RJ por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 8 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE35-260A-94D0-AA43 e senha 47D0-9550-285F-8D92 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 08/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.479 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MAURO ALBANO PIMENTA AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E242-5E89-27DE-13BD e senha 59D4-150A-1ECC-2179 Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.479 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MAURO ALBANO PIMENTA AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E242-5E89-27DE-13BD e senha 59D4-150A-1ECC-2179 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 08/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.479 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Isso porque, para acolher a pretensão da parte recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Litispendência. Discussão de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Súmula 279. 3. Cartório extrajudicial. Vacância da função de titular ocorrida após a vigência da CRFB/88. Provimento do cargo sem concurso público. Impossibilidade. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 1.041.119/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 10/10/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. LITISPENDÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A discussão acerca do indeferimento da inicial por litispendência, nos termos do art. 471, do CPC de 1973, implica o reexame da legislação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BAC-33ED-6E11-E452 e senha C85F-AD0E-9903-5140 Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.479 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Isso porque, para acolher a pretensão da parte recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Litispendência. Discussão de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Súmula 279. 3. Cartório extrajudicial. Vacância da função de titular ocorrida após a vigência da CRFB/88. Provimento do cargo sem concurso público. Impossibilidade. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 1.041.119/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 10/10/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. LITISPENDÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A discussão acerca do indeferimento da inicial por litispendência, nos termos do art. 471, do CPC de 1973, implica o reexame da legislação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BAC-33ED-6E11-E452 e senha C85F-AD0E-9903-5140 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1176479 AGR / RJ infraconstitucional aplicável à espécie, o que inviabiliza o recurso extraordinário. 2. Na hipótese dos autos, os agravantes não impugnaram os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reproduzir integralmente as razões do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental, interposto em 25.10.2016, a que se nega provimento. Incabível a aplicação do disposto no art. 85, § 11, do CPC, porquanto não houve fixação de verba honorária nas instâncias de origem” (ARE nº 916.858/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 16/3/17). Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Liquidação. Necessidade. Improcedência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos (Súmula nº 279/STF). 2. Agravo regimental não provido. (ARE nº 772.716/SP, Primeira Turma, minha relatoria, Dje de 25/4/14). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BAC-33ED-6E11-E452 e senha C85F-AD0E-9903-5140 Supremo Tribunal Federal ARE 1176479 AGR / RJ infraconstitucional aplicável à espécie, o que inviabiliza o recurso extraordinário. 2. Na hipótese dos autos, os agravantes não impugnaram os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reproduzir integralmente as razões do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental, interposto em 25.10.2016, a que se nega provimento. Incabível a aplicação do disposto no art. 85, § 11, do CPC, porquanto não houve fixação de verba honorária nas instâncias de origem” (ARE nº 916.858/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 16/3/17). Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Liquidação. Necessidade. Improcedência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos (Súmula nº 279/STF). 2. Agravo regimental não provido. (ARE nº 772.716/SP, Primeira Turma, minha relatoria, Dje de 25/4/14). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BAC-33ED-6E11-E452 e senha C85F-AD0E-9903-5140 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 08/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.479 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MAURO ALBANO PIMENTA (075005/RJ) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FD4-E3DA-885C-815A e senha 700F-6178-1F09-1A45 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.479 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MAURO ALBANO PIMENTA (075005/RJ) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FD4-E3DA-885C-815A e senha 700F-6178-1F09-1A45 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749267362
2019-02-08T00:00:00
2019-03-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Execução de ação coletiva. Litispendência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur399085
- Acórdão(s) citado(s): (LITISPENDÊNCIA, REEXAME, FATO, PROVA, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 772716 AgR (1ªT), ARE 916858 AgR (2ªT), ARE 1041119 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 16/05/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1176479
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1176479 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MAURO ALBANO PIMENTA AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 08/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.479 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MAURO ALBANO PIMENTA AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Execução de ação coletiva. Litispendência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 1... a 7/2/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE35-260A-94D0-AA43 e senha 47D0-9550-285F-8D92 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1176479 AGR / RJ por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 8 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE35-260A-94D0-AA43 e senha 47D0-9550-285F-8D92 Supremo Tribunal Federal ARE 1176479 AGR / RJ por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 8 de fevereiro de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE35-260A-94D0-AA43 e senha 47D0-9550-285F-8D92 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 08/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.479 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MAURO ALBANO PIMENTA AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E242-5E89-27DE-13BD e senha 59D4-150A-1ECC-2179 Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.479 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MAURO ALBANO PIMENTA AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E242-5E89-27DE-13BD e senha 59D4-150A-1ECC-2179 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 08/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.479 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Isso porque, para acolher a pretensão da parte recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Litispendência. Discussão de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Súmula 279. 3. Cartório extrajudicial. Vacância da função de titular ocorrida após a vigência da CRFB/88. Provimento do cargo sem concurso público. Impossibilidade. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 1.041.119/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 10/10/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. LITISPENDÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A discussão acerca do indeferimento da inicial por litispendência, nos termos do art. 471, do Código de Processo Civil de 1973, implica o reexame da legislação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BAC-33ED-6E11-E452 e senha C85F-AD0E-9903-5140 Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.479 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Isso porque, para acolher a pretensão da parte recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Litispendência. Discussão de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Súmula 279. 3. Cartório extrajudicial. Vacância da função de titular ocorrida após a vigência da CRFB/88. Provimento do cargo sem concurso público. Impossibilidade. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 1.041.119/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 10/10/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. LITISPENDÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A discussão acerca do indeferimento da inicial por litispendência, nos termos do art. 471, do Código de Processo Civil de 1973, implica o reexame da legislação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BAC-33ED-6E11-E452 e senha C85F-AD0E-9903-5140 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1176479 AGR / RJ infraconstitucional aplicável à espécie, o que inviabiliza o recurso extraordinário. 2. Na hipótese dos autos, os agravantes não impugnaram os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reproduzir integralmente as razões do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental, interposto em 25.10.2016, a que se nega provimento. Incabível a aplicação do disposto no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, porquanto não houve fixação de verba honorária nas instâncias de origem” (ARE n 916.858/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 16/3/17). Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Liquidação. Necessidade. Improcedência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal). 2. Agravo regimental não provido. (ARE n 772.716/SP, Primeira Turma, minha relatoria, Dje de 25/4/14). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BAC-33ED-6E11-E452 e senha C85F-AD0E-9903-5140 Supremo Tribunal Federal ARE 1176479 AGR / RJ infraconstitucional aplicável à espécie, o que inviabiliza o recurso extraordinário. 2. Na hipótese dos autos, os agravantes não impugnaram os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reproduzir integralmente as razões do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental, interposto em 25.10.2016, a que se nega provimento. Incabível a aplicação do disposto no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, porquanto não houve fixação de verba honorária nas instâncias de origem” (ARE n 916.858/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 16/3/17). Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Liquidação. Necessidade. Improcedência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal). 2. Agravo regimental não provido. (ARE n 772.716/SP, Primeira Turma, minha relatoria, Dje de 25/4/14). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BAC-33ED-6E11-E452 e senha C85F-AD0E-9903-5140 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 08/02/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.479 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MAURO ALBANO PIMENTA (075005/RJ) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FD4-E3DA-885C-815A e senha 700F-6178-1F09-1A45 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.479 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SINTUFRJ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MAURO ALBANO PIMENTA (075005/RJ) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9FD4-E3DA-885C-815A e senha 700F-6178-1F09-1A45 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 176 . 479", "Súmula n", "ARE 1176479 AGR / RJ", "ARE 1176479 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 176 . 479", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 desta Corte", "ARE n 1 . 041 . 119 / SC - AgR", "AGRAVO 1 . 176 . 479", "ARE n 1 . 041 . 119 / SC - AgR", "ARE 1176479 AGR / RJ", "ARE n 916 . 858 / PR - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 772 . 716 / SP", "ARE 1176479 AGR / RJ", "ARE n 916 . 858 / PR - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 772 . 716 / SP" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "CRFB", "/", "88", "art . 471 , do Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "CRFB", "/", "88", "art . 471 , do Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "SINTUFRJ", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "SINTUFRJ", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "SINTUFRJ", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "SINTUFRJ", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "SINTUFRJ", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "MAURO ALBANO PIMENTA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "MAURO ALBANO PIMENTA", "DIAS TOFFOLI", "RIO DE JANEIRO", "MAURO ALBANO PIMENTA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "MAURO ALBANO PIMENTA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MAURO ALBANO PIMENTA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "08", "/", "02", "/", "2019", "279", "1", ".", ".", ".", "7", "/", "2", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "10", "/", "10", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "10", "/", "10", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "10", ".", "2016", "16", "/", "3", "/", "17", "25", "/", "4", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "10", ".", "2016", "16", "/", "3", "/", "17", "25", "/", "4", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "1", ".", "2", ".", "2019", "7", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "2", ".", "2019", "7", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.272 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :AGNALDO DE ALELUIA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 412.776 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2D4-DBDC-719C-A08E e senha B61F-4E81-4AF2-54C2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 147272 / SP para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e em revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2D4-DBDC-719C-A08E e senha B61F-4E81-4AF2-54C2 Supremo Tribunal Federal HC 147272 / SP para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e em revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2D4-DBDC-719C-A08E e senha B61F-4E81-4AF2-54C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.272 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :AGNALDO DE ALELUIA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 412.776 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Terceira Vara da Comarca de Poá/SP, no processo nº 0006427-37.2014.8.26.0191, em audiência da fase do artigo 16 da Lei nº 11.340/2006, determinou a prisão preventiva do paciente, ocorrida em 26 de agosto de 2016, ante o suposto cometimento da infração versada no artigo 147 (ameaça) do Código Penal, no âmbito de violência doméstica e familiar contra a mulher. Consignou necessária a custódia para a garantia da ordem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3334-FD17-622A-0CDF e senha EC2E-7C2C-567C-AF29 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.272 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :AGNALDO DE ALELUIA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 412.776 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Terceira Vara da Comarca de Poá/SP, no processo nº 0006427-37.2014.8.26.0191, em audiência da fase do artigo 16 da Lei nº 11.340/2006, determinou a prisão preventiva do paciente, ocorrida em 26 de agosto de 2016, ante o suposto cometimento da infração versada no artigo 147 (ameaça) do Código Penal, no âmbito de violência doméstica e familiar contra a mulher. Consignou necessária a custódia para a garantia da ordem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3334-FD17-622A-0CDF e senha EC2E-7C2C-567C-AF29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 147272 / SP pública, aludindo ao fato de o paciente haver reiterado a conduta e desrespeitado a ordem judicial de manter distância da vítima, bem como ao risco à integridade física desta. Não acolheu pedido de revogação da preventiva, reportando-se à permanência dos requisitos ensejadores. Assentou que o não encerramento da instrução processual é insuficiente, por si só, a conduzir à concessão de liberdade provisória. Designou audiência de instrução para o dia 21 de novembro de 2017. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 412.776/SP, indeferido liminarmente pelo Relator, o qual aludiu ao verbete nº 691 da Súmula do Supremo. A Defensoria Pública do Estado de São Paulo diz ser o caso de superação do óbice. Sustenta o excesso de prazo da constrição, a perdurar por mais de um ano sem que encerrada a instrução processual. Aponta a inidoneidade dos fundamentos do ato mediante o qual imposta a preventiva, tendo-os como abstratos. Aduz a viabilidade de aplicação de medida cautelar diversa. Afirma já integralmente cumprida a pena em regime fechado da condenação. […] Requereu, no campo precário e efêmero, a expedição de alvará de soltura. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 18 de setembro de 2017, deferiu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas corpus, afirmando-o impetrado contra decisão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3334-FD17-622A-0CDF e senha EC2E-7C2C-567C-AF29 Supremo Tribunal Federal HC 147272 / SP pública, aludindo ao fato de o paciente haver reiterado a conduta e desrespeitado a ordem judicial de manter distância da vítima, bem como ao risco à integridade física desta. Não acolheu pedido de revogação da preventiva, reportando-se à permanência dos requisitos ensejadores. Assentou que o não encerramento da instrução processual é insuficiente, por si só, a conduzir à concessão de liberdade provisória. Designou audiência de instrução para o dia 21 de novembro de 2017. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 412.776/SP, indeferido liminarmente pelo Relator, o qual aludiu ao verbete nº 691 da Súmula do Supremo. A Defensoria Pública do Estado de São Paulo diz ser o caso de superação do óbice. Sustenta o excesso de prazo da constrição, a perdurar por mais de um ano sem que encerrada a instrução processual. Aponta a inidoneidade dos fundamentos do ato mediante o qual imposta a preventiva, tendo-os como abstratos. Aduz a viabilidade de aplicação de medida cautelar diversa. Afirma já integralmente cumprida a pena em regime fechado da condenação. […] Requereu, no campo precário e efêmero, a expedição de alvará de soltura. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 18 de setembro de 2017, deferiu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas corpus, afirmando-o impetrado contra decisão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3334-FD17-622A-0CDF e senha EC2E-7C2C-567C-AF29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 147272 / SP individual. No mérito, assevera inexistir ilegalidade. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou encontrar- se pendente de apreciação a apelação interposta pela defesa. Lancei visto no processo em 15 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 26 de fevereiro seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3334-FD17-622A-0CDF e senha EC2E-7C2C-567C-AF29 Supremo Tribunal Federal HC 147272 / SP individual. No mérito, assevera inexistir ilegalidade. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou encontrar- se pendente de apreciação a apelação interposta pela defesa. Lancei visto no processo em 15 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 26 de fevereiro seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3334-FD17-622A-0CDF e senha EC2E-7C2C-567C-AF29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.272 SÃO PAULO V O T O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PRISÃO PREVENTIVA – MEDIDA CAUTELAR – DESCUMPRIMENTO. O descumprimento da medida cautelar de afastamento da vítima sinaliza a periculosidade. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Reitero o assentado, em 18 de setembro de 2017, quando do implemento da liminar: […] 2. No pronunciamento que implicou a preventiva, o Juízo aludiu ao descumprimento da medida cautelar de afastamento da vítima, apontando a reiteração da conduta delituosa. A Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E27-81F1-D890-3280 e senha C781-6E02-632E-F894 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.272 SÃO PAULO V O T O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PRISÃO PREVENTIVA – MEDIDA CAUTELAR – DESCUMPRIMENTO. O descumprimento da medida cautelar de afastamento da vítima sinaliza a periculosidade. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Reitero o assentado, em 18 de setembro de 2017, quando do implemento da liminar: […] 2. No pronunciamento que implicou a preventiva, o Juízo aludiu ao descumprimento da medida cautelar de afastamento da vítima, apontando a reiteração da conduta delituosa. A Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E27-81F1-D890-3280 e senha C781-6E02-632E-F894 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 147272 / SP inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que, a esta altura, sem culpa formada, o paciente está preso há 1 ano e 19 dias. Surge o excesso de prazo considerada a prisão cautelar, o estágio do processo-crime e a pena máxima cominada para o delito – 6 meses de detenção. A preventiva deve ser balizada no tempo. Privar da liberdade, por prazo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não foi declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Nada justifica tal fato. A constrição decorrente de título condenatório provisório, embora admitida pela lei penal, integra o campo da excepcionalidade. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo nº 0006427-37.2014.8.26.0191, da Terceira Vara da Comarca de Poá/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. E como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E27-81F1-D890-3280 e senha C781-6E02-632E-F894 Supremo Tribunal Federal HC 147272 / SP inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que, a esta altura, sem culpa formada, o paciente está preso há 1 ano e 19 dias. Surge o excesso de prazo considerada a prisão cautelar, o estágio do processo-crime e a pena máxima cominada para o delito – 6 meses de detenção. A preventiva deve ser balizada no tempo. Privar da liberdade, por prazo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não foi declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Nada justifica tal fato. A constrição decorrente de título condenatório provisório, embora admitida pela lei penal, integra o campo da excepcionalidade. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo nº 0006427-37.2014.8.26.0191, da Terceira Vara da Comarca de Poá/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. E como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E27-81F1-D890-3280 e senha C781-6E02-632E-F894 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.272 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, determinando a extinção do Habeas Corpus ajuizado naquela Corte (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54B4-8345-599C-5D3F e senha 5FB9-6CA0-AEE0-2B59 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.272 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, determinando a extinção do Habeas Corpus ajuizado naquela Corte (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54B4-8345-599C-5D3F e senha 5FB9-6CA0-AEE0-2B59 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 147272 / SP flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. Na síntese do caso, trata-se de delito praticado no âmbito de violência doméstica e familiar contra a mulher. O paciente não só fez ameaças como, depois, descumpriu a ordem judicial determinada, ou seja, há um grave risco, a meu ver, de se tornar algo mais grave - como várias vezes nós verificamos no âmbito da violência doméstica -, se o paciente ficar em liberdade até o final do processo. Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54B4-8345-599C-5D3F e senha 5FB9-6CA0-AEE0-2B59 Supremo Tribunal Federal HC 147272 / SP flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. Na síntese do caso, trata-se de delito praticado no âmbito de violência doméstica e familiar contra a mulher. O paciente não só fez ameaças como, depois, descumpriu a ordem judicial determinada, ou seja, há um grave risco, a meu ver, de se tornar algo mais grave - como várias vezes nós verificamos no âmbito da violência doméstica -, se o paciente ficar em liberdade até o final do processo. Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54B4-8345-599C-5D3F e senha 5FB9-6CA0-AEE0-2B59 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.272 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Aqui, ainda tenho a informação de superveniência da sentença condenatória, mas dá no mesmo. Também voto pelo não conhecimento, Presidente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EDF5-D53A-0B67-7FAB e senha 13D7-F6B4-A16B-E9EC Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.272 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Aqui, ainda tenho a informação de superveniência da sentença condenatória, mas dá no mesmo. Também voto pelo não conhecimento, Presidente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EDF5-D53A-0B67-7FAB e senha 13D7-F6B4-A16B-E9EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 147.272 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : AGNALDO DE ALELUIA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 412.776 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BC5-6E81-55AA-3327 e senha FEA4-3D75-AFE1-9290 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 147.272 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : AGNALDO DE ALELUIA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 412.776 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BC5-6E81-55AA-3327 e senha FEA4-3D75-AFE1-9290 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749452665
2019-03-12T00:00:00
2019-03-27T00:00:00
A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido.
sjur400750
- Acórdão(s) citado(s): (HC, IMPUGNAÇÃO, DECISÃO MONOCRÁTICA, MINISTRO, TRIBUNAL SUPERIOR) RHC 114737 (2ªT), RHC 114961 (1ªT), HC 116875 (2ªT), HC 117346 (2ªT), HC 117798 (2ªT), HC 119821 (2ªT), HC 121684 AgR (2ªT), HC 122381 AgR (1ªT), HC 122718 (1ªT), HC 138687 AgR (2ªT), HC 151344 AgR (1ªT). (COMPETÊNCIA, STF, ESGOTAMENTO, INSTÂNCIA) HC 97009 (TP), RHC 111935 (1ªT), HC 118189 (2ªT), HC 129142 (1ªT). (COMPETÊNCIA, STF, ROL TAXATIVO) HC 139262 AgR (1ªT). (HC, TERATOLOGIA) HC 137078 (1ªT), HC 138414 AgR (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 15/04/2019, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
147272
null
HC
acordaos
HC 147272
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PACTE.(S) : AGNALDO DE ALELUIA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 412.776 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.272 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :AGNALDO DE ALELUIA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 412.776 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2D4-DBDC-719C-A08E e senha B61F-4E81-4AF2-54C2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 147272 / SP para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e em revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2D4-DBDC-719C-A08E e senha B61F-4E81-4AF2-54C2 Supremo Tribunal Federal HC 147272 / SP para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em não conhecer da impetração e em revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, redator do acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator para acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2D4-DBDC-719C-A08E e senha B61F-4E81-4AF2-54C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.272 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :AGNALDO DE ALELUIA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 412.776 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Terceira Vara da Comarca de Poá/SP, no processo n 0006427-37.2014.8.26.0191, em audiência da fase do artigo 16 da Lei n 11.340/2006, determinou a prisão preventiva do paciente, ocorrida em 26 de agosto de 2016, ante o suposto cometimento da infração versada no artigo 147 (ameaça) do Código Penal, no âmbito de violência doméstica e familiar contra a mulher. Consignou necessária a custódia para a garantia da ordem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3334-FD17-622A-0CDF e senha EC2E-7C2C-567C-AF29 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.272 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :AGNALDO DE ALELUIA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 412.776 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. A assessora Dra. Mariana Madera Nunes prestou as seguintes informações: O Juízo da Terceira Vara da Comarca de Poá/SP, no processo n 0006427-37.2014.8.26.0191, em audiência da fase do artigo 16 da Lei n 11.340/2006, determinou a prisão preventiva do paciente, ocorrida em 26 de agosto de 2016, ante o suposto cometimento da infração versada no artigo 147 (ameaça) do Código Penal, no âmbito de violência doméstica e familiar contra a mulher. Consignou necessária a custódia para a garantia da ordem Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3334-FD17-622A-0CDF e senha EC2E-7C2C-567C-AF29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 147272 / SP pública, aludindo ao fato de o paciente haver reiterado a conduta e desrespeitado a ordem judicial de manter distância da vítima, bem como ao risco à integridade física desta. Não acolheu pedido de revogação da preventiva, reportando-se à permanência dos requisitos ensejadores. Assentou que o não encerramento da instrução processual é insuficiente, por si só, a conduzir à concessão de liberdade provisória. Designou audiência de instrução para o dia 21 de novembro de 2017. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 412.776/SP, indeferido liminarmente pelo Relator, o qual aludiu ao verbete n 691 da Súmula do Supremo. A Defensoria Pública do Estado de São Paulo diz ser o caso de superação do óbice. Sustenta o excesso de prazo da constrição, a perdurar por mais de um ano sem que encerrada a instrução processual. Aponta a inidoneidade dos fundamentos do ato mediante o qual imposta a preventiva, tendo-os como abstratos. Aduz a viabilidade de aplicação de medida cautelar diversa. Afirma já integralmente cumprida a pena em regime fechado da condenação. […] Requereu, no campo precário e efêmero, a expedição de alvará de soltura. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 18 de setembro de 2017, deferiu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas corpus, afirmando-o impetrado contra decisão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3334-FD17-622A-0CDF e senha EC2E-7C2C-567C-AF29 Supremo Tribunal Federal HC 147272 / SP pública, aludindo ao fato de o paciente haver reiterado a conduta e desrespeitado a ordem judicial de manter distância da vítima, bem como ao risco à integridade física desta. Não acolheu pedido de revogação da preventiva, reportando-se à permanência dos requisitos ensejadores. Assentou que o não encerramento da instrução processual é insuficiente, por si só, a conduzir à concessão de liberdade provisória. Designou audiência de instrução para o dia 21 de novembro de 2017. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 412.776/SP, indeferido liminarmente pelo Relator, o qual aludiu ao verbete n 691 da Súmula do Supremo. A Defensoria Pública do Estado de São Paulo diz ser o caso de superação do óbice. Sustenta o excesso de prazo da constrição, a perdurar por mais de um ano sem que encerrada a instrução processual. Aponta a inidoneidade dos fundamentos do ato mediante o qual imposta a preventiva, tendo-os como abstratos. Aduz a viabilidade de aplicação de medida cautelar diversa. Afirma já integralmente cumprida a pena em regime fechado da condenação. […] Requereu, no campo precário e efêmero, a expedição de alvará de soltura. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 18 de setembro de 2017, deferiu o pedido de medida de urgência. A Procuradoria-Geral da República opina pela inadmissão do habeas corpus, afirmando-o impetrado contra decisão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3334-FD17-622A-0CDF e senha EC2E-7C2C-567C-AF29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 147272 / SP individual. No mérito, assevera inexistir ilegalidade. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou encontrar- se pendente de apreciação a apelação interposta pela defesa. Lancei visto no processo em 15 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 26 de fevereiro seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3334-FD17-622A-0CDF e senha EC2E-7C2C-567C-AF29 Supremo Tribunal Federal HC 147272 / SP individual. No mérito, assevera inexistir ilegalidade. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça revelou encontrar- se pendente de apreciação a apelação interposta pela defesa. Lancei visto no processo em 15 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 26 de fevereiro seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3334-FD17-622A-0CDF e senha EC2E-7C2C-567C-AF29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.272 SÃO PAULO V O T O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PRISÃO PREVENTIVA – MEDIDA CAUTELAR – DESCUMPRIMENTO. O descumprimento da medida cautelar de afastamento da vítima sinaliza a periculosidade. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Reitero o assentado, em 18 de setembro de 2017, quando do implemento da liminar: […] 2. No pronunciamento que implicou a preventiva, o Juízo aludiu ao descumprimento da medida cautelar de afastamento da vítima, apontando a reiteração da conduta delituosa. A Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E27-81F1-D890-3280 e senha C781-6E02-632E-F894 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.272 SÃO PAULO V O T O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. PRISÃO PREVENTIVA – MEDIDA CAUTELAR – DESCUMPRIMENTO. O descumprimento da medida cautelar de afastamento da vítima sinaliza a periculosidade. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Improcede a preliminar veiculada pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, contra o pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. Reitero o assentado, em 18 de setembro de 2017, quando do implemento da liminar: […] 2. No pronunciamento que implicou a preventiva, o Juízo aludiu ao descumprimento da medida cautelar de afastamento da vítima, apontando a reiteração da conduta delituosa. A Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E27-81F1-D890-3280 e senha C781-6E02-632E-F894 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 147272 / SP inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que, a esta altura, sem culpa formada, o paciente está preso há 1 ano e 19 dias. Surge o excesso de prazo considerada a prisão cautelar, o estágio do processo-crime e a pena máxima cominada para o delito – 6 meses de detenção. A preventiva deve ser balizada no tempo. Privar da liberdade, por prazo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não foi declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Nada justifica tal fato. A constrição decorrente de título condenatório provisório, embora admitida pela lei penal, integra o campo da excepcionalidade. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo n 0006427-37.2014.8.26.0191, da Terceira Vara da Comarca de Poá/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. E como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E27-81F1-D890-3280 e senha C781-6E02-632E-F894 Supremo Tribunal Federal HC 147272 / SP inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que, a esta altura, sem culpa formada, o paciente está preso há 1 ano e 19 dias. Surge o excesso de prazo considerada a prisão cautelar, o estágio do processo-crime e a pena máxima cominada para o delito – 6 meses de detenção. A preventiva deve ser balizada no tempo. Privar da liberdade, por prazo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não foi declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Nada justifica tal fato. A constrição decorrente de título condenatório provisório, embora admitida pela lei penal, integra o campo da excepcionalidade. […] Defiro a ordem, para revogar a prisão preventiva do paciente, formalizada no processo n 0006427-37.2014.8.26.0191, da Terceira Vara da Comarca de Poá/SP. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade. E como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E27-81F1-D890-3280 e senha C781-6E02-632E-F894 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.272 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, determinando a extinção do Habeas Corpus ajuizado naquela Corte (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54B4-8345-599C-5D3F e senha 5FB9-6CA0-AEE0-2B59 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.272 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, determinando a extinção do Habeas Corpus ajuizado naquela Corte (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). De fato, o exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta CORTE (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). Como bem apontado pelo Ministro LUIZ FUX, com base em diversos outros precedentes desta Primeira Turma, em regra, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54B4-8345-599C-5D3F e senha 5FB9-6CA0-AEE0-2B59 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 147272 / SP flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. Na síntese do caso, trata-se de delito praticado no âmbito de violência doméstica e familiar contra a mulher. O paciente não só fez ameaças como, depois, descumpriu a ordem judicial determinada, ou seja, há um grave risco, a meu ver, de se tornar algo mais grave - como várias vezes nós verificamos no âmbito da violência doméstica -, se o paciente ficar em liberdade até o final do processo. Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54B4-8345-599C-5D3F e senha 5FB9-6CA0-AEE0-2B59 Supremo Tribunal Federal HC 147272 / SP flexibilização dessa norma implicaria afastamento do texto da Constituição, pois a competência deste SUPREMO TRIBUNAL, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades, no caso, membros de Tribunais Superiores, cujos atos não estão submetidos à apreciação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 139.262, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 23/3/2017). Esta Primeira Turma vem autorizando, somente em circunstâncias específicas, o exame de habeas corpus quando não encerrada a análise na instância competente, óbice superável apenas em hipótese de teratologia (HC 138.414/RJ, Primeira Turma, DJe de 20/4/2017) ou em casos excepcionais (HC 137.078/SP, Primeira Turma, DJe de 24/4/2017), como bem destacado pela Ministra ROSA WEBER. Na síntese do caso, trata-se de delito praticado no âmbito de violência doméstica e familiar contra a mulher. O paciente não só fez ameaças como, depois, descumpriu a ordem judicial determinada, ou seja, há um grave risco, a meu ver, de se tornar algo mais grave - como várias vezes nós verificamos no âmbito da violência doméstica -, se o paciente ficar em liberdade até o final do processo. Não constato, portanto, hipótese de teratologia nem de flagrante ilegalidade. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO DO HABEAS CORPUS. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54B4-8345-599C-5D3F e senha 5FB9-6CA0-AEE0-2B59 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.272 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Aqui, ainda tenho a informação de superveniência da sentença condenatória, mas dá no mesmo. Também voto pelo não conhecimento, Presidente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EDF5-D53A-0B67-7FAB e senha 13D7-F6B4-A16B-E9EC Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 147.272 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Aqui, ainda tenho a informação de superveniência da sentença condenatória, mas dá no mesmo. Também voto pelo não conhecimento, Presidente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EDF5-D53A-0B67-7FAB e senha 13D7-F6B4-A16B-E9EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 147.272 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : AGNALDO DE ALELUIA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 412.776 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BC5-6E81-55AA-3327 e senha FEA4-3D75-AFE1-9290 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 147.272 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : AGNALDO DE ALELUIA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 412.776 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BC5-6E81-55AA-3327 e senha FEA4-3D75-AFE1-9290 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 147 . 272", "HC n 412 . 776", "HC 151 . 344 - AgR", "HC 122 . 718 / SP", "HC 121 . 684 - AgR / SP", "HC 138 . 687 - AgR", "HC 116 . 875 / AC", "HC 117 . 346 / SP", "HC 117 . 798 / SP", "HC 119 . 821 / TO", "HC 122 . 381 - AgR / SP", "RHC 114 . 737 / RN", "RHC 114 . 961 / SP", "HC 147272 / SP", "HC 129 . 142", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HC 147272 / SP", "HC 129 . 142", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HABEAS CORPUS 147 . 272", "HC n 412 . 776", "processo n 0006427 - 37 . 2014 . 8 . 26 . 0191", "HABEAS CORPUS 147 . 272", "HC n", "processo n 0006427 - 37 . 2014 . 8 . 26 . 0191", "HC 147272 / SP", "habeas corpus n 412 . 776 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 147272 / SP", "habeas corpus n 412 . 776 / SP", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 147272 / SP", "HC 147272 / SP", "HABEAS CORPUS 147 . 272", "HABEAS CORPUS 147 . 272", "HC 147272 / SP", "processo n 0006427 - 37 . 2014 . 8 . 26 . 0191", "HC 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"RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "AGNALDO DE ALELUIA", "MARCO AURÉLIO", "Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina", "Mariana Madera Nunes", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "AGNALDO DE ALELUIA", "MARCO AURÉLIO", "Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina", "Mariana Madera Nunes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "AGNALDO DE ALELUIA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "AGNALDO DE ALELUIA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": 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Ementa e Acórdão 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.748 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO ADV.(A/S) :MAURICIO DE MELO CARDOSO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE NULIDADE EM RAZÃO DE SUPOSTA AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA DEFESA PARA A SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DE JULGAMENTO. NÃO OCORRÊCIA. EFETIVO PREJUÍZO NÃO DEMONSTRADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 17 de maio de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6941-C1A7-DE76-80CE e senha 68A7-A432-FBFC-C196 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Relatório 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.748 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO ADV.(A/S) :MAURICIO DE MELO CARDOSO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de que não houve qualquer espécie de nulidade processual na Sessão extraordinária de Julgamento realizada pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, não havendo reparo a ser feito. Consta dos autos, em apertada síntese, que o recorrente Murillo Antonio Carizzio Monteiro foi condenado à pena de 07 (sete) anos, 03 (três) meses e 03 (três) dias de reclusão, em regime semiaberto, além do pagamento de 22 (vinte e dois) dias-multa, no piso, pela prática de crimes de roubo (art. 157, §2º, I e II, combinado com o art. 70 e art. 157, §2º, I e II (por cinco vezes), combinado com o art. 71, todos do Código Penal). Contra essa decisão, a defesa apelou, sendo a sessão de julgamento marcada para o dia 12 de julho de 2016 e a pauta publicada no dia 07 de julho de 2016, com intimação para o advogado Ricardo Rodrigues Rosa. No dia 08 de julho de 2016, o recorrente passou a ser representado por outro advogado, Maurício de Melo Cardoso, cujo ingresso foi formalizado nos autos mediante substabelecimento, sem reservas de poderes, subscrito pelo antigo procurador. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CEB-481E-ADC4-3373 e senha D281-211B-A30D-0435 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.748 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO ADV.(A/S) :MAURICIO DE MELO CARDOSO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de que não houve qualquer espécie de nulidade processual na Sessão extraordinária de Julgamento realizada pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, não havendo reparo a ser feito. Consta dos autos, em apertada síntese, que o recorrente Murillo Antonio Carizzio Monteiro foi condenado à pena de 07 (sete) anos, 03 (três) meses e 03 (três) dias de reclusão, em regime semiaberto, além do pagamento de 22 (vinte e dois) dias-multa, no piso, pela prática de crimes de roubo (art. 157, §2º, I e II, combinado com o art. 70 e art. 157, §2º, I e II (por cinco vezes), combinado com o art. 71, todos do Código Penal). Contra essa decisão, a defesa apelou, sendo a sessão de julgamento marcada para o dia 12 de julho de 2016 e a pauta publicada no dia 07 de julho de 2016, com intimação para o advogado Ricardo Rodrigues Rosa. No dia 08 de julho de 2016, o recorrente passou a ser representado por outro advogado, Maurício de Melo Cardoso, cujo ingresso foi formalizado nos autos mediante substabelecimento, sem reservas de poderes, subscrito pelo antigo procurador. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CEB-481E-ADC4-3373 e senha D281-211B-A30D-0435 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório RHC 168748 AGR / GO O novo representante, ainda que não oficialmente intimado da data da Sessão de Julgamento da apelação, mas ciente da data designada, requereu o adiamento, informando que estaria impossibilitado de comparecer ao julgamento do dia 12 de julho de 2016, no qual seria realizada sustentação oral (fls. 3), sendo o pedido deferido. Tendo em vista a possibilidade de o julgamento ser incluído na pauta da sessão seguinte, a defesa requereu no dia 18 de julho de 2016 (data do protocolo da petição) fosse intimada da data de julgamento do recurso, pois o Revisor se encontrava em pleno gozo de suas férias regulamentares, o que motivou, inclusive, o adiamento da sessão marcada para o dia 14 de julho de 2016, conforme Extrato da Ata (fls. 3). Ocorreram, então, sucessivos adiamentos, em razão das férias do Revisor, até que, em contato telefônico, a serventia judicial noticiou ao defensor que o feito seria levado para julgamento no dia 16/8/2016, o que acabou por não ocorrer, sendo o feito julgado apenas no dia 23/8/2016, em sessão extraordinária publicada somente no site do TJGO, sem intimação do advogado constituído. A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, por unanimidade de votos, negou provimento ao apelo defensivo e, de ofício, afastou o aumento do concurso formal, mantendo a continuidade delitiva, com a consequente adequação da pena para 06 (seis) anos, 02 (dois) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime semiaberto, além de 15 (quinze) dias-multa, no piso. Irresignada, a defesa impetrou Habeas Corpus, com pedido de liminar, no Superior Tribunal de Justiça, apontando-se como autoridade coatora a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, objetivando o reconhecimento da nulidade da Sessão de Julgamento da apelação, por ausência de intimação do advogado constituído, devendo ser determinado novo julgamento com a prévia intimação do defensor. A liminar foi indeferida. Sobreveio, então, Acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Rel. Min. SEBASTIÃO REIS JUNIOR, que denegou a ordem no Habeas Corpus, conforme se infere da ementa: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CEB-481E-ADC4-3373 e senha D281-211B-A30D-0435 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO O novo representante, ainda que não oficialmente intimado da data da Sessão de Julgamento da apelação, mas ciente da data designada, requereu o adiamento, informando que estaria impossibilitado de comparecer ao julgamento do dia 12 de julho de 2016, no qual seria realizada sustentação oral (fls. 3), sendo o pedido deferido. Tendo em vista a possibilidade de o julgamento ser incluído na pauta da sessão seguinte, a defesa requereu no dia 18 de julho de 2016 (data do protocolo da petição) fosse intimada da data de julgamento do recurso, pois o Revisor se encontrava em pleno gozo de suas férias regulamentares, o que motivou, inclusive, o adiamento da sessão marcada para o dia 14 de julho de 2016, conforme Extrato da Ata (fls. 3). Ocorreram, então, sucessivos adiamentos, em razão das férias do Revisor, até que, em contato telefônico, a serventia judicial noticiou ao defensor que o feito seria levado para julgamento no dia 16/8/2016, o que acabou por não ocorrer, sendo o feito julgado apenas no dia 23/8/2016, em sessão extraordinária publicada somente no site do TJGO, sem intimação do advogado constituído. A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, por unanimidade de votos, negou provimento ao apelo defensivo e, de ofício, afastou o aumento do concurso formal, mantendo a continuidade delitiva, com a consequente adequação da pena para 06 (seis) anos, 02 (dois) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime semiaberto, além de 15 (quinze) dias-multa, no piso. Irresignada, a defesa impetrou Habeas Corpus, com pedido de liminar, no Superior Tribunal de Justiça, apontando-se como autoridade coatora a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, objetivando o reconhecimento da nulidade da Sessão de Julgamento da apelação, por ausência de intimação do advogado constituído, devendo ser determinado novo julgamento com a prévia intimação do defensor. A liminar foi indeferida. Sobreveio, então, Acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Rel. Min. SEBASTIÃO REIS JUNIOR, que denegou a ordem no Habeas Corpus, conforme se infere da ementa: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CEB-481E-ADC4-3373 e senha D281-211B-A30D-0435 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RHC 168748 AGR / GO HABEAS CORPUS. SUPOSTA NULIDADE NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. IMPROCEDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. A primeira intimação da data de julgamento da apelação não padece de nenhum vício, pois, como reconhecido pelo impetrante, o substabelecimento foi protocolizado em data subsequente ao dia da publicação da pauta de julgamento, ou seja, quando a pauta de julgamento foi publicada (em 7/7/2016), o paciente ainda era representado pelo causídico anterior. 2. Embora a defesa não tenha dado causa aos sucessivos adiamentos, o novo defensor foi devidamente informado, por meio de contato telefônico efetuado pela serventia judicial, acerca da data do julgamento da apelação (16/8/2016), comunicação que, por atingir a finalidade, tem efeito típico de intimação. Precedentes do STJ. 3. Se o defensor foi cientificado da data do julgamento, eventuais adiamentos subsequentes não ensejam a necessidade de nova intimação, na esteira da orientação fixada nesta Corte, sobretudo porque o defensor compareceu às duas sessões em que o feito foi adiado, afigurando-se previsível que o julgamento fosse realizado em 23/8/2016, em sessão extraordinária subsequente (prevista no Regimento Interno do Tribunal local), que, no caso, foi divulgada com antecedência e de forma ampla. 4. Ordem denegada. Insatisfeita com a decisão da Corte da Cidadania, a defesa interpôs Recurso Ordinário em Habeas Corpus, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no qual pleiteou a anulação da Sessão de Julgamento realizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, sob o fundamento de que o defensor constituído não foi intimado para o ato. Requereu, assim, o provimento do recurso, a fim de que seja "anulado o julgamento do recurso de apelação e demais atos processuais posteriores praticados nos autos n. 254241.20.2013.8.09.0175, devendo ser determinado por este Supremo Tribunal 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CEB-481E-ADC4-3373 e senha D281-211B-A30D-0435 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO HABEAS CORPUS. SUPOSTA NULIDADE NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. IMPROCEDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. A primeira intimação da data de julgamento da apelação não padece de nenhum vício, pois, como reconhecido pelo impetrante, o substabelecimento foi protocolizado em data subsequente ao dia da publicação da pauta de julgamento, ou seja, quando a pauta de julgamento foi publicada (em 7/7/2016), o paciente ainda era representado pelo causídico anterior. 2. Embora a defesa não tenha dado causa aos sucessivos adiamentos, o novo defensor foi devidamente informado, por meio de contato telefônico efetuado pela serventia judicial, acerca da data do julgamento da apelação (16/8/2016), comunicação que, por atingir a finalidade, tem efeito típico de intimação. Precedentes do STJ. 3. Se o defensor foi cientificado da data do julgamento, eventuais adiamentos subsequentes não ensejam a necessidade de nova intimação, na esteira da orientação fixada nesta Corte, sobretudo porque o defensor compareceu às duas sessões em que o feito foi adiado, afigurando-se previsível que o julgamento fosse realizado em 23/8/2016, em sessão extraordinária subsequente (prevista no Regimento Interno do Tribunal local), que, no caso, foi divulgada com antecedência e de forma ampla. 4. Ordem denegada. Insatisfeita com a decisão da Corte da Cidadania, a defesa interpôs Recurso Ordinário em Habeas Corpus, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no qual pleiteou a anulação da Sessão de Julgamento realizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, sob o fundamento de que o defensor constituído não foi intimado para o ato. Requereu, assim, o provimento do recurso, a fim de que seja "anulado o julgamento do recurso de apelação e demais atos processuais posteriores praticados nos autos n. 254241.20.2013.8.09.0175, devendo ser determinado por este Supremo Tribunal 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CEB-481E-ADC4-3373 e senha D281-211B-A30D-0435 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RHC 168748 AGR / GO Federal a realização de novo julgamento com a prévia intimação do defensor constituído da nova data designada para o julgamento do apelo", possibilitando a realização de sustentação oral. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de anulação da Sessão extraordinária de Julgamento realizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, trazendo a lume a mesma tese outrora ventilada no Habeas Corpus. Requer, assim, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CEB-481E-ADC4-3373 e senha D281-211B-A30D-0435 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO Federal a realização de novo julgamento com a prévia intimação do defensor constituído da nova data designada para o julgamento do apelo", possibilitando a realização de sustentação oral. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de anulação da Sessão extraordinária de Julgamento realizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, trazendo a lume a mesma tese outrora ventilada no Habeas Corpus. Requer, assim, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CEB-481E-ADC4-3373 e senha D281-211B-A30D-0435 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.748 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça afastou qualquer nulidade oriunda do Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, em razão da alegada ausência de intimação do defensor constituído para a Sessão extraordinária de Julgamento, impossibilitando a realização de sustentação oral. Confira-se: Não diviso a alegada nulidade. A primeira intimação acerca da data de julgamento da apelação não padece de nenhum vício, pois, como reconhecido pelo próprio impetrante, o substabelecimento foi protocolizado em data subsequente ao dia da publicação da pauta de julgamento, ou seja, quando a pauta foi publicada (em 7/7/2016), o paciente ainda era representado pelo advogado Ricardo Rodrigues Rosa. Ademais, como relatado na impetração, o novo causídico, ora impetrante, tinha plena ciência da primeira data aprazada, tanto que peticionou pugnando pelo adiamento do feito. É certo que ocorreram diversos adiamentos subsequentes e que a defesa não deu causa a nenhum deles. Mas, por outro lado, a serventia, após todos esses adiamentos, foi diligente em entrar em contato Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.748 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça afastou qualquer nulidade oriunda do Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, em razão da alegada ausência de intimação do defensor constituído para a Sessão extraordinária de Julgamento, impossibilitando a realização de sustentação oral. Confira-se: Não diviso a alegada nulidade. A primeira intimação acerca da data de julgamento da apelação não padece de nenhum vício, pois, como reconhecido pelo próprio impetrante, o substabelecimento foi protocolizado em data subsequente ao dia da publicação da pauta de julgamento, ou seja, quando a pauta foi publicada (em 7/7/2016), o paciente ainda era representado pelo advogado Ricardo Rodrigues Rosa. Ademais, como relatado na impetração, o novo causídico, ora impetrante, tinha plena ciência da primeira data aprazada, tanto que peticionou pugnando pelo adiamento do feito. É certo que ocorreram diversos adiamentos subsequentes e que a defesa não deu causa a nenhum deles. Mas, por outro lado, a serventia, após todos esses adiamentos, foi diligente em entrar em contato Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 168748 AGR / GO telefônico com o causídico, noticiando que a apelação seria julgada na sessão de 16/8/2016, fato inclusive que foi objeto de certidão, com o seguinte teor (fls. 33/34 – grifo nosso): Certifico e dou fé que a pauta para julgamento do presente feito foi publicada dia 07 de julho de 2016, oportunidade na qual o defensor, à época Dr. Ricardo Rodrigues Rosa OAB/GO 25.661, foi intimado, via Diário de Justiça, de que a sessão ocorreria em 12 de julho de 2016. Tal julgamento, no entanto, permaneceu adiado em razão do pedido da defesa (às folhas 477) e, posteriormente, por férias regulares do revisor. Certifico ainda que, em 18 de julho de 2016, o Dr. Maurício de Melo Cardoso, recém substabelecido sem reserva de poderes, por meio de requerimento (fls. 478), solicitou que fosse intimado da data da sessão de julgamento (fls. 475). Ainda que tal ato intimatório já tivesse sido realizado por meio da aludida publicação no Diário, atendendo ao pedido do causídico, esta Secretaria entrou em contato com ele, por meio do telefone n° (062) 3241-4574, no dia 09.08.2016, comunicando-o que os autos seriam levados a julgamento em 16 de agosto de 2016, conforme certidão à folha 476. Certifico, por fim, que, em virtude de novos adiamentos o julgamento se deu em 23 de agosto de 2016, em sessão extraordinária ocorrida pela manhã. Essa sessão foi divulgada por meio eletrônico, tanto nos Sistemas de Segundo Grau quanto no sítio do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (disponível em 19.08.2016, às 16:10hrs) sendo fato público e notório. Tal contato, sendo objeto de certidão lavrada pela serventia, tem efeito próprio de uma intimação, pois alcançou o fim almejado (cientificar a defesa da data do julgamento do apelo). Nesse sentido: HABEAS CORPUS ORIGINÁRIO. 1. ART. 1º, I, DA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO telefônico com o causídico, noticiando que a apelação seria julgada na sessão de 16/8/2016, fato inclusive que foi objeto de certidão, com o seguinte teor (fls. 33/34 – grifo nosso): Certifico e dou fé que a pauta para julgamento do presente feito foi publicada dia 07 de julho de 2016, oportunidade na qual o defensor, à época Dr. Ricardo Rodrigues Rosa OAB/GO 25.661, foi intimado, via Diário de Justiça, de que a sessão ocorreria em 12 de julho de 2016. Tal julgamento, no entanto, permaneceu adiado em razão do pedido da defesa (às folhas 477) e, posteriormente, por férias regulares do revisor. Certifico ainda que, em 18 de julho de 2016, o Dr. Maurício de Melo Cardoso, recém substabelecido sem reserva de poderes, por meio de requerimento (fls. 478), solicitou que fosse intimado da data da sessão de julgamento (fls. 475). Ainda que tal ato intimatório já tivesse sido realizado por meio da aludida publicação no Diário, atendendo ao pedido do causídico, esta Secretaria entrou em contato com ele, por meio do telefone n° (062) 3241-4574, no dia 09.08.2016, comunicando-o que os autos seriam levados a julgamento em 16 de agosto de 2016, conforme certidão à folha 476. Certifico, por fim, que, em virtude de novos adiamentos o julgamento se deu em 23 de agosto de 2016, em sessão extraordinária ocorrida pela manhã. Essa sessão foi divulgada por meio eletrônico, tanto nos Sistemas de Segundo Grau quanto no sítio do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (disponível em 19.08.2016, às 16:10hrs) sendo fato público e notório. Tal contato, sendo objeto de certidão lavrada pela serventia, tem efeito próprio de uma intimação, pois alcançou o fim almejado (cientificar a defesa da data do julgamento do apelo). Nesse sentido: HABEAS CORPUS ORIGINÁRIO. 1. ART. 1º, I, DA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 168748 AGR / GO LEI Nº 8.137/1990, NA FORMA DO ART. 71 DO CÓDIGO PENAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO DEFENSOR CONSTITUÍDO PARA A SESSÃO DE JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. INTIMAÇÃO DEVIDAMENTE REALIZADA POR MEIO DE CORREIO ELETRÔNICO E CONTATO TELEFÔNICO. NOTIFICAÇÃO QUE ALCANÇOU A FINALIDADE PRETENDIDA. INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS. ILEGALIDADE NÃO VERIFICADA. 2. ORDEM DENEGADA. 1. A alegação de cerceamento de defesa por ausência de intimação dos advogados constituídos da sessão de julgamento do recurso de apelação não pode ser acolhida, pois noticiou o Tribunal de origem que a defesa do paciente foi devidamente notificada, por meio de contato telefônico e comunicação via e-mail, afirmativa essa que não pode ser rechaçada por esta Corte na via exígua do writ, notadamente em razão da ausência de juntada de prova em contrário por parte dos impetrantes. Como é cediço, o habeas corpus é antídoto de prescrição restrita, prestando-se a reparar constrangimento ilegal evidente, incontroverso, indisfarçável que se mostra de plano ao julgador. Não se destina à correção de controvérsias ou de situações as quais, embora eventualmente existentes, demandam para sua identificação aprofundado exame de fatos e provas. Assim, o que importa neste momento são as afirmações do Tribunal a quo, de forma que, partindo-se da premissa de que é verdadeiro o afirmado pela autoridade apontada como coatora - visto que não produzida prova em sentido contrário -, a consequência não pode ser outra que a manutenção do julgamento do apelo defensivo ante a constatação da inexistência de nulidade. 2. Ademais, embora a intimação dos defensores constituídos não tenha sido realizada nos moldes preconizados pelo art. 370, §1º, do Código de Processo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO LEI Nº 8.137/1990, NA FORMA DO ART. 71 DO CÓDIGO PENAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO DEFENSOR CONSTITUÍDO PARA A SESSÃO DE JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. INTIMAÇÃO DEVIDAMENTE REALIZADA POR MEIO DE CORREIO ELETRÔNICO E CONTATO TELEFÔNICO. NOTIFICAÇÃO QUE ALCANÇOU A FINALIDADE PRETENDIDA. INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS. ILEGALIDADE NÃO VERIFICADA. 2. ORDEM DENEGADA. 1. A alegação de cerceamento de defesa por ausência de intimação dos advogados constituídos da sessão de julgamento do recurso de apelação não pode ser acolhida, pois noticiou o Tribunal de origem que a defesa do paciente foi devidamente notificada, por meio de contato telefônico e comunicação via e-mail, afirmativa essa que não pode ser rechaçada por esta Corte na via exígua do writ, notadamente em razão da ausência de juntada de prova em contrário por parte dos impetrantes. Como é cediço, o habeas corpus é antídoto de prescrição restrita, prestando-se a reparar constrangimento ilegal evidente, incontroverso, indisfarçável que se mostra de plano ao julgador. Não se destina à correção de controvérsias ou de situações as quais, embora eventualmente existentes, demandam para sua identificação aprofundado exame de fatos e provas. Assim, o que importa neste momento são as afirmações do Tribunal a quo, de forma que, partindo-se da premissa de que é verdadeiro o afirmado pela autoridade apontada como coatora - visto que não produzida prova em sentido contrário -, a consequência não pode ser outra que a manutenção do julgamento do apelo defensivo ante a constatação da inexistência de nulidade. 2. Ademais, embora a intimação dos defensores constituídos não tenha sido realizada nos moldes preconizados pelo art. 370, §1º, do Código de Processo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 168748 AGR / GO Penal, a comunicação, tal como feita, alcançou a finalidade pretendida, qual seja, cientificar os causídicos da sessão de julgamento do recurso de apelação, de modo que o simples inconformismo com o procedimento utilizado, desprovido de prova inequívoca da mácula ocasionada, não se presta para o reconhecimento de nulidade, especialmente na atual sistemática processual, em que a formalidade há de ceder à substância, havendo esta de prevalecer se e quando em confronto com aquela. Ora, as formas processuais representam tão somente um instrumento para a correta aplicação do direito; sendo assim, a eventual desobediência às formalidades estabelecidas pelo legislador não deve conduzir ao reconhecimento da invalidade do ato quando atingido seu objetivo. 3. Habeas corpus denegado. (HC n. 237.388/SP, Ministro Marco Aurélio Bellizze, Quinta Turma, DJe 16/9/2013 – grifo nosso) Fixada tal premissa (efetiva intimação), eventual adiamento subsequente não dá ensejo à necessidade de nova intimação, na esteira da orientação fixada nesta Corte: PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. REGULAR INTIMAÇÃO DO ADVOGADO DO PACIENTE PARA A SESSÃO DE JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. ORDEM DENEGADA. 1. Sendo o advogado do paciente devidamente intimado, pela Imprensa Oficial, para a sessão de julgamento do recurso de apelação, na hipótese de adiamento, não ocorre a nulidade por falta de intimação ante a nova data da sessão. 2. Ordem denegada. (HC 70.980/PB, Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, DJe 18/5/2009) Ressalte-se, ainda, que o causídico se fez presente à sessão do dia 16/8/2016, sendo cientificado do adiamento 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO Penal, a comunicação, tal como feita, alcançou a finalidade pretendida, qual seja, cientificar os causídicos da sessão de julgamento do recurso de apelação, de modo que o simples inconformismo com o procedimento utilizado, desprovido de prova inequívoca da mácula ocasionada, não se presta para o reconhecimento de nulidade, especialmente na atual sistemática processual, em que a formalidade há de ceder à substância, havendo esta de prevalecer se e quando em confronto com aquela. Ora, as formas processuais representam tão somente um instrumento para a correta aplicação do direito; sendo assim, a eventual desobediência às formalidades estabelecidas pelo legislador não deve conduzir ao reconhecimento da invalidade do ato quando atingido seu objetivo. 3. Habeas corpus denegado. (HC n. 237.388/SP, Ministro Marco Aurélio Bellizze, Quinta Turma, DJe 16/9/2013 – grifo nosso) Fixada tal premissa (efetiva intimação), eventual adiamento subsequente não dá ensejo à necessidade de nova intimação, na esteira da orientação fixada nesta Corte: PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. REGULAR INTIMAÇÃO DO ADVOGADO DO PACIENTE PARA A SESSÃO DE JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. ORDEM DENEGADA. 1. Sendo o advogado do paciente devidamente intimado, pela Imprensa Oficial, para a sessão de julgamento do recurso de apelação, na hipótese de adiamento, não ocorre a nulidade por falta de intimação ante a nova data da sessão. 2. Ordem denegada. (HC 70.980/PB, Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, DJe 18/5/2009) Ressalte-se, ainda, que o causídico se fez presente à sessão do dia 16/8/2016, sendo cientificado do adiamento 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 168748 AGR / GO subsequente (fl. 4): 16. O Impetrante, haja vista o conhecimento que lhe havia sido dado, compareceu à sessão de julgamento designada para o dia 16 de agosto de 2016, contudo, conforme Extrato da Ata, a sessão fora novamente adiada face férias regulamentares do revisor, assim como nos dias 18 de agosto daquele ano. Também compareceu à sessão do 18/8/2018 (fl. 5): 28. Na sessão seguinte, do dia 18 de agosto de 2016, novamente foi adiado o julgamento do recurso de apelação, em face da “ausência justificada da relatora”. Destaca-se, que o Impetrante compareceu à referida sessão. É certo, pois, que tinha plena ciência de que o julgamento poderia ser realizado na sessão subsequente (23/8/2016). A natureza extraordinária da sessão também não afeta a higidez do julgamento. Ora, o Regimento Interno do TJ/GO é claro quanto à possibilidade de convocação de sessões extraordinárias para julgamento dos feitos remanescentes: Art. 154. Quando for necessário e sempre que encerrada a sessão, restar em pauta ou em mesa mais de vinte feitos sem julgamento, o presidente do respectivo órgão fará realizar sessões extraordinárias, nos dias e horários designados, sendo encerradas depois de cumpridas as finalidades. E, como consta expressamente da certidão de fls. 33/34, a sessão extraordinária foi divulgada com antecedência (19/8/2016) e de forma ampla, circunstância essa que rechaça a alegada nulidade. Ante o exposto, denego a ordem. Assim, devidamente intimado, o não comparecimento do advogado constituído do requerente à Sessão extraordinária de Julgamento da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO subsequente (fl. 4): 16. O Impetrante, haja vista o conhecimento que lhe havia sido dado, compareceu à sessão de julgamento designada para o dia 16 de agosto de 2016, contudo, conforme Extrato da Ata, a sessão fora novamente adiada face férias regulamentares do revisor, assim como nos dias 18 de agosto daquele ano. Também compareceu à sessão do 18/8/2018 (fl. 5): 28. Na sessão seguinte, do dia 18 de agosto de 2016, novamente foi adiado o julgamento do recurso de apelação, em face da “ausência justificada da relatora”. Destaca-se, que o Impetrante compareceu à referida sessão. É certo, pois, que tinha plena ciência de que o julgamento poderia ser realizado na sessão subsequente (23/8/2016). A natureza extraordinária da sessão também não afeta a higidez do julgamento. Ora, o Regimento Interno do TJ/GO é claro quanto à possibilidade de convocação de sessões extraordinárias para julgamento dos feitos remanescentes: Art. 154. Quando for necessário e sempre que encerrada a sessão, restar em pauta ou em mesa mais de vinte feitos sem julgamento, o presidente do respectivo órgão fará realizar sessões extraordinárias, nos dias e horários designados, sendo encerradas depois de cumpridas as finalidades. E, como consta expressamente da certidão de fls. 33/34, a sessão extraordinária foi divulgada com antecedência (19/8/2016) e de forma ampla, circunstância essa que rechaça a alegada nulidade. Ante o exposto, denego a ordem. Assim, devidamente intimado, o não comparecimento do advogado constituído do requerente à Sessão extraordinária de Julgamento da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 168748 AGR / GO Estado de Goiás em nada maculou o referido julgamento, afinal, de acordo com a jurisprudência desta SUPREMA CORTE, a sustentação oral prevista no art. 12, I e II, da Lei n. 8.038/90, é mera faculdade da parte: HC 140.495/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 07/06/2017; RHC 119.194/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 29/09/2014; RHC 118.660/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 27/02/2014; RHC 85.510/MG, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe de 26/08/2005, este último assim fundamentado: [...] o artigo 12 da Lei nº 8.038/90 versa, estritamente, sobre o julgamento pelo Plenário. Tanto é assim que o texto legal tem início com alusão ao término da instrução. Fosse a audiência, no Tribunal, de instrução e julgamento, não teria a menor dúvida em placitar a óptica do revisor da Corte de origem, entendendo olvidado o devido processo legal e, portanto, a necessidade de se contar com a participação da defesa, pouco importando se credenciada pela própria parte ou feita por defensor dativo. Todavia, a fase de que trata o artigo 12 referido é de deliberação pelo Tribunal e aí a ocupação da tribuna, nos prazos estabelecidos, não é obrigatória. Por isso mesmo, o Supremo, ao julgar o Habeas corpus nº 80.717-8/SP, proclamou que a falta da sustentação oral não implica violência ao princípio da ampla defesa, sendo facultativa a participação do causídico. No precedente, também comparecera à sessão a advogada credenciada. Deste modo, parece-me inegável que não houve qualquer espécie de nulidade processual na Sessão extraordinária de Julgamento realizada, não só porque foi garantida a ampla defesa ao ora recorrente (houve a efetiva intimação do advogado constituído), como também porque não houve a realização de atos instrutórios na referida Sessão extraordinária 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO Estado de Goiás em nada maculou o referido julgamento, afinal, de acordo com a jurisprudência desta SUPREMA CORTE, a sustentação oral prevista no art. 12, I e II, da Lei n. 8.038/90, é mera faculdade da parte: HC 140.495/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 07/06/2017; RHC 119.194/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 29/09/2014; RHC 118.660/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 27/02/2014; RHC 85.510/MG, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe de 26/08/2005, este último assim fundamentado: [...] o artigo 12 da Lei nº 8.038/90 versa, estritamente, sobre o julgamento pelo Plenário. Tanto é assim que o texto legal tem início com alusão ao término da instrução. Fosse a audiência, no Tribunal, de instrução e julgamento, não teria a menor dúvida em placitar a óptica do revisor da Corte de origem, entendendo olvidado o devido processo legal e, portanto, a necessidade de se contar com a participação da defesa, pouco importando se credenciada pela própria parte ou feita por defensor dativo. Todavia, a fase de que trata o artigo 12 referido é de deliberação pelo Tribunal e aí a ocupação da tribuna, nos prazos estabelecidos, não é obrigatória. Por isso mesmo, o Supremo, ao julgar o Habeas corpus nº 80.717-8/SP, proclamou que a falta da sustentação oral não implica violência ao princípio da ampla defesa, sendo facultativa a participação do causídico. No precedente, também comparecera à sessão a advogada credenciada. Deste modo, parece-me inegável que não houve qualquer espécie de nulidade processual na Sessão extraordinária de Julgamento realizada, não só porque foi garantida a ampla defesa ao ora recorrente (houve a efetiva intimação do advogado constituído), como também porque não houve a realização de atos instrutórios na referida Sessão extraordinária 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 168748 AGR / GO de Julgamento. Daí inexistir prejuízo à defesa do recorrente. Pertinentes, a propósito dessa temática, as lições de ADA, SCARANCE e MAGALHÃES: "Sem ofensa ao sentido teleológico da norma não haverá prejuízo e, por isso, o reconhecimento da nulidade nessa hipótese constituiria consagração de um formalismo exagerado e inútil, que sacrificaria o objetivo maior da atividade jurisdicional." (As nulidades no processo penal, p. 27, 12ª ed., 2011, RT). Nesse sentido é a jurisprudência desta SUPREMA CORTE: HC 132.149- AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 16/06/2017; RHC 129.663-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 16/05/2017; RE 971.305- AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 13/03/2017; RHC 128.827, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/03/2017; HC 120.121-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 09/12/2016; HC 130.549-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 17/11/2016; RHC 134.182, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 08/08/2016; HC 132.814, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 01/08/2016; AP 481-EI-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 12/08/2014, este último assim ementado: (…) 3. Além da arguição opportune tempore da suposta nulidade, seja ela relativa ou absoluta, a demonstração de prejuízo concreto é igualmente essencial para o seu reconhecimento, de acordo com o princípio do pas de nullité sans grief, presente no art. 563 do Código de Processo Penal. Precedentes. (...) Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO de Julgamento. Daí inexistir prejuízo à defesa do recorrente. Pertinentes, a propósito dessa temática, as lições de ADA, SCARANCE e MAGALHÃES: "Sem ofensa ao sentido teleológico da norma não haverá prejuízo e, por isso, o reconhecimento da nulidade nessa hipótese constituiria consagração de um formalismo exagerado e inútil, que sacrificaria o objetivo maior da atividade jurisdicional." (As nulidades no processo penal, p. 27, 12ª ed., 2011, RT). Nesse sentido é a jurisprudência desta SUPREMA CORTE: HC 132.149- AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 16/06/2017; RHC 129.663-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 16/05/2017; RE 971.305- AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 13/03/2017; RHC 128.827, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/03/2017; HC 120.121-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 09/12/2016; HC 130.549-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 17/11/2016; RHC 134.182, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 08/08/2016; HC 132.814, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 01/08/2016; AP 481-EI-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 12/08/2014, este último assim ementado: (…) 3. Além da arguição opportune tempore da suposta nulidade, seja ela relativa ou absoluta, a demonstração de prejuízo concreto é igualmente essencial para o seu reconhecimento, de acordo com o princípio do pas de nullité sans grief, presente no art. 563 do Código de Processo Penal. Precedentes. (...) Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 168748 AGR / GO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.748 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO ADV.(A/S) :MAURICIO DE MELO CARDOSO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C11A-6FE9-EDB3-A540 e senha A688-C389-1631-4395 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.748 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO ADV.(A/S) :MAURICIO DE MELO CARDOSO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C11A-6FE9-EDB3-A540 e senha A688-C389-1631-4395 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.748 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO ADV.(A/S) : MAURICIO DE MELO CARDOSO (21852/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A90-0EFE-CACC-3F00 e senha DB79-BD95-A77E-FA71 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.748 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO ADV.(A/S) : MAURICIO DE MELO CARDOSO (21852/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A90-0EFE-CACC-3F00 e senha DB79-BD95-A77E-FA71 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749959512
2019-05-17T00:00:00
2019-05-29T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE NULIDADE EM RAZÃO DE SUPOSTA AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA DEFESA PARA A SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DE JULGAMENTO. NÃO OCORRÊCIA. EFETIVO PREJUÍZO NÃO DEMONSTRADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur404537
- Acórdão(s) citado(s): (SUSTENTAÇÃO ORAL, FACULDADE, PARTE PROCESSUAL) RHC 85510 (1ªT), RHC 118660 (2ªT), RHC 119194 (1ªT), HC 140495 (2ªT). (NULIDADE, PROCESSO PENAL, DEMONSTRAÇÃO, PREJUÍZO) HC 120121 AgR (1ªT), AP 481 EI-ED (TP), RHC 128827 (2ªT), HC 132814 (2ªT), RHC 134182 (2ªT), RHC 129663 AgR (2ªT), HC 130549 AgR (1ªT), RE 971305 AgR (1ªT), HC 132149 AgR (1ªT). Número de páginas: 15. Análise: 24/07/2019, AMA.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
168748
[ "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n ART-00012 INC-00001 INC-00002\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 168748 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO ADV.(A/S) : MAURICIO DE MELO CARDOSO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
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Ementa e Acórdão 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.748 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO ADV.(A/S) :MAURICIO DE MELO CARDOSO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE NULIDADE EM RAZÃO DE SUPOSTA AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA DEFESA PARA A SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DE JULGAMENTO. NÃO OCORRÊCIA. EFETIVO PREJUÍZO NÃO DEMONSTRADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 17 de maio de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6941-C1A7-DE76-80CE e senha 68A7-A432-FBFC-C196 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Relatório 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.748 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO ADV.(A/S) :MAURICIO DE MELO CARDOSO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de que não houve qualquer espécie de nulidade processual na Sessão extraordinária de Julgamento realizada pela 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, não havendo reparo a ser feito. Consta dos autos, em apertada síntese, que o recorrente Murillo Antonio Carizzio Monteiro foi condenado à pena de 07 (sete) anos, 03 (três) meses e 03 (três) dias de reclusão, em regime semiaberto, além do pagamento de 22 (vinte e dois) dias-multa, no piso, pela prática de crimes de roubo (art. 157, §2..., I e II, combinado com o art. 70 e art. 157, §2..., I e II (por cinco vezes), combinado com o art. 71, todos do Código Penal). Contra essa decisão, a defesa apelou, sendo a sessão de julgamento marcada para o dia 12 de julho de 2016 e a pauta publicada no dia 07 de julho de 2016, com intimação para o advogado Ricardo Rodrigues Rosa. No dia 08 de julho de 2016, o recorrente passou a ser representado por outro advogado, Maurício de Melo Cardoso, cujo ingresso foi formalizado nos autos mediante substabelecimento, sem reservas de poderes, subscrito pelo antigo procurador. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CEB-481E-ADC4-3373 e senha D281-211B-A30D-0435 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.748 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO ADV.(A/S) :MAURICIO DE MELO CARDOSO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de que não houve qualquer espécie de nulidade processual na Sessão extraordinária de Julgamento realizada pela 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, não havendo reparo a ser feito. Consta dos autos, em apertada síntese, que o recorrente Murillo Antonio Carizzio Monteiro foi condenado à pena de 07 (sete) anos, 03 (três) meses e 03 (três) dias de reclusão, em regime semiaberto, além do pagamento de 22 (vinte e dois) dias-multa, no piso, pela prática de crimes de roubo (art. 157, §2..., I e II, combinado com o art. 70 e art. 157, §2..., I e II (por cinco vezes), combinado com o art. 71, todos do Código Penal). Contra essa decisão, a defesa apelou, sendo a sessão de julgamento marcada para o dia 12 de julho de 2016 e a pauta publicada no dia 07 de julho de 2016, com intimação para o advogado Ricardo Rodrigues Rosa. No dia 08 de julho de 2016, o recorrente passou a ser representado por outro advogado, Maurício de Melo Cardoso, cujo ingresso foi formalizado nos autos mediante substabelecimento, sem reservas de poderes, subscrito pelo antigo procurador. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CEB-481E-ADC4-3373 e senha D281-211B-A30D-0435 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório RHC 168748 AGR / GO O novo representante, ainda que não oficialmente intimado da data da Sessão de Julgamento da apelação, mas ciente da data designada, requereu o adiamento, informando que estaria impossibilitado de comparecer ao julgamento do dia 12 de julho de 2016, no qual seria realizada sustentação oral (fls. 3), sendo o pedido deferido. Tendo em vista a possibilidade de o julgamento ser incluído na pauta da sessão seguinte, a defesa requereu no dia 18 de julho de 2016 (data do protocolo da petição) fosse intimada da data de julgamento do recurso, pois o Revisor se encontrava em pleno gozo de suas férias regulamentares, o que motivou, inclusive, o adiamento da sessão marcada para o dia 14 de julho de 2016, conforme Extrato da Ata (fls. 3). Ocorreram, então, sucessivos adiamentos, em razão das férias do Revisor, até que, em contato telefônico, a serventia judicial noticiou ao defensor que o feito seria levado para julgamento no dia 16/8/2016, o que acabou por não ocorrer, sendo o feito julgado apenas no dia 23/8/2016, em sessão extraordinária publicada somente no site do TJGO, sem intimação do advogado constituído. A 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, por unanimidade de votos, negou provimento ao apelo defensivo e, de ofício, afastou o aumento do concurso formal, mantendo a continuidade delitiva, com a consequente adequação da pena para 06 (seis) anos, 02 (dois) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime semiaberto, além de 15 (quinze) dias-multa, no piso. Irresignada, a defesa impetrou Habeas Corpus, com pedido de liminar, no Superior Tribunal de Justiça, apontando-se como autoridade coatora a 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, objetivando o reconhecimento da nulidade da Sessão de Julgamento da apelação, por ausência de intimação do advogado constituído, devendo ser determinado novo julgamento com a prévia intimação do defensor. A liminar foi indeferida. Sobreveio, então, Acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Rel. Min. SEBASTIÃO REIS JUNIOR, que denegou a ordem no Habeas Corpus, conforme se infere da ementa: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CEB-481E-ADC4-3373 e senha D281-211B-A30D-0435 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO O novo representante, ainda que não oficialmente intimado da data da Sessão de Julgamento da apelação, mas ciente da data designada, requereu o adiamento, informando que estaria impossibilitado de comparecer ao julgamento do dia 12 de julho de 2016, no qual seria realizada sustentação oral (fls. 3), sendo o pedido deferido. Tendo em vista a possibilidade de o julgamento ser incluído na pauta da sessão seguinte, a defesa requereu no dia 18 de julho de 2016 (data do protocolo da petição) fosse intimada da data de julgamento do recurso, pois o Revisor se encontrava em pleno gozo de suas férias regulamentares, o que motivou, inclusive, o adiamento da sessão marcada para o dia 14 de julho de 2016, conforme Extrato da Ata (fls. 3). Ocorreram, então, sucessivos adiamentos, em razão das férias do Revisor, até que, em contato telefônico, a serventia judicial noticiou ao defensor que o feito seria levado para julgamento no dia 16/8/2016, o que acabou por não ocorrer, sendo o feito julgado apenas no dia 23/8/2016, em sessão extraordinária publicada somente no site do TJGO, sem intimação do advogado constituído. A 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, por unanimidade de votos, negou provimento ao apelo defensivo e, de ofício, afastou o aumento do concurso formal, mantendo a continuidade delitiva, com a consequente adequação da pena para 06 (seis) anos, 02 (dois) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime semiaberto, além de 15 (quinze) dias-multa, no piso. Irresignada, a defesa impetrou Habeas Corpus, com pedido de liminar, no Superior Tribunal de Justiça, apontando-se como autoridade coatora a 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, objetivando o reconhecimento da nulidade da Sessão de Julgamento da apelação, por ausência de intimação do advogado constituído, devendo ser determinado novo julgamento com a prévia intimação do defensor. A liminar foi indeferida. Sobreveio, então, Acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Rel. Min. SEBASTIÃO REIS JUNIOR, que denegou a ordem no Habeas Corpus, conforme se infere da ementa: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CEB-481E-ADC4-3373 e senha D281-211B-A30D-0435 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RHC 168748 AGR / GO HABEAS CORPUS. SUPOSTA NULIDADE NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. IMPROCEDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. A primeira intimação da data de julgamento da apelação não padece de nenhum vício, pois, como reconhecido pelo impetrante, o substabelecimento foi protocolizado em data subsequente ao dia da publicação da pauta de julgamento, ou seja, quando a pauta de julgamento foi publicada (em 7/7/2016), o paciente ainda era representado pelo causídico anterior. 2. Embora a defesa não tenha dado causa aos sucessivos adiamentos, o novo defensor foi devidamente informado, por meio de contato telefônico efetuado pela serventia judicial, acerca da data do julgamento da apelação (16/8/2016), comunicação que, por atingir a finalidade, tem efeito típico de intimação. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. 3. Se o defensor foi cientificado da data do julgamento, eventuais adiamentos subsequentes não ensejam a necessidade de nova intimação, na esteira da orientação fixada nesta Corte, sobretudo porque o defensor compareceu às duas sessões em que o feito foi adiado, afigurando-se previsível que o julgamento fosse realizado em 23/8/2016, em sessão extraordinária subsequente (prevista no Regimento Interno do Tribunal local), que, no caso, foi divulgada com antecedência e de forma ampla. 4. Ordem denegada. Insatisfeita com a decisão da Corte da Cidadania, a defesa interpôs Recurso Ordinário em Habeas Corpus, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no qual pleiteou a anulação da Sessão de Julgamento realizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, sob o fundamento de que o defensor constituído não foi intimado para o ato. Requereu, assim, o provimento do recurso, a fim de que seja "anulado o julgamento do recurso de apelação e demais atos processuais posteriores praticados nos autos n. 254241.20.2013.8.09.0175, devendo ser determinado por este Supremo Tribunal 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CEB-481E-ADC4-3373 e senha D281-211B-A30D-0435 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO HABEAS CORPUS. SUPOSTA NULIDADE NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. IMPROCEDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. A primeira intimação da data de julgamento da apelação não padece de nenhum vício, pois, como reconhecido pelo impetrante, o substabelecimento foi protocolizado em data subsequente ao dia da publicação da pauta de julgamento, ou seja, quando a pauta de julgamento foi publicada (em 7/7/2016), o paciente ainda era representado pelo causídico anterior. 2. Embora a defesa não tenha dado causa aos sucessivos adiamentos, o novo defensor foi devidamente informado, por meio de contato telefônico efetuado pela serventia judicial, acerca da data do julgamento da apelação (16/8/2016), comunicação que, por atingir a finalidade, tem efeito típico de intimação. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. 3. Se o defensor foi cientificado da data do julgamento, eventuais adiamentos subsequentes não ensejam a necessidade de nova intimação, na esteira da orientação fixada nesta Corte, sobretudo porque o defensor compareceu às duas sessões em que o feito foi adiado, afigurando-se previsível que o julgamento fosse realizado em 23/8/2016, em sessão extraordinária subsequente (prevista no Regimento Interno do Tribunal local), que, no caso, foi divulgada com antecedência e de forma ampla. 4. Ordem denegada. Insatisfeita com a decisão da Corte da Cidadania, a defesa interpôs Recurso Ordinário em Habeas Corpus, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no qual pleiteou a anulação da Sessão de Julgamento realizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, sob o fundamento de que o defensor constituído não foi intimado para o ato. Requereu, assim, o provimento do recurso, a fim de que seja "anulado o julgamento do recurso de apelação e demais atos processuais posteriores praticados nos autos n. 254241.20.2013.8.09.0175, devendo ser determinado por este Supremo Tribunal 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CEB-481E-ADC4-3373 e senha D281-211B-A30D-0435 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RHC 168748 AGR / GO Federal a realização de novo julgamento com a prévia intimação do defensor constituído da nova data designada para o julgamento do apelo", possibilitando a realização de sustentação oral. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de anulação da Sessão extraordinária de Julgamento realizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, trazendo a lume a mesma tese outrora ventilada no Habeas Corpus. Requer, assim, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CEB-481E-ADC4-3373 e senha D281-211B-A30D-0435 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO Federal a realização de novo julgamento com a prévia intimação do defensor constituído da nova data designada para o julgamento do apelo", possibilitando a realização de sustentação oral. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de anulação da Sessão extraordinária de Julgamento realizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, trazendo a lume a mesma tese outrora ventilada no Habeas Corpus. Requer, assim, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CEB-481E-ADC4-3373 e senha D281-211B-A30D-0435 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.748 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça afastou qualquer nulidade oriunda do Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, em razão da alegada ausência de intimação do defensor constituído para a Sessão extraordinária de Julgamento, impossibilitando a realização de sustentação oral. Confira-se: Não diviso a alegada nulidade. A primeira intimação acerca da data de julgamento da apelação não padece de nenhum vício, pois, como reconhecido pelo próprio impetrante, o substabelecimento foi protocolizado em data subsequente ao dia da publicação da pauta de julgamento, ou seja, quando a pauta foi publicada (em 7/7/2016), o paciente ainda era representado pelo advogado Ricardo Rodrigues Rosa. Ademais, como relatado na impetração, o novo causídico, ora impetrante, tinha plena ciência da primeira data aprazada, tanto que peticionou pugnando pelo adiamento do feito. É certo que ocorreram diversos adiamentos subsequentes e que a defesa não deu causa a nenhum deles. Mas, por outro lado, a serventia, após todos esses adiamentos, foi diligente em entrar em contato Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.748 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: No presente caso, o Superior Tribunal de Justiça afastou qualquer nulidade oriunda do Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, em razão da alegada ausência de intimação do defensor constituído para a Sessão extraordinária de Julgamento, impossibilitando a realização de sustentação oral. Confira-se: Não diviso a alegada nulidade. A primeira intimação acerca da data de julgamento da apelação não padece de nenhum vício, pois, como reconhecido pelo próprio impetrante, o substabelecimento foi protocolizado em data subsequente ao dia da publicação da pauta de julgamento, ou seja, quando a pauta foi publicada (em 7/7/2016), o paciente ainda era representado pelo advogado Ricardo Rodrigues Rosa. Ademais, como relatado na impetração, o novo causídico, ora impetrante, tinha plena ciência da primeira data aprazada, tanto que peticionou pugnando pelo adiamento do feito. É certo que ocorreram diversos adiamentos subsequentes e que a defesa não deu causa a nenhum deles. Mas, por outro lado, a serventia, após todos esses adiamentos, foi diligente em entrar em contato Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 168748 AGR / GO telefônico com o causídico, noticiando que a apelação seria julgada na sessão de 16/8/2016, fato inclusive que foi objeto de certidão, com o seguinte teor (fls. 33/34 – grifo nosso): Certifico e dou fé que a pauta para julgamento do presente feito foi publicada dia 07 de julho de 2016, oportunidade na qual o defensor, à época Dr. Ricardo Rodrigues Rosa OAB/GO 25.661, foi intimado, via Diário de Justiça, de que a sessão ocorreria em 12 de julho de 2016. Tal julgamento, no entanto, permaneceu adiado em razão do pedido da defesa (às folhas 477) e, posteriormente, por férias regulares do revisor. Certifico ainda que, em 18 de julho de 2016, o Dr. Maurício de Melo Cardoso, recém substabelecido sem reserva de poderes, por meio de requerimento (fls. 478), solicitou que fosse intimado da data da sessão de julgamento (fls. 475). Ainda que tal ato intimatório já tivesse sido realizado por meio da aludida publicação no Diário, atendendo ao pedido do causídico, esta Secretaria entrou em contato com ele, por meio do telefone n (062) 3241-4574, no dia 09.08.2016, comunicando-o que os autos seriam levados a julgamento em 16 de agosto de 2016, conforme certidão à folha 476. Certifico, por fim, que, em virtude de novos adiamentos o julgamento se deu em 23 de agosto de 2016, em sessão extraordinária ocorrida pela manhã. Essa sessão foi divulgada por meio eletrônico, tanto nos Sistemas de Segundo Grau quanto no sítio do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (disponível em 19.08.2016, às 16:10hrs) sendo fato público e notório. Tal contato, sendo objeto de certidão lavrada pela serventia, tem efeito próprio de uma intimação, pois alcançou o fim almejado (cientificar a defesa da data do julgamento do apelo). Nesse sentido: HABEAS CORPUS ORIGINÁRIO. 1. ART. 1..., I, DA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO telefônico com o causídico, noticiando que a apelação seria julgada na sessão de 16/8/2016, fato inclusive que foi objeto de certidão, com o seguinte teor (fls. 33/34 – grifo nosso): Certifico e dou fé que a pauta para julgamento do presente feito foi publicada dia 07 de julho de 2016, oportunidade na qual o defensor, à época Dr. Ricardo Rodrigues Rosa OAB/GO 25.661, foi intimado, via Diário de Justiça, de que a sessão ocorreria em 12 de julho de 2016. Tal julgamento, no entanto, permaneceu adiado em razão do pedido da defesa (às folhas 477) e, posteriormente, por férias regulares do revisor. Certifico ainda que, em 18 de julho de 2016, o Dr. Maurício de Melo Cardoso, recém substabelecido sem reserva de poderes, por meio de requerimento (fls. 478), solicitou que fosse intimado da data da sessão de julgamento (fls. 475). Ainda que tal ato intimatório já tivesse sido realizado por meio da aludida publicação no Diário, atendendo ao pedido do causídico, esta Secretaria entrou em contato com ele, por meio do telefone n (062) 3241-4574, no dia 09.08.2016, comunicando-o que os autos seriam levados a julgamento em 16 de agosto de 2016, conforme certidão à folha 476. Certifico, por fim, que, em virtude de novos adiamentos o julgamento se deu em 23 de agosto de 2016, em sessão extraordinária ocorrida pela manhã. Essa sessão foi divulgada por meio eletrônico, tanto nos Sistemas de Segundo Grau quanto no sítio do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (disponível em 19.08.2016, às 16:10hrs) sendo fato público e notório. Tal contato, sendo objeto de certidão lavrada pela serventia, tem efeito próprio de uma intimação, pois alcançou o fim almejado (cientificar a defesa da data do julgamento do apelo). Nesse sentido: HABEAS CORPUS ORIGINÁRIO. 1. ART. 1..., I, DA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 168748 AGR / GO LEI n 8.137/1990, NA FORMA DO ART. 71 DO CÓDIGO PENAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO DEFENSOR CONSTITUÍDO PARA A SESSÃO DE JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. INTIMAÇÃO DEVIDAMENTE REALIZADA POR MEIO DE CORREIO ELETRÔNICO E CONTATO TELEFÔNICO. NOTIFICAÇÃO QUE ALCANÇOU A FINALIDADE PRETENDIDA. INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS. ILEGALIDADE NÃO VERIFICADA. 2. ORDEM DENEGADA. 1. A alegação de cerceamento de defesa por ausência de intimação dos advogados constituídos da sessão de julgamento do recurso de apelação não pode ser acolhida, pois noticiou o Tribunal de origem que a defesa do paciente foi devidamente notificada, por meio de contato telefônico e comunicação via e-mail, afirmativa essa que não pode ser rechaçada por esta Corte na via exígua do writ, notadamente em razão da ausência de juntada de prova em contrário por parte dos impetrantes. Como é cediço, o habeas corpus é antídoto de prescrição restrita, prestando-se a reparar constrangimento ilegal evidente, incontroverso, indisfarçável que se mostra de plano ao julgador. Não se destina à correção de controvérsias ou de situações as quais, embora eventualmente existentes, demandam para sua identificação aprofundado exame de fatos e provas. Assim, o que importa neste momento são as afirmações do Tribunal a quo, de forma que, partindo-se da premissa de que é verdadeiro o afirmado pela autoridade apontada como coatora - visto que não produzida prova em sentido contrário -, a consequência não pode ser outra que a manutenção do julgamento do apelo defensivo ante a constatação da inexistência de nulidade. 2. Ademais, embora a intimação dos defensores constituídos não tenha sido realizada nos moldes preconizados pelo art. 370, §1..., do Código de Processo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO LEI n 8.137/1990, NA FORMA DO ART. 71 DO CÓDIGO PENAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO DEFENSOR CONSTITUÍDO PARA A SESSÃO DE JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. INTIMAÇÃO DEVIDAMENTE REALIZADA POR MEIO DE CORREIO ELETRÔNICO E CONTATO TELEFÔNICO. NOTIFICAÇÃO QUE ALCANÇOU A FINALIDADE PRETENDIDA. INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS. ILEGALIDADE NÃO VERIFICADA. 2. ORDEM DENEGADA. 1. A alegação de cerceamento de defesa por ausência de intimação dos advogados constituídos da sessão de julgamento do recurso de apelação não pode ser acolhida, pois noticiou o Tribunal de origem que a defesa do paciente foi devidamente notificada, por meio de contato telefônico e comunicação via e-mail, afirmativa essa que não pode ser rechaçada por esta Corte na via exígua do writ, notadamente em razão da ausência de juntada de prova em contrário por parte dos impetrantes. Como é cediço, o habeas corpus é antídoto de prescrição restrita, prestando-se a reparar constrangimento ilegal evidente, incontroverso, indisfarçável que se mostra de plano ao julgador. Não se destina à correção de controvérsias ou de situações as quais, embora eventualmente existentes, demandam para sua identificação aprofundado exame de fatos e provas. Assim, o que importa neste momento são as afirmações do Tribunal a quo, de forma que, partindo-se da premissa de que é verdadeiro o afirmado pela autoridade apontada como coatora - visto que não produzida prova em sentido contrário -, a consequência não pode ser outra que a manutenção do julgamento do apelo defensivo ante a constatação da inexistência de nulidade. 2. Ademais, embora a intimação dos defensores constituídos não tenha sido realizada nos moldes preconizados pelo art. 370, §1..., do Código de Processo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 168748 AGR / GO Penal, a comunicação, tal como feita, alcançou a finalidade pretendida, qual seja, cientificar os causídicos da sessão de julgamento do recurso de apelação, de modo que o simples inconformismo com o procedimento utilizado, desprovido de prova inequívoca da mácula ocasionada, não se presta para o reconhecimento de nulidade, especialmente na atual sistemática processual, em que a formalidade há de ceder à substância, havendo esta de prevalecer se e quando em confronto com aquela. Ora, as formas processuais representam tão somente um instrumento para a correta aplicação do direito; sendo assim, a eventual desobediência às formalidades estabelecidas pelo legislador não deve conduzir ao reconhecimento da invalidade do ato quando atingido seu objetivo. 3. Habeas corpus denegado. (HC n. 237.388/SP, Ministro Marco Aurélio Bellizze, Quinta Turma, DJe 16/9/2013 – grifo nosso) Fixada tal premissa (efetiva intimação), eventual adiamento subsequente não dá ensejo à necessidade de nova intimação, na esteira da orientação fixada nesta Corte: PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. REGULAR INTIMAÇÃO DO ADVOGADO DO PACIENTE PARA A SESSÃO DE JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. ORDEM DENEGADA. 1. Sendo o advogado do paciente devidamente intimado, pela Imprensa Oficial, para a sessão de julgamento do recurso de apelação, na hipótese de adiamento, não ocorre a nulidade por falta de intimação ante a nova data da sessão. 2. Ordem denegada. (HC 70.980/PB, Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, DJe 18/5/2009) Ressalte-se, ainda, que o causídico se fez presente à sessão do dia 16/8/2016, sendo cientificado do adiamento 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO Penal, a comunicação, tal como feita, alcançou a finalidade pretendida, qual seja, cientificar os causídicos da sessão de julgamento do recurso de apelação, de modo que o simples inconformismo com o procedimento utilizado, desprovido de prova inequívoca da mácula ocasionada, não se presta para o reconhecimento de nulidade, especialmente na atual sistemática processual, em que a formalidade há de ceder à substância, havendo esta de prevalecer se e quando em confronto com aquela. Ora, as formas processuais representam tão somente um instrumento para a correta aplicação do direito; sendo assim, a eventual desobediência às formalidades estabelecidas pelo legislador não deve conduzir ao reconhecimento da invalidade do ato quando atingido seu objetivo. 3. Habeas corpus denegado. (HC n. 237.388/SP, Ministro Marco Aurélio Bellizze, Quinta Turma, DJe 16/9/2013 – grifo nosso) Fixada tal premissa (efetiva intimação), eventual adiamento subsequente não dá ensejo à necessidade de nova intimação, na esteira da orientação fixada nesta Corte: PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. REGULAR INTIMAÇÃO DO ADVOGADO DO PACIENTE PARA A SESSÃO DE JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. ORDEM DENEGADA. 1. Sendo o advogado do paciente devidamente intimado, pela Imprensa Oficial, para a sessão de julgamento do recurso de apelação, na hipótese de adiamento, não ocorre a nulidade por falta de intimação ante a nova data da sessão. 2. Ordem denegada. (HC 70.980/PB, Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, DJe 18/5/2009) Ressalte-se, ainda, que o causídico se fez presente à sessão do dia 16/8/2016, sendo cientificado do adiamento 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 168748 AGR / GO subsequente (fl. 4): 16. O Impetrante, haja vista o conhecimento que lhe havia sido dado, compareceu à sessão de julgamento designada para o dia 16 de agosto de 2016, contudo, conforme Extrato da Ata, a sessão fora novamente adiada face férias regulamentares do revisor, assim como nos dias 18 de agosto daquele ano. Também compareceu à sessão do 18/8/2018 (fl. 5): 28. Na sessão seguinte, do dia 18 de agosto de 2016, novamente foi adiado o julgamento do recurso de apelação, em face da “ausência justificada da relatora”. Destaca-se, que o Impetrante compareceu à referida sessão. É certo, pois, que tinha plena ciência de que o julgamento poderia ser realizado na sessão subsequente (23/8/2016). A natureza extraordinária da sessão também não afeta a higidez do julgamento. Ora, o Regimento Interno do TJ/GO é claro quanto à possibilidade de convocação de sessões extraordinárias para julgamento dos feitos remanescentes: Art. 154. Quando for necessário e sempre que encerrada a sessão, restar em pauta ou em mesa mais de vinte feitos sem julgamento, o presidente do respectivo órgão fará realizar sessões extraordinárias, nos dias e horários designados, sendo encerradas depois de cumpridas as finalidades. E, como consta expressamente da certidão de fls. 33/34, a sessão extraordinária foi divulgada com antecedência (19/8/2016) e de forma ampla, circunstância essa que rechaça a alegada nulidade. Ante o exposto, denego a ordem. Assim, devidamente intimado, o não comparecimento do advogado constituído do requerente à Sessão extraordinária de Julgamento da 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO subsequente (fl. 4): 16. O Impetrante, haja vista o conhecimento que lhe havia sido dado, compareceu à sessão de julgamento designada para o dia 16 de agosto de 2016, contudo, conforme Extrato da Ata, a sessão fora novamente adiada face férias regulamentares do revisor, assim como nos dias 18 de agosto daquele ano. Também compareceu à sessão do 18/8/2018 (fl. 5): 28. Na sessão seguinte, do dia 18 de agosto de 2016, novamente foi adiado o julgamento do recurso de apelação, em face da “ausência justificada da relatora”. Destaca-se, que o Impetrante compareceu à referida sessão. É certo, pois, que tinha plena ciência de que o julgamento poderia ser realizado na sessão subsequente (23/8/2016). A natureza extraordinária da sessão também não afeta a higidez do julgamento. Ora, o Regimento Interno do TJ/GO é claro quanto à possibilidade de convocação de sessões extraordinárias para julgamento dos feitos remanescentes: Art. 154. Quando for necessário e sempre que encerrada a sessão, restar em pauta ou em mesa mais de vinte feitos sem julgamento, o presidente do respectivo órgão fará realizar sessões extraordinárias, nos dias e horários designados, sendo encerradas depois de cumpridas as finalidades. E, como consta expressamente da certidão de fls. 33/34, a sessão extraordinária foi divulgada com antecedência (19/8/2016) e de forma ampla, circunstância essa que rechaça a alegada nulidade. Ante o exposto, denego a ordem. Assim, devidamente intimado, o não comparecimento do advogado constituído do requerente à Sessão extraordinária de Julgamento da 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 168748 AGR / GO Estado de Goiás em nada maculou o referido julgamento, afinal, de acordo com a jurisprudência desta SUPREMA CORTE, a sustentação oral prevista no art. 12, I e II, da Lei n. 8.038/90, é mera faculdade da parte: HC 140.495/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 07/06/2017; RHC 119.194/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 29/09/2014; RHC 118.660/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 27/02/2014; RHC 85.510/MG, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe de 26/08/2005, este último assim fundamentado: [...] o artigo 12 da Lei n 8.038/90 versa, estritamente, sobre o julgamento pelo Plenário. Tanto é assim que o texto legal tem início com alusão ao término da instrução. Fosse a audiência, no Tribunal, de instrução e julgamento, não teria a menor dúvida em placitar a óptica do revisor da Corte de origem, entendendo olvidado o devido processo legal e, portanto, a necessidade de se contar com a participação da defesa, pouco importando se credenciada pela própria parte ou feita por defensor dativo. Todavia, a fase de que trata o artigo 12 referido é de deliberação pelo Tribunal e aí a ocupação da tribuna, nos prazos estabelecidos, não é obrigatória. Por isso mesmo, o Supremo, ao julgar o Habeas corpus n 80.717-8/SP, proclamou que a falta da sustentação oral não implica violência ao princípio da ampla defesa, sendo facultativa a participação do causídico. No precedente, também comparecera à sessão a advogada credenciada. Deste modo, parece-me inegável que não houve qualquer espécie de nulidade processual na Sessão extraordinária de Julgamento realizada, não só porque foi garantida a ampla defesa ao ora recorrente (houve a efetiva intimação do advogado constituído), como também porque não houve a realização de atos instrutórios na referida Sessão extraordinária 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO Estado de Goiás em nada maculou o referido julgamento, afinal, de acordo com a jurisprudência desta SUPREMA CORTE, a sustentação oral prevista no art. 12, I e II, da Lei n. 8.038/90, é mera faculdade da parte: HC 140.495/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 07/06/2017; RHC 119.194/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 29/09/2014; RHC 118.660/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 27/02/2014; RHC 85.510/MG, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe de 26/08/2005, este último assim fundamentado: [...] o artigo 12 da Lei n 8.038/90 versa, estritamente, sobre o julgamento pelo Plenário. Tanto é assim que o texto legal tem início com alusão ao término da instrução. Fosse a audiência, no Tribunal, de instrução e julgamento, não teria a menor dúvida em placitar a óptica do revisor da Corte de origem, entendendo olvidado o devido processo legal e, portanto, a necessidade de se contar com a participação da defesa, pouco importando se credenciada pela própria parte ou feita por defensor dativo. Todavia, a fase de que trata o artigo 12 referido é de deliberação pelo Tribunal e aí a ocupação da tribuna, nos prazos estabelecidos, não é obrigatória. Por isso mesmo, o Supremo, ao julgar o Habeas corpus n 80.717-8/SP, proclamou que a falta da sustentação oral não implica violência ao princípio da ampla defesa, sendo facultativa a participação do causídico. No precedente, também comparecera à sessão a advogada credenciada. Deste modo, parece-me inegável que não houve qualquer espécie de nulidade processual na Sessão extraordinária de Julgamento realizada, não só porque foi garantida a ampla defesa ao ora recorrente (houve a efetiva intimação do advogado constituído), como também porque não houve a realização de atos instrutórios na referida Sessão extraordinária 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 168748 AGR / GO de Julgamento. Daí inexistir prejuízo à defesa do recorrente. Pertinentes, a propósito dessa temática, as lições de ADA, SCARANCE e MAGALHÃES: "Sem ofensa ao sentido teleológico da norma não haverá prejuízo e, por isso, o reconhecimento da nulidade nessa hipótese constituiria consagração de um formalismo exagerado e inútil, que sacrificaria o objetivo maior da atividade jurisdicional." (As nulidades no processo penal, p. 27, 12... ed., 2011, RT). Nesse sentido é a jurisprudência desta SUPREMA CORTE: HC 132.149- AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 16/06/2017; RHC 129.663-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 16/05/2017; Recurso Extraordinário 971.305- AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 13/03/2017; RHC 128.827, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/03/2017; HC 120.121-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 09/12/2016; HC 130.549-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 17/11/2016; RHC 134.182, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 08/08/2016; HC 132.814, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 01/08/2016; AP 481-EI-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 12/08/2014, este último assim ementado: (…) 3. Além da arguição opportune tempore da suposta nulidade, seja ela relativa ou absoluta, a demonstração de prejuízo concreto é igualmente essencial para o seu reconhecimento, de acordo com o princípio do pas de nullité sans grief, presente no art. 563 do Código de Processo Penal. Precedentes. (...) Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO de Julgamento. Daí inexistir prejuízo à defesa do recorrente. Pertinentes, a propósito dessa temática, as lições de ADA, SCARANCE e MAGALHÃES: "Sem ofensa ao sentido teleológico da norma não haverá prejuízo e, por isso, o reconhecimento da nulidade nessa hipótese constituiria consagração de um formalismo exagerado e inútil, que sacrificaria o objetivo maior da atividade jurisdicional." (As nulidades no processo penal, p. 27, 12... ed., 2011, RT). Nesse sentido é a jurisprudência desta SUPREMA CORTE: HC 132.149- AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 16/06/2017; RHC 129.663-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 16/05/2017; Recurso Extraordinário 971.305- AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 13/03/2017; RHC 128.827, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/03/2017; HC 120.121-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 09/12/2016; HC 130.549-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 17/11/2016; RHC 134.182, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 08/08/2016; HC 132.814, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 01/08/2016; AP 481-EI-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe de 12/08/2014, este último assim ementado: (…) 3. Além da arguição opportune tempore da suposta nulidade, seja ela relativa ou absoluta, a demonstração de prejuízo concreto é igualmente essencial para o seu reconhecimento, de acordo com o princípio do pas de nullité sans grief, presente no art. 563 do Código de Processo Penal. Precedentes. (...) Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 168748 AGR / GO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Supremo Tribunal Federal RHC 168748 AGR / GO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D1-B8B3-6F09-7C99 e senha 4D4B-97FF-E00C-57B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.748 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO ADV.(A/S) :MAURICIO DE MELO CARDOSO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C11A-6FE9-EDB3-A540 e senha A688-C389-1631-4395 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.748 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO ADV.(A/S) :MAURICIO DE MELO CARDOSO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C11A-6FE9-EDB3-A540 e senha A688-C389-1631-4395 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.748 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO ADV.(A/S) : MAURICIO DE MELO CARDOSO (21852/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A90-0EFE-CACC-3F00 e senha DB79-BD95-A77E-FA71 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.748 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO ADV.(A/S) : MAURICIO DE MELO CARDOSO (21852/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A90-0EFE-CACC-3F00 e senha DB79-BD95-A77E-FA71 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168 . 748", "RECURSO ORDINÁRIO EM", "HABEAS CORPUS 168 . 748", "autos n . 254241 . 20 . 2013 . 8 . 09 . 0175", "HC n . 237 . 388 /", "HC 70 . 980 / PB", "RHC 168748 AGR", "HC n . 237 . 388 / SP", "HC 70 . 980 / PB", "HC 140 . 495 / SP", "RHC 119 . 194 / SC", "RHC 118 . 660 / DF", "RHC 85 . 510 / MG", "Habeas corpus n 80 . 717 - 8 / SP", "HC 140 . 495 / SP", "RHC 119 . 194 / SC", "RHC 118 . 660 / DF", "RHC 85 . 510 / MG", "Habeas corpus n 80 . 717 - 8 / SP", "HC 132 . 149 - AgR", "RHC 129 . 663 - AgR", "Recurso Extraordinário 971 . 305 - AgR", "RHC 128 . 827", "HC 120 . 121 - AgR", "HC 130 . 549 - AgR", "RHC 134 . 182", "HC 132 . 814", "AP 481 - EI - ED", "HC 132 . 149 - AgR", "RHC 129 . 663 - AgR", "Recurso Extraordinário 971 . 305 - AgR", "RHC 128 . 827", "HC 120 . 121 - AgR", "HC 130 . 549 - AgR", "RHC 134 . 182", "HC 132 . 814", "AP 481 - EI - ED", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168 . 748", "HABEAS CORPUS 168 . 748", "RECURSO ORDINÁRIO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , I e II , combinado", "art . 71 , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "stf", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 8 . 137 / 1990", "ART . 71 DO CÓDIGO PENAL", "art . 370 , § 1 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 8 . 137 / 1990", "ART . 71 DO CÓDIGO PENAL", "art . 370 , § 1 . . . , do Código de Processo 3", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regimento Interno do TJ / GO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regimento Interno do TJ / GO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 12 , I e II , da Lei n . 8 . 038 / 90", "artigo 12 da Lei n 8 . 038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 12 , I e II , da Lei n . 8 . 038 / 90", "artigo 12 da Lei n 8 . 038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 563 do Código de Processo Penal", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 563 do Código de Processo Penal", "art . 21 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "Brasília", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "Estado de Goiás", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "1", ".", ".", "Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "/", "TJGO", "1", ".", ".", "Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "Superior Tribunal de Justiça", "1", ".", ".", "Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "/", "GO", "TJGO", "1", ".", ".", ". Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "Superior Tribunal de Justiça", "1", ".", ".", "Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Corte", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "/", "GO", "Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "Supremo Tribunal Federal", "/", "GO", "Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "/", "OAB", "/", "Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "Supremo Tribunal Federal", "OAB", "/", "Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "Supremo Tribunal Federal", "Quinta Turma", "Sexta Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Quinta Turma", "Sexta Turma", ".", "Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ".", "Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do 5", "AGR", "/", "GO", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Plenário", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "RHC", "AGR", "/", "GO", "Estado de", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Plenário", "Supremo", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "/", "GO", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO", "MAURICIO DE MELO CARDOSO", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO", "MAURICIO DE MELO CARDOSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Murillo Antonio Carizzio Monteiro", "Ricardo Rodrigues Rosa", "Maurício de Melo Cardoso", "ALEXANDRE DE MORAES", "MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO", "MAURICIO DE MELO CARDOSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Murillo Antonio Carizzio Monteiro", "Ricardo Rodrigues Rosa", "Maurício de Melo Cardoso", "SEBASTIÃO REIS JUNIOR", "SEBASTIÃO REIS JUNIOR", "ALEXANDRE DE MORAES", "Ricardo Rodrigues Rosa", "ALEXANDRE DE MORAES", "Ricardo Rodrigues Rosa", "ALEXANDRE DE MORAES RHC", "Ricardo Rodrigues Rosa", "Maurício de Melo Cardoso", "Ricardo Rodrigues Rosa", "Maurício de Melo Cardoso", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio Bellizze", "Maria Thereza de Assis Moura", "Marco Aurélio Bellizze", "Maria Thereza de Assis Moura", "ALEXANDRE DE MORAES RHC", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROBERTO BARROSO", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROBERTO BARROSO", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ADA", "SCARANCE", "MAGALHÃES", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROSA WEBER", "EDSON FACHIN", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "DIAS TOFFOLI", "ADA", "SCARANCE", "MAGALHÃES", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROSA WEBER", "EDSON FACHIN", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "DIAS TOFFOLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO", "MAURICIO DE MELO CARDOSO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO", "MAURICIO DE MELO CARDOSO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO", "MAURICIO DE MELO CARDOSO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "MURILLO ANTONIO CARIZZIO MONTEIRO", "MAURICIO DE MELO CARDOSO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "17", "/", "05", "/", "2019", "17", "de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "12 de julho de 2016", "07 de julho de 2016", "08 de julho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "12 de julho de 2016", "07 de julho de 2016", "08 de julho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de julho de 2016", "18 de julho de 2016", "14 de julho de 2016", "16", "/", "8", "/", "2016", "23", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de julho de 2016", "18 de julho de 2016", "14 de julho de 2016", "16", "/", "8", "/", "2016", "23", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "7", "/", "2016", "16", "/", "8", "/", "2016", "23", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "7", "/", "2016", "16", "/", "8", "/", "2016", "23", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "7", "/", "7", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "7", "/", "7", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "8", "/", "2016", "07 de julho de 2016", "12 de julho de 2016", "18 de julho de 2016", "09", ".", "08", ".", "2016", "16 de agosto de 2016", "23 de agosto de 2016", "19", ".", "08", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "8", "/", "2016", "07 de julho de 2016", "12 de julho de 2016", "18 de julho de 2016", "09", ".", "08", ".", "2016", "16 de agosto de 2016", "23 de agosto de 2016", "19", ".", "08", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "9", "/", "2013", "18", "/", "5", "/", "2009", "16", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "9", "/", "2013", "18", "/", "5", "/", "2009", "16", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de agosto de 2016", "18 de agosto daquele ano", "18", "/", "8", "/", "2018", "18 de agosto de 2016", "23", "/", "8", "/", "2016", "19", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de agosto de 2016", "18 de agosto daquele ano", "18", "/", "8", "/", "2018", "18 de agosto de 2016", "23", "/", "8", "/", "2016", "19", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2017", "29", "/", "09", "/", "2014", "27", "/", "02", 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Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.000 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :GILBERTO DA SILVA FREITAS IMPTE.(S) :FERNANDO BONFIM DUQUE ESTRADA IMPTE.(S) :VITOR KRUGER GIURIZATTO IMPTE.(S) :MARILIA BACHI COMERLATO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. SENTENÇA CONDENATÓRIA SUPERVENIENTE. PREJUDICIALIDADE. 1. Fica prejudicada a alegação de excesso de prazo para o término da instrução criminal ante o julgamento de mérito da ação penal. 2. Habeas Corpus prejudicado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em julgar prejudicada a impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator p/ o Acórdão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 70E3-6DD2-F64C-6042 e senha D791-F652-35B7-E11F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.000 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :GILBERTO DA SILVA FREITAS IMPTE.(S) :FERNANDO BONFIM DUQUE ESTRADA IMPTE.(S) :VITOR KRUGER GIURIZATTO IMPTE.(S) :MARILIA BACHI COMERLATO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Plantão da VIII Região/MS, no processo nº 0004984-86.2016.8.12.0800, converteu as prisões em flagrante do paciente e de mais duas pessoas, ocorridas em 27 de agosto de 2016, em preventivas, ante o suposto cometimento das infrações descritas nos artigos 33 (tráfico de drogas) e 35 (associação para o tráfico) da Lei nº 11.343/2006. Destacou que o paciente e corréu faziam as vezes de batedores de carreta carregada de 1.069 quilogramas de maconha. Consignou necessária a custódia para garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal. Assinalou os malefícios do comércio ilegal de entorpecentes, aludindo ao sentimento da população de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05F8-A9D0-65E8-0D8F e senha E2C2-DCE1-D64D-143F Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.000 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :GILBERTO DA SILVA FREITAS IMPTE.(S) :FERNANDO BONFIM DUQUE ESTRADA IMPTE.(S) :VITOR KRUGER GIURIZATTO IMPTE.(S) :MARILIA BACHI COMERLATO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Plantão da VIII Região/MS, no processo nº 0004984-86.2016.8.12.0800, converteu as prisões em flagrante do paciente e de mais duas pessoas, ocorridas em 27 de agosto de 2016, em preventivas, ante o suposto cometimento das infrações descritas nos artigos 33 (tráfico de drogas) e 35 (associação para o tráfico) da Lei nº 11.343/2006. Destacou que o paciente e corréu faziam as vezes de batedores de carreta carregada de 1.069 quilogramas de maconha. Consignou necessária a custódia para garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal. Assinalou os malefícios do comércio ilegal de entorpecentes, aludindo ao sentimento da população de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05F8-A9D0-65E8-0D8F e senha E2C2-DCE1-D64D-143F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 152000 / MS impunidade e à ligação do delito com a prática de outros crimes. Frisou não possuir o paciente residência no distrito da culpa nem emprego fixo. Sublinhou estar a conduta motivada em pagamento de dívida. Não acolheu pedido de liberdade provisória. A denúncia foi recebida, no processo nº 0001400- 75.2016.8.12.0035, pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Iguatemi/MS. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o recurso em habeas corpus nº 90.488/MS, ao qual a Quinta Turma negou provimento. Os impetrantes alegam a ausência de fundamentação quanto aos requisitos ensejadores da preventiva, dizendo embasar-se a decisão na gravidade em abstrato do delito. Sustentam haver excesso de prazo da constrição, afirmando encontrar-se o paciente preso cautelarmente há mais de 1 ano e 3 meses, sem que a defesa tenha contribuído para a delonga processual. Apontam as condições pessoais favoráveis: primariedade, bons antecedentes, ocupação lícita, endereço fixo e família constituída na cidade de Dourados/MS. […] Requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva. No mérito, buscam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 19 de março de 2018, deferiu a medida de urgência, estendendo os efeitos da decisão aos corréus Leonardo dos Santos Teixeira e Leonardo Borges A Procuradoria-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem, asseverando inexistir ilegalidade a ser reparada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05F8-A9D0-65E8-0D8F e senha E2C2-DCE1-D64D-143F Supremo Tribunal Federal HC 152000 / MS impunidade e à ligação do delito com a prática de outros crimes. Frisou não possuir o paciente residência no distrito da culpa nem emprego fixo. Sublinhou estar a conduta motivada em pagamento de dívida. Não acolheu pedido de liberdade provisória. A denúncia foi recebida, no processo nº 0001400- 75.2016.8.12.0035, pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Iguatemi/MS. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o recurso em habeas corpus nº 90.488/MS, ao qual a Quinta Turma negou provimento. Os impetrantes alegam a ausência de fundamentação quanto aos requisitos ensejadores da preventiva, dizendo embasar-se a decisão na gravidade em abstrato do delito. Sustentam haver excesso de prazo da constrição, afirmando encontrar-se o paciente preso cautelarmente há mais de 1 ano e 3 meses, sem que a defesa tenha contribuído para a delonga processual. Apontam as condições pessoais favoráveis: primariedade, bons antecedentes, ocupação lícita, endereço fixo e família constituída na cidade de Dourados/MS. […] Requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva. No mérito, buscam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 19 de março de 2018, deferiu a medida de urgência, estendendo os efeitos da decisão aos corréus Leonardo dos Santos Teixeira e Leonardo Borges A Procuradoria-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem, asseverando inexistir ilegalidade a ser reparada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05F8-A9D0-65E8-0D8F e senha E2C2-DCE1-D64D-143F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 152000 / MS Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, realizada em 10 de dezembro de 2018, revelou que o paciente foi condenado a 7 anos de reclusão, em regime inicial fechado de cumprimento, e ao pagamento de 699 dias-multa, ante a prática do crime previsto no artigo 33, cabeça (tráfico ilícito de entorpecentes), combinado com o 40, inciso V (causa de aumento do tráfico interestadual), da Lei de Drogas, tendo sido absolvido da imputação do delito de associação para o tráfico. Interposta apelação, encontra-se pendente de análise. Lancei visto no processo em 27 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 12 de março seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05F8-A9D0-65E8-0D8F e senha E2C2-DCE1-D64D-143F Supremo Tribunal Federal HC 152000 / MS Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, realizada em 10 de dezembro de 2018, revelou que o paciente foi condenado a 7 anos de reclusão, em regime inicial fechado de cumprimento, e ao pagamento de 699 dias-multa, ante a prática do crime previsto no artigo 33, cabeça (tráfico ilícito de entorpecentes), combinado com o 40, inciso V (causa de aumento do tráfico interestadual), da Lei de Drogas, tendo sido absolvido da imputação do delito de associação para o tráfico. Interposta apelação, encontra-se pendente de análise. Lancei visto no processo em 27 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 12 de março seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05F8-A9D0-65E8-0D8F e senha E2C2-DCE1-D64D-143F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.000 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): PRISÃO PREVENTIVA – DROGAS – QUANTIDADE. Tem-se sinalizada a periculosidade do agente quando surpreendido na posse de grande quantidade de drogas, sendo viável a inversão da ordem do processo-crime, no que direciona a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena. PRISÃO PREVENTIVA – SENTENÇA CONDENATÓRIA – SUPERVENIÊNCIA – NEUTRALIDADE. A superveniência de sentença condenatória não prejudica o habeas corpus no que voltado contra a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Reafirmo a óptica veiculada quando do implemento de medida de urgência, em 19 de março de 2018: […] 2. A gradação do tráfico de entorpecentes, considerada a quantidade de droga apreendida 1.069 quilos de maconha, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime no que direciona a apurar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC6C-13F6-99B6-1ADB e senha 9FB6-24D4-C5AC-7A3C Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.000 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): PRISÃO PREVENTIVA – DROGAS – QUANTIDADE. Tem-se sinalizada a periculosidade do agente quando surpreendido na posse de grande quantidade de drogas, sendo viável a inversão da ordem do processo-crime, no que direciona a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena. PRISÃO PREVENTIVA – SENTENÇA CONDENATÓRIA – SUPERVENIÊNCIA – NEUTRALIDADE. A superveniência de sentença condenatória não prejudica o habeas corpus no que voltado contra a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Reafirmo a óptica veiculada quando do implemento de medida de urgência, em 19 de março de 2018: […] 2. A gradação do tráfico de entorpecentes, considerada a quantidade de droga apreendida 1.069 quilos de maconha, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime no que direciona a apurar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC6C-13F6-99B6-1ADB e senha 9FB6-24D4-C5AC-7A3C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 152000 / MS para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que o paciente está preso, sem culpa formada, há 1 ano, 6 meses e 22 dias. Surge o excesso de prazo, tendo em vista a constrição provisória e o estágio do processo-crime, porquanto sequer encerrada a fase de instrução. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando-se garantia constitucional. […] A superveniência da sentença condenatória não afasta a natureza preventiva da custódia. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as prisões decorrentes de sentença penal condenatória recorrível integram a última. O artigo 387, § 1º, denomina, expressamente, provisória a custódia oriunda de condenação não transitada em julgado. Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva do paciente, retratada no processo nº 0001400-75.2016.8.12.0035, da Vara Única da Comarca de Iguatemi/MS. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do homem integrado à sociedade. Sendo idêntica a situação jurídica dos corréus Leonardo dos Santos Teixeira e Leonardo Borges, estendo-lhes os efeitos da decisão, com as mesmas cautelas, observado o artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC6C-13F6-99B6-1ADB e senha 9FB6-24D4-C5AC-7A3C Supremo Tribunal Federal HC 152000 / MS para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que o paciente está preso, sem culpa formada, há 1 ano, 6 meses e 22 dias. Surge o excesso de prazo, tendo em vista a constrição provisória e o estágio do processo-crime, porquanto sequer encerrada a fase de instrução. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando-se garantia constitucional. […] A superveniência da sentença condenatória não afasta a natureza preventiva da custódia. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as prisões decorrentes de sentença penal condenatória recorrível integram a última. O artigo 387, § 1º, denomina, expressamente, provisória a custódia oriunda de condenação não transitada em julgado. Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva do paciente, retratada no processo nº 0001400-75.2016.8.12.0035, da Vara Única da Comarca de Iguatemi/MS. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do homem integrado à sociedade. Sendo idêntica a situação jurídica dos corréus Leonardo dos Santos Teixeira e Leonardo Borges, estendo-lhes os efeitos da decisão, com as mesmas cautelas, observado o artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC6C-13F6-99B6-1ADB e senha 9FB6-24D4-C5AC-7A3C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.000 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Peço vênia para divergir do eminente relator, Ministro MARCO AURÉLIO. Na espécie, a denúncia imputou ao paciente a conduta “consistente no transporte de 1.069 Kg (um mil e sessenta e nove quilos) da droga popularmente conhecida como maconha, distribuídas em 39 (trinta e nove) sacos/fardos”. Neste Habeas Corpus, sustenta-se o excesso de prazo da constrição cautelar, porque o paciente está preso preventivamente, desde 27/8/2016, sem que a instrução criminal tenha encerrado. É cediço que o Habeas Corpus poderá ser utilizado como meio processual adequado para cessar constrangimento ilegal à liberdade de locomoção do acusado preso, decorrente de abusivo excesso de prazo para o encerramento da instrução criminal. Nesse exame, porém, é imprescindível investigar se a demora é resultado ou não da desídia ou inércia do Poder Judiciário. Daí a convergência de entendimento, na jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz das particularidades do caso concreto, levando-se em consideração, por exemplo, o número de réus, a quantidade de testemunhas a serem inquiridas, a necessidade de expedição de cartas precatórias, a natureza e a complexidade dos delitos imputados, assim como a atuação das partes (cf.: HC 138.987-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017; RHC 124.796-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 24/8/2016; HC 135.324, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 6/12/2016; HC 125.144-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 28/6/2016). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E5F-D490-21A8-58FF e senha 4869-786C-5A16-95B1 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.000 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Peço vênia para divergir do eminente relator, Ministro MARCO AURÉLIO. Na espécie, a denúncia imputou ao paciente a conduta “consistente no transporte de 1.069 Kg (um mil e sessenta e nove quilos) da droga popularmente conhecida como maconha, distribuídas em 39 (trinta e nove) sacos/fardos”. Neste Habeas Corpus, sustenta-se o excesso de prazo da constrição cautelar, porque o paciente está preso preventivamente, desde 27/8/2016, sem que a instrução criminal tenha encerrado. É cediço que o Habeas Corpus poderá ser utilizado como meio processual adequado para cessar constrangimento ilegal à liberdade de locomoção do acusado preso, decorrente de abusivo excesso de prazo para o encerramento da instrução criminal. Nesse exame, porém, é imprescindível investigar se a demora é resultado ou não da desídia ou inércia do Poder Judiciário. Daí a convergência de entendimento, na jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz das particularidades do caso concreto, levando-se em consideração, por exemplo, o número de réus, a quantidade de testemunhas a serem inquiridas, a necessidade de expedição de cartas precatórias, a natureza e a complexidade dos delitos imputados, assim como a atuação das partes (cf.: HC 138.987-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017; RHC 124.796-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 24/8/2016; HC 135.324, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 6/12/2016; HC 125.144-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 28/6/2016). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E5F-D490-21A8-58FF e senha 4869-786C-5A16-95B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 152000 / MS Houve justificativa plausível e não atribuível ao Judiciário para o alongamento da marcha processual, sobretudo se consideradas as peculiaridades da causa, especialmente a pluralidade de réus (3), a complexidade dos fatos apurados e o processamento da instrução por meio de precatórias. Isso não obstante, há informação de que houve sentença. O paciente foi condenado ao cumprimento de pena de 7 anos de reclusão, em regime inicial fechado, como incurso “nas sanções do art. 33, caput, c/c art. 40, inciso V, ambos da Lei nº 11.343/06”. De se ver, portanto, que não mais subsiste o constrangimento ilegal sustentado pela defesa. Diante do exposto, julgo PREJUDICADO o pedido formulado nesta impetração. Em consequência, fica revogada a liminar anteriormente deferida. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E5F-D490-21A8-58FF e senha 4869-786C-5A16-95B1 Supremo Tribunal Federal HC 152000 / MS Houve justificativa plausível e não atribuível ao Judiciário para o alongamento da marcha processual, sobretudo se consideradas as peculiaridades da causa, especialmente a pluralidade de réus (3), a complexidade dos fatos apurados e o processamento da instrução por meio de precatórias. Isso não obstante, há informação de que houve sentença. O paciente foi condenado ao cumprimento de pena de 7 anos de reclusão, em regime inicial fechado, como incurso “nas sanções do art. 33, caput, c/c art. 40, inciso V, ambos da Lei nº 11.343/06”. De se ver, portanto, que não mais subsiste o constrangimento ilegal sustentado pela defesa. Diante do exposto, julgo PREJUDICADO o pedido formulado nesta impetração. Em consequência, fica revogada a liminar anteriormente deferida. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E5F-D490-21A8-58FF e senha 4869-786C-5A16-95B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 152.000 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : GILBERTO DA SILVA FREITAS IMPTE.(S) : FERNANDO BONFIM DUQUE ESTRADA (9079/MS) IMPTE.(S) : VITOR KRUGER GIURIZATTO (19236/MS) IMPTE.(S) : MARILIA BACHI COMERLATO (22372-A/MS, 352266/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, julgou prejudicada a impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9005-B9E1-5D63-2EAA e senha 6712-BA30-0EAD-CDB6 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 152.000 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : GILBERTO DA SILVA FREITAS IMPTE.(S) : FERNANDO BONFIM DUQUE ESTRADA (9079/MS) IMPTE.(S) : VITOR KRUGER GIURIZATTO (19236/MS) IMPTE.(S) : MARILIA BACHI COMERLATO (22372-A/MS, 352266/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, julgou prejudicada a impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9005-B9E1-5D63-2EAA e senha 6712-BA30-0EAD-CDB6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750003510
2019-03-12T00:00:00
2019-06-04T00:00:00
A Turma, por maioria, julgou prejudicada a impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. SENTENÇA CONDENATÓRIA SUPERVENIENTE. PREJUDICIALIDADE. 1. Fica prejudicada a alegação de excesso de prazo para o término da instrução criminal ante o julgamento de mérito da ação penal. 2. Habeas Corpus prejudicado.
sjur404985
- Acórdão(s) citado(s): (EXCESSO DE PRAZO, DURAÇÃO, PROCESSO) RHC 124796 AgR (1ªT), HC 125144 AgR (1ªT), HC 135324 (2ªT), HC 138987 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 05/07/2019, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
152000
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00283 \"CAPUT\" ART-00387 PAR-00001 \n ART-00580\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 152000
[ "" ]
PACTE.(S) : GILBERTO DA SILVA FREITAS IMPTE.(S) : FERNANDO BONFIM DUQUE ESTRADA IMPTE.(S) : VITOR KRUGER GIURIZATTO IMPTE.(S) : MARILIA BACHI COMERLATO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.000 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :GILBERTO DA SILVA FREITAS IMPTE.(S) :FERNANDO BONFIM DUQUE ESTRADA IMPTE.(S) :VITOR KRUGER GIURIZATTO IMPTE.(S) :MARILIA BACHI COMERLATO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. SENTENÇA CONDENATÓRIA SUPERVENIENTE. PREJUDICIALIDADE. 1. Fica prejudicada a alegação de excesso de prazo para o término da instrução criminal ante o julgamento de mérito da ação penal. 2. Habeas Corpus prejudicado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro MARCO AURÉLIO, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em julgar prejudicada a impetração e revogar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 12 de março de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator p/ o Acórdão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 70E3-6DD2-F64C-6042 e senha D791-F652-35B7-E11F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.000 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :GILBERTO DA SILVA FREITAS IMPTE.(S) :FERNANDO BONFIM DUQUE ESTRADA IMPTE.(S) :VITOR KRUGER GIURIZATTO IMPTE.(S) :MARILIA BACHI COMERLATO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Plantão da VIII Região/MS, no processo n 0004984-86.2016.8.12.0800, converteu as prisões em flagrante do paciente e de mais duas pessoas, ocorridas em 27 de agosto de 2016, em preventivas, ante o suposto cometimento das infrações descritas nos artigos 33 (tráfico de drogas) e 35 (associação para o tráfico) da Lei n 11.343/2006. Destacou que o paciente e corréu faziam as vezes de batedores de carreta carregada de 1.069 quilogramas de maconha. Consignou necessária a custódia para garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal. Assinalou os malefícios do comércio ilegal de entorpecentes, aludindo ao sentimento da população de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05F8-A9D0-65E8-0D8F e senha E2C2-DCE1-D64D-143F Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.000 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :GILBERTO DA SILVA FREITAS IMPTE.(S) :FERNANDO BONFIM DUQUE ESTRADA IMPTE.(S) :VITOR KRUGER GIURIZATTO IMPTE.(S) :MARILIA BACHI COMERLATO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza prestou as seguintes informações: O Juízo da Primeira Vara Plantão da VIII Região/MS, no processo n 0004984-86.2016.8.12.0800, converteu as prisões em flagrante do paciente e de mais duas pessoas, ocorridas em 27 de agosto de 2016, em preventivas, ante o suposto cometimento das infrações descritas nos artigos 33 (tráfico de drogas) e 35 (associação para o tráfico) da Lei n 11.343/2006. Destacou que o paciente e corréu faziam as vezes de batedores de carreta carregada de 1.069 quilogramas de maconha. Consignou necessária a custódia para garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal. Assinalou os malefícios do comércio ilegal de entorpecentes, aludindo ao sentimento da população de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05F8-A9D0-65E8-0D8F e senha E2C2-DCE1-D64D-143F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 152000 / MS impunidade e à ligação do delito com a prática de outros crimes. Frisou não possuir o paciente residência no distrito da culpa nem emprego fixo. Sublinhou estar a conduta motivada em pagamento de dívida. Não acolheu pedido de liberdade provisória. A denúncia foi recebida, no processo n 0001400- 75.2016.8.12.0035, pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Iguatemi/MS. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o recurso em habeas corpus n 90.488/MS, ao qual a Quinta Turma negou provimento. Os impetrantes alegam a ausência de fundamentação quanto aos requisitos ensejadores da preventiva, dizendo embasar-se a decisão na gravidade em abstrato do delito. Sustentam haver excesso de prazo da constrição, afirmando encontrar-se o paciente preso cautelarmente há mais de 1 ano e 3 meses, sem que a defesa tenha contribuído para a delonga processual. Apontam as condições pessoais favoráveis: primariedade, bons antecedentes, ocupação lícita, endereço fixo e família constituída na cidade de Dourados/MS. […] Requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva. No mérito, buscam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 19 de março de 2018, deferiu a medida de urgência, estendendo os efeitos da decisão aos corréus Leonardo dos Santos Teixeira e Leonardo Borges A Procuradoria-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem, asseverando inexistir ilegalidade a ser reparada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05F8-A9D0-65E8-0D8F e senha E2C2-DCE1-D64D-143F Supremo Tribunal Federal HC 152000 / MS impunidade e à ligação do delito com a prática de outros crimes. Frisou não possuir o paciente residência no distrito da culpa nem emprego fixo. Sublinhou estar a conduta motivada em pagamento de dívida. Não acolheu pedido de liberdade provisória. A denúncia foi recebida, no processo n 0001400- 75.2016.8.12.0035, pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Iguatemi/MS. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o recurso em habeas corpus n 90.488/MS, ao qual a Quinta Turma negou provimento. Os impetrantes alegam a ausência de fundamentação quanto aos requisitos ensejadores da preventiva, dizendo embasar-se a decisão na gravidade em abstrato do delito. Sustentam haver excesso de prazo da constrição, afirmando encontrar-se o paciente preso cautelarmente há mais de 1 ano e 3 meses, sem que a defesa tenha contribuído para a delonga processual. Apontam as condições pessoais favoráveis: primariedade, bons antecedentes, ocupação lícita, endereço fixo e família constituída na cidade de Dourados/MS. […] Requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da preventiva. No mérito, buscam a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 19 de março de 2018, deferiu a medida de urgência, estendendo os efeitos da decisão aos corréus Leonardo dos Santos Teixeira e Leonardo Borges A Procuradoria-Geral da República opina pelo indeferimento da ordem, asseverando inexistir ilegalidade a ser reparada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05F8-A9D0-65E8-0D8F e senha E2C2-DCE1-D64D-143F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 152000 / MS Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, realizada em 10 de dezembro de 2018, revelou que o paciente foi condenado a 7 anos de reclusão, em regime inicial fechado de cumprimento, e ao pagamento de 699 dias-multa, ante a prática do crime previsto no artigo 33, cabeça (tráfico ilícito de entorpecentes), combinado com o 40, inciso V (causa de aumento do tráfico interestadual), da Lei de Drogas, tendo sido absolvido da imputação do delito de associação para o tráfico. Interposta apelação, encontra-se pendente de análise. Lancei visto no processo em 27 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 12 de março seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05F8-A9D0-65E8-0D8F e senha E2C2-DCE1-D64D-143F Supremo Tribunal Federal HC 152000 / MS Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, realizada em 10 de dezembro de 2018, revelou que o paciente foi condenado a 7 anos de reclusão, em regime inicial fechado de cumprimento, e ao pagamento de 699 dias-multa, ante a prática do crime previsto no artigo 33, cabeça (tráfico ilícito de entorpecentes), combinado com o 40, inciso V (causa de aumento do tráfico interestadual), da Lei de Drogas, tendo sido absolvido da imputação do delito de associação para o tráfico. Interposta apelação, encontra-se pendente de análise. Lancei visto no processo em 27 de fevereiro de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 12 de março seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05F8-A9D0-65E8-0D8F e senha E2C2-DCE1-D64D-143F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.000 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): PRISÃO PREVENTIVA – DROGAS – QUANTIDADE. Tem-se sinalizada a periculosidade do agente quando surpreendido na posse de grande quantidade de drogas, sendo viável a inversão da ordem do processo-crime, no que direciona a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena. PRISÃO PREVENTIVA – SENTENÇA CONDENATÓRIA – SUPERVENIÊNCIA – NEUTRALIDADE. A superveniência de sentença condenatória não prejudica o habeas corpus no que voltado contra a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Reafirmo a óptica veiculada quando do implemento de medida de urgência, em 19 de março de 2018: […] 2. A gradação do tráfico de entorpecentes, considerada a quantidade de droga apreendida 1.069 quilos de maconha, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime no que direciona a apurar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC6C-13F6-99B6-1ADB e senha 9FB6-24D4-C5AC-7A3C Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.000 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): PRISÃO PREVENTIVA – DROGAS – QUANTIDADE. Tem-se sinalizada a periculosidade do agente quando surpreendido na posse de grande quantidade de drogas, sendo viável a inversão da ordem do processo-crime, no que direciona a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena. PRISÃO PREVENTIVA – SENTENÇA CONDENATÓRIA – SUPERVENIÊNCIA – NEUTRALIDADE. A superveniência de sentença condenatória não prejudica o habeas corpus no que voltado contra a custódia provisória. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. Reafirmo a óptica veiculada quando do implemento de medida de urgência, em 19 de março de 2018: […] 2. A gradação do tráfico de entorpecentes, considerada a quantidade de droga apreendida 1.069 quilos de maconha, revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, a custódia se impunha, ante a periculosidade do agente, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime no que direciona a apurar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC6C-13F6-99B6-1ADB e senha 9FB6-24D4-C5AC-7A3C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 152000 / MS para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que o paciente está preso, sem culpa formada, há 1 ano, 6 meses e 22 dias. Surge o excesso de prazo, tendo em vista a constrição provisória e o estágio do processo-crime, porquanto sequer encerrada a fase de instrução. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando-se garantia constitucional. […] A superveniência da sentença condenatória não afasta a natureza preventiva da custódia. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as prisões decorrentes de sentença penal condenatória recorrível integram a última. O artigo 387, § 1..., denomina, expressamente, provisória a custódia oriunda de condenação não transitada em julgado. Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva do paciente, retratada no processo n 0001400-75.2016.8.12.0035, da Vara Única da Comarca de Iguatemi/MS. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do homem integrado à sociedade. Sendo idêntica a situação jurídica dos corréus Leonardo dos Santos Teixeira e Leonardo Borges, estendo-lhes os efeitos da decisão, com as mesmas cautelas, observado o artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC6C-13F6-99B6-1ADB e senha 9FB6-24D4-C5AC-7A3C Supremo Tribunal Federal HC 152000 / MS para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que o paciente está preso, sem culpa formada, há 1 ano, 6 meses e 22 dias. Surge o excesso de prazo, tendo em vista a constrição provisória e o estágio do processo-crime, porquanto sequer encerrada a fase de instrução. Privar da liberdade, por tempo desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de sanção, ignorando-se garantia constitucional. […] A superveniência da sentença condenatória não afasta a natureza preventiva da custódia. O artigo 283, cabeça, do Código de Processo Penal, ao versar os títulos prisionais provisórios, contempla o flagrante, a temporária e a preventiva, revelando que as prisões decorrentes de sentença penal condenatória recorrível integram a última. O artigo 387, § 1..., denomina, expressamente, provisória a custódia oriunda de condenação não transitada em julgado. Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva do paciente, retratada no processo n 0001400-75.2016.8.12.0035, da Vara Única da Comarca de Iguatemi/MS. Advirtam-no da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do homem integrado à sociedade. Sendo idêntica a situação jurídica dos corréus Leonardo dos Santos Teixeira e Leonardo Borges, estendo-lhes os efeitos da decisão, com as mesmas cautelas, observado o artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC6C-13F6-99B6-1ADB e senha 9FB6-24D4-C5AC-7A3C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.000 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Peço vênia para divergir do eminente relator, Ministro MARCO AURÉLIO. Na espécie, a denúncia imputou ao paciente a conduta “consistente no transporte de 1.069 Kg (um mil e sessenta e nove quilos) da droga popularmente conhecida como maconha, distribuídas em 39 (trinta e nove) sacos/fardos”. Neste Habeas Corpus, sustenta-se o excesso de prazo da constrição cautelar, porque o paciente está preso preventivamente, desde 27/8/2016, sem que a instrução criminal tenha encerrado. É cediço que o Habeas Corpus poderá ser utilizado como meio processual adequado para cessar constrangimento ilegal à liberdade de locomoção do acusado preso, decorrente de abusivo excesso de prazo para o encerramento da instrução criminal. Nesse exame, porém, é imprescindível investigar se a demora é resultado ou não da desídia ou inércia do Poder Judiciário. Daí a convergência de entendimento, na jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz das particularidades do caso concreto, levando-se em consideração, por exemplo, o número de réus, a quantidade de testemunhas a serem inquiridas, a necessidade de expedição de cartas precatórias, a natureza e a complexidade dos delitos imputados, assim como a atuação das partes (cf.: HC 138.987-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017; RHC 124.796-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 24/8/2016; HC 135.324, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 6/12/2016; HC 125.144-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 28/6/2016). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E5F-D490-21A8-58FF e senha 4869-786C-5A16-95B1 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.000 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Peço vênia para divergir do eminente relator, Ministro MARCO AURÉLIO. Na espécie, a denúncia imputou ao paciente a conduta “consistente no transporte de 1.069 Kg (um mil e sessenta e nove quilos) da droga popularmente conhecida como maconha, distribuídas em 39 (trinta e nove) sacos/fardos”. Neste Habeas Corpus, sustenta-se o excesso de prazo da constrição cautelar, porque o paciente está preso preventivamente, desde 27/8/2016, sem que a instrução criminal tenha encerrado. É cediço que o Habeas Corpus poderá ser utilizado como meio processual adequado para cessar constrangimento ilegal à liberdade de locomoção do acusado preso, decorrente de abusivo excesso de prazo para o encerramento da instrução criminal. Nesse exame, porém, é imprescindível investigar se a demora é resultado ou não da desídia ou inércia do Poder Judiciário. Daí a convergência de entendimento, na jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz das particularidades do caso concreto, levando-se em consideração, por exemplo, o número de réus, a quantidade de testemunhas a serem inquiridas, a necessidade de expedição de cartas precatórias, a natureza e a complexidade dos delitos imputados, assim como a atuação das partes (cf.: HC 138.987-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017; RHC 124.796-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 24/8/2016; HC 135.324, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 6/12/2016; HC 125.144-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 28/6/2016). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E5F-D490-21A8-58FF e senha 4869-786C-5A16-95B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 152000 / MS Houve justificativa plausível e não atribuível ao Judiciário para o alongamento da marcha processual, sobretudo se consideradas as peculiaridades da causa, especialmente a pluralidade de réus (3), a complexidade dos fatos apurados e o processamento da instrução por meio de precatórias. Isso não obstante, há informação de que houve sentença. O paciente foi condenado ao cumprimento de pena de 7 anos de reclusão, em regime inicial fechado, como incurso “nas sanções do art. 33, caput, c/c art. 40, inciso V, ambos da Lei n 11.343/06”. De se ver, portanto, que não mais subsiste o constrangimento ilegal sustentado pela defesa. Diante do exposto, julgo PREJUDICADO o pedido formulado nesta impetração. Em consequência, fica revogada a liminar anteriormente deferida. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E5F-D490-21A8-58FF e senha 4869-786C-5A16-95B1 Supremo Tribunal Federal HC 152000 / MS Houve justificativa plausível e não atribuível ao Judiciário para o alongamento da marcha processual, sobretudo se consideradas as peculiaridades da causa, especialmente a pluralidade de réus (3), a complexidade dos fatos apurados e o processamento da instrução por meio de precatórias. Isso não obstante, há informação de que houve sentença. O paciente foi condenado ao cumprimento de pena de 7 anos de reclusão, em regime inicial fechado, como incurso “nas sanções do art. 33, caput, c/c art. 40, inciso V, ambos da Lei n 11.343/06”. De se ver, portanto, que não mais subsiste o constrangimento ilegal sustentado pela defesa. Diante do exposto, julgo PREJUDICADO o pedido formulado nesta impetração. Em consequência, fica revogada a liminar anteriormente deferida. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E5F-D490-21A8-58FF e senha 4869-786C-5A16-95B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 12/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 152.000 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : GILBERTO DA SILVA FREITAS IMPTE.(S) : FERNANDO BONFIM DUQUE ESTRADA (9079/MS) IMPTE.(S) : VITOR KRUGER GIURIZATTO (19236/MS) IMPTE.(S) : MARILIA BACHI COMERLATO (22372-A/MS, 352266/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, julgou prejudicada a impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9005-B9E1-5D63-2EAA e senha 6712-BA30-0EAD-CDB6 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 152.000 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : GILBERTO DA SILVA FREITAS IMPTE.(S) : FERNANDO BONFIM DUQUE ESTRADA (9079/MS) IMPTE.(S) : VITOR KRUGER GIURIZATTO (19236/MS) IMPTE.(S) : MARILIA BACHI COMERLATO (22372-A/MS, 352266/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, julgou prejudicada a impetração e revogou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator, que presidiu o julgamento. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 12.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9005-B9E1-5D63-2EAA e senha 6712-BA30-0EAD-CDB6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 152 . 000", "HABEAS CORPUS 152 . 000", "processo n 0004984 - 86 . 2016 . 8 . 12 . 0800", "HABEAS CORPUS 152 . 000", "processo n 0004984 - 86 . 2016 . 8 . 12 . 0800", "HC 152000 / MS", "processo n 0001400 - 75 . 2016 . 8 . 12 . 0035", "habeas corpus n 90 . 488 / MS", "HC 152000 / MS", "processo n 0001400 - 75 . 2016 . 8 . 12 . 0035", "habeas corpus n 90 . 488 / MS", "HC 152000 / MS", "HC 152000 / MS", "HABEAS CORPUS 152 . 000", "HABEAS CORPUS 152 . 000", "HC 152000 / MS", "processo n 0001400 - 75 . 2016 . 8 . 12 . 0035", "HC 152000 / MS", "processo n 0001400 - 75 . 2016 . 8 . 12 . 0035", "HABEAS CORPUS 152 . 000", "HC 138 . 987 - AgR", "RHC 124 . 796 - AgR", "HC 135 . 324", "HC 125 . 144 - AgR", "HABEAS CORPUS 152 . 000", "HC 138 . 987 - AgR", "RHC 124 . 796 - AgR", "HC 135 . 324", "HC 125 . 144 - AgR", "HC 152000 / MS", "HC 152000 / MS", "HABEAS CORPUS 152 . 000" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 33", "artigos 33", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo", "Lei de Drogas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Drogas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 , cabeça , do Código de Processo Penal", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 283 , cabeça , do Código de Processo Penal", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , caput , c / c art . 40 , inciso V , ambos da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , caput , c / c art . 40 , inciso V , ambos da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida 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DA SILVA FREITAS", "FERNANDO BONFIM DUQUE ESTRADA", "VITOR KRUGER GIURIZATTO", "MARILIA BACHI COMERLATO", "MARCO AURÉLIO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILBERTO DA SILVA FREITAS", "FERNANDO BONFIM DUQUE ESTRADA", "VITOR KRUGER GIURIZATTO", "MARILIA BACHI", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILBERTO DA SILVA FREITAS", "FERNANDO BONFIM DUQUE ESTRADA", "VITOR KRUGER GIURIZATTO", "MARILIA BACHI COMERLATO", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "Rafael Ferreira de Souza", "Leonardo dos Santos Teixeira", "Leonardo Borges", "Leonardo dos Santos Teixeira", "Leonardo Borges", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Leonardo dos Santos Teixeira", "Leonardo Borges", "Leonardo dos Santos Teixeira", "Leonardo Borges", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "ROSA WEBER", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "ROSA WEBER", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILBERTO DA SILVA FREITAS", "FERNANDO BONFIM DUQUE ESTRADA", "VITOR KRUGER GIURIZATTO", "MARILIA BACHI COMERLATO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILBERTO DA SILVA FREITAS", "FERNANDO BONFIM DUQUE ESTRADA", "VITOR KRUGER GIURIZATTO", "MARILIA BACHI COMERLATO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Edson Oliveira de Almeida", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "12 de março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "27 de agosto de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "27 de agosto de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de dezembro de 2018", "27 de fevereiro de 2019", "12 de março seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de dezembro de 2018", "27 de fevereiro de 2019", "12 de março seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "19 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "19 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "27", "/", "8", "/", "2016", "7", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "8", "/", "2016", "6", "/", "12", "/", "2016", "28", "/", "6", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "27", "/", "8", "/", "2016", "7", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "8", "/", "2016", "6", "/", "12", "/", "2016", "28", "/", "6", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "12", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.190.379 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :CALCADOS SANDRA LTDA ADV.(A/S) :LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PIS/COFINS. REGIME ESPECIAL DE REINTEGRAÇÃO DE VALORES TRIBUTÁRIOS PARA AS EMPRESAS EXPORTADORAS - REINTEGRA. LEI 13.043/2015. REDUÇÃO DO PERCENTUAL DE APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS. DECRETO 8.415/2015. MAJORAÇÃO INDIRETA DO TRIBUTO. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE GERAL E NONAGESIMAL. OBSERVÂNCIA. PRECEDENTES. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 10 a 16/05/2019, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACF7-1622-B9F3-F569 e senha A980-CAC4-85A9-84D5 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.190.379 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :CALCADOS SANDRA LTDA ADV.(A/S) :LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pela UNIÃO, contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PIS/COFINS. REGIME ESPECIAL DE REINTEGRAÇÃO DE VALORES TRIBUTÁRIOS PARA AS EMPRESAS EXPORTADORAS - REINTEGRA. LEI 13.043/2015. REDUÇÃO DO PERCENTUAL DE APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS. DECRETO 8.415/2015. MAJORAÇÃO INDIRETA DO TRIBUTO. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. OBSERVÂNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: "3. Em suma, o acórdão considerou que, repercutindo indiretamente o subsídio em questão na carga tributária suportada por cada contribuinte, é pertinente a aplicação do princípio da anterioridade. Observe-se, portanto, que o acórdão não analisou o ponto essencial apontado nos Agravo, restando omisso: ainda que o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E10-C2C7-3919-98B7 e senha 4FD6-FF0C-E43D-58B6 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.190.379 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :CALCADOS SANDRA LTDA ADV.(A/S) :LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pela UNIÃO, contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PIS/COFINS. REGIME ESPECIAL DE REINTEGRAÇÃO DE VALORES TRIBUTÁRIOS PARA AS EMPRESAS EXPORTADORAS - REINTEGRA. LEI 13.043/2015. REDUÇÃO DO PERCENTUAL DE APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS. DECRETO 8.415/2015. MAJORAÇÃO INDIRETA DO TRIBUTO. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. OBSERVÂNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: "3. Em suma, o acórdão considerou que, repercutindo indiretamente o subsídio em questão na carga tributária suportada por cada contribuinte, é pertinente a aplicação do princípio da anterioridade. Observe-se, portanto, que o acórdão não analisou o ponto essencial apontado nos Agravo, restando omisso: ainda que o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E10-C2C7-3919-98B7 e senha 4FD6-FF0C-E43D-58B6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 1190379 AGR-ED / RS REINTEGRA reduza a carga tributária acidentalmente, eis que também pode ser pago em pecúnia ou mediante compensação com o pagamentos de tributos em geral, para que se aplique a anterioridade é indispensável que o benefício fiscal incida sobre os elementos (sujeitos, alíquota ou base de cálculo) de uma norma jurídica tributária específica. 4. O ponto é cabalmente evidenciado pela própria constituição que estipula diversos prazos da regra referente a anterioridade que variam de tributo a tributo e nenhum prazo de anterioridade para “repercussões indiretas sobre a carga tributária geral da cadeia econômica ligada à exportação”. Não há nenhuma razão para incidência da anterioridade nonagesimal no caso, já que os créditos oriundos do reintegra também podem ser compensados com tributos sobre os quais não incidem a regra da anterioridade (Imposto de Importação, Imposto de Exportação e IOF), sobre os quais incidem a regra da anterioridade do exercício (imposto de renda) ou podem ser pagos, diretamente, em espécie. O princípio da anterioridade não incide sobre a carga tributária em geral, mas sobre tributos em particular e a afirmação em sentido contrário deve ser, ao menos, acompanhada da indicação do dispositivo constitucional que embase a extensão da imunidade sobre repercussões indiretas sobre a carga tributária." (doc. 11) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E10-C2C7-3919-98B7 e senha 4FD6-FF0C-E43D-58B6 Supremo Tribunal Federal RE 1190379 AGR-ED / RS REINTEGRA reduza a carga tributária acidentalmente, eis que também pode ser pago em pecúnia ou mediante compensação com o pagamentos de tributos em geral, para que se aplique a anterioridade é indispensável que o benefício fiscal incida sobre os elementos (sujeitos, alíquota ou base de cálculo) de uma norma jurídica tributária específica. 4. O ponto é cabalmente evidenciado pela própria constituição que estipula diversos prazos da regra referente a anterioridade que variam de tributo a tributo e nenhum prazo de anterioridade para “repercussões indiretas sobre a carga tributária geral da cadeia econômica ligada à exportação”. Não há nenhuma razão para incidência da anterioridade nonagesimal no caso, já que os créditos oriundos do reintegra também podem ser compensados com tributos sobre os quais não incidem a regra da anterioridade (Imposto de Importação, Imposto de Exportação e IOF), sobre os quais incidem a regra da anterioridade do exercício (imposto de renda) ou podem ser pagos, diretamente, em espécie. O princípio da anterioridade não incide sobre a carga tributária em geral, mas sobre tributos em particular e a afirmação em sentido contrário deve ser, ao menos, acompanhada da indicação do dispositivo constitucional que embase a extensão da imunidade sobre repercussões indiretas sobre a carga tributária." (doc. 11) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E10-C2C7-3919-98B7 e senha 4FD6-FF0C-E43D-58B6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.190.379 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões da parte embargante. Conforme assentado na decisão embargada, esta Corte possui jurisprudência sedimentada no sentido de que a alteração promovida pelo Decreto 8.415/2015, ao reduzir o percentual para apuração do crédito a ser compensado no âmbito do Reintegra, implicou aumento indireto da carga tributária da cadeia econômica ligada à exportação e, dessa forma, atrai a incidência do princípio da anterioridade geral e nonagesimal. Nesse contexto, ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão e para corrigir erro material, consoante dispõe o artigo 1.022 do NCPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Assevere-se, que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E452-BFE9-4230-816B e senha 2BE8-8AC3-5607-86C7 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.190.379 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões da parte embargante. Conforme assentado na decisão embargada, esta Corte possui jurisprudência sedimentada no sentido de que a alteração promovida pelo Decreto 8.415/2015, ao reduzir o percentual para apuração do crédito a ser compensado no âmbito do Reintegra, implicou aumento indireto da carga tributária da cadeia econômica ligada à exportação e, dessa forma, atrai a incidência do princípio da anterioridade geral e nonagesimal. Nesse contexto, ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão e para corrigir erro material, consoante dispõe o artigo 1.022 do NCPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Assevere-se, que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E452-BFE9-4230-816B e senha 2BE8-8AC3-5607-86C7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1190379 AGR-ED / RS julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (RE 591.260-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/9/2011). Por fim, observo que os embargos de declaração foram opostos sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do CPC/2015). É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E452-BFE9-4230-816B e senha 2BE8-8AC3-5607-86C7 Supremo Tribunal Federal RE 1190379 AGR-ED / RS julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (RE 591.260-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/9/2011). Por fim, observo que os embargos de declaração foram opostos sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do CPC/2015). É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E452-BFE9-4230-816B e senha 2BE8-8AC3-5607-86C7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.190.379 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) EMBDO.(A/S) : CALCADOS SANDRA LTDA ADV.(A/S) : LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES (47231/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4308-93D6-D578-97A9 e senha 3A41-8F8E-9872-0D78 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.190.379 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) EMBDO.(A/S) : CALCADOS SANDRA LTDA ADV.(A/S) : LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES (47231/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4308-93D6-D578-97A9 e senha 3A41-8F8E-9872-0D78 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749959520
2019-05-17T00:00:00
2019-05-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PIS/COFINS. REGIME ESPECIAL DE REINTEGRAÇÃO DE VALORES TRIBUTÁRIOS PARA AS EMPRESAS EXPORTADORAS - REINTEGRA. LEI 13.043/2015. REDUÇÃO DO PERCENTUAL DE APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS. DECRETO 8.415/2015. MAJORAÇÃO INDIRETA DO TRIBUTO. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE GERAL E NONAGESIMAL. OBSERVÂNCIA. PRECEDENTES. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS.
sjur404545
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, CABIMENTO, EFEITO MODIFICATIVO) AI 799509 AgR-ED (1ªT), RE 591260 AgR-ED (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 26/06/2019, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1190379
[ "LEG-FED LEI-013043 ANO-2015\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01022\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEC-008415 ANO-2015\n DECRETO" ]
RE-AgR-ED
acordaos
RE 1190379 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) : CALCADOS SANDRA LTDA ADV.(A/S) : LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.190.379 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :CALCADOS SANDRA LTDA ADV.(A/S) :LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PIS/COFINS. REGIME ESPECIAL DE REINTEGRAÇÃO DE VALORES TRIBUTÁRIOS PARA AS EMPRESAS EXPORTADORAS - REINTEGRA. LEI 13.043/2015. REDUÇÃO DO PERCENTUAL DE APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS. DECRETO 8.415/2015. MAJORAÇÃO INDIRETA DO TRIBUTO. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE GERAL E NONAGESIMAL. OBSERVÂNCIA. PRECEDENTES. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 10 a 16/05/2019, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACF7-1622-B9F3-F569 e senha A980-CAC4-85A9-84D5 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.190.379 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :CALCADOS SANDRA LTDA ADV.(A/S) :LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pela UNIÃO, contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PIS/COFINS. REGIME ESPECIAL DE REINTEGRAÇÃO DE VALORES TRIBUTÁRIOS PARA AS EMPRESAS EXPORTADORAS - REINTEGRA. LEI 13.043/2015. REDUÇÃO DO PERCENTUAL DE APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS. DECRETO 8.415/2015. MAJORAÇÃO INDIRETA DO TRIBUTO. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. OBSERVÂNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: "3. Em suma, o acórdão considerou que, repercutindo indiretamente o subsídio em questão na carga tributária suportada por cada contribuinte, é pertinente a aplicação do princípio da anterioridade. Observe-se, portanto, que o acórdão não analisou o ponto essencial apontado nos Agravo, restando omisso: ainda que o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E10-C2C7-3919-98B7 e senha 4FD6-FF0C-E43D-58B6 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.190.379 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :CALCADOS SANDRA LTDA ADV.(A/S) :LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pela UNIÃO, contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PIS/COFINS. REGIME ESPECIAL DE REINTEGRAÇÃO DE VALORES TRIBUTÁRIOS PARA AS EMPRESAS EXPORTADORAS - REINTEGRA. LEI 13.043/2015. REDUÇÃO DO PERCENTUAL DE APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS. DECRETO 8.415/2015. MAJORAÇÃO INDIRETA DO TRIBUTO. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE NONAGESIMAL. OBSERVÂNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: "3. Em suma, o acórdão considerou que, repercutindo indiretamente o subsídio em questão na carga tributária suportada por cada contribuinte, é pertinente a aplicação do princípio da anterioridade. Observe-se, portanto, que o acórdão não analisou o ponto essencial apontado nos Agravo, restando omisso: ainda que o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E10-C2C7-3919-98B7 e senha 4FD6-FF0C-E43D-58B6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 1190379 AGR-ED / RS REINTEGRA reduza a carga tributária acidentalmente, eis que também pode ser pago em pecúnia ou mediante compensação com o pagamentos de tributos em geral, para que se aplique a anterioridade é indispensável que o benefício fiscal incida sobre os elementos (sujeitos, alíquota ou base de cálculo) de uma norma jurídica tributária específica. 4. O ponto é cabalmente evidenciado pela própria constituição que estipula diversos prazos da regra referente a anterioridade que variam de tributo a tributo e nenhum prazo de anterioridade para “repercussões indiretas sobre a carga tributária geral da cadeia econômica ligada à exportação”. Não há nenhuma razão para incidência da anterioridade nonagesimal no caso, já que os créditos oriundos do reintegra também podem ser compensados com tributos sobre os quais não incidem a regra da anterioridade (Imposto de Importação, Imposto de Exportação e IOF), sobre os quais incidem a regra da anterioridade do exercício (imposto de renda) ou podem ser pagos, diretamente, em espécie. O princípio da anterioridade não incide sobre a carga tributária em geral, mas sobre tributos em particular e a afirmação em sentido contrário deve ser, ao menos, acompanhada da indicação do dispositivo constitucional que embase a extensão da imunidade sobre repercussões indiretas sobre a carga tributária." (doc. 11) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E10-C2C7-3919-98B7 e senha 4FD6-FF0C-E43D-58B6 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1190379 AGR-ED / RS REINTEGRA reduza a carga tributária acidentalmente, eis que também pode ser pago em pecúnia ou mediante compensação com o pagamentos de tributos em geral, para que se aplique a anterioridade é indispensável que o benefício fiscal incida sobre os elementos (sujeitos, alíquota ou base de cálculo) de uma norma jurídica tributária específica. 4. O ponto é cabalmente evidenciado pela própria constituição que estipula diversos prazos da regra referente a anterioridade que variam de tributo a tributo e nenhum prazo de anterioridade para “repercussões indiretas sobre a carga tributária geral da cadeia econômica ligada à exportação”. Não há nenhuma razão para incidência da anterioridade nonagesimal no caso, já que os créditos oriundos do reintegra também podem ser compensados com tributos sobre os quais não incidem a regra da anterioridade (Imposto de Importação, Imposto de Exportação e IOF), sobre os quais incidem a regra da anterioridade do exercício (imposto de renda) ou podem ser pagos, diretamente, em espécie. O princípio da anterioridade não incide sobre a carga tributária em geral, mas sobre tributos em particular e a afirmação em sentido contrário deve ser, ao menos, acompanhada da indicação do dispositivo constitucional que embase a extensão da imunidade sobre repercussões indiretas sobre a carga tributária." (doc. 11) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E10-C2C7-3919-98B7 e senha 4FD6-FF0C-E43D-58B6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.190.379 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões da parte embargante. Conforme assentado na decisão embargada, esta Corte possui jurisprudência sedimentada no sentido de que a alteração promovida pelo Decreto 8.415/2015, ao reduzir o percentual para apuração do crédito a ser compensado no âmbito do Reintegra, implicou aumento indireto da carga tributária da cadeia econômica ligada à exportação e, dessa forma, atrai a incidência do princípio da anterioridade geral e nonagesimal. Nesse contexto, ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão e para corrigir erro material, consoante dispõe o artigo 1.022 do NCPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Assevere-se, que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E452-BFE9-4230-816B e senha 2BE8-8AC3-5607-86C7 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.190.379 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões da parte embargante. Conforme assentado na decisão embargada, esta Corte possui jurisprudência sedimentada no sentido de que a alteração promovida pelo Decreto 8.415/2015, ao reduzir o percentual para apuração do crédito a ser compensado no âmbito do Reintegra, implicou aumento indireto da carga tributária da cadeia econômica ligada à exportação e, dessa forma, atrai a incidência do princípio da anterioridade geral e nonagesimal. Nesse contexto, ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão e para corrigir erro material, consoante dispõe o artigo 1.022 do NCPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Assevere-se, que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E452-BFE9-4230-816B e senha 2BE8-8AC3-5607-86C7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1190379 AGR-ED / RS julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (Recurso Extraordinário 591.260-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/9/2011). Por fim, observo que os embargos de declaração foram opostos sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E452-BFE9-4230-816B e senha 2BE8-8AC3-5607-86C7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1190379 AGR-ED / RS julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (Recurso Extraordinário 591.260-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/9/2011). Por fim, observo que os embargos de declaração foram opostos sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao máximo legal (artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E452-BFE9-4230-816B e senha 2BE8-8AC3-5607-86C7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.190.379 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) EMBDO.(A/S) : CALCADOS SANDRA LTDA ADV.(A/S) : LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES (47231/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4308-93D6-D578-97A9 e senha 3A41-8F8E-9872-0D78 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.190.379 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) EMBDO.(A/S) : CALCADOS SANDRA LTDA ADV.(A/S) : LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES (47231/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4308-93D6-D578-97A9 e senha 3A41-8F8E-9872-0D78 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 190 . 379", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 .", "Recurso", "Recurso Extraordinário 1190379 AGR - ED / RS", "AI 799 . 509 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 591 . 260 - AgR - ED", "AI 799 . 509 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 591 . 260 - AgR - ED" ], "LEGISLACAO": [ "LEI 13 . 043 / 2015", "DECRETO 8 . 415 / 2015", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 13 . 043 / 2015", "DECRETO 8 . 415 / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 13 . 043 / 2015", "DECRETO 8 . 415 / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 8 . 415 / 2015", "artigo 1 . 022 do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 8 . 415 / 2015", "artigo 1 . 022 do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "CALCADOS SANDRA LTDA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "FAZENDA NACIONAL", "CALCADOS SANDRA LTDA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "-", "ED", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "CALCADOS SANDRA LTDA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "CALCADOS SANDRA LTDA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "CALCADOS SANDRA LTDA", "LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "17", "/", "05", "/", "2019", "10", "16", "/", "05", "/", "2019", "17 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "9", "/", "2011", "9", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "9", "/", "2011", "9", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "10", ".", "5", ".", "2019", "16", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "5", ".", "2019", "16", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.718 GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES FEDERAIS EM SAÚDE E PREVIDÊNCIA DE GOIÁS E TOCANTINS - SINTFESP- GO ADV.(A/S) :JOSILMA BATISTA SARAIVA AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em reclamação. 2. Constitucional e Processual Civil. 3. Aplicação da sistemática da repercussão geral. Temas 181 e 309. 4. Alegada usurpação de competência do STF. Inocorrência. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 1° a 11 de Março de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E0AB-804D-32AE-F282 e senha 0B2D-EBFA-CF5E-67CD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.718 GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES FEDERAIS EM SAÚDE E PREVIDÊNCIA DE GOIÁS E TOCANTINS - SINTFESP- GO ADV.(A/S) :JOSILMA BATISTA SARAIVA AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha lavra que negou seguimento à reclamação. Eis um trecho desse julgado: “Trata-se de reclamação constitucional proposta pelo Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência de Goiás e Tocantins (SINTFESP-GO) contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça nos autos do AgInt no RE nos EDcl nos EDcl no AgInt no Agravo em Recurso Especial n. 947.239/GO (2016/0176122-4) . (...) Decido. No caso dos autos, o ora reclamante interpôs recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, ementado nos seguintes termos: (...) O Vice-Presidente do STJ negou-lhe seguimento, com fundamento no art. 1.030, inciso I, alínea "a", do Código de Processo Civil, por entender que as matérias em discussão estavam submetidas à sistemática da repercussão geral (temas 181 e 339), nos seguintes termos: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACF7-71A5-D6F8-A8A6 e senha D341-A3A4-D70B-8FEE Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.718 GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES FEDERAIS EM SAÚDE E PREVIDÊNCIA DE GOIÁS E TOCANTINS - SINTFESP- GO ADV.(A/S) :JOSILMA BATISTA SARAIVA AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha lavra que negou seguimento à reclamação. Eis um trecho desse julgado: “Trata-se de reclamação constitucional proposta pelo Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência de Goiás e Tocantins (SINTFESP-GO) contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça nos autos do AgInt no RE nos EDcl nos EDcl no AgInt no Agravo em Recurso Especial n. 947.239/GO (2016/0176122-4) . (...) Decido. No caso dos autos, o ora reclamante interpôs recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, ementado nos seguintes termos: (...) O Vice-Presidente do STJ negou-lhe seguimento, com fundamento no art. 1.030, inciso I, alínea "a", do Código de Processo Civil, por entender que as matérias em discussão estavam submetidas à sistemática da repercussão geral (temas 181 e 339), nos seguintes termos: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACF7-71A5-D6F8-A8A6 e senha D341-A3A4-D70B-8FEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RCL 30718 AGR / GO ‘Quanto à alegação acerca da fundamentação do julgado recorrido, o STF reconheceu a existência de repercussão geral com relação ao art. 93, IX, da Constituição Federal, ressalvando, contudo, que a fundamentação exigida pelo texto constitucional é aquela revestida de coerência, explicitando suficientemente as razões de convencimento do julgador, ainda que não pormenorizada ou mesmo incorreta, pois decisão contrária ao interesse da parte não configura violação dos indigitados normativos. (…) No caso dos autos, a decisão recorrida apresenta fundamentação suficiente para justificar as razões de não provimento do agravo interno. É o que se depreende do seguinte excerto do voto condutor (fl. 392-394, e-STJ): (…) Logo, não subsiste a alegação de ofensa ao art. 93 da Carta Magna, porquanto o acórdão recorrido, não obstante seja contrário aos interesses da parte, está suficientemente motivado, sem ficar configurada, assim, a apontada ofensa à Constituição da República, aplicando-se à espécie o entendimento do STF exarado nos autos do AI-RG-QO 791.292/PE, julgado sob o regime da repercussão geral (Tema 339/STF). Ainda, a partir dos fundamentos do acórdão recorrido, observa-se que não houve análise de mérito, porquanto não foram preenchidos os pressupostos de admissibilidade do recurso (ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada). Nesse contexto, o Pretório Excelso já se pronunciou no sentido de que não existe repercussão geral quando a matéria versar sobre pressupostos de admissibilidade de recurso, pois a solução da controvérsia envolve o exame, tão somente, de legislação infraconstitucional, o que configuraria, em última análise, apenas situação de ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional (Tema 181/STF)’. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACF7-71A5-D6F8-A8A6 e senha D341-A3A4-D70B-8FEE Supremo Tribunal Federal RCL 30718 AGR / GO ‘Quanto à alegação acerca da fundamentação do julgado recorrido, o STF reconheceu a existência de repercussão geral com relação ao art. 93, IX, da Constituição Federal, ressalvando, contudo, que a fundamentação exigida pelo texto constitucional é aquela revestida de coerência, explicitando suficientemente as razões de convencimento do julgador, ainda que não pormenorizada ou mesmo incorreta, pois decisão contrária ao interesse da parte não configura violação dos indigitados normativos. (…) No caso dos autos, a decisão recorrida apresenta fundamentação suficiente para justificar as razões de não provimento do agravo interno. É o que se depreende do seguinte excerto do voto condutor (fl. 392-394, e-STJ): (…) Logo, não subsiste a alegação de ofensa ao art. 93 da Carta Magna, porquanto o acórdão recorrido, não obstante seja contrário aos interesses da parte, está suficientemente motivado, sem ficar configurada, assim, a apontada ofensa à Constituição da República, aplicando-se à espécie o entendimento do STF exarado nos autos do AI-RG-QO 791.292/PE, julgado sob o regime da repercussão geral (Tema 339/STF). Ainda, a partir dos fundamentos do acórdão recorrido, observa-se que não houve análise de mérito, porquanto não foram preenchidos os pressupostos de admissibilidade do recurso (ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada). Nesse contexto, o Pretório Excelso já se pronunciou no sentido de que não existe repercussão geral quando a matéria versar sobre pressupostos de admissibilidade de recurso, pois a solução da controvérsia envolve o exame, tão somente, de legislação infraconstitucional, o que configuraria, em última análise, apenas situação de ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional (Tema 181/STF)’. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACF7-71A5-D6F8-A8A6 e senha D341-A3A4-D70B-8FEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RCL 30718 AGR / GO Inconformado, o reclamante interpôs agravo interno, o qual teve o provimento negado, nos termos da seguinte ementa: (...) Registre-se que o Novo Código de Processo Civil, na linha da jurisprudência anteriormente firmada por esta Corte (Rcl 10.793, rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 6.6.2011), vedou expressamente a utilização da reclamação para impugnar decisões judiciais que revelem contrariedade a tese firmada pelo Supremo Tribunal Federal em recursos extraordinários com repercussão geral, antes do exaurimento das instâncias ordinárias. Transcrevo os dispositivos pertinentes: ‘Art. 988(...) § 5º É inadmissível a reclamação: (...) II – proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias”. No caso dos autos, não obstante a parte reclamante ter exaurido as instâncias ordinárias, não vislumbro a aplicação errônea das teses firmadas por esta Corte no âmbito da repercussão geral (temas 181 e 309), a dar ensejo ao provimento da presente reclamação”. (eDOC 11) No agravo regimental, reiteram-se as alegações de usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal, em razão de a autoridade reclamada negar seguimento ao recurso extraordinário, aplicando ao caso tema da sistemática da repercussão geral (temas 181 e 309). Aduz-se ainda que “a questão principal controvertida diz respeito ao TEMA 600 cuja repercussão geral encontra-se reconhecida por esta Corte 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACF7-71A5-D6F8-A8A6 e senha D341-A3A4-D70B-8FEE Supremo Tribunal Federal RCL 30718 AGR / GO Inconformado, o reclamante interpôs agravo interno, o qual teve o provimento negado, nos termos da seguinte ementa: (...) Registre-se que o Novo Código de Processo Civil, na linha da jurisprudência anteriormente firmada por esta Corte (Rcl 10.793, rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 6.6.2011), vedou expressamente a utilização da reclamação para impugnar decisões judiciais que revelem contrariedade a tese firmada pelo Supremo Tribunal Federal em recursos extraordinários com repercussão geral, antes do exaurimento das instâncias ordinárias. Transcrevo os dispositivos pertinentes: ‘Art. 988(...) § 5º É inadmissível a reclamação: (...) II – proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias”. No caso dos autos, não obstante a parte reclamante ter exaurido as instâncias ordinárias, não vislumbro a aplicação errônea das teses firmadas por esta Corte no âmbito da repercussão geral (temas 181 e 309), a dar ensejo ao provimento da presente reclamação”. (eDOC 11) No agravo regimental, reiteram-se as alegações de usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal, em razão de a autoridade reclamada negar seguimento ao recurso extraordinário, aplicando ao caso tema da sistemática da repercussão geral (temas 181 e 309). Aduz-se ainda que “a questão principal controvertida diz respeito ao TEMA 600 cuja repercussão geral encontra-se reconhecida por esta Corte 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACF7-71A5-D6F8-A8A6 e senha D341-A3A4-D70B-8FEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RCL 30718 AGR / GO Suprema”. (eDOC 13, p. 4) É o breve relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACF7-71A5-D6F8-A8A6 e senha D341-A3A4-D70B-8FEE Supremo Tribunal Federal RCL 30718 AGR / GO Suprema”. (eDOC 13, p. 4) É o breve relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACF7-71A5-D6F8-A8A6 e senha D341-A3A4-D70B-8FEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.718 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Como disposto na Constituição Federal, compete ao STF processar e julgar originariamente reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, “l”, da CF/88). Nesse sentido, o novo Código de Processo Civil, que entrou em vigor em 18.3.2016, estabelece o rol das hipóteses de cabimento da reclamação, nos termos a seguir transcritos: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016) IV – garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de competência (…). (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016)”. (Grifou-se) O § 4º do mesmo artigo prevê que as hipóteses dos incisos III e IV compreendem a aplicação indevida da tese jurídica e sua não aplicação aos casos que a ela correspondem. Verifica-se, ainda, nos termos do § 5º, que a reclamatória proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida somente será cabível quando esgotadas as instâncias ordinárias. No caso dos autos, conforme consignado na decisão agravada, não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7411-8B37-75CC-6780 e senha 2299-3CB9-1840-3D18 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.718 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Como disposto na Constituição Federal, compete ao STF processar e julgar originariamente reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, “l”, da CF/88). Nesse sentido, o novo Código de Processo Civil, que entrou em vigor em 18.3.2016, estabelece o rol das hipóteses de cabimento da reclamação, nos termos a seguir transcritos: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016) IV – garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de competência (…). (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016)”. (Grifou-se) O § 4º do mesmo artigo prevê que as hipóteses dos incisos III e IV compreendem a aplicação indevida da tese jurídica e sua não aplicação aos casos que a ela correspondem. Verifica-se, ainda, nos termos do § 5º, que a reclamatória proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida somente será cabível quando esgotadas as instâncias ordinárias. No caso dos autos, conforme consignado na decisão agravada, não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7411-8B37-75CC-6780 e senha 2299-3CB9-1840-3D18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 30718 AGR / GO obstante a parte reclamante ter exaurido as instâncias ordinárias, o Tribunal de origem aplicou corretamente as teses jurídicas firmadas por esta Corte, no âmbito da repercussão geral (temas 181 e 309). Verifico, ainda, que a matéria de fundo sequer chegou a ser analisada, porquanto não ultrapassada questão antecedente, referente ao cabimento do recurso especial no âmbito da Superior Tribunal de Justiça. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 181.ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO STF. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (Rcl-AgR 25.228, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 21.9.2017) “Agravo regimental na reclamação. Negativa de seguimento do recurso extraordinário pelo tribunal de origem com fundamento na sistemática da repercussão geral. Requisito de admissibilidade de recurso da competência do TST. RE nº 598.365/MG (Tema nº 181 de repercussão geral. Ausência de usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal. Utilização da reclamação como sucedâneo recursal. Impossibilidade. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. 1. Não subsiste o agravo regimental quando inexiste ataque específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de reforma, como consagrado no art. 317, § 1º, RISTF. 2. Não se admite o uso da reclamação constitucional para questionar a aplicação, pelo tribunal de origem, de entendimento do STF sobre a repercussão geral de determinada matéria. 3. Não se admite o uso da reclamação constitucional para reacender debate precluso nos autos originários, tampouco como sucedâneo de recurso ou de ações judiciais em geral. 4. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa”. (Rcl-AgR 28.007, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 27.4.2018) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7411-8B37-75CC-6780 e senha 2299-3CB9-1840-3D18 Supremo Tribunal Federal RCL 30718 AGR / GO obstante a parte reclamante ter exaurido as instâncias ordinárias, o Tribunal de origem aplicou corretamente as teses jurídicas firmadas por esta Corte, no âmbito da repercussão geral (temas 181 e 309). Verifico, ainda, que a matéria de fundo sequer chegou a ser analisada, porquanto não ultrapassada questão antecedente, referente ao cabimento do recurso especial no âmbito da Superior Tribunal de Justiça. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 181.ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO STF. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (Rcl-AgR 25.228, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 21.9.2017) “Agravo regimental na reclamação. Negativa de seguimento do recurso extraordinário pelo tribunal de origem com fundamento na sistemática da repercussão geral. Requisito de admissibilidade de recurso da competência do TST. RE nº 598.365/MG (Tema nº 181 de repercussão geral. Ausência de usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal. Utilização da reclamação como sucedâneo recursal. Impossibilidade. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. 1. Não subsiste o agravo regimental quando inexiste ataque específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de reforma, como consagrado no art. 317, § 1º, RISTF. 2. Não se admite o uso da reclamação constitucional para questionar a aplicação, pelo tribunal de origem, de entendimento do STF sobre a repercussão geral de determinada matéria. 3. Não se admite o uso da reclamação constitucional para reacender debate precluso nos autos originários, tampouco como sucedâneo de recurso ou de ações judiciais em geral. 4. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa”. (Rcl-AgR 28.007, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 27.4.2018) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7411-8B37-75CC-6780 e senha 2299-3CB9-1840-3D18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 30718 AGR / GO Ademais, verifico que o Tribunal Regional da 1ª Região determinou o sobrestamento do recurso extraordinário interposto pelo ora agravante, nos termos do art. 543-B, § 1º, do CPC/73, até o julgamento pelo STF do RE-RG 710.293 (tema 600 da sistemática da repercussão geral). (eDOC 5, p. 123) Por fim, em homenagem ao princípio da celeridade processual, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, tendo em vista a ausência de prejuízo à parte ora agravada (art. 6º c/c art. 9º do CPC/2015). Nesse sentido, confiram-se a Rcl-AgR 20.896, Primeira Turma, DJe 7.2.2018; e a Rcl-AgR 27.893, Primeira Turma, DJe 9.2.2018, ambas de relatoria do Min. Alexandre de Moraes. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7411-8B37-75CC-6780 e senha 2299-3CB9-1840-3D18 Supremo Tribunal Federal RCL 30718 AGR / GO Ademais, verifico que o Tribunal Regional da 1ª Região determinou o sobrestamento do recurso extraordinário interposto pelo ora agravante, nos termos do art. 543-B, § 1º, do CPC/73, até o julgamento pelo STF do RE-RG 710.293 (tema 600 da sistemática da repercussão geral). (eDOC 5, p. 123) Por fim, em homenagem ao princípio da celeridade processual, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, tendo em vista a ausência de prejuízo à parte ora agravada (art. 6º c/c art. 9º do CPC/2015). Nesse sentido, confiram-se a Rcl-AgR 20.896, Primeira Turma, DJe 7.2.2018; e a Rcl-AgR 27.893, Primeira Turma, DJe 9.2.2018, ambas de relatoria do Min. Alexandre de Moraes. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7411-8B37-75CC-6780 e senha 2299-3CB9-1840-3D18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 12/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.718 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES FEDERAIS EM SAÚDE E PREVIDÊNCIA DE GOIÁS E TOCANTINS - SINTFESP- GO ADV.(A/S) : JOSILMA BATISTA SARAIVA (11997/DF, 30180/ES, 27503/GO) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35B0-3B15-E138-516D e senha DF5C-D6D0-622E-1419 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.718 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES FEDERAIS EM SAÚDE E PREVIDÊNCIA DE GOIÁS E TOCANTINS - SINTFESP- GO ADV.(A/S) : JOSILMA BATISTA SARAIVA (11997/DF, 30180/ES, 27503/GO) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35B0-3B15-E138-516D e senha DF5C-D6D0-622E-1419 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749371147
2019-03-12T00:00:00
2019-03-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Agravo regimental em reclamação. 2. Constitucional e Processual Civil. 3. Aplicação da sistemática da repercussão geral. Temas 181 e 309. 4. Alegada usurpação de competência do STF. Inocorrência. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental desprovido.
sjur399836
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO, DECISÃO, APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL) Rcl 25228 AgR (1ªT), Rcl 28007 AgR (2ªT). (PRINCÍPIO, CELERIDADE PROCESSUAL, INTIMAÇÃO, APRESENTAÇÃO, CONTRA-RAZÕES) Rcl 20896 AgR (1ªT), Rcl 27893 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 02/04/2019, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
30718
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-00988 INC-00003 \n INC-00004 PAR-00004 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 30718 AgR
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AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES FEDERAIS EM SAÚDE E PREVIDÊNCIA DE GOIÁS E TOCANTINS - SINTFESP- GO ADV.(A/S) : JOSILMA BATISTA SARAIVA AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.718 GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES FEDERAIS EM SAÚDE E PREVIDÊNCIA DE GOIÁS E TOCANTINS - SINTFESP- GO ADV.(A/S) :JOSILMA BATISTA SARAIVA AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em reclamação. 2. Constitucional e Processual Civil. 3. Aplicação da sistemática da repercussão geral. Temas 181 e 309. 4. Alegada usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal. Inocorrência. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 1... a 11 de Março de 2019 Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E0AB-804D-32AE-F282 e senha 0B2D-EBFA-CF5E-67CD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.718 GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES FEDERAIS EM SAÚDE E PREVIDÊNCIA DE GOIÁS E TOCANTINS - SINTFESP- GO ADV.(A/S) :JOSILMA BATISTA SARAIVA AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha lavra que negou seguimento à reclamação. Eis um trecho desse julgado: “Trata-se de reclamação constitucional proposta pelo Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência de Goiás e Tocantins (SINTFESP-GO) contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça nos autos do AgInt no Recurso Extraordinário nos EDcl nos EDcl no AgInt no Agravo em Recurso Especial n. 947.239/GO (2016/0176122-4) . (...) Decido. No caso dos autos, o ora reclamante interpôs recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, ementado nos seguintes termos: (...) O Vice-Presidente do Superior Tribunal de Justiça negou-lhe seguimento, com fundamento no art. 1.030, inciso I, alínea "a", do Código de Processo Civil, por entender que as matérias em discussão estavam submetidas à sistemática da repercussão geral (temas 181 e 339), nos seguintes termos: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACF7-71A5-D6F8-A8A6 e senha D341-A3A4-D70B-8FEE Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.718 GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES FEDERAIS EM SAÚDE E PREVIDÊNCIA DE GOIÁS E TOCANTINS - SINTFESP- GO ADV.(A/S) :JOSILMA BATISTA SARAIVA AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha lavra que negou seguimento à reclamação. Eis um trecho desse julgado: “Trata-se de reclamação constitucional proposta pelo Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência de Goiás e Tocantins (SINTFESP-GO) contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça nos autos do AgInt no Recurso Extraordinário nos EDcl nos EDcl no AgInt no Agravo em Recurso Especial n. 947.239/GO (2016/0176122-4) . (...) Decido. No caso dos autos, o ora reclamante interpôs recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, ementado nos seguintes termos: (...) O Vice-Presidente do Superior Tribunal de Justiça negou-lhe seguimento, com fundamento no art. 1.030, inciso I, alínea "a", do Código de Processo Civil, por entender que as matérias em discussão estavam submetidas à sistemática da repercussão geral (temas 181 e 339), nos seguintes termos: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACF7-71A5-D6F8-A8A6 e senha D341-A3A4-D70B-8FEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RCL 30718 AGR / GO ‘Quanto à alegação acerca da fundamentação do julgado recorrido, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral com relação ao art. 93, IX, da Constituição Federal, ressalvando, contudo, que a fundamentação exigida pelo texto constitucional é aquela revestida de coerência, explicitando suficientemente as razões de convencimento do julgador, ainda que não pormenorizada ou mesmo incorreta, pois decisão contrária ao interesse da parte não configura violação dos indigitados normativos. (…) No caso dos autos, a decisão recorrida apresenta fundamentação suficiente para justificar as razões de não provimento do agravo interno. É o que se depreende do seguinte excerto do voto condutor (fl. 392-394, e-Superior Tribunal de Justiça): (…) Logo, não subsiste a alegação de ofensa ao art. 93 da Carta Magna, porquanto o acórdão recorrido, não obstante seja contrário aos interesses da parte, está suficientemente motivado, sem ficar configurada, assim, a apontada ofensa à Constituição da República, aplicando-se à espécie o entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado nos autos do AI-RG-QO 791.292/PE, julgado sob o regime da repercussão geral (Tema 339/Supremo Tribunal Federal). Ainda, a partir dos fundamentos do acórdão recorrido, observa-se que não houve análise de mérito, porquanto não foram preenchidos os pressupostos de admissibilidade do recurso (ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada). Nesse contexto, o Pretório Excelso já se pronunciou no sentido de que não existe repercussão geral quando a matéria versar sobre pressupostos de admissibilidade de recurso, pois a solução da controvérsia envolve o exame, tão somente, de legislação infraconstitucional, o que configuraria, em última análise, apenas situação de ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional (Tema 181/Supremo Tribunal Federal)’. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACF7-71A5-D6F8-A8A6 e senha D341-A3A4-D70B-8FEE Supremo Tribunal Federal RCL 30718 AGR / GO ‘Quanto à alegação acerca da fundamentação do julgado recorrido, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral com relação ao art. 93, IX, da Constituição Federal, ressalvando, contudo, que a fundamentação exigida pelo texto constitucional é aquela revestida de coerência, explicitando suficientemente as razões de convencimento do julgador, ainda que não pormenorizada ou mesmo incorreta, pois decisão contrária ao interesse da parte não configura violação dos indigitados normativos. (…) No caso dos autos, a decisão recorrida apresenta fundamentação suficiente para justificar as razões de não provimento do agravo interno. É o que se depreende do seguinte excerto do voto condutor (fl. 392-394, e-Superior Tribunal de Justiça): (…) Logo, não subsiste a alegação de ofensa ao art. 93 da Carta Magna, porquanto o acórdão recorrido, não obstante seja contrário aos interesses da parte, está suficientemente motivado, sem ficar configurada, assim, a apontada ofensa à Constituição da República, aplicando-se à espécie o entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado nos autos do AI-RG-QO 791.292/PE, julgado sob o regime da repercussão geral (Tema 339/Supremo Tribunal Federal). Ainda, a partir dos fundamentos do acórdão recorrido, observa-se que não houve análise de mérito, porquanto não foram preenchidos os pressupostos de admissibilidade do recurso (ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada). Nesse contexto, o Pretório Excelso já se pronunciou no sentido de que não existe repercussão geral quando a matéria versar sobre pressupostos de admissibilidade de recurso, pois a solução da controvérsia envolve o exame, tão somente, de legislação infraconstitucional, o que configuraria, em última análise, apenas situação de ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional (Tema 181/Supremo Tribunal Federal)’. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACF7-71A5-D6F8-A8A6 e senha D341-A3A4-D70B-8FEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RCL 30718 AGR / GO Inconformado, o reclamante interpôs agravo interno, o qual teve o provimento negado, nos termos da seguinte ementa: (...) Registre-se que o Novo Código de Processo Civil, na linha da jurisprudência anteriormente firmada por esta Corte (Rcl 10.793, rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 6.6.2011), vedou expressamente a utilização da reclamação para impugnar decisões judiciais que revelem contrariedade a tese firmada pelo Supremo Tribunal Federal em recursos extraordinários com repercussão geral, antes do exaurimento das instâncias ordinárias. Transcrevo os dispositivos pertinentes: ‘Art. 988(...) § 5... É inadmissível a reclamação: (...) II – proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias”. No caso dos autos, não obstante a parte reclamante ter exaurido as instâncias ordinárias, não vislumbro a aplicação errônea das teses firmadas por esta Corte no âmbito da repercussão geral (temas 181 e 309), a dar ensejo ao provimento da presente reclamação”. (eDOC 11) No agravo regimental, reiteram-se as alegações de usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal, em razão de a autoridade reclamada negar seguimento ao recurso extraordinário, aplicando ao caso tema da sistemática da repercussão geral (temas 181 e 309). Aduz-se ainda que “a questão principal controvertida diz respeito ao TEMA 600 cuja repercussão geral encontra-se reconhecida por esta Corte 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACF7-71A5-D6F8-A8A6 e senha D341-A3A4-D70B-8FEE Supremo Tribunal Federal RCL 30718 AGR / GO Inconformado, o reclamante interpôs agravo interno, o qual teve o provimento negado, nos termos da seguinte ementa: (...) Registre-se que o Novo Código de Processo Civil, na linha da jurisprudência anteriormente firmada por esta Corte (Rcl 10.793, rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 6.6.2011), vedou expressamente a utilização da reclamação para impugnar decisões judiciais que revelem contrariedade a tese firmada pelo Supremo Tribunal Federal em recursos extraordinários com repercussão geral, antes do exaurimento das instâncias ordinárias. Transcrevo os dispositivos pertinentes: ‘Art. 988(...) § 5... É inadmissível a reclamação: (...) II – proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias”. No caso dos autos, não obstante a parte reclamante ter exaurido as instâncias ordinárias, não vislumbro a aplicação errônea das teses firmadas por esta Corte no âmbito da repercussão geral (temas 181 e 309), a dar ensejo ao provimento da presente reclamação”. (eDOC 11) No agravo regimental, reiteram-se as alegações de usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal, em razão de a autoridade reclamada negar seguimento ao recurso extraordinário, aplicando ao caso tema da sistemática da repercussão geral (temas 181 e 309). Aduz-se ainda que “a questão principal controvertida diz respeito ao TEMA 600 cuja repercussão geral encontra-se reconhecida por esta Corte 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACF7-71A5-D6F8-A8A6 e senha D341-A3A4-D70B-8FEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RCL 30718 AGR / GO Suprema”. (eDOC 13, p. 4) É o breve relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACF7-71A5-D6F8-A8A6 e senha D341-A3A4-D70B-8FEE Supremo Tribunal Federal RCL 30718 AGR / GO Suprema”. (eDOC 13, p. 4) É o breve relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACF7-71A5-D6F8-A8A6 e senha D341-A3A4-D70B-8FEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.718 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Como disposto na Constituição Federal, compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar originariamente reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, “l”, da Constituição Federal de 1988/88). Nesse sentido, o novo Código de Processo Civil, que entrou em vigor em 18.3.2016, estabelece o rol das hipóteses de cabimento da reclamação, nos termos a seguir transcritos: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; (Redação dada pela Lei n 13.256, de 2016) IV – garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de competência (…). (Redação dada pela Lei n 13.256, de 2016)”. (Grifou-se) O § 4... do mesmo artigo prevê que as hipóteses dos incisos III e IV compreendem a aplicação indevida da tese jurídica e sua não aplicação aos casos que a ela correspondem. Verifica-se, ainda, nos termos do § 5..., que a reclamatória proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida somente será cabível quando esgotadas as instâncias ordinárias. No caso dos autos, conforme consignado na decisão agravada, não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7411-8B37-75CC-6780 e senha 2299-3CB9-1840-3D18 Supremo Tribunal Federal 12/03/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.718 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Como disposto na Constituição Federal, compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar originariamente reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, “l”, da Constituição Federal de 1988/88). Nesse sentido, o novo Código de Processo Civil, que entrou em vigor em 18.3.2016, estabelece o rol das hipóteses de cabimento da reclamação, nos termos a seguir transcritos: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; (Redação dada pela Lei n 13.256, de 2016) IV – garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de competência (…). (Redação dada pela Lei n 13.256, de 2016)”. (Grifou-se) O § 4... do mesmo artigo prevê que as hipóteses dos incisos III e IV compreendem a aplicação indevida da tese jurídica e sua não aplicação aos casos que a ela correspondem. Verifica-se, ainda, nos termos do § 5..., que a reclamatória proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida somente será cabível quando esgotadas as instâncias ordinárias. No caso dos autos, conforme consignado na decisão agravada, não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7411-8B37-75CC-6780 e senha 2299-3CB9-1840-3D18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 30718 AGR / GO obstante a parte reclamante ter exaurido as instâncias ordinárias, o Tribunal de origem aplicou corretamente as teses jurídicas firmadas por esta Corte, no âmbito da repercussão geral (temas 181 e 309). Verifico, ainda, que a matéria de fundo sequer chegou a ser analisada, porquanto não ultrapassada questão antecedente, referente ao cabimento do recurso especial no âmbito da Superior Tribunal de Justiça. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 181.ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (Rcl-AgR 25.228, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 21.9.2017) “Agravo regimental na reclamação. Negativa de seguimento do recurso extraordinário pelo tribunal de origem com fundamento na sistemática da repercussão geral. Requisito de admissibilidade de recurso da competência do Tribunal Superior do Trabalho. Recurso Extraordinário n 598.365/MG (Tema n 181 de repercussão geral. Ausência de usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal. Utilização da reclamação como sucedâneo recursal. Impossibilidade. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. 1. Não subsiste o agravo regimental quando inexiste ataque específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de reforma, como consagrado no art. 317, § 1..., RISTF. 2. Não se admite o uso da reclamação constitucional para questionar a aplicação, pelo tribunal de origem, de entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a repercussão geral de determinada matéria. 3. Não se admite o uso da reclamação constitucional para reacender debate precluso nos autos originários, tampouco como sucedâneo de recurso ou de ações judiciais em geral. 4. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa”. (Rcl-AgR 28.007, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 27.4.2018) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7411-8B37-75CC-6780 e senha 2299-3CB9-1840-3D18 Supremo Tribunal Federal RCL 30718 AGR / GO obstante a parte reclamante ter exaurido as instâncias ordinárias, o Tribunal de origem aplicou corretamente as teses jurídicas firmadas por esta Corte, no âmbito da repercussão geral (temas 181 e 309). Verifico, ainda, que a matéria de fundo sequer chegou a ser analisada, porquanto não ultrapassada questão antecedente, referente ao cabimento do recurso especial no âmbito da Superior Tribunal de Justiça. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 181.ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (Rcl-AgR 25.228, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 21.9.2017) “Agravo regimental na reclamação. Negativa de seguimento do recurso extraordinário pelo tribunal de origem com fundamento na sistemática da repercussão geral. Requisito de admissibilidade de recurso da competência do Tribunal Superior do Trabalho. Recurso Extraordinário n 598.365/MG (Tema n 181 de repercussão geral. Ausência de usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal. Utilização da reclamação como sucedâneo recursal. Impossibilidade. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa. 1. Não subsiste o agravo regimental quando inexiste ataque específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de reforma, como consagrado no art. 317, § 1..., RISTF. 2. Não se admite o uso da reclamação constitucional para questionar a aplicação, pelo tribunal de origem, de entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a repercussão geral de determinada matéria. 3. Não se admite o uso da reclamação constitucional para reacender debate precluso nos autos originários, tampouco como sucedâneo de recurso ou de ações judiciais em geral. 4. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa”. (Rcl-AgR 28.007, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 27.4.2018) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7411-8B37-75CC-6780 e senha 2299-3CB9-1840-3D18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 30718 AGR / GO Ademais, verifico que o Tribunal Regional da 1... Região determinou o sobrestamento do recurso extraordinário interposto pelo ora agravante, nos termos do art. 543-B, § 1..., do Código de Processo Civil/73, até o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal do Recurso Extraordinário-RG 710.293 (tema 600 da sistemática da repercussão geral). (eDOC 5, p. 123) Por fim, em homenagem ao princípio da celeridade processual, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, tendo em vista a ausência de prejuízo à parte ora agravada (art. 6... c/c art. 9... do Código de Processo Civil/2015). Nesse sentido, confiram-se a Rcl-AgR 20.896, Primeira Turma, DJe 7.2.2018; e a Rcl-AgR 27.893, Primeira Turma, DJe 9.2.2018, ambas de relatoria do Min. Alexandre de Moraes. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7411-8B37-75CC-6780 e senha 2299-3CB9-1840-3D18 Supremo Tribunal Federal RCL 30718 AGR / GO Ademais, verifico que o Tribunal Regional da 1... Região determinou o sobrestamento do recurso extraordinário interposto pelo ora agravante, nos termos do art. 543-B, § 1..., do Código de Processo Civil/73, até o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal do Recurso Extraordinário-RG 710.293 (tema 600 da sistemática da repercussão geral). (eDOC 5, p. 123) Por fim, em homenagem ao princípio da celeridade processual, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, tendo em vista a ausência de prejuízo à parte ora agravada (art. 6... c/c art. 9... do Código de Processo Civil/2015). Nesse sentido, confiram-se a Rcl-AgR 20.896, Primeira Turma, DJe 7.2.2018; e a Rcl-AgR 27.893, Primeira Turma, DJe 9.2.2018, ambas de relatoria do Min. Alexandre de Moraes. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7411-8B37-75CC-6780 e senha 2299-3CB9-1840-3D18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 12/03/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.718 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES FEDERAIS EM SAÚDE E PREVIDÊNCIA DE GOIÁS E TOCANTINS - SINTFESP- GO ADV.(A/S) : JOSILMA BATISTA SARAIVA (11997/DF, 30180/ES, 27503/GO) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35B0-3B15-E138-516D e senha DF5C-D6D0-622E-1419 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.718 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES FEDERAIS EM SAÚDE E PREVIDÊNCIA DE GOIÁS E TOCANTINS - SINTFESP- GO ADV.(A/S) : JOSILMA BATISTA SARAIVA (11997/DF, 30180/ES, 27503/GO) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.3.2019 a 11.3.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35B0-3B15-E138-516D e senha DF5C-D6D0-622E-1419 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 30 . 718", "AgInt no Recurso Extraordinário nos EDcl nos EDcl no AgInt no Agravo em Recurso Especial n . 947 . 239 / GO", "AgInt no Recurso Extraordinário nos EDcl nos EDcl no AgInt no Agravo em Recurso Especial n . 947 . 239 / GO", "RCL 30718 AGR / GO", "AI", "-", "RG", "-", "QO 791 . 292 / PE", "AI", "-", "RG", "-", "QO 791 . 292", "Rcl 10 . 793", "eDOC 11", "Rcl 10 . 793", "RECLAMAÇÃO 30 . 718", "Rcl", "-", "AgR 25 . 228", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "Rcl", "-", "AgR 28 . 007", "RCL 30718 AGR / GO", "Rcl", "-", "AgR 25 . 228", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "Rcl", "-", "AgR 28 . 007", "RCL 30718 AGR / GO", "Recurso Extraordinário -", "RG 710 . 293", "Rcl", "-", "AgR 20 . 896", "Rcl", "-", "AgR 27 . 893", "Recurso Extraordinário - RG 710 . 293", "Rcl", "-", "AgR 20 . 896", "Rcl", "-", "AgR 27 . 893" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 030 , inciso I , alínea \" a \" , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 030 , inciso I , alínea \" a \" , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 93 da Carta Magna", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 93 da Carta Magna", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 102 , I , “ l ” , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Código de Processo Civil", "Lei n 13 . 256", "Lei n 13 . 256", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 102 , I , “ l ” , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Código de Processo Civil", "Lei n 13 . 256", "Lei n 13 . 256", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , § 1 . . . , do Código de Processo Civil / 73", "art . 6 . . . c / c art . 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , § 1 . . . , do Código de Processo Civil / 73", "art . 6 . . . c / c art . 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "Brasília", "GOIÁS", "GOIÁS", "PE", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES FEDERAIS EM SAÚDE E PREVIDÊNCIA DE GOIÁS E TOCANTINS", "SINTFESP", "-", "GO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES FEDERAIS EM SAÚDE E PREVIDÊNCIA DE GOIÁS E TOCANTINS", "SINTFESP", "-", "GO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência de Goiás e Tocantins", "SINTFESP", "-", "GO", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES FEDERAIS EM SAÚDE E PREVIDÊNCIA DE GOIÁS E TOCANTINS", "SINTFESP", "-", "GO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência de Goiás e Tocantins", "SINTFESP", "-", "GO", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pretório Excelso", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "e", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pretório Excelso", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "GO", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "Suprema", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Tribunal Regional da 1 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional da 1 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "SEGUNDA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES FEDERAIS EM SAÚDE E PREVIDÊNCIA DE GOIÁS E TOCANTINS", "SINTFESP", "GO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES FEDERAIS EM SAÚDE E PREVIDÊNCIA DE GOIÁS E TOCANTINS", "SINTFESP", "-", "GO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "JOSILMA BATISTA SARAIVA", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOSILMA BATISTA SARAIVA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOSILMA BATISTA SARAIVA", "GILMAR MENDES", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Alexandre de Moraes", "Dias Toffoli", "Alexandre de Moraes", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "GILMAR MENDES", "JOSILMA BATISTA SARAIVA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "JOSILMA BATISTA SARAIVA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ". . .", "11 de Março de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "6", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "6", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "18", ".", "3", ".", "2016", "2016", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "18", ".", "3", ".", "2016", "2016", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "9", ".", "2017", "27", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "9", ".", "2017", "27", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "2", ".", "2018", "9", ".", "2", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "2", ".", "2018", "9", ".", "2", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2019", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) :MARIO DAVID PRADO SA EMBDO.(A/S) :RELATOR DO ARE Nº 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental na arguição de suspeição. Ausente hipótese autorizadora de oposição do recurso, consoante dicção do art. 337 do RISTF. Pretensão da parte embargante de modificar o conteúdo do julgado para fazer prevalecer sua tese. Rediscussão do julgado não admitida em sede de embargos de declaração. Precedentes. Embargos rejeitados. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 10 a 16/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 17 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D5F-D9A2-5023-C12E e senha 273D-BE01-426D-3EB3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 17/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) :MARIO DAVID PRADO SA EMBDO.(A/S) :RELATOR DO ARE Nº 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Embargos de declaração opostos tempestivamente contra o julgado em que se negou provimento ao agravo regimental, o qual foi assim ementado: “Agravo regimental em arguição de suspeição. Feito ajuizado fora do prazo regimental (art. 279 do RISTF). Argumentos incapazes de infirmar os fundamentos da decisão agravada, a qual bem demonstrou a inexistência de indícios mínimos de ocorrência de situação comprometedora da imparcialidade do julgador. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” O embargante argumenta, em síntese, que o aresto questionado seria omisso e contraditório, uma vez que “deixou de analisar toda a matéria tratada no Agravo Regimental interposto, além de trazer fundamentos que não se coadunam com substrato probatório contido nos Autos”. Reitera, ademais, os fundamentos suscitados na petição inicial. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B3A-0CD1-6152-3312 e senha 8EBE-BE47-6142-8E80 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) :MARIO DAVID PRADO SA EMBDO.(A/S) :RELATOR DO ARE Nº 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Embargos de declaração opostos tempestivamente contra o julgado em que se negou provimento ao agravo regimental, o qual foi assim ementado: “Agravo regimental em arguição de suspeição. Feito ajuizado fora do prazo regimental (art. 279 do RISTF). Argumentos incapazes de infirmar os fundamentos da decisão agravada, a qual bem demonstrou a inexistência de indícios mínimos de ocorrência de situação comprometedora da imparcialidade do julgador. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” O embargante argumenta, em síntese, que o aresto questionado seria omisso e contraditório, uma vez que “deixou de analisar toda a matéria tratada no Agravo Regimental interposto, além de trazer fundamentos que não se coadunam com substrato probatório contido nos Autos”. Reitera, ademais, os fundamentos suscitados na petição inicial. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B3A-0CD1-6152-3312 e senha 8EBE-BE47-6142-8E80 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 17/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Os embargos não comportam acolhida, uma vez que está ausente hipótese autorizadora de sua oposição, consoante dicção do art. 337 do RISTF. É certo, ademais, que o embargante não aduziu novos argumentos capazes de infirmar as razões expendidas no aresto questionado, inexistindo nele obscuridade ou contradição. Consoante apontado no aresto embargado, “a defesa não trouxe argumentos capazes de infirmar os fundamentos da decisão agravada, segundo a qual: ‘[a] atuação do Ministro Luiz Fux nas causas indicadas demonstra coerência na prática decisória, pois o arguido aplica idêntico procedimento em processos nos quais suscitada a mesma questão jurídica. Tampouco o recebimento de autoridades estaduais no gabinete do arguente configura justificativa para questionamento sobre sua imparcialidade, sendo esse procedimento cumprimento de agenda inerente ao cargo. Não foram apresentados indícios mínimos de ocorrência (...) de situação comprometedora da imparcialidade do julgador’”. Portanto, ainda que a arguição tenha sido tempestiva, o embargante não logrou êxito em infirmar esses fundamentos. Exsurge da hipótese clara pretensão de se promover a rediscussão do conteúdo do julgado para fazer prevalecer a tese defensiva. O Supremo Tribunal já assentou serem incabíveis os embargos de declaração quando a parte, “a pretexto de esclarecer uma inexistente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13ED-758F-4934-A752 e senha 8F97-D6AC-F519-95A4 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Os embargos não comportam acolhida, uma vez que está ausente hipótese autorizadora de sua oposição, consoante dicção do art. 337 do RISTF. É certo, ademais, que o embargante não aduziu novos argumentos capazes de infirmar as razões expendidas no aresto questionado, inexistindo nele obscuridade ou contradição. Consoante apontado no aresto embargado, “a defesa não trouxe argumentos capazes de infirmar os fundamentos da decisão agravada, segundo a qual: ‘[a] atuação do Ministro Luiz Fux nas causas indicadas demonstra coerência na prática decisória, pois o arguido aplica idêntico procedimento em processos nos quais suscitada a mesma questão jurídica. Tampouco o recebimento de autoridades estaduais no gabinete do arguente configura justificativa para questionamento sobre sua imparcialidade, sendo esse procedimento cumprimento de agenda inerente ao cargo. Não foram apresentados indícios mínimos de ocorrência (...) de situação comprometedora da imparcialidade do julgador’”. Portanto, ainda que a arguição tenha sido tempestiva, o embargante não logrou êxito em infirmar esses fundamentos. Exsurge da hipótese clara pretensão de se promover a rediscussão do conteúdo do julgado para fazer prevalecer a tese defensiva. O Supremo Tribunal já assentou serem incabíveis os embargos de declaração quando a parte, “a pretexto de esclarecer uma inexistente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13ED-758F-4934-A752 e senha 8F97-D6AC-F519-95A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE AS 93 AGR-ED / PA situação de obscuridade, omissão ou contradição, vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ nº 191/694-695, Rel. Min. Celso de Mello). Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ausência de omissão, obscuridade ou contradição. Rediscussão da matéria. Efeitos infringentes. Impossibilidade. Embargos de declaração rejeitados. I - Ausência dos pressupostos do art. 1.022, I, II e III, do Código de Processo Civil. II Busca-se tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III Embargos de declaração rejeitados” (ARE nº 910.271-AgR-ED, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 19/9/16). “(...) II - O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (ARE nº 728.047-AgR-ED, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 6/3/14). “Embargos declaratórios. Inexistência de vício. Desprovimento. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento” (ARE nº 760.524-AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 26/11/13). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13ED-758F-4934-A752 e senha 8F97-D6AC-F519-95A4 Supremo Tribunal Federal AS 93 AGR-ED / PA situação de obscuridade, omissão ou contradição, vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ nº 191/694-695, Rel. Min. Celso de Mello). Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ausência de omissão, obscuridade ou contradição. Rediscussão da matéria. Efeitos infringentes. Impossibilidade. Embargos de declaração rejeitados. I - Ausência dos pressupostos do art. 1.022, I, II e III, do Código de Processo Civil. II Busca-se tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III Embargos de declaração rejeitados” (ARE nº 910.271-AgR-ED, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 19/9/16). “(...) II - O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (ARE nº 728.047-AgR-ED, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 6/3/14). “Embargos declaratórios. Inexistência de vício. Desprovimento. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento” (ARE nº 760.524-AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 26/11/13). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13ED-758F-4934-A752 e senha 8F97-D6AC-F519-95A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE AS 93 AGR-ED / PA Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13ED-758F-4934-A752 e senha 8F97-D6AC-F519-95A4 Supremo Tribunal Federal AS 93 AGR-ED / PA Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13ED-758F-4934-A752 e senha 8F97-D6AC-F519-95A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 17/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PROCED. : PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) : MARIO DAVID PRADO SA (6286/PA) EMBDO.(A/S) : RELATOR DO ARE Nº 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0044-8611-FC39-B9DE e senha BD28-AE23-E19D-5D24 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PROCED. : PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) : MARIO DAVID PRADO SA (6286/PA) EMBDO.(A/S) : RELATOR DO ARE Nº 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0044-8611-FC39-B9DE e senha BD28-AE23-E19D-5D24 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750018248
2019-05-17T00:00:00
2019-06-05T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019.
EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO
EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental na arguição de suspeição. Ausente hipótese autorizadora de oposição do recurso, consoante dicção do art. 337 do RISTF. Pretensão da parte embargante de modificar o conteúdo do julgado para fazer prevalecer sua tese. Rediscussão do julgado não admitida em sede de embargos de declaração. Precedentes. Embargos rejeitados.
sjur405034
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, REEXAME, MATÉRIA) ARE 728047 AgR-ED (2ªT), ARE 760524 AgR-ED (1ªT), ARE 910271 AgR-ED (TP), AI 177313 AgR-ED - RTJ 191/694 . Número de páginas: 6. Análise: 05/07/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
93
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00337\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
AS-AgR-ED
acordaos
AS 93 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) : MARIO DAVID PRADO SA EMBDO.(A/S) : RELATOR DO ARE Nº 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 17/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) :MARIO DAVID PRADO SA EMBDO.(A/S) :RELATOR DO ARE n 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental na arguição de suspeição. Ausente hipótese autorizadora de oposição do recurso, consoante dicção do art. 337 do RISTF. Pretensão da parte embargante de modificar o conteúdo do julgado para fazer prevalecer sua tese. Rediscussão do julgado não admitida em sede de embargos de declaração. Precedentes. Embargos rejeitados. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 10 a 16/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 17 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D5F-D9A2-5023-C12E e senha 273D-BE01-426D-3EB3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 17/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) :MARIO DAVID PRADO SA EMBDO.(A/S) :RELATOR DO ARE n 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Embargos de declaração opostos tempestivamente contra o julgado em que se negou provimento ao agravo regimental, o qual foi assim ementado: “Agravo regimental em arguição de suspeição. Feito ajuizado fora do prazo regimental (art. 279 do RISTF). Argumentos incapazes de infirmar os fundamentos da decisão agravada, a qual bem demonstrou a inexistência de indícios mínimos de ocorrência de situação comprometedora da imparcialidade do julgador. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” O embargante argumenta, em síntese, que o aresto questionado seria omisso e contraditório, uma vez que “deixou de analisar toda a matéria tratada no Agravo Regimental interposto, além de trazer fundamentos que não se coadunam com substrato probatório contido nos Autos”. Reitera, ademais, os fundamentos suscitados na petição inicial. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B3A-0CD1-6152-3312 e senha 8EBE-BE47-6142-8E80 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) :MARIO DAVID PRADO SA EMBDO.(A/S) :RELATOR DO ARE n 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Embargos de declaração opostos tempestivamente contra o julgado em que se negou provimento ao agravo regimental, o qual foi assim ementado: “Agravo regimental em arguição de suspeição. Feito ajuizado fora do prazo regimental (art. 279 do RISTF). Argumentos incapazes de infirmar os fundamentos da decisão agravada, a qual bem demonstrou a inexistência de indícios mínimos de ocorrência de situação comprometedora da imparcialidade do julgador. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” O embargante argumenta, em síntese, que o aresto questionado seria omisso e contraditório, uma vez que “deixou de analisar toda a matéria tratada no Agravo Regimental interposto, além de trazer fundamentos que não se coadunam com substrato probatório contido nos Autos”. Reitera, ademais, os fundamentos suscitados na petição inicial. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B3A-0CD1-6152-3312 e senha 8EBE-BE47-6142-8E80 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 17/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Os embargos não comportam acolhida, uma vez que está ausente hipótese autorizadora de sua oposição, consoante dicção do art. 337 do RISTF. É certo, ademais, que o embargante não aduziu novos argumentos capazes de infirmar as razões expendidas no aresto questionado, inexistindo nele obscuridade ou contradição. Consoante apontado no aresto embargado, “a defesa não trouxe argumentos capazes de infirmar os fundamentos da decisão agravada, segundo a qual: ‘[a] atuação do Ministro Luiz Fux nas causas indicadas demonstra coerência na prática decisória, pois o arguido aplica idêntico procedimento em processos nos quais suscitada a mesma questão jurídica. Tampouco o recebimento de autoridades estaduais no gabinete do arguente configura justificativa para questionamento sobre sua imparcialidade, sendo esse procedimento cumprimento de agenda inerente ao cargo. Não foram apresentados indícios mínimos de ocorrência (...) de situação comprometedora da imparcialidade do julgador’”. Portanto, ainda que a arguição tenha sido tempestiva, o embargante não logrou êxito em infirmar esses fundamentos. Exsurge da hipótese clara pretensão de se promover a rediscussão do conteúdo do julgado para fazer prevalecer a tese defensiva. O Supremo Tribunal já assentou serem incabíveis os embargos de declaração quando a parte, “a pretexto de esclarecer uma inexistente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13ED-758F-4934-A752 e senha 8F97-D6AC-F519-95A4 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PARÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Os embargos não comportam acolhida, uma vez que está ausente hipótese autorizadora de sua oposição, consoante dicção do art. 337 do RISTF. É certo, ademais, que o embargante não aduziu novos argumentos capazes de infirmar as razões expendidas no aresto questionado, inexistindo nele obscuridade ou contradição. Consoante apontado no aresto embargado, “a defesa não trouxe argumentos capazes de infirmar os fundamentos da decisão agravada, segundo a qual: ‘[a] atuação do Ministro Luiz Fux nas causas indicadas demonstra coerência na prática decisória, pois o arguido aplica idêntico procedimento em processos nos quais suscitada a mesma questão jurídica. Tampouco o recebimento de autoridades estaduais no gabinete do arguente configura justificativa para questionamento sobre sua imparcialidade, sendo esse procedimento cumprimento de agenda inerente ao cargo. Não foram apresentados indícios mínimos de ocorrência (...) de situação comprometedora da imparcialidade do julgador’”. Portanto, ainda que a arguição tenha sido tempestiva, o embargante não logrou êxito em infirmar esses fundamentos. Exsurge da hipótese clara pretensão de se promover a rediscussão do conteúdo do julgado para fazer prevalecer a tese defensiva. O Supremo Tribunal já assentou serem incabíveis os embargos de declaração quando a parte, “a pretexto de esclarecer uma inexistente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13ED-758F-4934-A752 e senha 8F97-D6AC-F519-95A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE AS 93 AGR-ED / PA situação de obscuridade, omissão ou contradição, vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ n 191/694-695, Rel. Min. Celso de Mello). Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ausência de omissão, obscuridade ou contradição. Rediscussão da matéria. Efeitos infringentes. Impossibilidade. Embargos de declaração rejeitados. I - Ausência dos pressupostos do art. 1.022, I, II e III, do Código de Processo Civil. II Busca-se tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III Embargos de declaração rejeitados” (ARE n 910.271-AgR-ED, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 19/9/16). “(...) II - O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (ARE n 728.047-AgR-ED, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 6/3/14). “Embargos declaratórios. Inexistência de vício. Desprovimento. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento” (ARE n 760.524-AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 26/11/13). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13ED-758F-4934-A752 e senha 8F97-D6AC-F519-95A4 Supremo Tribunal Federal AS 93 AGR-ED / PA situação de obscuridade, omissão ou contradição, vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ n 191/694-695, Rel. Min. Celso de Mello). Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ausência de omissão, obscuridade ou contradição. Rediscussão da matéria. Efeitos infringentes. Impossibilidade. Embargos de declaração rejeitados. I - Ausência dos pressupostos do art. 1.022, I, II e III, do Código de Processo Civil. II Busca-se tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III Embargos de declaração rejeitados” (ARE n 910.271-AgR-ED, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 19/9/16). “(...) II - O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (ARE n 728.047-AgR-ED, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 6/3/14). “Embargos declaratórios. Inexistência de vício. Desprovimento. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição e obscuridade , impõe-se o desprovimento” (ARE n 760.524-AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 26/11/13). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13ED-758F-4934-A752 e senha 8F97-D6AC-F519-95A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE AS 93 AGR-ED / PA Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13ED-758F-4934-A752 e senha 8F97-D6AC-F519-95A4 Supremo Tribunal Federal AS 93 AGR-ED / PA Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13ED-758F-4934-A752 e senha 8F97-D6AC-F519-95A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 17/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PROCED. : PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) : MARIO DAVID PRADO SA (6286/PA) EMBDO.(A/S) : RELATOR DO ARE n 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0044-8611-FC39-B9DE e senha BD28-AE23-E19D-5D24 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 93 PROCED. : PARÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : MARIO DAVID PRADO SA ADV.(A/S) : MARIO DAVID PRADO SA (6286/PA) EMBDO.(A/S) : RELATOR DO ARE n 1.093.643 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0044-8611-FC39-B9DE e senha BD28-AE23-E19D-5D24 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE n 1 . 093 . 643", "ARE n 1 . 093 . 643", "ARE n 1 . 093 . 643", "RTJ", "/", "ARE n 910 . 271 - AgR - ED", "ARE n 728 . 047 - AgR - ED", "ARE n 760 . 524 - AgR - ED", "RTJ n 191 / 694 - 695", "ARE n 910 . 271 - AgR - ED", "ARE n 728 . 047 - AgR - ED", "ARE n 1 . 093 . 643", "ARE n 1 . 093 . 643" ], "LEGISLACAO": [ "art . 337 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 279 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 337 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 337 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 022 , I , II e III , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 022 , I , II e III , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARÁ", "Brasília", "PARÁ", "PARÁ", "PARÁ", "PARÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal já", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal já", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "MARIO DAVID PRADO SA", "MARIO DAVID PRADO SA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "MARIO DAVID PRADO SA", "MARIO DAVID PRADO SA", "DIAS TOFFOLI", "MARIO DAVID PRADO SA", "MARIO DAVID PRADO SA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "MARIO DAVID PRADO SA", "MARIO DAVID PRADO SA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARIO DAVID PRADO SA", "MARIO DAVID PRADO SA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "17", "/", "05", "/", "2019", "10", "16", "/", "5", "/", "2019", "17 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "9", "/", "16", "6", "/", "3", "/", "14", "26", "/", "11", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "9", "/", "16", "6", "/", "3", "/", "14", "26", "/", "11", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "10", ".", "5", ".", "2019", "16", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "5", ".", "2019", "16", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.992 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ANTONIO RODRIGUES NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 07.08.2018. ADMINISTRATIVO. REAJUSTE DE 28,86%. EMBARGOS À EXECUÇÃO. ANUÊNIOS. BASE DE CÁLCULO. APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. ART. 543-B, DO CPC/73. JUROS MORATÓRIOS. TEMA 435. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO CPC/73. RECURSO INCABÍVEL. CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO NA INSTÂNCIA A QUO. ERRO GROSSEIRO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. CONTRADITÓRIO. AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. TEMA 660. 1. Não cabe recurso dirigido ao STF, nos termos do art. 543-B, do CPC/73 e do que assentado no julgamento da Questão de Ordem no AI 760.358, Rel. Min. Gilmar Mendes, da decisão do tribunal a quo que aplica a sistemática da repercussão geral. Diante da declaração de prejudicialidade do apelo extremo caberia, no caso, agravo interno direcionado ao próprio órgão colegiado competente na origem. 2. Ademais, impende registrar que, na espécie, é inaplicável o princípio da fungibilidade, por se tratar de erro grosseiro. 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos limites da coisa julgada e aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando a violação é Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC82-896B-D760-F97C e senha 650F-1A96-0DFE-706E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 1074992 AGR / PR debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário (RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013, Tema 660). 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC82-896B-D760-F97C e senha 650F-1A96-0DFE-706E Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário (RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013, Tema 660). 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC82-896B-D760-F97C e senha 650F-1A96-0DFE-706E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.992 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ANTONIO RODRIGUES NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 17) interposto em 07.08.2018 (eDOC 18) contra decisão em que não conheci do agravo no que se refere à matéria a qual foi aplicada, na origem, a sistemática da repercussão geral e em que neguei provimento ao recurso, quanto às questões remanescentes, nos seguintes termos (eDOC 9, p. 1-4): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado (eDOC 5, p. 228): ‘SERVIDORES PÚBLICOS. PRESCRIÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. 1. A ação de execução de título judicial oriundo de ação coletiva prescreve no mesmo prazo da ação de conhecimento. 2. No que se refere à incidência do reajuste de 28,86% sobre os anuênios, cabe salientar que a base de cálculo do referido adicional é o vencimento básico do servidor. Portanto, tendo este sido reajustado (MP nº 1.704-5/98), o adicional, por sua vez, também o foi, não podendo receber novo reajuste. 3. O art. 1º - F da Lei nº 9.494/97, acrescido pela MP nº 2.180- 35/2001, que rege os juros de mora nas condenações Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.992 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ANTONIO RODRIGUES NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 17) interposto em 07.08.2018 (eDOC 18) contra decisão em que não conheci do agravo no que se refere à matéria a qual foi aplicada, na origem, a sistemática da repercussão geral e em que neguei provimento ao recurso, quanto às questões remanescentes, nos seguintes termos (eDOC 9, p. 1-4): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado (eDOC 5, p. 228): ‘SERVIDORES PÚBLICOS. PRESCRIÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. 1. A ação de execução de título judicial oriundo de ação coletiva prescreve no mesmo prazo da ação de conhecimento. 2. No que se refere à incidência do reajuste de 28,86% sobre os anuênios, cabe salientar que a base de cálculo do referido adicional é o vencimento básico do servidor. Portanto, tendo este sido reajustado (MP nº 1.704-5/98), o adicional, por sua vez, também o foi, não podendo receber novo reajuste. 3. O art. 1º - F da Lei nº 9.494/97, acrescido pela MP nº 2.180- 35/2001, que rege os juros de mora nas condenações Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 1074992 AGR / PR impostas à Fazenda Pública para pagamento de verbas remuneratórias devidas a servidores e empregados públicos, tem aplicação imediata, independentemente da data de ajuizamento da ação judicial.’ Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 5, p. 260). No recurso extraordinário interposto, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que o acórdão recorrido restou omisso, já que ‘deixou de levar em consideração que existe título executivo judicial onde foi estabelecido expressamente o percentual de juros moratórios a ser aplicado sobre o valor devido aos ora Embargantes, no percentual de 1% ao mês, desde a data da citação.” (eDOC 6, p. 5). A Presidência do TRF/4ª Região inadmitiu o recurso nos seguintes termos (eDOC 6, p. 68-69): ‘(...) No que toca à ‘Aplicação do artigo 1º-F da Lei 9.494/97 nas ações ajuizadas anteriormente à sua vigência', o Supremo Tribunal Federal apreciou o Tema nº 435 em recurso paradigma de repercussão geral, cujo acórdão restou assim ementado: ‘RECURSO. Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Art. 1º-F da Lei 9.494/97. Aplicação. Ações ajuizadas antes de sua vigência. Repercussão geral reconhecida. 9.494/97. Aplicação. Ações ajuizadas antes de sua vigência. Repercussão geral reconhecida. Precedentes. Reafirmação da jurisprudência. Recurso provido. É compatível com a Constituição a aplicabilidade imediata do art. 1º-F da Lei 9.494/97, com alteração pela Medida Provisória nº 2.180-35/2001, ainda que em relação às ações ajuizadas antes de sua entrada em vigor. (AI 842063 RG, Relator(a): Min. MINISTRO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR impostas à Fazenda Pública para pagamento de verbas remuneratórias devidas a servidores e empregados públicos, tem aplicação imediata, independentemente da data de ajuizamento da ação judicial.’ Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 5, p. 260). No recurso extraordinário interposto, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que o acórdão recorrido restou omisso, já que ‘deixou de levar em consideração que existe título executivo judicial onde foi estabelecido expressamente o percentual de juros moratórios a ser aplicado sobre o valor devido aos ora Embargantes, no percentual de 1% ao mês, desde a data da citação.” (eDOC 6, p. 5). A Presidência do TRF/4ª Região inadmitiu o recurso nos seguintes termos (eDOC 6, p. 68-69): ‘(...) No que toca à ‘Aplicação do artigo 1º-F da Lei 9.494/97 nas ações ajuizadas anteriormente à sua vigência', o Supremo Tribunal Federal apreciou o Tema nº 435 em recurso paradigma de repercussão geral, cujo acórdão restou assim ementado: ‘RECURSO. Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Art. 1º-F da Lei 9.494/97. Aplicação. Ações ajuizadas antes de sua vigência. Repercussão geral reconhecida. 9.494/97. Aplicação. Ações ajuizadas antes de sua vigência. Repercussão geral reconhecida. Precedentes. Reafirmação da jurisprudência. Recurso provido. É compatível com a Constituição a aplicabilidade imediata do art. 1º-F da Lei 9.494/97, com alteração pela Medida Provisória nº 2.180-35/2001, ainda que em relação às ações ajuizadas antes de sua entrada em vigor. (AI 842063 RG, Relator(a): Min. MINISTRO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 1074992 AGR / PR PRESIDENTE, julgado em 16/06/2011, DJe-169 DIVULG 01-09-2011 PUBLIC 02-09-2011 EMENT VOL-02579-02 PP-00217)’ Em relação à vexata quaestio, o Órgão julgador desta Corte decidiu a hipótese apresentada nos autos em consonância com o entendimento do Supremo Tribunal Federal, de forma que a pretensão recursal não merece trânsito. Assim, revela-se inviável o prosseguimento do presente recurso extraordinário, tendo em conta a nova sistemática prevista na legislação processual. Isto posto, com apoio no art. 543-B, § 3º, do CPC, declaro prejudicado o recurso. Quanto aos demais dispositivos constitucionais supostamente violados, a pretensão recursal não merece trânsito, na medida em que a alegada ofensa a preceito constitucional somente se verificaria de modo indireto e reflexo, ao que não se presta o recurso extraordinário, consoante já assentado pelo Egrégio STF, in verbis: (...) Ante o exposto, não admito o recurso extraordinário.’ É o relatório. Decido. Inicialmente, verifica-se que contra a decisão de inadmissibilidade do apelo extremo foi interposto agravo, tal como previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, então em vigor. Entretanto, ante a declaração de prejudicialidade do recurso extraordinário, era cabível o agravo interno para o órgão colegiado competente. Ademais, impende registrar que não se admite a fungibilidade do recurso interposto com o agravo interno no caso de erro grosseiro, o que ocorre na espécie. Nesse sentido, veja-se a ementa do seguinte julgado: ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DECISÃO DO TRIBUNAL A QUO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-B DO CPC). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR PRESIDENTE, julgado em 16/06/2011, DJe-169 DIVULG 01-09-2011 PUBLIC 02-09-2011 EMENT VOL-02579-02 PP-00217)’ Em relação à vexata quaestio, o Órgão julgador desta Corte decidiu a hipótese apresentada nos autos em consonância com o entendimento do Supremo Tribunal Federal, de forma que a pretensão recursal não merece trânsito. Assim, revela-se inviável o prosseguimento do presente recurso extraordinário, tendo em conta a nova sistemática prevista na legislação processual. Isto posto, com apoio no art. 543-B, § 3º, do CPC, declaro prejudicado o recurso. Quanto aos demais dispositivos constitucionais supostamente violados, a pretensão recursal não merece trânsito, na medida em que a alegada ofensa a preceito constitucional somente se verificaria de modo indireto e reflexo, ao que não se presta o recurso extraordinário, consoante já assentado pelo Egrégio STF, in verbis: (...) Ante o exposto, não admito o recurso extraordinário.’ É o relatório. Decido. Inicialmente, verifica-se que contra a decisão de inadmissibilidade do apelo extremo foi interposto agravo, tal como previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, então em vigor. Entretanto, ante a declaração de prejudicialidade do recurso extraordinário, era cabível o agravo interno para o órgão colegiado competente. Ademais, impende registrar que não se admite a fungibilidade do recurso interposto com o agravo interno no caso de erro grosseiro, o que ocorre na espécie. Nesse sentido, veja-se a ementa do seguinte julgado: ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DECISÃO DO TRIBUNAL A QUO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-B DO CPC). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 1074992 AGR / PR DESCABIMENTO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO CPC. CABIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL (OU INTERNO) PARA A ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE DE CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO APÓS 19.11.2009. É pacífico o entendimento desta Corte de que, por não se cuidar de juízo negativo de admissibilidade de recurso extraordinário, não é cabível o agravo previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, para atacar decisão de Presidente de Tribunal ou Turma Recursal de origem que aplique a sistemática da repercussão geral. A parte que queira impugnar decisão monocrática de Presidente de Tribunal ou de Turma Recursal de origem, proferida nos termos do art. 543-B do CPC, deve fazê-lo por meio de agravo regimental (ou interno). Inaplicável a conversão do presente recurso em agravo regimental a ser apreciado pela origem, já que a jurisprudência desta Corte já fixou entendimento de que após 19.11.2009, data em que julgado o AI 760.358-QO, a interposição do agravo previsto no art. 544 do CPC configura erro grosseiro. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 761.661 AgR, Rel. Min. PRESIDENTE, Plenário, DJe 29.4.2014 – Grifos originais) Quanto às demais questões - suposta ofensa aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal e aos limites da coisa julgada –, saliento que tais matérias já foram submetidas a exame por esta Corte na sistemática da repercussão geral (Tema 660, ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes). Na oportunidade, o acórdão restou assim ementado: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR DESCABIMENTO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO CPC. CABIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL (OU INTERNO) PARA A ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE DE CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO APÓS 19.11.2009. É pacífico o entendimento desta Corte de que, por não se cuidar de juízo negativo de admissibilidade de recurso extraordinário, não é cabível o agravo previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, para atacar decisão de Presidente de Tribunal ou Turma Recursal de origem que aplique a sistemática da repercussão geral. A parte que queira impugnar decisão monocrática de Presidente de Tribunal ou de Turma Recursal de origem, proferida nos termos do art. 543-B do CPC, deve fazê-lo por meio de agravo regimental (ou interno). Inaplicável a conversão do presente recurso em agravo regimental a ser apreciado pela origem, já que a jurisprudência desta Corte já fixou entendimento de que após 19.11.2009, data em que julgado o AI 760.358-QO, a interposição do agravo previsto no art. 544 do CPC configura erro grosseiro. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 761.661 AgR, Rel. Min. PRESIDENTE, Plenário, DJe 29.4.2014 – Grifos originais) Quanto às demais questões - suposta ofensa aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal e aos limites da coisa julgada –, saliento que tais matérias já foram submetidas a exame por esta Corte na sistemática da repercussão geral (Tema 660, ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes). Na oportunidade, o acórdão restou assim ementado: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ARE 1074992 AGR / PR Ante o exposto, não conheço do agravo no que se refere à matéria à qual foi aplicada, na origem, a sistemática da repercussão geral, nos termos do artigo 932, III, e, quanto às questões remanescentes, nego provimento ao recurso com fundamento no artigo 932, IV, b, do Código de Processo Civil”. Nas razões do presente recurso, sustenta-se, em síntese, quanto ao fundamento da decisão agravada relativo à aplicação do Tema 660 da sistemática da repercussão geral, o seguinte (eDOC 17, p. 1-2): “(...) a r. decisão contém um erro material, visto que o recurso interposto pelos ora Recorrentes em nada guarda semelhança com a controvérsia reconhecida pelo STF no tema 660. Veja-se que o pedido constante do Recurso Extraordinário interposto pelos ora Recorrentes é para que seja reconhecida ofensa ao art. 5º, XXXV, XXXVI LIV e LV da Constituição Federal, ou, sucessivamente, seja reformado do v. acórdão recorrido por ofensa ao art. 5º, XXXVI, para reconhecer a inclusão do reajuste de 28,86% na base de cálculo dos anuênios, no período entre janeiro de 1993 e junho de 1998 e a incidência de juros de mora no percentual de 1% ao mês (conforme estabelecido no título executivo). Na controvérsia n.º 660 o que se discute é a violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais - extensão do entendimento ao princípio do devido processo legal e aos limites da coisa julgada. Assim sendo, verifica-se que o debate acerca da violação ao princípio do contraditório e da ampla defesa não possui qualquer relação com o objeto do recurso interposto pelos Recorrentes, qual seja, a inclusão do reajuste de 28,86% na base de cálculo dos anuênios, no período entre janeiro de 1993 e junho de 1998 e a incidência de juros de mora no percentual de 1% ao mês (conforme estabelecido no título executivo)”. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR Ante o exposto, não conheço do agravo no que se refere à matéria à qual foi aplicada, na origem, a sistemática da repercussão geral, nos termos do artigo 932, III, e, quanto às questões remanescentes, nego provimento ao recurso com fundamento no artigo 932, IV, b, do Código de Processo Civil”. Nas razões do presente recurso, sustenta-se, em síntese, quanto ao fundamento da decisão agravada relativo à aplicação do Tema 660 da sistemática da repercussão geral, o seguinte (eDOC 17, p. 1-2): “(...) a r. decisão contém um erro material, visto que o recurso interposto pelos ora Recorrentes em nada guarda semelhança com a controvérsia reconhecida pelo STF no tema 660. Veja-se que o pedido constante do Recurso Extraordinário interposto pelos ora Recorrentes é para que seja reconhecida ofensa ao art. 5º, XXXV, XXXVI LIV e LV da Constituição Federal, ou, sucessivamente, seja reformado do v. acórdão recorrido por ofensa ao art. 5º, XXXVI, para reconhecer a inclusão do reajuste de 28,86% na base de cálculo dos anuênios, no período entre janeiro de 1993 e junho de 1998 e a incidência de juros de mora no percentual de 1% ao mês (conforme estabelecido no título executivo). Na controvérsia n.º 660 o que se discute é a violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais - extensão do entendimento ao princípio do devido processo legal e aos limites da coisa julgada. Assim sendo, verifica-se que o debate acerca da violação ao princípio do contraditório e da ampla defesa não possui qualquer relação com o objeto do recurso interposto pelos Recorrentes, qual seja, a inclusão do reajuste de 28,86% na base de cálculo dos anuênios, no período entre janeiro de 1993 e junho de 1998 e a incidência de juros de mora no percentual de 1% ao mês (conforme estabelecido no título executivo)”. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório ARE 1074992 AGR / PR Pretende-se, ainda, discutir a aplicação, na origem, do Tema 435, com apoio nos seguintes argumentos (eDOC 17, p. 2-3): “(...) o recurso interposto pelos ora Recorrentes em nada guarda semelhança com a controvérsia reconhecida no tema 435. Veja-se que a discussão travada nos presentes autos diz respeito à incidência de juros de mora no percentual de 1% ao mês, tendo em vista a previsão expressa constante no título executivo já transitado em julgado. Portanto, não há que se falar em aplicação do tema 435 ao presente caso, sob pena de violação à coisa julgada. Com efeito, ressalte-se que o título executivo que originou a ação de execução de sentença, reconheceu, nos termos da certidão explicativa anexa, o direito dos ora Recorrentes à contagem do tempo de serviço público anterior a janeiro de 1991, para fins de concessão dos adicionais por tempo de serviço à razão de 1% (um por cento) por ano de trabalho; a incorporação dos adicionais de tempo de serviço aos vencimentos, após a sua concessão, com a consequente incidência das demais parcelas que incidem sobre o padrão do cargo, bem como o pagamento das diferenças atrasadas, tudo devidamente corrigido e acrescidos de juros moratórios. Com efeito, entendimento diverso implicaria em ofensa à coisa julgada, o que é vedado pelo nosso ordenamento jurídico”. A parte agravada, devidamente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 23). É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR Pretende-se, ainda, discutir a aplicação, na origem, do Tema 435, com apoio nos seguintes argumentos (eDOC 17, p. 2-3): “(...) o recurso interposto pelos ora Recorrentes em nada guarda semelhança com a controvérsia reconhecida no tema 435. Veja-se que a discussão travada nos presentes autos diz respeito à incidência de juros de mora no percentual de 1% ao mês, tendo em vista a previsão expressa constante no título executivo já transitado em julgado. Portanto, não há que se falar em aplicação do tema 435 ao presente caso, sob pena de violação à coisa julgada. Com efeito, ressalte-se que o título executivo que originou a ação de execução de sentença, reconheceu, nos termos da certidão explicativa anexa, o direito dos ora Recorrentes à contagem do tempo de serviço público anterior a janeiro de 1991, para fins de concessão dos adicionais por tempo de serviço à razão de 1% (um por cento) por ano de trabalho; a incorporação dos adicionais de tempo de serviço aos vencimentos, após a sua concessão, com a consequente incidência das demais parcelas que incidem sobre o padrão do cargo, bem como o pagamento das diferenças atrasadas, tudo devidamente corrigido e acrescidos de juros moratórios. Com efeito, entendimento diverso implicaria em ofensa à coisa julgada, o que é vedado pelo nosso ordenamento jurídico”. A parte agravada, devidamente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 23). É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.992 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. Os Recorrentes não trouxeram argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Com efeito, contra a decisão de inadmissibilidade do apelo extremo foi interposto agravo, tal como previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, então em vigor. Entretanto, contra a parte de tal decisão que declarou a prejudicialidade do recurso extraordinário, quanto à matéria relacionada aos juros moratórios, em face da aplicação do Tema 435 da sistemática da repercussão geral, era cabível a interposição de agravo interno para o próprio órgão colegiado competente na origem. Ademais, ressaltou-se na decisão ora impugnada que a jurisprudência desta Corte não admite a fungibilidade do recurso interposto como agravo interno no caso de erro grosseiro, o que ocorre na espécie. Além do julgado citado na decisão ora impugnada, confira-se, ainda, o seguinte: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO CPC/73. NÃO CABIMENTO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM. CABIMENTO SOMENTE PARA OS RECURSOS INTERPOSTOS ANTES DE 19/11/2009. HONORÁRIOS NÃO FIXADOS PELA ORIGEM. MAJORAÇÃO DESCABIDA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – Não é Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.992 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. Os Recorrentes não trouxeram argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Com efeito, contra a decisão de inadmissibilidade do apelo extremo foi interposto agravo, tal como previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, então em vigor. Entretanto, contra a parte de tal decisão que declarou a prejudicialidade do recurso extraordinário, quanto à matéria relacionada aos juros moratórios, em face da aplicação do Tema 435 da sistemática da repercussão geral, era cabível a interposição de agravo interno para o próprio órgão colegiado competente na origem. Ademais, ressaltou-se na decisão ora impugnada que a jurisprudência desta Corte não admite a fungibilidade do recurso interposto como agravo interno no caso de erro grosseiro, o que ocorre na espécie. Além do julgado citado na decisão ora impugnada, confira-se, ainda, o seguinte: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO CPC/73. NÃO CABIMENTO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM. CABIMENTO SOMENTE PARA OS RECURSOS INTERPOSTOS ANTES DE 19/11/2009. HONORÁRIOS NÃO FIXADOS PELA ORIGEM. MAJORAÇÃO DESCABIDA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – Não é Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1074992 AGR / PR cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes. II – A aplicação do princípio da fungibilidade recursal, com a devolução dos autos para julgamento pelo Tribunal de origem como agravo regimental, só é cabível nos processos interpostos antes de 19/11/2009. IV – Incabível a majoração de honorários, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. V – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º do CPC” (ARE 977.638-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 02.12.2016). Assim, verifica-se que está correta a decisão agravada que, apoiada em orientação deste Supremo Tribunal Federal, entendeu que a questão objeto do apelo extremo, quanto à aplicação dos juros moratórios, não poderia ser reexaminada no âmbito desta Corte pois, neste ponto, o recurso de agravo previsto no art. 544 do CPC/73, não é cabível, a teor do que dispõe o art. 543-B, do CPC/73 e do assentado no julgamento da Questão de Ordem no AI 760.358, Rel. Min. Gilmar Mendes. Confira-se, a respeito: “EMENTA DIREITO ELEITORAL. DOAÇÃO ILEGAL. MULTA. RECURSO EXTAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que incabível recurso – agravo e reclamação – contra a sistemática da repercussão geral (art. 543-B do CPC/73) aplicada pelo Tribunal de origem, observado como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes. II – A aplicação do princípio da fungibilidade recursal, com a devolução dos autos para julgamento pelo Tribunal de origem como agravo regimental, só é cabível nos processos interpostos antes de 19/11/2009. IV – Incabível a majoração de honorários, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. V – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º do CPC” (ARE 977.638-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 02.12.2016). Assim, verifica-se que está correta a decisão agravada que, apoiada em orientação deste Supremo Tribunal Federal, entendeu que a questão objeto do apelo extremo, quanto à aplicação dos juros moratórios, não poderia ser reexaminada no âmbito desta Corte pois, neste ponto, o recurso de agravo previsto no art. 544 do CPC/73, não é cabível, a teor do que dispõe o art. 543-B, do CPC/73 e do assentado no julgamento da Questão de Ordem no AI 760.358, Rel. Min. Gilmar Mendes. Confira-se, a respeito: “EMENTA DIREITO ELEITORAL. DOAÇÃO ILEGAL. MULTA. RECURSO EXTAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que incabível recurso – agravo e reclamação – contra a sistemática da repercussão geral (art. 543-B do CPC/73) aplicada pelo Tribunal de origem, observado como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1074992 AGR / PR marco temporal a data de 19.11.2009. 2. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo regimental, ratifica-se a adequação da sistemática aplicada à espécie (art. 328 do RISTF). 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 941.697-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 13.10.2016). Ademais, quanto à questão remanescente, conforme consignei, esta Suprema Corte declarou que a discussão sobre a violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da aplicação de normas infraconstitucionais, não possui repercussão geral (ARE 748.371, Relator Gilmar Mendes, Pleno, DJe 01.08.2013, Tema 660). Desse modo, a análise da suposta ofensa aos princípios supracitados demanda, na hipótese dos autos, o exame dos dispositivos infraconstitucionais nos quais se baseou o Tribunal de origem para negar provimento à apelação cível dos ora Agravantes (MP 1.704-5/98 e Lei 8.112/90). É o que se depreende dos seguintes fragmentos do voto condutor do acórdão recorrido (eDOC 5, p. 225): “Passo a examinar o recurso da parte embargada. Preliminarmente, verifico que a matéria ventilada no Agravo Retido se confunde com o mérito desta apelação, razão pela qual com este será analisado. No que se refere à incidência do reajuste de 28,86% sobre os anuênios, cabe salientar que a base de cálculo do referido adicional é o vencimento básico do servidor. Portanto, tendo este sido reajustado (MP nº 1.704- 5/98), o adicional, por sua vez, também o foi, não podendo receber novo reajuste. É descabida, também, a inclusão das rubricas referentes às férias e 13º salário na base de cálculo dos anuênios. Nos termos do revogado art. 67 da Lei nº 8.112/90, o adicional por tempo de serviço incide exclusivamente sobre o vencimento básico do servidor”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR marco temporal a data de 19.11.2009. 2. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo regimental, ratifica-se a adequação da sistemática aplicada à espécie (art. 328 do RISTF). 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 941.697-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 13.10.2016). Ademais, quanto à questão remanescente, conforme consignei, esta Suprema Corte declarou que a discussão sobre a violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da aplicação de normas infraconstitucionais, não possui repercussão geral (ARE 748.371, Relator Gilmar Mendes, Pleno, DJe 01.08.2013, Tema 660). Desse modo, a análise da suposta ofensa aos princípios supracitados demanda, na hipótese dos autos, o exame dos dispositivos infraconstitucionais nos quais se baseou o Tribunal de origem para negar provimento à apelação cível dos ora Agravantes (MP 1.704-5/98 e Lei 8.112/90). É o que se depreende dos seguintes fragmentos do voto condutor do acórdão recorrido (eDOC 5, p. 225): “Passo a examinar o recurso da parte embargada. Preliminarmente, verifico que a matéria ventilada no Agravo Retido se confunde com o mérito desta apelação, razão pela qual com este será analisado. No que se refere à incidência do reajuste de 28,86% sobre os anuênios, cabe salientar que a base de cálculo do referido adicional é o vencimento básico do servidor. Portanto, tendo este sido reajustado (MP nº 1.704- 5/98), o adicional, por sua vez, também o foi, não podendo receber novo reajuste. É descabida, também, a inclusão das rubricas referentes às férias e 13º salário na base de cálculo dos anuênios. Nos termos do revogado art. 67 da Lei nº 8.112/90, o adicional por tempo de serviço incide exclusivamente sobre o vencimento básico do servidor”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1074992 AGR / PR Nesse mesmo sentido, aponto, em casos análogos, os seguintes julgados: “1. Servidor público inativo. Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa à base de cálculo de gratificações e anuênios decidida à luz da legislação infraconstitucional pertinente ao caso: a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636. 2. Improcedência das alegações da negativa de prestação jurisdicional e de inexistência de motivação do acórdão recorrido” (AI 568.669-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJe 17.08.2007). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Coisa julgada. Limites objetivos. Ofensa reflexa. Compensação do reajuste de 28,86%. Leis nºs 8.622/93 e 8.627/93. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. É pacífica a orientação desta Corte de que não se presta o recurso extraordinário à verificação dos limites objetivos da coisa julgada, haja vista tratar-se de discussão de índole infraconstitucional. 3. O Plenário desta Corte, no exame do AI nº 843.753/AL, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à compensação do reajuste de 28,86% com as reposições salariais posteriores ao reajustamento concedido pelas Leis nºs 8.622/93 e 8.627/93, diante da suposta violação dos limites objetivos da coisa julgada, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 667.197-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR Nesse mesmo sentido, aponto, em casos análogos, os seguintes julgados: “1. Servidor público inativo. Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa à base de cálculo de gratificações e anuênios decidida à luz da legislação infraconstitucional pertinente ao caso: a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636. 2. Improcedência das alegações da negativa de prestação jurisdicional e de inexistência de motivação do acórdão recorrido” (AI 568.669-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJe 17.08.2007). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Coisa julgada. Limites objetivos. Ofensa reflexa. Compensação do reajuste de 28,86%. Leis nºs 8.622/93 e 8.627/93. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. É pacífica a orientação desta Corte de que não se presta o recurso extraordinário à verificação dos limites objetivos da coisa julgada, haja vista tratar-se de discussão de índole infraconstitucional. 3. O Plenário desta Corte, no exame do AI nº 843.753/AL, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à compensação do reajuste de 28,86% com as reposições salariais posteriores ao reajustamento concedido pelas Leis nºs 8.622/93 e 8.627/93, diante da suposta violação dos limites objetivos da coisa julgada, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 667.197-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1074992 AGR / PR EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 8.9.2014. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO DISTRITAL. REAJUSTE DE 84,32% REFERENTE A MARÇO DE 1990. RETIFICAÇÃO DE CÁLCULO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA E DA COISA JULGADA. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional (...) 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos limites da coisa julgada e aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (RE 748.371- RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013 tema 660). 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 648.566- AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 16.03.2017). Desse modo, o caso efetivamente se amolda ao Tema 660 de repercussão geral. Assim, reitero que o Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência da repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da legalidade e dos limites da coisa julgada é debatida sob a ótica infraconstitucional (ARE-RG 748.371,da relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013, tema 660 da sistemática da RG). Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 8.9.2014. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO DISTRITAL. REAJUSTE DE 84,32% REFERENTE A MARÇO DE 1990. RETIFICAÇÃO DE CÁLCULO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA E DA COISA JULGADA. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional (...) 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos limites da coisa julgada e aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (RE 748.371- RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013 tema 660). 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 648.566- AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 16.03.2017). Desse modo, o caso efetivamente se amolda ao Tema 660 de repercussão geral. Assim, reitero que o Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência da repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da legalidade e dos limites da coisa julgada é debatida sob a ótica infraconstitucional (ARE-RG 748.371,da relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013, tema 660 da sistemática da RG). Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 14/12/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.992 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ANTONIO RODRIGUES NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA (49789/DF, 23510/PR) ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA (111180/MG, 19095/PR, 330617/SP) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A673-5D56-9C66-64E2 e senha 771E-C2D9-7A68-4BDD Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.992 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ANTONIO RODRIGUES NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA (49789/DF, 23510/PR) ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA (111180/MG, 19095/PR, 330617/SP) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A673-5D56-9C66-64E2 e senha 771E-C2D9-7A68-4BDD Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748971545
2018-12-14T00:00:00
2019-02-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 07.08.2018. ADMINISTRATIVO. REAJUSTE DE 28,86%. EMBARGOS À EXECUÇÃO. ANUÊNIOS. BASE DE CÁLCULO. APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. ART. 543-B, DO CPC/73. JUROS MORATÓRIOS. TEMA 435. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO CPC/73. RECURSO INCABÍVEL. CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO NA INSTÂNCIA A QUO. ERRO GROSSEIRO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. CONTRADITÓRIO. AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. TEMA 660. 1. Não cabe recurso dirigido ao STF, nos termos do art. 543-B, do CPC/73 e do que assentado no julgamento da Questão de Ordem no AI 760.358, Rel. Min. Gilmar Mendes, da decisão do tribunal a quo que aplica a sistemática da repercussão geral. Diante da declaração de prejudicialidade do apelo extremo caberia, no caso, agravo interno direcionado ao próprio órgão colegiado competente na origem. 2. Ademais, impende registrar que, na espécie, é inaplicável o princípio da fungibilidade, por se tratar de erro grosseiro. 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos limites da coisa julgada e aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário (RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013, Tema 660). 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC.
sjur397426
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. (APLICAÇÃO DE REPERCUSSÃO GERAL, RECURSO) AI 760358 QO (TP), ARE 941697 AgR (1ªT). (REAJUSTE DE REMUNERAÇÃO, ANUÊNIO, BASE DE CÁLCULO) AI 568669 AgR (1ªT), ARE 667197 AgR (1ªT), RE 648566 AgR (2ªT). Número de páginas: 14. Análise: 07/02/2019, MJC.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1074992
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00543B \"CAPUT\" ART-00544\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-008112 ANO-1990\n RJU-1990 REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED MPR-001704 ANO-1998\n MEDIDA PROVISÓRIA REEDIÇÃO Nº 5\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1074992 AgR
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AGTE.(S) : ANTONIO RODRIGUES NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.992 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ANTONIO RODRIGUES NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 07.08.2018. ADMINISTRATIVO. REAJUSTE DE 28,86%. EMBARGOS À EXECUÇÃO. ANUÊNIOS. BASE DE CÁLCULO. APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. ART. 543-B, DO Código de Processo Civil/73. JUROS MORATÓRIOS. TEMA 435. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO Código de Processo Civil/73. RECURSO INCABÍVEL. CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO NA INSTÂNCIA A QUO. ERRO GROSSEIRO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. CONTRADITÓRIO. AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. TEMA 660. 1. Não cabe recurso dirigido ao Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 543-B, do Código de Processo Civil/73 e do que assentado no julgamento da Questão de Ordem no AI 760.358, Rel. Min. Gilmar Mendes, da decisão do tribunal a quo que aplica a sistemática da repercussão geral. Diante da declaração de prejudicialidade do apelo extremo caberia, no caso, agravo interno direcionado ao próprio órgão colegiado competente na origem. 2. Ademais, impende registrar que, na espécie, é inaplicável o princípio da fungibilidade, por se tratar de erro grosseiro. 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos limites da coisa julgada e aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando a violação é Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC82-896B-D760-F97C e senha 650F-1A96-0DFE-706E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 1074992 AGR / PR debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013, Tema 660). 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC82-896B-D760-F97C e senha 650F-1A96-0DFE-706E Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013, Tema 660). 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 7 a 13 de dezembro de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC82-896B-D760-F97C e senha 650F-1A96-0DFE-706E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.992 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ANTONIO RODRIGUES NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 17) interposto em 07.08.2018 (eDOC 18) contra decisão em que não conheci do agravo no que se refere à matéria a qual foi aplicada, na origem, a sistemática da repercussão geral e em que neguei provimento ao recurso, quanto às questões remanescentes, nos seguintes termos (eDOC 9, p. 1-4): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado (eDOC 5, p. 228): ‘SERVIDORES PÚBLICOS. PRESCRIÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. 1. A ação de execução de título judicial oriundo de ação coletiva prescreve no mesmo prazo da ação de conhecimento. 2. No que se refere à incidência do reajuste de 28,86% sobre os anuênios, cabe salientar que a base de cálculo do referido adicional é o vencimento básico do servidor. Portanto, tendo este sido reajustado (Medida Provisória n 1.704-5/98), o adicional, por sua vez, também o foi, não podendo receber novo reajuste. 3. O art. 1... - F da Lei n 9.494/97, acrescido pela Medida Provisória n 2.180- 35/2001, que rege os juros de mora nas condenações Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.992 PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ANTONIO RODRIGUES NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental (eDOC 17) interposto em 07.08.2018 (eDOC 18) contra decisão em que não conheci do agravo no que se refere à matéria a qual foi aplicada, na origem, a sistemática da repercussão geral e em que neguei provimento ao recurso, quanto às questões remanescentes, nos seguintes termos (eDOC 9, p. 1-4): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado (eDOC 5, p. 228): ‘SERVIDORES PÚBLICOS. PRESCRIÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. 1. A ação de execução de título judicial oriundo de ação coletiva prescreve no mesmo prazo da ação de conhecimento. 2. No que se refere à incidência do reajuste de 28,86% sobre os anuênios, cabe salientar que a base de cálculo do referido adicional é o vencimento básico do servidor. Portanto, tendo este sido reajustado (Medida Provisória n 1.704-5/98), o adicional, por sua vez, também o foi, não podendo receber novo reajuste. 3. O art. 1... - F da Lei n 9.494/97, acrescido pela Medida Provisória n 2.180- 35/2001, que rege os juros de mora nas condenações Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 1074992 AGR / PR impostas à Fazenda Pública para pagamento de verbas remuneratórias devidas a servidores e empregados públicos, tem aplicação imediata, independentemente da data de ajuizamento da ação judicial.’ Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 5, p. 260). No recurso extraordinário interposto, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que o acórdão recorrido restou omisso, já que ‘deixou de levar em consideração que existe título executivo judicial onde foi estabelecido expressamente o percentual de juros moratórios a ser aplicado sobre o valor devido aos ora Embargantes, no percentual de 1% ao mês, desde a data da citação.” (eDOC 6, p. 5). A Presidência do TRF/4... Região inadmitiu o recurso nos seguintes termos (eDOC 6, p. 68-69): ‘(...) No que toca à ‘Aplicação do artigo 1...-F da Lei 9.494/97 nas ações ajuizadas anteriormente à sua vigência', o Supremo Tribunal Federal apreciou o Tema n 435 em recurso paradigma de repercussão geral, cujo acórdão restou assim ementado: ‘RECURSO. Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Art. 1...-F da Lei 9.494/97. Aplicação. Ações ajuizadas antes de sua vigência. Repercussão geral reconhecida. 9.494/97. Aplicação. Ações ajuizadas antes de sua vigência. Repercussão geral reconhecida. Precedentes. Reafirmação da jurisprudência. Recurso provido. É compatível com a Constituição a aplicabilidade imediata do art. 1...-F da Lei 9.494/97, com alteração pela Medida Provisória n 2.180-35/2001, ainda que em relação às ações ajuizadas antes de sua entrada em vigor. (AI 842063 RG, Relator(a): Min. MINISTRO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR impostas à Fazenda Pública para pagamento de verbas remuneratórias devidas a servidores e empregados públicos, tem aplicação imediata, independentemente da data de ajuizamento da ação judicial.’ Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 5, p. 260). No recurso extraordinário interposto, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que o acórdão recorrido restou omisso, já que ‘deixou de levar em consideração que existe título executivo judicial onde foi estabelecido expressamente o percentual de juros moratórios a ser aplicado sobre o valor devido aos ora Embargantes, no percentual de 1% ao mês, desde a data da citação.” (eDOC 6, p. 5). A Presidência do TRF/4... Região inadmitiu o recurso nos seguintes termos (eDOC 6, p. 68-69): ‘(...) No que toca à ‘Aplicação do artigo 1...-F da Lei 9.494/97 nas ações ajuizadas anteriormente à sua vigência', o Supremo Tribunal Federal apreciou o Tema n 435 em recurso paradigma de repercussão geral, cujo acórdão restou assim ementado: ‘RECURSO. Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Art. 1...-F da Lei 9.494/97. Aplicação. Ações ajuizadas antes de sua vigência. Repercussão geral reconhecida. 9.494/97. Aplicação. Ações ajuizadas antes de sua vigência. Repercussão geral reconhecida. Precedentes. Reafirmação da jurisprudência. Recurso provido. É compatível com a Constituição a aplicabilidade imediata do art. 1...-F da Lei 9.494/97, com alteração pela Medida Provisória n 2.180-35/2001, ainda que em relação às ações ajuizadas antes de sua entrada em vigor. (AI 842063 RG, Relator(a): Min. MINISTRO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 1074992 AGR / PR PRESIDENTE, julgado em 16/06/2011, DJe-169 DIVULG 01-09-2011 PUBLIC 02-09-2011 EMENT VOL-02579-02 PP-00217)’ Em relação à vexata quaestio, o Órgão julgador desta Corte decidiu a hipótese apresentada nos autos em consonância com o entendimento do Supremo Tribunal Federal, de forma que a pretensão recursal não merece trânsito. Assim, revela-se inviável o prosseguimento do presente recurso extraordinário, tendo em conta a nova sistemática prevista na legislação processual. Isto posto, com apoio no art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil, declaro prejudicado o recurso. Quanto aos demais dispositivos constitucionais supostamente violados, a pretensão recursal não merece trânsito, na medida em que a alegada ofensa a preceito constitucional somente se verificaria de modo indireto e reflexo, ao que não se presta o recurso extraordinário, consoante já assentado pelo Egrégio Supremo Tribunal Federal, in verbis: (...) Ante o exposto, não admito o recurso extraordinário.’ É o relatório. Decido. Inicialmente, verifica-se que contra a decisão de inadmissibilidade do apelo extremo foi interposto agravo, tal como previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, então em vigor. Entretanto, ante a declaração de prejudicialidade do recurso extraordinário, era cabível o agravo interno para o órgão colegiado competente. Ademais, impende registrar que não se admite a fungibilidade do recurso interposto com o agravo interno no caso de erro grosseiro, o que ocorre na espécie. Nesse sentido, veja-se a ementa do seguinte julgado: ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DECISÃO DO TRIBUNAL A QUO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-B DO Código de Processo Civil). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR PRESIDENTE, julgado em 16/06/2011, DJe-169 DIVULG 01-09-2011 PUBLIC 02-09-2011 EMENT VOL-02579-02 PP-00217)’ Em relação à vexata quaestio, o Órgão julgador desta Corte decidiu a hipótese apresentada nos autos em consonância com o entendimento do Supremo Tribunal Federal, de forma que a pretensão recursal não merece trânsito. Assim, revela-se inviável o prosseguimento do presente recurso extraordinário, tendo em conta a nova sistemática prevista na legislação processual. Isto posto, com apoio no art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil, declaro prejudicado o recurso. Quanto aos demais dispositivos constitucionais supostamente violados, a pretensão recursal não merece trânsito, na medida em que a alegada ofensa a preceito constitucional somente se verificaria de modo indireto e reflexo, ao que não se presta o recurso extraordinário, consoante já assentado pelo Egrégio Supremo Tribunal Federal, in verbis: (...) Ante o exposto, não admito o recurso extraordinário.’ É o relatório. Decido. Inicialmente, verifica-se que contra a decisão de inadmissibilidade do apelo extremo foi interposto agravo, tal como previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, então em vigor. Entretanto, ante a declaração de prejudicialidade do recurso extraordinário, era cabível o agravo interno para o órgão colegiado competente. Ademais, impende registrar que não se admite a fungibilidade do recurso interposto com o agravo interno no caso de erro grosseiro, o que ocorre na espécie. Nesse sentido, veja-se a ementa do seguinte julgado: ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DECISÃO DO TRIBUNAL A QUO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-B DO Código de Processo Civil). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 1074992 AGR / PR DESCABIMENTO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO Código de Processo Civil. CABIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL (OU INTERNO) PARA A ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE DE CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO APÓS 19.11.2009. É pacífico o entendimento desta Corte de que, por não se cuidar de juízo negativo de admissibilidade de recurso extraordinário, não é cabível o agravo previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, para atacar decisão de Presidente de Tribunal ou Turma Recursal de origem que aplique a sistemática da repercussão geral. A parte que queira impugnar decisão monocrática de Presidente de Tribunal ou de Turma Recursal de origem, proferida nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil, deve fazê-lo por meio de agravo regimental (ou interno). Inaplicável a conversão do presente recurso em agravo regimental a ser apreciado pela origem, já que a jurisprudência desta Corte já fixou entendimento de que após 19.11.2009, data em que julgado o AI 760.358-QO, a interposição do agravo previsto no art. 544 do Código de Processo Civil configura erro grosseiro. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 761.661 AgR, Rel. Min. PRESIDENTE, Plenário, DJe 29.4.2014 – Grifos originais) Quanto às demais questões - suposta ofensa aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal e aos limites da coisa julgada –, saliento que tais matérias já foram submetidas a exame por esta Corte na sistemática da repercussão geral (Tema 660, ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes). Na oportunidade, o acórdão restou assim ementado: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR DESCABIMENTO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO Código de Processo Civil. CABIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL (OU INTERNO) PARA A ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE DE CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL.ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO APÓS 19.11.2009. É pacífico o entendimento desta Corte de que, por não se cuidar de juízo negativo de admissibilidade de recurso extraordinário, não é cabível o agravo previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, para atacar decisão de Presidente de Tribunal ou Turma Recursal de origem que aplique a sistemática da repercussão geral. A parte que queira impugnar decisão monocrática de Presidente de Tribunal ou de Turma Recursal de origem, proferida nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil, deve fazê-lo por meio de agravo regimental (ou interno). Inaplicável a conversão do presente recurso em agravo regimental a ser apreciado pela origem, já que a jurisprudência desta Corte já fixou entendimento de que após 19.11.2009, data em que julgado o AI 760.358-QO, a interposição do agravo previsto no art. 544 do Código de Processo Civil configura erro grosseiro. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 761.661 AgR, Rel. Min. PRESIDENTE, Plenário, DJe 29.4.2014 – Grifos originais) Quanto às demais questões - suposta ofensa aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal e aos limites da coisa julgada –, saliento que tais matérias já foram submetidas a exame por esta Corte na sistemática da repercussão geral (Tema 660, ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes). Na oportunidade, o acórdão restou assim ementado: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ARE 1074992 AGR / PR Ante o exposto, não conheço do agravo no que se refere à matéria à qual foi aplicada, na origem, a sistemática da repercussão geral, nos termos do artigo 932, III, e, quanto às questões remanescentes, nego provimento ao recurso com fundamento no artigo 932, IV, b, do Código de Processo Civil”. Nas razões do presente recurso, sustenta-se, em síntese, quanto ao fundamento da decisão agravada relativo à aplicação do Tema 660 da sistemática da repercussão geral, o seguinte (eDOC 17, p. 1-2): “(...) a r. decisão contém um erro material, visto que o recurso interposto pelos ora Recorrentes em nada guarda semelhança com a controvérsia reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal no tema 660. Veja-se que o pedido constante do Recurso Extraordinário interposto pelos ora Recorrentes é para que seja reconhecida ofensa ao art. 5..., XXXV, XXXVI LIV e LV da Constituição Federal, ou, sucessivamente, seja reformado do v. acórdão recorrido por ofensa ao art. 5..., XXXVI, para reconhecer a inclusão do reajuste de 28,86% na base de cálculo dos anuênios, no período entre janeiro de 1993 e junho de 1998 e a incidência de juros de mora no percentual de 1% ao mês (conforme estabelecido no título executivo). Na controvérsia n. 660 o que se discute é a violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais - extensão do entendimento ao princípio do devido processo legal e aos limites da coisa julgada. Assim sendo, verifica-se que o debate acerca da violação ao princípio do contraditório e da ampla defesa não possui qualquer relação com o objeto do recurso interposto pelos Recorrentes, qual seja, a inclusão do reajuste de 28,86% na base de cálculo dos anuênios, no período entre janeiro de 1993 e junho de 1998 e a incidência de juros de mora no percentual de 1% ao mês (conforme estabelecido no título executivo)”. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR Ante o exposto, não conheço do agravo no que se refere à matéria à qual foi aplicada, na origem, a sistemática da repercussão geral, nos termos do artigo 932, III, e, quanto às questões remanescentes, nego provimento ao recurso com fundamento no artigo 932, IV, b, do Código de Processo Civil”. Nas razões do presente recurso, sustenta-se, em síntese, quanto ao fundamento da decisão agravada relativo à aplicação do Tema 660 da sistemática da repercussão geral, o seguinte (eDOC 17, p. 1-2): “(...) a r. decisão contém um erro material, visto que o recurso interposto pelos ora Recorrentes em nada guarda semelhança com a controvérsia reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal no tema 660. Veja-se que o pedido constante do Recurso Extraordinário interposto pelos ora Recorrentes é para que seja reconhecida ofensa ao art. 5..., XXXV, XXXVI LIV e LV da Constituição Federal, ou, sucessivamente, seja reformado do v. acórdão recorrido por ofensa ao art. 5..., XXXVI, para reconhecer a inclusão do reajuste de 28,86% na base de cálculo dos anuênios, no período entre janeiro de 1993 e junho de 1998 e a incidência de juros de mora no percentual de 1% ao mês (conforme estabelecido no título executivo). Na controvérsia n. 660 o que se discute é a violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais - extensão do entendimento ao princípio do devido processo legal e aos limites da coisa julgada. Assim sendo, verifica-se que o debate acerca da violação ao princípio do contraditório e da ampla defesa não possui qualquer relação com o objeto do recurso interposto pelos Recorrentes, qual seja, a inclusão do reajuste de 28,86% na base de cálculo dos anuênios, no período entre janeiro de 1993 e junho de 1998 e a incidência de juros de mora no percentual de 1% ao mês (conforme estabelecido no título executivo)”. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório ARE 1074992 AGR / PR Pretende-se, ainda, discutir a aplicação, na origem, do Tema 435, com apoio nos seguintes argumentos (eDOC 17, p. 2-3): “(...) o recurso interposto pelos ora Recorrentes em nada guarda semelhança com a controvérsia reconhecida no tema 435. Veja-se que a discussão travada nos presentes autos diz respeito à incidência de juros de mora no percentual de 1% ao mês, tendo em vista a previsão expressa constante no título executivo já transitado em julgado. Portanto, não há que se falar em aplicação do tema 435 ao presente caso, sob pena de violação à coisa julgada. Com efeito, ressalte-se que o título executivo que originou a ação de execução de sentença, reconheceu, nos termos da certidão explicativa anexa, o direito dos ora Recorrentes à contagem do tempo de serviço público anterior a janeiro de 1991, para fins de concessão dos adicionais por tempo de serviço à razão de 1% (um por cento) por ano de trabalho; a incorporação dos adicionais de tempo de serviço aos vencimentos, após a sua concessão, com a consequente incidência das demais parcelas que incidem sobre o padrão do cargo, bem como o pagamento das diferenças atrasadas, tudo devidamente corrigido e acrescidos de juros moratórios. Com efeito, entendimento diverso implicaria em ofensa à coisa julgada, o que é vedado pelo nosso ordenamento jurídico”. A parte agravada, devidamente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 23). É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR Pretende-se, ainda, discutir a aplicação, na origem, do Tema 435, com apoio nos seguintes argumentos (eDOC 17, p. 2-3): “(...) o recurso interposto pelos ora Recorrentes em nada guarda semelhança com a controvérsia reconhecida no tema 435. Veja-se que a discussão travada nos presentes autos diz respeito à incidência de juros de mora no percentual de 1% ao mês, tendo em vista a previsão expressa constante no título executivo já transitado em julgado. Portanto, não há que se falar em aplicação do tema 435 ao presente caso, sob pena de violação à coisa julgada. Com efeito, ressalte-se que o título executivo que originou a ação de execução de sentença, reconheceu, nos termos da certidão explicativa anexa, o direito dos ora Recorrentes à contagem do tempo de serviço público anterior a janeiro de 1991, para fins de concessão dos adicionais por tempo de serviço à razão de 1% (um por cento) por ano de trabalho; a incorporação dos adicionais de tempo de serviço aos vencimentos, após a sua concessão, com a consequente incidência das demais parcelas que incidem sobre o padrão do cargo, bem como o pagamento das diferenças atrasadas, tudo devidamente corrigido e acrescidos de juros moratórios. Com efeito, entendimento diverso implicaria em ofensa à coisa julgada, o que é vedado pelo nosso ordenamento jurídico”. A parte agravada, devidamente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 23). É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3435-C681-B27D-96F5 e senha 8040-8BE1-0C70-1369 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.992 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. Os Recorrentes não trouxeram argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Com efeito, contra a decisão de inadmissibilidade do apelo extremo foi interposto agravo, tal como previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, então em vigor. Entretanto, contra a parte de tal decisão que declarou a prejudicialidade do recurso extraordinário, quanto à matéria relacionada aos juros moratórios, em face da aplicação do Tema 435 da sistemática da repercussão geral, era cabível a interposição de agravo interno para o próprio órgão colegiado competente na origem. Ademais, ressaltou-se na decisão ora impugnada que a jurisprudência desta Corte não admite a fungibilidade do recurso interposto como agravo interno no caso de erro grosseiro, o que ocorre na espécie. Além do julgado citado na decisão ora impugnada, confira-se, ainda, o seguinte: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO Código de Processo Civil/73. NÃO CABIMENTO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM. CABIMENTO SOMENTE PARA OS RECURSOS INTERPOSTOS ANTES DE 19/11/2009. HONORÁRIOS NÃO FIXADOS PELA ORIGEM. MAJORAÇÃO DESCABIDA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – Não é Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Supremo Tribunal Federal 14/12/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.992 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. Os Recorrentes não trouxeram argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Com efeito, contra a decisão de inadmissibilidade do apelo extremo foi interposto agravo, tal como previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, então em vigor. Entretanto, contra a parte de tal decisão que declarou a prejudicialidade do recurso extraordinário, quanto à matéria relacionada aos juros moratórios, em face da aplicação do Tema 435 da sistemática da repercussão geral, era cabível a interposição de agravo interno para o próprio órgão colegiado competente na origem. Ademais, ressaltou-se na decisão ora impugnada que a jurisprudência desta Corte não admite a fungibilidade do recurso interposto como agravo interno no caso de erro grosseiro, o que ocorre na espécie. Além do julgado citado na decisão ora impugnada, confira-se, ainda, o seguinte: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO Código de Processo Civil/73. NÃO CABIMENTO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM. CABIMENTO SOMENTE PARA OS RECURSOS INTERPOSTOS ANTES DE 19/11/2009. HONORÁRIOS NÃO FIXADOS PELA ORIGEM. MAJORAÇÃO DESCABIDA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – Não é Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1074992 AGR / PR cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes. II – A aplicação do princípio da fungibilidade recursal, com a devolução dos autos para julgamento pelo Tribunal de origem como agravo regimental, só é cabível nos processos interpostos antes de 19/11/2009. IV – Incabível a majoração de honorários, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. V – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4... do Código de Processo Civil” (ARE 977.638-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 02.12.2016). Assim, verifica-se que está correta a decisão agravada que, apoiada em orientação deste Supremo Tribunal Federal, entendeu que a questão objeto do apelo extremo, quanto à aplicação dos juros moratórios, não poderia ser reexaminada no âmbito desta Corte pois, neste ponto, o recurso de agravo previsto no art. 544 do Código de Processo Civil/73, não é cabível, a teor do que dispõe o art. 543-B, do Código de Processo Civil/73 e do assentado no julgamento da Questão de Ordem no AI 760.358, Rel. Min. Gilmar Mendes. Confira-se, a respeito: “EMENTA DIREITO ELEITORAL. DOAÇÃO ILEGAL. MULTA. RECURSO EXTAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que incabível recurso – agravo e reclamação – contra a sistemática da repercussão geral (art. 543-B do Código de Processo Civil/73) aplicada pelo Tribunal de origem, observado como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes. II – A aplicação do princípio da fungibilidade recursal, com a devolução dos autos para julgamento pelo Tribunal de origem como agravo regimental, só é cabível nos processos interpostos antes de 19/11/2009. IV – Incabível a majoração de honorários, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. V – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4... do Código de Processo Civil” (ARE 977.638-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 02.12.2016). Assim, verifica-se que está correta a decisão agravada que, apoiada em orientação deste Supremo Tribunal Federal, entendeu que a questão objeto do apelo extremo, quanto à aplicação dos juros moratórios, não poderia ser reexaminada no âmbito desta Corte pois, neste ponto, o recurso de agravo previsto no art. 544 do Código de Processo Civil/73, não é cabível, a teor do que dispõe o art. 543-B, do Código de Processo Civil/73 e do assentado no julgamento da Questão de Ordem no AI 760.358, Rel. Min. Gilmar Mendes. Confira-se, a respeito: “EMENTA DIREITO ELEITORAL. DOAÇÃO ILEGAL. MULTA. RECURSO EXTAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que incabível recurso – agravo e reclamação – contra a sistemática da repercussão geral (art. 543-B do Código de Processo Civil/73) aplicada pelo Tribunal de origem, observado como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1074992 AGR / PR marco temporal a data de 19.11.2009. 2. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo regimental, ratifica-se a adequação da sistemática aplicada à espécie (art. 328 do RISTF). 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 941.697-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 13.10.2016). Ademais, quanto à questão remanescente, conforme consignei, esta Suprema Corte declarou que a discussão sobre a violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da aplicação de normas infraconstitucionais, não possui repercussão geral (ARE 748.371, Relator Gilmar Mendes, Pleno, DJe 01.08.2013, Tema 660). Desse modo, a análise da suposta ofensa aos princípios supracitados demanda, na hipótese dos autos, o exame dos dispositivos infraconstitucionais nos quais se baseou o Tribunal de origem para negar provimento à apelação cível dos ora Agravantes (Medida Provisória 1.704-5/98 e Lei 8.112/90). É o que se depreende dos seguintes fragmentos do voto condutor do acórdão recorrido (eDOC 5, p. 225): “Passo a examinar o recurso da parte embargada. Preliminarmente, verifico que a matéria ventilada no Agravo Retido se confunde com o mérito desta apelação, razão pela qual com este será analisado. No que se refere à incidência do reajuste de 28,86% sobre os anuênios, cabe salientar que a base de cálculo do referido adicional é o vencimento básico do servidor. Portanto, tendo este sido reajustado (Medida Provisória n 1.704- 5/98), o adicional, por sua vez, também o foi, não podendo receber novo reajuste. É descabida, também, a inclusão das rubricas referentes às férias e 13... salário na base de cálculo dos anuênios. Nos termos do revogado art. 67 da Lei n 8.112/90, o adicional por tempo de serviço incide exclusivamente sobre o vencimento básico do servidor”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR marco temporal a data de 19.11.2009. 2. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo regimental, ratifica-se a adequação da sistemática aplicada à espécie (art. 328 do RISTF). 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 941.697-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 13.10.2016). Ademais, quanto à questão remanescente, conforme consignei, esta Suprema Corte declarou que a discussão sobre a violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da aplicação de normas infraconstitucionais, não possui repercussão geral (ARE 748.371, Relator Gilmar Mendes, Pleno, DJe 01.08.2013, Tema 660). Desse modo, a análise da suposta ofensa aos princípios supracitados demanda, na hipótese dos autos, o exame dos dispositivos infraconstitucionais nos quais se baseou o Tribunal de origem para negar provimento à apelação cível dos ora Agravantes (Medida Provisória 1.704-5/98 e Lei 8.112/90). É o que se depreende dos seguintes fragmentos do voto condutor do acórdão recorrido (eDOC 5, p. 225): “Passo a examinar o recurso da parte embargada. Preliminarmente, verifico que a matéria ventilada no Agravo Retido se confunde com o mérito desta apelação, razão pela qual com este será analisado. No que se refere à incidência do reajuste de 28,86% sobre os anuênios, cabe salientar que a base de cálculo do referido adicional é o vencimento básico do servidor. Portanto, tendo este sido reajustado (Medida Provisória n 1.704- 5/98), o adicional, por sua vez, também o foi, não podendo receber novo reajuste. É descabida, também, a inclusão das rubricas referentes às férias e 13... salário na base de cálculo dos anuênios. Nos termos do revogado art. 67 da Lei n 8.112/90, o adicional por tempo de serviço incide exclusivamente sobre o vencimento básico do servidor”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1074992 AGR / PR Nesse mesmo sentido, aponto, em casos análogos, os seguintes julgados: “1. Servidor público inativo. Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa à base de cálculo de gratificações e anuênios decidida à luz da legislação infraconstitucional pertinente ao caso: a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636. 2. Improcedência das alegações da negativa de prestação jurisdicional e de inexistência de motivação do acórdão recorrido” (AI 568.669-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJe 17.08.2007). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Coisa julgada. Limites objetivos. Ofensa reflexa. Compensação do reajuste de 28,86%. Leis ns 8.622/93 e 8.627/93. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. É pacífica a orientação desta Corte de que não se presta o recurso extraordinário à verificação dos limites objetivos da coisa julgada, haja vista tratar-se de discussão de índole infraconstitucional. 3. O Plenário desta Corte, no exame do AI n 843.753/AL, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à compensação do reajuste de 28,86% com as reposições salariais posteriores ao reajustamento concedido pelas Leis ns 8.622/93 e 8.627/93, diante da suposta violação dos limites objetivos da coisa julgada, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 667.197-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR Nesse mesmo sentido, aponto, em casos análogos, os seguintes julgados: “1. Servidor público inativo. Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa à base de cálculo de gratificações e anuênios decidida à luz da legislação infraconstitucional pertinente ao caso: a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636. 2. Improcedência das alegações da negativa de prestação jurisdicional e de inexistência de motivação do acórdão recorrido” (AI 568.669-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJe 17.08.2007). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Coisa julgada. Limites objetivos. Ofensa reflexa. Compensação do reajuste de 28,86%. Leis ns 8.622/93 e 8.627/93. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. É pacífica a orientação desta Corte de que não se presta o recurso extraordinário à verificação dos limites objetivos da coisa julgada, haja vista tratar-se de discussão de índole infraconstitucional. 3. O Plenário desta Corte, no exame do AI n 843.753/AL, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à compensação do reajuste de 28,86% com as reposições salariais posteriores ao reajustamento concedido pelas Leis ns 8.622/93 e 8.627/93, diante da suposta violação dos limites objetivos da coisa julgada, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 667.197-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1074992 AGR / PR EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 8.9.2014. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO DISTRITAL. REAJUSTE DE 84,32% REFERENTE A MARÇO DE 1990. RETIFICAÇÃO DE CÁLCULO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA E DA COISA JULGADA. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional (...) 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos limites da coisa julgada e aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (Recurso Extraordinário 748.371- RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013 tema 660). 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 648.566- AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 16.03.2017). Desse modo, o caso efetivamente se amolda ao Tema 660 de repercussão geral. Assim, reitero que o Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência da repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da legalidade e dos limites da coisa julgada é debatida sob a ótica infraconstitucional (ARE-RG 748.371,da relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013, tema 660 da sistemática da RG). Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Supremo Tribunal Federal ARE 1074992 AGR / PR EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 8.9.2014. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO DISTRITAL. REAJUSTE DE 84,32% REFERENTE A MARÇO DE 1990. RETIFICAÇÃO DE CÁLCULO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA E DA COISA JULGADA. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional (...) 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos limites da coisa julgada e aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (Recurso Extraordinário 748.371- RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013 tema 660). 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 648.566- AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 16.03.2017). Desse modo, o caso efetivamente se amolda ao Tema 660 de repercussão geral. Assim, reitero que o Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência da repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da legalidade e dos limites da coisa julgada é debatida sob a ótica infraconstitucional (ARE-RG 748.371,da relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013, tema 660 da sistemática da RG). Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 137F-6A18-41D0-73BC e senha C881-49A8-5F54-080D Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 14/12/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.992 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ANTONIO RODRIGUES NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA (49789/DF, 23510/PR) ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA (111180/MG, 19095/PR, 330617/SP) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A673-5D56-9C66-64E2 e senha 771E-C2D9-7A68-4BDD Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.074.992 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ANTONIO RODRIGUES NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA (49789/DF, 23510/PR) ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA (111180/MG, 19095/PR, 330617/SP) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.12.2018 a 13.12.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A673-5D56-9C66-64E2 e senha 771E-C2D9-7A68-4BDD Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "AI 760 . 358", "ARE 1074992 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "AI 842063 RG", "ARE 1074992 AGR / PR", "AI 842063 RG", "ARE 1074992 AGR / PR", "ARE 1074992 AGR / PR", "AI 760 . 358 - QO", "ARE 761 . 661 AgR", "ARE 1074992", "AI 760 . 358 - QO", "ARE 761 . 661 AgR", "ARE 748 . 371", "ARE 1074992 AGR / PR", "ARE 1074992 AGR / PR", "ARE 1074992 AGR / PR", "ARE 1074992 AGR / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 074 . 992", "AI 760 . 358 - QO / SE", "ARE 977 . 638 - AgR", "AI 760 . 358", "ARE 1074992 AGR / PR", "AI 760 . 358 - QO / SE", "ARE 977 . 638 - AgR", "AI 760 . 358", "ARE 941 . 697 - AgR", "ARE 748 . 371", "ARE 1074992 AGR / PR", "ARE 941 . 697 - AgR", "ARE 748 . 371", "AI 568 . 669 - AgR", "AI n 843 . 753 / AL", "ARE 667 . 197 - AgR", "ARE 1074992 AGR / PR", "AI 568 . 669 - AgR", "AI n 843 . 753 / AL", "ARE 667 . 197 - AgR", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "Recurso Extraordinário 648 . 566 - AgR", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "ARE 1074992 AGR /", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "Recurso Extraordinário 648 . 566 -", "ARE", "-", "RG 748 . 371" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 543 - B , DO Código de Processo Civil / 73", "ART . 544 DO Código de Processo Civil / 73", "art . 543 - B , do Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 1 . 704 - 5 / 98", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 180 - 35 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 1 . 704 - 5 / 98", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 180 - 35 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , XXXV , XXXVI , LIV e LV , do Texto Constitucional", "artigo 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 97", "Art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 97", "Constituição", "art . 1 . . . -", "Medida Provisória n 2 . 180 - 35 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , XXXV , XXXVI , LIV e LV , do Texto Constitucional", "artigo 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 97", "Art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 97", "Constituição", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 180 - 35 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 544 do Código de Processo Civil", "ART . 543 - B DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 544 do Código de Processo Civil", "ART . 543 - B DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 544 DO Código de Processo Civil", "art . 544 do Código de Processo Civil", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 544 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 544 DO Código de Processo Civil", "art . 544 do Código de Processo Civil", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 544 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória", "artigo 932 , IV , b , do Código de Processo Civil", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 932 ,", "artigo 932 , IV , b , do Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , XXXV , XXXVI LIV e LV da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "art . 544 do Código de Processo Civil", "ART . 544 DO Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 do Código de Processo Civil", "ART . 544 DO Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . do Código de Processo Civil", "art . 544 do Código de Processo Civil / 73", "art . 543 - B , do Código de Processo Civil / 73", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 543 - B do Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . do Código de Processo Civil", "art . 544 do Código de Processo Civil / 73", "art . 543 - B , do Código de Processo Civil / 73", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 543 - B do Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 328 do RISTF", "Medida Provisória 1 . 704 - 5 / 98", "Lei 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 1 . 704 - 5 / 98", "art . 67 da Lei n 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 328 do RISTF", "Medida Provisória 1 . 704 - 5 / 98", "Lei 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 1 . 704 - 5 / 98", "art . 67 da Lei n 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE", "FUNASA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda", "TRF", "/", "4", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Presidência", "TRF", "/", "4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "494", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Pleno", "Supremo Tribunal 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ARZENO DA SILVA", "MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "ANTONIO RODRIGUES NETO", "JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA", "MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "Sepúlveda", "Cezar Peluso", "Dias Toffoli", "Sepúlveda Pertence", "Cezar Peluso", "Dias Toffoli", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "ANTONIO RODRIGUES NETO", "JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA", "MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "ANTONIO RODRIGUES NETO", "JOAO LUIZ ARZENO DA SILVA", "MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "14", "/", "12", "/", "2018", "07", ".", "08", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2013", "7", "13 de dezembro de 2018", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2013", "7", "14 de dezembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "07", ".", "08", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "07", ".", "08", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "06", "/", "2011", "01", "-", "09", "-", "2011", "02", "-", "09", "-", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "06", "/", "2011", "01", "-", "09", "-", "2011", "02", "-", "09", "-", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "11", ".", "2009", "19", ".", "11", ".", "2009", "29", ".", "4", ".", 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"01", ".", "08", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "08", ".", "2007", "14", ".", "12", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "08", ".", "2007", "14", ".", "12", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "9", ".", "2014", "MARÇO DE 1990", "1", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2013", "16", ".", "03", ".", "2017", "1", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "9", ".", "2014", "MARÇO DE 1990", ".", ".", "08", ".", "2013", "16", ".", "03", ".", "2017", "1", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "2018", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "12", ".", "2018", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.064.752 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE PIACATU AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PIACATU ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, CAPUT, V, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CARGOS DE PROVIMENTO EM COMISSÃO. PERCENTUAL A SER OCUPADO POR SERVIDORES PÚBLICOS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 280/STF. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI MUNICIPAL. VIOLAÇÃO DE DISPOSITIVO DE CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DA NORMA DE REPRODUÇÃO OBRIGATÓRIA PREVISTA NA CARTA ESTADUAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais (art. 37, caput, V, da Lei Maior). Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18D1-209D-B46E-7B9D e senha A776-7E73-ECE6-2161 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RE 1064752 AGR / SP 2. Ausência de demonstração da norma de reprodução obrigatória prevista na Constituição estadual que teria sido violada. Aplicação do entendimento jurisprudencial vertido na Súmula nº 284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 10 a 16 de maio de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 17 de maio de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18D1-209D-B46E-7B9D e senha A776-7E73-ECE6-2161 Supremo Tribunal Federal RE 1064752 AGR / SP 2. Ausência de demonstração da norma de reprodução obrigatória prevista na Constituição estadual que teria sido violada. Aplicação do entendimento jurisprudencial vertido na Súmula nº 284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 10 a 16 de maio de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 17 de maio de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18D1-209D-B46E-7B9D e senha A776-7E73-ECE6-2161 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.064.752 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE PIACATU AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PIACATU ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 37, caput, V, da Lei Maior. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “Ação direta de inconstitucionalidade. Artigo 23, parágrafo único, da Lei Complementar 116, de 13 de jundo de 2016 do Município de Piacatu. Dez como percentual mínimo dos cargos de provimento em comissão a serem preenchidos por servidores públicos ocupantes de cargo efetivo. Embora imperiosa a fixação, inexiste quantificação no artigo 115, inciso V da Constituição Estadual. Inocorrência de eiva constitucional. Ação improcedente” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D935-E14E-E6F2-4E87 e senha AC68-277F-104D-FC27 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.064.752 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE PIACATU AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PIACATU ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 37, caput, V, da Lei Maior. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “Ação direta de inconstitucionalidade. Artigo 23, parágrafo único, da Lei Complementar 116, de 13 de jundo de 2016 do Município de Piacatu. Dez como percentual mínimo dos cargos de provimento em comissão a serem preenchidos por servidores públicos ocupantes de cargo efetivo. Embora imperiosa a fixação, inexiste quantificação no artigo 115, inciso V da Constituição Estadual. Inocorrência de eiva constitucional. Ação improcedente” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D935-E14E-E6F2-4E87 e senha AC68-277F-104D-FC27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RE 1064752 AGR / SP É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D935-E14E-E6F2-4E87 e senha AC68-277F-104D-FC27 Supremo Tribunal Federal RE 1064752 AGR / SP É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D935-E14E-E6F2-4E87 e senha AC68-277F-104D-FC27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.064.752 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, a suposta afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais (art. 37, caput, V, da Lei Maior), somente poderia ser constatada a partir de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 05.09.2017. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CARGOS EM COMISSÃO. PERCENTUAL MÍNIMO. PREENCHIMENTO. CARGOS DE CARREIRA. LEI COMPLEMENTAR 105/2015. MUNICÍPIO DE PEDRA BELA. ART. 115, V, DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. ALEGADA OFENSA AO ART. 37, CAPUT, E INCISO V, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. PRECEDENTES. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. Para divergir da conclusão adotada pelo tribunal de origem, quanto à alegada afronta aos dispositivos constitucionais dados como contrariados (art. 37, caput e inciso V), a respeito da observância do percentual mínimo de cargos em comissão a serem preenchidos por servidores de carreira, no que tange ao quantitativo de cargos existentes, bem como das necessidades exigidas para o funcionamento adequado da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C7-529F-6667-D550 e senha 2188-CF1C-6997-F693 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.064.752 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, a suposta afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais (art. 37, caput, V, da Lei Maior), somente poderia ser constatada a partir de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 05.09.2017. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CARGOS EM COMISSÃO. PERCENTUAL MÍNIMO. PREENCHIMENTO. CARGOS DE CARREIRA. LEI COMPLEMENTAR 105/2015. MUNICÍPIO DE PEDRA BELA. ART. 115, V, DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. ALEGADA OFENSA AO ART. 37, CAPUT, E INCISO V, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. PRECEDENTES. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. Para divergir da conclusão adotada pelo tribunal de origem, quanto à alegada afronta aos dispositivos constitucionais dados como contrariados (art. 37, caput e inciso V), a respeito da observância do percentual mínimo de cargos em comissão a serem preenchidos por servidores de carreira, no que tange ao quantitativo de cargos existentes, bem como das necessidades exigidas para o funcionamento adequado da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C7-529F-6667-D550 e senha 2188-CF1C-6997-F693 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1064752 AGR / SP Administração, seria necessário, no caso, o reexame de fatos e provas, o que é vedado na via extraordinária, nos termos da Súmula 279 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. Inaplicável a norma do art. 85, § 11, do CPC, por se tratar de recurso oriundo de ação direta de inconstitucionalidade.” (RE 1006676 AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2ª Turma, DJe 11.4.2019) “DIREITO ADMINISTRATIVO. CARGOS DE PROVIMENTO EM COMISSÃO. PERCENTUAL MÍNIMO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, V, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (RE 1.151.175-AgR, da minha lavra, 1ª Turma, DJe 30.11.2018) “DIREITO CONSTITUCIONAL . AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. LEI MUNICIPAL. CARGOS EM COMISSÃO. PERCENTUAL MÍNIMO. SÚMULA 279/STF. 1. Hipótese em que para se chegar em conclusão diversa da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C7-529F-6667-D550 e senha 2188-CF1C-6997-F693 Supremo Tribunal Federal RE 1064752 AGR / SP Administração, seria necessário, no caso, o reexame de fatos e provas, o que é vedado na via extraordinária, nos termos da Súmula 279 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. Inaplicável a norma do art. 85, § 11, do CPC, por se tratar de recurso oriundo de ação direta de inconstitucionalidade.” (RE 1006676 AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2ª Turma, DJe 11.4.2019) “DIREITO ADMINISTRATIVO. CARGOS DE PROVIMENTO EM COMISSÃO. PERCENTUAL MÍNIMO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, V, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (RE 1.151.175-AgR, da minha lavra, 1ª Turma, DJe 30.11.2018) “DIREITO CONSTITUCIONAL . AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. LEI MUNICIPAL. CARGOS EM COMISSÃO. PERCENTUAL MÍNIMO. SÚMULA 279/STF. 1. Hipótese em que para se chegar em conclusão diversa da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C7-529F-6667-D550 e senha 2188-CF1C-6997-F693 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1064752 AGR / SP proferida pelo Tribunal de origem seria necessário o exame das circunstâncias fáticas presentes nos autos, o que é vedado pela Súmula 279/STF. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não cabe a fixação de honorários. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (RE 986269 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 12.6.2018) De mais a mais, na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, é pressuposto de cabimento de recurso extraordinário manejado contra acórdão prolatado em ação direta de inconstitucionalidade a demonstração da norma de repetição obrigatória inserida na Constituição estadual que teria sido violada. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE PERANTE O TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. LEI MUNICIPAL. CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO PARÂMETRO DE CONTROLE NORMATIVO LOCAL QUE CORRESPONDE À NORMA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA PELOS DEMAIS ENTES INTEGRANTES DA FEDERAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O recurso extraordinário de ação direta de inconstitucionalidade estadual ou distrital somente é admitido quando o parâmetro de controle normativo local corresponder a norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos demais entes integrantes da Federação. Assim, é pressuposto de cabimento do recurso extraordinário interposto contra acórdão prolatado em ação direta, a demonstração de qual norma de repetição obrigatória inserida na Constituição local foi violada. Precedentes: RCL nº 383, Plenário, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ de 21/05/1993; RCL nº 596-AgR, Plenário, Relator o Ministro Néri da Silveira, Plenário, DJ de 14/11/1996. 2. Ademais, ao julgar a ADI nº 3.225/RJ, esta Corte declarou constitucional o artigo 112, § 2º, da Constituição do Estado do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C7-529F-6667-D550 e senha 2188-CF1C-6997-F693 Supremo Tribunal Federal RE 1064752 AGR / SP proferida pelo Tribunal de origem seria necessário o exame das circunstâncias fáticas presentes nos autos, o que é vedado pela Súmula 279/STF. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não cabe a fixação de honorários. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (RE 986269 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 12.6.2018) De mais a mais, na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, é pressuposto de cabimento de recurso extraordinário manejado contra acórdão prolatado em ação direta de inconstitucionalidade a demonstração da norma de repetição obrigatória inserida na Constituição estadual que teria sido violada. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE PERANTE O TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. LEI MUNICIPAL. CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO PARÂMETRO DE CONTROLE NORMATIVO LOCAL QUE CORRESPONDE À NORMA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA PELOS DEMAIS ENTES INTEGRANTES DA FEDERAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O recurso extraordinário de ação direta de inconstitucionalidade estadual ou distrital somente é admitido quando o parâmetro de controle normativo local corresponder a norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos demais entes integrantes da Federação. Assim, é pressuposto de cabimento do recurso extraordinário interposto contra acórdão prolatado em ação direta, a demonstração de qual norma de repetição obrigatória inserida na Constituição local foi violada. Precedentes: RCL nº 383, Plenário, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ de 21/05/1993; RCL nº 596-AgR, Plenário, Relator o Ministro Néri da Silveira, Plenário, DJ de 14/11/1996. 2. Ademais, ao julgar a ADI nº 3.225/RJ, esta Corte declarou constitucional o artigo 112, § 2º, da Constituição do Estado do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C7-529F-6667-D550 e senha 2188-CF1C-6997-F693 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1064752 AGR / SP Rio de Janeiro. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 588.426-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 28.02.2013.) Na hipótese, o recorrente deixou de demonstrar esse pressuposto na petição de recurso extraordinário. Aplicável, portanto, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula nº 284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJE de 23.02.2012; AI 762.808-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ayres Britto, DJE de 30.3.2012; RE 356.310- gR- egundo, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJE de 11.10.2011; e RE 656.256-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJE de 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C7-529F-6667-D550 e senha 2188-CF1C-6997-F693 Supremo Tribunal Federal RE 1064752 AGR / SP Rio de Janeiro. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 588.426-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 28.02.2013.) Na hipótese, o recorrente deixou de demonstrar esse pressuposto na petição de recurso extraordinário. Aplicável, portanto, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula nº 284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJE de 23.02.2012; AI 762.808-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ayres Britto, DJE de 30.3.2012; RE 356.310- gR- egundo, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJE de 11.10.2011; e RE 656.256-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJE de 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C7-529F-6667-D550 e senha 2188-CF1C-6997-F693 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.064.752 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE PIACATU AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PIACATU ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC66-5F61-719E-F395 e senha 82F9-4EE1-FDE1-11DB Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.064.752 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE PIACATU AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PIACATU ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC66-5F61-719E-F395 e senha 82F9-4EE1-FDE1-11DB Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749959483
2019-05-17T00:00:00
2019-05-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, CAPUT, V, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CARGOS DE PROVIMENTO EM COMISSÃO. PERCENTUAL A SER OCUPADO POR SERVIDORES PÚBLICOS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 280/STF. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI MUNICIPAL. VIOLAÇÃO DE DISPOSITIVO DE CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DA NORMA DE REPRODUÇÃO OBRIGATÓRIA PREVISTA NA CARTA ESTADUAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais (art. 37, caput, V, da Lei Maior). Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. Ausência de demonstração da norma de reprodução obrigatória prevista na Constituição estadual que teria sido violada. Aplicação do entendimento jurisprudencial vertido na Súmula nº 284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur404509
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) RE 986269 AgR (1ªT), RE 1006676 AgR (2ªT), RE 1151175 AgR (1ªT). (NORMA DE REPETIÇÃO OBRIGATÓRIA, DEMONSTRAÇÃO) RE 588426 AgR (1ªT). (SÚMULA 284/STF) AI 762808 AgR (2ªT), RE 356310 AgR-segundo (1ªT), RE 656256 AgR (1ªT), ARE 656357 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 05/07/2019, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1064752
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LCP-000116 ANO-2016\n LEI COMPLEMENTAR DO MUNICÍPIO DE PIACATU, SP" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1064752 AgR
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AGTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE PIACATU AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PIACATU ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.064.752 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE PIACATU AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PIACATU ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, CAPUT, V, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CARGOS DE PROVIMENTO EM COMISSÃO. PERCENTUAL A SER OCUPADO POR SERVIDORES PÚBLICOS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI MUNICIPAL. VIOLAÇÃO DE DISPOSITIVO DE CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DA NORMA DE REPRODUÇÃO OBRIGATÓRIA PREVISTA NA CARTA ESTADUAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais (art. 37, caput, V, da Lei Maior). Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18D1-209D-B46E-7B9D e senha A776-7E73-ECE6-2161 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1064752 AGR / SP 2. Ausência de demonstração da norma de reprodução obrigatória prevista na Constituição estadual que teria sido violada. Aplicação do entendimento jurisprudencial vertido na Súmula n 284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 10 a 16 de maio de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 17 de maio de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18D1-209D-B46E-7B9D e senha A776-7E73-ECE6-2161 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1064752 AGR / SP 2. Ausência de demonstração da norma de reprodução obrigatória prevista na Constituição estadual que teria sido violada. Aplicação do entendimento jurisprudencial vertido na Súmula n 284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 10 a 16 de maio de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 17 de maio de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18D1-209D-B46E-7B9D e senha A776-7E73-ECE6-2161 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.064.752 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE PIACATU AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PIACATU ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 37, caput, V, da Lei Maior. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “Ação direta de inconstitucionalidade. Artigo 23, parágrafo único, da Lei Complementar 116, de 13 de jundo de 2016 do Município de Piacatu. Dez como percentual mínimo dos cargos de provimento em comissão a serem preenchidos por servidores públicos ocupantes de cargo efetivo. Embora imperiosa a fixação, inexiste quantificação no artigo 115, inciso V da Constituição Estadual. Inocorrência de eiva constitucional. Ação improcedente” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D935-E14E-E6F2-4E87 e senha AC68-277F-104D-FC27 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.064.752 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE PIACATU AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PIACATU ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 37, caput, V, da Lei Maior. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “Ação direta de inconstitucionalidade. Artigo 23, parágrafo único, da Lei Complementar 116, de 13 de jundo de 2016 do Município de Piacatu. Dez como percentual mínimo dos cargos de provimento em comissão a serem preenchidos por servidores públicos ocupantes de cargo efetivo. Embora imperiosa a fixação, inexiste quantificação no artigo 115, inciso V da Constituição Estadual. Inocorrência de eiva constitucional. Ação improcedente” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D935-E14E-E6F2-4E87 e senha AC68-277F-104D-FC27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 1064752 AGR / SP É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D935-E14E-E6F2-4E87 e senha AC68-277F-104D-FC27 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1064752 AGR / SP É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D935-E14E-E6F2-4E87 e senha AC68-277F-104D-FC27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.064.752 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, a suposta afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais (art. 37, caput, V, da Lei Maior), somente poderia ser constatada a partir de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 05.09.2017. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CARGOS EM COMISSÃO. PERCENTUAL MÍNIMO. PREENCHIMENTO. CARGOS DE CARREIRA. LEI COMPLEMENTAR 105/2015. MUNICÍPIO DE PEDRA BELA. ART. 115, V, DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. ALEGADA OFENSA AO ART. 37, CAPUT, E INCISO V, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. Para divergir da conclusão adotada pelo tribunal de origem, quanto à alegada afronta aos dispositivos constitucionais dados como contrariados (art. 37, caput e inciso V), a respeito da observância do percentual mínimo de cargos em comissão a serem preenchidos por servidores de carreira, no que tange ao quantitativo de cargos existentes, bem como das necessidades exigidas para o funcionamento adequado da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C7-529F-6667-D550 e senha 2188-CF1C-6997-F693 Supremo Tribunal Federal 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.064.752 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, a suposta afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais (art. 37, caput, V, da Lei Maior), somente poderia ser constatada a partir de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 05.09.2017. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CARGOS EM COMISSÃO. PERCENTUAL MÍNIMO. PREENCHIMENTO. CARGOS DE CARREIRA. LEI COMPLEMENTAR 105/2015. MUNICÍPIO DE PEDRA BELA. ART. 115, V, DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. ALEGADA OFENSA AO ART. 37, CAPUT, E INCISO V, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. Para divergir da conclusão adotada pelo tribunal de origem, quanto à alegada afronta aos dispositivos constitucionais dados como contrariados (art. 37, caput e inciso V), a respeito da observância do percentual mínimo de cargos em comissão a serem preenchidos por servidores de carreira, no que tange ao quantitativo de cargos existentes, bem como das necessidades exigidas para o funcionamento adequado da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C7-529F-6667-D550 e senha 2188-CF1C-6997-F693 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1064752 AGR / SP Administração, seria necessário, no caso, o reexame de fatos e provas, o que é vedado na via extraordinária, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. Inaplicável a norma do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, por se tratar de recurso oriundo de ação direta de inconstitucionalidade.” (Recurso Extraordinário 1006676 AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2... Turma, DJe 11.4.2019) “DIREITO ADMINISTRATIVO. CARGOS DE PROVIMENTO EM COMISSÃO. PERCENTUAL MÍNIMO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, V, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 1.151.175-AgR, da minha lavra, 1... Turma, DJe 30.11.2018) “DIREITO CONSTITUCIONAL . AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. LEI MUNICIPAL. CARGOS EM COMISSÃO. PERCENTUAL MÍNIMO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Hipótese em que para se chegar em conclusão diversa da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C7-529F-6667-D550 e senha 2188-CF1C-6997-F693 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1064752 AGR / SP Administração, seria necessário, no caso, o reexame de fatos e provas, o que é vedado na via extraordinária, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. Inaplicável a norma do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, por se tratar de recurso oriundo de ação direta de inconstitucionalidade.” (Recurso Extraordinário 1006676 AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2... Turma, DJe 11.4.2019) “DIREITO ADMINISTRATIVO. CARGOS DE PROVIMENTO EM COMISSÃO. PERCENTUAL MÍNIMO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, V, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 1.151.175-AgR, da minha lavra, 1... Turma, DJe 30.11.2018) “DIREITO CONSTITUCIONAL . AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. LEI MUNICIPAL. CARGOS EM COMISSÃO. PERCENTUAL MÍNIMO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Hipótese em que para se chegar em conclusão diversa da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C7-529F-6667-D550 e senha 2188-CF1C-6997-F693 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1064752 AGR / SP proferida pelo Tribunal de origem seria necessário o exame das circunstâncias fáticas presentes nos autos, o que é vedado pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não cabe a fixação de honorários. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 986269 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 12.6.2018) De mais a mais, na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, é pressuposto de cabimento de recurso extraordinário manejado contra acórdão prolatado em ação direta de inconstitucionalidade a demonstração da norma de repetição obrigatória inserida na Constituição estadual que teria sido violada. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE PERANTE O TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. LEI MUNICIPAL. CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO PARÂMETRO DE CONTROLE NORMATIVO LOCAL QUE CORRESPONDE À NORMA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA PELOS DEMAIS ENTES INTEGRANTES DA FEDERAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O recurso extraordinário de ação direta de inconstitucionalidade estadual ou distrital somente é admitido quando o parâmetro de controle normativo local corresponder a norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos demais entes integrantes da Federação. Assim, é pressuposto de cabimento do recurso extraordinário interposto contra acórdão prolatado em ação direta, a demonstração de qual norma de repetição obrigatória inserida na Constituição local foi violada. Precedentes: RCL n 383, Plenário, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ de 21/05/1993; RCL n 596-AgR, Plenário, Relator o Ministro Néri da Silveira, Plenário, DJ de 14/11/1996. 2. Ademais, ao julgar a ADI n 3.225/RJ, esta Corte declarou constitucional o artigo 112, § 2..., da Constituição do Estado do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C7-529F-6667-D550 e senha 2188-CF1C-6997-F693 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1064752 AGR / SP proferida pelo Tribunal de origem seria necessário o exame das circunstâncias fáticas presentes nos autos, o que é vedado pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não cabe a fixação de honorários. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 986269 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 12.6.2018) De mais a mais, na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, é pressuposto de cabimento de recurso extraordinário manejado contra acórdão prolatado em ação direta de inconstitucionalidade a demonstração da norma de repetição obrigatória inserida na Constituição estadual que teria sido violada. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE PERANTE O TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. LEI MUNICIPAL. CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO PARÂMETRO DE CONTROLE NORMATIVO LOCAL QUE CORRESPONDE À NORMA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA PELOS DEMAIS ENTES INTEGRANTES DA FEDERAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O recurso extraordinário de ação direta de inconstitucionalidade estadual ou distrital somente é admitido quando o parâmetro de controle normativo local corresponder a norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos demais entes integrantes da Federação. Assim, é pressuposto de cabimento do recurso extraordinário interposto contra acórdão prolatado em ação direta, a demonstração de qual norma de repetição obrigatória inserida na Constituição local foi violada. Precedentes: RCL n 383, Plenário, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ de 21/05/1993; RCL n 596-AgR, Plenário, Relator o Ministro Néri da Silveira, Plenário, DJ de 14/11/1996. 2. Ademais, ao julgar a ADI n 3.225/RJ, esta Corte declarou constitucional o artigo 112, § 2..., da Constituição do Estado do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C7-529F-6667-D550 e senha 2188-CF1C-6997-F693 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1064752 AGR / SP Rio de Janeiro. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 588.426-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 28.02.2013.) Na hipótese, o recorrente deixou de demonstrar esse pressuposto na petição de recurso extraordinário. Aplicável, portanto, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula n 284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJE de 23.02.2012; AI 762.808-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ayres Britto, DJE de 30.3.2012; Recurso Extraordinário 356.310- gR- egundo, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJE de 11.10.2011; e Recurso Extraordinário 656.256-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJE de 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C7-529F-6667-D550 e senha 2188-CF1C-6997-F693 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1064752 AGR / SP Rio de Janeiro. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 588.426-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 28.02.2013.) Na hipótese, o recorrente deixou de demonstrar esse pressuposto na petição de recurso extraordinário. Aplicável, portanto, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula n 284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJE de 23.02.2012; AI 762.808-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ayres Britto, DJE de 30.3.2012; Recurso Extraordinário 356.310- gR- egundo, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJE de 11.10.2011; e Recurso Extraordinário 656.256-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJE de 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E3C7-529F-6667-D550 e senha 2188-CF1C-6997-F693 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 17/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.064.752 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE PIACATU AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PIACATU ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC66-5F61-719E-F395 e senha 82F9-4EE1-FDE1-11DB Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.064.752 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE PIACATU AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE PIACATU ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 10.5.2019 a 16.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC66-5F61-719E-F395 e senha 82F9-4EE1-FDE1-11DB Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 064 . 752", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1064752 AGR / SP", "Súmula n 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1064752 AGR / SP", "Súmula n 284 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 064 . 752", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 064 . 752", "Recurso Extraordinário 1064752 AGR", "Recurso Extraordinário 1064752 AGR /", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 064 . 752", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1064752 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1006676 AgR", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 1 . 151 . 175 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1064752 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1006676 AgR", "Recurso Extraordinário 1 . 151 . 175 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1064752 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 986269 AgR", "RCL n 383", "RCL n 596 - AgR", "ADI n 3 . 225 / RJ", "Recurso Extraordinário 1064752 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 986269 AgR", "RCL n 383 ,", "RCL n 596 - AgR", "ADI n 3 . 225 / RJ", "Recurso Extraordinário 1064752 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 588 . 426 - AgR", "Súmula n 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 656 . 357 - AgR", "AI 762 . 808 - AgR", "Recurso Extraordinário 356 . 310 -", "Recurso Extraordinário 656 . 256 - AgR", "SÚMULA N . 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 1064752 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 588 . 426 - AgR", "Súmula n 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 656 . 357 - AgR", "AI 762 . 808 - AgR", "Recurso Extraordinário 356 . 310 - gR - egundo", "Recurso Extraordinário 656 . 256 - AgR", "SÚMULA N . 284 DO SUPREMO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 064 . 752", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 064 . 752" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 37 , CAPUT , V , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 37 , caput , V , da Lei Maior", "Constituição", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 37 , caput , V , da Lei Maior", "Artigo 23 , parágrafo único , da Lei Complementar 116", "artigo 115 , inciso V da Constituição Estadual", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 37 , caput , V , da Lei Maior", "Artigo 23 , parágrafo único , da Lei Complementar 116", "artigo 115 , inciso V da Constituição Estadual", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , caput , V , da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "LEI COMPLEMENTAR 105 / 2015", "ART . 115 , V , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 37 , CAPUT , E INCISO V , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n", "art . 37 , caput , V , da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "LEI COMPLEMENTAR 105 / 2015", "ART", "ART . 37 , CAPUT , E INCISO V , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 37 , V , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 37 , V , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "CONSTITUIÇÃO", "Constituição Federal", "artigo 112 , § 2 . . . , da Constituição do Estado do 3", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Constituição Federal", "artigo 112 , § 2 . . . , da Constituição do Estado do 3", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PIACATU", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PIACATU", "Município de Piacatu", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO", "MUNICÍPIO DE PIACATU", "Município de Piacatu", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PEDRA BELA", "Rio de Janeiro", "Rio de Janeiro", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PIACATU", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE PIACATU" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE PIACATU", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE PIACATU", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE PIACATU", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Suprema Corte", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "Plenário", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE PIACATU", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE PIACATU", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "ROSA WEBER", "Roberto Barroso", "Moreira Alves", "Néri da Silveira", "Roberto Barroso", "Moreira Alves", "Néri da Silveira", "ROSA WEBER", "Luiz Fux", "Joaquim Barbosa", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Joaquim Barbosa", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROSA WEBER", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "17", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "16 de maio de 2019", "17 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "17 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "13 de jundo de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "13 de jundo de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "05", ".", "09", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "05", ".", "09", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "4", ".", "2019", "30", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "4", ".", "2019", "30", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "6", ".", "2018", "21", "/", "05", "/", "1993", "14", "/", "11", "/", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "6", ".", "2018", "21", "/", "05", "/", "1993", "14", "/", "11", "/", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "02", ".", "2013", "23", ".", "02", ".", "2012", "30", ".", "3", ".", "2012", "11", ".", "10", ".", "2011", "05", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "02", ".", "2013", "23", ".", "02", ".", "2012", "30", ".", "3", ".", "2012", "11", ".", "10", ".", "2011", "05", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2019", "10", ".", "5", ".", "2019", "16", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "5", ".", "2019", "16", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.679 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SILMA MOURA DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :GERSON DE CARVALHO FRAGOZO ADV.(A/S) :SERGIO LUIZ GUIMARAES FARIAS EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. TEMA 660 REAPRECIAÇÃO DE PROVAS E CLÁULSULAS CONTRATUAIS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E7C-1B2D-32E9-C099 e senha 68F5-6080-9051-54A9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1170679 AGR / RJ menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Quanto à alegação de afronta ao artigo 5º LIV e LV, da Constituição Federal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. O acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas e cláusulas contratuais. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E7C-1B2D-32E9-C099 e senha 68F5-6080-9051-54A9 Supremo Tribunal Federal ARE 1170679 AGR / RJ menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Quanto à alegação de afronta ao artigo 5º LIV e LV, da Constituição Federal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. O acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas e cláusulas contratuais. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E7C-1B2D-32E9-C099 e senha 68F5-6080-9051-54A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.679 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SILMA MOURA DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :GERSON DE CARVALHO FRAGOZO ADV.(A/S) :SERGIO LUIZ GUIMARAES FARIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob os argumentos de que (a) mostra- se deficiente a fundamentação sobre a repercussão geral da matéria constitucional; (b) a ofensa constitucional é meramente reflexa; e (c) incidem, na hipótese, os óbices das Súmulas 279 e 454 do STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral está devidamente fundamentada; (b) a matéria em debate é abrangida pelo RE 627.106/RG (Relator Min. DIAS TOFFOLI -Tema 249); e (c) não é caso de aplicação do enunciado da Súmula 279 do STF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E07-204E-C9F2-004F e senha 299D-C9C9-8AC9-01CC Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.679 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SILMA MOURA DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :GERSON DE CARVALHO FRAGOZO ADV.(A/S) :SERGIO LUIZ GUIMARAES FARIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob os argumentos de que (a) mostra- se deficiente a fundamentação sobre a repercussão geral da matéria constitucional; (b) a ofensa constitucional é meramente reflexa; e (c) incidem, na hipótese, os óbices das Súmulas 279 e 454 do STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral está devidamente fundamentada; (b) a matéria em debate é abrangida pelo RE 627.106/RG (Relator Min. DIAS TOFFOLI -Tema 249); e (c) não é caso de aplicação do enunciado da Súmula 279 do STF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E07-204E-C9F2-004F e senha 299D-C9C9-8AC9-01CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.679 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, nos termos do cabeçalho da ementa (Vol. 8, e-STF fl. 263): ‘CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO. ADJUCAÇÃO CONSUMADA. REVISÃO CONTRATUAL E NULIDADE DE EXECUÇÃO EXTRAJUDICIAL. SENTENÇA CITRA PETITA. ANULAÇÃO. INCIDÊNCIA DO § 3º DO ARTIGO 515 DO CPC. DECRETO-LEI 70/66. CONSTITUCIONALIDADE. PROCEDIMENTO EXECUTIVO REGULAR. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO.’ No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, a parte recorrente aponta violação ao art. 5º, XXXV, XXXVII, LIII, LIV e LV, da Constituição. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 950E-0C2B-D125-31AE e senha 0446-B7D6-4B81-BB5F Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.679 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, nos termos do cabeçalho da ementa (Vol. 8, e-STF fl. 263): ‘CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO. ADJUCAÇÃO CONSUMADA. REVISÃO CONTRATUAL E NULIDADE DE EXECUÇÃO EXTRAJUDICIAL. SENTENÇA CITRA PETITA. ANULAÇÃO. INCIDÊNCIA DO § 3º DO ARTIGO 515 DO CPC. DECRETO-LEI 70/66. CONSTITUCIONALIDADE. PROCEDIMENTO EXECUTIVO REGULAR. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO.’ No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, a parte recorrente aponta violação ao art. 5º, XXXV, XXXVII, LIII, LIV e LV, da Constituição. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 950E-0C2B-D125-31AE e senha 0446-B7D6-4B81-BB5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1170679 AGR / RJ constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Quanto à alegação de afronta ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 950E-0C2B-D125-31AE e senha 0446-B7D6-4B81-BB5F Supremo Tribunal Federal ARE 1170679 AGR / RJ constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Quanto à alegação de afronta ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 950E-0C2B-D125-31AE e senha 0446-B7D6-4B81-BB5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1170679 AGR / RJ processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional (Decreto-lei 70/1966) e no conteúdo probatório dos autos. Trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. Publique-se.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos que ancoram o decisum objurgado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 950E-0C2B-D125-31AE e senha 0446-B7D6-4B81-BB5F Supremo Tribunal Federal ARE 1170679 AGR / RJ processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional (Decreto-lei 70/1966) e no conteúdo probatório dos autos. Trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. Publique-se.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos que ancoram o decisum objurgado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 950E-0C2B-D125-31AE e senha 0446-B7D6-4B81-BB5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.679 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : SILMA MOURA DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : GERSON DE CARVALHO FRAGOZO (106445/RJ) ADV.(A/S) : SERGIO LUIZ GUIMARAES FARIAS (08540/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D426-4B1E-EEDE-F0D6 e senha AFC5-845B-0C0B-8959 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.679 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : SILMA MOURA DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : GERSON DE CARVALHO FRAGOZO (106445/RJ) ADV.(A/S) : SERGIO LUIZ GUIMARAES FARIAS (08540/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D426-4B1E-EEDE-F0D6 e senha AFC5-845B-0C0B-8959 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749158447
2019-02-08T00:00:00
2019-02-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. TEMA 660 REAPRECIAÇÃO DE PROVAS E CLÁULSULAS CONTRATUAIS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Quanto à alegação de afronta ao artigo 5º LIV e LV, da Constituição Federal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. O acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas e cláusulas contratuais. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. 5. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur398343
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS PROCESSUAIS) ARE 748371 RG. Número de páginas: 7. Análise: 22/02/2019, BMP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1170679
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-000070 ANO-1966\n DECRETO-LEI\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1170679 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SILMA MOURA DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : GERSON DE CARVALHO FRAGOZO ADV.(A/S) : SERGIO LUIZ GUIMARAES FARIAS
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Ementa e Acórdão 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.679 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SILMA MOURA DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :GERSON DE CARVALHO FRAGOZO ADV.(A/S) :SERGIO LUIZ GUIMARAES FARIAS EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. TEMA 660 REAPRECIAÇÃO DE PROVAS E CLÁULSULAS CONTRATUAIS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E7C-1B2D-32E9-C099 e senha 68F5-6080-9051-54A9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1170679 AGR / RJ menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Quanto à alegação de afronta ao artigo 5... LIV e LV, da Constituição Federal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. O acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas e cláusulas contratuais. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E7C-1B2D-32E9-C099 e senha 68F5-6080-9051-54A9 Supremo Tribunal Federal ARE 1170679 AGR / RJ menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Quanto à alegação de afronta ao artigo 5... LIV e LV, da Constituição Federal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. O acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas e cláusulas contratuais. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. 5. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 8 de fevereiro de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E7C-1B2D-32E9-C099 e senha 68F5-6080-9051-54A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.679 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SILMA MOURA DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :GERSON DE CARVALHO FRAGOZO ADV.(A/S) :SERGIO LUIZ GUIMARAES FARIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob os argumentos de que (a) mostra- se deficiente a fundamentação sobre a repercussão geral da matéria constitucional; (b) a ofensa constitucional é meramente reflexa; e (c) incidem, na hipótese, os óbices das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral está devidamente fundamentada; (b) a matéria em debate é abrangida pelo Recurso Extraordinário 627.106/RG (Relator Min. DIAS TOFFOLI -Tema 249); e (c) não é caso de aplicação do enunciado da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E07-204E-C9F2-004F e senha 299D-C9C9-8AC9-01CC Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.679 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SILMA MOURA DA SILVA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :GERSON DE CARVALHO FRAGOZO ADV.(A/S) :SERGIO LUIZ GUIMARAES FARIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo em Recurso Extraordinário sob os argumentos de que (a) mostra- se deficiente a fundamentação sobre a repercussão geral da matéria constitucional; (b) a ofensa constitucional é meramente reflexa; e (c) incidem, na hipótese, os óbices das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a repercussão geral está devidamente fundamentada; (b) a matéria em debate é abrangida pelo Recurso Extraordinário 627.106/RG (Relator Min. DIAS TOFFOLI -Tema 249); e (c) não é caso de aplicação do enunciado da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E07-204E-C9F2-004F e senha 299D-C9C9-8AC9-01CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.679 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 2... Região, nos termos do cabeçalho da ementa (Vol. 8, e-Supremo Tribunal Federal fl. 263): ‘CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO. ADJUCAÇÃO CONSUMADA. REVISÃO CONTRATUAL E NULIDADE DE EXECUÇÃO EXTRAJUDICIAL. SENTENÇA CITRA PETITA. ANULAÇÃO. INCIDÊNCIA DO § 3... DO ARTIGO 515 DO Código de Processo Civil. DECRETO-LEI 70/66. CONSTITUCIONALIDADE. PROCEDIMENTO EXECUTIVO REGULAR. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO.’ No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, a parte recorrente aponta violação ao art. 5..., XXXV, XXXVII, LIII, LIV e LV, da Constituição. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 950E-0C2B-D125-31AE e senha 0446-B7D6-4B81-BB5F Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.679 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 2... Região, nos termos do cabeçalho da ementa (Vol. 8, e-Supremo Tribunal Federal fl. 263): ‘CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO. ADJUCAÇÃO CONSUMADA. REVISÃO CONTRATUAL E NULIDADE DE EXECUÇÃO EXTRAJUDICIAL. SENTENÇA CITRA PETITA. ANULAÇÃO. INCIDÊNCIA DO § 3... DO ARTIGO 515 DO Código de Processo Civil. DECRETO-LEI 70/66. CONSTITUCIONALIDADE. PROCEDIMENTO EXECUTIVO REGULAR. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO.’ No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, a parte recorrente aponta violação ao art. 5..., XXXV, XXXVII, LIII, LIV e LV, da Constituição. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 950E-0C2B-D125-31AE e senha 0446-B7D6-4B81-BB5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1170679 AGR / RJ constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Quanto à alegação de afronta ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 950E-0C2B-D125-31AE e senha 0446-B7D6-4B81-BB5F Supremo Tribunal Federal ARE 1170679 AGR / RJ constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar, formal e motivadamente, a repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Quanto à alegação de afronta ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 950E-0C2B-D125-31AE e senha 0446-B7D6-4B81-BB5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1170679 AGR / RJ processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional (Decreto-lei 70/1966) e no conteúdo probatório dos autos. Trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. Publique-se.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos que ancoram o decisum objurgado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 950E-0C2B-D125-31AE e senha 0446-B7D6-4B81-BB5F Supremo Tribunal Federal ARE 1170679 AGR / RJ processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Efetivamente, o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional (Decreto-lei 70/1966) e no conteúdo probatório dos autos. Trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as alegadas ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Mesmo que fosse possível superar todos esses graves óbices, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. Publique-se.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos que ancoram o decisum objurgado. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 950E-0C2B-D125-31AE e senha 0446-B7D6-4B81-BB5F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 08/02/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.679 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : SILMA MOURA DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : GERSON DE CARVALHO FRAGOZO (106445/RJ) ADV.(A/S) : SERGIO LUIZ GUIMARAES FARIAS (08540/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D426-4B1E-EEDE-F0D6 e senha AFC5-845B-0C0B-8959 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.679 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : SILMA MOURA DA SILVA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : GERSON DE CARVALHO FRAGOZO (106445/RJ) ADV.(A/S) : SERGIO LUIZ GUIMARAES FARIAS (08540/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Cintia da Silva Gonçalves Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D426-4B1E-EEDE-F0D6 e senha AFC5-845B-0C0B-8959 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 170 . 679", "SÚMULAS 279", "ARE 1170679 AGR /", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 627 . 106 / RG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 627 . 106 / RG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 1170679 AGR / RJ", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 1170679 AGR / RJ" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n", "artigo 5 . . . LIV e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . LIV e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "ARTIGO 515 DO Código de Processo Civil", "DECRETO", "-", "LEI 70 / 66", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , XXXV , XXXVII , LIII , LIV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 515 DO Código de Processo Civil", "DECRETO", "-", "LEI 70 / 66", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "art . 5 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art", ".", "1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art", ".", "1 .", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "lei 70 / 1966", "Constituição", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "lei 70 / 1966", "Constituição", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AGR", "/", "RJ", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "PRIMEIRA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "SILMA MOURA DA SILVA", "GERSON DE CARVALHO FRAGOZO", "SERGIO LUIZ GUIMARAES FARIAS", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "SILMA MOURA DA SILVA", "GERSON DE CARVALHO FRAGOZO", "SERGIO LUIZ GUIMARAES FARIAS", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIAS TOFFOLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "SILMA MOURA DA SILVA", "GERSON DE CARVALHO FRAGOZO", "SERGIO LUIZ GUIMARAES FARIAS", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIAS TOFFOLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "SILMA MOURA DA SILVA", "GERSON DE CARVALHO FRAGOZO", "SERGIO LUIZ GUIMARAES FARIAS", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves", "ALEXANDRE DE MORAES", "SILMA MOURA DA SILVA", "GERSON DE CARVALHO FRAGOZO", "SERGIO LUIZ GUIMARAES FARIAS", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cintia da Silva Gonçalves" ], "TEMPO": [ "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "1", ".", "2", ".", "2019", "7", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "2", ".", "2019", "7", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 08/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.791 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JACKSON GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) :ANTONIO VINICIUS SANTOS OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :DANIEL DE SOUZA SILVA Agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus. 2. Prisão preventiva devidamente fundamentada. 3. Impossível extensão de decisão, quando proferida a partir de elementos exclusivamente pessoais. 4. Agravo não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 1 º de fevereiro a 7 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2ADF-D58F-FAEE-76CA e senha 5F58-CBA2-E843-8743 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 08/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.791 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JACKSON GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) :ANTONIO VINICIUS SANTOS OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :DANIEL DE SOUZA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus. Nas razões recursais, aduz-se que concedi a “ordem liminarmente, no habeas corpus HC 163290/PB, cujo paciente é réu condenado do mesmo processo, sendo que foi preso na mesma operação. Sendo relevante frisar que a sentença é a mesma”. Sustenta-se que “a sentença é a mesma, a fundamentação é a mesma, (...) foram condenados no mesmo processo, presos na mesma operação, sentenciados pela mesma juíza, enfim, não poderia o justo ministro decidir de forma divergente da primeira decisão”. (eDOC 26, p. 3-4) Requer-se o provimento do presente, a fim de revogar-se a prisão preventiva, ou a extensão da decisão proferida em favor do corréu Leonardo Andrade da Silva. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8579-DE4E-6A8A-53C2 e senha 139D-56F3-EEBC-95D1 Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.791 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JACKSON GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) :ANTONIO VINICIUS SANTOS OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :DANIEL DE SOUZA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus. Nas razões recursais, aduz-se que concedi a “ordem liminarmente, no habeas corpus HC 163290/PB, cujo paciente é réu condenado do mesmo processo, sendo que foi preso na mesma operação. Sendo relevante frisar que a sentença é a mesma”. Sustenta-se que “a sentença é a mesma, a fundamentação é a mesma, (...) foram condenados no mesmo processo, presos na mesma operação, sentenciados pela mesma juíza, enfim, não poderia o justo ministro decidir de forma divergente da primeira decisão”. (eDOC 26, p. 3-4) Requer-se o provimento do presente, a fim de revogar-se a prisão preventiva, ou a extensão da decisão proferida em favor do corréu Leonardo Andrade da Silva. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8579-DE4E-6A8A-53C2 e senha 139D-56F3-EEBC-95D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. GILMAR MENDES 08/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.791 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O ato impugnado, com efeito, é o mesmo combatido nos autos do HC 163.290, de minha relatoria, mas os fundamentos são distintos para cada réu. Na espécie, o agravante exercia a liderança do tráfico na região, o que demonstra situação fática inteiramente distinta daquela em que estava inserido o corréu Leonardo. Desse modo, impossível a extensão da decisão. Quanto à fundamentação da decisão impugnada, registro que, sobretudo pela posição de líder do agravante, é possível a prisão preventiva para o resguardo da ordem pública. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F09F-7B4D-83DF-3132 e senha 4EAF-0E81-DBCE-8F30 Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.791 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O ato impugnado, com efeito, é o mesmo combatido nos autos do HC 163.290, de minha relatoria, mas os fundamentos são distintos para cada réu. Na espécie, o agravante exercia a liderança do tráfico na região, o que demonstra situação fática inteiramente distinta daquela em que estava inserido o corréu Leonardo. Desse modo, impossível a extensão da decisão. Quanto à fundamentação da decisão impugnada, registro que, sobretudo pela posição de líder do agravante, é possível a prisão preventiva para o resguardo da ordem pública. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F09F-7B4D-83DF-3132 e senha 4EAF-0E81-DBCE-8F30 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 08/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.791 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JACKSON GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) : ANTONIO VINICIUS SANTOS OLIVEIRA (18971/PB) E OUTRO(A/ S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : DANIEL DE SOUZA SILVA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B7F9-E10D-8F17-9EBB e senha 2E80-8FB8-7FBE-3ADC Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.791 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JACKSON GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) : ANTONIO VINICIUS SANTOS OLIVEIRA (18971/PB) E OUTRO(A/ S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : DANIEL DE SOUZA SILVA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B7F9-E10D-8F17-9EBB e senha 2E80-8FB8-7FBE-3ADC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749149044
2019-02-08T00:00:00
2019-02-14T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus. 2. Prisão preventiva devidamente fundamentada. 3. Impossível extensão de decisão, quando proferida a partir de elementos exclusivamente pessoais. 4. Agravo não provido.
sjur398302
Número de páginas: 4. Análise: 27/02/2019, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
154791
null
RHC-AgR
acordaos
RHC 154791 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JACKSON GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) : ANTONIO VINICIUS SANTOS OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : DANIEL DE SOUZA SILVA
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Ementa e Acórdão 08/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.791 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JACKSON GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) :ANTONIO VINICIUS SANTOS OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :DANIEL DE SOUZA SILVA Agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus. 2. Prisão preventiva devidamente fundamentada. 3. Impossível extensão de decisão, quando proferida a partir de elementos exclusivamente pessoais. 4. Agravo não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 1 de fevereiro a 7 de fevereiro de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2ADF-D58F-FAEE-76CA e senha 5F58-CBA2-E843-8743 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 08/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.791 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JACKSON GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) :ANTONIO VINICIUS SANTOS OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :DANIEL DE SOUZA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus. Nas razões recursais, aduz-se que concedi a “ordem liminarmente, no habeas corpus HC 163290/PB, cujo paciente é réu condenado do mesmo processo, sendo que foi preso na mesma operação. Sendo relevante frisar que a sentença é a mesma”. Sustenta-se que “a sentença é a mesma, a fundamentação é a mesma, (...) foram condenados no mesmo processo, presos na mesma operação, sentenciados pela mesma juíza, enfim, não poderia o justo ministro decidir de forma divergente da primeira decisão”. (eDOC 26, p. 3-4) Requer-se o provimento do presente, a fim de revogar-se a prisão preventiva, ou a extensão da decisão proferida em favor do corréu Leonardo Andrade da Silva. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8579-DE4E-6A8A-53C2 e senha 139D-56F3-EEBC-95D1 Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.791 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JACKSON GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) :ANTONIO VINICIUS SANTOS OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :DANIEL DE SOUZA SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus. Nas razões recursais, aduz-se que concedi a “ordem liminarmente, no habeas corpus HC 163290/PB, cujo paciente é réu condenado do mesmo processo, sendo que foi preso na mesma operação. Sendo relevante frisar que a sentença é a mesma”. Sustenta-se que “a sentença é a mesma, a fundamentação é a mesma, (...) foram condenados no mesmo processo, presos na mesma operação, sentenciados pela mesma juíza, enfim, não poderia o justo ministro decidir de forma divergente da primeira decisão”. (eDOC 26, p. 3-4) Requer-se o provimento do presente, a fim de revogar-se a prisão preventiva, ou a extensão da decisão proferida em favor do corréu Leonardo Andrade da Silva. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8579-DE4E-6A8A-53C2 e senha 139D-56F3-EEBC-95D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. GILMAR MENDES 08/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.791 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O ato impugnado, com efeito, é o mesmo combatido nos autos do HC 163.290, de minha relatoria, mas os fundamentos são distintos para cada réu. Na espécie, o agravante exercia a liderança do tráfico na região, o que demonstra situação fática inteiramente distinta daquela em que estava inserido o corréu Leonardo. Desse modo, impossível a extensão da decisão. Quanto à fundamentação da decisão impugnada, registro que, sobretudo pela posição de líder do agravante, é possível a prisão preventiva para o resguardo da ordem pública. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F09F-7B4D-83DF-3132 e senha 4EAF-0E81-DBCE-8F30 Supremo Tribunal Federal 08/02/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.791 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O ato impugnado, com efeito, é o mesmo combatido nos autos do HC 163.290, de minha relatoria, mas os fundamentos são distintos para cada réu. Na espécie, o agravante exercia a liderança do tráfico na região, o que demonstra situação fática inteiramente distinta daquela em que estava inserido o corréu Leonardo. Desse modo, impossível a extensão da decisão. Quanto à fundamentação da decisão impugnada, registro que, sobretudo pela posição de líder do agravante, é possível a prisão preventiva para o resguardo da ordem pública. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F09F-7B4D-83DF-3132 e senha 4EAF-0E81-DBCE-8F30 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 08/02/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.791 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JACKSON GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) : ANTONIO VINICIUS SANTOS OLIVEIRA (18971/PB) E OUTRO(A/ S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : DANIEL DE SOUZA SILVA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B7F9-E10D-8F17-9EBB e senha 2E80-8FB8-7FBE-3ADC Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154.791 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JACKSON GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) : ANTONIO VINICIUS SANTOS OLIVEIRA (18971/PB) E OUTRO(A/ S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : DANIEL DE SOUZA SILVA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 1.2.2019 a 7.2.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B7F9-E10D-8F17-9EBB e senha 2E80-8FB8-7FBE-3ADC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154 . 791", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154 . 791", "habeas corpus HC 163290 / PB", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154 . 791", "HC 163290 / PB", "HC 163 . 290", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 154 . 791", "HC 163 . 290" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "Brasília", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "JACKSON GOMES DE SOUSA", "ANTONIO VINICIUS SANTOS OLIVEIRA", "DANIEL DE SOUZA SILVA", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JACKSON GOMES DE SOUSA", "ANTONIO VINICIUS SANTOS OLIVEIRA", "DANIEL DE SOUZA SILVA", "GILMAR MENDES", "Leonardo Andrade da Silva", "GILMAR MENDES", "JACKSON GOMES DE SOUSA", "ANTONIO VINICIUS SANTOS OLIVEIRA", "DANIEL DE SOUZA SILVA", "GILMAR MENDES", "Leonardo Andrade da Silva", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Leonardo", "GILMAR MENDES", "Leonardo", "GILMAR MENDES", "JACKSON GOMES DE SOUSA", "ANTONIO VINICIUS SANTOS OLIVEIRA", "DANIEL DE SOUZA SILVA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "JACKSON GOMES DE SOUSA", "ANTONIO VINICIUS SANTOS OLIVEIRA", "DANIEL DE SOUZA SILVA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "08", "/", "02", "/", "2019", "1 de fevereiro a", "7 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2019", "1", ".", "2", ".", "2019", "7", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "2", ".", "2019", "7", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }